– O Famigerado Assédio Moral

Amigos, compartilho um interessante artigo do Prof José Renato Santiago, a respeito da definição e das conseqüências de algo, infelizmente, corriqueiro em algumas organizações: o assédio moral!

Extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/edit.html

O FAMIGERADO ASSÉDIO MORAL

Algo que nos envolve, que nos pressiona, que nos sufoca…

A verdade é que muitas vezes o assédio moral, por ser formado por uma série de pequenas ações, torna-se algo difícil de explicar.

No entanto, a maneira como ele nos atinge é algo claramente notado.

De repente pequenos pedidos e solicitações começam a nos aborrecer.

Não sabendo ao certo o motivo de se haver a necessidade de desenvolver algumas atividades, passamos a questioná-las.

Primeiro internamente, sendo que logo a seguir, aparecerem outras demandas que não possuem qualquer relação com as anteriores.

A confusão começa a fazer parte de nossa mente, e passamos a duvidar cada vez mais de nossa capacidade de entendimento.

Nossa capacidade de discernimento do ponto de vista profissional começa a fraquejar.

Quando enfim decidimos expor as razões de nossas dúvidas junto aqueles que, a princípio, são nossos líderes, nada mais é acrescentado.

Neste momento é quando mais notamos uma certa carência, e o pior, nos culpamos por isso.

E o fluxo parece sempre ser o mesmo, não há diretrizes, tão pouco objetivos claros a serem atendidos, apenas a manutenção de uma falida relação de chefia / subordinado.

Como se o subordinado não tivesse qualquer espaço para desenvolver seu raciocínio e utilizar de suas competências da forma mais adequada.

Aí vem o desanimo, a falta de vontade que é um trampolim para o comodismo.

Muitas vezes, infelizmente, muito embora estejamos dentro de um lema corporativo de defender e valorizar as pessoas, com certa frequência muitos profissionais adotam atitudes que, de firme mesmo, tem apenas o interesse de usar as competências de seus colaboradores de maneira míope sem qualquer preocupação em valorizá-los.

“Pode deixar que penso por você…” ou “Sei bem o que estou fazendo”….passam a ser mais do que simplesmente frases, mas sim diretrizes que limitam a usar de forma pejorativa o que existe de melhor das pessoas.

Cabe a cada um de nós, funcionários, colegas de trabalho e até mesmo “chefes” nos atermos a forma pelo qual estamos construindo nossas relações junto as atividades que desenvolvemos.

Somos pessoas que possuímos nossos valores, temos nossas competências e sendo assim, temos que ser incluídos, ou ao menos informados, das decisões sobre as quais estamos envolvidos de alguma forma… ainda mais que as relações atuais de trabalho não podem se limitar a serem uma evolução das antigas relações existentes ente os senhores e seus escravos.

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– O provocador Trump

Donald Trump, o polêmico presidente dos EUA, parece não se importar em ser manchete negativa. Aliás, quando ele some do noticiário, faz questão de querer voltar a criar cizânia.

É sabido que a capital política de Israel é Tel Aviv, pois Jerusalém, a cidade sagrada para muçulmanos, cristãos e judeus, não tem condição de ser o centro administrativo devido aos conflitos religiosos.

Tudo estava indo dentro do controle até que… Trump fez o pronunciamento que reconhece Jerusalém como a capital israelense-judia, desagradando aos outros não judeus que vivem na Palestina.

Pior: agora sabe-se, conforme divulgado neste final de semana, que o presidente americano fez pedido aos presidentes de nações do Ocidente para que mudassem também as suas embaixadas para lá.

Todos querem uma solução pacífica naquela região do mundo, e em especial um pedaço de Terra para que judeus possam viver sem confusão (aliás, no próximo ano deve-se atingir o mesmo número de judeus no mundo do que se existia no tempo do Holocausto – vejam só que loucura foi a sanha de Hittler), mas sem prejuízo aos seus vizinhos, que querem igualmente a paz.

A pergunta é: PRA QUÊ tumultuar, Trump?

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– Um país que não acaba com a Corrupção e ainda tira verba de Pesquisa Científica e Educação

Que coisa, não? O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) demitiu 40 funcionários. Tal órgão é um dos mais plausíveis e de vanguarda do Brasil.

Motivo?

A crise econômica, que reduziu 42% o seu patrimônio.

Como desenvolver o país desse jeito? É a prova cabal que a situação econômica-política do país reflete diretamente em ciência e pesquisa – e por tabela na Educação.

Abaixo, extraído de: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2017/12/campinas_e_rmc/504558-laboratorio-de-bioetanol-demite-40.html

LABORATÓRIO DE BIOETANOL DEMITE 40

Por Leandro Ferreira e Letícia Guimarães

Sede do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol: necessidade de redução de custos

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), instalado no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, está sofrendo com os cortes de gastos. De acordo com o diretor-geral do CNPEM, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, foram 40 demissões este ano, metade delas desde o último dia 23, sobrando 90 dos 130 trabalhadores que atuavam no local.

O laboratório desenvolve pesquisas com capital público e em parceria com a iniciativa privada sobre bioenergia, com foco especial no bioetanol, além de projetos e linhas de pesquisas de importância para o setor. Hoje, o CTBE ocupa posição de destaque no campo de pesquisa e desenvolvimento em bioenergia, assim como atua como peça central na discussão e desenvolvimento de novas políticas bíblicas.

