– A origem do Dia de Ação de Graças!

O “Dia de Ação de Graças” nos EUA, o “Thanksgiving Day”, é uma data muito bonita! E, com tanta influência e globalização que sofremos, é de se admirar que algo bom como essa celebração não tenha caído no gosto do brasileiro, mas sim outras datas, como o Halloween.

Compartilho, extraído de: https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/

DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS: ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES

por Daniela Diana, Professora licenciada em Letras

O Dia de Ação de Graças, em inglês “Thanksgiving Day”, precede as comemorações natalinas, sendo celebrado nos Estados Unidos toda 4ª quinta-feira de novembro, e no Canadá, toda 2ª segunda-feira do mês de outubro.

Em ambos locais, o Dia de Ação de Graças é considerado feriado nacional.

Significado da Data

Essa data expressa a gratidão por todas as coisas boas que aconteceram ao longo do ano. Originalmente, a data decorria após a época das colheitas, justamente para agradecer a fartura da produção agrícola.

Por isso, as famílias se reúnem em comemoração manifestando carinho e agradecimento. Ao lado do Natal e do Réveillon, o Dia de ação de Graças é um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos e do Canadá.

Curioso notar que este dia, que não está associado a nenhuma religião, se popularizou com o passar dos anos, sendo assim, comemorado por todos, independentemente do credo.

Comemorações e Tradições

A tradição nos Estados Unidos e no Canadá é agradecer pelos bons momentos, reunir a família em um jantar onde é servido abóboras, tortas de maçãs e de nozes, cookies, batatas-doces, purê de batatas, molho de cranberry e peru.

Ademais, o Dia de Ação de Graças é celebrado com festas, missas, orações e desfiles. A loja Macy’s é responsável pela maior parada que acontece no mundo no Dia de Ação de Graças. Conhecido como Macy’s Thanksgiving Day Parade, o desfile realiza-se em Nova Iorque desde 1924.

dia de ação de graças

Pintura de Jean Leon Gerome Ferris que retrata o primeiro Thanksgiving (The First Thanksgiving, 1621). Crédito: Imagem extraída de https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/

– Nederlândia? Neerlândia? Países Baixos? Esqueça, Holanda…

Tempos atrás, vi gente insistindo em chamar a Holanda de “Neerlândia, e seus moradores de Neerlandeses. Mesmo alegando que “não ía pegar” o nome, fui voto vencido.

Acompanhe em todos os setores da sociedade: a Holanda continua sendo chamada de Holanda, ou, vez ou outra, de Países Baixos.

Há coisas que não mudam

Holanda Bandeira 3 pés x 5 pés de suspensão Bandeira nacional de poliéster Holanda  Bandeira Outdoor

Imagem extraída de: https://pt.dhgate.com/product/netherlands-banner-3ft-x-5ft-hanging-flag/535324489.html

– Globalizar ou Não?

Lembram-se que protestávamos, num determinado período, contra tudo? Na época em que George W Bush propôs a criação da ALCA, supostos protestantes promoveram grande vandalismo na Avenida Paulista.

Compartilho um texto brilhante sobre a inteligência daqueles que são contra ou se recusam a discutir a Globalização e acordos mundiais (na visão de um cidadão italiano global). Aliás, redescuti-se o Brexit novamente…

Extraído de MARANESI, Ezio. in AFFARI, Revista da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, nº 90, pg 06-07.

GLOBALIZAR OU NÃO?

Globalização não é um palavrão. É um fato indiscutível, inevitável, como a alternância entre o dia e a noite… “quem pode parar o rio que corre para o mar?”, balbuciava Gigliola Cinquentti em uma famosa canção dos anos 60. Quem pode parar a globalização, um processo tão antigo quanto o mundo, movido pelo instinto, pela curiosidade, pelo egoísmo e pela fraqueza humana? Os gregos, os romanos, os árabes e muitos outros povos globalizaram os seus costumes no âmbito dos seus domínios; o tomate, a batata, e mais recentemente o kiwi e mil outros produtos da terra e da indústria provenientes de outros territórios invadiram o mundo. Por que é motivo de revolta a difusão mundial do Big Mac?

Até a pouco tempo, o processo, ainda que perenemente em atividade, não era percebido, e não havia a consciência de sua dimensão e suas conseqüências. Nos nossos dias, a velocidade dos transportes e das comunicações fez explodir o problema, com suas conseqüências benéficas ou maléficas. O novo medicamento que cura doenças antes incuráveis é distribuído em poucos meses nos 5 continentes, a última bolsa de Prada é exposta simultaneamente nas lojas das cidades mais ricas do mundo, a afta epizoótica expande-se rapidamente de um país a outro. Contra a globalização todos protestam, de modo mais ou menos incisivo de acordo com o credo político e o nível cultural. Protesta o filósofo nos debates culturais e protesta o energúmeno nas ruas de Seattle, de Nice, de Roma, e de modo mais amador, na Avenida Paulista. O protesto é confuso: inclui de fato a política econômica dos governos, o neo-liberalismo (outra palavra blasfema), os produtos modificados biologicamente, a poluição, etc.. São talvez causas santas mas, em geral, oportunamente instrumentalizadas. Não se protesta infelizmente contra a ignorância e o egoísmo que tornam possíveis os vários abusos que a globalização comporta.

