– Sobre as imagens de abusos de policiais mostradas no Fantástico

Não dá para deixar de comentar sobre as tristes cenas mostradas no Fantástico, da Rede Globo, sobre erros e excessos da PM. Uma senhora negra imobilizada chamou demais a atenção. Era necessário o oficial fazer aquilo?

Claro que a repercussão é grande (principalmente após o triste episódio de George Floyd que comoveu o mundo). Mas se destaque: as pessoas que cometeram essas atrocidades devem ser identificadas e punidas, os comandantes devem treinar mais os seus subordinados (pois um único erro pode ser fatal) e que não se tome esses casos como “regra da corporação”, pois os maus profissionais não podem macular uma categoria inteira.

Tenho certeza que os bons policiais se revoltaram com essas imagens e comungam das mesmas ideias de que os que erraram devem ser reeducados. E, claro, vidas negras, amarelas, vermelhas, pobres e de outras turmas que sofrem importam muito.

Em todas as atividades existem os bons e maus profissionais, é fato. Não se demonize a PM, que é, em geral, amiga da população.

– Cobaias do 3o mundo em nome da ciência?

Para Vacinas e Medicamentos chegarem às prateleiras, depois de vários testes laboratoriais, etapas de estudo e testes em animais, chega a vez da pesquisa em pessoas, correto?

Um retrato horrendo: as cobaias são ‘terceirizadas’.

Assustador.

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI269853-17773,00-TERCEIRIZANDO+COBAIAS.html

TERCEIRIZANDO COBAIAS

Farmacêuticas de países ricos usam cada vez mais nações pobres para testar seus remédios — e são acusadas de experimentos antiéticos

por Felipe Pontes

“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas.

Susan Reverby, a historiadora responsável por descobrir os arquivos que mostram os experimentos nos quais 83 guatemaltecos morreram, alerta que o perigo da “importação” dos voluntários de estudos continua. “É muito preocupante ver a globalização dos testes clínicos. É mais fácil encontrar pessoas que aceitem participar fora dos Estados Unidos porque elas são ingênuas.” Para ela e outros estudiosos de bioética, testes eticamente questionáveis que expõem a população de nações subdesenvolvidas a grandes riscos continuam ocorrendo.

Não faltam denúncias contra esse tipo de prática. Nos últimos 7 anos, um hospital na Índia testou remédios de multinacionais farmacêuticas em pacientes que dizem não ter sido informados que participavam de um experimento, causando pelo menos 10 mortes. Em 2008, 12 crianças morreram na Argentina após participarem de experimentos para a fabricação de uma vacina contra pneumonia, enquanto os pais, analfabetos, diziam não ter sido avisados sobre o teor da pesquisa. No Brasil, comunidades ribeirinhas do Amapá foram deliberadamente picadas com mosquitos infectados pela malária como parte de um estudo de uma universidade dos EUA, em 2006. Em 1996, 11 crianças nigerianas em estado de saúde precário morreram e outras sofreram danos cerebrais após testarem uma droga contra meningite. A principal diferença entre esses casos e os relatos históricos na Guatemala é que, agora, em vez de governos, os acusados pelos abusos são grandes empresas farmacêuticas.

COBAIA IMPORTADA

As denúncias aparecem num contexto de crescimento do uso de estrangeiros em testes de medicamentos nos Estados Unidos e países europeus. Só em 2008 (último ano com dados compilados), 78% dos pacientes que participavam de pesquisas para drogas aprovadas pela agência americana responsável por fiscalizar remédios (FDA) estavam fora dos EUA. Naquele ano, houve 20 vezes mais testes conduzidos em países estrangeiros que em 1990.

Na Europa, entre 2005 e 2009, 61% dos testes clínicos eram de locais fora do continente. “Tanto o FDA quanto a Emea (agência europeia) inspecionam menos de 1% dos lugares onde são feitos os testes clínicos. As autoridades locais podem não ter os recursos e expertise técnica para cuidar dos problemas”, alerta David Ross, professor de medicina da George Washington University que trabalhou durante 10 anos no FDA analisando remédios.

Essa regulação falha pode estar por trás de uma briga judicial de 13 anos entre a Pfizer e o governo da Nigéria. A farmacêutica testou em 1996 um antibiótico contra meningite em crianças nigerianas com a doença em estado avançado. Durante a experiência, 11 morreram e outras desenvolveram problemas cerebrais. A companhia não obteve o consentimento de todos os participantes por escrito, foi acusada em reportagem do jornal Washington Post de ter falsificado documentos para conseguir a aprovação dos estudos e foi processada pelo governo nigeriano. Em 2009, pagou US$ 75 milhões ao país para arquivar a disputa, sem admitir culpa. A empresa afirmou a Galileu que a droga não matou, pelo contrário, salvou vidas e foi mais efetiva que o tratamento existente na época para a doença. Quanto à falta de autorização dos participantes, diz que “por conta das altas taxas de analfabetismo da Nigéria, nem sempre foi possível obter consentimento por escrito”. Os argumentos não convencem David Ross. “É arriscado experimentar em crianças cronicamente doentes que fazem parte de uma população vulnerável. Um teste desses dificilmente seria aprovado nos EUA.”

