– Doe Sangue, seja a diferença e contagie solidariedade!

Um momento de alegria que compartilho: meu depoimento ao livro publicado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, chamado “Linhas da Vida”, que retrata as motivações de doadores de sangue e o incentivo a novos voluntários. 

Do que pude falar, fico feliz das 4 frases (nas figuras à esquerda) que foram extraídas em destaque, lembrando sempre que nada substituirá a gentileza humana.

Abaixo, o Capítulo “A VOLUNTÁRIA”, onde conto a história real de uma anônima mulher que me transformou em agente da solidariedade.

Anúncios

– O Altruísmo de quem quer viver para o bem! Volunturismo é uma boa prática

Já ouvi falar do termo destinado a quem quer fazer turismo e ainda assim praticar ações solidárias voluntárias: o “Volunturismo”.

Sabia que tal nobre atitude está em alta?

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/mundo/dando-duro-nas-ferias/

DANDO DURO NAS FÉRIAS

Imagine passar uma semana ensinando refugiados a cozinhar. É o “volunturismo”, um tipo de viagem para prestar ajuda a quem precisa

por Fernanda Thedim

Enfim, férias. Construa casas em uma comunidade indígena do Panamá, cuide de elefantes idosos na Tailândia ou monitore crianças em uma creche de favela do Rio de Janeiro — sim, isso são férias. E tem uma turma que está disposta a pagar caro por elas. Esqueça luxo e vida boa. A ideia é fazer uma imersão completa em uma nova cultura como voluntário, pegando no pesado para valer. Quem vai atrás desses pacotes já rodou outros países à moda turística e agora quer viver uma experiência original, da qual possa extrair lições únicas e ao mesmo tempo ajudar — tudo feito sob medida para estes tempos politicamente corretos. O “volunturismo”, como a modalidade é chamada, movimenta hoje cerca de 10 milhões de pessoas por ano, incluindo brasileiros.

A maioria dos volunturistas, aqui e no exterior, é jovem, tem outros carimbos como voluntários e não s incomodam com a qualidade do colchão nem com a falta de privacidade. O que importa é, para usar o verbo da vez, conectar-se com outros povos – e que isso seja do jeito local. A chef carioca Tuti Land, 32 anos, ficou 15 dias na Jordânia alojada em um acampamento de refugiados sírios: deu aulas de culinária e visitou famílias que fugiram da guerra (cont no link acima)…

ÁFRICA SEM SAFÁRI - Mariana, em favela do Quênia: reforço escolar para crianças e mergulho na cultura local (Michel Coeli/.)

– O Honesto Morador de Rua e a Honesta Voluntária com 17 mil dólares achados!

Rodou o mundo a notícia, e deveria ser exemplo a todos nós: Kevin Booth, um morador de rua dos EUA, achou 17 mil dólares em espécie dentro de um saco em frente a uma ONG. Chamou a voluntária que trabalhava nela, perguntou se não era alguma doação da instituição e, com a negativa, entregaram juntos todo o dinheiro para a Polícia procurar o dono.

E se você achasse na rua todo esse valor? O mendigo não ficou para ele; afinal, não era dele.

Para as pessoas extremamente honestas, não vale o ditado “achado não é roubado”.

Extraído de: http://www.sonoticiaboa.com.br/2018/12/05/morador-rua-acha-r-65-mil-devolve-homenageado/

MORADOR DE RUA ACHA R$ 65 MIL, DEVOLVE E É HOMENAGEADO

Um morador de rua foi homenageado por sua honestidade e solidariedade. Ele entregou à polícia um saco com US$ 17 mil – mais de R$ 65 mil – que encontrou do lado de fora de um banco de alimentos.

Kevin Booth, tem 32 anos e vive há mais de 7 anos nas ruas de Sumner, em Washington, EUA. Ele costuma ir com frequência ao local, que recebe doações e distribui a pessoas que passam por necessidades.

À noite, quando está fechado, o estabelecimento deixa alguns itens em uma grande caixa de madeira do lado de fora, para que os moradores de rua possam pegar, caso sintam fome.

Foi perto dessa caixa que Booth achou um saco marrom de papel no chão, há três meses.

Pensando ser uma doação que tinha caído, ou sido deixada fora do local correto, ele abriu e viu algumas cédulas.

Ele conta que chegou a tirar uma nota de US$ 20 para observar direito e se certificar de que era verdadeira. Então Kevin chamou uma voluntária e mostrou sua descoberta.

