– A Sociedade dos Esquizofrênicos: se o cara não gosta de um perfil na Web, por quê o segue na Rede Social? RESPEITE-SE A OPINIÃO!

Uma das coisas que mais me assusta no mundo virtual é a observação de que, em meio às pessoas de bem e sensatas que publicam suas opiniões, infiltram-se fanáticos que não aceitam as ideias alheias e querem impor a todo custo suas ideias.

São “donos da verdade”, “mestres do assunto” e justiceiros dos “tribunais de Facebook e Twitter”.

Cansa só de visualisá-los nas timelines, não?

E eles se fazem presentes nas 3 áreas mais conflitantes que o ditado popular tanto prega para se evitar discussão: Política, Futebol e Religião!

  1. Na POLÍTICA, se você critica o atual governo por alguma coisa qualquer, torna-se anti-Bolsonaro e por tabela lulista (mesmo tendo criticado Lula quando presidente e na época sendo taxado de fascista – termo que poucos conhecem profundamente mas que se usa popularmente desde  algum tempo). É Deus no Céu e Bolsonaro na Terra (ou: Deus no Céu e Lula na Terra, na visão extrema do outro radicalismo). Na verdade: bando de “paga-pau” de antes, que se tornam bajuladores de hoje e infelizmente podem ser influenciadores do amanhã. Isso vale àqueles que tem cargo de confiança em Prefeituras ou no Estado e se desesperam em garantir o emprego como ovelhas doutrinadas pelo pastor. Chega a ser nojento o fanatismo insensato e de conduta interesseira.
    Ops: não reclamo de quem apoia esse ou aquele, mas me perturba o “seguir cegamente” e querer impor sua opinião sobre a minha, desrespeitosamente.
  2. No FUTEBOL, acontece algo parecido. Se você criticar o Corinthians, é porque você é palmeirense. Na semana seguinte, dependendo do assunto, vira são-paulino. Dias depois santista ou volta a ser corintiano. E há aqueles que xingam, ofendem, falam o que querem pois alegam que “estão nas Redes Sociais”. E daí? A Educação só vale para o mundo real, no virtual prostitui-se a dignidade?
  3. Na RELIGIÃO, ficou tão chato quanto os outros tópicos. Lembram do “rolo” do desfile da Gaviões da Fiel neste ano? Por quê sou obrigado a gostar? Mas, mesmo achando ruim, devo respeitar. Quem gostou aplauda, quem não gostou, vaie. Só não me obrigue a fazê-lo contra minha vontade.

Ô mundo complicado, vaidoso e de ocasiões oportunas…

Dito isso, fica a pertinente colocação: o cara se incomoda com o perfil do outro mas não deixa de seguir no Facebook, no Instagram ou no Twitter? Incompreensível! A Rede Social é livre, segue-se a quem quiser (ou não se segue a quem não se quer). Ponto final.

E pensar que as pessoas brigam por homens que buscam o poder, por alguns que jogam bola ou ainda por aqueles que se dizem ser mais íntimos dos outros junto a Deus…

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– A Criativa Guerra de Memes no Brasil

A Direita e a Esquerda radicais batem-boca no país. Ou melhor: “batem-dedos nos teclados”, pois o mundo virtual é onde as pessoas “perdem o medo de ofender” e não percebem a razão dos limites. Quem consegue ser sensato, apenas observa.

E uma das coisas que mais prolifera são os “Memes”. Inegavelmente são criativos (descartando-se os de Fake News).

Na figura desta postagem (abaixo), um exemplo de como todos os lados querem ter razão:

1- Os Anti-Bolsonaros publicam uma matéria do “Sensacionalista”, fazendo alusão de que a famosa babá da TV, a Supernany, precisa dar um jeito nos “filhos travessos” do presidente.

2- Já os Bolsonaristas ironizam o corte de verbas de cursos de humanas, mostrando um casal de idosos carregando um jovem comunista, em uma cena de vagabundagem explícita do rapaz, escarnindo o presidente com o nome de “Bozo”.

Claro, existirão sempre os críticos, os gozadores e os manifestantes criativos. Todos podem se expressar e defender seu lado, é a democracia. O que não pode acontecer são mentiras ou injúrias, pois aí perdeu-se a razão.

– Barrigada da Veja; Acerto da Jovem Pan

Impressionante a confusão envolvendo a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves!

A Revista Veja, em seu site, publicou na manhã desta 6a feira que ela havia pedido demissão do cargo por problemas de saúde e ameaças contra a vida. Alegou ainda, que por motivação da Segurança Institucional, estava morando em lugar não revelado em Brasília e que estava cansada.

Só que… 

Poucos minutos depois, a Rádio Jovem Pan entrevistou ao vivo a ministra que negou tudo! Disse que apenas falou ao repórter que estava em vias de se aposentar quando aceitou o cargo e que o cargo era cansativo; confirmou que recebia ameaças de morte por mexer com assuntos de crime organizado, como o combate às drogas e pedofilia, mas que em momento algum sequer mencionou que deixaria o cargo, que fica até o último dia do mandato do presidente Jair Bolsonaro e que sai somente se for demitida.

E aí, José?

Será que ela pediu demissão mesmo, mas em pouquíssimo tempo foi demovida da ideia, ou foi uma tremenda “furada” da Veja, que na ânsia de dar um “furo”, vacilou?

Parabéns à Rádio Jovem Pan que oportunamente entrevistou a ministra, que surpreendeu os jornalistas que estavam ao vivo ao desmentir a informação da Revista.

