– Quadro de Medalhas: por Ouro e a Geral?

Quando eu era criança, a classificação das nações que estavam no Quadro de Medalhas Olímpicas era pelo número de ouros conquistados. Independente das conquistas de prata e bronze, valia o número das de 1o lugar. E eu nunca me conformava com isso…

Pense: se eu conquistei 10 medalhas de bronze, por que quem conquistou 1 medalha solitária de ouro é melhor do que eu?

Dentro do próprio espírito olímpico, a verdade de que “o que vale é competir” não deveria prevalecer?

Insisto: pra mim, vale o número de pódios, não o de ouros. E pra você?

– Darlan Romani, por Mauro Beting

Eu estava me preparando para escrever sobre Darlan, o 4o melhor arremessador de peso do mundo. Mas ao ler o texto do Mauro Beting, não deu para escrever algo qualquer. Perfeito na sensibilidade!

Compartilho, extraído de: https://www.facebook.com/mauro.beting

DARLAN

Darlan, você faz pra câmera um coraçãozinho pra sua filha. Não dá pra ver direito. Sua mão é enorme. Do seu tamanho. Gigante como seu carisma. Do peso da torcida brasileira por um arremessador de Concórdia, que durante a pandemia treinava no terreno baldio em Bragança Paulista que o seu pedreiro Rogério fez pra você.
Não tinha a mínima condição. Você foi incondicional. E ficou com hérnia de disco por isso. E teve Covid. E não teve ao lado o treinador cubano que não pôde voltar para o preparar para Tóquio.
Mas você teve a mulher pra quem mandou parabéns pela Globo. Teve o coraçãozinho pra filha. E então você ganhou um Brasil para torcer.
A gente por aqui não gosta tanto de esporte. Amamos vencer. E nem sempre gostamos do vencedor.
Desta vez torcemos pela pessoa. Por você. Por um cara que talvez a gente torcesse mesmo não sendo brasileiro. Apenas por ser legal.
Marca que não tem peso, velocidade, arremesso, chute, corrida, obstáculo. Tem simpatia.
A culpa agora é toda sua. Vamos ter que marcar na agenda em 2024 as provas de arremesso de peso. Quando você vai tentar se superar. E vai ser difícil alguém superar esse talento que nasceu com você. Assim como sua filhinha.
Se a gente pudesse dar uma medalha pra alguém seria pra ela. E a gente sabe que no fundo é pra você mesmo, pra família, e pras pessoas que a gente gosta sem precisar perguntar.
Assim como no futebol, a gente torce por torcer. Incondicional. Agora por sua paixão pelo esporte, e mais ainda por sua família, você vai nos obrigar a ter que acompanhar seu esporte e esforço.
A culpa é toda sua.
Você que aguente a pressão de um monte de gente torcendo por uma pessoa de bem, um pai de família.
Expressões que a gente usa sem pensar direito.
Mas, que no seu caso, a gente usa sem pesar.

– Brasil x Canadá no futebol feminino olímpico? Republico:

Jogos Olímpicos e Futebol – Dias atrás, fizemos algumas considerações sobre a Seleção das Meninas e o Futebol Feminino em geral, abordando o caso da atleta canadense Quinn (na oportunidade, houve a questão polêmica do pronome neutro). Hoje, teremos Brasil x Canadá. Sendo assim, compartilho o repost: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/26/o-futebol-feminino-olimpico-e-suas-diversas-nuances/

O FUTEBOL FEMININO E SUAS NUANCES

Sou torcedor das jogadoras da Seleção Feminina de Futebol! Moças esforçadas, onde algumas venceram as dificuldades da vida (e outras ainda lutam contra os percalços). Inclua-se discriminação pelo sexismo e outros preconceitos.

Porém…

É um outro “tipo” de futebol. Se aceite como ele é. Não pode-se comparar com o masculino em vários aspectos: o condicionamento físico, por exemplo, que é uma situação fisiológica (homens e mulheres são iguais em dignidade, mas diferentes obviamente na fisiologia). A questão das goleiras, outro caso latente (pelos mesmos motivos). E, evidentemente, das condições técnicas (inclua-se a arbitragem, pois existe a necessidade de desenvolvimento).