Na última sexta-feira, autoridades de entidades ligadas ao setor de biocombustíveis enviaram uma carta ao ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, reforçando o apoio às atividades do CTBE e solicitando alternativas para que o trabalho realizado não seja descontinuado. O documento também detalha a preocupação dos representantes destas instituições com os cortes que já foram feitos, inclusive do ex-diretor do laboratório, Gonçalo Pereira, e dos que ainda estão por vir. “Nos preocupa a fragilidade institucional de um laboratório com tal importância estratégica para o País”, informa um trecho da carta.

Segundo Cerqueira Leite, o primeiro bloco de demissões ocorreu devido ao término de um projeto financiado pela iniciativa privada que ressarcia parte dos salários. “Os demais funcionários foram desligados devido à reestruturação das frentes de ação do CTBE, as quais devem ser estrategicamente alinhadas à missão do CNPEM, que tem como prioridade promover atividades científicas de excelência. As duas situações são permeadas também pela necessidade de redução de custos.”

O diretor-geral do CNPEM informou que o orçamento este ano foi reduzido em 42%, em verbas que vêm do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTIC). “Novas contratações só ocorrerão se houver aumento do orçamento.”

O CNPEM abriga também o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano). Segundo Cerqueira Leite, nestes laboratórios não está havendo cortes relacionados à redução de custos ou encerramento de convênios. “O orçamento do CNPEM deveria ser em torno de R$ 90 milhões e até agora recebemos R$ 54 milhões. O orçamento é do Centro e não por laboratório. Assim, todos os laboratórios nacionais sofreram com a redução orçamentária e tiveram que rever seus custos de operação.”

Para Gonçalo, que também foi demitido, a instabilidade no CTBE pode afetar o interesse de empresas privadas em contratarem pesquisas no laboratório. “Empresa exige estabilidade para investir”, afirmou.

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– Um campeonato com a regra desrespeitada. Anule-se tudo!

Dias atrás, soube “por cima” que no Campeonato Amador de Jundiaí (minha cidade), não estava se respeitando a suspensão automática pelo Cartão Vermelho. Até então, eu achava que houvera sido um equívoco e explicava os motivos para condenar tal atitude.

Entenda todos os detalhes que dissertam sobre a não existência de “efetivo suspensivo” detalhadamente explicados no link em: https://wp.me/p55Mu0-1Qi.

E não é que durante a semana descobri ao acaso que tem sido uma praxe a vergonhosa “anulação de cartões vermelhos”?

Agora sei que dois casos aconteceram: o primeiro, a Ponte Preta da Agapeama (do meu amigo e competentíssimo Rodrigo Alves) jogou com um jogador tendo conseguindo “liminar que suspende cartão” contra o Estrela da Ponte no 1o jogo da semifinal; e, o outro caso, acontecendo neste momento em que escrevo: o Palmeiras (nosso querido Palmeirinha do Medeiros, do Vado, do Marcão e do saudoso Barrica) está também usando o mesmo artifício na 1a partida da final contra a própria Ponte Preta.

Vou deixar bem claro o que já está escrito na postagem recomendada no link acima: recebeu cartão vermelho, com ou sem efeito suspensivo, antes ou depois de um julgamento por Junta Desportiva, DEVE-SE cumprir OBRIGATORIAMENTE um jogo de suspensão. Quem inventou “efeito suspensivo” para a suspensão automática, ou, pior, criou uma “liminar” liberando os atletas, ou faz isso por pura ignorância ou por má fé!

Os clubes estão na dele, devem tentar sempre o melhor para seus treinadores; mas a Liga Jundiaiense não pode simplesmente cancelar / anular / suspender um cartão vermelho com uma canetada! É regra universal do futebol pela International Board sempre alertada pela FIFA, e qualquer coisa que se diga ao contrário, é demagogia barata para se defender ou enrolar o próximo.

Diante de tudo isso, entendo porque a Prefeitura Municipal de Jundiaí não quer dar dinheiro à LJF. Afinal, inventou-se essa absurda regra sabe-lá-Deus como e por quê, e ninguém faz nada.

Lamentável. Já que a entidade é filiada na Federação Paulista de Futebol (pelo menos, penso que ainda é), alguém deveria denunciar essa barbaridade ao TJD-SP.

Será que ninguém se sentiu prejudicado com essa arbitrariedade? Por quê os clubes do futebol amador aceitam isso numa boa? Tira-se, dessa forma, toda a respeitabilidade do torneio.

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– #DezembroVerde contra a Paralisia Cerebral

Já ouvimos falar do Outubro Rosa contra o câncer de mama e o Novembro Azul contra o câncer de Próstata. Em Dezembro, a campanha é pelas crianças com Paralisia Cerebral.

Para saber mais dessa importante iniciativa, visite o site da instituição que mais cuida desses pequenos, a Cruz Verdehttp://www.cruzverde.org.br/.

