– Leonardo Gaciba estaria sendo “alijado” do poder na CBF, mesmo sem a bola estar rolando? Uma decisão técnica ou política?

Me assusto como as coisas funcionam na base de interesses duvidosos, e ao usar tal expressão, explico: me refiro quanto a “incompreensão de certas medidas” e “a troco de quê”?

Pela Comissão de Árbitros da CBF, os mais duradouros presidentes que por lá passaram sempre foram muito criticados pela falta de competência dos seus trabalhos e acabaram sendo demitidos. Porém, percebeu-se que acabaram apenas remanejados de cargo, como Sérgio Corrêa da Silva (que ocupa um cargo de “Chefe do Desenvolvimento do VAR no Brasil”) ou o Coronel Marcos Marinho (que é o responsável por um departamento designado para o surgimento de Novos Talentos da Arbitragem).

Leio nas Redes Sociais, visito o site da CBF e converso com colegas e acabo percebendo que criou-se um colegiado no qual as 5 regiões do Brasil teriam representantes para aconselhar Leonardo Gaciba (que tenta mudar alguns paradigmas na CBF), a fim de ajudá-lo a ter “uma melhor visão” das coisas na qual ele trabalha e tomar boas decisões.

Me assusta mais ainda ler (e não tenho a confirmação) de que nomes como Arthur Alves Júnior (lembram do “Arthurzinho do Sindicato”, que foi membro da FPF na gestão de Marco Polo Del Nero – e que está como chefe dos árbitros da Paraíba) foi sondado para integrar tal turma. Aliás, perceberam que tais nomes da gestão de Rogério Caboclo são os mesmo da de Marco Polo?

Nenhuma denúncia, acusação ou algo que o valha a essas pessoas (são todos honestos, aqui a questão é meritocrática), mas a simples pergunta óbvia: com tanto tempo no mundo da Arbitragem, sendo criticados por competência, pra quê essas pessoas querem fazer algo que tire poder de Leonardo Gaciba?

Fica o alerta: quando burocratiza-se demais, vira burocratismo, que é o mau uso da burocracia, que em si, seria ferramenta boa como método de controle.

Mesmos nomes eternizados no poder é ruim. Há de se ter sangue novo! E aproveitando o gancho: se novos nomes não corresponderem (aqui me direciono também à nova gestão do Safesp, que iniciou seus trabalhos e em breve terá que dar satisfação aos trabalhos realizados, inclusive da auditora das contas da diretoria anterior – mas ficará para outra postagem pois é outro assunto), também se troque os mesmos por outros ainda mais novos e descomprometidos.

Por fim, a ironia do destino: o que tem de gente vendo nomes outrora criticados mas que se apoiam no poder, agora voltados à tona e elogiados… caramba! Que raio de jogo essa gente faz? Quem está no poder e pode lhe ajudar, ganha apoio no seu texto / fala / discurso?

Em tempo: como tudo não é crítica, vejo um trabalho de reconstrução da Comissão de Árbitros por parte do Seneme na Conmebol que está me impressionando pela superação de barreiras. Que ele possa ter carta branca e seja resiliente. E, como será inevitável o questionamento pois ainda não abordamos: não consigo ter uma impressão final do trabalho de Ana Paula de Oliveira, afinal, precisa ter tempo para trabalhar (embora registramos aqui algumas coisas que desagradam). Boto mais fé no Emerson Carvalho como consultor e corretor dos erros ali existentes.

– Bolsonaro e Mandetta: igualzinho ao futebol…

A “demissão / não demissão do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por parte do presidente Jair Bolsonaro, foi aparentemente a mesma estratégia ocorrida no mundo do futebol.

Em um primeiro momento, o cartola deixa vazar a insatisfação com o treinador e testa com os seus pares a possibilidade de demiti-lo. Aí ocorre um segundo momento: alguém se passa de “fonte confiável” para a imprensa (usando os jornalistas), dá como certa a saída do técnico e ao mesmo tempo a especulação do nome do seu substituto. Se a torcida (ou o eleitor / população) aprovar, consome-se o ato. Se a repercussão for negativa, não passou de “barrigada dos repórteres” ou “desespero para dar um furo”.