Aliás, viram (ou tentaram ver) o pênalti contra a Holanda? Difícil dizer que após o salto da atacante brasileira (que tentou cavar uma falta fora da área), o toque da mão da zagueira holandesa sobre ela (dentro da área) foi ou não infracional. Até pela péssima geração de imagens da empresa contratada para a transmissão de TV.

Dito tudo isso, insisto: torçamos para as meninas, mas não a cobremos mais do que se deve.

Em tempo: fui instigado sobre a canadense Quinn, e gostaria de respeitosamente opinar. Houve a polêmica durante a partida da sua equipe pois ela era um homem que fez a transição de gênero, portanto, é uma mulher trans. Porém, ela própria se intitulou uma pessoa não-binária (que não se reconhece nem como homem ou mulher – por isso o uso do discutido pronome neutro). Mas se é não-binária (pela Quinn mesma), como a encaixar no futebol feminino ou masculino?

Não estou preconceituando, apenas levando a discussão sensata, pois outros casos surgirão: de homens e mulheres héteros, homos e trans, além dos “não se encaixam nem em um ou outro” (por iniciativa própria).

Quinn (à esquerda, com a camisa nº 5) se autodeclara transexual “não-binária”, isto é, não se reconhece nem como homem nem como mulher| Foto: Canadian Soccer Association

– Rebeca Andrade e a sincera comemoração brasileira!

Que legal! A jovem Rebeca Andrade, de família humilde, seríssimas contusões e história de superação, ganhou a Medalha de Prata na Ginástica. Ótimo!

Durante a transmissão, Galvão Bueno nitidamente se emocionou e a comentarista Daiane dos Santos também. Veja só, no vídeo, os bastidores desse momento

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– Olimpíadas e COVID: cadê a turma que era contra a Copa América?

Sou esportista (mas muito mais futebolista). Não tem como não gostar dos Jogos Olímpicos e do espírito esportivo. Mas…

Assim como eu era contra a realização da Copa América (por achar que não era momento adequado devido à pandemia, pelos custos de realização e pela desnecessidade do evento – atrapalhando os campeonatos locais com desfalques e calendário apertado), por coerência digo: deveria-se esperar um pouco mais as Olimpíadas de Tóquio!

Viram quantos casos de COVID-19 estão acontecendo por lá, ligados diretamente aos jogos? Quase 3000 nessa 2a feira somente na Capital (vide em: https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2021/07/27/sede-das-olimpiadas-toquio-atinge-maior-numero-de-casos-novos-de-covid-19-em-um-so-dia.ghtml), um número altíssimo para os japoneses, deixando todos em alerta.

Fica a pergunta: aqueles que eram contra a Copa América no Brasil por conta da pandemia, são contra as Olimpíadas no Japão pelo mesmo motivo, ou era meramente uma questão ideológica / política e lá na Terra do Sol nascente pode ter esporte coletivo com protocolo?

– Pia Sundhage é o exemplo de carisma da Seleção!

A Pia Sundhage, treinadora da Seleção Feminina de Futebol, é muito carismáticaViram ela com os jogadores da Seleção Masculina “tirando um som de qualidade”?

É essa simpatia que falta ao selecionado de homens…

Sensacional! Em: https://publish.twitter.com/?query=https%3A%2F%2Ftwitter.com%2Famanda_kest%2Fstatus%2F1419625660482420741&widget=Tweet

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– O futebol feminino olímpico e suas diversas nuances.

Sou torcedor das jogadoras da Seleção Feminina de Futebol! Moças esforçadas, onde algumas venceram as dificuldades da vida (e outras ainda lutam contra os percalços). Inclua-se discriminação pelo sexismo e outros preconceitos.

Porém…

É um outro “tipo” de futebol. Se aceite como ele é. Não pode-se comparar com o masculino em vários aspectos: o condicionamento físico, por exemplo, que é uma situação fisiológica (homens e mulheres são iguais em dignidade, mas diferentes obviamente na fisiologia). A questão das goleiras, outro caso latente (pelos mesmos motivos). E, evidentemente, das condições técnicas (inclua-se a arbitragem, pois existe a necessidade de desenvolvimento).

