– Trabalhar mata?

E um dos culpados pode ser o WhatsApp e outros meios de comunicação.

Compartilho, extraído de: http://istoe.com.br/trabalhar-demais-mata/

TRABALHAR DEMAIS MATA

Suicídios por excesso de trabalho alertam para os perigos do estresse profissional. Na Europa, já se discute a diminuição da jornada e a proibição do envio de mensagens por WhatsApp fora do expediente

Matsuri Takahashi tinha 24 anos e havia acabado de se formar na renomada Universidade de Tóquio. Trabalhava há sete meses na Dentsu, a maior empresa de publicidade do Japão, onde cumpria jornadas de até 20 horas diárias sem ter tido uma folga sequer durante esse período. Para a família e os amigos, Matsuri era exemplo do que se espera de uma jovem japonesa de vinte e poucos anos: ela tinha sucesso, dinheiro e trabalhava duro. Para a garota, a realidade mostrava-se bem diferente: frustração, cansaço, estresse, sentimento de incapacidade. Matsuri queria morrer. “Estou física e mentalmente destroçada”, publicou nas redes sociais pouco antes de se jogar da janela do prédio em que vivia. Após longa investigação, o Ministério do Trabalho japonês chegou a um veredicto: a culpa era da empresa. Descobriu-se que, mesmo depois da tragédia, alguns funcionários faziam 80 horas extras por mês – Matsuri chegava a trabalhar 105 horas a mais mensalmente. O caso fez com que o primeiro-ministro Shinzo Abe e a Federação de Negócios do Japão promovessem uma campanha para evitar mais mortes. A partir de fevereiro, será obrigatório que os funcionários deixem os escritórios mais cedo. “Saúde é o equilíbrio entre as diversas dimensões do ser humano: biológica, psíquica e social”, diz o especialista em medicina comportamental da Unifesp, Ricardo Monezi. “Ao desequilibrar uma dessas dimensões, todas as outras são afetadas”.

Dados oficiais mostram que, no Japão, mais de 2 mil pessoas se suicidam anualmente por causa do estresse laboral. O número pode chegar a 10 mil, considerando as doenças provocadas pela dura rotina corporativa. Na China, o país mais populoso do mundo, 600 mil pessoas morrem todos os anos por motivos relacionados ao trabalho. “A visão de que trabalhar muitas horas significa ganhos de produtividade não condiz com a realidade”, diz Anderson Sant’Anna, coordenador do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas e Liderança da Fundação Dom Cabral. “Na era industrial, o trabalho de massa envolvendo movimentos rápidos, intensos e repetitivos mobilizava o corpo, tinha relação com a intensidade”, diz. “Hoje a natureza do trabalho é mais subjetiva, envolvendo as capacidades do cérebro, o que torna mais importante o tempo lógico do que o cronológico”.

O drama não se restringe aos asiáticos. O problema é tão grave que há denúncias de que empresas do segmento automotivo e grandes lojas de varejo de países como Estados Unidos, Tailândia e Honduras obrigam seus funcionários a usar fraldas geriátricas para que não interrompam o trabalho com idas ao banheiro. “A tecnologia avançou muito, mas o nosso corpo, não”, diz Sant’Anna. “O indivíduo perde a noção de humanidade, toma remédios para disfarçar sintomas de doenças e, quando se dá conta, tem um ataque cardíaco aos 40 anos, no ápice da produtividade”.

O PESO DA TECNOLOGIA
O uso excessivo das tecnologias amplifica o problema ao deixar o trabalhador conectado 24 horas por dia. Para combater a prática, países como Alemanha, Holanda e Suécia discutem a diminuição da jornada para 6 horas diárias. Na França, que estabelece um limite de 35 horas semanais de trabalho, entrou em vigor, em janeiro, uma lei que garante aos funcionários o “direito à desconexão do trabalho”. De acordo com as novas regras, toda empresa com mais de 50 empregados deve negociar com sindicatos o envio de mensagens por aplicativos como Whatsapp fora do horário de expediente. Desligar automaticamente os computadores após 8 horas ou ainda apagar as luzes dos escritórios são outras medidas que poderão ser implantadas. “Reduzir a jornada não significa produzir menos”, diz Benedito Nunes, fundador do Instituto Movimento pela Felicidade. “Pessoas adoecidas, entristecidas e estressadas não são produtivas e geram altos custos às empresas quando afastadas por problemas de saúde”.

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– Afinal, o que é ter uma carreira profissional bem-sucedida?

Remuneração alta? Poder? Mordomias? Benefícios amplos?

Como definir o que é ter uma carreira de sucesso no trabalho?

Seria fazer o que gosta?

Olha que discussão muito bacana, compartilhada de: https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2017/09/02/bem-sucedido-carreira-emprego.htm

NÃO É PRECISO SER CHEFE E GANHAR MUITO PARA TER CARREIRA BEM-SUCEDIDA

Está satisfeito com seu emprego, mas não se considera um profissional bem-sucedido? Alguns sinais podem demonstrar que você tem sim uma carreira de sucesso.

Segundo o professor da FGV Management e especialista em gestão de negócios Luciano Salamacha, ser bem-sucedido não significa necessariamente que o profissional precisa ser chefe em uma grande empresa e ganhar um salário alto.

“Há muitas propostas sobre o que é ser bem-sucedido que levam a um estereótipo. Mas, o ponto-chave hoje é que é possível personalizar o que é sucesso para cada um. Sucesso é um estado de conforto. É o atingimento de um objetivo”, diz Salamacha.

O consultor de carreiras Emerson Weslei Dias concorda. “O sucesso é a realização progressiva de objetivos que valem a pena. Tenho que sempre realizar novos objetivos, mas o ‘vale a pena’ cada um tem o seu.”

Confira sinais de que você é bem-sucedido, mas pode não perceber:

1) Está alcançando objetivos como planejava

O primeiro passo é analisar como está sua carreira. “O profissional pode fazer uma análise crítica do grau de evolução dentro de uma linha no tempo. Onde eu estava há um, três ou cinco anos? Como foi a minha evolução nesse período?”, diz Salamacha.

Se planejava virar analista em três anos, por exemplo, e chegou ao cargo nesse período, ele pode se considerar bem-sucedido. “Quanto mais o profissional tem certeza do que quer, mais vai conseguir mensurar se está bem-sucedido. Se cinco anos atrás eu sabia onde queria estar, hoje eu posso verificar se tive sucesso naquilo que eu planejava.”

