– A estratégia intimidadora para a revelação de novos talentos da FPF.

Todo árbitro de futebolnão tenha dúvida dissoquer ter a oportunidade de trabalhar na Federação Paulista de Futebol. E não é só discurso: mesmo quando mais jovem conversando em intercâmbio com colegas de outros estados, ou já experiente trocando informações com outros ex-árbitros, a resposta que eu tenho dos colegas é: o trampolim para o quando nacional e o destaque na grande mídia passam por atuar em São Paulo.

Os motivos são óbvios: é a Federação que paga melhor, o campeonato estadual “que mais vale” e onde estão os melhores jogadores. 

Entretanto, você tem a Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, que forma dezenas de árbitros anualmente (e às vezes, centenas), que se tornou um celeiro de jovens juízes que… não tem jogos suficientes para oferecer a todos!

É muita gente! Como revelar, se você forma bastante nomes e não tem uma quantidade de partidas para que todos possam se desenvolver?

A verdade é: tornou-se uma fonte inesgotável de renda a Escola de Árbitros, e como poucos acabam seguindo a carreira (desistem pela dificuldade de ser árbitro em si, pela demora de retorno financeiro, pela falta de vocação e pelos poucos jogos escalados), a conta se torna atrativa: 1 salário mínimo por mês cada aluno (com classe lotada), por dois anos, com um custo baixíssimo para a FPF elaborar uma turma. Quanto rende?

Nem aquelas “faculdades” cujo vestibular é apenas uma formalidade, que permitem “baciadas de calouros” e que não conseguem chegar ao último semestre com 30% do número inicial (veja as estatísticas do MEC) ganham tanto dinheiro assim. E agora teremos a mesma sistemática, versão “observadores de árbitros”. Nos mesmos moldes, o cargo de confiança tão importante terá curso com portas abertas a qualquer pessoa que se encaixe nas exigências.

Digo tudo isso pois vejo que a sul-mato-grossense Daiane Muniz foi chamada para o quadro de bandeiras, assim como ocorreu com as talentosas paranaense Edna Alves e a catarinense Neusa Back. Basta ganhar o escudo FIFA que a FPF contrata a moça! Repito: são competentes, mas vai na contramão da filosofia de revelar novos nomes.

E o respeito de quem está no quadro e cursou a EAFI?

Dessa forma, a FPF não revela mais ninguém. Apenas chama para trabalhar no seu quadro as de fora, e se gaba de ter um grande número de FIFAs em SP.

Não bastasse essa doce ilusão (de ter muitos nomes internacionais sem os ter formado), a Federação Paulista desaposentou Péricles Bassols, que será (pasmem) a atração do Campeonato Paulista 2021, buscando ser o principal nome em busca do escudo FIFA como VAR (já que foi criado um quadro exclusivo para essa função).

De novo: para quê existe a Escola de Árbitros, se as 3 divisões profissionais duram menos de 3 meses, as categorias de base já não jogam tanto e o quadro de árbitros está inchado? É apenas arrecadatória, já que os nomes que serão destaque estão vindo de fora.

Repararam que é o movimento inverso dos clubes (ao invés de trazerem jogadores caros de fora, estão usando mais a base)? 

Mais ainda: é diferente do que o Farah fazia nos anos 2000: ele trazia FIFAs importantes (até de outros países) e fazia intercâmbio para desenvolver os daqui. Estes, de fato, eram atração e agregavam.

É óbvio que Ana Paula de Oliveira, a chefe dos árbitros, não tomou nenhuma dessas decisões. Péricles, as bandeiras FIFAs e “os patrocínios de camisa que não viram dinheiro aos árbitros” (um outro assunto para se abordar mais pra frente, com a anuência da passiva SAFESP) são decisões da cúpula da FPF. O pecado de Ana Paula é um só (também relevante): colocar medalhões em jogos de 4a e 3a divisões, não sabendo lançar a contento novos talentos.

