– A Huawei volta ao Brasil. Mas você confiará na marca tranquilamente depois dos escândalos?

Após tudo o que se ouviu falar sobre a espionagem do Governo Chinês usando a Huawei nos EUA, além da prisão da vice-presidente da companhia, a empresa (que é  a número 2 no mundo em fabricação de celulares, atrás da coreana Samsung e à frente da american Apple) volta ao Brasil para vender seus telefones.

Terá sucesso?

Diante das polêmicas sobre a marca (que é reconhecidamente de alta tecnologia), deixando-nos a justa dúvida da questão ética, você temeria ou não em comprar um modelo “P30” dela, que custa R$ 5.500,00 e que concorre com o iPhone e Galaxy?

Sobre a sua reentrada em nosso país, extraído de: https://bit.ly/2YzXgMD

HUAWEI RETORNA AO BRASIL COM DESCONTOS

A Huawei anunciou descontos de R$ 2 mil ou mais no primeiro dia da sua reestreia no mercado brasileiro, nesta sexta-feira (17). Os clientes que comprarem o P30 Pro poderão levar modelos antigos para avaliação, e caso o aparelho esteja participando da promoção, será dado um desconto de R$ 2 mil, mais o valor de tabela. Na prática, se o aparelho estiver avaliado em R$ 300, o desconto final será de R$ 2,3 mil. O P30 chega às lojas a R$ 5,5 mil

A promoção #HuaweiSuperTroca vale apenas nesta sexta-feira nas lojas parceiras da Vivo, Fast Shop, Ponto Frio, Casas Bahia e Magazine Luiza nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A avaliação do preço dos modelos antigos ficará independente de cada loja, afirmou a empresa.

A Huawei retorna ao Brasil com os modelos P30 Lite (R$ 2,5 mil) e P30 Pro (R$ 5,5 mil), que fazem concorrência direta com os lançamentos da Samsung e Apple. A empresa chinesa tentou entrar no mercado em 2013, mas encontrou dificuldades com a alta do dólar e a falta de conhecimento do consumidor local. Desde então a companhia atua no País apenas na área de infraestrutura com a venda de equipamentos para telecomunicação.

A chinesa ultrapassou a Apple e se tornou a segunda maior fabricante de smartphones do mundo, atrás apenas da Samsung. A empresa registrou 41% de crescimento na China, o maior mercado do setor, no ano passado, enquanto todas as rivais tiveram retração de vendas. A empresa também é alvo constante por suspeitas de espionar para o governo chinês. Apesar das críticas, a Huawei superou valor de US$ 100 bilhões no ano passado.

Resultado de imagem para HUAWEI LOGOMARCA

Anúncios

– Relembrando os 11 valores do Futebol, segundo a UEFA

Veja que bacana: há 8 anos o ex-jogador Michel Platini assumia a presidência da UEFA, “escalando” para seu mandato o respeito a 11 valores para o futebol.

Veja se são pontos atuais (embora o próprio Platini tenha sido acusado de corrupção).

Abaixo, extraído de: http://pt.uefa.com/uefa/keytopics/kind=64/newsid=813465.html

FUTEBOL E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Michel Platini, Presidente da UEFA, apresentou 11 valores-chave, o número de jogadores de uma equipa de futebol, como base para as futuras actividades e diálogos do organismo a nível político, económico, social e desportivo.

Onze valores
Platini destacou os 11 valores num discurso aos representantes das 53 federações que compõem a UEFA, delegados da família do futebol mundial e convidados do XXXIII Congresso Ordinário da UEFA, realizado em Copenhaga, na Dinamarca, na quarta-feira.

Os valores da UEFA para o futuro do futebol europeu, apresentados por Platini, são os seguintes:

1-Futebol em primeiro lugar
Em tudo o que fazemos, o futebol deve vir sempre em primeiro lugar, e o elemento mais importante a ter em consideração. O futebol é um jogo, antes mesmo de ser um produto; um desporto, antes de ser um mercado; um espectáculo, antes de ser um negócio.

