– Lee Siegel e os idiotas da internet

Em 2008, o articulista do Los Angeles Time, Lee Siegel, discutiu sobre “o que há de inteligente na Web”.

Seus comentários foram pesados! Por exemplo: disse que na China há milhões de blogs, mas que quase ninguém os lê. E que lá se escreve de tudo, desde verdades até as mentiras, e, principalmente, muita bobagem. Questionou sobre a serventia de blogs sem leitura e a quem os posts interessam.

Literalmente, disse ainda que “os blogs são como o espelho de Narciso na tela do PC. As pessoas vêem o reflexo da própria perdição (…) Se pudesse, proibiria as pessoas de escreverem sobre pseudônimos”. Quanto ao Google, disse que “Ele é assustador, pois compra a alma das pessoas e as vende para as empresas. Seu negócio é virá-las pelo avesso, e dominar a cultura da busca”.

Ousado esse Lee, não? Mas será que muitas das suas afirmações não são realmente verdadeiras? Há realmente muita bobagem na Web e captura de dados?

Guia Definitivo Como Criar um Blog Incrível e Ganhar Dinheiro Com Ele

– A China se “fecha”? Mas quando ela se abriu?

Leio essa entrevista sobre o “fechamento da China aos jornalistas”. Mas cá entre nós: desde quando ela foi aberta?

Ditadura, seja de Direita, Esquerda, Teocrática ou Imperial, sempre será maléfica.

Quando o povo chinês conseguirá ter algo sagrado em sua nação, que é a LIBERDADE?

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2021/05/01/a-preocupante-expulsao-de-jornalistas-estrangeiros-da-china-o-pais-esta-se-fechando.htm

A PREOCUPANTE EXPULSÃO DE JORNALISTAS ESTRANGEIROS DA CHINA: “PAÍS ESTÁ SE FECHANDO”

"A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências de expulsar correspondentes estrangeiros", diz analista especializado no país - GETTY IMAGES
A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências de expulsar correspondentes estrangeiros’, diz analista especializado no país Imagem: GETTY IMAGES

A China é um país extremamente difícil para um jornalista, não importa que cobertura ele ou ela faça.

E a situação só está piorando: no ano passado, o país expulsou pelo menos 18 correspondentes estrangeiros. Neste mês, o jornalista da BBC John Sudworth se juntou ao grupo de jornalistas que tiveram de deixar a China continental. Ele se mudou para Taiwan em meio a assédio e perseguição pelas autoridades.

“A China está definitivamente se fechando”, avisa o analista Jeremy Goldkorn. “Parece que estamos de volta aos anos 90.”

Goldkorn viveu duas décadas no país e hoje é um importante analista da China. É editor-chefe do site SupChina e cofundador do podcast Sinica, duas plataformas que explicam a China ao Ocidente quebrando estereótipos.

A BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com Goldkorn sobre o tratamento que o governo chinês confere à imprensa estrangeira, sobre o poder do Partido Comunista, os abusos contra a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, onde há graves violações de direitos humanos cometido pelo governo chinês e denunciado pela imprensa, e a “diplomacia da vacina” chinesa durante a pandemia da covid-19.

Jeremy Goldkorn é editor-chefe da SupChina e co-fundador e apresentador do Sinica Podcast - Cortesia BBC - Cortesia BBC
Jeremy Goldkorn é editor-chefe da SupChina e co-fundador e apresentador do Sinica Podcast

Imagem: Cortesia BBC

BBC – A China está fechando suas portas para a imprensa estrangeira?

Jeremy Goldkorn – Em uma palavra, sim. Está dificultando sua entrada e está fazendo isso de diferentes maneiras: por exemplo, retardando o processo de concessão de um visto ou com o tipo de comportamento que afastou John Sudworth, que é um assédio direto.

Também o faz se recusando a renovar vistos, como fez com três meios de comunicação dos Estados Unidos, em retaliação a decisões americanas no ano passado.

Mas também está ficando mais difícil trabalhar na China.

Então, a China definitivamente está se fechando, parece que estamos de volta aos anos 1990, antes do grande fluxo de correspondentes que vieram a Pequim para as Olimpíadas. Eles estão voltando no tempo.

BBC – Você acha que a premiada reportagem de John Sudworth sobre a situação em Xinjiang foi o principal motivo da campanha de pressão das autoridades contra ele e sua família?

Goldkorn – Creio que sim.

Sudworth fez várias reportagens sobre a situação nos campos de 'reeducação' em Xinjiang - BBC - BBC
Sudworth fez várias reportagens sobre a situação nos campos de ‘reeducação’ em Xinjiang

Imagem: BBC

Faz sentido, porque foi a reportagem crítica mais proeminente que ele já fez e, se você notar, nos últimos dois meses, o governo chinês redobrou uma intensa e bem financiada campanha de propaganda em Xinjiang, abrangendo jornalistas da mídia estatal e outros no Twitter a documentários caros da CGTN (o serviço de língua inglesa da rede estatal chinesa) ou um filme de propaganda que foi exibido na embaixada australiana.

Portanto, seu trabalho [de Sudworth] em Xinjiang parece ser a razão mais lógica para o aumento do assédio.

Também acho que assim que o governo chinês e, bem, seus serviços de segurança decidirem que você está na lista de inimigos da República Popular, eles vão dificultar sua vida.

Então, talvez o assédio dele e de sua família tenha sido a consequência mais direta de suas reportagens sobre Xinjiang, mas acho que em algum nível o governo chinês está tentando enviar a todos os jornalistas a mensagem de que se continuarem com o jornalismo crítico, seja de qualquer coisa, eles vão complicar sua vida.

BBC – “À medida que a repressão aumenta, a China se parece cada vez mais com a Coreia do Norte.” Esse era o título de um artigo de Anna Fifield, uma ex-chefe da sucursal do Washington Post na China que cobriu as duas Coreias, sobre uma visita a Xinjiang no ano passado. A China está se tornando a Coreia do Norte em termos de mídia e censura?

