– A Gestão Compartilhada está em alta!

Quando se fala em democratização no gerenciamento organizacional, você encontrará termos como “administração participativa”, “gestão horizontal” e “organizações de hierarquia mínima”. Não importa, falamos da mesma coisa: o compartilhamento de ideias, decisões, soluções e criações.

As grandes empresas globais adotam isso, que são os modelos baseados no que fazem  “Google” ou da “Netflix”, mostrando como chefes e subordinados se relacionam beirando a informalidade e dividem a cumplicidade de ações.

Pois bem: na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Julho/2018), em matéria de Lara Silbiger, o assunto é tratado bem didático.

Por exemplo: “administrar compartilhando” seria ideal para a empresa que…:

  1. Confia nos funcionários. Para abrir mão do controle tradicional, o empreendedor precisa ver os empregados como pessoas responsáveis, criativas e capazes de tomar decisões.
  2. Estão dispostas a apostar na distribuição das atividades de gestão entre equipes habilitadas e definir prioridades a planejar e a tomar decisões.
  3. Investem no engajamento e na formação de pessoas, uma vez que a adesão à gestão descentralizadas pressupõe uma chuva de aprendizagem.
  4. Adotam avaliações de desempenho e reuniões de Feedback para fazer uma leitura mais precisa de quanto cada pessoa colabora para os resultados.
  5. Estão dispostas a discutir se a remuneração dos funcionários reflete, na mesma proporção, o valor que eles agregam aos resultados do negócio.
  6. Têm como alicerce uma gestão baseada em princípios de governança, como ética, responsabilidade, compliance e respeito à sustentabilidade.

Além disso, os modelos de gestão compartilhada poderiam ser com (seus prós e contras): Sociocracia, Holacracia, e Management 3.0 – mas aqui ficará para uma outra postagem.

Claro, para que isso funcione, são necessárias algumas atitudes descentralizadas, como:

  1. Envolva nas discussões todas as pessoas que serão impactos pela decisão ou que serão relevantes para a evolução da iniciativa.
  2. Valorize a diversidade de experiências e de competências das pessoas que formam o grupo.
  3. Descubra o que elas têm em comum e que pode alavancar a participação colaborativa, como metas, aspirações e valores.
  4. Evite crítica precoces e abra mão de defender só os seus pontos de vista. Escute cada proposta com foco nas contribuições que pode trazer para o negócio.
  5. Não tema as possíveis tensões. Elas são parte essencial do processo de geração de novas ideias.
  6. Identifique as semelhanças entre as pessoas. isso aumenta a confiança umas nas outras e ainda minimiza antagonismos.
  7. Crie um ambiente que estimule o convívio coletivo. Os espaços de trabalho devem favorecer a comunicação sem barreiras físicas.

De fato, a distância hierárquica das organizações está cada vez menor e não cabe mais tanto distanciamento entre os níveis de pessoal.

Imagem extraída de: https://mundocarreira.com.br/lideranca-e-gestao-de-pessoas/entenda-o-que-e-gestao-compartilhada-e-como-pode-funcionar/

– Dia da Liberdade de Imprensa.

Hoje é um dia importante: de falar do direito à liberdade de se expressar, comunicar, opinar…

Aqui no Brasil, sinceramente, não vejo censura. Há? Onde?

O que ocorre são os casos pontuais do STF e das Redes Sociais (mas essas, são particulares). Talvez a maior censura – e aí sim é um problema – seja a “indústria da lacração e cancelamento”, mas que nasce também de pessoas.

Nada disso estaria em discussão se houvesse respeito mútuo, não?

– Tolerar nas Redes Sociais é importante!

Gostei demais dessa imagem, que retrata uma grande realidade: as Redes Sociais estão muitíssimo intolerantes!

Educação, Democracia, Empatia… aceitar o pensamento diferente (que não significa concordar com ele, mas respeitar a opinião alheia) é questão de cidadania.

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– Fanatismo de Esquerda e de Direita, Paola Carosella e outros generalistas.

A masterchef Paola Carosella disse que é “difícil se relacionar com bolsonaristas, pois o sujeito que defende o presidente ou é escroto, ou é burro”.

Felipe Neto, youtuber, complementou que deveria ter dito “colossalmente” escroto ou “colossalmente” burro. 

Essa lógica é muito ruim. Não sou bolsonarista, nem apaixonado por político algum. O que é correto merece aplausos e o errado merece críticas. Mas confundir o Chefe de Estado com o eleitor, é condenável. Afinal, a pessoa pode estar iludida. 

Conheço inúmeros eleitores do Bolsonaro que não conseguem enxergar erros em sua gestão. Não é por isso que são escrotos ou burros, apenas enxergam a administração dele positiva. 

Conheço também inúmeros eleitores do Lula, que de maneira incompreensível insistem na honestidade dele e de seus pares (alguns alegam até que foi traído por José Dirceu, Delúbio, entre outros). Creem piamente que ele foi vítima de uma conspiração internacional! Nem por isso, são escrotos ou burros. Apenas têm nessa narrativa a verdade deles. 

Por fim: critique o candidato, mas se respeite o eleitor, por mais incompreensível que possa ser o voto dele. É a democracia!

A era do fanatismo - Blog do Ari Cunha

– REPOST: Taiwan: como surgiram duas Chinas?

De 23.05.2020, mas pertinente, devido ao aumento da tensão entre China e Taiwan
Na semana, a presidente de Taiwan Tsai Ing-wen se reelegeu e novamente afirmou que não existe nenhuma chance do território aceitar ser administrado pela China Comunista, nos moldes que faz com Hong Kong.

Aliás, duas observações:

1. A população de Formosa (ou Taiwan, como é chamada lá) não quer fazer parte da China Continental. Pra quê insistir, depois de tantos anos? Demonstração de poder?

2. Hong Kong vive reclamando da forte repressão democrática. Se espelhar nesse modelo é algo impensável para eles.

Entenda como surgiram “duas Chinas”,

Extraído de: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/taiwan-uma-nacao-ou-uma-provincia-chinesa.htm

TAIWAN: UMA NAÇÃO OU UMA PROVÍNCIA CHINESA?

