– ATUALIZANDO: A Crise dos Combustíveis

Amigos, recebi nesse começo de noite da Cia Ipiranga de Petróleo a mensagem que até amanhã (6ª feira, 25 de maio), as bases estarão bloqueadas até as 10h, sem possibilidade de “furo” ou qualquer outra forma de carregamento dos tanqueiros das distribuidoras, devido à greve dos caminhoneiros.

Dessa forma, infelizmente, o desabastecimento continuará nos postos de combustíveis.

A questão é: como se resolverá a situação? O Governo reduzirá os impostos? Congelar-se-á os preços? Usarão de força?

Não se sabe. Aqui em nosso estabelecimento, o Auto Posto Harmonia, vendemos todo o estoque de Etanol e Gasolina até a última gota no preço normal da bomba (nada de oportunismo nesse momento crítico). Temos algum estoque de S10 (muito pouco, devido ao alto consumo de hoje) e uma quantia razoável de Diesel Comum (o S500).

Particularmente, entendo a queixa dos caminhoneiros. Como comerciante, vejo o quão sofrido os motoristas estão trabalhando com essa política flutuante de preços da Petrobrás, adotada de maneira questionável, onde os reajustes são diários. Lembrando que a maior parte dos preços dos combustíveis é formada por IMPOSTOS (que sabidamente não acabam resultando em retorno à população, como se deveria).

Apoio o protesto, desde que seja de maneira pacífica e não prejudique os serviços essenciais (o que é lógico e necessário à democracia). O cidadão de bem não pode ser privado de alimentos, serviços médicos, educação e segurança.

Compartilho, do “Tribuna de Jundiaí”, o cenário desta tarde-noite em nossa cidade,

Extraído de: http://tribunadejundiai.com.br/noticias/cidades/jundiai/3030-postos-ja-estao-sem-combustiveis-em-jundiai

POSTOS JÁ ESTÃO SEM COMBUSTÍVEIS EM JUNDIAÍ

Nesta quarta-feira (23) a noite, o Tribuna de Jundiaí havia noticiado o risco de faltar combustível em Jundiaí caso a greve continuasse. Ontem, alguns postos já apresentam falta nos estoques. Como a greve continuou, não teve jeito: nesta quinta-feira (24), a falta passou a ser geral.

A reportagem averiguou, ao circular pelos bairros centrais de Jundiaí e principais avenidas, que muitos dos estabelecimentos situados nestes locais já estão fechados e sem funcionar. Os que restam, contam com filas enormes de motoristas que, mesmo em meio à demora para abastecer, não hesitam em tentar garantir o tanque cheio para os próximos dias.

Rafael Porcari, dono de um posto de gasolina no Medeiros, informou à reportagem que está sem receber combustível desde segunda-feira. “Nós recebemos por volta de 10 mil litros por dia, de todos os produtos. Tenho, então, 40 mil litros perdidos na distribuidora sem receber nesta semana”, disse.

Ele conta que, por conta do risco de acabar os combustíveis, o estabelecimento teve um grande pico de movimento na manhã de hoje. E, ao contrário do que acontece normalmente, os motoristas não queriam colocar apenas certa quantidade de combustível – eles queriam encher o tanque inteiro. 

“Houve um grande pico hoje de manhã e acabou a gasolina e o etanol. Agora a tarde estamos tendo outro pico, que é o de caminhões, ônibus e outros veículos que utilizam diesel. Muitos deles, que estão na estrada, procuram por meio de aplicativos postos de gasolina que possam ter diesel. Mesmo aqui sendo um estabelecimento de bairro, fora da estrada, eles entram para abastecer e continuar viagem. Mas também está acabando”, disse.

PREÇOS ABUSIVOS 

Nas redes sociais, internautas denunciam preços abusivos em alguns estabelecimentos da cidade. Uma imagem, divulgada no Facebook, mostra um posto de gasolina na Vila Rami cobrando o valor de 5,66 o litro, quando o preço na cidade, após o último aumento, varia entre 4,09 até 4,39.

Em nota, o Procon-SP emitiu uma nota orientando o consumidor sobre os preços exorbitantes. De acordo com o órgão, a prática é abusiva e prevista no Código de Proteção e Defesa do Consumidor, em seção que trata da elevação de preços de produtos e serviços sem justa causa.

A orientação é de que os consumidores façam denúncias documentadas sobre a prática, com o máximo de informações possíveis sobre o posto, com nome, bandeira que trabalha, endereço, data da compra e preços. Fotos podem ser utilizadas, bem como a nota fiscal.

GREVE  

A greve já está em seu quarto dia, porém os impactos passaram a ser mais sentidos nesta quarta-feira (23). Em nota divulgada nesta quinta-feira (24), a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) afirmou que a greve será suspensa se o governo retirar a PIS/Cofins e a Cide incidentes sobre os combustíveis e a medida entrar oficialmente em vigor.

Ontem, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou que a estatal fará uma redução de 10% no preço do óleo diesel – e que manterá este preço durante as próximas duas semanas, como forma de dar um tempo para o governo negociar com os caminhoneiros. A proposta não foi aceita pela categoria.

Antes da paralisação, o Governo foi alertado. A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) afirma que, no dia 16 de maio, apresentou um ofício ao governo federal pedindo o congelamento do preço do óleo diesel e a abertura de negociações, mas foi ignorada.

Já no dia 18 (última sexta-feira), a organização lançou um comunicado em que mencionava a possibilidade de paralisação a partir de segunda-feira, o que de fato ocorreu. Não há data para o fim do movimento, que, ontem a noite, mencionava 253 pontos de protestos, atingindo 23 Estados brasileiros e o Distrito Federal.

bomba.jpg

Anúncios

– Antes da Crise Econômica, havia camarão e descanso!

Eu trabalhava em 3 empregos, e ainda assim me sobrava possibilidade de descansar.

Há exatos 5 anos, eu desfrutava de mais tempo livre e menos dor-de-cabeça… olha aí onde eu estava: Porto de Galinhas!

Para “piorar”, veja o menu da tarde: camarão!

Que saudade do bom período que o Brasil passou. Pena que era ilusório…

🍤 #camarão #farinha #PortoDeGalinhas #passeio #descanso #férias #mandioca – em Pontal Dos Carneiros

– Entendendo a Nova Frugalidade

A Nova Frugalidade chegará ao nosso país, ou já está repercutindo, inconscientemente, em nossas vidas?

