– O blablablá do árbitro de vídeo brasileiro: sobrará para os clubes pagarem a conta?

Quem acompanha nosso blog sabe que desde que houve a demagógica promessa da implantação de árbitro de vídeo, o custo e a infraestrutura seriam a grande desculpa para a não concretização.

A verdade é: NUNCA a CBF quis implantar o Vídeo-Árbitro no Brasil.

Motivos?

1 – A CBF não tem pessoal preparado. Os instrutores e comandantes da arbitragem (há décadas em rotatividade de cargos na mesma CBF) não têm a competência necessária.

2 – A implantação deve ser feita antes do início de campeonatos de pontos corridos e/ou em jogos de ida e volta nos torneios eliminatórios. No Brasileirão, esqueça! Haverá a mesma desculpa dos últimos dois anos (implantar-se-á em Agosto, Setembro ou Novembro) e não será efetivado.

3 – Só existiram dois testes de verdade no Brasil, nas finais do Campeonato Pernambucano, com erros graves de arbitragem e uma trapalhada sem fim.

4 – A falta de empresa para gerir as imagens que seja INDEPENDENTE (não dá para os árbitros de vídeo usarem a mesma geração da Globo, por exemplo, com o que o telespectador vê). Além disso, corre-se o risco de dizer que um time de massa que leve mais audiência possa ser beneficiado pelo ângulo da imagem da emissora.

5 – Não existe equipamento suficiente no Brasil.

6 – Obrigatoriamente deve-se instalar em todos os jogos e, portanto, em todos os estádios. Há condições de trabalho em todas as praças?

Dito tudo isso, resume-se à falta de estrutura para a implementação. Tudo está atrasado (há pelo menos dois anos). Alardeado como de vanguarda, postergou-se ao máximo com inúmeras desculpas e engodos (lembrem-se do gol de mão do Jô em Corinthians x Vasco, onde após o “pito” de Eurico Miranda, o presidente Marco Polo Del Nero prometeu para rodada seguinte o VAR).

O último capítulo dessa história é: a CBF quer discutir com os clubes (na maioria resistentes à ideia do árbitro de vídeo, pois os erros dos juízes são boas desculpas para justificarem derrotas) o custo da implementação do VAR. Enfim: ela quer dividir com os clubes as despesas!

Em são consciência, alguém aceitaria ajudar financeiramente a milionária CBF, que como promotora do torneio tem a responsabilidade de providenciar o Vídeo-Árbitro?

Se fosse uma LIGA, organizada pelos clubes, há coerência. Mas a CBF é DONA do Campeonato Brasileiro (e da Seleção também).

Não há dúvida: não teremos árbitros de vídeo no Brasileirão de 2018 (anote aí mais uma vez, como você já anotou em outras postagens a mesma afirmação de que a promessa era demagógica). Desta vez, se justificará que os clubes não aceitaram.

Relembre o histórico de mentiras esfarrapadas do VAR brasileiro da CBF no link em: https://wp.me/p55Mu0-1Gk

bomba.jpg

Anúncios

– O futuro chegou até para escovar os dentes?

Leio que nos EUA a Colgate lançou uma escova de dentes que se conecta com o iPhone, aprendendo os hábitos e o jeito de escovar através de inteligência artificial! É mole?

Chegamos ou não no futuro?

Abaixo, extraído de:

https://blogdoiphone.com/2018/01/colgate-lanca-uma-escova-de-dentes-inteligente-conectada-ao-iphone-e-apple-watch/

COLGATE LANÇA UMA ESCOVA DE DENTES INTELIGENTE, CONECTADA AO IPHONE E APPLE WATCH

Ela aprende com seus hábitos e lhe dá dicas de escovação

Por iLex

Esta semana está acontecendo em Las Vegas a maior feira de eletrônicos do ano, a CES 2018, em que são apresentadas várias novidades do mundo tecnológico que podem ou não virar realidade. Uma delas já virou e está à venda: a Colgate Smart Electronic Toothbrush, a escova de dentes inteligente conectada ao iPhone e Apple Watch.

