– As meninas e a Mulher Maravilha!

Que fascínio é esse das meninas pela Wonder Woman?

No fundo, todas as crianças querem ser super-heróis ou super-heroínas. E a Mulher Maravilha traz isso às garotas: força, empoderamento, liberdade… e sem perder a feminidade, o romance e a ternura.

Por mais heroínas como a Marina e a Maria Estela (separadas 4 anos pelos 2 filmes da DC).

 

– O que esperar de Mulher Maravilha 2 (MM1984)?

Uau! Para quem gosta de filme de heróis, saiba: a DC caprichou neste novo e aguardado filme de 3h30 da Mulher Maravilha.

Se não quiser saber a história, NÃO LEIA ESTE POST (contém spoilers). Mas se quiser, continue abaixo.

Extraído de: https://vingadoresbrasil.com/2020/12/16/critica-mulher-maravilha-1984/

CRÍTICA DE MULHER MARAVILHA 1984

Por Ygor Santos, de Paula Ramos

A convite da Warner Bros. e Espaço Z tivemos a oportunidade de assistir ao novo filme “Mulher Maravilha 1894”.

Demorou, demorou muito. Foram meses de adiamento desde a data original de Mulher-Maravilha 1984, em junho deste ano. A produção entrou na enorme lista de adiamentos devido a pandemia do Coronavírus, mas felizmente, não teve o mesmo destino de outro filme de heroína que chegará apenas em 2021. MM84 chega em dezembro e certamente fez toda a espera valer a pena. O enorme sucesso do primeiro capítulo da franquia protagonizada por Gal Gadot abriu portas para todo um investimento no segundo capítulo e é visível o quanto o filme evoluiu.

Mesmo com todos os trailers, cenas e imagens divulgados previamente, os 210 minutos de filme não tem a experiência estragada ou antecipada. Ao longo das cenas, até esquecemos o fato de já termos visto muitas e mergulhamos de cabeça na aventura de Diana. E não pense que todo esse tempo é muito, pois os minutos correm diante dos olhos e antes que possamos perceber, já estão subindo os créditos e ficamos incrédulos, esperando por uma possível continuação. MM84 é, acima de tudo, um filme do gênero dos super-heróis e isso implica em alguns clichês obrigatórios. O diferencial aqui está nas referências, antes escondidas e agora implícitas para os fãs dos quadrinhos da heroína.

Reprodução / Warner

A história traz a volta de Steve Trevor, personagem de Chris Pine que morreu ao final do primeiro filme. Patty Jenkins cumpriu o que prometeu quando veio ao Brasil na CCXP 2019 e o retorno do personagem realmente fez sentido. Não pense que estamos diante de algo espírita ou religioso, mas sim algo que os fãs dos quadrinhos conhecem bem. Um antigo artefato produzido pelos deuses volta a rodar pela população após um assalto a uma joalheria dentro de um shopping (aquele dos trailers). Estamos falando da Pedra dos Desejos, um objeto capaz de conceder o desejo mais profundo de cada pessoa. Como fãs de Once Upon a Time que somos, sabemos que toda magia vem com um preço e o preço da Pedra dos Desejos é alto: ela lhe tira aquilo que você tem de mais precioso.

Após o assalto, o artefato cai nas mãos de Barbara Minerva (Kristen Wiig), gemologa do Museu Smithsonian, o mesmo lugar que Diana está trabalhando em 1984, tentando seguir sua vida de heroína secreta, enquanto ainda lida com o luto de perder o namorado. Barbara é atrapalhada e desajeitada, ignorada por toda sua equipe de trabalho, com exceção de Diana. As duas formam uma parceria inusitada, que florece ainda mais quando a gemologa é escolhida para identificar a Pedra. Diana sabe que algo estranho está ali dentro, mas certamente não imaginava a proporção do problema.

O grande vilão do filme, por incrível que pareça, não é a Mulher-Leopardo de Wiig, mas sim o  Maxwell Lord de Pedro Pascal. Ele é um empresário fracassado do ramo de petróleo, que almeja o sucesso e fortuna acima de qualquer coisa. Ele quer dar orgulho ao pequeno Allistair, que só quer um pouco da atenção do pai. Lord precisa encontrar uma forma de botar seus negócios de volta a ativa ou será obrigado a admitir falência.

Reprodução / Warner

Em suas pesquisas, Lord descobre a Pedra dos Desejos e sua localização no Smithsonian, bem como tudo o que ela é capaz de fazer. Ele usa o charme a lábia para conquistar Barbara, que está desesperada por atenção e assim toma posse da Pedra. Quando desejos começam a ser feitos, as consequencias começam a aparecer e atingem uma escala em proporção mundial. Diana está perdida com a volta de Steve, principalmente após perceber qual o bem mais precioso que lhe foi tirado.

MM84 é simplesmente incrível. Ao longo de duas horas e meia, o filme consegue criar um início, meio e fim para sua história, ainda deixando possíveis pontas abertas para uma continuação. Maxwell e Barbara são personagens fundamentais para a nova história e são o ponto chave para que o filme não se torne repetitivo. Ele é o vilão perfeito para o filme, original e criativo, ao mesmo tempo que louco e ganancioso. Pascal está em uma de suas melhores atuações, senão a melhor. O arco de cenas de seu personagem encaixa na história de Diana e foge do clichê dos vilões com super-poderes.

