– Você daria Carta Branca ao Ministro Ricardo Salles depois do que foi visto na Reunião Ministerial?

Ricardo Salles, o Ministro do Meio Ambiente, não me convence! Depois do que pode ser visto no vídeo da reunião ministerial ao abordar seus métodos e suas ideias, tive por ele uma decepção total. Não me inspira credibilidade alguma e me parece sempre estar sob suspeita depois deste episódio.

Gostei dessa abordagem sobre o futuro de Salles e algumas observações dele, abaixo,

Extraído de: https://plamurbblog.wordpress.com/2020/05/27/se-aproveitar-da-desatencao-nao/

SE APROVEITAR DA DESATENÇÃO, NÃO!

Por Thiago Silva

Nos últimos dias, um vídeo de uma reunião ministerial conduzida pelo Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi divulgado em vários veículos de comunicação, como prova para as declarações do ex-ministro Sérgio Moro. De uma maneira geral, isso não é o foco do blog, até porque, não cabe a nós falar de política nesse contexto.

A questão aqui foi uma declaração do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e aí o tema é de nossa alçada, já que, como muitos sabem, a sustentabilidade é um dos assuntos que compõem a estrutura do Plamurb.

Salles, que até o ano passado era filiado ao Partido NOVO, foi escolhido por Bolsonaro e defendeu priorizar uma agenda ambiental urbana, o combate ao lixo marinho e a agilidade nos processos de licenciamento. São temas bem sensíveis e importantes, considerando a realidade brasileira.

Mas o que vimos na referida reunião ministerial, nos deixou, no mínimo, preocupados. Salles, quando teve a palavra, afirmou que o governo deveria aproveitar que a atenção da mídia estava voltada para a pandemia e fazer alterações de modo a afrouxar regras ou regulamentações na área ambiental.

“Oportunidade que nós temos, que a imprensa não tá … tá nos dando um pouco de alívio nos outros temas, é passar as reformas infralegais de desregulamentação, simplificação. Grande parte dessa matéria ela se dá em portarias e normas dos ministérios, inclusive o de Meio Ambiente. Enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”, disse Ricardo Salles.

Vale ressaltar que o referido ministro nunca foi unanimidade. Quando de sua nomeação, houve uma repercussão negativa até mesmo fora do país. Por outro lado, o setor do agronegócio festejou. Bolsonaro, na época, inclusive afirmou que se as entidades do setor estavam criticando, sinal de que a escolha de Salles foi acertada, argumento muito comum dentro da política, independente do espectro e ideologia.

Em 2018, quando fizemos uma análise sobre o plano de governo de todos os candidatos, no programa de Bolsonaro pouco ou quase nada se falava de questões ambientais, exceto pelo excesso de leis que burocratizam obras e ações.

Mas voltando a falar de Salles, sua declaração, no mínimo, é grave. É muita má fé sugerir se aproveitar de uma situação como a qual estamos vivendo, para fazer alterações. Se é necessária uma desatenção, no mínimo, elas são altamente questionáveis e, de certa forma, ilícitas.

Quem faz direito e corretamente não precisa se aproveitar de um momento como esse. Sabemos que há algumas burocracias, isso é fato, assim como outras em diversos setores do governo, mas o correto seria a clareza na discussão sobre esse assunto, já que o atual governo vendeu a ideia de clareza.

De uma maneira geral, o Brasil já teve grandes obras com um alto impacto ambiental e, na maioria delas, houve um cumprimento à risca, garantindo, assim, a liberação por parte dos órgãos ambientais.

Destacamos, neste caso, o próprio trecho norte do Rodoanel Mário Covas, que, nada mais, nada menos, passou no meio da Serra da Cantareira, uma das maiores florestas urbanas do mundo. Quer impacto maior que esse? Mas as obras foram aprovadas, apesar dos escândalos de corrupção envolvendo as construtoras e o governo estadual.

Há ainda outras obras bem conhecidas dos paulistas, como a Pista Sul da Rodovia dos Imigrantes, inserida na Serra do Mar, que contou com túneis e viadutos extensos para garantir o menor impacto ambiental possível. Para se ter uma ideia, o desmatamento na construção desta pista foi 40 vezes menor do que o da Pista Norte, inaugurada na década de 70.