Estamos nos contradizendo: nós que protestamos, desejamos ser globalizados! Depois da guerra, os italianos, individualistas como são, sonhavam em “fazer a América”. Nos anos 70 e 80, na Albânia, país hermeticamente fechado, seus habitantes sonhavam em ter um carro. Os chineses, no seu uniforme cinza e triste, sonhavam com os coloridos vestidos ocidentais. Hoje são todos, alguns mais, outros menos globalizados. Só os povos que morrem de fome ou de aids, que silenciosamente pedem para fazer parte da aldeia globalizada, não podem entrar. Eles de fato não podem pagar. Há uma outra exceção: o Taliban, mas esta é uma outra estória.

Protestamos portanto, se achamos que seja justo protestar, mas sem quebrar vidraças. Vamos nos sentir livres para escolher o fettuccine caseiro se detestamos o hambúrguer, recusemos alimentos geneticamente modificados se pensamos que sejam perigosos. Este tipo de liberdade não está ao alcance de todos: cansa e exige cultura. É muito mais cômodo e fácil deixar-se conduzir pelas estratégias da psicologia das massas, que conhecem a fundo as nossas fraquezas e nos dizem que gostamos e o que devemos fazer. Desse modo, nos sentimos livres para comprar tudo o que não nos serve.

O problema, aqui banalizado, é na realidade muito mais sério, e sob alguns aspectos dramático. Já que a natureza humana é o que é, e todas as religiões do mundo poderão só aplacar os seus aspectos menos nobres, a globalização seguirá o seu inexorável curso, glorioso sob certos aspectos, perverso sob outros. Se o mundo, tão diferente, tão belo e interessante, tende a tornar-se uniforme, plano, chato e triste, se os modelos de comportamento dominantes tendem a ser universalmente adotados, o único modo para manter a nossa identidade cultural é nos ligar aos nossos valores e adotar a nossa pequena “aldeia” cujos habitantes tenham afinidades autênticas e não formais. Esta aldeia deve ser defendida de todos aqueles que gostariam de vê-la igual a todas as outras aldeias da terra.

Neste nosso pequeno mundo, haverá sempre espaço para uma torre de Pisa que ninguém determinará que deve ser endireitada, sustentando que qualquer desvio da norma é conceitualmente perigoso. Haverá lugar para todas as manifestações culturais. Se os povos e tribos da Terra mão conseguem manter a sua identidade cultural, tudo será globalizado: alimentos, vestimentas, gostos e pensamentos. Sob o escuro estelar americano, espiados pelas câmeras e por outros “Big Brothers” que controlarão os nossos comportamentos, nos nutriremos tristemente com o único queijinho insosso mas asséptico que a indústria produzirá para todos. Até mesmo Orwell, um genial profeta terrorista, empalideceria perante essa perspectiva.

Nós italianos talvez soframos menos que os outros: no fundo o espaguete é nosso. Desde que supere o miojo.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Dia das Bruxas ou Dia do Saci?

Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…

Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do HalloweenÉ uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.

Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o Halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.

Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:

DIA DO SACI

O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.

A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.

DIA DO HALLOWEEN

Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.

Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos

O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.

Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.

O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.

No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.

Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI

Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI

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– Os maiores goleadores da Europa não são de países expressivos no futebol?

A Noruega, que não irá à Copa do Mundo, é o “país do futebol” na Europa?

Veja que curioso: os dois goleadores da temporada europeia no momento, concorrendo à Chuteira de Ouro, são noruegueses (extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/10/21/quem-e-o-noruegues-que-vem-desbancando-haaland-pela-chuteira-de-ouro.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte)

1° – Amahl PellegrinoBodo/Glimt (NOR) – 23 gols/34.5 pontos (norueguês)

2° – Erling Haaland Manchester City (ING) – 15 gols/30 pontos (norueguês)

3° – Bobur AbdikholikovEnergetik-BGU Minsk (BLR) – 23 gols/23 pontos (uzbeque)

4° – Raimonds Krollis Valmiera FC (LET) – 22 gols/21 pontos (letão)

– Alexander JeremejeffBK Häcken (SUE) – 21 gols/21 pontos (sueco)

Repararam que ninguém pertence a alguma Seleção de países “fortes” no futebol, como Itália, Alemanha, Inglaterra, entre outras?

Imagem de Kicker, extraída de: https://www.365scores.com/pt-br/news/magazine/2022/01/05/saiba-como-funciona-a-chuteira-de-ouro-da-europa-e-quem-ja-foram-os-vencedores/

– Salário Mínimo de R$ 25.000,00 na Suíça? E ainda é pouco…

O que lhe parece ganhar R$ 25.000,00 por mês?

No Brasil, seria um excelente salário. Mas na Suíça, com o altíssimo custo de vida, não é! E justamente esse valor é o Salário Mínimo de lá.