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– Domingando…

Minha rotina matinal para motivar os amigos, em 5 cliques:

👍🏻Bom dia!
Animado para um ótimo #cooper matinal. A mente, o corpo e a alma ficarão mais leves depois de suar.
Vamos correr?
🏃🏻 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #saúde #corrida
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🙌🏻Correndo e Meditando:
“Ó #Jesus, Filho de #Davi, Leão da tribo de #Judá. Nosso #Deus, nascido da bem-aventurada #VirgemMaria por #Misericórdia do #Pai e Graça do #EspíritoSanto. Honra e Glória a Ti, Nosso #Senhor. #Amém.”
🙏🏻 #Fé #Santidade #Catolicismo #PorUmMundoDePaz
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🌺Fim de #cooper!
Suado, cansado e feliz, curtindo a beleza das #flores cor de #rosa. Aliás, esse botão é #lilás!
🏁 #corrida #running #flowers #CorujãoDaMadrugada #alvorada #flor #roseira
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🌅Desperta, #Jundiaí!
Ótimo #domingo a todos.
🍃 #sol #sun #sky #céu #photo #nature #manhã #morning #alvorada #natureza #horizonte #fotografia #paisagem #inspiração #amanhecer #mobgraphy
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☀️OPS: Não podia deixar de reparar – #Sol muito bonito de #natureza indescritível que vem nascendo.
Como não se inspirar com esse #céu alaranjado?
🌱 #inspiração #amanhecer #morning #fotografia #paisagem
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Aproveitemos esse bom dia de vida!

– Eugenia, a Ciência do Preconceito

Após ler a reportagem de Karina Ninni, da Revista Superinteressante (pg 78-81, edição Março), fiquei impressionado com o tema tratado: a EUGENIA.

A Eugenia é a ciência do preconceito, ou seja, da purificação das raças. E para quem pensava que isso fosse idéia de Nazistas que defendessem a purificação ariana, engana-se. No Brasil, durante o século XX, muitos cientistas eugênicos velada ou abertamente defenderam um Brasil livre de outras raças diferentes à branca.

Em 1911, durante um Congresso realizado em Londres, o antropólogo brasileiro João Antonio Batista proclamou radiante que em 2010 não haveria mais negros ou índios no país!

Um dos maiores defensores da Eugenia foi Francis Galton (primo de Charles Darwin, da teoria da Evolução), que defendia a crença que a evolução humana dependeria da seleção genética e controle das raças.

No Brasil, os eugenistas verde-amarelos não conseguiram ir adiante, mas chegaram a sonhar com programas similares ao da Alemanha de Hitler: esterilização de “raças inferiores” e sacrifícios de deficientes e inválidos. Na política, infiltrados, tentaram até colocar artigos na Constituição que defendesse a raça branca.

Notadamente, foram pessoas de expressão na sociedade, destacando-se Vital Brazil (fundador do instituto Butantan), Arnaldo Vieira de Carvalho (diretor da Faculdade Paulista de Medicina, hoje da USP), o sanitarista Belisário Penna, o médico Olegário de Moura (que dizia: sanear é eugenizar – imagine essa frase dita hoje!) e o fundador da Sociedade Eugênica Brasileira, o limeirense Renato Kehl, que escreveu mais de 30 livros defendendo a raça branca brasileira.

Felizmente, todas essas ações frustaram-se ao longo do século passado, mas um legado triste pode ser observado: a ainda defesa da discriminação racial por parte de muitos brasileiros.

Algumas frases eugências destacadas da matéria citada:

“O Brasil vem sofrendo, desde a colonização, as consequências da mestiçagem” Renato Kehl

“Os índios, em geral, são muito sôfregos e pouco amigos da disciplina” Oliveira Vianna

“Está provado que casamentos entre raças dão origem a tipos inferiores física, psíquica e moralmente”Nina Rodrigues

“O negro, raça inferior, apresenta uma indiscutível e franca animalidade”Luiz Silva

“Os mulatos são, na maioria, elementos feios e fracos. Apresentam instabilidade de caráter e perturbam o progresso nacional” Renato Kehl

“Deus perdoe esses idiotas racistas”Eu mesmo.

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– Cigarro Continental, a Preferência Nacional… dos Boleiros?

Coisas raras e hoje equivocadas: vejo uma antiga edição da Revista Placar, de 1982, falando sobre a Seleção de Zico, Falcão, Sócrates… e , ao lado, a propaganda do “Cigarro Continental, a Preferência Nacional”, um dos patrocinadores do escrete canarinho.

Hoje, nem pensar em cigarro patrocinar futebol. Aliás, o Continental era o famoso “Arrebenta Pulmão”. Chega a ser bizarro pensar na associação esporte X fumo.

Porém, leio no blog do jornalista Lelé Arantes (citação abaixo) um texto pertinente sobre o assunto: condenamos o cigarro + esporte, mas aceitamos cerveja + futebol?

Extraído de: http://bdnovo.lecom.com.br/blog/detalhe/966/Sobre+cigarros+e+cervejas

SOBRE CIGARROS E CERVEJAS

Na Copa de 1970 eu estava completando dez anos. Duas horas antes do primeiro jogo do Brasil, contra a Tchecoslováquia, do temível goleiro Viktor, eu queimei o pé direito numa montanha de casca de arroz que havia pegado fogo nos fundos da máquina do Hermínio Féboli. Mas na hora do jogo, com o pé empastado de pomada, lá estava eu sentado no chão da loja do Edgard Matiel com os olhos grudados no aparelho de tevê.

Naquela copa aprendi que fumar Continental king size filtro era uma preferência nacional para quem quisesse torcer pela vitória do Brasil, animado pela musiquinha de Miguel Gustavo dos “90 milhões em ação/Pra frente Brasil/Do meu coração”.

