– O plano de Educação Familiar do Governo Chinês.

Do ano passado, mas nada mais se soube… abaixo:

Limitação de tempo de jogos pela Internet, fim do culto às celebridades da mídia, cuidados para a adoração de pessoas como se fosse “ópio espiritual”, aumento de tempo de recreação com atividades físicas e mais masculinização dos homens: eis alguns pontos da nova lei de Educação Familiar na China, que pode levar os pais à punição, caso os filhos não os cumpram.

Diante disso, uma questão, independente da lei: até onde um Governo pode ou deve regular a relação íntima de pai, mãe e filhos?

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/china-elabora-lei-para-punir-pais-por-mau-comportamento-dos-filhos/

CHINA ELABORA LEI PARA PUNIR PAIS PRO MAU COMPORTAMENTO DOS FILHOS

O parlamento da China vai analisar uma legislação para punir os pais se seus filhos pequenos exibirem “comportamento muito ruim” ou cometerem crimes.

No projeto de lei de promoção da educação da família, os tutores serão repreendidos e obrigados a passar por programas de orientação de educação da família se os promotores encontrarem um comportamento considerado “muito ruim ou criminoso” nas crianças sob seus cuidados.

“Há muitas razões para os adolescentes se comportarem mal, e a falta de educação familiar inadequada é a principal causa”, disse Zang Tiewei, porta-voz da Comissão de Assuntos Legislativos do Congresso Nacional do Povo (NPC).

O projeto de lei de promoção da educação familiar, que será analisado do Comitê Permanente do NPC nesta semana, também pede aos pais que providenciem tempos para descanso, brincadeiras e exercícios para seus filhos.

Pequim tem conduzido a China com uma mão paternal mais assertiva neste ano, combatendo o vício dos jovens nos jogos online, que são considerados uma forma de “ópio espiritual”, até reprimir a adoração “cega” de celebridades da internet.

Nos últimos meses, o Ministério da Educação chinês limitou as horas de jogo para menores de idade, permitindo-lhes jogar online por uma hora apenas às sextas, sábados e domingos.

O país também proibiu aulas de reforço depois de aulas para matérias importantes durante o fim de semana e feriados. A decisão demonstra uma preocupação com a pesada carga acadêmica sobre as crianças do país.

A China tem pedido aos jovens para serem menos “femininos” e mais “masculinos”. Em uma das medidas adotadas pelo país, o Ministério da Educação instou as escolas a promoverem esportes presenciais, como o futebol.

China: governo, economia, aspectos naturais - Brasil Escola

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/china-1.htm

– #tbt: As sementes misteriosas da China seriam Brushing?

Há 2 anos…

O mundo é muito grande e cheio de falcatruas, não? O “da moda” é: o envio de sementes num saquinho vindo da China!

E o que é isso? Possivelmente brushingum golpe para vendedores melhorarem suas notas em sites de vendas pela Internet. Roubam dados, enviam alguma mercadoria para alguém e se auto-avaliam como bons vendedores. Como o produto deve ser leve para o picareta não pagar caro pelo frete, colocam sementes nos envelopes.

Abaixo, melhor detalhado, em: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/sementes-da-china-fraude-chamada-brushing-pode-explicar-recebimento-de-pacotes-misteriosos.html

SEMENTES DA CHINA: BRUSHING?

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento registrou 181 denúncias de pessoas que receberam os pacotes; foram notificados casos em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou, até esta quinta-feira, 1º, 181 denúncias de pessoas que receberam pacotes de sementes misteriosas vindas de países asiáticos, como a China, Malásia e Hong Kong. Segundo a pasta, foram notificados casos em 17 estados brasileiros e Distrito Federal. Os primeiros relatos no País foram publicados no início do mês de setembro. No dia 14, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiu alerta oficial sobre o caso, mas a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) disse que há pessoas que afirmaram terem recebido pacotes suspeitos há mais de um ano. Além do Brasil, países como Canadá, Austrália e Estados Unidos também relataram o recebimento de sementes não solicitadas da China. De acordo com o Mapa, ainda não é possível apontar os riscos envolvidos. O material foi enviado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia para as análises técnicas. Segundo informações do órgão de defesa agropecuária americano (APHIS-USDA), o caso está sob investigação em conjunto com outras agências de segurança dos Estados Unidos. Até o momento, as evidências apontam para uma ação conhecida como brushing scam.

1. Como funciona a fraude?

De acordo com o especialista em Tecnologia, Inovação e Segurança Digital, Arthur Igreja, o tema surgiu em 2015, quando o Wall Street Journal abordou o assunto pela primeira vez. As grandes plataformas de vendas online, como Alibaba e AliExpress, utilizam a técnica para aumentar o seu ranqueamento, que funciona sob dois parâmetros: avaliação dos clientes (review) e o volume de vendas. Buscando aumentar as vendas, algumas plataformas começaram a enviar produtos para pessoas “fake”, ou eles mesmos comprarem as suas mercadorias. Outra estratégia é enviar um produto adicional, como se fosse um brinde para o cliente, com o objetivo de obter uma melhor avaliação. No entanto, no caso das sementes vindas da China, trata-se, muitas vezes, de consumidores que não pediram produtos. “Isso pode evidenciar um vazamento de dados, pois é possível conseguir endereço, nome completo e e-mail dos consumidores. Assim, estes recebem um pacote e a plataforma valida que foi realizada uma compra. A pessoa não denuncia e nem vai atrás e, como a empresa que enviou o produto tem os dados do remetente, ela cria uma conta no e-commerce e escreve uma avaliação em nome de quem recebeu o produto, mas não o solicitou. Olhando de fora, parece algo muito honesto: existe um pedido, um rastreador e um review que vai ranquear positivamente”, explica Igreja.

2 – Por que estão enviando sementes?

Estados Unidos e Brasil emitiram alertas que poderia se tratar de um ataque de biossegurança, já que as sementes eram geneticamente modificadas. Porém, segundo Arthur Igreja, a explicação é mais simples: sementes são baratas, leves, e quem recebe pode achar que se tratam de um brinde. De acordo com o Mapa, a entrada de sementes no Brasil só pode vir de fornecedores de países com os quais o ministério já tenha estabelecido os requisitos fitossanitários. O ministério, antes de autorizar a importação, realiza análise de risco de pragas para identificar quais poderiam ser introduzidas por aquelas sementes. A partir disso, ficam estabelecidas medidas fitossanitárias a serem cumpridas no país de origem para minimizar o risco de introdução de doenças no Brasil por meio da importação do material. Para evitar o risco fitossanitário, o Mapa atua no controle do e-commerce internacional com equipe dedicada a fiscalizar e impedir a entrada de produtos sem importação autorizada no país.

3 – As empresas podem ser responsabilizadas caso aconteça algo prejudicial?

Arthur Igreja afirma que as empresas e os países podem, sim, ser alvo de investigações. No entanto, segundo ele, até agora não existem punições mais contundentes em andamento para que as empresas se sintam amedrontadas a não fazer isso. O recebimento de produtos não solicitados já aconteceu outras vezes, como em julho de 2019, quando houve relatos de indivíduos recebendo pacotes que nunca pediram da empresa Amazon. Embora o recebimento dos produtos possa não indicar necessariamente um problema maior, eles podem, em alguns casos, indicar uma violação de dados. Por isso, os clientes que acreditam ter sido vítimas de brushing são aconselhados a notificar imediatamente a empresa, bem como alterar sua senha e possivelmente utilizar serviços de monitoramento de crédito. No caso das sementes da China, o Mapa reitera que, caso a pessoa não tenha feito compra on-line ou não reconheça o remetente, não utilize as sementes e leve o pacote para uma das unidades do Ministério em seu estado ou entre em contato por telefone relatando a situação.

4 – Porque os pacotes vêm todos da China?

Grande parte da manufatura global é chinesa. Outro fator importante é que a China, ao lado dos Estados Unidos, tem empresas grandes de tecnologia e portais de venda – como é o caso do Alibaba e AliExpress. Os pacotes, porém, também tem chegado de outros países asiáticos, como Malásia e Japão. A Embaixada da China em Brasília alertou nesta quinta sobre indícios de fraude verificados nos pacotes enviados ao Brasil pelos correios. Etiquetas nas embalagens continham erros, comunicou a embaixada. “Uma verificação preliminar constatou que as etiquetas de endereçamento apresentam indícios de fraude, com erros no código de rastreamento e em outros dados”, afirmou em nota oficial.

por Gabriel Zapella/Arquivo pessoal

– E o Oscar não jogará pelo Flamengo.

Depois de até viajar com a delegação do Flamengo, Oscar não irá jogar pelo time da Gávea.

Jornalistas sérios haviam alertado que seria difícil. Outros, do ôba-ôba, davam “como certa a transferência”.

Abaixo, o UOL fez essa pertinente imagem: 

– Perguntar não ofende 4: Instabilidade e Guerra.

Só eu que sinto um frio na espinha ou você também: não dá um medo as hostilidades demonstradas por China 🇨🇳 em relação a Taiwan 🇹🇼 e EUA 🇺🇸 ? Já não basta a guerra da Rússia 🇷🇺 com a Ucrânia 🇺🇦…

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/china-1.htm

– BRICS poderá virar BRIICAS?

Leio que a Argentina e o Irã querem fazer parte do grupo político-econômico de mútua cooperação chamado BRICS (composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – vide em: https://veja.abril.com.br/mundo/ira-e-argentina-pedem-para-entrar-no-brics/

A questão é: vale a pena ter esses aliados?

A outra questão é: em relação à Guerra contra a Ucrânia, nenhum dos parceiros se manifesta contra a Rússia, não? 

Imagem extraída de: https://www.diplomaciabusiness.com/argentina-e-convidada-para-cupula-dos-brics-e-reforca-interesse-em-integrar-o-bloco/

– Percentuais de produtos Chineses no Mundo!

Puxa, consegui anotar os números mas não a referência bibliográfica. Assim mesmo, compartilho uma interessante matéria sobre o quanto a China produz: (obviamente, antes da pandemia)

25% dos cigarros do mundo;

40% das camisas do planeta;

50% de macarrão instantâneo;

55% dos computadores;

65% dos pares de calçados;

80% das câmeras digitais;

85% das bicicletas.

Muito significante, não? A força econômica desse país, com mão-de-obra baratíssima, assusta!

Resultado de imagem para china

– Crise na Indústria Automobilística.

Devido ao novo pico de COVID na China, faltam peças para a indústria de carros. Assim, como reféns de chineses que nos tornamos, falta automóvel para vender.

Pode?

Antes, as pessoas não tinham dinheiro mas havia oferta de veículos. Hoje, nem uma coisa, nem outra.

Mais fábricas podem parar e carros vão ficar mais caros, alertam especialistas

Imagem extraída de: https://autoesporte.globo.com/mercado/noticia/2021/03/mais-fabricas-podem-parar-e-carros-vao-ficar-mais-caros-alertam-especialistas.ghtml

– Lee Siegel e os idiotas da internet.

Em 2008, o articulista do Los Angeles Time, Lee Siegel, discutiu sobre “o que há de inteligente na Web”.

Seus comentários foram pesados! Por exemplo: disse que na China há milhões de blogs, mas que quase ninguém os lê. E que lá se escreve de tudo, desde verdades até as mentiras, e, principalmente, muita bobagem. Questionou sobre a serventia de blogs sem leitura e a quem os posts interessam.

Literalmente, disse ainda que “os blogs são como o espelho de Narciso na tela do PC. As pessoas vêem o reflexo da própria perdição (…) Se pudesse, proibiria as pessoas de escreverem sobre pseudônimos”. Quanto ao Google, disse que “Ele é assustador, pois compra a alma das pessoas e as vende para as empresas. Seu negócio é virá-las pelo avesso, e dominar a cultura da busca”.

