– SBT, Champions League e Libertadores da América.

Aproveitemos: Sílvio Santos parece estar disposto a gastar com o Futebol mesmo, afinal, acertou a compra dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões da Europa. Agora, somando-se à Libertadores da América, a emissora paulista tem os dois mais atraentes torneios continentais de clubes do mundo.

É sabido que o seu Sílvio tem algumas excentricidades, como mudar a programação de uma hora para outra, ou ainda investir pesado num segmento (como novelas, esportes ou jornalismo) e depois tirar o pé. Mas enquanto durar, desfrutemos da TV aberta.

Cada emissora tem suas particularidades: a transmissão do SBT costuma ser mais alegre, com linguajar mais boleiro e descontraído. O entusiasmo e a competência do Téo José, juntamente com a irreverência e conhecimento do Mauro Beting, tornam tudo mais agradável, popular e “entendível”.

Importante: não é desmerecimento à Globo, pois ela também tem seu estilo próprio. É simplesmente característica diferente!

Aguardemos como será a UCL. Tenho boas expectativas. E você, amigo leitor?

– Liga da Justiça de Zack Snyder!

Caramba! Acabo de assistir o filme da DC que foi “refeito”, ou melhor, “relançado”. Ou ainda: trazido às origens pelo diretor Zack Snyder.

VALE A PENA!

Muda muita coisa, das cenas principais, passando pelo visual à própria importância dos atores. Há várias coisas do filme original que foram suprimidas nesse, e outras acrescentadas. Ciborgue e Flash têm muito mais participação (muito mesmo), sem contar a importância do Dr Silas Stone.

O começo é meio cansativo, mas o restante compensa. Assistam! Várias situações mal-explicadas ou difíceis de se entender, tornam-se compreensíveis.

Snyder Cut': nova versão de 'Liga da Justiça' estreia após esforço de fãs  para salvar a saga - Jornal O Globo

– Disney e a genealogia da Família Pato.

Sou apaixonado pelas HQs (histórias em quadrinhos) da Disney e do Mauricio de Sousa. E fuçando meus gibis, encontrei a edição comemorativa dos 40 anos do Tio Patinhas!

E sabe o que tem de tão especial nela?

Toda a árvore genealógica da Família Pato!

Quem são os pais do Huguinho, Zezinho e Luisinho? Por que Donald, Peninha e Gastão são primos? E o parentesco com a Vovó Donalda, de onde vem?

Uma raridade! Olhe aqui abaixo:

– E a briga pelas taxas de conveniência?

Foi há um ano. Mas… nada ficou resolvido:

Uma ação contra a cobrança da taxa de conveniência de ingressos de espetáculos levou o assunto para uma grande batalha jurídica, chegando ao ponto de se desejar até mesmo a devolução de 5 anos de cobrança.

Loucura ou Possibilidade?

Como devolver valor retroativo? Seria um excesso da interferência do Estado?

Concordo que a taxa é costumeiramente cara, mas você paga justamente pela conveniênciasem ser obrigado. Caso não quero pagar por ela, vou mais cedo no cinema ou teatro e pego a fila. 

Extraído de: https://economia.ig.com.br/financas/meubolso/2019-03-18/taxa-de-conveniencia-ingressos-internet.html

FIM DA TAXA DE CONVENIÊNCIA?

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou na sexta-feira (15) – Dia Internacional do Consumidor – o acórdão da decisão proferida no início da semana contra a cobrança da taxa de conveniência pela compra de ingressos na internet. Mas, ainda assim, isso não significa que o consumidor sentirá os efeitos da determinação judicial de imediato.

A decisão em questão foi proferida, por unanimidade, pela Terceira Turma do STJ, em cima de ação coletiva da Associação de Defesa dos Consumidores do Rio Grande do Sul (Adecon-RS) contra a empresa Ingresso Rápido. Os advogados que representam a associação alegaram ser ilegal a cobrança da taxa de conveniência pelo simples fato de o serviço ser realizado pela internet – sem nenhuma contrapartida ao comprador.

A ação foi movida em 2013, em Porto Alegre, onde teve a procedência reconhecida. No tribunal de segunda instância, no entanto, os magistrados consideraram que a cobrança da taxa não era abusiva e, assim, a decisão foi reformada e passou a ser favorável à Ingresso Rápido . Foi então que o caso subiu ao STJ, instância máxima para julgar casos relacionados ao Código de Defesa do Consumidor.

A Adecon-RS foi representada no processo pelo escritório Silva & Berthold, de Porto Alegre. O advogado Ricardo de Oliveira Silva Filho, sócio do escritório, explica que um dos argumentos que convenceram os ministros do STJ a decidirem pelo fim da cobrança da taxa de conveniência foi o de que isso representa venda casada – o que é vedado pelo Código de Defesa do Consumidor.

“Você hoje paga até 20% de taxa pelo simples fato de comprar o ingresso. Você paga taxa de entrega, taxa de impressão… Se quiser retirar o ingresso no dia do evento, alguns cobram taxa de retirada. Essa combinação de taxas é uma venda casada. Eu não consigo simplesmente comprar apenas o ingresso. O conceito de taxa implica uma contrapartida. Eu tenho que receber alguma coisa em troca”, explica Silva Filho.

