– Um país que não acaba com a Corrupção e ainda tira verba de Pesquisa Científica e Educação

Que coisa, não? O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) demitiu 40 funcionários. Tal órgão é um dos mais plausíveis e de vanguarda do Brasil.

Motivo?

A crise econômica, que reduziu 42% o seu patrimônio.

Como desenvolver o país desse jeito? É a prova cabal que a situação econômica-política do país reflete diretamente em ciência e pesquisa – e por tabela na Educação.

Abaixo, extraído de: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2017/12/campinas_e_rmc/504558-laboratorio-de-bioetanol-demite-40.html

LABORATÓRIO DE BIOETANOL DEMITE 40

Por Leandro Ferreira e Letícia Guimarães

Sede do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol: necessidade de redução de custos

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), instalado no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, está sofrendo com os cortes de gastos. De acordo com o diretor-geral do CNPEM, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, foram 40 demissões este ano, metade delas desde o último dia 23, sobrando 90 dos 130 trabalhadores que atuavam no local.

O laboratório desenvolve pesquisas com capital público e em parceria com a iniciativa privada sobre bioenergia, com foco especial no bioetanol, além de projetos e linhas de pesquisas de importância para o setor. Hoje, o CTBE ocupa posição de destaque no campo de pesquisa e desenvolvimento em bioenergia, assim como atua como peça central na discussão e desenvolvimento de novas políticas bíblicas.

Na última sexta-feira, autoridades de entidades ligadas ao setor de biocombustíveis enviaram uma carta ao ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, reforçando o apoio às atividades do CTBE e solicitando alternativas para que o trabalho realizado não seja descontinuado. O documento também detalha a preocupação dos representantes destas instituições com os cortes que já foram feitos, inclusive do ex-diretor do laboratório, Gonçalo Pereira, e dos que ainda estão por vir. “Nos preocupa a fragilidade institucional de um laboratório com tal importância estratégica para o País”, informa um trecho da carta.

Segundo Cerqueira Leite, o primeiro bloco de demissões ocorreu devido ao término de um projeto financiado pela iniciativa privada que ressarcia parte dos salários. “Os demais funcionários foram desligados devido à reestruturação das frentes de ação do CTBE, as quais devem ser estrategicamente alinhadas à missão do CNPEM, que tem como prioridade promover atividades científicas de excelência. As duas situações são permeadas também pela necessidade de redução de custos.”

O diretor-geral do CNPEM informou que o orçamento este ano foi reduzido em 42%, em verbas que vêm do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTIC). “Novas contratações só ocorrerão se houver aumento do orçamento.”

O CNPEM abriga também o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano). Segundo Cerqueira Leite, nestes laboratórios não está havendo cortes relacionados à redução de custos ou encerramento de convênios. “O orçamento do CNPEM deveria ser em torno de R$ 90 milhões e até agora recebemos R$ 54 milhões. O orçamento é do Centro e não por laboratório. Assim, todos os laboratórios nacionais sofreram com a redução orçamentária e tiveram que rever seus custos de operação.”

Para Gonçalo, que também foi demitido, a instabilidade no CTBE pode afetar o interesse de empresas privadas em contratarem pesquisas no laboratório. “Empresa exige estabilidade para investir”, afirmou.

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– Cigarro Continental, a Preferência Nacional… dos Boleiros?

Coisas raras e hoje equivocadas: vejo uma antiga edição da Revista Placar, de 1982, falando sobre a Seleção de Zico, Falcão, Sócrates… e , ao lado, a propaganda do “Cigarro Continental, a Preferência Nacional”, um dos patrocinadores do escrete canarinho.

Hoje, nem pensar em cigarro patrocinar futebol. Aliás, o Continental era o famoso “Arrebenta Pulmão”. Chega a ser bizarro pensar na associação esporte X fumo.

Porém, leio no blog do jornalista Lelé Arantes (citação abaixo) um texto pertinente sobre o assunto: condenamos o cigarro + esporte, mas aceitamos cerveja + futebol?

Extraído de: http://bdnovo.lecom.com.br/blog/detalhe/966/Sobre+cigarros+e+cervejas

SOBRE CIGARROS E CERVEJAS

Na Copa de 1970 eu estava completando dez anos. Duas horas antes do primeiro jogo do Brasil, contra a Tchecoslováquia, do temível goleiro Viktor, eu queimei o pé direito numa montanha de casca de arroz que havia pegado fogo nos fundos da máquina do Hermínio Féboli. Mas na hora do jogo, com o pé empastado de pomada, lá estava eu sentado no chão da loja do Edgard Matiel com os olhos grudados no aparelho de tevê.

Naquela copa aprendi que fumar Continental king size filtro era uma preferência nacional para quem quisesse torcer pela vitória do Brasil, animado pela musiquinha de Miguel Gustavo dos “90 milhões em ação/Pra frente Brasil/Do meu coração”.

Vinha a música e com ela o maço azul de cigarros. O tempo correu, o Brasil foi tri, tetra, penta e hoje aprendemos que bom mesmo é ser brameiro porque todos os nossos heróis do futebol são tomadores de cerveja Brahma. E mais, tomar cerveja é sinônimo de vencedor, de batalhador, de sucesso conquistado a duras penas.

Não sou moralista, longe de mim. Eu gosto de uma cervejinha estupidamente gelada e de um bom chope, seja ele Brahma, Antárctica, Sol, Heineken, Germânia ou da Riopretana, que é tão bom quanto o Batuta, de Manaus. Agora, vincular os jogadores da seleção brasileira ao consumo de cerveja é nocivo para as nossas crianças e nossos jovens. E depois não adianta a imprensa criticar os jogadores baladeiros!

