– Networking: Arte ou Interesseira Relação?

Compartilho texto extremamente inteligente do prof José Reanto Santiago Sátiro, extraído do “Blog do Conhecimento”, a respeito do Networking, tão falado em nossos dias e poucas vezes bem aproveitado.

Vale a pena conferir:

Extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/area_de_conhecimento/_Editorial/A_nobre_e_as_vezes_esquecida_arte_do_Networking_ou_puro_Interesse

A NOBRE, E AS VEZES ESQUECIDA, ARTE DO NETWORKING, OU PURO INTERESSE

Palavra originada justamente de nosso atual tempo onde as tecnologias passaram a fazer parte de nosso dia a dia, o ato de desenvolver networking, no entanto, tem sua origem datada dos primórdios dos tempos de nossa sociedade.

Foi exatamente a necessidade de todo e qualquer ser humano possui de viver em sociedade, em grupo seja qual for seu tamanho, é que sinalizou algo similar a ser feito dentro de nosso ambiente profissional.

A princípio o fato de desenvolvermos relações pessoais interessantes, serve para nos auxiliar a busca por eventuais oportunidades. Sim, pois a lembrança de conversas e trocas de informações nos auxilia a manter em nossa mente, a imagem e nome de pessoas que poderão atender eventuais demandas existentes.

Pode parecer um pouco brusco afirmar, mas a razão principal do networking se fundamenta justamente do interesse. E não há mal algum nisso. Infelizmente, alguns segmentos de nossa sociedade enxergam apenas o significado egoísta que está atrelado a palavra interesse, e que envolve questões de outra natureza.

Ledo engano, pois até mesmo quando nos envolvemos com a pessoa amada, isto apenas ocorre devido a existência do interesse, no caso, pela parceira. O amor envolve interesse…

O interesse, digamos, do mal, que envolve o networking, é quando ele ocorre simplesmente pela necessidade. Quando um dos lados precisa atender a um problema pontual existente, e aí, não é networking, apenas oportunismo, ou melhor, uma mera tentativa.

O efetivo networking existe em cada dia, em nossa rotina, ao longo das mais simples e cotidianas ações que tomamos, desde um simples bom dia, ao bom humor e alegria que emanamos para todos, e até mesmo do compartilhamento de eventuais e futuras oportunidades.

Devemos esquecer, no entanto, que haja algum problema, de haver o interesse nestes atos. É legítimo e justo que ele exista. Chocado?

Pois bem, alguns meses atrás, ao desenvolver um projeto em uma organização, tive contato com uma pessoa que depois de aproximadamente alguns dias, teve que se afastar por questões médicas, para se submeter a uma cirurgia contra um câncer.

Muito possivelmente, ela não voltaria mais a organização, tão severa parecia ser a cirurgia. Como é um hábito na minha família, sobretudo com o meu pai, que reza um terço para cada um de seus amigos e parentes (pode acreditar!!), comprei um terço para ela, e pedi que a entregassem, tendo como único objetivo, servir de uma lembrança e sinal de que haveria alguém, mesmo não próximo, torcendo por ela.

De longe, fiquei sabendo da evolução de seu tratamento, e esta semana, fui presenteado com um afetuoso abraço dela, que “voltou ao batente”, devidamente curada. Sim, quero sempre receber gestos como este, na verdade estas coisas é que me mantem forte, são meus combustíveis, é por meu interesse.

Resultado de imagem para networking

Extraído de: https://www.pieceofpaper.com.br/produtos/ima-de-geladeira-porta-copos-eu-crio/

– O Paradoxo Pepsi.

Já faz muito tempo que vejo pela Web afora alguns vídeos como esse, do link abaixo: começa falando que nos testes cegos, a pessoa prefere Pepsi do que Coca-Cola, e depois fala sobre a importância do nome forte de uma marca.

“Tem” e “não tem razão”. Me parece um pouco exagero de apologia à Pepsi, mas aí são incorporados conceitos mercadológicos interessantes; e depois cai numa “barra forçada”: quem disse, por exemplo, que as pessoas consomem Adidas por conta do Messi, como relatado aqui?

Assista o vídeo, mas tenha suas ressalvas com algumas falas que soam mais como propaganda do que propriamente de estudos, em: https://www.linkedin.com/posts/willianfelix-eletronicaeautomacaoindustrial_lembrei-das-aulas-de-virando-a-chave-com-activity-6875382797142396928-_xRf

Coca ou Pepsi – quem domina o mercado global?

Imagem extraída de: https://cruzferreira.com.br/coca-ou-pepsi-quem-domina-o-mercado-global/

– O que você faz durante crises econômicas?

Sensacional uma declaração do mega-empreendedor Abílio Diniz:

Na crise, existem aqueles que se abatem, sentam no chão e choram; e existem aqueles que fabricam e vendem lenços. Nós somos fabricantes de lenços”.

Pois é. Um misto de vocação, conhecimento e anos de experiência para estar afiado entre os momentos ideais ou não.

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– Red Bull e o produto que “fracassaria”…

Dietrich Mateschitz, empresário com espírito empreendedor extremamente aguçado, um dia quis lançar uma bebida diferente. Nos anos 80, a consultoria americana NDP fez um estudo sobre seu produto e afirmou:

“Nunca um produto esteve tão fadado ao fracasso quanto esse”.

Hoje, Mateschitz é um bilionário austríaco. O produto é o energético Red Bull. E o fracasso não se confirmou, tornando um sucesso de vendas que gira em 4,2 bilhões de latinhas ao ano.

Motociclista, Aviador, Adepto de esportes radicais. Reza a lenda que ele toma 10 latinhas de Red Bull por dia (eu duvido, é muita coisa). Ah: mesmo com quase 80 anos, não repete namoradas em eventos sociais (todas na casa dos 20 anos).

A consultoria errou bem, hein?

Energético Red Bull Tropical Summer Coco 4 Lata 250 Ml | Mercado Livre

Imagem: Divulgação Red Bull

– A Inserção de Veteranos no Mercado de Trabalho: um dilema!

Cada vez mais escuto pessoas se lamentando que “a empresa me acha velho”, ou comentam que foram demitidos e substituídos por jovens “a custo mais barato”.

Um desafio hoje é: como inserir esses profissionais às organizações nos tempos atuais?

Compartilho, extraído da Revista Exame, em: https://exame.abril.com.br/negocios/veteranos-a-nova-fronteira-da-diversidade/

VETERANOS: A NOVA FRONTEIRA DA DIVERSIDADE

Como criar políticas para atrair e reter os melhores veteranos, tal qual as empresas têm feito nos últimos anos para conquistar os jovens profissionais superconectados?

Por Valeria Gladsztein

Com ou sem reforma da previdência, uma coisa é possível prever: vamos trabalhar mais anos. Graças ao aumento da longevidade, melhor qualidade de vida, e um setor de serviços mais pulsante na geração de empregos, um profissional com mais de 60 anos reúne não apenas uma experiência valiosa, mas também energia de sobra para exercer em plenitude suas atividades profissionais.

Esse novo momento impõe novos desafios para as empresas. Como seguir desenvolvendo e atualizando esses talentos por mais tempo? Como criar políticas para atrair e reter os melhores veteranos, tal qual as empresas têm feito nos últimos anos para conquistar os jovens profissionais superconectados – a chamada geração Y?

Não é difícil, atualmente, encontrar pufes, paredes coloridas, mesa de bilhar, e jovens gestores, em escritórios com poucos ou nenhum profissional mais velho. Quem perde com isso? Todos. Os mais jovens que não aprendem com os veteranos. Os veteranos rejeitados pelo mercado. E claro, as empresas que não entenderam ainda que diversidade é um conceito chave para o seu crescimento. Para ter melhores resultados é preciso ter visões abrangentes, competências múltiplas e contribuições de talentos de todas as idades, gêneros e nacionalidades.

As empresas têm de encarar rapidamente um fato: o mundo está envelhecendo. De acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2025, o número de pessoas a partir dos 60 anos deverá aumentar em 15 vezes, enquanto a população total, em apenas cinco. Nesse cenário, terão sucesso as empresas que souberem aproveitar ao máximo o potencial e conhecimento que os veteranos trazem às empresas.

Abrir as portas para profissionais mais velhos e mantê-los no quadro de funcionários traz dois desafios para as empresas. O primeiro é desenvolver novas habilidades como a digitalização, nos “não nativos digitais”. O segundo é cultural: transformar conflitos geracionais em encontros.

Aqui na Henkel buscamos endereçar as duas questões com o programa “Mentoria Reversa”, no qual são formadas duplas em que um profissional mais jovem ensina digitalização para outro mais experiente. O projeto implementado em 17 países, incluindo o Brasil, mata dois coelhos numa cajadada só. Primeiro é desenvolvimento de competências e digitalização. Em segundo lugar, criamos pontes onde haviam muros culturais. Hierarquias são flexibilizadas e todos aprendem que sempre há o que aprender, não importa se você é o estagiário ou o CEO da companhia.

