– Parabéns, Caixa Econômica Federal! As novas medidas do crédito imobiliário

Quando a ação governamental é correta, valem os aplausos. E nessa situação pontualmente o Governo acertou: a Caixa Econômica, para imóveis, oferta carência de parcelas de contratos antigos e 6 meses para contratos novos a serem fechados!

Há pouco, a ótima notícia visando minimizar as consequências da crise provocada pela Pandemia,

Em: https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2020/04/epoca-negocios-caixa-oferta-carencia-para-pessoas-e-construtoras-no-credito-imobiliario.html

CAIXA OFERTA CARÊNCIA PARA PESSOAS E CONSTRUTORAS NO CRÉDITO IMOBILIÁRIO

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira que oferecerá carência no financiamento imobiliário para pessoas físicas e para construtoras, na esteira da rápida desaceleração econômica provocada pela disseminação do coronavírus.

Maior financiador imobiliário do país, com cerca de 70% desse mercado, o banco estatal permitirá que pessoas físicas e construtoras façam uma pausa ou paguem parcialmente as prestações por um período de 90 dias em contratos vigentes.

Essa medida vale para clientes adimplentes ou com até duas prestações em atraso. Para pessoas com atraso por mais de 60 dias até seis meses, o banco poderá renegociar contratos, incluindo a possibilidade de pausa temporária nas prestações. Nos novos contratos, a carência sobe para 180 dias.

No caso das construtoras, a carência de 180 dias valerá para novos projetos concluídos, em fase de amortização e para prorrogação do início de obras. O banco também oferece antecipar recursos do financiamento não usados antes ou adiantar 20% dos recursos de obras ainda por começar, e ainda a possibilidade de prorrogação do início das obras por até 180 dias.

“Isso só vale se as empresas não demitirem”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em apresentação online.

O executivo disse ainda que o banco avalia estender carência das prestações de crédito imobiliário se a crise piorar.

Os benefícios, que poderão ser solicitados a partir da próxima segunda-feira, são anunciados no momento em que entidades ligadas ao setor imobiliário tentam conter os efeitos da crise instaurada pelo isolamento social implementado como forma de tentar aliviar a pandemia do coronavírus.

Após três anos de uma queda histórica, o financiamento imobiliário voltou a crescer no Brasil em 2018 e 2019. No primeiro bimestre de 2020, os empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança cresceram 35,7% ante mesma etapa do ano passado, segundo dados da Abecip.

Nesta semana, o sindicato dos fabricantes de cimento, Snic, afirmou que as vendas do insumo por dia útil em março desabaram cerca de 10% sobre um ano antes e cobrou do governo medidas para que os recursos disponibilizados pelo Tesouro e Banco Central chegassem aos consumidores.

– Os golpistas e os links falsos para o App da ajuda dos R$ 600,00.

Segundo o jornal “O Globo”, somente ontem quase 7 milhões de pessoas foram vítimas de links falsos que sugeriam baixar o aplicativo ofertado pelo Governo Federal a fim de receberem os 600,00 reais de ajuda para a crise.

A maldade dos malandros não tem limite, não? Impressionante… o pobre que precisa dessa grana, além de não receber, ainda pode perder o pouco que tem com esses estelionatários.

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– As 3 reduções acumuladas dos Combustíveis

Desde que começou a crise entre Rússia e Arábia Saudita no mercado internacional de petróleo, existiram várias reduções de preço da Gasolina e do Diesel, totalizando, respectivamente, 43% e 30% de queda.

Mas por quê essa diferença não aconteceu na totalidade nas bombas?

Simples: da refinaria até o tanque do seu carro, quantos intermediários existem? Os Governos Federal e Estadual aceitam perder tal importante receita de impostos?

Que os combustíveis tiveram redução de preço, realmente tiveram. Mas o problema é: quando chegará na integralidade?

Sobre o conflito citado acima, clique em: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/10/por-que-as-bolsas-despencaram-e-o-dolar-disparou/

Petrobras anuncia redução de preços da gasolina em 12% e do diesel ...

 

– Antes de 24 de Abril… esqueçamos novidades da FPF sobre o futuro da A3

Férias coletivas! Somente o pessoal da Segurança ficará tomando conta do prédio da Federação Paulista de Futebol, que fechou as portas por 30 dias por conta da situação do país.