O futebol imita a vida, e a política imita o futebol neste caso. Em meio das vaidades do Planalto, o Ministro da Saúde ganha sobrevida por algumas rodadas – lembrando que há treinador que cai mesmo fazendo um bom trabalho aqui no Brasil!

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em coletiva no Planalto Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

– Por quê os erros da arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino ocorreram?

O que vimos de lambanças no Morumbi na noite passada (dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados) são frutos de má gestão na difícil tarefa de renovar árbitros.

Dar oportunidades aos novos apitadores não é queimar etapas. Solidificar a ascensão é importante, degrau por degrau, a fim de que o jovem juiz não sinta demasiada pressão e saiba se portar correta e emocionalmente bem. Logicamente, ele tem que ter qualidade para fazer parte deste processo e o gestor de carreiras da arbitragem, perspicácia para enxergar um novo talento. 

Digo isso pois nos últimos 30 anos (sim, GARANTO esse período, pois é a minha “idade de vida na arbitragem” – estudada, trabalhada ou comentada), só tivemos dois casos em que o tempo de maturação nas séries inferiores e intermediárias foi pequeno: Paulo César de Oliveira em 1996 e Wilson Luís Seneme em 1998, ambos pelo olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que teve a percepção de descobrir esses talentosos árbitros (e que chegaram à FIFA rapidamente). Como ele dizia em sala de aula na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, às vezes você vê uma “mosca branca“.

Não me parece que Ana Paula Oliveira, que foi excelente árbitra assistente (quebrando vários preconceitos e marcas), tenha a mesma habilidade como comandante de árbitros para descobrir moscas-brancas. Aliás, ter qualidade em campo não quer dizer que você é bom na teoria ou gestão, e vice-versa. Há de se ter vocação e experiência.

Na CBF, insisto na lembrança do vídeo gravado na Escola Brasileira de Futebol (EBF, exemplificando a mão de apoio que bate involuntariamente na bola sendo pênalti num Palmeiras x Fluminense, distribuído como lance didático – e que desde então batemos forte em não ser, sendo que a FIFA confirmou recentemente que não é infração, é casualidade). VALE A PENA ASSISTIR, são só 4 minutos e você questionará também. Está em: https://wp.me/p4RTuC-d75.

Em 2019, Ednilson Corona continuou o trabalho que era feito juntamente com José Henrique de Carvalho na Comissão de Árbitros da FPF, lançando jovens talentos (ambos foram demitidos recentemente por Reinaldo Carneiro Bastos). Pude, em pessoa, elogiar alguns árbitros que vi na 4a divisão e que eram muito novos e talentosos: João Vitor Gobi (que corretamente apitou a final da Copa São Paulo 2020), Leandro Carvalho da Silva (que apitou a A1 em 2020), e outros que foram muito mal, como Flávio Mineiro. Todos eles foram avaliados in loco em nossas transmissões pela Rádio Difusora AM 810, nas partidas do Paulista FC em Jundiaí, e registrados no Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

Para minha surpresa, sem ter passado pela A2, Flávio Mineiro, de apenas 24 anos, estreou na A1. Mas qual foi o mérito para isso? 

Nada contra o moço, mas quem resolveu pular etapas na carreira dele, errou, porque falta muito preparo e orientação. Primeiro: qualidade técnica. Segundo: comportamento em campo. Terceiro: sensibilidade (com o time reclamando, não deve nunca sorrir, pois mesmo que não queira, dá a impressão de deboche).

Vamos ver como se dará a continuidade da renovação da arbitragem. Nos clássicos, só tivemos FIFA (no jogo entre Palmeiras x São Paulo em Araraquara, 2a rodada apenas, não “valendo muita coisa”, perdeu-se a chance de dar rodagem para algum jovem talento. Pra quê colocar o Raphael Claus naquele momento?).

