– O recomeço de Edina.

Eu torço para quem trabalha sério, luta por meritocracia e supera as dificuldades. Fico muito feliz com esse “recomeço” pessoal e profissional da árbitra Edina Alves.

Penso: tantos homens cometem erros maiores e em maior quantidade do que ela, e seguem nas escalas. Ela, por sua vez, padeceu por um equívoco!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/09/27/edina-alves-relembra-fossa-apos-erro-em-jogo-do-spfc-precisei-de-terapia.htm

EDINA ALVES RELEMBRA FOSSA APÓS ERRO EM JOGO DO SPFC: “PRECISEI DE TERAPIA”

Na semana passada, a árbitra Edina Alves recebeu a notícia que marca um recomeço em sua trajetória: sua mãezinha, de 64 anos, está curada do câncer. Um linfoma, descoberto um pouco antes do fatídico jogo entre São Paulo e Novorizontino pelo Campeonato Paulista deste ano, tirou a paranaense do prumo.

O pai de Edina morreu pela mesma doença anos atrás, e as previsões ruins dos médicos em relação ao estado de saúde da mãe causaram meses de tensão. Hoje, depois de muita terapia, ela compreende que, naquele momento, deveria ter dado um tempo na arbitragem. Mas foi com a notícia da cura que a árbitra consagra sua nova fase: apitou, no domingo (26), uma final histórica do Brasileirão feminino, com 100% do elenco de arbitragem formado por mulheres —desde assistentes até o VAR. Em campo, o Corinthians atropelou o Palmeiras e foi campeão.

Edina Alves apita pela CBF desde 2007. Foram 12 anos até que chegasse à arbitragem de uma partida da série A —20 de futebol profissional. Período de testes. A cada jogo ruim, ela voltava várias casas. Regras, todos passam por isso. Entretanto, a reportagem apurou que o tempo de testagem do jovem árbitro catarinense Ramon Abatti, de 32 anos, foi menor: três anos. Ele entrou no quadro de árbitros da CBF em 2017, e apitou sua primeira partida pela Série A do Brasileiro em 2020.

É bastante sinuosa a escada que mulheres precisam subir para alcançar posições de destaque no futebol. E é por isso que a final do Brasileiro feminino foi tão importante. Bateu recorde de pedidos de credenciamento para a imprensa: 224. Quase duas vezes mais que a quantidade de solicitações para o dérbi masculino, que aconteceu no mesmo fim de semana.

“Nós, mulheres, temos que provar o tempo todo que somos capacitadas. Mesmo quando a gente consegue mostrar, não adianta mostrar uma, duas vezes. A gente tem que mostrar sempre. E, quando a gente erra, a tolerância é bem menor”, diz Edina em entrevista exclusiva ao UOL. O homem vem com selo de qualidade aprovado pela sociedade, principalmente no futebol. Quando a menina nasce, ganha uma boneca. O menino, uma bola.”

Ainda assim, ela diz querer ser reconhecida pelo trabalho, e não pelo gênero. “A gente tem vivido uma nova fase, que é resultado de uma construção de anos. Um passo de cada vez, um na frente do outro. Com competência e muita capacidade, as mulheres têm requisitado o próprio espaço. Não me refiro só à arbitragem feminina, mas também ao futebol feminino, que tem crescido cada vez mais”.

“Brigamos, trabalhamos e construímos para conquistar esse espaço. Amamos futebol como os homens”. A árbitra-assistente da partida foi a querida dupla de Edina, Neuza Back, com quem a paranaense coleciona histórias e jogos importantes. Ela diz: “Essa parceria foi fundamental para o meu crescimento”.

O número de mulheres na arbitragem tende a aumentar. Isso porque, Edina explica, há muitas garotas ingressando na área. “Eu tenho 22 anos de profissão, mas tem muita menina começando, e, na arbitragem, não se deve pular fases. É importante construir a própria história com paciência, para chegar com capacidade e qualidade que ninguém vai poder questionar. Logo, haverá muitas mulheres apitando”.

Depressão por erro

A cada erro, os árbitros são penalizados —as punições envolvem um período sem apitar partidas. E, para quem não sabe, árbitro ganha por jogo —eles não têm salário fixo, como é o caso dos jogadores. “Ressaltar isso é importante, porque os torcedores acham que a gente erra de propósito, para favorecer um time. Isso não existe. Errar deixa a gente sem trabalho, sem receber. A gente paga pelo erro —que é extremamente doloroso, não só pela punição, mas pela nossa própria cobrança”.

Em março deste ano, pelo Campeonato Paulista, Edina cometeu um equívoco na arbitragem de uma partida entre São Paulo e Novorizontino. Foram seis meses até que ela conseguisse falar sobre isso. Ao se posicionar de forma equivocada, a árbitra não teve visão na hora de um lance dentro da área. Seria pênalti para o São Paulo, mas Edina não marcou.

“Eu não vi. Falei para o VAR que estava em dúvida porque não tinha conseguido enxergar. Ele me disse que não havia sido pênalti, e eu segui”, relembra. Ao chegar no vestiário ao fim da partida, ela reviu o lance por meio de um vídeo no celular. “Ali, desabei. Falei para meus colegas: ‘Eu errei, foi pênalti’. Eles tentaram me consolar dizendo que o VAR havia me dito que não. Mas eu estava vendo no vídeo, foi pênalti, sim. E eu não dei.”

“Esse lance me machucou. Fiquei deprimida, em uma fossa absurda por meses. Precisei de terapia para me recompor daquele dia, e essa é a primeira vez que falo sobre isso abertamente. Foi um erro inadmissível, eu me posicionei mal e não consegui ver. Não gosto de errar, ainda mais desse jeito”, lamenta. “Assim que encontrei os jogadores do São Paulo, depois do jogo, pedi desculpa. Mas foi bastante difícil lidar com isso”.

Foi naquele mesmo período que Edina descobriu o linfoma da mãe, que ainda mora no Paraná. “Hoje, eu percebo que deveria ter parado de apitar naquele período. Eu não conseguia pensar em outra coisa senão isso, era muita preocupação. Mesmo tensa, apreensiva, eu tinha obrigação de tranquilizar minha mãe, de dizer que iria passar, que ela venceria, mesmo sem qualquer certeza disso. E eu estava longe. Foi difícil. Sei que não ter parado me prejudicou na arbitragem, mas são escolhas que a gente faz”.

Edina conta que, durante o tratamento de quimioterapia, a mãe parou de assistir aos jogos apitados pela filha —antes do câncer, ela não perdia um. O procedimento a deixava bastante debilitada. “Na mesma semana que recebi a notícia da cura dela, também soube que apitaria uma final exclusivamente feminina na série A do Brasileirão. Foi um presente, que compartilhei com ela”.

