– Como Viveram os Fundadores do McDonald’s?

A cadeia internacional de fast food McDonald’s tem esse nome devido aos seus fundadores. Mas antes do sucesso se tornar global, venderam a rede de lanchonetes e não ficaram bilionários (milionários, sim)!

Um caso de empreendedorismo e oportunismo do comprador,

Extraído de Superinteressante, Ed Março 2012, pg 51.

OS VERDADEIROS MCDONALD’S

Os irmãos Dick e Mac McDonald criaram o conceito de fast food e abriram sua primeira lanchonete em 1941, na Califórina. A ideia fez um sucesso moderado até que, na década de 1950, outra pessoa teve uma ideia. Ray Kroc, que vendia máquinas de milkshake para os irmãos MdDonald, propôs que eles abrissem franquias pelos EUA. Em 1958, já eram 34 restaurantes, e mais 68 foram abertos só em 1959. Mas aí, em 1961, os irmãos resolveram vender sua parte no negócio para Kroc – que pagou o equivalente a US$ 19 milhões em valores de hoje. Um belo dinheiro, com certeza. Mas um péssimo negócio. A rede se transformou numa multinacional gigantesca, com mais de 33 mil lanchonetes espalhadas por 119 países e faturamento de US$ 24 bilhões por ano. E os irmãos McDonald viram outra pessoa ficar multibilionária explorando a ideia e o nome deles. Mac morreu em 1971, e Dick, em 1998.

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– O Uso da Neurociência na Publicidade: Como Vender Mais!

Veja que bacana: Martin Lindstrom, especialista em neuromarketing, conta as artimanhas para fazer com que o consumidor sinta atração por determinados produtos. Imperdível!

Você cai nessas jogadas ou resiste?

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI270130-16642,00-O+MARKETING+ESTA+NU.html

O MARKETING ESTÁ NU

Por que será que grifes como a cobiçada Abercrombie usam imagens de modelos sarados e seminus para vender jeans e roupa de baixo para um público-alvo predominantemente formado por homens heterossexuais? Quem lançou o estilo foi a Calvin Klein, no início dos anos 90. Vinte anos depois, a fórmula está consagrada, mas a maioria dos homens jamais admitiu que essas imagens de teor sexual evidente têm influência em suas decisões de compra. Uma recente pesquisa de neuromarketing lançou mão de exames de ressonância magnética para descobrir como o cérebro masculino é afetado por essa visão.

Dezesseis voluntários, oito héteros e oito gays, assistiram à apresentação de cinco imagens de bonitões fotografados de sunga ou samba-canção. Todos eles tiveram duas áreas relevantes do cérebro afetadas: uma relacionada à excitação provocada visualmente e outra relacionada ao esforço para dissimular ou mentir. A diferença é que esta segunda área foi mais estimulada no caso dos heterossexuais.

A propósito de revelações que as empresas preferem guardar para elas, o metrossexualismo já avançou mais do que se imagina. Segundo um insider da indústria de produtos de consumo, 15% de todos os homens nos Estados Unidos depilam suas “partes privadas” – e a tendência é de crescimento. Não é à toa que já há redes de supermercado criando “áreas masculinas”, onde homens em busca de produtos de beleza podem circular à vontade. “De modo similar, a Procter & Gamble hoje procura garantir que os cosméticos para homens e para mulheres sejam expostos em corredores diferentes, de modo que o comprador masculino independente não se sinta desconfortável ou emasculado ao apanhar um creme facial ou um suavizador de olheiras enquanto a mulher a seu lado escolhe um batom”, escreve Martin Lindstrom, um consultor dinamarquês especializado em gestão de marcas, em seu novo livro, Brandwashed (“Truques que as companhias usam para manipular nossas mentes e nos persuadir a comprar”).

US$ 100 bilhões é o tamanho do mercado de data mining, um negócio global devotado a rastrear e analisar o comportamento do consumidor, de modo a criar possibilidades de persuasão e manipulação

Tops infantis com enchimento –

Depois de explicar o uso da neurociência no mundo da publicidade em Buyology (“A lógica do consumo”, em português sem graça), e entrar na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo, Lindstrom ressurge com uma nova persona literária. Sai de cena o guru do branding. Entra o marqueteiro arrependido, disposto a apontar um dedo, por exemplo, para fabricantes de produtos que, literalmente, viciam. Doritos e Red Bull, claro. Mas até protetores labiais. “Quantas vezes por dia você aplica essa coisa grudenta? Cinco? Dez? Vinte e cinco?” pergunta Lindstrom. “A menos que viva no Ártico, não é possível que seus lábios estejam tão rachados que você precise reaplicar de hora em hora.” Há pelo menos dois culpados pelo vício. O mentol, “um ingrediente não essencial adicionado a muitas marcas de gloss, [que] embora não seja perigoso por si só, pode ser um formador de hábito”, e o fenol, “um ácido carbólico que pode na verdade ressecar nossos lábios ao interferir na habilidade natural das células da pele de produzir sua própria umidade”. Em outras palavras, “quanto mais protetor labial você usa, mais precisa usar”.

Até chegar à idade de se preocupar com lábios ressecados, o consumidor já foi alvo de muitas outras artimanhas. Possivelmente desde a infância – a palavra reconhecida por mais bebês no mundo todo hoje é McDonald’s. Certamente na pré-adolescência. Meninos e meninas estão alcançando a puberdade, em média, um ano mais cedo que nas décadas passadas. E daí? “Bom, puberdade significa produtos – lâminas e espuma de barbear, gel para acne, desodorante”, afirma Lindstrom. De 2007 para 2009, a porcentagem de garotas de 8 a 12 anos que usavam maquiagem no rosto e nos olhos quase dobrou. A Abercrombie – de novo ela – não resistiu à tentação e andou vendendo tops com enchimento para meninas de 8 anos. Pouco sutil? Não, se comparada a uma rede varejista britânica que criou um kit com uma “dançarina do poste” para mocinhas de 10 anos e ainda escreveu no rótulo: “liberte a gatinha sexy que há dentro de você”.

Quando se preparava para lançar a marca Axe, a Unilever mobilizou seus marqueteiros em diversos países para rastrear homens em modo de sedução. Descobriu, por exemplo, que homens pensam em sexo, em média, 32 vezes por dia. Pesquisadores da companhia acompanharam centenas de marmanjos em noitadas de pegação e, com base na observação, definiram seis perfis masculinos: o predador, o talento natural, o homem para casar, o amigão, o novato inseguro e o novato entusiasmado. Com os dois últimos na mira, os publicitários criaram uma campanha nada sutil, mas bastante precisa. Comerciais de TV em que nerds irrecuperáveis eram literalmente atacados pelas garotas mais quentes da balada transformaram Axe na marca masculina de desodorante número 1 dos Estados Unidos em 2006. “Entretanto, o tiro certeiro inicial logo começou a sair pela culatra”, lembra Lindstrom. Axe passou a ser vista como uma marca para moleques cheios de espinhas desesperados para se dar bem com as meninas.

Pastas de dente com atum –

Em Brandwashed, Lindstrom mergulha no “mundo de US$ 100 bilhões do data mining (…), um enorme e rapidamente crescente negócio global devotado a rastrear e analisar o comportamento do consumidor e então categorizar, resumir e amaciar esses dados, de modo que possam ser usados para nos persuadir e, em algumas ocasiões, nos manipular para que compremos produtos”. Para ter uma ideia da relevância dessa atividade, saiba que o Walmart opera hoje um banco de dados muitas vezes maior que o do governo americano. É graças a ele que a cadeia supermercadista sabe que quem compra uma boneca Barbie tem 60% mais chances de comprar um em três tipos de barra de chocolate. Ou que pastas de dente e latas de atum são frequentemente compradas juntas.

É com esse tipo de dados que se projetam as lojas de maneira a estimular o consumo. Minerando dados de cartões de fidelidade, descobriu-se que consumidores que se movem em sentido anti-horário gastam, em média, dois dólares a mais a cada compra (porque a maioria de nós é destra e tem mais facilidade para apanhar os produtos se a mão direita é que está mais perto das gôndolas enquanto caminhamos). Por isso, a entrada das lojas mais espertas está sempre à direita de quem olha o supermercado de frente.