Goldkorn – Sim. Mas não sei se essa comparação é realmente útil porque a Coreia do Norte é tão extrema… e está em uma situação diferente da China.

Se você ler o artigo, acho que a comparação é um pouco mais sutil (…) Se você disser que a China está se tornando a Coreia do Norte, isso provavelmente não transmite a complexidade do assunto.

Em alguns casos, por exemplo, em Xinjiang ou no Tibete, é impossível fazer jornalismo independente. O acesso a funcionários do governo agora é muito menos fácil do que era há 10, 15 ou 20 anos, então está se tornando mais uma Coreia do Norte do que era há alguns anos, mas não sei se essa comparação é muito útil.

BBC – No site SupChina e no podcast da Sinica, vocês trabalham para explicar a China ao Ocidente, rompendo julgamentos errôneos, observando que a realidade da China é sempre muito complexa. O que está faltando na cobertura sobre Xinjiang, onde há violações aos direitos humanos da minoria muçulmana uigur?

Goldkorn – Não sei, a forma como o governo chinês enxerga é que eles tinham um problema de terrorismo e mesmo que do ponto de vista ocidental, muito disso seja visto como um exagero ou uma invenção, é verdade que lá houve dois incidentes de violência generalizados: a explosão de uma bomba e o ataque em Urumqi [capital de Xinjiang] e os ataques com faca na estação ferroviária de Kunming [capital da província de Yunnan, no sul].

Ambos, quer você pense que eles foram justificados ou não – isso é uma questão totalmente diferente -, foram ataques terroristas. Eles procuraram aterrorizar a população civil.

E eu acho que não há muita discussão na mídia ocidental sobre por que o governo chinês está fazendo o que faz [em Xinjiang], e o fato de que eles estão respondendo a alguns problemas reais que eles têm. E mesmo que rejeitemos seus métodos, não há como negar que há um problema com o qual eles tiveram que lidar.

Acho que talvez isso esteja fora da cobertura.

Mas, fora isso, não acho que estamos perdendo muito na imprensa ocidental. Acho que a mídia estrangeira tem feito um trabalho muito bom: denunciando os abusos que estão ocorrendo, abusos que estão no nível de crimes contra a Humanidade. Deveriam ser divulgados e impedidos. E é função da mídia expor isso, então, nesse sentido, não acho que estamos perdendo nada.

Se estivermos perdendo, o problema é com o governo chinês, porque não permite que jornalistas de verdade entrem em Xinjiang para realmente noticiar o que está acontecendo.

A imagem que temos é parcial: ninguém pode ter acesso aos campos. Só podemos coletar relatos de testemunhas.

BBC – Quais seriam as consequências para o mundo e para a China, se Pequim continuar nessa trajetória de expulsão de correspondentes?

Goldkorn – A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências.

No longo prazo, vai prejudicar a China, porque os jornalistas estrangeiros, com algumas exceções, desenvolvem uma certa simpatia pela sociedade e até pelo governo. Seus relatos não são apenas sobre as coisas ruins que estão acontecendo na China. Eles tendem a humanizar o país e as pessoas com suas experiências. Estão passando um tempo lá e veem os detalhes: que o país é muito mais do que a repressão de dissidentes, que Xinjiang é uma parte terrível do que está acontecendo, mas há muito mais.

Quanto menos cor e textura cotidiana tivermos na mídia, mais fácil será para o mundo exterior demonizar e desumanizar a China.

O presidente Biden é um dos políticos americanos mais experientes no trato com líderes chineses. Nesta foto, quando era vice-presidente de Obama, em 2013. - Reuters - Reuters
O presidente Biden é um dos políticos americanos mais experientes no trato com líderes chineses. Nesta foto, quando era vice-presidente de Obama, em 2013.

Imagem: Reuters

BBC – Por que a China está mudando sua atitude em relação à imprensa estrangeira?

Goldkorn – Acho que é por causa de uma estranha combinação de força e fraqueza, de confiança e insegurança.

Acho que, por um lado, Xi Jinping chegou ao poder em um momento em que a China, em 2012, havia superado a crise financeira global e era um dos países mais importantes do mundo, com base em qualquer índice econômico.

É um país indispensável. Qualquer país tem algum tipo de acordo com a China. Ele não é mais pobre e fraco. Estava começando a parecer um país rico e poderoso. Portanto, há um certo senso de orgulho e a possível arrogância que o acompanha.

Ao mesmo tempo, acho que Xi tem um forte sentimento de que, se o Partido Comunista não for cuidadoso, a China acabará como a União Soviética e como a Rússia, que é obviamente uma superpotência, mas em alguns aspectos não é levada a sério como país.

Apesar do orgulho e da confiança de Xi Jinping e de muitos cidadãos em relação às conquistas do país, há um profundo sentimento de insegurança sobre como as coisas podem dar errado. E isso está por trás da sensibilidade absoluta com que eles veem o que acontece na China, especialmente internamente, mas também no nível internacional.

Soma-se a isso o sentimento de que a China, de certa forma, precisa cada vez menos de outros países, mas é nesses momentos em que tanto o orgulho quanto uma espécie de paranoia convergem, o que os levam a sentir que os jornalistas estrangeiros não são realmente as pessoas de que precisam agora.

BBC – Isso também pode explicar a mudança que vimos na diplomacia chinesa no ano passado? Os chamados ‘lobos guerreiros’ [diplomatas que defendem a posição de Pequim com linguagem dura nas redes sociais e em outros lugares, às vezes espalhando desinformação] estão aqui para ficar?

Goldkorn – Parece que sim. E é parte do mesmo problema: o desejo do Partido Comunista de dar forma à história que está sendo contada, alimentado ao mesmo tempo pela arrogância e pela paranoia.

Pelo menos no futuro próximo, não vejo isso mudando.

BBC – Parece uma continuação da posição mais assertiva da China na arena internacional sob Xi Jinping.

Goldkorn – Certamente é.

BBC – Por muitos anos, no Ocidente, presumiu-se que a China um dia se tornaria um país democrático, mas hoje isso parece um sonho que se desvaneceu. É um mal-entendido sobre como a China se vê e como quer ser percebida no resto do mundo?