“Mãe, você sabia que vou apitar um jogo todo de mulher? Vai ter mulher em campo, na arbitragem e até na cabine”, falei, e ela respondeu: “Tudo mulher? Em todos os lugares? Que legal, minha filha. Vou torcer por vocês”.

Gabi Zanotti domina a bola em final do Brasileirão entre Corinthians e Palmeiras, com árbitra Edina Alves ao fundo. Imagem: RONALDO BARRETO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

– Sylvinho no Corinthians? Mas e o treinador “cascudo?

Eu sempre duvidei que Renato Gaúcho, apaixonado pelo Rio de Janeiro e que “não está precisando de dinheiro” (afinal, ganhou bastante nos últimos tempos), fosse aceitar a proposta do Corinthians (ainda mais à espera do Flamengo, já que nunca se pode esperar tranquilidade no relacionamento da torcida com Rogério Ceni).

Diego Aguirre também disse não. Aqui, fica a dúvida: questões financeiras, receio de elenco limitado ou descrédito com a diretoria? Qual teria sido o motivo da recusa?

Sylvinho disse sim. E no anúncio, ficou a propaganda que o “Corinthians é moderno” (vide abaixo). 

Sinceramente? Acho um equívoco. O “moderno Tiago Nunes” foi dispensado pelo Timão. E, nesse momento, me causa espanto pois… qual a experiência de Sylvinho? Respeitosamente, acumulou derrotas e foi demitido no Lyon. Na Seleção Brasileira, estava “treinando” alguém?

Treinador que não pratica, perde a mão. Treinador que não tem experiência, só vai tê-la quando trabalhar. Mas logo de cara no Coringão?

Eu imaginava um nome “cascudo”, que pudesse “aguentar a pressão”. Mas não foi essa a linha da diretoria.

Aguardemos.

Corinthians anuncia a contratação de Sylvinho | corinthians | ge

– Árbitras brasileiras em campo: o simbolismo da escala de um trio feminino em competição masculina da FIFA.

Quando selecionadas as brasileiras Edna Alves e Neuza Back pela FIFA para o Mundial de Clubes do Catar 2020, tal fato causou muita surpresa para muitos – devido ao ineditismo. Também houve ciúmes e, lamentavelmente, até torcida contra. Abordamos isso em: https://wp.me/p4RTuC-sLt.   

Agora, finalmente, as juízes brasileiras são escaladas para a disputa do 5o x 6o lugar entre Al Duhail (Catar) vs Ulsan Hyundai (Coreia do Sul). Uma vitória!
Alguns amigos acham que é uma medida apenas para “fazer média”, devido a insignificância da importância do jogo (cá entre nós, jogo que vale o “título de 5o colocado” é realmente sem graça), dizendo que, se é para quebrar tabu, que seja em algo que tenha maior valor (como uma semifinal ou final).
Respeito tais pontos de vista, mas penso e reforço: é uma vitória para elas

Quando foi que a FIFA escalou num torneio global um trio inteiramente feminino em evento mundial masculino entre profissionais? É uma “primeira vez”, uma quebra de paradigmas – que, tomara, seja “pra valer” – onde a meritocracia independerá de gênero.

O simbolismo disso é mais amplo: estarão em campo num local machista culturalmente, onde as mulheres daquela região do mundo são marginalizadas em boa parte das atividades.

Torcerei por elas, representando as mulheres competentes e um novo momento da própria FIFA.

Se corresponderem à altura, não terá sido relevante a ideia de “fazer média”, pois a demonstração de competência terá falado mais alto e aberto uma porta que não se fechará.

A equipe de arbitragem será composta por:

ARB: Edna Alves Batista (BRA).
Bd1: Neuza Back (BRA).
Bd2: Marianna de Almeida (ARG).
4ºArb: Abdelkader Zitouni (TUN).
5ºArb: Humberto Panjoj (GUA).
VAR: Nicollas Gallo (COL).
AVAR: Julio Bascunan (CHI).

Boa sorte a elas!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x Santos, final da Libertadores 2020.

Patrício Loustau, experiente árbitro argentino da FIFA de 45 anos, apitará a decisão entre Palmeiras x Santos (ou se você preferir: Santos x Palmeiras) na final da Libertadores da América de 2020, no Maracanã.

Para mim: merecido, pelo conjunto da obra. Um prêmio ao juiz de longa caminhada na carreira.

Árbitro desde bem jovem, Loustau é a prova de que a experiência pode ajudar a melhorar alguém. Afoito quando entrou no quadro de árbitros da FIFA, expulsava demais e mantinha o rigor como sua marca (até com exagero). Com o passar dos anos, soube dosar muito bem suas atuações. Hoje, usa a advertência verbal com mais propriedade e não “queima cartões à toa”. É respeitado em seu país e pelos atletas que já jogaram com ele no comando do apito.

Em 2019, Patrício Loustau apitou Flamengo 5×0 Grêmio pela Libertadores 2019, após ser criticado (injustamente) pela atuação em jogos anteriores do próprio Mengão (Internacional 1×1 Flamengo e Flamengo 0x1 Peñarol). Também foi ele o árbitro de Grêmio 0x1 Palmeiras, no mesmo ano.

Em 2020, apitou 5 jogos da Libertadores, com 25 cartões amarelos e NENHUM vermelho. Destaque para Internacional 0x1 Grêmio, uma guerra em Porto Alegre. A propósito, ele gosta de “jogos nervosos” – me recordo de um Boca x River onde aplicou 14 Cartões, com 5 expulsões (foi um jogo marcante)!

Seu histórico de amadurecimento ao longo dos anos mostrou que ter o discernimento de uma “bronca bem dada” ao invés do excesso de cartões (muitos árbitros escondem sua fraca autoridade atrás do excesso de Amarelos) é salutar. Prova disso, são seus números de advertências reduzidas dentro de campo com o Cartão Amarelo, e as poucas queixas que recebeu nos últimos trabalhos.

Eu tenho na mente, nas atuações de Loustau, o jogo entre Corinthians x Once Caldas, onde ele expulsou Paolo Guerrero ainda no primeiro tempo por agressão. Naquela partida, o juizão foi muito bem, mostrando um senso de posicionamento espetacular dentro de campo. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/05/explicando-os-2-lances-polemicos-de-corinthians-4-x-0-once-caldas/.

Aliás, estar bem posicionado dentro do campo é uma de suas características, o que faz com que ele recorra pouco ao VAR, dando muita dinâmica ao jogo. Mas há um defeito em seu estilo, que pode ser explicado pela sua nacionalidade: não coibir a contento a cera! E isso é perceptível nos jogos de argentinos, “contaminando os árbitros”: nas “milongas” para reiniciar a partida, os clubes argentinos, quando estão ganhando, demoram para colocar a bola em jogo. E esse retardamento passou a ser algo comum não só pelos atletas, mas um “aceite cultural” dos árbitros daquele país. Nada, evidentemente, que possa ser corrigido ou que influencie num placar.