Dessa forma, agrava-se cada vez mais a vida financeira dos clubes de futebol mais modestos (pois sentem mais a paralisação). Assim, fica (ou melhor, continua) a dúvida: o que acontecerá depois dessa data?

Sobre a questão financeira e de socorro aos clubes, abordamos recentemente no link em: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/23/quem-podera-salvar-os-clubes-paulistas-dos-males-do-covid-19/

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(Imagino ser essa a imagem do torcedor apaixonado e dos presidentes dos clubes de futebol, esperando uma porta se abrir – não necessariamente a da FPF).

 

– Qual das ondas será, ao final das contas, mais violenta? Sem resposta…

São de tamanhos e impactos diferentes, mas ambas terríveis. 

Uma mexe com a vida, o outro com o bolso, que de certo ponto, também mexe com a vida. E a vida, sabemos é inegociável.

Mas ao final dessa turbulência, qual delas terá trazido piores impactos, independente do tamanho?

Compartilho, extraído do Facebook do Prof Marcos Eberlin, esse comentário perfeito:

ONDAS

O grande perigo é exagerar no combate da primeira e substimar a segunda onda. Mas como? Hora de dobrar o joelho e pedir sabedoria aos nossos governantes. Ninguém, absolutamente ninguém, sabe qual a melhor estratégia!

Só Ele sabe, e é Ele que devemos invocar, na hora da angústia.

Que dobremos todos os nossos joelhos, não somos mais da esquerda ou da direita, crentes ou ateus, negros ou brancos, ricos ou pobres, SOMOS TODOS NAVEGANTES DO MESMO BARCO.

Que cesse o motim

E que Deus ilumine nosso comandante e sua equipe para que cheguemos todos a um porto seguro.

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– Quem poderá salvar os clubes paulistas dos males do Covid-19?

A crise que os clubes de futebol vivem devido a inevitável paralisação pelo Novo Coronavírus possibilitou uma série de necessárias discussões. Uma delas: como manter os pagamentos de salários com o elenco parado e a queda de receitas?

E algo muito importante aconteceu na última sexta-feira, segundo o Portal Terra:

“Os 50 clubes das Séries A, B e C do Brasileirão conversaram sobre o seguinte: um ‘pacote’ aos atletas, com férias imediatas de 30 dias, já a partir desta semana, e, caso a situação não seja normalizada após esse período, uma redução de 50% nos direitos de imagem e salários a partir do 31º dia. Caso após mais 30 dias a situação persista, seria possível suspender os contratos até total normalização.”

O presidente do SAPESP (Sindicato dos Atletas), Reinaldo Martorelli, nesta 2a feira, declarou que “nada será aceito por parte dos jogadores”.

Se os grandões estão passando por isso, imaginem os pequenos e excluídos de qualquer série do Brasileirão, que vivem dos Estaduais e eventualmente da deficitária Copa Paulista?

Com os contratos vencendo no final de Abril (aproximadamente) e sem perspectiva alguma da volta dos Campeonatos Estaduais, as equipes tendem a simplesmente verem seus elencos desaparecerem (com ou sem salários em dia). E o que fazer?

Para a resposta, uma breve história: nos anos 2000, logo após Marco Polo Del Nero e Reinaldo Carneiro de Bastos derem um “passa moleque” em Eduardo José Farah e assumirem conjuntamente a FPF naquela época, participei da Pré-Temporada dos Árbitros da Série A1 por 10 dias em um hotel em SP. Na oportunidade, os cartolas precisavam do apoio dos clubes, já que a entrada deles na gestão da Federação foi polêmica. E me recordo bem claramente da reunião feita nos trabalhos de abertura daquela feita (eu estava lá como novato, por isso foi marcante), onde o hoje atual presidente Reinaldo Carneiro disse em alto, claro e bom som:

“A Federação Paulista é dos clubes, são eles que fazem e formam a FPF. As equipes são a essência da gente existir”.

Ora bolas, rica como é, e sendo a FPF (em tese) uma associação dos clubes (embora, na prática, ela tenha se tornado uma entidade que os regula, não que é formada por eles), deveria ela, dona Federação, se oferecer para bancar uma renovação contratual coletiva dos atletas por mais um período, socorrendo os seus membros. Afinal, como disse naquele dia, a FPF não é dos clubes e existe para eles?

