– Nomes pomposos no trabalho.

Muitas vezes usamos um linguajar “mais sofisticado para impressionar” os outros. E é exatamente isso que acontece no dia-a-dia de quem procura recolocação profissional

Veja como os cargos mudam na rede social LinkedIn:

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– Dilema profissional: responder o WhatsApp da empresa na hora da folga.

No discurso, é possível. Na prática, nem sempre: falamos da separação de trabalho e descanso no dia-a-dia!

Já trabalhei como empregado e como empregador (e como ambos simultaneamente) de segunda a segunda. Sempre me atentei a separar o profissional com o pessoal. É difícil obter êxito nesta missão…

Muitas vezes, quando eu falhava nesta distinção, eu pensei até que estava sofrendo de Síndrome de Burnout; noutros momentos, um misto de Depressão e Ansiedade. Afinal, eu não estava conseguindo me desligar dos afazeres e/ou estava impedido de ser desligado. Mas eu gosto muito de trabalhar, sou workaholic! Entretanto, saber ter limites (“meus limites” quando estou no comando ou “dar limites” aos meus comandados e comandantes) é importantíssimo para a saúde laboral e pessoal. Caso contrário, você ocupa o tempo de lazer, do repouso e do convívio com seus familiares para a continuação de serviços aos quais você deveria fazer na sua empresa, nos dias contratados / úteis de trabalho.

Continuar um compromisso fora do ambiente de trabalho, quando não é uma excepcionalidade / emergência, não ajuda a relação de ninguém. Estressa-se com a chefia, enerva-se o cônjuge e desgasta o corpo e a mente.

Tive a oportunidade de trabalhar em uma Instituição de Ensino Superior (nem a relato em meu curriculum, pois foi por pouco tempo), onde, durante a aula e eu estando em classe lecionando, a chefia mandava mensagens de WhatsApp e esperava respostas antes do intervalo – e de situações que poderiam ser depois do término, pois a atenção naquele momento era para os alunos. Ou o professor deve ficar na rede social e/ou nos comunicadores de mensagens on-line durante suas explanações?

O ideal, quando se é necessário algo assim aos finais de semana, o padrão:

“Estou enviando essa mensagem hoje, para na 2a feira discutirmos blá-blá-blá. Quem tiver sugestão e tempo, aproveite e vá pensando. Bom descanso!”

IMPORTANTE: fazer isso e esperar uma resposta no sábado ou domingo (ou dar a entender), não é legal.

Um interessante estudo da Universidade de Illinois mostra como é importante “combinar” bem essa situação. Abaixo:

(Extraído de: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/07/03/limitar-a-comunicacao-on-line-com-chefes-apos-o-expediente-reduz-o-estresse.ghtml)

LIMITAR A COMUNICAÇÃO ON-LINE COM CHEFES APÓS O EXPEDIENTE REDUZ O ESTRESSE

Pesquisa da Universidade de Illinois investiga impacto das mensagens e pedidos fora do horário de trabalho

Por Barbara Bigarelli

Em um cenário com tecnologia disponível e profissionais conectados o tempo todo, aqueles capazes de estabelecer limites bem definidos entre vida pessoal e trabalho lidam melhor com o estresse ocupacional e efeitos negativos decorrentes, como a insônia. Essa é a conclusão de um estudo recente, realizado por pesquisadores da área de estresse ocupacional e bem-estar da Universidade de Illinois. A análise parte da noção de que os celulares e as novas tecnologias, ao permitir o trabalho onipresente, embaralham o tempo dedicado à vida pessoal. A conveniência tecnológica gera em muitos casos sobrecarga psicológica, aumentando o estresse e atacando a saúde mental.

“Essas tecnologias são tão onipresentes quanto convenientes, mas podem levar pessoas a pensarem que seus funcionários estão sempre disponíveis. Mas essa intromissão além do expediente, adentrando o tempo pessoal, é muito danosa à saúde e nossa pesquisa mostra que derrubar totalmente a fronteira, estando disponível sempre que necessário, eleva o estresse causado pelo trabalho”, diz YoungAh Park, professora de Illinois.

No estudo, os pesquisadores analisaram a rotina de 546 professores em tempo integral para medir as consequências de uma intromissão fora do horário de trabalho, por meio de alguma plataforma ou tecnologia, por cinco semanas consecutivas. Avaliaram se eles foram contatados principalmente fora do expediente normal e se era esperado deles responderem à mensagens e e-mails imediatamente. Os resultados indicam que aqueles que utilizaram técnicas para manter um limite de acesso a eles, como manter as notificações dos emails desligadas ou mesmo os celulares, relataram uma menor intromissão ao longo da semana. E, principalmente, que esse “controle” dos limites era um mecanismo importante para avisar o ‘outro lado’: sejam diretores das escolas, os chefes, ou os pais, os clientes, de que aquele momento não deveria ser usado para o trabalho. Ao ficar claro para todos os lados, o estresse dos professores semanal diminuiu.

Ficou claro aos pesquisadores também, através das evidências coletadas que o apoio de um gestor que zela pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e que permite aos funcionários criar soluções para estabelecer as fronteiras, é fundamental, avalia YoungAh. Também é necessário que a outra ponta do negócio respeite esses limites. Neste caso, o estudo recomenda que as escolas, por exemplo, estabeleçam regras para quando e com qual frequência a comunicação entre professor e pais deveria ocorrer.

Os pesquisadores escolheram estudar a rotina de professores por entender que a profissão consegue separar mais claramente o que é tarefa profissional de pessoal – e, assim, seria possível medir o impacto da intromissão tecnológica. “Embora essa descoberta seja específica dos professores, esse é um desafio a todos que permanecem conectados ao trabalho após o horário regular”, diz a pesquisadora.

Uma pesquisa no início do ano, realizada pela consultoria Randstad em 34 países, indicou que responder e-mails o tempo todo é uma prática entre os brasileiros. Segundo o estudo, 59% dos brasileiros entrevistados afirmam que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis fora do expediente e 62% respondem imediatamente a solicitações de trabalho, e-mails ou mensagens de texto quando não precisaria estar trabalhando.

Em entrevista recente ao Valor, Erin Kelly, professora de trabalho e organizações do MIT na Sloan School of Management, chamou atenção para a sobrecarga dos profissionais durante a pandemia e que seria importante as empresas terem políticas mais flexíveis e, principalmente, em prol do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Imagem extraída de: https://lupecontabilidade.com.br/10-maneiras-de-os-millennials-lidarem-com-o-estresse-e-a-depressao-no-trabalho/

– A Gestão Compartilhada está em alta!

Quando se fala em democratização no gerenciamento organizacional, você encontrará termos como “administração participativa”, “gestão horizontal” e “organizações de hierarquia mínima”. Não importa, falamos da mesma coisa: o compartilhamento de ideias, decisões, soluções e criações.

As grandes empresas globais adotam isso, que são os modelos baseados no que fazem  “Google” ou da “Netflix”, mostrando como chefes e subordinados se relacionam beirando a informalidade e dividem a cumplicidade de ações.

Pois bem: na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Julho/2018), em matéria de Lara Silbiger, o assunto é tratado bem didático.

Por exemplo: “administrar compartilhando” seria ideal para a empresa que…:

  1. Confia nos funcionários. Para abrir mão do controle tradicional, o empreendedor precisa ver os empregados como pessoas responsáveis, criativas e capazes de tomar decisões.
  2. Estão dispostas a apostar na distribuição das atividades de gestão entre equipes habilitadas e definir prioridades a planejar e a tomar decisões.
  3. Investem no engajamento e na formação de pessoas, uma vez que a adesão à gestão descentralizadas pressupõe uma chuva de aprendizagem.
  4. Adotam avaliações de desempenho e reuniões de Feedback para fazer uma leitura mais precisa de quanto cada pessoa colabora para os resultados.
  5. Estão dispostas a discutir se a remuneração dos funcionários reflete, na mesma proporção, o valor que eles agregam aos resultados do negócio.
  6. Têm como alicerce uma gestão baseada em princípios de governança, como ética, responsabilidade, compliance e respeito à sustentabilidade.

