– A coleta de DNA de cada cidadão brasileiro. Uma boa ou não?

No último dia 30 de Julho, o Ministro do STF Alexandre de Moraes participou em São Paulo de um evento para o lançamento da Conferência Internacional de Ciências Forense 2019, e trouxe à discussão a criação de um banco de dados genéticos.

Segundo ele:

“Qual o problema de se realizar um cadastramento de DNA, que é um exame nada evasivo? (…) Se você pode e deve, constitucionalmente, dar sua identificação pela impressão digital, hoje existe algo mais moderno que é o DNA.”

Eu não vejo problema nenhum nisso. O DNA ajudaria a identificar melhor as pessoas, ajudando nas investigações de crimes e demais elucidações.

Se a tecnologia pode ajudar, por quê não usá-la, desde que não exista nenhuma implicação ética (como nesse caso parece não existir)?

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– O Desdém inicial da Apple com o iPhone

Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.

Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):

O DESDÉM INICIAL DO IPHONE 

O desdém inicial pelo iPhone

Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.

O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.

O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.

Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:

“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”

Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:

“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”

Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:

“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor,  favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”

E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:

Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.

– Há 25 anos, nascia o Telefone Celular!

Veja que interessante: a Telesp Celular começava a operacionalizar o telefone celular, 25 anos atrás.

Eu me lembro bem: era caríssimo. Assinatura de 40 dólares, fora o custo das tarifas (realizadas e recebidas)!

Olha o Estadão da época, do dia anterior ao início das atividades:

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– Parabéns, Dona Internet

Eu estava em meio ao Mestrado quando a conheci! E tudo foi forçado. Um dos meus professores queria que tivéssemos uma conta de e-mail para que nos comunicássemos.

Era 1998. Ela, quem era? A Internet! Muito cara, lenta e pouco acessível. Ter um endereço eletrônico parecia uma “frescura” sem fim! Mas, na marra, acabei me relacionando com ela até hoje.

O certo é que as crianças do século XXI não imaginam como era o mundo sem Internet, numa infância diferente do que a nossa. Elas já nascem meio que “infoway”.

Há apenas 27 anos nascia a Web (ou Internet, se preferir), exatamente em 06 de agosto de 1991.

Que revolução em nossas vidas, não?

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– Usar o celular durante o serviço pode causar demissão por justa causa.

Você faz uso do celular durante o período de trabalho?

Pois saiba: você pode perder seu emprego por justa causa!

Extraído de: https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2017/08/07/celular-no-trabalho-pode-gerar-demissao-numero-de-casos-deve-aumentar.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

USAR CELULAR NO TRABALHO PODE PROVOCAR A SUA DEMISSÃO?

Usar celular no trabalho pode gerar demissão. E mais: por justa causa. Nos casos mais graves, que já foram parar nos tribunais, os empregadores alegam que o uso do aparelho era proibido e os ex-funcionários sabiam das regras. Ainda não há, em instâncias superiores da Justiça, o registro de dispensas causadas pelo uso excessivo do eletrônico nas empresas onde o celular está (parcialmente) liberado. Especialistas ouvidos pelo UOL, no entanto, afirmam que é uma questão de tempo até isso começar a acontecer.

O motivo é simples. Cada vez mais viciados nos smartphones, os usuários não conseguem desgrudar seus olhos e dedos da tela –estejam eles em casa, em trânsito, em aula, em situações sociais e também no trabalho. Estudo divulgado em junho pela empresa norte-americana OfficeTeam aponta que funcionários de escritórios gastam em média 56 minutos por dia –ou cinco horas por semana– usando o celular no ambiente profissional para fins pessoais. Se considerado só o grupo de 18 a 34 anos, o intervalo passa para 70 minutos para cada dia de trabalho.

Na prática é o empregado que, protegido pelas fronteiras das baias, divide a atenção entre tarefas profissionais e o WhatsApp. Ou o médico que, antes de começar o atendimento, passa segundos hipnotizado pela tela –comentando em seguida algum absurdo do grupo de família. O caixa de supermercado, que esconde o aparelho sob o suporte para máquina de cartões, navegando enquanto o cliente digita a senha. O vigilante da rua, mais atento ao Facebook do que às movimentações do mundo offline. O manobrista, que prioriza os memes aos motoristas. A manicure, dividida entre cutículas e updates.