Curiosidade: Patricio Loustau é filho de Juan Carlos Loustau, árbitro da final do Intercontinental de Clubes entre São Paulo x Barcelona (1992), além de ter atuado na Copa de 90. Arbitrar está em seu sangue.

Sportbuzz · Santos x Palmeiras: onde assistir e prováveis escalações

– A estratégia intimidadora para a revelação de novos talentos da FPF.

Todo árbitro de futebolnão tenha dúvida dissoquer ter a oportunidade de trabalhar na Federação Paulista de Futebol. E não é só discurso: mesmo quando mais jovem conversando em intercâmbio com colegas de outros estados, ou já experiente trocando informações com outros ex-árbitros, a resposta que eu tenho dos colegas é: o trampolim para o quando nacional e o destaque na grande mídia passam por atuar em São Paulo.

Os motivos são óbvios: é a Federação que paga melhor, o campeonato estadual “que mais vale” e onde estão os melhores jogadores. 

Entretanto, você tem a Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, que forma dezenas de árbitros anualmente (e às vezes, centenas), que se tornou um celeiro de jovens juízes que… não tem jogos suficientes para oferecer a todos!

É muita gente! Como revelar, se você forma bastante nomes e não tem uma quantidade de partidas para que todos possam se desenvolver?

A verdade é: tornou-se uma fonte inesgotável de renda a Escola de Árbitros, e como poucos acabam seguindo a carreira (desistem pela dificuldade de ser árbitro em si, pela demora de retorno financeiro, pela falta de vocação e pelos poucos jogos escalados), a conta se torna atrativa: 1 salário mínimo por mês cada aluno (com classe lotada), por dois anos, com um custo baixíssimo para a FPF elaborar uma turma. Quanto rende?

Nem aquelas “faculdades” cujo vestibular é apenas uma formalidade, que permitem “baciadas de calouros” e que não conseguem chegar ao último semestre com 30% do número inicial (veja as estatísticas do MEC) ganham tanto dinheiro assim. E agora teremos a mesma sistemática, versão “observadores de árbitros”. Nos mesmos moldes, o cargo de confiança tão importante terá curso com portas abertas a qualquer pessoa que se encaixe nas exigências.

Digo tudo isso pois vejo que a sul-mato-grossense Daiane Muniz foi chamada para o quadro de bandeiras, assim como ocorreu com as talentosas paranaense Edna Alves e a catarinense Neusa Back. Basta ganhar o escudo FIFA que a FPF contrata a moça! Repito: são competentes, mas vai na contramão da filosofia de revelar novos nomes.

E o respeito de quem está no quadro e cursou a EAFI?

Dessa forma, a FPF não revela mais ninguém. Apenas chama para trabalhar no seu quadro as de fora, e se gaba de ter um grande número de FIFAs em SP.

Não bastasse essa doce ilusão (de ter muitos nomes internacionais sem os ter formado), a Federação Paulista desaposentou Péricles Bassols, que será (pasmem) a atração do Campeonato Paulista 2021, buscando ser o principal nome em busca do escudo FIFA como VAR (já que foi criado um quadro exclusivo para essa função).

De novo: para quê existe a Escola de Árbitros, se as 3 divisões profissionais duram menos de 3 meses, as categorias de base já não jogam tanto e o quadro de árbitros está inchado? É apenas arrecadatória, já que os nomes que serão destaque estão vindo de fora.

Repararam que é o movimento inverso dos clubes (ao invés de trazerem jogadores caros de fora, estão usando mais a base)? 

Mais ainda: é diferente do que o Farah fazia nos anos 2000: ele trazia FIFAs importantes (até de outros países) e fazia intercâmbio para desenvolver os daqui. Estes, de fato, eram atração e agregavam.

É óbvio que Ana Paula de Oliveira, a chefe dos árbitros, não tomou nenhuma dessas decisões. Péricles, as bandeiras FIFAs e “os patrocínios de camisa que não viram dinheiro aos árbitros” (um outro assunto para se abordar mais pra frente, com a anuência da passiva SAFESP) são decisões da cúpula da FPF. O pecado de Ana Paula é um só (também relevante): colocar medalhões em jogos de 4a e 3a divisões, não sabendo lançar a contento novos talentos.

Que saudade da época do Prof Gustavo Caetano Rogério… ele fechava um grupo bem formado e instruído na Escola de Árbitros, dava ritmo de jogos a eles e observava quem vingava. Nada de “centenas de nomes para tirar um ou outro”, nem de escala patrocinada por politicagem. Como está hoje, não se revela mais ninguém.

É uma pena que a metodologia seja essa. Roberto Perassi, que tão bem ensina e observa talentos, fica de mãos atadas nesta sistemática.

Bola de futebol, apito e cartões vermelhos e amarelos | Vetor Premium

 

– E os Ministros que não entendem do Ofício?

Alguém me perguntou sobre Ministros que não são especialistas e estão no Governo (como o General Pazuello, que é da área de Logística, mas está alocado na Saúde).

Ora, isso não é exclusividade do Governo Bolsonaro. Temer, Dilma, Lula e FHC fizeram o mesmo. E vejam que curioso: aparece-me na linha do tempo a entrada de… George Hilton, do partido do Edir Macedo (que apoiava o PT e hoje apoia o Presidente Jair Bolsonaro). Relembre:

NÃO ENTENDE DO OFÍCIO?

George Hilton, do PRB, é o novo Ministro do Esporte escolhido pela presidente Dilma. Não é um técnico, nem esportista, nem nada da área. Ao tomar posse, declarou:

“Confesso que não entendo muito de esporte, mas entendo de gente”.

Pela lógica, quer justificar que “gente pratica esporte”, né?

Pastor da Igreja Universal, ligado a Edir Macedo, terá a tarefa de conduzir o país às Olimpíadas.

É claro que a sua escolha foi política. Mas seu currículo é ruim: gastou R$ 40.000,00 com panfletos na Câmara dos Deputados com publicidade e não tem absolutamente nada ligado ao esporte.

Pior é que a CBF o elogiou em seu site, enquanto o mundo do esporte brasileiro protestou contra sua escolha.

E ainda dizem que “política, futebol e religião” não se discute…

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– O trabalho de Mancini no Corinthians!

Há aqueles que ainda duvidavam da capacidade de Vágner Mancini, quando em postagens anteriores falamos que seu principal mérito era ser um “acertador de times”.