Nada de empréstimo, é para bancar. “Cash na conta”.

E aí vamos para uma lógica: se os clubes não terão dinheiro para gastar por tanto tempo e com as portas fechadas, e como a FPF nunca foi disposta a fazer favor gratuitamente com o dinheiro que possui, é mais fácil, para evitar discussões de contratos vencidos e ajuda financeira, decretar os torneios encerrados na ocasião da data final que seria jogada a A3 (ou A2 e A1).

Como ficaria a situação do Paulista Futebol Clube?

Aquilo que já falamos em hipótese anteriormente, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/16/a-serie-a3-foi-parada-oficialmente-o-que-pode-acontecer/

Enfim: é aguardar a decisão da cartolagem. Por lógica: clubes não conseguem renovar os contratos ao final de Abril, FPF não bancará e, já que a tendência é o danado do Covid_19 estar em alta, decretar o término dos campeonatos.

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– Há 30 anos, Collor sequestrava nossas poupanças

Dia triste do Brasil: em 16 de março de 1990, Fernando Collor de Melo congelava a poupança (e o Overnight também). Decretava feriado bancário e deixava malucos os cidadãos.

Um dia antes, no Jornal Nacional, Zélia Cardoso, a Ministra da Economia, dizia “se eu tivesse dinheiro para guardar, deixaria na poupança”.:

Enganou todo mundo…

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– Etanol de Algas Marinhas

Cada vez mais procuramos investir em combustíveis renováveis e não poluentes. A busca de matrizes energéticas têm sido uma constante em nosso país, sendo que das mais diversas fontes vemos surgir Biodiesel e Etanol.

Agora, um novo e riquíssimo elemento com matéria-prima abundante: algas. Para os que alegam que o plantio de cana-de-açúcar substitui o de alimentos, a exploração da alga marrom, abundante na biodiversidade marinha, seria uma solução – além de ser riquíssimo em açúcar concentrado.

A questão é: teríamos consequências para a biodiversidade aquática?

Extraído da Revista Eletrônica “Posto Hoje, http://www.postohoje.com.br”

CIENTISTAS USAM ALGA E BACTÉRIA PARA PRODUZIR ETANOL

Um estudo recente aposta no uso da alga marrom como fonte para a produção de etanol. Segundo os pesquisadores que desenvolveram a técnica, o biocombustível marinho seria mais vantajoso se comparado ao método mais comum que utiliza a cana-de-açúcar. Um dos primeiros pontos a favor é o local onde vivem. Por estarem nos oceanos, as algas dispensariam lotes de terra para seu “cultivo”, não concorrendo com áreas reservadas ao plantio de alimentos. Outro aspecto positivo, defendem os cientistas, é o tipo de açúcar altamente concentrado, revelando ser uma rica biomassa. Os autores do estudo, que será publicado na revista Science, pertencem à empr esa BAL (Laboratório de Bioarquitetura), com sede em Berkeley, na Califórnia. O grupo trabalhou com quatro tanques de algas mantidos em Puerto Montt, no Chile, e a bactéria Escherichia coli. Geneticamente alterada, a E coli pôde não só extrair o principal componente dos açúcares das algas –o alginato–, mas também fermentá-los para originar o etanol. Antes, a bactéria não era capaz de realizar esse feito.

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– O perdão da Petrobrás para a PDVSA faz falta hoje?

Esse texto foi redigido neste mesmo blog há 5 anos, mas nem nos escandalizados mais…

Veja:

PERDÃO?

Dias atrás falamos da crise da Petrobrás provocada pela suspeitíssima negociação da refinaria de Pasadena (vide em: http://is.gd/oLdl9w). Agora, outro escândalo financeiro: o perdão ao calote da venezuelana PDVSA na parceira para a construção da refinaria de Abreu Lima (PE). Desde o projeto inicial de R$ 2,5 bilhões até os investimentos em acordo (total de R$ 20 bilhões), nada foi pago.

O acordo foi assinado entre os ex-presidentes Lula e Hugo Cháves, mas Dilma não fez questão de cobrar e a Petrobrás perdoou…

Caramba, e ninguém se incomoda com isso?

