– Uma nova guerra fria, agora entre EUA e China?

No tempo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, os Estados Unidos da América mantinham a relação de dualidade do mundo com ações iguais as de hoje:

  • A URSS fazia algo, os EUA faziam a mesma coisa de maneira mais ousada (como na corrida espacial). Os soviéticos apoiavam uma nação comunista X, os americanos apoiavam a nação capitalista Y. Mísseis russos em determinado país próximo, mísseis yankees idem.

Foi a Guerra Fria, que assustava o planeta. Agora, no século XXI, temos outra formação, a da China versus EUA, com novos elementos: cyberameaças e truculência política de ambos os lados.

Os Estados Unidos fecharam uma embaixada chinesa em seu território pois, segundo as autoridades, hackers de Pequim tentaram invadir e roubar dados de uma das vacinas contra o Coronavírus. Em contrapartida, chineses fecharam uma embaixada americana.

Vai ficar somente até esse “capítulo”, ou teremos mais outros?

O mundo não precisa mais de tanta tensão

– A vacina há de chegar!

Por mais que se faça muito barulho se a vacina pioneira contra o Coronavírus será do laboratório americano Pfizer, ou da chinesa Sinovac ou ainda da respeitada universidade inglesa de Oxford, o importante é que ela já deve estar “quase pronta”.

Alguém duvida?

Testar em massa é a fase mais difícil. Como está sendo feito agora, é provável que estejamos nos “finalmente”. Ufa!

O importante é: que tenhamos a vacina em breve, não importa a sua nacionalidade.

Vacina chinesa contra Covid-19 é segura e induz resposta imune ...

– Mundo Global, Mas Regional

Em tempos de Globalização, há coisas que ainda impressionam. Povos isolados mundo afora que cada vez mais carecem de interação são exemplo disso.

Digo isso pois leio “Onde Moram os Vampiros”, capítulo do livro “Dignidade”, publicado por 9 escritores baseados nos relatos de “Médicos Sem Fronteiras”. Nele, há o relato de mulheres que convivem com o Barbeiro, vitimadas pela doença de Chagas, num povoado no interior da Bolívia e que não falam castelhano, mas quéchua. Os insetos vivem nas casas como formigas ou pernilongos, infestando o ambiente. O convívio é diário, e a população resiste em se cuidar ou ir à uma cidade próxima se tratar, aceitando passivamente a doença.

Que mundo/ costume é esse, não?

Tudo o que você sabia sobre a doença de Chagas está errado | Veja ...

– E se você fosse em linha reta pelo mar?

Sempre que estou no Litoral, penso: e se eu for reto, pararei em que lugar?

Como gosto de Santos e Guarujá, logicamente sei que é no continente africano. Mas em qual país?

Aí também é fácil, é só pegar o mapa-mundi. Mas veja que interessante: se você estiver sentado em qualquer praia de todos os países litorâneos da América e resolver atravessar o mar, sairá em…

Na figura, a resposta:

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– E depois de algum tempo, a Índia se contradiz com a explosão de casos de Covid_19

Dias atrás, reproduzi uma matéria do Cônsul indiano no Rio de Janeiro, onde o mesmo explicava os baixos números do Novo Coronavírus em seu país: uso de hidroxicloroquina preventivamente, alimentação à base de especiarias, medicina alternativa, cultura, hospitais sobre trilhos e outras tantas coisas. E considere: o país é próximo territorialmente da China.

Relembre-a em: https://professorrafaelporcari.com/2020/05/27/o-que-explica-os-baixos-indices-de-coronavirus-na-india/

Agora, a Índia se tornou o 3o país do mundo em casos de contaminação nesta pandemia! Quer dizer que tudo aquilo que foi justificado, na verdade, era uma impressão da realidade e não uma condição de proteção?

A verdade é: em todo lugar que subestimou-se o Covid_19, cedo ou tarde essa praga chegou. Vale sempre o alerta para se proteger usando máscaras e não se aglomerar.

Com 1,3 bi de habitantes, a Índia será o novo epicentro do ...

– Mortos de Covid-19 no Japão versus Brasil!

