– Eugenia, a Ciência do Preconceito

Após ler a reportagem de Karina Ninni, da Revista Superinteressante (pg 78-81, edição Março), fiquei impressionado com o tema tratado: a EUGENIA.

A Eugenia é a ciência do preconceito, ou seja, da purificação das raças. E para quem pensava que isso fosse idéia de Nazistas que defendessem a purificação ariana, engana-se. No Brasil, durante o século XX, muitos cientistas eugênicos velada ou abertamente defenderam um Brasil livre de outras raças diferentes à branca.

Em 1911, durante um Congresso realizado em Londres, o antropólogo brasileiro João Antonio Batista proclamou radiante que em 2010 não haveria mais negros ou índios no país!

Um dos maiores defensores da Eugenia foi Francis Galton (primo de Charles Darwin, da teoria da Evolução), que defendia a crença que a evolução humana dependeria da seleção genética e controle das raças.

No Brasil, os eugenistas verde-amarelos não conseguiram ir adiante, mas chegaram a sonhar com programas similares ao da Alemanha de Hitler: esterilização de “raças inferiores” e sacrifícios de deficientes e inválidos. Na política, infiltrados, tentaram até colocar artigos na Constituição que defendesse a raça branca.

Notadamente, foram pessoas de expressão na sociedade, destacando-se Vital Brazil (fundador do instituto Butantan), Arnaldo Vieira de Carvalho (diretor da Faculdade Paulista de Medicina, hoje da USP), o sanitarista Belisário Penna, o médico Olegário de Moura (que dizia: sanear é eugenizar – imagine essa frase dita hoje!) e o fundador da Sociedade Eugênica Brasileira, o limeirense Renato Kehl, que escreveu mais de 30 livros defendendo a raça branca brasileira.

Felizmente, todas essas ações frustaram-se ao longo do século passado, mas um legado triste pode ser observado: a ainda defesa da discriminação racial por parte de muitos brasileiros.

Algumas frases eugências destacadas da matéria citada:

“O Brasil vem sofrendo, desde a colonização, as consequências da mestiçagem” Renato Kehl

“Os índios, em geral, são muito sôfregos e pouco amigos da disciplina” Oliveira Vianna

“Está provado que casamentos entre raças dão origem a tipos inferiores física, psíquica e moralmente”Nina Rodrigues

“O negro, raça inferior, apresenta uma indiscutível e franca animalidade”Luiz Silva

“Os mulatos são, na maioria, elementos feios e fracos. Apresentam instabilidade de caráter e perturbam o progresso nacional” Renato Kehl

“Deus perdoe esses idiotas racistas”Eu mesmo.

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– Precisamos de um dia da Consciência Negra?

Sou contra certas datas festivas: Todo dia é dia das mães; dos pais; das mulheres; dos homens ou dos negros.

Muitas vezes, temos datas comerciais: o dia dos namorados, por exemplo. Ou outras demagógicas: não seria a de hoje um exemplo disso?

Detesto rotulações: raça branca, negra, amarela… Ora, somos todos uma única raça, a RAÇA HUMANA! Não importa a cor da pele, a preferência sexual ou a religião: todos somos iguais em direitos e deveres.

Perceberam que o “dia de reflexão” virou descanso para uns e aproveitamento político para outros? Pior: o fato das cidades determinarem feriado municipal ou não acaba desacreditando no dia como feriado em si. Ou é para todos os municípios, nacionalizando a data, ou não.

Mais grave do que isso é tratar o dia como se fossem os negros gente inferior que precisassem de piedade. Nada disso. A história de cotas ou privilégios não pode ser uma caridade de gente subestimada, pois para ser inteligente ou competente não há cor (diferente das cotas sociais – por pobreza – as quais defendo).

Que o Dia da Consciência Negra sirva para refletir a igualdade, não aumentar discussões discriminatórias ou comparações de raças; coisas que são bobagens abomináveis nos dias atuais.

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– Cristofobia e Islamofobia: o discurso e a “real”.

Vivemos num mundo multicultural. Existem democracias (Brasil, EUA, Itália, França), ditaduras (Venezuela, Cuba, China, Coreia do Norte) e teocracias (Irã, Arábia Saudita, Vaticano). Mas independente de que ideologia político-governamental as nações sejam, todas têm algo em comum no mundo moderno: a discussão do convívio harmonioso e a existência de tolerância ou intolerância religiosa – se deve existir o aceite ou não da liberdade de crença.