Goldkorn – Sim, acho que sim.

Muitos acadêmicos, políticos ou jornalistas talvez pensassem que, à medida que a China se tornasse mais rica e mais integrada ao mundo, se tornaria mais liberal. E não foi esse o caso.

Talvez se não fosse por Xi Jinping não seria assim. Por outro lado, no entanto, parte das guindas anti-liberais que a China deu o precede.

Aquele momento de otimismo sobre a China se abrir, para mim, terminou em 2009. Pelo menos foi quando comecei a pensar que não iria funcionar. Eu mesmo era um dos que tinham a concepção errônea de que a China se liberalizaria gradualmente.

BBC – Por que em 2009?

Goldkorn – Dois fatores: primeiro, os Jogos Olímpicos de sucesso [em Pequim, 2008].

E logo em seguida, a crise financeira global, quando se constatou que Wall Street – o sistema financeiro e econômico americano que era admirado e que, em muitos aspectos, foi estudado e imitado pelo governo chinês – não era tão forte ou tão bem-sucedido como foi planejado.

E, ao mesmo tempo, a China navegou nas águas da crise, em grande parte graças à capacidade do governo de usar essa força para resistir à tempestade e alocar os gastos de uma forma que só se pode fazer se tiver o poder centralizado.

Portanto, acho que depois de 2009, muitas pessoas – de estudantes a acadêmicos a cidadãos comuns – começaram a pensar que sua admiração anterior pelo Ocidente pode ter sido deslocada. Esse foi um ponto de virada.

BBC – Que outros mal-entendidos ou percepções equivocadas existem sobre a China no Ocidente?

Goldkorn – Acho que um dos mal-entendidos que ainda se vê é que existe um poderoso grupo de ‘reformistas’ dentro do Partido Comunista; que se fossem apoiados, isso permitiria que tudo fosse liberalizado.

No Ocidente superestimamos o apelo do modelo ocidental de democracia liberal e, ao mesmo tempo, subestimamos a capacidade do PCC: apesar de todos os problemas que a China tem e possa ter com o partido, eles provaram ser extremamente competentes governando o país.

BBC – Agora pergunto sobre outra ideia que tende a ser vista no Ocidente: a China busca dominar o mundo?

Goldkorn – Não acho que a China esteja planejando dominar o mundo exatamente: acho que o Partido Comunista quer fazer do mundo um lugar seguro para sua forma de governo. E assim garantir sua permanência no poder a longo prazo. Esse é o seu objetivo principal.

Mas, para tornar o mundo mais seguro para o PCC, a China precisará crescer econômica e militarmente, e é aí que não se sabe ao que isso pode levar.

Não acho que Xi Jinping seja como um vilão de quadrinhos tramando quando invadir os Estados Unidos ou quando tomar o sudeste asiático e criar uma colônia.

Não acho que a China pense como uma ex-potência colonial, mas acho que tornar o mundo mais seguro para o governo do PCC levará à dominação chinesa, especialmente na esfera econômica mundial, o que colocará muitas pessoas em uma posição incômoda.

'Mao tornou a China independente e a ergueu, Deng Xiaoping os tornou ricos e Xi os tornou fortes' É assim que os especialistas chineses resumem o pensamento do atual presidente do país. - GETTY IMAGES - GETTY IMAGES
‘Mao tornou a China independente e a ergueu, Deng Xiaoping os tornou ricos e Xi os tornou fortes’ É assim que os especialistas chineses resumem o pensamento do atual presidente do país.

Imagem: GETTY IMAGES

BBC – Portanto, trata-se de sobrevivência absoluta.

Goldkorn – Essa é a minha visão, sim.

BBC – Falemos sobre a relação entre a China e os EUA. Ouvimos alertas sobre uma possível “nova Guerra Fria”, por exemplo, do Secretário-Geral da ONU; enquanto outras vozes consideram que devemos ter cuidado ao descrever a relação entre as duas superpotências. Você vê como inevitável uma nova Guerra Fria?

Goldkorn – Acho que cada um tem sua própria definição de o que significa Guerra Fria. Mas em muitos aspectos essa definição obscurece a questão em vez de iluminá-la.

Porque [a situação] é muito diferente da Guerra Fria 1.0, digamos. A conexão é que ninguém está lutando diretamente, mas há uma hostilidade tremenda.

BBC – Taiwan é o maior risco de confronto entre China e Estados Unidos?

Goldkorn – Taiwan e o Mar do Sul da China, em termos gerais. São duas questões diferentes, mas intimamente relacionadas.

Acho que o risco com Taiwan é que Xi Jinping decida que agora a China está em uma posição de força e que é hora de agir. Isso seria com Taiwan, mas geralmente ambos são um perigo.

O maior risco é que, com o aumento da militarização da região, aconteça alguma coisa em que haja duas partes irritadas uma com a outra, seja a China ou os Estados Unidos, ou talvez outro país, mas em que os Estados Unidos sintam necessidade de se envolver. Ou que ocorra algum tipo de incidente não planejado: um navio colide com outro navio e marinheiros americanos morram. Um acidente ou erro de cálculo e sai fora de controle.

Para mim, esse é o grande risco, seguido de perto pela decisão da China de agir em relação a Taiwan.

BBC – Mesmo na pandemia, a pressão sobre Taiwan não parou de aumentar e atingiu a América Latina: neste mês, Taiwan acusou Pequim de oferecer vacinas chinesas para pressionar o Paraguai a cortar suas relações com a ilha. O Paraguai é um dos poucos países que reconhece Taiwan como um Estado soberano. Como você vê a diplomacia de vacinas da China e essas disputas?

Goldkorn – A pandemia pode ter sido muito ruim para os esforços diplomáticos internacionais da China, que obviamente está sofrendo algumas consequências negativas em termos de sua reputação.

Mas, por outro lado, a China fez um bom trabalho em reverter isso, tanto controlando a pandemia no país quanto com a diplomacia de equipamentos de proteção e máscaras, primeiro, e agora de vacinas.

