– Ninguém vai abrir a Caixa Preta do BNDES?

Todo mundo comenta, reclama, sabe e cobra a respeito do Banco Nacional de Desenvolvimento Social, o BNDES. Afinal, a instituição foi acusada (justamente) por soltar crédito muito barato “aos amigos do Rei”, ou seja, às grandes empresas aliadas em corrupção ao ex-presidente Lula. Nações como Venezuela, Angola e Cuba (ditaduras esquerdistas) receberam altos valores, e o retorno, até agora, nenhum.

Dito isso, lembro-me que na última eleição a população cobrou veementemente que o BNDES fosse investigado. Mas até agora… o que aconteceu com essa “caixa preta”? É tão difícil de se abrir ou não se pode?

Atualmente, de maneira correta não se solta crédito a empresas que não precisam  de dinheiro barato e nem aos aliados políticos. Só que a quem precisa, esse recurso está fechado também! O BNDES cortou TUDO, descriteriosamente.

Até quando o brasileiro vai ficar esperando que o banco seja bem administrado de verdade e os recursos liberados adequadamente? Já era hora para o atual Governo esclarecer tudo isso…

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– Vicente Cândido chama os contrários da Copa 2014 de “míopes”?

Há 7 anos… olha só o que publicávamos neste blog. Uma pérola de 2012! Abaixo:

E o artigo do deputado Vicente Cândido (PT-SP) na Folha de São Paulo desta terça-feira, 04/05 (pg03)? Ele reclama dos críticos da Copa de 2014, falando sobre as benesses do Mundial e a soberania do país sobre a FIFA.

Para quem é leigo, pode até acreditar que a Copa do Mundo, daqui a 2 anos, será a salvação de todos os males do paísDemagogia pura… Parece que ele subestima nossa inteligência. Abaixo:

MIOPIA CONTRA LEGADO DA COPA

Não faz sentido dizer que o país virará protetorado de interesses mercantis da Fifa. Cada acordo com ela está sendo amplamente discutido.

Por Vicente Cândido

É consensual que o maior desafio de sediar a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 é otimizar as possibilidades de deixarmos um legado positivo e permanente, que reverta benefícios à sociedade e, especialmente, às populações mais carentes.

Como relator do projeto de lei 2.330/2011, a chamada Lei Geral da Copa, sempre mantive esse objetivo no grau mais elevado. Muitos dos demais envolvidos também trabalham nesse sentido.

A leitura do artigo do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), publicado nesta Folha no último dia 15 (“Estado Futebolístico de Exceção”), pode causar impressão contrária.

Essencialmente, porque o deputado parece ser, por princípio, contra a Copa no Brasil. Só isso pode explicar o teor de suas críticas, influenciadas pela desinformação sobre o arcabouço legal que vem sendo construído.

Chico Alencar acusa um suposto “servilismo contumaz” brasileiro, além de cobrar transparência nas informações. Mas os assuntos da Copa de 2014 talvez sejam os de maior visibilidade hoje, com ampla cobertura dos órgãos de imprensa.

Por isso, são de conhecimento público os compromissos assumidos com a Fifa. Cada ponto é largamente discutido no Congresso Nacional, na mídia e na sociedade -afinal, nosso povo respira futebol.

Além disso, tudo é acompanhado em detalhes pelo Tribunal de Contas da União, pela Controladoria Geral da União e pelos veículos de comunicação.

A afirmação de que a Lei Geral da Copa produz “um despejo de famílias” sem construção ou entrega de moradias substitutas não tem amparo na realidade.

Afinal, o país conta com o maior programa social de Habitação da nossa história -o Minha Casa, Minha Vida-, que exige o desenvolvimento de infraestruturas complementares às obras de estádios. Ora, esses avanços são evidentes passos de promoção da cidadania.

Dizer que o país virará um “protetorado de interesses mercantis” é igualmente despropositado.

Nossa soberania jamais será objeto de transação política -aliás, o noticiário revela a firme posição do governo nesse sentido.