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– Guaidó e Maduro, EUA e Rússia. E o povo?

Enquanto a população venezuelana sofre, Maduro não larga o Governo ditatorial e Guaidó não tem firmeza para assumir. Por trás deles, os apoios explícitos da Rússia e dos EUA – o que significa que todos pensarão várias vezes antes de algo mais sério.

O duro é que quem sofre é o cidadão comum. Falta tudo no país – de emprego a mantimentos. E o maior problema é: quando isso vai se resolver?

Talvez pior do que isso seja outra questão: COMO vai se resolver?

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– Esclarecimentos sobre minha posição sobre as Eleições 2019 do Safesp

Como ouço muita bobagem por todos lados, gostaria de esclarecer algo bem objetivamente quanto ao assunto “Eleições do Safesp 2019”, o qual exerci o direito democrático de opinar e o fiz respeitosamente, deixando um foro aberto para esclarecimento de ambos candidatos, bem como todos os canais de comunicação à disposição. Mesmo não sendo sindicalizado mas tendo no Sindicato dos Árbitros participado, vivido e me relacionado, possuo amigos tanto na chapa situacionista de Arthur Alves Júnior quanto na chapa oposicionista de Aurélio Sant’Anna Martins, e dessa forma, afirmo:

  • Não estou apoiando nenhum candidato, nem fazendo campanha por ninguém. Se eu votasse, votaria em branco.
  • Por saber que Aurélio Sant’Anna Martins era candidato, e por ser um nome novo, disse abertamente que, embora alguns entendessem que eu deveria manifestar meu apoio a tal candidato por entender que o outro já estava há muito tempo, me manifestei contrariamente a todos. Aqui: https://wp.me/p55Mu0-28P
  • Quando surgiu a história de que só teríamos uma chapa concorrendo, a da situação, pois existiam dois estatutos, coloquei minha opinião (sempre respeitosa e embasada em várias publicações ao qual eu cito e que são de pessoas honradas e honestas, reconhecidas publicamente) e publiquei aqui, lembrando o quanto historicamente elas eram confusas: https://wp.me/p55Mu0-28Z
  • Ao ler que as Eleições foram suspensas pela Justiça (portanto, não havia consenso entre os candidatos e ela entendeu que precisava estudar o melhor o caso – se assim não fosse, teriam transcorrido normalmente), lamentei e coloquei os prós e contras da situação, dentro do sagrado espírito democrático que sempre me foi característico: https://wp.me/p55Mu0-29A
  • Muitas pessoas questionaram as poucas informações sobre o pleito depois do dia em que estavam marcadas. Questionei também o que estava acontecendo e exaltei àqueles que se mostravam neutros, corretos, respeitosos e verdadeiros (cito como exemplo o sr Euclydes Zamperetti Fiori, em seu espaço publicado no “Blog do Paulinho”). Aqui: https://wp.me/s55Mu0-sumiram
  • No começo de Abril, vários e vários árbitros e ex-árbitros, alguns apoiadores da campanha oposicionista e outros também neutros como eu, que questionaram um print divulgado na Internet a respeito de um processo do valor de R$ 336.000,00 contra o Sindicato. Dezenas (ou centenas) de pessoas, com poder de alcance muito maior que meu humilde blog, publicaram em diversos lugares, inclusive no Facebook, essa informação. Como tomo muito cuidado para não ser fomentador de Fake News, as quais recrimino, relutei publicar tal print até entender o que estava acontecendo e involuntariamente prejudicar ou favorecer alguém (insisto: não sou militante de ninguém), tomando os preventivos atos necessários para não replicar uma mentira ou montagem (enquanto isso, elas se disseminavam pela Internet em fóruns da arbitragem e redes sociais – mas não no meu blog Pergunte ao Árbitro, nem no Discutindo Contemporaneidades). Como vi que se tornou público, no dia 09 de Abril, após o meio da arbitragem estar “careca” de comentar o caso, fiz algumas pesquisas para comprovar a veracidade ou não. No conhecido site “JusBrasil”, estavam lá os imbrolhos (em: https://www.jusbrasil.com.br/topicos/40547036/sindicato-dos-arbitros-de-futebol-do-estado-de-sao-paulo). No site do TJ-SP, na consulta pública (tudo é público em referência ao que estamos falando) é possível acessar as informações em: https://esaj.tjsp.jus.br/cpopg/open.do. De tal forma, fiz a minha publicação preocupado com tal fato e a repercussão de que as publicações ANTES da minha tinham tomado. Ela está em: https://wp.me/p55Mu0-2b4, e como todas as outras que sempre faço, o espaço é aberto e o fórum de discussões liberado para as manifestações identificadas, sem palavrões ou acusações de perfis fakes. Reforcei novamente o desejo de que todos os envolvidos pudessem se manifestar e convidei nominalmente, oferecendo o espaço do blog para as considerações, sabedor da importância de tudo isso. Ninguém (NINGUÉM) se pronunciou, nem se manifestou, nem quis fazer uso do democrático espaço. Por ser um blog simples, de opiniões e discussões (sempre respeitosas) talvez não tenha sido lido pelas pessoas em grande número – em especial aos candidatos. Se leram, sabem que podem a vontade se expressar e não o fizeram porque não quiseram. O espaço continua a disposição.
  • No dia 11 de Abril, eu já havia recebido alguns emails dos mais diversos, defendendo e atacando os dois candidatos, nenhum aqui nesse espaço. Ora, não é palanque meu blog, e sim espaço crítico, respeitoso e educado de discussão para levar a um congraçamento de ideias, não de cizânia. Mediante a um “brincalhão” (afinal, entendi como brincadeira) de que eu “estava interessado em ser interventor”, já que o mandato da atual diretoria estava se encerrando, fiz minhas considerações (reforçando pela enésima vez o convite para as manifestações democráticas, sem nenhuma existir – por pouca relevância de meu blog ou alcance da audiência). Aqui em https://wp.me/p55Mu0-2bg.
  • Hoje, dia 12, leio no site da SAFESP que não haverá vacância do cargo, mas a continuidade da atual diretoria (que é presidida pela chapa situacionista que tenta uma nova reeleição), por ordem da Justiça determinada nessa semana, até a definição de uma nova data para o pleito. Assim, como há pouco li (hoje é dia 12, afinal), faço essa consideração. Sabe lá quando ocorrerão as Eleições! E como o assunto cansou, fica aqui a minha derradeira postagem.

