– Acha que é Fake? Então avalie:

Um rápido guia (abaixo) para ser seguido em caso de dúvidas sobre a veracidade de uma notícia:

– O seu Curriculum Vitæ é verdadeiro?

Vejam só: a Revista Exame trouxe uma matéria bacana sobre bobagens colocadas nos currucula vitae em busca de emprego. São exemplos a se evitar e dicas para uma boa elaboração. Vale a pena dar uma olhada!

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/guia-do-curriculo/noticias/as-gafes-mais-absurdas-ja-cometidas-no-curriculo?page=1

AS GAFES MAIS COMETIDAS EM CURRICULUM

Estudante envia foto de Nicolas Cage em vez de currículo para recrutador e vira celebridade na web; veja outros vexames memoráveis no currículo, segundo o Career Builder

por Talita Abrantes

Lembra da Luiza que estava no Canadá? Pois exatamente no Canadá, uma estudante ganhou o status de celebridade instantânea das redes sociais – exatamente como a brasileira há alguns meses atrás. Mas por um motivo que faria qualquer um corar de vergonha em frente ao headhunter.

Em vez de encaminhar seu currículo por e-mail para o recrutador, Vanessa Hodja anexou uma foto (para lá de bizarra) do ator Nicholas Cage. O recrutador a avisou.

Ela publicou a seguinte mensagem (em letras maiúsculas e com um print do e-mail) em  seu perfil noTumblr: “Jesus Cristo, acidentalmente, eu enviei para meu potencial futuro chefe uma foto do Nic Cage…”.

Não deu outra. Em instantes, a imagem circulou pela internet e Vanessa virou exemplo para uma porção de candidatos desatentos nos Estados Unidos.

Mas ela não é a única. Pesquisa da Career Builder, divulgada hoje, mostra que Vanessa não está sozinha quando o assunto é “mico” na hora de enviar ou escrever um currículo.

O site americano especializado em carreira pediu que recrutadores americanos contassem quais foram os erros mais bizarros que já presenciaram quando o assunto é currículo.

AS MAIS MEMORÁVEIS

1 – O candidato chamou a si mesmo de gênio no currículo e convidou o recrutador para entrevistá-lo em seu próprio apartamento.

2 – Em um processo de seleção para um emprego na Antártida, um dos candidatos afirmou que era capaz de falar “antarticano”, fluentemente.

3 – Para deixar o currículo mais charmoso, um candidato não pestanejou em decorá-lo com uma série de pequenos coelhos cor de rosa.

4 – Um candidato afirmou que seu currículo foi criado para ser “cantado ao som de ‘The Brady Bunch’”, uma série musical exibida na televisão americana nas décadas de 60 e 70. No Brasil, o programa ficou conhecido como “A família Sol-Lá-Si-Dó”.

5 – Durante o processo de seleção para uma vaga de gestão, um dos candidatos listou “caçador de jacarés” como uma habilidade em seu currículo.

OS ERROS MAIS COMUNS

Você, provavelmente, sentiu muita vergonha alheia ao ler a lista das gafes mais memoráveis. Mas, acredite, mesmo com bom senso, muita gente pode perder a oportunidade de emprego por deslizes, aparentemente, inofensivos.

Para se ter uma ideia, de acordo com a pesquisa do Career Builder, 61% dos recrutadores afirmam que desclassificam um candidato que envia um currículo com erros gramaticais ou, pasmem, de digitação. Confira o ranking de erros que podem tirar você do processo seletivo:

1 – Erros gramaticais e de digitação
2 – Copiar frases prontas do anúncio de emprego
3 – Enviar o currículo com um e-mail inapropriado. (Exemplo: gatinha65@xxx.com)
4 – Não listar suas principais habilidades
5 – O currículo ter mais do que duas páginas
6 – Enviar um currículo impresso em um papel decorativo.
7 – Na hora de descrever sua experiência, focar mais nas tarefas do que nos resultados que entregou em cada função.
8 – Enviar uma foto junto com o currículo
9 – Ser prolixo e escrever grandes blocos de textos

Modelo de Curriculum Vitae em Português | Currículo Pronto

– A Venda de Trabalhos Acadêmicos

Não é novidade que infelizmente muitos alunos compram trabalhos universitários. Mas o que estarrece é o tamanho desta criminosa indústria dos TCCs, Dissertações e Teses.

Nesta matéria (de redação antiga mas conteúdo atual), se tem a ideia do tamanho deste problema…

Compartilho, extraído do site “Educar para Crescer”: http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/comportamento/comercio-trabalhos-universitarios-475098.shtml

ALUNOS NOTA R$ 10,00.

Oito anos depois, a jornalista ainda sorri aliviada ao lembrar da tarde em que deixou seu trabalho de conclusão de curso na secretaria da faculdade. “Não via a hora de entregar a monografia. Primeiro, foram 5 meses de sofrimento tentando fazer aquele troço. Depois, um mês com medo de que o cara que eu paguei para escrever não me entregasse”, diz ela. “Nem me lembro da nota. Só queria me formar.”

De lá pra cá, as coisas mudaram. Em 2001, a jornalista do parágrafo acima (que, por motivos óbvios, pediu anonimato) entregou sua graduação nas mãos de um sujeito que havia posto um disfarçado anúncio de “digitação de monografia” – “e ele nem sabia as regras da ABNT”, recorda ela. Hoje, o aluno sem escrúpulos e com dinheiro no bolso tem a seu dispor dezenas de portais profissionais, com ofertas escancaradas (“Delivery. Sua tese ou trabalho pronto em 96 horas”) e variadas formas de pagamento. Além de universalizar o acesso ao serviço, a internet também globalizou a produção: tem americanos encomendando artigos que serão escritos por indianos.

Desde a virada do século, quando começaram a surgir denúncias contra esse tipo de site, o Ministério da Educação costuma reforçar que a responsabilidade é das faculdades, que deveriam criar ferramentas para detectar esse tipo de fraude. Enquanto isso, no maior site do setor, uma animação faz surgir uma apresentadora se gabando: “Desde 2000, já atendemos mais de 36 mil alunos, com sucesso em 97% dos casos”.

Afinal, pagar para que alguém escreva seu trabalho da faculdade é antiético, mas não é crime. Mas, se o cliente sempre tem razão, o aluno não. Se um professor atento identifica um falso autor, a punição pode ir de uma nota 0 até uma expulsão. Infelizmente, poucos parecem capazes ou dispostos a tanto. Na verdade, ser pego depende principalmente do aluno: há quem não se dê ao trabalho de ler o que comprou, e roda na banca examinadora. Aliás, aliar falta de escrúpulos com preguiça não parece ser muito raro.

PAGANDO E PASSANDO

Na monografia que foi enviada, a parte de gestão da qualidade é muito complexa, de um nível muito elevado. Então, gostaria de pedir que fosse feita uma revisão. Não será preciso fazer novamente: só torná-la mais simples e de fácil entendimento. No máximo, 5 páginas. Aguardo retorno.” Com alguns cortes e várias correções, esse é um e-mail que uma estudante de administração enviou a um site de monografias prontas. Como se vê, capricharam demais na encomenda, obrigando a cliente a requisitar uma piorada no “seu” trabalho de conclusão de curso, deixando-o assim mais de acordo com sua suposta capacidade.

Esse tipo de pedido é comum. Afinal de contas, é de imaginar que alguém que compra um texto que deveria ter escrito não tem muito jogo de cintura para fingir ter feito um trabalho muito bom, ou simplesmente não está disposto a estudar para entender o que seu ghost-writer quis dizer. “Na verdade, a maioria dos clientes é simplesmente idiota”, diz o escritor americano Nick Mamatas (sim, o nome é real), que durante anos viveu de escrever trabalhos acadêmicos para outros. “Eles não deveriam estar na faculdade. Eles precisam comprar trabalhos prontos porque eles basicamente não entendem o que é uma monografia, muito menos o que os professores pedem que seja feito nela”, diz Nick, que ficou conhecido ao publicar na rede um artigo detalhando suas atividades. Segundo ele, existem outros dois perfis secundários de clientes: bons alunos que, vítimas das circunstâncias, não conseguiram fazer algum trabalho específico, e estrangeiros que não dominam o idioma do país em que estão e precisam de uma mão na tradução.

Para uma advogada que há dois anos faz trabalhos por encomenda no interior de São Paulo, o problema é maior porque o mercado acaba obrigando profissionais sem interesse ou talento para a pesquisa acadêmica a buscar um título de pós-graduado, mestre, doutorações. “São pessoas que não querem aprender nada, mas precisam daquele diploma. Para eles, encomendar um trabalho é driblar um incômodo, os fins justificam os meios.”

OMBRO AMIGO

“A confiança é peça fundamental das relações. Oferecemos toda a segurança para nossos clientes. Assim sendo, estamos habilitados para o cumprimento e a correspondência de toda confiança depositada em nossas mãos.” Parece anúncio de banco, mas é de um portal de trabalhos prontos. Espertamente, eles se vendem como amigos (“ajudamos você a fazer seu sonho acontecer”) e colocam os clientes como vítimas, que “encontram-se em um período atribulado de sua vida”.

Além de um ombro amigo e do sigilo, outra característica fundamental oferecida pelos sites é o “certificado Google-free”: caso alguém encasquete com o texto recebido, não vai encontrar na rede nada semelhante – é um trabalho original. Pagando um extra, também se consegue um “seguro-DDD”: aquela empresa se compromete a não vender aquele trabalho para universidades da mesma região. Ah, claro: todos dizem contar com um time de especialistas.

Uma vez aceitas as condições, chega a hora de fazer o orçamento. A média para um trabalho de graduação antigo é R$ 4 por página, e um novo, customizado, fica em R$ 7. Pós, doutorado e mestrado são gradualmente mais caros. Aí é só passar no caixa: todos operam com depósitos em conta dos maiores bancos, cartão de crédito e até boleto bancário.

AUTO-ENGANO

Diante dessa máfia globalizada e escancarada, argumentos éticos parecem não estar fazendo efeito. Professores mais espertos já estão vacinados contra mecanismos de busca, mas é difícil identificar encomendas feitas sob medida. Melhorar os exames orais é um caminho, mas isso só pegaria os desleixados que não leram direito o que pagaram.

Nessa situação, o aluno que busca a sensação de dever cumprido com o dever comprado fica se achando o malandrão. Mas pode se dar mal: uma graduação sem méritos pode até colocar alguém em um emprego bom, mas não segura a pessoa lá, principalmente se envolver o dia-a-dia da profissão. Uma lição grátis: pagar para resolver problemas no presente pode comprometer o futuro.

Dez livros para ler durante o isolamento que vão ajudar a ...

– O que é isso, Ministro?