E até a protagonista da Globo, que por descuido levou o smartphone a uma cena de novela ambientada em 1821 (um spoiler de como seria o mundo dali a 200 anos).

DESAFIO EXIGE EQUILÍBRIO E FLEXIBILIDADE

Existe o outro lado, claro, vantajoso para o empregador. Com tantas ferramentas digitais de comunicação, o expediente não acaba quando o trabalhador vai para casa: o smartphone aumenta muito o tempo em que o empregado está disponível. Por isso Edna Bedani, diretora-executiva de aprendizagem e conhecimento da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), aponta “flexibilidade” e “equilíbrio” como palavras-chave ao lidar com esse novo desafio no ambiente profissional.

“O uso do celular no trabalho para fins pessoais tem incomodado, mas veio para ficar. Portanto, é preciso encontrar um equilíbrio. Se o uso for proibido, o funcionário pode não atender uma ligação profissional após o expediente, por exemplo. As empresas precisam ser flexíveis, e os funcionários precisam estar atentos para o celular não atrapalhar suas entregas, sua relação com os colegas nem sua saúde.”

Sobre este último item, a especialista dá o exemplo de transtornos da era digital, como o Fomo (fear of missing out, ou medo de perder algo se ficar sem acesso ao celular) ou a sensação equivocada de que o aparelho está tocando.

O QUE DIZ A JUSTIÇA 

O desafio não pode ser tratado da mesma maneira para lidar com diferentes profissões. O juiz Fábio Augusto Branda, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, exemplifica: pessoas que trabalham em laboratórios podem comprometer as análises caso manipulem celulares, extremamente sujos. Em áreas de segredo industrial, smartphones podem facilitar a captura de dados sigilosos. Render um vigilante fica mais fácil se ele não estiver atento ao ambiente, mas sim à tela do aparelho. Ligado no WhatsApp –situação testemunhada pela reportagem–, o caixa do supermercado aumenta as chances de erro enquanto passa as compras do cliente.

“O ideal é estabelecer o que é ou não permitido no trabalho, pois regras não escritas podem causar mal-entendidos. Se elas não existirem, vale o bom senso: o funcionário é pago por seu tempo e, se estiver trocando mensagens pessoais durante o expediente, não está trabalhando”, explicou o juiz, que ainda não julgou casos deste tipo, mas afirma que eles devem se tornar cada vez mais comuns.
Para ele, deve ser levado em conta se este uso atrapalha o rendimento do funcionário, se aumenta suas chances de distração e se compromete a segurança de alguma forma.

Segurança foi o que sustentou a demissão por justa causa de um serralheiro de Maringá (PR). Em fevereiro de 2017, o TRT do Paraná manteve esta decisão da vara de Maringá, sob alegação de que o uso do celular durante o horário do expediente descumpria uma regra de segurança da empresa. A determinação diz que ele havia sido advertido várias vezes sobre esta proibição, pois sua função envolvia manipulação de máquinas de corte, de polimento e soldas, além de produtos químicos com algum grau de toxicidade.

REGRAS PRECISAM SER CLARAS

Claudinor Barbiero, professor de direito trabalhista da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Campinas, reforça a importância de as regras serem claras. Isso pode estar previsto no contrato de trabalho ou em uma circular apresentada a todos os funcionários, logo que admitidos na empresa. Sua opinião, no entanto, vai de encontro com a importância da flexibilização destacada anteriormente. “Cabe ao empregador definir se o uso do celular é permitido ou não. A flexibilização dificulta esse controle. Quando pode? Quanto tempo pode? Esses são pontos mais difíceis de serem determinados.”

