– Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

Repost, com a referência abaixo:

Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

Hoje, 6 de dezembro é uma data que tem o objetivo de sensibilizar os homens na lutar pelo fim da violência de gênero.

Nessa mesma data houve uma tragédia ocorrida no ano de 1989, em Montreal, Canadá.

Neste dia, um homem teria entrado armado numa sala e ordenado que todos os outros saíssem, restando portanto só as mulheres. Esse homem de posse de uma arma teria disparado contra as mulheres, matando 14 delas, e deixando dez feridas. O motivo? Ele era contra o avanço das mulheres na sociedade. Em seguido, ele teria tirado a própria vida.

Essa história é inclusive, lembrada pela ONU ( Organização das Nações Unidas), como a maior iniciativa contra a violência.

Na nossa sociedade, apesar da legislação assegurar direitos no combate à violência, muitas vezes, sentimos que ainda há um despreparo no Congresso Nacional que assegure medidas mais severas em relação aos caso de violência os quais continuamos sendo vítimas. O risco de morte continua o mesmo, quer dizer, a mulher continuam fazendo parte de uma estatística absurda. Dados revelam que a violência contra a mulher não deve só despertar polêmica, mas, ganhar uma nova consciência no intuito de tentar inibir histórias trágicas.

Até quando vamos viver em busca de um hospital, ao invés de uma delegacia? Porque é mais fácil curar aonde foi ferido, ou lesionado, ainda que superficialmente, ao invés disso ter um basta? Quantas mulheres irá precisar morrer para que sejam vistas como pessoas de direito? Não basta dizer ” morreu porque foi vítima da violência “. Morreu porque estava disponível demais, ou porque se recusou a fazer algo para o marido.

Considere os fatores que gera essa violência que na maioria das vezes acontece de modo silencioso. Diferente dos hospitais, das unidades de saúde de modo geral, a delegacia é um lugar, onde a vítima de violência tem que se sentir segura. É triste olhar o mapa da violência, os dados, números crescentes, casos que continuam ganhando repercussão na mídia nacional e perceber como essa mulher continua insegura dentro do lar, bem como, fora dele. Quando uma mulher vai a uma delegacia por exemplo, dizer que não suporta mais tanta agressão e humilhação, ela já tem o corpo e a alma cheios de dores de tanto apanhar do companheiro, do marido ou do namorado. A maioria não vai, por não querer se expor e passar por constrangimentos novamente. Porém, quando ela faz isso, compreende que não precisa mais passar por nada disso. Simplesmente ela quer respeito.

Todavia, quando a mulher será respeitada pelo fato de ser mulher? E não de sofrer porque é mulher? Quem irá nos oferecer essa resposta? Nós, obviamente. A mulher tem que resistir. A mulher, a sociedade devem atuar juntos, serem firmes em relação ao enfrentamento da violência.

Homem, tenha consciência, faça a sua parte!…

Não a violência contra a mulher .

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: google. Olhadelondrina.com.br.

Fonte: OAB-PR, com informações CUT-PR

Santarém, Pá 6 de dezembro de 2020

– Saiba discutir e respeite seu próximo.

Como se portar num debate? Com educação e ideias propositivas.

Cansa ver pessoas desqualificando o seu oponente com críticas à sua honra. O argumento em discussão fica esquecido pelo vício de alguém se achar acima do bem e do mal, impondo sua opinião como verdade. O país não precisa disso.

– O direito de ter opinião.

É obvio que todos nós temos direito à liberdade de expressão. Igualmente temos que levar em conta a educação e o respeito no que escrevemos para não ofender alguém com injustiças ou calúnias.

Leio esse artigo, abaixo, e observo algo interessante: a necessidade da RESPONSABILIDADE do que se fala! E isso é importantíssimo para uma sociedade mais cidadã!

Criar fake news, promover movimentos controversos e que podem prejudicar alguém, ou ainda, levantar bandeiras sem embasamento e/ou de comprovada cientificidade adversa, não seria usar o direito de expressão de maneira perniciosa?