Nos EUA, um fenômeno econômico-social aconteceu: as pessoas deixaram de ir a shoppings, teatros ou de gastar em produtos não-essenciais, devido a crise econômica. O abandono de consumidores de certas áreas econômicas foi chamado de Nova Frugalidade, e como todo modismo global, em breve repercutirá no Brasil.

Entenda o que é essa tal de “Nova Frugalidade”, extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0942/marketing/reverso-fortuna-466551.html

O REVERSO DA FORTUNA

por Daniel Hessel

Em apenas oito meses, a crise financeira americana provocou estragos sem paralelo na história recente dos Estados Unidos. Além de fulminar o mercado de crédito, o índice Dow Jones e a cidade de Detroit, os raios mortíferos provenientes da tempestade econômica atingiram também um dos pilares do american way of life: o consumismo desenfreado e livre de culpas que movimenta mais de dois terços da economia do país. Endividada, assustada pelo fantasma do desemprego e acusada de estar entre os culpados por boa parte da crise com sua gastança desmedida, a classe média americana virou as costas para shopping centers, lojas de grifes, restaurantes estrelados e até mesmo shows e peças de teatro. Hoje, em plena ressaca moral de décadas de consumismo, tornou-se popular a doutrina da nova frugalidade (new frugality), marcada por um estilo de vida austero, em que economizar cada dólar é a regra. O último relatório da divisão de análise econômica do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, divulgado no dia 14 de abril, mostra o impacto dessa mudança. Entre março de 2008 e março de 2009, as vendas do varejo diminuíram 9,5%, a primeira queda em quase duas décadas. Ao mesmo tempo, os índices de poupança, que eram próximos de zero em agosto, estão em patamares equivalentes aos de dez anos atrás. Para os economistas, os dois índices combinados indicam que os americanos estão receosos do que vem pela frente. Pesquisas de opinião mostram que a tendência é uma redução nos gastos ainda mais aguda. Segundo um levantamento do instituto Lightspeed Research, do grupo britânico WPP, 70% dos americanos pretendem mudar seus hábitos de consumo nos próximos meses e apenas 45% dos entrevistados acreditam em uma rápida retomada econômica.

No campo oposto estão os que defendem que as mudanças vieram para ficar. O principal argumento desse grupo é que nunca antes houve um aperto no crédito como o provocado pela atual crise e que o estrangulamento nas finanças domésticas das famílias foi tamanho que deixará sequelas na maneira como os americanos encaram o consumo. “Nossas pesquisas apontam que os consumidores buscam mais segurança. E, para eles, gastar menos e manter dinheiro no banco é uma forma de alcançar essa segurança perdida”, diz Michael Silverstein, especialista em tendências de consumo do Boston Consulting Group.

Seja temporária, seja definitiva, a nova frugalidade tem assumido diversas facetas – algumas quase caricatas de tão radicais. De maneira geral, a redução de gastos com combustíveis e bens duráveis, como móveis e eletroeletrônicos, foi prioridade no processo de reajuste (veja quadro acima). Em menor escala, os americanos cortaram as despesas com roupas, acessórios, brinquedos, livros, CDs e DVDs. Ao mesmo tempo, as vendas de alimentos, bebidas e produtos de higiene pessoal e beleza aumentaram. Em meio à frieza generalizante das estatísticas há nuances curiosas, como o crescimento abrupto do mercado para produtos do tipo faça-você-mesmo (do it yourself, ou DIY). Tome-se o exemplo das tinturas para cabelo para uso doméstico, cujas vendas cresceram 27% desde o início da crise – um sinal de que as americanas trocaram os salões de cabeleireiro pela pia do banheiro. Da mesma forma, as famílias estão deixando de pagar por serviços como limpeza doméstica e manutenção de jardins e casas – o que tem sustentado a boa performance dos fabricantes de produtos de limpeza e de varejistas especializados em bricolagem, como a rede Home Depot. O outro lado da moeda é que o setor de serviços domésticos, que sustenta cerca de 18 milhões de americanos, se prepara para tempos ainda mais difíceis.

Num cenário de aperto financeiro, há empresas que são naturalmente favorecidas. É o caso do Wal-Mart, do McDonald’s e da loja online Amazon, reconhecidos por estratégias agressivas de descontos e preços competitivos. Da mesma forma, grandes fabricantes de produtos de consumo para higiene e beleza, como Procter&Gamble e Johnson&Johnson, têm se beneficiado da tendência de o consumidor se permitir pequenas indulgências – um dos raros luxos admitidos pela nova frugalidade. Outras têm se demonstrado irremediavelmente comprometidas com o antigo modelo de consumo supérfluo e precisam de reparos urgentes na estratégia de marketing. Enquadram-se nessa categoria a rede de cafés Starbucks, as grifes internacionais de artigos de luxo e as lojas de departamentos. No caso das marcas de luxo, os especialistas em tendências já deram até um nome ao tipo de reação que elas passaram a despertar no americano médio. Trata-se do populismo vingativo (vengeful populism), em que as marcas são identificadas com o estilo de vida arrogante e perdulário de banqueiros de investimento e altos executivos, acusados de levar o país à ruína. “Essas marcas precisarão resolver esse conflito sob o risco de estar definitivamente associadas a um estilo de vida que as pessoas passaram a desprezar”, diz Thomas O’Guinn, professor de marketing da Universidade de Wisconsin-Madison.

Para sobreviver em meio à crise, os marqueteiros das empresas têm buscado inspiração nos remotos anos 30, período da Grande Depressão americana. A rede de lojas de departamentos Sears ressuscitou um modelo de vendas dirigido a clientes endividados e sem crédito na praça. Trata-se do layaway, sistema em que o cliente escolhe um produto, faz um pequeno depósito e a loja reserva a mercadoria por determinado período (em média 90 dias). A ideia é que o cliente vá pagando o produto em parcelas, conforme for recebendo o dinheiro. Vencido o prazo, ele quita o saldo remanescente. “As redes que não mantiverem uma forte política de descontos e promoções ou não apostarem em soluções criativas como o layaway não conseguirão atrair os consumidores”, diz Kathy Grannis, porta-voz da Federação Nacional do Varejo nos Estados Unidos. Quem não se adaptar à nova frugalidade, seja ela duradoura ou efêmera, corre o risco de ter o mesmo fim dos dinossauros.

bomba.jpg

– É Hora de Empreender

Compartilho principalmente com nossos alunos empreendedores, belo artigo de Jack Welch, alegando que é o momento exato de ser empreendedor. Para quem quiser, há um link com as fotos de Hewlett e Packard, da HP, como exemplo de empreender na crise.

