– A Preparação Mental contra o Medo e a Ansiedade no dia-a-dia profissional.

Treinar a mente contra os fantasmas do dia-a-dia é fácil? Claro que não. Idem ao superar traumas que remanescem em nossas cabeças.

Leio como a surfista Maya Gabeira (a brasileira que caiu de uma onda de 20 metros em Nazaré, Portugal, ficando 9 minutos se debatendo nas ondas e sofrendo duas cirurgias complicadas na coluna) venceu as dificuldades com um misto de preparação mental à base de MEDO e CONFIANÇA. Todo o processo levou 2 anos!

Abaixo, extraído de: Época Negócios, coluna Insights, pg 122-123, Maio 2016.

A MESMA ONDA, SÓ QUE DIFERENTE

Maya Gabeira conta que a ansiedade e o medo quase a fizeram desistir de voltar ao mar. Acompanhe algumas dicas da surfista para treinar a mente e superar o trauma.

1- SEJA PRIMITIVO

Confiar nos seus instintos de sobrevivência é fundamental para se sair bem numa situação extrema.

2- PERMITA-SE SENTIR MEDO

O medo é o combustível para a superação. Permite que se corram riscos, mas riscos controlados.

3- DÊ TEMPO AO TEMPO

Para voltar à forma e superar o trauma, é preciso retomar a confiança em si mesmo. O segredo é recomeçar com desafios menores e ir aumentando as dificuldades aos poucos.

4- VALORIZE O TREINAMENTO

É impossível controlar as forças da natureza. Mas é possível simular os contratempos e treinar o corpo a agir rápido e se proteger.

Maya Gabeira surfando em uma onda gigantesca em Nazaré em 2018

Imagem extraída da WSL, em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-54274858

– Você é Multitasking?

Um mal dos tempos modernos: excesso de tarefas que não nos permite fazer uma coisa por vez. E, por isso, faz várias atividades ao mesmo tempo!

Você sofre disso?

Não é o único… Veja que interessante:

(extraído da Revista Galileu, Ed Outubro, pg 42-45, por Priscilla Santos, Daniela Arrais e Érika Kokay)

FAÇA UMA COISA DE CADA VEZ

Não dá pra ser multitarefa. Muita gente já descobriu isso. Conheça pessoas que conseguiram se concentrar em uma atividade por vez, diminuíram a angústia e ganharam tempo pra curtir a vida

Você começa a escrever um e-mail de trabalho, mas é interrompido pelo toque do celular. Atende à ligação e, quando desliga, vê avisos de mensagens na telinha. Abre uma delas mas, antes mesmo de responder, algum colega chama você para terminar aquela conversa que começaram de manhã… E assim você vai, pulando de uma tarefa para outra. Ao final do dia, o desconforto de ter começado muitas coisas, concluído algumas e produzido bem menos do que gostaria. Vem a angústia de que sobrou muita coisa para o dia seguinte — e pouco tempo para aproveitar a vida.

Esse comportamento, comum no multitasking, estilo dos que desempenham várias tarefas ao mesmo tempo, começa aos poucos a ceder espaço a um estilo oposto: o monotasking. Ou seja: concentrar em uma coisa de cada vez com a intenção de fazer tudo bem feito, de preferência passando algum tempo longe das distrações da internet. “É uma contra-tendência, uma antítese ao excesso de informação e estímulos que vivemos”, diz Linda Stone. Para essa ex-executiva da Apple e Microsoft e uma das maiores estudiosas de atenção humana hoje, estamos deixando a era da Atenção Parcial Contínua (CPA, em inglês), em que prestamos um pouco de atenção a várias coisas o tempo inteiro, para entrar na era do unifoco, em que de fato nos concentraremos nos que estamos fazendo no momento. “Tudo que é escasso se torna valioso. A nova escassez é ter tempo para pensar e se concentrar”, afirma Henry Manson, chefe de pesquisa da agência de tendências de consumo Trendwatching, uma das maiores do mundo. “Vivemos uma aceleração do tempo: tudo tem que ser rápido, imediato. Mas não se pode ter inovação sem períodos de reflexão e preguiça”, diz a filósofa Olgária Matos, professora da USP.

O analista de sistemas Fabiano Morais, 40 anos, de Brasília, é um representante dessa tendência. Fabiano é obrigado a passar horas e horas à frente do computador por conta de seu trabalho — ele desenvolve sistemas para a web. E entende bem o significado da palavra dispersão: “É aquela fissura de saber se alguém te mencionou no Twitter ou fez um post novo no Facebook”. Como empreendia seus próprios projetos e trabalhava de casa, o empresário não sabia mais o que era horário de expediente, final de semana ou feriados. Mas reagiu a essa falta de limites, e criou espaço para folgas e diversão. “Quis comandar o ritmo da minha vida”, diz. Um exemplo: Fabiano passou a fechar o e-mail e sites tentadores enquanto executa uma tarefa. Virou adepto da yoga e de meditação para aumentar seu foco no presente.

Quando percebeu que os resultados eram positivos, acabou criando um projeto próprio em torno do tema: o Moov, um serviço na web que permite compartilhar listas de tarefas, contatos e histórico de relacionamento entre uma equipe. Fabiano coordena ainda 15 pessoas em uma empresa de tecnologia da informação e aplica em grupo os benefícios do que aprendeu. “As noites e finais de semana, agora, se transformaram em tempo livre ao lado da família.”

mishpacha image

Imagem extraída de: https://mishpacha.com/multitasking-is-it-for-real/

– Divórcio com Festa.

Todo ano acontecem alguns modismos na sociedade. Há pouco, a moda era “casamentos temáticos”, com motes dos mais diversos. Agora, a onda são as festas de libertação, ou melhor, festejos do divórcio!

Extraído da Folha de São Paulo, pg E3, por Vinícius Queiroz:

DIVÓRCIO COM FESTA

Relações públicas celebra fim de relação de 4 anos em “descasamento” com buquê de camisinhas para “garantir diversão” e bolo com noivo indo embora

Quando receberam o cartão para a festa da relações públicas Meg Sousa, 28, os amigos estranharam o convite e acharam que era piada. “Vai rolar a megafesta do meu divórcio. Afinal, nem toda separação precisa ser triste”, dizia.

Para comemorar o fim do casamento de quatro anos, ela reuniu 380 conhecidos -mais gente do que a cerimônia de união, que teve 130 pessoas- numa casa noturna da Vila Madalena, fechada só para o evento numa noite de sábado de maio, o mês das noivas.

A festa teve tudo do casamento: carro antigo com motorista, daqueles que levam as noivas à igreja, véu, vestido branco, bolo, docinhos, buquê, padrinhos -menos o noivo.

“Foi praticamente uma festa de casamento. Aliás, foi um descasamento, só não teve aliança”, diz Meg, que está sem namorado fixo desde então.

Como praticamente não é igual, a festa teve algumas peculiaridades. Em vez de flores, o buquê era feito de camisinhas abertas, “para que a solteira que pegasse o arranjo não se amarrasse, mas tivesse diversão pelo resto da vida”.

O bolo também teve uma simbologia: era partido ao meio, com a boneca da noiva, sorridente, segurando uma taça de champanhe, e o noivo, de costas, saindo com uma mala debaixo do braço.

E foram os próprios amigos mais próximos que ajudaram a organizar a festa e deram tudo. Um fez os convites, outro criou o site com informações da farra, um terceiro, dono de uma casa noturna, cedeu o espaço, outro fez o penteado e a maquiagem, e teve um ainda que fez os docinhos -“bem-separados”, “um coração partido para não restar dúvidas”, diz Meg.