Outro exemplo é o da Linha 13-Jade, que transpôs o Parque Ecológico do Tietê com o menor impacto possível. Houve até o resgate de espécies de animais e levadas para outros ambientes, preservando-as.

Como podemos ver, talvez o problema não seja o excesso de regras e leis. Talvez o ministro queira fazer as coisas de qualquer jeito, sem a preocupação adequada e, por isso, quer se aproveitar da pandemia para fazer aquilo que não tem competência suficiente para realizar em uma situação normal.

Dias após a entrevista, e vendo a repercussão negativa, Salles se defendeu em entrevistas a alguns portais de notícias.

Em seu Twitter, Salles se defendeu e disse que argumentou pela simplificação de normas “com bom senso e tudo dentro da lei“.

Para a página do UOL, Salles afirmou, entre outras coisas, que “Se soubesse que [o conteúdo da reunião] iria a público, apresentaria as mesmas ideias, porque são ideias importantes, de desburocratização, simplificação. Mas faria uma introdução para que o brasileiro primeiro soubesse que temos muita preocupação, sim, com a saúde das pessoas e com a pandemia. ”

“Eu não disse que pandemia é uma oportunidade. O que eu disse é que a forma como a imprensa tem feito a cobertura… Não tenho problema nenhum sobre a cobertura da imprensa. Mas o volume de crítica, o nível de manipulação, isso atrapalha enormemente. Não é cobertura justa. É militância. E isso atrapalha muito”, afirmou na mesma entrevista.

“O que temos observado nos últimos tempos: a cobertura da imprensa, que é democrática e não incomoda, mas tem uma cobertura ativista, que desinforma a sociedade. Não é verdade que somos insensíveis. O que eu falei ali é que seria hora efetivamente de revisar as regras normativas”, acrescentou.

Enfim, Salles sempre será um ministro com nível de desconfiança alto. E, a partir de agora, mais do que nunca, todas suas ações serão vistas com extrema suspeita.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Foto: Nacho Doce/Reuters)

– Chega de Queimada, poxa…

Mais queimadas… todo dia temos pessoas colocando fogo no mato para limpar terrenos aqui no Bairro Medeiros, em Jundiaí!

Acidentes e desleixos acontecem e geram incêndios, mas alguns locais estão manjados demais (vide os horários e locais nos quais as chamas surgem).

Com esse tempo seco, há a necessidade até mesmo dessa gente oportunista de ter compaixão com o próximo! Respirar esse ar poluído (especialmente na hora de dormir) não está dando mais…

– Defesa ambiental ecologicamente incorreta?

Recebi essa imagem (nem sei se é verídica / situação forçada) e ela nos dá uma boa oportunidade para discussão: atitudes como retratadas nela (cometer um ato incorreto para a defesa de situações corretas) são frequentes em nossa sociedade?

Se sim, isso acontece por “desaviso” (burrice, ignorância) ou consciente do erro?

A foto do corte da árvore para substitui-la por um outdoor de “defesa das árvores“, abaixo:

– Ninguém se Preocupa com a Preservação dos Animais Feios?

Assunto interessante e delicado: inúmeras ONGs protegem animais considerados “bonitos”, mas poucas cuidam de espécies consideradas “feias”.

Alguém já viu entidade de defesa do Sapo Roxo, do Blobfish, ou do Macaco Proboscis?

Compartilho a matéria, extraída da Revista Isto É, ed 2211, pg 85-86

SALVEM OS FEIOS

Enquanto sobram ONGs e governos dispostos a proteger pandas, golfinhos e tigres, animais com problemas de aparência rumam para a extinção em vários pontos do planeta

Larissa Veloso

Em decorrência da ação humana, para que uma espécie sobreviva hoje, não basta mais ser a mais rápida, ter venenos letais ou montar o melhor esconderijo. Na nova lei da selva, e preciso também ter boa aparência. Bichos fofinhos como o urso polar, imponentes como os tigres ou graciosos como os golfinhos são os queridinhos de entidades ambientais, governos e publicitários. Enquanto isso, espécies como o blobfish não estão nem sequer no banco de dados da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), que classifica os animais de acordo com o grau de vulnerabilidade.