Mas, se não pode, não pode. Tanto que a proibição do uso já respaldou outra demissão por justa causa –desta vez, de um operador de telemarketing. “Ele sabia que estava infringindo norma da empresa que vedava o acesso ao ambiente de trabalho com o aparelho e foi dispensado por insubordinação e indisciplina”, diz a determinação do Tribunal Superior do Trabalho, de 2015.

Na ocasião, o funcionário alegou que não havia guardado o aparelho em um armário para objetos pessoais, pois de lá já haviam desaparecido objetos de valor. A decisão respondeu que o empregado não poderia “fazer uso arbitrário de suas próprias razões e deixar de cumprir as normas da empresa”.

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– Mais uma etapa do VAR no Brasil

Por mais que se queira ter boa vontade com a implantação do Árbitro de Vídeo no Brasil, as pessoas envolvidas são as mesmas que já demonstraram brutal incompetência na condução do futebol brasileiro. Por quê a qualidade do trabalho desses cartolas mudaria agora?

Estou muito a vontade para dizer que, apesar de torcer para o sucesso do VAR em nosso país, os meios estão errados. Por quê usar as imagens das geradoras de TV que transmitirão o jogo? Devem ser de geradora independente, para que em um lance duvidoso contra Flamengo ou Corinthians, não se caia no erro de dizer que a Globo ou a FOX tem interesse para que os clubes de massa passem à frente. Se bobear, se dirá que o árbitro esperou o comentário do Arnaldo ou do Simon para decidir… (os comentaristas de arbitragem mais importantes dessas emissoras).

Outra preocupação é acreditar que o VAR resolverá o problema da arbitragem brasileira. Que não se crie esse cenário! Quem utiliza os equipamentos são seres humanos, falíveis dentro e fora de campo. Os erros continuarão, embora possam ser minimizados.

Nos dois jogos em que o VAR foi usado no país (no Campeonato Pernambucano), a experiência foi horrorosa, com erros graves mesmo existindo o árbitro de vídeo e muito longe do Padrão FIFA. Se nessas rodadas da Copa do Brasil (onde se é possível usar o equipamento eletrônico, já que no Brasileirão só se poderá usar da Rodada 1 até a 38, pois, afinal, deve-se ter equidade na disputa entre jogos e a Regra não permite), o fato de tentar um bom resultado já é algo positivo. O medo, insisto, será o mau uso da ferramenta e as reclamações dos jogadores. Lembrando: pelas Regras do Futebol, onde se acrescentou oficialmente o VAR, o atleta que “correr acompanhando o árbitro até o monitor deverá ser punido com o cartão amarelo”. E se esse atleta quiser ver as imagens do monitor, “dever-se-á aplicar o Cartão Vermelho”.

Aguardemos. Aliás, o histórico do adiamento e das enrolações oficiais do VAR no Brasil podem ser lidos no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/18/de-novo-a-cbf-promete-usar-o-arbitro-de-video-em-breve-eu-duvido/

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– 1 milhão de terráqueos em Marte até 2060, levados por Elon Musk

Elon Musk, o famoso bilionário sul-africano e proprietário da Tesla, quer ir ao espaço e criou a sua empresa para isso, lançando a Space X. Ele deseja chegar a Marte com robôs em 2022 e humanos em 2024. Até aí, ok. Mas ele sonha em povoar o “Planta Vermelho” com 1 milhão de pessoas até 2060!

Delírio ou capacidade a ser provada?

Ops: ontem, Musk entrou na gruta em que estavam presos os garotos tailandeses com seu mini-submarino, criado especialmente para isso.

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– LinkedIn é o canal preferido das Grandes Empresas, segundo a FSP

No Caderno “Mercado” de um domingo atrás (pg B2, por Maria Cristina Frias), a Folha de São Paulo retratou como as grandes empresas têm contratado seus executivos.

O tal do QI – não o Quociente de Inteligência mas sim o “Quem Indicou – continua sendo importante. Mas a coleta de informações via a rede social LinkedIn se tornou o principal meio dos recrutadores de grandes organizações.

