– Petrobrás e a busca incessante de lucro.

Sabia que 80% de todos os derivados de Petróleo (Gasolina e Diesel, por exemplo) que consumimos é produzido em nosso próprio país?

E que o preço se baseia em dólar, como se tudo fosse importado do Oriente Médio (e não apenas os 20% que realmente é)?

Entenda: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/02/baixar-preco-gasolina-diesel-petrobras.htm

GASOLINA CUSTARIA CUSTARIA MENOS SE PETROBRAS COBRASSE VALOR PELO PETRÓLEO NACIONAL

Cerca de 80% do combustível consumido no Brasil é feito com petróleo nacional, enquanto só 20% são importados. Mas por que, então, os preços no país dispararam com a alta no mercado internacional, como se todo nosso petróleo fosse importado?

Se a Petrobras considerasse apenas os custos nacionais de produção, poderia vender gasolina e diesel por um preço bem abaixo do atual, segundo analistas. Ainda assim, a empresa conseguiria lucrar e não teria risco de quebrar.

No entanto, reduzir os preços dos combustíveis para todos os brasileiros – e não apenas para os caminhoneiros – dependeria basicamente de uma decisão de Estado, com a Petrobras assumindo efetivamente o papel de companhia estatal, com gestão eficiente e transparente. Trata-se de uma mudança radical em relação ao modelo econômico neoliberal vigente na empresa hoje.

Petrobras usa o valor do petróleo internacional

O custo da produção nacional é estimado em US$ 30 a US$ 40 o barril, mas a empresa usa como referência o petróleo internacional, que está custando cerca de US$ 80 por barril. Com isso, busca ter o maior lucro possível e agradar aos investidores privados, visto que é uma companhia de capital aberto, e não 100% estatal.

A saída para a Petrobras vender combustível mais barato, dizem os analistas, também inclui um uso maior de suas refinarias, que hoje operam com dois terços de sua capacidade. Embora o país seja autossuficiente em petróleo, quase 20% dos combustíveis consumidos no país são importados. Desta forma, as decisões da Petrobras seriam orientadas em nome do interesse coletivo, e não apenas baseadas em critérios econômico-financeiros. Mesmo atuando desta forma, a empresa conseguiria se sustentar no azul, se algumas regras fossem seguidas.

Veja a seguir as explicações dos especialistas que defendem um formato alternativo de gestão da estatal para minimizar os impactos da alta do petróleo sobre a população.

Petrobras atende a três grupos em conflito

Antes de iniciar a discussão sobre qual poderia ser o modelo de gestão da Petrobras, é preciso conhecer e compreender os interesses dos grupos que são diretamente afetados pelas decisões tomadas pela companhia.

– Acionistas

A Petrobras possui mais de 600 mil acionistas, entre pessoas físicas, grandes investidores estrangeiros e fundos de investimentos. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e na Bolsa de Nova York (NYSE) sob a forma de ADRs (recibos de ações).

O governo federal é o controlador da companhia, detentor de 63,5% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e de 23,3% das ações preferenciais (PN, sem direito a voto).

“O acionista está interessado simplesmente no lucro. Ele quer que a empresa produza pelo menor custo possível para gerar o maior lucro possível”, afirma o professor Ildo Sauer, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) e ex-diretor da Área de Gás e Energia da Petrobras.

– Consumidores de combustível

Donos de automóveis, motos, caminhões e as frotas públicas e privadas de ônibus e carretas são os principais consumidores de combustíveis da Petrobras e foram atingidos em cheio pela política de paridade internacional dos preços, adotada pela companhia em outubro de 2016.

A partir de julho de 2017, os ajustes nos preços da gasolina e do diesel passaram a ser diários, provocando impacto ainda maiores sobre os consumidores.

“A decisão da Petrobras de praticar a paridade internacional desencadeou uma série de efeitos sobre a economia brasileira, afetando diretamente os consumidores e também setores da indústria que utilizam os derivados de petróleo para produzir”afirma Cloviomar Cararine, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e assessor técnico da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

– População em geral

Mesmo aquelas pessoas que não possuem automóvel são afetadas pela política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. As oscilações nos preços dos combustíveis afetam a passagem de ônibus, o frete do transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço final dos produtos e o poder de compra do trabalhador.

“No cerne desse conflito está a disputa sobre quais grupos ganham e quais perdem com a atual política de preços da Petrobras. Ao que tudo indica, a população acaba, literalmente, pagando a conta, já que os custos de produção acabam repassados ao preço final, com maior impacto sobre as camadas médias e mais pobres da sociedade”, diz Cararine.

Como conciliar interesses tão diferentes?

Os especialistas afirmam que a administração da Petrobras nunca conseguirá atender plenamente aos interesses dos grupos afetados pela companhia. “O acionista sempre vai querer maximizar o lucro e o consumidor sempre vai querer o menor preço de combustível. A saída é buscar uma conciliação civilizada, que beneficie a população em geral”, diz Ildo Sauer.

“O petróleo não pertence à Petrobras. Ele pertence à União e, portanto, ao povo. A prioridade no uso do petróleo e das riquezas geradas por ele deve ser dada aos mais fracos. Deve ser pensado um plano estrutural para a Petrobras com foco em justiça social”, afirma o professor do IEE/USP.

Cloviomar Cararine, autor da Nota Técnica do Dieese “A escalada do preço dos combustíveis e as recentes escolhas da política do setor de petróleo” defende que a atuação da Petrobras seja voltada ao interesse coletivo, em vez de favorecer “os investidores estrangeiros e especuladores, que ganham com a livre flutuação de preços”. No documento, o técnico do Dieese e da FUP diz que é possível gerir empresas estatais de forma eficiente, sob a perspectiva do interesse público. “As empresas estatais diferem das privadas à medida que, pela natureza, deveriam tomar decisões orientadas pelo interesse coletivo e não apenas por critérios econômico financeiros.”

