– Eugenia, a Ciência do Preconceito

Após ler a reportagem de Karina Ninni, da Revista Superinteressante (pg 78-81, edição Março), fiquei impressionado com o tema tratado: a EUGENIA.

A Eugenia é a ciência do preconceito, ou seja, da purificação das raças. E para quem pensava que isso fosse idéia de Nazistas que defendessem a purificação ariana, engana-se. No Brasil, durante o século XX, muitos cientistas eugênicos velada ou abertamente defenderam um Brasil livre de outras raças diferentes à branca.

Em 1911, durante um Congresso realizado em Londres, o antropólogo brasileiro João Antonio Batista proclamou radiante que em 2010 não haveria mais negros ou índios no país!

Um dos maiores defensores da Eugenia foi Francis Galton (primo de Charles Darwin, da teoria da Evolução), que defendia a crença que a evolução humana dependeria da seleção genética e controle das raças.

No Brasil, os eugenistas verde-amarelos não conseguiram ir adiante, mas chegaram a sonhar com programas similares ao da Alemanha de Hitler: esterilização de “raças inferiores” e sacrifícios de deficientes e inválidos. Na política, infiltrados, tentaram até colocar artigos na Constituição que defendesse a raça branca.

Notadamente, foram pessoas de expressão na sociedade, destacando-se Vital Brazil (fundador do instituto Butantan), Arnaldo Vieira de Carvalho (diretor da Faculdade Paulista de Medicina, hoje da USP), o sanitarista Belisário Penna, o médico Olegário de Moura (que dizia: sanear é eugenizar – imagine essa frase dita hoje!) e o fundador da Sociedade Eugênica Brasileira, o limeirense Renato Kehl, que escreveu mais de 30 livros defendendo a raça branca brasileira.

Felizmente, todas essas ações frustaram-se ao longo do século passado, mas um legado triste pode ser observado: a ainda defesa da discriminação racial por parte de muitos brasileiros.

Algumas frases eugências destacadas da matéria citada:

“O Brasil vem sofrendo, desde a colonização, as consequências da mestiçagem” Renato Kehl

“Os índios, em geral, são muito sôfregos e pouco amigos da disciplina” Oliveira Vianna

“Está provado que casamentos entre raças dão origem a tipos inferiores física, psíquica e moralmente”Nina Rodrigues

“O negro, raça inferior, apresenta uma indiscutível e franca animalidade” Luiz Silva

“Os mulatos são, na maioria, elementos feios e fracos. Apresentam instabilidade de caráter e perturbam o progresso nacional” Renato Kehl

“Deus perdoe esses idiotas racistas” Eu mesmo.

Imagem extraída de: https://www.saopauloinfoco.com.br/sociedade-eugenica-sao-paulo/

– Quem vai amarelar: a Inglaterra ou Raphael Claus?

O brasileiro Raphael Claus apitará Inglaterra vs Irã daqui a pouco. E existe uma polêmica:

  • Na Inglaterra, os clubes usam uma braçadeira nas cores do arco-íris em campanha conjunta com a PL contra a homofobia.
  • O Catar proíbe manifestações homossexuais em seu país.
  • A FIFA proibiu que as Seleções manifestassem qualquer mensagem política / ideológica no Mundial (inclusive essa braçadeira citada).
  • O English Team anunciou que usará a braçadeira mesmo assim.

Às vésperas do jogo, fica a dúvida: se a Seleção Inglesa usar as cores do arco-íris, pela Regra do Jogo, deverá ter o capitão advertido por Cartão Amarelo. Claus o amarelá? Lembrando que na Premiere League isso não acontece pois é uma campanha oficial do organizador do evento.

Por outro lado, se a Inglaterra desistir de usar a braçadeira, ficará a impressão de que ela “amarelou” para a FIFA (no sentido de recuar).

Quem cederá?

(em tempo: a Inglaterra desistiu…)

Reprodução PL.

– Dia da Consciência Negra.

Sou contra certas datas festivas: Todo dia é dia das mães; dos pais; das mulheres; dos homens ou dos negros.

Muitas vezes, temos datas comerciais: o dia dos namorados, por exemplo. Ou outras demagógicas: não seria a de hoje um exemplo disso?

Detesto rotulações: raça branca, negra, amarela… Ora, somos todos uma única raça, a RAÇA HUMANA! Não importa a cor da pele, a preferência sexual ou a religião: todos somos iguais em direitos e deveres.

