– Ser esquecido na Internet é um direito!

Cada vez mais ouço notícias de pessoas que querem sumir da Web”. Seja qual for o motivo – se por crimes no passado e penas já cumpridas, se por motivos tristes ou constrangedores, ou simplesmente para manter a privacidade.

Para isso, entram na Justiça contra o Google ou sei lá contra quem for necessário! O fato é que enquanto alguns querem aparecer, outros (por motivos particulares e justos) querem desaparecer.

O que você pensa sobre isso? Eu, pessoalmente, não tenho problemas em aparecer em links de buscas por nada me desabonar. Mas confesso: a idéia em sair da Internet é interessante (mas talvez um pouco burocrática), caso por algum motivo eu queira.

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– A era da contraditória esquizofrenia social.

Recebi esse texto, cujo autor (Almir Favarin) por ignorância eu não conheço, mas que é sensacional ao explicar com perfeição esses tempos de intolerância a certas coisas e, contraditoriamente, tolerância irrestrita a outras.

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ESQUIZOFRENIA SOCIAL

Por Almir Favarin, Teólogo e Psicanalista

Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.

Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja.

Que as mulheres tenham corpos masculinizados e se vistam como homens e assumam papéis masculinos. Querem  que os homens se tornem “frágeis” e delicados e com trejeitos, como se fossem mulheres. Uma criança com apenas cinco ou  seis anos de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos, não pode responder pelos seus crimes.

Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quer fazer mudança de sexo.

Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se o tentarem fazer, é crime.

Ser à favor da família e religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão.

Se isso não for o Fim dos Tempos, deve ser o ensaio…

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– A triste discriminação contra as meninas do Red Bull Bragantino.

Não é possível que as jogadoras de futebol feminino ainda sejam rotuladas pejorativamente em nosso país. Vide o que aconteceu com as garotas do Red Bull Bragantino: nessa semana, desfilaram na cidade e foram aplaudidas pela conquista do título do Brasileirão da 2a divisão da categoria. Mas nas redes sociais… ataques racistas e homofóbicos.

Abaixo, extraído de: https://jornalempauta.com.br/jogadoras-do-red-bull-bragantino-sao-alvo-de-racismo/

JOGADORAS DO RED BULL BRAGANTINO SÃO ALVO DE RACISMO

por Filipe Granado

Um perfil falso no Instagram iniciou na noite de ontem, 17, ataques racistas as jogadoras do Red Bull Bragantino.

A primeira vítima foi a atleta Isabela, que recebeu uma mensagem privada escrito: macaca feia nojenta.

Ainda na noite de ontem, ela postou em seu Instagram o print do ato de racismo, com a mensagem: “Sofri um ato racista e essa pessoa está proferindo palavras ofensivas não só pra mim, mas para pessoas conheço e até mesmo em lives”. E na sequência, mostrava o perfil falso e pediu para que as pessoas denunciassem a página racista.

Hoje, 18, Isabela gravou um vídeo de agradecimento. “Quero agradecer as mensagens, as denúncias que vocês têm feito a este fake, justamente para que outras pessoas não passem por este tipo de constrangimento. Deus abençoe”, disse.

Após a exposição do caso, o criminoso passou então a atacar todas as jogadoras do Red Bull Bragantino, como um todo. Em seus stories, postou mensagens racistas e homofóbicas.

“Quando essas negritas eram escravas, não acontecia isto”, “As horríveis do Bragantino feminino ganharam uma p… e acha que tem moral pra falar. Volta pra cozinha minha escrava” e republicando um post do time masculino , trazia a frase: “o verdadeiro futebol! Sem LGBTQI+ e macaco”, expressos por meio de emojis, foram algumas das ofensas publicadas, parte delas já apagadas.

Aparentemente, pela foto de perfil cuja visualização não é nítida, trata-se de um adolescente que utiliza um nome falso. Inclusive ele teve a audácia de publicar um novo perfil fake, para as pessoas seguirem, caso este seja desativado.

Até a publicação desta reportagem, ambos perfis não haviam sido banidos pelo Instagram.

POSICIONAMENTO DO RED BULL

A assessoria do clube informou ao Em Pauta que departamento jurídico do Red Bull está em contato com o supervisor do time feminino e dará toda assistência que as atletas precisarem.

Inclusive, o Facebook, proprietário do Instagram também já foi contatado.

POSICIONAMENTO DO INSTAGRAM

O Em Pauta entrou em contato também com a assessoria de imprensa do Instagram, em busca de um posicionamento da empresa. Até a publicação desta reportagem, não obtivemos retorno.

O Em Pauta repudia qualquer ato de racismo e se solidariza com a equipe que recentemente brilhou trazendo para Bragança Paulista o título de campeão Brasileiro A2.

– O que é Respeitar o Funcionário dentro da Empresa?

Chefes que pensam no bem estar da equipe e na alegria de cada um de seus funcionários? Isso é possível?

Para o autor de “Felicidade dá Lucro“, sim!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/09/respeitar-uma-pessoa-no-trabalho-nao-e-so-falar-baixo-com-ela.html

RESPEITAR UMA PESSOA NO TRABALHO NÃO É SÓ FALAR BAIXO COM ELA.

Marcio Fernandes, CEO da Elektro, ficou conhecido por sua filosofia de gestão ancorada na felicidade. Para ele, as empresas têm de criar uma relação de afetividade com os trabalhadores — e isso não tem a ver com ser permissivo

Imagine o seguinte cenário. Uma empresa concorrente faz uma proposta para contratá-lo. Animado, você ensaia deixar o cargo atual e partir para a nova casa. Já está tudo certo para você sair. Só que o seu empregador faz uma contraproposta. E… Fica difícil negar. Se você não passou por tal situação, certamente tem um colega que sim. Mas para Marcio Fernandes, CEO da distribuidora de energia Elektro, a estratégia dessas empresas não faz o menor sentido. “É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência das pessoas”, afirma. Marcio ficou conhecido por levantar, com firmeza, a bandeira da felicidade dentro das corporações. Ele é autor do livro “Felicidade dá Lucro” (Companhia das Letras), lançado no ano passado, e suas ideias vão contra os modelos mais tradicionais de gestão.

O executivo, que assumiu a presidência da Elektro aos 36 anos, defende que, com abertura para diálogo e “convergência de propósitos”, é possível ir muito mais longe. Trata-se de uma forte relação de confiança e respeito com os trabalhadores. “A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada — isso é não cometer assédio moral.” E se engana quem pensa que a filosofia tem a ver com ser mais permissivo. Nada disso. A “régua é alta” para os funcionários. Ou melhor, “colaboradores”. No meio da entrevista, Marcio Fernandes pede para fazer um adendo: “Não falo de funcionário, falo de colaborador. Máquinas funcionam, pessoas podem optar por colaborar. É bem sensível, mas faz diferença”.

No começo de novembro, ele falará sobre como fazer da felicidade uma vantagem competitiva na HSM Expo 2016, em São Paulo. Nesta entrevista, o executivo aborda a relação que gestores devem construir com sua equipe, o lado positivo de trabalhar sobre pressão e como não deixar que a crise espalhe pessimismo dentro da empresa.

Até que ponto um gestor deve se preocupar com a felicidade de sua equipe no que diz respeito a questões que vão além do trabalho?
Ele tem de se preocupar 100%. Mas não é o “dono” do que acontece na vida das pessoas. Ele tem de ter limites de respeito — não pode invadir a individualidade de maneira alguma —, mas tem de se interessar. É importante saber se a pessoa está bem em casa, se está endividada, se está doente ou se há alguém doente na família. É o interesse genuíno. Isso porque é muito difícil chegar para alguém e dizer: “Minha visão dos seus valores está ali naquela parede, somente siga”. O cara vai odiar, nem sabe se concorda. O que fazemos é, antes de dizer o que queremos dele, perguntar o que ele quer. Se conseguimos ter esse nível de discernimento e sensibilidade, teremos uma equipe de altíssima performance porque saberemos respeitar os momentos de cada pessoa.