Compartilho, extraído de: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/daniel-martins-de-souza/o-direito-de-ter-opiniao

O DIREITO DE TER OPINIÃO

Por Daniel Martins de Souza

É possível afirmar que uma das maiores conquistas da humanidade é o direto de expressar suas opiniões. Direito este que é parte da tão apreciada liberdade de expressão, garantida por lei, a todos os cidadãos brasileiros. Expressar nossa opinião tem sido ainda mais frequente na era das redes sociais, onde encontramos canais totalmente abertos às mais diversas opiniões, sem nenhuma barreira ou limite.

Algumas décadas atrás, os fóruns para expressão de opiniões que atingissem uma quantidade significativa de pessoas eram muito restritos. Alguns poucos membros da sociedade opinavam: aqueles muitíssimo poucos indivíduos que podiam escrever uma coluna de jornal ou comentar num telejornal. A grande maioria das opiniões das pessoas eram emitidas a um número muito limitado de ouvintes, numa conversa de bar, ou na mesa de jantar. Talvez num jornal local.

Em meados da década de 1990, os grandes meios de comunicação passaram a tornar a participação popular mais presente em suas programações (no caso das rádios e TVs) ou publicações (no caso dos jornais e revistas). Esta popularização passou a possibilitar que a quantidade de opiniões nos grandes meios de comunicação se ampliasse cada vez mais.

E as redes sociais, já no século XXI, vieram para coroar o direto que cada individuo tem de expressar sua opinião a milhares, milhões de pessoas potencialmente, assim como o apresentador de um grande telejornal diariamente. Este é um feito maravilhoso para a humanidade. Cada indivíduo da sociedade teria direto e é livre para expressar o que pensa (teria, pois, infelizmente, ainda não há uma inclusão digital que propicie isso de verdade à grande parte da população brasileira).

À medida que a humanidade conquista um feito, reflexos deste aparecem e temos de ir sintonizando finamente como a conquista deve ser usufruída. Creio estarmos justamente neste momento de necessidade de ajuste, pois ao passo que temos direito de ter e expressar nossa opinião, temos também de exercer maior responsabilidade sobre ela. E hoje em dia, a responsabilidade sobre o que se fala e escreve, praticamente não existe.

O que temos visto e vivenciado diariamente é um aumento no número de canais que garantem o direito da expressão de opiniões, mas muito pouca, ou nenhuma cobrança de responsabilidade sobre elas. Cada um fala e escreve o que quer e bem entende, da forma que acha mais adequado. E quando isso acontece por trás de uma tela, de um teclado, de uma webcam ou até por trás de um microfone, parece que inclusive a simpatia e cordialidade se perdem.

Algumas pessoas defendem que podem dizer e escrever o que bem entender, mesmo sem assumir qualquer responsabilidade, pois aquela é a opinião pessoal dela. Opinião esta que é parte do direito garantido pela constituição da liberdade de se expressar. Assim, ninguém tem o direto de questionar o que é dito por outrem.

Mas está justamente aí um enorme equívoco. Ao passo que temos o direito de opinar, temos o dever de nos responsabilizar pelo que dizemos. É justamente da liberdade de expressar sem responsabilidade que nascem as famigeradas “fake news”: conceitos, fatos ou notícias expressas, sem nenhuma responsabilidade com a verdade, mas fortemente tendenciosas à opinião ou intenção do interlocutor. E a partir daí, especialmente dado o infinito alcance que os meios de comunicação e redes sociais têm, temos visto enxurradas de opiniões deletérias que desmontam, com muito poder e do dia para a noite, o trabalho conceitual de séculos da ciência e da justiça social.

Tanto esta afirmação é verdadeira que hoje temos visto questões superadas pela ciência há décadas (eventualmente há séculos!) voltarem como forma de explicação para conceitos da natureza. A crença de que a terra é plana é uma das maiores evidências deste argumento. E é bem aí que está o que me fez escrever este texto: conceitos comprovados cientificamente baseiam-se em dados. Não em opinião.