2-Estrutura piramidal e subsidiariedade
A nível internacional e europeu, a autonomia do desporto é reflectida pela estrutura piramidal do futebol. FIFA, UEFA e as federações nacionais trabalham de mãos dadas, enquanto respeitam o princípio de subsidiariedade. Isto permite-nos defender os interesses do futebol da melhor maneira possível.

3-Unidade e liderança
A UEFA não opera de forma autoritária. Vamos continuar a mostrar uma liderança forte, mas a operar segundo um princípio de consenso. Para além das federações nacionais, vamos envolver todos os intervenientes (ligas, clubes, jogadores) no processo de decisão do futebol europeu, em particular através do Conselho Estratégico para o Futebol Profissional, para que o Comité Executivo possa tomar as decisões certas. E temos como objectivo aprofundar a relação com os adeptos do futebol, sem os quais não haveria o jogo a nível profissional.

4-Boa governação e autonomia
A UEFA e as federações que dela fazem parte comprometem-se com a boa governação. Isso significa abertura, democracia, transparência e responsabilidade. Imbuída neste espírito, a UEFA defende a autonomia da estrutura do desporto, para que os órgãos que tutelam o futebol – com as federações nacionais à cabeça – sejam os elementos de decisão definitiva nos assuntos que dizem respeito à modalidade, sem que haja interferência excessiva dos governos.

5-Futebol de formação e solidariedade
O Futebol assenta na formação, jogado em toda a parte por homens e mulheres; rapazes e raparigas. O futebol profissional é só a ponta do icebergue. A UEFA vai continuar a ser solidária, cada vez mais, para proteger o futuro do futebol e transmitir os benefícios alargados que o nosso desporto traz à sociedade como um todo. E é também porque a força do futebol assenta na formação que temos de preservar as identidades locais, regionais e nacionais do jogo, sempre de acordo com a lei.

6-Protecção aos jovens e educação
Como órgão que gere o futebol europeu, a UEFA tem uma responsabilidade desportiva e moral. As transferências de jogadores menores acarretam inúmeros riscos. Não nos esqueçamos que jogadores menores de 18 anos são crianças ou adolescentes. Queremos proteger o futuro das crianças no futebol e impedi-las de serem levadas da sua pátria para outros países ainda muito novas.

7-Integridade desportiva e apostas
As apostas são uma fonte de financiamento, mas também um risco para o futebol, especialmente para a integridade das competições. É justo que o futebol obtenha a sua quota-parte de receitas provenientes das apostas. No entanto, a nossa atenção principal deve centrar-se no empenho total em proteger a integridade desportiva e a gestão adequada das nossas competições, de modo a preservar o verdadeiro espírito do jogo.

8-Equidade financeira e regularidade de competições
A UEFA apoia o “fair play” dentro e fora do terreno de jogo. A equidade financeira significa que os clubes operam de forma transparente e responsável, para proteger as competições desportivas e os próprios clubes. A equidade financeira serve para que os clubes não entrem numa espiral de dívidas de modo a poderem competir com os seus rivais, mas sim para que o façam com os seus próprios meios, isto é, de forma sustentável e com os recursos que geram.

9-Selecções e clubes
O futebol de selecções e de clubes são vitais e elementos complementares do futebol. A UEFA vai permanecer empenhada em assegurar que o equilíbrio é mantido, e se possível reforçado, já que o desenvolvimento do jogo a nível nacional, europeu e mundial depende disso.

10-Respeito
O respeito é um valor chave do futebol. Respeito pelo jogo, integridade, diversidade, dignidade, saúde dos jogadores, regras, árbitros, adversários e adeptos. A nossa mensagem é clara: tolerância zero para com o racismo, violência e doping. O futebol une as pessoas e ultrapassa as diferenças existentes. A cor da pele é invisível sob a camisola e, para a UEFA, vai ser sempre assim. O racismo e qualquer outra forma de discriminação nunca serão tolerados. A UEFA não vai pactuar com a violência, seja no campo ou nas bancadas. O futebol tem que dar o exemplo.