Ela decidiu chamar a polícia, para tentar descobrir a origem do dinheiro.

NUNCA VIU TANTO DINHEIRO

Câmeras de segurança foram checadas, mas não foi possível ver quem tinha deixado o pacote, apenas imagens de Kevin Booth o recolhendo e entrando no banco de alimentos em seguida.

“Fui parado mais tarde [por policiais] e eles me disseram o que estava lá e eu quase desmaiei”, disse ele ao jornal “The News Tribune”. “Eu nunca toquei tanto dinheiro e acho que nunca mais vou fazer isso”, afirmou.

Mesmo sabendo que teve uma quantia tão grande em mãos, ele diz que não se arrepende de ter entregue tudo sem retirar nada para si.

“Há muitas pessoas que teriam pegado”, disse, “mas eu não sou dessas pessoas”.

SOLIDARIEDADE

Imaginando que poderia ser uma doação ao banco, ele acreditou que o correto seria beneficiar o maior número de pessoas possíveis, em vez de apenas ele mesmo, acrescentou.

A polícia aguardou 90 dias, prazo legal para que alguém reclamasse o valor, mas ninguém se manifestou. O valor foi então entregue ao banco, que usará a maior parte para ampliar suas instalações.

Kevin Booth, porém, não ficou de mãos abanando. Ele recebeu cupons de presente, comprados com parte da doação, e também uma homenagem da polícia.

“Nem todo cidadão seria tão honesto quanto você nessa situação”, disse a ele o chefe de polícia Brad Moericke.

bomba.jpg
Kevin recebe homenagem – Foto: NBC

– Ontem foi o Dia do Doador Mundo afora: o Giving Tuesday!

Em mais de 80 países, uma tradição americana vingou: a do Giving Tuesday”, uma espécie de dia do doador, realizada sempre na 1a terça feira de dezembro após o Dia de Ação de Graças”.

Algumas empresas e ONGs do Brasil celebraram tal data (bem timidamente). E as pessoas físicas também! A ideia é: pode-se doar roupas, brinquedos, sangue, tempo, serviço voluntário ou qualquer outra coisa. Em suma: um dia de solidariedade!

E aí, que tal fazer sua parte na próxima edição? Se quiser, faça já, não é preciso esperar!

bomba.jpg
bomba.jpg

– Duas alegrias: doar e incentivar!

Hoje é o dia da minha costumeira doação de plaquetas e hemoderivados.

Tão grande a alegria em doar é a de motivar a doação alheia. Particularmente, incomensurável ver a minha filha Marininha abraçando tal causa com seus cartazes incentivadores.

Aqui, a “Gotinha de Natal“:

– Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue!

Doar é um ato de amor. Doar sangue é ser solidário com quem não tem opção de utilizar outra coisa alternativa.

Pois bem: há aqueles que se tornaram voluntários conscientes pelo amor. Por ignorância, tornei-me pela dor e tenho como bandeira a divulgação da Doação Voluntária.

Existem “vários dias dos doadores” (dia mundial, dia nacional, dia internacional…). Independente disso: abrace essa nobre causa!

Resultado de imagem para doe sangue

– Jovens Desprovidos de Vaidade

Como é bom ver pessoas desprovidas de interesses particulares obscuros e que se comprometem a ajudar o próximo simplesmente pela solidariedade!

Compartilho esse ótimo exemplo, sobre como jovens abdicam do lazer para trabalho voluntário em favelas da Grande SP.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1608200917.htm

UNIVERSITÁRIOS CONSTROEM CASAS EM FAVELAS

Jovens de classe média de São Paulo atuam em comunidade em Suzano para construir casas mais dignas para famílias carentes . 120 voluntários se reuniram para construir dez casas de madeira, com 18 metros quadrados cada uma, durante um final de semana

De Márcio Pereira:

Sábado ensolarado na Grande São Paulo. Enquanto muitos jovens de classe média ainda curtiam as férias prorrogadas por conta da propagação do vírus da gripe suína no Estado, uma estudante de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) segue com seu carro, um Polo preto, para uma favela em Suzano.

Marina Santos, 20, mora na Granja Julieta (bairro nobre na zona sul de SP), é filha de um auditor e de uma professora. Sua única irmã está cursando arquitetura na Faap.