A questão de Taiwan teve origem com a vitória da Revolução Chinesa em 1949, a derrubada do governo de Chiang Kai-shek e a instauração do governo socialista de Mao-Tsé Tung. Chiang Kai-shek, que governou a China desde 1927, refugiou-se com seu Estado Maior e cerca de 2 milhões de chineses na ilha de Taiwan ou Formosa, situada a 130 km do litoral da parte continental da China e separada desta pelo estreito do mesmo nome. Formou-se na ilha um governo autônomo com o apoio dos Estados Unidos.

A partir desse período, a China seguiu dividida em duas: República Popular da China (a parte continental) e a China Nacionalista ou Taiwan (parte insular). Elas representavam os dois lados da Guerra Fria. A China Popular aliou-se à URSS até 1960 e depois seguiu seu próprio caminho.

Desde então, as duas Chinas vivem numa situação de hostilidade, ocorrendo, inclusive, conflitos armados nos primeiros anos de sua divisão. A China Nacionalista, porém, assegurou sua existência através do estreitamento das relações com os Estados Unidos. Em 1954, os EUA e Taiwan assinaram um acordo de defesa mútua, após o intenso bombardeio do estreito de Formosa pela República Popular da China, nesse mesmo ano.

Desde a década de 1970, Taiwan tem se destacado no cenário econômico mundial pelo desempenho invejável. Formava, ao lado de outros três países do Pacífico – Coréia do Sul, Hong Kong e Cingapura – o bloco dos primeiros “tigres asiáticos”, assim chamados por terem dado um salto no desempenho econômico, com taxas de crescimento excepcionais, além de uma política agressiva de disputa no mercado externo. Os taiwaneses conquistaram padrões de vida bem próximos aos dos países desenvolvidos, contrastando com a dura realidade vivida pela população da China continental.

Do ponto de vista geopolítico, porém, Taiwan acumulava derrotas. Em 1971 foi substituída pela República Popular da China na ONU e, em 1979, os Estados Unidos transferiram a sua embaixada de Taipé (capital de Taiwan) para Pequim (capital da China Popular), devido ao restabelecimento de relações diplomáticas com o país socialista. Nesse mesmo ano, os Estados Unidos anularam o Tratado da Defesa que mantinham com a ilha e desativaram a sua base militar. Apesar disso, o governo de Taiwan continuou contando com o compromisso de apoio e proteção militar norte-americana.

Nação ou província chinesa?

Chinag Kai-Shek, líder do Partido Nacionalista (Kuomintang), governou Taiwan até 1975, com poderes ditatoriais. Mesmo após a sua morte, nesse mesmo ano, a ilha continuou a ser controlada pelo Kuomintang. Somente na década de 1990 o país passou por um processo de democratização, abrindo espaço para outras agremiações políticas. Em 2000, o Partido Democrático Progressista (PDP) conquistou o poder através de eleições livres, sob o comando de Chen Shui-bian. O PDP sempre manifestou posição favorável à independência em relação à China Popular, que lhe rendeu os votos da maioria da população taiwanesa e assegurou a reeleição de Chen, em 2004.

Taiwan tem governo próprio, eleito democraticamente, instituições independentes, moeda nacional, forças armadas, participa ativamente do comércio internacional e é membro da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico). Para efeitos práticos, é um Estado soberano, mas apesar disso não é reconhecido pela ONU e pelas principais organizações internacionais. Mantém relações diplomáticas com 26 países apenas.

A China Popular considera Taiwan uma província rebelde, uma parte inalienável do seu território. Nos últimos anos, tem se empenhado ostensivamente no projeto de reunificação, inclusive recorrendo ao uso da força, caso isso seja inevitável. Desde a década de 1990, tem realizado manobras militares no estreito de Taiwan, no sentido de reforçar a sua disposição de impedir qualquer tentativa de independência.

Em busca de uma solução pacífica, contudo, Pequim propõe o conceito de “um país, dois sistemas”: o socialista no continente e o capitalista em Taiwan. Em tese, isso permitiria a Taiwan adotar as suas políticas econômicas e manter as suas instituições, com relativa autonomia.

Do outro lado do estreito, o atual presidente taiwanês não ousa declarar publicamente a independência ou tomar qualquer decisão contra a reunificação com a parte continental. No entanto, tem manifestado que qualquer atitude a esse respeito dependerá de um processo livre e democrático, cuja deliberação cabe a 23 milhões de pessoas que vivem em Taiwan, em sua maioria simpática à causa separatista. A perspectiva de uma só China no futuro, declara Chen, deverá ser fruto de negociações em bases iguais.

Taiwan conta, ainda, com o apoio dos Estados Unidos que consideram a ilha estratégica para sua influência na região da Ásia-Pacífico. Além disso, é determinação do Congresso norte-americano defender a ilha de qualquer ameaça militar externa.

Em março de 2005, um novo agravante tem colocado em risco as delicadas relações entre as duas Chinas. A Assembléia Nacional Popular, parlamento da China Continental, aprovou uma lei anti-secessão. Essa lei autoriza o uso da força contra Taiwan, caso esta declare a sua independência formal.

A iniciativa reforça as hostilidades entre os dois governos e coloca os Estados Unidos em situação delicada. Não está nos planos dos americanos um conflito direto com a China, que, por outro lado, não deverão ficar impassíveis a China invada Taiwan e busque a reunificação por meios bélicos.

Desde 2004, o governo norte-americano vem fortalecendo a cooperação militar com Taiwan e tem feito pressões sobre a União Européia para que não suspendam o embargo à venda de armas à China continental, imposto desde o massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em 1989, quando a população chinesa saiu às ruas para exigir liberdades democráticas. O governo de Washington procurou, também, envolver e comprometer o Japão na defesa de uma Taiwan independente: os japoneses têm interesses estratégicos no estreito, por onde circula boa parte das mercadorias negociadas por este país no mercado internacional.

A maioria dos analistas acredita que a Lei Anti-Secessão é mais um jogo de cena da China Popular. Essa lei não acrescenta nada além do que o governo chinês sempre declarou neste pouco mais de meio século de tensão entre as duas China. Existe ainda um outro componente que funciona como bloqueador de ações beligerantes: as intensas relações e interesses econômicos existentes entre todos os países que poderiam ser envolvidos pelo agravamento da questão taiwanesa.

Tsai Ing-wen foi reeleita como presidente de Taiwan neste sábado (11) — Foto: Tyrone Siu/Reuters

Tsai Ing-wen foi reeleita como presidente de Taiwan neste sábado (11) — Foto: Tyrone Siu/Reuters

– A Visão sobre a Imprensa de Lenin e Thomas Jefferson.

