– Para chegar à Cocaína, começa-se com o Cigarro!

É isso mesmo. Para chegar até a Cocaína, há elementos que contribuem, e a Nicotina, segundo comprovação científica, é um deles. Abaixo, extraído da Science Translational Medicine.

Em: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5450641-EI8147,00-Nicotina+pode+abrir+a+porta+para+consumo+de+cocaina+diz+estudo.html

NICOTINA PODE ABRIR A PORTA PARA CONSUMO DE COCAÍNA, DIZ ESTUDO

A nicotina provoca mudanças no cérebro que podem abrir a porta para o consumo de cocaína, revela um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

Estudos anteriores relacionaram o consumo de álcool e tabaco com o uso progressivo de outras drogas, como a maconha, mas agora o professor Amir Levine, da Universidade de Colúmbia, analisou a base biológica deste efeito e descobriu em um estudo com ratos que a nicotina aumentou a resposta à cocaína.

A resposta do animal foi mais positiva para cocaína quando os ratos que foram “pré-tratados” com nicotina depois receberam doses de nicotina e cocaína ao mesmo tempo.

Os pesquisadores sugerem que a nicotina aumenta a habilidade da cocaína para aceder e aumentar a expressão do gene FosB, que codifica uma proteína que é um fator de transcrição, ou seja, que regula muitos outros genes por sua vez envolvidos na resposta conductual perante a cocaína, explicou à Agência Efe Ruben Baler, do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos.

Baler apresenta também junto com a diretora deste Instituto, Nora Volkow, um estudo em perspectiva relacionado com o de Lavine, centrado nas mudanças epigenéticas (processos genéticos que não envolvem mudanças na sequência de DNA do animal) da nicotina.

Baler indicou que o tema geral tem a ver com a teoria de que as drogas são usadas em sequência, “primeiro as pessoas começam a usar uma droga que seja mais leve e pouco a pouco tendem a usar drogas mais pesadas, mais perigosas”.

Segundo o pesquisador, porém, “não está claro por que há uma sequência, se acontece por uma mudança morfológica que vai ocorrendo no cérebro e torna a pessoa ser mais vulnerável ao uso de drogas mais pesadas, ou se simplesmente a pessoa usa o que é mais acessível no início e depois usa outra coisa mais pesada”.

Para Baler, “possivelmente é uma combinação de ambos os fatores”, já que há evidências de que ocorrem mudanças estruturais funcionais em vários níveis no cérebro, de modo que o animal é mais sensível à cocaína.

“O que este estudo mostra de maneira bastante contundente em um modelo animal é que o uso crônico da nicotina durante sete dias de exposição muda basicamente parâmetros muito importantes no cérebro, o que faz com que o animal seja mais vulnerável e sensível aos efeitos da cocaína”.

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– Os Macacos com Febre Amarela mudam a Festa das Crianças Jundiaienses de local

Muito preocupante: após 135 mortes de macacos e 10 outros apreendidos por conta de um surto de febre amarela, a Festa das Crianças de Jundiaí, tradicionalmente realizada no Parque do Corrupira, foi transferida para o Parque da Uva (devido a apreensão dos macaquinhos naquela região).

Uma boa informação: lá no Parque da Uva haverá vacinação contra a Febre Amarela. Quem diria que em pleno século XXI teríamos uma situação assim… E como prevenir, se não com a vacina?

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– O Consumismo como Doença

Nós, enquanto administradores comerciais, queremos vender. Queremos que os consumidores comprem à vontade!

Nós, enquanto consumidores, tomamos cuidados para não nos endividarmos. Mas, às vezes, o IMPULSO nos prejudica.

Digo isso pela interessante matéria sobre o “Consumo como Vício / Doença“. As vezes, me identifiquei aqui… é necessário cuidado!

Extraído de: RIBEIRO, Carina. Revista IstoÉ, pg 70-72, ed 2088, 18/11/2009

CONSUMO: QUANDO O DESEJO DE COMPRAR VIRA DOENÇA

O endividamento crônico atinge milhões de brasileiros e pode ser uma porta de entrada para o vício do consumo compulsivo

Nunca foi tão fácil conseguir crédito. Às vésperas do Natal, o mercado pouco exige do pagador. A compra é parcelada a perder de vista, sem entrada. O financiamento, pré-aprovado, é quase ilimitado. Para quem sabe gerir dinheiro, isso significa boas oportunidades. Para quem gasta sem pensar e adquire o que não precisa, pode ser a perdição total. Neste grupo, os mais vulneráveis são os compradores compulsivos, parte significativa dos 22% dos brasileiros que possuem dívidas impagáveis e de 85% das famílias que têm despesas superiores ao rendimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste caso, o consumismo desenfreado é uma doença.

Um dos sinais de desequilíbrio é o alto grau de irritação diante da impossibilidade de comprar e a impulsividade do ato. “São pessoas que compram sozinhas, optam por objetos repetidos, sem utilidade, e escondem as aquisições dos familiares”, afirma Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de atendimento dos compradores compulsivos no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Eles saem para comprar um terno e voltam com uma televisão.” Seis anos atrás, apenas três pacientes estavam em tratamento. Neste ano, são 24 e há 50 nomes em lista de espera.

