– Os produtos Nestlé em Loja Própria, dentro do novo modelo de negócio da marca.

Que legal: vem aí o “Empório Nestlé” uma “loja de fábrica” dentro da sede da Nestlé que conterá inclusive produtos para animais de estimação!

Um modelo de negócio ousado e diferente, para quem é reconhecido em chocolates e outros produtos alimentícios.

Abaixo, extraído de UOL Economia, em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/07/04/nestle-inaugura-emporio-produtos-nova-sede.htm

NESTLÉ E SUA LOJA PRÓPRIA

A Nestlé inaugurou uma loja aberta ao público em sua nova sede, na zona sul de São Paulo. No local, são vendidos produtos próprios e de marcas parceiras, como L’Oréal, Roots to Go, Terra Fértil, Life Mix, Sodiê e The Body Shop. Os preços, segundo a empresa, são os mesmos do mercado.

Segundo a empresa, o Empório Nestlé tem mais de 1.500 tipos de produto, como chocolates, cafés, produtos lácteos, cereais, bebidas, achocolatados, linha de nutrição infantil e alimentos para pets, entre outros.

O consumidor também pode comprar pelo site e retirar no empório duas horas após a confirmação do pedido. A empresa faz entrega da compra em um raio de até 15 km de distância da companhia.

De janeiro a abril, a empresa manteve aberta ao público uma iniciativa semelhante, a Loja Nestlé, que funcionava na antiga sede da companhia, na avenida Chucri Zaidan. Antes disso, a loja era restrita aos funcionários.

Onde encontrar:
Endereço: Av. das Nações Unidas, 17.007, torre Alpha, 1º andar, Santo Amaro, São Paulo
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 9h às 12h
Mais informações: emporionestle.com.br

Nestlé abre o Empório Nestlé, com produtos da marca e de parceiros, em São Paulo Imagem: Divulgação

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– O Sucesso dos Inovadores e Empreendedores Fracassados

Raymond Kurzweil, um dos futurólogos mais renomados no mundo da Administração de Empresas, fala sobre o sucesso e o fracasso de empreendedores inventores. E ressalta: o fracassado, no Brasil, era rotulado e praticamente fadado ao ostracismo; mas, hoje, os que passam pela experiência do fracasso acabam usando da experiência negativa para evitar novos erros no futuro. E avisa: a prática da inovação deve começar desde a infância!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI137055-16363,00-COMO+INVENTAR+SEGUNDO+O+INVENTOR.html

COMO INVENTAR, SEGUNDO UM INVENTOR

O termo singularidade, quando aplicado à tecnologia, designa um momento em que os homens superarão os limites da biologia. Farão isso a partir dos avanços em áreas como a genética e a nanotecnologia, que permitirão às pessoas desenvolverem uma inteligência sobre-humana, fundindo-se com as máquinas. Nesse instante, serão eternas. Essa ideia, por mais ficcional e maluca que pareça, tem defensores aguerridos. O inventor americano Raymond Kurzweil, 62 anos, é o mais notório deles e até estabeleceu uma data para essa guinada: 2045.

Formado pelo MIT, Kurzweil é um futurista com currículo realista. Criou o primeiro sistema computacional de reconhecimento de voz, e um sintetizador musical histórico, comprado por Stevie Wonder. É, contudo, tão inventivo quanto polêmico. Sonha, por exemplo, trazer seu pai, Fredric, morto em 1970, à vida. Para tanto, usaria amostras de DNA e um sistema de inteligência artificial estruturado a partir de reminiscências de sua própria memória.

Em fevereiro de 2009, Kurzweil participou da fundação da Singularity University (SU), na Califórnia, apadrinhada pelos fundadores do Google. Desde março, a instituição firmou uma parceria no Brasil, com a Faculdade de Tecnologia da Informação (Fiap), em São Paulo. Nos Estados Unidos, a SU oferece um curso de dez semanas para 80 universitários, com foco na formação de líderes empreendedores. Mas Kurzweil crê que essa preparação deva começar na infância. De que forma? O inventor responde: “É preciso que as crianças tenham prazer em aprender e o façam conectando diferentes habilidades”, disse a Época NEGÓCIOS. Kurzweil cita o exemplo de seu filho. Aos 13 anos, ele envolveu-se em um projeto que resultou no primeiro website de um escritório de advocacia do mundo. “A maior parte de projetos como este não terá êxito. Calculo que dois em cada 100 resultem em sucessos como o Facebook ou o Google. Mas é importante mostrar aos jovens que eles podem correr riscos”, diz. Em inovação, o americano crê que o Brasil pode se beneficiar se souber estimular crianças e jovens. “Muitas sociedades encaram a falha como vergonha. Isso não acontece nos Estados Unidos e no Brasil. As pessoas estão abertas a tendências e isso é positivo”, afirma Kurzweil, autor de livros como A Era das Máquinas Espirituais e The Singularity Is Near (“A singularidade está próxima”).

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– O gênio Maurício de Sousa, o sucesso da Turma da Mônica e os preparativos para a sucessão na empresa.

Tive uma oportunidade de bater-papo despretensiosamente com Maurício de Sousa. Encontrei-o na fila de espera do seu carro num hospital, e eu estando acompanhado da minha filha mais velha Marina (o mesmo nome da personagem criativa dele), foi super atencioso e simpático.

Pois bem: às vésperas do filme “Laços”, onde os personagens serão de carne e osso, a Revista Superinteressante trouxe uma matéria bacanérrima sobre seu grupo de entretenimento e os preparativos para a sucessão de Maurício.

Vale a pena a leitura, para administradores, empreendedores e apaixonados por quadrinhos!

Abaixo, em: https://super.abril.com.br/especiais/o-plano-realmente-infalivel-de-mauricio-de-sousa/

O PLANO REALMENTE INFALÍVEL DE MAURICIO DE SOUSA

Ele criou um dos maiores impérios de quadrinhos do mundo. Agora, prepara a Turma da Mônica para crescer sem ele.

Aos 83 anos, Mauricio de Sousa ainda vai trabalhar todos os dias no estúdio. O desenhista veterano divide as energias entre seus dez filhos – muitos dos quais trabalham com ele – e seus mais de 400 personagens. Hoje, sua Turma da Mônica é uma espécie de patrimônio nacional. Nos 60 anos desde a fundação da Mauricio de Sousa Produções, seus produtos ajudaram a alfabetizar algumas gerações de brasileiros – e ergueram um império que vendeu mais de 1 bilhão de gibis.

Mas o mundo mudou desde que Mauricio publicou sua primeira tirinha no jornal, claro. A quantidade de pessoas que ainda compram jornais e revistas em papel diminui exponencialmente. As crianças, seu principal público, hoje já nascem com tablets na mão e parecem cada vez mais distantes dos gibis. A sociedade ficou muito mais alerta com os conteúdos voltados para os pequenos – hoje é difícil encontrar pais a fim de que seus filhos tenham como exemplos crianças que não tomam banho ou batem no coleguinha.

Sem falar que todo esse império foi construído a partir e por meio de uma só pessoa: o próprio Mauricio de Sousa. Ele criou a turminha sozinho, mesclando lembranças da infância com exemplos que via dentro de casa, de seus próprios filhos. Começou a empresa – a antiga “Bidulândia” – em uma salinha na Folha de S.Paulo. Mais do que isso. Foi da cabeça dele que surgiram todas as ideias de expandir a marca – de licenciar embalagens de tomate até erguer um parque temático. Mas existe um limite para Mauricio de Sousa – e ele é biológico.

O futuro chegou para a Mauricio de Sousa Produções. Chegou para o seu fundador. E eles poderiam ter ficado no passado, mas não ficaram. Entenda por quê.