Os pesquisadores da associação britânica Evolutionarily Distinct and Globally Endangered (Edge), que protege as espécies mais, digamos, diferenciadas do planeta, sabem bem como os feios são desprezados. “Temos uma lista com 100 anfíbios que evoluíram de uma maneira singular. Destes, 85 recebem pouca ou nenhuma atenção”, diz a gerente de projetos da Edge, Carly Waterman. Por outro lado, não receber atenção seria uma bênção para o primata aye-aye. Seu visual é tão desfavorável que é caçado pelos habitantes da ilha de Madagascar, que acreditam se tratar de animal diabólico.

Alguns importantes papéis no ambiente são desempenhados por animais que não são atraentes. “Muitas espécies marinhas, por exemplo, não são consideradas bonitas, mas várias contêm substâncias com potencial valor industrial e medicinal”, disse à ISTOÉ Ernest Small, pesquisador do Ministério da Agricultura do Canadá e autor do artigo “A Nova Arca de Noé: Apenas Espécies Úteis e Belas”.

A evolução humana explica em parte nossa preferência por alguns bichos. Uma das estratégias evolutivas que desenvolvemos por milênios é o sentimento de afeição por bebês humanos, que resultou em maior proteção. Essa característica acabou se estendendo aos animais, e o resultado foi a vontade de defender aqueles que lembram nossos bebês, beneficiando principalmente os mamíferos. Mas, para preservar algumas espécies, precisamos controlar os efeitos dessa herança. Apesar de não ficarem bem como bichinhos de pelúcia, animais como o dragão de Komodo e o sapo roxo são importantes para o equilíbrio ambiental. Quanto mais desses bichos desaparecerem, maiores as chances de humanos, pandas e golfinhos ficarem sem ecossistema.

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Acima, um Blobfish

– Até 2035, somente carros elétricos na Inglaterra?

Quer dizer que pós-Brexit, a Inglaterra tomou uma medida ecologicamente correta (e impactante), adiantando em 5 anos a eliminação de carros com motor à gasolina e diesel?

A partir de 2035, 100% da frota fabricada deve ter a opção de ter motor elétrico (que hoje, representa apenas 3%).

Conseguirá? 

O certo é: os Postos de Combustíveis no Reino Unido, sem dúvida, terão que se readaptar a essa realidade… Aliás: estuda-se na Terra da Rainha a construção de estradas com faixas que gerem eletricidade para reabastecimento constante. Já imaginaram que sensacional, caso tal tecnologia for possível? Quebraria o mundo do petróleo.

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– As fumaças de queimadas da Austrália: como é respirar o ar de lá?

Um problema real remanescente dos incêndios da Austrália: a poluição do ar!

Veja como é viver neste pedaço da Oceania com tanta fumaça, hoje:

(Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2020/01/exposicao-a-fumaca-das-queimadas-florestais-na-australia-gera-medo.shtml)

O MEDO DAS FUMAÇAS DE QUEIMADAS NA AUSTRÁLIA

Exposição à fumaça das queimadas florestais na Austrália gera medo
Máscaras e purificadores de ar sumiram das lojas; ao menos 28 morreram nos incêndios

A fumaça causada pelas queimadas florestais na Austrália virou parte da rotina da população que vive na costa Leste do país. Desde o fim do ano passado, a presença de uma densa camada de poluição no ar preocupa moradores de cidades próximas aos incêndios, responsáveis por uma tragédia ambiental sem precedentes na história de uma nação acostumada com fogos sazonais.

A capital Canberra, que fica a aproximadamente 300 km de Sydney, é um dos casos mais emblemáticos quando o assunto é neblina de fumaça. Cercada por queimadas, a cidade de 420 mil habitantes virou refém do vento, que, ao mudar de direção, traz consigo uma espécie de cortina para tapar as nuvens no céu e transformar a cor do Sol em vermelho na percepção de quem o enxerga.

