– Saiba discutir e respeite seu próximo.

Como se portar num debate? Com educação e ideias propositivas.

Cansa ver pessoas desqualificando o seu oponente com críticas à sua honra. O argumento em discussão fica esquecido pelo vício de alguém se achar acima do bem e do mal, impondo sua opinião como verdade. O país não precisa disso.

– O direito de ter opinião.

É obvio que todos nós temos direito à liberdade de expressão. Igualmente temos que levar em conta a educação e o respeito no que escrevemos para não ofender alguém com injustiças ou calúnias.

Leio esse artigo, abaixo, e observo algo interessante: a necessidade da RESPONSABILIDADE do que se fala! E isso é importantíssimo para uma sociedade mais cidadã!

Criar fake news, promover movimentos controversos e que podem prejudicar alguém, ou ainda, levantar bandeiras sem embasamento e/ou de comprovada cientificidade adversa, não seria usar o direito de expressão de maneira perniciosa?

Compartilho, extraído de: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/daniel-martins-de-souza/o-direito-de-ter-opiniao

O DIREITO DE TER OPINIÃO

Por Daniel Martins de Souza

É possível afirmar que uma das maiores conquistas da humanidade é o direto de expressar suas opiniões. Direito este que é parte da tão apreciada liberdade de expressão, garantida por lei, a todos os cidadãos brasileiros. Expressar nossa opinião tem sido ainda mais frequente na era das redes sociais, onde encontramos canais totalmente abertos às mais diversas opiniões, sem nenhuma barreira ou limite.

Algumas décadas atrás, os fóruns para expressão de opiniões que atingissem uma quantidade significativa de pessoas eram muito restritos. Alguns poucos membros da sociedade opinavam: aqueles muitíssimo poucos indivíduos que podiam escrever uma coluna de jornal ou comentar num telejornal. A grande maioria das opiniões das pessoas eram emitidas a um número muito limitado de ouvintes, numa conversa de bar, ou na mesa de jantar. Talvez num jornal local.

Em meados da década de 1990, os grandes meios de comunicação passaram a tornar a participação popular mais presente em suas programações (no caso das rádios e TVs) ou publicações (no caso dos jornais e revistas). Esta popularização passou a possibilitar que a quantidade de opiniões nos grandes meios de comunicação se ampliasse cada vez mais.

E as redes sociais, já no século XXI, vieram para coroar o direto que cada individuo tem de expressar sua opinião a milhares, milhões de pessoas potencialmente, assim como o apresentador de um grande telejornal diariamente. Este é um feito maravilhoso para a humanidade. Cada indivíduo da sociedade teria direto e é livre para expressar o que pensa (teria, pois, infelizmente, ainda não há uma inclusão digital que propicie isso de verdade à grande parte da população brasileira).

À medida que a humanidade conquista um feito, reflexos deste aparecem e temos de ir sintonizando finamente como a conquista deve ser usufruída. Creio estarmos justamente neste momento de necessidade de ajuste, pois ao passo que temos direito de ter e expressar nossa opinião, temos também de exercer maior responsabilidade sobre ela. E hoje em dia, a responsabilidade sobre o que se fala e escreve, praticamente não existe.

O que temos visto e vivenciado diariamente é um aumento no número de canais que garantem o direito da expressão de opiniões, mas muito pouca, ou nenhuma cobrança de responsabilidade sobre elas. Cada um fala e escreve o que quer e bem entende, da forma que acha mais adequado. E quando isso acontece por trás de uma tela, de um teclado, de uma webcam ou até por trás de um microfone, parece que inclusive a simpatia e cordialidade se perdem.

Algumas pessoas defendem que podem dizer e escrever o que bem entender, mesmo sem assumir qualquer responsabilidade, pois aquela é a opinião pessoal dela. Opinião esta que é parte do direito garantido pela constituição da liberdade de se expressar. Assim, ninguém tem o direto de questionar o que é dito por outrem.

Mas está justamente aí um enorme equívoco. Ao passo que temos o direito de opinar, temos o dever de nos responsabilizar pelo que dizemos. É justamente da liberdade de expressar sem responsabilidade que nascem as famigeradas “fake news”: conceitos, fatos ou notícias expressas, sem nenhuma responsabilidade com a verdade, mas fortemente tendenciosas à opinião ou intenção do interlocutor. E a partir daí, especialmente dado o infinito alcance que os meios de comunicação e redes sociais têm, temos visto enxurradas de opiniões deletérias que desmontam, com muito poder e do dia para a noite, o trabalho conceitual de séculos da ciência e da justiça social.

Tanto esta afirmação é verdadeira que hoje temos visto questões superadas pela ciência há décadas (eventualmente há séculos!) voltarem como forma de explicação para conceitos da natureza. A crença de que a terra é plana é uma das maiores evidências deste argumento. E é bem aí que está o que me fez escrever este texto: conceitos comprovados cientificamente baseiam-se em dados. Não em opinião.

Se alguém diz “na minha opinião, a terra é plana”, esta não é uma opinião aceitável. Porque a terra é comprovadamente redonda. Temos aqui então um dilema, pois, numa sociedade democrática, todos têm direito a sua própria opinião. Mas tenho eu direito a uma opinião que é comprovadamente não verdadeira? Ou ainda tenho eu direito a uma opinião não aceitável socialmente? É justamente sob a luz de exercer o direito à opinião que as pessoas praticam atitudes homofóbicas, racistas e até neofascistas nas redes sociais diariamente.