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– O Absurdo preço dos Ovos de Páscoa

Uma barra de Chocolate com 150 / 180 gramas custa por volta de R$ 5,00. O Ovo de Páscoa, do mesmo sabor e com 175g, custa próximo a R$ 30,00!

É um apelo comercial assustador, né? Seguremo-nos nas compras e, àqueles que não  se preocupam com dinheiro pois podem comprar, cuidado com o consumismo desenfreado.

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– Por quê as bolsas despencaram e o dólar disparou?

A Arábia Saudita reduziu violentamente o preço do barril de petróleo, e as bolsas de valores desabaram. Além do baixo consumo de gasolina e diesel mundo afora, do Coronavírus e de outra nuances, existe o ingrediente político, envolvendo sauditas e russos.

Se o barril do produto ficar abaixo de 35 dólares, se tornará mais barato o Brasil importar petróleo do Oriente Médio do que produzir do nosso próprio pré-sal, cujo custo é alto.

Em 10 minutos, de maneira bem didática, um vídeo com a explicação aqui: https://www.youtube.com/watch?v=S5exVmWukao

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– 7 Mitos que os Jovens Empreendedores Costumam Acreditar

Cada vez mais os jovens brasileiros querem empreender. Mas, para muitos, não é fácil, devido aos medos e a falta de dinheiro. Saiba 7 mitos que existem no ideário do administrador:

Extraído de: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/7-mitos-que-os-jovens-empreendedores-ainda-acreditam

7 MITOS QUE OS JOVENS EMPREENDEDORES AINDA ACREDITAM

Não buscar sócios com conhecimentos complementares é um dos erros dos jovens empreendedores

por Priscila Zuini

Está comprovado: ter um negócio próprio é o sonho de maioria dos jovens brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pela Cia de Talentos em parceria com a Nextview People, 56% dos ouvidos disseram que pretendem empreender em algum momento da vida.

Os jovens também são maioria entre os que já empreendem. De acordo com o levantamento GEM 2012, 33,8% dos negócios iniciais estão nas mãos de pessoas entre 25 e 34 anos. “O empreendedorismo está consolidado na cabeça do jovem como opção de vida, o que não está é o preparo desse jovem”, diz Bruno Caetano, diretor-superintende do Sebrae/SP.

Além das várias dificuldades de um negócio, os jovens costumam ter que lidar, muitas vezes, com a descrença. “Tem muitas pessoas que acham que precisam de mais capacitação ou vivência e não podem ter seu negócio próprio”, diz Marcelo Nakagawa, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper. Veja abaixo alguns mitos sobre ter uma pequena empresa antes dos 30 anos.

1. Uma boa ideia basta

Muitas vezes, os jovens escolhem um hobby ou passatempo para transformar em negócio. “Muitos acreditem que basta ter uma boa ideia para que vire um negócio de sucesso”, diz Caetano.

Além de gostar da atividade, o jovem precisa se preparar para tirar o negócio do papel e não só apostar na sorte. “Ter uma grande ideia inovadora não é ter um grande negócio. Sem um time, a empresa cai por terra no primeiro contato com o cliente porque não vai ter quem execute”, alerta Nakagawa.

2. Empreender durante a faculdade é difícil

Largar a faculdade pelo negócio foi um passo para empreendedores como Mark Zuckerberg. Mas não é a regra. “Tem muitos que conseguem conciliar as duas coisas, principalmente quando o negócio é na área dele”, diz o professor do Insper.

Segundo ele, depende do empreendedor saber aproveitar os recursos e contatos da faculdade. “A dica que eu deixo é que ele se prepare para virar empreendedor. Está mais fácil para o jovem que está mais acostumado com o ambiente de escola, de estudo, de preparação”, sugere Caetano.

3. Negócios inovadores não têm concorrência

Confundir otimismo e ingenuidade é, para Nakagawa, um erro dos empreendedores mais jovens. “Ele tem que ser otimista, mas não pode ser ingênuo a ponto de achar que não tem concorrência”, diz. Segundo ele, é comum que nesta fase o empreendedor se sinta infalível. “Se o negócio der certo, vão aparecer dez negócios similares ao seu”, alerta o professor.

Outro mito, segundo ele, é achar que a concorrência vai demorar a reagir a sua inovação. “Em alguns casos é verdade. Em outros, é mito e o concorrente vai para cima e ocupa o espaço da startup”, explica.

