– Professores voluntários que mudam a vida das pessoas!

Amigos, compartilho essa belíssima matéria do projeto “Generosidade”, a respeito de professores que oferecem seu tempo no ensino solidário, voluntário e gratuito a quem precisa!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245336-15228,00-UMA+NOVA+CHANCE+PROFISSIONAL.html

UMA NOVA CHANCE PROFISSIONAL

Por Luciana Vicária

Como um grupo de professores voluntários ensina um ofício a quem precisa. E oferece às empresas os técnicos que elas mais procuram

Em uma pequena sala de aula em Carapicuíba, na Grande São Paulo, o paulistano Jair Leal, de 31 anos, teve seu primeiro contato com instalações de equipamentos de som. Ele foi aluno do curso de autoelétrica oferecido pela Associação Beneficente Cristã em Carapicuíba (ABCCar). “Era a chance de que eu precisava para aprimorar meus conhecimentos e abrir meu próprio negócio”, diz Leal, hoje dono de uma oficina de elétrica. A ABCCar é uma instituição sem fins lucrativos criada com o objetivo de ensinar um ofício a quem não pode pagar por um curso convencional. Ela só existe porque seu idealizador, Paulo Rogério de Oliveira, de 43 anos, colocou em prática algo em que diz acreditar desde pequeno. “O conhecimento deve ser um bem coletivo – e replicável”, afirma.

Baiano de Ibititá, uma cidade com vocação agrícola, Oliveira trabalhou na roça com a família e ajudou os pais a criar seus sete irmãos mais novos. Aos 18 anos deixou sua cidade para estudar processamento de dados e tentar a vida em São Paulo. Abriu uma microempresa de manutenção de informática e passou a dar aulas de computação em casa para reforçar o orçamento. “O problema é que eu não conseguia cobrar do aluno que não me pagava em dia”, diz Oliveira. “Eu pensava nas dificuldades pelas quais passei e perdoava.”

A situação se repetiu tantas vezes que Oliveira decidiu fazer de sua vocação uma causa social. Comprou computadores usados no centro de São Paulo, pegou emprestado uma sala de escritório e passou a ensinar informática a cerca de 20 pessoas da comunidade. Cobrava um valor simbólico (R$ 10 por mês) para arcar com custos como apostilas e energia elétrica. A procura pelo curso cresceu tão rapidamente que Oliveira teve de recrutar novos voluntários. Além de informática, a ABCCar passou a oferecer cursos como contabilidade, recursos humanos, manicure e cabeleireiro. Durante o dia, Oliveira trabalha no serviço funerário da prefeitura de Carapicuíba. No tempo que lhe resta, inclusive nos finais de semana, é professor na instituição.

Nos últimos oito anos, a atividade cresceu. O ABCCar incorporou mais duas salas, emprestadas por igrejas do município, embora a instituição não tenha vínculo oficial com igrejas. Sempre atendendo poucos alunos de cada vez, de turma em turma, o curso já recebeu 12 mil estudantes. Cerca de 10 mil se formaram. São pessoas como Leal, dono da oficina e hoje professor voluntário na ABCCar. Outra aluna, Fernanda dos Santos, começou a estudar como empregada doméstica e hoje é contadora em uma multinacional. O pedreiro João Sampaio abriu um salão de beleza. “Abandonei os tijolos e virei mãos de tesoura”, diz.

Os cursos profissionalizantes de nível médio e superior foram os que mais cresceram no Brasil no último ano, de acordo com o Ministério da Educação. Cerca de 90% dos que se formam já saem empregados, revela a Confederação Nacional da Indústria. “A mão de obra que a ABCCar produz é uma das mais requisitadas do país”, afirma Bruna Dias, gerente de orientação de carreira da Cia. de Talentos, uma das maiores empresas de recrutamento e seleção do país. “São cursos rápidos que encurtam o caminho com o mercado de trabalho, aumentam a renda e as perspectivas de crescimento profissional”, diz.

