– Vamos ser ímpios arrependidos?

De dias atrás, mas atual:

“Quando o ímpio se arrepende da maldade que praticou, conserva a própria vida”

Antífona do Evangelho.

Vamos refletir?

  • Quantas vezes somos ímpios?
  • Quantas vezes nos arrependemos das maldades que cometemos?
  • Quantas vezes procuramos conservar nossa vida?

Por fim…

  • Quantas vezes ajudamos a conservar a vida do nosso próximo?

– Homilias Curtas e com mais qualidade, pede o Papa.

E o Papa Francisco, estando na Eslováquia nessa semana, disse: “as homilias não deveriam durar mais do que  10 ou 15 minutos”!

Na verdade, ele se referiu à importância da clareza e do sentido delas. O que cá, entre nós, são requisitos fundamentais, independente do tempo.

Extraído de: https://www.acidigital.com/noticias/religiosas-aplaudem-pedido-do-papa-francisco-por-homilias-curtas-82716?fbclid=IwAR2KdTdJscDBRbSakqhgYRqBNcQ4Hp91sZelmtD2zAdKTywgSvu3BwgtsTk

RELIGIOSAS APLAUDEM PEDIDO DO PAPA FRANCISCO POR HOMILIAS CURTAS

Bratislava, 13 set. 21 / 02:00 pm (ACI).- O papa Francisco fez um discurso sobre a missão evangelizadora da Igreja que gerou aplausos, especialmente das religiosas, quando falou sobre as homilias na reunião com os bispos, o clero e os consagrados no seu segundo dia de sua visita à Eslováquia.

Francisco não se ateve ao discurso oficial e falou sobre a importância de “encontrar caminhos, modos e linguagens novas para anunciar o Evangelho”, através da criatividade, seguindo o exemplo dos santos Cirilo e Metódio, inventores do alfabeto cirílico usado em países eslavos de maioria cristã ortodoxa.
“Nós podemos ajudar, com a criatividade humana, pois cada um de nós tem essa possibilidade. Mas o grande criativo é o Espírito Santo: é Ele quem nos move a ser criativos”, disse Francisco, em 13 de setembro.

O papa afirmou que, “se com a nossa pregação e com a nossa pastoral não conseguirmos entrar mais pela via ordinária, tentemos abrir espaços diferentes, experimentemos outros caminhos”.

“Aqui faço um parêntese” sobre “a pregação”, disse o papa.

“Alguém me disse que, na Evangelii gaudium, me detive demais sobre a homilia. Porque é um dos problemas deste tempo. A homilia não é um sacramento como pretendiam alguns protestantes, mas é um sacramental. E não é uma pregação de quaresma, é outra coisa. Está no coração da Eucaristia. E pensemos nos fiéis que têm que escutar homilias de 40 minutos, de 50 minutos, sobre argumentos que não entendem, que não lhes comove. Por favor, sacerdotes e bispos, pensem bem em como fazer a homilia, em como prepará-la para que haja um contato com as pessoas e se inspire no texto bíblico”.

Francisco disse que “uma homilia, muitas vezes, não deve passar de 10 minutos, porque as pessoas, depois de 8 minutos, perdem a atenção. A menos que seja muito interessante né? O tempo deveria ser de 10 a 15 minutos, não mais”.

Em seguida, o papa contou sobre uma lembrança: “um professor que tive de homilética dizia que uma homilia deveria ter coerência interna: uma ideia, uma imagem e um sentimento. Que as pessoas saiam com uma ideia, com uma imagem e com algo que lhes moveu o coração. O anúncio do Evangelho é simples assim, e Jesus pregava assim”, ele se valia das “coisas concretas, que as pessoas entendiam”.

“Desculpem-me que volte a esse assunto, mas é que eu me preocupo”, disse Francisco, cujas palavras foram interrompidas pelos aplausos, aos quais respondeu: “Permito-me uma maldade: as religiosas começaram com os aplausos, porque elas são as vítimas das nossas homilias, não é?”.

Papa Francisco durante o encontro com os bispos, sacerdotes e religiosos da Eslováquia. Crédito: Vatican Media (captura de vídeo)

– Limpe seus erros. Que tal se confessar?

Uma das coisas mais importantes que podemos fazer é perdoar a quem nos ofende. Mas, muitas vezes, nos auto-ofendemos e precisamos nos perdoar!

A Igreja Católica nos oferece o Sacramento da Confissão, onde pedimos a Deus a absolvição de nossas faltas graves, diante do sacerdote. É um exercício de humildade, arrependimento e desejo de conversão.

Que tal buscar sua reconciliação com o Alto, com seu irmão e consigo mesmo? Não deixe para depois.

– Defenda sempre a paz e não exalte os violentos.

Nossos líderes mundiais devem primar pela paz. Lembre-se: exaltar a violência ou o ódio não é algo cristão.

O católico, por exemplo, deve pensar muito bem em suas considerações públicas, pois Jesus Cristo é chamado carinhosamente de “Príncipe da Paz”. Ora, como alguém que se diz cristão pode defender a guerra, o separatismo, as armas, a balbúrdia?

Digo isso pois nesta 3a feira, a Liturgia nos fala claramente (através da Carta de São Paulo aos Tessalonicenses) sobre a busca dos meios pacíficos de convivência, nesta vida, a fim do juízo final, E o termo “edificai-vos uns aos outros” mostra a preocupação com a união.

PRIMEIRA LEITURA (1Ts 5,1-6.9-11)

1Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. 2Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. 3Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar.

4Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. 5Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. 6Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios.

9Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 10Ele morreu por nós, para que, quer vigiando nesta vida, quer adormecidos na morte, alcancemos a vida junto d’Ele. 11Por isso, exortai-vos e edificai-vos uns aos outros como já costumais fazer.

– Palavra do Senhor.

Graças a Deus.

Que a paz de Deus invada os nossos corações! | ORAÇÃO E REFLEXÃO

– 16º Domingo do Tempo Comum.

Para quem teve a oportunidade de participar da Santa Missa no sábado (ou fará neste domingo), pode presenciar tão belas leituras, onde se coloca a figura do Pai (e juntamente Cristo) como o Bom Pastor.

Naquele tempo, os pastores eram pessoas marginalizadas na sociedade. E a figura de um pastor de ovelhas bondoso (por isso, o “Bom Pastor”) era algo diferente. Deus é o nosso bom pastor, e somos suas ovelhas. Cada um de nós é importante para Ele, e precisamos entender essa verdade: nunca estamos desprotegidos!