Uma opinião sólida e com poder agregador perante a sociedade e não tendenciosa à formação de uma notícia falsa é aquela baseada em dados. Dados verdadeiros, sólidos e apropriadamente interpretados. Para ilustrar este ponto, temos diversos exemplos atualmente: a última eleição presidencial nos EUA tem sido posta em xeque por alguns quanto à sua validade; o uso de urnas eletrônicas na eleição para prefeitos aqui no Brasil foi também questionado por alguns. Mas quais são os dados que comprovam – ou ao menos indicam – que as eleições nos EUA foram fraudadas ou que as urnas eletrônicas não funcionam no Brasil? Até agora, nenhum. As alegações são somente opiniões pessoais, sem base em dados. As alegações baseiam-se em sentimentos de um apoio popular não quantificado. Assim, são opiniões que tendem a gerar notícias falsas, que se espalham com grande força e rapidez, ainda mais dependendo do interlocutor que as traz.

Durante a pandemia, é acalorado o debate sobre o tratamento da COVID-19. Uma das perguntas que permeiam a discussão cotidiana é: Há algum medicamento eficaz para tratar a COVID-19? É comum ler e ouvir respostas como “na opinião do Doutor Fulano, o medicamento XYZ funciona”. Mas a questão aqui é que em termos de tratamento de uma doença, não existe opinião: ou o medicamento funciona ou não funciona, baseado em dados científicos. De maneira muito genérica, para o tratamento efetivo de uma doença, existe a necessidade de estudar em diversas fases e em diferentes modelos biológicos (células, animais até chegar em humanos) os efeitos de um composto químico (um medicamento) sobre a doença. Os dados destas investigações, conduzidas com rigor e apropriada cadência científica, é que vão definir se um tratamento é efetivo ou não. Assim, a opinião do “Doutor Fulano” só é válida se houver dados que comprovem sua afirmação. Do contrário, não importa a opinião dele. A opinião sobre um remédio só é válida se houver comprovação científica. Voltando a pergunta então: Há algum medicamento eficaz para tratar a COVID-19? A resposta é “não”, pois até hoje, não há estudo científico que comprove a eficácia de um medicamento sobre a COVID-19. E isso independe da opinião de qualquer pessoa.

Você pode ler este parágrafo acima e se contrapor, dizendo que teve COVID-19 e que se curou, por exemplo, tomando 3 copos de água a cada 1 hora. Ao passo que, na sua opinião, este seja o caminho da cura da COVID-19, esta é uma observação isolada, baseada na sua experiência, única e individual. Logo, não é uma opinião que vale como verdade. Provavelmente nem seja uma opinião segura e responsável. Para comprovarmos se 3 copos de água a cada 1 hora tem a capacidade de curar a COVID-19, um estudo sistemático e com rigor e design científico deve ser conduzido em centenas de milhares de pessoas. As observações clínicas e sintomatológicas serão coletadas por cientistas capacitados para interpretá-los e somente a partir destes resultados poderíamos afirmar se esta seria uma maneira de curar a COVID-19. Assim, será que alguém tem direito de ter a opinião que 3 copos de água a cada hora curam a COVID-19? Frente a responsabilidade envolvida neste caso, talvez esta não seja uma opinião que tenhamos direito de ter. É uma situação na qual a responsabilidade pela opinião impacta o seu direito constitucionalmente garantido de expô-la.

Nós vivemos em uma era na qual nunca tanta informação esteve tão disponível. Todas as enciclopédias do mundo e as experiências pessoais da humanidade estão nas palmas de nossas mãos. Na era da informação, a maneira com a qual se usa o conhecimento determina se é bom ou ruim ter tanta informação disponível. Dentre os tópicos mais discutidos da humanidade nas últimas semanas estão as vacinas para preveção da COVID-19. E o assunto vacina nos traz novamente para a discussão sobre como o obscurantismo pode ser cultivado, mesmo em tempos de tanta luz. Há uma crença, posta justamente por pessoas que expõe opiniões de forma irresponsável, de que vacinas fazem mal às pessoas. Este é um argumento insustentável cientificamente. Assim, não deve ser uma opinião válida. Grande parte da “opinião” sobre o eventual mal que as vacinas fazem vem de crenças pessoais ou do fato de dados científicos serem interpretados equivocadamente.

Certa vez li um blog anti-vacina que explicava o porquê uma vacina faz mal. Ao ler o texto, pude perceber que o autor, apoiado num texto científico legítimo, interpretou-o de maneira escandalosamente equivocada. E assim espalhou pela web sua interpretação: estudo científico mostra que vacinas causam doenças. O autor do texto era um advogado. Em posse de dados que esta pessoa não tem preparo técnico para interpretar – afinal, o estudo científico havia sido conduzido por imunologistas, cuja formação é muito distinta – gerou um entendimento incorreto e perigosíssimo, pois sua interpretação apoiava-se justamente em um texto científico. E tudo que clamo aqui é “confie na ciência”. E quando alguém usa a ciência pra justamente sustentar um argumento errado? Especialmente para defendê-lo a outras pessoas que também não tem as melhores condições para interpretá-lo? Este é um exemplo de como o acesso a muita informação pode ser deletério. É importantíssimo, portanto, que usemos filtros adequados no acesso a informação. Eu como bioquímico, por exemplo, não tenho a menor condição de ler um texto jurídico e interpretá-lo. Assim, devo procurar um canal, certificado e conduzido por especialistas no assunto, que o façam. Do contrário, as pessoas podem até se apoiar em dados científicos, mas para conclusões equivocadas. E pior, difundindo estes equívocos nas redes sociais, por exemplo, gerando uma falsa sensação de confiança em quem lê.

Abro um parênteses: o que discuto aqui versa sobre o conceito de vacina. Isso não tem a ver com a preocupação sobre a segurança e eficácia das vacinas que estão sendo produzidas para COVID-19. Sem sombra de dúvidas, as vacinas que estão sendo aceleradamente produzidas precisam ter sua eficácia comprovada, com estudos científicos robustos e rigorosos, seguindo o ritmo da ciência. Preocupar-se e cobrar das autoridades a eficácia e segurança das vacinas para COVID-19 é importantíssimo e até um ato de cidadania de cada um de nós. Com isso, a ciência é capaz de nos ajudar. E tem nos ajudado. Veja o quanto descobrimos sobre esta doença todos os dias.