Por onde passou, fez bons trabalhos (há de se ver a qualidade dos elencos que tinha à mão). No São Paulo, deixou o time pronto mesclando experiência e juventude à espera de Cuca. Idem quando foi substituído injustamente por Fernando Diniz. No Corinthians, com os atletas que tem, tirou o time da Zona do Rebaixamento e acendeu até mesmo esperança em vaga para a Libertadores!

Parabéns, Mancini.

– A falta de Espírito Esportivo.

Há 6 anos…

Li que o volante Mercier, do San Lorenzo, reclamou muito do comportamento dos jogadores do Real Madrid na final do Mundial de Clubes FIFA 2014. Ao diário esportivo Olé, disse:

São umas meninas, era só encostar que caiam”.

Tá de sacanagem, não?

Ora, quem assistiu a partida, percebeu o anti-jogo e pancadaria promovidos com muita catimba pelos argentinos contra um time que só queria jogar. E o árbitro, fraco, deixava isso acontecer sem coibir adequadamente.

Para mim, desculpa de mau perdedor! Se alguém tem que reclamar é o Real Madrid pela falta de autoridade do juizão. Ademais, se jogasse sério, o San Lorenzo tomava “um vareio de bola” como o Santos tomou do Barcelona no Japão.

Cara de pau o hermano, não?

O Papa Francisco, torcedor ilustre do time, deveria dar indulgência plena por tanta sandice a esse pobre de espírito…
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– Al Ain venceu o River Plate? Jaz, Conmebol!

Há dois anos, um dos maiores micos do futebol argentino aconteceu… relembrando:

Que coisa! Depois de micos de clubes brasileiros (representando a Conmebol) sendo eliminados pelos inexpressivos Mazembe e Raja Casablanca, ou do Atlético Nacional (outro Conmebol) perdendo do Kashima, agora o River Plate perde do Al Ain dos EAU e está fora do Mundial de Clubes da FIFA!

De fato, o retrato do futebol sulamericano, seja na Copa do Mundo de Seleções (há quanto tempo um sul-americano não vence?), seja na Copa do Mundo de Clubes, tem sido horroroso. Um panorama perfeito do que é a Conmebol hoje.

Se o Al Ain vencer, será o segundo time representando o país-sede a ser Campeão do Mundo, como aconteceu com o Corinthians na 1a edição dessa versão mais global e organizada pela FIFA. E que não se discuta: será o legítimo campeão do mundo de futebol (mas não o mais forte).

Já abordamos isso em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/13/disfarcada-de-mundial-a-copa-das-confederacoes-de-clubes-comecou/

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– O que você, líder, tem feito para não perder talentos no seu trabalho?

Por quê as pessoas se demitem de um emprego?

Por quê empresas perdem ótimos funcionários?

Por quê, enfim, não se sabe (ou se atenta) para não se perder talentos?

Abaixo, extraído de: https://setcesp.org.br/noticias/cuidado-para-nao-perder-as-melhores-pessoas-de-sua-empresa/

CUIDADO PARA NÃO PERDER AS MELHORES PESSOAS DE SUA EMPRESA

Por Luiz Marins

Muitos líderes cometem um grande erro. Eles sobrecarregam as pessoas boas, competentes e comprometidas da empresa com muitas tarefas e atividades.
Todos nós temos liderados comprometidos e competentes e outros nem sempre competentes e comprometidos.
Sabemos que as pessoas boas e comprometidas farão, com qualidade, as tarefas atribuídas a elas com esmero e atenção aos detalhes.
Sabemos também que há pessoas com as quais não podemos contar totalmente. Elas não são comprometidas, são desengajadas e as tarefas dadas a elas são sempre feitas com descaso e muitos erros.
O erro que cometemos é entulhar, sobrecarregar, encher as pessoas boas de muitas tarefas e atividades, o que as fará entrarem em um processo de desmotivação e, muitas vezes, estafa e depressão.
Pessoas comprometidas e competentes geralmente são perfeccionistas no bom sentido, isto é, gostam de fazer as coisas com perfeição e atenção aos detalhes. Essas pessoas não gostam de dizer “não” a seus líderes e aceitam cada vez mais tarefas, até porque sentem orgulho da confiança demonstrada por seus líderes. Elas são muito exigentes com elas próprias e se sentem mal quando cometem algum erro.
Quando sobrecarregamos as pessoas boas com excesso de tarefas e atividades, elas, entulhadas de coisas para fazer, não conseguem a qualidade que estão acostumadas a entregar. Elas começam a cometer erros. Seus chefes começam a estranhar que aquela pessoa que sempre fez tudo com extrema perfeição está perdendo qualidade. A própria pessoa percebe sua incapacidade de cumprir com tantas tarefas e começa a ter um sentimento de baixa autoestima.
Esse sentimento de baixa autoestima faz com que ela possa entrar em um processo de extrema desmotivação e até depressivo e de um possível burnout.
Muitos líderes me dizem que essas pessoas excelentes não só aceitam todas as tarefas dadas a elas como também solicitam fazer mais.
Isso é verdade, mas cabe ao líder saber dosar e entender que há um enorme perigo no entulhamento e na sobrecarga de tarefas a uma pessoa excelente. Como essas pessoas são muito exigentes consigo mesmas, conheço muitos casos em que elas acabaram pedindo demissão da empresa alegando motivos pessoais. Assim, a empresa acaba perdendo seus melhores talentos.
Veja se as melhores pessoas de sua empresa não estão com excesso de carga, de tarefas, de atividades. Analise se, além da injustiça de exigir demais de uns e pouco de outros, você não está correndo o risco de perder os bons e ficar com os ruins.
Pense nisso. Sucesso!

– Dream Team Bola de Ouro da France Football.

É lógico que o time abaixo é mágico! Foi composto por especialistas da France Football e representa o melhor time de todos os tempos. Escalado com: Yashin; Cafu, Beckenbauer e Maldini; Matthäus, Xavi, Maradona e Pelé; Messi, Cristiano Ronaldo e Ronaldo Fenômeno.

Puskás? Di Stéfano? Zidane? Cruyff? Estão no banco, provavelmente.

Carlos Alberto Torres não sendo titular, perdendo para Cafu que não sabia cruzar? Ops.

É claro que com mais de 150 anos de idade que o futebol tem, seria impossível a distância do tempo permitir que se saiba os 11 melhores de todos os tempos. Mas há algumas coisas que são atemporais, como, por exemplo, o talento!

Concorda com a lista?

– O Mundial de 51 do Palmeiras volta a ser discutido nesta semana!

Por conta da volta de um piloto brasileiro à Fórmula 1 no próximo GP (Grand Prix de Sakir), o Palmeiras voltou a estar nos noticiários sobre o seu Mundial de Clubes de 1951.