Que saudade da época do Prof Gustavo Caetano Rogério… ele fechava um grupo bem formado e instruído na Escola de Árbitros, dava ritmo de jogos a eles e observava quem vingava. Nada de “centenas de nomes para tirar um ou outro”, nem de escala patrocinada por politicagem. Como está hoje, não se revela mais ninguém.

É uma pena que a metodologia seja essa. Roberto Perassi, que tão bem ensina e observa talentos, fica de mãos atadas nesta sistemática.

Bola de futebol, apito e cartões vermelhos e amarelos | Vetor Premium

 

– E os Ministros que não entendem do Ofício?

Alguém me perguntou sobre Ministros que não são especialistas e estão no Governo (como o General Pazuello, que é da área de Logística, mas está alocado na Saúde).

Ora, isso não é exclusividade do Governo Bolsonaro. Temer, Dilma, Lula e FHC fizeram o mesmo. E vejam que curioso: aparece-me na linha do tempo a entrada de… George Hilton, do partido do Edir Macedo (que apoiava o PT e hoje apoia o Presidente Jair Bolsonaro). Relembre:

NÃO ENTENDE DO OFÍCIO?

George Hilton, do PRB, é o novo Ministro do Esporte escolhido pela presidente Dilma. Não é um técnico, nem esportista, nem nada da área. Ao tomar posse, declarou:

“Confesso que não entendo muito de esporte, mas entendo de gente”.

Pela lógica, quer justificar que “gente pratica esporte”, né?

Pastor da Igreja Universal, ligado a Edir Macedo, terá a tarefa de conduzir o país às Olimpíadas.

É claro que a sua escolha foi política. Mas seu currículo é ruim: gastou R$ 40.000,00 com panfletos na Câmara dos Deputados com publicidade e não tem absolutamente nada ligado ao esporte.

Pior é que a CBF o elogiou em seu site, enquanto o mundo do esporte brasileiro protestou contra sua escolha.

E ainda dizem que “política, futebol e religião” não se discute…

bomba.jpg

– O trabalho de Mancini no Corinthians!

Há aqueles que ainda duvidavam da capacidade de Vágner Mancini, quando em postagens anteriores falamos que seu principal mérito era ser um “acertador de times”.

Por onde passou, fez bons trabalhos (há de se ver a qualidade dos elencos que tinha à mão). No São Paulo, deixou o time pronto mesclando experiência e juventude à espera de Cuca. Idem quando foi substituído injustamente por Fernando Diniz. No Corinthians, com os atletas que tem, tirou o time da Zona do Rebaixamento e acendeu até mesmo esperança em vaga para a Libertadores!

Parabéns, Mancini.

– A falta de Espírito Esportivo.

Há 6 anos…

Li que o volante Mercier, do San Lorenzo, reclamou muito do comportamento dos jogadores do Real Madrid na final do Mundial de Clubes FIFA 2014. Ao diário esportivo Olé, disse:

São umas meninas, era só encostar que caiam”.

Tá de sacanagem, não?

Ora, quem assistiu a partida, percebeu o anti-jogo e pancadaria promovidos com muita catimba pelos argentinos contra um time que só queria jogar. E o árbitro, fraco, deixava isso acontecer sem coibir adequadamente.

Para mim, desculpa de mau perdedor! Se alguém tem que reclamar é o Real Madrid pela falta de autoridade do juizão. Ademais, se jogasse sério, o San Lorenzo tomava “um vareio de bola” como o Santos tomou do Barcelona no Japão.

Cara de pau o hermano, não?

O Papa Francisco, torcedor ilustre do time, deveria dar indulgência plena por tanta sandice a esse pobre de espírito…
bomba.jpg

– Al Ain venceu o River Plate? Jaz, Conmebol!

Há dois anos, um dos maiores micos do futebol argentino aconteceu… relembrando:

Que coisa! Depois de micos de clubes brasileiros (representando a Conmebol) sendo eliminados pelos inexpressivos Mazembe e Raja Casablanca, ou do Atlético Nacional (outro Conmebol) perdendo do Kashima, agora o River Plate perde do Al Ain dos EAU e está fora do Mundial de Clubes da FIFA!