Incrível como volta e meia a censura oficial ameaça a liberdade de imprensa. A imprensa é essencial para a democracia! Não me venha com a história de que a irresponsabilidade de alguns jornalistas é ruim; em todas as atividades há os bons e maus, e um enganador não dura muito tempo.

Digo isso pois leio uma matéria de alguns dias atrás, da Revista Veja, ed 2149, por Fabio Portela, com o título A Obsessão Totalitária“. Nela se compara duas frases emblemáticas de dois grandes líderes. Apenas reproduzo, pois ela se auto-explica:

UM TEMA, DUAS VISÕES

No século XVIII, o futuro presidente americano Thomas Jefferson já enxergava a liberdade de imprensa como um dos pilares da democracia. No século XX, o bolchevique Lenin inaugurou a doutrina esquerdista que vê no jornalismo independente uma ameaça a ser combatida.

“Se eu tivesse de decidir entre ter um governo sem jornais e ter jornais sem um governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a segunda opção” – Thomas Jefferson, em 1787

“Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então não a daremos” – Vladimir Lenin, em 1912

De fato, uma verdadeira democracia tende a ganhar com a liberdade de imprensa, como defendida por Thomas Jefferson. Àqueles que têm algo a esconder e querem impedir o necessário trabalho da imprensa, e que se alinham perfeitamente ao pensamento lenista, meus pêsames. 

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– Liberdade de Expressão, por Barroso.

O ministro Barroso, do STF, disse que “a Liberdade de Expressão sem limites é perigosa”. Acho que foi uma frase confusa…

Sempre aprendi que todos temos direitos e liberdade, e que o bom senso determina que tudo isso esbarra quando fere o próximo.

Em suma: gozemos da liberdade com responsabilidade, respeitando as pessoas. Caso contrário, assuma as responsabilidades e processos. Porém, “censurar” é algo (aí sim) perigoso.

– O que é um “amigo virtual”? E até que ponto ele é um amigo? Sobre: valer a pena ter amizades no Facebook.

Amigos (amigos pra valer) temos muito poucos na vida. É fato! Temos muitos conhecidos, colegas e pessoas que se relacionam com a gente. Mas amigos de verdade, não são muitos.

E amigos virtuais? 

Essa categoria criada pelo Facebook (que se estendeu para Twitter, Instagram e outras Redes Sociais) engloba os amigos, colegas, conhecidos, famosos, anônimos, admiradores e até haters. “Cabe todo mundo”.

Mas deveria caber?

Talvez sim, talvez não. Se a pessoa te incomoda, reclama de tudo o que você posta, por quê está inserida na sua Rede Social? Não faz sentido!

Facebook e seus semelhantes são: entretenimento, ferramenta de trabalho ou as duas coisas concomitantemente. Mas pense: vale a pena aguentar trolls?

Nunca haverá bloqueio, desfazer amizade ou retaliação por argumentar diferente por minha parte. Não fui educado para isso… o debate inteligente, respeitoso e cordial sempre fará parte. Mas se ele ocorre somente por um dos lados que discute, pra quê insistir nessa “amizade virtual”?

Aqui vale uma lembrança sobre discordar em Redes Sociais e seus limites de respeito: https://professorrafaelporcari.com/2020/04/26/discordar-com-educacao-pode/

Na questão da educação necessária neste mundo virtual: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/25/a-cultura-de-ofender-sem-sentir-vergonha-nas-redes-sociais-por-politica-um-apelo/

Sobre o Fanatismo desse ambiente: https://professorrafaelporcari.com/2020/04/05/por-que-uma-pessoa-rotula-a-outra-anti-lulista-anti-bolsonarista-ou-isentao/

Por fim, um importante lembrete sobre radicalização: https://professorrafaelporcari.com/2020/04/03/saudade-do-orkut-faca-o-teste-e-comprove-lula-bolsonaro-coronavirus-e-outros-temas-espinhosos-ganham-corpo-com-os-algoritmos-do-facebook/

O que é Educação 4.0 e como ela vai mudar o modo como se aprende ...

Imagem extraída da Internet, autor desconhecido.

– Os áudios da ditadura: que horror!

Rapaz… e os áudios da Ditadura? Que triste verdade, que só confirma o quanto o país sofreu com a falta de Democracia, numa nação onde radicais de Direita e de Esquerda se enfrentavam, e que muitas pessoas que não faziam parte dos movimentos revolucionários acabavam sofrendo com tortura…

E há quem negue tudo isso, não? Inegáveis os excessos de ambos os lados.

A matéria completa sobre isso, em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/04/19/stm-audios-confissao.htm

ÁUDIOS DO STM NA DITADURA TÊM CONFISSÕES SOBRE MARTELADAS E ABORTO APÓS CHOQUE

Os ministros do STM (Superior Tribunal Militar) tinham conhecimento sobre as torturas cometidas no período da ditadura militar no Brasil. O fato é comprovado por áudios gravados nas sessões —tanto as secretas, quanto as públicas —, disponibilizados ao público em 2017, e que vieram à tona no último domingo (17).

Entre as violências que chegaram às mesas dos ministros, há tortura de grávidas, violência contra a mulher, uso de martelos para obter confissões e um sólido entendimento de que as polícias eram violentas com os presos.

As gravações foram divulgadas pela jornalista Miriam Leitão, no jornal O Globo, a partir de análise do historiador Carlos Fico, especialista do período e professor de História do Brasil na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O UOL separou trechos dos áudios divulgados até agora, que reúnem elementos e detalhes da tortura praticada no período da ditadura militar:

Tortura de grávidas e aborto após choque

Em um dos áudios, o general Rodrigo Octávio descreve denúncias de torturas em instalações militares. Em 24 de junho de 1977, um áudio de 3 minutos e 48 segundos expõe como mulheres grávidas foram violentadas, o que levou até a um aborto.

O general Rodrigo Octávio narra, durante sessão para a apelação 41.048, que José Roberto Monteiro denuncia que fora torturado — e, por isso, negou confissões que havia feito sob aquelas condições — e que o mesmo também aconteceu com sua mulher, Nádia Lúcia do Nascimento.

Na voz do general, descreve-se o que aconteceu com Nádia: “(…) sofreu um aborto no próprio Codi-Doi em virtude de choques elétricos em seu aparelho genital, fato ocorrido no dia 8 de abril de 1974”.

