– WandaVision e seu primeiro trailer!

Oficialmente, a Disney divulgou o clipe de “Feiticeira Escarlate e Visão” (WandaVision), a série que será um gancho, segundo especulações, para o filme “Dr Estranho 2”.

Muito bem feito, com caracterizações dos heróis em seus modelos antigos nos quadrinhos, supondo que a trama se passe hipoteticamente dentro da cabeça da protagonista, que houvera enlouquecido.

Se tudo isso for confirmado… uau!

Assista em: https://youtu.be/-YNwtAMOjjI

– A história do Playcenter

Olha que bacana essa entrevista de tempos atrás: Maurício Nunes, jornalista, escreveu a “biografia oficial” do Playcenter!

Tudo sobre os maiores eventos do parque icônico que povoou as mentes das crianças nos anos 80 (ME INCLUO AQUI). A visita do Michael Jackson, o show do Bozo (em seu auge) e os brinquedos marcantes como o Looping e o Colossus (que eu não sabia: eram os mesmos, só que desmontados em partes!).

Compartilho nessa entrevista com Danilo Gentille. Em: https://www.youtube.com/watch?v=9I2LxWtWfaw

– Lego, a Fênix dos Negócios

Repost de 5 anos, mas bem atual:

Como explicar?

Em 2003, a dinamarquesa de brinquedos Lego estava quase falida. Sem dinheiro, nem inspiração, amargava ½ bilhão de dólares de prejuízo/ano. Em 2015, ganhou um prêmio como “Marca Mais Poderosa do Planeta”.

Segundo a Revista Época Negócios, em matéria de Raquel Grisotto (Abril 2015), foram 6 medidas-chave para a empresa ressurgir:

1- Ajustes de Contas: demitiu 30% dos funcionários e vendeu 70% das participações em outros negócios fora da empresa.

2- Pegada Global: deixou o Leste Europeu e migrou para países em desenvolvimento.

3- Agilidade em Dobro: um novo brinquedo levava 2 anos para ser desenvolvido. Hoje, somente 1 ano para chegar da fábrica às prateleiras.

4- Portfólio mais Enxuto: os produtos são tijolinhos de plásticos e seus bonequinhos. E só!

5- Ajuda dos Famosos: licenciamento de personagens de filmes e desenhos famosos como atração.

6- Vínculo com Clientes: de cada 10 profissionais contratados, 2 são fãs assumidos de Lego.

De fato, é inegável o sucesso da Lego nos dias de hoje, embora, eu, ainda sou do tempo do Playmobil…

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– A antipatia que tenho por filmes dublados: Batman x Superman e Capitão América são prova disso.

Assisti aos dois filmes de sucesso da DC e da Marvel que tanto sucesso fizeram, mas só dublados. Estou sozinho em casa nesses últimos dias e fiz essa “bobagem”.

Que negação.

O som das músicas é excessivamente alto, bem como o barulho dos estouros. Mas a voz dos atores é extremamente baixa. E dizem que o brasileiro prefere assistir filmes dublados… eu não! Quero som original e legendas.

Resumindo: legendados são bem melhores para mim, pois confesso que não consigo ouvir a fala dos personagens. Claro, respeito a opinião e o gosto de cada um, mas, indo ao cinema e podendo escolher, caio fora dos dublados. Em casa, muitas vezes não tenho a opção.

E como seria o som desses “Cine-drives” que voltam à moda?

Planeta Drive-in chega ao Recife com programação para toda a família

 

– Os últimos 3 pitacos do FlaFlu na Taça Rio

Depois de tudo o que já foi falado sobre Direitos de Transmissão e Confusão no Fluminense x Flamengo, vale ressaltar 3 coisas:

1- Jorge Jesus: se não falou até agora que vai ficar como treinador do Mengão e que não tem nada com o Benfica, é porque realmente considerou a possível negociação. Se sairá ou não, é outra história; mas firmeza que vai ficar, não mostrou. Teremos uma novela?

2- Aliás, se trabalha mal o time numa contenda e perde, o respeitado (e bom) treinador menospreza o adversário. O ar de arrogância é péssimo, como demonstrado na 4a feira.

3- Jogadores do Flu com máscara comemorando? Eu sei que emoção e respeito ao protocolo não combinam, mas… não foi curioso ver jogadores com máscaras pulando sobre os companheiros suados e desprotegidos depois do último pênalti?

Enfim, uma pergunta: nos dois próximos FLAFLUs, nenhuma emissora aberta ou fechada vai oferecer dinheiro para transmiti-los?

– O apaixonado por Simpsons!

Nos EUA, um cidadão (e provavelmente bem afortunado) aficcionado pelo desenho “The Simpsons” reproduziu sua casa exatamente como a da família de Springfield!