Ousado esse Lee, não? Mas será que muitas das suas afirmações não são realmente verdadeiras? Há realmente muita bobagem na Web e captura de dados?

Guia Definitivo Como Criar um Blog Incrível e Ganhar Dinheiro Com Ele

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Hours After Biden Promises China a Military Response – The White House Scrambles to Clarify Joe’s Comments on Taiwan

Leave it to old Joe to send mixed signals, even when entire countries are on the line. Joe Biden sat back and “greenlit” Putin’s invasion of Ukraine.…

Continua em: Hours After Biden Promises China a Military Response – The White House Scrambles to Clarify Joe’s Comments on Taiwan

– REPOST: Taiwan: como surgiram duas Chinas?

De 23.05.2020, mas pertinente, devido ao aumento da tensão entre China e Taiwan
Na semana, a presidente de Taiwan Tsai Ing-wen se reelegeu e novamente afirmou que não existe nenhuma chance do território aceitar ser administrado pela China Comunista, nos moldes que faz com Hong Kong.

Aliás, duas observações:

1. A população de Formosa (ou Taiwan, como é chamada lá) não quer fazer parte da China Continental. Pra quê insistir, depois de tantos anos? Demonstração de poder?

2. Hong Kong vive reclamando da forte repressão democrática. Se espelhar nesse modelo é algo impensável para eles.

Entenda como surgiram “duas Chinas”,

Extraído de: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/taiwan-uma-nacao-ou-uma-provincia-chinesa.htm

TAIWAN: UMA NAÇÃO OU UMA PROVÍNCIA CHINESA?

A questão de Taiwan teve origem com a vitória da Revolução Chinesa em 1949, a derrubada do governo de Chiang Kai-shek e a instauração do governo socialista de Mao-Tsé Tung. Chiang Kai-shek, que governou a China desde 1927, refugiou-se com seu Estado Maior e cerca de 2 milhões de chineses na ilha de Taiwan ou Formosa, situada a 130 km do litoral da parte continental da China e separada desta pelo estreito do mesmo nome. Formou-se na ilha um governo autônomo com o apoio dos Estados Unidos.

A partir desse período, a China seguiu dividida em duas: República Popular da China (a parte continental) e a China Nacionalista ou Taiwan (parte insular). Elas representavam os dois lados da Guerra Fria. A China Popular aliou-se à URSS até 1960 e depois seguiu seu próprio caminho.

Desde então, as duas Chinas vivem numa situação de hostilidade, ocorrendo, inclusive, conflitos armados nos primeiros anos de sua divisão. A China Nacionalista, porém, assegurou sua existência através do estreitamento das relações com os Estados Unidos. Em 1954, os EUA e Taiwan assinaram um acordo de defesa mútua, após o intenso bombardeio do estreito de Formosa pela República Popular da China, nesse mesmo ano.

Desde a década de 1970, Taiwan tem se destacado no cenário econômico mundial pelo desempenho invejável. Formava, ao lado de outros três países do Pacífico – Coréia do Sul, Hong Kong e Cingapura – o bloco dos primeiros “tigres asiáticos”, assim chamados por terem dado um salto no desempenho econômico, com taxas de crescimento excepcionais, além de uma política agressiva de disputa no mercado externo. Os taiwaneses conquistaram padrões de vida bem próximos aos dos países desenvolvidos, contrastando com a dura realidade vivida pela população da China continental.

Do ponto de vista geopolítico, porém, Taiwan acumulava derrotas. Em 1971 foi substituída pela República Popular da China na ONU e, em 1979, os Estados Unidos transferiram a sua embaixada de Taipé (capital de Taiwan) para Pequim (capital da China Popular), devido ao restabelecimento de relações diplomáticas com o país socialista. Nesse mesmo ano, os Estados Unidos anularam o Tratado da Defesa que mantinham com a ilha e desativaram a sua base militar. Apesar disso, o governo de Taiwan continuou contando com o compromisso de apoio e proteção militar norte-americana.

Nação ou província chinesa?

Chinag Kai-Shek, líder do Partido Nacionalista (Kuomintang), governou Taiwan até 1975, com poderes ditatoriais. Mesmo após a sua morte, nesse mesmo ano, a ilha continuou a ser controlada pelo Kuomintang. Somente na década de 1990 o país passou por um processo de democratização, abrindo espaço para outras agremiações políticas. Em 2000, o Partido Democrático Progressista (PDP) conquistou o poder através de eleições livres, sob o comando de Chen Shui-bian. O PDP sempre manifestou posição favorável à independência em relação à China Popular, que lhe rendeu os votos da maioria da população taiwanesa e assegurou a reeleição de Chen, em 2004.

Taiwan tem governo próprio, eleito democraticamente, instituições independentes, moeda nacional, forças armadas, participa ativamente do comércio internacional e é membro da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico). Para efeitos práticos, é um Estado soberano, mas apesar disso não é reconhecido pela ONU e pelas principais organizações internacionais. Mantém relações diplomáticas com 26 países apenas.

A China Popular considera Taiwan uma província rebelde, uma parte inalienável do seu território. Nos últimos anos, tem se empenhado ostensivamente no projeto de reunificação, inclusive recorrendo ao uso da força, caso isso seja inevitável. Desde a década de 1990, tem realizado manobras militares no estreito de Taiwan, no sentido de reforçar a sua disposição de impedir qualquer tentativa de independência.

Em busca de uma solução pacífica, contudo, Pequim propõe o conceito de “um país, dois sistemas”: o socialista no continente e o capitalista em Taiwan. Em tese, isso permitiria a Taiwan adotar as suas políticas econômicas e manter as suas instituições, com relativa autonomia.

Do outro lado do estreito, o atual presidente taiwanês não ousa declarar publicamente a independência ou tomar qualquer decisão contra a reunificação com a parte continental. No entanto, tem manifestado que qualquer atitude a esse respeito dependerá de um processo livre e democrático, cuja deliberação cabe a 23 milhões de pessoas que vivem em Taiwan, em sua maioria simpática à causa separatista. A perspectiva de uma só China no futuro, declara Chen, deverá ser fruto de negociações em bases iguais.

Taiwan conta, ainda, com o apoio dos Estados Unidos que consideram a ilha estratégica para sua influência na região da Ásia-Pacífico. Além disso, é determinação do Congresso norte-americano defender a ilha de qualquer ameaça militar externa.

Em março de 2005, um novo agravante tem colocado em risco as delicadas relações entre as duas Chinas. A Assembléia Nacional Popular, parlamento da China Continental, aprovou uma lei anti-secessão. Essa lei autoriza o uso da força contra Taiwan, caso esta declare a sua independência formal.

A iniciativa reforça as hostilidades entre os dois governos e coloca os Estados Unidos em situação delicada. Não está nos planos dos americanos um conflito direto com a China, que, por outro lado, não deverão ficar impassíveis a China invada Taiwan e busque a reunificação por meios bélicos.

Desde 2004, o governo norte-americano vem fortalecendo a cooperação militar com Taiwan e tem feito pressões sobre a União Européia para que não suspendam o embargo à venda de armas à China continental, imposto desde o massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em 1989, quando a população chinesa saiu às ruas para exigir liberdades democráticas. O governo de Washington procurou, também, envolver e comprometer o Japão na defesa de uma Taiwan independente: os japoneses têm interesses estratégicos no estreito, por onde circula boa parte das mercadorias negociadas por este país no mercado internacional.

A maioria dos analistas acredita que a Lei Anti-Secessão é mais um jogo de cena da China Popular. Essa lei não acrescenta nada além do que o governo chinês sempre declarou neste pouco mais de meio século de tensão entre as duas China. Existe ainda um outro componente que funciona como bloqueador de ações beligerantes: as intensas relações e interesses econômicos existentes entre todos os países que poderiam ser envolvidos pelo agravamento da questão taiwanesa.

Tsai Ing-wen foi reeleita como presidente de Taiwan neste sábado (11) — Foto: Tyrone Siu/Reuters

Tsai Ing-wen foi reeleita como presidente de Taiwan neste sábado (11) — Foto: Tyrone Siu/Reuters

– O Sistema 996 resiste na China e explica muita coisa…

Antes da paralisação do planeta pelo Coronavírus, uma discussão na China era: o sistema 996 de trabalho! Relembrando:

Leio que o sistema de trabalho conhecido pelo nome de “996” (significa: trabalhar das 9h da manhã às 9 h da noite, por 6 dias da semana), praticado na China e condenado mundo afora, continua em alta por lá. Ao menos, entre os empreendedores chineses privados neste novo momento do país.

Criticado pelo desrespeito aos Direitos Humanos, pela Ditadura Comunista do Partido Único, de exploração trabalhista e de outras tantas coisas, o Ocidente Capitalista fecha os olhos por conta dos sino-dólares e pela compra de produtos baratos, à custa da mão-de-obra contestada pela extenuante cobrança.

Devido a isso, uma divisão da Microsoft, o Github, criou um projeto de compartilhamento de depoimentos com pessoas que sofrem com as péssimas condições de trabalho. E sabe, qual a motivação? A declaração do presidente do gigante global de e-commerce Alibaba, Jack Ma, que se referiu ao “996” como “uma ‘grande benção’ para os jovens da China”.

Veja sua declaração no Estadão – link em: https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,fundador-da-alibaba-diz-que-jornada-de-trabalho-de-12-horas-e-grande-bencao-para-jovens,70002789022

996.iCU惊动Python之父:我们能为中国的“996”程序员做什么? - 知乎

– A Nova Prioridade do Planeta China: banheiros para todos!

Um dos péssimos hábitos da atual e moderna China é o antigo costume de urinar em público.

Está apertado? Ache um cantinho e…

Pois é. Para acabar com esse constrangimento das autoridades, o Governo Chinês investirá R$ 10 bilhões de reais para construir banheiros públicos no país.

Abaixo, os planos ambiciosos das autoridades,

Extraído de: http://epoca.globo.com/mundo/noticia/2018/01/china-elegeu-reformar-e-modernizar-os-banheiros-sua-prioridade-na-nova-era.html

A CHINA ELEGEU REFORMAR E MODERNIZAR OS BANHEIROS SUA PRIORIDADE NA NOVA ERA

Por Vivian Oswald, de Pequim

A vendedora da pequena e charmosa butique vizinha a um dos banheiros públicos de Dashilan – um descolado hutong, como são chamados os bairros das tradicionais casas chinesas, da capital – se queixava do cheiro forte do vizinho com quem divide parede. Dizia que o odor afastava a clientela. Não mais. O banheiro foi reformado e já não incomoda. Este e tantos outros passaram por mudanças significativas para agradar turistas chineses e estrangeiros. Muitos ganharam novo visual e vasos sanitários que só faltam falar – e vão para o lugar daquelas precárias louças encaixadas no chão.

A China elegeu suas prioridades. Ao se preparar para entrar na Nova Era, anunciada em outubro passado pelo presidente Xi Jinping durante o 19º Congresso do Partido Comunista, o país escolheu dar início a uma nova revolução: a dos banheiros. “A China precisa de melhoras nos seus banheiros para construir uma sociedade civilizada e incrementar os padrões de higiene do povo”, pregou o líder chinês, prestes a iniciar seu segundo mandato agora em março.

Xi pediu aos membros do partido que continuem a modernizar os banheiros turísticos ao mesmo tempo em que expandem o projeto para o resto do país, sobretudo para as áreas rurais e regiões mais remotas. Em suas visitas às áreas rurais, o mandatário faz questão de saber se a população usa esses banheiros, que nada mais são do que um buraco no chão, sem sistema de água, nem esgoto. Nos hutongs, mesmo nos grandes centros urbanos, os banheiros públicos são as únicas opções para os moradores das casas, que, em geral, não têm um sanitário exclusivo para atender a família. Não raro, veem-se chineses passando de pijama à noite, ou bem cedo, com cara de aperto, pelas ruelas.