Aliás, viram (ou tentaram ver) o pênalti contra a Holanda? Difícil dizer que após o salto da atacante brasileira (que tentou cavar uma falta fora da área), o toque da mão da zagueira holandesa sobre ela (dentro da área) foi ou não infracional. Até pela péssima geração de imagens da empresa contratada para a transmissão de TV.

Dito tudo isso, insisto: torçamos para as meninas, mas não a cobremos mais do que se deve.

Em tempo: fui instigado sobre a canadense Quinn, e gostaria de respeitosamente opinar. Houve a polêmica durante a partida da sua equipe pois ela era um homem que fez a transição de gênero, portanto, é uma mulher trans. Porém, ela própria se intitulou uma pessoa não-binária (que não se reconhece nem como homem ou mulher – por isso o uso do discutido pronome neutro). Mas se é não-binária (pela Quinn mesma), como a encaixar no futebol feminino ou masculino?

Não estou preconceituando, apenas levando a discussão sensata, pois outros casos surgirão: de homens e mulheres héteros, homos e trans, além dos “não se encaixam nem em um ou outro” (por iniciativa própria).

Quinn (à esquerda, com a camisa nº 5) se autodeclara transexual “não-binária”, isto é, não se reconhece nem como homem nem como mulher| Foto: Canadian Soccer Association

– Cabo-de-guerra e tiro-ao-pombo nas Olimpíadas?

Veja que curioso: Skate e Beisebol estrearão nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas você sabe outras modalidades inusitadas que existiam?

Abaixo, extraído de: https://super.abril.com.br/cultura/10-modalidades-curiosas-que-foram-extintas-das-olimpiadas/

10 MODALIDADES CURIOSAS QUE FORAM EXTINTAS DAS OLIMPÍADAS

Com a bagunça no calendário olímpico e a interrupção dos treinos, a esperança do Brasil para a Olimpíada de 2021 está nos esportes estreantes. Segundo uma previsão da empresa de análise de dados Gracenote, o Brasil deve arrematar 20 medalhas este ano – dessas, oito virão do skate, do surfe e do caratê, que aparecerão pela primeira vez nas Olimpíadas em 2021. Além dessas modalidades caras aos brasileiros, o beisebol, softbol e escalada também irão estrear nesta edição dos jogos.

À medida que alguns esportes ganham popularidade, outros deixam de atrair o público. A Olimpíada de 1900, em Paris, foi a que mais experimentou diferentes modalidades. Algumas delas duraram só um ano, enquanto outras sobreviveram por mais algumas edições. 

A lista abaixo inclui apenas os esportes que já fizeram parte das Olimpíadas modernas – ou seja, as que acontecem desde 1896. As Olimpíadas da Antiguidade Clássica, que começaram na Grécia em 776 a.C., tinham modalidades ainda mais incomuns, como corrida de bigas e pancrácio. Você confere mais sobre elas nesse texto.

Abaixo, alguns exemplos de modalidades que já estiveram nos Jogos:

Nado submarino

  • Quantas edições durou: 1 (Paris-1900)

Essa é a brincadeira que toda criança já fez na piscina: prender a respiração embaixo d’água e nadar o mais longe possível. Sem levantar a cabeça para respirar. A competição ocorreu no rio Sena em 1900. O vencedor Charles Devendeville nadou 60 metros em um minuto e seis segundos. Segundo registros do Comitê Olímpico Internacional (COI), o esporte não foi para frente por falta de interesse do público.

Cabo-de-guerra

  • Quantas edições durou: 4 (Paris-1900 até Antuérpia-1920, não houve edição em 1916 devido à 1a Guerra Mundial)

Mais um esporte olímpico no qual o seu eu infantil adoraria competir. A lógica é a mesma: duas equipes de oito atletas puxam lados opostos da corda. Quem deslocasse a equipe contrária por 1,85 metros vencia a competição.

Subida em corda

  • Quantas edições durou: 8 (Paris-1900 até Los Angeles-1932)

Essa é para os crossfiteiros de plantão. Se você aprendeu a subir em cordas depois de fazer uns burpees, poderia competir nas primeiras Olimpíadas. O objetivo da prova era subir uma corda de 10 metros no menor tempo possível. Na Olimpíada de 1932, o menor tempo foi 6,8 segundos. O COI decidiu descartar a modalidade na edição seguinte, devido à baixa adesão de atletas.