Além disso, os modelos de gestão compartilhada poderiam ser com (seus prós e contras): Sociocracia, Holacracia, e Management 3.0 – mas aqui ficará para uma outra postagem.

Claro, para que isso funcione, são necessárias algumas atitudes descentralizadas, como:

  1. Envolva nas discussões todas as pessoas que serão impactos pela decisão ou que serão relevantes para a evolução da iniciativa.
  2. Valorize a diversidade de experiências e de competências das pessoas que formam o grupo.
  3. Descubra o que elas têm em comum e que pode alavancar a participação colaborativa, como metas, aspirações e valores.
  4. Evite crítica precoces e abra mão de defender só os seus pontos de vista. Escute cada proposta com foco nas contribuições que pode trazer para o negócio.
  5. Não tema as possíveis tensões. Elas são parte essencial do processo de geração de novas ideias.
  6. Identifique as semelhanças entre as pessoas. isso aumenta a confiança umas nas outras e ainda minimiza antagonismos.
  7. Crie um ambiente que estimule o convívio coletivo. Os espaços de trabalho devem favorecer a comunicação sem barreiras físicas.

De fato, a distância hierárquica das organizações está cada vez menor e não cabe mais tanto distanciamento entre os níveis de pessoal.

Imagem extraída de: https://mundocarreira.com.br/lideranca-e-gestao-de-pessoas/entenda-o-que-e-gestao-compartilhada-e-como-pode-funcionar/

– Administração Democrática ou Participativa

Muita conversa e bons resultados: é assim que empresas como a Mercedes-Benz têm conseguido bons resultados, se reunindo e ouvindo seus funcionários. Com uma filosofia aberta à negociação constante, bons resultados têm aparecido.

Veja abaixo, extraído de: Revista Exame, Ed 25/06/2012, pg 56 (a edição é antiga, mas o tema muito atual).

É TUDO NA CONVERSA

Com reuniões semanais entre funcionários e diretores, a Mercedes-Benz se livra de parte das amarras da lei trabalhista – e o sindicato dos metalúrgicos aplaude a estratégia.

por Márcio Kroehn

Quarta-feira, 14 horas. O dia e o horário têm um significado especial na principal fábrica de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz no Brasil, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. E a partir desse horário que um comitê com representantes eleitos pelos funcionários e executivos indicados pela direção da montadora se reúne para discutir – e tentar resolver – os problemas que afetam a empresa. A quarta-feira 13 de junho foi dedicada a uma questão espinhosa: conversar com 1.500 dos 12.700 funcionários da unidade que foram selecionados para tirar uma licença de cinco meses a partir de 18 de junho. O desligamento temporário foi decidido após a redução brusca na venda de veículos registrada desde janeiro. Para esse tipo de folga forçada, a lei prevê que o funcionário faça cursos de especialização e o governo garanta uma bolsa no valor de 1163 reais do Fundo de Amparo ao Trabalhador. No caso da Mercedes-Benz, o acordo foi além. A empresa aceitou manter o pagamento integral dos salários durante a licença, fato inédito numa montadora. Os funcionários, em contrapartida, abriram mão dos encargos trabalhistas no período. As duas partes comemoraram a decisão: os trabalhadores preservaram o emprego e a Mercedes-Benz não terá de arcar com os custos de treinar novos funcionários quando a demanda esquentar. “Além de economizarmos por não demitir, ainda preservamos a mão de obra especializada que garante nossa produtividade”, diz Fernando Garcia, vice-presidente de recursos humanos da empresa.

Quando a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) foi promulgada, em 1943. a percepção reinante era que os trabalhadores não tinham condições de negociar em pé de igualdade com seus empregadores. Por isso, a livre negociação era considerada um caso excepcional. O tempo passou, a CLT continuou a mesma, mas a realidade se impôs. Hoje, em Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, região conhecida como ABC, o berço do sindicalismo no Brasil, a negociação direta entre empresas e trabalhadores está presente em cinco montadoras e 84 fabricantes de autopeças. “O comitê que reúne trabalhadores e empregadores é um instrumento moderno e respeitado”, diz Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

De todos, o modelo da Mercedes-Benz é tido como o mais avançado. Primeiro porque não considera nenhum tema como tabu. Nas reuniões semanais, os funcionários é os diretores discutem desde se haverá cerveja no churrasco de fim de ano até a necessidade de demissões – um assunto normalmente tratado com os sindicatos, mas não com os comitês de trabalhadores. Além disso, o diálogo no chão de fábrica não costuma ficar no blá-blá-blá. Como os acordos na Mercedes-Benz têm alto nível de adesão, a empresa é pouco acionada na Justiça do Trabalho. O quê é decidido acaba, na maioria das vezes, sendo cumprido. Nos últimos cinco anos, apenas 10% dos trabalhadores entraram com ações para questionar uma decisão – a média do setor é de 40%. Essa peculiaridade chamou a atenção da Justiça trabalhista. Em fevereiro, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, visitou a montadora para avaliar se o modelo pode ser replicado para aliviar a Justiça do Trabalho. Com 3 milhões de novos processos apenas em 2011, a manutenção da Justiça trabalhista consumiu 11 bilhões de reais e as pendências judiciais custaram 22,5 bilhões às empresas. “O comitê da Mercedes-Benz oferece a agilidade que as relações do trabalho precisam hoje”, diz Dalazen.

A livre negociação é corriqueira na Alemanha desde a década de 70. Em 1985, após as greves do ABC, a montadora decidiu importar a prática para o Brasil. Nos primeiros anos, não foram poucas as conversas que mais pareciam cabos de guerra, principalmente quando envolviam a definição de horas extras – opção que os trabalhadores não queriam. A medida que os resultados começaram a agradar a ambos os lados, o nível de atrito foi reduzido. A maior conquista dos funcionários foi nos anos 90. quando conseguiram o aumento do adicional de férias de um terço do salário para 50%. No caso da empresa, uma vitória importante foi ter evitado o ponto eletrônico, medida exigida pelo Ministério do Trabalho a partir deste ano. Com o apoio dos trabalhadores, a montadora ficou livre de comprar catracas e adotar todo um novo sistema de TI, o que acarretou a economia estimada de 600 000 reais.

Apesar do sucesso, a livre negociação ainda sofre com a insegurança jurídica. Muitos acordos, inclusive no caso da Mercedes-Benz. são questionados pelo Ministério do Trabalho. Para os fiscais do ministério, alguns temas – como redução de horas – não podem ser resolvidos entre empresa e funcionários. Na Casa Civil, há um projeto que pretende privilegiar o entendimento no chão de fábrica. O texto, infelizmente, não tem data para ir para o Congresso. O capitalismo brasileiro avançou muito nas últimas sete décadas. Mas, ao que parece, o governo e o Legislativo não têm pressa para sair do passado.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Deixar as preocupações de lado: você consegue?

Muito bacana a matéria intitulada “DESOCUPE-SE”, da Revista Época (ed 838, pg 78-84), por Natália Spinacé, sobre pessoas sobrecarregadas de tarefas e que lutam para uma melhor qualidade de vida.

Nela, há dicas de como acabar com a correria no trabalho, nos afazeres domésticos e outras situações.

Abaixo:

DICAS PARA ACABAR COM A CORRERIA…

1) …NO TRABALHO

Tentar ser um funcionário exemplar e acumular tarefas costuma ser um atalho para o desespero

– Trabalhe apenas em seu horário estipulado. Estudos comprovam que horas demais no ambiente de trabalho levam a produtividade e a qualidade do trabalho a cair;

– Quando estiver no trabalho, trabalhe de verdade e evite procrastinar. A culpa por tarefas não executadas atrapalha o tempo livre;

– Liberte-se do “trabalhador ideal”. Se sua empresa exige disponibilidade total e horas infinitas de trabalho para promovê-lo, talvez você esteja na empresa errada;

– Não leve trabalho para casa. Estender o expediente no local onde você deveria relaxar é um erro. Você não descansa nem trabalha direito.