Enquanto a Europa vai ficando cada vez mais descrente, envelhece sua população e tem cada vez um número menor de crianças por casal, o Mundo Árabe expande-se com uma taxa de natalidade muito alta, trazendo ao mundo novos seguidores do islamismo. Portanto, os muçulmanos (pela matemática) serão a grande parcela religiosa do planeta dentro em breve.

Diante de todo isso, com a migração de povos árabes da África e da Ásia para outros continentes (especialmente à Europa), começa ocorrer a chamada Islamofobia (a discriminação por ser do Islã).

Infelizmente, é comum que isso ocorra a estrangeiros que habitam uma terra que não é sua (esse é um dos fatores), somada às ações de grupos radicais, como observados em ações de terrorismo (que não representam o Islamismo na sua integralidade), deixando muita gente com aversão desse povo. Portanto, tornou-se uma variável específica de xenofobia.

A Cristofobia, a variante de fobia contra cristãos, existia na perseguição do Império Romano aos convertidos. Tanto que as catacumbas eram o local de celebração das primeiras missas, em decorrência da necessidade de se esconder. Nos dias atuais, vê-se não mais um ataque contra os católicos em si (ou seja: por ser praticante), mas pelo fato de existirem cristãos que se fanatizam e deturpam a fé, onde ocorre a generalização equivocada. Outros, de maneira charlatã, explorando a crença alheia. Por fim, outros ainda usando o nome de Cristo como bandeira mas defendendo contraditoriamente causas como armamento e aborto. O cristão (evangélico ou católico) que vive corretamente sua fé, tende a sofrer a Cristofobia justamente daqueles que nada creem e concomitantemente desdenham de quem crê por conta destes que não vivem corretamente como cristãos (exceção feita às regiões que proíbem o Cristianismo radicalmente, como China e outras ditaduras).

O católico verdadeiro não prática a Islamofobia ou qualquer prática de discriminação. Ele ama o seu próximo e não pratica proselitismo (Jesus nos ensina isso à exaustão nos Evangelhos). Sabe conviver com quem pensa ou crê diferente. Não violenta o direito do outro, e espera a reciprocidade, mas de maneira franciscana (que saibamos amar e perdoar do que ser amados e perdoados, dando sem esperar receber).

Independente da profissão de fé, sejamos lembrados pela acolhida, inclusão, respeito e paciência com outros povos de cultura diferente – não caindo no erro de enxergar em atos de fanatismo violento (sejam eles de muçulmanos, judeus, cristãos ou ateus), uma maneira incorreta de colocar a culpa numa generalizada população.

Por fim: nada tem a ver com Cristofobia a queima de igrejas no Chile, pois ali foi vandalismo de anárquicos travestidos de manifestantes políticos, onde procuraram depredar símbolos que remetiam às origens dos colonizadores, com a desculpa de era necessária uma “nova constituição”. Dessa forma, as “Casas de Deus” sofreram pelos pecados dos outros.

Como cristãos, façamos sempre a nossa parte, imitando os ensinamentos do nosso Salvador.

– O Futebol da Inglaterra contra o Racismo!

Louvável iniciativa da Premier League. Segundo o twitter de PL Brasil:

“Em reunião com os capitães das equipes, foi acordado que os jogadores usarão, ao longo da temporada 2020/21, um distintivo na manga escrito ‘Não há espaço para o racismo’ “.

Claro, será meritória essa ação se nós não observarmos nenhum caso de injúria racial ao longo do certame. Felizmente, parece que casos de racismo no futebol aqui no Brasil diminuíram no pós-pandemia.

Lembremo-nos que só existe uma raça: a raça humana. Todos somos iguais, independente da cor da pele.

– O que o Papa Francisco falou sobre os homossexuais não pode ser deturpado.

Li as manchetes envolvendo Francisco e os homossexuais nas páginas da Globo, da Folha e até da Record: a impressão, para o desavisado, é que o Papa iria liberar o casamento gay nas Igrejas. E não era nada disso…

O Papa Francisco declarou num documentário o que sempre vem pregando: acolhimento às pessoas que se descobrem LGBTs, evangelização e respeito à diversidade. Para isso, pregou cidadania e reconhecimento de direitos civis, como a união legal (algo que ele próprio já havia dito).