A falta de consentimento também foi denunciada em testes clínicos realizados de 2004 a 2011 na cidade de Bhopal, na Índia. O local foi vítima de um dos maiores desastres químicos da história, quando 40 toneladas de gases letais vazaram de uma fábrica de agrotóxicos em 1984, matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil com doenças crônicas. O Bhopal Memorial Hospital Research Centre, criado especialmente para tratar os afetados pelo desastre, é acusado por pacientes de receber dinheiro de companhias farmacêuticas como a AstraZeneca para testar remédios nos indivíduos debilitados sem que eles tivessem sido avisados. Dos participantes, pelo menos 10 morreram, de acordo com o jornal indiano IBN. Em documentário sobre o tema lançado em julho pela TV Al Jazeera English, um indiano chamado Ramadhar Shrivastav (em foto na pág. anterior) alega que médicos pediram para que assinasse um documento em inglês e depois lhe entregaram duas garrafas de pílulas de remédios desconhecidos para tomar. “Se gastar meu dinheiro processando o hospital não terei como alimentar meus filhos”, disse à Al Jazeera.

LEI DO MELHOR PREÇO

A razão pela qual as farmacêuticas têm aumentado a terceirização de testes em países onde há menor escolaridade e maior concentração de pobres é financeira. Em 2008, Jean-Pierre Garnier, então executivo da GlaxoSmithKline (GSK), escreveu na revista Harvard Business Review que uma companhia que faz uso de 60 mil pacientes em testes clínicos poderia poupar até US$ 600 milhões por ano ao relocar 50% das suas pesquisas para locais como a Índia e a América Latina. Segundo Garnier, um centro médico de altíssima qualidade na Índia cobraria “apenas” US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por paciente em cada teste, enquanto o mesmo sairia por US$ 20 mil num lugar de segunda linha nos EUA.

Há outro grande atrativo nos países pobres: uma burocracia menos rígida, que reduz o tempo de uma pesquisa e aumenta a chance de ela ser aprovada. Bioéticos dizem que um exemplo disso são testes feitos com grávidas portadoras do HIV em Uganda durante a década de 1990, com financiamento do governo americano.

Enquanto um grupo recebeu o antiviral AZT, outro recebeu placebo, mesmo já sabendo que o AZT poderia proteger os recém-nascidos. “Onde existe uma terapia médica que funciona comprovadamente, testes controlados com placebo são antiéticos”, afirma Kevin Schulman, diretor do instituto de pesquisas clínicas da Duke University e autor de dois relatórios sobre ética de pesquisas.

“É muito mais fácil convencer pacientes de países pobres a se submeterem a esse tipo de coisa. Para as farmacêuticas, pessoas de outros países são vistas como materiais crus que podem ser garimpados”, complementa David Ross. A questão vai além do consentimento. “Mesmo que uma pessoa entenda os riscos, ela pode não ter escolha. Muitos não têm dinheiro para pagar o tratamento padrão”, afirma o médico Amar Jesani, fundador do Centro para Estudos em Ética e Direitos da Índia. Assim, diz Jesani, viram cobaias para ter acesso a médicos, por mais que seja por um tempo reduzido (de semanas ou meses) ou por dinheiro.

ÀS CLARAS

Os testes clínicos são essenciais para o desenvolvimento de remédios efetivos e devem continuar. “Mas os países capazes de oferecer um bom atendimento de saúde devem tomar a frente. Não lugares como a Índia, que falhou em oferecer o acesso mínimo de educação e saúde ao seu povo”, diz Jesani.

O Brasil tenta evitar esse problema proibindo que voluntários sejam pagos. “As pessoas participam por altruísmo ou por entender que não existem mais recursos para a sua saúde fora do mundo da pesquisa”, afirma Gyselle Saddi Tannous, coordenadora da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os pesquisadores somente podem pagar as despesas que o voluntário tem nos dias em que ele participa dos testes, como transporte e alimentação.

Mesmo assim, problemas acontecem. Em 2006, foi descoberto que moradores das comunidades ribeirinhas de São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim, no Amapá, recebiam até R$ 30 por dia para serem picados por mosquitos com malária em pesquisa elaborada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

O caso foi denunciado no Ministério Público Federal e não houve punição até agora, e o estudo foi interrompido pelo Conep. “E muitos protestaram porque queriam o dinheiro oferecido”, diz Gyselle, sublinhando a importância de leis para proteger candidatos a cobaias em países pobres. Ela afirma haver pressão da indústria internacional para que o Brasil afrouxe suas normas. “É preciso pesar o avanço da ciência, mas não devemos fazer isso à custa de vidas.”