Os argumentos foram aceitos pelos cinco integrantes da Terceira Turma do STJ. Na ementa publicada na sexta, a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, destaca que a cobrança da taxa “transfere aos consumidores parcela considerável do risco” assumido pelos produtores do evento, uma vez que a operacionalização das vendas pela internet é custeada não pelos contratantes do serviço, mas sim pelos seus clientes.

“A potencial vantagem do consumidor em adquirir ingressos sem se deslocar de sua residência fica totalmente aplacada pelo fato de ser obrigado a se submeter, sem liberdade, às condições impostas pela recorrida e pelos incumbentes no momento da contratação, o que evidencia que a principal vantagem desse modelo de negócio – disponibilização de ingressos na internet – foi instituída em favor dos incumbentes e da recorrida”, destaca o acórdão.

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– Recordando o 6o ano de sua partida: Inezita Barroso e os Acidentes Domésticos

Há 6 anos, falecia Inezita Barroso! Relembrando:

Inezita Barroso, ícone da música caipira e precursora das mulheres no meio artístico, faleceu neste domingo (curiosamente, no Dia Internacional das Mulheres).

Mesmo sendo paulistana, representou muito bem a cultura caipira. Ela tinha 90 anos e foi internada após um acidente doméstico.

Isso chama muito a atenção: quantos idosos são vítimas de bobos acidentes dentro de casa e acabam sofrendo complicações maiores!

Enfim: que descanse em paz, sabendo que sucessos da moda de viola como “Lampião de Gás” e “Marvada Pinga” se eternizarão na história da música brasileira.

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– Ted Lasso é sensacional! Assistam.

Você já assistiu a série Ted Lasso, no streaming AppleTV+?

É SENSACIONAL!

A história é de um treinador de futebol americano que é contratado, pasmem, para um clube inglês da Premier League! Ele é trazido pela proprietária do clube como uma vingança dela contra o ex-marido, a fim de derrubar o time para a segunda divisão.

Sem conhecer nada do Soccer, Ted Lasso comete inúmeras gafes – mas seu jeito simpático e bondoso acaba conquistando a todos, até mesmo a vilã da série, que se rende a ele.

Eu a maratonei, e o final dela é surpreendente. Gostei demais.

Aliás, duas coisa: não precisa gostar de futebol para assistir e se divertir, e Jason Sudeikis, o protagonista, levou o Globo de Ouro 2021 de “Melhor Ator em Série de Comédia” na semana passada.

CURIOSIDADE: Ted Lasso, antes de ser série, era um personagem da emissora de TV NBC, que criou uma propaganda engraçada com ele a fim de promover os jogos de futebol da Inglaterra transmitidos para os EUA, já que os norte-americanos não era experts no nosso tradicional futebol.

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– As séries da Marvel para a TV: que qualidade!

Se você gosta de heróis, assim como eu, deve estar se deliciando com “Wandavision”.

Que maluquice! A série da Marvel (exibida pela Disney+) usa de sitcoms, teorias confusas e outras tantas coisas para deixar a gente com vontade de assistir cada vez mais (e amarrar as histórias com seus filmes, pois sem eles, fica difícil entender).

Depois que ela acabar, começará “Falcão e o Soldado Invernal”, abordando o “pós-Capitão América”. Viram o trailer?

De tirar o fôlego! Em: https://www.youtube.com/watch?v=QJh49Yunotg

– Os poderes mais estranhos do Superman!

Se você curte histórias de Super-heróis como eu, não tem como não achar curiosa essa matéria: os poderes mais esquisitos do Superman que talvez você saiba ou tenha esquecido, e outros que nem imaginou!

Extraído de: https://meiobit.com/417422/os-13-poderes-mais-bizarros-do-superman/amp/

OS 13 PODERES MAIS BIZARROS DO SUPERMAN

Superman tem um monte de poderes, alguns obscuros, outros conhecidos, mas alguns extremamente ridículos. Leia e veja quantos você já conhecia.

por Carlos Cardoso

Superman é um dos mais antigos e amados super-heróis, representando ideais mais que americanos, mas humanos. Ao mesmo tempo ele é um sujeito que usa a cueca por cima da calça, começou como vilão e tem seu visual baseado nos fortões que se apresentavam em circos de subúrbio.

Hoje vemos brigas no Fandom com gente que leva a sério demais seus personagens de estimação, então vamos relembrar algumas histórias da Era de Ouro, como alerta para não tratar gibis como escrituras sagradas. Sim, há lições morais, textos magníficos, histórias reais de como Superman influenciou positivamente outros, mas também há a parte boba, e é essa que vamos explorar hoje.

1- Superforça

Tá, eu sei, superforça é o principal poder do Superman, mas houve uma época em que os roteiristas perderam a mão, e Kal-El se tornou basicamente onipotente. Ele chegou a arrastar um sistema solar inteiro para o outro lado do Universo. Se eu tivesse uma semana não conseguiria listar todos os motivos pelos quais isso não daria certo. Felizmente ele foi aos poucos nerfado, pois nada mais tedioso que um personagem onipotente.

2  Superveterinária

Em um painel de uma história aleatória o Sup aparece dizendo que vai usar a visão de calor para castrar um pobre cachorro. Isso é crueldade com animais, exercício ilegal da profissão e uma forma complicada de fazer cachorro-quente.