Falecido

O ex-marido sabia da festa, foi convidado, disse que ia, mas como não se empolgou com a produção do evento, foi desconvidado de última hora.

A relação com o “falecido” (ela pede que ele seja chamado assim, sem nomes) é complicada e hoje eles só se falam para tratar da partilha dos bens.

Meg diz até que pensou em fazer lançamento de dardos na foto do ex-marido e colocar uma foto dele em rolos de papel higiênico, mas desistiu porque acabou por achar muito desrespeitoso e ofensivo.

Conhecida nas altas rodas de São Paulo, a banqueteira Vivi Barros diz já ter organizado há alguns meses uma festa de divórcio para 120 convidados.

“O objetivo dela era fazer uma festa para comemorar o divórcio, que foi litigioso e muito sofrido. E pediu várias coisas que o marido odiava e não poderia nem ver, como bacalhau. Tudo o que ele odiava, ela fez, até colocou um vestido curto vermelho, que ele a proibia de usar”, diz Vivi.

Enquanto as festas de divórcio viram moda no país, o Senado deve votar nos próximos dias, em segundo turno, uma mudança na Constituição que agiliza o processo de separação ao extinguir a etapa de dois anos entre o pedido e a homologação do desquite.

Os amigos de Meg, que no começo estranharam o convite inusitado, dizem que a festa foi a melhor a que já foram na vida. E pedem mais. Agora, ela já planeja a festa de um ano de divorciada para maio.

Resultado de imagem para divorcio

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Apenas 25% dos bebês nascerão de relações sexuais daqui 40 anos, afirma importante professor!

Um renomado biocentista americano, professor da famosa Stanford University, afirma: daqui há 40 anos, 75% dos bebês vão nascer de células de fertilização in vitro!

Assustador imaginar que ¼ das crianças nascerão de “sexo convencional”…

Abaixo, extraído de Revista Época, ed 942, pg 64-68

HENRY GREELY: “O SEXO PARA FAZER BEBÊS SERÁ RARO”

por Marcela Buscato

À primeira vista, a ideia do advogado americano Henry Greely, que se especializou nas implicações éticas, sociais e legais dos avanços biomédicos, parece pouco plausível. Em seu novo livro, The end of sex (O fim do sexo, sem edição brasileira), recém-lançado nos Estados Unidos, Greely afirma que, em 40 anos, 75% dos bebês nascerão a partir de técnicas de fertilização in vitro. É difícil imaginar casais sem problemas de fertilidade recorrerem ao procedimento. Ele é caro e desgastante, em especial para a mulher, que tem de tomar hormônios fortes e passar por uma pequena intervenção para coletar os óvulos, fertilizados com o espermatozoide em laboratório. O argumento de Greely, de 63 anos, diretor do Centro de Direito e Biociências da Universidade Stanford, torna-se convincente quando ele detalha como o aprimoramento de uma técnica já estudada pelos pesquisadores tornará a coleta de óvulos dispensável. Células de pele serão transformadas em células-tronco, com potencial para gerar qualquer tipo de célula, inclusive as reprodutivas. “Casais gays poderão ter filhos biológicos e será possível fazer um bebê com uma única pessoa”, diz Greely. Mais: esse bebê, diferentemente de um clone, não precisará ser uma cópia idêntica do progenitor. Ele acredita que o barateamento das técnicas de sequenciamento do genoma permitirá aos pais escolher até características comportamentais do filho. Será uma revolução na maneira como nos reproduzimos. “Se será algo bom ou ruim, só depende de nós.”

ÉPOCA – Devemos nos preocupar com esta história de o sexo acabar, como sugere o título de seu livro?
Henry Greely – O sexo que não tenha como objetivo direto gerar bebês continuará existindo. Mas estimo que, entre 30 e 40 anos no futuro, as pessoas não farão sexo para conceber seus filhos. Será algo muito mais raro do que é hoje. Cerca de 75% dos bebês nascerão de uma técnica semelhante à fertilização in vitro, em que o espermatozoide do pai fecunda o óvulo da mãe em uma placa de laboratório, e o embrião resultante é transferido para o útero. A diferença é que nessa nova técnica não será necessário estimular o ovário das mulheres para extrair os óvulos.

ÉPOCA – Como serão feitos os óvulos?
Greely – Será possível fazê-los a partir de células da pele. Em vez de a mulher passar por dias de injeções de hormônios caros e muito fortes – para fazer os ovários produzir muitos óvulos –, pegaremos células da pele e as transformaremos em um tipo de célula com potencial para se transformar em qualquer outro tipo. São as células-tronco pluripotentes induzidas. Elas serão transformadas em óvulos. Espermatozoides também poderão ser feitos assim. É provável que possamos até fazer óvulos da pele de homens e espermatozoides da pele de mulheres.

ÉPOCA – O grande avanço tecnológico necessário não pode manter isso no terreno da ficção científica?
Greely – Pesquisadores já conseguiram induzir células-tronco a partir da pele de ratos, transformá-las em células reprodutivas e gerar filhotes. Ainda não chegamos a esse ponto com seres humanos, mas os primeiros passos já foram dados. Há muito esforço e dinheiro sendo investidos para transformar as células-tronco pluripotentes induzidas em diversos tipos de células: nervosas, do fígado, do pâncreas… quanto mais aprendermos, mais fácil ficará transformá-las em qualquer tipo, inclusive óvulos e espermatozoides.

ÉPOCA – Se é possível produzir tantos óvulos quanto espermatozoides a partir de células de qualquer sexo, casais gays poderão ter filhos biológicos?
Greely – Acredito que eles acharão essa possibilidade muito interessante. Será mais fácil para casais de lésbicas. Os homens ainda terão de encontrar alguém que aceite ser barriga de aluguel, enquanto no casal de lésbicas uma das duas mulheres pode levar a gravidez adiante.

ÉPOCA – Se será possível fazer óvulos e espermatozoides a partir da pele de uma mesma pessoa, será viável gerar embriões a partir de uma única pessoa? 

Greely – É possível. Acho que você tem de ser um pouco louco, mas é um mundo grande e há gente maluca nele. Essa criança, um “unibebê”, não seria um clone da pessoa que o gerou. Para a maior parte dos genes, temos duas cópias: uma que veio da mãe e uma que veio do pai. Como as diferentes combinações dessas cópias levam a características diferentes, o filho não seria um clone, mas algo próximo. No genoma, ele poderá ter genes iguais ao “uniprogenitor” em alguns lugares e em outros não. Uma pergunta a que os governos terão de responder é se isso deverá ser permitido. Parece, no mínimo, muito egocêntrico. Donald Trump iria querer um “unibebê”.

ÉPOCA – É possível entender que casais com problemas de fertilidade e casais gays se interessem por essa técnica. Mas por que a maioria optaria por ter bebês dessa maneira se o jeito tradicional é mais agradável?
Greely – Com essa técnica, será possível fazer centenas de embriões, e não a média de 12 que a fertilização in vitro tradicional permite hoje. Os pais poderão usar técnicas de sequenciamento genético, que estarão muito mais baratas, para analisar os genes do embrião e escolher características. Essa técnica, chamada de diagnóstico de pré-implantação, já existe há 25 anos, mas atualmente é usada para olhar apenas doenças genéticas sérias. O custo de decifrar um genoma caiu de US$ 500 milhões para US$ 1.000. É provável que, em 20 anos, seja US$ 100 ou US$ 10. Significa que será possível saber tudo o que a genética tem a nos contar sobre cada um dos embriões.