4. Jovens têm mais chances de quebrar

Segundo Caetano, não há nenhum estudo que indique que empresas de jovens estão mais propensas ao fracasso. “Não há diferença significativa nas taxas de mortalidade de empresas chefiadas por jovens. Existe um preconceito da própria sociedade e os próprios jovens ficam inibidos de empreender”, justifica.

5. Reunir amigos na sociedade é melhor

Na universidade, muitos empreendedores reúnem um grupo de amigos da mesma turma para abrir um negócio. A afinidade pode parecer um bom motivo para estabelecer uma sociedade, mas pode ser uma armadilha. “Muitos começam a empresa com colegas da faculdade e o sócio é um espelho dele, com a mesma formação e os mesmos hábitos”, diz.

É preciso saber formar uma equipe que se complemente. “Basicamente, a regra é ter de alguém que sabe vender, alguém que sabe fazer e um terceiro sócio que cuide da gestão mais burocrática”, ensina o professor.

Para Caetano, achar que pode fazer tudo sozinho também pode acabar com o negócio. “É um erro fatal, precisa ter sócios que se complementem”, indica o executivo do Sebrae/SP.

6. O fracasso é o fim

Ninguém começa um negócio pensando em fracassar. Mas, se isso acontecer, não é o fim do mundo. “Uma questão que precisa ficar clara é que ele acha que não pode fracassar. É comum encontrar empreendedores que na primeira tentativa não deram certo, mas usaram isso como fonte de aprendizagem para negócios posteriores”, explica Caetano.

7. Um produto bom dispensa experiência

Assim como só uma boa ideia não é suficiente, o empreendedor não pode dispensar o conhecimento confiando apenas no produto ou serviço. “Achar que vai sustentar o negócio sem ter experiência em gestão é um erro”, diz Caetano. Outro mito é acreditar que as vendas vão acontecer facilmente. “Venda é uma estratégia, precisa ser estudada e exige dedicação”, afirma.

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– Alguém está errado na divulgação ou no preço, certo?

Fui hoje cedo ao Supermercado Coopercica, no Parque Eloy Chaves. E reparei os seguintes preços do Guaraná Antártica:

– A garrafa de 2000 ml custa R$ 4,49.

– A garrafa de 1500ml custa R$ 4,99.

Ambas estavam lado-a-lado na prateleira. Se o produto não estiver em promoção, é ilógico acreditar que o preço cotidianamente é esse. Assim, o mercado pode ter errado e levando prejuízo.

Em acreditando-se ser uma promoção, fica o puxão de orelha: ninguém divulga? Se é para vender mais, precisa anunciar!

 

– De quem é a culpa das dívidas milionárias dos clubes de futebol e entidades esportivas?

O Governo parece nunca se esforçar para cobrar as dívidas das entidades esportivas. Pudera, Lula andava de braço dado com Andrés Sanches; Bolsonaro, palmeirense, sempre flerta com o Flamengo.

Com os políticos de braços dados com os cartolas do futebol, impossível a coisa ser boa…

Extraído de: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/02/20/clubes-devem-r-53-bi-a-uniao.ghtml

CLUBES DEVEM 5,3 BILHÕES DE REAIS

Corinthians tem o maior débito, de R$ 737,7 milhões, que não considera estádio

As dívidas de clubes esportivos com a União somam quase R$ 5,3 bilhões, de acordo com informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) enviadas ao Valor via Lei de Acesso à Informação (LAI). Os dados incluem débitos que estão em situação irregular (em processo de efetiva cobrança) e regular (garantidos, parcelados ou suspensos por decisão judicial). Dos dez maiores devedores, nove são grandes times de futebol, que podem se beneficiar de projeto de lei que prevê uma nova renegociação.

Somente o Corinthians tem um débito de R$ 737,7 milhões – valor que não considera o financiamento para construção de seu estádio na zona leste de São Paulo. Na sequência, vêm Atlético Mineiro (R$ 356,5 milhões), Vasco da Gama (R$ 256,5 milhões), Botafogo (R$ 251,6 milhões) e Flamengo (R$ 224,2 milhões). A sexta posição fica com a Confederação Brasileira de Vela e Motor, com R$ 219,8 milhões. Depois, aparecem Fluminense (R$ 173,8 milhões), Guarani (R$ 141,5 milhões), Internacional (R$ 130,1 milhões) e Palmeiras (R$ 88,3 milhões).

