– Os dois sorteios da UCL.

E vai dar chiadeira! Hoje cedo, a UEFA sorteou os mata-matas da Liga dos Campeões da Europa, e os confrontos foram assim definidos:

Benfica x Real Madrid
Villareal x Manchester City
Atlético de Madri x Bayern de Munique
RB Salzburg x Liverpool
Inter de Milão x Ajax
Sporting x Juventus
PSG x Manchester United
Chelsea x Lille

Porém, houve uma bobeada (um erro técnico com o nome do Liverpool na inclusão dos potes) que foi percebido depois. O sorteio foi anulado na sequência e refeito! Com mais detalhes, entenda o erro aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/12/13/imprensa-europeia-fica-escandalizada-com-erro-em-sorteio-da-uefa.htm

No novo sorteio, os jogos se tornaram os seguintes.

🇩🇪 Bayern x RB Salzburg 🇦🇹
🇵🇹 Sporting x Manchester City 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
🇵🇹 Benfica x Ajax 🇳🇱
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Chelsea x Lille 🇫🇷
🇪🇸 Atlético Madrid x Manchester United 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
🇪🇸 Villareal x Juventus 🇮🇹
🇮🇹 Inter x Liverpool 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
🇫🇷 PSG x Real Madrid 🇪🇸

O Real Madrid, que enfrentaria o Benfica, já reclamou e protestará formalmente.

Sorteio da Champions League

Imagem extraída de: RICHARD JUILLIART / AFP, de https://www.lance.com.br/futebol-internacional/uefa-cancela-ssorteio orteio-da-champions-league-e-fara-novo-chaveamento.html

– O Campeão da Libertadores enfrentará em igualdade técnica o Campeão da Champions League?

E neste sábado teremos a decisão da Taça Libertadores da América. Jogarão Flamengo x Palmeiras, e, independente de quem vencer, ficará uma questão a ser respondida mais à frente: o campeão terá condições de enfrentar “pau-a-pau” o Chelsea no Mundial?

Se o Mengão ou o Verdão não passar da semifinal da Copa do Mundo de Clubes, aí também será demais… (vide os clubes adversários).

Ou não?

Conmebol define data da final da Copa Libertadores 2021 - Gazeta Esportiva

Imagem extraída de: https://www.gazetaesportiva.com/campeonatos/libertadores-da-america/conmebol-define-data-da-final-da-copa-libertadores-2021/

 

– A origem do Dia de Ação de Graças!

O “Dia de Ação de Graças” nos EUA, o “Thanksgiving Day”, é uma data muito bonita! E, com tanta influência e globalização que sofremos, é de se admirar que algo bom como essa celebração não tenha caído no gosto do brasileiro, mas sim outras datas, como o Halloween.

Compartilho, extraído de: https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/

DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS: ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES

por Daniela Diana, Professora licenciada em Letras

O Dia de Ação de Graças, em inglês “Thanksgiving Day”, precede as comemorações natalinas, sendo celebrado nos Estados Unidos toda 4ª quinta-feira de novembro, e no Canadá, toda 2ª segunda-feira do mês de outubro.

Em ambos locais, o Dia de Ação de Graças é considerado feriado nacional.

Significado da Data

Essa data expressa a gratidão por todas as coisas boas que aconteceram ao longo do ano. Originalmente, a data decorria após a época das colheitas, justamente para agradecer a fartura da produção agrícola.

Por isso, as famílias se reúnem em comemoração manifestando carinho e agradecimento. Ao lado do Natal e do Réveillon, o Dia de ação de Graças é um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos e do Canadá.

Curioso notar que este dia, que não está associado a nenhuma religião, se popularizou com o passar dos anos, sendo assim, comemorado por todos, independentemente do credo.

Comemorações e Tradições

A tradição nos Estados Unidos e no Canadá é agradecer pelos bons momentos, reunir a família em um jantar onde é servido abóboras, tortas de maçãs e de nozes, cookies, batatas-doces, purê de batatas, molho de cranberry e peru.

Ademais, o Dia de Ação de Graças é celebrado com festas, missas, orações e desfiles. A loja Macy’s é responsável pela maior parada que acontece no mundo no Dia de Ação de Graças. Conhecido como Macy’s Thanksgiving Day Parade, o desfile realiza-se em Nova Iorque desde 1924.

dia de ação de graças

Pintura de Jean Leon Gerome Ferris que retrata o primeiro Thanksgiving (The First Thanksgiving, 1621). Crédito: Imagem extraída de https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/

– A evolução do futebol de Seleções na Europa e a estagnação do Brasil.

Suíça e Sérvia mandaram Itália e Portugal (os dois últimos campeões da Eurocopa) para a repescagem das Eliminatórias da Copa de 2022!

A globalização e a miscigenação dos povos nivelou um pouco mais a Europa. Vide a Bélgica e seu time multirracial (com ex-colonos, naturalizados e imigrantes), que desclassificou o Brasil em 2018 na Rússia.

O intercâmbio é fundamental nesses momentos. E, infelizmente, a Seleção Brasileira não consegue jogar com times europeus, a não ser em época de Mundial (por falta de datas e oportunidades)… o nível do futebol mundo afora, repito, mudou.

O nosso calendário também precisa mudar, pois sem disputar com as seleções bem montadas da Europa, jogando apenas com nossos sparrings sul-americanos (exceto a Argentina) e vez ou outra com africanos e asiáticos, não dá.

Certa vez brinquei e cada vez mais penso que essa ironia tem um fundo de razão: se a Austrália joga na Ásia para desenvolver mais seu futebol (já que na Oceania não evolui), por que o Brasil não poderia pedir à UEFA para disputar alguma competição por lá, como a Liga das Nações em datas-FIFA?

Vale pensar no assunto (embora a Conmebol detestaria).

Copa do Catar pode ter 48 times se depender do presidente da Fifa - O Progresso

Crédito da imagem: Divulgação, extraída de https://www.progresso.com.br/esporte/copa-do-catar-pode-ter-48-times-se-depender-do-presidente-da-fifa/365489/

– Xavi fez bem ou não em não aceitar a Seleção Brasileira?

Já falamos em outra oportunidade que, na Europa, dirigir Seleções Nacionais é um projeto próximo da aposentadoria dos treinadores. No Brasil, para muitos, é o auge da carreira.

Xavi Hernández, que estava no Oriente Médio, confirmou que foi convidado para ser assistente de Tite na Seleção Brasileira, e depois da Copa de 2022, assumir a Canarinho como treinador principal. A recusou na época com o intuito de, mais pra frente, ser o técnico do Barcelona (seu time do coração).

Pois bem: o Barça chamou Xavi antes do previsto, mas fica a dúvida: a recusa foi por um “projeto de carreira”, por “afinidade ao time catalão” ou houve um certo “medo” por tudo o que se fala da CBF mundo afora (e que presenciamos in loco)?

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Xavi Hernandez - Monterrey x Al-Sadd

Imagem extraída de https://www.lance.com.br/futebol-internacional/barcelona-anuncia-contratacao-xavi-como-seu-novo-treinador.html (Foto: Karim Jaafar / AFP).

– A Covid em Tonga: um último refúgio outrora imaculado?

Depois de 2 anos de pandemia, eis que a paradisíaca ilha de Tonga, um país lá na região da Polinésia, registrou o seu primeiro caso de Covid!