ÉPOCA – Há muitas críticas morais e éticas em encomendar um bebê com características específicas…
Greely – Acho que o maior uso será para evitar doenças genéticas graves. Alguns pais usarão para evitar outros riscos de saúde, como mutações do gene BRCA, que podem levar ao câncer de mama e ovário, ou mutações relacionadas ao mal de Alzheimer. O sequenciamento genético também poderá ser usado para escolher a aparência: cor do cabelo, dos olhos, da pele, altura. Alguns pais terão interesse em escolher o sexo. Outros de selecionar comportamentos. O problema é que a relação entre genes e características comportamentais é particularmente fraca. Nunca seremos capazes de falar: “Esse embrião será um gênio”. Talvez possamos falar que “ele tem 12% de chance de estar entre os 10% mais inteligentes”. Há um risco de os pais errarem.

ÉPOCA – Será difícil escolher quais embriões implantar?
Greely – Ao olhar para muitas variáveis, tomar decisões se torna difícil. Como você sabe se vale a pena escolher um embrião com propensão maior à matemática se ele também tem um risco maior para diabetes? Uma das vantagens de fazer bebês a partir do velho jeito é que não é preciso tomar nenhuma decisão. Apenas jogam-se os dados. Agora, quando você faz escolhas, pode se sentir bem se elas se mostrarem corretas ou mal se parecem erradas. O maior risco será os pais acreditarem que controlam mais do que podem.

ÉPOCA – A fertilização in vitro está disponível há mais de 30 anos, mas seu uso ainda é restrito porque ela é cara. A nova técnica será mais barata a ponto de 75% dos bebês nascerem a partir dela?
Greely – Ela deverá custar em torno de US$ 10 mil por bebê, próximo do valor atual de uma fertilização. Pode parecer caro para famílias, mas muitos países arcarão com o custo e disponibilizarão a técnica gratuitamente. Fazer 100 bebês custará US$ 1 milhão. Mas, considerando que entre 1% e 2% dos bebês nascidos têm doenças genéticas sérias que exigem mais do sistema de saúde, será possível evitar gastos de US$ 5 milhões. Os países tornarão a população mais saudável e também economizarão dinheiro do governo, dos planos de saúde e de agências seguradoras.

ÉPOCA – Isso soa assustadoramente como eugenia. Não há um risco alto demais?
Greely – Há preocupações éticas, a começar pela segurança do procedimento. Primeiro, temos de ter certeza de que ele será seguro para os bebês. Ele também poderá gerar problemas de igualdade: e se muitos pais quiserem ter meninos em vez de meninas, por exemplo? Para mim, uma das questões mais difíceis envolve deficiências. Vamos supor que você tenha um filho com síndrome de Down e ela se torne incomum. Como isso afetará a pesquisa sobre a doença de seu filho, o apoio médico e social a ele? Se será possível escolher se um bebê com deficiência poderá ou não nascer, aqueles que nascerem com deficiência terão a sensação de que, na verdade, não deveriam ter nascido. Uma das razões pelas quais escrevi esse livro é para alertar sobre o que está vindo. As pessoas precisam se preocupar e começar a pensar em como usar essa técnica. Se será algo bom ou ruim, só depende de nós.

Para ter filhos, o sexo não será mais necessário”. Entrevista com Henry T.  Greely - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

Imagem: divulgação Internet.

– As Vias Especiais para Pedestres que usam Celular!

Sinal dos tempos: o que acha se algumas calçadas fossem exclusivas para “viciados em celular”?

Veja sobre os acidentes de quem anda grudado na tela,

extraído de: http://veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/

TOMBOS, INDIFERENÇAS E DESIMPORTÂNCIA DOS ESPAÇOS PÚBLICOS

Brasileiros passam mais tempo olhando seus smartphones do que assistindo à televisão ou usando o computador. O resultado prático disso é que as pessoas olham seus aparelhos o tempo todo, no sofá de casa, no banheiro ou, o que pode ser ainda mais estranho e perigoso, caminhando no meio da rua. Faça o teste e repare, ao longo do dia, quantos minutos (ou segundos) você consegue andar sem olhar o celular.

O impacto disso na vida urbana é enorme. Como ninguém mais olha por onde anda, ninguém mais observa a cidade. A percepção dos espaços é cada vez menor o que, ao longo do tempo, faz minguarem as exigências sobre a qualidade desses locais. Tudo o que está fora da telinha passa a ser indiferente. A experiência de caminhar livremente e praticar o mais antigo esporte humano, olhar as pessoas que passam, parece algo datado. Além disso, uma série de acidentes causados pela falta de atenção entraram para a rotina de pedestres e hospitais.

Nos Estados Unidos, tombos causados porque a pessoa estava absorta vendo o celular em vez de olhar por onde andava já correspondem a 10% dos atendimentos a fraturas em prontos socorros, de acordo com a Universidade Buffalo de Nova York. Em Ohio, foram 1.506 quedas causadas por celular em 2010, o dobro do registrado em 2005. A maior parte das vítimas tinha entre 16 e 25 anos.

bomba.jpg

Imagem extraída da Internet

– Nosso círculo vicioso de compulsão e a busca sofrida por Dopamina.

Cada vez mais a nossa sociedade tem que lidar com novas dores e desafios. Porém, “lidar e lutar com o sofrimento” tem sido um problema, no qual uma carga ainda maior de drogas e tratamentos surgem.

Nas angústias sociais e profissionais, para buscar o prazer e o bem-estar, contraditoriamente, podemos estar encontrando mais dores!

Um artigo interessante, abaixo, extraído de: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/a-caca-de-dopamina-quando-a-busca-pelo-prazer-gera-sofrimento/

À CAÇA DE DOPAMINA: QUANDO A BUSCA PELO PRAZER GERA SOFRIMENTO

por Diogo Sponchiato.

Dopamina. Esse é o nome do principal neurotransmissor do prazer, um mensageiro químico que perambula nas conexões entre os neurônios, ativando a sensação de realização plena. Ocorre que os mesmos circuitos nervososresponsáveis pela sensação de deleite se ocupam do sofrimento.

No fundo, é como uma gangorra. Só que, se ficarmos a todo momento pesando para o lado prazeroso, o brinquedo pode quebrar e a gente cair no lado sofredor. É com comparações assim que a psiquiatra americana Anna Lembkenos explica como o cérebro humano, ávido por recompensas, não raro entra num círculo vicioso de compulsão.

É um drama individual mas também coletivo, como deixa claro o título de seu livro publicado pela Vestígio: Nação Dopamina (clique aqui para ver e comprar).

Aprendemos a caçar prazer e desaprendemos a lidar com as dores do corpo e da mente, em um contexto de fácil acesso a um extenso cardápio de drogas, incluindo as digitais. O reflexo disso é o astronômico número de pessoas dependentes de substâncias lícitas e ilícitas, pornografia e redes sociais.

Na obra, Anna, que é professora da Universidade Stanford (EUA), utiliza seu próprio vício por “romances baratos” e histórias de seus pacientes para esmiuçar o desajuste entre nossa “fome” por dopamina e o ambiente ao redor. E, com base nos aprendizados que vieram com anos tratando casos de dependência, esboça um roteiro para enfrentarmos nossas compulsões.

capa do livro
Capa: Vestígio/Divulgação

Nação Dopamina
Autora: Anna Lembke
Editora: Vestígio
Páginas: 256

+ LEIA TAMBÉM: A nova anatomia dos vícios: por que eles surgem e como domá-los? 