Mais de 3,5 mil clubes esportivos e sociais têm dívidas relativas ao não pagamento de impostos, contribuição previdenciária e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), segundo o levantamento, referente a novembro. Mas os valores devidos são discrepantes: os dez primeiros colocados no ranking concentram, juntos, quase metade do total da dívida (49%). Na outra ponta, 40 clubes poderiam quitar o que devem com menos de R$ 500.

Maior devedor, o Corinthians não reconhece grande parte dos valores apontados pela União.

Apenas uma das cobranças, do ano passado, soma R$ 597 milhões, mas o time argumenta ser isento de tributos federais e se apoia em entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) que extinguiu cobranças similares de outros clubes. O valor foi inscrito na dívida ativa após o clube perder o prazo para recorrer, mas, recentemente, uma liminar da Justiça permitiu a interposição de recurso e, com isso, suspendeu a cobrança, mudando a situação para “regular”.

O advogado do clube paulista, Juliano Di Pietro, diz que o Carf já reconheceu que os clubes não devem pagar Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Cofins, PIS e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). “Todos os clubes de futebol sofreram nos últimos anos investida da Receita Federal para suspender isenção que as associações sem fins lucrativos fazem jus pela legislação”, afirmou.

Questionada sobre o não reconhecimento das cobranças por alguns clubes, a PGFN respondeu, em nota, que é necessário avaliar caso a caso e que os “débitos cuja constituição esteja fundada em matéria sobre a qual exista súmula do Carf favorável ao contribuinte são baixados administrativamente, sem necessidade de intervenção judicial”.

Nos últimos anos, os clubes foram beneficiados por programas de renegociação com a União, como o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), de 2015, e o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), de 2017. Ainda assim, voltaram a contrair dívidas. O cumprimento das obrigações também perdeu força após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar contrapartidas de regularidade exigidas pelo Profut.

Agora, um projeto de lei em tramitação no Congresso propõe transformar os clubes de futebol de entidades sem fins lucrativos em empresas e, como atrativo para essa transição, permite um novo parcelamento das dívidas em até 60 meses, com desconto nos juros, multas e encargos. Só quem mudar sua natureza jurídica poderá requerer o benefício e serão permitidos apenas débitos esportivos, para evitar que a empresa que compre o time transfira suas próprias dívidas para aproveitar o refinanciamento.

O relator da proposta na Câmara, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), contudo, não vê o novo parcelamento como o grande atrativo do projeto. Isso porque maior parte das dívidas foi refinanciada no Profut, que permitiu quitá-las com desconto em até 20 anos. “Não vão trocar uma dívida dividida em 20 anos por uma de 5 anos”, disse.

O saldo que poderia ser parcelado, ainda não divulgado pelo governo, seria menos significativo do que há cinco anos. Na opinião de Pedro Paulo, o principal benefício da transformação em clube, além da melhoria na gestão, será que um investidor com capital poderá quitar rapidamente as dívidas usando o parcelamento e regularizar a situação do clube para fazer investimentos no futebol.

Não está claro, no entanto, se haverá grande interesse dos times na adesão. Em nota, o Internacional, por exemplo, disse não ver “qualquer necessidade do clube se transformar em empresa para aproveitar vantagens tributárias”, já que todas as dívidas se encontram negociadas em programas como o Profut e o Pert. Observa, no entanto, que está atento ao projeto de lei como “um caminho que possa gerar receitas alternativas”.

Pelo levantamento, cerca de metade da dívida dos clubes está irregular e a outra metade, regular. Do total, R$ 3 bilhões são relativos a débitos não previdenciários, R$ 2 bilhões a dívidas previdenciárias e R$ 258 milhões a contribuições ao FGTS. Os parcelamentos totalizam R$ 936 milhões.

Procurados pela reportagem, Atlético Mineiro, Vasco da Gama, Botafogo, Flamengo, Confederação Brasileira de Vela e Motor, Fluminense, Guarani e Palmeiras não responderam até o fechamento.

