– Estudantes Universitários têm grande queda de desempenho por culpa do celular em sala de aula, diz FGV

Não é um estudo qualquer feito por entidade duvidosa: a Fundação Getúlio Vargas fez um árduo trabalho para mensurar o quanto caem de rendimento os alunos que usam o telefone celular durante as aulas. E o resultado tem muito impacto negativo…

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/09/uso-de-celular-em-sala-de-aula-dobra-efeito-negativo-nas-notas-aponta-estudo.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha

USO DE CELULAR EM SALA DE AULA DOBRA EFEITO NEGATIVO NAS NOTAS, APONTA ESTUDO

Pesquisa da FGV mediu impacto da utilização em excesso dos aparelhos

uso excessivo de telefones celulares tem prejudicado o desempenho acadêmico de estudantes universitários brasileiros sem que eles percebam, já que a maioria tende a subestimar o tempo que dedica, diariamente, a seus aparelhos.

Essas conclusões são de uma pesquisa feita com alunos da FGV (Fundação Getulio Vargas) de São Paulo e publicada recentemente pela “Computers & Education”, revista especializada britânica.

A piora na aprendizagem associada à utilização intensa de smartphones leva a uma queda significativa dos alunos em um ranking que a FGV elabora para classificá-los —considerando suas notas, mas também fatores como o grau de dificuldade das provas.

Cada cem minutos diários dedicados ao celular fazem com que um estudante recue 6,3 pontos na escala, que vai de 0 a 100. Segundo os pesquisadores Daniel Darghan Felisoni e Alexandra Strommer Godoi, isso pode ser suficiente para tirá-los da lista dos 5% melhores da turma, impedir que alcancem pontuação para cursar determinadas eletivas ou prejudicá-los em avaliação dos critérios para obtenção e manutenção de bolsa de estudos.

uso de smartphones no horário das aulas é ainda mais nocivo: faz com que a queda de desempenho quase dobre. Ou seja, se os cem minutos forem concentrados no período em que os alunos deveriam prestar atenção nas aulas ou em rotinas da universidade, o recuo no ranking vai para cerca de 12 pontos.

O problema é agravado pelo fato de que o tempo dedicado aos aparelhos é alto e bem maior do que a maioria estima. Em média, os participantes do estudo passaram quase quatro horas por dia (230 minutos) mexendo em seus celulares, 48,5% a mais do que eles disseram imaginar.

Entre os 43 alunos acompanhados, o que ficou mais tempo no celular gastou 6,5 horas diárias no aparelho, e a menor marca foi de 38 minutos.

O resultado surpreendeu Daniel, que estudava o tema para seu trabalho de conclusão da graduação na FGV, e Alexandra, professora que o orientava. “Eu mesma testei o tempo que passava no celular na época e foi o dobro do que imaginava”, diz Alexandra.

Para Daniel, a surpresa maior veio com a mensuração do impacto do celular sobre a aprendizagem dos alunos. A hipótese dele era que, acostumados desde cedo com a tecnologia, os jovens tinham capacidade de realizar tarefas concomitantes sem prejudicar sua capacidade cognitiva.

“Percebia que o uso do celular nos deixava momentaneamente ausentes, mas que o conteúdo perdido poderia ser recuperado em seguida com a volta da atenção”, diz Daniel.

Não foi o que ele e Alexandra descobriram ao analisar os resultados do experimento, que monitorou 43 alunos de administração de empresas por 14 dias consecutivos, em abril de 2016. O grupo aceitou instalar nos seus celulares aplicativos que medem o tempo gasto trocando mensagens, navegando em redes sociais, fazendo pesquisas e ligações.

Um desafio em pesquisas assim é garantir que o efeito que se busca mensurar seja consequência da hipótese levantada e não de outros fatores. Nesse caso, era preciso eliminar o risco de que as diferenças de desempenho fossem causadas por habilidades e conhecimentos acumulados pelos alunos anteriormente.

O impacto dessas aptidões foi, então, descontado com base nos resultados do vestibular e em um questionário utilizado internacionalmente sobre seu autocontrole (capacidade de se organizar, concentrar, realizar tarefas etc). A partir daí, eles estimaram o desempenho esperado dos alunos e os compararam com os resultados que eles, de fato, alcançaram.