11-Modelo desportivo europeu e especificidade do desporto
A UEFA é um organismo europeu e permanece totalmente comprometida com o modelo desportivo europeu, que se caracteriza pela promoção e despromoção, o princípio da solidariedade, bem como das competições abertas e oportunidade para todos. É isto que o desporto – em especial o futebol – representa. Temos que proteger este modelo porque o desporto não é simplesmente um negócio como outro qualquer, e não podemos permitir que seja ameaçado. Vamos continuar a defender a especificidade do desporto e estamos convencidos que os nossos argumentos vão prevalecer, para bem do futebol.

Imagem relacionada

– E a Kraft Heinz está perdendo força para as marcas próprias dos mercados?

Todo mundo sabe que Jorge Paulo Lemann, o dono da Brahma que comprou as demais cervejarias nacionais e virou Ambev, foi ao exterior e virou Inbev, comprou a icônica Budweiser e se transformou Ab Inbev, é considerado o “papa dos negócios” no mundo da Administração de Empresas. Seus diversos outros empreendimentos na área de alimentação, comércio e serviços se valorizam ainda mais quando põe a mão! Entretanto, há um grandiosíssimo “Calcanhar de Aquiles”: a Kraft Heinz.

Outrora a marca Nabisco, comprada pela Kraft Foods e somada à Heinz (a mesma das maioneses, mostardas e catchups tão deliciosos), quando adquiridas todas elas por Lemann e fundidas numa só, imaginava-se no crescimento ainda mais sólido dessas respeitadas empresas. Porém, apesar dos produtos de reconhecida qualidade e tradição, o problema tem sido mundo afora algo que floresce ainda mais no Brasil: a aceitação das marcas próprias das grandes redes varejistas – elas, que são o principal canal de distribuição da Kraft Heinz.

Cada vez mais os “genéricos marcas próprias”, entendendo-se como o produto do nome do supermercado, faz sucesso entre os consumidores pela boa qualidade e preço mais barato. E isso envolve todas as demais empresas: você deixa de comprar o tradicional “Pão Pullman” para comprar o “Pão de Forma Carrefour”, de semelhante qualidade e preço mais baixo. Ou troca a Gelatina Royal (lembram do jingle: “Abra a Booooca, é Royal”?) pela Gelatina Taeq (do Pão de Açucar). Ou opta pelo creme de chocolate com avelãs da Casino (a dona do Extra) por ser parecido mas bem mais barato do que o consagrado Nutella.

Pela gama de produtos dessas marcas de supermercados que concorrem com os da Kraft Heinz, o “baque” sofrido passa a ser grande. Especialmente se levando em conta que quem os fabrica e comercializa são os mesmos que distribuem os da agora ameaçada gigante.

Sabe qual o tamanho desse impacto?

Na divulgação do último trimestre de 2018, um prejuízo de mais de US$ 12 bi, segundo Hugo Vidotto, na última edição da Revista Veja)!

Uau.

Imagem relacionada

– O novo Universo Marvel com a fusão da Disney e da FOX

Para quem gosta de filmes de heróis, deve estar estupefato com a Disney (que é dona da Marvel) adquirindo a FOX e se tornando proprietária de outros nomes importantes dos apaixonados nesse gênero de filme.

Abaixo, um guia bacana para se entender “qual estúdio é dono de quem”, seja de maneira exclusiva ou compartilhada

Muito bacana: 

– A empresa mais lucrativa do mundo!

Apple? Google? Quem seria a empresa que mais dá lucro no mundo?

Segundo a Bloomberg, pela 1a vez a empresa de petróleo nacional da Arábia Saudita (um país fechadíssimo, é sabido), chamada de Saudi Aramco, divulgou seu lucro: 33,8 bilhões de dólares no exercício do último semestre, após produzir por um bom período 1,6 bilhão de litros (ou 10,3 milhões de barris), tendo 260,8 bilhões de barris em reservas e, supostamente, valendo quase 3 trilhões de dólares (a Apple vale 875 bilhões no mercado).