Lockdown e outras medidas foram tomadas, mas fica a observação de que a globalização não perdoa ninguém…

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/noticias/mundo/tonga-registra-primeiro-caso-de-covid-19-apos-1-ano-e-7-meses-de-pandemia.html

– Dia das Bruxas ou Dia do Saci?

Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…

Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do HalloweenÉ uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.

Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o Halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.

Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:

DIA DO SACI

O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.

A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.

DIA DO HALLOWEEN

Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.

Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos

O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.

Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.

O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.

No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.

Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI

Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI

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– As palavras de Klopp sobre Firmino impressionam. Mas e na Seleção?

Há 1 ano, Jurgen Klopp, treiandor do Liverpoolressaltou que o brasileiro Roberto Firmino era fundamental para seu time por conta de suas funções táticas. Declarou:

“Um time de futebol é como uma orquestra, e ele toca 12 instrumentos”.

Neste domingo, após a vitória do seu time por 5×0 contra o Manchester City de Cristiano Ronaldo (com 3 gols de Salah), disse Klopp:

“Salah ganhou muita atenção e de forma correta, mas tenho a certeza de que quando Firmino parar de jogar, as pessoas que entendem de futebol irão escrever livros sobre a maneira como ele interpreta a posição de falso nove. Ele é um conector. O melhor atacante defensivo que já conheci em toda a minha vida. Um atleta muito importante para a gente. Ele é um caçador de bolas, muito inteligente taticamente, capaz de jogar nos espaços mais apertados e tomar boas decisões rapidamente. E além disso, ele marca gols.”

Que moral, não? A questão é: por que ele não consegue render / ser elogiado quando atua pela Seleção Brasileira? Seria o esquema de jogo?

– Compare o “custo Vietnã” com o “custo Brasil”.

Um dos “novos tigres asiáticos”, o Vietnã, que vive no regime socialista igualmente controlador como o de Pequim (e também ditatorial), crescia de maneira impressionante antes da pandemia.

Cada vez mais vemos grandes empresas produzindo nos países asiáticos. A China é o exemplo-mor, mas outras localidades onde a população paupérrima é abundante têm se destacado, como o já citado Vietnã.

Segundo a Revista Istoé Dinheiro (ed 680, pg 75-78 por Roberta Namour), alguns dados da relação trabalhista por lá (lembre-se: são dados de 2 anos, antes da Covid, mas que nos permitem uma reflexão):

– Trabalhadores labutam 12 horas diárias, de segunda a sábado;

– 30 minutos é o intervalo para o almoço;

– 7 dias de férias por ano;

– Crianças têm plena permissão para trabalhar nas indústrias;

– Média salarial de US$ 40.00 mensais. 

Dá para concorrer com eles? Ainda, na matéria: uma calça jeans de marca de grife  produzida por lá, custa 5.00 dólares! E é revendida, nos países desenvolvidos, por US$ 40.00…

– Evergrande Guangzhou: do futebol milionário ao rombo imobiliário bilionário.

Parece a história do grupo OGX, de EIke Baptista: através de dinheiro futuro, muita grana no presente, sem garantias do que haveria de vir – foi isso que a construtora Evergrande fez na China. Diversificando os negócios, desde o ramo imobiliário à montadora de veículos (que nunca foram montados), a empresa enganou muita gente e agora pode trazer um prejuízo enorme para a China e, consequentemente, para o mundo.

Lembre-se que o Guangzhou, time que foi dirigido por Luiz Felipe Scolari, é de propriedade da Evergrande. Aliás, ele foi o grande campeão chinês por várias temporadas e a melhor equipe local, pagando altos salários até para os padrões europeus. Atualmente, estava construindo um novo estádio, orçado em US$ 1,7 bilhão (R$ 9 bilhões), com formato de “flor de lótus”, para 100 mil torcedores.

Por fim, não nos esqueçamos, o mesmo time contratou Conca, em 2011, com o 3o maior salário do mundo, na época atrás apenas de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Hoje, somente no ramo imobiliário, a dívida do grupo é de 350 bilhões de dólares, segundo o UOL.

Considerando que o Suning Group, outro gigante da China e dono da Internazionale de Milão, também fechou o Jiangsu por problemas financeiros (time que o zagueiro são-paulino Miranda estava jogando), podemos crer que o futebol na China se reinventará forçosamente?

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/amp/mercado/2021/09/como-a-evergrande-criou-a-montadora-mais-valiosa-da-china-sem-vender-um-unico-carro.shtml

COMO A EVERGRANDE CRIOU A MONTADORA MAIS VALIOSA DA CHINA SEM VENDER UM ÚNICO CARRO.

CAIXIN -O Evergrande Group da China, incorporadora hoje à beira da falência, fez muitos esforços ao longo dos anos para ramificar seus negócios além dos imóveis, mas o mais impressionante é como ela conseguiu manipular os mercados de capital com as histórias que criou.
Uma dessas histórias é a Evergrande como fabricante de carros de novas energias. O valor de mercado do China Evergrande New Energy Vehicle Group (Evergrande Auto), que ainda não vendeu um único carro, chegou a 674,1 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 86,6 bilhões, cerca de R$ 462 bilhões), tornando-a não apenas a mais valiosa empresa listada em Bolsa na China, como também duas vezes mais valiosa que sua matriz, a Evergrande —apesar de a Evergrande ter vendido trilhões de iuanes em imóveis residenciais nos últimos 20 anos.
Mas os tempos mudaram. A Evergrande Auto está avaliada hoje em 30 bilhões de dólares de Hong Kong (HK$), cerca de 4% de seu pico. Na terça-feira (21), a companhia concedeu 323,72 milhões de opções de ações no valor de HK$ 1,26 bilhão (R$ 870 milhões) para três diretores e cerca de 3.180 funcionários da companhia, segundo um documento enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong.

As pessoas que mais lucraram com as histórias da Evergrande são seu fundador, Hui Ka Yan, e seus amigos. Por exemplo, uma pessoa do círculo de Hui comprou 80 milhões de ações do Evergrande Health Industry Group —antecessor da Evergrande Auto antes que ela fosse rebatizada para servir a seu novo propósito— por HK$ 0,3 cada, antes de vendê-las todas por HK$ 50 a ação, segundo a agência de notícias Caixin. O negócio rendeu para o investidor mais de HK$ 4 bilhões.