A revolução do Xi(xi) começou com uma campanha lançada em 2015 pelo Escritório de Turismo para melhorar as condições dos banheiros públicos nas áreas mais turísticas. Estabeleceu-se, então, uma meta de construção e renovação de 57 mil banheiros de turismo para o período de três anos. Como quase tudo na China, o objetivo foi cumprido antes do prazo. Ao todo, foram construídos e renovados 68 mil banheiros, quase 20% a mais do que o previsto, segundo dados atualizados em outubro passado. Agora, eles acabam de anunciar a nova meta para o próximo triênio. De 2018 a 2020, serão pelo menos 64 mil banheiros de turismo, dos quais, no mínimo, 47 mil novos e 17 mil renovados.

A tal revolução dos banheiros já teria custado mais de US$ 150 milhões. O foco agora vai para o interior, sobretudo nas zonas rurais, no centro e leste do país. Está sendo criado um regime de avaliação e fiscalização da sociedade. Uma pesquisa mostra que 80% dos turistas chineses se disseram satisfeitos com a melhora dos banheiros. Não é para menos. Mesmo em Pequim, as condições de alguns dos milhares de banheiros públicos que existem pela cidade chocavam os estrangeiros. Os chineses não se constrangem com o velho hábito de usar o espaço público como banheiro. No interior da China, por exemplo, na região autônoma de Ningxia, muitos camponeses nem sequer têm banheiro dentro de casa. Alguns têm de usar latrinas cavadas na terra ao lado da casa ou caminhar até 500 metros para encontrar um banheiro público.

De acordo com dados da Fundação Bem-Estar Público Yu Ting, cerca de 80% das áreas rurais de Xinjiang e do Tibete têm uma situação considerada severa. A entidade, primeira organização não governamental a cuidar exclusivamente do tema dos banheiros, foi criada pelo milionário Qian Jun. Nascido em Kunshan, na província de Jiangsu, a mais densamente povoada da China, ele decidiu largar o império que construiu nos setores de logística, finanças e alimentação para dedicar-se à filantropia depois que descobriu um câncer em 2011, quando tinha 34 anos. De lá para cá, Gian Jun já gastou cerca de US$ 3 milhões com banheiros e, por isso, passou a ser conhecido como “Zé Banheiro”. A ideia deste empreendedor não é apenas reformar os sanitários, mas mudar a cultura das pessoas. Isso pode até virar um bom negócio. Alguns modelos começam a ter marca registrada e a ser vendidos para empresas e governos de províncias interessados em conduzir as suas reformas.

Em um país diverso como a China, até o design de banheiros precisa ser discutido com atenção. Isso porque nas áreas remotas do Tibete, por exemplo, é preciso levar em conta as caraterísticas das vestes usadas pela população, com uma das mangas muito mais longa do que a outra. Além de tocar projetos para a construção de banheiros sustentáveis em universidades e sanitários dignos no interior do país, ele quer que a Universidade Tsinghua, uma das mais prestigiosas da capital, inclua no seu currículo uma nova “especialização em banheiros”, que poderia estar vinculada à Faculdade de Meio Ambiente ou à de Direito.

Ainda no final de 2015, o Ministério de Habitação da China fechou um acordo de cooperação com a província de Ningxia, que se tornou um projeto experimental da revolução dos banheiros na zona rural. A província estabeleceu pontos experimentais em 22 cidades. Na cidade de Qingtongxia, foram renovados 1.300 banheiros nos últimos três anos. Diante dos bons resultados, a província acaba de anunciar uma meta de renovar os banheiros usados por 300 mil famílias até 2020. Nas cidades grandes, alguns terão até luxos que não se costuma ver em banheiros mundo afora, como carregadores de celular, Wi-Fi, ar-condicionado, aquecimento, máquina de água e sucos e tal. O fato é que, como tudo na China, o movimento tem tomado proporção tamanha que acaba de ser lançado um aplicativo de banheiros para a população. Tem sido chamado de “o Uber dos banheiros”. Ali, o usuário tem acesso a cerca de 330 mil sanitários disponíveis à sua volta em toda a China, numa área chamada “nuvem nacional do banheiro público”, com as informações sobre as facilidades e horários de funcionamento.

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VIDA PRIVADA – O plano prevê 64 mil novos banheiros para uma população de 1,4 bilhão de pessoas (Foto: divulgação)

– A indústria do cinema na China: como funciona: um assustador relato…

Entenda como a China está crescendo na Indústria Cinematográfica: limite de filmes dos EUA na tela, apoio do Partido Comunista e filmes nacionalistas “sob encomenda”.

Mas… e a liberdade?

Para assistir filmes com tons de democracia, direitos humanos ou simplesmente assistir a Netflix, você tem que sair do país!

Olhe só, em: https://www.uol.com.br/splash/colunas/guilherme-ravache/2022/01/09/como-a-china-venceu-hollywood-e-se-tornou-a-maior-do-mundo-em-cinema.htm

COMO A CHINA VENCEU HOLYWOOD E SE TORNOU A MAIOR DO MUNDO EM CINEMA

Por Guilherme Ravache

Enquanto no Brasil muitos ainda encaram políticas de incentivo cultural como desperdício de dinheiro público, países como Austrália, Canadá, França, Inglaterra, Espanha, Índia, Coreia do Sul e até os Estados Unidos intensificam seus esforços para aumentar a produção local de conteúdo audiovisual.

A lógica é simples. Além da indústria cultural empregar milhares de pessoas e gerar divisas com a exportação de filmes e séries para o exterior, produtos culturais são um forte elemento de influência. Filmes, séries e músicas aumentam o poder de identidade nacional e geram o chamado soft power, a capacidade de influenciar estrangeiros levando de maneira sutil sua cultura para outro país.

Hollywood é um caso notório. Suas produções há décadas influenciam o restante do mundo. Mas o tempo em que os Estados Unidos produziam músicas e filmes sem enfrentar concorrentes internacionais ou limitações no exterior está ficando no passado.

Mas poucos lugares no mundo mostram o aumento da concorrência no setor cultural de maneira tão clara quanto a China e sua indústria cinematográfica.

Filmes com mais qualidade

Em 2020, a China ultrapassou os Estados Unidos como a maior bilheteria do mundo. O feito foi repetido em 2021. A pandemia tem relação direta com a mudança, mas não é o único fator. Enquanto nos Estados Unidos os espectadores ainda não voltaram aos cinemas, na China eles não somente voltaram como aumentaram a frequência de visita às salas.

Além disso, enquanto nas últimas duas décadas a indústria cinematográfica americana se apoiou cada vez mais no mercado chinês para crescer, os chineses criaram sua própria estratégia para crescer e vencer Hollywood.

Os estúdios chineses estão fazendo filmes melhores dos mais variados gêneros. Além disso, o país busca transformar sua crescente força cinematográfica em uma enorme máquina de exportação cultural e influência internacional.

A indústria de cinema chinesa tornou-se mais focada em filmes locais. Essas produções ganharam maior participação no mercado local graças à oferta reduzida de lançamentos de Hollywood e aos crescentes controles políticos do governo chinês sobre o setor cinematográfico.

Apenas 21 filmes de Hollywood foram lançados na China em 2021, muito menos do que a cota de 34 títulos estabelecida pelo Acordo de Cinema EUA-China assinado em 2012. Franquias como Viúva Negra, Shang-Chi, Eternals e Homem-Aranha não estrearam na China.

Maior concorrência interna

Hollywood e a indústria cinematográfica ocidental imaginavam que a China se tornaria mais um novo e crescente mercado a ser explorado. Mas a China se transformou em um gigantesco concorrente.

Imaginar que os filmes chineses são “menores” ou mera ideologia para um público sem opções é um equívoco. O segundo maior filme de ficção científica da China é Terra à Deriva. Baseado em uma história de Liu Cixin, que escreveu o Problema dos Três Corpos (que está sendo adaptada pela Netflix), narra a aventura de um grupo de cientistas que tentam empurrar a Terra para Alpha Centauri com 12.000 foguetes.

Terra à Deriva também está disponível na Netflix. A empresa de streaming não está presente na China, o que reforça a relevância da obra e o potencial de exportação das produções chinesas.

Mas para chegar a esse ponto uma das medidas do governo chinês foi aumentar a concorrência interna. Ao longo da última década, o governo liberalizou gradualmente seu mercado doméstico de cinema até o ponto em que mesmo os filmes fortemente apoiados pelo Partido precisam competir com outros lançamentos.

“Se você olhar para os filmes de maior bilheteria no mercado chinês, verá as posições mais altas ocupadas por produtos de estúdios privados. A forma como a liberalização aconteceu não foi permitindo que mais filmes estrangeiros entrassem no mercado. Mas, em vez disso, alimentando uma indústria de estúdios de cinema na China capaz de fazer filmes que são tão ou até mais populares com o público como um filme dos Vingadores americanos”, explica Jon Y, autor da newsletter The Asianometry.

Parcerias internacionais

Os chineses também buscaram apoio em mercados mais desenvolvidos. Mas à medida que as parcerias com os americanos se mostraram complexas em vista das diferenças culturais, os chineses se voltaram para Hong Kong, que possui tradição no setor cinematográfico desde os anos 1970.

Como Jon aponta, “a partir de 2004, o governo chinês aprovou novas medidas para permitir às empresas cinematográficas de Hong Kong um maior acesso ao mercado chinês. As empresas de Hong Kong podem contornar a cota e obter mais receitas de bilheteria”.

“As produções de Hong Kong-China subiram para o recorde de mais de 30 filmes por ano. Os principais sucessos iniciais incluem a Sereia de Stephen Chow (2016), Operação Mar Vermelho (2018) e Caça aos Monstros (2015). As empresas chinesas ganharam rapidamente habilidades de produção, um histórico de bilheteria e, o mais importante, pessoas talentosas”, conclui.

Investimento em mais salas de cinema

Homem-Aranha Sem Volta Para Casa já superou US$ 1,4 bilhão de bilheteria no mundo. Mas não fosse pelo lançamento da produção da Marvel em dezembro, A Batalha do Lago Changjin, um filme feito sob encomenda do Partido Comunista sobre os chineses derrotando os americanos na Guerra da Coreia, teria sido o mais visto do mundo.

Para piorar, os cinemas americanos têm perdido público há décadas e muitas salas estão ameaçadas de morte. As bilheterias eram altas graças aos aumentos dos preços dos ingressos (fenômeno semelhante acontece no Brasil).

Os Estados Unidos tem pouco mais de 40 mil salas de cinema. Segundo especialistas, é um número muito superior ao necessário. Na China já existem quase 76.000 telas e 5.794 foram adicionadas em 2020, em plena pandemia.

O sucesso de Homem-Aranha não foi suficiente para evitar o declínio da bilheteria nos EUA, onde o faturamento das salas de cinema em 2021 foi 60% inferior ao de 2019, período anterior à pandemia. A queda de receita vinda da China também pesou nas contas de Hollywood. Filmes dos EUA representam menos de 12% da bilheteria total da China em 2021.

Busca de influência global

Vale lembrar que nos últimos anos a China e os Estados Unidos entraram em uma acirrada guerra comercial. O cinema é um dos fronts deste confronto. A China também tem “brigado” com a Índia e a Coreia do Sul nos campos diplomáticos e cinematográficos. A China também tem dificultado a entrada de produções da Índia e Coreia do Sul em seu território.

Diversos países têm obtido bons resultados graças a políticas efetivas de incentivo à produção cultural. O streaming e a criação de cotas locais é o mais recente front dessa batalha.

A China é um caso extremo de controle estatal, mas isso não significa que não possamos tirar lições para acelerar o desenvolvimento da indústria cultural brasileira. E quem sabe, gerar mais empregos, divisas com exportações e influência internacional em uma das indústrias que mais cresce no mundo.