Em bilhões de dólares, comparando o mesmo período fiscal, os lucros das gigantes foram:

Saudi Aramco: 33,8

Apple: 28,9

Microsoft: 13,8

Google: 11,7

Shell: 7,4

Facebook: 6,9

Volkswagen: 6,8

Amazon: 0,9

Deu para entende o motivo de existir tanto dinheiro nos países árabes? Lá sobra petróleo e jorram petrodólares por todos os lados…

Resultado de imagem para Saudi Aramco

– Entendendo a Nova Frugalidade

A Nova Frugalidade chegará ao nosso país, ou já está repercutindo, inconscientemente, em nossas vidas?

Nos EUA, um fenômeno econômico-social aconteceu: as pessoas deixaram de ir a shoppings, teatros ou de gastar em produtos não-essenciais, devido a crise econômica. O abandono de consumidores de certas áreas econômicas foi chamado de Nova Frugalidade, e como todo modismo global, em breve repercutirá no Brasil.

Entenda o que é essa tal de “Nova Frugalidade”, extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0942/marketing/reverso-fortuna-466551.html

O REVERSO DA FORTUNA

por Daniel Hessel

Em apenas oito meses, a crise financeira americana provocou estragos sem paralelo na história recente dos Estados Unidos. Além de fulminar o mercado de crédito, o índice Dow Jones e a cidade de Detroit, os raios mortíferos provenientes da tempestade econômica atingiram também um dos pilares do american way of life: o consumismo desenfreado e livre de culpas que movimenta mais de dois terços da economia do país. Endividada, assustada pelo fantasma do desemprego e acusada de estar entre os culpados por boa parte da crise com sua gastança desmedida, a classe média americana virou as costas para shopping centers, lojas de grifes, restaurantes estrelados e até mesmo shows e peças de teatro. Hoje, em plena ressaca moral de décadas de consumismo, tornou-se popular a doutrina da nova frugalidade (new frugality), marcada por um estilo de vida austero, em que economizar cada dólar é a regra. O último relatório da divisão de análise econômica do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, divulgado no dia 14 de abril, mostra o impacto dessa mudança. Entre março de 2008 e março de 2009, as vendas do varejo diminuíram 9,5%, a primeira queda em quase duas décadas. Ao mesmo tempo, os índices de poupança, que eram próximos de zero em agosto, estão em patamares equivalentes aos de dez anos atrás. Para os economistas, os dois índices combinados indicam que os americanos estão receosos do que vem pela frente. Pesquisas de opinião mostram que a tendência é uma redução nos gastos ainda mais aguda. Segundo um levantamento do instituto Lightspeed Research, do grupo britânico WPP, 70% dos americanos pretendem mudar seus hábitos de consumo nos próximos meses e apenas 45% dos entrevistados acreditam em uma rápida retomada econômica.

No campo oposto estão os que defendem que as mudanças vieram para ficar. O principal argumento desse grupo é que nunca antes houve um aperto no crédito como o provocado pela atual crise e que o estrangulamento nas finanças domésticas das famílias foi tamanho que deixará sequelas na maneira como os americanos encaram o consumo. “Nossas pesquisas apontam que os consumidores buscam mais segurança. E, para eles, gastar menos e manter dinheiro no banco é uma forma de alcançar essa segurança perdida”, diz Michael Silverstein, especialista em tendências de consumo do Boston Consulting Group.

