– Executivos Que apagam Crises

Muito boa a matéria da Revista IstoÉ Dinheiro intitulada “Bombeiros Corporativos”, ou seja, executivos que lutam para reorganizar confusões organizacionais e minimizar crises.

Vem de encontro a figura popular criada pelos administradores de empresas brasileiros: a do “apagador de incêndios

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/618/bombeiros-corporativos-conheca-os-segredos-e-o-estilo-dos-especialistas-146072-1.htm

BOMBEIROS CORPORATIVOS

Conheça os segredos e o estilo dos especialistas na arte de apagar incêndios de crises financeiras, reestruturar empresas em dificuldades e viabilizar negócios aparentemente impossíveis

Assim como seres humanos, as empresas possuem ciclos de vida. Nascem, crescem e morrem. No meio disso tudo, também enfrentam crises e doenças. Nessa hora, homens e mulheres buscam ajuda de gente especializada, sejam médicos, sejam psicólogos ou pais de santo. No mundo corporativo, também existem profissionais que se dedicam exclusivamente a socorrer companhias que já não conseguem lidar com seus próprios problemas. Como bombeiros, apagam incêndios de crises financeiras, fecham negócios improváveis e desatam os nós mais intricados da gestão das empresas. São profissionais de perfil específico, diferentes dos executivos clássicos que tocam o dia a dia de uma organização. Quem observar o comportamento desses bombeiros perceberá características aparentemente contraditórias. São, ao mesmo tempo, duros nas decisões e carismáticos no trato com as pessoas. Não adotam um tom de conciliação, mas apresentam uma tremenda capacidade de negociação. Mas o que chama mais a atenção é a agilidade. “Esses processos normalmente exigem decisões baseadas em diagnósticos que têm que ser feitos rapidamente”, avalia Adriana Gomes, do núcleo de gestão de pessoas da ESPM, de São Paulo.

Em geral, os acionistas clamam por bombeiros de empresas quando sentem que os efeitos de suas decisões se tornaram inócuos. Muitas vezes, eles já não são capazes de tomar as medidas necessárias para debelar a crise, pois, para isso, teriam que romper laços sentimentais ou até familiares com a estrutura da empresa. Ou seja: falta coragem ou até força política para demitir o veterano colaborador ou o parente que ocupa uma diretoria. “Como se trata de um processo de ruptura, a reestruturação exige do gestor atitudes extremas”, afirma Alexandre Fialho, diretor do Hay Group. “Às vezes, até mesmo como demonstração de força de que as coisas mudarão radicalmente.”

A atividade explodiu na década de 80, quando a instabilidade econômica provocou rupturas violentas nas companhias brasileiras. Um dos pioneiros foi Cláudio Galeazzi, hoje presidente-executivo do Grupo Pão de Açúcar. Sua empresa, a Galeazzi Consultores, foi responsável pela recuperação de grandes companhias, como a Cecrisa, a Daslu e a Lojas Americanas. Outros seguiram o mesmo caminho e um exército de especialistas em reestruturação começou a se formar.

“Esse profissional é forjado dentro da própria consultoria, já que não existem cursos de especialização nessa área”, diz Adriana, da ESPM. “O treinamento é feito por pessoas experientes nesse segmento, que construíram carreiras a partir da experiência prática.” A atividade também requer boas doses de intuição, adverte o headhunter Simon Franco. “É muito importante identificar os talentos ocultos, os líderes informais, funcionários que influenciam os demais, mesmo sem ascendência hierárquica”, diz ele. “Essas pessoas podem tornar a reestruturação mais fácil.”

Os bombeiros adquirem grande força política dentro das organizações que assumem. Em suas mãos, estão o poder de contratar e de demitir, de comprar e de vender, de pagar ou blefar. Trata-se de um risco, que deve ser administrado permanentemente. “O profissional tem que respeitar alguns limites e não se colocar como se fosse dono da empresa”, alerta Adriana, da ESPM. Para entender melhor a atividade desses especialistas em reestruturação, DINHEIRO selecionou as histórias de alguns dos mais respeitados profissionais do mercado. A seguir, conheça as lições que podem ser colhidas da experiência desses especialistas:

(continua em: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/618/artigo146072-2.htm)

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– A dura vida da Imigrante…

Cenas fortes: uma imigrante camaronesa de 40 anos, que tentava ir clandestinamente à Europa em uma embarcação lotada de africanos (isso virou rotina), sobreviveu após seu barco afundar. Foi resgatada na costa da Líbia.

DETALHE: Ela estava à deriva, apoiada em dois cadáveres, passando por estado de choque!

Extraído de: https://g1.globo.com/mundo/noticia/mulher-resgatada-por-navio-humanitario-sobreviveu-a-deriva-com-dois-cadaveres-no-mediterraneo.ghtml

MULHER RESGATADA COM VIDA NO MEDITERRÂNEO ESTAVA COM DOIS CADÁVERES À DERIVA!

Equipes de resgate da ONG espanhola Proactiva Open Arms descobriram os restos de uma embarcação à deriva com uma mulher ainda viva, e os corpos de outra mulher e um menino, durante uma patrulha marítima na costa da Líbia. Josepha, a sobrevivente, uma camaronesa de 40 anos, foi resgatada nesta terça-feira (17), em estado de choque.

Não é possível saber ainda o que aconteceu com os outros migrantes que provavelmente estavam a bordo da jangada. Na hora do socorro, a embarcação estava completamente vazia e apenas algumas tábuas ainda flutuavam a cerca de 80 milhas náuticas, a nordeste de Trípoli, capital líbia, segundo a ONG Proactive Open Arms.

