– Os casos de Ecocídios só crescem no Mundo!

Os ambientalistas estão com a razão: cresce a devastação em nosso planeta! E pessoas do bem estão conseguindo transformar crime ambiental (o ecocídio) em crime contra a humanidade.

Viveremos onde, sem o nosso verde?

Compartilho (extraído de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-02/tribunal-penal-internacional-reconhece-ecocidio-como-crime-contra)

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL RECONHECE ‘ECOCÍDIO’ COMO CRIME CONTRA A HUMANIDADE

Por Denise Griengecer, da RFI

O Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiu, no final de 2016, reconhecer o “ecocídio’ (termo que designa a destruição em larga escala do meio ambiente) como ‘crime contra a Humanidade’. O novo delito, de âmbito mundial, vem ganhando adeptos na seara do Direito Penal Internacional e entre advogados e especialistas interessados em criminalizar as agressões contra o meio ambiente. As informações são da Radio France Internationale.

Com o novo dispositivo, em caso de ecocídio comprovado, as vítimas terão a possibilidade de entrar com um recurso internacional para obrigar os autores do crime – sejam empresas ou chefes de Estado e autoridades – a pagar por danos morais ou econômicos. A responsabilidade direta e penas de prisão podem ser emitidas, no caso de países signatários do TPI, mas a sentença que caracteriza o ecocídio deve ser votada por, no mínimo, um terço dos seus membros.

O advogado brasileiro Édis Milaré, especialista em Direito Ambiental, saúda a medida, dizendo que “ninguém quer se envolver num processo-crime, porque o processo-crime estigmatiza. Nenhuma empresa quer responder por um crime ambiental, porque sabe que está em jogo a sua imagem, a sua reputação, a sua credibilidade, e isso diz respeito à sua sobrevivência. A questão penal é importante, mas em termos de gestão ambiental o assunto do dia no Brasil é dotar o país de um marco regulatório à altura da grandeza do nosso meio ambiente, que devemos proteger”, afirmou.

Em setembro de 2016, a Procuradoria do TPI publicou um documento de trabalho onde explica que, a partir de agora, o tribunal interpretará os crimes contra a humanidade de maneira mais ampla, para incluir também crimes contra o meio ambiente que destruam as condições de existência de uma população porque o ecossistema foi destruído, como no caso de desmatamento, mineração irresponsável, grilagem de terras e exploração ilícita de recursos naturais, entre outros.

Evolução

Desde a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), realizada em Paris, em 2015, os tribunais internacionais de Direitos da Natureza tentam qualificar o ecocídio, dentro do pressuposto jurídico, como o quinto crime internacional. Os outros quatro crimes internacionais, reconhecidos e punidos pelo Tribunal Penal Internacional, são o genocídio, os crimes de guerra, os crimes de agressão e os crimes contra a humanidade.

A jurista em Direito Internacional Valérie Cabanes, porta-voz do movimento End Ecocide On Earth (Pelo fim do ecocídio na Terra), explica a origem do termo. “A ideia de ecocídio existe há 50 anos e foi evocada pela primeira vez quando os americanos usaram dioxina nas florestas durante a Guerra do Vietnã. Agora queremos reviver essa ideia que considera que atentar gravemente contra ciclos vitais para a vida na Terra e ecossistemas deve ser considerado um crime internacional”, disse.

“Trabalhamos em 2014 e 2015 num projeto de alteração do estatuto do TPI, onde definimos o crime do ecocídio, explicando que como hoje vivemos uma grave crise ambiental – com extinção de espécies, acidificação dos oceanos, desmatamento massivo e mudanças climáticas – atingimos vários limites planetários. Daí ser necessário regular o direito internacional em torno de um novo valor, o ecossistema da terra, e nós defendemos esta causa junto aos 124 países signatários do Tribunal Penal Internacional”, explicou a especialista.

“Será um longo trabalho, porque reconhecer os direitos da natureza e do ecossistema implica em reconhecer que o homem não é o ‘dono’ da vida sobre a Terra, o que pressupõe uma nova concepção do Direito, baseada numa realidade onde o homem é interdependente de outras espécies e do ecossistema. E isso implica também em reconhecer nossos deveres em relação às gerações futuras”, enfatizou Valérie.

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– A Poluição das Praias não tem fim: até… Pop Cola?

Lembram da “Coca-Cola” da Antártica, o refrigerante de caramelo da linha Pop (Pop Cola e Pop Laranja)?

Pois é. Muita gente não era nem nascida, mas o refrigerante nasceu, morreu e pessoas mal educadas que o tomaram emporcalharam as praias. Veja que absurdo abaixo, 

Extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/12/27/mais-de-20-anos-apos-fabricacao-lata-de-refrigerante-e-achada-em-ilha-no-guaruja/

MAIS DE 20 ANOS APÓS FABRICAÇÃO, LATA DE REFRIGERANTE É ACHADA EM ILHA DO GUARUJÁ

O impacto da ação humana, da poluição e do despejo irregular de lixo pode ser medido na prática, com o passar do tempo – e a triste comprovação efetiva da permanência do lixo na natureza. Foi o que aconteceu com Renato Lemos Miranda em uma simples caminhada, relatada em um post no facebook. Renato percebeu uma latinha de alumínio no entorno da Ilhas das Palmas, no Guarujá: quando olhou a data de validade, descobriu com espanto: novembro de 1998.