Pietro Fittipaldi, o jovem que estreará na escudeira Haas, escolheu o número 51 para o seu carro por ser palmeirense. E aí, evidentemente, torcidas a favor e contra voltaram ao debate…

Em 2017, a FIFA considerou as Taças Rio e os Intercontinentais Sudamerica-Europa como “torneios de dimensão mundial”, e no mesmo ano, meses depois, reconheceu como campeões mundiais os vencedores dos Intercontinentais (não dando o mesmo status à Taça Rio, embora os entenda como “eventos mundiais”.

Relembrando para debater, abaixo, há 3 anos, quando houve o primeiro pronunciamento da entidade sobre esses torneios citados:

SÓ VALE O QUE A FIFA DIZ?

A FIFA se pronunciou nesta 6a feira a pedido da Conmebol e aceitou o reconhecimento dos Campeões dos Títulos Intercontinentais da Toyota Cup como Campeões Mundiais de Futebol (coisa que ela não havia feito até então).

Nesta oportunidade, não citou o Palmeiras e o Fluminense (que pleiteavam o mesmo reconhecimento via Taça Rio, um Torneio de Clubes Campeões Mundiais da época, em 1951 e 1952, não organizado pela FIFA na época).

Essa grande discussão, em janeiro, foi instigada sabiamente por Jamil Chade, e nela a FIFA reconheceu os clubes que disputaram torneios fora da sua organização como “campeões de dimensão mundial“.

Abaixo, na época, deste blog:

A FIFA QUIS CRIAR A POLÊMICA DOS TÍTULOS MUNDIAIS DE CLUBES POR INTERESSE PRÓPRIO.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal O Estado de São Paulo, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

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– Leonardo Gaciba estaria sendo “alijado” do poder na CBF, mesmo sem a bola estar rolando? Uma decisão técnica ou política?

Me assusto como as coisas funcionam na base de interesses duvidosos, e ao usar tal expressão, explico: me refiro quanto a “incompreensão de certas medidas” e “a troco de quê”?

Pela Comissão de Árbitros da CBF, os mais duradouros presidentes que por lá passaram sempre foram muito criticados pela falta de competência dos seus trabalhos e acabaram sendo demitidos. Porém, percebeu-se que acabaram apenas remanejados de cargo, como Sérgio Corrêa da Silva (que ocupa um cargo de “Chefe do Desenvolvimento do VAR no Brasil”) ou o Coronel Marcos Marinho (que é o responsável por um departamento designado para o surgimento de Novos Talentos da Arbitragem).

Leio nas Redes Sociais, visito o site da CBF e converso com colegas e acabo percebendo que criou-se um colegiado no qual as 5 regiões do Brasil teriam representantes para aconselhar Leonardo Gaciba (que tenta mudar alguns paradigmas na CBF), a fim de ajudá-lo a ter “uma melhor visão” das coisas na qual ele trabalha e tomar boas decisões.

Me assusta mais ainda ler (e não tenho a confirmação) de que nomes como Arthur Alves Júnior (lembram do “Arthurzinho do Sindicato”, que foi membro da FPF na gestão de Marco Polo Del Nero – e que está como chefe dos árbitros da Paraíba) foi sondado para integrar tal turma. Aliás, perceberam que tais nomes da gestão de Rogério Caboclo são os mesmo da de Marco Polo?

Nenhuma denúncia, acusação ou algo que o valha a essas pessoas (são todos honestos, aqui a questão é meritocrática), mas a simples pergunta óbvia: com tanto tempo no mundo da Arbitragem, sendo criticados por competência, pra quê essas pessoas querem fazer algo que tire poder de Leonardo Gaciba?

Fica o alerta: quando burocratiza-se demais, vira burocratismo, que é o mau uso da burocracia, que em si, seria ferramenta boa como método de controle.

Mesmos nomes eternizados no poder é ruim. Há de se ter sangue novo! E aproveitando o gancho: se novos nomes não corresponderem (aqui me direciono também à nova gestão do Safesp, que iniciou seus trabalhos e em breve terá que dar satisfação aos trabalhos realizados, inclusive da auditora das contas da diretoria anterior – mas ficará para outra postagem pois é outro assunto), também se troque os mesmos por outros ainda mais novos e descomprometidos.

Por fim, a ironia do destino: o que tem de gente vendo nomes outrora criticados mas que se apoiam no poder, agora voltados à tona e elogiados… caramba! Que raio de jogo essa gente faz? Quem está no poder e pode lhe ajudar, ganha apoio no seu texto / fala / discurso?

Em tempo: como tudo não é crítica, vejo um trabalho de reconstrução da Comissão de Árbitros por parte do Seneme na Conmebol que está me impressionando pela superação de barreiras. Que ele possa ter carta branca e seja resiliente. E, como será inevitável o questionamento pois ainda não abordamos: não consigo ter uma impressão final do trabalho de Ana Paula de Oliveira, afinal, precisa ter tempo para trabalhar (embora registramos aqui algumas coisas que desagradam). Boto mais fé no Emerson Carvalho como consultor e corretor dos erros ali existentes.

– Bolsonaro e Mandetta: igualzinho ao futebol…

A “demissão / não demissão do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por parte do presidente Jair Bolsonaro, foi aparentemente a mesma estratégia ocorrida no mundo do futebol.

Em um primeiro momento, o cartola deixa vazar a insatisfação com o treinador e testa com os seus pares a possibilidade de demiti-lo. Aí ocorre um segundo momento: alguém se passa de “fonte confiável” para a imprensa (usando os jornalistas), dá como certa a saída do técnico e ao mesmo tempo a especulação do nome do seu substituto. Se a torcida (ou o eleitor / população) aprovar, consome-se o ato. Se a repercussão for negativa, não passou de “barrigada dos repórteres” ou “desespero para dar um furo”.

O futebol imita a vida, e a política imita o futebol neste caso. Em meio das vaidades do Planalto, o Ministro da Saúde ganha sobrevida por algumas rodadas – lembrando que há treinador que cai mesmo fazendo um bom trabalho aqui no Brasil!

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em coletiva no Planalto Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

– Por quê os erros da arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino ocorreram?

O que vimos de lambanças no Morumbi na noite passada (dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados) são frutos de má gestão na difícil tarefa de renovar árbitros.

Dar oportunidades aos novos apitadores não é queimar etapas. Solidificar a ascensão é importante, degrau por degrau, a fim de que o jovem juiz não sinta demasiada pressão e saiba se portar correta e emocionalmente bem. Logicamente, ele tem que ter qualidade para fazer parte deste processo e o gestor de carreiras da arbitragem, perspicácia para enxergar um novo talento. 