Tiro-ao-pombo

  • Quantas edições durou: 1 (Paris-1900)

Luisa Mell, corre aqui! Sim, matar pombos já foi uma competição olímpica. O atirador que acertasse o maior número de animais vencia. Felizmente, a modalidade só durou uma edição. O vencedor foi o belga Leon de Lunden, que matou 21 pombos de um total de 300 animais soltos. As edições de 1908 a 1924 também tiveram competições de tiro-ao-cervo – mas os animais eram de madeira.

Críquete 

  • Quantas edições durou: 1 (Paris-1900)

O críquete se parece um pouco com o beisebol – o princípio é acertar a bola com um taco. Nos Jogos de Paris, apenas dois times se inscreveram: França e Inglaterra. Na edição seguinte, o evento de críquete foi cancelado. Esse é um dos jogos que pode retornar às Olimpíadas na edição de Los Angeles, em 2028.

Croquet

  • Quantas edições durou: 1 (Paris-1900)

Apesar do nome semelhante, o croquet é um esporte bem diferente do críquete. Ele utiliza tacos, parecidos com os de golfe, para acertar bolas em pequenos aros fixados ao chão. O croquet foi a primeira competição a ter participação feminina nas Olimpíadas.

Mergulho à distância

  • Quantas edições durou: 1 (Saint Louis-1904)

É tipo um salto à distância, só que na água. O competidor deveria mergulhar na piscina e permanecer imóvel embaixo d’água até sua cabeça chegar à superfície. No único ano em que existiu, a modalidade só teve cinco competidores, todos do New York Athletic Club.

Corrida de lancha

  • Quantas edições durou: 1 (Londres-1908)

Na primeira e única vez que a corrida de lancha apareceu nas Olimpíadas, o clima sabotou o evento. Só uma lancha chegou ao final do percurso devido a forte neblina no dia. Depois da edição de 1908, os Jogos deixaram de ter esportes motorizados.

Volteio

  • Quantas edições durou: 1 (Antuérpia-1920)

Sabe aquelas performances de circo em que os malabaristas se equilibram em cima do cavalo? Esse é o volteio. Ele apareceu na Olimpíada de 1920 como parte do programa equestre. Só três países competiram, e o pódio foi Bélgica (ouro), França (prata) e Suécia (bronze).

Nado sincronizado solo

  • Quantas edições durou: 3 (Los Angeles-1984 até Barcelona-1992)

O nado sincronizado existe até hoje nas Olimpíadas. Na versão que estamos acostumados, um time de oito atletas precisam fazer performances sincronizadas entre si. Mas o que aconteceu em 1984 foi uma competição de nado sincronizado individual. Com quem o atleta deveria sincronizar? Segundo os defensores do esporte, com a música. Veja abaixo:

O público não comprou muito a ideia, e o nado sincronizado individual só durou até 1992. Depois, a dança aquática passou a ser uma modalidade em equipe nas Olimpíadas, mas o esporte individual é praticado até hoje em competições internacionais.

Extra: Balé em ski

  • Quantas edições durou: 2 (Calgary-1988 e Albertville-1992)

Deixamos o melhor para o final. O Ski Ballet foi uma modalidade demonstrativa em duas Olimpíadas de Inverno. Ele servia mais como um entretenimento extra ao público. Mesmo assim, decidimos incluí-la na lista pela peculiaridade do esporte. As performances se assemelham à patinação artística no gelo – só que segurando varas e com duas pranchas gigantes nos pés. O melhor é assistir:

Competição de cabo de guerra.

 Topical Press Agency/Getty Images.

– A história corrige um erro contra Zico.

Somos um país que não reverencia seus ídolos?

Zico, que dispensa apresentações, confessou a mágoa de não ter carregado a tocha olímpica no Rio-2016. E, agora, fez um desabafo ao ter a chance de tal momento em Tóquio-2020.