Vinha a música e com ela o maço azul de cigarros. O tempo correu, o Brasil foi tri, tetra, penta e hoje aprendemos que bom mesmo é ser brameiro porque todos os nossos heróis do futebol são tomadores de cerveja Brahma. E mais, tomar cerveja é sinônimo de vencedor, de batalhador, de sucesso conquistado a duras penas.

Não sou moralista, longe de mim. Eu gosto de uma cervejinha estupidamente gelada e de um bom chope, seja ele Brahma, Antárctica, Sol, Heineken, Germânia ou da Riopretana, que é tão bom quanto o Batuta, de Manaus. Agora, vincular os jogadores da seleção brasileira ao consumo de cerveja é nocivo para as nossas crianças e nossos jovens. E depois não adianta a imprensa criticar os jogadores baladeiros!

Além do mais, é uma tremenda mentira que beber cerveja significa sucesso e todos nós sabemos disso.

Eu fumei por longos 17 anos e confesso que sofri influência da propaganda que vinculava o cigarro Continental à conquista do tricampeonato. Tanto que meu primeiro maço foi um Continental. Mais tarde eu mudei para Albany, Shelton, Chanceller, Galaxy até jogar fora meu último Free quando passei a fumar 40 cigarros por dia.

Os mais liberais dirão que a propaganda não influencia. A verdade é: se não influenciasse as empresas não gastariam milhões de reais para patrocinar o futebol, as festas de rodeio e todos os eventos que arrastam multidões. Passou da hora de o Congresso Nacional banir a propaganda de bebidas alcoólicas. Por mais que a indústria cervejeira se esforce para dizer o contrário, a cerveja é bebida alcoólica e vicia. Ponto final. Portanto, ela é tão nociva à sociedade quando o crack, a maconha, a cocaína, o cigarro e outras drogas.

A propaganda de cigarro foi banida e hoje é proibido fumar em lugares públicos. O tabaco virou o vilão social. Mas eu pergunto: você já viu alguém provocar acidente ou matar alguém porque fumou demais? Há algo de muito errado em tudo isso. Cigarro não embriaga nem faz a pessoa perder a noção das coisas.

Do outro lado, a bebida alcoólica está ligada direta e indiretamente à maioria dos crimes contra vida dentro e fora dos lares. Mas a bebida não está banida, ao contrário, ela é apresentada como sinônimo de sucesso, de gente que se dá bem. Beba isso e ganhe essa morenaça ou saia com essa loiraça…! Beber cerveja é chique, é delicioso, é a senha para ser aceito no grupo.

Estou com saudade do velho cigarro Continental. Com certeza era menos maléfico e não tão vergonhoso quanto os “brameiros” da nossa seleção. Convenhamos, é bastante sugestivo aquele gesto do goleiro Julio Cesar e o grito de guerra dos jogadores no vestiário; só faltou cada um beber uma lata de Brahma antes de entrar em campo.

Gerson ficou estigmatizado por causa do cigarro Vila Rica. Dunga e seus jogadores ficarão estigmatizados como bêbados? Ave, acho que estou ficando velho!

Lelé Arantes, jornalista e escritor,   escreve aos domingos / e-mail lele@prp.org.br

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– O País que gosta de se gabar do “Jeitinho” vale a pena?

Me revolto com a história de querer levar vantagem em tudo. O tal do “jeitinho brasileiro”, a “LEI DE GÉRSON” ou de qualquer outra coisa que o valha são nefastas e deviam ser desincentivadas.

Gostei desse pensamento que compartilho:

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– Funcionários e Empresas Zen

Um dos assuntos que gosto de discutir em aula é o tema “Espiritualidade nas Empresas”, abordando as correntes religiosas e suas influências no trabalho.

Agora, compartilho um material bacana (citação em: http://is.gd/Tnhz0u), onde se trata da prática da meditação Zazen no emprego!

(Obs: tenho medo quando uma prática religiosa conflita com outra… Há de se ter cuidado, pois, afinal, nem todos os funcionários irão aceitar tais filosofias)

MEDITAÇÃO PRODUTIVA

Por Dárcio Oliveira

Conheça a empresa que levou seus funcionários a um templo budista, usou a doutrina como ferramenta de treinamento e criou o conceito de “personal monk”

A primeira regra era o silêncio absoluto. Não se admitia um pio, nem mesmo uma conversinha paralela, sussurrada que fosse, entre os jovens executivos que acabavam de entrar no templo budista de Barra do Sahy, no litoral paulista. Eles chegaram à noite, vindos de ônibus, da capital, com o propósito de participar de um retiro espiritual de dois dias. Após o jantar, deveriam se dirigir aos dormitórios, em grupos de seis ou sete, acomodando-se em colchonetes espalhados pelo chão. No dia seguinte, bem cedo, depois de arrumar os quartos, rumariam em fila e sempre em sepulcral quietude a uma das salas da casa. Era hora do exercício de alongamento, seguido de Zazen, uma espécie de meditação em que os integrantes ficam ajoelhados sobre almofadas, de frente para a parede, com os olhos semiabertos. “O Zazen é o momento único de cada um, a busca pela luz interior”, define Ângelo Palumbo, ou Anju, um aprendiz de monge da Zendo Brasil, comunidade zen-budista criada há dez anos em São Paulo. Foi Anju quem conduziu a cerimônia, os exercícios de alongamento e de respiração e as tarefas comunitárias do grupo. Cuidou até do cardápio, baseado em peixes e pão caseiro. A única extravagância foi a pizza do último dia para celebrar o sucesso da vivência espiritual.