É por isso que, mesmo sem oferecer um certificado reconhecido pelo Ministério da Educação, os alunos da ABCCar são requisitados pelas empresas. As salas-laboratório ainda são equipadas com material emprestado ou doado. “Muitos deles são antigos e defasados, mas o contato com a prática desperta o interesse dos estudantes”, diz Oliveira. “Quando o aluno se dá conta de que estamos ali por ele, e não para ganhar dinheiro, passa a nos respeitar e aproveita a chance.” A ABCCar nem sempre forma alguém para o mercado. Há quem desista no meio do caminho ou não coloque em prática o que aprendeu. “Mas ninguém passa ileso por lá”, diz Leal, o dono da oficina. O mais importante, segundo Oliveira, é resgatar a autoestima dos alunos. “Tento mostrar que eles podem fazer mais por si próprios, pelo outro e pelo país. Transmitir o conhecimento é apenas uma das funções do voluntário”, afirma.

A luta para pagar as contas é constante. A ONG não tem o título de utilidade pública, um documento importante que a reconhece como organização sem fins lucrativos. Sem o documento, não é possível receber doações formais ou emitir recibos. É por essa razão que não basta contar com a mensalidade dos cursos, entre R$ 10 e R$ 30, para sustentar a instituição. Oliveira rifa eletrodomésticos e realiza feijoadas coletivas numa escola estadual da região. “Quando sobra, pago cursos aos professores ou até ajudo com o combustível”, diz.

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– Colabore com a Doação Voluntária de Sangue e Hemoderivados

Estamos no final de Junho, mês dedicado às campanhas de doação de sangue devido à queda dos estoques nos hospitais. 

NesteJunho Vermelho“, faça a sua parte! Seja um doador de sangue. A vida agradece!

Hoje é meu dia de colaboração. Pratique também. Incentive. Divulgue! Afinal, não dói e faz bem para a alma. 

– Dia Mundial do Doador de Sangue!

Hoje é dia Mundial do Doador de Sangue. Seja voluntário por essa ótima causa!

Vale a pena e você se sentirá muito bem. Salve vidas!
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– Doe Sangue, Doe Plaquetas!

Mais uma oportunidade em estar feliz: hoje é dia da nossa costumeira doação de sangue e seus derivados no Banco de Sangue, visando incentivar a Solidariedade através do Voluntariado.

Já conversamos outras vezes sobre tal ato: a busca da cidadania e de ajudar àqueles que não podem agradecer. Doar Sangue, Plaquetas ou Hemoderivados quaisquer é importante para a saúde do seu corpo (afinal, você deve se policiar para estar tudo em ordem), da mente (tranquiliza-se por ajudar alguém) e da alma (a prática desinteressada do bem).

Faça a sua parte, abrace essa importante bandeira. Em especial, nesse mês de Junho, voltado à conscientização da doação de sangue.

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– Boas Coisas no Coração

Dias atrás, ouvi esta linda e verdadeira observação a respeito do dia-a-dia materialista das pessoas:

Cada vez mais, estamos atarefados e presos a compromissos. Não temos tempo para relaxar. Nos concentramos demais no trabalho e ‘demenos’ em Deus. Vamos acumulando coisas, obrigações, tarefas e desejos que poderiam ser adiados ou nem existirem, e sufocamos o pouco espaço que destinamos às coisas do Céu.

Puxa, isso é muito sério mesmo. Nos poucos minutos que as vezes reservamos para conversar com Deus, misturamos tanta coisa em nossa mente que nosso coração não produz nada. E a espiritualidade e o desapego aos bens terrenos ficam sem chances de aflorar. Assim, a fraternidade não brota e nos tornamos escravos dos compromissos.

Seria bom se o nosso propósito de vida fosse o mesmo de grandes santos, como José Maria Escrivá: “TUDO O QUE FAZER, FAÇA DE MANEIRA CRISTÔ.

Às vezes nos esquecemos dessa grande verdade… Eu próprio devo esse Mea Culpa.

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– Colaborando

Hoje é dia de colaborar: doando plaquetas e hemoderivados!

#DoeSangue, #doevida. O mundo agradece!

🔴♦️🔺❤️
#Voluntariado
#solidariedadesempre

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– Os Autodidatas da Pobreza!

