– É melhor estar desempregado (mas feliz) ou trabalhar “contrariado”?

Àqueles que estão com dificuldades na relação profissional, um importante estudo conclui: vale mais ser desempregado do que estar em emprego ruim.

Respeitando a pesquisa científica, mas… E quem paga as contas depois?

Abaixo, extraído de Superinteressante, Ed 258, pg 22, por Fernando Badô e Bruno Garattoni

FICAR DESEMPREGADO É MELHOR DO QUE SOFRER NO TRABALHO

Sabe aquele seu vizinho que não trabalha, mas vive sorrindo? A explicação pode estar em um estudo realizado por cientistas australianos, que acompanharam 7155 homens e mulheres entre 20 e 55 anos de idade e concluíram: ficar desempregado, seja por vontade própria, seja por demissão, pode aumentar o nível de felicidade das pessoas.

Ao longo de sete anos, os pesquisadores aplicaram questionários para medir o grau de felicidade dos voluntários, cujos empregos também foram analisados em quatro aspectos: nível de desafio, grau de autonomia, salário e perspectivas de carreira. O objetivo era determinar quais empregos eram bons ou ruins.

As pessoas que estavam trabalhando, em bons empregos, eram sempre as mais felizes – marcando em média 75,1 pontos na escala criada pelos cientistas. Em seguida vinham os desempregados e os trabalhadores com empregos ruins, ambos com 68,5 pontos. Empate. Então desemprego é a mesma coisa que emprego ruim, certo?

Errado: o desemprego é melhor. Ao longo do estudo, quem trocou o desemprego por um emprego ruim viu sua felicidade cair ainda mais, perdendo seis pontos a cada ano. Já quem continuou sem fazer nada perdeu apenas um ponto.

Ou seja: ficar sem emprego é ruim, mas sofrer no trabalho é ainda pior. “O emprego ruim faz a pessoa perder saúde mental”, diz Peter Butterworth, psiquiatra da Universidade Nacional da Austrália e coordenador da pesquisa.

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– Eu não quero WO em Jundiaí. Mas e se ocorrer?

Jogador quer jogar e provar ao treinador que tem qualidades. Árbitro vem com o “apito entre os dentes” para mostrar serviço. Torcedor quer ver seu time ganhando dentro de campo com muitos gols. A Imprensa vem pronta para dar o melhor de si. Tudo fica armado, o espetáculo é preparado e… o outro time não aparece?

Digo isso por questões lógicas: e se o União Suzano não aparecer no sábado para enfrentar o Paulista em Jundiaí? 

É muito chato vencer por WO (aliás, uma curiosidade: o termo WO vem de WalkOver, uma expressão inglesa que surgiu nos primórdios da bola e que mais ou menos significa  “vitória fácil”). Além disso, há certas complicações para ambas as equipes.

Imagine: tendo o Paulista vencido por 8×0 em Suzano, a lógica diria que em Jundiaí também teríamos um placar elástico. Os jogadores reservas poderiam ter oportunidade, o treinador poderia fazer testes que não costuma fazer, o torcedor ficaria feliz em ver a vitória e os jogadores que brigam pela artilharia poderiam aumentar o saldo de gols. Se vencer por WO, o placar será 3×0 (e nenhum jogador terá gol computado, somente a equipe leva essa contagem além da vitória em si). Será que não seria melhor para o Galo ter jogo? A propósito: acho que terá jogo sim, pois os atletas remanescentes querem jogar para apagar o fiasco anterior, é meta pessoal  e natural de cada um deles.

Imagine o seguinte: e se o União Suzano der um WO contra outras equipes nas rodadas seguintes? Elas ficarão muito bravas, pois terão a vitória na tabela e mais 3 gols, sendo que poderiam golear (e somente o Paulista conseguiu “turbinar” seu saldo com o jogo do 1o turno da 2a fase).

Mas já tentou pensar com a cabeça de “quem assina o cheque pelo lado do USAC”?

Ora, o time teria na tabela uma derrota contabilizada e 3 gols de saldo negativo computados, além de uma multa aproximada de R$ 20.000,00. Se o jogo for longe, qual seria a despesa de viagem, alimentação, estadia e gols sofridos? Às vezes, dependendo do adversário e da distância, o WO é um prejuízo financeiro menor (embora um prejuízo muito grande esportivamente).