Cá entre nós: ficou perfeita. Só faltou o carro cor-de-rosa (ou estaria dentro da garagem?).

Cada um com sua mania…

– O “Flamengo 2×0 Boa Vista” no Maracanã (exclusivamente pela FlaTV) valeu a pena financeiramente?

Coisas que eu não entendo e vale o debate:

1 – Quanto custa o gigantesco Maracanã para se realizar uma partida de futebol sem público?

2- Por quê o Flamengo joga no Maracanã como Mandante e também como Visitante no Campeonato Carioca (considerando que Vasco não joga contra seus adversários mandantes em São Januário, nem o Botafogo no Nilton Santos ou o Fluminense nas Laranjeiras, se desejassem)?

3- O dinheiro que não recebeu da Rede Globo pela transmissão, se comparado com a receita da sua própria geração pela Internet, não fará falta? Ou seja: deu lucro o jogo de ontem ?

4- A longo prazo, o modelo adotado pelo Mengão, compensará?

Como se vê, as duas questões: ética (quanto ao campeonato) e financeira (quanto aos direitos de transmissão) renderão assunto…

Recurso da Globo é registrado, e decisão pode vetar transmissão na ...

 

– Renato Aragão fora da Globo. Novos tempos?

Segundo “Didi Mocó” (85 anos), que não terá o seu contrato renovado com a Rede Globo, vai trabalhar mais um pouco no humor (especula-se no streaming).

O certo é que a Rede Globo também sofre demais com a pandemia. Seu casting é caríssimo, e não rara foram as vezes que, para enfrentar a concorrência, tirava o artista de outra emissora e o contratava, mesmo sem espaço em sua programação.

Recentemente, nomes tradicionais como Miguel Falabela e Vera Fischer não renovaram seus contratos. Mas cá entre nós: ninguém aguenta pagar tanto dinheiro para o artista não estar no ar! E muitas dessas celebridades já não eram atrações que traziam audiência.

Basicamente, a Globo pagará por obra realizada, não mais por contrato (economizando bem mais). E manter antigos bons puxadores de Ibope e que hoje já fazem parte da história pois não alavancam mais (respeitosamente, me referindo ao Renato Aragão, que tinha 44 anos de casa), não vale a pena.

Vida que segue! Dificuldades financeiras, Didi não passará. E se quiser, pode aproveitar bem a aposentadoria, “viu Psit”!

Aos 85 anos, Renato Aragão enxerga a sua saída da Globo como o início de uma nova etapa profissional - Reprodução/Instagram

– O ministro astronauta em entrevista bem humorada.

Marcos Pontes, o Ministro da Ciência e Tecnologia, deu uma entrevista interessante ao Programa Pânico, da Rádio Jovem Pan.

Goste ou não do Governo Bolsonaro, vale a pena assitir a fala de Pontes (que notabilizou-se nacionalmente por ser o primeiro brasileiro a viajar pelo espaço, junto à Nasa).

Bem humorada, a fala está em: https://youtu.be/AimyFQK6R4k

– Cuidado com o FaceApp!

Dr Luiz Augusto Filizzola D’Urso (reconheceram o sobrenome?) é de uma família respeitadíssima de advogados brasileiros. Ele, especialista em Cibercrimes, e por conhecer bem da área, alertou em seu LinkedIn sobre o PERIGO do FaceApp, que voltou à moda com a brincadeira de transformar o gênero das pessoas através de retratos.

Abaixo o aviso:

ATENÇÃO: NÃO DESENTERREM O FACEAPP

O FaceApp, que está voltando à moda, é um App para celular (que aplica filtros em fotos), e está envolvido em vários escândalos, pelo mundo, de obtenção indevida de dados pessoais, dentro do dispositivo.

Quando você instala, utiliza e aceita seus termos de uso, autoriza esse App a coletar e utilizar MUITA informação sigilosa e pessoal, como sua foto, analisar seus dados de navegação, colher diversas informações do seu celular, dentre outras cláusulas extremamente abusivas.

O FBI investiga tal aplicativo, e o próprio PROCON já notificou este aplicativo no final do ano passado.

NÃO VOLTEM A UTILIZAR ESSE APP!!

Luiz Augusto D’Urso – Advogado e Professor especialista em Direito Digital e Cibercrimes.

– Qual jogo que seu time tenha perdido e que você pediria para a Globo reprisar?

Na onda de reprises de jogos da Rede Globo, nos quais a Seleção Brasileira sempre tem um resultado positivo, o torcedor tem ficado feliz com as vitórias e os títulos.