Honestamente, se você é um pequeno país pobre e ainda não está recebendo as vacinas Covax (consórcio para distribuir vacinas pelo mundo) e os EUA ou o Reino Unido não estão prometendo nada, enquanto a China está dizendo ‘se você se comportar bem conosco, nós lhe enviaremos vacinas…’

[Pequim] quer aproveitar ao máximo esta oportunidade de diplomacia de vacinas e pressionará todos os países que ainda reconhecem Taiwan.

BBC – Neste ano haverá um aniversário marcante no país: o centenário do Partido Comunista. O poder do PCC na China está mais forte do que nunca?

Goldkorn – Sim.

Muitos de seus cidadãos acreditam que o país fez um ótimo trabalho no controle da pandemia. Obviamente, eles usaram seu aparato de propaganda para ter certeza de que essa é a história que ficará, mas acho que têm sido muito bem-sucedidos nisso.

Eles saíram mais fortes do que nunca. Eu acrescentaria apenas uma advertência e tem a ver com um livro. Minha descrição favorita da China é, em muitos aspectos, a do título do livro de Susan Shirk: “China, uma superpotência frágil” (China: Fragile Superpower, no original em inglês). Também poderíamos falar do “frágil poder do Partido Comunista”.

Em muitos aspectos, [o PCC] está na posição mais forte que já ocupou. Mas, por outro lado, enfrenta problemas de todos os lados: da hostilidade internacional às campanhas contra os uigures e outras minorias e religiões, a enormes problemas ambientais ou crescente desigualdade…

Eles emergiram mais fortes do que nunca da pandemia, mas ao mesmo tempo os problemas que têm de enfrentar não diminuíram.

BBC – Apesar desse poder fortalecido de que fala, você vê algum sinal de dissidência dentro do Partido Comunista em relação a Xi?

Goldkorn – A marca do governo de Xi é ter se posicionado para governar por um longo período, possivelmente pelo resto de sua vida.

E ele tem todas as alavancas do poder em suas mãos e conseguiu que o PCC apoiasse o culto à personalidade. Isso tornará qualquer mudança na liderança muito difícil.

Eu acho que há muitas pessoas que reclamam e não estão necessariamente felizes com ele, mas eu acho que elas não são fortes ou significativas o suficiente para causar mudanças. Pelo menos não agora, não no futuro próximo.

– O Sistema 996 resiste na China e explica muita coisa…

Antes da paralisação do planeta pelo Coronavírus, uma discussão na China era: o sistema 996 de trabalho! Relembrando:

Leio que o sistema de trabalho conhecido pelo nome de “996” (significa: trabalhar das 9h da manhã às 9 h da noite, por 6 dias da semana), praticado na China e condenado mundo afora, continua em alta por lá. Ao menos, entre os empreendedores chineses privados neste novo momento do país.

Criticado pelo desrespeito aos Direitos Humanos, pela Ditadura Comunista do Partido Único, de exploração trabalhista e de outras tantas coisas, o Ocidente Capitalista fecha os olhos por conta dos sino-dólares e pela compra de produtos baratos, à custa da mão-de-obra contestada pela extenuante cobrança.

Devido a isso, uma divisão da Microsoft, o Github, criou um projeto de compartilhamento de depoimentos com pessoas que sofrem com as péssimas condições de trabalho. E sabe, qual a motivação? A declaração do presidente do gigante global de e-commerce Alibaba, Jack Ma, que se referiu ao “996” como “uma ‘grande benção’ para os jovens da China”.

Veja sua declaração no Estadão – link em: https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,fundador-da-alibaba-diz-que-jornada-de-trabalho-de-12-horas-e-grande-bencao-para-jovens,70002789022

996.iCU惊动Python之父:我们能为中国的“996”程序员做什么? - 知乎

– Quem quer levar jogadores do campeão chinês? O São Paulo, parece que sim.

O Jiangsu FC, atual campeão chinês, deixou de existir. Fundado em 1958, profissionalizado em 1994, foi comprado pelo grupo Suning em 2015. É nele que jogavam o zagueiro Miranda e o ítalo-brasileiro Éder (ex- Seleção Italiana) – o primeiro confirmado pelo SPFC, o segundo a confirmar. Como o clube fechou as portas, ambos tiveram “passe livre”.

Não é um mistério o futebol chinês? Propostas irrecusáveis com salários incomparáveis aos da Europa. Nível técnico, logicamente, muito baixo. Mas “gastos e gastos e gastos” que em nada se justificam.

Lembram de Conca, que chegou a ter o 4o salário mais bem pago do mundo por lá? Oscar, ex-São Paulo, abandonou a Premier League para ganhar uma fortuna lá. E Hulk, que recebia aproximadamente 9 milhões de reais por mês?

Zhang Jindong, o proprietário do Suning, é dono da Internazionale de Milão (adquiriu o clube de Massimo Moratti), e apesar dos bons resultados em campo, deve vender o clube também. Lembrando que Suning é uma espécie de “Casas Bahia da China”, maior varejista de eletrodomésticos e eletrônicos fora do controle governamental do país.

O plantel desfeito do Jiangsu, segundo o Transfermarket, aqui: https://www.transfermarkt.com.br/jiangsu-guoxin-sainty/kader/verein/22219

Grupo Suning compra 70% do Inter de Milão (3)

– A Nova Prioridade do Planeta China: banheiros para todos!

Um dos péssimos hábitos da atual e moderna China é o antigo costume de urinar em público.

Está apertado? Ache um cantinho e…

Pois é. Para acabar com esse constrangimento das autoridades, o Governo Chinês investirá R$ 10 bilhões para construir banheiros públicos no país.