2) …NO LAZER

A culpa é a principal razão para as pessoas não aproveitarem o tempo livre

– Organize seu tempo livre. Pense realmente em como você quer se sentir e que tipo de experiência quer ter;

– Desligue-se. Você não precisa olhar seu e-mail durante os momentos de lazer. Dificilmente alguma coisa não poderá ser resolvida por outra pessoa;

– Tire férias. Estudos comprovam que quem descansa regularmente tem um desempenho melhor no trabalho;

– Liberte-se da culpa. Sentir-se culpado ou com a sensação de que deveria fazer algo produtivo anula o descanso.

3) …EM CASA

Para alguns, sair do trabalho é um alívio. Para outros, é só o começo da confusão

– Divida tarefas. Nada de ficar com a maior parte do trabalho e pedir apenas uma “ajudinha”. A divisão do trabalho doméstico deve ser de igual para igual;

– Peça ajuda nos dias de caos. Filhos doentes, pia cheia de louça, pó por todos os lados. Chame a sogra, a mãe ou uma amiga. Não faltarão oportunidades de retribuir;

– Não seja neurótico. A casa não precisa estar sempre impecável. Aproveite o tempo com a família para relaxar e se divertir;

– Deixe as preocupações no escritório. O lar é o lugar para recarregar as baterias. Tente não pensar nos problemas de trabalho enquanto estiver fora dele.

A matéria, segue:

DESOCUPE-SE

Ficar sobrecarregado e não ter tempo para nada virou obrigação, mas não deveria ser motivo de orgulho. Um novo livro reúne dicas para fugir dessa armadilha e acabar com a cultura da pressa.

Por Natália Spinacé

Estar ocupado virou moda. Repare. Quantas vezes, nos últimos dias, você ouviu alguém reclamar sobre como a vida anda corrida? Todos adoramos falar sobre isso. Exaltamos para amigos e conhecidos o número de reuniões que tivemos na semana, quanto estudamos ou trabalhamos. E como não sobrou tempo para encontrar os amigos, para ler ou dormir. Ter tempo para essas banalidades é coisa de desocupados e perdedores. Ninguém quer ser um deles. Ser ocupado traz prestígio social, e é em busca desse prestígio que muitos exageram. Pior: até quem não tem tarefas suficientes para se sobrecarregar acaba enrolando, só para se juntar ao time dos desesperados e reclamar nas redes sociais sobre a quantidade de trabalho.

Hoje em dia, ser (ou parecer) assoberbado é ter status — e essa pode ser uma moda perigosa. É essa a tese central do livro Overwhelwed (Sobrecarregado), recém lançado nos Estados Unidos. A autora, a jornalista americana Brigid Schultc, escreve sobre a epidemia de ocupação em que vivemos e sobre como ela nos afeta. Ela também dá dicas para fugir da cultura da pressa e organizar melhor o cotidiano em vários aspectos da vida.

Nem sempre foi assim. Ter tempo livre de sobra já foi sinal de nobreza, e o trabalho era tido como urna tarefa inferior. Na Roma Antiga, o ócio era visto como urna condição fundamental para a erudição, e o trabalho era desprezado. Hans-Joachim Voth, um historiador da Universidade de Zurique, afirma que, no século XIX, poderia se dizer quão pobre era uma pessoa analisando o tanto de horas que trabalhava. Quanto mais horas gastas no trabalho, mais pobre. Urna cena da série Downton Abbey, que retrata a vida da aristocracia britânica no início do século XX, deixa isso claro. Confusa com as conversas de seus parentes sobre trabalho, uma velha condessa interrompe a discussão e pergunta a eles o significado da expressão “fim de semana”. Para quem preenchia todos os dias com lazer, era difícil en tender esse conceito.

No século XX, muitos intelectuais alimentaram o sonho de que o luxo de urna vida de pouco trabalho seria possível para todos. Num ensaio escrito em 1930, o economista John Maynard Keynes fez previsões de que, em 2030, uma semana de trabalho teria 15 horas. Nada disso aconteceu. As incertezas econômicas e o apetite insaciável pelo consumo nos levaram a trabalhar cada vez mais, e esse comportamento nunca foi condenado. “O trabalho passou a ser visto corno algo nobre, edificante’ diz Brigid. “Não importa se, para isso, você sacrifica seu tempo com a família ou sua saúde.”

Hoje, quem tem tempo livre é tido como inútil ou desinteressante. Seguindo a lógica calvinista, segundo a qual o trabalho dignifica o homem, quanto mais tempo passamos na labuta, mais admirados somos. Um estudo divulgado no mês passado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou que, até a década de 1960, homens mais instruídos passavam menos horas por dia no trabalho que trabalhadores braçais. Hoje, quanto maior o nível de instrução, maior o tempo no trabalho. Muitos dos entrevistados afirmaram preferir o tempo no escritório aos momentos de lazer.

A tecnologia contribuiu para consagrar o trabalho. As empresas dão a seus funcionários computadores e smartphones e esperam deles produtividade em tempo integral. “Nenhuma empresa mostra isso abertamente, mas existe uma pressão psicológica velada para que o funcionário esteja disponível o tempo todo”, afirma o consultor Christian Barbosa, autor de A tríade do tempo, um popular manual sobre produtividade. Esse perfil é chamado pelos especialistas de “trabalhador ideal”. Aquele que trabalha mais horas que as estipuladas vai ao escritório mesmo doente, está sempre disponível, não reclama de nada e coloca o trabalho sempre em primeiro lugar. “As empresas, hoje, sonham com esse tipo de funcionário”, diz Brigid. “Mas essa expectativa é desumana.”

Essa dedicação extrema ao trabalho, é claro, traz dividendos financeiros. Uma pesquisa feita por Peter Kuhn, da Universidade da Califórnia, e Fernando Lozano, do Pomona College, nos Estados Unidos, mostrou que, entre trabalhadores com alta qualificação, uma pessoa que trabalhava 55 horas por se mana, na década de 1980, ganhava, em média, 11% mais do que urna que trabalhava 40 horas por semana na mesma atividade. Na virada do milênio, essa diferença aumentara para 25%. Mas a obsessão pelo trabalho traz também consequências negativas. Urna delas é a desvalorização do lazer. Pedir férias tornou-se constrangedor. Passar dias sem checar e-mails é considerado uma irresponsabilidade por muitas pessoas.

“O lazer passou a ser visto como algo errado e desnecessário”, afirma Karla Flenderson, psicóloga que estuda os benefícios do lazer na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Uni dos. Pesquisas sobre o assunto mostram que a crença na desimportância do lazer não tem nenhuma fundamentação. Um estudo feito por cientistas do Centro de Estresse cia Universidade Yale concluiu que pessoas submetidas a situações de estresse constantemente sofrem alterações cerebrais que comprometem funções como a memória e a capacidade de fazer planos, tomar decisões e aprender. Tirar férias, fazer pausas e evitar o acúmulo de tarefas está, portanto, longe de ser algo supérfluo.

Se os superocupados tive tempo para analisar seus hábitos, perceberiam que ser ocupado demais é improdutivo. Uma pesquisa feita pela Harvard Business School comparou o desempenho de dois grupos de trabalhadores de uma mesma empresa. O primeiro grupo era formado por funcionários que não tiravam férias e trabalhavam em torno de 50 horas por semana. O segundo grupo não tinha férias atrasadas e trabalhava em média 40 horas semanais. O resulta do mostrou que o grupo que trabalhava menos horas era mais eficiente e produtivo que o primeiro. Numa pesquisa feita na Microsoft, o resultado mostrou que, numa semana de 45 horas de trabalho, a maioria dos funcionários só é produtiva durante 28 horas.