Se a pessoa está com algum problema, qual é o próximo passo? Como o gestor poderia interferir?
Aqui [na Elektro], oferecemos ajuda. Tem ações institucionais, como o sistema “Mais Apoio”. As pessoas podem acioná-lo a qualquer hora do dia, com total confidencialidade e anonimato, para falar de qualquer problema. Se está endividada, ela tem auxílio de um consultor financeiro para reestruturar as contas e renegociar dívidas. Ou, se preferir, pode ir direto para o gestor. Uma colaboradora está com a filha na UTI desde que nasceu. A licença maternidade já acabou, ela voltou para o trabalho, mas a menina continua no hospital porque nasceu muito prematura. Então, conversamos e construímos uma escala de trabalho que viabilize que a mãe priorize a filha. Isso gera um processo de engajamento e credibilidade que transcende a relação de trabalho. É uma relação de confiança.

O ideal, então, é que os gestores conversem frequentemente?
Dimensionamos as equipes para que o líder tenha condições reais de, durante o período de um mês, falar com todas as pessoas individualmente, com qualidade, pelo menos três vezes. Isso vai gerando um alinhamento, uma combinação melhor das expectativas. Saímos do efetivo — regras, metas — e ampliamos para o que é afetivo também.

E assim o trabalhador sente-se mais motivado?
É uma construção. A primeira coisa é abrir diversos canais para que as pessoas possam ser ouvidas. Investimos muito na preparação da nossa liderança para que ela soubesse abrir espaço para o diálogo. Historicamente, no mundo normal, o chefe é o cara que manda. Colocamos aqui uma quebra de paradigmas. Nem chamamos nossos líderes de chefes, mas de facilitadores. E também medimos o líder, em indicadores de performance, pelo desenvolvimento de pessoas. A gente não faz avaliação de desempenho, mas um diário de competências, ressaltando o que está indo bem e apontando o que precisa de melhorias — e contribui para esse processo. À medida que tudo isso se desenrola, as pessoas vão se sentindo mais à vontade para opinar, para participar, para mudar de área.

Ouço o sr. falando muito sobre respeito. Imagino que vá muito além de simplesmente não levantar a voz com o subordinado. 
A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada. Isso é não cometer assédio moral. Respeito vai muito além. Respeitamos as pessoas, por exemplo, quando não fazemos julgamento em relação às escolhas que ela faz — sejam opções pessoais ou de carreira. Não fazemos um trabalho para que a pessoa fique onde a gente quer que ela fique. A gente trabalha para que elas fiquem onde elas sonharam ficar. Ela não precisa mentir para fazer uma média com o chefe. Aqui ninguém faz média. Todo mundo sabe que os facilitadores são medidos pelo desenvolvimento de pessoas. Se a pessoa for sincera com ele e sincera consigo mesma, ela vai buscar o que sonha. E nós vamos respeitar. O normal é o vertical: o cara entra em uma posição de advogado júnior, vai para advogado pleno, depois advogado sênior, depois gerente do jurídico. Aqui a gente deixa aberto para ele dizer, em uma conversa franca, o que quer. Ele pode dizer que o sonho dele é trabalhar no RH. Aí, fazemos uma análise do que ele tem e do que ainda falta para ele conseguir a vaga que busca, ele vai investir nele mesmo e vamos ter um programa de educadores. Quando fazemos isso, conseguimos uma grande convergência de propósitos. Todo mundo ganha.

Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média”

No momento econômico turbulento pelo qual passa o país — quando todos são mais cobrados —, como não deixar que o pessimismo se espalhe dentro da empresa?
Essa é uma dúvida recorrente. A crise, muitas vezes, degenera a vontade das pessoas de lutar. Parece que a guerra está perdida — elas acabam aceitando muito passivamente. Chegam a usar esse momento difícil como justificativa para insucessos individuais. Também muitas empresas falam da crise como a grande culpada de tudo. O que temos feito para nos blindar e impedir que as pessoas se influenciem é, basicamente, duas coisas. Primeira: criar movimento. Significa fazer com que a vida da pessoa passe a ter ritmo, que não seja só guiada. Tem que ser uma vida de protagonismo, de autonomia. A segunda parte: dar abertura total a propostas. Ao mesmo tempo em que vivemos uma crise, estamos batendo recordes de eficiência gerados pelo protagonismo dessas pessoas. A gente tem, sim, dificuldades. Afinal, a crise nos afeta, já que o consumo de energia diminui. Mas por outro lado, a gente chega a quase 30% de eficiência em custos, sem fazer nada absurdo. Pelo contrário, a gente fala de eficiência e não de corte. As pessoas é que estão sendo as protagonistas disso. A gente promove uma verdadeira revolução no currículo das pessoas que querem fazer coisas diferentes. A abertura para propostas faz com que as pessoas queiram participar. E as pessoas que participam têm mais reconhecimento. Elas entram em um ambiente de movimento contínuo. Todo esse movimento faz com que não se sintam vulneráveis à crise.

Então mais pressão não precisa significar menos chances de ser feliz?
Costumo dizer que a pressão é só mais um ingrediente. Eu, por exemplo, gosto de ambientes com um pouco mais de pressão. A gente precisa de algum gatilho. Em momentos de pressão, as pessoas tendem a se movimentar com mais ênfase. E o que seria um motivo para pessoa ficar triste e frustrada, torna-se o contrário. Porque ela teve uma disciplina maior para buscar aquilo que sonhou e, óbvio, terá mais êxito.

Muitas pessoas criticam a ideia de que você tem de buscar felicidade o tempo todo. Você discorda delas?
Não. Acho que é impossível buscar o tempo inteiro a felicidade. Realmente existem momentos que não são considerados felizes. É só que, na minha opinião, precisa ter sempre uma conexão muito clara com propósitos. Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que você fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média de pessoas.

Sua filosofia tem a ver com acabar com a ideia de que existe uma vida no trabalho e outra fora. Quando essas duas se convergem?
Elas estão sempre misturadas. O problema é quando tentamos separar. Na minha visão, quando você fala “na minha vida pessoal, eu não sou assim” ou “no meu trabalho tenho que assumir uma postura diferente da minha vida pessoal”. Isso gera um peso. É uma máscara difícil de carregar e manter. Sou um grande adepto da ideia de que temos uma única vida. E ela não é divida em duas partes. Eu sou o que eu sou no trabalho. E eu sou o que eu sou na vida pessoal. As duas coisas são a mesma. O que é importante deixar bem claro é que há quatro momentos que a gente precisa garantir. O tempo para trabalhar, o para família, o para dormir e o para você mesmo. Não significa sejam excludentes.

Quais são os piores exemplos que já observou em empresas?
Tem inúmeros exemplos. A perda de produtividade está na falta de coerência, por exemplo: “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”. Isso é muito frequente, infelizmente, nessas empresas com gestão tradicional, fadada à morte. Essa coisa da retenção também. É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência da pessoa. É péssimo. A gente nunca passa da média. Quem quiser ficar aqui tem de ser por uma opção de vida. E ainda há empresas que fazem debate sobre políticas de retenção. Acho isso tão imbecil.

O que tem de ser feito no lugar?
Para mim, um processo de encantamento, para que a pessoa decida trabalhar com você.

Como um gestor pode ajudar o colaborador a encontrar seu propósito?
Você não cria um propósito no trabalho para a pessoa. Você pega o propósito que a pessoa tem para a vida dela e converge para os seus propósitos de trabalho.

Atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa”

Como assim?

Digamos que a empresa tem o propósito de ser a maior do Brasil, com a maior rentabilidade, com o melhor serviço ao cliente. Esse é o propósito de uma empresa.  Aí você pega a pessoa e vê qual é o propósito de vida dela. E você tem de conversar com pessoa por pessoa para saber. Você vai mapear isso, registrar e fazer com que os propósitos de empresa e das pessoas seja convergente. Eu já tive uma discussão com o diretor de uma empresa do setor financeiro. Ele disse que criava propósito para as pessoas: atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa. A pessoa pode olhar e questionar: “essa empresa só quer isso de mim?”. Isso é o que ela vai fazer porque você está pagando. O que é preciso saber é o que a pessoa quer para a vida dela. Ela vai ver que existe interesse genuíno. Não dá para você ficar mandando, obrigando, fiscalizando as pessoas o tempo inteiro. O controle custa caro demais, então a gente precisa criar convergência de propósito.