Após a publicação da reportagem, o Atlético Mineiro entrou em contato com o Valor para dizer que considera que a dívida com o governo é cerca de R$ 100 milhões menor do que a divulgada porque todo o dinheiro da venda do atacante Bernard acabou bloqueado e destinado para abater os pagamentos do Profut.

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– O Fair Play financeiro só foi violado pelo Manchester City?

Os clubes bilionários que gastam muito dinheiro (e que são acusados por alguns de lavar dinheiro, como Chelsea e PSG – mas às vezes creditados simplesmente ao prazer dos seus donos em ter um time de futebol), que abram o olho: o Manchester City, punido pela exclusão de 2 anos das competições internacionais e ainda multado, pode até ter um desmanche do seu elenco.

Ficará uma grande pergunta: balanços falsificados e dinheiro “esquentado” só acontecem na Europa?

Abaixo, um resumo bem bacana e didático do Fair Play Financeiro, 

Extraído de: https://www.bonde.com.br/esportes/futebol/entenda-o-fair-play-financeiro-que-baniu-city-da-uefa-champions-league-512461.html

ENTENDA O FAIR PLAY FINANCEIRO QUE BANIU O CITY DA UERFA CHAMPIONS LEAGUE

O Manchester City (ING) foi banido pelas próximas duas temporadas da Champions League (e qualquer outra competição europeia) por quebrar as regras do fair play financeiro da Uefa. Entenda o que é o fair play financeiro e quais as suas determinações sobre as finanças das equipes.

  • Qual a definição de fair play financeiro?
    – Segundo a Uefa, “o fair play financeiro busca melhorar a saúde financeira global do futebol europeu de clubes”.
  • Os clubes podem ter balanço negativo?
    – Sim, desde que esse valor seja de até 5 milhões de euros (R$ 23 milhões) durante o período de avaliação (de três anos) -até 2018, o limite era de 30 milhões de euros (R$ 139 milhões em valores atuais)- e o clube dê garantias de que poderá ser coberto por contribuição ou pagamento por parte do dono. Investimentos em estádios, centros de treinamento, nas categorias de base e futebol feminino não entram na conta do fair play financeiro, justamente para que os clubes estimulem esses setores.
  • Os donos podem injetar dinheiro nos clubes?
    – Sim. Sob os regulamentos atualizados da Uefa, qualquer entidade pode, sozinha ou em conjunto com outras entidades ligadas a um mesmo dono ou governo, ser responsável pela injeção de valores que representem até 30% das receitas totais do clube. Porém, se o proprietário de uma empresa investe no clube por meio de contratos de patrocínio, a Uefa pode abrir investigação para averiguar possíveis irregularidades. No caso do City, a entidade puniu o clube por apresentar receitas adulteradas.
  • Os clubes são banidos automaticamente dos torneios caso não respeitem o fair play financeiro?
    – Não. A Uefa estabelece uma série de sanções a serem aplicadas para os clubes que não cumprem com o plano de austeridade, entre elas advertências, multas, dedução de pontos, retenção das receitas dos torneios organizados pela entidade, restrição ao número de inscritos nesses torneios, desqualificação das competições ou exclusão de disputas futuras e retirada de um título ou prêmio. No caso do City, o clube inglês já havia sido punido pela Uefa em 2014, juntamente com o Paris Saint-Germain (FRA), mas de forma mais branda.
  • Algum clube já foi proibido antes de disputar torneios da Uefa em situação similar?
    – Sim. De acordo com a entidade, desde que o fair play financeiro foi implementado em 2011, seis times que haviam garantido classificação para torneios europeus foram impedidos de participar das competições da Uefa por não pagarem salário dos atletas ou valores de transferências a outros clubes. Houve ainda o caso do Milan, excluído da Liga Europa 2019/20 por não cumprir os requisitos de “break-even”, termo que determina o equilíbrio financeiro (ganhos e prejuízos iguais).
  • Os clubes podem recorrer das punições por violação do fair play financeiro?
    – Sim. Qualquer decisão do investigador chefe do Comitê Financeiro de Controle dos Clubes pode ser revista pela Câmara Adjudicatória do órgão. No caso de a Câmara Adjudicatória estabelecer a punição com medidas disciplinares, os clubes podem recorrer ao CAS (Corte Arbitral do Esporte).

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