Confesso que eu tinha o meu perfil na rede um pouco desatualizado. Talvez o “tanto” de redes sociais existentes nos obriguem a fugir do computador em algumas horas, para que a vida real não se furte à virtual. Mas, recentemente, comecei usar o LinkedIn para minhas publicações e confesso que a qualidade dos artigos de lá são ótimas. Acho muita coisa boa que me agrada nela.

E você, têm atualizado seu perfil lá?

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– Vale comprar seguidores?

Cresce cada vez mais a opção de “comprar” pacotes de seguidores no Twitter. Dias atrás, a Revista Veja, através de Tatiana Gianini (Ed 02/05, pg 113-114), trouxe uma matéria sobre “Fãs Zumbis, perfis falsos, criados apenas para avolumar as contas de Twitter ou Facebook de celebridades.

Por R$ 500,00, compra-se 5.000 seguidores. Barato? Talvez, para os interessados, pode ser um custo aceitável.

Alguns motivos para turbinar a rede social: Vaidade (se vangloriar por ser popular entre as pessoas) ou Negócios (demonstrar que é querido / seguido por muitos para publicidade, por exemplo).

Uma grande bobagem… Aqui, falamos sobre o comércio de gente que gosta de futilidadesGente que tem conteúdo não se importa com tal número.

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– Jogar em Casa numa Copa e a conversa de Putin com o VAR!

Jogar em casa é sempre muito bom. Vide os títulos mundiais da Inglaterra e França, ou, se preferir, a colocação da Coréia do Sul em 2002. Só o Brasil que ao invés de aproveitar o mando na Copa do Mundo, deixou o ôba-ôba (em 1950) e a arrogância (em 2014) atrapalharem os louros do sucesso.

Na Rússia, a seleção da casa (que é bem fraquinha, sabidamente), tem feito história: eliminou a Espanha e avançou para as 4as de final.

Claro, os memes sobre uma possível influência política de Putin, o todo-poderoso” presidente, são inevitáveis. Estariam os árbitros realmente blindados?

De todas as brincadeiras e dúvidas, essa montagem que recebi foi brilhante: um “bate-papo doce e singelo com a equipe do VAR”, depois do sucesso do selecionado russo frente os campeões de 2010 (abaixo).

Lógico que quem inventou essa brincadeira foi espirituoso! Mas que é genial, é.

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– Como nasce um Bebê da geração Z!

O vídeo é da cia telefônica MTS, e é muito engraçado. Não parece ser verdade mesmo?

Já tira selfie e participa das redes sociais!

Abaixo, extraído de: http://www.labcriativo.com.br/imperdivel-o-bebe-nasce-e-ja-busca-internet/

IMPERDÍVEL, O BEBÊ NASCE E JÁ BUSCA INTERNET

Mega criativo, é um anúncio da empresa de telefonia e internet 3g indiana MTS e sugere, com o filme Nascido para a internet, que os bebês hoje em dia são fixados na web desde a barriga da mãe.

Sensacional, o vídeo de forma bem humorada, nos apresenta o momento que nasce um bebê da geração Z.

O bebê já sai da barriga da mãe já busca de um iPad, pega um celular e faz um “selfie”, arma um canal de livestreaming no YouTube e, para surpresa de todos, médico, enfermeiros e pais, sai do quarto da maternidade usando a navegação de um GPS.

A parte que mais gostei foi do nenem procurando no Google como se corta o cordão umbilical. Muito bom…rs

Misturando filme com animação, o filme mostra o trabalho de parto e o nascimento desse bebê super antenado.

Assista o vídeo, mega recomendo, em: http://www.youtube.com/watch?v=rg37kafMsWk

 

– O perigo da dependência virtual das crianças hiper conectadas!

Um risco dos tempos modernos: crianças reféns da tecnologia, que se tornam viciadas em tablets e smartphones. Uma “overdose” virtual segundo especialista!