Enquanto Pascal surpreendeu e entregou o vilão do filme, a Mulher-Leopardo de Kristen Wiig foi um verdadeiro desastre e deixou muito a desejar. Ela é o que podemos considerar como o ponto negativo de Mulher-Maravilha 1984. Barbara Minerva é uma das maiores vilãs dos quadrinhos da Mulher-Maravilha e foi introduzida na história sem o menor propósito. Ela protagoniza uma luta mal desenvolvida e quando finalmente tem a chance de mostrar a que veio, a caracterização da versão felina da personagem é ainda pior. Wiig e Gadot esbanjam química em tela, mas foi só vestirem seus uniformes para tudo ir por água abaixo.

Ainda não chegou o momento em que Kristen irá brilhar como a vilã de Mulher-Maravilha, Quem sabe em um possível terceiro filme tudo se resolva.

  • Reprodução / Warner
  • Reprodução / Warner

O filme segue o mesmo molde do primeiro, trazendo cenas de Gal Gadot, que está deslumbrante como sempre. Ao vestir a armadura dourada de Águia, tradicional da personagem nos quadrinhos, transforma a personagem em uma verdadeira deusa. Ela é o que o cinema e o mundo precisava no quesito heroína, se mostrando a melhor Mulher-Maravilha que vemos desde Lynda Carter. A atriz aparece voando, usando o laço ou simplesmente sorrindo…e em todas as cenas consegue arrancar um sorriso do público.

Patty Jenkins repetiu a fórmula de sucesso do primeiro filme e atingiu um andar mais alto em seu segundo filme. MM84 é simplesmente incrível e a trilha sonora de Hans Zimmer apenas coroa uma produção de altíssima qualidade.

– A Carta de despedida de Flávio Gomes!

Só hoje eu li a carta escrita pelo jornalista Flávio Gomes, despedindo-se da FOX Sports, que deixará de existir em breve. E que carta!

Eu gostava do Flavinho no programa esportivo de automobilismo das tardes de sábado na Jovem Pan. Embora discordasse do seu forte posicionamento político e da falta de paciência dele no trato com haters (eu sei que isso é complicado), era um cara brincalhão demais no ar. Uma pena.

Como o mercado está difícil para o Jornalismo (a falta de espaço e o excesso de profissionais), o tom que ele escreve é de aposentadoria!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/12/09/flavio-gomes-deixa-fox-e-escreve-carta-talvez-minha-carreira-se-encerrou.htm

FLÁVIO GOMES DEIXA FOX E ESCREVE CARTA EMOCIONADA

por Gabriel Vaquer

O texto foi escrito por Flavio Gomes para ser entregue internamente para alguns profissionais do Fox Sports na última segunda (7) e obtido pelo UOL Esporte. Entre as histórias relatadas, o jornalista conta que teve um convite do então executivo que introduziu o canal no Brasil, Edu Zebini, para sair da ESPN logo no início da Fox, em 2012. Gustavo Villani, hoje na Globo e que já tinha trabalhado com Flavio Gomes na ESPN, deu uma força para ele aceitar a proposta.

