– A insistente mentira do árbitro de vídeo no futebol brasileiro. Mudou para 2019?

Em 08 de março de 2016, a CBF divulgou que usaria o árbitro de vídeo (VAR) no Campeonato Brasileiro daquele ano. Na oportunidade, de pronto, escrevemos que isso era impossível, tratando-se de um ato demagogo de quem sempre promete e nunca cumpre.

O motivo da entidade tergiversar? Logicamente, o de mudar o foco das críticas quanto a ausência de Marco Polo Del Nero de compromissos internacionais e de abafar as reclamações dos clubes no Campeonato Brasileiro. Além, claro, a falta de tempo para implantação e de não puder alterar a regra. Leia atentamente a crítica feita na oportunidade em: http://wp.me/p55Mu0-QM.

Em Abril de 2016, a CBF prometeu a implantação do árbitro de vídeo para no máximo em Maio do ano passado. Novamente, era clara a mentira e fizemos questão de registrar tal incredulidade aqui neste outro link: http://wp.me/p55Mu0-QM. E não é que depois a data mudou de novo, para Agosto de 2016, e ainda em OFF? Se recorde, pois está registrado aqui que nem em 2017 teríamos tal experiência, vide em: http://wp.me/p55Mu0-X5.

Pois bem, acabou o Brasileirão e em Dezembro de 2016 escrevemos sobre o fiasco de tudo isso na postagem VAR DA FIFA É REAL, VAR DA CBF É BALELA. O árbitro de vídeo brasileiro nunca foi visto atuando “prá valer” em um trabalho oficial no Campeonato Brasileiro. Comprove aqui nesta postagem: http://wp.me/p55Mu0-1eI.

Enfim, quando saiu a tabela do Brasileirão de 2017, eis que a CBF mudou de novo a data da implantação do vídeo para a arbitragem: 2018, por ser muito caro (justo a endinheirada entidade…). Também fizemos pertinentes observações aqui: http://wp.me/p55Mu0-1lG, em especial, a de que a CBF havia remanejado há tempos o comandante da arbitragem Sérgio Correa da Silva para um exclusivo departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo. Só frutificaram duas experiências malsucedidas na final do Campeonato Pernambucano, reclamadas até hoje.

Agora, ao Programa Redação Sportv, a data mudou pela enésima vez: foi para 2019! O ousado projeto tupiniquim no qual se queria até mesmo pautar a FIFA (lembram-se da viagem de Manoel Serapião à entidade e o glamour do anúncio da CBF do pioneirismo em seu site?), parece mesmo ser diálogo flácido para acalentar bovino*.

O link do anúncio pode ser acessado aqui: http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2017/08/cbf-so-deve-aderir-ao-arbitro-de-video-no-campeonato-brasileiro-de-2019.html

Respeitosamente, para quem fez promessa no começo de 2016 e adiou tantas vezes, não acredito em data alguma. Um dia ocorrerá, mas não sei quando.

E você, acha que o árbitro de vídeo, lá em 2019, funcionará?

*conversa mole para boi dormir.

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foto da experiência do vídeo árbitro em Pernambuco, extraída do blog do Diário de Pernambuco.

– O Desdém inicial da Apple com o iPhone

Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.

Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):

O DESDÉM INICIAL DO IPHONE 

O desdém inicial pelo iPhone

Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.

O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.

O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.

Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:

“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”

Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:

“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”

Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:

“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor,  favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”

E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:

Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.

– Quando o árbitro de vídeo é indevido: a Cáca contra Kaká

Por mais que se defenda o uso da tecnologia no futebol, ela não terá valia se o árbitro não for competente dentro e fora de campo.

Na MLS, jogaram neste sábado Red Bull NY x Orlando City. No final do jogo, há uma falta que gera uma certa discussão entre os atletas. O brasileiro Kaká vai separar Collin (ex-colega de time, seu amigo pessoal e que joga no clube adversário). O camisa 10 do Orlando põe a mão na boca do atleta sorrindo, brincando com o camisa 78 do New York. Tudo normal, tudo em paz.

Eis que o árbitro solicita o auxílio do vídeo e, depois de uma demorada consulta, resolver dar cartão amarelo para os dois jogadores adversários envolvidos na falta precedente à discussão e Cartão Vermelho ao Kaká. Collin, o “suposto agredido”, corre ao juizão avisando que ele interpretou errado, que estavam brincando e que seu adversário não o agrediu! Ainda assim o árbitro americano manteve a decisão.