A guarda costeira do país disse que resgatou 158 pessoas em um barco na segunda-feira (16), a 16 milhas náuticas de distância de Khoms, relativamente distante da área onde o barco foi encontrado.

A mulher que sobreviveu é uma camaronesa de 40 anos chamada Josepha. Segundo a equipe médica a bordo, sua condição era estável, mas ela estava extremamente traumatizada e precisava de atendimento médico e psicológico “urgente”. A equipe médica também recomendou uma transferência rápida dos dois cadáveres, já que os Open Arms não possuem material a bordo de refrigeração, especialmente para o corpo da outra mulher, aparentemente morto há várias horas antes, além do cadáver da criança.

O Open Arms e o Astral, os dois navios da ONG espanhola, retornaram nesta terça-feira da Líbia, após várias semanas de ausência. A Itália, que se recusa a sediar migrantes resgatados, e Malta, que proíbe que os navios humanitários atraquem, limitaram severamente a possibilidade de intervenção de ONGs na área.

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, líder de extrema-direita da Itália, criticou o retorno dos navios humanitários com um tuíte: “Dois navios de ONGs espanholas retornaram ao Mediterrâneo esperando pelo envio de seres humanos. Que eles poupem tempo e dinheiro, porque verão os portos italianos apenas em cartão postal”.

O vídeo, com a imagem da mulher após o salvamento, em: https://youtu.be/AYM-bxg37Is

 

Vídeo publicado em rede social mostra o momento do resgate da camaronesa (Foto: Proactive Open Arms/Reprodução/Facebook)
Vídeo publicado em rede social mostra o momento do resgate da camaronesa (Foto: Proactive Open Arms/Reprodução/Facebook)

– Crise Econômica leva Brasileiros ao Desespero e à Depressão!

É assustador: leio em algumas publicações que a crise econômica leva pessoas a entrarem em depressão. Ao mesmo tempo, empresários, executivos e outros empreendedores que, ao quebrarem financeiramente, levam seus problemas econômicos corporativos às dificuldades pessoais e, somado tudo isso, entram em “parafuso”.

Um desses exemplos é o do administrador de empresas que se suicidou no ano passado, notícia amplamente divulgada pelos meios de comunicação na época. Sem emprego e mergulhado em problemas, ele se despediu dos parentes e amigos dizendo que iria viajar. Não foi. Se hospedou em um hotel paulistano, tomou uma dose violenta de calmantes e outros remédios, colocou um saco na cabeça e se auto-algemou.

Triste. Retrato de um mundo competitivo que não permite o fracasso e é impiedoso com os trabalhadores que tem pouco dinheiro, sobrecarregados pelos impostos, por um Governo corrupto, por uma sociedade materialista e, em muitos casos, da falta de apoio familiar e talvez de uma certa debilidade espiritual.

Recordo-me de, dias atrás, ter lido um testemunho do Padre Marcelo Rossi, que vítima de uma crise depressiva, emagreceu violentamente. O sacerdote disse que, contra ela, além dos medicamentos, se apegava a esta passagem bíblica em Eclesiásticos, cap. 30, vers. 22 e 24:

Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e se firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti”.

Independente da religião, é inegável que são palavras bonitas e que nos remetem à busca da felicidade, tentando afastar da nossa mente os pensamentos que nos machucam, dos medos de uma sociedade monetariamente dependente e de um consumismo / materialismo desenfreado. Claro, lembrando que, se “a conta não fechar no final do mês”, o processo de desespero aumenta. Nestes momentos, é imprescindível respirar fundo, olhar para a família e crer em algo/ alguém que dê motivos para a vida valer a pena!

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– Ufa, chegará combustível!

Amigos, boas notícias!‬

‪Nesta SEGUNDA FEIRA CEDO, teremos aqui no Auto Posto Harmonia (Av Reynaldo Porcari, 258 – Medeiros – Jundiaí/SP – 11.4525.1038):

– 5000 litros de Etanol‬
‪- 7000 litros de Gasolina‬
‪- 5000 litros de Diesel S500‬
‪- 5000 litros de Diesel S10‬

‪A IPIRANGA nos entregou combustível neste domingo (preocupada com greve ou não de caminhoneiros), e amanhã, a partir das 06h, liberado!‬

– Decepcionado com o Brasil e seus governantes. Sobre a crise dos Combustíveis, hoje, 3a feira, dia 29.

O que eu posso falar aos amigos?

Quase 10 dias de greve dos caminhoneiros. Não recebemos combustíveis no nosso estabelecimento comercial, nada se vende e as contas estão vencendo.

Como pagar os altíssimos impostos?

E para honrar os pagamentos dos funcionários?

Perguntas de respostas difíceis…

Enquanto isso, o Governo fica fazendo propostas aos grevistas (dizendo que foram aceitas) e divulgando acordos inexistentes, a fim de não permitir que as pessoas achem que vivemos em um caos. Embora, sabemos, estamos num verdadeiro pandemônio. É só você ir ao mercado e comprovar vendo o quilo da batata (sim, a batata, que brota em qualquer lugar) a R$ 10,00.

Pior do que tudo isso é a incompetência: na 5a feira passada, negociou-se com minorias “envolvidas” com a greve, sem efeito algum no movimento. Não era o pessoal do comando! Naquela oportunidade, ofereceu-se uma redução de R$ 0,30 por litro de Óleo Diesel, transferindo a diferença financeira da menor arrecadação para a folha trabalhista. No último domingo, alardeou-se a “volta à normalidade”, com redução de R$ 0,46. O Excelentíssimo Presidente Temer só se esqueceu de combinar com os manifestantes.