Apesar de não haver registro de incêndios na região que compreende o Território da Capital Australiana (ACT, sigla em inglês), o medo de que uma pequena faísca possa provocar um fogo descontrolado é iminente. O governo estadual divulga de forma constante no rádio uma mensagem para os moradores,
alertando para o perigo.

“Estamos enfrentando condições extremas em nossa região. Com a fumaça de queimadas indo e vindo e incêndios cercando ACT, é fundamental que você siga as instruções de serviços de emergência e se prepare para agir em um possível fogo”, avisa o locutor. “Reservando 20 minutos do seu tempo para falar sobre isso com a sua família, você estará salvando não só a vida deles, mas também a sua e a sua propriedade”, diz outra mensagem.

Por pelo menos três vezes, Canberra figurou no topo do ranking produzido pela empresa IQAir Air Visual, que mede a qualidade do ar ao redor do mundo, ficando à frente de cidades com índices exorbitantes de poluição atmosférica, como Mumbai, na Índia, e Pequim na China.

No primeiro dia de 2020, por exemplo, a capital australiana atingiu a marca de 7.500 no índice. Qualquer número acima de 200 já é considerado perigoso para a saúde humana, de acordo com o departamento de saúde de ACT.

Diante deste cenário, milhares de pessoas recorreram ao comércio, particularmente às farmácias, para comprar máscaras de proteção facial e purificadores de ar.

A procura foi tanta que praticamente todos os estabelecimentos esgotaram seus estoques, e foi necessária uma intervenção imediata do governo estadual, que encomendou e distribuiu gratuitamente mais de 100 mil máscaras para a população de Canberra em janeiro, priorizando moradores com saúde vulnerável (crianças, idosos e pessoas com deficiência). O restante foi destinado às lojas.

O governo de ACT também passou a recomendar que a população ficasse, se possível, em ambientes internos, com portas e janelas fechadas, e que evitasse exercícios físicos na rua. Eventos esportivos foram cancelados, parte do comércio fechou as portas e muitos empregadores recomendaram que seus funcionários não fossem trabalhar.

Enquadrada no grupo de pessoas mais sensíveis aos efeitos da fumaça, a psicóloga brasileira Luna Aragon, de 32 anos, está grávida de 18 semanas do segundo filho. O primeiro, Kaio, tem um ano e quatro meses de idade. Ela e o marido vivem em Canberra desde 2017, mas agora estão cogitando arrumar as malas para fugir da capital australiana, tamanho incômodo que essa convivência forçada causa para a família dela.

“Por estar grávida e ter uma criança pequena, minha preocupação é muito maior. Pensei em voltar para o Brasil por um tempo ou sair de Canberra, mas meu marido ponderou que qualquer lugar aqui nesta região onde vivemos também pode ter fumaça. O baby que está dentro de mim não tem nem os pulmões formados ainda. E quanto mais informações busco, mais preocupada fico”, conta ela.

Luna explica que a batalha contra a fumaça é diária, dentro e fora de casa. Ela não permitiu que Kaio voltasse para a escola em janeiro, e a creche onde ele estuda também não estava preparada para enfrentar uma situação grave como essa. A estrutura é vazada, descreve Luna, permitindo uma grande circulação de ar e, consequentemente, uma maior exposição à fumaça.

“Checo todo dia o aplicativo de qualidade do ar. Se está ruim, nem saímos de casa. Faz muito tempo que não vamos brincar nos parques da cidade. Compramos um purificador de ar e máscaras para poder ter um ar limpo dentro da nossa própria casa. Mas, às vezes, nem isso ajuda.”

Escolas de Canberra foram orientadas a restringir a permanência de crianças em ambientes externos por tempo indeterminado.

“É bem desafiador manter as crianças dentro da escola. Estamos inventando coisas, brincadeiras novas, tudo para fazer os alunos se mexerem e gastarem energia. Todas elas ficam muito agitadas sem o ar livre, sem tantas atividades físicas a que estão acostumadas”, diz a educadora infantil Thayane Chaves, 30 anos, que trabalha em uma de escolas de Canberra.

