– Clubes de Futebol com o Leiloeiro de plantão!

Uma reportagem mostra que o Paulista FC não está sozinho em questão de leilões: sobre os clubes paulistas que enfrentam / enfrentaram isso, hoje, no Estadão!

Extraído de: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,quem-da-mais-estadios-de-clubes-tradicionais-entram-em-leilao-em-sp,70001846090

QUEM DÁ MAIS? ESTÁDIOS DE CLUBES TRADICIONAIS ENTRAM EM LEILÃO EM SP

Dívidas trabalhistas e fiscais têm colocado em risco o maior patrimônio de clubes como Portuguesa e Guarani

Guarani, Portuguesa, Comercial, Paulista e Portuguesa Santista, clubes tradicionais do Estado de São Paulo, têm algo em comum. Todos estiveram recentemente, ou ainda estão, sob a ameaça de perder seus estádios por meio de leilão. Dívidas trabalhistas, tributárias ou com fornecedores colocam o patrimônio dessas associações em risco e “aguçam os sentidos’’ de um setor sempre interessado em grandes áreas: o imobiliário.

Reinaldo Fincatti, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), explica que o principal interesse do mercado imobiliário pelos estádios é o potencial de reutilização, ou seja, a transformação da arena em outro negócio, como grandes empreendimentos.

“Em geral, os estádios estão em locais nobres e de fácil acesso. São terrenos únicos, avantajados, praticamente inexistentes no tecido urbano”, explica Fincatti. “Para o mercado imobiliário, o preço do terreno vale mais do que a construção em si.’’

Em 2015, o Grupo Maxion arrematou o Brinco de Ouro da Princesa, estádio do Guarani, por R$ 105 milhões. Comprovando irregularidades no processo – o valor da compra era inferior à avaliação da Justiça Federal, de R$ 470 milhões –, o clube de Campinas anulou o leilão. Em seguida, conseguiu um acordo com a empresa MMG, que pertence ao Grupo Magnum. Neste acerto, o Guarani vai ceder o terreno do estádio para a construção de um complexo comercial/imobiliário.

Em contrapartida, o investidor vai pagar a dívida trabalhista do clube, em torno de R$ 20 milhões, construir um CT, novo clube social e nova arena de 12 mil lugares na cidade. Além disso, vai patrocinar o clube por 130 meses com R$ 350 mil mensais. O Guarani vai transferir a posse do Brinco quando receber todas essas novas estruturas.

“Muitos clubes, incluindo o próprio Guarani, sofreram administrações desastrosas, que comprometeram boa parte de seu patrimônio. Porém, a atual legislação esportiva, principalmente no que tange aos direitos econômicos de atletas, acaba punindo os clubes, tornando a atividade deficitária”, opina Palmeron Mendes, presidente do Guarani. “Leiloar o patrimônio não trará uma solução para o problema.”

TOMBAMENTO

Há situações, porém, em que arrematar um estádio em leilão não é oportunidade de negócio para potenciais investidores. Pode até se tornar forte dor de cabeça. São os casos daqueles que estão tombados ou em processo de tombamento.

O Palma Travassos, do Comercial, é patrimônio histórico de Ribeirão Preto. Principalmente por isso, todas as três tentativas de leilão realizadas, a última em 22 de maio, fracassaram. O lance mínimo de R$ 18,9 milhões para um bem avaliado em R$ 31,5 milhões não seduziu ninguém. “É sempre uma situação constrangedora, mas, diante desse quadro, praticamente não há risco de o estádio ser arrematado’’, disse ao Estado o presidente do Conselho Deliberativo do clube, David Isaac.

Ele reclama que o Comercial tem passado por esse constrangimento por causa de dívida que se arrasta desde a década de 1960. São débitos fiscais, de FGTS, atualmente em cerca de R$ 3 milhões. “Temos tentado insistentemente negociar dentro da realidade do clube, espero que agora a gente consiga um acordo.’’

O Jayme Cintra, do Paulista, passa por processo semelhante. Leilão realizado em 27 de maio por causa de dívida trabalhista de R$ 1,5 milhão terminou sem lance – o mínimo era de 50% dos R$ 35 milhões que o local foi avaliado. Isso porque, no fim de março, havia sido iniciado o procedimento que visa o tombamento parcial do estádio.

Esse processo de tombamento, aliás, pesou para que o juiz Jorge Luiz Souto Maior, da 3.ª Vara do Trabalho de Jundiaí, determinasse, um dia depois daquele pregão, o cancelamento do leilão. Como o Paulista tem várias outras dívidas, essa que deu origem ao leilão malsucedido foi enviada ao “condomínio de credores’’ do clube, que recebe gradativamente as pendências. “Todo dinheiro que ingressa no Paulista é automaticamente enviado para o condomínio e rateado entre eles’’, diz Cláudio Levada, presidente do Conselho de Administração do clube.

Ele afasta a possibilidade de uma reviravolta da situação no curto prazo que leve à nova determinação de leilão, independentemente do tombamento. “Eu diria que não existe risco imediato. Mas é claro que, se as dívidas não forem pagas, permanece a possibilidade do arremate.’’