Neste caso, a prova que fazer a leitura do jogo, interpretar as regras e tomar decisões não é para qualquer soprador de apito; muito menos para um telespectador de TV metido a árbitro…

Vídeo em: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/08/13/kaka-faz-brincadeira-com-ex-colega-e-e-expulso-apos-uso-de-arbitro-de-video.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-esporte&utm_source=t.com&utm_medium=social

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– Usar o celular durante o serviço pode causar demissão por justa causa.

Você faz uso do celular durante o período de trabalho?

Pois saiba: você pode perder seu emprego por justa causa!

Extraído de: https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2017/08/07/celular-no-trabalho-pode-gerar-demissao-numero-de-casos-deve-aumentar.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

USAR CELULAR NO TRABALHO PODE PROVOCAR A SUA DEMISSÃO?

Usar celular no trabalho pode gerar demissão. E mais: por justa causa. Nos casos mais graves, que já foram parar nos tribunais, os empregadores alegam que o uso do aparelho era proibido e os ex-funcionários sabiam das regras. Ainda não há, em instâncias superiores da Justiça, o registro de dispensas causadas pelo uso excessivo do eletrônico nas empresas onde o celular está (parcialmente) liberado. Especialistas ouvidos pelo UOL, no entanto, afirmam que é uma questão de tempo até isso começar a acontecer.

O motivo é simples. Cada vez mais viciados nos smartphones, os usuários não conseguem desgrudar seus olhos e dedos da tela –estejam eles em casa, em trânsito, em aula, em situações sociais e também no trabalho. Estudo divulgado em junho pela empresa norte-americana OfficeTeam aponta que funcionários de escritórios gastam em média 56 minutos por dia –ou cinco horas por semana– usando o celular no ambiente profissional para fins pessoais. Se considerado só o grupo de 18 a 34 anos, o intervalo passa para 70 minutos para cada dia de trabalho.

Na prática é o empregado que, protegido pelas fronteiras das baias, divide a atenção entre tarefas profissionais e o WhatsApp. Ou o médico que, antes de começar o atendimento, passa segundos hipnotizado pela tela –comentando em seguida algum absurdo do grupo de família. O caixa de supermercado, que esconde o aparelho sob o suporte para máquina de cartões, navegando enquanto o cliente digita a senha. O vigilante da rua, mais atento ao Facebook do que às movimentações do mundo offline. O manobrista, que prioriza os memes aos motoristas. A manicure, dividida entre cutículas e updates.

E até a protagonista da Globo, que por descuido levou o smartphone a uma cena de novela ambientada em 1821 (um spoiler de como seria o mundo dali a 200 anos).

DESAFIO EXIGE EQUILÍBRIO E FLEXIBILIDADE

Existe o outro lado, claro, vantajoso para o empregador. Com tantas ferramentas digitais de comunicação, o expediente não acaba quando o trabalhador vai para casa: o smartphone aumenta muito o tempo em que o empregado está disponível. Por isso Edna Bedani, diretora-executiva de aprendizagem e conhecimento da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), aponta “flexibilidade” e “equilíbrio” como palavras-chave ao lidar com esse novo desafio no ambiente profissional.

“O uso do celular no trabalho para fins pessoais tem incomodado, mas veio para ficar. Portanto, é preciso encontrar um equilíbrio. Se o uso for proibido, o funcionário pode não atender uma ligação profissional após o expediente, por exemplo. As empresas precisam ser flexíveis, e os funcionários precisam estar atentos para o celular não atrapalhar suas entregas, sua relação com os colegas nem sua saúde.”

Sobre este último item, a especialista dá o exemplo de transtornos da era digital, como o Fomo (fear of missing out, ou medo de perder algo se ficar sem acesso ao celular) ou a sensação equivocada de que o aparelho está tocando.

O QUE DIZ A JUSTIÇA 

O desafio não pode ser tratado da mesma maneira para lidar com diferentes profissões. O juiz Fábio Augusto Branda, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, exemplifica: pessoas que trabalham em laboratórios podem comprometer as análises caso manipulem celulares, extremamente sujos. Em áreas de segredo industrial, smartphones podem facilitar a captura de dados sigilosos. Render um vigilante fica mais fácil se ele não estiver atento ao ambiente, mas sim à tela do aparelho. Ligado no WhatsApp –situação testemunhada pela reportagem–, o caixa do supermercado aumenta as chances de erro enquanto passa as compras do cliente.