Perceberam que o “dia de reflexão” virou descanso para uns e aproveitamento político para outros? Pior: o fato das cidades determinarem feriado municipal ou não acaba desacreditando no dia como feriado em si. Ou é para todos os municípios, nacionalizando a data, ou não.

Mais grave do que isso é tratar o dia como se fossem os negros gente inferior que precisassem de piedade. Nada disso. A história de cotas ou privilégios não pode ser uma caridade de gente subestimada, pois para ser inteligente ou competente não há cor (diferente das cotas sociais – por pobreza – as quais defendo).

Que o Dia da Consciência Negra sirva para refletir a igualdade, não aumentar discussões discriminatórias ou comparações de raças; coisas que são bobagens abomináveis nos dias atuais.

Resultado de imagem para Dia da Consciência negra

Imagem extraída de: https://camararedencao.ce.gov.br/portal/noticia/dia-nacional-da-consciencia-negra/

– Novembro Azul.

Depois da oportuna campanha Outubro Rosa, em busca da conscientização da Prevenção do Câncer de Mama, vem aí outra importante e necessária campanha: a do Novembro Azul, para o combate ao Câncer de Próstata.

É sabido que esse mal pode ser prevenido com o exame preventivo, pois quanto mais cedo detectar, mais fácil a cura. O grande problema continua sendo: o preconceito!

AMM reforça importância da campanha “Novembro azul” de combate ao câncer de  próstata – Portal AMM

– E a Diretora de (Ir)responsabilidade Social do Flamengo?

Que coisa… um time de massa como o Mengão não pode permitir que declarações xenófobas sejam ditas por membros da sua diretoria.

E quando ela vem de gente muito importante?

A repercussão é imediata: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/11/02/sampaio-correa-diretora-flamengo-nordestino.htm

– Qual dos times de futebol do eixo Rio-SP entrou de rosa em campo?

Acabou o mês de Outubro, e a campanha #OutubroRosa foi divulgada à exaustão. O Cruzeiro e o Atlético jogaram com camisas rosas (que foram um sucesso de vendas), mas nenhum dos grandes do Rio de Janeiro e de São Paulo o fizeram…

Falamos no começo de mês sobre isso. Seria preconceito?

Em: https://professorrafaelporcari.com/2022/10/05/os-clubes-de-futebol-usarao-rosa-sem-preconceito-no-outubro-rosa/

Camisa do São Paulo em homanagem ao Outubro Rosa — Foto: Divulgação

Imagem: divulgação SPFC

– Algumas Seleções lutarão contra a homofobia na Copa do Catar 2022. E aí, CBF?

Gary Lineker, ex-jogador inglês e atualmente apresentador de programas esportivos, disse que os atletas gays importantes do futebol deveriam assumir sua homossexualidade durante a Copa do Catar, já que lá o homossexualismo é crime, e tal fato deveria ser motivo de protesto pelas entidades de Direitos Humanos.

A própria Seleção da Inglaterra declarou que jogará com a braçadeira de capitão nas cores do arco-íris, simbolizando a Luta contra a Homofobia. Outras Seleções estudam a mesma coisa.

Lembrei-me da promessa do presidente da CBF, Edinaldo Rodrigues, que dias atrás junto ao Papa Francisco, disse que acabaria com o racismo, sexismo, homofobia ou qualquer discriminação em nosso país, levando o futebol brasileiro a ser um instrumento de igualdade e cidadania.

Mas… nessa luta dos direitos dos gays através do futebol no Catar, será que a CBF realmente entrará em campo, ou ficará só no discurso?

Não acredito que um simples gesto de usar braçadeira nas cores do arco-íris seja praticado pela Seleção Brasileira. E você?

Imagem extraída de: http://agemt.org/contraponto/2017/08/29/homofobia-no-futebol-o-preconceito-nas-arquibancadas/

– Deus nos fez todos valorosos e iguais. Por quê agir diferente com o outro?

Pratique sempre o bem.

Nunca faça mal ao seu próximo.

Seja solidário.

Defenda a paz e o perdão.

Ajude o mundo a ser um lugar melhor para se viver.

Demonstre mansidão.

  • Todos somos iguais perante Deus, perante a sociedade e perante nossa consciência.