Compartilho, extraído do seu próprio Facebook:

Um dia inesquecível em minha vida. Muitas coisas aconteceram em minha vida quando chegava Olimpíadas. Quase parei de jogar futebol por causa de ter sido cortado, não pelo corte em si porque todo técnico precisa ter liberdade para convocação, mas por já cedo ter dúvida em confiar na palavra das pessoas. Depois, no meu País e na minha cidade terem me negado essa oportunidade de carregar a Tocha Olímpica, hoje realizei meu sonho de participar de uma Olimpíada. Agradeço o Kashima Antlers, a cidade de Kashima e ao Japão por terem me dado essa oportunidade. Fiquei emocionado e posso dizer que tranquilamente considero encerrado meu ciclo esportivo que Deus me proporcionou. Corri junto com jogadores com quem joguei, Honda, que dirigi tanto no Kashima como na Seleção Japonesa, Nakata Koji, Takayuki Suzuki e Narahashi, que tão bem representaram o Kashima Antlers. Fica aqui meu agradecimento a todos que me enviaram mensagens de carinho e ao povo japonês pelo respeito e gratidão a minha dedicação ao desenvolvimento do futebol japonês. Depois posto mas fotos e videos.”

Justiça feita pela história.

– Se a Pfizer doar vacinas para os Jogos Olímpicos, será ético?

O marketing é algo impressionante, fazendo com que as corporações, em alguns casos, se preocupem com o interesse econômico acima do ético.

Digo isso pois critiquei a Sinovac pela doação de vacinas anunciada à Conmebol. Confira aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/04/14/a-possivel-doacao-de-vacinas-da-sinovac-para-a-conmebol/.

Agora, a Pfizer quer doar suas vacinas para a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio. É algo válido?

Penso: se o COI “desejasse comprar para vacinar”, seria uma situação diferente. Mas o caminho da iniciativa do laboratório, nada mais é, do que divulgar sua marca e sua imagem. E a questão é bem clara: quantas nações não conseguem comprar vacinas por falta de dinheiro? E quantas não encontram vacinas disponíveis, por que são prioritárias a nações mais desenvolvidas?

Se sobram vacinas para a doação, prioritariamente o façam para necessitados da África Negra, por exemplo. Da forma como relatada, parece oportunismo.

Olympic Games Tokyo 2020: The Official Video Game será lançado em 24 de  Julho no Japão - PSX Brasil

– Olimpíadas em Jundiaí? Final no Jayme Cintra? Tenha dó…

Futebol e Política não podem combinar, correto?

Com todo respeito, é necessário que os candidatos a prefeito tenham bom senso com o eleitor e não coloquem bobagens em Redes Sociais, nem usem o esporte como mote demagógico.

Causou espanto e indignação na Comunidade do Paulista FC, a postagem de Edimarco Silva – PROS, candidato a Prefeito de Jundiaí, que gravou um vídeo no Estádio Jayme Cintra (mesmo não sendo assíduo frequentador do clube).

(link: https://fb.watch/1umrR0zoOl/)

Ao ser questionando por um torcedor (Renan) que “nunca o viu prestigiando o time”, respondeu no Facebook:

Edimarco Silva 90
Renan Guirado Schiavo sou ex-jogador de futebol, o Esporte faz parte da minha vida. No meu plano de governo vou convocar o empresariado da cidade para apoiar com incentivos o Paulista Futebol Clube, que hoje é uma das principais referências do Esporte na cidade. Só que as minhas propostas não são somente para o futebol, quero trazer incentivo à outras práticas esportivas e na formação de novos atletas, além de trazer eventos esportivos não só regionais, mas também internacionais para a cidade, como Olímpiadas e Jogos Panamericanos! Esse é o momento da mudança!

Ou foi descuidado nas palavras, ou o Brasil sediará uma segunda Olimpíada em breve. Pelo que escreveu, depois de Paris 2024, teremos Jundiaí 2028? Se for, contemos com o Jayme Cintra para a final visando a Medalha de Ouro na modalidade “futebol”.

Ops: ganhou minutinhos de notoriedade o candidato…

Olimpíadas: Jogos Olímpicos, Paralímpicos e Esportes na Era Moderna

– Por quê o COI insiste nas Olimpíadas de Tóquio 2020?