Depois de argumentar que a falta de formação para a compreensão de determinada pauta é a causa pela qual conceitos errados se espalham, é necessário lembrar que o ser humano, inteligente como é, pode manipular a informação em prol de seu próprio benefício. É comum ver indivíduos cientificamente letrados defendendo causas que não têm embasamento científico, usando justamente suas credenciais como cientista para dar força a seus argumentos. Lembrem-se sempre que o uso da informação para promover desinformação nem sempre é ignorância, mas uma estratégia, ainda mais em tempos de acirradas e polarizadas discussões de cunho político.

Voltando a atenção ao direto à opinião e o incrível alcance das redes sociais, é observável como conceitos incrustados na sociedade brasileira como o racismo e o preconceito contra as classes menos favorecidas emergem em tempos de crise. Quando tudo vai bem – especialmente em termos econômicos – há menor polarização de opiniões e maior paz social. Quando a economia sucumbe ou situações como a atual pandemia emergem, há sempre a busca por culpados para aquelas situações. E é neste momento que invariavelmente estes conceitos reaparecem com muita força. O grande alcance das redes sociais une as opiniões, aumentando o eco significativamente. O eco é tamanho que a sinceridade daquele individuo que exprime uma opinião – que deveria ser socialmente inaceitável – é taxada como autêntica e não desprezível, como se esperaria ser. E esta bizarra espécie de selo de autenticidade é que mostra as entranhas preconceituosas do povo, eclodidas violentamente nas redes sociais. Quando a economia brasileira vai mal, as políticas governamentais integrativas – chamadas sarcasticamente de populistas – são culpadas. E por conseguinte, as classes desfavorecidas são culpadas pelo fracasso econômico daquele momento. Isso demonstra não só preconceito, mas a falta de conceitos das pessoas ao ignorar que promover maior igualdade de classes é necessário para a saúde da sociedade em todos os aspectos. Quando a diferença social é grande, não há paz e equilíbrio econômico. Para diminuir a desigualdade social, é natural que deva haver políticas promotoras desta noção. Momentos de crise, somadas a uma sociedade preconceituosa com ferramentas de alcance em massa pode realmente polarizar opiniões de forma deletéria.

Mas como resolver isso tudo? Como eliminar o obscurantismo, representados recentemente por conceitos como os de terra plana e movimento antivacinas? Como levar aos cidadãos o conceito do opinar responsável, baseado em dados e não em crenças? Como mostrar aos cidadãos que a ciência é confiável, dado seu rigor e imparcialidade? A resposta é sempre a mesma: educação. A educação é a resposta para todos os nossos problemas, inclusive os tantos outros que transcendem esta discussão. Além de uma educação que preze por dados e comprovações sólidas, é necessária uma educação que cultive o respeito à opinião do próximo e à diversidade de ideias. Com educação de qualidade e pautadas à luz da ciência e de conhecimento sólido, a população terá discernimento sobre manobras de desinformação.

Temos o direito a uma opinião? Claro! O ideal é que cada um de nós expresse sua opinião para um indivíduo, a um grupo ou ao mundo, usando a potência de alcance das redes sociais. Mas a responsabilidade de uma opinião, munida de dados confiáveis, é algo central para um mundo justo. O direito à opinião é um legado que deve ser perpetuado na humanidade. Mas com sempre com respeito e responsabilidade.

Cuidado com opiniões e relatos de caso - Ortodontia Descomplicada

Imagem extraída de: http://ortodontiadescomplicada.com.br/cuidado-com-opinioes-e-relatos-de-caso/

– E a Proclamação da República? Como foi?

Dando uma fuçada na Internet, achei o interessante blog do prof Bruno Viveiros, que conta detalhes do Golpe de Estado que levou o Brasil a trocar o Império Monárquico pela República Democrática.

Vale a pena dar uma visitada, em: http://proclamacaorepublicaportal.wordpress.com

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Na metade do século XIX, a urbanização e as transformações econômicas que ocorreram provocaram mudanças na sociedade brasileira e com isso novas aspirações e interesses foram gerados. A nova elite cafeeira do Oeste Paulista exigia a abolição da escravatura e maior participação política, já que São Paulo era o estado que sustentava a maior parte da economia do país. As camadas médias urbanas também aderiram a essas reivindicações, pois desejavam chegar ao poder. Incapaz de atender às novas aspirações sociais e de se modernizar politicamente, o governo imperial entrou em crise e transformou-se em República em 1889.

Os republicanos insistiram para que Marechal Deodoro da Fonseca chefiasse o movimento revolucionário pela transformação do Brasil de monarquia em república. Depois de boatos sobre a pretensão de prisão de Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, os revolucionários resolveram antecipar o golpe de estado e, na madrugada do dia 15 de novembro, os revolucionários deram início ao movimento. Os revolucionários ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro, depois o Ministério da Guerra e no Paço Imperial. Floriano Peixoto recusou-se a obedecer às ordens de Visconde de Ouro Preto (primeiro-ministro), que o havia mandado atacar as tropas inimigas assim como fez na Guerra do Paraguai, dizendo assim: “Sim, mas lá (no Paraguai) tínhamos em frente inimigos e aqui somos todos brasileiros!”, e em seguida aderiu ao movimento dando voz de prisão a Visconde de Ouro Preto.

Na tarde de 15 de Novembro de 1889, solenemente na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi proclamada a República, sendo redigida nesta  noite a proclamação oficial da República dos Estados Unidos do Brasil, que saiu em todos os jornais no dia seguinte, informando ao povo da mudança do regime.