Ela se chama “inteligente” porque usa Inteligência Artificial (AI) para aprender todos os dias a forma como você escova seus dentes. Ela é capaz de dizer onde você escovou e as partes que deixou de escovar, sugerindo que você preste mais atenção na próxima vez. A função Coach lhe dá o tempo ideal de escovação em cada parte da boca, para que a limpeza seja a mais perfeita possível.
A escova por enquanto está sendo vendida exclusivamente nos Estados Unidos, na loja online da Apple pelo preço de US$99,95.

bomba.jpg

– Para quê complicar o pagamento do IPTU, dona Prefeitura?

Tenha certeza: assim que o IPTU de Jundiaí chegar na casa dos munícipes, a chiadeira vai ser grande. Explico:

Ao invés dos práticos carnês, chegará uma via com a parcela única para pagamento (com desconto). Se você optar por pagar parcelado, terá que pegar pela Internet.

Você acha que terá ou não inadimplência de pessoas que têm dificuldades em usar o computador?

É claro que para muitos (como eu), a Internet ajuda bastante. Mas se há aqueles que não conseguem nem sacar sozinhos a aposentadoria no caixa eletrônico, quanto mais baixar arquivos na Web!

Sem dúvida, é uma economia burra da Prefeitura de Jundiaí. Todo esse transtorno (que certamente terá) para não imprimir carnês (e dessa forma transferindo o custo de impressão para nós).

Será que é essa redução de custos que irá resolverá os problemas das finanças públicas? Claro que não.

Enfim: quem cuida da imagem do prefeito Luiz Fernando Machado está deixando ele se queimar desnecessariamente. Ao invés do IPTU ser destacado pela opção de outras datas de pagamentos com desconto (sim, terá essa novidade), a reclamação da não impressão dos carnês dominará as gritas gerais.

bomba.jpg

– Feliz Aniversário, iPhone!

Há 11 anos, um invento mudava o mundo. Era criado o Iphone!

Na oportunidade, Steve Jobs, CEO da Apple, disse:

Hoje a Apple está reinventando o telefone.” (09/01/2007)

Para mim, reinventou mesmo. Os aparelhinhos inspiraram os concorrentes e transformaram até mesmo o comportamento das pessoas. Desde então, o conceito de aparelho telefônico mudou bem!

iphone-3gs-fra-siden.jpg

– E quando não existia a Internet em nossas vidas?

Ouço que em um levantamento da ONU registrou-se que no Brasil há 98 milhões de pessoas que não acessam a Internet. É mais ou menos a metade da população do país. A maioria por serem “analfabetos digitais”.

A comodidade da Internet nos ajuda (E MUITO), mas há 20 anos o acesso eram ínfimoHá 30 anos ela nem existia por aqui.

Criamos a necessidade de ter Internet, pois quando não a tínhamos, não sentíamos falta (ou achávamos isso). Idem ao telefone celular. Idem nossos antepassados com a energia elétrica. E é esse o ciclo das necessidades.

Enfim: precisamos da Internet no dia-a-dia, só que não podemos nos fazermos reféns dela!

bomba.jpg

– E o momento exato da surpresa de algo nunca imaginado?

Já pensou o susto que os indígenas tiveram quando conheceram os artefatos portugueses em 1500 (arcaicos para nós hoje, comuns para as pessoas daqueles dias e inusitados para os silvícolas)?

Essa foto representa mais do que isso – quando pobres meninos de uma comunidade tribal do interior da África vêem um… iPad!

Extraído da publicação de Fotos de Fatos (@FotosDeFatos) no Twitter:

“O viajante inglês Louis Cole uma vez postou uma fotografia incomum no instagram, mostrando a reação dessas crianças de uma tribo africana vendo pela primeira vez um tablet. A fotografia logo viralizou na internet, em 2015”:

bomba.jpg

– O Bitcoin e a bolha das Tulipas: mais para Facebook ou mais para MySpace?

Um bitcoin chegou a valer 6 centavos de dólar. Em 28 de setembro de 2017 (hoje), está em US$ 15,000.00 aproximadamente. Como entender o dinheiro virtual, a moeda criptografada?

Quando surgiu a mania das “bolhas de negócios da Internet”, surgiram grandes empresas no mundo virtual que faziam dinheiro “do nada”, em uma fase passageira, e que quase sempre não vingavam. Eram, em analogia, as chamadas “bolhas” –  que ganhavam tamanho, presença, mas… ESTOURAVAM!