De fato, o retrato do futebol sulamericano, seja na Copa do Mundo de Seleções (há quanto tempo um sul-americano não vence?), seja na Copa do Mundo de Clubes, tem sido horroroso. Um panorama perfeito do que é a Conmebol hoje.

Se o Al Ain vencer, será o segundo time representando o país-sede a ser Campeão do Mundo, como aconteceu com o Corinthians na 1a edição dessa versão mais global e organizada pela FIFA. E que não se discuta: será o legítimo campeão do mundo de futebol (mas não o mais forte).

Já abordamos isso em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/13/disfarcada-de-mundial-a-copa-das-confederacoes-de-clubes-comecou/

Resultado de imagem para Al Ain club

– O que você, líder, tem feito para não perder talentos no seu trabalho?

Por quê as pessoas se demitem de um emprego?

Por quê empresas perdem ótimos funcionários?

Por quê, enfim, não se sabe (ou se atenta) para não se perder talentos?

Abaixo, extraído de: https://setcesp.org.br/noticias/cuidado-para-nao-perder-as-melhores-pessoas-de-sua-empresa/

CUIDADO PARA NÃO PERDER AS MELHORES PESSOAS DE SUA EMPRESA

Por Luiz Marins

Muitos líderes cometem um grande erro. Eles sobrecarregam as pessoas boas, competentes e comprometidas da empresa com muitas tarefas e atividades.
Todos nós temos liderados comprometidos e competentes e outros nem sempre competentes e comprometidos.
Sabemos que as pessoas boas e comprometidas farão, com qualidade, as tarefas atribuídas a elas com esmero e atenção aos detalhes.
Sabemos também que há pessoas com as quais não podemos contar totalmente. Elas não são comprometidas, são desengajadas e as tarefas dadas a elas são sempre feitas com descaso e muitos erros.
O erro que cometemos é entulhar, sobrecarregar, encher as pessoas boas de muitas tarefas e atividades, o que as fará entrarem em um processo de desmotivação e, muitas vezes, estafa e depressão.
Pessoas comprometidas e competentes geralmente são perfeccionistas no bom sentido, isto é, gostam de fazer as coisas com perfeição e atenção aos detalhes. Essas pessoas não gostam de dizer “não” a seus líderes e aceitam cada vez mais tarefas, até porque sentem orgulho da confiança demonstrada por seus líderes. Elas são muito exigentes com elas próprias e se sentem mal quando cometem algum erro.
Quando sobrecarregamos as pessoas boas com excesso de tarefas e atividades, elas, entulhadas de coisas para fazer, não conseguem a qualidade que estão acostumadas a entregar. Elas começam a cometer erros. Seus chefes começam a estranhar que aquela pessoa que sempre fez tudo com extrema perfeição está perdendo qualidade. A própria pessoa percebe sua incapacidade de cumprir com tantas tarefas e começa a ter um sentimento de baixa autoestima.
Esse sentimento de baixa autoestima faz com que ela possa entrar em um processo de extrema desmotivação e até depressivo e de um possível burnout.
Muitos líderes me dizem que essas pessoas excelentes não só aceitam todas as tarefas dadas a elas como também solicitam fazer mais.
Isso é verdade, mas cabe ao líder saber dosar e entender que há um enorme perigo no entulhamento e na sobrecarga de tarefas a uma pessoa excelente. Como essas pessoas são muito exigentes consigo mesmas, conheço muitos casos em que elas acabaram pedindo demissão da empresa alegando motivos pessoais. Assim, a empresa acaba perdendo seus melhores talentos.
Veja se as melhores pessoas de sua empresa não estão com excesso de carga, de tarefas, de atividades. Analise se, além da injustiça de exigir demais de uns e pouco de outros, você não está correndo o risco de perder os bons e ficar com os ruins.
Pense nisso. Sucesso!

– Dream Team Bola de Ouro da France Football.