Como funcionam 4 vacinas que estão sendo testadas contra o ...

– A oferta de emprego, a disposição e o empregado na casa dos 50 anos de idade!

O que você pensa sobre os profissionais que atingiram os 50 anos de idade?

Para uns, há o preconceito de que estejam desatualizados. Para outros, o respeito da experiência!

Compartilho essa matéria bem bacana, extraído de: VEJA, edição nº 2642

O CRACHÁ DEPOIS DOS 50

As empresas só têm a perder ao desprezar o talento dos profissionais mais maduros – mas uma melhor diversidade etária também pressupõe a adaptação desses trabalhadores.

Por Mórris Livtak

Em 2017, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo IBGE, mostrou que o Brasil chegou a 30,2 milhões de “idosos”. A Organização Mundial da Saúde estimava até então que o país fosse alcançar esse número somente em 2025. Em cinco anos aumentou em 18% a parcela de pessoas com 60 anos ou mais, e pelo ritmo atual o Brasil ganhará 1 milhão de “idosos” anualmente daqui em diante.

Escrevi a palavra idosos entre aspas porque não conheço ninguém com idade entre 60 e 70 anos que se considere idoso. Esse termo carrega o estereótipo daquele símbolo de vaga para idosos em que há uma pessoa com bengala — o que está longe da realidade da maioria dos que estão nessa faixa etária.

Na década de 80, quando eu nasci, quem tinha 60 anos era considerado um velhinho. Hoje em dia a coisa é bem diferente. Dizem que os 60 anos são os novos 40. E a pessoa com 50, então? É e se sente (e normalmente está mesmo) jovem, cheia de energia e de planos.

O fato é que muita gente simplesmente parou de ter filhos. Também é fato que, com o avanço da medicina e das demais ciências, hoje conseguimos viver mais e melhor. A idade biológica do ser humano se estende cada vez mais. Assim, boa parte dos nossos filhos atuais será centenária amanhã. Na contramão disso, há quem não tenha se dado conta dessa nova realidade, como é o caso de um grande número de empresas, principalmente no que diz respeito à contratação de talentos 50+.

O cenário macroeconômico de crise, a necessidade de cortar custos e despesas e o avanço da tecnologia no mercado de trabalho potencializam a chamada “juniorização” dos talentos nas empresas. Tal efeito se contrapõe à realidade e à tendência de envelhecimento da população — e da força de trabalho — no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nosso país é um dos que envelhecem mais rápido hoje e será o sexto com maior número de idosos em 2025.

Outra pesquisa, realizada pela FGV e pela Pricewater­houseCoopers em 2013, mostrou que, muito embora se reconheça que os profissionais 50+ sejam bem qualificados, as empresas no Brasil não os contratam. Nesse mesmo sentido, conforme os dados mais recentes sobre o assunto, não chega a 3% a média de funcionários com mais de 50 anos nas 150 melhores empresas para trabalhar no país.

Há quatro anos pesquisando sobre preconceito etário na MaturiJobs, percebi que, especialmente nos cargos mais baixos, fora das posições de gerência ou direção, já se torna difícil conseguir um emprego no Brasil (sobretudo para as mulheres) após os 40 anos. Quando se avança nos 50, fica praticamente impossível. Por isso focamos nosso trabalho a partir dessa faixa etária — que ainda não é “idosa” mas já é considerada velha e desinteressante para o mercado. Para se ter uma ideia, já ultrapassamos a marca de 90 000 profissionais de 50 anos ou mais que se cadastraram em nossa plataforma e conseguimos empregar somente 1% desse total até hoje. Por outro lado, por sorte muitas dessas pessoas começam a se reinventar profissionalmente de diversas maneiras.

“Os empregadores sofrem com a alta rotatividade dos jovens, que saem em busca de outros propósitos”

O que as empresas estão perdendo com isso? Estão perdendo o que é cada vez mais valorizado em tempos de automatização e de inteligência artificial. Ou seja, perdendo parte significativa dos soft skills (predicados comportamentais). As habilidades ligadas às relações intra e interpessoais — que têm muito a ver com autoconhecimento e trato com pessoas — são esferas intangíveis potencializadas com os anos e com a experiência de vida dos profissionais.

Mas não só isso: atualmente as empresas têm sofrido bastante com a alta rotatividade dos jovens, que pedem demissão para procurar diferentes contextos, propósitos, empreendedorismo etc. — e, muitas vezes, falham ao deixar de buscar o comprometimento, a resiliência e a postura dos mais maduros. Alguém viu o filme Um Senhor Estagiário, com Robert De Niro e Anne Hathaway? Além de ser zeloso e dedicado, o personagem de De Niro apresentava uma flexibilidade incomum ante novas situações. No filme ele aprendia com os mais novos, e os mais novos com ele.