Lembram do “MySpace”, tão badalado no surgimento da internet? Hoje não vale mais nada. Porém, o tímido Facebook tomou proporções incríveis e agora domina o ambiente virtual.

No mundo real pudemos ver as diversas empresas de Eike Batista formarem essa bolha e o dinheiro nunca aparecer. Hoje, nada valem também.

Em tempos passados, a quantidade de sal obtida chegou a ser uma riqueza (daí o termo SALário). O veludo também era algo de valor absurdo. Mas talvez o que mais tenha se aproximado da empolgação atual da moeda virtual Bitcoin, que se valoriza assustadoramente (o texto abaixo a explica) mais se parece com a “febre das Tulipas”, na Holanda do Século XVII. Naquela época, nos Países Baixos, a flor era considerada uma riqueza natural e valia muito dinheiro, sendo que pessoas investiam nas plantas como se comprassem commodities nos dias atuais.

Entenda abaixo, extraído do Portal do Bitcoin, por Victor Sá, essa loucura da moeda criptografada que tanto se tem falado:

BOLHA DO BITCOIN E A MANIA DAS TULIPAS

Assim como muitos em Wall Street estão otimista com o bitcoin, um dos analistas financeiros solitários que previam um aumento quando a moeda digital era apenas seis centavos agora tem uma visão extremamente negativa.

“Uma tripla baixa – o padrão das ondas de Elliott, a psicologia otimista e até mesmo os fundamentos sob a forma de gargalos na blockchain – levará ao colapso as criptomoedas”, escreveu o analista Elliott Prechter na edição de 13 de julho do boletim informativo The Elliott Wave Theorist.

“A atividade de preços e o sentimento maníaco que levaram aos preços presentes superam até a mania das Tulipa”, disse ele. “O sucesso do Bitcoin gerou mais de 800 clones (alt-coins) e só aumenta. A maioria dos quais são esquemas de pump-and-dump”.

“No entanto, os investidores os anunciam ansiosamente”, acrescentou Prechter.

Ele é o filho do famoso analista técnico Robert Prechter, que popularizou o Elliott Wave, usando-o para prever o crash do mercado de ações de 1987 e publica um boletim de notícias desde 1979. No entanto, o debate sobre a precisão do Elliott Wave cresceu após Robert Prechter chamar o final do mercado de alta dos anos noventa, cinco anos antes de terminar.

O princípio é uma forma sofisticada de análise técnica amplamente seguida por traders que analisa os ciclos de sentimento em uma tentativa de prever o desempenho do mercado – cinco ondas normalmente sinalizam uma desaceleração.

Em relação ao bitcoin, “sob o modelo de ondas de Elliott, o que estamos vendo, estamos fazendo uma quinta onda final desde os seis centavos”, disse o Prechter filho à CNBC em uma entrevista por telefone na quinta-feira. “Isso não implica que ele vai para zero. Isso não implica que ele vá para seis centavos. Eu acho que isso acontecerá com os clones [altcoins]”.

Bitcoin

Em setembro de 2010, Elliott Prechter escreveu no The Elliott Wave Theorist sobre bitcoin quando ele estava 6 centavos. Poucos no mundo financeiro consideravam seria a moeda digital na época.

“Isso provou ser a oportunidade de compra não apenas de uma vida, mas até agora de todos os tempos”, disse Prechter.

O Bitcoin atingiu um recorde de US $ 3000 em junho, 50.000 vezes o preço em 2010.

Para Prechter, as previsões do bitcoin aumentarem dramaticamente relembra 1999, antes da explosão da bolha dotcom.

Mania das Tulipas

Ele disse que a emoção supera a mania das tulipas na Holanda no início dos anos 1600.

Como Investopedia diz, as tulipas se tornaram uma mercadoria tão apreciada que, em 1636, eles estavam sendo negociados em muitas bolsas holandesas e “muitas pessoas trocaram ou venderam bens para participar da mania do mercado de tulipas”.

“Como qualquer bolha, tudo chegou ao fim em 1637, quando os preços caíram e as vendas de pânico começaram”, de acordo com o artigo. “As tulipas logo se trocaram em uma fração do que valiam, deixando muitas pessoas em ruína financeira”.