“O ideal é estabelecer o que é ou não permitido no trabalho, pois regras não escritas podem causar mal-entendidos. Se elas não existirem, vale o bom senso: o funcionário é pago por seu tempo e, se estiver trocando mensagens pessoais durante o expediente, não está trabalhando”, explicou o juiz, que ainda não julgou casos deste tipo, mas afirma que eles devem se tornar cada vez mais comuns.
Para ele, deve ser levado em conta se este uso atrapalha o rendimento do funcionário, se aumenta suas chances de distração e se compromete a segurança de alguma forma.

Segurança foi o que sustentou a demissão por justa causa de um serralheiro de Maringá (PR). Em fevereiro de 2017, o TRT do Paraná manteve esta decisão da vara de Maringá, sob alegação de que o uso do celular durante o horário do expediente descumpria uma regra de segurança da empresa. A determinação diz que ele havia sido advertido várias vezes sobre esta proibição, pois sua função envolvia manipulação de máquinas de corte, de polimento e soldas, além de produtos químicos com algum grau de toxicidade.

REGRAS PRECISAM SER CLARAS

Claudinor Barbiero, professor de direito trabalhista da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Campinas, reforça a importância de as regras serem claras. Isso pode estar previsto no contrato de trabalho ou em uma circular apresentada a todos os funcionários, logo que admitidos na empresa. Sua opinião, no entanto, vai de encontro com a importância da flexibilização destacada anteriormente. “Cabe ao empregador definir se o uso do celular é permitido ou não. A flexibilização dificulta esse controle. Quando pode? Quanto tempo pode? Esses são pontos mais difíceis de serem determinados.”

Mas, se não pode, não pode. Tanto que a proibição do uso já respaldou outra demissão por justa causa –desta vez, de um operador de telemarketing. “Ele sabia que estava infringindo norma da empresa que vedava o acesso ao ambiente de trabalho com o aparelho e foi dispensado por insubordinação e indisciplina”, diz a determinação do Tribunal Superior do Trabalho, de 2015.

Na ocasião, o funcionário alegou que não havia guardado o aparelho em um armário para objetos pessoais, pois de lá já haviam desaparecido objetos de valor. A decisão respondeu que o empregado não poderia “fazer uso arbitrário de suas próprias razões e deixar de cumprir as normas da empresa”.

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– Há 24 anos, nascia o Telefone Celular!

Veja que interessante: a Telesp Celular começava a operacionalizar o telefone celular, 24 anos atrás.

Eu me lembro bem: era caríssimo. Assinatura de 40 dólares, fora o custo das tarifas (realizadas e recebidas)!

Olha o Estadão da época, do dia anterior ao início das atividades:

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– Parabéns, Dona Internet

Eu estava em meio ao Mestrado quando a conheci! E tudo foi forçado. Um dos meus professores queria que tivéssemos uma conta de e-mail para que nos comunicássemos.

Era 1998. Ela, quem era? A Internet! Muito cara, lenta e pouco acessível. Ter um endereço eletrônico parecia uma “frescura” sem fim! Mas, na marra, acabei me relacionando com ela até hoje.

O certo é que as crianças do século XXI não imaginam como era o mundo sem Internet, numa infância diferente do que a nossa. Elas já nascem meio que “infoway”.

Há apenas 26 anos nascia a Web (ou Internet, se preferir), exatamente em 06 de agosto de 1991.

Que revolução em nossas vidas, não?

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– O acerto de Vuaden foi por vias tortas em Santos 4×2 Flamengo?

Muita chiadeira a respeito da não confirmação da marcação de um pênalti em Bruno Henrique cometido por Rever. O atacante recebe a bola em velocidade, o zagueiro tenta roubá-la e fica a dúvida: cometeu a infração ou não?

Vuaden entendeu que pegou o atleta e marcou o pênalti. Na primeira impressão, também achei que tinha atingido a bola e o jogador. Mas ao assistir novamente o lance, nesse vídeo da Rede Globo entre os minutos 1’38” e 1’41”, percebo que foi uma jogada legal.

O link aqui: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/david-braz-reclama-de-juiz-na-vila-belmiro-faltou-colocar-a-camisa-do-flamengo.ghtml

Vamos às explicações: nessa semana, existiram dois outros lances polêmicos de situações parecidas (mas não idênticas): pênaltis reclamados em Santos x Bahia e São Paulo x Grêmio, onde os zagueiros tocam com o pé a bola e simultaneamente (com a coxa) a perna do adversário, promovendo a “alavanca”. Em ambos os casos, o correto era marcar pênaltis. Entretanto, na Vila Belmiro, a situação é diferente: Rever (como se vê na imagem citada) toca a bola com a ponta da chuteira e consequentemente, após a bola ter sido desviada, há o contato físico. Isso não é infração, é consequência / casualidade da jogada.

