– Fábio Wajngardten mostra que o Brasil não é para amadores.

O ex-Secretário de Comunicação do Governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, que é judeu, em declaração à CPI da Covid há pouco, justificou sua conduta e suas virtudes inicialmente declarando:

“Tenho uma sólida formação judaica – rezo todas as noites. Frequento o Templo de Salomão [de Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus], e me aconselho com o Pastor [Silas] Malafaia e com o Missionário RR [Soares, da Igreja da Graça]”.

Ele quis dizer que é um homem religioso; ou que é um judeu que pratica mal sua fé (pois segue cristãos, coisa contrária à sua crença que não vê em Jesus o Filho de Deus); ou que é um judeu que quer virar cristão; ou que apesar de judeu ele se aconselha com essas pessoas ligadas ao presidente Bolsonaro e que isso é bom?

Estar atrelado a uma Igreja não significa, necessariamente, que você é honesto ou melhor do que os outros, não?

Não houve mentira”, diz Fabio Wajngarten, investigado pela PF | VEJA

– Como o poder e o dinheiro são instrumentos para a discórdia.

Repost de 1 ano, mas extremamente atual:

Não dá para servir a paixões mundanas e a Deus concomitantemente. Não terá a mesma intensidade e a mesma dedicação.

No último sábado, em homilia, o Papa Francisco alertou que o dinheiro e o poder, tão ambicionados por várias pessoas, são instrumentos perfeitos para o Diabo iludir os homens e destruir a Igreja, a vida, a sociedade.

Reflita: as pessoas chegam a qual ponto pela ganância? Talvez ao de prejudicar ao próximo e cegar-se às coisas mais sensíveis?

Abaixo, extraído de: https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2020-05/papa-francisco-santa-marta-coronavirus-diabo-inveja-poder.html

O DIABO QUER DESTRUIR A IGREJA POR INVEJA COM PODER E DINHEIRO

(…) Na homilia, o Papa comentou a passagem dos Atos dos Apóstolos (Atos 13, 44-52), em que os judeus de Antioquia “cheios de inveja e com palavras ofensivas” contrariam as afirmações de Paulo sobre Jesus que dão tanta alegria aos pagãos e provocam as mulheres da nobreza e os notáveis da cidade, suscitando uma perseguição que obriga Paolo e Barnabé a deixarem o território.

Francisco recordou o Salmo que foi lido: “Cantai ao Senhor um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a sua salvação, aos olhos do povo, revelou a sua justiça”. “O Senhor”, disse ele, “fez maravilhas. Mas quanto esforço! Quanto esforço para as comunidades cristãs levarem adiante essas maravilhas do Senhor. Ouvimos a alegria na passagem dos Atos dos Apóstolos: toda a cidade de Antioquia se reuniu para ouvir a Palavra do Senhor, porque Paulo, os apóstolos pregaram com força, e o Espírito os ajudava. Mas quando viram aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e com palavras ofensivas, contrariaram as afirmações de Paulo”. (…)

“Por um lado, há o Senhor, há o Espírito Santo que faz a Igreja crescer, e sempre cresce mais: isso é verdade. Mas por outro, há o espírito mau que procura destruir a Igreja. É sempre assim. Sempre assim. Se vai adiante, mas depois vem o inimigo procurando destruir. O balanço é sempre positivo a longo prazo, mas quanto esforço, quanta dor, quanto martírio! E o que aconteceu aqui, em Antioquia, acontece em todo lugar no Livro dos Atos dos Apóstolos.”

“Por um lado”, observou o Papa, “a Palavra de Deus” que faz crescer e “por outro lado, a perseguição”. “Qual é o instrumento do diabo para destruir o anúncio do Evangelho? É a inveja. O Livro da Sabedoria fala claro: “O pecado entrou no mundo pela inveja do diabo”, inveja, ciúme… Sempre esse sentimento amargo, amargo. Essas pessoas viram como se pregava o Evangelho e ficaram com raiva, roeram o fígado de raiva. E essa raiva os levou adiante: é a raiva do diabo, é a raiva que destrói, a raiva do “Crucifica-o, crucifica-o!”, da tortura de Jesus. Ele quer destruir. Sempre. Sempre.”

