– O 5G chegou. O que isto muda?

Por Luciano Saboia* e Audry Rojas** – O Brasil entrou em setembro na era do 5G. Mas o que isso significa para as empresas? O que vai mudar com a …

Continua em: O 5G chegou. O que isto muda?

– O bem mais valioso nos dias atuais é…

Na verdade, não é, mas, são: os DADOS!

Veja só que artigo interessante, Extraído de PEGN, pg 34-37, Set/2019

O BEM MAIS VALIOSO

por Facundo Guerra

Pela primeira vez na história o bem mais valioso do mundo não é mais objetivo, mas subjetivo. Até recentemente o combustível de nossa economia era o petróleo. Hoje, são os dados, extraídos como o óleo de nosso comportamento online e que são metabolizados por máquinas, refinados, e retornam para nós em forma de anúncios, que por sua vez chegam com o timing certo e nos fazem consumir de maneira irrefletida: compramos coisas desnecessárias para preenchermos o vazio existencial que o excesso de conexão e estímulo via redes sociais acabam por criar, em detrimento de conexões reais com outros humanos. É a cilada perfeita: nos exprimimos, consumimos a expressão alheia, nos sentimos vazios, consumimos, nos exprimimos, em looping. Afinal, comparamos nosso nível de felicidade e sucesso com as outras pessoas de nossa rede, e é impossível não se sentir fracassado diante dos humanos perfeitos que performam perante nossos olhos no Instagram, esse aparato de propaganda montada com a engenharia reversa de uma máquina de caça-níqueis.

Esta máquina não surgiu do nada: é a resposta ao imperativo da auto-expressão e criatividade que surgiu nos anos 1990, por sua vez uma resposta à emergência das mega-celebridades e do culto à personalidade dos 1980. Uma geração inteira foi incentivada a se expressar, a se achar especial e merecedora de uma audiência, como se todos obrigatoriamente fossem se importar com o que eles tinham a dizer. Então, de repente, todos queriam ser artistas, encontrar seu público, seguir seu sonho. Uma geração de gente arrogante (da qual faço parte), que se achava a mais especial entre os humanos que já caminharam sobre a Terra e que eram merecedoras de notoriedade e fama.

As redes sociais são apenas a resposta do mercado ao imperativo de todos precisarmos sermos criativos, inovadores, pensarmos fora da caixa e artistas: as empresas de tecnología nos deram um pequeno palco só nosso, onde nos apresentamos para outras pessoas que também têm seu próprio palco, ad infinitum, dentro de uma sala de espelhos, como num asilo de alienados, cada qual em sua própria realidade.

Deu nisso: nos expressamos para ninguém, porque a verdade é que ninguém se importa, mais além de um like ou coração. Vivemos com raiva, nos revoltamos diariamente, nos fechamos em nossas próprias bolhas ilusórias, reagimos por espasmos, temos medo, expressamos nosso desagravo, consumimos porque o consumo virou escapismo e construção identitária, performarmos para nossa audiência, ela em si também formada por “artistas”, “influenciadores”, “celebridades”, público e performers vibrando na mesma frequência, todos exaustos de tanto sentir raiva por não terem 1000 seguidores, 10000 seguidores, 100000 seguidores, porque são incompreendidos, afinal, eram originais e merecedores de atenção, quando na verdade não passavam de uma cópia da cópia da cópia da cópia, todos colocando pra fora o que sentem e tendo seu comportamento tabulado, uma nuvem de pontos de expressão que através de inteligência artificial foi capaz de criar um simulacro de cada um de nós em um servidor, tão simplório e eficiente em identificar nosso comportamento de consumo porque nós mesmos nos tornamos simplórios em nossas opiniões polarizadas e senhores de nossa razão, gritando diante de um espelho, desconectados do agora e da realidade.

Como a gestão de dados impacta o controle de estoque? - Portal ...

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.

– Conexões nos unem. Mas o uso excessivo do celular…

Celulares: nunca estivemos tão conectados com o mundo, como nesse momento. Mas… nunca estivemos, ao mesmo tempo, tão separados por conta deles.

Tal constatação acima é mentira?

As coisas que publicamos podem nos aproximar, e contraditoriamente, podem nos desunir. Sem contar, obviamente, com o uso excessivo dos aparelhos.

Conectemo-nos mais com o mundo real, buscando mais respeito e amor.

https://www.techtudo.com.br/google/amp/noticias/2016/10/cinco-funcoes-do-uber-que-talvez-voce-nao-conheca.ghtml

– Os Golpes de Emails Ditos Solidários.

Crescem cada vez mais os golpes pela Internet. Alguns nacionais outros estrangeiros. Chegam a ser ridículos! Sempre os recebo, mas alguns, traduzidos por máquinas, são risíveis!

Abaixo alguns exemplos:

Caro amado

Com todo o respeito,

Eu sou a senhora, Jessie Daniel que sofreu envelhecimento. Sou viúva que sofre de doença de longa duração (câncer). Atualmente, estou internada em um hospital privado. Eu tenho algumas informações que eu herdei de meu falecido marido Daniel Wright, que morreu mais tarde em um acidente de trânsito.

Quando meu marido estava vivo, ele depositou a quantia de US $ 3.500.000.00 (três milhões e quinhentos mil dólares) em um banco. Atualmente, esse dinheiro ainda está no banco.

Meu médico me disse que eu não iria durar os próximos três meses, devido ao problema do câncer. Eu preciso de uma pessoa temente a Deus e muito honesto e organização que pode usar estes fundos para a obra de Deus. Meu falecido marido deu instruções de que este fundo deve ser utilizado para fins de caridade, como a construção de escolas, orfanatos, lares, hospitais, etc.

Tomei esta decisão porque não têm qualquer filho que herdará esse dinheiro e eu w formiga Go estaria misericordioso comigo e aceite minha alma. Com Deus todas as coisas são possíveis. Por favor, se você seria capaz de utilizar esses fundos para a obra de Deus gentilmente me responda.

Eu quero que você me enviar a seguinte informação é como abaixo.

O seu nome completo ————————-

Seu endereço ——————————–

Seu País ————————————

Your Age ————————————

Profissão ———————————–

Seu sexo ————————————

Assim que eu receber a sua resposta vou dar-lhe o contacto do Banco. Eu também irá emitir uma carta de autoridade que vai provar que o presente beneficiário deste fundo.

Na esperança de receber a sua resposta. Permanecer abençoado no Senhor.

Obrigado,

Sra Jessie Daniel

Outros são menos nocivos, mas tanto quanto idiotas pela tradução das máquinas/programas usados pelos aproveitadores:

Olá, 

Bom dia, eu sou Larissa e a minha empresa é Qingdao Zhengshengyuan industry Co.Ltd, que é uma empresa profissional de plástico. 

Forneço materiais de plástico, o preço é barato, mas tem boa qualidade. 

Por favor comunica comigo.

Obrigada

Larissa

Qingdao Zhengshengyuan industry Co.,Ltd.

Telefone: +86-0532-66828111

Fax:     +86-0532-66828111

skype:   zsyindustry

Endereço: No.27 Estrada deFulong de Cidade de Qingdao de Província de Shandong da China.

Pior são aqueles que tem aviso de “chave de segurança do banco”, anexos e outros truques para instalar cavalos de tróia.

Uma grande curiosidade: os inventores disso são descobertos? Presos? Punidos?

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– Quando as Redes Sociais cansam!

Já reparou como tem gente que escreve de maneira violenta, arrogante ou odiosa nas redes sociais? Ou que publica uma vida inexistente de beleza e felicidade?

Pra quê?

Muitos ofendem o próximo com palavrões via Twitter, coisa que pessoalmente não fariam. Outros usam do Facebook para destilar veneno por X ou Y (na política isso acontece demais). No Instagram, um mundo de belas paisagens, sorrisos e outras coisas que encantam – quando, vez ou outra, surge um idiota ameaçando você de qualquer coisa que nunca se imaginou!

Novamente: pra quê?

Parece que nesse âmbito, as Redes Sociais tornaram-se a arquibancada do século XXI, onde se permite e se pode tudo! Pensa-se que é terra de ninguém, maltrata-se por qualquer coisa, se difama por bobagem e desrespeita-se a opinião alheia.

Uma derradeira vez: pra quê?

Por muitas vezes, as Redes Sociais se tornam Antissociais, nos levando a pensar: por quê estamos inseridos nelas?

E você: por quê está? Precisa mesmo delas?

Conheço muita gente que está fora e não sente necessidade de estar. Muitas vezes, penso: vale a pena abandoná-las… mas aí você repensa sobre os contatos que tem, as atividades profissionais que possam ser exercidas através delas e pela comodidade / diversão de estar nesse mundo virtual. E desiste de sair!