Uma empresa familiar com 140 anos sabe muito bem que conhecimento e valores são passados de geração para geração. Agora, estamos aprendendo que o saber é transversal e o importante é aprender sempre e com todos.

*Este artigo é de autoria de Valeria Gladsztein, Diretora de Recursos Humanos da Henkel para América do Sul, e não representa necessariamente a opinião da revista

Imagem extraída de: http://sindilurb.com.br/rh-que-aprende-jul-2018-multiplas-geracoes-no-ambiente-de-trabalho/

– A empatia em gestos simples.

Leio no Ecoa (em matéria reproduzida pelo UOL, conforme citação na figura abaixo) que na Holanda um supermercado criou caixas para ficarem conversando com idosos. Sensacional!

Um dos males que maltratam os “nossos velhinhos” é a solidão. A necessidade de conversar é perceptível, e tal simpática iniciativa merece todos os aplausos.

E quem / quando se fará algo igual aqui no Brasil?

– BY: o sucessor do Fusca!

Dias atrás, a Volkswagen resolveu mostrar um dos seus segredos com mais de 30 anos: o projeto (abortado) do sucessor do fusca no Brasil, um automóvel pequeno e barato – mais moderno do que o antecessor – e que levou o nome de projeto BY.

Abaixo, a matéria da Revista Motor1.com, mostrando esse “mini-Gol”. Mas não parece um Uno da Volks? Com a união estratégica junto à Ford, formando a Autolatina, desistiu-se da ideia.

Em: https://motor1.uol.com.br/news/385161/vw-by-subcompacto-abaixo-do-gol/

VW MOSTRA O BY, PROJETO DE SUB-GOL DOS ANOS 1980

Se você é leitor assíduo do Motor1.com certamente já ouviu falar do VW BY. Trata-se de um projeto de carro de entrada para ficar abaixo do Gol, que apresentamos numa reportagem sobre “carros natimortos”, ou seja, que morreram antes mesmo de chegar às lojas. Pois não é que, mais de 30 anos depois, a própria Volkswagen resolveu mostrar o carrinho? Ele é uma das estrelas do Garagem VW, um acervo que a marca preparou dentro de um galpão da própria fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP).

Por conta do balanço traseiro curto, o porta-malas era sacrificado em relação ao do Gol. Mas a VW então criou duas soluções para preservar o espaço de bagagens: banco traseiro corrediço, que seria aplicado no Fox em 2003, e suspensão traseira do Voyage de exportação para os EUA (chamado de Fox por lá), que tinha pontos de ancoragem diferentes do Gol, justamente para não invadir o compartimento de carga.

Esses pontos, porém, fizeram o projeto ficar um tanto caro de produzir (ainda mais em se tratando de um carro de entrada) e, fora isso, o design desproporcional (devido ao uso do motor AP-1.600 da família BX (Gol, Voyage, Parati e Saveiro CS) se somou aos fatores que fizeram o BY “subir no telhado”. E entrar para a história dos natimortos…

vw-by

Por: Daniel Messeder, extraído de: https://motor1.uol.com.br/news/385161/vw-by-subcompacto-abaixo-do-gol/

– Obsolescência Programada e a Cultura dos Descartáveis.

Foi há 5 anos, mas é atual…

Já reparou que muitos equipamentos possuem vida útil sugerida pelos fabricantes e não duram mais do que isso?

Computadores, de fato, são exemplos reais. Celulares e TVs também. É a cultura do descartável, pois se o produto durar muito tempo, a indústria não vende outro. Claro que aqui se implica a questão da atualização, renovação, nova tecnologia, etc.

No entanto, na França, o Governo local está de olho em quem força o produto para que ele seja obsoleto antes de um tempo razoável.

Abaixo, extraído de: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/41212/franca+vai+multar+em+ate+r$+1+mi+empresas+que+fizerem+produtos+programados+para+quebrar.shtml

FRANÇA VAI MULTAR EM ATÉ R$ 1 MI EMPRESAS QUE FIZEREM PRODUTOS ‘PROGRAMADOS PARA QUEBRAR’

Não é teoria da conspiração: a “obsolescência programada”, técnica que limita a vida útil de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, é um recurso real muito usado pelo setor industrial para forçar consumidores a comprar novos produtos. É o caso das máquinas de lavar de três anos que quebram, enquanto as de 30 anos continuam funcionando normalmente.

Para lutar contra esta prática, a França aprovou recentemente uma lei que pune a obsolescência programada com multas de até € 300 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) para as empresas e penas de até dois anos de prisão para os responsáveis.

A medida faz parte do projeto de lei da transição energética, que tem como objetivo diminuir as taxas de poluição no país. Segundo o documento, estão comprometidas “todas as técnicas pelas quais uma empresa visa, através da concepção do produto, diminuir “propositalmente” a duração da vida útil ou da utilização potencial de tal produto para aumentar sua taxa de substituição. Estas técnicas podem incluir a introdução voluntária de um defeito, fragilidade, paralisação programada ou prematura, limitação técnica, impossibilidade de reparação ou não compatibilidade”.

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A iniciativa, até então inédita na Europa, foi uma vitória para ativistas franceses que lutavam pelo reconhecimento da lei desde 2013. Para a associação France Nature Environnement (FNE), é “um forte sinal político enviado aos fabricantes, aos distribuidores e aos cidadãos”, segundo disse à imprensa local Agnès Banaszuk, representante da FNE.

O problema agora é conseguir provar quando um produto foi intencionalmente modificado para quebrar depois de alguns meses ou anos de uso. A palavra “propositalmente” inscrita no texto gerou críticas por ser aberta a interpretações e também porque pressupõe que o consumidor forneça provas da intenção do fabricante.

Ainda não está claro como será feita a avaliação dos aparelhos, já que a lei foi recentemente aprovada e ainda não houve nenhum caso formalmente aberto.

Saiba como descartar corretamente TV de tubo - Organics News Brasil

Imagem extraída de: https://organicsnewsbrasil.com.br/meio-ambiente/educacao-reciclagem/saiba-como-descartar-corretamente-tv-de-tubo/ (foto: Nelson Coelho/ Diário SP)

– E a holding do Facebook, a Meta?

Uma estratégia para mudar o foco das críticas feitas na última semana, somando-se os fatores de oportunidade: o Facebook (juntamente com suas outras redes sociais) passará a ser administrado pela Meta, a empresa criada para melhor gerenciá-lo.

Junto à nova organização, mais investimentos em Realidade Virtual e Realidade Aumentada, a fim de começar uma “Nova Internet” – por isso a alusão ao nome “Metaverso”.

O que virá de tão moderno, não? Se você assistiu ao filme “Jogador número 1”, é aquela impressão que se dá! Ou um “Second Life” melhorado (lembram dele)?

Meta Quest é o novo nome do óculos de realidade virtual do Facebook

Foto extraída de: mundoconectado.com.br. Créditos: Reprodução / Willian Ferreira

– 5 passos para se observar com Compliance.

Falar sobre Compliance está na moda. E isso é muito bom!

A ética, a transparência e outras benesses sobre isso, de forma bem didática, no texto extraído de: https://jrsantiagojr.medium.com/compliance-sua-importância-e-causas-pétreas-fc3697363aec

COMPLIANCE: IMPORTÂNCIA, CAUSAS E SUAS CLÁUSULAS PÉTREAS

por José Renato Sátiro Santiago

Originário do inglês “to comply” a palavra compliance possui como um dos seus significados mais comuns, estar em conformidade. No mundo corporativo sua efetividade está relacionada com proporcionar maior segurança e minimizar riscos de instituições e empresas, ao garantir o pleno cumprimento dos atos, regimentos, normas, leis, internas ou externas, não apenas nas relações existentes entre seus colaboradores, mas, principalmente, junto aos quaisquer stakeholders externos. Cientes da extrema relevância do assunto, as empresas costumam colocar o compliance como um dos pilares de sustentação de seus negócios, sobretudo quando as pautas da ética, integridade e transparência são as suas bandeiras.