O que me deixa curioso é a bobeada de vários lados: na chapa oposicionista, por que houve tanta demora em contestar o estatuto de 2003 e de pronto firmar que as candidaturas deveriam se basear na de 2004? Na situacionista, e em nome do Safesp, por quê não explicar no site todo o rolo envolvendo esse processo?

Em tese, Sindicatos não recolhem ISS. Mas se você emite NF e está registrado na Receita Federal como Associação, e não entidade sindical, passa a recolher. Se o dinheiro foi descontado dos árbitros, estaria depositado em uma “conta em juízo”? Também não sei! Fica o convite à resposta.

Estou de maneira transparente esclarecendo e publicando essa postagem, convidando os candidatos a se manifestarem. Mui respeitosamente, sem nenhum desejo de promoção pessoal ou de outrem, fica o convite ao uso do espaço.

*Importante: por responsabilidade, postagens anônimas e sem email válidos não são permitidas aqui. É uma praxe para que não exista difamação de ninguém. Válido tanto para os blogs que possuo: Pergunte Ao Árbitro ou Discutindo Contemporaneidades.

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– Nazismo de Esquerda? Não confunda o termo “socialismo” com o nome do partido…

Que bobagem falou o presidente Jair Bolsonaro (após já ter dito também o Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo) sobre o Nazismo ser de uma corrente de esquerda!

Entenda: o Nazismo foi o sistema autoritário de extrema direita de Adolf Hitler, que se intitulava “fuhrer” (o guia, mestre, chefe do povo), e que desejava instalar o “3o Reich” na Alemanha (o “Terceiro Império”). O Partido Nazista era chamado, na verdade, de “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”. E por quê esse nome? Justamente pelo ultra-nacionalismo das ideias de Hittler, extremamente demagogo e oportunista, criando um discurso populista para o então sofrido povo alemão.

Depois da 1a Guerra Mundial, a Alemanha estava sofrendo pela derrota e pagando indenizações altíssimas assinadas no Tratado de Versalles (nunca me esqueci da minha Profa. Glória falando sobre isso). Aí veio a Depressão Econômica da Crise de 29 nos EUA (talvez o primeiro momento de efeitos da globalização nascente). Os alemães estavam sem dinheiro, com estima baixa, desempregados e sem líderes. Eis que surge um líder nacionalista que falava o que o povo queria escutar, como: “a Alemanha é para os alemães; o mundo nos despreza e humilha; os estrangeiros vêm aqui nos surrupiar“, e outras coisas mais demagogas.

A ideia de “Socialismo” que Hittler pregava era de uma sociedade acima de todos, um ambiente social controlado pelo Estado e exclusivamente para os alemães, superiores até mesmo dos demais povos (daí a história da superioridade da raça ariana, do racismo aceito socialmente). Nada relacionado ao comunismo da URSS ou outra ideologia de esquerda.

Diante desse ambiente ruim em que vivia, Hittler atacava os seus “inimigos capitalistas”, que tomaram as terras da Alemanha no Pós-Primeira Guerra. Com tanto discurso populista, concomitante defendendo ideias demagogas e colocando na cabeça das pessoas a necessidade de união do povo alemão, o regime teve sucesso entre eles.

Perceba, portanto, que NUNCA o Nazismo foi de esquerda, mas de uma direita ultra-nacionalista que usava do discurso “social” para unir a sociedade alemã (insisto: não confunda o termo socialista de Hittler com regime de governo socialista). Tanto é que empresas-símbolos da atual Alemanha Capitalista (herdeira da Alemanha Ocidental) surgiram nesse período, seja na área automobilística quanto na farmacêutica. E, para tristeza do povo, usando o discurso de que “a Alemanha era para os alemães” e de “Raça Perfeita”, prisioneiros estrangeiros em campos de concentração, detidos de guerra e deficientes físicos alemães eram usados como cobaias em laboratórios. Afinal, a pregação dizia que para se ter uma raça pura precisava-se de pessoas saudáveis (quem não tinha saúde dava gasto para o Governo e não interessava) e um antissemitismo incentivado (se estamos desempregados, por quê deixar os judeus pegarem nossos empregos?).

O perigo é que nos dias atuais, os movimentos neonazistas crescem na Europa pelo desemprego crescente e a chegada de imigrantes árabes. Algo a ser discutido…

Em tempo: o fascismo era igualmente totalitário, anticomunista, ultranacionalista, direitista e de controle social, diferenciando-se de que o nazismo se preocupa, além dessas coisas, com a purificação da raça.

