– A China ameaça Taiwan novamente.

A ditadura chinesa não poupa seus alvos. Nesta semana, Xi Jinping declarou que anexará em breve Taiwan, a ilha que se recusa a seguir a cartilha comunista de Pequim e que há décadas ficou conhecida como “China Capitalista”.

Extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/taiwan-nao-se-curvara-perante-china-diz-presidente-do-pais/

TAIWAN NÃO SE CURVARÁ PERANTE A CHINA, DIZ O PRESIDENTE DO PAÍS

por Eick Cheung

Taiwan não cederá à pressão e ninguém pode forçá-lo a aceitar o caminho que a China traçou para a democracia autônoma, disse a presidente Tsai Ing-wen no domingo (10), enquanto a ilha celebrava seu Dia Nacional em meio ao aumento das tensões com Pequim.

Durante seu discurso diante do gabinete presidencial na capital Taipei, Tsai alertou que Taiwan enfrenta a “situação mais complexa” dos últimos 72 anos, desde o fim da guerra civil chinesa.

Seu discurso foi feito dias depois que a China lançou um número recorde de aviões de guerra em sua zona de defesa, em uma escalada significativa das tensões militares. O presidente chinês, Xi Jinping, no sábado, prometeu buscar o que Pequim chamou de “reunificação” com Taiwan por meios pacíficos.

“Aqueles que esquecem sua herança, traem sua pátria e buscam dividir o país não terão sucesso”, disse Xi. Ele também reiterou os apelos para que Taipei se unifique a Pequim sob um modelo de “um país, dois sistemas”, semelhante ao usado em Hong Kong — mas geralmente oposto a Taiwan.

Em resposta, Tsai disse no domingo que Taiwan espera “um alívio nas relações” e não “agirá precipitadamente”, mas enfatizou que “não deve haver absolutamente nenhuma ilusão de que o povo taiwanês se curvará à pressão”.

“Continuaremos a reforçar nossa defesa nacional e demonstrar a nossa determinação em nos defender para garantir que ninguém possa forçar Taiwan a seguir o caminho que a China nos traçou”, disse ela nas comemorações do Dia Nacional, que marcou 110 anos de uma revolução que acabou com a última dinastia imperial chinesa.

“Isso ocorre porque o caminho que a China quer não oferece um modo de vida livre e democrático para Taiwan, nem soberania para nossos 23 milhões de habitantes.”

Tsai acrescentou que a posição de Taiwan sobre as relações através do Estreito permanece inalterada.

“Manter o status quo é nossa posição e faremos o possível para evitar que ele seja alterado de forma desigual”, disse ela.

O Taiwan e a China continental são governadas separadamente desde o fim de uma guerra civil, há mais de sete décadas, na qual os nacionalistas derrotados fugiram para Taipei.

No entanto, Pequim vê Taiwan como uma parte inseparável de seu território — embora o Partido Comunista Chinês nunca tenha governado a ilha democrática.

Em seu discurso, Tsai apresentou Taiwan como estando na vanguarda da batalha entre a democracia e o autoritarismo, ecoando o tema das comemorações deste ano — “uma aliança democrática, fazendo amigos ao redor do mundo”.

“Neste momento, os países livres e democráticos foram alertados para a expansão do autoritarismo e Taiwan está na linha de frente da linha de defesa de outras democracias”, disse ela, após uma manhã de apresentações musicais e de dança.

A cerimônia, realizada fora do escritório presidencial em Taipei, contou com a presença de centenas de pessoas, incluindo membros do público e convidados estrangeiros — uma participação menor do que nos anos anteriores devido às preocupações da Covid-19.

No domingo, as principais estradas da capital taiwanesa estavam repletas de bandeiras nacionais. A comemoração também viu a maior bandeira nacional já feita ser erguida sobre a multidão por um helicóptero, já que o hino nacional foi executado no início da cerimônia.

Como parte das comemorações, o ministério da defesa nacional de Taiwan disse que exibiria quatro tipos de mísseis domésticos, incluindo o lançador múltiplo Thunderbolt 2000, Sky Sword II e Sky Bow III de médio alcance, bem como mísseis de cruzeiro Hsiung Feng II e III .

Durante o desfile, no entanto, o público não viu os mísseis reais quando os caminhões militares passaram pelo palco.

Tensões aumentadas

Pequim se recusou a descartar a força militar contra Taiwan, se necessário, e as tensões aumentaram nas últimas semanas depois que o Exército de Libertação do Povo Chinês enviou o maior número de aviões de guerra — incluindo caças e bombardeiros com capacidade nuclear — para a Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan (ADIZ) na semana passada.

As incursões não violaram o espaço aéreo soberano de Taiwan, que se estende por 12 milhas náuticas de sua costa. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos define um ADIZ como “uma área designada do espaço aéreo” onde um país “requer a identificação imediata e positiva, localização e controle de tráfego aéreo” para proteger sua segurança nacional.

No fim de semana passado, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um comunicado pedindo à China “que cesse a pressão militar, diplomática e econômica e a coerção contra Taiwan”.

“Os Estados Unidos estão muito preocupados com a atividade militar provocativa da República Popular da China perto de Taiwan, que é desestabilizadora, arrisca erros de cálculo e mina a paz e a estabilidade regionais”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price. “O compromisso dos Estados Unidos com Taiwan é sólido como uma rocha e contribui para a manutenção da paz e da estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e na região.”

O Ministério das Relações Exteriores da China posteriormente criticou os EUA por fazerem “comentários irresponsáveis”, acrescentando que os norte-americanos “minaram seriamente o Princípio de Uma China”.

Apesar da constante ameaça militar, analistas apontam que Taiwan tem expandido continuamente sua presença internacional nos últimos anos.

Na quinta-feira passada, Tsai deu as boas-vindas ao ex-primeiro-ministro australiano Tony Abbott e a um grupo de senadores franceses em Taipei, enquanto ela prometia aprofundar as colaborações com “democracias amantes da liberdade” em todo o mundo.

“É um ato de equilíbrio”, disse J. Michael Cole, pesquisador sênior do Global Institute Taiwan. “Taiwan tem, nos últimos anos, aproveitado a oportunidade de expandir seu espaço internacional, vimos isso com os Estados Unidos, mas cada vez mais outras democracias — grandes e pequenas — também estão dispostas a desafiar o que é justo. Há alguns anos havia linhas vermelhas inacessíveis definidas por Pequim.”

Por exemplo, a Lituânia anunciou em julho que permitiria a Taipei abrir um novo escritório de representação sob o nome de “Taiwan” — apesar de não ter relações diplomáticas formais com a ilha autônoma. Pequim se opôs fortemente à medida, e tanto a China quanto a Lituânia posteriormente chamaram de volta seus embaixadores em meio ao agravamento dos laços.

Desfile militar

O desfile militar no domingo é uma demonstração de força sem precedentes para marcar o Dia Nacional de Taiwan, com o objetivo de “mostrar a determinação, responsabilidades e obrigação do exército nacional em defender Taiwan”, disse o ministério da defesa nacional da ilha em um comunicado.

Na última quarta-feira, o ministro da Defesa de Taiwan, Chiu Kuo-cheng, estimou que a China poderia ser capaz de montar uma invasão “em grande escala” até 2025 .

“No que diz respeito a preparar um ataque a Taiwan, eles atualmente têm capacidade. Mas [a China] tem que pagar o preço”, disse ele, acrescentando que o preço será menor nos próximos quatro anos.

Chang Yan-ting, ex-vice-comandante da Força Aérea de Taiwan, disse à CNN que acredita que a exibição de mísseis está ligada a uma recente proposta de aumentar os gastos com defesa da ilha.

O ministério da defesa propôs no mês passado um orçamento extra de US$ 8,7 bilhões nos próximos cinco anos para atualizar as armas — incluindo o desenvolvimento de novos mísseis.

Chang disse que o desfile de domingo provavelmente foi direcionado ao público doméstico para angariar apoio para o aumento dos gastos militares, acrescentando que o desenvolvimento de mísseis de longo alcance e móveis seria uma parte importante para Taiwan aumentar sua capacidade de guerra assimétrica.

“A melhor arma para elevar nossa capacidade de ataque de precisão é o desenvolvimento de mísseis”, disse ele, porque eles podem ser eficazes para mirar em aeroportos e portos caso um conflito militar aconteça.

“Não podemos controlar se o Partido Comunista Chinês tem ou não a capacidade de atacar Taiwan, mas podemos controlar e garantir que ele não tenha a motivação para fazer isso”, acrescentou Chang. “Precisamos ser capazes de nos defender contra a primeira onda de ataques — seja por meio mês, um mês ou dois meses, então podemos esperar pela ajuda do mundo internacional.”