Agora, cuidado com as situações de excessão à regra. Não compare um time que poderia / ou pode abandonar um campeonato (já não estou mais no mérito do União Suzano), com alguma equipe que sofra algo de comoção nacional. Entenda: se uma agremiação abandonar a disputa por falta de dinheiro / competência / desorganização, ocorre o WO nos jogos que não disputar (comunicando a desistência ou não, vai diferenciar apenas se a estrutura do jogo será montada ou dispensada). Se ocorrer um fato como o acidente aéreo da Chapecoense, onde se perde valores incomensuráveis (a vida de cada um dos muitos mortos), a situação muda: pode-se anular simplesmente todos os jogos da equipe do torneio, e a tabela ser contabilizada sem os resultados dos confrontos ocorridos e cancelando os vindouros. Reforçando: o motivo é indiscutível do WO, pois a equipe toda conheceu um destino terrível e inexiste na prática.

O que é indevido, e até mesmo um atentado contra as regras e bom senso, é uma equipe abandonar o torneio por incompetência financeira / administrativa e não ser punida. Aí, é WO mesmo e repensar se ela poderá disputar no ano seguinte ou não o campeonato (caso não esteja previsto no regulamento e ela tiver pontos suficientes para não se rebaixada de divisão).

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– Como discutir com quem nunca viu, sentiu, viveu, estudou ou se interessou?

Quem vive exemplificando situações do passado e as comparando com as do presente NÃO é museu, como muitos gostam de aclamar contrariamente com o dito popular, ironizando os que resgatam a história. O sujeito que tem essa possibilidade de ilustrar É CULTO! O problema é se prender aos tempos remotos e “ficar por lá”. Usar os dados para discutir casos atuais é ter subsídio.

Eu assusto ao ver gente do Esporte, da Política e da Economia comentando fatos antigos e que estão na minha memória, se referindo aos acontecimentos acompanhados do lembrete de que não era nascido naquela época! Não por eles, mas por mim. Tô mais experiente pela idade ou simplesmente passei pelo tempo?

Tudo isso, aliás, seria sinal de envelhecimento?

Afinal, parece que foi ontem mesmo que me diziam: quando você for mais velho, vai encarar o mundo de outra forma. E parece que é isso mesmo. Apesar de eu “ainda ser jovem, embora esteja meio gasto pelos anos”, a visão das coisas é bem mais madura, equilibrada e, sem dúvida, com a sensatez em abundância que não se tem na adolescência ou juventude.

Vamos a alguns exemplos?

Começando com o futebol: dias atrás ouvi alguém falar da qualidade do esporte jogado hoje e fez referência à Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1994 (extremamente pragmática) do Carlos Alberto Parreira, classificada na bacia das almas para aquele Mundial graças à convocação de Romário para decidir o jogo contra o Uruguai no Maracanã. Um pouco antes, nas Eliminatórias, em desespero, os jogadores até entraram de mãos dadas contra a Bolívia (uma tremenda novidade), mas mesmo assim não conseguiam transmitir confiança. Assim sendo, o Baixinho, que estava sendo boicotado pelo treinador, foi chamado para decidir. O comentarista, falando sobre essa Seleção, disse que “eu nem nascido eu era naquele tempo, mas sei que o time era mais criticado pela antipatia do que pela falta de ofensividade”.

Como assim, cara-pálida?

Eu já era adulto quando ocorreu o Tetra! Lembro-me direitinho… devo estar ficando velho mesmo, mas Raí não funcionou como deveria e Zinho ganhou o apelido de “enceradeira”. O Brasil venceu pela sólida defesa e pela genialidade de Bebeto e Romário no ataque.

Dito isso, pense: você se lembra quando “nasceu para o futebol”?

Eu lembro muito bem da década de 80 (quando se conseguia decorar as escalações das equipes). Me recordo daqueles times parrudos que a Ponte Preta apresentava ao Brasil (um até decidiu o Paulistão perdendo para o São Paulo, quando o torneio tinha peso quase igual ao do Campeonato Brasileiro) e que queria se igualar em façanha ao Guarani de 1978 (que não vi jogar e foi pelo Brasileirão), dirigido por Carlos Alberto Silva.