Enfim: use com moderação, sem deixar que se torne um vício. Não as faça como algo obrigatório, desconfie das publicações que ali existam e cuidado com suas postagens, pois, afinal, dependendo do teor, haters podem surgir. E aí você se cansará delas.

Resultado de imagem para Redes Antissociais

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.

– Vinho branco e leite coalhado no tanque do carro do Rei Charles III.

Uma grande bobagem: é assim que se pode classificar a iniciativa (que, se ponderada, mereceria aplausos) do Rei Charles III, a respeito do “abastecimento de seu veículo”.

O sucessor da Rainha Elizabeth II é conhecido por causas ecológicas (inegavelmente, um ponto positivo). Porém, seu Aston Martin não é movido por gasolina, mas por produtos, digamos, extravagantes: vinho e queijo!

Trocar o petróleo por produtos que farão o preço do leite aumentar não seria tão errado quanto o modelo atual?

Extraído de: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2022/09/15/rei-charles-tem-carro-superpotente-movido-a-vinho-e-queijo-veja-o-motivo.htm

REI CHARLES TEM ASTON MARTIN MOVIDO A VINHO E QUEIJO

por Giácomo Vicenzo

Quem vê o Rei Charles 3º a bordo do esportivo de luxo Aston Martin DB6 Volante, presente de sua mãe Rainha Elizabeth 2ª quando o mesmo completou 21 anos, não imagina que por baixo do capô não se escondem só os mais de 280 de cavalos de potência, como também a forma como a propulsão do motor é alimentada: com a produção excedente de vinho branco e soro de leite coalhado.

A adaptação foi feita pela marca a pedido de Charles, que sempre foi preocupado com questões ambientais, encontrou na reutilização dos materiais excedentes uma forma de tornar o automóvel clássico mais sustentável, evitando poluir o meio ambiente.

A adaptação do motor feita em 2008 é capaz de funcionar com um bioetanol produzido com o que sobra dessas matérias-primas, que em outras circunstâncias seriam descartadas.

Pois, no mesmo ano da adaptação, o Conselho de Ministros da União Europeia definiu uma cota de exportação de vinho para cada país, que, quando atingida, deve descartar o excedente ou utilizá-lo de outra forma.

Apenas o vinho seria capaz de produzir esse bioetanol, mas o soro de leite coalhado, que entra na mistura da produção do combustível, também foi uma forma de reaproveitar o subproduto excedente da indústria de queijo local, e assim evitar o seu descarte no meio ambiente, que causa prejuízos ambientais pelo seu alto poder poluente.

Números para além da cavalaria

O modelo do Aston Martin de Charles é conversível e tem características de um carro elegante e ao mesmo tempo esporte. Foi usado na cerimônia de casamento de seu filho William e entrega uma aceleração de 0 a 100 em menos de 8 segundos, motorização veloz a um modelo de 1970 – números referentes ao modelo original sem adaptação.

A troca de gasolina para um bioetanol naturalmente aumenta a octanagem e pode conferir mais potência ao motor.

Mas se a performance e visual chamam a atenção, os números poupados de emissão de carbono com a adaptação para bioetanol também são um destaque, e pode ter reduzido as emissões em até 85% em comparação ao seu uso com gasolina.

Príncipe Charles com Aston Martin DB6 Volante 1970 - Getty Images

Príncipe Charles com Aston Martin DB6 Volante 1970 Imagem: Getty Images

– Em qual Era da Administração de Empresas Viveremos?

Rita King, futuróloga da Nasa, certa vez resolveu falar de tecnologias do futuro e entrou na área da Administração de Empresas. Segundo ela:

Tivemos a Era Industrial e vivemos hoje na Era da Informação. Muitos futurólogos consideram a próxima era como a Era da Inteligência, mas ela só chegará quando as máquinas pensarem melhor do que nós. Até lá, aguardaremos um momento intermediário, que eu chamo de Era da Imaginação, onde as pessoas, os relacionamentos, a educação e os empregos devem se reformular!

Será que nosso atual momento no mundo dos negócios (e na sociedade também) não é de reinvenção diária?

A Era da Imaginação já chegou…

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Quem é o consumidor que vai gastar de verdade?

Quem é o consumidor que realmente vai gastar as riquezas da Economia Global? Os Boomers, a Geração X ou os Millenials?

Muito bacana o artigo que compartilho abaixo, extraído de: https://www.istoedinheiro.com.br/consumidor-conectado-exigente-e-ansioso/

CONSUMIDOR CONECTADO, EXIGENTE E ANSIOSO

por Cecília Andreucci

Altamente digitalizado, pressionado por uma montanha de informações, consumidor desconfia das organizações e da propaganda

Não há mais como falar de consumo sem falar de tecnologia – aliás poucas coisas hoje escapam desta proposição. Nós, brasileiros, somos os mais ávidos por novas tecnologias, inovação e por consumir toneladas de informação disponibilizadas na rede (mesmo ficando ansiosos com tudo isso). O uso de smartphones disparou e nos colocou como uma das nações mais digitalizadas. Somos prodígios nas redes sociais, mas nos preocupamos muito com a possibilidade de nossos dados serem hackeados. E há razões concretas para essa preocupação. Especialistas concordam que não é uma questão de “se” os sistemas de informação serão atacados, mas “quando” e em “qual” proporção. Ninguém está protegido.

Essas informações foram reforçadas pelo presidente global para consumo e varejo de uma grande consultoria internacional em evento recente. Ele apresentou o resultado de uma ampla pesquisa sobre as profundas mudanças nas motivações, atitudes e expectativas do consumidor nesse século, realizada em oito países, dentre eles o Brasil.

O resultado de cada país retrata, naturalmente, seu momento social, econômico e político, mas seguem muitas tendências globais, dentre elas o protagonismo da internet como fonte de informação, a preocupação crescente com a segurança de dados pessoais, a expectativa por qualidade e conveniência, e experiências mais intuitivas e personalizadas.

Outro aspecto pesquisado foi a confiança nas instituições, que atinge 47%. As menos confiáveis são organizações governamentais e as de propaganda – 37% e 26%, respectivamente. Essa última poderia também ser explicada por uma sociedade cada vez mais letrada na disciplina, que nunca desconfiou tanto da comunicação publicitária. Bancos e empresas de saúde gozam o mais alto nível de confiança, ainda que não seja tão alto assim (aproximadamente 60%). No Brasil, saímos fora da curva, abaixo da média, em instituições governamentais, energia e serviços de utilidade pública. Fácil de entender. E confiamos mais nas empresas de tecnologia que os demais países, talvez porque façamos muito uso delas.

E, resultado dos nossos últimos anos complicados, desenvolvemos uma cultura de barganha, passamos por um down trade, procurando produtos com melhor custo-benefício. Com isso, baixamos nosso padrão de consumo. Também reportamos o mais alto nível de preocupação com a aposentadoria (em termos financeiros). E vemos como principal indulgência na vida, a boa comida, o que é bastante frugal.

Outra perspectiva interessante da apresentação tratou da nova demografia etária do planeta e suas peculiaridades em termos de motivação, atenção, conexão, uso do tempo e gastos. Apesar de os Boomers (pessoas nascidas entre anos 40 e meados dos anos 60) terem acumulado muita riqueza, é a geração seguinte, a X, que deve herdá-la e gastá-la. Estima-se que um trilhão de dólares. Geralmente negligenciada pelas estratégias de marketing, é apelidada de geração-sanduíche ou geração-esquecida. A primeira a cuidar de seus pais e de seus filhos simultaneamente, sofre mais pressões por recursos e tempo. Apesar de terem nascidos antes da internet, são bastante digitalizados. Produtos e serviços devem refletir essa realidade.

Dentro da mesma casa que vive um “X”, há uma grande chance de viver um Millennial (nascido entre 1980 e 1999) e um “Z” (nascido depois de 2000). As nativas digitais cresceram na era da explosão das tecnologias de computação e de comunicação. Para a “Z” tudo ocorre, porém, numa dimensão e velocidade mais acentuadas. Se os Millennials queriam conhecer todas as possibilidades digitais, a geração “Z” chegou para fazer a curadoria, criar, projetar e mixar todas as mídias, conteúdos e experiências. Com baixíssima concentração, demandam que sejam seduzidos em segundos, ou outro estímulo vai atraí-los rapidamente.

Nessa casa hipotética, todos seguem se influenciando mutuamente, diariamente.

Não é fácil para a liderança das organizações capturar as necessidades destes grupos. Especialmente porque, como eu, muitos são da geração X, os imigrantes digitais. Para além das pesquisas e consultorias, que contribuem muito, aqueles que convivem de perto com as três outras gerações que habitam o planeta devem ter maior chance de sucesso.

(*) Cecília Andreucci é conselheira de administração, mercadologista e doutora em comunicação.

Consumidor conectado, exigente e ansioso

Imagem extraída do link acima:

– Sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, com que criou a proteção delas:

Muito curioso: o engenheiro que criou a camada de proteção das Urnas Eletrônicas fala sobre a segurança delas. Em teste, poderiam ser burladas. Mas na prática, não.

