– Apaixonados por Lula e por Bolsonaro se calam contra o aumento do Fundo Partidário?

Enquanto bolsonaristas e lulistas brigam para se dizerem “arautos da justiça e da correção social”, os partidos políticos fazem a farra em Brasília.

Viram a imoralidade do aumento do Fundo Partidário, que tira recursos da Saúde e da Educação, dando mais dinheiro para as legendas?

Leia (extraído da Folha):

O aumento do fundo eleitoral para R$ 3,8 bilhões com corte de recursos em saúde, educação e infraestrutura uniu rivais como PSL e PT, além de ter sido respaldado por partidos do chamado centrão.
A medida teve o apoio de 13 partidos: PP, MDB, PTB, PT, PSL, PL, PSD, PSB, Republicanos, PSDB, PDT, DEM e Solidariedade. Eles representam 430 dos 513 deputados e 62 dos 81 senadores. Podemos, Cidadania, PSOL e Novo foram contra o aumento, mas não têm força política para barrar a investida
.”

Como não se revoltar com tamanho desrespeito? E aqueles que têm “políticos de estimação”, dirão o quê sobre essa imoralidade?

Pobre Brasil… Cadê MBL, CUT, os diversos movimentos de Esquerda e Direita extremistas?

É por isso que se deseja tanto montar novos partidos politicos. Entrar na Política parece ter virado um grande negócio…

– Um indecente troca-troca de técnicos na reta final do Brasileirão!

Que coisa a “dança das cadeiras” dos treinadores brasileiros.

Abel Braga perdeu para o CSA e saiu do Cruzeiro; o Cruzeiro trouxe Adilson Baptista, demitido do Ceará na rodada anterior; e o Ceará trouxe Argel Fuks, que estava no CSA. Por lógica, o CSA deveria trazer Abel Braga?

Claro que é ilógico. Mas com os 3 times lutando contra o rebaixamento, crer que Adilson fará o que Abel não fez com esse elenco complicado da Raposa, é utopia (sendo que o próprio Adilson estava na mesma zona de queda com o Ceará).

Pior do que isso somente a deselegância de Argel em abandonar o CSA e ir para o rival, em condições idênticas, e alegar “outro patamar”.

Clubes e treinadores, no fundo, quando vêem a necessidade, pulam do barco igualmente. O clube “empurrando o treinador ao mar”, ou o treinador “vazando o bote”.

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– O novo VAR para a final da Libertadores entre River Plate x Flamengo

Ontem abordamos a entrevista do árbitro de vídeo Diego Haro, do Peru, que trabalharia na final da Libertadores da América. Na oportunidade, criticamos o fato dele elogiar demasiadamente a todos e fizemos uma ponderação sobre ser discreto.

O texto está em: https://professorrafaelporcari.com/2019/11/19/arbitro-nao-pode-criticar-nem-elogiar-mas-o-profissionalismo-esta-em-falta/

Pois bem: a Conmebol trocou o VAR (para mim, uma decisão acertada). No lugar dele entrará o uruguaio Esteban Ostojich.

Que tudo ocorra bem na finalíssima tão aguardada por argentinos e brasileiros!

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– Escola sem Partido, sem Religião e sem Apologia a Gênero

O respeito à fé, às convicções políticas e à sexualidade deve ser sempre preservado. Muitas vezes nos deparamos com assuntos polêmicos, que podem fazer proselitismo ou determinar preconceito contra uma crença religiosa (ou descrença).

Nos dias atuais, o radicalismo a favor ou contra alguma religião, partido político ou causas sociais (como LGBTQ+) acaba entrando no noticiário por seus manifestantes e defensores – em algumas ocasiões, de maneira ofensiva.

Procurar a neutralidade e preservar o direito ao exercício da cidadania (sem fazer apologia ou repulsa) é fundamental. E, apesar de muitas críticas que se possa fazer em alguns setores do Governo, ao ler sobre a criação de um canal de denúncias para que se tenha a possibilidade de reclamar de conteúdos inapropriados (que critiquem a fé desde o cristianismo até as de raízes africanas; de promoção de campanha partidária / política de Esquerda ou Direita; ou ainda de erotização precoce ao invés de educação sexual) penso ser uma acerto muito grande!

A questão não é censurar (censura nunca deve ser feita), mas a necessidade de mostrar a pluralidade de ideias e manifestações (não de um lado apenas, para que não seja um ensino doutrinário) é indiscutível.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/11/damares-anuncia-canal-de-denuncias-para-questoes-contra-moral-religiao-e-etica-nas-escolas.shtml

DAMARES ANUNCIA CANAL DE DENÚNCIAS PARA QUESTÕES CONTRA MORAL, RELIGIÃO E ÉTICA NAS ESCOLAS

Segundo a ministra, canal está sendo formatado em parceria com o MEC e será anunciado em breve

A ministra Damares Alves (Direitos Humanos) disse nesta terça-feira (19) que um canal de denúncias está sendo formatado em parceria com o MEC (Ministério da educação) para receber queixas de conteúdos que possam ser considerados inadequados nas escolas.

“O que nós queremos é tão somente o cumprimento da lei”, afirmou ela a jornalistas, fazendo referência a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Pacto de San José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário.

“Lá está dizendo que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. A família precisa ser ouvida.”

Segundo Damares, o canal será anunciado em breve e será conduzido pelo Ministério da Educação. Questionada sobre o papel da sua pasta, ela disse que será o de conversar com as famílias, sem entrar em detalhes de como isso será feito.

Ela também não explicou em que formato funcionará o canal —se pela internet, via telefone ou outra forma— e não citou previsão para a implementação, mas disse que deve ocorrer ainda este ano. O MEC não retornou o contato da reportagem para comentar sobre o tema.

A ministra havia falado sobre o canal de denúncias na segunda-feira, ao compartilhar, no Twitter, uma reportagem do site Metrópoles sobre o caso de um professor de Brasília que teria ensinado sobre sexo anal e oral a alunos do sexto ano e pedido uma redação a respeito do tema.

“Tudo o que nós queremos: bom senso. Foi um episódio de um educador, esse rapaz pode estar doente, perturbado, não está bem orientado, foi um episódio isolado. O que nós queremos é que episódios como esse não aconteçam mais”, disse em Belo Horizonte.

Segundo Damares, o objetivo é trabalhar uma parceria entre escola e família, onde cada um esteja ciente de seu “dever e papel”. Ela garantiu que o objetivo não é punir educadores e que não será instaurada “uma guerra contra a escola”.

“Não existe aqui nenhum governo radical, opressor, que vai proibir falar desses temas, obedecendo o material didático certo, a idade certa e a forma certa de falar”, explicou.

A ministra defendeu que é importante falar de educação sexual nas escolas para “empoderar a criança”.

Damares citou sua própria história de abuso, ocorrida quando tinha 6 anos. Ela conta que não sabia que poderia denunciar o que aconteceu e que, se tivesse sido orientada, estaria empoderada para se proteger.

