– Dia de São Maximiliano Maria Kolbe.

Mártir da Caridade, padroeiro dos dependentes químicos e mensageiro da paz durante o Holocausto: esse é o grande São Maximiliano, celebrado neste dia 14 de agosto.

Sua história, extraída de: https://santo.cancaonova.com/santo/sao-maximiliano-maria-kolbe-mensageiro-da-paz-no-holocausto/

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE

Rajmund Kolbe nasceu em Zdunska-Wola (Lodz), no centro da Polônia, em 8 de janeiro de 1894, e foi batizado no mesmo dia. A família mudou-se então para Pabianice, onde Raimundo frequentou a escola primária, sentiu um misterioso convite da Virgem Maria para amar generosamente Jesus e sentiu os primeiros sinais de uma vocação religiosa e sacerdotal. Em 1907, Raimundo foi acolhido no Seminário dos Frades Menores Conventuais de São Leopoldo. Em 4 de setembro de 1910, iniciou o noviciado com o nome de Fr. Maximiliano; e, em 5 de setembro de 1911, fez a profissão simples.

Ordenação e Lema de vida

Foi transferido para Roma, onde viveu de 1912 a 1919. Fez a profissão solene em 1º de novembro de 1914. Ordenado sacerdote em 28 de abril de 1918. Uma sólida e segura formação espiritual abriu o espírito de frei Maximiliano a uma aguda penetração e profunda contemplação do mistério de Cristo. Estes sentimentos de fé e resoluções de zelo, que Maximiliano resume no lema: “Renovar tudo em Cristo pela Imaculada Conceição”, estão na base da instituição da “Milícia de Maria Imaculada” (MI).

Polônia e a Milícia da Imaculada

Em 1919, padre Maximilian estava de volta à Polônia onde, apesar de uma grave doença que o obrigou a permanecer durante muito tempo no sanatório de Zakopane, dedicou-se com ardor ao exercício do ministério sacerdotal e à organização da MI. Em 1919, em Cracóvia, obteve o consentimento do Arcebispo para imprimir o “Relatório de Registro” da MI e pôde recrutar os primeiros soldados da Imaculada Conceição. Em 1922, ele começou a publicação de “Rycerz Niepokalanej” (O Cavaleiro da Imaculada Conceição), a revista oficial da MI; enquanto em Roma o Cardeal Vigário aprova canonicamente a MI como uma “Pia União”.

Posteriormente, a MI encontrará cada vez mais adesões entre sacerdotes, religiosos e fiéis de muitas nações. Entretanto, na Polônia, padre Maximiliano obtém a possibilidade de instalar um centro editorial autónomo no Convento de Grodno, que lhe permite publicar “Il Cavaliere” com edição e difusão mais proveitosas para “trazer a Imaculada Conceição aos lares, para que as almas, aproximando-se de Maria, recebam a graça da conversão e da santidade”.

Expansão

Em 1927, padre Kolbe iniciou a construção de uma cidade-convento perto de Varsóvia, a que chamou “Niepokalanów” (Cidade da Imaculada Conceição). Desde o início, Niepokalanów assumiu a fisionomia de uma autêntica “fraternidade franciscana”, pela importância primordial dada à oração, pelo testemunho de vida evangélica e pela vivacidade do trabalho apostólico. Os frades, formados e orientados por padre Maximiliano, vivem em conformidade com a Regra de São Francisco, no espírito de consagração à Imaculada Conceição, e todos colaboram na atividade editorial e no uso de outros meios de comunicação social para o aumento do Reino de Cristo e a difusão da devoção à Santíssima Virgem. Padre Kolbe, autêntico apóstolo de Maria, gostaria de fundar outras “Cidades da Imaculada” em várias outras partes do mundo; mas, em 1936, ele teve de retornar à Polônia para reassumir a liderança de Niepokalanów. 

Guerra

Ele acolhe refugiados, feridos, fracos, famintos, desanimados, cristãos e judeus no convento, a quem oferece todo conforto espiritual e material. Em 19 de setembro, a polícia nazista deportou o pequeno grupo de frades de Niepokalanów para o campo de concentração de Amtitz, na Alemanha, onde padre Maximiliano encorajou os irmãos a transformar a prisão em uma missão de testemunho. Todos puderam regressar livres à Niepokalanów, em dezembro. Em 17 de fevereiro de 1941, padre Maximiliano foi encarcerado na prisão de Pawiak, onde sofreu as primeiras torturas pelos guardas nazistas; e, em 28 de maio, foi transferido para o infame campo de concentração de Oswiipcim.

A presença do padre Kolbe, nos vários quarteirões do campo da morte, foi testemunha da fé do sacerdote, pronto a dar a vida pelos outros; do religioso franciscano, testemunha evangélica da caridade e mensageiro da paz e do bem para os irmãos; do cavaleiro de Maria Imaculada, que confia todos os homens ao amor da Mãe divina. Envolvido nos mesmos sofrimentos infligidos a tantas vítimas inocentes, ele reza e faz rezar, suporta e perdoa, ilumina e fortalece na fé, absolve os pecadores e infunde esperança.

Martírio 

A fé o fez, com extremo entusiasmo de amor, oferecer-se livremente para substituir um irmão prisioneiro condenado, juntamente com outros nove em represália injusta, a passar fome. No bunker da morte, padre Maximiliano fez ressoar com a oração o canto da vida redimida que não morre, o canto do amor que é a única força criadora, o canto da vitória prometida à fé em Cristo. Em 14 de agosto de 1941, véspera da festa da Assunção de Maria Santíssima, faleceu com uma injeção de ácido carbônico. 

A minha oração

“Ao santo amigo da Cruz e de Jesus, que destes sua vida no lugar dos inocentes e a eles dedicou-se todo o tempo, pedimos a graça de crescer nas virtudes da coragem e da defesa dos mais necessitados. Que Nosso Senhor nos eduque nesse mistério do martírio diário. Amém!”

São Maximiliano Kolbe , rogai por nós!

IN ENGLISH –

**Martyr of Charity**, patron saint of addicts, and messenger of peace during the Holocaust: this is the great Saint Maximilian, celebrated on this August 14th.

His story, extracted from: [https://santo.cancaonova.com/santo/sao-maximiliano-maria-kolbe-mensageiro-da-paz-no-holocausto/](https://santo.cancaonova.com/santo/sao-maximiliano-maria-kolbe-mensageiro-da-paz-no-holocausto/)

### SAINT MAXIMILIAN MARIA KOLBE

Rajmund Kolbe was born in Zdunska-Wola (Lodz), in central Poland, on January 8, 1894, and was baptized on the same day. The family then moved to Pabianice, where Rajmund attended primary school, felt a mysterious invitation from the Virgin Mary to generously love Jesus, and felt the first signs of a religious and priestly vocation. In 1907, Rajmund was accepted into the Seminary of the Conventual Franciscan Friars of Saint Leopold. On September 4, 1910, he began his novitiate with the name of Fr. Maximilian; and, on September 5, 1911, he made his simple profession.

### Ordination and Motto

He was transferred to Rome, where he lived from 1912 to 1919. He made his solemn profession on November 1, 1914. He was ordained a priest on April 28, 1918. A solid and secure spiritual formation opened Fr. Maximilian’s spirit to an acute penetration and deep contemplation of the mystery of Christ. These sentiments of faith and resolutions of zeal, which Maximilian summarized in the motto: **”To renew all things in Christ through the Immaculate Conception,”** are the basis for the institution of the “Militia of the Immaculata” (MI).

### Poland and the Militia of the Immaculata

In 1919, Father Maximilian was back in Poland where, despite a serious illness that forced him to stay for a long time in the sanatorium of Zakopane, he dedicated himself with ardor to the exercise of the priestly ministry and the organization of the MI. In 1919, in Krakow, he obtained the Archbishop’s consent to print the “Registration Report” of the MI and was able to recruit the first soldiers of the Immaculate Conception. In 1922, he began the publication of “Rycerz Niepokalanej” (*The Knight of the Immaculata*), the official magazine of the MI; while in Rome the Cardinal Vicar canonically approved the MI as a “Pious Union.”

Subsequently, the MI would find more and more adherents among priests, religious, and the faithful in many nations. Meanwhile, in Poland, Father Maximilian obtained the possibility of installing an autonomous publishing center in the Convent of Grodno, which allowed him to publish “Il Cavaliere” with more profitable editing and dissemination to **”bring the Immaculate Conception to homes, so that souls, by drawing near to Mary, might receive the grace of conversion and holiness.”**

### Expansion

In 1927, Father Kolbe began the construction of a city-convent near Warsaw, which he called “Niepokalanów” (**City of the Immaculata**). From the beginning, Niepokalanów took on the physiognomy of a true “Franciscan fraternity,” due to the primordial importance given to prayer, the testimony of an evangelical life, and the vibrancy of the apostolic work. The friars, trained and guided by Father Maximilian, lived in accordance with the Rule of St. Francis, in the spirit of consecration to the Immaculate Conception, and all collaborated in the editorial activity and the use of other social communication media for the increase of the Kingdom of Christ and the diffusion of devotion to the Blessed Virgin. Father Kolbe, an authentic apostle of Mary, wanted to found other “Cities of the Immaculata” in various other parts of the world; but, in 1936, he had to return to Poland to reassume the leadership of Niepokalanów.