A aquisição de produtos idênticos ou inúteis e o medo de encarar os débitos são características do consumista patológico. É o que ocorre com a administradora M.S., 40 anos, que coleciona bijuterias, sapatos, bolsas e calças do mesmo modelo e da mesma cor. Há quatro anos, quando sua dívida chegou a R$ 25 mil, ela decidiu frequentar os Devedores Anônimos (DA), em São Paulo. “O guardaroupa estava cheio e nada me interessava”, diz a administradora, que ganhava R$ 5 mil e gastava R$ 500 em cada ida ao shopping. Ela lamenta não ter construído um patrimônio nem priorizado a família. “Comprava tudo para mim e nada para o meu filho. Hoje me culpo por isso”, diz.

Diante da vergonha do endividamento crônico, é comum que os compulsivos escondam a fatura bancária dos familiares. “Eu não queria admitir a dívida e escondia as compras da minha esposa”, afirma o físico C.A., 61 anos. Uma de suas manias é preencher o freezer até o limite com os mesmos alimentos, das mesmas marcas, mesmo ciente de que não serão consumidos no prazo de validade. “Se o freezer não estiver lotado, tenho a sensação de escassez”, explica o físico, que há um ano entrou para o DA. Para quitar parte de suas dívidas, certa vez conseguiu um empréstimo de R$ 9 mil – e gastou o valor em três dias. “Nem lembro o que comprei.” A necessidade de manusear valores o levava diariamente ao caixa eletrônico. “O barulho da maquininha liberando o dinheiro me fazia bem”, diz o físico, que fazia saques duas vezes por dia. “Me sentia mal em aniversários e casamentos porque tudo era de graça. Corria das festas para lojas para comprar.” O resultado: três cartões de crédito estourados, eletrôcheque especial no limite e uma dívida de R$ 22 mil.

A compulsão por compras costuma vir acompanhada de outros vícios, segundo pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA). “Há um parentesco entre as diversas formas de manifestação”, diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por exemplo: um jovem que compra de forma impulsiva pode migrar para o alcoolismo ou vício em jogos na terceira idade.

Grande parte dos endividados crônicos sofre de consumo compulsivo, mas há os que entram neste rol por incapacidade de gerir seu negócio ou sua conta bancária. O empresário W.P., 50 anos, deve 15 vezes seu patrimônio. O rombo financeiro comprometeu a renda de toda a família e surpreendeu a esposa e os filhos, que desconheciam a situação. A dívida destruiu um casamento de 25 anos e levou os familiares a cogitar a interdição judicial. “Fui expulso de casa”, conta. O caos foi o resultado de empréstimos e créditos com sete instituições financeiras. Ele foi parar no hospital quando a sua dívida aumentou 85% com a bola de neve dos juros. “Me afundei. Recorri a agiotas e sofri ameaças.” Apesar de não dispor mais de bens pessoais para se desfazer, o empresário acredita que ainda pode quitar a dívida. Enquanto isso, se esforça para pagar a fatura mínima do cartão de crédito. O advogado José Serpa Júnior, especialista em direito do consumidor, alerta que o pagamento mínimo é uma das armadilhas que dão falso conforto ao endividado. “Em um ano o débito triplica”, explica. Entre as recomendações do tratamento médico para compulsivos está não pagar a conta do cartão. “É uma forma de o paciente ter o nome sujo e não poder obter o crédito”, afirma Tatiana Filomensky.

O poder das instituições financeiras diante dos superendividados tem sido questionado pela Justiça. Em duas sentenças inéditas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou obanco Itaú por fornecer crédito consignado acima das possibilidades dos endividados crônicos. “Não se trata de fazer apologia à figura do mau pagador ou de instituir o calote público, mas de analisar a responsabilidade financeira pela má concessão de crédito em valor muito superior à capacidade de endividamento do cliente”, afirma o relator, o desembargador Marcos Torres. Segundo especialistas, os idosos são as maiores vítimas nesses casos. “Eles são um filão pelo crédito descontado na folha”, afirma o advogado José Serpa Júnior.

É o caso do ex-auxiliar judiciário É o caso do ex-auxiliar judiciário Davi Prado Bortolato, 66 anos, que se aposentou com R$ 4.650, mas só recebe R$ 800 líquidos. Viciado em em préstimos, não resiste a um dinheiro fácil. “Abria a conta em um banco para cobrir o outro. No final, estava enrolado com seis financeiras”, diz Davi, que alega ter sido seduzido pela promessa do crédito sem juros para a terceira idade. O descontrole financeiro se tornou uma dívida de R$ 40 mil. “A raiz do endividamento está na distorção do que é essencial, necessário e supérfluo e nas reais condições de pagamento”, afirma Ari Ferreira de Abreu, especialista em contabilidade e finanças familiar. “O fútil é importante, traz felicidade”, diz o professor. “Desde que não comprometa o que é essencial.”

 

– E Viva a Iniciativa do Outubro Rosa

Outubro é o mês em que historicamente se chama a atenção para a prevenção do Câncer de Mama. Para isso, o “Cor-de-Rosa” é usado para lembrar as mulheres do auto exame.

Aliás, sabe como surgiu a iniciativa?

Abaixo, extraído de: http://www.outubrorosa.org.br/historia.htm

OUTUBRO ROSA

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org). 

Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.

A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

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– A Depressão afetando o Trabalho. E há quem não leve a sério…

Sou do tempo em que diziam: psicólogo é médico de gente fresca e psiquiatra é especialista em louco”.

Hoje, sabemos que não é nada disso, embora muitas pessoas não levem a sério tais profissionais. Cada vez mais a população sofre com distúrbios comportamentais e crises emocionais. Nestas ocasiões, um bom psicólogo é ótimo para ajudar com suas conversas / terapias ou um ótimo psiquiatra para questões de desequilíbrios ocasionados pelo corpo que estejam afetando a mente.