Abaixo, extraído de: https://brasildelonge.com/2020/10/01/salario-minimo-suico/

SALÁRIO MÍNIMO SUÍÇO

por José Horta Manzano

A noção de salário mínimo está tão ancorada nos costumes brasileiros, que a gente imagina que a garantia de um piso salarial exista no mundo todo. Não é bem assim. Tal como ocorre com o 13° salário, que não é obrigatório por toda parte, também o salário mínimo não é universal. Embora a paga mínima legal seja bastante difundida, trabalhadores de países importantes como, por exemplo, Itália, Áustria, Suécia não contam com essa garantia.

A Suíça é um caso especial. Como meus distintos e cultos leitores sabem, o país é uma confederação, ou seja, um Estado nacional composto por cantões que gozam de forte autonomia. Tirando a defesa nacional, a política monetária, a legislação aduaneira, a segurança nacional e a política externa, os cantões têm ampla autonomia de decisão. A política salarial faz parte das atribuições de cada cantão.

Assim, cabe ao governo de cada cantão legislar sobre a matéria. A maior parte deles ainda não achou oportuno estabelecer um salário-base válido para todo o território cantonal. Diferentes categorias profissionais, por seu lado, firmaram convenção coletiva fixando um piso salarial para o setor. Por exemplo, o sindicato dos padeiros pode ter conseguido um salário mínimo para a categoria, enquanto o sindicato dos balconistas de farmácia pode não ter firmado ou simplesmente não estar interessado no assunto.

Em plebiscito realizado domingo passado, os eleitores de Genebra aprovaram a instituição de um salário mínimo cantonal. O valor do piso salarial válido no território cantonal para todas as categorias é de 23 francos suíços por hora. Para quem trabalha em período integral (42h por semana), isso dá (pasmem!) 4.186 francos por mês, pouco mais de 25.000 reais ao câmbio de hoje. É com certeza o salário mínimo mais elevado do mundo. Na própria Suíça, nenhum outro cantão fixou montante tão alto.

Pode parecer quantia exorbitante, mas não é. Para sobreviver com menos que isso, uma família de quatro pessoas teria dificuldade. Só de aluguel, vai metade do salário. Em seguida, tem de pensar no seguro de saúde, que custa os olhos da cara. É que o país não conta com um sistema nacional de saúde, como o Brasil. Todos os cidadãos têm obrigatoriamente de estar cobertos por empresa particular, mas cada um é livre de escolher a companhia com a qual quer concluir o seguro. Assim mesmo, seja qual for o plano escolhido, não sai barato. Cobrir os quatro membros da família de nosso exemplo, com plano bem básico, não vai sair por menos de 1000 francos (uma quarta parte do novo salário mínimo). Em seguida, tem de se vestir, se transportar, se aquecer, se alimentar – tudo muito caro.

Normalmente, a notícia da instituição de salário mínimo garantido costuma alegrar os beneficiários. Nestes tempos de covid, porém, o que ela trouxe foi grande preocupação aos 25 mil empregados que se enquadram na nova regra. Os que fazem jus ao aumento – funcionários de restaurante, salão de cabeleireiro, firma de limpeza – estão receosos de que o empregador, já em dificuldade financeira em razão da pandemia, não suporte o baque e acabe demitindo. Está aqui um exemplo trágico de como uma medida bem-intencionada acaba causando efeito oposto ao previsto.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para crédito na postagem.

– O Governo da Argentina está preocupado com… as figurinhas da Copa!

E se um Governo em crise se preocupasse com figurinhas da Copa do Mundo?

Pensei que era fake news, mas… isso está acontecendo na Argentina!

Extraído de: https://veja.abril.com.br/economia/a-crise-institucional-argentina-causada-por-figurinhas-da-copa/

A CRISE INSTITUCIONAL ARGENTINA CAUSADA POR FIGURINHAS DA COPA

Secretaria de Comércio intermediou reunião entre bancas e empresa; escassez das ‘figus’ criou mercado paralelo no país e um pacotinho chega a custar R$ 26.

por Larissa Quintino

Com inflação a 75% ao ano e a maior taxa de juros do mundo, a Argentina vive uma grande crise econômica. Mas, os problemas macro do país ficaram em segundo plano essa semana porque uma questão, no mínimo inusitada, capturou a atenção dos argentinos — inclusive do governo. A gestão de Alberto Fernández decidiu intermediar conversas entre o sindicato de quiosques e bancas do país com a Panini, fabricante oficial do álbum da Copa do Mundo, para achar uma solução para o sumiço no país das figurinhas do mundial de futebol — o que virou um prato cheio para a oposição argentina que critica a escolha de prioridades do governo em meio à crise econômica atual.

O secretário de Comércio argentino, Matías Tombolini, foi quem assumiu a frente para tentar resolver a crise da falta das ‘figus’ entre os hermanos. A reclamação dos vendedores locais é que a fabricante italiana tem priorizado a distribuição a redes de supermercados e a plataformas de compras online, como o Mercado Libre. No Brasil, além das bancas de jornais, supermercados e lojas online também têm vendido o produto.