Começou o revezamento da Tocha Olímpica, que sai de Atenas (Grécia), atravessará o Japão em diversas cidades até Tóquio, a sede dos Jogos Olímpicos.

A pergunta é: pra quê? E o Coronavírus? E o mundo cancelando seus eventos?

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– Até tu, Popov? Os ídolos de barros!

Lembram do incrível nadador Alexander Popov, o último grande campeão antes do extraterrestre Michael Phelps?

Ou do mega campeão do salto com vara, Sergey Bubka, o ucraniano que sempre vencia?

Pois bem: há pouco, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, começou a revelar os ídolos esportivos que receberam propina para votarem na cidade do Rio de Janeiro para ser a cidade-sede dos Jogos Olímpicos em 2016! No depoimento, recordou as artimanhas e gastanças para a campanha vitoriosa do Brasil. Na época, lembre-se a tríade entusiasta das autoridades que era formada pelas 3 esferas: por ele, Cabral, que era o governador; Eduardo Paes, o prefeito; Lula, o presidente.

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/07/04/lava-jato-cabral-admite-compra-de-votos-para-realizacao-da-olimpiada-no-rj.htm

e: https://olharolimpico.blogosfera.uol.com.br/2019/07/04/quem-sao-os-campeoes-olimpicos-a-quem-cabral-diz-ter-pago-propina/?

Aqui, repito: amo esportes e principalmente futebol, mas nunca quis Copa do Mundo ou Olimpíadas no Brasil. Olha só quanto dinheiro foi desviado (era óbvio que isso aconteceria) e qual o legado ficou…

CABRAL ADMITE COMPRA DE VOTOS PARA A RIO 2016

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) afirmou hoje em depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas –responsável pelas ações em primeira instância da Lava Jato no Rio– que intermediou a compra de votos junto a membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) para que o Rio de Janeiro pudesse sediar os Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com o ex-governador, entre os votos comprados está o do nadador Alexander Popov, quatro vezes medalhista olímpico.

De acordo com Cabral, nove dos 95 membros votantes foram comprados ao todo por US$ 2 milhões. O depósito teria sido feito no exterior, no ano de 2008, pelo empresário Arthur Soares –conhecido como Rei Arthur, devido ao fato de ser o maior fornecedor de mão de obra do estado– ao presidente da Federação Internacional de Atletismo, Lamine Diack, que distribuiria o dinheiro aos membros comprados. Cabral e Soares –o empresário está foragido– são réus no processo oriundo da Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato no Rio (continua nos links acima)

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– Que fim levou? Sobre os 10 terroristas do ISIS no Brasil

Não custa pergunta: as vésperas dos Jogos Olímpicos 2016, terroristas brasileiros foram presos. Eles cometeriam ataques em nome da “causa” do Estado Islâmico. E onde eles estão hoje?

Rememorando a postagem desse mesmo blog:

10 TERRORISTAS BRASILEIROS DO ESTADO ISLÂMICO PRESOS EM NOSSO PAÍS

O Ministro da Justiça Alexandre de Moraes confirmou que 10 terroristas (todos brasileiros e ligados ao Estado Islâmico) foram presos após serem monitorados. Eles treinavam artes marciais, tiros e compravam fuzis – tudo para promoverem atentados durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

O curioso: eram lobos solitários, não se conheciam pessoalmente, combinavam ações por WhatsApp e Telegram, além de terem feito juramento à distância para a sua conversão e batismo ao EI.

Infelizmente, esses idiotas inspiram muitos outros… eles faziam parte de uma lista de 42 nomes monitorados pelas autoridades.

Pessoas assim, agora que estão presas, trazem à discussão: qual o seu destino?

Serão mantidas na cadeia eternamente, às custas do nosso dinheiro?

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– Prenderam o Nuzman. Mas e o dinheiro? E os parceiros?

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi preso pela Polícia Federal por corrupção nas Olimpíadas 2016. O “imortal” cartola estava há décadas no cargo, mandando e desmandando.

Duas necessárias perguntas:

1) Vai devolver o dinheiro público que está envolvido aos cofres do Governo, para ser usado em obras sociais?

2) E os seus companheiros engajados na conquista do Rio de Janeiro para 2016, irão para o Xilindró também?

