– Quando 100 milhões tomando sol não assustam mais!

Paulo Vieira de Souza, o famigerado “Paulo Preto” do esquema do DERSA, que funcionava supostamente ao PSDB nos mesmos moldes de Geddel Vieira Lima ao MDB ou de tantos outros casos envolvendo gente do PT, segundo a Polícia Federal, tinha um bunker com dinheiro guardado.

Agora, leio em matéria da Rádio Bandeirantes, que Paulo chegava a colocar os mais de R$ 100 mi (sim, cem milhões de reais em espécie, cash, dinheiro vivo) para “tomar sol” a fim de evitar bolor!

Onde vamos parar? Será que a corrupção se tornou algo normal da vida das pessoas? Não se escandaliza mais com nada? Um caso desse era para prender imediatamente todos os pares envolvidos nessa trapaça.

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– Ironias da Política

Quando Lula “rifou” Antonio Palocci, o médico, ex-prefeito de Ribeirão Preto e ex-Ministro da Fazenda, deu a entender que não queria se contaminar com a aura de corrupção que pairava sobre o então colega de partido. E uma das justificativas é que a “imprensa criava fatos”. Hoje, ambos estão na cadeia.

Agora, Bolsonaro demite Bebianno, seu aliado que se enrolou com a história dos “laranjas” de seu partido. O interessante é que Bolsonaro disse que a Folha de São Paulo “se acabaria por ela mesmo”, e em outra oportunidade, que “já se acabou”. E de onde surgiram as denúncias que derrubaram Bebianno? Da Folha!

Acho que a imprensa é um dos menores problemas desse país (se é que o termo “problema” é adequado para essa lógica, já que eu penso que precisamos de uma imprensa livre). O problema é, sem dúvida, políticos honestos – e de qualquer partido que seja!

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– Como é ter um “presente de corrupção”?

Poderia ser de político do PT, do PSDB, não importa o nome da partido ou do representante. A ideia é: como é triste ver nosso país mergulhado em crimes de corrupção e o funcionamento da máquina das empreiteiras desonestas.

Aqui o exemplo do famigerado Sítio de Atibaia, que resultou na segunda condenação do ex-presidente Lula (insisto: poderia ser outro nome de outra ideologia, mas o mote a discutir é: a ganância e a vontade de levar sempre vantagens nefastas…).

Abaixo: https://epoca.globo.com/o-sitio-de-atibaia-23435625

O SÍTIO DE ATIBAIA

Espaço que Lula usava como refúgio originou a segunda condenação do ex-presidente: mais 12 anos e 11 meses de prisão

por Gustavo Schmitt

Quando investigadores chegaram a Atibaia, no interior paulista, e entraram no sítio alvo da Operação Lava Jato, há pouco mais de dois anos, não tiveram dúvidas da ligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-primeira-dama Marisa Letícia com o lugar. A propriedade podia estar em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha. Mas os principais usuários eram mesmo Lula e Marisa.

O local era a casa dos bichos de estimação de Marisa, alguns vindos de Brasília. Havia pavão, pato, ganso, peru e marreco. Havia remédios de farmácias de manipulação em nome do casal, presentes e anotações. No lago, um bote de pesca tinha a inscrição Lula e Marisa. No Instituto Lula, funcionários costumavam se referir ao sítio de Atibaia de forma natural, sem censura. Até mesmo alguns petistas que torcem o nariz para a condenação de Lula no caso do tríplex no Guarujá, no litoral paulista, reconhecem que o caso do sítio era difícil de defender. Tão difícil que Lula foi condenado a mais 12 anos de prisão em primeira instância na quarta-feira 6 de fevereiro.

As digitais do ex-presidente estavam presentes desde a compra da propriedade, no segundo semestre de 2010, último ano do segundo mandato. A aquisição foi formalizada no escritório de advocacia de Roberto Teixeira, amigo de longa data de Lula. Fernando Bittar, um dos donos oficiais do sítio, é filho de Jacob Bittar, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores na década de 80. Fernando cresceu com os filhos de Lula e os tinha como irmãos.

