– Muitos erros na Arbitragem Brasileira do final de semana! Três coisas para melhorar a qualidade:

Têm erros para todos os gostos na Rodada do Campeonato Brasileiro deste último final de semana. E serei sincero: está difícil ver todos!

Houve impedimento “de mesma linha” (Palmeiras x Chapecoense); teve mão na bola interpretada como bola na mão (Atlético Mineiro x Corinthians) e outras reclamações.

Mas pense: o que fazer?

Marco Polo Del Nero, presidente suspenso da CBF, colocou como presidente “de status” o Coronel Nunes do Pará (mesmo estado de Dawson Freitas, o árbitro FIFA paraense). 

Alguma ligação?

Os FIFAs são os 10 melhores do Brasil. Wagner Reway, do MT (da lambança de Vitória x Flamengo), está nessa lista também.

Promoção sem meritocracia adequada?

Algumas coisas são justificáveis: o Chefe dos Árbitros é um Coronel da PM (Marcos Marinho), inventado por Del Nero (ironicamente procurado pela Interpool, a Polícia Internacional). O que Marinho já apitou? Jogou em que time? Dirigiu o quê? Ele era comandante do Policiamento contra torcidas organizadas e foi “criado” após o escândalo Edilson Pereira de Carvalho.

Pense em outra situação: a CBF gasta uma fortuna com o projeto do VAR (questione o salário do Diretor do departamento de Árbitro de Vídeo), mas não tem vídeo-árbitro no Brasileirão! Como explicar? Ops: o Diretor do Departamento é Sérgio Correa da Silva, que outrora havia sido demitido da Comissão de Árbitros, mas na verdade foi remanejado para a nova função.

Não dá mais. Três coisas são necessárias para melhorar a arbitragem em nosso país:

  1. Gente do ramo (ex-árbitros e/ou estudiosos do assunto);
  2. Gente competente (não adianta estar lá apenas por histórico);
  3. Gente merecedora (chega de cargos promovidos por política, deve existir o mérito).

Sem tudo isso, é bobagem ficar toda a rodada falando sobre erros da arbitragem. A gente fica escrevendo demais, cansando muito e a rotina se repete!

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– O mais glorioso perdedor da história do esporte. Quem é ele?

Algumas pesquisas são interessantes e nos ajudam a trazer boas reflexões, como essa que publico abaixo como “repostaqem”.

Nós não costumamos valorizar as equipes ou atletas que não vencem. Uma frase famosa atribuída a Nelson Piquet fez sucesso, e dizia: “O segundo colocado é o primeiro perdedor”. Pois bem: há algum tempo o “The Guardian” fez uma pesquisa sobre os perdedores mais merecedores de vitória.

Veja o resultado, extraído de: http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI3255552-EI1958,00-Jornal+elege+Selecao+de+como+melhor+perdedora.html

JORNAL ELEGE SELEÇÃO DE 82 COMO MELHOR PERDEDORA DA HISTÓRIA

Em seu blog de esportes, o jornal britânico The Guardian elege os seis maiores derrotados da história. A idéia foi prestar um “tributo para aqueles que voltaram para a casa de mãos vazias, mas deixaram suas marcas na memória”.

A Seleção que disputou a Copa de 1982 aparece na primeira colocação do ranking. A publicação relembra lances protagonizados pela equipe e cita jogadores como Sócrates, Zico e Falcão. Segundo o Guardian, se o time de Telê Santana não tivesse caído diante da Itália e fosse campeão, seria lembrado como “superior ao Brasil de 1970”.

Para o jornal britânico, o segundo melhor perdedor da história do esporte é o jogador de sinuca Jimmy White, derrotado em cinco das seis finais que chegou no Campeonato Mundial. Entre 1990 e 1994, ele foi vice-campeão de forma consecutiva. Em 1992, chegou a liderar por 14 a 8, mas acabou perdendo por 18 a 14 diante do carrasco Stephen Hendry.

Em seguida, o Guardian fala do Kent County Cricket Club. O clube perdeu três finais de Copa nos anos 1980, mas o jornal inglês seleciona o período compreendido entre 1992 e 1997 como o mais dramático da equipe. Nesse período, nem mesmo um time recheado de atletas da seleção foi suficiente para evitar sucessivas decepções nas decisões.