Do interior para o mundo

Começou quando “Mauricinho” tinha 11 anos e morava em Mogi das Cruzes, SP. O garoto, que aprendeu a ler com gibis, perguntou ao pai se dava para viver só de fazer desenho. Seu velho também era artista – poeta, repentista, músico. Seu Antonio de Sousa tentou carreira em todas essas áreas, mas nada deu certo. Para sustentar a família, acabou fundando um barbearia. “Quando falei que queria seguir uma carreira artística, meu pai me deu um conselho duro para me alertar, avisar que eu ia ter problemas como ele teve: estude, desenhe… mas sempre administre o seu negócio”, conta Mauricio.Aos 14 anos, ilustrando informes publicitários, Mauricio já pagava o aluguel da casa em que morava com os pais. Quando fez uma ilustração para o suplemento esportivo do único jornal da cidade, veio seu grande insight: trabalhar em jornais poderia ser seu futuro. Fazia sentido: as propagandas com que trabalhava eram esporádicas. Já jornais diários exigiam desenhos variados a cada edição – a oportunidade ideal para quem queria viver daquilo.

Com isso em mente, já com 19 anos e morando em São Paulo, em 1954, Mauricio pegou seus desenhos e foi até a Folha da Manhã – publicação principal do que hoje é a Folha de S. Paulo. “Vim atrás de uma oportunidade como desenhista!”. O diretor de arte do jornal olhou a pasta com os trabalhos e foi categórico: “Desista”.

Pesou. Mauricio saiu do encontro desolado. Ainda nos corredores da Folha, a tristeza do menino chamou a atenção de um repórter, Mário Cartaxo. Ele quis saber o que um menino quase aos prantos estava fazendo ali.

Mauricio saiu desse papo com um emprego – de copidesque, uma espécie de revisor dos textos da redação. Mas poderia ter sido de qualquer outra coisa. O conselho de Mário era justamente esse: que o rapaz aceitasse qualquer oportunidade, e fosse tentando se aproximar dos desenhos a partir dali.

Pouco depois, Mauricio virou repórter policial da Folha. Depois de ilustrar várias matérias para o jornal (incluindo as cenas de crimes sobre os quais escrevia), foi só em 18 de julho de 1959 que ele chegou mais perto daquilo que realmente queria. Ganhou a chance de publicar sua primeira tira, na Folha da Tarde.

Não nascia, ainda, a baixinha de vestidinho vermelho. O primeiro protagonista de Mauricio foi Bidu, um schnauzer cinza – nem azul ele era ainda. O dono do cãozinho, Franjinha, também estava lá, mas como coadjuvante. A tira marcou a estreia oficial do jovem desenhista no mercado de quadrinhos.

O impacto da Mônica

Depois de Bidu e Franjinha, o leque de personagens cresceu, com Horácio, Piteco, Titi e Jeremias. Em 1960, nascia o Cebolinha, inspirado em um galotinho da infância de Mauricio, em Mogi das Cruzes, que também trocava as letras.

O primeiro problema? Seus personagens eram todos homens – à exceção de Maria Cebolinha, que era apenas um bebê. Pegou mal. Um dos seus colegas na Folha chegou a dizer: “Você parece misógino…”. Mauricio foi procurar no dicionário o que a palavra significava. Não gostou do que leu.

E encontrou a solução dentro de casa: Mônica, uma de suas filhas. Nos quadrinhos, a menina se tornaria a nêmesis baixinha, gorducha e dentuça do Cebolinha. E ela chegou se impondo: “A Mônica é uma menina que, já naquela época, nasceu empoderada. Nos anos 1960, as mulheres queriam alguém que as representasse, que comandasse e reagisse. A Mônica virou a dona da rua a pedido dos próprios leitores.” É o que diz a própria… Mônica. A de carne e osso. Mônica Spada e Sousa é, hoje, diretora executiva da MSP.

Com a Mônica, as tirinhas viraram gibi para valer. A primeira revista da baixinha surgiu em 1970. Com uma tiragem de 200 mil exemplares, era o maior número de impressões para um personagem nacional.

-(Victor Kahn/Superinteressante)

Nessa época, além do gibi, Mauricio produzia tirinhas para diversos jornais. Foi ali que o desenhista percebeu que não daria conta sozinho. Começou a contratar auxiliares para fazer as etapas mais braçais do trabalho, como a finalização (veja mais abaixo). “Naquela época, não havia mão de obra especializada. Eu tinha que contratar e praticamente ‘segurar na mão’ para explicar o estilo e o traço que queria. Criei, aos poucos, uma equipe que realmente conseguisse me ajudar.”

Ele se lembra claramente da primeira vez em que outra pessoa escreveu um roteiro da turminha: “Detestei! Eu percebi que o Dudu (Alberto Djinishian) tinha jeito. Não era exatamente a mesma coisa que eu, mas tinha jeito”. Mas, então, qual foi o problema? “Não gostei do ritmo da história. Tive que puxar, explicar. Depois ele acabou sendo o primeiro a me auxiliar na parte de roteiro. Mas era algo que não queria largar de jeito nenhum.”

Conforme os personagens ganhavam visibilidade, veio o merchandising. O primeiro contrato foi com a Cica, marca de alimentos, ainda em 1970 – a primeira a levar a turminha para a TV, em uma propaganda de molho de tomate. O acordo existe até hoje – é um dos contratos mais longos de merchandising em vigência no mundo.

Mesmo com o sucesso todo, Mauricio não esqueceu o conselho do pai. Criou regras duras para proteger seus personagens – e seu público: “Um personagem não pode aparecer com uma lata de extrato de tomate na mão, ou com outro produto qualquer”, explica. “Eles podem aparecer na embalagem de qualquer licenciado, mas nem ali eles estarão usando os produtos. Isso seria avançar o sinal. Nunca tivemos propagandas que pudessem ser consideradas subliminares ou abusivas.”

À medida que a Mônica e seu universo cresciam, Mauricio foi obrigado a delegar cada vez mais funções. Foi o primeiro indício de que a turma estava crescendo mais rápido do que o seu criador planejou inicialmente.

E como cresceu. No auge, em 1987, a turma da Mônica vendia 5 milhões de revistinhas mensais. As únicas publicações que competiam com as de Mauricio eram as da Disney. Hoje, quase não há mais concorrência: a turminha ocupa cerca de 80% do mercado nacional de quadrinhos. Os números atuais, porém, a MSP – e a Panini, que publica os quadrinhos – não divulgam.

Limoeiro 2.0

Mauricio continua sendo um presidente ativo – mas já divide mais funções essenciais dentro da MSP do que o Mauricio do passado gostaria. O desenhista não gosta de ser chamado de centralizador: “Isso aí é palavrão!”. Ele, no entanto, admite que é ciumento. Por muitos anos, mesmo tendo pessoas contratadas para checar e aprovar cada uma das historinhas, ele ainda olhava, um a um, todos os roteiros que saíam da Mauricio de Sousa Produções. Mas isso teve que ficar para trás. Ciúmes à parte, hoje Mauricio está passando seu legado.

O primeiro pilar dessa nova MSP é a própria Mônica – a de carne e osso. Ela é a responsável, principalmente, por dois setores: comunicação com o público e internacionalização da marca.

Durante muito tempo, a MSP não falava com o público diretamente. A Turma da Mônica tinha um site simples, e só respondia mensagens de fãs nos gibis. Mas o público pedia mais. E ter um site e uma equipe digital terceirizada não era suficiente. Hoje, 12 pessoas na MSP trabalham exclusivamente com internet e redes sociais, em português e em inglês – sob o comando de Marcos Saraiva, filho da Mônica.

Falando em exterior, a aventura internacional da MSP começou, lá atrás, nas décadas de 1970 e 1980, quando os gibis começaram a ser distribuídos em outros países. Até hoje, a turminha já foi traduzida para cerca de cem idiomas.

Hoje, a coisa vai bem além de traduzir histórias em quadrinhos. Um dos maiores trunfos da MSP hoje é o Mônica Toy, que funciona em qualquer idioma da galáxia. São esquetes sem falas, só efeitos sonoros, com apenas 30 segundos e feitos para o YouTube. Seu maior público vem dos EUA e da Rússia. Hoje, eles acumulam mais de 11 milhões de inscritos no YouTube e quase 10 bilhões de visualizações.

A última invenção que Mônica Spada encabeçou, porém, tinha um propósito bem diferente: o #DonasDaRua é um projeto que busca valorizar figuras históricas femininas importantes, para servir de inspiração às pequenas leitoras do mesmo jeito que a Mônica, a personagem, faz há mais de cinco décadas.