Por outro lado, os movimentos estão fazendo do seu protesto uma bandeira nacional e radical. Me preocupa muito que tal justa causa se torne um exemplo egoísta de vitória por motivo próprio. A que custo isso terá para a população? Estão respeitando abastecimentos de cotas mínimas para atender a todos? Permitem o trabalho honesto dos demais brasileiros?

Claro que não. Isso é indevido também. E mostra que, se por um lado os políticos nada ajudam (vide o histórico de corrupção dos partidos de direita e esquerda), parte do povo quer levar vantagem em tudo: comerciantes vendendo a preço alto os combustíveis, gente querendo levar produto em galão para estocar, mantimentos comprados aos montes como se fossem os últimos do mundo e, com isso, prevalecendo a Lei de Gerson.

Alguns postos receberam combustíveis para atender os serviços essenciais. Na sobra, vende-se à população o excedente. Claro que isso não resolve, mas me chama a atenção o seguinte: como justificar a Gasolina que outros postos não conveniados estão recebendo, se as bases estão fechadas e ninguém sai de lá dentro? O que está a disposição para vender ao consumidor “é coisa boa”?

Hein? Combustível adulterado na praça? Procedência duvidosa? Etanol direto da usina?

Ô país de gente complicada, abusada e sem-vergonha. Os bons sofrem e o humilde padece. Coitado do honesto. É por isso que não recrimino quem abandona a nação e tenta a sorte no Exterior.

A propósito: Diz-se que a crise dos combustíveis se resolveria hoje, com o provável uso da força nas refinarias. Será que terá que ser assim? Uma pena. Mas aguardemos, pois amanhã poderemos ter Greve dos Petroleiros. É mole? Nosso país está despedaçado…

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– E a Greve continua… agora teremos petroleiros parados na véspera do feriado?

Nem acabou a greve dos caminhoneiros, que estão protestando contra a alta dos preços dos combustíveis e que como consequência há a não distribuição de gasolina, etanol e diesel, já vemos uma outra forma de paralisação: a greve dos petroleiros, marcada para dia 30, véspera do feriado de Corpus Christi, planejada para 72 horas.

Dessa forma, pense no cenário caótico: se os caminhoneiros voltarem da greve depois de amanhã, não haverá como entregar os estoques.

Apesar de tudo isso, assisto na TV o presidente Temer preocupado com as entregas de combustíveis para o Porto de Santos. Normal, se as denúncias mais fortes de corrupção do seu Governo não viessem de lá…

Êta Brasil. O jeito é pedir o econômico carro da família Flinstones emprestado.

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– ATUALIZANDO: A Crise dos Combustíveis

Amigos, recebi nesse começo de noite da Cia Ipiranga de Petróleo a mensagem que até amanhã (6ª feira, 25 de maio), as bases estarão bloqueadas até as 10h, sem possibilidade de “furo” ou qualquer outra forma de carregamento dos tanqueiros das distribuidoras, devido à greve dos caminhoneiros.

Dessa forma, infelizmente, o desabastecimento continuará nos postos de combustíveis.

A questão é: como se resolverá a situação? O Governo reduzirá os impostos? Congelar-se-á os preços? Usarão de força?

Não se sabe. Aqui em nosso estabelecimento, o Auto Posto Harmonia, vendemos todo o estoque de Etanol e Gasolina até a última gota no preço normal da bomba (nada de oportunismo nesse momento crítico). Temos algum estoque de S10 (muito pouco, devido ao alto consumo de hoje) e uma quantia razoável de Diesel Comum (o S500).

Particularmente, entendo a queixa dos caminhoneiros. Como comerciante, vejo o quão sofrido os motoristas estão trabalhando com essa política flutuante de preços da Petrobrás, adotada de maneira questionável, onde os reajustes são diários. Lembrando que a maior parte dos preços dos combustíveis é formada por IMPOSTOS (que sabidamente não acabam resultando em retorno à população, como se deveria).

Apoio o protesto, desde que seja de maneira pacífica e não prejudique os serviços essenciais (o que é lógico e necessário à democracia). O cidadão de bem não pode ser privado de alimentos, serviços médicos, educação e segurança.

Compartilho, do “Tribuna de Jundiaí”, o cenário desta tarde-noite em nossa cidade,

Extraído de: http://tribunadejundiai.com.br/noticias/cidades/jundiai/3030-postos-ja-estao-sem-combustiveis-em-jundiai

POSTOS JÁ ESTÃO SEM COMBUSTÍVEIS EM JUNDIAÍ

Nesta quarta-feira (23) a noite, o Tribuna de Jundiaí havia noticiado o risco de faltar combustível em Jundiaí caso a greve continuasse. Ontem, alguns postos já apresentam falta nos estoques. Como a greve continuou, não teve jeito: nesta quinta-feira (24), a falta passou a ser geral.

A reportagem averiguou, ao circular pelos bairros centrais de Jundiaí e principais avenidas, que muitos dos estabelecimentos situados nestes locais já estão fechados e sem funcionar. Os que restam, contam com filas enormes de motoristas que, mesmo em meio à demora para abastecer, não hesitam em tentar garantir o tanque cheio para os próximos dias.

Rafael Porcari, dono de um posto de gasolina no Medeiros, informou à reportagem que está sem receber combustível desde segunda-feira. “Nós recebemos por volta de 10 mil litros por dia, de todos os produtos. Tenho, então, 40 mil litros perdidos na distribuidora sem receber nesta semana”, disse.

Ele conta que, por conta do risco de acabar os combustíveis, o estabelecimento teve um grande pico de movimento na manhã de hoje. E, ao contrário do que acontece normalmente, os motoristas não queriam colocar apenas certa quantidade de combustível – eles queriam encher o tanque inteiro. 