Concluíram que o uso do celular é capaz de alterar a rota esperada. Sua utilização por cem minutos diários é suficiente para fazer com que um aluno ou aluna que tenha se classificado em 5º lugar no vestibular atinja na faculdade o desempenho esperado daquele que ficou em 100º.

“Essa queda na pontuação pode ter consequências graves para o estudante, afetando até sua vida profissional, já que as vagas para cursar determinadas disciplinas preparatórias para o mercado de trabalho são preenchidas conforme a posição no ranking da faculdade”, diz Daniel.

“O ideal seria repetir o experimento, expandindo-o para um grupo mais diverso, mas, estaticamente, nossos resultados se mostraram significativos”, afirma Alexandra.

PROIBIÇÃO EM ESCOLAS FRANCESAS DEU NOVO IMPULSO AO DEBATE

O debate sobre celulares na educação tem ganhado fôlego. Em julho, o governo da França proibiu a utilização dos telefones em escolas. No Reino Unido, algumas escolas tomaram a mesma decisão. 

No Brasil, não há uma regra única. Em 2017, o Governo do Estado de São Paulo liberou o uso dentro de sala de aula sob supervisão (leia abaixo).

“Acho importante que o tema seja discutido porque o que notamos é que o efeito da distração é inconsciente e significativo”, diz Alexandra.

Um trabalho recente feito por quatro pesquisadores de universidades norte-americanas e publicado por um periódico da Universidade de Chicago com 800 usuários de smartphones concluiu que a proximidade física do celular reduz tanto a memória quanto a fluidez de ideias, provocando uma espécie de drenagem de recursos do cérebro (“brain drain”, em inglês). 

Segundo os pesquisadores, mesmo quando os participantes conseguiam evitar mexer ou pensar nos seus celulares, a simples presença dos aparelhos diminuía sua atenção. 

Táticas como deixar o aparelho com a tela para baixo ou silenciar as notificações não foram suficientes. A única estratégia eficaz foi a separação física do celular. 

“Não tenho dúvida de que o celular atrapalha os estudos. Tenho notado piora na minha concentração, perda de memória e me sinto mais cansado”. O relato é de Renan Baleeiro Costa, 20, estudante de direito da USP. “Existe o lado positivo. Em um instante, tenho acesso a textos acadêmicos, leis. Mas, quando uso o celular em excesso, me sinto menos produtivo”, completa.

Outro estudo de acadêmicos turcos, recém-publicado na revista “Computers in Human Behavior”, apontou efeitos negativos sobre o desempenho escolar. No artigo, os autores concluem que a tecnologia pode ser positiva para a aprendizagem, mas ressaltam que os alunos não parecem estar usando os recursos disponíveis de forma benéfica à aprendizagem e que devem ser melhor orientados.

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– A falha do Facebook resetou 50 milhões de contas?

Caramba, viram a história do ataque hacker ao Facebook, que precisou fazer um “Des-login” nas contas?

Abaixo, extraído do Uol.com:

DESLOGOU AÍ?

O Facebook anunciou nesta sexta-feira (28) a descoberta de um ataque hacker que afetou 50 milhões de usuários em todo o mundo. Por conta disso, vários internautas tiveram os perfis deslogados. Quem tentou acessar a conta na rede social, precisou entrar novamente com usuário e senha.

Segundo a companhia, hackers aproveitaram uma falha no código da função “Ver como”. A vulnerabilidade permitiu que os criminosos acessassem tokens — “chaves digitais” que deixam as pessoas continuar logadas no serviço sem precisar recolocar a senha — e isso poderia ser usado para tomar controle das contas das pessoas.

O erro no código foi descoberto na terça-feira (25), mas informado apenas hoje. Desde então, as ações do Facebook, que já estavam caindo 1,5% antes do anúncio, passaram a cair 3,5% depois que a invasão foi exposta.

“Este ataque explorou uma interação complexa envolvendo uma série de ocorrências em nossos códigos. Ele nasceu de uma mudança de código que fizemos na nossa ferramenta de upload de vídeo em julho de 2017, que impactou a funcionalidade ‘Ver como’. Os invasores não precisaram apenas encontrar essa vulnerabilidade e usá-la para ganhar acesso a um token, mas também tiveram que ir desta conta a outras para roubar mais tokens”, diz o comunicado.