“Fiquei horrorizada ao descobrir pesquisas que dizem que meninas, até seis anos, se acham parecidas com meninos; mas, depois disso, começam a achar que são menos do que eles”, conta a diretora. “Entendi que era nosso dever fazer alguma coisa. Acredito que temos essa obrigação em função de nossa história, já que o Maurício de Sousa criou meninas fortes em 1960.”

O #DonasdaRua, além de reforçar o papel de personagens femininas importantes para a história, organiza campanhas publicitárias, exposições de arte e palestras em escolas que trabalham a questão da igualdade entre os sexos, e estimulam meninas desde pequenas a ampliar seus horizontes.

Ares diversos

Mauro Sousa, um dos filhos mais novos de Mauricio (e alterego do personagem Nimbus), também trabalha na MSP – buscando trazer à Turma da Mônica para a vida real. Ele fundou a MSP Ao Vivo, o braço da empresa que cuida, atualmente, do Parque da Mônica.

O parque original nasceu em 1992, no Shopping Eldorado, em São Paulo, por iniciativa de Mauricio. Mas uma mistura de erros de administração e da enorme estrutura necessária para abarcar os brinquedos e os shows com personagens acabaram tornando o empreendimento inviável. Em 2010, o Parque da Mônica fechou.

No mesmo ano, Mauro Sousa entrou em cena na empresa, e resolveu tentar de novo. Só foi conseguir reabrir o parque em 2015 – dessa vez em outro shopping paulista, o SP Market – mas deu certo: o parque, reinaugurado em 2015, atrai cerca de 600 mil visitantes ao mês.

A ideia de Mauro, porém, era transformar a MSP numa empresa de espetáculos. Ele – que é ator, músico e mágico (como o Nimbus nos quadrinhos) – começou a promover shows e peças teatrais com a Turma da Mônica ao redor do Brasil… e do mundo. O Japão, os Emirados Árabes e a própria Disney já receberam apresentações originais organizados por ele, com os personagens de Mauricio.

Agora, a coisa cresceu – Mauro está nos preparos finais de uma turnê com mais de 80 apresentações, criada justamente para comemorar o aniversário de 60 anos da MSP.

O show, chamado Brasilis, quer ser um espetáculo circense futurista – a inspiração principal, claro, é o Cirque du soleil. Só que um Cirque du soleil com Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão, Chico Bento… E, falando em Chico Bento, o enredo é todo narrado pela avó do ele, a Dona Dita. O tema são as origens do Brasil vistas pelo olhar da diversidade… Que, antes de ser a palavra da vez, já era um dos temas chave dos gibis da Turma da Mônica.

Nas historinhas, há representantes para todas as etnias e particularidades: índios, negros, brancos, asiáticos, cegos, cadeirantes, crianças com síndrome de down e autismo. A lacuna mais recente a ser preenchida no “panteão” da diversidade mauricística foi em 2019, quando estreou a personagem Milena, primeira menina negra a fazer parte dos gibis da turminha.

-(Victor Kahn/Superinteressante)
Fluxo do Gibi
1A) ROTEIRO
Os roteiristas produzem um esboço completo: distribuição de quadrinhos, cenários, atitudes dos personagens, expressões e, claro, o texto. O desenho pode ser simples.1B) ANIMAÇÃO
As animações da turminha clássica e as da Mônica Toy são feitas aqui, por cerca de 13 animadores. As falas e os sons das primeiras são gravados no estúdio. Já a Toy tem toda sua sonoplastia feita pelo diretor artístico José Márcio Nicolosi.

2) DESENHO
Com o roteiro pronto, o desenhista faz os personagens no padrão e enriquece a cena com elementos gráficos. Hoje, eles podem fazer isso digitalmente ou à mão.

3) ARTE FINAL
Após aprovação da diretoria de arte, a arte final cuida do acabamento dos traços: noções de profundidade e movimento são conseguidas apenas usando traços mais finos ou mais grossos no contorno dos personagens.

4) LETRAS
Depois de postos os balões, as falas são escritas na “fonte Mauricio”. Ela imita a letra do próprio criador, e o processo de colocá-las só se tornou 100% digital em 2007.

5A) CORES
As cores são todas aplicadas digitalmente. Existem cores pré-definidas para roupas, tons de pele, fundos. Mas os coloristas podem inovar quando se trata de desenhos novos.

5B) RETÍCULAS
Os últimos detalhes da TMJ são feitos com a técnica da retícula – um processo que, basicamente, decompõe cores em pontos. Com ela, é possível fazer profundidade, texturas, sombras e brilhos apenas decompondo o preto – sem usar outras cores.

Atualmente, 25 roteiristas bolam as aventuras que chegam às revistinhas. Eles costumavam trabalhar reunidos em uma sala na MSP – até o dia em que Mauricio começou a se incomodar. O desenhista percebeu que as histórias estavam parecidas demais. Segundo ele, porque todos os roteiristas tinham vidas e realidades muito semelhantes. Solução: mandou eles para casa – para casas ao redor de todo o País. Há 20 anos, roteiristas de norte a sul trazem referências e vivências diferentes para as histórias, livres para desenhar os personagens que quiserem, e até para criar novos antagonistas ou dar maior destaque para figuras secundárias.

A liberdade é grande, desde que tudo passe pelo crivo de uma pessoa – que não é mais o Mauricio. É Marina, uma das cinco irmãs de Mônica. Nos quadrinhos, a personagem inspirada nela é desenhista. Na vida real, a filha que herdou os dotes artísticos de Mauricio acaba não desenhando. Ela é diretora de conteúdo da MSP, e coordena todos os gibis, livros e animações criadas lá dentro. “Analiso o ritmo, o layout e, principalmente, a ideia de um rascunho antes de ele virar quadrinho. Vejo se a mensagem faz sentido e se está no perfil dos personagens”, conta.

Mauricio garante que essa carta branca ele só deu para a filha. “Ela trabalha do meu lado há mais de 30 anos. Ela desenha como eu – alguns personagens, ela desenha melhor do que eu.”

Novos quadrinhos

A MSP produz 1.200 páginas originais por mês, além de versões em inglês e espanhol. Hoje, os gibis são comercializados em 30 países. Mas, mesmo com personagens sólidos, desenvolvidos por décadas, Mauricio percebeu o óbvio: que seu público estava largando os gibis cada vez mais cedo.

Não só porque o mercado de papel estava diminuindo, mas também porque os leitores estavam crescendo e migrando para aventuras mais elaboradas, como os mangás. Era preciso cativar esse público. Havia chegado a hora da turminha crescer.

A MSP, então, lançou sua primeira linha editorial inédita em 50 anos, com personagens praticamente novos. Afinal, pessoinhas de 7 anos não são iguais aos 15 anos. Novas personalidades precisaram ser desenvolvidas para cada um dos personagens clássicos. Nascia a Turma da Mônica Jovem (TMJ) que, lançada em 2008, hoje vende mais que a Turma da Mônica original.

-(Yasmin Ayumi e Victor Kahn/Superinteressante)

Mas dava para ir além. Entra aqui Sidney Gusman – o Sidão. Jornalista especializado em HQ, exímio conhecedor do mercado mundial de quadrinhos, ele entrou na MSP para pensar em projetos especiais. Sua obra-prima surgiu em 2009, ano em que a empresa comemorava 50 anos. Sidão convidou a nata dos quadrinistas brasileiros – nomes como Ziraldo, Laerte e Angeli – para criar releituras dos personagens clássicos de Mauricio de Sousa, e histórias inéditas. O especial, chamado “MSP 50”, foi um sucesso absoluto – que rendeu mais duas sequências oficiais. “Nerd adora trilogias!”, diz o editor.

Enquanto ainda eram lançados os especiais, Sidão teve outra ideia: lançar graphic novels. Narrativas longas e voltadas ao público jovem-adulto são febre fora do País, mas não havia nada grande nesse modelo no Brasil.

Mauricio titubeou. Sidão teve que tranquilizar o chefe: “Mauricio, todo mundo vai ter que jogar sob as suas regras”. Mauricio refletiu, e perguntou: “Sidney, você promete que vai cuidar bem dos meus filhos?”. O editor foi categórico: “Como se fossem meus!”.