É lógico que o time abaixo é mágico! Foi composto por especialistas da France Football e representa o melhor time de todos os tempos. Escalado com: Yashin; Cafu, Beckenbauer e Maldini; Matthäus, Xavi, Maradona e Pelé; Messi, Cristiano Ronaldo e Ronaldo Fenômeno.

Puskás? Di Stéfano? Zidane? Cruyff? Estão no banco, provavelmente.

Carlos Alberto Torres não sendo titular, perdendo para Cafu que não sabia cruzar? Ops.

É claro que com mais de 150 anos de idade que o futebol tem, seria impossível a distância do tempo permitir que se saiba os 11 melhores de todos os tempos. Mas há algumas coisas que são atemporais, como, por exemplo, o talento!

Concorda com a lista?

– O Mundial de 51 do Palmeiras volta a ser discutido nesta semana!

Por conta da volta de um piloto brasileiro à Fórmula 1 no próximo GP (Grand Prix de Sakir), o Palmeiras voltou a estar nos noticiários sobre o seu Mundial de Clubes de 1951.

Pietro Fittipaldi, o jovem que estreará na escudeira Haas, escolheu o número 51 para o seu carro por ser palmeirense. E aí, evidentemente, torcidas a favor e contra voltaram ao debate…

Em 2017, a FIFA considerou as Taças Rio e os Intercontinentais Sudamerica-Europa como “torneios de dimensão mundial”, e no mesmo ano, meses depois, reconheceu como campeões mundiais os vencedores dos Intercontinentais (não dando o mesmo status à Taça Rio, embora os entenda como “eventos mundiais”.

Relembrando para debater, abaixo, há 3 anos, quando houve o primeiro pronunciamento da entidade sobre esses torneios citados:

SÓ VALE O QUE A FIFA DIZ?

A FIFA se pronunciou nesta 6a feira a pedido da Conmebol e aceitou o reconhecimento dos Campeões dos Títulos Intercontinentais da Toyota Cup como Campeões Mundiais de Futebol (coisa que ela não havia feito até então).

Nesta oportunidade, não citou o Palmeiras e o Fluminense (que pleiteavam o mesmo reconhecimento via Taça Rio, um Torneio de Clubes Campeões Mundiais da época, em 1951 e 1952, não organizado pela FIFA na época).

Essa grande discussão, em janeiro, foi instigada sabiamente por Jamil Chade, e nela a FIFA reconheceu os clubes que disputaram torneios fora da sua organização como “campeões de dimensão mundial“.

Abaixo, na época, deste blog:

A FIFA QUIS CRIAR A POLÊMICA DOS TÍTULOS MUNDIAIS DE CLUBES POR INTERESSE PRÓPRIO.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal O Estado de São Paulo, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

bomba.jpg

– Leonardo Gaciba estaria sendo “alijado” do poder na CBF, mesmo sem a bola estar rolando? Uma decisão técnica ou política?

Me assusto como as coisas funcionam na base de interesses duvidosos, e ao usar tal expressão, explico: me refiro quanto a “incompreensão de certas medidas” e “a troco de quê”?

Pela Comissão de Árbitros da CBF, os mais duradouros presidentes que por lá passaram sempre foram muito criticados pela falta de competência dos seus trabalhos e acabaram sendo demitidos. Porém, percebeu-se que acabaram apenas remanejados de cargo, como Sérgio Corrêa da Silva (que ocupa um cargo de “Chefe do Desenvolvimento do VAR no Brasil”) ou o Coronel Marcos Marinho (que é o responsável por um departamento designado para o surgimento de Novos Talentos da Arbitragem).

Leio nas Redes Sociais, visito o site da CBF e converso com colegas e acabo percebendo que criou-se um colegiado no qual as 5 regiões do Brasil teriam representantes para aconselhar Leonardo Gaciba (que tenta mudar alguns paradigmas na CBF), a fim de ajudá-lo a ter “uma melhor visão” das coisas na qual ele trabalha e tomar boas decisões.