3 – Super-fricção

Talvez inspirado pelo Batman de Adam West, que usava o prefixo “bat” pra tudo, Superman usa fricção para soldar as barras de uma cela, mas como ele tem que ser o diferentão, vira “Super-fricção”. A curiosidade: Você não precisa ser um kryptoniano com poderes esquisitos para usar solda por fricção. É uma técnica industrial comum:

4 – Supermatemática

Não sei a quantas anda o sistema educacional de Krypton, eu culpo o Paulo Freire, mas não há absolutamente nada de super no cálculo básico, mas como Bruce cansa de dizer, Clark é muito músculo e pouco cérebro.

5 – SuperTelepatia

Superman já foi telepata. Sério. Ele era capaz de ler pensamentos, se comunicar mentalmente com os superbichos e até influenciar outros personagens com seus poderes mentais. Ele era tão poderoso que conseguia ler até a mente do aparelho telefônico.

6 – Super… beijo?

É canônico. Ao contrário de Steve Rogers, Superman não era BV. Ele usava seu superpoder para dar uma canseira na Lois, deixando a moça tonta e sem ar, conseguindo a admiração e inveja dos outros homens. Era uma fase bem mais benigna do que aquele beijo boa-noite cinderela que o Clark aplicou na Lois em Superman II.

7 – Super-Mini-Supermen

Certa vez Superman materializou o poder de… emitir pequenos Supermen através de suas mãos. Não, não me peça para explicar, não ganho o bastante para ser forçado a ler essa história completa.

8 – Supermetamorfose

Releia a explicação do ítem 7 e troque o nome dos poderes.

9 Super-Tradução

Por algum motivo Superman, que se impressiona com contas de ensino fundamental, tem um super-intelecto e por causa disso entende imediatamente todo idioma que encontra. Isso não faz sentido nem no Universo dos quadrinhos.

10 – Super-Tecelagem

Você é rápido, Clark, só isso. Você é rápido, não precisa chamar tudo que faz em super-velocidade de super-alguma coisa. Você é rápido.

11 – Super-Ventriloquismo

Não me peça para explicar, mas em várias histórias Superman se livra de situações complicadas usando… super-ventriloquismo. E mais ainda, não só ele tem o poder, Krypto, o super-cão também.

12 – Super-Diversidade e Super-Alabama

Em uma história que varia entre o questionável e o lamentável, Peter David fez com que Superman se apaixonasse e se casasse com Supergirl, que na versão pré-Crise era Linda Danvers, e não sua prima Kara Zor-El, embora fossem idênticas e Clark achasse que eram a mesma pessoa.

Para piorar é a única aparição da Kryptonita Rosa, uma substância que deu ao Superman o poder de… achar o Jimmy Olsen gatinho.

13 – Super-Emblema

Superman II é um filme… complicado. Por um lado tem o General Zod de Terence Stamp, um delicioso vilão da velha guarda, por outro lado… temos a inexplicável cena em que Superman descola uma versão em celofane de seu emblema e a atira contra Non, um dos kryptonianos que invadiram a Fortaleza da Solidão. lembro até hoje  do “hamm?” coletivo que o cinema soltou. Até hoje não entendi. Nem sei se quero.

– Dia Nacional dos Quadrinhos e o Mito Maurício de Sousa

Há personalidades difíceis de serem acessíveis. Outras, que se destacam pela simpatia.

Pois bem, esse dia 30 de janeiro é marcado pelas comemorações do “Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos”! Aqui em casa, adoramos nos divertir com as leituras de gibis. Minha filha Marina até já “mergulhou” em um monte de revistinhas. Veja:

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Mas o que quero dizer é: coincidentemente, neste mesmo “Dia dos Quadrinhos” (mas em 2017), estávamos saindo do Hospital Albert Einstein e passamos comprar algumas novas revistas para nossa coleção (Chico Bento e Almanaque do Louco). Eis que, quando a Marina me mostrava que na historinha do Louco o Mauricio de Sousa (que ela já sabia que era o “pai da Turma da Mônica”) tinha desenhado ele próprio numa das aventuras, estaciona (justo nesse dia dedicado às HQ), o próprio Maurício!!!

A minha pequenina parecia não acreditar (e nem eu, foi muita coincidência)! Abordei ele, que foi extremamente sorridente e simpático, brincou com a Marina (a personagem Marina da Turminha é inspirado na filha criativa dele), pacientemente e sem se mostrar apressado, ouviu a “minha Marina” falar da “Marina dele”, falaram dos personagens e gentilmente pediu um beijo da filhota. Claro, deixou um carinhoso autógrafo!

Naquele dia, a Marina da minha vida não dormiu! kkk

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Aliás, tão importante, famoso e ocupado, e ao mesmo tempo humilde e solícito. Eu, que já era fã do Maurício, fiquei ainda mais feliz com ele.

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Dá-lhe Turma da Mônica!

 

– Os novos BBBs: respeite-se quem gosta, mas… eu não curto!

O Big Brother Brasil está de volta nesta semana, na sua 21ª edição. E haja fôlego para tantas edições brasileiras, já que em muitos países, a fórmula cansou.