Encorajado por esse sucesso disparado, o amigo de Hui também participou de colocação privada da Evergrande Auto, mas descobriu que sua sorte tinha mudado, segundo a Caixin. Ele continuou comprando ações enquanto o preço caía, mas acabou sendo forçado a vendê-las com prejuízo.
O objetivo principal da Evergrande Auto era levantar capital para o grupo Evergrande. A matriz alegou que tinha investido 47,4 bilhões de iuanes (R$ 39,34 bilhões) em seu negócio de automóveis, mas alguns analistas acreditam que o grosso desse investimento veio do mercado, e não da própria Evergrande.
“A Evergrande Auto tinha levantado 30 bilhões de iuanes em duas rodadas. O que significa que a companhia usou principalmente dinheiro de investidores —em vez de seu próprio capital— para investir, e conseguiu ganhar um alto valor de mercado (para a companhia de carros). Consequentemente, com suas ações (da companhia de carros) a um preço elevado, ela poderia usá-las como garantia para levantar ainda mais dinheiro”, disse um analista.
Conforme a história da Evergrande Auto se desdobrou, a trama focou em fusões e aquisições, não na fabricação de carros. Em setembro de 2018, a Evergrande comprou uma grande participação no Xinjiang Guanghui Industry Investment Group por 14,5 bilhões de iuanes (R$ 12 bilhões), tornando-se a segunda maior acionista da empresa. Esse negócio trouxe as vendas de carros para o noticiário porque o Guanghui Industry Investment é um acionista do China Grand Automotive Services Group, uma das maiores revendedoras de automóveis do país. Essa narrativa nunca chegou a lugar nenhum, entretanto. Em 2019, a Evergrande, sem caixa, vendeu sua participação no Guanghui Industry Investment para a gigante de energia estatal Shenergy Group por 14,85 bilhões de iuanes (R$ 12,267).
Em janeiro de 2019, a antecessora da Evergrande Auto, Evergrande Health, do setor de saúde, adquiriu 51% da National Electric Vehicle Sweden (Nevs) por US$ 930 milhões (R$ 4,969 bilhões). Hui, cujo nome em Mandarim é Xu Jiayin, fechou o negócio rapidamente, talvez porque precisasse reforçar as credenciais de montadora da Evergrande depois que sua decisão de colaborar com o empresário cercado de polêmicas Jia Yueting no projeto de carro elétrico Faraday Future (FF) deu errado. Sem o FF, Xu precisava de algo para dar alguma substância à identidade da Evergrande como fabricante de carros, e a Nevs era bem apropriada. Deu certo. Depois que comprou uma parte da Nevs, o preço da Evergrande Health disparou.
O aumento dessas ações se deve em parte ao fato de elas estarem concentradas nas mãos de relativamente poucos acionistas. Em 9 de agosto de 2020, a companhia recebeu uma advertência da Comissão de Securities e Futuros de Hong Kong sobre alta concentração em sua propriedade. A conclusão da comissão sugeria que em 5 de agosto de 2020 um grupo de 18 acionistas detinha 19,83% das ações emitidas pela companhia. Junto com as 74,99% de ações emitidas em posse da companhia, essa participação representava 94,82% do total de ações da empresa. Só 5,18% das ações emitidas pela Evergrande estavam em posse de outros acionistas da companhia.
O acordo para assumir uma participação majoritária no Fangchebao Group oferece mais evidências das técnicas financeiras da Evergrande. Ela adquiriu uma participação de 51% nas mais de 40 mil lojas físicas da Fangchebao por meio de uma troca de ações. Dessa maneira, a Evergrande não teve de pagar dinheiro pelo negócio, para o qual atraiu a Fangchebao prometendo uma oportunidade de abrir o capital. Em consequência, a Evergrande adquiriu ativos valiosos com um investimento aproximado de 1 bilhão de iuanes (R$ 826,1 milhões) para cobrir a reforma das lojas e custos de integração do sistema. No final de 2020, os ativos totais e líquidos da Fangchebao chegavam a 4,7 bilhões e 3,1 bilhões de iuanes, respectivamente (R$ 3,9 bilhões e R$ 2,57 bilhões).
Em 29 de março de 2021, a Fangchebao trouxe 17 investidores estratégicos e levantou um total de HK$ 16,35 bilhões (R$ 11,28 bilhões). Esses investidores teriam uma participação de 10% na companhia ao concluir o negócio, elevando a avaliação pré-financiamento da Fangchebao para HK$ 163,5 bilhões. Esse negócio teria uma parte dos fundos levantada por meio da venda de ações existentes, com o restante levantado pela emissão de novas ações. A Fangchebao emitiu 651 milhões de novas ações para investidores, enquanto a Evergrande pretendia vender 651 milhões de ações existentes aos investidores.
Dessa maneira, a Evergrande conseguiu aumentar o valor de mercado da Fangchebao para HK$ 163,5 bilhões (R$ 112,21 bilhões) em um ano e embolsar HK$ 8,175 bilhões (R$ 5,610 bilhões) com a venda de suas ações da companhia.
Uma pergunta agora é como a Evergrande conseguiu fazer os investidores entrarem no negócio da Fangchebao?
Um investidor institucional que participou do negócio disse que o segredo foi a promessa de recompra pela Evergrande. “O que nós valorizamos foi seu mecanismo de ajuste da avaliação”, disse o investidor. “Se a Fangchebao não abrisse o capital em um ano, a Evergrande compraria de volta nossas ações com um prêmio de 15% em relação ao preço de mercado predominante. Pelo menos, através desse mecanismo, nós poderíamos recuperar nosso dinheiro.”
O investidor também indicou que outra companhia sob o guarda-chuva da Evergrande, a Evergrande Property Services Group, conseguiu entrar na Bolsa muito rapidamente, o que deu aos investidores confiança de que tinham uma saída potencial do negócio que não era muito distante. (Cont no link acima)

– Salário Mínimo de R$ 25.000,00 na Suíça? E ainda é pouco…

O que lhe parece ganhar R$ 25.000,00 por mês?

No Brasil, seria um excelente salário. Mas na Suíça, com o altíssimo custo de vida, não é! E justamente esse valor é o Salário Mínimo de lá.

Abaixo, extraído de: https://brasildelonge.com/2020/10/01/salario-minimo-suico/

SALÁRIO MÍNIMO SUÍÇO

por José Horta Manzano

A noção de salário mínimo está tão ancorada nos costumes brasileiros, que a gente imagina que a garantia de um piso salarial exista no mundo todo. Não é bem assim. Tal como ocorre com o 13° salário, que não é obrigatório por toda parte, também o salário mínimo não é universal. Embora a paga mínima legal seja bastante difundida, trabalhadores de países importantes como, por exemplo, Itália, Áustria, Suécia não contam com essa garantia.

A Suíça é um caso especial. Como meus distintos e cultos leitores sabem, o país é uma confederação, ou seja, um Estado nacional composto por cantões que gozam de forte autonomia. Tirando a defesa nacional, a política monetária, a legislação aduaneira, a segurança nacional e a política externa, os cantões têm ampla autonomia de decisão. A política salarial faz parte das atribuições de cada cantão.

Assim, cabe ao governo de cada cantão legislar sobre a matéria. A maior parte deles ainda não achou oportuno estabelecer um salário-base válido para todo o território cantonal. Diferentes categorias profissionais, por seu lado, firmaram convenção coletiva fixando um piso salarial para o setor. Por exemplo, o sindicato dos padeiros pode ter conseguido um salário mínimo para a categoria, enquanto o sindicato dos balconistas de farmácia pode não ter firmado ou simplesmente não estar interessado no assunto.

Em plebiscito realizado domingo passado, os eleitores de Genebra aprovaram a instituição de um salário mínimo cantonal. O valor do piso salarial válido no território cantonal para todas as categorias é de 23 francos suíços por hora. Para quem trabalha em período integral (42h por semana), isso dá (pasmem!) 4.186 francos por mês, pouco mais de 25.000 reais ao câmbio de hoje. É com certeza o salário mínimo mais elevado do mundo. Na própria Suíça, nenhum outro cantão fixou montante tão alto.

Pode parecer quantia exorbitante, mas não é. Para sobreviver com menos que isso, uma família de quatro pessoas teria dificuldade. Só de aluguel, vai metade do salário. Em seguida, tem de pensar no seguro de saúde, que custa os olhos da cara. É que o país não conta com um sistema nacional de saúde, como o Brasil. Todos os cidadãos têm obrigatoriamente de estar cobertos por empresa particular, mas cada um é livre de escolher a companhia com a qual quer concluir o seguro. Assim mesmo, seja qual for o plano escolhido, não sai barato. Cobrir os quatro membros da família de nosso exemplo, com plano bem básico, não vai sair por menos de 1000 francos (uma quarta parte do novo salário mínimo). Em seguida, tem de se vestir, se transportar, se aquecer, se alimentar – tudo muito caro.