A escassez das figurinhas entre os argentinos também gera reclamação de um mercado extraoficial de venda, que lembra o câmbio paralelo do país, e até mesmo de falsificações. Os preços oficiais sugeridos pela empresa são de 150 pesos o pacote com 5 figurinhas (equivalente a 5,35 reais) e, com a oferta afetada, há pacotinhos anunciados a 750 pesos (cerca de 26 reais). No Brasil, o pacote custa 4 reais.

“A empresa prometeu controlar os distribuidores oficiais para que entregassem as figurinhas nas bancas”, disse Adrián Palacios, vice-presidente da União Kiosqueros, ao final do encontro ocorrido na terça-feira. “Estar aqui hoje com a empresa e com o estado é o primeiro passo que a empresa tomou o compromisso de chamar cada distribuidor para normalizar a entrega”, acrescentou. Ele também disse que até agora não tinham canal direto de diálogo com a empresa, o que dificultou a comunicação. O furor dos argentinos é tanto que o último carregamento de figurinhas esgotou em menos de 48 horas nas bancas, causando grandes filas que levavam horas em locais com o produto disponível.

Album e firurinhas da Copa

Figurinhas da Copa do Mundo estão em falta na Argentina – Twitter/Reprodução, em: https://veja.abril.com.br/economia/a-crise-institucional-argentina-causada-por-figurinhas-da-copa/

– O Bahia vai ser vendido ao City Group?

Teremos um Bahia City?

Confirmado pelos próprios envolvidos: a proposta oficial do City Group é de 1 bilhão em 15 anos de Bahia SAF.

Relembre em fevereiro, quando se ventilou que existia uma negociação, aqui mesmo do blog:

BAHIA CITY VEM AÍ?

Surge a notícia na imprensa baiana de que o City Group, dono de 10 equipes de futebol (as 9 da imagem abaixo mais o Troyes da França, adquirido recentemente) quer comprar o Bahia (pagando próximo dos valores pagos pelo Cruzeiro e pelo Botafogo).

Essa possibilidade é possível, já que os clubes brasileiros estão desesperados atrás de dinheiro, e os europeus (especialmente os administrados por endinheirados árabes) querem cada vez mais crescer no negócio de futebol e entretenimento.

Na semana passada o assunto foi: Roman Abramovich no Vasco da Gama. Parece que essa notícia (se é que não foi uma boataria) passou, pois a 777 está na parada. E a do Bahia, se resolverá / consumará ou desmentirá quando?

Aguardemos. Com as SAFs, será inevitável negócios como esses.

NUEVO EQUIPO PARA EL CITY FOOTBALL GROUP - La Fiesta del Futbol

Imagem extraída de: https://lafiestadelfutbol.com.ar/2020/09/03/nuevo-equipo-para-el-city-football-group/ (O City Group adquiriu o Troyes, da 2a divisão francesa, com o escudo não incluso acima). Ele também é parceiro do Bolivar, da Bolívia, mas não é dono.

– Dia da Banana?

Quem é atleta DEVE comer banana (mas a nanica) pelo fato de ser fonte natural de potássio (e ajuda a evitar cãibras).

Recebo agora algo que não sabia: hoje é o DIA DA BANANA (22/09)!

Uai, quem e porquê inventaram uma data para a fruta? Logo teremos o dia da maçã, da melancia, da lima da Pérsia…

Falando sério: a banana nanica é uma fruta com potencial risco de extinção. Motivos abaixo, extraído de: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/01/bananas-correm-risco-de-extincao.html

BANANAS CORREM RISCO DE EXTINÇÃO

A banana é a fruta mais popular do mundo. E além dos seus predicados gastronômicos, ela já foi usada tanto para designar governos corruptos em países tropicais – as Repúblicas das Bananas – quanto para sinalizar algum comportamento estranho – no inglês “going bananas”. Também tem se mostrado útil a atletas, como repositora de nutrientes. Quem não lembra do tenista Gustavo Kuerten comendo bananas no intervalos de jogos?

Atualmente, mais de 100 milhões de bananas são consumidas anualmente no planeta.

Mas agora o mundo enfrenta uma nova ameaça que pode provocar, segundo especialistas, a extinção da variedade mais comum da banana, a Cavendish (no Brasil, banana d’água e/ou nanica). E talvez da fruta em todas as suas espécies.

Tal possibilidade tem a ver com uma propriedade rural no condado de Derbyshire, Inglaterra. Ali, há 180 anos, foi desenvolvida a variação da fruta que se tornaria a mais consumida no mundo.

‘Planta exótica’
O jardineiro da propriedade de Chatsworth, Joseph Paxton, recebeu, em 1830, um cacho de bananas importadas das Ilhas Maurício. Paxton havia visto bananas em um papel de paredes de um dos 175 quartos da propriedade. Na esperança de cultivar o fruto, o jardineiro plantou o que seria a primeira bananeira daquela propriedade.

“Paxton sempre esteve atento a novas plantas exóticas e era bem relacionado, o que lhe permitiu saber que bananas haviam chegado à Inglaterra”, comenta o atual jardineiro-chefe da propriedade, Steve Porter.