Sendo assim, reconheçamos: depressão, agorafobia, pânico e outras síndromes similares são DOENÇAS, que precisam ser tratadas sem postergação da procura de tratamento.

Vemos muitos bons profissionais tendo dificuldades em seus trabalhos pois são afetados por esses males. Nas empresas, o perigo de uma decisão equivocada de um gerente influenciado pelo quadro enfermo de Síndrome do Pânico, ou uma ordem determinada para um subordinado depressivo, dependendo do teor, traz riscos e prejuízos a todos.

A questão é: o quanto essa pessoa acaba, involuntariamente, prejudicando a vida profissional e pessoal?

Recentemente, no mundo do futebol, uma notícia que me espantou: Nilmar, aquele atacante que começou no Internacional-RS, jogou no Lyon da França, atuou pelo Corinthians-SP e que jogava no Oriente Médio (onde se tornou milionário), abandonou o seu ofício no Santos-SP pela depressão, fruto de dificuldades pessoais e histórico de contusões.

Um ótimo jogador, bem resolvido financeiramente, com estrutura familiar estável e bom nível técnico. Como justificar seu quadro clínico?

Àqueles que não acreditam em depressão, um prato cheio para se dizer que é, como antigamente, “frescura”. Coisa que todos nós sabemos que não é.

Ao menor sintoma perceptível, ligue o alerta!

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– Sobram exames de Mamografia em Jundiaí: DIVULGUEM!

Em tempos que muito se fala sobre a Prevenção ao Câncer de Mama, leio no Jornal de Jundiaí (ed 29/09/2017, matéria de Niza Souza), que a oferta do Exame de Mamografia (que é o principal meio de se diagnosticar precocemente os tumores) foi de quase 30.000 exames no último semestre na cidade. Entretanto, em média, SOBRAM 570 exames / mês (segundo a Secretaria de Saúde de Jundiaí, renomeada Unidade de Gestão e Promoção da Saúde)!

E sabe qual é a grande facilidade? Não é necessário marcar consulta, é só se dirigir a uma UBS e pedir o agendamento da mamografia (não há fila de espera).

Diante das campanhas preventivas, por quê não se cuidar?

Se você conhece alguém que não faz a prevenção, oriente-a!

A matéria do JJ está disponível em: http://www.jj.com.br/noticias-49644-em-jundiai-sobram-mais-de-500-exames-de-mamografia-por-mes

EM JUNDIAÍ, SOBRAM MAIS DE 500 EXAMES DE MAMOGRAFIA POR MÊS

Há dois dias do início do tradicional mês de campanha de prevenção do câncer de mama, o chamado Outubro Rosa, um dado chama a atenção em Jundiaí: sobram vagas para o exame de mamografia, principal aliado do diagnóstico precoce. De acordo com dados da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, da prefeitura, por ano são ofertados 29.892 exames e no primeiro semestre deste ano sobraram, em média, 570 por mês.

De acordo com dados da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, no ano passado deixaram de ser agendados 1.555 mamografias. Somente nos meses de outubro e novembro, por conta dos eventos do Outubro Rosa, a quantidade de agendamentos aumentou.

“Em 2016, nesse período, foram realizados 5.253 mamografias. Isso significa o dobro do que foi realizado nos demais meses do ano”, informa a diretora de Atenção Básica à Saúde, Viviane dos Santos Vacchi.

A campanha Outubro Rosa foi criada justamente para chamar a atenção e alertar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce. Estudos mostram que o câncer de mama, quando detectado precocemente, tem 88% de chances de cura. Mas, mesmo com o índice positivo, ainda existe a resistência entre muitas mulheres em realizar o exame.

“A realização da mamografia é o principal exame para identificação da doença. O autoexame somente detecta nódulos a partir de um centímetro. A precocidade é fundamental para as chances de cura”, explica Viviane, lembrando que o exame está disponível na rede pública de saúde gratuitamente. A solicitação pode ser feita sem a necessidade de uma consulta. Basta pedir o agendamento na unidade básica de saúde (UBS) do bairro. Não há fila de espera para realizar o procedimento.

No ano passado foram registrados 165 novos casos de câncer de mama entre as mulheres em idade fértil. Até maio de 2017, 60 novos casos da doença foram registrados na rede pública municipal.

O tratamento – cirurgia, quimioterapia ou radioterapia – é feito no Hospital São Vicente de Paulo e não há fila de espera para nenhum dos procedimento, segundo a prefeitura. São realizadas, em média, 20 cirurgias por mês para a retirada de câncer de mama. Segundo a Unidade de Saúde, o tempo entre o diagnóstico da doença e o início do tratamento é de 30 dias, em média, podendo ser reduzido conforme o estágio do tumor.

A abertura do Outubro Rosa será no domingo (1), no Parque da Cidade, com atividades esportivas e exames. As Unidades Básicas de Saúde também estão preparando atividades específicas para o mês.

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– Alguém consegue sentir o sabor de Umami e de Oleogustus? Sobre o quinto e o sexto gosto do Paladar!

Cientistas descobriram o “sexto gosto” do paladar. Para eles, é percepitível o “oleogustus”; ou, no popular, o “gosto de óleo”.

Dizem que existiam 5 sabores (e o 5o é o umami). Quando eu era pequeno, eles eram 4: azedo, amargo, salgado e doce.

Confesso: percebo o doce, o salgado, e um “terceiro”. Devo ter defeito de fabricação, pois azedo e amargo são idênticos pra mim (nunca os consigo distinguir). Com 6 então?!?!?