Vejo muita gente comentando sobre o programa nas Redes Sociais, e às vezes me sinto um “alienígena” lendo nas timelines (ou melhor, rolando as telas) sobre o assunto.

Ouvi no “Morning Show” da Rádio Jovem Pan que, às vésperas da estreia, a Globo divulgou os “feitos dos participantes”, uma espécie de “marco relevante” do participante. E aí me assustei!

A apresentação começou com um mórmom, que abandonou em um primeiro momento a religião pois se descobriu gay, mas que voltou a ser missionário. Hoje, se considera um religioso homossexual que gosta de mulher (!!!)

A segunda revelação foi de uma moça que “ficou” com uma princesa negra lésbica africana (esse foi o grande feito).

Um terceiro: concilia a criação de uma calopsita e duas chinchilas. É sério mesmo?

Enfim, depois da sequência de anônimos com algo diferente / surpreendente / extravagante, vieram os famosos. Uma youtuber que confundiu Picasso com Romero Brito, outra que cuspiu na boca de um gato e foi “cancelada”(eca!) e outros artistas, destacando-se o galã cantor Fiuk, um cara em fase “Zen”, que perdeu os talentos de seu pai, Fábio Jr.

Ufa, para quem não assiste, sei muito, não? kk

A verdade é: a indústria do entretenimento promove eventos para todos os gostos. Se você curte BBB, delicie-se!

BBB21: saiba quem são os participantes | BBB21 | Gshow

– As meninas e a Mulher Maravilha!

Que fascínio é esse das meninas pela Wonder Woman?

No fundo, todas as crianças querem ser super-heróis ou super-heroínas. E a Mulher Maravilha traz isso às garotas: força, empoderamento, liberdade… e sem perder a feminidade, o romance e a ternura.

Por mais heroínas como a Marina e a Maria Estela (separadas 4 anos pelos 2 filmes da DC).

 

– O que esperar de Mulher Maravilha 2 (MM1984)?

Uau! Para quem gosta de filme de heróis, saiba: a DC caprichou neste novo e aguardado filme de 3h30 da Mulher Maravilha.

Se não quiser saber a história, NÃO LEIA ESTE POST (contém spoilers). Mas se quiser, continue abaixo.

Extraído de: https://vingadoresbrasil.com/2020/12/16/critica-mulher-maravilha-1984/

CRÍTICA DE MULHER MARAVILHA 1984

Por Ygor Santos, de Paula Ramos

A convite da Warner Bros. e Espaço Z tivemos a oportunidade de assistir ao novo filme “Mulher Maravilha 1894”.

Demorou, demorou muito. Foram meses de adiamento desde a data original de Mulher-Maravilha 1984, em junho deste ano. A produção entrou na enorme lista de adiamentos devido a pandemia do Coronavírus, mas felizmente, não teve o mesmo destino de outro filme de heroína que chegará apenas em 2021. MM84 chega em dezembro e certamente fez toda a espera valer a pena. O enorme sucesso do primeiro capítulo da franquia protagonizada por Gal Gadot abriu portas para todo um investimento no segundo capítulo e é visível o quanto o filme evoluiu.

Mesmo com todos os trailers, cenas e imagens divulgados previamente, os 210 minutos de filme não tem a experiência estragada ou antecipada. Ao longo das cenas, até esquecemos o fato de já termos visto muitas e mergulhamos de cabeça na aventura de Diana. E não pense que todo esse tempo é muito, pois os minutos correm diante dos olhos e antes que possamos perceber, já estão subindo os créditos e ficamos incrédulos, esperando por uma possível continuação. MM84 é, acima de tudo, um filme do gênero dos super-heróis e isso implica em alguns clichês obrigatórios. O diferencial aqui está nas referências, antes escondidas e agora implícitas para os fãs dos quadrinhos da heroína.

Reprodução / Warner

A história traz a volta de Steve Trevor, personagem de Chris Pine que morreu ao final do primeiro filme. Patty Jenkins cumpriu o que prometeu quando veio ao Brasil na CCXP 2019 e o retorno do personagem realmente fez sentido. Não pense que estamos diante de algo espírita ou religioso, mas sim algo que os fãs dos quadrinhos conhecem bem. Um antigo artefato produzido pelos deuses volta a rodar pela população após um assalto a uma joalheria dentro de um shopping (aquele dos trailers). Estamos falando da Pedra dos Desejos, um objeto capaz de conceder o desejo mais profundo de cada pessoa. Como fãs de Once Upon a Time que somos, sabemos que toda magia vem com um preço e o preço da Pedra dos Desejos é alto: ela lhe tira aquilo que você tem de mais precioso.

Após o assalto, o artefato cai nas mãos de Barbara Minerva (Kristen Wiig), gemologa do Museu Smithsonian, o mesmo lugar que Diana está trabalhando em 1984, tentando seguir sua vida de heroína secreta, enquanto ainda lida com o luto de perder o namorado. Barbara é atrapalhada e desajeitada, ignorada por toda sua equipe de trabalho, com exceção de Diana. As duas formam uma parceria inusitada, que florece ainda mais quando a gemologa é escolhida para identificar a Pedra. Diana sabe que algo estranho está ali dentro, mas certamente não imaginava a proporção do problema.