Lembram da festa quando o RJ foi escolhido como sede olímpica (recorde na foto em destaque, abaixo)?

Aguardemos as próximas horas!

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– O Atleta Doutrinado pelo Ditador Comunista !

Que tristeza!

O ginasta da Coréia do Norte Ri Se-gwang, vítima da ditadura daquele país, quis homenagear seu líder político, o tirano Kim Jong-um (que dispensa explicações maiores) ao conquistar a Medalha de Ouro, dizendo:

Me enchi de alegria ao pensar que levava a vitória a nosso líder”.

Com esse pensamento, continuarão sendo vítimas sem saber o que é liberdade e democracia… Os norte-coreanos estão vivendo em uma bolha opressora comunista há décadas! Aliás, ditadura é ditadura, não importa se comunista ou capitalista.

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– Qual o melhor critério para se definir um campeão olímpico?

Terminou a Rio 2016, e os EUA venceram novamente.

Uma provocação e/ou questionamento: e os critérios para a contagem do quadro de medalhas?

Deve ser…

1) O maior número de ouros,

2) O maior número de medalhas acumuladas independente se for ouro, prata e bronze, ou

3) A contagem por peso de medalhas como o Jornal Lance sugeriu, dando peso 3 para Ouro, 2 para Prata e 1 para Bronze?

Independente disso, os americanos seriam campeões (46 ouros no 1o critério, 121 medalhas no 2o e 250 pontos no 3o).

Particularmente, penso que se o que vale é competir, em qualquer esporte, os 3 primeiros colocados são atletas de altíssimo nível e fizeram por merecer um prêmio. Dessa forma, coerente com o espírito olímpico, qualquer que seja a medalha deveria ser motivo de pontuação. Portanto, sou a favor do total de contagem de medalhas. E por esse critério, a China, com 70 medalhas no total (sendo 26 de ouro) estaria em 2o lugar e não em 3o, à frente da Grã-Bretanha, que fez 67 medalhas, só que terminou oficialmente em 2o por 27 delas serem de ouro).

O que você acha disso? Vote na enquete abaixo:

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– O Ouro foi justo. Mas sejamos realistas.

Como brasileiro, eu queria a Medalha de Ouro muito mais ao Futebol Feminino do que ao Masculino. Afinal, as meninas precisam de mais apoio e atenção.

Os “garotos” receberam a inédita medalha dourada. Ótimo. Mas não nos iludamos, já que o Brasil veio com sua força máxima no Sub 23 e 3 jogadores profissionais além da idade. As demais equipes, não. A ótima Alemanha veio com uma mescla do Sub 21. Vencê-los era obrigação, e nada da bobagem em falar de revanche dos 7×1.

Neymar jogou bem, também era óbvio. O saldo positivo foi o futebol ofensivo. Só que não nos esqueçamos que o jogo foi decidido em pênaltis, e que o individualismo excessivo dos jogadores irritou.

Agora, o “vocês vão ter que me engolir” foi outra bobagem no discurso de campeão do Neymar. Prefiro o do Rafinha, que demonstrou viver o espírito olímpico ao estar visivelmente emocionado.

Recordo a observação do amigo Thiago Batista de Olim do “Esporte Jundiaí”: as medalhas combinaram com os times e seus agasalhos:

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– Qual foi o grande ídolo brasileiro na Rio 2016?

Na derradeira semana olímpica, ainda temos o futebol masculino decidido a Medalha de Ouro na Olimpíada brasileira. Neymar começou como provável herói, patinou contra África do Sul e Iraque, ressurgiu contra Dinamarca, Colômbia e Honduras. Será ele o ídolo marcante?

Virou um même a camisa do torcedor-mirim que riscou o nome Neymar e escreveu Marta. Depois um gaiato teve a idéia e riscou Marta (devido à ilusão de que chegaríamos mesmo com a precária estrutura no Futebol Feminino).

Como o brasileiro é espirituoso, outras piadas surgiram, como a indicação de que se torce para “o cara da vara”.

Falando sério: quem foi (ou será) o ídolo olímpico representando o Brasil na Rio 2016?

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– O mico de Ryan Lochte

O ditado popular “mentira tem perna curta” foi perfeito para os nadadores americanos que disseram ter sido assaltados na Zona Sul do RJ.