Ela é uma das personagens que fazem parte da história da ONG chilena Um Teto para Meu País no Brasil. Entidade instalada em São Paulo há três anos e que construiu 195 “casas de emergência” em quatro cidades paulistas: Guarulhos, Itapeva, São Paulo e Suzano.

As casas são de madeira, pré-fabricadas, têm 18 metros quadrados e podem ser erguidas em dois dias de trabalho, com a ajuda de oito a dez voluntários.

Cada unidade sai por R$ 3.500 e a família que recebe a “casa de emergência” paga 10% desse valor, o restante é custeado por meio de doações de empresas e das prefeituras. “Em Suzano, conseguimos um valor melhor. Cada família pagou R$ 150 pela casa”, conta Larissa Dantas, 24, diretora social da ONG. (Continua em: Universitários constroem casas em favela)

Resultado de imagem para mãos dadas

– A crise da Venezuela na divisa do Brasil gerando atos de xenofobia. Mas a culpa é de quem?

Li que a Revista Veja foi a Pacaraima, no extremo da Roraima, onde venezuelanos procuram refúgio. E na pequenina cidade abarrotada de estrangeiros que fogem da miséria, encontrou o padre Bobadilla, um espanhol que cuida da Pastoral do Imigrante.

O religioso, quando questionado sobre os atos de xenofobia observados dias atrás pelos roraimenses, respondeu sem titubear de quem era a culpa de todo o lamentável episódio:

“(…) Todos falhamos: Estado, População e Igreja. Uma das causas foi não ouvirmos o grito da população local. O hospital ficou lotado e os assaltos viraram rotina em uma cidade pacata. O Governo viu o colapso instalar-se sem tomar nenhuma atitude. A População deixou florescer o sentimento de raiva. A Igreja acolheu os venezuelanos sem perceber que o morador local precisava de ajuda”.

Taí. Como justificar qualquer coisa com tal perfeito panorama feito pelo religioso? E acrescento com uma última e impressionante frase de efeito do padre:

“Dois dias após a expulsão (dos venezuelanos por brasileiros), cerca de 500 refugiados estavam famintos na porta da minha igreja. E sabe por quê? É que a fome é maior do que o medo.”

De que jeito resolver, se Venezuela e Brasil não mostram competência nem vontade para isso?

Resultado de imagem para Venezuela Brasil

– Hoje é dia de Solidariedade!

Regularmente faço doação de sangue (4 por ano) e de hemoderivados (a cada 15 dias). Hoje, repito meu ato com plaquetas e hemáceas.

Não dói, não faz mal para a saúde e alegra a alma (a SUA e a de inúmeras OUTRAS PESSOAS).

Seja um doador voluntário! Você ajuda o próximo e exerce a cidadania. Os bancos de sangue agradecem.

840C1874-8941-4C2B-B94F-FF94A86F499E

– Miséria, Indignidade e Solidariedade

O que pensar sobre o tema: 1/5 do planeta passa fome; só no Brasil, cerca de 11 milhões de pessoas vivem com R$ 70,00 por mês.

Viver indignamente é um dos grandes males da sociedade do Século XXI. E entenda-se por indignidade o desrespeito a vida humana, preconceito, incompreensão do próximo, e, principalmente, a miséria. Dela, outros males sugem.

Compartilho texto da Arquidioceses de Porto Velho, publicado há 1 ano, mas extremamente atual, que fala sobre os males e a necessidade de ações para mudar o quadro.

Extraído dehttp://is.gd/qOrkCo

A SOLIDARIEDADE QUE SE MULTIPLICA

Um quinto da humanidade passa fome (mais de um bilhão de pessoas) e não tem perspectivas de um futuro mais digno. Na América Latina, em uma população de 565 milhões, são mais de 209 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Em nível mundial, 29 países apresentam níveis alarmantes de fome, de acordo com relatórios sobre a situação.

Muitas pessoas sofrem por não terem o que comer, onde morar, água potável, saneamento básico, atendimento à saúde, educação, transporte, emprego etc. Todos esses elementos fazem parte das necessidades básicas para uma vida com o mínimo de dignidade. A ausência deles fere a vida humana. Geralmente, quando há a situação de pobreza, todas essas carências aparecem interligadas.

Pe. Alexandre A. Martins, camiliano, afirma que nesse contexto, a pobreza é a grande responsável pelo sofrimento de uma imensidão de pessoas dos nossos povos. Se por um lado a pobreza é a causa da vida indigna, por outro ela já é a consequência da injustiça, da exploração e da desigualdade existente no nosso continente. Uma vez na pobreza, as pessoas ficam em uma situação de fragilidade e vulnerabilidade, entregues à própria sorte.