Conforme o estudo, experiências em países desenvolvidos mostram a viabilidade de diferentes tipos de gestão no setor público, com controle social, que possibilitam reduzir problemas relacionados à corrupção e à apropriação indevida das estatais por interesses privados.

Petrobras não deve se guiar por preços internacionais

Cloviomar Cararine defende que a Petrobras deveria desistir da política de paridade internacional nos preços dos combustíveis. Ele afirma que o país se tornou mais vulnerável aos choques dos preços do petróleo no mercado externo e às oscilações do câmbio, uma vez que o barril é cotado em dólar. Além disso, a paridade de preços estimulou a entrada de importadores de combustíveis no mercado nacional. O Brasil passou a comprar mais combustíveis no exterior em vez de produzir internamente.

As refinarias da Petrobras possuem capacidade de refinar 2,4 milhões de barris/dia, mas estão utilizando apenas 68% da capacidade. “A paridade favorece os importadores. Na prática, você está deixando de usar as refinarias aqui para gerar empregos no exterior”, declarou o professor Ildo Sauer, do IEE/USP.

Preço deve ser baseado nos custos de extração e refino

Se o Brasil tem grandes reservas e consegue, hoje, extrair maior quantidade de barris do que o total do consumo nacional, por que o petróleo tem que ser vendido a um preço tão mais alto do que o custo de produção?”, questiona o técnico do Dieese.

Segundo ele, a Petrobras deveria levar em consideração outros fatores para definir os preços dos combustíveis, como o volume de extração de petróleo no Brasil, a capacidade de refino no país e, especialmente, os custos dessas duas atividades. Dessa forma, o preço do combustível ao consumidor seria determinado principalmente pelo custo de produção da Petrobras mais uma margem de lucro. Apenas uma pequena parte do preço teria sua composição baseada no valor internacional, correspondente à parcela de óleo importado.

Dados disponíveis no balanço anual da Petrobras mostram que o custo médio de extração de petróleo da empresa foi de US$ 20,48 (R$ 65,20) por barril em 2017. Esse valor já inclui a chamada participação governamental (royalties e participação especial) sobre a exploração de petróleo, mas não inclui outros impostos. Já o preço médio de venda do óleo bruto às refinarias praticado pela estatal no ano passado foi de US$ 50,48 (R$ 161,03) por barril. E o custo médio de refino (transformação de petróleo em combustíveis e outros derivados) foi de US$ 2,90 (R$ 9,26) por barril.

Vale lembrar que o petróleo registrou forte valorização no início deste ano, alcançando a casa dos US$ 80 por barril. Em função da sua política de paridade, a Petrobras reajustou os preços da gasolina e do diesel em mais de 50% neste ano. Petrobras poderia vender barril por US$ 40 em vez de US$ 80.

Cararine, do Dieese, afirma que é difícil estimar qual seria o preço de equilíbrio que permitiria à Petrobras vender petróleo às refinarias e continuar lucrativa. “Trata-se de um campo nebuloso. É um segredo da companhia. Mas é um número importante para o governo, tendo em vista que o setor é estratégico para o país, com grande impacto sobre a economia.”

O professor Ildo Sauer, do IEE/USP, arriscou um palpite. Ele estimou um preço de equilíbrio entre US$ 30 e US$ 40 por barril. “Esse seria o valor que permitiria a companhia pagar seus custos de produção, os impostos e ainda obter uma margem de lucro satisfatória para os acionistas e para manter a empresa saudável.”

Embora o provável preço de equilíbrio (US$ 40) seja metade do valor do barril no mercado (US$ 80), os especialistas explicam que não é possível afirmar que os preços da gasolina e do diesel  cairiam pela metade para o consumidor final porque há outras variáveis que interferem na conta, como impostos e royalties. Mas certamente os preços seriam menores que os atuais.

Autossuficiência em petróleo precisa ser aproveitada

O Brasil produziu 2,6 milhões de barris de petróleo por dia no mês de abril, volume mais do que suficiente para atender o consumo doméstico de derivados, que foi de 2,2 milhões de barris por dia. No entanto, as refinarias brasileiras processaram apenas 1,6 milhão de barris por dia no período.

“Mesmo produzindo 400 mil barris de petróleo a mais do que o necessário para atender o consumo nacional, o país importou cerca de 600 mil barris de derivados por dia. Isso aconteceu porque a Petrobras aumentou a exportação de petróleo cru e, ao mesmo tempo, reduziu a utilização de suas refinarias. Além disso, parte da produção de derivados foi direcionada para o mercado externo”, afirma Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Importação de petróleo e derivados deve ser mínima

O especialista do Dieese explicou que, para que o preço do combustível baixe para o consumidor, é importante que a importação de petróleo e derivados seja reduzida ao mínimo necessário.

Mesmo sendo autossuficiente, a Petrobras ainda necessita importar óleo leve para misturar ao óleo pesado produzido no país para obter melhores resultados no processo de refino. A tendência é que as importações de óleo leve diminuam conforme a produção do pré-sal aumentar, uma vez que o óleo proveniente dessa área é de melhor qualidade.

Se o preço interno for reduzido, mas a importação de óleo e derivados continuar elevada, vamos repetir erros do passado, quando a Petrobras tinha prejuízo porque comprava combustível a preço de mercado e revendia a um valor mais baixo aqui“,
diz Cararine.