“A tecnologia avançou muito, mas a psicologia humana ainda é a mesma”

Como muitos entusiastas da moeda digital, ele vê um potencial significativo nas criptomoedas para automatizar as indústrias bancárias e legais.

“O futuro distante das criptomoedas é brilhante”, disse Prechter no relatório. “A tecnologia é como a internet em 1999: estava prestes a conquistar o mundo, mas o NASDAQ ainda caiu quase 90% durante o ponto de encontro de 2000-2002”.

Mas o bitcoin pode não ser parte desse futuro.

“É muito cedo para saber se o Bitcoin é o Facebook ou o MySpace”, disse Prechter

bomba.jpg

– “Pele Humana” em Laboratório? Já é possível…

A inteligência humana, se bem usada, impressiona pela sua grandiosidade!

Para testar seus produtos, o Boticário criou PELE em laboratório.

Uau!…

Abaixo, extraído de: https://t.co/mZbp2xtJBi

BOTICÁRIO CRIA PELE EM LABORATÓRIO PARA TESTAR CREMES E MAQUIAGENS

O Grupo Boticário está usando uma pele criada em laboratório, para testar produtos, como cremes e maquiagens. A tecnologia foi desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do grupo, localizado em São José dos Pinhais (PR).

Para fazer a pele, a empresa usa células isoladas a partir de tecido descartado de cirurgias plásticas. Segundo a empresa, O uso desse tecido só é feito quando há o consentimento do doador e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

É possível realizar vários testes numa mesma unidade de pele reconstituída, que dura sete dias.

Segundo a empresa, além de evitar testes em animais, a tecnologia leva a uma redução no número de testes com humanos. Permite, ainda, maior fidelidade e confiabilidade aos testes.

Camada por camada

De acordo com o grupo, no laboratório, a pele é formada célula a célula, camada por camada, para se assemelhar à pele humana.

Primeiro, é feita a derme, composta por fibroblastos, que são responsáveis pela produção de proteínas que dão firmeza e elasticidade à pele.

A camada formada a seguir é a epiderme, composta por células chamadas de queratinócitos (responsáveis pelas funções de barreira e proteção do corpo) e melanócitos (que dão coloração à pele).

“A companhia já não realiza testes em animais nos produtos que desenvolve há mais de 15 anos e apoia a eliminação dessa atividade com a adoção das melhores práticas para o desenvolvimento dos produtos”, afirma, em nota, o gerente de pesquisa biomolecular do Grupo Boticário, Márcio Lorencini.

Segundo a assessoria de imprensa, a empresa não tem a intenção de comercializar sua tecnologia, mas está disposta a compartilhar conhecimento a partir da Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama).

bomba.jpg

– O novo McLaren Senna de passeio. Gostou?

Depois da Chevrolet ter lançado o Monza Fittipaldi, da Fiat produzir o Stilo Schumacher, uma outra montadora de veículos resolveu fabricar um carro em homenagem a um piloto de Fórmula 1: a McLaren homenageando o tricampeão Ayrton Senna.

Essa McLaren Senna (foto abaixo) terá somente 500 unidades fabricadas.

O preço?

Custará “apenas” R$ 3,3 milhões.

Claro que o valor é astronômico, mas é um luxo feito exclusivamente para milionários.

bomba.jpg

– As Vias Especiais para Pedestres que usam Celular!

Sinal dos tempos: o que acha se algumas calçadas fossem exclusivas para “viciados em celular”?

Veja sobre os acidentes de quem anda grudado na tela,

extraído de: http://veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/

TOMBOS, INDIFERENÇAS E DESIMPORTÂNCIA DOS ESPAÇOS PÚBLICOS

Brasileiros passam mais tempo olhando seus smartphones do que assistindo à televisão ou usando o computador. O resultado prático disso é que as pessoas olham seus aparelhos o tempo todo, no sofá de casa, no banheiro ou, o que pode ser ainda mais estranho e perigoso, caminhando no meio da rua. Faça o teste e repare, ao longo do dia, quantos minutos (ou segundos) você consegue andar sem olhar o celular.