Canberra é uma capital promissora, e o investimento na construção civil é alto. Bairros novos surgem a cada semestre, mas a fumaça que os trabalhadores respiram não estava nos planos. Assustou até mesmo os “tradies”, como são chamados os profissionais qualificados no ramo de serviços. O carpinteiro Jeremy Bradbury, de 22 anos, nascido em Canberra, diz que nunca havia passado por uma situação tão crítica, a ponto de não poder ir trabalhar por conta da poluição nas ruas.

“Inicialmente chegamos a zombar da situação por sermos caras durões na obra. Mas, à medida que as queimadas pioraram, passou de uma brincadeira para um perigo real para nossa saúde. Alguns dias fomos orientados a ficar em casa para evitar exposição”, diz. “Trabalhar em meio à fumaça me faz sentir um peso no peito e irritação nos olhos. Também afetou muito meu humor. Me sinto atingido fisicamente e emocionalmente por saber a destruição que está causando.”

Até agora, as queimadas já mataram ao menos 28 pessoas e devastaram mais de 10 milhões de hectares, destruindo cerca de 3.000 propriedades. Os estados mais afetados são Nova Gales do Sul e Vitória.

Especialistas estimam que problemas respiratórios e doenças mais graves surgirão devido à exposição prolongada à fumaça. No entanto, ainda é cedo para compreender inteiramente as consequências disso para o corpo humano.

A curto prazo, a inalação pode piorar condições asmáticas e doenças no pulmão e provocar coceira na pele e irritação nos olhos, como descreveu Jeremy. O hospital de Canberra registrou cerca de 120 atendimentos por problemas respiratórios, atribuídos à fumaça, desde o fim de dezembro no setor de emergência.

“Nos piores dias de fumaça, podemos dizer que é como fumar 30 cigarros por dia somente pela inalação, mas precisaríamos de uma exposição diária a este nível de poluição, por muitos meses, para podermos comparar aos efeitos causados pelo cigarro. Sabemos que teremos consequências sérias a longo prazo para a saúde da população, só que ainda não temos certeza quais serão”, diz Brian Oliver, professor especialista em biologia respiratória do Departamento de Tecnologia na Universidade de Sydney e membro da Associação Torácica da Austrália e Nova Zelândia.

O buraco negro em torno dos impactos da fumaça para a saúde humana levou o governo federal a anunciar um fundo de 5 milhões de dólares australianos a serem investidos em pesquisa oficiais relacionadas com o tema. Oliver estima que os resultados de estudos sobre o tema devam demorar de 10 a 20 anos.

Especialista em saúde ambiental e referência na Universidade Nacional da Austrália, Sotiris Vardoulakis explica que as cinzas contêm contém partículas minúsculas que podem causar sérios problemas ao corpo humano.

Ele diz que máscaras de proteção não são a melhor solução, porque há poucas evidências de que os filtros presentes nos itens realmente funcionam, mas elas podem ajudar a reduzir os danos.

“A melhor solução, na minha opinião, é permanecer em ambientes internos sempre que possível e ter purificadores de ar”, diz.

Na semana passada, a chuva chegou à Austrália e deu uma trégua aos incêndios florestais na costa Leste. A previsão dos serviços de emergência e saúde do país é de que as condições climáticas melhorem, colaborando no controle das queimadas e na redução da fumaça nas cidades australianas.

OS RISCOS DA EXPOSIÇÃO

A curto prazo, a inalação da fumaça dos incêndios pode piorar condições asmáticas e doenças no pulmão e provocar coceira na pele e irritação nos olhos

Os efeitos a longo prazo serão estudados; os resultados devem demorar anos

Especialistas recomendaram o uso de purificador de ar em casa e evitar ficar ao ar livre

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– A Lei que proíbe descartáveis em São Paulo é a ideal? Onde entrou a preocupação com a Educação?