Compare o Brasil e o Japão na luta contra o Covid e surpreenda-se:

  • A População de Brasil é de 210 milhões de habitantes.
    A do Japão é de 123,5 milhões.
  • Mortos por Coronavírus no Brasil: Quase 70.000 pessoas.
    Mortos no Japão: Menos de 1.000 pessoas (até ontem, 09/07).

Considere que, CONTRA o Japão, ainda existe a absurda densidade demográfica: 336,8 habitantes para cada quilômetro quadrado, contra 23,8 do Brasil (São Paulo tem 177).

Perceberam que morre mais gente num ÚNICO dia no Brasil do que no Japão durante a pandemia inteira, até agora?

A diferença deve ser: disciplina do povo e responsabilidade dos governantes. Ou não?

Japão declara estado de emergência em sete regiões por causa do ...

– A Banana Nanica vai acabar?

Todo dia, invariavelmente, eu como uma banana nanica (que é rica em potássio). E novamente leio uma notícia triste para essa deliciosa fruta: a sua possível extinção!

Abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/google/amp/bemestar/coronavirus/noticia/2020/07/03/a-pandemia-que-ameaca-destruir-a-fruta-mais-popular-do-mundo.ghtml

A PANDEMIA QUE AMEAÇA DESTRUIR A FRUTA MAIS POPULAR DO PLANETA

Assim como a Covid-19, doença que acomete bananas está se espalhando para novos países, forçando a indústria a mudar a forma como a fruta mais consumida do mundo é cultivada e até mesmo seu sabor

Uma doença letal aparece do nada. Sua transmissão é silenciosa, espalhando-se antes que os sintomas apareçam. Uma vez contraída, já é tarde demais para detê-la — não há cura. A vida nunca mais será a mesma. Soa familiar?

Não se trata da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A Tropical Race 4 (TR4) afeta bananas. Também conhecida como mal-do-Panamá, é causada pelo fungo Fusarium oxysporum, que vem destruindo as fazendas de banana nos últimos 30 anos.

Seria apenas mais uma doença a afetar plantas se não fosse o fato de que, na última década, a epidemia se acelerou repentinamente, espalhando-se da Ásia para Austrália, Oriente Médio, África e, mais recentemente, América Latina, de onde vem a maioria das bananas enviadas para supermercados no Hemisfério Norte.

Atualmente, o mal-do-Panamá está presente em mais de 20 países, provocando temores de uma “pandemia da banana” e uma escassez da fruta mais consumida do mundo.

Cientistas de todo o mundo estão trabalhando contra o relógio para tentar encontrar uma solução, incluindo a criação de bananas geneticamente modificadas (GM) e uma vacina.

‘Novo normal’?

Mas, assim como a Covid-19, a questão não é apenas se podemos encontrar uma cura, mas também como viveremos com um “novo normal” que mudará as bananas para sempre?

O primeiro lugar para procurar pistas é na origem da banana moderna que todos conhecemos. Sua história mostra exatamente o que acontece se essa doença for ignorada.

Não é a primeira vez que as bananas enfrentam uma ameaça, explica Fernando García-Bastidas, pesquisador em saúde vegetal que estudou TR4 na Universidade de Wageningen, na Holanda, antes de trabalhar em uma empresa holandesa de genética vegetal que tenta combater a doença.

Na década de 1950, a indústria foi dizimada pelo que ele descreve como “uma das piores epidemias botânicas da história”, quando o mal-do-Panamá ocorreu pela primeira vez.

Origem

A doença fúngica surgiu na Ásia, onde evoluiu com as bananas, antes de se espalhar para as vastas plantações da América Central.

A razão pela qual foi tão devastadora, diz García-Bastidas, é o fato de que as bananas eram todas de apenas uma variedade, a Gros Michel ou ‘Big Mike’.

Essa espécie havia sido escolhida para cultivo pelos produtores porque produz frutos grandes e saborosos que podem ser cortados da árvore ainda verdes, possibilitando o transporte de alimentos exóticos altamente perecíveis por longas distâncias, enquanto continuam amadurecendo.