Agora, lembremo-nos: ditadura não é sinônimo de direita. Na história tivemos cruéis ditaduras de esquerda, como a chinesa (e que até hoje impede a liberdade de expressão), soviética, norte-coreana

Dessa forma, presidente Bolsonaro, dá para entender que o senhor tendo visitado o Museu do Holocausto, ido ao Muro das Lamentações e bajulando Israel, logicamente estando do lado de um chefe de estado judeu-direitista quis agradá-lo falando de que a pátria-inimiga era alemã-esquerdista. Me lembrou um daqueles populares “discursos sem pensar” do ex-presidente Lula, que na maior cara-de-pau soltava pérolas populares a fim de que as pessoas gostassem de ouvir. A propósito, a maior delas foi uma piada: “talvez eu seja a alma viva mais honesta desse país”…

Pobre Brasil. Os líderes de Esquerda e de Direita nos envergonham!

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– A Visão sobre a Imprensa de Lenin e Thomas Jefferson

Incrível como volta e meia a censura oficial ameaça a liberdade de imprensa. A imprensa é essencial para a democracia! Não me venha com a história de que a irresponsabilidade de alguns jornalistas é ruim; em todas as atividades há os bons e maus, e um enganador não dura muito tempo.

Digo isso pois leio uma matéria de alguns dias atrás, da Revista Veja, ed 2149, por Fabio Portela, com o título A Obsessão Totalitária“. Nela se compara duas frases emblemáticas de dois grandes líderes. Apenas reproduzo, pois ela se auto-explica:

UM TEMA, DUAS VISÕES

No século XVIII, o futuro presidente americano Thomas Jefferson já enxergava a liberdade de imprensa como um dos pilares da democracia. No século XX, o bolchevique Lenin inaugurou a doutrina esquerdista que vê no jornalismo independente uma ameaça a ser combatida.

“Se eu tivesse de decidir entre ter um governo sem jornais e ter jornais sem um governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a segunda opção” – Thomas Jefferson, em 1787

“Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então não a daremos” – Vladimir Lenin, em 1912

De fato, deve-se parabenizar o jornalista Fabio Portela por tal matéria, que mostra como uma verdadeira democracia tende a ganhar com a liberdade de imprensa, como defendida por Thomas Jefferson. Àqueles que têm algo a esconder e querem impedir o necessário trabalho da imprensa, e que se alinham perfeitamente ao pensamento lenista que desejam transformar Brasília em uma Nova Caracas, meus pêsames. Essa mesma imprensa e a população estão alertas, em nome do país.

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– A confusa aceitação de Chapas no Sindicato dos Árbitros

Coisas que me entristecem: a difícil questão em permitir o livre exercício democrático das candidaturas oposicionistas em um sindicato. Parece muitas vezes que, sempre o lado que contesta, está errado. Mas está?

Digo isso pois vejo que a chapa oposicionista do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo foi questionada pois o seu candidato Aurélio Sant’Anna Martins reside em Jacareí, sendo que o estatuto de 2003 exige que more na Capital. Entretanto, há uma atualização desse mesmo estatuto em 2004 que essa bobagem caiu – estando, em tese, correta a chapa.

Fico imaginando: eu resido em Jundiaí, e garanto que chego a São Paulo (na Barra Funda, sede do SAFESP) mais rápido do que muitos outros colegas paulistanos, dependendo de onde moram. Sem sentido tal impedimento (que não existe mais segundo tal adendo).

Já disse que não apoiarei ninguém, não sou eleitor e nem futuro candidato. Tampouco sócio (embora continuo me assustando com tantos jovens árbitros que desconhecem a história eleitoral tão confusa ao longo dos anos).

Minha referência às Eleições de 2019 aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/03/05/carta-aberta-de-um-nao-eleitor-nao-militante-nao-sindicalizado-e-nao-entusiasta-do-safesp-nem-de-coafesp-ou-orgao-apocrifo/

Quero recordar do pleito de 2010, onde dos 261 eleitores, Arthur Alves Jr foi eleito com 260 votos e 1 voto nulo. Fuçando em meus arquivos, eis que achei 3 textos da época e que são pertinentes para a reflexão. Em especial, o 2o dessa lista:

(Em: https://professorrafaelporcari.com/2010/10/17/eleicoes-safesp-2010/)

O 1o texto:

ELEIÇÕES DO SAFESP VEM CHEGANDO. MAS É DEMOCRACIA TER CANDIDATO ÚNICO?

Link de Eleições do Safesp vem chegando. Mas é Democracia ter Candidato Único? – por Rafael Porcari

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

Não para mim.

Mas bastante gente gosta…

A bom entender, meia palavra basta.

O 2o texto:

VERGONHA NA ARBITRAGEM PAULISTA 

Link de Vergonha na Arbitragem Paulista – – por Fernando Sampaio

Vou publicar aqui texto do Wanderley Nogueira sobre as eleições na Safesp:
“Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial”. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.”

Adiciono ao texto do Wanderley algumas informações:

A FPF realiza eventualmente um teste físico chamado COFFES, normalmente na pista de atletismo do estádio de Caieiras ou no Centro Olímpico de São Caetano do Sul. Normalmente, o Coffes é uma corrida de 2.700m em 12 minutos, tiros curtos de 30, 60, 90 metros. Além disso, há a medição de gordura e dobras cutâneas.