Seja temporária, seja definitiva, a nova frugalidade tem assumido diversas facetas – algumas quase caricatas de tão radicais. De maneira geral, a redução de gastos com combustíveis e bens duráveis, como móveis e eletroeletrônicos, foi prioridade no processo de reajuste (veja quadro acima). Em menor escala, os americanos cortaram as despesas com roupas, acessórios, brinquedos, livros, CDs e DVDs. Ao mesmo tempo, as vendas de alimentos, bebidas e produtos de higiene pessoal e beleza aumentaram. Em meio à frieza generalizante das estatísticas há nuances curiosas, como o crescimento abrupto do mercado para produtos do tipo faça-você-mesmo (do it yourself, ou DIY). Tome-se o exemplo das tinturas para cabelo para uso doméstico, cujas vendas cresceram 27% desde o início da crise – um sinal de que as americanas trocaram os salões de cabeleireiro pela pia do banheiro. Da mesma forma, as famílias estão deixando de pagar por serviços como limpeza doméstica e manutenção de jardins e casas – o que tem sustentado a boa performance dos fabricantes de produtos de limpeza e de varejistas especializados em bricolagem, como a rede Home Depot. O outro lado da moeda é que o setor de serviços domésticos, que sustenta cerca de 18 milhões de americanos, se prepara para tempos ainda mais difíceis.

Num cenário de aperto financeiro, há empresas que são naturalmente favorecidas. É o caso do Wal-Mart, do McDonald’s e da loja online Amazon, reconhecidos por estratégias agressivas de descontos e preços competitivos. Da mesma forma, grandes fabricantes de produtos de consumo para higiene e beleza, como Procter&Gamble e Johnson&Johnson, têm se beneficiado da tendência de o consumidor se permitir pequenas indulgências – um dos raros luxos admitidos pela nova frugalidade. Outras têm se demonstrado irremediavelmente comprometidas com o antigo modelo de consumo supérfluo e precisam de reparos urgentes na estratégia de marketing. Enquadram-se nessa categoria a rede de cafés Starbucks, as grifes internacionais de artigos de luxo e as lojas de departamentos. No caso das marcas de luxo, os especialistas em tendências já deram até um nome ao tipo de reação que elas passaram a despertar no americano médio. Trata-se do populismo vingativo (vengeful populism), em que as marcas são identificadas com o estilo de vida arrogante e perdulário de banqueiros de investimento e altos executivos, acusados de levar o país à ruína. “Essas marcas precisarão resolver esse conflito sob o risco de estar definitivamente associadas a um estilo de vida que as pessoas passaram a desprezar”, diz Thomas O’Guinn, professor de marketing da Universidade de Wisconsin-Madison.

Para sobreviver em meio à crise, os marqueteiros das empresas têm buscado inspiração nos remotos anos 30, período da Grande Depressão americana. A rede de lojas de departamentos Sears ressuscitou um modelo de vendas dirigido a clientes endividados e sem crédito na praça. Trata-se do layaway, sistema em que o cliente escolhe um produto, faz um pequeno depósito e a loja reserva a mercadoria por determinado período (em média 90 dias). A ideia é que o cliente vá pagando o produto em parcelas, conforme for recebendo o dinheiro. Vencido o prazo, ele quita o saldo remanescente. “As redes que não mantiverem uma forte política de descontos e promoções ou não apostarem em soluções criativas como o layaway não conseguirão atrair os consumidores”, diz Kathy Grannis, porta-voz da Federação Nacional do Varejo nos Estados Unidos. Quem não se adaptar à nova frugalidade, seja ela duradoura ou efêmera, corre o risco de ter o mesmo fim dos dinossauros.

bomba.jpg

– A apátrida Maha Mamo

Nós não temos a noção da dificuldade que é não ter uma nação. Ser apátrida, para quem é, torna-se um trauma gigantesco!

Ser “uma sombra”, “não existir” e outros termos assim são comuns a essa gente. E são quase de 10 milhões no mundo!

Maha Mamo, uma moça filha de sírios que nasceu no Líbano, foi a primeira apátrida a conseguir se naturalizar brasileira. E o caso é curioso: pelo fato do pai ser cristão e a mãe muçulmana, o casamento interreligioso não é aceito na Síria. No Líbano, onde nasceu, a nacionalidade não é aceita pela “terra onde nasce”, mas somente pelo “ventre” (assim, não poderia ser libanesa). Mas com o problema religioso, não poderia ser natural da Síria pois, em tese, sua mãe é solteira e isso não é permitido por lá. 