Abaixo, os planos ambiciosos das autoridades,

Extraído de: http://epoca.globo.com/mundo/noticia/2018/01/china-elegeu-reformar-e-modernizar-os-banheiros-sua-prioridade-na-nova-era.html

A CHINA ELEGEU REFORMAR E MODERNIZAR OS BANHEIROS SUA PRIORIDADE NA NOVA ERA

Por Vivian Oswald, de Pequim

A vendedora da pequena e charmosa butique vizinha a um dos banheiros públicos de Dashilan – um descolado hutong, como são chamados os bairros das tradicionais casas chinesas, da capital – se queixava do cheiro forte do vizinho com quem divide parede. Dizia que o odor afastava a clientela. Não mais. O banheiro foi reformado e já não incomoda. Este e tantos outros passaram por mudanças significativas para agradar turistas chineses e estrangeiros. Muitos ganharam novo visual e vasos sanitários que só faltam falar – e vão para o lugar daquelas precárias louças encaixadas no chão.

A China elegeu suas prioridades. Ao se preparar para entrar na Nova Era, anunciada em outubro passado pelo presidente Xi Jinping durante o 19º Congresso do Partido Comunista, o país escolheu dar início a uma nova revolução: a dos banheiros. “A China precisa de melhoras nos seus banheiros para construir uma sociedade civilizada e incrementar os padrões de higiene do povo”, pregou o líder chinês, prestes a iniciar seu segundo mandato agora em março.

Xi pediu aos membros do partido que continuem a modernizar os banheiros turísticos ao mesmo tempo em que expandem o projeto para o resto do país, sobretudo para as áreas rurais e regiões mais remotas. Em suas visitas às áreas rurais, o mandatário faz questão de saber se a população usa esses banheiros, que nada mais são do que um buraco no chão, sem sistema de água, nem esgoto. Nos hutongs, mesmo nos grandes centros urbanos, os banheiros públicos são as únicas opções para os moradores das casas, que, em geral, não têm um sanitário exclusivo para atender a família. Não raro, veem-se chineses passando de pijama à noite, ou bem cedo, com cara de aperto, pelas ruelas.

A revolução do Xi(xi) começou com uma campanha lançada em 2015 pelo Escritório de Turismo para melhorar as condições dos banheiros públicos nas áreas mais turísticas. Estabeleceu-se, então, uma meta de construção e renovação de 57 mil banheiros de turismo para o período de três anos. Como quase tudo na China, o objetivo foi cumprido antes do prazo. Ao todo, foram construídos e renovados 68 mil banheiros, quase 20% a mais do que o previsto, segundo dados atualizados em outubro passado. Agora, eles acabam de anunciar a nova meta para o próximo triênio. De 2018 a 2020, serão pelo menos 64 mil banheiros de turismo, dos quais, no mínimo, 47 mil novos e 17 mil renovados.

A tal revolução dos banheiros já teria custado mais de US$ 150 milhões. O foco agora vai para o interior, sobretudo nas zonas rurais, no centro e leste do país. Está sendo criado um regime de avaliação e fiscalização da sociedade. Uma pesquisa mostra que 80% dos turistas chineses se disseram satisfeitos com a melhora dos banheiros. Não é para menos. Mesmo em Pequim, as condições de alguns dos milhares de banheiros públicos que existem pela cidade chocavam os estrangeiros. Os chineses não se constrangem com o velho hábito de usar o espaço público como banheiro. No interior da China, por exemplo, na região autônoma de Ningxia, muitos camponeses nem sequer têm banheiro dentro de casa. Alguns têm de usar latrinas cavadas na terra ao lado da casa ou caminhar até 500 metros para encontrar um banheiro público.

De acordo com dados da Fundação Bem-Estar Público Yu Ting, cerca de 80% das áreas rurais de Xinjiang e do Tibete têm uma situação considerada severa. A entidade, primeira organização não governamental a cuidar exclusivamente do tema dos banheiros, foi criada pelo milionário Qian Jun. Nascido em Kunshan, na província de Jiangsu, a mais densamente povoada da China, ele decidiu largar o império que construiu nos setores de logística, finanças e alimentação para dedicar-se à filantropia depois que descobriu um câncer em 2011, quando tinha 34 anos. De lá para cá, Gian Jun já gastou cerca de US$ 3 milhões com banheiros e, por isso, passou a ser conhecido como “Zé Banheiro”. A ideia deste empreendedor não é apenas reformar os sanitários, mas mudar a cultura das pessoas. Isso pode até virar um bom negócio. Alguns modelos começam a ter marca registrada e a ser vendidos para empresas e governos de províncias interessados em conduzir as suas reformas.

Em um país diverso como a China, até o design de banheiros precisa ser discutido com atenção. Isso porque nas áreas remotas do Tibete, por exemplo, é preciso levar em conta as caraterísticas das vestes usadas pela população, com uma das mangas muito mais longa do que a outra. Além de tocar projetos para a construção de banheiros sustentáveis em universidades e sanitários dignos no interior do país, ele quer que a Universidade Tsinghua, uma das mais prestigiosas da capital, inclua no seu currículo uma nova “especialização em banheiros”, que poderia estar vinculada à Faculdade de Meio Ambiente ou à de Direito.

Ainda no final de 2015, o Ministério de Habitação da China fechou um acordo de cooperação com a província de Ningxia, que se tornou um projeto experimental da revolução dos banheiros na zona rural. A província estabeleceu pontos experimentais em 22 cidades. Na cidade de Qingtongxia, foram renovados 1.300 banheiros nos últimos três anos. Diante dos bons resultados, a província acaba de anunciar uma meta de renovar os banheiros usados por 300 mil famílias até 2020. Nas cidades grandes, alguns terão até luxos que não se costuma ver em banheiros mundo afora, como carregadores de celular, Wi-Fi, ar-condicionado, aquecimento, máquina de água e sucos e tal. O fato é que, como tudo na China, o movimento tem tomado proporção tamanha que acaba de ser lançado um aplicativo de banheiros para a população. Tem sido chamado de “o Uber dos banheiros”. Ali, o usuário tem acesso a cerca de 330 mil sanitários disponíveis à sua volta em toda a China, numa área chamada “nuvem nacional do banheiro público”, com as informações sobre as facilidades e horários de funcionamento.

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VIDA PRIVADA – O plano prevê 64 mil novos banheiros para uma população de 1,4 bilhão de pessoas (Foto: divulgação)

– O rigor da ditadura chinesa para quem a contraria:

Três casos emblemáticos:

1. O empreendedor Jack Ma, o homem mais rico da China e dono da Alibaba, ousou criticar o Governo de Pequim. E está sumido há dois meses.