Depois de virar referência em felicidade, a procura por cargos na Elektro aumentou?
Nossa, muito. Tivemos um aumento muito legal. A gente fazia programa de seleção de estagiários e, para completar o número de vagas, dava um trabalhão. Afinal, o setor de energia elétrica não é muito sexy. Então a gente sofria. Agora, vou dar o exemplo do último programa que a gente fez. Foi no meio do ano, período não muito comum para procurar estagiários. Tivemos também 20 vagas — só que 60 mil inscrições. Foi de cair da cadeira. No final, acabamos ampliando o programa e chamando 40.

Ser um líder de que todos gostam pode afetar a maneira como o gestor faz suas decisões?
A gente não é uma ONG. Todas as lideranças aqui são, sim, admiradas. Mas o que as faz ser assim não é serem paternalistas ou simplesmente passivas. É fazer tudo com ética, justiça, coerência. Ser admirado como gestor é resultado de uma gestão transparente, aberta, participativa. Não é que você pode fazer coisas erradas. “Ah, não vão me mandar embora.” Pelo contrário, temos uma régua muito mais alta agora que nos tornamos exemplo.

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– Cuidado “como”, “de que jeito” e “o que” você fala.

Essa imagem, abaixo, nos permite várias interpretações sobre o que levou às consequências ruins (o “custar caro”): falar demais faz mal; ser chato ao falar; ser inconveniente; falar e não medir as consequências; exaltar-se no volume da fala; e, por fim, falar e magoar.

O uso da fala está atrelado com a educação e o equilíbrio emocional dos interlocutores. A forma como você trata as pessoas e usa as palavras pode, se feito de maneira turva ou bruta, entristecer a todos.

Palavras ou gestos precisam ser expressados com respeito – para o convívio sadio da sociedade, em qualquer seara dela.

– Faça o bem sem esperar nada em troca.

Esse meme com o Snoopy é bacaninha, mas respeitosamente discordo: a vida não é um “toma lá, dá cá”. Sendo assim, devemos fazer o bem sempre, sem nada esperar!

Fazer o bem esperando retribuição é conveniente. Fazer o bem despropositalmente, aí sim é grandioso.

Em todo caso, a imagem abaixo:

– Pobres Juízas Afegãs…

Se “ser mulher no Afeganistão” é algo surreal nos dias atuais, imagine ser juíza e ter condenado um terrorista talibã!

No atual cenário, é óbvio que as mulheres do Judiciário de lá correm risco de morte… E o Brasil poderá ser um lugar de refúgio a elas.

Extraído de: https://jovempan.com.br/programas/jornal-da-manha/juizas-afegas-pedem-ajuda-ao-brasil-para-fugirem-do-taliba-fux-sinaliza-apoio-a-iniciativa.html

JUÍZAS AFEGÃS PEDEM AJUDA AO BRASIL PARA FUGIREM DO TALIBÃ.

Centenas de juízas afegãs pediram ajuda ao Brasil para fugirem do Talibã, grupo extremista que assumiu o controle do Afeganistão após a saída das tropas norte-americanas do país. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, a ministra do Superior Tribunal Militar, Elizabeth Rocha, defendeu a necessidade do país conceder asilo político para essas mulheres. Segundo a magistrada, as juízas enviaram um pedido de socorro por meio da Associação das Juízas Afegãs. A solicitação de ajuda também foi enviada à IAWJ, que é Associação Internacional de Juízas Mulheres. “Elas enviaram o pedido porque as suas vidas estão correndo risco na medida em que, quando exerceram a magistratura, elas julgaram e condenaram homens do Talibã”, explica a ministra. Inicialmente, 260 juízas pediram o apoio do Brasil. Agora, esse número é menor, pois muitas delas foram assassinadas pelo grupo terrorista. “Infelizmente, não são mais 260 juízas. Nós já soubemos que várias delas já morreram e que suas famílias estão sendo perseguidas”, contou Elizabeth.

A ideia inicial é trazer as magistradas para o Brasil com asilo político e passaportes humanitários para as suas famílias. “O nosso país tem uma tradição de acolher os exilados políticos. Fez assim com os sírios e haitianos. A ‘Operação Acolhida’, realizada pelo exército brasileiro em Roraima, é um sucesso, um exemplo humanitário para o mundo. E mais do que isso, o Brasil é signatário de tratados internacionais de direitos humanos. Está na hora desses tratados se fazerem valer e terem efetividade”, defendeu. De acordo com Elizabeth Rocha, algumas autoridades brasileiras já se posicionaram favoravelmente à iniciativa. Entre elas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins. A ministra do Superior Tribunal Militar afirmou que uma reunião ministerial está marcada para esta quinta-feira, 2, para discutir o assunto. Estarão presentes os ministros da Defesa, das Relações Exteriores, da Justiça, da Casa Civil e Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. “O ministro da Defesa foi extremamente sensível aos nossos apelos e se prontificou a nos ajudar dentro daquilo que fosse possível. Hoje haverá uma reunião ministerial com a presença do Ministério das Relações Exteriores, porque o nosso chanceler está empenhado a lidar com a questão com a maior celeridade”, relatou Elizabeth.

Além das forças nacionais, será necessária a ajuda internacional. “O ministro Luiz Fux ventilou com a possibilidade de uma cooperação internacional, já que já existem acordos firmados entre o Supremo, o Conselho Nacional de Justiça e os Estados internacionais nesse sentido. Mas esses acordos, lamentavelmente, ainda não têm um caráter oneroso e essas mulheres precisam sobreviver no país”, lamentou a ministra, que justificou que essa cooperação internacional é indispensável para a execução da iniciativa. “Nós estamos buscando uma cooperação internacional, porque o Brasil não tem condições de enviar aviões e fazer resgates no solo afegão. É preciso que elas estejam, ao menos, no Paquistão para que nós possamos buscá-las”, disse. O governo do Paquistão ainda relatou precisar de ajuda financeira, já que não há estrutura no país para manter as juízas e suas famílias. O país precisa que elas sejam retiradas em, no máximo, 30 dias.

Em: https://youtu.be/alXcqql4frk.

– Inadmissível nos dias atuais.

Homem bater (literalmente) em mulher?

Crime, cadeia e o alerta da falta de vergonha na cara!

Neste tempo do anúncio da foto (abaixo), não tinha Lei Maria da Penha! Como deveria ser difícil para as pobres senhoras mais indefesas…

Cada coisa que a humanidade já viu, não? Ao ler essa propaganda, me traz uma pontinha de curiosidade: o que as pessoas justificavam quando questionadas se “bater em mulher” era algo comum (e até aceito!)?

– A Chatice do Mundo Intolerante e Dual! Deus não quis assim…

A cultura do ódio está cada vez mais radical no Brasil. Se você escreve que respeita o homossexual mas não faz apologia à homossexualidade, vira homofóbico (há de sair na rua e gritar isso para “lacrar”). Se defende o impeachment, vira comunista (mas se é contra, fica rotulado como “bolsonarista”). Se você escreve falando de Deus, virou crente (e isso independe da profissão de fé da pessoa, como se falar do Nosso Senhor fosse “pecado que ofendesse ao próximo”); e se contestar, vira ateu. Se escreve dando uma opinião sobre um lance contra o Corinthians, é palmeirense ou são paulino. E se defendeu o Timão, na hora se chama pejorativamente de gambá.

Quando você não tem tempo de responder a alguma notificação no Facebook ou em outras redes sociais (como acontece sempre comigo), desconfiam que você está “brigado” com quem não lhe é respondido. Se na foto há sorrisos, vira “vida-boa” (mesmo que seja um momento único de alegria em meio às tempestades). Se consegue uma Graça de Deus e a testemunha,  virou fanático. Se venera a Virgem Maria, vira idólatra. Se tentar desligar-se dos celulares e computadores, é anti-social. Se não soube de alguma notícia importante, é alienado. Se chamar seu amigo negro carinhosamente de Negão, taxar-lhe-ão de racista (mas Alemão não é preconceituoso também)? Se na reunião de trabalho não termos um número equitativo de mulheres, é machista. Se não gostar de funk, rap ou ritmos predominantemente da periferia, você é chamado de burguês. E por aí vai!