Assim, integrar as gerações é o caminho para fundir as aspirações e os olhares de modo a proporcionar equilíbrio ao ambiente de trabalho e trazer à mesa a diversidade etária, assunto ainda raramente discutido nas organizações.

Os 50+ — atualmente mais de 25% da população brasileira —, que enfrentam tanta dificuldade em se recolocar, devem por sua vez buscar continuamente atualização (já ouviu falar do Lifelong learning, o aprendizado pela vida toda?). As capacitações técnica e comportamental são essenciais, assim como o autoconhecimento, o net­working, a integração com os mais jovens e a procura por novos caminhos profissionais como o empreendedorismo, além da manutenção da autoestima, para aproveitar o conhecimento e não temer processos seletivos com jovens nem ter receio de lidar com um chefe mais novo.

Hoje em dia há vários caminhos a ser percorridos e é preciso pensar “fora da caixa” para ir além daquele formato tradicional de trabalho que se aprendeu vinte ou trinta anos atrás. O próprio setor voltado para os 50+, em seus mais diversos segmentos, carece de muitos serviços e melhor atendimento, e essa é uma grande oportunidade para os maduros — que “sentem na pele” essa realidade — perceberem e criarem oportunidades de negócio.

Conto aqui sobre minha experiência pessoal. Criamos recentemente um programa em que startups estão recebendo alguns 50+ para trabalhar por um curto período para que possam se conhecer e a partir daí estabelecer um modelo de trabalho como empregado, sócio, investidor, estagiário, mentor ou consultor.

Aliás, um estudo recente do MIT Sloan School of Management mostrou que a idade média para o sucesso de um empreendedor nos Estados Unidos é de 45 anos, desfazendo o mito de que startup é coisa só de jovem. A experiência dos “longevos” faz toda a diferença — Google e Airbnb são cases conhecidos de empresas que viram seu negócio crescer exponencialmente após trazerem CEOs mais maduros.

É hora de repensar não apenas o que significa trabalhar, mas a própria natureza do trabalho. A longevidade é um fato que está aí e estará cada vez mais presente, portanto se faz urgente enxergar além dos desafios.

Há muitas oportunidades que os trabalhadores que passaram dos 50 anos e as empresas poderão desfrutar, a partir do momento em que começarmos a entender que a soma da idade não subtrai, só multiplica, e criarmos uma consciência social em torno disso, como diz a espanhola Raquel Roca, pesquisadora desse tema.

Que tal então revermos nossos conceitos a respeito da idade, já que todos nós seremos “idosos”?

* Mórris Litvak, de 36 anos, é engenheiro de software e criador da plataforma digital MaturiJobs

The Intern – Wikipédia, a enciclopédia livre

GERAÇÕES – Cena do filme ‘Um Senhor Estagiário’: o comprometimento acima da média costuma fazer diferença (Divulgação/Warner Bros)

– Atletas manhosos ou de uma geração mal preparada? A quem o jogador de futebol teme?

Repost de 17/07/19, e bem atual: a quem o jogador de futebol teme? Ao árbitro, não…

Ouvi uma colocação do jornalista Flávio Prado no Programa Esporte Discussão que foi sensacional. Ele questionou o seguinte: Os jogadores de futebol de hoje têm medo de quem?

Flávio relatou o que pessoas atualizadas no futebol dizem sobre o respeito dos boleiros para seus superiores. A transcrição abaixo:

“Jogador de futebol não respeita mais treinador. Sabe quem o jogador teme de verdade? Em primeiro, o empresário – que é quem guia o jogador, que faz ele jogar onde ele quiser. Se o empresário disser que ele deve jogar pelo meio, ele vai jogar; em segundo lugar o assessor de imprensa, porque eles morrem de medo do que vai sair e os assessores fazem terrorismo com ele; em terceiro, o diretor que tem acesso ao empresário e ao seu assessor de imprensa, e só em quarto lugar o treinador”.

Claro que se ponderou que a relação com treinadores “cascudos”, como Felipão e Cuca, a coisa é diferente. Mas tudo isso não é uma grande realidade? Repararam que o treinador comum, o “professor”, está cada dia mais perdendo a moral?

Jogador de futebol, em muitos casos (claro que não se pode dizer a totalidade, pois existem profissionais diferenciados) se vendem aos seus agentes, passando a ser mercadorias deles, perdendo até mesmo a vontade própria e o direito de decidir.

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– Viva o…. Coronavírus? Na Festa Julina, a postura irresponsável!

Brincar com tragédia não é comigo. Respeito sempre a dor alheia e não gosto (respeito quem pensa diferente) de piadinha ou coisa jocosa de fato grave.

Não curto o que envolva o Novo Coronavírus pois essa pandemia tirou todos do eixo – desde à questão financeira quanto à própria vida. Mas vejo que a doença, a Covid-19, é motivo de chacota para muitos. Digo isso pois leio que o vereador Thiago Maggioni (PSDB/GO), em Jataí, foi flagrado num festejo gritando: “Viva o Coronavírus meu povo”!