Sobre esse trabalho de renovação e alguns jogos de Flávio Mineiro na 4a divisão, explico no texto em: https://wp.me/p4RTuC-oD7.

A opinião em vídeo aqui: https://youtu.be/OG-HkPuXf0w

Também no Blog “Pergunte ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

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– Parabéns ao Árbitro Assistente Mineiro no Palmeiras 1×3 Flamengo

Assisti pouca coisa no final de semana, mas vi – e aplaudo – a boa atuação do bandeira da FIFA Guilherme Dias Camilo (ao menos no 2o tempo).

Dois lances ajustados na etapa final (um deles, o gol do Palmeiras anulado), onde estava atento e acertou. Cumpriu a recomendação para que siga o jogo se existir a dúvida do impedimento e não fez troça em entrar em campo para além da linha lateral a fim de ter bom posicionamento.

Atuações assim fazem o VAR ser irrelevante!

E imaginar que ele foi suspenso por um erro entre Cruzeiro x Patrocinense, no Campeonato Mineiro de 2018. Errar não é permitido?

Guilherme Dias Camilo admitiu erro em lance no empate entre Patrocinense e Cruzeiro — Foto: Reprodução

– Quem disse que a arbitragem de futebol deve ser um sacerdócio?

Ainda jovem, ouvi falar que “a arbitragem de futebol deve ser um sacerdócio”, pois você abre mão dos seus finais de semana livres, da sua família e de vários prazeres da vida.

Tem lógica. Mas tem diferença: não se serve a Deus, mas a Ricardos Teixeiras, Marcos Polos, Marins e, agora, Caboclos. O representante de Deus na Terra, nessa analogia, ao invés de ser o Papa, chefe da Igreja, serão os presidentes das Comissões de Arbitragens (compare com o chefe do seu Estado). Seus auxiliares, os bispos (quem os orienta?).

Arbitragem, na verdade, não é um sacerdócio, mas sim um casamento que muitas vezes não dá certo e tem prazo de validade.

Desejar entrar numa escola de árbitro, quando jovem, é como uma paquera. Você se apaixona, namora (é um tempo de conhecimento quando você faz o curso, que custa caro mas dá prazer), aí você fica noivo e casa. Casar é se formar! E no começo, seduzido e encantado, cada jogo escalado é como a noite das relações carnais mais íntimas! Você entra cheio de desejo, vontade, ânimo (para não usar uma palavra mais vulgar: tesão).

Mas com o passar do tempo, seu casamento começa a trazer dúvidas, pois o encanto balança por coisas que você duvida, ouve falar, mas nunca viu. Seria a amada uma infiel? Não seria a princesa encantada do namorico, mas sim uma falsa donzela, parecendo uma bela garota com alma de diabo?

Aí vem as saídas inadequadas. Os desvios comportamentais. Os relaxamentos e as mesmices. E você começa a olhar com uma visão mais crítica e desconfiada da até então amada amante.

Amante? Essa palavra é um perigo no meio da arbitragem…

Surgem as “convicções duvidosas” (a ironia, aqui, é explícita). Você conquistou a noiva com sua beleza e virtudes e se mantém pelos seus méritos, ou ela dá preferência a outras qualidades, ou melhor, fraquezas que você não percebe?

Quando você realmente se dá conta que se enganou, percebe que foi ludibriado pela beleza estonteante e pelo desafio pessoal provocado pela libido. Tanto que lhe cegou os defeitos da amada (que já existiam, mas você fazia vista grossa).