Leia e tire suas conclusões:

Extraído de: https://revistapesquisa.fapesp.br/osvaldo-catsumi-imamura-um-dispositivo-seguro/

OSVALDO CATSUMI IMAMURA: UM DISPOSITIVO SEGURO

Por Yuri Vasconcelos e Neldson Marcolin

Um ano antes de cada eleição, se reúnem na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, um grupo de pessoas previamente inscritas com o objetivo de tentar invadir a urna eletrônica. Trata-se do Teste Público de Segurança (TPS), um evento que ocorre desde 2009 com especialistas em computação independentes ou ligados a instituições de pesquisa que realizam planos de ataque contra o equipamento. Em 2021, foram tentadas 29 invasões feitas por 26 investigadores, como são chamados os que tentam burlar o sistema eleitoral. Cinco deles descobriram algum tipo de fragilidade, que foi corrigida pelo corpo técnico do TSE. Os ataques foram repetidos em uma segunda etapa, já em maio de 2022 – e, dessa vez, sem nenhum sucesso.

Um dos idealizadores da urna, o engenheiro eletrônico Osvaldo Catsumi Imamura, ainda acompanha os TPS, a cada eleição. Formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), centro de pesquisa ligado à Aeronáutica localizado em São José dos Campos (SP), ele esteve desde o primeiro momento, em 1995, na equipe que projetou e desenvolveu a arquitetura da urna eletrônica. O engenheiro foi o principal responsável por garantir a segurança do equipamento. Até hoje, nunca houve nenhum tipo de comprovação de que o sistema tivesse sido violado e algum voto fraudado, algo relativamente comum quando a votação era feita com cédulas de papel. Catsumi, de 66 anos, saiu da equipe técnica do TSE em 2005, continuando como consultor e colaborador eventual, e aposentou-se do DCTA no ano passado. Na entrevista abaixo, contou a Pesquisa FAPESP por que a urna segue sendo segura 26 anos depois de sua criação.

O senhor participou das duas etapas do TPS para a eleição deste ano. O que foi testado ali e quais os resultados?
Os testes são decorrentes de vários pedidos internos e externos ao TSE para ampliar a verificação da urna eletrônica. Sempre discutimos como poderiam ocorrer essas avaliações de modo a tornar o sistema mais transparente possível. Em 2009 surgiu a ideia de fazer um teste público, algo que já ocorria em outros lugares, no exterior. Isso garantiria que as pessoas que queriam formar opinião sobre uma determinada situação relacionada à urna pudessem elas mesmo realizar o teste para, aí sim, ratificar ou retificar as suas próprias observações. E assim começaram os testes.

De lá para cá, o que mudou?
De uma forma geral, a avaliação da urna não mudou quase nada, em termos de escopo. Os investigadores interessados podem requerer acesso a qualquer parte do sistema, como o hardware da urna e seus softwares. Só é necessário apresentar uma proposta do que se deseja avaliar. Desde o início foram feitos alguns ajustes em todo o processo e chegou-se à versão atual em que os testes são realizados em duas etapas. A primeira, normalmente no final do ano anterior das eleições na data mais próxima à lacração final dos códigos. Isso dá tempo para os investigadores analisarem o sistema que será usado nas eleições no ano seguinte. Alguns meses depois do primeiro teste os investigadores podem conferir os ajustes que o TSE realizou.

Investigadores são pesquisadores da área?
Uma parte sim, mas já participaram pessoas da sociedade que entendem de computação e gostam de avaliar pessoalmente como funciona a urna. Há entidades acadêmicas que se inscrevem para que os professores deem uma oportunidade aos alunos de computação exercitar os seus conhecimentos. Houve até um estudante do curso de computação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul que sugeriu fazer um TCC [trabalho de conclusão do curso de graduação] em segurança das eleições. O aluno convenceu o docente a participar junto com ele.

Durante o TPS tudo pode ser testado?
Isso mesmo. No TPS de novembro de 2021 verificamos que vários ataques tinham como objetivo ver a parte de criptografia, o manuseio do registro dos votos, a totalização. Acabamos agrupando os investigadores para que eles pudessem colaborar entre si, já que havia equipes que iriam olhar a mesma parte do sistema eleitoral.

O que diferencia a primeira fase de testes, no ano anterior, da segunda, já no ano das eleições?
Na primeira, a pessoa faz as verificações que deseja no sistema e, quando finaliza, nós, da comissão de avaliação, conferimos se ela conseguiu avançar no que pretendia, se atacou uma determinada situação e se trilhou por caminhos que não deveria ter conseguido trilhar. Nesse caso, mesmo que não tenha alcançado o objetivo final, eles são avaliados como um primeiro sucesso. Fazemos um relatório para o TSE e sua equipe técnica tem três a quatro meses para explicar por que isso aconteceu e dar sugestões de como corrigir ou aprimorar. Na segunda etapa de testes, vemos se o trabalho interno da equipe técnica atingiu os objetivos desejados. Por isso chamamos novamente os investigadores para eles analisarem se a urna ainda tem vulnerabilidades. Mesmo que não tenha acontecido nada e nenhum investigador tenha conseguiu avançar em alguma parte do sistema, o TSE faz uma revisão geral em todos os processos. Como sempre surgem novas tecnologias, pode ser que algo que foi tentado hoje tenha algum impacto lá na frente. Esses cuidados servem como parâmetro para avaliar mudanças futuras no sistema eleitoral.

Existe a possibilidade de a urna ser violada?
Teoricamente, sim. Os processos e as tecnologias são sempre dependentes do tempo. As tecnologias que são empregadas para proteger a urna e seus periféricos passam por uma rigorosa análise para serem selecionadas e permitir que todos os componentes do sistema eleitoral estejam prontos até um ano antes das eleições. Hoje, talvez os invasores não tenham o tempo hábil de atingir seus objetivos, como fazer a adulteração do voto. Existe muita discussão na imprensa sobre possíveis violações. Também na academia seguimos debatendo. Alguns pesquisadores são mais puristas, mais teóricos, e produzem argumentos de que, na teoria, nos modelos matemáticos, é possível demonstrar que dá para burlar os códigos. Vem daí a afirmação de que a urna é violável. Não está errado. A questão toda é fazer essa teoria funcionar. Até agora, não há evidências reais.

Na teoria, dá para burlar os códigos da urna. A questão é fazer essa teoria funcionar. Até agora, não há evidências de que se tenha conseguido

Uma das questões levantadas por pesquisadores diz que o eleitor precisa confiar cegamente em como o TSE estrutura o sistema eleitoral baseado no conceito de segurança por obscuridade, algo que não combina com a sociedade democrática.
Segurança por obscuridade significa não tornar evidente algumas informações. É como dizer: está seguro porque guardou segredo. A maioria dos códigos dos produtos criptográficos de segurança do mundo é controlado para evitar invasões aos sistemas. O código usado nas urnas não é aberto nem público, mas é verificável. Só um público mais seleto, de especialistas, tem condições de fazer essa verificação. É verdade que tem um ponto obscuro no código, que é a chave. Ela não é e nem tem de ser pública da mesma forma que não passamos a chave do acesso da nossa conta bancária para ninguém. Quando você toma essa decisão é porque acredita que a obscuridade o protege. Essa crítica contra a urna não se sustenta. No TPS, alguns ataques foram para tentar achar a chave na forma digital e invadir o sistema. Ninguém conseguiu obter todas as chaves necessárias.

Para entrar no sistema da urna, seria preciso romper as diversas camadas de segurança. Já foi dito que isso talvez não seja verdade porque bastaria penetrar em uma delas para estar dentro do sistema. Isso é real?
Toda segurança está em camadas. Não há uma proteção única, exclusiva da Justiça Eleitoral, porque a urna tem de ser colocada tanto em uma escola comum como em lugares distantes de difícil acesso. Hoje, 80% das urnas são transportadas por pessoas comuns. Não existe comboio de polícia militar ou das Forças Armadas fazendo escolta. Existem níveis ou camadas de segurança que precisaram ser criados pensando nessas circunstâncias e condições até que a urna entre na fase de oficialização da seção eleitoral no dia da eleição. A partir do momento que se oficializa, as camadas que continuam existindo são exclusivas da Justiça Eleitoral. As camadas anteriores, não. Se um ladrão roubar uma urna, significa que invadiu uma primeira camada. A eleição está comprometida? Não. Só estaria comprometida se fosse roubada uma quantidade absurda de urnas, inviabilizando a eleição por falta do dispositivo.