Quando Lula ainda era presidente, Marisa pediu a José Carlos Bumlai, empresário próximo à família e acusado de ter se beneficiado de contrato superfaturado na Petrobras, para que ele fizesse melhorias na propriedade. Diante da lentidão das obras sob responsabilidade de Bumlai, Marisa pediu, em 2010, para que a Odebrecht ajudasse. Um dia antes de Lula deixar a Presidência, Emílio Odebrecht avisou ao então presidente que a obra seria entregue em breve. “Ele (Lula) não fez nenhum comentário, mas também não mostrou nenhuma surpresa (…). Entendi não ser mais surpresa”, disse Odebrecht ao Ministério Público Federal em depoimento de seu acordo de colaboração premiada.

Seguindo a velha máxima que reforma é fácil de começar e difícil de sair — ainda mais se há alguém pagando —, Lula e Marisa pediram, em 2014, para Léo Pinheiro, presidente da OAS, dar um jeito na cozinha, que era velha e pouco atraente. Projeto com cara de revista aprovado, tudo foi trocado, do telhado à geladeira. De tão moderna, a cozinha passou a destoar do restante da casa, de modo geral bastante rústica.

Durante as investigações do caso, o Ministério Público Federal encontrou fotos de Lula no sítio acompanhado de Pinheiro. Após ser preso e se transformar em candidato a delator na Lava Jato, o ex-presidente da OAS afirmou, em audiência em novembro do ano passado, que Lula se comportava como proprietário do sítio e real beneficiário das obras. Pinheiro ainda declarou que foi Lula quem o convidou para falar sobre as obras do sítio. Declarou que foi ao sítio com o então diretor da OAS Empreendimentos, Paulo Gordilho, condenado por lavagem de dinheiro. Nessa época, a OAS estava “prestando” serviços no sítio e no litoral. Pinheiro disse que Lula “já tinha conhecimento dos serviços que nós vínhamos fazendo no tríplex do Guarujá”. Relatou ainda que o petista pediu aos funcionários da OAS que não usassem uniformes durante a obra para não chamar a atenção.

Ao todo, a propriedade rural tem cerca de 173.000 metros quadrados, o equivalente a 24 campos de futebol. O imóvel tem uma casa principal e outras duas edificações anexas com quatro suítes. Há ainda um lago com dois pedalinhos em forma de cisne para os netos de Lula. Na entrada do sítio, em frente à piscina, uma imagem em miniatura do Cristo decorava um pequeno jardim. Além da cozinha, outro cômodo destoa na casa, a adega, que abrigaria os vinhos que Lula acumulou durante a Presidência. Em audiência na Justiça Federal de Curitiba em novembro, Lula se referiu à adega como “quarto de cachaças”. Não exatamente.

A principal característica do sítio é a discrição. Da estrada, nada se enxerga. É rodeado de mata preservada. Lula deu mostras do que queria do sítio ao reunir amigos para festas juninas, com todos vestidos a caráter. Um lugar sem grandes luxos para passar os finais de semana. Embora simples, o sítio de Atibaia era muito melhor que o Los Fubangos, uma chácara em Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, que o petista frequentava antes de ser eleito presidente da República. O local fica próximo da Represa Billings, conhecida por suas águas turvas e poluídas.

O município de Atibaia é um conhecido destino de classe média, não atrai ricos ou famosos. Amigos do casal contam que o sítio era o sonho de Lula, e o apartamento tríplex no Guarujá de Marisa, que queria passar na praia as férias de verão com os netos.

Lula e Marisa, morta em 2017, sempre negaram, com veemência, serem os donos do sítio ou mesmo terem pedido qualquer reforma na propriedade. Após a condenação assinada pela juíza Gabriela Hardt, a substituta de Sergio Moro na Lava Jato de Curitiba, a defesa anunciou que vai recorrer, dizendo que Lula é vítima de perseguição política.

Vários pôsteres de Lula foram encontrados no sítio de Atibaia Reprodução
Vários pôsteres de Lula foram encontrados no sítio de Atibaia Reprodução
Outro pôster de Lula com Marisa encontrado no sítio de Atibaia Reprodução
Outro pôster de Lula com Marisa encontrado no sítio de Atibaia Reprodução

– O Sítio era do Lula mesmo…

A juíza Gabriela Hardt condenou Lula a 12 anos e 11 meses no processo do Sítio de Atibaia. Mas tem fanático que ainda dirá que é golpe, pedirá “Lula Livre” e se cega ao aceitar crime de corrupção cometido nesse episódio (e em outros casos). Aliás, há fanático de todos os lados e ideologias: impossível não criticar que Bolsonaro iria extinguir a TVBrasil e agora volta atrás e cria a Nova TVBrasilmas sobre o “Mito” não pode falar?