– No Afeganistão, agora é proibido fazer a barba!

E o Talibã está proibindo que os homens limpem o rosto, cortando a barba. É mole?

O fim da liberdade do povo afegão voltou a ser uma realidade. Veja abaixo:

Extraído de: https://jovempan.com.br/noticias/mundo/taliba-proibe-que-saloes-cortem-barbas-de-homens-no-afeganistao.html

TALIBÃ PROÍBE QUE SALÕES CORTEM BARBAS DE HOMENS

Proibição feita para barbeiros na região de Helmande afirma que retirada dos pelos faciais é ‘infração à interpretação das leis islâmicas’

O Talibã, grupo fundamentalista que governa o Afeganistão desde o dia 15 de agosto, proibiu que cabeleireiros e barbeiros da província de Helmande, na região sul do país, raspassem as barbas de homens na região por “infração à interpretação das leis islâmicas”. A informação foi divulgada pela imprensa internacional nesta segunda-feira, 27, e teria sido imposta pela polícia religiosa do país. Segundo eles, avisos pregados nas paredes dos salões de beleza afirmam que “ninguém tem o direito de reclamar” e dizem que qualquer um que quebrar a regra sofrerá “punições”, que não foram detalhadas pelo governo. O aviso também teria sido colocado em algumas barbearias da capital, Cabul. A proibição da retirada de barbas e até mesmo de alguns estilos de cabelo no Afeganistão foram algumas das marcas do primeiro período no qual o Talibã governou o país, no fim da década de 1990. Segundo as interpretações extremas da lei islâmica, as barbas são uma forma dos homens ficarem mais próximos dos costumes de Maomé.

– As coisas proibidas pela Coreia do Norte!

O regime norte-coreano de Kim Jon-un é ditatorial ao extremo. Mas além de assustar o mundo com seu desejo doentio de explodir mísseis, é marcado pelas mais diversas proibições.

Olha só cada maluquice,

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/05/21/conheca-13-coisas-que-voce-faz-todo-dia-e-sao-ilegais-na-coreia-do-norte.htm?cmpid=tw-uolnot

CONHEÇA 13 COISAS QUE VOCÊ FAZ TODO DIA E SÃO ILEGAIS NA COREIA DO NORTE:

A Coreia do Norte é um dos países mais isolados do mundo. Comandado desde 2011 por Kim Jong-un, o terceiro “líder supremo”, o país tem uma legislação rigorosa sobre atitudes consideradas simples e corriqueiras em países democráticos.

As atividades consideradas ilegais podem ser punidas com trabalhos forçados, prisão e pena de morte. Muitas das execuções são públicas. Os campos de detenção do país –muitas vezes com trabalhos forçados– são secretos, porém alguns desertores já relataram à ONU (Organização das Nações Unidas) os horrores do que ocorre por lá.

Veja abaixo 13 atividades simples que são consideradas ilegais no país liderado por Kim Jong-un:

1) DORMIR DURANTE UMA REUNIÃO: dormir enquanto o chefe fala? Nada disso. O ministro da Defesa da Coreia do Norte foi executado com um tiro de bateria antiaérea em frente a centenas de pessoas por ter mostrado deslealdade ao presidente. Segundo o serviço secreto sul-coreano, Hyon teria adormecido durante um evento com Kim Jong-un e não cumpriu ordens.

2) TER O MESMO NOME DO LÍDER DA NAÇÃO: chamar-se Luís Inácio, Dilma, Temer ou Jair aqui no Brasil é permitido, por lá ter o nome Kim não pode. A proibição foi emitida há mais de 3 anos –um ano antes de que o ditador assumisse o poder no lugar do pai, Kim Jong-il. O regime totalitário, caracterizado pelo extremo culto à personalidade dos líderes da dinastia Kim, exigiu que todos os cidadãos que se chamam “Kim Jong-un” mudem de nome “voluntariamente”, segundo o decreto, para destacar a personalidade única do “líder supremo”.

3) TER UMA BÍBLIA: em 2014, o americano Jeffrey Fowle, ficou preso por cinco meses na Coreia do Norte depois de deixar uma Bíblia no banheiro de um restaurante. Fowle, 56, foi preso por violar as regras de pregação religiosa do regime. Embora haja igrejas na Coreia do Norte, elas estão todas sob controle do Estado e o regime totalitário proíbe manifestações independentes de religiosidade.

4) TER UM PARENTE CRIMINOSO: segundo a lei norte-coreana, os familiares de alguém acusado por um crime são automaticamente considerados corresponsáveis. Como no conceito de Sippenhaft da Alemanha nazista, a argumentação é que em suas veias corre o sangue do criminoso.

5) ESCOLHER SUA PROFISSÃO: após concluir o estudo secundário e o serviço militar, com apenas 18 anos, Ahn Myeong Cheol, atualmente morando na Coreia do Sul, foi designado guarda de um campo de prisioneiros políticos, onde as regras eram extremamente rígidas.

6) USAR BIQUÍNI: as mulheres são proibidas de mostrar o umbigo no país de Kim Jong-un, mostrando o profundo conservadorismo que impregna esta sociedade comunista na qual a retidão moral é tão sagrada quanto a revolução.

7) ASSISTIR FILME OU OUVIR MÚSICA DE FORA DO PAÍS: na Coreia do Norte, assistir ou ouvir mídia estrangeira é considerado crime contra o Estado, passível de trabalhos forçados, prisão e até morte. A despeito disso, a popularidade dos filmes e programas de TV internacionais –contrabandeados para o país em pendrives e CDs e vendidos no mercado negro– não para de crescer. Existem níveis diferentes de punição. Se você for apanhado com um filme russo ou de Bollywood [Índia], é enviado para a prisão por três anos, mas, se o filme for sul-coreano ou americano, você é executado.

8) SORRIR, BEBER E FALAR ALTO EM DATAS ESPECÍFICAS: desde 1994, quando os norte-coreanos perderam seu primeiro líder, a cada 8 de julho está proibido sorrir, levantar a voz na rua, beber álcool ou dançar, embora ninguém cogite fazê-lo “porque todo o país está de luto”.

9) PORNOGRAFIA: pessoas são executadas publicamente por distribuir material pornográfico ou se prostituir. As execuções públicas são usadas como medida extrema do governo para suprimir as chamadas desordens públicas ou “formas aceleradas de capitalismo” no país.

10) DIRIGIR: só funcionários do governo têm permissão para ter um carro. É estimado que apenas uma a cada 100 pessoas no país tenha carro. As mulheres também são proibidas de dirigir, apesar de serem as guardas de trânsito.

11) LIGAR PARA FORA DO PAÍS: fazer uma ligação para alguém fora do Coreia do Norte pode levar à morte. Em 2007, um homem foi morto a tiros dentro de um estádio por fazer inúmeras chamadas internacionais.

12) DEIXAR O PAÍS: os norte-coreanos são proibidos de deixar o país sem permissão. Nem sequer passar um feriado na vizinha Coreia do Sul: certamente você será caçado.

13) ENTRAR NA INTERNET: Facebook? Mandar um inocente e-mail? Tuítar? Nada disso é possível no país de Kim Jong-un, que não tem internet livre, apenas um portal de propaganda estatal. Somente o governo, a elite, estrangeiros e jornalistas a trabalho têm acesso a conteúdo online, mas em uma rede com velocidade bem baixa.

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– Penso igual sobre erros de Lula e de Bolsonaro:

Não tenho partido político, mas não é por isso que sou apolítico (sou apartidário). Não vejo um nome sequer com competência, credibilidade e honestidade para presidir o Brasil (infelizmente, estou sem candidato até agora para as próximas Eleições).

Comungo do mesmo pensamento abaixo, extraído do Twitter do consultor renomado Ricardo Amorim:

“Impressionante como a história se repete. A incapacidade da maioria dos lulistas de reconhecer os erros do Lula elegeu o Bolsonaro. Agora, a maioria dos bolsonaristas faz exatamente a mesma coisa. Parece até que estão se esforçando para eleger o Lula.”

E não é verdade? Todos são deuses imaculados para seus apaixonados eleitores (óbvio, não me refiro ao cara ponderado que escolheu um desses nomes e sabe separar os erros, mas ao fanático que se cega).

– De novo, Lula fala em “regular a mídia”. Isso não incomoda?

Me admiro em ver tanta gente acomodada, quieta, sem levantar um “A” sobre a enésima fala de Lula sobre “regular a mídia”.