Aproveitando que a eleição é dia 18, segunda-feira, a FPF CONVOCOU os árbitros para realizaram o COFFES na sede da FPF. Detalhe: a sede do sindicato faz fundo com a da FPF. Ela está trazendo todos os árbitros, de todos os pontos do estado, para poderem assim votar no Artur. Mas a gozação é o seguinte: o COFFES será realizado no salão nobre da FPF. Dá para acreditar? Como é que vai correr dentro da sede da FPF?

Incrível, só falta ir buscar o árbitro em casa para votar.

Até o fotógrafo da FPF está pedindo voto ao candidato do Marco Polo Del Nero. Leia o e-mail:

Boa tarde caros amigos Árbitros de Futebol.

Gostaria de dizer a todos que tiveram seu trabalho registrado pela lente da minha câmera que recebo do Arthur muito apoio e incentivo nesse trabalho fotográfico que tenho feito e dedicado a Arbitragem. Por isso gostaria que todos o apoiassem nas eleições a presidência da SAFESP no próximo dia 18/10/2010.

Um grande abraço a todos e sucesso.

Eduardo – ECM PRODUÇÕES

Só faltou dizer: “Quem não votar, não tem foto”. rsrsrsrs

Diferente do Brasileirão de pontos corridos, 380 jogos em 9 meses de competição, a fórmula do Campeonato Paulista tem uma enorme influência da arbitragem. O formato é dirigido para ter os quatro grandes nas finais. Para tristeza da FPF, isso só aconteceu uma vez. Em 2007, quase deu Bragantino x São Caetano. Foi um corre-corre para evitar o fracasso de mídia e público. Para que isso não aconteça, tabela e escala de arbitragem são dirigidas. Os grandes são sempre favorecidos. É turno único. O Tapetão Paulista é ainda pior que o STJD. Faz vista grossa para os tumultos e bombas nos estádios, gramados, cartões, suspensões e demais casos.

É uma pena. São Paulo está decadente. Os bons árbitros paulistas foram formados numa geração anterior. Há anos a FPF não revela novos bons árbitros. Há exceções é claro. Além disso, vale lembrar que os dois últimos escândalos surgiram na sede da FPF: Edilson e os tais convites da Madonna, estória mal contada pelo Marco Polo para influir no Brasileirão. Foi suspenso. Apesar do escândalo, Marco Polo continua presidente da FPF.

É uma vergonha. A Federação Paulista virou um lixo.

O 3o texto:

A “INDEPENDÊNCIA DOS ÁRBITROS”

Link de A “Independência” dos Árbitros – por Wanderley Nogueira

Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial” .

Ai do árbitro que não votar no isento candidato. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.

Diante de tudo isso, vemos como é complicado atender os anseios de uma categoria tão desunida e sem boas perspectivas que tem sido a dos árbitros de futebol…

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– Carta Aberta de um Não Eleitor, Não Militante, Não Sindicalizado e Não Entusiasta do SAFESP (nem de COAFESP ou órgão apócrifo).

Sei que no dia 25 de março ocorrerão eleições no Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo. Aurélio Sant’Anna Martins, do Vale do Paraíba e ex-árbitro contemporâneo a minha época será um dos concorrentes (com a ex-árbitra Regildênia, Fabrício Porfírio, Marco Andrade Mota, Alex Alexandrino e outros corretos membros em sua chapa).

Nunca fiz campanha a ninguém. Não farei agora (até porque não voto). Mas por ter certa respeitosa liberdade e nenhum impedimento de me relacionar com essa candidatura, algumas perguntas pertinentes:

Prezado Aurélio, durante e pós-campanha…

Não mudará o nome de Aurélio para Aureliozinho para ganhar simpatia?;

Não vai promover (ou pedir que árbitros promovam) cervejada eleitoral?;

Não vai pedir para gravarem vídeo dizendo que “o Aurélio mudou minha vida”?;

Não apagará da Internet a campanha para ficar sem rastreamento do que foi dito?;

Não precisará pedir a amigo que convoque reunião de árbitros, pesagem dentro de um salão ou qualquer obrigação que fará árbitro viajar de todo o estado coincidindo com sua presença e uma urna no local?;

Não será picareta em dizer que se sacrificará e abrirá mão do seu tempo e dinheiro pelos colegas árbitros (isso seria demagogia barata, tem que trabalhar remuneradamente, com horário e transparência, sem se fazer de vítima);?

Não trabalhará de empregado junto aos que você tem que cobrar, evitando a incompatibilidade de cargos?;

Não fará favor gratuito às entidades que escalam árbitros, como suposto abnegado pela arbitragem e disfarçadamente exercendo seu desejo pessoal?;

Não abaixará a cabeça ou desviará de arquibancada quando ver alguém honesto e conhecido, fazendo de conta que não viu a pessoa e nem por ter medo de ser cobrado?;

Não estará concomitantemente no Acre e em São Paulo; nem nos confins de qualquer estado do Nordeste ou em reunião de outra entidade, pois sabe que foi eleito para SP e em SP estará?;

Não visitará árbitro em teste físico e ficará abraçando apaixonados pela categoria, devolvendo favores em escalas?;

Não menosprezará iniciantes da carreira e nem se fará prestativo somente na campanha?;

Não cairá no ridículo em mandar seus árbitros sindicalizados seguirem X ou não seguirem Y nas Redes Sociais, tentando desqualificar àqueles que você tem repulsa?;

Não gastará dinheiro em coisas que não dizem respeito à arbitragem, nem em lugares que mancham a imagem de um esportista ou até mesmo de uma pessoa honrada?;

Não se embebedará nem estará em inferninhos da vida usando do cargo?;

Não patrocinará textos de blogueiros com matérias em prol-Aurelio, nem difamatórias aos que emitem alguma opinião concretamente justa contra-Aurelio?; 

Não impedirá uma auditoria total e a publicidade dos fatos, nem terá medo de uma Lava-Jato do futebol?;

Não criticará ninguém com os termos de “tenista” ou “frentista”, como se fosse algo pejorativo, e sugestionando seus subordinamos a evitarem tais pessoas?; e,

Não pulará do barco quando a corda começar a arrebentar para curtir a vida e deixar de lado as promessas de campanha?