Extraído da coluna Agenda do Líder:

É HORA DE EMPREENDER

O quê? Será que lemos direito? Se for isso mesmo, obrigado. Em meio à avalanche de e-mails que temos recebido ultimamente de gente se sentindo em pânico, irada e/ou deprimida por causa da economia e do que ela tem feito à sua carreira, sua pergunta tão objetiva foi uma agradável surpresa.

Foi também uma ótima oportunidade para que nos déssemos conta de que, sem dúvida, este seria um momento excelente para abrir um negócio. Na verdade, há pelo menos quatro razões muito fortes para isso, mas só se o negócio que você está pensando em abrir for aprovado no teste mais importante de todos: o de vender mais por menos.

Não estamos falando aqui de vender apenas um pouco mais por um pouco só a menos. Em tempos de recessão, nenhuma empresa nova terá grandes chances de sucesso, a não ser que trabalhe com uma proposição de valor nitidamente superior às disponíveis no mercado. É verdade que até pouco tempo atrás era possível pegar um produto ou serviço do concorrente, modificá-lo ligeiramente ou introduzir um ou dois recursos novos e convencer os clientes a pagar mais por ele. Mas hoje todo mundo está na defensiva e os dias de vendas com margens gordas se foram – e é provável que a situação persista por um bom tempo. Portanto, se você é um empreendedor cujo produto ou serviço irá melhorar de fato a vida das pessoas – a um custo significativamente mais baixo do que o da concorrência -, saiba por que talvez este seja o momento certo de levar sua ideia adiante.

Em primeiro lugar, se há uma coisa de que toda empresa nova precisa para ir à luta é de gente esperta, disposta a ganhar. E há um público aí hoje, como há muito tempo não se via, à espera de alguém que se disponha a conquistá-lo. É claro que toda demissão é um baque terrível e há milhões de histórias pessoais dolorosas por trás das altas taxas de desemprego no país. Mas o fato é que novas empresas nascem ou morrem dependendo da rapidez com que conseguem formar equipes brilhantes, flexíveis e com muita garra. O clima atual facilita o processo, já que a escassez de trabalho é de tal ordem que não faltam profissionais experientes e mbas recém-chegados ao mercado em busca de emprego.

Em segundo lugar, e em estreita correlação com o que acabamos de expor acima, aparece um elemento mais efêmero: uma urgência generalizada e uma dose de humildade que hoje caracteriza as pessoas. A implosão da economia baixou a bola de todo mundo. Os antigos “Mestres do Universo” descobriram que são seres mortais, e quem achava que tudo girava em torno de si mesmo se deu conta de que o fracasso de suas empresas é também o seu fracasso. Portanto, o clima atual não só facilitou a contratação de bons profissionais como também promoveu entre os empregados uma nova compreensão acerca da importância do trabalho em equipe e da produtividade sem tréguas. Essa “vibração”, na falta de uma palavra melhor, é a esperança de todo executivo e o sonho de todo empreendedor.

Em terceiro lugar aparece o dinheiro – sob uma ótica positiva. Apesar das notícias que todos temos acompanhado sobre o recuo do mercado de crédito, não faltam linhas de financiamento para novas empresas, sobretudo para aquelas que conseguem oferecer mais por menos. É óbvio que não estamos dizendo aqui que o empreendedor de hoje deva esperar aquele mundo de contos de fadas de antes, em que o dinheiro parecia crescer em árvores. Contudo, há muitos bancos regionais dispostos a emprestar, e as empresas de capital de risco estão sempre prontas a investir em ideias revolucionárias – afinal de contas, as novas empresas são a alma do seu negócio.

Por fim, abrir um negócio hoje vai deixá-lo em ótima situação no momento em que a recuperação econômica se consolidar. Pense no seguinte: se você abrir um negócio agora, sua empresa contará com profissionais inteligentes e cheios de energia que aprenderam a trabalhar juntos para manter os custos baixos e o índice de inovação elevado. Sua empresa não terá de lidar com um sistema de custos oneroso, não sofrerá com as cicatrizes deixadas pelas demissões e com o baixo moral que as acompanha. Em outras palavras, você estará em condições de pegar a primeira onda da reviravolta econômica. Isso não é ótimo?

Mais uma vez, obrigado por sua pergunta. Neste momento o mundo precisa que milhares de empreendedores façam a mesma pergunta que você fez. Nossa esperança é que eles descubram que não há cenário melhor que o atual para começar de novo.

Veja as fotos dos fundadores da HP em: http://fotolog.terra.com.br/rafaelporcari:68

– Os Possíveis Novos Donos da Indústria Automobilística

De acordo com a Revista Exame, ano 43, no. 07, edição 94, as grandes marcas da indústria automobilística poderão mudar radicalmente de mãos.

Abaixo:

Scania (sueca, hoje nas mãos da americana GM), possivelmente a ser comprada pela Dongfeng (CHINA)

Hummer (jipes americanos da GM), pela Mahindra (ÍNDIA)

Volvo (suéca, nas mãos da americana Ford), pela Chery (CHINA) – adendo – negócio fechado há anos.

Opel (marca européia da americana GM), pela Saic (CHINA)

Saturn (marca da GM), pela BYD Auto (CHINA)

Jeep (marcas de ‘jipes’ da americana Chrysler), pela Mahindra (ÍNDIA) – adendo – a FIAT assumiu a marca.

A propósito, você muitos carros dessas empresas chinesas e indianas nas ruas brasileiras?

Resultado de imagem para carrinho de brinquedo

– Um país que não acaba com a Corrupção e ainda tira verba de Pesquisa Científica e Educação

Que coisa, não? O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) demitiu 40 funcionários. Tal órgão é um dos mais plausíveis e de vanguarda do Brasil.

Motivo?

A crise econômica, que reduziu 42% o seu patrimônio.

Como desenvolver o país desse jeito? É a prova cabal que a situação econômica-política do país reflete diretamente em ciência e pesquisa – e por tabela na Educação.