O grande vilão do filme, por incrível que pareça, não é a Mulher-Leopardo de Wiig, mas sim o  Maxwell Lord de Pedro Pascal. Ele é um empresário fracassado do ramo de petróleo, que almeja o sucesso e fortuna acima de qualquer coisa. Ele quer dar orgulho ao pequeno Allistair, que só quer um pouco da atenção do pai. Lord precisa encontrar uma forma de botar seus negócios de volta a ativa ou será obrigado a admitir falência.

Reprodução / Warner

Em suas pesquisas, Lord descobre a Pedra dos Desejos e sua localização no Smithsonian, bem como tudo o que ela é capaz de fazer. Ele usa o charme a lábia para conquistar Barbara, que está desesperada por atenção e assim toma posse da Pedra. Quando desejos começam a ser feitos, as consequencias começam a aparecer e atingem uma escala em proporção mundial. Diana está perdida com a volta de Steve, principalmente após perceber qual o bem mais precioso que lhe foi tirado.

MM84 é simplesmente incrível. Ao longo de duas horas e meia, o filme consegue criar um início, meio e fim para sua história, ainda deixando possíveis pontas abertas para uma continuação. Maxwell e Barbara são personagens fundamentais para a nova história e são o ponto chave para que o filme não se torne repetitivo. Ele é o vilão perfeito para o filme, original e criativo, ao mesmo tempo que louco e ganancioso. Pascal está em uma de suas melhores atuações, senão a melhor. O arco de cenas de seu personagem encaixa na história de Diana e foge do clichê dos vilões com super-poderes.

Enquanto Pascal surpreendeu e entregou o vilão do filme, a Mulher-Leopardo de Kristen Wiig foi um verdadeiro desastre e deixou muito a desejar. Ela é o que podemos considerar como o ponto negativo de Mulher-Maravilha 1984. Barbara Minerva é uma das maiores vilãs dos quadrinhos da Mulher-Maravilha e foi introduzida na história sem o menor propósito. Ela protagoniza uma luta mal desenvolvida e quando finalmente tem a chance de mostrar a que veio, a caracterização da versão felina da personagem é ainda pior. Wiig e Gadot esbanjam química em tela, mas foi só vestirem seus uniformes para tudo ir por água abaixo.

Ainda não chegou o momento em que Kristen irá brilhar como a vilã de Mulher-Maravilha, Quem sabe em um possível terceiro filme tudo se resolva.

  • Reprodução / Warner
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O filme segue o mesmo molde do primeiro, trazendo cenas de Gal Gadot, que está deslumbrante como sempre. Ao vestir a armadura dourada de Águia, tradicional da personagem nos quadrinhos, transforma a personagem em uma verdadeira deusa. Ela é o que o cinema e o mundo precisava no quesito heroína, se mostrando a melhor Mulher-Maravilha que vemos desde Lynda Carter. A atriz aparece voando, usando o laço ou simplesmente sorrindo…e em todas as cenas consegue arrancar um sorriso do público.

Patty Jenkins repetiu a fórmula de sucesso do primeiro filme e atingiu um andar mais alto em seu segundo filme. MM84 é simplesmente incrível e a trilha sonora de Hans Zimmer apenas coroa uma produção de altíssima qualidade.

– A Carta de despedida de Flávio Gomes!

Só hoje eu li a carta escrita pelo jornalista Flávio Gomes, despedindo-se da FOX Sports, que deixará de existir em breve. E que carta!

Eu gostava do Flavinho no programa esportivo de automobilismo das tardes de sábado na Jovem Pan. Embora discordasse do seu forte posicionamento político e da falta de paciência dele no trato com haters (eu sei que isso é complicado), era um cara brincalhão demais no ar. Uma pena.

Como o mercado está difícil para o Jornalismo (a falta de espaço e o excesso de profissionais), o tom que ele escreve é de aposentadoria!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/12/09/flavio-gomes-deixa-fox-e-escreve-carta-talvez-minha-carreira-se-encerrou.htm

FLÁVIO GOMES DEIXA FOX E ESCREVE CARTA EMOCIONADA

por Gabriel Vaquer

O texto foi escrito por Flavio Gomes para ser entregue internamente para alguns profissionais do Fox Sports na última segunda (7) e obtido pelo UOL Esporte. Entre as histórias relatadas, o jornalista conta que teve um convite do então executivo que introduziu o canal no Brasil, Edu Zebini, para sair da ESPN logo no início da Fox, em 2012. Gustavo Villani, hoje na Globo e que já tinha trabalhado com Flavio Gomes na ESPN, deu uma força para ele aceitar a proposta.