Ora, que negócio é esse de controlar a imprensa? Com todos os “defeitos que tem” e “as groselhas que fala”, Bolsonaro não fala tal barbaridade. Ele ofende lamentavelmente os profissionais, ameaça tirar a concessão da Globo mas… já imaginaram se é ele quem diz tal idiotice?

E o que é regular a imprensa? É dizer o que o Governo quer, no melhor estilo chinês, norte-coreano ou cubano?

Isso é censura, e deve-se alertar desse risco e cobrar Lula de tais bobagens. Aliás, repararam que até as denúncias do Petrolão, Lula não falava disso. Quando a Revista Veja conseguiu mostrar os constantes desvios de dinheiro, veio o “lenga-lenga”. Com o impeachment de Dilma, os petistas começaram a chamar a Globo de “Globolixo” (igual ao que fazem os bolsonaristas quando as manchetes mostram erros do Governo atual).

Não deixe essa ideia macabra – de regular a mídia – prosperar. A não ser se você quiser uma ditadura de esquerda na imprensa.

– Escola sem Partido: o que você pensa sobre isso?

De novo ele vem à tona? E você sabe a que se refere?

Muita gente polemizando (como sempre) sobre o Projeto de Lei Escola Sem Partido (como já aconteceu no ano passado e no anterior). Em tese, os professores não poderiam emitir opinião política no ensino.

  • Quem é contra, afirma ser censura e que está sendo cerceada a liberdade de expressão.
  • Quem é a favor, alega que se evite a “doutrinação partidária” em sala de aula.

Ambos tem certa razão. O ensino deve ser pleno e adequado. Devemos expor a realidade político-social em sala de aula sim, mas sem partidarismo. E aí é que eu prefiro a ideia de uma Escola sem Partido (apartidária), mas politizada (com espírito crítico independente).

Aqui um testemunho: já tive professores que eram verdadeiros cabos eleitorais. Não acho isso ético tampouco correto. É muito chato perceber que um lado só da situação é exposto. Isso seria “Escola COM Partido”.

Não vacilo em afirmar: o pluralismo de ideias é válido, sou contra doutrinadores. O que um professor fala é de extrema influência na formação do adolescente / jovem. Dessa forma, deve-se abordar todos os lados e incentivar o espírito crítico/analítico.

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– “Se eu voltar, vai ter regulação dos meios de comunicação”, disse Lula.

Em 2018, Lula fez essa declaração acima (a de controlar “melhor” a imprensa, desejada com Franklin Martins, o Ministro das Comunicações da época). Fernando Haddad, quando candidato, abordou isso também. E o assunto volta à tona.

Ora, cercear a sagrada liberdade de expressão é algo temeroso. Para mim, é censura. Não gosta de uma emissora, então assista outra. Leu numa revista e não se simpatizou com o tom, busque outra.

Bem claro: pela Globo, o Brasil está um caos. Pela Record, viramos a Suíça! E o cara inteligente, vai filtrar essas abordagens e interpretar corretamente. Mas o que não pode, é: privilegiar um ou outro, ou ainda querer impor o que não pode reportar ou não.

Em tempo: Jair Bolsonaro, sem dizer isso, vive em briga com a imprensa. E aí se conclui: qualquer político gosta de elogios, mas na hora das críticas…

Reunião Grupo de Estudo Meios de Comunicação – 2022

– A Vaidade dos 3 Poderes.

Em alguns momentos, a harmonia que deveria existir entre Legislativo, Executivo e Judiciário, parece ser uma grande utopia.

Veja só:

1- Alguns deputados (como os que foram presos), ameaçam com discursos indevidos (mas não praticáveis) as instituições democráticas. Estão errados, pois incentivam e fomentam saudosistas da ditadura.

2- O presidente, vira-e-mexe, ameaça com bobagens do tipo: “se não mudar o sistema de votação não vai ter Eleição”. É ameaça ao Sagrado Direito do Voto? Pare com isso!

3- Os juízes, para piorar, se sentem acima do bem e do mal e, a cada crítica recebida, ameaçam os outros poderes como as prisões citadas, abusando da autoridade.

Fico imaginando: ao mesmo tempo que se faz mal uso da Liberdade de Expressão, contraditoriamente se mostra a anarquia que o país está, com atitudes aitatoriais.

Não é uma loucura? Anarquia e Ditadura em meio a vaidade, deturpando a Democracia.

Os três poderes do Brasil: Executivo, Legislativo e Judiciário | by Brenda  Viegas | Medium

– Roberto Jefferson pediu para ser preso?

o polêmico Roberto Jefferson já fez de tudo depois da primeira vez que foi preso. E agora, “pediu para voltar à cadeia”.

Ou não?

O cara grava vídeo com discurso de ódio, expõe armas falando sobre “passar por cima da lei”, usa termos homofóbicos, e pra lhe “auto-complicar”, chama o STF de “organização criminosa” e deixa vazar áudio ofendendo o juiz Alexandre de Moraes (saiba mais aqui: O Globo.Após ordem de Moraes, PF prende Roberto Jefferson por ataques às instituições democráticas.7 horas atrás).

Cá entre nós: ele ainda queria estar solto?

Tudo o que ele fez, não parece que era pra provocar e ser preso mesmo?

Desconfie desses caras… O Supremo Tribunal (que não é santinho e está politizado) costuma ser altamente autoritário, mas nessa situação não se pode criticá-lo. Roberto Jefferson cutucou “um leão com a vara curta”, consciente desse desfecho.

Urgente: STF manda prender Roberto Jefferson | O Antagonista

– Pra quê, Bolsonaro?

Desfile militar de blindados (e com um emblemático e velho tanque de guerra como destaque, por esfumaçar demais) próximo à votação de temas importantes para a democracia, em dia útil, e com o apoio do chefe da nação?

  • Pra quê, presidente…? Sinaliza chantagem e vira chacota.

Cada vez mais me decepciono com Bolsonaro. Isso é um ato hostil, uma indireta desnecessária e truculenta. Totalmente dispensável.

– Os Árbitros e a Orientação para Cuidados com Jornalistas!

Há exatos 6 anos…

Está na coluna Painel da Folha de São Paulo (08/08/15, por Marcel Rizzo):

Espiões na Rede – Árbitros receberam recomendações da CBF, por meio de documento da FIFA, de como se portar em redes sociais. Entre os pedidos para tomar cuidado com postagens pessoais, principalmente fotos, há uma orientação inusitada: tomar cuidado com os ‘amigos’ que aceita, já que podem ser JORNALISTAS.

É sabido que os comandantes da arbitragem nacional (e os da estadual também) detestam qualquer manifestação de árbitro, orientando informalmente que não se dê entrevista e que fuja de microfone, câmera ou computador. Mas a impressão é que eles querem transformar jornalistas em vilões para com os árbitros.

Uma pena pensar assim…

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– Evite tais constrangimentos, presidente Bolsonaro… reunir-se com neta de Ex-Ministro de Hitler?

O presidente Jair Bolsonaro precisa ter uma melhor assessoria. Hoje, por exemplo, ele se encontrou com a deputada de Extrema Direita da Alemanha, sra Beatrix von Storch, neta do Ministro das Finanças de Adolf Hitler, Schwerin von Krosigk.

Precisava aceitar tal encontro? Tão visado que ele é, e foi justamente se reunir com ela… Totalmente evitável.

Beatrix é considerada xenófoba, neonazista e extremista. O seu avô foi quem confiscou as propriedades dos judeus durante o Governo Hitler. Por tudo isso, era melhor manter distância dela. E para piorar, a deputada declarou após o encontro que “estava impressionada com a ‘clara compreensão dos problemas da Europa e dos desafios políticos do nosso tempo’ demonstradas pelo presidente Bolsonaro.

Vindo de quem veio, esse elogio é ofensa!

A Confederação Israelita do Brasil se manifestou, no texto em: https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2021/07/26/entidade-israelita-repudia-reuniao-de-bolsonaro-e-deputada-extremista-alema.htm

Beatrix von Storch, do partido de extrema-direita AfD, da Alemanha, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do marido, Sven von Storch

– E não há indignação contra a ditadura cubana no Brasil?

Desde que aconteceu a Revolução Cubana, há adoradores e revoltos contra o sistema comunista da Ilha. Da família Castro, passando pelo atual presidente Miguel Díaz-Canel, a verdade é que a liberdade de expressão deixou de existir.

Sou contra qualquer tipo de regime ditatorial (não importa a ideologia), e me pesa ver que os protestos do povo cubano, que cada vez mais se levanta e clama por democracia, são ignorados por parte dos que ainda, depois de tudo, idolatram Fidel Castro e seus seguidores aqui no Brasil.