2) Talentos e habilidades são usados

Outra forma de analisar se está em um momento de sucesso na carreira é analisando se seus talentos e habilidades estão sendo usados no seu emprego. “Às vezes, uma pessoa se acha talentosa, mas não tem oportunidade de usar o que sabe”, diz o consultor.

Uma pessoa que trabalha na área administrativa da empresa e fez design, por exemplo, não está usando suas habilidades. Já quem tem a chance de utilizar o que sabe e gosta pode ter nisso um sinal de que está indo bem na carreira.

3) Necessidades são atingidas

Para Dias, outro ponto para analisar é se as motivações e necessidades estão sendo atendidas. “Se ganho R$ 10 mil e consigo viver com R$ 5.000, minhas necessidades estão sendo atendidas. Se minha necessidade é de R$ 10 mil e ganho R$ 5.000, então, não está atendendo”, afirma.

4) Valores da empresa são os mesmos que os meus

O consultor afirma que, para o profissional se considerar bem-sucedido, ele também deve analisar se os valores da empresa são os mesmos que ele possui. “Os valores que tenho são compatíveis com a organização em que estou trabalhando?

Até que ponto vale a pena estar em uma empresa em que ganho bem, mas na qual não consigo trabalhar de determinada forma ou preciso enganar clientes?” Se está em uma empresa em que acredita, é um sinal de sucesso.

5) Sou procurado como referência

Para Salamacha, um sinal de que o profissional está em um momento bem-sucedido é quando ele é visto como uma referência na empresa. “Se minha opinião é desejada, não por processo protocolar, mas por assertividade nas minhas opiniões, isso pode ser um bom sinal.”

6) Tenho autonomia e independência na empresa

Outra forma de analisar se está indo bem na carreira é quando o chefe passa a confiar e dar autonomia para as decisões. “Quando o gestor demonstra de maneira formal que está confiando no funcionário, ele ganha autonomia e independência dentro da empresa”, diz Salamacha. Isso acontece quando um chefe não precisa revisar um material de uma reunião feito por você, por exemplo, pois acredita que o conteúdo estará correto.

7) Clientes preferem meu atendimento

Quando há a preferência de clientes para o seu atendimento também pode ser um sinal de ser bem-sucedido. “Se chega um cliente e você fala que está ocupado, mas que há um outro funcionário livre, e o cliente diz que quer esperar você é quando se está conquistando relevância”, diz o professor.

Problema pode não estar na carreira

Dias afirma que, se o profissional alcançou todos esses passos, mas ainda assim não se sente bem-sucedido, o problema pode não estar na carreira. “Se está bem, se está conseguindo ter desafios, nutrir motivações e usar seus talentos, a soma disso tudo, independentemente da sua posição, é motivo de sobra para ser bem-sucedido. Se não se sente assim, o problema pode estar em outras áreas, como a vida pessoal.”

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– Você Demonstra as Emoções no Ambiente de Trabalho?

Uma pesquisa interessante mostrou que: chorar, gritar, sorrir – ações comuns do dia-a-dia – devem ser manifestadas no ambiente de trabalho. E que a sinceridade do funcionário aumenta a produtividade!

Isso vai contra o profissionalismo na visão weberiana, onde o profissional é alguém dedicado ao trabalho e impermeável ao sentimentalismo.

Trabalho interessante, extraído da Revista Isto É: (clique aqui para link)

SOLTE SUAS EMOÇÕES NO TRABALHO

Por Débora Rubin

Pesquisa constata que expressar os sentimentos durante o expediente pode aumentar a produtividade – vale até derramar lágrimas.

Pegue a caixinha de lenços: já é permitido chorar no ambiente de trabalho. E você nem precisa sair da mesa para derramar suas lágrimas. De acordo com a escritora americana Anne Kreamer, ex-executiva do canal infantil Nickelodeon, reprimir as emoções no ambiente profissional está ficando démodé. E, mais que isso, pode provocar grandes prejuízos para a saúde do trabalhador e para a produtividade da empresa. Essa é a tese que a americana sustenta em seu livro, “It’s Always Personal” (“É sempre pessoal”, ainda sem tradução para o português). Para entender melhor o que está acontecendo no mundo corporativo, Anne fez uma pesquisa com mais de mil americanos para saber como eles estão administrando seus nervos durante o expediente. A grande maioria ainda guarda para si sentimentos como raiva, mágoa e, a campeã das campeãs, frustração. Ainda assim, a autora pôde sentir que os conceitos estão mudando. Chorar, que sempre foi considerado quase um crime no mundo profissional, já é visto com olhos mais amigáveis: 48% dos homens e 42% das mulheres acham que não é pecado se emocionar na frente do computador.

A gerente financeira Marcela Amaral, 24 anos, é uma chorona assumida. Nem se dá ao trabalho de ir ao banheiro, tática das mais adotadas por funcionários, para colocar para fora suas mágoas. “Só apelo ao carro quando quero gritar”, diz, rindo. Marcela vive uma situação delicada. Seu pai é o dono da empresa onde ela trabalha e ela é chefe da sua tia. Tantas relações pessoais e profissionais misturadas geram estresse duplo. “Não entendo por que as pessoas guardam tanto os sentimentos, faz mal. Eu prefiro chorar a ter gastrite nervosa e problemas do coração.”

Marcela está certa. Como diz a americana Anne, as lágrimas são o botão natural para “reiniciar” a máquina humana. “Quando a gente resolve a questão que está incomodando, tira aquele problema da frente e passa a ser mais produtivo”, diz. Além disso, defende a autora, as emoções são fundamentais para tomar decisões. “A neurociência já mostrou que o sistema límbico, morada dos sentimentos, influencia na escolha das decisões”, complementa a consultora de recursos humanos Vera Martins, autora do livro “Tenha Calma!”, no qual ensina a transformar a raiva em uma poderosa ferramenta de trabalho. Como Anne, Vera acredita que é preciso refletir sobre a mensagem que as emoções estão passando. “A raiva é protetora da nossa individualidade, é o que nos avisa sobre a insatisfação interna e mobiliza para a mudança. Bem conduzida, ela pode libertar tensões e alertar contra ameaças”, exemplifica. Só não vale sair gritando com os outros ou puxando o tapete alheio.

O professor de história Therence Santiago, 32 anos, acredita que seu papel de docente vai muito além de transmitir conteúdo. “Quando passo para os meus alunos a minha emoção, estou ensinando também a importância de ser transparente em relação aos próprios sentimentos”, conta ele, que não se importa em dizer que chora sempre que sente vontade na frente da classe, seja por motivos pessoais ou seja por um tema que o emociona. Foi assim quando seu irmão mais velho morreu de gripe suína, há pouco mais de um ano. “Nunca fui tão abraçado pelos meus alunos”, recorda.