Da mesma forma, afirmar que o Inpi vira um “cartório particular” é ilação infeliz. Como relator, aprendi muito em matéria de direitos autorais e tenho certeza de que só defenderemos as empresas nacionais, na concorrência, se modernizarmos a Lei da Propriedade Industrial.

Contrariamente ao que disse o deputado, em nenhum momento ferimos a Lei das Licitações, que prevê mecanismos para agilizar o processo de contratação em situações específicas. A lisura é também garantida pela fiscalização dos órgãos responsáveis.

Finalmente, é risível a imaginária “afronta a princípio defendido pelos liberais de todos os matizes: o da iniciativa privada”, mencionada por Chico Alencar, bem como o efeito de “nutrir a caixa registradora da Fifa”.

Ele diz isso simplesmente porque boa parte do lucro destina-se às seleções participantes, à formação de atletas e ao desenvolvimento do futebol brasileiro. E porque estão previstas zonas de exclusividade comercial, de defesa do direito dos patrocinadores a uma possível concorrência predatória nos locais dos eventos, sem violar o direito de estabelecimentos circundantes. Isso é defender a propriedade privada.

A miopia de alguns impede a visão de futuro e bloqueia iniciativas propositivas, obscurecendo a oportunidade ímpar de aproveitar a sinergia para construirmos legados permanentes para o esporte e a economia nacional. Infelizmente, é preciso lutar contra isso também.

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– Malucos x Marginais. Coitado do nosso país…

Caramba… tive que concordar com Lula, quando, há pouco, deu entrevista na prisão para a Folha e para o El País dizendo que o Brasil está sendo governado por malucos.

Como discordar? Malucos e Incompetentes (salve-se Paulo Guedes e Sérgio Moro, luzes no fim do túnel e especialistas, não políticos mas técnicos). E imaginar que vivemos tanto tempo com o PT, sobre a horda dos Marginais e Demagogos.

Pobre Brasil. Difícil saber o que é pior: os Malucos do PSL ou os Marginais do PT no comando?

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– Os surrupiadores do dinheiro da Venezuela

Há coisas difíceis de se explicar, quando falamos de respeito, honestidade e sensibilidade humana. O compadecimento por parte de líderes políticos pode ser um bom exemplo.

Digo isso pois leio que um esquema de corrupção que desviou muito dinheiro da Venezuela para a Europa e EUA foi descoberto. E pasmem: quem surrupiou o sofrido, faminto e empobrecido povo venezuelano foi… quem os comanda!

É por isso que a cúpula política de lá não quer largar o osso e Nicolás Maduro ainda resiste, usando de demagogia e ludibriando o povo.

Leia em: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/04/23/investigadores-dos-eua-gravaram-cupula-chavista-por-mais-de-dois-anos/

INVESTIGADORES DOS EUA GRAVARAM CÚPULA CHAVISTA POR MAIS DE 2 ANOS

Uma centena de gravações revelou como a elite em Caracas lavava dinheiro em Miami e usando bancos suíços, enquanto o caos reina na Venezuela

Por Jamil Chade

GENEBRA – Investigadores americanos gravaram mais de cem conversas de representantes chavistas, banqueiros e parentes de políticos venezuelanos por mais de dois anos, obtendo provas sobre como o dinheiro da estatal PDVSA era usado para comprar imóveis de luxo na Flórida (EUA).

As gravações ainda apontam como bancos na Suíça e notas frias eram usadas para lavar milhões de dólares, enquanto a Venezuela entrava em um caos sem precedentes.

Documentos obtidos pelo blog revelam como agentes especiais americanos trabalharam desde 2016 com uma fonte que aceitou colaborar com a Justiça dos EUA. Naquele ano, um indivíduo que não teve sua identidade revelada se apresentou às autoridades em Miami indicando que ele havia recebido 78 milhões de euros, proveniente da PDVSA.

Denominada apenas como “Fonte Confidencial”, a pessoa estaria envolvida em crimes de lavagem de dinheiro e se apresentou para “devolver o dinheiro e cooperar”. Uma operação secreta, então, teria sido iniciada pelas autoridades em Miami, de forma totalmente sigilosa. Ela ganhou o nome de Operation Money Flight (algo como Operação viagem do dinheiro) e foi conduzida pela Força-Tarefa sobre Crime Organizado e Drogas.

