– A Loucura do Preço da Pipoca nos Cinemas

A pipoca do cinema está cara?

Caríssima, normalmente. Mas e o que falar de R$ 70,00 no Cinemark?

Será que acompanha um rodízio de carnes e bebidas?

Abaixo, extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,preco-da-pipoca-em-salas-de-cinema-de-sao-paulo-ja-passa-dos-r-70,1505530

PREÇO DA PIPOCA EM SALAS DE CINEMA DE SÃO PAULO JÁ PASSA DOS R$ 70

Por Renato Oselame

O preço do pacote de pipocas nos cinemas de São Paulo já passa dos R$ 70. Com a quantia, seria possível comprar cerca de 10 quilos de milho para pipoca nos supermercados ou perto de cinco quilos de pipoca natural para microondas.

A reportagem verificou a cobrança de R$ R$ 72,47 em combo oferecido pelo Cinemark no shopping Cidade Jardim. A pesquisa foi realizada a partir de sugestão de um leitor do portal do Estado. Ele encontrou a cobrança de até R$ 63,84 em cinema da mesma rede em Londrina, no Paraná.

Utilizando a plataforma online do ingresso.com, a mesma usada pelo leitor, a reportagem constatou preços de combos de pipoca vendidos pela internet em São Paulo que variavam entre R$ 60 e R$ 70 em unidades do Cinemark.

A pipoca tem refil ilimitado para a exibição do filme e é servida em tamanho grande, acompanhada de um copo de refrigerante tamanho grande.

Considerando o maior preço registrado na pesquisa, os consumidores que optaram pelo combo no dia de referência poderiam ter comprado uma série de outros produtos equivalentes. O valor seria bastaria para comprar um ingresso para a sala ‘prime’ do cinema do shopping Cidade Jardim, com direito a R$ 13,47 de troco.

Após contato da reportagem, os preços cobrados no site ingresso.com sofreram redução para até R$ 30,48. Segundo o Cinemark, os preços anteriores não correspondiam aos praticados nas lojas da rede

A empresa esclareceu que, em relação à unidade do Paraná denunciada pelo leitor do portal, os preços nas lojas físicas da rede não ultrapassam os R$ 20,75 (para o combo mega da pipoca doce).

O site ingresso.com afirmou que não participa do processo de fixação dos preços e realiza apenas a intermediação entre o consumidor final e as empresas de entretenimento.

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– A Manopla do Infinito e o Relicário de Santa Teresa D’Ávila

O Universo Cinematográfico Marvel (MCU) teria se inspirado numa relíquia católica pertencente a Santa Teresa D’Ávila para os filmes dos Vingadores?

A freira espanhola se tornou santa, doutora da Igreja e é considerada mestra da espiritualidade. É dela a famosa oração cristã pedindo “paciência divina” (conheça-a em: https://wp.me/p4RTuC-g1S). Mas qual a sua relação com a Marvel?

Pois bem: o vilão Thanos possui a Manopla com as Joias do Infinito, que o permite controlar o universo. Santa Teresa D’Ávila, após ter seu corpo exumado, percebeu-se que estava incorruptível! E a Igreja deu a ela um relicário, uma espécie de luva de metal com adornos e local para joias, a fim de simbolizar tal fato da preservação do seu corpo.

Veja, nesta postagem (abaixo), a relíquia da Santa entre duas imagens do objeto de desejo do vilão Thanos. Impressiona a semelhança:

Mais sobre o assunto, extraído de: https://pt.aleteia.org/2019/05/02/manopla-de-thanos-e-estranhamente-semelhante-a-uma-reliquia-catolica/

MANOPLA DE THANOS É ESTRANHAMENTE SEMELHANTE A UMA RELÍQUIA CATÓLICA

Parece provável que alguém do departamento de design da Marvel tenha pesquisado antigas relíquias católicas

O Infinity Gauntlet tem se mostrado o objeto mais poderoso do Universo Cinematográfico da Marvel, e quem sabe até do mundo dos quadrinhos. Todos os futuros filmes da Marvel devem sofrer sua influência e dos eventos dos dois últimos “Vingadores”. O que muitos dos fãs que lotam os cinemas talvez não saibam, no entanto, é que a inspiração real para a manopla fictícia parece ser católica.

A Manopla foi projetada para conter todas as seis Joias do Infinito, cada uma delas imbuída de um aspecto diferente da criação. Com a Manopla completa, o usuário possui todos os poderes de criação, ou pelo menos as habilidades de um jogador com acesso a todos os códigos.

