– Worcation na moda?

Worcation é a junção de Work e Vacation (trabalho e férias, em português), e tal prática está cada vez mais frequente mundo afora.

É que em alguns países onde não existe legislação de férias remuneradas, tal situação – trabalhar em período supostamente de descanso – tem sido uma alternativa. Ou melhor: uma necessidade!

Cá entre nós: alguns profissionais já vivem isso no Brasil! O pequeno comerciante não consegue abandonar a rotina. Celulares de última geração, notebooks e outros apetrechos acompanham a mala de mini-férias (2 dias de descanso, em muitos casos).

É a tendência dos dias atuais… e aqui, com pesar, me incluo!

E você: consegue se afastar totalmente do serviço durante as horas / dias de repouso?

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– Fio desencapado e o conselho de Muricy. Afinal, o que foi a confusão depois do jogo de sábado?

Viram o “pique” que o Edson Fio, treinador do Paulista Futebol Clube, deu para tentar tirar satisfação frente-a-frente com um torcedor que o azucrinava?

Para dizer o que aconteceu e acabar com qualquer fofoca que aumente o tumulto, uma pequena história introdutória. Abaixo:

Sempre ouvi o seguinte conselho enquanto eu militava como árbitro de futebol: “juiz tem que ser surdo e bandeira tem que ser vesgo”

  • Juiz surdo, pois não deve ouvir a torcida (eu preferia campo lotado porque isso me obrigava a focar no gramado; já o campo vazio com jogo ruim traziam risco de relaxamento e escutava todas as queixas).
  • Bandeira vesgo, pois tem que ficar com um olho na linha do penúltimo defensor e de quem vai lançar a bola no impedimento (experimente olhar simultaneamente a grande área e o meio campo, por exemplo, e verá como é difícil ter visão periférica).

Entendeu a dica, Edson?

Digo isso pois tivemos a confusão citada na partida entre Paulista 2×0 União Suzano, totalmente desnecessária e que confundiu muita gente. Para que teorias não povoem a mente do torcedor, a informação é: neste sábado (não sei se aconteceu em outro dia) não houve racismo. Mas de onde surgiu isso?

De uma conversa entre policial e representante da FPF, mal-entendida por um ouvinte que se precipitou. Quando algumas pessoas da cativa criticavam o técnico Edson Fio, um deles, mais exaltado (ressalto que é um apaixonado pelo Paulista, sempre está torcendo com gestos fortes, não sei o nome dele mas é conhecido das pessoas) acabou direcionando críticas mais incisivas. O comandante do policiamento (que é negro) chamou a atenção de um oficial da FPF (negro também) para que ficasse próximo a ele CASO OCORRESSE um xingamento racista ao Fio (que é negro). Em existindo, o policial daria ordem de prisão e o representante seria testemunha. Uma pessoa próxima não entendeu bem e replicou como se o torcedor “houvera possivelmente praticado racismo, e que isso irritou o treinador”. Essa história chegou até as cabines de imprensa e, felizmente, até a apuração, todos trataram como hipótese (pela gravidade e pela dúvida).

Aqui precisamos fazer duas considerações:

  1. Tem que acabar a mania de acreditar que na arquibancada tudo pode! Estamos em 2019, os tempos são outros e o fanatismo deve ser evitado. Mais do que isso: o Paulista tem a melhor campanha de todas as fases do campeonato e está invicto em casa (e ainda não consegue levar mais de 1000 torcedores ao estádio). Não estamos cobrando demais e apoiando “de menos”? Criticar pode, mas de maneira sensata e no momento oportuno.
  2. Treinador de futebol nas categorias amadoras se irrita com “pai e mãe corneteiros” que acham que o filho é injustiçado. No profissional, o treinador é irritado com todo tipo de coisa, com as justas e injustas. Se não aguenta xingamento da torcida, não serve para o mundo profissional. Entendo (ainda mais eu que sempre apitando bem ou mal era xingado gratuitamente) que ser criticado injustamente é desagradável, mas revidar xingamento para a torcida é condenável! E entendo mais ainda que o treinador do Galo já deve ter feito o mea culpa e refletido o episódio

Uma segunda dica ao amigo Edson Fio: tente “treinar o ouvido” para não assimilar bobagens. Estar ligado no campo de jogo e esquecer os acontecimentos extra-campo é fundamental. Quantas vezes cheguei em estádio e escutei “vai meter a mão na gente de novo, juizão de m…”, sem eu sequer ter trabalhado lá ainda!