“A Igreja”, recordou Francisco, “segue em frente entre os consolos de Deus e as perseguições do mundo. Uma Igreja “que não tem dificuldades falta alguma coisa” e “se o diabo está tranquilo, as coisas não vão bem. Sempre existe a dificuldade, a tentação, a luta… a inveja que destrói. O Espírito Santo faz a harmonia da Igreja e o espírito mau destrói, até hoje. Sempre essa luta”. “O instrumento dessa inveja”, observou o Papa, “são os poderes temporais. Nessa passagem se diz que “os judeus provocaram as mulheres da nobreza”. Foram a essas mulheres e disseram: “Esses aí são revolucionários. Mandem eles embora”. E “as mulheres falaram com as outras e os mandaram embora. As mulheres piedosas da nobreza… E também os notáveis da cidade: eles vão ao poder temporal e o poder temporal pode ser bom, as pessoas podem ser boas, mas o poder como tal é sempre perigoso. O poder do mundo contra o poder de Deus movem tudo isso e sempre por trás disso, do poder, está o dinheiro”.

“O que acontece na Igreja primitiva”, disse o Papa, ou seja, “a obra do Espírito para construir a Igreja, para harmonizar a Igreja e a obra do espírito mau para destruí-la, o recurso aos poderes temporais para deter a Igreja, destruir a Igreja, é apenas um desenvolvimento do que acontece na manhã da ressurreição. Os soldados, vendo esse triunfo, foram até os sacerdotes e compraram a verdade… os sacerdotes. E a verdade foi silenciada. Desde a primeira manhã da ressurreição, triunfo de Cristo, existe essa traição, este silenciar a palavra de Cristo, silenciar o triunfo da ressurreição com o poder temporal: os chefes dos sacerdotes e o dinheiro”.

O Papa concluiu com uma exortação: “Estejamos atentos, estejamos atentos com a pregação do Evangelho” para nunca cair na tentação “de confiar nos poderes temporais e no dinheiro. A confiança dos cristãos está em Jesus Cristo e no Espírito Santo que Ele enviou e o Espírito Santo é o fermento, é a força que faz a Igreja crescer. Sim, a Igreja vai adiante, em paz, com resignação, alegre: entre os consolos de Deus e as perseguições do mundo”.

Francisco: "Por que hoje no mundo se semeia tanto ódio ...

– O uso de esterco contra a Covid na Índia por questão cultural!

Que triste… mediante tanto sofrimento dos indianos com a pandemia, muitos se apegam a costumes antigos. Lá, onde a vaca é sagrada, o uso de esterco como fortificante para imunidade tem sido disseminado…

Abaixo, extraído de: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2021/05/11/medicos-indianos-pedem-que-populacao-nao-use-esterco-contra-a-covid-19.htm

MÉDICOS NA ÍNDIA PEDEM QUE NÃO SE USE ESTERCO NO TRATAMENTO DA COVID

Médicos estão alertando as pessoas na Índia para que não cubram seus corpos com esterco e urina de vaca na crença de que isso afastará a covid-19. Os especialistas temem que o costume possa aumentar a proliferação de doenças.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a população do estado de Gujarat tem ido a estábulos bovinos uma vez por semana para a prática durante rituais, mesmo que ela não tenha nenhuma comprovação científica.

Alguns indianos acreditam que os excrementos de vaca supostamente os ajudariam na recuperação de uma infecção causada pelo coronavírus ou ainda que poderia aumentar a resistência do sistema imunológico.

“Até médicos vêm aqui. [Eles] acreditam que essa ‘terapia’ melhora sua imunidade e eles podem ir cuidar de pacientes sem medo”, relata Gautam Manilal Borisa, gerente associado de uma empresa farmacêutica local, que jura que o esterco o ‘ajudou a se recuperar da covid-19’ no ano passado.

De acordo com os especialistas, estas cerimônias podem, na verdade, provocar ainda mais a disseminação do coronavírus, uma vez que têm gerado aglomerações.

“Não há nenhuma evidência científica concreta de que o esterco de vaca ou a urina aumentem a imunidade contra a covid-19, isso é inteiramente baseado na crença”, explica JA. Jayalal, presidente nacional da Associação Médica Indiana.