– China proíbe tatuagens em jogadores de futebol.

Ditadura é ditadura! 

O que dizer da China, que novamente mostra sua falta de democracia e proíbe tatuagens em jogadores de futebol?

E há quem defenda esse regime totalitário…

Extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/china-proibe-que-jogadores-de-futebol-da-selecao-facam-tatuagem/?utm_source=social&utm_medium=twitter-feed&utm_campaign=internacional-cnn-brasil&utm_content=link

CHINA PROÍBE QUE JOGADORES DE FUTEBOL UTILIZEM TATUAGENS

O país ordenou àqueles que já possuem que removessem ou cobrissem o desenho para dar um “bom exemplo para a sociedade”

A China proibiu os jogadores de futebol que jogam na seleção nacional de fazerem tatuagens, de acordo com uma diretiva emitida pela Administração Geral do Esporte da China (GAS).

O país asiático ordenou que aqueles que já possuem tatuagens devem remover ou cobrir os desenhos para “dar um bom exemplo para a sociedade”.

A diretiva, intitulada “Sugestões para fortalecer a gestão de jogadores de futebol”, estabelece requisitos disciplinares para jogadores de seleções nacionais.

“Atletas da seleção nacional e da seleção sub-23 estão estritamente proibidos de fazer novas tatuagens”, diz a diretriz, emitida na terça-feira.

“Aqueles que têm tatuagens são aconselhados a removê-las por conta própria. Em casos de circunstâncias especiais, as tatuagens devem ser cobertas durante o treinamento e competição, após o consentimento da equipe.”

A diretriz ainda informa que as seleções de escalões sub-20 estão proibidas de recrutar novos atletas com tatuagens.

Segundo comunicado do GAS, as medidas “demonstram plenamente o espírito positivo dos jogadores de futebol chineses e são um bom exemplo para a sociedade”.

A diretriz aponta que as seleções devem organizar atividades que “fortaleçam a educação patriótica” dos atletas para “aumentar o senso de missão, responsabilidade e honra, e criar uma seleção nacional capaz de vencer e lutar bem com excelente estilo de jogo”.

Esta não é a primeira vez que a China tem como alvo as tatuagens. Em 2018, o regulador de mídia da China emitiu um decreto dizendo que a televisão chinesa “não deveria apresentar atores com tatuagens”, durante uma repressão à “cultura hip hop, subcultura e cultura imoral”.

As imagens com tatuagens deveriam ser desfocadas antes de serem exibidas na TV.

Zhong Zhi / Getty Images

– A perseguição chinesa às religiões.

É muito triste: na China, há perseguições aos cristãos, que não podem professar sua fé por lá. Existe até mesmo uma espécie de “Igreja Católica Chinesa”, de propriedade do Partido Comunista, pois o Vaticano não pode enviar sacerdotes ao país.

Agora, o presidente Xi Jinping declarou que as religiões devem se adaptar ao regime! Ou seja: não é a fé que converte os pecadores, é o regime ideológico que deve converter os fiéis (se é que existem ainda, já que as crenças monoteístas e livres do controle do Governo praticamente são proibidas).

Lamentável… Leia esse texto da Gazeta do Povo (citação abaixo):

RELIGIÕES NA CHINA DEVEM SE ADAPTAR AO SOCIALISMO

O ditador da China, Xi Jinping, disse que as religiões no país deverão “se adaptar ao socialismo”. Segundo informações da agência de notícias estatal Xinhua News, Xi fez as declarações durante uma conferência nacional sobre trabalhos relacionados a assuntos religiosos, realizada entre sexta-feira e sábado em Pequim.

“Esforços são necessários para reunir e orientar melhor os crentes religiosos a trabalhar em conjunto com o público em geral para desenvolver a China em um grande país socialista moderno em todos os aspectos e realizar o sonho chinês de revitalização nacional”, disse o ditador.

Ainda de acordo com a Xinhua, Xi afirmou que “as religiões na China têm sido cada vez mais chinesas na orientação e os grupos religiosos têm aumentado seu reconhecimento da pátria, da nação chinesa, da cultura chinesa, do Partido Comunista Chinês e do socialismo com características chinesas”.

No discurso, o ditador também apontou que, ainda que os princípios da liberdade de credo na China devam respeitar crenças religiosas pessoais, é necessário “orientar ativamente as religiões a se adaptarem à sociedade socialista”, citando funcionários do Partido e do governo que são adeptos da visão marxista sobre religião, “competentes” para se envolverem em questões relacionadas ao assunto.

Foto: EFE/EPA/ROMAN PILIPEY, extraída de: https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/religioes-na-china-devem-se-adaptar-ao-socialismo-diz-xi-jinping/

– O “Bolsoverso” versus o “Dilmaverso”: como conseguem? A China é luz?

Se reclamamos de atitudes e pronunciamentos irreais do mundo que vivemos, num universo paralelo como o de Bolsonaro (com tremendos equívocos no combate à pandemia, frases infelizes e outras coisas a se evitar), lembremos que Lula e Dilma navegam em outro igualmente não-real.

Não é que o Governo da China, uma ditadura que persegue quem é contrário aos seus propósitos, censura as pessoas e maltrata a democracia, foi chamado de “Luz para o Ocidente” pela ex-presidente Dilma?

Caramba… 

Extraído de: https://jovempan.com.br/programas/jornal-da-manha/china-representa-luz-contra-decadencia-ocidental-diz-dilma-rousseff.html

CHINA REPRESENTA “LUZ CONTRA DECADÊNCIA OCIDENTAL”, DIZ DILMA ROUSSEFF

por Fernando Martins

A ex-presidente da República Dilma Rousseff elogiou o modelo chinês de sociedade e afirmou que o país representa uma luz contra decadência ocidental. Os elogios foram feitos na última segunda-feira, 22, durante um debate virtual para o lançamento de um livro sobre a China. Dilma não escondeu a admiração pela maneira que o país é gerenciado. “E a China, eu acho que ela representa uma luz nessa situação de absoluta decadência, escuridão, que é atravessada pelas sociedades ocidentais”, afirmou.

A China possui regime de um partido único, sem democracia e com perseguição a muitas pessoas, mas nenhum desses pontos foi abrangido no debate. Dilma acrescentou que a área econômica chinesa merece elogios. “Não se pode deixar de admirar um país que sai do feudalismo, do colonialismo, do mais brutal controle colonialista, para se tornar a segunda economia do mundo e a primeira já em termos de paridade de poder de compra. Tudo indica que nessa década de 20 a 30 nós poderemos ver a China se transformar na maior economia do mundo”, comentou. A ex-presidente ainda disse que há preconceito e falsas informações sobre o Partido Comunista Chinês.

Ex-presidente Dilma Rousseff participou de debate online, no qual fez elogios à China. Reprodução: Facebook. Extraído de: https://jovempan.com.br/programas/jornal-da-manha/china-representa-luz-contra-decadencia-ocidental-diz-dilma-rousseff.html

– O LinkedIn vai deixar a China.

E o LinkedIn vai fechar sua operação na China, lançando um site genérico sem postagens.

Motivo?

Exigências do Governo Chinês (as mesmas que foram feitas ao Facebook, Twitter e tantas outras Redes Sociais). Ou seja: aceitar censura e controle das autoridades locais contra qualquer coisa que possa ser crítica ao Partido Comunista.

Viver numa ditadura, seja de Esquerda ou de Direita, deve ser horroroso, não?

Sobre esse tema, em: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2021/10/14/microsoft-vai-fechar-linkedin-na-china-e-criar-versao-sem-posts-de-usuarios.ghtml

– A China ameaça Taiwan novamente.

A ditadura chinesa não poupa seus alvos. Nesta semana, Xi Jinping declarou que anexará em breve Taiwan, a ilha que se recusa a seguir a cartilha comunista de Pequim e que há décadas ficou conhecida como “China Capitalista”.

Extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/taiwan-nao-se-curvara-perante-china-diz-presidente-do-pais/

TAIWAN NÃO SE CURVARÁ PERANTE A CHINA, DIZ O PRESIDENTE DO PAÍS

por Eick Cheung

Taiwan não cederá à pressão e ninguém pode forçá-lo a aceitar o caminho que a China traçou para a democracia autônoma, disse a presidente Tsai Ing-wen no domingo (10), enquanto a ilha celebrava seu Dia Nacional em meio ao aumento das tensões com Pequim.

Durante seu discurso diante do gabinete presidencial na capital Taipei, Tsai alertou que Taiwan enfrenta a “situação mais complexa” dos últimos 72 anos, desde o fim da guerra civil chinesa.

Seu discurso foi feito dias depois que a China lançou um número recorde de aviões de guerra em sua zona de defesa, em uma escalada significativa das tensões militares. O presidente chinês, Xi Jinping, no sábado, prometeu buscar o que Pequim chamou de “reunificação” com Taiwan por meios pacíficos.

“Aqueles que esquecem sua herança, traem sua pátria e buscam dividir o país não terão sucesso”, disse Xi. Ele também reiterou os apelos para que Taipei se unifique a Pequim sob um modelo de “um país, dois sistemas”, semelhante ao usado em Hong Kong — mas geralmente oposto a Taiwan.

Em resposta, Tsai disse no domingo que Taiwan espera “um alívio nas relações” e não “agirá precipitadamente”, mas enfatizou que “não deve haver absolutamente nenhuma ilusão de que o povo taiwanês se curvará à pressão”.

“Continuaremos a reforçar nossa defesa nacional e demonstrar a nossa determinação em nos defender para garantir que ninguém possa forçar Taiwan a seguir o caminho que a China nos traçou”, disse ela nas comemorações do Dia Nacional, que marcou 110 anos de uma revolução que acabou com a última dinastia imperial chinesa.

“Isso ocorre porque o caminho que a China quer não oferece um modo de vida livre e democrático para Taiwan, nem soberania para nossos 23 milhões de habitantes.”

Tsai acrescentou que a posição de Taiwan sobre as relações através do Estreito permanece inalterada.

“Manter o status quo é nossa posição e faremos o possível para evitar que ele seja alterado de forma desigual”, disse ela.

O Taiwan e a China continental são governadas separadamente desde o fim de uma guerra civil, há mais de sete décadas, na qual os nacionalistas derrotados fugiram para Taipei.

No entanto, Pequim vê Taiwan como uma parte inseparável de seu território — embora o Partido Comunista Chinês nunca tenha governado a ilha democrática.

Em seu discurso, Tsai apresentou Taiwan como estando na vanguarda da batalha entre a democracia e o autoritarismo, ecoando o tema das comemorações deste ano — “uma aliança democrática, fazendo amigos ao redor do mundo”.

“Neste momento, os países livres e democráticos foram alertados para a expansão do autoritarismo e Taiwan está na linha de frente da linha de defesa de outras democracias”, disse ela, após uma manhã de apresentações musicais e de dança.

A cerimônia, realizada fora do escritório presidencial em Taipei, contou com a presença de centenas de pessoas, incluindo membros do público e convidados estrangeiros — uma participação menor do que nos anos anteriores devido às preocupações da Covid-19.

No domingo, as principais estradas da capital taiwanesa estavam repletas de bandeiras nacionais. A comemoração também viu a maior bandeira nacional já feita ser erguida sobre a multidão por um helicóptero, já que o hino nacional foi executado no início da cerimônia.

Como parte das comemorações, o ministério da defesa nacional de Taiwan disse que exibiria quatro tipos de mísseis domésticos, incluindo o lançador múltiplo Thunderbolt 2000, Sky Sword II e Sky Bow III de médio alcance, bem como mísseis de cruzeiro Hsiung Feng II e III .

Durante o desfile, no entanto, o público não viu os mísseis reais quando os caminhões militares passaram pelo palco.