Lucro viria principalmente da exportação

A produção de petróleo no Brasil hoje, de 2,6 milhões de barris por dia é apenas ligeiramente maior que o consumo nacional de combustíveis e derivados, equivalente a 2,4 milhões de barris por dia.

Com o crescimento da exploração das reservas gigantes do pré-sal da Bacia de Santos, a produção nacional deverá alcançar 4 milhões de barris por dia até 2020.

“Mesmo que o país volte a crescer em ritmo acelerado nos próximos anos, a demanda nacional não deve superar 3 milhões de barris por dia. Ou seja, teremos um excedente de 1 milhão de barris por dia”, afirma Cararine.

Segundo o especialista, a Petrobras seguiria a lógica das grandes estatais de petróleo do Oriente Médio, que obtêm a maior parte do seu lucro com as exportações. “Esse excedente do pré-sal poderá ser vendido pela Petrobras no exterior a preço de mercado, gerando lucro para a companhia. Internamente, o preço do combustível não precisará ser subsidiado pela empresa, nem pelo governo. Ele será baseado no custo de produção e refino, mais uma margem de lucro que garanta a saúde financeira da empresa e não onere demais o consumidor.”

Acionistas questionariam qualquer perda

Uma eventual mudança no modelo de gestão da Petrobras certamente não agradaria a todos os grupos que são afetados diretamente pela companhia. O principal questionamento partiria dos acionistas, que veriam a margem de lucro diminuir.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, defende que o petróleo é uma commodity, ou seja, uma matéria-prima básica com preço definido internacionalmente. Dessa forma, a Petrobras deve definir sua política de preços com base na cotação de mercado.

“A Petrobras é uma companhia de capital aberto, com ações listadas em Bolsa no Brasil e no exterior. Portanto, ela tem que seguir a lógica empresarial. Se o governo mandar a empresa vender combustível mais barato aqui, ela vai ter prejuízo. O certo seria ela exportar o petróleo, aproveitando o preço maior lá fora”, afirma Pires.

Agora, se a Petrobras fosse 100% estatal, como a PDVSA (estatal de petróleo da Venezuela), o governo poderia fazer o que bem entendesse“, diz o diretor do CBIE. 

Para ele, qualquer proposta do governo que cause mudanças na política de preços da Petrobras representaria a volta da interferência política na gestão da estatal, o que geraria reações negativas entre os acionistas.

“Não podemos esquecer que a Petrobras foi processada por investidores nos Estados Unidos por causa dos prejuízos provocados pela má gestão durante o governo de Dilma Rousseff e pela corrupção descoberta na Operação Lava-Jato”diz Pires.

Corte de impostos sobre o diesel pune população

Os especialistas alertam que a decisão tomada pelo governo, de reduzir a carga de impostos sobre o diesel para conceder desconto aos caminhoneiros, provocará impactos sobre o restante da população.

“A população vai sair perdendo. O corte nos impostos sobre o diesel terá um impacto de R$ 13,5 bilhões na arrecadação deste ano. Para fechar a conta, o governo terá necessariamente que aumentar outros impostos ou reduzir o gasto em áreas como educação e saúde”, afirma o professor Jaci Leite, coordenador do curso de Negociação da FGV Educação Executiva.

“Uma eventual redução dos preços dos combustíveis via diminuição de impostos implica, necessariamente, renúncia fiscal. Se não houver uma mudança na política do setor de petróleo no Brasil que transforme, de forma mais estrutural, a dinâmica de preços, os cortes na Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), no PIS/Cofins ou no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) resultarão em medidas paliativas. É um custo que novamente será pago pela população”, declarou Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Petrobras diz que política de preços será mantida

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, declarou várias vezes ao longo da última semana que a política de preços da companhia será mantida. Segundo ele, independentemente da periodicidade de reajustes que será adotada após a decisão do governo de reduzir o preço do diesel, a empresa continuará tendo liberdade de aplicar os aumentos em função das variações de preço do mercado de petróleo.

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– As 7 irmãs do Petróleo Mundial e o Cartel de Combustíveis no Brasil

As pessoas de mais idade se lembram das “7 irmãs” do petróleo que dominaram o mundo: Shell, Texaco, Exxon, Standard Oil, BP, Chevron e Gulf Oil. Elas detinham metade das reservas mundiais e comercializavam mais de 70% dos combustíveis do Planeta.

Hoje o cenário mudou lá fora. Mas e no Brasil?

Aqui, se fala de cartel daquelas que compram tudo e mandam “pra valer”: BR, Ipiranga e Shell/Raízen.

Entenda melhor. Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/o-cartel-que-joga-contra-o-pais/

O CARTEL QUE JOGA CONTRA O PAÍS

Por trás dos exorbitantes preços dos combustíveis há um conluio entre as três maiores distribuidoras, donas de 70% do mercado, que impede o alívio no bolso do consumidor. Agora, a Agência Nacional do Petróleo tem a oportunidade histórica de acabar com a farra

A greve dos caminhoneiros mudou a rotina do brasileiro nas últimas semanas, que passou boa parte do dia em fila, com galão na mão à procura de algum posto para lhe vender uns míseros litros de gasolina. O governo, por sua vez, para convencer a categoria a retornar o trabalho, ofereceu descontos generosos na forma de tributação sobre o óleo diesel e, até mesmo, na isenção total de impostos que incidem sobre o produto. Mas as medidas para conter a alta do preço do combustível serão inócuas se não for atacado um problema que corre a céu aberto e à vista da fiscalização: o cartel composto pelas três grandes distribuidoras que dominam o mercado. São elas, a BR Distribuidora, a Raízen/Shell e a Ipiranga. Enquanto elas ditarem o valor cobrado pelo litro que irriga as bombas dos postos, tão cedo o consumidor não sentirá um alívio no bolso. A questão é como mudar essa lógica deletéria se a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), em determinados momentos, tem transigido com o conluio que deu carta branca para as três bandeiras operarem ao sabor de suas conveniências.