Compartilho interessante matéria da Revista Isto É sobre interessante programa solidário com crianças da Etiópia. Lá, elas ganham tablets e, sozinhas, aprendem informática. Abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/250568_NATIVOS+DIGITAIS

NATIVOS DIGITAIS

Sem orientação, crianças de comunidades isoladas na Etiópia aprendem a manejar tablets e começam a se alfabetizar sozinhas

Por Juliana Tiraboschi

Para quem vive nas grandes cidades, a impressão é a de que as crianças já nascem sabendo como mexer em computadores e celulares. Mas será que em lugares pobres e isolados acontece o mesmo? Foi pensando nisso que o cientista Nicholas Negroponte, cofundador e professor do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), criou um projeto de distribuição de tablets para crianças de comunidades remotas na Etiópia. Os aparelhos foram abastecidos com aplicativos que ensinam crianças a ler e escrever. O cientista partiu do princípio de que é possível aprender de maneira autodidata.

Negroponte baseou-se em experiência adquirida no projeto que o tornou famoso. Em meados dos anos 2000, ele criou a organização sem fins lucrativos OLPC (Um Laptop por Criança, na sigla em inglês), que vende computadores de baixo custo (até US$ 200) para governos de vários países. O bom desempenho das crianças estimulou o cientista a desenvolver o projeto na Etiópia. Desde fevereiro, distribuiu 40 tablets em dois vilarejos do país, ambos localizados a cerca de 100 quilômetros da capital, Adis Abeba. Um aparelho para cada criança. São meninos e meninas analfabetos, entre 4 e 11 anos, que nunca frequentaram uma escola ou tinham tido contato com qualquer equipamento eletrônico. A única instrução fornecida foi sobre como reabastecer os dispositivos. Um adulto de cada comunidade aprendeu a carregar os tablets em uma estação movida a energia solar.

Cada aparelho foi equipado com cerca de 300 aplicativos de jogos, filmes, desenhos e atividades básicas de alfabetização. Em poucas semanas, as crianças já mexiam com desenvoltura nos aplicativos. Após sete meses de experimento, algumas conseguem esboçar suas primeiras letras e palavras. Para Matt Keller, vice-presidente de apoio global da OLPC, o caso que mais o impressionou foi o de um garoto de 4 anos. “A princípio pensei que ele tinha algum problema de desenvolvimento. Ele não olhava nos nossos olhos e se escondia atrás da mãe. Mas ele foi o primeiro em um dos vilarejos a descobrir como ligar o tablet, em apenas quatro minutos de tentativas, e depois passou a ensinar as outras crianças”, conta. Quando o menino conseguiu ligar o aparelho pela primeira vez, exclamou: “Eu sou um leão!” “Sempre que eu ia visitar o vilarejo, eu o chamava de leão. Um dia cheguei lá, ele me puxou pelo braço e me mostrou que havia escrito a palavra ‘lion’ no tablet. Ele aprendeu isso com os programas”, diz. Outro exemplo de resultados: os cientistas da OLPC desabilitaram as câmeras dos tablets, para poupar bateria. Mas as crianças fuçaram tanto que conseguiram desbloquear essa função e saíram tirando fotografias pelo vilarejo. Desde a época em que a OLPC foi criada, em 2005, há quem critique a distribuição de equipamentos tecnológicos sem que isso seja acompanhado de um treinamento que ensine a usá-los. “Eu acho que projetos como esse alcançam resultados limitados”, diz o engenheiro elétrico Lee Felsenstein, pioneiro no desenvolvimento dos primeiros computadores pessoais e fundador do Fonly, instituto de consultoria e desenvolvimento de projetos de tecnologia, como um programa recente que montou um sistema de informática em uma região rural do Laos. “Mesmo que as crianças aprendam a ler, a questão é o que elas estão lendo, os motivos e o significado dessas leituras. Os tablets podem ensinar palavras, mas, sem orientação, que é a função dos bons professores, esse é um tipo de aprendizado pobre”, afirma Felsenstein. “Acho que essa é uma visão que não entende a natureza intrínseca das crianças”, discorda Matt Keller. Independentemente de quem esteja certo, não dá para negar que estimular a curiosidade e o gosto pela leitura e escrita é sempre positivo, na selva ou na cidade.

– Chapecoense x Atlético Nacional: sabe qual seria a homenagem perfeita?

O Atlético Nacional, comovido pelo trágico acidente que vitimou a delegação da Chapecoense, abriu mão do título de Campeão da Copa Sulamericana (pois ele seria declarado campeão) e das premiações de vencedor. Tudo foi entregue como homenagem póstuma ao time de Chapecó.

Claro, o mais importante foram as manifestações de solidariedade. Isso não tem preço.

Mas se o título teve preço… que tal a Chapecoense abrir mão da Recopa Sulamericana, a ser disputada hoje, e retribuir o fair play prestando homenagens aos irmãos da Colômbia e não jogar?

Seria um tributo de iguais proporções.

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– As crianças vítimas de armas químicas nesta terça-feira na Síria!

Tivemos, dias atrás, atentado terrorista na Inglaterra. Ontem foi na Rússia. Muito se falou sobre eles; mas dos pobres inocentes da Síria o mundo se cala?

Olha essa criança vítima de ataque com armas químicas (e muitas outras) HOJE.

Terá a mesma repercussão do que os vitimados em países mais ricos?

Extraído de: http://istoe.com.br/ataque-com-gas-toxico-deixa-58-mortos-na-siria/

ATAQUE QUÍMICO DEIXA AO MENOS 58 MORTOS NA SÍRIA

Um suposto ataque químico, do qual vários países acusaram o regime de Bashar al-Assad, deixou nesta terça-feira ao menos 58 mortos e 170 feridos, incluindo muitas crianças, que sofriam convulsões e problemas respiratórios, em uma localidade rebelde da Síria.

O bombardeio provocou uma onda de condenação internacional e Washington, Paris e Londres responsabilizaram o governo de Assad, que desmentiu categoricamente qualquer envolvimento.

O Conselho de Segurança da ONU se reunirá em caráter de urgência para examinar as circunstâncias dos bombardeios que atingiram na manhã desta terça-feira Khan Sheikhun, uma pequena cidade da província de Idlib, reduto dos rebeldes e extremistas no noroeste da Síria.

“Ouvimos bombardeios (…) Corremos para dentro das casas e havia famílias mortas. Vimos crianças, mulheres e homens mortos nas ruas”, contou à AFP uma testemunha, Abu Mustafá.

Vídeos de militantes anti-regime mostravam corpos sem vida sobre as calçadas e outras pessoas sofrendo espasmos e episódios de asfixia.

As vítimas “têm as pupilas dilatadas, convulsões, espuma saindo da boca”, explicou Hazem Shahwane, um socorrista entrevistado em um dos hospitais da cidade.

Ao menos 11 crianças faleceram, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Este é o “segundo ataque químico mais mortífero do conflito na Síria”, depois do que deixou mais de 1.400 mortos em 2013, disse a organização, que não pôde especificar que tipo de gás venenoso havia sido utilizado.

– ‘Responsabilizar’ –

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Misutra, declarou que a ONU quer “identificar claramente as responsabilidades”.

Reagindo ao cair da noite, o exército sírio desmentiu “categoricamente ter usado hoje (terça-feira) substâncias químicas ou tóxicas em Khan Sheikhun (…)” e ressaltou que “nunca as utilizou, em nenhum momento, em nenhum lugar e que não fará isso no futuro”, afirmaram as forças armadas em um comunicado publicado pela agência oficial Sana.

O governo sírio, que ratificou a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas em 2013, desmentiu em muitas ocasiões o uso de armas químicas, mas as acusações contra Damasco de que utiliza tais armas se sucedem, e uma investigação liderada pela ONU apontou que o regime fez ao menos três ataques de cloro em 2014 e 2015.

O exército russo, o principal aliado do regime sírio, disse que também não realizou nenhum bombardeio na área afetada.