A sequência do áudio traz a defesa de Nádia, a partir de uma leitura.

“Não participou de qualquer ação delituosa, nem mesmo estava ligada ao MR8, e que se por acaso for considerada responsável por aquilo que disse, pede que seja tomada em consideração o fato, como salientou, não aguentava mais a pressão à qual fora submetida e até mesmo coação. Deseja ainda esclarecer suas atitudes, pois estava grávida de três meses ao ser presa, tinha receio de perder o filho, o que veio a acontecer no dia 7 de abril nas dependências da Oban [Operação Bandeirante]”.
Defesa de vítima na tortura em leitura do general Rodrigo Octávio em 1977

Confissão a marteladas

Os áudios também expõem uma série de detalhes das torturas praticadas. No dia 15 de junho de 1976, o ministro togado Amarílio Lopes Salgado expõe um desses casos. O áudio tem 2 minutos e 33 segundos e trata da apelação 41.027, referente a um assalto a banco. O crime não teve causa política, mas os assaltos do tipo também eram julgados pelo STM de acordo com as regras da época.

O acusado confessa ter assaltado dois bancos, mas destaca que, no assalto em questão, não teve culpa. O ministro afirma que há dois policiais citados pela vítima da tortura, que recebeu marteladas para confessar o crime.

“É o seguinte é que ele alega que para fazer essa confissão na polícia – ele assaltou dois bancos – mas esse ele não podia porque estava preso”, diz Lopes Salgado.

Na sequência, o ministro continua: “Faz uma diligência e vê isso aí. Vou dar uma cópia para o procurador geral porque esse moço apanhou um bocado, baixou hospital, e citou o nome das duas pessoas que martelaram ele”, explicitando o tipo de tortura.

Sangue pelo nariz, capuz e fome

Em outro áudio, do dia 15 de fevereiro de 1978, o brigadeiro Faber Cintra descreve exemplos de tortura. O áudio de 5 minutos e 47 segundos está no âmbito da apelação 41.648.

Cintra coloca em dúvida alguns relatos de torturados, mas os descreve, apesar de ponderações:

  • Ana Maria Mandim, que sofreu coações;
  • Sergio (?) Simões, que sofreu muitas “sevícias” (maus-tratos) e coações;
  • Antônio Viana Sad, que sangrava pelo nariz “três ou quatro anos” após sair da prisão, em decorrência da tortura;
  • Romeiro Passos, que ficou oito dias sem comer na Vila Militar

Cintra lê trecho da sentença que destaca os acusados negando os interrogatórios em juízo por estarem “sob violenta coação”. A sentença ainda diz: “[ficaram presos] em locais que não puderam identificar pelo fato de terem sido aquinhoados entre aspas com um capuz na cabeça e assim levados para prestar depoimento”.

Tortura praticada por policiais

Trechos dos áudios também expõem que os ministros do STM recebiam denúncias e tinham ciência da violência policial na época. Em um trecho de voz não confirmada, um homem afirma que fica “com um pé atrás” quando o inquérito vem da polícia.

O historiador avalia que o autor da frase pode ser o almirante Sampaio Ferraz em um aparte no voto do ministro togado Amarílio Lopes Salgado, na mesma apelação 41.027 já citada, mas agora no dia 16 de junho de 1976. O áudio tem 1 minuto e 22 segundos.

O homem fala sobre um processo do qual é revisor: “eram quatro indiciados no inquérito, todos eles confessaram direitinho na polícia, que tinham tomado parte, uns acusaram os outros, mas na ocasião do sumário ficou provado que um deles não tinha nada a ver com a história”, lembra, indicando que houve coação.

O homem continua, e explica que o acusado disse que ou confessava “ou entrava no pau”.

Eles apanham mesmo. Por isso, quando vejo um inquérito na polícia eu fico logo com um pé atrás. Como revisor, eu tomo muito cuidado, examinando isso, porque o que se sente é que na polícia, no Dops, eles entram no pau. Ou confessam ou então apanham. Então não tem valor quase esse inquérito policial, a não ser um inquérito policial militar. Então estou de pleno acordo que é preciso acabar com isso.
Ministro do STM, com identidade não confirmada, em sessão em 1976

Em 13 de outubro de 1976, o ministro togado Waldemar Torres da Costa diz haver precedente na tortura cometida por policiais. Em um áudio de 3 minutos e 50 segundos, na apelação 41.229, ele defende as Forças Armadas, mas se coloca contra as polícias.

Quando as torturas são alegadas e às vezes impossíveis de ser provadas, mas atribuídas a autoridades policiais, eu confesso que começo a acreditar nessas torturas porque já há precedente.
Ministro togado Waldemar Torres da Costa, em sessão em 1976

O mesmo discurso é proferido pelo almirante Julio de Sá Bierrenbach, em sessão do dia 19 de outubro de 1976. Ele também defende as Forças Armadas, mas corrobora que policiais são “sádicos” para obter confissões.

Senhores ministros, já é tempo de acabarmos de uma vez por todas com os métodos adotados por certos setores policiais de fabricarem indiciados, extraindo-lhes depoimentos perversamente pelos meios mais torpes, fazendo com que eles declarem delitos que nunca cometeram, obrigando-os a assinar declarações que nunca prestaram e tudo isso é realizado por policiais sádicos, a fim de manterem elevadas as suas estatísticas de eficiência no esclarecimento de crimes.”
Almirante Julio de Sá Bierrenbach, em sessão do dia 19 de outubro de 1976

Defesa do Exército e busca por provas

Ao mesmo tempo em que criticavam as polícias, os ministros defendiam o Exército. Os trechos de áudios mostram que uma das principais críticas era às torturas praticadas por policiais, que poderiam impactar a imagem das Forças Armadas.

Bierrenbach, na sessão do dia 19 de outubro de 1976, continuou sua fala preocupando-se com a imagem do Brasil no exterior:

Essa ação sinistra de poucos é que extravasa além das nossas fronteiras repercutindo no exterior, como se todos nós fôssemos uns infratores dos direitos humanos, sei o que pensa o nosso preclaro presidente da República sobre o assunto. Tenho contatos com os oficiais generais das três forças Armadas que em sua totalidade deploram tais fatos.
Almirante Julio de Sá Bierrenbach, em sessão do dia 19 de outubro de 1976

O ministro togado Waldemar Torres da Costa também expõe a mesma preocupação, e cita que o Exército, sim, apurava crimes “contra a segurança nacional”.