Caro Aurélio, antes que alguém possa escrever ou dizer que estou atacando fulano ou beltrano com esses questionamentos a você (não estou atacando outros candidatos, nem o atual presidente ou a entidade SAFESP), saiba que são somente palavras direcionadas à sua candidatura, sem citar nomes de ninguém além do seu, a fim de ter certeza de que está consciente das coisas que pode enfrentar, acertar ou errar. 

Que os desafios sejam encarados para o enfrentamento e que a preocupação em sempre fazer o certo (isso inclui comportamento ético, democrático e digno) sejam perenes e a necessidade de fugir das tentações, da vaidade, da ganância do poder e do dinheiro (isso é uma reflexão ao candidato Aurélio e seus pares de chapa a se atentarem incessantemente) tornem-se lembretes diários. 

Reforço: torço que os candidatos à Eleição do Safesp estejam preparados e que ela seja uma disputa elegante, respeitosa e repelida dos bajuladores de cargos e pessoas nojentas ao mundo da democracia e da educação / bons costumes. 

Em tempo e em linguagem bem direta: se você ganhar, não seja vingativo com quem perdeu / àqueles que perderam (seja justo apenas), pois algo muito triste seria imaginar a tentativa de prejudicar a carreira de alguém por envolvimento político OU NÃO O ENVOLVIMENTO DE.

O texto é longo, mas as preocupações com o futuro do Safesp são do mesmo tamanho. Novamente desejo boa sorte aos candidatos e que essas palavras de um NÃO ELEITOR, mas ex-árbitro sindicalizado à entidade POR OBRIGAÇÃO da FPF (isso é ridículo que tenha que ser submetido), possa apenas trazer a reflexão de uma conduta transparente e exemplar. E como não sou mais membro do Safesp, me recuso a dizer o que acho “que tenha sido as outras gestões” (tanto que em momento algum cito aqui os nomes dos outros gestores). 

Felizmente vivemos uma democracia onde todos podem se candidatar e o respeito deve andar de mãos dadas com a liberdade de expressão.

Insisto às patrulhas e exploradores: as perguntas pertinentes desta postagem são a você, Aurélio, a fim de, em caso ganhando, se policiar. Não sei o que aconteceu ou o que acontece nos bastidores do Sindicato dos Árbitros de São Paulo desde 2010 (e nem quero saber, tenho coisas muito mais importantes a fazer), por isso escrevo bem a vontade.

Se eu fosse eleitor, não votaria na chapa do Aurélio, pois não desejo que sofra com problemas gástricos. Eu votaria em branco. E se ganhar, não me convide a cargos (lógico que não me convidará) e não terá meu apoio situacionista nem minha oposição radicalista. Sou como árbitro de antes de 01.06.2019 com as regras antigas: NEUTRO.

Atenciosamente,

Rafael Porcari. 

– Uma inesperada e grata surpresa!

Às vezes, de onde nada se espera, algo bom acontece! Digo isso pois “pintaram o capeta” sobre ele, dava pinta que seria um temor, mas… viram a conduta do temido Mourão, supostamente candidato a “ditador do Brasil”?

O General Hamilton Mourão, Vice Presidente da República, na reunião do Grupo de Lima (nessa 2a feira) disse que contra a Venezuela “a opção militar nunca foi ou será uma opção”, existindo a “necessidade de promover a democracia com diálogo é fundamental”, que “trabalha por uma solução pacifista” e afirmou categoricamente que “não existirá permissão aos americanos para entrarem no território brasileiro a fim de entrar no país vizinho”.

Irrepreensível! Merece todos os aplausos e mostrou uma conduta / outra face desconhecida por muitos brasileiros (eu me incluo nessa relação daqueles que ignoravam esse comportamento): a da diplomacia acima de tudo!

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– Como defender Nicolás Maduro?

Quando eu era “molecão”, sempre ouvia falar da pujança da Venezuela. O PIB era alto, a democracia viva e o desenvolvimento crescente. Não só graças ao Petróleo, mas à Educação.

Tempos depois…

O país se autodestruiu! Primeiro, com Hugo Cháves, que acabou com a liberdade de expressão numa ditadura de esquerda. Depois com Nicolas Maduro, querendo levar adiante a loucura do “projeto bolivariano de poder”, sacrificando o povo e provocando a fuga maciça de venezuelanos do próprio país – sendo a maior parte dos refugiados, por conta da FOME!

Dentro em pouco, devemos ver a queda de Maduro, já que as nações desenvolvidas e democráticas não reconhecem as fraudulentas eleições e reconhecem o presidente interino determinado pela Justiça. Claro, o povo está nas ruas pedindo sua renúncia.

A pergunta é: como explicar que há quem ainda insista em defender a ditadura de Nicolas Maduro?

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– Cuba, enfim, vai permitir Internet aos celulares

Arre! E não é que Cuba, finalmente, oferecerá serviço de internet à população da ilha?