Normalmente, a notícia da instituição de salário mínimo garantido costuma alegrar os beneficiários. Nestes tempos de covid, porém, o que ela trouxe foi grande preocupação aos 25 mil empregados que se enquadram na nova regra. Os que fazem jus ao aumento – funcionários de restaurante, salão de cabeleireiro, firma de limpeza – estão receosos de que o empregador, já em dificuldade financeira em razão da pandemia, não suporte o baque e acabe demitindo. Está aqui um exemplo trágico de como uma medida bem-intencionada acaba causando efeito oposto ao previsto.

– Dia da Banana?

Quem é atleta DEVE comer banana (mas a nanica) pelo fato de ser fonte natural de potássio (e ajuda a evitar cãibras).

Recebo agora algo que não sabia: hoje é o DIA DA BANANA (22/09)!

Uai, quem e porquê inventaram uma data para a fruta? Logo teremos o dia da maçã, da melancia, da lima da Pérsia…

Falando sério: a banana nanica é uma fruta com potencial risco de extinção. Motivos abaixo, extraído de: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/01/bananas-correm-risco-de-extincao.html

BANANAS CORREM RISCO DE EXTINÇÃO

A banana é a fruta mais popular do mundo. E além dos seus predicados gastronômicos, ela já foi usada tanto para designar governos corruptos em países tropicais – as Repúblicas das Bananas – quanto para sinalizar algum comportamento estranho – no inglês “going bananas”. Também tem se mostrado útil a atletas, como repositora de nutrientes. Quem não lembra do tenista Gustavo Kuerten comendo bananas no intervalos de jogos?

Atualmente, mais de 100 milhões de bananas são consumidas anualmente no planeta.

Mas agora o mundo enfrenta uma nova ameaça que pode provocar, segundo especialistas, a extinção da variedade mais comum da banana, a Cavendish (no Brasil, banana d’água e/ou nanica). E talvez da fruta em todas as suas espécies.

Tal possibilidade tem a ver com uma propriedade rural no condado de Derbyshire, Inglaterra. Ali, há 180 anos, foi desenvolvida a variação da fruta que se tornaria a mais consumida no mundo.

‘Planta exótica’
O jardineiro da propriedade de Chatsworth, Joseph Paxton, recebeu, em 1830, um cacho de bananas importadas das Ilhas Maurício. Paxton havia visto bananas em um papel de paredes de um dos 175 quartos da propriedade. Na esperança de cultivar o fruto, o jardineiro plantou o que seria a primeira bananeira daquela propriedade.

“Paxton sempre esteve atento a novas plantas exóticas e era bem relacionado, o que lhe permitiu saber que bananas haviam chegado à Inglaterra”, comenta o atual jardineiro-chefe da propriedade, Steve Porter.

Em novembro de 1835 a bananeira de Paxton finalmente deu frutos. Mais de 100, o que rendeu ao jardineiro a medalha durante a exposição da Sociedade Horticultural britânica.

A banana acabou batizada pelos empregados da propriedade de Cavendishii, já que Cavendish era o nome de família dos donos do local, a duquesa e o duque de Devonshire.

“Naquela época, era muito interessante para uma família inglesa plantar bananas e servir a fruta a seus visitantes”, diz Porter. “E ainda é”, comenta.

Missionários acabaram levando as bananas Cavendish para o Pacífico e Ilhas Canárias. Com a epidemia da Doença do Panamá, que dizimou as plantações de outros tipos de bananas a partir de 1950, mas não afetou a Cavendish, esta variação da fruta passou a ser a preferida de agricultores mundo afora.

A Cavendish era imune ao fungo assassino. E acabou sendo o tipo-exportação. A fruta rendeu, em 2014, US$ 11 bilhões em exportações da fruta, sendo o Equador o principal vendedor. O Brasil é o sexto maior produtor, com mais de 7 milhões de toneladas produzidas, mas consome quase toda a banana que produz.

O problema é que, enquanto produtores aperfeiçoavam a banana Cavendish, encontrada em supermercados do Ocidente quase sempre com o mesmo tamanho e sem manchas, o fungo da Doença do Panamá também evoluiu. E, agora, ameaça seriamente as Cavendish.

O novo fungo é ainda mais poderoso do que o que atacou o tipo mais popular de banana antes dos anos 50, a Gros Michel, e agora afeta plantações em diversos lugares no mundo. Mais de 10 mil hectares de plantações foram destruídos.

Como o todas as Cavendish produzidas atualmente são clones daquela plantada pelo jardineiro Joseph Paxton há quase dois séculos, se uma for atingida, as demais também serão.

Perigo
O fungo foi redescoberto em 1992, no Panamá, e detectado desde então na China, Indonésia, Malasia e Filipinas. E, de acordo com a Panama Disease.org, – entidade formada por pesquisadores holandeses para alertar sobre o perigo da doença- afetará logo, e em larga escala, plantações da América do Sul e África.

“O problema é que não temos outra variação da banana que seja imune à doença e que possa substituir a Cavendish”, diz Gert Kema, especialista e produção da planta na Wageningen University and Research Centre, na Holanda, e um dos membros do Panama Didease.org.

Pesquisadores trabalham com duas linhas de ação para salvar a banana. Primeiro, conter o avanço da doença através de campanhas.

Mas é mais fácil falar do que fazer, alerta Alistair Smith, coordenador internacional da organização Banana Link, que reúne cooperativas de agricultores ao redor do mundo.

“É mais ou menos possível conter (o fungo) com medidas severas, mas isso não significa que a doença não será transmitida”, diz.

Temos tecnologias mais avançadas agora do que tínhamos quando perdemos a Gros Michel”, complementa Kema. “Podemos detectar e rastrear o fungo muito melhor do que antes, mas o problema persiste, pelo fato de que a Cavendish é muito vulnerável à doença”.

Outra banana
Daí surge a segunda linha de atuação: achar uma banana não vulnerável ao fungo.

“Continuar plantando a mesma banana é burrice”, alerta Kema. “Podemos tentar aperfeiçoar a Cavendish geneticamente. Mas, em paralelo, precisamos aumentar a diversidade”.

A eventual extinção da banana traria impacto severo para a economia e a dieta de vários países, lembram os pesquisadores.

Enquanto isso, ainda distante da crise, a plantação de bananas iniciada por Joseph Paxton em 1830 segue firme em Chatsworth, na Inglaterra, onde são colhidos de 30 a 100 cachos por ano.

“Elas parecem mais com plântano, mais densas e não tão doces”, comenta o atual jardineiro, Steve Porter. “Mas ficam bonitas na decoração e são usadas também em alguns pratos da casa. Equanto pudermos, vamos manter nossa plantação”.

– Sorrisos no Vocabulário Global da Web

Achei curiosa essa matéria da última edição da Revista Superinteressante. Ela aborda como se escrevem os “risos” em diversos outros países.

No Brasil, um modismo é escrever “kkkk”.

Sabia que na Grécia os internautas usam “Xaxaxaaxa”?

Na Inglaterra é “Lol”; na Coréia do Sul é “Kekekkeke”; em francês há duas formas: “MDR” (morrendo de rir) e “PDR” (peidando de rir).