A Liturgia dessa semana evidencia que multiplicar cinco pães e dois peixes, mais do que um ato mágico, é sinal de que, onde há partilha ninguém passa necessidade (Mt 14, 13-21).

Jesus, fiel à missão de servir ao seu povo, reúne e alimenta as multidões sofredoras, realizando os sinais de um novo modo de vida e de anúncio do Reino. A Eucaristia é o sacramento-memória dessa presença de Jesus, lembrando continuamente qual é a missão a que nós, cristãos, fomos chamados.

A multiplicação dos pães quer nos ensinar que, se partilharmos, ninguém mais vai ter necessidade. Nisso reside o milagre. A comunidade é chamada a não ficar parada, mas ir além. Deus não quer a pobreza, mas a igualdade social (Frei Jacir F.Farias).

Os dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir da linha de extrema pobreza definida pelo governo federal serviram como parâmetro para a elaboração das políticas sociais, como os planos sociais lançados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, o equivalente a 8,5% da população. Para levantar o número de brasileiros em extrema pobreza, o IBGE levou em consideração, além do rendimento, outras condições como o acesso à rede de esgoto e água e energia elétrica. O IBGE também avaliou se os integrantes da família são analfabetos ou idosos. Dos 16,2 milhões em extrema pobreza, 4,8 milhões não tem nenhuma renda e 11,4 milhões tem rendimento per capita de 1 a 70 reais.

As entidades que formam o Mutirão Nacional para a superação da miséria e da fome, dentre elas a Cáritas Brasileira, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Pastoral da Criança, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Pastorais Sociais da CNBB, CRB, CERIS e CESE,  FASE, IBASE e outras, ao manifestar a sua posição visando à superação da Miséria e da Fome no Brasil e ao reafirmar o Direito Humano à Alimentação e à Nutrição, na sua universalidade e indivisibilidade, declararam que a fome e a miséria são manifestações e parte integrante de um modelo de desenvolvimento que reproduz e se sustenta das desigualdades econômicas e sociais que flagelam o nosso povo. Este modelo vem utilizando de forma predatória os nossos recursos naturais e humanos, colocando em risco nossa soberania alimentar. Este processo faz parte de uma estratégia de inserção do Brasil de forma submissa ao mundo globalizado.

Não acreditamos no mercado como a via capaz de promover a segurança alimentar e nutricional, no contexto de uma sociedade justa e eqüitativa. Este modelo está esgotado, seja do ponto de vista ambiental e econômico, como do ponto de vista ético e social. Sua manutenção irá apenas aprofundar o quadro de crise e exclusão social que vivemos.

O êxodo rural e o inchaço das cidades, sem infraestrutura urbana adequada, associada à inexistência de oportunidades de inserção no mundo do trabalho, vem servindo de combustível para verdadeira explosão de conflitos e violência, tanto na área urbana como na área rural. A banalização da violência e a naturalização das desigualdades sociais e econômicas levam à falta de mobilização da sociedade por seus direitos, por um lado, e por outro, ao desenvolvimento de políticas públicas de caráter fragmentado e compensatório, que não enfrentam o problema na sua essência, gerando no campo e na cidade ações repressivas e de criminalização dos movimentos sociais.

A sociedade brasileira precisa responder aos graves desafios que se colocam à sua existência civilizada a partir de critérios éticos que reponham a precedência do bem comum e do interesse público sobre o interesse privado; da defesa da vida sobre os interesses individuais; da prioridade dos direitos humanos sociais sobre os contratos privados e acordos comerciais internacionais; da ética pública sobre o individualismo, o clientelismo e o corporativismo. O direito humano à vida assume na presente situação histórica a clara prioridade de propiciar acesso a bens essenciais hoje negados à maioria da população, como: o alimento, o teto, a terra, a água, o trabalho, a informação, a saúde e a participação política. Estes bens ou energias vitais estão hoje bloqueados, ou fortemente mitigados, ao acesso das populações mais pobres, reproduzindo, por esta via, o caldo de cultura da miséria social e da violência.