Digo isso pois nos últimos 30 anos (sim, GARANTO esse período, pois é a minha “idade de vida na arbitragem” – estudada, trabalhada ou comentada), só tivemos dois casos em que o tempo de maturação nas séries inferiores e intermediárias foi pequeno: Paulo César de Oliveira em 1996 e Wilson Luís Seneme em 1998, ambos pelo olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que teve a percepção de descobrir esses talentosos árbitros (e que chegaram à FIFA rapidamente). Como ele dizia em sala de aula na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, às vezes você vê uma “mosca branca“.

Não me parece que Ana Paula Oliveira, que foi excelente árbitra assistente (quebrando vários preconceitos e marcas), tenha a mesma habilidade como comandante de árbitros para descobrir moscas-brancas. Aliás, ter qualidade em campo não quer dizer que você é bom na teoria ou gestão, e vice-versa. Há de se ter vocação e experiência.

Na CBF, insisto na lembrança do vídeo gravado na Escola Brasileira de Futebol (EBF, exemplificando a mão de apoio que bate involuntariamente na bola sendo pênalti num Palmeiras x Fluminense, distribuído como lance didático – e que desde então batemos forte em não ser, sendo que a FIFA confirmou recentemente que não é infração, é casualidade). VALE A PENA ASSISTIR, são só 4 minutos e você questionará também. Está em: https://wp.me/p4RTuC-d75.

Em 2019, Ednilson Corona continuou o trabalho que era feito juntamente com José Henrique de Carvalho na Comissão de Árbitros da FPF, lançando jovens talentos (ambos foram demitidos recentemente por Reinaldo Carneiro Bastos). Pude, em pessoa, elogiar alguns árbitros que vi na 4a divisão e que eram muito novos e talentosos: João Vitor Gobi (que corretamente apitou a final da Copa São Paulo 2020), Leandro Carvalho da Silva (que apitou a A1 em 2020), e outros que foram muito mal, como Flávio Mineiro. Todos eles foram avaliados in loco em nossas transmissões pela Rádio Difusora AM 810, nas partidas do Paulista FC em Jundiaí, e registrados no Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

Para minha surpresa, sem ter passado pela A2, Flávio Mineiro, de apenas 24 anos, estreou na A1. Mas qual foi o mérito para isso? 

Nada contra o moço, mas quem resolveu pular etapas na carreira dele, errou, porque falta muito preparo e orientação. Primeiro: qualidade técnica. Segundo: comportamento em campo. Terceiro: sensibilidade (com o time reclamando, não deve nunca sorrir, pois mesmo que não queira, dá a impressão de deboche).

Vamos ver como se dará a continuidade da renovação da arbitragem. Nos clássicos, só tivemos FIFA (no jogo entre Palmeiras x São Paulo em Araraquara, 2a rodada apenas, não “valendo muita coisa”, perdeu-se a chance de dar rodagem para algum jovem talento. Pra quê colocar o Raphael Claus naquele momento?).

Sobre esse trabalho de renovação e alguns jogos de Flávio Mineiro na 4a divisão, explico no texto em: https://wp.me/p4RTuC-oD7.

A opinião em vídeo aqui: https://youtu.be/OG-HkPuXf0w

Também no Blog “Pergunte ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

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– Parabéns ao Árbitro Assistente Mineiro no Palmeiras 1×3 Flamengo

Assisti pouca coisa no final de semana, mas vi – e aplaudo – a boa atuação do bandeira da FIFA Guilherme Dias Camilo (ao menos no 2o tempo).

Dois lances ajustados na etapa final (um deles, o gol do Palmeiras anulado), onde estava atento e acertou. Cumpriu a recomendação para que siga o jogo se existir a dúvida do impedimento e não fez troça em entrar em campo para além da linha lateral a fim de ter bom posicionamento.

Atuações assim fazem o VAR ser irrelevante!

E imaginar que ele foi suspenso por um erro entre Cruzeiro x Patrocinense, no Campeonato Mineiro de 2018. Errar não é permitido?

Guilherme Dias Camilo admitiu erro em lance no empate entre Patrocinense e Cruzeiro — Foto: Reprodução

– Quem disse que a arbitragem de futebol deve ser um sacerdócio?

Ainda jovem, ouvi falar que “a arbitragem de futebol deve ser um sacerdócio”, pois você abre mão dos seus finais de semana livres, da sua família e de vários prazeres da vida.

Tem lógica. Mas tem diferença: não se serve a Deus, mas a Ricardos Teixeiras, Marcos Polos, Marins e, agora, Caboclos. O representante de Deus na Terra, nessa analogia, ao invés de ser o Papa, chefe da Igreja, serão os presidentes das Comissões de Arbitragens (compare com o chefe do seu Estado). Seus auxiliares, os bispos (quem os orienta?).

Arbitragem, na verdade, não é um sacerdócio, mas sim um casamento que muitas vezes não dá certo e tem prazo de validade.

Desejar entrar numa escola de árbitro, quando jovem, é como uma paquera. Você se apaixona, namora (é um tempo de conhecimento quando você faz o curso, que custa caro mas dá prazer), aí você fica noivo e casa. Casar é se formar! E no começo, seduzido e encantado, cada jogo escalado é como a noite das relações carnais mais íntimas! Você entra cheio de desejo, vontade, ânimo (para não usar uma palavra mais vulgar: tesão).

Mas com o passar do tempo, seu casamento começa a trazer dúvidas, pois o encanto balança por coisas que você duvida, ouve falar, mas nunca viu. Seria a amada uma infiel? Não seria a princesa encantada do namorico, mas sim uma falsa donzela, parecendo uma bela garota com alma de diabo?

Aí vem as saídas inadequadas. Os desvios comportamentais. Os relaxamentos e as mesmices. E você começa a olhar com uma visão mais crítica e desconfiada da até então amada amante.

Amante? Essa palavra é um perigo no meio da arbitragem…

Surgem as “convicções duvidosas” (a ironia, aqui, é explícita). Você conquistou a noiva com sua beleza e virtudes e se mantém pelos seus méritos, ou ela dá preferência a outras qualidades, ou melhor, fraquezas que você não percebe?

Quando você realmente se dá conta que se enganou, percebe que foi ludibriado pela beleza estonteante e pelo desafio pessoal provocado pela libido. Tanto que lhe cegou os defeitos da amada (que já existiam, mas você fazia vista grossa).

Até que… descobre a traição! O sujeito de bem se convence que o divórcio é necessário pela honestidade e honra a ser preservada. O picareta, se oferece à amada pela paixão e aceita o relacionamento aberto, swings e outras coisas pós-modernas. E depois que você larga tudo isso, vê que ao seu redor há inúmeros outros elementos querendo assumir a ex-esposa, não importando se ao longo do casamento terá infidelidade – pois estes aceitam o preço dela e se dão satisfeitos pelos voos mais altos do bel-prazer. Em alguns casos, traem juntos! Suruba, sem-vergonhice, imoralidade…

Claro, a historinha acima é uma analogia do sacerdócio e do casamento, ou, se preferir, do que se prega e do que se pratica. Sacerdotes de bem servirão a Deus em busca da santidade, nunca sendo chefiados por Bezerros de Ouro como um dia os hebreus fizeram ao cair em tentação na fuga do Egito. Casais de bem manterão a fidelidade e gerarão filhos bem educados, respeitando-se mutuamente e evitando lugares e ocasiões para cair na perdição.