Não existe alguém “melhor ou pior que outrem”. Assim, seu irmão é negro, branco, gay, hetero, baixo, alto, magro, gordo, estrangeiro, vizinho e…. acima de tudo, uma pessoa tão abençoada como você.

#Respeito, #Harmônia e #Convivência. Serve para todas as crenças e descrença. 🙏🏻

Imagem extraída de: https://querobolsa.com.br/revista/solidariedade-na-pandemia-universidades-promovem-campanhas-de-doacao-no-combate-ao-coronavirus

– Os clubes de futebol usarão rosa sem preconceito no Outubro Rosa?

Todo ano, quando chegamos em Outubro, vemos a campanha chamada “Outubro Rosa”, lembrando a necessidade da Prevenção do Câncer de Mama.

No futebol, os clubes decoram seus avatares de rosa nas Redes Sociais. Lançam camisas alternativas pela causa, mas… na hora de entrar em campo, alguns sucumbem pelos idiotas homofóbicos, pressionando as diretorias a não jogarem com tal cor, a fim de não serem chamados de gays.

Abaixo, uma camisa do São Paulo de 2020, que não foi usada dentro de campo:

Camisa Outubro Rosa do São Paulo FC 2020 Adidas

Imagem extraída de: https://mantosdofutebol.com.br/2020/10/camisa-outubro-rosa-sao-paulo-2020-adidas/

Agora, há um modelo 2022:

Camisa do São Paulo em homanagem ao Outubro Rosa — Foto: Divulgação

Imagem: divulgação SPFC.

O desafio é: veremos, em jogo oficial do Campeonato Brasileiro, São Paulo, Palmeiras, Corinthians ou Santos jogarem com um uniforme cor-de-rosa, ou ficará somente nas camisas de treinos?

– Querem acabar com o futebol: o racismo ao Vinícius Jr.

Nos estádios, “não pode isso, não pode aquilo, não pode nada”.

Nos campos, certas coisas proibidas podem ser discutidas. Mas há exageros de quem não entende de regra, de espírito do jogo e confunde a reação natural com militarismo regrado ao último grau.

Nesta semana, Neymar levou um absurdo cartão por comemorar um gol com sua tradicional careta. Difícil justificar na súmula o motivo da advertência.

Agora, o presidente da associação de agentes espanhóis, Pedro Bravo, criticou a comemoração de Vini Jr, chamando-o de macaco (simplesmente por ele dançar).

Ronaldinho Gaúcho, por essa lógica, seria proibido de jogar futebol…

Onde vamos parar? 

SAMBE SIM, Vini Jr. Aliás, o atacante brasileiro é um humilde jogador, boa praça e de ótimo caráter. Isso se chama intimidação!

Extraído de: https://placar.abril.com.br/futebol-europeu/comentarista-espanhol-compara-vini-jr-a-macaco-ao-criticar-comemoracao/

COMENTARISTA ESPANHOL COMPARA VINI JR A MACACO POR COMEMORAÇÃO

Pedro Bravo, presidente da Associação de Agentes Espanhóis, atacou atacante brasileiro, destaque do Real Madrid

Da Redação

O brasileiro Vinicius Júnior, em grande fase no Real Madrid, vem sendo contestado por parte da imprensa espanhola por alguns dribles e comemoração com danças. O debate, no entanto, extrapolou o limite do respeito na noite desta quinta-feira, 15, quando Pedro Bravo, presidente da Associação de Agentes Espanhóis, comparou o atacante a um macaco, no programa El Chiringuito, da emissora Mega, um dos mais populares da Espanha.

Em um debate causado pela fala de Koke, referência do Atlético de Madri, sobre possível briga em razão de uma dança de Vini no clássico do próximo domingo, 18, o comentarista espanhol atacou o brasileiro. “Você (Vinicius) tem que respeitar o rival. Quer dançar, vá ao sambódromo, no Brasil. Aqui tem que respeitar os companheiros e deixar de fazer o macaco.”

A fala repercutiu rápido nas redes sociais e já viralizou no Brasil. Usuários acusam o espanhol de racismo. A comparação de negros a macacos é comum em atitudes discriminatórias e se enquadra como racista, por comparar humanos a um não-humano em razão da cor da pele, segundo o Portal Geledés, organização que atua na luta contra os preconceitos no Brasil.