Abaixo, extraído de: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2017/12/campinas_e_rmc/504558-laboratorio-de-bioetanol-demite-40.html

LABORATÓRIO DE BIOETANOL DEMITE 40

Por Leandro Ferreira e Letícia Guimarães

Sede do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol: necessidade de redução de custos

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), instalado no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, está sofrendo com os cortes de gastos. De acordo com o diretor-geral do CNPEM, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, foram 40 demissões este ano, metade delas desde o último dia 23, sobrando 90 dos 130 trabalhadores que atuavam no local.

O laboratório desenvolve pesquisas com capital público e em parceria com a iniciativa privada sobre bioenergia, com foco especial no bioetanol, além de projetos e linhas de pesquisas de importância para o setor. Hoje, o CTBE ocupa posição de destaque no campo de pesquisa e desenvolvimento em bioenergia, assim como atua como peça central na discussão e desenvolvimento de novas políticas bíblicas.

Na última sexta-feira, autoridades de entidades ligadas ao setor de biocombustíveis enviaram uma carta ao ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, reforçando o apoio às atividades do CTBE e solicitando alternativas para que o trabalho realizado não seja descontinuado. O documento também detalha a preocupação dos representantes destas instituições com os cortes que já foram feitos, inclusive do ex-diretor do laboratório, Gonçalo Pereira, e dos que ainda estão por vir. “Nos preocupa a fragilidade institucional de um laboratório com tal importância estratégica para o País”, informa um trecho da carta.

Segundo Cerqueira Leite, o primeiro bloco de demissões ocorreu devido ao término de um projeto financiado pela iniciativa privada que ressarcia parte dos salários. “Os demais funcionários foram desligados devido à reestruturação das frentes de ação do CTBE, as quais devem ser estrategicamente alinhadas à missão do CNPEM, que tem como prioridade promover atividades científicas de excelência. As duas situações são permeadas também pela necessidade de redução de custos.”

O diretor-geral do CNPEM informou que o orçamento este ano foi reduzido em 42%, em verbas que vêm do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTIC). “Novas contratações só ocorrerão se houver aumento do orçamento.”

O CNPEM abriga também o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano). Segundo Cerqueira Leite, nestes laboratórios não está havendo cortes relacionados à redução de custos ou encerramento de convênios. “O orçamento do CNPEM deveria ser em torno de R$ 90 milhões e até agora recebemos R$ 54 milhões. O orçamento é do Centro e não por laboratório. Assim, todos os laboratórios nacionais sofreram com a redução orçamentária e tiveram que rever seus custos de operação.”

Para Gonçalo, que também foi demitido, a instabilidade no CTBE pode afetar o interesse de empresas privadas em contratarem pesquisas no laboratório. “Empresa exige estabilidade para investir”, afirmou.

bomba.jpg

– Cadê todo mundo?

Inegavelmente, a crise econômica e financeira continua. Shoppings ainda não estão cheios (mesmo com o 13o já sendo depositado). Quantas lojas fechadas e/ou vazias! E estamos no final do ano…

Presentes de Natal? Que nada. Parece-me que teremos o Natal das lembrancinhas.

Coloque no papel os valores dos presentes que você gostaria de dar e a quem iria ganhar; refaça esse planejamento pensando: o que posso comprar e a quem realmente preciso presentear. A diferença é enorme!

bomba.jpg

– A Resiliência é realmente a palavra da moda?

Resistir com serenidade ou ser pressionado e não se afetar psicologicamente.

Ter resiliência é a virtude dos dias atuais?

RESILIÊNCIA, A PALAVRA DA MODA

Por Walcyr Carrasco

De tempos em tempos uma palavra ou expressão entra em moda. Todo mundo fala sem saber exatamente o que é. Quando eu tinha meus 20 anos e estudava História na Universidade de São Paulo, a expressão de ordem era “má consciência”. Significava genericamente a consciência pesada do burguês diante de seus lucros, por explorar o proletariado. Estendia-se a todos que, de alguma maneira, não se alinhassem com a crítica esquerdista a qualquer coisa neste mundo. Demorei um pouco para perceber que os ricos não tinham má consciência, a não ser alguns herdeiros desajustados. A maior parte prefere desfrutar os lucros em iates, casas de praia luxuosas, restaurantes, roupas, carros a refletir sobre a exploração do proletariado. A expressão deixou de ser usada. Nas últimas décadas, termos psicológicos entraram para o cotidiano. As pessoas usam a psicologia sem a menor noção do que estão falando. Você certamente já ouviu alguém dizer:

– Ele fez isso por ser traumatizado com o pai.

Pobre Freud, deve se retorcer na cova! Peça para explicar o que é traumatizado. Gagueira total. Mas a palavra trauma entrou para o vocabulário como quem fala de alface, abóbora, cenoura. Há menos tempo, a palavra foi psicótico. Leigos não sabem bem o que é psicopatia. Mas ouviram falar que, em cada dez, um ser humano é psicopata. Seu vizinho, talvez. Mais: ouviram também que nem todos os psicopatas são assassinos, mas têm uma lacuna na emoção. São capazes de usar sua generosidade para se aproveitar de você. Tornou-se comum dizer:

– Acho que ele é meio psicopata.

Meio?

A palavra da moda é resiliência. Primeiro pensei que era xingamento. Depois, que talvez fosse algo bom. Enfim, fui ao Google. Na Wikipédia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surtos psicológicos (no sentido primário, é a capacidade de um material se deformar sob pressão e depois voltar à forma original, em vez de ficar deformado, quebrar-se ou romper-se). Ou seja, é algo bom. Descobri que sou o próprio exemplo da resiliência. Em situações de estresse, desligo a reação emocional. Fico calmo, calmíssimo. Certa vez, um amigo desmaiou no corredor de um hotel na Turquia, tarde da noite. Tranquilo, fui pegar a chave do meu quarto, aberto, para poder voltar. Depois achei a chave dele em seu bolso. Abri a porta de seu quarto. Consegui, não sei ainda como (resiliência muscular?), levá-lo até a cama. Havia se cortado no supercílio. Lavei seu rosto. Ao acordá-lo, conversei. Faltava um dia para voltar. Seria melhor um hospital turco ou esperar a volta ao Brasil? Ele explicou: era uma doença não diagnosticada. Ele desmaia, de repente. Esperamos a volta. A doença não foi diagnosticada até hoje, mas ele está bem. Em nenhum momento senti a menor tensão. Isso é resiliência! Ainda bem, porque antes me achava psicopata. Uma palavra pode aliviar a vida de alguém!