Em 2012, estreava Astronauta Magnetar, de Danilo Beyruth, a primeira de uma série de graphics que já conta com 22 números. Gente que conheceu a Mônica na infância voltou a ler HQs. E o projeto impulsionou diversos artistas nacionais.

Hoje, Sidão é uma espécie de “pai” das graphics, que já contam com releituras de Chico Bento, Papa-Capim, Piteco, Louco, Turma da Mata e Capitão Feio – só para começar. As histórias, conforme a intenção do seu “pai biológico”, já nasceram exportáveis: o Astronauta de Danilo Beyruth está sendo adaptado pela HBO e vai virar série. A graphic Laços, dos irmãos Victor e Lu Cafaggi, é a inspiração para o primeiro filme com atores de carne e osso da Turma da Mônica – e estreia neste mês de junho.

O segredo do plano

Depois de tudo isso, resta a pergunta: o que torna a turminha tão relevante há tantos anos? “Não sei explicar… Só sei que funciona mundialmente. O Stan Lee me disse isso uma vez. O Tezuka me falou ‘continua desse jeito, não muda nada.’ O Will Eisner se perguntou ‘por que é que eu não inventei isso?’”*, conta Mauricio.

Talvez o segredo esteja no DNA dos personagens. Eles falam sobre a vida cotidiana, tão próxima quanto possível de uma infância real. O Limoeiro não é o mundo maravilhoso de Disney. O verdadeiro palco da turminha sempre foi o campinho de futebol, a padaria, etc. As intriguinhas, rivalidades e birras de qualquer grupo de crianças reais são a viga de sustentação das histórias.

Apesar de tudo isso, com o passar dos anos, a conduta de alguns dos personagens precisou mudar. Alguns dos ajustes foram capitaneadas por Mônica (a de carne e osso). “Fizemos uma parceria com a ONU Mulheres que nos fez questionar coisas que pareciam banais, tipo ‘Por que todas mães dos personagens usam avental?’ ‘Por que o Cebolinha chega em casa e a mãe que sempre está cozinhando? Aliás, por que só a mãe cozinha?’”.

Nas histórias de hoje, o Seu Cebola também faz o jantar. As mães não usa mais avental. Fora as outras mudanças, que você vê no box abaixo:

-(Victor Kahn/Superinteressante)
Mudança de planos
1) PALAVREADO
Os leitores mais vintage se lembram dos personagens da turminha xingando uns aos outros por meio de símbolos como esses. Mesmo bem abstratas, ofensas assim não aparecem mais nas histórias.
2) COELHADASO Cebolinha ainda zoa a Mônica, mas, agora, ao final da historinha, ele tem que perceber que sua atitude estava errada. Algumas palavras também foram banidas de seu vocabulário – xingamentos gordofóbicos ficaram para trás.

3) XINGAMENTOS
A Mônica ainda bate no Cebolinha – mas agora é ela quem tem de notar que essa não é a melhor solução. Além disso, nenhum dos meninos aparece mais todo arrebentado, nem com o olho roxo.

4) SEM PIXO
Cebolinha não faz mais suas “artes” no muro: ele desenha em um cartaz e vola na parede.

5) SUNGUINHA
Foi-se o tempo em que Chico Bento podia nadar pelado no riacho da Vila da Abobrinha. A ideia é não mostrar nudez infantil. Hoje, Chico veste um calção de banho na hora de se refrescar.

6) DESARMADO
Essa também é das antigas. Nhô Lau, vizinho de Chico Bento, ficava muito bravo quando o garoto invadia seu sítio para roubar goiabas. Por isso, costumava perseguir Chico com uma espingarda de sal. Hoje, lógico, menções a esse tipo de violência estão fora dos gibis.

Mauricio leva essas “correções” a sério: “Temos que respeitar o que está sendo entendido como hábito ou costume de um tempo. Devemos isso a quem nos acompanha há muito anos – aos filhos dos primeiros leitores, aos seus netos e, daqui a pouco, a seus bisnetos.”

Hoje, o bairro do Limoeiro está espalhado em gibis, mangás, graphic novels, livros, desenhos animados, parques, games, aplicativos, filmes, peças de teatro, esquetes no youtube, memes na internet e alguns milhares de produtos licenciados (inclusive as clássicas maçãs e latas de extrato de tomate).

E o que Mauricio pensa de tudo isso? “Acho que os meus sucessores vão ter uma boa brincadeira para conduzir nas próximas centenas de anos”.

MSP 60

-(Divulgação/Reprodução)

*Stan Lee (1922-2018), quadrinista histórico da Marvel, criou personagens como Homem-Aranha e os X-Men; Osamu Tezuka (1928-1989), considerado “o pai do mangá” no Japão; Will Eisner (1917-2005), lenda dos quadrinhos, empresta seu nome ao “Oscar” das HQs, o “Eisner Awards”.

– McDonalds não será mais exemplo taylorista?

Quando falamos em aula sobre o modelo Mc Donald’s de “produção em massa” ser baseado no Fordismo, que é inspirado nos princípios da rotina de Frederick Taylor (execução de tarefas simples e repetitivas), brincamos com o exemplo real de que a meta é preparar um Big Mac em 38 segundos e o atendente roboticamente perguntar: “acompanha batata-fritas, senhor?“, ou ainda: “casquinha de baunilha como sobremesa”?

Pois bem, isso tende a mudar!  Li na Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios uma entrevista com Paulo Camargo, o presidente da Arcos Dourados (que opera a marca em nosso país). O executivo disse que a transformação das lanchonetes será ampla nos próximos meses. Disse ele, em outras palavras:

1- Terão funcionários “espontâneos”, com linguagem mais descolada e treinados para falarem como o cliente lhe parecer: menos / mais brincalhão, vocabulário mais jovial / culto, aplicando a chamada cooltura. Que desafio, hein?

2- Mudança nos cardápios: a busca em lanches mais sofisticados (para concorrer com hamburgueria artesanais) e de preços mais acessíveis (para concorrer com os informais). Na reportagem, se busca mostrar que o legítimo Big Mac é melhor do que os “Big Ling” ou “Big Xing”, ou seja, as cópias! 

3- Inovação nos restaurantes: painéis multimídias para se fazer pedidos e mesas multimídias, visando o futuro.

Como eu não sou muito chegado em fast food, não passo com frequência nessas experiências. Mas que são metas ousadas, não há dúvidas.

Conseguirão?

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– Colaboração Criativa nas Empresas

Olha que interessante: como as empresas podem, em 5 passos fáceis, inovar! Ainda: 5 passos simples do empreendedorismo (com inovação, claro, pois é uma condição sine qua non).

São conselhos do especialista em empreendedorismo Michael O’Neil Bedward, extraído de: Época negócios, Ed 44, pg 30:

  • 5 PASSOS PARA AS EMPRESAS INOVAREM
  • 1.  tempo para o funcionário inovar. Crie ambientes propícios para novas ideias;
  • 2. Reduza os níveis hierárquicos na tomada de decisões. Isso confere agilidade;
  • 3. Aprove as inovações. Não restrinja a criatividade ao discurso formal;
  • 4. Estruture um departamento para gerir a inovação;
  • 5. Compre ideias criativas ou pequenas empresas com protótipos ou projetos inovadores.

5 PASSOS PARA OS EMPREENDEDORES SURGIREM

1. Atue por um tempo numa companhia criativa, para ganhar experiência e autoconfiança;

2. Monte um pequeno negócio (bedroom business) e comece a trabalhar em casa;

3. Construa uma rede de relacionamento no mundo real e na internet;

4. Faça um portfólio e convença um empresário que admira a ser seu mentor;

5. Encontre um sócio que entenda de finanças e marketing e que se apaixone por sua idéia.

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– Da Vinci incentivando as crianças (sem ele saber ou desejar).

A primeira vez que Leonardo da Vinci foi apresentado para minha filha Marina, ocorreu no desenho infantil “AS AVENTURAS DE PEABODY & SHERMAN”.

Na película, um cãozinho muito inteligente e vencedor de um Prêmio Nobel entre os humanos, adota uma criança e juntos vivem aventuras ao longo da história da humanidade. Em uma delas, conhecem Leonardo da Vinci e descobrem não só o dom da pintura, mas as invenções do gênio italiano: os protótipos de asa-delta, paraquedas e outras coisas incríveis.