Compartilho, abaixo:

XVI DOMINGO TEMPO COMUM

PRIMEIRA LEITURA (Jeremias 23,1-6)

23 1 “Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho miúdo de minha pastagem! – oráculo do Senhor.
2 Por isso, assim fala o Senhor, Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Dispersastes o meu rebanho e o afugentastes, sem dele vos ocupar. Eu, porém, vou ocupar-me à vossa custa da malícia de tal procedimento – oráculo do Senhor.
3 Reunirei o que restar das minhas ovelhas, espalhadas pelos países em que as exilei e as trarei para as pastagens em que se hão de multiplicar.
4 Escolherei para elas pastores que as apascentarão, de sorte que não tenham receios nem temores, e já nenhuma delas se extravie – oráculo do Senhor.
5 Dias virão – oráculo do Senhor – em que farei brotar de Davi um rebento justo que será rei e governará com sabedoria e exercerá na terra o direito e a eqüidade.
6 Sob seu reinado será salvo Judá, e viverá Israel em segurança. E eis o nome com que será chamado: ‘Javé, nossa justiça!’”
Palavra do Senhor.

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SALMO 22/23

R: O Senhor é o pastor que me conduz:
felicidade e todo bem hão de seguir-me!

O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha
e restaura as minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei;
estais comigo com bastão e com cajado;
eles me dão a segurança!

Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo,
e com óleo vós ungis minha cabeça;
o meu cálice transborda.

Felicidade e todo bem hão de seguir-me
por toda a minha vida;
e na casa do Senhor habitarei
pelos tempos infinitos.

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SEGUNDA LEITURA (Carta de São Paulo aos Efésios 2,13-18)

2 13 Agora, porém, graças a Jesus Cristo, vós que antes estáveis longe, vos tornastes presentes, pelo sangue de Cristo.
14 Porque é ele a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava,
15 abolindo na própria carne a lei, os preceitos e as prescrições. Desse modo, ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova pelo restabelecimento da paz,
16 e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade.
17 Veio para anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz também àqueles que estavam perto;
18 porquanto é por ele que ambos temos acesso junto ao Pai num mesmo espírito.
Palavra do Senhor.

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EVANGELHO (São Marcos 6, 30-34)

6 30 Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado.
31 Ele disse-lhes: “Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco”. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer.
32 Partiram na barca para um lugar solitário, à parte.
33 Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles.
34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Palavra da Salvação.

Que possamos nós nos abrigar sempre em seu aprisco!

– Crendices e Memes desnecessários

No Catolicismo, não existe dualidade de forças equitativas entre o bem e o mal. O bem é infinitamente superior ao mal. Deus não se iguala em forças com o Diabo.

Entretanto, gente de fé frágil, simplória e supersticiosa, muitas vezes cria correntes virtuais na Internet. Das mais bobinhas às mais complexas, confundem a cabeça das pessoas.

A criatividade abunda e custa crer que seja inspirada pelo Espírito Santo. O conhecido Padre Zezinho abordou esse tema com tal imagem abaixo e a reflexão:

Certas postagens merecem um estudo. Será que quem postou isso pensou no que disse? Será que o Céu lhe revelou isso?” 

Pois é. Desde quando digitar AMÉM no Facebook virou fórmula mágica? E tem quem acredite…

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– Valorize-se e tenha responsabilidade no que prega.

Na minha esteira, enquanto eu estava correndo e ouvindo meu rádio, escutei durante a canção “Utopia” do Padre Zezinho SCJ (mítico sacerdote da música católica), ele pausando a apresentação e falando sobre a responsabilidade e a competência de quem leva uma mensagem”.

Disse:

Não é porque você está na televisão, que você é melhor ou pior do que alguém. A única diferença dos outros que estão fora da grande mídia é que a sua ‘fala’ vai mais longe”!

Sensacional. Serve para todas as atividades profissionais que tem espaço na TV (independente de crenças ou descrença)… Precisamos de humildade. Carecemos de senso de didática. Necessitamos de vozes diversas para crescermos e aprendermos.

Diante de tudo isso, tenhamos a certeza: somos competentes com ou sem repercussão – e isso nos faz importantes para nós mesmos!

– Tire o fardo de suas costas!

Está com muito peso nas costas? Não aguenta o julgamento do mundo? Sente-se pressionado pela vida? As preocupações temporais te afastam das coisas atemporais (que são as perenes, que não passam)?

Muitas vezes somos (ou nos achamos) tão cultos, estudados e comprometidos com a carreira profissional que perdemo-nos no dia-a-dia. E aqueles mais puros, sem formação, acabam sendo sábios nas coisas que mais valem a pena!

Se você não é tão afável à Palavra de Deus, vai pouco à Missa ou está distante das coisas mais espirituais, saiba: a Boa Nova anunciada por Cristo nos chama a atenção de que seu jugo* é suave e o fardo é leve”.

*No sentido religioso, jugo é a opressão que uma pessoa carrega quando está dominada por seus próprios problemas, como enfermidades, vícios, dívidas. No literal, jugo é a peça de madeira para atrelar bois a carroça ou arado, uma canga.

Abaixo, o texto:

EVANGELHO DE SÃO MATEUS, capítulo 11, do versículo 25 ao 30.

Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.  Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

NÃO SEJAMOS ESCRAVOS DAS COISAS MISERÁVEIS QUE O MUNDO OFERECE (como o dinheiro e a vaidade), MAS SEJAMOS DOCES E ABERTOS ÀS RIQUEZAS CELESTIAIS (a misericórdia, a fé e a providência divina).

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– Qual o excesso que deve valer a pena?

São Filipe Néri é considerado o padroeiro dos humoristas. É dele o pensamento abaixo, que nos pede para excedermos na paciência e na amabilidade.

Fazemos isso hoje? Faremos isso no futuro?

Se a resposta é não, façamos esse exercício de vida a partir de agora.

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– Estamos em Junho, mês do Sagrado Coração de Jesus.

Estamos no mês de Junho, o qual a Igreja Católica dedica especial carinho ao Sagrado Coração de Jesus.