Se alguém diz “na minha opinião, a terra é plana”, esta não é uma opinião aceitável. Porque a terra é comprovadamente redonda. Temos aqui então um dilema, pois, numa sociedade democrática, todos têm direito a sua própria opinião. Mas tenho eu direito a uma opinião que é comprovadamente não verdadeira? Ou ainda tenho eu direito a uma opinião não aceitável socialmente? É justamente sob a luz de exercer o direito à opinião que as pessoas praticam atitudes homofóbicas, racistas e até neofascistas nas redes sociais diariamente.

Uma opinião sólida e com poder agregador perante a sociedade e não tendenciosa à formação de uma notícia falsa é aquela baseada em dados. Dados verdadeiros, sólidos e apropriadamente interpretados. Para ilustrar este ponto, temos diversos exemplos atualmente: a última eleição presidencial nos EUA tem sido posta em xeque por alguns quanto à sua validade; o uso de urnas eletrônicas na eleição para prefeitos aqui no Brasil foi também questionado por alguns. Mas quais são os dados que comprovam – ou ao menos indicam – que as eleições nos EUA foram fraudadas ou que as urnas eletrônicas não funcionam no Brasil? Até agora, nenhum. As alegações são somente opiniões pessoais, sem base em dados. As alegações baseiam-se em sentimentos de um apoio popular não quantificado. Assim, são opiniões que tendem a gerar notícias falsas, que se espalham com grande força e rapidez, ainda mais dependendo do interlocutor que as traz.

Durante a pandemia, é acalorado o debate sobre o tratamento da COVID-19. Uma das perguntas que permeiam a discussão cotidiana é: Há algum medicamento eficaz para tratar a COVID-19? É comum ler e ouvir respostas como “na opinião do Doutor Fulano, o medicamento XYZ funciona”. Mas a questão aqui é que em termos de tratamento de uma doença, não existe opinião: ou o medicamento funciona ou não funciona, baseado em dados científicos. De maneira muito genérica, para o tratamento efetivo de uma doença, existe a necessidade de estudar em diversas fases e em diferentes modelos biológicos (células, animais até chegar em humanos) os efeitos de um composto químico (um medicamento) sobre a doença. Os dados destas investigações, conduzidas com rigor e apropriada cadência científica, é que vão definir se um tratamento é efetivo ou não. Assim, a opinião do “Doutor Fulano” só é válida se houver dados que comprovem sua afirmação. Do contrário, não importa a opinião dele. A opinião sobre um remédio só é válida se houver comprovação científica. Voltando a pergunta então: Há algum medicamento eficaz para tratar a COVID-19? A resposta é “não”, pois até hoje, não há estudo científico que comprove a eficácia de um medicamento sobre a COVID-19. E isso independe da opinião de qualquer pessoa.

Você pode ler este parágrafo acima e se contrapor, dizendo que teve COVID-19 e que se curou, por exemplo, tomando 3 copos de água a cada 1 hora. Ao passo que, na sua opinião, este seja o caminho da cura da COVID-19, esta é uma observação isolada, baseada na sua experiência, única e individual. Logo, não é uma opinião que vale como verdade. Provavelmente nem seja uma opinião segura e responsável. Para comprovarmos se 3 copos de água a cada 1 hora tem a capacidade de curar a COVID-19, um estudo sistemático e com rigor e design científico deve ser conduzido em centenas de milhares de pessoas. As observações clínicas e sintomatológicas serão coletadas por cientistas capacitados para interpretá-los e somente a partir destes resultados poderíamos afirmar se esta seria uma maneira de curar a COVID-19. Assim, será que alguém tem direito de ter a opinião que 3 copos de água a cada hora curam a COVID-19? Frente a responsabilidade envolvida neste caso, talvez esta não seja uma opinião que tenhamos direito de ter. É uma situação na qual a responsabilidade pela opinião impacta o seu direito constitucionalmente garantido de expô-la.