“Também há riscos à saúde envolvidos em espalhar ou consumir esses produtos — outras doenças podem se espalhar do animal para os humanos.”

No hinduísmo, que é muito presente na Índia, a vaca é considerada um símbolo sagrado. Há séculos, utiliza-se as fezes desses animais para “purificar” casas e realizar rituais de oração, uma vez que muitas pessoas acreditam em suas supostas propriedades “terapêuticas e antissépticas”.

Além de utilizar os estercos, os praticantes destes rituais também se abraçam, meditam e homenageiam as vacas durante as cerimônias.

Todavia, autoridades de saúde ao redor do planeta se posicionam constantemente contra alternativas que podem ser danosas à saúde.

Pessoas na Índia aderiram à prática de usar esterco de vaca na crença de que isso "afastará a covid-19" - Reprodução/Youtube/CNA

 

– Todos somos importantes.

Li ontem um tuíte do Papa Francisco que fala, em outras palavras, da sinergia do mundo e da importância de todos as coisas como dependentes um dos outros. Abaixo:

Cada criatura tem uma função, nenhuma é supérflua. Todo o universo é uma linguagem do amor de Deus, do seu afeto infinito por nós: terra, água, montanhas; tudo é carícia de Deus“.

Pense na humanidade: todos são importantes, ninguém é menor ou maior do que alguém. Homens e mulheres, de cada lugar ou realidade, são únicos e fazem parte de um todo – que é selado pelo amor do Criador.

Gosto muito da passagem em que Jesus fala em um dos Evangelhos, mais ou menos com essas palavras: “se o Pai cuida com carinho dos passarinhos, que são suas criaturas, o que não fará com seus filhos tão amados”?

Perfeito!

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– Pela renúncia temporarária de patentes das Vacinas!

Eu apoio tudo o que o Papa Francisco pediu aos grandes laboratórios, nesta última semana. E penso ser a melhor solução: a renúncia temporária dos direitos das patentes das vacinas, para que muitos outros laboratórios possam produzi-las, permitindo que a oferta delas seja muito maior.

Disse o Pontífice, ao criticar o egoísmo de muitos:

“Uma variante desse vírus é o nacionalismo fechado, que impede, por exemplo, um internacionalismo das vacinas. Outra variante é quando colocamos as leis do mercado ou do mercado intelectual ou da propriedade intelectual acima das leis do amor e da saúde da humanidade”.

Sim, eu sei que Pfizer, AstraZeneca e outros tantos gigantes gastaram muito dinheiro com as pesquisas, e as patentes dos seus medicamentos garantem que, todo o gasto, seja retornado pela exclusividade da produção do que criaram.

A sugestão de quebra de patentes defendida pelo presidente note-americano Joe Biden, mas acrescida da ideia de ser “temporária” pelo Papa (ou seja: enquanto estivermos em pandemia) é a ideal! Permitir que até o final este período trágico que a humanidade vive, outros possam também fabricar a mesma “fórmula da vacina’, é um ato de solidariedade.

E cá entre nós, um pitaco: ninguém imagina que pelo montante já vendido de vacinas, esses laboratórios estejam ainda na recuperação do investimento, né?

Papa Francisco apoia renúncia temporária de patentes das vacinas contra  Covid-19

– Quem não ama, não conhece a Deus. Porque Deus é Amor!

A melhor mensagem que podemos ter para esse final de semana foi a 2a Leitura da liturgia da Missa de hoje. Uma louvação ao amor!

Quem não teve a oportunidade de escutá-la, a leia abaixo: 

Segunda Leitura (1Jo 4,7-10)

Leitura da Primeira Carta de São João:

Caríssimos: 7Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor.

9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele.

10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Amemo-nos! Sem esperar nada em troca.

– A Inveja: o Caruncho da Alma

Cada vez mais vivemos num mundo competitivo, onde a ambição e o desejo de vencer se fazem presentes. Neste panorama, vemos pessoas cheias de gana, o que não é condenável. O problema é quando a gana se torna em ganância, que destrói os bons princípios e se torna puramente inveja.

A seguir, interessante texto sobre a inveja, não só no mundo dos negócios mas junto à sociedade, partindo das primícias cristãs.