Minutos depois, Pedro Bravo voltou ao ar e pediu desculpas. O programa esportivo de maior audiência seguiu normalmente. Esta não é a primeira vez que o assunto Vinicius entra em pauta na Espanha na semana. O atacante segue sendo alvo de muitas críticas e ataques.

Tendo em vista a repercussão, Bravo se pronunciou por meio do Twitter. O agente se justificou: “Quero esclarecer que a expressão ‘fazer o macaco’ que usei  para descrever a dança de comemoração do gol de Vinicius foi feita metaforicamente. Como minha intenção não era ofender ninguém, peço sinceras desculpas. Sinto muito!”

Vinícius Júnior encerra a temporada como protagonista do Real Madrid

Vinicius brilha na Espanha, incomoda imprensa e é chamado de macaco – Javier Soriano/AFP

– Inadmissível nos dias atuais.

Homem bater (literalmente) em mulher?

Crime, cadeia e o alerta da falta de vergonha na cara!

Neste tempo do anúncio da foto (abaixo), não tinha Lei Maria da Penha! Como deveria ser difícil para as pobres senhoras mais indefesas…

Cada coisa que a humanidade já viu, não? Ao ler essa propaganda, me traz uma pontinha de curiosidade: o que as pessoas justificavam quando questionadas se “bater em mulher” era algo comum (e até aceito!)?

Imagem extraída da web, autoria desconhecida.

– O racismo que não cessa… Giovana Ewbank, Bruno Gagliasso e filhos:

Por Vitor Martins, extraído do seu LinkedIn (um texto sobre o racismo sofrido pelos filhos negros do casal de artistas da Globo, que foram ofendidos por uma turista branca em um restaurante em Portugal):

Todas as pessoas negras são alvo do racismo, sem exceção.

Seja no trabalho;
Seja no hospital;
Seja na escola;
Seja no culto religioso;
Seja durante as férias;

Em qualquer lugar, a qualquer momento, independente da sua condição financeira e de vida, da sua formação educacional, pessoas negras estão sempre sujeitas ao racismo.

Titi e Bless são apenas duas crianças, mas são duas crianças negras. E mesmo sendo apenas crianças, o racismo não os escapa, não os poupa.

Eles possuem a mesma condição financeira, os mesmos pais que Zyan – o irmão branco mais novo deles dois. A diferença é que Zyan nasceu com a cor do privilégio social, nasceu branco, e Titi e Bless nasceram com o estigma daqueles que tem sua humanidade negada. E, embora nem Zyan, nem Titi e Bless tenham pedido pra nascer onde nasceram ou qualquer culpa, independente de quais fossem suas vontades, o racismo irá sempre oferecer realidades extremamente opostas.

Era só mais um dia de férias, mas ele infelizmente ele precisou ser interrompido pela “programação normal”, o racismo.

Espero que Gio, Bruno e Zyan estejam bem. E, principalmente Titi e Bless, que são apenas crianças negras buscando viver o melhor da vida e suas respectivas infâncias.

– O que você perguntaria à torcedora racista?

Em Athlético Paranaense 1×0 São Paulo, câmeras mostraram uma “senhora” imitando um macaco para alguém negro do time adversário. As imagens rodam a Web e mostram o quão as pessoas podem ser desprezíveis…

Triste demais. Mas pense: nesta segunda-feira, os amigos negros dela, quando a encontrarem, dirão o que a ela? E seus colegas de trabalho? Ou ainda: se você pudesse bater-papo com ela, o que diria?

Como pode alguém ofender ou inferiorizar seu próximo pela cor-da-pele…

– O que pensaria o racista do Morumbi?

Durante o jogo São Paulo 2×2 Fluminense, flagrou-se um torcedor bobão do Tricolor Paulista imitando um macaco (em clara prática de deboche racista) para um torcedor do Tricolor Carioca.

O que esse pobre idiota pensa (se é que tem raciocínio)? Depois de exposto, como será o relacionamento com os negros do dia-a-dia? Me refiro aos seus vizinhos, parceiros de trabalho, pessoas da comunidade que se relacionar e outros contatos.

Se for empregado de alguma empresa, como ela reagiu a tal ato nojento?

Que o vagabundo seja identificado e punido confirme a lei.

Imagem extraída do print

de UOL.com

– Intolerância incompreensível.

