– A Compra da Liquigás pela Ultragaz: o CADE realmente proibirá?

A Ultragaz (que é da Ipiranga) quer comprar a Liquigás (que é da Petrobrás). Para tanto, em novembro de 2016 ofereceu R$ 2,8 bilhões pela aquisição.

Porém, nessa semana o CADE (que barrou a compra da Alesat pela Ipiranga) reafirmou que a complexa operação pode não ser realizada. Quem agradece é a Nacional Gás, da Família Queiroz (dona da Rede Verde Mares de Comunicação e da água Minalba).

Aliás, segundo as projeções do Governo, o botijão de gás deverá custar quase R$ 100,00 até dezembro de 2017!

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– O prêmio de 1 milhão de dólares da Coca-Cola não é FakeNews!

Alguns duvidam que seja verdade, mas é: a Coca-Cola está oferecendo uma premiação de R$ 3,15 milhões para quem conseguir um substituto do açúcar a ser incorporado em sua fórmula!

Vai participar?

Abaixo, extraído de “O Globo”: https://oglobo.globo.com/economia/coca-cola-oferece-premio-de-us-1-milhao-em-desafio-para-encontrar-substituto-para-acucar-21715513

COCA-COLA OFERECE PRÊMIO DE US$ 1 MILHÃO EM DESAFIO PARA ENCONTRAR SUBSTITUTO PARA O AÇÚCAR

Participantes de todo o mundo podem concorrer

A Coca-Cola criou um desafio em que oferece US$ 1 milhão, cerca de R$ 3,15 milhões, para pesquisadores e cientistas que encontrarem um composto de origem natural, seguro, com baixa ou nenhuma caloria, que possa substituir o açúcar nas bebidas e nos alimentos.

Segundo a página do desafio, os consumidores continuam buscando opções naturais e com poucas calorias para suas dietas. Embora existam muitas pesquisas sobre o assunto, a companhia acredita que existem novos compostos a serem descobertos e desenvolvidos para criarem a sensação de gosto de açúcar.

— Estamos sempre à procura de ingredientes mais novos e melhores, e sabemos que ideias incríveis podem vir de qualquer lugar — disse o diretor de inovação da empresa, Robert Long.

A Coca-Cola destaca que o adoçante não pode ser à base de stevia ou de Lo Han Guo (também conhecida como siraitia ou fruta-dos-monges) ou de qualquer planta de espécies protegidas ou proibidas por órgãos reguladores de qualquer país.

Serão anunciados 10 semifinalistas em 21 de fevereiro de 2018, e os três finalistas serão conhecidos em 11 de abril de 2018. O grande vencedor será anunciado no dia 3 de outubro de 2018 e receberá US$ 1 milhão.

O projeto é liderado pela Equipe de Aquisição de Tecnologia Externa da Coca-Cola, que procura e investe em novos ingredientes, materiais de embalagem e tecnologias de produção.
OUTRO DESAFIO

A empresa também criou um desafio em que pede que consumidores ao redor do mundo contem quais são os métodos naturais que usam para adoçar bebidas e alimentos em suas famílias, comunidades e cultura. A companhia vai premiar até cinco participantes com um total de US$ 100 mil, ou seja, cerca de R$ 315 mil.

— Esses dois desafios estão muito enraizados no nosso desejo de fazer as bebidas que nossos consumidores desejam beber, e na nossa vontade de olhar para além das paredes da nossa empresa para inovar em alternativas ao açúcar que nos ajudem a entregar o grande gosto que as pessoas adoram, mas com menos açúcar e menos calorias — explicou o o diretor de inovação da Coca-Cola.

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– O Ouro Verde da Cana Paulista: Tudo se Aproveita!

Cada vez mais a cana-de-açúcar demonstra ser o Ouro Verde (fazendo uma analogia ao petróleo, chamado outrora de Ouro Negro) no mercado agrícola e energético brasileiro. Da cana se produz o álcool, o açúcar, a garapa, a cachaça; do seu bagaço a energia elétrica, também biodiesel, e… pasmem… até água potável.

A Dedini, gigante do setor, está desenvolvendo um equipamento que explora simultaneamente 6 riquezas da cana-de-açúcar.

Abaixo, extraído de:
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/599/a-usina-seis-em-um-dedini-desenvolve-um-equipamento-que-129820-1.htm

A USINA 6 EM 1

A História da Dedini Indústrias de Base é marcada por altos e baixos. Em 1987, a companhia quase fechou as portas por conta da forte retração do setor sucroalcooleiro. De uma hora para outra praticamente todas as encomendas foram canceladas e a direção da Dedini se viu sem recursos para honrar os compromissos. Para escapar da falência, foi preciso vender terrenos e até a divisão siderúrgica, repassada à Belgo Mineira. No final de 2008, o cenário pelo lado da demanda praticamente se repetiu. A crise econômica global fez com que os clientes se retraíssem, causando uma redução de R$ 600 milhões na carteira de pedidos da fabricante de equipamentos, caindo para R$ 2,1 bilhões. A diferença é que a Dedini de hoje em nada lembra a de dez anos atrás. A começar pela estratégia de produção, fortemente diversificada na qual as usinas de etanol respondem por cerca de 45% das vendas totais. Na década de 1980 esse percentual era o dobro. Além disso, em breve sairá do forno um produto que a própria empresa classifica como a usina do futuro. Batizado de Usina Sustentável Dedini, será a arma da companhia para enfrentar uma eventual retração do mercado. Hoje, uma unidade padrão é capaz de gerar produtos como açúcar, etanol, biodiesel (extraído da palha e das folhas da planta) e energia (por meio da queima do bagaço).