O interessante é: um apátrida não pode nada, pois não tem documento! Como matricular um filho inexistente? Ou ter carteira de trabalho? Incrível as dificuldades que eles passam e não imaginamos porque em geral nunca sentimos ou sentiremos isso. 

E veja só: até um refugiado tem vários benefícios que um apátrida não tem, pois o refugiado “existe”, é uma pessoa que foge por algum motivo de sobrevivência. O apátrida, também em tese, nada disso ocorre. 

Mais informações sobre tudo isso, compartilho em: http://www.acnur.org .

Resultado de imagem para Apátrida

– “Como fazer negócios no Brasil” – uma Cartilha Norueguesa

Revista Veja, 12/04/2012 : dicas de executivos noruegueses para negociar no Brasil (como os noruegueses são pioneiros em exploração de petróleo do pré-sal, havia muitos profissionais chegando ao Brasil naquela época):

 “Os brasileiros se baseiam mais na confiança interpessoal do que nas instituições, têm grande apreço pela hierarquia e raramente fazem críticas diretas. Um ‘sim’ pode ser um não’.”

E aí? Concorda ou discorda dessa visão sobre nós, hoje, em 2019?

Resultado de imagem para PETROLEO

– Brazil Conference: Tite deseja que os jogadores brasileiros não queiram jogar na Europa!

Em evento organizado por brasileiros que trabalham e estudam nas conceituadíssimas MIT e Harvard (BRAZIL CONFERENCE), o treinador da Seleção Brasileira Tite, defendeu que os jogadores de talento permaneçam no Brasil para recuperar a grandeza do futebol no país. Disse que se os atletas abdicarem de jogar na Europa, voltaremos a ter prestígio.

A única coisa que o treinador não falou é: COMO SEGURAR O ATLETA AQUI, mediante os valores pagos lá fora, a grandeza dos torneios, além da qualidade de vida e experiência cultural possibilitadas?

Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/em-harvard-tite-pede-que-talentos-do-futebol-brasileiro-voltem-a-jogar-no-pais/

EM HARVARD, TITE PEDE QUE TALENTOS DO FUTEBOL BRASILEIRO VOLTEM A JOGAR NO PAÍS

O técnico da seleção brasileira, Tite, defendeu neste domingo que os talentos do futebol nacional voltem a jogar no País – e não em times estrangeiros, a maioria da Europa – como uma das medidas que fará com que a modalidade recupere seu prestígio e volte a ser grande.

“Economicamente (é preciso) manter nossos principais atletas no Brasil. Desde 1990 ou 1994, 80% ou mais estão todos atuando na Europa. O nosso campeonato fica restrito”, comentou Tite, ao ser questionado em Harvard sobre o que fazer para que o futebol brasileiro “volte a ser tão grande quanto a sua história” – é o único pentacampeão do mundo, mas não ganha uma Copa desde a conquista de 2002.

Tite participou da Brazil Conference, evento organizado pelos alunos brasileiros das universidades de Harvard e do MIT, nos Estados Unidos. A resposta para a melhora no futebol do País demanda um conjunto de fatores. Além da questão dos jogadores, Tite defendeu também que os técnicos brasileiros evoluam “cada vez mais” e busquem “informações que gerem conhecimento e melhora”.

O técnico da seleção afirmou que a base do futebol precisa melhorar. Disse ainda que estão surgindo no Brasil mais treinadores estudiosos associados à figura do ex-atleta. Sem se aprofundar, Tite também afirmou que questões envolvendo o calendário brasileiro e da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) poderiam ser mais discutidas – há um trabalho entre CBF e Conmebol nesse sentido para melhorar os calendários das competições no Brasil e na América do Sul.