Mas não seria possível adulterar a urna durante o transporte, por exemplo, para que seja instalado um programa malicioso de forma a direcionar os votos a um candidato?
Vamos supor que alguém consiga romper uma camada específica e inserir um programa em algumas urnas. Quando o equipamento é inicializado, além da verificação de autenticidade, o tal programa malicioso vai encontrar outras camadas de proteção. Para conseguir avançar, é preciso que a urna funcione sem as validações necessárias quando se liga a chave. A urna é um computador, um hardware, e dá para mexer no sistema operacional. Mas não dá para seguir em frente com os resultados adulterados, nem é possível assinar o boletim de urna, que é o resultado final daquela máquina, para ser validado pela Justiça Eleitoral. Essa é só uma etapa. Há várias outras camadas de proteção. Alguns investigadores tentaram, sem sucesso, atacar esse ponto no TPS, de tentar fazer a urna inicializar sem precisar ficar fazendo essas conferências de modo a conseguir executar o código invasor.

Quantas camadas há no total?
Depende da etapa do processo: ligar a urna, iniciar uma votação, terminar uma votação. Cada ação dessas tem de duas a três camadas de proteção. Somando tudo isso tem pouco mais de meia dúzia de camadas do processo como um todo. O envio dos resultados da votação é outro processo, que também tem as suas camadas. A urna, desde a sua preparação até o encerramento com a geração dos resultados, não se conecta com nada. A conexão com a rede ocorre somente com os sistemas de transmissão dos resultados de cada seção eleitoral para o sistema de totalização final. Além dos mecanismos de segurança lógica, existem outros componentes de segurança para garantir o funcionamento físico do conjunto, tornando-o tolerante a falhas e garantindo a integridade da eleição.

No momento em que as informações são enviadas ao TSE não há risco de um ataque hacker? Como ter certeza de que o resultado daquela urna é o mesmo que chegou ao tribunal?
Por conta das camadas que existem tanto na inicialização da urna, como na finalização do trabalho da urna. Nesses processos existe uma chave única, dentro de cada equipamento. Se ela for tirada ou trocada, o hardware se torna inválido. Essa chave assina o resultado e permite que a Justiça Eleitoral verifique as informações de cada urna. Se a máquina for substituída por algum problema físico ou falha, o TSE usa urnas de reserva.

Como vê a reivindicação de a urna poder ser auditada com o voto impresso?
Vou dar um exemplo sobre isso. A barragem de Brumadinho, que rompeu, foi auditada. Não obstante, a falha de projeto não foi verificada na auditoria. A auditoria é um evento importante para verificar as conformidades da execução com o planejamento operacional, com base nos registros e documentos técnicos e administrativos. Auditoria não é sinônimo ou garantia de segurança. Todos os sistemas lógicos que são empregados nas eleições passam por um ritual de assinaturas digitais para assegurar que o que foi lacrado seja exatamente o que será usado, permitindo uma auditoria antes e depois das eleições. Todavia, a auditoria não é suficiente para atestar a segurança dos sistemas envolvidos. A única forma de se verificar a correção de um sistema lógico são os testes e uma análise técnica dos códigos. O TPS foi elaborado para atender esta demanda.

E o voto impresso?
Ele representa uma pseudoconfiança. O eleitor pode receber um papel, mas qual a segurança de que a informação impressa naquele papel foi contabilizada? A fraude no voto em papel nunca aconteceu na mão do eleitor, quando ele o inseria na urna; ocorria na apuração, quando a urna era aberta e os votos impressos eram dispostos na mesa. Por isso, um dos focos do projeto da urna eletrônica foi aprimorar essa parte do processo. A Justiça Eleitoral busca garantir que o voto realizado na urna é o mesmo que seja apurado.

O eletrônico se sobrepõe, então, ao voto impresso?
Existe um tipo de medição chamado tempo médio entre falhas, o MTBF, que indica mais ou menos quando qualquer produto deve começar a apresentar problemas. O MTBF de componentes eletrônicos, como a urna, é acima de 100 mil horas; de uma impressora, que é um dispositivo mecânico, está entre 10 e 20 mil horas. Não há como realizar uma validação cruzada usando elementos que têm probabilidade de falhas diferentes. Em outras palavras, não dá para validar o que a urna imprimiu com o que foi registrado eletronicamente, a menos que esta diferença esteja equalizada. Na concepção da urna eletrônica em 1995, um dos ministros do TSE pediu à nossa equipe: “Vocês precisam apresentar garantias técnicas que, caso haja contestação, a corte possa julgar de forma bem fundamentada”. Por enquanto, o que vale é o eletrônico porque é possível provar tecnicamente que a ocorrência de inconsistências da parte eletrônica é muito menor do que da mecânica.

Como foi que o senhor entrou para o grupo de criadores da urna?
No final de 1994 e no início do ano seguinte o ministro Carlos Veloso, então presidente do TSE, recomendou que algo teria de ser feito que fosse melhor do que a contabilização manual de cédulas de papel. A Justiça Eleitoral abriu um concurso para contratar os primeiros técnicos na área de tecnologia da informação [TI]. Paralelamente, foi feito um convite para o Executivo, que contava com engenheiros e técnicos nas instituições dos ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação, da Indústria e Comércio, da Comunicação e militares. Um dos convites foi para o antigo Ministério da Aeronáutica. O DCTA [Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial], que é o centro de pesquisa da Força Aérea em São José dos Campos, foi consultado. O convite chegou até o IEAv [Instituto de Estudos Avançados], onde eu trabalhava. Assim, fui indicado como representante do Ministério da Aeronáutica para compor a equipe técnica.

O senhor integrou um grupo que ficou no TSE por vários anos. Quem mais fazia parte dele?
A equipe foi formada inicialmente com 14 pessoas. Passados três meses de trabalho, quando a arquitetura da urna e o edital foram concluídos, a maioria dos integrantes voltou para suas instituições de origem, exceto eu e outros três que vieram do Inpe – Paulo Seiji Nakaya, Antônio Ezio Marcondes Salgado e Mauro Hissao Hashioka. Assumi no TSE a coordenação de desenvolvimento de hardware e software; Nakaya liderou a área de logística; Salgado responsabilizou-se pelas redes de comunicação e produção fabril; e Hashioka assumiu a gerência-geral. O Giuseppe Dutra Janino, dentre os técnicos concursados, foi uma das pessoas do TSE que formamos para dar continuidade ao processo, assumindo o cargo de secretário de TI do Tribunal em 2005.

A sua função já era zelar pela segurança do sistema?
No início a equipe deveria gerar requisitos de todo o sistema, o que incluía a segurança. Como eu já tinha trabalhado em outros processos do gênero e conhecia especialistas da academia nessa área, tornei-me o responsável pela segurança do sistema de 1998 a 2005. Sugeri o envolvimento da Agência Brasileira de Inteligência [Abin], que tem uma instituição, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações [CEPESC], voltada a cuidar de módulos criptográficos do governo. Fizemos um convênio para que desenvolvessem módulos exclusivos para o TSE.

Vocês se inspiraram em algum modelo do exterior?
Analisamos artigos técnicos e científicos de instituições no país e no exterior que tentavam desenvolver ou melhorar os sistemas criptográficos e dialogamos com algumas empresas do setor de segurança da informação, redes e sistemas computacionais. No exterior, a instituição eleitoral só se preocupa com as regras do processo eleitoral, deixando o desenvolvimento e o fornecimento dos modelos a cargo das empresas. O modelo brasileiro, em que a instituição responsável pelas eleições – no caso, o TSE – tem o próprio equipamento e o controle de seus softwares e hardwares, ficando as empresas responsáveis pela engenharia de produto e produção, é único no mundo.

Na época, existia algum modelo em uso em outro país?
Não, apenas protótipos submetidos a testes reais limitados a condições específicas. Algumas empresas nos emprestaram seus equipamentos, como a IBM. O coração da máquina seria uma placa-mãe comercial como as de um computador pessoal [PC]. Entramos em contato com fabricantes chineses, que são os principais fornecedores de placa-mãe, e empresas que produzem chips: AMD, Intel, Texas Instruments. Conversamos com fabricantes de HD e memória de computador, como a Itautec. Selecionamos alguns para serem testados e fazer parte do processo.

Quanto tempo levou dos primeiros estudos e consultas até começar a funcionar para valer?
Foram três meses até termos a urna desenhada no papel, com as especificações técnicas da sua arquitetura, para poder abrir o edital e verificar quem poderia produzi-la. Fizemos todo o projeto arquitetônico do sistema, tanto de hardware quanto de software. Quando consultamos a Intel, a Texas, a AMD, pedimos para eles um roadmap [ferramenta visual e descritiva que mostra como o produto evolui em cada período de vida útil] do material fabricado. Um dos requisitos da urna é que tinha que durar, no mínimo, cinco eleições [10 anos]. Pelo edital, as empresas tiveram três meses para apresentar um protótipo.