“Bom dia, pessoal.
Bem, foram muitas mensagens individuais enviadas nos últimos dias, agora chegou a hora de falar com todo mundo em grupo.
Semana passada agendaram minha reunião-para-falar-do-futuro para hoje às 9h40 e na sexta-feira fiz meus últimos dois programas na Fox intuindo que seriam os últimos. Do meu jeito, em silêncio, me despedi no ar. Ontem à noite, quando saiu a escala de hoje, já soube qual seria a informação que receberia na reunião – sutileza não tem sido a marca desta fusão, eu não estava no Rádio.
Minha reunião durou exatos seis minutos, das 9h43 às 9h49, com duas pessoas queridas, o João Simões e o Maluf, com quem trabalhei por oito anos na ESPN Brasil, e o advogado que não conhecia. Não os culpo de nada, obviamente, como mensageiros que são. Meu sentimento ao desligar o Zoom – que é uma boa ferramenta para ser demitido, quase indolor – foi quase de indiferença. Coloquei a água no fogo para fazer meu café, tomei duas xícaras e vim aqui me despedir.
Vou contar uma historinha para vocês, se é que alguém terá paciência para ler este enorme relato. Escrever é minha forma de ordenar o mundo, ao menos o meu mundo.
Em 2012, quando a Fox começava a dar seus primeiros passos, eu já estava na ESPN havia sete anos e tinha um escritorinho na avenida Paulista, no mesmo prédio da Jovem Pan, o histórico Sir Winston Churchill. Quem é de São Paulo talvez conheça: Paulista, 807. Nessa pequena sala no oitavo andar eu montei minha empresa em 1996, dois anos depois de sair da “Folha” e logo que fui contratado pela Pan para fazer Fórmula 1 e apresentar um jornal de fim de tarde como âncora, chamado “Hora da Verdade”. Ali eu dava expediente, por assim dizer. Cuidava dos jornais para quem escrevia e, mais tarde, ali passou a funcionar meu site, o Grande Prêmio. Um dos primeiros funcionários a trabalhar naquilo que virou uma minúscula redação foi o Everaldo Marques. Optei por montar minha empresa lá por causa da rádio. Como tinha de entrar no ar todos os dias às 17h30, achei que seria apropriado ter como “trânsito” para chegar ao trabalho apenas o elevador.
E assim foi por 20 anos naquela salinha, a 802, repleta de quinquilharias de automobilismo, miniaturas, fotos de carros nas paredes, livros, uma bagunça fenomenal. Tinha alma, aquilo que eu chamava de “escritório”.
Mas voltemos a 2012. No térreo do edifício Sir Winston Churchill há uma galeria, que liga a Paulista à alameda Santos. Fica no coração da avenida e eu gostava de estar lá. Praticamente em frente à Gazeta, à Fundação Cásper Líbero, às escadarias onde em 2002 Lula falou ao Brasil pela primeira vez depois de eleito e vi aquilo tudo de perto trepado numa banca de jornal ao lado do meu grande amigo Fábio Seixas, vestindo a camiseta vermelha do PT (sejam curiosos, coloquem “Flavio Gomes PT” no Google e vai surgir uma foto minha nesse dia, que não sei quem tirou, mas que vira e mexe aparece no Twitter quando bolsominions de vários matizes resolvem me importunar, como se aquela imagem me ofendesse…).
Gostava de lá, do prédio, da Paulista, daquele pedacinho específico da cidade, porque gostava da sensação de que tudo que fosse importante no Brasil passaria por ali primeiro e eu poderia ver da minha janela. Pois bem. Em 2012 eu estava saindo de um pequeno restaurante na galeria, do lado da alameda Santos, quando um homem muito alto me abordou na calçada, disse meu nome, me cumprimentou e perguntou se podíamos tomar um café. Café era o que não faltava naquela galeria.
Num primeiro momento sua fisionomia não me pareceu estranha, e só por isso aceitei o café, porque aquela pessoa claramente me conhecia e seria uma deselegância de minha parte não aceitar o convite tão gentil. Demorei alguns minutos – que vergonha – para perceber que era o mesmo que conhecera mais de 20 anos antes, na TV Manchete, quando fui convidado algumas vezes como editor de Esportes da “Folha” para participar de um programa de fim de noite aos domingos, apresentado pelo dr. Osmar de Oliveira. O cara alto era o Edu Zebini. Edu provavelmente não vai ler isso, mas se ler, já peço desculpas por não ter reconhecido na hora. Desculpa, Edu!
Tomamos nosso café num pequeno… café, uai! Deve estar lá até hoje, a mesinha encostada à parede, o balcão envidraçado cheio de doces, o espresso servido com um pequeno copo com água com gás que confere a esse tipo de café alguma solenidade. Naquele dia, Edu me perguntou se eu toparia me juntar ao projeto de implantação da Fox, e se ele me autorizava a conversar com a direção da ESPN para me fazer uma proposta. Respondi que estava muito feliz na ESPN, gostava do que fazia, ganhava bem, agradeci a lembrança, mas tentei dizer com alguma delicadeza que não tinha interesse.
Não havia nenhuma razão muito especial. Naquele café com água com gás, que o Edu pagou – sempre pagou os cafés –, não fiz nenhum julgamento sobre a Fox, sobre o projeto, nada. Apenas estava sossegado no meu canto, fazendo o “Pontapé Inicial” na ESPN, ancorando as jornadas da rádio que tínhamos criado em parceria com o “Estadão”, eu gostava muito de rádio, cuidando das minhas coisas no escritorinho da Paulista… Enfim, minha vida era OK, não queria mudar muita coisa.
Pouco tempo depois fui demitido pela ESPN, em rumoroso caso que dever ser do conhecimento da maioria aqui – resumidamente, troquei ofensas com torcedores do Grêmio num sábado à noite pelo Twitter porque a Lusa foi escandalosamente roubada em Porto Alegre, alguns desses torcedores me ameaçaram de morte, disseram que iam matar meus filhos, me exaltei e mandei todos tomarem no cu; uma treta de uns três, quatro minutos, meia dúzia de mensagens, nada muito importante, mas no dia seguinte torcedores gaúchos pediram minha cabeça ao presidente do Grêmio, que repassou a solicitação à ESPN, que a atendeu com presteza. Isso foi em setembro de 2013.