O impacto disso na vida urbana é enorme. Como ninguém mais olha por onde anda, ninguém mais observa a cidade. A percepção dos espaços é cada vez menor o que, ao longo do tempo, faz minguarem as exigências sobre a qualidade desses locais. Tudo o que está fora da telinha passa a ser indiferente. A experiência de caminhar livremente e praticar o mais antigo esporte humano, olhar as pessoas que passam, parece algo datado. Além disso, uma série de acidentes causados pela falta de atenção entraram para a rotina de pedestres e hospitais.

Nos Estados Unidos, tombos causados porque a pessoa estava absorta vendo o celular em vez de olhar por onde andava já correspondem a 10% dos atendimentos a fraturas em prontos socorros, de acordo com a Universidade Buffalo de Nova York. Em Ohio, foram 1.506 quedas causadas por celular em 2010, o dobro do registrado em 2005. A maior parte das vítimas tinha entre 16 e 25 anos.

bomba.jpg

– Os Viciados por Telefone Celular: a dependência pode ser a mesma de Narcóticos?

Uma das matérias que mais chamou a atenção na Revista Veja dessa última semana foi a respeito das consequências dos dependentes de Celular.

Sabia que os sintomas da nomofobia são gravíssimos?

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/revista-veja/viciados-em-telas/

VICIADOS POR TELA

Cientistas atestam que a dependência de smartphones afeta a química do cérebro, levando ao desenvolvimento de transtornos como déficit de atenção

Por André Lopes

Se você não estiver lendo esta reportagem no celular, uma pergunta: onde está ele agora? A questão fez com que o procurasse? Se respondeu “sim”, é provável que, nos próximos minutos, você não consiga se concentrar neste texto. Quando o aparelho fica fora de alcance, um sentimento de ansiedade costuma tomar conta do usuário, bastando porém tê-­lo em mãos para o alívio ressurgir. Se isso é comum no seu dia a dia, deve-se acender o sinal amarelo. De acordo com um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Seul, na Coreia do Sul, divulgado no último dia 30, a dependência de smartphones já pode ser, sim, chamada de vício. Isso porque seu uso excessivo produz alterações químicas no cérebro, com reações e síndrome de abstinência em moldes semelhantes ao que acontece com dependentes de drogas.

No trabalho sul-coreano, os cientistas usaram um tipo particular de ressonância magnética que analisa a composição química do cérebro para observar hábitos de dezenove adolescentes clinicamente diagnosticados como viciados em celular. Depois, compararam os resultados com os de grupos de jovens que usam o dispositivo mas não eram tidos como dependentes. No estudo também se levou em conta quanto o convívio com a tecnologia afetava o contato com familiares, a produtividade e a forma de lidar com emoções. Num resultado previsível, os adictos apresentaram maiores níveis de depressão, ansiedade, insônia e impulsividade. Mas novidade maior, mesmo, foi a descoberta de como a nomofobia — eis o termo que descreve a dependência de smartphones — afeta a química cerebral.

Os jovens dependentes apresentaram oscilações na presença dos ácidos gama-aminobutírico, glutamato e glutamina, todos ligados a dois neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento da atividade cerebral. Quanto maior o nível de alteração deles, mais grave era o quadro de dependência. Pode-se ter uma sólida dimensão do problema quando se considera que, em países desenvolvidos, 92% dos adolescentes acessam a internet todos os dias, em geral por meio de telefones móveis. Um típico usuário costuma tocar mais de 2 600 vezes na tela do celular por dia.

Esse dispositivo pode dominar a atenção de jovens e crianças mesmo diante das maiores maravilhas do mundo real — a exemplo de obr­as-primas como A Ronda Noturna, que o holandês Rembrandt (1606-1669) pintou em homenagem aos civis que fiscalizavam as ruas de Amsterdã. Entre 2015 e 2016, viralizou na internet um meme no qual um grupo de estudantes virou as costas para o quadro clássico e ficou fascinado com outra tela — a do próprio celular. Depois que a imagem se espalhou, descobriu-se que o grupo, na verdade, realizava pesquisas ligadas a um trabalho escolar. Mas a cena acabou ficando como o emblema de uma realidade: a capacidade quase infinita dos smartphones de atrair a atenção juvenil mesmo quando os adolescentes estão diante de outras maravilhas do engenho humano.