A origem da palavra é latina. Vem do verbo resilire, que significa ricochetear, pular de volta. Em inglês, acrescenta-se o significado de “capacidade de recuperação após um golpe”. Tornou-se o diamante das novas técnicas motivacionais e psicológicas (o diamante é duro, e não resiliente, porque não se deforma, ou seja, não “aprende” com o golpe). Tornar alguém mais resiliente é fazê-lo mais apto às dificuldades da vida. Os conceitos já faziam parte do cotidiano da terapia. A palavra resiliência foi traduzida apressadamente. Antes bombou nos países de língua inglesa. Lá, era um termo comum. Aqui, tornou-se novidade.

E a última é agregar algo. Um amigo psicólogo disse:

Não quero trabalhar só a resiliência. Ao superar a situação, a pessoa avança. Aquilo que poderia ser uma experiência desagradável torna-se um fator positivo de crescimento.

Seria uma espécie de resiliência plus?

Escrevi este texto porque queria saber o que é resiliência.  Descobri que é uma espécie de guarda-chuva para vários conceitos. Resiliência pessoal, empresarial… tornou-se uma panaceia no campo da superação (outra palavra na moda).

Talvez a palavra “resiliência” ainda não tenha chegado ao seu cotidiano. Chegará. Moda é moda. Mas não faça questão de tornar-se um expert. As pessoas gostam de usar palavras inteligentes, mesmo sem saber bem o que é. Tranquilo. Palavras e expressões supostamente sábias são como cor de esmalte. Saem de moda. Depois vem outra.

bomba.jpg

– EUA é o destino para os Empreendedores Brasileiros?

Como os negócios não estão prosperando em nosso país, em face o desemprego, a inflação e a retração nas vendas, muitos investidores e empreendedores descobriram uma solução alternativa: ir ao encontro do mercado estrangeiro!

Abaixo, extraído da Revista Isto É, ed 2398

O CAMINHO É O EXTERIOR

Por Ludmilla Amaral

Fabricante de máquinas para picolé e sorvete artesanal, a Finamac foi fundada em São Paulo em 1985. Em 2006, começou a exportar depois de receber consultas na internet de empresas estrangeiras interessadas em comprar seus equipamentos. Em 2012, ocupou em Miami um pequeno escritório da Apex-Brasil, agência brasileira de estímulo às exportações. Em 2015, abriu um galpão próprio, também em Miami, para iniciar o processo de fabricação das máquinas. Em 2016, os equipamentos estarão disponíveis para venda. Com relativa presença no mercado internacional, a Finamac decidiu fugir da crise no Brasil. Com as vendas estáveis no País, a empresa vai expandir fronteiras. Atualmente, 50% do faturamento vêm do exterior, mas o número deverá crescer daqui por diante. “É muito difícil sobreviver com tanta oscilação no Brasil”, diz Marino Arpino, diretor da Finamac. “A saída é a internacionalização.” A Finamac é uma entre inúmeras empresas brasileiras que estão buscando uma alternativa econômica no cenário internacional. Segundo um estudo realizado recentemente pela Fundação Dom Cabral (FDC), no período de um ano a internacionalização de empresas brasileiras cresceu 7%, a maior alta em muito tempo. “Quando nós temos uma situação em que a economia doméstica não está favorável, o índice médio de empresas se internacionalizando tende a aumentar”, diz o professor Sherban Leonardo Cretoiu, um dos idealizadores do estudo da FDC. “Se o mercado brasileiro está ruim, por que não investir nos países em que a economia está crescendo?”

A combinação de inflação alta, real desvalorizado e consequente perda de poder de compra do consumidor tem feito com que muitas empresas se vejam obrigadas a diminuir o quadro de funcionários e a fazer malabarismos para manter as portas abertas. Da mesma forma que está mais barato investir no Brasil, o patrimônio que a empresa tem no exterior aumenta de valor quando a moeda forte é convertida para o real. É assim que muitas empresas brasileiras estão operando. Atualmente, 210 companhias nacionais têm atuação consolidada (com unidades próprias) no exterior, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). Em 2010, apenas 95 possuíam unidades fora do País. A Apex-Brasil, que auxilia empresas brasileiras na internacionalização, também percebeu esse crescimento. No ano passado, a agência atendeu 128 empresas interessadas em desbravar o mercado internacional. Em 2015, foram 200.

Empresas de todos os tamanhos têm buscado saídas fora do Brasil. É o caso da Clear Sale, companhia de média porte que produz softwares que combatem fraudes no e-commerce, e da Sapeka Lingerie, fabricante de roupas íntimas. A Clear Sale é líder no mercado brasileiro, com 85% de participação nos negócios, e busca alcançar 4% do mercado americano, que é 22 vezes maior que o brasileiro. Se chegar a essa fatia, ela repetirá nos Estados Unidos seu desempenho no Brasil. No ano passado, a Clear Sale abriu uma unidade própria em Miami, levando os melhores funcionários para lá. “Fizemos isso porque o poder de compra do brasileiro diminui”, diz Rafael Lourenço, responsável pelo projeto de internacionalização da empresa. A Sapeka Lingerie optou por abrir, em julho, um centro de distribuição de 350m² em Angola. A Sapeka vendia peças para distribuidoras locais, mas resolveu efetivar a internacionalização da marca. Segundo Wesley Loureiro, diretor comercial, a facilidade da língua – e a curiosidade pelos produtos brasileiros – foram fundamentais na escolha do país. “Há uma identificação muito grande dos africanos com os brasileiros”, diz. Atualmente, 13% do faturamento da empresa vem do exterior. A julgar pelos prognósticos negativos a respeito da economia brasileira, é de se imaginar que novos projetos de internacionalização devem sair do papel nos próximos meses.

bomba.jpg

– As demissões na imprensa esportiva brasileira

Vejo muitos estudantes de jornalismo reclamando de oportunidades de trabalho. E está difícil crer que a situação do jornalismo esportivo irá mudar para melhor em breve. Quer exemplos?