Voltando para o caso específico do combate à corrupção no país, desejamos que tudo seja apurado com os políticos de outros partidos (uma coisa importante é que a punição ao petista não pode desabonar a lentidão com os de outros partidos que eram oposicionistas, apesar das entradas e saídas do xilindró do peessedebista Beto Richa e a detenção de Eduardo Azeredo).

Em suma: Justiça sendo feita ao agora duplamente condenado Luís Inácio Lula da Silva (o ex-presidente que teve tudo para entrar na história como um grande nome, mas se perdeu na ganância e corrupção absurda do que já foi levantado), e todos no aguardo para que Aécio Neves, na outra ponta, tenha o mesmo destino com os seus pares. Depois dele, teremos Michel Temer, por exemplo?

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– O pacote anti-crime de Sérgio Moro

Leio algumas pessoas criticando a proposta do Ministro da Justiça Sérgio Moro, onde ele apresenta um conjunto de ideias chamado de “pacote anti-crime”.

Eu achei muito bom! Está colocando no mesmo patamar o crime de corrupção (que tanto tira dinheiro para os investimentos na Saúde, Educação, Saneamento) com o do Crime Organizado. Dá também mais tranquilidade aos Policias Honestos, que tem medo de dar tiros pois têm que responder um processo cansativo e quase os “macula”. Por fim, luta Peo fim da impunidade na sociedade.

Se passará pelo Congresso ou vai dar certo, é outra história. Mas a idéia é muito boa. Tomara que siga em frente.

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– Quem votou duas vezes?

Saber que 81 senadores votaram e tivemos 82 votos, é para investigar a fundo. São Senadores da República, ou seja, seniors! Em tese, os que mais deveriam ser respeitados e se dar em respeito.

Tem que esclarecer quem votou duas vezes de propósito e cassar o mandato do senador-bandido.

Aliás, que força do Renan, hein? Quem conseguiria uma liminar do STF de sexta para sábado às 03h da madrugada…

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– Como acreditar na Política?

Assistindo as aberrações do Congresso Nacional. Quer dizer que se o voto for aberto, os senadores mudam a quem destinariam a escolha do candidato à Presidência da Casa? Se for secreto, o nome é outro?

Por quê?

Parece, claramente, negociação de bandidos. BRIGA DE QUADRILHA?

O pior é que a conta chega ao povo

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– Fanatismo Político: como entender tamanha cegueira?

Uma das coisas mais incompreensíveis é: como cidadãos de bem se deixam contaminar pelo extremismo político!

Não sou Esquerdista (PT, PSOL, PCdoB), nem Direitista (PSL, PSDB, DEM), tampouco em cima do muro (PSD, PMDB, PP). Sou apartidário, mas não apolítico.

Nesta semana em que Palocci delatou que Lula recebia propina (dinheiro vivo) em caixas de uísque e que o motorista Queiroz ainda não “sarou” para explicar suas movimentações, vemos fanáticos se atacando e contra-atacando como se fosse discussão de bar, perrengue de time de futebol ou briga de rua.

Enquanto os dois lados continuam militando, pessoas resolvem acreditar que os valores incríveis de Flávio Bolsonaro foram fruto de venda de um apartamento em dinheiro vivo (com depósitos fracionados em caixa eletrônico!!!) e outras pedindo que se entregue o Prêmio Nobel da Paz a Luiz Inácio Lula da Silva!

O que está acontecendo às pessoas sensatas? Todo mundo enlouqueceu?

Pior do que tudo isso é gente jogando a culpa na imprensa, na oposição, mas teorias conspiratórias (já vi esse filme antes)… ou ainda caindo no vexame de argumentar que os valores dos escândalos atuais são pequenos em relação ao esquema que perdurou por anos.

Ora, não existe honesto ou meio honesto. Existe honesto e desonesto! Separar Flávio Bolsonaro de Jair é a mesma coisa que separar Lulinha de Luiz Inácio. Ou será que viramos uma nação de ingênuos?

À cadeia todos os que corrompem neste país, sejam eles quem forem. Ou se moraliza de verdade o Brasil, ou saíamos às ruas bater panelas. O que não precisamos nesse momento é de um “Lula de Direita” (nem o original, de Esquerda).