Não se deturpe uma notícia sensacionalista com um consciente apelo papal como dito por Francisco. Entenda abaixo, sem fake news ou fanatismo,

extraído de: https://www.acidigital.com/noticias/papa-incentiva-uniao-civil-para-casais-homossexuais-uma-mudanca-na-postura-do-vaticano-99893

PAPA INCENTIVA UNIÃO CIVIL PARA CASAIS HOMOSSEXUAIS, UMA MUDANÇA NA POSTURA DO VATICANO

Em um documentário que estreou nesta quarta-feira em Roma, o Papa Francisco se mostrou favorável à aprovação de leis de união civil para casais do mesmo sexo, tomando assim distância da atual posição do Vaticano e dos seus predecessores em relação ao tema.

Os comentários surgiram em meio a uma parte do documentário que reflete, entre outros temas, sobre a pastoral dedicada a pessoas que se identificam como LGBT.

“Os homossexuais têm o direito de fazer parte da família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ter uma vida miserável por causa disso”, disse o Papa Francisco no filme ao comentar o trabalho desta pastoral.

Após essas observações, e em comentários que provavelmente causarão controvérsia entre os católicos, o Papa Francisco emitiu uma opinião pessoal sobre o tema das uniões civis para casais do mesmo sexo.

“O que precisamos é criar uma lei da união civil. Dessa forma, eles estarão cobertos pela lei”, disse o Papa. “Eu defendi isso,” asseverou.

Os comentários são expostos no novo documentário sobre o Papa chamado, “Francesco”, que fala sobre a vida e o ministério do Papa Francisco que estreou hoje, 21, no Festival de Cinema de Roma, e está programado para fazer sua estreia na América do Norte este domingo.

O filme narra a abordagem do Papa Francisco às questões sociais urgentes e ao ministério pastoral entre aqueles que vivem, nas palavras do pontífice, “nas periferias existenciais”.

Apresentando entrevistas com personalidades do Vaticano, incluindo o cardeal filipino Luis Tagle e outros colaboradores do papa, “Francesco” analisa a defesa que o Papa faz dos migrantes e refugiados, dos pobres, seu trabalho no tema dos abusos sexuais do clero, o papel das mulheres na sociedade e aqueles que se identificam como LGBT.

O filme aborda o alcance pastoral do Papa Francisco àqueles que se identificam como LGBT, incluindo uma história do pontífice encorajando dois homens italianos a manter um relacionamento do mesmo sexo a criarem seus filhos em sua igreja paroquial, que, segundo um dos homens, era muito benéfico para seus filhos.

“Ele não mencionou qual era a sua opinião sobre a minha família. Provavelmente ele está seguindo a doutrina sobre este ponto”, disse o homem, enquanto elogiava o Papa por sua disposição e atitude de boas-vindas e encorajamento.

Os comentários do Papa sobre as uniões civis aparecem precisamente nesta parte do documentário. O cineasta Evgeny Afineevsky disse à CNA, a agência em inglês do grupo ACI, que o Papa expressou o pedido por uniões civis na entrevista que o produtor conduziu com o pontífice.

O apelo direto do Papa por leis de união civil representa uma mudança da perspectiva de seus antecessores e de suas próprias posições a respeito das uniões civis no passado.

Em 2010, enquanto era arcebispo de Buenos Aires, o Papa Francisco se opôs aos esforços para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Entretanto, Sergio Rubin, futuro biógrafo do Papa, sugeriu que Francisco apoiava a ideia de uniões civis como uma forma de evitar que crianças fossem dadas em adoção massivamente a estes casais, Miguel Woites, que trabalhou diretamente com a Conferência Episcopal da Argentina e a Arquidiocese de Buenos Aires dizia que esta afirmação era falsa.

Porém, o fato do próprio Papa afirmar no documentário ter “defendido” anteriormente as uniões civis homossexuais parece confirmar os relatos de Rubin e outros que afirmavam que, de forma reservada, o então cardeal Bergoglio apoiava a ideia.

No livro “No Céu e na Terra”, de 2013, o Papa Francisco não descarta por completo a possibilidade das uniões civis, mas afirma que as leis que “assimilam” ao casamento as práticas homossexuais eram “uma regressão antropológica”. Ele expressou ainda preocupação de que casais do mesmo sexo “tenham direito a adotar filhos, pois isto poderia afetar as crianças”. “Cada pessoa precisa de um pai e uma mãe que possam ajudá-los a formar sua identidade”, afirmava.