Sobre tal devoção (citação em: https://is.gd/drZtJ9):

“Em 1673, Santa Margarida Maria, recebeu várias revelações de Jesus Cristo, dentre elas, 12 promessas. Para nós, católicos, a importância da data está na simbologia do que significa o Sagrado Coração de Jesus, que vai além do órgão humano, é uma extensão da vontade de Deus sobre nós.O coração, que é símbolo da demonstração de amor do homem, é usado por Jesus para demonstrar a união e o amor de Deus por nós. O amor infinito de um Deus que deu a vida e ressuscitou. Assim, a Igreja Católica dedica o mês de junho para que os católicos venerem, honrem e imitem mais intensamente o amor generoso e fiel de Cristo por todas as pessoas.”

Abaixo, uma breve oração:

ORAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (extraído de: https://is.gd/hEAABb).

Introdução: “No Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos, coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos: humildade, paz, caridade e alegria de viver”. (Santa Paula Frassinetti)

Ó Coração sacratíssimo de Jesus, fonte viva e vivificante de Vida Eterna, tesouro infinito de divindade, fornalha ardente de amor divino, vós sois o lugar do meu descanso, o refúgio da minha segurança.

Ó meu amável Salvador, inflamai o meu coração daquele amor ardentíssimo do qual arde o vosso; derramai nele as inumeráveis graças de que o vosso Coração é a fonte.

Fazei que a vossa Vontade seja a minha e que a minha vontade seja eternamente conforme a vossa. Amém.

– O perdão das dívidas financeiras das Igrejas foi aprovado na surdina?

“A Deus o que é de Deus, a César o que é de César”, disse Jesus quando questionado sobre o pagamento de impostos frente a uma moeda de denário.

Tem sido assim?

Cerca de R$ 1,4 bilhão em renúncia fiscal da CSLL foi realizada nesta semana, e passou tão despercebido… Mas como isso ocorreu?

Você pode ler a matéria no link do Valor Econômico, aqui: https://valor.globo.com/politica/noticia/2021/03/17/em-aceno-a-evangelicos-governo-avalia-perdoar-r-14-bi-em-dividas-de-igrejas.ghtml.

Basicamente, aconteceu o seguinte: o deputado federal David Soares (filho do Reverendo RR Soares, da Igreja Internacional da Graça) apresentou uma proposta de perdão das dívidas e anistia para as Igrejas, alegando que isso sacrificava demais a administração dos templos. O chefe do executivo Jair Bolsonaro vetou e a proposta  voltou ao Congresso Nacional. Porém, Lula conseguiu se tornar novamente elegível neste meio tempo e o presidente se viu pressionado pela bancada evangélica, que usou o argumento do número de fiéis / eleitores interessados nesta aprovação. Então, a pedido do Presidente Bolsonaro, a Câmara derrubou o SEU PRÓPRIO VETO e aprovou essa renúncia fiscal.

Quem pressiona mais, parece persuadir melhor nesta gestão (e em outros governos também), não?

A CNBB divulgou uma nota contrária a essa decisão alegando que estaria “sob o risco de surgirem interesses particulares que maculem a própria discussão”.

As Igrejas que mais devem (ou deviam) hoje são:

  • Igreja Internacional da Graça de Deus (R$ 145,3 milhões), liderada por RR Soares, pai do deputado-autor da proposta.
  • Igreja Mundial do Poder de Deus (R$ 90,5 milhões), liderada por Valdemiro Santiago.
  • Igreja Apostólica Renascer em Cristo (R$ 33,4 milhões), liderada pelo Apóstolo Estevam Hernandes e a bispa Sônia,
  • Associação Vitória em Cristo (R$ 35,7 milhões), liderada por Silas Malafaia.

O Editorial da Folha de São Paulo, de 2a feira, foi perfeito. Da página 2 da edição 22/03/2021, abaixo:

EDITORIAL DA FOLHA

Para dar privilégio às igrejas, Bolsonaro estimula derrubada de seu próprio veto

No intuito de auferir vantagens pessoais ou eleitorais, Jair Bolsonaro não titubeia em atropelar os interesses do Estado, subvertendo atribuições fundamentais do Poder Executivo e enfraquecendo mecanismos institucionais pelos quais deveria zelar.

Esse comportamento incendiário ficou mais uma vez explícito na derrubada pelo Parlamento dos vetos presidenciais referentes a dívidas fiscais e previdenciárias das igrejas, cujo incentivador maior foi ninguém menos que aquele que os havia imposto.

O despautério partiu do Congresso. Em setembro, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto permitindo que as igrejas deixassem de pagar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Como se o milagre fosse pouco, ainda as anistiou de dívidas tributárias que somam mais de R$ 1 bilhão.

Tais débitos relacionam-se a cobranças feitas pela Receita Federal, que nos últimos anos identificou manobras de templos para distribuir lucros e remuneração variável a funcionários sem o devido pagamento de tributos.

O que já seria mais que questionável em condições normais ganha ares de escândalo no atual estado de penúria das contas públicas.

As igrejas, como se sabe, gozam há mais de 70 anos de imunidade constitucional para tributos, dispositivo que impede União, estados e municípios de cobrar impostos e contribuições que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços promovidos por centros religiosos. Com o projeto aprovado, o Congresso ampliou ainda mais esse rol de privilégios.

Pressionado pelo Ministério da Economia para que vetasse a norma, Bolsonaro deu uma no cravo e outra na ferradura.

O mandatário seguiu a recomendação técnica, alegando que poderia terminar incorrendo em crime de responsabilidade, por desrespeito à Lei de Diretrizes Orçamentárias e à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ato contínuo, porém, declarou que, caso fosse deputado ou senador, votaria pela derrubada do veto quando o projeto retornasse ao Congresso.

A jogada, paradoxal apenas na aparência, tem um sentido óbvio: permite a Bolsonaro afagar suas bases eleitorais sem arcar com o ônus político da decisão. Que para isso acabe corrompendo um instrumento essencial da Presidência, destinado a evitar a promulgação de leis contrárias ao interesse público, parece mero detalhe.

O que significa Dê César o que é de César e a Deus o que é de Deus? - Versiculos

– Pensamento de Tertuliano com ótica Cristã:

Tertuliano, um pensador do século III, houvera dito esta sábia frase que está em comunhão com o Cristianismo:

Tens mágoa com alguém e quer ser feliz por um momento? Vingue-se.
Quer ser feliz para sempre? Perdoe“.

Sem contestação, o perdão está acima de tudo! Vingança traz uma falsa “felicidade”, não é coisa que se deve fazer em hipótese alguma. Já o perdão é a essência dos ensinamentos de Jesus que a Santa Igreja Católica nos cobra, junto com o amor incondicional.

A questão passa a ser: agimos assim, misericordiosos, ou desejamos a vingança aos nossos irmãos – das pequenas às grandes mágoas que sofremos?