Ao abordar temas relacionados à Copa do Mundo de 2018, disputada na Rússia, Tite afirmou que a seleção fica “pressionada” com a alta expectativa em torno dela. “A gente carrega toda a história de Pelé, de Zagallo…”, comentou. Ele ressaltou que a jogada envolvendo o volante Fernandinho, na derrota para a Bélgica por 2 a 1 e que tirou o Brasil da competição prematuramente, foi um “acaso”.

“O jogo de desempenho e o jogo de resultado às vezes comungam e às vezes não comungam”, disse Tite, ao afirmar que já teve grande satisfação em trabalhos que não renderam títulos. O treinador sabe que estará pressionado daqui a dois meses, quando o País receberá a Copa América. A seleção fará duas partidas em São Paulo na fase de classificação, no Morumbi e no estádio do Corinthians.

O evento em Harvard era para ter também a participação de Pelé, que seria homenageado. Mas o Rei do Futebol permanece internado em Paris em tratamento de infecção urinária.

Resultado de imagem para Brazil Conference:

– O sofrimento em opinar nas Redes Sociais… os 5 “tipos de discordantes da Web”.

Quando falamos em Dar Opiniões no Mundo Virtual sabemos das várias formas (a maioria agressiva) de como discordar de quem pensa diferente de você. 

Elenquei as 5 mais comuns que percebo:

A) A pessoa pode não ter entendido o que você escreveu e reclama veementemente (mesmo sendo ignorante);

B) Faz de conta que não entendeu (e quer te minimizar disfarçadamente);

C) Entendeu seu ponto de vista e expõe educadamente o seu entendimento (concordando, sendo alternativo ou discordando), sempre respeitando-o;

D) Apesar de ter observado atentamente suas colocações, discorda prontamente e quer que você concorde com ela “na marra” (pois só ela é “dona da verdade”);

E) Nem lê, mas se é contra o que ela pensa, já te xinga (as opiniões desses radicais devem sobrepujar a de todos outros, dispensando qualquer conhecimento).

No mundo ideal, a alternativa C, infelizmente, está em baixa… não só no tripé dito popularmente difícil de discutir (religião, política e futebol), mas na sociedade em geral… Vivemos um mundo de pouca tolerância e de muita ignorância. Somente a Educação há de mudar isso (começando pela dada pelos pais – se é que ela ainda é a correta de muitos, afinal, há muitos pais que “deseducam” hoje em dia e incentivam a discórdia desrespeitosa).

450E0099-344B-426A-A548-905247910155

Para mais textos, visite meu blog de Assuntos Contemporâneos Gerais, o Discutindo Contemporaneidades, em: https://ProfessorRafaelPorcari.com

 

– Os Direitos da Água em seu Dia Mundial!

Sabia que durante a Eco-92 (eu me recordo de todo o esforço em realizar esse evento de discussão global do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, em meio a onda de violência e sequestros que acontecia na época), criou-se o “Dia Mundial da Água” (em 22/03) e a carta com seus direitos?

Abaixo, extraído de: https://www.todamateria.com.br/dia-mundial-da-agua/

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

No dia 22 de março de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, onde decorria uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Ambiente, a ONU divulgou um importante documento que destaca a importância da conservação da água.

A consciência ambiental é um dos temas relevantes apresentados na declaração. Além disso, ela aborda sobre a preservação e proteção dos recursos hídricos do planeta.

O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.” (Artigo 4 da “Declaração Universal dos Direitos da Água”)

A Declaração Universal dos Direitos da Água é dividida em dez artigos, os quais destacam:

  • Art. 1º: A água faz parte do patrimônio do planeta.
  • Art. 2º: A água é a seiva do nosso planeta, ou seja, é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano.
  • Art. 3º: Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados.
  • Art. 4º: O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos.
  • Art. 5º: A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores.
  • Art. 6º: A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
  • Art. 7º: A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada.
  • Art. 8º: A utilização da água implica no respeito à lei.
  • Art. 9º: A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
  • Art. 10º: O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Resultado de imagem para DIA MUNDIA DA ´AGUA

– A lista da France Football dos melhores treinadores de futebol da história

Se já é difícil fazer uma lista de jogadores de futebol, imagine com os melhores treinadores de todos os tempos?