Tensões aumentadas

Pequim se recusou a descartar a força militar contra Taiwan, se necessário, e as tensões aumentaram nas últimas semanas depois que o Exército de Libertação do Povo Chinês enviou o maior número de aviões de guerra — incluindo caças e bombardeiros com capacidade nuclear — para a Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan (ADIZ) na semana passada.

As incursões não violaram o espaço aéreo soberano de Taiwan, que se estende por 12 milhas náuticas de sua costa. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos define um ADIZ como “uma área designada do espaço aéreo” onde um país “requer a identificação imediata e positiva, localização e controle de tráfego aéreo” para proteger sua segurança nacional.

No fim de semana passado, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um comunicado pedindo à China “que cesse a pressão militar, diplomática e econômica e a coerção contra Taiwan”.

“Os Estados Unidos estão muito preocupados com a atividade militar provocativa da República Popular da China perto de Taiwan, que é desestabilizadora, arrisca erros de cálculo e mina a paz e a estabilidade regionais”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price. “O compromisso dos Estados Unidos com Taiwan é sólido como uma rocha e contribui para a manutenção da paz e da estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e na região.”

O Ministério das Relações Exteriores da China posteriormente criticou os EUA por fazerem “comentários irresponsáveis”, acrescentando que os norte-americanos “minaram seriamente o Princípio de Uma China”.

Apesar da constante ameaça militar, analistas apontam que Taiwan tem expandido continuamente sua presença internacional nos últimos anos.

Na quinta-feira passada, Tsai deu as boas-vindas ao ex-primeiro-ministro australiano Tony Abbott e a um grupo de senadores franceses em Taipei, enquanto ela prometia aprofundar as colaborações com “democracias amantes da liberdade” em todo o mundo.

“É um ato de equilíbrio”, disse J. Michael Cole, pesquisador sênior do Global Institute Taiwan. “Taiwan tem, nos últimos anos, aproveitado a oportunidade de expandir seu espaço internacional, vimos isso com os Estados Unidos, mas cada vez mais outras democracias — grandes e pequenas — também estão dispostas a desafiar o que é justo. Há alguns anos havia linhas vermelhas inacessíveis definidas por Pequim.”

Por exemplo, a Lituânia anunciou em julho que permitiria a Taipei abrir um novo escritório de representação sob o nome de “Taiwan” — apesar de não ter relações diplomáticas formais com a ilha autônoma. Pequim se opôs fortemente à medida, e tanto a China quanto a Lituânia posteriormente chamaram de volta seus embaixadores em meio ao agravamento dos laços.

Desfile militar

O desfile militar no domingo é uma demonstração de força sem precedentes para marcar o Dia Nacional de Taiwan, com o objetivo de “mostrar a determinação, responsabilidades e obrigação do exército nacional em defender Taiwan”, disse o ministério da defesa nacional da ilha em um comunicado.

Na última quarta-feira, o ministro da Defesa de Taiwan, Chiu Kuo-cheng, estimou que a China poderia ser capaz de montar uma invasão “em grande escala” até 2025 .

“No que diz respeito a preparar um ataque a Taiwan, eles atualmente têm capacidade. Mas [a China] tem que pagar o preço”, disse ele, acrescentando que o preço será menor nos próximos quatro anos.

Chang Yan-ting, ex-vice-comandante da Força Aérea de Taiwan, disse à CNN que acredita que a exibição de mísseis está ligada a uma recente proposta de aumentar os gastos com defesa da ilha.

O ministério da defesa propôs no mês passado um orçamento extra de US$ 8,7 bilhões nos próximos cinco anos para atualizar as armas — incluindo o desenvolvimento de novos mísseis.

Chang disse que o desfile de domingo provavelmente foi direcionado ao público doméstico para angariar apoio para o aumento dos gastos militares, acrescentando que o desenvolvimento de mísseis de longo alcance e móveis seria uma parte importante para Taiwan aumentar sua capacidade de guerra assimétrica.

“A melhor arma para elevar nossa capacidade de ataque de precisão é o desenvolvimento de mísseis”, disse ele, porque eles podem ser eficazes para mirar em aeroportos e portos caso um conflito militar aconteça.

“Não podemos controlar se o Partido Comunista Chinês tem ou não a capacidade de atacar Taiwan, mas podemos controlar e garantir que ele não tenha a motivação para fazer isso”, acrescentou Chang. “Precisamos ser capazes de nos defender contra a primeira onda de ataques — seja por meio mês, um mês ou dois meses, então podemos esperar pela ajuda do mundo internacional.”

– Evergrande Guangzhou: do futebol milionário ao rombo imobiliário bilionário.

Parece a história do grupo OGX, de EIke Baptista: através de dinheiro futuro, muita grana no presente, sem garantias do que haveria de vir – foi isso que a construtora Evergrande fez na China. Diversificando os negócios, desde o ramo imobiliário à montadora de veículos (que nunca foram montados), a empresa enganou muita gente e agora pode trazer um prejuízo enorme para a China e, consequentemente, para o mundo.

Lembre-se que o Guangzhou, time que foi dirigido por Luiz Felipe Scolari, é de propriedade da Evergrande. Aliás, ele foi o grande campeão chinês por várias temporadas e a melhor equipe local, pagando altos salários até para os padrões europeus. Atualmente, estava construindo um novo estádio, orçado em US$ 1,7 bilhão (R$ 9 bilhões), com formato de “flor de lótus”, para 100 mil torcedores.

Por fim, não nos esqueçamos, o mesmo time contratou Conca, em 2011, com o 3o maior salário do mundo, na época atrás apenas de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Hoje, somente no ramo imobiliário, a dívida do grupo é de 350 bilhões de dólares, segundo o UOL.

Considerando que o Suning Group, outro gigante da China e dono da Internazionale de Milão, também fechou o Jiangsu por problemas financeiros (time que o zagueiro são-paulino Miranda estava jogando), podemos crer que o futebol na China se reinventará forçosamente?

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/amp/mercado/2021/09/como-a-evergrande-criou-a-montadora-mais-valiosa-da-china-sem-vender-um-unico-carro.shtml

COMO A EVERGRANDE CRIOU A MONTADORA MAIS VALIOSA DA CHINA SEM VENDER UM ÚNICO CARRO.

CAIXIN -O Evergrande Group da China, incorporadora hoje à beira da falência, fez muitos esforços ao longo dos anos para ramificar seus negócios além dos imóveis, mas o mais impressionante é como ela conseguiu manipular os mercados de capital com as histórias que criou.
Uma dessas histórias é a Evergrande como fabricante de carros de novas energias. O valor de mercado do China Evergrande New Energy Vehicle Group (Evergrande Auto), que ainda não vendeu um único carro, chegou a 674,1 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 86,6 bilhões, cerca de R$ 462 bilhões), tornando-a não apenas a mais valiosa empresa listada em Bolsa na China, como também duas vezes mais valiosa que sua matriz, a Evergrande —apesar de a Evergrande ter vendido trilhões de iuanes em imóveis residenciais nos últimos 20 anos.
Mas os tempos mudaram. A Evergrande Auto está avaliada hoje em 30 bilhões de dólares de Hong Kong (HK$), cerca de 4% de seu pico. Na terça-feira (21), a companhia concedeu 323,72 milhões de opções de ações no valor de HK$ 1,26 bilhão (R$ 870 milhões) para três diretores e cerca de 3.180 funcionários da companhia, segundo um documento enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong.

As pessoas que mais lucraram com as histórias da Evergrande são seu fundador, Hui Ka Yan, e seus amigos. Por exemplo, uma pessoa do círculo de Hui comprou 80 milhões de ações do Evergrande Health Industry Group —antecessor da Evergrande Auto antes que ela fosse rebatizada para servir a seu novo propósito— por HK$ 0,3 cada, antes de vendê-las todas por HK$ 50 a ação, segundo a agência de notícias Caixin. O negócio rendeu para o investidor mais de HK$ 4 bilhões.

Encorajado por esse sucesso disparado, o amigo de Hui também participou de colocação privada da Evergrande Auto, mas descobriu que sua sorte tinha mudado, segundo a Caixin. Ele continuou comprando ações enquanto o preço caía, mas acabou sendo forçado a vendê-las com prejuízo.
O objetivo principal da Evergrande Auto era levantar capital para o grupo Evergrande. A matriz alegou que tinha investido 47,4 bilhões de iuanes (R$ 39,34 bilhões) em seu negócio de automóveis, mas alguns analistas acreditam que o grosso desse investimento veio do mercado, e não da própria Evergrande.
“A Evergrande Auto tinha levantado 30 bilhões de iuanes em duas rodadas. O que significa que a companhia usou principalmente dinheiro de investidores —em vez de seu próprio capital— para investir, e conseguiu ganhar um alto valor de mercado (para a companhia de carros). Consequentemente, com suas ações (da companhia de carros) a um preço elevado, ela poderia usá-las como garantia para levantar ainda mais dinheiro”, disse um analista.
Conforme a história da Evergrande Auto se desdobrou, a trama focou em fusões e aquisições, não na fabricação de carros. Em setembro de 2018, a Evergrande comprou uma grande participação no Xinjiang Guanghui Industry Investment Group por 14,5 bilhões de iuanes (R$ 12 bilhões), tornando-se a segunda maior acionista da empresa. Esse negócio trouxe as vendas de carros para o noticiário porque o Guanghui Industry Investment é um acionista do China Grand Automotive Services Group, uma das maiores revendedoras de automóveis do país. Essa narrativa nunca chegou a lugar nenhum, entretanto. Em 2019, a Evergrande, sem caixa, vendeu sua participação no Guanghui Industry Investment para a gigante de energia estatal Shenergy Group por 14,85 bilhões de iuanes (R$ 12,267).
Em janeiro de 2019, a antecessora da Evergrande Auto, Evergrande Health, do setor de saúde, adquiriu 51% da National Electric Vehicle Sweden (Nevs) por US$ 930 milhões (R$ 4,969 bilhões). Hui, cujo nome em Mandarim é Xu Jiayin, fechou o negócio rapidamente, talvez porque precisasse reforçar as credenciais de montadora da Evergrande depois que sua decisão de colaborar com o empresário cercado de polêmicas Jia Yueting no projeto de carro elétrico Faraday Future (FF) deu errado. Sem o FF, Xu precisava de algo para dar alguma substância à identidade da Evergrande como fabricante de carros, e a Nevs era bem apropriada. Deu certo. Depois que comprou uma parte da Nevs, o preço da Evergrande Health disparou.
O aumento dessas ações se deve em parte ao fato de elas estarem concentradas nas mãos de relativamente poucos acionistas. Em 9 de agosto de 2020, a companhia recebeu uma advertência da Comissão de Securities e Futuros de Hong Kong sobre alta concentração em sua propriedade. A conclusão da comissão sugeria que em 5 de agosto de 2020 um grupo de 18 acionistas detinha 19,83% das ações emitidas pela companhia. Junto com as 74,99% de ações emitidas em posse da companhia, essa participação representava 94,82% do total de ações da empresa. Só 5,18% das ações emitidas pela Evergrande estavam em posse de outros acionistas da companhia.
O acordo para assumir uma participação majoritária no Fangchebao Group oferece mais evidências das técnicas financeiras da Evergrande. Ela adquiriu uma participação de 51% nas mais de 40 mil lojas físicas da Fangchebao por meio de uma troca de ações. Dessa maneira, a Evergrande não teve de pagar dinheiro pelo negócio, para o qual atraiu a Fangchebao prometendo uma oportunidade de abrir o capital. Em consequência, a Evergrande adquiriu ativos valiosos com um investimento aproximado de 1 bilhão de iuanes (R$ 826,1 milhões) para cobrir a reforma das lojas e custos de integração do sistema. No final de 2020, os ativos totais e líquidos da Fangchebao chegavam a 4,7 bilhões e 3,1 bilhões de iuanes, respectivamente (R$ 3,9 bilhões e R$ 2,57 bilhões).
Em 29 de março de 2021, a Fangchebao trouxe 17 investidores estratégicos e levantou um total de HK$ 16,35 bilhões (R$ 11,28 bilhões). Esses investidores teriam uma participação de 10% na companhia ao concluir o negócio, elevando a avaliação pré-financiamento da Fangchebao para HK$ 163,5 bilhões. Esse negócio teria uma parte dos fundos levantada por meio da venda de ações existentes, com o restante levantado pela emissão de novas ações. A Fangchebao emitiu 651 milhões de novas ações para investidores, enquanto a Evergrande pretendia vender 651 milhões de ações existentes aos investidores.
Dessa maneira, a Evergrande conseguiu aumentar o valor de mercado da Fangchebao para HK$ 163,5 bilhões (R$ 112,21 bilhões) em um ano e embolsar HK$ 8,175 bilhões (R$ 5,610 bilhões) com a venda de suas ações da companhia.
Uma pergunta agora é como a Evergrande conseguiu fazer os investidores entrarem no negócio da Fangchebao?
Um investidor institucional que participou do negócio disse que o segredo foi a promessa de recompra pela Evergrande. “O que nós valorizamos foi seu mecanismo de ajuste da avaliação”, disse o investidor. “Se a Fangchebao não abrisse o capital em um ano, a Evergrande compraria de volta nossas ações com um prêmio de 15% em relação ao preço de mercado predominante. Pelo menos, através desse mecanismo, nós poderíamos recuperar nosso dinheiro.”
O investidor também indicou que outra companhia sob o guarda-chuva da Evergrande, a Evergrande Property Services Group, conseguiu entrar na Bolsa muito rapidamente, o que deu aos investidores confiança de que tinham uma saída potencial do negócio que não era muito distante. (Cont no link acima)