PORTUGUESA SANTISTA NEGOCIA ACORDO

Mandar um estádio a leilão pode servir para estimular o clube devedor a se acertar com o credor. Isso está ocorrendo em relação ao Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista. Há leilão marcado para 3 de agosto por dívida com Renato Vasconcelos, ex-advogado do clube. As partes negociam um acordo que deve cancelar a ação.

“Esse leilão não vai acontecer. Faremos um acordo para parcelar a dívida”, acredita o diretor jurídico da Santista, Rogério Conde. “Aceito parcelar em dez vezes, desde que permaneça a penhora. Feito o acordo, pedimos a suspensão”, garante Vasconcelos.

Em 2015, tratativa semelhante conduzida por Vasconcelos com um hotel evitou que o estádio fosse leiloado.

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– O corte de Recursos no Carnaval Carioca versus a Contenção de Despesas de Jundiaí (em especial, o Amador de Futebol).

Leio que no Rio de Janeiro o prefeito Marcelo Crivella liberará metade da verba do Carnaval 2018 para as agremiações e a Liga fazerem os desfiles na Sapucaí. Revoltados, os sambistas ameaçam não desfilar. A justificativa: a verba economizada irá para CRECHES.

Será usada para creche mesmo? Se sim, excelente (embora, temos que reconhecer que o Carnaval Carioca é um empreendimento lucrativo, não somente uma festa). Que por lá, os megapatrocinadores do evento, da Liga, “dos temas” das Escolas de Samba banquem a diferença.

Não dá para deixar de fazer um paralelo com Jundiaí, que abriu mão dos gastos com os desfiles em 2017 (como muitas outras cidades fizeram) para colocar dinheiro no Hospital São Vicente. Se a verba foi para lá mesmo, igualmente excelente!

Também assisto uma entrevista sobre as cidades do Nordeste que estão cancelando o “São João” para investir em obras de recuperação e assistencialismo às vítimas das enchentes. Correto.

Administrações conscientes das prioridades são necessárias. A única preocupação é usar o discurso de contenção e responsabilidade para falsa demagogia. Chega de pão e circo!

Uma outra polêmica ronda também a Terra da Uva. Em Jundiaí, as 4 primeiras rodadas do Campeonato Amador serão bancadas pelos clubes, pois a Liga não recebeu a verba da Prefeitura Municipal pelo fato das contas prestadas estarem sob fiscalização judicial. Se as contas não são transparentes, que não se dê dinheiro público; afinal, não há outras prioridades do que o futebol amador?

Não concordo em não se levar uma equipe jundiaiense para os Jogos Regionais (como se fez, alegando falta de dinheiro). Mas se há outras contas que devem vir em primeiro lugar, sou obrigado a concordar. Agora, se o dinheiro for para o futebol amador (que tem clubes com fortes investidores), é algo incoerente!

Enfim: economizar em outros setores e gastar em contrapartidas políticas e/ou devolução de campanhas (digo isso em todas as esferas políticas do país, que vive essa brava crise) chega a ser algo sem pudor!

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– Negaram mas tiraram o Serrraglio?

Que coisa este país… Nas gravações, Aécio Neves reclamava ao todo-poderoso Joesley Batista (da Friboi) que precisavam trocar o Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, por alguém “maleável” (se é que me entende).

E não é que mesmo com o diálogo nojento revelado, Michel Temer o trocou neste domingo?

Extraído de: http://noblat.oglobo.globo.com/meus-textos/noticia/2017/05/por-que-era-preciso-tirar-serraglio-do-ministerio-da-justica.html

POR QUE ERA PRECISO TIRAR SERRAGLIO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Por Ricardo Noblat

Palavrões a parte, auxiliares do presidente Michel Temer e políticos encrencados na Lava Jato repetiam há meses as mesmas razões para tirar Osmar Serraglio do Ministério da Justiça oferecidas pelo senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) em sua conversa gravada com o empresário Joesley Batista, dono do Grupo JBS.

O que disse Aécio sobre Serraglio:

AÉCIO: (…) Veio só eu e ele [Temer] ontem de São Paulo, mandou um cara lá no Osmar Serraglio [ministro da Justiça], porque ele errou de novo de nomear essa porra desse (…). Porque aí mexia na PF. O que vai acontecer agora? Vai vim inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (tem) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, dois mil delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?  (…)

JOESLEY: [vozes intercaladas]

AÉCIO: Tem que tirar esse cara.

JOESLEY: É, pô. Esse cara já era. Tá doido.

AÉCIO: E o motivo igual a esse?

JOESLEY: Claro. Criou o clima.

AÉCIO: É ele próprio já estava até preparado para sair.

JOESLEY: Claro. Criou o clima.

Em resumo: era preciso tirar Serraglio porque ele não estava dando conta de controlar a Polícia Federal e proteger os envolvidos na Lava Jato. Quando o nome de Serraglio foi citado em um grampo da Operação Carne Fraca, o governo não viu ali motivo suficiente para tirá-lo do cargo.