Em “Vingadores: Guerra Infinita”, o público assistiu a como o vilão intergaláctico Thanos colocou todas as seis pedras em seus devidos lugares e se tornou o flagelo de toda a vida na galáxia… ou pelo menos de metade de toda a vida. A Manopla não é inerentemente má. De fato, uma das pedras, enquanto estava separada do artefato, deu vida a Visão, um dos mais nobres heróis do MCU, que era tão puro de coração que conseguiu levantar Mjolnir, o martelo de Thor.

Quando se trata de utilizar o poder da Manopla, a intenção é importante. Agora, segundo uma descoberta de Curiosmos, essa intenção pode ser uma referência religiosa, já que há uma notável semelhança a Manopla e o relicário que contém a mão incorrupta da mística espanhola do século XVI Teresa de Ávila.

As semelhanças causam estranhamento em todos os aspectos. A cor do relicário de prata dourada é exatamente igual, e os anéis do relicário são das mesmas cores das pedras da Manopla, embora as cores estejam em uma ordem diferente. Embora a Marvel não tenha mencionado uma conexão entre os dois artefatos, parece provável que alguém do departamento de design da Marvel tenha pesquisado antigas relíquias católicas.

De acordo com registros históricos, o corpo de Santa Teresa de Ávila foi exumado nove meses após sua morte, quando foi observado pela primeira vez que estava incorrupto. Embora a passagem do tempo tenha feito apodrecer sua roupa, seus restos mortais estavam incorruptos, ou seja, mantinham exatamente o mesmo estado de quando ela morreu.

As relíquias da santa foram distribuídas para veneração, mas sua mão foi roubada em 1936 pelo ditador espanhol Francisco Franco. O general Franco supostamente teria carregado a relíquia consigo em todos os lugares onde foi.

A relíquia foi recuperada por freiras depois da morte de Franco em 1975. A partir daí, a relíquia viajou para vários conventos até encontrar um lugar permanente na Iglesia de la Merced, na cidade de Ronda. Agora, ela está alojada em uma sala segura.

Embora ainda não tenha sido confirmado pela Marvel que essa relíquia católica é a referência do objeto mais poderoso no MCU, a partir de uma comparação visual, parece provável que o Infinity Gauntlet tenha suas raízes no catolicismo.

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– O novo Universo Marvel com a fusão da Disney e da FOX

Para quem gosta de filmes de heróis, deve estar estupefato com a Disney (que é dona da Marvel) adquirindo a FOX e se tornando proprietária de outros nomes importantes dos apaixonados nesse gênero de filme.

Abaixo, um guia bacana para se entender “qual estúdio é dono de quem”, seja de maneira exclusiva ou compartilhada

Muito bacana: 

– A cronologia para assistir Vingadores Ultimato e críticas.

A BBC divulgou a exata cronologia dos 20 filmes de heróis da Marvel para os fãs da “Casa de Ideias” assistirem, antes de irem ao cinema para o aguardado novo Vingadores, que encerra a “Saga do Infinito” (abaixo, uma ilustração precisa).

Os críticos do mundo inteiro estão elogiando a produção. O G1, por exemplo, trouxe uma relação de comentários (aqui em: https://g1.globo.com/google/amp/pop-arte/cinema/noticia/2019/04/23/vingadores-ultimato-primeiras-impressoes-dos-criticos-falam-em-final-epico-da-saga.ghtml). Porém, a única critica mundial veio da… Folha de São Paulo! Para ela, Vingadores Ultimato é o filme mais chato de 2019! 

Não acreditou? Pois olhe só o que o avaliador disse em sua avaliação: 

“[Embora tenha ótima trilha sonora], não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.”

Extraído de : https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2019/04/vingadores-ultimato-e-o-filme-mais-chato-de-2019.shtml

VINGADORES ULTIMATO É O FILME MAIS CHATO DE 2019 (Cuidado: contém Spoillers!)

Lento e piegas, longa que vem acumulando superlativos não se compara aos três primeiros e desperdiça grandes atores

Por Ivan Finatti 

A segunda parte da história iniciada no ano passado, com “Vingadores: Guerra Infinita”, concorre a vários superlativos. Maior filme do ano. Mais salas no Brasil. Maior número de super-heróis já reunidos. Filme mais chato de 2019.

Isso mesmo. “Vingadores: Ultimato”, que estreia nesta quinta (25), é uma bomba mais poderosa que a manopla que Thanos usou para matar metade da população do universo na primeira parte da história. É piegas. É lento. É escuro. É barulhento.