É da minha infância futebolística (ou adolescência) o grande Valdir Perez no gol; Serginho Chulapa no São Paulo e depois no Santos; e do Leão boicotado no Corinthians. Tive o privilégio de ver Zico (que golaço inesquecível contra a forte Iugoslávia, que já não existe mais), Falcão, Careca… Aliás, e o Denner, mais recentemente?

Vi os 3 Ronaldos surgirem no futebol (CR7, R10e R9) e deles, já vi 2 pararem. Vi o Nenê surgir no Paulista de Jundiaí (apitei ele no Sub 17 na Fazenda São João em Itupeva, quando de vez em quando o time ía treinar por lá) e hoje ele é um “senhor de 40 anos”. Lembro-me dos times de intensidade da década de 90 do Luxemburgo, quando ele era “O Estrategista”.

Infelizmente, a história, com o passar do tempo, fica esquecida e algumas pessoas pensam que o mundo “nasceu hoje ou ontem”. Ela nasceu há muiiiiiito tempo. A memória, por exemplo, não exalta e nem fala como deveria sobre o fabuloso Leônidas da Silva, o Diamante Negro (e sua bicicleta na Copa de 1938) e que fez o São Paulo FC ser grande na década de 40 – ele virou “nome de chocolate”, sendo homenageado até hoje, mesmo que muitos não saibam que o doce surgiu por conta de presenteá-lo pela figura importante que era. Mas os mais jovens sãopaulinos talvez se lembrem do bom Dodô, igualmente atacante, cuja fisionomia era idêntica a do Leônidas, mas sem bigode e sem a altíssima categoria..

E já que falei em Dodô, lembrei-me do folclórico Dadá (que hoje seria taxado de arrogante pelo excesso de folclore nas suas declarações). E escuto também falarem que Dudu “é craque”. É mesmo? Mas não se compara com o Dudu da Academia, que era Craque com C maiúsculo… Respeitosamente, qualquer Jadson ou Renato Augusto viraram craques no futebol atual. Pita, no auge, seria galáctico perto deles – e outros camisas 8, 9 ou 10 dos anos 80.

Mudando de assunto… e se falar sobre Política ou Economia?

Mesma coisa. Muita gente jovem, que não procurou estudar ou entender para discutir, quer falar de democracia tendo visto um ou dois partidos no poder. Nasceram depois do Real e só conhecem uma moeda! Eu tenho certeza que conheci mais de meia dúzia (tô velho mesmo…). Meu pai, muito mais! Aliás, em 1994 era o tempo da Gasolina a R$ 0,67 e do Álcool a R$ 0,34, além do quilo do frango a 1,00 real.

FHC era comunista, Dilma terrorista, Lula piquetista. Lembram disso, ocorrido lá atrás? Os que falam do militarismo  (sendo jovens) nem viveram ele, mas alguns lunáticos o defendem – e outros o odeiam, mas defendendo lados errados da luta pela necessária redemocratização! Eu me lembro do Figueiredo, do Andreazza, do Tancredo e do Maluf na última eleição indireta. Aliás, citei Paulo Salim Maluf, conhecido por ser “aquele do rouba mas faz” (não é frase do Lula não, e nem do próprio Maluf – ela foi roubada do Adhemar de Barros), e hoje o vejo como uma caricatura daquele homem poderoso de outrora.

Como nossos netos conhecerão a história desse período em que vivemos, com tanto fanatismo, tentando-se polarizar o país entre Bolsonaro e Lula como deuses ou diabos? Está difícil mostrar o meio-termo, as virtudes e os defeitos reais de todos, com tanto fake news e radical adorador.

Eu “brinquei” de ser “fiscal do Sarney”. Eu vi a Perestroika e a Glasnot. Eu fiz trabalho na escola sobre o momento histórico da Alemanha: se reunificaria ou não a Oriental com a Ocidental? Ah, esquece, poucos se lembram delas…

Será que as gerações de hoje só pensam no futuro e ignoram o ontem? Repito a introdução: “dizem que quem vive de passado é museu”. Alto lá! Quem CONHECE o passado pode evitar erros no presente e prever / fazer um futuro melhor. E a geração atual, que poderia estudá-lo melhor com as ferramentas de hoje, não está fazendo isso.