Foi sancionada a Lei da Proibição dos Descartáveis na Capital Paulista, onde além dos canudos plásticos, também copos, talheres e pratinhos estarão proibidos, dentre outras coisas

Concordo com as causas ambientais, defendo o meio-ambiente, mas… será que não seria a melhor opção a Educação somada com a Coleta Seletiva?

Temo muito quando leio “proibição” e “lançamento de produtos alternativos”. O medo é que alguém possa estar faturando em cima, ao invés da real preocupação ecológica.

Mas o que vale discutir é: será que a medida ideal é essa? Imagine o custo em buffets, restaurantes e outros estabelecimentos com água e detergente (e que deverá ser repassado, irremediavelmente). Aliás, não estaríamos discutindo a troca de um tipo de poluição (plásticos) por desperdício de água e poluentes químicos, ao invés de investir na Conscientização e Educação Ambiental?

Os valores financeiros gastos serão infinitamente menores se forem investidos em formação desde já e nos alertas para a necessidade dos descartes corretos de produtos de materiais recicláveis. Afinal, as crianças são as herdeiras do planeta e, como sabemos, os recursos naturais escassos. Nada disso seria necessário se todos fizessem sua parte…

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– A Poluição das Praias não tem fim: até… Pop Cola?

Lembram da “Coca-Cola” da Antártica, o refrigerante de caramelo da linha Pop (Pop Cola e Pop Laranja)?

Pois é. Muita gente não era nem nascida, mas o refrigerante nasceu, morreu e pessoas mal educadas que o tomaram emporcalharam as praias. Veja que absurdo abaixo, 

Extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/12/27/mais-de-20-anos-apos-fabricacao-lata-de-refrigerante-e-achada-em-ilha-no-guaruja/

MAIS DE 20 ANOS APÓS FABRICAÇÃO, LATA DE REFRIGERANTE É ACHADA EM ILHA DO GUARUJÁ

O impacto da ação humana, da poluição e do despejo irregular de lixo pode ser medido na prática, com o passar do tempo – e a triste comprovação efetiva da permanência do lixo na natureza. Foi o que aconteceu com Renato Lemos Miranda em uma simples caminhada, relatada em um post no facebook. Renato percebeu uma latinha de alumínio no entorno da Ilhas das Palmas, no Guarujá: quando olhou a data de validade, descobriu com espanto: novembro de 1998.

A latinha já tinha 21 anos desde o vencimento, e além de manter as cores e a própria impressão da data de validade, a própria lata estava somente enferrujada, mas mantinha-se sólida e intacta – esperando pelos mais de 100 anos que o alumínio leva para se dissolver na natureza. “Vamos refletir nossos impactos”, diz Renato em seu post, no qual relata sua triste descoberta nas areias da praia. “Quanto tempo levaria para esta lata se desintegrar na natureza?”

“Quando peguei a lata na mão não consegui ver a data porque o fundo da lata estava muito sujo. Lavei e esfreguei com as pontas dos dedos, tomando cuidado para não arranhar, e assim pude ver a data de validade: Novembro de 1998”, conta Renato. A latinha é da marca Pop Cola, lançada pela Antarctica em 1995 – que deixou de ser fabricada em 2000. Essa não é a primeira vez que o próprio Renato encontra esse terrível símbolo da ação humana: em 2015 ele encontrou na praia de Sangava, na mesma região, uma latinha de Heineken de 1995.

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– Baleias e Resíduos no Mar: não dá certo…

A poluição dos mares é um problema muito sério, talvez não tratado como deveria.

Digo isso pela matéria abaixo. Mais claro o exemplo, impossível!

Extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/10/31/baleia-e-encontrada-com-40-quilos-de-plastico-no-estomago-nas-filipinas/

BALEIA É ENCONTRADA COM 40 QUILOS DE PLÁSTICO NO ESTÔMAGO

Não é a primeira, mas podemos lutar para que seja a última vez que uma baleia é encontrada morta devido à ingestão de plástico. Em abril do ano passado, uma cachalote faleceu na Espanha após comer 29 kg do material. Mesmo antes disso, um vídeo emocionante divulgado pela BBC já mostrava uma mãe-baleia carregando seu filhote morto depois de ingerir plástico. Agora, um animal da espécie foi encontrado nas Filipinas com 40 kg de resíduos no estômago.