Em setembro, o ministro da educação, Abraham Weintraub, enviou ofício para as secretarias de educação do país com orientações sobre respeito a crenças religiosas, pluralismo de ideias e sobre o veto de propagandas partidárias em sala de aula. Temas que remetem ao que é preconizado pelo movimento Escola sem Partido.

Na época, Weintraub disse que colocaria os canais de comunicação do MEC à disposição para receber denúncias de casos que fossem considerados extremos.

Em Belo Horizonte, Damares também disse que não estava previsto, mas que irá sugerir que o canal de denúncias seja incluído no Pacto pela Infância —pacto de programas sociais— articulado com outros ministérios.

Ela antecipou outro programa do governo que será anunciado nos próximos dias. O “Creche para todos”, diz ela, tem como meta colocar em dois anos todas as crianças do país, na faixa de 0 a 4 anos, em creches. Os detalhes também serão tratados pelo MEC.

A agenda da ministra na capital mineira incluiu participação em audiências públicas e o recebimento do título de cidadã honorária do estado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Respondendo à pergunta se irá para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, Damares disse que não foi convidada ainda e que irá pensar.

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– Mais casos de manipulação de resultados no Futebol Paulista por parte de apostadores!

Virou um inferno! De novo, a Polícia investiga casos de manipulação de resultados nas divisões de acesso e amadoras da FPF. Os apostadores estão fazendo e oferecendo de tudo!

Abaixo, revelado pelo GloboEsporte.com, a matéria completa (extraída de: https://globoesporte.globo.com/blogs/bastidores-fc/post/2019/11/19/manipulacao-em-sp-policia-apura-tentativa-compra-de-goleiro-e-proposta-por-14-escanteios.ghtml)

MANIPULAÇÃO EM SP: POLÍCIA APURA TENTATIVA DE COMPRA DE GOLEIRO E PROPOSTA POR 14 ESCANTEIOS

GloboEsporte.com mostra detalhes dos inquéritos abertos na Polícia Civil de São Paulo. Presidente de clube diz que goleiro abordado por grupo de advogados ficou “assustado”

Inquéritos abertos na Drade: tentativas de manipulação de resultados em SP — Foto: Vicente Seda

Inquéritos abertos na Drade: tentativas de manipulação de resultados em SP — Foto: Vicente Seda

A Polícia Civil de São Paulo investiga atualmente oito casos de manipulação de resultados em partidas de futebol no estado, envolvendo times de diferentes divisões. Três casos partiram de denúncias de atletas, árbitros e treinadores; os demais foram levantados pela empresa que monitora os campeonatos da Federação Paulista de Futebol (FPF). O setor que concentra os inquéritos, a Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), está desde junho sob comando do delegado César Saad. Ele vê um crescimento no assédio a jogadores e árbitros. Nem sempre o resultado do jogo está em questão.

Em um dos casos investigados, por exemplo, um árbitro denunciou uma abordagem para que garantisse a marcação de pelo menos 14 escanteios na partida. Outro caso que também está sob investigação, e já tem identificado o autor da abordagem para manipulação de um resultado de jogo, mostra que o problema não se limita mais a máfias do exterior. Grupos locais também estão se organizando para esse tipo de prática. Neste caso específico, trata-se de um grupo de advogados.

– Para nós, são dois casos que mais chamam atenção: esse do Flamengo de Guarulhos, que o menino recebe uma ligação de um advogado, onde fala que existe um grupo de advogados que promovem apostas. Ele propõe ao atleta que leve dois gols no primeiro tempo. Uma aposta nesse sentido paga muito mais nas bolsas de aposta do que o resultado final em si. E ele diz ao atleta que entraria em contato também com o goleiro do Jabaquara para que levasse dois gols no segundo tempo – explicou Saad, que complementou em seguida:

– Outro caso mais recente é um caso inusitado onde o árbitro é procurado. Ele é aliciado para que permita ou garanta que sejam cobrados 14 escanteios na partida. É uma ferramenta específica, você imagina o quanto não pagaria a um apostador se ele acertar que naquele jogo seriam cobrados 14 escanteios.

Delegado César Saad, titular da Drade, cuida de oito inquéritos de manipulação de resultados no momento — Foto: Vicente Seda

Delegado César Saad, titular da Drade, cuida de oito inquéritos de manipulação de resultados no momento — Foto: Vicente Seda

Flamengo Guarulhos x Jabaquara

Campeonato Paulista Sub-20 – Segunda Divisão
Início do inquérito: 27/08/2019

Caso que mais chamou atenção da Polícia Civil por envolver um grupo de advogados apostadores, a tentativa de manipulação foi específica, com objetivo de que o goleiro do Flamengo, Diogo Calheiros Fernandes, sofresse dois gols no primeiro tempo, e o goleiro do Jabaquara fizesse o mesmo na etapa final. Com a negativa de Diogo, o goleiro do outro clube não foi abordado. De acordo com o inquérito, R$ 5 mil chegaram a ser oferecidos ao jogador que denunciou o aliciamento, além de ter sido ofertada a possibilidade de contraproposta. O jogador não recebe salário do clube, somente uma ajuda de custo do seu empresário de R$ 600 mensais.

Goleiro do Fla de Guarulhos é abordado para fabricar resultado. Ele negou e denunciou o caso — Foto: Reprodução

Goleiro do Fla de Guarulhos é abordado para fabricar resultado. Ele negou e denunciou o caso — Foto: Reprodução

A reportagem do GloboEsporte.com tentou contato direto com Diogo, sem sucesso. Por telefone, o presidente do Flamengo de Guarulhos, Edson David Filho, informou que o atleta ficou “assustado” com a abordagem e está incomodado com os desdobramentos do caso, pois já precisou depor na Polícia Civil e na Justiça Desportiva. Apesar da conduta exemplar do atleta, o dirigente pediu que não houvesse entrevista com o jovem de 18 anos.

– Ficou bem assustado. A pessoa até falou que se quisesse colocar mais alguém no meio, outro jogador, (ele) poderia até indicar. Quando chegou para nós, já fizemos contato com a ouvidoria da FPF – explicou o dirigente, ressaltando que foi a primeira vez que teve notícia de um contato dessa natureza com atletas do clube.

O autor da abordagem já foi identificado pela Drade e está indiciado. Luiz Henrique Gonçalves Inácio, de 22 anos, é estudante do quarto ano de Direito, mas trabalha fora da área, em uma empresa de logística. Além do valor do seu salário ser inferior ao que foi ofertado, mensagens do aliciador em posse da polícia apontam que um grupo de advogados estaria por trás da aposta.