E quando somos nós a causa de uma intriga? 

Reflitamos sempre tudo isso…

– Como um católico pode se confessar sem padre em tempo de Quarentena (de acordo com o CIC).

Não é nenhum subterfúgio, engodo ou desculpa para não procurar um padre para se confessar, mas confessar-se diretamente a Deus é uma opção em casos extremos como os que vivemos, em que a Igreja Católica permite que façamos a fim de nos reconciliarmos dignamente.

Nesse momento em que as Igrejas estão fechadas e os atendimentos paroquiais restritos, estando no Tempo da Quaresma e necessitando do Sacramento da Confissão, o Papa Francisco nos orienta seguir o que diz o Catecismo da Igreja Católica.

Abaixo, extraído de: Vatican News (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-03/papa-francisco-recorda-como-receber-perdao-sem-sacerdote.html_).

O PAPA RECORDA COMO RECEBER O PERDÃO SEM O SACERDOTE

A salus animarum, a salvação das almas é a lei suprema da Igreja, o critério interpretativo fundamental para determinar o que é justo. É por isso que a Igreja sempre procura, de todos os modos, oferecer a possibilidade de se reconciliar com Deus a todos aqueles que o desejam, que estão em busca, esperando ou que, de alguma forma, se dão conta de sua condição e sentem a necessidade de serem acolhidos, amados e perdoados. Nestes tempos de emergência devido à pandemia, com pessoas gravemente doentes e isoladas nas unidades de terapia intensiva, bem como para as famílias que são solicitadas a permanecerem em casa para evitar a difusão do contágio, é útil lembrar a todos a riqueza da tradição. Foi o que fez o Papa Francisco durante a homilia da missa na Santa Marta na sexta-feira, 20 de março.

“Eu sei que muitos de vocês se confessam para a Páscoa a fim de se reconciliar com Deus”, disse o Papa. “Mas muitos me dirão hoje: ‘Mas, padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor? Não se pode sair de casa! E eu quero fazer as pazes com o Senhor, quero que Ele me abrace, que o meu pai me abrace. O que posso fazer se não encontro um sacerdote?’ Você faz o que diz o Catecismo”.

“É muito claro: se você não encontra um sacerdote para se confessar”, explicou o Papa, “fale com Deus, ele é seu Pai. Diga-lhe a verdade: ‘Senhor, eu fiz isso e aquilo. Perdoa-me’. “Peça-lhe perdão de todo o coração, com o Ato de Contrição e prometa-lhe: ‘Depois, eu vou me confessar, mas perdoa-me agora’. E logo você retornará à graça de Deus. Você mesmo pode se aproximar, como o Catecismo nos ensina, do perdão de Deus sem ter um sacerdote. Pensem nisso: este é o momento! E este é o momento certo, o momento oportuno. Um Ato de Contrição bem feito e a nossa alma se tornará branca como a neve”.

O Papa Francisco se refere aos números 1451 e 1452 do Catecismo da Igreja Católica, promulgado por São João Paulo II e redigido sob a orientação de Joseph Ratzinger, naquela época prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. O Catecismo, citando o Concílio de Trento, ensina que entre os atos do penitente, a “contrição” ocupa o primeiro lugar. Ela é «uma dor da alma e uma reprovação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro».

«Quando procedente do amor de Deus, amado sobre todas as coisas, a contrição é dita «perfeita» (contrição de caridade)», afirma o Catecismo. «Uma tal contrição perdoa as faltas veniais: obtém igualmente o perdão dos pecados mortais, se incluir o propósito firme de recorrer, logo que possível, à confissão sacramental». Portanto, na expectativa de ser absolvido por um sacerdote assim que as circunstâncias permitirem, é possível ser perdoado imediatamente com esse ato. Isso já tinha sido afirmado também pelo Concílio de Trento, no capítulo 4 da Doctrina de sacramento Paenitentiae, onde se afirma que a contrição acompanhada pela intenção de se confessar «reconcilia o homem com Deus, mesmo antes que esse sacramento seja realmente recebido».

Em: https://youtu.be/KRIBt3UhrjU

– A força do Sacramento da Confissão! Perdoar-se, perdoar por Deus, perdoar ao Próximo e sentir a Graça do perdão!

Em tempos de ódio e de falta de perdão, num mundo tão competitivo, vale questionar: temos nos reconhecidos pecadores? Estamos cientes de quando erramos? E buscamos nos limpar espiritualmente, com o desejo ardente de buscar um dia-a-dia mais pleno, amoroso e ardoroso?

Bem direto: Temos nos confessado ou dado o devido valor à permissão de galgar tal presente dado pelo próprio Cristo?

Muitas vezes, ouvimos o termo Sacramento da Penitência e temos uma imagem sisuda de tal graça que nos é concedida por Deus. Ao contrário: a Igreja Católica nos convida a reconciliar com Deus, consigo e com o próximo, permitindo, através da Confissão, apagar nossas mágoas e faltas, remorsos e erros, ressentimentos e equívocos, buscando a abundância da alegria de uma vida plena.

Claro, deve-se estar arrependido de coração e ter o árduo desejo de não pecar mais. A importância e eficácia deste sacramento são abordados ao longo do CIC (Catecismo da Igreja Católica), mas destaco em particular:

“O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento quando, na tarde de Páscoa, se mostrou aos apóstolos e lhes disse: ‘recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos’ (jo 20, 22-23)”.

Tal preciosidade não pode ser colocada em dúvida, e nem devemos nos questionarmos se fomos “perdoados mesmos“. Creia na Misericórdia, sem vacilar!

Alguém disse (me perdoe a não citação, tenho anotado em meus rascunhos):

“Que direito eu tenho de ainda me sentir culpado, mesmo depois de me reconhecer pecador e buscar a absolvição de Deus que vem pela Igreja, se o Perdão ocorre pelo Sacramento instituído pelo próprio Cristo, que deu sua vida em favor da nossa purificação?”.

Dessa forma, não tenhamos medo de gozar da reconciliação que nos foi dada pelo mesmo Jesus Cristo, Filho do Pai, que morreu por amor a nós e vivo está ressuscitado! O perdão está aí: para nos ajudar a viver em paz; caindo e levantando, mas sempre confiando no Amor que reconstrói (que é o perdão).

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– Dispersão Espiritual e Ruído Litúrgico: como e onde encontrar a paz para rezar?