Naqueles dias, o Guga Villani, com quem tinha trabalhado na ESPN, já estava na Fox e entrou em contato comigo. O Edu estava montando o elenco do Rádio e meu nome foi falado, e em uma semana, mais ou menos, estávamos tomando outro café, desta vez numa padaria na rua Turiassu. Ali acertamos meu novo contrato e eu estava empregado de novo. A estrutura de São Paulo estava sendo instalada no Bixiga, mais algumas semanas e o elenco estava fechado, nos encontramos numa loja do Shopping Paulista para montar o figurino sob a supervisão da Paula Young, alguma coisa estava nascendo ali. Em dezembro de 2013 fizemos alguns pilotos nos estúdios recém-inaugurados, fomos chamados para uma coletiva para a imprensa (da turma do Rádio, eu só tinha trabalhado antes com o Sormani, basicamente na “Folha”), e no fim daquele ano viemos para o Rio para uma sessão de fotos da qual guardo três recordações: uma, que o motorista da van que nos apanhou no aeroporto errou o caminho e levamos horas para chegar ao estúdio onde as fotos seriam tiradas, na Barra; a segunda, que fazia um calor absurdo; a terceira, que me enfiaram num blazer que batia no meu joelho e as fotos ficaram horríveis.
Em janeiro estreamos o Rádio, ainda no Fox 2, que também estava entrando no ar naquele começo de ano. Antes, conheci o casarão do Cosme Velho, onde entrei no ar pela primeira vez no Fox 1 num programa sobre o rali Dakar. De volta a São Paulo, logo o Rádio foi se firmando e passamos por bons momentos naquele cenário meio inóspito numa mesa triangular que parecia uma nave espacial. Poucos meses depois nos mudaríamos para o Rio para fazer a Copa, nossa primeira Copa, e dela tenho lembranças muito carinhosas de cada minuto vivido no IBC, os novos programas, dividir a apresentação do “Bom Dia, Copa” com a Lívia, os cafés (sempre eles!) que tomávamos às 6 da manhã na cantina do Riocentro, o primeiro contato com a turma “carioca” da Fox, onde me sentia um estranho no ninho em meio àquele jeito diferente de ser, falar, agir… Um paulista envergonhado, mas recebido com enorme gentileza por todos.
Fizemos uma grande Copa, não foi? Acho que ali atingimos, em menos de três anos no ar, uma maioridade difícil de alcançar em TV. De volta a São Paulo, o Rádio se estabeleceu como líder de audiência no horário, o canal como um todo era um sucesso, fiz coisas inimagináveis como me fantasiar de Pokemon e Penélope Charmosa, sabíamos rir de nós mesmos – uma virtude, creio –, e o que chamamos de “Família Fox” virou isso mesmo, uma divertida família comprometida com o trabalho, o ofício, a profissão.
Bem, já estou me alongando. Desculpem. Vou tentar ser menos prolixo.
Vivemos bons anos naquela pequena sede paulista, vizinha de um hotel de alta rotatividade, em frente à pequena mercearia de uma japonesa que vendia picolés e paçocas, próxima de um pé-sujo onde às vezes dava para comer um PF razoável. Até que no final de 2016 as vidas de todos nós sofreram uma reviravolta que nos fez adultos, a perda de nossas seis estrelinhas na Colômbia.
Acho que é aí que queria chegar, com este gigantesco relato.
Para quem perdeu Vitu, PJ, Jumelo, Rodrigo, Deva e Mário Sérgio da forma como tudo aconteceu, o que estamos passando agora não é nada, sendo bem racional. Conseguimos nos aprumar nos meses seguintes, e do alto de meu ateísmo militante, da minha descrença quase absoluta nas coisas que não posso ver, sinto que eles estão com a gente até hoje. Quando fui informado que teria de me mudar para o Rio, em meados de 2017, minha primeira reação foi de negar a mudança, mas fui convencido pelos meus filhos de que não era o fim do mundo. Lembro de comunicar a eles numa pizzaria que o papai ia mudar de cidade e o Yuri, o mais novo, dizer: pai, se você for com esse espírito, vai dar tudo errado. Então decidi que viria com o coração aberto. Também para fazer companhia às nossas seis estrelinhas e honrar o que eles fizeram em suas vidas.
Já tinha conhecido a sede da Barra em 2016, durante a Olimpíada. Vim em definitivo em junho de 2017 e cheguei aqui com a mesma sensação de ser um paulista estranho em meio a cariocas descolados que, desta vez, me olhariam com certa desconfiança. Um cara esquisito, cheio de carros velhos na garagem, mais velho, vindo da ESPN, meio recluso em alguns momentos – era a impressão que eu tinha a impressão de passar… Nada mais falso. Nunca ninguém me tratou como um velho esquisito recluso cheio de carros velhos, imagem que talvez eu tenha de mim mesmo.
O Rio me fez bem, nos fez bem. Decidi, aconselhado pelos meus meninos, encarar esta cidade sem preconceitos ou má vontade. Nem precisava. O Rio me ofereceu um abraço, abracei. Menos de um ano depois estava desfilando na São Clemente do nosso Eugênio numa ala cheia de amigas e amigos, um momento mágico que jamais, jamais vou esquecer.
Acho que foi na Copa de 2018 que chegamos ao auge de nossa jornada na Fox. Para alguns, foram meses de Rússia; para outros, como nós, que metemos a cara na câmera, 45, 50 dias. Nessas horas, longe de casa, mostramos o melhor de nós mesmos. A camaradagem, a cumplicidade, a solidariedade. Rosinka, Rosinka… Me joguem em Moscou com o Yandex no celular. Aliás, joguem qualquer um de nós na Rússia inteira com o Yandex no celular. Chegamos a qualquer canto, resolvemos qualquer problema, viajamos naquele metrô para onde for.