Em particular, cadê Gleise Hoffmann, Lula, Marcelo Freixo, Rui Falcão e outros que insistem em aplaudir tudo o que ocorre em Cuba?

E se fosse aqui no Brasil – onde não existisse alimento à vontade, sem acesso à livre internet e proibição de manifestação contrária? Sem contar, logicamente, com outras barbaridades e direitos ignorados (sem bem que temos muitos problemas também – mas felizmente há democracia).

Por demagogia, essas pessoas se calam. É muita hipocrisia...

Presidente de Cuba repudia 'agressividade' dos EUA e defende médicos |  Jovem Pan

– Administração Democrática ou Participativa

Muita conversa e bons resultados: é assim que empresas como a Mercedes-Benz têm conseguido bons resultados, se reunindo e ouvindo seus funcionários. Com uma filosofia aberta à negociação constante, bons resultados têm aparecido. Veja abaixo, extraído de: Revista Exame, Ed 25/06/2012, pg 56

É TUDO NA CONVERSA

Com reuniões semanais entre funcionários e diretores, a Mercedes-Benz se livra de parte das amarras da lei trabalhista – e o sindicato dos metalúrgicos aplaude a estratégia.

por Márcio Kroehn

Quarta-feira, 14 horas. O dia e o horário têm um significado especial na principal fábrica de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz no Brasil, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. E a partir desse horário que um comitê com representantes eleitos pelos funcionários e executivos indicados pela direção da montadora se reúne para discutir – e tentar resolver – os problemas que afetam a empresa. A quarta-feira 13 de junho foi dedicada a uma questão espinhosa: conversar com 1.500 dos 12.700 funcionários da unidade que foram selecionados para tirar uma licença de cinco meses a partir de 18 de junho. O desligamento temporário foi decidido após a redução brusca na venda de veículos registrada desde janeiro. Para esse tipo de folga forçada, a lei prevê que o funcionário faça cursos de especialização e o governo garanta uma bolsa no valor de 1163 reais do Fundo de Amparo ao Trabalhador. No caso da Mercedes-Benz, o acordo foi além. A empresa aceitou manter o pagamento integral dos salários durante a licença, fato inédito numa montadora. Os funcionários, em contrapartida, abriram mão dos encargos trabalhistas no período. As duas partes comemoraram a decisão: os trabalhadores preservaram o emprego e a Mercedes-Benz não terá de arcar com os custos de treinar novos funcionários quando a demanda esquentar. “Além de economizarmos por não demitir, ainda preservamos a mão de obra especializada que garante nossa produtividade”, diz Fernando Garcia, vice-presidente de recursos humanos da empresa.

Quando a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) foi promulgada, em 1943. a percepção reinante era que os trabalhadores não tinham condições de negociar em pé de igualdade com seus empregadores. Por isso, a livre negociação era considerada um caso excepcional. O tempo passou, a CLT continuou a mesma, mas a realidade se impôs. Hoje, em Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, região conhecida como ABC, o berço do sindicalismo no Brasil, a negociação direta entre empresas e trabalhadores está presente em cinco montadoras e 84 fabricantes de autopeças. “O comitê que reúne trabalhadores e empregadores é um instrumento moderno e respeitado”, diz Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

De todos, o modelo da Mercedes-Benz é tido como o mais avançado. Primeiro porque não considera nenhum tema como tabu. Nas reuniões semanais, os funcionários é os diretores discutem desde se haverá cerveja no churrasco de fim de ano até a necessidade de demissões – um assunto normalmente tratado com os sindicatos, mas não com os comitês de trabalhadores. Além disso, o diálogo no chão de fábrica não costuma ficar no blá-blá-blá. Como os acordos na Mercedes-Benz têm alto nível de adesão, a empresa é pouco acionada na Justiça do Trabalho. O quê é decidido acaba, na maioria das vezes, sendo cumprido. Nos últimos cinco anos, apenas 10% dos trabalhadores entraram com ações para questionar uma decisão – a média do setor é de 40%. Essa peculiaridade chamou a atenção da Justiça trabalhista. Em fevereiro, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, visitou a montadora para avaliar se o modelo pode ser replicado para aliviar a Justiça do Trabalho. Com 3 milhões de novos processos apenas em 2011, a manutenção da Justiça trabalhista consumiu 11 bilhões de reais e as pendências judiciais custaram 22,5 bilhões às empresas. “O comitê da Mercedes-Benz oferece a agilidade que as relações do trabalho precisam hoje”, diz Dalazen.

A livre negociação é corriqueira na Alemanha desde a década de 70. Em 1985, após as greves do ABC, a montadora decidiu importar a prática para o Brasil. Nos primeiros anos, não foram poucas as conversas que mais pareciam cabos de guerra, principalmente quando envolviam a definição de horas extras – opção que os trabalhadores não queriam. A medida que os resultados começaram a agradar a ambos os lados, o nível de atrito foi reduzido. A maior conquista dos funcionários foi nos anos 90. quando conseguiram o aumento do adicional de férias de um terço do salário para 50%. No caso da empresa, uma vitória importante foi ter evitado o ponto eletrônico, medida exigida pelo Ministério do Trabalho a partir deste ano. Com o apoio dos trabalhadores, a montadora ficou livre de comprar catracas e adotar todo um novo sistema de TI, o que acarretou a economia estimada de 600 000 reais.

Apesar do sucesso, a livre negociação ainda sofre com a insegurança jurídica. Muitos acordos, inclusive no caso da Mercedes-Benz. são questionados pelo Ministério do Trabalho. Para os fiscais do ministério, alguns temas – como redução de horas – não podem ser resolvidos entre empresa e funcionários. Na Casa Civil, há um projeto que pretende privilegiar o entendimento no chão de fábrica. O texto, infelizmente, não tem data para ir para o Congresso. O capitalismo brasileiro avançou muito nas últimas sete décadas. Mas, ao que parece, o governo e o Legislativo não têm pressa para sair do passado.

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– Eles riem enquanto outros brigam… Política e Futebol iludindo a muitos!

A semana foi complicada para o mundo do futebol. Surgiu uma baita discussão provocada pelo jornalista Carlos Cereto, onde ele defendia a separação entre jornalismo esportivo e político, como que “se evitasse falar de ambos concomitantemente”. Respeito a opinião dele, mas discordo: a política está intrínseca na sociedade, pois ela é necessária para todas as searas!

Aliás, já disse uma vez até mesmo o Papa Francisco sobre ela: “A Política é o mais alto grau da Caridade” (entenda esse contexto em: https://wp.me/p4RTuC-c0U).

Pois bem: se discute muito as manifestações de esportistas sobre Direita e Esquerda (ou Extrema D / Extrema E), como, por exemplo, as críticas que são lidas a Felipe Melo ou a Casagrandepois ambos têm posições abertamente assumidas. Eles podem assumir suas convicções, é da Democracia e não os censure por suas visões de mundo (isso não quer dizer “fazer apologia”, mas simplesmente respeitar e permitir a expressão de todos os prismas).

Assusta-me ver como as coisas vão sendo deturpadas quando a busca pelo poder e o fanatismo político tomam o lugar da sensatez e da razão. Vide a taxação de “comunista” atribuída ao treinador Tite, que NUNCA se manifestou ideologicamente, e que agora é atacado por uma foto de 2012 onde ele já se disse arrependido. 

Sobre essa posição de neutralidade do treinador da Seleção Brasileira, compartilho na postagem de ontem, postada em: https://wp.me/p4RTuC-vib (onde falamos da grande fake news que viralizou).

O mais interessante é: as pessoas se exacerbam, discutem, mas não se lembram que a CBF, em questões de política, não é nem de Esquerda e nem de Direita: ela é do lado do PODER!

Esquecemos tão rapidamente os afagos de Marco Polo Del Nero em Lula (juntamente com Marin, filho da Ditadura Militar)? A bancada da bola sempre migrou de lado, conforme o interesse. Rogério Caboclo faz o mesmo com Jair Bolsonaro (e faria a mesma coisa com Fernando Haddad, Marina Silva, Cabo Daciolo ou Guilherme Boulos). É do “jogo da CBF”.

Portanto, não se rotule quem não quer ser rotulado como Tite, respeite-se quem se manifesta ideologicamente, mas não se apaixone-se por quem quer usufruir das benesses do dinheiro e do poder.

Enquanto “internautas desavisados” e “tiozões do WhatsApp” replicam memes contra os “mercenários jogadores” ou “a hipocrisia do treinador”, como gostam de escrever, os senhores da imagem abaixo riem…

 

 

– A Sociedade dos Esquizofrênicos: se o cara não gosta de um perfil na Web, por quê o segue na Rede Social? RESPEITE-SE A OPINIÃO!