Extraído de: Revista Isto É, ed 2427, página 51, por Luldmilla Amaral

OS RISCOS DA INFÂNCIA NA REDE

Livro discute o uso da tecnologia pelas crianças e alerta para os perigos da dependência virtual

Especialistas em comportamento digital apontam que as crianças brasileiras são mais ativas do que a média mundial na internet, o que as tornam perigosamente dependentes dos ambientes virtuais. Celulares e tablets são cada vez mais usados para entreter os pequenos em situações de estresse, como refeições em restaurantes, por exemplo. Perfis em redes sociais também são criados muito precocemente. Diante deste cenário, já imaginou o que aconteceria se, de um dia para outro, todos os aparelhos eletrônicos deixassem de funcionar?  Essa é a proposta de Juliana Grasso, no recém-lançado livro “Amanhã, como será?”, da Tempo Editora.

Com foco no público infanto-juvenil, a publicação conta a história de Gabriel, um garoto de 11 anos dependente de computadores, tablets e smartphones que se vê completamente perdido após uma tempestade destruir todos os seus aparelhos eletrônicos. Com o acidente, o menino, que usava os dispositivos para estudar, se comunicar e brincar, precisa redescobrir as brincadeiras e alegrias de uma infância sem tecnologia. A autora  se inspirou nas experiências cotidianas para escrever o livro.

“A tecnologia está super disponível, tanto para adultos, quanto para crianças. Hoje, mesmo muito novinhas, elas assistem a vídeos pelo celular na hora de comer, o que faz muito mal”, diz Juliana. “É possível retomar as formas antigas de contato, aprendizado e recreação.” Para ela, essa overdose de tecnologia na infância pode transformar meninas e meninos em adultos antissociais e dependentes. Pesquisa “Kids of Today and Tomorrow – Um olhar Bem Próximo Sobre Essa Geração”, da Viacom Internacional Media Networks, valida essa afirmação. Ela indicou que, apesar de o cenário ser sombrio em praticamente todos os países desenvolvidos, as crianças brasileiras têm uma predisposição maior ao vício virtual.

“É possível retomar as formas antigas de contato, aprendizado e recreação”

Juliana Grasso

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– O VAR está dando certo ou não?

Na Copa do Mundo de Futebol, torneio que é vitrine para qualquer iniciativa por ser a maior competição do planeta, a utilização do árbitro de vídeo mostrou três coisas importantes até agora:

  1. A Tecnologia ajuda, mas não elimina a injustiça no futebol. O VAR é inevitável para o futuro.
  2. A Polêmica (tão necessária para alguns) continuará existindo no esporte, por conta das questões interpretativas.
  3. Há muito o que se aprimorar ainda.

Sempre defendi que toda forma eletrônica para a legitimação de resultados é válida. Entretanto, ao mesmo tempo sempre alertei de que nada adiantará tal aparato se não tivermos a capacitação de quem o usa: o elemento humano.

Digo tudo isso pois vimos o uruguaio Andrés Cunha usar com perfeição a ajuda eletrônica (solicitando a repetição de imagem ou sendo instigado a rever pela cabine) na partida entre França 2×1 Austrália. Ao mesmo tempo, vimos um verdadeiro “circo dos horrores” em Portugal 1×1 Irã, onde o paraguaio Enrique Cáceres e a equipe do árbitro de vídeo vulgarizaram a ideia.

Ao assistir essa última partida citada, questiono-me:

  1. Cáceres mostrou-se tão inseguro que precisou utilizar tantas vezes o VAR?
  2. O VAR, o AVAR e os demais integrantes quiseram aparecer mais do que deveriam, tentando “apitar o jogo” da central instalada em Moscou?
  3. A FIFA estaria forçando o uso do equipamento para “vender a ideia” de modernidade (por isso tantos pedidos de imagem televisiva)?

Tenho medo de que o mau uso do VAR faça com que a ideia seja detonada. Imagine tal arbitragem como a de ontem num Palmeiras x Corinthians ou em um Boca Jrs x River Plate? Impensável!

Se tivesse poder de sugestão, três medidas a serem aplicadas:

  1. Treinamento intensivo nos jogos de categorias de base;
  2. Som aberto às emissoras de TV e público para entender o que se discute a fim de maior clareza no entendimento da interpretação da arbitragem;
  3. Permissão de número limitado de “desafios” às equipes, sendo solicitados pelos capitães.