Entrevista com a autora

VEJA SAÚDE: Em que medida a pandemia mexeu com o conceito de “nação dopamina”? Ela reconfigurou nossa busca por felicidade e prazer?

Anna Lembke: A pandemia abriu tanto um caminho de melhora quanto de piora para nossa crise atual com a dopamina, dependendo de quem você é. Para muitos, aumentou o consumo de substâncias e comportamentos viciantes, especialmente as drogas digitais. A quantidade de tempo que as pessoas estão passando online jogando games, surfando nas redes sociais e assistindo pornografia decolou pelo mundo.

O consumo de álcool e maconha e as mortes por overdose de drogas também têm crescido em vários países. Ao mesmo tempo, a pandemia também tem sido um momento para se cuidar. Algumas pessoas começaram a reavaliar seu consumo e a pensar mais profundamente em como querem gastar seu tempo.

Nossa dependência pelo digital disparou. Tem solução para isso?

Está claro para mim que as mídias sociais e outros tipos de conteúdo digitalfuncionam como drogas. Quanto mais se consome, mais você quer. Nosso desejo por elas é infinito e a satisfação nunca é atingida. É um problema individual e coletivo, e assim requer soluções individuais e coletivas.

No livro, falo bastante sobre o que nós como indivíduos podemos fazer, assumindo que os governos, as corporações e as escolas se mobilizarão um pouco no curto prazo. Mas isso não deve eximir o papel das organizações.

Ao contrário, precisamos de leis, regulamentações e incentivos financeiros para ajudar a conter nosso consumo coletivo excessivo. Isso inclui inovações tecnológicas que ajudem a visualizar a natureza viciante dos produtos online, ferramentas para monitorar o consumo, desincentivo financeiro quando o consumo viola os limites saudáveis, proibição de anúncios de drogas digitais para menores e espaços livres de telas nas escolas.

A humanidade desaprendeu a lidar com o sofrimento? O aumento nas taxas de suicídio entre jovens seria um sintoma disso?

Nós redefinimos nossos níveis individuais e coletivos de dopamina nos isolando da dor e nos inundando de fontes de prazer. Eu acredito que estamos mais infelizes porque estamos mudando o ponto de ajuste hedônico do nosso cérebro.

Precisamos de pouca dor para experimentar o sofrimento e prazeres cada vez mais potentes para experimentar uma quantia módica de felicidade. Nossa antiga rede de fiação neurológica é lamentavelmente incompatível com o moderno ecossistema de superabundância.

Estamos nos medicando mais para tentar minimizar esse desajuste?

Estamos prescrevendo antidepressivos demais. Eles são ferramentas úteis em casos extremos, mas têm suas compensações e podem deixar de ser efetivos no longo prazo.

Há alguma compulsão que mais a preocupa atualmente?

Ando muito preocupada com o crescimento da compulsão por sexo e pornografia. Pessoas com essas condições se escondem por causa dos estigmas e mal-entendidos ligados a esses comportamentos. São compulsões que podem ser devastadoras e ameaçar a vida de indivíduos vulneráveis, sobretudo homens. A internet explodiu esse problema no mundo inteiro.

foto de representação de um arco-íris saindo da cabeça de uma mulher chorando

Pandemia resultou na piora ou no desenvolvimento de compulsões. Foto: Paula Daniëlse/Getty Images

Leia mais em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/a-caca-de-dopamina-quando-a-busca-pelo-prazer-gera-sofrimento/

– Por quê os Casais Brigam?

Uma interessante pesquisa mostra que os casais brigam quase 1 vez por dia durante o ano todo.

Acho o número exagerado, mas as razões levantadas, tanto por homens quanto por mulheres, são, digamos, conhecidas por todos!

Olhe, abaixo, o ranking dos motivos de brigas (masculino e feminino).

Extraído de: http://g1.globo.com/mundo/noticia/201/01/casais-brigam-312-vezes-por-ano-diz-pesquisa-britanica.html

CASAIS BRIGAM 312 VEZES POR ANO, DIZ PESQUISA

Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha com 3 mil pessoas indicou que os casais brigam em média 312 vezes dias por ano – principalmente às quintas-feiras por volta das 20 horas, por dez minutos. O levantamento, encomendado por um varejista online de artigos e peças para banheiros, sugeriu que a esmagadora maioria das brigas se origina de motivos banais, como deixar pelos na pia, entupir o ralo do chuveiro com cabelo e “surfar” entre canais de TV.

“Todos os casais brigam, mas ver o quanto eles discutem por causa de coisas simples, como as tarefas domésticas, nos faz abrir os olhos”, disse o porta-voz sobre a pesquisa, Nick Elson.”Parece muito tempo perdido em bate-bocas, independente de quão irritante sejam os hábitos.”

As razões dadas por homens e mulheres refletem algumas já conhecidas e proclamadas diferenças no comportamento dos sexos. Enquanto elas reclamam que os parceiros não trocam o papel higiênico quando terminam de usar o aparelho sanitário – nem abaixam a tampa -, eles ficam nervosos quando as parceiras demoram para ficar prontas e reclamam sobre as tarefas domésticas.

Deixar as luzes acesas, acumular entulhos e não recolher as xícaras espalhadas pela casa após o chá ou café também são razões citadas por ambos os sexos para as brigas. Oito de cada dez entre os três mil adultos britânicos pesquisados disseram ser obrigados a limpar, constantemente, a sujeira do outro.

E se as mulheres ficam mais frustradas com os hábitos dos parceiros, a pesquisa indicou que são eles que mais vêem nas razões banais motivos para uma separação. Um quinto dos homens entrevistados disseram considerar essa opção em consequência das dificuldades de convivência.

A seguir, os hábitos que mais irritam as mulheres:

1. Deixar pelos na pia
2. Deixar a privada suja
3. “Surfar” entre canais de TV
4. Não trocar o rolo de papel higiênico
5. Não abaixar a tampa da privada
6. Deixar as luzes acesas
7. Xícaras sujas pela casa
8. Toalhas molhadas no chão ou na cama
9. Acumular pertences
10. Não dar descarga

E os hábitos que mais irritam os homens:

1. Demorar para ficar pronta
2. Reclamar que ele não faz nada
3. Deixar as luzes acesas
4. Entupir o ralo do chuveiro com cabelo
5. Acumular pertences
6. Encher a lata de lixo além da capacidade
7. Deixar lenços de papel pela casa
8. Xícaras sujas pela casa
9. ‘Surfar’ entre canais de TV
10. Assistir a novelas.

Resultado de imagem para marido e mulher

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Força, Klara Castanho.

Minhas preces para o consolo da atriz Klara Castanho, que foi vítima de estupro, não fez o aborto e doou o bebê para adoção. Não bastasse a violência física, sexual e emocional, foi vítima também de uma enfermeira que vazou seus dados ao fofoqueiro Léo Dias, que a expôs.

Lamentável. Até onde a pessoa tem a privacidade invadida? E até onde esses “noticiários de fofoca” maldizem o próximo, sem piedade?

Aqui: https://g1.globo.com/saude/noticia/2022/06/26/para-especialistas-atendimento-medico-e-hospitalar-relatado-por-klara-castanho-foi-antietico-e-antiprofissional.ghtml

Leo Dias é atacado na internet após Klara Castanho expor violência ·  Notícias da TV

Imagem extraída de: https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/celebridades/leo-dias-e-atacado-na-internet-apos-klara-castanho-expor-violencia-83733

– Nos respeitemos mutuamente!

Independente de raça, credo, gênero ou qualquer ideologia, somos todos semelhantes.