“A Fonte Confidencial aceitou usar um aparelho de escuta e a Operation Money Flight foi iniciada com o foco em tentar lavar parte dos 78 milhões de euros, os fundos PDVSA”, indicou o documento.

A estratégia era a de manter a fonte dentro do esquema e tentar entender qual era a função de cada um dos personagens da trama milionária, assim como descobrir quem exatamente estaria envolvido.

“Dois anos e mais de cem gravações depois, a Operation Money Flight revelou uma conspiração internacional para lavar os fundos da PDVSA em Miami e por organizações internacionais de grande escala”, indicaram os americanos. “Mais especificamente, as investigações revelaram o uso de imóveis em Miami e esquemas sofisticados de falsos investimentos para lavar centenas de milhões de dólares.”

De acordo com o documento da Justiça americana de julho de 2018, pelo menos cinco pessoas ligadas ao regime em Caracas foram gravadas em conversas com a fonte secreta. Uma delas seria Abraham Edgardo Ortega, ex-diretor de finanças da PDVSA. Outra era Carmelo Urdaneta, ex-conselheiro legal no Ministério do Petróleo.

Também foi pego na escuta Francisco Convit Guruceaga, indiciado por lavagem de dinheiro. Convit é um empresário venezuelano e sócio do governo em uma empresa mista, a Petrozamora.

Três políticos venezuelanos cujos nomes não foram revelados por ainda estarem sob investigação também são mencionados.

De acordo com o documento, existe uma “fraude massiva e corrupção permeando o governo venezuelano”. “As estimativas da fraude apontam para até US$ 20 bilhões por ano”, afirma. “Como na Venezuela em geral, a fraude e a corrupção são comuns na PDVSA.”

Segundo o documento, a crise social, política e econômica da Venezuela criou “rios de dinheiro criminoso” para a Flórida, que se transformou em um “centro de lavagem de dinheiro internacional e um destino para criminosos estrangeiros e cleptocratas”.

Banqueiro – Mas um elemento central foi a gravação das conversas da fonte secreta com o banqueiro Matthias Krull. “Em uma ligação gravada no dia 30 de junho de 2018, a Fonte Confidencial, Krull e o irmão de um representante venezuelano discutiram formas para lavar o pagamento”, apontou o documento. “Diferentes opções foram discutidas”, completou.

Krull seria alvo de outras gravações e, um mês depois, foi preso. O banqueiro fechou um acordo de delação premiada com os americanos, confessou o crime e deixou claro que os enteados do presidente da Venezuela estavam entre os seus clientes.

Com 44 anos, Krull trabalhava para o banco suíço Julius Baer. De nacionalidade alemã e residente do Panamá, ele havia deixado a instituição em julho. Já no ano passado, o banco indicou que estava conduzindo investigações internas baseada em informações disponíveis no acordo de delação de um ex-funcionário. O banco também garantiu que estava cooperando com as autoridades.

O blog foi informado pelas autoridades suíças que, no final de 2018, um informe completo do banco foi entregue à agência reguladora dos bancos na Suíça.

Mas os americanos concluiriam que existe uma suspeita de que a própria família de Nicolás Maduro e a elite chavista ganharam de forma criminosa milhões de dólares com um esquema de lavagem de dinheiro que usava o mercado negro do câmbio venezuelano e a PDVSA para acumular uma verdadeira fortuna no exterior.

Apenas os enteados do presidente e funcionários de alto escalão da PDVSA são suspeitos de fazer parte de um esquema de corrupção que atingiu US$ 1,2 bilhão, usando um banco suíço.

Esquema – O esquema funcionava graças à existência de duas taxas de câmbios na Venezuela entre o bolívar e o dólar. Uma das taxas, porém, apenas podia ser operada pelo governo.