Alguns países e empresas resistem à cultura da ocupação. Na Dinamarca, o horário de trabalho tradicional é das 9 às 16 horas. Quem precisa de muitas horas extras não é visto como bom funcionário, mas como incompetente. Na França um novo acordo trabalhista feito em abril proíbe trabalhadores de responder a e-mails após as 18 horas. A nova regra foi criada pelos sindicatos franceses, e as empresas não devem exercer nenhum tipo de pressão para que seus funcionários trabalhem após o horário estipulado pela legislação trabalhista francesa, que prevê jornadas semanais de 35 horas. A Menlo, uma empresa de software nos Estados Uni dos, adotou um esquema rígido com seus funcionários. Lá, é proibido trabalhar após as 18 horas. Quem insiste se arrisca a ser mandado embora. As reuniões não devem durar mais de dez minutos. “As empresas não nos permitem ser humanos”, diz Rich Sheridan, um dos fundadores da Menlo. “Precisa mos negar que temos filhos, que temos pais envelhecendo e que precisam de cuidados. Isso não faz sentido.” O resultado dessas iniciativas beneficia não só os funcionários, que ganham tempo para o lazer e a família sem sentimento de culpa, mas também as empresas, que garantem mão de obra motivada e mais produtiva. Numa pesquisa feita na Dinamarca pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE), 84% da população respondeu ter mais experiências positivas que negativas durante um dia de trabalho.

Mudar-se para a Dinamarca não é uma opção para todos. Mas reclamar menos, impor limites à própria rotina de trabalho e aproveitar melhor os momentos de lazer são metas que qualquer um pode atingir. Em seu livro, Brigid reúne dicas para quem quer fugir da cultura da pressa e aproveitar melhor o tempo livre no trabalho, no lazer e na família. Várias dessas dicas estão nos quadros que acompanham esta reportagem. Da próxima vez que sentir vontade de dizei quanto está cansado, estressado ou ocupado, pense bem. Será que isso e uma razão para se gabar? Quem deveria ter orgulho são os franceses ou os dinamarqueses, que conseguem sair do trabalho a tempo para relaxar e curtir a vida. Isso sim, é ter status.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Dicas para Melhorar seu Perfil no Linkdein.

Olha que bacana: Eliete Oliveira, Consultora em Recolocação Profissional, trouxe algumas boas dicas para a otimização dos perfis de usuários da Rede Social Linkedin.

Compartilho, extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/alguns-recursos-escondidos-do-linkedin-irão-te-eliete-oliveira?trk=hp-feed-article-title-like

ALGUNS RECURSOS “ESCONDIDOS” DO LINKEDIN IRÃO TE SURPREENDER

Recentemente li uma matéria sobre  recursos “escondidos” no Linkedin.

Alguns já eram manjados e outros totalmente inéditos. Testei todos e achei tão bacana que resolvi compartilhar com meus contatos, afinal tenho mais de 12.000 conexões e acredito que possa atingir um grande número de pessoas.

Mas resolvi fazer melhor.

Além de falar destes recursos, reuni algumas dicas  sobre como usar o Linkedin a seu favor, vamos lá:

1) Você pode fazer um “espelho” do seu perfil em outro idioma

Algumas pessoas escrevem o seu perfil em outra língua, grande parte em inglês, o que eu não aconselho, pois ter um perfil somente em inglês, limita um pouco o seu alcance.

Sim, vivemos em um mundo no qual a língua inglesa é importantíssima e por isso é essencial que tenhamos o domínio dela, isso sem dúvida. Porém, lembre-se que  nem todos falam a língua, inclusive alguns recrutadores, pense nisso!

O que muitos não sabem é que há um recurso que permite que você crie um “espelho” do seu perfil em outra língua, com um link idêntico ao original.

Portanto você não precisa ter um perfil somente em inglês ou em outra língua.

Você deve acessar a opção “Editar perfil”, colocar o mouse em cima da seta ao lado do botão azul “Visualizar perfil como” e selecionar a opção “Criar perfil em outro idioma”. Você será então direcionado para uma página que permitirá editar suas informações na língua escolhida.

2) Desative atividades temporariamente

Todas as atividades que você realiza na rede aparecem para seus contatos, quando você troca uma foto, quando você faz uma alteração em seu perfil, se você inclui alguma experiência de trabalho, etc. Caso você não queira que as pessoas vejam que você está atualizando seu perfil, você precisa desligar temporariamente esse recurso. Para isso, clique em Settings no menu abaixo do seu nome no canto direito superior.

No “Perfil”, clique em “Turn on /off  para Activity Broadcasts”.  No pop-up que aparece, desmarque a caixa e clique em Salvar.

Mas  não esqueça de voltar a essa definição e verificar  se  a atualização foi realizada com sucesso no seu perfil.

3) Inclua palavras-chave e aumente suas chances de ser contratado

Muitos sabem que o recrutadores utilizam filtros em vários sites para conseguir candidatos, no LindedIn não é diferente. É por isso que as palavras-chave são tão importantes.  Para ficar na mira dos recrutadores e aumentar suas chances de recolocação , alinhe suas palavras-chave com o cargo que você está tentando conquistar.

Você pode procurar no google sua descrição de cargo, basta colocar sua função e a palavra “descrição de cargo” e você encontra várias pesquisas que poderá se basear, compare o que você faz hoje com a sua descrição, veja se faltam palavras essenciais das suas atividades e preencha seu perfil.

Caso você tenha dificuldade, existem várias ferramentas que poderão ajudá-lo nessa tarefa. É recomendado você usar mais de uma. Aqui estão algumas: Google AdWords, WordStream Keyword Tool, KeywordEye,  KeywordSpy e SEMRush.

4) Como personalizar sua URL.

URL  é o endereço que você será localizado no Linkedin.

Quando você personaliza  a URL torna a busca mais fácil e  mais atraente do que uma sequência de letras e números sem sentido. Pode ser construída com seu primeiro e último nome e incluir mais informações. Para configurar a sua URL, clique em Perfil no menu superior e escolha Editar Perfil.  Em seguida, clique em na figura da engrenagem,  ao lado da URL abaixo da sua imagem. No lado direito da página, sob suas configurações de perfil público, é onde a sua URL atual é listada. Clique em editar para personalizá-la.

Eu configurei a minha e achei ótimo, veja abaixo:

https://www.linkedin.com/in/eliete-oliveira-79ab1442

https://br.linkedin.com/in/elieteoliveiraconsultoria

5) Receba recomendações

As  Recomendações de ex-chefes, colegas de trabalho são muito importantes no seu perfil da rede, elas dizem muito sobre você e tem o mesmo valor de uma referência profissional.

Como conseguir uma recomendação de meus colegas?

A melhor forma para se obter uma recomendação é recomendar alguém. Procure apenas pessoas que conhecem bem o seu trabalho. O mesmo vale para recomendar, só recomende quem você tem confiança no trabalho executado.

6) Usar o logo do LinkedIn em outros perfis e sites

Já pensou em usar o logo do LinkedIn na assinatura de e-mail, site, sites de redes sociais ou em outros perfis? Sim, isso é possível, através de um recurso que está disponível para todos. E mais, isso cria backlinks para sua página de perfil, o que melhora a sua visualização e ranking no site.

Para isso será  necessário utilizar um código que o Linkedin disponibiliza. Clique em Perfil e depois em Editar Perfil. Agora clique no mesmo lugar que você fez para ver a URL personalizada. Na coluna do lado direito de navegação, próximo ao fundo, você verá “Badges” ou “Seu crachá de perfil público”, logo abaixo, clique no link e lá terá todas as instruções de como criar um distintivo perfil. Caso tenha dúvidas, entre em contato com a central de ajuda do Linkedin.

7) Compartilhe o seu trabalho

Um recursos interessante. Existe uma forma de divulgar o seu trabalho nos seus grupos.

Caso você queira adicionar links para seus artigos, ou profissionais da área de TI  que queiram  mostrar  as diferentes formas de tratar um problema ou compartilhar links para diferentes ferramentas, informações sobre tecnologias relevantes, isso é possível.

Através de aplicativos do LinkedIn, é possível compartilhar apresentações do PowerPoint, ou  armazenar uma cópia de seu currículo que está disponível para download.  Procure na página Applications LinkedIn.

8 ) Como usar o Headline 

Headline nada mais é do que o título do seu perfil, ou seja a função para a qual você trabalha ou está procurando recolocação. Lembre-se seu perfil navega por toda a rede com esta informação, portanto ela é importantíssima, é através dela que todos identificarão a sua identidade profissional.

Se você está procurando recolocação, ou está em fase de transição de carreira, você pode colocar a descrição da função que esteja mais alinhada aos seus interesses hoje. Você pode também não ficar limitado a apenas uma, pode colocar algumas das funções que você  hoje se dispõe a trabalhar.