É preciso dizer que o problema aqui não são os longas da Marvel. Os dois primeiros filmes dos Vingadores, de 2012 e 2015, tinham encanto. Mesmo “Guerra Infinita” (2018), apesar de sofrer um pouco com diversas histórias correndo em paralelo, apresentava um vilão extremamente carismático, angustiado e atormentado, em busca de um genocídio cósmico para satisfazer sua estranha ideologia.

Além disso, “Guerra Infinita” conseguiu impressionar no final, quando morreram Homem-Aranha, Doutor Estranho, Pantera Negra e uma série de outros personagens, deixando os espectadores reféns dessa continuação.

Nada dessa sutileza ou carga dramática está presente em “Ultimato”. Logo no começo de suas três horas de filme, já sabemos como vai se dar a revanche. Se você não quiser spoiler, pule o próximo parágrafo.

Estamos falando de viagem no tempo. Para ressuscitar meio mundo, é preciso que os heróis façam algo antes que os eventos mostrados em “Guerra Infinita” aconteçam.

O blá-blá-blá científico que resulta dessas discussões é risível, no mau sentido. Importante sublinhar isso porque o riso é tema caro na maioria dos filmes da Marvel.

Neste, descamba para o exagero. Após duas horas de um roteiro praticamente sem ação ou lutas, percebemos que estamos diante de uma comédia. Praticamente todos os diálogos querem arrancar gargalhadas do público. Muitos funcionam, outros não.

O público, aliás, é outro personagem de “Ultimato”. Quando Capitão América dá uns tabefes em Thanos, já na terceira e mais movimentada hora, a plateia aplaude e urra. Depois dessa, a cada pequena vitória de nossos heróis será saudada com gemidos de felicidade e bateção de palmas.

Tem gente que acha isso parte da experiência do cinema, uma vivência coletiva. Para outros, é um incômodo.

No caso da exibição para a imprensa nesta terça (23), lotada, foi constrangedor ver e ouvir colegas jornalistas e críticos se darem assim, como se fossem fãs. Talvez porque blogueiros e influenciadores digitais estejam tomando conta da situação —e das sessões de imprensa. Sentado atrás de mim tinha um cara com a manopla de Thanos (de plástico), pelo amor de Deus!

Parece que os diretores Anthony e Joe Russo, além dos roteiristas produtores, consideraram que os Vingadores já eram aposta ganha e pouco se esforçaram neste último título da franquia. Chris Evans (Capitão América) e Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) já vinham reclamando há tempos que estavam cheios dos personagens.

Além deles, o que aparece de grande ator em “Ultimato” não está escrito. Scarlett Johansson, Brie Larson, Evangeline Lilly, Bradley Copper (voz do guaxinim), Mark Ruffalo, Jeremy Renner e Gwyneth Paltrow são alguns dos heróis. É um desperdício.

As participações especiais impressionam ainda mais: Robert Redford, Michelle Pfeiffer, Michael Douglas, Tilda Swinton, Natalie Portman, William Hurt, talentos de primeiríssima grandeza. O problema é que a maioria só aparece mesmo, não interpreta nada nessa história de trovões, clarões e explosões sem fim.

Para não dizer que tudo em “Ultimato” é de má qualidade, salvam-se as canções da trilha sonora: “Dear Mr. Fantasy”, do Traffic, abre o filme com categoria. Depois temos The Kinks com “Supersonic Rocket Ship” e Rolling Stones com “Doom and Gloom”. “Hey Lawdy Mama”, do Steppenwolf, fecha o quarteto de boas canções.

Não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.

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– Shazam!, versão “Os Trapalhões”

Dá para acreditar que Didi, Dedé, Mussum e Zacarias fizeram uma paródia do Shazam!, há 40 anos, quando o personagem ainda era chamado de “Capitão Marvel”?

Veja que engraçado, tem até o Tião Macalé (ih, Nojento). Claro, no tempo em que o Politicamente Correto não existia.

Assista em: https://youtu.be/50gzyezX7oM

– É legal. Mas é pouco!

As estrelas do filme “arrasa-quarteirão” Vingadores: Ultimato resolveram fazer caridade e doaram 5 milhões de dólares para um hospital infantil.

Mas cá entre nós: para uma produção que arrecadará bilhões e deixará os mega-milionários ainda mais afortunados, tal valor não seria… irrisório?