A Usina Sustentável produzirá também fertilizante (da mistura de resíduos do processamento) e água para uso industrial e consumo humano. Hoje, este insumo é desperdiçado apesar de cada tonelada de cana ser composta de 70% de água. “A usina do futuro será praticamente autossustentável, com impacto ambiental próximo de zero”, diz Sérgio Leme dos Santos, presidente da Dedini, que assumiu o cargo em janeiro deste ano. O novo modelo de usina está em fase de testes e chegará ao mercado até o final de 2010. Para ampliar a receita, a empresa criou ainda uma divisão de automação. Ela é responsável pela montagem de equipamentos da marca e de outros fabricantes, uma tarefa que antes era entregue a terceiros e que já colabora com uma parcela expressiva do faturamento da Dedini.

Santos, porém, não acredita numa crise profunda para o setor. “A agroindústria vive um período de consolidação e deverá emergir desse processo ainda mais forte”, aposta. “A pressão global para o uso de tecnologias limpas deverá continuar favorecendo os investimentos em combustíveis renováveis, como o etanol.” Além disso, cerca de 95% dos pedidos estão em fase de produção nas cinco fábricas da Dedini e serão entregues até o final do ano. Com isso, a receita deverá se manter no patamar dos R$ 2 bilhões obtidos em 2008. Para especialistas, as perspectivas para o setor são realmente positivas. “O momento atual é delicado mas a expectativa é de que haja uma retomada no médio prazo”, opina Estefan Haddad, sócio- diretor da BDO Trevisan.

Mesmo que as previsões otimistas não se confirmem, a Dedini conta com a diversificação para superar possíveis dificuldades. Sua lista de produtos inclui esteiras para mineração, laminadoras para siderúrgicas, processadoras de biodiesel, usinas para tratamento de água e esgoto, tanques para cerveja e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). A diversificação é resultado de um robusto plano de investimentos que consumiu R$ 300 milhões no período 2005/2008. A tecnologia da Usina Sustentável foi desenvolvida pela equipe composta pelos 20 pesquisadores “da casa”, todos com título de mestre ou doutor, que tiveram o reforço de técnicos ligados a universidades de São Paulo e parceiros globais como a alemã Siemens, a sul-africana Bosch Projects e a americana Rohm and Haas. “Agregamos à nossa linha produtos para os segmentos nos quais poderíamos ser competitivos no cenário brasileiro e internacional”, explica o presidente da Dedini. Mas isso não significa dizer, no entanto, que a área de açúcar e álcool será abandonada. Ao contrário. Esse nicho faz parte do DNA da empresa fundada em Piracicaba (SP) em 1920.

– O CADE proibiu a Ipiranga de comprar a Alesat

“Deu para trás” o bilionário negócio envolvendo a Ultrapar (Ipiranga, Ultragaz, Conectcar) com a aquisição da petrolífera Alesat.

Dada como certa por muitos, o CADE (que regula situações de fusões e volumosas negociações entre empresas afins) recusou o aceite da compra (por 2 bilhões de reais, realizada há mais de 1 ano) pois caracterizaria um negócio de altíssima concentração de mercado.

Extraído de: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/ultrapar-dispara-na-bolsa-com-aquisicao-bilionaria

ULTRAPAR DISPARA NA BOLSA APÓS AQUISIÇÃO BILIONÁRIA

As ações ordinárias da Ultrapar registravam ganhos de 5% na abertura do pregão desta segunda-feira (13).

Com isso, as ações eram negociadas a cerca de R$ 70 reais. No ano, os papéis da companhia acumulam ganhos de quase 16%.

A companhia anunciou que sua subsidiária, a Ipiranga assinou contrato de compra e venda para a aquisição de 100% da Alesat Combustíveis e dos ativos que integram a sua operação (Ale). O valor da aquisição foi de 2,168 bilhões de reais.

Em fato relevante, a empresa informou que o valor a ser pago aos vendedores terá a dedução da dívida líquida da ALE em 31 de dezembro de 2015 e será sujeito a ajustes de capital de giro e endividamento líquido na data do fechamento da transação.

“As partes acordaram ainda a manutenção de conta garantia para pagamento de eventuais passivos ou contingências cujo fato gerador seja anterior ao fechamento da operação”, diz o documento.

O negócio está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além da aprovação pela assembleia-geral de acionistas da Ultrapar. 

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– Você montaria uma franquia de quem?

Tudo é cíclico: quando surgiram as franquias de perfume (como “O Boticário”), elas se espalharam pelo Brasil e deram certo. Depois veio a moda dos chocolates (como “Cacau Show”). Aí tivemos as de sorvetes à base de yogurte e paletas mexicanas (várias e várias). Depois, as de comida japonesa. Agora, a moda é: Hot Dog e mini-Churros!

Já repararam como os principais shoppings de São Paulo estão com carrinhos dessas guloseimas? São novas franquias que nascem e, por enquanto, estão baratas!

Oportunidade aos empreendedores dispostos a arriscar (claro, o aceite ao risco está no conceito do empreendedorismo).

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– Ecologicamente Corretos mas Encalhados?

A preservação do meio ambiente é uma necessidade, correto?

Criar produtos ecologicamente corretos é uma vantagem competitiva, ok?

Responsabilidade ambiental reforça e valoriza a imagem da empresa, certo?