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11433

INVEJA

Diz o livro da Sabedoria que é por causa da inveja que o demônio levou a pecar os nossos primeiros pais no início da história da humanidade. “É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão” (Sb 2,23-24).

Santo Agostinho dizia que “a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como “o caruncho da alma, que tudo rói e reduz ao pó”.

A inveja é companheira daquele que não suporta o sucesso dos outros e que não se conforma em ver alguém melhor do que ele mesmo. Fica torcendo pelo mal do outro; e quando este fracassa, diz no seu interior: “Bem feito!”

O primeiro pecado dos filhos de Adão e Eva foi cometido por inveja: Caim matou o irmão Abel (cf. Gen 4). Pior do que um homicídio (assassinato de um homem), o crime de Caim, movido pela inveja, foi um fratricídio (assassinato de um irmão). Também por causa da inveja os filhos do patriarca Jacó venderam o seu filho caçula, José, para os mercadores do Egito. Também por causa da inveja, vimos o rei Saul odiar a Davi e caçá-lo como se fosse um animal a ser morto (cf. 1Sm 18,8;19,1).

O caso mais triste que as Escrituras nos relatam, por causa da inveja, é o da morte de Jesus. O evangelista São Mateus deixa claro: “Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo? Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja” (Mt 27, 18).

Diante disso temos que nos acautelar diante dela; uma vez que movidos por ela somos levados a praticar muitas injustiças.

Quantas fofocas, maledicências, intrigas, brigas, rivalidades, calúnias, ódios, etc., acontecem por causa de uma inveja. O pior de tudo para nós cristãos é constatar que ela se entranha até mesmo nas obras e nos filhos de Deus. Podemos dizer seguramente que muitas rivalidades e disputas que surgem também no coração da Igreja, tristemente, são causadas pela inveja, ciúme e despeito.

Em vez de se alegrar com o sucesso do irmão no seu trabalho para o Reino de Deus, muitas vezes se fica remoendo a inveja, porque não se consegue o mesmo sucesso. O que importa afinal é o meu sucesso, o sucesso do outro ou o crescimento do Reino de Deus e a salvação das almas? A inveja é uma perversão.

Santo Agostinho nos ajuda a entender a gravidade desse mal: “Terrível mal da alma, vírus da mente e fulminante corrosivo do coração é invejar os dons de Deus que o irmão possui, sentir-se desafortunado por causa da fortuna dos outros, atormentar-se com o êxito dos demais, cometer um crime no segredo do coração entregando o espírito e os sentidos à tortura da ansiedade; destroçar-se com a própria fúria!”

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– Agradecer, aceitar e entender.

A Liturgia das Horas é rica em suas orações. Um tesouro do Catolicismo!

Gosto dessa breve prece

“Ensinai-nos, Senhor, a receber com um coração agradecido os bens que vós nos dais, e a aceitar com paciência os sofrimentos que pesam sobre nós. Fazei que pratiquemos a caridade, não apenas nas grandes ocasiões, mas principalmente no cotidiano de nossas vidas”.

Taí. Deveríamos viver essa verdade (a de seres firmes na fé e caridosos) a todo instante, agradecendo a Deus!

A Liturgia das Horas e o padre - Vida Cristã - Franciscanos Vida Cristã -  Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

 

 

 

– Vida Valorosa!

Está acomodado? Se contenta com pouco? Compartilho belíssima mensagem do papa Francisco, via Twitter:

Não vos contenteis com uma vida medíocre. Caminhai decididamente para a santidade!

Taí. Somos nós quem podemos fazer do mundo um lugar melhor para viver. Basta disposição!

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– Rezemos pelo padre Jonas Abib!

Padre Jonas Abib, um dos nomes mais importantes da Renovação Carismática Católica e fundador da Comunidade Canção Nova, está com câncer. Rezemos por esse santo homem!

Extraído de: https://g1.globo.com/google/amp/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2021/05/05/monsenhor-jonas-abib-fundador-da-cancao-nova-e-diagnosticado-com-cancer.ghtml

MONSENHOR JONAS ABIB, FUNDADOR DA CANÇÃO NOVA, É DIAGNOSTICADO COM CÂNCER

Religioso de 84 anos foi diagnosticado com câncer do tipo Mieloma, que atinge o sistema imunológico.