Não é por mero acaso que o compliance tem sido muito discutido e se tornado uma pauta muito presente nas atividades desenvolvidas em uma organização. Embora não haja uma receita pronta, uma vez que padrões de ética, integridade e transparência podem variar muito de uma empresa para outra, é de entendimento comum sobre o quanto alguns atos e/ou ações representam violações redundantes ao que costumamos chamar de “espírito” do compliance. Elas são carimbadas como se fossem agressões às suas causas pétreas. Para elas, não cabe discussão, sequer dúvida, a não ser, obviamente, para aqueles que têm a intenção de fazer análises muito particulares e, algumas vezes, pouco republicanas. Longe de ter a intenção de preparar uma lista definitiva, a seguir, são pontuadas algumas delas:

1. Qualquer atividade que componha o processo de contratação de produtos e/ou serviços deve ser devidamente registrada e realizada dentro do ambiente corporativo na presença de representantes oficiais das organizações envolvidas;

2. Caso haja qualquer relação de parentesco entre profissionais que atuem em empresas envolvidas em qualquer tipo de atividade desenvolvida em conjunto, a sua existência deve se explicitada e registrada de maneira formal para ambas as organizações;

3. É proibitiva a realização de qualquer encontro fora do ambiente corporativo com a participação de funcionários que atuam em empresas presentes em segmentos similares e/ou com as quais é possível existir qualquer tipo de relação comercial, a não ser que o mesmo seja informado previamente para os superiores imediatos e/ou para as áreas devidas das organizações envolvidas, e, ainda assim, devidamente aprovado e registrado explicitamente;

4. É impeditivo receber quaisquer benesses devida por conta da posição e/ou cargo ocupado pelo profissional na empresa, a não ser como exceção, devidamente explicitada previamente, quando o valor do “mimo” seja irrisório, o que é subjetivo de uma empresa para a outra, e que, ainda assim, seja ofertado de maneira pública para todos os profissionais envolvidos, sempre devidamente registrado de forma explícita;

5. A mera ocorrência de qualquer um desacordo com as questões acima pontuadas já torna impeditiva a participação dos envolvidos em ações futuras com as organizações envolvidas, sendo passível, inclusive, de imediato desligamento de acordo com as regras de compliance adotadas pelas empresas em questão.

A linha de conduta que costuma nortear as regras de compliance está relacionada com bom senso no que diz garantir o pleno hasteamento das três bandeiras, já citadas anteriormente, ética, integridade e transparência. No entanto, como bom senso, infelizmente, tende a ter uma maleabilidade assustadora para alguns, a dureza se faz necessária como forma de evidenciar quando a quebra ocorrer.

– O sucesso da Amazon Logistic é a inspiração para o Magazine Luiza?

De 0,2% a 20% de tudo o que se entrega nos Estados Unidos: essa é a fatia de mercado obtida pela empresa de logística da Amazon, em 7 anos.

A ideia é: ao invés de terceirizar a entrega, a gigante optou por uma própria distribuidora, priorizando os produtos que vende e reduzindo custos. Em tese, é justamente isso que a Magalu quer fazer ao demonstrar interesse na aquisição dos Correios, caso a instituição seja privatizada.

Abaixo, extraído de: https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2021/10/amazon-ultrapassa-fedex-e-e-o-terceiro-maior-servico-de-entregas-nos-eua.html

AMAZON ULTRAPASSA FEDEX E É O TERCEIRO MAIOR SERVIÇO DE ENTREGAS DOS EUA

Com sua divisão de entregas, a gigante do e-commerce fica apenas atrás do UPS e do Serviço Postal dos Estados Unidos

Em 2014, a Amazon realizou uma média de 0,2% de todas as entregas nos Estados Unidos. Hoje, a empresa é responsável por um quinto do mercado e ocupa a terceira colocação no ranking de serviços de correio, ultrapassando o FedEx e ficando atrás apenas do UPS e do Serviço Postal dos Estados Unidos. Os dados são da empresa de logística Pitney Bowes.

Em seus primeiros anos de operação, a Amazon costumava depender de outras companhias, como a própria FedEx e a UPS, para a entrega de remessas. Isso mudou em 2013, quando gigante de Jeff Bezos passou por uma temporada natalina desastrosa, com atrasos generalizados causados pela sobrecarga dos serviços postais americanos.

Naquele ano, a empresa decidiu investir em um centro próprio de distribuição e infraestrutura para entrega. Desde então, vem substituindo cada vez mais a operação terceirizada por uma logística própria.

Atualmente, a divisão de entrega da Amazon (Amazon Logistics) atende dois terços da demanda de seu e-commerce. E o investimento não para, com a compra de aviões de carga, inauguração de instalações de manuseio e contratação de novos motoristas e funcionários em depósitos.

O foco tem sido a entrega de pacotes vendidos pela própria Amazon, mas seu crescimento explosivo indica uma possível entrada no mercado de courier. Segundo o site Quartz, especialistas do Morgan Stanley acreditam que ela lançará nos próximos meses um serviço próprio nos Estados Unidos, pressionando o segmento a adotar entregas rápidas, assim como fez a companhia criada por Jeff Bezos.

Assim, a gigante do comércio poderá oferecer seu serviço para outras empresas, o que deve alavancar bilhões de dólares em investimentos internos em logística.

Em termos de receita, a Amazon Logistics ainda não conseguiu alcançar seus rivais. Ela coleta cerca de US$ 4,28 para cada pacote que entrega, em comparação ao valor de US$ 12,19 do UPS e US$ 17,95 do FedEx, de acordo com a análise do Quartz.

Essa realidade, no entanto, pode mudar, já que a divisão é subsidiada pela própria Amazon, permitindo que os preços sejam mais baixos para si própria e mais altos para clientes externos, o que gera mais lucros.

– Compare o “custo Vietnã” com o “custo Brasil”.

Um dos “novos tigres asiáticos”, o Vietnã, que vive no regime socialista igualmente controlador como o de Pequim (e também ditatorial), crescia de maneira impressionante antes da pandemia.

Cada vez mais vemos grandes empresas produzindo nos países asiáticos. A China é o exemplo-mor, mas outras localidades onde a população paupérrima é abundante têm se destacado, como o já citado Vietnã.

Segundo a Revista Istoé Dinheiro (ed 680, pg 75-78 por Roberta Namour), alguns dados da relação trabalhista por lá (lembre-se: são dados de 2 anos, antes da Covid, mas que nos permitem uma reflexão):

– Trabalhadores labutam 12 horas diárias, de segunda a sábado;

– 30 minutos é o intervalo para o almoço;

– 7 dias de férias por ano;

– Crianças têm plena permissão para trabalhar nas indústrias;

– Média salarial de US$ 40.00 mensais. 

Dá para concorrer com eles? Ainda, na matéria: uma calça jeans de marca de grife  produzida por lá, custa 5.00 dólares! E é revendida, nos países desenvolvidos, por US$ 40.00…

– Libertadores e Sulamericana: a divisão “prime” do Campeonato Brasileiro? O que fazer?

As duas competições continentais organizadas pela Conmebol serão decididas por quatro brasileiros: Palmeiras x Flamengo (Libertadores) e Red Bull Bragantino x Athletico (Sulamericana). A 1a, por gigantes tradicionais; a 2a, por clubes emergentes com gestão profissional.

Considere que:

1. Nas duas competições, os clubes argentinos não chegaram nem nas semi-finais.

2. De 2017 pra cá, tirando River x Boca decidido na Espanha (2018), só tivemos clubes brasileiros campeões da Libertadores.

A Conmebol receberá queixas / sugestões dos demais países membros para que isso seja mudado, como evitar finais com clubes do mesmo país (artifício utilizado por alguns anos)? Ou a incorporação de times mexicanos e norte-americanos, em acordo com a Concacaf, para internacionalizar ainda mais o torneio, ao invés de somente disputarem os da América do Sul?

Trazendo para o cenário nacional, pelo Campeonato Brasileiro, teremos 9 vagas para a Libertadores e 6 para a Sulamericana em 2022. Ou seja, dos 20 times, do 1º ao 15º classificam-se para competições internacionais, o 16º fica “chupando o dedo” e do 17º ao 20º caem de divisão. Não está complicado, vulgarizando a disputa? Na prática, 75% dos times da série A automaticamente estarão num torneio da Conmebol.

Nós sabemos que o poderio financeiro do nosso país, se comparado aos vizinhos, é maior. Que a pandemia trouxe mais miséria para as nações que já eram pobres e que o abismo social cresceu ainda mais. Embora eu defenda sempre a meritocracia, talvez, esportivamente falando, não há de se fazer algo para que a Libertadores não seja uma “divisão prime” do Brasileirão, acima da série A?

Em tempo: com tudo isso, para internacionalizar as competições, árbitros brasileiros ficam alijados desses jogos… Nenhum deles apitou pela Libertadores ou pela Sulamericana nesses últimos tempos, a fim de que juízes de outros países possam representar nações diferentes do que o Brasil em campo.

– Você sabe quais são os grandes desafios dentro das corporações?

Compartilho ótimo artigo do professor José Renato S. Santiago, de grande valia para Administradores de Empresas, a respeito de desafios nas organizações!

Abaixo, enviado pelo próprio Professor e Consultor, sobre o propósito do tema:

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Ao ato de medirmos forças diante algum obstáculo, chamamos de desafio. Estando envolvido em tantos projetos e iniciativas em organizações de diversos tamanhos e presentes em diferentes segmentos de atuação, venho compartilhar meu artigo mais recente.

Baseada em pesquisa elaborada junto a quase centenas de colegas e parceiros de trabalho, elenco aqueles que foram indicados com sendo os maiores desafios corporativos. O resultado desse trabalho também gerou a palestra e o livro que serão lançados dentro das próximas semanas.

www.jrsantiago.com.br

OS MAIORES DESAFIOS CORPORATIVOS

Algo sem dúvida alguma de caráter transitório, ainda mais nos dias atuais, ao ato de medir força diante determinado obstáculo se dá o nome de ‘desafiar’. A cada momento estamos sempre diante de um novo e mesmo que algum mais antigo ainda esteja vigente, o constante anseio por caminhar, em qualquer das estradas que tenhamos escolhido, nos faz ter a convicção que sempre os teremos. Ah, os desafios!!! Esta compulsoriedade é, justamente, o que nos mantém ‘no jogo’, ativos para que possamos olhar o que vem pela frente não como algo impeditivo, mas sim como aquilo que uma vez vencido irá nos impulsionar para próximos objetivos.

Somos maiores que os nossos sonhos e por isso mesmo capazes de alcançá-los com a intensidade que quisermos. No entanto, o dinamismo com o qual as coisas acontecem fazem com que as mudanças nos abrace de tal forma, que nossas vontades se transformam em desafios e, às vezes, eles em coisas tão efêmeras que chegamos a nos chocar em acreditar que alguma vez tenhamos apostado tantas fichas em alcançá-los.

A árdua, e ao mesmo tempo, prazerosa rotina que tenho desenvolvido ao longo dos últimos anos em organizações de diversos tamanhos atuantes em distintos segmentos e áreas de atuação me permitiu desenvolver uma interessante pesquisa junto a profissionais de vários níveis hierárquicos e possuidores de diferentes competências e conhecimentos, quer sejam eles, tácitos ou explicitos. A análise dos dados obtidos me possibilitou identificar aqueles que são considerados os maiores desafios corporativos:

1.COMPORTAMENTO CORPORATIVO

Conviver em um ambiente onde as pessoas parecem valer mais pelo que mostram ser do que realmente pelo que se predispõem a fazer, isto é, serem elementos de transformação que geram valor a qualquer atividade;

2.ESTRATÉGIA

Estabelecer a melhor forma, de acordo com os recursos que nos são oferecidos,  para caminhar ao longo da trajetória escolhida tendo sempre em vista alcançar os objetivos almejados e atender às expectativas vigentes durante cada momento;

3.GESTÃO DE PESSOAS

Desenvolver métodos e/ou modos de agir que potencializem alcançar o que de  melhor podemos esperar das relações com as pessoas, quer seja do ponto de vista da formação humana bem como das interações sociais e do trabalho;

4.GESTÃO DE PROJETOS

Adotar um modelo mental que permita gerirmos quaisquer de nossas atividades como uma sequência de ações a serem desenvolvidas por certo período de tempo tendo como objetivo atender metas e objetivos pré estabelecidos;

5.GESTÃO DO CONHECIMENTO

Gerir um processo de transformação de dados obtidos em informações, que uma vez contextualizadas permitam construir conhecimentos a serem disseminados, compartilhados e utilizados como combustível de crescimento e perpetuação;

6.INOVAÇÃO

Inserir o ‘tornar novo’ em nosso dia a dia, não simplesmente por conta de seu ineditismo, mas como forma de garantirmos nossa fortaleza diante qualquer cenário corporativo que venhamos a nos deparar no momento atual e futuro;

7.INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Compreender a melhor forma de investirmos em nossas emoções de forma a utilizá-las sempre de maneira propositiva, construindo o melhor que podemos ser para cada momento, sem que, no entanto, estejamos perdendo o que somos;

8.LIÇÕES APRENDIDAS

Considerar e/ou adotar todo o arcabouço de conhecimentos obtidos por conta de experiências vividas, como forma de potencializar a perpetuação das melhores práticas já desenvolvidas, bem como a prevenção da repetição de infortúnios;

9.NETWORKING

Desenvolver ações e regras tácitas que garantam a existência de uma rede perene de relacionamentos fundamentada na construção de objetivos comuns distantes daqueles baesados em necessidades pontuais de mão única;

  1. RESILIÊNCIA CORPORATIVA

Criar uma estrutura, em outras palavras uma ‘casca’, que nos permita, ainda que submetidos a situações de exceção e de intensidade extrema, mantermos firmes em nossos mais enraizados propósitos, valores e crenças.

Por conta da forma tão dinâmica, com frequentes mudanças, como o mundo corporativo tende a ser portar, a indicação de quaisquer desafios como sendo ‘os maiores’ tem como objetivo único tão somente provocar em cada um de nós uma incomoda cisma de que sempre haverá outro ainda maior que jamais estará presente em qualquer lista. Como bem sabemos o maior obstáculo a ser enfrentado, sempre será o próximo, uma vez que é nele que teremos sempre que manter o foco. A regra tácita que nos diz ser tão importante manter ‘um passo de cada vez’ não é simplesmente uma questão de estratégia mas sim de uma dura e sempre desafiadora realidade onde vivemos.

– A Bic e seu Folclore

Sou do tempo em que não existiam grandes fabricantes de caneta no Brasil. A Bic reinava absoluta, tendo como concorrentes que não incomodavam: Compactor e Faber Castell. Ah, e a Pilot, mas essa era de outro segmento.

Hoje, a Bic continua forte, mas não tanto quanto nos anos 80. Há um sem-número de marcas, principalmente as chinesas. Porém, lendo a Revista Época Negócios, ed Setembro, pg 34, vejo um “hino de louvor à marca”. Há 30 anos, seria atual. Agora, parece uma propaganda, com certo exagero. Mas vale a curiosidade! Abaixo:

TODO MUNDO TEM UMA BIC

A Bic produz 730 milhões de canetas por ano do Brasil. Mas você nunca comprou nenhuma, né? Elas aparecem na sua gaveta

por Raquel Salgado

O francês Marcel Bich não inventou a caneta esferográfica. Mas a tornou-a famosa. Ele comprou a patente de um húngaro e lançou a Bic Cristal em 1951. O produto chegou ao Brasil em 1956 e logo tornou-se um fenômeno de vendas. Virou também campeão das lendas urbanas. Uma delas diz que a tinta nunca acaba: ”se você perde uma, aparece uma dúzia na sua gaveta”. Há quem diga até que a Bic é uma sonda espacial. Uma caneta lendária, como se vê.

CURIOSIDADE: a tinta é feita de corantes reativos do ferro (para a cor azul) e do carbono (para o ferro) misturados a solventes e resinas, aquecidos numa grande caldeira até a temperatura de 70oC. A quantidade de tinta é suficiente para fazer um traçado de 2 km.

– A Gol Linhas Aéreas e os carros voadores.

Eu não acredito muito, a curto e médio prazo, nos “carros voadores”. Ouve-se e lê-se que a Hyundai estaria na frente no desenvolvimento deles. Outras empresas, grandes e modernas como ela, também estão investindo.

Aqui no Brasil, surge a notícia que até 2025 a Gol quer prestar serviço a seus clientes com esses veículos. Será que se concretizará? Quem fiscalizará? Haverá congestionamento nos céus?

Extraído de: https://exame-com.cdn.ampproject.org/c/s/exame.com/negocios/gol-carro-voador-eletrico-uber/

GOL TERÁ CARRO VOADOR PARA DISPENSAR UBER

Companhia encomendou 250 eVTOL para facilitar (e baratear) acesso dos grandes centros urbanos até aeroportos

Por Gabriel Aguiar.

No que depender da Gol Linhas Aéreas, nenhum passageiro ficará irritado com a demora da Uber para aceitar corridas até o aeroporto. Isso porque a companhia – junto ao Grupo Comporte, que pertence à família Constantino – fechou acordo de intenção para receber 250 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL). Se tudo der certo, o plano será colocado em prática na metade de 2025.

Tudo bem que o Vertical VA-X4 eVTOL está em processo de certificação dos órgãos reguladores. Só que o modelo britânico foi escolhido justamente por estar mais avançado neste processo. E olha que parece tecnologia do futuro: o equipamento elétrico tem alcance de 160 km e velocidade máxima de 320 km/h. Para desespero dos helicópteros, também produz 100 vezes menos ruídos nos voos de cruzeiro.