Lembre-se,  este campo tem 140 caracteres, use-o com inteligência. Coloque de maneira clara, evite colocar seu título em inglês. O linkedin tem a possibilidade de fazer um “espelho” do seu perfil todo em inglês, como já expliquei no primeiro tópico. Portanto use seu perfil principal em português.

9) Como  organizar contatos na rede

Se você tem muitas conexões e quer organizá-las de maneira que fica fácil sua busca, este recurso será muito útil. Você poderá criar listas, é muito fácil. No menu “Minha rede”, clique em “Conexões”. Abaixo das últimas atualizações dos seus contatos, você verá o nome de todas as pessoas que já adicionaram você no LinkedIn.  Clique em “Marcador” para classificar aquele pessoa em um determinado grupo, como “colegas de classe”, “amigos” ou “parceiros”.

Se você preferir,  também poderá criar novos marcadores e mais tarde fazer buscas segmentadas por contatos de acordo com suas “listas”.

10) Melhorar seu networking com a ferramenta de pesquisa de ex-alunos

Como isso pode te ajudar? fazendo buscas das páginas das universidades no linkedin, você pode encontrar ex-alunos que trabalham em empresas que você gostaria de trabalhar e que podem ser inclusive pessoas com as quais você conviveu.

Com isso você pode conseguir aproximação com estas pessoas e melhor seu networking. É um bom caminho para quem não sabe como começar a interagir na rede em busca de melhorar seus contatos ou mesmo conseguir mais chances de recolocação.

Para descobrir este recurso vá em minha rede, encontrar ex-alunos, que encontra-se na página principal, logo abaixo de pesquisa.

11) Ferramenta para medir seu comportamento na rede.

Existe um ferramenta do LinkedIn que chama-se “Social Selling Index” ou “Indice de Vendas sociais” . Esta ferramenta faz uma avalição do seu comportamento na rede, com base nas suas informações de interação. Com isso você pode medir sua eficácia em estabelecer uma marca profissional, localizar pessoas e cultivar relacionamentos, ou seja, como você está desenvolvendo o networking.

O link para ter acesso está abaixo:

https://business.linkedin.com/sales-solutions/social-selling/the-social-selling-index-ssi?src=li-prod&veh=ssi_dashboard_share&utm_source=linkedin&utm_medium=ssi_dashboard&utm_campaign=ssi_dashboard_share

Com este recurso você consegue acompanhar seu desenvolvimento semanalmente.

É isso!

Eu sou Eliete de Oliveira, Consultora para profissionais em transição de Carreira

 

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Imagem extraída da Internet, logo do LinkedIn.

– Medindo o Sucesso no Trabalho.

O sucesso profissional, principalmente nos dias atuais, não reflete necessariamente na questão financeira, mas em outras nuances do seu cotidiano.

Aliás: o que é “ter sucesso” pra você?

Gostei dessa imagem abaixo:

– Vestir-se Bem garante Emprego e Dinheiro!

Você gosta de se vestir bem?

Cientistas comportamentais comprovam: quem usa roupas de grife em entrevistas de emprego consegue melhores ofertas de trabalho!

(original em: http://is.gd/Br79U4)

TODO MUNDO DE OLHO EM VOCÊ

Só pessoas superficiais não julgam pela aparência. Em busca de fundamentos científicos para essa provocação do escritor irlandês Oscar Wilde, dois pesquisadores saíram a campo e (como pouca pretensão é bobagem) concluíram que o poeta irlandês estava no caminho, mas poderia ter sido mais preciso. Na verdade, eles disseram, faltou ao autor de O Retrato de Dorian Gray dizer que o julgamento humano é muito marcado pelos símbolos de status carregados pelas pessoas.

O que poderia ser um desperdício de palavras para Wilde virou o ponto de partida dos cientistas comportamentais Rob M.A. Nelissen e Marijn H.C. Meijers, da Universidade de Tilburg, na Holanda. Para ir mais fundo nessa tese, eles organizaram uma série de experimentos para verificar em que medida a presença de um logotipo à mostra na roupa poderia influenciar as reações das pessoas. Os testes utilizaram modelos vestindo peças que ora ostentavam marcas de luxo, como Lacoste ou Ralph Lauren, ora traziam grifes menos prestigiadas e, por fim, não tinham nenhuma marca à vista.

Em um dos experimentos, voluntários assistiram a vídeos com várias versões da mesma entrevista de emprego. Embora a qualificação do candidato fosse a mesma, aquele que tinha a grife das roupas à mostra foi considerado o mais indicado para a vaga. Em seguida, os cientistas verificaram se essa tendência se mantinha no contato corpo a corpo. Colocaram então pessoas pedindo doações para a Fundação do Coração. “Alguns modelos vestiam uma camiseta polo Lacoste e outros uma camiseta polo sem logotipo. No final da tarde, os de Lacoste arrecadaram quase o dobro em relação aos seus colegas ‘sem marca’”, disse Meijers.

Segundo a hipótese dos cientistas holandeses, as raízes deste comportamento humano vêm de longe. São produto da competição natural, que leva os indivíduos a procurar elementos de diferenciação com o fim de impressionar os potenciais cônjuges.

O exemplo clássico utilizado pela biologia evolucionista para explicar esse mecanismo é a grandiosidade da cauda do pavão. Toda aquela exuberância existiria apenas para informar às fêmeas que o proprietário é, sim, muito saudável, tanto que pode despender tantos recursos em um apêndice sem função prática aparente. Para esses biólogos, a Humanidade usou a mesma estratégia ao longo do processo de seleção natural.

O curioso, dizem os pesquisadores, é que agora os seres humanos estariam aplicando em diversas situações essa técnica de aferição, que foi eficiente no passado para medir a saúde e a qualidade dos genes. Alguns estudiosos acreditam que esse “desvio” explicaria não só a preferência pelas grifes, mas também outros comportamentos baseados na troca de mensagens subliminares.

Oscar WildeEscritor irlandês (1854-1900), autor de clássicos como O Retrato de Dorian Gray, foi um dos expoentes da literatura do período vitoriano, no final do século 19. Por ser homossexual, foi preso e humilhado perante a sociedade

Imagem extraída do link acima

– Ser insociável no dia-a-dia pode ser salutar ao ambiente de trabalho?

Uma pesquisa curiosa: quanto menor a sociabilidade da pessoa ou quanto mais retirada for a moradia dela, maior é o indicativo de inteligência no trabalho!

Extraído de Época Negócios, Ed 111, Caderno Inteligência, pg 27

NÃO QUERO SER SOCIÁVEL

PARA ALGUÉM DE Q.I. ALTO, INTERAÇÃO COM OS OUTROS É PERDA DE TEMPO 

O inferno são os outros, decretou Jean-Paul Sartre em “Entre Quatro Paredes”, peça teatral de 1944. Mais de 70 anos depois, estudo de pesquisadores da London School of Economics e da Singapore Management University, publicado no British Journal of Psychology, parece reforçar a tese do pensador: embora tradicionalmente a socialização de grupos humanos tenha sido fundamental para a sobrevivência da espécie, os autores descobriram que, quanto mais densa a área habitada, menor é o grau de satisfação das pessoas – uma das causas óbvias, por exemplo, seriam as longas

distâncias entre a casa e o trabalho, percorridas em ruas congestionadas ou no transporte público lotado. Esta conclusão confirma estudos anteriores que detectaram o fenômeno do “gradiente de felicidade urbano-rural”: residentes em áreas rurais isoladas são mais felizes que habitantes de pequenas cidades, que por sua vez são mais felizes que os de cidades médias…

Entrevistando 15 mil pessoas entre 18 e 28 anos, a pesquisa revelou um dado interessante: QUANTO MAIOR O NÍVEL DE INTELIGÊNCIA DO ENTREVISTADO, MENOR É SEU GRAU DE INTERAÇÃO SOCIAL. Para essas pessoas, interações com os outros são perda de tempo que apenas as desviam de objetivos maiores, projetos ambiciosos ou estudos profundos, aumentando seu grau de insatisfação. Além disso, os mais inteligentes estariam mais habilitados a enfrentar os desafios impostos pelos novos tempos sociedade humana, como rápidas mudanças no mercado de trabalho ou na tecnologia da informação, dispensando a ajuda de outros.