Pois bem: Da Vinci continua sendo descoberto dia-a-dia, já que muitas das suas obras contém mensagens e enigmas subliminares. Além de artista e criador, um provocador!

Neste 500º aniversário de morte, a Revista Isto É trouxe uma reportagem muito bacana sobre quem foi, o legado e novidades para um dos maiores gênios criativos de todos os tempos. E para a jovem Marininha, um verdadeiro presente.

Taí uma boa dica para as crianças inventivas: apresentá-las Leonardo Da Vinci

– Gestão ou Administração de Empresas?

Admiro muito o professor Stephen Kanitz. Tenho livros dele e o sigo no Twitter (e ele me segue, dá para acreditar? Me sinto orgulhoso!).

Recentemente, ele tratou em seu blog sobre as diferenças entre “Gestão das Empresas” e “Administração de Empresas”. Para a maioria, gerir e administrar são as mesmas coisas. Entretanto, Kanitz diferencia os modos de administrar no século 21 e gerir no século 16.

Para os Administradores de Empresas, um ótimo artigo! Abaixo:

Extraído de: http://blog.kanitz.com.br/2011/03/gest%C3%A3o-ou-administra%C3%A7%C3%A3o-qual-%C3%A9-a-diferen%C3%A7a-.html?

GESTÃO OU ADMINISTRAÇÃO. QUAL A DIFERENÇA?

Por Stephen Kanitz

Administradores invariavelmente usam o termo Administração, e não Gestão. Afinal, ninguém estuda quatro anos ou mais, segue os princípios éticos e o juramento da profissão, para jogar fora o termo tão duramente conquistado.

Gestão normalmente é usado por aqueles que não são formados, e pior, que não acreditam que Administração acrescente muito valor à sociedade.

Gestão não vem de Gerar ou Gestação. Administrar não é levar a termo nove meses um projeto, como muitos acreditam.

Gestão vem de Gesto, Gesticulação. Eram aqueles que gesticulavam, que apontavam com o dedo indicador onde o carregamento de alimentos deveria ser deixado ou estocado. Coloque este fardo aqui.” “Coloque este outro ali.”

Lembre-se que administrar, controlar e cuidar dos estoques estratégicos de comida era uma das primeiras funções administrativas da humanidade.

Os “Gestores” indicavam onde os escravos deveriam colocar os fardos que estavam entregando. 

Gestores ainda usam termos como “indicadores” de produção, “apontar” uma solução, “apontamentos” de uma reunião, remanescentes da época em que administrar era basicamente apontar com o indicador a direção a seguir.

“Contratos de Gestão”, técnica que gestores adoram, são apontamentos escritos em contrato, onde “indicadores” de desempenho são previamente acordados pelo “dirigente”. Apontam com o indicador o que querem que seja cumprido. 

Isto não é Administração do Século XXI, isto é gestão do Século XVI que ainda usamos nas empresas estatais e empresas de gestão familiar. 500 anos de atraso administrativo.

Se você usa ainda o termo Gestão, cuidado. Você está mostrando para todo mundo que acredita que administrar é dar ordens para subordinados onde colocar isto e onde colocar aquilo. Mas administração moderna é muito mais do que isto, nem preciso relembrar.

Portanto, preste atenção quem são aqueles que ainda usam o termo Gestão.  E reze.

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– Simpatia ou Amolação das Empresas nas Redes Sociais? O diálogo com o cliente!

Como uma empresa pode se tornar transparente para o consumidor? Através do diálogo aberto com os seus clientes, as empresas conseguem ganhar a simpatia e a atenção daqueles que, afinal de contas, os sustentam!

John Elkington, um dos gurus da Administração de Empresas, certa vez escreveu sobre a importância dessas ações. Para ele, uma das formas das organizações entrarem em contato com as pessoas é através de redes sociais, como Twitter e Facebook.

Nós temos observados um sem número de empresas que assim procedem. Mas o que lhe parece o fato das mesmas usarem essas mesmas mídias para enviar propaganda de produtos? O contato vira Spam, aborrece e insatisfaz o cliente.

Uma das formas mais eficazes, incontestavelmente, ainda é o boca-a-boca. Independe do tamanho da empresa! A repercussão de um bom produto ou serviço acaba sendo um dos maiores índices de influência na decisão de compra. E esse tipo de mídia social, não virtual mas pessoal, pode ser visto em qualquer canto. Vá ao Centro de Jundiaí e use dos serviços de alguma loja local. Se for bem atendido, você fala aos seus amigos. Se for mal atendido, a cidade inteira saberá!

E você, o que pensa sobre os contatos das empresas: isso traz simpatia ou amolação?

Abaixo o artigo citado, extraído de ELKINGTON, John. A Voz das Empresas. Revista Época Negócios, pg 66., maio/2010:

A VOZ DAS EMPRESAS

O que se requer delas é que dialoguem nas mídias sociais de maneira franca e honesta, em vez de se buscar publicidade.

“Abrir-se é bom; fechar-se é ruim.” Ninguém esperava ouvir isso de um ex-executivo do alto escalão da Shell, mas quando Björn Edlund tomou a palavra durante o congresso “Só Meios”, sobre mídia social, sua franqueza foi brutal. Ele disse que “as grandes empresas têm a obsessão do controle, e não do diálogo”, mas acrescentou que o pensamento corporativo está começando a mudar.

Decorrida uma década de aventuras no mundo hipersaturado e prestes a entrar em colapso da Nova Economia, voltamos ao clima tenso em meados de 2009, com a realização de pesquisas sobre as implicações da nova onda de redes sociais para a transparência e a prestação de contas das empresas, bem como suas possíveis aplicações, tendo sempre a equação da confiança em mente.

Embora a presença das empresas na mídia social ainda esteja no início, são grandes as oportunidades de maior transparência, envolvimento e colaboração. O que se requer delas é que participem desse diálogo, talvez difícil, de maneira honesta e franca, em vez de usar esse canal para fazer publicidade. Na verdade, o conceito mais difícil de entender para muitas empresas é o de que é preciso assimilar uma certa perda de controle, e que deixar o diálogo fluir sem interrupções, filtros e de uma maneira que encontre seu próprio equilíbrio resultará no feedback indispensável tanto de partidários quanto de críticos.

Tome-se como exemplo a Timberland e sua plataforma Vozes do Desafio, que se abriu à discussão e às dificuldades próprias das questões fundamentais de sustentabilidade, que vão desde normas aplicáveis à mão de obra da cadeia de suprimentos até a política de mudança climática.

Mesmo as empresas mais sofisticadas passam, às vezes, por momentos difíceis quando têm de lidar com a mídia social. Quem acompanha a página da Nestlé no Facebook viu, em março, o que pode acontecer quando a empresa tenta controlar a conversa. Em resposta à exigência do moderador de que os participantes parassem de modificar os logos da empresa, um deles tentou, com muito empenho, educar a Nestlé em relação aos benefícios da mídia social. “Participar da mídia social significa abraçar o seu mercado, participar dele e cultivar o diálogo, em vez de passar sermões.” Infelizmente, o moderador não compartilhava desse ponto de vista e deu a seguinte resposta: “Obrigado pela lição de boas maneiras. Considere-se abraçado. Contudo, esta página é nossa, somos nós que criamos as regras, sempre foi assim”. Seguiu-se uma avalanche de comentários que foi acompanhada de um pedido de desculpas da empresa.

Nos dois casos, as empresas fizeram contato – a página do Facebook da Nestlé tem, por incrível que pareça, mais de 90 mil fãs ativos. O impacto de ambas também foi grande, em razão da natureza viral dos blogs e tweets. Ao final, porém, foram o tom e o estilo que deixaram a Nestlé do lado errado da equação e a Timberland, do lado certo.

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– Dicas Criativas Incomuns: para Poetas, Administradores de Empresas e à Todos que Buscam Inspiração/Inovação

Olha que bacana: Rodrigo Rezende escreveu sobre “Mentes Brilhantes” em uma edição antiga na Revista Galileu. E na matéria, defendeu que muitas vezes é preciso fazer coisas diferentes, extravagantes ou incomuns para buscar inspiração e criatividade!