O uso constante do aparelho prejudica especialmente os jovens, membros de uma geração que nasceu conectada, cuja mente e hábitos ainda estão em formação — podendo influir nos processos de aprendizagem. Adolescentes que usam o aparelho em excesso apresentam tendências maiores a desenvolver déficit de atenção, fobia social, depressão e compulsão para acessar redes sociais. No ano passado, pesquisadores da Universidade de Kaohsiung, em Taiwan, publicaram um trabalho no qual relacionaram a dependência com transtornos mentais. Pela análise do comportamento de 2 300 adolescentes, concluiu-se que 10% deles possuíam algum tipo de alteração cognitiva ligada à nomofobia.

Estudos como esse procuram confirmar uma suspeita deste século: será que a ascensão das redes sociais e dos smartphones tem relação direta com o aumento dos casos de depressão e ansiedade entre jovens? Ao longo da última década, o número de crianças e adolescentes americanos internados em hospitais por suspeita de quadros depressivos mais do que dobrou. Em paralelo, a taxa de suicídio entre os indivíduos da mesma geração também cresceu com igual intensidade. Suspeita-se que o isolamento proporcionado pelas novas tecnologias tenha influência no aumento dos índices. Nos Estados Unidos, o tempo médio que os jovens dedicam diariamente ao celular passou de uma hora e meia, em 2012, para duas horas e meia, no ano passado. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, órgão ligado à ONU, considera que a Inglaterra apresenta o cenário mais grave: um em cada três adolescentes já pode ser considerado viciado por ficar on-line mais de seis horas diariamente.

Como saber se um filho ultrapassou os limites? Uma das diferenças entre o uso saudável e a dependência está no nível de inquietação quando o dispositivo não está por perto. “Para os viciados, as manifestações emocionais decorrentes de não poder acessar o aparelho, como quando acaba a bateria, são semelhantes às apresentadas durante casos de abstinência de drogas como álcool. O indivíduo costuma exibir alterações como sudorese, ansiedade, irritabilidade e comportamento agressivo”, explica a psicóloga Sylvia van Enck, pesquisadora do Grupo de Dependências Tecnológicas da Universidade de São Paulo.

Um caso extremo, e hoje referência para estudos, ocorreu em 2012. O inglês Danny Bowman, então com 16 anos, tentou se matar, segundo ele próprio, por não ter conseguido tirar uma “selfie perfeita”. O rapaz dedicava, à época, dez horas de seu dia em busca das melhores fotos de seu rosto. Durante esse período, ele abandonou a escola, perdeu peso e desfez amizades. A cura só veio com a abstinência forçada: Bowman passou por um duro tratamento que consistia em de­ixá-lo longe do smartphone.

No Brasil, existem clínicas, como o Instituto Delete, no Rio de Janeiro, que promovem esse tipo de tratamento. A iniciativa segue os passos de países como Estados Unidos, Inglaterra, Japão e China, as principais referências nesse campo de trabalho e onde a nomofobia é tratada como um problema de saúde pública. Na Califórnia, as clínicas especializadas no tratamento contra a nomofobia são cada vez mais populares. No Japão, o Ministério da Educação lançou um projeto nas escolas para oferecer psicoterapia a jovens que se sentem dependentes do celular. Um aviso, contudo, deve ser feito para todas as idades: é difícil ter noção, sozinho, de quando se está dependente dessas novas tecnologias. Os especialistas indicam uma forma de acender o alerta: note se o uso demasiado do smartphone está interferindo em sua produtividade no trabalho ou no tempo dedicado à família e aos amigos. Se isso estiver acontecendo, é um sinal de que, talvez, as coisas não estejam indo de modo satisfatório. Como em tudo na vida, também para o celular vale o conselho de ouro: use com moderação.

bomba.jpg

– Os drones substituirão os árbitros de futebol?

Visualize em sua mente: Domingo, 16h00, e acontece um clássico no Cícero Pompeu de Toledo! O São Paulo FC está jogando contra um dos seus arquirrivais e… já pensou se em determinado momento da partida um DRONE da CBF que sobrevoa o Morumbi flagra um pênalti a favor do Corinthians ou do Palmeiras?

Maluquice, certo? Daria uma confusão muito grande! Para alguns, talvez não.