DIDATICAMENTE: tocar a bola e o adversário simultaneamente (em qualquer parte do corpo, desequilibrando-o), é infração (e dentro da área, pênalti). Mas tocar a bola e na sequência ocorrer o inevitável contato físico, já não é infração, mas sim lance legal. São situações diferentes pelas Regras do Jogo.

A questão é: o árbitro Leandro Pedro Vuaden errou (estava um pouco distante, mas considere a velocidade do lance e a dificuldade de interpretá-lo, já que o flamenguista vai no limite da legalidade) e depois consertou ao ouvir a informação do bom árbitro (que trabalhou como quarto-árbitro nesta noite) Flávio Rodrigues de Souza. É inevitável questionar: onde estaria Flávio no momento do lance?

Se o quarto-árbitro está na lateral, mas no meio do campo (como é usual estar) teria ele uma visão melhor do que a do árbitro? Não vi nenhuma imagem do posicionamento dele na hora do acontecido lance polêmico. Assim, 3 situações:

  1. Teria Vuaden o escutado sobre alguma observação com olhos de lince do Flávio e mudado de opinião?
  2. Teria Vuaden ouvido de Flávio que pela distância não poderia opinar sobre a jogada, e o gaúcho teve um repente de remorso e desmarcou o pênalti por conta própria?
  3. Teria Vuaden recebido a informação de Flávio de que a TV disse não ter sido pênalti?

A terceira hipótese tem sido a mais provável para muitos internautas, e é justamente essa que eu não quero crer, já que é ilegal.

A única certeza é: pênalti não foi; se desmarcado por via correta ou não, fica difícil afirmar.

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– Precisamos de Desintoxicação Digital?

Cada vez mais estamos dependendo da tecnologia no nosso dia-a-dia. Muitas vezes, somos reféns dela. Mas aí vem outra questão: e quando estamos viciados pelos celulares, computadores e outros eletrônicos?

Olha que assunto interessante: Clínicas para Desintoxicação Digital!

QUANTO TEMPO É NECESSÁRIO PARA UMA ‘DESINTOXICAÇÃO DIGITAL’?

DA BBC BRASIL

Na era de “ansiedade digital” em que vivemos, mais e mais pessoas optam por uma medida radical –divulgada por um movimento que começou há cinco anos nos Estados Unidos– para lidar com a dependência da internet e das redes sociais: “desconectar” de tudo.

O princípio é semelhante ao do tratamento de pessoas com adicções a substâncias químicas, a ideia de “limpar” o corpo.

E se você não lembra da última vez que foi dormir sem usar o celular pouco antes de fechar os olhos, e se faz muito tempo que não deixa de conferir as redes sociais ou sai de casa sem o telefone, pode estar precisando de uma “desintoxicação digital”.

“Desconecte para reconectar” é o lema da Digital Detox, uma das organizações que iniciaram o movimento em San Francisco (EUA), em 2012, apenas um ano antes do dicionário Oxford incluir pela primeira vez o termo “desintoxicação digital” em suas páginas.

Seu fundador, Levi Felix, trabalhava 70 horas sem descanso por semana em uma start-up, até ser hospitalizado por exaustão em 2008.

Pouco tempo depois, ele trocou seu computador por uma mochila. Foi com sua namorada viajar pelo mundo e se mudou para uma ilha remota no Sudeste Asiático.

A experiência abriu seus olhos e o inspirou a criar a sua própria empresa –dois anos e meio e 15 países depois– com a ideia de organizar retiros de ioga e meditação para ajudar as pessoas a se desconectar da tecnologia.

Desde então, o número de iniciativas para o mesmo fim não parou de crescer. Veja abaixo algumas delas e o tempo de “desintoxicação” que sugerem:

DESCANSO DIGITAL DE PELO MENOS 3 DIAS

“Vivemos em um mundo cada vez mais digitalizado”, conta à BBC Mundo Martin Talk, fundador da Digital Detoxing, uma empresa com sede no Reino Unido que “ajuda pessoas a encontrar um equilíbrio saudável entre as tecnologias digitais e o mundo não digital.”

Martin organiza “retiros digitais” para que seus clientes possam deixar o mundo tecnológico de lado por um tempo e curar seu vício digital ,”geralmente por um período mínimo de três dias.”

“As pessoas precisam de tempo para se adaptar”, diz ele. “A reação inicial é o horror de ter o telefone longe ou efeitos como a ‘vibração fantasma’ no bolso, o que os faz pensar que o dispositivo está tocando, mesmo quando ele não está lá.”