A latinha já tinha 21 anos desde o vencimento, e além de manter as cores e a própria impressão da data de validade, a própria lata estava somente enferrujada, mas mantinha-se sólida e intacta – esperando pelos mais de 100 anos que o alumínio leva para se dissolver na natureza. “Vamos refletir nossos impactos”, diz Renato em seu post, no qual relata sua triste descoberta nas areias da praia. “Quanto tempo levaria para esta lata se desintegrar na natureza?”

“Quando peguei a lata na mão não consegui ver a data porque o fundo da lata estava muito sujo. Lavei e esfreguei com as pontas dos dedos, tomando cuidado para não arranhar, e assim pude ver a data de validade: Novembro de 1998”, conta Renato. A latinha é da marca Pop Cola, lançada pela Antarctica em 1995 – que deixou de ser fabricada em 2000. Essa não é a primeira vez que o próprio Renato encontra esse terrível símbolo da ação humana: em 2015 ele encontrou na praia de Sangava, na mesma região, uma latinha de Heineken de 1995.

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– O Preço Real da Água! Deveria ser barato ou caro?

Leio no caderno Sustentabilidade da Época Negócios, uma bacana entrevista do financista Mark Tercek, autor do livro “Capital Natural”.

Ele fala sobre valores dos recursos naturais, e, em especial, da água.

E quanto deveria custar a água?

A água que bebemos deveria ter preço irrisório, já que é um direito humano básico. Mas sendo barato demais, o preço é desprezado pelo comportamento irresponsável de algumas pessoas.

para a indústria deveria ser caro, pois é um insumo para se obter lucro. E o exemplo utilizado é assustador – o quanto se gasta para fabricar um refrigerante! Veja só a Coca-Cola, que para se produzir um litro da bebida é necessário:

– 1 litro de água para o preparo da bebida em si;

– 1 litro de água para a produção e a lavagem;

– 10 litros de água para fabricar a embalagem;

– 200 litros de água para a produção do açúcar.

Ou seja, 212 LITROS DE ÁGUA PARA SE PRODUZIR UMA COCA-COLA!!!

Assustou? Eu também.

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– O contraponto de um dia cinzento: o infinito azul!

A quarta-feira está nublada, escura e fria. Bem diferente da semana passada, quando demos uma volta na região do Sul de Minas Gerais.

Ainda em São Paulo, passeamos em Pedra Bela, um lugar maravilhoso! A cidade tem 6000 habitantes, vive do Ecoturismo e Pecuária.

Repare no céu infinito! O horizonte parece inacabável. Aqui, vemos o quão bonita é a natureza… E estando com a família, torna-se uma visita mais prazeroso ainda.

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– O Preço do Contrabando na Amazônia Legal

Dados da Revista Superinteressante, em uma edição antiga (Dezembro/2012, pg 28-29), me assustam: sobre os preços de bens da Natureza extraídos na Floresta Amazônica.

Uma Arara Vermelha é vendida lá pelos nativos por R$ 200,00, e revendida por R$ 12.000,00;

Um Tucano Toco, por qualquer caixinha. Mas na revenda, vai para R$ 4.000,00.

Um Cocar Kayapó, de R$ 70,00 vira R$ 15.000,00.

Açaí? Lá, R$ 1,70/ quilo, mas se revende por R$ 20,00.

Produtos mais raros: a Arraia-de-Água-Doce é retirada por R$ 50,00 e repassada por R$ 60.000,00.

Até os menores custam caro: uma borboleta azul custa R$ 0,10, mas os intermediários chegam a pedir R$ 400,00.

O maior disparate? Uma aranha-marrom, vendida por R$ 2,00 e a grama do seu veneno extraído por R$ 49.000,00!

Custo baixo para a compra, lucros absurdos!

Tudo que você precisa saber antes de comprar uma arara - Dicas - iGimgres.jpg

– Baleias e Resíduos no Mar: não dá certo…

A poluição dos mares é um problema muito sério, talvez não tratado como deveria.

Digo isso pela matéria abaixo (é do ano passado, mas a situação é recorrente). Mais claro o exemplo, impossível!

Extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/10/31/baleia-e-encontrada-com-40-quilos-de-plastico-no-estomago-nas-filipinas/

BALEIA É ENCONTRADA COM 40 QUILOS DE PLÁSTICO NO ESTÔMAGO

Não é a primeira, mas podemos lutar para que seja a última vez que uma baleia é encontrada morta devido à ingestão de plástico. Em abril do ano passado, uma cachalote faleceu na Espanha após comer 29 kg do material. Mesmo antes disso, um vídeo emocionante divulgado pela BBC já mostrava uma mãe-baleia carregando seu filhote morto depois de ingerir plástico. Agora, um animal da espécie foi encontrado nas Filipinas com 40 kg de resíduos no estômago.