“Bom dia, pessoal.
Bem, foram muitas mensagens individuais enviadas nos últimos dias, agora chegou a hora de falar com todo mundo em grupo.
Semana passada agendaram minha reunião-para-falar-do-futuro para hoje às 9h40 e na sexta-feira fiz meus últimos dois programas na Fox intuindo que seriam os últimos. Do meu jeito, em silêncio, me despedi no ar. Ontem à noite, quando saiu a escala de hoje, já soube qual seria a informação que receberia na reunião – sutileza não tem sido a marca desta fusão, eu não estava no Rádio.
Minha reunião durou exatos seis minutos, das 9h43 às 9h49, com duas pessoas queridas, o João Simões e o Maluf, com quem trabalhei por oito anos na ESPN Brasil, e o advogado que não conhecia. Não os culpo de nada, obviamente, como mensageiros que são. Meu sentimento ao desligar o Zoom – que é uma boa ferramenta para ser demitido, quase indolor – foi quase de indiferença. Coloquei a água no fogo para fazer meu café, tomei duas xícaras e vim aqui me despedir.
Vou contar uma historinha para vocês, se é que alguém terá paciência para ler este enorme relato. Escrever é minha forma de ordenar o mundo, ao menos o meu mundo.
Em 2012, quando a Fox começava a dar seus primeiros passos, eu já estava na ESPN havia sete anos e tinha um escritorinho na avenida Paulista, no mesmo prédio da Jovem Pan, o histórico Sir Winston Churchill. Quem é de São Paulo talvez conheça: Paulista, 807. Nessa pequena sala no oitavo andar eu montei minha empresa em 1996, dois anos depois de sair da “Folha” e logo que fui contratado pela Pan para fazer Fórmula 1 e apresentar um jornal de fim de tarde como âncora, chamado “Hora da Verdade”. Ali eu dava expediente, por assim dizer. Cuidava dos jornais para quem escrevia e, mais tarde, ali passou a funcionar meu site, o Grande Prêmio. Um dos primeiros funcionários a trabalhar naquilo que virou uma minúscula redação foi o Everaldo Marques. Optei por montar minha empresa lá por causa da rádio. Como tinha de entrar no ar todos os dias às 17h30, achei que seria apropriado ter como “trânsito” para chegar ao trabalho apenas o elevador.
E assim foi por 20 anos naquela salinha, a 802, repleta de quinquilharias de automobilismo, miniaturas, fotos de carros nas paredes, livros, uma bagunça fenomenal. Tinha alma, aquilo que eu chamava de “escritório”.
Mas voltemos a 2012. No térreo do edifício Sir Winston Churchill há uma galeria, que liga a Paulista à alameda Santos. Fica no coração da avenida e eu gostava de estar lá. Praticamente em frente à Gazeta, à Fundação Cásper Líbero, às escadarias onde em 2002 Lula falou ao Brasil pela primeira vez depois de eleito e vi aquilo tudo de perto trepado numa banca de jornal ao lado do meu grande amigo Fábio Seixas, vestindo a camiseta vermelha do PT (sejam curiosos, coloquem “Flavio Gomes PT” no Google e vai surgir uma foto minha nesse dia, que não sei quem tirou, mas que vira e mexe aparece no Twitter quando bolsominions de vários matizes resolvem me importunar, como se aquela imagem me ofendesse…).
Gostava de lá, do prédio, da Paulista, daquele pedacinho específico da cidade, porque gostava da sensação de que tudo que fosse importante no Brasil passaria por ali primeiro e eu poderia ver da minha janela. Pois bem. Em 2012 eu estava saindo de um pequeno restaurante na galeria, do lado da alameda Santos, quando um homem muito alto me abordou na calçada, disse meu nome, me cumprimentou e perguntou se podíamos tomar um café. Café era o que não faltava naquela galeria.
Num primeiro momento sua fisionomia não me pareceu estranha, e só por isso aceitei o café, porque aquela pessoa claramente me conhecia e seria uma deselegância de minha parte não aceitar o convite tão gentil. Demorei alguns minutos – que vergonha – para perceber que era o mesmo que conhecera mais de 20 anos antes, na TV Manchete, quando fui convidado algumas vezes como editor de Esportes da “Folha” para participar de um programa de fim de noite aos domingos, apresentado pelo dr. Osmar de Oliveira. O cara alto era o Edu Zebini. Edu provavelmente não vai ler isso, mas se ler, já peço desculpas por não ter reconhecido na hora. Desculpa, Edu!
Tomamos nosso café num pequeno… café, uai! Deve estar lá até hoje, a mesinha encostada à parede, o balcão envidraçado cheio de doces, o espresso servido com um pequeno copo com água com gás que confere a esse tipo de café alguma solenidade. Naquele dia, Edu me perguntou se eu toparia me juntar ao projeto de implantação da Fox, e se ele me autorizava a conversar com a direção da ESPN para me fazer uma proposta. Respondi que estava muito feliz na ESPN, gostava do que fazia, ganhava bem, agradeci a lembrança, mas tentei dizer com alguma delicadeza que não tinha interesse.
Não havia nenhuma razão muito especial. Naquele café com água com gás, que o Edu pagou – sempre pagou os cafés –, não fiz nenhum julgamento sobre a Fox, sobre o projeto, nada. Apenas estava sossegado no meu canto, fazendo o “Pontapé Inicial” na ESPN, ancorando as jornadas da rádio que tínhamos criado em parceria com o “Estadão”, eu gostava muito de rádio, cuidando das minhas coisas no escritorinho da Paulista… Enfim, minha vida era OK, não queria mudar muita coisa.
Pouco tempo depois fui demitido pela ESPN, em rumoroso caso que dever ser do conhecimento da maioria aqui – resumidamente, troquei ofensas com torcedores do Grêmio num sábado à noite pelo Twitter porque a Lusa foi escandalosamente roubada em Porto Alegre, alguns desses torcedores me ameaçaram de morte, disseram que iam matar meus filhos, me exaltei e mandei todos tomarem no cu; uma treta de uns três, quatro minutos, meia dúzia de mensagens, nada muito importante, mas no dia seguinte torcedores gaúchos pediram minha cabeça ao presidente do Grêmio, que repassou a solicitação à ESPN, que a atendeu com presteza. Isso foi em setembro de 2013.
Naqueles dias, o Guga Villani, com quem tinha trabalhado na ESPN, já estava na Fox e entrou em contato comigo. O Edu estava montando o elenco do Rádio e meu nome foi falado, e em uma semana, mais ou menos, estávamos tomando outro café, desta vez numa padaria na rua Turiassu. Ali acertamos meu novo contrato e eu estava empregado de novo. A estrutura de São Paulo estava sendo instalada no Bixiga, mais algumas semanas e o elenco estava fechado, nos encontramos numa loja do Shopping Paulista para montar o figurino sob a supervisão da Paula Young, alguma coisa estava nascendo ali. Em dezembro de 2013 fizemos alguns pilotos nos estúdios recém-inaugurados, fomos chamados para uma coletiva para a imprensa (da turma do Rádio, eu só tinha trabalhado antes com o Sormani, basicamente na “Folha”), e no fim daquele ano viemos para o Rio para uma sessão de fotos da qual guardo três recordações: uma, que o motorista da van que nos apanhou no aeroporto errou o caminho e levamos horas para chegar ao estúdio onde as fotos seriam tiradas, na Barra; a segunda, que fazia um calor absurdo; a terceira, que me enfiaram num blazer que batia no meu joelho e as fotos ficaram horríveis.
Em janeiro estreamos o Rádio, ainda no Fox 2, que também estava entrando no ar naquele começo de ano. Antes, conheci o casarão do Cosme Velho, onde entrei no ar pela primeira vez no Fox 1 num programa sobre o rali Dakar. De volta a São Paulo, logo o Rádio foi se firmando e passamos por bons momentos naquele cenário meio inóspito numa mesa triangular que parecia uma nave espacial. Poucos meses depois nos mudaríamos para o Rio para fazer a Copa, nossa primeira Copa, e dela tenho lembranças muito carinhosas de cada minuto vivido no IBC, os novos programas, dividir a apresentação do “Bom Dia, Copa” com a Lívia, os cafés (sempre eles!) que tomávamos às 6 da manhã na cantina do Riocentro, o primeiro contato com a turma “carioca” da Fox, onde me sentia um estranho no ninho em meio àquele jeito diferente de ser, falar, agir… Um paulista envergonhado, mas recebido com enorme gentileza por todos.
Fizemos uma grande Copa, não foi? Acho que ali atingimos, em menos de três anos no ar, uma maioridade difícil de alcançar em TV. De volta a São Paulo, o Rádio se estabeleceu como líder de audiência no horário, o canal como um todo era um sucesso, fiz coisas inimagináveis como me fantasiar de Pokemon e Penélope Charmosa, sabíamos rir de nós mesmos – uma virtude, creio –, e o que chamamos de “Família Fox” virou isso mesmo, uma divertida família comprometida com o trabalho, o ofício, a profissão.
Bem, já estou me alongando. Desculpem. Vou tentar ser menos prolixo.
Vivemos bons anos naquela pequena sede paulista, vizinha de um hotel de alta rotatividade, em frente à pequena mercearia de uma japonesa que vendia picolés e paçocas, próxima de um pé-sujo onde às vezes dava para comer um PF razoável. Até que no final de 2016 as vidas de todos nós sofreram uma reviravolta que nos fez adultos, a perda de nossas seis estrelinhas na Colômbia.
Acho que é aí que queria chegar, com este gigantesco relato.
Para quem perdeu Vitu, PJ, Jumelo, Rodrigo, Deva e Mário Sérgio da forma como tudo aconteceu, o que estamos passando agora não é nada, sendo bem racional. Conseguimos nos aprumar nos meses seguintes, e do alto de meu ateísmo militante, da minha descrença quase absoluta nas coisas que não posso ver, sinto que eles estão com a gente até hoje. Quando fui informado que teria de me mudar para o Rio, em meados de 2017, minha primeira reação foi de negar a mudança, mas fui convencido pelos meus filhos de que não era o fim do mundo. Lembro de comunicar a eles numa pizzaria que o papai ia mudar de cidade e o Yuri, o mais novo, dizer: pai, se você for com esse espírito, vai dar tudo errado. Então decidi que viria com o coração aberto. Também para fazer companhia às nossas seis estrelinhas e honrar o que eles fizeram em suas vidas.
Já tinha conhecido a sede da Barra em 2016, durante a Olimpíada. Vim em definitivo em junho de 2017 e cheguei aqui com a mesma sensação de ser um paulista estranho em meio a cariocas descolados que, desta vez, me olhariam com certa desconfiança. Um cara esquisito, cheio de carros velhos na garagem, mais velho, vindo da ESPN, meio recluso em alguns momentos – era a impressão que eu tinha a impressão de passar… Nada mais falso. Nunca ninguém me tratou como um velho esquisito recluso cheio de carros velhos, imagem que talvez eu tenha de mim mesmo.
O Rio me fez bem, nos fez bem. Decidi, aconselhado pelos meus meninos, encarar esta cidade sem preconceitos ou má vontade. Nem precisava. O Rio me ofereceu um abraço, abracei. Menos de um ano depois estava desfilando na São Clemente do nosso Eugênio numa ala cheia de amigas e amigos, um momento mágico que jamais, jamais vou esquecer.
Acho que foi na Copa de 2018 que chegamos ao auge de nossa jornada na Fox. Para alguns, foram meses de Rússia; para outros, como nós, que metemos a cara na câmera, 45, 50 dias. Nessas horas, longe de casa, mostramos o melhor de nós mesmos. A camaradagem, a cumplicidade, a solidariedade. Rosinka, Rosinka… Me joguem em Moscou com o Yandex no celular. Aliás, joguem qualquer um de nós na Rússia inteira com o Yandex no celular. Chegamos a qualquer canto, resolvemos qualquer problema, viajamos naquele metrô para onde for.