O Monsenhor Jonas Abib, fundador da comunidade Canção Nova, foi diagnosticado com mieloma, um tipo de câncer. O religioso segue internado em tratamento em um hospital na capital.

De acordo com a Canção Nova, Padre Jonas está internado desde o dia 27 de abril, quando foi hospitalizado para passar por um cateterismo. No hospital, os médicos perceberam na bateria de exames alterações nos rins e anemia e, ao submeterem a mais exames, descobriram o câncer.

O mieloma é um tipo de tumor maligno que se desenvolve nas células plasmáticas, responsáveis pela produção dos anticorpos que compõem o sistema de defesa do organismo.

Segundo a comunidade, os médicos afirmaram que é tratável e, até o momento, não há previsão de que o padre deixe o hospital. A Canção Nova informou ainda que o sacerdote segue em bom estado geral, sob o ponto de vista clínico.

Padre Jonas é um dos mais conhecidos evangelizadores da Igreja Católica no Brasil. Padre, músico e escritor, ele nasceu em Elias Fausto (SP), em 1936. Ele foi ordenado sacerdote na década de 1960. A comunidade Canção Nova foi fundada por ele em 1978.

– Adorar Jesus na Eucaristia!

Quinta-feira é dia reservado pela Igreja Católica à Adoração ao Santíssimo Sacramento. Sendo assim, rezemos:

ORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO por Santo Afonso de Ligório.

Senhor meu Jesus Cristo, que pelo amor que tendes aos homens, estais de noite e de dia neste Sacramento, todo cheio de piedade e de amor, esperando, chamando e recebendo todos os que vêm visitar-Vos; eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do altar.

Eu vos adoro do abismo do meu nada e vos dou graças por todos os benefícios que me tem feito; especialmente por vós mesmo dardes a mim neste sacramento; por me terdes concedido como advogada vossa Mãe Santíssima, e por me terdes chamado a visitar-vos nesta igreja.

Eu vos saúdo, pois hoje, o vosso amantíssimo Coração, e a minha intenção é fazê-lo por três motivos: primeiro, em ação de graças por esta grande dádiva; segundo, para compensar-vos de todas as injúrias que tendes recebido, neste Sacramento, de todos os vossos inimigos; terceiro, com intenção de adorar-Vos, nesta visita, em todos os lugares da terra onde vossa presença sacramental está menos reverenciada e em maior abandono.

Meu Jesus, eu vos amo de todo o meu coração; pesa-me de ter, no passado, tantas vezes ofendido a vossa divina bondade.

Proponho, com o auxílio de vossa graça, nunca mais ofender-vos para o futuro.

E, no presente, miserável qual sou, eu me consagro todo a Vós e renuncio toda a própria vontade.

Recomendo-vos as almas do purgatório, especialmente as mais devotas do Santíssimo Sacramento e da Bem-aventurada Virgem Maria.
Recomendo-vos também todos os pobres pecadores.

Finalmente, desejo unir, meu querido Salvador, todos os meus afetos com os de vosso amorosíssimo Coração; e, assim unidos, os ofereço a vosso Eterno Pai e lhe peço em vosso nome que por vosso amor os queira aceitar e atender. Amém.

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– Crendo em Adão e Eva literalmente. Mas ainda?

Sabe-se que o livro do Gênesis, em seu princípio,fala sobre a criação do universo pelo Pai. Deus é contado em uma forma novelística, romântica e simples, para mostrar às gerações que Ele é o autor da vida e Senhor de todas as coisas.

Nesta história de amor, a humanidade é representada por Adão e Eva, mostrando como o pecado corrompeu as pessoas. Entretanto, há ainda aqueles que não conseguem aceitar que o homem e a mulher criados pelo barro e com o sopro divino são uma expressão poética. Neste rol de fiéis estão radicais fanáticos que se apegam literalmente ao texto da Sagrada Escritura e outras pessoas de fé mais simplória. Na outra ponta, muitas vezes composta por incrédulos e ateus, há aqueles que entendem o Gênesis como uma fábula inadmissível, onde não compreendem (ou não aceitam) que a Criação e as criaturas são obras da existência de Deus, independente dos personagens moldados da Bíblia e ali simbolizados para entendimento e catequese mais pura..