Até que… descobre a traição! O sujeito de bem se convence que o divórcio é necessário pela honestidade e honra a ser preservada. O picareta, se oferece à amada pela paixão e aceita o relacionamento aberto, swings e outras coisas pós-modernas. E depois que você larga tudo isso, vê que ao seu redor há inúmeros outros elementos querendo assumir a ex-esposa, não importando se ao longo do casamento terá infidelidade – pois estes aceitam o preço dela e se dão satisfeitos pelos voos mais altos do bel-prazer. Em alguns casos, traem juntos! Suruba, sem-vergonhice, imoralidade…

Claro, a historinha acima é uma analogia do sacerdócio e do casamento, ou, se preferir, do que se prega e do que se pratica. Sacerdotes de bem servirão a Deus em busca da santidade, nunca sendo chefiados por Bezerros de Ouro como um dia os hebreus fizeram ao cair em tentação na fuga do Egito. Casais de bem manterão a fidelidade e gerarão filhos bem educados, respeitando-se mutuamente e evitando lugares e ocasiões para cair na perdição.

Enfim: em todas as atividades da vida existem os bons e ruins. Todos são honestos, até que se prove o contrário. E gosto de parafrasear o icônico jornalista ítalo-brasileiro Cláudio Carsughi, que um dia disse e me marcou:

Se Deus, na sua infinita realeza e bondade, não poupou da permissão da tentação da corrupção nem a sua própria Igreja, por quê blindaria o futebol? Mais ainda: uma categoria específica, a dos árbitros de futebol!

Às vésperas de novas turmas de arbitragem em avaliação / testes nas diversas CEAFs, fica o lembrete: nunca adorem homens, cartolas do futebol ou se façam reféns de uma atividade. Amem a arbitragem, mas não digam Amém a tudo! Lembre-se que encontrarão os bons e os ruins; se aproximem dos que têm virtudes, para que não sejam peças de um jogo de xadrez.

A arbitragem não é para ingênuos. Vida longa aos que estão na atividade honrando-a.

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– The Best da FIFA e os futuros premiados!

A FIFA divulgou os candidatos ao “The Best” em suas diversas categorias. E na escolha do mais aguardado prêmio (melhor jogador de futebol masculino), deu a lógica: Van Dijk, Messi e Cristiano Ronaldo são os 3 selecionados.

Quem levará?

Abaixo, as principais indicações:

🚨 #TheBest Men’s Player Finalists 🚨 MELHOR JOGADOR 
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🇵🇹 @Cristiano
🇦🇷 Lionel Messi
🇳🇱 @VirgilvDijk

🚨 #TheBest Men’s Coach Finalists 🚨 MELHOR TREINADOR FUTEBOL MASCULINO
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🇪🇸 Pep Guardiola
🇩🇪 Jurgen Klopp
🇦🇷 Mauricio Pochettino

🚨 #TheBest Women’s Coach Finalists 🚨 MELHOR TREINADOR FUTEBOL FEMININO
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🇺🇸 Jill Ellis
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Phil Neville
🇳🇱 @wiegman_s

🚨 #TheBest Men’s Goalkeeper Finalists 🚨 MELHOR GOLEIRO 
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🇧🇷 @Alissonbecker
🇧🇷 @edersonmoraes93
🇩🇪 @mterstegen1

🚨#TheBest Women’s Goalkeeper Finalists 🚨 MELHOR GOLEIRA
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🇸🇪 @hedvig_lindahl
🇨🇱 @TIANEendler
🇳🇱 @SarivVeenendaal

🚨 #TheBest Women’s Player Finalists 🚨 MELHOR JOGADORA
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🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 @LucyBronze
🇺🇸 @alexmorgan13
🇺🇸 @mPinoe

🚨 FIFA Fan Award Finalists🚨 FÃS / ATO SIMBÓLICO / MÉRITO ESPORTIVO

🇧🇷 Silvia Grecco (@Palmeiras) – a mãe que narra o jogo ao menino deficiente.
🇳🇱 @oranjevrouwen fans at the #FIFAWWC – a torcida laranja da Holanda
🇺🇾 Justo Sánchez (@CACerro_oficial / @RamplaJuniorsFC) – pai e filhos que eram rivais e se entenderam após um acidente.