Não se deve evitar aglomerações? Entendo que ele está assumindo um risco e é problema dele e das pessoas envolvidas, mas a vacilada da brincadeira é muito sem graça…

Será que vai se reeleger por lá?

Extraído de: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/vereador-arraial-viva-o-coronavirus-video.html

VEREADOR PARTICIPA DE ARRAIAL COM AGLOMERAÇÃO E DIZ “VIVA O CORONAVÍRUS MEU POVO”

Cerca de 20 pessoas participavam de uma quadrilha, todas sem máscaras; evento aconteceu no município goiano de Jataí

O vereador Thiago Maggioni (PSDB), de Jataí, município goiano, foi filmado narrando uma dança de quadrilha — típica de festas de São João — com cerca de 20 pessoas, todas sem máscara. Em um momento da gravação, que circula pelas redes sociais, é possível ouvir Maggioni gritando: “Viva o coronavírus meu povo”.

Depois, o vereador, que ainda não aparecia na imagem, entra no meio da roda e diz: “Viva o Thiago! Pode vir, pode vir!”. A celebração ocorreu no último final de semana, nos dias 4 e 5 de julho, em uma fazenda em Serranópolis.

MUNICÍPIO PROÍBE EVENTOS

O último decreto assinado pelo prefeito de Serranópolis, Tácio Dutra, prevê multa de R$ 1,5 mil ao responsável pelo imóvel que abrigar qualquer tipo de evento com aglomeração de pessoas.

O uso da máscara também é obrigatório no município, sob pena de multa de R$ 150 a quem não estiver com o acessório fora de casa. Caso o item de proteção esteja no pescoço, bolso ou mão, a multa deve ser de R$ 250.

Segundo dados desta quinta-feira, 9, do Ministério da Saúde, o estado de Goiás tem 33.876 casos de Covid-19 e 769 mortos. Jataí tem hoje 573 casos confirmados e oito mortes pelo novo coronavírus, de acordo com o último boletim divulgado pela prefeitura.

vereador

Thiago Maggioni aparece no meio da roda, e diz: “Viva o Thiago! Pode vir, pode vir!

– Digo, mas não preciso ficar te obrigando a entender!

Nesses tempos cansativos de haters e terroristas das Redes Sociais, muita gente distorce sua palavra e se acha no direito de “encher o saco” por pensar diferente, com comentários odiosos e ataques gratuitos.

Vi essa frase no Twitter do jornalista Antero Grecco e ela retrata essa situação com perfeição. Eu gostei:

Sou responsável pelo que escrevo ou falo, não por aquilo que você entende“.

É isso aí! Muitos interpretam “o que querem”, não o que é a verdade.

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– Crença e Idade não definem caráter!

Um assunto espinhoso, mas real: pessoas que se escondem através da fé e da velhice para se colocarem acima do bem e do mal.

Digo isso pois me surpreendi com a leitura de um caso complicado. Vamos lá: um senhor “vulgo fictício nome José” (que frequentemente discorda de todos e já me ofendeu pelas Redes Sociais) é categórico na sua ideologia política. Quem pensa diferente dele, é xingado. O seu vocabulário sujo e desrespeitoso já atacou gays, pessoas que torcem para time de futebol diferente, eleitores, religiosos, jornalistas ou outras coisas as quais não comunga.

Não escreverei os termos chulos que ele usa com frequência, pois o leitor não deve ser constrangido com palavrões e palavras odiosas. Mas veja que curioso: num dos inúmeros casos onde ele não está nem aí para a educação, esbravejou e xingou uma determinada situação promovida por uma pessoa que ele desconhecia. Ao conhecer o autor daquilo que o desagradava, mudou de opinião alegando, por outras palavras, que o cidadão “era um Servo de Deus como ele” e então confiava nele.

Peraí: os cabelos brancos do xarope, que deveriam demonstrar experiência de vida e não ódio do mundo, não o ensinaram que a fé de alguém não determina o caráter?

Perceberam que ao descobrir que era alguém da mesma igreja que ele frequenta, a opinião mudou? Se fosse outra pessoa de outra igreja, a opinião mudaria também (como demonstrou até saber quem era)?

Desde quando você frequentar a igreja X o faz melhor do que a igreja Y? É salvaguarda para fazer o que quiser?

Me chamou mais a atenção que um sujeito que xinga, destila ódio, é intolerante e usa palavras tão horríveis, se auto-intitular Servo de Deus!

Há católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, budistas, hindus e ateus bons; e, claro, há os mesmos fieis dessas crenças sendo pessoas ruins. Crer sem praticar o que a religião prega é algo vazio, pois, independente de Deus (ou do deus) que a pessoa acredita, a primeira mensagem de todas elas é do amor!

Paciência. O mundo está cada vez mais intolerante, e usa indevidamente o nome de Deus para se justificar em atos errados.