38% é o quanto crescem as vendas em lojas de
departamento que tocam música romântica

Você talvez já tenha ouvido falar de Muzak, o nome que se dá à popular música de elevador. Pois ela se transformou numa empresa que oferece a varejistas do mundo todo 74 programas musicais renováveis, divididos em dez categorias – o suficiente para criar trilhas sonoras para cerca de 100 milhões de pessoas por dia. Já reparou na preferência dos supermercados por baladas românticas de andamento arrastado? É que consumidores embalados por música lenta compram 17% mais em supermercados e 38% mais em lojas de departamento. Em praças de alimentação, ao contrário, o ritmo é animado. Mais batidas por minuto nos fazem mastigar mais depressa.

Compras virtuais são ainda mais coreografadas. “No ano passado, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, descobriram que uma proporção significativa dos 50 mil sites mais visitados na web estavam engajados de alguma maneira em rastreamento comportamental – com alguns empregando até mesmo uma análise conhecida como ‘farejamento da história’, que remexe nossa navegação passada para descobrir que sites visitamos nos últimos meses ou mesmo anos”, escreve Lindstrom. Não só a nossa. “Não deveria ser surpresa, dado o tempo que a molecada de hoje gasta online, que os mineradores de dados estejam coletando informações sobre crianças a partir de 4 ou 5 anos de idade.” E eles estão dormindo no ponto. De acordo com a AVG, uma empresa de segurança na internet, 92% das crianças americanas já têm uma “pegada digital” antes de completar 2 anos. “É verdade”, afirma Lindstrom. “Vivemos em uma sociedade pós-privacidade.”

– As 12 profissões do futuro

De “Consultor de Longevidade” a “Coaching”; de “Gestor de Moda para Avatares” a “Fazendeiro Digital”. E, claro, outras novas profissões para todos os gostos surgirão no futuro!

Um especial do “O Estado de São Paulo” trouxe a discussão sobre os ofícios previstos para meados do século XXI, além das tendências profissionais dos novos tempos.

Vale a pena dar uma lida. O link original está em: https://arte.estadao.com.br/focas/estadaoqr/materia/conheca-12-profissoes-do-futuro-de-consultor-de-longevidade-a-fazendeiro-vertical

Novas profissões vão bem além das que são estritamente ligadas à tecnologia: já ouviu falar em programador de entretenimento pessoal?

– As “empresas virtuais” têm dilemas muito diferentes das demais?

Olha que bacana: a Revista Época trouxe uma matéria interessante sobre inovação e inovadores no mundo virtual, além das dificuldades que elas possuem no dia-a-dia, especialmente em relação aos rumos e a concorrência.

Abaixo, extraído de: http://is.gd/1o4SW7

AS EMPRESAS DO MUNDO DIGITAL NÃO SÃO TÃO DIFERENTES ASSIM

Elas têm a fama de ser irreverentes e inovadoras. Na realidade, sofrem dos mesmos dramas que todas as corporações

por Rafael Barifouse

Toda empresa digital que se preze narra uma história épica para definir sua origem. É a garagem onde Steve Jobs e Steve Wozniak criaram o primeiro computador pessoal e a Apple. O encontro fortuito entre Larry Page e Sergey Brin, a dupla do Google, na Universidade Stanford. Ou a solidão de Mark Zuckerberg em seu dormitório de Harvard, onde nasceu o Facebook. Seus fundadores costumam proclamar-se ícones de novas corporações, cujos princípios misturam a informalidade nos trajes e os ideais comunitários da contracultura à ambição inovadora e à competitividade dos grandes empreendedores. O mundo corporativo tradicional é visto como um ambiente de torpor e sisudez. Os empreendedores digitais nunca estão interessados apenas no negócio – querem mudar o mundo. Tal narrativa costuma vir embalada em palavras de ordem e slogans revolucionários – “Pense diferente”, da Apple; ou “Não seja mau”, do Google. “É uma promessa atraente. Entretanto, sugere uma nova leva de livros de negócios, essas corporações não agem de modo tão diferente. Elas podem não ser exatamente más, mas sua abordagem da influência e do crescimento persegue um caminho bem repisado, implacável”, escreve na revista The New Yorker o jornalista Nathan Heller. “Atrás delas, paira a sombra pesada das empresas disseminadas, gananciosas e tacanhas de outrora.”

Um dos livros recentes é A eclosão do Twitter (Companhia das Letras), de Nick Bilton, repórter e colunista do jornal The New York Times. Até há pouco tempo, a lenda original do Twitter era narrada assim: Jack Dorsey era engenheiro da Odeo, uma empresa de rádio on-line à beira da falência que pedira aos funcionários ideias em busca de uma salvação. Dorsey propôs um sistema de mensagens em que o usuário informava o que fazia. A ideia, prossegue a lenda, surgiu quando ele era criança – e voltou anos mais tarde, quando viu um sistema parecido em táxis.

Essa versão da gênese do Twitter foi reproduzida por toda reportagem que tentou narrar as transformações trazidas pelas mensagens de 140 caracteres. Bilton conta que não foi bem assim. Ele relata uma criação bem mais colaborativa. Dorsey teve a ideia, mas não teria feito nada com ela se o criador da Odeo, Noah Glass, não o tivesse estimulado. Foi Glass quem batizou a empresa e deu ênfase à conexão de pessoas. Evan Williams ajudara Glass, seu amigo, a abrir a Odeo com o dinheiro ganho com a venda da rede de blogs Blogger ao Google. Foi sob seu comando que o Twitter se converteu numa forma de compartilhar o que ocorria no mundo, por meio de informações e  notícias, não apenas relatos narcisistas do tipo “o que estou fazendo”. Como instrumento de mobilização no Oriente Médio e canal de notícias em tempo real, o Twitter ganhou fama mundial. Por fim, Biz Stone, o quarto cofundador, foi seu eixo moral. Lutou para manter o serviço politicamente neutro, ao negar pedidos do governo por informações dos usuários. Sem qualquer um dos quatro, o Twitter dificilmente seria o que é hoje. “Esse tipo de mito é comum no Vale do Silício”, diz Bilton. “Um cara diz que teve uma ideia no bar e, anos depois, ela vira  um negócio bilionário. Raramente é verdade. As pessoas contam essa história para aparecer bem na foto, mas normalmente é algo construído por um grupo. Quando a lenda funciona, essas pessoas ganham o poder que buscavam.”

Como quase sempre acontece quando há poder e dinheiro envolvidos, disputas pelo controle do Twitter se seguiram. De forma intensa para os padrões do Vale do Silício. Considerado inapto para gerir a empresa, Glass foi tirado do comando por Williams, com apoio de Dorsey. Foi apagado da história do Twitter. Dorsey assumiu a presidência, e não fez um bom trabalho. Insatisfeito, Williams obteve o apoio de investidores para demitir o amigo e assumir o posto. Magoado, Dorsey peregrinou pela imprensa contando a origem do Twitter como seu grande protagonista. Depois levou a cabo a segunda parte da revanche. Como Williams demorava para decidir e tinha um fraco por contratar amigos, deixou insatisfeitos os investidores. Dorsey captou a insatisfação, a levou ao conselho e tirou Williams da presidência. Nada disso chegou ao mercado. Para todos os efeitos, o Twitter era uma típica empresa digital, repleta de mentes brilhantes que mudavam o mundo enquanto jogavam videogame e pebolim. Parte disso era verdade.

Pouco depois da demissão de Williams, o rapper Snoop Dog fez um show improvisado no refeitório do Twitter. Cantava e fumava maconha, enquanto os funcionários dançavam sobre as mesas, enebriados. Quando soube da balada, Dick Costolo, o novo presidente, ficou furioso. Prometeu que seria a última vez que algo assim ocorreria. “Está na hora de o Twitter crescer”, afirmou. Desde então, o número de usuários mais que dobrou (para 550 milhões), a receita multiplicou-se por dez (hoje são US$ 583 milhões por ano), e os funcionários fora de 200 para 2.300. No início de novembro, o Twitter entrou na Bolsa de Valores com valor de US$ 25 bilhões.

A transição da adolescência para a fase adulta corporativa parece ser inescapável às companhias digitais. Nesse período, jovens empreendedores descolados se transformam em capitalistas preocupados com prazos, resultados e capitalização da companhia. A lenda original desvanece e dá lugar à gestão profissional e aos conflitos de acionistas. Mas o mito original ainda circula, como imagem externa (e eterna) da empresa.

Dois outros livros citados por Heller – um sobre a Amazon, outro sobre a disputa entre Apple e Google – revelam que o exemplo do Twitter não é exceção. Os fundadores dessas companhias se consideram sujeitos excepcionais, que abriram empresas para criar um jeito novo de fazer negócios e mudar o mundo. Aos poucos, suas empresas foram assumindo contornos tradicionais. Seus objetivos nobres deram lugar às metas que guiam corporações desde a fundação da Companhia das Índias Orientais. Se fazem um bom trabalho, conseguem manter um verniz de irreverência, enquanto sua imagem pública se descola cada vez mais da realidade do dia a dia.