A experiência zen-budista de Barra do Sahy reuniu 20 funcionários da Pieracciani, uma consultoria paulistana especializada em gestão da inovação. Criada em 1992, a empresa vem se destacando nos últimos anos por adotar internamente um modelo de administração inspirado em conceitos humanistas e espirituais. Eis o credo da casa: pessoas de bem com a vida transformam o ambiente de trabalho. “E essa transformação só ocorre por meio do autoconhecimento, algo que pode ser estimulado pelos preceitos budistas”, afirma Valter Pieracciani, fundador da companhia e pai da iniciativa de contratar a consultoria monástica de Anju para lapidar seus consultores executivos. Segundo Valter, o retiro no litoral paulista foi tão bem recebido pelo time que deu origem a outra ideia: as sessões individuais com os monges. O “personal monk” é realizado na própria Pieracciani.

Ana Paula Keller, gerente de projeto da consultoria, garante que as experiências aperfeiçoaram aspectos como domínio da ansiedade, concentração, organização e administração do tempo. Seu colega Francisco Tripodi também lembra com entusiasmo do princípio zen-budista do “não eu”. Traduzindo: é a prática cotidiana de se livrar do egocentrismo, privilegiando o espírito de equipe. “São conceitos que valem para a vida e para o trabalho”, diz Tripodi.

O problema é que conversas sobre luz interior e “não eu” ainda causam certo estranhamento no ambiente corporativo, movido geralmente pela objetividade dos números e das tradições administrativas. Existem, claro, empresários e executivos adeptos do budismo, mas a maioria não costuma socializar os ensinamentos. E só os pratica fora do escritório. Steve Jobs é o exemplo mais famoso desta casta: um cidadão budista, mas um homem de negócios egocêntrico e materialista. O que a Zendo Brasil propõe é algo diferente: a utilização das técnicas do budismo como ferramenta de recursos humanos, uma experiência pioneira no Brasil.

“Aos poucos as empresas perceberão que pessoas de bem com a vida tendem a ser mais produtivas e inspiradoras”, diz a monja Coen, mestre de Anju e fundadora da Zendo Brasil. No caso da Pieracciani, o zen-budismo também ajudou a manter em seus quadros os talentos da irrequieta geração Y. “Nosso programa de retenção não se resume às meditações, claro, mas elas foram importantes para reduzir o nível de ansiedade da galera”, afirma Valter. “O controle emocional traz perenidade à equipe.”

 

– Deixar que Crianças se Sujem pode ser bom! A Vitamina S

Interessante essa matéria da Revista Veja, pg 122, no. 2143, por Nathália Butti, que fala da importância das crianças em tomarem Vitamina S, ou seja, “sujeira”. A ideia é de que as crianças que brincam e têm contato com sujeira ganham mais imunidade.

SUJINHA E SAUDÁVEL

Pesquisas confirmam que não se deve levar a extremos os cuidados com a higiene das crianças, sob pena de expô-las a alergias e infecções

Muitas mães de crianças pequenas levam as mãos à cabeça quando as veem atropelar as regras básicas de higiene. Comer a bala que caiu no chão, chapinhar em poças, esfregar as mãos na calçada – cenas como essas parecem representar um risco enorme de contrair doenças por meio de bactérias associadas à sujeira. Uma série de pesquisas feitas desde o fim dos anos 80, porém, leva os cientistas a acreditar que muitas vezes o inimigo está no excesso de higiene, e não na falta dela. Segundo esses estudos, o exagero no esforço de manter a criança afastada das bactérias com que ela depara no seu dia a dia pode minar as resistências do organismo e abrir caminho para as doenças que se quer evitar. A mais recente dessas pesquisas, desenvolvida pela Universidade da Califórnia e divulgada há três semanas, conclui que as moléculas do Staphylococcus epidermidis, uma bactéria já bem conhecida e inofensiva presente na superfície da pele humana, agem sobre as células da epiderme para bloquear os processos inflamatórios. Essa ação evita que pequenos ferimentos infeccionem. Ocorre que as bactérias Staphylococcus epidermidis são destruídas por desinfetantes, detergentes e sabões.

A secretária gaúcha Andréia Garcia acredita que as mães de hoje são excessivamente preocupadas com a higiene das crianças. Seu filho Guilherme, de 4 anos, adora andar descalço e brincar na terra até ficar encardido, mas nunca leva bronca. “Acho que um pouco de vitamina S, de sujeira, reforça as defesas do organismo”, ela diz. A pesquisa americana confirma a teoria batizada pelos cientistas de hipótese da higiene. Segundo ela, até os 5 anos de idade, quando o sistema imunológico da criança está em fase de amadurecimento, o contato com bactérias traz dois benefícios: prepara o corpo contra alergias e previne doenças autoimunes. A expressão hipótese da higiene foi cunhada em 1989, quando o epidemiologista inglês David Strachan apresentou os resultados de sua pesquisa com um grupo de 17 400 recém-nascidos que haviam sido acompanhados até os 23 anos. Ele observou que as crianças com um ou mais irmãos mais velhos tinham menor incidência de alergias ao crescer. Isso porque a convivência constante com outras crianças fizera com que elas se expusessem a mais infecções. Na ação dos linfócitos do sistema imunológico humano, os processos infecciosos fazem diminuir a incidência de processos alérgicos.