Vide os profissionais da Jovem Pan, demitidos nos últimos dias. Depois daquela grande leva do ano passado, foram dispensados Zeca Cardoso e Fredy Júnior. Na Bandeirantes, saiu Frank Fortes. Na Folha de São Paulo, no sábado repleto de futebol, apenas 1 mísera página falando sobre Esportes.

E a Rede Globo, dizendo que por uma sinergia melhor re-arranjou seu quadro colaborativo? Em outras palavras, demitiu mesmo muitos funcionários.

E falando de Globo, lamento muito a demissão do meu amigo Rivelino Teixeira, jundiaiense da gema e que estava, com muita competência, se saindo bem na Sportv. Especialmente como se deu sua demissão: na porta do estádio de Varginha (iria comentar o jogo do Boa pela série B), pronto para trabalhar, sem qualquer respeito ao profissional e ao cidadão. Tratado como um número em pleno exercício do ofício. E chato também é o fato da omissão de quem os representa: o Sindicato! Você ouviu alguma manifestação da Aceesp?

Compartilho um desabafo do Riva (dias atrás), em sua página na rede social, para que os leitores possam ver o quão fraca é a defesa da categoria:

TRATADOS COMO CÓDIGO DE BARRAS. 

Chegando aos 15 dias de demissão, e até hoje nenhuma manifestação de apoio de entidades que deveriam cuidar de pessoas, e no meu caso, entidades com vínculos aos profissionais da comunicação.

Ninguém do Sindicato dos Radialistas, dos Jornalistas, de Associação dos Cronistas ou Assistência Social de Empresa, nenhum contato para saber se estou bem, se estou precisando de alguma coisa (essa alguma coisa não é dinheiro), é sim um apoio emocional.

A comunicação brasileira está no seu pior momento, e em 2017 muitos profissionais do rádio, da tv, da mídia em geral estão parados, e a recolocação é muito difícil.

Colegas de profissão, precisamos nos unir e buscar mudanças, e não deixar que essa corrente negativa continue amarrando “seres humanos” que são tratados como “código de barras”, que estudaram, lutaram e hoje (como eu), estamos neste pesadelo interminável.

Quem puder apoiar, por favor, curta e compartilhe.

RESPEITO COM O SER HUMANO.

Hoje sou eu, amanhã pode ser com você, ou com alguém de sua família!!!

Força Riva e estendendo aos demais profissionais que estão na mesma situação!

bomba.jpg

– Clubes de Futebol com o Leiloeiro de plantão!

Uma reportagem mostra que o Paulista FC não está sozinho em questão de leilões: sobre os clubes paulistas que enfrentam / enfrentaram isso, hoje, no Estadão!

Extraído de: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,quem-da-mais-estadios-de-clubes-tradicionais-entram-em-leilao-em-sp,70001846090

QUEM DÁ MAIS? ESTÁDIOS DE CLUBES TRADICIONAIS ENTRAM EM LEILÃO EM SP

Dívidas trabalhistas e fiscais têm colocado em risco o maior patrimônio de clubes como Portuguesa e Guarani

Guarani, Portuguesa, Comercial, Paulista e Portuguesa Santista, clubes tradicionais do Estado de São Paulo, têm algo em comum. Todos estiveram recentemente, ou ainda estão, sob a ameaça de perder seus estádios por meio de leilão. Dívidas trabalhistas, tributárias ou com fornecedores colocam o patrimônio dessas associações em risco e “aguçam os sentidos’’ de um setor sempre interessado em grandes áreas: o imobiliário.

Reinaldo Fincatti, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), explica que o principal interesse do mercado imobiliário pelos estádios é o potencial de reutilização, ou seja, a transformação da arena em outro negócio, como grandes empreendimentos.

“Em geral, os estádios estão em locais nobres e de fácil acesso. São terrenos únicos, avantajados, praticamente inexistentes no tecido urbano”, explica Fincatti. “Para o mercado imobiliário, o preço do terreno vale mais do que a construção em si.’’

Em 2015, o Grupo Maxion arrematou o Brinco de Ouro da Princesa, estádio do Guarani, por R$ 105 milhões. Comprovando irregularidades no processo – o valor da compra era inferior à avaliação da Justiça Federal, de R$ 470 milhões –, o clube de Campinas anulou o leilão. Em seguida, conseguiu um acordo com a empresa MMG, que pertence ao Grupo Magnum. Neste acerto, o Guarani vai ceder o terreno do estádio para a construção de um complexo comercial/imobiliário.

Em contrapartida, o investidor vai pagar a dívida trabalhista do clube, em torno de R$ 20 milhões, construir um CT, novo clube social e nova arena de 12 mil lugares na cidade. Além disso, vai patrocinar o clube por 130 meses com R$ 350 mil mensais. O Guarani vai transferir a posse do Brinco quando receber todas essas novas estruturas.

“Muitos clubes, incluindo o próprio Guarani, sofreram administrações desastrosas, que comprometeram boa parte de seu patrimônio. Porém, a atual legislação esportiva, principalmente no que tange aos direitos econômicos de atletas, acaba punindo os clubes, tornando a atividade deficitária”, opina Palmeron Mendes, presidente do Guarani. “Leiloar o patrimônio não trará uma solução para o problema.”

TOMBAMENTO

Há situações, porém, em que arrematar um estádio em leilão não é oportunidade de negócio para potenciais investidores. Pode até se tornar forte dor de cabeça. São os casos daqueles que estão tombados ou em processo de tombamento.

O Palma Travassos, do Comercial, é patrimônio histórico de Ribeirão Preto. Principalmente por isso, todas as três tentativas de leilão realizadas, a última em 22 de maio, fracassaram. O lance mínimo de R$ 18,9 milhões para um bem avaliado em R$ 31,5 milhões não seduziu ninguém. “É sempre uma situação constrangedora, mas, diante desse quadro, praticamente não há risco de o estádio ser arrematado’’, disse ao Estado o presidente do Conselho Deliberativo do clube, David Isaac.

Ele reclama que o Comercial tem passado por esse constrangimento por causa de dívida que se arrasta desde a década de 1960. São débitos fiscais, de FGTS, atualmente em cerca de R$ 3 milhões. “Temos tentado insistentemente negociar dentro da realidade do clube, espero que agora a gente consiga um acordo.’’

O Jayme Cintra, do Paulista, passa por processo semelhante. Leilão realizado em 27 de maio por causa de dívida trabalhista de R$ 1,5 milhão terminou sem lance – o mínimo era de 50% dos R$ 35 milhões que o local foi avaliado. Isso porque, no fim de março, havia sido iniciado o procedimento que visa o tombamento parcial do estádio.