Mas cuidado com o truque da insociabilidade forçada. Subordinados menos brilhantes muitas vezes se tornam mais frios e calculistas para parecer mais inteligentes do que são. Isso prejudica o ambiente no trabalho.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O que você, líder, tem feito para não perder talentos no seu trabalho?

Por quê as pessoas se demitem de um emprego?

Por quê empresas perdem ótimos funcionários?

Por quê, enfim, não se sabe (ou se atenta) para não se perder talentos?

Abaixo, extraído de: https://setcesp.org.br/noticias/cuidado-para-nao-perder-as-melhores-pessoas-de-sua-empresa/

CUIDADO PARA NÃO PERDER AS MELHORES PESSOAS DE SUA EMPRESA

Por Luiz Marins

Muitos líderes cometem um grande erro. Eles sobrecarregam as pessoas boas, competentes e comprometidas da empresa com muitas tarefas e atividades.
Todos nós temos liderados comprometidos e competentes e outros nem sempre competentes e comprometidos.
Sabemos que as pessoas boas e comprometidas farão, com qualidade, as tarefas atribuídas a elas com esmero e atenção aos detalhes.
Sabemos também que há pessoas com as quais não podemos contar totalmente. Elas não são comprometidas, são desengajadas e as tarefas dadas a elas são sempre feitas com descaso e muitos erros.
O erro que cometemos é entulhar, sobrecarregar, encher as pessoas boas de muitas tarefas e atividades, o que as fará entrarem em um processo de desmotivação e, muitas vezes, estafa e depressão.
Pessoas comprometidas e competentes geralmente são perfeccionistas no bom sentido, isto é, gostam de fazer as coisas com perfeição e atenção aos detalhes. Essas pessoas não gostam de dizer “não” a seus líderes e aceitam cada vez mais tarefas, até porque sentem orgulho da confiança demonstrada por seus líderes. Elas são muito exigentes com elas próprias e se sentem mal quando cometem algum erro.
Quando sobrecarregamos as pessoas boas com excesso de tarefas e atividades, elas, entulhadas de coisas para fazer, não conseguem a qualidade que estão acostumadas a entregar. Elas começam a cometer erros. Seus chefes começam a estranhar que aquela pessoa que sempre fez tudo com extrema perfeição está perdendo qualidade. A própria pessoa percebe sua incapacidade de cumprir com tantas tarefas e começa a ter um sentimento de baixa autoestima.
Esse sentimento de baixa autoestima faz com que ela possa entrar em um processo de extrema desmotivação e até depressivo e de um possível burnout.
Muitos líderes me dizem que essas pessoas excelentes não só aceitam todas as tarefas dadas a elas como também solicitam fazer mais.
Isso é verdade, mas cabe ao líder saber dosar e entender que há um enorme perigo no entulhamento e na sobrecarga de tarefas a uma pessoa excelente. Como essas pessoas são muito exigentes consigo mesmas, conheço muitos casos em que elas acabaram pedindo demissão da empresa alegando motivos pessoais. Assim, a empresa acaba perdendo seus melhores talentos.
Veja se as melhores pessoas de sua empresa não estão com excesso de carga, de tarefas, de atividades. Analise se, além da injustiça de exigir demais de uns e pouco de outros, você não está correndo o risco de perder os bons e ficar com os ruins.
Pense nisso. Sucesso!

Foto extraída de: https://setcesp.org.br/noticias/cuidado-para-nao-perder-as-melhores-pessoas-de-sua-empresa/

– Trabalhar é necessário. Mas lembremo-nos do equilíbrio e de… saber viver!

Achei verdadeiro e sensacional tal alerta sobre ser os cuidados sobre a cobrança de que devemos trabalhar incessantemente (abaixo na imagem), e aqui registro que é a visão de um semi-workaholic (eu).

A imposição de um ritmo frenético e a chamada “ditadura do sucesso”, supostamente necessária a qualquer custo, cansa. É lógico que devemos produzir, estudar, fazer a diferença. Mas o custo disso pode ser muito alto e não compensar.

E a família? E os prazeres? E os momentos de introspecção e calmaria?

Gostei demais dessa mensagem, na figura, de lembrarmos do necessário equilíbrio. Compartilho-a:

JOAO BATISTA

– Semana de apenas 3 dias?

Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, bilionário dono da Claro, Net e Embratel, declarou em 2014 que gostaria que as pessoas trabalhassem 3 dias por semana. Ele acredita que assim todos teriam mais tempo para a família, e com cabeça “fresca”, consequentemente mais disposição e boas ideias.

Tal pensamento vai de encontro com as ideias do italiano Domenico de Masi, que há 20 anos defende a ideia do Ócio Criativo (descansado, as pessoas criam mais, segundo ele).

Detalhe: será que Slim colocaria em prática em suas empresas tal proposta? Lembrando que ele próprio é workaholic…


	Carlos Slim: empresas de bilionário dominam 80% do mercado de telefonia no México
 (Edgard Garrido/Reuters)

Imagem extraída de: Carlos Slim: empresas de bilionário dominam 80% do mercado de telefonia no México (Edgard Garrido/Reuters), em: https://exame.com/negocios/para-carlos-slim-jornada-de-trabalho-deveria-ser-de-3-dias/

– Como, Quando e Onde Elogiar um Funcionário?

Compartilho ótima matéria da Época Negócios (Ed Março 2012, caderno Inteligência, por Paulo Eduardo Nogueira), a respeito do “Elogio no Ambiente de Trabalho”. 

Elogiar não é “simplesmente falar bem”. É uma arte! Mas como fazê-lo com qualidade? Abaixo:

O PODER DO ELOGIO

Ele dá lucro. Mas tem que ser benfeito.

Há várias razões para acreditar que o elogio é crucial no ambiente de negócios. Para os psicólogos, o reforço positivo funciona melhor que a punição para educar. Segundo os neurologistas, a dopamina, liberada pelo cérebro nos momentos de satisfação, é um elemento químico poderoso. E, de acordo com alguns especialistas em gestão, reconhecimento profissional é sinônimo de lucros. Que o diga uma pesquisa feita recentemente pela Harvard Business Review na rede Best Buy: 0,1% de engajamento extra dos funcionários representa US$ 100 mil a mais de faturamento anual. Embora o maior envolvimento resulte de vários fatores – satisfação pessoal, plano de carreira, cafezinho grátis… –, Chester Elton, autor de “O princípio do reconhecimento”, afirma que o elogio é o principal fator de motivação, conforme revelam pesquisas como a da Best Buy. “O estudo de Harvard mostra que você não deve ter apenas funcionários satisfeitos, mas também engajados, pois esse envolvimento faz com que eles dispendam esforços extras”, diz Elton. Ele aconselha: elogie rápido (quanto mais próximo do ato vem o elogio, mais vezes a ação se repetirá) e elogie frequentemente (quanto mais você destacar o que é importante, mais as pessoas ficarão atentas a isso).
O psicólogo Wayne Nemeroff, da consultoria PsyMax Solutions, acrescenta um terceiro conselho: seja específico. “Lembre uma situação determinada e descreva um comportamento específico, destacando o impacto dessa situação ou desse comportamento no grupo ou no projeto. Assim você obtém um equilíbrio entre o elogio e o feedback construtivo.” Para a psicóloga Laura Carstensen, de Stanford, empresas muitas vezes negligenciam o valor do elogio. “Quando você compra um bilhete de loteria, os matemáticos perguntarão: sabe qual é a sua chance de ganhar? Os psicólogos veem isso de forma diferente. Comprar um bilhete barato significa sonhar e antecipar situações de prazer, o que já vale seu custo.” Elogios são grátis, requerem pouco esforço e dão muito resultado.
E como elogiar da maneira certa? O colunista Ross McCammon, do blog Entrepeneur, elaborou um manual. A escolha de palavras é essencial: se você elogia o “bom trabalho e todo o resto”, está diminuindo o elogio com termos depreciativos. Evite os superlativos: o elogio vai soar falso ou jocoso. Escolha o canal certo: na escala de importância, o elogio mais considerado é aquele feito em nota escrita à mão; depois vem o do encontro cara a cara; em terceiro lugar, o e-mail. A atitude também conta: se você diz “agora volte ao trabalho”, anula o elogio. Um elogio seguido de uma crítica não é um elogio. Finalmente, se você faz um elogio, depois uma crítica e então outro elogio para neutralizar a crítica – “isso é um sanduíche, não um elogio”, diz McCammon.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O porquê precisamos de chatos nas empresas.