Tudo isso é válido. Entretanto, compartilho uma interessante matéria da Revista Época sobre empresas que buscam mostrar a preocupação com o Verde e que acabaram não conseguindo o destaque que desejavam. Uma atenção maior para o desafio da rede WalMart para com o seu parceiro Johnson & Johnson, além de outros 9 fornecedores, em se tornarem ecologicamente mais corretos.

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI132395-15259,00-FALTA+COMBINAR+COM+O+CONSUMIDOR.html

FALTA COMBINAR COM O CONSUMIDOR

por Alice Ribeiro

As empresas estão fazendo produtos que agridem menos o meio ambiente, sem aumentar o preço. Parece ótimo. Então por que tão pouca gente compra?

Fazia todo o sentido. Quando a Unilever lançou a versão concentrada de seu principal amaciante, em maio de 2008, parecia ter escutado a demanda dos consumidores, que diziam querer comprar produtos mais ecológicos. Com meio litro, o novo produto rende tanto quanto 2 litros da versão convencional. Como a embalagem é menor, economiza 58% de plástico e, consequentemente, usa menos petróleo. Seu processo de produção consome 79% a menos de água. As caixas que o transportam acomodam mais unidades num mesmo espaço, reduzindo em 67% as viagens de caminhões para chegar aos pontos de venda. Mais: o amaciante concentrado é 20% mais barato. Com um belo esforço de comunicação – uma campanha de R$ 32 milhões em dois anos –, era de esperar que a essa altura o novo amaciante já tivesse desbancado o velho. Não foi o que aconteceu. A Unilever não divulga dados sobre vendas, mas um levantamento feito na rede de varejo Walmart mostra que o amaciante tradicional ainda vende 50% a mais que o concentrado. O amaciante da Unilever é apenas um dos casos de produtos criados para explorar o consumo ambientalmente correto. Há empresas que investiram em mudar sabão em pó, chá orgânico, papel higiênico. Sem contar as mudanças de embalagem. Em todos os casos, porém, o resultado tem sido dúbio. Por quê?

Há pouca dúvida de que o mundo enfrenta problemas ambientais sérios. Muitas empresas têm investido em ações responsáveis, seja como forma de economia (usando os recursos de modo mais eficiente), seja pelo apelo de marketing (projetando a imagem de empresa amiga da Terra). Mas a resposta a essas ações é fraca. “A sustentabilidade ainda é algo distante do que vivemos”, afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. Uma pesquisa do Akatu revela que 80% das pessoas dizem valorizar os produtos verdes. Mas só 30% delas concretizam suas intenções no ato da compra. Há uma longa distância entre propósito e ação.

Por um lado, alguns desses produtos ecologicamente melhores exigem mudanças de hábitos de consumo – e isso é um obstáculo. Em outros casos, como o do sabão em pó ecológico da Procter & Gamble, as pessoas resistem porque acham que suas empregadas domésticas não saberão usar o produto da forma correta. O detergente usa 30% menos água que um comum. Sua fórmula faz menos espuma e, assim, dispensa o último enxágue. Mas ele não fez o sucesso esperado. “As empregadas não leem rótulos”, diz a aposentada Cláudia de Vasconcellos Lameiro da Costa. “Não adianta explicar. Elas vão continuar achando que só com espuma se lava direito.”

Um amaciante mais ecológico custa 20% menos.
Mas ainda perde em vendas para o convencional

Em alguns casos, as empresas deixam de apostar em inovações que fariam sentido ecológico. Há dois anos a Natura estuda a criação de uma linha completa (com xampu, condicionador, creme hidratante…) em pó. A solução economizaria água na produção, plástico da embalagem e emissões de gases poluentes no transporte. Os produtos viriam em pequenos sachês para ser diluídos em casa. “O novo produto teria, em média, 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura. Mas o destino do xampu em pó é incerto. A companhia ainda não está segura de que haja público para a invenção. “Precisamos chegar a um mix completo: fórmula testada, marca correta, embalagem e o aval do consumidor.”

Esse aval, de acordo com um levantamento feito no Walmart (leia o quadro) , é tímido. “Ainda estamos no começo de um processo de mudança de hábitos na decisão de compra”, diz Christiane Urioste, diretora de sustentabilidade do Walmart. Um papel higiênico da Kimberly Clark dá uma dimensão do problema. Feito com fibras de papel reciclado obtidas a partir de aparas selecionadas, tem os rolos compactados para caber em uma embalagem menor. Custa em torno de 25% menos que o papel tradicional. Mesmo assim, tem só um quarto das vendas.

Para vencer o apego ao costume, seria necessário um investimento eficiente em marketing. Um estudo feito pela agência de publicidade Euro RSCG mostra que as empresas abusam dos clichês. O levantamento encontrou ursos-polares em anúncios do HSBC, da Philips e dos sorvetes Ben & Jerry. “As imagens usadas confundem as pessoas”, diz Russ Lidstone, presidente da agência. “São projetadas para chamar nossa atenção, mas acabam nos distanciando do problema e nos tornando céticos.”

Mais devastador do que a falta de informação é a informação que não ajuda o consumidor a se orientar. A gente é bombardeada por informações sobre a degradação ambiental do planeta. Difícil é saber como transformar essa preocupação em critérios para discriminar os produtos no supermercado. O que é melhor, um alimento embalado em plástico (teoricamente reciclável), em lata (que se decompõe na natureza) ou em vidro (que pode ser reutilizado)? Não há resposta para isso hoje. s Se você quer economizar energia, procura o selo Procel (um índice elaborado pela Eletrobrás) nos eletrodomésticos. Mas não existe um selo geral para produtos verdes. O resultado? A criação de analfabetos ecológicos. “Recomendamos às marcas que sigam uma abordagem simples de comunicação”, afirma Nicholas Eisenberger, consultor da GreenOrder, especializada em negócios sustentáveis, cujo portfólio de clientes inclui GE e General Motors. Para divulgar seus esforços pró-planeta, as empresas precisam entregar a informação mastigada. Não é o que acontece.