Já em japonês são várias letras w: “wwwwwwwww”; na Dinamarca é “GGGG”; por fim, na Tailândia, o mais esquisito: “555555”.

Coisas de um mundo globalizado mas que guarda as suas coisas regionais. É por isso que gosto dos escritos da minha sogra na Internet. A Zabezinha, minha segunda mãe, escreve docemente: “ki ki ki”.

– As novas marcas da Heineken para conquistar ainda mais o Brasil.

Quando chegou ao Brasil, a Heikenen teve enormes dificuldades para brigar com a Ambev. Mas quando comprou a Brasil Kirin (Schincariol)… deslanchou!

Veja só: https://www.istoedinheiro.com.br/agua-malte-lupulo-e-lucro-essa-e-a-formula-da-heineken/

ÁGUA, MALTE, LÚPULO E… LUCRO

Segunda maior cervejaria do mundo, a companhia holandesa investe R$ 2,6 bilhões na expansão de suas operações no País e traz novas marcas para aumentar ainda mais presença no mercado.

Foi pelas mãos do conde Mauricio de Nassau, militar enviado pelo governo holandês para colonizar o estado de Pernambuco, em 1637, que o Brasil viu surgir sua primeira cervejaria, também pioneira nas Américas. O mestre cervejeiro Dirck Dicx, que veio com a embarcação, foi o responsável pela instalação da pequena fábrica na residência chamada La Fontaine, no Recife. O início da produção de uma cerveja encorpada com cevada e açúcar foi em 1640 e há relatos de que tenha durado por volta de 15 anos. Aí, a história da Holanda com a cerveja no Brasil dá uma pausa. Trezentos e cinquenta e cinco anos depois, o País voltou a ser rota dos holandeses. A Heineken desembarcou por aqui em 2010. Desde então, a companhia com sede em Amsterdam vem encorpando sua presença. Desde 2018, o Brasil é a maior operação da Heineken, que atua em 180 países. De quebra, tem sido uma pedra no sapato da gigante Ambev, a líder do setor, com 59% de participação, segundo relatório da Empiricus. Em 2017, a fatia da Ambev era de 70% do mercado de cerveja no Brasil. Com 23%, a Heineken incomoda a principal concorrente no segmento que mais tem crescido nos últimos anos, o premium. A fórmula “água, malte, lúpulo e nada mais”, mote da marca, caiu no gosto do brasileiro. Hoje, de cada dez cervejas desta categoria consumidas no Brasil, seis são Heineken, a garrafa verde com a estrela vermelha no centro.

Há 11 anos, a Heineken chegou ocupando 8% do mercado. Com a aquisição da Brasil Kirin, em 2017, por R$ 2,2 bilhões, a companhia pulou para 15% e hoje está próximo de atingir um quarto nas vendas, cenário nunca antes alcançado por uma companhia de cerveja no Brasil desde que Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira criaram uma fortaleza ao fundir Brahma e Antarctica, em 1999. Para subir ainda mais de patamar, a Heineken quer mostrar suas diferenças em relação à rival. Hoje, o foco da companhia é se apresentar ao consumidor com um olhar mais voltado à sustentabilidade do negócio, com adoção de metas ambientais, e ao consumo responsável. O plano passa pelo compromisso de ser carbono neutro em toda a cadeia de valor até 2040. Nas fábricas, o objetivo é de alcançar 100% de energia renovável até 2023.

RESPEITO Se isso pesa na escolha da marca de cerveja, aumentar o market share é consequência e não o objetivo inicial. “A gente não quer necessariamente ser a maior cervejaria do País e sim a melhor”, disse à DINHEIRO Maurício Giamellaro, CEO da Heineken no Brasil. “A gente faz isso com respeito e qualidade, e não quantidade, o que nos diferencia de nosso competidor.”

É bem verdade que a pandemia de Covid-19, com a obrigatoriedade do isolamento social, contribuiu para o aumento do consumo da bebida, principalmente dentro de casa. Dados da Euromonitor International mostram que o ano de 2020 registrou índice recorde no volume de vendas. No ano passado, os brasileiros beberam 13,3 bilhões de litros. A marca só foi inferior a 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, com 13,8 bilhões de litros. A produção também cresceu. Segundo a série histórica da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (Cervbrasil), as cervejarias produziram 14,2 bilhões de litros em 2020 — um recorde histórico.

Para acompanhar a demanda e crescer ainda mais no Brasil, a Heineken investe no aumento da capacidade de produção. Entre 2019 e 2023, serão aportados R$ 2,6 bilhões, mais do que gastou, há quatro anos, para comprar a operação brasileira da Kirin. O maior montante, R$ 1,8 bilhão, será para a construção da 16ª unidade produtiva da empresa no País, em Pedro Leopoldo (MG) e que será uma das três maiores fábricas da Heineken no mundo. Na unidade de Minas Gerais serão produzidas cervejas da Heineken e do segmento mainstream. “Vai ser a maior cervejaria do grupo no Brasil e uma unidade muito tecnológica, voltada a questões ambientais”, afirmou Giamellaro. As obras tiveram início em agosto e a expectativa é que a linha de produção esteja pronta em dois anos.

Na ampliação da fábrica de Ponta Grossa (PR), os investimentos chegam a R$ 865 milhões. A partir dessa extensão, a unidade se tornará a terceira maior operação da Heineken no Brasil (atrás de Itu e Jacareí, as duas em São Paulo). Também é na fábrica paranaense que a companhia produz a Heineken 0,0, sem álcool, lançada em dezembro de 2019. O aporte também garantiu a geração de 600 empregos diretos e indiretos. Hoje a companhia tem 13 mil trabalhadores no Brasil. Com as ampliações, deve chegar, ao fim de 2023, a um crescimento de 50% no volume de produção de todo o portfólio da companhia. Somente do rótulo Heineken, o crescimento deve alcançar 75%. A companhia não revela os atuais volumes produzidos nas fábricas brasileiras.

Para entender o plano estratégico da empresa, de crescer de forma sustentável, é preciso saber também como está dividido o mercado de cerveja no Brasil. São quatro segmentos: mainstream (onde estão Amstel e Devassa); craft (com as marcas Lagunitas e Baden Baden); premium (onde figuram a própria marca Heineken, Sol e Eisenbahn); e economy (segmento de Kaiser, Schin e Glacial). Desses quatro, a Heineken lidera em três: premium, com share de 46% (e liderança folgada do rótulo verde); economy, com 45%; e craft (neste segmento, a holandesa não revela sua participação). A Ambev é superior no mainstream, que responde por quase 60% do mercado, e no qual a Heineken soma 33%.

E justamente para tentar ganhar mercado no mainstream é que ela trouxe em agosto para o Brasil a marca Tiger, de Cingapura, um dos principais rótulos da companhia no mercado asiático. “Ela vai trazer mais qualidade para o segmento puro malte mainstream. A gente começou a distribuição no Sul e hoje já é nacional”, disse o CEO. Ainda não está definido quando começa a produção no Brasil. Outro rótulo que a Heineken traz é a Blue Moon, esta no segmento craft, uma cerveja que tem grande projeção no setor nos Estados Unidos. A cerveja especial hoje está em São Paulo e no Rio de Janeiro e deve ser expandida durante o ano. A produção será em Itu.