Esse processo de tombamento, aliás, pesou para que o juiz Jorge Luiz Souto Maior, da 3.ª Vara do Trabalho de Jundiaí, determinasse, um dia depois daquele pregão, o cancelamento do leilão. Como o Paulista tem várias outras dívidas, essa que deu origem ao leilão malsucedido foi enviada ao “condomínio de credores’’ do clube, que recebe gradativamente as pendências. “Todo dinheiro que ingressa no Paulista é automaticamente enviado para o condomínio e rateado entre eles’’, diz Cláudio Levada, presidente do Conselho de Administração do clube.

Ele afasta a possibilidade de uma reviravolta da situação no curto prazo que leve à nova determinação de leilão, independentemente do tombamento. “Eu diria que não existe risco imediato. Mas é claro que, se as dívidas não forem pagas, permanece a possibilidade do arremate.’’

PORTUGUESA SANTISTA NEGOCIA ACORDO

Mandar um estádio a leilão pode servir para estimular o clube devedor a se acertar com o credor. Isso está ocorrendo em relação ao Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista. Há leilão marcado para 3 de agosto por dívida com Renato Vasconcelos, ex-advogado do clube. As partes negociam um acordo que deve cancelar a ação.

“Esse leilão não vai acontecer. Faremos um acordo para parcelar a dívida”, acredita o diretor jurídico da Santista, Rogério Conde. “Aceito parcelar em dez vezes, desde que permaneça a penhora. Feito o acordo, pedimos a suspensão”, garante Vasconcelos.

Em 2015, tratativa semelhante conduzida por Vasconcelos com um hotel evitou que o estádio fosse leiloado.

bomba.jpg

– O corte de Recursos no Carnaval Carioca versus a Contenção de Despesas de Jundiaí (em especial, o Amador de Futebol).

Leio que no Rio de Janeiro o prefeito Marcelo Crivella liberará metade da verba do Carnaval 2018 para as agremiações e a Liga fazerem os desfiles na Sapucaí. Revoltados, os sambistas ameaçam não desfilar. A justificativa: a verba economizada irá para CRECHES.

Será usada para creche mesmo? Se sim, excelente (embora, temos que reconhecer que o Carnaval Carioca é um empreendimento lucrativo, não somente uma festa). Que por lá, os megapatrocinadores do evento, da Liga, “dos temas” das Escolas de Samba banquem a diferença.

Não dá para deixar de fazer um paralelo com Jundiaí, que abriu mão dos gastos com os desfiles em 2017 (como muitas outras cidades fizeram) para colocar dinheiro no Hospital São Vicente. Se a verba foi para lá mesmo, igualmente excelente!

Também assisto uma entrevista sobre as cidades do Nordeste que estão cancelando o “São João” para investir em obras de recuperação e assistencialismo às vítimas das enchentes. Correto.

Administrações conscientes das prioridades são necessárias. A única preocupação é usar o discurso de contenção e responsabilidade para falsa demagogia. Chega de pão e circo!

Uma outra polêmica ronda também a Terra da Uva. Em Jundiaí, as 4 primeiras rodadas do Campeonato Amador serão bancadas pelos clubes, pois a Liga não recebeu a verba da Prefeitura Municipal pelo fato das contas prestadas estarem sob fiscalização judicial. Se as contas não são transparentes, que não se dê dinheiro público; afinal, não há outras prioridades do que o futebol amador?

Não concordo em não se levar uma equipe jundiaiense para os Jogos Regionais (como se fez, alegando falta de dinheiro). Mas se há outras contas que devem vir em primeiro lugar, sou obrigado a concordar. Agora, se o dinheiro for para o futebol amador (que tem clubes com fortes investidores), é algo incoerente!

Enfim: economizar em outros setores e gastar em contrapartidas políticas e/ou devolução de campanhas (digo isso em todas as esferas políticas do país, que vive essa brava crise) chega a ser algo sem pudor!

bomba.jpg

– Negaram mas tiraram o Serrraglio?

Que coisa este país… Nas gravações, Aécio Neves reclamava ao todo-poderoso Joesley Batista (da Friboi) que precisavam trocar o Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, por alguém “maleável” (se é que me entende).

E não é que mesmo com o diálogo nojento revelado, Michel Temer o trocou neste domingo?

Extraído de: http://noblat.oglobo.globo.com/meus-textos/noticia/2017/05/por-que-era-preciso-tirar-serraglio-do-ministerio-da-justica.html

POR QUE ERA PRECISO TIRAR SERRAGLIO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Por Ricardo Noblat

Palavrões a parte, auxiliares do presidente Michel Temer e políticos encrencados na Lava Jato repetiam há meses as mesmas razões para tirar Osmar Serraglio do Ministério da Justiça oferecidas pelo senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) em sua conversa gravada com o empresário Joesley Batista, dono do Grupo JBS.

O que disse Aécio sobre Serraglio:

AÉCIO: (…) Veio só eu e ele [Temer] ontem de São Paulo, mandou um cara lá no Osmar Serraglio [ministro da Justiça], porque ele errou de novo de nomear essa porra desse (…). Porque aí mexia na PF. O que vai acontecer agora? Vai vim inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (tem) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, dois mil delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?  (…)

JOESLEY: [vozes intercaladas]

AÉCIO: Tem que tirar esse cara.

JOESLEY: É, pô. Esse cara já era. Tá doido.

AÉCIO: E o motivo igual a esse?

JOESLEY: Claro. Criou o clima.

AÉCIO: É ele próprio já estava até preparado para sair.

JOESLEY: Claro. Criou o clima.

Em resumo: era preciso tirar Serraglio porque ele não estava dando conta de controlar a Polícia Federal e proteger os envolvidos na Lava Jato. Quando o nome de Serraglio foi citado em um grampo da Operação Carne Fraca, o governo não viu ali motivo suficiente para tirá-lo do cargo.

Serraglio aceitou o convite para assumir o Ministério da Transparência. Do contrário voltaria à Câmara para completar o mandato de deputado e desalojaria dali seu suplente Rocha Loures (PMDB-PR). Sim, aquele filmado correndo numa rua de São Paulo carregando uma mala de dinheiro.

bomba.jpg

– Quanto a JBS / Friboi deu ao todo em dinheiro para os políticos?