Segundo a pesquisa americana, homens choram menos no trabalho – 9% contra 41%. E, mesmo assim, a ressaca lacrimal ainda é um problema para as mulheres. “A imensa maioria ainda sente culpa depois que chora, é como se tivesse traindo a causa feminista”, afirma Anne. Uma mulher expressando sua raiva tampouco é bem-vista. Ainda prevalece a máxima de que as que choram são fracas e as que gritam são histéricas. Samira Racca, 25 anos, no entanto, não sente culpa alguma. Ela já foi auxiliar de escritório, vendedora em loja – chegou a ser consolada por um cliente – e hoje estuda artes visuais. Quer migrar para o universo artístico justamente por ser mais receptivo às dores humanas. “Sou muito intensa em tudo, para a felicidade e para a tristeza, não sei criar um personagem. Sempre que choro, me alivio”, diz.

Para Antônio Carminhato Jr., CEO do Grupo Soma, especializado em recursos humanos, as empresas brasileiras estão cada vez mais simpáticas às pessoas autênticas e honestas com seus sentimentos. As “competências emotivas”, segundo ele, são levadas em conta na mesma proporção das competências técnicas. “Eu diria que uma pessoa que chora no trabalho não é fraca, mas franca”, acredita. Apesar das boas novas, é bom lembrar que as mudanças em curso no mundo corporativo ainda são muito frescas – nem todos encaram as novidades com naturalidade. Não à toa a pesquisa de Anne Kreamer apresenta algumas contradições. Por exemplo, ao mesmo tempo que 43% das mulheres acham que quem chora é instável, 69% das pessoas ouvidas acham que quem se mostra emotivo diante dos colegas é mais humano. “Expressar as emoções faz parte das novas crenças que estão sendo disseminadas como indispensáveis dentro das empresas”, diz a consultora de RH Vera. “É a mensagem percebida como a ideal, mas ainda não foi totalmente incorporada no mundo profissional”, alerta. “Às vezes uma empresa encara positivamente, mas o colega da baia ao lado, não”, complementa Carminhato Jr. Portanto, pode chorar. Mas com moderação.

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– O futuro de Ceni e Jorge Jesus será um “revival”?

A palavra revival tem o sentido de “reviver”, “renascer”, reavivar / reanimar.

Seria isso, um revival, que Rogério Ceni precisa em sua carreira (talvez no São Paulo) e o próprio Flamengo (com Jorge Jesus)?

Vamos a algumas observações:

Ceni definitivamente não ornou no Flamengo. O que houve? Conceitos técnicos divergentes, ruim relacionamento com atletas ou visões de trabalho diferentes?

Paralelamente, Fernando Diniz volta a sofrer uma imensa pressão no Morumbi pelos maus resultados (perdendo a “gordura na tabela” que ele próprio ganhou), especialmente sabendo que quem comanda o São Paulo (o presidente Julio Cazares) publicamente manifestou interesse em trabalhar com Ceni um dia. 

Enquanto isso, em Portugal, Jorge Jesus (a cada entrevista no Benfica) cita o Flamengo e mostra-se irritado por lá e saudoso por cá. 

Será que teremos uma volta ao passado e veremos novamente o goleiro artilheiro no Tricolor Paulista, além do treinador português na Gávea?

Aguardemos o revival ou não!

Flamengo pós-Jorge Jesus: qual é o saldo de Rogério Ceni e Dome? | Goal.com

– Mascarando problemas profissionais com a Empatia!

Compartilho ótimo artigo do professor José Renato Sátiro Santiago a respeito dos delicados cuidados com a EMPATIA no mundo organizacional. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de: http://fb.me/2CISbo93z

EMPATIA, TOME CUIDADO! ELA TAMBÉM PODE ESCONDER SÉRIOS PROBLEMAS E DEFEITOS

Quantas vezes – creio que muitas – usamos a palavra empatia para qualificar pessoas que demonstram de uma forma natural algo bom, positivo e até amigo. Pois bem, não há duvida que a empatia é algo positivo.

Muitas vezes, quando não achamos palavras para qualificar alguém, costumamos falar: “Fulano tem uma empatia… fora do comum.”. Algo que, às vezes, procuramos ter também principalmente em nossas primeiras impressões, quer sejam com amigos ou, até mesmo, desconhecidos.

Costumamos gostar, facilmente, de pessoas que têm empatia, mostrar certa proximidade ou até certa dose de alinhamento com as nossas crenças. E normalmente isto ocorre de forma rápida, quase imediata, uma vez que a empatia é algo que “ou o sicrano tem ou não tem…”, isto é, acredita-se que seja algo difícil de desenvolver como se fosse alguma coisa que já viesse naturalmente com a pessoa.

Pois bem, infelizmente esta empatia, muitas vezes, por não ser algo construído sob os fortes alicerces da confiança e dos valores pode esconder sérios problemas, muitos defeitos, até mesmo destrutivos.

Gostamos de pessoas que tem empatia. No entanto, precisamos fundamentar esta empatia em fatos e ações que estas pessoas costumam tomar, em seus valores, nas suas atitudes, nas suas formas de agir.

Ter um pé atrás talvez não seja o termo mais adequado, mas sim, estabelecermos motivos e razões que possam transformar esta empatia em algo muito mais importante: confiança. Esta sim, coisa de grande valor em que podemos suportar e mais, algo com que realmente podemos qualificar uma pessoa. E que ela, certamente, irá apreciar muita mais ser confiável a ter empatia, simplesmente.

5 passos fundamentais para desenvolver empatia em vendas

– Islândia e as leis trabalhistas igualando salários de homens e mulheres.

Que sirva de exemplo: a pequena Islândia é um dos poucos países onde a lei igualitária salarial para homens e mulheres funciona. Mais do que isso: os islandeses podem se gabar do reconhecimento de que lá é o melhor lugar do mundo para o sexo feminino viver.

O Brasil?

Na lista de 144 países de respeito às mulheres, é apenas o 90o.

Abaixo, extraído de: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/01/03/Como-a-Islândia-tornou-se-o-primeiro-pa%C3%ADs-a-proibir-salários-menores-para-mulheres

COMO A ISLÂNDIA TORNOU-SE O PRIMEIRO PAÍS A PROIBIR SALÁRIOS MENORES PARA MULHERES

A Islândia se tornou o primeiro país do mundo a tornar ilegal e punir com multas quem paga um salário maior para um homem, em relação a uma mulher, quando eles ocupam o mesmo cargo. A lei contra a discriminação salarial entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2018.