Claro, concordo que é muito dinheiro para um cidadão comum. Ótimo que doaram! Mas poderia ser algo mais generoso…

Extraído de: https://www.ocregister.com/2019/04/05/disney-joins-avengers-endgame-stars-to-donate-5-million-to-childrens-hospitals/

DISNEY JOINS ‘AVENGERS: ENDGAME’ STARS TO DONATE $5 MILLION TO CHILDREN’S HOSPITALS

Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Paul Rudd and Brie Larson appear at the announcement at Disney California Adventure

The Walt Disney Company and its corporate partners donated $5 million to children’s hospitals today, April 5, with the help of the stars from the upcoming “Avengers: Endgame” film.

The Avengers Universe Unites charity was launched Friday at Disney California Adventure to provide comfort and inspiration to seriously ill children around the world, Disney officials said.

Brie Larson (Captain Marvel) chats with members of the Garden Grove Boys & Girls Club during a media event at the Disneyland Resort in Anaheim, CA, on Friday, Apr 5, 2019. Avengers; Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Paul Rudd and Brie Larson, along with Disney CEO Bob Iger announced a donation of more than $5 million to nonprofits supporting children with critical illnesses, including $1 million in cash from Disney to Starlight Children’s Foundation. (Photo by Jeff Gritchen, Orange County Register/SCNG)

“The superheroes in Avengers personify traits like courage, perseverance, bravery and hope — the same traits countless kids and their families in children’s hospitals exhibit every day,” Disney CEO Bob Iger said at the event. “We are grateful to have the Avengers cast take time out of their day to be a part of this effort to lift spirits and bring comfort to children during a difficult time.”

Avengers stars Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Paul Rudd and Brie Larson were on hand for the announcement at the Anaheim theme park.

The donation was made to non-profit groups that support children with critical illnesses, including the Starlight Children’s Foundation. Disney teamed with Lego, Hasbro, Funko and Amazon to donate toys and products to kids at children’s hospitals throughout the United States.

Children in Iron Man and Captain Marvel costumes from the Boys & Girls Clubs of Anaheim and Garden Grove were on hand to receive Avenger toys from Larson, who plays Captain Marvel in the super hero movies.

Starlight works with more than 800 children’s hospitals and other health facilities in the U.S.

“The kids who are here today are actually the ones who inspire us because you are the embodiment of the characters we represent,” Larson said.

The Avengers stars praised the children struggling with life-threatening illnesses and the support provided by their families.

“We are all so blessed, grateful and touched to be a part of this group, to meet so many of you and to be able to give something back,” Rudd said. “It isn’t just the kids who are affected, it’s the entire family.”

“Avengers: Endgame” opens in theaters April 26.

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Paul Rudd (Antman), left, Scarlett Johansson (Black Widow), Robert Downey, Jr (Ironman), Disney CEO Bob Iger, Brie Larson (Captain Marvel), Chris Hemsworth (Thor) and Jeremy Renner (Hawkeye) acknowledge the crowd after announcing charitable contributions during a media event at the Disneyland Resort in Anaheim, CA, on Friday, Apr 5, 2019. Avengers; Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Paul Rudd and Brie Larson, along with Disney CEO Bob Iger announced a donation of more than $5 million to nonprofits supporting children with critical illnesses, including $1 million in cash from Disney to Starlight Children’s Foundation. (Photo by Jeff Gritchen, Orange County Register/SCNG)

– Dumbo é sensacional

Quando eu era pequeno, assisti o desenho animado Dumbo “original da Disney”. Que filme triste, cheio de bulling, chatinho…

Minha filha mais velha queria assistir o live-action que estreou dias atrás do Dumbo. Eu fui somente por ela, e… Espetacular!

Uma história infantil bonita, com vilões e mocinhos, extremamente bem feito. Visual de belas paisagens, cores e o mundo do circo. Sem contar, é claro, da linda trama que se transformou o antigo desenho em filme.

Quem tem criança, vale a pena ir. Diversão garantida.

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Ops: minha Marininha adorou:

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– Como a Marvel e a DC se tornaram gigantes!

Essa matéria vale a pena ser lida pelos fãs de super-heróis e apaixonados por revistas em quadrinhos (como eu): a Revista Superinteressante de Janeiro / 2019, nas páginas 34 a 39, trouxe todo o histórico de como nasceram as poderosíssimas editoras Marvel e DC, que brigam nas TVs e Cinemas pelos bilhões de expectadores.

A propósito: você sabia que o Capitão América quase se tornou colega de estúdio do Superman?