### War

He welcomed refugees, the wounded, the weak, the hungry, the discouraged, Christians and Jews into the convent, to whom he offered all spiritual and material comfort. On September 19, the Nazi police deported the small group of friars from Niepokalanów to the Amtitz concentration camp in Germany, where Father Maximilian encouraged the brothers to transform their imprisonment into a mission of testimony. They were all able to return freely to Niepokalanów in December. On February 17, 1941, Father Maximilian was imprisoned in Pawiak prison, where he suffered the first tortures from the Nazi guards; and, on May 28, he was transferred to the infamous Auschwitz concentration camp (Oswiipcim).

Father Kolbe’s presence in the various quarters of the death camp was a witness to the priest’s faith, ready to give his life for others; to the Franciscan religious, an evangelical witness of charity and a messenger of peace and goodness to his brothers; and to the knight of the Immaculate Conception, who entrusted all men to the love of the divine Mother. Involved in the same sufferings inflicted on so many innocent victims, he prayed and led others in prayer, endured and forgave, enlightened and strengthened in faith, absolved sinners, and instilled hope.

### Martyrdom

His faith, with an extreme enthusiasm of love, led him to freely offer himself to replace a condemned fellow prisoner, along with nine others in an unjust reprisal, to be starved to death. In the death bunker, Father Maximilian made the song of redeemed life that does not die resound with prayer, the song of love that is the only creative force, the song of the victory promised to faith in Christ. On August 14, 1941, the eve of the feast of the Assumption of the Blessed Virgin Mary, he died from an injection of carbolic acid.

### My prayer

“To the holy friend of the Cross and of Jesus, who gave his life in the place of the innocent and dedicated himself to them all the time, we ask for the grace to grow in the virtues of courage and the defense of the most needy. May Our Lord educate us in this mystery of daily martyrdom. Amen!”

Saint Maximilian Kolbe, pray for us!

– Santo Rosário com Frei Gilson:

Hoje é Dia de Rosário com Frei Gilson!

Rezemos a Deus pedindo a intercessão de Nossa Senhora.

Em: https://www.youtube.com/live/QR4NvHwwSUM?si=f_DGFjMkrXT7GMap

– Liturgia Diária: Vigília de Nossa Senhora da Assunção (14/08/2026)

2ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. Eusébio, Confessor A vigília é a preparação da festa. Páginas 1227 e 1229 do Missal Quotidiano (D. …

Continua em: Liturgia Diária – Vigília de Nossa Senhora da Assunção – 14/08/2026

Evangelho (Mt 19,3-12)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus o que ela é, em verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?’ 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7 Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8 Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10 Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11 Jesus respondeu: ‘Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– Bom dia, 6ª feira (2 de 4).

🙏🏻 Enquanto vou correndo, fico meditando e faço uma prece:

“- Ó Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe, rogai por nós que recorremos a vós. Hoje, especialmente pelos que são vítimas de injustiças e crimes. Amém.”

Reze, e se o que você pediu for para seu bem, Deus atenderá.

⛪😇 #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade

– Adore o Cristo Vivo.

Graças e Louvores a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Hoje é dia de Adoração Eucarística!

Em: https://professorrafaelporcari.com/2020/05/28/5a-feira-de-adoracao-ao-santissimo-sacramento-116/

– Santa Dulce dos Pobres, o Anjo Bom de Deus.

Hoje a Igreja Católica celebra a santidade de Irmã Dulce!

Sobre a sua história, extraída de: https://www.acidigital.com/noticia/52817/hoje-e-celebrada-santa-dulce-dos-pobres-o-anjo-bom-do-brasil

SANTA DULCE DOS POBRES, O ANJO BOM DO BRASIL

Hoje (13) é celebrada a festa de santa Dulce dos Pobres, a religiosa baiana que dedicou sua vida ao serviço aos pobres e doentes. Ela foi canonizada em 2019 pelo papa Francisco, tornando-se a primeira santa nascida no Brasil.

O 13 de agosto foi escolhido como o dia oficial da festa litúrgica da religiosa conhecida como anjo bom do Brasil porque foi nesta mesma data, em 1933, na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, que Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, aos 19 anos de idade, recebeu o hábito de freira e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de irmã Dulce.

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, a pequena Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na capital baiana. Perdeu sua mãe aos sete anos de idade.

Desde cedo, começou a manifestar seu interesse pela vida religiosa. Aos 13 anos, passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família em um centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, devido ao grande número de carentes que se aglomeravam à sua porta. Nessa época, expressou pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, em fevereiro 1933, tendo recebido o hábito agosto do mesmo ano, quando passou a ser chamada irmã Dulce.

Sempre com muita fé, amor e serviço, o anjo bom iniciou na década de 1930 um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, na capital baiana.

Em 1939, irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar os doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Até que em 1949, ocupou um galinheiro ao lado do convento, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes.

Esta iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição considerada hoje um dos maiores complexos de saúde pública do país, com cerca de quatro milhões de atendimentos ambulatoriais por ano.

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“Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Esta é a última porta e por isso eu não posso fechá-la”, disse irmã Dulce.

Em 1988, foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz.

A religiosa também teve dois grandes momentos de sua vida ao lado de são João Paulo II. Em 7 de julho de 1980, encontrou-se com o então Papa que visitava pela primeira vez o Brasil. Na ocasião, ouviu dele o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltaram a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita de João Paulo II ao Brasil. O papa polonês fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios.

Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, o anjo bom do Brasil morreu, aos 77 anos.

Em janeiro de 2000, teve início o processo de canonização de irmã Dulce. Em 2010, a Congregação para a Causa dos Santos reconheceu a autenticidade de um milagre atribuído à religiosa, que levou à sua beatificação em 22 de maio de 2011. Trata-se do caso de Claudia Cristina dos Santos, ocorrido em Itabaiana, em Sergipe.

Após dar à luz seu filho, Gabriel, a mulher sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três cirurgias. Diante da gravidade do quadro, os familiares chamaram Padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos. O sacerdote decidiu fazer uma corrente de oração pedindo a intercessão de irmã Dulce e deu a Cláudia uma pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente.

E, em 13 de outubro de 2019, a religiosa foi canonizada pelo papa Francisco, no Vaticano, após o reconhecimento da cura milagrosa de do maestro José Maurício Bragança Moreira, que ficou cego durante 14 anos por conta de um glaucoma. Em 2014, voltou a enxergar, após rezar pedindo à intercessão de irmã Dulce dos Pobres.

Santa Dulce dos Pobres


IN ENGLISH – Today, the Catholic Church celebrates the sainthood of Sister Dulce!

About her story, extracted from: https://www.acidigital.com/noticia/52817/hoje-e-celebrada-santa-dulce-dos-pobres-o-anjo-bom-do-brasil

SAINT DULCE OF THE POOR, THE GOOD ANGEL OF BRAZIL

Today (the 13th) is the feast of Saint Dulce of the Poor, the religious woman from Bahia who dedicated her life to serving the poor and the sick. She was canonized in 2019 by Pope Francis, becoming the first saint born in Brazil.

August 13 was chosen as the official day for the religious’s liturgical feast, known as the good angel of Brazil, because it was on this same date in 1933, at the Congregation of the Missionary Sisters of the Immaculate Conception of the Mother of God in Sergipe, that Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, at 19 years old, received the nun’s habit and adopted the name Sister Dulce, in honor of her mother.

The second daughter of dentist Augusto Lopes Pontes and Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, little Maria Rita was born on May 26, 1914, in the capital of Bahia. She lost her mother at the age of seven.

From an early age, she began to show her interest in religious life. At 13, she started to welcome beggars and the sick into her home, transforming the family residence into a care center. The house became known as ‘The Gate of Saint Francis’ due to the large number of needy people who gathered at her door. At this time, she first expressed her desire to dedicate herself to religious life.

She entered the Congregation of the Missionary Sisters of the Immaculate Conception of the Mother of God, in the city of São Cristóvão, Sergipe, in February 1933, and received the habit in August of the same year, when she came to be called Sister Dulce.

Always with great faith, love, and service, the good angel began her social work in the 1930s in needy communities, especially in Alagados, a collection of stilt houses that had solidified in the inner part of the Itapagipe neighborhood, in the capital of Bahia.

In 1939, Sister Dulce invaded five houses on Ilha dos Ratos to shelter the sick she collected from the streets of Salvador. Expelled from the place, she wandered for a decade, taking her sick with her to various parts of the city. Until, in 1949, she occupied a chicken coop next to the convent, with the permission of her superior, with the first 70 patients.

This initiative led to the creation of the Obras Sociais Irmã Dulce (Sister Dulce Social Works), an institution now considered one of the largest public health complexes in the country, with about four million outpatient visits per year.

“When no hospital wants to accept a patient, we will accept them. This is the last door and that’s why I cannot close it,” said Sister Dulce.

In 1988, she was nominated by the then President of the Republic, José Sarney, with the support of Queen Silvia of Sweden, for the Nobel Peace Prize.