Mas eu fico nessa preocupação de atribuir o que constituiria uma desmoralização a prática de tortura por oficiais do Exército que estão apurando crimes contra a segurança nacional. Eu não me recuso a me convencer dessas torturas, mas exijo que essas torturas tragam uma prova e não fiquem apenas no terreno da alegação.
Ministro togado Waldemar Torres da Costa, em sessão em 1976

Na sequência de dúvidas sobre os relatos dos torturados, há ministros que pedem provas sobre os maus-tratos e práticas relatadas pelas vítimas.

As alegações dos acusados em juízo, no sentido de que sofreram coações morais e físicas, não podem ser consideradas, pois desprovidas de qualquer elemento probatório por mais simplório que fosse um laudo médico particular que à época constatasse qualquer lesão, mesmo superficial do acusado.”
Brigadeiro Faber Cintra, em sessão do STM em 1978

Também Cintra disse que acusações “desde que procedentes, devem ser apuradas”, mas que “simples alegações (…) visam denegrir a prova colhida e afrontar autoridade constituída, pois em última análise trata-se de palavra contra palavra”.

O ministro insinua que as alegações de maus tratos, “sem qualquer elemento de convicção”, estavam sendo usadas como estratégia primeira de defesa dos acusados, e que acatar tais alegações serviriam de “incentivo” a essa suposta tática.

O que são os áudios?

Os áudios divulgados no último domingo (17), das sessões secretas e públicas, abrangem o período entre 1975 e 1985.

Em entrevista ao UOL News, o historiador Carlos Fico explicou que tem analisado os áudios nos últimos quatro anos, mas que decidiu entregá-los à jornalista Miriam Leitão após o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) duvidar da tortura sofrida por ela no período da ditadura militar.

O material é uma pequena parte das mais de 10 mil horas disponibilizadas pelo STM após uma extensa luta judicial travada pelo advogado Fernando Augusto Fernandes, que obteve no STF (Supremo Tribunal Federal) o direito de ter acesso a todas as gravações do STM entre 1975 e 2004.

  • O historiador Carlos Fico foi entrevistado ao vivo pela apresentadora do UOL Fabíola Cidral, no UOL News, sobre os áudios do STM:

Manifestação estudantil contra a Ditadura Militar em 1968 - Arquivo Nacional/Domínio Público

Manifestação estudantil contra a Ditadura Militar em 1968 Imagem: Arquivo Nacional/Domínio Público

– Pérolas da Internet: a entrevista de Lula à Playboy em 1979!

O tempo faz com que amadureçamos e nos arrependamos de algumas falas. Acontece com todos!

E perdida na web, um trecho de Lula falando sobre à admiração a homens que derrubam governos (inclua-se Fidel, Hitler…)!

Abaixo (público na Internet):

PLAYBOY (EDIÇÃO 1979 E LULA)

Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula [pensa um pouco]- Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil (…). Um cara que me emociona muito é o Gandhi (…). Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

Playboy – A ação e a ideologia?

Lula – Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (…)

Playboy – Alguém mais que você admira?

Lula [pausa, olhando as paredes] – O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

Playboy – Diga mais…

Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Playboy – Quer dizer que você admira o Adolfo?

Lula – [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.

Playboy – E entre os vivos?

Lula [pensando] – O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

Playboy – Mais.

Lula – Khomeini. Eu não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

Playboy – As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?

Lula [rápido] – Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.

Playboy – No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?

Lula – É um grande erro… (…) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gente, com quem quer derrubar a gente. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.

Imagem extraída de: https://twitter.com/izzynobre/status/1094301593166536705?lang=hr

– Respeite! Não fique “de mal”…

Li em alguma postagem do Facebook e achei sensacional:

“Conversar com gente inteligente é muito bom. Você pode pensar diferente, discordar e não correr o risco de ficar de mal ou virar inimigo”.

No entanto… não se vê isso nas Redes Sociais!

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Imagem extraída da internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar.

– Elogiar e Criticar Bolsonaro: a árdua missão de ser ponderado. Sobre Deus e o Diabo na Política.

Texto de 2 anos, mas que se faz necessário a repostagem: amar político (defender com unhas e dentes Lula, Bolsonaro, Dória, Boulos, Amoedo, ou qualquer outro nome) é uma insanidade. Para a reflexão:

Quando você elogia alguma coisa do presidente, vira Bolsominion. Se critica, vira comunista. Culpa (insisto sempre nisso) dos algoritmos do Facebook, que te levam a interpretar do jeito que lhe melhor agradar e visualizar coisas seletivas.

Está difícil ser sensato e manter-se honesto às opiniões. O mundo ficou chato e o ambiente virtual, desvirtuado (ou se preferir: fanático).

Deus para seus radicais e Diabo para seus opositores: esse é o Jair Bolsonaro, que para o cidadão que tem os pés no chão e fala sem paixão, simplesmente é o Presidente da República, um homem que erra, acerta, divide, e que faz muita coisa polêmica, não sendo nem Jesus e muito menos Lúcifer.

Mas esse humano Messias dá medo? Claro que dá! Quer prova disso? A manifestação em Brasília neste domingo…

Vamos lá:

Me recordo muito dos atos pró-Lula: ai de você se falasse mal de Luís Inácio (principalmente antes da descoberta de todos os esquemas de corrupção). Ele era o Antonio Conselheiro dos anos 2000! Criou no seu auge uma legião de fanáticos, que abarca até mesmo quem não conheceu sua história e os mais jovens que pensam ser ele um cara “honesto”. Não nos esqueçamos das suas condenações e dos seus processos… Um “quase Maluf”, expressão que os mais antigos entenderão bem.

Bolsonaro imita Lula no discurso demagógico e no trato com seus eleitores. Tem carisma para aqueles que votaram nele, isso é inegável, e um presidente precisa de apoio para governar. As reformas realizadas e a estruturação econômica são graças a esse voto de confiança da população que nele apostou. Entretanto, Collor, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro tem algo em comum: não ganharam os votos da maioria dos brasileiros, mas de uma maior parte deles. Afinal, some-se o número de votos contrários, brancos e nulos. Dessa forma, saber atender os anseios de quem não votou no vencedor é tarefa também do presidente, que governa não para os seus eleitores, mas para o Brasil (contrariando o ditado de que “A Voz do Povo é a Voz de Deus”).