Digo “semelhantes”, pois igual ninguém é em relação ao próximo. Afinal, temos nosso conjunto de características ímpar, de indivíduo para indivíduo. A única coisa que nos iguala (ou melhor: deveria nos igualar) é a dignidade humana!

Sendo assim, considerando que todos nós teremos o mesmo fim (a morte neste plano) por quê julgar inferior alguém ou discriminar?

Esse meme, abaixo, bem conhecido, é perfeito:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Boa idéia contra as Drogas!

Tenho visto alguns outdoors com a seguinte mensagem:

Drogas deviam se chamar Tristeza. Desista Já!

Não sei de quem é a campanha, mas foi excepcionalmente bem bolada. Se fosse bom, o entorpecente não se chamava “droga”. Vide quantas famílias acabadas por esse mal.

Drogas | DISCUTINDO CONTEMPORANEIDADES | Página 5

08e82ae19ae022d36a92e5a4bfbfe12e.jpg

– Trabalhar mata?

E um dos culpados pode ser o WhatsApp e outros meios de comunicação.

Compartilho, extraído de: http://istoe.com.br/trabalhar-demais-mata/

TRABALHAR DEMAIS MATA

Suicídios por excesso de trabalho alertam para os perigos do estresse profissional. Na Europa, já se discute a diminuição da jornada e a proibição do envio de mensagens por WhatsApp fora do expediente

Matsuri Takahashi tinha 24 anos e havia acabado de se formar na renomada Universidade de Tóquio. Trabalhava há sete meses na Dentsu, a maior empresa de publicidade do Japão, onde cumpria jornadas de até 20 horas diárias sem ter tido uma folga sequer durante esse período. Para a família e os amigos, Matsuri era exemplo do que se espera de uma jovem japonesa de vinte e poucos anos: ela tinha sucesso, dinheiro e trabalhava duro. Para a garota, a realidade mostrava-se bem diferente: frustração, cansaço, estresse, sentimento de incapacidade. Matsuri queria morrer. “Estou física e mentalmente destroçada”, publicou nas redes sociais pouco antes de se jogar da janela do prédio em que vivia. Após longa investigação, o Ministério do Trabalho japonês chegou a um veredicto: a culpa era da empresa. Descobriu-se que, mesmo depois da tragédia, alguns funcionários faziam 80 horas extras por mês – Matsuri chegava a trabalhar 105 horas a mais mensalmente. O caso fez com que o primeiro-ministro Shinzo Abe e a Federação de Negócios do Japão promovessem uma campanha para evitar mais mortes. A partir de fevereiro, será obrigatório que os funcionários deixem os escritórios mais cedo. “Saúde é o equilíbrio entre as diversas dimensões do ser humano: biológica, psíquica e social”, diz o especialista em medicina comportamental da Unifesp, Ricardo Monezi. “Ao desequilibrar uma dessas dimensões, todas as outras são afetadas”.

Dados oficiais mostram que, no Japão, mais de 2 mil pessoas se suicidam anualmente por causa do estresse laboral. O número pode chegar a 10 mil, considerando as doenças provocadas pela dura rotina corporativa. Na China, o país mais populoso do mundo, 600 mil pessoas morrem todos os anos por motivos relacionados ao trabalho. “A visão de que trabalhar muitas horas significa ganhos de produtividade não condiz com a realidade”, diz Anderson Sant’Anna, coordenador do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas e Liderança da Fundação Dom Cabral. “Na era industrial, o trabalho de massa envolvendo movimentos rápidos, intensos e repetitivos mobilizava o corpo, tinha relação com a intensidade”, diz. “Hoje a natureza do trabalho é mais subjetiva, envolvendo as capacidades do cérebro, o que torna mais importante o tempo lógico do que o cronológico”.

O drama não se restringe aos asiáticos. O problema é tão grave que há denúncias de que empresas do segmento automotivo e grandes lojas de varejo de países como Estados Unidos, Tailândia e Honduras obrigam seus funcionários a usar fraldas geriátricas para que não interrompam o trabalho com idas ao banheiro. “A tecnologia avançou muito, mas o nosso corpo, não”, diz Sant’Anna. “O indivíduo perde a noção de humanidade, toma remédios para disfarçar sintomas de doenças e, quando se dá conta, tem um ataque cardíaco aos 40 anos, no ápice da produtividade”.

O PESO DA TECNOLOGIA
O uso excessivo das tecnologias amplifica o problema ao deixar o trabalhador conectado 24 horas por dia. Para combater a prática, países como Alemanha, Holanda e Suécia discutem a diminuição da jornada para 6 horas diárias. Na França, que estabelece um limite de 35 horas semanais de trabalho, entrou em vigor, em janeiro, uma lei que garante aos funcionários o “direito à desconexão do trabalho”. De acordo com as novas regras, toda empresa com mais de 50 empregados deve negociar com sindicatos o envio de mensagens por aplicativos como Whatsapp fora do horário de expediente. Desligar automaticamente os computadores após 8 horas ou ainda apagar as luzes dos escritórios são outras medidas que poderão ser implantadas. “Reduzir a jornada não significa produzir menos”, diz Benedito Nunes, fundador do Instituto Movimento pela Felicidade. “Pessoas adoecidas, entristecidas e estressadas não são produtivas e geram altos custos às empresas quando afastadas por problemas de saúde”.

Exaustão por excesso de trabalho é assunto sério – Geremed Saúde Ocupacional

Imagem extraída de: https://www.geremed.com.br/blog/exaustao-por-excesso-de-trabalho-e-assunto-serio/

– A Ansiedade no Mundo Corporativo.

Recebi do querido professor e amigo José Renato Santiago Sátiro esse excepcional artigo sobre Ansiedade dentro das Empresas.

Por ser um assunto tão pertinente, compartilho.

Extraído de www.jrsantiago.com.br

SOBRE A ANSIEDADE NO MUNDO CORPORATIVO

Ao conjunto de ações, reações e sentimentos que invadem uma pessoa nos momentos que antecedem certa situação sobre a qual não há ciência prévia dos devidos desdobramentos, chama-se ansiedade. Apenas um conceito pontual, que li em algum lugar. Ainda que genérico permite identificar algumas interessantes questões sobre a mesma. Segundo muitos, a ansiedade já suplantou a depressão na conquista do título de “o mal do século”. Sua onipresença faz dela uma companheira constante em nosso ambiente familiar, entre amigos e até mesmo junto aos colegas de trabalho.