O delegado também falou sobre o indiciado como autor do crime:

– É um estudante do quarto ano de Direito, trabalha na iniciativa privada, em uma empresa de logística, não trabalha na área de Direito, ganha R$ 2.600 e chegou a oferecer R$ 5 mil. Ele aqui alega que queria ser empresário de jogador de futebol, queria entrar no mundo futebolístico. Mas não tem ligação nenhuma com clube ou atletas, nada disso. Ele fala claramente que pertence a um grupo de advogados que apostam nesses sites, nessas bolsas de aposta. O atleta tem 18 anos, joga na Quarta Divisão, ele só entrou em contato, deu o telefone dele, porque acreditava que fosse uma proposta para jogar.

Em depoimento à Polícia Civil, Luiz Henrique negou a tentativa de aliciamento e afirmou não fazer parte de qualquer grupo de apostas. Alegou que queria ajudar financeiramente o atleta e pretendia ser seu empresário. No fim do depoimento (veja a imagem com a íntegra), o defensor do acusado informou que todos os contatos foram “através do próprio telefone do indiciado, imaginando não incorrer em qualquer crime, demonstrando assim sua boa fé”.

A reportagem tentou contato com Luiz Henrique através do telefone que consta no inquérito, deixou recado em caixa postal, mas não obteve retorno.

São Bernardo x RB Brasil

Campeonato Paulista Sub-20
Início do inquérito: 04/10/2019

O outro caso que ligou o alerta na Polícia Civil foi denunciado por um árbitro. Uma pessoa identificada por “Pedro Almeidaum” entrou em contato através de rede social com a esposa de Willer Fulgêncio dos Santos, alegando que ele não respondia em seu perfil e pedindo o celular para entrar em contato. Disse ainda que apitava jogos com Willer. A esposa então enviou mensagem ao árbitro perguntando se conhecia a pessoa.

De acordo com a denúncia, um homem se fez passar por árbitro em rede social. Em contato por mensagem, chegou a oferecer R$ 3 mil. Veja o relato enviado a Saad pela delegada Margarete Barreto:

“Informo que a Comissão de Arbitragem, através do Sr. Martinucho, foi procurada pelo árbitro Willer Fulgêncio dos Santos para denunciar oferta de Manipulação de Resultado. Segundo o árbitro Willer, um homem que alegou ser árbitro passou uma mensagem no Facebook de sua esposa e pediu o telefone de Willer. A mulher, desconfiando ser outra mulher, passou seu telefone celular e recebeu via Whatsapp a mensagem contendo a oferta de manipulação, que seria de três mil reais, para que no jogo São Bernardo x RB Brasil, de hoje, às 15 horas, ocorressem mais de 14 escanteios. O ofertante esperou resposta e na ausência dela acabou por deletar o conteúdo das conversas, as quais foram copiadas pela mulher e seguem abaixo.

Apostador abordou até mulher de árbitro para buscar contato — Foto: Reprodução

Apostador abordou até mulher de árbitro para buscar contato — Foto: Reprodução

O árbitro foi orientado pelo Sr. Martinucho (Luiz Vanderlei Martinucho, membro da comissão de arbitragem) a enviar áudios e fotos do ocorrido para apuração pela Corregedoria.

O telefone usado para a oferta de manipulação é da região de Campinas – SP – 19 XXXXX-XXXX.

Diretor Dionísio ciente”.

A reportagem entrou em contato com o árbitro Willer Fulgêncio dos Santos, que se mostrou disposto a falar sobre o caso, mas avisou que precisaria de autorização da FPF. A entrevista foi vetada pela Corregedoria da entidade em função de o caso ainda estar sob investigação.

Mauá Futebol Clube

Mauá FC x Grêmio Mauaense
Início do inquérito: 11/09/2019

Outro caso recente que a Polícia Civil ainda busca chegar aos apostadores aconteceu no Mauá FC. O presidente do clube, Vagner Alberto Tegi, enviou no dia 11 de setembro um ofício à presidência e à Corregedoria da FPF informando sobre uma tentativa de abordagem ao técnico da equipe Sub-20. A informação foi repassada para investigação da Drade. No documento da Federação do dia 23 de setembro o caso é narrado dessa forma:

“Membro da comissão técnica do Sub-20 recebeu um Whatsapp convidando-o para saber de detalhes de ‘apostas’, anexando documentos que comprovam a conversa. O aliciador se apresentou como Gustavo e usou a linha telefônica +55 68 XXXXX-XXXX”, disse a mensagem de Margarete Barreto, coordenadora pedagógica e corregedora interina da entidade, ao departamento jurídico da FPF, que, por sua vez, encaminhou o documento à Polícia Civil.

Abordagem por mensagem ao técnico do Sub-20 do Mauá FC — Foto: Reprodução

Abordagem por mensagem ao técnico do Sub-20 do Mauá FC — Foto: Reprodução

O inquérito é bastante recente e segue em aberto. A Polícia Civil ainda busca chegar à identidade do aliciador. Foi tentado contato com a pessoa que fez a abordagem no celular que consta no inquérito, mas sem sucesso.

Denúncia feita à FPF de tentativa de manipulação feita pelo Mauá Futebol Clube — Foto: Vicente Seda

Denúncia feita à FPF de tentativa de manipulação feita pelo Mauá Futebol Clube — Foto: Vicente Seda

Vagner Tegi, presidente do Mauá, contou por telefone que foi a primeira vez que teve notícia de abordagem a um profissional do clube e que a situação faz com que a instituição se sinta vulnerável. O Mauá comunicou imediatamente à FPF ao tomar conhecimento da abordagem, mas Tegi teme que outras pessoas não tomem a mesma atitude.

– O nosso time é novo, apenas dois anos de federação. Nunca tivemos um contato nesse sentido, essa foi a primeira vez. Na verdade a gente se sente triste e indefeso, vulnerável a qualquer tipo de atitude. A gente fica vulnerável. Se veio oferta para a gente, pode ter para outros clubes. No nosso caso, na nossa índole, o nosso corpo diretivo não corrobora esse tipo de atitude.

Baixos salários e jogos sem transmissão facilitam assédio

Para o delegado Saad, a realidade dos clubes brasileiros que não figuram na elite nacional facilita a aproximação. Jogadores passam dificuldades e, segundo o titular da Drade, os valores oferecidos por vezes se aproximam ou até superam o que conseguiriam receber em um ano de trabalho.

– É muito pelos baixos salários, às vezes pelo não recebimento de salários. Em um dos inquéritos, o jogador, o goleiro, fala que não recebe salário do clube, recebe uma ajuda de custo do empresário dele. E que isso obviamente facilita a manipulação do resultado, o atleta ser aliciado. Nesse caso ele recebe uma ajuda de custo de R$ 600 e ofereceram R$ 5 mil, sendo que ele poderia fazer uma contraproposta – explicou.

A ausência de transmissão na TV e o pouco interesse na partida facilitam especialmente no caso de apostas específicas, nas quais o resultado final não é o alvo da manipulação.