Repost de 2 anos, mas o assunto é atual:

Sabemos que o desrespeito é, infelizmente, comum no mundo. Não deveria ser. Mas eu me assusto quando vejo depoimentos de pessoas que sofreram com o preconceito e os motivos “justificados”.

Danielle Souza, que ficou conhecida como “Mulher Samambaia”, casou com o jogador de futebol Dentinho (ex-Corinthians), e há 9 anos vive na Ucrânia. Em entrevista ao Programa Pânico, falou da frieza do povo e da dificuldade em fazer amizades com ucranianos (lá, habitam muitos cossacos, uma etnia conhecida pelo histórico de guerras). Disse que seus filhos (que são morenos) sofreram preconceito na escola por conta da cor da pele. Estrangeiros não são tão bem-vindos. E relatou também o caso de uma professora colombiana que literalmente apanhou na rua, sendo que os agressores disseram que ela merecia por “ser feia”.

Gays e mulheres também são discriminados, não tendo voz nem vez na sociedade local (Kiev).

Enfim: como pode, em pleno século XXI, ocorrer coisas como essas? E olhe que ela tentou se integrar na comunidade de lá (seu marido é jogador querido, ela fala russo e inglês).

O que é Preconceito? - Toda Matéria

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Escala de Allport e violência ideológico-eleitoral.

Democracia, em seu sentido lato, implica convívio construtivo do povo. Convivência é um exercício diário de tolerância, respeito e aceitação de que …

Compartilho em: Escala de Allport e violência ideológico-eleitoral

– Como deve ser o dia-a-dia dos racistas após a 3ª na Arena Corinthians?

Ainda sobre os torcedores do Boca Jrs detidos e liberados após as manifestações racistas e nazistas: os bandidos moram em São Paulo!

Portanto, eles deve ter empresa ou são empregados de alguém. Que tal boicotar seus produtos ou convidar os negros e judeus que eles conhecem a tirar satisfação dos mesmos no trabalho que exercem?

Talvez, explicando com essa manifestação simbólica, eles entendam o que é preconceito.

Abordamos sobre o tema ontem (vide em: https://wp.me/p4RTuC-EHj), mas por ser revoltante, há a necessidade de bater nessa tecla.

Racismo no Brasil | Marcas do passado que se prolongam no presente - CUT-DF

Imagem extraída de: https://df.cut.org.br/artigos/racismo-no-brasil-marcas-do-passado-que-se-prolongam-no-presente-4768

– Corinthians 0x0 Boca Jrs: uma sociedade exausta de racistas, neonazistas, apedrejadores…

Somos um país racista, machista, homofóbico, xenófobo e de inúmeros defeitos. Mas os poucos que tentam ser homens e mulheres diferentes, ficam indignados às coisas vistas em Corinthians x Boca Jrs.

A não-punição severa da Conmebol colabora com isso? Claro que sim, afinal, a multa e a faixa “Basta de Racismo” que o Boca será obrigado a colocar no próximo jogo não deve resolver o problema… é como estender uma faixa pedindo paz em frente a uma cela de assassinos. Não resolve nada!

Que se prendam os apedrejadores, os racistas e os neonazistas. Um desabafo, de quem muitas vezes tem vergonha da sociedade que vivemos, em: https://youtu.be/4D9cn1DH9uY.

– Em podcast, o ex-jogador Richarlyson assume bissexualidade: “Já namorei homem, já namorei mulher, mas e aí? Vai fazer o quê?”

O comentarista é o primeiro entre ex-jogadores e jogadores brasileiros com passagens pela Série A e Seleção a assumir bissexualidade. Richarlyson, ex

Continua em: Em podcast, o ex-jogador Richarlyson assume bissexualidade: “Já namorei homem, já namorei mulher, mas e aí? Vai fazer o quê?”

– Como algumas escolas estão conseguindo vencer o bullying entre os alunos?

Sabemos que o bullying é uma triste realidade nas instituições de ensino do Brasil (e logicamente, em todos os setores da sociedade). E o que fazer para eliminá-lo definitivamente, a fim de que não cause efeitos tão nocivos como estão causando?