Sobre eles, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/comida/2015/08/1662836-cientistas-dizem-ter-descoberto-o-sexto-gosto-do-nosso-paladar-o-da-gordura.shtml

CIENTISTAS DIZEM TER DESCOBERTO O SEXTO GOSTO DO NOSSO PALADAR: O DA GORDURA

Até hoje, o consenso entre cientistas é que o ser humano tem capacidade de sentir cinco categorias de gostos diferentes: doce, salgado, amargo, azedo e umami. Mas cientistas de uma universidade dos Estados Unidos afirmam ter descoberto mais um tipo de gosto sensível ao paladar, denominado por eles como “oleogustus”, ou gosto de gordura.

“Ele é normalmente é descrito como amargo ou azedo, porque não é agradável. Mas novas evidências revelaram que o ácido graxo evoca uma sensação única, satisfazendo outro elemento do critério que constitui os gostos básicos”, diz Richard D. Mattes, professor de nutrição na Universidade de Purdue, responsável pelo estudo.

O quinto gosto, chamado de umami, foi descoberto no Japão no início do século 20 e é reconhecido por nosso paladar quando comemos alimentos que possuem ácido glutâmico, inosinato e guanilato, como cogumelos, tomates, cebola, shoyu, carnes vermelhas, peixes e frutos do mar.

Mattes conduziu dois experimentos para provar que o sexto gosto é único e reconhecido pelos receptores em nossas papilas gustativas. No primeiro, os 102 participantes recebiam amostras que continham um dos seis gostos isolados: doce, salgado, azedo, amargo, umami e “oleogustus” e tinham que separá-las em grupos.

As amostras doces, salgadas e azedas foram facilmente separadas pelos participantes, confirmando que haviam entendido a tarefa. Mas, inicialmente, as amostras com gosto de gordura foram agrupadas com as amargas, “já que o amargo é normalmente associado com sensações desagradáveis”, explica Mattes.

Depois, os participantes receberam apenas os três gostos que, no primeiro experimento, não conseguiram separar claramente: amargo, umami e “oleogustus”. Já nesse segundo momento, eles foram divididos facilmente em três grupos, comprovando que o gosto de gordura é diferente dos outros.

“Para Mattes, o gosto da gordura não deve ser confundido com a sensação causada pela gordura, normalmente descrita como cremosa ou macia”, diz o site da universidade.

O pesquisador explica que o gosto da gordura não é agradável quando isolado, mas, “como químicos amargos que são usados para destacar o sabor de comidas como chocolate, café e vinho”, o “oleogustus” em baixas concentrações pode melhorar o gosto das comidas.

“Construir um vocabulário sobre a gordura e entender sua identidade como um gosto poderia ajudar a indústria dos alimentos a desenvolver produtos mais gostosos e, com mais pesquisa, clínicas de saúde podem compreender melhor as implicações de exposição oral à gordura.”

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– A Microsoft e o Projeto Hanover em busca da Cura do Câncer

Quanto mais gente investir na cura do câncer, melhor. Eis que a Microsoft quer, em 10 anos, alcançar esse objetivo com o Projeto Hanover.

Sobre ele, abaixo, extraído da IstoÉ desta semana:

MICROSOFT E A CURA DO CÂNCER

Estudiosos de todo o mundo debruçam-se em pesquisas em busca da cura do câncer. Cada tese formulada gera uma imensidão de dados, e utilizar essas informações de maneira organizada e conjunta pode ser o passo que falta para o avanço científico. É por isso que a Microsoft, indústria de softwares, anunciou que pretende descobrir a cura da doença nos próximos 10 anos com o projeto Hanover, uma base de dados que, com algoritmos gerados a partir de pesquisas, irá ajudar os cientistas.

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– Cresce a Troca de Remédios via Redes Sociais

Com o alto custo dos medicamentos, aumenta cada vez mais a prática da troca de remédios por parte de quem tem sobra de um determinado produto e procura outro.

É ilegal, mas tem se tornado uma saída para pacientes em época de crise financeira.

Extraído de: OESP, edição 18/09/2016, pg A18

PACIENTES E FAMÍLIAS CRIAM CLUBES DE DOAÇÃO DE REMÉDIOS NAS REDES SOCIAIS

Na luta contra o tempo para obter medicamentos controlados e caros, doentes graves apelam para grupos de troca de fármacos; prática é desaconselhada por médicos e, nos casos de substâncias de alto custo do SUS, proibida pelo Ministério da Saúde

Por Edison Veiga e Fabiana Cambricoli

De um lado, pacientes à beira do desespero, vítimas de doenças graves lutando contra o tempo. De outro, remédios controlados e caríssimos, geralmente obtidos na rede pública. Dezenas de grupos de Facebook têm funcionado como um balcão de trocas e doações de medicamentos. Em geral, são unidades remanescentes de algum parente que morreu ou de um paciente que finalizou o tratamento. E a família usa a rede social para passar adiante, na intenção de fazer o bem.

A prática, no entanto, é proibida pelo Ministério da Saúde nos casos de remédios de alto custo distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e daqueles conseguidos via ação judicial. Segundo a pasta, quem estiver de posse do medicamento “deve comunicar ao ministério, para que seja providenciado o recolhimento e a posterior distribuição para pessoas que estejam precisando”. Embora proibida, a prática não é considerada crime nem tem punições previstas.

Alguns especialistas alertam para os riscos do uso de um medicamento doado, mas para quem tem um parente com um quadro grave e não consegue o remédio na rede pública, o Facebook acabou se tornando o único recurso.