No meio de tantas atribuições que tinha em certa empresa onde atuei durante alguns anos, costumava compartilhar alguns momentos com um querido senhor chamado Galeta. Magro, esguio e com humor muito próprio, maneira que costumo usar para descrever alguém mal humorado, às vezes ele me chamava para ir a sua sala. Os quase trinta anos de empresa fizeram dele uma referência junto aos seus colegas e suas conversas, recheadas de histórias incríveis, eram oportunidades únicas de aprendizado. Confesso que me sentia orgulhoso por seus convites, mas havia uma restrição. Por falar demais (ainda que eu seja também um tagarela), não tinha como entrar em sua sala e ficar por poucos minutos. Ciente disso, ele costumava fechar a porta com chave, quase que trancando seus ‘convidados’. Após dezenas de minutos, meu corpo deixava clara a minha necessidade de ir embora. Galeta não se fazia de rogado e já se antecipava a qualquer pedido de ‘preciso dar uma saidinha’ dizendo: “Olha meu rapaz, tu és novo ainda e tem muito tempo pela frente para fazer tanta coisa aqui que não consigo entender porque você é tão ansioso”. Confesso que, das primeiras vezes, ouvia isso muito de boa sem fazer qualquer análise sobre suas palavras. No entanto, devo confessar que ao longo dos tempos, diante a repetição dessa dinâmica passei a não entender porque ele me chamava de ansioso, uma vez que tudo o que eu queria, após certo tempo de conversa, era ‘apenas’ sair dali para cumprir minhas obrigações. Demorou para que eu, enfim, o retrucasse e, com todo cuidado, devolvesse: “Mas Galeta, por que você me chama de ansioso? Na verdade, ainda que nossos papos sejam ótimos, quando pareço meio impaciente a sua frente é porque às vezes tenho muitas coisas a fazer e você bem sabe como é meu chefe”. Confesso que tão logo falei isso me veio um estranho suor frio que me desceu pelo corpo, por conta de ter dito, ainda que de forma educada, tudo aquilo para aquele senhor tão importante na organização. Pensei comigo: “eita, que agora vou levar um esporro”. Com um sorriso meio sarcástico, ele se dirigiu a mim de forma seca e falou: “… tá vendo como tu és ansioso, tenho certeza que já estás com um monte de coisa passando pela sua cabeça, apenas porque me falou algumas verdades sobre nossas conversas.” A risada foi imediata. Em seguida, ele complementou: “Enxergamos nos outros as nossas características mais marcantes, talvez, justamente, por elas nos incomodarem tanto. Sendo assim, como sou ansioso, consigo identificar um quando vejo”. Ele estava certo.

Não foram poucos os momentos em que aquele certo “bololo” me preencheu e o temor pelo que viria a seguir me voltasse a deixar em estado de ansiedade. Durante algum tempo, ela progrediu em mim. Passei do estado “estar ansioso” para o de “ser ansioso”, quase como se fosse uma característica a mim impregnada. Em pequenos ou grandes momentos de minha vida, a ansiedade continuou a se propagar.

Certa vez na antesala do diretor de uma grande organização, a longa espera em ser chamado para receber uma resposta importante acabou por ativar, de forma explícita, minha ansiedade. Sua secretária, uma charmosa e colorida senhora, chamada Cecília, se levantou de sua mesa, se dirigiu em minha direção com um copo de água e me disse: “Meu querido, tome esta água para você voltar a ser você. Nem sei sobre qual é o assunto de sua reunião, mas seja o seu melhor, por isso, não deixe transparecer a quem quer que seja algo que poderá ir contra você e seus objetivos. Sua ansiedade está desenhada em seu rosto de uma forma não muito boa.” Perplexo, tomei a água, agradeci e antes que respondesse que era apenas impressão dela, pois estava calmíssimo (uma mentira discarada), ela prosseguiu: “Pode entrar, agora é com você.” O bom andamento da reunião fez com que a mesma se prolongasse bem mais que o tempo esperado e quando saí a senhora não mais estava lá. Me restou deixar uma mensagem: “Muito obrigado, a senhora foi um anjo para mim” ao final meu nome e número de celular. Cá entre nós, pensei que ela fosse me ligar. Isto não aconteceu. Se ela não ligou, também não liguei, uma regrinha ‘motorrenda’ que todo ansioso usa para achar que assim não o é. Passaram algumas semanas até que eu voltasse a encontrá-la em um dos corredores da empresa. Surpreendentemente, ela se lembrou de mim afirmando “Olha só quem está aqui se não é o menino ansioso”. Rimos sem trocar muitas outras palavras. Ela estava certa.

Estes momentos de ansiedade continuaram constantes em minha vida e a transformou em uma companheira fiel com a qual sempre passei a contar, sobretudo nas situações mais agudas de minha vida. Ao longo de minha carreira profissional em situações tais como em pedidos de aumento, mudanças de emprego, defesas de projetos importantes, apresentações para certos públicos, envio de propostas comerciais e tantos outros. Por conta disso, quanto a sua presença, confesso, pouca coisa mudou. Não há muito a ser feito e tenho que admitir que ela me presenteia com expectativas que muitas e muitas vezes fazem valer a pena por todo esforço investido. A ansiedade é meu combustível, gosto dela. Talvez um pouco daquela velha teoria de avó: “o melhor da festa são os seus preparativos”. Já quanto a forma como a ansiedade costuma me afetar, progressos consistentes foram conquistados e confesso que um pouco por conta de alguns truques físicos que propiciam bons resultados. Respirar de forma mais profunda, por exemplo, costuma ajudar. Mascar algum chiclete, quando possível, também. Ter firmeza no controle do movimento de suas mãos e pernas é outra maneira. Pedir luz aqueles que seguimos, nem se fala. Mas convenhamos, todas elas são de natureza plenamente reativa. Do ponto de vista preventivo gosto de lembrar o que uma antiga costureira de minha mãe costumava falar: “se algo que precisa ser feito depende de você, não se preocupe, vá e faça acontecer. Caso não dependa de você, não há porque se preocupar, já que não tem coisa alguma que possa fazer”. Ela ainda finalizava: “Ter ansiedade é sofrer por antecipação”.

Ainda assim, o que me faz ter a convicção de sua fortaleza em mim é o fato de enxerga-la tão intensamente nos outros, seguindo os preceito de meus velhos amigos Galeta e Cecília.

bomba.jpg

Imagem extraída de: https://www.centrodedesintoxicacion10.com/trabajo/

– Como algumas escolas estão conseguindo vencer o bullying entre os alunos?

Sabemos que o bullying é uma triste realidade nas instituições de ensino do Brasil (e logicamente, em todos os setores da sociedade). E o que fazer para eliminá-lo definitivamente, a fim de que não cause efeitos tão nocivos como estão causando?

Extraído de: https://istoe.com.br/as-escolas-que-venceram-o-bullying/

AS ESCOLAS QUE VENCERAM O BULLYING

Na contramão da maior parte das instituições de ensino do País, que ainda não possuem práticas para coibir a discriminação, alguns colégios já adotam modelos bem-sucedidos para assegurar a boa convivência entre os alunos

Por Fabíola Perez

A imagem de um jovem cabisbaixo, isolado em um dos cantos do pátio, ou de uma criança acuada após ter sido vítima de provocações começa a se tornar rara em algumas escolas do País. Apesar de  numericamente ainda serem poucas, instituições de ensino têm desenvolvido metodologias específicas para combater a intimidação e se transformado em exemplos na batalha contra a discriminação e a propagação do ódio no ambiente escolar. O caminho não é simples, mas os resultados das iniciativas mostram que é possível coibir a prática.

“Os programas anti-bullying vão desde grupos
de jovens que aprendem a auxiliar as vítimas até
palestras para capacitar pais e professores”

Um desses colégios é o Bandeirantes, um dos mais tradicionais de São Paulo. Lá, as estudantes Mariana Avelar, 14 anos, e Isabela Cristante, de 12, fazem parte dos grupos de ajuda do Programa de Combate ao Bullying. Elas foram escolhidas pelos demais alunos para participar de dois dias de capacitação com uma equipe de professores universitários e psicólogos.

Por meio de situações hipotéticas, o treinamento deixou claro o que é bullying e como elas deveriam agir em diferentes casos. “As pessoas mais isoladas são aquelas com gostos diferentes da maioria. Tentamos nos aproximar até que o colega se sinta confiante para conversar”, diz Mariana, estudante do 9º ano. “Aprendemos que, às vezes, o problema é maior do que parece, e precisamos levá-lo aos orientadores”, conta Isabela, da 6ª série. Os estudantes também conversam com quem presencia ou pratica o bullying. “O agressor se conscientiza mais rapidamente” , afirma Isabela.