A pressão contra o livre mercado

Em 2008, um lobby pesado do Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) junto ao então diretor da ANP, Haroldo Borges Rodrigues Lima, nomeado pelo ex-presidente Lula, hoje preso, fez uma modificação numa estratégica resolução do Ministério de Minas e Energia. Até então, ela garantia aos postos de gasolina escolher de qual distribuidora comprar combustível. Cabia a eles apenas informar na bomba o fornecedor do produto. Assim, poderiam comprar da distribuidora que oferecesse o menor preço, o que barateava o valor final para o consumidor. Com o cavalo de pau na regra, ficou vedada a comercialização de combustíveis automotivos com revendedor varejista, que optou por exibir a marca comercial de outro distribuidor. Na prática, passou a funcionar assim: um posto com o slogan da BR Distribuidora, Raízen/Shell e Ipiranga ficou impedido de comprar combustível de uma distribuidora de bandeira branca. Somente da marca que estampa em sua fachada. Mesmo que o preço do litro dos fornecedores de bandeira branca seja bem mais barato. Com a medida, as grandes distribuidoras, detentoras de 70% de todo o combustível comercializado no País, conseguiram fidelizar 24 mil postos. Dessa forma, mais que dobraram seu faturamento em dez anos, saltando de R$ 78 bilhões em 2007 para R$ 219 bilhões no ano passado. Pior para você, consumidor.

Bom senso da ANP

Com a greve dos caminhoneiros, foi dado o primeiro passo para livrar os empresários do setor de postos das amarras impostas pelas três gigantes do setor de distribuição de diesel e gasolina. Numa iniciativa de raro bom senso, a ANP resolveu suspender em caráter excepcional, ou seja, temporário, a vinculação de marca para vendas de distribuidoras de combustíveis líquidos. O despacho foi assinado pelo diretor-geral substituto da agência, José Cesário Cecchi. Agora, a ANP tem em mãos a oportunidade histórica de corrigir um equívoco de uma década, ou seja, a partir da retomada e da normalização do abastecimento de combustível no País, tornar permanente uma medida que jamais deveria se constituir uma exceção. Em nota enviada à ISTOÉ, a agência se esforça para descaracterizar o “conluio”, o qual com veemência diz não existir, mas admite que os postos bandeirados de fato se comprometem em contrato a comprar combustíveis apenas da distribuidora a que se vincularem. A ANP admite ainda “estudar” a possibilidade de permitir, de maneira definitiva, que os postos de gasolina escolham de qual distribuidora comprar combustível. As três grandes distribuidoras do produto, a BR Distribuidora, Raízen/Shell e Ipiranga, agora reunidas na Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), ameaçam reagir. Há até canelada muito abaixo da linha da cintura: representantes das empresas espalham que podem até processar diretores da ANP envolvidos na decisão de alterar a regra que os beneficiam. Jogo baixo, muito baixo. Que a Agência Nacional do Petróleo não repita 2008 e – de novo – dobre os joelhos, em detrimento do consumidor. A sociedade está atenta.

– Dos 81 do Senado, somente 25 não possuem processos contra eles!

Como é que vamos mudar o Brasil?

Apenas 30% dos Senadores da República não estão sendo processados por algum tipo de crime.

Pode?

Extraído de: https://istoe.com.br/um-senado-comprometido/

UM SENADO COMPROMETIDO

Quase 70% dos senadores estão sendo investigados pela Justiça. As acusações vão do recebimento de propina à violência contra mulheres. É o exemplo mais bem acabado da falência política

O quadro é desalentador. O Senado brasileiro virou a síntese da decadência da política. Levantamento feito por ISTOÉ revela que 69% dos 81 senadores possuem alguma pendência judicial. Os números mostram que 56 estão encrencados com a Justiça. Os crimes envolvendo os parlamentares da Câmara Alta são de fazer inveja aos ocupantes de qualquer penitenciária brasileira. Há casos de violência contra a mulher, ocultação de bens, peculato, crimes contra a fé pública, ocupação ilegal de apartamentos funcionais, crimes eleitorais, enriquecimento ilícito, corrupção, lavagem de dinheiro, além de muitos inquéritos derivados das delações premiadas da Odebrecht. O delito preferido dos senadores, no entanto, é a corrupção ou atos de improbidade administrativa: 49 deles respondem por crimes dessa natureza. A maioria, no entanto, se esconde atrás do foro privilegiado e os processos abertos para que possam ser julgados e condenados caminham a passos de cágado.

Desse cenário lamentável, porém, sobressai um dado positivo: os resultados da Operação Lava Jato no processo de saneamento da política brasileira. Afinal, houve um aumento significativo no número de senadores investigados após a deflagração da operação pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Seis senadores, inclusive, já se tornaram réus no Supremo Tribunal Federal: Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fernando Collor (PTC-AL), José Agripino Maia (DEM-RN), Romero Jucá (MDB-RR), Renan Calheiros (MDB-AL) e Valdir Raupp (MDB-RO). Collor foi denunciado por propinas de R$ 26 milhões desviadas da BR Distribuidora. Gleisi, Agripino, Jucá e Raupp se tornaram réus por repasses ilícitos de empreiteiras para suas campanhas eleitorais. Jucá também é investigado em outros 12 procedimentos. Agripino, por propinas na construção da Arena de Dunas, estádio de Natal da Copa do Mundo de 2014. Já Aécio foi acusado por pedir R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS, em março de 2017. O tucano é alvo de mais nove inquéritos, que vão desde propinas para campanhas até fraude na licitação da cidade administrativa de Minas Gerais.