– China’s Lover?

Aqui no Brasil, o presidente Bolsonaro (e especialmente o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro) tripudiam a China. Eu, não escondo: não gosto do Governo Chinês, pois são antidemocráticos, censuram a imprensa e controlam o povo. Mas há de se respeitar a população (que é sofrida) e ter relação diplomática com as autoridades.

E não é que depois de desdenhar especialmente das vacinas chinesas, Bolsonaro, na reunião dos BRICS, perante Putin (Rússia), Narenda Modi (Índia) e Ramaphosa (África do Sul), elogiou as mesmas para o Xi Jinping?

Para o brasileiro, “mete o pau” nelas. Para o seu colega chinês, “pipoca”?

Coerência, por favor.

(a foto, acima, de 2019, da Reuters)

– O estrago que a China tem feito com as criptomoedas.

Desde que começou um movimento contra o Bitcoin e outras modalidades virtuais de dinheiro, a China conseguiu fazer com que o preço dessas moedas desabasse!

Quem tem esse tipo de investimento, precisa ficar atento.

Extraído de: https://portaldobitcoin.uol.com.br/dificuldade-de-mineracao-do-bitcoin-registra-a-maior-queda-da-historia-entenda/

DIFICULDADE DE MINERAÇÃO REGISTRA A MAIOR QUEDA DO BITCOIN NA HISTÓRIA

Redução é decorrente do aumento da repressão da China contra o setor

A dificuldade de mineração do Bitcoin caiu 28% hoje, a maior queda da história da rede. O declínio mostra o severo impacto da recente repressão da China sobre seus mineradores da criptomoeda.

A dificuldade de mineração mede o poder computacional necessário para validar transações do Bitcoin e, consequentemente, o quão difícil é ganhar novas criptomoedas. A rede ajusta a dificuldade a cada quinze dias para refletir o nível de competição entre os mineradores. A dificuldade mais baixa indica menos competição.

A queda de hoje é decorrente do aumento da repressão da China contra os mineradores de Bitcoin do país, que eram responsáveis ​​por cerca de 65% do hashrate da rede. Bem antes de o governo começar a fechar as mineradoras, o hashrate do BTC atingiu o pico de 198 EH/s (ou seja, muito) em 15 de abril. Após a repressão, no entanto, caiu para 89 EH/s.

Os mineradores chineses estão agora emigrando em massa ou vendendo suas máquinas. Mas até que encontrem novas casas, os mineradores de fora da China se beneficiarão da dificuldade reduzida, o que torna mais barato e mais fácil a extração da criptomoeda.

“Todas as outras mineradoras que continuam a operar ganham uma quantidade proporcional de participação de mercado e, portanto, recompensas diárias em bloco”, disse Ben Gagnon, diretor de mineração da Bitfarms, baseada em Toronto, à Decrypt.

Peter Wall, CEO da Argo Mining, com sede em Londres, falou ao veículo que enquanto as mineradoras no Ocidente estão tentando capitalizar a lacuna deixada pela repressão chinesa, o mercado de mineração local está crescendo.

“Minerados chineses deslocados estão procurando no mundo por lugares apropriados para suas máquinas, e isso significa que, em lugares como a América do Norte, energia e espaço são valiosos como nunca antes”, disse ele.

A repressão do governo chinês e o êxodo subsequente de mineradores contribuíram para reduzir pela metade o preço do Bitcoin (de cerca de US$ 64 mil para US$ 33 mil). O hashrate reduzido também significa que não há tantos computadores dando suporte à rede, tornando-a menos segura.

Mas a repressão é boa para o Bitcoin no longo prazo, disse Josh Goodbody, que costumava liderar as vendas de mineração da Huobi no Ocidente antes de se tornar COO da empresa de criptomoedas Qredo. Ele disse que a rede agora depende menos do governo chinês.

Mais dificuldade pela frente

Os problemas podem não acabar tão cedo. O Bitcoin, mais uma vez, se ajustará à dificuldade em duas semanas. Mas é improvável que a mudança seja tão dramática, disseram os mineradores à Decrypt.

“Embora possamos ver um pouco mais de hashrate na China ficando offline nas próximas semanas, isso será pequeno em comparação com o que já vimos e provavelmente será compensado pelos primeiros mineradores se mudando para novas instalações”, falou Gagnon. Em qualquer caso, “quase todo o hashrate chinês já está off”, completou.

Wall disse que os mineradores chineses querem voltar ao normal o mais rápido possível: “Para aqueles que desejam se mudar, o tempo é essencial. A redução no hashrate e a subsequente queda na dificuldade de mineração não vão durar para sempre.”

Mas é difícil determinar quando e onde os empresários chineses de mineração de BTC reinstalarão suas máquinas, segundo Gagnon, uma vez que a escala da infraestrutura chinesa simplesmente não existe em nenhum outro lugar. “O mundo não funciona na velocidade chinesa”, disse.

A moeda digital, então, ainda está sujeita às restrições do mundo real.

*Traduzido e republicado com autorização da Decrypt.co

– A China se “fecha”? Mas quando ela se abriu?

Leio essa entrevista sobre o “fechamento da China aos jornalistas”. Mas cá entre nós: desde quando ela foi aberta?

Ditadura, seja de Direita, Esquerda, Teocrática ou Imperial, sempre será maléfica.

Quando o povo chinês conseguirá ter algo sagrado em sua nação, que é a LIBERDADE?

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2021/05/01/a-preocupante-expulsao-de-jornalistas-estrangeiros-da-china-o-pais-esta-se-fechando.htm

A PREOCUPANTE EXPULSÃO DE JORNALISTAS ESTRANGEIROS DA CHINA: “PAÍS ESTÁ SE FECHANDO”

"A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências de expulsar correspondentes estrangeiros", diz analista especializado no país - GETTY IMAGES
A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências de expulsar correspondentes estrangeiros’, diz analista especializado no país Imagem: GETTY IMAGES

A China é um país extremamente difícil para um jornalista, não importa que cobertura ele ou ela faça.

E a situação só está piorando: no ano passado, o país expulsou pelo menos 18 correspondentes estrangeiros. Neste mês, o jornalista da BBC John Sudworth se juntou ao grupo de jornalistas que tiveram de deixar a China continental. Ele se mudou para Taiwan em meio a assédio e perseguição pelas autoridades.

“A China está definitivamente se fechando”, avisa o analista Jeremy Goldkorn. “Parece que estamos de volta aos anos 90.”

Goldkorn viveu duas décadas no país e hoje é um importante analista da China. É editor-chefe do site SupChina e cofundador do podcast Sinica, duas plataformas que explicam a China ao Ocidente quebrando estereótipos.

A BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com Goldkorn sobre o tratamento que o governo chinês confere à imprensa estrangeira, sobre o poder do Partido Comunista, os abusos contra a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, onde há graves violações de direitos humanos cometido pelo governo chinês e denunciado pela imprensa, e a “diplomacia da vacina” chinesa durante a pandemia da covid-19.

Jeremy Goldkorn é editor-chefe da SupChina e co-fundador e apresentador do Sinica Podcast - Cortesia BBC - Cortesia BBC
Jeremy Goldkorn é editor-chefe da SupChina e co-fundador e apresentador do Sinica Podcast

Imagem: Cortesia BBC

BBC – A China está fechando suas portas para a imprensa estrangeira?

Jeremy Goldkorn – Em uma palavra, sim. Está dificultando sua entrada e está fazendo isso de diferentes maneiras: por exemplo, retardando o processo de concessão de um visto ou com o tipo de comportamento que afastou John Sudworth, que é um assédio direto.

Também o faz se recusando a renovar vistos, como fez com três meios de comunicação dos Estados Unidos, em retaliação a decisões americanas no ano passado.

Mas também está ficando mais difícil trabalhar na China.

Então, a China definitivamente está se fechando, parece que estamos de volta aos anos 1990, antes do grande fluxo de correspondentes que vieram a Pequim para as Olimpíadas. Eles estão voltando no tempo.

BBC – Você acha que a premiada reportagem de John Sudworth sobre a situação em Xinjiang foi o principal motivo da campanha de pressão das autoridades contra ele e sua família?

Goldkorn – Creio que sim.

Sudworth fez várias reportagens sobre a situação nos campos de 'reeducação' em Xinjiang - BBC - BBC
Sudworth fez várias reportagens sobre a situação nos campos de ‘reeducação’ em Xinjiang

Imagem: BBC

Faz sentido, porque foi a reportagem crítica mais proeminente que ele já fez e, se você notar, nos últimos dois meses, o governo chinês redobrou uma intensa e bem financiada campanha de propaganda em Xinjiang, abrangendo jornalistas da mídia estatal e outros no Twitter a documentários caros da CGTN (o serviço de língua inglesa da rede estatal chinesa) ou um filme de propaganda que foi exibido na embaixada australiana.

Portanto, seu trabalho [de Sudworth] em Xinjiang parece ser a razão mais lógica para o aumento do assédio.

Também acho que assim que o governo chinês e, bem, seus serviços de segurança decidirem que você está na lista de inimigos da República Popular, eles vão dificultar sua vida.

Então, talvez o assédio dele e de sua família tenha sido a consequência mais direta de suas reportagens sobre Xinjiang, mas acho que em algum nível o governo chinês está tentando enviar a todos os jornalistas a mensagem de que se continuarem com o jornalismo crítico, seja de qualquer coisa, eles vão complicar sua vida.

BBC – “À medida que a repressão aumenta, a China se parece cada vez mais com a Coreia do Norte.” Esse era o título de um artigo de Anna Fifield, uma ex-chefe da sucursal do Washington Post na China que cobriu as duas Coreias, sobre uma visita a Xinjiang no ano passado. A China está se tornando a Coreia do Norte em termos de mídia e censura?

Goldkorn – Sim. Mas não sei se essa comparação é realmente útil porque a Coreia do Norte é tão extrema… e está em uma situação diferente da China.