Acho que na Copa nossos laços foram definitivamente apertados, e talvez tenha sido nosso canto do cisne, porque as negociações de venda para a Disney já estavam em andamento e o destino do canal – e de cada um de nós – escapava de nossas mãos.
Bom, acabou. Há alguns dias, estive nos estúdios da Barra. Arrumei um pretexto qualquer – devolver um celular. Fiz o caminho de todos os dias, parei meu carro na garagem vazia do segundo subsolo, passei meu crachá pela última vez na catraca e fiquei lá por duas horas passeando por cada cantinho do prédio. Fui me despedir. Sou assim, com lugares. Me despeço deles e lhes presto reverência pelo que representaram na minha vida. No estúdio do Rádio, escuro e silencioso, notei que sobre a bancada ainda estavam alguns daqueles microfones cenográficos meio ridículos que fizeram parte do cenário desde sempre. Uns sobreviventes. Peguei um deles, que estava preso com fita dupla face na mesa, e resolvi levar embora. Coloquei no bolso, meio desajeitado, com medo de ser flagrado por câmeras se segurança. Bom, se alguém pedir, devolvo. Assumo o crime. Está comigo, aqui na minha frente, agora.
Obrigado a todos vocês por estes anos. Não estou triste, nem decepcionado, nem com raiva de nada. Esse processo todo chamado de fusão tem sido doloroso para todos, é mais uma extinção do que fusão, e no balanço de tudo apenas espero que aqueles que ficarem sigam firmes na carreira. A ESPN é uma boa casa, uma marca importante, vocês todos têm muita coisa pela frente. Se eu permanecesse, não tinha grandes ilusões, porém, de reencontrar a ESPN onde trabalhei por oito anos. Aquela, do Trajano, acabou. Assim como a nossa Fox. Não faz sentido querer reconstruir o passado no presente. O passado a gente olha para trás e lembra dele. Só.
Aos que saíram, e acho que nenhum deles lerá essas linhas, desejo o melhor. O melhor, sempre. Vivam, sejam felizes, mudem de rumo se for preciso. Vivam.
É muito provável que hoje, dia 7 de dezembro de 2020, às 9h49, minha carreira como jornalista esportivo tenha se encerrado. Em abril eu faria 38 anos de profissão, que começou no já bem distante ano de 1982, quando a maioria de vocês nem tinha nascido. Não tenho a intenção de arrastar correntes como um fantasma cansado em busca de uma sequência em algum outro canal, ou portal, ou YouTube, o que for. Acho que já fiz o que tinha de fazer, e me orgulho bastante dessa trajetória que termina hoje. Não tenho do que reclamar. Cobri mais de 200 GPs de Fórmula 1, Copas, Olimpíadas, eleições presidenciais, guerras, estive no jornalismo durante três décadas em que o jornalismo foi relevante, e isso me faz olhar para trás com alguma satisfação. E, mais importante de tudo, nesses anos todos conheci muitas pessoas a quem passei a amar e admirar profundamente, ainda que na maioria das vezes seja incapaz de demonstrar isso. Cada um de vocês faz parte dessa pequena multidão.
Há um escritor americano chamado Paul Auster que escreveu, num de seus livros, uma frase que costumo citar – menos por presunção, mais porque é curta e fácil de decorar. “Foi. Não será de novo. Lembre.”