The religious also had two great moments in her life alongside Saint John Paul II. On July 7, 1980, she met the then Pope who was visiting Brazil for the first time. On that occasion, she heard his encouragement to continue her work.

The two met again on October 20, 1991, during John Paul II’s second visit to Brazil. The Polish Pope made a point of breaking his strict schedule and went to the Santo Antônio Convent to visit the religious woman from Bahia, whose health was already quite debilitated due to respiratory problems.

Five months later, on March 13, 1992, the good angel of Brazil died at the age of 77.

In January 2000, the canonization process of Sister Dulce began. In 2010, the Congregation for the Causes of Saints recognized the authenticity of a miracle attributed to the religious, which led to her beatification on May 22, 2011. This was the case of Claudia Cristina dos Santos, which occurred in Itabaiana, Sergipe.

After giving birth to her son, Gabriel, the woman suffered a severe hemorrhage for 18 hours and underwent three surgeries. Given the seriousness of her condition, family members called Father José Almí to administer the anointing of the sick. The priest decided to start a prayer chain asking for the intercession of Sister Dulce and gave Claudia a small relic of the Blessed one. The hemorrhage stopped suddenly.

And on October 13, 2019, the religious was canonized by Pope Francis in the Vatican, after the miraculous cure of maestro José Maurício Bragança Moreira was recognized. He had been blind for 14 years due to glaucoma. In 2014, he regained his sight after praying and asking for the intercession of Sister Dulce of the Poor.


– 5a feira de Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Hoje é quinta-feira, dia de adorar Jesus Eucarístico, como pede a Igreja Católica. 

Que tal uma prece ao Senhor, que está presente na Hóstia Sagrada?

ORAÇÃO AO CRISTO SACRAMENTADO

Meu Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, eis-­me aqui em companhia da Santíssima Virgem, dos Anjos, dos Santos do Céu e dos justos da Terra, para visitar-­Vos e adorar-Vos nesta Hóstia Consagrada. Creio firmemente que estais tão presente, poderoso e glorioso como estais no Céu; e pelos Vossos méritos, espero alcançar a glória eterna, seguindo em tudo Vossas divinas inspirações; e em agradecimento de Vosso divino amor, quero amar-­Vos com todo o meu coração e minha alma, potências e sentidos.

Suplico-­Vos, Salvador de minha alma, pelo Sangue precioso que derramastes em Vossa circuncisão e em Vossa Santíssima Paixão, que exerciteis comigo este ofício de Salvador, dando-­me, pela intercessão de Vossa Santíssima Mãe, os dons da oração juntamente com a perseverança, para que, quando deixar esta vida, me guieis à glória eterna que gozais no Céu. 

Capela do Santíssimo Sacramento da Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat, em Salto – SP. Arquivo pessoal.

– Liturgia Diária de 13/08/2026:

Féria de 4ª Classe – Missa com comemoração dos Ss. Hipólito e Cassiano, Mártires. Da graça e da bondade de Nosso Senhor, trata a Missa de…

Continua em: Liturgia Diária – 13/08/2026

Evangelho (Mt 18,21-19,1)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: “Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?” 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1 Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– Bom dia, 5ª feira (2 de 4).

🙏🏻 Enquanto vou correndo, fico meditando e faço uma prece:

“- Ó Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe, rogai por nós que recorremos a vós. Hoje, especialmente pelos que estão solitários, sem alguém para que possam se relacionar afetiva ou espiritualmente. Amém.”

Reze, e se o que você pediu for para seu bem, Deus atenderá.

⛪😇 #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade

– Pra hoje: Qual é o caminho?

Qual é o caminho?

Fácil resposta:

– Livrai-nos de todo o mal (dos espíritos imundos e da própria humanidade).

Reze. Peça. Deus nos ouve e nos ajuda!

Contra toda falta de ânimo, abaixo:

– O Evangelho de hoje, 12 de agosto de 2026:

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (18,15-20):

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo,
mas em particular, a sós contigo!
Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.

Se ele não te ouvir,
toma contigo mais uma ou duas pessoas,
para que toda a questão seja decidida
sob a palavra de duas ou três testemunhas.

Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja.
Se nem mesmo à Igreja ele ouvir,
seja tratado como se fosse um pagão
ou um pecador público.

Em verdade vos digo,
tudo o que ligardes na terra será ligado no céu,
e tudo o que desligardes na terra
será desligado no céu.

De novo, eu vos digo:
se dois de vós estiverem de acordo na terra
sobre qualquer coisa que quiserem pedir,
isto vos será concedido 

por meu Pai que está nos céus.

Pois onde dois ou três 

estiverem reunidos em meu nome
eu estou ali, no meio deles”.

– Pra hoje: Do que Satanás tem medo?

Do que o diabo tem medo?

Acrescente: da presença da Imaculada Virgem
Maria, pois ela sempre nos traz Jesus!

– Dica da Noite:

Agradeça sempre:

– Deus sempre nos ouve.

A caminho do meu último turno de trabalho, passei em frente a Paróquia São Luiz Gonzaga, e encontrei São José. Pedi a ele pela minha família, por meu trabalho e por paz espiritual.

Como é bom visitar uma casa de Deus!

🙏🏻 #FÉ #Catolicismo #Religião

– Dia de Santa Clara de Assis!

Hoje é dia de Santa Clara de Assis, “a irmã lua do irmão sol Francisco”, que devotou a vida ao serviço dos mais necessitados. 

Compartilho a bela história dessa santa, abaixo, com a referida citação:

HISTÓRIA DE SANTA CLARA

Século XII, Assis, na Itália. Nasce Clara Favorone, filha de Hortolona e Favarone, uma família considerada nobre na sociedade local. Acredita-se que a data mais precisa de seu nascimento é 1194 (embora há historiadores que apontem o ano de 1193), em plena Idade Média, marcada pelo desmoronamento do sistema feudal e o crescimento do comércio.

Como filha primogênita, natural que sua mãe Hortolona temesse pela gravidez e, principalmente, pelo parto. Extremamente religiosa, ela sempre pedia um bom parto em suas orações, quando, um dia, ouviu uma voz que lhe dizia: “Não temas, mulher, porque terás um parto normal e a luz daquela que vai nascer resplandecerá com mais claridade que um dia de sol”. Por esse motivo, no Batismo, deu o nome de Clara.

A menina Clara cresceu num ambiente de nobreza e fartura, pois segundo o biógrafo Tomás de Celano, o pai era militar e a família, dos dois lados, de cavaleiros. Seu pai, Favarone, filho de Ofredúcio e neto de Bernardino, morava com os irmãos em uma bela e grandiosa casa, que a família possuía junto à Catedral de Assis havia mais de cinqüenta anos, embora eles também eram proprietários rurais, com castelos nas redondezas. Mas Clara também teve o suporte da fé. Sua mãe não se descuidou de educá-la para ações mais nobres ainda, principalmente fazendo piedade e caridade com o mais necessitados.

É Celano quem fala: “Estendia a mão com prazer para os pobres e, da abundância de sua casa, supria a indigência de muitos”. Nesse período da Idade Média, o dinheiro foi se tornando um novo rei. Os pobres e os doentes, aqueles que não podiam subir na escala social, eram marginalizados. Celano lembra bem que, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, Clara compreendia que as aparências e os adornos mundanos podiam ser enganosos. “Foi compreendendo que as coisas da terra, por mais belas que fossem, não podiam prender seu coração”.

É bom lembrar que a cultura cavalheiresca foi a primeira da Idade Média a ser elaborada por leigos e não por clérigos e tinha uma proposta de como deviam ser educadas as mulheres para serem agradáveis, discretas, piedosas, vindo a ser gentis esposas e mães de família. Tinham, enfim, que cuidar da boa fama e, as nobres, tinham uma vida bastante reclusa, enquanto as outras participavam dos negócios dos maridos, da luta diária para manter a família e para construir a civilização da cidade.
A menina Clara, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, aos poucos foi cultivando a vida piedosa e simples, uma característica que mais tarde ficaria evidente como mulher consagrada a Deus.

Quando estava próxima de completar 18 anos, os pais já começaram a pensar no seu casamento. Clara não concordava com a idéia de se casar tão jovem e estava sempre adiando a decisão. Na realidade, ela começava a se interessar pelo projeto de vida de um jovem de Assis: Francisco. Tomás de Celano explica assim: “Quando ouviu falar do então famoso Francisco que, como homem novo, renovava com novas virtudes o caminho da perfeição, tão apagado no mundo, quis logo vê-lo e ouvi-lo, movida pelo Pai dos espíritos, de quem, embora de modo diferente, tinham recebido os primeiros impulsos”.
Clara sempre esteve bem informada sobre os passos de Francisco em Assis, isso porque Frei Rufino e Frei Silvestre eram seus parentes. Não poucas vezes ela escutou as pregações de Francisco, que costumava falar na Igreja de São Rufino ou na Catedral de São Jorge.

A pregação de Francisco impressionava porque era diferente dos “sermões”. Em suas palavras e em seu modo de ser havia alguma coisa nova. Era certamente a força do Evangelho que transparecia. Francisco se apresentava vestido com muita simplicidade, sem aparato nem ostentação. Suas palavras são inflamadas de amor a Deus. Clara fica sabendo que a vida dos irmãos é extremamente pobre.