Uma das coisas que mais me assusta no mundo virtual é a observação de que, em meio às pessoas de bem e sensatas que publicam suas opiniões, infiltram-se fanáticos que não aceitam as ideias alheias e querem impor a todo custo suas ideias.

São “donos da verdade”, “mestres do assunto” e justiceiros dos “tribunais de Facebook e Twitter”.

Cansa só de visualisá-los nas timelines, não?

E eles se fazem presentes nas 3 áreas mais conflitantes que o ditado popular tanto prega para se evitar discussão: Política, Futebol e Religião!

  1. Na POLÍTICA, se você critica o atual governo por alguma coisa qualquer, torna-se anti-Bolsonaro e por tabela lulista (mesmo tendo criticado Lula quando presidente e na época sendo taxado de fascista – termo que poucos conhecem profundamente mas que se usa popularmente desde  algum tempo). É Deus no Céu e Bolsonaro na Terra (ou: Deus no Céu e Lula na Terra, na visão extrema do outro radicalismo). Na verdade: bando de “paga-pau” de antes, que se tornam bajuladores de hoje e infelizmente podem ser influenciadores do amanhã. Isso vale àqueles que tem cargo de confiança em Prefeituras ou no Estado e se desesperam em garantir o emprego como ovelhas doutrinadas pelo pastor. Chega a ser nojento o fanatismo insensato e de conduta interesseira.
    Ops: não reclamo de quem apoia esse ou aquele, mas me perturba o “seguir cegamente” e querer impor sua opinião sobre a minha, desrespeitosamente.
  2. No FUTEBOL, acontece algo parecido. Se você criticar o Corinthians, é porque você é palmeirense. Na semana seguinte, dependendo do assunto, vira são-paulino. Dias depois santista ou volta a ser corintiano. E há aqueles que xingam, ofendem, falam o que querem pois alegam que “estão nas Redes Sociais”. E daí? A Educação só vale para o mundo real, no virtual prostitui-se a dignidade?
  3. Na RELIGIÃO, ficou tão chato quanto os outros tópicos. Dispensa se alongar no assunto.

Ô mundo complicado, vaidoso e de ocasiões oportunas…

Dito isso, fica a pertinente colocação: o cara se incomoda com o perfil do outro mas não deixa de seguir no Facebook, no Instagram ou no Twitter? Incompreensível! A Rede Social é livre, segue-se a quem quiser (ou não se segue a quem não se quer). Ponto final.

E pensar que as pessoas brigam por homens que buscam o poder, por alguns que jogam bola ou ainda por aqueles que se dizem ser mais íntimos dos outros junto a Deus…

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– Voto Impresso em 2022, por vontade do presidente?

Na sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro esbravejou e disse entre tantas coisas que “se não tiver voto impresso não tem Eleição em 2022”.

Taí. Voltaremos ao tempo antigo. Pegaremos o saldo da nossa conta corrente na boca do caixa, matriculemos nossos filhos na Escola de Datilografia e, em caso de urgência, mandemos telegramas às pessoas.

Não é mais fácil tornar as coisas modernas confiáveis do que desprezá-las ou criar conspirações contra elas?

Bolsonaro diz que, se perder para Lula em 2022, só aceitará | Política

– A China se “fecha”? Mas quando ela se abriu?

Leio essa entrevista sobre o “fechamento da China aos jornalistas”. Mas cá entre nós: desde quando ela foi aberta?

Ditadura, seja de Direita, Esquerda, Teocrática ou Imperial, sempre será maléfica.

Quando o povo chinês conseguirá ter algo sagrado em sua nação, que é a LIBERDADE?

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2021/05/01/a-preocupante-expulsao-de-jornalistas-estrangeiros-da-china-o-pais-esta-se-fechando.htm

A PREOCUPANTE EXPULSÃO DE JORNALISTAS ESTRANGEIROS DA CHINA: “PAÍS ESTÁ SE FECHANDO”

"A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências de expulsar correspondentes estrangeiros", diz analista especializado no país - GETTY IMAGES
A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências de expulsar correspondentes estrangeiros’, diz analista especializado no país Imagem: GETTY IMAGES

A China é um país extremamente difícil para um jornalista, não importa que cobertura ele ou ela faça.

E a situação só está piorando: no ano passado, o país expulsou pelo menos 18 correspondentes estrangeiros. Neste mês, o jornalista da BBC John Sudworth se juntou ao grupo de jornalistas que tiveram de deixar a China continental. Ele se mudou para Taiwan em meio a assédio e perseguição pelas autoridades.

“A China está definitivamente se fechando”, avisa o analista Jeremy Goldkorn. “Parece que estamos de volta aos anos 90.”

Goldkorn viveu duas décadas no país e hoje é um importante analista da China. É editor-chefe do site SupChina e cofundador do podcast Sinica, duas plataformas que explicam a China ao Ocidente quebrando estereótipos.

A BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com Goldkorn sobre o tratamento que o governo chinês confere à imprensa estrangeira, sobre o poder do Partido Comunista, os abusos contra a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, onde há graves violações de direitos humanos cometido pelo governo chinês e denunciado pela imprensa, e a “diplomacia da vacina” chinesa durante a pandemia da covid-19.

Jeremy Goldkorn é editor-chefe da SupChina e co-fundador e apresentador do Sinica Podcast - Cortesia BBC - Cortesia BBC
Jeremy Goldkorn é editor-chefe da SupChina e co-fundador e apresentador do Sinica Podcast

Imagem: Cortesia BBC

BBC – A China está fechando suas portas para a imprensa estrangeira?

Jeremy Goldkorn – Em uma palavra, sim. Está dificultando sua entrada e está fazendo isso de diferentes maneiras: por exemplo, retardando o processo de concessão de um visto ou com o tipo de comportamento que afastou John Sudworth, que é um assédio direto.

Também o faz se recusando a renovar vistos, como fez com três meios de comunicação dos Estados Unidos, em retaliação a decisões americanas no ano passado.

Mas também está ficando mais difícil trabalhar na China.

Então, a China definitivamente está se fechando, parece que estamos de volta aos anos 1990, antes do grande fluxo de correspondentes que vieram a Pequim para as Olimpíadas. Eles estão voltando no tempo.

BBC – Você acha que a premiada reportagem de John Sudworth sobre a situação em Xinjiang foi o principal motivo da campanha de pressão das autoridades contra ele e sua família?

Goldkorn – Creio que sim.

Sudworth fez várias reportagens sobre a situação nos campos de 'reeducação' em Xinjiang - BBC - BBC
Sudworth fez várias reportagens sobre a situação nos campos de ‘reeducação’ em Xinjiang

Imagem: BBC

Faz sentido, porque foi a reportagem crítica mais proeminente que ele já fez e, se você notar, nos últimos dois meses, o governo chinês redobrou uma intensa e bem financiada campanha de propaganda em Xinjiang, abrangendo jornalistas da mídia estatal e outros no Twitter a documentários caros da CGTN (o serviço de língua inglesa da rede estatal chinesa) ou um filme de propaganda que foi exibido na embaixada australiana.

Portanto, seu trabalho [de Sudworth] em Xinjiang parece ser a razão mais lógica para o aumento do assédio.

Também acho que assim que o governo chinês e, bem, seus serviços de segurança decidirem que você está na lista de inimigos da República Popular, eles vão dificultar sua vida.

Então, talvez o assédio dele e de sua família tenha sido a consequência mais direta de suas reportagens sobre Xinjiang, mas acho que em algum nível o governo chinês está tentando enviar a todos os jornalistas a mensagem de que se continuarem com o jornalismo crítico, seja de qualquer coisa, eles vão complicar sua vida.

BBC – “À medida que a repressão aumenta, a China se parece cada vez mais com a Coreia do Norte.” Esse era o título de um artigo de Anna Fifield, uma ex-chefe da sucursal do Washington Post na China que cobriu as duas Coreias, sobre uma visita a Xinjiang no ano passado. A China está se tornando a Coreia do Norte em termos de mídia e censura?

Goldkorn – Sim. Mas não sei se essa comparação é realmente útil porque a Coreia do Norte é tão extrema… e está em uma situação diferente da China.

Se você ler o artigo, acho que a comparação é um pouco mais sutil (…) Se você disser que a China está se tornando a Coreia do Norte, isso provavelmente não transmite a complexidade do assunto.

Em alguns casos, por exemplo, em Xinjiang ou no Tibete, é impossível fazer jornalismo independente. O acesso a funcionários do governo agora é muito menos fácil do que era há 10, 15 ou 20 anos, então está se tornando mais uma Coreia do Norte do que era há alguns anos, mas não sei se essa comparação é muito útil.

