– Lula & Construtoras e Bolsonaro & Igrejas: a César o que é de César!

Lamento ver tanta demagogia há tempos no país. As benesses de Lula para as construtoras, com altos valores em corrupção e troca de favores (vide o dinheiro perdido para Cuba, Venezuela e nações “amigas”), se faz no mesmo grau de indignação com Bolsonaro e o desejo de “bancar” as igrejas e conquistar admiradores pelo populismo.

No episódio mais recente, me incomoda saber que qualquer denominação religiosa (se eu quiser montar meu templo e viver nele, já me encaixei no propósito), teria as contas básicas e impostos pagos com dinheiro público.

Lembremo-nos que Nosso Senhor Jesus Cristo, quando perguntado se era justo pagar os impostos, pegou um denário (a moeda da época) e mostrou a face do imperador nela. E disse: “A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”.

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– A homenagem do vereador carioca ao ditador comunista!

Há coisas que nem a sã consciência explica: o neto de Leonel Brizola, que é vereador no Rio de Janeiro, fez uma homenagem ao ditador da Coreia do Norte Kim Jong-Un como um “homem da paz mundial”.

Pode?

A Câmara dos Vereadores carioca não tem outras prioridades?

BRIZOLA NETO E A HOMENAGEM A KIM JONG-UN

Diretório municipal do partido e lideranças, como Marcelo Freixo e Luciana Genro, se posicionaram contra ‘moção de honra e louvor’ apresentada pelo vereador

Uma homenagem pública prestada pelo vereador Leonel Brizola Neto (PSOL-RJ) ao ditador norte-coreano Kim Jong-Un gerou diversas reações negativas dentro de seu partido, nesta quinta-feira 12. O neto do falecido líder esquerdista Leonel Brizola apresentou, no última dia 29 de novembro, uma moção “Moção de Louvor e Reconhecimento” a Kim na Câmara Municipal da Cidade, revelada pelo jornal O Globo.

O ato foi recriminado pelo diretório municipal do PSOL no Rio, que emitiu nota afirmando não endossar a homenagem. O partido declarou que Brizola Neto promoveu uma moção individual, que “não necessita de apoio, nem votação”.

“Esta ação [de Brizola Neto] não foi construída coletivamente pela bancada e não representa a posição do partido. O líder da Coreia do Norte é acusado de inúmeras violações de direitos, dentre elas, perseguições políticas, prisões arbitrárias e restrições às liberdades de expressão e de imprensa. O PSOL reafirma seu compromisso na defesa da democracia e dos direitos humanos”, expõe a nota do diretório carioca da sigla.

Grandes lideranças do partido seguiram a mesma linha de reprovação. “Respeito muito o vereador Leonel Brizola e o trabalho importante que ele realiza no Rio. Sua homenagem ao ditador norte-coreano foi uma manifestação individual, da qual eu discordo. Me oponho a todas as ditaduras porque a democracia é para mim um princípio inegociável”, escreveu o deputado federal Marcelo Freixo, pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2020.

“Discordo frontalmente da homenagem feita por Brizola Neto ao ditador da Coreia do Norte. Não representa a maioria do PSOL. Só uma esquerda fora da realidade apoia esse regime. Ali não tem nada de comunismo nos termos pensados por Marx. Nossa luta é por socialismo e liberdade!”, expressou a deputada federal Luciano Genro, candidata à Presidência da República pelo partido nas eleições de 2014.

Os deputados federais Sâmia Bonfim e David Miranda foram outros nomes de destaque do partido se posicionarem, nas redes sociais, contrários à medida de Brizola Neto. “Não há socialismo possível com violação de direitos humanos e sem liberdade”, escreveu Sâmia no Twitter. Compartilhando a postagem, Miranda concordou: “não representa a opinião do partido”.

Brizola Neto também foi às redes sociais ao fim do dia para justificar sua ação. O político afirmou que sua moção foi motivada pelo “centenário da resistência coreana contra a invasão imperialista japonesa” e complementou que seu mandato se pauta pela “diplomacia brasileira”.

“Quero divulgar que há vinte dias fizemos uma exposição sobre o centenário da resistência coreana contra a invasão imperialista japonesa. Na ocasião apresentamos uma moção ao povo coreano por sua luta no processo de paz pela unificação das Coreias e principalmente pelo fim das armas nucleares. O nosso mandato sempre pautou pela diplomacia brasileira. No momento que a nossa diplomacia brasileira está sendo achincalhada no mundo, nós temos o compromisso de promover a paz mundial e a autodeterminação dos povos”, declarou o vereador.