NEM O PRESIDENTE ESCAPA

A Lava Jato também levou o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), a ser investigado no STF. Delatores da Odebrecht revelaram repasses de R$ 2 milhões a ele. O ex-diretor de Relações Institucionais da Hypermarcas Nelson Mello, também em delação premiada, detalhou pagamentos de R$ 5 milhões em despesas de empresas que prestavam serviços à campanha de Eunício em 2014. Quem também está enrolado na Lava Jato é Renan Calheiros (MDB-AL), alvo de pelo menos 15 inquéritos no STF. Ele já é réu por usar recursos ilícitos da construtora Mendes Júnior para pagar a pensão de uma filha. Ainda na Lava Jato, há os casos dos senadores Benedito de Lira (PP-AL), incluído no chamado ‘quadrilhão do PP’ e Edison Lobão (MDB-MA), alvo de quatro inquéritos. José Serra (PSDB-SP) é investigado por fraudes na licitação do Rodoanel Sul.

O senador Telmário Mota (PTB-RR) é dono de um prontuário de corar a face: é investigado por violência contra a mulher. Uma universitária de 19 anos fez a denúncia em 2016 e disse ter sido agredida pelo senador, depois de viver maritalmente com ele por três anos. Na verdade, espancada a chutes e socos, que a fizeram desmaiar. Ele nega a agressão. “Desafio provar”, diz.
Entre os processos por atos de improbidade administrativa, chama atenção os do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). São pelo menos 12 procedimentos contra ele no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por irregularidades na sua gestão como prefeito de Nova Iguaçu, se é que é possível chamar aquela barafunda administrativa de gestão.

Todos os parlamentares citados, por óbvio, refutam as acusações. De qualquer forma, o eleitor precisa ficar atento ao passado dos candidatos. Em outubro, cada brasileiro escolherá dois senadores para representá-los em Brasília. Dos 54 com mandatos terminando neste ano e que pretendem disputar a reeleição, 24 são investigados na Lava Jato. É possível que até a eleição algum deles já esteja condenado pelo STF. Aí viram fichas-sujas. De caras limpas.

– Decepcionado com o Brasil e seus governantes. Sobre a crise dos Combustíveis, hoje, 3a feira, dia 29.

O que eu posso falar aos amigos?

Quase 10 dias de greve dos caminhoneiros. Não recebemos combustíveis no nosso estabelecimento comercial, nada se vende e as contas estão vencendo.

Como pagar os altíssimos impostos?

E para honrar os pagamentos dos funcionários?

Perguntas de respostas difíceis…

Enquanto isso, o Governo fica fazendo propostas aos grevistas (dizendo que foram aceitas) e divulgando acordos inexistentes, a fim de não permitir que as pessoas achem que vivemos em um caos. Embora, sabemos, estamos num verdadeiro pandemônio. É só você ir ao mercado e comprovar vendo o quilo da batata (sim, a batata, que brota em qualquer lugar) a R$ 10,00.

Pior do que tudo isso é a incompetência: na 5a feira passada, negociou-se com minorias “envolvidas” com a greve, sem efeito algum no movimento. Não era o pessoal do comando! Naquela oportunidade, ofereceu-se uma redução de R$ 0,30 por litro de Óleo Diesel, transferindo a diferença financeira da menor arrecadação para a folha trabalhista. No último domingo, alardeou-se a “volta à normalidade”, com redução de R$ 0,46. O Excelentíssimo Presidente Temer só se esqueceu de combinar com os manifestantes.

Por outro lado, os movimentos estão fazendo do seu protesto uma bandeira nacional e radical. Me preocupa muito que tal justa causa se torne um exemplo egoísta de vitória por motivo próprio. A que custo isso terá para a população? Estão respeitando abastecimentos de cotas mínimas para atender a todos? Permitem o trabalho honesto dos demais brasileiros?

Claro que não. Isso é indevido também. E mostra que, se por um lado os políticos nada ajudam (vide o histórico de corrupção dos partidos de direita e esquerda), parte do povo quer levar vantagem em tudo: comerciantes vendendo a preço alto os combustíveis, gente querendo levar produto em galão para estocar, mantimentos comprados aos montes como se fossem os últimos do mundo e, com isso, prevalecendo a Lei de Gerson.

Alguns postos receberam combustíveis para atender os serviços essenciais. Na sobra, vende-se à população o excedente. Claro que isso não resolve, mas me chama a atenção o seguinte: como justificar a Gasolina que outros postos não conveniados estão recebendo, se as bases estão fechadas e ninguém sai de lá dentro? O que está a disposição para vender ao consumidor “é coisa boa”?

Hein? Combustível adulterado na praça? Procedência duvidosa? Etanol direto da usina?

Ô país de gente complicada, abusada e sem-vergonha. Os bons sofrem e o humilde padece. Coitado do honesto. É por isso que não recrimino quem abandona a nação e tenta a sorte no Exterior.

A propósito: Diz-se que a crise dos combustíveis se resolveria hoje, com o provável uso da força nas refinarias. Será que terá que ser assim? Uma pena. Mas aguardemos, pois amanhã poderemos ter Greve dos Petroleiros. É mole? Nosso país está despedaçado…

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– O Novo Aumento dos Combustíveis chegou!

E o aumento dos combustíveis, “presenteado” nesta semana?

Pouca gente percebeu, mas a Gasolina subiu em média R$ 0,05 e o Diesel R$ 0,10. Tudo na surdina! 