No entanto, e apesar do sofrimento inicial, Martin diz que as pessoas começam a se sentir “muito mais relaxadas” à medida que o processo avança.

“Muitos descrevem a sensação como uma respiração profunda de ar fresco. As pessoas se sentem mais envolvidas com o mundo ao seu redor”, diz o especialista.

RETIRO DE SILÊNCIO: 10 DIAS

Carla, uma jovem espanhola que mora na Holanda, teve uma experiência semelhante há apenas um mês em Mianmar. Durante 10 dias, desligou completamente seu telefone e as redes sociais e participou de um retiro de silêncio em um monastério budista. Longe da tecnologia, com o único propósito de meditar e se “reconectar” com ela mesma.

“Nos primeiros cinco dias, eu estava querendo fazendo as malas para ir embora. Foi difícil. Mas eu não desisti e decidi viver a experiência até o fim”, disse ela à BBC Mundo.

Geralmente, esse tipo de retiro não pode durar menos tempo. A experiência implica em levantar-se todos os dias às 4h00 e meditar por duas horas, tomar café da manhã, fazer meditação em grupo, comer, e meditar até o fim do dia (e ir para a cama sem jantar).

Mas como é voltar ao “mundo digital”, depois de uma experiência como essa?

“Eu me senti diferente, como se estivesse faltando alguma coisa, como se não estivesse conectada com o mundo”, diz Carla.

“Usar o celular de novo foi o mais estranho. Não tinha certeza se queria ligar de novo. Mas acho que mais pessoas deveriam ter a mesma experiência para aprender a controlar o hábito.”

Carla fala do retiro como uma provação –que ela não se arrepende de ter enfrentado.

TERAPIA DE DESCONEXÃO: AO MENOS 6 MESES

Marc Masip, psicólogo e diretor do Instituto de Psicologia Desconecta, em Barcelona, ​​disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que “é muito difícil largar [o telefone e redes sociais], mas é muito fácil voltar a se envolver”.

Masip diz que a “intoxicação digital” é tratada como qualquer outro vício, embora, neste caso, sem substâncias relacionadas a ele, mas comportamentos.

Ele enfatiza que cada caso é diferente, mas é necessário ao menos seis meses de terapia cognitiva-comportamental para mudar de hábitos e o tratamento ser eficaz.

“Na verdade, não se trata de quanto tempo de terapia é necessário. Trata-se de averiguar por que houve tal vício e que conflitos ele causou”.

Seu programa inclui acampamentos de desintoxicação, com esportes, meditação e sessões psicológicas.

“No início, os pacientes nos dizem que têm ansiedade, mas, em seguida, se sentem mais relaxados. Eles melhoram todos os aspectos de sua vida, do trabalho às relações sociais”, explica Masop.

“A conscientização social é necessária para percebermos que temos um problema e fazer um plano individualizado para cada pessoa. Há um perfil de um viciado e um roteiro, mas cada caso é diferente.”

A parte mais difícil, diz Masop, é perceber que existe uma dependência.

ADOTAR A IDEIA: 1 DIA

Frances Booth, especialista em desintoxicação digital e autora de “The Distraction Trap: How to Focus in a Digital World” (A Armadilha da Distração: Como se Concentrar em um Mundo Digital, na tradução livre) diz que precisamos nos desconectar do mundo digital por razões de “saúde e produtividade.”

“Muitas pessoas estão estressadas e sobrecarregadas pelo excesso de informação e sofrem pela demanda de estar constantemente conectada. Precisamos alcançar um melhor equilíbrio”, disse a jornalista à BBC Mundo.

Booth aponta que fazer uma desintoxicação digital “pode ​​ajudá-lo a recuperar o equilíbrio e, quando você retornar ao trabalho, você estará mais produtivo.”

Mas por quanto tempo é necessário?

“É incrível a diferença que pode fazer apenas um dia sem estar constantemente conectado”, diz a autora.

“Você começa a ter a noção de ter tempo para outras coisas e pensar sem interrupções constantes.”

E para descobrir se você precisa da desintoxicação, recomenda fazer a pergunta: “Você é capaz de ir até a loja da esquina sem levar seu smartphone?”

Tanya Goodin, fundadora da empresa especializada em desintoxicação digital Time To Log Off (Hora de desconectar), em Londres, diz que “inclusive uma hora ou duas são suficientes para se ‘reiniciar’ e acalmar a mente da constante estimulação digital.”

“Mas para melhores benefícios (especialmente um melhor descanso) recomendamos 24 horas”, diz à BBC Mundo.