Depois das acusações contra o Ministro da Educação, Carlos Decotelli, de que não fez Pós-Doc na Alemanha, em Wüppertal (confirmada pela Universidade local); também que reprovou no Doutorado na Argentina, em Rosário (idem) e de que o Mestrado teve sua dissertação com capítulos plagiados, resta saber: a cola será liberada no Ensino brasileiro?

Claro, faz sentido tal questionamento irônico com essas informações de falsidade do seu Curriculum Lattes. Que vergonha… Parece piada, caso não fosse verdade.

Urgentemente, há de se esclarecer.

Universidade alemã nega que Carlos Decotelli tenha obtido pós ...

– Houston contra Casas de Prostituição com… Bonecas. Todos contra a KinySdollS!

Quando o bicho-homem é mais bicho do que homem, coisas desastrosas acontecem.

Digo isso por conta do fato de uma polêmica expansão de uma franquia canadense que abre lojas que ofertam serviços de “cabines com bonecas infláveis” (a KinySdollS), propagandeando modelos muitas vezes parecidas com, pasmem, crianças!

Houston, nos EUA, abriu guerra contra a rede.

Certamente, um empreendedorismo de gosto duvidoso (ou, se preferir, condenável).

Abaixo, extraído de: https://m.extra.globo.com/noticias/mundo/prefeito-de-houston-decreta-guerra-contra-abertura-de-bordel-com-bonecas-nos-eua-23106686.html?versao=amp

PREFEITURA DE HOUSTON DECLARA GUERRA CONTRA “BORDEL DE BONECAS”

O prefeito da cidade de Houston, nos Estados Unidos, Sylvester Turner vem tentando explorar opções para barrar ou restringir a abertura de um bordel com bonecas. A expectativa é que o empreendimento inicie as atividades neste mês.

“Este não é o tipo de negócio que eu gostaria de ver em Houston e certamente não é o empreendimento que a cidade está buscando atrair”, afirmou o prefeito em um e-mail para a Fox News.

De acordo com seu gabinete, não é correto chamar o local de “bordel” e pontuou que Yuval Gavriel, o fundador da KinySdollS, chama de show.

A empresa abriu sua primeira franquia perto de Toronto, onde oferece meia hora com a boneca sozinho dentro de um quarto, de acordo com o Examiner. Gavriel anunciou que pretende expandir o negócio para mais 10 locais nos Estados Unidos até 2020.

Moradores e ativistas tem expressado e se manifestado contrários a abertura do bordel.

“Há crianças por aqui e é um bairro voltado para a família. Eu moro bem aqui e ter isso nas nossas redondezas é nojento”, afirmou Andrea Paul, uma moradora.

Em junho o Congresso votou pela proibição da “importação ou transporte de robôs e bonecas sexuais que se pareçam com crianças”.

(Acima, um dos modelos oferecidos pela empresa)

– Johnson & Johnson pagará indenização de US$ 2.1 bi pelo talco com elementos cancerígenos.

Lembram dessa história, a de que embalagens de talco para bebês da Johnson & Johnson continham amianto, num fato muito divulgado nos EUA, relacionando a contaminação de mulheres com câncer de ovário por causa dele?

Pois é: a Justiça de lá determinou que a empresa pagasse indenização para as vítimas.

Confira: https://epoca.globo.com/mundo/mulheres-serao-indenizadas-nos-eua-em-11-bilhoes-por-fabricante-de-talco-associado-cancer-24496484

MULHERES SERÃO INDENIZADAS NOS EUA EM R$ 11 BILHÕES POR FABRICANTE DE TALCO

Processo contra gigante Johnson & Johnson envolve 22 mulheres diagnosticadas com tumores no ovário; companhia classifica julgamento como “fundamentalmente falho”

Um tribunal americano condenou a Johnson & Johnson a pagar uma indenização de 2,1 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 11 bilhões) em decorrência da acusação de que um talco para bebês produzido pela empresa estaria associado ao desenvolvimento de câncer no ovário. A decisão no estado de Missouri, Estados Unidos, reduziu em mais da metade a indenização de 4,4 bilhões de dólares concedida a 22 mulheres que manifestaram a doença, em decisão de 2018. Segundo o tribunal, alguns casos eram de fora do estado e não deveriam ser incluídos no processo.

O veredito emitido na última terça-feira (24) indica que a gigante especializada na produção de farmacêuticos, utensílios médicos e produtos pessoais de higiene comercializou “produtos que continham amianto para os consumidores”. Segundo o parecer, em função do tamanho da companhia, a corte acredita que a punição também deveria ser em uma grande escala para refletir a gravidade do caso.

“É impossível atribuir valor monetário às queixas físicas, mentais e emocionais sofridas em consequência dos ferimentos causados pelos réus”, afirmou o juiz.

Apesar de ser apresentado como um produto para bebês, o talco se tornou um produto de higiene usado em torno dos órgãos genitais principalmente por muheres americanas.

As conclusões gerais do tribunal de primeira instância na decisão de 2018 contra a Johnson & Johnson foram confirmadas pelo tribunal de apelações do estado de Missouri. Cada mulher (ou sua família) recebeu pelo menos US$ 25 milhões. Segundo o escritório de advocacia responsável pelo caso, 11 das 22 mulheres que participaram do processo já morreram de câncer.

Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, um porta-voz da empresa disse que a Johnson & Johnson vai recorrer da decisão na Suprema Corte do Missouri. O grupo alega que seu talco para bebês não continha amianto e não provocava câncer. Apesar disso, no ano passado, a empresa retirou do mercado 33 mil frascos de talco para bebê depois que um órgão regulador federal encontrou traços de amianto em um frasco do produto.

Kim Montagnino, porta-voz da Johnson & Johnson, afirmou ao New York Times que a empresa buscará uma revisão mais aprofundada da decisão da Suprema Corte do Missouri e defendeu seus produtos de talco como seguros.

“Continuamos a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, fundamentado em uma apresentação defeituosa dos fatos. Continuamos confiantes de que nosso talco é seguro, livre de amianto e não causa câncer”, declarou.

A companhia foi alvo de milhares de processos nos últimos anos, acusada de não informar os consumidores sobre o risco de câncer gerado pelo amianto utilizado nos produtos. Esse mineral é muito utilizado na indústria da construção civil, por ser resistente ao calor e ao fogo, mas é proibido em diversos países devido aos riscos para a saúde.

Quando fragmentos microscópicos de fibras de amianto puro são inalados, o material se torna muito perigoso e pode causar doenças como câncer de pulmão, mesotelioma (uma forma de câncer que só ocorre em pessoas expostas ao amianto) e asbestose, doença que provoca falta de ar e outros problemas respiratórios.

A razão pela qual o talco para bebês pode ser contaminado com amianto é que o seu mineral base é frequentemente encontrado e extraído nas proximidades de minas do material tóxico. Alguns estudos já sugeriram que existe um elo entre o uso de talco e o câncer. Mulheres que usam talco registram mais casos de câncer de ovário do que outras. Mas mesmo os pesquisadores por trás desses estudos são céticos sobre seus resultados, já que foram analisados anos depois.

Em maio deste ano, a Johnson & Johnson anunciou a suspensão da venda do talco nos Estados Unidos e Canadá. Nos dois países a empresa enfrentou uma forte queda nas vendas devido à mudança de hábitos e uma grande desconfiança dos consumidores sobre a segurança do produto.

Procurada pela reportagem, a Johnson & Johnson afirmou que acredita que o julgamento nos Estados Unidos foi falho, “baseado em uma apresentação incorreta dos fatos”. O grupo reforçou que os produtos são seguros, sem a presença de amianto e, portanto, não causam câncer. Segundo a empresa, no Brasil não há processos judiciais ligados ao assunto e os talcos comercializados no país são produzidos localmente, sem amianto.

Veja o comunicado na íntegra abaixo:

“Em relação ao recente veredito do julgamento da corte no Missouri, nos Estados Unidos, a Johnson & Johnson continua a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, baseado em uma apresentação incorreta dos fatos, e prosseguirá com pedido de revisão mais aprofundada ao Supremo Tribunal do Missouri. Permanecemos firmemente confiantes na segurança do nosso talco que não contém amianto e não causa câncer. Nós nos solidarizamos profundamente com quem sofre de câncer e, por isso, acreditamos que fatos são tão importantes e precisam ser minuciosamente avaliados nesta questão.

Em relação ao Brasil, informamos que não há processos judiciais associados a este assunto. O produto comercializado no país é produzido localmente e também não contém amianto nem causa câncer.”

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O produto é vendido pela empresa no mundo todo Foto: Justin Sullivan / Getty Images

– Pessoas de sucesso se comportam …

… desta maneira, abaixo. Mas ressalvo: elas também possuem bom caráter!

Quem vence na vida, deve entender que o fez por essas situações relatadas. Porém, é sabido que muitos enriquecem menosprezando o próximo, faltando de ética e praticando coisas condenáveis.

Será que esses, que têm dinheiro mas não tem bom caráter, são de “sucesso”?

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– Ética, Moral, Razão e Fé: a combinação que fomenta a sociedade civilizada

De 2017, mas extremamente atual tal importante tema… Abaixo:

Arnaldo Niskier, presidente do CIEE e membro da Academia Brasileira de Letras, escreveu um excepcional artigo sobre Ética, Moral, Razão e Fé. Nele, o autor fala sobre a importância da religião para preencher lacunas morais e conceitos éticos contraditórios.

Me chamou a atenção uma frase importante:

Não pode haver desarmonia [entre religião e ciência] se o Deus que infunde a fé é também quem dota o homem com a luz da razão”.

Impossível não recordar do Papa João Paulo II:

Fé e Razão são duas asas que nos elevam para o Céu.

Abaixo, extraído da Folha de São Paulo, ed 06/06/2016, pg 2, em “Opinião”.

A ÉTICA É NECESSÁRIA

Há um crescente número de especialistas, nos campos da psicologia, da biologia evolutiva, da teologia, da moral, que robustecem a consciência de uma ética global, mediante estudos, análises históricas, diagnósticos sociopolíticos. Responsáveis por todos os setores da sociedade estão preocupados com a sobrevivência da humanidade.

Fé e razão são conhecimentos distintos, explicáveis um pelo outro. E ainda que a fé seja colocada acima da razão, não pode haver desarmonia se o Deus que infunde os mistérios da fé é também quem dota o homem com a luz da razão.

Dados da organização Population Reference Bureau, especializada em estudos demográficos, estimam que 7,5 bilhões de pessoas habitam o planeta. Por sua vez, o número de religiosos chega a 6,8 bilhões, segundo pesquisas.

A diferença é explicada pela existência de grande número de ateus e agnósticos. É certo que, hoje, todas as religiões ocidentais se acham radicalmente confrontadas com o problema da secularização, por uma sociedade mundana, o que não implica ausência de uma nova espiritualidade.

Cada ato individual tem uma influência coletiva. O otimismo nunca é uma meta, e, sim, uma atitude em relação à vida. Somos exemplos uns para os outros e é preciso assumir essa responsabilidade.

Por isso, seja ao ler notícias no jornal ou ao vivenciar as chamadas microcorrupções do dia a dia, não podemos perder a capacidade de nos indignar, deixar que isso tudo passe como normal ou comum. Indignar-se não será possível, porém, se não abrirmos os olhos para identificar quais as questões éticas envolvidas em cada caso.

Sem dominá-las, continuaremos parados no mesmo lugar. O desconhecimento é parte da crise. Para o rabino Skorka, “a única defesa para que o povo não permita uma liderança nefasta é a educação.”

O papa Francisco chamou os judeus de “irmãos maiores na fé”, repetindo as palavras de João Paulo 2º. Condenou todas as formas de antissemitismo e recordou os 6 milhões de judeus mortos no Holocausto, citando nominalmente um sobrevivente de Auschwitz, quando visitou, há pouco, a Grande Sinagoga de Roma.

Francisco pronunciou em italiano a bênção sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti e te dê paz”. Segundo a tradição judaica, um ato repetido três vezes se torna chazaká, um costume fixo.

Esse é o sinal de uma nova era, um evento que irradia para todo o mundo uma mensagem benéfica e se opõe à invasão e à prepotência da violência religiosa.

A fé, a razão e a liberdade |

– CrossFit e o Racismo: perdendo parceiros pelo erro!

Cuidado com o que você publica em suas Redes Sociais, pois o mundo vê! E, nessa, uma infelicidade de Greg Glassman, dono da CrossFit: ele postou uma brincadeira de mau gosto misturando Covid-19 com a morte de George Floyd (veja na imagem abaixo). Com isso, perdeu seu grande parceiro, a Reebok.

Entenda o erro da gigante do fitness, em: https://www.maquinadoesporte.com.br/artigo/apos-tuite-racista-de-fundador-reebok-rompe-com-crossfit_40409.html

REEBOK NÃO RENOVARÁ ACORDO COM MARCA QUE VIROU SINÔNIMO DE TREINOS FUNCIONAIS

Por Máquina do Esporte

O futuro da marca CrossFit foi colocado em xeque após uma manifestação racista de seu fundador, o empresário americano Greg Glassman, em sua conta no Twitter. No último sábado (6), Glassman ironizou um post feito pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) sobre racismo.

A postagem do instituto diz que o racismo é uma questão de saúde pública. Glassman respondeu ironicamente ao tuíte com “É FLOYD-19”, querendo dizer que os protestos que ocorrem nos Estados Unidos pela morte brutal de George Floyd por quatro policiais brancos em Minneapolis seriam, atualmente, responsáveis por espalhar ainda mais o coronavírus no país.

Após o tuíte racista de Glassman, diversos donos de boxes de prática de crossfit nos Estados Unidos começaram a retirar a marca criada pelo empresário. O epicentro da crise aconteceu nesta segunda-feira (8), quando a Reebok comunicou que não vai renovar o acordo de licenciamento da marca, que virou sinônimo de treinamento funcional.

“Nossa parceria com a marca CrossFit se encerra no final deste ano. Recentemente, discutimos sobre a renovação desse acordo, mas, diante dos acontecimentos recentes, tomamos a decisão de encerrar nossa parceria com a CrossFit HQ. Devemos isso aos atletas, aos fãs e à comunidade do CrossFit”, disse a Reebok, em comunicado divulgado ainda no domingo (7).

Após isso, Glassman tentou conter o impacto de suas declarações. Em uma curta frase publicada na conta do CrossFit no Twitter, ele afirmou ter “cometido um erro”.

“Eu, CrossFit HQ e a comunidade CrossFit não apoiamos o racismo. Eu cometi um erro com as palavras que escolhi ontem. Meu coração está profundamente triste com a dor que causou. Foi um erro, não racista, mas um erro”, afirmou o executivo.

A tentativa de consertar o “erro” acabou quando um dos afiliados à CrossFit revelou que enviou, antes da crise do final de semana, um e-mail a Glassman pedindo um posicionamento da marca a respeito do racismo envolvendo Floyd.

“Acredito sinceramente que a quarentena teve um impacto negativo na sua saúde mental”, respondeu o executivo.

O estrago está feito. Glassman construiu um império com a marca CrossFit, que passou a ser sinônimo de um treinamento funcional criado por ele em 2000 para adotar um novo estilo de vida.

Desde 2005, a modalidade tem crescido bastante nos Estados Unidos e também no Brasil. Nos EUA, o salto foi de 13 academias filiadas à marca naquele ano para as atuais 13 mil. No Brasil, são mais de 2 mil boxes para a prática do esporte.

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– Quem disse que a OMS falou que assintomáticos não transmitem Covid-19? A verdade que foi “recortada” por alguns interesses…

É terrível quando se existe a falta de ética, a má intenção e se promove informação incompleta para ganhar repercussão. Digo isso porquê ontem, na OMS, foi divulgado um estudo chinês (alertado que era um “pequeno estudo”) sugerindo que boa parte dos assintomáticos de Covid-19 não transmitem o Novo Coronavírus.

Pois bem: hoje, a própria OMS disse que NÃO DIVULGOU que assintomáticos não transmitem o Novo Coronavírus, mas mostrou simplesmente esse trabalho citado. Mas como os memes sobre isso bombaram aqui no Brasil?

O problema foi que alguns fanáticos produziram a parte que interessava e reproduziram em nosso país. Parece que começaram a acreditar em estudos chineses desacreditados… vai entender…

Abaixo: https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/06/09/oms-nega-que-evidencias-concluam-que-assintomaticos-nao-repassam-virus.htm

OMS NEGA QUE EVIDÈNCIAS CONCLUAM QUE ASSINTOMÁTICOS NÃO REPASSAM VÍRUS

por Jamil Chade

A OMS nega que tenha dado qualquer sinal de que esteja defendendo para a possibilidade de uma abertura mais rápida das economias e que estudos tenham concluído de forma definitiva que pessoas sem sintomas não repassam o covoronavírus. Para a agência de Saúde, não existem dúvidas: pessoas assintomáticas também transmitem o coronavírus. O que não se sabe é qual a proporção dessas pessoas que, de fato, tem a capacidade de contaminar outras.

Ontem, a chefe da unidade de doenças emergentes da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que algumas pesquisas indicam que pacientes assintomáticos têm poucas chances de transmitir a covid-19. Ela, porém, citou apenas um estudo de pequeno porte. Imediatamente, milícias digitais do governo iniciaram uma campanha para indicar que tal declaração significaria o fim das quarentenas.

Na manhã de terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro repetiu os comentários de suas redes sociais, indicando que espera uma “reabertura mais rápida” após a divulgação da Organização Mundial de Saúde (OMS) ontem, de que a disseminação assintomática do coronavírus é “muito rara”. Bolsonaro, como já havia feito no passado, voltou a distorcer a informação da OMS. Para ele, “o pânico começa a se dissipar”. “Quem sabe poderemos voltar à normalidade que tínhamos no começo deste ano”, disse.

Nesta terça-feira, Van Kerkhove negou que haja uma mudança de recomendação da OMS e explicou que a comunidade internacional hoje não sabe dizer qual é a proporção de pessoas transmitindo o vírus.

Segundo ela, o que se sabe é que a maior parte da transmissão vem de pessoas que tem sintomas. Mas existem aqueles quem não desenvolvem sintomas. O problema é que não se sabe qual o tamanho dessa população. Estudos indicam que isso poderia variar de 6% a 41%. “O que sabemos é que algumas pessoas que não têm sintomas podem transmitir o vírus”, insistiu.

Ela admite que a ciência ainda precisa entender melhor tal fenômeno. Mas esclareceu que, ao falar sobre o caso na segunda-feira, ela fazia referência a um número limitado de estudos realizados em situações específicas. “Não era uma política da OMS”, disse a técnica, chamando o caso de um mal-entendido.

De acordo com Maria, alguns modelos estimam que até 40% da transmissão poderia estar ocorrendo por pessoas assintomáticas.

Ela ainda pediu ajuda dos governos para entender ainda quando uma pessoa é mais infecciosa. Um dos estudos aponta que tal momento é quando o paciente desenvolve sintomas, momento em que ele tem mais vírus no corpo. “Estamos só no começo disso tudo”, afirmou.

Absolutamente convencidos

Michael Ryan, diretor de operações da OMS, também adotou o mesmo tom. “Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por pessoas assintomáticas está ocorrendo, a questão é saber quanto”, afirmou.

“Ambos – sintomáticos e assintomáticos – contribuem para transmissão. A questão é saber qual é a proporção de cada um”, disse Ryan.

Ele da um exemplo: uma pessoa que está num restaurante e bem. Mas de repente começar a se sentir com mal-estar e febre. “É nessa etapa que uma pessoa pode estar transmitindo”, disse. “Temos de admitir: não é um vírus fácil de parar”, afirmou.

Para ele, o que se sabe é que a melhor forma de combater o vírus é a de saber onde ele está para poder suprimir a transmissão. Ou seja, ampliar o número de testes.

Ryan deixou claro que a OMS continua mantendo a mesma recomendação em termos de resposta de distanciamento social e que nada mudou por enquanto. Ele lembra que os números da pandemia continuam aumentando. “Estamos subindo ainda a montanha. Precisamos adotar as medidas, pois sabemos que funcionam”, afirmou.

Para ele, se houver uma operação maior dos governos para identificar os surtos, com amplos testes, existiria a possibilidade de não ter de colocar em confinamento 100% da população. Mas, para isso, a tarefa será a de identificar e testar. “Isso pode ter êxito para parar a doença e ainda ajudar a economia”, defendeu. Nos últimos dias, a OMS vem apontando como as estratégias de confinamento funcionaram no esforço de barrar o vírus.

Manipulação

Bolsonaro, porém, escolheu apenas certos trechos da reunião para usar na defesa de uma abertura mais rápida da economia. Ele não citou a mesma diretora da OMS alertando minutos antes que o combate contra a pandemia estava “longe de terminar” e que o “maior risco” neste momento é a complacência por parte de governos. Nada disso, porém, foi citado pelo presidente brasileiro.

Na mesma coletiva de imprensa, a OMS pediu que o Brasil mantivesse a transparência nos dados e, num recado velado, apelou para que a América do Sul mostrasse liderança política.

A OMS também deixou claro que a situação internacional está piorando, e não melhorando. Entre sábado e domingo, o mundo registrou o maior número de casos em seis meses, com 136 mil novos diagnósticos positivos.

Nada disso foi mencionado por Bolsonaro. “Ontem a OMS também disse que a transmissão de pessoas assintomáticas é praticamente zero. Muitas lições serão tomadas. Isso pode sinalizar a uma abertura mais rápida e do comércio e a extinção de medidas mais rígidas autorizadas pelo STF e por prefeitos e governos estaduais. O governo federal não participou disso. Vai ter muita discussão”, disse Bolsonaro durante a 34ª reunião do Conselho de Ministro.