Muitas empresas deixam de comunicar em detalhes suas ações positivas por temer cobranças em outras áreas. Outras, ao contrário, divulgam iniciativas sem nenhuma importância, como se fossem cruciais para a humanidade. Nessa confusão, os cidadãos comuns se perdem. A funcionária pública Roberta Cristina da Silva é um exemplo. Ela viu o comercial da TV do amaciante verde da Unilever e decidiu testá-lo. Gostou. Mas não por ser verde. “Gosto porque tem um cheiro mais forte”, ela diz. “Coloco o mesmo tanto do outro (da embalagem de 2 litros) . Em uma semana já acaba.” Ao consumi-lo da forma errada, Roberta está gastando mais e piorando o impacto ambiental, em vez de melhorá-lo.

A confusão dos consumidores fica clara numa pesquisa sobre 115 empresas encomendada pela revista britânica New Scientist. O levantamento cruzou cerca de 700 indicadores, como gasto de água ou poluição química, para avaliar o desempenho ambiental das companhias e comparou-o com a percepção de 30 mil pessoas sobre elas. Concluiu que há uma enorme lacuna entre a imagem e os fatos. Um dos casos de maior discrepância foi o da rede de supermercados Whole Foods Market. Das 36 empresas do setor listadas pela pesquisa, ela está entre as piores em relação a impacto ambiental, mas é a primeira em boa reputação. A Coca-Cola, ao contrário, tem o segundo menor custo ambiental entre os fabricantes de alimentos e bebidas da amostra, mas não é reconhecida por isso.

80% dos brasileiros dizem que valorizam os produtos ecológicos.
Mas só 30% cumprem isso nas compras

Todos esses dados apontam para uma falha de comunicação das empresas. Não só quanto às informações divulgadas. É preciso que alguém de fora mostre às pessoas que o produto é bom. Aí, entram as certificadoras independentes. A especialista em relações internacionais Marcela Porto Mello é fã de produtos ecológicos. Diz usar produtos sem agrotóxico, que tenham um selo orgânico de renome no mercado. Mas se nega a pagar mais por produtos com origem desconhecida. “Por que vou comprar um café que custa mais caro se não tenho certeza de quão sustentável é? Falta divulgar melhor os produtos. Os selos precisam ter credibilidade.”

Os consumidores de países desenvolvidos são mais preocupados em premiar empresas amigas do meio ambiente. Segundo uma pesquisa dos institutos Market Analysis e Akatu, 34% dos cidadãos de países ricos afirmam comprar de empresas ambientalmente responsáveis. No Brasil, o número cai para 12%. Compreensível. Em nações mais ricas, com educação melhor e bagagem ecológica mais robusta, os consumidores buscam informações sobre as marcas. Se o produto não tem selos, eles entram nos sites das empresas, vasculham sua reputação nas redes sociais, leem relatórios de sustentabilidade, recorrem à mídia.

No Brasil, algumas empresas já sabem que, no futuro, os atributos socioambientais vão ajudar a vender. Desafiados pelo Walmart, dez fornecedores da rede reinventaram e criaram produtos de modo que ficassem mais ecológicos. A convocação aconteceu em outubro de 2008. Hector Nuñez, presidente do Walmart, reuniu companhias parceiras para uma conversa. Durante sua exposição, chacoalhou uma caixinha de Band-Aid: “Nesta embalagem cabem três vezes mais curativos do que tem aqui”. A fabricante, Johnson & Johnson, acatou a provocação. Mudou processos e passou a colocar a mesma quantidade do produto numa caixa com 18% menos matéria-prima. E sem alterar as informações do rótulo. Detalhe: 90% de todo o Band-Aid consumido no mundo é feito no Brasil. Como contrapartida, o Walmart garantiu às empresas que vai dar mais espaço nas prateleiras para seus produtos ecológicos, mesmo com a redução nas embalagens. Ninguém tem dúvidas de que o consumo tende a ficar mais verde. Mas essa tendência só vai se confirmar se combinarem com os consumidores.

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– Fé, Família, Escola e Trabalho para os Hirota!

Muito bacana essa matéria da Revista Veja SP sobre a história do Supermercado Hirota, uma empresa familiar que tem nos quatro pilares citados no título desta postagem as condições fundamentais para os rumos do seu negócio.

Vale a pena conhecer. Compartilho, extraído de Veja SP, ed 31/05/2017, por Paulo Yassuda

EXPANSÃO EM DOIS PALITOS

Com administração familiar, o negócio abriu doze unidades expressas em pouco mais de um ano.

“No Hirota, é olho no olhooo, trazendo qualidade a vocêêê!”, cantarola Francisco Hirota, presidente da rede de supermercados que leva seu sobrenome. “Hirota! Uma família a serviço das famíliaaas!” Entoar todas as manhãs esse hino, ou “grito de guerra”, faz parte da rotina dos 1 600 funcionários da cadeia fundada no Ipiranga em 1972, hoje com quinze unidades na Grande São Paulo — conhecidas por ter como “plus” uma caprichada seleção de produtos orientais, além da cesta básica. 