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94.

ODE AO CHATO

O chato é um chato, Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

– Liderança Organizacional, sobre ótica cristã.

Para quem é da área de RH e gosta do tema “Liderança”, veja que interessante: a Imposição ou a Conquista da Liderança, de um ponto de vista cristão. Artigo alternativo aos gestores de recursos humanos, escrito por um missionário católico e administrador de empresas, mas que serve para qualquer líder, independente da crença.

Extraído de:  http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?e=11243

AUTORIDADE: CONQUISTA OU IMPOSIÇÃO

por Sandro Arquejada

Algumas pessoas exercem sobre outras certa influência, seja por admiração, por fascínio ou por projetar nos corações um algo a mais para suas vidas. Sentimentos assim nascem a partir do testemunho que a maioria vê nesses homens e mulheres que se destacam. O ser humano tem a necessidade de ser guiado e busca, como referência nos semelhantes, algo que sacie a sua sede de ser melhor.

Essas pessoas, geralmente, são carismáticas, inteligentes e têm um espírito de liderança. Esse talento acontece naturalmente, desde crianças; em brincadeiras, empresas, escolas, instituições, trabalhos voluntários e também em ambiente religioso.

Jesus era um líder nato. Todo o Seu ser atraia multidões. “Quando Ele terminou estas palavras, as multidões ficaram admiradas com o Seu ensinamento. De fato, Ele as ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas” (Mt 7, 28-29). Nosso Senhor conquistava as pessoas. Ele não impunha uma doutrina como faziam os escribas e os fariseus. Seu ensinamento vinha do testemunho de amor que Ele não só discursava, mas que demonstrava em toda sua vida.

O amor incondicional era o Seu principal atrativo; e continua sendo ainda hoje. Ao estar à frente de pessoas, antes de tudo, Ele observava o que cada um tinha de melhor, sem deixar de corrigir o que era preciso. As pessoas se deixavam conduzir porque encontravam alguém que acreditava nelas.

O líder oferece de si e ensina o que sabe, sem medo de ser superado, porque quer que as obras dos seus discípulos sejam até maiores que as suas. A autoridade vem da conquista de corações! Líder é aquele que abraça uma causa junto com os seus, não se abstendo das responsabilidades e trabalhos que isso pode causar. Não coloca sobre seus subordinados, discípulos ou aqueles que lhe são confiados, o peso da sua vaidade e idéias próprias.

O filho obedece verdadeiramente o pai, quando ele [filho] se sente amado, pois, acredita que o pai lhe quer bem, ainda que custe sacrifício. Assim também acontece na relação de professores e alunos, patrões e empregados. O amor impulsiona atitudes dignas de confiança recíproca.

Na verdade, quem ocupa uma posição de autoridade é servo de quem ele comanda. Assim ensinou o Mestre Jesus: “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve.” (Mt 20,26). Ou ainda: “Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10,45).

Ao contrário desse ensinamento, os escribas e fariseus praticavam uma autoridade que os colocavam em lugar privilegiado para serem chamados de mestres e vistos por todos. “Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo” (Mt 23,4).

Hoje, existe muita informação sobre liderança, palestras para empresas, cursos universitários, tudo para formar novas cabeças que comandarão pessoas e almas, tanto no campo da política como no da ciência, da informação, da religião, entre outros.

Mas o verdadeiro líder não precisa ocupar um cargo ou posto, mesmo sendo o último de uma hierarquia, ele age como Jesus, acreditando no potencial das pessoas e tirando de dentro delas o melhor que cada um pode ser. Ou seja, o que forma o outro são os sentidos mais nobres dentro de nós: a misericórdia, o acreditar nas pessoas e, principalmente, o amor, o amor do coração de Jesus. Que esse amor esteja firme dentro dos nossos corações!

Autoridade conquista ou imposição

Foto ilustrativa: Jirsak by Getty Images

– Recomeçar a carreira: nada é mais difícil para os profissionais no mercado de trabalho.

Vez ou outra vejo e leio reportagens sobre pessoas que largaram tudo para recomeçar a carreira. Sonho, ilusão ou necessidade?

As dificuldades de um recomeço são sempre impactantes (positiva ou negativamente), não tenhamos dúvida. Abandonar velhos hábitos, por mais que eles sejam maçantes, é algo complicado. E se torna traumático dependendo do sucesso ou não do propósito da própria mudança. Entenda:

– Se a pessoa até então era um profissional vitorioso, com boa remuneração mas cansado da rotina, os novos desafios levarão em conta a importância (ou irrelevância) da questão financeira: valeu ou não a pena mudar? Se o dinheiro não for um problema, ótimo! Caso contrário…

– Muitos procuram qualidade de vida profissional e pessoal. E quem consegue tão fácil esse propósito?

– Sem dinheiro e com crise econômica, nada é mais difícil do que portas abertas em organizações e/ou incentivo ao empreendedorismo. Há de se pensar antes de mudar…

– Acima de todas as questões, a principal torna-se: a SAÚDE! É uma tecla que insisto: a saúde do corpo, da alma e da mente. Vale a pena estar no mesmo emprego com as condições atuais, levando em conta esse aspecto? Até onde a saúde aguenta, todos suportam. Mas quando você percebe disfunções… é hora de reinventar-se!

Deve-se pensar nisso. Os novos desafios surgem pelas oportunidades ou, muitas vezes, pelas carências.

Imagem extraída de: https://blog.pi.senac.br/cinco-dicas-para-turbinar-a-sua-carreira-profissional/

– Sua mente é aberta ou fechada?

Você tem sinergia com o ambiente e as pessoas que você se relaciona?

Como são seus princípios? E o conhecimento adquirido e/ou aceito?

Para evoluirmos, precisamos aceitar novas ideias, interagir, discutir e promover intercâmbio de novas experiências. As empresas, pessoas e sistemas diversos precisam disso para a sobrevivência. Num sistema fechado, tudo fica mais difícil.

Pois bem: compartilho esse artigo muito bom sobre as “3 dimensões para se ter uma mente aberta”. Vale a pena a leitura!

Abaixo, extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/virtude-de-manter-mente-aberta-felippe-mesquita/

A VIRTUDE DE MANTER A MENTE ABERTA

por Felippe Mesquita

Acontece com muita frequência em nosso dia a dia, encontrarmos pessoas que se mantêm firmes em seus modelos de pensamento. Amigos próximos inclusive, relutantes para realizarem mudanças, para se arriscarem a escutar, inclusive, opiniões diferentes da voz própria, por acreditarem que tudo o que se distancia dos seus padrões de percepção é errado.

A nossa sociedade hospeda uma grande quantidade de mentes quadradas, que colocaram um “tapa-olho” em seu cérebro, negando a abertura mental e usando o conhecido como escudo. São mentes inflexíveis que sobrevivem à rotina e se negam a se abrir para novas opções.

Temos certeza de que você também conhece pessoas com esse perfil de pensamento e de personalidade. O difícil é quando são familiares, amigos, colegas de trabalho com quem temos que nos relacionar a cada dia. É complicado sermos conscientes da grande quantidade de muros que existem neles.

Não obstante, é preciso ter obviamente uma clara percepção e postura para que não se deixe se influenciar, não se contagiando com o vírus da inflexibilidade, da rotina que se nega às mudanças por medo de desestabilizar-se. Uma mente aberta é uma arma poderosa que devemos saber desenvolver.