É tão difícil o eleitor que é traído e fica desolado assumir que está decepcionado? Por que a insistência em negar e tapar o sol com a peneira?

Acima, a brincadeira que viralizou dos #10yearschallenge, versão militantes brasileiros.

– Que feio, Bolsonaro! A picaretagem impera nesse país?

Uma decepção sem tamanho. Um golpe contra toda a moralidade pregada. E se “Deus está acima de todos” como diz Jair Bolsonaro, seu filho, Flávio, deverá ser punido severamente. A não ser que ele tenha dito deus (com “D”minúsculo mesmo).

Quando li que a pedido da defesa do Senador Flávio Bolsonaro, o juiz Fux retirou o processo do seu motorista-assessor Queiroz que estava no Supremo, alegando foro privilegiado do Bolso-Filho, pensei: já vi esse filme antes!

Toda a demagogia do bandido Lula e seus parceiros criminosos e que estão na cadeia (e que por incrível que pareça defendidos por muitos esquerdistas), agora começa a aparecer no lado dos direitistas. E o ato de hoje se torna indefensável! Se o cara é honesto, vai depor, deixa investigar, ao invés de ficar mandando atestado e dançando no hospital (como foi assistido à exaustão a palhaçada de Queiroz).

Que tudo seja apurado e os responsáveis presos. É inaceitável que alguém tenha sido eleito com o discurso da honestidade e aceite com tamanha passividade essa situação.

No fundo, o fanatismo político tem cegado os eleitores que não conseguem ver que a Direita e a Esquerda são contaminadas pela maldita corrupção que se tornou cultural no Brasil!

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– Um país que cansa seus cidadãos de bem: o circo da Justiça e da Política!

Que Brasil difícil de se viver, não?

De manhã, a confusão envolvendo o Ministro Gilberto Kassab (que será o secretário da Casa Civil de Dória no Governo do Estado de São Paulo). Cerca de 400 mil em espécie (dinheiro-vivo) no seu apartamento, além de outros documentos levados pela Polícia Federal.

Na hora do almoço, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, exercendo a função de Presidente da República (Michel Temer estava no Uruguai), aliviou a lei de Responsabilidade Fiscal dos Prefeitos, permitindo que eles não sejam punidos conforme se manda hoje, caso façam alguns desmandos.

À tarde, o Ministro Marco Aurélio Mello mandou soltar os criminosos presos em 2a instância com uma “canetada de vaidade”, permitindo a soltura de 160 mil condenados – de estupradores aos de crimes de colarinho branco, como os de Lula. Aqui, talvez, a maior indagação: A TROCO DE QUÊ? De querer os holofotes? De desejar ser maior que o próprio Poder Judiciário?

De noite, o Presidente do STF, Dias Tóffoli, anulou a decisão de seu colega da tarde, modificando o estado de apreensão da nação.

Sem contar que o Queiroz, motorista do Bolsonaro enrolado com dinheiro suspeito, entregou o atestado que estava doente e não foi depor…

Até quando viveremos sem cumprir as leis? Como se é permitido fazer tanta bagunça e escrachar na cara das pessoas corretas desse Brasil?

Que circo…

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– Os Filhos de Bolsonaro e de Lula têm a mesma mãe: a Corrupção?

A história de que Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio Bolsonaro, movimentou mais de um milhão e que recebeu depósito de assessores do agora senador, lembra aquela “lenda” que muitos dizem ser real e ninguém prova: o político contrata funcionários por um salário alto, e em troca recebe uma parte dele de volta.

A outra história, agora envolvendo Lulinha e registrada pelo jornalista Marco Vitale, que mostra como em um passe de mágica ele virou zelador de zoológico em “Midas” dos negócios através de investimentos suspeitos na Gamecorp, sendo chamado pelo seu pai de “Ronaldinho dos Negócios”, é outra coisa que nos faz acreditar em “cara-de-pau” dos corruptos. 

Enfim: sai Governo, entra Governo, e o povo se f… desculpe o desabafo, mas não consigo entender a lógica daqueles que defendem Lula, Bolsonaro, Aécio e tantos outros, como se fossem o próprio filho e imaculados de qualquer crime, irredutíveis com o conceito de que cometem ilicitudes Pior: aceitam a corrupção como “fato normal” ou “fazer o quê”!