Dom Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio de Janeiro quando foi informado do golpe de estado e procurou anunciar um novo nome em substituição ao de Visconde de Ouro Preto. Porém, com o boato de que Dom Pedro escolheria Gaspar Silveira Martins, inimigo político de Deodoro da Fonseca, este aderiu definitivamente a causa republicana. Com isso, Dom Pedro II decidiu não oferecer resistência e, no dia seguinte, recebeu uma comunicação, dando ciência da proclamação da república e ordenando sua partida para a Europa. A família imperial brasileira retornou novamente ao Brasil somente na década de 20.

Assim sendo, a Proclamação da República Brasileira aconteceu em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, onde foi instaurado o regime republicano, derrubando a monarquia de Dom Pedro II. Foi liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca que deu um golpe de estado. No mesmo dia, foi instituído um “governo provisório” republicano, onde Marechal Deodoro da Fonseca era o presidente e Floriano Peixoto o vice-presidente.

Que legal o belo Hino da República. Minha parte preferida: 

“Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!z”.

Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=v64YLLd-ueA

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– Cada Xarope nesse Brasil…

Alguns querem parar o país entendendo que o relatório das Forças Armadas alegou fraude nas Eleições. Confesso que ao ler, não interpretei isso…

Outros, querem colocar busto para Alexandre de Moraes em praças. É mole?

Enlouquecemos? Ou só são os extremistas (independente de lado)?

Veja só: https://olivre.com.br/deputado-do-pt-quer-construir-bustos-de-alexandre-de-moraes-em-pracas-publicas?amp=1

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

– Teorias conspiratórias da “não-posse” de Lula.

As eleições se realizaram, gostemos ou não, com a vitória de Lula. Eu ainda acho que não temos uma pessoa honesta, competente e que transmita credibilidade no Brasil, e lamento a polarização de Luís Inácio e Bolsonaro.

Porém, num país civilizado, não se pode forçar situações. E vejo um monte de teorias alucinadas na Web… que Alexandre de Moraes está com a prisão decretada, que houve a interferência da CIA no processo eleitoral, que Bolsonaro venceu com 65% dos votos já no 1o turno, e que segunda-feira os militares tomarão o poder após uma greve geral.

Para com isso… não se leve a sério essas coisas.

Preocupemo-nos em coisas mais reais: ao invés de golpe ou fraude, a fiscalização de um presidente corrupto que voltou ao poder. Veja José Guimarães (do inesquecível episódio do Dólar na Cueca) logo no primeiro discurso após a vitória. Ou o apoio de Geddel Vieira Lima, o homem da mala de dinheiro!

Gastemos tempo com o que é verdade (e temível), não com delírios. Afinal, negou-se tanta coisa e agora acredita-se em tantas outras…

Negacionismo Científico e Teorias da Conspiração

Imagem extraída de: https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/negacionismo-cientifico-e-teorias-da-conspiracao

– Sem extremismos!

Meses atrás, surgiu um vídeo de pessoas chutando algo, representando “a cabeça de Bolsonaro” como uma bola.

Ridículo.

Agora, Nelson Piquet aparece sugerindo Lula morto. Igualmente ridículo.

É esse país odioso que queremos ensinar para os nossos filhos?

Lamentável…

– Quando suas Preferências o tornam ignorante por culpa das Redes Sociais!

Publicado originalmente há 3 anos, mas com uma temática bem atual…

As redes sociais estão por trás do fanatismo de muitos. Em especial, os algoritmos do Facebook, onde você lê o que “só se quer”.

Pegue Haddad ou Bolsonaro na última Eleição Presidencial: se você tem preferência por um deles, as publicações que lhe aparecem são de louvor ao amado e demonização ao outro. Não existe bom senso!

Aliás, o Internauta centrado, que tem espírito crítico aguçado, é obrigado a receber publicações dos dois lados! E isso cansa.

Talvez o texto abaixo, publicado na Folha de São Paulo em 12 de Outubro passado (5 dias depois do 1º turno presidencial), diga muita coisa sobre essa bolha criada pelas Redes Sociais (e aqui a observação é precisa, independente da preferência política da autora do texto). 

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/fernandatorres/2018/10/bolha.shtml

BOLHA

Por FERNANDA TORRES

WhatsApp, fake news e engajamento dos cultos evangélicos ganharam de lavada as eleições

No programa de David Letterman na Netflix, Barack Obama cita um teste realizado pela Casa Branca durante a Primavera Árabe, que pretendia avaliar o poder de direcionamento do algoritmo nas redes sociais. Internautas de direita, de esquerda e de centro digitaram a palavra Egito, a fim de descobrir o que cada segmento obteria como resposta.

Os conservadores foram direcionados para links relacionados ao terrorismo, ao jihad e à ameaça muçulmana. A busca dos progressistas resultou em notícias que festejavam o levante egípcio como um auspicioso despertar do mundo árabe. Já os de centro foram brindados com inofensivos sites turísticos, que anunciavam os “Best Places to Visit in Egypt”.

Vivemos isolados em bolhas de preferência, ignorando, por completo, a do vizinho.

Quem esteve presente na manifestação do #EleNão vivenciou uma multidão pacífica de senhoras, senhores, crianças e militantes feministas. Os que não foram às ruas viram versões distorcidas de meninas de peito de fora, enfiando crucifixos no meio das pernas, fumando maconha e clamando pela volta de Satanás.

A assombrosa alavancada de um candidato a governo do Rio de Janeiro, o ex-juiz Wilson Witzel —que, em dois dias, atingiu 39% de preferência nas urnas—, prova que os métodos de convencimento da velha política foram parar na lata de lixo da história.

O WhatsApp, as fake news e o engajamento dos cultos evangélicos ganharam de lavada as eleições de 2018.

Num vídeo gravado, Witzel se dirige à Polícia Militar, prometendo extinguir a Secretaria de Segurança Pública para eliminar a má influência dos políticos nos órgãos de policiamento investigativo e ostensivo.

A medida, acredito, receberá o apoio de uma massa de eleitores que associam a política ao crime. Um cidadão que, fora de sua bolha, levantar a voz em favor da secretaria de Segurança corre o risco de ser crucificado pela conivência com a corrupção.

A classe artística, cuja opinião vem sendo inoculada pelo simples teclar de dez letras: Lei Rouanet, tem enfrentado rejeição semelhante à da política.

No último debate presidenciável, na TV Globo, os candidatos presentes repetiram a retórica de acusações ao PT e ao PSDB, além das réplicas do Lula Livre. Indefesos diante da nova máquina eleitoral, eles pareciam falar do túnel do tempo do milênio passado.

Os grupos fechados do meu celular aplaudiram o discurso de Boulos contra a ditadura militar, mas a indignação morria ali, entre muros. A ditadura não está na pauta dos que cresceram na redemocratização com o celular em punho. A Lava Jato e a crise na segurança, sim.

O golpe de 1964 e o AI-5 são tão distantes da experiência histórica dos que têm menos de 40 anos quanto Juscelino, o tenentismo e a política do café com leite.

No colégio abastado do filho de um amigo meu, todos os garotos de 18 que votaram no partido Novo migrarão para o PSL, convencidos de que a aliança do livre mercado com a “sociedade de bem” armada trará benefícios para o país.

Nenhum deles se preocupa com uma possível ascensão de forças paramilitares —muito menos com a perseguição a grupos identitários. Tudo é visto como petismo travestido de mimimi humanitário para esconder os anos de roubalheira.

O que impressiona é perceber que, assim como na eleição de Donald Trump, os chamados progressistas, que deveriam estar atentos ao futuro das novas mídias, permaneceram fiéis aos mesmos instrumentos de divulgação de ideias do tempo da vovó menina.

Enquanto isso, a ultra direita vem agindo cirurgicamente, há bastante tempo, em dois campos aparentemente antagônicos e difíceis de serem vencidos agora: a inteligência artificial e a fé em Cristo, em voga desde o fim da Antiguidade.

Vai encarar?

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Charge de Thiago Lucas

– No fundo, trocamos seis por meia dúzia.

O Brasil trocou uma “lunaticocracia”, formada por um bando de radicais, pela volta de uma “cleptocracia“, formada por um bando de corruptos.

Geddel Vieira Lima, o da mala de dinheiro vivo, estava ao lado de Lula no discurso da vitória. Mas quem é Bolsonaro para falar sobre dinheiro vivo?

A corrupção de Lula no Mensalão, Petrolão, Máfia dos Sanguessugas, conluio de Construtoras e Bancos (e por mais que alguns se esforcem em negar esses fatos, o dinheiro não “criou pernas e foi para o estrangeiro sozinho”, já que foi repatriado pela Lava-Jato), proporcionou o surgimento de Bolsonaro. E Bolsonaro, com a cloroquina, a teimosia e birra na pandemia, recriou Lula (somado ao fato de brigar com o STF que, evidentemente, “descondenou” Luís Inácio para concorrer nas Eleições).

Em suma: trocamos o populismo de Esquerda pelo da Direita, e agora voltamos no mesmo lugar de antes. Passamos por corrupção, intolerância e incompetência, e ainda… festejamos!

O Brasil está perdendo desde que nos polarizamos. Simples.

Eu desejo um nome honesto, competente e que tenha credibilidade para 2026. Não vi em 2022. Vou torcer para que Lula não faça cáca e nem remonte o esquema de corrupção, da mesma foram que torci para Bolsonaro não fanatizar o Brasil e criar uma teocracia à moda dele. Afinal, precisamos torcer para que o país dê certo (apesar desses senhores políticos).

Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno neste domingo (30) - Ricardo Stuckert e Divulgação/Palácio do PlanaltoImagem extraída de: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2022/10/29/atlas-pesquisa-segundo-turno-lula-bolsonaro.htm, por Ricardo Stuckert e Divulgação/Palácio do Planalto.

– Teremos 4 tristes anos para o Brasil (independente de quem for o novo presidente)

Agora: 19h12. Tudo indefinido na apuração para Presidente da República. Mas uma coisa é certa: o país se dividiu.

Diz-se que toda a unanimidade é burra, e isso é uma verdade popular. Entretanto, a divisão 50-50 como vemos, torna o país ingovernável. Não sei quem ganhará para presidente, mas é lógico que quem já perdeu foi o país.

De novo, 4 anos de “eles contra nós”, de Esquerda contra Direita (e vice-versa).

No mundo imaginário, seria ótimo quem quiser Lula ou Bolsonaro como seu líder, que o tenha – assim não teríamos briga. Mas é ilusório isso…

Em tempo: o vencedor terá a maioria dos votos válidos, mas matematicamente, a sua votação será menor do que o desejo da maioria dos eleitores (pois se conta os votos adversários, dos “tanto-faz” que não escolheram e/ou dos que anularam, além dos faltosos).

Imagem extraída de: https://qualidadeonline.wordpress.com/2014/06/04/os-requisitos-para-a-bandeira-brasileira/

– As coisas proibidas pela Coreia do Norte!

O regime norte-coreano de Kim Jon-un é ditatorial ao extremo. Mas além de assustar o mundo com seu desejo doentio de explodir mísseis, é marcado pelas mais diversas proibições.

Olha só cada maluquice,

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/05/21/conheca-13-coisas-que-voce-faz-todo-dia-e-sao-ilegais-na-coreia-do-norte.htm?cmpid=tw-uolnot

CONHEÇA 13 COISAS QUE VOCÊ FAZ TODO DIA E SÃO ILEGAIS NA COREIA DO NORTE:

A Coreia do Norte é um dos países mais isolados do mundo. Comandado desde 2011 por Kim Jong-un, o terceiro “líder supremo”, o país tem uma legislação rigorosa sobre atitudes consideradas simples e corriqueiras em países democráticos.

As atividades consideradas ilegais podem ser punidas com trabalhos forçados, prisão e pena de morte. Muitas das execuções são públicas. Os campos de detenção do país –muitas vezes com trabalhos forçados– são secretos, porém alguns desertores já relataram à ONU (Organização das Nações Unidas) os horrores do que ocorre por lá.

Veja abaixo 13 atividades simples que são consideradas ilegais no país liderado por Kim Jong-un:

1) DORMIR DURANTE UMA REUNIÃO: dormir enquanto o chefe fala? Nada disso. O ministro da Defesa da Coreia do Norte foi executado com um tiro de bateria antiaérea em frente a centenas de pessoas por ter mostrado deslealdade ao presidente. Segundo o serviço secreto sul-coreano, Hyon teria adormecido durante um evento com Kim Jong-un e não cumpriu ordens.

2) TER O MESMO NOME DO LÍDER DA NAÇÃO: chamar-se Dilma ou Temer aqui no Brasil é permitido, por lá ter o nome Kim não pode. A proibição foi emitida há mais de 3 anos –um ano antes de que o ditador assumisse o poder no lugar do pai, Kim Jong-il. O regime totalitário, caracterizado pelo extremo culto à personalidade dos líderes da dinastia Kim, exigiu que todos os cidadãos que se chamam “Kim Jong-un” mudem de nome “voluntariamente”, segundo o decreto, para destacar a personalidade única do “líder supremo”.

3) TER UMA BÍBLIA: em 2014, o americano Jeffrey Fowle, ficou preso por cinco meses na Coreia do Norte depois de deixar uma Bíblia no banheiro de um restaurante. Fowle, 56, foi preso por violar as regras de pregação religiosa do regime. Embora haja igrejas na Coreia do Norte, elas estão todas sob controle do Estado e o regime totalitário proíbe manifestações independentes de religiosidade.

4) TER UM PARENTE CRIMINOSO: segundo a lei norte-coreana, os familiares de alguém acusado por um crime são automaticamente considerados corresponsáveis. Como no conceito de Sippenhaft da Alemanha nazista, a argumentação é que em suas veias corre o sangue do criminoso.

5) ESCOLHER SUA PROFISSÃO: após concluir o estudo secundário e o serviço militar, com apenas 18 anos, Ahn Myeong Cheol, atualmente morando na Coreia do Sul, foi designado guarda de um campo de prisioneiros políticos, onde as regras eram extremamente rígidas.

6) USAR BIQUÍNI: as mulheres são proibidas de mostrar o umbigo no país de Kim Jong-un, mostrando o profundo conservadorismo que impregna esta sociedade comunista na qual a retidão moral é tão sagrada quanto a revolução.

7) ASSISTIR FILME OU OUVIR MÚSICA DE FORA DO PAÍS: na Coreia do Norte, assistir ou ouvir mídia estrangeira é considerado crime contra o Estado, passível de trabalhos forçados, prisão e até morte. A despeito disso, a popularidade dos filmes e programas de TV internacionais –contrabandeados para o país em pendrives e CDs e vendidos no mercado negro– não para de crescer. Existem níveis diferentes de punição. Se você for apanhado com um filme russo ou de Bollywood [Índia], é enviado para a prisão por três anos, mas, se o filme for sul-coreano ou americano, você é executado.

8) SORRIR, BEBER E FALAR ALTO EM DATAS ESPECÍFICAS: desde 1994, quando os norte-coreanos perderam seu primeiro líder, a cada 8 de julho está proibido sorrir, levantar a voz na rua, beber álcool ou dançar, embora ninguém cogite fazê-lo “porque todo o país está de luto”.

9) PORNOGRAFIA: pessoas são executadas publicamente por distribuir material pornográfico ou se prostituir. As execuções públicas são usadas como medida extrema do governo para suprimir as chamadas desordens públicas ou “formas aceleradas de capitalismo” no país.

10) DIRIGIR: só funcionários do governo têm permissão para ter um carro. É estimado que apenas uma a cada 100 pessoas no país tenha carro. As mulheres também são proibidas de dirigir, apesar de serem as guardas de trânsito.

11) LIGAR PARA FORA DO PAÍS: fazer uma ligação para alguém fora do Coreia do Norte pode levar à morte. Em 2007, um homem foi morto a tiros dentro de um estádio por fazer inúmeras chamadas internacionais.

12) DEIXAR O PAÍS: os norte-coreanos são proibidos de deixar o país sem permissão. Nem sequer passar um feriado na vizinha Coreia do Sul: certamente você será caçado.

13) ENTRAR NA INTERNET: Facebook? Mandar um inocente e-mail? Tuítar? Nada disso é possível no país de Kim Jong-un, que não tem internet livre, apenas um portal de propaganda estatal. Somente o governo, a elite, estrangeiros e jornalistas a trabalho têm acesso a conteúdo online, mas em uma rede com velocidade bem baixa.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– O debate entre Lula e Bolsonaro no 2º turno na Globo.

E o Debate dos candidatos a Presidente do Brasil?

Uma afronta à inteligência, com horas de populismo, demagogia, acusações e falta de propostas.

Uma vergonha que tenham sobrado dois homens sem conteúdo e com tantas reticências (e resistências). Será que eles pensam que todos os brasileiros são bobos?

Um dos piores embates já vistos. Aliás, no primeiro bloco, pareceu que não sairia do lugar um contra o outro na mesma temática insistente.

Pobre democracia brasileira… parece que vivemos na Suíça hoje. Igualmente a ontem.

Para quem não assistiu, em: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/noticia/2022/10/28/debate-da-globo-do-2o-turno-para-presidente-veja-integra-em-videos.ghtml?UTM_SOURCE=copiar-url&UTM_MEDIUM=share-bar-app&UTM_CAMPAIGN=materias

– Para mim, é censura. E pra você?

Rapaz… a decisão contra a JP de senhores togados em proibir algumas reportagens (como o assunto “condenação de Lula”) e outros que remetam a críticas e até a termos / vocábulos, é algo preocupante.

  • O cara não gosta da Folha e a chama de “esquerdista”? Não a leia.
  • O sujeito não gosta da Jovem Pan por ser “direitista”? Não a escute.
  • O cidadão acha que a Globo está “fazendo campanha” para alguém? Não a assista.

O que não pode, simplesmente, é censurar! Ainda mais no século XXI…

Ditadura militar: confira 8 casos de censura em novelas - Mega Curioso

Imagem extraída de: https://www.megacurioso.com.br/artes-cultura/119441-ditadura-militar-confira-8-casos-de-censura-em-novelas.htm

– O plano de Educação Familiar do Governo Chinês.

Do ano passado, mas nada mais se soube… abaixo:

Limitação de tempo de jogos pela Internet, fim do culto às celebridades da mídia, cuidados para a adoração de pessoas como se fosse “ópio espiritual”, aumento de tempo de recreação com atividades físicas e mais masculinização dos homens: eis alguns pontos da nova lei de Educação Familiar na China, que pode levar os pais à punição, caso os filhos não os cumpram.

Diante disso, uma questão, independente da lei: até onde um Governo pode ou deve regular a relação íntima de pai, mãe e filhos?

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/china-elabora-lei-para-punir-pais-por-mau-comportamento-dos-filhos/

CHINA ELABORA LEI PARA PUNIR PAIS PRO MAU COMPORTAMENTO DOS FILHOS

O parlamento da China vai analisar uma legislação para punir os pais se seus filhos pequenos exibirem “comportamento muito ruim” ou cometerem crimes.

No projeto de lei de promoção da educação da família, os tutores serão repreendidos e obrigados a passar por programas de orientação de educação da família se os promotores encontrarem um comportamento considerado “muito ruim ou criminoso” nas crianças sob seus cuidados.

“Há muitas razões para os adolescentes se comportarem mal, e a falta de educação familiar inadequada é a principal causa”, disse Zang Tiewei, porta-voz da Comissão de Assuntos Legislativos do Congresso Nacional do Povo (NPC).

O projeto de lei de promoção da educação familiar, que será analisado do Comitê Permanente do NPC nesta semana, também pede aos pais que providenciem tempos para descanso, brincadeiras e exercícios para seus filhos.

Pequim tem conduzido a China com uma mão paternal mais assertiva neste ano, combatendo o vício dos jovens nos jogos online, que são considerados uma forma de “ópio espiritual”, até reprimir a adoração “cega” de celebridades da internet.

Nos últimos meses, o Ministério da Educação chinês limitou as horas de jogo para menores de idade, permitindo-lhes jogar online por uma hora apenas às sextas, sábados e domingos.

O país também proibiu aulas de reforço depois de aulas para matérias importantes durante o fim de semana e feriados. A decisão demonstra uma preocupação com a pesada carga acadêmica sobre as crianças do país.

A China tem pedido aos jovens para serem menos “femininos” e mais “masculinos”. Em uma das medidas adotadas pelo país, o Ministério da Educação instou as escolas a promoverem esportes presenciais, como o futebol.

China: governo, economia, aspectos naturais - Brasil Escola

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/china-1.htm

– Você acredita que os eleitores que votaram em Lula ou em Bolsonaro no 1º turno, mudarão o voto?

Eu não! Nesse extremismo político, o cara é Lula ou é Bolsonaro de verdade. Portanto, nos debates, se os candidatos ficarem na mesma estratégia de sempre, estarão falando para quem já são seus eleitores e agradando somente a eles.

Para conquistar os indecisos e/ou quem votou em Tebet, Ciro ou Soraya, há de se mudar o discurso. “Falar para quem já é convertido, é chover no molhado.”

Arte e Imagem: Ricardo Stucker e Alan Santos/PR, extraído de: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2022/10/01/ultimo-datafolha-ipec-o-que-pesquisas-apontaram-em-2018.htm

– O debate do 2º turno na Band: deu Lula ou deu Bolsonaro?

Muitos ataques e poucas propostas no Debate da TV Bandeirantes, com os 2 candidatos se criticando bastante e criando suas narrativas.

Lulistas dirão que Luís Inácio venceu. Bolsonaristas dirão que Jair Messias foi o vencedor. E pra você, quem ganhou?

Para mim, o ponto alto foi a pergunta do Josías de Souza, que questionou sobre os métodos de Lula e Bolsonaro na hora de “comprar apoio do Centrão”!

Para quem não assistiu o debate, aqui: https://youtu.be/iYVk1CeIs60

– O futuro presidente será o escolhido pela minoria da população.

O último dado oficial brasileiro mostra: nossa população é de aproximadamente 215 milhões de habitantes.

Desse total, são 156.454.011 eleitores (segundo o IBGE, 72% da população).

No último pleito,
57.259.504 votaram em Lula.
51.702.345 votaram em Bolsonaro.
32.672.798 (20,89 % dos habilitados) não foram votar.
9.316.711 votaram em Tebet , Ciro, Soraya, D’ Ávila, Kelmon, Péricles, Manzano, Vera Lúcia e Eymael.
5.452.653 votaram em Branco ou Nulo.

Ou seja: o eleito será escolhido pela maior parte das pessoas (das diversas partes possíveis), mas não pela maioria delas. Só teremos um presidente eleito pela maioria dos eleitores habilitados brasileiros se receber 78.202.006 votos.

Portanto, pela lógica, a maioria dos brasileiros terá escolhido (vejam só) outras opções do que o eleito (o adversário perdedor, somando os brancos e nulos, mais os eleitores que não forem votar).

Em resumo: o eleito (qualquer que seja) será um presidente da minoria da população.