Segundo Celano, Francisco a visitou, e ela o fez mais vezes ainda, moderando a freqüência dos encontros para evitar que aquela busca divina fosse notada pelas pessoas e mal interpretada por boatos.

“A moça saía de casa levando uma só companheira e freqüentava os encontros secretos com o homem de Deus. Suas palavras pareciam flamejantes e considerava suas ações sobre-humanas”. A companheira de Clara nos encontros com Francisco foi Bona de Guelfúcio, testemunha em seu Processo e irmã de Pacífica de Guelfúcio, uma das primeiras religiosas de São Damião. Já com 18 anos, Clara tinha consciência de que não seria compreendida por seus pais quando desse passo decisivo. Havia confiado a Francisco como desejava realizar sua vocação e ele a guiaria para cumprir os desígnios de Deus. “Então se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus. Já tinha dificuldade para suportar a elegância dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem lá fora, para poder ganhar a Cristo”, completa o seu biógrafo.

Em pouco tempo, Clara chegou à Porciúncula. Francisco a acolheu e lhe deu as boas-vindas. Comovida, ela entrou na igreja, ajoelhou-se diante do altar e, por alguns instantes, deteve-se em oração. Depois, levantou-se com decisão; tirou o calçado, despiu-se do vestido de brocado e o trocou por uma túnica grosseira, retirou seu rico cinto e o substituiu por uma corda áspera.

Em seguida, ajoelhou-se ainda; soltou de uma vez os cabelos que deslizaram sobre os ombros; depois, permaneceu com a cabeça inclinada, à espera do último sacrifício.
Francisco recolheu com delicadeza a loura cabeleira e, bem devagarzinho, a cortou. A cerimônia estava acabada.

A reação dos parentes

Como era de se prever, a reação dos parentes de Clara não se fez esperar. Pela manhã, apenas descobriram sua fuga, puseram-se em pé de guerra e rapidamente chegaram ao mosteiro de São Paulo para reconduzi-la à casa. Ameaçaram arrombar a porta. Querem Clara, viva ou morta. Com o aparato exterior e as ameaças, esperam assustá-la, mas iludem-se! Clara é irremovível. Visto que era vã toda a ameaça, recorrem às boas maneiras, às lisonjas e às promessas; fazem apelo aos sentimentos, à dor da mãe, das irmãs, de toda a família, mas Clara é inflexível; sabe que está mais em segurança entre aquelas paredes do que se estivesse num castelo.

Agarra-se ao altar

Quando se dá conta de que estão a ponto de perder o controle e recorrer à violência, Clara, com um gesto, fez desmoronar todas as ilusões deles: foge para a igreja e corre para junto ao altar; com uma das mãos segura a toalha e com a outra retira o véu da cabeça, fazendo-a aparecer sem os cabelos que haviam sido cortados. Demonstrava, assim, ser agora consagrada a Deus e que ninguém podia tocá-la. Diante de tanta firmeza, aos familiares outra coisa não restou senão abandonarem a igreja e o mosteiro e partirem confusos.

Transferida para o mosteiro de Santo Ângelo

Em São Paulo, Clara pôde permanecer só poucos dias. Foram talvez as próprias monjas a solicitar o afastamento dela depois da confusão provocada por sua presença. Francisco interessou-se pela transferência dela. Mais uma vez, dirigiu-se aos Padres Beneditinos e obteve a transferência de Clara para o mosteiro de Santo Ângelo de Panzo.

Finalmente um pouco de paz!

Na quietude e no silencio do mosteiro de Santo Ângelo, Clara pôde revigorar o seu ideal de vida. Apegava-se cuidadosamente às prescrições da Regra de São Bento, que possui como fundamento: “Ora et Labora”! Com isso, Clara não pretendia, certamente, abraçar a Regra de São Bento. Não teria tido sentido sua fuga para a Porciúncula, durante a noite, seu total abandono a Deus para além de qualquer estrutura, a exemplo de Francisco.No mosteiro de Santo Ângelo, Clara viveu por algumas semanas. Foram para ela dias de serenidade e de alegria indescritíveis.

A alegria de Clara estava toda no sentir-se amada e protegida pelo Senhor, como mesmo amor com que uma mãe protege sua filhinha. A fuga de casa lhe havia fechado o mundo às costas para abrir-lhe um umbral do mistério de Deus. Sua vida, agora, havia se transformado em um arco-íris de oração e contemplação: em um agradecimento alegre e infantil. Fugira de casa em uma noite de primavera, para abraçar o ideal de total pobreza, e encontrara a verdadeira liberdade, a perfeita alegria. Havia atingido o seu sonho.

Encontra-se com sua irmã Inês

Clara sentia a necessidade de externar sua ardente experiência mística. Quase todos os dias, sua irmã Inês ia visitá-la: era uma jovem belíssima, de somente quinze anos, de grande sensibilidade para com o sobrenatural. Depois da fuga de Clara, os familiares haviam depositado nela sua esperança.

“Cara Inês — confiava-lhe a irmã — lembra-te: é preferível viver um só dia na casa do Senhor, que mil dias fora dela. A juventude é vento que passa. A beleza se desvanece como a fumaça. A vida termina e aqui não fica nada. Clara e Inês, que se julgavam portadoras de nova Ordem, não podiam certamente permanecer em Santo Angelo de Panzo.

Francisco obteve para elas o pequeno convento anexo a São Damião, juntamente com a igrejinha na qual haviam ido rezar tantas vezes.

São Damião se tomará, assim, cenáculo de mulheres apaixonadas pelo Senhor, uma semente destinada a germinar uma fileira de almas belas, sequazes intransigentes dos ensinamentos do Poverello.

Afinal, Francisco o havia predito, como conta Clara, em seu testamento.”Tendo subido no muro da dita igreja, assim gritava então, com voz elevada e em língua francesa: ‘Venham e ajudem-me nesta obra do mosteiro de São Damião, porque, dentro em breve, virão habitá-lo mulheres e, por sua fama e pela santidade de sua vida, dar-se-á glória ao Pai nosso celeste, em toda a sua Santa Igreja”.

Clara e Inês não ficaram por muito tempo sozinhas, porque muitas jovens de Assis foram atraídas por seu exemplo.

Destas primeiras companheiras, ficam-nos, além do nome, também documentação que testemunha a santidade de sua vida e sua fidelidade, sem compromisso algum, em seguir o exemplo de Clara.

Pouco depois da entrada em São Damião, pediu para unir-se às irmãs Offreducci uma amiga de infância de Clara, Pacífica; e de Perúgia, chegou Benvenuta, conhecida nos anos da fuga de Assis, juntamente com toda a sua família . Depois, juntou-se Balvina de Martino; no ano seguinte, Filipa, filha de Leonardo de Gisleno.

Todas prometeram obediência a São Francisco, que não deixará de seguir a pequena comunidade, com extrema diligencia e com o amor que merecia a mais bela flor do jardim espiritual.

Para as irmãs, que começaram a ser chamadas “Damianitas”, depois de terem provado sua coragem, a própria Clara prescreveu, com evangélica simplicidade, uma regra a ser observada. Em 1215, ela havia impetrado à Sé Apostólica a aprovação do Privilégio da Pobreza, documento singular, único, com o qual a Santa queria, aprovada pelo Papa, a escolha, para ela e suas sequazes, de não aceitar nenhuma posse.

E, na Regra Selada, aprovada pela forma de vida da nova comunidade, está escrito: “O bem aventurado pai, considerando que não temíamos nenhuma pobreza, fadiga, tribulação, humilhação e nenhum desprezo do mundo, que, antes, os tínhamos em conta de grande delícia, movido de paterno afeto, escreveu para nós a forma de vida deste modo:

“Como, por divina inspiração, vos fizestes filhas e servas do altíssimo Sumo Rei, o Pai celeste, e desposastes o Espírito Santo, escolhendo viver segundo a perfeição do Santo Evangelho, quero e prometo, de minha parte e por meus frades, ter sempre de vós e deles atento cuidado e especial solicitude’. O que ele, com toda a fidelidade, cumpriu enquanto viveu e quis que fosse sempre cumprido pelos frades”.

Depois de três anos de vida monástica, Francisco julgou oportuno dar à comunidade de São Damião um esboço de organização: pensou em nomear uma abadessa. Esta não podia ser senão Clara, a primogênita da Ordem.

Mas Clara refutou: “Não, não eu, Francisco! Fugi de todas as honras e da vaidade do mundo, não posso me colocar no comando das minhas irmãs. Quero só servir e obedecer!”. “Bem!” – disse-lhe Francisco em resposta – “se tu queres obedecer, então eu te peço que o faças por obediência!”.

Desejosa da palavra de Deus
Clara, apenas eleita abadessa, sentia necessidade de uma ajuda segura: temia, sobretudo, não ir pelo caminho da perfeita pobreza. Por isso, teria desejado encontrar-se mais vezes com Francisco. Mas o “Poverello” estava muitas vezes longe de Assis e evitava dirigir-se freqüentemente a São Damião para não suscitar “admiração e suspeita” entre as pessoas.

Havia recomendado aos seus frades para não terem muita “familiaridade” com as monjas e não entrarem nos seus mosteiros. E nisto, ele queria ser o exemplo. Em São Damião, Clara se encontrou, finalmente, à vontade.