Nós vivemos em uma era na qual nunca tanta informação esteve tão disponível. Todas as enciclopédias do mundo e as experiências pessoais da humanidade estão nas palmas de nossas mãos. Na era da informação, a maneira com a qual se usa o conhecimento determina se é bom ou ruim ter tanta informação disponível. Dentre os tópicos mais discutidos da humanidade nas últimas semanas estão as vacinas para preveção da COVID-19. E o assunto vacina nos traz novamente para a discussão sobre como o obscurantismo pode ser cultivado, mesmo em tempos de tanta luz. Há uma crença, posta justamente por pessoas que expõe opiniões de forma irresponsável, de que vacinas fazem mal às pessoas. Este é um argumento insustentável cientificamente. Assim, não deve ser uma opinião válida. Grande parte da “opinião” sobre o eventual mal que as vacinas fazem vem de crenças pessoais ou do fato de dados científicos serem interpretados equivocadamente.

Certa vez li um blog anti-vacina que explicava o porquê uma vacina faz mal. Ao ler o texto, pude perceber que o autor, apoiado num texto científico legítimo, interpretou-o de maneira escandalosamente equivocada. E assim espalhou pela web sua interpretação: estudo científico mostra que vacinas causam doenças. O autor do texto era um advogado. Em posse de dados que esta pessoa não tem preparo técnico para interpretar – afinal, o estudo científico havia sido conduzido por imunologistas, cuja formação é muito distinta – gerou um entendimento incorreto e perigosíssimo, pois sua interpretação apoiava-se justamente em um texto científico. E tudo que clamo aqui é “confie na ciência”. E quando alguém usa a ciência pra justamente sustentar um argumento errado? Especialmente para defendê-lo a outras pessoas que também não tem as melhores condições para interpretá-lo? Este é um exemplo de como o acesso a muita informação pode ser deletério. É importantíssimo, portanto, que usemos filtros adequados no acesso a informação. Eu como bioquímico, por exemplo, não tenho a menor condição de ler um texto jurídico e interpretá-lo. Assim, devo procurar um canal, certificado e conduzido por especialistas no assunto, que o façam. Do contrário, as pessoas podem até se apoiar em dados científicos, mas para conclusões equivocadas. E pior, difundindo estes equívocos nas redes sociais, por exemplo, gerando uma falsa sensação de confiança em quem lê.

Abro um parênteses: o que discuto aqui versa sobre o conceito de vacina. Isso não tem a ver com a preocupação sobre a segurança e eficácia das vacinas que estão sendo produzidas para COVID-19. Sem sombra de dúvidas, as vacinas que estão sendo aceleradamente produzidas precisam ter sua eficácia comprovada, com estudos científicos robustos e rigorosos, seguindo o ritmo da ciência. Preocupar-se e cobrar das autoridades a eficácia e segurança das vacinas para COVID-19 é importantíssimo e até um ato de cidadania de cada um de nós. Com isso, a ciência é capaz de nos ajudar. E tem nos ajudado. Veja o quanto descobrimos sobre esta doença todos os dias.

Depois de argumentar que a falta de formação para a compreensão de determinada pauta é a causa pela qual conceitos errados se espalham, é necessário lembrar que o ser humano, inteligente como é, pode manipular a informação em prol de seu próprio benefício. É comum ver indivíduos cientificamente letrados defendendo causas que não têm embasamento científico, usando justamente suas credenciais como cientista para dar força a seus argumentos. Lembrem-se sempre que o uso da informação para promover desinformação nem sempre é ignorância, mas uma estratégia, ainda mais em tempos de acirradas e polarizadas discussões de cunho político.