Na seqüência, está o time de rúgbi da Nova Zelândia. A equipe venceu o Mundial pela última vez em 1987. Nas últimas edições, entrou sempre como favorita, mas não conseguiu repetir o título. Em 1991, ficou em terceiro. Quatro anos depois, foi vice. Em 1999, ficou no quarto lugar e em 2003, no terceiro.

Depois de colocar a Seleção Brasileira de 1982 no topo do ranking, o Guardian volta a fazer referência ao futebol ao escolher o quinto colocado da lista. A publicação cita o Liverpool comandado pelo técnico Roy Evans na segunda metade da década de 1990 e diz que o treinador deveria ser mais respeitado, apesar da falta de títulos.

No último lugar do ranking dos melhores perdedores do esporte elaborado pelo jornal inglês está a seleção de críquete da África do Sul. Na Copa do Mundo de 1999, disputada na Inglaterra, a equipe era apontada como uma das maiores candidatas ao título, mas foi eliminada precocemente do torneio.

 

– Parabéns ao Grêmio Tricampeão da Libertadores. Mas o curioso…

Incontestável a conquista do GFPA. É o melhor time da América, se poupou em jogos do Brasileirão e foi muito criticado. Deu certo! Venceu as duas finalíssimas e mostrou-se um time guerreiro, tipicamente gaúcho.

Mas pense em algumas coisas que só são possíveis no futebol:

  1. Renato Gaúcho estava “sumido” da mídia, curtia a praia, brincava sobre os “treinadores estudados” – e isso depois de um trabalho pífio onde foi demitido do Bahia. Hoje, ninguém pode falar nada contra a sua capacidade.
  2. O elenco é formado por jogadores considerados “fracos e dispensáveis” por outros times: Leonardo Moura, Fernandinho, Maicon, Cortês, Cícero, JaelE ontem conquistaram a Taça mais desejada da América do Sul!
  3. Flamengo, Atlético Mineiro e Palmeiras gastaram fortunas em salários e contratações. Já o Grêmio, não.
  4. Boas promessas surgiram: Arthur e Luan, além da consolidação do não tão badalado goleiro Marcelo Grohe, que fez defesas fantásticas na competição.
  5. Se a lógica ocorrer, daqui alguns dias veremos Grêmio x Real Madrid no Mundial de Clubes da FIFA. E a mudança do calendário foi bacana, onde a Libertadores não acaba no meio do ano, mas próximo à disputa da Copa do Mundo de Clubes. Dessa forma, o entusiasmo e a manutenção do elenco continuam.

Enfim: parabéns ao Tricolor Gaúcho!

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– Uma premiação à incompetência na arbitragem

É cansativo fazer tantas críticas à Comissão de Arbitragem da CBF, mas ela se supera rodada a rodada.

Qual o critério do sorteio de árbitros?

Se me disser que na derradeira rodada só estarão os árbitros da FIFA por conta de muitos jogos serem decisivos (e por isso não dá para escolher a dedo cada juiz pois, afinal, é sorteio e não se pode correr o risco de escalar qualquer um), é mentira.

Se me disser que os 10 árbitros que apitarão são os que foram mais regulares no ano, mentira também.

Se me disser ainda que são os melhores, mentira idem!

Depois do absurdo erro de Anderson Daronco e seu assistente adicional de linha de fundo Eleno Todeschini no jogo entre Coritiba 1×2 São Paulo (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q9), eis que AMBOS foram premiados com a escalação, juntos, para Atlético Goianiense x Fluminense (em tese, um jogo fácil para se apitar, que poderia ser colocado um árbitro jovem para ganhar experiência).

Respeitosamente, mas o sexteto gaúcho de arbitragem que estará trabalhando no Estádio Olímpico de Goiânia vai ganhar uma boa taxa “na molezinha”… (em referência a ser um jogo não-difícil para se trabalhar).

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– A foto de Natureza premiada mundialmente é de brasileiro!

Como sou um apaixonado por fotografia, me interesso pelo assunto. Li (e aplaudo) o fotógrafo Márcio Cabral, que conseguiu (após 3 anos tentando) clicar um tamanduá-bandeira comendo insetos em um cupinzeiro luminescente!

É para ganhar prêmio mesmo ou não?

Veja aqui, extraído de: https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/fotografo-do-df-ganha-premio-em-concurso-internacional-com-imagem-de-tamandua-atacando-cupinzeiro.ghtml

FOTÓGRAFO DO DF GANHA PRÊMIO EM CONCURSO INTERNACIONAL COM IMAGEM DE TAMANDUÁ ATACANDO CUPINZEIRO

Registro venceu na categoria ‘Animais em seus ambientes’ do ‘Wildlife Photographer of the Year’. Organizado pelo Museu de História Natural de Londres, concurso é considerado um dos principais de fotografia de natureza.