A nova legislação exige que empresas e agências do governo com mais de 25 empregados obtenham um certificado garantindo que adotam políticas de igualdade salarial. Aquelas que não conseguirem demonstrar isso serão multadas. O valor da multa será definido caso a caso, mas pode chegar a 50 mil coroas islandesas (cerca de R$ 1.500) por dia de descumprimento.

“Direitos iguais são direitos humanos. Precisamos garantir que homens e mulheres tenham oportunidades iguais no local de trabalho. É nossa responsabilidade tomar as medidas necessárias para garantir isso”, disse o ministro da Igualdade e Assuntos Sociais da Islândia, Thorsteinn Viglundsson, quando a lei foi anunciada, no início de 2017.

A Islândia, país europeu com população de cerca de 320 mil pessoas, é considerada o melhor país do mundo para mulheres devido à adoção de políticas de igualdade de gênero. Mesmo assim, as estimativas do governo indicavam que, em 2015, na média, mulheres ainda recebiam 30% a menos que homens.

É possível explicar essa diferença salarial entre homens e mulheres por fatores não relacionados a gênero: desempenhando a mesma função, pessoas com idades diferentes, diferentes níveis de escolaridade, anos de carreira ou atribuições podem apresentar diferenças salariais significativas.

Quando levados em conta todos esses fatores – ou seja, quando a comparação se dá entre homens e mulheres de perfil muito semelhante -, ainda assim as mulheres ganhavam 5,7% a menos que homens. Esse é o percentual de diferença salarial real em 2013, na Islândia, de acordo com relatório da Comissão Europeia. Essa diferença só pode ser explicada por discriminação de gênero.

COMO FUNCIONA A NOVA LEI

A Islândia já tem leis que visam garantir igualdade salarial entre homens e mulheres. A primeira legislação nesse sentido foi aprovada em 1961, de acordo com a Associação de Direitos das Mulheres da Islândia. À época, esperava-se que salários iguais fossem atingidos em apenas seis anos, já em 1967. Como isso não ocorreu, uma nova regra com o mesmo intuito foi aprovada em 1976. Em 2008, o Parlamento islandês aprovou novamente uma regra semelhante.

O que a nova legislação faz, então, não é exatamente exigir que os salários sejam os mesmos, mas que as empresas provem que os salários são os mesmos. A nova regra foi aprovada em 1º de junho de 2017 e passou a valer em 2018, com prazos diferentes para cumprimento, dependendo do tamanho da empresa. Companhias com mais de 250 funcionários, por exemplo, precisam se adequar até o final de 2018. Já firmas com menos de 90 funcionários têm até 2021 para se adaptar.

O MELHOR PAÍS PARA SER MULHER

A nova regra reforça a posição da Islândia como o “melhor país do mundo para ser mulher”. Desde o ano 2000, o país ocupa o topo do ranking de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial, que considera economia, educação, saúde e empoderamento político. Em 2017, o Brasil estava na 90ª posição (dos 144 países na lista).

A luta pela igualdade na Islândia foi marcada por uma greve geral de mulheres realizada em 24 de outubro de 1975, quando 90% delas paralisaram todas as suas atividades, de empregos formais a atividades não remuneradas como tarefas domésticas, cuidados com crianças e até cozinhar. Depois disso, as mulheres da Islândia voltaram a paralisar suas atividades em protesto outras quatro vezes. Normalmente, elas deixam o trabalho à tarde, marcando a hora em que, devido à diferença salarial, as mulheres passam a trabalhar de “graça” no país.

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– Ser Feliz no Trabalho!

Compartilho o ótimo artigo sobre bem-estar e clima organizacional, produzido pela i9 Consultoria Empresarial. Nele, a boa e inteligente discussão sobre crenças e mitos do ambiente de trabalho, bem como relacionamentos e condutas.

Vale a pena ler!

Extraído de: http://i9consultoriaempresarial.blogspot.com.br/2014/01/o-cracha-da-felicidade.html

O CRACHÁ DA FELICIDADE

por Cristiana Almeida, psicóloga

Será que a felicidade tem crachá para adentrar os portões das empresas? Se você já conversou com pessoas cujo repertório resume-se a reclamações e a angústias quanto ao ambiente corporativo, certamente notou que, para elas, a satisfação profissional é utopia. Mas será possível viver esse sentimento em um contexto onde as subjetividades caminham juntas às metas a cumprir?

Onde é preciso atuar diante de incertezas e de exigências de desempenho cada vez mais elevadas? No qual os relacionamentos são pautados pela diversidade de pensamentos e de valores pessoais e em que são necessários inúmeros malabarismos para prover o mínimo de dedicação à vida pessoal?

A resposta para essas questões dependerá das percepções que temos a respeito da nossa vida profissional que, muitas vezes, estão posicionadas sobre destrutivos paradigmas. Dentre as várias crenças que impedem o bem-estar no ambiente de trabalho, existem três muito comuns. Desde já, pense em deletá-las!

A primeira é a de que “Trabalho serve para ganhar dinheiro e só!“. Ela também pode ser observada em frases como “A parte boa do trabalho é o dia 5 e o dia 20” ou “eu sou somente um número“. Por essa ótica, é evidente que a pessoa não enxerga o significado nem a importância do trabalho que executa, porque sua visão está “embaçada”. É necessário romper essa barreira para recobrar a consciência em relação ao significado dele. O trabalho deve ser emancipador, mas não apenas sob a ótica financeira e sim pelo crescimento que traz ao nos colocar diante de desafios e de situações inesperadas. Lembre-se de que a atividade profissional deve ter o sentido de contribuição e de prestígio para a própria pessoa que a desenvolve. Isso traz felicidade!

A segunda crença a ser eliminada é aquela em que se condiciona a felicidade profissional a fatores sobre os quais não é possível exercer controle. Os portadores desse tipo de convicção manifestam seus sintomas por frases assim: “Esse trabalho seria muito bom, não fosse o meu chefe, o colega, o sistema, o cliente etc.” ou por falas como: “Se as coisas voltassem a ser como antes, aí sim”.

Tais profissionais posicionam-se como vítimas das circunstâncias e vivem em função de suas próprias reclamações. Eles se esquecem de que sempre há pelo que agradecer, a começar pela própria oportunidade de trabalho, passando pelo convívio com os colegas, pelos impasses que geram aprendizado, pelo salário e pela saúde para trabalhar. A gratidão desperta a felicidade! Além do que, não há tempo mais apropriado do que agora para mudar sua história. Desavenças não podem ser prioritárias ao ponto de desestimular a satisfação no contexto profissional. Se havia maior felicidade no início da carreira, é preciso refletir sobre quais elementos eram responsáveis por esse sentimento, a fim de que ele seja rapidamente resgatado.