Leonel Brizola Neto e Kim Jong-un Twitter/ Reprodução/ Korea Summit Press Pool/ Getty Images/VEJA

– Feliz Natal de Pré-Candidato é Sincero?

Puxa, vejo outdoor de um ilustre desconhecido em meu bairro, mas que tem cargo público, extremamente sorridente e desejando “Feliz Natal”.

A troco de quê?

Por quê a pessoa gasta um dinheirão com anúncios em ônibus e publicidade nos grandes corredores desejando “Boas Festas”, se não conhece uma pessoa sequer daquele lugar, não esteve lá e força o sorriso escancarado?

É tão artificial, cheira tanto a candidatura de vereador (não está explícito pois a legislação eleitoral não permite), que torna a mensagem muito falsa e vazia.

Se lá estiver (na Câmara), Feito estará: mais um político carreirista. Triste. E nessa época fazem isso: pedem voto onde nunca visitaram quando podiam fazer alguma coisa.

Vale votar Ao Bem do Indíviduo que aqui veio e trabalhou (ou seja: quem lutou pela sua região).

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– Concordo com o Lula!

Na reeleição de Gleisi Hoffmann como presidente do PT (a mesma que apoia incondicionalmente Nicolas Maduro, infelizmente), Lula disse que:

“Somos exatamente o oposto de Bolsonaro”.

Perfeito. Como Bolsonaro é classificado pelo lulismo com o termo de Extrema Direita, é correto entender o lulismo como Extrema Esquerda, sem abrir mão do fanatismo que é comum aos extremistas de ambos.

Pobre Brasil… o radicalismo atrapalha o bom senso!

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– O medo de políticos se associarem a pares impopulares

Leio que o Governador João Doria Jr negou que apoiou explicitamente o presidente Jair Bolsonaro nas últimas Eleições, refutando veementemente a criação da campanha “BolsoDória” no Segundo Turno.

Ora, a quem ele quer enganar? Isso foi claro e notório. Parece-me a mesma negação ocorrida pelo PT com o PMDB (José Sarney foi conselheiro de Lula em muitos momentos) ou de alas do PSOL e PC do B na composição do Governo Petista, quando se fala de corrupção.

Se a moça é bonita, todos querem namorar com ela. Vide Bolsonaro e Luís Inácio no auge da popularidade deles, quantos bajuladores apareceram! Quando percebem alguma coisa que desagrada o senso comum, “nunca paqueraram a noiva…

A verdade é: sempre existem dois (ou mais) discursos engatilhados: o de apoio ou o de crítica, sempre que existir interesse.

– Pra quê politicagem com o futebol?

Não gosto de cartola tirando o protagonismo dos jogadores em entregas de troféus. É o momento de quem suou, correu, levou bordoada e quer extravasar.

O campo de jogo “é sim” um local sagrado, embora muita gente discorde dessa máxima por ter uma visão de mundo bem diferente.

Particularmente, acho muito demagogo quando político entra em campo, especialmente quando há um título. Quero ver estar no rebaixamento abraçando jogador, quando é eliminado por 7×1 ou depois de um vexame qualquer.

Aff, quanto pão-e-circo. A história se repete, sendo populismo de esquerda ou de direita.

(Sim, me refiro ao presidente Bolsonaro erguendo a Taça da Copa América em meio aos jogadores).

As fotos abaixo mostram o exemplo de que todo mundo quer tirar uma casquinha com o eleitor…

 

– Dia 31 é para Lamentar a existência de Marighella e Ustra, as estrelas-heróis dos radicais!

Quanta polêmica criada por uma ordem do presidente Bolsonaro aos militares (para que comemorem nos quartéis a data de 31 de Março, o começo de um golpe de estado contra João Goulart (Jango).

Quem é de extrema direita vai dizer que não existiu ditadura. Quem é de extrema esquerda vai dizer que os militares brasileiros matavam todos os inocentes. É o triste fanatismo que observamos em nosso país.

Claro que se você estudar de verdade, sem viés ideológico, verá que existia uma perigosa aproximação do Brasil com a União Soviética e os comunistas, numa provável revolução de esquerda. E verá que existiu a contra-revolução, a de direita, que a freou. O problema é que os militares assumiriam o poder transitoriamente, mas só largaram o Governo na década de 80.

Os dois lados geraram bandidos.