Para isso, ele dá algumas dicas práticas de grandes pesquisadores para pensar melhor. São 8 conselhos:

  1. TUDO AZUL: recorra aos ambientes ou mesmo a uma folha azul para resolver problemas. Pesquisadores da Universidade British Columbia (Canadá) revelaram que a cor azul favorece aos insights. Por remeter a ambientes amplos como céu e mar, ajudaria a expandir a mente.
  2. CORRA DO VERMELHO: ele funciona como o sinal de “Pare” no semáforo. No estudo da British Columbia, ajudou na memória e atenção, mas prejudicou a criatividade, já que lembra restrição.
  3. PENSE DORMINDO: quando mais sonolento estiver, melhores ideias terá. O cansaço melhorou em até 50% o desempenho em testes de criatividade feitos pela psicóloga cognitiva Mareike Wieth, da Albion College (EUA).
  4. SONHE ACORDADO: você vive no mundo da lua? Continue assim. Uma pesquisa de Jonathan Schooler, da Universidade da Califórnia (EUA), descobriu que gente desligada se sai melhor em diversos experimentos de criatividade.
  5. SEJA CRIANÇA: criar pode ser uma brincadeira. Literalmente. O psicólogo Michael Robinson, da Universidade da Dakota do Norte (EUA), pediu que pessoas imaginassem ter 7 anos de idade. Resultado: elas se deram muito melhor em testes criativos.
  6. SOLTE O RISO: Rir é o melhor remédio. Mark Beeman e John Kounios (responsáveis pela descoberta do ponto G da criatividade) mostraram um vídeo de Stand-Up Comedy do Robin Willians para algumas pessoas e, depois, as colocaram para resolver problemas. O desempenho foi 20% melhor do que o de quem havia assistido a vídeos chatos ou assustadores.
  7. SAIA DO CAMPO: Se você quer ter uma grande ideia, fuja das áreas rurais. Físicos do Instituto Santa Fé (EUA) descobriram que mudar de uma cidade pequena para uma grande aumenta em 15% a chance de criar uma nova patente.
  8. AH, VÁ TOMAR BANHO: quem diz isso é o psicólogo Joydeep Bhattacharya, da Universidade Goldsmith (Londres). Ele descobriu que o banho aumenta a quantidade de ondas cerebrais alfa, que faz crescer a chance de você ter um insight.

E aí, gostou das dicas? Funcionariam para você?

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– A Necessidade de Malucos nas Organizações e suas idéias inovadoras

Conhece Nolan Bushnell? Ele é o fundador da Atari e ex-chefe de Steve Jobs – que sempre o admirou por ser genial e, segundo Nolan, excêntrico! Tanto que escreveu um livro chamado: Encontre o próximo Steve Jobs”.

A idéia da publicação é incentivar que executivos contratem pessoas acima da média, e essas são, na maioria “diferentes e doidas”.

Textualmente, Nolan Bushnell escreve que:

“Os chefes, em 90% dos casos, jamais contrariam um cara como Jobs. Mas a sugestão é que se contratem loucos mesmo. Quando eu tive a idéia de criar a Atari, me disseram que era loucura alguém jogar games em uma tela de TV. Fui chamado de ridículo!”.

Claro que a loucura aqui é genialidade incompreendida. Mas cá entre nós: talvez seja um misto de excesso de inteligência somado ao comportamento difícil.

O que você pensa sobre isso?

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– O Museu das ideias fracassadas

Você sabia que existe na Suécia um “Museu dos grandes fracassos criativos”? Ele foi inaugurado há quase 2 anos, e traz exemplos de produtos que se tornaram um fiasco.

Eis que curiosa a reportagem de quando estava prestes a abrir suas portas,

extraído da PEGN, em: https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Diversao-e-turismo/noticia/2017/04/museu-reune-fracassos-de-grandes-empresas.html

MUSEU REÚNE FRACASSOS DE GRANDES EMPRESAS

Empreendedor sueco cria espaço para projetos de inovação que não deram certo

Uma máscara de beleza que promete tirar rugas com choques elétricos; um smartphone que, desmontado, se transforma em um videogame; uma Coca-Cola com sabor de café; uma lasanha fabricada por uma marca de pasta de dentes. Esses são alguns dos produtos expostos no Museu do Fracasso, que será aberto no dia 7 de junho na cidade de Helsimburgo, no sul da Suécia. A proposta é lembrar os equívocos e absurdos cometidos por empresas durante o desenvolvimento de novos produtos.

“Todas as pessoas que trabalham com inovação sabem que a grande maioria – de 80% a 90% – de todos os projetos fracassam. O problema é que as empresas só gostam de falar dos sucessos”, diz Samuel West, o empreendedor responsável pelo museu, em entrevista à Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Na opinião de West, a melhor maneira de estimular a inovação é fazer as empresas – especialmente as de grande porte – falarem sobre seus erros. “Só assim os empreendedores se sentirão livres para cometer seus próprios equívocos, sem medo de inovar”, diz. Para provocar reflexão, foram incluídos no museu itens como a Bic for Her, uma caneta com um tom sexista, a Digital Camera da Kodak, que não permitia compartilhamento de fotos, e um DVD da Blockbuster, locadora aniquilada pelo surgimento do streaming. Confira abaixo a entrevista com o fundador do museu, Samuel West.

Por que você decidiu abrir o Museu do Fracasso?
Há sete anos, eu trabalho como pesquisador na área de psicologia organizacional. Então, tenho contato com muitos donos e gestores de empresas. Todas as pessoas que trabalham com pesquisa e desenvolvimento sabem a maioria dos projetos de inovação fracassa. Mas as companhias só falam sobre os seus sucessos. As empresas ainda não sabem como lidar com os seus erros, é preciso melhorar muito isso. O museu foi a forma que encontrei para estimular donos de pequenos e grandes negócios a lançar um novo olhar sobre o fracasso. Também quero inspirar pessoas que não são empreendedoras a ver os erros como uma oportunidade de aprendizado, e não como uma tragédia.

Qual é a atração que o fracasso exerce sobre as pessoas?
Todos nós já lemos milhares de histórias sobre empreendedores bem-sucedidos e negócios incríveis. Depois de um tempo, todas essas narrativas começam a soar iguais. Mas, no caso dos fracassos – especialmente o que envolvem inovação -, cada história é muito particular. A Kodac falhou por causa da sua inabilidade em adaptar o modelo de negócios. A Blockbuster falhou por causa da sua ambição em abrir cada vez mais locadoras. Muitas corporações erram ao tentar entrar em áreas nas quais não têm nenhuma expertise.

O que podemos aprender com os erros de outras empresas?
Quando você tem acesso aos erros dos outros, começa a se familiarizar com a ideia de que o fracasso também pode ser iluminador. Isso dá uma perspectiva única e necessária sobre os seus próprios problemas. No museu, alguns casos de inovação fracassada mostram a importância de saber quais são as necessidades que você está atendendo. O lugar está cheio de exemplos de tecnologias que foram lançadas sem que a empresa soubesse que problema estava resolvendo.

Você já teve sua dose de fracassos?
Eu ganho dinheiro com workshops, palestras e trabalhos como consultor. Sempre quis empreender, mas tenho um problema: não sou muito bom em vender minhas ideias. É por isso que comecei esse empreendimento de uma forma enxuta, sem grandes pretensões. Espero que o Museu do Fracasso não acabe virando uma peça no meu museu… (risos)

Existe algum produto no mercado hoje que seria um forte candidato a entrar no Museu do Fracasso?
Eu não tinha pensado nisso, mas acho que as tecnologias vestíveis são fortes candidatas. São produtos estúpidos, mesmo quando fazem o que prometem. É só você dar uma olhada no Apple Watch…

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– A inovação, de fato, tem ocorrido a contento nas empresas?

Muitas vezes falamos que uma empresa é inovadora por algo pontualmente novo. Mas ser específico em algo inovador classifica-a no mesmo patamar de inovação de quem é, de fato, perenemente criativo?