Estratégias para manter uma mente aberta

Há algo que vale a pena levar em consideração. É possível que você mesmo seja o exemplo de uma pessoa que saiba manter a abertura mental, que tenha se distanciado desse molde que esculpe esses cérebros geométricos voltados para seus próprios interesses, tomados pelo medo de mudanças.

Entretanto, de certa forma, todos nós temos uma ou outra parte que não se curvou completamente para tal abertura. Todos nós temos algum “pequeno” medo e dispomos de uma reduzida “zona de conforto” da qual é muito difícil de sair. Você é capaz, por exemplo, de aceitar opiniões diferentes da sua? Você acha que os seus princípios, as suas opiniões e crenças são sempre as verdadeiras?

Para se aprofundar um pouco mais nesses aspectos, convido-te para que leve em consideração todas essas dimensões que nos ajudam a manter uma mente aberta.

1. Questione o que o rodeia

Não se trata de duvidar de tudo o que vemos ou fazemos. Trata-se de não dar as coisas sempre como certas, aceitando que “tudo é como deve ser”. É muito possível, por exemplo, que no seu trabalho existam muitos aspectos que devam ser melhorados e mais: pode ser que até você mesmo possa potencializar as suas habilidades para crescer profissionalmente.

É possível, inclusive, que essa pessoa que tanto admira nem sempre tem razão, e que muitas das coisas que você lê todos os dias tenham outros matizes a serem consideradas. Seja um pouco mais crítico em relação a tudo o que o rodeia.

2. Aceite o desconhecido, admita o inesperado

O medo é o maior arquiteto de barreiras que você poderá encontrar na sua vida. É ele quem nos impede de descobrir novas opções, novos caminhos que poderiam levar até uma satisfação pessoal mais elevada. Por que não aceitar tudo aquilo que chega sem avisar? Por que não dar uma oportunidade ao imprevisto?

Poucas coisas envelhecem tanto quanto o medo e a covardia. As portas que fechamos por medo do imprevisto são espelhos no qual amanhã deixaremos os nossos lamentos e arrependimentos.

3. Obtenha inspiração de tudo que o rodeia, até dos seus inimigos

Acredite ou não, as pessoas podem obter uma grande aprendizagem até daquilo que nos causa dano. Uma mente aberta é a que escuta todas as opiniões e a que não vira o rosto para fugir.

Pode ser que tenha na sua frente alguém acostumado a reclamar para os outros, a enganar e a submeter, porém, conhecendo também esses padrões de comportamento, aprendemos mais com eles para saber o que NÃO queremos ser, para compreender do que temos que nos distanciar e o que é o que queremos para nós mesmos.

Tente tirar sempre algo bom de toda situação que experimentar a cada dia. Uma mente aberta não joga a âncora só nas coisas negativas, na chuva de hoje, no erro cometido ou nesse “não” que tivemos como resposta.

A vida não para nos fracassos e nas perdas se nos permitirmos à honra de reconhecer os erros para aprender com eles. Estaremos colocando em prática as engrenagens para a mudança, para a melhora. É questão de ser um pouco mais flexível e de modificar as nossas perspectivas para o positivismo e para a superação.

A vida é uma inspiração contínua que exige olhos abertos. Veja o seu exterior e conforte o seu interior. É dessa forma que alcançará um verdadeiro conhecimento das coisas. Não tenha medo de errar e, simplesmente, atreva-se a viver com uma mente aberta.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– As 4 faces dos Workaholics.

Veja só: o workaholic é aquele típico viciado em trabalho. Porém, agora já temos catalogados 4 tipos desse sujeito.

Será que você se encaixa em alguns deles, sendo um workaholic e não sabe?

Extraído de: Revista Superinteressante, ed Janeiro/2013, ed 45.

AS QUATRO FACES DOS WORKAHOLICS

1) O IMPLACÁVEL

Não sabe dizer “não”. Assume mil responsabilidades sem conseguir priorizar o que importa nem delegar tarefas a outras pessoas. Com tanta coisa a fazer em pouco tempo, acaba deixando passar muitos erros.

2) O BULÍMICO

Por ter autoestima baixa, cria expectativas altas demais de como devem ser seus resultados. Isso lhe dá medo de começar projetos e, quando começa, trabalha à exaustão, extremamente preocupado com o risco de cometer erros.

3) O DESATENTO

Tem prazer com muitas idéias e, assim, começa uma imensidão de projetos. Porém, sente-se enfadado quando precisa levá-los adiante. Acaba fazendo tudo sem muito empenho, pensando em outras coisas.

4) O DEGUSTADOR

Detalhes o preocupam tanto que ele acaba paralisando, reescrevendo a mesma frase, rechecando algo. Como acha que ninguém será cuidadoso como ele, não consegue passar o bastão. E aí, você se identificou com algum perfil?

Workaholic: Você é um? Confira as características do distúrbio - Economia - iG

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Dentro ou Fora do Escritório?

Pesquisa da Universidade de Wisconsin comprova: trabalhar fora do escritório torna o serviço mais produtivo.

E é essa mesma pesquisa que traz um grande rebuliço: até então, era uma questão quase consensual de que confinado no escritório, há mais produtividade.

Abaixo, extraído do Caderno Inteligência da Época Negócios: citação em http://is.gd/vZ3FE3

E você, o que pensa sobre o assunto? Dentro ou Fora do escritório?

JÁ SAIU DO ESCRITÓRIO HOJE?

Funcionários que passam mais tempo fora do que dentro das empresas são mais satisfeitos com o que fazem, revela estudo

Por Robson Viturino com Lelivaldo Marques Filho

Com o avanço do trabalho remoto nas empresas, as faculdades de negócios mundo afora produziram uma enxurrada de estudos reafirmando a importância do contato pessoal entre os membros de uma equipe. Totalmente na contramão, a Universidade de Wisconsin-Milwaukee publicou recentemente uma pesquisa comprovando que profissionais que passam a maior parte da semana gastando a sola de sapato fora da companhia estão mais satisfeitos com o trabalho do que aqueles confinados no escritório.

O maior benefício apontado por quem trabalha remotamente pelo menos três vezes na semana é a queda do estresse causado por conflitos comuns no convívio diário. Segundo a pesquisa, a distância os poupou de situações típicas do mundo corporativo, como a politicagem, as interrupções das tarefas e as reuniões que não chegam a lugar nenhum.

A redução do contato com os colegas – prejuízo sempre citado como um dos maiores inimigos do trabalho a distância –, foi relatada como irrelevante pelos participantes. De fato, os adeptos de passar a maior parte do tempo circulando têm menos tempo para reuniões internas e para o papo na hora do cafezinho. No entanto, isso não parece ser um problema: os dois grupos reportaram ter obtido acesso às informações relevantes para o trabalho, de acordo com a pesquisa feita por Kathryn Fonner e Michael Roloff. “Nossas conclusões enfatizam a vantagem do trabalho fora do escritório e também chamam a atenção para a necessidade de as empresas corrigirem os problemas do trabalho em um ambiente coletivo”, diz Kathryn. “Com menos estresse e distrações, os funcionários podem evitar que o trabalho se infiltre nas suas vidas pessoais.”

Outra pesquisa sugere uma visão complementar sobre o assunto. Craig Knight e Alexander Haslam, da Universidade de Exeter, Reino Unido, concluíram que os funcionários autorizados a moldar suas áreas de trabalho a seu gosto não só são mais satisfeitos e felizes, mas também 32% mais produtivos que os profissionais que seguem o leiaute empurrado goela abaixo pela chefia. Dos 2 mil funcionários consultados, os que apresentavam um sentimento mais positivo em relação às suas atividades eram os que tinham controle do seu ambiente de trabalho.

De acordo com Haslam e Knight, muitos escritórios modernos primam pela funcionalidade, mas falham por não permitir que os seus usuários façam adaptações. “Nossos estudos sugerem que essa prática precisa mudar”, conclui a dupla.

Quando as pessoas se sentem desconfortáveis em seus ambientes, são menos engajadas não apenas no espaço, mas também no que fazem ali. “Se puderem ter algum controle, tudo muda e elas passam a se sentir mais felizes no trabalho, a ter maior identificação com o empregador e se tornam mais eficientes.”

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.