Serraglio aceitou o convite para assumir o Ministério da Transparência. Do contrário voltaria à Câmara para completar o mandato de deputado e desalojaria dali seu suplente Rocha Loures (PMDB-PR). Sim, aquele filmado correndo numa rua de São Paulo carregando uma mala de dinheiro.

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– Quanto a JBS / Friboi deu ao todo em dinheiro para os políticos?

Primeiro, nos assustamos com o escândalo do Mensalão abastecendo a compra de votos dos deputados brasileiros. Depois, vimos uma quantia absurda sendo desviada da Petrobrás e que isso seria o cúmulo da corrupção mais descarada possível. E não é que apareceram a OAS e a Odebrecht, mostrando que elas mandavam no país?

Parecendo ser o limite das propinas e engodos, eis que surgem os irmãos Joesley e Wesley Batista da gigantesca JBS / Friboi, que receberam 8,1 bilhões ao longo de anos do BNDES e repartiam o dinheiro entre seus “amigos” parlamentares.

Se os 2 milhões sabidos pedidos por Aécio Neves assustaram (e a justificativa era que o dinheiro serviria para pagar advogado), veja os outros números de doações de campanha da “gigante da carne” enviados para o Exterior pelos beneficiados (palavras do próprio Joesley Batista):

R$ 60 milhões para Aécio,

R$ 70 milhões para Dilma,

R$ 80 milhões para Lula.

Ao todo, foram 1.829 candidatos de 28 partidos que receberam a grana do Frigorífico. É mais fácil questionar: sobrou algum partido ou político não envolvido no escândalo?

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– Até quando o Hopi Hari sobreviverá?

Hopi Hari e sua crise infinita: devendo para a CPFL, para os funcionários e com público de 160 visitantes!  Vai aguentar até quando?

Extraído de Estadão.com (http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,sem-luz-sem-seguro-e-com-r-700-mi-em-dividas-hopi-hari-esta-perto-de-fechar,70001768813), abaixo:

SEM LUZ, SEM SEGURO E COM R$ 700 MI EM DÍVIDAS, HOPI HARI ESTÁ PERTO DE FECHAR

Na semana passada, direção chegou a tirar site do ar para evitar venda de ingressos e planejou interromper funcionamento. ‘Sei do risco que é operar sem seguro, mas meu compromisso é não fechar’, diz proprietário

Por Renato Jakitas

Autoapelidado de o lugar mais feliz do mundo, o parque de diversões mais famoso de São Paulo, o Hopi Hari, se aproxima dos 18 anos de existência à beira da pane seca. Está atolado em uma dívida de R$ 700 milhões, com a luz cortada, sem seguro e “aviso prévio” para fechar as portas. Os quase 300 funcionários não recebem salários desde o dia 5 de fevereiro. 

Em abril, o parque teve o fornecimento de energia cancelado por causa de uma conta de R$ 580 mil em aberto com a CPFL. Se não levantar R$ 100 mil nesta semana, o novo proprietário José Luiz Abdalla terá de devolver na segunda-feira os geradores alugados justamente para evitar o fechamento das portas. 

Para piorar, desde 25 de março o Hopi Hari opera sem cobertura de seguro para acidentes com frequentadores ou eventuais danos aos equipamentos. Abdalla vem batendo na porta das seguradoras, mas não encontra uma única empresa que encare o risco do negócio, tanto do ponto de vista da segurança dos brinquedos como da capacidade de pagamento da apólice. “A gente não tem crédito na praça”, reconhece o empresário.

A situação é tão crítica que até o processo de recuperação judicial, solicitado em 24 de agosto de 2016, está praticamente paralisado, já que o parque não conta com um profissional que saiba lidar com esse tipo de processo – segundo Abdalla, o último especializado, o advogado tributarista Julio Mandel, retirou-se por falta de pagamento.

Com tantos problemas, o público sumiu e o parque – que chegou a receber 24 mil pessoas em um único dia, no segundo semestre de 2011 – tinha 160 visitantes no sábado. No dia anterior, uma sexta-feira, foram 20 pessoas. 

Alvo de uma investigação do Ministério Público, que apura relatos de que o parque, em diversos dias, conta com poucos brinquedos funcionando, apesar de vender os passaportes normalmente e sem nenhum tipo de aviso aos visitantes, a direção do Hopi Hari redobrou os avisos. Já no estacionamento, que cobra R$ 55 por carro, o funcionário de uma empresa terceirizada recomenda a atenção do cliente. “Eu peço que todo mundo vá até a placa lá fora e veja quais os brinquedos que estão parados. Uns 20% vão embora direto”, diz. 

Na bilheteria, que foi aberta exclusivamente para atender a reportagem, mais um aviso. “Você quer mesmo entrar? A gente está só com esses brinquedos aqui”, alerta a funcionária, indicando um papel colado no balcão com 12 atrações abertas em quase 60 possíveis – 3 para o público adulto. O passaporte custa R$ 99. 