Os defensores da hipótese da higiene acreditam que a limpeza corporal em excesso pode facilitar o desenvolvimento de doenças autoimunes. Um sistema imunológico sem o costume de combater bactérias pode atacar células do corpo. “Nosso organismo precisa treinar a tolerância aos agentes externos”, diz o imunologista Victor Nudelman, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. A técnica em radiologia Marilia Mercer, de Londrina, atribui a saúde dos filhos Mateus, de 10 anos, e Gabriel, de 2, à liberdade que têm para brincar, mesmo que isso signifique se sujar na terra. “Deixo as crianças livres. Se elas caem ou ingerem algo que não devem, não me desespero”, ela diz. A alergista pediátrica Renata Cocco, da Universidade Federal de São Paulo, resume a questão da higiene infantil: “Sem machucados nem doenças de pele que facilitem a absorção de bactérias pela corrente sanguínea, as crianças podem se sujar sem receio nas brincadeiras”.

– Somos Livres para as Nossas Escolhas ou Inevitavelmente Influenciáveis?

Leio numa edição da Revista Época (708, pg 65-69, por Marcela Buscato e Bruno Segadilha), uma interessantíssima matéria intitulada “O Cérebro no Banco dos Réus”. Nela, se questiona se realmente somos livres para decidir, ou seja, se somos responsáveis pelas nossas escolhas. O trabalho se baseia no livro do neurocientista Michel Gazzaniga, autor do livro Who’s in charge”?, onde ele diz que:

A responsabilidade pelos nossos atos não é propriedade do cérebro, mas um acordo estabelecido entre as pessoas”.

A idéia central é: nem sempre estamos no comando de nossos atos; muitas vezes estamos iludidos que comandamos a nós mesmos, pois em diversas oportunidades a sociedade é quem comanda as nossas ações. Assim, teríamos culpa por determinados erros com essa visão de responsabilidade pessoal dos nossos atos, se não somos culpados por algumas ações?

Papo-cabeça, mas inteligente e curioso.

O conceito de “Responsabilidade” surge mais ou menos no ano 1700 a.C., com a lei de Talião: Olho por olho, dente por dente! A punição a um crime seria com a mesma forma da infração.

Porém, o conceito começa a mudar com a Lei de Aquilia, Século III), onde surge o conceito de culpa e o direito romano. A preocupação é responsabilizar em respeito à necessidade de se restituir danos a um prejudicado.

Por volta do ano 400, Santo Agostinho defendeu a idéia que: Deus nos deu autonomia, e nós somos responsáveis pelos atos que nós tomamos. Temos livre arbítrio, e não podemos jogar a culpa em outras coisas / pessoas.

A novidade vem em 1843, com a Regra M’Naghten: insanos mentais não podiam receber responsabilidades, pois, afinal, são pessoas perturbadas.

Agora, o dr Gazzaniga diz que muitas vezes podemos ser também inocentes de erros cometidos, pois somos forçados a praticar coisas por força da sociedade.

O que você pensa sobre isso: tal argumento pode nos tornarmos livre de responsabilidades pessoais, ou é um grande exagero? Deixe seu comentário:

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– O Choque Político entre os Países da Copa do Mundo na Rússia

Em 2018, no Mundial de Futebol da Rússia, teremos algumas nações que demonstram inimizade política muito clara com possibilidade de se enfrentarem. Um dos casos: Arábia Saudita X Irã, nações que se estranham entre os governantes por conta da linha islâmica Sunita X Xiita, da questão do apoio ao Iêmem (iranianos são parceiros desta nação inimiga do povo saudita) e da simpatia ou não para com os EUA. Sem contar com o Egito, vítima recente de terrorismo e a questão do próprio medo do Estado Islâmico atacar a Rússia, que está em combate contra eles.

Lembram-se que por muito menos (felizmente de pouca significância para o mundo) tivemos um “choque conflitante” no Mundial de 2014 no Brasil? Mas aqui não era questão geo-politico-economica, mas simplesmente… cultural.

A culpa? Por incrível que possa parecer, da beleza de Fernanda Lima!

Compartilho, publicado aqui no blog logo após o sorteio das chaves da Copa do Brasil 14:

O CHOQUE CULTURAL ENTRE OS PAÍSES DA COPA DO MUNDO 2014

Rapidamente, responda: quais os clichês que costumam ser lembrados quando se cita o Brasil?

Praia, Carnaval, Samba, Bossa Nova, Mulata, Caipirinha, Mulher Bonita, Futebol…

E isso agrada a todos?

A muitos, sim. Em especial aos que gostam de muita farra. Mas para povos mais conservadores, isso pode chocar. É o caso do Irã, uma teocracia onde os costumes são tradicionalistas ao extremo e o conservadorismo dita a vida das pessoas.

Digo isso pelo episódio que envolveu a belíssima atriz Fernanda Lima, que apresentou o Final Draw FIFA (o sorteio final da Copa). Os iranianos postaram mensagens de protesto contra a FIFA e contra a Fernanda Lima, alegando que a roupa da apresentadora era indecente e a entidade maior do futebol deveria pensar em não ferir os costumes de pessoas de outras partes do mundo, já que o evento é global.