Encontrada no último sábado, 16 de março, a baleia estava na costa da cidade de Davau, na ilha filipina de Mindanao. O corpo do animal foi resgatado pelos biólogos e voluntários do D’ Bone Collector Museum, um museu aberto em 2012 com o objetivo de educar as pessoas a cuidar do meio ambiente.

“A causa final da morte desta jovem baleia-bicuda-de-cuvier que resgatamos no dia 16 de março de 2019 são 40 quilos de sacos plásticos, incluindo 16 sacos de arroz, quatro sacos utilizados na plantação de banana e várias sacolas de compras”, diz uma publicação na página do Facebook do museu. A organização informa ainda que uma lista completa dos resíduos encontrados no corpo do animal será divulgada nos próximos dias.

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D’ Bone Collector Museum Inc.

– Fé e Ecologia: “De Olho no Mundo”

Em tempos nos quais nos esquecemos da preservação do mundo e não encaramos a criação de Deus como presente para a humanidade, falar da Ecologia é fundamental!

Compartilho essa bela canção para uma boa reflexão. O Clip é dos “Cantores de Deus”, banda católica que acompanhava o padre Zezinho, SCJ, e fala magnificamente dessa relação de Meio Ambiente e Amor do Pai. Chama-se: “De olho no mundo“.

Abaixo:

– O salvamento da tartaruga fujona!

Uma história legal para as crianças: encontramos, hoje, uma tartaruga que fugiu do lago do Parque Botânico Eloy Chaves. Ela tentou ir para a rua, mas nós a direcionamos para o seu cercadinho. Só que aí ela não conseguia entrar pelo mesmo buraco onde escapou.

Como eu estava com a minha filha Estela no colo, o jeito foi “orientar” a tartaruga! Kk Hilário, mas ajudamos o pobre bicho.

Ensinar as crianças desde cedo a respeitar a natureza, cuidando da fauna e da flora, é importantíssimo! Minha filhotinha passou o dia inteiro contando o feito de “salvar a tartaruga bebê”.

Aqui o vídeo (o finalzinho é “heroico”): https://youtu.be/GXtWmCSzyFs

– Triste Harbin Poluída

Cubatão sempre foi famosa pela poluição. Mas nada se compara a Harbin, cidade chinesa que quebrou um recorde: a de mais poluída da história!

Veja esse índice de medição do ar na cidade: 1000 microgramas de partículas PM 2,5/m3. O limite máximo aceitável pela OMS é de 25…

Como viver num lugar assim? E Harbin é um local bem frequentado pelos turistas, já que lá acontecem eventos de construção de obras em gelo (como o da foto abaixo).

Aliás, já reparam que China e Índia constantemente aparecem de maneira cinzenta, escura e sem céu azul?

Abra o olho, Planeta Terra!

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– Canudinhos proibidos. Mas e copos plásticos?

Defendo a causa ambiental, e creio que não fazê-la é um tiro no pé para a sobrevivência. Entretanto, leio que a Lei Estadual que proíbe os canudinhos entrou em vigor  definitivamente / pra valer no dia 16 de Outubro. Desde julho, ela ordenava que os canudos plásticos fossem substituídos, e agora, vencido o prazo, prevê a multa.

Em um mundo ideal, isso seria bacana. Mas fica a questão: mais nocivo que os canudinhos (e em maior quantidade nas ruas como lixo) não são os copos de plástico e as garrafas Pet? Por quê a indústria dos refrigerantes não foi perturbada com a nova lei?

Fica a reflexão…

Aliás, não gosto de proibições. Não era melhor educar a população para jogar o lixo no lugar ideal, incentivar o descarte e a promoção de recicláveis?

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– A Praia dos Carneiros (a mais gostosa do mundo), suja de óleo…

Que triste… a mais bela praia (ou melhor experiência) que eu fui na vida é a “Praia dos Carneiros”. E, infelizmente, foi atingida pela mancha de óleo que vazou no Litoral do Nordeste.