Enquanto as pessoas terem “políticos de estimação”, nosso país está perdido. 

Em tempo: a estratégia de Lula é negar até a morte; a de Bolsonaro é de enfrentamento dizendo que se errou vai pagar. São duas formas de querer passar uma aura inexistente…

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– A delação e o acordo da CCR deve estar dando muita insônia aos políticos…

Desde que começou a concessão de rodovias do Estado de São Paulo, o Grupo CCR (formado por Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Soares Penido, dentre os maiores acionistas), sempre foi alvo de especulações por suposta corrupção. E nunca nada foi provado.

De fato, as rodovias paulistas melhoram muito (motoristas da minha faixa etária lembram bem disso). O problema é o preço do pedágio, logicamente.

Agora, vem à tona uma “ponta do iceberg”: o acordo de leniência mostrando a existência de caixa 2 na doação de dinheiro para diversos políticos, como, por exemplo, Alckmin, Serra, Kassab, Gleise e Mercadante. Todos, evidentemente, negam.

Extraído de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2018-11/ccr-tera-de-pagar-r-r-81-milhoes-em-acordo-de-leniencia-com-mp-sp

CCR TERÁ DE PAGAR R$ R$ 81 MI EM ACORDO DE LENIÊNCIA COM O MP-SP

por Fábio Massalli

A CCR, uma das maiores empresas de concessão de infraestrutura da América do Sul, administradora de diversas rodovias no estado de São Paulo, pagará R$ 81,5 milhões em um acordo de leniência assinado hoje (29) com o Ministério Público de São Paulo em razão de doações irregulares em forma de caixa dois a campanhas de diversos partidos políticos, no período de 2009 a agosto de 2013.

Segundo o MP, o acordo foi baseado nas declarações de dirigentes e ex-dirigentes da CCR em delações premiadas firmadas em Curitiba nas investigações da Operação Lava Jato. De acordo com o promotor de Justiça José Carlos Blat, até o momento, não foram obtidas provas em relação ao crime de corrupção. No entanto, ele considerou que as investigações só estão começando.

“O caixa dois da CCR demonstra que não ocorreu nenhuma contrapartida nas concessões das rodovias e a assinatura deste termo não obsta outras investigações que venham a determinar a existência de superfaturamento, atos de corrupção, cartel, etc. Podemos dizer que este não é o fim, é o início de uma investigação contra vários agentes públicos”, disse.

Segundo o Ministério Público, os nomes dos políticos envolvidos não serão divulgados por conta das investigações em curso na esfera da improbidade administrativa e criminal. “Basicamente, a empresa está sofrendo sanção por ter feito algo errado, que não deu prejuízo ao estado, mas que deu prejuízo social, em termos eleitorais, em termos de desigualdade eleitoral”, disse o promotor Valter Santin.

O “termo de autocomposição”, como o MP denomina o acordo de leniência, prevê o pagamento em duas parcelas, nos meses de março de 2019 e 2020. O destino dos recursos será o estado de São Paulo, o Fundo de Direitos Difusos, o Fundo de Perícias, em fase de criação, e a Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP), para a construção de uma nova biblioteca. 

De acordo com o MP, na primeira parcela o estado receberá R$ 33,06 milhões, e os fundos, R$ 1,11 milhão cada; a segunda parcela repetirá esses valores, corrigidos. A Faculdade de Direito receberá integralmente o valor de R$ 17 milhões em março de 2019.

Em nota, a CCR disse que contribui com as autoridades públicas a fim de esclarecer fatos que envolvam a empresa e suas controladas. “A CCR reafirma o compromisso em seguir modernizando a infraestrutura brasileira, oferecendo serviços de qualidade para os usuários no Brasil e no exterior”.

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– A Operação Game Over continua na ativa!

Que coisa, hein? Quer dizer que apostadores de resultados em jogos de futebol (vindos da Malásia e da Indonésia) queriam até mesmo adquirir um clube para fazer suas artimanhas no Brasil?

Tudo isso já foi descoberto pela Operação “Game Over”, que desde 2015 investiga a manipulação de resultados e que nesta semana trouxe mais novidades.