Em seus retiros especializados, Goodin garante que os hóspedes ficam longe de “todos os dispositivos digitais” e os armazenam em um lugar reservado, a sete chaves.

Mas não há necessidade de ir a um retiro para fazer uma desconexão digital.

“Se você quiser fazer isso em casa, basta colocar todos os seus equipamentos em uma gaveta ou em um armário fechado. Não tente desconectar do mundo digital com seu celular e laptop por perto”, recomenda Goodin.

E, para ser eficaz, precisa “desligar completamente o seu telefone, tablet, computador ou qualquer outro aparelho digital. Isso significa não se conectar a redes sociais e se isolar completamente [de forma temporária] do mundo digital.”

E para quem ainda tem dúvidas sobre a necessidade ou não de se desconectar ou mesmo “desintoxicar”, Goodin oferece o seguinte conselho: “Se você perceber que você tem falta de sono e que você tem dificuldade para se concentrar ou que seu humor se deteriora sempre que você usa redes sociais, uma desintoxicação digital será, sem dúvida, de grande ajuda.”

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– Como nasce um Bebê da geração Z!

O vídeo é da cia telefônica MTS, e é muito engraçado. Não parece ser verdade mesmo?

Já tira selfie e participa das redes sociais!

Abaixo, extraído de: http://www.labcriativo.com.br/imperdivel-o-bebe-nasce-e-ja-busca-internet/

IMPERDÍVEL, O BEBÊ NASCE E JÁ BUSCA INTERNET

Mega criativo, é um anúncio da empresa de telefonia e internet 3g indiana MTS e sugere, com o filme Nascido para a internet, que os bebês hoje em dia são fixados na web desde a barriga da mãe.

Sensacional, o vídeo de forma bem humorada, nos apresenta o momento que nasce um bebê da geração Z.

O bebê já sai da barriga da mãe já busca de um iPad, pega um celular e faz um “selfie”, arma um canal de livestreaming no YouTube e, para surpresa de todos, médico, enfermeiros e pais, sai do quarto da maternidade usando a navegação de um GPS.

A parte que mais gostei foi do nenem procurando no Google como se corta o cordão umbilical. Muito bom…rs

Misturando filme com animação, o filme mostra o trabalho de parto e o nascimento desse bebê super antenado.

Assista o vídeo, mega recomendo, em: http://www.youtube.com/watch?v=rg37kafMsWk

– Laboratórios Brasileiros abrindo as portas para a sociedade!

Que legal. No último sábado, eu e minha filha Marina fomos em Campinas ao LNLS e seus outros laboratórios agregados, onde a comunidade pode conhecer as pesquisas agrícolas, o acelerador de partículas (parece o do seriado FLASH), a área de robótica com suas inúmeras pecinhas Lego e participar de desafios de criatividade!

A filhota, bem esperta, resolveu criar uma… ecoflora! Um equipamento portátil de jardinagem com irrigação e outros acessórios, feito por ela!

Abaixo, algumas imagens de um lugar que não parece Brasil, pois ali, há Ciência, Educação, Empreendedorismo e Inteligência (tudo apartidário) em abundância!

– As Escalas de Arbitragem para Domingo: erros e acertos da bolinha da CBF

Rápidos e importantes pitacos da Rodada 11 do Brasileirão, a ser disputada nesse próximo final de semana:

Para Corinthians x Botafogo, apitará Rodolpho Toski Marques, de péssimo retrospecto e que já se tornou FIFA! Há poucas semanas, foi muito mal em Ponte Preta x São Paulo (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1tM). O problema maior é: dos 3 jogos que apitou do Corinthians em casa, foi mal nos 3, disputados em Itaquera. Contra o Internacional (veja aqui: http://wp.me/p55Mu0-1dJ), contra o Atlético Mineiro e, o mais polêmico, contra o Fluminense (gerando 8 lances discutíveis, relembre aqui: http://wp.me/p55Mu0-171).

Para Avaí x Ponte Preta, a Macaca vai chiar quando se deparar com o AAA Leonardo Cavaleiro, o mesmo de 3 absurdos erros no Moisés Lucareli contra o Internacional numa assombrosa péssima atuação. Relembre aqui: (http://wp.me/p55Mu0-11s).

Para Coritiba x Vasco da Gama, apitará Emerson de Almeida Ferreira, de irregulares atuações. Mas me chama a atenção que o AAA será Igor Benevenuto, que está fazendo um ótimo trabalho nessa temporada. A lógica não seria inverter os nomes, pelo mérito do trabalho? No Bahia x Flamengo, Benevenuto fez uma arbitragem irrepreensível (assim como Wilton Sampaio no Grêmio x Corinthians).