Se você ler o artigo, acho que a comparação é um pouco mais sutil (…) Se você disser que a China está se tornando a Coreia do Norte, isso provavelmente não transmite a complexidade do assunto.

Em alguns casos, por exemplo, em Xinjiang ou no Tibete, é impossível fazer jornalismo independente. O acesso a funcionários do governo agora é muito menos fácil do que era há 10, 15 ou 20 anos, então está se tornando mais uma Coreia do Norte do que era há alguns anos, mas não sei se essa comparação é muito útil.

BBC – No site SupChina e no podcast da Sinica, vocês trabalham para explicar a China ao Ocidente, rompendo julgamentos errôneos, observando que a realidade da China é sempre muito complexa. O que está faltando na cobertura sobre Xinjiang, onde há violações aos direitos humanos da minoria muçulmana uigur?

Goldkorn – Não sei, a forma como o governo chinês enxerga é que eles tinham um problema de terrorismo e mesmo que do ponto de vista ocidental, muito disso seja visto como um exagero ou uma invenção, é verdade que lá houve dois incidentes de violência generalizados: a explosão de uma bomba e o ataque em Urumqi [capital de Xinjiang] e os ataques com faca na estação ferroviária de Kunming [capital da província de Yunnan, no sul].

Ambos, quer você pense que eles foram justificados ou não – isso é uma questão totalmente diferente -, foram ataques terroristas. Eles procuraram aterrorizar a população civil.

E eu acho que não há muita discussão na mídia ocidental sobre por que o governo chinês está fazendo o que faz [em Xinjiang], e o fato de que eles estão respondendo a alguns problemas reais que eles têm. E mesmo que rejeitemos seus métodos, não há como negar que há um problema com o qual eles tiveram que lidar.

Acho que talvez isso esteja fora da cobertura.

Mas, fora isso, não acho que estamos perdendo muito na imprensa ocidental. Acho que a mídia estrangeira tem feito um trabalho muito bom: denunciando os abusos que estão ocorrendo, abusos que estão no nível de crimes contra a Humanidade. Deveriam ser divulgados e impedidos. E é função da mídia expor isso, então, nesse sentido, não acho que estamos perdendo nada.

Se estivermos perdendo, o problema é com o governo chinês, porque não permite que jornalistas de verdade entrem em Xinjiang para realmente noticiar o que está acontecendo.

A imagem que temos é parcial: ninguém pode ter acesso aos campos. Só podemos coletar relatos de testemunhas.

BBC – Quais seriam as consequências para o mundo e para a China, se Pequim continuar nessa trajetória de expulsão de correspondentes?

Goldkorn – A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências.

No longo prazo, vai prejudicar a China, porque os jornalistas estrangeiros, com algumas exceções, desenvolvem uma certa simpatia pela sociedade e até pelo governo. Seus relatos não são apenas sobre as coisas ruins que estão acontecendo na China. Eles tendem a humanizar o país e as pessoas com suas experiências. Estão passando um tempo lá e veem os detalhes: que o país é muito mais do que a repressão de dissidentes, que Xinjiang é uma parte terrível do que está acontecendo, mas há muito mais.

Quanto menos cor e textura cotidiana tivermos na mídia, mais fácil será para o mundo exterior demonizar e desumanizar a China.

O presidente Biden é um dos políticos americanos mais experientes no trato com líderes chineses. Nesta foto, quando era vice-presidente de Obama, em 2013. - Reuters - Reuters
O presidente Biden é um dos políticos americanos mais experientes no trato com líderes chineses. Nesta foto, quando era vice-presidente de Obama, em 2013.

Imagem: Reuters

BBC – Por que a China está mudando sua atitude em relação à imprensa estrangeira?

Goldkorn – Acho que é por causa de uma estranha combinação de força e fraqueza, de confiança e insegurança.

Acho que, por um lado, Xi Jinping chegou ao poder em um momento em que a China, em 2012, havia superado a crise financeira global e era um dos países mais importantes do mundo, com base em qualquer índice econômico.

É um país indispensável. Qualquer país tem algum tipo de acordo com a China. Ele não é mais pobre e fraco. Estava começando a parecer um país rico e poderoso. Portanto, há um certo senso de orgulho e a possível arrogância que o acompanha.

Ao mesmo tempo, acho que Xi tem um forte sentimento de que, se o Partido Comunista não for cuidadoso, a China acabará como a União Soviética e como a Rússia, que é obviamente uma superpotência, mas em alguns aspectos não é levada a sério como país.

Apesar do orgulho e da confiança de Xi Jinping e de muitos cidadãos em relação às conquistas do país, há um profundo sentimento de insegurança sobre como as coisas podem dar errado. E isso está por trás da sensibilidade absoluta com que eles veem o que acontece na China, especialmente internamente, mas também no nível internacional.

Soma-se a isso o sentimento de que a China, de certa forma, precisa cada vez menos de outros países, mas é nesses momentos em que tanto o orgulho quanto uma espécie de paranoia convergem, o que os levam a sentir que os jornalistas estrangeiros não são realmente as pessoas de que precisam agora.

BBC – Isso também pode explicar a mudança que vimos na diplomacia chinesa no ano passado? Os chamados ‘lobos guerreiros’ [diplomatas que defendem a posição de Pequim com linguagem dura nas redes sociais e em outros lugares, às vezes espalhando desinformação] estão aqui para ficar?

Goldkorn – Parece que sim. E é parte do mesmo problema: o desejo do Partido Comunista de dar forma à história que está sendo contada, alimentado ao mesmo tempo pela arrogância e pela paranoia.

Pelo menos no futuro próximo, não vejo isso mudando.

BBC – Parece uma continuação da posição mais assertiva da China na arena internacional sob Xi Jinping.

Goldkorn – Certamente é.

BBC – Por muitos anos, no Ocidente, presumiu-se que a China um dia se tornaria um país democrático, mas hoje isso parece um sonho que se desvaneceu. É um mal-entendido sobre como a China se vê e como quer ser percebida no resto do mundo?

Goldkorn – Sim, acho que sim.

Muitos acadêmicos, políticos ou jornalistas talvez pensassem que, à medida que a China se tornasse mais rica e mais integrada ao mundo, se tornaria mais liberal. E não foi esse o caso.

Talvez se não fosse por Xi Jinping não seria assim. Por outro lado, no entanto, parte das guindas anti-liberais que a China deu o precede.

Aquele momento de otimismo sobre a China se abrir, para mim, terminou em 2009. Pelo menos foi quando comecei a pensar que não iria funcionar. Eu mesmo era um dos que tinham a concepção errônea de que a China se liberalizaria gradualmente.

BBC – Por que em 2009?

Goldkorn – Dois fatores: primeiro, os Jogos Olímpicos de sucesso [em Pequim, 2008].

E logo em seguida, a crise financeira global, quando se constatou que Wall Street – o sistema financeiro e econômico americano que era admirado e que, em muitos aspectos, foi estudado e imitado pelo governo chinês – não era tão forte ou tão bem-sucedido como foi planejado.

E, ao mesmo tempo, a China navegou nas águas da crise, em grande parte graças à capacidade do governo de usar essa força para resistir à tempestade e alocar os gastos de uma forma que só se pode fazer se tiver o poder centralizado.

Portanto, acho que depois de 2009, muitas pessoas – de estudantes a acadêmicos a cidadãos comuns – começaram a pensar que sua admiração anterior pelo Ocidente pode ter sido deslocada. Esse foi um ponto de virada.

BBC – Que outros mal-entendidos ou percepções equivocadas existem sobre a China no Ocidente?

Goldkorn – Acho que um dos mal-entendidos que ainda se vê é que existe um poderoso grupo de ‘reformistas’ dentro do Partido Comunista; que se fossem apoiados, isso permitiria que tudo fosse liberalizado.

No Ocidente superestimamos o apelo do modelo ocidental de democracia liberal e, ao mesmo tempo, subestimamos a capacidade do PCC: apesar de todos os problemas que a China tem e possa ter com o partido, eles provaram ser extremamente competentes governando o país.

BBC – Agora pergunto sobre outra ideia que tende a ser vista no Ocidente: a China busca dominar o mundo?

Goldkorn – Não acho que a China esteja planejando dominar o mundo exatamente: acho que o Partido Comunista quer fazer do mundo um lugar seguro para sua forma de governo. E assim garantir sua permanência no poder a longo prazo. Esse é o seu objetivo principal.

Mas, para tornar o mundo mais seguro para o PCC, a China precisará crescer econômica e militarmente, e é aí que não se sabe ao que isso pode levar.

Não acho que Xi Jinping seja como um vilão de quadrinhos tramando quando invadir os Estados Unidos ou quando tomar o sudeste asiático e criar uma colônia.

Não acho que a China pense como uma ex-potência colonial, mas acho que tornar o mundo mais seguro para o governo do PCC levará à dominação chinesa, especialmente na esfera econômica mundial, o que colocará muitas pessoas em uma posição incômoda.

'Mao tornou a China independente e a ergueu, Deng Xiaoping os tornou ricos e Xi os tornou fortes' É assim que os especialistas chineses resumem o pensamento do atual presidente do país. - GETTY IMAGES - GETTY IMAGES
‘Mao tornou a China independente e a ergueu, Deng Xiaoping os tornou ricos e Xi os tornou fortes’ É assim que os especialistas chineses resumem o pensamento do atual presidente do país.

Imagem: GETTY IMAGES

BBC – Portanto, trata-se de sobrevivência absoluta.

Goldkorn – Essa é a minha visão, sim.

BBC – Falemos sobre a relação entre a China e os EUA. Ouvimos alertas sobre uma possível “nova Guerra Fria”, por exemplo, do Secretário-Geral da ONU; enquanto outras vozes consideram que devemos ter cuidado ao descrever a relação entre as duas superpotências. Você vê como inevitável uma nova Guerra Fria?

Goldkorn – Acho que cada um tem sua própria definição de o que significa Guerra Fria. Mas em muitos aspectos essa definição obscurece a questão em vez de iluminá-la.

Porque [a situação] é muito diferente da Guerra Fria 1.0, digamos. A conexão é que ninguém está lutando diretamente, mas há uma hostilidade tremenda.

BBC – Taiwan é o maior risco de confronto entre China e Estados Unidos?

Goldkorn – Taiwan e o Mar do Sul da China, em termos gerais. São duas questões diferentes, mas intimamente relacionadas.

Acho que o risco com Taiwan é que Xi Jinping decida que agora a China está em uma posição de força e que é hora de agir. Isso seria com Taiwan, mas geralmente ambos são um perigo.

O maior risco é que, com o aumento da militarização da região, aconteça alguma coisa em que haja duas partes irritadas uma com a outra, seja a China ou os Estados Unidos, ou talvez outro país, mas em que os Estados Unidos sintam necessidade de se envolver. Ou que ocorra algum tipo de incidente não planejado: um navio colide com outro navio e marinheiros americanos morram. Um acidente ou erro de cálculo e sai fora de controle.

Para mim, esse é o grande risco, seguido de perto pela decisão da China de agir em relação a Taiwan.

BBC – Mesmo na pandemia, a pressão sobre Taiwan não parou de aumentar e atingiu a América Latina: neste mês, Taiwan acusou Pequim de oferecer vacinas chinesas para pressionar o Paraguai a cortar suas relações com a ilha. O Paraguai é um dos poucos países que reconhece Taiwan como um Estado soberano. Como você vê a diplomacia de vacinas da China e essas disputas?

Goldkorn – A pandemia pode ter sido muito ruim para os esforços diplomáticos internacionais da China, que obviamente está sofrendo algumas consequências negativas em termos de sua reputação.

Mas, por outro lado, a China fez um bom trabalho em reverter isso, tanto controlando a pandemia no país quanto com a diplomacia de equipamentos de proteção e máscaras, primeiro, e agora de vacinas.