Conceito de acordo de hipócrita | Vetor Premium

– A Gestão Compartilhada está em alta!

Quando se fala em democratização no gerenciamento organizacional, você encontrará termos como “administração participativa”, “gestão horizontal” e “organizações de hierarquia mínima”. Não importa, falamos da mesma coisa: o compartilhamento de ideias, decisões, soluções e criações.

As grandes empresas globais adotam isso, que são os modelos baseados no que fazem  “Google” ou da “Netflix”, mostrando como chefes e subordinados se relacionam beirando a informalidade e dividem a cumplicidade de ações.

Pois bem: na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Julho/2018), em matéria de Lara Silbiger, o assunto é tratado bem didático.

Por exemplo: “administrar compartilhando” seria ideal para a empresa que…:

  1. Confia nos funcionários. Para abrir mão do controle tradicional, o empreendedor precisa ver os empregados como pessoas responsáveis, criativas e capazes de tomar decisões.
  2. Estão dispostas a apostar na distribuição das atividades de gestão entre equipes habilitadas e definir prioridades a planejar e a tomar decisões.
  3. Investem no engajamento e na formação de pessoas, uma vez que a adesão à gestão descentralizadas pressupõe uma chuva de aprendizagem.
  4. Adotam avaliações de desempenho e reuniões de Feedback para fazer uma leitura mais precisa de quanto cada pessoa colabora para os resultados.
  5. Estão dispostas a discutir se a remuneração dos funcionários reflete, na mesma proporção, o valor que eles agregam aos resultados do negócio.
  6. Têm como alicerce uma gestão baseada em princípios de governança, como ética, responsabilidade, compliance e respeito à sustentabilidade.

Além disso, os modelos de gestão compartilhada poderiam ser com (seus prós e contras): Sociocracia, Holacracia, e Management 3.0 – mas aqui ficará para uma outra postagem.

Claro, para que isso funcione, são necessárias algumas atitudes descentralizadas, como:

  1. Envolva nas discussões todas as pessoas que serão impactos pela decisão ou que serão relevantes para a evolução da iniciativa.
  2. Valorize a diversidade de experiências e de competências das pessoas que formam o grupo.
  3. Descubra o que elas têm em comum e que pode alavancar a participação colaborativa, como metas, aspirações e valores.
  4. Evite crítica precoces e abra mão de defender só os seus pontos de vista. Escute cada proposta com foco nas contribuições que pode trazer para o negócio.
  5. Não tema as possíveis tensões. Elas são parte essencial do processo de geração de novas ideias.
  6. Identifique as semelhanças entre as pessoas. isso aumenta a confiança umas nas outras e ainda minimiza antagonismos.
  7. Crie um ambiente que estimule o convívio coletivo. Os espaços de trabalho devem favorecer a comunicação sem barreiras físicas.

De fato, a distância hierárquica das organizações está cada vez menor e não cabe mais tanto distanciamento entre os níveis de pessoal.

Área Central

– Melhores Pais e Melhores Filhos

Cada vez mais, percebo que na vida…

Enquanto pais, precisamos ser melhores como educadores, formadores e, talvez, mais amigos! Entender cada filho individualmente, mesmo tendo os mesmos genitores, se faz necessário pois eles são tão iguais, e ao mesmo tempo, diferentes. Dois filhos são duas pessoas únicas! Não há receita para a paternidade e maternidade.

Enquanto filhos, carecemos ser mais atenciosos com nossos pais, mostrando que são igualmente importantes na velhice tanto quanto foram na nossa criação. Dar-lhes carinho, distração e, principalmente, valorizarmos a auto-estima deles.

Claro, tudo o que fazemos, esperamos que seja feito conosco um dia. Mas realizemos essas coisas na convicção de que, a nossa parte, está sendo cumprida com amor!

Família – o Porto Seguro da nossa vida.

Artigo – Família êh! Família ah! Família – Por Isabela Almeida de ...

– O que fazer para perceber se o filho é problemático?

Leiam essa entrevista de Sue Klebold, a mãe do assassino Dylan Klebold, que com 17 anos matou 12 colegas num colégio de Columbine (EUA) a sangue frio, armado com armas, há 4 anos (Revista Veja, Páginas Amarelas, ed 22/06).

Ela disse que:

Pais de adolescentes sabem que não é fácil captar o que passa na cabeça de seus filhos. Nada levava a crer em suicídio ou assassinatos. Dylan foi hábil em esconder seus sentimentos”.

O que achei curioso foi o conselho que ela dá aos pais. Não sei se concordo com ela. Dona Sue aconselhou que:

Quando seu filho está sofrendo, não tente consertar as coisas por ele, nem pense fazê-lo sentir-se melhor. Isso é uma forma confortável de autoengano. Só fique em silêncio e ouça o que ele diz”.