A terceira crença leva seu adepto a imaginar que as pessoas são coadjuvantes de sua própria história. O chamado “perfil conformista” é notado em falas como “O meu tempo já passou, olha a minha idade!”; “Aqui é difícil crescer, não vou perder tempo me esforçando, nem dinheiro com estudos”; “Eu não penso em sair daqui porque todo lugar é a mesma coisa” ou ainda “O sol brilha somente para alguns”.

Os antídotos para os efeitos dessa crença estagnante são posicionar-se como protagonista de sua trajetória, assumir o controle, não se dar prazo de validade, ousar se desconfortar, pensar em mudanças, e, principalmente, provocá-las. Quando a pessoa acredita ser a única responsável por “fazer acontecer”, percebe que o crescimento no ambiente de trabalho depende de suas próprias atitudes e entende que os limites são impostos por ela mesma, a satisfação profissional aparece, sem demora!

A felicidade no ambiente de trabalho existe e é uma responsabilidade pessoal, que não pode ser delegada a terceiros ou atribuída a todo tipo de circunstâncias, como a sorte. Então, quanto à pergunta: a felicidade tem crachá para adentrar os portões das empresas? A resposta é simples: depende de você!

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– Os 4 Tipos de Chefes Mais Odiados pelos Jovens

Veja que interessante: pesquisa aponta os defeitos mais odiados dos jovens em relação aos seus chefes.

Será que o do seu superior está nesta lista?

1– Chefes ausentes da sua equipe

2- Chefes que não elogiam

3- Chefes conservadores

4- Chefes parciais no tratamento

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-4-tipos-de-chefes-que-os-jovens-mais-odeiam

OS 4 TIPOS MAIS ODIADOS PELOS JOVENS

A receita para ser rejeitado pela equipe é esquecê-la. Chefes ausentes e indiferentes são adeptos do “estilo de liderança” mais reprovado por jovens entrevistados pelo Nube, entre novembro e dezembro.

Para 57% dos 7.451 participantes da pesquisa, o pior perfil é do chefe distante e quase nunca presente. Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos externos do Nube, o resultado da pesquisa é sinal de que os jovens prezam, e muito, pela criação de relacionamentos com colegas e líderes no ambiente de trabalho.

Um chefe que não reconhece as conquistas da equipe aparece logo em seguida na escala de rejeição. Com, 20,52% dos votos, este tipo de comportamento também é altamente criticado pelos jovens, acostumados a ouvir elogios de pais e professores.

Perfis que pendem para uma atuação tradicionalista e proibitiva também recebem cartão vermelho da Geração Y. Segundo a pesquisa, 17,32% dos entrevistados rejeitam chefes que adotem este estilo mais antiquado.

A parcialidade no tratamento da equipe fecha a lista de gestão, co]m 5,14% dos entrevistados, de acordo com o Nube.

5 tipos de chefe: como a liderança impacta sua empresa?

– Experiência ou Estudo: o que vale mais para os profissionais?

Um dilema cada vez maior em nossos dias: a prática profissional ou a formação acadêmica – O que seria mais importante?

Vale a discussão, abaixo, extraído de FSP, 10/12/2017, Caderno Carreiras, C2.

O QUE VALE MAIS: HABILIDADE OU DIPLOMA?

Declaração de empresário embasa discussão sobre o peso da graduação e de especializações versus experiência e competência

Por Cris Olivette

Enquanto muitos profissionais consideram que ter uma coleção de diplomas garante sucesso na carreira, o dono da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, diz que as habilidades devem ser levadas mais em consideração do que os diplomas, na hora de contratar profissionais.

A afirmação de Musk, segundo o especialista em recuperação de empresas, Flávio Ítavo, é verdadeira quando se refere a necessidade de contratar pessoas experientes para exercer uma tarefa complexa.

“Não é verdadeira quando falamos em profissionais em início de carreira. Para esses, o diploma continua sendo importante. No meu caso, por exemplo, quando sou contratado como consultor, as empresas olham para aquilo que já realizei. Elas não vão se preocupar em olhar em qual faculdade me formei há 30 anos e quais especializações eu tenho”, diz.

Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil), Elaine Saad concorda com ele. “Para contratar alguém no início de carreira, as companhias usam o diploma como parâmetro de avaliação. Os RHs partem do principio que a pessoa que tem aquele diploma passou por aulas e provas sobre o assunto. Isso não significa que alguém sem nível universitário não tenha o seu valor.”

Segundo ela, as pessoas escolhem as profissões e depois caminham na vida profissional não necessariamente dentro da carreira escolhida, e isso ocorre por dois motivos: ou porque o trabalho a direciona para outro lado, ou porque não encontram oportunidade na área.

Elaine diz que na maioria das vezes, o que se aprende na faculdade vai ficando para trás e passa a prevalecer a atividade que a pessoa faz no dia a dia.

“Para mim, o diploma não deixou de ser importante, porque o estudo na universidade tem duas funções: estimular a capacidade cognitiva e ajudar as pessoas a se manterem atualizadas. Porém, diploma não garante que o profissional permaneça em uma companhia, ou tenha sucesso no que faz. Só estudar não capacita para o sucesso no mundo corporativo.”

Ela considera que os dois aspectos são complementares. “Conforme o momento de carreira, é possível ao RH identificar as habilidades de um candidato por meio de uma série de metodologias, que buscam a evidência do que ele está falando.”

Diretora de RH e Marketing da Manpower Group Brasil, Márcia Almström diz que o mundo está muito mais prático do que teórico. “Hoje, ter um diploma de nível superior não é sinônimo de empregabilidade. Quando pesquisamos o mercado, observamos que as demandas surgem nas áreas muito mais técnicas e especialistas. Essas qualificações têm sido as que têm gerado mais empregos”, conta.

Segundo ela, a experiência prática passou a ser um fator de inserção do jovem no mercado de trabalho. “Participamos de discussões com o MEC e representantes de vários países sobre como inserir o jovem no mercado de trabalho. Nossa contribuição para essa discussão foi a pesquisa que fizemos sobre Escassez de Talento, que aponta que há falta de talento na área técnica. E aonde tem escassez tem oportunidade de trabalho. É um desafio para as empresas, mas uma oportunidade para as pessoas. Por isso, o MEC alterou o currículo do ensino médio para oferecer formação técnica”, conta.

Márcia diz que a pesquisa feita pela Manpower aponta que o terceiro fator de maior dificuldade das empresas em preencher as vagas é a falta de experiência prática. “O que mostra o peso de se ter experiência efetiva. É indiscutível o quanto a experiência prática tem valor no currículo e na competitividade das pessoas.”