Encontrada no último sábado, 16 de março, a baleia estava na costa da cidade de Davau, na ilha filipina de Mindanao. O corpo do animal foi resgatado pelos biólogos e voluntários do D’ Bone Collector Museum, um museu aberto em 2012 com o objetivo de educar as pessoas a cuidar do meio ambiente.

“A causa final da morte desta jovem baleia-bicuda-de-cuvier que resgatamos no dia 16 de março de 2019 são 40 quilos de sacos plásticos, incluindo 16 sacos de arroz, quatro sacos utilizados na plantação de banana e várias sacolas de compras”, diz uma publicação na página do Facebook do museu. A organização informa ainda que uma lista completa dos resíduos encontrados no corpo do animal será divulgada nos próximos dias.

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D’ Bone Collector Museum Inc.

– #tbt 2: O salvamento da tartaruga fujona!

Repost de 1 ano:

Uma história legal para as crianças: encontramos, hoje, uma tartaruga que fugiu do lago do Parque Botânico Eloy Chaves. Ela tentou ir para a rua, mas nós a direcionamos para o seu cercadinho. Só que aí ela não conseguia entrar pelo mesmo buraco onde escapou.

Como eu estava com a minha filha Estela no colo, o jeito foi “orientar” a tartaruga! Kk Hilário, mas ajudamos o pobre bicho.

Ensinar as crianças desde cedo a respeitar a natureza, cuidando da fauna e da flora, é importantíssimo! Minha filhotinha passou o dia inteiro contando o feito de “salvar a tartaruga bebê”.

Aqui o vídeo (o finalzinho é “heroico”): https://youtu.be/GXtWmCSzyFs

– Triste Harbin Poluída

Cubatão sempre foi famosa pela poluição. Mas nada se compara a Harbin, cidade chinesa que quebrou um recorde: a de mais poluída da história!

Veja esse índice de medição do ar na cidade: 1000 microgramas de partículas PM 2,5/m3 em 2018. O limite máximo aceitável pela OMS é de 25…

Como viver num lugar assim? E Harbin é um local bem frequentado pelos turistas, já que lá acontecem eventos de construção de obras em gelo (como o da foto abaixo).

Aliás, já reparam que China e Índia constantemente aparecem de maneira cinzenta, escura e sem céu azul?

Abra o olho, Planeta Terra!

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– O óleo de palma é vilão?

Muito se fala de sustentabilidade. Mas veja que interessante: o óleo extraído da Palmeira, ecologicamente correto e um potencial insumo da natureza, tem sido defendido no Brasil; entretanto, tem sido condenado na Ásia.

Entenda a polêmica, extraída de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0977/sustentabilidade/oleo-palma-vilao-la-fora-mocinho-aqui-602555.html?page=2

ÓLEO DE PALMA: VILÃO LÁ FORA, MOCINHO AQUI?

Por Ana Luiza Herzog

A ONG ambientalista WWF afirma que ele é encontrado em metade de todos os produtos industrializados disponíveis em um supermercado. Creme de barbear, xampu, batom, chocolate, sorvete, macarrão instantâneo, repelente… É provável que todos eles tenham na fórmula o quase onipresente óleo de palma. E qual a explicação para essa popularidade? O óleo torna os sabonetes mais cremosos e os biscoitos mais crocantes. No caso de alimentos, oferece a vantagem de não possuir a famigerada gordura trans. Mas não é só por esses benefícios que ele é hoje o óleo vegetal mais consumido no mundo. A palmeira de dendê, que dá origem ao insumo, é produtiva como quase nenhuma outra. Um hectare produz, em média, 5 toneladas de óleo – no caso da soja, esse número é de meia tonelada. Isso explica por que o dendê tem sido também cada vez mais utilizado na produção de biodiesel. Mas todas essas qualidades são ofuscadas por um fato: a palmeira, que gosta de calor e umidade, é hoje uma das grandes vilãs do desmatamento das florestas tropicais da Indonésia e da Malásia, países asiáticos que hoje respondem por quase 90% da produção mundial de óleo de palma. O insumo barato e usado por várias indústrias é hoje também sinônimo de devastação, de ameaça de extinção de inúmeras espécies de animais e de toneladas e toneladas de emissões de gases causadores do efeito estufa.