O fotógrafo brasiliense Marcio Cabral foi um dos vencedores da edição deste ano do “Wildlife Photographer of the Year” – um dos principais concursos internacionais de fotografia de natureza – com a foto de um tamanduá-bandeira devorando cupins bioluminescentes durante a noite no Parque Nacional das Emas (GO). O anúncio ocorreu na noite desta terça-feira (18), no Museu de História Natural de Londres, organizador da competição.

O registro foi batizado de “The Night Raider”. A categoria em que ele venceu foi “Animais em seus ambientes”. Antes, a mesma imagem ganhou outros quatro prêmios.

De acordo com a descrição da imagem divulgada pelo site do concurso, Cabral passou três anos visitando o parque à espera das condições adequadas para fazer a foto. Depois de dias de chuva, um tamanduá atacou o cupinzeiro por tempo suficiente para que o fotógrafo fizesse uma única imagem de longa exposição.

“Eu já venho fotografando aquele local já tem tempo”, disse ao G1. “Sempre gostei de natureza. Antes de ser fotogrago eu já visitava bosques, cachoeiras, gruta se praias. Eu apenas senti necessidade de registrar esses locais profissionalmente para que minhas viagens começassem a ficar mais rentávies.”

Cabral, que é formado em geografia, começou a fotografar profissionalmente há 20 anos. O trabalho dele já foi publicado em várias revistas de turismo e livros. Ele também realiza workshops e organiza expedições fotográficas no Brasil e em países vizinhos.

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– CR7, Messi, Neymar… o torcedor agradece!

Ufa, os deuses do futebol ajudaram e a categoria se fez valer. Teremos os 3 melhores do mundo no Mundial de Seleções da Rússia.

É claro que a Copa é um congraçamento de equipes dos continentes, mas é difícil imaginar que o torneio tivesse Egito, Japão, Irã, Panamá e… Messi com os demais argentinos fora!

Aliás, faça um exercício: compare o ranking da FIFA com a posição das classificadas. É evidente que não são os 22 melhores que estão classificados, embora, sejamos justos, o ranking hoje tem mais função: permite definir os cabeças de chave (e por quê não, formar “grupos da morte”).

Que venha logo 2018!

Ops: e pensar que Lionel Messi chegou a declarar que estava abandonando a Seleção Argentina… Ainda bem que voltou atrás.

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– Ação Moral e Ação Questionável de Prefeitos

Antes de mais nada, sou apartidário mas não apolítico: uma bola dentro e outra bola fora (ambos de prefeitos do PSDB):

  • Em São Paulo, João Dória Jr está trabalhando muito! Desafogando a máquina estatal e dando bons exemplos, recentemente, promoveu a parceria entre McDonald’s e sorvetes Kibon para capacitar e empregar moradores de rua.
  • Em Jundiaí, Luiz Fernando Machado também está trabalhando bastante, visitando bairros e modificando muita coisa. Entretanto, achei deselegante a contratação dos ex-vereadores não reeleitos para cargos de confiança, ganhando mais do que os próprios vereadores! Aliás, estão lá pela real competência? De tantos, profissionais, esses escolhidos têm meritocracia?

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– A FIFA quis criar a polêmica dos Títulos Mundiais de Clubes por interesse próprio.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal “O Estado de São Paulo”, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

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– Gostaram dos novos árbitros da FIFA?

As especulações se confirmaram: dos 10 árbitros FIFA masculinos brasileiros, 3 foram trocados: Rodolpho Toski (PR), Wagner Magalhães (RJ) e Wagner Reway (MT) entraram para o quadro.

Saíram Heber Roberto Lopes (SC), Péricles Bassols (RJ) e Leandro Vuaden (RS).

Por meritocracia ou agrado aos desafetos políticos?

Dispensa comentários. Toski se envolveu naquele polêmico Corinthians x Fluminense. Reway é muito irregular e não apitou ainda “o jogo” da sua vida. Magalhães passou discretamente, mas há de apitar uma partida expressiva ainda.

Se você acha que o escudo FIFA é causa de negociação entre federações, veja o quadro feminino! Virou moeda de troca…

O que você achou das mudanças?