Lembrarei de cada um de vocês com carinho e respeito. Lembrarei de cada momento que vivi aqui com ternura e gratidão. Obrigado por terem feito parte da minha vida. Mas obrigado, principalmente, por permitirem que eu tenha feito parte da vida de vocês.
Um beijo, sigam em frente.

FG”

Flávio Gomes fala em “fim de carreira” com saída do Fox Sports

– Feliz Aniversário, Silvio Santos!

Hoje é aniversário de um ícone da TV Brasileira: 90 anos de Senor Abravanel, o Sílvio Santos, que continua firme e forte na TV.

Mas… e se ele tivesse concorrido à Presidência da República em 1990 e vencido? Lembram-se do episódio? E o Brasil escolheu Collor… (inclusive eu, enganado pelo discurso de país moderno e honesto pelo Caçador de Marajás!).

A questão é: já repararam que quem se torna presidente envelhece rapidamente? Repare no FHC e no Lula, na posse e no encerramento dos mandatos: abatidos, cansados, envelhecidos não só logicamente pela idade.

Será que Sílvio Santos teria pique para seus programas?

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– Como seria o filme solo do Batman com Ben Affleck?

Robert Pattinson estreará em breve o filme “The Batman”. A história tão aguardada contará com vários vilões, e será desconexa do últimos filmes da DC, como Liga da Justiça.

O curioso é: o Exterminador Slade Wilson, que aparece com Lex Luthor ao final de Batman vs Superman, contou que o filme seria outro caso Ben Affleck continuasse no papel.

Para quem gosta de heróis como eu, aqui: https://www.omelete.com.br/dc-comics/batman-joe-manganiello-compara-filme-cancelado-ben-affleck-vidas-em-jogo/

JOE MANGANIELLO DESCREVE PROJETO CANCELADO DO BATMAN

O ator Joe Manganiello revelou maiores detalhes sobre o filme do Batman que seria dirigido e protagonizado por Ben Affleck. Em entrevista ao Yahoo!, o intérprete do vilão Exterminador afirmou que a produção que seguiria o Liga da Justiça de Zack Snyder teria similaridades com Vidas em Jogo, de David Fincher (Clube da Luta):

“Era uma história muito sombria em que o Exterminador era como um tubarão ou um vilão de filme de terror que estava desmantelando a vida de Bruce Wayne de dentro para fora. Era uma coisa sistemática: ele matava todos próximos a Bruce e destruiria sua vida e o faria sofrer porque sentia que ele era responsável por algo que aconteceu a ele”.

Vidas em Jogo conta a história do banqueiro Nicholas Van Orton (Michael Douglas), que por convite de seu irmão, passa a participar de um jogo perigoso que coloca sua vida em risco. De acordo com Manganiello, assim como o longa de 1997, esse filme do Batman era “muito legal, muito sombrio e muito pesado. Estava muito animado para isso”.

Vale lembrar que Ben Affleck viveu o Batman nos filmes Batman vs Superman, Esquadrão Suicida e Liga da Justiça e seria diretor e protagonista de um filme solo do herói até deixar o papel oficialmente em fevereiro de 2019. O ator foi substituído por Robert Pattinson em The Batman, a próxima aventura solo do Cavaleiro das Trevas, que chega aos cinemas em 2022.

– A Marvel de antigamente e os Desenhos mais “Toscos”

Olha que curioso: o UOL Cinema trouxe uma matéria muito bacana dos desenhos mais “antigos e supostamente fracassados” da Marvel!

Quem gosta de desenhos dos anos 60 e 70, vai se deliciar!

Clique em: https://cinema.uol.com.br/listas/flintstones-e-a-coisa-os-desenhos-toscos-da-marvel-nos-anos-60-e-70.htm

Aqui uma pérola (as demais no link acima): CLUBE MARVEL, que hoje conhecemos como Vingadores, em: https://www.youtube.com/watch?v=3peTODrEpws

– 78 anos de Zé Carioca! O que ele tem a ver com Jundiaí?