Obs: Antes, vangloriávamos de ter sempre um candidato brasileiro a “melhor do mundo no ataque”. Agora, temos 2 goleiros entre os 3 melhores. Mudou a nossa filosofia?

– Mundo ensandecido, parte 3: Pra quê “figurão” na série D?

Torço para o Leonardo Gaciba na nova Comissão de Árbitros da CBF, mas li um comentário coerente e preciso do jornalista Pedro Paulo de Jesus, do “Voz do Apito”, e que assino embaixo: como se vai revelar novos árbitros no Brasil se na QUARTA DIVISÃO teremos árbitros da FIFA e ex-FIFA?

Nada contra esses bons árbitros que foram escalados, alguns meus conhecidos e outros que admiro. Mas é hora de escalar nos jogos eliminatórios da Série D os melhores juízes que se destacaram nas fases anteriores. Colocá-los à prova nesse momento é premiar os competentes e permitir a experiência necessária para outras categorias. Os que estão escalados hoje, deveriam estar na série A!

O Zé Boca de Bagre, amigo do Professor Basile aqui de Jundiaí, sempre desconfiado e que levanta pertinentes lebres, já questionou: “o Daronco saiu da Copa América para apitar o Ituano só porquê o Juninho Paulista que é dono do time virou diretor da CBF?”.

Eu não concordo com ele, acho que simplesmente é um excesso de preocupação do Gaciba em transmitir segurança nos jogos decisivos. Respeito isso, mas entendo um equívoco! Dê oportunidade para a MERITOCRACIA se fazer presente.

– Amparo 2×0 Paulista: ótima arbitragem de Gobi. Vale a pena dar oportunidade ao rapaz!

Olá amigos da CA-FPF (que desde a mudança da última gestão passou a ouvir e colher mais informações de pessoas envolvidas na arbitragem, sem a preocupação de indicações de apadrinhamento).

Gostaria de registrar: não conheço-o pessoalmente, apenas o vejo na atuações das partidas de futebol que acompanhei: João Vitor Gobi!

Esse moço, nas atuações apitando, tem se mostrado um árbitro cumpridor. Está arbitrando com a “faca nos dentes”, buscando aplicar o mesmo critério durante os 90 minutos e não se acomodando no posicionamento. No último jogo em Amparo, na derrota do Paulista de Jundiaí (que lhe valeu a perda da invencibilidade), conseguiu coibir a cera / unfair-play, soube se movimentar adequadamente no gramado de dimensões pequenas (e que atrapalha o árbitro devido ao excesso de contato físico) e não cometeu erro relevante tecnicamente.

Claro que não se deve saltar etapas, mas a continuidade de solidificar a carreira passo-a-passo, não deixando o promissor juiz se iludir com elogios, deve ser investida. Taí um talento a ser trabalhado insistentemente, diferente de tantos outros que não agarram a oportunidade.

Parabéns ao Gobi e às pessoas que estão dando oportunidade a ele. Não tenho dúvida: é o melhor nome jovem da arbitragem do Sub 23 da 2a divisão até agora.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista (Rodada 12). Antes de mais nada: “Obrigado, FPF”!

Pedido feito, pedido atendido!

Se não existe cobrança, a queixa perde a sua efetividade. Se você não faz chegar a reclamação e TAMBÉM os elogios, a Comissão de Árbitros não sabe o que de fato aconteceu.

Faço essa introdução para dizer o seguinte: quando jogaram no Jayme Cintra no 1o turno, o jogo Paulista x Amparo foi muito mal arbitrado. Apesar da vitória do Galo, muitas queixas de cera, faltas excessivas não punidas e confusões diversas da equipe visitante (relembre-a nesse link: https://wp.me/p55Mu0-2cU). E criticamos bastante a atuação da arbitragem naquela partida, pedindo que árbitros que estão sendo testados e não estejam rendendo o esperado, não fossem escalados em confrontos importantes. Para os clássicos dessa divisão, valeria escalar os jovens que foram elogiados em seus testes. Por justiça, costumamos publicar nossas análises de arbitragem que independem do placar e de erros pró ou contra as equipes.