Extraído de: https://istoe.com.br/as-escolas-que-venceram-o-bullying/

AS ESCOLAS QUE VENCERAM O BULLYING

Na contramão da maior parte das instituições de ensino do País, que ainda não possuem práticas para coibir a discriminação, alguns colégios já adotam modelos bem-sucedidos para assegurar a boa convivência entre os alunos

Por Fabíola Perez

A imagem de um jovem cabisbaixo, isolado em um dos cantos do pátio, ou de uma criança acuada após ter sido vítima de provocações começa a se tornar rara em algumas escolas do País. Apesar de  numericamente ainda serem poucas, instituições de ensino têm desenvolvido metodologias específicas para combater a intimidação e se transformado em exemplos na batalha contra a discriminação e a propagação do ódio no ambiente escolar. O caminho não é simples, mas os resultados das iniciativas mostram que é possível coibir a prática.

“Os programas anti-bullying vão desde grupos
de jovens que aprendem a auxiliar as vítimas até
palestras para capacitar pais e professores”

Um desses colégios é o Bandeirantes, um dos mais tradicionais de São Paulo. Lá, as estudantes Mariana Avelar, 14 anos, e Isabela Cristante, de 12, fazem parte dos grupos de ajuda do Programa de Combate ao Bullying. Elas foram escolhidas pelos demais alunos para participar de dois dias de capacitação com uma equipe de professores universitários e psicólogos.

Por meio de situações hipotéticas, o treinamento deixou claro o que é bullying e como elas deveriam agir em diferentes casos. “As pessoas mais isoladas são aquelas com gostos diferentes da maioria. Tentamos nos aproximar até que o colega se sinta confiante para conversar”, diz Mariana, estudante do 9º ano. “Aprendemos que, às vezes, o problema é maior do que parece, e precisamos levá-lo aos orientadores”, conta Isabela, da 6ª série. Os estudantes também conversam com quem presencia ou pratica o bullying. “O agressor se conscientiza mais rapidamente” , afirma Isabela.

Com pulseiras para identificação, os participantes percorrem a escola auxiliando nos casos em que percebem o isolamento. A estratégia está funcionando. “Observamos a redução de casos”, afirma Marina Schwarz, orientadora da escola. “Hoje temos mais acesso aos episódios de provocação, que normalmente ocorrem por trás das autoridades.”

Outro colégio que adotou medidas para coibir o bullying é o Soka, também de São Paulo. Há dois anos, a escola organiza palestras com advogados e psicólogos. “Conversamos com os pais sobre a responsabilidade deles em verificar os celulares dos filhos. É preciso identificar se há indícios de bullying nas conversas em grupos de redes sociais”, afirma o diretor James Jun Yamauti.

A instituição também capacitou orientadores para dar assistência a alunos que chegam de outras escolas. “Trabalhamos com jovens que tiveram dificuldade de adaptação para que tenham um entrosamento melhor”, afirma Edna Zeferino Menezes, assistente de orientação educacional. Na sexta-feira 27, a escola deu início à semana do “Preconceito Não”, com palestras sobre direitos da população negra, questões de gênero e indígenas e a trajetória da população LGBT. “A ideia é que os alunos reflitam sobre questões que interferem diretamente no bullying e identifiquem se já vivenciaram situações semelhantes”, explica Yamauti. “Os constrangimentos diminuíram bastante. Se uma brincadeira passa dos limites, deixa de ser brincadeira”, afirma Igor Seiji Ando Bomfim, 15 anos, que relata ter ajudado colegas que sofreram discriminação.

DESCONTROLE

Em um momento no qual o tema vem à tona mais uma vez após o bullying ter sido apontado pela polícia como um dos fatores que levaram um adolescente de 14 anos a atirar contra colegas em uma escola de Goiânia na sexta-feira 20, é fundamental que iniciativas como essas deixem de ser fatos isolados.

Os colégios devem começar a colocar em prática ações determinadas pela lei contra os atos de perseguição, em vigor desde abril do ano passado. Uma delas é a produção de relatórios bimestrais com eventuais casos. “O bullying não é controlado pelas autoridades pela falta de dados, o que dificulta o diagnóstico da extensão do problema”, afirma advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi, especialista em direito digital. Outro aspecto importante é que, além do suporte à vítima, as instituições devem oferecer assistência ao agressor.

A ocorrência ainda diária das intimidações mostra, no entanto, um descompasso muito grande entre o que faz a maioria das escolas e o que manda a legislação. Casos extremos, como o de Goiânia, evidenciam, porém, a urgência na adoção de medidas efetivas. “O bullying não pode ter sua gravidade subestimada e ser tratado como uma brincadeira de criança”, diz a advogada Ana Paula. “A cultura da vingança ainda é muito presente  na sociedade e é esse desejo que está por trás do comportamento do agressor”, diz.