Habilidades. Ela afirma que a habilidade significa desenvolver uma expertise, o que é oferecido pelo curso técnico. “Diferentemente do curso superior, que qualifica a pessoa como médico, advogado etc. Mas esse profissional não é especialista, é generalista. Habilidade é o fazer técnico. A formação superior oferece competência.”

Elaine diz que entre as habilidades mais valorizadas pelo mercado estão: capacidade de resolver problemas e transformar uma questão complexa em algo mais simples; facilidade de comunicação e de perceber como se comunica e como o outro compreende de maneira efetiva; iniciativa; ambição – saber aonde quer chegar; capacidade de se conhecer e de entender como funciona e o impacto que causa em outras pessoas; capacidade de compreender o contexto onde está inserido; e percepção dos diferentes perfis de pessoas.

“Tem uma série de habilidades com as quais algumas pessoas já nascem e outras podem ser aprendidas, como a autoestima, que é um atributo bastante importante”, diz Elaine.

Saiba como identificar se o seu diploma é verdadeiro ou falso - cotidiano - ACidade ON Campinas

– A Carta de despedida de Flávio Gomes!

Só hoje eu li a carta escrita pelo jornalista Flávio Gomes, despedindo-se da FOX Sports, que deixará de existir em breve. E que carta!

Eu gostava do Flavinho no programa esportivo de automobilismo das tardes de sábado na Jovem Pan. Embora discordasse do seu forte posicionamento político e da falta de paciência dele no trato com haters (eu sei que isso é complicado), era um cara brincalhão demais no ar. Uma pena.

Como o mercado está difícil para o Jornalismo (a falta de espaço e o excesso de profissionais), o tom que ele escreve é de aposentadoria!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/12/09/flavio-gomes-deixa-fox-e-escreve-carta-talvez-minha-carreira-se-encerrou.htm

FLÁVIO GOMES DEIXA FOX E ESCREVE CARTA EMOCIONADA

por Gabriel Vaquer

O texto foi escrito por Flavio Gomes para ser entregue internamente para alguns profissionais do Fox Sports na última segunda (7) e obtido pelo UOL Esporte. Entre as histórias relatadas, o jornalista conta que teve um convite do então executivo que introduziu o canal no Brasil, Edu Zebini, para sair da ESPN logo no início da Fox, em 2012. Gustavo Villani, hoje na Globo e que já tinha trabalhado com Flavio Gomes na ESPN, deu uma força para ele aceitar a proposta.