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– Secretário de Educação via Meritocracia

Trajetória Profissional, Experiência na Área, Banca Avaliatória, Entrevista Pessoal e Comprovação Meritocrática! É essa a exigência para o processo de seleção para quem quiser assumir a Secretaria da Educação de Londrina/PR, criada pela ONG Vetor Brasil e aceita pelo prefeito eleito Marcelo Belinati.

A idéia é que o cargo não seja preenchido por interesses políticos, mas única e exclusivamente por competência do gestor.

Ótima resolução. Funcionará?

– Nem Sampaoli e nem Tite?

Para a premiação do “The Best” da FIFA, foram divulgados os treinadores “TOP 10” de equipes masculinas. Sampaoli e Tite, treinadores populares e reconhecidos na América do Sul, não estão na lista.

Veja se não havia espaço para um dos dois nesta lista (ou os dois):

Chris Coleman (Seleção do País de Gales)

Didier Deschamps (Seleção da França)

Pep Guardiola (Manchester City/Bayern de Munique)

Jürgen Klopp (Liverpool)

Luis Enrique (Barcelona)

Mauricio Pochettino (Tottenham Hotspur)

Claudio Ranieri (Leicester City)

Fernando Santos (Seleção de Portugal)

Simeone (Atlético Madrid)

Zinédine Zidane (Real Madrid)

O irônico é: Vadão, demitido nesta semana do cargo de treinador da Seleção Feminina, está entre os TOP 10 para o “The Best” da FIFA, versão “equipes femininas”…

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– O Emprego dos Sonhos!

Imagine que você tenha o poder de ser protagonista de um importante departamento da sua empresa. Seus colaboradores não atendem às expectativas de seus clientes, e os elementos de sua equipe, orientada por você, competente ou não, continua firme em seus postos.

Quando um dos seus funcionários vai mal na tarefa que lhe foi concebida, você resolve punir para fazer média com quem chia, mesmo não assumindo que quem errou foi você próprio por escolhê-lo.

Gente de todos os lados pede a sua cabeça, mas o acionista maior da empresa gosta de você. Há cumplicidade, relação umbilical. E mediante um forte clamor, o dono do negócio o remaneja, com o mesmo salário, sendo que agora você vai chefiar a você próprio, sem pressão, com mais dias de lazer e qualidade de vida.

É promoção por bons serviços prestados ou não?

Falo de executivos em empresas privadas. Qualquer semelhança com a realidade futebolística é mera coincidência.

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– Qual o melhor critério para se definir um campeão olímpico?

Terminou a Rio 2016, e os EUA venceram novamente.

Uma provocação e/ou questionamento: e os critérios para a contagem do quadro de medalhas?

Deve ser…

1) O maior número de ouros,

2) O maior número de medalhas acumuladas independente se for ouro, prata e bronze, ou

3) A contagem por peso de medalhas como o Jornal Lance sugeriu, dando peso 3 para Ouro, 2 para Prata e 1 para Bronze?

Independente disso, os americanos seriam campeões (46 ouros no 1o critério, 121 medalhas no 2o e 250 pontos no 3o).

Particularmente, penso que se o que vale é competir, em qualquer esporte, os 3 primeiros colocados são atletas de altíssimo nível e fizeram por merecer um prêmio. Dessa forma, coerente com o espírito olímpico, qualquer que seja a medalha deveria ser motivo de pontuação. Portanto, sou a favor do total de contagem de medalhas. E por esse critério, a China, com 70 medalhas no total (sendo 26 de ouro) estaria em 2o lugar e não em 3o, à frente da Grã-Bretanha, que fez 67 medalhas, só que terminou oficialmente em 2o por 27 delas serem de ouro).

O que você acha disso? Vote na enquete abaixo:

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– Acabando o 1o tempo da Arbitragem Brasileira em 2016

O calendário do futebol brasileiro, diferente do europeu, tem um começo do ano com torneios regionais e “um semestre” com mais de 6 meses para o Brasileirão.

Sendo assim, uma nova etapa finda no esporte. E esse “primeiro tempo”, como foi, se analisarmos a arbitragem em geral?

Nos estaduais, nenhuma novidade. Poucas polêmicas nos campeonatos, sem lances muito duvidosos e ou atuações horrorosas. Mas nada de excepcional também. Talvez a facilidade em se arbitrar os jogos esteja mostrando a diminuição da importância dos regionais. Em São Paulo, por exemplo, um árbitro que se destacou foi para o primeiro jogo da final (Flávio Rodrigues de Souza) e outro já renomado e que faz parte do quadro da FIFA (Raphael Claus) no 2o jogo. Parafraseando o ex-árbitro Sálvio Spinola, uma “escala de segurança”.