No sábado, ao entrar no parque, o Estado se deparou à primeira vista com uma cidade fantasma do velho oeste americano. Somente depois de caminhar por alguns minutos encontrou um grupo com cinco visitantes, vindos de São Paulo. “É triste de ver o estado do parque”, lamentou o visitante Ricardo Cipriano. Um pouco mais à frente, Luiz Antonio Corol reclamava em frente a uma fonte de água adornada por personagens da Warner Bross. “Só para estar aqui com a minha família eu gastei mais de R$ 600.”

Dois dias antes, a direção do parque estava decidida a não abrir as portas. Segundo relatos de pessoas ligadas à gestão, o dono do parque chegou a retirar o site do Hopi Hari do ar para evitar compras. Após uma reunião na noite de quinta-feira, contudo, a direção recuou. “O Abdalla não pode abrir, mas também sabe que, se fechar, corre o risco de não abrir mais”, diz uma pessoa que pediu para não ser identificada. 

“O que é que eu vou fazer?”, indaga Abdalla. “Sei do risco que é operar o parque sem seguro, mas o meu compromisso é não fechá-lo”, conta o empresário, egresso do mercado imobiliário e de uma família de banqueiros (o pai, Anésio Abdalla, foi sócio do BCN). 

Ele comprou 80% do Hopi Hari de Luciano Correa, seu amigo de infância, por R$ 0,01, assumindo todo o histórico de passivo de R$ 700 milhões na pessoa física, uma operação inédita e que deixou representantes do mercado com o queixo caído. “Eu não sei como esse Abdalla consegue dormir a noite”, diz um operador do mercado. “É dívida para a vida inteira e para muitas outras gerações.”

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– Crise Econômica leva Brasileiros ao Desespero e à Depressão!

É assustador: leio em algumas publicações que a crise econômica leva pessoas a entrarem em depressão. Ao mesmo tempo, empresários, executivos e outros empreendedores que, ao quebrarem financeiramente, levam seus problemas econômicos corporativos às dificuldades pessoais e, somado tudo isso, entram em “parafuso”.

Um desses exemplos é o do administrador de empresas que se suicidou no ano passado, notícia amplamente divulgada pelos meios de comunicação na época. Sem emprego e mergulhado em problemas, ele se despediu dos parentes e amigos dizendo que iria viajar. Não foi. Se hospedou em um hotel paulistano, tomou uma dose violenta de calmantes e outros remédios, colocou um saco na cabeça e se auto-algemou.

Triste. Retrato de um mundo competitivo que não permite o fracasso e é impiedoso com os trabalhadores que tem pouco dinheiro, sobrecarregados pelos impostos, por um Governo corrupto, por uma sociedade materialista e, em muitos casos, da falta de apoio familiar e talvez de uma certa debilidade espiritual.

Recordo-me de, dias atrás, ter lido um testemunho do Padre Marcelo Rossi, que vítima de uma crise depressiva, emagreceu violentamente. O sacerdote disse que, contra ela, além dos medicamentos, se apegava a esta passagem bíblica em Eclesiásticos, cap. 30, vers. 22 e 24:

Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e se firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti”.

Independente da religião, é inegável que são palavras bonitas e que nos remetem à busca da felicidade, tentando afastar da nossa mente os pensamentos que nos machucam, dos medos de uma sociedade monetariamente dependente e de um consumismo / materialismo desenfreado. Claro, lembrando que, se “a conta não fechar no final do mês”, o processo de desespero aumenta. Nestes momentos, é imprescindível respirar fundo, olhar para a família e crer em algo/ alguém que dê motivos para a vida valer a pena!

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– O que a Odebrecht ganhou com as propinas? A dona dos Políticos e seus “apelidos”:

Pastor Everaldo recebeu dinheiro para falar ajudar Aécio no debate da Globo. Marina Silva ganhou dinheiro. Muita gente do PSDB e PT idem. Senadores, deputados, prefeitos, governadores e presidentes da República aceitaram propina da Construtora Odebrechet.

Que raio de país é esse?

Já cansou ouvir o noticiário e assistir tantos vídeos de delações premiadas. Somos um país onde políticos não são confiáveis e que faliu moralmente. A Odebrecht mandava no país e o “comprou”!

Será que a Justiça nos reerguerá?

Leia que interessante abaixo, extraído de: http://g1.globo.com/resumo-do-dia/noticia/quinta-feira-13-de-abril-de-2017.ghtml?utm_source=twitter&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

O QUE A ODEBRECHET GANHOU COM AS PROPINAS?

O que a Odebrecht ganhava ao direcionar milhões ao mundo político brasileiro? Segundo executivos da empresa, em vídeos das delações, a corrupção rendeu benefícios importantes para a empresa, como vitória em licitações de obras e aprovação de leis favoráveis no Congresso. Veja:

Olimpíada de 2016 – facilitação na assinatura de contratos de obras no Rio.

Rodoanel Sul, em São Paulo – favorecimento para conquista de licitação.

Saneamento no Pará – conquista da concessão na área de saneamento básico no estado.

Aeroporto e trens no Rio Grande do Sul – interferência nos processos de concessões.

Medida provisória 470/09 – aprovação da medida que permitiu a Braskem (empresa do grupo Odebrecht) parcelar suas dívidas fiscais.