Confesso que é um pouco confuso, difícil ou de prática duvidosa. Creio que depende de cada família e da educação em casa.

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– Johnson & Johnson pagará indenização de US$ 2.1 bi pelo talco com elementos cancerígenos.

Lembram dessa história, a de que embalagens de talco para bebês da Johnson & Johnson continham amianto, num fato muito divulgado nos EUA, relacionando a contaminação de mulheres com câncer de ovário por causa dele?

Pois é: a Justiça de lá determinou que a empresa pagasse indenização para as vítimas.

Confira: https://epoca.globo.com/mundo/mulheres-serao-indenizadas-nos-eua-em-11-bilhoes-por-fabricante-de-talco-associado-cancer-24496484

MULHERES SERÃO INDENIZADAS NOS EUA EM R$ 11 BILHÕES POR FABRICANTE DE TALCO

Processo contra gigante Johnson & Johnson envolve 22 mulheres diagnosticadas com tumores no ovário; companhia classifica julgamento como “fundamentalmente falho”

Um tribunal americano condenou a Johnson & Johnson a pagar uma indenização de 2,1 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 11 bilhões) em decorrência da acusação de que um talco para bebês produzido pela empresa estaria associado ao desenvolvimento de câncer no ovário. A decisão no estado de Missouri, Estados Unidos, reduziu em mais da metade a indenização de 4,4 bilhões de dólares concedida a 22 mulheres que manifestaram a doença, em decisão de 2018. Segundo o tribunal, alguns casos eram de fora do estado e não deveriam ser incluídos no processo.

O veredito emitido na última terça-feira (24) indica que a gigante especializada na produção de farmacêuticos, utensílios médicos e produtos pessoais de higiene comercializou “produtos que continham amianto para os consumidores”. Segundo o parecer, em função do tamanho da companhia, a corte acredita que a punição também deveria ser em uma grande escala para refletir a gravidade do caso.

“É impossível atribuir valor monetário às queixas físicas, mentais e emocionais sofridas em consequência dos ferimentos causados pelos réus”, afirmou o juiz.

Apesar de ser apresentado como um produto para bebês, o talco se tornou um produto de higiene usado em torno dos órgãos genitais principalmente por muheres americanas.

As conclusões gerais do tribunal de primeira instância na decisão de 2018 contra a Johnson & Johnson foram confirmadas pelo tribunal de apelações do estado de Missouri. Cada mulher (ou sua família) recebeu pelo menos US$ 25 milhões. Segundo o escritório de advocacia responsável pelo caso, 11 das 22 mulheres que participaram do processo já morreram de câncer.

Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, um porta-voz da empresa disse que a Johnson & Johnson vai recorrer da decisão na Suprema Corte do Missouri. O grupo alega que seu talco para bebês não continha amianto e não provocava câncer. Apesar disso, no ano passado, a empresa retirou do mercado 33 mil frascos de talco para bebê depois que um órgão regulador federal encontrou traços de amianto em um frasco do produto.

Kim Montagnino, porta-voz da Johnson & Johnson, afirmou ao New York Times que a empresa buscará uma revisão mais aprofundada da decisão da Suprema Corte do Missouri e defendeu seus produtos de talco como seguros.

“Continuamos a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, fundamentado em uma apresentação defeituosa dos fatos. Continuamos confiantes de que nosso talco é seguro, livre de amianto e não causa câncer”, declarou.

A companhia foi alvo de milhares de processos nos últimos anos, acusada de não informar os consumidores sobre o risco de câncer gerado pelo amianto utilizado nos produtos. Esse mineral é muito utilizado na indústria da construção civil, por ser resistente ao calor e ao fogo, mas é proibido em diversos países devido aos riscos para a saúde.

Quando fragmentos microscópicos de fibras de amianto puro são inalados, o material se torna muito perigoso e pode causar doenças como câncer de pulmão, mesotelioma (uma forma de câncer que só ocorre em pessoas expostas ao amianto) e asbestose, doença que provoca falta de ar e outros problemas respiratórios.

A razão pela qual o talco para bebês pode ser contaminado com amianto é que o seu mineral base é frequentemente encontrado e extraído nas proximidades de minas do material tóxico. Alguns estudos já sugeriram que existe um elo entre o uso de talco e o câncer. Mulheres que usam talco registram mais casos de câncer de ovário do que outras. Mas mesmo os pesquisadores por trás desses estudos são céticos sobre seus resultados, já que foram analisados anos depois.

Em maio deste ano, a Johnson & Johnson anunciou a suspensão da venda do talco nos Estados Unidos e Canadá. Nos dois países a empresa enfrentou uma forte queda nas vendas devido à mudança de hábitos e uma grande desconfiança dos consumidores sobre a segurança do produto.