Me assusta mais ainda ler (e não tenho a confirmação) de que nomes como Arthur Alves Júnior (lembram do “Arthurzinho do Sindicato”, que foi membro da FPF na gestão de Marco Polo Del Nero – e que está como chefe dos árbitros da Paraíba) foi sondado para integrar tal turma. Aliás, perceberam que tais nomes da gestão de Rogério Caboclo são os mesmo da de Marco Polo?

Nenhuma denúncia, acusação ou algo que o valha a essas pessoas (são todos honestos, aqui a questão é meritocrática), mas a simples pergunta óbvia: com tanto tempo no mundo da Arbitragem, sendo criticados por competência, pra quê essas pessoas querem fazer algo que tire poder de Leonardo Gaciba?

Fica o alerta: quando burocratiza-se demais, vira burocratismo, que é o mau uso da burocracia, que em si, seria ferramenta boa como método de controle.

Mesmos nomes eternizados no poder é ruim. Há de se ter sangue novo! E aproveitando o gancho: se novos nomes não corresponderem (aqui me direciono também à nova gestão do Safesp, que iniciou seus trabalhos e em breve terá que dar satisfação aos trabalhos realizados, inclusive da auditora das contas da diretoria anterior – mas ficará para outra postagem pois é outro assunto), também se troque os mesmos por outros ainda mais novos e descomprometidos.

Por fim, a ironia do destino: o que tem de gente vendo nomes outrora criticados mas que se apoiam no poder, agora voltados à tona e elogiados… caramba! Que raio de jogo essa gente faz? Quem está no poder e pode lhe ajudar, ganha apoio no seu texto / fala / discurso?

Em tempo: como tudo não é crítica, vejo um trabalho de reconstrução da Comissão de Árbitros por parte do Seneme na Conmebol que está me impressionando pela superação de barreiras. Que ele possa ter carta branca e seja resiliente. E, como será inevitável o questionamento pois ainda não abordamos: não consigo ter uma impressão final do trabalho de Ana Paula de Oliveira, afinal, precisa ter tempo para trabalhar (embora registramos aqui algumas coisas que desagradam). Boto mais fé no Emerson Carvalho como consultor e corretor dos erros ali existentes.

– Bolsonaro e Mandetta: igualzinho ao futebol…

A “demissão / não demissão do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por parte do presidente Jair Bolsonaro, foi aparentemente a mesma estratégia ocorrida no mundo do futebol.

Em um primeiro momento, o cartola deixa vazar a insatisfação com o treinador e testa com os seus pares a possibilidade de demiti-lo. Aí ocorre um segundo momento: alguém se passa de “fonte confiável” para a imprensa (usando os jornalistas), dá como certa a saída do técnico e ao mesmo tempo a especulação do nome do seu substituto. Se a torcida (ou o eleitor / população) aprovar, consome-se o ato. Se a repercussão for negativa, não passou de “barrigada dos repórteres” ou “desespero para dar um furo”.

O futebol imita a vida, e a política imita o futebol neste caso. Em meio das vaidades do Planalto, o Ministro da Saúde ganha sobrevida por algumas rodadas – lembrando que há treinador que cai mesmo fazendo um bom trabalho aqui no Brasil!

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em coletiva no Planalto Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

– Por quê os erros da arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino ocorreram?

O que vimos de lambanças no Morumbi na noite passada (dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados) são frutos de má gestão na difícil tarefa de renovar árbitros.

Dar oportunidades aos novos apitadores não é queimar etapas. Solidificar a ascensão é importante, degrau por degrau, a fim de que o jovem juiz não sinta demasiada pressão e saiba se portar correta e emocionalmente bem. Logicamente, ele tem que ter qualidade para fazer parte deste processo e o gestor de carreiras da arbitragem, perspicácia para enxergar um novo talento. 

Digo isso pois nos últimos 30 anos (sim, GARANTO esse período, pois é a minha “idade de vida na arbitragem” – estudada, trabalhada ou comentada), só tivemos dois casos em que o tempo de maturação nas séries inferiores e intermediárias foi pequeno: Paulo César de Oliveira em 1996 e Wilson Luís Seneme em 1998, ambos pelo olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que teve a percepção de descobrir esses talentosos árbitros (e que chegaram à FIFA rapidamente). Como ele dizia em sala de aula na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, às vezes você vê uma “mosca branca“.