Abaixo:

MARVEL X DC: UMA BREVE HISTÓRIA ENTRE AS EDITORAS DE HQ

A DC e a Marvel nasceram quase juntas, nos anos 1930, e sempre estiveram em pé de guerra. Desse embate, surgiu um novo gênero da cultura popular.

Por Rafael Battaglia

Quem sai da sessão de Vingadores: Guerra Infinita, um filme com orçamento de US$ 400 milhões e bilheteria de US$ 2 bilhões, muito provavelmente não imagina que, algumas décadas atrás, a Marvel se resumia a uma única salinha no final do corredor de uma revista pornô. A DC Comics não era muito mais charmosa: tinha o clima de um cartório.

Natural. Nas primeiras décadas do século 20, os quadrinhos eram vistos como material de quinta categoria, limitando-se a tiras de jornal, histórias pornográficas ou de terror. Harry Donenfeld, um dos precursores do mercado de distribuição de HQs, mantinha relações estreitas com gângsters.

Tudo mudou em 1938, quando uma das editoras que Donenfeld distribuía, a National Allied Publications, lançou a revista Action Comics 1, com um sujeito vestido de collant azul na capa. A National, que anos depois mudou o seu nome para DC (em homenagem a outra clássica revista, a Detective Comics), havia acabado de criar o Superman – inaugurando o gênero de super-heróis. A revistinha mensal alcançou tiragens superiores a 1 milhão de cópias, o que abriu as portas para a criação de mais superseres. Um ano depois nascia o Batman. Em 1940, já tínhamos Lanterna-Verde e Flash. Todos, sempre, vestindo trajes de luta-livre mexicana (é dali que vem a cueca por cima das calças colantes).

Pegando carona

Outros editores também tentavam a sorte no mundo dos quadrinhos. Um deles foi Martin Goodman. Na década de 1930, ele vendia revistas baratas por meio de dezenas de entidades editoriais. Parece impressionante, mas na verdade era só um modo de evitar pagar impostos.

Goodman jogava seguro e copiava o que estava fazendo sucesso. Ele lançou histórias genéricas de faroeste, policiais e aventuras na selva. Em 1939, porém, decidiu seguir os passos do Superman e lançou a revista Marvel Comics 1, com heróis como o androide Tocha-Humana e Namor, primeiros heróis da futura Marvel.

Em 1941, a dupla Joe Simon e Jack Kirby criou o Capitão América. O herói patriota que dava um soco em Hitler logo na sua estreia chamou a atenção, mas o sucesso parou por aí. Na década seguinte, Goodman tomou péssimas decisões de negócio e foi forçado a demitir quase toda a equipe de quadrinhos. A situação estava tão ruim que ele quase vendeu o Capitão para a DC.

Os anos 1950 acabaram sendo ruins para todo o mercado de quadrinhos. Críticos ao fenômeno diziam que as histórias eram as responsáveis pelo mau comportamento dos jovens. Em 1954, foi criado um código de conduta para as HQs e quase todas as editoras, com exceção da DC, viram as vendas caírem. A casa do Superman, então, virou uma empresa consolidada – e careta.

“Ao entrar nos escritórios da DC em 1960, os visitantes seriam perdoados se achassem que estavam entrando em uma empresa de seguros.” Quem traçou essa comparação foi Reed Tucker, autor do livro Pancadaria: por dentro do épico confronto Marvel vs. DC. O obra, lançada em 2018 no Brasil, conta em detalhes os bastidores das duas empresas. Seja como for, o fato é que a DC Comics tinha virado um conglomerado.

Gente como a gente

O jogo só começou a virar para Goodman em 1961. Em uma partida de golfe, ele ouviu Jack Liebowitz, um dos executivos da DC, se gabar do novo sucesso da editora, a Liga da Justiça. O chefão da Marvel correu para o único funcionário do setor de quadrinhos e pediu a ele que fizesse algo parecido. Seu nome? Stan Lee.

Lee, morto em novembro do ano passado, começou na Marvel ainda adolescente, e passou mais de 20 anos até lançar o seu primeiro sucesso. Meses após aquela partida de golfe, ele e Jack Kirby, que estava na DC, criaram o Quarteto Fantástico, uma família de super-heróis cheia de conflitos internos. A partir daí, a ascensão da Marvel foi de vento em popa. Homem-Aranha, X-Men, Os Vingadores… Quase todo o universo da editora foi criado nos anos seguintes.