A esquerda, por exemplo, Mariguella, que escreveu em seu “Manual do Guerrilheiro Urbano” (uma literatura terrorista) que o “guerrilheiro deve atacar o sistema de impostos, mas não pode somente transtornar o sistema de coletas de impostos, mas o braço da violência revolucionária também deve se dirigir contra o Governo”.

O Coronel Brilhante Ustra foi sua versão de direita, tão violento quanto ele. Torturava sem dó nem piedade, fazia com que muitos fossem judiados e… se fossem inocentes equivocadamente detidos? Sem contar aqueles mortos por suas ordens simplesmente por serem vós contrária, mesmo que pacificamente.

Enfim: o Brasil não suporta mais esse discurso de ódio tanto da direita quanto da esquerda, que gera uma enxurrada de críticas a quem consegue se manter sensato.

Chega de aguentar gente com político de estimação, “bajulador de Bolsonaro” ou “paga-pau de Lula”. O país precisa de pessoas competentes, honestas e que demonstrem valores sociais.

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Ustra ou Marighella? (Ops: o esquerdista não era negro, como retratado no filme de Wagner Moura).

– Gleise Hofmann e suas greves

Virou ditadura da Dona Narizinho (como é conhecida a senadora Gleisi Hofmann – PT/PR)

Ela, que se sustenta em seu cargo no Senado devido ao foro privilegiado (se não fosse senadora e não tivesse tal regalia, já estaria sendo julgada como “pessoa comum “ – assim como Aécio e outros 31 senadores citados em crimes de corrupção e protegidos pela benesse de tal imoral lei), no ano passado sugeriu que as mulheres fizessem greve de sexo como protesto (lembram disso)?

Agora, disse que se o TFF-4 não absolver Lula, há do país fazer uma greve geral.

Peraí: tudo é da vontade dela, e se for contrário à senadora, resolve-se com greve? Sem contar as bobagens que andou falando, como resolver a pendenga de Lula na base da violência com seus “doces aliados” do MST ou da demagogia em dizer que a  Operação Lava-Jato matou Marisa Letícia de desgosto pela “injustiça”.

Vá dormir, dona Gleise. Cansou ouvir tais idiotices.

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– A mudança de pensamento da CBF há 3 anos sobre tecnologia

As voltas que o mundo dá: há quase 3 anos, o atual Diretor de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo da CBF, Sérgio Correa da Silva, dava entrevista refutando a tecnologia alegando que tornaria o “futebol muito chato“.

Ué, o que o fez mudar de opinião em 3 anos?

Extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2014/09/28/profissionalismo-e-tecnologia-repudiados-pelo-chefe-de-arbitros-da-cbf/

PROFISSIONALISMO E TECNOLOGIA REPUDIADOS PELO CHEFE DOS ÁRBITROS DA CBF

É de se lamentar a declaração do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Sérgio Correa da Silva à Sportv durante a semana, depois do infeliz episódio sobre a orientação equivocada de bola na mão, cuja “orelha foi puxada” pela FIFA.

Em tom de desabafo (e até mesmo de arrogância), falando sobre as condições dos árbitros do Brasil, criticou a Profissionalização, reclamando que se fossem profissionais,

Não poderia mandar o sujeito que errar embora”.

Cômodo, não? Vejam alguns árbitros que há ANOS fazem lambanças folclóricas e ainda assim continuam nas escalas (e não são profissionais). Um árbitro profissional, que a grosso modo seria um membro FIFA, de elite e de excelência, caso errasse em um jogo importante, teria demissão sumária? Claro que não. Há alguns que apitam muito bem e nunca chegam a elite, sumindo aos poucos do quadro de árbitros. E há outros que começam a apitar no Maracanã e nunca se firmam, mas a bolinha é incansavelmente sorteada.

Pior é o discurso para a não utilização dos sistemas tecnológicos no futebol. Declarou Sérgio que:

“Vai acabar com a discussão e o futebol vai ficar muito chato. Vai tornar o futebol mais justo, mas vai perder a graça.”

Meu Deus! Se falamos cada vez mais em legitimar os resultados dentro de campo, e a tecnologia de ponta nos permite isso, por que rumar contra a maré?

Isso é um verdadeiro 7×1 do apito no futebol…

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– Cadê o árbitro de vídeo a ser implantado imediatamente?

Todo santo dia estou insistindo: duvido da implantação do árbitro de vídeo no Brasileirão. Desde 2015 estou falando que, do jeito que a CBF quer fazer, não é o oficial da FIFA e que o anúncio só é demagogia. Por que eu iria crer que em 2017, num encontro que deve ter sido um “papo honesto” entre Marco Polo Del Nero e Eurico Miranda, a coisa iria “virar de uma hora para outra”?