Primeiro, nos assustamos com o escândalo do Mensalão abastecendo a compra de votos dos deputados brasileiros. Depois, vimos uma quantia absurda sendo desviada da Petrobrás e que isso seria o cúmulo da corrupção mais descarada possível. E não é que apareceram a OAS e a Odebrecht, mostrando que elas mandavam no país?

Parecendo ser o limite das propinas e engodos, eis que surgem os irmãos Joesley e Wesley Batista da gigantesca JBS / Friboi, que receberam 8,1 bilhões ao longo de anos do BNDES e repartiam o dinheiro entre seus “amigos” parlamentares.

Se os 2 milhões sabidos pedidos por Aécio Neves assustaram (e a justificativa era que o dinheiro serviria para pagar advogado), veja os outros números de doações de campanha da “gigante da carne” enviados para o Exterior pelos beneficiados (palavras do próprio Joesley Batista):

R$ 60 milhões para Aécio,

R$ 70 milhões para Dilma,

R$ 80 milhões para Lula.

Ao todo, foram 1.829 candidatos de 28 partidos que receberam a grana do Frigorífico. É mais fácil questionar: sobrou algum partido ou político não envolvido no escândalo?

bomba.jpg

– Até quando o Hopi Hari sobreviverá?

Hopi Hari e sua crise infinita: devendo para a CPFL, para os funcionários e com público de 160 visitantes!  Vai aguentar até quando?

Extraído de Estadão.com (http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,sem-luz-sem-seguro-e-com-r-700-mi-em-dividas-hopi-hari-esta-perto-de-fechar,70001768813), abaixo:

SEM LUZ, SEM SEGURO E COM R$ 700 MI EM DÍVIDAS, HOPI HARI ESTÁ PERTO DE FECHAR

Na semana passada, direção chegou a tirar site do ar para evitar venda de ingressos e planejou interromper funcionamento. ‘Sei do risco que é operar sem seguro, mas meu compromisso é não fechar’, diz proprietário

Por Renato Jakitas

Autoapelidado de o lugar mais feliz do mundo, o parque de diversões mais famoso de São Paulo, o Hopi Hari, se aproxima dos 18 anos de existência à beira da pane seca. Está atolado em uma dívida de R$ 700 milhões, com a luz cortada, sem seguro e “aviso prévio” para fechar as portas. Os quase 300 funcionários não recebem salários desde o dia 5 de fevereiro. 

Em abril, o parque teve o fornecimento de energia cancelado por causa de uma conta de R$ 580 mil em aberto com a CPFL. Se não levantar R$ 100 mil nesta semana, o novo proprietário José Luiz Abdalla terá de devolver na segunda-feira os geradores alugados justamente para evitar o fechamento das portas. 

Para piorar, desde 25 de março o Hopi Hari opera sem cobertura de seguro para acidentes com frequentadores ou eventuais danos aos equipamentos. Abdalla vem batendo na porta das seguradoras, mas não encontra uma única empresa que encare o risco do negócio, tanto do ponto de vista da segurança dos brinquedos como da capacidade de pagamento da apólice. “A gente não tem crédito na praça”, reconhece o empresário.

A situação é tão crítica que até o processo de recuperação judicial, solicitado em 24 de agosto de 2016, está praticamente paralisado, já que o parque não conta com um profissional que saiba lidar com esse tipo de processo – segundo Abdalla, o último especializado, o advogado tributarista Julio Mandel, retirou-se por falta de pagamento.

Com tantos problemas, o público sumiu e o parque – que chegou a receber 24 mil pessoas em um único dia, no segundo semestre de 2011 – tinha 160 visitantes no sábado. No dia anterior, uma sexta-feira, foram 20 pessoas. 

Alvo de uma investigação do Ministério Público, que apura relatos de que o parque, em diversos dias, conta com poucos brinquedos funcionando, apesar de vender os passaportes normalmente e sem nenhum tipo de aviso aos visitantes, a direção do Hopi Hari redobrou os avisos. Já no estacionamento, que cobra R$ 55 por carro, o funcionário de uma empresa terceirizada recomenda a atenção do cliente. “Eu peço que todo mundo vá até a placa lá fora e veja quais os brinquedos que estão parados. Uns 20% vão embora direto”, diz. 

Na bilheteria, que foi aberta exclusivamente para atender a reportagem, mais um aviso. “Você quer mesmo entrar? A gente está só com esses brinquedos aqui”, alerta a funcionária, indicando um papel colado no balcão com 12 atrações abertas em quase 60 possíveis – 3 para o público adulto. O passaporte custa R$ 99. 

No sábado, ao entrar no parque, o Estado se deparou à primeira vista com uma cidade fantasma do velho oeste americano. Somente depois de caminhar por alguns minutos encontrou um grupo com cinco visitantes, vindos de São Paulo. “É triste de ver o estado do parque”, lamentou o visitante Ricardo Cipriano. Um pouco mais à frente, Luiz Antonio Corol reclamava em frente a uma fonte de água adornada por personagens da Warner Bross. “Só para estar aqui com a minha família eu gastei mais de R$ 600.”

Dois dias antes, a direção do parque estava decidida a não abrir as portas. Segundo relatos de pessoas ligadas à gestão, o dono do parque chegou a retirar o site do Hopi Hari do ar para evitar compras. Após uma reunião na noite de quinta-feira, contudo, a direção recuou. “O Abdalla não pode abrir, mas também sabe que, se fechar, corre o risco de não abrir mais”, diz uma pessoa que pediu para não ser identificada. 

“O que é que eu vou fazer?”, indaga Abdalla. “Sei do risco que é operar o parque sem seguro, mas o meu compromisso é não fechá-lo”, conta o empresário, egresso do mercado imobiliário e de uma família de banqueiros (o pai, Anésio Abdalla, foi sócio do BCN). 

Ele comprou 80% do Hopi Hari de Luciano Correa, seu amigo de infância, por R$ 0,01, assumindo todo o histórico de passivo de R$ 700 milhões na pessoa física, uma operação inédita e que deixou representantes do mercado com o queixo caído. “Eu não sei como esse Abdalla consegue dormir a noite”, diz um operador do mercado. “É dívida para a vida inteira e para muitas outras gerações.”

bomba.jpg=