Transpondo aquelas paredes em ruínas, compreendeu ter chegado para onde Deus, havia tanto tempo, a conduzia. Isso lhe diziam a nudez das paredes, a desolação dos locais, os muros sem reboco, as rústicas tábuas nem mesmo esquadradas do assim chamado “pequeno coro”, a escada íngreme e desconexa que levava ao dormitório, um grande quarto nu e frio.

Sem dúvida, era o convento mais pobre jamais visto: a verdadeira cidadela da Santa Pobreza.

Francisco havia predito a Clara que outras senhoras a haveriam de seguir e abraçariam o seu ideal de vida. Depois de Inês, a primeira a acorrer a São Damião foi Pacífica de Guelfuceio, aquela que a ajudou na fuga noturna.

Depois, veio Benvinda de Perusa, sua caríssima amiga. Em seguida, ajuntaram-se Balvina de Offreduccio, Cecília de Gualtiero, Angelúcia de Angeleio, Filipa de Ghislerio, Francisca de messer Capitâneo, Amata de Martino e tantas outras. Beatriz, irmã menor de Clara, e a mamãe Hortolana completaram o grupo.

Nasceu, assim, em São Damião, a segunda Ordem franciscana, o ramo feminino, ao qual Francisco gostava de chamar o das “Senhoras Pobres”.

Um oásis de paz

Em pouco tempo, a comunidade de São Damião tornou-se um autêntico oásis de paz, onde tudo era calor e intimidade.

A própria desolação do local, das paredes, dos utensílios, transmitiam serenidade e alegria. Lamento nenhum se levantava de São Damião: a pobreza da casa, incômodos, os leitos, o frio, a fome, não atormentavam. As Irmãs, quanto mais pobres, mais se sentiam contentes.

Clara, cada recanto do convento era um recanto do paraíso, cheio de calor e de intimidade: um perene convite à festa, à alegria.

As mais pobres do mundo

Nada era de sua propriedade, mas tudo era aceito como empréstimo; julgavam-se “peregrinas e forasteiras neste mundo”. Andavam de pés descalços em todas as estações, com vestimentas grosseiras e uma corda à cintura, a cabeça raspada e coberta com um pano branco e preto.

Seu alimento era “moderado e austero”; haviam-se proposto “jejuar durante todo o ano”. Por leito, tinha uma esteira estendida sobre o pavimento nu e, por travesseiro, um pedaço de madeira. O dormitório era um grande quarto frio e miserável, onde os pobres catres eram alinhados junto à parede.

Segundo Tomás de Celano, Clara estava muito doente depois de quarenta anos vivendo em extrema pobreza. “O vigor de corpo, castigado nos primeiros anos pela austeridade da penitência, foi vencido no final por dura enfermidade, para enriquecê-la, doente, com o mérito das obras. A virtude aperfeiçoa-se na enfermidade”, diz o biógrafo.
Quando a enfermidade começa a se agravar, Clara recebe a visita do Cardeal de Óstia, padroeiro e protetor da família franciscana. Tratava-se do Cardeal Reinaldo de Segni, que mais tarde seria o Papa Alexandre IV. Foi ele que obteve do Papa a confirmação do Privilégio da Pobreza.

Sabendo do estado de Clara, o Papa Inocêncio IV,que residira com a Cúria em Perúsia no período de 1251 a 1253, foi logo visitar a serva de Cristo com os cardeais, como conta a Legenda: “Entrou no mosteiro, foi ao leito, chegou a mão à boca da doente para que a beijasse. Ela a tomou agradecida e pediu com maior reverência para beijar o pé do Apostólico. Depois pediu com rosto angelical ao Sumo Pontífice a remissão de todos os pecados. Ele exclamou: “Oxalá precisasse eu de tão pouco perdão!” A irmã Inês veio de Monticelli, onde era abadessa, para visitar a Irmã Clara. Ao ver o estado dela, chorou muito. E foi consolada pela irmã: “Irmã caríssima, apraz a Deus que eu me vá; tu, porém, deixa de lado o pranto, porque chegarás junto do Senhor logo depois de mim, e Ele te concederá um grande consolo antes que eu me aparte de ti”. Na realidade, Inês morreu logo depois.

Tomás de Celano relata que no final pareceu debater-se em agonia durante muitos dias, nos quais foi crescendo a fé das pessoas e a devoção do povo. Também foi honrada diariamente como verdadeira santa por visitas freqüentes de cardeais e prelados. O admirável é que, não podendo tomar alimento algum durante dezessete dias, revigorava-se o Senhor com tanta fortaleza, que ela confortava no serviço de Cristo todos que a visitavam.

No leito de Clara, a presença dos frades: Frei Junípero, Frei Ângelo e Frei Leão.
O biógrafo diz que, no momento da partida, Clara conversava com sua alma nestes termos: “Vai segura, porque tens um bom companheiro de viagem. Vai, porque aquele que te criou, também te santificou e cuidando de ti, como uma mãe cuida de seu filho, te amou com terno amor. Senhor, sede bendito porque me criaste”.

A agonia durou uma noite inteira. Na manhã de 11 de agosto de 1253, Clara entrava na glória e ia encontrar-se com o Amado Esposo de sua alma. Nas portas do paraíso seria recebida pelo Pai Francisco.

Extraído de:
http://www.ofmsantoantonio.org/historiaSantos/santaClara.html

Imagem extraída de: https://franciscanasprovidencia.org.br/festa-de-santa-clara-de-assis/

IN ENGLISH –


Today is the feast day of Saint Clare of Assisi, “the sister moon to brother sun Francis,” who dedicated her life to serving the most in need. I share the beautiful story of this saint below, along with the aforementioned quote:

HISTORY OF SAINT CLARE

The 12th century, Assisi, Italy. Clare Favarone was born, daughter of Hortolana and Favarone, a family considered noble in local society. The most precise date of her birth is believed to be 1194 (although some historians point to 1193), in the midst of the Middle Ages, marked by the collapse of the feudal system and the growth of commerce.

As the firstborn, it was natural for her mother Hortolana to fear the pregnancy and, especially, childbirth. Extremely religious, she always prayed for a good delivery, when one day, she heard a voice telling her: “Do not fear, woman, for you will have a normal delivery and the light of the one who is to be born will shine with more clarity than a sunny day.” For this reason, she named her Clare at baptism.

The girl Clare grew up in an environment of nobility and abundance, for according to biographer Thomas of Celano, her father was a military man and the family, on both sides, consisted of knights. Her father, Favarone, son of Ofreduccio and grandson of Bernardino, lived with his brothers in a beautiful and grand house, which the family had owned next to the Cathedral of Assisi for more than fifty years, although they were also rural landowners with castles in the vicinity. But Clare also had the support of faith. Her mother took care to educate her for even nobler actions, especially practicing piety and charity towards the most needy.

It is Celano who states: “She gladly extended her hand to the poor and, from the abundance of her house, supplied the needs of many.” In this period of the Middle Ages, money was becoming a new king. The poor and the sick, those who could not rise on the social ladder, were marginalized. Celano clearly remembers that, even living in an environment of wealth and ostentation, Clare understood that worldly appearances and adornments could be deceptive. “She came to understand that the things of the earth, however beautiful they might be, could not hold her heart.”

It is worth remembering that chivalric culture was the first of the Middle Ages to be developed by lay people and not by clerics, and it proposed how women should be educated to be pleasant, discreet, pious, becoming gentle wives and mothers. They had, in short, to care for their good reputation, and noblewomen led quite reclusive lives, while others participated in their husbands’ businesses, in the daily struggle to support the family and to build the civilization of the city.

The girl Clare, even living in an environment of wealth and ostentation, gradually cultivated a pious and simple life, a characteristic that would later become evident as a woman consecrated to God.

When she was close to turning 18, her parents began to think about her marriage. Clare did not agree with the idea of marrying so young and was always postponing the decision. In reality, she was beginning to be interested in the life project of a young man from Assisi: Francis. Thomas of Celano explains it this way: “When she heard of the then famous Francis who, as a new man, renewed with new virtues the path of perfection, so obscured in the world, she immediately wished to see him and hear him, moved by the Father of spirits, from whom, though in a different way, they had received the first impulses.”

Clare was always well-informed about Francis’s steps in Assisi, because Friar Rufino and Friar Silvester were her relatives. Not infrequently, she listened to Francis’s sermons, who usually spoke in the Church of Saint Rufinus or the Cathedral of Saint George.

Francis’s preaching was impressive because it was different from “sermons.” In his words and in his manner of being, there was something new. It was certainly the power of the Gospel that shone through. Francis presented himself dressed with great simplicity, without pomp or ostentation. His words were inflamed with love for God. Clare learned that the brothers’ life was extremely poor.

According to Celano, Francis visited her, and she visited him even more often, moderating the frequency of their meetings to prevent that divine quest from being noticed by people and misinterpreted by rumors.