Cada planta era um clone de aproximadamente mesmo tamanho e formato, produzido a partir de rebentos laterais que se desenvolvem a partir do caule das raízes, facilitando a produção em massa.

Isso significa que cada bananeira é geneticamente quase idêntica, produzindo frutas consistentemente, sem imprevistos. Do ponto de vista comercial era excelente, mas, do ponto de vista epidemiológico, era um surto à espera de acontecer.

O sistema de produção de bananas se baseou fragilmente na diversidade genética limitada de uma variedade, tornando-as suscetíveis a doenças, diz García-Bastidas.

Lição aprendida?

Mas engana-se quem pensa que a indústria aprendeu a lição.

Foi iniciada, então, a busca por uma variedade para substituir a Gros Michel que poderia ser resistente ao mal-do-Panamá. Na década de 1960, uma espécie, a Cavendish, chamada no Brasil de banana nanica, mostrava sinais de resistência que poderiam salvar a indústria da banana.

Batizada em homenagem ao 7º duque de Devonshire, William Cavendish, por ele ter cultivado a planta em sua estufa em sua residência oficial, a Chatsworth House, a banana também poderia ser transportada verde — embora tivesse um sabor mais suave do que a Gros Michel.

Dentro de algumas décadas, ela tornou-se a nova referência para a indústria da banana e continua sendo até hoje. Mas para os cientistas que observavam com nervosismo as vastas plantações em expansão, era apenas uma questão de tempo até que houvesse outro surto.

Na década de 1990 uma nova cepa do mal-do-Panamá, conhecida como TR4, surgiu, novamente na Ásia, que era letal para as bananas Cavendish.

Desta vez, com uma economia globalizada em que pesquisadores, agricultores e outros visitantes das plantações de banana circulam livremente pelo mundo, ela se espalhou ainda mais rapidamente.

García-Bastidas, que completou seu doutorado em TR4 na Universidade de Wageningen, descreve a doença da banana moderna, que ataca o sistema vascular das plantas fazendo-as murchar e morrer, como uma “pandemia”.

“As bananas estão inegavelmente entre as frutas mais importantes do mundo e são um alimento básico importante para milhões de pessoas”, diz ele. “Não podemos subestimar o impacto que a atual pandemia do TR4 pode causar na segurança alimentar.”

García-Bastidas foi quem viu pela primeira vez o TR4 fora da Ásia, na Jordânia, em 2013.

Desde então ele tem “cruzado os dedos” para que a doença não afete os países em desenvolvimento, onde as bananas são um alimento básico.

Mas registros da doença já foram observados na África, particularmente em Moçambique.

A razão pela qual o TR4 é tão mortal é porque, assim como a Covid-19, ela se espalha por “transmissão furtiva”, embora em diferentes escalas de tempo.

Uma planta doente ficará saudável por até um ano antes de mostrar os sintomas da doença: manchas amarelas e folhas murchas. Em outras palavras, quando a TR4 é identificada, já é tarde demais e ela terá se espalhado por esporos no solo em botas, plantas, máquinas ou animais.

García-Bastidas, que é natural da Colômbia, sabia que o TR4 chegaria ao centro da produção de banana na América do Sul.

Mal-do-Panamá, é causada pelo fungo Fusarium oxysporum — Foto: Getty Images/BBC

‘Pior pesadelo’

Em 2019, seu pior pesadelo se tornou realidade — o telefonema veio de uma fazenda na Colômbia. As bananeiras tinham folhas amarelas e murchas. E o produtor queria lhe enviar amostras.

“Foi como um pesadelo”, diz ele. “Num minuto estou na fazenda, no próximo no laboratório, no outro explicando para o ministro do governo colombiano que o pior já aconteceu. Durante muito tempo, não consegui dormir bem. Foi de partir o coração”, lembra.

Como todos os outros países com TR4, a Colômbia está agora tentando retardar o surto enquanto o mundo observa com ansiedade os sinais da doença no restante da América Latina e no Caribe.

Como não há cura, tudo o que pode ser feito é colocar as fazendas infectadas em quarentena e aplicar medidas de biossegurança, como desinfetar botas e impedir o movimento de plantas entre fazendas. Em outras palavras, fazer o equivalente a lavar as mãos e manter o distanciamento social.