Agora, descobre-se que eles se envolveram em uma briga no pátio de um posto de gasolina, bêbados, capitaneados por Lochte, o atleta que mais quis aparecer como vítima.

O que dizer?

Aliás, o estabelecimento se tornou um dos “pontos turísticos” mais visitados nesta 5a feira na Rio 2016… 

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– Seleção Brasileira: por que não me ufano?

Já escrevi que considero a atual Seleção Olímpica melhor do que a formada por Dunga na Copa América Centenária.

Após os 6×0 contra Honduras, um exagerado ufanismo tomou conta de muitos. Não nos esqueçamos que falhamos contra a sofrível África do Sul e o sofrido Iraque. Os pobres hondurenhos só sabiam bater, e, em certo momento, mostraram-se ingênuos (o 1o gol que o diga).

Claro que por estar em casa, com suas estrelas, o Brasil é favorito para a Medalha de Ouro (e isso é obrigação, já que se joga com o ataque que, somado, vale meio bilhão de reais).

O pior é ouvir sobre revanche! Escrevo com Alemanha x Nigéria ainda jogando, sem saber qual será o adversário.

Se for a Alemanha, bobagem. Revanche contra os germânicos só ocorrerá quando jogarmos na Allianz Arena em Munique numa semifinal de Copa do Mundo, goleando-os. Diga-se o mesmo do Uruguai, sendo final de Mundial no Estádio Centenário.

Já contra a Nigéria, uma “quase-revanche”. Os nigerianos nos eliminaram em Atlanta-94, com Kanu e Okocha (cracaços), sendo que o Brasil tinha Bebeto, Rivaldo e Ronaldo, sendo treinados por Zagallo. Lembremo-nos: o segundo tempo estava 3×1 para o Brasil, e perdemos na prorrogação por 4×3 numa semifinal!

Não importa o adversário: pelo elenco, pelos ditos “investimentos da CBF” e pelos transtornos trazidos aos clubes, tem que levar o Ouro Olímpico.

Só espero que não seja no apito…

Na foto, o timaço de 88 que ficou com a Prata contra os soviéticos:

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– 4 imagens da Rio 2016: qual a mais significativa?

Jogos Olímpicos acontecendo e… as minhas “top 4 imagens”:

  1. Djokovic sendo eliminado e chorando?
  2. Rafaela Silva extasiada pela Medalha de Ouro?

(O tenista e a judoca derramaram lágrimas, mesmo com condições diferentes de vida e resultados opostos, mas com o idêntico espírito olímpico).

  1. A selfie das meninas sul e norte coreanas. Por que seus governantes se odeiam, se são um povo só?
  2. Ou a imagem do vôlei de praia entre brasileiras e egípcias?

Tolerância e emoção, esporte unindo culturas e sentimentos. Isso sim é válido. Enquanto isso, o futebol sempre sendo um esporte “à parte”, se esquecendo dessas lições…

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– Momentos de Auto Estima Brasileira. Mas voltando ao Planeta Terra…

Todos maravilhados, (inclusive eu fiquei sob efeito do encantamento) com a espetacular cerimônia de abertura dos jogos Olímpicos Rio 2016. Mas que não nos esqueçamos: as obras foram caríssimas, houve superfaturamento da construção das instalações e sobrarão muitos elefantes brancos. Essas coisas serão marcantes também, apesar do show de luzes, alegria e paz assistidos na sexta-feira à noite.

Sinceramente, sem hipocrisia (e olha que sou esportista nato): eu trocaria os Jogos Olímpicos por mais leitos hospitalares e pagamento de menos impostos no dia-a-dia.

O “belo contraditório” do espetáculo foi: nós, brasileiros, pedimos ao mundo: PAZ, RESPEITO SOCIAL E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

– Estamos fazendo isso?

E não é um azedume, mas uma reflexão:

  • paz nas nossas violentas cidades?
  • respeito entre os diferentes grupos sociais éticos, religiosos e sexuais?
  • preservação ambiental adequada na Floresta Amazônica, no Rio Tietê ou na Baía da Guanabara?

Fica o ponto de interrogação… 

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