Em 2014, Pe. Thomas Rosica, que então trabalhava na assessoria de imprensa da Santa Sé, disse à CNA que o Papa Francisco não expressou apoio às uniões civis de pessoas do mesmo sexo, depois que alguns jornalistas relataram que ele o teria feito durante uma entrevista. Naquela altura, uma proposta de união civil era debatida na Itália e Pe. Rosica enfatizou que Francisco não iria opinar no debate, mas que ele daria ênfase à doutrina católica sobre o casamento.

Em 2003, sob a liderança do Cardeal Joseph Ratzinger e sob a direção do Papa João Paulo II, a Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano ensinou que “o respeito pelos homossexuais não pode levar de forma alguma à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal de uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, promovam e protejam o casamento como a base da família, a unidade primária da sociedade”.

“O reconhecimento legal das uniões homossexuais ou colocá-las no mesmo patamar do casamento significaria não só a aprovação do comportamento desviante, com a consequência de torná-lo modelo na sociedade atual, mas também obscureceria valores básicos que pertencem à comum herança da humanidade. A Igreja não pode deixar de defender esses valores, para o bem de homens e mulheres e para o bem da própria sociedade”, acrescentou a CDF, chamando estas uniões de “gravemente imorais”.

“Nem mesmo em um análogo sentido remoto, as uniões homossexuais cumprem o propósito pelo qual o casamento e a família merecem reconhecimento categórico específico. Pelo contrário, existem boas razões para sustentar que tais uniões são prejudiciais ao bom desenvolvimento da sociedade humana”, afirma o documento.

A assessoria de imprensa do Vaticano não respondeu às perguntas da CNA sobre os comentários do Papa no filme.

Enquanto os bispos em alguns países não se opuseram às propostas de união civil do mesmo sexo e tentaram diferenciá-las do casamento civil, os oponentes das uniões civis há muito alertam que elas servem como ponte legislativa e cultural para iniciativas de casamento entre pessoas do mesmo sexo, alegando ainda que a sociedade não deve aprovar a imoralidade nem podem deixar de proteger o direito das crianças de serem educadas por um pai e uma mãe.

Afineevsky disse à EWTN News este mês que tentou em “Francesco” apresentar o Papa como ele o viu, e que o filme pode não agradar a todos os católicos. Ele disse à CNA na quarta-feira que, em sua opinião, o filme não é “sobre” o apelo do papa a favor de uniões civis, mas “sobre muitas outras questões globais”.

“Não estou olhando para ele como o Papa, estou olhando para ele como um ser humano humilde, um grande modelo para a geração mais jovem, um líder para a geração mais velha, um líder para muitas pessoas, não no sentido católico , mas no sentido de liderança pura, no terreno, nas ruas ”, acrescentou Afineevsky.

O cineasta disse que começou a trabalhar com o Vaticano para produzir um filme sobre o Papa Francisco em 2018 e teve acesso sem precedentes ao Papa até a conclusão das filmagens em junho, em meio aos bloqueios devido à pandemia na Itália.

Afineevsky, é um cineasta russo que mora nos EUA e que em 2015 foi indicado ao Oscar e ao Emmy pela obra “Winter on Fire”, um documentário que narra os protestos Euromaidan de 2013 e 2014 na Ucrânia. Seu filme de 2017, “Cries from Syria”, foi indicado a quatro prêmios Emmy de notícias e documentários e a três prêmios de escolha da crítica.

Na quinta-feira, Afineevsky receberá nos Jardins do Vaticano o prestigioso Prêmio Kineo Movie for Humanity, que reconhece cineastas que apresentam questões sociais e humanitárias em documentários. O prêmio foi criado em 2002 pelo Ministério da Cultura da Itália.

Rosetta Sannelli, a criadora dos Prêmios Kineo, observou que “cada viagem do Papa Francisco a várias partes do mundo está documentada na obra de Afineevsky, em imagens e notícias, e se revela como um olhar autêntico dos acontecimentos de nosso tempo, uma obra histórica em todos os aspectos”.

– Estamos contigo, Bibiana!

Bibiana Steinhaus é hoje a principal árbitra de futebol da Alemanha (e talvez seja do mundo também). Tem trabalhado com competência e regularidade nos diversos campeonatos que apita. Sua última atuação foi a decisão da Supercopa da Alemanha, no jogo entre Bayern Munich 3×2 Borussia Dortmund.