E, de todas as arbitragens que eu pude analisar pela Rádio Difusora em 2019, a melhor delas foi a do jogo Paulista 3×1 Manthiqueira, onde elogiamos à exaustão a excelente atuação do árbitro João Vitor Gobi, de 23 anos, natural de Cajobi. Jovem, dinâmico, cumpridor da regra do jogo e que estava sendo testado desde a série A3. Foi uma surpresa positiva, e defendemos mais oportunidades ao juiz. Relembre a atuação dele aqui: https://wp.me/p55Mu0-2bx.

Pois bem: o próprio Gobi estará nesta Rodada 12 no difícil jogo do Galo em Amparo. Gostei da sua escala principalmente pois ele será testado num previsível confronto de duas equipes tecnicamente boas; o mandante sabendo usar da malícia e o visitante que tem sido o clube de maior Fair Play no torneio. Um desafio a ele num jogo de características interessantes, onde precisa mostrar que para 2020 valerá a experiência de ser testado na A2, a fim de ser bem trabalhado para a A1 em 2021.

E aqui acrescento uma informação: o 2o jogo profissional da carreira de João Vitor Gobi, que vinha de uma sequência de boas atuações em categorias amadoras, foi em 2018, no… próprio Amparo x Paulista, onde foi bem também.

Espero uma boa partida e ótima arbitragem. Acompanhe sábado pela Difusora AM 840, às 15h, direto de Amparo, com a narração de Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte de Adilson Freddo. A jornada esportiva começa às 14h.

A ficha completa:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Domingos da Silva Chagas
Árbitro Assistente 2: Rodrigo Meirelles Bernardo
Quarto Árbitro: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

 

– #10YearsChallenge do Futebol

A brincadeira do desafio em postar como você era 10 anos atrás (10 Years Challenge), surgida no Instagram nesta semana, frutificou demais! E no mundo do futebol, achei uma postagem que nem precisa de legenda: como estava a Rainha Marta, a “Pelé de saias” do esporte mais popular do planeta, em 2008 e 2018.

Tirando o penteado diferente, a saúde, o sorriso sincero de vencedora e as premiações… E tudo merecido, pois quem luta e é competente precisa ter reconhecimento.

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– Al Ain venceu o River Plate? Jaz, Conmebol!

Que coisa! Depois de micos de clubes brasileiros (representando a Conmebol) sendo eliminados pelos inexpressivos Mazembe e Raja Casablanca, ou do Atlético Nacional (outro Conmebol) perdendo do Kashima, agora o River Plate perde do Al Ain dos EAU e está fora do Mundial de Clubes da FIFA!

De fato, o retrato do futebol sulamericano, seja na Copa do Mundo de Seleções (há quanto tempo um sul-americano não vence?), seja na Copa do Mundo de Clubes, tem sido horroroso. Um panorama perfeito do que é a Conmebol hoje.

Se o Al Ain vencer, será o segundo time representando o país-sede a ser Campeão do Mundo, como aconteceu com o Corinthians na 1a edição dessa versão mais global e organizada pela FIFA. E que não se discuta: será o legítimo campeão do mundo de futebol (mas não o mais forte).

Já abordamos isso em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/13/disfarcada-de-mundial-a-copa-das-confederacoes-de-clubes-comecou/

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– Competência Humana versus Competência Tecnológica: o VAR no futebol brasileiro

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

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– A CBF quer tumultuar o Majestoso de sábado? Que insensibilidade…

Parece que a CBF procura confusão! Por incompetência da Comissão de Arbitragem, corre o risco de promover mais um final de semana recheado de discussões nas mesas redondas.