Pois bem, nas escalas da CBF divulgadas faz pouco tempo, não há árbitro de vídeo para essa rodada. As escalas estão aqui: http://www.cbf.com.br/arbitragem/escala-arbitragem/brasileiro-serie-a#.WcLhEK3OqCQ

Aliás, o cronograma dos motivos que me fazem DUVIDAR do árbitro de vídeo da CBF e os motivos da proibição neste didático texto,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/18/de-novo-a-cbf-promete-usar-o-arbitro-de-video-em-breve-eu-duvido/

Confira abaixo: 

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL – SÉRIE A

Estão brincando com o futebol brasileiro e tratando o torcedor como palhaço!

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– Relembrando a 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo Del Nero

Há exatamente 3 anos, publicávamos uma entrevista do então recém empossado presidente Marco Polo Del Nero, em que louvava Ricardo Teixeira e prometia como “1o ato” profissionalizar a arbitragem!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (22/07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:
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– Dória, o Gari: demagogia ou simbolismo positivo?

O novo prefeito de São Paulo, João Dória, às 06h da manhã se vestiu como Gari (juntamente com seus secretários) para simbolizar a limpeza de uma nova SP e disposição para trabalhar.

Populismo?

Talvez… não precisa fazer isso, não? É só trabalhar honestamente.

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– Demagogia de quem prometeu…

Lembram quem criticamos/ duvidamos das homenagens prometidas pelos clubes à Chapecoense?

Parece que não aconteceram como alardeadas… O Corinthians não usará mais verde e o Palmeiras não mais jogará com a camisa da Chape.

Essa ilustração do Renato Peters é perfeita:

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– A Hipocrisia do Chororô dos Clubes

Vemos algumas situações extremamente desagradáveis por parte dos cartolas dos times de futebol.

No último domingo, o Santos reclamou do gol de empate do Cruzeiro, através de impedimento de Manoel. Queixa justa, foi erro (assim como em outros lances do campeonato). Mas quando foi beneficiado (como no pênalti “Gasparzinho” de Lucas Lima, quando tropeçou sozinho no ano passado contra o Avaí), não se falou nada e nem se foi à TV pedir melhores arbitragens?

Casos idênticos ocorreram recentemente: em 2015, o Corinthians teve um número muito grande de erros a favor. Roberto de Andrade protestou por árbitros mais capacitados naquela oportunidade? Claro que não. Mas agora, com erros contra…

Já o Internacional, useiro do envio de DVDs à CBF, foi extremamente ajudado (pela incompetência, não má-fé) no Moisés Lucarelli contra a Ponte Preta. Alguém viu o DVD dos erros a favor do Internacional, enviado para a Comissão de Árbitros por Fernando Carvalho, em nome da contribuição da melhora dos árbitros? Neca.

Idem ao virtual Campeão Brasileiro 2016, o Palmeiras. Depois de erros contrários e queixas de Paulo Nobre à imprensa, o Verdão teve erros a favor. Alguém viu pronunciamento em coletiva lamentando os equívocos em prol?

Assim, convenhamos: só se reclama quando se interessa. Melhorar a qualidade da arbitragem brasileira não é interessante aos dirigentes de clubes, pois sempre se usará esse argumento como justificativa de maus resultados (O Santos, por exemplo, perdeu pontos importantes contra equipes do Z4). E o pior: nem a CBF tem interesse em solucionar isso, pois esquiva-se da profissionalização, tão necessária à todos.

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– Fiuza misturando religião e política, alhos e bugalhos!

Coitado do Papa Francisco… até para ele sobrou em decorrência do “Fla-Flu” que se tornou a sociedade brasileira na briga entre petistas x peessedebistas.

Já escrevi em outras oportunidades que me enoja o radicalismo. E o famoso colunista da Revista Época, Guilherme Fiuza, abusou das teorias conspiratórias. Chamou o pontífice de “falso demagogo progressista” e que ele apoia a presidente Dilma Rousseff!

Nada a ver… na gíria popular, “viajou na maionese”. O Papa pediu simplesmente orações ao nosso país devido ao inegável momento de turbulência política, e o colunista criou suas ideias mirabolantes contra Francisco.

Leia abaixo e diga se há ou não um absurdo e cego fanatismo de Guilherme Fiuza.

Extraído de Revista Época, edição 12 de setembro de 2016, pg 26.