A revista France Football fez, sendo que dos 50 maiores de todos os tempos, temos apenas 1 brasileiro: Telê Santana, atrás de Van Gaal, Diego Simeone, Trapattoni, entre tantos.

Curiosidade: o revolucionário holandês Rinus Michels é o 1o, Alex Ferguson o 2o e Arrigo Sacchi o 3o. Guardiola é o 5o.

Um detalhe: o húngaro Béla Guttmann, que trabalhou no Brasil (foi o treinador que trouxe Zizinho ao São Paulo FC) e influenciou Vicente Feola, o primeiro treinador Campeão Mundial na Copa de 1958, é o 20o.

Na figura da France Football, abaixo, a relação:

D1-ImRcWoAAhqJN-2

– Armar ou desarmar?

Difícil entender ou ser simplório na resposta:

  • Na Nova Zelândia, após o atirador fazer 49 mortos e muitos feriados num covarde atentado em duas mesquitas, o Governo fala em desarmamento da população e dificuldade no acesso ao porte de armas.
  • No Brasil, após o também covarde crime dos jovens de Suzano, vitimando 10 pessoas, o Governo fala em armar a população para se defender e mira facilitar o acesso ao porte de armas.

São países com características culturais bem diferentes e que vivem realidades distintas. Mas frente ao mesmo problema – a violência cometida por pessoas alucinadas quem está com a razão?

Resultado de imagem para armas e flores

– O grupo de países MINT sobrepujará o BRICS?

Jim O’Neil, economista-mor do Goldman Sachs, foi quem cunhou o termo BRICS em um importante relatório para a agência Bloomberg, em 2001. Ele se referia a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul como motores da economia mundial para aquela década que se iniciava. Por razões óbvias: esses países estavam em ótimo momento nas suas finanças e com bom panorama para empresas se instalarem!

Há pouco tempo, ele chamou a atenção de um novo grupo de países muito mais interessante para investimentos e cujo PIB cresce a passos largos, sendo ele o novo eldorado de recursos e negócios: o MINT – México, Indonésia, Nigéria e Turquia, com cenário favorável para os próximos 20 anos, em contraponto ao BRICS, que desacelera por questões político-econômicas.

Será que Jim acertará? Aguardemos os próximos anos. Aparentemente, está com a razão!

bomba.jpg

 

– As crianças com HIV nas escolas da Tanzânia!

Chegamos a um tempo onde a falta de noção e desrespeito às condições mínimas de dignidade deveriam ter sido extirpadas do planeta. Mas em algumas nações, o preconceito ridículo ainda ocorre.

Veja só nessa matéria da BBC (http://is.gd/Y4aX5S) a absurda situação: na Tanzânia, país que sofre com a epidemia de Aids, as crianças são obrigadas a se identificarem como portadoras do HIV nas escolas, vestindo-se diferente!

Estúpido, não?

ESCOLAS DA TANZÂNIA OBRIGAM ALUNOS COM AIDS A USAREM UNIFORMES COM ETIQUETA

Ativistas de direitos humanos na Tanzânia denunciaram a prática adotada por algumas escolas de obrigar alunos portadores do vírus HIV a usar etiquetas vermelhas em seus uniformes.

A ativista Rebecca Mshumbusi, diretora de um grupo local que luta pelos direitos dos portadores do vírus HIV, descreveu a prática como um abuso de direitos humanos e disse que é ilegal obrigar uma pessoa a revelar seu estado de saúde.

Diretores de escolas na Tanzânia, porém, defendem a prática. Segundo eles, estudantes com a etiqueta no uniforme são poupados de tarefas mais pesadas, que poderiam prejudicar sua saúde.

bomba.jpg