Em novembro de 1835 a bananeira de Paxton finalmente deu frutos. Mais de 100, o que rendeu ao jardineiro a medalha durante a exposição da Sociedade Horticultural britânica.

A banana acabou batizada pelos empregados da propriedade de Cavendishii, já que Cavendish era o nome de família dos donos do local, a duquesa e o duque de Devonshire.

“Naquela época, era muito interessante para uma família inglesa plantar bananas e servir a fruta a seus visitantes”, diz Porter. “E ainda é”, comenta.

Missionários acabaram levando as bananas Cavendish para o Pacífico e Ilhas Canárias. Com a epidemia da Doença do Panamá, que dizimou as plantações de outros tipos de bananas a partir de 1950, mas não afetou a Cavendish, esta variação da fruta passou a ser a preferida de agricultores mundo afora.

A Cavendish era imune ao fungo assassino. E acabou sendo o tipo-exportação. A fruta rendeu, em 2014, US$ 11 bilhões em exportações da fruta, sendo o Equador o principal vendedor. O Brasil é o sexto maior produtor, com mais de 7 milhões de toneladas produzidas, mas consome quase toda a banana que produz.

O problema é que, enquanto produtores aperfeiçoavam a banana Cavendish, encontrada em supermercados do Ocidente quase sempre com o mesmo tamanho e sem manchas, o fungo da Doença do Panamá também evoluiu. E, agora, ameaça seriamente as Cavendish.

O novo fungo é ainda mais poderoso do que o que atacou o tipo mais popular de banana antes dos anos 50, a Gros Michel, e agora afeta plantações em diversos lugares no mundo. Mais de 10 mil hectares de plantações foram destruídos.

Como o todas as Cavendish produzidas atualmente são clones daquela plantada pelo jardineiro Joseph Paxton há quase dois séculos, se uma for atingida, as demais também serão.

Perigo
O fungo foi redescoberto em 1992, no Panamá, e detectado desde então na China, Indonésia, Malasia e Filipinas. E, de acordo com a Panama Disease.org, – entidade formada por pesquisadores holandeses para alertar sobre o perigo da doença- afetará logo, e em larga escala, plantações da América do Sul e África.

“O problema é que não temos outra variação da banana que seja imune à doença e que possa substituir a Cavendish”, diz Gert Kema, especialista e produção da planta na Wageningen University and Research Centre, na Holanda, e um dos membros do Panama Didease.org.

Pesquisadores trabalham com duas linhas de ação para salvar a banana. Primeiro, conter o avanço da doença através de campanhas.

Mas é mais fácil falar do que fazer, alerta Alistair Smith, coordenador internacional da organização Banana Link, que reúne cooperativas de agricultores ao redor do mundo.

“É mais ou menos possível conter (o fungo) com medidas severas, mas isso não significa que a doença não será transmitida”, diz.

Temos tecnologias mais avançadas agora do que tínhamos quando perdemos a Gros Michel”, complementa Kema. “Podemos detectar e rastrear o fungo muito melhor do que antes, mas o problema persiste, pelo fato de que a Cavendish é muito vulnerável à doença”.

Outra banana
Daí surge a segunda linha de atuação: achar uma banana não vulnerável ao fungo.

“Continuar plantando a mesma banana é burrice”, alerta Kema. “Podemos tentar aperfeiçoar a Cavendish geneticamente. Mas, em paralelo, precisamos aumentar a diversidade”.

A eventual extinção da banana traria impacto severo para a economia e a dieta de vários países, lembram os pesquisadores.

Enquanto isso, ainda distante da crise, a plantação de bananas iniciada por Joseph Paxton em 1830 segue firme em Chatsworth, na Inglaterra, onde são colhidos de 30 a 100 cachos por ano.

“Elas parecem mais com plântano, mais densas e não tão doces”, comenta o atual jardineiro, Steve Porter. “Mas ficam bonitas na decoração e são usadas também em alguns pratos da casa. Equanto pudermos, vamos manter nossa plantação”.

iStock

Imagem extraída de iStock, em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/09/16/yes-nos-temos-bananas-fruta-contribui-para-saude-do-coracao-e-saciedade.htm

– O mundo se calará?

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (publicação extraída do twitter da Rádio Jovem Pan):

  • 6,7 milhões de pessoas fugiram da Síria,
  • 6,8 milhões da Venezuela,
  • 7 milhões da Ucrânia.

Mais de 20 MILHõES de REFUGIADOS, somente de 3 países. E o mundo nada faz?

A importância das lágrimas para seu olho

Imagem extraída de: https://centrodavisaonet.com.br/post/a_importancia_das_lagrimas_para_seu_olho.html

– Os 77 anos da Bomba de Nagasaki e os questionamentos pelo lado dos japoneses

No dia 08 de agosto recorda-se a 2a bomba atômica lançada pelos EUA contra o Japão (Nagasaki). No dia 06, lembremos, a 1a bomba atingiu Hiroshima (1945).

Nos livros de história sabemos do ataque japonês na base americana do Hawaí e de tudo mais que se fala sobre a aliança com a Alemanha e a Itália. Mas… o que pensavam os japoneses que comandavam o país? Por que uma aliança com o nazi-fascismo? Nunca vi ninguém falar sobre isso.