Voltando a atenção ao direto à opinião e o incrível alcance das redes sociais, é observável como conceitos incrustados na sociedade brasileira como o racismo e o preconceito contra as classes menos favorecidas emergem em tempos de crise. Quando tudo vai bem – especialmente em termos econômicos – há menor polarização de opiniões e maior paz social. Quando a economia sucumbe ou situações como a atual pandemia emergem, há sempre a busca por culpados para aquelas situações. E é neste momento que invariavelmente estes conceitos reaparecem com muita força. O grande alcance das redes sociais une as opiniões, aumentando o eco significativamente. O eco é tamanho que a sinceridade daquele individuo que exprime uma opinião – que deveria ser socialmente inaceitável – é taxada como autêntica e não desprezível, como se esperaria ser. E esta bizarra espécie de selo de autenticidade é que mostra as entranhas preconceituosas do povo, eclodidas violentamente nas redes sociais. Quando a economia brasileira vai mal, as políticas governamentais integrativas – chamadas sarcasticamente de populistas – são culpadas. E por conseguinte, as classes desfavorecidas são culpadas pelo fracasso econômico daquele momento. Isso demonstra não só preconceito, mas a falta de conceitos das pessoas ao ignorar que promover maior igualdade de classes é necessário para a saúde da sociedade em todos os aspectos. Quando a diferença social é grande, não há paz e equilíbrio econômico. Para diminuir a desigualdade social, é natural que deva haver políticas promotoras desta noção. Momentos de crise, somadas a uma sociedade preconceituosa com ferramentas de alcance em massa pode realmente polarizar opiniões de forma deletéria.

Mas como resolver isso tudo? Como eliminar o obscurantismo, representados recentemente por conceitos como os de terra plana e movimento antivacinas? Como levar aos cidadãos o conceito do opinar responsável, baseado em dados e não em crenças? Como mostrar aos cidadãos que a ciência é confiável, dado seu rigor e imparcialidade? A resposta é sempre a mesma: educação. A educação é a resposta para todos os nossos problemas, inclusive os tantos outros que transcendem esta discussão. Além de uma educação que preze por dados e comprovações sólidas, é necessária uma educação que cultive o respeito à opinião do próximo e à diversidade de ideias. Com educação de qualidade e pautadas à luz da ciência e de conhecimento sólido, a população terá discernimento sobre manobras de desinformação.

Temos o direito a uma opinião? Claro! O ideal é que cada um de nós expresse sua opinião para um indivíduo, a um grupo ou ao mundo, usando a potência de alcance das redes sociais. Mas a responsabilidade de uma opinião, munida de dados confiáveis, é algo central para um mundo justo. O direito à opinião é um legado que deve ser perpetuado na humanidade. Mas com sempre com respeito e responsabilidade.

Cuidado com opiniões e relatos de caso - Ortodontia Descomplicada

Imagem extraída de: http://ortodontiadescomplicada.com.br/cuidado-com-opinioes-e-relatos-de-caso/

– Respeite-se a opinião alheia!

O futebol é impressionante. Leio essa manchete do UOL (https://www.uol.com.br/…/em-dois-jogos-na-copa-brasil…), onde se reporta que o Brasil não tomou gol, NEM CHUTE A GOL CERTEIRO.
Acho que eu, o Sérgio Loredo, o Sílvio Loredo e o Adilson Freddoacertamos quando, no dia do sorteio, comentamos que era um grupo fácil e que o Brasil venceria Sérvia e Suíça. Na oportunidade, não sei porquê, um sujeito chamou a gente de “idiota” e mandou-me estudar mais. Aliás, pegou pilha com o Loredo, dizendo que era um grupo muito difícil.
Não, não era difícil, pois afinal a Seleção Brasileira já está classificada e não levou um chute a gol…
Imagem
Imagem: print da TV Globo.

– Nunca conte mentira!

Vitor Pereira saiu do Corinthians e foi para o Flamengo. São acertos / negócios / oportunidades que o futebol mostra e que, independente da ética, acontecem.

O grande problema foi esse, da fala do próprio treinador, abaixo (cuidado com o que se fala):

– A concha acústica abandonada…

Por quê as autoridades municipais deixam tudo estragar, desvalorizar e deteriorar?

Eis a concha acústica de uma praça de Campo Limpo Paulista, na região central, próximo a um parquinho infantil.

Pichada e com viciados em drogas morando ali… E ninguém se importa (com a construção e com as pessoas naquela situação)?

– O respeito ao funcionário, em qualquer situação, é necessário.