Paralelamente, a corrida para encontrar uma solução está a pleno vapor.

Na Austrália, cientistas desenvolveram uma banana Cavendish geneticamente modificada (GM) que é resistente ao TR4. A fundação Bill e Melinda Gates também está financiando pesquisas na área.

No entanto, apesar das fortes evidências científicas de que os alimentos geneticamente modificados são seguros, é improvável que a banana esteja na prateleira de um supermercado perto de você enquanto os órgãos reguladores e o público permanecerem desconfiados.

Para García-Bastidas, que agora trabalha na empresa de pesquisa KeyGene em colaboração com a Universidade de Wagegingen, na Holanda, a banana transgênica é uma “solução fácil” que pode resolver o dilema da indústria por cinco a dez anos, mas não solucioná-lo por completo.

Ao fim e ao cabo, diz ele, o maior obstáculo é ter uma indústria inteira baseada em uma única variedade clonada de outras plantas.

Os testes estão sendo desenvolvidos apenas para rastrear o TR4, já que as bananas têm sofrido por receber menos recursos com pesquisa do que outras culturas básicas.

Mais diversidade

Em vez disso, García-Bastidas quer introduzir mais diversidade na cultura da banana, para que ela seja mais resistente a surtos de doenças como o TR4. Ele ressalta que existem centenas de bananas com potencial para cultivo em todo o mundo. Por que não usá-las?

Já em países como Índia, Indonésia e Filipinas, as pessoas comem dezenas de variedades diferentes de bananas, com sabores, cheiros e tamanhos diferentes. Mas elas são difíceis de cultivar e exportar na escala da Cavendish, que foi criada para suportar o transporte através dos oceanos.

Em seu laboratório na Holanda, García-Bastidas e seus colegas estão usando as mais recentes técnicas de sequenciamento de DNA para identificar genes resistentes ao TR4 e produzir bananas que podem suportar a doença e ser comercialmente viáveis.

“Temos centenas de variedades de maçãs”, ressalta. “Por que não começar a oferecer diferentes variedades de bananas?”

A melhor esperança é que uma banana resistente à exportação surja nos próximos cinco a 10 anos. Mas essa não é uma bala de prata. Depois de enfrentar não uma, mas duas pandemias no século passado, dessa vez a indústria da banana terá que buscar mais do que apenas introduzir outro clone no mercado.

Dan Bebber, professor associado de ecologia da Universidade de Exeter, no Reino Unido, passou os últimos três anos estudando os desafios ao sistema para manter o suprimento de bananas como parte de um projeto financiado pelo governo britânico, o BananEx.

Segundo ele, a melhor maneira para a indústria de banana sobreviver ao TR4 é mudar a forma como essa fruta é cultivada.

No momento, as bananas Cavendish são cultivadas em uma vasta monocultura, o que significa que não apenas o TR4, mas todas as doenças se espalham rapidamente. Durante o período de crescimento, as bananas podem ser pulverizadas com fungicidas de 40 a 80 vezes.

“Isso pode ter grandes impactos na microbiota do solo”, diz Bebber. “Para cuidar das bananas, é preciso cuidar do solo.”

Bebber aponta para relatos das Filipinas de que as fazendas orgânicas se saíram melhor contra o TR4 porque a microbiota no solo é capaz de combater a infecção.

Ele diz que as fazendas de bananas devem procurar adicionar matéria orgânica e talvez implantar um sistema de rotação de culturas para aumentar a proteção e a fertilidade, usando micróbios e insetos em vez de produtos químicos como “defensivos agrícolas”, além de deixar mais espaços livres no terreno para incentivar a vida selvagem.

Isso pode significar um aumento no preço das bananas, mas a longo prazo elas seriam mais sustentáveis.

Segundo Bebber, as bananas são muito baratas hoje. Não apenas porque o custo ambiental de uma monocultura com produtos químicos pesados não foi levado em consideração, mas principalmente o custo social de empregar pessoas com salários muito baixos.