“Houve um grande pico hoje de manhã e acabou a gasolina e o etanol. Agora a tarde estamos tendo outro pico, que é o de caminhões, ônibus e outros veículos que utilizam diesel. Muitos deles, que estão na estrada, procuram por meio de aplicativos postos de gasolina que possam ter diesel. Mesmo aqui sendo um estabelecimento de bairro, fora da estrada, eles entram para abastecer e continuar viagem. Mas também está acabando”, disse.

PREÇOS ABUSIVOS 

Nas redes sociais, internautas denunciam preços abusivos em alguns estabelecimentos da cidade. Uma imagem, divulgada no Facebook, mostra um posto de gasolina na Vila Rami cobrando o valor de 5,66 o litro, quando o preço na cidade, após o último aumento, varia entre 4,09 até 4,39.

Em nota, o Procon-SP emitiu uma nota orientando o consumidor sobre os preços exorbitantes. De acordo com o órgão, a prática é abusiva e prevista no Código de Proteção e Defesa do Consumidor, em seção que trata da elevação de preços de produtos e serviços sem justa causa.

A orientação é de que os consumidores façam denúncias documentadas sobre a prática, com o máximo de informações possíveis sobre o posto, com nome, bandeira que trabalha, endereço, data da compra e preços. Fotos podem ser utilizadas, bem como a nota fiscal.

GREVE  

A greve já está em seu quarto dia, porém os impactos passaram a ser mais sentidos nesta quarta-feira (23). Em nota divulgada nesta quinta-feira (24), a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) afirmou que a greve será suspensa se o governo retirar a PIS/Cofins e a Cide incidentes sobre os combustíveis e a medida entrar oficialmente em vigor.

Ontem, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou que a estatal fará uma redução de 10% no preço do óleo diesel – e que manterá este preço durante as próximas duas semanas, como forma de dar um tempo para o governo negociar com os caminhoneiros. A proposta não foi aceita pela categoria.

Antes da paralisação, o Governo foi alertado. A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) afirma que, no dia 16 de maio, apresentou um ofício ao governo federal pedindo o congelamento do preço do óleo diesel e a abertura de negociações, mas foi ignorada.

Já no dia 18 (última sexta-feira), a organização lançou um comunicado em que mencionava a possibilidade de paralisação a partir de segunda-feira, o que de fato ocorreu. Não há data para o fim do movimento, que, ontem a noite, mencionava 253 pontos de protestos, atingindo 23 Estados brasileiros e o Distrito Federal.

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– Antes da Crise Econômica, havia camarão e descanso!

Eu trabalhava em 3 empregos, e ainda assim me sobrava possibilidade de descansar.

Há exatos 5 anos, eu desfrutava de mais tempo livre e menos dor-de-cabeça… olha aí onde eu estava: Porto de Galinhas!

Para “piorar”, veja o menu da tarde: camarão!

Que saudade do bom período que o Brasil passou. Pena que era ilusório…

🍤 #camarão #farinha #PortoDeGalinhas #passeio #descanso #férias #mandioca – em Pontal Dos Carneiros

– Entendendo a Nova Frugalidade

A Nova Frugalidade chegará ao nosso país, ou já está repercutindo, inconscientemente, em nossas vidas?

Nos EUA, um fenômeno econômico-social aconteceu: as pessoas deixaram de ir a shoppings, teatros ou de gastar em produtos não-essenciais, devido a crise econômica. O abandono de consumidores de certas áreas econômicas foi chamado de Nova Frugalidade, e como todo modismo global, em breve repercutirá no Brasil.

Entenda o que é essa tal de “Nova Frugalidade”, extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0942/marketing/reverso-fortuna-466551.html

O REVERSO DA FORTUNA

por Daniel Hessel

Em apenas oito meses, a crise financeira americana provocou estragos sem paralelo na história recente dos Estados Unidos. Além de fulminar o mercado de crédito, o índice Dow Jones e a cidade de Detroit, os raios mortíferos provenientes da tempestade econômica atingiram também um dos pilares do american way of life: o consumismo desenfreado e livre de culpas que movimenta mais de dois terços da economia do país. Endividada, assustada pelo fantasma do desemprego e acusada de estar entre os culpados por boa parte da crise com sua gastança desmedida, a classe média americana virou as costas para shopping centers, lojas de grifes, restaurantes estrelados e até mesmo shows e peças de teatro. Hoje, em plena ressaca moral de décadas de consumismo, tornou-se popular a doutrina da nova frugalidade (new frugality), marcada por um estilo de vida austero, em que economizar cada dólar é a regra. O último relatório da divisão de análise econômica do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, divulgado no dia 14 de abril, mostra o impacto dessa mudança. Entre março de 2008 e março de 2009, as vendas do varejo diminuíram 9,5%, a primeira queda em quase duas décadas. Ao mesmo tempo, os índices de poupança, que eram próximos de zero em agosto, estão em patamares equivalentes aos de dez anos atrás. Para os economistas, os dois índices combinados indicam que os americanos estão receosos do que vem pela frente. Pesquisas de opinião mostram que a tendência é uma redução nos gastos ainda mais aguda. Segundo um levantamento do instituto Lightspeed Research, do grupo britânico WPP, 70% dos americanos pretendem mudar seus hábitos de consumo nos próximos meses e apenas 45% dos entrevistados acreditam em uma rápida retomada econômica.