“Em 2014, por exemplo, um indivíduo poderia trocar US$ 10 milhões por 600 milhões de bolívares na taxa econômica real”, explicou um documento de agosto de 2018 e que indiciava o ex-banqueiro. “Então, se aquele indivíduo tivesse acesso às taxas fixas do governo, poderia converter aqueles mesmos 600 milhões de bolívares em US$ 100 milhões”, apontaram os americanos. “Essencialmente, em duas transações, aquele pessoa poderia comprar US$ 100 milhões por US$ 10 milhões”, explicaram.

O problema é que, para ter acesso ao câmbio oficial, a pessoa precisava passar por um representante do governo que, para fazer a operação, cobrava uma propina. “A diferença entre a taxa fixa e a taxa da economia real cria uma oportunidade para fraude e abusos, em que funcionários venezuelanos realizam a troca de moeda em troca de propinas”, disse o documento.

De acordo com a promotoria americana, uma grande parte do esquema de câmbio ocorria “dentro da estatal venezuelana Petróleos de Venezuela, S.A.(PDVSA)”. “A PDVSA é uma fonte primária de recursos e de moeda estrangeira (em especial dólares e euros) e serve de fonte para a moeda estrangeira usada para financiar um esquemas de enriquecimento corruptos de câmbio”, completou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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– Foi há algum tempo. Mas é tão atual…

Re-post da publicação que fiz há exatamente 2 anos. Veja como é atual o assunto e o texto, em especial com a denúncia contra Dias Tóffoli e a propina de Emílio Odebrecht, ocorrida semana passada:

ODEBRECHT, A DONA DO BRASIL E SEUS POLÍTICOS MANIPULADOS

Leio que em 11 anos a Odebrecht gastou mais de 3,3 bilhões de reais em propina aos políticos para brigarem por seus interesses. Sendo que ninguém suborna para receber algo menos valioso do que o dinheiro oferecido, imagine quantos outros bilhões de reais a empresa faturou!

Mais do que isso: em todas as obras públicas existia corrupção, e dessa forma, o dinheiro pago sempre era nosso; ou seja, o contribuinte quem pagava. 

Imagine ainda quantos reais cada cidadão brasileiro perdeu do seu salário para a sujeira dessa relação entre a Odebrecht e os 415 políticos até agora descobertos. A conta seria astronômica, não?

Numa rápida divisão, em 11 anos, a Odebrecht gastou R$ 16.500,00 por brasileiro. Então, creiamos que perdemos mais do que isso no mesmo período, já que foi “investimento sujo” para ter lucro. 

Mais do que isso: PT, PSDB, PMDB, PR, PDT e tantos outros (até os comunistas) mamaram na mesma teta. E nas telas de TV, brigam entre si num teatro de interesses escusos, iludindo o eleitor.

Já escrevi outras vezes e insisto: são bobos os fanáticos que brigam em redes sociais por tucanos ou petistas! Se desgastam, criam atritos e acabam se passando por idiotas dessa bandidagem de colarinho branco.

E há ainda quem ouse defender Lula, Aécio, Temer, Dilma, Serra… é gente alienada ou que não aceita a traição dos seus estimados políticos?

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– Alán García e a inevitável comparação com nossos políticos

O ex-presidente peruano Alán García se matou após ordem de prisão por corrupção. Envolvido num esquema de propinas com a empreiteira Odebrecht, se suicidou com um tiro na cabeça na chegada dos policiais.

Qualquer cidadão mais informado vai imaginar: se cada político brasileiro imitar o gesto pelo mesmo motivo, muitas casas de lei ficarão às moscas… Afinal, quantos parlamentares e demais autoridades estão sujos em nosso país!

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– O “Amigo do Amigo” era Dias Tóffoli?

Emílio Odebrecht sempre foi visto como um grande amigo do ex-presidente Lula. Nas listas de delações premiadas e na famosa relação de propinas da sua mega-empreiteira, sempre apareceram personalidades importantes com codinomes.

Dizem que Marcelo, seu filho, nunca se deu com o pai, e com muita resistência teve que engolir o fato do pai, Emílio, ordenar a construção da Arena Corinthians para a Copa do Mundo a pedido pessoal do então presidente Lula.

A ideia, lógico, era fazer um favor ao amigo. E o retorno? Evidentemente todos sabem: desforrar em contratos.