Os novos heróis da Marvel foram um sopro de novidade no mercado. Eles eram imperfeitos, brigavam e estavam em uma realidade mais próxima dos leitores. A diferença estava até no visual: para cada uniforme impecável da DC, havia alguém como o Coisa, um grandalhão formado por pedras.

O crescimento da Marvel teve uma recepção controversa na DC. Ao mesmo tempo em que classificavam seus gibis como ruins, buscavam copiar o estilo da concorrente. A briga se tornava pública na seção de cartas dos gibis. Ambas as editoras mantinham espaços de conversa com o leitor, e tanto os editores da DC quanto Stan Lee e seus colegas aproveitavam o espaço para atacar uns aos outros.

Nessa Guerra Fria dos quadrinhos, os artistas de um lado não podiam nem pensar em passar para o outro. Convites para trocar de editora surgiam aos montes – uma estratégia que as duas usavam não só para melhorar suas equipes, mas em grande parte para desfalcar a outra. Uma das maiores viradas de casaca veio em 1970, quando a Marvel anunciou que Jack Kirby, o criador do Capitão América, estava indo para a DC. Depois dele, toda movimentação do tipo passou a ser acompanhada de perto pela indústria.

20% das 40 maiores bilheterias do cinema de todos os tempos são de filmes de super-heróis da Marvel ou da DC.

Infinitas crises

A Marvel seguiu crescendo até que, em 1972, ultrapassou a DC em vendas. Para comemorar a liderança (posto que até hoje permanece com ela), Goodman convidou todos para um jantar. O local não poderia ser mais sugestivo: um restaurante em frente ao escritório da DC.

Em 1979, uma lista das HQs mais vendidas nos EUA colocava os gibis da Marvel nas 20 primeiras posições. Cinco anos depois, a situação era ainda mais desproporcional, com a circulação chegando ao dobro da DC. O fraco desempenho da DC quase fez com que a Warner, a dona da editora, licenciasse seus personagens para a Marvel. Imagine o monopólio.

A DC esteve sempre presa aos pensamentos jurássicos de alguns executivos da marca, avessos a mudanças no trabalho que eles faziam desde os anos 1940. Um reflexo disso são certas posturas conservadoras da empresa. “Até pelo menos 2006, a posição oficial era de que a Mulher-Maravilha era virgem”, escreve Tucker.

Isso não significa, porém, que a DC jamais tenha inovado. Em 1985, ela lançou Crise nas Infinitas Terras, que revolucionou ao introduzir o conceito de grande saga – histórias tão significativas (e longas) que acabam influenciando as revistas de todos os outros personagens da casa. A Marvel ficou sabendo e produziu a toque de caixa uma tentativa de saga, chamada Guerras Secretas, meses antes. Mas não adiantou. A da DC, bem mais caprichada, foi a que entrou para a história.

Coisa de gente grande

Crise nas Infinitas Terras permitiu que a DC reiniciasse seu universo de heróis do zero – e deu total liberdade para os quadrinistas pensarem em novas histórias. Desse movimento, surgiram HQs mais sombrias, selos adultos e obras consagradas, como Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, e Watchmen, de Alan Moore, esta última eleita pela revista Time como uma das melhores publicações do século 20. Se os quadrinhos deixaram de ser algo completamente voltado para crianças, o mérito é da DC.

Depois dessa revolução, outro setor do entretenimento descobriu que dava para ganhar dinheiro com super-heróis. O cinema, claro. A DC já fazia sucesso desde 1978, ano do clássico Superman – O Filme, com Christopher Reeve. Mas foi com Batman, de 1989, que a montanha de dinheiro cresceu. O filme de 1978 e suas três continuações, lançadas em 1981, 1983 e 1987, somaram uma bilheteria de US$ 1,1 bilhão em valores atuais. Batman fez US$ 835 milhões (também em valores de hoje) só com o filme de 1989 e, de quebra, se tornou um fenômeno do licenciamento – o logo do Batman usado no filme rendeu US$ 200 milhões de hoje pelo serviço de estampar camisetas, pantufas e chaveiros mundo afora. Pois é. Graças ao cinema, a DC assumia novamente a dianteira.

O poder de fogo de Batman e Superman, porém, atraiu dinheiro para a Marvel também – se a DC tinha estourado nas salas de exibição, a rival tinha tudo para seguir a mesma trilha. Ronald Perelman, então um investidor de Wall Street, comprou a empresa com o objetivo de fazê-la crescer na telona.