O Google afirma ter surgido com a missão de organizar e oferecer informação por meio de um sistema de busca. Hoje, mais de 90% de seu faturamento vem de uma das mais antigas fontes de receita: publicidade (foram US$ 50 bilhões em 2012). Seu lema – “não seja mau” – é uma forma de dizer que age com ética e pensa antes no interesse público. Mas a ética do Google foi questionada neste ano, quando a presidente do Conselho de Contas Públicas do Reino Unido, Margaret Hodge, acusou a empresa de vender publicidade por meio da filial na Irlanda e receber por isso pela filial nas Bermudas, para evitar pagar de impostos. Também não parece ter pensado no interesse público quando foi flagrada bisbilhotando a conexão de internet de americanos enquanto seus carros fotografavam as ruas para seu serviço de mapas.

Em Dogfight: como Apple e Google foram à guerra e começaram uma revolução, o autor Fred Volgstein adiciona outro fato desabonador à biografia da empresa. Conta como Steve Jobs sentiu-se traído com o lançamento do sistema de celulares Android pelo Google. Larry Page e Sergey Brin, seus fundadores, se consultavam com Steve Jobs. Eric Schmidt, presidente do Google na época, era membro do conselho da Apple e assegurara a Jobs que fazer programas para o iPhone era mais importante do que o Android, um projeto secundário. Sentindo-se traído, Jobs prometeu ir à guerra com o Google. Não adiantou. O Android lidera como software para smartphones, com 80% do mercado.

A Apple não escapa ilesa no relato de Volgstein. A empresa – que cresceu sob o slogan “Pense diferente” – ganha dinheiro com versões aperfeiçoadas de produtos criados por outras companhias. O iPod, diz Volgstein, surgiu três anos depois que o mercado de tocadores de música fora desbravado pela fabricante Rio. Nem o iPhone foi o primeiro smartphone nem o iPad o primeiro tablet – embora ambos tenham inventado seus respectivos mercados. Volgstein diz que a Apple se promove como uma marca que incentiva o livre-pensamento e a criatividade, quando, na verdade, é uma empresa paranoica por controle, que patenteia tudo o que pode para bloquear a concorrência. A liberdade proporcionada por seus produtos não se reflete em sua forma de fazer negócio. O livro conta como Jobs optou por um tipo incomum de parafuso, para que só técnicos credenciados pela Apple fossem capazes de abrir seus produtos. Até mesmo a imagem visionária de Jobs sai arranhada. Ele não gostava de lidar com empresas de telecomunicação nem da ideia de unir um telefone a um tocador de mídia. Teve de ser empurrado a fazer o iPhone, assim como a incluir a letra “i” no nome do aparelho. Mesmo os computadores brancos, hoje ícones da Apple, foram, de início, recusados por ele.

Um dos principais capitalistas de risco americano, John Doerr dá um conselho aos empreendedores: “Seja missionário, não mercenário”. Entre os beneficiários do dinheiro (e dos conselhos) de Doerr está Jeff Bezos, da Amazon. Em The everything store, o jornalista Brad Stone conta como Bezos acredita seguir o mantra de Doerr ao estabelecer como missão da Amazon simplificar o comércio eletrônico. A Amazon transformou o comércio on-line numa indústria bilionária. Conquistou admiração por seus preços baixos e eficiência – e virou um gigante global que fatura US$ 75 bilhões por ano. Mas o livro sobre a Amazon mostra como ela pode ser agressiva.

Um episódio foi a compra da Quidsi, dona do site Diapers.com, de produtos para bebês. Depois que sua oferta foi recusada, a Amazon baixou em 30% os preços de seus produtos para bebês. A Quidsi reajustou seus valores. A Amazon baixou ainda mais os dela, arcando com milhões de dólares em prejuízo. A Quidsi cedeu. A postura belicosa da Amazon é tão conhecida no mercado de tecnologia que os investidores seguem uma regra: só investir em empresas que não estejam no caminho de Bezos. A atitude hostil não começa da porta da empresa para fora. Stone retrata  a Amazon como um lugar difícil de trabalhar, onde a retenção de funcionários é a menor entre as companhias de tecnologia. Segundo ele, isso reflete uma cultura em que todos são incentivados a desafiar uns aos outros. Bezos é o primeiro a deixar a civilidade de lado. É descrito como bem-humorado e cativante, mas é capaz de explodir se algo sai errado, de dizer: “Você é preguiçoso ou só incompetente?” ou “Desculpe-me. Será que tomei minhas pílulas de estupidez hoje?”. Bezos pode ser visionário, mas age como um tirano da velha guarda. Isso não quer dizer que seja uma farsa. Os criadores de Google, Apple, Amazon e Twitter realmente acreditam trabalhar por um objetivo maior. O equívoco é pensar que seus ideais se refletem nas práticas corporativas.

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– E se nossa cabeça de hoje estivesse no corpo de ontem? Ter uma mente jovial e sadia!

Calma, não é nenhuma analogia a experimento ou metamorfose qualquer que abordarei. Falarei sobre ter a experiência de vida e a sabedoria sensata que se tem quando mais maduro, somada com a disposição, ânimo e vigor da juventude. Para muitos, “cabeça de 40 num corpo de 20”!

Fico pensando: eu não fiz nada grave ou de muito errado na minha fase jovem (embora eu ainda seja jovial de alma). Sempre procurei ser ponderado, mesmo com os impulsos normais da mocidade. Mas com 43 anos, a gente está mais calejado e reflete muitas coisas ao ver jovens radicais, que não viveram ainda nada na vida, debatendo política, por exemplo, como se fossem “senhores da razão”.

Aí eu me auto-questiono: se eu vejo os erros do excesso da imprudência e falta de vivências dos moços, me cobro para ter ouvidos sempre abertos aos mais velhos que já viveram coisas que eu não vivi.

Isso não significa ser antiquado ou retrógrado, mas sábio e prudente. E lembrando: claro que os jovens tem boas ideias, criatividade e visões inspiradoras – e isso deve ser valorizado sempre! Mas conciliar a experiência com a jovialidade é o ideal!

Assim, repito: a maturidade ajuda a otimizar as “visões de mundo” que temos, e a juventude nos dá fôlego / hormônios / ímpeto para colocar as coisas em prática.

É por isso que devemos ter um espírito jovem, hoje e sempre, para nunca nos acomodarmos em nosso conhecimento contínuo e nos propósitos da vida.

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– Os produtos Nestlé em Loja Própria, dentro do novo modelo de negócio da marca.

Que legal: vem aí o “Empório Nestlé” uma “loja de fábrica” dentro da sede da Nestlé que conterá inclusive produtos para animais de estimação!

Um modelo de negócio ousado e diferente, para quem é reconhecido em chocolates e outros produtos alimentícios.

Abaixo, extraído de UOL Economia, em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/07/04/nestle-inaugura-emporio-produtos-nova-sede.htm

NESTLÉ E SUA LOJA PRÓPRIA

A Nestlé inaugurou uma loja aberta ao público em sua nova sede, na zona sul de São Paulo. No local, são vendidos produtos próprios e de marcas parceiras, como L’Oréal, Roots to Go, Terra Fértil, Life Mix, Sodiê e The Body Shop. Os preços, segundo a empresa, são os mesmos do mercado.

Segundo a empresa, o Empório Nestlé tem mais de 1.500 tipos de produto, como chocolates, cafés, produtos lácteos, cereais, bebidas, achocolatados, linha de nutrição infantil e alimentos para pets, entre outros.

O consumidor também pode comprar pelo site e retirar no empório duas horas após a confirmação do pedido. A empresa faz entrega da compra em um raio de até 15 km de distância da companhia.

De janeiro a abril, a empresa manteve aberta ao público uma iniciativa semelhante, a Loja Nestlé, que funcionava na antiga sede da companhia, na avenida Chucri Zaidan. Antes disso, a loja era restrita aos funcionários.

