– Abolição da Escravatura: E aí?

Hoje se recorda a Abolição da Escravatura do Brasil. Mas muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ainda ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que no longíquo 1770 dizia:

Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.

Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil é exemplo clássico.

Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?

Nada disso. Foi uma demagoga lei. No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.

Claro, o acerto foi a proibição da exploração. O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.

Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?

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– Márcio Chagas da Silva: mais um entre tantos, infelizmente!

Corajoso! Palmas para Márcio Chagas, o ex-árbitro gaúcho que contou sobre as ofensas racistas que sofreu e que sofre, em entrevista ao UOL.

Felizmente, há alguém para testemunhar e alertar a sociedade. Infelizmente, Márcio é somente mais uma das inúmeras vítimas de racismo.

Somente existe uma raça: a raça humana. E a cor da pele? Nada importa.

Força Márcio!

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/reportagens-especiais/marcio-chagas-denuncia-racismo?fbclid=IwAR3xEU-SMcly7TMi8OFCp_FdnMK4andKN3XakXes6T4fg1Bg-dW4LzloO24#matar-negro-e-adubar-a-terra

MATAR NEGRO É ADUBAR A TERRA

Comentarista de arbitragem da Globo denuncia agressões racistas que ouviu no campo e na cabine

Por Tiago Coelho

Um dia meu filho de cinco anos me perguntou por que os pretos dormem na rua e são pobres. Expliquei que é um resquício da escravatura, que estamos tentando mudar isso, mas que é difícil. Não sei se ele entendeu. Às vezes nem eu entendo. Sendo negro em um estado racista como o Rio Grande do Sul, eu me acostumei a ser o único da minha cor nos lugares que frequento.

Fui o único negro na escola, o único namorado negro a frequentar a casa de meninas brancas e, como árbitro, o único negro apitando jogos no Campeonato Gaúcho. Hoje sou o único negro comentando esses jogos na TV local. Durante muito tempo, me calei ao ouvir alguma frase racista. Engolia, como se não fosse comigo. Mas era comigo. A verdade é que estou puto com os racistas. Todo fim de semana escuto gente me chamando de preto filho da puta, macaco, favelado. “Matar negro não é crime, é adubar a terra”, eles dizem. Estou de saco cheio dessa história.

A galera saiu do armário total, não tem vergonha nenhuma. As manifestações racistas estão vindo cada vez mais ferozes e explícitas. O fato de eu estar na TV agride muito mais as pessoas do que quando eu apitava. O racista não aceita que você ocupe um espaço que você não deveria ocupar.

Dá vontade de sair na mão com esses caras, mas sei que se eu fizer isso vou perder a razão.

Em um Avenida x Internacional, em Santa Cruz do Sul, o juiz marcou um pênalti que não aconteceu e eu comentei no ar que o pênalti não aconteceu. Um torcedor foi no meu Instagram e escreveu: “Não gosta de ser chamado de preto, mas tá fazendo o quê aí?” O que tem a ver a minha cor com o meu comentário? Outro cara me chamou de “crioulo burro” e um terceiro disse que, se pudesse, me enfiaria uma banana no rabo. Os caras escrevem isso em público, com nome e sobrenome. Já acionei o Ministério Público.

Caxias do Sul, para mim, é uma das cidades mais terríveis para trabalhar. Há algumas semanas, fui transmitir um jogo no estádio Alfredo Jaconi e passei uma tarde inteira ouvindo xingamentos. Tive que ouvir que era um preto ladrão, que estaria morrendo de fome se a RBS, a Globo local, não tivesse me contratado, que eles tinham trazido banana pra mim. A cada cagada que o árbitro fazia em campo, eles se voltavam contra mim na cabine e xingavam. Eu virei um para-raios pro ódio deles.

Um dia, em um Juventude x Internacional, a arbitragem estava tendo uma péssima atuação. Houve um pênalti não marcado para o Juventude, e uns torcedores que ficavam perto da cabine se viraram para mim dizendo coisas como: “E aí, preto safado, vai falar o quê agora?” Eu já tinha dito no ar que o juiz tinha errado ao não marcar o pênalti. O clima já estava pesado desde o começo, e eu me segurava para não descer lá e ir pro soco com os caras, mas é tudo que eles querem, não é?

Uma mulher com uma criança de colo se virou para mim e começou a xingar: “Negro de merda, macaco, fala alguma coisa”. Ela veio em minha direção, achei que ia me dar uma bofetada ou cuspir na minha cara, que é uma coisa que eles costumam fazer na serra gaúcha.

“O que eu fiz para você”, perguntei quando ela se aproximou.

“Você não está vendo que ele está roubando, que não marcou o pênalti?”, perguntou de volta, apontando ao árbitro em campo.

“Moça, tudo que você está falando eu disse na transmissão. Por que você está dizendo essas coisas para MIM?”

“É que você colocou ele lá”, ela respondeu. E eu tive que explicar que quem escala os árbitros é a Federação Gaúcha e que eu não tenho nenhuma influência sobre ela.

No intervalo, um rapaz que estava com a namorada virou e disse: “Aprendeu direitinho como roubar o Juventude, né, preto de merda? Se não fosse a RBS, estaria na Restinga roubando ou morrendo de fome.” Os racistas costumam usar o bairro periférico e violento da Restinga, em Porto Alegre, para me atacar. Quando essas coisas acontecem, os colegas brancos dizem para eu deixar pra lá, que eu sou maior que isso, que estamos juntos, que bola pra frente. Juntos no quê? Deixar pra lá como? Quem sente a raiva e o constrangimento sou eu. Como “estamos juntos”?