E fora também. Perelman lançou estratégias para tirar mais dinheiro dos quadrinhos. Era o caso das capas variantes. Os leitores chegavam a comprar mais de 20 versões do mesmo gibi para ter todas as versões de capas.

A Marvel também investiu na criatividade. O carro-chefe nessa fase foi o grupo de mutantes criados ainda nos anos 1960 por Stan Lee. X-Men Vol. 1, de 1991, que apresentava uma versão repaginada de Wolverine e cia., vendeu 8 milhões de cópias – e é até hoje o quadrinho mais vendido da história.

E a Marvel, que já liderava nos quadrinhos, virou uma máquina de imprimir dinheiro. Os melhores quadrinistas tinham grana para comprar avião particular – não é figura de linguagem. Chris Claremont, roteirista dos X-Men, comprou mesmo um.

Na DC, o triunfo financeiro no cinema não se refletia nos quadrinhos. Em 1992, ela amargava o terceiro lugar nas vendas de HQs e, para enfrentar a Marvel, decidiu matar o Superman, em uma história que virou notícia na TV e nos jornais.

A Marvel reagiu com mais sagas. Só em agosto de 1993, havia 120 títulos em circulação. A editora começava a dar passos maiores que as pernas. Perelman chegou a comprar uma distribuidora de quadrinhos para não depender mais de outras empresas nessa área. Péssima decisão: a subsidiária não dava conta da demanda da casa, e outras distribuidoras, que se consideraram traídas, não queriam mais trabalhar com a Marvel.

Nisso, os prejuízos foram se avolumando. Até que, em 1996, a editora entrou com um pedido de falência, com quase US$ 1 bilhão em dívidas.

Para se salvar, a Marvel fez um “saldão” de heróis e vendeu os direitos dos seus personagens mais famosos para estúdios de Hollywood. X-Men, comprado pela Fox, virou filme em 2000, e rendeu meio bilhão de dólares de hoje. Homem-Aranha, adquirido pela Sony, fez o dobro disso. Sim: passou de US$ 1 bilhão.

Aquilo que tinha restado da Marvel após a falência viu que estava marcando bobeira. E montou um plano para fazer dinheiro no cinema com os heróis que tinham sobrado na casa.

Homem de Ferro estreou em 2008, e bingo: rendeu mais de US$ 500 milhões. O êxito deu início ao que hoje se chama MCU (sigla em inglês para Universo Cinematográfico da Marvel). E mais importante: chamou a atenção da Disney – e a maior empresa de entretenimento da galáxia comprou a Marvel em 2009 por US$ 4 bilhões.

A DC ainda pena para criar o seu próprio universo, com problemas de público e crítica. A grande exceção é a trilogia do Batman dirigida por Christopher Nolan entre 2005 e 2012 – que consegue a proeza de ter um faturamento de nove dígitos (US$ 2,5 bi) e, ao mesmo tempo, constar nas listas de melhores filmes de todos os tempos. Algo tão significativo no mundo do cinema quanto aquilo que Infinitas Terras tinha produzido no dos quadrinhos lá atrás, nos anos 1980.

Hoje, das 40 maiores bilheterias da história do cinema, 20% são de filmes com heróis da Marvel ou da DC. E, ao que tudo indica, essa proporção seguirá aumentando. Porque a rivalidade entre as duas criou mais do que revolução na cultura pop. Presenteou a humanidade com toda uma nova mitologia.

– Vem aí Ghostbusters 3!

Eu assisti no Cine Marabá em Jundiaí o filme Caça-Fantasmas, no comecinho da década de 80. O filme 2 foi no Cine Ipiranga (ambos fechados…)

Agora, leio que haverá a produção de Ghostbusters 3! Sim, a sequência dos filmes daquela época e com o elenco ORIGINAL!

Olha aí o trailer, em: https://www.youtube.com/watch?v=5pupAzJlt7Q&feature=youtu.be

 

 

– Bird Box da vida real. Que perigo!

A Netflix produziu um filme chamado Bird Box, onde as pessoas precisam andar com os olhos vendados para não serem contaminadas por uma ameaça (se escrever mais do que isso, conto a história da película).

Dias depois do lançamento, surgiu na Internet o “Desafio Bird Box”, onde os internautas são convidados a fazerem coisas como a protagonista do filme: sem enxergar, com a vista tapada.

E não é que a Netflix precisou colocar um alerta do perigo de tal “brincadeira” inspirada na sua produção, a fim de que os telespectadores não façam bobagens e se machuquem? Porém, em um mundo cada vez mais sem a noção real das coisas e dos relacionamentos, nos EUA uma garota pegou uma camionete e… PUMBA! Foi dirigir sem enxergar propositalmente, provocando acidentes. 