– Fica muito difícil identificar. Em uma partida de Série B, que é a quarta divisão estadual, obviamente não existe VAR, o público é muito pequeno, não tem televisão, ou seja, passa despercebido. Uma marcação, uma dúvida entre uma falta ou um escanteio… Se o árbitro está comprometido com o aliciador, pode muito bem ceder a esse tipo de aposta, o que geraria um número certamente muito alto a ser pago aos aliciadores – completou o delegado.

O presidente da comissão de integridade da Federação Paulista de Futebol (FPF), Paulo Schmitt, questionado se o trabalho preventivo realizado pela entidade é suficiente para barrar a interferência de apostadores nas competições, afirmou:

– Não há garantias, o número cresce no mundo todo. Mas a FPF aposta em integridade acima de tudo para proteger o futebol paulista. O trabalho da Comissão com o lançamento da Cartilha e ações educativas e preventivas tem sido bastante eficaz, as denúncias são estimuladas e apuradas com rigor. Mas não será suficiente se não houver sanção e rapidamente. Porém a máxima é: “Educar antes para não punir depois!”

 

– Black Friday “Engana Mané”!

Dias atrás eu vi o que realmente é golpe no cliente. Em determinado shopping de Jundiaí, vi por lá as propagandas de: “já começou a Black Friday”.

Pois é: nenhuma diferença de preço, sempre os mesmos anúncios de “descontos de até 50%” (que há tempos estão por lá), apesar dos cartazes.

O que mais me chamou a atenção é: um tênis de corrida caríssimo (Adidas Ultraboost) custava R$ 799,99 há 15 dias. Hoje, havia o anúncio da liquidação “Black Friday antecipada”: de R$ 899,99 por R$ 799,99!

Palhaçada… muitas lojas aumentam para depois venderem no mesmo (alto) preço… e quem realmente faz a promoção, fica “queimado” pelos maus varejistas, desacreditando o evento.

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– Você costuma mentir?

Sou da seguinte opinião: uma mentirinha ou uma mentirona é mentira em qualquer lugar!

Uma pesquisa americana revela: a cada 10 minutos contamos 3 mentiras.

Será?

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2080/artigo152159-1.htm

MENTIRA: POR QUE NÃO VIVEMOS SEM ELA

por Maíra Magro

“Detesto mentira!” Qual foi a última vez que você disse essa frase ou ouviu alguém dizer? Seja como for, quem disse… mentiu. Podemos até falar que odiamos a mentira, mas lançamos mão desse recurso quase sem perceber.

O professor de psicologia Robert Feldman, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, filmou a interação entre mais de 50 pares de pessoas que acabavam de se conhecer e constatou que elas mentiam em média três vezes numa conversa de dez minutos.

Feldman, uma autoridade mundial sobre o tema e autor do livro recém-lançado no Brasil “Quem É O Mentiroso da Sua Vida? Por Que As Pessoas Mentem e Como Isso Reflete no Nosso Dia a Dia”, constata que recorrer a desvios da verdade, além de ser quase uma questão cultural, é um recurso de sobrevivência social inescapável. “Em geral, mentimos para tornar as interações sociais mais fáceis e agradáveis, dizendo o que os outros querem ouvir, ou para parecermos melhores do que realmente somos”, disse à ISTOÉ.

O problema, ressalta, é que meros desvios dos fatos podem crescer e virar uma bola de neve, gerando relacionamentos baseados no engano. “Devemos ser mais verdadeiros e demandar a honestidade”, conclama Feldman. Na maioria das vezes, a realidade é deturpada sem malícia. São as mentiras brancas, que funcionam, nas palavras do especialista, como “lubrificantes sociais”. Isso não acontece apenas nas conversas entre estranhos, permeia também os relacionamentos mais íntimos.

A dermatologista carioca Jocilene Oliveira, 55 anos, admite praticar um clássico feminino: “Se comprei um vestido e meu marido me pergunta quanto custou, digo que foi uma bagatela, mesmo que não tenha sido”, conta ela, para quem essa mentirinha de vez em quando serve para “evitar stress” no casamento. Há poucas chances de o marido de Jocilene descobrir a verdade. Segundo a psicóloga carioca Mônica Portella, é como se jogássemos uma moeda para cima cada vez que tentássemos descobrir se alguém está falando a verdade.

Ela estudou sinais não verbais da comunicação, como movimentos dos olhos e gestos das mãos, para ver se é possível detectar os momentos em que uma pessoa diz inverdades. “A taxa de acerto de um leigo é de 50%”, revela. Outro artifício muito usado é mascarar os fatos para fazer o interlocutor sentir-se bem, como dizer que um corte de cabelo duvidoso ficou “diferente” e não horrível. A lista de situações em que exageramos ou modificamos a realidade não tem fim.

Quem nunca inventou uma desculpa esfarrapada para justificar um atraso? Segundo especialistas, as técnicas de dissimulação são aprendidas pelas crianças desde cedo – e não por meio de colegas malandros, mas com os próprios pais. “O processo educacional inibe a franqueza”, aponta Teresa Creusa Negreiros, professora de psicologia social da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

Uma menina que ganha uma roupa será vista como mal-educada se disser, de cara, que achou o modelo feio. O paradoxo é que, embora a sociedade condene a mentira, quem falar a verdade nua e crua o tempo todo será considerado grosseiro e desagradável. “Mentir por educação é diferente de ter um mau caráter”, pondera Teresa. Mas, para Feldman, mesmo as mentiras inofensivas devem ser evitadas, com jeitinho. “Nossos filhos não precisam ser rudes e dizer que detestaram um presente”, afirma. “Mas podemos ensiná-los a ressaltar algum aspecto positivo dele, em vez de dizer que gostaram.”

As inverdades repetidas no cotidiano mascaram os parâmetros que temos para avaliar nossas atitudes e a dos companheiros, gerando todo tipo de desentendimento. Quando estamos diante de alguém que fala muita lorota, não sabemos com quem estamos lidando.

“É muito difícil categorizar mentiras e dizer que umas são aceitáveis e outras não”, afirma Feldman. Em alguns casos, os efeitos são irreversíveis. Preocupado em saber se a ex-namorada gostava realmente dele, o estudante paulistano Rogério Yamada, 22 anos, decidiu testar o ciúme dela inventando que a havia traído.

“Ela acabou terminando comigo”, lembra. “Hoje me arrependo.” Quem é enganado também sofre, com mágoa e desconfiança – segundo especialistas, a dor é mais forte quando afeta os sentimentos ou o bolso.

A psicanalista Ruth Helena Cohen, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), oferece um consolo a quem se sentiu ludibriado: a mentira tem muito mais a ver com a psicologia de quem a conta do que com seu alvo – como no caso de Rogério, que no fundo queria saber se era amado. “É uma forma de defesa, que revela uma verdade sobre quem a diz”, afirma Ruth.

É claro que, além das mentirinhas brancas, há aquelas contadas com dolo: são trapaças e traições para beneficiar quem conta ou prejudicar o outro, como ganhar uma confiança não merecida ou cometer uma fraude financeira. Em casos mais raros, a mania de inventar e alterar os acontecimentos pode revelar uma patologia.