A presença maior em pontos de vendas como supermercados do que em bares foi, na avaliação do CEO da companhia, uma de tantas razões que explicam o crescimento na participação de mercado. Com a reabertura gradual, ainda que pelo menos 35% tenham fechado as portas definitivamente, o plano é garantir maior capilaridade nas mesas de bares. Hoje com atuação em 850 mil pontos de venda, a meta é alcançar 1 milhão de estabelecimentos no Brasil. “A companhia quer garantir que o cliente possa ter opção nos bares. A meta é que a gente continue crescendo duplo dígito no faturamento nos próximos cinco anos.”

A Heineken não revela a receita por país, mas, no cenário global, a companhia faturou 9,9 bilhões de euros no primeiro semestre (alta de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado), com lucro operacional de 1,63 bilhão de euros (crescimento de 109%).

Para Paulo Solmucci Júnior, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a volta dos bares vai ajudar no aumento da rentabilidade das companhias de cerveja. “A retomada do mercado de bares é uma dádiva, já que a margem é maior do que em mercados. Em julho, já alcançamos 80% do que foi observado em 2019”, disse o dirigente. Estudo da KPMG mostra que 60% do faturamento de bebidas vêm de bares e restaurantes.

E para ampliar a presença, a Heineken aumentou de 29 para 31 centros de distribuição no País (em Poços de Caldas e Rio de Janeiro). Também anunciou um novo desenho na distribuição feito pelo sistema Coca-Cola, que agora não irá mais distribuir a Heineken, que ficará a cargo da empresa, mas assumirá outras marcas, como Eisenbahn e Tiger, além de Kaiser, Bavaria e Sol. Na prática, serão dois modelos de distribuição, justamente para ampliar a presença no País. “É tudo Heineken, só que distribuído de maneira independente. O que a companhia ganha com isso é foco”, disse Giamellaro.

Nesse processo de expansão, há importantes desafios. Talvez o mais significativo deles seja em relação a insumos, como vidros e latas, e embalagens. No ano passado, a Heineken e outras companhias se viram obrigadas a reduzir a distribuição. Mas, segundo a Heineken, o impacto não foi grande e durou pouco tempo.

Para a presidente da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), Cristiane Foja, o mercado tem observado crescimento nas vendas nos últimos meses. “A perspectiva é positiva para o setor”, afirmou. “A gente acredita no aumento gradativo do convívio fora de casa. A recuperação no volume de vendas foi bem significativa.”

Com tudo isso, o momento é de aposta no mercado brasileiro. Para o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Luiz Nicolaewsky, a pandemia ainda irá direcionar decisões, com olhar para o futuro. “As empresas estão olhando para frente com otimismo e incorporando inovações e novas opções para atender amplamente os clientes em suas preferências no consumo”, afirmou. E, pela fórmula da Heineken, a cerveja premium da garrafa verde só dará dor de cabeça aos concorrentes.

ENTREVISTA: Maurício Giamellaro, CEO da Heineken no Brasil
“A gente não acredita que vai chegar no coração das pessoas se não fizer diferente pelo planeta”

Qual o diferencial da Heineken em relação à concorrência?
Nossa estratégia é baseada no que a gente acredita e não no que nossos concorrentes podem ou não fazer. Por isso que nossa estratégia não é ser o maior e sim ser o melhor. Nossa grande diferença está no respeito, em crescer junto com nossos fornecedores e clientes. Quando o consumidor enxerga que o produto é produzido pela Heineken, pode até escolher outra marca, mas sabe que ali tem qualidade. Isso tem um valor muito grande.

Qual tem sido o foco atual da companhia?
Começamos no Brasil, há 11 anos, basicamente explorando a parte de qualidade da cerveja brasileira, através da construção do puro malte. A gente foi a primeira empresa no mercado brasileiro de cerveja a falar da qualidade do líquido. Hoje a gente está feliz com nossa estratégia, que tem sido liderar o premium, e a gente tem mais do que o dobro do segundo colocado, acabamos de assumir no mercado craft e já temos a liderança do economy e do mainstream puro malte. A gente agora está trabalhando a massificação do mainstream, que é hoje a única fortaleza do nosso competidor. Enquanto nosso concorrente tem um jeito de gerar lucros, a gente quer gerar lucros com uma sustentabilidade maior e com respeito. Qualidade, respeito e paixão foram fatores que nos fizeram crescer em participação e no reconhecimento dos clientes.

Com 23% de market share, qual é o horizonte da Heineken em termos de participação?
Nosso horizonte não é o objetivo de market share. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de nossas operações. Queremos estar em todos os pontos de venda no mercado brasileiro. Hoje a gente vende para mais de 850 mil pontos de venda e a gente quer vender para mais de 1 milhão. E fazer isso com qualidade. Participa-ção de mercado é consequência.

Qual a importância do tema sustentabilidade na empresa?
A gente não acredita que vai chegar no coração das pessoas se não fizer diferente pelo planeta. Estamos fazendo muita na área social e no consumo responsável. Prefiro vender nove unidades de Heineken para nove pessoas do que nove unidades a uma pessoa. A gente tem objetivo que o consumidor beba com consciência. Isso é o que move nossa estratégia.

Imagem-Arte extraída de: https://www.istoedinheiro.com.br/agua-malte-lupulo-e-lucro-essa-e-a-formula-da-heineken/

– Esqueçamos dois brasileiros no Mundial de Clubes da FIFA 2021 no Brasil!

Como o Japão desistiu de organizar o Mundial de Clubes deste ano, a FIFA procura um novo país sede. Eu imagino que possa ser no Catar (até para testar a estrutura da Copa de Seleções em 2022). Porém, Brasil e África do Sul sinalizaram que desejam sediá-lo.

É sabido que participam do torneio os campeões continentais, além do campeão nacional do país-sede (para mim, isso é uma “Copa das Confederações de Clubes”).

Porém, há uma importante observação: diferente da 1a edição, realizada em nosso país, organizada para a FIFA pela ISL e decidida entre Corinthians x Vasco da Gama, agora há um aditivo no regulamento que PROÍBE dois clubes do mesmo país de disputarem a WorldCup!

A ideia é: para prestigiar quem sedia, o campeão nacional já está classificado. Mas se o campeão do continente daquela nação for do mesmo país, não faz sentido chamar o campeão local. A fim de tornar o evento mais internacionalizado, chama-se outro clube de país diferente, melhor colocado na competição do continente.

Por exemplo: imaginemos que o Atlético Mineiro seja Campeão Brasileiro e o Flamengo o Campeão da Libertadores: se o Mundial for no Brasil, o Galo está fora pois o Mengão já é uma atração do próprio país sede (e o peso da competição internacional é maior do que o nacional). Assim, entraria o melhor “não-brasileiro” da Libertadores (que hoje é o Barcelona-EQU).

Portanto: se o Brasil for sede da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, além do Chelsea representando a Europa, o outro classificado antecipadamente será o time equatoriano. E, logicamente, se ele vencer a Libertadores, aí sim entraria o Campeão Brasileiro no torneio, representando o país sede.

Coisas de regulamento… em tese, o vice-campeão continental da América do Sul não jogaria o torneio, mas sim o 4o colocado (hipoteticamente entendendo que essa seja a classificação do clube do Equador).

– E a cápsula nazista do tempo?

NAZISMO NUNCA MAIS.

Já ouviu falar em cápsula do tempo?

É um cilindro que algumas autoridades costumam colocar documentos e fatos históricos de sua época, para serem abertos décadas depois! Dessa forma, as gerações futuras podem ter mais intimidade com os acontecimentos passados contados por viventes daquele período.