O mundo está muito chato, não? Que raio de dualidade (ou de rótulo) muitas pessoas querem impor julgando as outras? Cristo nunca julgou seu próximo!

Beira-se o radicalismo, infelizmente. E tudo o que nos aliena, não foi desejado pelo nosso Criador – que sempre deu livre arbítrio e nos ajudou na concórdia…

Covid-19. Dom Villegas: oração; o mundo repousa nas mãos de Deus - Vatican News

– Repost: Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Há 2 anos, pela primeira vez uma partida de futebol era interrompida por homofobia! Relembrando abaixo:

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

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– Respeite o Diferente.

Todos nós temos virtudes e fraquezas.

Todos nós somos iguais em respeito, mas diferentes quanto a opiniões.

Todos nós temos (ou não) um partido, uma religião, um time de futebol, uma preferência ou gosto diferente.

E principalmente, todos nós vivemos e dependemos de um mesmo planeta.

Por quê não respeitar a diferença do próximo?

Há aqueles que não conseguem viver ao lado do seu semelhante justamente por ter uma opinião política ou um comportamento diferente. Pra quê?

Somos todos humanos. Iguais e diferentes ao mesmo tempo. Assim, reflitamos tal verdade!

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– Fala ou Prática: o que te convence mais?

Como convencer alguma pessoa? Ou como servir de exemplo e/ou, ainda, influenciá-la positivamente?

Muitas vezes, a palavra não convence ninguém. Mas o exemplo, a prática, a ação acaba sendo um testemunho fiel…

Gostei desse pensamento:

As pessoas podem duvidar do que você diz, mas elas acreditarão no que você faz”.

Lewis Cass (embaixador americano na França).

Serve para a Política, para a Religião ou para a Sociedade em Geral.

– E se te tratarem mal?

Você acha que, quando alguém te trata com má vontade, a culpa é sua?

Normalmente, não! A culpa pode ser do mal educado que está com problemas em casa, desforrando na sua pessoa os problemas que ele não consegue resolver.

Seja sempre cortês; superior, resiliente, desprovido de vingança... trate bem mesmo aos que não correspondem à sua expectativa. Isso faz muito bem para o ego!

– A Barbie Biomédica do Brasil!

Responsável pelo sequenciamento genético do Novo Coronavírus, a biomédica brasileira Jaqueline Góes de Jesus foi homenageada (juntamente com outras profissionais relevantes e que ajudaram nessa pandemia) pela Mattel, fabricante de brinquedos. Era virou uma… boneca Barbie!

A simpática honraria está abaixo, na foto. Mas penso: as instituições que deveriam homenageá-la (as autoridades), será que o fizeram?

– O arrogante árbitro de Vasco x Vila Nova.

Assim como um jogador precisa ser preparado para grandes saltos na carreira, faça-se o mesmo ao juiz do futebol. Cuidados para que a sensação de “estrelato”, mesmo ainda não existindo ou que seja pseudo, suba à sua cabeça (crendo que já é um sucesso sem nunca ter sido) são importantes em qualquer seara profissional.

Digo isso pois Felipe Fernandes de Lima (MG), um jovem árbitro que está sendo testado (apitou Flamengo x São Paulo recentemente, que foi sua grande oportunidade dada por Leonardo Gaciba), foi flagrado pela Sportv durante Vasco 1×0 Vila Nova pelo Campeonato Brasileiro da Série B com fala prepotente à divisão que estava apitando.

Segundo a emissora:

A transmissão do Premiere registrou alguns desses momentos. Em um deles, o árbitro, ao falar com os jogadores, ironizou os colegas: ‘Eles estão acostumados com árbitro de Série B’. Em outro momento, Zeca pediu esclarecimento sobre uma marcação, Felipe respondeu: ‘Explicação eu dou para minha esposa’..

O Felipe “quem mesmo?” apitou quantos clássicos nacionais e internacionais para assim “se achar”? E mesmo que se fosse árbitro importante, o respeito e a educação são fundamentais na vida, não só no esporte.

Ele disse que “só dá explicação para a esposa dele”, mas acho que dará à CA-CBF de maneira bem mais humilde…

É por comportamento assim que tanto se vê com rancor a arbitragem de futebol. Ao invés de bons exemplos, só aparecem os ruins, infelizmente. O árbitro em si, que é visado por natureza, precisa ser mais respeitoso como elemento coadjuvante do futebol, não protagonista.

O lance em: https://ge.globo.com/google/amp/futebol/times/vasco/noticia/em-vasco-x-vila-nova-felipe-fernandes-de-lima-diz-a-jogadores-acostumados-com-arbitros-de-serie-b.ghtml

– Criando as filhas para serem grandes mulheres!

Para quem é pai de meninas e quer ver suas princesas terem sucesso quando adultas, vale a pena ler esse texto do Linkedin, originalmente escrito no “Leiturinha”.

Extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/meninas-felizes-mulheres-seguras-10-coisas-que-você-pode-oliveira/

MENINAS FELIZES, MULHERES SEGURAS: 10 COISAS QUE VOCÊ PODE FAZER POR SUA FILHA

Por Ana Clara Oliveira

Aqui entre nós, ter um filho é uma responsabilidade e tanto! Ser inteiramente responsável por um pequeno ser humano, criando-o e educando-o, faz com que muitas pessoas reflitam sobre si mesmas e sobre seus próprios valores. Isso porque nós, adultos, temos um papel fundamental na criação de pequenos mais confiantes, empáticos, solidários, tolerantes, amorosos, justos e felizes! E, verdade seja dita, o mundo tem precisado cada vez mais disso, não é?

CRIANDO MENINAS MAIS CONFIANTES E FELIZES

Reforçar a autoestima das crianças e valorizar, acima de tudo, o amor e o respeito, colabora para que elas se tornem adultos melhores e, isso é imprescindível na criação tanto de meninos, quanto de meninas. No entanto, levando em consideração o mundo em que vivemos, com as imposições e pressões que existem sobre as mulheres, é interessante pensar como os pais podem colaborar para que nossas meninas cresçam mais fortes, seguras, independentes e realizadas!

A preocupação com o corpo, a relação com a vaidade e com a carreira profissional, a divisão das tarefas domésticas e os estereótipos que cercam a feminilidade, são questões que precisam ser trabalhadas, desde cedo, com as pequenas, com muita conversa, respeito e exemplo. Para Sarah Helena, psicóloga, curadora na Leiturinha e mãe da pequena Cecília de 1 ano, “quando nasce uma criança (ou melhor, antes mesmo disso), a família, seja ela quem e como for, precisa repensar e ter em mente quais valores, princípios e comportamentos que gostariam que fossem passados adiante e quais aqueles que não. Para criar meninas independentes e seguras, estes têm que ser valores estimados na família, principalmente entre as mulheres, já que elas são um exemplo para as pequenas. Além disso, há que se romper com muitos estereótipos que reproduzimos na sociedade, como padrão de beleza ou a divisão das tarefas domésticas, por exemplo, e seguir construindo as próprias referências do que é bom e ruim. Isso requer paciência, coragem e ousadia. Ser nós mesmas, de forma autêntica, é uma das lutas mais árduas a se enfrentar na vida.”.

10 COISAS QUE VOCÊ PODE FAZER POR SUA FILHA

Pensando nisso, elencamos algumas atitudes simples que podem contribuir para que sua pequena tenha uma relação melhor com ela mesma e com os outros, tornando-se uma mulher mais segura e feliz!

  1. Evite criticar o próprio corpo na frente da sua pequena

Muito gordo, muito magro, alto demais ou muito baixinho… A insatisfação com o corpo é algo comum entre homens e mulheres. Isso porque há um padrão de beleza que, vez ou outra, todos tentamos nos enquadrar. No entanto, se você se sente assim em relação ao seu corpo, é importante se atentar para não demonstrar essa insatisfação na frente da sua pequena. Se alimentar bem e praticar exercício físico é algo maravilhoso para a saúde e bem-estar de todos nós, mas evite dizer a sua pequena que ela deve fazer isso para ficar magra ou bonita. Cedo ou tarde ela já vai se deparar com esse padrão imposto às mulheres, mas com a sua ajuda ela pode entender que é bonita como é e que a aparência não é o que ela tem de mais importante!