É a chamada “mitomania”, ou compulsão por mentir, que demanda tratamento psicológico. Uma das razões pelas quais contamos tanta mentira é que raramente nos damos mal por isso. O mentiroso tem duas vantagens: a maioria das conversas está baseada na presunção da verdade e é praticamente impossível identificar uma inverdade no ato.

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– Lula e Eduardo Azeredo (petista e tucano) são os primeiros criminosos que dormiram em casa por conta daquele que “quebrou o galho” do filho de Bolsonaro (peesseelista).

A Política não é um lugar de santidade e poucos lá se salvam. Discutí-la com racionalidade se faz necessário. Com passionalidade e idolatria aos protagonistas, torna-se perda de tempo.

Lembram quando Dias Tóffoli, o “ministro-chefe” do STF, suspendeu a investigação dos processos que poderiam complicar a vida de muitas pessoas, incluindo Flávio Bolsonaro? Muita grita com ele na oportunidade, mas nada aconteceu.

Pois é. Devido ao seu voto de minerva na decisão equivocada em soltar os bandidos por conta da não-prisão em 2a instância, esta última 6a feira tornou-se um dia para sair do ambiente da Internet.

Uma loucura o fanatismo entre os amantes radicais de Lula e Bolsonaro nas Redes Sociais (como se o Brasil dependesse exclusivamente desses dois homens), golpeando-se a cada postagem. Nada contra quem vota neles, ou em Alckmin, ou em Ciro, ou em ninguém; mas o que mais me entristece é ver o quanto os seguidores esquerdistas e direitistas mais fanatizados ADORAM esses políticos. Como não conseguem enxergar seus erros, tanto de um quanto do outro?

A propósito, Bolsonaro deve estar contente, pois Lula estando no foco do noticiário faz com que as atenções sobre os filhos “01, 02 e 03” diminuam. Já Lula deveria se lembrar: não era ele que houvera dito que só sairia da cadeia (ou “sala gourmet”) somente quando provasse sua inocência? Ele foi solto, não inocentado.

Triste Brasil… me assusto quando vejo as pessoas acreditando quando um radical é chamado de mito ou quando um corrupto se diz “a alma viva mais honesta do país”.

Em tempo: Eduardo Azeredo foi o segundo beneficiado pela canetada do Supremo.
A culpa, muitas vezes (pasmem) é dos algoritmos do Facebook! Sim, pois ele sugestiona o que você quer ler com mais intensidade para “gostar” ou “se revoltar”. Aí a potencialização do amor e do ódio ganha força.

Por fim, uma curiosa dúvida:

Bolsonaro reclama que a Globo é Petista, mas Lula diz que foi preso por culpa da Globo que não gosta do PT. 

Afinal, a Globo está a serviço de quem?

PIREI…

Enquanto isso, continuamos com nosso Executivo, Legislativo e principalmente o Judiciário trabalhando por várias causas, menos a dos verdadeiros anseios do povo!

(Relembro e insisto: discutir Política, assim como Futebol e Religião – assuntos delicados – é importante, mas desde que exista respeito e racionalidade. Se for para abordar a Política tomado de emoção, paixão ou rancor, se torna algo inútil).

£ AL GAROTAO PROCURANDO

– A demissão do executivo do McDonald’s por conta do namoro consensual com uma colega de trabalho. Exagero?

Steve Easterbrook foi o CEO do McDonald”s nos últimos 4 anos. E ele se tornou um dos responsáveis por mudar algumas práticas e normas da empresa, como tolerância zero ao assédio sexual e moral, promovendo diversidade e nenhum preconceito.

Dentro da cartilha, “paqueras” entre colegas de trabalho deveriam ser evitadas. Entretanto, Easterbrook foi demitido do cargo pelo Conselho de Administração do McDonald’s por manter uma relação CONSENSUAL com uma funcionária. E o executivo, sem questionar, concordou com sua saída por violar tal norma.

Essa regra contra o assédio seria um pouco rigorosa demais ou necessária? O que vence pensa sobre isso? Vale lembrar que toda a situação não foi a partir de uma questão extraconjugal, forçada ou não consensual, mas de dois adultos heterossexuais bem esclarecidos que engataram um namoro como qualquer outro.

Extraído de: https://www.terra.com.br/economia/mcdonalds-demite-seu-principal-executivo-por-causa-de-relacionamento-com-funcionaria,7653893c632cfd8ed3eb932b3f0a3d39fyfxxbm1.html

MCDONALD’S DEMITE SEU PRINCIPAL EXECUTIVO POR CAUSA DE RELACIONAMENTO COM FUNCIONÁRIA

O McDonald’s Corp. informou que demitiu seu principal executivo (CEO), Steve Easterbrook, por causa de um relacionamento consensual com uma funcionária. A rede de fast-food afirmou neste domingo que seu conselho de administração aprovou na sexta-feira a demissão de Easterbrook, após investigar o relacionamento com uma funcionária não identificada. Easterbrook também renunciou ao conselho da companhia.

Em um e-mail aos funcionários do McDonald’s, Easterbrook afirmou neste domingo que havia violado a política da empresa sobre conduta pessoal. “Isso foi um erro”, escreveu. “Dado os valores da empresa, concordo com o conselho que é hora de seguir em frente.”

A empresa não forneceu mais detalhes sobre o relacionamento. O McDonald’s informou que Easterbrook seria substituído imediatamente pelo presidente nos EUA, Chris Kempczinski.

Easterbrook era o diretor-presidente do McDonald’s desde março de 2015. Durante seu mandato, as ações da empresa quase dobraram de valor, mas o movimento nos restaurantes dos EUA continua estagnado.

O McDonald’s está enfrentando desafios que reverberam em toda a indústria de alimentos, dos produtores de carne aos supermercados, à medida que os consumidores mudaram seus hábitos de consumo para produtos que consideram mais saudáveis e grandes empresas têm sacrificado seus lucros por atualizações tecnológicas e entregas.

O McDonald’s investiu na atualização de seus sanduíches e na renovação de seus restaurantes para acompanhar essas mudanças, mas pagou um preço nos lucros. E os franqueados dos EUA recusaram investimentos obrigatórios em quiosques de pedidos digitais e novos itens de menu, como hambúrgueres de carne fresca. Os franqueados iniciaram uma associação independente no ano passado para se opor a algumas das mudanças.

Easterbrook disse no início deste ano que ele e outros altos executivos, incluindo Kempczinski, estavam conversando com franqueados à luz de suas preocupações, e, como resultado, atrasaram o cronograma para os proprietários fazerem alguns investimentos.

O executivo também reverteu ofertas, incluindo hambúrgueres premium e partes de um menu de café da manhã, depois que eles desaceleraram as operações dos restaurantes. Os tempos de espera nos drive-through do McDonald’s aumentaram nos últimos anos, à medida que o menu da empresa se tornou cada vez mais complexo.