Pois bem: na Polônia, encontrou-se uma cápsula do tempo nazista, com 80 anos de idade, que houvera sido enterrada para perpetuar valores de Hitler à população que a encontrasse.

Abaixo, extraído de BBC Brasil, em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-37416733

A CÁPSULA DO TEMPO NAZISTA ENCONTRADA NA POLÔNIA APÓS 80 ANOS

Um grupo de arqueólogos armados com martelos derrubou parte da estrutura de uma antiga adificação nazista até dar de cara com uma cápsula de cobre há 82 anos enterrada na cidade polonesa de Złocieniec.

“Foi muito emocionante finalmente encontrar o lugar onde ela estava escondida”, disse à BBC a arqueóloga Alicja Witowiak, que participou da descoberta.

Ela conta que as primeiras buscas foram iniciadas na década de 70 por soldados da antiga União Soviética que ocupavam a construção – um antigo campo de treinamento nazista.

Porém, as tentativas fracassaram. “Fizemos uma investigação documental exaustiva para identificar o local preciso”, disse Witowiak.

O mais surpreendente, segundo Witowiak, foi encontrar documentos que descreviam com detalhe a criação da escola de Krössinsee, erguida no mesmo local antes da Segunda Guerra Mundial.

O cilindro guardava jornais datados de 21 e 22 de abril de 1934, que divulgavam a inauguração do instituto – um dos três fundados para formar os futuros combatentes nazistas.

Foram preservados um convite para a abertura do local e um programa com as celebrações que foram realizadas na então cidade de Falkenburg – a hoje Złocieniec -, no noroeste da Polônia.

E por que os nazistas queriam enterrar objetos e documentos daquela época?

A arqueóloga explica que o objetivo era aprisionar o tempo no qual a ideologia nazista começava a ser posta em prática. A cidade de Zlocieniec fez parte da Alemanha até a derrota nazista em 1945.

Na cápsula também estavam fotografias de Adolf Hitler, várias cópias do seu manifesto Minha Luta (Mein Kampf, no original em alemão), moedas e fotos da cidade, assim como um folheto publicado por ocasião dos seus 600 anos e um caderno ilustrado que incluía informação sobre a mesma.

Oconteúdo foi divulgado recentemente pelo Museu Nacional de Złocieniec, onde as peças históricas foram exibidas.

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No cilindro de cobre estavam moedas, fotografias, jornais e cópias do manifesto nazista ‘Minha Luta’ . Foto: EPA, extraída de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-37416733

– Modismos da Administração de Empresas.

Modismos de palavras estrangeiras que entraram no vocabulário dos administradores de empresas. Goste ou não, você precisa conhecê-los.

Extraído da Revista Época Negócios, ed Outubro/2012, pg 25, por Ariane Abdallah

IN ENGLISH, PLEASE

Anos 50:

BREAKEVEN – diz respeito ao equilíbrio financeiro, quando o valor que entra é equivalente ao que sai. a partir daí, o que vier é lucro.

Anos 60:

BRAINSTORMING – O termo “tempestade cerebral” nasceu na agência de publicidade americana BBDO. Hoje está na boca de profissionais de vários setores.

Anos 70:

FEEDBACK – Dar retorno sobre o desempenho das pessoas ganha um novo nome do departamento de RH.

JUST IN TIME – Originário do Japão, o método marcou uma mudança radical nas empresas, com a adoção de ferramentas que promoviam a eficiência nas operações.

Anos 80:

DOWNSIZING – Os termos difícies na economia trazem o termo que aponta profundo corte de custos.

STAKEHOLDERS – A relação com clientes, funcionários e fornecedores passa a ser estratégica. Nasce o termo que reúne todos eles num grupo.

Anos 90:

EXPERTISE – Aparece no momento em que as empresas passam a investir em conhecimentos segmentados para ganhar mercado.

STARTUPS – Os negócios nascentes de tecnologia passam a chamar a atenção do mundo, atraindo talentos e dinheiro.

NETWORKING: O termo lembra que não basta ser bom no que se faz. Tem que cultivar a rede de relacionamentos.

Anos 2000:

PLUS A MAIS: Como se plus (mais) já não bastasse, surgiu a redundância. Hoje o anglicanismodepõe contra o negócio. É melhor evitar.

SCHEDULE: Se ouvir “vou schedular a reunião”, não estranhe. O palavrão significa apenas que o interlocutor vai agendar o encontro.

– #tbt 2: McWhopper não vingou. Teremos a união do Burger King e o McDonald’s algum dia?

Lembram disso? Há 6 anos…

Causou alvoroço: recentemente, o Burger King sugeriu ao seu maior rival, o McDonald’s, a criação de um lanche: o BigMacWhopper, numa excepcional ação de marketing, a ser comercializado no dia 21 de setembro, considerado em alguns países o “dia da Paz”.

Não aceita a proposta, através da rede social Tumblr, o Burger King sugeriu outra ação: a criação do “The Peace Day Burger”, juntando outras redes de fast food (incluindo a brasileira Giraffas). Para essa iniciativa, o McDonald’s ainda não respondeu…

Dará certo?
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Imagem: Hamburguer da Paz, extraído de: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/apos-nao-do-mcdonalds-burger-king-propoe-sanduiche-mais-marcante-que-mcwhopper-17379236

– Com o treinador, 10 gringos no São Paulo FC. Quem serão os “cortados”?

E depois de tantas tentativas frustradas, Calleri será jogador novamente do São Paulo. O curioso é que ele rodou times pequenos na Europa, nunca se firmando. Entretanto, vejam que interessante: o seu compatriota, o atacante Rigoni, era reserva do pequeno Elche, da Espanha, e se encaixou excepcionalmente bem no Tricolor. Por outro lado, Daniel Alves, que dispensa apresentações do seu curriculum vencedor, não deu química.

Contratação boa, como diria o genial jornalista Wanderley Nogueira, é aquela que funciona, como se pode observar com esse breve relato acima.

Mas algo que traz curiosidade: o número de jogadores estrangeiros no Tricolor do Morumbi é, com a chegada dos novos contratados, de 9. E só se pode escalar 5 na súmula entre titulares e reservas (lembre-se: não podem estar nem no banco os demais). Quais serão os “cortados mais frequentes” do também estrangeiro Hernán Crespo?

A lista:
1- Jonathan Calleri 🇦🇷
2- Emiliano Rigoni 🇦🇷
3- Martín Benítez 🇦🇷
4- Facundo Mílan 🇺🇾
5- Gabriel Neves 🇺🇾
6- João Rojas 🇪🇨
7- Robert Arboleda 🇪🇨
8- Luis Manuel Orejuela 🇨🇴
9- Antonio Javier Galeano 🇵🇾

Reforçando: 4 desses nomes nem no banco poderão ficar.

Até camisa com menção ao Uruguai o SPFC fez (pelo histórico de craques desse país que por lá jogaram).

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– A invasão dos treinadores estrangeiros no Brasil e os 2 únicos remanescentes.

O Brasileirão de 2020, lembremo-nos, terminou nesse mesmo ano, 2021. E os dois únicos técnicos que terminaram o torneio (há tão pouco tempo) e que continuam nos mesmos clubes são Abel Ferreira (Palmeiras e Maurício Barbieri (Red Bull Bragantino).