Mas pense: se você pudesse escolher uma partida na qual o seu clube do coração perdeu, mas que te deixou orgulhoso por jogar bem, qual seria esse jogo?

Deixe seu comentário:

Brasil de 1982 ou de 2002? SporTV e Globo transmitem jogos ...

– A Loucura do Preço da Pipoca nos Cinemas

Tem 6 anos essa postagem, mas poderia ser de hoje. Abaixo:

A pipoca do cinema está cara?

Caríssima, normalmente. Mas e o que falar de R$ 70,00 no Cinemark?

Será que acompanha um rodízio de carnes e bebidas?

Abaixo, extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,preco-da-pipoca-em-salas-de-cinema-de-sao-paulo-ja-passa-dos-r-70,1505530

PREÇO DA PIPOCA EM SALAS DE CINEMA DE SÃO PAULO JÁ PASSA DOS R$ 70

Por Renato Oselame

O preço do pacote de pipocas nos cinemas de São Paulo já passa dos R$ 70. Com a quantia, seria possível comprar cerca de 10 quilos de milho para pipoca nos supermercados ou perto de cinco quilos de pipoca natural para microondas.

A reportagem verificou a cobrança de R$ R$ 72,47 em combo oferecido pelo Cinemark no shopping Cidade Jardim. A pesquisa foi realizada a partir de sugestão de um leitor do portal do Estado. Ele encontrou a cobrança de até R$ 63,84 em cinema da mesma rede em Londrina, no Paraná.

Utilizando a plataforma online do ingresso.com, a mesma usada pelo leitor, a reportagem constatou preços de combos de pipoca vendidos pela internet em São Paulo que variavam entre R$ 60 e R$ 70 em unidades do Cinemark.

A pipoca tem refil ilimitado para a exibição do filme e é servida em tamanho grande, acompanhada de um copo de refrigerante tamanho grande.

Considerando o maior preço registrado na pesquisa, os consumidores que optaram pelo combo no dia de referência poderiam ter comprado uma série de outros produtos equivalentes. O valor seria bastaria para comprar um ingresso para a sala ‘prime’ do cinema do shopping Cidade Jardim, com direito a R$ 13,47 de troco.

Após contato da reportagem, os preços cobrados no site ingresso.com sofreram redução para até R$ 30,48. Segundo o Cinemark, os preços anteriores não correspondiam aos praticados nas lojas da rede

A empresa esclareceu que, em relação à unidade do Paraná denunciada pelo leitor do portal, os preços nas lojas físicas da rede não ultrapassam os R$ 20,75 (para o combo mega da pipoca doce).

O site ingresso.com afirmou que não participa do processo de fixação dos preços e realiza apenas a intermediação entre o consumidor final e as empresas de entretenimento.

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– Educar é Contar Histórias!

Cláudio de Moura e Castro, na sua coluna semanal em “Veja” – (pg 30, ed 10 de junho de 2009), trouxe um texto que talvez seja a essência da educação de hoje: Educar é contar histórias. Um artigo inteligente, que nos faz pensar: como professores, cativamos nossos alunos com nossa performance? Como alunos, sentimo-nos atraídos pelas narrativas e contos dos nossos mestres, a fim de aprendermos algo?

“Bons professores eletrizam seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar”

Abaixo, o ótimo trabalho de Cláudio de Moura Castro:

EDUCAR É CONTAR HISTÓRIAS

De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas “pedagogia de astronauta”. Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.

Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa.

Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos “pedagogos astronautas” e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.

Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: “Seja X a largura de um retângulo…”. De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: “Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?”. Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano “grosso” flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.

É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor “construir sua própria aula”, em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas – até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: “O bom artista copia, o grande artista rouba ideias”. Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se “colando” dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.

Claudio de Moura Castro é economista claudio&moura&castro@cmcastro.com.br

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– Repost: A cronologia para assistir Vingadores Ultimato e as críticas da Folha de São Paulo.

Há 1 ano, a Folha de São Paulo detonava “Vingadores: Ultimato”. Depois de ter assistido ao filme, você concorda com as críticas? Abaixo, o repost:

A BBC divulgou a exata cronologia dos 20 filmes de heróis da Marvel para os fãs da “Casa de Ideias” assistirem, antes de irem ao cinema para o aguardado novo Vingadores, que encerra a “Saga do Infinito” (abaixo, uma ilustração precisa).

Os críticos do mundo inteiro estão elogiando a produção. O G1, por exemplo, trouxe uma relação de comentários (aqui em: https://g1.globo.com/google/amp/pop-arte/cinema/noticia/2019/04/23/vingadores-ultimato-primeiras-impressoes-dos-criticos-falam-em-final-epico-da-saga.ghtml). Porém, a única critica mundial veio da… Folha de São Paulo! Para ela, Vingadores Ultimato é o filme mais chato de 2019! 