FHC fazia isso em seu Governo. Lula também. Dilma idem. E Temer mantém a tradição de permitir aumentos de preços enquanto as pessoas estão distraídas. Mas quando é redução… cai quase nada e se faz um estardalhaço!

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– As pessoas mais ricas do Brasil, segundo a Forbes.

Segundo a Forbes, o Brasil possui 42 bilionários!

Deve ser uma “coisa incrível” ter “1 bilhãozinho” só, não? Nem precisa ter a mesma quantia de bilhões do que o fundador da Amazon, Jeff Bezos, que hoje é o homem mais rico do mundo com US$ 112 bi.

No Brasil, “o dono da Brhama”, Jorge Paulo Lemann, aparece mais uma vez como o homem mais rico do país, com uma fortuna estimada em US$ 27,4 bilhões (ele é a 29ª pessoa mais rica do mundo). O banqueiro Joseph Safra (patrimônio de US$ 23,5 bilhões) e o empresário Marcel Telles (US$ 14 bilhões) completam o pódio.

Abaixo os 15 mais ricos da nossa nação:

Nome Patrimônio (US$) Origem do dinheiro
1. Jorge Paulo Lemann 27,4 bilhões Ab Inbev
2. Joseph Safra 23,5 bilhões Banco Safra
3. Marcel Herrmann Telles 14 bilhões Ab Inbev
4. Carlos Alberto Sicupira 12 bilhões AB Inbev
5. Eduardo Saverin 10,1 bilhões Facebook
6. Pedro Moreira Salles 5,1 bilhões Bancos, mineração
7. Fernando Roberto Moreira Salles 5 bilhões Bancos, mineração
8. João Moreira Salles 5 bilhões Bancos, mineração
9. Walther Moreira Salles Junior 5 bilhões Bancos, mineração
10. Abílio dos Santos Diniz 3,5 bilhões Varejo
11. Walter Faria 3,2 bilhões Grupo Petrópolis
12. Luis Frias 3 bilhões Pagseguro
13. Ermirio Pereira de Moraes 2,7 bilhões Diversos
14. Jorge Moll Filho 2,6 bilhões Hospitais
15. Maria Helena Moraes Scripilliti 2,6 bilhões Diversos

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– O Bitcoin e a bolha das Tulipas: mais para Facebook ou mais para MySpace?

Um bitcoin chegou a valer 6 centavos de dólar. Em 28 de setembro de 2017 (hoje), está em US$ 15,000.00 aproximadamente. Como entender o dinheiro virtual, a moeda criptografada?

Quando surgiu a mania das “bolhas de negócios da Internet”, surgiram grandes empresas no mundo virtual que faziam dinheiro “do nada”, em uma fase passageira, e que quase sempre não vingavam. Eram, em analogia, as chamadas “bolhas” –  que ganhavam tamanho, presença, mas… ESTOURAVAM!

Lembram do “MySpace”, tão badalado no surgimento da internet? Hoje não vale mais nada. Porém, o tímido Facebook tomou proporções incríveis e agora domina o ambiente virtual.

No mundo real pudemos ver as diversas empresas de Eike Batista formarem essa bolha e o dinheiro nunca aparecer. Hoje, nada valem também.

Em tempos passados, a quantidade de sal obtida chegou a ser uma riqueza (daí o termo SALário). O veludo também era algo de valor absurdo. Mas talvez o que mais tenha se aproximado da empolgação atual da moeda virtual Bitcoin, que se valoriza assustadoramente (o texto abaixo a explica) mais se parece com a “febre das Tulipas”, na Holanda do Século XVII. Naquela época, nos Países Baixos, a flor era considerada uma riqueza natural e valia muito dinheiro, sendo que pessoas investiam nas plantas como se comprassem commodities nos dias atuais.

Entenda abaixo, extraído do Portal do Bitcoin, por Victor Sá, essa loucura da moeda criptografada que tanto se tem falado:

BOLHA DO BITCOIN E A MANIA DAS TULIPAS

Assim como muitos em Wall Street estão otimista com o bitcoin, um dos analistas financeiros solitários que previam um aumento quando a moeda digital era apenas seis centavos agora tem uma visão extremamente negativa.

“Uma tripla baixa – o padrão das ondas de Elliott, a psicologia otimista e até mesmo os fundamentos sob a forma de gargalos na blockchain – levará ao colapso as criptomoedas”, escreveu o analista Elliott Prechter na edição de 13 de julho do boletim informativo The Elliott Wave Theorist.

“A atividade de preços e o sentimento maníaco que levaram aos preços presentes superam até a mania das Tulipa”, disse ele. “O sucesso do Bitcoin gerou mais de 800 clones (alt-coins) e só aumenta. A maioria dos quais são esquemas de pump-and-dump”.

“No entanto, os investidores os anunciam ansiosamente”, acrescentou Prechter.

Ele é o filho do famoso analista técnico Robert Prechter, que popularizou o Elliott Wave, usando-o para prever o crash do mercado de ações de 1987 e publica um boletim de notícias desde 1979. No entanto, o debate sobre a precisão do Elliott Wave cresceu após Robert Prechter chamar o final do mercado de alta dos anos noventa, cinco anos antes de terminar.

O princípio é uma forma sofisticada de análise técnica amplamente seguida por traders que analisa os ciclos de sentimento em uma tentativa de prever o desempenho do mercado – cinco ondas normalmente sinalizam uma desaceleração.