Mesmo com tanto atraso, já se sabe: o serviço será ruim e demorado!

Que democracia nos dias atuais priva seu povo da rede mundial de computadores, não?

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2018/12/06/cuba-disponibiliza-internet-movel-mas-sob-preco-muito-alto-a-populacao.htm

CUBA DISPONIBILIZA INTERNET MÓVEL À POPULAÇÃO, MAS SOB PREÇO ALTO DEMAIS

Cuba, um dos países do mundo com acesso mais restrito e controlado à internet, oferecerá a partir desta quinta-feira (6) a oportunidade à população de se conectar à internet nos celulares – um privilégio, até então, reservado a turistas estrangeiros e diplomatas. Entretanto, o preço da rede móvel ainda é extremamente caro para a maioria dos cubanos.

“A partir de 6 de dezembro, começaremos a oferecer serviços de internet em telefones celulares”, declarou a presidente da estatal de telecomunicação Etecsa, Mayra Arevich.

O acesso à rede móvel era uma promessa do novo presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, mas, na prática, poucos cidadãos poderão utilizar a 3G em seus celulares, devido ao preço da conexão.

A tarifa proposta será de US$ 0,10 centavos (R$ 0,39) por megabyte, com pacotes que vão de US$ 7 (R$ 27,3) por 600 megabytes a US$ 30 por quatro gigabytes. No entanto, o salário médio em Cuba para funcionários públicos (87% da população ativa) é de US$ 30 (R$ 117).

“Para comprar um plano mensal com 4 gigabytes, será preciso desembolsar praticamente o valor de um salário de um cubano”, afirma Omar Everleny Perez, do Centro de Estudos de Economia Cubana da Universidade de Havana.

Acesso à internet continua limitado e caro

No fim de 2016, Cuba assinou um acordo com a Google para obter uma conexão mais rápida ao conteúdo da gigante americana. O acesso à internet não melhorou na ilha desde então: continua limitado, lento e caro. A maioria dos residentes não tem outra solução a não ser se conectar a pontos de wi-fi públicos, pagando por hora.

A Etecsa fez vários testes de 3G nos últimos meses, mas o exame final, no começo de setembro, oferecendo acesso gratuito durante 72 horas a 1,5 milhão de usuários, encontrou “dificuldades de conexão e congestionamento significativo dos serviços de voz e dados, devido à instabilidade de parte da rede”.

Atualmente, a Etecsa disponibiliza mil pontos de navagação wifi e 670 salas de acesso à internet em todo o país.

Yamil Lage/AFP

– Quando suas Preferências o tornam ignorante por culpa das Redes Sociais!

As redes sociais estão por trás do fanatismo de muitos. Em especial, os algoritmos do Facebook, onde você lê o que “só se quer”.

Pegue Haddad ou Bolsonaro na última Eleição Presidencial: se você tem preferência por um deles, as publicações que lhe aparecem são de louvor ao amado e demonização ao outro. Não existe bom senso!

Aliás, o Internauta centrado, que tem espírito crítico aguçado, é obrigado a receber publicações dos dois lados! E isso cansa.

Talvez o texto abaixo, publicado na Folha de São Paulo em 12 de Outubro passado (5 dias depois do 1º turno presidencial), diga muita coisa sobre essa bolha criada pelas Redes Sociais (e aqui a observação é precisa, independente da preferência política da autora do texto). Aliás, é por esse motivo que estou me “desentoxicando das Redes Sociais” por alguns dias.

Abaixo o texto, e meu “até mais”. Volto em breve com outras postagens nos próximos dias – e aí em retorno definitivo.

BOLHA

Por FERNANDA TORRES

WhatsApp, fake news e engajamento dos cultos evangélicos ganharam de lavada as eleições

No programa de David Letterman na Netflix, Barack Obama cita um teste realizado pela Casa Branca durante a Primavera Árabe, que pretendia avaliar o poder de direcionamento do algoritmo nas redes sociais. Internautas de direita, de esquerda e de centro digitaram a palavra Egito, a fim de descobrir o que cada segmento obteria como resposta.

Os conservadores foram direcionados para links relacionados ao terrorismo, ao jihad e à ameaça muçulmana. A busca dos progressistas resultou em notícias que festejavam o levante egípcio como um auspicioso despertar do mundo árabe. Já os de centro foram brindados com inofensivos sites turísticos, que anunciavam os “Best Places to Visit in Egypt”.

Vivemos isolados em bolhas de preferência, ignorando, por completo, a do vizinho.

Quem esteve presente na manifestação do #EleNão vivenciou uma multidão pacífica de senhoras, senhores, crianças e militantes feministas. Os que não foram às ruas viram versões distorcidas de meninas de peito de fora, enfiando crucifixos no meio das pernas, fumando maconha e clamando pela volta de Satanás.

A assombrosa alavancada de um candidato a governo do Rio de Janeiro, o ex-juiz Wilson Witzel —que, em dois dias, atingiu 39% de preferência nas urnas—, prova que os métodos de convencimento da velha política foram parar na lata de lixo da história.

O WhatsApp, as fake news e o engajamento dos cultos evangélicos ganharam de lavada as eleições de 2018.

Num vídeo gravado, Witzel se dirige à Polícia Militar, prometendo extinguir a Secretaria de Segurança Pública para eliminar a má influência dos políticos nos órgãos de policiamento investigativo e ostensivo.