Ainda assim, a oposição síria acusou o regime de ter utilizado “morteiros com gás químico”. Este “crime horrível” lembra o ataque do verão de 2013 perto de Damasco, que a comunidade internacional deixou “impune”, acrescentou, alertando que “colocava em xeque” o processo de paz destinado a acabar com um conflito que já dura mais de seis anos.

– ‘Intolerável’ –

Classificando o ataque de intolerável, Sean Spicer, porta-voz do presidente americano, Donald Trump, denunciou um “ato condenável” do regime de Assad.

Para o presidente francês, François Hollande, “mais uma vez o regime sírio nega a evidência de sua responsabilidade neste massacre”.

“Embora não possamos estar seguros do ocorrido, ele tem todas as características dos ataques de um regime que usou reiteradamente armas químicas”, disse o ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, em um comunicado.

A correspondente da AFP em Khan Sheikhun viu equipes de saúde tentando socorrer uma jovem, mas em vão. Seu pai, destroçado pela dor, a pegou nos braços, beijou seu rosto e a levou para fora do hospital.

A jornalista também viu pacientes com espuma saindo da boca. Muitos foram pulverizadas com água enquanto os médicos tentavam reanimá-los.

Segundo a correspondente, o hospital foi bombardeado posteriormente, provocando grandes danos no centro de saúde e a fuga dos médicos entre os escombros.

O ataque desta terça-feira coincide com o início de uma conferência de dois dias em Bruxelas sobre o futuro da Síria patrocinada pela União Europeia e pelas Nações Unidas, mas não é esperada a presença de alguns atores-chave, como Rússia e Turquia.

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– O Bom Senso da Conmebol! Para esquecer a exigência da Regra…

Que ótima notícia: a decisão da Recopa Sulamericana entre Chapecoense x Atlético Nacional poderá ser realizada na Arena Condá (cuja lotação é de 22.000 torcedores). O regulamento prevê uma praça esportiva com ao menos 40.000 lugares.

O time de Chapecó pediu a compreensão da entidade a fim de demonstrar agradecimento pelas ações humanitárias promovidas pelo time de Medellin no trágico acidente da La Mia (esse jogo será em 04 de abril).

Muito bom que exista ainda sensibilidade à Confederação Sulamericana.

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– Dia de ser Solidário!

Hoje é dia de praticar solidariedade – fui doar sangue!

É um hábito a doação de sangue e hemoderivados. Faz bem para o corpo, à alma e à mente.

Seja doador! A vida agradece.

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– A dor de quem passa fome!

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A ONU quer erradicar a fome até 2030. Entretanto, é assustador ver como sofrem os famintos mundo afora. Em especial, na África Negra.

Se tiver coragem, leia abaixo (Extraído de: http://istoe.com.br/um-pedido-de-socorro/)

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UM PEDIDO DE SOCORRO

O mundo enfrenta a mais grave crise humanitária dos últimos setenta anos. Vinte milhões de pessoas, que vivem em quatro países assolados por conflitos armados, estão na iminência de morrer por desnutrição se nada for feito. Contraditoriamente, ainda são desperdiçados 1,3 bilhão de toneladas de alimentos por ano em todo o globo

Por Fabíola Perez

É a mesma sensação de uma dor aguda e constante. Como uma agonia, que parece perfurar o estômago dias a fio e é agravada pelo calor escaldante, que deixa os corpos num estado permanente de inércia. Os poucos restos de alimentos ingeridos não são suficientes para livrar o organismo da angústia. Nas crianças, o vazio trazido pela ausência de nutrientes rapidamente se transforma em choro. Elas estão entre os grupos mais vulneráveis. Nos acampamentos do estado de Borno, na Nigéria, é comum avistar mulheres e bebês apáticos, sem força e disposição para lutar pela vida. Segundo o pediatra Marco Olla, membro da organização Médicos Sem Fronteiras, em regiões onde se vê pessoas com mais de cinco anos acometidas pela desnutrição, é sinal de que a conjuntura é realmente grave. Esse é o caso de Maiduguri, capital de Borno. “No departamento de internação que mantemos na cidade, uma mãe chegou com sua filha de sete anos. A menina estava extremamente desnutrida e com diarréia”, diz. Elas haviam fugido de um vilarejo e se instalaram em um acampamento improvisado. Ficaram ali por mais de um mês, mas a quantidade de grãos e arroz que recebiam não eram suficientes.