No ano passado, a empresa criou uma extensão de negócios, Hirota Express, inspirada nas redes de conveniência do Japão. Desde então, surgiram seis estabelecimentos desse tipo. Até o fim de julho, a quantidade deve chegar a doze, ou seja, dobrará. “Vamos alcançar a marca de oitenta casas em quatro anos”, anuncia Hélio Freddi Filho, gerente- geral do novo segmento.

Sempre em pontos com grande circulação de pessoas, a Hirota Express ganhou a primeira unidade na Avenida Paulista em março de 2016, no endereço onde funcionava uma videolocadora, a 2001. Nas gôndolas, encontra-se um pouco de tudo: chocolates, biscoitos, pó de café, iogurte…

Entre os diferenciais está a profusão de guloseimas e pratos prontos orientais, muitos deles de fabricação própria, com direito a micro-ondas para quem quiser aquecê-los, e de quinquilharias da japonesa Daiso, parceira do grupo. “A ideia é ajudar o cliente a fazer uma refeição rápida e saudável”, explica Francisco Hirota.

O negócio é concebido de forma a não engordar os custos de operação. Não mais que quinze funcionários trabalham na loja, e cada ponto demanda um investimento entre 800 000 e 1 milhão de reais. As próximas filiais estão prometidas para a Praça do Patriarca, a Vila Mariana e o Shopping Plaza Sul. A aposta nesse formato é uma

maneira de a rede se reinventar em um momento de mudanças no setor. “Com a crise, teve início um movimento de diminuição do número de hipermercados e houve crescimento da procura por lojas menores e de vizinhança”, diz Álvaro Furtado, do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga).

Por enquanto, a receita do Hirota está dando certo. Somando os dois braços de negócios, a projeção da companhia é que o faturamento chegue a 400 milhões de reais em 2017, ou 11% a mais que em 2016. A empresa começou mirrada, como uma mercearia de 150 metros quadrados na Rua Labatut.

O casal de japoneses Katsumi Hirota e Dália Shumiko deixou a vida apertada na roça no interior do Paraná e arrastou os seis filhos, nos anos 70, até o Ipiranga para tocar uma venda modesta. Pouco a pouco, o negócio foi vingando — e cresceu. De olho no sucesso do clã, o dono do imóvel locado pela família chegou a aumentar o valor do aluguel “em mais de cinco vezes”, lembra Francisco.

Impossibilitados de saldar a conta, os Hirota compraram um terreno não muito longe do ponto original, bem maior, e transferiram para lá a mercearia, que ganhou status de mercado. Para conseguirem pagar as contas durante a implantação, eles utilizaram materiais de segunda mão, e até equipamentos descartados do Pão de Açúcar foram reaproveitados.

Engenheiro formado pela Unicamp, Francisco, o filho número 3 de Katsumi, tomou as rédeas do negócio. “Eu gostava de fazer contas e fui organizando o processo. Como as coisas iam bem, não houve contestação dos meus irmãos”, diz. Mesmo com a expansão, o controle acionário permanece nas mãos dos seis filhos do patriarca, morto em 2010.

Uma espécie de rosa dos ventos, em que se lê “Fé, Família, Escola e Trabalho” e que traduz os valores de Katsumi, precisa estar na ponta da língua dos funcionários. Não à toa, a figura fica pendurada na sala de reuniões e em outros espaços da sede.

Para garantir que nada se desgrude da mente dos colaboradores, palestras são ministradas com frequência, muitas delas pelo padre Antônio de Lima Brito, amigo da família desde a chegada ao Ipiranga.

O religioso fala sobre temas que mesclam autoajuda e espiritualidade. Não, não há divisão entre Igreja e Estado no Hirota. Logo após o hino, aquele que Francisco fez questão de cantar, os gerentes e seus subordinados rezam um Pai Nosso. E a família garante que, além de devota, se mantém unida. Todo ano, seus 21 integrantes fazem questão de viajar juntos. Já decidiram o próximo destino: a Disney World, na Flórida.

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– Grupo Itau-Unibanco é o novo dono das Havaianas

A Alpargatas, empresa dona das Sandálias Havaianas e da marca Osklen, além de ser representante da Mizuno no Brasil, um dia foi da Camargo Corrêa.

Com tantos escândalos da construtora envolvidos na política (entre eles, a Operação Lava Jato), o grupo foi vendido para a J&F (sim, de Joesley e Wesley Batista).

Agora, com os escândalos do conglomerado envolvendo corrupção (repetiu o parágrafo, não é?), a JBS teve que se desfazer da Alpargatas por R$ 3,5 bilhões. Os novos proprietários são a Itaúsa e a Cambuhy (da família Setubal e Moreira Salles, donos do banco Itau-Unibanco).

Imaginaram o potencial de investimento da marca neste momento em que a expansão global das Havaianas é global?

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– Planejamos novas receitas em nossa vida profissional?

Buscamos uma fonte de renda alternativa, independente de nossos empregos?
É isso que essa matéria discute: sobre novos recursos financeiros, independente da demissão do emprego ou se é desejo de incremento.

Muito bom! Compartilho, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/07/1897575-profissional-deve-desenhar-seu-plano-b-no-auge-diz-administrador.shtml

PROFISSIONAL DEVE DESENHAR SEU PLANO B NO AUGE

Por Carolina Muniz

O que fazer logo depois de ser demitido: descansar ou agir rápido? Vale a pena investir o dinheiro da rescisão em um novo negócio? No recém-lançado “Emprego 2.0 – Como Conquistar, Manter e Crescer na Carreira”, o administrador e palestrante Marcelo Simonato, 39, dá um passo a passo de como conquistar uma nova vaga -desde a formulação do currículo até a chegada à empresa. Em entrevista, ele fala sobre como planejar a carreira em tempos de instabilidade.