Como vê hoje o Brasil no panorama internacional de urnas eletrônicas?
Existem vários modelos no mundo, alguns mais sofisticados, outros menos. Alguns países fazem todo o processo de forma eletrônica – e não mais no papel –, como é o nosso caso, enquanto outros usam inclusive a internet como parte do sistema eleitoral. É o caso da Estônia, que tornou virtual todos os processos possíveis, não só as eleições, mas também os administrativos do governo. Eles votam pela internet há mais de 10 anos, mas já sofreram um forte ataque hacker. No mundo dos sistemas cibernéticos, o elo mais fraco hoje é a conexão em rede, isto é, a internet.

Não há, portanto, um sistema muito melhor ou muito pior do que outro?
Os sistemas estão adequados ao timing e ao risco que cada entidade eleitoral quer correr. Em termos de abrangência, volume de eleitores envolvidos e um único modelo, o Brasil está na vanguarda. Os Estados Unidos têm mais eleitores que nós, mas cada estado ou condado tem autonomia para escolher o modelo e os equipamentos de seus sistemas eleitorais.

E a crítica de que há um centralismo excessivo no sistema brasileiro?
Eu não diria excessivo porque a Constituição estabelece o modelo. A centralização na Justiça Eleitoral ocorre porque os outros dois poderes, o Legislativo e o Executivo, estão envolvidos nas eleições por apresentarem candidatos. Quem faz essa crítica deveria estudar melhor o arcabouço legal que rege os modelos organizacionais do nosso país.

A experiência no TSE foi a sua principal contribuição como pesquisador?
Esse projeto foi interessante porque entrei nele quando o TSE ainda estava formando o seu corpo técnico. Na época eu estava na chefia de uma divisão no IEAv e tinha de coordenar vários temas e pesquisadores, além de atuar como professor colaborador na pós-graduação do ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica]. Minha experiência na iniciativa privada e em uma instituição pública de pesquisa abriu a possibilidade para que pudesse apresentar um modelo para criar uma estrutura de uma equipe técnica que, mais tarde, pudesse se tornar fundamental para a Justiça Eleitoral. Tenho orgulho de ter ajudado com meus colegas a desenvolver a urna eletrônica. Foi um trabalho bem-feito para o seu momento e que se mantém em contínuo aprimoramento.

Crédito da Imagem: Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP – Catsumi no Museu Aeroespacial Brasileiro, em São José dos Campos, ao lado de um dos primeiros modelos de urna projetados para o TSE

– Em família, esqueça o celular.

Estando com as pessoas que você ama, NÃO USE o celular.

Dispense o aparelho. Aproveite o tempo para viver a vida real com sua família, não a virtual. Faça essa experiência.

Aqui em casa, estamos tentando reduzir ao máximo o uso dele, curtindo-nos mutuamente e evitando a dispersão que ele traz (sem falar na chance de vício).

– Um Selo que indica Amadurecimento das Frutas!

A tecnologia, se usada para o bem, é algo fantástico. Leio que a Embrapa está desenvolvendo um “sensor em formato de selo” que indica se a fruta está madura!

Já imaginaram a diminuição das perdas de produtividade com isso, bem como da melhor qualidade de produtos em nossa mesa?

Abaixo, extraído de: https://revistapesquisa.fapesp.br/2020/04/07/fruta-no-ponto-certo/

FRUTA NO PONTO CERTO

Por Gabrielle Araújo / Embrapa

Uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com a Siena Company resultou no desenvolvimento de um sensor para monitorar o amadurecimento de frutos. Trata-se de um selo contendo nanopartículas de um composto à base de sílica que pode ser colado à embalagem ou à superfície do fruto. À medida que amadurecem, alguns frutos liberam o gás etileno, que reage com o sensor e o faz mudar de cor. Um aplicativo para celular que lê um código de barras e a cor do selo permite conhecer o estágio de maturação do fruto e as informações sobre sua origem. Batizado de Yva (fruto, em tupi-guarani), o sensor foi testado em manga e mamão. “Até onde sabemos, não existe no mercado um produto desse tipo”, diz Marcos Ferreira, pesquisador da Embrapa e um dos idealizadores do sensor, que pode ajudar a reduzir as perdas na cadeia produtiva.

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Foto: Gabrielle Araújo, Embrapa.

– Pessoas Eletrossensíveis e o Mundo da Tecnologia

Muito se tem falado e questionado sobre consequências ruins de ondas de celular ou equipamentos eletrônicos na saúde dos usuários. Mas sabia que se os estudos não comprovam ou desaprovam os resultados, há os que comprovadamente mostram pessoas eletrossensíveis?

Extraído de: http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/380180_OS+ELETROSSENSIVEIS

OS ELETROSSENSÍVEIS

Por Mônica Tarantino

As informacões que você lerá a seguir foram extraídas da matéria que eu escrevi para a edição de ISTO__É que circula esta semana. Mas fiquei tão impressionada com a condição dessas pessoas eletrossensíveis (EHS é a sigla em inglês para designá-los) aos efeitos das ondas eletromagnéticas emitidas por torres de transmissão elétrica, antenas de televisão, celulares e Wi-Fi que decidi retomar o assunto aqui no blog. Há diversas organizações voltadas para o reconhecimento dessa condição como uma doença e para garantir a criação de locais limpos de ondas eletromagnéticas, as chamadas zonas brancas, para abrigar quem se descobre atingido pela EHS. 

Em geral, as pessoas afetadas precisam deixar suas casas e recolher-se por um algum tempo em áreas preservadas de ondas eletromagnéticas para se “desintoxicarem” dos efeitos da exposição. Você pode imaginar professores de tecnologia da informação, neurologistas, sociólogos e crianças deixando as cidades para viver em cavernas ou em vilas e abrigos projetados para bloquear ondas eletromagnéticas? Pois eles são cada vez mais numerosos. Quando expostos a campos de radiação eletromagnética, apresentam sintomas como dores de cabeça e no corpo, fadiga, estresse, distúrbios do sono. Seja qual for a sua causa, os sintomas de EHS são reais e, por vezes, incapacitantes. 

No mundo, portadores de EHS se mobilizam para que a condição seja declarada uma doença. Na semana passada, muitos se reuniram em uma zona criada para  eles na região de Saint-Julien-En-Beuchene, nos Alpes franceses. É uma área livre de antenas de telefonia e distante de linhas de transmissão de energia elétrica. Até aparelhos eletrodomésticos são evitados e as pessoas deixam o celular na entrada. 

Sob um toldo protetor, membros dessa comunidade e líderes como Phillipe Tribaudeau, da ONG Une Terre pour Les EHS, fizeram um balanço das conquistas e desafios. Há 15 dias, a Comissão de Deficientes de Essonne, na França, concedeu, pela primeira vez, ajuda financeira permanente a um indivíduo com diagnóstico de eletro-hipersensibilidade. Antes, outros haviam obtido auxílio para comprar equipamentos de proteção, como medidores de ondas eletromagnéticas. Na prática, a vulnerabilidade de cada indivíduo com EHS é variável. Vai desde quem é gravemente afetado pela exposição, como Triauadou, que precisou se mudar para uma caverna, até uma alergia por causa da proximidade com computadores ou linhas de energia. 

A medicina considera o tema controverso. Há quem julgue o conjunto de dados suficiente para caracterizar a doença, enquanto outros especialistas acreditam que os sintomas se misturam aos de outras patologias, como a intoxicação por metais pesados. Entre os estudos em andamento, um deles está sendo realizado pelas autoridades de saúde francesas e tem resultados previstos para 2015. Mas há países que já tomaram medidas com base nas evidências científicas disponíveis. Na Suécia, a hipersensibilidade elétrica é reconhecida como um comprometimento funcional. “Existem cerca de 250 mil suecos com essa deficiência”, disse à ISTOÉ o cientista Olle Johansson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo. “Essas pessoas merecem respeito e tratamento. Jamais discriminação”, diz. Lá, a associação para hipersensíveis recebe subsídio governamental. Na Espanha, Alemanha e EUA o problema é classificado como deficiência. No Brasil, pesquisas são feitas na Universidade Federal de Minas Gerais.

Na América Latina, um caso grave é o do psiquiatra e neurologista colombiano Carlos Sosa. “Fui diagnosticado em 2006 e precisei mudar radicalmente de vida”, disse à ISTOÉ. Aos 47 anos, vive sozinho nos arredores de Medellín em uma casa na qual possui algo que chama de gaiola de Faraday, para se proteger das ondas eletromagnéticas. Sosa suporta cerca de 20 minutos de conversa pelo telefone ou computador até que apareçam sintomas como dores de cabeça e náusea. Em 2006, saiu de sua casa porque percebeu que a origem do mal-estar intenso que sentia havia três anos era a proximidade com uma antena de micro-ondas/Internet e Wi-Fi (sem fios). “Precisei me mudar quando a cidade em que vivia foi inundada por cerca de quatro mil antenas”, contou.O agravamento dos sintomas o levou a parar de trabalhar, lançando-o em uma vida de dificuldades financeiras. Ele não tem ajuda alguma.“Mas os estudos provarão que essas ondas são tão perigosas para a saúde como o tabaco e o amianto”, acredita. Para o cientista sueco Johansson, as ondas eletromagnéticas não são inócuas como muitos defendem. “Precisamos investigar em profundidade os efeitos desse novo fenômeno que se expande tão rapidamente pelo mundo por meio de dispositivos móveis.”