Decotes são proibidos em boa parte do Oriente Médio, e, cá entre nós, censuram até imagens fotografadas, esticando as roupas por computação gráfica, a fim de evitar a exposição de tais vestimentas nas mídias. A TV estatal cortou o vídeo de Fernanda, enquanto que uma jornalista iraniana pedia desculpas aos telespectadores, alegando que tentariam fazer a melhor transmissão possível.

A mim choca ver algumas iranianas de burca e sem liberdade de expressão, mas eu respeito, afinal é a cultura local.

E você, o que pensa sobre isso: falta tolerância religiosa/cultural?

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– Excessos de Extremismo Político no Brasil são e serão sempre nocivos.

A Comissão da Verdade está revendo várias barbaridades cometidas no período do regime militar brasileiro. Existiram crimes absurdos naquele período (das duas partes, claro; mas a da ditadura de direita foi muito maior). E esse é um tema muito atual, já que se dividiu o Brasil em Direita e Esquerda radicais. Os admiradores de Bolsonaro versus os apaixonados por Lula!

Infelizmente, pouco importa a esses militantes plano econômico e honestidade. Não adianta falar aos bolsonaristas sobre a competência e maleabilidade do seu candidato que ele não entenderá; tampouco convencer os lulistas que ele é um criminoso, que iludiu um país inteiro com assistencialismo demagogo sem alicerçar a dignidade do cidadão. Com pesar, não temos uma representativa candidatura moderada centrista.

E especificamente sobre “ditaduras(não que chegaremos a tal ponto com Bolsonaro ou Lula, por pior que possam ser, pois o país não permitirá tal condição), sejam elas de esquerda ou de direita, nunca mais devemos deixar que surjam.  Nada de extremistas simpatizantes da esquerda de Cuba ou da China, tampouco aos radicais direitistas que de verde-oliva dominaram o Brasil

Digo tudo isso pois ao ler um dos relatos (veja abaixo), me impressionou a crueldade e a insensibilidade daqueles que se intitulavam “autoridade” no triste período da história recente da nossa nação.

Abaixo, extraído de: http://uol.com/bwd366

TORTURA

Baleado, preso, amputado, torturado, exilado. Sobrevivente da ditadura militar (1964-1985). Falamos de Manoel da Conceição, 80, líder camponês do interior do Maranhão, cuja história é contada no relatório da CNV (Comissão Nacional da Verdade). Os abusos cometidos contra o lavrador nos porões da ditadura chamaram tanto a atenção na década de 1970 que o papa Paulo 6º chegou a intervir a seu favor e pedir sua libertação.

De família evangélica, seguidora da Assembleia de Deus, Conceição presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pindaré-Mirim, município situado 177 km ao sul de São Luís, quando os militares tomaram o poder com um golpe em 1964. Formado na luta pela reforma agrária, a organização era o primeiro sindicato rural da história do Maranhão.

De imediato, o Exército ocupou a sede da entidade e ali ficou por 60 dias. Duzentos lavradores foram presos. Somente no mês de junho daquele ano, Conceição foi preso cinco vezes na cadeia municipal.

Mesmo fechado pela ditadura, o sindicato tinha 4 mil filiados em 1968, quando a polícia invadiu uma de suas sedes e baleou o dirigente na perna direita. Após seis dias preso e sem ser medicado, teve de amputar a perna.

Nesta época, Conceição e outros lavradores integravam a organização de esquerda Ação Popular, que lhe ajudou a obter uma perna mecânica. O Maranhão era governado por José Sarney, ex-presidente do país (1985-1990) e atual senador pelo PMDB-AP.

O camponês conseguiu reorganizar o movimento de lavradores na região, mas em janeiro de 1972, durante o governo do general Emílio Médici, auge da repressão no Brasil, foi preso no município vizinho de Trufilândia e transferido para a capital maranhense.

“Em 24 de fevereiro, foi sequestrado por agentes do DOI-Codi e movido para o Rio de Janeiro. Foi entregue ao Comando do I Exército e levado para o quartel da PE [Polícia do Exército] no bairro da Tijuca. Logo que chegou à ‘antessala do inferno’, nome que os próprios agentes davam ao lugar, a perna mecânica foi arrancada e, nu, foi colocado na ‘geladeira’, a solitária, onde era tratado literalmente a pão e água, entre sessões de interrogatório e torturas”, afirma a Comissão da Verdade.

PREGO NO PÊNIS

O documento contém um relato chocante feito por Conceição em depoimento à comissão. As torturas que sofreu foram além do choque elétrico, do pau de arara e do espancamento. “Levantaram meus braços com cordas amarradas ao teto, colocaram meu pênis e os testículos em cima da mesa e com uma sovela fina de agulhas de costurar pano deram mais de trinta furadas. Depois bateram um prego no meu pênis e o deixaram durante horas pregado na mesa”.

O paradeiro de Conceição, que tinha à época dois filhos do primeiro casamento, era desconhecido pela família. Depois de sete meses sob tortura no Rio, foi levado para Fortaleza.

Em maio de 1975, Conceição foi condenado a três anos de reclusão pela Justiça Militar. Como já tinha passado mais tempo do que isso na prisão, foi libertado. Anos depois, após recursos, a Justiça decidiu absolvê-lo.