RAIO-X

Idade 39 anos
Atuação Diretor financeiro da consultoria Everis, palestrante e mentor
Formação Administração de empresas e comércio exterior pela Universidade Paulista; MBA em finanças empresariais pele FGV; e MBA em gestão empresarial pela Lassale University, na Filadélfia (EUA)
Obra “Emprego 2.0 – Como Conquistar, Manter e Crescer na Carreira” (editora Preparando Recursos, 127 págs., R$ 30)*

Folha – Qual é o maior erro que os profissionais costumam cometer ao serem demitidos?
Marcelo Simonato – Um grande equívoco é aproveitar a demissão para tirar um tempo de descanso como recompensa por tantos anos de trabalho. Quando a pessoa sai da empresa, carrega por um curto espaço de tempo o sobrenome da organização, um cartão de visitas que pode abrir portas. Se tirar férias durante esse período, esse sobrenome pode acabar esfriando. Então, assim que a demissão acontece, o primeiro passo é comunicá-la a colegas, clientes e fornecedores. Não é preciso ter vergonha por estar desempregado. Em boa parte dos casos, é exatamente por uma indicação desses contatos que surgem novas oportunidades de trabalho.

Como deve ser a rotina do profissional que está em busca de de uma recolocação?
Ele deve encarar a procura por emprego como um novo projeto na carreira, que requer planejamento e disciplina como qualquer outro. Não estou dizendo que ele tem de ficar 12 horas em frente ao computador. Aliás, isso não é eficaz e gera ainda mais estresse. O mais interessante é ter uma rotina bem definida de trabalho, de cerca de três horas pela manhã e outras três à tarde. No tempo livre, é importante se exercitar e ficar com a família. Afinal, de nada adianta encontrar vagas, mas não estar bem emocionalmente na hora das entrevistas.

Quanto tempo vale procurar antes de aceitar uma posição abaixo das expectativas?
Primeiro, é preciso entender se a nomenclatura do cargo que o profissional ocupava anteriormente é compatível com a realidade atual do mercado. Em alguns casos, a pessoa descobre que era gerente na empresa em que trabalhava, mas hoje já se exige mais dessa posição. Aí, ela tem duas alternativas: ou procura emprego para um cargo inferior ou busca se qualificar para preencher essas lacunas. Se o indivíduo tem reservas financeiras, pode continuar batalhando. Se não, é preciso deixar o ego de lado.

Quando perguntado sobre pretensão salarial, o candidato está com receio de fazer exigências? Como negociar?
Sim, muitos estão aceitando qualquer coisa. O profissional não pode derrubar o valor do seu salário logo de cara. Precisa valorizar sua experiência dentro do que a empresa está buscando. Ele pode dizer que imagina receber um valor próximo ao que ganhava na ocupação anterior, mas está aberto a uma proposta da empresa. Provavelmente, o entrevistador vai dizer que o mercado não está pagando tudo isso. Aí, começa a negociação. Nesse momento, ele não pode focar apenas no salário, mas deve usar também os benefícios para chegar em um acordo mais vantajoso.

Como planejar a carreira para se sentir mais seguro diante das incertezas?
É comum a pessoa ficar desempregada e querer montar um negócio. Ela nunca foi empresária e tenta fazer isso com o último recurso que lhe resta. O que acontece, normalmente, é que a empresa quebra alguns anos depois. Por isso, o indicado é começar uma atividade paralela quando ainda se está na ativa, mesmo no auge da carreira. Escolha uma ocupação que tenha prazer em fazer nas horas livres sem se preocupar em transformar isso na sua fonte principal de renda. Numa situação de desemprego, você já terá um plano B desenvolvido.

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Por Marcelo Justo / Folhapress

– A China fugindo da China?

Sabemos que as empresas produzem na China devido à mão de obra barata. Até pouco tempo, essa m.d.o. era realmente baratíssima! Mas com a globalização, inclusão social, críticas dos Direitos Humanos, o salário mínimo por lá aumentou e está em R$ 766,00; e para os chineses, isso custa caro.

Veja só: leio na Revista Superinteressante deste mês que, devido a esse custo maior, cerca de “2.500 empresas chinesas já estão instaladas na África, em países como Nigéria, África do Sul, Zâmbia, Gana e Etiópia, onde os salários são bem pequenos. Na Etiópia, por exemplo, um operário ganha de US$ 30 a US$ 50 por mês. Eles produzem calçados, roupas, material de construção, eletrodomésticos e até automóveis. É possível que, ao comprar alguma coisa bem barata, vejamos cada vez menos a inscrição ‘Made in China’ e cada vez mais ‘Made in Africa’.”

Os chineses acabarão por dominar o mundo, superando os americanos?

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– Os clubes estão ficando menores que os atletas?

Vi e achei que rende uma boa discussão: alguns clubes de futebol estão perdendo torcedores para admiradores de atletas?

Tudo pelos negócios através do marketing: assim como os clubes têm escudo, jogadores de ponta tem logomarcas!

Veja e reflita: será que os atletas não estão (ou um dia estarão) suplantando os times de futebol (por mais paradoxo que isso possa parecer) através de seus fãs?