Medida provisória 472/10 – aprovação de medida que rendeu benefícios fiscais a complexos petroquímicos da Braskem.

A LISTA DE CODNOMES NO EXTRATO DA PROPINA:

Antonio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador – 2012 – R$ 2 milhões – Codinome Anão

Mário Kertesz, ex-candidato à prefeitura de Salvador (PMDB) – 2012 – R$ 400 mil – Codinome Roberval Feio

Nelson Pellegrino (PT-BA), deputado federal – 2012 – R$ 1,5 milhão – Codinome Pelé

Paulo Câmara (PSB-BA), vereador de Salvador – 2012 – R$ 50 mil – Codinome Amigo C

Henrique Carballal (PV-BA), vereador de Salvador – 2012 – R$ 100 mil – Codinome Buzu

Valdir Pires – 2012 – R$ 80 mil – Codinome Soneca

Tiago Correia (PSD-BA), vereador de Salvador – 2012 – R$ 60 mil – Codinome Álvaro

Geraldo Junior – 2012 – R$ 90 mil – Codinome (inaudível)

Marcelo – 2012 – R$ 300 mil – Codinome Rio

Paulinho da Força (SD-SP), deputado federal – 2010 – R$ 200 mil – Codinome Boa Vista

Roberto Freire (PPS), ministro da Cultura – 2010 – R$ 200 mil – Codinome Curitiba

Rodrigo Garcia (DEM-SP), deputado federal – 2010 – R$ 200 mil – Codinome Suíça

Fernando Capez (PSDB), deputado estadual de SP – 2010 – R$ 100 mil – Codinome Brasília

Arnaldo Jardim – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Carajás

Carlos Munhoz – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Cruzeiro do Sul

Carlios Zarattini (PT-SP), deputado federal- 2010 – R$ 50 mil – Codinome Guarulhos

Campos Machado (PTB), deputado estadual – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Tabuna

Celso Russomanno (PRB-SP), deputado federal – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Tacaré

Duarte Nogueira, prefeito de Ribeirão Preto (SP) – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Ponta Porã

Edinho Silva, prefeito de Araraquara (SP) – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Cambé

Edson Aparecido – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Tupiara

João Paulo Cunha – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Santo André

José Anibal, ex-deputado e ex-presidente do PSDB – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Navegante

Vicente Candido (PT-SP), deputado federal – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Palmas

Francisco Charles – 2010 – R$ 30 mil – Codinome Campinas

José Genoino, ex-presidente nacional do PT – 2010 – R$30 mil – Codinome Natal

Ricardo Montoro (PSDB-SP), deputado estadual – 2010 – R$ 30 mil – Codinome Macapá

Beto Massafera – 2010 – R$ 30 mil – Codinome Ribeirão Preto

Eymael, ex-candidato à presidência (PSDC) – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Itatiaia

Vicentinho (PT-SP), deputado federal  2010 – R$ 30 mil – CodinomeJoão Pessoa

Eduardo Campos (PMDB-PE), ex-candidato à Presidência da República- 2008 / 2010 / 2012 – R$ 11 milhões – Codinome Neto

Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás – R$ 200 mil em 2010 e R$ 2,5 milhões em 2014 – Codinome Patati

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), deputado federal – 2010 – R$ 700 mil – Codinome Viagra

Sergio Guerra, ex-presidente do PSDB – R$ 1,06 milhão em 2010 e R$ 450 mil em 2012 – Codinome (inaudível)

Bruno Araújo (PSDB-PE), ministro das Cidades – R$ 300 mil em 2010 e R$ 300 mil em 2012 – Codinome Jujuba

Garibaldi Alves (PMDB-RN), senador – 2010 – R$ 200 mil – Codinome Lento

Fernando Bezerra (PSB-PE), senador – 2010 – R$ 200 mil – Codinome Novilho

José Chaves – 2010 – R$ 100 mil – Codinome Chaveiro

Sandro Mabel (PR-GO), deputado federal – 2010 – R$ 50 mil – Codinome Biscoito

Inaldo Leitão – 2010 – R$ 100 mil – Codinome Cunhado

Robson Faria – 2010 – R$ 100 mil- Codinome Bonitinho

Rosalba Ciarlini (PP), prefeita de Mossoró (RN) e ex-governadora do Estado – 2010 – R$ 550 mil – Codinome Carrossel

Fabio Faria (PSD-RN), deputado federal – 2010 – R$ 100 mil – Codinome Bonito

José Roberto, ex-governador do DF – R$ 1,166 milhão – Codinome Parreira

Agnelo Queiroz, ex-governador do DF – 2010 – R$ 1 milhão – Codinome Comprido

Renan Calheiros (PMDB-AL), senador – 2010 – R$ 500 mil – CodinomeJustiça

Ricardo Ferraço (PSDB-ES), senador – 2010 – R$ 400 mil – Codinome Nulo

Luis Paulo Veloso – R$ 400 mil em 2010 e R$ 100 mil em 2012 – Codinome Filhote

Marcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte – 2012 – R$ 1 milhão – Codinome Porsche