O Brasil nunca foi um grande produtor de palma, embora a Região Norte, sobretudo o Pará, ofereça condições favoráveis ao plantio. Durante quase três décadas, apenas uma grande empresa, a Agropalma, que tem palmeirais no nordeste do Pará, se dedicou a plantar e a extrair o óleo. Com faturamento de 650 milhões de reais em 2009, a Agropalma respondeu por 70% da produção nacional, de 235 000 toneladas. Seduzidos pelos atributos do óleo, outras companhias, investidores e o próprio governo brasileiro estão se mexendo para mudar esse cenário. A Vale, associada a outra empresa brasileira, a Biopalma, investirá 500 milhões de dólares para participar desse mercado. A mineradora irá plantar 130 000 hectares de palmeiras no nordeste do Pará até 2014. Essa área, quase do tamanho da cidade do Rio de Janeiro, produzirá 160 000 toneladas de biodiesel – o suficiente para abastecer 200 locomotivas e outras máquinas que a Vale usa em sua operação na Região Norte. A Petrobras também começará a plantar palma no Pará em dezembro. O plano da estatal é ter na região 74 000 hectares. Em mais da metade dessa área, a Petrobras terá como sócia a empresa portuguesa de energia Galp, que pretende vender na Europa o diesel de fonte renovável produzido aqui. Grandes empresas do agronegócio têm planos semelhantes. “Investir em palma faz todo o sentido e estudamos essa possibilidade”, diz o presidente de uma das maiores multinacionais do agronegócio, que ainda não quer revelar o interesse da empresa no mercado.

Movimentos como esses começam a ser observados atentamente por ONGs ambientalistas, receosas de que a palma acarrete por aqui o estrago que fez na Ásia. “É importante definir as regras que vão nortear o crescimento desse mercado”, diz Marcello Brito, diretor da Agropalma e vice-presidente da Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável, organização internacional criada para promover boas práticas no setor. Algumas das regras a que Brito se refere já foram definidas. Segundo o programa de produção sustentável da palma, lançado pelo governo em março, só poderão ser usadas para o plantio áreas desmatadas antes de 2007. Especialistas também acreditam que um projeto de lei que proíbe o corte de vegetação nativa para o plantio de dendê, já encaminhado à Câmara dos Deputados, seja aprovado em breve.

Além disso, há uma percepção de que as empresas que pretendem lucrar com a palma não vão querer atrair a atenção de ONGs como o Greenpeace. Uma das defensoras das florestas tropicais da Ásia, a entidade vem travando embates com empresas produtoras de óleo de palma na região. Uma delas, a Smart, da Indonésia – uma das maiores do mundo -, é talvez a mais odiada pelos ambientalistas. Nessa briga, não sobra apenas para quem comete o crime, mas para quem é conivente. Por isso, grandes consumidores de óleo de palma, como Unilever e Nestlé, já tiveram escritórios cercados por manifestantes da ONG fantasiados de macacos – uma alusão à ameaça de extinção que o fim das florestas representa para os orangotangos na Ásia. “Se for bem conduzida, a produção do óleo de palma poderá gerar benefícios econômicos e ambientais para a Amazônia”, diz Walmir Ortega, diretor da ONG Conservation International. “Algo que a atividade pecuária da região, com sua baixa produtividade, não é capaz de fazer.” A experiência da Agropalma mostra isso. As 186 famílias que plantam dendê para a empresa em lotes de 10 hectares ganharam, em média, 1 910 reais por mês em 2009. A empresa também mantém, com a ajuda de 40 fiscais, uma área de mata nativa maior que a destinada ao cultivo – são 62 000 hectares, ante 40 000 de palmeirais. Há, porém, um risco: o de que a expansão da palma empurre para a floresta atividades menos rentáveis, como a própria pecuária. “Mas vamos montar um time de profissionais para monitorar isso de perto”, diz. Certamente, não será o único.

Óleo de palma: é possível construir uma indústria ao mesmo tempo que se  preservam as florestas?

– Enquanto se discute sem razão, ninguém resolve o problema das queimadas.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro discursou na ONU e falou sobre as queimadas, dando aos ouvintes a justificativa de que índios e caboclos queimam seus territórios por questões culturais.

Obviamente, chuvas, que não eram de água, mas de críticas, aconteceram. E os latifundiários? E os pecuaristas? E os grileiros?

Sabe qual o maior problema de tudo isso? Os dois lados (opositores e situacionistas) não deram uma só sugestão de como elaborar um plano de redução / fim das queimadas! As reclamações de ambos aconteceram, mas as soluções, de ninguém.

Dizer simploriamente que precisa aumentar a fiscalização, aí é bobagem… a questão é muito mais ampla.

Queimadas no Pantanal são as maiores da história | CNN Brasil

– Eu quero chuva. Urgente!

O que era para ser um céu azul-anil, com a seca, o vento e a poluição, tornou-se um infinito acinzentado.

Tempo feio, clima seco, difícil de respirar. Você puxa o ar e sente um “ardor no nariz”, um cheiro ruim de fumaça de queimada e poeira.

O bicho-homem não colabora em nada com o meio-ambiente. Enquanto isso, aguardemos a chuva ansiosamente!

– Sobre Crianças, Bichos e Jardins

Minha filha Maria Estela adora estar no jardim. Desde cedo brincávamos na grama, observávamos os bichinhos e sentíamos o perfume das flores. Hoje, ela foge de casa para brincar no meio do mato.