E você, o que está achando da iniciativa do árbitro de vídeo na Copa do Mundo Rússia 2018? 

Penso que o ideal era ter deixado a utilização de tudo isso para o Mundial do Catar 2022, a fim de mais aprimoramento do seu uso mundo afora.

Aliás, viram o marroquino se dirigindo à uma câmera, fazendo o gesto da tela de TV e xingando o VAR?

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– O mico do VAR em Brasil 1×1 Suíça e um detalhe pertinente!

Eu defendo a tecnologia para ajudar a legitimar os resultados nas disputas esportivas, especialmente no futebol. Mas sempre ressalto: não adianta o VAR como a salvação dos erros de arbitragem, se o elemento humano que o opera não tem a competência adequada.

Escrevi sobre o menosprezo do árbitro italiano Rocchio em utilizar o vídeo no jogo Portugal 3×3 Espanha. Deu um pênalti inexistente aos portugueses e compensou com um lance faltoso a favor dos espanhóis, onde ambos resultaram em gols. Agora, vê-se a polêmica em Rostov, onde a Seleção Brasileira reclama do árbitro Mexicano César Ramos.

Vamos lá: no gol da Suíça, Miranda foi empurrado e o árbitro nada fez. Estaria com a visão encoberta? Talvez. O fato é que as imagens da equipe do VAR eram nítidas quanto à falta, e deveria-se chamar o juiz de campo. 

Quem era o “VAR ‘chefe’ da equipe”? O italiano Paolo Valeri (não consegui obter os nomes dos demais membros auxiliares / reservas da equipe de vídeo-árbitros do jogo).

Há outro lance, no qual Gabriel Jesus é agarrado e quando começa a ser desequilibrado,  na sequência força a queda para valorizar o pênalti. Eu, dentro do campo, não marcaria também. Com as imagens, deveria decidir se daria Cartão Amarelo por simulação ao atacante ou marcaria a penalidade. O certo é: aquele lance é interpretativo, o VAR não deveria chamar o árbitro central, mas sim o mexicano chamar o VAR, em caso de dúvida. Se ele não tinha tanta certeza do lance, não poderia esnobar o uso da imagem.

Meu pai, coincidentemente, está na Itália e assistiu ao jogo do Brasil com nossos primos em Pomézia, próximo a Roma. Segundo ele (que ama futebol como eu), lá na “Bota”, os jogadores, treinadores, torcedores, árbitros e clubes CRITICAM DEMAIS o VAR e usam a contragosto. No começo das experiências italianas, o tempo perdido para as decisões era muito grande, e depois foi diminuindo. E sabem quem é o “Rei da utilização do árbitro de vídeo”? O próprio Valeri, sendo um dos árbitros mais contestados e confusos da Itália, segundo nossos parentes aficcionados pelo calcio. Como a Seleção Italiana não está na Copa, um grande número de italianos está trabalhando na arbitragem do Mundial.

Por ironia, o responsável pela área do VAR na Copa da Rússia é outro italiano, bem conhecido nosso: Pierluigi Colina, o ex-árbitro de Brasil 2×0 Alemanha em 2002.

Para a cartolagem brasileira que há 3 anos promete que usará o VAR no Brasileirão e só enrola, o jogo de ontem foi um prato cheio para contestar a utilização por aqui (em que pese, claro, as falhas dos próprios jogadores brasileiros: destacando-se para mim a não-saída do gol de Alisson no tento suíço, o egoísmo de Neymar em não tocar a bola, a inoperância de Gabriel Jesus e as substituições de Tite, entre outros problemas demonstrados).

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– Os lances do VAR em França 2×1 Austrália

Não pude assistir a partida entre os franceses e australianos neste sábado. Mas leio que o amigo Sálvio Spinola, comentarista de arbitragem da ESPN, acompanhou tudo e postou:

SEM VAR: França 0x1 Austrália

COM VAR: França 2×1 Austrália

Ser contra o uso da tecnologia, de fato, é bobagem nos dias atuais. Mas vale o lembrete: deve-se saber QUANDO e COMO usar!

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