Procurada pela reportagem, a Johnson & Johnson afirmou que acredita que o julgamento nos Estados Unidos foi falho, “baseado em uma apresentação incorreta dos fatos”. O grupo reforçou que os produtos são seguros, sem a presença de amianto e, portanto, não causam câncer. Segundo a empresa, no Brasil não há processos judiciais ligados ao assunto e os talcos comercializados no país são produzidos localmente, sem amianto.

Veja o comunicado na íntegra abaixo:

“Em relação ao recente veredito do julgamento da corte no Missouri, nos Estados Unidos, a Johnson & Johnson continua a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, baseado em uma apresentação incorreta dos fatos, e prosseguirá com pedido de revisão mais aprofundada ao Supremo Tribunal do Missouri. Permanecemos firmemente confiantes na segurança do nosso talco que não contém amianto e não causa câncer. Nós nos solidarizamos profundamente com quem sofre de câncer e, por isso, acreditamos que fatos são tão importantes e precisam ser minuciosamente avaliados nesta questão.

Em relação ao Brasil, informamos que não há processos judiciais associados a este assunto. O produto comercializado no país é produzido localmente e também não contém amianto nem causa câncer.”

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O produto é vendido pela empresa no mundo todo Foto: Justin Sullivan / Getty Images

– A aceitação de um árbitro assumidamente gay no futebol brasileiro masculino: o caso Max Sousa

Li a publicação sobre esse delicado assunto no site ApitoNacional, e vi que o tema, originalmente publicado na página Brazilian Times, merecia uma abordagem opinativa. Vamos lá:

Max Sousa (homônimo do cantor de sertanejo universitário da grudenta “O Amor Vai Triunfar”), um estudante de Educação Física e modelo, é homossexual assumido e casado com o prefeito da cidade de Lins (Edgar de Souza – PSDB/SP). Ele quer ser árbitro da FPF e a matéria fala sobre seu desejo de levantar o fim do preconceito no futebol masculino.

Porém, diferente do que a matéria do site Brazilian Times trouxe abaixo (de que há décadas os “gays assumidos” apitam), o homossexualismo no futebol masculino, especialmente no Brasil, é um tabu! Nem jogadores e tampouco árbitros se assumiram LGBTs durante a carreira ou entrando nela. Jorge Emiliano, o “1o Margarida”, um dos poucos no RJ. Roberto Nunes Morgado e Armando Marques eram outros “marcados” e nunca falaram abertamente sobre isso. E, por fim: qual árbitro ou jogador da Série A do Brasileirão você sabe que é assumidamente homossexual?

No futebol feminino, é sabido que algumas árbitras e muitas jogadoras não escondem isso (e tal fato não se deve ter relevância na competência ou dignidade delas – se são lésbicas ou bissexuais é problema delas). No masculino, existe o preconceito.

Sabemos que a FIFA e alguns clubes fazem campanha para a inclusão (existe o protocolo contra o preconceito que paralisa as partidas em manifestações homofóbicas, racistas e de outras naturezas preconceituosas). Mas a aceitação social, racionalmente falando, é lenta.

Numa sociedade ideal, questões sobre preferência sexual estariam num segundo plano, pois a cidadania faria que o respeito fosse natural. Enfim, boa sorte ao jovem árbitro neste desafio e que sua condição não seja empecilho (por discriminação) e nem privilégio (por uso de marketing dos organizadores de torneios) para as futuras escalas. Que vença na carreira por competência.

Abaixo, extraído de: https://www.braziliantimes.com/esportes/2020/06/22/arbitro-gay-marido-de-prefeito-paulista-max-sousa-treina-para-entrar-na-escola-de-arbitros-na-fpf.html

ÁRBITRO GAY: MARIDO DE PREFEITO PAULISTA, MAX SOUSA, TREINA PATA ENTRAR NA ESCOLA DE ÁRBITROS NA FPF

A presença de homossexuais assumidos apitando jogos de futebol já acontece há muitas décadas e os relatos de preconceito contra esses profissionais não é mais empecilho para Max Souza seguir um sonho antigo: entrar para escola de árbitros na Federação Paulista de Futebol. “Eu já deixei de correr atrás de mais informações sobre como fazer o curso porque ficava abalado com alguns comentários sobre árbitros gays, mas isso já não me atinge mais”, declarou.

Estudante de Educação Física e casado com o prefeito de Lins (SP), Edgar de Souza, Max vê uma nova oportunidade de profissão, além de atuar como modelo. “Agora é um bom momento para eu correr atrás dos meus sonhos, eu sempre admirei aqueles que entram em campo para ser justo com os times, agora eu quero ser essa pessoa”.

Max disse que perdeu o último edital de inscrição que aconteceu em agosto do ano passado para a turma de 2020, e agora está de olho nos comunicados da FPF para entrar na próxima turma. “Acredito que a minha entrada como árbitro pode ajudar a acabar com o preconceito dentro do futebol. Homofobia ainda é um problema, mas as coisas estão melhorando o tempo todo”, disse.

(Fotos: Divulgação | CO Assessoria)