“Para quem está no chão, o barulho do eVTOL é praticamente o mesmo de uma geladeira na cozinha. E, por conta da tecnologia, quase não precisa de manutenção e reduz os custos de operação em 80%”, diz Felipe Campos, Chefe Técnico da Avolon, empresa irlandesa que fornecerá as aeronaves à Gol. Por isso, não é exagero dizer que a companhia quer substituir (e democratizar) o serviço dos helicópteros.

Com capacidade para apenas quatro passageiros, além de um piloto, o Vertical VA-X4 eVTOL não serve para os planos de regionalização e capilarização da malha aérea. Em vez disso, a ideia é transportar os passageiros desde grandes centros urbanos até os aeroportos – e vice-versa. Mas a própria Gol admite que novas frentes de negócio poderão surgir, como transporte de encomendas e aeromédicos.

“As possibilidades vão muito além dos passageiros e dependem da criatividade do grupo. Mas essa não é uma decisão que cabe a nós e sim ao Grupo Comporte. Atualmente, nosso empenho é para tornar o projeto viável. Como o business plan ainda será estudado, é cedo para dizer se realmente apostaremos em outros serviços”, diz Sérgio Quito, chairman do Conselho de Segurança Operacional da Gol.

Em meio a tantos mistérios, a companhia aérea não cravou qual será o cronograma de implementação das aeronaves elétricas na frota – e tudo será feito de maneira conservadora e sustentável, de acordo com Quito. Mas, se as previsões do conselheiro estiverem certas (afinal, é ele quem está à frente desse projeto), a empresa poderá receber até dez unidades logo no primeiro ano de implementação.

Claro que esse ainda é um projeto em desenvolvimento e, por isso mesmo, serão produzidas somente 50 unidades em 2024, que devem passar a 250 unidades no ano seguinte e chegar às 1.000 aeronaves feitas em 2026. “Não é loucura pensar que a Gol pode ser a primeira empresa do mundo a voar com o novo Vertical VA-X4 eVTOL, já que estão desde o começo de todo o processo”, afirma Campos.

Se ainda há um longo caminho para as aeronaves elétricas realmente se tornarem realidade a clientes no mercado brasileiro, pelo menos já há preocupações para adaptar a infraestrutura. No caso do Novo Aeroporto de São Paulo, projeto tocado pelo Grupo CCR, haverá planejamento para receber o eVTOL. Afinal, a Gol não é a única interessada nisso: a Azul anunciou um plano semelhante em agosto.

– Inteligência competitiva como estratégia na concorrência.

Baseada na tradicional análise de Força / Fraqueza e Oportunidades / Ameaças, a Inteligência Competitiva ajuda a antecipar tendências do mercado.

Compartilho, extraído de Folha de São Paulo, ed 20/08/2017, Caderno Sobretudo, Pg 5

PROFISSIONAIS USAM TÁTICAS EMPRESARIAIS PARA SE ANTECIPAR AO MERCADO

Por Anna Rangel

Gerir a própria carreira como se fosse uma empresa -e passar a monitorar o mercado e os concorrentes- pode ser uma boa estratégia para um profissional se destacar no mercado de trabalho.

A tática é baseada na “inteligência competitiva”, metodologia adotada pelas organizações na qual são coletadas informações públicas, como demonstrações financeiras e tendências de mercado, que ajudam na tomada de decisões, como por exemplo a de lançar um produto.

Para o profissional, o primeiro passo é simples: ele pode fazer uma lista das suas prioridades. “Basta colocar as oportunidades e os possíveis problemas, como uma nova tecnologia ou a automação de parte das suas funções, e os seus pontos fortes e suas fraquezas”, ensina Alfredo Passos, especialista em inteligência empresarial.

Assim, fica mais fácil a pessoa se comparar com seus pares e observar se e quando vale investir em algum outro idioma, em um curso livre ou em um mestrado profissional.

Essa análise é chamada de Matriz Fofa (veja abaixo), acrônimo para “forças, oportunidades, fraquezas e ameaças”, e é uma das mais usadas nas empresas.

A especialista em marketing Carolline Volpato, 21, criou um plano de guerra parecido com a Fofa ao largar a faculdade e começar a investir, mesmo sem qualificação formal, em sua nova área.

“Por pressão da família, fui estudar química. Mas, ao ver uma palestra sobre marketing, decidi que era hora de correr atrás da minha vocação. Procurei o palestrante, pedi para acompanhá-lo por uma semana e logo depois ele me deu uma oportunidade.

  Bruno Santos/ Folhapress  
SAO PAULO, SP, BRASIL, 17-08-2017: O Carreiras dessa semana vai mostrar como aplicar conceitos de inteligencia competitiva (observacao de concorrencia, mapeamento de mercado etc). Na foto a coordenadora de marketing da Easy Carros Carolline Volpato (21), que largou uma faculdade de quimica para correr atras do sonho de virar especialista em marketing. Ela monitora concorrencia, vai atras de conversar com outros profissionais que admira e procura cursos para se tornar competitiva. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress) *** FSP-SUP-ESPECIAIS *** EXCLUSIVO FOLHA***
A especialista em marketing Carolline Volpato, 21, na Easy Carros, onde trabalha, na zona oeste de SP

Para aprender mais rápido as habilidades necessárias na nova função, Volpato faz planilhas nas quais lista contatos-chave do setor, cursos e eventos setoriais, com prazo para completar as atividades.

“Às vezes, procuro ‘coordenador de marketing’ no LinkedIn e confiro a trajetória de quem já está onde quero chegar. Abordo alguns para pedir conselhos”, diz.

Essa busca nas redes ajuda Volpato a descobrir como melhorar sua formação.

Para Dimitriu Bezerra, especialista em RH da Votorantim, o profissional não pode esperar que a empresa lhe ofereça subsídios para melhorar a qualificação.

“As organizações incentivam essa busca, mas cada um deve saber como melhorar. Essa iniciativa é levada em conta na hora de promover alguém, diz Bezerra.

Falta essa disposição para quem já tem alguma experiência, mas ainda não chegou a cargo de gestão, segundo Raphael Falcão, diretor da consultoria de RH Hays.

“Essas pessoas entraram no mercado em um período de pleno emprego, por isso não veem como a competição aumentou nos últimos anos.”

A advogada Daniella Corsi veio da área tributária. Antes de virar coordenadora, estudou direito previdenciário, cível, criminal e ambiental. Objetivo: ser diretora jurídica.

“De seis em seis meses planejo o que preciso fazer para me manter competitiva, e acompanho novidades do direito, como a ética empresarial, que está em alta”, diz.

  Gabriel Cabral/Folhapress  
São Paulo, SP, Brasil, 16-08-2017: Daniella Corsi, coordenadora jurídica da Votorantim. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
Daniella Corsi, coordenadora jurídica da Votorantim, na sede da empresa em SP

Mas vale ter cuidado ao abraçar novas tendências para não seguir a multidão sem critério, aponta Edmarson Mota, professor de desenvolvimento humano da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Isso porque há áreas da moda que acabam saturadas com a alta oferta de profissionais. Um exemplo é a análise de grandes lotes de dados (big data), que anos atrás era a promessa do mercado.

“Não adianta só seguir os outros, mas tentar identificar o que vem por aí antes da maioria”, afirma Mota.

Para criar uma vantagem sobre a concorrência, avaliar a própria evolução pode ser mais vantajoso do que competir com os outros.

“A pessoa deve se comparar consigo mesma um ano atrás. Se não houve melhora, não significa que está estável, mas que piorou”, diz Eugênio Mussak, consultor de RH e professor da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Editoria de Arte/Folhapress
Crie sua estratégia

– As novas marcas da Heineken para conquistar ainda mais o Brasil.

Quando chegou ao Brasil, a Heikenen teve enormes dificuldades para brigar com a Ambev. Mas quando comprou a Brasil Kirin (Schincariol)… deslanchou!

Veja só: https://www.istoedinheiro.com.br/agua-malte-lupulo-e-lucro-essa-e-a-formula-da-heineken/

ÁGUA, MALTE, LÚPULO E… LUCRO

Segunda maior cervejaria do mundo, a companhia holandesa investe R$ 2,6 bilhões na expansão de suas operações no País e traz novas marcas para aumentar ainda mais presença no mercado.