“The young woman left home with only one companion and attended secret meetings with the man of God. His words seemed to flame, and she considered his actions superhuman.” Clare’s companion in her meetings with Francis was Bona de Guelfúcio, a witness in her Process and sister of Pacífica de Guelfúcio, one of the first nuns of San Damiano. Already at 18, Clare was aware that she would not be understood by her parents when she took this decisive step. She had confided to Francis how she wished to fulfill her vocation, and he would guide her to carry out God’s designs. “Then she completely submitted to Francis’s counsel, taking him as the guide of her path, after God. Therefore, her soul hung on his holy exhortations, and she welcomed everything he taught her about the good Jesus into a warm heart. She already found it difficult to bear the elegance of worldly ornaments, and despised as rubbish all that is applauded outside, so that she might gain Christ,” her biographer adds.

In a short time, Clare arrived at the Porziuncola. Francis welcomed her and gave her a warm greeting. Moved, she entered the church, knelt before the altar, and for a few moments, remained in prayer. Then, she rose with determination; she took off her shoes, shed her brocade dress and exchanged it for a coarse tunic, removed her rich belt and replaced it with a rough rope.

Then, she knelt again; she let go of her hair at once, which slipped over her shoulders; then, she remained with her head bowed, awaiting the last sacrifice.

Francis gently gathered her blonde hair and, very slowly, cut it. The ceremony was over.

The Relatives’ Reaction

As was to be expected, Clare’s relatives’ reaction was swift. In the morning, as soon as they discovered her escape, they went on a war footing and quickly arrived at the monastery of Saint Paul to take her back home. They threatened to break down the door. They wanted Clare, dead or alive. With their outward display and threats, they hoped to scare her, but they were deluded! Clare was immovable. Since every threat was in vain, they resorted to good manners, flattery, and promises; they appealed to feelings, to the pain of her mother, sisters, and the whole family, but Clare was unyielding; she knew she was safer within those walls than if she were in a castle.

She Clings to the Altar

When she realized that they were about to lose control and resort to violence, Clare, with one gesture, shattered all their illusions: she fled to the church and ran to the altar; with one hand she held the cloth and with the other she removed the veil from her head, revealing herself without the hair that had been cut. Thus, she showed that she was now consecrated to God and that no one could touch her. Faced with such firmness, her family had no choice but to leave the church and the monastery, confused.

Transferred to the Monastery of Santo Ângelo

In Saint Paul, Clare could only remain for a few days. Perhaps it was the nuns themselves who requested her departure after the confusion caused by her presence. Francis arranged for her transfer. Once again, he went to the Benedictine Fathers and obtained Clare’s transfer to the monastery of Santo Ângelo di Panzo.

Finally, A Little Peace!

In the quietness and silence of the monastery of Santo Ângelo, Clare was able to reinvigorate her ideal of life. She carefully adhered to the prescriptions of the Rule of Saint Benedict, which has as its foundation: “Ora et Labora” (Pray and Work)! With this, Clare certainly did not intend to embrace the Rule of Saint Benedict. Her flight to the Porziuncola during the night, her total abandonment to God beyond any structure, following Francis’s example, would have made no sense. In the monastery of Santo Ângelo, Clare lived for a few weeks. These were days of indescribable serenity and joy for her.

Clare’s joy lay entirely in feeling loved and protected by the Lord, with the same love with which a mother protects her little daughter. Fleeing home had closed the world behind her to open a threshold to the mystery of God. Her life had now transformed into a rainbow of prayer and contemplation: a joyful and childlike thanksgiving. She had fled home on a spring night to embrace the ideal of total poverty, and she had found true freedom, perfect joy. She had achieved her dream.

She Meets Her Sister Agnes

Clare felt the need to express her ardent mystical experience. Almost daily, her sister Agnes would visit her: she was a very beautiful young woman, only fifteen years old, with great sensitivity to the supernatural. After Clare’s escape, her family had placed their hope in her.

“Dearest Agnes,” her sister confided to her, “remember: it is better to live one day in the house of the Lord than a thousand days outside it. Youth is a passing wind. Beauty vanishes like smoke. Life ends and nothing remains here.” Clare and Agnes, who believed themselves to be bearers of a new Order, certainly could not remain in Santo Angelo di Panzo.

Francis obtained for them the small convent annexed to San Damiano, along with the little church where they had gone to pray so many times.

San Damiano thus became a cenacle of women passionately devoted to the Lord, a seed destined to germinate a line of beautiful souls, uncompromising followers of the teachings of the Poverello.

After all, Francis had predicted it, as Clare recounts in her testament: “Having climbed the wall of the said church, he then cried out with a loud voice and in the French language: ‘Come and help me in this work of the monastery of San Damiano, because very soon women will come to live in it, and by their fame and the holiness of their lives, glory will be given to our heavenly Father throughout His Holy Church.'”

Clare and Agnes were not alone for long, because many young women from Assisi were attracted by their example.

From these first companions, we have, besides their names, also documentation that testifies to the holiness of their lives and their unwavering fidelity in following Clare’s example.

Shortly after entering San Damiano, a childhood friend of Clare’s, Pacífica, asked to join the Offreducci sisters; and from Perugia came Benvenuta, known from the years of their escape from Assisi, along with her whole family. Then Balvina de Martino joined; the following year, Filipa, daughter of Leonardo de Gisleno.

All promised obedience to Saint Francis, who would not fail to follow the small community with extreme diligence and with the love that the most beautiful flower of the spiritual garden deserved.

For the sisters, who began to be called “Damianites,” after proving their courage, Clare herself prescribed, with evangelical simplicity, a rule to be observed. In 1215, she had petitioned the Apostolic See for the approval of the Privilege of Poverty, a unique document, with which the Saint wished, approved by the Pope, for herself and her followers, the choice not to accept any possessions.

And, in the Sealed Rule, approved by the way of life of the new community, it is written: “The blessed father, considering that we feared no poverty, toil, tribulation, humiliation, and no contempt of the world, that, rather, we held them in great delight, moved by paternal affection, wrote for us the form of life in this way:

“‘As, by divine inspiration, you have made yourselves daughters and servants of the Most High Supreme King, the heavenly Father, and have espoused the Holy Spirit, choosing to live according to the perfection of the Holy Gospel, I wish and promise, on my part and by my friars, always to have of you and them attentive care and special solicitude.’ Which he, with all fidelity, fulfilled while he lived and wished that it always be fulfilled by the friars.”

After three years of monastic life, Francis deemed it appropriate to give the community of San Damiano an outline of organization: he thought of appointing an abbess. This could be no other than Clare, the firstborn of the Order.

But Clare refused: “No, not me, Francis! I fled from all honors and the vanity of the world; I cannot place myself in command of my sisters. I only want to serve and obey!” “Well!” — Francis said in response — “if you want to obey, then I ask you to do so out of obedience!”

Eager for the Word of God

Clare, as soon as she was elected abbess, felt the need for sure help: she feared, above all, not following the path of perfect poverty. For this reason, she would have wished to meet more often with Francis. But the “Poverello” was often far from Assisi and avoided going frequently to San Damiano so as not to arouse “admiration and suspicion” among people.

He had recommended to his friars not to have too much “familiarity” with the nuns and not to enter their monasteries. And in this, he wanted to be the example. In San Damiano, Clare finally found herself at ease.

Crossing those ruined walls, she understood that she had arrived where God, for so long, had been leading her. The bareness of the walls, the desolation of the places, the unplastered walls, the rustic, un-squared wooden boards of the so-called “little choir,” the steep and disjointed staircase leading to the dormitory, a large, bare, and cold room—all told her this.

Without a doubt, it was the poorest convent ever seen: the true citadel of Holy Poverty.

Francis had predicted to Clare that other ladies would follow her and embrace her ideal of life. After Agnes, the first to rush to San Damiano was Pacífica de Guelfuceio, the one who helped her in her nocturnal escape.

Then came Benvinda de Perusa, her dearest friend. Next joined Balvina de Offreduccio, Cecilia de Gualtiero, Angelúcia de Angeleio, Filipa de Ghislerio, Francisca de messer Capitâneo, Amata de Martino, and many others. Beatriz, Clare’s younger sister, and her mother Hortolana completed the group.

Thus was born, in San Damiano, the second Franciscan Order, the feminine branch, which Francis liked to call the “Poor Ladies.”

An Oasis of Peace

In a short time, the community of San Damiano became an authentic oasis of peace, where everything was warmth and intimacy.

The very desolation of the place, of the walls, of the utensils, transmitted serenity and joy. No lament rose from San Damiano: the poverty of the house, discomforts, the beds, the cold, hunger, did not torment. The Sisters, the poorer they were, the happier they felt.

Clare, every corner of the convent was a corner of paradise, full of warmth and intimacy: a perennial invitation to feast, to joy.

The Poorest in the World

Nothing was their property, but everything was accepted as a loan; they considered themselves “pilgrims and strangers in this world.” They walked barefoot in all seasons, with coarse garments and a rope around their waists, their heads shaved and covered with a white and black cloth.

Their food was “moderate and austere”; they had proposed to “fast throughout the year.” For a bed, they had a mat spread on the bare floor, and for a pillow, a piece of wood. The dormitory was a large, cold, and miserable room, where poor cots were lined up against the wall.