Olha alguns exemplos de logos reconhecidas:

– Feliz Dia Comercial dos Namorados

Hoje é Dia dos Namorados, data criada pelo publicitário João Dória para alavancar as vendas que andavam paradas no mês de junho. Enquanto que no exterior o Dia dos Namorados é no Dia de São Valentino (Valentino’s day), aqui é na véspera de Santo Antonio (primeiro se comemora o namoro, depois o “casamenteiro”).

Olha só como comercialmente surgiu a data:

DIA DOS NAMORADOS

Nosso Dia dos Namorados (12 de junho) foi criado para ser uma data comercial, contrariando o tradicional Dia dos Namorados mundo afora (14 de fevereiro). Seu idealizador foi João Dória (pai do apresentador João Dória Jr, atual prefeito de São Paulo), que trabalhava na agência de publicidade Standard, e teve como missão bolar um evento comercial para a rede de lojas Cliper, grande varejista da época, que sempre se queixava das poucas vendas do mês de junho. Aproveitando a véspera do dia de Santo Antonio em 13 de junho, (que tem a fama de ser casamenteiro no Brasil, muito embora não exista essa fama no exterior), criou o slogan: “não é só de beijos que os namorados vivem”. Tal bordão se popularizou, e outras empresas passaram a comercializar com base no dia dos namorados.

A propósito de São Valentino, ele foi um bispo que viveu em Roma e morreu como mártir, pois durante o império de Claudius II, o governante impôs uma lei proibindo o casamento, já que acreditava que soldados solteiros eram mais despojados em combate, pois os casados acabavam pensando em seus familiares e não “renderiam” como desejado. E Valentino, ocultamente, ajudava os casais a celebrarem o Matrimônio. Foi preso e morto cruelmente.
Nesta data, na Inglaterra, é costume os casais trocarem doces. Na Itália, ocorrem jantares românticos. Na Dinamarca, os homens empastam rosas e pétalas e dão um buquê de flores conhecido como “flocos de pétalas”. No Japão, são as mulheres que presenteiam seus parceiros com chocolate. Opa, quero comemorar a data no melhor estilo japônes!!!!!

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– Generoso Vencedor e Generoso Perdedor nas Organizações

Normalmente, em nossas aulas às turmas de Administração de Empresas, falamos muito sobre as qualidades de um líder. E um dos tópicos tratados se tornou matéria de capa da Revista Época desta semana (Ed 817, pg 70-74, por Marcos Coronato), que é a Generosidade dos Chefes.

Mas aqui se fala sobre dois tipos de Generosos: o Vencedor e o Perdedor Organizacional.

Compartilho:

GENEROSO TRIUNFANTE

– tem metas, é ambicioso, sabe o que quer e define um rumo;

– organiza-se, compartilha como forma de trabalhar, não como interrupção ou distração;

– Usa bem o tempo, preservando ele para dedicar a seus interesses profissionais e pessoais;

– Escolhe o que com quem compartilha, em especial sobre os recursos que tenham impacto para o beneficiado; e o faz até para desconhecidos.

GENEROSO ESGOTADO

– é disperso, desvia-se de seus objetivos para ajudar os outros;

– produz pouco ao atender a muitos pedidos, tornando-se improdutivo;

– não controla o tempo e trabalha demais, permitindo que todos invadam seu tempo pessoal;

– Compartilha tudo com todos, atraindo pessoas que tentar extrair vantagem do relacionamento.

E você? Como líder generoso, em qual dos dois modelos você se encaixa?

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– Ambientes de Trabalho Descontraídos

Vejam só: escritório com mesa de sinuca, guitarra e cerveja!

Regalias?

Não, liberdade para pensar e agir! Um modismo positivo.

Veja, extraído de: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/180/noticias/o-preco-da-descontracao

O PREÇO DA DESCONTRAÇÃO

Oferecer benefícios descolados virou moda nas empresas brasileiras, mas isso atrai um tipo específico de profissional. Resta saber se esse é o seu perfil

Mesa de sinuca, guitarra, baixo, bateria, teclado e uma geladeira recheada de cerveja. Poderia ser um bar, mas é um escritório. Poderia estar no Vale do Silício, nos Estados Unidos, mas fica em Salvador, na Bahia.

Na sede do JusBrasil, site de informação na área de direito do trabalho, ninguém anda de terno. Além do kit roqueiro, a empresa oferece jogos eletrônicos e happy hour às sextas-feiras.

“Desde o começo, queríamos que fosse uma empresa com pouca hierarquia, onde os estagiários tivessem acesso aos chefes sem problemas”, diz Rodrigo Barreto, de 30 anos, sócio e diretor financeiro e operacional. “A autonomia é tudo para nós”, afirma Rafael Costa, de 30 anos, CEO da companhia.

A oferta de ambientes descontraídos tornou-se tendência nas empresas de tecnologia no Brasil e costuma despertar o interesse de jovens profissionais. Só em 2012, o arquiteto Edo Rocha, dono de um dos principais escritórios de arquitetura corporativa do Brasil, desenvolveu 26 projetos de escritórios descolados.

Empresas que colocam esse tipo de benefício à disposição do funcionário visam passar a mensagem de que se preocupam com o bem-estar de todos. Mas, conforme esses ambientes se popularizam, cresce a percepção de que nem todo profissional sente-se confortável neles.

A coach Taynã Malaspina, mestre em psicologia social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, investigou em sua dissertação de mestrado quatro grupos distintos de profissionais, sendo um deles de jovens que trabalham em agências de comunicação e empresas de tecnologia. Para esses trabalhadores, o principal valor é a liberdade para pensar e agir.