Enfim, os tempos mudaram e continuam mudando. Me lembro da primeira vez que ouvi falar sobre “enviar um email”. E diziam que seria inevitável que essa ferramenta se popularizasse, mas foi o que aconteceu. E mais coisas que me recordo e nossos filhos não imaginam: andei de barco no Rio Tietê em Pirapora; vi meu pai ser sorteado no Consórcio de Vídeo Cassete e festejar quando era contemplado no Plano de Expansão da Telesp! Lembro da chegada da Blockbuster no Brasil (muita molecada só soube o que era isso assistindo o filme da Capitã Marvel)…

Eu queria ter a cabeça de hoje quando tinha 18 ou 20 anos – não que eu era “descabeçado / inconsequente”, mas é que os anos nos amadurecem, os hormônios não estão à flor da pele e a experiência e vivência já se fazem sentir e dar confiança.

E você, o que pensa sobre conhecer a história para falar do presente e sonhar com o futuro?

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– Salvem as abelhas! Falando sobre a importância da Polinização.

Gosto muito de fotografia. E certo dia acertei em cheio neste clique da abelhinha que “cheirava” a roseira:

Apesar dos olhos assustadores e corpo peludo (além de suas picadas serem doidas), elas são “boazinhas“! Mais do que isso: NECESSÁRIAS.

Se sumirem do nosso dia-a-dia, como ficará a polinização?

Extraído de: https://www.semabelhasemalimento.com.br/home/polinizacao/

O QUE É POLINIZAÇÃO?

A polinização é o processo que garante a produção de frutos e sementes e a reprodução de diversas plantas, sendo um dos principais mecanismos de manutenção e promoção da biodiversidade na Terra. Para que ela ocorra, entram em ação os polinizadores, que são animais como abelhas, vespas, borboletas, pássaros, pequenos mamíferos e morcegos responsáveis pela transferência do pólen entre as flores masculinas e femininas. Em alguns casos, também o vento e a chuva cumprem este processo.

É certo, entretanto, que são as abelhas os agentes mais adaptados, mais eficientes e, portanto, os mais importantes no processo de polinização, havendo grande interdependência entre espécies de plantas e seus respectivos polinizadores, que podem ser únicos.

Um exemplo são as mamangabas e o maracujá. Esta abelha tem características que a fazem única no processo de polinização da flor do maracujá: seu tamanho acentuado e o movimento de vibração que só ela produz, faz com que o pólen seja derrubado, podendo ser transportado até a parte feminina da flor, fecundando-a. Sem a mamangaba, portanto, a reprodução do maracujá ficaria seriamente comprometida.

Desta íntima relação compreende-se a necessidade de proteção a todos os diversos tipos de polinizadores existentes na natureza.

AS ABELHAS E A POLINIZAÇÃO

As abelhas formam um grupo diverso e numeroso, compreendendo mais de 20 mil espécies no mundo. No Brasil, estima-se a existência de mais de 3.000 espécies diferentes de abelhas, mas apenas pouco mais de 400 estão catalogadas. As espécies nativas são os meliponíneos, ou abelhas nativas sem ferrão, que compõem a grande maioria das espécies de abelhas de nosso país.

Mas também existem as Apis Mellifera, conhecidas como as abelhas do mel ou africanizadas. Estas são abelhas exóticas, híbridos do cruzamento de abelhas trazidas da Europa e da África, e as mais utilizadas na apicultura: são abelhas com ferrão.

Existem também o grupo das abelhas solitárias e ainda as abelhas do gênero Bombus, popularmente conhecidas como mamangabas.

Ao contrário de outros grupos de insetos, tanto as abelhas adultas, quanto suas larvas e pupas, alimentam-se exclusivamente de recursos florais. Por isso, para suprir sua necessidade alimentar, as abelhas visitam uma grande variedade de flores, colhendo o pólen (fonte de proteína) e o néctar (para a produção do mel). A atividade de polinização é, portanto, uma ação involuntária dos polinizadores, mas essencial à vida das plantas, que se utilizam de cheiros, cores e sabores para atraí-los.

A IMPORTÂNCIA DA POLINIZAÇÃO

Das espécies conhecidas de plantas com flores, cerca de 88% dependem, em algum momento, de animais polinizadores. Mais de 3/4 das espécies utilizadas pelo homem na produção de alimentos dependem da polinização para uma produção de qualidade e quantidade.

Ops: o clique original da foto acima, cuja abelha está em destaque, é essa abaixo: