– Santo Alberto Magno e a Reflexão Dominicana

Hoje a Igreja Católica celebra a memória de um santo que tinha propósito aos quais todos nós deveríamos ter atualmente: o da doçura e amabilidade aos desígnios do Pai!

Da ordem Dominicana, estudou Ciências Naturais, Mecânica, Engenharia, Meteorologia e Agricultura. Como professor, lecionava com o objetivo de compartilhar tudo o que sabia, a fim de que o próximo – que na maioria da vezes era seu próprio aluno – aprendesse coisas de assuntos diversos e as usasse de maneira cristã.

Devoto da Virgem Maria, pregava que o coração de cada um deveria estar aberto à vontade de Deus, assim como Nossa Senhora agiu em vida – sempre solícita aos desejos divinos.

É dele a frase:

Minha intenção é única: a de disseminar a Ciência de Deus!

Santo Alberto Magno nasceu na Alemanha, estudou em Padova (Itália) e Paris (França); foi bispo da Diocese de Ratisbona, marcada por guerras e disputas paroquiais. Lá, pacificou as comunidades com sua sabedoria e mansidão.

Fica a reflexão: deixamo-nos permanecer com o coração aberto para que saibamos qual a vontade do Senhor em nossa vida e assim possamos, a exemplo de Alberto Magno, partilhar conhecimento e caridade?

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– tbt2: Vamos doar Sangue ou Plaquetas?

Repost de 4 anos:

Hoje (e todo dia) é dia de #Doação de #Sangue e #Hemoderivados. Estou fazendo a minha doação de #plaquetas aqui no #BancoDeSangue do #HIAE. Seja #voluntário também. Você ajuda o próximo e faz o #bem sem olhar a quem

Lembrando: até 4 doações de sangue e 12 doações de plaquetas / hemoderivados anuais. Não faz mal, não dói e não lhe fará falta. E, certamente, sua #solidariedade + #cidadania despertará a outros!

#DoaçãoDeSangue 

#Voluntariado

#DoeSangue 

#DoeHemoderivados

@hiae

(OPS: gostaram do cartaz motivacional? Foi feito pela artista e voluntária-mirim Marina Porcari)

 

– Despojamento para a Responsabilidade Social

Compartilho com os amigos uma interessante e bela história de solidariedade: Marília Aidar, uma das pessoas especiais que o mundo de vez em quando encontra, que abriu mão de muito conforto em prol de uma causa nobre: a dos surdos-cegos! (Tal iniciativa entrou para o elenco das ações do Projeto Generosidade, das Organizações Globo)

Extraído de: http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1701689-2455,00.html

A FADA-MADRINHA DO SÉCULO XXI

Tudo começou meio por acaso. Há 11 anos, a captadora de leilões Marília Ferri Aidar, 59 anos, pôs à venda um sítio que tinha perto de São Paulo. Filha única, tinha acabado de perder o pai e a mãe estava doente. ‘Achei que a venda era a melhor solução’, diz. Uma das interessadas na compra era mãe de uma criança surda e cega, aluna da Ahimsa, única escola no país especializada no atendimento de portadores da surdo-cegueira. Marília desconhecia a existência da doença e quis saber mais. Descobriu que Ahimsa significa ‘não violência’ em sânscrito e que a escola, uma associação sem fins lucrativos criada em 1991 por 26 profissionais que trabalhavam com a multideficiência, enfrentava problemas sérios, que iam de instalações precárias à falta de verba. Ainda assim, a instituição, localizada na Vila Mariana (Zona Sul de São Paulo), atendia 40 crianças e tinha outras 70 na fila de espera.

Comovida, Marília teve um impulso: doou o sítio, avaliado em R$ 150 mil. ‘Fiquei muito tocada com o que ouvi. Decidi conhecer a Ahimsa e fiz a doação na hora.’ Ela contratou um arquiteto para projetar uma nova sede para a escola, no sítio. Mas o imóvel, localizado em área de mananciais, teve a construção vetada por lei. Ainda assim, não desistiu: o sítio tornou-se um espaço para festas e encontros da Ahimsa. E Marília, já totalmente envolvida com a causa, alugou uma casa ao lado da sede original e patrocinou uma ampla reforma nos dois prédios, ao custo de quase R$ 250 mil. Ainda hoje, banca cerca de R$ 10 mil por mês para cobrir despesas de aluguel, parte dos salários de funcionários e custos administrativos da Ahimsa. O que falta para manter o trabalho vem de convênios com os governos estadual e municipal de São Paulo, além de doações esporádicas e contratações para consultorias pelo Brasil.

A escola, que tem 45 bolsistas, atende 200 surdo-cegos, entre crianças, adolescentes e adultos, e conta com orientação e metodologia da Fundação Hilton Perkins, de Boston (EUA). A surdo-cegueira é a deficiência simultânea (congênita ou adquirida) de audição e visão, havendo, em alguns casos, resquícios de uma delas. O tato é fundamental para a elaboração da linguagem e o desenvolvimento do sentido predominante (audição ou visão). A Ahimsa cuida não apenas dos portadores da deficiência, mas também orienta os pais em relação à aprendizagem de uma comunicação própria com os filhos. Muitas vezes, os educadores começam o trabalho pela casa da família, já que alguns deficientes não têm convívio social. E os familiares não sabem lidar com o problema.

Tempo, determinação, paciência e amor são ingredientes para o domínio da linguagem que será usada para o ensino da matemática, português, ciências e outras disciplinas. Além de possibilitar a comunicação e dar autonomia ao surdo-cego, a Ahimsa ensina artesanato em papel e reciclagem, e ainda conta com uma padaria-escola para profissionalizar jovens e adultos.

AHIMSA - Associação Educacional para Surdocegueira e Múltipla Deficiência -  YouTube

– Comungar-se com as Coisas que se Convive

Se você costuma praticar o bem, o hábito lhe transforma numa pessoa sempre boa. Se convive com solidários, a solidariedade se torna intrínseca em seu coração. Se procura pessoas sábias, a sabedoria se tornará cotidiana.

Acredito que a convivência influencia as pessoas (algumas em muito; outras, em pouco). Há de se ter muita resiliência para não se influenciar.

Compartilho tal reflexão:

Tudo o que amamos profundamente converte-se em parte de nós mesmos.

Helen Adams Keller, educadora americana(1880-1968)

Concordo e assino embaixo!

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– A Sábia Ação Simpática de Morata

Repost de 6 anos (e para ser aplaudido todos os dias):

Dias atrás, uma louvável ação de carinho. Veja:

O jogador espanhol Morata (Real Madrid) não é um dos craques tão badalados do seu time, como Cristiano Ronaldo ou Bale. Mas mostrou muita categoria fora das 4 linhas com um gesto plausível: ao visitar garotos que fazem tratamento quimioterápico para o combate ao câncer (e que por isso ficam carecas), ouviu deles que gostavam do seu cabelo arrepiado, mas que não poderiam imitá-lo devido ao triste efeito colateral.

Assim, Morata teve uma ótima ideia: passou a lâmina de barbear na cabeça e ficou careca! E disse:

Alguns meninos com câncer queriam imitar meu penteado; como não podiam, eu imitei o deles“.

Atitude simples e significativa. Parabéns ao atleta do time madrilenho.

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– Seja solidário: Doe Sangue e Plaquetas / Hemoderivados!

Costumeiramente faço doação de sangue (4 por ano) e de hemoderivados (a cada 15 dias). A preferência tem sido doar plaquetas (por conta da pandemia e de questões particulares de saúde, não estou podendo fazer minha ajuda).

Não dói, não faz mal para a saúde e alegra a alma (a SUA e a de inúmeras OUTRAS PESSOAS).

Seja um doador voluntário! Você ajuda o próximo e exerce a cidadania.

Os bancos de sangue agradecem.

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#DoeSangue
#DoePlaqueta
Cartaz de incentivo feito pela filhotinha.
❤️️
#Solidariedade
#voluntariado

– Enquanto alguns passam fome…

A FAO (organismo da ONU que cuida sobre o tem “alimentação”) informa: 1/3 da comida do mundo é desperdiçada!

Desde pequeno aprendi que se deve comer o necessário (embora a gula prejudique), mas nunca jogar resto de alimento, pois “comida é algo sagrado“.

E é mesmo! Quanta gente passando fome e a gente ignorando isso. Fato!

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– Pastoral da Sobriedade

Vejam que importante: achei esse folheto em meio a um livro, e, pelo assunto, acho extremamente importante divulgar: a PASTORAL DA SOBRIEDADE, que atende às pessoas que se deixaram tomar pelos vícios.

Estar sóbrio, nos dias de hoje, é algo difícil por natureza. Ainda mais com tanta porcaria sendo ofertada à sociedade.

Se você conhece pessoas que precisam dessa ajuda, informe-as! Abaixo:

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– Doar é muito bom. Doe sangue, Doe Plaquetas, Doe Vida!

Repost de exatamente 1 ano: minha última das várias doações de sangue. Infelizmente, com a pandemia e com alguns contratempos de saúde, estou “suspenso” de doar… Mas incentive o próximo a ser doador de sangue e de plaquetas:

Hoje é dia de colaborar com a tradicional doação voluntária de hemoderivados que faço. E isso é ótimo!

Você faz bem a alguém que nem conhece e deixa a sua alma satisfeita pela ação solidária. Então… ajude! Os bancos de sangue agradecem.

– Multiplicando pães na nossa vida e na dos outros!

Hoje, a liturgia da Igreja Católica nos mostra no Evangelho a belíssima passagem de Jesus Cristo multiplicando os pães e peixes, pois as pessoas estavam sedentas!

Somos nós também depois de 2000 anos, sedentos de carinho, amparo, bens materiais e espirituais. Peçamos ao Altíssimo que sejamos saciados através de sua Palavra.

Porém, lembremo-nos que devemos ser nós também multiplicadores! Não somos como Cristo (pois só Ele é Deus), mas como cristãos (portanto, imitadores dEle) devemos  multiplicar solidariedade, atitudes acolhedoras / compreensivas, exemplos e testemunhos.

Reflita: o que você tem multiplicado na sua vida e na vida dos seus irmãos?

A Multiplicação dos Pães: milagre ou simples partilha ...

– Empreendimentos Lucrativos e Socialmente Corretos: o Negócio Social

Cada vez mais vemos preocupações em agregar valor social a bens e serviços. Porém, a busca de lucro vem atrelada ao desejo de ajuda. São os NEGÓCIOS-SOCIAIS.

Gosto muito desse assunto, e por isso compartilho esse interessante artigo da Revista Exame, abaixo (clique aqui para citação):

COMO CRIAR UM NEGÓCIO SOCIAL

por Daniela Moreira

O tempo em que a etiqueta “sem fins lucrativos” vinha necessariamente atrelada a uma operação com propósitos sociais ficou para trás. Hoje, as organizações que querem contribuir para a construção de um mundo melhor podem fazê-lo sem abrir mão de gerar receita e operar dentro das melhores práticas de gestão e eficiência do mercado.

Os “negócios sociais” começam a se consolidar como uma opção para quem quer empreender e, ao mesmo tempo, gerar impacto social. “É usar o potencial empreendedor para resolver questões de qualidade de vida de populações mais vulneráveis”, explica Maure Pessanha, diretora executiva do Centro de Formações em Negócios Sociais da Artemisia, aceleradora de negócios sociais. Entre os exemplos de iniciativas neste modelo estão negócios voltados a consumidores de classes C, D e E, como serviços de saúde e educação a baixo custo. “Tem que gerar receita, mas tem que resolver um problema social”, resume Rodrigo de Méllo Brito, co-fundador e diretor executive da Aliança Empreendedora. Confira a seguir algumas dicas dos especialistas para criar um negócio social:

Pesquise o público-alvo

Para ser relevante, um negócio social precisa atender às necessidades reais do seu público. Isso exige um contato muito próximo com os consumidores dos produtos e serviços a serem oferecidos.

Não presuma que uma demanda existe – busque verificar através de pesquisas e contatos constantes com os usuários exatamente o que eles querem. “É preciso entender muito bem do problema para poder traçar a estratégia de trás para a frente. Quanto o cliente está disposto a pagar pelo produto? Que tipo de meio de pagamento ele tem à disposição? É respondendo a essas perguntas que você poderá chegar a uma oferta ideal”, detalha Brito.

Encontre um modelo de negócio

Não há um consenso a respeito da constituição jurídica ideal para este tipo de negócio. Muitos nascem a partir de iniciativas de ONGs que precisam de recursos para se autofinanciar. Mas, cada vez mais, tornam-se comuns projetos que já nascem como negócios sociais. Neste caso, é importante pensar desde o início em um modelo que permita que o negócio seja autossustentável – se não a curto prazo, pelo menos em um futuro não muito distante.

“O capital inicial para começar um negócio pode vir de várias fontes, inclusive doações. O que não pode acontecer é contar doação como faturamento, isso é uma ilusão. No longo prazo, é preciso gerar receita”, destaca Maure. Os modelos de negócios são variados. Algumas empresas faturam com a venda dos próprios produtos e serviços oferecidos. Em outros casos, treinamentos e consultoria podem entrar como uma fonte de receita para sustentar um atendimento gratuito ao público.

Faça um bom plano de negócios

Como qualquer negócio que almeja o sucesso, um negócio social deve ter um plano de negócios, o documento que vai detalhar e traduzir em números qual será a oferta da empresa, o mercado em que ela vai atuar, seus concorrentes e projeções de ganhos e gastos potenciais. “O negócio social tem que ser, antes de tudo, um bom negócio, muito bem estruturado e administrado”, destaca Maure. Além de ajudar na hora de buscar recursos, este documento será útil na gestão do dia-a-dia do negócio.

Conduza um piloto

Para fazer os ajustes finos necessários no projeto e mostrar a potenciais investidores que a ideia é boa, fazer um piloto é um caminho interessante. “Teste o seu mercado assim que possível e veja se o produto tem valor para a comunidade”, recomenda Maure.

Busque recursos

A oferta de capital para negócios sociais vêm crescendo no Brasil. Fundos internacionais e até brasileiros, como a Voz Capital e a Sitawi, injetam recursos em projetos promissores em troca de uma fatia do negócio. Como muitos negócios sociais ainda nascem a partir de um modelo híbrido – ONGs que acabam migrando para o setor 2,5 gradativamente, em busca de sustentabilidade –, também é possível captar recursos tradicionalmente disponíveis para o terceiro setor, como verbas de institutos e fundos sociais de empresas. Outra opção é ir atrás de recursos dos programas de subvenção econômica governamentais.

Tenha paixão e perseverança

Um negócio social algumas vezes leva mais tempo para decolar que um negócio tradicional, por isso é fundamental que o empreendedor acredite muito na ideia e tenha persistência. “É importante ter uma visão, uma consciência do impacto do negócio”, diz Maure. Embora, no longo prazo, a remuneração de um executivo responsável por um negócio social possa se equiparar aos valores de mercado, assim como em qualquer empreendimento, e empreendedor terá que apertar o cinto até que o negócio se consolide. “Mesmo negócios tradicionais levam anos para ter escala. É preciso ter paciência”, aconselha Britto.  “A boa notícia é que até o investidor está disposto a esperar mais e ganhar menos, porque investe pelo impacto social”, conclui.

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– Brasil possui 11 famílias com sangue Bombaim e exportou “vida”!

Aconteceu há dois anos, mas é muito curioso: eu nunca tinha ouvido falar de Sangue O Negativo Bombaim! Raríssimo, uma vida na Colômbia foi salva por brasileiro que enviou o sangue do nosso país para lá (não havia nenhum colombiano com tal sangue, apenas a pessoa que recebeu a doação).

Extraído de: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,sangue-de-cearense-salva-bebe-colombiana,70001889706

SANGUE DE CEARENSE SALVA BEBÊ COLOMBIANA

Criança precisou de doador estrangeiro por ter tipo raro; Brasil exportou material pela 1ª vez

O sangue de tipo raríssimo de um jovem cearense salvou a vida de um bebê de 15 meses na Colômbia nesta semana. Desde a criação do Cadastro Nacional de Sangue Raro, essa foi a primeira vez que o País exportou material para outra nação, segundo o Ministério da Saúde brasileiro.

A transfusão foi feita na quarta-feira, 12, em Medellín. As autoridades locais não haviam conseguido encontrar um colombiano com o mesmo tipo de sangue da criança, conhecido como fenótipo Bombaim e fizeram um alerta à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Essa história começou na terça-feira da semana passada, quando a menina chegou ao hospital com vômitos e falta de ar. A equipe médica descobriu que ela tinha baixo peso, anemia e hemorragia no trato digestivo superior. A transfusão era urgente.

Os testes iniciais concluíram que o tipo de sangue necessário era O negativo, mas nenhuma amostra era compatível. Os exames especializados concluíram que a criança não tinha sangue A ou B, ou AB, mas o fenótipo Bombaim. No Brasil, só há 11 famílias com esse tipo de sangue.

O corpo da menina não reconhecia nenhum dos tipos de sangue mais tradicionais e transfusão com o tipo errado poderia causar danos nos rins e até mesmo a morte, explica María Isabel Bermúdez, coordenadora da Rede Nacional de Bancos de Sangue da Colômbia.

Mas, diz ela, o fenótipo Bombaim não foi a causa da doença. “As pessoas com este tipo de sangue são geralmente saudáveis e, portanto, não necessariamente são identificadas.” O governo colombiano não informou quem era a família ou deu detalhes sobre o caso, como prevê a legislação local. O Estado apurou que a mãe da menina é pobre e bastante jovem.

Após o alerta, a rede de bancos de sangue no Brasil foi a única a identificar doador. Era um morador de Fortaleza, de 23 anos, que não teve o nome divulgado. No último sábado, ele doou 370 mililitros de seu sangue – quase o equivalente a uma lata de refrigerante.

Isso só foi possível pelo método refinado de análise de sangue do centro hematológico de onde veio a doação, que pesquisa anticorpos irregulares. “Há quase quatro anos, o Hemoce (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará) adotou novo método na busca de doadores raros que permite detectar diferentes tipos sanguíneos, até raríssimos”, explica Denise Brunetta, coordenadora do laboratório de Imuno-hematologia do Hemoce.

Percurso longo. Depois do desafio de encontrar o doador, as autoridades ainda batalharam para obter licenças de autoridades competentes – como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – para exportar o sangue e garantir que chegasse em bom estado ao destino.

“Saí para trabalhar na segunda-feira achando que seria um dia normal e no entanto acabei o dia embarcando com uma maleta de sangue para a Colômbia”, conta Natalícia Azevedo Silva, enfermeira do Hemoce, que protegeu o saco de sangue durante as mais de 20 horas de voo – contando o tempo de espera em aeroportos.

Para transportá-lo, foram seguidas as recomendações de transporte das legislações brasileiras e internacionais, explica Natalícia, que há 18 anos trabalha com o Hemoce.

“Colocamos a bolsa em recipiente rígido, envolta em material absorvente, com substância para refrigerar e controle de temperatura. A caixa foi lacrada e identificada como material biológico de risco mínimo. Não se pode passar a caixa no raio X nem transportar no compartimento de mala de bordo, pelo risco de danificar o conteúdo da bolsa”, descreve ela.

O trajeto do sangue não foi fácil: saiu de Fortaleza, passou por São Paulo, Panamá, Bogotá e Medellín, superando 4 mil quilômetros. Confirmada a compatibilidade, o material biológico foi fragmentado: 80 centímetros cúbicos foram destinados para transfusão do bebê, e o restante foi conservado caso haja nova necessidade.

“Esta história, sem precedentes para os dois países, confirma que a rede de colaboração que foi criada pelas autoridades de saúde na região está funcionando de maneira permanente, eficaz e solidária”, disse ao Estado o ministro da Saúde da Colômbia, Alejandro Gaviria. “É emocionante saber que os brasileiros tomaram como sua própria causa a vida da menina de Medellín”, acrescentou o ministro.

Histórico. A Coordenação-Geral de Sangue Hemoderivado (CGSH) oferece consulta ao Cadastro Nacional de Sangue Raro. Essa atividade é feita pelo Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que centraliza as informações dos doadores de sangue considerados raros de todo o País.

Entre 2015 e este mês, a CGSH recebeu 25 solicitações de consulta ao cadastro. Em 2017, até agora, foram nove pedidos, com 100% de atendimento.

EM APENAS 0,1% DA POPULAÇÃO

Descrito pela primeira vez em Mumbai, na Índia, o sangue do fenótipo Bombaim – o nome se refere à cidade indiana – está presente em apenas 0,1% da população. Ele é caracterizado pela ausência do antígeno H, presente em 99,9% das pessoas. Os indivíduos com sangue do fenótipo Bombay tem um gene raro que dá a eles um anticorpo contra esse antígeno. Se receberem um sangue que não seja Bombay, podem ter grave reação e até morrer.

No Brasil, já foram encontradas pessoas com esse subtipo no Ceará, em São Paulo e em Estados da Região Sul. Em 2014, o Ministério da Saúde criou o Cadastro Nacional de Sangue Raro. Depois disso, 25 solicitações de consulta já foram atendidas em território nacional.

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– Professores voluntários que mudam a vida das pessoas!

Amigos, compartilho essa belíssima matéria do projeto “Generosidade”, a respeito de professores que oferecem seu tempo no ensino solidário, voluntário e gratuito a quem precisa!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245336-15228,00-UMA+NOVA+CHANCE+PROFISSIONAL.html

UMA NOVA CHANCE PROFISSIONAL

Por Luciana Vicária

Como um grupo de professores voluntários ensina um ofício a quem precisa. E oferece às empresas os técnicos que elas mais procuram

Em uma pequena sala de aula em Carapicuíba, na Grande São Paulo, o paulistano Jair Leal, de 31 anos, teve seu primeiro contato com instalações de equipamentos de som. Ele foi aluno do curso de autoelétrica oferecido pela Associação Beneficente Cristã em Carapicuíba (ABCCar). “Era a chance de que eu precisava para aprimorar meus conhecimentos e abrir meu próprio negócio”, diz Leal, hoje dono de uma oficina de elétrica. A ABCCar é uma instituição sem fins lucrativos criada com o objetivo de ensinar um ofício a quem não pode pagar por um curso convencional. Ela só existe porque seu idealizador, Paulo Rogério de Oliveira, de 43 anos, colocou em prática algo em que diz acreditar desde pequeno. “O conhecimento deve ser um bem coletivo – e replicável”, afirma.

Baiano de Ibititá, uma cidade com vocação agrícola, Oliveira trabalhou na roça com a família e ajudou os pais a criar seus sete irmãos mais novos. Aos 18 anos deixou sua cidade para estudar processamento de dados e tentar a vida em São Paulo. Abriu uma microempresa de manutenção de informática e passou a dar aulas de computação em casa para reforçar o orçamento. “O problema é que eu não conseguia cobrar do aluno que não me pagava em dia”, diz Oliveira. “Eu pensava nas dificuldades pelas quais passei e perdoava.”

A situação se repetiu tantas vezes que Oliveira decidiu fazer de sua vocação uma causa social. Comprou computadores usados no centro de São Paulo, pegou emprestado uma sala de escritório e passou a ensinar informática a cerca de 20 pessoas da comunidade. Cobrava um valor simbólico (R$ 10 por mês) para arcar com custos como apostilas e energia elétrica. A procura pelo curso cresceu tão rapidamente que Oliveira teve de recrutar novos voluntários. Além de informática, a ABCCar passou a oferecer cursos como contabilidade, recursos humanos, manicure e cabeleireiro. Durante o dia, Oliveira trabalha no serviço funerário da prefeitura de Carapicuíba. No tempo que lhe resta, inclusive nos finais de semana, é professor na instituição.

Nos últimos oito anos, a atividade cresceu. O ABCCar incorporou mais duas salas, emprestadas por igrejas do município, embora a instituição não tenha vínculo oficial com igrejas. Sempre atendendo poucos alunos de cada vez, de turma em turma, o curso já recebeu 12 mil estudantes. Cerca de 10 mil se formaram. São pessoas como Leal, dono da oficina e hoje professor voluntário na ABCCar. Outra aluna, Fernanda dos Santos, começou a estudar como empregada doméstica e hoje é contadora em uma multinacional. O pedreiro João Sampaio abriu um salão de beleza. “Abandonei os tijolos e virei mãos de tesoura”, diz.

Os cursos profissionalizantes de nível médio e superior foram os que mais cresceram no Brasil no último ano, de acordo com o Ministério da Educação. Cerca de 90% dos que se formam já saem empregados, revela a Confederação Nacional da Indústria. “A mão de obra que a ABCCar produz é uma das mais requisitadas do país”, afirma Bruna Dias, gerente de orientação de carreira da Cia. de Talentos, uma das maiores empresas de recrutamento e seleção do país. “São cursos rápidos que encurtam o caminho com o mercado de trabalho, aumentam a renda e as perspectivas de crescimento profissional”, diz.

É por isso que, mesmo sem oferecer um certificado reconhecido pelo Ministério da Educação, os alunos da ABCCar são requisitados pelas empresas. As salas-laboratório ainda são equipadas com material emprestado ou doado. “Muitos deles são antigos e defasados, mas o contato com a prática desperta o interesse dos estudantes”, diz Oliveira. “Quando o aluno se dá conta de que estamos ali por ele, e não para ganhar dinheiro, passa a nos respeitar e aproveita a chance.” A ABCCar nem sempre forma alguém para o mercado. Há quem desista no meio do caminho ou não coloque em prática o que aprendeu. “Mas ninguém passa ileso por lá”, diz Leal, o dono da oficina. O mais importante, segundo Oliveira, é resgatar a autoestima dos alunos. “Tento mostrar que eles podem fazer mais por si próprios, pelo outro e pelo país. Transmitir o conhecimento é apenas uma das funções do voluntário”, afirma.

A luta para pagar as contas é constante. A ONG não tem o título de utilidade pública, um documento importante que a reconhece como organização sem fins lucrativos. Sem o documento, não é possível receber doações formais ou emitir recibos. É por essa razão que não basta contar com a mensalidade dos cursos, entre R$ 10 e R$ 30, para sustentar a instituição. Oliveira rifa eletrodomésticos e realiza feijoadas coletivas numa escola estadual da região. “Quando sobra, pago cursos aos professores ou até ajudo com o combustível”, diz.

SEJA UM VOLUNTÁRIO – Centro de Assistência e Promoção Social Nosso Lar

– O dentista solidário: Felipe Rossi e a ONG Por1Sorriso!

Tem gente que faz a diferença no mundo: conheça a história da ONG “Por1Sorriso”, do dentista Felipe Rossi, que transforma literalmente o sorriso das pessoas!

Vale a leitura (texto extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2020/06/21/dentista-brasileiro-viaja-para-consertar-a-boca-de-quem-nao-pode-pagar/)

DENTISTA BRASILEIRO VIAJA PARA CONSERTAR A BOCA DE QUEM NÃO PODE PAGAR

O dentista Felipe Rossi viaja o mundo dando um motivo a mais para as pessoas carentes sorrirem ao restaurar seus dentes e a confiança perdida. Para milhões de pessoas pessoas, a saúde bucal é puro luxo inalcançável por isso Felipe fundou, em 2016, a ONG Por1sorriso.

Para nós que temos uma rotina de cuidados bucais estabelecida e dinheiro para o dentista é difícil imaginar que há pessoas que sequer possuam uma escova dental. Apesar das conquistas tecnológicas em saúde bucal, aqueles mais carentes ainda têm pouco ou nenhum acesso à saúde bucal ou ao dentista.

Segundo The Global Burden of Disease Study , doenças bucais atingem 3,5 bilhões de pessoas no mundo. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas tenham cáries em dentes permanentes enquanto mais de 530 milhões de crianças sofram de cárie nos dentes de leite. Existe uma evidente correlação entre a presença de doenças bucais e status socioeconômico, e, obviamente, a pior carga recai sobre os mais pobres.

Problemas e doenças bucais tem um enorme impacto na qualidade de vida – dificuldades para se alimentar, dores e sofrimento permanente. Os dentes que não recebem tratamento levam a mais problemas, desconforto, além da certeza da perda de dentes muito prematura. O sorriso é comumente o que as pessoas notam primeiro no outro, portanto, ter dentes feios ou a ausência deles pode causar graves lutas psicológicas, como baixa auto-estima.

Essas transformações profundas nos rostos dos pacientes mostram como o trabalho dos voluntários não muda somente seus sorrisos, mas suas vidas. Um sorriso belo pode faz uma enorme diferença em como somos vistos, e também afeta a autoconfiança do indivíduo – essas pessoas agora parecem muito mais jovens e suas personalidades mais reluzentes. fonte:via [Bored PandaInstagram 12Youtube]