No âmbito nacional, mais politicagem do que arbitragem. Um discurso demagógico de que se utilizaria o árbitro de vídeo no Brasileirão (e desde março tenho reiterado: NÃO VAI USAR DE MANEIRA OFICIAL), e as mudanças de diversas orientações de regra que causam certa expectativa e curiosidade. Há, ainda, uma novidade: a Federação Pernambucana que “comprou o passe” (numa linguagem retrô futebolística) do carioca Péricles Bassols. Já se tornou frequente: sempre o pessoal de PE quer ter um árbitro FIFA em seus quadros. E um detalhe: agora, o Rio de Janeiro está sem nenhum árbitro FIFA!

No âmbito sulamericano, nada de diferente: Carlos Alarcon, o dirigente que há décadas manipula a arbitragem (declaradamente corrupto nas gravações de conhecimento público), continua “formando” árbitros sulamericanos. E não sai de lá nunca.

Nas demais competições internacionais, vejo a escolha do árbitro Heber Roberto Lopes para representar a Copa América Centenária uma forma equitativa de comparar o que pensa a CBF: o teoricamente melhor árbitro brasileiro, pré candidato à Copa de 2018, Sandro Meira Ricci, apitando a Olimpíada 2016, demonstrando que os Jogos Olímpicos são mais importantes para a entidade do que a Copa América hoje.

Uma observação final: ótima (e até certo ponto, surpreendente) atuação de Wilton pereira Sampaio no jogo Boca Júniors x Cerro Porteño. Apitou em nível maior do que faz aqui no Campeonato Brasileiro.

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem da Final da Copa SP de Futebol Jr 2016: Corinthians x Flamengo

Surpreendente e incoerente: é assim que se pode classificar a escala final da Copa São Paulo deste ano.

Rafael Gomes Félix da Silva, 10 anos de carreira, professor de Educação Física, apitará a decisão entre Corinthians x Flamengo. O que esperar dele?

Já o vi apitando Paulista x Rio Branco pela Copa Paulista em 2015. Boa condição física, não teve dificuldades em levar o jogo a contento – embora a partida não tivesse lances polêmicos e nem trazido dificuldades para a arbitragem. De longe, me lembrou o estilo de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (já escrevi sobre isso na análise daquela partida) com a preocupação em deixar o jogo correr. Disciplinarmente razoável, tecnicamente bom.

Entretanto, uma crítica à sua escalação: enquanto o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr escalavam árbitros rodados e veteranos como Flávio Guerra (e aqui neste blog eram criticados por mim, diante da necessidade da Copinha em revelar árbitros também), a Comissão de Arbitragem da FPF em caráter interino (já que ela foi destituída e contratados Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho, que ainda não foram oficializados – e nem o presidente da comissão foi escolhido) resolveu ousar demais! Explico:

O ideal e a coerência mandam que árbitros jovens e que tenham realizado boas partidas nas fases iniciais sejam premiados com semifinais e final. Porém, Thiago Duarte Peixoto e Márcio Roberto Soares (ambos de A1 e que já trabalharam em clássicos) apitaram as semifinais. Rafael Gomes só apitou um único jogo na Copinha (São Paulo 7×0 Tiradentes), partida fácil para qualquer iniciante. Ademais, trabalhou como Quarto-Árbitro em outros dois jogos. Para mim, a final deveria ser apitada por um jovem promissor como ele, e que tenha se destacado em maior número de arbitragens na Competição. Ou quer me convencer que uma única partida de goleada o credenciou?

E aí vem a incoerência maior: Danilo Simon e Daniel Ziolli, ótimos bandeiras à beira de jogos da FIFA, serão seus assistentes. Não deveriam ser também dois bandeiras jovens e de destaque na competição?

Thiago Scarascati, bom árbitro que apitou a série A1 em 2015 e trabalhou na finalíssima do mesmo ano, será o quarto-árbitro.

Nada contra o quarteto de arbitragem. É o jogo da vida para o emergente Rafael Gomes Félix, mas acho injusta sua escala pelos motivos acima (bem como dos bandeiras).

Provavelmente, teremos boa atuação do quarteto de árbitros. Esse é o meu desejo e a minha expectativa.

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