Em relação ao bitcoin, “sob o modelo de ondas de Elliott, o que estamos vendo, estamos fazendo uma quinta onda final desde os seis centavos”, disse o Prechter filho à CNBC em uma entrevista por telefone na quinta-feira. “Isso não implica que ele vai para zero. Isso não implica que ele vá para seis centavos. Eu acho que isso acontecerá com os clones [altcoins]”.

Bitcoin

Em setembro de 2010, Elliott Prechter escreveu no The Elliott Wave Theorist sobre bitcoin quando ele estava 6 centavos. Poucos no mundo financeiro consideravam seria a moeda digital na época.

“Isso provou ser a oportunidade de compra não apenas de uma vida, mas até agora de todos os tempos”, disse Prechter.

O Bitcoin atingiu um recorde de US $ 3000 em junho, 50.000 vezes o preço em 2010.

Para Prechter, as previsões do bitcoin aumentarem dramaticamente relembra 1999, antes da explosão da bolha dotcom.

Mania das Tulipas

Ele disse que a emoção supera a mania das tulipas na Holanda no início dos anos 1600.

Como Investopedia diz, as tulipas se tornaram uma mercadoria tão apreciada que, em 1636, eles estavam sendo negociados em muitas bolsas holandesas e “muitas pessoas trocaram ou venderam bens para participar da mania do mercado de tulipas”.

“Como qualquer bolha, tudo chegou ao fim em 1637, quando os preços caíram e as vendas de pânico começaram”, de acordo com o artigo. “As tulipas logo se trocaram em uma fração do que valiam, deixando muitas pessoas em ruína financeira”.

“A tecnologia avançou muito, mas a psicologia humana ainda é a mesma”

Como muitos entusiastas da moeda digital, ele vê um potencial significativo nas criptomoedas para automatizar as indústrias bancárias e legais.

“O futuro distante das criptomoedas é brilhante”, disse Prechter no relatório. “A tecnologia é como a internet em 1999: estava prestes a conquistar o mundo, mas o NASDAQ ainda caiu quase 90% durante o ponto de encontro de 2000-2002”.

Mas o bitcoin pode não ser parte desse futuro.

“É muito cedo para saber se o Bitcoin é o Facebook ou o MySpace”, disse Prechter

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– Os 122 aumentos de preços nos combustíveis no 2o semestre!

Não é mais suportável o que estão fazendo com a política de preços da Petrobrás. Todo dia há aumento (inúmeros mini-reajustes), mas raríssimas reduções de preços.

O Governo diz que no acumulado (foram mais de 120 aumentos, quase que diários, em menos de 6 meses) foram apenas 2,3% de oneração real. Nada disso, foram mais de 20% de aumento! E o pior é: estão jogando a culpa nos donos de postos de combustíveis. Veja só a margem bruta na Gasolina – há 10 anos, quando o produto custava menos de R$ 2,00 ela era de R$ 0,34. Hoje, cujo preço ultrapassa os R$ 4,00 e por lógica a margem bruta deveria ter dobrado… continua nos mesmos R$ 0,34!

Que a Petrobrás assuma seus erros, conte a verdade aos consumidores (que é: os prejuízos da corrupção politico-financeira iniciada no final do Governo FHC e explorada ao extremo por Lula e Dilma, serão cobertos pelos motoristas quando abastecerem seus carros) e que não impute a responsabilidade aos comerciantes.

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– O que estão fazendo com o preço dos combustíveis?

A inflação oficialmente está menor do que 0,5% ao mês e houve deflação dos alimentos, segundo o Governo. Mas você acredita nisso?

Veja o preço da Gasolina: quase 20% de reajuste nos últimos 2 meses e já está ultrapassando os R$ 4,00. O Etanol não fica atrás, pois passará os R$ 3,00 bem logo. E o Diesel? Ufa, que dureza.

E ninguém faz nada? Cadê os panelaços?

Estamos pagando os custos da corrupção da Petrobrás?

O Brasil está abandonado e os políticos estão pensando apenas nas Eleições. O povo têm sido só um detalhe a eles.

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– É imoral reajustar em 25% o IPTU de Jundiaí

Todos nós ouvimos falar que o Brasil está quebrado financeiramente, fruto de recessão, corrupção e má gestão. Isso vale para muitos estados (o Rio de Janeiro que o diga) e vários municípios.

Jundiaí, nossa rica cidade, assim como o resto do país, ‘rachou” politicamente. A péssima divisão entre esquerda-direita, comunistas-liberais ou “turma do PSDB-PT” (mesmo quando não sejam esses dois partidos no poder) faz com que a política se torne um verdadeiro Fla-Flu.

Digo isso pois TUDO é motivo para se criticar gestões anteriores (e não tiro a razão de quem critica, temos péssimos gestores do dinheiro público em todos os lugares e em todo o tempo da história) e, como solução prática, aumento de tarifas públicas e impostos.

Vide na esfera nacional: corte de investimentos em Educação e Saúde, medidas onerosas à maioria da população e nenhuma movimentação para o fim das regalias que envolvem os nobres deputados e senadores.

Se trouxermos tudo isso para nossa cidade de Jundiaí, o lamento se faz igual: se o cofre do município está quebrado (mesmo sabidamente sendo uma cidade rica e de inúmeras empresas aqui instaladas), não é justo que a população pague por um reajuste de 25% no Imposto Territorial Predial Urbano (IPTU).

Ora, há de se ter mais criatividade para resolver os problemas das finanças municipais: corte de cargos comissionados, redução de gastos desnecessários, enxugamento nas verbas de publicidade, etc, etc e etecetera. O que não dá é para o munícipe pagar a conta (como sempre se faz).