Porém, um fato curioso: a TV estatal do Irã, que transmitiria a partida, cancelou o evento pois, de acordo, com as leis islâmicas (o Irã é uma teocracia) não se pode mostrar partes do corpo das mulheres publicamente (e não é a primeira vez, em fevereiro isso já aconteceu também).

Lembrei-me de Fernanda Lima apresentando o sorteio da Copa de 2014 e a polêmica criada pelas modificações estéticas na imagem da moça, feitas pelas autoridades iranianas nas imagens que chegaram por lá. É mole?

Mais detalhes sobre o jogo anteriormente citado em: https://www.dw.com/pt-br/tv-iraniana-censura-jogo-da-bundesliga-por-árbitra-ser-mulher/a-47556534

Bibiana Steinhaus na partida entre Bayern e Augsburg

– Marinho e a consciência coletiva

Muitos tratam o jogador Marinho, do Santos FC, com ironia e desdém, devido as brincadeiras e memes surgidos de suas falas. Mas repare que são simples brincadeiras, sem maldade ou prejuízo para alguém. Folclore de um cara espirituoso!

Entretanto, Marinho tem falado ultimamente de cidadania, respeito, combate à discriminação e inclusão. Inclusive, disse no programa “Bem Amigos” da Sportv sobre o ativismo de atletas importantes como Lebron James ou Louis Hamilton:

“Quando o Hamilton faz isso, o Lebron faz isso lá nos EUA, eles têm muito respeito. Se no Brasil você vai fazer é muito mimimi, ‘Nutella’, isso e aquilo. Mas eu vou defender a bandeira porque muita gente passa por isso e não tem voz ativa. Não ligo para o que vão falar de mim. O importante é eu saber, olhar para o próximo, pessoas que passam por isso diariamente, sofrem com isso nos empregos e não podem falar, senão vão ser mandadas embora.”

É isso mesmo: ter empatia faz a diferença na dignidade de alguém. Parabéns, Marinho!

– Garota de 14 anos Ameaçada de Morte por querer… Estudar!

Aparece no meu Feed essa publicação que tem 8 anos, mas acho importante o repost dela: sobre Malala, a menina que se tornou símbolo da luta pelo direito das meninas poderem estudar! Para mim, de maior significância do que a garota Greta, que tem sido manchete em defesa do clima mas parece ter sido uma adolescente usada politicamente.

Abaixo:

MALALA YOUSUFZAI SERÁ UM SÍMBOLO?

Por mais que reclamemos das condições e acesso do Ensino no Brasil, ainda assim vivemos em condição privilegiada, se compararmos com alguns países.

No Paquistão, por exemplo, uma menina de 14 anos que criou um blog para defender o Acesso Universal das Mulheres nos Estudos foi baleada e continua sendo ameaçada de morte pelos Talebãs. Para eles, mulher ir para a escola é, acima de um crime, pecado!

Triste conduta de fanáticos terroristas…

Extraído de: http://is.gd/GWKpyg

MENINA PAQUISTANESA BALEADA PELO TALIBÃ ERA AMEAÇADA HÁ ANOS

A estudante paquistanesa de 14 anos baleada pelo Talibã desafiou ameaças contra ela durante anos, acreditando que o trabalho que fazia pela comunidade era a melhor proteção, afirmou o pai da jovem nesta quarta-feira. Malala Yousufzai foi baleada e ferida com gravidade na terça-feira, enquanto saía da escola em sua cidade natal no vale do Swat, a noroeste da capital Islamabad.

O Talibã reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que a campanha da menina pela educação de moças era pró-ocidental. O ataque provocou a indignação da população em um país aparentemente acostumado com a extrema violência desde o aumento na militância islâmica após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

“Ela é uma vela de paz que eles tentaram apagar”, disse o paquistanês Abdul Majid Mehsud, 45 anos, a respeito da violência que afligiu a região do Waziristão do Sul.

No vale do Swat, que já foi uma lugar turístico mas acabou infiltrado por militantes vindos de bases na fronteira afegã há mais de cinco anos, a família da menina e a comunidade local rezam para que ela sobreviva. O pai da menina, Ziauddin Yousufzai, que dirigia uma escola de meninas, afirmou que a filha queria entrar para a política. Ele disse que, de todas as coisas que ele ama nela, o que mais gosta nela são os ideais democráticos e de justiça da filha.