  1. Elogie suas qualidades, para além da aparência

É muito comum elogiar as meninas e, mais tarde, as mulheres, dizendo o quanto são bonitas. Isso não é errado, mas elas são tão mais do que isso! São inteligentes, curiosas, carinhosas, engraçadas, dedicadas, corajosas… Que tal se atentar para variar um pouco nos elogios, mostrando para sua pequena que a aparência dela é apenas um detalhe entre as infinitas qualidades que a tornam uma pessoa incrível!

  1. Incentive a independência e a autonomia

É importante que, desde cedo, você incentive e mostre para sua pequena que ela pode fazer suas coisas e se realizar sozinha. Não que ela não precise de outras pessoas, mas entender que ela é autônoma, independente e forte o suficiente para alcançar sua própria felicidade e sucesso, será muito importante para que ela cresça mais confiante e segura!

  1. Respeite suas escolhas

Se ela prefere o judô ao balé, a bicicleta ao patinete, as bonecas aos carrinhos, os super-heróis às princesas, o basquete ao futebol, a matemática ao português… Ou qual seja seus gostos e preferências, é fundamental que ela possa contar com você para apoiá-la e incentivá-la a dar o seu melhor em qualquer que seja sua escolha! Optar por isso ou aquilo não a tornará melhor ou pior, nem mais ou menos feminina.

  1. Mãe, seja uma pessoa completa

A maternidade é algo maravilhoso, mas ao se tornar mãe, a mulher não se limita a esse papel. Ela continua tendo seus gostos, suas escolhas, seus hobbies, suas vontades e seus sonhos. É importante que você, mãe, mostre para sua filha que você é uma pessoa completa, com todos os erros, acertos e ambições que isso possa significar. Isso fará com que ela cresça sabendo que ser mãe não elimina sua personalidade ou seus desejos enquanto pessoa.

  1. Evite super expor sua pequena a mídias que reforcem os padrões de beleza

Situações que reforçam padrões de beleza estão presentes nos mais variados contextos e parece quase impossível esquivar-se deles. Quando isso acontecer, converse com sua filha para que ela reflita sobre os padrões apresentados e a realidade de mulheres com quem ela convive ou vê na rua. Também cuide para que sua pequena esteja cercada de boas referências e representatividade, assim, ela não vai sofrer tentando se enquadrar em algo que ela não é, mantendo uma relação melhor e mais saudável com o próprio corpo.

  1. Priorize o conforto quando for escolher suas roupas

Na ala de roupas infantis femininas é comum vermos mini roupas de adultos, com muito brilho e muito cor-de-rosa, mas nem sempre tanto conforto. É importante que sua pequena sinta-se bem no que está vestindo, para poder correr e brincar livremente, como qualquer criança. Tome cuidado para não priorizar a roupa “mais bonita” que, talvez não permita que sua filha se movimente de maneira confortável e livre.

As crianças precisam aprender a brincar sem brinquedo também!

  1. Ensine-a a dizer não

Conhecer e respeitar seus limites é fundamental para uma vida mais equilibrada e feliz. Muitas mulheres se sobrecarregam na missão de cuidar de tudo e de todos sozinhas, aceitando mais do que seu corpo e sua mente suportam, ou ainda se submetendo a situações que não condizem com seus valores e vontades por medo de dizer não. Ensine sua pequena sobre responsabilidade e compromisso, mas deixe claro que ela não é obrigada a fazer o que não quer, que ela pode verbalizar suas vontades e limites e que eles precisam ser respeitados.

Mãe, você não precisa dar conta de tudo sozinha

  1. Divida as tarefas de casa de maneira justa

As crianças podem e devem ajudar nas tarefas domésticas, pois isso colabora para que desenvolvam o senso de independência, responsabilidade e respeito. Isso serve para os meninos e para as meninas. Portanto, é importante que os pais dividam as tarefas igualmente, levando em consideração a idade, claro, mas não o sexo dos filhos. Todos podem colaborar para que o lar fique mais organizado e agradável, afinal, todos vivem nele!

  1. Deixe-a perceber o quanto é especial

Enfim, o importante é que sua pequena entenda, desde cedo, o seu valor e o quanto ela é uma pessoa especial, com todas as suas qualidades e defeitos. A autoestima é algo construído dia a dia e você pode colaborar – e muito – para que ela cresça e se torne uma mulher mais confiante, segura e realizada. Isso, com certeza, irá contribuir para que ela se relacione melhor consigo mesma, tendo uma postura mais sensível, empática e gentil com as pessoas que a cercam.

(Publicado originalmente no Blog Leiturinha.)

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– O último índio da tribo amazônica isolada deve ser apresentado ao resto do mundo ou não?

Eu já tinha lido algo sobre o “Índio do Buraco”, mas não fui a fundo no assunto. E agora pude ler com calma sua história. Viram que incrível?

Um indígena, que vivia numa tribo isolada com outros 6 parentes no meio da Amazônia, há 22 anos perdeu seus companheiros em uma emboscada de fazendeiros. Desde então, mantém-se como último índio que sobrou da sua tribo e continua evitando o contato com o homem civilizado.

E aí: mantê-lo nessa condição ou apresentar a ele o resto do mundo?

Compartilho, extraído da BBC em: https://bbc.in/2A0RMmA

QUEM É O ÍNDIO ISOLADO FILMADO PELA FUNAI NA AMAZÔNIA, ÚLTIMO SOBREVIVENTE DE SUA TRIBO E ‘O HOMEM MAIS SOLITÁRIO DO MUNDO’

Um vídeo extremamente raro mostra imagens do índio isolado que é considerado o “homem mais solitário do mundo”. Chamado de “índio do buraco”, ele tem por volta de 50 anos e vive sozinho na Amazônia brasileira há 22 anos, desde que os últimos membros de sua tribo foram assassinados – ele é o único sobrevivente.

O vídeo foi divulgado pela Funai (Fundação Nacional do Índio) no YouTube, na última quarta-feira. As imagens trêmulas e gravadas à distância mostram o homem cortando uma árvore com um machado.
A Funai evita o contato com grupos isolados e afirma que o índio do buraco já deixou claro que não quer ser perturbado, atirando flechas contra outras pessoas no passado.
“Ele passou por uma experiência muito violenta e vê o mundo como um local muito perigoso”, afirma Fiona Watson, diretora da Survival International, uma organização sem fins lucrativos dedicada aos direitos de povos nativos, que já visitou a área onde vive o índio do buraco.
“Imagine passar 22 anos observando uma só pessoa. Planejando ações de vigilância do território onde vive, garantindo sua proteção contra ameaças externas. Nenhuma palavra trocada. Todo contato consistindo em fornecer alguns objetos que poderiam ser úteis para a sua sobrevivência. É esse o trabalho realizado pela Funai na Terra Indígena Tanaru, onde vive o indígena isolado popularmente conhecido como o índio do buraco”, afirmou a Funai, na publicação no YouTube.
As cenas correram o mundo, mas há mais do que os olhos podem ver.

POR QUE ELE FOI FILMADO

A Funai tem monitorado o índio do buraco desde 1996. É preciso mostrar que ele ainda está vivo para manter a área onde vive sob proteção – em 2015, a interdição da Terra Indígena Tanaru foi prorrogada por mais dez anos, segundo a Funai. Localizado no norte do Estado de Rondônia, com cerca de 8 mil hectares, o local é circundado por fazendas e terras desmatadas.
“(A Funai) precisa provar continuamente que esse homem existe”, afirma Fiona Watson.
“Também há uma motivação política na divulgação do vídeo. O Congresso brasileiro é dominado por representantes do agronegócio. Já a Funai teve o seu orçamento reduzido. Há um grande ataque aos direitos indígenas no Brasil nesse momento.”

O QUE SE SABE SOBRE O ÍNDIO ISOLADO?