No campo oposto estão os que defendem que as mudanças vieram para ficar. O principal argumento desse grupo é que nunca antes houve um aperto no crédito como o provocado pela atual crise e que o estrangulamento nas finanças domésticas das famílias foi tamanho que deixará sequelas na maneira como os americanos encaram o consumo. “Nossas pesquisas apontam que os consumidores buscam mais segurança. E, para eles, gastar menos e manter dinheiro no banco é uma forma de alcançar essa segurança perdida”, diz Michael Silverstein, especialista em tendências de consumo do Boston Consulting Group.

Seja temporária, seja definitiva, a nova frugalidade tem assumido diversas facetas – algumas quase caricatas de tão radicais. De maneira geral, a redução de gastos com combustíveis e bens duráveis, como móveis e eletroeletrônicos, foi prioridade no processo de reajuste (veja quadro acima). Em menor escala, os americanos cortaram as despesas com roupas, acessórios, brinquedos, livros, CDs e DVDs. Ao mesmo tempo, as vendas de alimentos, bebidas e produtos de higiene pessoal e beleza aumentaram. Em meio à frieza generalizante das estatísticas há nuances curiosas, como o crescimento abrupto do mercado para produtos do tipo faça-você-mesmo (do it yourself, ou DIY). Tome-se o exemplo das tinturas para cabelo para uso doméstico, cujas vendas cresceram 27% desde o início da crise – um sinal de que as americanas trocaram os salões de cabeleireiro pela pia do banheiro. Da mesma forma, as famílias estão deixando de pagar por serviços como limpeza doméstica e manutenção de jardins e casas – o que tem sustentado a boa performance dos fabricantes de produtos de limpeza e de varejistas especializados em bricolagem, como a rede Home Depot. O outro lado da moeda é que o setor de serviços domésticos, que sustenta cerca de 18 milhões de americanos, se prepara para tempos ainda mais difíceis.

Num cenário de aperto financeiro, há empresas que são naturalmente favorecidas. É o caso do Wal-Mart, do McDonald’s e da loja online Amazon, reconhecidos por estratégias agressivas de descontos e preços competitivos. Da mesma forma, grandes fabricantes de produtos de consumo para higiene e beleza, como Procter&Gamble e Johnson&Johnson, têm se beneficiado da tendência de o consumidor se permitir pequenas indulgências – um dos raros luxos admitidos pela nova frugalidade. Outras têm se demonstrado irremediavelmente comprometidas com o antigo modelo de consumo supérfluo e precisam de reparos urgentes na estratégia de marketing. Enquadram-se nessa categoria a rede de cafés Starbucks, as grifes internacionais de artigos de luxo e as lojas de departamentos. No caso das marcas de luxo, os especialistas em tendências já deram até um nome ao tipo de reação que elas passaram a despertar no americano médio. Trata-se do populismo vingativo (vengeful populism), em que as marcas são identificadas com o estilo de vida arrogante e perdulário de banqueiros de investimento e altos executivos, acusados de levar o país à ruína. “Essas marcas precisarão resolver esse conflito sob o risco de estar definitivamente associadas a um estilo de vida que as pessoas passaram a desprezar”, diz Thomas O’Guinn, professor de marketing da Universidade de Wisconsin-Madison.

Para sobreviver em meio à crise, os marqueteiros das empresas têm buscado inspiração nos remotos anos 30, período da Grande Depressão americana. A rede de lojas de departamentos Sears ressuscitou um modelo de vendas dirigido a clientes endividados e sem crédito na praça. Trata-se do layaway, sistema em que o cliente escolhe um produto, faz um pequeno depósito e a loja reserva a mercadoria por determinado período (em média 90 dias). A ideia é que o cliente vá pagando o produto em parcelas, conforme for recebendo o dinheiro. Vencido o prazo, ele quita o saldo remanescente. “As redes que não mantiverem uma forte política de descontos e promoções ou não apostarem em soluções criativas como o layaway não conseguirão atrair os consumidores”, diz Kathy Grannis, porta-voz da Federação Nacional do Varejo nos Estados Unidos. Quem não se adaptar à nova frugalidade, seja ela duradoura ou efêmera, corre o risco de ter o mesmo fim dos dinossauros.

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– É Hora de Empreender

Compartilho principalmente com nossos alunos empreendedores, belo artigo de Jack Welch, alegando que é o momento exato de ser empreendedor. Para quem quiser, há um link com as fotos de Hewlett e Packard, da HP, como exemplo de empreender na crise.

Extraído da coluna Agenda do Líder:

É HORA DE EMPREENDER

O quê? Será que lemos direito? Se for isso mesmo, obrigado. Em meio à avalanche de e-mails que temos recebido ultimamente de gente se sentindo em pânico, irada e/ou deprimida por causa da economia e do que ela tem feito à sua carreira, sua pergunta tão objetiva foi uma agradável surpresa.

Foi também uma ótima oportunidade para que nos déssemos conta de que, sem dúvida, este seria um momento excelente para abrir um negócio. Na verdade, há pelo menos quatro razões muito fortes para isso, mas só se o negócio que você está pensando em abrir for aprovado no teste mais importante de todos: o de vender mais por menos.

Não estamos falando aqui de vender apenas um pouco mais por um pouco só a menos. Em tempos de recessão, nenhuma empresa nova terá grandes chances de sucesso, a não ser que trabalhe com uma proposição de valor nitidamente superior às disponíveis no mercado. É verdade que até pouco tempo atrás era possível pegar um produto ou serviço do concorrente, modificá-lo ligeiramente ou introduzir um ou dois recursos novos e convencer os clientes a pagar mais por ele. Mas hoje todo mundo está na defensiva e os dias de vendas com margens gordas se foram – e é provável que a situação persista por um bom tempo. Portanto, se você é um empreendedor cujo produto ou serviço irá melhorar de fato a vida das pessoas – a um custo significativamente mais baixo do que o da concorrência -, saiba por que talvez este seja o momento certo de levar sua ideia adiante.