A Nigéria é um dos quatro países citados em um recente alerta das Nações Unidas (ONU) que declarou que quatro países vivem a pior crise humanitária desde a criação da entidade, em 1945 (leia quadro). Isso porque possui uma parcela significativa de sua população vivendo sob o flagelo da fome. Os casos de má nutrição já são tão graves que os adultos quase não têm forças para andar e algumas comunidades perdem suas crianças diariamente. Também enfrentam uma situação semelhante Iêmen, Somália e Sudão do Sul. Nesses quatro países, a estimativa é de que 20 milhões de pessoas possam morrer vítimas da insegurança alimentar aguda. Contraditoriamente, a nova onda de fome no mundo vem à tona em uma época que cresce a produção mundial de alimentos e o desperdício chega a 1,3 bilhão de toneladas por ano. Então, porque a fome voltou a ser motivo de alertas mundiais? Nos anos 1980, as imagens de crianças esqueléticas chamavam a atenção para um milhão de mortos na Etiópia. Na década seguinte, 3,5 milhões de norte-coreanos também morreram por falta de alimentos. Mais recentemente, a República Democrática do Congo e a Somália perderam quatro milhões de pessoas para a fome. Hoje, apesar dos avanços, o problema do acesso aos alimentos persiste e se agrava. “A violência de grupos armados impede a entrada e a permanência de grupos de apoio em determinadas regiões”, disse à ISTOÉ Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil.

Atualmente, em todo o mundo existem cerca de 800 milhões de pessoas que sentem as dores de um estômago vazio. Para a ONU declarar oficialmente fome em um país é preciso que pelo menos 20% da população tenham acesso a menos de duas mil calorias de alimentos por dia e que mais de 30% das crianças sofram de má nutrição. Além disso, em países atingidos pela fome são registradas diariamente duas mortes para cada dez mil habitantes ou a morte de quatro crianças em cada dez mil habitantes. Para evitar uma catástrofe nessas regiões, as Nações Unidas pediram uma ajuda de US$ 4,4 bilhões para países desenvolvidos até julho. “Essa situação saiu do normal: conflitos armados e o fator climático da seca tornam o quadro ainda mais perverso”, diz Bojanic. “Em função disso, muitas das pessoas que migram não têm as mínimas condições de segurança para se dedicar à agricultura.”

20 milhões de pessoas podem morrer de fome na Nigéria, no Sudão do Sul, na Somália e no Iêmen e 1,4 milhão de crianças estão em risco iminente de morte por malnutrição aguda.

Outro agravante nessas regiões são as condições logísticas. São zonas de difícil acesso que dificultam a chegada dos alimentos. No Sudão do Sul, por exemplo, existem apenas 200 quilômetros de estradas asfaltadas. Naquele país, a intensificação dos conflitos preocupa entidades de ajuda humanitária. “Em algumas cidades, eles impedem a chegada de cuidados de saúde de emergência, água para o consumo e alimentos para pessoas internamente deslocadas”, afirma Marcus Bachmann, coordenador local do MSF. Na Somália, o cenário de fome e suas conseqüências é ainda mais intenso. Além da guerra que se estende por décadas, da ausência do Estado de direito e do subdesenvolvimento, o país sofre com a falta de água que atinge criações de gado e plantações. Em Borno, na Nigéria, o conflito entre o grupo extremista Boko Haram e o exército também coloca a população em condições limites. “Em Benisheikh, Gwoza e Pulka é impossível cultivar qualquer coisa e é perigoso deixar as cidades para buscar madeira para cozinhar ou vendê-la”, afirma Jean François Sauveur médico do MSF.