Quando era criticado, Lula detonava a Rede Globo (“O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”). Agora, Bolsonaro faz o mesmo com a emissora (“Globolixo” e outros trocadilhos ruins). E se socorre à parte da imprensa que se apoia nele (vide a Record, por exemplo, de Edir Macedo).

Entre críticas ao comportamento (principalmente de desdém ao Novo Coronavírus, beirando a irresponsabilidade em atos não-exemplares) e elogios (às ações da equipe econômica e a diminuição da criminalidade), há muita contradição.

  • Defender a honestidade mas blindar os filhos e os aliados que estão na mira da Polícia Federal? Olha aí a história de Deus e o Diabo
  • Sair na rua em ato contra os Poderes Legislativo e Judiciário como hoje e ao mesmo tempo falar em harmonia dos três poderes? Deus e o Diabo na contradição presidencial…
  • Falar como há pouco em defender a Constituição e a Democracia mas ficar alardeando que tem apoio das Forças Armadas (e Dudu Bolsonaro tendo exaltado o AI-5 dias atrás)? Deus e o Diabo

Enfim: a semelhança maior do que se pode imaginar de Bolsonaro como um Lula de Direita, tirando a corrupção e reforçando a personagem de líder popular em referência aos seus apaixonados seguidores, é o fato de exaltar a condição de “NÓS contra ELES”.

Nós quem, cara-pálida?

Somos um só Brasil, de diversas culturas num mesmo pedaço gigante de terra. A mesma história vivida por 14 anos de lulismo (8 de Lula e 6 de Dilma Russef) não pode se repetir agora, só trocando a Esquerda pela Direita.

Tomara que as ameaças feitas nesse Dia Internacional da Liberdade de Expressão (Deus e o Diabo novamente apareceram, pois tivemos, ao invés de respeito à data, agressões a jornalistas) tenham ficado só no discurso. Lula quís um dia controlar a mídia, assim como Bolsonaro fala sobre concessão de TV e militarismo.

Que Deus tire da cabeça dos políticos os desejos do Diabo de que os homens se achem iguais em imagem, semelhança e poder ao Altíssimo. É esse o medo que tenho do presidente: o Poder, gerando desvios como birra e vaidade!

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

Ops: opine a vontade sobre esse texto, mas respeite a opinião alheia – sem sobrepor / querer impor sua opinião a fim de mudar a dos outros.

– Saudade do Orkut! Faça o teste e comprove: Lula, Bolsonaro, Coronavírus e outros temas espinhosos ganham corpo com os Algoritmos do Facebook

O antigo Orkut tinha uma timeline que permita personalizar assuntos que surgissem em primeiro lugar de interesse, além de, simplesmente ocorresse a aparição conforme cada amigo publicasse (sequencialmente, por ordem de postagem), à escolha do usuário.

Mais ou menos assim é também a timeline do Twitter. Você escolhe o que quer que apareça primeiro: os assuntos principais (que estão “bombando”) ou as postagens por ordem cronológica de todos os seus seguidos.

Já o Facebook… permite que vejamos preferencialmente as publicações de pessoas que escolhemos como principais ou, caso não desejemos, automaticamente nos empurra o que os seus algoritmos impõe a nós. Nada de ver as postagens por ordem e dia de cada um dos seus amigos virtuais. É por isso que de repente surge uma publicação de 3 dias atrás, mas não a publicação da última meia hora.

Por culpa disso, o Facebook acaba sugestionando preferências que sua inteligência artificial escolhe para nós. Quer maior prova disso? Os temas que envolvem política!

Se você tem interesse objetivamente em notícias do presidente Jair Bolsonaro ou do ex-presidente Lula, você verá com muita frequência essas publicações. Se você tem preferência em temas de louvação da Direita ou da Esquerda, sua timeline vai mostrar várias postagens desses assuntos. É por isso que para muitos, o mundo correto é o da Direita e para outros é o da Esquerda porque o Facebook lhe quer agradar com sua vontade!

Mas há um problema nisso: as pessoas que procuram ser ponderadas e que nas Redes Sociais escrevem os nomes de Bolsonaro, Lula, Dória (usando hashtags especialmente), emitindo opiniões independente de ideologia, receberão carga de visualizações de todos os lados! Assim, ao invés da sua postagem ser “isenta”, passará a ser vista como “comunista” por fanáticos de Bolsonaro e como “chapa-branca” por radicais de Lula.

A boa notícia é: as pessoas centradas e ponderadas visualizarão as diversas linhas e poderão entender que se fala sem paixão ou adoração a Político X ou Político Y, independente de ele gostar de Lula ou de Bolsonaro (os extremos ideológicos).

A má notícia: cada vez mais um fanático verá aparecer postagens com tendência de crítica ao seu político de estimação, seja qual for a linha – e sem respeitar a opinião alheia, querer sobrepor.

Você poderá ter 50 publicações num mesmo dia, sendo 49 mais importantes de diversos assuntos abordados, mas 1 (a que tem a maior importância nas Redes pelo Facebook, e no caso é a de assuntos da política) ganhará destaque muito maior!

Assim, antes de rotular alguém de Direita ou de Esquerda, veja a linha do tempo dele e as publicações que aparecem na sua própria timeline. Você descobrirá que está sendo iludido pelas preferências (muitas vezes inconscientes por sua parte mas eleitas pelo Facebook) de um computador com inteligência artificial que quer justamente a polêmica – afinal, esse computador quer que a Rede Social tenha audiência…

Insisto: saudade do Orkut…

Em tempo: não sou fanático por político algum, elogio Bolsonaro, Dória, Ciro, Marronzinho, Lula, Enéas e até Boulos se forem merecedores; se minha opinião for crítica a qualquer um deles, idem. Sou apartidário (embora, no Facebook sou rotulado de petista ou de bolsonarista, dependendo a quem os algoritmos distribuem a postagem).

O brasileiro que se orgulha de ser “burro” é o retrato da tragédia ...

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Protestar na Rússia contra a Ucrânia? É “cadeia”!

Já são 15.000 pessoas presas na Rússia pela Polícia local por… protestar contra a Guerra!

Reclamar de Putin dá cadeia. E para que se evitem reclamações e protestos organizados, Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram são bloqueados.