Histórico de ameaças

Malala ficou famosa aos 11 anos, quando escreveu um blog sob um nome falso para a BBC sobre como era viver sob o governo do Talibã paquistanês. Os militantes, liderados por um jovem pregador radical do Talibã, tomaram o vale por meio de uma mistura de violência, intimidação e com o fracasso das autoridades em fazer frente.

Mesmo depois que os militares finalmente agiram, com uma ofensiva em 2009 que expulsou a maioria dos militantes do vale, o local permaneceu sendo perigoso. Malala não se calou. Ela fez campanha pela educação de meninas e depois recebeu a mais alta condecoração civil do Paquistão. A proeminência dela teve um custo.

“Estávamos sendo ameaçados. Algumas vezes, cartas eram jogadas em nossa casa, dizendo que Malala deveria parar de fazer o que fazia ou o resultado seria muito ruim”, disse o pai dela. Nesta quarta-feira, médicos paquistaneses retiraram uma bala alojada no corpo da menina, que continuava em estado crítico. Duas outras meninas também ficaram feridas.

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– A língua neutra e o exagero do argumento defendido

Ganhou muita repercussão nos últimos dias a questão da “linguagem neutra”, procurando modificar o “português sexista”. Seria um exagero do Politicamente Correto?

É sabido que não cabe mais nenhuma forma de discriminação sexual ou questão de gênero no mundo. A opção sexual é de questão particular de cada indivíduo, respeitando-se cada pessoa.

Porém, existem alguns defensores da causa LGTBQ+ que insistem na necessidade de criar vocábulos inclusivos na Língua Portuguesa, como o “x” ao final das palavras. Por exemplo: ao invés de dizer que “todos os homens e mulheres têm direitos iguais”, usar-se-ia o “todxs têm direitos iguais”. Antes, quando escrevíamos alguma coisa para chamar a atenção de gêneros masculino e feminino, citávamos “todos (as)”.

Agora, surgiu um vídeo (no link abaixo) criando praticamente outra língua: “ele” ou “ela” viram “ile”, igualmente “daquele” ou “daquela” viram “daquile” e outras tantas variações para indicar “neutralidade de gênero”.

Cá entre nós: quem inventou isso, não ajudou em nada a causa gay, mas fez com esse exagero que chacotas fossem criadas desnecessariamente.

Para um homem ou mulher hetero ou homo serem dignamente tratados, não é necessário mudar a língua falada com tantas invencionices. É só ter respeito.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=vcVX1EXNSwc

– Magazine Luiza e as vagas para trainees negros: nada de racismo reverso, amigos!

Queridos leitores, me sinto a vontade para escrever este post de tema tão polêmico por ser um defensor costumeiro da meritocracia em todos os setores. E o assunto em questão (a abertura de vagas exclusivas para pessoas de cor negra para trainees na Magalu) é o que “bombou” nos últimos dias.

Leio gente boa escrevendo sobre racismo reverso (e me surpreendo com isso, não tem nada a ver com esse caso). Outros, de privilégios desmedidos à uma minoria (também discordo). Por fim, uso da ação de contratação como marketing (e qual seria o problema?).

A empresa é privada e deseja contratar funcionários de uma maioria populacional (afinal, o Brasil, país mestiço, tem segundo o IBGE uma quantidade levemente maior de negros do que de brancos). O negro torna-se minoria na questão educacional e em outros índices sociais. Contratar essa parcela fora do mercado de trabalho é inclusão social (e se for usado como publicidade, não tem problema nenhum, pois é uma ação positiva).

Talvez, se não existisse uma grande quantidade de desempregados no país, muitas pessoas não dariam nem bola para o fato. Parece-me queixas de concorrência de candidatos.

O único questionamento pode ser: em condições normais de trabalho, o Magazine Luiza não contrataria negros com exclusividade?

Por fim: contratar negros foi uma ação louvável. É esperado que em outras situações, contrate-se também outros desempregados com dificuldade em entrar no mercado de trabalho, como, por exemplo, pessoas em condições de vulnerabilidades / miséria / moradores de ruas para cargos que possibilitem sua inclusão.

Trainee Magalu 2021 na empresa Magazine Luiza | 99jobs.com

– #RacismNO! Força, PC.

O amigo Paulo César de Oliveira foi vítima de racismo, só porquê um indivíduo discordou da sua opinião sobre um lance de pênalti no Fluminense x Corinthians.