Ideli Salvatti (PT), ex-ministra de Relações Institucionais e de Direitos Humanos – 2010 – R$ 300 mil – Codinome Fantasma

Gleisi Hoffmann (PT-PR), senadora – R$ 150 mil em 2008, R$ 450 mil em 2010 e R$ 3,5 milhões em 2014 – Codinome Amante

Yeda Crusius (PSDB-RS), deputada federal – 2010 – R$ 600 mil – Codinome (inaudível)

Beto Mansur (PRB-SP), deputado federal – 2014 – R$ 300 mil – Codinome BMW

João Paulo Papa (PSDB-SP), deputado federal – 2014 – R$ 300 mil – Codinome Benzedor

Luis Fernando Teixeira – 2014 – R$ 300 mil – Codinome Lamborghini

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– A Resiliência é realmente a palavra da moda?

Resistir com serenidade ou ser pressionado e não se afetar psicologicamente.

Ter resiliência é a virtude dos dias atuais?

RESILIÊNCIA, A PALAVRA DA MODA

Por Walcyr Carrasco

De tempos em tempos uma palavra ou expressão entra em moda. Todo mundo fala sem saber exatamente o que é. Quando eu tinha meus 20 anos e estudava História na Universidade de São Paulo, a expressão de ordem era “má consciência”. Significava genericamente a consciência pesada do burguês diante de seus lucros, por explorar o proletariado. Estendia-se a todos que, de alguma maneira, não se alinhassem com a crítica esquerdista a qualquer coisa neste mundo. Demorei um pouco para perceber que os ricos não tinham má consciência, a não ser alguns herdeiros desajustados. A maior parte prefere desfrutar os lucros em iates, casas de praia luxuosas, restaurantes, roupas, carros a refletir sobre a exploração do proletariado. A expressão deixou de ser usada. Nas últimas décadas, termos psicológicos entraram para o cotidiano. As pessoas usam a psicologia sem a menor noção do que estão falando. Você certamente já ouviu alguém dizer:

– Ele fez isso por ser traumatizado com o pai.

Pobre Freud, deve se retorcer na cova! Peça para explicar o que é traumatizado. Gagueira total. Mas a palavra trauma entrou para o vocabulário como quem fala de alface, abóbora, cenoura. Há menos tempo, a palavra foi psicótico. Leigos não sabem bem o que é psicopatia. Mas ouviram falar que, em cada dez, um ser humano é psicopata. Seu vizinho, talvez. Mais: ouviram também que nem todos os psicopatas são assassinos, mas têm uma lacuna na emoção. São capazes de usar sua generosidade para se aproveitar de você. Tornou-se comum dizer:

– Acho que ele é meio psicopata.

Meio?

A palavra da moda é resiliência. Primeiro pensei que era xingamento. Depois, que talvez fosse algo bom. Enfim, fui ao Google. Na Wikipédia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surtos psicológicos (no sentido primário, é a capacidade de um material se deformar sob pressão e depois voltar à forma original, em vez de ficar deformado, quebrar-se ou romper-se). Ou seja, é algo bom. Descobri que sou o próprio exemplo da resiliência. Em situações de estresse, desligo a reação emocional. Fico calmo, calmíssimo. Certa vez, um amigo desmaiou no corredor de um hotel na Turquia, tarde da noite. Tranquilo, fui pegar a chave do meu quarto, aberto, para poder voltar. Depois achei a chave dele em seu bolso. Abri a porta de seu quarto. Consegui, não sei ainda como (resiliência muscular?), levá-lo até a cama. Havia se cortado no supercílio. Lavei seu rosto. Ao acordá-lo, conversei. Faltava um dia para voltar. Seria melhor um hospital turco ou esperar a volta ao Brasil? Ele explicou: era uma doença não diagnosticada. Ele desmaia, de repente. Esperamos a volta. A doença não foi diagnosticada até hoje, mas ele está bem. Em nenhum momento senti a menor tensão. Isso é resiliência! Ainda bem, porque antes me achava psicopata. Uma palavra pode aliviar a vida de alguém!

A origem da palavra é latina. Vem do verbo resilire, que significa ricochetear, pular de volta. Em inglês, acrescenta-se o significado de “capacidade de recuperação após um golpe”. Tornou-se o diamante das novas técnicas motivacionais e psicológicas (o diamante é duro, e não resiliente, porque não se deforma, ou seja, não “aprende” com o golpe). Tornar alguém mais resiliente é fazê-lo mais apto às dificuldades da vida. Os conceitos já faziam parte do cotidiano da terapia. A palavra resiliência foi traduzida apressadamente. Antes bombou nos países de língua inglesa. Lá, era um termo comum. Aqui, tornou-se novidade.

E a última é agregar algo. Um amigo psicólogo disse:

Não quero trabalhar só a resiliência. Ao superar a situação, a pessoa avança. Aquilo que poderia ser uma experiência desagradável torna-se um fator positivo de crescimento.

Seria uma espécie de resiliência plus?