Não me parece que Ana Paula Oliveira, que foi excelente árbitra assistente (quebrando vários preconceitos e marcas), tenha a mesma habilidade como comandante de árbitros para descobrir moscas-brancas. Aliás, ter qualidade em campo não quer dizer que você é bom na teoria ou gestão, e vice-versa. Há de se ter vocação e experiência.

Na CBF, insisto na lembrança do vídeo gravado na Escola Brasileira de Futebol (EBF, exemplificando a mão de apoio que bate involuntariamente na bola sendo pênalti num Palmeiras x Fluminense, distribuído como lance didático – e que desde então batemos forte em não ser, sendo que a FIFA confirmou recentemente que não é infração, é casualidade). VALE A PENA ASSISTIR, são só 4 minutos e você questionará também. Está em: https://wp.me/p4RTuC-d75.

Em 2019, Ednilson Corona continuou o trabalho que era feito juntamente com José Henrique de Carvalho na Comissão de Árbitros da FPF, lançando jovens talentos (ambos foram demitidos recentemente por Reinaldo Carneiro Bastos). Pude, em pessoa, elogiar alguns árbitros que vi na 4a divisão e que eram muito novos e talentosos: João Vitor Gobi (que corretamente apitou a final da Copa São Paulo 2020), Leandro Carvalho da Silva (que apitou a A1 em 2020), e outros que foram muito mal, como Flávio Mineiro. Todos eles foram avaliados in loco em nossas transmissões pela Rádio Difusora AM 810, nas partidas do Paulista FC em Jundiaí, e registrados no Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

Para minha surpresa, sem ter passado pela A2, Flávio Mineiro, de apenas 24 anos, estreou na A1. Mas qual foi o mérito para isso? 

Nada contra o moço, mas quem resolveu pular etapas na carreira dele, errou, porque falta muito preparo e orientação. Primeiro: qualidade técnica. Segundo: comportamento em campo. Terceiro: sensibilidade (com o time reclamando, não deve nunca sorrir, pois mesmo que não queira, dá a impressão de deboche).

Vamos ver como se dará a continuidade da renovação da arbitragem. Nos clássicos, só tivemos FIFA (no jogo entre Palmeiras x São Paulo em Araraquara, 2a rodada apenas, não “valendo muita coisa”, perdeu-se a chance de dar rodagem para algum jovem talento. Pra quê colocar o Raphael Claus naquele momento?).

Sobre esse trabalho de renovação e alguns jogos de Flávio Mineiro na 4a divisão, explico no texto em: https://wp.me/p4RTuC-oD7.

A opinião em vídeo aqui: https://youtu.be/OG-HkPuXf0w

Também no Blog “Pergunte ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

Resultado de imagem para São Paulo x Novorizontino

– Parabéns ao Árbitro Assistente Mineiro no Palmeiras 1×3 Flamengo

Assisti pouca coisa no final de semana, mas vi – e aplaudo – a boa atuação do bandeira da FIFA Guilherme Dias Camilo (ao menos no 2o tempo).

Dois lances ajustados na etapa final (um deles, o gol do Palmeiras anulado), onde estava atento e acertou. Cumpriu a recomendação para que siga o jogo se existir a dúvida do impedimento e não fez troça em entrar em campo para além da linha lateral a fim de ter bom posicionamento.

Atuações assim fazem o VAR ser irrelevante!

E imaginar que ele foi suspenso por um erro entre Cruzeiro x Patrocinense, no Campeonato Mineiro de 2018. Errar não é permitido?

Guilherme Dias Camilo admitiu erro em lance no empate entre Patrocinense e Cruzeiro — Foto: Reprodução

– Quem disse que a arbitragem de futebol deve ser um sacerdócio?