Sabe-se, agora, que a ideia dos criminosos era de comprar um time em dificuldade financeira. Enquanto isso, a apuração do esquema que envolvia clubes da A2, A3, Segunda Divisão Paulista e Sub 20 em São Paulo, além de outros do Interior do Nordeste, continua tendo desdobramentos até hoje.

No inquérito de mais de 700 páginas, revelou-se que foi oferecido R$ 10.000,00 ao Tupã para perder de 4×0 para o Barretos, pela A3. Ao São José, foi oferecido R$ 50.000,00 para perder de 3×0 para o Corinthians no Sub20. Para um time da A2 (não revelado no inquérito, a proposta foi de US$ 30,000.00). E Márcio Orelha, um dos ex-jogadores envolvidos, afirma que nunca tentaram nada com clubes da A1 devido a visibilidade.

A certeza é: uma derrota por goleada em casa do Atlético Sorocaba frente o Santo André há 3 anos pela Categoria de Jrs, fazia parte da armação, pois o cheque das taxas de arbitragem foi pago por um dos membros da quadrilha

Imprudência ou confiança de que nada aconteceria?

Outras informações do inquérito, cujo julgamento retomou nesta 4ª feira dia 28/11/2018, abaixo,

extraído de: https://globoesporte.globo.com/blogs/bastidores-fc/post/2018/11/28/manipulacao-no-futebol-cheque-de-lider-de-quadrilha-pagou-arbitragem-de-jogo-sub-20-em-sp.ghtml

MANIPULAÇÃO NO FUTEBOL: CHEQUE DE LÍDER DE QUADRILHA PAGOU ARBITRAGEM DE JOGO SUB-20 EM SP

Árbitro relatou informação em súmula de partida que iniciou investigação em 2015; julgamento do caso é retomado nesta quarta

Por Leonardo Lourenço

Um cheque do homem que é apontado pelo Ministério Público como líder de uma quadrilha que manipulava resultados no futebol foi utilizado para pagar a taxa de arbitragem de uma partida do Paulista sub-20, em 2015 – um encargo que geralmente cabe ao clube mandante do jogo.

A goleada do Santo André sobre o Atlético Sorocaba por 9 a 0 foi o estopim de uma investigação que identificou um grupo que fraudava os placares para beneficiar apostadores asiáticos. Treze pessoas foram denunciadas em 2016, e o julgamento, que começou em dezembro do ano passado, foi retomado nesta quarta-feira, em São Paulo. A sentença será conhecida em 2019.

Anderson Silva Rodrigues é acusado de liderar a quadrilha no Brasil sob ordens de dois homens da Malásia. Foi com um cheque dele que o Atlético Sorocaba, mandante daquele duelo, pagou R$ 1.361 à equipe de arbitragem que atuou na partida. A informação, com nome e CPF do titular da conta, está na súmula do jogo.

Ao GloboEsporte.com, em contato realizado por meio de seu advogado, Rodrigues negou “categoricamente” ter emitido qualquer cheque como o citado. Um dirigente do Atlético Sorocaba afirmou não conhecer Rodrigues.

A incomum goleada no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, gerou um alerta de uma empresa austríaca de monitoramento de indícios de fraude no futebol entregue ao Ministério Público de São Paulo e à Federação Paulista de Futebol (FPF) – um inquérito foi aberto em seguida pela Polícia Civil para investigar o caso.

À época, os investigadores grampearam o árbitro do jogo, Carlos Eduardo Gomes, seis dirigentes do Santo André e outros quatro do Atlético Sorocaba, clube que está licenciado na FPF desde o ano passado. As escutas não produziram provas suficientes, o que esfriou o caso.

A apuração só ganhou força novamente quando, cerca de dois meses depois, dirigentes do Tupã e do São José, ambos do interior paulista, apresentaram denúncia à FPF. Nela estavam mensagens enviadas por Anderson Silva Rodrigues e outros membros da organização em que ofereciam dinheiro para que jogos desses clubes fossem manipulados. 

A partir daí, a polícia iniciou nova série de interceptações telefônicas em que foi possível identificar 11 dos acusados – além deles, os dois malaios, que nunca foram encontrados, tornaram-se réus em 2016 após serem citados em delação premiada de um ex-atleta, Márcio de Souza, envolvido nos crimes.

RELAÇÃO COM O ATLÉTICO SOROCABA

Apesar disso, os investigadores nunca conseguiram demonstrar a participação do grupo no jogo entre Atlético Sorocaba e Santo André. A ligação entre Anderson, o líder da organização, e a partida, porém, esteve sempre à disposição, na súmula do confronto, publicada desde então no site da FPF.

A informação consta no espaço para o relato de “ocorrências/observações”, e a descrição é do árbitro Carlos Eduardo Gomes:

– Informo ainda que a taxa de arbitragem foi paga com cheque único. Cheque: Banco Itaú Agência: 8794 Conta Corrente: 30176-5 N. do Cheque: SA-000099 Nome: Anderson Silva Rodrigues CPF: 036.093.517-64 no valor de R$ 1.361,00.

Trata-se do mesmo Anderson Silva Rodrigues acusado de fraudar resultados, de acordo com pedido de prisão feito pela Polícia Civil, onde aparece o mesmo CPF registrado na súmula.

– Não faço a mínima ideia de quem seja (Anderson) – disse Gomes aoGloboEsporte.com. O árbitro é testemunha de acusação no processo em andamento no Juizado do Torcedor de São Paulo.

Em depoimento, em dezembro do ano passado, o árbitro declarou não ter percebido “nada de anormal”. Em um momento, o juiz pede que ele olhe aos réus, presentes na sala de audiência, e responda se reconhece algum deles. Ele diz que não.

À reportagem, Gomes afirmou que recebeu o pagamento do clube mandante, como é praxe – geralmente, porém, os valores são entregues em dinheiro e repartidos entre árbitro e auxiliares no vestiário.

Gomes contou que relatou o pagamento em cheque na súmula por orientação da FPF e do Sindicato dos Árbitros, que é quem recebe o cheque nesses casos e depois repassa os valores aos árbitros.

– O sindicato verifica se tem fundo, (depois) deposita na conta de cada um.

Situação semelhante ocorreu no jogo anterior do Atlético Sorocaba como mandante, contra o São Caetano. Nesta partida, o cheque que pagou a taxa de arbitragem era de Adilson Moura Damasceno, que não é investigado.

Segundo pessoas que atuavam na comissão técnica da equipe na época, Damasceno era gerente das categorias de base, que era terceirizada. De acordo com esses profissionais, ele dividia essa responsabilidade com Francisco Jamison Gonçalves, um dos alvos da Game Over, como foi chamada a operação, que também é réu no processo – ele é acusado de aliciar atletas para o esquema.

Nesta quarta, após audiência em São Paulo, Gonçalves disse não ter conhecimento sobre o cheque, e que não manteve qualquer relação com Anderson Rodrigues.

No jogo contra o Santo André, Damasceno aparece como auxiliar-técnico do Atlético Sorocaba no relatório da partida – até então, não tinha sido relacionado em nenhuma das súmulas das 20 rodadas anteriores do Paulista sub-20 daquele ano.

No duelo seguinte, outra goleada de 9 a 0, esta sofrida para o São Paulo, em Cotia, Damasceno assina como técnico no lugar de Julimar José Francisco, expulso no confronto sob investigação.

A reportagem tentou contato com Damasceno e Gonçalves, mas eles não foram encontrados.

Vice-presidente executivo do Atlético Sorocaba em 2015, José Rodrigues dos Santos afirmou não ter conhecimento da utilização de um cheque de Anderson Silva Rodrigues para o pagamento da taxa de arbitragem do jogo contra o Santo André:

– É a primeira vez que ouço falar dessa pessoa. Acho estranho (o pagamento da taxa de arbitragem com cheques), normalmente é pago com dinheiro. Para mim é uma novidade – disse ele, questionado pelo GloboEsporte.com.

Anderson Rodrigues se manifestou por meio do advogado de defesa. Em mensagem enviada à reportagem, Marcelo Branco afirmou que o cliente “negou categoricamente de ter emitido um cheque para qualquer pessoa envolvida nesse processo” e que “com certeza esse suposto cheque não existe; se existir, não é de sua titularidade”.

Anderson nunca foi preso pelas fraudes. Quando a operação foi deflagrada, em julho de 2016, ele não foi encontrado. Manteve-se foragido até fazer acordo de delação premiada em que admitiu a intenção do grupo de arrendar um clubepara facilitar os esquemas de manipulação. Ele responde em liberdade.