Uma perfeita colocação do sempre lúcido Wanderley Nogueira, que serve para qualquer tipo de gestão fora do futebol: o respeito à figura humana nas relações de trabalho deve sempre imperar.

Quantos casos iguais à esse (do desrespeito ao colaborador) existem por aí? O suporte às situações delicadas sempre deve existir, bem como evitar tais constrangimentos (como o sofrido pelo Dorival).

– País de Gales x Irã? O placar é o que menos importa. Lembremos de Mahsa Amini.

Roda pela Web a imagem (mais uma) de protesto da torcida iraniana pela liberdade das mulheres.

Essa aqui (não sei de quem foi a autoria, mas o clique foi há pouco, durante Irã x Gales), é impactante: uma moça com lágrimas de sangue segura a camisa 22 com o nome de Mahsa Amini.

Masha foi a jovem de 22 anos, espancada pelas autoridades morais iranianas, por resistir à prisão. A Polícia Moral de Teerã a deteve por infringir o código de vestimenta local, deixando seus cabelos à mostra.

A história dela no link em: https://cultura.uol.com.br/minuto-cultura/noticias/2022/10/13/174_mahsa-amini-entenda-o-caso-da-morte-de-uma-jovem-que-despertou-revolta-no-ira.html

Imagem extraída da Web

– A imagem da Copa até agora.

Se for para escolher uma imagem da Copa até esse momento, vale a fotografia de Alessandra Tarantino / AP Photo, no Khalifa Stadium, do protesto do Irã pela liberdade das mulheres.

Sem dúvida, uma causa indiscutível. Lá, ser mulher é sofrer em todos os sentidos.

– Dia da Consciência Negra.

Sou contra certas datas festivas: Todo dia é dia das mães; dos pais; das mulheres; dos homens ou dos negros.

Muitas vezes, temos datas comerciais: o dia dos namorados, por exemplo. Ou outras demagógicas: não seria a de hoje um exemplo disso?

Detesto rotulações: raça branca, negra, amarela… Ora, somos todos uma única raça, a RAÇA HUMANA! Não importa a cor da pele, a preferência sexual ou a religião: todos somos iguais em direitos e deveres.

Perceberam que o “dia de reflexão” virou descanso para uns e aproveitamento político para outros? Pior: o fato das cidades determinarem feriado municipal ou não acaba desacreditando no dia como feriado em si. Ou é para todos os municípios, nacionalizando a data, ou não.

Mais grave do que isso é tratar o dia como se fossem os negros gente inferior que precisassem de piedade. Nada disso. A história de cotas ou privilégios não pode ser uma caridade de gente subestimada, pois para ser inteligente ou competente não há cor (diferente das cotas sociais – por pobreza – as quais defendo).

Que o Dia da Consciência Negra sirva para refletir a igualdade, não aumentar discussões discriminatórias ou comparações de raças; coisas que são bobagens abomináveis nos dias atuais.

Resultado de imagem para Dia da Consciência negra

Imagem extraída de: https://camararedencao.ce.gov.br/portal/noticia/dia-nacional-da-consciencia-negra/

– Mais um importante protesto na Copa: o dos Estados Unidos!

Se a Inglaterra e a Dinamarca foram proibidas de protestar na Copa do Mundo pelos Direitos Humanos (falamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/11/13/nao-prometa-o-que-voce-nao-pode-cumprir-cbf-sobre-o-apoio-a-fifa-e-o-compromisso-no-vaticano/), os Estados Unidos arranjaram outra discussão: protestarão a todo momento, nos treinos e nos lugares que passarão, com faixas e escudos arco-íris contra a homofobia, exceto dentro de campo, nos jogos oficiais.

Olha aqui até o escudo da camisa modificado:

– Não prometa o que você não pode cumprir, CBF. Sobre o apoio à FIFA e o compromisso no Vaticano.

Mais uma polêmica do Mundial do Catar: o embaixador da Copa do Mundo, Sheik Khalid Salman, afirmou nesta semana que a homossexualidade é um “dano mental” e que os gays não serão benquistos por lá (está em: https://www.istoedinheiro.com.br/embaixador-do-catar-na-copa-diz-que-homossexualidade-e-dano-mental/).