“Esse pânico que foi pregado lá atrás por parte da grande mídia começa talvez a se dissipar levando em conta o que a OMS falou por parte do contágio dos assintomáticos”, completou o presidente.

Maria van Kerkhove - OMS - Christopher Black/OMS

Maria van Kerkhove – OMS Imagem: Christopher Black/OMS

 

– O desagradável encontro de uma ala da Igreja Católica oferecendo mídia positiva ao presidente Jair Bolsonaro

A imprensa livre, crítica e correta não faz jornalismo tendencioso (nem a favor, nem contrário). Li, e me entristeci, ao ver o Padre Reginaldo Manzotti junto com algumas emissoras de TV particulares de confissão católica na capa do Estadão, negociando verbas a troco de “mídia positiva” nos órgãos de comunicação que atuam.

Não é essa a posição da Igreja Católica (nem no Brasil, e nem no mundo). A propósito, a CNBB e a Rede Católica de Rádio divulgaram um importante esclarecimento preocupada com tal situação, mostrando que não se pode fazer algo assim, alertando sobre a unidade necessária à Igreja e repudiando tais ações.

Ufa! Que o catolicismo não se renda à politicagem (que é o mau uso da política).

Abaixo, em PDF, o texto. Gostei demais quando se atenta à estranheza do fato e recorda que: 

“A Igreja Católica não faz barganhas. Ela estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais”

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– Os Pré-Candidatos em Campanha!

Não dá para negar: a campanha política para os candidatos a vereador e prefeito está nas ruas. Ou alguém convence que as postagens nas redes sociais e visitas às comunidades de TODOS eles não é campanha? Pior é gente que nunca veio ao bairro e se lança como “pré-candidato por ele”.

Usar o nome de “Pré-Candidato” com tais ações é declarar que se está em “Pré-Campanha”. E não dá na mesma?

E vai fazer o quê… Se o TSE punir um, terá que punir todos. Aguentemos o blábláblá de sempre.

Em tempo: vote em quem você conhece, que trabalhou para o seu bairro e vive a realidade da sua comunidade. Há bons políticos sim para a reeleição.

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– Motivos para não estar no Facebook! Cometerei um Facebookcídio?

Muita gente não quer estar no Facebook. Embora a Rede Social seja quase uma obrigação para alguns, há aqueles – que como eu – pensam seriamente em sair do “Face”. 

Pessoas irritantes achando que você está à disposição 24 horas para respondê-las, sabichões, contestadores de plantão e, principalmente, radicais!

Radicais da fé, do futebol e da política. Há gente de todo tipo e que não respeita a opinião alheia. Cansado de ver aqueles que criam animosidades com outros devido a esse tripé, e incomodado com “gifs e correntes” bobocas, sinto-me cada vez mais estimulado para cometer um “Facebookcídio” (embora, a curto prazo, não farei).

Nesta época próxima às Eleições, certamente será “um pé no saco” entrar no Facebook, Twitter, Instagram… aliás, já está sendo! O que aparece de pré-candidatos pedindo votos (gente que nunca vi)!

Compartilho, abaixo, o interessante texto de Eugênio Bucci (jornalista, professor da ESPM e da ECA-USP), escrito para a Revista Época de 11/06/2012), sobre a importância e explicações para se estar fora do Facebook. Repare: se o texto, que é antigo, se torna bem claro aos nossos dias, imagine com o sem número de Fake News que invadem a Timeline hoje!

PORQUE NUNCA ENTREI NO FACEBOOK

– Não, não estou no Facebook

“Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um”em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático:”Até minha avó está no Face, é tão friendly”. Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais e-mail. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, Bullying, assédio moral.

E não obstante:

– Não, não estou no Facebook.

E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de S. Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.

A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.

O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comercio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.

Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.

Desconfio que esse padrão de relacionamento não é leal e não vai tão longe quanto promete. Não se mantiver o mesmo modelo. Mesmo como negócio, o Face dá sinais de ter batido no teto. A empresa menos de um mês e, desde então, as ações despencam. Já perderam mais de 24% de seu valor. Nesse período, o fundador e presidente executivo, Mark Zuckerberg, ficou USS 4,7 bilhões mais pobre. O Facebook precisa mudare, por enquanto, mudará sem minha ajuda, sem meu trabalho gratuito. Seguirei com meu cômodo bordão:

– Não, não tenho Facebook.

Dá para viver sem. Se me acusarem de dinossauro lamuriento, posso me defender. Tenho celular e sei operar controle remoto de televisão. Uso o Google, mas com um pé ressabiado bem atrás. Sabia fazer download de planilha Excel, mas esqueci. A tecnologia nos engolfa, eu bem sei, e não há como ficar de fora. Mas uma coisinha ou outra a gente ainda pode escolher. Um “não” ou outro, a gente ainda pode dizer.

– Não, não estou no Facebook.

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– A Fake News sobre Bill Gates e a Pandemia bombam!

As consequências de uma autoridade modificar um fato e transformá-lo em fake news, podem ser gravíssimas. Vejam o que aconteceu no Quênia com Bill Gates, onde uma autoridade local postou um vídeo antigo dando a entender que o empreendedor já sabia do Novo Coronavírus em 2015!