Depois de muito tempo ouvindo esse tipo de coisa, eu desenvolvi uma forma de defesa, que também é uma forma de ataque. No final do jogo, quando um cara disse que tinha trazido uma banana (“porque eu sei que tu gosta”), eu falei que gostava mesmo. “Já brinquei muito de banana com tua mãe.” Os amigos dele riram, e o cara saiu com o rabo no meio das pernas.

Tem um motivo de eles sempre se referirem a bananas quando querem me agredir.

No dia 5 de março de 2014, o Esportivo jogou contra o Veranópolis, em Bento Gonçalves, uma cidade perto de Caxias, também na serra gaúcha. Essa é a região mais racista do estado. Logo que saí do vestiário já fui chamado de macaco, negro de merda, volta pra África, ladrão. Falei pros meus colegas:

“Se nem começou o jogo os caras já estão assim, imagina no final.”

Acabou a partida. Jogando em casa, o Esportivo venceu por 3 a 2, e não teve nada anormal no jogo: nenhuma expulsão, nenhum pênalti polêmico, lance de impedimento controverso, nada. Mesmo assim os torcedores se postaram na saída do vestiário para me xingar.

A uma distância de uns dez metros, questionei um senhor que estava com o filho:

“É isso que você está ensinando pro seu filho?”

“Vai se foder, macaco de merda.”

“Uma ótima semana pro senhor também”, respondi e desci ao vestiário. A polícia não fez menção de interpelar os torcedores, mas registrei os xingamentos na súmula.

Tomei meu banho, esperei meus colegas e saí do vestiário pra pegar meu carro, que estava em um estacionamento de acesso restrito à arbitragem e funcionários dos clubes. Encontrei as portas do carro amassadas e algumas cascas de banana em cima.

Ao dar partida no carro, ele engasgou duas vezes. Na terceira tentativa, caíram duas bananas do cano de escapamento. Alguém colocou duas bananas no cano do escapamento. Meu colega Marcelo Barison ficou horrorizado.

Caminhei revoltado para o vestiário. O atacante do Esportivo Adriano Chuva, negro, me pegou pela mão e me levou um pouco mais afastado. Ele disse que ali aquilo era normal. “Você tem que ver o que eles fazem com a gente no centro da cidade.” Ele dizia que os negros do time preferiam jogar fora de casa para não ser chamados de macaco em seu próprio estádio.

Ao chegar em Porto Alegre, refleti sobre o que deveria fazer. Encaminhei um texto para uns jornalistas que eu conhecia, e o caso veio a público. Francisco Novelletto, o presidente da Federação Gaúcha, me ligou, dizendo que eu deveria tê-lo procurado antes de falar com a imprensa, porque a denúncia estava prejudicando a imagem do campeonato. Ele disse que poderia pagar para consertar meu carro.

“Não quero seu dinheiro, quero respeito”, eu lembro de ter dito. Novelletto também sugeriu que se eu continuasse com a denúncia, isso poderia prejudicar a minha carreira. Eles fazem essa chantagem emocional. Eu continuei com a denúncia.

No Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Esportivo perdeu três pontos por causa desse jogo e acabou rebaixado naquele campeonato. Até hoje, quando querem me atacar, os racistas dizem que fui eu quem rebaixei o clube. Mas eu não rebaixei ninguém. O que eu fiz foi denunciar o ataque absurdo que sofri. O clube nunca entregou a pessoa que colocou as bananas no meu carro.

Tiago Coelho/UOL

Ao longo do processo, me senti desamparado e desvalorizado pela federação. Eu tinha 37 anos e era aspirante à Fifa, imaginava que ainda podia ter uma carreira internacional. Mas, por causa desse episódio, fiquei tão de saco cheio que resolvi largar o apito. Apitei a final do campeonato e parei. Até hoje não posso pisar na federação. A federação nunca mais teve um árbitro negro.

Na esfera cível, processei o Esportivo por danos morais. Durante o julgamento, o advogado deles debochou do racismo que sofri no estádio. “Chamar negro de macaco não é ofensivo”, ele disse. “Ofensivo é amassar o carro porque, como diz a propaganda do posto Ipiranga, todo brasileiro é apaixonado por carro.” Essa frase me fez decidir abandonar o futebol. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou o clube a me pagar R$ 15 mil. Até hoje não pagaram.

Eu refleti muito antes de vir aqui contar tudo isso. No futebol, existe uma tendência ao silenciamento quando o assunto é racismo. Muito jogador negro que passa por isso prefere ignorar os ataques temendo ter problemas na carreira se abrir a boca. Outro dia um jogador saiu de campo na Bolívia. Todos deviam fazer o mesmo, principalmente os medalhões.

Eu posso até me prejudicar no trabalho, mas resolvi comprar a briga porque nos fóruns que reúnem negros, costumamos dizer que os racistas podem nos fazer duas coisas: ou eles nos matam ou eles nos adoecem.

Eu me recuso a morrer ou adoecer. Prefiro lutar. Quando esses ataques acontecem, minha mulher, que é negra, me dá a força que ela consegue. Ela sabe muito bem o que é isso. Meus filhos ainda não sabem. Eu fortaleci a consciência da minha negritude principalmente pelo rap, ouvindo aquela música, analisando aquela letra e me identificando com aquela situação retratada.

Os racistas não sabem, mas eles só fortaleceram minha consciência racial. Eu falo pro meu menino que ele é lindo. Enalteço o nariz e o cabelo “black power” dele, digo para ele sempre valorizar a negritude que ele tem. Minha filha tem dois anos e vou procurar fazê-la ter orgulho de si mesma, assim como eu tenho da nossa raça.

Minha briga é por mim, mas também por eles. Os racistas não vão nos matar.

Procurado pela reportagem para comentar a declaração de Márcio Chagas da Silva, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, afirmou que as críticas do ex-árbitro são injustas e que não deixou de apoiá-lo no episódio de racismo em 2014.