Meu personagem favorito do mundo de Walt Disney não é nenhum americano como o Mickey ou o Tio Patinhas. Mas é alguém brasileiro da gema: o mais carioca dos Josés: o Zé Carioca.

Curiosidades:

  • o papagaio só surgiu pois o irmão de Walt Disney, Roy Disney, queria que o irmão criasse um personagem latino para a política da boa vizinhança.
  • quer mais incorreto do que não trabalhar, fazer dívidas e não pagar, dar golpes e fumar charuto? A patrulha do politicamente correto conseguiu que o papagaio não fumasse mais (o que concordo), mas ainda bem que o malandro ainda não despertou a vontade de trabalhar (para isso existe o Zé Paulista, seu primo de SP workaholic), nem pagou a Anacozeca (Associação Nacional dos Cobradores do Zé Carioca), tampouco cortou a Feijoada e a Jaca (coitado do Pedrão…) e muito menos deixou de manipular resultados do Vila Xurupita FC (abra o olho, juizada)! Se tirassem esses defeitos do Zé, perderia a graça… ah, esqueci: ainda bem que continua enrolando a periquita Rosinha e enganando o sogro Rocha Vaz!
  • por fim: na sua estréia no cinema com o Pato Donald e a Carmem Miranda, conhecemos a voz do papagaio, que foi emprestada do jundiaiense José do Patrocínio!

Qual figurino do Zé você prefere: o antigo, de gravata e guarda-chuva, o do final dos anos 80, com camiseta branca e calça azul, ou o mais novo, de boné e bermuda?

Extraído do Estadão (quando do aniversário de 70 anos): http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,setentao-louro-e-carioca,955398,0.htm

SETENTÃO LOURO E CARIOCA

Edição especial comemora sete décadas de malandragem e polêmicas do Zé Carioca

por Jotabê Medeiros

Papagaio! A exemplo de Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, o Zé Carioca tá fazendo 70 anos!

Trata-se de uma data importante para o “carioca way of life“. O personagem Zé Carioca, criado por Walt Disney em 1942, morava na favela. Vivia de pequenos expedientes, golpes em restaurantes de hotéis, diversão de penetra em clubes grã-finos. A periquita Rosinha, sua namorada eternamente enrolada, surgiu nos quadrinhos como uma das mais sexy pin-ups da era pré-Jessica Rabitt.

Zé Carioca não cumprimentava friamente, como os americanos, mas dava abraços “quebra-costelas” nos chegados, como no turista gringo Pato Donald. Nas primeiras tiras, ele era identificado como José (Joe) Carioca. Agora, para celebrar a data, sua história é tema de um especial da Editora Abril, que reedita todas as tiras iniciais produzidas entre 1942 e 1944, além de uma seleção especial de histórias até 1962 recoloridas digitalmente.

Por causa de sua faceta de malandro e inimigo do trabalho, Zé Carioca já foi alvo de campanhas politicamente corretas. “O Zé Carioca é um personagem antiético terrível, com todos os clichês negativos”, disse, em 1999, a autora Denise Gimenez Ramos, professora titular da PUC e coautora da tese Os Animais e a Psique (Palas Athenas, 284 págs.), na qual buscava restabelecer conexões simbólicas entre as pessoas e os bichos – incluindo suas representações ficcionais. “O personagem de Disney nunca trabalha, fica em geral deitado numa rede sonhando em ganhar na loteria – é um arquétipo falso, que perpetua o Macunaíma”, afirmou.

O pioneirismo de Disney com o Zé Carioca sempre foi questionado. Já havia precedentes simultâneos e até anteriores. O cearense Luiz Sá (1907-1980) criou, nos anos 40, um papagaio vestido de gente chamado Faísca, que apareceu muitos anos antes do Zé Carioca. E há a eterna desconfiança que a inspiração de Disney tenha partido de um trabalho do cartunista brasileiro J. Carlos.

Em agosto de 1941, Walt Disney visitou o Brasil (além de alguns outros países da América do Sul), estimulado pelo irmão Roy, como parte do esforço da Política de Boa Vizinhança do governo Franklin Roosevelt, que visava a estreitar as relações dos Estados Unidos com os países latinos.

Para o pesquisador Celbi Vagner Pegoraro, jornalista, pós-graduado em Relações Internacionais e doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, há muitas inspirações que resultaram no papagaio folgazão de Walt Disney, e não só os desenhos de J. Carlos. “Mas é fato que Walt Disney ficou encantado com a obra do brasileiro”, afirma.

Pegoraro lembra que a saison brasileira de Disney o mostrou menos interessado em eventos diplomáticos e mais em atividades artísticas (foi ao lançamento do filme Fantasia no Rio e em São Paulo), e seu primeiro encontro com J. Carlos ocorreu numa exposição na Associação Brasileira de Imprensa. Na mostra havia obras de diversos brasileiros, mas os desenhos de J. Carlos retratavam a fauna brasileira, incluindo aí o papagaio. Seus traços chamaram tanta atenção que dois fotógrafos da equipe de Disney gastaram muito tempo registrando os quadros. Durante um almoço promovido pelo chanceler Oswaldo Aranha no Palácio do Itamaraty, Disney fez pessoalmente um convite para que J. Carlos trabalhasse em seu estúdio, mas o brasileiro recusou. Foi então que o artista presenteou Disney com um desenho de papagaio.