A medida, acredito, receberá o apoio de uma massa de eleitores que associam a política ao crime. Um cidadão que, fora de sua bolha, levantar a voz em favor da secretaria de Segurança corre o risco de ser crucificado pela conivência com a corrupção.

A classe artística, cuja opinião vem sendo inoculada pelo simples teclar de dez letras: Lei Rouanet, tem enfrentado rejeição semelhante à da política.

No último debate presidenciável, na TV Globo, os candidatos presentes repetiram a retórica de acusações ao PT e ao PSDB, além das réplicas do Lula Livre. Indefesos diante da nova máquina eleitoral, eles pareciam falar do túnel do tempo do milênio passado.

Os grupos fechados do meu celular aplaudiram o discurso de Boulos contra a ditadura militar, mas a indignação morria ali, entre muros. A ditadura não está na pauta dos que cresceram na redemocratização com o celular em punho. A Lava Jato e a crise na segurança, sim.

O golpe de 1964 e o AI-5 são tão distantes da experiência histórica dos que têm menos de 40 anos quanto Juscelino, o tenentismo e a política do café com leite.

No colégio abastado do filho de um amigo meu, todos os garotos de 18 que votaram no partido Novo migrarão para o PSL, convencidos de que a aliança do livre mercado com a “sociedade de bem” armada trará benefícios para o país.

Nenhum deles se preocupa com uma possível ascensão de forças paramilitares —muito menos com a perseguição a grupos identitários. Tudo é visto como petismo travestido de mimimi humanitário para esconder os anos de roubalheira.

O que impressiona é perceber que, assim como na eleição de Donald Trump, os chamados progressistas, que deveriam estar atentos ao futuro das novas mídias, permaneceram fiéis aos mesmos instrumentos de divulgação de ideias do tempo da vovó menina.

Enquanto isso, a ultra direita vem agindo cirurgicamente, há bastante tempo, em dois campos aparentemente antagônicos e difíceis de serem vencidos agora: a inteligência artificial e a fé em Cristo, em voga desde o fim da Antiguidade.

Vai encarar?

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– Uma sociedade que impede a declaração do voto! E as Rede Antissociais?

Fico assustado com tamanha intolerância política em nosso país. Quem pensa em votar diferente do outro, para esse, se torna simplesmente inimigo? Parece que sim.

Mas como isso aconteceu?

Claro, será a velha explicação do já batido discurso de “nós” contra “eles”, num sentido bem vago de quem é quem.

O que vale observar é o hoje – ou seja, a democracia atual. A dualidade de pensamento vem do fanatismo de alguns grupos, o que é péssimo para todos.

Repararam que muitas empresas sabiamente fazem questão de não se pronunciarem quanto ao apoio ao candidato A ou pelo candidato B? Com a neutralidade, não causam irritação de seus consumidores mais exacerbados. Entretanto, isso não impede que seus funcionários se pronunciem (mas não em nome da organização) fora do ambiente de trabalho.

Celebridades, em especial, precisam tomar cuidado. Um artista de novela (como outrora Antonio Fagundes), um jogador de futebol (como Felipe Melo) ou até mesmo um religioso (como Silas Malafaia) sabem que representam multidões e tem seus admiradores / seguidores. Devem tomar cuidado para não misturarem o personagem / pessoa pública com a instituição – e nos casos citados: Globo, Palmeiras e Assembleia de Deus, respectivamente.

Eu não ouso mais declarar meu voto! Até porque está difícil encontrar o candidato ideal. Viram os extremos? De Bolsonaro a Boulos, de PSDB a PT, da Direita até a Esquerda, todo radical está muito chato e destruindo as Redes Sociais, que viraram campos de batalha – verdadeiros lugares antissociais, com fake news para todos os gostos.

Na minha casa e entre meus amigos, ninguém perdeu amizade ou brigou por Política. Não vale a pena e não temos “candidato de estimação”. Acho até mesmo patético essas pessoas se auto-destruindo por picaretas que já cansaram de roubar dinheiro público e ludibriar o eleitor. Entretanto, o fanatismo faz com que o lado errado seja sempre o outro, cegando o fanático eleitor.

Aliás, qual partido tem ideologia? Bolsonaro é do PSL (ele é realmente liberal?). PT tem nomes como Genoíno, José Dirceu e Gleise (alguém deles já trabalhou de verdade?). Alckmin, FHC, Serra e Aécio são do PSDB (social / socialista é nomenclatura de partido esquerdista!). E por aí vai…

Lamento que ainda tenhamos espaços para Jucás, Renans, Collors, Mourões e Lulas em nosso país. Mas não é por isso que devo desrespeitar quem vota neles.

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– O histórico debate dos candidatos à presidência de 1989!

Uma relíquia: o confronto dos Presidentes à República de 1989, apresentado por Marília Gabriela na TV Bandeirantes – na época, o debate foi chamado de 1o encontro de presidenciáveis (nunca tinha ocorrido um evento assim na história Inteira do Brasil.

Há algumas pérolas: Paulo Maluf falando da necessidade urgente de combater a corrupção (é mole?)! Tem Leonel Brizola, Lula, Mário Covas, Afonso Camargo, Aureliano Chaves, Ronaldo Caiado, Afif e Roberto Freire… (faltaram: Ulisses Guimarães e Fernando Collor de Melo).

Sabe o que é mais incrível? Os quase 30 anos que nos separam desse vídeo mostram que os problemas basicamente são os mesmos!

Assista em: https://youtu.be/zlk8x9QguR8