Muito pouco. Apesar de já ter sido o foco de diversas pesquisas, reportagens e até de um livro (O último da tribo: a busca épica para salvar um homem solitário na Amazônia, do jornalista americano Monte Reel), o índio do buraco nunca foi contatado por alguém de fora de sua tribo (até onde se sabe).
Acredita-se que ele seja o único sobrevivente do seu grupo, depois que um ataque matou seis membros em 1995. Os responsáveis seriam fazendeiros locais. Segundo a Funai, ninguém foi punido pelo crime.
Sua tribo nunca recebeu um nome, e não se sabe qual é a sua língua. O apelido de “índio do buraco” se deve ao fato de que ele deixa valas profundas na mata – provavelmente são armadilhas para caçar ou locais de esconderijo.
No passado, ele também já abandonou cabanas de palha e instrumentos de uso manual, como tochas de resina e flechas.

POR QUE É UM VÍDEO RARO?

Até agora, havia apenas uma única foto borrada do índio do buraco. Foi tirada por um fotógrafo que acompanhava a Funai em uma viagem de monitoramento e exibida muito rapidamente em um documentário brasileiro de 1998, Corumbiara.
Ativistas se disseram contentes – e surpresos – por ver que o indígena está, aparentemente, em boa saúde. “Ele está muito bem, caçando, mantendo algumas plantações de mamão e milho”, afirmou Altair Algayer, coordenador regional da Funai, em entrevista para o jornal britânico The Guardian.

POR QUE ELE ESTÁ EM PERIGO?

Acredita-se que a maioria dos membros da sua tribo tenham sido dizimados entre as décadas de 1970 e 1980, após a construção de uma estrada perto da área onde viviam, o que aumentou o interesse por terras na região.
Ainda hoje, agricultores e madereiros ilegais cobiçam a área. Por isso, teme-se que o índio seja ameaçado por pistoleiros.
Em 2009, um acampamento temporário montado na região pela Funai foi saqueado por um grupo armado. Dois cartuchos de armas foram deixados para trás, no que pareceu ser uma ameaça.
A Amazônia brasileira abriga a maior parte das tribos indígenas não contatadas do mundo, de acordo com a Survival International. O contato pode trazer riscos de morte até por doenças simples como gripe e sarampo.
“De certa forma, nós não precisamos saber de nada sobre ele. Mas ele é um símbolo do que estamos perdendo: uma grande diversidade humana”, conclui Whatson.

* Com reportagem de Vicky Baker, da BBC News

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– O problema do assédio sexual em instituições de ensino

Um dos problemas mais delicados ultimamente é o do Assédio Sexual. E isso acontece em diversos setores da sociedade.

Compartilho uma reportagem interessante da Folha de São Paulo (de dias atrás) a respeito de casos que envolveram alunos e professores em faculdades. Vale a pena tomar cuidado!

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2019/02/professores-universitarios-sao-demitidos-apos-denuncias-de-agressao-sexual.shtml

PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SÃO DEMITIDOS APÓS DENÚNCIAS DE AGRESSÃO SEXUAL

Um dos docentes trabalhava na Federal Fluminense e outros dois na Federal de Goiás; eles negam as acusações das alunas

Três professores de universidades federais brasileiras foram demitidos após denúncias de alunas por agressão sexual e longos processos administrativos dentro das instituições.

A Folha conversou com sete alunas que dizem ter sofrido assédio e preferiram não se identificar. Os relatos delas incluem envio de elogios, músicas românticas e pedido de casamento por WhatsApp, convites para jantar, pedidos de encontro na casa do docente, tentativas de beijo e toques íntimos à força e boicote de uma classe inteira a aulas.

Em dois dos casos, as estudantes afirmam que o assédio aconteceu durante viagens para participação em congresso científico. Duas outras alunas acusaram um mesmo professor de estupro.

A primeira das três demissões ocorreu na UFF (Universidade Federal Fluminense) de Campos dos Goytacazes, no Rio. Em abril de 2018, o professor de ciência política José Henrique Organista foi demitido, acusado de assediar 16 alunas.

No segundo caso, o professor de engenharia agronômica Américo José dos Santos Reis foi acusado por quatro estudantes da UFG (Universidade Federal de Goiás), do campus de Goiânia, de praticar assédio sexual contra elas. Três delas afirmam que foram assediadas por ele durante viagens a canaviais. Ele foi demitido em junho de 2018.

Por último, o professor de medicina veterinária Rogério Elias Rabelo foi demitido em julho da UFG, campus de Jataí, após apuração interna da universidade concluir que ele estuprou duas estudantes. Rabelo também foi denunciado no Ministério Público Federal e na Delegacia Especializada da Mulher.

Por meio do advogado Manoel Oliveira, José Henrique Organista nega que tenha cometido os assédios, classifica as denúncias de levianas e afirma que sua demissão da UFF “obedeceu a um critério político-partidário, já que ele jamais se alinhou com a direção do campus da UFF em Campos dos Goytacazes e denunciou fraudes, sobretudo, nas eleições internas”.

Seu advogado cita também sentença judicial que desconsiderou a autoria do crime de assédio sexual. Segundo decisão da juíza, a conduta de Organista, embora “reprovável, inconsequente e inconveniente”, não configuraria assédio sexual, visto que “não houve, em momento algum, ameaças de que as alunas seriam prejudicadas de alguma forma em suas vidas acadêmicas caso não correspondessem à intenções do docente”.

Américo José dos Santos Reis, por meio de seu advogado, negou que tenha assediado sexualmente alunas da UFG e as acusa de estarem perseguindo-o. Segundo o advogado Ezequiel Morais, “as supostas vítimas se conheciam e todas ‘criaram’ motivos para retaliar o referido professor em decorrência da não apresentação, pelas mesmas, de relatórios e de apresentação de trabalhos incompletos”.

Procurado pela reportagem por mais de um mês, Rogério Elias Rabelo não respondeu aos pedidos de entrevista. A UFG também não quis comentar o caso.

Leia abaixo os detalhes dos três casos de demissão após denúncias de assédio e violência sexual em universidades brasileiras.

Estudantes dizem ter sido assediadas por docente da UFF por WhatsApp

No primeiro dia de aula, o professor José Henrique Organista, que ensinava ciência política na UFF (Universidade Federal Fluminense) de Campos dos Goytacazes (RJ), pedia que os alunos anotassem seus emails e telefones numa lista, para, segundo ele, agilizar a comunicação com a classe.

Alunas dele, porém, afirmam que ele usava os contatos para assediá-las.

Após sua primeira aula com Organista, em 2014, a estudante Maria (nome fictício) diz ter recebido uma mensagem do professor no WhatsApp. Ele enviou uma foto da própria aluna no aplicativo com um elogio. A estudante ignorou, mas houve outras mensagens.

Segundo ela, semanas depois surgiram convites para sair e jantar. Maria diz que tentava desviar o assunto e respondia que o professor deveria convidar a classe toda, mas ele dizia que queria se encontrar apenas com ela.

Depois de mais um convite, ela disse ao docente que ele estava extrapolando os limites. Segundo a aluna, Organista pediu desculpas e implorou para que ela não contasse a história a ninguém.

Após uma semana, porém, tudo recomeçou. O professor enviava músicas românticas no email e no WhatsApp de Maria. A aluna reclamava, ele pedia desculpas e, dias depois, voltava a escrever para ela.

Certo dia, diz Maria, ele mandou uma mensagem em que a pedia em casamento. Ela decidiu desabafar com algumas colegas de turma e descobriu que não era a única aluna que Organista assediava.

Rita (nome fictício) diz que também recebeu mensagens após a primeira aula. Em seu status do WhatsApp ela dizia “hoje não”. Organista lhe escreveu dizendo “hoje sim”. A aluna não respondeu.

Rita bloqueou o contato do professor no aplicativo, mas ela afirma que o assédio continuou na universidade. Ela diz que durante as aulas o professor fazia elogios à aluna; nos corredores, abordava-a. A estudante passou a usar roupas largas e a chegar atrasada para não encontrá-lo na porta e até a perder aulas.

No ano seguinte, em 2015, Rita não se matriculou na disciplina ministrada por Organista. O docente voltou a mandar mensagens, de outro número, indagando a razão de sua ausência e disse que, caso ela quisesse fazer a disciplina, ele abonaria suas faltas.