TÉCNICO BARRADO NO VESTIÁRIO

Ouvido em maio como testemunha durante o processo, o técnico Julimar José Francisco, que comandava o Atlético Sorocaba naquela partida, relatou em depoimento que foi impedido de entrar no vestiário do time no intervalo e que forçou uma expulsão no começo do segundo tempo para não fazer parte do que ele classificou como um jogo “estranho”.

À Justiça, Julimar lembrou que teve que escalar um time formado majoritariamente por atletas do sub-17, já que os jogadores sub-20 tinham sido dispensados às vésperas do confronto com o Santo André – o Atlético Sorocaba já não tinha mais chances de classificação.

O primeiro tempo daquele jogo terminou com uma insuspeita derrota parcial de 1 a 0. Ao deixar o campo após o final da etapa inicial, Julimar contou ter sido surpreendido:

– Chegou o intervalo do jogo, nós estávamos perdendo de 1 a 0, não deixaram nem eu entrar no vestiário. “Pode deixar que agora a gente toma conta”, (disse) o pessoal que coordenava lá – relembrou, sem citar nomes.

– Aí entraram no vestiário, conversaram com os jogadores. (Pensei:) “Eu não vou voltar para esse jogo, tem coisa errada nesse jogo” – completou.

Julimar afirmou que ainda no intervalo procurou o árbitro Carlos Eduardo Gomes e pediu para ele lhe expulsasse, o que teria sido negado pelo juiz. A súmula aponta que o treinador foi excluído do jogo aos seis minutos do segundo tempo ao chamar Gomes de “safado”.

O árbitro disse não se lembrar do pedido de Julimar:

– Não (me lembro). No comecinho do segundo tempo ele me xingou, cheguei até ele, pedi para se acalmar. Eu virei, ele continuou me xingando, eu o expulsei.

Procurado pela reportagem, Julimar se recusou a dar novas declarações:

– O que eu falei, falei na Justiça. Não quero comentar.

Além do técnico, outros três jogadores do Atlético Sorocaba foram expulsos no segundo tempo do jogo contra o Santo André, quando a equipe sofreu mais oito gols.

O Ministério Público de São Paulo denunciou 13 pessoas, inclusive dois malaios, por organização criminosa e por tentativa e fraude de resultados de partidas de futebol.

A quadrilha é acusada de atuar em torneios de menor visibilidade, como as categorias inferiores de São Paulo e em estaduais como os do Ceará e Rio Grande do Norte. Todos respondem ao processo em liberdade; os estrangeiros nunca foram encontrados.

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Organograma da quadrilha que adulterou resultados no futebol para favorecer apostadores asiáticos operação Game Over — Foto: Reprodução

– Parabéns, Operação Lava-Jato!

Mais uma vitória na luta contra a corrupção política no Brasil: nesta quinta-feira cedo, prendeu-se o Pezão, governador do Rio de Janeiro que sucedeu o também corrupto Sérgio Cabral

Aos poucos, o país vai sendo passado a limpo. Parabéns! Mas ainda faltam Aécio, Serra, Dilma, Temer e tantos outros já denunciados / réus e suspeitos que “transpiram” incredibilidade.

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– Como a Política tem nos Enojado!

Cada vez que discuto, mais me entristeço. Mas não nos é permitido deixar o assunto ser esquecido: a corrupção na política brasileira!

  1. Lula-PT, que um dia disse que a “esperança venceu o medo”, mostra que sua demagogia e assistencialismo duvidoso apenas mascaravam todo o esquema corrupto e nefasto montado por ele e por seus pares. Ou alguém ainda acredita na inocência desse homem?
  2. Temer-MDB, o atual presidente, permitiu o aumento de salário ao Judiciário. Serão beneficiados justamente aqueles que, em breve, podem julgar ele próprio. É mole?
  3. Aécio-PSDB, depois de tudo o que se descobriu, continua solto e protegido pela imoral “imunidade parlamentar” que acaba sendo uma salvaguarda para crimes de colarinho branco. Até quando isso será aceito?

Não sou eleitor de Bolsonaro-PSL, nem militante partidário. Mas apolítico não posso ser! De todo jeito, vamos torcer para que o novo Governo seja honesto, democrático e competente; afinal, todos estamos no mesmo barco e o futuro do Brasil depende do sucesso da nova administração (gostemos dos nomes escolhidos para os Ministérios  ou não).

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