Kempczinski, que ajudou a implementar muitas das mudanças recentes como chefe nos EUA, disse que, como CEO, manterá o foco de Easterbrook na tecnologia e acredita que os investimentos da empresa serão recompensados.

“Não haverá uma mudança radical e estratégica. O plano está funcionando”, disse Kempczinski em entrevista neste domingo.

Ele afirmou que espera continuar discutindo a respeito de preocupações sobre o plano com franqueados. “É algo que precisamos resolver juntos”, disse Kempczinski, que também fará parte do conselho do McDonald’s.

O McDonald’s disse que Joe Erlinger, o mais recente presidente de mercados internacionais, sucederá Kempczinski para supervisionar os cerca de 14 mil restaurantes do McDonald’s nos EUA./ Dow Jones Newswires

– Decoro em Brasília? Esqueça!

Que bate-boca feio entre o senador Randolfe Rodrigues e o deputado Marcos Feliciano!

O primeiro, que é professor, dá a entender que o presidente Jair Bolsonaro seria um dos cabeças da morte da vereadora Marielle Franco, num radicalismo absurdo. O segundo, que é pastor, parece que defende com a própria vida o Chefe da República fazendo com que o mesmo seja um Jesus Cristo nesta terra.

Nesse extremismo, coisas indevidas surgem. Para rebater o senador, o deputado foi flagrado numa gravação telefônica pedindo para que amigos promovessem uma enxurrada de manifestações virtuais contra seu adversário, mandando até agredir / bater virtualmente.

O que assusta é que, Feliciano, um homem que se diz cristão e pastor de fiéis, esquece-se do “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” e usa de um tom ameaçador e vingativo que não condiz em nada com o Cristianismo. Em contrapartida, Randolfe, que deveria ensinar os alunos a necessidade de civilidade e sensatez na sociedade, age com uma falta de ponderação muito grande e não ensina as pessoas a não criarem teorias conspiratórias inadequadas.

São esses os governantes e guardiães das leis do Brasil, lamentavelmente.

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– Ética na Medicina, Dr Ben Hur e os Dilemas Médicos!

Um dos “papas” da Medicina, Dr Ben Hur Ferraz Neto, do Hospital Albert Einstein, falou tempos atrás sobre ética na medicina, a não-cobrança de primeiras consultas, a revelação do real estado de saúde aos pacientes e das dúvidas e medos de um médico na hora do transplante de fígado. Interessantíssimo!

Extraído de: http://veja.abril.com.br/141009/caixa-preta-cirurgia-p-17.shtml

CAIXA PRETA NA CIRURGIA

Um dos maiores nomes do transplante de fígado no Brasil diz que deveria haver monitoramento eletrônico nas salas de cirurgia e que o paciente não deveria pagar a primeira consulta

por Adriana Dias Lopes

Quando um paciente aparece no consultório do cirurgião paulista Ben-Hur Ferraz Neto, de 47 anos, é grande a possibilidade de seu caso ter sido considerado inabordável por outros médicos. Seus pacientes são candidatos a um transplante de fígado ou sofrem de câncer em estágio avançado. Com 22 anos de carreira, e 2 000 operações no currículo, Ferraz Neto, chefe do Programa de Transplantes do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, tem propostas revolucionárias, mas de fácil adoção, para melhorar a prática da medicina no Brasil. Todas favorecem o paciente. Só cobrar quando ele aparecer para a consulta de retorno é uma delas. A outra é remunerar os médicos pela qualidade, e não pela quantidade. A mais extraordinária é encarar a sala de cirurgia como o cockpit de um jato comercial e registrar as imagens, sons e dados da operação. Diz ele: “Todos ganhariam com essas informações”.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Quer uma cirurgia 100% segura? Combine com o cirurgião que se o paciente morrer ele também morre. É isso mesmo?
-Essa é uma máxima cínica que os estudantes de medicina gostam de usar uns com os outros, mas ela não é totalmente divorciada da verdade. Como ocorre com qualquer profissional obrigado a um esforço constante de máxima concentração e de intensa demanda técnica, o cirurgião pode ter momentos de menor concentração. Esses momentos são de pouca consequência para o paciente nos grandes hospitais, em que o cirurgião está cercado de equipamentos adequados e de uma equipe de excelência e bem treinada. Mas, em outros cenários, o desenlace pode ser trágico.

Resumindo, não existe cirurgia 100% segura…
-Exatamente, e não só pelas razões acima. Viver não é 100% seguro. Parte de uma cirurgia é fazer o que foi planejado. Mas a outra parte é reagir aos imprevistos. Por definição, é impossível prever o imprevisto. A probabilidade de um médico ser surpreendido durante a cirurgia varia conforme a complexidade do procedimento. Em um transplante de fígado, uma cirurgia grande, o risco de ocorrer um imprevisto é de 5%. No procedimento para extração da vesícula, essa probabilidade cai para 1%. Na imensa maioria das vezes, esses imprevistos produzem situações contornáveis. A probabilidade de morte durante a operação de trasplante de fígado é de apenas 0,5%. Na retirada da vesícula, é de menos de 0,1%.

“Parte de uma cirurgia é fazer o que foi planejado. Mas a outra parte é reagir aos imprevistos. Por definição, é impossível prever o imprevisto”

O que mais contribuiu para o aumento da segurança na sala de cirurgia?
-A evolução nos equipamentos de imagem contribuiu muito para reduzir os riscos. Esses aparelhos dão ao cirurgião uma ideia bastante fiel do que ele encontrará na situação cirúrgica. Mas eles ainda não fornecem todas as informações necessárias e talvez nunca evoluam a ponto de funcionar como um simulador absolutamente confiável do que será a cirurgia real. Para que isso seja possível não bastam imagens. O aparelho teria de reproduzir a vida em tempo real, com a pulsação, o sangue correndo pelas veias do paciente e o movimento dos órgãos.

Como o cirurgião se prepara para enfrentar imprevistos?
-O cirurgião tem de ter duas qualidades básicas. A primeira é ser resoluto, o que permite tomar decisões rapidamente. A segunda é o autocontrole. Os imprevistos testam ao máximo essas duas qualidades. Elas ajudam o médico a mudar o procedimento de acordo com as exigências da situação.

Os erros médicos nascem desses imprevistos?
-O erro médico, infelizmente, não precisa de imprevisto para ocorrer. Esquecer um pedaço de gaze na barriga do paciente parece algo impossível para quem nunca viu uma cirurgia. Mas essa é uma situação que pode acontecer. A gaze absorve o sangue com muita facilidade e se confunde totalmente com outros elementos do campo cirúrgico. Às vezes, um pedaço de gaze escapa aos olhos do cirurgião. Os bons hospitais têm procedimentos que impedem essa ocorrência. Em toda equipe cirúrgica, há uma pessoa designada para fazer o balanço do número de gazes abertas e comparar com o número de gazes descartadas durante a operação. Os números têm de bater exatamente. Quando isso não ocorre, a pessoa dá o alerta e o paciente é submetido a um exame de raio X antes de a operação ser finalizada. Para que o exame acuse o problema, é preciso que a gaze utilizada seja feita de material radiopaco, que possa ser detectado pelos raios X. Uma gaze desse tipo custa mais caro, mas o investimento vale a pena. Um pedaço de gaze esquecido no corpo do paciente pode causar abscessos, infecções e danificar um órgão. Isso é apenas um exemplo de que os erros médicos fazem parte do nosso universo e é preciso sempre estar atento.