É assim que a desempregada Luanna Batista, de 23 anos, tem buscado o Tarceva – cuja caixa com 30 comprimidos custa em torno de R$ 7 mil – para sua avó, Maria, de 63 anos, que sofre de câncer de pulmão. “No centro médico (de Santa Bárbara d’Oeste, onde a família mora) conseguimos cinco caixas, que eram de um paciente que tinha morrido”, conta a neta. “Ela teve uma boa melhora, mas aí o remédio acabou e não conseguimos mais.” Luanna passou a postar pedidos em várias comunidades do Facebook. “Agora estou para receber 17 comprimidos de uma pessoa de Campinas. Mas sei que vai acabar e preciso continuar tentando para conseguir mais”, diz. A família já acionou o Estado judicialmente para obter o medicamento e espera a decisão.

Desde que a filha Roberta, de 5 anos, foi diagnosticada com uma síndrome renal, a dona de casa Andreia Silva, de 31 anos, também tem recorrido à internet em busca de doações. “A primeira caixa eu consegui. Agora estou postando nos grupos”, conta ela, que mora na Bahia e precisa de Tacrolimo (cuja caixa custa cerca de R$ 90). “E sei que ela vai precisar de outros remédios, alguns que custam R$ 3 mil, R$ 5 mil”, afirma.

Críticas. Coordenador do curso de especialização em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Walter Cintra Ferreira Junior afirma que a prática, embora seja reflexo de uma demanda não solucionada ante as dificuldades de financiamento dos sistemas público e privado, não pode ser vista como solução. “Com essas trocas, você perde o controle da manutenção, da validade, da estocagem, da posologia que o paciente vai tomar. Isso sem falar sobre o controle de receitas e a possibilidade gravíssima de uma pessoa confundir o medicamento”, diz.

Para Lúcio Flávio Gonzaga Silva, do Conselho Federal de Medicina (CFM), outro problema é o eventual uso dos itens sem a devida prescrição médica. “Os fármacos têm efeitos colaterais, interações com outros remédios. E isso tudo deve ser avaliado por um profissional. Há riscos na automedicação”, afirma o conselheiro.

Nos maiores grupos acompanhados pelo Estado, a regra é que o doador sempre exija do beneficiário a apresentação da receita. Os administradores da página, no entanto, não têm condições de controlar todas as transações.

“O que nos preocupa nessa situação, independentemente da questão legal, é a questão técnica, a cadeia de segurança de um medicamento. Só de se expor à luz ou à umidade, os medicamentos já se alteram e podem perder o efeito”, afirma Amouni Mourad, assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP).

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Ajuda pelo Facebook. Luanna busca comprimidos para tratar a avó; a família também já acionou o Estado judicialmente

– Alongar Ajuda ou Atrapalha?

Leio uma reportagem que fala sobre Alongamento de Atletas. Ora, alongar e aquecer são discussões antigas. Sobre aquecimento, todo mundo acha necessário. Mas sobre alongamento, se tem dúvidas.

Para alguns, é importante alongar antes e depois. Para outros, só antes ou só depois. Para outros ainda, alongar é dispensável.

Eu preciso alongar antes e depois, não abro mão. Mas muitos amigos não… É algo particular demais.

Vejo (vide abaixo) uma corrente de estudiosos que diz: alongar pode ser prejudicial aos atletas!

Só faltava essa…

Extraído de: Revista Veja, ed 10/04/2013, pg 90

NÃO AJUDA EM NADA

Todo mundo faz alongamento antes dos exercícios. Novos estudos mostram que isso reduz o desempenho dos esportistas

Por Fernanda Allegretti

Quem pratica atividades físicas costuma estar atento à importância dos alongamentos. Nas academias, invariavelmente, a orientação é fazer uma série deles antes do primeiro exercício. As posições devem ser mantidas por pelo menos vinte segundos a fim de reduzir o risco de lesões e deixar os músculos mais fortes e preparados para o impacto dos pesos, da corrida ou do jogo de futebol. Infelizmente, o resultado pode ser o oposto.
Dois estudos recentes concluíram que alongar-se antes dos exercícios reduz a potência e a força muscular, além de aumentar o risco de lesões.

O mais surpreendente desses estudos foi conduzido pela Universidade de Zagreb, na Croácia. Os cientistas reuniram 104 pesquisas que analisavam o desempenho de voluntários em modalidades como natação, corrida e musculação logo depois de realizar alongamentos estáticos. O cruzamento desses dados revelou que os exercícios de flexibilidade prejudicavam o desempenho ao reduzir a força dos músculos em 5,5%, a capacidade de produzir contrações em 2% e a aptidão para treinos de explosão em 2,8%.

Outro estudo divulgado neste mês pela publicação especiarl’zada americana The Journal of Strength and Conditioning Research mostrou que homens jovens que se exercitaram frequentemente levantam 8,3% menos peso quando fazem movimentos de flexibilidade antes da musculação. O motivo pelo qual o alongamento prejudica o desempenho ainda não é totalmente conhecido, mas autores de ambos os estudos sugerem que a atividade relaxa a musculatura e os tendões, deixando-os menos dispostos a estocar energia e à ação.Os alongamentos podem favorecer lesões porque relaxam e estressam a musculatura. O neurofisiologista Paulo Correia, coordenador do Laboratório de Neurofisiologia e Exercício da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), endossa as pesquisas. Diz ele: “Os exercícios de flexibilidade são úteis para melhorar a performance, mas devem ser feitos em um dia reservado apenas para eles ou pelo menos duas horas após o treino de força ou resistência”. A melhor alternativa antes de qualquer exercício é fazer um aquecimento. “Sugiro aos meus pacientes começar com movimentos similares àqueles que serão realizados, mas sem carga ou impacto excessivo”, diz o ortopedista Moisés Cohen, da Unifesp. Polichinelo, elevação de pernas e rotação de braços são boas opções.