Escrevi este texto porque queria saber o que é resiliência.  Descobri que é uma espécie de guarda-chuva para vários conceitos. Resiliência pessoal, empresarial… tornou-se uma panaceia no campo da superação (outra palavra na moda).

Talvez a palavra “resiliência” ainda não tenha chegado ao seu cotidiano. Chegará. Moda é moda. Mas não faça questão de tornar-se um expert. As pessoas gostam de usar palavras inteligentes, mesmo sem saber bem o que é. Tranquilo. Palavras e expressões supostamente sábias são como cor de esmalte. Saem de moda. Depois vem outra.

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– A inevitável demissão em massa das organizações

Noticia-se que a Mercedes Benz está demitindo seus funcionários por telegrama (após promover um programa de demissões voluntárias) e que a produção de ônibus e caminhões está suspensa por tempo indeterminado.

Tal fato é um preocupante indicador: ônibus transportam trabalhadores e caminhões a produção. Se esses veículos não vendem, é sintoma que o Brasil está em crise.

Neste círculo vicioso, os desempregados deixam de consumir. Os mercados vendem menos, o comércio precisa cortar gastos e surgem novas demissões.

É o cenário do país. O que fazer nesse momento?

Sugestões? Encaminhe-as ao Palácio do Planalto.

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– Polo Shopping e Jundiaí Shopping são o retrato da crise.

Estive nesta semana visitando o Shopping Center de Indaiatuba, o Polo Shopping. E fiquei assustado com o que vi: corredores praticamente inteiros com lojas fechadas. Ouso dizer que há mais espaços disponíveis do que comércios abertos!

Me lembrei do Jundiaí Shopping, que em seu 2o piso há espaço sobrando para se montar qualquer coisa tamanho o número de estabelecimentos que encerraram as atividades.

A verdade é: a crise pegou a todos – dos mais populares aos mais luxuosos!

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– Crise interrompe obras da Havan e da Covabra em Jundiaí!

A situação é realmente triste no cenário econômico. Havan (na 14 de Dezembro) e Covabra (no Eloy Chaves) suspendem suas obras.

Abaixo, extraído do Jornal da Região, em: https://www.facebook.com/jornaldaregiao1/?fref=nf

HAVAN INTERROMPE OBRAS EM JUNDIAÍ

A maior loja de departamentos do Brasil, a Havan, anunciou ao “Jornal da Região” que está interrompendo as obras de construção de sua unidade na avenida 14 de Dezembro, na Vila Rami, em Jundiaí.

A empresa tinha a intenção de iniciar as atividades ainda neste ano e chegou a anunciar pelo “Jornal da Região” a contratação de cerca de 200 pessoas.

De acordo com o diretor de expansão da rede, Nilton Hang, foi necessário reduzir os investimentos neste momento de recessão. “O recuo ocorreu devido a situação econômica do Brasil. Assim que o problema for resolvido, o plano será retomado.”

No mês passado o “JR” também anunciou a desistência do grupo Iguatemi do terreno entre a Marginal Sul da Via Anhanguera e a Estrada da Malota, onde seria construído um shopping da rede em conjunto com o Grupo Oliva.

A Covabra, rede de supermercados, também suspendeu a construção de sua unidade no Parque Eloy Chaves, devido à situação econômica do País.

VENDAS EM QUEDA

As vendas no comércio estão em queda geral, devido às demissões principalmente nas indústrias. Os lojistas registraram queda de 9,5% só no Dia dos Namorados, uma época boa para as lojas.

Nesta quarta-feira, em Itu, presidentes de sindicatos dos lojistas de todo o Estado vão se reunir para criar a Carta de Itu, com pedidos aos governantes para reverter essa situação.

Segundo a Federação do Comércio e Serviços, atualmente o País conta com cerca de 2 milhões de pessoas endividadas. Desse total, 53,8% recebe menos de 10 salários mínimos de rendimento familiar.

Entre as famílias inadimplentes, 49,6% delas afirmaram ter débitos vencidos há mais de 90 dias; 23,3% têm compromissos atrasados entre 30 e 90 dias; e 24,7% estão com dívidas vencidas por até 30 dias. De acordo com a FecomercioSP, a elevação na proporção de famílias com contas em atraso demonstra o quanto a crise econômica atual e o quadro de incerteza ainda vigente está afetando diretamente a capacidade das famílias paulistanas de manter as contas em dia.

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– Primeiro de Maio é dia de Descanso? Nem tanto…

Hoje é domingo de “feriado”. Mas como de costume, é de muita labuta a mim.

Rotina mantida: cooper na madrugada, orações na alvorada e no trabalho antes do sol nascer.

Cá entre nós: sendo “Dia do Trabalhador” (aqui no Interior, há o hábito de fazer piquenique nesta data), nada mais desanimador em celebrar tal data trabalhando em meio a crise econômica e política.

Dia primeiro é início de mês, época de fechamento comercial, fazer balanços, ajustar contas… CRUZ-CREDO!

Hoje o serviço não tem hora para acabar. Infelizmente, não haverá tempo para futebol, confraternizações ou descanso.