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Imagem extraída do link acima

– Como a inteligência artificial pode ajudar espécies ameaçadas de extinção.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) mantém uma “Lista Vermelha”, em que as espécies são classificadas com…

Continua em: Como a inteligência artificial pode ajudar espécies ameaçadas de extinção

– As novas funções do WhatsApp.

E o WhatsApp está lançando novas funcionalidades, tentando levar ao usuário maior privacidade.

As novidades no link em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/whatsapp-permitira-saida-silenciosa-de-grupos-e-esconder-que-esta-online-veja-mais/

– Há 29 anos, nascia o Telefone Celular!

Veja que interessante: aTelesp Celular começava a operacionalizar o telefone celular, 29 anos atrás.

Eu me lembro bem: era caríssimo. Assinatura de 40 dólares, fora o custo das tarifas (realizadas e recebidas)!

Qual foi o seu primeiro celular?

APARELHO CELULAR MOTOROLA Startac - Coopermiti

Imagem extraída de: https://coopermiti.com.br/museu/aparelho-celular-motorola-startac/

– Dependentes da Informática para tudo?

Compartilho interessante material sobre a tecnologia e o seu uso no dia-a-dia. E veja que curioso: o texto não é antigo e o assunto é atual, datado de 2012, mas como o propósito é falar das facilidades e transformações do mundo digital, parece que já é de muito mais tempo! O tema nos convida à seguinte reflexão: Somos escravos do computador?

É claro que falamos da tecnologia moderna. Todos nós nos tornamos dependentes dela, e muitas vezes queremos fugir totalmente dessa servidão ocasionada pelas máquinas. Mas isso é possível? Quanto tempo conseguimos ficar longe dos equipamentos com tecnologia de ponta?

O grau de dependência varia para cada indivíduo. E o seu, qual é?

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI79096-15224,00-ESTAMOS+FICANDO+ESCRAVOS+DAS+MAQUINAS.html

ESTAMOS FICANDO ESCRAVOS DAS MÁQUINAS?

Os aparelhos modernos facilitam tanto nossa vida que rapidamente se tornam indispensáveis. Como o avanço tecnológico está alterando nosso comportamento e nosso modo de raciocinar

A mente humana possui uma capacidade prodigiosa de memorização. Dizia-se que Matteo Ricci, um jesuíta italiano que viveu na China no século XVI, sabia de cor o texto de 150 livros. Dois milênios antes, os bardos gregos se valiam da memória para transmitir de pai a filho os 15.693 versos da Ilíada, poema posto no pergaminho 400 anos após a morte de seu lendário autor, Homero. A educação dos cidadãos incluía o exercício de decorar os textos homéricos. Hoje, isso parece uma capacidade tão prodigiosa quanto inútil. Afinal, os livros estão aí, nas bibliotecas (ou na internet). Basta consultá-los. No mundo atual, prezamos mais o raciocínio que a decoreba – um termo pejorativo que não à toa é aplicado ao processo de memorização.

Transformações similares a essa estão acontecendo agora, no século XXI: a tecnologia, mais uma vez, está mudando nossa forma de pensar. Um exemplo é o GPS, o sistema de localização por satélite. Tóquio, a maior cidade do mundo, tem dezenas de milhares de ruas e avenidas, a maioria delas sem nome. As casas e os edifícios têm numeração, mas ela é aleatória, ou melhor, histórica: a casa mais antiga da rua em geral é a número 1, não importa em que altura esteja. A habilidade de localizar-se na cidade assombra os estrangeiros – e concede status especial a carteiros e taxistas.

Os candidatos a taxista, assim como em Londres, devem passar por um teste dificílimo para provar que sabem de cor o mapa da cidade. Isso exige anos de treinamento e memorização. Há alguns anos, depois do advento do GPS, a prova passou a aferir também se o candidato sabe usar o aparelho. O GPS tornou-se um equipamento-padrão nas frotas de táxi. Mas os motoristas mais velhos pouco o usam. Eles mantêm a malha viária viva na memória.

Os taxistas mais jovens recorrem bem mais ao aparelho. Ainda decoram o mapa da cidade, mas provavelmente começam a esquecê-lo assim que são aprovados no exame. O GPS representa um óbvio avanço para o cotidiano dos japoneses. O curioso é como um sistema inexistente há poucos anos caminha rapidamente para se tornar imprescindível.

Algo parecido aconteceu nos últimos meses em São Paulo. Acostumados às facilidades da internet para pesquisar serviços, trabalhar, conversar com amigos ou informar-se, centenas de milhares de clientes do serviço Speedy de banda larga da Telefônica sentiram-se frustrados com as constantes quedas do sistema. O mesmo tipo de sentimento nos assalta quando um vírus invade o computador, o celular perde a conexão ou o carro quebra.

Os mais afetados pela súbita privação da tecnologia são, em geral, os mais jovens. Eles nasceram imersos num mundo digital – e são mais dependentes dele. Segundo uma pesquisa feita em 2009, em Hong Kong, com 1.800 jovens de 18 a 25 anos, um em cada sete diz não ver sentido na vida sem a internet.

“Angústia, ansiedade e perda de concentração são sintomas da síndrome de abstinência em qualquer dependência. Não é diferente com a tecnologia”, diz a pesquisadora russa Nada Kakabadse, da Faculdade de Administração de Northampton, na Inglaterra, especializada em dependência tecnológica. “A tecnologia deveria ser uma ferramenta. Virou uma sobrecarga,” diz Kakabadse. “É a dependência da tecnologia portátil, que se leva consigo ao cinema, ao teatro, a um jantar e praticamente para a cama.

Há jovens que passam 16 horas por dia no videogame. Eles não se exercitam, comem mal, estão ficando doentes”, afirma. “A cultura do trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana, também está ligada às novas possibilidades tecnológicas.” Kakabadse acredita que nossa entrega à tecnologia terá consequências. “A capacidade de julgamento é afetada. A tomada de decisões fica comprometida”, diz. “Em 20 anos, haverá leis restringindo o uso abusivo de eletrônicos, como ocorre com o tabaco e as drogas.”

Essa previsão parece exagerada. Mas já há, hoje, gente preocupada com nossa dependência tecnológica. Como sabe qualquer pessoa que tenha celular com agenda eletrônica, a espécie humana está perdendo a capacidade de decorar telefones – até o da própria casa. “Talvez o único meio de evitar os efeitos nocivos da dependência tecnológica seja conservar habilidades que não dependam do computador”, diz o historiador da tecnologia Edward Tenner, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. Ele prega o uso do telefone, de vez em quando, no lugar do e-mail, ou fazer cálculos com lápis e papel, em vez de usar a calculadora.

Há gente mais radical. Em Vauban, um subúrbio de Freiburg, na Alemanha, a maioria dos 5.500 moradores largou o automóvel. O subúrbio não tem vagas para estacionar. Os 30% de moradores que têm carros são obrigados a deixá-los numa garagem perto da estação de trem. Cada vaga custa US$ 40 mil. Para fazer viagens, os moradores alugam carros comunitários. O abandono do mundo sobre quatro rodas nem sempre é fácil. “Algumas pessoas se mudam para cá e desistem rápido – sentem falta do carro”, diz Heidrun Walter, uma moradora. Vauban é a experiência mais avançada de um bairro “car free” na Europa. Trata-se de uma medida contra as emissões de poluentes que provocam o efeito estufa.

O mesmo motivo – tentar salvar o planeta do aquecimento global – inspirou um sacrifício ainda maior: desligar a geladeira. Foi o que fez a canadense Rachel Muston, representante de uma parcela ínfima, porém crescente, da população dos países ricos. “Estamos bem sem a geladeira,” disse Rachel ao jornal The New York Times. “Quando estava ligada, comprávamos muita comida pronta.” Hoje, Rachel vai mais ao mercado, compra quantidades menores e cozinha mais. Em outras palavras, gasta mais gasolina e descarta mais embalagens, o que torna discutível sua contribuição para conter o aquecimento global. Mas isso é outra história. O que chama a atenção, em pessoas como Rachel ou em subúrbios como Vauban, é a resistência à tecnologia, a tentativa de voltar a um estágio em que éramos mais “puros”, talvez mais humanos. O mais célebre desses movimentos foi dos luditas, no início do século XIX. Inconformados com o desemprego trazido pelas máquinas da Revolução Industrial, eles pregavam (muitas vezes com uso da violência) a volta ao sistema artesanal.