Eis que agora para a Lava-Jato, segundo a “Revista Crusoé” com exclusividade (e mais tarde confirmada pelo Jornal “O Estado de São Paulo”) um dos nomes envolvidos na corrupção com a alcunha de “Amigo do Amigo” era o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Tóffoli – segundo Marcelo Odebrecht.

E agora?

A lógica mostra que deve ser mesmo. Tóffoli foi indicado por Lula ao STF após ser advogado do PT, defendendo inclusive José Dirceu. O Ministro era amigo do amigo de Emílio, que era Lula!

Aguardemos o desenrolar. Mas é algo gravíssimo e a chamada “Lava-Toga” deveria ser instalada com urgência!

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– Pagamos o Imposto de Renda para o Governo rasgar nosso dinheiro?

Divulgado nessa semana que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) registrou um prejuízo de R$ 4,4 bilhões no balanço financeiro de 2018, referente ao risco de calote dos empréstimos feitos à Venezuela, Cuba e Moçambique, devido ao atraso nos pagamentos e dificuldade de recebimento dos iniciais R$ 2,3 bi emprestados.

Eu não sabia e fiquei horrorizado: o fiador desse dinheiro é o próprio Governo do Brasil! Isso significa que se o BNDES não receber das nações-caloteiras (e não vai receber, pois sabidamente estão com as calças na mão), quem paga é o próprio Tesouro Nacional!

Quer dizer que eu e você pagamos suados nossos impostos (em especial nessa época em que choramos na declaração de IRPF) para dar dinheiro a esses caras?

Honestamente, não é possível fazer tal negócio. Só se já foi com a intenção de algum prejuízo esperado, repartindo as verbas de quem contraiu empréstimo com quem mandou emprestar.

Tem que PRENDER quem permitiu isso. E se já estiver preso, “prender de novo”! É muita sacanagem…

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– Se Renan disse…

Há certas coisas que nos fazem ter certeza do certo ou do errado.

Disse o senador Renan Calheiros, que desde os tempos de Collor na Presidência da República se envolve com o poder (seja quem for o mandatário):

“O que aconteceu com ele [a prisão de Temer] foi uma injustiça, assim como aconteceu com o Lula.”

Se é o Renan que está criticando a Operação Lava-Jato, é por que realmente ela é muito boa para o país! Me preocuparia se um político do naipe dele a elogiasse...

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– A falta de moral do desembargador!

Quer dizer que o desembargador do TRF2, Antonio Ivan Athié, que soltou Michel Temer, “tem uma ficha corrida”?

Ele é o mesmo magistrado polêmico que um dia disse que “precisamos relativizar o que é propina e o que é gorjeta”, não vendo problemas em “gratificações” em muitos casos de suborno (desvirtuando o tema da corrupção).

Aí, com o histórico abaixo (e não é manchete fantasiosa), fica difícil…

Compartilho, extraído de: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2019-03-25/antonio-ivan-athie-michel-temer.html

ANTONIO IVAN ATHIÉ

Antonio Ivan Athié foi investigado por formação de quadrilha e estelionato quando atuava como juiz titular da 4ª Vara Federal no Espírito Santo

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) Antonio Ivan Athié, responsável pela soltura do ex-presidente Michel Temer, é presidente da primeira turma especializada em direito penal, previdenciário e da propriedade industrial do tribunal.

O magistrado é o relator do habeas corpus que soltou Temer e mais seis pessoas nesta segunda-feira. O julgamento do pedido estava na pauta da sessão da primeira turma do tribunal da próxima quarta-feira (27). Os encontros da primeira turma do TRF-2 são semanais às quartas, compostos por Antonio Ivan Athié, Paulo Espírito Santo e Abel Gomes.

Em sua carreira na magistratura, Athié já esteve sete anos suspenso do cargo enquanto era investigado por suposta prática dos crimes de formação de quadrilha e estelionato. O juiz era acusado de ter proferido duas sentenças, supostamente em conluio com um grupo de advogados, para autorizar o levantamento de vultosos valores financeiros, quando titular da 4ª Vara Federal no Espírito Santo.

No entanto, o MPF conclui que não havia provas do crime e a ação foi arquivada em 2008. Em 2013, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo trancamento da ação penal em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra Athiê pelos mesmos crimes.

Como desembargador, o magistrado tem votos e decisões polêmicas. Em 2016, ele decidiu conceder um habeas corpus ao bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-presidente da construtora Delta, Fernando Cavendish. Quartro dias depois, o desembargador declarou-se impedido para julgar o caso. Segundo o MPF, Athié é amigo do advogado de Cavendish, Técio Lins e Silva.

Também em 2016, Athié foi o único desembargador que defendeu prisão domiciliar para ex-primeira dama do Rio de Janeiro , Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, que estava detida. Em seu voto, o magistrado justificou que ela deveria cuidar dos filhos.

Em março de 2017, Bretas concedeu prisão domiciliar à ex-primeira dama e em agosto do ano passado, ela foi liberada da prisão domiciliar também por Bretas.

Athié também foi voto vencido em 2017, quando a primeira turma do TRF-2 manteve a prisão do “rei do ônibus” Jacob Barata Filho, rejeitando o habeas corpus da defesa. Antonio Ivan Athié foi o único que defendeu a prisão domiciliar do investigado da Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato que investiga empresários de transporte público por pagamento de propinas.

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– A perspicácia de Boechat com o bandido do golpe do Celular!

O falecido jornalista Ricardo Boechat era um cara realmente acima da média. Veja só esse incrível vídeo onde ele liga a um dos caras que envia mensagens que você “ganhou um prêmio pelo celular” e pede para entrar em contato.

Tudo sobre como funciona o golpe, os “finalmentes” e… com excepcional bom humor ele acaba dizendo ao bandido que já sabia que era golpe e acaba conseguindo para que o militante, preso em Fortaleza-CE, também de forma bem-humorada, conte sobre sua vida e os seus esquemas.

O futuro do golpista quando sair da cadeia?

Só assistindo o vídeo para descobrir, em: https://www.youtube.com/watch?v=MoG6Z_Yrd08

– E deu cana para Temer! Quem pode criticar a Lava Jato?

Não me canso de escrever: a Operação Lava-Jato foi uma das coisas mais corretas que pôde acontecer na história do nosso país, desde a Independência do mesmo.

Políticos corruptos que se faziam como demagogos populares, como Lula e Maluf, estão encarcerados. Um sem-número de pessoas ligadas ao antigo PMDB, PT, PP e outras siglas, idem. Poucos ainda do PSDB, mas aos que estão sob vigia, tenho certeza que na primeira oportunidade serão pegos também . Uma pena que os ex-senadores Aécio Neves (PSDB) e Gleise Hofmann (PT), para não serem também detidos, de maneira ridícula resolveram concorrer a deputados para garantir o maldito foro privilegiado.

Michel Temer, que não poderia (por que não conseguiria) se ele eleger a nada, foi preso nessa histórica quinta-feira (juntamente com Moreira Franco, Cel Lima e outros comparsas).

O juiz Marcelo Bretas, em seu mandado de prisão, escreveu que:

“MICHEL TEMER é o líder da organização criminosa a que me referi [apelidado de ‘Quadrilhão do MDB’], e o principal responsável pelos atos de corrupção aqui descritos”.

Dessa forma, temos, dos três últimos presidente eleitos, dois na cadeia e um que sofreu impeachment (Lula, Temer e Dilma, respectivamente).

Fica a dúvida: Michel Temer terá as mesmas regalia que o criminoso Luís Inácio Lula da Silva tem em Curitiba? Afinal, são dois ex-chefes do Executivo.

Por coerência, àqueles que desqualificam a Lava-Jato agora terão que gritar TEMER LIVRE e argumentar que ele é “preso político”. Ou aí não vale?

Não importa o partido ou a ideologia: político corrupto tem que ser preso! Vale para Lula, Temer, Aécio, Bolsonaro, FHC, ou quem venha a pisar na bola.

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– Quando 100 milhões tomando sol não assustam mais!

Paulo Vieira de Souza, o famigerado “Paulo Preto” do esquema do DERSA, que funcionava supostamente ao PSDB nos mesmos moldes de Geddel Vieira Lima ao MDB ou de tantos outros casos envolvendo gente do PT, segundo a Polícia Federal, tinha um bunker com dinheiro guardado.

Agora, leio em matéria da Rádio Bandeirantes, que Paulo chegava a colocar os mais de R$ 100 mi (sim, cem milhões de reais em espécie, cash, dinheiro vivo) para “tomar sol” a fim de evitar bolor!

Onde vamos parar? Será que a corrupção se tornou algo normal da vida das pessoas? Não se escandaliza mais com nada? Um caso desse era para prender imediatamente todos os pares envolvidos nessa trapaça.

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– Ironias da Política

Quando Lula “rifou” Antonio Palocci, o médico, ex-prefeito de Ribeirão Preto e ex-Ministro da Fazenda, deu a entender que não queria se contaminar com a aura de corrupção que pairava sobre o então colega de partido. E uma das justificativas é que a “imprensa criava fatos”. Hoje, ambos estão na cadeia.

Agora, Bolsonaro demite Bebianno, seu aliado que se enrolou com a história dos “laranjas” de seu partido. O interessante é que Bolsonaro disse que a Folha de São Paulo “se acabaria por ela mesmo”, e em outra oportunidade, que “já se acabou”. E de onde surgiram as denúncias que derrubaram Bebianno? Da Folha!

Acho que a imprensa é um dos menores problemas desse país (se é que o termo “problema” é adequado para essa lógica, já que eu penso que precisamos de uma imprensa livre). O problema é, sem dúvida, políticos honestos – e de qualquer partido que seja!

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– Como é ter um “presente de corrupção”?

Poderia ser de político do PT, do PSDB, não importa o nome da partido ou do representante. A ideia é: como é triste ver nosso país mergulhado em crimes de corrupção e o funcionamento da máquina das empreiteiras desonestas.

Aqui o exemplo do famigerado Sítio de Atibaia, que resultou na segunda condenação do ex-presidente Lula (insisto: poderia ser outro nome de outra ideologia, mas o mote a discutir é: a ganância e a vontade de levar sempre vantagens nefastas…).

Abaixo: https://epoca.globo.com/o-sitio-de-atibaia-23435625

O SÍTIO DE ATIBAIA

Espaço que Lula usava como refúgio originou a segunda condenação do ex-presidente: mais 12 anos e 11 meses de prisão

por Gustavo Schmitt

Quando investigadores chegaram a Atibaia, no interior paulista, e entraram no sítio alvo da Operação Lava Jato, há pouco mais de dois anos, não tiveram dúvidas da ligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-primeira-dama Marisa Letícia com o lugar. A propriedade podia estar em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha. Mas os principais usuários eram mesmo Lula e Marisa.

O local era a casa dos bichos de estimação de Marisa, alguns vindos de Brasília. Havia pavão, pato, ganso, peru e marreco. Havia remédios de farmácias de manipulação em nome do casal, presentes e anotações. No lago, um bote de pesca tinha a inscrição Lula e Marisa. No Instituto Lula, funcionários costumavam se referir ao sítio de Atibaia de forma natural, sem censura. Até mesmo alguns petistas que torcem o nariz para a condenação de Lula no caso do tríplex no Guarujá, no litoral paulista, reconhecem que o caso do sítio era difícil de defender. Tão difícil que Lula foi condenado a mais 12 anos de prisão em primeira instância na quarta-feira 6 de fevereiro.

As digitais do ex-presidente estavam presentes desde a compra da propriedade, no segundo semestre de 2010, último ano do segundo mandato. A aquisição foi formalizada no escritório de advocacia de Roberto Teixeira, amigo de longa data de Lula. Fernando Bittar, um dos donos oficiais do sítio, é filho de Jacob Bittar, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores na década de 80. Fernando cresceu com os filhos de Lula e os tinha como irmãos.