Dias átras, durante a Missa das 7h na Catedral Nossa Senhora do Desterro (a Igreja Matriz de Jundiaí), o Padre João Marrom abordava como as pessoas se distraem (e distraem as outras) durante a Celebração Eucarística com o uso do celular!

Pois é. Se um telefone tocar em um momento de oração, queiramos ou não, há uma irritação. E se for o “barulho” do WhatsApp?

Pior é que justo na hora da Homilia, quando o padre falava sobre isso, um telefone tocou…

Sábias palavras são aquelas que um dia li na porta de uma igreja: “Desligue o celular e se ligue em Deus”. Mas isso não acontece apenas dentro das Igrejas, mas ao longo do dia. Vivemos tempos de Dispersão Espiritual, onde não conseguimos nos concentrar como devíamos para fazermos nossas preces (sobre isso, abordamos brevemente em outra ocasião no link: http://wp.me/p4RTuC-4TN). E nem precisa ser barulho de pessoas desacostumadas a tomarem cuidados, pode ser o famoso ruído litúrgico (um violão que cai, por exemplo) ou ainda fora dos templos: em casa, no quarto ou na sala (sempre haverá uma TV ligada, um rádio ao fundo ou um vizinho tirando a atenção).

Custa muito desconectarmos dos meios de comunicação eletrônicos e dos compromissos de trabalho ao menos em alguns poucos minutos? Estamos reféns de e-mails, redes sociais, perturbações econômicas e compromissos laborais?

Tudo isso vem de encontro com o que o Papa Francisco tuitou no último domingo (olha aí o bom uso das ferramentas sociais, como o Twitter):

O trabalho é importante, mas também igualmente o repouso. Aprendamos a respeitar o tempo do repouso, sobretudo o repouso do Domingo.”

Neste mundo em que os serviços e compromissos são diários e contínuos, no mundo que trabalha 24 horas por dia e de segunda-a-segunda, cada vez mais raro se torna encontrar pai, mãe e filho descansando aos domingos. E seja qual for o dia de repouso (preferencialmente aos domingos), que a família possa se desligar dos compromissos diários e rotineiros para repousar em Deus, ir à Missa, comer sem pressa, esquecer o relógio e não se preocupar com sinal de Internet…

Missão difícil?

Sim. Afinal, nos dias atuais, não é só contra heresias, seitas profanas, modismos anticristãos ou tentações que lidamos, mas também contra a “infoxicação”, que é a necessidade de informação plena, on-line, irrestrita e compartilhada pelos amigos em redes sociais, mesmo que isso leve em detrimento dos escassos momentos que deixamos a Deus…

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– A visão do Mundo de quem crê e não crê em Deus / A importância da Oração:

Uma importante mensagem do Papa Francisco que deveria ser lida e refletida todos os dias: o quão o demônio dá uma visão negativa das coisas, e, ao contrário, o quão Deus nos anima e nos traz à verdade e esperança.

Sobre a importância de rezar,

Em: https://www.youtube.com/watch?v=TDYWWA6Y5MI

– A volta das atividades pastorais e evangelizadoras na Diocese de Jundiaí

Ufa! Parece que foi uma eternidade o tempo de espera: enfim, há possibilidade de, com todos os protocolos sanitários sendo cumpridos, voltar às atividades catequéticos e outras pastorais da Igreja Católica em ação efetiva.

A Diocese de Jundiaí divulgou um conjunto de normas no decreto do Bispo Dom Vicente Costa. Isso é ótimo!

O link em: https://dj.org.br/decreto-sobre-a-retomada-das-atividades-da-acao-evangelizadora/?fbclid=IwAR2iRygbtyqRBF_7uqaHaQKbP3iGjia544-3sItmasDdH782xnasCp9ESrg

– E as catequeses com a Pandemia?

Hoje, celebramos a Santa Missa com o Evangelho do Bom Pastor! Devido à crise sanitária, via TV.

Enquanto a filha mais nova acompanha com seu pianinho a celebração, a filha mais velha lembra que, se não existisse a pandemia, hoje seria o dia da tão esperada Primeira Comunhão dela.

E os amigos que lêem e comungam da mesma fé: como está a questão da suspensão da Catequese nas suas paróquias?

Por aqui, não se viabilizou (até se tentou) por plataformas interativas como o Zoom. Para os adolescentes da Crisma, já é uma ferramenta mais adequada, diferentemente do que para os menores.

Que Deus fortaleça os catequistas e catequizandos nessa época.

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– Como um católico pode se confessar sem padre em tempo de Quarentena (de acordo com o CIC).

Não é nenhum subterfúgio, engodo ou desculpa para não procurar um padre para se confessar, mas confessar-se diretamente a Deus é uma opção em casos extremos como os que vivemos, em que a Igreja Católica permite que façamos a fim de nos reconciliarmos dignamente.

Nesse momento em que as Igrejas estão fechadas e os atendimentos paroquiais restritos, estando no Tempo da Quaresma e necessitando do Sacramento da Confissão, o Papa Francisco nos orienta seguir o que diz o Catecismo da Igreja Católica.

Abaixo, extraído de: Vatican News (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-03/papa-francisco-recorda-como-receber-perdao-sem-sacerdote.html_).

O PAPA RECORDA COMO RECEBER O PERDÃO SEM O SACERDOTE

A salus animarum, a salvação das almas é a lei suprema da Igreja, o critério interpretativo fundamental para determinar o que é justo. É por isso que a Igreja sempre procura, de todos os modos, oferecer a possibilidade de se reconciliar com Deus a todos aqueles que o desejam, que estão em busca, esperando ou que, de alguma forma, se dão conta de sua condição e sentem a necessidade de serem acolhidos, amados e perdoados. Nestes tempos de emergência devido à pandemia, com pessoas gravemente doentes e isoladas nas unidades de terapia intensiva, bem como para as famílias que são solicitadas a permanecerem em casa para evitar a difusão do contágio, é útil lembrar a todos a riqueza da tradição. Foi o que fez o Papa Francisco durante a homilia da missa na Santa Marta na sexta-feira, 20 de março.

“Eu sei que muitos de vocês se confessam para a Páscoa a fim de se reconciliar com Deus”, disse o Papa. “Mas muitos me dirão hoje: ‘Mas, padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor? Não se pode sair de casa! E eu quero fazer as pazes com o Senhor, quero que Ele me abrace, que o meu pai me abrace. O que posso fazer se não encontro um sacerdote?’ Você faz o que diz o Catecismo”.