A construção de uma civilização brasileira solidária passa pelo resgate do acesso a estes bens públicos e sociais, mediante o qual se inaugurará uma nova cultura de paz e não de exclusiva repressão da violência. Um dos caminhos a percorrer para esta civilização solidária requer a reafirmação universal de todos os direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais expressos na Constituição Brasileira. O compromisso público com a afirmação dos direitos humanos sociais requer prioridades políticas incontestáveis na construção de um modelo de desenvolvimento. Isto vai muito além da retórica. Requer políticas públicas com controle público, nas esferas: federal, estadual, municipal, recursos orçamentários para suprir as dívidas sociais, com correspondentes obrigações sociais claramente identificadas, e instrumentos públicos de garantia de direito, e de petição e reclamo. Requer participação na elaboração, gestão e monitoramento destas políticas. E, finalmente, um reordenamento geral do sistema econômico que passaria a investir pesadamente nos bens sociais escassos.
O Direito Humano à Alimentação e Nutrição, no conjunto de direitos sociais que a Constituição reconhece passaria a cumprir um papel chave na nossa política de Segurança Alimentar e Nutricional sustentável. Neste contexto, há que reconhecer não apenas problemas, mas valores e saberes das comunidades, respeitando seus hábitos e estratégias de alimentação e nutrição.
Por outro lado, constata-se a real capacidade instalada de produção de alimentos capaz de atender às necessidades brasileiras, se for reorientada e controlada por um Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional sustentado por uma legislação apropriada (Lei Orgânica).

O Mutirão Nacional para a superação da miséria e da fome destaca na prioridade do direito humano à alimentação, dentre as situações de máxima vulnerabilidade, aquela que afeta as crianças, desde a fase da concepção até a vida adulta, e suas mães.

Destaca dentre as suas iniciativas e mobilizações, resgatar os Direitos Sociais e o Direito Humano à alimentação no contexto da força e da legitimidade da Constituição em sua priorização do combate à miséria e à fome enquanto eixo do Desenvolvimento Humano, por meio de uma Política Social abrangente, integrada à Política Econômica; lutar pela Reforma Agrária ampla e irrestrita; fortalecer a agricultura familiar sustentável, recuperando os hábitos e práticas alimentares que garantam uma nutrição saudável às próprias famílias e para a população do país; investir na agroecologia no âmbito rural e urbano.

– Ajudar sempre é importante!

Hoje a Rede de Fast Food Mc Donalds promove o evento “McDia Feliz”, onde parte da renda da venda dos lanches Big Macs é revertida para instituições de combate ao câncer e outros organismos solidários.

Louvável atitude, que deveria ser tomada de exemplo por outras empresas.

Socialmente falando, irrepreensível. Comercialmente analisando, uma excelente jogada de marketing e economicamente viável – pois se deixa de faturar com o lanche a preço de custo, ganha com a imagem responsável e maximiza os lucros com a venda de batatas e refrigerantes, fazendo valer a pena financeiramente.

Independente disso, ajude! São empresas assim que devem ser respeitadas, pois atuam onde o Governo deixa de agir.

Resultado de imagem para Mc dia Feliz

– Ajude a Paróquia de São João Bosco na sua “Festa da Família”

Hoje é dia de festa beneficente e de cunho familiar: é a Festa da Família da Paróquia São João Bosco (Parque Eloy Chaves – Jundiaí/SP), que ocorre a partir deste final de semana e se estende ao próximo. 

Comida boa, gente de bem, preços baratos e ambiente convidativo. Por quê não ajudar?

Venha, participe, das 11h às 15h. Macarrão, risoto, frango frito, costela e outras guloseimas que valem à pena!

bomba.jpg

– Empreendimentos Lucrativos e Socialmente Corretos: o Negócio Social

Cada vez mais vemos preocupações em agregar valor social a bens e serviços. Porém, a busca de lucro vem atrelada ao desejo de ajuda. São os NEGÓCIOS-SOCIAIS.

Gosto muito desse assunto, e por isso compartilho esse interessante artigo da Revista Exame, abaixo (clique aqui para citação):

COMO CRIAR UM NEGÓCIO SOCIAL

por Daniela Moreira

O tempo em que a etiqueta “sem fins lucrativos” vinha necessariamente atrelada a uma operação com propósitos sociais ficou para trás. Hoje, as organizações que querem contribuir para a construção de um mundo melhor podem fazê-lo sem abrir mão de gerar receita e operar dentro das melhores práticas de gestão e eficiência do mercado.

