– As críticas são inevitáveis. E como você as encara?

Aristóteles, o filósofo grego tão conhecido, um dia disse que “só há uma maneira de evitar críticas: não faça nada, não diga nada e não seja nada”.

  • Como elas são aceitas por você?

Particularmente, ouço as críticas e, se elas forem coerentes e de gente que conhece do riscado, reflito atentamente. Se for de hater, leio (pois até mesmo deles pode ter algo a melhorar) e respiro fundo, sem dar muita bola na maioria dos casos). Mas não podemos nos deixar influenciar a todo instante por elas!

– Você volta ou não atrás de decisões tomadas?

Conta-se (portanto não sei se é verdade) que um dia perguntaram a Juscelino Kubitschek sobre voltar atrás em várias de suas decisões – se seria fraqueza, sinal de demagogia ou falta de convicção.

Respondeu então o presidente brasileiro:

“Costumo voltar atrás sim, não tenho compromisso com o erro”.

Quando mudamos nossas opiniões e convicções, fazemo-nos por qual motivo: debilidade no que cremos ou certeza de arrumarmos e evitarmos equívocos?

Ninguém deve ser um poste para manter uma posição dura / surda / imutável.

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Imagem recebida via WhatsApp, autoria desconhecida. Quem conhece ro autor, favor informar.

– Debata, mas com respeito.

#EDUCAÇÃO, #DIÁLOGO E #INTERAÇÃO –

Eu gosto do debate saudável, intelectualizado e produtivo. Mas se a pessoa vier com imposição de ideias e vocabulário chulo, ou ainda preconceituoso, tô fora.

Discutamos à vontade, mas com certas condutas educadas, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/11/11/vamos-debater-so-que/
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– Vamos debater? Só que…

Foto-Arte extraída de: https://www.calendarr.com/brasil/dia-do-aperto-de-mao/

– O ensinamento de Falcão aos mais jovens.

No último domingo, Paulo Roberto Falcão, o “Rei de Roma”, deu uma entrevista à Rádio Bandeirantes para o jornalista Milton Neves. E muito me marcou uma frase:

“Eu nunca fiquei atrás de pessoas que me bajulavam, pois esse tipo de gente só quer se aproveitar. Sempre procurei me relacionar com pessoas melhores do que eu, para eu aprender com elas e, certamente, sabendo que elas me corrigiriam quando eu fizesse algo errado.”

Perfeito! Hoje, jovens atletas que se destacam criam suas turmas e se blindam das críticas. Só ouvem o que convém ao ego e desprezam aconselhamentos de pessoas mais sábias.

Imagem extraída de: https://www.ogol.com.br/text.php?id=11830

– Treine a sua mente!

Seu “emocional” é forte?

Muitas vezes, precisamos capacitar nosso cérebro para sermos resilientes.

Na imagem de Adriana Mendes de Souza, publicada no LinkedIn do Prof Efrain (citação na própria figura abaixo), uma mostra dessa necessidade com exemplos: 

– Os especialistas e PhD’s da Web.

Não é assustador ver a quantidade de pessoas que fala sobre todo e qualquer assunto, com tom professoral (mesmo se equivocando), desrespeitando a opinião alheia?

Ao mesmo tempo, com uma dose de fanatismo nas Redes Sociais, desacreditam quem tem formação só porque pensam diferente!

Tempos difíceis… Saramago, nessa arte abaixo, diz tudo:

– Vamos debater? Só que…

Eu sempre sou aberto a debates, discussões respeitosas e interação (e gosto disso). Mas para que sejam momentos saudáveis, lembremo-nos:

  • Respeitar a opinião alheia não é concordar, mas, simplesmente, respeitar! Se você não concorda comigo, tudo bem. Eu também não preciso concordar contigo, mas saiba: respeitarei sua opinião.
  • Se debatemos um assunto, no qual ambos falam sobre o que pensam, ótimo. Mas a insistência para convencimento alheio nunca é salutar. Muitas vezes, devemos pensar que: expresso minha opinião / ouço a do meu próximo / faço meu contraponto / ele faz o contraponto dele. Passou disso, há o perigo de existir imposição de ideias (a não ser que seja um bate-papo informal).
  • Palavrões, xingamentos ou linguajar chulo? Esqueça. Não fui educado para escrever ou falar bobagens que constrangem o leitor. Afinal, nossas searas são públicas, e sendo assim, não vale a pena conversar com quem tem vocabulário “boca-suja”.
  • Preconceito, desrespeito e qualquer outra forma de inferiorizar uma pessoa (seja pela prática de homofobia, sexismo, intolerância política ou religiosa, xenofobia, racismo, extremismo ideológico ou simplesmente ofensa gratuita por divergência de opinião), não valem também.

Peço minhas sinceras desculpas em “expor condições para interagirmos” (e olha que eu sou um mísero cidadão qualquer), mas cansa tanto cara agressivo, grosso, mal-educado, raivoso, fanático, ou simplesmente, pobre de espírito que entende que a Internet é um “território livre para ofensas e outros abusos”. Não é!

“Pensar diferente e discutir não é fazer do próximo um inimigo ou adversário; ao contrário, é entender o sentido da visão diversa expondo educadamente um entendimento por novo prisma” (Frase própria que gosto de difundir).

Concorda com esses termos? Fiquemos à vontade então para o diálogo produtivo e de crescimento intelectual.

Foto-Arte extraída de: https://www.calendarr.com/brasil/dia-do-aperto-de-mao/

– Ouça (e filtre) conselhos.

No cotidiano, encontramos pessoas que querem nos ajudar (e outras não).

Normalmente ouvimos daquelas de boa vontade, muitos conselhos sobre resoluções e decisões a tomar. Por quê não nos fazermos ouvintes?

Escute experiências, seja atencioso e filtre o necessário. Todo conhecimento e toda reflexão são benquistos; afinal, “não somos donos da verdade” e precisamos aprender continuamente.

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