Nesses países, os grupos mais atingidos pela insegurança alimentar aguda são as crianças e as mulheres. Para se ter uma idéia, em janeiro, membros da MSF observaram que no norte do Sudão do Sul 25% das crianças com menos de 5 anos sofriam desnutrição grave. “Esses números são extremamente preocupantes”, afirma Nicolas Peissel, coordenador de projeto do MSF. Porém, em função da insegurança, agentes de saúde avaliam que é impossível abrir um novo hospital ou encaminhar pacientes para outras instalações. O Iêmen, por sua vez, atravessa uma das situações mais drásticas do globo. Estimativas da ONU apontam que 19 milhões de pessoas necessitam de algum tipo de ajuda humanitária depois de dois anos de guerra entre o grupo extremista Houthi e o governo. Nos primeiros cinco meses de 2016, foram registrados 50 casos de desnutrição por mês no hospital de Al Tawra, na cidade de Hodeidah. Estima-se que, nesse período, uma criança tenha morrido a cada dois dias pela falta de nutrientes. Ao mesmo tempo em que a necessidade pelo atendimento cresce, muitos hospitais foram destruídos por ataques aéreos.

É comum observar crianças e adultos em pele e osso, sem condições de se manter em pé, porque a fome aguda influi diretamente no metabolismo das pessoas. “Conforme a imunidade das pessoas se compromete devido à baixa de nutrientes, o número de infecções aumenta”, diz Javed Baba Ali, médico do MSF. Para reverter esse quadro, o coordenador de desenvolvimento humano e pobreza do Banco Mundial, Pedro Olinto, defende que é necessário não apenas enviar alimentos a essas regiões como também dar à população local condições de comprar de produtores locais. “Quando se envia mantimentos, o preço sobe e os produtores desistem de plantar seus próprios alimentos”, diz. Ainda assim, a ONU tem como meta erradicar a fome até 2030. “A insegurança alimentar condena uma nação a uma situação permanente de atraso”, diz Bojanic.

Pessoas em situação de insegurança alimentar grave

Iêmen: 14,1 milhões
Nigéria: 1,8 milhão
Sudão do Sul: 4,9 milhões
Somália: 2,9 milhões

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VÍTIMAS Na cidade de Nyala, no Sudão do Sul, crianças e mulheres lutam para conseguir pequenas quantidades de arroz e grãos distribuídos por ONGs internacionais

– Já pensou em adotar crianças?

Leio e fico feliz por existirem pessoas de boa vontade: sobre o “Programa Família Acolhedora” e as famílias que cuidam carinhosamente de menores retirados pela Justiça da guarda de seus pais.

Extraído de: http://www.jj.com.br/noticias-42647-programa-familia-acolhedora-tem-tres-vagas-abertas-em-jundiai-

PROGRAMA FAMÍLIA ACOLHEDORA TEM TRÊS VAGAS EM JUNDIAÍ

Por Mauro Utida

Com capacidade para atender até 10 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, o Serviço Municipal de Acolhimento Familiar, também conhecido como Família Acolhedora, está com três vagas disponíveis para o acolhimento familiar.

Este serviço é uma alternativa para crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem mediante medida protetiva determinada pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, como forma de atender suas necessidades emergenciais.

A Prefeitura de Jundiaí, por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads), informou que pretende aumentar as vagas do programa Família Acolhedora de 10 para 15 crianças/adolescentes disponíveis ainda neste ano.

Atualmente, o programa conta com 23 famílias já capacitadas e aptas a acolher. Hoje, as sete crianças que estão em acolhimento familiar possuem entre 0 a 9 anos.

A prefeitura explica que, para fazer parte do programa, as famílias devem ser residentes de Jundiaí, ter 21 anos ou mais, não possuir antecedentes criminais, não apresentar problemas psiquiátricos e ou dependência psicoativas e não ter interesse em adoção, já que as crianças e adolescentes voltarão à família de origem. O prazo máximo para acolher a criança é de dois anos.

O casal Maressa Gonçalves Santos Paula, 30 anos, e Jonathan Felipe Sota de Paula, 27 anos, é uma das 23 famílias capacitadas e aptas a acolher as crianças do programa. O casal está cadastrado no serviço há cinco anos e atualmente está prestes a cuidar da quarta criança, no caso, uma recém-nascida, que nasceu prematura de sete meses e está internada na UTI.

Eles assumirão por um tempo os cuidados do bebê por causa da rejeição provisória da mãe, que tem 15 anos de idade e tem problemas com o enteado, que é violento. Maressa e Jonathan possuem uma filha de três anos, porém fazem questão de ajudar.

“Na minha família por parte de pai há muitos filhos adotivos, inclusive meu irmão, e sempre tive vontade. Quando descobri o programa lendo um jornal, meu coração ardeu de vontade e fizemos o cadastro. Em um ano já estávamos cuidando da primeira criança”, explica.

Após criar, amar e proteger é natural que a família crie um vínculo com a criança e, no caso do casal, eles procuram manter o contato com a família e continuar ajudando sempre que a família precisa, caso seja possível. “Em toda despedida, temos o costume de fazer uma festa e tirar fotos daquele momento para guardar de recordação. É difícil, mas entendemos que é melhor para ela”, diz Maressa. Não é adoção
A diferença do programa Família Acolhedora para o processo de adoção é que o acolhimento familiar é provisório, com o objetivo de atender crianças e adolescentes com vínculos familiares rompidos ou fragilizados, que se encontram em situação de ameaça, necessitando de atenção e cuidados integrais.

A coordenadora do Setor Técnico de Serviço Social do Fórum, Viviana Eugenia Gualtieri, informa que um dos pré-requisitos para a família ingressar no Programa é não fazer parte do Cadastro Nacional de Adoção (CNA).

“Há casos em que o Poder Judiciário constata que a criança ou adolescente têm seu direitos violados, ou seja, não atendidos conforme consta no artigo 3 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), e nessa situação, a fim de garantir a proteção integral, sugere o acolhimento, como medida provisória de atender as necessidades ”, informa.

As causas são diversas, tais como: negligência, abandono, maus-tratos, abuso sexual, violência doméstica, conflitos familiares, uso excessivo de álcool e drogas entre outros.

Há um trabalho da equipe técnica do juízo, bem como do serviço de acolhimento e a rede socioassistencial do município, para reverter a situação, que gerou a determinação da medida de acolhimento, a fim de que o período de acolhimento seja o mais breve possível, visando dirimir as perdas. Alternativa O programa Família Acolhedora é uma alternativa para as três unidades de acolhimento institucional (abrigos) do município, que estão com a capacidade máxima. A capacidade total dos três abrigos é para atender 80 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos: Casa de Nazaré (40 vagas) e Casa Transitória 1 e 2 (40 vagas total).

Os abrigos funcionam através de convênio com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads) para atender crianças e adolescentes com seus direitos violados, conforme orientação do ECA. Os encaminhamentos para estes serviços são feitos pelos Conselhos Tutelares com a chancela do juiz da Vara e Juventude, Jefferson Barbin Torelli.

Segundo informações do Serviço Social do Poder Judiciário, atualmente Jundiaí conta com 122 pretendentes para adoção e quatro adolescentes com idade acima de 12 anos, que estão aptas para colocação em famílias substitutas.

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Jefferson Barbin Torelli, explica que a espera pelo filho está atrelado ao perfil desejado pelo pretendente. “A maioria dos casais prefere crianças com até sete anos e são raríssimos os casos em que os pais devolvem as crianças”, informa.

Para os interessados no processo de adoção, devem procurar o Fórum de Jundiaí, localizado na rua São Bento, s/n, no Centro. Horário: às segundas-feiras, das 13h às 15h.

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– Vamos colaborar?

Domingo, hora do almoço.

Que tal a sugestão do cartaz? Vamos ajudar na Paróquia de São João Bosco e aproveitar as comidas gostosas e baratas?

Abaixo:

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– Hoje é dia da costumeira Doação de Plaquetas e/ou Sangue

Regulamente faço doação de sangue (4 por ano) e de hemoderivados (a cada 15 dias). Hoje, repito meu ato com plaquetas e hemáceas.

Não dói, não faz mal para a saúde e alegra a alma (a SUA e a de inúmeras OUTRAS PESSOAS).

Seja um doador voluntário! Você ajuda o próximo e exerce a cidadania. Os bancos de sangue agradecem.

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