A ONG Banana Link, que faz campanhas sobre o assunto, culpa os supermercados por forçar preços cada vez mais baixos, comprometendo o meio ambiente, a saúde dos trabalhadores e, por fim, a vitalidade da safra de banana.

As bananas produzidas para o comércio popular garantem de alguma maneira que os agricultores recebam um preço justo por elas, mas Bebber diz que trabalhadores de todo o setor estão começando a exigir melhores salários.

Mais uma vez, ele diz que isso alimenta o TR4, já que eles precisam ser pagos de maneira justa para garantir que as fazendas sejam mais bem gerenciadas para a prevenção de doenças.

“Durante anos, falhamos em levar em consideração o custo social e ambiental das bananas”, diz ele. “É hora de começar a pagar um preço justo, não apenas pelos trabalhadores e pelo meio ambiente, mas pela saúde das próprias bananas.”

Pandemia da banana pode ter resultados positivos se nos forçar a cultivar bananas de maneira mais ecológica e a comer uma variedade maior de frutas, diz cineasta — Foto: Marco Aurélio/Prefeitura de Uberaba

‘Bananageddon’

Jackie Turner, uma cineasta americana que questiona como as bananas são cultivadas desde que trabalhou em uma plantação como estudante, concorda que a solução está na justiça e na diversidade.

Em seu filme Bananageddon (uma combinação das palavras banana e armageddon), ela conversa com cientistas que tentam impedir a disseminação do TR4, especialistas em segurança alimentar que alertam sobre a escassez e trabalhadores nas plantações preocupados com seus meios de subsistência.

“O TR4 é muito parecido com a Covid-19, pois não tem tratamento”, diz ela. “É um cenário de ‘dia do juízo final’ para as bananas”, afirmou.

Depois de viajar pelo mundo por dois anos para observar o impacto que o TR4 já está causando, Turner está convencida de que as bananas precisam ser cultivadas de uma maneira diferente, o que significa introduzir novas variedades.

Ela diz que isso não só será melhor para o meio ambiente e para a proteção contra doenças, mas também para o consumidor.

Para tentar incentivar o público a apoiar pequenos agricultores que cultivam variedades diferentes, ela criou a The Banana List (A Lista das Bananas, em tradução livre).

A compilação reúne as lojas que vendem diferentes variedades de bananas, para que consumidores possam experimentá-las e uma nova demanda surgir.

Por exemplo, a nanica vermelha, que tem um sabor que lembra framboesas, a dedo de moça, menor e mais doce que a Cavendish, ou a Blue Java, com gosto de sorvete de baunilha. As bananas não são apenas deliciosas, mas ajudarão a criar um tipo diversificado de agricultura, mais resistente a doenças.

Para Turner, a pandemia da banana pode ter resultados positivos se nos forçar a cultivar bananas de maneira mais ecológica e a comer uma variedade maior de frutas.

“Talvez a gente coma menos bananas e pague mais por elas”, admite. “Mas sabemos que serão bananas melhores.”

Esta reportagem faz parte do Follow the Food, uma série que investiga como a agricultura está respondendo aos desafios ambientais. Follow the Food traça as respostas emergentes para esses problemas — de alta e baixa tecnologia, local e global — de agricultores, produtores e pesquisadores dos seis continentes.

Sistema de produção de bananas se baseou fragilmente na diversidade genética limitada de uma variedade, diz especialista — Foto: _Alicja_/Pixabay

– Percentuais de produtos Chineses no Mundo!

Puxa, consegui anotar os números mas não a referência bibliográfica. Assim mesmo, compartilho uma interessante matéria sobre o quanto a China produz: (obviamente, antes da pandemia)

25% dos cigarros do mundo;

40% das camisas do planeta;

50% de macarrão instantâneo;

55% dos computadores;

65% dos pares de calçados;

80% das câmeras digitais;

85% das bicicletas.

Muito significante, não? A força econômica desse país, com mão-de-obra baratíssima, assusta!

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– A Europa ou o Brasil está correto na causa verde?

Os europeus ameaçam boicotar produtos brasileiros, devido ao desmatamento da Amazônia. Os brasileiros negam essa violência à natureza.