Franz Beckenbauer, ícone do futebol alemão e mundial, há três anos declarou à Rede Sky90 que espera ver um dia drones fazendo parte da equipe de arbitragem virtual de uma partida. O assunto drone no futebol” voltou à tona, já que dias atrás o Grêmio espionou o rival Lanús com um equipamento desse. O Kaiser disse na oportunidade:

Estamos vivendo em um século em que tudo é tecnologia. Nós sabemos que a tecnologia de linha de gol é só um começo. Em algum momento, não precisaremos mais de um árbitro. Drones filmariam tudo o que acontecesse dentro de campo. Não estarei vivo quando isso acontecer, mas é o futuro.

Particularmente, eu gostaria de ver a tecnologia servindo ao árbitro, não o substituindo. Mas em um exercício de futurologia, como você vê a figura do juiz de futebol?

Não o vejo sozinho, mas acompanhado de outros árbitros dentro de campo, consultando monitores de TV para tirar suas dúvidas (que está se tornando uma realidade, com a necessidade de ajustes) e, se precisar, com auxílio de imagens até de drones. Que tal?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

bomba.jpg

– O acerto do 4o Árbitro, a vacilada do Adicional e a mancada do Vídeo-Árbitro

Nesta semana, vimos alguns destaques negativos da rodada, como, por exemplo, a “cáca” do bate papo entre Anderson Daronco e o Árbitro Assistente Adicional Eleno Todeschini. Situações como essa que fazem desacreditar no trabalho das Comissões de Arbitragem em orientar e treinar seus oficiais – e logicamente, revisar o plano de trabalho do sexteto de arbitragem combinado e determinado no vestiário (falamos sobre esse erro em: https://wp.me/p55Mu0-1Q9).

Também tivemos a reclamação do Grêmio/RS na final contra o Lanús, a respeito do pênalti não marcado contra Jael, “o cruel”. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q4.  Mas o que me marcou negativamente ontem, foi assistir o “Bem Amigos” e saber de Galvão Bueno e Arnaldo César Coelho a revelação que o árbitro de vídeo não tinha imagem de vídeo do lance mais importante do jogo! Dá para acreditar? Que várzea a Conmebol, lamentável (e lembremo-nos que ela disse ter gasto mais de R$ 500.000,00 por jogo com o Vídeo Árbitro, relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Ox). O VAR saiu do seu contânier e foi procurar o caminhão da TV Globo. Leia aqui, direto do GloboEsporte.com, em: https://is.gd/I6x2OZ.

Por fim, o destaque positivo desses últimos dias foi o Quarto Árbitro mineiro Felipe Alan Costa de Oliveira, que sem ajuda de árbitro de vídeo e sem ajuda externa estava atento e observou as “dedadas” de Rodrigo em Trellez. Não é fácil tal decisão na casa de quem comete a infração, na situação em que foi e como os times estavam na tabela. Foi corajoso Felipe Alan! Sobre esse jogo (e o relatório com o relato curioso da expulsão) acesse: https://wp.me/p55Mu0-1Qb.

Algo que preciso dissertar: Rodrigo representou bem a figura do malandro – que felizmente se deu mal, apesar de prejudicar sua equipe. As “dedadas” eram para desestabilizar o adversário e cavar uma agressão e/ou tentativa de. Foi justamente ao contrário: Trellez manteve o equilíbrio emocional e não revidou. É importante que os “espertalhões” percam em suas atitudes unfair-play para que a honestidade do esporte sobreviva.

bomba.jpg

– Grêmio 1×0 Lanus: não basta ter tecnologia, há de se ter competência

Incompetência, arrogância ou temeridade: qual o verdadeiro defeito demonstrado pelo árbitro chileno Julio Bascuñán para desprezar a utilização do auxílio de vídeo no primeiro jogo da final da Libertadores da América?

INCOMPETÊNCIA em não estar preparado para um jogo desse porte e não saber solicitar o vídeo no momento adequado? Faltou ao treinamento?

ARROGÂNCIA por não achar que precisaria da ajuda do vídeo e desprezar o equipamento, confiando excessivamente em si próprio?

TEMERIDADE em usar o equipamento e ter que mudar sua decisão inicial e ser criticado, alegando que só se socorreu ao vídeo por pressão do time da casa?

Enfim, faltou sensibilidade para não utilizar todos os equipamentos eletrônicos disponíveis. Mas pense: e por quê o árbitro de vídeo não interpelou o árbitro nos dois lances de pênalti reclamados (o 1o duvidoso, eu não marcaria pois entendi tranco viril, mas legal; o 2o, em Jael, indiscutível que houve a infração)?