“Acho que as pessoas antitecnologia subestimam a capacidade do cérebro de se adaptar a novos desafios”, diz o neurocientista suíço Fred Mast, da Universidade de Lausanne. “Estudos mostram que o uso intensivo da tecnologia pode levar à melhora das habilidades cognitivas, pelo processamento de mais informações ao mesmo tempo.” Talvez percamos algumas habilidades, mas ganharemos outras. E, provavelmente, nossa vida ficará mais fácil. A não ser quando houver uma pane na internet.

– A culpa de Fake News seria da tia do What’sApp?

Veja que interessante: li sobre Claire Wardle, a diretora de uma ONG chamada First Draft, que combate a informação falsa. Disse ela a respeito da proliferação de Fake News no nosso cotidiano:

“Podemos culpar as redes sociais, a nossa mãe e os Governos pela desinformação. Queremos uma solução fácil, que é culpar o Facebook. Mas todos somos responsáveis pela crise da informação”.

E não é verdade? Quantas vemos ingenuamente damos crédito a notícias falsas? Ou perdemos tempo em ler mentiras, fatos inverídicos e tantas bobagens’?

Já ouvi um amigo dizendo que “a culpa é da tia do What’sApp”, mostrando a figura daquela senhora simples, pura, e que replica fake news com a melhor das boas intenções sem saber! E isso é uma realidade indiscutível: quantos não são enganados e enganam os outros involuntariamente?

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O dia em que a invenção de Steve Jobs foi desdenhada.

Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.

Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):

O DESDÉM INICIAL DO IPHONE 

O desdém inicial pelo iPhone

Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.

O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.

O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.

Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:

“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”

Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:

“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”

Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:

“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor,  favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”

E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:

Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.

iPhone 11 de 256 GB – Amarelo - Apple (BR)

– Usar o celular durante o serviço pode causar demissão por justa causa.

Você faz uso do celular durante o período de trabalho?

Pois saiba: você pode perder seu emprego por justa causa!

Extraído de: https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2017/08/07/celular-no-trabalho-pode-gerar-demissao-numero-de-casos-deve-aumentar.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

USAR CELULAR NO TRABALHO PODE PROVOCAR A SUA DEMISSÃO?

Usar celular no trabalho pode gerar demissão. E mais: por justa causa. Nos casos mais graves, que já foram parar nos tribunais, os empregadores alegam que o uso do aparelho era proibido e os ex-funcionários sabiam das regras. Ainda não há, em instâncias superiores da Justiça, o registro de dispensas causadas pelo uso excessivo do eletrônico nas empresas onde o celular está (parcialmente) liberado. Especialistas ouvidos pelo UOL, no entanto, afirmam que é uma questão de tempo até isso começar a acontecer.

O motivo é simples. Cada vez mais viciados nos smartphones, os usuários não conseguem desgrudar seus olhos e dedos da tela –estejam eles em casa, em trânsito, em aula, em situações sociais e também no trabalho. Estudo divulgado em junho pela empresa norte-americana OfficeTeam aponta que funcionários de escritórios gastam em média 56 minutos por dia –ou cinco horas por semana– usando o celular no ambiente profissional para fins pessoais. Se considerado só o grupo de 18 a 34 anos, o intervalo passa para 70 minutos para cada dia de trabalho.

Na prática é o empregado que, protegido pelas fronteiras das baias, divide a atenção entre tarefas profissionais e o WhatsApp. Ou o médico que, antes de começar o atendimento, passa segundos hipnotizado pela tela –comentando em seguida algum absurdo do grupo de família. O caixa de supermercado, que esconde o aparelho sob o suporte para máquina de cartões, navegando enquanto o cliente digita a senha. O vigilante da rua, mais atento ao Facebook do que às movimentações do mundo offline. O manobrista, que prioriza os memes aos motoristas. A manicure, dividida entre cutículas e updates.

E até a protagonista da Globo, que por descuido levou o smartphone a uma cena de novela ambientada em 1821 (um spoiler de como seria o mundo dali a 200 anos).

DESAFIO EXIGE EQUILÍBRIO E FLEXIBILIDADE

Existe o outro lado, claro, vantajoso para o empregador. Com tantas ferramentas digitais de comunicação, o expediente não acaba quando o trabalhador vai para casa: o smartphone aumenta muito o tempo em que o empregado está disponível. Por isso Edna Bedani, diretora-executiva de aprendizagem e conhecimento da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), aponta “flexibilidade” e “equilíbrio” como palavras-chave ao lidar com esse novo desafio no ambiente profissional.

“O uso do celular no trabalho para fins pessoais tem incomodado, mas veio para ficar. Portanto, é preciso encontrar um equilíbrio. Se o uso for proibido, o funcionário pode não atender uma ligação profissional após o expediente, por exemplo. As empresas precisam ser flexíveis, e os funcionários precisam estar atentos para o celular não atrapalhar suas entregas, sua relação com os colegas nem sua saúde.”

Sobre este último item, a especialista dá o exemplo de transtornos da era digital, como o Fomo (fear of missing out, ou medo de perder algo se ficar sem acesso ao celular) ou a sensação equivocada de que o aparelho está tocando.

O QUE DIZ A JUSTIÇA 

O desafio não pode ser tratado da mesma maneira para lidar com diferentes profissões. O juiz Fábio Augusto Branda, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, exemplifica: pessoas que trabalham em laboratórios podem comprometer as análises caso manipulem celulares, extremamente sujos. Em áreas de segredo industrial, smartphones podem facilitar a captura de dados sigilosos. Render um vigilante fica mais fácil se ele não estiver atento ao ambiente, mas sim à tela do aparelho. Ligado no WhatsApp –situação testemunhada pela reportagem–, o caixa do supermercado aumenta as chances de erro enquanto passa as compras do cliente.

“O ideal é estabelecer o que é ou não permitido no trabalho, pois regras não escritas podem causar mal-entendidos. Se elas não existirem, vale o bom senso: o funcionário é pago por seu tempo e, se estiver trocando mensagens pessoais durante o expediente, não está trabalhando”, explicou o juiz, que ainda não julgou casos deste tipo, mas afirma que eles devem se tornar cada vez mais comuns.
Para ele, deve ser levado em conta se este uso atrapalha o rendimento do funcionário, se aumenta suas chances de distração e se compromete a segurança de alguma forma.

Segurança foi o que sustentou a demissão por justa causa de um serralheiro de Maringá (PR). Em fevereiro de 2017, o TRT do Paraná manteve esta decisão da vara de Maringá, sob alegação de que o uso do celular durante o horário do expediente descumpria uma regra de segurança da empresa. A determinação diz que ele havia sido advertido várias vezes sobre esta proibição, pois sua função envolvia manipulação de máquinas de corte, de polimento e soldas, além de produtos químicos com algum grau de toxicidade.

REGRAS PRECISAM SER CLARAS

Claudinor Barbiero, professor de direito trabalhista da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Campinas, reforça a importância de as regras serem claras. Isso pode estar previsto no contrato de trabalho ou em uma circular apresentada a todos os funcionários, logo que admitidos na empresa. Sua opinião, no entanto, vai de encontro com a importância da flexibilização destacada anteriormente. “Cabe ao empregador definir se o uso do celular é permitido ou não. A flexibilização dificulta esse controle. Quando pode? Quanto tempo pode? Esses são pontos mais difíceis de serem determinados.”

Mas, se não pode, não pode. Tanto que a proibição do uso já respaldou outra demissão por justa causa –desta vez, de um operador de telemarketing. “Ele sabia que estava infringindo norma da empresa que vedava o acesso ao ambiente de trabalho com o aparelho e foi dispensado por insubordinação e indisciplina”, diz a determinação do Tribunal Superior do Trabalho, de 2015.

Na ocasião, o funcionário alegou que não havia guardado o aparelho em um armário para objetos pessoais, pois de lá já haviam desaparecido objetos de valor. A decisão respondeu que o empregado não poderia “fazer uso arbitrário de suas próprias razões e deixar de cumprir as normas da empresa”.

Empresas podem proibir o uso do celular no ambiente de trabalho

Imagem extraída de: https://www.contabeis.com.br/noticias/41316/empresas-podem-proibir-o-uso-do-celular-no-ambiente-de-trabalho/

– Elon Musk desistiu do Twitter por quê?

Duas situações para explicar a desistência do bilionário Elon Musk em comprar o Twitter:

– A empresa não provou que o número de contas fakes era até 5%.

– As empresas de tecnologia despencaram na Nasdaq. Musk ofereceu 44 bilhões de dólares pela Rede Social, que hoje vale 28 bi.

Ninguém rasga dinheiro. Mas certamente tudo isso acabará na Justiça.

Extraído de G1.com

– Precisamos de Desintoxicação Digital?