Em primeiro lugar, se há uma coisa de que toda empresa nova precisa para ir à luta é de gente esperta, disposta a ganhar. E há um público aí hoje, como há muito tempo não se via, à espera de alguém que se disponha a conquistá-lo. É claro que toda demissão é um baque terrível e há milhões de histórias pessoais dolorosas por trás das altas taxas de desemprego no país. Mas o fato é que novas empresas nascem ou morrem dependendo da rapidez com que conseguem formar equipes brilhantes, flexíveis e com muita garra. O clima atual facilita o processo, já que a escassez de trabalho é de tal ordem que não faltam profissionais experientes e mbas recém-chegados ao mercado em busca de emprego.

Em segundo lugar, e em estreita correlação com o que acabamos de expor acima, aparece um elemento mais efêmero: uma urgência generalizada e uma dose de humildade que hoje caracteriza as pessoas. A implosão da economia baixou a bola de todo mundo. Os antigos “Mestres do Universo” descobriram que são seres mortais, e quem achava que tudo girava em torno de si mesmo se deu conta de que o fracasso de suas empresas é também o seu fracasso. Portanto, o clima atual não só facilitou a contratação de bons profissionais como também promoveu entre os empregados uma nova compreensão acerca da importância do trabalho em equipe e da produtividade sem tréguas. Essa “vibração”, na falta de uma palavra melhor, é a esperança de todo executivo e o sonho de todo empreendedor.

Em terceiro lugar aparece o dinheiro – sob uma ótica positiva. Apesar das notícias que todos temos acompanhado sobre o recuo do mercado de crédito, não faltam linhas de financiamento para novas empresas, sobretudo para aquelas que conseguem oferecer mais por menos. É óbvio que não estamos dizendo aqui que o empreendedor de hoje deva esperar aquele mundo de contos de fadas de antes, em que o dinheiro parecia crescer em árvores. Contudo, há muitos bancos regionais dispostos a emprestar, e as empresas de capital de risco estão sempre prontas a investir em ideias revolucionárias – afinal de contas, as novas empresas são a alma do seu negócio.

Por fim, abrir um negócio hoje vai deixá-lo em ótima situação no momento em que a recuperação econômica se consolidar. Pense no seguinte: se você abrir um negócio agora, sua empresa contará com profissionais inteligentes e cheios de energia que aprenderam a trabalhar juntos para manter os custos baixos e o índice de inovação elevado. Sua empresa não terá de lidar com um sistema de custos oneroso, não sofrerá com as cicatrizes deixadas pelas demissões e com o baixo moral que as acompanha. Em outras palavras, você estará em condições de pegar a primeira onda da reviravolta econômica. Isso não é ótimo?

Mais uma vez, obrigado por sua pergunta. Neste momento o mundo precisa que milhares de empreendedores façam a mesma pergunta que você fez. Nossa esperança é que eles descubram que não há cenário melhor que o atual para começar de novo.

Veja as fotos dos fundadores da HP em: http://fotolog.terra.com.br/rafaelporcari:68

– Os Possíveis Novos Donos da Indústria Automobilística

De acordo com a Revista Exame, ano 43, no. 07, edição 94, as grandes marcas da indústria automobilística poderão mudar radicalmente de mãos.

Abaixo:

Scania (sueca, hoje nas mãos da americana GM), possivelmente a ser comprada pela Dongfeng (CHINA)

Hummer (jipes americanos da GM), pela Mahindra (ÍNDIA)

Volvo (suéca, nas mãos da americana Ford), pela Chery (CHINA) – adendo – negócio fechado há anos.

Opel (marca européia da americana GM), pela Saic (CHINA)

Saturn (marca da GM), pela BYD Auto (CHINA)

Jeep (marcas de ‘jipes’ da americana Chrysler), pela Mahindra (ÍNDIA) – adendo – a FIAT assumiu a marca.

A propósito, você muitos carros dessas empresas chinesas e indianas nas ruas brasileiras?

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– Um país que não acaba com a Corrupção e ainda tira verba de Pesquisa Científica e Educação

Que coisa, não? O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) demitiu 40 funcionários. Tal órgão é um dos mais plausíveis e de vanguarda do Brasil.

Motivo?

A crise econômica, que reduziu 42% o seu patrimônio.

Como desenvolver o país desse jeito? É a prova cabal que a situação econômica-política do país reflete diretamente em ciência e pesquisa – e por tabela na Educação.

Abaixo, extraído de: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2017/12/campinas_e_rmc/504558-laboratorio-de-bioetanol-demite-40.html

LABORATÓRIO DE BIOETANOL DEMITE 40

Por Leandro Ferreira e Letícia Guimarães

Sede do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol: necessidade de redução de custos

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), instalado no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, está sofrendo com os cortes de gastos. De acordo com o diretor-geral do CNPEM, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, foram 40 demissões este ano, metade delas desde o último dia 23, sobrando 90 dos 130 trabalhadores que atuavam no local.

O laboratório desenvolve pesquisas com capital público e em parceria com a iniciativa privada sobre bioenergia, com foco especial no bioetanol, além de projetos e linhas de pesquisas de importância para o setor. Hoje, o CTBE ocupa posição de destaque no campo de pesquisa e desenvolvimento em bioenergia, assim como atua como peça central na discussão e desenvolvimento de novas políticas bíblicas.