Terminando em tragédias ou não, casos de bullying têm efeitos indeléveis para a vítima, o agressor e toda a escola. “Ocasionam rachas nas salas de aula, colocam metade dos alunos contra o agressor e a outra parte a favor da vítima”, diz Ana Paula. Por isso, os programas de combate a práticas tão cruéis são fundamentais para reverter o aumento da intolerância em ambientes de aprendizado. Não de destruição.

DISPOSIÇÃO PARA AJUDAR

Satisfação em ver os colegas enturmados é o que move as alunas Mariana Avelar e Isabela Cristante, do 9º e do 6º ano, respectivamente, do Bandeirantes, em São Paulo. Há um ano, elas foram escolhidas para fazer um treinamento de capacitação e saber como atuar em casos de bullying. Desde então, as estudantes percorrem os espaços da escola e sempre que percebem situações de isolamento ou provocação se aproximam da vítima ou dos que testemunharam a ação. “Saber que consegui ajudar é muito bom”, diz Isabela.

Imagem extraída de: https://educacao.estadao.com.br/blogs/escola-vilaplay/bullying-existe-na-educacao-infantil/

– Machos e o machismo: mulheres não são as únicas vítimas.

Um texto para o “homem moderno”. Na verdade, para uma sociedade justa, não preconceituosa, respeitosa, digna e de equidade aos homens e mulheres:

“O machismo convence o mundo de que um homem deve sentir-se vexado por ganhar menos que a mulher. Convence o mundo de que um homem que abra mão da carreira para cuidar dos filhos é um fracassado disfarçando sua incompetência profissional. Convence-nos de que o homem, sexualmente, deve funcionar como uma máquina que nunca poderá ter falha alguma, seja no porte, na performance ou na vida útil. Que o homem precisa dirigir bem, manobrar com facilidade, saber trocar pneu, desentupir ralo e trocar resistência de chuveiro. Que o homem não deve usar antirrugas, nem corretivo para acne e olheiras, nem filtro solar. Que o homem não deve ter medo de barata, de escuro, de altura, de ficar solteiro, de não poder ter filhos, de se aposentar e sentir-se inútil.”

Na íntegra, abaixo, extraído de: https://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/o-quanto-o-machismo-tambem-reprime-os-homens/

O QUANTO O MACHISMO TAMBÉM REPRIME O HOMEM

por Ruth Manus

Como todos sabemos o comportamento machista não é exclusividade masculina. Há homens machistas, mulheres machistas, músicas machistas, livros machistas, doutrinas machistas. Da mesma forma, o feminismo não é uma luta apenas das mulheres. O feminismo, como já mencionamos aqui no blog, não é o contrário de machismo, mas é a luta por igualdade entre homens e mulheres. E isso interessa todos nós.

A mentalidade machista mata, fere, humilha e reprime mulheres todos os dias, em todos os cantos do mundo. E nós precisamos lutar diariamente contra esse tipo de comportamento, mesmo quando ele se apresenta de forma sutil, disfarçado de piada, de pequena censura.

Mas não são só as mulheres que são vítimas do machismo. Obviamente não estamos comparando dores, nem nivelando os potenciais das agressões. As maiores vítimas do machismo sempre serão as mulheres. Mas talvez esteja na hora de entendermos que a vida de todo mundo seria melhor sem ele.

Começa muito cedo. O antiquado “menino não chora” ainda circula por aí. Por vezes ele se traveste de “vai ficar chorando que nem uma menina?”. O machismo tenta enfiar as lágrimas de volta nos olhos dos meninos, que já crescem com duas ideias erradas: a de que eles não podem ter fragilidades e a de que toda menina é frágil por natureza.

Depois os meninos são tolhidos nos brinquedos. Uma menina jogando bola ou brincando de carrinho pode até ser aceita (embora o mundo prefira vê-la com uma cozinha de plástico cor de rosa). Mas um menino com uma Barbie jamais passará ileso. Um menino que queira brincar de ser pai de uma boneca será motivo de preocupação. Um menino com um bambolê. Um menino que se divirta penteando cabelos.