De correta, a escalação merecida de Wagner do Nascimento Magalhães para Palmeiras x Grêmio, que desde o Campeonato Carioca está fazendo arbitragens seguras e regulares. Um árbitro que não está se complicando.

Não deveria existir bom senso nas escalas para evitar juízes “propensos” a serem reclamados? Evitando polêmicas, já ajuda o bom clima de clubes e da própria arbitragem.

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– Dois jogos com erros importantes de árbitros de vídeo? Eles estão convencendo?

Sou defensor do bom uso da tecnologia no futebol, desde que feito de maneira sensata e a fim de legitimar os resultados. Claro, estou acompanhando as polêmicas com o uso dos VAR, normalmente criadas pela demora das decisões do que as decisões em si.

Devido aos últimos dias corridos em outras atividades que exerço, não consegui assistir nem ver os vídeos de Portugal x Chile e Salgueiro x Sport. No primeiro, dei uma olhadela na Copa das Confederações, e na prorrogação, Francisco Silva sofreu pênalti e o árbitro iraniano não marcou. Ninguém avisou lá das cabines de que houve um tiro penal a favor do Chile? Se Portugal elimina os chilenos, daria tanta polêmica…

No segundo jogo, a decisão do Campeonato Pernambucano, não consigo ver os lances polêmicos da partida, mas muita reclamação da equipe do Salgueiro, em especial ao suposto erro no auxílio do VAR Péricles Bassols (Bassols foi árbitro de vídeo na partida de ida e de volta). Sou obrigado a dizer novamente: não assisti, mas a chiadeira é grande.

Diante de tudo isso, fica a questão: o árbitro de vídeo está tirando a polêmica do futebol, aumentando-a ou simplesmente a mantendo?

Afirmo o que sempre pensei: não adianta qual seja a tecnologia, se o humano que a operar for falho.

Por fim, lembrando: os clubes brasileiros comunicaram a Conmebol que NÃO querem o VAR nas próximas fases da Libertadores da América.

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– Os Clubes da Libertadores NÃO querem o VAR na competição!

Leram a Coluna “De Prima” do Jornal Lance de hoje?

As equipes brasileiras que estão classificadas para a próxima fase da Libertadores da América não querem a utilização do árbitro de vídeo na competição.

Motivo?

Eles crêem que o tempo de treinamento para os árbitros que trabalharão com esse equipamento é insuficiente para o bom uso.

Em tempo: o árbitro brasileiro que mais tem trabalhado na Libertadores é Wilton Pereira Sampaio (que apitará Grêmio x Corinthians no próximo domingo). Já Sandro Meira Ricci é o brasileiro que tem atuado como VAR pela FIFA na Copa das Confederações. Esses dois juízes seriam utilizados pela Conmebol para a função de vídeo-árbitro na Libertadores, se for mantida a ideia da Conmebol.

Me preocupa o seguinte: Juan Antonio Pizzi, treinador da Seleção Chilena, disse em um dos jogos da Copa das Confederações neste ano: “o grande problema do árbitro de vídeo é a cultura”, ao falar sobre as reclamações de determinados selecionados e a passividade de outras equipes.

Imaginaram em alguma das “Arenas Havaianas” (em referência aos estádios ruins e aos chinelos arremessados pelos torcedores selvagens de alguns clubes sulamericanos) quando o jogo ficar parado e a decisão for pró-clube visitante?

E você, o que acha: deve-se utilizar o VAR nas próximas fases da Libertadores ou não?

A propósito, Gianni Infantino, presidente da FIFA, está feliz com o vídeo-árbitro e tem embaixo dos braços um “pacotão de mudanças da regra a ser estudado”. Clique aqui para conhecê-las (será um novo esporte?), em: http://wp.me/p55Mu0-1vC

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– A Kombi voltará como ID Buzz

Uma notícia que agradará muita gente! A Volkswagen confirmou que deverá produzir (nos EUA ou na China, e de lá para o mundo inteiro) o seu novo veículo: a ID Buzz, cuja ideia é preencher a lacuna deixada pela Kombi.

Aqui está o modelo final (fonte Jornal do Carro, encarte do Estadão):

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– Evolução Profissional dos Químicos – da Idade Média aos Dias Atuais!

Hoje é Dia do Químico. Com as novas tecnologias e cada vez mais novas descobertas, a profissão se revoluciona diariamente e a ritmo frenético.

Pois bem: para celebrar a data, um especial da Revista Superinteressante sobre os Químicos na Idade Média!