Aliás, que tragédia ambiental, não?

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/10/praia-de-carneiros-joia-do-litoral-pernambucano-e-atingida-por-oleo.shtml

PRAIA DOS CARNEIROS, JOIA DO LITORAL PERNAMBUCANO, É ATINGIDA POR ÓLEO

A praia de Carneiros, um dos principais cartões postais do turismo pernambucano, no litoral sul do estado, amanheceu cheia de manchas de óleo nesta sexta-feira (18). O mesmo local, de acordo com órgãos ambientais, havia sido afetado de maneira bem mais branda no início de setembro.

A mancha desta manhã chegou com a maré cheia, por volta das 6h. Donos de pousadas, pescadores e servidores da prefeitura de Tamandaré realizam um mutirão para tentar remover o material da praia.

Um dos locais mais atingidos foi em frente ao Bora Bora, ponto bastante famoso da praia.

Na tarde desta quinta (17), após detectar a partir de um sobrevoo que havia uma grande mancha em deslocamento para a costa, o governo pernambucano conseguiu coletar mais de uma tonelada do material ainda no mar.

Desta vez, o plano emergencial preparado pelo governo para conter o avanço do petróleo não conseguiu evitar a poluição.

Na tarde desta quinta, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que integra o bloco nordestino de oposição ao governo Bolsonaro, cobrou uma resposta definitiva. “É fundamental que o governo federal identifique a fonte desses vazamentos para que novas contaminações não voltem a acontecer”, disse.

A grande preocupação agora é de que a mancha chega à praia de Porto de Galinhas, também uma das mais procuradas por turistas.

O óleo já atingiu 178 praias em 72 municípios de todos os nove estados nordestinos.

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Foto: Coelho Júnior (divulgação)

– Mais de 150 praias contaminadas por petróleo e o mundo não comenta a contento?

Quando tivemos o episódio das queimadas na Amazônia, a questão da vida selvagem e da floresta foi amplamente discutida, buscando os responsáveis pela devastação. Agora, com as manchas de óleo vazado de algum lugar não sabido (crê-se que seja petróleo venezuelano), não está se dando a ampla repercussão à vida marinha, aos caiçaras e ao Turismo do Nordeste.

Por quê seriam menos importantes, sendo que a extensão da trajédia ambiental é enorme?

Abaixo, extraído de: https://t.co/XKxQ3CxK01?amp=1

MANCHAS DE ÓLEO CHEGAM A SALVADOR

De acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), 19 praias do Estado da Bahia já estão contaminadas pela substância identificada como petróleo cru.

O óleo que se espalha pelo litoral nordestino chegou na madrugada desta sexta-feira (11) às praias em Salvador. De acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), foram observados resquícios da substância, apontada como petróleo cru, nas praias de Piatã, uma das mais frequentadas por banhistas, na capital baiana, e de Vilas do Atlântico, no município vizinho de Lauro de Freitas.

A Empresa de Limpeza Pública da cidade, a Limpurb, também observou manchas na Praia do Flamengo e Jardim dos Namorados, essa última localizada no bairro da Pituba.

A Limpurb informa que disponibilizou uma equipe de 75 agentes para realizar a limpeza dessas áreas. Eles estão trabalhando em regime de plantão de 24 horas para realizar o monitoramento de toda a orla da capital.

Segundo o Inema, em todo o Estado, já são 19 as praias contaminadas pelo óleo.

Um vazamento de petróleo cru se espalha pelos nove Estados do Nordeste. O poluente foi identificado em uma faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira. O governo federal afirma que análises já apontaram ser petróleo cru, de origem desconhecida e de tipo não produzido no Brasil.

Considerado o maior episódio de vazamento de óleo no Brasil em termos de extensão, o desastre ambiental que atingiu pelo menos 139 pontos nos nove Estados do Nordeste pode causar impacto na saúde humana, ainda que em escala pequena, quando comparada aos danos ao ecossistema local.

*Com informações do Estadão Conteúdo

EFE/MARCOS RODRIGUES