Pra quê? Não tem inteligência suficiente para entender o que é o fictício e a realidade?

Olha abaixo o resultado…

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– A Marvel de antigamente e os Desenhos mais Toscos

Olha que curioso: o UOL Cinema trouxe uma matéria muito bacana dos desenhos mais “antigos e supostamente fracassados” da Marvel!

Quem gosta de desenhos dos anos 60 e 70, vai se deliciar!

Clique em: https://cinema.uol.com.br/listas/flintstones-e-a-coisa-os-desenhos-toscos-da-marvel-nos-anos-60-e-70.htm

Aqui uma pérola (as demais no link acima): CLUBE MARVEL, que hoje conhecemos como Vingadores, em: https://www.youtube.com/watch?v=3peTODrEpws

– Há 4 anos, o Suicídio do grande Robbin Willians

Ele era um magnífico ator, mas foi vencido pela cocaína. Que pena… já faz 4 anos!

Recordando a postagem daqui mesmo do blog:

MORRE ROBBIN WILLIANS

Robbin Willians morreu, com apenas 63 anos. O ator famoso de tantos filmes (Uma Babá Quase Perfeita, o Homem Bicentenário, Candidato Aloprado, Patch Adams, Gênio Indomável, Sociedade dos Poetas Mortos, entre tantos outros) foi encontrado morto por asfixia. Depressivo, crê-se que tenha cometido suicídio.

Willians foi o melhor amigo do “eterno Superman” Christopher Reeve. Lembro-me que, quando Reeve se acidentou de cavalo e ficou paralítico, Willians esteve sempre presente; e ao falecer, cuidou do seu filho.

Carismático; mas lembro-me de uma “bola fora dele”, ao criticar a escolha do Rio de Janeiro para a sede das Olimpíadas de 2016 (concorrendo com a americana Chicago).

No Programa “Late Show with David Letterman”, fez a seguinte piada infeliz:

“Eu espero que a Oprah não tenha ficado chateada por ter perdido as Olimpíadas, sabe? Chicago mandou a Oprah e a Michelle Obama [aos membros do Comitie Olímpico]. O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi justo”.

Lembrando ainda: Robbin Willians sofreu e confessou publicamente os problemas em abandonar a dependência de Cocaína na juventude, declarando arrependimento e aconselhando as pessoas a não usarem drogas.

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– O 1o Trailer Oficial de Aquaman!

Uau!!!

Acabou de ser divulgado pela DC e Warner Bros o primeiro trailer oficial de Aquaman!

Se o começo parece meio “borocochô”, o final é empolgante. Imagens incríveis do Oceano, aparição do Arraia Negra e outras cenas impressionantes.

Parece que dessa vez a DC fez um filme para enfrentamento “pau-a-pau” com o melhor que a Marvel já possa ter  feito. Embora, sejamos justos: Mulher Maravilha foi muito legal, bem melhor do que Homem de Aço.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=WDkg3h8PCVU

– Como é o filme Vingadores 3 (Guerra Infinita)?

O “arrasa-quarteirão” Vingadores, Guerra Infinita Parte 1 (que na verdade se chama Guerra Infinita apenas) é um sucesso dito por toda a crítica especializada.

Para quem gosta de heróis como eu, fica a dica: o filme é realmente espetacular e surpreendente!

Thanos rouba a cena, e se você quiser saber o que acontece no filme, para não dizer que não avisei a existência de Spoilers, saiba: a história toda está aqui, nesse link: https://becoliterario.com/spoilers-vingadores-guerra-infinita/

Só avisando: para as quase 3 horas de filme, vale a Pipoca com Manteiga no Combo Gigante, ok?

Ah, o final também é surpreendente!

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– 80 anos do Superman!

Ontem, 18/04/18, o Superman completou 80 anos de vida!

Nesta data da comemoração da sua 1a aparição, Henry Cavill, o atual Homem de Aço no cinema, produziu essa mensagem bem legal no Instagram (no link abaixo):

Em: instagram.com/p/BhuwrgEld7p/

Eu também ganhei algo bacana: uma produção da minha filhota Marininha comigo de Super-Homem via Snapchat:

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Muito legal, afinal, os meus músculos “são parecidos” com os dele, assim como meu cabelo! E para quem curte heróis como eu, aqui vai um resuminho via Omelete (o site especializado desse assunto):