Bacana, extraído de: http://is.gd/3grQ0S

COMO ERA O LABORATÓRIO DE UM ALQUIMISTA MEDIEVAL?

por Luiz Fujita

Era escuro e bagunçado, ou seja, nada parecido com um laboratório de química atual. No meio dessa zona, os alquimistas eram pessoas comuns que manipulavam ingredientes minerais e vegetais a fim de produzir ouro a partir de outros metais. Essa busca pelo nobre metal tinha uma motivação mais espiritual do que materialista, já que, para eles, transformar metais comuns em ouro seria um jeito de libertar a essência divina que existe em todas as coisas. O nobre ideal, porém, não convenceu a Igreja Católica, que, no século 14, proibiu a alquimia – nessa época, os alquimistas eram perseguidos como servos do demônio – e a prática só voltou a ser socialmente aceita no século 15.

Ouro que é bom, nada… Banho-maria, porcelana e uma série de compostos químicos surgiram nos porões dos alquimistas!

VOVÔ DA MARVADA
O destilador, criado pelos alquimistas por volta do ano 800, é usado até hoje em laboratórios químicos. O instrumento separa líquidos misturados e funciona assim: a mistura é fervida e o líquido que evapora mais cedo sobe até o topo do destilador, onde vira gotas que escorrem para outro recipiente

BRINCANDO COM FOGO
O fogo era usado na maioria dos experimentos, para queimar materiais e para ferver líquidos. Por isso, era comum instalar o laboratório na cozinha. Para tocar as experiências em outros cômodos da casa, usava-se um fogareiro, parecido com uma churrasqueira portátil, e um soprador, que mantinha o fogo aceso

QUÍMICA DO AVESSO
Os alquimistas foram mais eficientes para destruir do que para criar ouro. É que eles descobriram uma substância chamada água-régia, que corrói o precioso metal amarelo
Vitriol (cristal de sulfato) + Nitrato de potássio (cinzas de madeira + xixi) + Água-forte (ácido nítrico) + Cloreto de amônia (sal de vulcão) + Água-régia (ácidos nítrico e clorídrico)

BALANÇA, MAS NÃO CAI
Outros recipientes usados na química atual têm origem na alquimia, como os cadinhos – potes de metal ou porcelana, de alta resistência, usados para fundir metais. Os alquimistas também mediam as quantidades de ingredientes com balanças para poder repetir os experimentos que dessem certo

MAGOS DO PORÃO
O ambiente de trabalho dos ancestrais dos químicos era sujo e escuro. Para manter segredo sobre suas atividades e descobertas, o alquimista realizava experimentos sozinho, enfurnado em um sótão ou em um porão, à luz de velas. O cheiro era forte por causa da mistureba de materiais

PROJETOS PARALELOS
Transformar metais comuns em ouro era fichinha para aqueles que também tentavam descobrir um elixir que curasse tudo e desse a vida eterna. Outro desafio era misturar ingredientes para fazer surgir uma criatura surreal: o homúnculo – havia até receita de como criar o pequeno ser!

RECEITA DE SUCESSO
Rodeados por livros e pergaminhos, os alquimistas registravam os experimentos e descobertas a fim de compartilhar com os colegas. Para evitar que roubassem fórmulas e instruções, os caras faziam anotações cifradas – com gravuras no lugar das palavras, por exemplo:
• A alquimista Maria, a Judia, esquentava recipientes com água fervente, dando origem ao termo “banho-maria”
• Explosões eram comuns e, às vezes, tão violentas que matavam o alquimista
• A porcelana foi trazida para o Ocidente pelo alquimista alemão Johann Böttger, no século 18
• Uma das receitas de homúnculo leva sêmen humano magnetizado, enterrado em cocô de cavalo!

O sonho dourado de alquimistas europeus e árabes nunca virou realidade. Chineses buscaram, em vão, a receita da vida eterna.

EUROPEUS
Não fabricaram ouro, mas revelaram alguns tesouros. O inglês Roger Bacon criou uma lente que concentrava raios do Sol e acendia velas. O suíço Paracelso foi um dos primeiros médicos a tratar a epilepsia como doença

ÁRABES
Fizeram grandes descobertas químicas. Abu Musa Jabir Hayyan, por exemplo, descobriu o ácido nítrico. Até algumas palavras usadas na química, como álcool, foram introduzidas pelos alquimistas árabes

ASIÁTICOS
Os chineses perseguiam a imortalidade por meio de boa alimentação, prática de exercícios físicos e poções. Algumas receitas, porém, levavam direto para a cova, contendo arsênico e mercúrio na fórmula.

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