Essa é a democracia que inexiste por ela… pobre povo russo, sem liberdade de expressão, governado por um louco que quer ressuscitar a URSS. Pobre povo ucraniano, vítima maior dessa loucura.

Polícia russa reprime manifestações em Moscou contra a invasão da Ucrânia

KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP

– A Globo é de Direita ou de Esquerda?

Vários amigos que eu tenho, quando os consulto, me respondem conforme suas convicções. Mas a essa pergunta não tem resposta sem viés de muitos e/ou opinião fechada. Confira:

  • Se você perguntar a um eleitor de Jair Bolsonaro o que ele acha da Rede Globo, dirá que a emissora é Globolixo, esquerdista, petista e outros adjetivos.
  • Se você perguntar a um eleitor de Lula a mesma coisa, dirá que a emissora do Plim-Plim é chapa-branca, golpista e outras qualificações.

Ambos curiosamente, darão inúmeros argumentos (reais ou não). Parece torcida de futebol: todo mundo reclama que o juiz só erra contra o seu time, nunca se vê reclamação de erro a favor…

E para você? O que pensa sobre as críticas (inúmeras e de todos os lados) feitas contra a Rede Globo (especialmente pelo pessoal mais fanatizado)?

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– Argumentar e discutir é ótimo, mas IMPOR a sua opinião é desrespeito, fanatismo ou falta de educação.

Se você for de Esquerda ou de Direita, gay ou hétero, crente em qualquer crença ou ateu, palmeirense ou corintiano, caipira ou caiçara, moderninho ou conservador, que seja. MAS… respeite quem não pensa igual! Não insista para que eu tenha a mesma opinião que a sua, que aja como você e tampouco tenha os seus mesmos anseios e valores.

A minha opinião é minha, sem viés, sem manipulação de ninguém. Só minha. Assim como creio que a sua, seja qual for, seja somente de você – sem influência de Fake News ou de lavagens ideológicas de quem for.

Mais especificamente, não estou nem aí se você é Bolsonaro, Lula, Dória, Marronzinho, Enéias ou Eymael. Seja da ARENA ou do PCO, respeitarei seu direito de expressão. Respeite o meu também.

Vivemos numa sociedade onde a pessoa quer ser seu amigo em Rede Social (seja qual for), mas vai lá encher o saco dela. E depois fica “magoadinha” porquê é bloqueada. Mas por quê isso ocorreu? Sou obrigado a aguentar chato tentando me catequisar, converter, lavar minha mente?

O pior: você emite educadamente sua ideia, procura manter o bom senso e, de repente, aparecem as pessoas que discordam de você que, ao invés de recíproca e educadamente escrever no mesmo tom de educação que leu, enche seu espaço de CTRL C + CTRL V com um monte de argumentos dos outros, já prontos e com palavras raivosas. Abarrota de palavrões, ofensas, e outras bobagens, achando que é natural fazer isso (sim, sou politicamente correto e entendo ser necessária a boa conduta). Se a pessoa não teve tom ofensivo mas sim opinativo, que raio de sanha maldosa e imbecil que o outro tem em perder tempo e ir te ofender gratuitamente? Eu não vou na sua página escrever coisas que você possa se ofender, não vá à minha também. E se veio, por quê insiste em ser amigo virtual?

O cara escreve te chamando de vários “nomes”, mas depois diz que não se referiu a você. Então cite a quem! Saiba escrever, arranhe e arrisque algumas palavras entendíveis e inteligentes. Mas o principal: seja educado, cidadão, democrático e justo.

As pessoas falam nas Redes Sociais como se “tudo pudesse”, um mundo sem escrúpulos nem leis de convivência. “Rasga a saia” e desanda a digitar o que não tem coragem de falar no frente-a-frente. Se dói por qualquer coisa. Liberdade de expressão não é direito de calúnia!

Insisto: argumentar e discutir é ótimo, mas IMPOR a sua opinião é desrespeito, fanatismo ou falta de educação.

Enfim, vida que segue onde as pessoas gratuitamente perdem tempo de entrar na postagem alheia simplesmente para exercer a atividade da imbecilidade, sem entender que se pode opinar contrariamente e não percebendo e nem tendo a sensibilidade de que não pode é atacar simplesmente por ignorância.

Que necessidade idiota é essa de atacar? A maldita ideia do “nós contra eles” dos anos 2000 voltou a todo vapor em 2022.

O apelo é: cada um respeitando o próximo, é o mínimo que a cidadania exige.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor avisar para informar o crédito.

– Tolerar nas Redes Sociais é importante!

Gostei demais dessa imagem, que retrata uma grande realidade: as Redes Sociais estão muitíssimo intolerantes!

Educação, Democracia, Empatia… aceitar o pensamento diferente (que não significa concordar com ele, mas respeitar a opinião alheia) é questão de cidadania.

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– O Presidente Jair Bolsonaro e a homenagem ao Soldado Comunista.

É claro que um Chefe de Estado deve ter uma postura irrepreensível onde estiver. E o presidente Jair Bolsonaro, hoje, em visita à Rússia, cumpriu um protocolo usual: visitar o túmulo e homenagear o “soldado soviético desconhecido”, representado ali pelos militares comunistas mortos durante a Segunda Guerra Mundial.

Não é irônico que, tantas críticas que ele faz ao Comunismo, estar ali prestando honras a um dos grandes símbolos da extinta União Soviética?

Aliás: detesto qualquer coisa anti-democrática e qualquer regime totalitário. Discussões sobre comunismo, socialismo e capitalismo me cansam! O Mercado deve regular a Economia e o Governo assegurar condições mínimas para a população, como Educação, Segurança e Saúde – e sem rótulos ou ideologias.

Brazils President Jair Bolsonaro (3rd R) attends a wreath-laying ceremony at the Tomb of the Unknown Soldier by the Kremlin Wall in Moscow, Russia on February 16, during an official visit to Russia. (Photo by MAXIM SHEMETOV / POOL / AFP) Caption – (crédito: MAXIM SHEMETOV / POOL / AFP)

– Sobre o protesto curitibano que invadiu uma igreja…

Há coisas sem sentido e que repercutem muito pouco. Por exemplo: a invasão à Igreja em Curitiba para protesto contra o congolês morto no Rio de Janeiro.

Resumidamente: o Brasil ficou chocado com a cruel morte do refugiado Moïse Kabagambe, covardemente espancado até perder a vida e amarrado numa escada. Racismo, xenofobia e intolerância contra um humilde trabalhador que foi reclamar seu salário atrasado.