Pesquisa mostra: As crianças querem e precisam da Natureza! E faz muito bem. E elas só não podem fazer muito isso devido aos… próprios pais!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI181493-15228,00-ELAS+QUEREM+ESTAR+NA+NATUREZA.html

ELAS QUEREM ESTAR NA NATUREZA

por Kátia Melo

Pesquisa mostra que as crianças desejam ter mais contato com os bichos e as plantas – mas a falta de tempo e a insegurança dos adultos as impedem

Pegar uma minhoca com as mãos pode ser nojento para alguns, mas não para a empresária paulista Tarsila de Souza Aranha, de 34 anos, e seus dois filhos – Theo, de 3, e Helena, de 6. Os três cuidam da horta caseira de onde saem, direto para a cozinha, maços de manjericão, alecrim e hortelã. Dentro de casa, Helena e Theo ajudaram a mãe a montar na sala “o cantinho da estação”, que muda a cada temporada. Nesta primavera, a decoração do cantinho consiste num tronco de árvore, três bonequinhas com flores, dois passarinhos de madeira e uma menina com uma borboleta.

Para Tarsila e seu marido, Lucas Weier Vargas, é muito importante que seus filhos estejam em constante contato com a natureza. A casa de veraneio da família fica em uma praia de Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Para chegar lá é preciso pegar um barco e depois fazer uma pequena caminhada. Nem o pequeno Theo escapa dela. “Na natureza, vale o que você é. As crianças aprendem a respeitar ao outro e a si mesmas”, diz Tarsila. Um estudo dos pesquisadores americanos Dorothy e Jeromy Singer, da Universidade Yale, sugere que Tarsila e seus filhos configuram quase uma exceção entre as famílias.

A pesquisa Criança e Natureza – realizada com 2.233 entrevistados, entre mães e filhos de 8 a 12 anos, em 11 países, incluindo o Brasil – concluiu que, apesar de haver uma grande expectativa de contato com a natureza na infância, ele raramente se realiza. Quarenta e cinco por cento das crianças disseram que aprendem mais sobre a natureza no vídeo, nos filmes e na televisão do que vivenciando. Tanto os pais como os filhos reconhecem a importância e os benefícios de atividades fora de casa: 99% dos adultos apontam isso, e 97% das crianças têm a mesma opinião. Brincar fora de casa, porém, é uma realidade cada vez mais distante da vida familiar em todo o planeta. Hoje, 50% da população mundial vive em cidades, segundo dados das Nações Unidas. A previsão é que esse número salte para 65% em 2030.

A rotina longe dos quintais, das praças, dos parques e das áreas rurais pode trazer consequências sérias na vida de uma criança. A mais fácil de entender é o sedentarismo, que leva à obesidade. No Brasil, a obesidade infantil atinge 15% das crianças, segundo índice divulgado no mês passado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metodologia. A deficiência de vitamina D em crianças que não se expõem ao sol também é relatada pelos estudiosos. “Seria bom se os pais desligassem a televisão e incentivassem seus filhos a brincar fora de casa. Apenas 15 ou 20 minutos por dia já seriam suficientes”, diz a médica Juhi Kumar, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que fez uma pesquisa sobre o assunto. Problemas visuais também podem afetar meninos e meninas s que passam a maior parte do tempo em ambientes fechados. Um levantamento feito entre 2003 e 2005 em 51 escolas da Austrália relata que as crianças com menos contato com a luz natural têm maior probabilidade de apresentar miopia. E não são apenas os aspectos físicos que preocupam. Pesquisadores da Universidade Cornell, em Nova York, chegaram à conclusão de que crianças em contato com a natureza sofrem menos ansiedade, menos depressão e têm mais autoestima. As que observam animais e plantas também têm chances menores de apresentar déficit de atenção e hiperatividade.

Os pesquisadores de Yale acham que a falta de interação com as árvores e os animais pode levar as crianças a ter uma percepção distorcida da realidade. “Há programas de televisão que exageram as forças da natureza”, diz Dorothy Singer. “Provocam medo nas crianças ao falar de tempestades, vulcões e terremotos que acontecem com menos frequência do que são mostrados.” Nunca ter visto animais da zona rural, como vacas e galinhas, está se tornando comum entre as novas gerações, afirmam os pesquisadores. Ana Paula de Assis, de 34 anos, pedagoga paulista, diz que sua filha Catherine, de 2, nunca viu uma galinha ou um cavalo. Catherine, assim como muitas crianças da pesquisa de Yale, conhece os bichos apenas pelos livros ou pela TV. Ana Paula diz que, apesar de a família morar em frente a um parque, eles raramente o frequentam. Ana Paula está amamentando uma bebê de 7 meses e diz que não sobra tempo para atividades fora de casa. A pesquisa de Yale constatou que a falta de tempo, a ausência de áreas abertas ou parques nas cidades e a preocupação com a segurança são as principais explicações dos pais para a falta de contato dos pequenos com a natureza.