Vou dar um exemplo bem prático com um conselho de Muricy Ramalho (que obviamente deve ser levado em conta): num sábado de Carnaval, eu era 4o árbitro em Campinas na partida Ponte Preta x São Paulo. Fui ao vestiário do SPFC recolher os documentos e vi um grupo de torcedores são-paulinos xingando o Muricy na passagem dele ao reservado (veja que ironia, justo ele que virou ídolo). Quando fui conversar com ele, brincando que “árbitro e treinador devem ser surdos para a torcida”, ele disse mais ou menos assim: “Torcedor tá na dele, não sabe nada e briga com a mulher para depois encher o saco aqui. Mas ele tá pagando ingresso, então você deixa ele falar a bobagem que quiser e ele acredita que a gente se importa. O duro é jornalista que não sabe nada dos bastidores, o quanto a gente se f. no dia-a-dia e quer dizer o que eu devo fazer”.

Outro exemplo? Um jornalista que se tornou meu amigo, Fernando Sampaio, da Rádio Jovem Pan: “O torcedor torce; às vezes entende muito, mas em outros casos distorce. Torce por paixão e distorce o que acontece em campo também pela paixão”.

Assim, paciência, Edson! É do ofício aguentar essas coisas (se o torcedor é mal educado ou incompreensível, não ligue. O técnico tem que ser profissional).

IMPORTANTE – Se fosse um ato racista o motivo, eu entenderia que ninguém tem sangue de barata, compreenderia o Fio – mas não partiria para a agressão. Aliás, como eu, branco, posso querer sentir na pele o preconceito que o negro sente? E olha que escrevi sobre isso numa postagem de valorização do Edson Fio dias atrás. Aqui: https://wp.me/p4RTuC-nhJ Mas sendo uma reação por xingamento do trabalho, reforço: estamos no Profissional, Fio. Controle-se! Não jogue seu trabalho fora e faça como o campeoníssimo Muricy: seja surdo com a passionalidade do torcedor (mas escute as boas dicas que podem lhe fazer crescer). Agora, cá entre nós: que é dose o cara estar ganhando e ouvir muitas vezes uma cornetagem desnecessária, ô se é!

Uma última história para encerrar: Evaristo de Macedo, quando técnico do Corinthians, disse uma vez que durante um jogo iria substituir o Mirandinha (aquele mesmo centroavante que jogou em Jundiaí e veio do Pará, que deixou a célebre frase “se eu correr não consigo pensar”). Mas tinha um cara da torcida tão chato xingando ele e cornetando o Mirandinha, que mudou de ideia e disse: “não tiro mais ele só pra você ficar mais p. da vida… vai aguentar ele pra deixar de ser tão mala”. Aliás, o Evaristo também disse um dia: “quando o torcedor me xinga de burro, eu penso: devo ser mesmo, afinal, trabalhei 1 ano na Arábia e ganhei um milhão de dólares” (no tempo em que seria inimaginável os altos salários de hoje).

Fio, não seja desencapado pois “fio desencapado” provoca acidente. Seja isolado, revestido, blindado, pois aí você tem segurança e energia máxima!

Ser treinador de futebol é, muitas vezes, um grande “abacaxi” – mas que se mantenha a calma.

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– Dia de Santa Marta, Padroeira das Cozinheiras e Acolhedora Mulher

Hoje é dia de uma Santa de suma importância e que se manteve discreta na Bíblia: Marta.

Amiga de Jesus, foi aquela que sempre estava fazendo seus afazeres domésticos. Seu irmão, Lázaro, igualmente amigo, foi ressuscitado por Cristo! Veja que bela história (extraída de Canção Nova):

FESTA DE SANTA MARTA

Hoje lembramos a vida de Santa Marta, que tem seu testemunho gravado nas Sagradas Escrituras. Padres e teólogos encontram em Marta e sua irmã Maria, a figura da vida ativa (Marta) e contemplativa (Maria). O nome Marta vem do hebraico e significa “senhora”.

No Evangelho, Santa Marta apresenta-se como modelo ativo de quem acolhe: “… Jesus entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa” (Lc 10,38).

Esta não foi a única vez, já que é comprovada a grande amizade do Senhor para com Marta e seus irmãos, a ponto de Jesus chorar e reviver o irmão Lázaro.

A tradição nos diz que diante da perseguição dos judeus, Santa Marta, Maria e Lázaro, saíram de Bethânia e tiveram de ir para França, onde se dedicaram à evangelização. Santa Marta é considerada em particular como patrona das cozinheiras e sua devoção teve início na época das Cruzadas.

Santa Marta, rogai por nós!

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– Os ipês roxo e rosa estão florindo!

A natureza é gentil quando nos permite contemplar sua beleza. E para começar bem a semana, aqui vai o primeiro desabrochar do nosso pé de ipê (que atrasou com suas flores nesse ano).

Viva a Mãe-Terra! Abaixo, para começar e colorir a semana:

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