É vida que segue, aguardando o país melhorar e suando sangue para pagar os impostos. Fico com o clarão do sol deste amanhecer, como luz e esperança para uma difícil jornada dominical.

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– E aí, Brasil? Cristo pedindo SOS?

A capa da conceituada “The Economist” mostrou o que se vê lá fora sobre o nosso país: até o Cristo Redendor está pedindo socorro!

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/451684_THE+ECONOMIST+TEM+NA+CAPA+CRISTO+REDENTOR+PEDINDO+SOCORRO?platform=hootsuite

EDITORIAL DA PULICAÇÃO BRITÂNICA DEFENDE NOVAS ELEIÇÕES GERAIS E CITA EDUARDO CUNHA

Após a mais famosa estátua do Rio de Janeiro simbolizar a decolagem e depois a derrocada do Brasil, agora é a vez de o Cristo Redentor pedir socorro na capa da nova edição da revista The Economist. A publicação britânica traz a imagem do Cristo segurando um cartaz com a inscrição “SOS”. Em editorial, a revista diz que a presidente Dilma Rousseff tem responsabilidade sobre o fracasso econômico, mas que os que trabalham para tirá-la do cargo “são, em muitos aspectos, piores” e cita Eduardo Cunha como exemplo. “No curto prazo, o impeachment não vai resolver isso”. Por isso, a revista defende novas eleições gerais.

O editorial diz que “Dilma Rousseff levou o País para baixo, mas toda a classe política também”. “O fracasso não foi feito apenas pela senhora Rousseff. Toda a classe política tem levado o País para baixo através de uma combinação de negligência e corrupção. Os líderes do Brasil não ganharão o respeito de volta de seus cidadãos ou superarão os problemas econômicos a não ser que haja uma limpeza completa”.A revista diz que Dilma tem responsabilidade sobre a situação porque houve incompetência do atual governo na condução da economia, o Partido dos Trabalhadores se envolveu no esquema de corrupção da Petrobras e a presidente tentou proteger p ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das investigações. As acusações contra a presidente, porém, são relativizadas quando comparadas com as existentes contra os nomes que lideram o processo de impeachment.

“O que é alarmante é que aqueles que estão trabalhando para o seu afastamento são, em muitos aspectos, piores”, cita o editorial que lembra que o vice-presidente Michel Temer é filiado ao PMDB. “O PMDB também está perdidamente comprometido. Um dos seus líderes é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que presidiu o espetáculo do impeachment de seis horas no domingo. Ele é acusado pelo Tribunal Superior Federal de aceitar suborno da Petrobras”, diz a revista.

Para a Economist, “não há maneiras rápidas” de resolver a situação. As raízes dos problemas políticos viriam, segundo a revista, da economia baseada no trabalho escravo do século XIX, a ditadura do século XX e o sistema eleitoral em vigor. “No curto prazo, impeachment não vai consertar isso”, diz a revista.

O editorial diz que a acusação da manipulação contábil de Dilma parece “tão pequena que apenas um punhado de deputados se preocupou em mencionar isso em seus dez segundos” na votação. A revista avalia que, se Dilma for deposta por uma razão técnica, “o senhor Temer vai lutar para ser visto como um presidente legítimo pela grande maioria dos brasileiros que ainda apoiam a senhora Rousseff”.

Por isso, a revista defende que uma maneira de contornar a situação seria a realização de novas eleições que elegeriam um presidente com apoio popular para executar reformas. “Os eleitores também merecem uma chance de se livrar de todo o Congresso infestado de corrupção. Apenas novos líderes e novos legisladores podem realizar as reformas fundamentais que o Brasil necessita”, diz a revista.

A revista reconhece, porém, que o caminho para novas eleições não é fácil no Congresso. “Assim, há uma boa chance de que o Brasil ser condenado à confusão sob a atual geração de políticos desacreditados. Os eleitores não devem se esquecer deste momento. Porque, no fim, eles terão a chance de ir às urnas – e devem usá-la para votar em algo melhor”.

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– O vídeo que diz, de forma bem humorada, tudo sobre a presidente Dilma e a Petrobrás, pela visão da Inglaterra. Mais claro, impossível!

Foi um viral há um ano. Mas está atual… Abaixo:

SOBRE A CRISE BRASILEIRA

Roda pela Internet o vídeo do programa humorístico Last Week Tonight, de John Oliver, da Inglaterra.

Eles fizeram uma matéria sobre o escândalo da Petrobrás e o Governo Dilma, e se assustaram com alguns detalhes. Sempre em bom humor, mas sem mentir em nada numa real reportagem.

Se impressionaram com os valores das propinas. Citam que lá o suborno vem “num envelope branco discretamente deixado em cima de um banco”. No Brasil são valores milionários e escancarados. Perguntam-se sobre como Dilma, que fez parte do Conselho da Petrobrás por 7 anos nunca viu nada, além do sarro tirado do discurso.

De esquerda ou de direita, vale a pena você assistir e compartilhar!

E a presidente não sabia nada?

Assista-o aqui: http://www.youtube.com/watch?v=3uxtctclq7w