BBC – No site SupChina e no podcast da Sinica, vocês trabalham para explicar a China ao Ocidente, rompendo julgamentos errôneos, observando que a realidade da China é sempre muito complexa. O que está faltando na cobertura sobre Xinjiang, onde há violações aos direitos humanos da minoria muçulmana uigur?

Goldkorn – Não sei, a forma como o governo chinês enxerga é que eles tinham um problema de terrorismo e mesmo que do ponto de vista ocidental, muito disso seja visto como um exagero ou uma invenção, é verdade que lá houve dois incidentes de violência generalizados: a explosão de uma bomba e o ataque em Urumqi [capital de Xinjiang] e os ataques com faca na estação ferroviária de Kunming [capital da província de Yunnan, no sul].

Ambos, quer você pense que eles foram justificados ou não – isso é uma questão totalmente diferente -, foram ataques terroristas. Eles procuraram aterrorizar a população civil.

E eu acho que não há muita discussão na mídia ocidental sobre por que o governo chinês está fazendo o que faz [em Xinjiang], e o fato de que eles estão respondendo a alguns problemas reais que eles têm. E mesmo que rejeitemos seus métodos, não há como negar que há um problema com o qual eles tiveram que lidar.

Acho que talvez isso esteja fora da cobertura.

Mas, fora isso, não acho que estamos perdendo muito na imprensa ocidental. Acho que a mídia estrangeira tem feito um trabalho muito bom: denunciando os abusos que estão ocorrendo, abusos que estão no nível de crimes contra a Humanidade. Deveriam ser divulgados e impedidos. E é função da mídia expor isso, então, nesse sentido, não acho que estamos perdendo nada.

Se estivermos perdendo, o problema é com o governo chinês, porque não permite que jornalistas de verdade entrem em Xinjiang para realmente noticiar o que está acontecendo.

A imagem que temos é parcial: ninguém pode ter acesso aos campos. Só podemos coletar relatos de testemunhas.

BBC – Quais seriam as consequências para o mundo e para a China, se Pequim continuar nessa trajetória de expulsão de correspondentes?

Goldkorn – A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências.

No longo prazo, vai prejudicar a China, porque os jornalistas estrangeiros, com algumas exceções, desenvolvem uma certa simpatia pela sociedade e até pelo governo. Seus relatos não são apenas sobre as coisas ruins que estão acontecendo na China. Eles tendem a humanizar o país e as pessoas com suas experiências. Estão passando um tempo lá e veem os detalhes: que o país é muito mais do que a repressão de dissidentes, que Xinjiang é uma parte terrível do que está acontecendo, mas há muito mais.

Quanto menos cor e textura cotidiana tivermos na mídia, mais fácil será para o mundo exterior demonizar e desumanizar a China.

O presidente Biden é um dos políticos americanos mais experientes no trato com líderes chineses. Nesta foto, quando era vice-presidente de Obama, em 2013. - Reuters - Reuters
O presidente Biden é um dos políticos americanos mais experientes no trato com líderes chineses. Nesta foto, quando era vice-presidente de Obama, em 2013.

Imagem: Reuters

BBC – Por que a China está mudando sua atitude em relação à imprensa estrangeira?

Goldkorn – Acho que é por causa de uma estranha combinação de força e fraqueza, de confiança e insegurança.

Acho que, por um lado, Xi Jinping chegou ao poder em um momento em que a China, em 2012, havia superado a crise financeira global e era um dos países mais importantes do mundo, com base em qualquer índice econômico.

É um país indispensável. Qualquer país tem algum tipo de acordo com a China. Ele não é mais pobre e fraco. Estava começando a parecer um país rico e poderoso. Portanto, há um certo senso de orgulho e a possível arrogância que o acompanha.

Ao mesmo tempo, acho que Xi tem um forte sentimento de que, se o Partido Comunista não for cuidadoso, a China acabará como a União Soviética e como a Rússia, que é obviamente uma superpotência, mas em alguns aspectos não é levada a sério como país.

Apesar do orgulho e da confiança de Xi Jinping e de muitos cidadãos em relação às conquistas do país, há um profundo sentimento de insegurança sobre como as coisas podem dar errado. E isso está por trás da sensibilidade absoluta com que eles veem o que acontece na China, especialmente internamente, mas também no nível internacional.

Soma-se a isso o sentimento de que a China, de certa forma, precisa cada vez menos de outros países, mas é nesses momentos em que tanto o orgulho quanto uma espécie de paranoia convergem, o que os levam a sentir que os jornalistas estrangeiros não são realmente as pessoas de que precisam agora.

BBC – Isso também pode explicar a mudança que vimos na diplomacia chinesa no ano passado? Os chamados ‘lobos guerreiros’ [diplomatas que defendem a posição de Pequim com linguagem dura nas redes sociais e em outros lugares, às vezes espalhando desinformação] estão aqui para ficar?

Goldkorn – Parece que sim. E é parte do mesmo problema: o desejo do Partido Comunista de dar forma à história que está sendo contada, alimentado ao mesmo tempo pela arrogância e pela paranoia.

Pelo menos no futuro próximo, não vejo isso mudando.

BBC – Parece uma continuação da posição mais assertiva da China na arena internacional sob Xi Jinping.

Goldkorn – Certamente é.

BBC – Por muitos anos, no Ocidente, presumiu-se que a China um dia se tornaria um país democrático, mas hoje isso parece um sonho que se desvaneceu. É um mal-entendido sobre como a China se vê e como quer ser percebida no resto do mundo?

Goldkorn – Sim, acho que sim.

Muitos acadêmicos, políticos ou jornalistas talvez pensassem que, à medida que a China se tornasse mais rica e mais integrada ao mundo, se tornaria mais liberal. E não foi esse o caso.

Talvez se não fosse por Xi Jinping não seria assim. Por outro lado, no entanto, parte das guindas anti-liberais que a China deu o precede.

Aquele momento de otimismo sobre a China se abrir, para mim, terminou em 2009. Pelo menos foi quando comecei a pensar que não iria funcionar. Eu mesmo era um dos que tinham a concepção errônea de que a China se liberalizaria gradualmente.

BBC – Por que em 2009?

Goldkorn – Dois fatores: primeiro, os Jogos Olímpicos de sucesso [em Pequim, 2008].

E logo em seguida, a crise financeira global, quando se constatou que Wall Street – o sistema financeiro e econômico americano que era admirado e que, em muitos aspectos, foi estudado e imitado pelo governo chinês – não era tão forte ou tão bem-sucedido como foi planejado.

E, ao mesmo tempo, a China navegou nas águas da crise, em grande parte graças à capacidade do governo de usar essa força para resistir à tempestade e alocar os gastos de uma forma que só se pode fazer se tiver o poder centralizado.

Portanto, acho que depois de 2009, muitas pessoas – de estudantes a acadêmicos a cidadãos comuns – começaram a pensar que sua admiração anterior pelo Ocidente pode ter sido deslocada. Esse foi um ponto de virada.

BBC – Que outros mal-entendidos ou percepções equivocadas existem sobre a China no Ocidente?

Goldkorn – Acho que um dos mal-entendidos que ainda se vê é que existe um poderoso grupo de ‘reformistas’ dentro do Partido Comunista; que se fossem apoiados, isso permitiria que tudo fosse liberalizado.

No Ocidente superestimamos o apelo do modelo ocidental de democracia liberal e, ao mesmo tempo, subestimamos a capacidade do PCC: apesar de todos os problemas que a China tem e possa ter com o partido, eles provaram ser extremamente competentes governando o país.

BBC – Agora pergunto sobre outra ideia que tende a ser vista no Ocidente: a China busca dominar o mundo?

Goldkorn – Não acho que a China esteja planejando dominar o mundo exatamente: acho que o Partido Comunista quer fazer do mundo um lugar seguro para sua forma de governo. E assim garantir sua permanência no poder a longo prazo. Esse é o seu objetivo principal.

Mas, para tornar o mundo mais seguro para o PCC, a China precisará crescer econômica e militarmente, e é aí que não se sabe ao que isso pode levar.

Não acho que Xi Jinping seja como um vilão de quadrinhos tramando quando invadir os Estados Unidos ou quando tomar o sudeste asiático e criar uma colônia.

Não acho que a China pense como uma ex-potência colonial, mas acho que tornar o mundo mais seguro para o governo do PCC levará à dominação chinesa, especialmente na esfera econômica mundial, o que colocará muitas pessoas em uma posição incômoda.