Foi pelas mãos do conde Mauricio de Nassau, militar enviado pelo governo holandês para colonizar o estado de Pernambuco, em 1637, que o Brasil viu surgir sua primeira cervejaria, também pioneira nas Américas. O mestre cervejeiro Dirck Dicx, que veio com a embarcação, foi o responsável pela instalação da pequena fábrica na residência chamada La Fontaine, no Recife. O início da produção de uma cerveja encorpada com cevada e açúcar foi em 1640 e há relatos de que tenha durado por volta de 15 anos. Aí, a história da Holanda com a cerveja no Brasil dá uma pausa. Trezentos e cinquenta e cinco anos depois, o País voltou a ser rota dos holandeses. A Heineken desembarcou por aqui em 2010. Desde então, a companhia com sede em Amsterdam vem encorpando sua presença. Desde 2018, o Brasil é a maior operação da Heineken, que atua em 180 países. De quebra, tem sido uma pedra no sapato da gigante Ambev, a líder do setor, com 59% de participação, segundo relatório da Empiricus. Em 2017, a fatia da Ambev era de 70% do mercado de cerveja no Brasil. Com 23%, a Heineken incomoda a principal concorrente no segmento que mais tem crescido nos últimos anos, o premium. A fórmula “água, malte, lúpulo e nada mais”, mote da marca, caiu no gosto do brasileiro. Hoje, de cada dez cervejas desta categoria consumidas no Brasil, seis são Heineken, a garrafa verde com a estrela vermelha no centro.

Há 11 anos, a Heineken chegou ocupando 8% do mercado. Com a aquisição da Brasil Kirin, em 2017, por R$ 2,2 bilhões, a companhia pulou para 15% e hoje está próximo de atingir um quarto nas vendas, cenário nunca antes alcançado por uma companhia de cerveja no Brasil desde que Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira criaram uma fortaleza ao fundir Brahma e Antarctica, em 1999. Para subir ainda mais de patamar, a Heineken quer mostrar suas diferenças em relação à rival. Hoje, o foco da companhia é se apresentar ao consumidor com um olhar mais voltado à sustentabilidade do negócio, com adoção de metas ambientais, e ao consumo responsável. O plano passa pelo compromisso de ser carbono neutro em toda a cadeia de valor até 2040. Nas fábricas, o objetivo é de alcançar 100% de energia renovável até 2023.

RESPEITO Se isso pesa na escolha da marca de cerveja, aumentar o market share é consequência e não o objetivo inicial. “A gente não quer necessariamente ser a maior cervejaria do País e sim a melhor”, disse à DINHEIRO Maurício Giamellaro, CEO da Heineken no Brasil. “A gente faz isso com respeito e qualidade, e não quantidade, o que nos diferencia de nosso competidor.”

É bem verdade que a pandemia de Covid-19, com a obrigatoriedade do isolamento social, contribuiu para o aumento do consumo da bebida, principalmente dentro de casa. Dados da Euromonitor International mostram que o ano de 2020 registrou índice recorde no volume de vendas. No ano passado, os brasileiros beberam 13,3 bilhões de litros. A marca só foi inferior a 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, com 13,8 bilhões de litros. A produção também cresceu. Segundo a série histórica da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (Cervbrasil), as cervejarias produziram 14,2 bilhões de litros em 2020 — um recorde histórico.

Para acompanhar a demanda e crescer ainda mais no Brasil, a Heineken investe no aumento da capacidade de produção. Entre 2019 e 2023, serão aportados R$ 2,6 bilhões, mais do que gastou, há quatro anos, para comprar a operação brasileira da Kirin. O maior montante, R$ 1,8 bilhão, será para a construção da 16ª unidade produtiva da empresa no País, em Pedro Leopoldo (MG) e que será uma das três maiores fábricas da Heineken no mundo. Na unidade de Minas Gerais serão produzidas cervejas da Heineken e do segmento mainstream. “Vai ser a maior cervejaria do grupo no Brasil e uma unidade muito tecnológica, voltada a questões ambientais”, afirmou Giamellaro. As obras tiveram início em agosto e a expectativa é que a linha de produção esteja pronta em dois anos.

Na ampliação da fábrica de Ponta Grossa (PR), os investimentos chegam a R$ 865 milhões. A partir dessa extensão, a unidade se tornará a terceira maior operação da Heineken no Brasil (atrás de Itu e Jacareí, as duas em São Paulo). Também é na fábrica paranaense que a companhia produz a Heineken 0,0, sem álcool, lançada em dezembro de 2019. O aporte também garantiu a geração de 600 empregos diretos e indiretos. Hoje a companhia tem 13 mil trabalhadores no Brasil. Com as ampliações, deve chegar, ao fim de 2023, a um crescimento de 50% no volume de produção de todo o portfólio da companhia. Somente do rótulo Heineken, o crescimento deve alcançar 75%. A companhia não revela os atuais volumes produzidos nas fábricas brasileiras.

Para entender o plano estratégico da empresa, de crescer de forma sustentável, é preciso saber também como está dividido o mercado de cerveja no Brasil. São quatro segmentos: mainstream (onde estão Amstel e Devassa); craft (com as marcas Lagunitas e Baden Baden); premium (onde figuram a própria marca Heineken, Sol e Eisenbahn); e economy (segmento de Kaiser, Schin e Glacial). Desses quatro, a Heineken lidera em três: premium, com share de 46% (e liderança folgada do rótulo verde); economy, com 45%; e craft (neste segmento, a holandesa não revela sua participação). A Ambev é superior no mainstream, que responde por quase 60% do mercado, e no qual a Heineken soma 33%.

E justamente para tentar ganhar mercado no mainstream é que ela trouxe em agosto para o Brasil a marca Tiger, de Cingapura, um dos principais rótulos da companhia no mercado asiático. “Ela vai trazer mais qualidade para o segmento puro malte mainstream. A gente começou a distribuição no Sul e hoje já é nacional”, disse o CEO. Ainda não está definido quando começa a produção no Brasil. Outro rótulo que a Heineken traz é a Blue Moon, esta no segmento craft, uma cerveja que tem grande projeção no setor nos Estados Unidos. A cerveja especial hoje está em São Paulo e no Rio de Janeiro e deve ser expandida durante o ano. A produção será em Itu.

A presença maior em pontos de vendas como supermercados do que em bares foi, na avaliação do CEO da companhia, uma de tantas razões que explicam o crescimento na participação de mercado. Com a reabertura gradual, ainda que pelo menos 35% tenham fechado as portas definitivamente, o plano é garantir maior capilaridade nas mesas de bares. Hoje com atuação em 850 mil pontos de venda, a meta é alcançar 1 milhão de estabelecimentos no Brasil. “A companhia quer garantir que o cliente possa ter opção nos bares. A meta é que a gente continue crescendo duplo dígito no faturamento nos próximos cinco anos.”

A Heineken não revela a receita por país, mas, no cenário global, a companhia faturou 9,9 bilhões de euros no primeiro semestre (alta de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado), com lucro operacional de 1,63 bilhão de euros (crescimento de 109%).

Para Paulo Solmucci Júnior, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a volta dos bares vai ajudar no aumento da rentabilidade das companhias de cerveja. “A retomada do mercado de bares é uma dádiva, já que a margem é maior do que em mercados. Em julho, já alcançamos 80% do que foi observado em 2019”, disse o dirigente. Estudo da KPMG mostra que 60% do faturamento de bebidas vêm de bares e restaurantes.

E para ampliar a presença, a Heineken aumentou de 29 para 31 centros de distribuição no País (em Poços de Caldas e Rio de Janeiro). Também anunciou um novo desenho na distribuição feito pelo sistema Coca-Cola, que agora não irá mais distribuir a Heineken, que ficará a cargo da empresa, mas assumirá outras marcas, como Eisenbahn e Tiger, além de Kaiser, Bavaria e Sol. Na prática, serão dois modelos de distribuição, justamente para ampliar a presença no País. “É tudo Heineken, só que distribuído de maneira independente. O que a companhia ganha com isso é foco”, disse Giamellaro.

Nesse processo de expansão, há importantes desafios. Talvez o mais significativo deles seja em relação a insumos, como vidros e latas, e embalagens. No ano passado, a Heineken e outras companhias se viram obrigadas a reduzir a distribuição. Mas, segundo a Heineken, o impacto não foi grande e durou pouco tempo.

Para a presidente da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), Cristiane Foja, o mercado tem observado crescimento nas vendas nos últimos meses. “A perspectiva é positiva para o setor”, afirmou. “A gente acredita no aumento gradativo do convívio fora de casa. A recuperação no volume de vendas foi bem significativa.”

Com tudo isso, o momento é de aposta no mercado brasileiro. Para o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Luiz Nicolaewsky, a pandemia ainda irá direcionar decisões, com olhar para o futuro. “As empresas estão olhando para frente com otimismo e incorporando inovações e novas opções para atender amplamente os clientes em suas preferências no consumo”, afirmou. E, pela fórmula da Heineken, a cerveja premium da garrafa verde só dará dor de cabeça aos concorrentes.