“Bom dia, pessoal.
Bem, foram muitas mensagens individuais enviadas nos últimos dias, agora chegou a hora de falar com todo mundo em grupo.
Semana passada agendaram minha reunião-para-falar-do-futuro para hoje às 9h40 e na sexta-feira fiz meus últimos dois programas na Fox intuindo que seriam os últimos. Do meu jeito, em silêncio, me despedi no ar. Ontem à noite, quando saiu a escala de hoje, já soube qual seria a informação que receberia na reunião – sutileza não tem sido a marca desta fusão, eu não estava no Rádio.
Minha reunião durou exatos seis minutos, das 9h43 às 9h49, com duas pessoas queridas, o João Simões e o Maluf, com quem trabalhei por oito anos na ESPN Brasil, e o advogado que não conhecia. Não os culpo de nada, obviamente, como mensageiros que são. Meu sentimento ao desligar o Zoom – que é uma boa ferramenta para ser demitido, quase indolor – foi quase de indiferença. Coloquei a água no fogo para fazer meu café, tomei duas xícaras e vim aqui me despedir.
Vou contar uma historinha para vocês, se é que alguém terá paciência para ler este enorme relato. Escrever é minha forma de ordenar o mundo, ao menos o meu mundo.
Em 2012, quando a Fox começava a dar seus primeiros passos, eu já estava na ESPN havia sete anos e tinha um escritorinho na avenida Paulista, no mesmo prédio da Jovem Pan, o histórico Sir Winston Churchill. Quem é de São Paulo talvez conheça: Paulista, 807. Nessa pequena sala no oitavo andar eu montei minha empresa em 1996, dois anos depois de sair da “Folha” e logo que fui contratado pela Pan para fazer Fórmula 1 e apresentar um jornal de fim de tarde como âncora, chamado “Hora da Verdade”. Ali eu dava expediente, por assim dizer. Cuidava dos jornais para quem escrevia e, mais tarde, ali passou a funcionar meu site, o Grande Prêmio. Um dos primeiros funcionários a trabalhar naquilo que virou uma minúscula redação foi o Everaldo Marques. Optei por montar minha empresa lá por causa da rádio. Como tinha de entrar no ar todos os dias às 17h30, achei que seria apropriado ter como “trânsito” para chegar ao trabalho apenas o elevador.
E assim foi por 20 anos naquela salinha, a 802, repleta de quinquilharias de automobilismo, miniaturas, fotos de carros nas paredes, livros, uma bagunça fenomenal. Tinha alma, aquilo que eu chamava de “escritório”.
Mas voltemos a 2012. No térreo do edifício Sir Winston Churchill há uma galeria, que liga a Paulista à alameda Santos. Fica no coração da avenida e eu gostava de estar lá. Praticamente em frente à Gazeta, à Fundação Cásper Líbero, às escadarias onde em 2002 Lula falou ao Brasil pela primeira vez depois de eleito e vi aquilo tudo de perto trepado numa banca de jornal ao lado do meu grande amigo Fábio Seixas, vestindo a camiseta vermelha do PT (sejam curiosos, coloquem “Flavio Gomes PT” no Google e vai surgir uma foto minha nesse dia, que não sei quem tirou, mas que vira e mexe aparece no Twitter quando bolsominions de vários matizes resolvem me importunar, como se aquela imagem me ofendesse…).
Gostava de lá, do prédio, da Paulista, daquele pedacinho específico da cidade, porque gostava da sensação de que tudo que fosse importante no Brasil passaria por ali primeiro e eu poderia ver da minha janela. Pois bem. Em 2012 eu estava saindo de um pequeno restaurante na galeria, do lado da alameda Santos, quando um homem muito alto me abordou na calçada, disse meu nome, me cumprimentou e perguntou se podíamos tomar um café. Café era o que não faltava naquela galeria.
Num primeiro momento sua fisionomia não me pareceu estranha, e só por isso aceitei o café, porque aquela pessoa claramente me conhecia e seria uma deselegância de minha parte não aceitar o convite tão gentil. Demorei alguns minutos – que vergonha – para perceber que era o mesmo que conhecera mais de 20 anos antes, na TV Manchete, quando fui convidado algumas vezes como editor de Esportes da “Folha” para participar de um programa de fim de noite aos domingos, apresentado pelo dr. Osmar de Oliveira. O cara alto era o Edu Zebini. Edu provavelmente não vai ler isso, mas se ler, já peço desculpas por não ter reconhecido na hora. Desculpa, Edu!
Tomamos nosso café num pequeno… café, uai! Deve estar lá até hoje, a mesinha encostada à parede, o balcão envidraçado cheio de doces, o espresso servido com um pequeno copo com água com gás que confere a esse tipo de café alguma solenidade. Naquele dia, Edu me perguntou se eu toparia me juntar ao projeto de implantação da Fox, e se ele me autorizava a conversar com a direção da ESPN para me fazer uma proposta. Respondi que estava muito feliz na ESPN, gostava do que fazia, ganhava bem, agradeci a lembrança, mas tentei dizer com alguma delicadeza que não tinha interesse.
Não havia nenhuma razão muito especial. Naquele café com água com gás, que o Edu pagou – sempre pagou os cafés –, não fiz nenhum julgamento sobre a Fox, sobre o projeto, nada. Apenas estava sossegado no meu canto, fazendo o “Pontapé Inicial” na ESPN, ancorando as jornadas da rádio que tínhamos criado em parceria com o “Estadão”, eu gostava muito de rádio, cuidando das minhas coisas no escritorinho da Paulista… Enfim, minha vida era OK, não queria mudar muita coisa.
Pouco tempo depois fui demitido pela ESPN, em rumoroso caso que dever ser do conhecimento da maioria aqui – resumidamente, troquei ofensas com torcedores do Grêmio num sábado à noite pelo Twitter porque a Lusa foi escandalosamente roubada em Porto Alegre, alguns desses torcedores me ameaçaram de morte, disseram que iam matar meus filhos, me exaltei e mandei todos tomarem no cu; uma treta de uns três, quatro minutos, meia dúzia de mensagens, nada muito importante, mas no dia seguinte torcedores gaúchos pediram minha cabeça ao presidente do Grêmio, que repassou a solicitação à ESPN, que a atendeu com presteza. Isso foi em setembro de 2013.
Naqueles dias, o Guga Villani, com quem tinha trabalhado na ESPN, já estava na Fox e entrou em contato comigo. O Edu estava montando o elenco do Rádio e meu nome foi falado, e em uma semana, mais ou menos, estávamos tomando outro café, desta vez numa padaria na rua Turiassu. Ali acertamos meu novo contrato e eu estava empregado de novo. A estrutura de São Paulo estava sendo instalada no Bixiga, mais algumas semanas e o elenco estava fechado, nos encontramos numa loja do Shopping Paulista para montar o figurino sob a supervisão da Paula Young, alguma coisa estava nascendo ali. Em dezembro de 2013 fizemos alguns pilotos nos estúdios recém-inaugurados, fomos chamados para uma coletiva para a imprensa (da turma do Rádio, eu só tinha trabalhado antes com o Sormani, basicamente na “Folha”), e no fim daquele ano viemos para o Rio para uma sessão de fotos da qual guardo três recordações: uma, que o motorista da van que nos apanhou no aeroporto errou o caminho e levamos horas para chegar ao estúdio onde as fotos seriam tiradas, na Barra; a segunda, que fazia um calor absurdo; a terceira, que me enfiaram num blazer que batia no meu joelho e as fotos ficaram horríveis.
Em janeiro estreamos o Rádio, ainda no Fox 2, que também estava entrando no ar naquele começo de ano. Antes, conheci o casarão do Cosme Velho, onde entrei no ar pela primeira vez no Fox 1 num programa sobre o rali Dakar. De volta a São Paulo, logo o Rádio foi se firmando e passamos por bons momentos naquele cenário meio inóspito numa mesa triangular que parecia uma nave espacial. Poucos meses depois nos mudaríamos para o Rio para fazer a Copa, nossa primeira Copa, e dela tenho lembranças muito carinhosas de cada minuto vivido no IBC, os novos programas, dividir a apresentação do “Bom Dia, Copa” com a Lívia, os cafés (sempre eles!) que tomávamos às 6 da manhã na cantina do Riocentro, o primeiro contato com a turma “carioca” da Fox, onde me sentia um estranho no ninho em meio àquele jeito diferente de ser, falar, agir… Um paulista envergonhado, mas recebido com enorme gentileza por todos.
Fizemos uma grande Copa, não foi? Acho que ali atingimos, em menos de três anos no ar, uma maioridade difícil de alcançar em TV. De volta a São Paulo, o Rádio se estabeleceu como líder de audiência no horário, o canal como um todo era um sucesso, fiz coisas inimagináveis como me fantasiar de Pokemon e Penélope Charmosa, sabíamos rir de nós mesmos – uma virtude, creio –, e o que chamamos de “Família Fox” virou isso mesmo, uma divertida família comprometida com o trabalho, o ofício, a profissão.
Bem, já estou me alongando. Desculpem. Vou tentar ser menos prolixo.
Vivemos bons anos naquela pequena sede paulista, vizinha de um hotel de alta rotatividade, em frente à pequena mercearia de uma japonesa que vendia picolés e paçocas, próxima de um pé-sujo onde às vezes dava para comer um PF razoável. Até que no final de 2016 as vidas de todos nós sofreram uma reviravolta que nos fez adultos, a perda de nossas seis estrelinhas na Colômbia.
Acho que é aí que queria chegar, com este gigantesco relato.
Para quem perdeu Vitu, PJ, Jumelo, Rodrigo, Deva e Mário Sérgio da forma como tudo aconteceu, o que estamos passando agora não é nada, sendo bem racional. Conseguimos nos aprumar nos meses seguintes, e do alto de meu ateísmo militante, da minha descrença quase absoluta nas coisas que não posso ver, sinto que eles estão com a gente até hoje. Quando fui informado que teria de me mudar para o Rio, em meados de 2017, minha primeira reação foi de negar a mudança, mas fui convencido pelos meus filhos de que não era o fim do mundo. Lembro de comunicar a eles numa pizzaria que o papai ia mudar de cidade e o Yuri, o mais novo, dizer: pai, se você for com esse espírito, vai dar tudo errado. Então decidi que viria com o coração aberto. Também para fazer companhia às nossas seis estrelinhas e honrar o que eles fizeram em suas vidas.
Já tinha conhecido a sede da Barra em 2016, durante a Olimpíada. Vim em definitivo em junho de 2017 e cheguei aqui com a mesma sensação de ser um paulista estranho em meio a cariocas descolados que, desta vez, me olhariam com certa desconfiança. Um cara esquisito, cheio de carros velhos na garagem, mais velho, vindo da ESPN, meio recluso em alguns momentos – era a impressão que eu tinha a impressão de passar… Nada mais falso. Nunca ninguém me tratou como um velho esquisito recluso cheio de carros velhos, imagem que talvez eu tenha de mim mesmo.
O Rio me fez bem, nos fez bem. Decidi, aconselhado pelos meus meninos, encarar esta cidade sem preconceitos ou má vontade. Nem precisava. O Rio me ofereceu um abraço, abracei. Menos de um ano depois estava desfilando na São Clemente do nosso Eugênio numa ala cheia de amigas e amigos, um momento mágico que jamais, jamais vou esquecer.
Acho que foi na Copa de 2018 que chegamos ao auge de nossa jornada na Fox. Para alguns, foram meses de Rússia; para outros, como nós, que metemos a cara na câmera, 45, 50 dias. Nessas horas, longe de casa, mostramos o melhor de nós mesmos. A camaradagem, a cumplicidade, a solidariedade. Rosinka, Rosinka… Me joguem em Moscou com o Yandex no celular. Aliás, joguem qualquer um de nós na Rússia inteira com o Yandex no celular. Chegamos a qualquer canto, resolvemos qualquer problema, viajamos naquele metrô para onde for.