Cada vez mais estamos dependendo da tecnologia no nosso dia-a-dia. Muitas vezes, somos reféns dela. Mas aí vem outra questão: e quando estamos viciados pelos celulares, computadores e outros eletrônicos?

Olha que assunto interessante: Clínicas para Desintoxicação Digital!

QUANTO TEMPO É NECESSÁRIO PARA UMA ‘DESINTOXICAÇÃO DIGITAL’?

DA BBC BRASIL

Na era de “ansiedade digital” em que vivemos, mais e mais pessoas optam por uma medida radical –divulgada por um movimento que começou há cinco anos nos Estados Unidos– para lidar com a dependência da internet e das redes sociais: “desconectar” de tudo.

O princípio é semelhante ao do tratamento de pessoas com adicções a substâncias químicas, a ideia de “limpar” o corpo.

E se você não lembra da última vez que foi dormir sem usar o celular pouco antes de fechar os olhos, e se faz muito tempo que não deixa de conferir as redes sociais ou sai de casa sem o telefone, pode estar precisando de uma “desintoxicação digital”.

“Desconecte para reconectar” é o lema da Digital Detox, uma das organizações que iniciaram o movimento em San Francisco (EUA), em 2012, apenas um ano antes do dicionário Oxford incluir pela primeira vez o termo “desintoxicação digital” em suas páginas.

Seu fundador, Levi Felix, trabalhava 70 horas sem descanso por semana em uma start-up, até ser hospitalizado por exaustão em 2008.

Pouco tempo depois, ele trocou seu computador por uma mochila. Foi com sua namorada viajar pelo mundo e se mudou para uma ilha remota no Sudeste Asiático.

A experiência abriu seus olhos e o inspirou a criar a sua própria empresa –dois anos e meio e 15 países depois– com a ideia de organizar retiros de ioga e meditação para ajudar as pessoas a se desconectar da tecnologia.

Desde então, o número de iniciativas para o mesmo fim não parou de crescer. Veja abaixo algumas delas e o tempo de “desintoxicação” que sugerem:

DESCANSO DIGITAL DE PELO MENOS 3 DIAS

“Vivemos em um mundo cada vez mais digitalizado”, conta à BBC Mundo Martin Talk, fundador da Digital Detoxing, uma empresa com sede no Reino Unido que “ajuda pessoas a encontrar um equilíbrio saudável entre as tecnologias digitais e o mundo não digital.”

Martin organiza “retiros digitais” para que seus clientes possam deixar o mundo tecnológico de lado por um tempo e curar seu vício digital ,”geralmente por um período mínimo de três dias.”

“As pessoas precisam de tempo para se adaptar”, diz ele. “A reação inicial é o horror de ter o telefone longe ou efeitos como a ‘vibração fantasma’ no bolso, o que os faz pensar que o dispositivo está tocando, mesmo quando ele não está lá.”

No entanto, e apesar do sofrimento inicial, Martin diz que as pessoas começam a se sentir “muito mais relaxadas” à medida que o processo avança.

“Muitos descrevem a sensação como uma respiração profunda de ar fresco. As pessoas se sentem mais envolvidas com o mundo ao seu redor”, diz o especialista.

RETIRO DE SILÊNCIO: 10 DIAS

Carla, uma jovem espanhola que mora na Holanda, teve uma experiência semelhante há apenas um mês em Mianmar. Durante 10 dias, desligou completamente seu telefone e as redes sociais e participou de um retiro de silêncio em um monastério budista. Longe da tecnologia, com o único propósito de meditar e se “reconectar” com ela mesma.

“Nos primeiros cinco dias, eu estava querendo fazendo as malas para ir embora. Foi difícil. Mas eu não desisti e decidi viver a experiência até o fim”, disse ela à BBC Mundo.

Geralmente, esse tipo de retiro não pode durar menos tempo. A experiência implica em levantar-se todos os dias às 4h00 e meditar por duas horas, tomar café da manhã, fazer meditação em grupo, comer, e meditar até o fim do dia (e ir para a cama sem jantar).

Mas como é voltar ao “mundo digital”, depois de uma experiência como essa?

“Eu me senti diferente, como se estivesse faltando alguma coisa, como se não estivesse conectada com o mundo”, diz Carla.

“Usar o celular de novo foi o mais estranho. Não tinha certeza se queria ligar de novo. Mas acho que mais pessoas deveriam ter a mesma experiência para aprender a controlar o hábito.”

Carla fala do retiro como uma provação –que ela não se arrepende de ter enfrentado.

TERAPIA DE DESCONEXÃO: AO MENOS 6 MESES

Marc Masip, psicólogo e diretor do Instituto de Psicologia Desconecta, em Barcelona, ​​disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que “é muito difícil largar [o telefone e redes sociais], mas é muito fácil voltar a se envolver”.

Masip diz que a “intoxicação digital” é tratada como qualquer outro vício, embora, neste caso, sem substâncias relacionadas a ele, mas comportamentos.

Ele enfatiza que cada caso é diferente, mas é necessário ao menos seis meses de terapia cognitiva-comportamental para mudar de hábitos e o tratamento ser eficaz.

“Na verdade, não se trata de quanto tempo de terapia é necessário. Trata-se de averiguar por que houve tal vício e que conflitos ele causou”.

Seu programa inclui acampamentos de desintoxicação, com esportes, meditação e sessões psicológicas.

“No início, os pacientes nos dizem que têm ansiedade, mas, em seguida, se sentem mais relaxados. Eles melhoram todos os aspectos de sua vida, do trabalho às relações sociais”, explica Masop.

“A conscientização social é necessária para percebermos que temos um problema e fazer um plano individualizado para cada pessoa. Há um perfil de um viciado e um roteiro, mas cada caso é diferente.”

A parte mais difícil, diz Masop, é perceber que existe uma dependência.

ADOTAR A IDEIA: 1 DIA

Frances Booth, especialista em desintoxicação digital e autora de “The Distraction Trap: How to Focus in a Digital World” (A Armadilha da Distração: Como se Concentrar em um Mundo Digital, na tradução livre) diz que precisamos nos desconectar do mundo digital por razões de “saúde e produtividade.”

“Muitas pessoas estão estressadas e sobrecarregadas pelo excesso de informação e sofrem pela demanda de estar constantemente conectada. Precisamos alcançar um melhor equilíbrio”, disse a jornalista à BBC Mundo.

Booth aponta que fazer uma desintoxicação digital “pode ​​ajudá-lo a recuperar o equilíbrio e, quando você retornar ao trabalho, você estará mais produtivo.”

Mas por quanto tempo é necessário?

“É incrível a diferença que pode fazer apenas um dia sem estar constantemente conectado”, diz a autora.

“Você começa a ter a noção de ter tempo para outras coisas e pensar sem interrupções constantes.”

E para descobrir se você precisa da desintoxicação, recomenda fazer a pergunta: “Você é capaz de ir até a loja da esquina sem levar seu smartphone?”

Tanya Goodin, fundadora da empresa especializada em desintoxicação digital Time To Log Off (Hora de desconectar), em Londres, diz que “inclusive uma hora ou duas são suficientes para se ‘reiniciar’ e acalmar a mente da constante estimulação digital.”

“Mas para melhores benefícios (especialmente um melhor descanso) recomendamos 24 horas”, diz à BBC Mundo.

Em seus retiros especializados, Goodin garante que os hóspedes ficam longe de “todos os dispositivos digitais” e os armazenam em um lugar reservado, a sete chaves.

Mas não há necessidade de ir a um retiro para fazer uma desconexão digital.

“Se você quiser fazer isso em casa, basta colocar todos os seus equipamentos em uma gaveta ou em um armário fechado. Não tente desconectar do mundo digital com seu celular e laptop por perto”, recomenda Goodin.

E, para ser eficaz, precisa “desligar completamente o seu telefone, tablet, computador ou qualquer outro aparelho digital. Isso significa não se conectar a redes sociais e se isolar completamente [de forma temporária] do mundo digital.”

E para quem ainda tem dúvidas sobre a necessidade ou não de se desconectar ou mesmo “desintoxicar”, Goodin oferece o seguinte conselho: “Se você perceber que você tem falta de sono e que você tem dificuldade para se concentrar ou que seu humor se deteriora sempre que você usa redes sociais, uma desintoxicação digital será, sem dúvida, de grande ajuda.”

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O 1º gol de Santos x Táchira pela Sulamericana.

1o gol do jogo –
Sobre o interminável VAR em Santos x Táchira: parece que estão procurando alguma coisa para anular o gol do time visitante e não conseguem! Viram impedimento, mão, não-sei-o-quê, não-sei-o-que-lá…
Lembrando: se existir dúvida em lance na imagem, deve prevalecer a decisão de campo. Mas o processo tem que ser rápido, não demorado… é isso que irrita: o mau uso da ferramenta eletrônica.
Precisamos melhorar demais no Brasil e na América do Sul…