ENTREVISTA: Maurício Giamellaro, CEO da Heineken no Brasil
“A gente não acredita que vai chegar no coração das pessoas se não fizer diferente pelo planeta”

Qual o diferencial da Heineken em relação à concorrência?
Nossa estratégia é baseada no que a gente acredita e não no que nossos concorrentes podem ou não fazer. Por isso que nossa estratégia não é ser o maior e sim ser o melhor. Nossa grande diferença está no respeito, em crescer junto com nossos fornecedores e clientes. Quando o consumidor enxerga que o produto é produzido pela Heineken, pode até escolher outra marca, mas sabe que ali tem qualidade. Isso tem um valor muito grande.

Qual tem sido o foco atual da companhia?
Começamos no Brasil, há 11 anos, basicamente explorando a parte de qualidade da cerveja brasileira, através da construção do puro malte. A gente foi a primeira empresa no mercado brasileiro de cerveja a falar da qualidade do líquido. Hoje a gente está feliz com nossa estratégia, que tem sido liderar o premium, e a gente tem mais do que o dobro do segundo colocado, acabamos de assumir no mercado craft e já temos a liderança do economy e do mainstream puro malte. A gente agora está trabalhando a massificação do mainstream, que é hoje a única fortaleza do nosso competidor. Enquanto nosso concorrente tem um jeito de gerar lucros, a gente quer gerar lucros com uma sustentabilidade maior e com respeito. Qualidade, respeito e paixão foram fatores que nos fizeram crescer em participação e no reconhecimento dos clientes.

Com 23% de market share, qual é o horizonte da Heineken em termos de participação?
Nosso horizonte não é o objetivo de market share. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de nossas operações. Queremos estar em todos os pontos de venda no mercado brasileiro. Hoje a gente vende para mais de 850 mil pontos de venda e a gente quer vender para mais de 1 milhão. E fazer isso com qualidade. Participa-ção de mercado é consequência.

Qual a importância do tema sustentabilidade na empresa?
A gente não acredita que vai chegar no coração das pessoas se não fizer diferente pelo planeta. Estamos fazendo muita na área social e no consumo responsável. Prefiro vender nove unidades de Heineken para nove pessoas do que nove unidades a uma pessoa. A gente tem objetivo que o consumidor beba com consciência. Isso é o que move nossa estratégia.

Imagem-Arte extraída de: https://www.istoedinheiro.com.br/agua-malte-lupulo-e-lucro-essa-e-a-formula-da-heineken/

– Não desperdice seu talento. Como anda a sua melhor versão de si mesmo?

Ótimo artigo para profissionais de qualquer ramo: o quanto “você confia no seu taco?”

Compartilho esse comprido, irreverente, diferente e ótimo texto!

UM PAPO SOBRE CONFIANÇA E BUNDAS-MOLES

Por Matheus de Souza (https://www.linkedin.com/in/matheusdesouza)

Tem tantas pessoas talentosas por aí desperdiçando seu potencial por falta de confiança. Elas esperam que os outros acreditem nelas, mas não acreditam em si mesmas. Isso dói, cara.

A confiança é a base onde nossas vidas estão construídas. A confiança deve estar presente em relacionamentos, parcerias de negócio, lançamentos de produtos. Deve estar no botão enviar. No publicar. A confiança leva as coisas adiante.

Viver socialmente requer que, na maioria das vezes, não compartilhemos nossas opiniões, pensamentos e pontos de vida sobre o mundo. A sociedade quer que você seja um trabalhador dócil. Que escute as regras e faça seu trabalho para que as engrenagens continuem rodando.

Ah, e não podemos esquecer de bater o ponto. A sociedade pira quando não o fazemos. Já que, pra ela, o que importa são as horas trabalhadas, não o resultado entregue. E os prazos? Amigo e amiga, foda-se a criatividade quando se tem um prazo. É engraçado que a palavra inglesa pra isso seja deadline. Numa tradução literal, data limite. Pra nossa criatividade, a data da morte. Aos poucos os deadlines, cada vez mais apertados, vão nos corroendo por dentro. E nos matando.

Só há uma versão de você — por que desperdiçar seu talento?

Pra começar, saiba que você é um ser singular. Não há ninguém como você no mundo. Ninguém com suas experiências de vida, suas vivências ou seus pontos de vista.

Eu sei que isso soa meio insosso, mas é verdade, parceiro. Ninguém sabe a merda que você passou e acredito que você deva ter algum dom para compartilhar com o mundo.

O meu eu acho que é a escrita. Ela tem me proporcionado momentos únicos cada vez que clico em publicar. Das trocas de experiências nos comentários à mais recente loucura que a internet me proporcionou: hermano traduziu texto meu pro espanhol e saí numa revista de negócios gringa. E aí te/me questiono: se no primeiro comentário negativo — e acredite, mano, tem uma galera que não pega leve — eu tivesse abandonado a escrita?

Para ter uma confiança inabalável em si mesmo, você precisa ser razoável. E você precisa violar algumas normas sociais. Provavelmente uma das melhores coisas que aprendi na faculdade foi que muitas dessas regras nos são autoimpostas. E aí te digo que nossos destinos podem ser controlados se alterarmos essas regras. Pise fora da zona de conforto e você nunca mais terá vontade de voltar pra ela. Desafie os outros, desafie os conceitos de certo e errado.

Eu meio que tô fazendo isso nesse texto. O padrão imposto pelas normas de marketing de conteúdo, ou melhor, pelos algoritmos dos mecanismos de busca, é que eu use um conjunto de técnicas de SEO. Sabe aqueles textos que eu e muitos por aí fazemos do tipo “X dicas pra você”? Fazemos isso porque é mais fácil você clicar no texto com um título desses. As dicas numeradas, inclusive, utilizam um recurso chamado heading tags. São esses subtítulos que garantem que você nos encontre no Google quando faz uma pesquisa.

Me pergunta se curto escrever nesse estilo? Acho uma bosta. Meu autor favorito é o Jack Kerouac, não o insira o autor mais vendido de autoajuda do momento. Mas a parada é que eu tô no jogo, sacou? Meu negócio é o texto corrido, uns palavrões, umas gírias. Não tenho paciência pra esses artigos enlatados — o que pode soar completamente contraditório, já que também faço isso e, inclusive, vendo isso —, mas é como falei: eu tô no jogo. Não fossem esses padrões (veja eles aí novamente), você provavelmente não teria lido meus outros textos. E talvez nem leia esse, já que tô fugindo do padrão.

O ponto é que tem muita gente querendo passar uma mensagem legal, mas essa galera acaba sendo obrigada a se colocar dentro de um padrão para que o seu trabalho chegue a um público maior. Pode nos chamar de vendidos, se você se sentir melhor com esse termo. E aí, cara, acabamos todos no mesmo balaio. Essa é a real. Você sai no G1, as pessoas te elogiam, seu ego vai nas alturas, todo mundo fica feliz. E vão surgindo as alcunhas. Guru do empreendedorismo, empreendedor de palco, meninos e meninas do Vale. E quando rola uma treta tipo o lance da Bel Pesce, toda uma geração é posta em xeque. A sociedade não perdoa.

Mas vamos falar sobre empreendedorismo. E vou mudar de assunto sem colocar uma tag h3 como subtítulo. Vemos as notícias e histórias do Vale do Silício e tentamos replicá-las aqui. Mas é foda, cara. São poucas as sociedades que incentivam o empreendedorismo. E o Brasil não é uma delas. Os americanos, com quem temos uma relação de amor e ódio, desde pequenos são incentivados a pensarem por conta própria e expressarem seus talentos para o mundo. É por isso que eles são fodas em várias áreas. Tem os melhores atores, os melhores esportistas, os melhores tudo — tá, não é só por isso, mas ajuda muito.

Sem falar das leis fiscais. Tenta abrir uma empresa nos EUA e uma no Brasil. E os programas de apoio e fomento à startups? Ah, mas no Brasil tem vários editais. Vou contar um caso pra vocês, então. Sou sócio do Projeto CR.U.SH, uma startup de mobiliário digital open source. Na metade do ano fomos contemplados no Sinapse da Inovação, um programa de incentivo a criação de empresas de tecnologia do estado de Santa Catarina. Prêmio de R$60 mil e uma bolsa de R$2.500,00 durante 1 ano. Estamos em meados de setembro. Pergunta se já recebemos? Três meses de atraso — até agora. Cê acha que os gringos iam dar um mole desse?

A real sobre confiança

Tem outro princípio sobre o uso das heading tags que é a escaneabilidade. Essa não tem haver com os mecanismos de busca. O negócio é com o elemento humano atrás da tela. Esses subtítulos ajudam o leitor a escanear o texto em busca de informações relevantes. Do contrário, há o risco do cara pensar “ah, não tô com saco pra textão”. E aí ele clica no x e aquelas horas que você passou escrevendo não valeram 10 segundos do tempo dele.