Extraído de: https://medium.com/@jrsantiagojr/a-equ%C3%ADvocada-gourmetização-da-inovação-f65917f49a4e

A EQUIVOCADA GOURMETIZAÇÃO DA INOVAÇÃO

por José Renato Santiago Sátiro

A busca pela estruturação de novos processos bem como pelo desenvolvimento de novos produtos sempre fez parte do dia a dia das organizações que buscam crescer e se perpetuar no mercado. Da mesma forma a intenção de atuar em novos mercados também tem estado presente entre as metas e objetivos traçados por tantas empresas ao longo de décadas. Ainda que já houvesse sido citado a exaustão por muitos grandes pensadores, para citar apenas um, Peter Drucker, estes movimentos dificilmente eram agrupados como voltados para inovação. Muitas destas ações, no entanto, poderiam assim serem chamadas, inovadoras, ainda mais ao evidenciarmos que apenas as empresas que conseguiram geri-las com maestria se mantêm ativas até os dias atuais. Em outros tempos, no entanto, as características presentes nas demandas mercadológicas não explicitavam a inovação como um requisito diferencial para a aquisição de um produto. Sendo assim, ainda que houvesse algumas poucas exceções, o uso de qualidades associadas a confiabilidade e durabilidade costumavam ser mais bem quistas que aquelas relacionadas com inovação.

Atualmente a inovação passa por um patamar dos mais relevantes quanto a sua necessidade, a ponto de muitas empresas citarem isso em quaisquer de seus chamadas comerciais e publicitárias. Outras chegam até mesmo a nominar suas iniciativas e projetos com anagramas formados por seus nomes e palavras relacionadas com inovação. Não é difícil notar, no entanto, que muito mais do que serem, parecer serem inovadoras tem sido a mais importante meta a ser alcançada por organizações. Isto mesmo, cabe repetição: “as empresas investem muito mais em parecer serem inovadoras, do que em serem inovadoras realmente”. Boa parte das grandes empresas, por exemplo, investe muito mais em publicidade do que em atividades de pesquisa e desenvolvimento. A preocupação em mostrar aos seus consumidores o que não são é infinitamente maior do que a de gerar de maneira sistêmica esta identificação imediata, algo que pouquíssimas organizações conseguem (A 3M, por exemplo, faz com maestria). Esta postura míope não ocorre apenas em grandes organizações. Bem sabemos que hoje, não se cria mais uma nova empresa, e sim uma startup. Poucos têm pontos de vistas e crenças, mas sim mindset. A gourmetização irrestrita da inovação segue um caminho muito próximo ao estruturado pelo ramo de alimentação e significa, o que é um paradoxo, um dos maiores entraves ao seu crescimento de forma consistente e efetivo. O ‘dogão’ do ‘carro lanche’ se transformar em ‘big dog cheese special’ do ‘food truck’ é fruto desta visão distorcida de inovação. O custo desta mudança, no entanto, foi notada imediatamente apenas nos preços, multiplicados às vezes por 3 ou 4, sem que houvesse qualquer novo requisito que gerasse real riqueza percebida aos seus consumidores, a não ser ‘a redução com o ingrediente xpto no molho vegano’, ainda que muitos sequer saibamos do que isto se trata. Longe de querer desmerecer as muitas tentativas feitas, mas fato é que a inovação exaltada hoje é muito mais sofisticação semântica associada, às vezes, com tecnologia aplicada, na maioria das vezes um aplicativo para mobile, do que qualquer outra coisa.

Obviamente que isto não a torna sem valor, mas ainda a posiciona bem longe de ser algo que possa se tornar gerador perpétuo de riqueza. Sua pouca profundidade é notória. Não por acaso que tantas profissões, supostamente ultrapassadas, continuam vivíssimas e obtendo cada vez maiores margens, uma evidência de geração de riqueza, como tem acontecido com alfaiates, fotógrafos profissionais e tantos outros.

A popularização da web e a clara evolução no desenvolvimento de muitas tecnologias de telecomunicações catapultaram a inovação a um nível de relevância jamais visto e, ao mesmo tempo, de difícil comprovação que ela possua. A vertiginosa diminuição na intensidade das relações humanas fruto imediato da popularização do uso de aplicativos, por exemplo, é apenas um reflexo disso e um forte sinal que há algo de muito podre sustentando esta realidade. Até os psicólogos e analistas de outros tempos têm perdido seus espaços para coaches, muitos deles profissionais formados em cursos de finais de semana, que se propõem a ‘ensinar’ os caminhos das pedras em milacrosas sessões virtuais. É óbvio entender que movimento algum que potencialize o uso raso do conhecimento com o indiscriminado uso de tecnologia como propósito fim, não como meio para gerar riqueza, pode ser utilizado como referência para a construção, manutenção e crescimento de uma sociedade. Os exemplos se amontoam. Será que alguém tem dúvida que o percentual de pessoas que faz seus trabalhos bancários pelo celular é ínfimo e continuará assim sendo por dezenas décadas? Assim como o uso de muitos dos aplicativos de inteligência artificial deste segmento, exemplo límpido de apropriação de conhecimento alheio, no caso humano, e venda como conhecimento de máquina. Como as histórias são cíclicas, não irá demorar muito para este tipo de ‘bolha inovativa’ exploda, o que estará longe de significar o fim do que realmente é inovação, hoje em dia encontrada verdadeiramente em poucas organizações e pessoas. Neste sentido, inovação ainda é um diferencial, não uma realidade.

– O genial empreendedor da batata frita!

A história de sucesso da Batata Pringles (as batatas chips em canudo de alumínio) que completam 52 anos nos mercados mas que quase foi um fiasco!

Curiosidade: o seu idealizador, quando faleceu, deixou como desejo ser cremado e enterrado dentro de uma dessas embalagens!

Compartilho, extraído de: https://super.abril.com.br/cultura/o-revolucionario-da-batatinha/?

O REVOLUCIONÁRIO DA BATATINHA?

Fredric J. Baur era tão orgulhoso de ter criado a lata de Pringles que quis ser enterrado dentro dela

por Cecília Selbach

Em 1966, a empresa americana Procter & Gamble inventou um novo tipo de batata chips. Diferentemente das outras disponíveis no mercado, ela não era apenas fatiada, frita e salgada. Era uma espécie de purê temperado e moldado, batizado de Pringles – o nome, escolhido pela sonoridade, saiu de uma lista telefônica do estado de Ohio.

O formato também era único, do tipo parabolóide hiperbólico. Traduzindo: uma batata irregular e côncava, sem nenhuma linha reta em sua superfície. Esse design inovador causava um problema: como embalar o produto sem que ele se quebrasse inteiro no transporte?

Essa era uma missão para Fredric J. Baur, químico orgânico da Universidade de Ohio que trabalhava na Procter & Gamble como técnico em armazenamento de alimentos. Inspirado nas latas de alumínio usadas para refrigerantes, Baur criou um tubo de alumínio revestido com uma folha de papelão – desde o início vermelha, com tampa plástica e um bigodudo no rótulo. Ali, as Pringles seriam bem conservadas e bem empilhadas.

Foi algo totalmente inédito nas prateleiras dos supermercados. Tanto que, no início, a lata de Pringles não pegou. As pessoas achavam esquisito que todas as batatas fossem iguais, do mesmo tamanho, e armazenadas em uma lata que mais parecia uma embalagem de bolas de tênis. A batata era ridicularizada pelas concorrentes em anúncios e o The Potato Chip Institute International, representante dos produtores tradicionais, quis proibir a veiculação do salgado como batata chip.

Com tanta resistência, só na metade da década de 1970 a marca começou a ser vendida em todos os EUA, tornando-se um ícone tão forte quanto o a garrafa de Coca-Cola.

Fredric se aposentou em 1980, mas continuou trabalhando, dando palestras, editando livros, escrevendo artigos, sem nunca deixar de mencionar sua lata. Sua filha Linda disse a um jornal de Cincinnati, cidade natal do inventor, que a embalagem “era a sua maior realização”.

O orgulho que tinha de sua criação era tão grande que ele pediu para ser enterrado dentro de uma daquelas latas. Quando morreu, em maio deste ano, aos 89 anos, vítima de Alzheimer, seus filhos não tiveram dúvida: no caminho para o funeral, pararam em uma farmácia para comprar uma Pringles. Optaram pela clássica lata do sabor original. Parte de suas cinzas foi colocada na lata e enterrada junto à urna funerária.