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– Os Filhos Vítimas de Mães que usam Drogas

Assustador. Não há outro adjetivo para descrever o que acontece com as crianças cujas mães usam drogas.

Você sabia que bebês filhos de viciadas em heroína tem que receber a droga para se acalmarem? Absurdo, mas necessário.

E que algumas deficiências mentais são resultantes de mães que usam crack?

Veja que situação triste, na reportagem de Cristiane Segatto, da Revista Época, Ed 22/06/2011, pg 67-68.

OS BEBÊS DO CRACK

Cresce o número de recém-nascidos expostos à droga na gestação. Estudos sugerem que ela afeta o desenvolvimento cerebral das crianças.

Cerca de 600 bebês nascem todos os meses na Maternidade Estadual Leonor Mendes de Barros, a principal da Zona Leste de São Paulo. A neonatologista Graziella Pacheco Velloni é responsável pelos primeiros cuidados que eles recebem. Na semana passada, a médica tentava aliviar o sofrimento de gêmeos prematuros nascidos no início do mês com pouco mais de 1.200 gramas. Os meninos ainda precisavam receber oxigênio e eram alimentados por meio de uma sonda gástrica. Do lado de fora da UTI, não havia pai, mãe, avó ou parente distante torcendo por eles.

A mãe, uma moça de 22 anos, recebeu alta e não voltou mais. Graziella suspeita que as crianças tenham sido expostas ao crack na gestação. A médica está acostumada a lidar com dramas desse tipo, que não são raros naquele hospital. Mas acostumada não significa conformada. “Meu sentimento é de total impotência”, afirma. “A gente fica em dúvida sobre o que seria melhor para essas crianças: viver com os pais viciados ou viver sem os pais?”

Em 2007, apenas uma criança nascida na maternidade foi encaminhada à adoção porque a mãe, dependente química de crack ou cocaína, abriu mão do bebê. Em 2008, foram 15 casos. No ano seguinte, mais 26. Em 2010, outros 43. Só no primeiro trimestre deste ano, o hospital encaminhou 14 recém-nascidos para a Vara da Infância e Juventude. Eles vão para abrigos e ficam à espera de adoção.

“O consumo de crack durante a gestação é um grave problema médico e social”, afirma Corintio Mariani Neto, diretor do hospital. Ele diz que a droga pode provocar diversos problemas: descolamento da placenta, falta de oxigenação, retardo do crescimento, baixo peso no nascimento e morte neonatal. Quando o bebê sobrevive, surgem preocupações sobre a extensão dos danos provocados pela droga. Há os problemas visíveis e imediatos e há os danos posteriores, relacionados ao desenvolvimento – sobre os quais ainda se sabe pouco. Quando a grávida usa crack ou cocaína, o bebê costuma nascer hiperexcitado, irritado, choroso. É sinal de que a droga chegou ao cérebro e pode ter provocado alterações de desenvolvimento. Mas o resultado desse contato precoce só pode ser observado anos depois, quando a criança começar sua vida escolar.

Nos primeiros dias depois do parto, a droga é metabolizada pelo fígado do bebê e expelida nas fezes. Em cerca de uma semana, a criança está livre da substância. Bebês expostos à cocaína e ao crack durante a gestação não nascem com síndrome de abstinência evidente, como ocorre quando a mãe usa heroína, morfina e qualquer outro derivado do ópio. Nesses casos, o organismo dos bebês sente falta da substância. Para tratá-los é preciso dar a mesma droga e reduzir a dose aos poucos.

A grande preocupação em relação ao crack e à cocaína é o desenvolvimento futuro da criança. “As drogas alteram a arquitetura cerebral do feto. Elas mudam a formação de sinapses, conexões e circuitos. Ao final, podem provocar alterações cognitivas que prejudicam a vida social e escolar da criança. Sua capacidade de entender conceitos abstratos e fazer associações pode ser comprometida”, diz Ruth Guinsburg, professora de pediatria neonatal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Um dos grupos mais dedicados ao estudo desse problema é o da americana Emmalee S. Bandstra, professora de pediatria, obstetrícia e ginecologia da Universidade de Miami. No final dos anos 1990, a equipe dela reuniu 476 recém-nascidos (nenhum prematuro) para realizar um amplo estudo sobre os efeitos da exposição à cocaína e ao crack durante a gestação. Metade das mães usava drogas de forma frequente e metade não usava. O estudo, que ainda continua, deu origem a vários artigos científicos. Em um deles, a equipe avaliou funções intelectuais e capacidade de aprendizagem aos 7 anos. O risco de apresentar dificuldades de aprendizagem foi três vezes mais elevado no grupo de crianças que teve contato com a droga.

“As habilidades matemáticas parecem ser as mais afetadas”, escreveu Emmalee num artigo publicado na revista científica Developmental Neuropsychology. “Essa descoberta desperta questões sobre os processos neuropsicológicos que podem ser afetados.” As competências matemáticas são comandadas por várias regiões do cérebro, entre elas o hemisfério direito, o lobo frontal e o lobo temporal. Em tese, portanto, o consumo de crack durante a gestação poderia ter impacto sobre diversas regiões do cérebro do bebê. O primeiro passo para tentar entender a extensão do problema é identificar as crianças afetadas. Mas o Ministério da Saúde do Brasil não tem ideia de quantos recém-nascidos são expostos a drogas durante a gestação. “Precisamos ficar atentos a esse problema porque deve haver muita subnotificação”, diz a professora Ruth, da Unifesp. A equipe do Leonor fez um esforço para contar os casos e investigá-los. É um exemplo a ser seguido.