Mas voltemos pra confiança. Eu tenho uma troca muito legal com o meu público no LinkedIn e sempre rolam alguns insights lendo os comentários. Uma coisa que notei esses tempos é que muitos de nós somos extremamente idealistas quando jovens, mas com o passar do tempo, quando precisamos nos estabelecer num trabalho comum das 08h às 18h e, principalmente, que pague nossas contas, muitos dos nossos sonhos e esperanças desaparecem e começamos a perder a confiança em nós mesmos. Perdemos aquele brilho nos olhos, saca? Nossos dias ficam cinzentos, você entra em modo automático e apenas torce para que o final de semana chegue logo.

Mas, cara, é seu dever ter confiança em si. Quando você tem um forte senso de dever, seus medos tornam-se menos reais e fica mais fácil compartilhar seus dons com os outros. Eu morria de medo de publicar meus textos online. Nos 20 primeiros, por aí, fechei a seção de comentários. Não estava preparado para o feedback. Aí um dia recebi um e-mail de um cara dizendo que adorava meus textos, mas nunca teve a oportunidade de comentar isso neles. Pensei: porra, cara! Ó o que eu tô perdendo.

Cada vez que me sento nessa cadeira é uma luta pra escrever e fazer o trabalho criativo. Tem vários dias que sento aqui, fico olhando o cursor do editor de texto piscar e não acontece nada. Pego um café, perco um tempo procurando uma playlist com o termo concentração no Spotify e tento de novo. O tempo passa e vou me frustrando. Será que não tenho mais nada para contribuir com os outros? A fonte secou? Secou nada, cara. Tu és foda. Eu sou foda. Cadê a confiança?

Minha confiança aumentou muito quando percebi que fragmentos do que eu escrevo podem ajudar alguma situação vivida por alguma pessoa em algum lugar do mundo. Sim, em algum lugar do mundo. Tenho leitores de toda a comunidade que compartilha a língua portuguesa. Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor Leste, Macau, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e, claro, Portugal. Esqueci de alguém? Escrevi de cabeça, hoje acordei meio puto com o Google. Ah, tem também a galera que leu aquele meu texto em espanhol. A AmerícaEconomía circula em toda a América Latina, então o texto chegou pra muita gente.

E aí me perguntam: Tá, Matheus, mas estás ganhando dinheiro com o blog? Mas porque o foco de tudo o que fazemos é o dinheiro, porra? Não sou hipócrita, gosto de dinheiro, mas pô… Não tem dinheiro que pague a sensação de ver que, de alguma maneira, você fez a diferença na vida de alguma pessoa. E isso é o tipo de coisa que só rola quando você destrói seus medos e tem confiança em si. No meu caso, só rolou quando permiti que as pessoas comentassem em meus textos.

Muitos de nós não deixamos um legado porque temos medo de que nossas necessidades básicas, ou melhor, as necessidades básicas impostas pela sociedade não sejam atendidas. O carro novo, a casa maior, as roupas de marca. E digo legado porque você sabe, né, um dia todos nós vamos embora dessa vida. Serião. Ou seja, cê tem uma chance, parceiro.

Seja um tolo

Tô sendo tolo ao pensar que terei quase 1 milhão de visualizações com este escrito igual tive neste texto. Mas eu precisava disso. Qualquer um que vai contra as regras da sociedade é visto como um tolo. Foi assim com vários caras fodões que fizeram coisas grandiosas. Pra nossa geração o mito dessa descrição é, certamente, Steve Jobs. Mas vamos voltar um pouco e deixar a tecnologia de lado. Vamos falar de caras que pensaram na coletividade. Vamos falar de Gandhi, Mandela, Luther King Jr. Muitos heróis, santos ou mártires colocaram suas vidas em risco para defenderem suas crenças. Sacrificaram suas vidas pelo coletivo e conduziram a raça humana adiante.

Para qualquer trabalho criativo que você faça ou qualquer coisa que você faça fora das normas, tenha a certeza de que será ridicularizado. Os caras que citei foram. As pessoas não gostam de outras pessoas que fazem coisas diferentes. Já contei aqui da vez em que fui ao Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York e achei tudo aquilo uma merda. O fato é que cheguei lá cheio de preconceitos e com a ideia pré-concebida de que qualquer risco é arte. Ignorância. Mesmo.

Agora te encorajo a ser um desajustado — não vou copiar e colar a propaganda épica da Apple, relaxa. Não siga o rebanho, abra seu próprio caminho. É meio loko eu escrever isso porque eu realmente estava seguindo o rebanho. Quero dizer, eu tô no jogo, mas eu posso ter meu próprio estilo. Uns headlines tags aqui e ali, mas eu posso fazer o meu trampo, não apenas seguir uma fórmula mágica de sucesso que promete máximo engajamento e trocentas mil curtidas. Eu não quero só visualizações, curtidas e o caralho à quatro, eu quero dar tapas na cara das pessoas. Tapas metafóricos, evidentemente.

Haters

A internet é foda. A linha tênue entre sucesso e fracasso é realmente fina por aqui. Uma palavra mal colocada e pronto. Já era. A galera cai de pau. E dói. Se meu texto tem 100 comentários, sendo 98 positivos e 2 negativos, aqueles 2 filhos da puta mexem comigo. Mas aí entra a confiança. Aprendi a me apegar aos 98 e ignorar os 2. Porque pô… São 98. Independente da sua proporção de haters, se apegue aos comentários positivos da galera que te quer bem. Críticas? Só se forem construtivas. O resto deixa pra lá.

A melhor maneira de lidar com esses caras? Fazendo um trabalho melhor ainda. Confiança, mano.

Onde está a sua rebeldia natural?

Ontem enviei um e-mail pro pessoal da minha newsletter perguntando qual o maior desafio profissional que as pessoas tem enfrentado. A galera se engajou e já recebi mais de 100 respostas — agora quero ver dar conta de responder todo mundo, haha.

Esse meu texto é sobre confiança por dois motivos:

Percebi que tem muita gente na pior justamente pela falta dela.

Teve um cara, que vou chamar carinhosamente de Leo Tolstoy, que me respondeu de volta com algumas sugestões e questionamentos. Na real, ele me abriu os olhos.

Em determinado trecho ele chama minha geração de bundas-moles e diz para eu fugir do politicamente correto. O Tolstoy tem razão. O sucesso por vezes nos cega. É muito cômodo pra mim fazer um texto caça-níquel de cliques com um título “X dicas para você” ou “Como fazer tal coisa” e 500 palavras do que este meu manifesto com mais de 2000 palavras.

Tolstoy cita, com razão, nossa falta de culhões. Nosso medo de tocar o dedo na ferida e deixar de fazer parte do clubinho.

Por isso a necessidade desse texto. Ele foi escrito pra aumentar a minha confiança, a sua e a do Tolstoy em nossa geração.

Vamos ter mais confiança em nós mesmos. Vamos fazer a diferença nessa porra de mundo. Vamos deixar um legado.

Não quero mais ser um bunda-mole.

Boa semana.

– Modismos da Administração de Empresas.

Modismos de palavras estrangeiras que entraram no vocabulário dos administradores de empresas. Goste ou não, você precisa conhecê-los.

Extraído da Revista Época Negócios, ed Outubro/2012, pg 25, por Ariane Abdallah

IN ENGLISH, PLEASE

Anos 50:

BREAKEVEN – diz respeito ao equilíbrio financeiro, quando o valor que entra é equivalente ao que sai. a partir daí, o que vier é lucro.

Anos 60:

BRAINSTORMING – O termo “tempestade cerebral” nasceu na agência de publicidade americana BBDO. Hoje está na boca de profissionais de vários setores.

Anos 70:

FEEDBACK – Dar retorno sobre o desempenho das pessoas ganha um novo nome do departamento de RH.

JUST IN TIME – Originário do Japão, o método marcou uma mudança radical nas empresas, com a adoção de ferramentas que promoviam a eficiência nas operações.

Anos 80:

DOWNSIZING – Os termos difícies na economia trazem o termo que aponta profundo corte de custos.

STAKEHOLDERS – A relação com clientes, funcionários e fornecedores passa a ser estratégica. Nasce o termo que reúne todos eles num grupo.

Anos 90:

EXPERTISE – Aparece no momento em que as empresas passam a investir em conhecimentos segmentados para ganhar mercado.

STARTUPS – Os negócios nascentes de tecnologia passam a chamar a atenção do mundo, atraindo talentos e dinheiro.

NETWORKING: O termo lembra que não basta ser bom no que se faz. Tem que cultivar a rede de relacionamentos.

Anos 2000:

PLUS A MAIS: Como se plus (mais) já não bastasse, surgiu a redundância. Hoje o anglicanismodepõe contra o negócio. É melhor evitar.

SCHEDULE: Se ouvir “vou schedular a reunião”, não estranhe. O palavrão significa apenas que o interlocutor vai agendar o encontro.