According to Thomas of Celano, Clare was very ill after forty years of living in extreme poverty. “The vigor of her body, chastised in the early years by the austerity of penance, was finally overcome by a hard illness, to enrich her, sick, with the merit of her works. Virtue is perfected in infirmity,” says the biographer.

When her illness began to worsen, Clare received a visit from the Cardinal of Ostia, patron and protector of the Franciscan family. This was Cardinal Reinaldo de Segni, who would later become Pope Alexander IV. It was he who obtained from the Pope the confirmation of the Privilege of Poverty.

Knowing of Clare’s condition, Pope Innocent IV, who had resided with the Curia in Perugia from 1251 to 1253, immediately went to visit the servant of Christ with the cardinals, as the Legend recounts: “He entered the monastery, went to her bed, brought his hand to the sick woman’s mouth for her to kiss. She took it gratefully and asked with greater reverence to kiss the Apostolic’s foot. Then she asked with an angelic face to the Supreme Pontiff for the remission of all her sins. He exclaimed: ‘Oh, if only I needed so little forgiveness!'” Sister Agnes came from Monticelli, where she was abbess, to visit Sister Clare. Seeing her condition, she cried profusely. And she was comforted by her sister: “Dearest sister, it pleases God that I depart; but you, stop weeping, for you will come to the Lord soon after me, and He will grant you great consolation before I depart from you.” In reality, Agnes died shortly after.

Thomas of Celano reports that at the end she seemed to struggle in agony for many days, during which the faith of the people and their devotion grew. She was also daily honored as a true saint by frequent visits from cardinals and prelates. What is admirable is that, being unable to take any food for seventeen days, the Lord invigorated her with such strength that she comforted all who visited her in the service of Christ.

At Clare’s bedside, the presence of the friars: Friar Juniper, Friar Angelo, and Friar Leo.

The biographer says that, at the moment of her departure, Clare conversed with her soul in these terms: “Go safely, because you have a good traveling companion. Go, because He who created you, also sanctified you, and taking care of you, as a mother takes care of her child, loved you with tender love. Lord, blessed be You for having created me.”

The agony lasted an entire night. On the morning of August 11, 1253, Clare entered into glory and went to meet the Beloved Spouse of her soul. At the gates of paradise, she would be received by Father Francis.


Extracted from: http://www.ofmsantoantonio.org/historiaSantos/santaClara.html

– Tenhamos cuidado com o Inimigo de Deus:

Eis um alerta importante: o Encardido quer nos confundir e nos enganar à sombra da dúvida.

Na imagem:

– Liturgia Diária de 11/08/2026:

Féria de 4ª Classe – Missa com comemoração dos Ss. Tibúrcio e Susana, Mártires. Da graça e da bondade de Nosso Senhor, trata a Missa de …

Continua em: Liturgia Diária – 11/08/2026

Evangelho (Mt 18,1-5.10.12-14)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2 Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3 e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5 E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10 Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12 Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? 13 Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. 14 Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– Pra hoje: deixe Deus cuidar de você.

Deus sempre cuidar de nós:

– Você vai chegar:

Essa linda canção (Você Vai Chegar) foi cantada pelo Frei Gilson em um dos seus Rosários da Madrugada, e é de autoria da dupla Ramon e Rafael.

Ela fala sobre pessoas desesperançosas, que querem desistir de tudo. Especialmente, tocando no tema “sentir-se incapaz”.

Muito bonita, inspiradora às pessoas e nitidamente inspirada por Deus. Compartilho abaixo, em: https://www.youtube.com/watch?v=gmlBR2iux7I

Você se sente incapazE já quis voltar atrásNão imagina o que fizPra que você chegasse aqui
Lembra da promessa que Eu te fizE do lugar que Eu te falei?Não podes parar agoraIsso faz parte da história que irás contar
Vai chegarSim, meu filho, você vai chegar (escuta isso)
Sei que você vai chegarNo lugar que Eu prometiÉ só uma questão de tempoFilho, o mar Eu vou abrir
Então, comece a (preparar)A canção que vais cantarEnquanto vocêFilho, Eu abro o mar
Você se sente incapazE já quis voltar atrásNão imagina o que fizPra que você chegasse aquiDeus fez tanta coisa pra você chegar até onde você chegou, querido
Lembra da promessa que Eu te fizE do lugar que Eu te falei?Não podes parar agoraIsso faz parte da história que irás contar
Vai chegarSim, meu filho, você vai chegarErga suas mãos pra receber essa palavra, querido, vai
Sei que você vai chegarNo lugar que Eu prometiÉ só uma questão de tempoFilho, o mar Eu vou abrir
Então, comece a prepararA canção que vais cantarEnquanto você me adoraFilho, Eu abro o mar
Erga as suas mãos, meu queridoValeu a pena tudo aquilo que você passouPra você chegar até onde você chegou
Todos os seus inimigosSerão confundidosE saberão que estou contigoE saberão que estou contigo
Todos os seus inimigosSerão confundidosE saberão que estou contigoE saberão que estou contigo
Sei que você vai chegarNo lugar que Eu prometiÉ só uma questão de tempoFilho, o mar Eu vou abrir
Então, comece a prepararA canção que vais cantarEnquanto você me adoraFilho, Eu abro o mar
Sei que você vai chegarFilho, Eu abro o mar (toma posse dessa verdade da sua vida)
O senhor é contigoAleluiaVocê vai chegarToma posse, toma posse dessa palavraToma posse, toma posse meu queridoAleluia

– Sempre que puder, pare e reze. Busque a Espiritualidade em um lugar pacífico.

Onde quer que esteja, sempre que puder, pare e faça uma oração.

Abrigue-se em uma igreja, acalme o seu coração e livre-se da dispersão espiritual. Fique em um lugar de paz e converse com Deus, pois Ele nos ouve.

🙏🏻 #Fé #Catolicismo #Religião #Esperança

– Hoje é dia do Diácono. Já parabenizou o da sua comunidade?

A Igreja Católica celebra hoje São Lourenço, mártir e padroeiro dos Diáconos. Veja que bela história, abaixo:

Extraído de: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Os%20Santos%20do%20Dia/Santos%20do%20Mês%20de%20Agosto/10.08%20-%20São%20Lourenço,%20Mártir.htm

DIA DE SÃO LOURENÇO

No ano 257, o imperador romano Valeriano ordenou uma perseguição contra os cristãos. No início, parecia mais branda do que a imposta por Décio. Ela tinha mais uma conotação repressora, porque proibia as reuniões dos cristãos, fechava os acessos às catacumbas, exilava os bispos e exigia respeito aos ritos pagãos. Mas não obrigava a renegar a fé publicamente. Entretanto, no ano seguinte, Valeriano ordenou que os bispos e padres fossem todos mortos.

Lourenço, na ocasião, era o arcediácono, do papa Xisto II, isto é, o primeiro dos sete diáconos a serviço da Igreja de Roma. Dados de sua vida, anterior a esse período, nunca foram encontrados. Porém devia ter uma boa formação acadêmica, pois seu cargo era de muita responsabilidade e importância. Depois do papa, era Lourenço o responsável pela Igreja. Isso quer dizer que ele era o assistente do papa nas celebrações e na distribuição da eucaristia. Mas, além disso, era o único administrador dos bens da Igreja, cuidando das construções dos cemitérios, igrejas e da manutenção das obras assistenciais destinadas ao amparo dos pobres, órfãos, viúvas e doentes.

A partir do decreto de Valeriano, os bispos começaram a ser executados e um dos primeiros foi Cipriano de Cartago, que morreu em 258. Logo em seguida foi a vez de o papa Xisto II ser executado, junto com os outros seis diáconos.

Conta a tradição que Lourenço conseguiu conversar com o papa Xisto II um pouco antes dele morrer. O papa ter-lhe-ia pedido para que distribuísse aos pobres todos os seus pertences e os da Igreja também, pois temia que caíssem nas mãos dos pagãos. Lourenço foi preso e levado à presença do governador romano, Cornélio Secularos, justamente para entregar todos os bens que a Igreja possuía. Lourenço pediu um prazo de três dias, pois, como confessou, a riqueza era grande e tinha de fazer o balanço completo. Obteve o consentimento.

Assim, rapidamente distribuiu tudo aos pobres e, quanto aos livros e objetos sagrados, cuidou para que ficassem bem escondidos. Em seguida, reuniu um grupo de cegos, órfãos, mendigos, doentes e colocou-os na frente de Cornélio, dizendo: “Pronto, aqui estão os tesouros da Igreja”. Irado, o governador mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo, e lentamente. O suplício cruel não demoveu Lourenço de sua fé. Segundo uma narrativa de santo Ambrósio, Lourenço teria ainda encontrado disposição e muita coragem para dizer ao seu carrasco: “Vira-me, que já estou bem assado deste lado”.

Lourenço morreu no dia 10 de agosto de 258, rezando pela cidade de Roma.

A população mostrou-se muito grata a são Lourenço, que, pelo seu feito, é chamado de “príncipe dos mártires”.

Os romanos ergueram, ao longo do tempo, tantas igrejas em sua homenagem que nem mesmo São Pedro e são Paulo, os padroeiros de Roma, possuem igual devoção.