– As Crianças com Câncer do Grendacc foram enganadas por Michel Temer?

E aí Ministro da Saúde Ricardo Barros? Como é que “Vossa Excelência” não quer credenciar um hospital que cuida de crianças com câncer (coisa que sua administração não faz) por questões ‘burocráticas?

E aí, Presidente da República Michel Temer? O senhor não tirou foto com políticos da nossa Jundiaí (de vários partidos e de vários cargos), gravando até vídeo prometendo que resolveria com urgência a pendenga do hospital oncológico?

Como acreditar nos políticos? Malas e malas de dinheiro sendo desviadas e crianças com câncer abandonadas…

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– A Ciência do Brasil mostrando valor: a caneta que diagnostica o câncer!

Coisa boa, de gente inteligente e esforçada, que trabalha para um mundo melhor: um equipamento em forma de caneta que identifica certos tumores. E é desenvolvido por brasileira!

Abaixo, extraído de: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2017/09/07/interna_ciencia_saude,624131/caneta-criada-por-quimica-brasileira-identifica-canceres-solidos.shtml

CANETA CRIADA POR QUÍMICA BRASILEIRA IDENTIFICA CÂNCERES SÓLIDOS

A ferramenta ajudará cirurgiões a diferenciar os tecidos doentes dos sadios durante a retirada do tumor

Paloma Oliveto

Uma ferramenta de diagnóstico do câncer idealizada por uma cientista brasileira reduz em 150 vezes o tempo necessário para diferenciar tecidos doentes dos saudáveis com quase 100% de precisão. O método, que em 10 segundos faz essa identificação, foi testado com sucesso em 253 amostras retiradas de pacientes e em animais vivos. De acordo com a química Livia S. Eberlin, principal investigadora do trabalho, publicado na capa da revista Science Translational Medicine, no ano que vem, serão realizados os estudos com humanos na sala de cirurgia, durante procedimento de remoção de tumor, assim como se fez, agora, com roedores. A tecnologia vai ajudar cirurgiões a delimitar a área de resseção de cânceres sólidos, além de reduzir, significativamente, a espera pelo resultado de biópsias.

Nascida em Campinas e graduada na Unicamp, Livia vive nos Estados Unidos há uma década, onde fez doutorado e pós-doutorado. Pesquisadora do Departamento de Química da Universidade do Texas em Austin, ela conta que, desde que começou os estudos de pós-graduação, sonhava em desenvolver um projeto que tivesse aplicação prática na medicina. Como trabalha com espectrômetro de massa, equipamento que identifica as propriedades de moléculas e, portanto, consegue caracterizá-las, a química idealizou um método capaz de reconhecer tecidos doentes no momento em que o cirurgião faz a resseção do câncer. “A maioria das pesquisas com espectrômetro fica no laboratório. Desde o começo, meu interesse era utilizá-lo para resolver um problema real”, revela.

Com a colaboração de uma equipe multidisciplinar, incluindo engenheiros, a cientista desenvolveu um dispositivo automatizado, descartável e biocompatível que, para realizar o diagnóstico, precisa apenas de uma gota d’água, além do espectrômetro de massa e de um software treinado para reconhecer o câncer. Por enquanto, o sistema consegue caracterizar tumores malignos de mama, pulmão, tireoide e ovário, incluindo seus subtipos, algo fundamental para a orientação do tratamento.

No momento, os cientistas trabalham para ampliar a gama de cânceres sólidos que poderão ser identificados. “A ideia é ajudar o médico a achar a margem cirúrgica”, conta a pesquisadora. Ela lembra que, quando o paciente oncológico é submetido ao procedimento de remoção do câncer, é difícil estabelecer o tamanho exato de tecido que deve ser removido, de forma a retirar toda a parte afetada, sem, contudo, avançar por tecidos saudáveis.

O oncologista Carlos Henrique dos Anjos, da unidade de Brasília do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, explica como funciona o procedimento padrão. “Quando se opera um câncer, poupar tecido não é prioridade, pois prioridade é remover o câncer. Para alguns órgãos, a retirada de tecido a mais não é problema, caso do intestino, que é muito grande”, exemplifica. “Mas digamos que o cirurgião esteja operando um tumor de mama muito próximo do mamilo. Ele não sabe se o tumor encosta no mamilo. Então,  poderá ter de retirar o mamilo, que é uma estrutura de grande importância estética para a paciente”, observa. Por outro lado, caso o cirurgião retire material de menos, a doença não terá sido curada.

Para tomar a decisão, dentro da sala de cirurgia, um patologista faz o exame chamado biópsia de congelação, ou transoperatório. Ou seja, ele examina o tecido no microscópio, ali mesmo. O laudo, que vai guiar o procedimento, sai em cerca de 15 minutos e, dependendo do resultado, o médico tem de continuar operando o paciente ou pode encerrar a cirurgia. Além de não ser um diagnóstico definitivo, a acurácia não é tão alta quanto a obtida pelo método desenvolvido na Universidade do Texas em Austin.