Vejo muita gente falando da necessidade das bombas para acabar com a Segunda Guerra Mundial. Mas o comportamento dos políticos locais também não era fundamental para o estabelecimento da paz?

Hiroshima e Nagasaki 1945 - Esquerda Web Notícias

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/bombas-atomicas-hiroshima-nagasaki.htm

– Os maiores produtores de alimento do mundo: sabe quem são?

Quem seria (ou são) o “celeiro do mundo” (se é que esse termo pode ser usado)?

EUA, China, Índia e Brasil. Mas veja as características dessa produção abaixo:

Extraído de: https://socientifica.com.br/os-4-paises-que-produzem-mais-alimento/

OS QUATRO PAÍSES QUE PRODUZEM MAIS ALIMENTO

1 CHINA

Dentre os países que produzem mais alimento, a China foi de longe o principal produtor agrícola de 2020. Do seu resultado de US$ 1,56 trilhão, US$ 1,5 trilhão foi de comida. A produção agrícola inclui alimentos e outros produtos, como seda, lã e tabaco.

A China possui apenas 10% da terra arável do planeta, mas produz um quarto da produção global de grãos, e lidera o planeta na produção de cereais, algodão, frutas, vegetais, carne, ovos e peixes. Ainda que grande parte do território seja muito montanhoso ou árido para a plantação, os ricos solos das regiões ao leste e sul são extremamente produtivos.

Ainda assim, desde 2020, a China importa mais de 23% do seu alimento. Em 2019, ela superou os Estados Unidos e a União Europeia nas importações de produtos agrícolas, num valor de US$ 133,1 bilhões.

2 ÍNDIA

O segundo maior país do mundo em termos populacionais, a Índia teve a segunda maior produção agrícola em 2020, num valor de US$ 403,5 bilhões. De toda essa produção, US$ 382 foram de produção de comida, tornando a Índia um dos países que mais produzem alimento.

A Índia é o maior produtor mundial de leite, juta e uma classe de leguminosas que inclui feijão, lentilha e grão de bico). A Índia também é o segundo maior produtor mundial de arroz, trigo, cana-de-açúcar, frutas, legumes, algodão e amendoim.

Ainda que tenha alcançado a autossuficiência em produção de grãos, a Índia ainda depende em grande parte da agricultura de subsistência, sendo de longe o país mais pobre da lista. Dificuldades na infraestrutura e sistemas de distribuição da produção causaram perdas de 40% em algumas plantações.

Apesar desses obstáculos, a Índia continua sendo o maior exportador mundial de açúcar refinado e arroz moído. Grandes portações de arroz, algodão, soja e carne ajudaram a Índia a subir para o 9º lugar entre os exportadores agrícolas globais em 2019, sendo um dos países que produzem mais alimento no mundo.

3 EUA

Em 2020, os Estados Unidos ficaram em terceiro na produção agrícula total, com US$ 307,4 bilhões, US$ 306,4 bilhões dos quais foram de comida, ainda que empregando uma pequena fração de força de trabalho oriunda da China e Índia.

Milho, carne bovina, soja, laticínios e aves foram as cinco principais commodities agrícolas dos EUA em valor nesse ano.

Em 2020, os Estados Unidos foram os líderes em exportação agrícola, com US$ 147,9 bilhões. Em 2021, o valor das exportações norte-americanas alcançou o valor recorde de US$ 177 bilhões, com um aumento de 25% de exportações para a China, de US$ 33 bilhões.

Canadá, México e Japão também estão dentre os principais importadores dos produtos agrícolas dos Estados Unidos.

4 BRASIL

O Brasil foi o quarto maior produtor agrícola de 2020, com uma produção valendo US$ 135,8 bilhões, US$ 125,3 bilhões dos quais foram de comida. Assim, é um dos principais países que produzem mais alimento no mundo.

A economia brasileira tem um foco histórico na agricultura, particularmente na cana-de-açúcar em seu período colonial. A proporção de força de trabalho empregada nessa área se reduziu nas últimas três décadas, sendo de 20% em 1991 para 9% em 2019.

O Brasil é o maior exportador mundial de soja, açúcar bruto, carne bovina congelada e aves. Suas exportações de soja de US$ 28,6 bilhões em 2020 foram as maiores para uma commodity agrícola de um único país. A China adquiriu mais de US$ 30 bilhões das exportações agrícolas do Brasil nesse ano, nove vezes mais do que o segundo maior importador.

países que produzem mais alimento: Estados Unidos

Imagem extraída do link acima.

– BRICS poderá virar BRIICAS?

Leio que a Argentina e o Irã querem fazer parte do grupo político-econômico de mútua cooperação chamado BRICS (composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – vide em: https://veja.abril.com.br/mundo/ira-e-argentina-pedem-para-entrar-no-brics/

A questão é: vale a pena ter esses aliados?

A outra questão é: em relação à Guerra contra a Ucrânia, nenhum dos parceiros se manifesta contra a Rússia, não? 