Ainda jovem, ouvi falar que “a arbitragem de futebol deve ser um sacerdócio”, pois você abre mão dos seus finais de semana livres, da sua família e de vários prazeres da vida.

Tem lógica. Mas tem diferença: não se serve a Deus, mas a Ricardos Teixeiras, Marcos Polos, Marins e, agora, Caboclos. O representante de Deus na Terra, nessa analogia, ao invés de ser o Papa, chefe da Igreja, serão os presidentes das Comissões de Arbitragens (compare com o chefe do seu Estado). Seus auxiliares, os bispos (quem os orienta?).

Arbitragem, na verdade, não é um sacerdócio, mas sim um casamento que muitas vezes não dá certo e tem prazo de validade.

Desejar entrar numa escola de árbitro, quando jovem, é como uma paquera. Você se apaixona, namora (é um tempo de conhecimento quando você faz o curso, que custa caro mas dá prazer), aí você fica noivo e casa. Casar é se formar! E no começo, seduzido e encantado, cada jogo escalado é como a noite das relações carnais mais íntimas! Você entra cheio de desejo, vontade, ânimo (para não usar uma palavra mais vulgar: tesão).

Mas com o passar do tempo, seu casamento começa a trazer dúvidas, pois o encanto balança por coisas que você duvida, ouve falar, mas nunca viu. Seria a amada uma infiel? Não seria a princesa encantada do namorico, mas sim uma falsa donzela, parecendo uma bela garota com alma de diabo?

Aí vem as saídas inadequadas. Os desvios comportamentais. Os relaxamentos e as mesmices. E você começa a olhar com uma visão mais crítica e desconfiada da até então amada amante.

Amante? Essa palavra é um perigo no meio da arbitragem…

Surgem as “convicções duvidosas” (a ironia, aqui, é explícita). Você conquistou a noiva com sua beleza e virtudes e se mantém pelos seus méritos, ou ela dá preferência a outras qualidades, ou melhor, fraquezas que você não percebe?

Quando você realmente se dá conta que se enganou, percebe que foi ludibriado pela beleza estonteante e pelo desafio pessoal provocado pela libido. Tanto que lhe cegou os defeitos da amada (que já existiam, mas você fazia vista grossa).

Até que… descobre a traição! O sujeito de bem se convence que o divórcio é necessário pela honestidade e honra a ser preservada. O picareta, se oferece à amada pela paixão e aceita o relacionamento aberto, swings e outras coisas pós-modernas. E depois que você larga tudo isso, vê que ao seu redor há inúmeros outros elementos querendo assumir a ex-esposa, não importando se ao longo do casamento terá infidelidade – pois estes aceitam o preço dela e se dão satisfeitos pelos voos mais altos do bel-prazer. Em alguns casos, traem juntos! Suruba, sem-vergonhice, imoralidade…

Claro, a historinha acima é uma analogia do sacerdócio e do casamento, ou, se preferir, do que se prega e do que se pratica. Sacerdotes de bem servirão a Deus em busca da santidade, nunca sendo chefiados por Bezerros de Ouro como um dia os hebreus fizeram ao cair em tentação na fuga do Egito. Casais de bem manterão a fidelidade e gerarão filhos bem educados, respeitando-se mutuamente e evitando lugares e ocasiões para cair na perdição.

Enfim: em todas as atividades da vida existem os bons e ruins. Todos são honestos, até que se prove o contrário. E gosto de parafrasear o icônico jornalista ítalo-brasileiro Cláudio Carsughi, que um dia disse e me marcou:

Se Deus, na sua infinita realeza e bondade, não poupou da permissão da tentação da corrupção nem a sua própria Igreja, por quê blindaria o futebol? Mais ainda: uma categoria específica, a dos árbitros de futebol!

Às vésperas de novas turmas de arbitragem em avaliação / testes nas diversas CEAFs, fica o lembrete: nunca adorem homens, cartolas do futebol ou se façam reféns de uma atividade. Amem a arbitragem, mas não digam Amém a tudo! Lembre-se que encontrarão os bons e os ruins; se aproximem dos que têm virtudes, para que não sejam peças de um jogo de xadrez.