Para resolver o problema, o Facebook resetou os tokens de acesso de 50 milhões de contas. Outros 40 milhões de perfis foram deslogados como precaução. Com isso, 90 milhões de perfis foram afetados — isso representa 4% do total de 2,23 bilhões de usuários mensais do site.

O Facebook admite que não tem detalhes sobre a falha, ou seja, não sabe se as contas foram usadas para atividade maliciosa ou se os dados dos donos dos perfis foram acessados. Também não sabe quem são os responsáveis pelo ataque nem de onde ele partiu. O número de contas, assume o Facebook, pode aumentar.

“Ainda estamos no início da nossa investigação”

Guy Rosen, vice-presidente de gerenciamento de produto do Facebook

“Ainda não sabemos se essas contas foram exploradas para usos indevidos”

Mark Zuckerberg, presidente e fundador do Facebook

O Facebook diz que já avisou as autoridades nos EUA e na Europa. Em solo americano, as investigações estão nas mãos do FBI. Na Europa, autoridades de proteção de dados da Irlanda, país que abriga a sede da rede social no continente, foram informadas do caso.

Medidas tomadas pelo Facebook:

  • Solucionou a falha de segurança para prevenir novos ataques;
  • Invalidou o token de acesso (que deixa logar automaticamente) de 50 milhões de usuários afetados pelo ataque, fazendo com que eles fossem deslogados. Essas pessoas serão notificadas no topo do feed principal;
  • Como precaução, deslogou outras 40 milhões de pessoas que usavam a funcionalidade “Ver como” no último ano; elas terão que se conectar de novo;
  • Derrubou a função “Ver como” por medida de precaução enquanto o site investiga o ataque e revisa outras possíveis vulnerabilidades.

Após ataque, Facebook informa que ‘Prévia do Meu Perfil’ foi desabilitada
Pouco tempo depois da divulgação do caso, o senador do Partido Democrata Mark Warner afirmou em comunicado que a falha é mais uma indicação de que a rede social deve ser regulada. “A era do Velho Oeste nas mídias sociais acabou”, disse.

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– Como explicar tanto erro Pró-Boca? Sobre a expulsão de Dedé, Amarilla 2013, Aquino 2011…

Quatro históricos jogos com erros a favor do BocaNão há muito o que comentar: de nada adiantará o uso da tecnologia se o material humano – o árbitro – não for bem capacitado (e honesto).

Ao ver a expulsão do cruzeirense Dedé após um choque normal com o goleiro Andrada (como se deu, forçosamente e de maneira constrangedora), perco (talvez não seja a 1ª vez) a confiança na arbitragem sulamericana.

Ontem mesmo falamos sobre o Grêmio e a pressão de Bolzan sobre o péssimo juiz Bascunán, que foi o VAR no jogo contra o Tucuman (Wilmar Roldan, o árbitro, não expulsaria Nuñes – nossa análise aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/19/a-ironica-situacao-do-var-de-tucuman-0x2-gremio-e-agora-bolzan/).

Ao ver o árbitro paraguaio Eber Aquino no Bombonera, não dá para não lembrar do também paraguaio Carlos Amarilla no Pacaembu contra o Corinthians (relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2013/05/16/analise-da-arbitragem-de-corinthians-1-x-1-boca-juniors).

Nesse rol de erros pró-Boca, ainda temos o igualmente paraguaio Ubaldo Aquino em 2001 contra o Palmeiras. E se preferir, Cruz Azul x Boca Juniors numa final (impossível seria um mexicano da Concacaf ganhando a Libertadores da Conmebol?). Mais longe, em 1964, Estudiantes x Santos (né Abel Gnecco?).

Ops: Eber Aquino Ganoa é paraguaio, tem 39 anos e há 2 está no quadro da FIFA. No ano passado, havia apitado dois jogos pela Libertadores. Nessa temporada, era o seu 6º jogo. Não tem parentesco com seu compatriota Ubaldo Aquino (hoje, cartola da arbitragem da Conmebol e pai do bandeira FIFA Rodney Aquino).