“É muito claro: se você não encontra um sacerdote para se confessar”, explicou o Papa, “fale com Deus, ele é seu Pai. Diga-lhe a verdade: ‘Senhor, eu fiz isso e aquilo. Perdoa-me’. “Peça-lhe perdão de todo o coração, com o Ato de Contrição e prometa-lhe: ‘Depois, eu vou me confessar, mas perdoa-me agora’. E logo você retornará à graça de Deus. Você mesmo pode se aproximar, como o Catecismo nos ensina, do perdão de Deus sem ter um sacerdote. Pensem nisso: este é o momento! E este é o momento certo, o momento oportuno. Um Ato de Contrição bem feito e a nossa alma se tornará branca como a neve”.

O Papa Francisco se refere aos números 1451 e 1452 do Catecismo da Igreja Católica, promulgado por São João Paulo II e redigido sob a orientação de Joseph Ratzinger, naquela época prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. O Catecismo, citando o Concílio de Trento, ensina que entre os atos do penitente, a “contrição” ocupa o primeiro lugar. Ela é «uma dor da alma e uma reprovação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro».

«Quando procedente do amor de Deus, amado sobre todas as coisas, a contrição é dita «perfeita» (contrição de caridade)», afirma o Catecismo. «Uma tal contrição perdoa as faltas veniais: obtém igualmente o perdão dos pecados mortais, se incluir o propósito firme de recorrer, logo que possível, à confissão sacramental». Portanto, na expectativa de ser absolvido por um sacerdote assim que as circunstâncias permitirem, é possível ser perdoado imediatamente com esse ato. Isso já tinha sido afirmado também pelo Concílio de Trento, no capítulo 4 da Doctrina de sacramento Paenitentiae, onde se afirma que a contrição acompanhada pela intenção de se confessar «reconcilia o homem com Deus, mesmo antes que esse sacramento seja realmente recebido».

Em: https://youtu.be/KRIBt3UhrjU

– A força do Sacramento da Confissão! Perdoar-se, perdoar por Deus, perdoar ao Próximo e sentir a Graça do perdão!

Em tempos de ódio e de falta de perdão, num mundo tão competitivo, vale questionar: temos nos reconhecidos pecadores? Estamos cientes de quando erramos? E buscamos nos limpar espiritualmente, com o desejo ardente de buscar um dia-a-dia mais pleno, amoroso e ardoroso?

Bem direto: Temos nos confessado ou dado o devido valor à permissão de galgar tal presente dado pelo próprio Cristo?

Muitas vezes, ouvimos o termo Sacramento da Penitência e temos uma imagem sisuda de tal graça que nos é concedida por Deus. Ao contrário: a Igreja Católica nos convida a reconciliar com Deus, consigo e com o próximo, permitindo, através da Confissão, apagar nossas mágoas e faltas, remorsos e erros, ressentimentos e equívocos, buscando a abundância da alegria de uma vida plena.

Claro, deve-se estar arrependido de coração e ter o árduo desejo de não pecar mais. A importância e eficácia deste sacramento são abordados ao longo do CIC (Catecismo da Igreja Católica), mas destaco em particular:

“O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento quando, na tarde de Páscoa, se mostrou aos apóstolos e lhes disse: ‘recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos’ (jo 20, 22-23)”.

Tal preciosidade não pode ser colocada em dúvida, e nem devemos nos questionarmos se fomos “perdoados mesmos“. Creia na Misericórdia, sem vacilar!

Alguém disse (me perdoe a não citação, tenho anotado em meus rascunhos):

“Que direito eu tenho de ainda me sentir culpado, mesmo depois de me reconhecer pecador e buscar a absolvição de Deus que vem pela Igreja, se o Perdão ocorre pelo Sacramento instituído pelo próprio Cristo, que deu sua vida em favor da nossa purificação?”.

Dessa forma, não tenhamos medo de gozar da reconciliação que nos foi dada pelo mesmo Jesus Cristo, Filho do Pai, que morreu por amor a nós e vivo está ressuscitado! O perdão está aí: para nos ajudar a viver em paz; caindo e levantando, mas sempre confiando no Amor que reconstrói (que é o perdão).

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– E quando morrermos, se formos para o Céu, como será a relação com aquele (a) que nos demos em Matrimônio?

Dias atrás o Evangelho repercutiu a pergunta de uma pessoa a Jesus sobre uma mulher, que casada com mais de um marido por viuvez, de qual forma seria a relação conjugal no Céu.

E aí? Quem seria o marido dela?

Jesus fala sobre o corpo glorioso, de ser como os anjos, da comunhão dos santos, entre outras explicações. Mas gostei bastante da explicação do Professor Felipe Aquino, que compartilho abaixo, bem didática.

Aqui em: https://www.facebook.com/PFelipeAquino/videos/437491477170648/?sfnsn=scwspmo&d=n&vh=e

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– A preocupação com o suicídio dos jovens

Para muitos, tal importante tema ainda é uma bobagem. Nada disso, que se leve muito a sério: cresce demais os casos casos de suicídios entre jovens e adolescentes.

Por quê acontece, como detectar e o que fazer para evitar?

Abaixo, extraído de: Isto é, ed 2523, pg 44-46

UMA PRESSÃO MAIOR QUE A VIDA

Casos de suicídios em escolas de São Paulo disparam um alerta na sociedade quanto à opressão em que vivem os adolescentes hoje, mostram a vulnerabilidade em relação ao sofrimento psicológico e impulsionam ações de conscientização para a prevenção desse mal que aflige o mundo todo

A infelicidade extrema, a falta de esperança e a frustração com as vicissitudes inerentes à vida têm produzido um quadro alarmante na última década no Brasil: em média, 11 mil pessoas se matam por ano, um a cada 48 minutos, 30 por dia. Jovens com imensurável potencial para se destacar em inúmeras atividades estão decidindo por fim à própria vida bruscamente por não saber lidar com as opressões do mundo atual. Em vez de acalentar projetos, muitos interrompem seus sonhos com frequência inaceitável. Na semana passada, o tema ganhou visibilidade novamente no tradicional Colégio Bandeirantes, na zona Sul de São Paulo. A escola, cuja qualidade do ensino a coloca entre as mais conceituadas da Capital, comunicou a ocorrência de dois suicídios entre seus alunos, um de 16 e outro de 17 anos, em um intervalo de dez dias. No mesmo período houve um terceiro caso no Colégio Agostiniano São José, na zona Leste da cidade. A notícia causou comoção nas redes sociais e, ao mesmo tempo, abriu um debate franco – e oportuno – sobre o assunto.