O mundo está intolerante desse jeito? Por causa de uma avaliação de futebol, o sujeito acha que pode inferiorizar o seu semelhante chamando-o de macaco?

Força, Paulo César de Oliveira – você é maior do que isso. Xô, racismo.

– O preço da fama: Neymar não pode ser uma vítima? Assustador…

Ganhar “fama” é algo complicado em qualquer setor da sociedade. Veja a situação de Neymar Jr:

Antes, ele tinha a fama de driblador e muitos jogadores tentavam parar ele cometendo faltas. Aí, começou a pular delas (para fugir da pancada e algumas vezes para simular) e a fama mudou para “cai-cai”. Tentou corrigir isso, mas como tinha ganho esse rótulo, até quando apanhava de verdade em campo, muitas faltas não eram marcadas. Na dúvida, o árbitro lembrava “da fama”.

Depois veio a fase da fama de “irresponsável”. Mesmo treinando e sendo pontual em seu clube na rotina diária, a cada foto em balada ele era criticado. Mas aí veio a história de estar machucado e pulando carnaval, Anitta, festas e… a fama aumentou.

Quando uma moça tentou extorquir dinheiro dele em Paris (assim entendeu a Justiça), muita gente cravou que Neymar era agressor de mulher! Foi o preço da fama…

Agora, fico impressionado com o episódio envolvendo Álvaro González, que é acusado de prática racista contra ele (vide em: https://wp.me/p4RTuC-rte), onde surgem teorias de que “como não apareceram imagens da fala, poderia ser jogada de marketing”.

Caramba, mesmo se ele for vítima, a primeira impressão é a de culpa? É o preço da fama?

Lógico, deve-se tomar cuidado em não acusar injustamente o espanhol, mas diante disso acusar preliminarmente o brasileiro, é uma sacanagem! 

Sabe qual o problema de Neymar hoje? A fama de “estourado”. Todo mundo quer provocar ele. Se em seu lugar a vítima de racismo fosse Gabriel Jesus, Rodrygo ou outro jovem bem comportado, ninguém estaria comentando com dúvidas.

Em tempo: o racismo é algo a ser abolido da humanidade, urgentemente. 

Racismo - Sociologia | Manual do Enem

– Acredite: o VAR não poderia interferir no caso do racismo sofrido por Neymar

Álvaro González, zagueiro espanhol do Olympique, no jogo contra o PSG, supostamente ofendeu o brasileiro Neymar com o ato racista de chamá-lo de Macaco “Filho da Puta”. O árbitro não viu e nada fez. No final do jogo, Neymar perdeu a cabeça, o agrediu e foi expulso.

Mas e o VAR?

Acredite: o árbitro de vídeo não pode interferir em questões de ÁUDIO! Somente nas de imagem. Portanto, caso o VAR tenha visto, ele não pode interferir pelo protocolo oficial.

Fora essa explicação, é insuportável ver (caso se confirme) mais uma manifestação racista).

– Convivência Sadia e Necessária. Viva a Tolerância!

Todos nós temos virtudes e fraquezas.

Todos nós somos iguais em respeito, mas diferentes quanto a opiniões.

Todos nós temos (ou não) um partido, uma religião, um time de futebol, uma preferência ou gosto diferente.

E principalmente, todos nós vivemos e dependemos de um mesmo planeta.

Por quê não respeitar a diferença do próximo?

Há aqueles que não conseguem viver ao lado do seu semelhante justamente por ter uma opinião política ou um comportamento diferente. Pra quê?

Somos todos humanos. Iguais e diferentes ao mesmo tempo. Assim, reflitamos tal verdade!

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– Benedetti sobre Marinho: vale um pedido de desculpas, não?

Rapaz, que infelicidade do comentarista Fabio Benedetti, da Rádio Energia FM (97,7). Ele foi deselegante e usou termos que deveria-se evitar a um jogador negro, como fez com Marinho, na derrota do Santos para a Ponte Preta.

A revolta de Marinho foi de arrepiar. E convida à nossa reflexão: que mundo pilhado, não?

Compartilho, extraído do GloboEsporte.com (link com vídeo): https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/noticias-santos-marinho-racismo.ghtml

CNTTL e FESTTT apoiam Condutores do Vale do Paraíba e repudiam ...

Atualizando: a Rádio Energia se manifestou, abaixo: 

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