Porém, na semana passada, no Paraná, o vereador Renato Freitas (PT) convocou uma manifestação em desagravo ao ocorrido, e o fez nas escadarias da porta da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (na hora da Missa).

Perguntas pertinentes:

1- Um vereador curitibano montando manifestação de um problema acontecido em terras cariocas? É lógico que podemos e devemos nos manifestar contra a barbárie, mas não cheira um pouco de… oportunismo?

2- Com tanto lugar para protestar, fazer em frente a uma igreja, na hora da Missa que requer respeito e silêncio para a manifestação religiosa / espiritual?

3- Após o pedido do Pároco local para que se respeitasse a celebração sem fazer barulho até o término dela, os manifestantes entraram no templo e continuaram seus atos. Não é um pedido de respeito a partir de um gesto de desrespeito?

Tá tudo errado! E ciente disso, o próprio vereador pediu desculpas pelos seu erro, em: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2022/02/10/vereador-que-participou-de-invasao-em-igreja-durante-protesto-em-curitiba-pede-desculpas-nao-foi-intencao-ofender-o-credo-de-ninguem.ghtml

Fica a questão: as pessoas estão perdendo o respeito para com o seu próximo? É morte gratuíta de um inocente, protestos em hora de oração, demagogia política em época de ano eleitoral… que coisa.

Manifestação contra o racismo, em Curitiba, foi registrada em vídeo, com entrada do grupo em igreja — Foto: Reprodução

– Nazismo, Fascismo, Comunismo, Capitalismo… diferentes, mas que se deve discutir.

Devido à enorme repercussão sobre as declarações do youtuber Monark sobre a defesa de um Partido Nazista legalizado, houve muitas pessoas pegando “carona” na polêmica e, para ganharem pontos / curtidas na web, diz-se serem “contra” – mas ressaltaram a necessidade de criminalizar o Comunismo também. 

Por isso… surgiram inúmeros debates condenando e defendendo tal discurso, com narrativas de 8 a 80!

Basicamente,

  • Nazismo de Hittler e Fascismo de Mussolini são meios onde o Estado Totalitário crê em raças melhores do que as outras, culminando nos crimes hediondos e campos de concentração para utilizar / testar como cobaia / matar “gente inferior”. Pelas ideias explícitas discriminatórias, é crime defender as suas ideias (já que atentam contra a vida).
  • Comunismo, em tese, defende a igualdade numa sociedade de bem, controlada pelo Estado / Proletariado. Na prática, vimos ditaduras que mataram milhares de pessoas (como na Polônia, onde o Comunismo é proibido devido aos crimes cometidos pelos soviéticos), falta de liberdade (Coreia do Norte ou Cuba que o digam) e fiscalização rigorosa do Estado com ausência de democracia multipartidária (China).
  • Capitalismo, em tese, onde as pessoas têm liberdade e democracia, mas que na prática não criou apenas um sistema de ricos e pobres, mas na sua chamada versão “selvagem”, milionários e miseráveis.

Considere ainda alguns reinados / principados árabes, onde o Monarca com sua família real são donos dos países, igualmente a algumas nações africanas onde ditadores exploram seus povos.

A verdade é: nenhum rótulo / sistema / ideologia é o ideal, e vivemos num “menos ruim” aqui no Brasil…

Poderia ser melhor se não fossem os políticos?

Distância entre mais ricos e pobres aumentou em 2018, aponta ONG -  Muzambinho.com

Imagem extraída de: https://muzambinho.com.br/2019/01/21/distancia-entre-mais-ricos-e-pobres-aumentou-em-2018-aponta-ong/

– Não retire o vídeo do Monark não, MP! Calma, explico…

O Ministério Público quer retirar da Internet o vídeo do YouTube Monark, onde ele defende um partido nazista legalizado (já falamos sobre essa sandice aqui, neste link: https://wp.me/p4RTuC-ALb). 

Eu não faria isso! Ao contrário, o vídeo deve ser mantido pois justamente mostra os dois lados: um cara bobo, visivelmente alterado (por alguma droga legal ou ilegal) falando idiotices (a defesa do nazismo) e uma moça estudada, batalhadora, argumentando sabiamente dentro da sua sobriedade (Tábata Amaral).

Esse momento é perfeito: um desqualificado dando mal exemplo e uma exemplar pessoa o corrigindo. Deve ser visto por todos, para que os mais jovens possam se espelhar e inspirar.

Depois de fala de Monark, autoridades repudiam nazismo - Notícias - R7  Brasília

Imagem extraída de: https://noticias.r7.com/brasilia/depois-de-fala-de-monark-autoridades-repudiam-nazismo-08022022

– O vai e vem da conta e Luciano Hang no Twitter.

Se temos liberdade de expressão e democracia, nos é dado o direito de nos comunicarmos pelas Redes Sociais – e o dever de arcarmos com as consequências.

Digo isso pois dias atrás a contra do empresário Luciano Hang, dono da Havan, foi suspensa pelo Twitter. Ele compartilhou um vídeo do Dr José Augusto Nasser onde o médico dizia a barbaridade de que a vacina da Pfizer contra a Covid poderia desenvolver “câncer para as crianças.

Lógico, pais ficaram com medo. Mas é a opinião de um antivax, que despreza a Ciência e a maioria absoluta de outros médicos e estudos. O twitter considerou fake news e retirou a conta do ar.

Ora, eu penso que isso é censura! Se escreveu uma idiotice, as pessoas sensatas devem respirar fundo, avaliar a bobagem e desprezá-la. Mas a Rede Social chegar a esse ponto?

Eu sei que o twitter é privado e que isso é uma infração às suas regras. Ou seja: não gostou, não participa dela. Mas imagino que ao invés de apagar, deveria colocar um alerta de que há uma impressão de notícia sensacionalista, ou algo que o valha.

A verdade é: nestes tempos polêmicos, as pessoas se tornam irresponsáveis na divulgação de algumas coisas (e obviamente não deveriam). Mas me preocupa quem avalia “o que pode e o que não pode”, pois radicalismos ocorrem por vários lados.

Twitter suspende conta de Luciano Hang, dono da Havan | VEJA

Crédito da Imagem: Alan Santos/PR, extraído de: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/twitter-suspende-conta-de-luciano-hang-dono-da-havan/