A questão é: Adão e Eva são amados e odiados por várias pessoas nos dias atuais, e um renomado professor de Harvard faz sucesso mundo afora tentando explicar a rixa entre evolucionistas e criacionistas.

Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/adao-e-eva-do-paraiso-ao-inferno/

ADÃO E EVA, DO PARAÍSO AO INFERNO

Professor de Harvard, Stephen Greenblatt conta por que a parábola do pecado original caiu em desgraça após dois milênios, ainda que milhões de pessoas nela acreditem

A história de Adão e Eva parece ter caído em desuso em um tempo que o debate sobre os gêneros abalou a dicotomia tradicional dos sexos. Há quem diga que o casal do Gênesis vive até hoje um exílio iniciado em 1859, quando o naturalista britânico Charles Darwin refutou o criacionismo ao publicar “A Origem das Espécies”, obra que demonstra que a evolução dos seres vivos se deu por seleção natural, e que o homem dominou os outros animais não por ter sido feito à imagem de Deus, mas porque usou da inteligência para resolver suas necessidades. Mesmo após a ciência ter condenado ao inferno a parábola do pecado original, ela continua a ser seguida e admirada por milhões de pessoas. O que explica a admiração tanto de devotos como de descrentes?

O escritor Stephen Greenblatt, de 74 anos, professor da Universidade Harvard, investiga as razões de sua eficácia milenar no livro “Ascensão e Queda de Adão e Eva”, de 2017, lançado agora pela Companhia das Letras. Fascinado pela fábula adâmica, mesmo dizendo ser um cético de formação judaica, o autor questiona como uma história que ocupa uma página e meia do Gênesis ainda se impõe. E se adianta em fornecer a resposta: a aventura da transgressão de Eva e Adão e sua expulsão do Jardim do Éden se esquiva das elaborações mentais complexas. “Tudo o que ela gerou parece ter recorrido a uma energia original inesgotável”, afirma. “Como se o seu âmago fosse radioativo.”

A SERPENTE

Greenblatt levanta a genealogia da lenda, descreve os períodos em que ela gozou de alta reputação e os em que foi duramente criticada, além de analisar sua repercussão junto à posteridade. A “história das histórias” foi escrita entre os ano 600 e 500 a.C., durante o exílio dos hebreus na Babilônia, como uma resposta às cosmogonias arcaicas, como as epopeias sumérias “Enima Elish” e “Gilgamesh”, de 2 mil anos antes, que abordam respectivamente o dilúvio universal e a origem do homem. Em vez de peripécias de deuses promíscuos que se matam e cometem atrocidades, o narrador hebreu do Gênesis buscou fornecer dignidade à espécie humana. Adão foi plasmado à imagem de Javé. Quando o casal prova o fruto do conhecimento por incentivo da serpente, é expulso do paraíso, forçado a se alimentar como os animais e a trabalhar para sobreviver. Começava a história humana.

A universalidade de tal exemplo se deve à formulação da narrativa, que constitui a base das três grandes religiões monoteístas. “A história de Adão e Eva fala a todos nós”, afirma Greenblatt. “Trata de quem somos, de onde viemos por que amamos e sofremos. “

Mesmo contestado por gerações de pensadores, o mito capta como a espécie humana trata o trabalho e a morte. Desde Antiguidade, a premissa segundo a qual Javé criou uma armadilha ética para o casal virou objeto de comentários, nem sempre positivos. Se a história é inventada, ela se tornou convincentemente real e ganhou vida por meio da representação de escritores, filósofos e artistas. Greenblatt destaca o “instantâneo” pintado em 1504 pelo artista alemão Albrecht Dürer, no qual ele surpreende o casal um segundo antes de aceitar o convite da serpente.

Para além das controvérsias, a cena em que Deus sopra vida nas narinas de uma criatura de barro codifica uma verdade, de acordo com Greenblatt: a da força da narrativa que molda uma cultura. “Em algum momento num passado imensamente distante foi um sopro que deu vida a Adão, o sopro de um contador de história”, diz.

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PECADO ORIGINAL “Adão e Eva” (1504), de Albrecht Dürer: “retrato” do casal no último segundo de inocência