De forma quase silenciosa, o suicídio é, hoje, a quarta maior causa de mortes entre pessoas de 15 a 29 anos no País. É a terceira entre homens. Embora com uma ligeira queda em 2016, as ocorrências vêm apresentando uma incômoda tendência de alta nesta década. Mundialmente, o suicídio é a segunda maior causa de morte na mesma faixa etária. Uma das principais causas dessa onda nefasta é a epidemia de depressão e de outras doenças psiquiátricas que assola a sociedade e afeta uma grande população jovem. Os que se matam sofrem, em geral, com alguma dessas doenças e enfrentam grande solidão e tristeza. “É bastante difícil para todos nós lidar com essa situação. É como um tsunami”, afirma a coordenadora do Bandeirantes, Estela Zanini. “Essas duas tragédias afetaram muito a escola, geraram grande ansiedade entre professores, pais e alunos e nos levaram a intensificar várias ações preventivas e de apoio”.

SENTIMENTOS OCULTOS

Nenhum dos dois estudantes era alvo de bullying, um dos fatores que costumam desencadear processos suicidas. Os dois tinham amigos, seus pais eram presentes e ambos tiravam notas altas, acima da média. Não foram influenciados por jogos ou séries de TV ou um pelo outro, segundo a escola. Os dois não se conheciam. Eram de turmas diferentes: um do segundo ano do ensino médio e outro do terceiro. O colégio tem 2750 alunos. De acordo com Estela, os dois conseguiam enfrentar o altíssimo nível de exigência e de competitividade do Bandeirantes com relativa facilidade. Estavam, porém, enfrentando dificuldades pessoais e pressões sociais que mesmo as pessoas mais próximas desconheciam. O primeiro, S.C.R. que cometeu um ato mais planejado, sofria com sintomas de uma depressão e recebia acompanhamento médico. Suicidou-se um dia antes da semana de provas. Não deixou nenhum bilhete nem qualquer pistas sobre o que foi o estopim da decisão de se matar. Desolado, seu pai o descreveu com ternura no Facebook: “Amado, doce, sensível, inteligente, aplicado, exigente, articulado, carinhoso, protetor, amigo, fiel, engajado, questionador e com um olhar para as questões do nosso mundo que não tenho palavras para explicar.” O segundo, que tinha um irmão gêmeo, foi mais impulsivo e não dava sinais preocupantes de que poderia se matar. Tudo aconteceu de repente, depois de uma festa, na madrugada de sábado para domingo, 22. O deflagrador do suicídio foi uma desilusão amorosa, depois de ter visto a namorada com outro garoto. Ele chegou em casa e, sem dar nenhuma pista do que faria a seguir, saltou do oitavo andar. Diferentemente do primeiro caso, os pais não se manifestaram publicamente.

A direção da escola tomou a decisão sensata de abordar o assunto de forma direta e está acolhendo seus alunos mais vulneráveis psicologicamente, além de ter planejado diversas ações preventivas depois que os casos aconteceram. Professores e funcionários receberam treinamento e foram estabelecidos espaços de diálogo para todas as turmas. Para as classes de terceiro ano do ensino médio, as aulas foram suspensas no dia 23 e no dia 24 foram organizados encontros para conversa e reflexão, além de ações de acolhimento. A escola diz que está preparada para ajudar os alunos no enfrentamento do luto. Com 74 anos de existência, o Bandeirantes tinha registrado, até então, dois casos de suicídio, um há 15 anos e outro há 30 anos.

“A gente está recolhendo os escombros, a escola está realmente afetada e nosso trabalho de acolhimento agora é como um atendimento de emergência”, explica a psicóloga Karina Okajima Fukumitsu, responsável pelo programa de prevenção pós-suicídio no Bandeirantes. A escola tinha chamado Karina para lidar com o luto do primeiro aluno, morto no dia 10 de abril, e quando ia implantar seu programa aconteceu o segundo caso. Houve um grande número de pais pedindo mais informações. “O suicídio é um ato de comunicação. O mais importante é não negar o fato, a negação do sofrimento é a causa maior de perturbação”, diz Karina. “O que provoca mais problemas são as elucubrações e as coisas que são faladas.

A dura realidade é que as pessoas ficam sem chão. Como a escola vai lidar com a ausência desses alunos que de uma hora para outra se tornaram muito presentes? Toda a escola, a direção, os professores, os alunos têm tentado digerir o que é muito indigesto.” Segundo ela, muitas escolas enfrentam o problema com seus alunos, mas evitam qualquer divulgação. Desde que começou a trabalhar com o Bandeirantes, ela já foi procurada por oito escolas interessadas em seus serviços – em palestras de esclarecimento para pais e em treinamento de grupos de apoio. Uma das recomendações da OMS é não divulgar detalhes sobre os métodos de realização do suicídio para não influenciar pessoas mais vulneráveis.

Quem teve a dolorosa experiência de perder uma filha dessa forma foi a dona de casa Terezinha Máximo, de 45 anos. Sua caçula Marina se suicidou em março do ano passado, aos 19 anos. A jovem, que estudava filosofia na Universidade Federal do ABC, estava em tratamento contra depressão, mas mesmo com esse apoio psicológico e com a ajuda da família e dos amigos sucumbiu ao sofrimento. “A gente fica com uma série de perguntas, uma série de porquês e fica pensando no que pode ter feito de errado”, afirma Terezinha. Marina era uma menina alegre que passou por uma intensa mudança de humor a partir dos 17 anos. “No começo achávamos que fosse TPM, problemas de adolescente que ficariam para trás, mas a situação se agravou”, lembra Terezinha. A garota passou a fazer tratamento psiquiátrico e a tomar medicação, mas isso não impediu que ela passasse a se automutilar, um sinal de alerta em muitos processos suicidas (leia quadro). Em certo momento, começou a dizer que não queria continuar daquela forma. “A pior parte de tudo isso é reaprender a viver sem a pessoa”, afirma Terezinha. Ela e o marido Joseval, que têm outro filho de 27 anos, montaram um blog e coordenam hoje um grupo de apoio para ajudar pessoas a se recuperar do luto do suicídio. “Se eu tivesse a chance de voltar no tempo para valorizar mais os sinais que ela estava dando — não era só o problema da idade, mas um sofrimento real, eu voltaria”.