Na última sexta-feira, autoridades de entidades ligadas ao setor de biocombustíveis enviaram uma carta ao ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, reforçando o apoio às atividades do CTBE e solicitando alternativas para que o trabalho realizado não seja descontinuado. O documento também detalha a preocupação dos representantes destas instituições com os cortes que já foram feitos, inclusive do ex-diretor do laboratório, Gonçalo Pereira, e dos que ainda estão por vir. “Nos preocupa a fragilidade institucional de um laboratório com tal importância estratégica para o País”, informa um trecho da carta.

Segundo Cerqueira Leite, o primeiro bloco de demissões ocorreu devido ao término de um projeto financiado pela iniciativa privada que ressarcia parte dos salários. “Os demais funcionários foram desligados devido à reestruturação das frentes de ação do CTBE, as quais devem ser estrategicamente alinhadas à missão do CNPEM, que tem como prioridade promover atividades científicas de excelência. As duas situações são permeadas também pela necessidade de redução de custos.”

O diretor-geral do CNPEM informou que o orçamento este ano foi reduzido em 42%, em verbas que vêm do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTIC). “Novas contratações só ocorrerão se houver aumento do orçamento.”

O CNPEM abriga também o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano). Segundo Cerqueira Leite, nestes laboratórios não está havendo cortes relacionados à redução de custos ou encerramento de convênios. “O orçamento do CNPEM deveria ser em torno de R$ 90 milhões e até agora recebemos R$ 54 milhões. O orçamento é do Centro e não por laboratório. Assim, todos os laboratórios nacionais sofreram com a redução orçamentária e tiveram que rever seus custos de operação.”

Para Gonçalo, que também foi demitido, a instabilidade no CTBE pode afetar o interesse de empresas privadas em contratarem pesquisas no laboratório. “Empresa exige estabilidade para investir”, afirmou.

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– Cadê todo mundo?

Inegavelmente, a crise econômica e financeira continua. Shoppings ainda não estão cheios (mesmo com o 13o já sendo depositado). Quantas lojas fechadas e/ou vazias! E estamos no final do ano…

Presentes de Natal? Que nada. Parece-me que teremos o Natal das lembrancinhas.

Coloque no papel os valores dos presentes que você gostaria de dar e a quem iria ganhar; refaça esse planejamento pensando: o que posso comprar e a quem realmente preciso presentear. A diferença é enorme!

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– A Resiliência é realmente a palavra da moda?

Resistir com serenidade ou ser pressionado e não se afetar psicologicamente.

Ter resiliência é a virtude dos dias atuais?

RESILIÊNCIA, A PALAVRA DA MODA

Por Walcyr Carrasco

De tempos em tempos uma palavra ou expressão entra em moda. Todo mundo fala sem saber exatamente o que é. Quando eu tinha meus 20 anos e estudava História na Universidade de São Paulo, a expressão de ordem era “má consciência”. Significava genericamente a consciência pesada do burguês diante de seus lucros, por explorar o proletariado. Estendia-se a todos que, de alguma maneira, não se alinhassem com a crítica esquerdista a qualquer coisa neste mundo. Demorei um pouco para perceber que os ricos não tinham má consciência, a não ser alguns herdeiros desajustados. A maior parte prefere desfrutar os lucros em iates, casas de praia luxuosas, restaurantes, roupas, carros a refletir sobre a exploração do proletariado. A expressão deixou de ser usada. Nas últimas décadas, termos psicológicos entraram para o cotidiano. As pessoas usam a psicologia sem a menor noção do que estão falando. Você certamente já ouviu alguém dizer:

– Ele fez isso por ser traumatizado com o pai.

Pobre Freud, deve se retorcer na cova! Peça para explicar o que é traumatizado. Gagueira total. Mas a palavra trauma entrou para o vocabulário como quem fala de alface, abóbora, cenoura. Há menos tempo, a palavra foi psicótico. Leigos não sabem bem o que é psicopatia. Mas ouviram falar que, em cada dez, um ser humano é psicopata. Seu vizinho, talvez. Mais: ouviram também que nem todos os psicopatas são assassinos, mas têm uma lacuna na emoção. São capazes de usar sua generosidade para se aproveitar de você. Tornou-se comum dizer:

– Acho que ele é meio psicopata.

Meio?

A palavra da moda é resiliência. Primeiro pensei que era xingamento. Depois, que talvez fosse algo bom. Enfim, fui ao Google. Na Wikipédia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surtos psicológicos (no sentido primário, é a capacidade de um material se deformar sob pressão e depois voltar à forma original, em vez de ficar deformado, quebrar-se ou romper-se). Ou seja, é algo bom. Descobri que sou o próprio exemplo da resiliência. Em situações de estresse, desligo a reação emocional. Fico calmo, calmíssimo. Certa vez, um amigo desmaiou no corredor de um hotel na Turquia, tarde da noite. Tranquilo, fui pegar a chave do meu quarto, aberto, para poder voltar. Depois achei a chave dele em seu bolso. Abri a porta de seu quarto. Consegui, não sei ainda como (resiliência muscular?), levá-lo até a cama. Havia se cortado no supercílio. Lavei seu rosto. Ao acordá-lo, conversei. Faltava um dia para voltar. Seria melhor um hospital turco ou esperar a volta ao Brasil? Ele explicou: era uma doença não diagnosticada. Ele desmaia, de repente. Esperamos a volta. A doença não foi diagnosticada até hoje, mas ele está bem. Em nenhum momento senti a menor tensão. Isso é resiliência! Ainda bem, porque antes me achava psicopata. Uma palavra pode aliviar a vida de alguém!