O que seria uma medida realmente efetiva para diminuir esses erros em uma sala de cirurgia?
-Para arrepio de muitos de meus colegas, eu defendo a ideia de que os grandes hospitais instalem “caixas-pretas” nas salas de cirurgia. Uma sala de cirurgia tem muitas similaridades com o cockpit de um jato comercial. Ali são tomadas decisões de vida e morte, e é proveitoso para todo mundo que essas decisões estejam devidamente registradas. Isso não ajudaria apenas a elucidar erros médicos. Serviria para criar um banco de informações de imagens, sons e dados de milhares de cirurgias. Esse banco de dados seria de incomensurável valor para os profissionais médicos, para os pesquisadores e estudiosos. Não se trata de vigiar a equipe, criando uma tensão a mais para os profissionais no ato cirúrgico. A ideia é que a ciência, o conhecimento exposto durante a cirurgia fique registrado e possa ser consultado no futuro.

Por que sua ideia de uma caixa-preta na sala de cirurgia assusta os médicos?
-Acredito que toda ideia nova precisa de um tempo de maturação para ser aceita. Mas acredito muito nela. O paciente seria o grande beneficiado por ela, e acho que muitos prefeririam ser operados em um hospital com caixa-preta na sala cirúrgica a passar por uma cirurgia em um outro que não possua esse item adicional de segurança. Toda garantia que possa ser dada ao paciente deve ser dada. O paciente de uma cirurgia está sempre em uma circunstância extremamente vulnerável. Para começo de conversa, ele está sedado, semidespido, longe dos amigos e da família. Não tem testemunhas para acompanhar os procedimentos que vai sofrer. Já o cirurgião vive a circunstância oposta. Ele está no total controle da situação. Ele sabe o que fazer, comanda os procedimentos dos quais depende a vida do paciente. Acho que se submeter a uma cirurgia é a maior demonstração de confiança que um ser humano pode dar. É justo que a pessoa em um momento desses tenha a segurança de saber que tudo está sendo gravado.

Como reconhecer seu limite como médico?
-O limite é sinalizado pela dúvida. O cirurgião precisa ter respeito pela dúvida. Quando ela surge, ele tem a obrigação de parar, pensar e discutir com a equipe sobre a conduta a ser seguida. É um perigo deixar que as dúvidas prosperem no centro operatório. A situação começa a se deteriorar quando um cirurgião não tem a humildade e a maturidade de dizer um “não” ou um “não sei”.

O senhor costuma dizer muitos “não” e “não sei”?
-Pelo menos uma vez por semana. Mas já foi diferente. O único paciente que perdi na mesa de cirurgia morreu por eu não ter dito um “não”. Aprendi naquele caso que às vezes a melhor coisa a fazer pelo paciente é não fazer nada. Isso ocorreu em 1995. Lembro-me nitidamente de cada detalhe. Foi horroroso. Eu havia acabado de chegar da Inglaterra, e esse era o segundo paciente que iria transplantar com minha própria equipe. Meu primeiro transplante tinha sido um sucesso e eu estava muito entusiasmado, naquele estado em que as pessoas nem sonham que algo de errado possa se passar com elas. Pois foi exatamente o que ocorreu. Apareceu em meu consultório um paciente cujo estado era gravíssimo. Portador de cirrose, ele tinha várias tromboses pelo corpo e já havia sido recusado por mais de um médico. Eu decidi aceitar esse paciente. Estava claro que ele morreria em poucos meses se não fosse submetido a um transplante logo. A cirurgia foi feita algumas semanas mais tarde. Retirei o fígado dele depois de seis horas de operação. Havia sido tudo muito trabalhoso, mas, no geral, estava dando certo. De repente, quando fui reconstruir uma das veias do paciente, um pouco antes de ele receber o novo órgão, o vaso começou a sangrar incessantemente. As veias estavam muito frágeis em decorrência da cirrose. Durante quatro horas tentei controlar o sangramento e nada funcionou. Ele morreu em decorrência da hemorragia. Saí da sala pela escada do centro cirúrgico e não consegui chegar ao final. Sentei em um degrau mal contendo a emoção. Foi uma lição definitiva para mim.

“Nós (os médicos brasileiros) deveríamos passar por um controle de qualidade maior. Acho que isso teria de ser fator determinante na remuneração do médico”

A maioria de seus pacientes está em estado grave. O senhor não se angustia de lidar tão assiduamente com o limite entre a vida e a morte?
-Faço tudo o que estiver ao meu alcance para amenizar o sofrimento causado pela doença. Mas não submeto meu paciente a tratamento que não lhe traga real benefício. Não vejo por que submetê-lo aos efeitos colaterais de uma químio quando isso não tem o menor efeito sobre a doença em si. Esse paciente tem de aproveitar o tempo que lhe resta para fazer aquilo de que mais gosta: conviver com a família, viajar…

O que se deve contar ao paciente sobre seu real estado de saúde?
-Essa é uma discussão complexa. Mas, de uma forma ou de outra, tudo deve ser dito. Eu procuro sentir até onde o paciente deseja mesmo saber. Isso nem sempre é dito em palavras por ele. Pode haver enganos. Certa vez, um paciente com pouco mais de 40 anos sentou-se à minha frente de mãos dadas com a mulher e disse: “Bem, agora que o senhor fez todos os exames, quero saber exatamente minha situação. Não se preocupe com minha reação. Sou bem-sucedido profissionalmente, tenho uma situação financeira estável e minha família ficará bem se eu vier a faltar. Além de tudo, sou um sujeito racional. Sei lidar com emoções”. Revelei, então, seu gravíssimo problema e a impossibilidade de submetê-lo a uma intervenção cirúrgica, o que provocou a indagação de quanto tempo lhe restava de vida. Pela experiência, em casos dessa natureza, embora nunca seja possível precisar o tempo de sobrevivência, acenei com um tempo em torno de seis meses. O olhar dele se congelou. Ele apertou o braço da mulher e falou: “Não te disse, querida, que não era nada grave?”. Foi um processo de imediata negação da realidade. Nunca mais esqueci aquele momento.