Após 70 anos, Zé Carioca permanece sendo publicado pela Editora Abril. As revistas aproveitaram o sucesso do personagem nos filmes dos anos 1940 e 1950. Em 1944, ele estrelou o filme Você Já Foi à Bahia?, da Disney (nos quais sua voz não era de um carioca da gema, mas do paulista de Jundiaí José do Patrocínio Oliveira, indicado por Carmen Miranda).

A partir daí, o gibi do Zé Carioca inicialmente alternou números com o Pato Donald até ganhar a própria publicação em janeiro de 1961, época em que cartunistas brasileiros começaram a ter sua chance. “Porém, seu auge ocorreu mesmo nos anos 1970, pelas mãos do gaúcho Renato Canini, que aproximou de forma mais latente o Zé Carioca da realidade brasileira, consolidando sua identidade de malandro”, conta Pegoraro.

Suas aventuras ocorrem na Vila Xurupita, um bairro fictício nos morros do Rio, e o personagem ganha uma série de amigos e parentes, caso do Zé Paulista, um primo louco por trabalho. Desde então, outros artistas brasileiros prosseguiram com o personagem e há um desafio da nova geração, como a do quadrinista Fernando Ventura, de desenvolver o Zé Carioca para uma nova geração. Especialmente agora que o volume 2 terá duas histórias inéditas feitas por brasileiros.

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– Yara Flor, a nova Mulher Maravilha, é uma índia do Brasil

A próxima Mulher Maravilha da DC será uma amazona do… Amazonas!

Yara Flor, brasileira, será a nova Wonder Woman para os personagens do futuro. É uma tendência cada vez maior a inclusão de outros padrões diferentes dos originais para reboot ou novas histórias.

Aqui: https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/yara-flor-a-nova-mulher-maravilha-da-dc-é-brasileira-1.500853

A NOVA MULHER MARAVILHA É BRASILEIRA

Personagem vai integrar a série de histórias ‘Future State’, que une figuras clássicas e estreantes

Os quadrinhos DC anunciaram na quinta-feira, 15, uma nova Mulher-Maravilha, a brasileira Yara Flor. A personagem foi celebrada pelo editor do grupo de Superman, Jamie S. Rich. “Ela é do Brasil, mas é imigrante nos Estados Unidos”, afirmou durante o anúncio.

Segundo o editor, a personagem será diferente de Diana Prince. A famosa amazona é uma deusa, diferente de Yara que vai oferecer um caminho de volta às origens de uma super-heroína. “Esta é uma chance de voltar a uma das raízes antigas da Mulher-Maravilha, na qual Diana tentava ser uma humana e aprender como ser humana. Agora vamos na direção oposta – como uma humana aprende a ser uma deusa?”

Em agosto a DC publicou Wonder Woman Annual #4 com uma nova tribo de amazonas, descoberta no Brasil. Yara vai integrar a série Future State, que começa em janeiro do ano que vem na DC e deve durar dois meses, unindo personagens clássicos e novos.

No cinema

Aqui são só recordes. O filme Mulher Maravilha, estrelado por Gal Gadot, é o primeiro filme dirigido por uma mulher, a cineasta Patty Jenkins, a ter um orçamento maior que 100 milhões de dólares.

Na época, a diretora recebeu a notícia e festejou no Twitter. “Não poderia ter conseguido sem você. Sem todas vocês. Estou honrada em ser parte disso.”

Em sua estreia, no começo de junho, se tornou também, a melhor estreia para um filme com uma mulher na direção. Agora, Jenkins assegura para si e para o longa mais um recorde. Para viver a super-heroína, a atriz Gal Gadot usou experiência no exército israelense para compor sua Mulher Maravilha.

Conheça Yara Flor, a nova Mulher-Maravilha brasileira nas HQs da DC Comics  - Canaltech

– Diana e Roma: as menininhas enlouquecem!

Uma “série da vida real”: Diana and Roma, ou Diana, e agora, Diana Show PRT – um quase reality show com uma menina que começou bebê e já é uma criança grande.

assistiram esse programa infantil?

Uma menina e seu amigo vivem situações bobinhas, divertidas e bem infantis do cotidiano. Nada de produção cara, apenas o quarto e às vezes outros ambientes das crianças.

Inocente, sem malícia, mas a minha filha mais nova ama! Aliás, ela e tantas outras na faixa dos 3 anos de idade…

Diana And Roma Wallpapers - Wallpaper Cave

 

– Como bancar a confraternização dos funcionários da empresa (se for permitido)?

Repost de 4 anos: considere tudo o que está escrito abaixo (passávamos por crise econômica) e acrescente algo da nossa época: a pandemia! Como a indústria de eventos (chácaras e buffets, por exemplo) pode sobreviver?

Moro em uma região de chácaras de eventos, e nessa época, costumeiramente, as grandes empresas alugam os espaços para as costumeiras confraternizações de final de ano.

Imagine que você é o Executivo de uma multinacional e é pressionado pela Matriz por números melhores. A sua administração é calcada no bom ambiente organizacional mas precisa reduzir custos. Desligamento de colaboradores, infelizmente, é um dos recursos. Como demitir e depois realizar uma festa?

Claro, isso parece lógico para quem é gestor: evitar qualquer sintoma que dê discussão no corpo efetivo, afinal existiram pessoas insatisfeitas com a atitude antipática de se demitir. Mas há aqueles que entendem que a “simbologia” de um evento com os familiares seja importante mesmo assim.

Sinuca de bico? Tem verba para festejos mas despede empregados?

Pense também na cadeia da indústria do entretenimento: com a crise econômica, imagine quantos espaços de eventos corporativos perderam de dinheiro e de clientes, além do fator “agenda vazia” ter ocasionado até o fechamento das mesmas!

No ano passado vi muitos vizinhos, donos dessas chácaras, chorarem copiosamente. Veremos isso neste ano de novo?

Insisto: acrescente, hoje, o “efeito pandemia”, onde as chácaras de festas acabaram sofrendo na carne…

Decoração de Festas em Chácaras

– Expedição Acali: o “Reality Show” da vida real!

Se você gosta de “reality shows”, veja só que experiência inusitada: um “barco do amor” dos anos 70, que virou filme!

Muito interessante, compartilho extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/10/10/o-bizarro-experimento-socio-sexual-que-reuniu-pessoas-casadas-num-barco-nos-anos-1970-vai-virar-filme/

O BIZARRO EXPERIMENTO SÓCIO-SEXUAL QUE REUNIU PESSOAS CASADAS NUM BARCO NOS ANOS 70 E VIROU FILME

Muito antes de programas de reality show se popularizarem na televisão, o Big Brother já tinha um antecessor de peso: um experimento social realizado em um barco em alto mar. O objetivo da embarcação era responder o que fazia com que as pessoas odiassem umas às outras.

Para chegar a uma conclusão, o antropólogo mexicano Santiago Genovés reuniu 11 pessoas em um barco para velejar o Atlântico durante um período de 101 dias, em 1973. O experimento ficou conhecido como Expedição Acali e acaba de ganhar um documentário que registra sua história.

Na época, Santiago teria dito à Associated Press que não poderia fazer um experimento como esse em terra, “porque as pessoas iriam querer escapar”. O perfil dos participantes foi planejado justamente para gerar discórdia e incitar o sexo.

Foram escolhidas pessoas casadas que estivesses dispostas a deixar seus parceiros durante a experiência. O pesquisador deu preferência a participantes considerados por ele como “atrativos” e que tivessem entre 25 e 40 anos.

Outra característica importante era a formação de um grupo diverso étnica e culturalmente – havia inclusive um padre católico entre eles. Um ingrediente feminista foi usado para despertar a ira dos homens: a capitã do barco era uma mulher, a sueca Maria Björnstam, considerada a primeira mulher a ter uma licença marítima.

Embora tenha ganhado a atenção da mídia como uma “experiência sexual”, o barco foi muito mais do que isso. Santiago pretendia provocar brigas entre os participantes para entender quais são os elementos essenciais para a criação da paz. Porém, há indícios de que ele teria ido longe demais nessa empreitada…

Pensando em incitar a revolta do grupo, ele chegou a ler para todos respostas que lhe haviam sido dadas em segredo, inlcuindo coisas como “quem você gostaria de tirar do barco” ou “com quem gostaria de transar”. O pesquisador também criou um ambiente em que a privacidade fosse minimizada ao extremo: livros eram proibidos e até mesmo o ato de “ir ao banheiro” era público.

Em dado momento, os participantes chegaram a planejar em conjunto o assassinato de seu mentor – felizmente, a ideia foi deixada de lado antes de que o sangue fosse derramado.

Apesar de tudo, o diretor do documentário que narra a história da embarcação contou ao Independent que a maior parte do tempo foi vivida em paz pelos participantes. Marcus Lindeen conseguiu reunir todas as sete pessoas do grupo que ainda estavam vivas – uma tarefa exemplar, visto que a pesquisa usava pseudônimos para proteger suas identidades.
Em um cenário que recria o ambiente da embarcação, suas memórias se tornam vivas nas telas, criando um retrato fiel de como foram os dias a bordo da Expedição Acali.

Lançado em 2018, o filme ganhou o nome de The Raft e mescla memórias destas pessoas com os documentos deixados por Santiago, que faleceu durante a fase de pesquisa para o roteiro.
Espia o trailer abaixo (em inglês):

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Fotos: Reprodução/The Raft/

– Seleção Esquecida… perdemos o interesse dela. E a culpa é de quem?

Eu não me lembrava que a Seleção Brasileira jogaria nesta 6a feira. Demorei para recordar que será pelas Eliminatórias da Copa do Catar, contra a Bolívia. Como pode?

O pior é: pode sim…

Quando criança, relembro que as emissoras transmitiam ao vivo toda convocação. Em jogos amistosos, o país quase parava! Mas hoje, o Escrete Canarinho perdeu o carisma. Tem “jeitão” de time privado, com mistura de antipatia e distanciamento popular.

Sinal dos novos tempos?

Será que nós temos tantas outras preocupações e lazeres na vida, e por isso deixou de ser atração, ou a própria Seleção ficou presa em seus propósitos comerciais e se afastou?

O certo é: nesses tempos modernos, com quase ¼ do planeta jogando o Mundial de 22, não serão as Eliminatórias que deixarão o Brasil fora de uma Copa pela primeira vez.

– WandaVision e seu primeiro trailer!

Oficialmente, a Disney divulgou o clipe de “Feiticeira Escarlate e Visão” (WandaVision), a série que será um gancho, segundo especulações, para o filme “Dr Estranho 2”.

Muito bem feito, com caracterizações dos heróis em seus modelos antigos nos quadrinhos, supondo que a trama se passe hipoteticamente dentro da cabeça da protagonista, que houvera enlouquecido.

Se tudo isso for confirmado… uau!

Assista em: https://youtu.be/-YNwtAMOjjI