A origem da palavra é latina. Vem do verbo resilire, que significa ricochetear, pular de volta. Em inglês, acrescenta-se o significado de “capacidade de recuperação após um golpe”. Tornou-se o diamante das novas técnicas motivacionais e psicológicas (o diamante é duro, e não resiliente, porque não se deforma, ou seja, não “aprende” com o golpe). Tornar alguém mais resiliente é fazê-lo mais apto às dificuldades da vida. Os conceitos já faziam parte do cotidiano da terapia. A palavra resiliência foi traduzida apressadamente. Antes bombou nos países de língua inglesa. Lá, era um termo comum. Aqui, tornou-se novidade.

E a última é agregar algo. Um amigo psicólogo disse:

Não quero trabalhar só a resiliência. Ao superar a situação, a pessoa avança. Aquilo que poderia ser uma experiência desagradável torna-se um fator positivo de crescimento.

Seria uma espécie de resiliência plus?

Escrevi este texto porque queria saber o que é resiliência.  Descobri que é uma espécie de guarda-chuva para vários conceitos. Resiliência pessoal, empresarial… tornou-se uma panaceia no campo da superação (outra palavra na moda).

Talvez a palavra “resiliência” ainda não tenha chegado ao seu cotidiano. Chegará. Moda é moda. Mas não faça questão de tornar-se um expert. As pessoas gostam de usar palavras inteligentes, mesmo sem saber bem o que é. Tranquilo. Palavras e expressões supostamente sábias são como cor de esmalte. Saem de moda. Depois vem outra.

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– EUA é o destino para os Empreendedores Brasileiros?

Como os negócios não estão prosperando em nosso país, em face o desemprego, a inflação e a retração nas vendas, muitos investidores e empreendedores descobriram uma solução alternativa: ir ao encontro do mercado estrangeiro!

Abaixo, extraído da Revista Isto É, ed 2398

O CAMINHO É O EXTERIOR

Por Ludmilla Amaral

Fabricante de máquinas para picolé e sorvete artesanal, a Finamac foi fundada em São Paulo em 1985. Em 2006, começou a exportar depois de receber consultas na internet de empresas estrangeiras interessadas em comprar seus equipamentos. Em 2012, ocupou em Miami um pequeno escritório da Apex-Brasil, agência brasileira de estímulo às exportações. Em 2015, abriu um galpão próprio, também em Miami, para iniciar o processo de fabricação das máquinas. Em 2016, os equipamentos estarão disponíveis para venda. Com relativa presença no mercado internacional, a Finamac decidiu fugir da crise no Brasil. Com as vendas estáveis no País, a empresa vai expandir fronteiras. Atualmente, 50% do faturamento vêm do exterior, mas o número deverá crescer daqui por diante. “É muito difícil sobreviver com tanta oscilação no Brasil”, diz Marino Arpino, diretor da Finamac. “A saída é a internacionalização.” A Finamac é uma entre inúmeras empresas brasileiras que estão buscando uma alternativa econômica no cenário internacional. Segundo um estudo realizado recentemente pela Fundação Dom Cabral (FDC), no período de um ano a internacionalização de empresas brasileiras cresceu 7%, a maior alta em muito tempo. “Quando nós temos uma situação em que a economia doméstica não está favorável, o índice médio de empresas se internacionalizando tende a aumentar”, diz o professor Sherban Leonardo Cretoiu, um dos idealizadores do estudo da FDC. “Se o mercado brasileiro está ruim, por que não investir nos países em que a economia está crescendo?”

A combinação de inflação alta, real desvalorizado e consequente perda de poder de compra do consumidor tem feito com que muitas empresas se vejam obrigadas a diminuir o quadro de funcionários e a fazer malabarismos para manter as portas abertas. Da mesma forma que está mais barato investir no Brasil, o patrimônio que a empresa tem no exterior aumenta de valor quando a moeda forte é convertida para o real. É assim que muitas empresas brasileiras estão operando. Atualmente, 210 companhias nacionais têm atuação consolidada (com unidades próprias) no exterior, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). Em 2010, apenas 95 possuíam unidades fora do País. A Apex-Brasil, que auxilia empresas brasileiras na internacionalização, também percebeu esse crescimento. No ano passado, a agência atendeu 128 empresas interessadas em desbravar o mercado internacional. Em 2015, foram 200.

Empresas de todos os tamanhos têm buscado saídas fora do Brasil. É o caso da Clear Sale, companhia de média porte que produz softwares que combatem fraudes no e-commerce, e da Sapeka Lingerie, fabricante de roupas íntimas. A Clear Sale é líder no mercado brasileiro, com 85% de participação nos negócios, e busca alcançar 4% do mercado americano, que é 22 vezes maior que o brasileiro. Se chegar a essa fatia, ela repetirá nos Estados Unidos seu desempenho no Brasil. No ano passado, a Clear Sale abriu uma unidade própria em Miami, levando os melhores funcionários para lá. “Fizemos isso porque o poder de compra do brasileiro diminui”, diz Rafael Lourenço, responsável pelo projeto de internacionalização da empresa. A Sapeka Lingerie optou por abrir, em julho, um centro de distribuição de 350m² em Angola. A Sapeka vendia peças para distribuidoras locais, mas resolveu efetivar a internacionalização da marca. Segundo Wesley Loureiro, diretor comercial, a facilidade da língua – e a curiosidade pelos produtos brasileiros – foram fundamentais na escolha do país. “Há uma identificação muito grande dos africanos com os brasileiros”, diz. Atualmente, 13% do faturamento da empresa vem do exterior. A julgar pelos prognósticos negativos a respeito da economia brasileira, é de se imaginar que novos projetos de internacionalização devem sair do papel nos próximos meses.

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