FACILIDADE

O procedimento proposto pela equipe liderada por Livia S. Eberlin se propõe a resolver todos esses problemas. A facilidade de manuseio do dispositivo chama a atenção: o cirurgião encosta a caneta descartável no tecido e, com o pé, aciona um pedal que vai liberar uma gota d’água. A água absorve as moléculas contidas na superfície e é sugada por um cano de 1,5m a 2m, ligado ao aparelho de espectrometria de massa. Em menos de um segundo, o equipamento revela a estrutura das moléculas. Essa informação é lida por um computador conectado à máquina e, em 10 segundos, o diagnóstico é feito: câncer ou tecido normal.

A cientista brasileira explica que o software é treinado para fazer esse reconhecimento e, para exemplificar, compara-o ao Facebook: da mesma forma que o algoritmo da rede social aprende a reconhecer rostos à medida que são marcados nas fotos, passando, ele mesmo, a dizer quem é quem nas imagens postadas, o programa utilizado pelos pesquisadores da Universidade do Texas em Austin vai sendo instruído para distinguir diversos perfis moleculares. Por isso, embora por enquanto ele esteja restrito a quatro tumores (com os respectivos subtipos), em tese, é capaz de dar o veredito a respeito de qualquer tumor maligno sólido (cânceres de plasma ou sangue, como leucemia, não podem ser identificados pelo método).

Por enquanto, o sistema testou 253 amostras de tecidos humanos — saudáveis e doentes —, além de ter sido utilizado em roedores vivos, durante a cirurgia. A precisão foi de 96,6%. Segundo Livia S. Eberlin, no ano que vem, devem ser realizados os primeiros procedimentos com pacientes na sala de operação, tal como o método foi idealizado.

Para o oncologista do Grupo Oncologia D’Or Carlos Gil Ferreira, coordenador da Rede Nacional de Pesquisa Clínica de Câncer, o trabalho publicado na Science Translational Medicine pode ser considerado um grande avanço. Embora destaque que, antes de ser incorporado à prática clínica, ainda serão necessários alguns anos de pesquisa, ele observa que o resultado obtido é um marco. “Na minha visão, o futuro da patologia muda a partir desse artigo”, considera. “É um trabalho de altíssimo nível. A comunidade científica talvez esperasse esse resultado somente para daqui a três anos. Agora, o desafio é trazê-lo para a prática”, diz.

Ferreira calcula em cinco anos o tempo para que a tecnologia esteja disponível nos centros de excelência norte-americanos. Além da necessidade de se replicar os resultados em outros centros médicos, o oncologista destaca a diminuição do tamanho do espectrômetro e a redução dos valores desse aparelho, ainda muito caro, para a transladação da pesquisa para a prática.

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– Prevenir é sempre melhor do que remediar. Vide a Conferência Estadual de Vigilância e Saúde

É muito bom saber que as pessoas estão se preocupando com a qualidade da Saúde Pública. Compartilho uma ótima ação do nosso vizinho município (Itupeva), na qual está se envolvendo no tema e contando com agente. Abaixo:

ITUPEVA PARTICIPA DA 1ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE VIGILÂNCIA E SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO

Por Reinaldo Oliveira

A cidade de Itupeva participa da 1ª Conferência Estadual de Vigilância e Saúde, que se realizará de 12 a 14 de setembro em Águas de Lindóia/SP.

O evento acontece no Hotel Majestic, e Itupeva credenciou sua participação quando da realização da 1ª Conferência Regional de Vigilância e Saúde, realizada no dia 25 de julho na cidade de Campinas/SP.

Nesta 1ª Conferência Regional Itupeva participou com o representante no segmento dos usuários, Sr. Reinaldo Oliveira, que apresentou proposta – aprovada na plenária, sobre a atuação da Vigilância Epidemiológica, e direito a uma vaga como delegado para a 1ª Conferência Estadual. É isso!

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– Johnson & Johnson e os processos contra o “talco cancerígeno”.

Vez ou outras as empresas acabam entrando em polêmicas muitas vezes evitáveis.

Recentemente, uma mulher ganhou uma indenização de 417 milhões de dólares por ter usado diariamente um talco da J&J, e este supostamente ter lhe causado câncer de ovário.

O problema é: muita gente com a doença começou a processar a fabricante, mesmo sem comprovação de relação do talco com produtos cancerígenos.

Abaixo, compartilho,

extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2017/08/johnson-johnson-e-condenada-pagar-r-1-bilhao-cliente.html

JOHNSON & JOHNSON É CONDENADA A PAGAR R$ 1 BILHÃO A CLIENTE

Norte-americana acusou empresa por ter desenvolvido câncer

Um tribunal de Los Angeles, nos Estados Unidos, condenou a gigante Johnson & Johnson a pagar US$ 417 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) a uma norte-americana de 62 anos que acusava a empresa de causar seu câncer no ovário por conta do uso de um talco.

Eva Echeverria abriu o processo por não ter sido informada do risco de desenvolver a doença pelo uso do produto para higiene íntima. A empresa, por sua vez, alega que não há estudos que apontem que o talco seja um produto cancerígeno e anunciou que vai recorrer da decisão.

Essa é a terceira vez que a marca é condenada a pagar uma indenização do tipo. No ano passado, um tribunal de Saint Louis, também nos Estados Unidos, condenou a J&J a pagar US$ 70 milhões (cerca de R$ 220 milhões) para uma cliente que fez a mesma alegação.

Em maio deste ano, em Missouri, outro júri condenou a Johnson & Johnson a indenizar uma cliente em US$ 110 milhões (R$ 345,4 milhões) pelo mesmo motivo. Estima-se que a empresa esteja respondendo entre quatro e cinco mil ações por conta da doença.

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