É natural que os pais tenham medo. Crianças brincando longe dos adultos, em lugares ermos, estão sujeitas a riscos maiores do que correriam na sala de casa. Segundo Stephan R. Kellert, professor em Yale e autor de um livro sobre a conexão humana com a natureza, é bom que as crianças corram riscos – uma pesquisa britânica mostrou que 51% das crianças não tinham permissão dos pais para subir em árvores sem a presença dos adultos. Mas subir em árvores, correr, levar tombos e se machucar são experiências essenciais para aprender a se relacionar com o mundo. “A natureza nos ensina a resolver problemas”, diz Kellert. Como resolver, então, a escassez do contato com o mundo natural? Dorothy Singer aconselha os pais a estabelecer um conjunto de regras:

separar um tempo do dia para estar ao ar livre com as crianças, controlar mais rigidamente o uso de videogames e televisores;

participar com os filhos de passeios, acampamentos e caminhadas;

escolher programas de TV que sejam educativos com respeito à natureza e vê-los com as crianças;

os pais deveriam preparar excursões em que os aspectos da natureza mostrados na TV pudessem ser vistos de perto. “Talvez seja mais fácil para os pais deixar as crianças dentro de casa e acreditar que elas preferem ver TV a brincar na rua”, diz a psicóloga de Yale.

O pesquisador americano Richard Louv, presidente da ONG Children and Nature e autor do best-seller Last child in the woods (A última criança nas florestas), disse a ÉPOCA que é impossível cuidar do meio ambiente sem conhecê-lo. “Como podemos proteger algo que não sabemos identificar, que não aprendemos a amar?”, diz ele. Louv afirma que não é o caso de sermos nostálgicos e evocarmos os tempos em que as crianças sumiam de casa pela manhã e só chegavam no início da noite, sujas e exauridas. Ele fala que é preciso acharmos soluções práticas para a situação moderna.

Em países como Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália, os pais se revezam para levar as crianças aos espaços abertos. Algumas atitudes simples como deitar no chão e contar nuvens podem levar as crianças ao mundo essencial do imaginário. “O importante é que as crianças tenham tempo para fantasiar. Na natureza, elas podem fazer isso”, diz Louv.

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– Brasil acolhendo Elefantes não implicará em Problemas Ambientais?

Foi há 4 anos. E confesso não saber o que aconteceu… deu certo?

Cerca de 50 elefantes comporão um Santuário de Paquidermes na Chapada dos Guimarães.

Cá entre nós: um animal tão diferente em solo brasileiro se adaptará a um recinto tão diverso do seu Habitat Natural?

Inusitado.

Extraído de: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,chapada-dos-guimaraes-abrigara-1-santuario-de-elefantes-do-brasil,10000076733

CHAPADA DOS GUIMARÃES ABRIGARÁ 1º SANTUÁRIO DE ELEFANTES DO BRASIL

Duas elefantas da espécie asiática serão as primeiras moradoras do Santuário de Elefantes Brasil, uma instituição inédita no Brasil que será instalada na Chapada dos Guimarães, a 65 quilômetros da capital de Mato Grosso. Maia e Guida, que sofreram maus-tratos de seus antigos donos, mudarão para o novo endereço em outubro.

A fazenda, de 1,1 mil hectares, foi adquirida por meio de doações de organizações internacionais especificamente para abrigar elefantes. O espaço vai receber animais resgatados em situação de risco e oferecerá os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente da vida em cativeiro.
As duas elefantas foram confiscadas de um circo na Bahia e vivem há seis anos em Paraguaçu, no sul de Minas Gerais. Maia, que tem cerca de 44 anos, e Guida, de 42 anos, terão cuidado de veterinários no primeiro santuário para a espécie da América Latina.

De acordo com a presidente da instituição e uma das idealizadoras do projeto, Junia Machado, o espaço terá estrutura para receber até 50 elefantes vindos de todos os países da América do Sul. Inicialmente, a estrutura abrigará até seis elefantes. Nesta primeira fase, o custo mensal é estimado em até R$ 20 mil e será pago por doações e organizações não governamentais internacionais.

“Há 5 mil elefantes vivendo em locais de risco, como zoológicos e circos. Por melhor que seja um zoológico, em geral, ele isola o animal e causa um sofrimento agudo. Os elefantes são animais extremamente inteligentes, que vivem em grandes clãs, têm sociedades organizadas. Em alguns lugares em situações críticas, é possível perceber, a olho nu, o abalo emocional, por meio de movimentos repetitivos da cabeça e do corpo, e comportamento diferente dos elefantes que vivem na natureza. O santuário é um local criado e estruturado para dar proteção a esses animais”, explica Junia Machado.

A iniciativa aguarda a liberação do licenciamento ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso para começar a funcionar. De acordo com o órgão, o projeto já obteve as autorizações e as licenças prévia e de instalação. Nas próximas semanas devem ser liberadas a autorização de uso e manejo e a licença de operação.