Com pulseiras para identificação, os participantes percorrem a escola auxiliando nos casos em que percebem o isolamento. A estratégia está funcionando. “Observamos a redução de casos”, afirma Marina Schwarz, orientadora da escola. “Hoje temos mais acesso aos episódios de provocação, que normalmente ocorrem por trás das autoridades.”

Outro colégio que adotou medidas para coibir o bullying é o Soka, também de São Paulo. Há dois anos, a escola organiza palestras com advogados e psicólogos. “Conversamos com os pais sobre a responsabilidade deles em verificar os celulares dos filhos. É preciso identificar se há indícios de bullying nas conversas em grupos de redes sociais”, afirma o diretor James Jun Yamauti.

A instituição também capacitou orientadores para dar assistência a alunos que chegam de outras escolas. “Trabalhamos com jovens que tiveram dificuldade de adaptação para que tenham um entrosamento melhor”, afirma Edna Zeferino Menezes, assistente de orientação educacional. Na sexta-feira 27, a escola deu início à semana do “Preconceito Não”, com palestras sobre direitos da população negra, questões de gênero e indígenas e a trajetória da população LGBT. “A ideia é que os alunos reflitam sobre questões que interferem diretamente no bullying e identifiquem se já vivenciaram situações semelhantes”, explica Yamauti. “Os constrangimentos diminuíram bastante. Se uma brincadeira passa dos limites, deixa de ser brincadeira”, afirma Igor Seiji Ando Bomfim, 15 anos, que relata ter ajudado colegas que sofreram discriminação.

DESCONTROLE

Em um momento no qual o tema vem à tona mais uma vez após o bullying ter sido apontado pela polícia como um dos fatores que levaram um adolescente de 14 anos a atirar contra colegas em uma escola de Goiânia na sexta-feira 20, é fundamental que iniciativas como essas deixem de ser fatos isolados.

Os colégios devem começar a colocar em prática ações determinadas pela lei contra os atos de perseguição, em vigor desde abril do ano passado. Uma delas é a produção de relatórios bimestrais com eventuais casos. “O bullying não é controlado pelas autoridades pela falta de dados, o que dificulta o diagnóstico da extensão do problema”, afirma advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi, especialista em direito digital. Outro aspecto importante é que, além do suporte à vítima, as instituições devem oferecer assistência ao agressor.

A ocorrência ainda diária das intimidações mostra, no entanto, um descompasso muito grande entre o que faz a maioria das escolas e o que manda a legislação. Casos extremos, como o de Goiânia, evidenciam, porém, a urgência na adoção de medidas efetivas. “O bullying não pode ter sua gravidade subestimada e ser tratado como uma brincadeira de criança”, diz a advogada Ana Paula. “A cultura da vingança ainda é muito presente  na sociedade e é esse desejo que está por trás do comportamento do agressor”, diz.

Terminando em tragédias ou não, casos de bullying têm efeitos indeléveis para a vítima, o agressor e toda a escola. “Ocasionam rachas nas salas de aula, colocam metade dos alunos contra o agressor e a outra parte a favor da vítima”, diz Ana Paula. Por isso, os programas de combate a práticas tão cruéis são fundamentais para reverter o aumento da intolerância em ambientes de aprendizado. Não de destruição.

DISPOSIÇÃO PARA AJUDAR

Satisfação em ver os colegas enturmados é o que move as alunas Mariana Avelar e Isabela Cristante, do 9º e do 6º ano, respectivamente, do Bandeirantes, em São Paulo. Há um ano, elas foram escolhidas para fazer um treinamento de capacitação e saber como atuar em casos de bullying. Desde então, as estudantes percorrem os espaços da escola e sempre que percebem situações de isolamento ou provocação se aproximam da vítima ou dos que testemunharam a ação. “Saber que consegui ajudar é muito bom”, diz Isabela.

Imagem extraída de: https://educacao.estadao.com.br/blogs/escola-vilaplay/bullying-existe-na-educacao-infantil/

– Pobreza Desestrutura a Família ou vice-versa?

Daniel Moynihan, famoso sociólogo, certo dia declarou que:

A pobreza desestrutura a família

Ele se referia a prolongada dificuldade financeira como causadora de conflitos internos. Mas, cá entre nós, será que não é a desestruturação da família que verdadeiramente gera a pobreza? Aqui, amplia-se o conceito de pobreza financeira com a moral, espiritual, entre outras.

O que você pensa sobre isso?

imgres.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Nunca sinta raiva. Controle-a e releve seu ofensor!

Eu sou contra qualquer manifestação de ódio, rancor, vingança ou coisa semelhante. Quando percebo, por exemplo, que o sentimento da raiva pode aflorar em mim, tento controlá-lo e o “espantar”.

Lógico: compaixão, raiva, tristeza, alegria, medo… são todos sentimentos humanos e inevitáveis. Precisamos saber administrá-los, minimizando-os ou os potenciando!

Gostei desse artigo e compartilho, extraído de: https://jrsantiagojr.medium.com/raiva-o-retrato-mais-fiel-do-pior-que-podemos-ser-650b15a092dd

RAIVA, O RETRATO MAIS FIEL DO PIOR QUE PODEMOS SER

por José Renato Sátiro Santiago

Raiva, algo muito forte, não?

Segundo alguns dicionários, um sentimento contra alguém ou situação.

Para muitos, algo que aparece quando nos sentimos feridos, ameaçados ou agredidos naquilo que pode ser mais relevante até mesmo que uma agressão física, talvez por atingir o ego.

Pois bem, seja o que for, a raiva é sempre algo que não deve ser propagado, tão pouco estimulado.

Não há como negar que o significado é algo difícil de ser definido claramente, talvez apenas menos complicado que o próprio controle dela.

Uma coisa, no entanto é clara, a raiva é algo tão forte que tem a capacidade de expor o que há de pior em uma pessoa.

Aliás, o pior apenas não, os piores… e são muitos: o descontrole, o desequilíbrio, a culpa, o mal, a revanche e tantas outras…

Por outro lado, nos permite algo engrandecedor também, quando a controlamos.

O controle da raiva nos protege, nos faz evoluir e principalmente, nos fortalece perante qualquer situação sobre o qual ficamos submetidos.

Em nossa vida pessoal ela surge, normalmente, por motivos fúteis e simples, reforçado pelo convívio constante com nossos entes e amigos.

Sim, a intimidade, potencializa sentimentos extremos, de amor e ódio, no caso raiva.

Outras vezes, em situações que envolvem relacionamentos amorosos, possui estreita relação com a nossa estima, ou mais exatamente a baixa estima provocada por decisões contrárias aos nossos desejos.

É quando a raiva mais se aproxima de sua maior antítese, o amor.

Já nas relações profissionais, o próprio ambiente corporativo nos faz definir certos controles mínimos, que existem apenas para, “manter nossos empregos”, porque não pega bem.

É verdade, as regras no ambiente de trabalho nos dão alguns limites quanto a “controlar a nossa raiva”.

Exatamente diante este tipo de situação, que muitos, equivocadamente, sinalizam, que explicitá-la é uma forma de descarregar energia negativa e não se “corroer” internamente.

Aliás, tudo é justifcativa e todas devem ser respeitadas, mas a verdade mesmo é que devemos evitar fazer qualquer coisa que nos seja prejudicial, em quaisquer ambientes em que fazemos parte.

Afinal, uma afirmação pode ser feita: Ter Raiva dá Ruga…. e pronto.

Imagem extraída de: https://jrsantiagojr.medium.com/raiva-o-retrato-mais-fiel-do-pior-que-podemos-ser-650b15a092dd

– Vestir-se Bem garante Emprego e Dinheiro!