Quando Lula ainda era presidente, Marisa pediu a José Carlos Bumlai, empresário próximo à família e acusado de ter se beneficiado de contrato superfaturado na Petrobras, para que ele fizesse melhorias na propriedade. Diante da lentidão das obras sob responsabilidade de Bumlai, Marisa pediu, em 2010, para que a Odebrecht ajudasse. Um dia antes de Lula deixar a Presidência, Emílio Odebrecht avisou ao então presidente que a obra seria entregue em breve. “Ele (Lula) não fez nenhum comentário, mas também não mostrou nenhuma surpresa (…). Entendi não ser mais surpresa”, disse Odebrecht ao Ministério Público Federal em depoimento de seu acordo de colaboração premiada.

Seguindo a velha máxima que reforma é fácil de começar e difícil de sair — ainda mais se há alguém pagando —, Lula e Marisa pediram, em 2014, para Léo Pinheiro, presidente da OAS, dar um jeito na cozinha, que era velha e pouco atraente. Projeto com cara de revista aprovado, tudo foi trocado, do telhado à geladeira. De tão moderna, a cozinha passou a destoar do restante da casa, de modo geral bastante rústica.

Durante as investigações do caso, o Ministério Público Federal encontrou fotos de Lula no sítio acompanhado de Pinheiro. Após ser preso e se transformar em candidato a delator na Lava Jato, o ex-presidente da OAS afirmou, em audiência em novembro do ano passado, que Lula se comportava como proprietário do sítio e real beneficiário das obras. Pinheiro ainda declarou que foi Lula quem o convidou para falar sobre as obras do sítio. Declarou que foi ao sítio com o então diretor da OAS Empreendimentos, Paulo Gordilho, condenado por lavagem de dinheiro. Nessa época, a OAS estava “prestando” serviços no sítio e no litoral. Pinheiro disse que Lula “já tinha conhecimento dos serviços que nós vínhamos fazendo no tríplex do Guarujá”. Relatou ainda que o petista pediu aos funcionários da OAS que não usassem uniformes durante a obra para não chamar a atenção.

Ao todo, a propriedade rural tem cerca de 173.000 metros quadrados, o equivalente a 24 campos de futebol. O imóvel tem uma casa principal e outras duas edificações anexas com quatro suítes. Há ainda um lago com dois pedalinhos em forma de cisne para os netos de Lula. Na entrada do sítio, em frente à piscina, uma imagem em miniatura do Cristo decorava um pequeno jardim. Além da cozinha, outro cômodo destoa na casa, a adega, que abrigaria os vinhos que Lula acumulou durante a Presidência. Em audiência na Justiça Federal de Curitiba em novembro, Lula se referiu à adega como “quarto de cachaças”. Não exatamente.

A principal característica do sítio é a discrição. Da estrada, nada se enxerga. É rodeado de mata preservada. Lula deu mostras do que queria do sítio ao reunir amigos para festas juninas, com todos vestidos a caráter. Um lugar sem grandes luxos para passar os finais de semana. Embora simples, o sítio de Atibaia era muito melhor que o Los Fubangos, uma chácara em Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, que o petista frequentava antes de ser eleito presidente da República. O local fica próximo da Represa Billings, conhecida por suas águas turvas e poluídas.

O município de Atibaia é um conhecido destino de classe média, não atrai ricos ou famosos. Amigos do casal contam que o sítio era o sonho de Lula, e o apartamento tríplex no Guarujá de Marisa, que queria passar na praia as férias de verão com os netos.

Lula e Marisa, morta em 2017, sempre negaram, com veemência, serem os donos do sítio ou mesmo terem pedido qualquer reforma na propriedade. Após a condenação assinada pela juíza Gabriela Hardt, a substituta de Sergio Moro na Lava Jato de Curitiba, a defesa anunciou que vai recorrer, dizendo que Lula é vítima de perseguição política.

Vários pôsteres de Lula foram encontrados no sítio de Atibaia Reprodução
Vários pôsteres de Lula foram encontrados no sítio de Atibaia Reprodução
Outro pôster de Lula com Marisa encontrado no sítio de Atibaia Reprodução
Outro pôster de Lula com Marisa encontrado no sítio de Atibaia Reprodução