A arbitragem não é para ingênuos. Vida longa aos que estão na atividade honrando-a.

bomba.jpg

– The Best da FIFA e os futuros premiados!

A FIFA divulgou os candidatos ao “The Best” em suas diversas categorias. E na escolha do mais aguardado prêmio (melhor jogador de futebol masculino), deu a lógica: Van Dijk, Messi e Cristiano Ronaldo são os 3 selecionados.

Quem levará?

Abaixo, as principais indicações:

🚨 #TheBest Men’s Player Finalists 🚨 MELHOR JOGADOR 
Imagem
🇵🇹 @Cristiano
🇦🇷 Lionel Messi
🇳🇱 @VirgilvDijk

🚨 #TheBest Men’s Coach Finalists 🚨 MELHOR TREINADOR FUTEBOL MASCULINO
View image on Twitter
🇪🇸 Pep Guardiola
🇩🇪 Jurgen Klopp
🇦🇷 Mauricio Pochettino

🚨 #TheBest Women’s Coach Finalists 🚨 MELHOR TREINADOR FUTEBOL FEMININO
View image on Twitter
🇺🇸 Jill Ellis
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Phil Neville
🇳🇱 @wiegman_s

🚨 #TheBest Men’s Goalkeeper Finalists 🚨 MELHOR GOLEIRO 
View image on Twitter
🇧🇷 @Alissonbecker
🇧🇷 @edersonmoraes93
🇩🇪 @mterstegen1

🚨#TheBest Women’s Goalkeeper Finalists 🚨 MELHOR GOLEIRA
Imagem
🇸🇪 @hedvig_lindahl
🇨🇱 @TIANEendler
🇳🇱 @SarivVeenendaal

🚨 #TheBest Women’s Player Finalists 🚨 MELHOR JOGADORA
View image on Twitter
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 @LucyBronze
🇺🇸 @alexmorgan13
🇺🇸 @mPinoe

🚨 FIFA Fan Award Finalists🚨 FÃS / ATO SIMBÓLICO / MÉRITO ESPORTIVO

🇧🇷 Silvia Grecco (@Palmeiras) – a mãe que narra o jogo ao menino deficiente.
🇳🇱 @oranjevrouwen fans at the #FIFAWWC – a torcida laranja da Holanda
🇺🇾 Justo Sánchez (@CACerro_oficial / @RamplaJuniorsFC) – pai e filhos que eram rivais e se entenderam após um acidente.

Obs: Antes, vangloriávamos de ter sempre um candidato brasileiro a “melhor do mundo no ataque”. Agora, temos 2 goleiros entre os 3 melhores. Mudou a nossa filosofia?

– Mundo ensandecido, parte 3: Pra quê “figurão” na série D?

Torço para o Leonardo Gaciba na nova Comissão de Árbitros da CBF, mas li um comentário coerente e preciso do jornalista Pedro Paulo de Jesus, do “Voz do Apito”, e que assino embaixo: como se vai revelar novos árbitros no Brasil se na QUARTA DIVISÃO teremos árbitros da FIFA e ex-FIFA?

Nada contra esses bons árbitros que foram escalados, alguns meus conhecidos e outros que admiro. Mas é hora de escalar nos jogos eliminatórios da Série D os melhores juízes que se destacaram nas fases anteriores. Colocá-los à prova nesse momento é premiar os competentes e permitir a experiência necessária para outras categorias. Os que estão escalados hoje, deveriam estar na série A!

O Zé Boca de Bagre, amigo do Professor Basile aqui de Jundiaí, sempre desconfiado e que levanta pertinentes lebres, já questionou: “o Daronco saiu da Copa América para apitar o Ituano só porquê o Juninho Paulista que é dono do time virou diretor da CBF?”.

Eu não concordo com ele, acho que simplesmente é um excesso de preocupação do Gaciba em transmitir segurança nos jogos decisivos. Respeito isso, mas entendo um equívoco! Dê oportunidade para a MERITOCRACIA se fazer presente.