De acordo com a Comissão da Verdade, o sindicalista contou com o apoio do arcebispo de Fortaleza, dom Aloísio Lorscheider, então presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), para viajar para São Paulo, onde foi internado no hospital Santa Catarina graças à ajuda do cardeal dom Paulo Evaristo Arns e do pastor presbiteriano Jaime Wright.

“Devido à tortura, o agricultor urinava através de sonda e ficou impotente por anos. Depois de um mês de tratamento no hospital, ele foi para a casa do padre Domingos Barbé, em Osasco. Na manhã de 28 de outubro de 1975, a casa foi invadida por policiais, que levaram Manoel para o Deops paulista, onde o jogaram nu numa fossa cúbica, não muito longe da sala de torturas (…). Além do espancamento e choques elétricos, Conceição era ameaçado por policiais do DOI-Codi, que avisavam: ‘Sua prisão não tem nada a ver com a Justiça, que foi incapaz de julgá-lo. O problema é nosso'”, afirma o relatório.

INTERVENÇÃO DO PAPA

Tamanho abuso provocou uma mobilização que ultrapassou as fronteiras do país. “Na ocasião, o papa Paulo 6º enviou um telegrama ao general Ernesto Geisel [então presidente do país], pedindo por sua vida e exigindo libertação. Em 11 de dezembro de 1975, Manoel foi finalmente solto e ficou sob a proteção da Anistia Internacional, que providenciou seu exílio em Genebra, na Suíça, para onde partiu em março de 1976”, relata a Comissão da Verdade.

Conceição foi para a Europa com a assistente social Maria Denise Barbosa Leal, que trabalhava no presídio de Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza. A filha única do casal nasceu durante o exílio. 

Com o processo de abertura política no Brasil e a aprovação da Lei da Anistia, a família decidiu voltar ao país em 1979 e se instalar no Recife. Conceição ajudou a fundar o PT. Segundo Denise, o marido assinou a ficha de filiação de número três quando o partido foi criado em fevereiro de 1980. 

Na primeira eleição que o PT disputou, em 1982, Conceição candidatou-se a governador de Pernambuco. Ficou em último lugar entre os quatro candidatos, com 4.027 votos. “A campanha não tinha absolutamente nada. Ele [Conceição] fazia discurso em cima de um caixote”, lembra Denise, 74, que se formou em Direito e também foi filiada ao PT.

Em 1986, a família se mudou para o Maranhão e se fixou em Imperatriz, no sul do Estado. Conceição se candidatou a deputado federal e a senador, mas não se elegeu. Em 2010, ele e o deputado federal Domingos Dutra (então PT-MA) fizeram greve de fome contra o apoio da direção nacional petista à reeleição de Roseana Sarney (PMDB) para o governo do Maranhão.

Segundo Denise, Conceição debilitou-se desde então. Hoje, está bem fisicamente, diz a companheira, mas tem problemas de memória, o que prejudica sua comunicação. “Só volta a viver quando discute reforma agrária, a luta pelo meio ambiente e a luta por justiça. Aí toma alma nova”, conta.

EVANGÉLICOS PERSEGUIDOS

Por sua origem na Assembleia de Deus, o caso de Manoel da Conceição aparece no relatório da Comissão da Verdade na parte dedicada à perseguição de religiosos protestantes, também chamados de evangélicos.

O documento lista sete evangélicos que morreram ou desapareceram por causa das ações dos órgãos de repressão da ditadura. A relação tem os presbiterianos Juarez Guimarães de Brito, Ivan Mota Dias e Paulo Stuart Wright; os irmãos metodistas Daniel, Joel e Devanir de Carvalho; e a também metodista Heleny Telles Ferreira Guariba.

“Os protestantes com engajamento social, especialmente, aqueles vinculados ao movimento ecumênico, eram identificados pelos agentes do sistema como inimigos da nação. Protestantes e o movimento ecumênico estiveram sob constante investigação das agências de inteligência, com base na compreensão de que tinham poder de disseminação de ideias contrárias à Doutrina de Segurança Nacional”, aponta o relatório.

Fundada em 1934, a CEB (Confederação Evangélica do Brasil), organização das principais igrejas protestantes brasileiras, foi invadida logo após o golpe de 1964 e teve seus arquivos apreendidos. “Diversos integrantes do movimento ecumênico protestante passaram pela experiência do enquadramento em inquéritos policiais militares (…): foram presos, outros torturados ou tiveram de fugir do Brasil”.

Entre anglicanos, metodistas, presbiterianos e integrantes da Assembleia de Deus, 14 evangélicos foram expulsos ou fugiram do país durante a ditadura.

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– E o sábado clareia! Em 5 cliques:

Bom dia. Pronto para me animar com mais uma boa jornada. Logo cedo, bem motivado, fui suar. Motivando:

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Durante o cooper, meditando nas lindas e confortantes palavras do bispo diocesano Dom Vicente Costa aos missionários católicos. Rezando:

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Pós-treino, alongando entre as flores do jardim e curtindo a beleza em cada detalhe de suas pétalas. Contemplando:

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Por fim, hora de trabalhar! No caminho, admirado pela alvorada de cores intensas com o infinito radiante. Inspirando:

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OPS: não pude deixar de postar esse último clique com o sol já reluzente. Demais:

Ótimo sábado para todos, seja de trabalho ou de descanso.