– Teria o equipamento não funcionado corretamente e o VAR ter se constrangido?

– Estariam alojados inadequadamente e a comunicação falhou (lembre-se que no Monumental de Nuñes, ao invés de uma cabine, o árbitro de vídeo, o bandeira de vídeo e o operador ficaram em um container)?

– Quis passar despercebido e não se comprometer?

Lembrando: toda a equipe de arbitragem foi composta pelo árbitro Júlio Bascuñán-CHI, pelo bandeira 1 Carlos Astroza-CHI, pelo bandeira 2 Christian Schiemann-CHI, pelo quarto árbitro Diego Haro-PER, pelo árbitro de vídeo Jesus Valenzuela-VEN, pelo assistente do árbitro de vídeo Roddy Zambrano-ECU e pelo bandeira de vídeo  Christian Lescano-ECU. Foram 7 árbitros de 4 nacionalidades.

FICA A OBSERVAÇÃO: no jogo entre Lanús x River Plate, péssima e decisiva atuação do septeto de arbitragem, usando (ou não usando) adequadamente os recursos eletrônicos. Agora, um desprezo total da ajuda externa permitida. Dessa forma, deixo a questão para a reflexão: de que adiantam as câmeras se quem as opera e assiste é incompetente?

Me parece que o recurso mais desejado é aquele utilizado diversas vezes no Brasileirão e visto claramente: o de “alguém soprar o lance após ver a imagem na Globo para o 4o árbitro”…

Importante: Bascuñán foi o árbitro de vídeo em Porto Alegre na semifinal jogada pelo Grêmio contra o Barcelona-ECU. Naquela oportunidade, ficou em um container no estacionamento do Estádio Olímpico. E isso me irrita! Todos deveriam estar em uma cabine com comunicação ABERTA ao público, como se faz no Rugbi.

bomba.jpg

– Renato Gaúcho e a esperteza da Lei de Gerson!

A Lei de Gerson surgiu da propaganda do ex-jogador tricampeão de 70 Gerson “Canhotinha de Ouro”, que pregava levar vantagem ao fumar os cigarros “Vila Rica”, que eram maiores e mais baratos. Surgiu daí a expressão de “Lei de Gerson”, remetida aos espertalhões em tirar benefícios sobre todas as coisas.

Ontem, falamos sobre o Grêmio usar um drone para espionar seus adversários (clique aqui para ler as implicações disso na Regra do Jogo, em: https://wp.me/p55Mu0-1PZ). Porém, após diretores do time porto-alegrense enrolarem confirmando e ora desmentindo, o técnico Renato Gaúcho admitiu a contratação de um profissional para esse serviço, dizendo saber que a Austrália fez o mesmo com Honduras e ter ouvido histórias de que o São Paulo e o Palmeiras já usaram de tal expediente.

Não estou nesta postagem criticando ou não o uso de drones (o que penso está no link já citado, acima). Mas me pesa ler a sequência da sua entrevista citando que:

“O Mundo é dos Espertos”.

Esse dito, antigo e de certo ponto de tom arrogante, é uma das primas-irmãs da Lei de Gerson, do jeitinho brasileiro e de achar que a gambiarra/ malandragem é virtude.

DISCORDO totalmente dessa justificativa. Vivemos em um país corrupto, desonesto, onde “lobo quer comer lobo” neste mundo competitivo, extrapolando as barreiras do aceitável. Embora o futebol profissional seja um ambiente de business, esquece-se da questão de que ele ainda é um esporte.

Ser ético, justo, transparente e leal ultrapassa as relações esportivo-profissionais, é condição sine qua non da sociedade civilizada dos dias atuais. O mundo pertencer aos espertos ou “levar vantagem em tudo” são coisas que devem ser abolidas de um mundo mais correto, solidário e ideal.

NUNCA ensinemos nossos filhos a usar expedientes a qualquer custo, tampouco dizer que “se é para ganhar, vale tudo”. O Mundo não deve ser dos Espertos, mas dos Justos.

Assista o polêmico comercial em: https://www.youtube.com/watch?v=J6brObB-3Ow

bomba.jpg