“O Márcio está faltando com a verdade”, afirmou Novelletto. “Quando soube do fato, liguei para ele em um gesto de grandeza para saber o que tinha acontecido. Ele me narrou uma versão ‘super light’ dos fatos e tirou toda a culpa do Esportivo. No dia seguinte, para minha surpresa, apareceu dando entrevista chorando na TV e se dizendo indignado. Achei isso estranho.”

Segundo Novelletto, a federação lançou uma nota de repúdio contra o comportamento do Esportivo e iniciou uma campanha no seu site de combate ao racismo. De acordo com o cartola, as ofensas que Márcio Chagas sofre são consequência da briga que ele comprou contra o Esportivo. “Eu se fosse patrão dele, não mandava ele para trabalhar nessas cidades, você sabe como torcedor é.”

Para o cartola, não é papel da federação defender o árbitro porque “ele é um prestador de serviço”. “E os donos da federação são os clubes”, disse ele.

Esportivo diz que assunto ficou no passado

Presidente do Esportivo desde 2017, Anderson Vanela afirmou que o clube não faria maiores comentários sobre o episódio das bananas em 2014 porque “o assunto ficou no passado.”

“O clube acata a decisão judicial, mas não concorda. A cidade se machucou muito, a comunidade inteira sentiu. Bento Gonçalves é uma cidade turística, que acolhe a todos e não tem em seu histórico qualquer tipo de ato racial”, afirmou Vanela.

O Esportivo já fez o depósito dos R$ 15 mil a título de reparação a Márcio Chagas. “Aqui no clube ninguém mais fala do assunto.”

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– O Racismo do conselheiro do Santos FC: #ExpulsaORacista

Que nojo! Racismo não cabe mais, pois somos somente uma raça: a humana!

Viram a declaração racista e totalmente condenável do conselheiro do Santos FC, Adilson Durante Filho

O áudio está disponível em: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/conselheiro-do-santos-faz-declaracoes-racistas-clube-repudia-e-torcida-pede-expulsao.ghtml

Pois bem: o que eu penso sobre isso foi de encontro com a coluna abaixo de Juliano Costa (no GloboEsporte.com), que compartilho, 

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/opiniao-santos-pode-fazer-historia-na-luta-contra-o-racismo.ghtml

SANTOS PODE FAZER HISTÓRIA NA LUTA CONTRA O RACISMO

Declaração racista de conselheiro expõe o clube, que não pode se omitir diante da gravidade do caso

A hashtag “ExpulsaORacista” foi uma das mais comentadas no Twitter no mundo todo nesta quinta-feira, mas a mobilização dos internautas – santistas ou não – foi insuficiente para fazer com que ao menos 20 membros do Conselho Deliberativo do Santos protocolassem um pedido de expulsão de Adilson Durante Filho.

Até agora, nada foi feito pelo clube além de uma nota de repúdio, que, apesar de bem escrita, é muito pequena diante da gravidade das declarações desse homem de meia-idade, filiado a um partido político e funcionário da Prefeitura de Santos, uma das cidades mais ricas e tradicionais do estado de São Paulo.

É dever de todos nós – jornalistas, torcedores, gente que se importa com gente, autoproclamadas “cidadão de bem” ou não – combater o racismo.

Manter Adilson Durante Filho no seu Conselho Deliberativo é uma vergonha indescritível para a história do Santos. Não há como passar pano. Ele mesmo já admitiu que gravou o áudio.

Ora, então o que os nobres conselheiros estão esperando? Não importa se é feriado.

O Santos precisa dar uma resposta não só aos seus torcedores, mas à sociedade como um todo. E precisa fazer isso rápido.

Trata-se de uma oportunidade de fazer história – assim como o Vasco fez nos anos 20, ao bancar a escalação de jogadores negros, e como o Bahia tem feito hoje, dia após dia, na luta pelas minorias.

O Santos se tornou conhecido no mundo todo (e ainda é o clube brasileiro mais famoso) com um time nos anos 60 que contava com quatro negros em seu ataque titular, incluindo o maior de todos, o Rei. O Santos continuou sendo reconhecido por revelar meninos como Robinho, Neymar, Rodrygo. Mais incrível: o Santos parou uma guerra na África, porque combatentes de duas etnias rivais queriam ver o time de Pelé jogar.

Pegando essa deixa, escrevo agora particularmente para o presidente José Carlos Peres e os membros do Conselho Deliberativo do Santos: sabem aquela foto do menino pobre na África, com uma camisa do Santos, brincando com uma bola improvisada? Aqui na Globo SP imprimimos essa foto há um tempo e a colocamos na nossa sala de reuniões – é a única coisa destoando em uma parede pintada de “branco corporativo”. Ela nos inspira. Gostamos da ideia de pensar que trabalhamos para atender gente como aquele menino sorridente – e não como Adilson Durante Filho.

Aquele menino mora em Moçambique, uma ex-colônia portuguesa, como o Brasil. Ele se chama João. É o mesmo nome do meu filho de três anos. Há um oceano separando os dois. Mas ambos torcem pelo mesmo time, o Santos Futebol Clube.

O João de Moçambique é negro. O meu João é branco. É a união dessas duas cores que faz o Santos ser o “Glorioso Alvinegro Praiano”, um “orgulho que nem todos podem ter”.

Então, senhor presidente, senhores do Conselho, é hora de vocês fazerem história, é hora de vocês mostrarem que “não é só futebol”, é hora de mostrar que o Santos está acima de qualquer questão política. É uma questão de princípios. É a oportunidade perfeita para mostrar que esse tipo de atitude não é mais aceitável, tolerável. Para que o meu João, o João de Moçambique e tantos outros Joões cresçam num mundo sem racismo.

*Juliano Costa, 38, é editor-executivo do GloboEsporte.com

Santos multicampeão dos anos 60: Pelé era um dos quatro negros do ataque titular — Foto: Divulgação / Conmebol

Santos multicampeão dos anos 60: Pelé era um dos quatro negros do ataque titular — Foto: Divulgação / Conmebol

– O atacante Ari na Seleção Russa e a revolta do seu futuro colega em campo.

Me lembro que quando o atacante brasileiro Hulk foi comprado pelo time russo do Zenit, vindo do Porto, jogadores se revoltaram pelo alto salário e por ser o primeiro jogador negro da história do time (até então somente brancos haviam jogado por lá).

Agora, o atleta Ari, jogador do Krasnodar e que vive na Rússia desde 2010 quando chegou pelo Spartak Moscou, foi convocado para jogar pela Seleção da Rússia. Um dos seus futuros colegas de seleção, Pavel Pogrebniak, disse ter uma opinião negativa a respeito”.

O atleta indignado declarou que:

É estranho que um jogador de cor jogue pela seleção russa. Não vejo sentido. Para que Ari recebeu passaporte russo?

Seria o fato de existirem jogadores natos da Rússia para a mesma posição e não ficar feliz com um estrangeiro, ou absurdamente pela cor da pele?

Ô mundo racista…

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– O racismo praticado contra Serginho na Bolívia em Blooming 2×0 Jorge Wilstermann

Ainda é admissível que idiotas cantem gritos ofensivos nas arquibancadas?

Sempre ouvi falar (e nunca concordei) que o estádio de futebol é um lugar onde se pode xingar à vontade, extrapolar e extravasar. Não concordo. Você pode vaiar e aplaudir, mas nunca ser selvagem.

Atitudes como gritos homofóbicos, racismo, violência e outras coisas que contestam a inteligência humana já deixaram de ser aceitáveis, e mostram como nossa cidadania ainda é questionável. E digo isso pelo fato lamentável ocorrido na Bolívia, na partida entre Blooming 2×0 Jorge Wilstermann, do último domingo, onde o brasileiro Serginho abandonou o campo após insultos incessantes dos torcedores por ser negro.

O árbitro corretamente parou a partida para que os torcedores encerrassem os gritos racistas (conforme manda atualmente a Regra do Jogo), mas mesmo assim o atleta preferiu se retirar.

Até quando veremos tristes situações assim? Até quando as punições serão “de mentirinha”? Até quando o ser humano vai ficar esperando ser “gente de verdade”?

Muito triste.

Extraído de: https://www.gazetaesportiva.com/futebol/brasileiro-abandona-o-campo-apos-sofrer-insultos-racistas-na-bolivia/

Vídeo em: https://twitter.com/liberta__depre/status/1107803186461638659

BRASILEIRO ABANDONA O CAMPO APÓS SOFRER INSULTOS RACISTAS NA BOLÍVIA

Mais uma cena lamentável tomou conta do futebol no último domingo. Na partida entre Blooming e Jorge Wilstermann, válida pela 13ª rodada do Apertura do Campeonato Boliviano, o brasileiro Serginho, do time visitante, sofreu insultos racistas e abandonou a partida ainda em seus decorrer, aos 40 minutos do segundo tempo, em lance de cobrança de escanteio.

Diante de mais de 15 mil pessoas que marcaram presença na vitória do Blooming por 2 a 0, no Estádio Tahuichi Aguilera, o meio-campista brasileiro sofreu diversos atos racistas durante a partida, segundo relatos dos companheiros de equipe. Na reta final, mesmo com a vitória, os fanáticos dos donos da casa não cessaram nos insultos.

Aos 40 minutos do segundo tempo, o jogador brasileiro se dirigiu a linha de fundo para efetuar uma cobrança de escanteio. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver o atleta abandonando o gramado e explicando a arbitragem que seguiu sofrendo com as declarações da torcida adversária. Por conta da polêmica, a partida ficou parada por cerca de quatro minutos.

Após a partida, personalidades dos dois lados se manifestaram contra as cenas presenciadas. Do lado do Jorge Wilstermann, Cristian ‘Pochi’ Chávez condenou a “vergonha” que marcou a partida, enquanto Jorge Ortiz criticou que o fato tenha acontecido durante toda a partida. “Essas coisas externas ao jogo são tristes. Não me surpreende a saída de campo do Serginho, porque estava sendo insultado desde o primeiro tempo”, disse ao jornal El Deber.

Mesmo com os três pontos conquistados, o tema foi abordado pelo Blooming, na voz do capitão, Cristian Latorre, e do treinador Erwin Sánchez. “Eu repudio o racismo, mas essas são coisas que fogem das nossas mãos, dos jogadores. Fico com pena pelo que aconteceu. É lamentável”, ressaltou o atleta, corroborado pelo comandante. “Sou sempre contra o racismo. Fiquei 20 anos fora e volto para sentir isso. Veremos o que fazer junto ao clube”, finalizou.

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– Os Observadores à Paisana contra o Racismo na Copa do Mundo

A Copa do Mundo da Rússia começará na 5ª feira, e para coibir o racismo e qualquer outra forma de discriminação (sexual, religiosa ou política), a FIFA colocará 3 observadores em cada estádio, à paisana, para identificar tais situações.

Lembrando que: se perceptível, o árbitro deverá parar o jogo até as manifestações preconceituosas na arquibancada cessarem.

Extraído de: https://sportv.globo.com/site/programas/copa-2018/noticia/fifa-implementara-acoes-de-combate-ao-racismo-no-mundial-da-russia.ghtml

FIFA IMPLEMENTARÁ AÇÕES DE COMBATE AO RACISMO NO MUNDIAL DA RÚSSIA

Árbitros poderão interromper ou suspender partidas em caso de manifestações discriminatórias. Observadores estarão espalhados pelos estádios para denunciar atos hostis

A Fifa anunciou, nesta quinta-feira, que implementará ações de combate ao racismo e a favor da diversidade durante a Copa do Mundo da Rússia. Os jogos terão um sistema de monitoramento, que inclui a presença de observadores espalhados pelos estádios. Em campo, os árbitros poderão interromper ou suspender partidas em caso de manifestações discriminatórias vindas da arquibancada. As ações já foram implementadas nas Eliminatórias e na Copa das Confederações.

– No ano passado, na Copa das Confederações, a atmosfera foi muito amigável – disse a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura. – A Fifa tem uma abordagem de tolerância zero à discriminação e isso é algo que levamos muito a sério. Além das medidas educacionais que incluem um guia de boas práticas, temos sistemas em vigor para reagir e sancionar atos discriminatórios, bem como medidas para garantir um ambiente livre de discriminação na Copa do Mundo – completou.

As ações foram criadas em uma parceria da Fifa com a Fare Network, organização com um longo histórico de combate à discriminação no futebol. Todas as partidas do Mundial 2018 terão três observadores espalhados pelos estádios. Os profissionais terão a missão de monitorar o comportamento dos torcedores de ambas as equipes, reportando aos oficiais de segurança eventuais atos racistas e discriminatórios.

Os árbitros também terão total liberdade para intervir em casos de atos racistas. De acordo com o chamado “procedimento de três etapas”, eles terão a autoridade para primeiro parar a partida e solicitar um anúncio público pedindo que o comportamento discriminatório cesse. O segundo passo é suspender a partida até que o comportamento inadequado pare. Caso os atos persistam, o árbitro pode encerrar o jogo.

– Temos um forte sistema de monitoramento no local. Além disso, todos que fazem parte da organização do jogo, incluindo funcionários, voluntários, equipes, mordomos e pessoal de segurança foram informados e treinados para garantir que, se ocorrerem incidentes discriminatórios, a ação correta seja tomada rapidamente – disse o chefe de sustentabilidade e diversidade da Fifa, Federico Addiechi.

A nova edição do Guia de Boas Práticas da Fifa sobre Diversidade e Anti-Discriminação foi publicada esta semana no site oficial da entidade e distribuída a todas as associações filiadas. Nos dias 6 e 7 de julho, durante as quartas de final da Copa do Mundo, a Fifa também celebrará os Dia do Combate à Discriminação com um protocolo especial pré-jogo.

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– Um Homem Azul

Essa eu nunca vi. Se você digitar no Google Images a pesquisa sobrePaul Karason, aparecerá um homem de cor azul e barba branca. Ele é azul porque se automedicou por 20 anos com prata coloidal para se livrar de uma dermatite. Sarou, mas agora ficará para sempre azulado.

Como legado, acabou de lançar uma campanha contra o preconceito racial aos… azuis!

A quantos ele defenderá?

– Martin Luther King Jr: 50 anos da sua morte!

Hoje se recorda 50 anos do assassinato do pacifista e defensor do direito dos negros, Martin Luther King Jr.

Que seu legado não tenha sido em vão!

Sobre ele, um material muito bom disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/04/legado-de-martin-luther-king-resiste-mas-nao-dissipa-racismo.shtml

LEGADO DE MARTIN LUTHER KING RESISTE, MAS NÃO DISSIPA RACISMO

Movimentos como Black Lives Matter carregam bandeira de líder civil assassinado há 50 anos

por Silas Martí, de Atlanta

No jardim do museu dedicado à memória de Martin Luther King, alto-falantes tocam sem parar a gravação do último discurso do líder negro. “Eu vi a terra prometida. Talvez não chegue até lá com vocês, mas quero que saibam que nós, como um povo, chegaremos à terra prometida.”

King disse essas palavras um dia antes de seu assassinato. Em 4 de abril de 1968, ele foi baleado na sacada de um hotel em Memphis, uma das muitas cidades então segregadas no sul dos EUA.

Um único disparo calou para sempre o líder do levante dos negros contra o ódio racial num pedaço do país que relutava —e, muitos dizem, ainda reluta— em superar suas raízes escravocratas.

Mas suas palavras ainda ecoam meio fantasmagóricas por seu mausoléu em Atlanta, no estado sulista da Geórgia, onde nasceu, e na igreja onde ele pregava bem ao lado, que recebem hordas de visitantes com o áudio pedregoso de seus velhos sermões.

“Quando ouvimos a voz dele, alguma coisa acontece”, dizia Jared Sawyer, um jovem pastor que trabalha no museu de King, ao entrar na antiga igreja. “Toda vez que ponho os pés nesse santuário, sinto a aura de King. O espírito dele continua vivo aqui.”

Mas o que ele chama de aura não envelheceu bem. Enquanto turistas fazem selfies diante de estátuas de líderes do movimento pelos direitos civis, ativistas mais velhos e jovens que se juntaram à luta se queixam de que a situação dos negros só se deteriorou.

“O que havia na época era a segregação legalizada. Hoje, vivemos a segregação dissimulada”, diz Gerald Durley, um pastor aposentado que ainda ostenta no peito a medalha dourada dos que marcharam com o líder. “Vivemos num momento assustador.”

Ele se lembra do dia em que viu pela TV a notícia da morte de King e conta que outros líderes do movimento na época ficaram sem rumo, como os apóstolos sem Cristo.

Mas o erro na luta pelos direitos civis, na visão dele, foi ter posto King num pedestal e ter perdido o fôlego depois das primeiras conquistas, como a garantia do direito ao voto para cidadãos negros e o fim da segregação racial nos lugares públicos.

“Ficamos acomodados, satisfeitos com os louros de vitórias passadas”, concorda Charles Steele, o atual presidente da Conferência de Lideranças Cristãs do Sul, grupo ativista fundado por King.

“Nada avançou em 50 anos, é uma vergonha. E o que mudou foi só cosmético. Diria que estamos até numa situação pior agora do que no dia do assassinato do doutor King. Estamos regredindo.”

Em seu escritório no centro de Atlanta, a quadras da igreja de King, Steele listou ainda uma série de indicadores sociais de negros em relação a brancos, tentando provar que muito pouco mudou.

“Tudo mudou para ficar igual”, diz Vicki Crawford, uma estudiosa de Martin Luther King que dá aulas na Morehouse, universidade onde ele estudou. “Os paralelos entre agora e a época dele são assustadores. São assuntos não resolvidos desde então.”

Essa situação, segundo Crawford e outros analistas, foi se agravando desde a eleição de Barack Obama, há dez anos. A ascensão do primeiro presidente negro à Casa Branca teria detonado uma onda de ódio racial que se acirrou com Donald Trump.

NEGROS MORTOS

O recrudescimento desse levante racista se tornou inquestionável diante do assassinato de uma série de jovens negros alvejados por policiais brancos nos últimos anos —o último deles foi Stephon Clark, morto com oito tiros, a maioria nas costas, há duas semanas na Califórnia.

“Matar rapazes e homens negros, na cabeça dos supremacistas, é como atirar em Obama”, compara Anthony Motley, ativista em Atlanta. “É a reação ao surgimento de uma América marrom.”

E esse país cada vez menos branco —e mais violento— parece estar se tornando indigesto para uma parcela da população que se esforça em manter seus privilégios ainda associados à cor da pele.

“O que está em jogo é o privilégio branco. É uma espécie de tribalismo nativista, que Trump observou e usou para chegar à Casa Branca”, diz Raphael Warnock, pastor hoje no comando da Ebenezer, a igreja de King. “Brancos sozinhos já não conseguem eleger um presidente.”

Esse dado demográfico turbina esforços atuais para registrar eleitores negros antes das eleições parlamentares de novembro deste ano. Warnock, por exemplo, liderou um esforço na igreja para cadastrar 250 mil eleitores.

Nada longe dali, em Sweet Auburn, o histórico bairro negro de Atlanta, um encontro organizado por outras congregações tentava motivar essa parcela do eleitorado, que muitos dizem sofrer de um desencanto com a política.

Diante da sala lotada, Cassandra Kirk, a primeira juíza negra apontada para a magistratura na Geórgia, explicava a importância do voto. “Essas são coisas que mexem com a vida de vocês”, dizia ela. “Quem ocupar o meu cargo daqui em diante vai indicar mais 30 juízes no estado.”

O esforço para garantir a voz negra nas urnas —59,6% dos negros contra 65,3% dos brancos votaram para presidente há dois anos— também reflete a sensação de perseguição que muitos dizem sentir na relação com o governo.

Numa associação de combate à discriminação racial no mesmo bairro, os telefones não param de tocar com pedidos de ajuda. Uma secretária atende um atrás do outro no viva-voz: uma mulher se diz perseguida por carros da polícia, um homem negro relata ameaças por se envolver com uma mulher branca.

Em frente à sede do governo em Atlanta, onde participava de uma manifestação para barrar a aprovação de uma lei que daria ainda mais poder à polícia durante revistas, um dos líderes do Black Lives Matter tentou resumir a nova atitude das autoridades.

“A nova Ku Klux Klan veste farda azul”, comparava Dre Propst. “Estão nos matando no meio da rua. Tenho medo sempre que eu saio de casa.”

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– Eugenia, a Ciência do Preconceito

Após ler a reportagem de Karina Ninni, da Revista Superinteressante (pg 78-81, edição Março), fiquei impressionado com o tema tratado: a EUGENIA.

A Eugenia é a ciência do preconceito, ou seja, da purificação das raças. E para quem pensava que isso fosse idéia de Nazistas que defendessem a purificação ariana, engana-se. No Brasil, durante o século XX, muitos cientistas eugênicos velada ou abertamente defenderam um Brasil livre de outras raças diferentes à branca.

Em 1911, durante um Congresso realizado em Londres, o antropólogo brasileiro João Antonio Batista proclamou radiante que em 2010 não haveria mais negros ou índios no país!

Um dos maiores defensores da Eugenia foi Francis Galton (primo de Charles Darwin, da teoria da Evolução), que defendia a crença que a evolução humana dependeria da seleção genética e controle das raças.

No Brasil, os eugenistas verde-amarelos não conseguiram ir adiante, mas chegaram a sonhar com programas similares ao da Alemanha de Hitler: esterilização de “raças inferiores” e sacrifícios de deficientes e inválidos. Na política, infiltrados, tentaram até colocar artigos na Constituição que defendesse a raça branca.

Notadamente, foram pessoas de expressão na sociedade, destacando-se Vital Brazil (fundador do instituto Butantan), Arnaldo Vieira de Carvalho (diretor da Faculdade Paulista de Medicina, hoje da USP), o sanitarista Belisário Penna, o médico Olegário de Moura (que dizia: sanear é eugenizar – imagine essa frase dita hoje!) e o fundador da Sociedade Eugênica Brasileira, o limeirense Renato Kehl, que escreveu mais de 30 livros defendendo a raça branca brasileira.

Felizmente, todas essas ações frustaram-se ao longo do século passado, mas um legado triste pode ser observado: a ainda defesa da discriminação racial por parte de muitos brasileiros.

Algumas frases eugências destacadas da matéria citada:

“O Brasil vem sofrendo, desde a colonização, as consequências da mestiçagem” Renato Kehl

“Os índios, em geral, são muito sôfregos e pouco amigos da disciplina” Oliveira Vianna

“Está provado que casamentos entre raças dão origem a tipos inferiores física, psíquica e moralmente”Nina Rodrigues

“O negro, raça inferior, apresenta uma indiscutível e franca animalidade”Luiz Silva

“Os mulatos são, na maioria, elementos feios e fracos. Apresentam instabilidade de caráter e perturbam o progresso nacional” Renato Kehl

“Deus perdoe esses idiotas racistas”Eu mesmo.

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– O Racismo de Day McCarthy contra a menina Titi

Nunca ouvi falar da tal de Day McCarthy. Só sei que ela chamou Titi, a filha de Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank (uma criança maravilhosa, adotada e nascida na África) de “macaca, com cabelo de pico de palha e nariz de preto horrível”.

Que desprezo enorme é esse a uma pobre criança? A mesma “socialite” (ou idiota, não sei o que essa “senhora racista” é) já houvera ofendido outras crianças e ameaçou divulgar um vídeo da cantora Anitta cheirando cocaína.

É claro que Day McCarthy quer popularidade. Mas para isso aceita se tornar uma pessoa ofensiva como essa?

Extraído de: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2017/11/27/interna_diversao_arte,643708/quem-e-a-socialite-day-mccarthy-que-xingou-a-pequena-titi.shtml

QUEM É A SOCIALITE DAY MCCARTHY, QUE XINGOU A PEQUENA TITI NO INSTAGRAM

Por Gabriela Vinhal

Ela se diz escritora, mas é conhecida pela série de ofensas que publica na internet. Além da filha de Giovanna Ewbank e de Bruno Gagliasso, outras crianças, como Rafa Justus, já foram vítimas de seus ataques

Brasileira, naturalizada norte-americana e radicada no Canadá, Day McCarthy, a mulher que usou o Instagram para chamar de “macaca” a filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank já protagonizou várias polêmicas envolvendo ataques preconceituosos na internet.

Com mais de 700 mil seguidores no Instagram, McCarthy se autointitula “escritora” e afirma ter diplomas de três das mais renomadas universidades dos Estados Unidos, embora seja difícil comprovar a veracidade da afirmação. Enquanto uma legião de haters a ataca, admiradores criam fã-clubes para enaltecer seus feitos. Atualmente, há ao menos quatro grupos desse tipo na internet.

Em um site de viagens que leva seu nome, a socialite conta que estudou arte na New York Film Academy e em Harvard, além de administração e negócios na Universidade de Geroge Washington. Na descrição, McCarthy afirma que é poliglota e fala fluentemente alemão, italiano, inglês, português e francês e diz ter planos de deslanchar na carreira de digital influencer pelo mundo.

Ela conta ainda que começou a escrever aos 14 anos e não parou desde então. Já teria publicado quatro livros. “Se houver uma coisa que Day McCarthy quer fazer em sua vida amorosa e compassiva é inspirar. Ela quer escrever para incentivar a felicidade, a esperança e o pensamento das pessoas de todo o mundo. Day cresceu em um ambiente único que moldou e alimentou sua paixão por escrever e inspirar”, escreveu.

Veja algumas das ofensas que ela já propagou pela internet:

RAFA JUSTUS FOI COMPARADA COM CHUCKY

Em agosto deste ano, outra criança foi vítima da socialite. Rafaella Justus, filha da apresentadora Ticiane Pinheiro e de Roberto Justus, foi comparada com o boneco assassino de filmes de terro Chucky. McCarthy disse que a menina, de apenas 9 anos, havia sido “separada ainda na maternidade” do personagem.

“Brasileiro quer processar tudo, mas eu moro no Canadá e o Justus não tem cidadania canadense. Pra ele vir aqui me processar, ele teria que ter a cidadania. E outra: as leis aqui [no Canadá] e no Brasil são diferentes. Eu achar a Rafaella Justus feia não é crime, tá? Ela é feia, tem um metro de testa, olho torto, e daí? Eu também sou feia”, disse.

“As pessoas me chamam de feia e é ‘ok’, mas chamar a menina de feia não é ‘ok’. Esse povo puxa muito o saco de famoso. Vocês acham ela a cara do Chuck mas não têm coragem de falar. Mas eu tenho. Isso porque a Ticiane deu o golpe em velho. Filho de velho nasce com doença”, continuou.

OFENSAS AOS FILHOS DE HICKMANN E SAFADÃO

Outra criança vítima de ofensas da internauta foi o filho da apresentadora Ana Hickmann. A socialite chamou Alexandre Júnior, 3 anos, de “horroroso e magrelo nojento!”. A apresentadora prestou queixa contra ela, como fez Gagliasso na manhã desta segunda-feira (28/11). Já a pequena Ysis Oliveira não seria filha do cantor Wesley Safadão. Ela afirmou que o pai da criança é o ex da atual esposa dele, Thyane Dantas.

AMEAÇA DE DIVULGAR VÍDEO DE ANITTA USANDO DROGAS

McCarthy agora ameaça divulgar um vídeo que mostraria a funkeira Anitta cheirando cocaína. “Tô esperando o processo da Anitta até hoje. O povo não falou: ‘Ah, a Anitta vai te processar’. Querida, a Anitta cheira pó sim, cheirou pó na minha frente e eu ainda filmei sem querer e, se me irritar muito, eu posto o vídeo mesmo pra mostrar”, disse. Como “prova”, ela mostrou uma foto durante uma festa com a cantora e um vídeo filmado do banco traseiro de um carro dirigido pela famosa.

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– Dilma Rousseff e a ridícula declaração sobre Coisa de Preto!

Tolice ou Mau uso de Expressão?

A ex-presidente Dilma Rousseff quis fazer demagogia (não há outra explicação) e falou uma bobagem absurda, reproduzida no twitter oficial dela (@dilmabr), compilada de uma fala dela própria ao jornal alemão Deutsche Welle.

Disse:

Sabe o que eu acho que é o novo? Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto”.

Não, Dilma. Nunca se relacione a “Preto” e seja mais correta: é NEGRO! E negro não é bandido. O PT, a Senhora e o Lula são indubitavelmente incomparáveis aos Negros.

O negro é sofrido, ainda sente os resquícios históricos de sofrimento dos seus antepassados escravos. São batalhadores, trabalhadores e honestos. Já a sua turma, dona Dilma (incluindo José Genoíno, Zé Dirceu, Palocci, Gleise e outros) não se pode comprovadamente dizer o mesmo.

Enquanto o partido se corrompe, enriquece e diz ser vítima, o cidadão negro que labuta é a real vítima. O PT (assim como outros partidos) tem corruptos de sobra e roubam milhões enquanto o negro procura trabalhar honestamente para garantir seu pão.

É até constrangedor ler tal declaração…

Aliás, não existem raças, existe apenas uma raça: a raça humana, onde todos devem ter os mesmos direitos e deveres, independente da cor da pele ou etnia.

Ops, não vejo negros na equipe de Dilma enquanto Chefe de Governo (e não é que o Temer estava lá)?

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– A injustiça ao negro Muntari

Passou “batido” por mim: a insensibilidade do árbitro italiano Minelli, em 30 de abril, na partida entre Pescara e Crotoni, quando o ganês Sulley Muntari (do Pescara), jogador de cor negra, reclamou que estava escutando ofensas racistas da torcida adversária. Questionando o juizão se ele não iria parar o jogo, recebeu a sugestão de que “deveria deixar para lá e não dar importância”. Insistindo, o jogador acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

Revoltado, resolveu abandonar o gramado e, por tal gesto, recebeu o 2o cartão amarelo e consequentemente o Vermelho.

Absurdo total! Disse o atleta:

“Ficaram gritando ofensas para mim desde o começo. No início, vi crianças em um pequeno grupo e fui até os pais para entregar minha camisa e dar o exemplo. Mas os gritos racistas continuaram com outro grupo em outra parte do estádio. Fui falar com eles, mas o árbitro me disse que eu tinha que deixar para lá. Foi então que eu me irritei. Por que ao invés de parar a partida eu é que tinha que deixar? Os torcedores são responsáveis, mas o árbitro deveria ter feito outra coisa. Tenho certeza que se parassem os jogos, esse tipo de coisa não voltaria a acontecer”.

Tudo isso é lamentável. Só existe uma raça: a humana!

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– Paremos com gritos homofóbicos: pelo hábito, pela força ou pela multa.

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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– Os responsáveis pelo crime de Racismo contra a pequena Titi (filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank) foram detidos!

Discriminação Racial é sempre condenável. Feita contra uma criança, pior ainda!

Eis que recentemente a filha do casal de atores da Globo (Gagliasso e Ewbank), a pequena Titi, de 3 anos, uma linda garotinha de pele morena que foi adotada (em um gesto maravilhoso de solidariedade e amor), sofreu ridículas ofensas raciais que recusou a publicá-las nesse blog.

A polícia identificou os criminosos: dentre eles, uma adolescente de 14 anos (de cor parda), que alegou ter criado um perfil falso, a fim dos ataques, para “apenas fazer uma brincadeira”!

Pior: os pais da garota duvidaram quando a Polícia chegou, dizendo que a mocinha “não saia de casa, ficava no computador e não dava trabalho”.

Quem disse que “ficar no computador” é sempre saudável mental e espiritualmente?

Extraído de: http://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2016/12/adolescentes-confessam-ataques-racistas-contra-filha-de-bruno-gagliass.html

ADOLESCENTES CONFESSAM ATAQUES RACISTAS CONTRA FILHA DE BRUNO GAGLIASSO

Sete pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento, dentre elas, um adolescente de 17 e uma de 14

Durante operação Gagliasso, as polícias Civil do Rio e de São Paulo cumpriram três mandados de busca e apreensão, que resultaram na captação de celulares, além na condução de sete pessoas para prestar esclarecimentos. Dentre essas pessoas, estavam dois adolescentes, um de 17 e uma de 14, que confessaram ter feito ofensas dirigidas à Titi, de 3 anos, filha adotiva de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

A jovem de 14 anos confessou ter criado um perfil falso, acreditando que isso a deixaria impune. “O curioso é que os dois adolescentes eram de cor parda. Eles vão responder por ato infracional. Acreditaram que não ia dar em nada e se disseram arrependidos”, explicou ao Extra a delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os mandados foram cumpridos em Guarulhos e Itaquaquecetuba.

No mês passado, após a repercussão dos casos de ofensas à filha, Bruno Gagliasso se pronunciou a jornalistas, afirmando que aqueles não eram os primeiros ataques que ela sofria, mas que deveriam ser os últimos. “Quem fez isso vai ter que pagar. Isso é muito sério, isso é crime. Quem fez tem que pagar. Os responsáveis têm que ser punidos”, declarou. A operação continua em execução para descobrir outros envolvidos.

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Pintura da Garotinha Titi, que nasceu no Malauí (África) e foi adotada aos dois anos.

– Humanidade Desumana

Viram isso? Nesta semana, uma mulher foi presa na Barra da Tijuca (RJ) por racismo.

A turista Sonia Valéria foi flagrada e filmada ofendendo a guia turística Sulamita Xavier. Por não concordar com algo, a racista disse: não tenho culpa se você é mulata, nasça branca da próxima vez (…) sua complexada por ter cabelo duro.

Como pode alguém, em pleno século XXI, discriminar seu semelhante pela cor da pele. Só existe uma raça: a raça humana!

O pior é que sabe de quanto foi a fiança por crime de injúria racial? R$ 500,00, e já está solta.

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