Explico: alguns árbitros não conseguem “ter química” com certos times. Outros, sempre se embananam em determinados estádios. Assim, algo que deveria ser evitado é escalar Rodolpho Toski Marques em jogos do Corinthians. Não existe má-intenção nenhuma dele, mas sempre é um “para-raio” na Arena de Itaquera. Assim como Paulo César de Oliveira involuntariamente também era no Parque Antártica (mas nitidamente com mais competência no seu ofício).

Aliás, qual o mérito dele, Toski, que é uma boa pessoa mas azarado no apito, para alcançar o escudo da FIFA? E depois de tanta lambança, é “presenteado” com o sorteio para Corinthians x São Paulo do próximo sábado?

Estou afastado alguns dias da Internet por motivos particulares. Mas fico indignado de, existindo tantos árbitros no quadro nacional, escolher (digo, sortear) justamente quem já provou que precisa “comer mais feijão” para apitar jogos importantes… Olha a lista recente de “caças”do juizão e os jogos que apitou:

1- Os 8 lances em Corinthians 1x 0 Fluminense –https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/22/os-8-lances-polemicos-de-corinthians-1×0-fluminense/

2- O pênalti inexistente Corinthians 1 x 0 Internacional –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/11/22/o-penalti-inexistente-em-corinthians-1×0-internacional/

3 – A falta de autoridade em Ponte Preta x São Paulo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/06/06/autoridade-e-a-falta-de-sobre-lances-da-arbitragem-de-domingo/

4- O pênalti equivocado em Corinthians x Botafogo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/07/02/o-equivocado-penalti-em-arana-no-corinthians-x-botafogo/

5- Os 3 lances discutíveis em Corinthians 1×1 Cruzeiro –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/10/02/os-3-lances-discutiveis-em-cruzeiro-1×1-corinthians/

6- A imaturidade em Cruzeiro x Santos –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/17/a-falta-de-experiencia-ou-de-competencia-na-arbitragem-brasileira-mostrada-em-cruzeiro-x-santos/

Perguntar não ofende: onde está a Meritocracia nas Escalas? Um Majestoso é sempre um jogo nervoso, pegado, importante. Ainda mais com os dois times tensos como estão nos últimos dias… Insisto: nada contra a idoneidade do árbitro, mas é escala a ser evitada.

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– Suspenderam os Árbitros. Mas e quem os Escalou?

Quer dizer que o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, suspendeu diversos trios de arbitragem por conta das má atuações na Série, escalando-os na Série B?

Discordo disso, pois o risco dos erros acontecerem aos clubes da Segunda Divisão, logicamente aumenta. Ou vai querer me convencer que na Série B é que eles se “reinventarão”?

Divulgar a “geladeira” para imprensa é fazer média a presidente de clube que reclama. Algumas questões ficam sendo pertinentes: como esses árbitros chegaram à elite? Por quê alguns deles são da FIFA? E o que acontece ao responsável por escalar eles?

Aliás, o chefe de árbitros os suspendeu. Só que é justamente ele quem faz as escala e os premia também com bons jogos!

Afinal: ninguém suspenderá o “suspensor” de árbitros, que é o responsável por eles?

Está se trocando o sofá…

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– Modric jogou mais do que Cristiano Ronaldo nessa temporada? Aliás… dá-lhe Marta!

Claro que Modric é ótimo jogador e a escolha do “The Best” elege o atleta que melhor desempenhou seu papel por temporada. Mas cá entre nós: se somarmos a TEMPORADA, o que Modric jogou supera o que Cristiano Ronaldo fez?

Eu ainda acho que não, em que pese duas coisas que contaram a favor do croata contra o português:

  1. A memória da Copa do Mundo (tendemos a dar mais importância aos fatos mais recentes, esquecendo-nos do período todo).
  2. A simpatia ao atleta que poderia quebrar a dualidade Messi / CR7.

Enfim, podemos festejar Marta, a jogadora de futebol brasileira que mais conquistou bolas de ouro / The Best e mostra sempre um profissionalismo incrível, eleita novamente a melhor do mundo. Um consolo a nós, suposto “país do futebol”.

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