Os médicos brasileiros são pouco controlados?
-Sem dúvida. Nós deveríamos passar por um controle de qualidade maior. Qualidade implica o resultado do trabalho, mas também o uso responsável dos recursos. O bom resultado é atingido quando o tratamento traz o benefício proposto. Acho, inclusive, que isso teria de ser fator determinante na remuneração do médico. Em qualquer atividade profissional há indicadores de avaliação. Na medicina, raramente eles existem. No caso dos transplantes, a situação começa a mudar. Em São Paulo, criou-se um sistema que permite aos médicos comparar seus resultados on-line, em tempo real, com a média das demais equipes transplantadoras do estado. Eu tenho batalhado para que esses resultados possam ser consultados por qualquer pessoa, e não apenas pelos médicos. Isso ajudaria o paciente a comparar os dados e escolher com mais segurança a quem ele vai entregar o cuidado com sua saúde.

O que mais ajudaria o paciente a escolher melhor?
-Uma medida simples e revolucionária seria os médicos passarem a cobrar apenas a partir da segunda consulta, no retorno. A primeira consulta deveria durar no mínimo uma hora e ser usada somente para que o médico se inteirasse do problema e avaliasse sua capacidade de oferecer ajuda efetiva ao paciente. Feita a explanação, ele só voltaria se estivesse plenamente de acordo com o que ouviu do médico. Essa ideia também desagrada aos médicos, mas eu os convido a repensá-la. A médio prazo, eles perceberiam que dessa forma passariam a contar com um paciente fiel e com total aderência ao tratamento. Todos ganhariam.

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– Quem disse que em Rede Social “Pode Tudo”?

Redes Sociais não são território sem lei. Carece-se de respeito, ética e educação.

Claro que em alguns ambientes, elas são mais flexíveis e permitem a descontração, mas, conforme se observa, a pessoa reflete o que ela é no dia-a-dia quando posta em Rede Social.

Convido a leitura desta postagem sobre Reputação Digital, em: https://professorrafaelporcari.com/2018/11/23/como-anda-a-sua-reputacao-digital/

Se preferir, ao invés da leitura, compartilho em vídeo, uma rápida abordagem do tema, em: https://www.youtube.com/watch?v=1ihS4XUC9XA

– O Prejuízo que os Produtos Piratas dão ao Brasil!

Não tenho os números de 2018, o último ano fiscal. Mas em 2016, o Brasil perdeu R$ 130 bilhões com a Pirataria; em 2017, R$ 146 bi!

Você consome produtos piratas? O quanto eles deixam de pagar em impostos, ou quanto prejudicam os donos das propriedades industriais?

Pior: você os compra sabendo que está sendo enganado?

Veja só que interessante, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/03/empresas-e-governo-perdem-r-146-bilhoes-para-pirataria.shtml

EMPRESAS E GOVERNO PERDEM R$ 146 BILHÕES PARA A PIRATARIA

79% dizem que governo não age para barrar crime, diz pesquisa

O Brasil perdeu R$ 146,3 bilhões para pirataria em 2017. O valor é estimado pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), associação de 30 entidades que combatem a ilegalidade. Em 2016, o rombo foi de R$ 130 bilhões.

De acordo com Edson Vismona, presidente do FNCP e do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), o valor é a estimativa de perdas das empresas e do governo com sonegação de impostos dos produtos piratas.

Em 2017, foram R$ 100,2 bilhões que as empresas deixaram de ganhar. O setor mais prejudicado foi o de vestuário (R$ 35,6 bi), seguido por cigarros (R$ 12,3 bi), óculos (R$ 7,7 bi) e TV por assinatura (R$ 4,8 bi). O montante representa o mercado perdido para os produtos piratas. Esses produtos ilegais deixam de pagar uma alíquota média de imposto de 46%.

Este sábado (3) é o Dia Nacional de Combate ao Contrabando, e o Etco divulga a pesquisa Datafolha feita para avaliar a percepção da população sobre o contrabando.

Realizada entre os dias 5 e 8 de fevereiro, com 2.081 entrevistados em 129 municípios, a pesquisa mostra que 79% da população considera que o governo brasileiro é conivente com o crime organizado e com o contrabando de cigarros.

Procurada, a Polícia Rodoviária Federal informou que realiza ações rotineiras, principalmente na fronteira, para coibir o contrabando de cigarros, além de eventuais.

Apesar da indústria do vestuário ter o maior prejuízo, 77% dos entrevistados entendem que os cigarros são os mais contrabandeados.

– Cuidado com as Pirâmides Financeiras

Ouvi na Rádio Cidade AM 730 a fala da consultora Carla Maltoni sobre os cuidados com as Pirâmides Financeiras!

No áudio que compartilho abaixo, é contado como se “cria a confiança entre as partes”, a ilusão de que se ganha dinheiro fácil até o momento que a coisa explode!

Parece tão comum para muitos, um golpe velho para outros, mas há uma moçada que ainda acredita em “dinheiro fácil”.

Compartilho no link em: https://soundcloud.com/radio-cidade-jundiai/boletim-financeiro-cuidados-com-as-piramides-financeiras-com-carla-maltoni

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– O Racismo no Futebol ainda impera na Itália!

Às vezes, é melhor ficar calado do que falar uma bobagem. Na Itália, onde os casos de racismo no futebol são frequentes, o presidente da Lazio (que por muitos é uma equipe mal vista por ter sido o time de Mussolini), declarou que imitar um macaco nem sempre é racismo e é normal isso acontecer com quem não tem a pele normal (que seria branca).

Pela lógica, a coloração negra da pele é algo “anormal”?

É complicado ver que esse câncer da humanidade – o racismo – está aculturado em nossa sociedade de maneira a cegar as pessoas. Lembrando ainda que, em casos de racismo na arquibancada, existe o Protocolo FIFA a ser aplicado pela arbitragem.

Para conhecer os procedimentos do protocolo, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A matéria do racismo abaixo, extraído de: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6145875/presidente-da-lazio-diz-que-imitacao-de-macaco-nem-sempre-e-racismo-e-cita-pele-normal-como-branca

PRESIDENTE DA LAZIO DIZ QUE “IMITAÇÃO DE MACACO NEM SEMPRE É RACISTA” E CITA “PELE NORMAL” COMO BRANCA.

O presidente da Lazio, Claudio Lotito, deu uma declaração polêmica, de acordo com a agência de notícias ANSA.

Segundo Lotito falou à ANSA, os gritos de “macaco” no estádio não são sempre racistas.

“Os gritos nem sempre correspondem a atos racistas ou discriminatórios. Eu lembro quando era pequeno, as pessoas que não eram de cor, que tinham pele normal, branca, frequentemente usavam esse grito para atrapalhar o atacante adversário na frente do goleiro” (…)

“Nós temos que tratar isso individualmente. Nós temos muitos jogadores negros. Eu não acho que a Lazio faz distinção da cor da pele. A conduta da Lazio nesse aspecto está aí para todos verem”, completou.

Recentemente no Campeonato Italiano, o atacante belga da Inter de Milão Lukaku foi chamado de macaco pela torcida do Cagliari.

Resultado de imagem para Lukaku racismo

Lukaku, uma das vítimas de racismo na foto acima.