A coordenadora de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema), Danny Moraes, disse que haverá controle sanitário na origem do animal e também na chegada a Mato Grosso. No Santuário, o elefante passará por uma fase de quarentena, acompanhada por veterinários e especialistas. “Ele fica cerca de 40 dias em um piquete individual, se não apresentar nenhum sintoma, vai para um espaço maior”, afirmou.

Danny Moraes ressalta que, para a liberação do licenciamento, a secretaria também avalia aspectos sanitários dos animais, como a possibilidade de transmissão de doenças. “Há uma avaliação nesse aspecto para garantir a segurança da região. O estado de Mato Grosso é uma zona livre de febre aftosa, mas a doença atinge outro tipo de animais, como bovinos, ovinos e caprinos. O elefante não é hospedeiro de febre aftosa, então não é uma fonte de preocupação. Tuberculose é uma possibilidade de transmissão, tanto para os animais quanto para o ser humano, mas o espaço não compreende os fatores de risco e já tem os controles sanitários de origem”, disse. “Tudo é avaliado para não termos riscos”.

Visitas. O Santuário não será aberto para visitação pública, mas será mais do que um espaço de reabilitação dos elefantes. Segundo Junia Machado, a instituição terá, futuramente, um centro de visitantes, com dados sobre aspectos biológicos, físicos e comportamentais dos elefantes. Além de fornecer informações para pesquisas e estudos, ocorrerão palestras e acesso à imagens das câmeras, que transmitirão ao vivo, das áreas internas do santuário. Essas imagens estarão também disponíveis na internet.

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– Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação 2020

Pela Criação, pelo Mundo, por Nós

Neste dia 01 de setembro, o Papa Francisco convida a humanidade a participar de Orações pelo Planeta e seus recursos, buscando exaltar a Ecologia e iniciando o Jubileu da Terra, encerrando-se em 04 de Outubro (Dia de São Francisco de Assis, Patrono da Natureza).

Outras crenças são convidadas a se irmanarem com esta causa indubitavelmente responsável: a preservação da Terra (presente do Pai), que por conseguinte, é nossa preservação também.

A mensagem do Pontífice em: https://www.a12.com/redacaoa12/santo-padre/pandemia-e-uma-encruzilhada-diz-papa

Papa: a criação geme, a pandemia é uma encruzilhada - Vatican News

– A Nova Obsessão Verde

Compartilho com os amigos um interessante artigo da Revista Exame, onde se discute a preocupação das empresas em serem ecologicamente corretas, reduzindo os custos ambientais e as emissões de carbono, além do USO DE ÁGUA.

Nele, se faz um estudo da quantidade de água utilizada entre a produção e o consumidor final. Um exemplo: para uma lata de Coca-Cola de 300 ml, utiliza-se até 60 litros de água (o cálculo considera desde a produção agrícola do adoçante usado na bebida – cana ou beterraba – até o consumo direto da fábrica).

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/gestao/nova-obsessao-verde-482549.html

A NOVA OBSESSÃO VERDE

Depois de calcular as emissões de carbono, agora as empresas correm para rastrear o uso de água em seus produtos desde a matéria-prima até o consumidor final

POR SERENA CALEJON

Nos últimos anos, a onda verde transformou uma expressão quase incompreensível em algo corriqueiro dentro de muitas empresas – a contagem de emissões de carbono. É comum hoje encontrar exemplos de cálculos meticulosos de gases de efeito estufa jogados na atmosfera até mesmo em atividades cotidianas, como viagens aéreas de executivos. Na busca para reduzir o próprio impacto ambiental, porém, já não basta diminuir (ou mesmo neutralizar) essas emissões. A nova obsessão das empresas é rastrear o consumo de água envolvido na produção de um bem. Como era de esperar em se tratando desse mercado, a tendência vem acompanhada de um conceito um tanto obscuro: água virtual. A nova bandeira dessa corrida sustentável foi levantada para valer em abril pela Raisio, fabricante de cereais finlandesa, com faturamento de 500 milhões de euros em 2008. A Raisio não apenas mediu o uso de água para a produção da linha Elovena – dos campos de aveia ao supermercado – como também se tornou a primeira companhia no mundo a estampar em sua embalagem o número de sua “pegada” (jargão que no mundinho verde significa o impacto ambiental de uma empresa). Segundo a Raisio, para fabricar 100 gramas de aveia em flocos são consumidos, ao longo de toda a cadeia de produção, 101 litros de água. “Boa parte dos consumidores ainda não entende o conceito”, disse a EXAME Pasi Lähdetie, vice-presidente de comércio de grãos da Raisio. “No futuro, porém, será algo tão compreendido como o carbono.”