“Companhias de tecnologia vendem uma possibilidade de autonomia, como personalizar seu horário e tocar seu projeto com independência”, diz Taynã. Mas, se à primeira vista a decoração cria uma atmosfera de liberdade, num segundo momento a sensação provocada é de frustração.

Segundo Taynã, os profissionais se ressentem de não aproveitar os benefícios divertidos. Como resultado, muitos acabam se desapontando e deixando o emprego após um tempo. “A proposta se torna incoerente, e eles preferem sair”, afirma Taynã. “Eles querem trabalhar num lugar onde haja identificação de valores.”

Para uma ex-gerente do Buscapé, site de comparação de preços, produtos e serviços, se não for feito um trabalho com os gestores para que eles estimulem o clima de liberdade, não adianta oferecer opções de descontração.

A sede do Buscapé, em São Paulo, tem pebolim, pingue-pongue, cesta de basquete, redes para descanso e até um boneco de boxe para socar nas horas de estresse. A executiva diz que não regulava sua equipe, mas se lembra de ouvir outros gerentes criticando quando um funcionário deles descansava na rede. “Muitos achavam improdutivo usar a área de descompressão”, afirma a gestora.

Uma das consequências mais comuns dessa política de manter muitos atrativos na empresa é que as pessoas ultrapassam o horário regular do expediente. De acordo com Christian Barbosa, especialista em gestão de tempo e produtividade e fundador da Triad PS, de São Paulo, se por um lado os benefícios trazem felicidade ao escritório, por outro são uma maneira velada de a empresa manter os funcionários por perto.

“O intuito é que isso se traduza em produtividade, o que nem sempre acontece”, diz Christian. “Queremos tirar qualquer impressão do trabalho como um lugar ruim ou hostil. Os profissionais se sentem bem e nem querem sair daqui”, diz Rafael Costa, do JusBrasil.

Ambiente informal, jogos e alimentação saudável amenizam o peso das tarefas e a pressão por resultados e fazem o profissional passar mais tempo no escritório, restringindo as relações pessoais aos colegas da empresa. Quem opta por essa rotina acaba se esquecendo de que a vida não é só trabalho.

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– O ditado dos índios Dakota serve à nossa vida pessoal e profissional!

Boas estratégias não funcionam se não forem bem executadas. A estratégia perfeita pode ser a de “desmontar o cavalo morto”.

Explico essa metáfora com o ótimo artigo (abaixo) que serve para administradores e pessoas que insistem em certos erros,

Extraído de: http://www.jj.com.br/colunistas-1711-murro-em-ponta-de-faca-

MURRO EM PONTA DE FACA

Por Álvaro Zomignani

Ninguém duvida da importância de se estabelecer excelentes estratégias visando à obtenção de um sucesso excepcional, mas há um fator, em geral esquecido e raramente questionado pela falta de sucesso: a execução. A boa execução do plano é a clara força por trás das conquistas.
Apesar dos pequenos empresários serem ótimos na adoção de novas ideias de marketing, não são tão bons para a sua execução. Uma excelente estratégia sem uma boa execução não alcança os resultados desejáveis. A execução ruim é um obstáculo significativo aos negócios, assim como em tudo na vida. Para obter a melhor chance de sucesso, você deve olhar o que está fazendo.
Talvez você esteja utilizando uma estratégia que funcionou, mas que não serve mais para fazê-lo alcançar a zona vermelha 20 metros finais que o jogador tem de correr para marcar o ponto, no futebol americano. É a parte mais difícil de chegar. Apesar da implantação da estratégia ser crucial, esta não é menos importante. Se você implantar um método fraco, mesmo com perfeição, é provável que também não atinja a meta almejada. O objetivo é desenvolver táticas pensadas e planejadas, baseadas em possibilidades reais para o seu negócio. E somente então, implantá-las.
O problema real ocorre quando as empresas tentam executar um plano focado na execução de estratégias ultrapassadas ou pobres. Como dizia um velho ditado, “você pode estar dando murros em ponta de faca”. Os resultados que você procura não mudaram, mas as estratégias que utiliza não são mais eficazes.
Existe um provérbio dos índios Dakota – uma ramificação dos Sioux – que passou de geração para geração: “ao descobrir que estamos cavalgando um cavalo morto, a melhor estratégia é desmontar”. É um bom conselho, mas ignorado, especialmente por aqueles cuja atitude é “sempre fizemos assim”.
Existe uma lista anônima de estratégias (ou planos de negócios) tipo “cavalo morto”, que muitas empresas adotam quando não conseguem obter mais os resultados desejados:

1. Comprar um chicote mais forte.
2. Trocar os cavaleiros.
3. Ameaçar o cavalo, com determinação.
4. Nomear um conselho para estudar o cavalo.
5. Organizar visitas a outras áreas a fim de ver como cavalgam os cavalos mortos.
6. Contratar terceiros para cavalgar o cavalo morto.
7. Aproveitar diversos cavalos mortos ao mesmo tempo para aumentar a velocidade.
8. Fazer um estudo gerenciado, para ver se cavaleiros mais esclarecidos aumentariam a produtividade.
9. Declarar que um cavalo morto possui menor sobrecarga e, por isso, tem um melhor desempenho.

Vale a pena pensar nessa metáfora, não acha?

ÁLVARO ZOMIGNANI é economista, pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), consultor de empresas e diretor da AZ Solution Consultoria Empresarial

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