Imagem extraída de: https://www.diplomaciabusiness.com/argentina-e-convidada-para-cupula-dos-brics-e-reforca-interesse-em-integrar-o-bloco/

– Over a year ago, the UN chief warned that « Human destruction of Nature is ‘senseless and suicidal’! » What can we do now? — …

« Humanity is waging war on Nature. This is senseless and suicidal, » António Guterres admonished at the time. « The consequences of our recklessness…

Continua em: Over a year ago, the UN chief warned that « Human destruction of Nature is ‘senseless and suicidal’! » What can we do now? — …

– E se você fosse em linha reta pelo mar?

Sempre que estou no Litoral, penso: e se eu for reto, pararei em que lugar?

Como gosto de Santos e Guarujá, logicamente sei que é no continente africano. Mas em qual país?

Aí também é fácil, é só pegar o mapa-mundi. Mas veja que interessante: se você estiver sentado em qualquer praia de todos os países litorâneos da América e resolver atravessar o mar, sairá em…

Na figura, a resposta:

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Imagem extraída de: https://matadornetwork.com/life/map-shows-beach-across-ocean/

– Percentuais de produtos Chineses no Mundo!

Puxa, consegui anotar os números mas não a referência bibliográfica. Assim mesmo, compartilho uma interessante matéria sobre o quanto a China produz: (obviamente, antes da pandemia)

25% dos cigarros do mundo;

40% das camisas do planeta;

50% de macarrão instantâneo;

55% dos computadores;

65% dos pares de calçados;

80% das câmeras digitais;

85% das bicicletas.

Muito significante, não? A força econômica desse país, com mão-de-obra baratíssima, assusta!

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– O Futuro de uma Criança da Coréia do Sul versus a de uma Criança Brasileira

Uma crônica recente e interessante que li me trouxe a perplexidade sobre como alguns governos conseguem vencer as dificuldades do seu povo e outros têm uma imensa capacidade de não resolvê-los.

O texto é do economista Ricardo Amorim (extraído de: http://is.gd/lQH8Ih) e mostra a desigualdade e nuances diversas de duas crianças crescendo nos anos 70. E o cerne é: a diferença do desenvolvimento sulcoreano em relação ao do Brasil.

Muito bom, abaixo:

JOÃO E KIM

“Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

João e Kim nasceram em 21 de junho de 1970, dia em que o Brasil ganhou a Copa do México. Os pais de Kim eram professores; os de João também. Kim sempre estudou em escola pública; João também. Kim ama futebol; João adora. Kim é da classe média de seu país; João também. Os pais de Kim já se aposentaram; os de João também. Kim e João trabalham na mesma empresa, uma multinacional líder mundial em tecnologia. Kim é engenheiro e ganha R$ 7.100,00 por mês. João não chegou a terminar o ensino médio, ganha R$ 1.900,00 por mês. Kim trabalha na sede da multinacional e é chefe do chefe de João, que trabalha aqui no Brasil.

Onde os caminhos de Kim e João se separaram? 
A cegonha deixou Kim na Coreia do Sul, João no Brasil. Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

Como as vidas de centenas de milhões de Kims e Joãos tomaram destinos tão diferentes em poucas décadas? Educação, educação e educação.

O país dos Kims investiu no ensino público básico, de qualidade e acessível a todos. O governo coreano gasta quase seis vezes mais do que o brasileiro por aluno do ensino médio. Na Coreia, um professor de ensino médio ganha o dobro da renda média local; no Brasil, menos do que a renda média. Com isso, os Kims estão sempre entre os primeiros lugares nos exames internacionais de estudantes de ensino fundamental e médio – muitas vezes, em primeiro lugar. Os Joãos, melhor nem falar.

Só após garantirem uma boa formação básica e bom ensino técnico, os coreanos investiram em ensino universitário. Ainda assim, a Coreia tem três universidades entre as 70 melhores do mundo. O Brasil não tem nenhuma entre as 150 primeiras. Hoje, a Coreia do Sul é, em todo o mundo, o país com maior percentual de jovens que chegam à universidade – mais de 70%, contra 13% no Brasil. De quebra, o país dos Kims forma oito vezes mais engenheiros do que nós em relação ao tamanho da população de cada um. Tudo isso com um detalhe: a Coreia gasta menos com cada universitário do que o Brasil, mas forma quatro vezes mais Ph.Ds. per capita do que nós.

Para cada won gasto com a aposentadoria do pai de Kim, o governo coreano gasta 1,2 won com a escola do seu filho. No Brasil, para cada real gasto pelo governo com a aposentadoria do pai de João, ele gasta apenas R$ 0,10 com a escola do Joãozinho.

No ano que vem, os pais de Kim virão para a Copa do Mundo no Brasil. A mãe de João já tinha falecido, mas seu pai quis muito ir à Copa da Coreia e do Japão em 2002, mas não tinha dinheiro para isso. Há um ano, ele está fazendo uma poupancinha e ainda está esperançoso em ser sorteado para um dos ingressos com desconto para idosos para ver um jogo da Copa de 2014, nem que seja Coreia do Sul x Argélia. Como os ingressos com descontos são poucos e concorridos, as chances de seu João são baixas. Se conseguir, quem sabe ele não se senta ao lado do sr. e da sra. Kim. Pena que seu João não teve a chance de estudar inglês. Eles poderiam conversar sobre os filhos…

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– E o momento exato da surpresa de algo nunca imaginado?