'Mao tornou a China independente e a ergueu, Deng Xiaoping os tornou ricos e Xi os tornou fortes' É assim que os especialistas chineses resumem o pensamento do atual presidente do país. - GETTY IMAGES - GETTY IMAGES
‘Mao tornou a China independente e a ergueu, Deng Xiaoping os tornou ricos e Xi os tornou fortes’ É assim que os especialistas chineses resumem o pensamento do atual presidente do país.

Imagem: GETTY IMAGES

BBC – Portanto, trata-se de sobrevivência absoluta.

Goldkorn – Essa é a minha visão, sim.

BBC – Falemos sobre a relação entre a China e os EUA. Ouvimos alertas sobre uma possível “nova Guerra Fria”, por exemplo, do Secretário-Geral da ONU; enquanto outras vozes consideram que devemos ter cuidado ao descrever a relação entre as duas superpotências. Você vê como inevitável uma nova Guerra Fria?

Goldkorn – Acho que cada um tem sua própria definição de o que significa Guerra Fria. Mas em muitos aspectos essa definição obscurece a questão em vez de iluminá-la.

Porque [a situação] é muito diferente da Guerra Fria 1.0, digamos. A conexão é que ninguém está lutando diretamente, mas há uma hostilidade tremenda.

BBC – Taiwan é o maior risco de confronto entre China e Estados Unidos?

Goldkorn – Taiwan e o Mar do Sul da China, em termos gerais. São duas questões diferentes, mas intimamente relacionadas.

Acho que o risco com Taiwan é que Xi Jinping decida que agora a China está em uma posição de força e que é hora de agir. Isso seria com Taiwan, mas geralmente ambos são um perigo.

O maior risco é que, com o aumento da militarização da região, aconteça alguma coisa em que haja duas partes irritadas uma com a outra, seja a China ou os Estados Unidos, ou talvez outro país, mas em que os Estados Unidos sintam necessidade de se envolver. Ou que ocorra algum tipo de incidente não planejado: um navio colide com outro navio e marinheiros americanos morram. Um acidente ou erro de cálculo e sai fora de controle.

Para mim, esse é o grande risco, seguido de perto pela decisão da China de agir em relação a Taiwan.

BBC – Mesmo na pandemia, a pressão sobre Taiwan não parou de aumentar e atingiu a América Latina: neste mês, Taiwan acusou Pequim de oferecer vacinas chinesas para pressionar o Paraguai a cortar suas relações com a ilha. O Paraguai é um dos poucos países que reconhece Taiwan como um Estado soberano. Como você vê a diplomacia de vacinas da China e essas disputas?

Goldkorn – A pandemia pode ter sido muito ruim para os esforços diplomáticos internacionais da China, que obviamente está sofrendo algumas consequências negativas em termos de sua reputação.

Mas, por outro lado, a China fez um bom trabalho em reverter isso, tanto controlando a pandemia no país quanto com a diplomacia de equipamentos de proteção e máscaras, primeiro, e agora de vacinas.

Honestamente, se você é um pequeno país pobre e ainda não está recebendo as vacinas Covax (consórcio para distribuir vacinas pelo mundo) e os EUA ou o Reino Unido não estão prometendo nada, enquanto a China está dizendo ‘se você se comportar bem conosco, nós lhe enviaremos vacinas…’

[Pequim] quer aproveitar ao máximo esta oportunidade de diplomacia de vacinas e pressionará todos os países que ainda reconhecem Taiwan.

BBC – Neste ano haverá um aniversário marcante no país: o centenário do Partido Comunista. O poder do PCC na China está mais forte do que nunca?

Goldkorn – Sim.

Muitos de seus cidadãos acreditam que o país fez um ótimo trabalho no controle da pandemia. Obviamente, eles usaram seu aparato de propaganda para ter certeza de que essa é a história que ficará, mas acho que têm sido muito bem-sucedidos nisso.

Eles saíram mais fortes do que nunca. Eu acrescentaria apenas uma advertência e tem a ver com um livro. Minha descrição favorita da China é, em muitos aspectos, a do título do livro de Susan Shirk: “China, uma superpotência frágil” (China: Fragile Superpower, no original em inglês). Também poderíamos falar do “frágil poder do Partido Comunista”.

Em muitos aspectos, [o PCC] está na posição mais forte que já ocupou. Mas, por outro lado, enfrenta problemas de todos os lados: da hostilidade internacional às campanhas contra os uigures e outras minorias e religiões, a enormes problemas ambientais ou crescente desigualdade…

Eles emergiram mais fortes do que nunca da pandemia, mas ao mesmo tempo os problemas que têm de enfrentar não diminuíram.

BBC – Apesar desse poder fortalecido de que fala, você vê algum sinal de dissidência dentro do Partido Comunista em relação a Xi?

Goldkorn – A marca do governo de Xi é ter se posicionado para governar por um longo período, possivelmente pelo resto de sua vida.

E ele tem todas as alavancas do poder em suas mãos e conseguiu que o PCC apoiasse o culto à personalidade. Isso tornará qualquer mudança na liderança muito difícil.

Eu acho que há muitas pessoas que reclamam e não estão necessariamente felizes com ele, mas eu acho que elas não são fortes ou significativas o suficiente para causar mudanças. Pelo menos não agora, não no futuro próximo.

– O que é um “amigo virtual”? E até que ponto ele é um amigo? Sobre: valer a pena ter amizades no Facebook.

Amigos (amigos pra valer) temos muito poucos na vida. É fato! Temos muitos conhecidos, colegas e pessoas que se relacionam com a gente. Mas amigos de verdade, não são muitos.

E amigos virtuais? 

Essa categoria criada pelo Facebook (que se estendeu para Twitter, Instagram e outras Redes Sociais) engloba os amigos, colegas, conhecidos, famosos, anônimos, admiradores e até haters. “Cabe todo mundo”.

Mas deveria caber?

Talvez sim, talvez não. Se a pessoa te incomoda, reclama de tudo o que você posta, por quê está inserida na sua Rede Social? Não faz sentido!

Facebook e seus semelhantes são: entretenimento, ferramenta de trabalho ou as duas coisas concomitantemente. Mas pense: vale a pena aguentar trolls?

Nunca haverá bloqueio, desfazer amizade ou retaliação por argumentar diferente por minha parte. Não fui educado para isso… o debate inteligente, respeitoso e cordial sempre fará parte. Mas se ele ocorre somente por um dos lados que discute, pra quê insistir nessa “amizade virtual”?

Aqui vale uma lembrança sobre discordar em Redes Sociais e seus limites de respeito: https://professorrafaelporcari.com/2020/04/26/discordar-com-educacao-pode/

Na questão da educação necessária neste mundo virtual: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/25/a-cultura-de-ofender-sem-sentir-vergonha-nas-redes-sociais-por-politica-um-apelo/

Sobre o Fanatismo desse ambiente: https://professorrafaelporcari.com/2020/04/05/por-que-uma-pessoa-rotula-a-outra-anti-lulista-anti-bolsonarista-ou-isentao/

Por fim, um importante lembrete sobre radicalização: https://professorrafaelporcari.com/2020/04/03/saudade-do-orkut-faca-o-teste-e-comprove-lula-bolsonaro-coronavirus-e-outros-temas-espinhosos-ganham-corpo-com-os-algoritmos-do-facebook/

O que é Educação 4.0 e como ela vai mudar o modo como se aprende ...

– Elogiar e Criticar Bolsonaro: a árdua missão de ser ponderado. Sobre Deus e o Diabo na Política.

Texto de 1 ano, mas que se faz necessário a repostagem: amar político (defender com unhas e dentes Lula, Bolsonaro, Dória, Boulos, Amoedo, ou qualquer outro nome) é uma insanidade. Para a reflexão:

Quando você elogia alguma coisa do presidente, vira Bolsominion. Se critica, vira comunista. Culpa (insisto sempre nisso) dos algoritmos do Facebook, que te levam a interpretar do jeito que lhe melhor agradar e visualizar coisas seletivas.

Está difícil ser sensato e manter-se honesto às opiniões. O mundo ficou chato e o ambiente virtual, desvirtuado (ou se preferir: fanático).

Deus para seus radicais e Diabo para seus opositores: esse é o Jair Bolsonaro, que para o cidadão que tem os pés no chão e fala sem paixão, simplesmente é o Presidente da República, um homem que erra, acerta, divide, e que faz muita coisa polêmica, não sendo nem Jesus e muito menos Lúcifer.

Mas esse humano Messias dá medo? Claro que dá! Quer prova disso? A manifestação em Brasília neste domingo…

Vamos lá:

Me recordo muito dos atos pró-Lula: ai de você se falasse mal de Luís Inácio (principalmente antes da descoberta de todos os esquemas de corrupção). Ele era o Antonio Conselheiro dos anos 2000! Criou no seu auge uma legião de fanáticos, que abarca até mesmo quem não conheceu sua história e os mais jovens que pensam ser ele um cara “honesto”. Não nos esqueçamos das suas condenações e dos seus processos… Um “quase Maluf”, expressão que os mais antigos entenderão bem.

Bolsonaro imita Lula no discurso demagógico e no trato com seus eleitores. Tem carisma para aqueles que votaram nele, isso é inegável, e um presidente precisa de apoio para governar. As reformas realizadas e a estruturação econômica são graças a esse voto de confiança da população que nele apostou. Entretanto, Collor, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro tem algo em comum: não ganharam os votos da maioria dos brasileiros, mas de uma maior parte deles. Afinal, some-se o número de votos contrários, brancos e nulos. Dessa forma, saber atender os anseios de quem não votou no vencedor é tarefa também do presidente, que governa não para os seus eleitores, mas para o Brasil (contrariando o ditado de que “A Voz do Povo é a Voz de Deus”).

Quando era criticado, Lula detonava a Rede Globo (“O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”). Agora, Bolsonaro faz o mesmo com a emissora (“Globolixo” e outros trocadilhos ruins). E se socorre à parte da imprensa que se apoia nele (vide a Record, por exemplo, de Edir Macedo).

Entre críticas ao comportamento (principalmente de desdém ao Novo Coronavírus, beirando a irresponsabilidade em atos não-exemplares) e elogios (às ações da equipe econômica e a diminuição da criminalidade), há muita contradição.

  • Defender a honestidade mas blindar os filhos e os aliados que estão na mira da Polícia Federal? Olha aí a história de Deus e o Diabo
  • Sair na rua em ato contra os Poderes Legislativo e Judiciário como hoje e ao mesmo tempo falar em harmonia dos três poderes? Deus e o Diabo na contradição presidencial…
  • Falar como há pouco em defender a Constituição e a Democracia mas ficar alardeando que tem apoio das Forças Armadas (e Dudu Bolsonaro tendo exaltado o AI-5 dias atrás)? Deus e o Diabo

Enfim: a semelhança maior do que se pode imaginar de Bolsonaro como um Lula de Direita, tirando a corrupção e reforçando a personagem de líder popular em referência aos seus apaixonados seguidores, é o fato de exaltar a condição de “NÓS contra ELES”.

Nós quem, cara-pálida?

Somos um só Brasil, de diversas culturas num mesmo pedaço gigante de terra. A mesma história vivida por 14 anos de lulismo (8 de Lula e 6 de Dilma Russef) não pode se repetir agora, só trocando a Esquerda pela Direita.

Tomara que as ameaças feitas nesse Dia Internacional da Liberdade de Expressão (Deus e o Diabo novamente apareceram, pois tivemos, ao invés de respeito à data, agressões a jornalistas) tenham ficado só no discurso. Lula quís um dia controlar a mídia, assim como Bolsonaro fala sobre concessão de TV e militarismo.

Que Deus tire da cabeça dos políticos os desejos do Diabo de que os homens se achem iguais em imagem, semelhança e poder ao Altíssimo. É esse o medo que tenho do presidente: o Poder, gerando desvios como birra e vaidade!

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Ops: opine a vontade sobre esse texto, mas respeite a opinião alheia – sem sobrepor / querer impor sua opinião a fim de mudar a dos outros.

– O insensível calendário abusivo do futebol resultará em problemas.

Fico pasmo ao ver a omissão total do Sindicato dos Atletas quanto a questão da maratona de jogos dos atletas no Paulistão. Os clubes estão entrando em campo a cada 48 horas, sendo que eles não tem elenco suficiente para essa loucura, e nem conseguem treinar a contento. Por quê o silêncio?

Pense na Libertadores da América: como os plantéis cansados e sem tempo para treinar (vivendo do “pijama training” – expressão criada por Vanderlei Luxemburgo para dizer que o time sai do estádio e volta para o hotel dormir, até a próxima partida seguida) enfrentarão equipes descansadas e treinadas? É obvio o prejuízo físico, técnico e tático dos brasileiros – em decorrência do excesso de jogos e falta de treinamento.

E é só um problema para os grandes?

Veja só: Audax x Sertãozinho jogarão às 22h nesta 3a feira, pela A2 (seguindo o mesmo protocolo sanitário, a bolha de prevenção e arcando com os custos). E depois de amanhã, retornam a campo. Dia sim, dia não, tem jogo na 2a divisão! E por conta das dificuldades de infraestrutura desta categoria, temos coisas impensáveis: o “Clássico da Cidade Azul”, Rio Claro x Velo Clube Rioclarense, será jogado em Santa Bárbara do Oeste, por conta da falta de iluminação na casa do mandante.

Quer cenário tão insensível quanto esse, mas ao inverso?

Dos 150 clubes filiados à FPF em suas diversas divisões, 2 equipes profissionais amargam um recorde de inatividade pela indefinição do campeonato: faz 6 meses e 10 dias que Grêmio Osasco e Paulista não entram em campo! Essas equipes estavam na 3a divisão e caíram para a 4a. Como essa divisão (oficialmente chamada de 2a divisão Sub 23) ainda não tem nem previsão de início, os remanescentes dela estavam ativos há mais tempo do que os dois citados, por conta do calendário de 2020 que foi estendido. 

Quem os ajuda a se manterem vivos?

Nem Sindicato dos Clube, nem Federação Paulista de Futebol. E depois se fala da preocupação em democratizar o futebol, contra o elitismo e a favor dos pequenos (discurso muito ouvido por conta da Superliga)… O que nós, no Brasil, estamos fazendo para sermos coerentes com o discurso?

(Sobre a Superliga da Europa, citada acima, abordamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/04/19/calma-pessoal-da-superliga/)

Campeonato Paulista da Segunda Divisão Já Tem Data Para Começar

– Discordar com Educação, pode!

Li em alguma postagem do Facebook e achei sensacional:

“Conversar com gente inteligente é muito bom. Você pode pensar diferente, discordar e não correr o risco de ficar de mal ou virar inimigo”.

No entanto… não se vê isso nas Redes Sociais!

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– Autogolpe?

Tenho algumas restrições aos textos dele, mas Mário Sabino foi cirúrgico ao escrever este, abaixo, que compartilho: sobre a troca dos Ministros de Bolsonaro – em especial ao da Defesa, que não queria fazer apologia pública ao Governo – fica a constatação: o presidente quer um “Pazzuello” no comando?

Abaixo, sobre a resistência de politização das Forças Armadas e o conceito de “autogolpe” (se resguardar com os militares, jeans estando no poder), extraído de: https://www.oantagonista.com/opiniao/bolsonaro-acha-que-pode-ameacar-com-um-autogolpe/

BOLSONARO ACHA QUE PODE AMEAÇAR COM UM AUTOGOLPE

Como dissemos, Jair Bolsonaro está dinamitando as últimas conexões que mantinha com a realidade, ao mesmo tempo que se vê obrigado a ceder espaço ao Centrão, que passou a encarar o impeachment como possibilidade.

Está claro que, ao demitir Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa, o presidente da República mostra a cara de capitão insubordinado. Ele acha que pode ameaçar o mundo da política e da Justiça com um autogolpe sustentado por militares da sua confiança e adjacências. O limite da fidelidade de Fernando Azevedo e Silva (e a fidelidade se mostrou cheia de manifestações extemporâneas) foi a cabeça do general Edson Pujol, comandante do Exército contrário à politização das Forças Armadas. O agora ex-ministro não quis entregá-la na bandeja da traição — preservou as FA como instituições de Estado — e foi despachado. Bolsonaro viu aí também a chance de atenuar a imagem de fraqueza diante do seu gado, depois de ser obrigado a tirar Ernesto Araújo do cargo de chanceler.

É no sentido da fantasia bolsonarista do autogolpe que devem ser entendidos os tweets de Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro em homenagem ao policial militar da Bahia que entrou em surto psicótico e foi morto depois de dar tiros para o ar e disparar contra integrantes do Bope daquele estado. Os dois deputados catapultaram o rapaz a mártir na luta contra a “ditadura” dos governadores que impõem medidas restritivas — e ambos incitaram policiais militares do país todo à sublevação. Expressaram, assim, a visão de mundo aloprada do próprio Bolsonaro.

Essa gente realmente acredita que as Forças Armadas terão um surto psicótico e se entregarão a um sociopata que considera algo natural a morte de centenas de milhares de cidadãos brasileiros por Covid.

Eles não passarão.

Autogolpe de Bolsonaro em marcha - RIC