O movimento feito pela Raisio começa a ser trilhado também por outras grandes companhias em todo o mundo. A americana Levi Strauss calculou que a fabricação de cada jeans do tradicional modelo 501 consome quase 2 000 litros de água. A Coca-Cola estimou que a fabricação de uma lata de 300 mililitros do refrigerante exija até 60 litros de água (quase 200 vezes o volume de uma latinha). A rede de cafeterias Starbucks anunciou que concluirá neste ano o primeiro rastreamento de consumo de água por toda a empresa – das lojas e escritórios até seus fornecedores de café. Todas seguem o conceito criado em 2002 pelo holandês Arjen Hoekstra, professor de gerenciamento de água da Universidade de Twente, na Holanda. Do ponto de vista ambiental, trata-se de um tema tão premente quanto o aquecimento global – tanto para empresas quanto para governos. Segundo o mais recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês), em pouco mais de 15 anos dois terços da população mundial deverão enfrentar escassez de água. “Não estamos usando esse recurso de maneira sustentável”, afirma Hoekstra. “E rastrear a cadeia é o primeiro passo para tornar esse consumo mais racional.”

A primeira dificuldade da empreitada é que, ao contrário das emissões de carbono, não há modelos prontos disponíveis para ser seguidos. Em dezembro, uma rede mundial de ONGs, cientistas e cerca de dez empresas criou a Water Footprint Network para discutir pela primeira vez uma metodologia única para a avaliação da água virtual. As companhias que já começaram a estimar a quantidade do recurso utilizado nas cadeias de produção, portanto, criaram os próprios métodos dentro de casa a partir do ponto zero. No caso da Raisio, o processo levou cerca de três meses e exigiu uma equipe de seis funcionários de áreas distintas (entre fábrica e relacionamento com fornecedores), além de um consultor externo, que já havia ajudado a empresa na determinação da pegada de carbono. Trata-se de uma tarefa complexa, sobretudo porque o levantamento considera informações que estão fora da empresa. Parte do trabalho incluiu visitas a produtores atrás de informações, como o tipo de fertilizante usado na preparação do solo. Por enquanto, a única medida prática tomada pela companhia finlandesa foi colocar a informação na embalagem dos produtos. “O próximo passo é reduzir nosso consumo”, afirma Lähdetie.

Eis aí uma etapa tão ou mais complexa que o cálculo do rastro ambiental. Os estudos da Levi Strauss, por exemplo, mostraram que apenas 6% do consumo de água estava associado aos processos industriais da empresa. A maior parte do recurso é consumida pela agricultura do algodão (49%) e pelo pós-consumo (45%) nas lavagens das roupas. “Percebemos que, para levar adiante o compromisso com a sustentabilidade, era preciso agir no ponto extremo da cadeia, sobretudo com agricultores, e não apenas no processo industrial, onde estávamos focados até então”, afirma Colleen Kohlsaat, gerente de sustentabilidade da Levi Strauss. “O desafio é que temos uma capacidade menor de influenciar esses extremos do que temos de agir em nossas próprias operações.” Na prática, a constatação levou a empresa a investir em parcerias com ONGs como a Better Cotton Initiative, que atua na educação de agricultores do setor algodoeiro, para adotar técnicas com menos impacto ambiental. A Coca-Cola tomou a mesma decisão ao incentivar métodos literalmente mais enxutos de produção de beterraba e cana-de-açúcar, usados como matéria-prima na composição dos refrigerantes.

Diferentemente do que ocorre com as emissões de carbono, que podem ser compensadas com a compra e a venda de créditos, num mercado já estruturado, o sistema de compensação da pegada de água ainda é nebuloso. Por isso, muitas empresas estão criando as próprias regras. Uma delas é a Pepsico. A companhia iniciou um projeto em lavouras de arroz da Índia, no qual substitui a tradicional irrigação por alagamento por uma técnica capaz de reduzir 30% do uso de água (o arroz é usado na fabricação de alguns salgadinhos). Segundo a empresa, se estendesse a área dedicada ao novo sistema de plantio dos atuais 400 hectares para 2 000 hectares, a economia gerada seria capaz de compensar toda a água usada pelas três fábricas da Pepsico na Índia. “Uma mudança pequena pode ter um impacto enorme”, diz Dan Bena, diretor de desenvolvimento sustentável da Pepsico. Os especialistas, no entanto, são mais céticos. “No caso da água, não há como compensar os danos”, afirma o professor Hoekstra. “A não ser que você reponha água na mesma qualidade, quantidade e exatamente no mesmo local, não existe como neutralizar seu impacto.”

Em alguns pontos do planeta, a falta de água já é um problema concreto para muitas empresas. Há dois anos, a fabricante de cerveja sul-africana SABMiller identificou que 30 de suas fábricas estavam em regiões que corriam risco iminente de falta de água. Uma das operações mais arriscadas era a da Tanzânia, onde o uso excessivo das reservas subterrâneas por indústrias locais estava reduzindo a quantidade e piorando a qualidade das fontes de água potável. A saída foi iniciar um programa de reutilização do recurso na unidade. Em novembro, a cervejaria anunciou a meta de cortar 25% de seu consumo de água em todas as suas 139 fábricas até 2015. A medida representará uma economia de 20 bilhões de litros de água por ano – e pode determinar a própria perpetuação de seu negócio.

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