Acho que na Copa nossos laços foram definitivamente apertados, e talvez tenha sido nosso canto do cisne, porque as negociações de venda para a Disney já estavam em andamento e o destino do canal – e de cada um de nós – escapava de nossas mãos.
Bom, acabou. Há alguns dias, estive nos estúdios da Barra. Arrumei um pretexto qualquer – devolver um celular. Fiz o caminho de todos os dias, parei meu carro na garagem vazia do segundo subsolo, passei meu crachá pela última vez na catraca e fiquei lá por duas horas passeando por cada cantinho do prédio. Fui me despedir. Sou assim, com lugares. Me despeço deles e lhes presto reverência pelo que representaram na minha vida. No estúdio do Rádio, escuro e silencioso, notei que sobre a bancada ainda estavam alguns daqueles microfones cenográficos meio ridículos que fizeram parte do cenário desde sempre. Uns sobreviventes. Peguei um deles, que estava preso com fita dupla face na mesa, e resolvi levar embora. Coloquei no bolso, meio desajeitado, com medo de ser flagrado por câmeras se segurança. Bom, se alguém pedir, devolvo. Assumo o crime. Está comigo, aqui na minha frente, agora.
Obrigado a todos vocês por estes anos. Não estou triste, nem decepcionado, nem com raiva de nada. Esse processo todo chamado de fusão tem sido doloroso para todos, é mais uma extinção do que fusão, e no balanço de tudo apenas espero que aqueles que ficarem sigam firmes na carreira. A ESPN é uma boa casa, uma marca importante, vocês todos têm muita coisa pela frente. Se eu permanecesse, não tinha grandes ilusões, porém, de reencontrar a ESPN onde trabalhei por oito anos. Aquela, do Trajano, acabou. Assim como a nossa Fox. Não faz sentido querer reconstruir o passado no presente. O passado a gente olha para trás e lembra dele. Só.
Aos que saíram, e acho que nenhum deles lerá essas linhas, desejo o melhor. O melhor, sempre. Vivam, sejam felizes, mudem de rumo se for preciso. Vivam.
É muito provável que hoje, dia 7 de dezembro de 2020, às 9h49, minha carreira como jornalista esportivo tenha se encerrado. Em abril eu faria 38 anos de profissão, que começou no já bem distante ano de 1982, quando a maioria de vocês nem tinha nascido. Não tenho a intenção de arrastar correntes como um fantasma cansado em busca de uma sequência em algum outro canal, ou portal, ou YouTube, o que for. Acho que já fiz o que tinha de fazer, e me orgulho bastante dessa trajetória que termina hoje. Não tenho do que reclamar. Cobri mais de 200 GPs de Fórmula 1, Copas, Olimpíadas, eleições presidenciais, guerras, estive no jornalismo durante três décadas em que o jornalismo foi relevante, e isso me faz olhar para trás com alguma satisfação. E, mais importante de tudo, nesses anos todos conheci muitas pessoas a quem passei a amar e admirar profundamente, ainda que na maioria das vezes seja incapaz de demonstrar isso. Cada um de vocês faz parte dessa pequena multidão.
Há um escritor americano chamado Paul Auster que escreveu, num de seus livros, uma frase que costumo citar – menos por presunção, mais porque é curta e fácil de decorar. “Foi. Não será de novo. Lembre.”

Lembrarei de cada um de vocês com carinho e respeito. Lembrarei de cada momento que vivi aqui com ternura e gratidão. Obrigado por terem feito parte da minha vida. Mas obrigado, principalmente, por permitirem que eu tenha feito parte da vida de vocês.
Um beijo, sigam em frente.

FG”

Flávio Gomes fala em “fim de carreira” com saída do Fox Sports

– Feliz Aniversário, Silvio Santos!

Hoje é aniversário de um ícone da TV Brasileira: 90 anos de Senor Abravanel, o Sílvio Santos, que continua firme e forte na TV.

Mas… e se ele tivesse concorrido à Presidência da República em 1990 e vencido? Lembram-se do episódio? E o Brasil escolheu Collor… (inclusive eu, enganado pelo discurso de país moderno e honesto pelo Caçador de Marajás!).

A questão é: já repararam que quem se torna presidente envelhece rapidamente? Repare no FHC e no Lula, na posse e no encerramento dos mandatos: abatidos, cansados, envelhecidos não só logicamente pela idade.

Será que Sílvio Santos teria pique para seus programas?

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