2. O bilionário Lin Qi, dono da empresa de games Yoozoo, morreu por envenenamento após acertar com a Netflix uma parceria para uma série onde misturava ficcção científica, a vida de Mao Tsé-tung e a consolidação do Partido Comunista Chinês.

3. O banqueiro Lao Xiaomin, acusado de contestação ao sistema econômico chinês, foi preso e condenado à morte por Pequim acusado de corrupção e bigamia.

Esses exemplos mostram que o “Planeta China”, que detém ¼ da população mundial, não aceita críticas, desrespeita os Direitos Humanos (vide as censuras comuns de lá), tolhe a democracia e resolve “do seu jeito” quem for contra às regras do PCC.

A verdade é: se não fosse o poderio financeiro e bélico, as nações desenvolvidas já teriam sido muito mais rigorosas com seus negócios e tratativas com a China. Mas não são, justamente por serem reféns economicamente.

O que dói é: apaixonados pelo regime de Pequim no Brasil exaltam os feitos positivos e fecham os olhos para a ditadura. Complicado…

Jack Ma: Fundador da Alibaba não sumiu e só está "calado", diz TV

– A ditadura chinesa contra a informação necessária.

Não há como aplaudir a repressão. A jornalista que divulgou os primeiros casos de Covid-19 foi punida por prisão na China.

Compartilho de: https://olhardigital.com.br/2020/12/28/noticias/china-condena-jornalista-a-prisao-por-expor-crise-da-covid-19/

CHINA CONDENA JORNALISTA A PRISÃO POR EXPOR CRISE DA COVID

Nesta segunda-feira (28), a jornalista chinesa Zhang Zhan, de 37 anos, foi penalizada por exercer seu direito à liberdade de expressão. Ela foi condenada a uma pena de quatro anos de prisão, acusada de “induzir brigas e provocar confusão” por noticiar o surto de coronavírus no ano passado na cidade de Wuhan.

Zhang Zhan foi uma das jornalistas que fizeram relatos da pandemia sobre hospitais lotados de pessoas doentes e ruas vazias, contrastando com a versão oficial do governo, segundo noticiou a Reuters.

“Não entendo. Tudo que ela fez foi dizer algumas palavras verdadeiras, e por isso pegou quatro anos”, disse Shao Wenxia, a mãe de Zhang, que acompanhou o julgamento com o marido.

O advogado de Zhang, Ren Quanniu, afirmou à agência de notícias que deve apelar da decisão. “A senhorita Zhang acredita que está sendo perseguida por exercitar sua liberdade de expressão”, disse ele, antes do julgamento.

Críticos dizem que a China deliberadamente fez com que o julgamento de Zhang acontecesse durante as festas de fim de ano ocidentais para minimizar a atenção e a vigilância do Ocidente.

O escritório de direitos humanos das Nações Unidas pediu, em um tuíte, pela libertação de Zhang. “Levantamos o caso dela com as autoridades ao longo de 2020 como um exemplo da repressão excessiva à liberdade de expressão ligada à Covid-19 e continuamos a pedir sua libertação”, diz a publicação.

zhang zhan

– A desinformação atrapalha o Brasil! Sobre a Vacina Paulista:

Eu me assusto quando vejo pessoas humildes vivendo num mundo a parte por conta da ignorância, da enganação ou ainda vitimados pelas fakes news devido à sua ingenuidade.

A faxineira aqui de casa, durante o almoço (sentamos todos juntos à mesa) disse enquanto comentávamos o fato da Coronavac ser anunciada para janeiro (a vacina chinesa da Sinovac em parceria com o brasileiro Instituto Butantã, contra o Covid):

“- Tomar aquela vacina? Eu não! É veneno aquilo, um só que tomou morreu”.

Aí você tenta argumentar que a pessoa que morreu, foi porque se suicidou e o medicamento não tinha relação alguma. Insistindo ainda que a frase do presidente Bolsonaro (aquela que colocava em dúvida a medicação) foi fora da realidade e que existia mote político pela briga dele com o governador Dória, de nada adiantou… Mas tudo fica sem propósito, já que a moça já estava previamente convencida.

Eu não gosto da ditadura comunista da China, país que não respeita os Direitos Humanos. Mas se o medicamento estiver de acordo com as normas exigidas (e ninguém vai fazer a loucura de dar algo errado), qual o problema?

Se é para boicotar as coisas chinesas de verdade, joguemos tudo o que vem de lá fora!

Vacina chinesa contra covid-19 é segura e eficaz, aponta estudo

– Triste Harbin Poluída

Cubatão sempre foi famosa pela poluição. Mas nada se compara a Harbin, cidade chinesa que quebrou um recorde: a de mais poluída da história!

Veja esse índice de medição do ar na cidade: 1000 microgramas de partículas PM 2,5/m3 em 2018. O limite máximo aceitável pela OMS é de 25…

Como viver num lugar assim? E Harbin é um local bem frequentado pelos turistas, já que lá acontecem eventos de construção de obras em gelo (como o da foto abaixo).

Aliás, já reparam que China e Índia constantemente aparecem de maneira cinzenta, escura e sem céu azul?

Abra o olho, Planeta Terra!

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– As sementes misteriosas da China seriam Brushing?

O mundo é muito grande e cheio de falcatruas, não? O “da moda” é: o envio de sementes num saquinho vindo da China!

E o que é isso? Possivelmente brushingum golpe para vendedores melhorarem suas notas em sites de vendas pela Internet. Roubam dados, enviam alguma mercadoria para alguém e se auto-avaliam como bons vendedores. Como o produto deve ser leve para o picareta não pagar caro pelo frete, colocam sementes nos envelopes.

Abaixo, melhor detalhado, em: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/sementes-da-china-fraude-chamada-brushing-pode-explicar-recebimento-de-pacotes-misteriosos.html

SEMENTES DA CHINA: BRUSHING?