História das eleições no Brasil - Brasil Escola

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/historia-das-eleicoes-no-brasil.htm

– O Debate dos Candidatos à Presidência na Globo.

A democracia pede que ouçamos a todos. Assim, os diversos candidatos ao cargo de Presidente da República estiveram na Rede Globo, desde os mais polêmicos aos mais folclóricos.

Se você não assistiu, está em: Debate da Globo para presidente; veja íntegra em VÍDEOS | Eleições 2022 | G1 https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/noticia/2022/09/30/debate-da-globo-para-presidente-veja-integra-em-videos.ghtml

Eu quero um candidato honesto, competente e que tenha credibilidade. Mas não consigo achar…

– Defendamos sempre a Democracia, mas com coerência.

Defender a democracia é importante. Isso foi feito na Faculdade de Direito da USP na última 5a feira.

Entretanto… que não seja um movimento demagógico. E me causa espanto dizer que a pessoa “apoia a democracia, e louva ditaduras como Cuba, Venezuela ou Nicarágua”.

Sejamos coerente, né? E defendamos realmente a democracia, em qualquer momento.

Bandeira do Brasil: origem, significado e história - Toda Matéria

Imagem extraída da Web.

– Por quê a Política exige dois lados no Brasil?

Nunca tivemos uma dualidade política tão tomada pelo fanatismo no Brasil quanto agora. A Direita e a Esquerda radicais obrigam a pessoa responder “na lata”: Bolsonaro ou Lula?

Se você critica um, automaticamente te rotulam como “simpático a outro”. Nada disso, existem inúmeras outras correntes e formas de se pensar e viver – sem extremismo ou, por incrível que possa parecer, com maior ainda em alguns casos.

O certo é: não se rotule o próximo e respeite quem pensa diferente de você. O grande problema em nosso país tem sido a discordância de opiniões (que deve ser válida) baseada no ódio (ao invés do respeito).

Resultado de imagem para Extrema Direita ou Extrema Esquerda

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– A Gestão Compartilhada está em alta!

Quando se fala em democratização no gerenciamento organizacional, você encontrará termos como “administração participativa”, “gestão horizontal” e “organizações de hierarquia mínima”. Não importa, falamos da mesma coisa: o compartilhamento de ideias, decisões, soluções e criações.

As grandes empresas globais adotam isso, que são os modelos baseados no que fazem  “Google” ou da “Netflix”, mostrando como chefes e subordinados se relacionam beirando a informalidade e dividem a cumplicidade de ações.

Pois bem: na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Julho/2018), em matéria de Lara Silbiger, o assunto é tratado bem didático.

Por exemplo: “administrar compartilhando” seria ideal para a empresa que…:

  1. Confia nos funcionários. Para abrir mão do controle tradicional, o empreendedor precisa ver os empregados como pessoas responsáveis, criativas e capazes de tomar decisões.
  2. Estão dispostas a apostar na distribuição das atividades de gestão entre equipes habilitadas e definir prioridades a planejar e a tomar decisões.
  3. Investem no engajamento e na formação de pessoas, uma vez que a adesão à gestão descentralizadas pressupõe uma chuva de aprendizagem.
  4. Adotam avaliações de desempenho e reuniões de Feedback para fazer uma leitura mais precisa de quanto cada pessoa colabora para os resultados.
  5. Estão dispostas a discutir se a remuneração dos funcionários reflete, na mesma proporção, o valor que eles agregam aos resultados do negócio.
  6. Têm como alicerce uma gestão baseada em princípios de governança, como ética, responsabilidade, compliance e respeito à sustentabilidade.

Além disso, os modelos de gestão compartilhada poderiam ser com (seus prós e contras): Sociocracia, Holacracia, e Management 3.0 – mas aqui ficará para uma outra postagem.

Claro, para que isso funcione, são necessárias algumas atitudes descentralizadas, como:

  1. Envolva nas discussões todas as pessoas que serão impactos pela decisão ou que serão relevantes para a evolução da iniciativa.
  2. Valorize a diversidade de experiências e de competências das pessoas que formam o grupo.
  3. Descubra o que elas têm em comum e que pode alavancar a participação colaborativa, como metas, aspirações e valores.
  4. Evite crítica precoces e abra mão de defender só os seus pontos de vista. Escute cada proposta com foco nas contribuições que pode trazer para o negócio.
  5. Não tema as possíveis tensões. Elas são parte essencial do processo de geração de novas ideias.
  6. Identifique as semelhanças entre as pessoas. isso aumenta a confiança umas nas outras e ainda minimiza antagonismos.
  7. Crie um ambiente que estimule o convívio coletivo. Os espaços de trabalho devem favorecer a comunicação sem barreiras físicas.

De fato, a distância hierárquica das organizações está cada vez menor e não cabe mais tanto distanciamento entre os níveis de pessoal.

Imagem extraída de: https://mundocarreira.com.br/lideranca-e-gestao-de-pessoas/entenda-o-que-e-gestao-compartilhada-e-como-pode-funcionar/

– Dia da Liberdade de Imprensa.

Hoje é um dia importante: de falar do direito à liberdade de se expressar, comunicar, opinar…

Aqui no Brasil, sinceramente, não vejo censura. Há? Onde?

O que ocorre são os casos pontuais do STF e das Redes Sociais (mas essas, são particulares). Talvez a maior censura – e aí sim é um problema – seja a “indústria da lacração e cancelamento”, mas que nasce também de pessoas.

Nada disso estaria em discussão se houvesse respeito mútuo, não?

– Tolerar nas Redes Sociais é importante!

Gostei demais dessa imagem, que retrata uma grande realidade: as Redes Sociais estão muitíssimo intolerantes!

Educação, Democracia, Empatia… aceitar o pensamento diferente (que não significa concordar com ele, mas respeitar a opinião alheia) é questão de cidadania.

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