Não acreditou? Pois olhe só o que o avaliador disse em sua avaliação: 

“[Embora tenha ótima trilha sonora], não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.”

Extraído de : https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2019/04/vingadores-ultimato-e-o-filme-mais-chato-de-2019.shtml

VINGADORES ULTIMATO É O FILME MAIS CHATO DE 2019 (Cuidado: contém Spoillers!)

Lento e piegas, longa que vem acumulando superlativos não se compara aos três primeiros e desperdiça grandes atores

Por Ivan Finatti 

A segunda parte da história iniciada no ano passado, com “Vingadores: Guerra Infinita”, concorre a vários superlativos. Maior filme do ano. Mais salas no Brasil. Maior número de super-heróis já reunidos. Filme mais chato de 2019.

Isso mesmo. “Vingadores: Ultimato”, que estreia nesta quinta (25), é uma bomba mais poderosa que a manopla que Thanos usou para matar metade da população do universo na primeira parte da história. É piegas. É lento. É escuro. É barulhento.

É preciso dizer que o problema aqui não são os longas da Marvel. Os dois primeiros filmes dos Vingadores, de 2012 e 2015, tinham encanto. Mesmo “Guerra Infinita” (2018), apesar de sofrer um pouco com diversas histórias correndo em paralelo, apresentava um vilão extremamente carismático, angustiado e atormentado, em busca de um genocídio cósmico para satisfazer sua estranha ideologia.

Além disso, “Guerra Infinita” conseguiu impressionar no final, quando morreram Homem-Aranha, Doutor Estranho, Pantera Negra e uma série de outros personagens, deixando os espectadores reféns dessa continuação.

Nada dessa sutileza ou carga dramática está presente em “Ultimato”. Logo no começo de suas três horas de filme, já sabemos como vai se dar a revanche. Se você não quiser spoiler, pule o próximo parágrafo.

Estamos falando de viagem no tempo. Para ressuscitar meio mundo, é preciso que os heróis façam algo antes que os eventos mostrados em “Guerra Infinita” aconteçam.

O blá-blá-blá científico que resulta dessas discussões é risível, no mau sentido. Importante sublinhar isso porque o riso é tema caro na maioria dos filmes da Marvel.

Neste, descamba para o exagero. Após duas horas de um roteiro praticamente sem ação ou lutas, percebemos que estamos diante de uma comédia. Praticamente todos os diálogos querem arrancar gargalhadas do público. Muitos funcionam, outros não.

O público, aliás, é outro personagem de “Ultimato”. Quando Capitão América dá uns tabefes em Thanos, já na terceira e mais movimentada hora, a plateia aplaude e urra. Depois dessa, a cada pequena vitória de nossos heróis será saudada com gemidos de felicidade e bateção de palmas.

Tem gente que acha isso parte da experiência do cinema, uma vivência coletiva. Para outros, é um incômodo.

No caso da exibição para a imprensa nesta terça (23), lotada, foi constrangedor ver e ouvir colegas jornalistas e críticos se darem assim, como se fossem fãs. Talvez porque blogueiros e influenciadores digitais estejam tomando conta da situação —e das sessões de imprensa. Sentado atrás de mim tinha um cara com a manopla de Thanos (de plástico), pelo amor de Deus!

Parece que os diretores Anthony e Joe Russo, além dos roteiristas produtores, consideraram que os Vingadores já eram aposta ganha e pouco se esforçaram neste último título da franquia. Chris Evans (Capitão América) e Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) já vinham reclamando há tempos que estavam cheios dos personagens.

Além deles, o que aparece de grande ator em “Ultimato” não está escrito. Scarlett Johansson, Brie Larson, Evangeline Lilly, Bradley Copper (voz do guaxinim), Mark Ruffalo, Jeremy Renner e Gwyneth Paltrow são alguns dos heróis. É um desperdício.

As participações especiais impressionam ainda mais: Robert Redford, Michelle Pfeiffer, Michael Douglas, Tilda Swinton, Natalie Portman, William Hurt, talentos de primeiríssima grandeza. O problema é que a maioria só aparece mesmo, não interpreta nada nessa história de trovões, clarões e explosões sem fim.

Para não dizer que tudo em “Ultimato” é de má qualidade, salvam-se as canções da trilha sonora: “Dear Mr. Fantasy”, do Traffic, abre o filme com categoria. Depois temos The Kinks com “Supersonic Rocket Ship” e Rolling Stones com “Doom and Gloom”. “Hey Lawdy Mama”, do Steppenwolf, fecha o quarteto de boas canções.

Não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.

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