Sensação parecida é a do oficial de Justiça aposentado Ivo Oliveira Faria, de 59 anos. Sua filha Ariele, de 18 anos, se suicidou em março de 2014. “Naquele dia, a gente almoçou normalmente num restaurante e a única coisa que ela fez de diferente foi pedir um suco de manga em vez de laranja”, lembra. “Ela não dava nenhum sinal de que pretendia tirar a própria vida, estava normal, tinha terminado o ensino médio e estava prestando vestibular para Direito”. Ariele era uma menina calada, mas muito afetuosa e maternal. Demonstrava grande voracidade de leitura e na escola tinha desempenho mediano.

Três meses antes de se suicidar ela comunicou o pai de que pararia de frequentar a Igreja Gnóstica Cristã, o que fazia desde a infância com a família. “Disse para ela que não haveria problema, que eu lhe daria todo o apoio”, afirma Faria. Antes do último ato, Ariele deixou um bilhete em que dizia que não aguentava mais, que sua decisão não tinha culpas e que gente morta não decepciona ninguém. “Entrei em parafuso depois da sua morte. Me falaram de um grupo de apoio aos sobreviventes do suicídio, o Vita Alere, e fui numa primeira reunião ainda em 2014”, diz. “Frequento o grupo desde então para lidar com meu luto.” Criar um grupo para lidar com o luto foi o que fez o geógrafo cearense Tadeu Dote Sá, que perdeu a filha Bia, de 13 anos, em 2008. Tadeu criou o Instituto Bia Dote de Amor e Paz, onde são promovidas reuniões, palestras, rodas de conversas e muitas outras ações que ajudam na prevenção do suicídio. “Investimos no instituto como se fosse uma faculdade ou um carro que a gente daria para a Bia”, diz Tadeu.

A decisão de se matar sofre influências biológicas, psicológicas, sociais e culturais. A adolescência é um período de especial vulnerabilidade porque envolve mudanças hormonais, definições de personalidade, cobranças de desempenho, obrigando meninos e meninas a enfrentar um mundo em transformação. “O jovem está mais doente psiquicamente de um modo geral”, diz a psicóloga Karin Scavacini, que está à frente do Instituto Vita Alere de prevenção e reação pós-suicídio. “Há uma dificuldade de aceitar a experiência da solidão e do sofrimento, baixa tolerância à frustração e uma obrigação de parecer de bem com a vida.” A ansiedade em relação ao desenvolvimento escolar e profissional tem afetado mais as novas gerações, sobretudo a partir do ensino médio e durante a universidade. No ano passado, houve pelo menos seis tentativas de suicídio entre alunos do quarto ano da Faculdade de Medicina da USP. “Em 90% dos casos de suicídio, a pessoa tinha uma doença psiquiátrica que pode ou não ter sido diagnosticada antes da morte”, afirma o psiquiatra Celso Lopes de Souza. “A coisa é mais complexa do que achar culpados únicos, causas únicas.” Para o psiquiatra, na maioria dos casos, a pessoa que se mata não quer morrer. Ela apenas quer renascer de uma situação difícil que está vivendo e que acha que nunca vai acabar. O psicólogo americano Edwin Shneidman, considerado o pai da suicidologia moderna, diz que o suicídio é um ato definitivo para um problema que tende a ser temporário.

De acordo com a psicanalista Débora Damasceno, diretora da Escola de Psicanálise de São Paulo, os suicidas têm algo em comum: falta de perspectiva para o futuro. “O que os adultos precisam fazer é responsabilizar o jovem pela própria saúde mental. Isso acaba com a pressão de que ele não pode falar. Mas o adulto tem que estar disposto a ouvir”, afirma. Segundo ela, os adultos têm uma conduta protecionista com os jovens, o que faz com que a autonomia deles seja tirada. “A pergunta que o jovem tem que fazer é: ‘Eu estou conseguindo lidar com os meus sentimentos’? O impulso do suicídio não é do nada, é algo que vem acontecendo gradativamente”, explica. Débora também afirma que quando o adolescente não quer falar sobre suas questões é preciso observar sinais. “Se eles são bem comportados demais, não têm um comportamento de questionar a própria realidade e não pensam no futuro, essa não é uma conduta comum de um adolescente”, diz.

Uma das consequências mais dramáticas dos suicídios é o desconsolo e a desolação daqueles que ficam, principalmente os mais próximos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que um suicídio afeta diretamente entre seis e dez pessoas. Algumas são contagiadas a ponto de também cometerem um ato final. Os sentimentos de quem conviveu intimamente com o suicida envolve culpa (“eu poderia ter feito alguma coisa”), vergonha (a ideia de que suicídio é um fracasso, uma covardia, e não se deve falar do assunto), impotência (por não ter conseguido fazer nada para evitá-lo) e falta de conhecimento (as profundas razões que levam alguém a se matar são um mistério). Acima de tudo, há uma grande dificuldade de respeitar o sentido da vida do outro e aceitar sua decisão.

A IMPORTÂNCIA EM FALAR

Um dos trabalhos mais consistentes de prevenção ao suicídio no Brasil é realizado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), fundado em 1962, que, nos últimos anos, tem aberto novos canais gratuitos de comunicação e ampliado sua capacidade de atendimento para todas as classes sociais, o que tem causado um grande aumento da demanda por seus serviços. Em 2017, o número de chamadas para o CVV duplicou, saltando de um milhão, em 2016, para dois milhões. Dois eventos no ano passado — a série do Netflix “13 Reasons Why” e o jogo Baleia Azul —, justificam parte desse aumento, diz o porta-voz do CVV, Carlos Correia. Durante a exibição da série, as escolas entraram em pânico e se falou muito em bullying e suicídio. Mais adolescentes e jovens entraram em contato. “Os relatos que recebemos demonstram uma solidão muito grande e muita dificuldade da pessoa compartilhar o que está sentindo”, afirma Correia. “Além de não julgarmos as pessoas pelo sofrimento, damos a oportunidade para ela fazer uma reflexão sobre a própria vida em um ambiente receptivo e amistoso”. Citando projeções da OMS, Correia diz que 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados com um esforço de prevenção adequado. A meta do Ministério da Saúde é diminuir em 10% os casos de suicídio no Brasil até 2020 — objetivo alinhado com o da Organização Mundial de Saúde. Ainda que a redução seja alcançada, o número permanecerá alto. Mudar esse quadro definitivamente depende de uma atenção maior às situações que fragilizam os jovens e tornam o sentimento de opressão maior que a vontade de viver.

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