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento registrou 181 denúncias de pessoas que receberam os pacotes; foram notificados casos em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou, até esta quinta-feira, 1º, 181 denúncias de pessoas que receberam pacotes de sementes misteriosas vindas de países asiáticos, como a China, Malásia e Hong Kong. Segundo a pasta, foram notificados casos em 17 estados brasileiros e Distrito Federal. Os primeiros relatos no País foram publicados no início do mês de setembro. No dia 14, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiu alerta oficial sobre o caso, mas a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) disse que há pessoas que afirmaram terem recebido pacotes suspeitos há mais de um ano. Além do Brasil, países como Canadá, Austrália e Estados Unidos também relataram o recebimento de sementes não solicitadas da China. De acordo com o Mapa, ainda não é possível apontar os riscos envolvidos. O material foi enviado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia para as análises técnicas. Segundo informações do órgão de defesa agropecuária americano (APHIS-USDA), o caso está sob investigação em conjunto com outras agências de segurança dos Estados Unidos. Até o momento, as evidências apontam para uma ação conhecida como brushing scam.

1. Como funciona a fraude?

De acordo com o especialista em Tecnologia, Inovação e Segurança Digital, Arthur Igreja, o tema surgiu em 2015, quando o Wall Street Journal abordou o assunto pela primeira vez. As grandes plataformas de vendas online, como Alibaba e AliExpress, utilizam a técnica para aumentar o seu ranqueamento, que funciona sob dois parâmetros: avaliação dos clientes (review) e o volume de vendas. Buscando aumentar as vendas, algumas plataformas começaram a enviar produtos para pessoas “fake”, ou eles mesmos comprarem as suas mercadorias. Outra estratégia é enviar um produto adicional, como se fosse um brinde para o cliente, com o objetivo de obter uma melhor avaliação. No entanto, no caso das sementes vindas da China, trata-se, muitas vezes, de consumidores que não pediram produtos. “Isso pode evidenciar um vazamento de dados, pois é possível conseguir endereço, nome completo e e-mail dos consumidores. Assim, estes recebem um pacote e a plataforma valida que foi realizada uma compra. A pessoa não denuncia e nem vai atrás e, como a empresa que enviou o produto tem os dados do remetente, ela cria uma conta no e-commerce e escreve uma avaliação em nome de quem recebeu o produto, mas não o solicitou. Olhando de fora, parece algo muito honesto: existe um pedido, um rastreador e um review que vai ranquear positivamente”, explica Igreja.

2 – Por que estão enviando sementes?

Estados Unidos e Brasil emitiram alertas que poderia se tratar de um ataque de biossegurança, já que as sementes eram geneticamente modificadas. Porém, segundo Arthur Igreja, a explicação é mais simples: sementes são baratas, leves, e quem recebe pode achar que se tratam de um brinde. De acordo com o Mapa, a entrada de sementes no Brasil só pode vir de fornecedores de países com os quais o ministério já tenha estabelecido os requisitos fitossanitários. O ministério, antes de autorizar a importação, realiza análise de risco de pragas para identificar quais poderiam ser introduzidas por aquelas sementes. A partir disso, ficam estabelecidas medidas fitossanitárias a serem cumpridas no país de origem para minimizar o risco de introdução de doenças no Brasil por meio da importação do material. Para evitar o risco fitossanitário, o Mapa atua no controle do e-commerce internacional com equipe dedicada a fiscalizar e impedir a entrada de produtos sem importação autorizada no país.

3 – As empresas podem ser responsabilizadas caso aconteça algo prejudicial?

Arthur Igreja afirma que as empresas e os países podem, sim, ser alvo de investigações. No entanto, segundo ele, até agora não existem punições mais contundentes em andamento para que as empresas se sintam amedrontadas a não fazer isso. O recebimento de produtos não solicitados já aconteceu outras vezes, como em julho de 2019, quando houve relatos de indivíduos recebendo pacotes que nunca pediram da empresa Amazon. Embora o recebimento dos produtos possa não indicar necessariamente um problema maior, eles podem, em alguns casos, indicar uma violação de dados. Por isso, os clientes que acreditam ter sido vítimas de brushing são aconselhados a notificar imediatamente a empresa, bem como alterar sua senha e possivelmente utilizar serviços de monitoramento de crédito. No caso das sementes da China, o Mapa reitera que, caso a pessoa não tenha feito compra on-line ou não reconheça o remetente, não utilize as sementes e leve o pacote para uma das unidades do Ministério em seu estado ou entre em contato por telefone relatando a situação.

4 – Porque os pacotes vêm todos da China?

Grande parte da manufatura global é chinesa. Outro fator importante é que a China, ao lado dos Estados Unidos, tem empresas grandes de tecnologia e portais de venda – como é o caso do Alibaba e AliExpress. Os pacotes, porém, também tem chegado de outros países asiáticos, como Malásia e Japão. A Embaixada da China em Brasília alertou nesta quinta sobre indícios de fraude verificados nos pacotes enviados ao Brasil pelos correios. Etiquetas nas embalagens continham erros, comunicou a embaixada. “Uma verificação preliminar constatou que as etiquetas de endereçamento apresentam indícios de fraude, com erros no código de rastreamento e em outros dados”, afirmou em nota oficial.

por Gabriel Zapella/Arquivo pessoal

– Polícia menstrual: o Costume que assusta em uma Ditadura

Leio a indicação para um livro da escritora chinesa Liija Zhang, intitulado “A garota da Fábrica de Mísseis”.

A autora, que também é jornalista, conta os tempos difíceis do Interior da China, trabalhando em fábricas do Governo, onde a Polícia Menstrual fiscalizava se as operárias não estavam grávidas.

Mundo cão, não? De certo, em algumas cidades de lá ainda existe isso…

Gaio Doria: O mito da ditadura na China - Vermelho

– O conflito China vs Hong Kong

Que confusão está ocorrendo entre Hong Kong e a China, não?

Hong Kong era uma cidade-estado pertencente ao Reino Unido, que cedeu à China a posse / tutela da região. Era evidente que o histórico lugar de vivência democrática e capitalista herdada pelos britânicos sofreria nas mãos do Estado controlador chinês.