O GOLPE DO PAPA

O papa Francisco, de maneira indireta e dissimulada, portanto covarde, está fazendo coro com a militância ideológica que grita contra o golpe de Estado.

O papa Francisco cancelou sua viagem ao Brasil em 2017 afirmando que o país “vive um momento triste”. Vamos traduzir essa tristeza: o líder máximo da Igreja Católica está apoiando Dilma Rousseff, a despachante da quadrilha que depenou o país entristecido. Mas a tristeza sentida pelo sumo pontífice não é com o roubo, é com a punição aos ladrões.

O papa Francisco, de maneira indireta, portanto dissimulada, portanto covarde, está fazendo coro com a militância ideológica que grita contra o golpe de Estado – esse em que a criminosa golpeada dialoga com os golpistas (e ri com eles), sob a regência constitucional da Corte máxima do país. Uma bandeira de mentira, fajuta e imunda, que agora é levantada também pelo papa Francisco.

Isso não teria a menor importância num mundo que soubesse distinguir um líder espiritual de um mercador da bondade. Mas a demagogia supostamente progressista – na verdade reacionária – é hoje a commodity mais valorizada do planeta, e nenhum candidato à popularidade perante as massas admite mais abrir mão dela. Até a alemã Angela Merkel, guardiã quase solitária da responsabilidade europeia, andou fazendo proselitismo com o tema dos refugiados. Se você não der ao menos uma bicadinha na vitamina populista, você morre.

A gangue que inventou o golpe no Brasil para brincar de resistência democrática – e se encher da preciosa vitamina demagógica – está quebrando tudo. Durante 13 anos quebraram por dentro, agora estão quebrando por fora – o que é bem mais prático e leve. O caixa da revolução está cheio, após a proverbial transfusão da Petrobras, dos bancos públicos e dos fundos de pensão. O lanche é mortadela por questão de estilo, poderia ser caviar. E não existe vida mais fácil: você recruta um bando de inocentes úteis e não inocentes alugados e manda todo mundo para cima da polícia. Fustigar a boçalidade das polícias militares é brincadeira de criança para essa turma. Não tem erro.

O caixa da revolução está cheio. O lanche é mortadela por razão de estilo, mas poderia ser caviar

O papa Francisco e sua falsa tristeza apoiam essa depredação teatral – que tem consequências reais e sujas de sangue. O religioso bonzinho, com seu gesto grave – vamos repetir: grave – de desistir da visita ao Brasil por causa do impeachment, jogou uma tocha nessa gasolina. Não adianta fugir dessa responsabilidade. Não adianta rebolar na retórica. Não adianta fazer cara de piedade. O papa abriu mão da missão de paz do estadista para entrar num jogo partidário. Se meteu num conflito político nacional para exacerbá-lo – para dar sua contribuição incendiária.

A política existe para organizar a vida das sociedades. Só isso, mais nada. Não é um campeonato de siglas, cores e credos, nem um palco para apoteoses românticas. No caso do Brasil, o governo canastrão do PT incensou todos esses símbolos emocionais e fulminou a organização social e institucional. Isso não é política, é contrabando.

O governo Temer assumiu no cenário de terra arrasada e está repetindo o governo Itamar (por questão de sobrevivência): dando espaço a quem entende de administração pública, substituindo militância partidária com o dinheiro dos outros por trabalho. É o PMDB, há os caciques velhos, há a podridão – mas os principais cargos de comando foram entregues aos bons. Assim como fez Itamar, no mesmo PMDB.

Há 23 anos isso deu no Plano Real – o momento mais significativo da história recente em que a política serviu para organizar a sociedade. Os veículos da mudança foram o PMDB e o PSDB, mas a virtude não estava neles. Estava nos homens. Sempre está.

Repetindo a ruína do pós-Collor, a ruína do pós-PT abriu uma janela de oportunidade para quem quer usar o poder para organizar, e não para surfar. Os surfistas estão naturalmente desesperados, porque num país organizado as ondas de malandragem somem da política – ou ao menos ficam pequenininhas, sem força para impulsionar os proselitismos coitados e os heroísmos de aluguel. É preciso, portanto, bagunçar.

É claro que alguém que sai de casa para forjar um tumulto e posar de perseguido pela polícia não vale a mortadela que come. Mas o interessante é imaginar o que essa criatura pensa a sós com seu travesseiro. Se o país tivesse de repente um surto de dignidade, a fila do confessionário chegaria a Roma. Puxada pelo papa.

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