Hoje os vereadores votarão o aumento ou não de IPTU. Duvido que passe. Mas se passar, será vergonhoso. Repito: a população não pode pagar por má gestão anterior ou ter equivalência percentual nos reajustes dos deveres a saldar, se não há nas obrigações a receber.

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– Muitos aumentos dos combustíveis durante o Feriado!

FHC fazia isso. Lula idem. Dilma também. Temer não deixou de fazer: aumentar significativamente os combustíveis durante feriados prolongados.

Mesmo com a política flutuante de preços – que na maioria das vezes aumenta o valor mas nunca reduzem – a sequência de micro-aumentos que passa despercebida pelo consumidor é quebrada com altos valores.

Os reajustes da Gasolina ocorreram na sexta-feira, neste sábado e mais um “tanto” ocorrerá na segunda-feira, totalizando na prática R$ 0,12 a mais por litro.

E o gás de cozinha? Muitíssimos aumentos de percentuais acumulados em mais de 50%.

A pergunta é: com tudo isso, você acredita que a inflação anual do Brasil está na casa de apenas 1 dígito?

Eu não. Me parecem números forçados e/ou maquiados. E não precisa der bidu para verificar isso.

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– A Ministra acha que ganhar R$ 31.000,00 é pouco! Quer 61 mil reais por mês?

A Ministra dos Direitos Humanos Luislinda Valois reclamou que, para trabalhar neste importante cargo do Governo Temer, recebe pouco de salário, e diz que se sente no regime de escravidão.

Sabem o quanto ela recebe?

R$ 30.900,00 + residência funcional + carro com motorista + cartão corporativo + uso de jatinhos da FAB. Mas ela quer receber mais de 61 mil reais / mês.

Abaixo, extraído de Estadão.com:

MINISTRA DOS DIREITOS HUMANOS LUISLINDA VALOIS CITA ESCRAVIDÃO E PEDE AO GOVERNO SALÁRIO DE R$ 61 MI

A ministra diz que é seu direito receber o valor integral para trabalhar como ministra porque o cargo lhe impõe custos como se “vestir com dignidade” e “usar maquiagem”. Ela não se arrepende de ter comparado seu caso ao trabalho escravo. “Todo mundo sabe que quem trabalha sem receber é escravo”, diz.

Ela apresentou ao governo um pedido para acumular o seu salário com o de desembargadora aposentada, o que lhe garantiria vencimento bruto de R$ 61,4 mil. Em 207 páginas, ela reclama que, por causa do teto constitucional, só pode ficar com R$ 33,7 mil do total das rendas. A ministra diz que essa situação, “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”.

Sobra pouco. Luislinda justifica no documento que, por causa da regra do abate-teto, pela qual nenhum servidor ganha mais do que um ministro do Supremo, seu salário de ministra cai para R$ 3.292 brutos. O de desembargadora, de R$ 30.471,10, é preservado.

Ops. Ao citar a Lei Áurea, a ministra Luislinda comete um deslize. Ela diz que a norma “recebeu o número 3533”, quando a lei sancionada pela princesa Isabel em 13 de maio de 1888 é a 3353.

Com a palavra. Procurada durante todo o dia de ontem para comentar o assunto, a ministra disse, por nota, que “não vai se pronunciar a respeito”. Filiada ao PSDB, ela assumiu a pasta em fevereiro deste ano.

Argumentos. No documento, Luislinda diz que “ao criar o teto remuneratório, não se pretendeu, obviamente, desmerecer ou apequenar o trabalho daquele que, por direito adquirido, já percebia, legalmente, os proventos como sói acontecer na minha situação”.

Definição. O Código Penal define trabalho análogo ao de escravo o que submete a pessoa a condições degradantes, jornada exaustiva, trabalho forçado, cerceamento de locomoção e servidão por dívida.

Benefícios. Como ministra, Luislinda tem direito a carro com motorista, jatinhos da FAB, cartão corporativo, imóvel funcional e a salário de R$ 30,9 mil.

É histórico. Nas terras onde o Plano Piloto foi construído, o último registro de trabalho escravo foi no século XIX. A região, onde está a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes pertencia a Goiás.

EM TEMPO – Há pouco, a ministra acabou de declarar que não pedirá mais aumento. Reconheceu sua bobagem…

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– 8 casos de suicídio em Jundiaí somente nesse mês.

No mês passado ocorreu a Campanha “Setembro Amarelo”, visando a Prevenção do Suicídio. Um assunto sério e delicado neste mundo que sofre com cobranças, depressão e de uma enxurrada de informações positivas e negativas on-line.

Digo isso pois ouço na Rádio Cidade 730 AM, durante o seu jornal do período da manhã, que em Jundiaí ocorreram, só em Outubro, 8 casos de suicídio – a maioria de pessoas com depressão e dificuldades financeiras.

Para muitos, depressão é uma bobagem. Mas que tem, sabe o quanto é uma doença gravíssima!

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– 6 brasileiros que se igualam a 100 milhões de compatriotas financeiramente pobres!

Que coisa! Leio na Revista Isto É sobre os 6 brasileiros mais ricos do mundo. São eles:

1- Jorge Paulo LemannnAb Inbev,

2- Joseph SafraBanco Safra,

3- Marcel Telles Ab Inbev,

4- Carlos SicupiraAb Inbev,

5- Eduardo SaverinFacebook,

6- Ermírio Pereira de MoraesVotorantim.

A soma da fortuna desses 6 empreendedores equivale aos 100 milhões de brasileiros mais pobres!

Uau!

E segundo a Agência de Estudos de Desenvolvimento Social Oxfam, se esses milionários somassem seus patrimônios, e se gastassem 1 milhão de reais por dia, levariam 36 anos para ficarem sem dinheiro.

É mole?

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