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Extraído de ACI Digital

– Liturgia Diária de 10/08/2026:

SÃO LOURENÇO, Mártir Festa de 2ª Classe – Missa Própria São Lourenço, arquidiácono do papa Xisto II, morreu mártir a 10 de agosto de 258, alguns dias…

Continua em: Liturgia Diária – 10/08/2026

Evangelho (Jo 12,24-26)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24 “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. 25 Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– Pra hoje: Confiar é necessário.

Que confiemos em Deus!

A Providência dEle nos socorrerá. Uma mensagem:

– Reze pelos Filhos:

Indiscutível:

– Dia de Santa Cândida.

Viva a Madre Cândida! Aquela que serviu Deus com o Carisma da Educação, levando a fé aos bancos escolares.

Sua história, abaixo:

– Liturgia Diária do XI Domingo depois de Pentecostes: 09/08/2026.

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria Da graça e da bondade de Nosso Senhor, trata a Missa de hoje. Na Epístola fala S. Paulo da graça que ele próprio …

Continua em: Liturgia Diária- XI Domingo depois de Pentecostes – 09/08/2026

Evangelho (Mt 14,22-33)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança e amor; eu espero em sua palavra, hosana, ó Senhor, vem, me salva!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Depois da multiplicação dos pães, 22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28 Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29 E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32 Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33 Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– Em Pirapora do Bom Jesus.

Hoje estivemos no Santuário do Bom Jesus, em Pirapora, pedindo e agradecendo a Deus!

Sempre que puder, peregrine!

– Sábado é dia dedicado à devoção de Nossa Senhora.

A Igreja Católica devota o sábado às preces marianas. E você sabe por quê?

Abaixo, extraído de: https://arqbrasilia.com.br/a-devocao-a-nossa-senhora-no-sabado/

A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA NO SÁBADO

por Aloísio Parreiras

A Igreja tem por costume dedicar o dia de sábado à devoção a Nossa Senhora. A razão dessa devoção é simples e está relacionada ao evento da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, pois no Sábado, depois da Sexta-Feira Santa, a Virgem Maria foi a única pessoa que permaneceu firme, em sua fé, esperando a ressurreição de Jesus Cristo. Aquele Sábado Santo foi o dia em que Nossa Senhora permaneceu sozinha em oração, sem ter a presença física de Jesus ao seu lado e, por isso, esse dia foi considerado o Sábado da solidão, do deserto, da morte e do luto. Foi o dia em que Maria Santíssima chorou e sofreu pela ausência de seu Filho.

No Sábado que precedeu a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, somente Nossa Senhora, em toda a Terra, personificou a Igreja Católica, pois, como nos contam os Evangelhos, depois da morte de Cristo, os Apóstolos, os Discípulos e as Santas Mulheres titubearam na fé, esqueceram as promessas de Cristo referentes à Sua ressurreição e se trancaram em suas casas com medo de serem perseguidos.

Naquele Sábado Santo, ou melhor, desde a Sexta-Feira Santa, Nossa Senhora não vacilou, em nenhum momento, na firmeza da fé. Ela continuou firme na certeza de que, por ser Deus, Cristo iria ressuscitar no Domingo, anunciando uma nova alvorada. Mesmo tendo conhecimento de que os Apóstolos estavam vivenciando a hora trágica da dúvida, a Virgem Maria continuou meditando, no silêncio e no abandono, esperando o raiar dos primeiros raios da ressurreição do Senhor.

Com o desenvolvimento da História da Igreja, muitos fiéis passaram a celebrar o dia de sábado com muitos atos de piedade cristã, em honra da Santa Mãe de Deus. São João Damasceno, no século VIII, em seus escritos, faz referência à celebração do sábado dedicado a Maria na Igreja do Oriente. Posteriormente, encontramos nos livros litúrgicos dos séculos IX e X missas em honra de Maria no sábado. Nos séculos XII e XIII, os grandes teólogos, tais como São Bernardo, São Tomás de Aquino e São Boaventura, explicavam a dedicação dos sábados a Nossa Senhora, evidenciando o tempo do descanso do Cristo no túmulo. Naquele Sábado, todas as pessoas haviam abandonado Cristo; apenas a Virgem Maria continuou a acreditar e, por isso, este é o seu dia. No século XVI, mais precisamente em 1570, o Missal Romano de São Pio V apresentou uma Liturgia da Missa de Nossa Senhora nos Sábados.

Em pleno século XX, nas aparições de Nossa Senhora, em Fátima, nos dias 13 de junho e 13 de julho de 1917, Nossa Senhora solicitou à vidente Lúcia que divulgasse o costume de dedicar os sábados em sua honra e devoção. Pediu também que, em especial, nos sábados, rezássemos o terço em reparação dos pecados: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu vos disser, muitas almas serão salvas e haverá paz. Voltarei para pedir a consagração da Rússia ao meu Coração Imaculado e a devoção reparadora dos primeiros sábados”.

Atendendo aos pedidos e clamores de Nossa Senhora de Fátima, muitos fiéis católicos passaram a incluir e valorizar as devoções marianas no dia de sábado, entre outras, as mil Ave-Marias, o Rosário em família, a oração do Ofício da Imaculada, os cinco sábados em devoção à Virgem, a participação na Eucaristia e a realização de obras de misericórdia em favor do próximo.

O Ofício da Imaculada, que rezamos aos sábados, é a Liturgia opcional de devoção a Maria que é rezada pelos sacerdotes, monges e freiras. Na recitação do Ofício da Imaculada, todos nós somos chamados a participar. Nesta prece, recitam-se os salmos, leituras, hinos e orações para honrar a Santa Maria, Mãe de Deus.

Por meio do exercício da oração do Rosário, que nos sábados possui um aroma mais mariano, nós aprendemos com a Virgem Mãe a colocarmos o Cristo no centro de nossas vidas e de todas as coisas. Quando dobramos os nossos joelhos e rezamos o Rosário, nós revivemos os momentos significativos da História da Salvação, percorrendo as várias etapas da vida e da missão de Jesus, ou seja, participamos, de alguma forma, da conversão dos pecados e na construção da paz no mundo.

Hoje, mais do que nunca, o mundo precisa de orações. Hoje, mais do que nunca, devemos recorrer a Nossa Senhora, pois Ela é a cheia de graças, a onipotência suplicante, que nos ensina a caminhar, mesmo em meio às tempestades, com a firmeza da fé. Juntos da Virgem Mãe, nós aprendemos que quem pede uma graça a Deus, deve antes de tudo acreditar que será atendido. Deve ter fé que, no tempo oportuno, Deus ouvirá.

Contemplando a pessoa da Virgem Maria na solidão do Sábado Santo, nós aprendemos que quem tem fé aguarda, não vacila, não se amedronta, ama e espera. Naquele Sábado Santo, Ela confirmou a solidez de sua fé, mesmo diante das trevas da morte e, por isso, contemplou a noite por excelência da fé e da esperança. Enquanto tudo estava mergulhado na escuridão, a Virgem Mãe vigiava. Vigiando, ao chegar os primeiros raios do esperado Domingo da Ressurreição, a Virgem Maria, certamente, se encontrou com o Cristo vivo e Ressuscitado e participou efusivamente da alegria da Ressurreição.

Mãe amada, Nossa Senhora do Sábado, fazei que também nós vigiemos no silêncio das noites escuras, crendo e esperando na Palavra e nas promessas de Cristo. Agindo assim, nós encontraremos, no tempo anunciado, na plenitude da luz e da vida, o nosso Redentor, primícias dos ressuscitados, que reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém!

Imagem do Imaculado Coração de Maria, da Catedral Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí / SP (autoria pessoal).

– Bom dia, sábado (2 de 4).

🙏🏻 Enquanto vou correndo, fico meditando e faço uma prece:

“- Ó Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe, rogai por nós que recorremos a vós. Hoje, especialmente pelos que perderam a alegria de viver e deixaram de sonhar. Amém.”

Reze, e se o que você pediu for para seu bem, Deus atenderá.

⛪😇 #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade

– O Evangelho de hoje, 08 de agosto de 2026:

Evangelho (Mt 17,14-20)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

14 Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15 “Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16 Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” 17 Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18 Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora o menino ficou curado. 19 Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” 20 Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– O que é o amor?

O que é o Amor?

O Papa Leão XIV nos ensina nessa breve catequese:

– Santo Rosário com Frei Gilson:

Hoje é Dia de Rosário com Frei Gilson!

Rezemos a Deus pedindo a intercessão de Nossa Senhora.

Em: https://www.youtube.com/live/_MMaode8VS8?is=sd5K4FrYSko9aKcP

– Liturgia Diária de 07/08/2026:

S. CAETANO, Confessor Festa de 3ª Classe- Missa “Os Justi” (1) com orações e Evangelho próprios e comemoração de S. Donato, Bispo e Mártir Ordenado …

Continua em: Liturgia Diária – 07/08/2026

Evangelho (Mt 16,24-28)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 24 Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28 Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Rein

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– Bom dia, 6ª feira (2 de 4).

🙏🏻 Enquanto vou correndo, fico meditando e faço uma prece:

“- Ó Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe, rogai por nós que recorremos a vós. Hoje, especialmente pelos que são vítimas de injustiças e crimes. Amém.”

Reze, e se o que você pediu for para seu bem, Deus atenderá.

⛪😇 #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade