– A injustiça ao negro Muntari

Passou “batido” por mim: a insensibilidade do árbitro italiano Minelli, em 30 de abril, na partida entre Pescara e Crotoni, quando o ganês Sulley Muntari (do Pescara), jogador de cor negra, reclamou que estava escutando ofensas racistas da torcida adversária. Questionando o juizão se ele não iria parar o jogo, recebeu a sugestão de que “deveria deixar para lá e não dar importância”. Insistindo, o jogador acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

Revoltado, resolveu abandonar o gramado e, por tal gesto, recebeu o 2o cartão amarelo e consequentemente o Vermelho.

Absurdo total! Disse o atleta:

“Ficaram gritando ofensas para mim desde o começo. No início, vi crianças em um pequeno grupo e fui até os pais para entregar minha camisa e dar o exemplo. Mas os gritos racistas continuaram com outro grupo em outra parte do estádio. Fui falar com eles, mas o árbitro me disse que eu tinha que deixar para lá. Foi então que eu me irritei. Por que ao invés de parar a partida eu é que tinha que deixar? Os torcedores são responsáveis, mas o árbitro deveria ter feito outra coisa. Tenho certeza que se parassem os jogos, esse tipo de coisa não voltaria a acontecer”.

Tudo isso é lamentável. Só existe uma raça: a humana!

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– Abolição da Escravatura: E aí?

Hoje se recorda a Abolição da Escravatura do Brasil. Mas muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ainda ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que no longíquo 1770 dizia:

Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.

Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Porém, mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil é exemplo clássico.

Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?

Nada disso. Foi uma demagógica lei. No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.

Claro, o acerto foi a proibição da exploração. O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.

Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?

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– Paremos com gritos homofóbicos: pelo hábito, pela força ou pela multa.

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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– Os responsáveis pelo crime de Racismo contra a pequena Titi (filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank) foram detidos!

Discriminação Racial é sempre condenável. Feita contra uma criança, pior ainda!

Eis que recentemente a filha do casal de atores da Globo (Gagliasso e Ewbank), a pequena Titi, de 3 anos, uma linda garotinha de pele morena que foi adotada (em um gesto maravilhoso de solidariedade e amor), sofreu ridículas ofensas raciais que recusou a publicá-las nesse blog.

A polícia identificou os criminosos: dentre eles, uma adolescente de 14 anos (de cor parda), que alegou ter criado um perfil falso, a fim dos ataques, para “apenas fazer uma brincadeira”!

Pior: os pais da garota duvidaram quando a Polícia chegou, dizendo que a mocinha “não saia de casa, ficava no computador e não dava trabalho”.

Quem disse que “ficar no computador” é sempre saudável mental e espiritualmente?

Extraído de: http://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2016/12/adolescentes-confessam-ataques-racistas-contra-filha-de-bruno-gagliass.html

ADOLESCENTES CONFESSAM ATAQUES RACISTAS CONTRA FILHA DE BRUNO GAGLIASSO

Sete pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento, dentre elas, um adolescente de 17 e uma de 14

Durante operação Gagliasso, as polícias Civil do Rio e de São Paulo cumpriram três mandados de busca e apreensão, que resultaram na captação de celulares, além na condução de sete pessoas para prestar esclarecimentos. Dentre essas pessoas, estavam dois adolescentes, um de 17 e uma de 14, que confessaram ter feito ofensas dirigidas à Titi, de 3 anos, filha adotiva de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

A jovem de 14 anos confessou ter criado um perfil falso, acreditando que isso a deixaria impune. “O curioso é que os dois adolescentes eram de cor parda. Eles vão responder por ato infracional. Acreditaram que não ia dar em nada e se disseram arrependidos”, explicou ao Extra a delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os mandados foram cumpridos em Guarulhos e Itaquaquecetuba.

No mês passado, após a repercussão dos casos de ofensas à filha, Bruno Gagliasso se pronunciou a jornalistas, afirmando que aqueles não eram os primeiros ataques que ela sofria, mas que deveriam ser os últimos. “Quem fez isso vai ter que pagar. Isso é muito sério, isso é crime. Quem fez tem que pagar. Os responsáveis têm que ser punidos”, declarou. A operação continua em execução para descobrir outros envolvidos.

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Pintura da Garotinha Titi, que nasceu no Malauí (África) e foi adotada aos dois anos.

– Eugenia, a Ciência do Preconceito

Após ler a reportagem de Karina Ninni, da Revista Superinteressante (pg 78-81, edição Março), fiquei impressionado com o tema tratado: a EUGENIA.

A Eugenia é a ciência do preconceito, ou seja, da purificação das raças. E para quem pensava que isso fosse idéia de Nazistas que defendessem a purificação ariana, engana-se. No Brasil, durante o século XX, muitos cientistas eugênicos velada ou abertamente defenderam um Brasil livre de outras raças diferentes à branca.

Em 1911, durante um Congresso realizado em Londres, o antropólogo brasileiro João Antonio Batista proclamou radiante que em 2010 não haveria mais negros ou índios no país!

Um dos maiores defensores da Eugenia foi Francis Galton (primo de Charles Darwin, da teoria da Evolução), que defendia a crença que a evolução humana dependeria da seleção genética e controle das raças.

No Brasil, os eugenistas verde-amarelos não conseguiram ir adiante, mas chegaram a sonhar com programas similares ao da Alemanha de Hitler: esterilização de “raças inferiores” e sacrifícios de deficientes e inválidos. Na política, infiltrados, tentaram até colocar artigos na Constituição que defendesse a raça branca.

Notadamente, foram pessoas de expressão na sociedade, destacando-se Vital Brazil (fundador do instituto Butantan), Arnaldo Vieira de Carvalho (diretor da Faculdade Paulista de Medicina, hoje da USP), o sanitarista Belisário Penna, o médico Olegário de Moura (que dizia: sanear é eugenizar – imagine essa frase dita hoje!) e o fundador da Sociedade Eugenica Brasileira, o limeirense Renato Kehl, que escreveu mais de 30 livros defendendo a raça branca brasileira.

Felizmente, todas essas ações frustaram-se ao longo do século passado, mas um legado triste pode ser observado: a ainda defesa da discriminação racial por parte de muitos brasileiros.

Algumas frases eugências destacadas da matéria citada:

“O Brasil vem sofrendo, desde a colonização, as consequências da mestiçagem” Renato Kehl

“Os índios, em geral, são muito sôfregos e pouco amigos da disciplina” Oliveira Vianna

“Está provado que casamentos entre raças dão origem a tipos inferiores física, psíquica e moralmente”Nina Rodrigues

“O negro, raça inferior, apresenta uma indiscutível e franca animalidade”Luiz Silva

“Os mulatos são, na maioria, elementos feios e fracos. Apresentam instabilidade de caráter e perturbam o progresso nacional” Renato Kehl

“Deus perdoe esses idiotas racistas”Eu mesmo.

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– Humanidade Desumana

Viram isso? Nesta semana, uma mulher foi presa na Barra da Tijuca (RJ) por racismo.

A turista Sonia Valéria foi flagrada e filmada ofendendo a guia turística Sulamita Xavier. Por não concordar com algo, a racista disse: não tenho culpa se você é mulata, nasça branca da próxima vez (…) sua complexada por ter cabelo duro.

Como pode alguém, em pleno século XXI, discriminar seu semelhante pela cor da pele. Só existe uma raça: a raça humana!

O pior é que sabe de quanto foi a fiança por crime de injúria racial? R$ 500,00, e já está solta.

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– Xingamentos citados, mas não comprovados! Houve racismo em Jundiaí?

Após, o término da partida entre Paulista 0x2 Red Bull, atletas do “Toro Loko” foram ao alambrado “baterem-boca” com torcedores do Galo. Posteriormente, veio a informação de que eles estavam inconformados por algum xingamento racista. Da cabine da Rádio Difusora, eu e meus colegas de transmissão vimos o número 4 na discussão. Na súmula, algo um pouco diferente: o lateral Bruno Santos e o zagueiro Marcos Vinícius disseram ao árbitro Edson Alves da Silva que ambos foram chamados de “macaco”. Ainda, no campo “ocorrências” do documento do jogo, divulgado há pouco, o juizão disse que não ouviu o xingamento. Abaixo, o relato oficial:

“Após o término da partida, os jogadores n. 2 o Sr. Bruno F. dos Santos e n. 4 o Sr. Marcos Vinícius G. Nascimento da equipe Red Bull dirigiram-se próximo ao alambrado para conversar com torcedores da equipe do Paulista Futebol Clube Ltda. Em seguida, estes, vieram em direção à equipe de arbitragem, alegando terem sido alvo de xingamentos racistas, com a palavra “macaco”, porém nós da equipe de arbitragem, não ouvimos tais xingamentos. “

Curiosidade: as praças esportivas fazem parte de um banco de dados da FPF, onde os estádios são inseridos automaticamente na súmula eletrônica. E não é que lá consta o Jayme Cintra como “Estádio MUNICIPAL”?

O link está em: http://www.futebolpaulista.com.br/sumulas2.php?cat=70&cam=100&jog=104&ano=2016

Se verdade o ato racista, penso que se deveria identificar o torcedor e puni-lo conforme as leis deste país. Afinal, só existe uma raça: a raça humana.

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– Racing Club da Argentina demite Preparador de Goleiros Racista

Um bom exemplo: o Racing da Argentina demitiu Juan Carlos Gambandé, o seu preparador físico do time profissional, que na última semana, no Estádio independência, fez gestos de racismo contra a torcida do Atlético Mineiro (fez de conta que descascava uma banana na frente de negros apontando a eles, ironizando-os como macacos), durante a partida válida pela Libertadores da América.

Que não seja apenas uma decisão para fugir de uma penalidade da Conmebol, mas sim que tenha sido um espírito de contrariedade e filosofia do time argentino.

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– Gabriel de Jesus e a Imitação de Macaco do Uruguaio

Duvido que a Conmebol punirá o Nacional de Montevidéu por um torcedor da sua equipe imitar um macaco ironizando Gabriel de Jesus, jogador do Palmeiras, no confronto da semana passada no Uruguai pela Libertadores da América.

A entidade não é usual em realizar campanhas sociais, nem faz questão de prezar pela lisura. Seus dirigentes são todos envolvidos em contratempos.

Enquanto que aqui no Brasil tivemos um exemplar caso de punição ao Grêmio após torcedores se manifestarem ofensivamente com o goleiro Aranha (com gritos e imitações de macaco), ficaremos apenas na reprovação pública do idiota racista uruguaio.

Cá entre nós, só existe uma raça: a Raça Humana! Que esse infeliz seja condenado por tão desprezível atitude – e que o Nacional/URU também se pronuncie publicamente sobre o fato.

Veja o triste momento: https://www.youtube.com/watch?v=ZR1w3kV3BmY

– A Inexistência de Candidatos Negros ao Oscar e o Boicote a Hollywood.

Antes do texto, vale ressaltar: só existe uma raça no universo, A RAÇA HUMANA, e rotular cidadãos pela cor da pele é coisa de gente de espírito pequeno.

Dito isso, leio que os atores negros dos EUA protestarão na Cerimônia da Entregar do Oscar 2016 devido ao preconceito dos escolhidos, já que pelo segundo ano consecutivo não há atores ou atrizes negros indicados ao prêmio.

A pergunta é inevitável: não houve papel ou atuação convincente para a indicação ou puro racismo?

Difícil saber, pois para nós, pessoas comuns, seria preciso assistir uma gama gigantesca de filmes para dizer algo.

É claro que se compararmos a quantidade de atores e personagens brancos e negros que estão no cinema, perceberemos que há claro desequilíbrio numérico, inegável proporcionalmente. Mas é a mesma de QUEM ESCOLHE OS INDICADOS?

Abaixo, extraído de Terra Notícias, sobre algumas celebridades que anunciaram que boicotarão a entrega.

(De: http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/will-smith-se-junta-a-boicote-e-diz-que-nao-ira-ao-oscar,fee3ba8adf230b70a99a4a419b3f2289uws5vny3.html)

WILL SMITH SE JUNTA A BOICOTE E DIZ QUE NÃO IRÁ AO OSCAR

O ator Will Smith anunciou nesta quinta-feira que não irá à cerimônia de entrega do Oscar, que será realizada em 28 de fevereiro, como protesto pela falta de atores negros entre os candidatos aos prêmios da Academia de Hollywood. “Somos parte desta comunidade, mas, no atual momento, nos sentimos incomodados de estar aí e dizer ‘está tudo bem'”, disse ele à rede de TV ABC .

Desde a semana passada, quando foram anunciadas as indicações, nas quais pelo segundo ano consecutivo não há atores negros, choveram hashtags nas redes sociais como #OscarsStillSoWhite (#OscarAindaMuitoBranco). Ao todo, 20 homens e mulheres brancos disputam nas categorias de atuação.

Além dele, o diretor Spike Lee também disse que não participará da premiação e foi apoiado por Idris Elba, George Clooney, Lupita Nyong’o, Mark Ruffalo, entre outros. A esposa de Smith, a atriz Jada Pinkett Smith, foi uma das primeiras vozes a se manifestar contra a falta de candidatos negros.

“Acredito que a diversidade é o superpoder americano. Acredito que tenho que proteger e lutar por esses ideais que engrandecem nosso país e a comunidade de Hollywood”, afirmou Smith, que foi candidato este ano ao Globo de Ouro como melhor ator dramático pelo filme “Um Homem Entre Gigantes” (previsto para estrear em março no Brasil), mas que não foi indicado ao Oscar.

Na entrevista, ele enfatizou a responsabilidade que eles têm dentro da comunidade negra e afirmou que se não são “parte da solução”, serão então “parte do problema”.

No último fim de semana, a presidente da Academia de Hollywood, Cheryl Boone Isaacs, reagiu à falta de diversidade mostrada pelas indicações nas últimas duas edições com a promessa de “grandes mudanças”.

“Eu gostaria de reconhecer o magnífico trabalho dos indicados deste ano. Ao mesmo tempo em que comemoramos suas extraordinárias conquistas, me sinto aflita e frustrada pela falta de inclusão. É um tema de conversa difícil, mas importante, e é hora de grandes mudanças”, disse.

Cheryl Boone Isaacs, que é afro-americana, afirmou que a Academia vai tomar “medidas drásticas para modificar a composição dos membros” e prometeu “uma diversidade muito necessária” nos próximos anos. De acordo com um levantamento do jornal Los Angeles Times, 93% dos acadêmicos são brancos, 76% são homens e a idade média é de 63 anos.

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– Wal-Mart gaúcho e o preconceito do gerente!

Há ainda aqueles que menosprezam seus subordinados pelo cargo de chefia. Pior: somam isso à cor da pele!

Olha só o que um gerente de supermercado causou no Rio Grande do Sul por se manifestar de maneira racista,

extraído de: http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2015/11/26/walmart-e-condenado-por-chefe-dizer-que-tiraria-os-pretinhos-do-caixa.htm?cmpid=tw-uolnot

WALMART É CONDENADO POR CHEFE DIZER QUE TIRARIA “OS PRETINHOS” DO CAIXA

A rede de supermercados Walmart foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 7.000 por danos morais a uma funcionária que teria sido vítima de discriminação racial. Ainda cabe recurso da decisão.

De acordo com o processo, a mulher trabalhou em uma unidade do Walmart no Rio Grande do Sul, entre 1993 e 2006. Testemunhas disseram que a chefe da funcionária costumava afirmar, a respeito de suas atitudes, que “isso só poderia ser coisa da cor” e que tiraria “todos os pretinhos da frente de caixa”.

Ela também teria feito gestos preconceituosos, apontando a cor de seu braço com o dedo indicador, e outros comentários racistas.

Procurada pelo UOL, a empresa respondeu, por meio de nota, que “repudia veementemente qualquer ato de discriminação” e que “trata-se de um fato isolado”.

Decisão foi revista

Na primeira instância, na vara do Trabalho de Guaíba (RS), a Justiça não deu razão à ex-funcionária, por falta de “provas irrefutáveis” de que ela teria sido ofendida. “A testemunha trazida pela ex-empregada apenas refere ter ficado sabendo de fatos discriminatórios por conta de comentários”, disse na sentença.

No Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio Grande do Sul, porém, a decisão foi revista. Para o TRT, o fato de a testemunha não ter presenciado a chefe ofendendo a ex-empregada não tira o valor do depoimento, porque teria ficado claro que as demais operadoras de caixa comentaram sobre as ofensas.

O Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso do Walmart, mantendo a decisão do TRT.

(Com informações da Secretaria de Comunicação Social do TST).

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– #SomosTodosTaísAraújo: uma reflexão!

Um idiota (sim, quem pratica racismo é imbecil) publicou mensagens racistas contra a competente e bela atriz Taís Araújo em rede social.

O que leva alguém a discriminar uma pessoa pela cor da pele? Só existe uma raça: a raça humana. E, cá entre nós: justamente a cor da pele de Taís realça a sua beleza (fora a sua inteligência).

A Polícia tem que prender o indivíduo. E o mais curioso: na hora das postagens, ela encenava “O Topo da Montanha”, um texto sobre Martin Luther King que trata de afeto, tolerância e igualdade…

Dizer o quê?

As bobagens do último fim de semana estão na foto:

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– Hulk e o Racismo na Copa 2018

Quando houve a transferência milionária de Hulk do time português Porto para o russo Zenit, duas observações ocorreram:

– a dúvida sobre se as cifras exorbitantes eram lavagem de dinheiro;

– as declarações do não aceite dos seus futuros companheiros de clube.

Na Europa, o Zenit era conhecido como time de torcida racista. Nunca um jogador “de cor escura” havia vestido a camisa do clube. E Hulk (que tem a pele Parda), para os padrões de lá, é Negro.

Pura bobagem, do ponto de vista das pessoas de bem. Só existe uma raça, a Raça Humana, sendo a diferenciação da pigmentação da cor da pele algo desprezível para uma sociedade justa.

Hulk foi criticado antes de chegar. Porém, marcando muitos gols em seu time e com ótimas atuações no Campeonato Russo, passou a se tornar figura mais popular. Em Moscou, virou estrela de diversas marcas publicitárias. Trocando em miúdos: calou a boca dos críticos com bom futebol jogado.

Entretanto… isso não mudou a cultura racista. Hulk era um dos convidados especiais para o sorteio do chaveamento das Eliminatórias da Copa da Rússia 2018 desse final de semana, em São Petesburgo. E em entrevista, declarou quando questionado se sofre racismo em Moscou:

Acontece-me isto em todos os jogos. Os árbitros fingem que não veem. Agora já não fico chateado, simplesmente mando um beijo para os adeptos

Hulk acabou ficando de fora do sorteio, pois alegou-se que ele teria que se concentrar para o jogo seguinte e não poderia ir ao evento.

Você acreditou?

Eu não. Se Hulk fosse ao sorteio, seria algo positivo, um protesto simbólico contra os idiotas racistas. Tirá-lo, como parece ter sido para se evitar um constrangimento, é negar o racismo latente.

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– Prenderam o Racista do caso “Maju” (Globo). E o do caso Joyce Ribeiro (SBT)?

Com a ajuda do Facebook, foi detido o internauta que atacou a jornalista Maria Júlia Coutinho com ofensas racistas na Internet na última semana. É um jovem de 15 anos, morador em Carapicuíba. 

Tomara que o “meninão” seja reeducado e perceba a tolice que fez, aprendendo a viver em sociedade e que só existe uma raça: a raça humana!

Espero, ainda, que outros casos sejam exemplarmente resolvidos, como a da também jornalista Joyce Ribeiro, do SBT, tão ofendida quanto Maju, ainda não solucionado. Veja, extraído de Carta Capital.com.br, de novembro/2014:

JORNALISTA JOYCE RIBEIRO, DO SBT, É VÍTIMA DE RACISMO NA INTERNET

Ofensas publicadas na página do Facebook do Jornalismo do SBT levaram a jornalista Joyce Ribeiro, 36, a registrar na delegacia o crime de injúria racial que sofreu pela rede. A denúncia é direcionada a um usuário que usa o nome “Simone Hidalgo” e que publicou o seguinte texto no último dia 21: “Esta negra chata, vesga, gaguejando, na bancada do jornal é deprimente, fora Joice Sebastiana crioula, volta para o tronco“.

A seguir, sobre a prisão do 1o caso citado:

(Extraído de: Uol Tecnologia)

POLÍCIA IDENTIFICA ADOLESCENTE QUE POSTOU COMENTÁRIOS OFENSIVOS CONTRA MAJU

A Polícia Civil identificou um adolescente de 15 anos suspeito de ter postado comentários ofensivos e preconceituosos no Facebook contra a apresentadora da TV Globo Maria Júlia Coutinho, mais conhecida como Maju. O menor, que mora em Carapicuíba, na Grande São Paulo, foi localizado nesta segunda-feira (6) e levado à delegacia para ser ouvido.

A jornalista foi vítima de comentários racistas nas redes sociais na noite da última quinta-feira (2), após a inclusão de uma foto dela na página oficial do Jornal Nacional. “Só conseguiu emprego no ‘Jornal Nacional’ por causa das cotas. Preta imunda”, dizia um dos comentários. “Não tenho TV colorida para ficar olhando essa preta não”, escreveu outro internauta.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) instaurou inquérito policial para investigar o crime de prática de discriminação ou preconceito de raça. Mesmo após a identificação do menor, A polícia prossegue nas investigações para identificar outros envolvidos.

Para chegar aos suspeitos, os policiais rastrearam as imagens com as mensagens ofensivas e fizeram buscas nas redes sociais para identificar as páginas dos envolvidos. Também foram solicitados dados cadastrais e números de IPs ao Facebook.

A pena para quem comete esse tipo de crime é de dois a cinco anos, além de multa. No caso do adolescente, ele responde por ato infracional, podendo, a critério da Justiça da Infância e da Juventude, responder a alguma medida socioeducativa.
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– Racismo contra a Maju. Outro caso no Brasil? #SomosTodosMajuCoutinho

#SomosTodosMajuCoutinho

Um bobão e sua turma postaram palavras racistas contra a jornalista Maria Julia Coutinho (Maju, como é carinhosamente chamada), que apresenta a previsão do Jornal Nacional na Rede Globo.

Escreveram sobre ela::

Só conseguiu emprego no ‘Jornal Nacional’ por causa das cotas. Preta imunda (…) Alguém poderia jogar um biscoito para ela, logo? (…) Preta catinguenta (…) Parece uma tampa de toddy (…)”, entre outras coisas.

Um sujeito que pensa dessa forma pode viver integrado à sociedade?

Só existe uma raça: a raça humana, na qual todos somos iguais perante Deus e perante a Constituição.
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