Sobre esse duelo de narrativas, abaixo, um ótimo texto:

(Extraído de: https://renatonalini.wordpress.com/2020/07/03/quem-esta-coma-a-razao/)

QUEM ESTÁ COM A RAZÃO?

O mundo está louco ou só os cientistas perderam a razão?

Isso porque a ciência indica um colapso ambiental, se não houver sérias restrições à emissão dos gases venenosos causadores do efeito estufa. Uma população crescente, cada vez mais acostumada com os bens da vida inexistentes há alguns séculos, faz com que o planeta se transforme num ambiente hostil para qualquer espécie de vida.

Reúnem-se os representantes das Nações, acordam tomar providências e nada, na realidade, providenciam. Continuam a vivenciar estilo insustentável, assistindo inertes à poluição que contamina todos os espaços. Atmosfera, solo, água, tudo comprometido com a insânia do bicho-homem.

O Brasil já foi promissora esperança na tutela ecológica. Enquanto o tema engatinhava no Primeiro Mundo, o notável Paulo Nogueira Neto já mostrava qual devia ser a atitude da espécie em relação ao seu habitat. Foi ele quem contribuiu para a elaboração do conceito de sustentabilidade. Além de assumir a responsabilidade de responder por um setor até então inexistente no governo: a Secretaria Especial, o futuro Ministério do Meio Ambiente.

Tivemos também o mais significativo preceito constitucional relativo ao meio ambiente: o artigo 225 da Constituição Cidadã. Ele converteu o nascituro em sujeito de direitos, um deles muito singular: o direito a um ambiente saudável.

Audaciosos, chegamos a ter uma grife verde no Ministério, a ex-seringueira Marina da Silva, alguém que vivia do extrativismo e que bem conhecia a necessidade da preservação.

A Eco-92 foi recebida, no mundo inteiro, como ocasião ímpar: o acordo entre todos os governantes de uma efetiva tutela ambiental.

Depois disso, o que ocorreu? Retrocesso acelerado. Rasgue-se o princípio constitucional da vedação do retrocesso. O atraso venceu. Com a revogação do Código Florestal, a flexibilização do licenciamento, o desmantelamento das estruturas de fiscalização, a autorização para centenas de herbicidas proibidos no mundo civilizado, mas aqui liberados.

Não se acreditava pudéssemos chegar a incêndios programados, à recusa de auxílios internacionais, à acusação de ONGs como inimigas do ambiente, assim como alusões grosseiras a chefes de Estado, primeiras damas, a covardia de atacar uma garota de dezesseis anos que tem coragem de falar a verdade e de pedir juízo aos insensatos.

Quem é que está com a razão? Os cientistas, que alertam quanto à inevitabilidade da tragédia ou aqueles que pregam a destruição da mata, sob os mais pífios e ridículos argumentos: a soberania brasileira, o excesso de reservas, parques nacionais e terras indígenas, a necessidade de produzir mais carne e mais grãos, o catastrofismo que é mania de quem não tem nada o que fazer. E por aí vai, no desfile de tolices e imbecilidades propagadas por todos os instrumentos de difusão das notícias.

O fato é que o Velho Continente já constatou a dimensão do drama. E ameaça o Brasil de não aceitar mais produtos cuja rastreabilidade aponte algum elo rompido na política planetária de preservação do ambiente.

O tiro pode sair pela culatra. O “celeiro do mundo” encontrará portas fechadas à sua produção crescente, se não prestar atenção àquilo que a ciência, os fatos, as evidências estão a mostrar como verdades inconfundíveis e inevitáveis.

Será que aí concluirão quem é que estava com a razão?

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE, Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.    

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– Quem nasceu em 1900 e sobreviveu, é um vitorioso. E você, mais jovem, será?

Roda um texto nas Redes Sociais interessantíssimo sobre enfrentamentos de calamidades do século XX e sobrevivência dos nossos antepassados.