Ana (nome fictício) também afirma que, no mesmo dia em que pediu seu telefone, o professor enviou uma mensagem. Segundo ela, Organista elogiou sua aparência e perguntou se ela tinha namorado.

Ela conta que dias depois ele a chamou para sair. Diante da insistência do professor, Ana, que é lésbica, imaginou que seria melhor deixar clara a sua orientação sexual.

Deu-se o oposto. A partir daí, segundo ela, o professor passou a enviar mensagens de cunho sexual. Organista perguntava quem era a namorada da estudante e pedia para sair com as duas. Também convidava a estudante para visitá-lo em sua casa.

Maria, Rita e Ana afirmam que foram assediadas por José Henrique Organista durante cerca de um ano e meio.

No 2º semestre de 2015, quando a turma teria novamente uma matéria com o docente, as coisas começaram a mudar. Os alunos, tanto meninos como meninas, decidiram não se matricular na disciplina em protesto.

A advogada Semirames Khattar, à época professora substituta na UFF, soube dos relatos e se dispôs a ajudar as vítimas a tomarem as medidas cabíveis. Instruídas por ela, as estudantes fizeram, no início de 2016, uma denúncia formal à ouvidoria da universidade contra Organista.

A denúncia deu início a uma sindicância, finalizada em outubro de 2016, e cujo relatório final concluiu pela necessidade da instauração de um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do docente. Nesse ínterim, Organista entrou com uma ação judicial contra elas por injúria, calúnia e difamação. A ação foi arquivada por falta de provas.

Com o apoio de Khattar, Maria, Rita e Ana ingressaram com uma queixa-crime contra o professor na Polícia Federal. Enquanto isso, na universidade, somente no final de maio de 2017 o processo disciplinar foi aberto. Segundo as estudantes, isso só ocorreu porque a universidade foi intimada pela Polícia Federal.

De fato, embora tenha ignorado por meses a determinação de sua comissão interna, a UFF foi bastante célere após a PF requerer da instituição documentos referentes ao caso –bastaram seis dias para o processo ser instaurado.

Enquanto a apuração se desenrolava, novas vítimas apareceram. Ao final, 16 estudantes relataram ter sido assediadas por José Organista. Em abril de 2018, o docente foi demitido por improbidade administrativa.

As estudantes afirmam não ter recebido qualquer amparo da universidade. Algumas das alunas dizem ter desenvolvido transtornos de ansiedade e de pânico.

O caso mostra as dificuldades das instituições de ensino superior do país de lidar com denúncias de assédio sexual e sua apuração. Segundo Maria, quando ela levou à coordenadora do curso de ciências sociais as razões do boicote à disciplina que seria dada por Organista, a docente lhe pediu que falasse baixo porque outras pessoas poderiam ouvir que ela estava falando mal de um professor.

Desde 2011 José Henrique Organista vinha sendo denunciado por assédio sexual no campus da UFF de Campos dos Goytacazes.

Outro lado: professor nega as acusações e diz que denúncia é leviana

José Henrique Organista, por meio de seu advogado, Manoel Oliveira, nega que tenha cometido os assédios, classifica as denúncias de levianas e afirma que sua demissão da UFF “obedeceu a um critério político-partidário, já que ele jamais se alinhou com a direção do ESR Campos [sigla do campus da UFF em Campos dos Goytacazes] e denunciou fraudes, sobretudo, nas eleições internas”.

Oliveira cita, em defesa de Organista, sentença judicial “que desconsiderou a autoria e materialidade do crime de assédio sexual”.

Em sua decisão, a juíza Giovana Calmon escreve que o “delito de assédio sexual exige que o sujeito ativo seja superior ou tenha ascendência, em relação laborativa, sobre o sujeito passivo, ressaltando-se que este, por sua vez, deve ser o subordinado ou empregado, o que não ocorre no caso”.

Além disso, escreve a juíza, a conduta de Organista, embora “reprovável, inconsequente e inconveniente”, não configuraria assédio sexual, visto que “não houve ameaças de que as alunas seriam prejudicadas de alguma forma em suas vidas acadêmicas caso não correspondessem à intenções do docente”.

Manoel Oliveira também menciona o parecer do chefe da Procuradoria Federal para a UFF, requerendo que a demissão fosse revista. O órgão fundamenta seu parecer na sentença de Calmon.

Por fim, o advogado critica o fato de a portaria de demissão de Organista ter se dado por improbidade administrativa, “o que sequer foi investigado no PAD [Processo Administrativo Disciplinar]”.

A UFF afirma que “os processos administrativos e de sindicância são construídos com base no trabalho de comissões e se firmam como instrumentos legitimados e competentes para apurar irregularidades no exercício público, imputando quando necessário as sanções previstas”.

“Ressaltamos que o PAD, que via de regra é sigiloso, tramitou observando os princípios constitucionais e, nesse sentido, a UFF reafirma seu compromisso com a justiça e com o devido processo legal.”

Alunas acusam professor da Federal de Goiás de assediá-las em canaviais

Como professor de engenharia agronômica da Universidade Federal de Goiás (UFG), Américo José dos Santos Reis visitava com frequência usinas de cana do interior do estado com seus alunos.

Três ex-alunas de pós-graduação afirmam que foram assediadas por ele nessas situações. Denunciado, Reis foi demitido em junho de 2018, após longo processo.

Depois de ter feito estágio com Reis durante a graduação em engenharia agronômica, Joana (nome fictício) entrou em 2010 no mestrado da UFG sob a orientação dele.

Como prestavam assistência a usinas de cana do interior do estado, aluna e professor viajavam juntos com frequência. Segundo ela, certa vez o docente pegou na mão da aluna, segurou-a por alguns instantes e a soltou.

Durante as férias de julho, ele ligou pedindo que fossem juntos para uma usina. Ela achou a conversa estranha, já que Reis enfatizou que havia reservado apenas um quarto para os dois. Joana arranjou uma desculpa e não foi.

No segundo semestre daquele ano, um congresso de melhoramento genético aconteceu fora de Goiânia. Segundo ela, o professor pediu que Joana achasse um quarto para os dois. A aluna não o fez e ficou num quarto com colegas.

No primeiro dia, as estudantes foram para uma boate. Reis, conta Joana, passou a noite ligando para saber onde ela estava. Dias depois, de madrugada, ele bateu na porta do quarto dela, dizendo que precisava de sua ajuda para algumas análises. A estudante pediu para as amigas dizerem que ela estava dormindo.

Na volta, em um ônibus fretado, a aluna pediu para uma colega sentar ao seu lado, mas, afirma, Reis se antecipou e ocupou o assento ao lado.

Segundo ela, quando todos estavam dormindo, ouviu o barulho de uma braguilha sendo aberta. Joana afirma que Reis pegou sua mão e a alisou. Joana a puxou de volta.

Foi também num ônibus, no ano anterior, na volta de um congresso, que outra aluna, Patrícia (nome fictício), diz ter sofrido um dos assédios.

Na volta da parada do ônibus, Reis sentou ao lado da aluna. Depois da partida do veículo, ela conta que o professor pegou a mão dela. Ela a puxou de volta e virou para o lado, fingindo que dormia. Na sequência, diz, o docente colocou a mão no seio dela. Patrícia se desvencilhou de novo. Ele então tentou colocar a mão por baixo de sua roupa, e ela se virou num solavanco.

Meses antes, ela diz que Reis já havia tentado beijá-la à força quando ambos realizavam um experimento em um canavial. Segundo Patrícia, ela correu para o carro; ele chegou logo depois e conversou como se nada tivesse acontecido.

Joana e Patrícia contam que passaram a se esquivar de Reis. Elas também preferiram manter o silêncio, com receio de represálias. Segundo Patrícia, a vontade de terminar o doutorado fez com que tentasse esquecer o assunto.

Reis, porém, era seu orientador. Ela diz que não tinha mais coragem de encontrá-lo sozinha e o professor passou a evitá-la. Mesmo tendo cumprido todas as disciplinas, Joana abandonou o curso e voltou para a sua cidade natal.

Outras duas alunas que relatam terem sido assediadas por Reis, Bárbara e Sandra (nomes fictícios) também concluíram seus cursos, mas afirmam que mudaram seus planos de carreira por causa dos assédios.