Enfim: em todas as atividades da vida existem os bons e ruins. Todos são honestos, até que se prove o contrário. E gosto de parafrasear o icônico jornalista ítalo-brasileiro Cláudio Carsughi, que um dia disse e me marcou:

Se Deus, na sua infinita realeza e bondade, não poupou da permissão da tentação da corrupção nem a sua própria Igreja, por quê blindaria o futebol? Mais ainda: uma categoria específica, a dos árbitros de futebol!

Às vésperas de novas turmas de arbitragem em avaliação / testes nas diversas CEAFs, fica o lembrete: nunca adorem homens, cartolas do futebol ou se façam reféns de uma atividade. Amem a arbitragem, mas não digam Amém a tudo! Lembre-se que encontrarão os bons e os ruins; se aproximem dos que têm virtudes, para que não sejam peças de um jogo de xadrez.

A arbitragem não é para ingênuos. Vida longa aos que estão na atividade honrando-a.

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– The Best da FIFA e os futuros premiados!

A FIFA divulgou os candidatos ao “The Best” em suas diversas categorias. E na escolha do mais aguardado prêmio (melhor jogador de futebol masculino), deu a lógica: Van Dijk, Messi e Cristiano Ronaldo são os 3 selecionados.

Quem levará?

Abaixo, as principais indicações:

🚨 #TheBest Men’s Player Finalists 🚨 MELHOR JOGADOR 
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🇵🇹 @Cristiano
🇦🇷 Lionel Messi
🇳🇱 @VirgilvDijk

🚨 #TheBest Men’s Coach Finalists 🚨 MELHOR TREINADOR FUTEBOL MASCULINO
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🇪🇸 Pep Guardiola
🇩🇪 Jurgen Klopp
🇦🇷 Mauricio Pochettino

🚨 #TheBest Women’s Coach Finalists 🚨 MELHOR TREINADOR FUTEBOL FEMININO
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🇺🇸 Jill Ellis
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Phil Neville
🇳🇱 @wiegman_s

🚨 #TheBest Men’s Goalkeeper Finalists 🚨 MELHOR GOLEIRO 
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🇧🇷 @Alissonbecker
🇧🇷 @edersonmoraes93
🇩🇪 @mterstegen1

🚨#TheBest Women’s Goalkeeper Finalists 🚨 MELHOR GOLEIRA
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🇸🇪 @hedvig_lindahl
🇨🇱 @TIANEendler
🇳🇱 @SarivVeenendaal

🚨 #TheBest Women’s Player Finalists 🚨 MELHOR JOGADORA
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🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 @LucyBronze
🇺🇸 @alexmorgan13
🇺🇸 @mPinoe

🚨 FIFA Fan Award Finalists🚨 FÃS / ATO SIMBÓLICO / MÉRITO ESPORTIVO

🇧🇷 Silvia Grecco (@Palmeiras) – a mãe que narra o jogo ao menino deficiente.
🇳🇱 @oranjevrouwen fans at the #FIFAWWC – a torcida laranja da Holanda
🇺🇾 Justo Sánchez (@CACerro_oficial / @RamplaJuniorsFC) – pai e filhos que eram rivais e se entenderam após um acidente.

Obs: Antes, vangloriávamos de ter sempre um candidato brasileiro a “melhor do mundo no ataque”. Agora, temos 2 goleiros entre os 3 melhores. Mudou a nossa filosofia?

– Mundo ensandecido, parte 3: Pra quê “figurão” na série D?

Torço para o Leonardo Gaciba na nova Comissão de Árbitros da CBF, mas li um comentário coerente e preciso do jornalista Pedro Paulo de Jesus, do “Voz do Apito”, e que assino embaixo: como se vai revelar novos árbitros no Brasil se na QUARTA DIVISÃO teremos árbitros da FIFA e ex-FIFA?

Nada contra esses bons árbitros que foram escalados, alguns meus conhecidos e outros que admiro. Mas é hora de escalar nos jogos eliminatórios da Série D os melhores juízes que se destacaram nas fases anteriores. Colocá-los à prova nesse momento é premiar os competentes e permitir a experiência necessária para outras categorias. Os que estão escalados hoje, deveriam estar na série A!

O Zé Boca de Bagre, amigo do Professor Basile aqui de Jundiaí, sempre desconfiado e que levanta pertinentes lebres, já questionou: “o Daronco saiu da Copa América para apitar o Ituano só porquê o Juninho Paulista que é dono do time virou diretor da CBF?”.

Eu não concordo com ele, acho que simplesmente é um excesso de preocupação do Gaciba em transmitir segurança nos jogos decisivos. Respeito isso, mas entendo um equívoco! Dê oportunidade para a MERITOCRACIA se fazer presente.

– Amparo 2×0 Paulista: ótima arbitragem de Gobi. Vale a pena dar oportunidade ao rapaz!

Olá amigos da CA-FPF (que desde a mudança da última gestão passou a ouvir e colher mais informações de pessoas envolvidas na arbitragem, sem a preocupação de indicações de apadrinhamento).

Gostaria de registrar: não conheço-o pessoalmente, apenas o vejo na atuações das partidas de futebol que acompanhei: João Vitor Gobi!

Esse moço, nas atuações apitando, tem se mostrado um árbitro cumpridor. Está arbitrando com a “faca nos dentes”, buscando aplicar o mesmo critério durante os 90 minutos e não se acomodando no posicionamento. No último jogo em Amparo, na derrota do Paulista de Jundiaí (que lhe valeu a perda da invencibilidade), conseguiu coibir a cera / unfair-play, soube se movimentar adequadamente no gramado de dimensões pequenas (e que atrapalha o árbitro devido ao excesso de contato físico) e não cometeu erro relevante tecnicamente.

Claro que não se deve saltar etapas, mas a continuidade de solidificar a carreira passo-a-passo, não deixando o promissor juiz se iludir com elogios, deve ser investida. Taí um talento a ser trabalhado insistentemente, diferente de tantos outros que não agarram a oportunidade.

Parabéns ao Gobi e às pessoas que estão dando oportunidade a ele. Não tenho dúvida: é o melhor nome jovem da arbitragem do Sub 23 da 2a divisão até agora.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista (Rodada 12). Antes de mais nada: “Obrigado, FPF”!

Pedido feito, pedido atendido!