Onde encontrar:
Endereço: Av. das Nações Unidas, 17.007, torre Alpha, 1º andar, Santo Amaro, São Paulo
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 9h às 12h
Mais informações: emporionestle.com.br

Nestlé abre o Empório Nestlé, com produtos da marca e de parceiros, em São Paulo Imagem: Divulgação

– O Sucesso dos Inovadores e Empreendedores Fracassados

Raymond Kurzweil, um dos futurólogos mais renomados no mundo da Administração de Empresas, fala sobre o sucesso e o fracasso de empreendedores inventores. E ressalta: o fracassado, no Brasil, era rotulado e praticamente fadado ao ostracismo; mas, hoje, os que passam pela experiência do fracasso acabam usando da experiência negativa para evitar novos erros no futuro. E avisa: a prática da inovação deve começar desde a infância!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI137055-16363,00-COMO+INVENTAR+SEGUNDO+O+INVENTOR.html

COMO INVENTAR, SEGUNDO UM INVENTOR

O termo singularidade, quando aplicado à tecnologia, designa um momento em que os homens superarão os limites da biologia. Farão isso a partir dos avanços em áreas como a genética e a nanotecnologia, que permitirão às pessoas desenvolverem uma inteligência sobre-humana, fundindo-se com as máquinas. Nesse instante, serão eternas. Essa ideia, por mais ficcional e maluca que pareça, tem defensores aguerridos. O inventor americano Raymond Kurzweil, 62 anos, é o mais notório deles e até estabeleceu uma data para essa guinada: 2045.

Formado pelo MIT, Kurzweil é um futurista com currículo realista. Criou o primeiro sistema computacional de reconhecimento de voz, e um sintetizador musical histórico, comprado por Stevie Wonder. É, contudo, tão inventivo quanto polêmico. Sonha, por exemplo, trazer seu pai, Fredric, morto em 1970, à vida. Para tanto, usaria amostras de DNA e um sistema de inteligência artificial estruturado a partir de reminiscências de sua própria memória.

Em fevereiro de 2009, Kurzweil participou da fundação da Singularity University (SU), na Califórnia, apadrinhada pelos fundadores do Google. Desde março, a instituição firmou uma parceria no Brasil, com a Faculdade de Tecnologia da Informação (Fiap), em São Paulo. Nos Estados Unidos, a SU oferece um curso de dez semanas para 80 universitários, com foco na formação de líderes empreendedores. Mas Kurzweil crê que essa preparação deva começar na infância. De que forma? O inventor responde: “É preciso que as crianças tenham prazer em aprender e o façam conectando diferentes habilidades”, disse a Época NEGÓCIOS. Kurzweil cita o exemplo de seu filho. Aos 13 anos, ele envolveu-se em um projeto que resultou no primeiro website de um escritório de advocacia do mundo. “A maior parte de projetos como este não terá êxito. Calculo que dois em cada 100 resultem em sucessos como o Facebook ou o Google. Mas é importante mostrar aos jovens que eles podem correr riscos”, diz. Em inovação, o americano crê que o Brasil pode se beneficiar se souber estimular crianças e jovens. “Muitas sociedades encaram a falha como vergonha. Isso não acontece nos Estados Unidos e no Brasil. As pessoas estão abertas a tendências e isso é positivo”, afirma Kurzweil, autor de livros como A Era das Máquinas Espirituais e The Singularity Is Near (“A singularidade está próxima”).

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– O gênio Maurício de Sousa, o sucesso da Turma da Mônica e os preparativos para a sucessão na empresa.

Tive uma oportunidade de bater-papo despretensiosamente com Maurício de Sousa. Encontrei-o na fila de espera do seu carro num hospital, e eu estando acompanhado da minha filha mais velha Marina (o mesmo nome da personagem criativa dele), foi super atencioso e simpático.

Pois bem: às vésperas do filme “Laços”, onde os personagens serão de carne e osso, a Revista Superinteressante trouxe uma matéria bacanérrima sobre seu grupo de entretenimento e os preparativos para a sucessão de Maurício.

Vale a pena a leitura, para administradores, empreendedores e apaixonados por quadrinhos!

Abaixo, em: https://super.abril.com.br/especiais/o-plano-realmente-infalivel-de-mauricio-de-sousa/

O PLANO REALMENTE INFALÍVEL DE MAURICIO DE SOUSA

Ele criou um dos maiores impérios de quadrinhos do mundo. Agora, prepara a Turma da Mônica para crescer sem ele.

Aos 83 anos, Mauricio de Sousa ainda vai trabalhar todos os dias no estúdio. O desenhista veterano divide as energias entre seus dez filhos – muitos dos quais trabalham com ele – e seus mais de 400 personagens. Hoje, sua Turma da Mônica é uma espécie de patrimônio nacional. Nos 60 anos desde a fundação da Mauricio de Sousa Produções, seus produtos ajudaram a alfabetizar algumas gerações de brasileiros – e ergueram um império que vendeu mais de 1 bilhão de gibis.

Mas o mundo mudou desde que Mauricio publicou sua primeira tirinha no jornal, claro. A quantidade de pessoas que ainda compram jornais e revistas em papel diminui exponencialmente. As crianças, seu principal público, hoje já nascem com tablets na mão e parecem cada vez mais distantes dos gibis. A sociedade ficou muito mais alerta com os conteúdos voltados para os pequenos – hoje é difícil encontrar pais a fim de que seus filhos tenham como exemplos crianças que não tomam banho ou batem no coleguinha.

Sem falar que todo esse império foi construído a partir e por meio de uma só pessoa: o próprio Mauricio de Sousa. Ele criou a turminha sozinho, mesclando lembranças da infância com exemplos que via dentro de casa, de seus próprios filhos. Começou a empresa – a antiga “Bidulândia” – em uma salinha na Folha de S.Paulo. Mais do que isso. Foi da cabeça dele que surgiram todas as ideias de expandir a marca – de licenciar embalagens de tomate até erguer um parque temático. Mas existe um limite para Mauricio de Sousa – e ele é biológico.

O futuro chegou para a Mauricio de Sousa Produções. Chegou para o seu fundador. E eles poderiam ter ficado no passado, mas não ficaram. Entenda por quê.

Do interior para o mundo

Começou quando “Mauricinho” tinha 11 anos e morava em Mogi das Cruzes, SP. O garoto, que aprendeu a ler com gibis, perguntou ao pai se dava para viver só de fazer desenho. Seu velho também era artista – poeta, repentista, músico. Seu Antonio de Sousa tentou carreira em todas essas áreas, mas nada deu certo. Para sustentar a família, acabou fundando um barbearia. “Quando falei que queria seguir uma carreira artística, meu pai me deu um conselho duro para me alertar, avisar que eu ia ter problemas como ele teve: estude, desenhe… mas sempre administre o seu negócio”, conta Mauricio.Aos 14 anos, ilustrando informes publicitários, Mauricio já pagava o aluguel da casa em que morava com os pais. Quando fez uma ilustração para o suplemento esportivo do único jornal da cidade, veio seu grande insight: trabalhar em jornais poderia ser seu futuro. Fazia sentido: as propagandas com que trabalhava eram esporádicas. Já jornais diários exigiam desenhos variados a cada edição – a oportunidade ideal para quem queria viver daquilo.

Com isso em mente, já com 19 anos e morando em São Paulo, em 1954, Mauricio pegou seus desenhos e foi até a Folha da Manhã – publicação principal do que hoje é a Folha de S. Paulo. “Vim atrás de uma oportunidade como desenhista!”. O diretor de arte do jornal olhou a pasta com os trabalhos e foi categórico: “Desista”.

Pesou. Mauricio saiu do encontro desolado. Ainda nos corredores da Folha, a tristeza do menino chamou a atenção de um repórter, Mário Cartaxo. Ele quis saber o que um menino quase aos prantos estava fazendo ali.

Mauricio saiu desse papo com um emprego – de copidesque, uma espécie de revisor dos textos da redação. Mas poderia ter sido de qualquer outra coisa. O conselho de Mário era justamente esse: que o rapaz aceitasse qualquer oportunidade, e fosse tentando se aproximar dos desenhos a partir dali.

Pouco depois, Mauricio virou repórter policial da Folha. Depois de ilustrar várias matérias para o jornal (incluindo as cenas de crimes sobre os quais escrevia), foi só em 18 de julho de 1959 que ele chegou mais perto daquilo que realmente queria. Ganhou a chance de publicar sua primeira tira, na Folha da Tarde.

Não nascia, ainda, a baixinha de vestidinho vermelho. O primeiro protagonista de Mauricio foi Bidu, um schnauzer cinza – nem azul ele era ainda. O dono do cãozinho, Franjinha, também estava lá, mas como coadjuvante. A tira marcou a estreia oficial do jovem desenhista no mercado de quadrinhos.

O impacto da Mônica

Depois de Bidu e Franjinha, o leque de personagens cresceu, com Horácio, Piteco, Titi e Jeremias. Em 1960, nascia o Cebolinha, inspirado em um galotinho da infância de Mauricio, em Mogi das Cruzes, que também trocava as letras.

O primeiro problema? Seus personagens eram todos homens – à exceção de Maria Cebolinha, que era apenas um bebê. Pegou mal. Um dos seus colegas na Folha chegou a dizer: “Você parece misógino…”. Mauricio foi procurar no dicionário o que a palavra significava. Não gostou do que leu.

E encontrou a solução dentro de casa: Mônica, uma de suas filhas. Nos quadrinhos, a menina se tornaria a nêmesis baixinha, gorducha e dentuça do Cebolinha. E ela chegou se impondo: “A Mônica é uma menina que, já naquela época, nasceu empoderada. Nos anos 1960, as mulheres queriam alguém que as representasse, que comandasse e reagisse. A Mônica virou a dona da rua a pedido dos próprios leitores.” É o que diz a própria… Mônica. A de carne e osso. Mônica Spada e Sousa é, hoje, diretora executiva da MSP.

Com a Mônica, as tirinhas viraram gibi para valer. A primeira revista da baixinha surgiu em 1970. Com uma tiragem de 200 mil exemplares, era o maior número de impressões para um personagem nacional.

-(Victor Kahn/Superinteressante)

Nessa época, além do gibi, Mauricio produzia tirinhas para diversos jornais. Foi ali que o desenhista percebeu que não daria conta sozinho. Começou a contratar auxiliares para fazer as etapas mais braçais do trabalho, como a finalização (veja mais abaixo). “Naquela época, não havia mão de obra especializada. Eu tinha que contratar e praticamente ‘segurar na mão’ para explicar o estilo e o traço que queria. Criei, aos poucos, uma equipe que realmente conseguisse me ajudar.”

Ele se lembra claramente da primeira vez em que outra pessoa escreveu um roteiro da turminha: “Detestei! Eu percebi que o Dudu (Alberto Djinishian) tinha jeito. Não era exatamente a mesma coisa que eu, mas tinha jeito”. Mas, então, qual foi o problema? “Não gostei do ritmo da história. Tive que puxar, explicar. Depois ele acabou sendo o primeiro a me auxiliar na parte de roteiro. Mas era algo que não queria largar de jeito nenhum.”

Conforme os personagens ganhavam visibilidade, veio o merchandising. O primeiro contrato foi com a Cica, marca de alimentos, ainda em 1970 – a primeira a levar a turminha para a TV, em uma propaganda de molho de tomate. O acordo existe até hoje – é um dos contratos mais longos de merchandising em vigência no mundo.

Mesmo com o sucesso todo, Mauricio não esqueceu o conselho do pai. Criou regras duras para proteger seus personagens – e seu público: “Um personagem não pode aparecer com uma lata de extrato de tomate na mão, ou com outro produto qualquer”, explica. “Eles podem aparecer na embalagem de qualquer licenciado, mas nem ali eles estarão usando os produtos. Isso seria avançar o sinal. Nunca tivemos propagandas que pudessem ser consideradas subliminares ou abusivas.”

À medida que a Mônica e seu universo cresciam, Mauricio foi obrigado a delegar cada vez mais funções. Foi o primeiro indício de que a turma estava crescendo mais rápido do que o seu criador planejou inicialmente.

E como cresceu. No auge, em 1987, a turma da Mônica vendia 5 milhões de revistinhas mensais. As únicas publicações que competiam com as de Mauricio eram as da Disney. Hoje, quase não há mais concorrência: a turminha ocupa cerca de 80% do mercado nacional de quadrinhos. Os números atuais, porém, a MSP – e a Panini, que publica os quadrinhos – não divulgam.

Limoeiro 2.0

Mauricio continua sendo um presidente ativo – mas já divide mais funções essenciais dentro da MSP do que o Mauricio do passado gostaria. O desenhista não gosta de ser chamado de centralizador: “Isso aí é palavrão!”. Ele, no entanto, admite que é ciumento. Por muitos anos, mesmo tendo pessoas contratadas para checar e aprovar cada uma das historinhas, ele ainda olhava, um a um, todos os roteiros que saíam da Mauricio de Sousa Produções. Mas isso teve que ficar para trás. Ciúmes à parte, hoje Mauricio está passando seu legado.

O primeiro pilar dessa nova MSP é a própria Mônica – a de carne e osso. Ela é a responsável, principalmente, por dois setores: comunicação com o público e internacionalização da marca.

Durante muito tempo, a MSP não falava com o público diretamente. A Turma da Mônica tinha um site simples, e só respondia mensagens de fãs nos gibis. Mas o público pedia mais. E ter um site e uma equipe digital terceirizada não era suficiente. Hoje, 12 pessoas na MSP trabalham exclusivamente com internet e redes sociais, em português e em inglês – sob o comando de Marcos Saraiva, filho da Mônica.

Falando em exterior, a aventura internacional da MSP começou, lá atrás, nas décadas de 1970 e 1980, quando os gibis começaram a ser distribuídos em outros países. Até hoje, a turminha já foi traduzida para cerca de cem idiomas.

Hoje, a coisa vai bem além de traduzir histórias em quadrinhos. Um dos maiores trunfos da MSP hoje é o Mônica Toy, que funciona em qualquer idioma da galáxia. São esquetes sem falas, só efeitos sonoros, com apenas 30 segundos e feitos para o YouTube. Seu maior público vem dos EUA e da Rússia. Hoje, eles acumulam mais de 11 milhões de inscritos no YouTube e quase 10 bilhões de visualizações.

A última invenção que Mônica Spada encabeçou, porém, tinha um propósito bem diferente: o #DonasDaRua é um projeto que busca valorizar figuras históricas femininas importantes, para servir de inspiração às pequenas leitoras do mesmo jeito que a Mônica, a personagem, faz há mais de cinco décadas.

“Fiquei horrorizada ao descobrir pesquisas que dizem que meninas, até seis anos, se acham parecidas com meninos; mas, depois disso, começam a achar que são menos do que eles”, conta a diretora. “Entendi que era nosso dever fazer alguma coisa. Acredito que temos essa obrigação em função de nossa história, já que o Maurício de Sousa criou meninas fortes em 1960.”

O #DonasdaRua, além de reforçar o papel de personagens femininas importantes para a história, organiza campanhas publicitárias, exposições de arte e palestras em escolas que trabalham a questão da igualdade entre os sexos, e estimulam meninas desde pequenas a ampliar seus horizontes.

Ares diversos

Mauro Sousa, um dos filhos mais novos de Mauricio (e alterego do personagem Nimbus), também trabalha na MSP – buscando trazer à Turma da Mônica para a vida real. Ele fundou a MSP Ao Vivo, o braço da empresa que cuida, atualmente, do Parque da Mônica.

O parque original nasceu em 1992, no Shopping Eldorado, em São Paulo, por iniciativa de Mauricio. Mas uma mistura de erros de administração e da enorme estrutura necessária para abarcar os brinquedos e os shows com personagens acabaram tornando o empreendimento inviável. Em 2010, o Parque da Mônica fechou.

No mesmo ano, Mauro Sousa entrou em cena na empresa, e resolveu tentar de novo. Só foi conseguir reabrir o parque em 2015 – dessa vez em outro shopping paulista, o SP Market – mas deu certo: o parque, reinaugurado em 2015, atrai cerca de 600 mil visitantes ao mês.

A ideia de Mauro, porém, era transformar a MSP numa empresa de espetáculos. Ele – que é ator, músico e mágico (como o Nimbus nos quadrinhos) – começou a promover shows e peças teatrais com a Turma da Mônica ao redor do Brasil… e do mundo. O Japão, os Emirados Árabes e a própria Disney já receberam apresentações originais organizados por ele, com os personagens de Mauricio.

Agora, a coisa cresceu – Mauro está nos preparos finais de uma turnê com mais de 80 apresentações, criada justamente para comemorar o aniversário de 60 anos da MSP.

O show, chamado Brasilis, quer ser um espetáculo circense futurista – a inspiração principal, claro, é o Cirque du soleil. Só que um Cirque du soleil com Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão, Chico Bento… E, falando em Chico Bento, o enredo é todo narrado pela avó do ele, a Dona Dita. O tema são as origens do Brasil vistas pelo olhar da diversidade… Que, antes de ser a palavra da vez, já era um dos temas chave dos gibis da Turma da Mônica.

Nas historinhas, há representantes para todas as etnias e particularidades: índios, negros, brancos, asiáticos, cegos, cadeirantes, crianças com síndrome de down e autismo. A lacuna mais recente a ser preenchida no “panteão” da diversidade mauricística foi em 2019, quando estreou a personagem Milena, primeira menina negra a fazer parte dos gibis da turminha.

-(Victor Kahn/Superinteressante)
Fluxo do Gibi
1A) ROTEIRO
Os roteiristas produzem um esboço completo: distribuição de quadrinhos, cenários, atitudes dos personagens, expressões e, claro, o texto. O desenho pode ser simples.1B) ANIMAÇÃO
As animações da turminha clássica e as da Mônica Toy são feitas aqui, por cerca de 13 animadores. As falas e os sons das primeiras são gravados no estúdio. Já a Toy tem toda sua sonoplastia feita pelo diretor artístico José Márcio Nicolosi.

2) DESENHO
Com o roteiro pronto, o desenhista faz os personagens no padrão e enriquece a cena com elementos gráficos. Hoje, eles podem fazer isso digitalmente ou à mão.

3) ARTE FINAL
Após aprovação da diretoria de arte, a arte final cuida do acabamento dos traços: noções de profundidade e movimento são conseguidas apenas usando traços mais finos ou mais grossos no contorno dos personagens.

4) LETRAS
Depois de postos os balões, as falas são escritas na “fonte Mauricio”. Ela imita a letra do próprio criador, e o processo de colocá-las só se tornou 100% digital em 2007.

5A) CORES
As cores são todas aplicadas digitalmente. Existem cores pré-definidas para roupas, tons de pele, fundos. Mas os coloristas podem inovar quando se trata de desenhos novos.

5B) RETÍCULAS
Os últimos detalhes da TMJ são feitos com a técnica da retícula – um processo que, basicamente, decompõe cores em pontos. Com ela, é possível fazer profundidade, texturas, sombras e brilhos apenas decompondo o preto – sem usar outras cores.

Atualmente, 25 roteiristas bolam as aventuras que chegam às revistinhas. Eles costumavam trabalhar reunidos em uma sala na MSP – até o dia em que Mauricio começou a se incomodar. O desenhista percebeu que as histórias estavam parecidas demais. Segundo ele, porque todos os roteiristas tinham vidas e realidades muito semelhantes. Solução: mandou eles para casa – para casas ao redor de todo o País. Há 20 anos, roteiristas de norte a sul trazem referências e vivências diferentes para as histórias, livres para desenhar os personagens que quiserem, e até para criar novos antagonistas ou dar maior destaque para figuras secundárias.

A liberdade é grande, desde que tudo passe pelo crivo de uma pessoa – que não é mais o Mauricio. É Marina, uma das cinco irmãs de Mônica. Nos quadrinhos, a personagem inspirada nela é desenhista. Na vida real, a filha que herdou os dotes artísticos de Mauricio acaba não desenhando. Ela é diretora de conteúdo da MSP, e coordena todos os gibis, livros e animações criadas lá dentro. “Analiso o ritmo, o layout e, principalmente, a ideia de um rascunho antes de ele virar quadrinho. Vejo se a mensagem faz sentido e se está no perfil dos personagens”, conta.

Mauricio garante que essa carta branca ele só deu para a filha. “Ela trabalha do meu lado há mais de 30 anos. Ela desenha como eu – alguns personagens, ela desenha melhor do que eu.”

Novos quadrinhos

A MSP produz 1.200 páginas originais por mês, além de versões em inglês e espanhol. Hoje, os gibis são comercializados em 30 países. Mas, mesmo com personagens sólidos, desenvolvidos por décadas, Mauricio percebeu o óbvio: que seu público estava largando os gibis cada vez mais cedo.

Não só porque o mercado de papel estava diminuindo, mas também porque os leitores estavam crescendo e migrando para aventuras mais elaboradas, como os mangás. Era preciso cativar esse público. Havia chegado a hora da turminha crescer.

A MSP, então, lançou sua primeira linha editorial inédita em 50 anos, com personagens praticamente novos. Afinal, pessoinhas de 7 anos não são iguais aos 15 anos. Novas personalidades precisaram ser desenvolvidas para cada um dos personagens clássicos. Nascia a Turma da Mônica Jovem (TMJ) que, lançada em 2008, hoje vende mais que a Turma da Mônica original.

-(Yasmin Ayumi e Victor Kahn/Superinteressante)

Mas dava para ir além. Entra aqui Sidney Gusman – o Sidão. Jornalista especializado em HQ, exímio conhecedor do mercado mundial de quadrinhos, ele entrou na MSP para pensar em projetos especiais. Sua obra-prima surgiu em 2009, ano em que a empresa comemorava 50 anos. Sidão convidou a nata dos quadrinistas brasileiros – nomes como Ziraldo, Laerte e Angeli – para criar releituras dos personagens clássicos de Mauricio de Sousa, e histórias inéditas. O especial, chamado “MSP 50”, foi um sucesso absoluto – que rendeu mais duas sequências oficiais. “Nerd adora trilogias!”, diz o editor.

Enquanto ainda eram lançados os especiais, Sidão teve outra ideia: lançar graphic novels. Narrativas longas e voltadas ao público jovem-adulto são febre fora do País, mas não havia nada grande nesse modelo no Brasil.

Mauricio titubeou. Sidão teve que tranquilizar o chefe: “Mauricio, todo mundo vai ter que jogar sob as suas regras”. Mauricio refletiu, e perguntou: “Sidney, você promete que vai cuidar bem dos meus filhos?”. O editor foi categórico: “Como se fossem meus!”.

Em 2012, estreava Astronauta Magnetar, de Danilo Beyruth, a primeira de uma série de graphics que já conta com 22 números. Gente que conheceu a Mônica na infância voltou a ler HQs. E o projeto impulsionou diversos artistas nacionais.

Hoje, Sidão é uma espécie de “pai” das graphics, que já contam com releituras de Chico Bento, Papa-Capim, Piteco, Louco, Turma da Mata e Capitão Feio – só para começar. As histórias, conforme a intenção do seu “pai biológico”, já nasceram exportáveis: o Astronauta de Danilo Beyruth está sendo adaptado pela HBO e vai virar série. A graphic Laços, dos irmãos Victor e Lu Cafaggi, é a inspiração para o primeiro filme com atores de carne e osso da Turma da Mônica – e estreia neste mês de junho.

O segredo do plano

Depois de tudo isso, resta a pergunta: o que torna a turminha tão relevante há tantos anos? “Não sei explicar… Só sei que funciona mundialmente. O Stan Lee me disse isso uma vez. O Tezuka me falou ‘continua desse jeito, não muda nada.’ O Will Eisner se perguntou ‘por que é que eu não inventei isso?’”*, conta Mauricio.

Talvez o segredo esteja no DNA dos personagens. Eles falam sobre a vida cotidiana, tão próxima quanto possível de uma infância real. O Limoeiro não é o mundo maravilhoso de Disney. O verdadeiro palco da turminha sempre foi o campinho de futebol, a padaria, etc. As intriguinhas, rivalidades e birras de qualquer grupo de crianças reais são a viga de sustentação das histórias.

Apesar de tudo isso, com o passar dos anos, a conduta de alguns dos personagens precisou mudar. Alguns dos ajustes foram capitaneadas por Mônica (a de carne e osso). “Fizemos uma parceria com a ONU Mulheres que nos fez questionar coisas que pareciam banais, tipo ‘Por que todas mães dos personagens usam avental?’ ‘Por que o Cebolinha chega em casa e a mãe que sempre está cozinhando? Aliás, por que só a mãe cozinha?’”.

Nas histórias de hoje, o Seu Cebola também faz o jantar. As mães não usa mais avental. Fora as outras mudanças, que você vê no box abaixo:

-(Victor Kahn/Superinteressante)
Mudança de planos
1) PALAVREADO
Os leitores mais vintage se lembram dos personagens da turminha xingando uns aos outros por meio de símbolos como esses. Mesmo bem abstratas, ofensas assim não aparecem mais nas histórias.
2) COELHADASO Cebolinha ainda zoa a Mônica, mas, agora, ao final da historinha, ele tem que perceber que sua atitude estava errada. Algumas palavras também foram banidas de seu vocabulário – xingamentos gordofóbicos ficaram para trás.

3) XINGAMENTOS
A Mônica ainda bate no Cebolinha – mas agora é ela quem tem de notar que essa não é a melhor solução. Além disso, nenhum dos meninos aparece mais todo arrebentado, nem com o olho roxo.

4) SEM PIXO
Cebolinha não faz mais suas “artes” no muro: ele desenha em um cartaz e vola na parede.

5) SUNGUINHA
Foi-se o tempo em que Chico Bento podia nadar pelado no riacho da Vila da Abobrinha. A ideia é não mostrar nudez infantil. Hoje, Chico veste um calção de banho na hora de se refrescar.

6) DESARMADO
Essa também é das antigas. Nhô Lau, vizinho de Chico Bento, ficava muito bravo quando o garoto invadia seu sítio para roubar goiabas. Por isso, costumava perseguir Chico com uma espingarda de sal. Hoje, lógico, menções a esse tipo de violência estão fora dos gibis.

Mauricio leva essas “correções” a sério: “Temos que respeitar o que está sendo entendido como hábito ou costume de um tempo. Devemos isso a quem nos acompanha há muito anos – aos filhos dos primeiros leitores, aos seus netos e, daqui a pouco, a seus bisnetos.”

Hoje, o bairro do Limoeiro está espalhado em gibis, mangás, graphic novels, livros, desenhos animados, parques, games, aplicativos, filmes, peças de teatro, esquetes no youtube, memes na internet e alguns milhares de produtos licenciados (inclusive as clássicas maçãs e latas de extrato de tomate).

E o que Mauricio pensa de tudo isso? “Acho que os meus sucessores vão ter uma boa brincadeira para conduzir nas próximas centenas de anos”.

MSP 60

-(Divulgação/Reprodução)

*Stan Lee (1922-2018), quadrinista histórico da Marvel, criou personagens como Homem-Aranha e os X-Men; Osamu Tezuka (1928-1989), considerado “o pai do mangá” no Japão; Will Eisner (1917-2005), lenda dos quadrinhos, empresta seu nome ao “Oscar” das HQs, o “Eisner Awards”.

– McDonalds não será mais exemplo taylorista?

Quando falamos em aula sobre o modelo Mc Donald’s de “produção em massa” ser baseado no Fordismo, que é inspirado nos princípios da rotina de Frederick Taylor (execução de tarefas simples e repetitivas), brincamos com o exemplo real de que a meta é preparar um Big Mac em 38 segundos e o atendente roboticamente perguntar: “acompanha batata-fritas, senhor?“, ou ainda: “casquinha de baunilha como sobremesa”?

Pois bem, isso tende a mudar!  Li na Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios uma entrevista com Paulo Camargo, o presidente da Arcos Dourados (que opera a marca em nosso país). O executivo disse que a transformação das lanchonetes será ampla nos próximos meses. Disse ele, em outras palavras:

1- Terão funcionários “espontâneos”, com linguagem mais descolada e treinados para falarem como o cliente lhe parecer: menos / mais brincalhão, vocabulário mais jovial / culto, aplicando a chamada cooltura. Que desafio, hein?

2- Mudança nos cardápios: a busca em lanches mais sofisticados (para concorrer com hamburgueria artesanais) e de preços mais acessíveis (para concorrer com os informais). Na reportagem, se busca mostrar que o legítimo Big Mac é melhor do que os “Big Ling” ou “Big Xing”, ou seja, as cópias! 

3- Inovação nos restaurantes: painéis multimídias para se fazer pedidos e mesas multimídias, visando o futuro.

Como eu não sou muito chegado em fast food, não passo com frequência nessas experiências. Mas que são metas ousadas, não há dúvidas.

Conseguirão?

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– Colaboração Criativa nas Empresas

Olha que interessante: como as empresas podem, em 5 passos fáceis, inovar! Ainda: 5 passos simples do empreendedorismo (com inovação, claro, pois é uma condição sine qua non).

São conselhos do especialista em empreendedorismo Michael O’Neil Bedward, extraído de: Época negócios, Ed 44, pg 30:

  • 5 PASSOS PARA AS EMPRESAS INOVAREM
  • 1.  tempo para o funcionário inovar. Crie ambientes propícios para novas ideias;
  • 2. Reduza os níveis hierárquicos na tomada de decisões. Isso confere agilidade;
  • 3. Aprove as inovações. Não restrinja a criatividade ao discurso formal;
  • 4. Estruture um departamento para gerir a inovação;
  • 5. Compre ideias criativas ou pequenas empresas com protótipos ou projetos inovadores.

5 PASSOS PARA OS EMPREENDEDORES SURGIREM

1. Atue por um tempo numa companhia criativa, para ganhar experiência e autoconfiança;

2. Monte um pequeno negócio (bedroom business) e comece a trabalhar em casa;

3. Construa uma rede de relacionamento no mundo real e na internet;

4. Faça um portfólio e convença um empresário que admira a ser seu mentor;

5. Encontre um sócio que entenda de finanças e marketing e que se apaixone por sua idéia.

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– Da Vinci incentivando as crianças (sem ele saber ou desejar).

A primeira vez que Leonardo da Vinci foi apresentado para minha filha Marina, ocorreu no desenho infantil “AS AVENTURAS DE PEABODY & SHERMAN”.

Na película, um cãozinho muito inteligente e vencedor de um Prêmio Nobel entre os humanos, adota uma criança e juntos vivem aventuras ao longo da história da humanidade. Em uma delas, conhecem Leonardo da Vinci e descobrem não só o dom da pintura, mas as invenções do gênio italiano: os protótipos de asa-delta, paraquedas e outras coisas incríveis.

Pois bem: Da Vinci continua sendo descoberto dia-a-dia, já que muitas das suas obras contém mensagens e enigmas subliminares. Além de artista e criador, um provocador!

Neste 500º aniversário de morte, a Revista Isto É trouxe uma reportagem muito bacana sobre quem foi, o legado e novidades para um dos maiores gênios criativos de todos os tempos. E para a jovem Marininha, um verdadeiro presente.

Taí uma boa dica para as crianças inventivas: apresentá-las Leonardo Da Vinci

– Gestão ou Administração de Empresas?

Admiro muito o professor Stephen Kanitz. Tenho livros dele e o sigo no Twitter (e ele me segue, dá para acreditar? Me sinto orgulhoso!).

Recentemente, ele tratou em seu blog sobre as diferenças entre “Gestão das Empresas” e “Administração de Empresas”. Para a maioria, gerir e administrar são as mesmas coisas. Entretanto, Kanitz diferencia os modos de administrar no século 21 e gerir no século 16.

Para os Administradores de Empresas, um ótimo artigo! Abaixo:

Extraído de: http://blog.kanitz.com.br/2011/03/gest%C3%A3o-ou-administra%C3%A7%C3%A3o-qual-%C3%A9-a-diferen%C3%A7a-.html?

GESTÃO OU ADMINISTRAÇÃO. QUAL A DIFERENÇA?

Por Stephen Kanitz

Administradores invariavelmente usam o termo Administração, e não Gestão. Afinal, ninguém estuda quatro anos ou mais, segue os princípios éticos e o juramento da profissão, para jogar fora o termo tão duramente conquistado.

Gestão normalmente é usado por aqueles que não são formados, e pior, que não acreditam que Administração acrescente muito valor à sociedade.

Gestão não vem de Gerar ou Gestação. Administrar não é levar a termo nove meses um projeto, como muitos acreditam.

Gestão vem de Gesto, Gesticulação. Eram aqueles que gesticulavam, que apontavam com o dedo indicador onde o carregamento de alimentos deveria ser deixado ou estocado. Coloque este fardo aqui.” “Coloque este outro ali.”

Lembre-se que administrar, controlar e cuidar dos estoques estratégicos de comida era uma das primeiras funções administrativas da humanidade.

Os “Gestores” indicavam onde os escravos deveriam colocar os fardos que estavam entregando. 

Gestores ainda usam termos como “indicadores” de produção, “apontar” uma solução, “apontamentos” de uma reunião, remanescentes da época em que administrar era basicamente apontar com o indicador a direção a seguir.

“Contratos de Gestão”, técnica que gestores adoram, são apontamentos escritos em contrato, onde “indicadores” de desempenho são previamente acordados pelo “dirigente”. Apontam com o indicador o que querem que seja cumprido. 

Isto não é Administração do Século XXI, isto é gestão do Século XVI que ainda usamos nas empresas estatais e empresas de gestão familiar. 500 anos de atraso administrativo.

Se você usa ainda o termo Gestão, cuidado. Você está mostrando para todo mundo que acredita que administrar é dar ordens para subordinados onde colocar isto e onde colocar aquilo. Mas administração moderna é muito mais do que isto, nem preciso relembrar.

Portanto, preste atenção quem são aqueles que ainda usam o termo Gestão.  E reze.

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– Simpatia ou Amolação das Empresas nas Redes Sociais? O diálogo com o cliente!

Como uma empresa pode se tornar transparente para o consumidor? Através do diálogo aberto com os seus clientes, as empresas conseguem ganhar a simpatia e a atenção daqueles que, afinal de contas, os sustentam!

John Elkington, um dos gurus da Administração de Empresas, certa vez escreveu sobre a importância dessas ações. Para ele, uma das formas das organizações entrarem em contato com as pessoas é através de redes sociais, como Twitter e Facebook.

Nós temos observados um sem número de empresas que assim procedem. Mas o que lhe parece o fato das mesmas usarem essas mesmas mídias para enviar propaganda de produtos? O contato vira Spam, aborrece e insatisfaz o cliente.

Uma das formas mais eficazes, incontestavelmente, ainda é o boca-a-boca. Independe do tamanho da empresa! A repercussão de um bom produto ou serviço acaba sendo um dos maiores índices de influência na decisão de compra. E esse tipo de mídia social, não virtual mas pessoal, pode ser visto em qualquer canto. Vá ao Centro de Jundiaí e use dos serviços de alguma loja local. Se for bem atendido, você fala aos seus amigos. Se for mal atendido, a cidade inteira saberá!

E você, o que pensa sobre os contatos das empresas: isso traz simpatia ou amolação?

Abaixo o artigo citado, extraído de ELKINGTON, John. A Voz das Empresas. Revista Época Negócios, pg 66., maio/2010:

A VOZ DAS EMPRESAS

O que se requer delas é que dialoguem nas mídias sociais de maneira franca e honesta, em vez de se buscar publicidade.

“Abrir-se é bom; fechar-se é ruim.” Ninguém esperava ouvir isso de um ex-executivo do alto escalão da Shell, mas quando Björn Edlund tomou a palavra durante o congresso “Só Meios”, sobre mídia social, sua franqueza foi brutal. Ele disse que “as grandes empresas têm a obsessão do controle, e não do diálogo”, mas acrescentou que o pensamento corporativo está começando a mudar.

Decorrida uma década de aventuras no mundo hipersaturado e prestes a entrar em colapso da Nova Economia, voltamos ao clima tenso em meados de 2009, com a realização de pesquisas sobre as implicações da nova onda de redes sociais para a transparência e a prestação de contas das empresas, bem como suas possíveis aplicações, tendo sempre a equação da confiança em mente.

Embora a presença das empresas na mídia social ainda esteja no início, são grandes as oportunidades de maior transparência, envolvimento e colaboração. O que se requer delas é que participem desse diálogo, talvez difícil, de maneira honesta e franca, em vez de usar esse canal para fazer publicidade. Na verdade, o conceito mais difícil de entender para muitas empresas é o de que é preciso assimilar uma certa perda de controle, e que deixar o diálogo fluir sem interrupções, filtros e de uma maneira que encontre seu próprio equilíbrio resultará no feedback indispensável tanto de partidários quanto de críticos.

Tome-se como exemplo a Timberland e sua plataforma Vozes do Desafio, que se abriu à discussão e às dificuldades próprias das questões fundamentais de sustentabilidade, que vão desde normas aplicáveis à mão de obra da cadeia de suprimentos até a política de mudança climática.

Mesmo as empresas mais sofisticadas passam, às vezes, por momentos difíceis quando têm de lidar com a mídia social. Quem acompanha a página da Nestlé no Facebook viu, em março, o que pode acontecer quando a empresa tenta controlar a conversa. Em resposta à exigência do moderador de que os participantes parassem de modificar os logos da empresa, um deles tentou, com muito empenho, educar a Nestlé em relação aos benefícios da mídia social. “Participar da mídia social significa abraçar o seu mercado, participar dele e cultivar o diálogo, em vez de passar sermões.” Infelizmente, o moderador não compartilhava desse ponto de vista e deu a seguinte resposta: “Obrigado pela lição de boas maneiras. Considere-se abraçado. Contudo, esta página é nossa, somos nós que criamos as regras, sempre foi assim”. Seguiu-se uma avalanche de comentários que foi acompanhada de um pedido de desculpas da empresa.

Nos dois casos, as empresas fizeram contato – a página do Facebook da Nestlé tem, por incrível que pareça, mais de 90 mil fãs ativos. O impacto de ambas também foi grande, em razão da natureza viral dos blogs e tweets. Ao final, porém, foram o tom e o estilo que deixaram a Nestlé do lado errado da equação e a Timberland, do lado certo.

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– Dicas Criativas Incomuns: para Poetas, Administradores de Empresas e à Todos que Buscam Inspiração/Inovação

Olha que bacana: Rodrigo Rezende escreveu sobre “Mentes Brilhantes” em uma edição antiga na Revista Galileu. E na matéria, defendeu que muitas vezes é preciso fazer coisas diferentes, extravagantes ou incomuns para buscar inspiração e criatividade!

Para isso, ele dá algumas dicas práticas de grandes pesquisadores para pensar melhor. São 8 conselhos:

  1. TUDO AZUL: recorra aos ambientes ou mesmo a uma folha azul para resolver problemas. Pesquisadores da Universidade British Columbia (Canadá) revelaram que a cor azul favorece aos insights. Por remeter a ambientes amplos como céu e mar, ajudaria a expandir a mente.
  2. CORRA DO VERMELHO: ele funciona como o sinal de “Pare” no semáforo. No estudo da British Columbia, ajudou na memória e atenção, mas prejudicou a criatividade, já que lembra restrição.
  3. PENSE DORMINDO: quando mais sonolento estiver, melhores ideias terá. O cansaço melhorou em até 50% o desempenho em testes de criatividade feitos pela psicóloga cognitiva Mareike Wieth, da Albion College (EUA).
  4. SONHE ACORDADO: você vive no mundo da lua? Continue assim. Uma pesquisa de Jonathan Schooler, da Universidade da Califórnia (EUA), descobriu que gente desligada se sai melhor em diversos experimentos de criatividade.
  5. SEJA CRIANÇA: criar pode ser uma brincadeira. Literalmente. O psicólogo Michael Robinson, da Universidade da Dakota do Norte (EUA), pediu que pessoas imaginassem ter 7 anos de idade. Resultado: elas se deram muito melhor em testes criativos.
  6. SOLTE O RISO: Rir é o melhor remédio. Mark Beeman e John Kounios (responsáveis pela descoberta do ponto G da criatividade) mostraram um vídeo de Stand-Up Comedy do Robin Willians para algumas pessoas e, depois, as colocaram para resolver problemas. O desempenho foi 20% melhor do que o de quem havia assistido a vídeos chatos ou assustadores.
  7. SAIA DO CAMPO: Se você quer ter uma grande ideia, fuja das áreas rurais. Físicos do Instituto Santa Fé (EUA) descobriram que mudar de uma cidade pequena para uma grande aumenta em 15% a chance de criar uma nova patente.
  8. AH, VÁ TOMAR BANHO: quem diz isso é o psicólogo Joydeep Bhattacharya, da Universidade Goldsmith (Londres). Ele descobriu que o banho aumenta a quantidade de ondas cerebrais alfa, que faz crescer a chance de você ter um insight.

E aí, gostou das dicas? Funcionariam para você?

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– A Necessidade de Malucos nas Organizações e suas idéias inovadoras

Conhece Nolan Bushnell? Ele é o fundador da Atari e ex-chefe de Steve Jobs – que sempre o admirou por ser genial e, segundo Nolan, excêntrico! Tanto que escreveu um livro chamado: Encontre o próximo Steve Jobs”.

A idéia da publicação é incentivar que executivos contratem pessoas acima da média, e essas são, na maioria “diferentes e doidas”.

Textualmente, Nolan Bushnell escreve que:

“Os chefes, em 90% dos casos, jamais contrariam um cara como Jobs. Mas a sugestão é que se contratem loucos mesmo. Quando eu tive a idéia de criar a Atari, me disseram que era loucura alguém jogar games em uma tela de TV. Fui chamado de ridículo!”.

Claro que a loucura aqui é genialidade incompreendida. Mas cá entre nós: talvez seja um misto de excesso de inteligência somado ao comportamento difícil.

O que você pensa sobre isso?

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