Aliás repararam quantos estrangeiros estão trabalhando no Brasileirão nesta temporada? E nenhum “não-brasileiro” foi demitido em 2021.

Temos 7 treinadores de fora do país atualmente: no Bahia, o argentino Diego Dabove. No Fortaleza, o argentino Vojvoda. No Sport, o paraguaio Gustavo Florentín (repare que somente o Ceará, dos nordestinos, não tem um gringo). No São Paulo, o argentino Crespo. No Palmeiras, o português Abel. No Internacional, o uruguaio Diego Aguirre. No Athletico, o português Antonio Oliveira. Lembrando que Jorge Jesus e Sampaoli, dos estrangeiros de edições passadas, também não caíram de Flamengo e Atlético mas sim pediram demissão. Jesualdo deve ter sido o último estrangeiro a ser demitido (no Santos FC).

Será somente a questão de “recursos financeiros, oportunidade e competência”, ou não temos mais tão bons nomes no Brasil?

Nada contra a chegada de estrangeiros – se foram melhores do que os nacionais. Em mesmas condições, lógico, defenderia treinadores brasileiros pela questão de renovação.

E você: o que acha da invasão gringa não Brasil?

 

– Os 76 anos da Bomba de Nagasaki e os questionamentos pelo lado dos japoneses

No dia 08 de agosto recorda-se a 2a bomba atômica lançada pelos EUA contra o Japão (Nagasaki). No dia 06, lembremos, a 1a bomba atingiu Hiroshima (1945).

Nos livros de história sabemos do ataque japonês na base americana do Hawaí e de tudo mais que se fala sobre a aliança com a Alemanha e a Itália. Mas… o que pensavam os japoneses que comandavam o país? Por que uma aliança com o nazi-fascismo? Nunca vi ninguém falar sobre isso.

Vejo muita gente falando da necessidade das bombas para acabar com a Segunda Guerra Mundial. Mas o comportamento dos políticos locais também não era fundamental para o estabelecimento da paz?

– O ciclo dos jogadores que vão e que vem do Estrangeiro ao Brasil!`

Repost de 2 anos, mas bem atual…

Mazzola (que virou Altafini) e Julinho Botelho (que recusou a Seleção Brasileira pois era difícil vir da Itália para o Brasil e que dizia que um tal de “Garrincha” poderia servi-la melhor, segundo reza a lenda) foram jogadores pioneiros que deixaram o país e jogaram no melhor campeonato de futebol do mundo da época: a Itália.

Não era comum tal situação. Tornou-se um pouco mais frequente na década de 80, com Zico, Sócrates, Cerezo e Falcão (já consagrados) sendo contratados para o ainda melhor e mais rico campeonato de clubes (respectivamente na Udinese, Fiorentina, Sampdória e Roma). Depois o fluxo aumentou: Aldair, Alemão e Careca, entre tantos.

Nos anos 2000, a Premier League (ING), a La Liga (ESP) e até a Bundesliga (ALE) começaram a tirar o brilho do Calcio italiano, e jogadores consagrados ou não passaram a ser contratados em quantidade maior e cada vez mais jovens. As exceções eram a França e Portugal, onde os atletas medianos se aventuravam, além da J-League no Japão, que queria se firmar e levava a peso de ouro craques como Evair e Cesar Sampaio (Zico foi num momento anterior).

Hoje, com a globalização encurtando as distâncias e aumentando / melhorando as informações, qualquer país do Leste Europeu leva nossos atletas ainda no berço (sendo difícil competir com os magnatas ex-comunistas) e os revendem mais adaptado aos grandões da Europa Ocidental. Ou ainda os chineses e a sede de gastar, árabes e seus petrodólares ou os pequenos times de barriga de aluguel na Mãe-Pátria lusitana.

O certo é que quando a promessa é boa, Real Madrid e Barcelona os levam para “criar lá”, não importando a idade e fazendo com que sejam jogadores mais europeus do que brasileiros. Os “torcedores de Seleção”, claro, às vezes nem se identificam com eles (talvez seja por isso que temos atletas mais táticos e menos driblares – a saída muito cedo do país sem a identificação com o clube nacional ou o aprendizado de algumas coisas daqui).

Mas pense: se você fosse “pai de garoto-promessa”, preferiria jogar (hoje) em que lugar? Morar em Milão, Barcelona, Paris, Berlim… cá entre nós, não é nada mal.

Mas e o fluxo contrário?

Não vemos mais atletas estrangeiros consagrados como Pedro Rocha ou Rodolfo Rodrigues (que já eram raros) aqui chegarem. É um ou outro sem estar no auge da carreira, jogando por aqui por um projeto pessoal (como Juanfran). Vemos sim jovens sulamericanos que chegam a preço baixo, como investimento e tentativa de solução (substituindo a antiga chegada de jogadores dos times do Interior Paulista, tão comum na história do futebol brasileiro). Até aí, se entende a questão mercadológica. O que é incompreensível são os atletas iguais aos nacionais custando caro: Trellez, por exemplo, e tantos outros espalhados pelos clubes brasileiros.

A questão que quero discutir é: até onde os estrangeiros não estarão tirando mercado de trabalho ou inibindo que os clubes brasileiros dêem oportunidades aos seus jovens talentos? Ou, CTs como os de Cotia, Xerem ou Ninho do Urubu se transformarão em meras “fábricas de exportar juniores”?

Talvez, se melhor aplicado o dinheiro fosse na base, não venderíamos atletas ainda tão jovens, pois a economia em se pagar tão caro por um gringo (vide Bryan Ruiz ou Fabian Noguera, que ainda estão não Santos), pudesse bancar essas promessas por mais tempo e ganhar títulos e dinheiro.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Mundo Global, Mas Regional

Em tempos de Globalização, há coisas que ainda impressionam. Povos isolados mundo afora que cada vez mais carecem de interação são exemplo disso.

Digo isso pois leio “Onde Moram os Vampiros”, capítulo do livro “Dignidade”, publicado por 9 escritores baseados nos relatos de “Médicos Sem Fronteiras”. Nele, há o relato de mulheres que convivem com o Barbeiro, vitimadas pela doença de Chagas, num povoado no interior da Bolívia e que não falam castelhano, mas quéchua. Os insetos vivem nas casas como formigas ou pernilongos, infestando o ambiente. O convívio é diário, e a população resiste em se cuidar ou ir à uma cidade próxima se tratar, aceitando passivamente a doença.

Que mundo/ costume é esse, não?

– Espirituoso final de semana para o Papa Francisco nos esportes!

A Argentina campeã. Bergóglio feliz.

A Itália campeã. Francisco (o mesmo Bergóglio) feliz.

Talvez ele tenha razão na brincadeira que fez com os brasileiros certa vez: “Muita cachaça, pouca oração” e… acrescentemos: muito pouco futebol, como disse meu amigo Edvaldo Pessoto.

Viva o futebol – para quem gosta do esporte e não se pilha com torcida.

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– E se você fosse em linha reta pelo mar?

Sempre que estou no Litoral, penso: e se eu for reto, pararei em que lugar?

Como gosto de Santos e Guarujá, logicamente sei que é no continente africano. Mas em qual país?

Aí também é fácil, é só pegar o mapa-mundi. Mas veja que interessante: se você estiver sentado em qualquer praia de todos os países litorâneos da América e resolver atravessar o mar, sairá em…

Na figura, a resposta:

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Imagem extraída de: https://matadornetwork.com/life/map-shows-beach-across-ocean/