Vale a pena a leitura atenta e compare com a nossa comodidade:

Imagine por um momento que você teria nascido em 1900.
Quando você tem 14 anos, começa a Primeira Guerra Mundial e termina quando você tem 18 com um saldo de 22 milhões de mortos.
Logo depois aparece uma pandemia mundial, a gripe espanhola, matando 50 milhões de pessoas. E você está vivo e com 20 anos.
Quando você tem 29 anos sobrevive à crise econômica mundial que começou com o desmoronamento da Bolsa de Nova York, causando inflação, desemprego e fome.
Quando você tem 33 anos, os Nazistas chegam ao poder.
Quando você tem 39 anos começa a Segunda Guerra Mundial e termina quando você tem 45 anos com um saldo de 60 milhões de mortos. No Holocausto morrem 6 milhões de judeus.
Quando você tem 52 anos começa a guerra da Coreia.
Quando você tem 64 anos começa a guerra do Vietnã e termina quando tem 75 anos.
Uma criança que nasce em 1985 pensa que os seus avós não fazem ideia do quão difícil a vida é, mas eles sobreviveram a várias guerras e catástrofes.
Hoje encontramo-nos com todas as comodidades num mundo novo, no meio de uma nova pandemia.
A gente reclama porque por várias semanas devem ficar confinados em suas casas, com eletricidade, celular, comida; alguns até com água quente e um telhado seguro sobre suas cabeças. Nada disso existia em outros tempos. Mas a humanidade sobreviveu a essas circunstâncias e nunca perdeu a alegria de viver.
Hoje queixamo-nos porque temos que usar máscaras para entrar nos supermercados…
Uma pequena mudança na nossa perspectiva pode gerar milagres. Vamos agradecer (você e eu) que estamos vivos e vamos fazer tudo o que é necessário para nos proteger e nos ajudar uns aos outros.

(Texto de Autor Desconhecido, com alterações deste blog).

– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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– Acesso à Internet se tornou Direito Humano!

Eu não sabia e me surpreendi: a ONU colocou no mesmo nível de importância de Saúde e Educação o Acesso Livre à Internet.

Motivos: Sinal dos Novos Tempos, claro. Mas também para que haja liberdade de expressão na Web, já que frequentemente vemos nações derrubarem a Internet para não terem opinião contrária.

A censura é algo que ainda assusta e persegue o direito – agora assegurado – de expressão na Internet!

Pagina de resposta - Wave Internet

– E como sobreviverão as empresas aéreas?

Com a crise global do Novo Coronavírus, os aviões praticamente estão todos no solo. Como as cias aéreas conseguirão sobreviver?

Pense no custo de uma empresa de aviação e como é complicada a situação: imagine as receitas de um vôo para os EUA (quanto custa uma passagem e o número de passageiros) frente o custo para levantar vôo (salários da tripulação e encargos, manutenção das aeronaves, tarifas internacionais, combustível e, logicamente, pense no investimento de uma aquisição de cada Airbus ou Boeing).

A conta não fecha. Tem que voar muito, e sempre com lotação máxima. A frequência de vôos precisa ser grande. E com os espaços aéreos fechados…

Não sobrarão muitas empresas aéreas rentáveis, a tendência é que quebrem – exceto as que têm grande aporte de petrodólares ou as estatais.

Aguardemos!

Onde estão as milhares de aeronaves paradas por causa da pandemia ...

– Aprenderemos a conviver com esse vírus (mesmo na marra)?

A declaração há pouco do Diretor de Emergências da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan, foi direta (reproduzida pela BandNews):

“Pode ser que isso [o fim do coronavírus] nunca aconteça. Pode ser que nunca desapareça, que se torne endêmico, como outros vírus. O HIV nunca desapareceu. É muito difícil fazer uma previsão de quando a situação vai mudar; a grande esperança para eliminar a covid-19 está no desenvolvimento de uma vacina altamente eficaz. A OMS alerta que ainda há um longuíssimo caminho até o fim da pandemia”.

Viveremos no cuidado, na atenção e na prevenção. Assim, tenhamos todas as precauções para que a condição de “Pandemia” deixe de existir e o mal se minimize.

Coronavírus: Prefeitura anuncia medidas de prevenção na cidade ...