Claro, a Comunidade Internacional, que já vinha denunciando as violações dos Direitos Humanos, protestou. E várias ações prévias iriam ser aplicadas. Falamos, por exemplo, sobre a camisa “invisível da Dinamarca”, em: https://wp.me/p4RTuC-HJr.

Outra iniciativa seria a de Seleções usarem a braçadeira de capitão nas cores do arco-íris, um símbolo gay. Mais uma discórdia… Aqui: https://wp.me/p4RTuC-Ha5.

Pois bem: a FIFA proibiu o uso da camisa da Dinamarca (vide em: https://www.cartacapital.com.br/esporte/fifa-proibe-dinamarca-de-treinar-com-camisas-a-favor-dos-direitos-humanos/ e reforçou que não se deve fazer manifestação política, mas falar de futebol (pelo fato da Inglaterra insistir que usará a braçadeira gay).

E a CBF? Apoiou a FIFA. Está em: https://www.poder360.com.br/esportes/cbf-apoia-fifa-e-pede-foco-no-futebol-durante-copa-no-qatar/

Me recordei do discurso do presidente Edinaldo Rodrigues ao Papa Francisco, dias atrás, falando da sua luta pela INCLUSÃO! Em: https://wp.me/p4RTuC-GQZ.

É feio prometer e não cumprir… principalmente estando no Vaticano!

Imagem extraída de: http://agemt.org/contraponto/2017/08/29/homofobia-no-futebol-o-preconceito-nas-arquibancadas/

 

– A abelha e a flor, a mosca e o lixo.

Cada pessoa tem sua percepção própria: sensações, percepções e vontades particulares.

Somando esses fatores com a cultura e a educação de cada indivíduo, temos o cenário singular de cada cidadão. E por mais estranho ou diferente que as escolhas de cada um possam ser, há de se respeitá-las!

Para explicar essa situação, vale a comparação da abelha 🐝  com a mosca 🪰, abaixo: 

Imagem extraída de: https://www.paixaoeamor.com/mensagem/por-mais-que-a-abelha-explique.html

– O Papa Francisco em defesa das mulheres e contra o Machismo.

Sem vacilar: o Papa Francisco pediu mais oportunidade às mulheres na sociedade, falou sobre a igualdade de direitos e condenou o machismo.

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2022/11/06/machismo-mata-a-humanidade-diz-papa-francisco.htm

MACHISMO MATA A HUMANIDADE

VATICANO, 6 NOV (ANSA) – O papa Francisco afirmou neste domingo (6), em seu voo de retorno do Bahrein, que o “machismo mata a humanidade”.

A declaração foi dada pelo líder católico após perguntas dos jornalistas que acompanhavam a comitiva papal sobre os protestos pelos direitos das mulheres no Irã.

Francisco não comentou especificamente a crise no país persa, mas disse, de maneira geral, que uma “sociedade incapaz de colocar a mulher em seu lugar não consegue avançar”.

“Devemos continuar lutando pelas mulheres porque elas são um presente. Deus não criou o homem e depois deu a ele um cãozinho para se divertir. Não, ele criou homem e mulher como iguais”, declarou.

Em seguida, Jorge Bergoglio reconheceu que provém de um “povo machista”, o argentino. “Isso é ruim, mas depois apelamos às mães, que são aquelas que resolvem o problema. Esse machismo mata a humanidade, precisamos de mulheres na sociedade que nos ajudem a mudar”, acrescentou.

O Papa também lembrou que deu mais espaço para mulheres na Igreja Católica, embora já tenha rejeitado propostas para ordenar diaconisas. “Uma sociedade que apaga as mulheres da vida pública é uma sociedade que se empobrece”, disse.

Papa Francisco esteve no Bahrein - REUTERS/Remo Casilli

Papa Francisco esteve no Bahrein Imagem: REUTERS/Remo Casilli