Acho que na Copa nossos laços foram definitivamente apertados, e talvez tenha sido nosso canto do cisne, porque as negociações de venda para a Disney já estavam em andamento e o destino do canal – e de cada um de nós – escapava de nossas mãos.
Bom, acabou. Há alguns dias, estive nos estúdios da Barra. Arrumei um pretexto qualquer – devolver um celular. Fiz o caminho de todos os dias, parei meu carro na garagem vazia do segundo subsolo, passei meu crachá pela última vez na catraca e fiquei lá por duas horas passeando por cada cantinho do prédio. Fui me despedir. Sou assim, com lugares. Me despeço deles e lhes presto reverência pelo que representaram na minha vida. No estúdio do Rádio, escuro e silencioso, notei que sobre a bancada ainda estavam alguns daqueles microfones cenográficos meio ridículos que fizeram parte do cenário desde sempre. Uns sobreviventes. Peguei um deles, que estava preso com fita dupla face na mesa, e resolvi levar embora. Coloquei no bolso, meio desajeitado, com medo de ser flagrado por câmeras se segurança. Bom, se alguém pedir, devolvo. Assumo o crime. Está comigo, aqui na minha frente, agora.
Obrigado a todos vocês por estes anos. Não estou triste, nem decepcionado, nem com raiva de nada. Esse processo todo chamado de fusão tem sido doloroso para todos, é mais uma extinção do que fusão, e no balanço de tudo apenas espero que aqueles que ficarem sigam firmes na carreira. A ESPN é uma boa casa, uma marca importante, vocês todos têm muita coisa pela frente. Se eu permanecesse, não tinha grandes ilusões, porém, de reencontrar a ESPN onde trabalhei por oito anos. Aquela, do Trajano, acabou. Assim como a nossa Fox. Não faz sentido querer reconstruir o passado no presente. O passado a gente olha para trás e lembra dele. Só.
Aos que saíram, e acho que nenhum deles lerá essas linhas, desejo o melhor. O melhor, sempre. Vivam, sejam felizes, mudem de rumo se for preciso. Vivam.
É muito provável que hoje, dia 7 de dezembro de 2020, às 9h49, minha carreira como jornalista esportivo tenha se encerrado. Em abril eu faria 38 anos de profissão, que começou no já bem distante ano de 1982, quando a maioria de vocês nem tinha nascido. Não tenho a intenção de arrastar correntes como um fantasma cansado em busca de uma sequência em algum outro canal, ou portal, ou YouTube, o que for. Acho que já fiz o que tinha de fazer, e me orgulho bastante dessa trajetória que termina hoje. Não tenho do que reclamar. Cobri mais de 200 GPs de Fórmula 1, Copas, Olimpíadas, eleições presidenciais, guerras, estive no jornalismo durante três décadas em que o jornalismo foi relevante, e isso me faz olhar para trás com alguma satisfação. E, mais importante de tudo, nesses anos todos conheci muitas pessoas a quem passei a amar e admirar profundamente, ainda que na maioria das vezes seja incapaz de demonstrar isso. Cada um de vocês faz parte dessa pequena multidão.
Há um escritor americano chamado Paul Auster que escreveu, num de seus livros, uma frase que costumo citar – menos por presunção, mais porque é curta e fácil de decorar. “Foi. Não será de novo. Lembre.”

Lembrarei de cada um de vocês com carinho e respeito. Lembrarei de cada momento que vivi aqui com ternura e gratidão. Obrigado por terem feito parte da minha vida. Mas obrigado, principalmente, por permitirem que eu tenha feito parte da vida de vocês.
Um beijo, sigam em frente.

FG”

Flávio Gomes fala em “fim de carreira” com saída do Fox Sports

– Os finalistas ao The Best 2020 da FIFA. Neymar fora?

Messi, Cristiano Ronaldo e Lewandowski estão entre os 3 indicados ao “The Best”, o prêmio de melhor jogador do mundo de 2020, presenteado pela FIFA.

Se a lista fosse minha, na temporada (que é o que vale), Lewa seria o vencedor, seguido por Neymar e Kevin De Bruyne. O argentino e o português, premiadíssimos, no período em julgamento, não fizeram por merecer a figuração na relação deste ano.

Aliás, se o prêmio fosse ao “funcionário do mês”, Neymar levaria fácil pelo que fez nos últimos jogos. Entretanto, a quantidade de gols do Lewandovsky dispensa qualquer elogio. Indiscutível.

Até pela idade de Messi e CR7, as portas estão se abrindo para Neymar, se mantiver o ritmo, ter chances reais de ganhar seu primeiro The Best em 2021.

– Pijama Office

Segundo a coluna “Painel S A” da Folha de São Paulo, cada vez mais o Home Office está em alta no Brasil devido à Pandemia (o que é óbvio nos dias atuais).

As últimas pesquisas mostram que cada vez mais os fatores de não necessidade de deslocamento e a possibilidade de horário mais flexível tornam essa modalidade desejada. E veja que curioso: de cada 10 pessoas, 6 trabalham de pijama!

O link em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2019/12/metade-dos-que-trabalham-de-casa-fica-de-pijama-diz-pesquisa.shtml

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