Bill Gates nunca falou do atual Covid-19, mas em termos genéricos – se surgisse uma pandomia – abordando que o mundo não estaria preparado para algo como vivemos hoje.

As proporções do acontecido, em: https://istoe.com.br/teorias-da-conspiracao-sobre-bill-gates-abundam-em-toda-africa/

TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO SOBRE BILL GATES SE ESPALHAM NA ÁFRICA

Enquanto o novo coronavírus continua causando estragos em todo mundo, Bill Gates se tornou o novo alvo dos adeptos das teorias conspiratórias, especialmente na África, onde uma publicação nas redes sociais de um político queniano alimentou o fenômeno da desinformação.

Os programas de Gates para uma vacina provocaram todo tipo de especulação no continente, e a disseminação de notícias falsas apenas aumentou durante a pandemia.

Em 15 de março, o governador de Nairóbi, Mike Sonko, postou um vídeo antigo de Bill Gates, no qual ele advertia para as consequências de uma futura pandemia, intitulado: “Bill Gates já falou sobre o coronavírus em 2015”.

Na gravação, feita durante uma conferência TED há cinco anos, o filantropo explicou que o mundo não estava preparado para um surto epidêmico global. Ele não mencionou o coronavírus em momento algum.

O post de Sonko provocou tantas interações entre seus mais de dois milhões de seguidores no Facebook, que se tornou a publicação global mais prolífica sobre Gates desde o início da pandemia de COVID-19, de acordo com a plataforma de rastreamento das redes sociais CrowdTangle.

A postagem foi compartilhada mais de um milhão de vezes e acumulou 38 milhões de visualizações nas mídias sociais.

O caso mostra o importante papel das figuras públicas locais na disseminação de informações falsas, ou enganosas, em diferentes partes do mundo, de acordo com o Digital Forensic Research Lab (DFRLab) do Atlantic Council, que estuda o fenômeno da desinformação em nível global.

“Em geral, (esse tipo de informação) viaja através de (…) comunidades-nicho quando um influenciador, como uma celebridade de destaque, ou mesmo uma fonte de uma grande mídia, as amplifica”, disse Zarine Kharazian, do DFRLab.

“Quando atingem esse nível de disseminação, espalham-se em vários idiomas”, acrescentou.

Os boatos sobre os laços entre Gates e a atual pandemia têm sido alimentados pelos diferentes grupos de teoria da conspiração em todo mundo desde que o vírus surgiu na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro de 2019.

Desde janeiro, mais de 683.000 postagens no Facebook – tanto em páginas públicas quanto em grupos – mencionavam Gates, levando a cerca de 53 milhões de curtidas, compartilhamentos e reproduções.

“Uma característica comum das teorias conspiratórias que atravessa fronteiras, idiomas e culturas é a desconfiança das ‘elites todo-poderosas’ e das instituições”, explicou Kharazian.

“O perfil proeminente de Gates, sua franqueza e seu compromisso ativo em trabalhos de saúde pública em nível internacional fizeram dele um alvo de primeira ordem para esse tipo de complô”, acrescentou.

Entre as reivindicações mais difundidas na África está o fato de Bill Gates querer controlar a humanidade com microchips implantados, ou tatuagens digitais.

Os conspiradores também garantem que Gates se beneficiará enormemente de uma possível vacina e que sua fundação patenteou um tratamento anos atrás, antes de liberar o novo coronavírus.

Outros acreditam que ele criou o vírus para controlar a população, uma questão muito sensível na África, onde muitos comentários negativos publicados on-line sugerem que a vacina contra a COVID-19 poderia ser testada na população daquele continente.

Parte dessa reação pode ser explicada pelos abusos médicos por parte de países ocidentais da África, disse Sara Cooper, cientista do Conselho de Pesquisa Médica do Cochrane Center, na África do Sul.

“Nas últimas décadas aconteceram vários incidentes de pesquisas médicas realizadas na África, nos quais foram cometidas graves violações dos direitos humanos”, disse Cooper à AFP.

Uma série de práticas que vão desde experimentos de esterilização forçada na Namíbia, no final do século XIX, quando o país era uma colônia alemã, até testes de drogas organizados por gigantes farmacêuticos em vários países africanos nos anos 1990.

A desconfiança das vacinas ocidentais ficou evidente em uma publicação que viralizou recentemente, alegando que o médico e cientista francês Didier Raoult havia alertado os africanos para não usarem “a vacina Bill Gates”, porque tinha “veneno”.

O serviço de “fact-checking” da AFP desmentiu essa afirmação: Raoult nunca fez esses comentários, e a vacina nem existe.

Episode 46: The Not-So-Benevolent Billionaire (Part II) — Bill ...

– Fake News não é Liberdade de Expressão!

Parece tão simples, mas para alguns é tão complicado…

Liberdade de Expressão é você poder opinar, dizer o que pensa, debater, levantar hipóteses, e tantas outras coisas… Só não é: dizer mentiras, fomentando-as para que as outras pessoas acreditem que são verdades, prejudicando o próximo. Aí passa a ser calúnia, injúria, crime ou… Fake News!

Por quê querem confundir os conceitos?

No tempo de Dilma Rousseff surgiu (e comprovou-se) a existência de blogueiros que faziam postagens patrocinadas a favor do Governo dela. Agora, se vê quase a mesma coisa, versão Bolsonaro. Lamentável que a “Nova Política” seja tão parecida quanto a “Velha Política”.

Há de se viver na verdade e fazer a coisa certa. Sempre!

Fake news: como enfrentar a desinformação sem cercear a liberdade ...