Já escrevi algumas vezes: me recordo na década de 90 de um importante diretor de árbitros brasileiro que ao ver o nome do juiz Epifânio Gonzales numa escala, soltou: “PQP, prestem atenção: NUNCA confiem em árbitro paraguaio!”.

Em tempo: como o Brasil está sem moral na Conmebol, não? O corrupto e detestável Ricardo Teixeira não deixaria que seus pares (ou cúmplices) permitissem tais garfadas assim!

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– A irônica situação do VAR de Tucuman 0x2 Grêmio. E agora, Bolzan?

Na Argentina, pela Libertadores, em Atlético Tucuman x Grêmio FPA, O árbitro colombiano Wilmar Roldán marcou falta sofrida por Alisson (GRE) após a disputa com Gervasio Nuñes (TUC), mas não o expulsou. Roldán, que não usou como deveria o árbitro de vídeo na Copa do Mundo da Rússia e por isso ficou de fora das fases decisivas (lembram da lambança no jogo da Inglaterra?) foi avisado pelo VAR que não foi uma falta temerária, mas sim conduta violenta (de fato, foi uma pisada proposital do argentino sobre o brasileiro). Fez a correção aplicando o cartão vermelho e acertou neste lance capital (aos 44m do 1º tempo).

O detalhe?

Julio Bascunán, chileno, era o VAR.

Não nos esqueçamos que o presidente gremista Romildo Bolzan, que costuma fazer duras críticas às arbitragens pré-jogo (aquelas famosas queixas preventivas), antes da partida disse “cobras e lagartos” sobre Bascunán (sim, criou-se veto até a nome que vai trabalhar de VAR), pois ele foi o árbitro da 1ª final da Libertadores da América entre Lanús 0x1 Grêmio (22/11/2017) – e com péssima atuação, sejamos justos.

E agora, o que se dirá: que o chileno foi correto por estar bem atento ou por ter aceito a pressão brasileira?

É claro que a essa altura, apesar da ótima partida do Grêmio, o presidente estará cantando em verso e prosa que suas críticas surtiram efeito.

– Surtiram?

Talvez…

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– A trapalhada em Palmeiras 0x1 Cruzeiro

Que confusão a respeito do gol (que seria o empate) do Verdão contra a Raposa, não?

Avalie: Edu Dracena (SEP) faz falta no goleiro Fábio (CRU) ou é o goleiro que sai mal do gol e aí acontece o contato físico entre ambos?

A 2a situação é a leitura correta; sendo assim, gol legal e mal anulado na partida da semifinal da Copa do Brasil entre Palmeiras 0x1 Cruzeiro.

O problema é que Wagner Reway, árbitro do MT que vira-e-mexe tem escalas generosas e não vai bemmas segundo a Comissão de Árbitros da CBF tem condição de ser FIFA (!), errou duas vezes num único lance. Explico:

1- Ele interpreta falta de Dracena em Fábio (inexistente, aquele chamado jocosamente “perigo de gol” – ou seria “perigo de VAR”?).

2- Tendo o uso do VAR na partida, a recomendação da FIFA, segundo o protocolo do árbitro de vídeo, é deixar seguir o lance em caso de dúvida e consultar o monitor na sequência, após a conclusão do lance e o jogo ser paralisado.

O grande problema é que alegará que não consultou o VAR pela CONVICÇÃO da sua interpretação. E, sendo assim, terá errado 3 vezes. Como num lance capital ter tamanha certeza e desprezar o uso da ferramenta que o auxilia?

Até que apareça uma imagem de sabe-lá-onde e mostre o contrário, o equívoco foi grande e a cáca está feita.

Uma outra queixa: antes do jogo, Sérgio Corrêa da Silva (que nunca foi demitido da Comissão de Arbitragem da CBF e substituído pelo Cel Marinho, mas realocado para o “Departamento de Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo”), foi aos vestiários e explicou a todos os procedimentos do VAR, além de lembrar: na dúvida, não desistam da jogada pois o árbitro tenderá a deixar o jogo rolar em cumprimento ao protocolo e após a conclusão da jogada irá consultar o árbitro de vídeo.

Com que cara ele deve ter ficado depois do jogo, não?

SUGESTÃO: com tantas câmeras, que tal uma na cabeça do árbitro (como aquelas de motociclistas) para mostrar a imagem que somente o juiz viu?