Você gosta de se vestir bem?

Cientistas comportamentais comprovam: quem usa roupas de grife em entrevistas de emprego consegue melhores ofertas de trabalho!

(original em: http://is.gd/Br79U4)

TODO MUNDO DE OLHO EM VOCÊ

Só pessoas superficiais não julgam pela aparência. Em busca de fundamentos científicos para essa provocação do escritor irlandês Oscar Wilde, dois pesquisadores saíram a campo e (como pouca pretensão é bobagem) concluíram que o poeta irlandês estava no caminho, mas poderia ter sido mais preciso. Na verdade, eles disseram, faltou ao autor de O Retrato de Dorian Gray dizer que o julgamento humano é muito marcado pelos símbolos de status carregados pelas pessoas.

O que poderia ser um desperdício de palavras para Wilde virou o ponto de partida dos cientistas comportamentais Rob M.A. Nelissen e Marijn H.C. Meijers, da Universidade de Tilburg, na Holanda. Para ir mais fundo nessa tese, eles organizaram uma série de experimentos para verificar em que medida a presença de um logotipo à mostra na roupa poderia influenciar as reações das pessoas. Os testes utilizaram modelos vestindo peças que ora ostentavam marcas de luxo, como Lacoste ou Ralph Lauren, ora traziam grifes menos prestigiadas e, por fim, não tinham nenhuma marca à vista.

Em um dos experimentos, voluntários assistiram a vídeos com várias versões da mesma entrevista de emprego. Embora a qualificação do candidato fosse a mesma, aquele que tinha a grife das roupas à mostra foi considerado o mais indicado para a vaga. Em seguida, os cientistas verificaram se essa tendência se mantinha no contato corpo a corpo. Colocaram então pessoas pedindo doações para a Fundação do Coração. “Alguns modelos vestiam uma camiseta polo Lacoste e outros uma camiseta polo sem logotipo. No final da tarde, os de Lacoste arrecadaram quase o dobro em relação aos seus colegas ‘sem marca’”, disse Meijers.

Segundo a hipótese dos cientistas holandeses, as raízes deste comportamento humano vêm de longe. São produto da competição natural, que leva os indivíduos a procurar elementos de diferenciação com o fim de impressionar os potenciais cônjuges.

O exemplo clássico utilizado pela biologia evolucionista para explicar esse mecanismo é a grandiosidade da cauda do pavão. Toda aquela exuberância existiria apenas para informar às fêmeas que o proprietário é, sim, muito saudável, tanto que pode despender tantos recursos em um apêndice sem função prática aparente. Para esses biólogos, a Humanidade usou a mesma estratégia ao longo do processo de seleção natural.

O curioso, dizem os pesquisadores, é que agora os seres humanos estariam aplicando em diversas situações essa técnica de aferição, que foi eficiente no passado para medir a saúde e a qualidade dos genes. Alguns estudiosos acreditam que esse “desvio” explicaria não só a preferência pelas grifes, mas também outros comportamentos baseados na troca de mensagens subliminares.

Oscar WildeEscritor irlandês (1854-1900), autor de clássicos como O Retrato de Dorian Gray, foi um dos expoentes da literatura do período vitoriano, no final do século 19. Por ser homossexual, foi preso e humilhado perante a sociedade

Imagem extraída do link acima

– Uma História de Terror Moderna: uma pessoa sem Redes Sociais!

É engraçado (um pouco forte), exagerado, assustador e… bem feito!

Aqui, temos um caso clássico de como as pessoas estão reféns das Redes Sociais. Vale para refletir se, de repente, em algum momento, você não já pensou em sair da Web!

Vídeo em: https://youtu.be/8iyF3ZcVMr0

– Universitários e Drogas: um número alarmante!

Leio que a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas divulgou um número arrepiante! Em sua última pesquisa, anunciou que 48,7% dos estudantes de ensino superior já usaram drogas ilícitas (pesquisa que envolveu 18.000 universitários em 27 capitais). Destes, 20% correm risco de dependência.

Sou Professor Universitário na Área de Administração. E é inimaginável entrar na sala de aula e crer que metade dos meus alunos já experimentou drogas ilícitas… Talvez os números da pesquisa, se feitos no Interior, tenham outro resultado. Não creio que cidades como Jundiaí, Itu, Salto e outras da nossa região tenham esse indicador.

O problema é a facilidade de acesso às drogas. No meu tempo de estudante, nunca víamos drogas com frequência. Felizmente, nunca tive o desprazer nem a vontade de experimentá-las.

A banalização do problema faz com que os jovens vejam as drogas com mais naturalidade, o que é ruim. Os universitários são o futuro da nação, pois eles têm o privilégio de frequentar os bancos acadêmicos e pertencerem a uma minoria populacional de padrão intelectual mais elevado. É uma pena que isso ocorra entre eles.

E você, universitário? Acredita que esse número seja alto na sua faculdade?

Imagem extraída de: https://www.change.org/p/assembléia-legislativa-do-estado-de-santa-catarina-lei-para-prevenção-ao-uso-de-drogas-il%C3%ADcitas-por-estudantes-de-universidades-públicas-1e664e6e-c838-4c96-b846-d7bdd188450b

– Ser insociável no dia-a-dia pode ser salutar ao ambiente de trabalho?

Uma pesquisa curiosa: quanto menor a sociabilidade da pessoa ou quanto mais retirada for a moradia dela, maior é o indicativo de inteligência no trabalho!

Extraído de Época Negócios, Ed 111, Caderno Inteligência, pg 27

NÃO QUERO SER SOCIÁVEL

PARA ALGUÉM DE Q.I. ALTO, INTERAÇÃO COM OS OUTROS É PERDA DE TEMPO 

O inferno são os outros, decretou Jean-Paul Sartre em “Entre Quatro Paredes”, peça teatral de 1944. Mais de 70 anos depois, estudo de pesquisadores da London School of Economics e da Singapore Management University, publicado no British Journal of Psychology, parece reforçar a tese do pensador: embora tradicionalmente a socialização de grupos humanos tenha sido fundamental para a sobrevivência da espécie, os autores descobriram que, quanto mais densa a área habitada, menor é o grau de satisfação das pessoas – uma das causas óbvias, por exemplo, seriam as longas

distâncias entre a casa e o trabalho, percorridas em ruas congestionadas ou no transporte público lotado. Esta conclusão confirma estudos anteriores que detectaram o fenômeno do “gradiente de felicidade urbano-rural”: residentes em áreas rurais isoladas são mais felizes que habitantes de pequenas cidades, que por sua vez são mais felizes que os de cidades médias…

Entrevistando 15 mil pessoas entre 18 e 28 anos, a pesquisa revelou um dado interessante: QUANTO MAIOR O NÍVEL DE INTELIGÊNCIA DO ENTREVISTADO, MENOR É SEU GRAU DE INTERAÇÃO SOCIAL. Para essas pessoas, interações com os outros são perda de tempo que apenas as desviam de objetivos maiores, projetos ambiciosos ou estudos profundos, aumentando seu grau de insatisfação. Além disso, os mais inteligentes estariam mais habilitados a enfrentar os desafios impostos pelos novos tempos sociedade humana, como rápidas mudanças no mercado de trabalho ou na tecnologia da informação, dispensando a ajuda de outros.

Mas cuidado com o truque da insociabilidade forçada. Subordinados menos brilhantes muitas vezes se tornam mais frios e calculistas para parecer mais inteligentes do que são. Isso prejudica o ambiente no trabalho.

bomba.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.