Se não existe cobrança, a queixa perde a sua efetividade. Se você não faz chegar a reclamação e TAMBÉM os elogios, a Comissão de Árbitros não sabe o que de fato aconteceu.

Faço essa introdução para dizer o seguinte: quando jogaram no Jayme Cintra no 1o turno, o jogo Paulista x Amparo foi muito mal arbitrado. Apesar da vitória do Galo, muitas queixas de cera, faltas excessivas não punidas e confusões diversas da equipe visitante (relembre-a nesse link: https://wp.me/p55Mu0-2cU). E criticamos bastante a atuação da arbitragem naquela partida, pedindo que árbitros que estão sendo testados e não estejam rendendo o esperado, não fossem escalados em confrontos importantes. Para os clássicos dessa divisão, valeria escalar os jovens que foram elogiados em seus testes. Por justiça, costumamos publicar nossas análises de arbitragem que independem do placar e de erros pró ou contra as equipes.

E, de todas as arbitragens que eu pude analisar pela Rádio Difusora em 2019, a melhor delas foi a do jogo Paulista 3×1 Manthiqueira, onde elogiamos à exaustão a excelente atuação do árbitro João Vitor Gobi, de 23 anos, natural de Cajobi. Jovem, dinâmico, cumpridor da regra do jogo e que estava sendo testado desde a série A3. Foi uma surpresa positiva, e defendemos mais oportunidades ao juiz. Relembre a atuação dele aqui: https://wp.me/p55Mu0-2bx.

Pois bem: o próprio Gobi estará nesta Rodada 12 no difícil jogo do Galo em Amparo. Gostei da sua escala principalmente pois ele será testado num previsível confronto de duas equipes tecnicamente boas; o mandante sabendo usar da malícia e o visitante que tem sido o clube de maior Fair Play no torneio. Um desafio a ele num jogo de características interessantes, onde precisa mostrar que para 2020 valerá a experiência de ser testado na A2, a fim de ser bem trabalhado para a A1 em 2021.

E aqui acrescento uma informação: o 2o jogo profissional da carreira de João Vitor Gobi, que vinha de uma sequência de boas atuações em categorias amadoras, foi em 2018, no… próprio Amparo x Paulista, onde foi bem também.

Espero uma boa partida e ótima arbitragem. Acompanhe sábado pela Difusora AM 840, às 15h, direto de Amparo, com a narração de Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte de Adilson Freddo. A jornada esportiva começa às 14h.

A ficha completa:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Domingos da Silva Chagas
Árbitro Assistente 2: Rodrigo Meirelles Bernardo
Quarto Árbitro: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

 

– #10YearsChallenge do Futebol

A brincadeira do desafio em postar como você era 10 anos atrás (10 Years Challenge), surgida no Instagram nesta semana, frutificou demais! E no mundo do futebol, achei uma postagem que nem precisa de legenda: como estava a Rainha Marta, a “Pelé de saias” do esporte mais popular do planeta, em 2008 e 2018.

Tirando o penteado diferente, a saúde, o sorriso sincero de vencedora e as premiações… E tudo merecido, pois quem luta e é competente precisa ter reconhecimento.

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– Al Ain venceu o River Plate? Jaz, Conmebol!

Que coisa! Depois de micos de clubes brasileiros (representando a Conmebol) sendo eliminados pelos inexpressivos Mazembe e Raja Casablanca, ou do Atlético Nacional (outro Conmebol) perdendo do Kashima, agora o River Plate perde do Al Ain dos EAU e está fora do Mundial de Clubes da FIFA!

De fato, o retrato do futebol sulamericano, seja na Copa do Mundo de Seleções (há quanto tempo um sul-americano não vence?), seja na Copa do Mundo de Clubes, tem sido horroroso. Um panorama perfeito do que é a Conmebol hoje.

Se o Al Ain vencer, será o segundo time representando o país-sede a ser Campeão do Mundo, como aconteceu com o Corinthians na 1a edição dessa versão mais global e organizada pela FIFA. E que não se discuta: será o legítimo campeão do mundo de futebol (mas não o mais forte).

Já abordamos isso em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/13/disfarcada-de-mundial-a-copa-das-confederacoes-de-clubes-comecou/

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– Competência Humana versus Competência Tecnológica: o VAR no futebol brasileiro

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

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– A CBF quer tumultuar o Majestoso de sábado? Que insensibilidade…

Parece que a CBF procura confusão! Por incompetência da Comissão de Arbitragem, corre o risco de promover mais um final de semana recheado de discussões nas mesas redondas.

Explico: alguns árbitros não conseguem “ter química” com certos times. Outros, sempre se embananam em determinados estádios. Assim, algo que deveria ser evitado é escalar Rodolpho Toski Marques em jogos do Corinthians. Não existe má-intenção nenhuma dele, mas sempre é um “para-raio” na Arena de Itaquera. Assim como Paulo César de Oliveira involuntariamente também era no Parque Antártica (mas nitidamente com mais competência no seu ofício).

Aliás, qual o mérito dele, Toski, que é uma boa pessoa mas azarado no apito, para alcançar o escudo da FIFA? E depois de tanta lambança, é “presenteado” com o sorteio para Corinthians x São Paulo do próximo sábado?

Estou afastado alguns dias da Internet por motivos particulares. Mas fico indignado de, existindo tantos árbitros no quadro nacional, escolher (digo, sortear) justamente quem já provou que precisa “comer mais feijão” para apitar jogos importantes… Olha a lista recente de “caças”do juizão e os jogos que apitou:

1- Os 8 lances em Corinthians 1x 0 Fluminense –https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/22/os-8-lances-polemicos-de-corinthians-1×0-fluminense/

2- O pênalti inexistente Corinthians 1 x 0 Internacional –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/11/22/o-penalti-inexistente-em-corinthians-1×0-internacional/

3 – A falta de autoridade em Ponte Preta x São Paulo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/06/06/autoridade-e-a-falta-de-sobre-lances-da-arbitragem-de-domingo/

4- O pênalti equivocado em Corinthians x Botafogo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/07/02/o-equivocado-penalti-em-arana-no-corinthians-x-botafogo/

5- Os 3 lances discutíveis em Corinthians 1×1 Cruzeiro –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/10/02/os-3-lances-discutiveis-em-cruzeiro-1×1-corinthians/

6- A imaturidade em Cruzeiro x Santos –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/17/a-falta-de-experiencia-ou-de-competencia-na-arbitragem-brasileira-mostrada-em-cruzeiro-x-santos/

Perguntar não ofende: onde está a Meritocracia nas Escalas? Um Majestoso é sempre um jogo nervoso, pegado, importante. Ainda mais com os dois times tensos como estão nos últimos dias… Insisto: nada contra a idoneidade do árbitro, mas é escala a ser evitada.

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