Sempre me impressionou essa foto. Repost de 2 anos:

Já pensou o susto que os indígenas tiveram quando conheceram os artefatos portugueses em 1500 (arcaicos para nós hoje, comuns para as pessoas daqueles dias e inusitados para os silvícolas)?

Essa foto representa mais do que isso – quando pobres meninos de uma comunidade tribal do interior da África vêem um… iPad!

Extraído da publicação de Fotos de Fatos (@FotosDeFatos) no Twitter:

“O viajante inglês Louis Cole uma vez postou uma fotografia incomum no instagram, mostrando a reação dessas crianças de uma tribo africana vendo pela primeira vez um tablet. A fotografia logo viralizou na internet, em 2015”:

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A referência do crédito da foto está na citação do twitter acima.

– Peter Singer: como o conceito de doação eficaz pode revolucionar a generosidade global.

O livro de Singer de 2009 The Life You Can Save – actualizado em 2019 e narrado em áudio por Stephen Fry e Kristen Bell – conduziu os leitores ao …

Continua em: Peter Singer: como o conceito de doação eficaz pode revolucionar a generosidade global

– Quem são os jovens que podem mudar o mundo?

Você já ouviu falar de Zygmunt Bauman?

Eu também não. Mas ele é um dos maiores pensadores do século XXI. Polonês, foi expulso de seu país no tempo do comunismo por ter idéias contrárias ao regime.

Em entrevista à Revista Época (ed 543, pg 68-70 a Luís Antonio Giron), falou sobre o futuro da humanidade. E declarou-se meio que desesperançoso, alegando que só os jovens indignados podem mudar o mundo.

Os jovens que podem mudar o mundo, segundo o sociólogo Bauman, são aqueles fora da “alienação do mundo da Web”, e, apesar de se mostrar melancólico com o rumo que a Sociedade tomou, esperançosamente (talvez sua única demonstração de fé na matéria) disse:

Confio que os jovens possam perseguir e consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação e determinação deles. Para que se deem uma oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real”.

Ótimo! Penso como ele. Que valores e referências são determinantes nos dias de hoje? A violência, a corrupção, o descaso com o próximo, a ostentação e a individualidade foram legado triste de alguns pais, que com dificuldade de moral e falta de oportunidade educacional, contaminaram uma nação inteira com a história de “levar vantagem em tudo”.

Cabe a nós encontramos e encorajarmos jovens diferenciados com vontade de mudar. E, em muitos casos, sermos esses próprios jovens.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O sofrimento em opinar nas Redes Sociais… os 5 “tipos de discordantes da Web”.

Quando falamos em Dar Opiniões no Mundo Virtual sabemos das várias formas (a maioria agressiva) de como discordar de quem pensa diferente de você. 

Elenquei as 5 mais comuns que percebo:

A) A pessoa pode não ter entendido o que você escreveu e reclama veementemente (mesmo sendo ignorante);

B) Faz de conta que não entendeu (e quer te minimizar disfarçadamente);

C) Entendeu seu ponto de vista e expõe educadamente o seu entendimento (concordando, sendo alternativo ou discordando), sempre respeitando-o;

D) Apesar de ter observado atentamente suas colocações, discorda prontamente e quer que você concorde com ela “na marra” (pois só ela é “dona da verdade”);

E) Nem lê, mas se é contra o que ela pensa, já te xinga (as opiniões desses radicais devem sobrepujar a de todos outros, dispensando qualquer conhecimento).

No mundo ideal, a alternativa C, infelizmente, está em baixa… não só no tripé dito popularmente difícil de discutir (religião, política e futebol), mas na sociedade em geral… Vivemos um mundo de pouca tolerância e de muita ignorância. Somente a Educação há de mudar isso (começando pela dada pelos pais – se é que ela ainda é a correta de muitos, afinal, há muitos pais que “deseducam” hoje em dia e incentivam a discórdia desrespeitosa).

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Para mais textos, visite meu blog de Assuntos Contemporâneos Gerais, o Discutindo Contemporaneidades, em: https://ProfessorRafaelPorcari.com

 

– A renovação de Kylian Mbappé.

Mbappé renovou com o PSG. No “leilão” realizado, entre milhões e muitos títulos a conquistar no Real Madrid, topou ficar no Paris Saint-Germain por bilhão e alguns títulos. É uma escolha profissional dele, não há muito o que discutir.

De toda forma, ganhará muito dinheiro. Optou por deixar seus futuros pentanetos com as vidas financeiras garantidas, ao invés dos tetranetos. Pois, cá entre nós, o emir catari talvez tenha feito uma loucura impensável.

Fico na dúvida: isso não implicará no Fair Play Financeiro da UEFA?

Mbappé, PSG 2025,

Imagem: Christian Hartmann/Reuters