O aeroporto local (8o mais movimentado do mundo) tem sido o palco de conflitos entre cidadãos que querem a manutenção da liberdade e a não interferência do Governo da China, que limita os Direitos Humanos.

A verdade é: toda essa confusão era prevista, e pela censura comum existente naquela região, nunca saberemos o que realmente está acontecendo.

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– Uma nova guerra fria, agora entre EUA e China?

No tempo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, os Estados Unidos da América mantinham a relação de dualidade do mundo com ações iguais as de hoje:

  • A URSS fazia algo, os EUA faziam a mesma coisa de maneira mais ousada (como na corrida espacial). Os soviéticos apoiavam uma nação comunista X, os americanos apoiavam a nação capitalista Y. Mísseis russos em determinado país próximo, mísseis yankees idem.

Foi a Guerra Fria, que assustava o planeta. Agora, no século XXI, temos outra formação, a da China versus EUA, com novos elementos: cyberameaças e truculência política de ambos os lados.

Os Estados Unidos fecharam uma embaixada chinesa em seu território pois, segundo as autoridades, hackers de Pequim tentaram invadir e roubar dados de uma das vacinas contra o Coronavírus. Em contrapartida, chineses fecharam uma embaixada americana.

Vai ficar somente até esse “capítulo”, ou teremos mais outros?

O mundo não precisa mais de tanta tensão

– Percentuais de produtos Chineses no Mundo!

Puxa, consegui anotar os números mas não a referência bibliográfica. Assim mesmo, compartilho uma interessante matéria sobre o quanto a China produz: (obviamente, antes da pandemia)

25% dos cigarros do mundo;

40% das camisas do planeta;

50% de macarrão instantâneo;

55% dos computadores;

65% dos pares de calçados;

80% das câmeras digitais;

85% das bicicletas.

Muito significante, não? A força econômica desse país, com mão-de-obra baratíssima, assusta!

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– Eu não acredito em informações de ditaduras. E você?

Sou muito cético quando ouço teorias das conspirações. Aliás, elas existem aos milhares (ou milhões).

Não podemos ser ingênuos também em crer nas informações de ditaduras, nem nos auto-sabotarmos de que tudo é mentira. Porém, tenho muita descrença quando notícias e dados surgem por voz oficial de algumas nações como Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e China (temo, logicamente, pela suposta tentativa de maquiagem de números do Brasil, visto o que está acontecendo nos dados sobre mortos do Covid-19).

Leio a matéria do parecer da China para a OMS, sobre suas atitudes urgentes no combate ao Novo Coronavírus. Será que são reais? Não teriam as autoridades do PC Chinês revelado o que sabiam somente quando perderam o controle da enfermidade? 

Leia e conclua, extraído de: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/06/07/china-diz-que-agiu-com-rapidez-e-transparencia-em-relacao-ao-coronavirus.htm

CHINA DIZ QUE AGIU COM RAPIDEZ E TRANSPARÊNCIA NA EPIDEMIA

Autoridades chinesas divulgaram um longo relatório hoje sobre a resposta do país à pandemia do novo coronavírus, defendendo as ações de seu governo e dizendo que a China forneceu informações de maneira oportuna e transparente.

O relatório diz que a China “não perdeu tempo” em compartilhar informações como a sequência do genoma do novo vírus com a Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como com os países e organizações regionais relevantes.

Uma investigação da Associated Press descobriu que os laboratórios do governo estavam segurando o mapa genético do vírus por mais de uma semana em janeiro, atrasando sua identificação em um outro país e o compartilhamento de informações necessárias para desenvolver testes, medicamentos e uma vacina.

O presidente da Comissão Nacional de Saúde, Ma Xiaowei, não abordou as descobertas específicas no relatório da AP, mas disse que este alegado atraso “contraria seriamente os fatos”.

Ele acrescentou que havia muitas incógnitas na fase inicial do surto e que levou tempo para reunir evidências e descobrir as características do novo vírus.

“O governo chinês não atrasou ou encobriu nada”, disse ele. “Em vez disso, relatamos imediatamente dados de vírus e informações relevantes sobre a epidemia à comunidade internacional e fizemos uma importante contribuição para a prevenção e controle da epidemia em todo o mundo.”

Ele assinalou uma série de ações do governo a partir de uma linha do tempo detalhada no relatório do governo. A linha do tempo diz que a China começou a atualizar a OMS regularmente em 3 de janeiro e que o chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China informou o chefe do CDC dos EUA em 4 de janeiro.

As autoridades americanas criticaram a resposta precoce da China, aumentando a deterioração das relações entre Estados Unidos e China sobre comércio e tecnologia e protestos pró-democracia em Hong Kong.

Questionado sobre como a China iria reparar suas relações com o resto do mundo, o vice-ministro das Relações Exteriores Ma Zhaoxu disse que a cooperação sobre a pandemia melhorou os laços com a maioria dos outros países.

Sem nomear os Estados Unidos, ele disse: “Certos países vão contra a maré da história. Para disfarçar sua resposta inadequada à covid-19, eles insanamente mancharam e caluniaram a China. Em resposta a essa prática de bode expiatório, a China certamente reagirá.”

O relatório, que tem 66 páginas na versão em inglês, elogiou o sucesso da China em reduzir o aumento diário de novos casos para dígitos únicos em cerca de dois meses e a “vitória decisiva” na batalha para defender a província de Hubei e sua capital, Wuhan, em cerca de três meses.

Wuhan, onde os primeiros casos do vírus foram detectados no final do ano passado, foi a parte mais atingida pela China no surto. A cidade e logo depois grande parte da província de Hubei foram bloqueadas por cerca de dois meses e meio para impedir a propagação do vírus para o resto do país.

O relatório creditou ao líder chinês Xi Jinping a decisão de 22 de janeiro de interromper Wuhan cortando as ligações de transporte e proibindo as pessoas de sair ou entrar na cidade.

Documento da OMS diz que China atrasou liberação de informações ...