Assim, Fred Baur inventou uma nova maneira de usar a lata, que já era utilizada por muita gente como cofrinho, casa para pássaros, instrumento de percussão e até antena para captar melhor sinal de internet.

Grandes momentos
• Além da lata de Pringles, Fredric Baur criou outros produtos para a Procter & Gamble, como óleos para fritura e uma mistura para sorvete. Fred tinha muito orgulho dessa mistura, mas ela não foi bem recebida e foi tirada de circulação.
• Em 2003 a concorrência pôs suas batatinhas em um tubo vertical vermelho, mas de plástico. Apesar dos processos da Pringles, que acusou a empresa de plágio, a batata ainda está em circulação.
• Pringles é um dos itens mais comuns nos pacotes que as famílias dos soldados no Iraque costumam mandar para que eles possam matar saudades dos EUA.

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– Você é Criativo?

“Ser criativo não é só ter ideias originais – é pensar em como torná-las realidade”.

Abaixo a matéria, extraída da Revista Época, Ed 0208, pg 90-94 (citação dos autores abaixo), de excelente conteúdo a respeito do “quanto somos criativos?”

Caso deseje fazer um teste para saber o quanto você é criativo, entre no link:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI159267-15228,00-PROCURAMSE+CRIATIVOS.html e clique na lâmpada que pedirá para iniciar o exercício.

PROCURAM-SE CRIATIVOS

A criatividade se tornou a qualidade mais desejada no mercado de trabalho. O que fazer para aumentar a sua

POR Francine Lima, Nelito Fernandes e Anna Carolina Lementy

Lembre-se da última boa ideia que lhe ocorreu. Ela pareceu vir do nada, durante o banho? Você deixou que ela escorresse pelo ralo e não pensou mais nela? Ou anotou, contou aos amigos e imaginou como aplicá-la em sua vida? Se você é alguém que tem ideias originais, do tipo que assustam um pouco sua família, e gosta de tentar colocá-las em prática, chegou sua hora: esses pensamentos borbulhando em sua cachola podem valer um emprego novo, um aumento ou mais negócios. Se você não se acha dos mais criativos, ânimo. Nas próximas páginas, vamos lhe dar boas razões para acender as lâmpadas aí dentro e mostrar como fazer isso. O motivo vem de pesquisas recentes feitas com os maiores contratadores do mundo.

Uma dessas pesquisas, feita pela prestadora de serviços tecnológicos IBM com os principais executivos de 1.500 empresas, de vários países, revelou que eles consideram a criatividade o fator crucial para o sucesso atualmente. Para que suas empresas consigam driblar as dificuldades e aproveitar as oportunidades, precisam de gente com ideias novas. Outra pesquisa, feita pela consultoria de administração de pessoal Korn/Ferry, com 365 dirigentes de grandes empresas só na América Latina, chegou à mesma conclusão: a habilidade de criar o novo e o diferente é a mais desejada por mais da metade dos dirigentes (56%). Ficou à frente de capacidades fundamentais, como saber tomar decisões complexas e conduzir equipes rumo a resultados. A essa altura, seria razoável perguntar por que as companhias simplesmente não treinam seus funcionários e fornecedores para ser mais criativos ou não saem por aí oferecendo aos criativos mais dinheiro. A resposta: elas tentam, mas chegaram à conclusão de que treinar ou encontrar gente criativa não é tão simples.

Os dirigentes entrevistados pela Korn/Ferry consideram a criatividade a habilidade mais rara de encontrar e também a mais dura de ensinar dentro dos ambientes de trabalho tradicionais (embora seja possível aumentar essa capacidade com o ambiente e os métodos certos, como veremos adiante). Além disso, há indícios de que as pessoas altamente criativas estejam ficando mais raras. Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que, ao contrário dos quocientes populacionais de inteligência (Q.I.), que crescem a cada geração, a criatividade vem caindo. O fenômeno foi observado pelo pesquisador Kyung Hee Kim, do College of William & Mary (uma importante universidade pública nos EUA). Ele avaliou testes de criatividade feitos desde 1958 e aplicou um deles há dois meses a 300 mil americanos, adultos e crianças. Segundo o cientista, as notas vinham subindo até 1990. De lá para cá caíram, especialmente entre crianças pequenas.

Se você acha que já tem o perfil ou quer passar a se encaixar nele, ainda há um ponto que precisa saber antes de começar a ajeitar o currículo. “Criar”, tanto para os altos executivos entrevistados quanto para os cientistas que estudam o funcionamento do cérebro, é um conceito mais profundo do que “ter ideias diferentes”. Está mais para “ter ideias diferentes e utilizáveis, e ter o impulso de realizá-las”. “Criativo”, por essa visão, não é aquele sujeito maluquinho, cheio de pensamentos vibrantes e caóticos, mas pouco prático. O verdadeiro criativo trabalha. Ele pensa em como implementar as ideias e conhece os limites do mundo real, como escassez de material, dinheiro ou tempo – mesmo que seja para chutá-los para o alto.

Outras qualidades profissionais seguem em alta: ética, comunicação fluida, capacidade de análise, poder de inspirar equipes. Por que a criatividade se tornou mais desejada que todas? Nos países ricos, há o cenário do momento: uma crise que ameaça destruir as empresas menos espertas e pouco flexíveis. Pensando no planeta, incluindo o Brasil, sabemos que o mundo ficou, a um só tempo, menos previsível para quem vende e mais generoso para quem compra. Há abundância de oferta de produtos e serviços, que tendem a se tornar mais baratos. Mais empresas competem com maior eficiência por consumidores mais exigentes. As companhias precisam cortar custos e oferecer novidades de forma acelerada. O jeito velho de trabalhar não produz novidades na velocidade desejada. Vai se destacar quem conseguir criar mais e criar bem.

Um exemplo é a arquiteta Sarah Torquato, mineira de 25 anos. Em quatro anos, ela passou de estagiária a coordenadora de lançamentos na construtora MRV. Desde que começou a estagiar, Sarah depositou no banco de ideias da empresa 40 sugestões de como substituir materiais de construção por alternativas mais baratas, das quais 15 foram adotadas. Ninguém contribuiu tanto. Suas recompensas pelas ideias chegaram a R$ 40 mil, dinheiro com que deu entrada num apartamento aos 24 anos. Como uma pessoa tão jovem pode ser tão produtiva? Sarah diz que muitas vezes acordava de madrugada com uma inspiração, anotava a ideia num caderninho e voltava a dormir (leia dicas para aumentar a criatividade). “Fico ligada em tudo, o tempo todo”, diz.

Alguns amigos a criticaram pela quantidade de sugestões. “Muita gente dizia: pare de dar ideias, a MRV já está rica.” A empresa diz ter distribuído R$ 1 milhão em prêmios para os funcionários por ideias que lhe economizaram R$ 80 milhões. Há ingredientes parecidos nas histórias do engenheiro químico Marcos Aurélio Detilio, que ofereceu sugestões de economia de energia aos clientes da empresa de engenharia e tecnologia Chemtech, em que trabalha, e conseguiu três promoções em quatro anos; ou de Arnaldo Gunzi, de 31 anos, que adaptou modelos matemáticos para melhorar o deslocamento de técnicos de telefonia no Recife e ganhou a oportunidade de trabalhar na Austrália; ou da chefe de cozinha Carole Crema, de 37 anos, uma das responsáveis por iniciar no Brasil a moda dos cup cakes, os bolinhos confeitados feitos em formas individuais. Criatividade é essa capacidade de ver possibilidades que os outros não enxergam e contribuir com algo original e útil.

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– O Futuro em 2000, pensado em 1900

Uma série de retratos inusitados com mais de 110 anos!

Essa exposição (citação no link) mostra mais de 20 desenhos de como a sociedade do ano 1900 pensava que seria o ano 2000.

Veja as invenções imaginadas e, até certo ponto, as bizarrices criadas nas mentes das pessoas, em: http://is.gd/FUTUROem1900

Essa, abaixo, é a dos bombeiros voadores. No link acima, tem mais.