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Foto da divulgação dos treinamentos do VAR. Na imagem: Marcelo Aparecido de Sousa (que não esteve no jogo de ontem) no intensivo proposto pela CBF.

– O Futuro em 2000, pensado em 1900

Uma série de retratos inusitados com mais de 110 anos!

Essa exposição (citação no link) mostra mais de 20 desenhos de como a sociedade do ano 1900 pensava que seria o ano 2000.

Veja as invenções imaginadas e, até certo ponto, as bizarrices criadas nas mentes das pessoas, em: http://is.gd/FUTUROem1900

Essa, abaixo, é a dos bombeiros voadores. No link acima, tem mais.

– A Escrita à Mão sobreviverá?

Adoro rabiscar em papéis. Ando sempre com várias canetas e boas lapiseiras. Caprichar na caligrafia (quando posso) é muito bom! Claro que meus textos costumeiramente (como a maior parte da população hoje) são digitados em equipamentos eletrônicos. Mas se puder encher a minha agenda de lembretes escritos ao invés dos marcadores eletrônicos, melhor!

Leio um bacana texto do Marcelo Tas, em seu blog no Terra. Ele aborda justamente isso: escrever a mão deixará de existir?

Sabe qual a motivação dele para escrever o artigo? O fato de que na Inglaterra, uma pesquisa acusou que as pessoas (em média) ficam 45 dias sem pegar uma caneta!

Uau. Em: http://blogdotas.terra.com.br/2012/07/17/escrever-a-mao/

ESCREVER À MÃO: PRÁTICA EM EXTINÇÃO?

Qual a última vez que você escreveu usando um lápis ou caneta? Estudo recente, realizado a pedido da Docmail– empresa que imprime e envia correspondência via web da Inglaterra- diz que as pessoas tem pego na caneta uma vez a cada 45 dias!

Das duas mil pessoas que participaram da pesquisa, dois terços declararam que pegam na caneta quando precisa fazer anotações em papelzinhos colantes. Mais da metade confessam que sua caligrafia tem piorado de forma acelerada. Uma em cada sete pessoas sente vergonha dos erros de ortografia. E 40% sistematicamente abreviam as palavras na hora de escrever ou preferem a comunicação falada.

Recentemente tive a alegria de recuperar mais de uma dezena de caderninhos onde anoto e desenho coisas desde quando iniciei minha vida profissional. Estou chocado com a quantidade de coisas que já escrevi à mão e usei nos trabalhos que realizei por aí. Tenho me esforçado para manter esse caderninho como companhia. Mas percebo, com uma certa preocupação, que a minha produção de escrita à mão tem diminuido de forma acelerada, como sugere a pesquisa.

Segundo uma outra pesquisa, que eu mesmo faço no Google, há dezenas de cursos de caligrafia prometendo o milagre de fazer a escrita melhorar em 15 dias.

A escrita à mão está com os dias contados? Vai nos fazer falta?

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– Discurso de Nixon, caso o Homem Tivesse Fracassado na Chegada à Lua.

Há 6 anos, morreu Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua. Mas e se ele não tivesse conseguido?

Olha qual o procedimento dos astronautas (por exemplo: como se envenenarem para uma morte mais rápida, caso algo desse errado) e o discurso do presidente americano Nixon, após a fatalidade:

Extraído de: http://super.abril.com.br/blogs/superblog/leia-o-discurso-presidencial-que-seria-usado-se-a-missao-apollo-11-tivesse-fracassado/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

DISCURSO PRESIDENCIAL QUE SERIA USADO SE A MISSÃO APOLLO 11 TIVESSE FRACASSADO

por Carolina Vilaverde

A missão que levou Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin para a Lua podia ter dado muito errado. Em  julho de 1969, os dois astronautas americanos pisaram pela primeira vez na Lua e conseguiram retornar em segurança para a Terra. Mas, o risco de algo dar errado era tão grande que eles levaram uma cápsula de cianureto no macacão para abreviar a morte caso necessário.

Por isso, o redator de discursos do ex-presidente Richard Nixon, William Safire, fez questão de deixar uma fala preparada para caso a missão falhasse e os astronautas ficassem presos na Lua. Abaixo, você lê uma tradução livre do discurso que seria usado se uma tragédia acontecesse na missão espacial:

“EM CASO DE DESASTRE NA LUA:
O destino ordenou que os homens que foram à Lua para explorar em paz vão ficar na Lua para descansar em paz.
Esses bravos homens, Neil Armstrong and Edwin Aldrin, sabem que não há esperança de recuperação. Mas eles também sabem que há esperança para a humanidade em seu sacrifício.
Estes dois homens estão entregando suas vidas para o objetivo mais nobre da humanidade: a busca pela verdade e compreensão.
Eles serão velados por seus familiares e amigos; eles serão velados pela nação; eles serão velados pelas pessoas ao redor do mundo; eles serão velados pela Mãe Terra que ousou enviar dois de seus filhos para o desconhecido.
Em sua exploração, eles mobilizaram pessoas do mundo inteiro a se sentirem como uma só; com seu sacrifício, eles ligam mais fortemente a irmandade dos homens.
Em tempos passados, homens olharam para as estrelas e viram seus heróis nas constelações. Nos tempos modernos, nós fazemos basicamente o mesmo, mas nossos heróis são homens épicos de carne e osso.
Outros os seguirão, e certamente encontrarão o caminho de casa. A busca do homem não será negada. Mas estes homens foram os primeiros, e eles permancerão como primeiros em nossos corações.
Cada ser humano que olhar para a Lua nas noites que virão saberá que existe um canto de outro mundo que é para sempre da humanidade.
ANTES DA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE:
O Presidente deve telefonar para cada uma das futuras viúvas.
DEPOIS DA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE, NO MOMENTO EM QUE A NASA ENCERRA A COMUNICAÇÃO COM OS HOMENS:
Um clérigo deve adotar o mesmo procedimento que em um enterro no mar, recomendando suas almas para a “mais profunda das profundezas”, encerrando com o Pai Nosso.”

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– A coleta de DNA de cada cidadão brasileiro. Uma boa ou não?

No último dia 30 de Julho, o Ministro do STF Alexandre de Moraes participou em São Paulo de um evento para o lançamento da Conferência Internacional de Ciências Forense 2019, e trouxe à discussão a criação de um banco de dados genéticos.

Segundo ele:

“Qual o problema de se realizar um cadastramento de DNA, que é um exame nada invasivo? (…) Se você pode e deve, constitucionalmente, dar sua identificação pela impressão digital, hoje existe algo mais moderno que é o DNA.”

Eu não vejo problema nenhum nisso. O DNA ajudaria a identificar melhor as pessoas, ajudando nas investigações de crimes e demais elucidações.

Se a tecnologia pode ajudar, por quê não usá-la, desde que não exista nenhuma implicação ética (como nesse caso parece não existir)?

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– O Desdém inicial da Apple com o iPhone

Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.

Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):

O DESDÉM INICIAL DO IPHONE 

O desdém inicial pelo iPhone

Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.

O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.

O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.

Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:

“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”

Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:

“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”

Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:

“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor,  favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”

E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:

Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.

– Há 25 anos, nascia o Telefone Celular!

Veja que interessante: a Telesp Celular começava a operacionalizar o telefone celular, 25 anos atrás.

Eu me lembro bem: era caríssimo. Assinatura de 40 dólares, fora o custo das tarifas (realizadas e recebidas)!

Olha o Estadão da época, do dia anterior ao início das atividades:

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– Parabéns, Dona Internet

Eu estava em meio ao Mestrado quando a conheci! E tudo foi forçado. Um dos meus professores queria que tivéssemos uma conta de e-mail para que nos comunicássemos.

Era 1998. Ela, quem era? A Internet! Muito cara, lenta e pouco acessível. Ter um endereço eletrônico parecia uma “frescura” sem fim! Mas, na marra, acabei me relacionando com ela até hoje.

O certo é que as crianças do século XXI não imaginam como era o mundo sem Internet, numa infância diferente do que a nossa. Elas já nascem meio que “infoway”.

Há apenas 27 anos nascia a Web (ou Internet, se preferir), exatamente em 06 de agosto de 1991.

Que revolução em nossas vidas, não?

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– Usar o celular durante o serviço pode causar demissão por justa causa.

Você faz uso do celular durante o período de trabalho?

Pois saiba: você pode perder seu emprego por justa causa!

Extraído de: https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2017/08/07/celular-no-trabalho-pode-gerar-demissao-numero-de-casos-deve-aumentar.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

USAR CELULAR NO TRABALHO PODE PROVOCAR A SUA DEMISSÃO?

Usar celular no trabalho pode gerar demissão. E mais: por justa causa. Nos casos mais graves, que já foram parar nos tribunais, os empregadores alegam que o uso do aparelho era proibido e os ex-funcionários sabiam das regras. Ainda não há, em instâncias superiores da Justiça, o registro de dispensas causadas pelo uso excessivo do eletrônico nas empresas onde o celular está (parcialmente) liberado. Especialistas ouvidos pelo UOL, no entanto, afirmam que é uma questão de tempo até isso começar a acontecer.

O motivo é simples. Cada vez mais viciados nos smartphones, os usuários não conseguem desgrudar seus olhos e dedos da tela –estejam eles em casa, em trânsito, em aula, em situações sociais e também no trabalho. Estudo divulgado em junho pela empresa norte-americana OfficeTeam aponta que funcionários de escritórios gastam em média 56 minutos por dia –ou cinco horas por semana– usando o celular no ambiente profissional para fins pessoais. Se considerado só o grupo de 18 a 34 anos, o intervalo passa para 70 minutos para cada dia de trabalho.

Na prática é o empregado que, protegido pelas fronteiras das baias, divide a atenção entre tarefas profissionais e o WhatsApp. Ou o médico que, antes de começar o atendimento, passa segundos hipnotizado pela tela –comentando em seguida algum absurdo do grupo de família. O caixa de supermercado, que esconde o aparelho sob o suporte para máquina de cartões, navegando enquanto o cliente digita a senha. O vigilante da rua, mais atento ao Facebook do que às movimentações do mundo offline. O manobrista, que prioriza os memes aos motoristas. A manicure, dividida entre cutículas e updates.

E até a protagonista da Globo, que por descuido levou o smartphone a uma cena de novela ambientada em 1821 (um spoiler de como seria o mundo dali a 200 anos).

DESAFIO EXIGE EQUILÍBRIO E FLEXIBILIDADE

Existe o outro lado, claro, vantajoso para o empregador. Com tantas ferramentas digitais de comunicação, o expediente não acaba quando o trabalhador vai para casa: o smartphone aumenta muito o tempo em que o empregado está disponível. Por isso Edna Bedani, diretora-executiva de aprendizagem e conhecimento da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), aponta “flexibilidade” e “equilíbrio” como palavras-chave ao lidar com esse novo desafio no ambiente profissional.

“O uso do celular no trabalho para fins pessoais tem incomodado, mas veio para ficar. Portanto, é preciso encontrar um equilíbrio. Se o uso for proibido, o funcionário pode não atender uma ligação profissional após o expediente, por exemplo. As empresas precisam ser flexíveis, e os funcionários precisam estar atentos para o celular não atrapalhar suas entregas, sua relação com os colegas nem sua saúde.”

Sobre este último item, a especialista dá o exemplo de transtornos da era digital, como o Fomo (fear of missing out, ou medo de perder algo se ficar sem acesso ao celular) ou a sensação equivocada de que o aparelho está tocando.

O QUE DIZ A JUSTIÇA 

O desafio não pode ser tratado da mesma maneira para lidar com diferentes profissões. O juiz Fábio Augusto Branda, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, exemplifica: pessoas que trabalham em laboratórios podem comprometer as análises caso manipulem celulares, extremamente sujos. Em áreas de segredo industrial, smartphones podem facilitar a captura de dados sigilosos. Render um vigilante fica mais fácil se ele não estiver atento ao ambiente, mas sim à tela do aparelho. Ligado no WhatsApp –situação testemunhada pela reportagem–, o caixa do supermercado aumenta as chances de erro enquanto passa as compras do cliente.

“O ideal é estabelecer o que é ou não permitido no trabalho, pois regras não escritas podem causar mal-entendidos. Se elas não existirem, vale o bom senso: o funcionário é pago por seu tempo e, se estiver trocando mensagens pessoais durante o expediente, não está trabalhando”, explicou o juiz, que ainda não julgou casos deste tipo, mas afirma que eles devem se tornar cada vez mais comuns.
Para ele, deve ser levado em conta se este uso atrapalha o rendimento do funcionário, se aumenta suas chances de distração e se compromete a segurança de alguma forma.

Segurança foi o que sustentou a demissão por justa causa de um serralheiro de Maringá (PR). Em fevereiro de 2017, o TRT do Paraná manteve esta decisão da vara de Maringá, sob alegação de que o uso do celular durante o horário do expediente descumpria uma regra de segurança da empresa. A determinação diz que ele havia sido advertido várias vezes sobre esta proibição, pois sua função envolvia manipulação de máquinas de corte, de polimento e soldas, além de produtos químicos com algum grau de toxicidade.

REGRAS PRECISAM SER CLARAS

Claudinor Barbiero, professor de direito trabalhista da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Campinas, reforça a importância de as regras serem claras. Isso pode estar previsto no contrato de trabalho ou em uma circular apresentada a todos os funcionários, logo que admitidos na empresa. Sua opinião, no entanto, vai de encontro com a importância da flexibilização destacada anteriormente. “Cabe ao empregador definir se o uso do celular é permitido ou não. A flexibilização dificulta esse controle. Quando pode? Quanto tempo pode? Esses são pontos mais difíceis de serem determinados.”

Mas, se não pode, não pode. Tanto que a proibição do uso já respaldou outra demissão por justa causa –desta vez, de um operador de telemarketing. “Ele sabia que estava infringindo norma da empresa que vedava o acesso ao ambiente de trabalho com o aparelho e foi dispensado por insubordinação e indisciplina”, diz a determinação do Tribunal Superior do Trabalho, de 2015.

Na ocasião, o funcionário alegou que não havia guardado o aparelho em um armário para objetos pessoais, pois de lá já haviam desaparecido objetos de valor. A decisão respondeu que o empregado não poderia “fazer uso arbitrário de suas próprias razões e deixar de cumprir as normas da empresa”.

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– Mais uma etapa do VAR no Brasil

Por mais que se queira ter boa vontade com a implantação do Árbitro de Vídeo no Brasil, as pessoas envolvidas são as mesmas que já demonstraram brutal incompetência na condução do futebol brasileiro. Por quê a qualidade do trabalho desses cartolas mudaria agora?

Estou muito a vontade para dizer que, apesar de torcer para o sucesso do VAR em nosso país, os meios estão errados. Por quê usar as imagens das geradoras de TV que transmitirão o jogo? Devem ser de geradora independente, para que em um lance duvidoso contra Flamengo ou Corinthians, não se caia no erro de dizer que a Globo ou a FOX tem interesse para que os clubes de massa passem à frente. Se bobear, se dirá que o árbitro esperou o comentário do Arnaldo ou do Simon para decidir… (os comentaristas de arbitragem mais importantes dessas emissoras).

Outra preocupação é acreditar que o VAR resolverá o problema da arbitragem brasileira. Que não se crie esse cenário! Quem utiliza os equipamentos são seres humanos, falíveis dentro e fora de campo. Os erros continuarão, embora possam ser minimizados.

Nos dois jogos em que o VAR foi usado no país (no Campeonato Pernambucano), a experiência foi horrorosa, com erros graves mesmo existindo o árbitro de vídeo e muito longe do Padrão FIFA. Se nessas rodadas da Copa do Brasil (onde se é possível usar o equipamento eletrônico, já que no Brasileirão só se poderá usar da Rodada 1 até a 38, pois, afinal, deve-se ter equidade na disputa entre jogos e a Regra não permite), o fato de tentar um bom resultado já é algo positivo. O medo, insisto, será o mau uso da ferramenta e as reclamações dos jogadores. Lembrando: pelas Regras do Futebol, onde se acrescentou oficialmente o VAR, o atleta que “correr acompanhando o árbitro até o monitor deverá ser punido com o cartão amarelo”. E se esse atleta quiser ver as imagens do monitor, “dever-se-á aplicar o Cartão Vermelho”.

Aguardemos. Aliás, o histórico do adiamento e das enrolações oficiais do VAR no Brasil podem ser lidos no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/18/de-novo-a-cbf-promete-usar-o-arbitro-de-video-em-breve-eu-duvido/

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