Honestamente, se você é um pequeno país pobre e ainda não está recebendo as vacinas Covax (consórcio para distribuir vacinas pelo mundo) e os EUA ou o Reino Unido não estão prometendo nada, enquanto a China está dizendo ‘se você se comportar bem conosco, nós lhe enviaremos vacinas…’

[Pequim] quer aproveitar ao máximo esta oportunidade de diplomacia de vacinas e pressionará todos os países que ainda reconhecem Taiwan.

BBC – Neste ano haverá um aniversário marcante no país: o centenário do Partido Comunista. O poder do PCC na China está mais forte do que nunca?

Goldkorn – Sim.

Muitos de seus cidadãos acreditam que o país fez um ótimo trabalho no controle da pandemia. Obviamente, eles usaram seu aparato de propaganda para ter certeza de que essa é a história que ficará, mas acho que têm sido muito bem-sucedidos nisso.

Eles saíram mais fortes do que nunca. Eu acrescentaria apenas uma advertência e tem a ver com um livro. Minha descrição favorita da China é, em muitos aspectos, a do título do livro de Susan Shirk: “China, uma superpotência frágil” (China: Fragile Superpower, no original em inglês). Também poderíamos falar do “frágil poder do Partido Comunista”.

Em muitos aspectos, [o PCC] está na posição mais forte que já ocupou. Mas, por outro lado, enfrenta problemas de todos os lados: da hostilidade internacional às campanhas contra os uigures e outras minorias e religiões, a enormes problemas ambientais ou crescente desigualdade…

Eles emergiram mais fortes do que nunca da pandemia, mas ao mesmo tempo os problemas que têm de enfrentar não diminuíram.

BBC – Apesar desse poder fortalecido de que fala, você vê algum sinal de dissidência dentro do Partido Comunista em relação a Xi?

Goldkorn – A marca do governo de Xi é ter se posicionado para governar por um longo período, possivelmente pelo resto de sua vida.

E ele tem todas as alavancas do poder em suas mãos e conseguiu que o PCC apoiasse o culto à personalidade. Isso tornará qualquer mudança na liderança muito difícil.

Eu acho que há muitas pessoas que reclamam e não estão necessariamente felizes com ele, mas eu acho que elas não são fortes ou significativas o suficiente para causar mudanças. Pelo menos não agora, não no futuro próximo.

– Quem quer levar jogadores do campeão chinês? O São Paulo, parece que sim.

O Jiangsu FC, atual campeão chinês, deixou de existir. Fundado em 1958, profissionalizado em 1994, foi comprado pelo grupo Suning em 2015. É nele que jogavam o zagueiro Miranda e o ítalo-brasileiro Éder (ex- Seleção Italiana) – o primeiro confirmado pelo SPFC, o segundo a confirmar. Como o clube fechou as portas, ambos tiveram “passe livre”.

Não é um mistério o futebol chinês? Propostas irrecusáveis com salários incomparáveis aos da Europa. Nível técnico, logicamente, muito baixo. Mas “gastos e gastos e gastos” que em nada se justificam.

Lembram de Conca, que chegou a ter o 4o salário mais bem pago do mundo por lá? Oscar, ex-São Paulo, abandonou a Premier League para ganhar uma fortuna lá. E Hulk, que recebia aproximadamente 9 milhões de reais por mês?

Zhang Jindong, o proprietário do Suning, é dono da Internazionale de Milão (adquiriu o clube de Massimo Moratti), e apesar dos bons resultados em campo, deve vender o clube também. Lembrando que Suning é uma espécie de “Casas Bahia da China”, maior varejista de eletrodomésticos e eletrônicos fora do controle governamental do país.

O plantel desfeito do Jiangsu, segundo o Transfermarket, aqui: https://www.transfermarkt.com.br/jiangsu-guoxin-sainty/kader/verein/22219

– A Nova Prioridade do Planeta China: banheiros para todos!

Um dos péssimos hábitos da atual e moderna China é o antigo costume de urinar em público.

Está apertado? Ache um cantinho e…

Pois é. Para acabar com esse constrangimento das autoridades, o Governo Chinês investirá R$ 10 bilhões para construir banheiros públicos no país.

Abaixo, os planos ambiciosos das autoridades,

Extraído de: http://epoca.globo.com/mundo/noticia/2018/01/china-elegeu-reformar-e-modernizar-os-banheiros-sua-prioridade-na-nova-era.html

A CHINA ELEGEU REFORMAR E MODERNIZAR OS BANHEIROS SUA PRIORIDADE NA NOVA ERA

Por Vivian Oswald, de Pequim

A vendedora da pequena e charmosa butique vizinha a um dos banheiros públicos de Dashilan – um descolado hutong, como são chamados os bairros das tradicionais casas chinesas, da capital – se queixava do cheiro forte do vizinho com quem divide parede. Dizia que o odor afastava a clientela. Não mais. O banheiro foi reformado e já não incomoda. Este e tantos outros passaram por mudanças significativas para agradar turistas chineses e estrangeiros. Muitos ganharam novo visual e vasos sanitários que só faltam falar – e vão para o lugar daquelas precárias louças encaixadas no chão.

A China elegeu suas prioridades. Ao se preparar para entrar na Nova Era, anunciada em outubro passado pelo presidente Xi Jinping durante o 19º Congresso do Partido Comunista, o país escolheu dar início a uma nova revolução: a dos banheiros. “A China precisa de melhoras nos seus banheiros para construir uma sociedade civilizada e incrementar os padrões de higiene do povo”, pregou o líder chinês, prestes a iniciar seu segundo mandato agora em março.

Xi pediu aos membros do partido que continuem a modernizar os banheiros turísticos ao mesmo tempo em que expandem o projeto para o resto do país, sobretudo para as áreas rurais e regiões mais remotas. Em suas visitas às áreas rurais, o mandatário faz questão de saber se a população usa esses banheiros, que nada mais são do que um buraco no chão, sem sistema de água, nem esgoto. Nos hutongs, mesmo nos grandes centros urbanos, os banheiros públicos são as únicas opções para os moradores das casas, que, em geral, não têm um sanitário exclusivo para atender a família. Não raro, veem-se chineses passando de pijama à noite, ou bem cedo, com cara de aperto, pelas ruelas.

A revolução do Xi(xi) começou com uma campanha lançada em 2015 pelo Escritório de Turismo para melhorar as condições dos banheiros públicos nas áreas mais turísticas. Estabeleceu-se, então, uma meta de construção e renovação de 57 mil banheiros de turismo para o período de três anos. Como quase tudo na China, o objetivo foi cumprido antes do prazo. Ao todo, foram construídos e renovados 68 mil banheiros, quase 20% a mais do que o previsto, segundo dados atualizados em outubro passado. Agora, eles acabam de anunciar a nova meta para o próximo triênio. De 2018 a 2020, serão pelo menos 64 mil banheiros de turismo, dos quais, no mínimo, 47 mil novos e 17 mil renovados.

A tal revolução dos banheiros já teria custado mais de US$ 150 milhões. O foco agora vai para o interior, sobretudo nas zonas rurais, no centro e leste do país. Está sendo criado um regime de avaliação e fiscalização da sociedade. Uma pesquisa mostra que 80% dos turistas chineses se disseram satisfeitos com a melhora dos banheiros. Não é para menos. Mesmo em Pequim, as condições de alguns dos milhares de banheiros públicos que existem pela cidade chocavam os estrangeiros. Os chineses não se constrangem com o velho hábito de usar o espaço público como banheiro. No interior da China, por exemplo, na região autônoma de Ningxia, muitos camponeses nem sequer têm banheiro dentro de casa. Alguns têm de usar latrinas cavadas na terra ao lado da casa ou caminhar até 500 metros para encontrar um banheiro público.

De acordo com dados da Fundação Bem-Estar Público Yu Ting, cerca de 80% das áreas rurais de Xinjiang e do Tibete têm uma situação considerada severa. A entidade, primeira organização não governamental a cuidar exclusivamente do tema dos banheiros, foi criada pelo milionário Qian Jun. Nascido em Kunshan, na província de Jiangsu, a mais densamente povoada da China, ele decidiu largar o império que construiu nos setores de logística, finanças e alimentação para dedicar-se à filantropia depois que descobriu um câncer em 2011, quando tinha 34 anos. De lá para cá, Gian Jun já gastou cerca de US$ 3 milhões com banheiros e, por isso, passou a ser conhecido como “Zé Banheiro”. A ideia deste empreendedor não é apenas reformar os sanitários, mas mudar a cultura das pessoas. Isso pode até virar um bom negócio. Alguns modelos começam a ter marca registrada e a ser vendidos para empresas e governos de províncias interessados em conduzir as suas reformas.

Em um país diverso como a China, até o design de banheiros precisa ser discutido com atenção. Isso porque nas áreas remotas do Tibete, por exemplo, é preciso levar em conta as caraterísticas das vestes usadas pela população, com uma das mangas muito mais longa do que a outra. Além de tocar projetos para a construção de banheiros sustentáveis em universidades e sanitários dignos no interior do país, ele quer que a Universidade Tsinghua, uma das mais prestigiosas da capital, inclua no seu currículo uma nova “especialização em banheiros”, que poderia estar vinculada à Faculdade de Meio Ambiente ou à de Direito.

Ainda no final de 2015, o Ministério de Habitação da China fechou um acordo de cooperação com a província de Ningxia, que se tornou um projeto experimental da revolução dos banheiros na zona rural. A província estabeleceu pontos experimentais em 22 cidades. Na cidade de Qingtongxia, foram renovados 1.300 banheiros nos últimos três anos. Diante dos bons resultados, a província acaba de anunciar uma meta de renovar os banheiros usados por 300 mil famílias até 2020. Nas cidades grandes, alguns terão até luxos que não se costuma ver em banheiros mundo afora, como carregadores de celular, Wi-Fi, ar-condicionado, aquecimento, máquina de água e sucos e tal. O fato é que, como tudo na China, o movimento tem tomado proporção tamanha que acaba de ser lançado um aplicativo de banheiros para a população. Tem sido chamado de “o Uber dos banheiros”. Ali, o usuário tem acesso a cerca de 330 mil sanitários disponíveis à sua volta em toda a China, numa área chamada “nuvem nacional do banheiro público”, com as informações sobre as facilidades e horários de funcionamento.

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VIDA PRIVADA – O plano prevê 64 mil novos banheiros para uma população de 1,4 bilhão de pessoas (Foto: divulgação)

– O rigor da ditadura chinesa para quem a contraria:

Três casos emblemáticos:

1. O empreendedor Jack Ma, o homem mais rico da China e dono da Alibaba, ousou criticar o Governo de Pequim. E está sumido há dois meses.

2. O bilionário Lin Qi, dono da empresa de games Yoozoo, morreu por envenenamento após acertar com a Netflix uma parceria para uma série onde misturava ficcção científica, a vida de Mao Tsé-tung e a consolidação do Partido Comunista Chinês.

3. O banqueiro Lao Xiaomin, acusado de contestação ao sistema econômico chinês, foi preso e condenado à morte por Pequim acusado de corrupção e bigamia.

Esses exemplos mostram que o “Planeta China”, que detém ¼ da população mundial, não aceita críticas, desrespeita os Direitos Humanos (vide as censuras comuns de lá), tolhe a democracia e resolve “do seu jeito” quem for contra às regras do PCC.

A verdade é: se não fosse o poderio financeiro e bélico, as nações desenvolvidas já teriam sido muito mais rigorosas com seus negócios e tratativas com a China. Mas não são, justamente por serem reféns economicamente.

O que dói é: apaixonados pelo regime de Pequim no Brasil exaltam os feitos positivos e fecham os olhos para a ditadura. Complicado…