Bárbara sonhava em trabalhar com melhoramento de cana, mas diz que desistiu da carreira porque adquiriu medo de andar nos canaviais após ter sido assediada por Reis, no início de 2012.

Segundo ela, em uma viagem, Reis pegou sua mão e a levou em direção ao seu pênis. Ela diz ter tomado um susto e puxado o braço, mas o professor lhe disse que iria apenas fazer uma massagem. Ele então segurou a mão dela sobre o câmbio do automóvel e a acariciou. A estudante conta que não sabia se abria a porta e pulava do carro ou se gritava.

Ao chegarem na usina, onde passariam a noite, o professor correu para a recepção e disse que precisava de mais um quarto. Ele tinha reservado apenas uma acomodação.

Outra aluna de Reis que relata ter sido assediada por ele, Sandra (nome fictício) continuou na profissão, mas recusou um estágio de pós-doutorado porque, diz, tudo o que queria era deixar a UFG.

Em 2011, durante o doutorado, a estudante foi até a sala de Reis tirar uma dúvida de um experimento. O professor quis mostrar no computador como resolver e ela se postou de pé, ao lado dele.

Sandra conta que, como vinha do trabalho de campo, usava um macacão largo, com bolsos para ferramentas. Reis, afirma, enfiou a mão dentro do macacão e começou a descê-la até a cintura da estudante. Ela teve um sobressalto e estava prestes a dar um grito quando ouviu alguém se aproximando. O professor puxou a mão e a aluna saiu correndo.

Sandra ainda teve de fazer uma disciplina ministrada por Reis, após insistência dele.

A estudante recebeu investidas misturadas a retaliações. Nas aulas, o professor ignorava suas perguntas; quando ela estava no computador, Reis se aproximava por trás e encostava no seu pescoço. Ela recebeu a pior nota da turma.

Após abandonar o mestrado e retornar à sua cidade natal, Joana se isolou. Ignorava emails da UFG e ligações de números que conhecia. Em meados de 2012, porém, recebeu um telefonema da coordenadora da pós-graduação.

Ela lhe disse que a universidade recebera um email anônimo que dizia que o sumiço da aluna era decorrente de assédio sexual e perguntou se era verdade. Ela disse que sim.

Uma comissão foi criada dentro do programa de pós-graduação em genética e melhoramento de plantas para apurar o caso, e ela foi chamada para depor.

Mas, segundo a estudante, os membros da comissão pareciam propensos a encerrar o caso. Ela afirma que um dos professores só se referia ao professor como Ameriquinho e repetia que o docente nunca assediaria uma aluna. A estudante diz que não pôde relatar detalhes do assédio.

As alunas foram ouvidas, mas durante cerca de um ano e meio nada aconteceu. A troca de reitor, em 2014, afirmam as estudantes, foi determinante para o processo andar.

Em 2015, as quatro foram novamente convocadas.

Durante o longo processo, Bárbara conta que teve ainda de lidar com comentários nos corredores da universidade. Segundo a estudante, as pessoas diziam que ela deveria esquecer o ocorrido, que aquilo já havia passado e passou a ser conhecida como a menina do assédio.

Outro lado: Docente diz que é inocente e acusa alunas de perseguição

Procurado pela Folha, Américo José dos Santos Reis, por meio de seu advogado, negou que tenha assediado sexualmente alunas da UFG e as acusa de estarem perseguindo-o.

Segundo o advogado Ezequiel Morais, “as supostas vítimas se conheciam e todas ‘criaram’ motivos para retaliar o referido professor em decorrência da não apresentação de relatórios e de apresentação de trabalhos incompletos. Tais fatos poderiam ensejar reprovação das alunas e perda de bolsa de estudo.”

Morais aponta que as representações contra Reis foram feitas todas quase no mesmo dia, “dois anos depois do suposto assédio e pouco tempo antes do encerramento dos cursos e entrega de notas e relatórios, situação que demonstra complô para prejudicar o professor, de forma, repete-se, injusta e arbitrária.”

Além disso, segundo o advogado, as alunas convidaram Reis para “casamento e respectiva festa”. Reis, de fato, foi convidado para o casamento de uma das estudantes. O convite, no entanto, ocorreu antes do assédio, segundo a aluna. Na cerimônia, ocorrida após o assédio, ele não compareceu.

O advogado também critica a maneira como se deu o julgamento do recurso administrativo, em novembro. “Com direito à ‘plateia’, ‘cartazes’, ‘vaias’ etc., a dita (e parcial) sessão de julgamento do recurso administrativo pareceu um seminário onde se discutiram temas como abuso sexual e assédio moral; daí aproveitaram a sessão para julgar o recurso.”

“Frisa-se que o relatório do caso foi lido em conjunto com o voto do relator somente após a sustentação oral do advogado do professor Américo, quando o correto seria que o relatório fosse lido antes da sustentação oral, em clara afronta ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Isso é um verdadeiro absurdo”, diz Morais.

A UFG afirma que “o processo administrativo disciplinar que resultou na demissão de um servidor correu sob sigilo visando proteger a identidade das vítimas. Em razão de seu caráter sigiloso, a Administração Superior da UFG não se manifestará sobre o assunto”.

O advogado afirma que seu cliente exigirá seus direitos na Justiça Federal com responsabilidade e consciência de ser plenamente inocente.

Professor da Federal de Goiás foi denunciado sob acusação de estupro

No início de 2017, três estudantes de medicina veterinária da Universidade Federal de Goiás em Jataí denunciaram o professor Rogério Elias Rabelo em âmbito administrativo, duas por estupro e uma por assédio sexual.

Rabelo também foi denunciado no Ministério Público Federal e na Delegacia Especializada da Mulher.

O MPF de Rio Verde (GO), em agosto de 2017, denunciou Rabelo por assédio sexual e estupro de vulnerável. Segundo nota da assessoria de comunicação do órgão, “os assédios eram feitos por meio de abordagens presenciais e mensagens no aplicativo WhatsApp com o intuito de obter favorecimento sexual (…).”

Já um dos estupros, prossegue a nota, “teria ocorrido na madrugada de dezembro de 2016, enquanto a aluna dormia, em um apartamento localizado em Goiânia, para onde alguns alunos foram após participação em congresso ocorrido na capital”.

Rabelo também foi indiciado pela delegacia da mulher. As denúncias foram aceitas e hoje ele é réu tanto na Justiça federal como na estadual.

Dentro da UFG, após um processo administrativo que durou 14 meses, Rabelo foi demitido em julho de 2018.

Ao longo da apuração interna, outras mulheres disseram ter sido vítimas do professor.

Outro lado: Em texto, professor afirma que foi acusado sem provas

Rogério Elias Rabelo foi procurado pela reportagem durante mais de um mês por email, mas não respondeu aos pedidos de entrevista.

Um documento intitulado “Manifestação de apoio ao professor Rogério Elias Rabelo”, datado de 16 de julho de 2018 e publicado na internet sem autoria, afirma que “o profissional foi destratado, humilhado, ignorado e rechaçado por seu empregador, que nunca se preocupou em conhecer a bilateralidade dos fatos, jamais prestou apoio e amparo, preferindo ser omissa, cruel e unilateral ao receber, ouvir e orientar somente as partes acusatórias, além de permitir o livre acesso de terceiros a um processo cujo teor requeria zelo e sigilo”.

O texto diz que “o docente foi denunciado por estupro de duas alunas após uma ‘noitada’, em que oito pessoas pernoitaram juntas em uma quitinete” e que em seguida o professor foi acusado de assédio sexual sem qualquer prova.

Afirma ainda que provas apresentadas no processo comprovaram a estreita, íntima e afetuosa relação entre o docente e a principal denunciante e que “não há como justificar o deslize extraconjugal cometido pelo docente, mas que não cabe a esta esfera pública avaliar e penalizar o docente por tal conduta”.

O documento pede que a UFG reanalise o processo e reconsidere a demissão.


Se você, universitário ou universitária, passou por situações como as descritas na reportagem (de professor, orientador ou superior hierarquicamente superior) e quer compartilhar seu relato, por favor escreva para saude@grupofolha.com.br. 

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