Os “negócios sociais” começam a se consolidar como uma opção para quem quer empreender e, ao mesmo tempo, gerar impacto social. “É usar o potencial empreendedor para resolver questões de qualidade de vida de populações mais vulneráveis”, explica Maure Pessanha, diretora executiva do Centro de Formações em Negócios Sociais da Artemisia, aceleradora de negócios sociais. Entre os exemplos de iniciativas neste modelo estão negócios voltados a consumidores de classes C, D e E, como serviços de saúde e educação a baixo custo. “Tem que gerar receita, mas tem que resolver um problema social”, resume Rodrigo de Méllo Brito, co-fundador e diretor executive da Aliança Empreendedora. Confira a seguir algumas dicas dos especialistas para criar um negócio social:

Pesquise o público-alvo

Para ser relevante, um negócio social precisa atender às necessidades reais do seu público. Isso exige um contato muito próximo com os consumidores dos produtos e serviços a serem oferecidos.

Não presuma que uma demanda existe – busque verificar através de pesquisas e contatos constantes com os usuários exatamente o que eles querem. “É preciso entender muito bem do problema para poder traçar a estratégia de trás para a frente. Quanto o cliente está disposto a pagar pelo produto? Que tipo de meio de pagamento ele tem à disposição? É respondendo a essas perguntas que você poderá chegar a uma oferta ideal”, detalha Brito.

Encontre um modelo de negócio

Não há um consenso a respeito da constituição jurídica ideal para este tipo de negócio. Muitos nascem a partir de iniciativas de ONGs que precisam de recursos para se autofinanciar. Mas, cada vez mais, tornam-se comuns projetos que já nascem como negócios sociais. Neste caso, é importante pensar desde o início em um modelo que permita que o negócio seja autossustentável – se não a curto prazo, pelo menos em um futuro não muito distante.

“O capital inicial para começar um negócio pode vir de várias fontes, inclusive doações. O que não pode acontecer é contar doação como faturamento, isso é uma ilusão. No longo prazo, é preciso gerar receita”, destaca Maure. Os modelos de negócios são variados. Algumas empresas faturam com a venda dos próprios produtos e serviços oferecidos. Em outros casos, treinamentos e consultoria podem entrar como uma fonte de receita para sustentar um atendimento gratuito ao público.

Faça um bom plano de negócios

Como qualquer negócio que almeja o sucesso, um negócio social deve ter um plano de negócios, o documento que vai detalhar e traduzir em números qual será a oferta da empresa, o mercado em que ela vai atuar, seus concorrentes e projeções de ganhos e gastos potenciais. “O negócio social tem que ser, antes de tudo, um bom negócio, muito bem estruturado e administrado”, destaca Maure. Além de ajudar na hora de buscar recursos, este documento será útil na gestão do dia-a-dia do negócio.

Conduza um piloto

Para fazer os ajustes finos necessários no projeto e mostrar a potenciais investidores que a ideia é boa, fazer um piloto é um caminho interessante. “Teste o seu mercado assim que possível e veja se o produto tem valor para a comunidade”, recomenda Maure.

Busque recursos

A oferta de capital para negócios sociais vêm crescendo no Brasil. Fundos internacionais e até brasileiros, como a Voz Capital e a Sitawi, injetam recursos em projetos promissores em troca de uma fatia do negócio. Como muitos negócios sociais ainda nascem a partir de um modelo híbrido – ONGs que acabam migrando para o setor 2,5 gradativamente, em busca de sustentabilidade –, também é possível captar recursos tradicionalmente disponíveis para o terceiro setor, como verbas de institutos e fundos sociais de empresas. Outra opção é ir atrás de recursos dos programas de subvenção econômica governamentais.

Tenha paixão e perseverança

Um negócio social algumas vezes leva mais tempo para decolar que um negócio tradicional, por isso é fundamental que o empreendedor acredite muito na ideia e tenha persistência. “É importante ter uma visão, uma consciência do impacto do negócio”, diz Maure. Embora, no longo prazo, a remuneração de um executivo responsável por um negócio social possa se equiparar aos valores de mercado, assim como em qualquer empreendimento, e empreendedor terá que apertar o cinto até que o negócio se consolide. “Mesmo negócios tradicionais levam anos para ter escala. É preciso ter paciência”, aconselha Britto.  “A boa notícia é que até o investidor está disposto a esperar mais e ganhar menos, porque investe pelo impacto social”, conclui.

Resultado de imagem para Negócio social