Mais tarde são os cursos universitários: Nutrição? Enfermagem? Psicologia? Pedagogia? Design de interiores? Gastronomia? O machismo está pronto para mandá-los para a engenharia, para o direito e para administração de empresas. Nas profissões não é diferente. Um amigo que estuda em Barcelona é excelente com crianças, pensou em se oferecer para cuidar de algumas. Mas quem aceitará “um” baby-sitter? Será um pedófilo? Um pervertido? Além disso, misturam-se conceitos, associando profissões a orientação sexual e, de repente, o simples fato de um homem gostar de cortar cabelos ou desenhar roupas já torna-o gay aos olhos dos machismo. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas o machismo é muito burro.

O machismo convence o mundo de que um homem deve sentir-se vexado por ganhar menos que a mulher. Convence o mundo de que um homem que abra mão da carreira para cuidar dos filhos é um fracassado disfarçando sua incompetência profissional. Convence-nos de que o homem, sexualmente, deve funcionar como uma máquina que nunca poderá ter falha alguma, seja no porte, na performance ou na vida útil. Que o homem precisa dirigir bem, manobrar com facilidade, saber trocar pneu, desentupir ralo e trocar resistência de chuveiro. Que o homem não deve usar antirrugas, nem corretivo para acne e olheiras, nem filtro solar. Que o homem não deve ter medo de barata, de escuro, de altura, de ficar solteiro, de não poder ter filhos, de se aposentar e sentir-se inútil.

O machismo não costuma matar homens. (a não ser que esse homem beije outro homem no meio da Avenida Paulista). O machismo prefere matar mulheres. O machismo odeia todas as mulheres que não se encaixam em seu asqueroso e pobre padrão. Mas também odeia os homens que não correspondem às suas tristes expectativas. E reprime-os. Julga-os. Condena-os. Não os mata com armas de fogo, não os espanca no chão da cozinha, não os violenta nos becos escuros. Mas mata, sim, a cada dia, um pouco das sua liberdade, da sua paz, dos seus sonhos.

Morte grande e sangrenta ou morte pequena e sutil, somos todos vítimas do mesmo machismo. E a luta contra ele é uma só: uma luta sem gênero, protagonizada por todos os que sabem que não queremos seguir caminhando por caminhos trilhados por uma mentalidade tão pobre, tão atrasada e tão carregada de ódio.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– A punição do Boca Jrs e a punição ao Corinthians!

Dia 26 de abril: Arena de Itaquera vê torcedores do Boca Jrs ofendendo os corintianos com manifestações racistas. Conmebol puniu com multa em R$ 144.000,00 (pena divulgada ontem).

Dia 22 de maio: Arena de Itaquera vê torcedores do Corinthians ofendendo os são-paulinos com manifestações homofóbicas. CBF punirá com  _____________ (complete o espaço).

Lembrando: em março, em situação idêntica pela 4a divisão paulista (Santacruzense x Osvaldo Cruz), a FPF multou por xingamentos homofóbicos o time da casa por R$ 20.000,00 (racismo e homofobia têm pena variando com multa estipulada entre R$ 100,00 e R$ 100.000,00).

Como se vê, nada disso tem solucionado o problema. A FIFA elaborou em 2019 um protocolo para os árbitros, quando flagrarem tais situações, tomarem atitudes. Está em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/

O que fazer para eliminar esses tristes episódios de intolerância? 

Imagem extraída de: https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/743874694/a-inconstitucionalidade-da-equiparacao-do-crime-de-homofobia-e-transfobia-ao-crime-de-racismo

– Os gritos homofóbicos do Majestoso valerão multa de quanto?

Pela 4a divisão da FPF, dias atrás, jogaram Santacruzense x Osvaldo Cruz. A torcida do time da casa gritou “Bicha” por diversas vezes quando o goleiro do time visitante ía cobrar o tiro de meta. Conclusão: mandante punido por 20 mil reais (a multa por racismo ou homofobia é a mesma: de R$ 100,00 a R$ 100.000,00).

Pela 1a divisão da CBF, neste domingo, jogaram Corinthians x São Paulo. O árbitro Wilton Sampaio relatou os gritos homofóbicos na súmula (sem especificá-los). Ficará somente na multa mesmo?

A súmula, abaixo:

Em tempo: nesta semana, celebrou-se o Dia Mundial de Luta contra a Homofobia