Além do mais, é uma tremenda mentira que beber cerveja significa sucesso e todos nós sabemos disso.

Eu fumei por longos 17 anos e confesso que sofri influência da propaganda que vinculava o cigarro Continental à conquista do tricampeonato. Tanto que meu primeiro maço foi um Continental. Mais tarde eu mudei para Albany, Shelton, Chanceller, Galaxy até jogar fora meu último Free quando passei a fumar 40 cigarros por dia.

Os mais liberais dirão que a propaganda não influencia. A verdade é: se não influenciasse as empresas não gastariam milhões de reais para patrocinar o futebol, as festas de rodeio e todos os eventos que arrastam multidões. Passou da hora de o Congresso Nacional banir a propaganda de bebidas alcoólicas. Por mais que a indústria cervejeira se esforce para dizer o contrário, a cerveja é bebida alcoólica e vicia. Ponto final. Portanto, ela é tão nociva à sociedade quando o crack, a maconha, a cocaína, o cigarro e outras drogas.

A propaganda de cigarro foi banida e hoje é proibido fumar em lugares públicos. O tabaco virou o vilão social. Mas eu pergunto: você já viu alguém provocar acidente ou matar alguém porque fumou demais? Há algo de muito errado em tudo isso. Cigarro não embriaga nem faz a pessoa perder a noção das coisas.

Do outro lado, a bebida alcoólica está ligada direta e indiretamente à maioria dos crimes contra vida dentro e fora dos lares. Mas a bebida não está banida, ao contrário, ela é apresentada como sinônimo de sucesso, de gente que se dá bem. Beba isso e ganhe essa morenaça ou saia com essa loiraça…! Beber cerveja é chique, é delicioso, é a senha para ser aceito no grupo.

Estou com saudade do velho cigarro Continental. Com certeza era menos maléfico e não tão vergonhoso quanto os “brameiros” da nossa seleção. Convenhamos, é bastante sugestivo aquele gesto do goleiro Julio Cesar e o grito de guerra dos jogadores no vestiário; só faltou cada um beber uma lata de Brahma antes de entrar em campo.

Gerson ficou estigmatizado por causa do cigarro Vila Rica. Dunga e seus jogadores ficarão estigmatizados como bêbados? Ave, acho que estou ficando velho!

Lelé Arantes, jornalista e escritor,   escreve aos domingos / e-mail lele@prp.org.br

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– As inúmeras demissões da Estácio teriam relação com a nova lei trabalhista?

Um ambiente de crise ou simplesmente redução de custos?

A Universidade Estácio de Sá demitiu, ao todo, 1200 professores. No Rio de Janeiro, se especula é que a instituição quer aproveitar a nova lei trabalhista para reduzir os encargos com docentes.

Compartilho, extraído de:  https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/12/08/suspensao-demissoes-professores-estacio-rio-de-janeiro.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

JUSTIÇA DO RJ SUSPENDE PARTE DAS DEMISSÕES NA ESTÁCIO; EMPRESA VAI RECORRER

A Justiça do Trabalho suspendeu, na quinta-feira (7), parte das demissões da universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-Rio (Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região). A decisão é liminar (provisória), e a universidade pode recorrer.

Segundo o Sinpro-Rio, que entrou com a ação civil pública contra as demissões, a decisão vale para a capital do Estado e os municípios de Itaguaí, Paracambi e Seropédica, cidades cujos professores são representados pelo sindicato.

Ao todo, cerca de 400 professores foram demitidos no Estado do Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-RJ, mas a entidade não soube informar quantos destes foram beneficiados pela suspensão, já que parte deles trabalha em unidades de outras cidades.

“Não houve nenhuma homologação das demissões, então todos eles [professores], teoricamente, continuam na empresa”, disse à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (8) o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Elson Simões de Paiva, que pela manhã esteve em manifestação que reuniu cerca de 200 professores em frente à sede da Estácio no Rio de Janeiro.

Paiva disse, ainda, que os mais novos entre os professores desligados que recorreram ao sindicato tinham cerca de 10 anos de casa. “Claramente o intuito [da Estácio] é mandar embora os professores mais antigos, que têm salário maior, e contratar outros com salário menor ou até os mesmos pagando menos.”

EMPRESA DIZ QUE VAI RECORRER

A Estácio afirma que vai recorrer da decisão e que “suas medidas foram tomadas com total amparo da lei”.

A Justiça determinou a suspensão até que a universidade apresente a lista de professores demitidos, os termos de rescisão dos contratos e a lista de professores que serão contratados ou recontratados, de acordo com o sindicato.

Segundo a entidade, a Estácio tem “o prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil, e no mesmo valor para cada dispensa procedida até o fornecimento dos documentos”.

Sobre a pena, a Estácio afirma que “desconhece qualquer legislação que a obrigue apresentar a relação dos profissionais desligados”.

1.200 DEMITIDOS

Segundo informação do jornal “O Globo” publicada no começo da semana, a Estácio demitiu 1.200 professores de unidades de diversos Estados. A universidade possui cerca de 10 mil docentes, ao todo.

A Estácio nega que as demissões tenham sido motivadas pela reforma trabalhista, e diz que os profissionais que forem contratados seguirão o mesmo regime de trabalho dos professores demitidos.

“É importante lembrar que a legislação brasileira determina que eventuais desligamentos de professores só ocorram em janela muito restrita, o que faz com que o volume de desligamentos fique concentrado em curto espaço de tempo”, afirmou a empresa.

Em nota ao mercado na quarta-feira, a companhia afirmou que os desligamentos faziam parte de uma reestruturação da base de docentes que resultará na substituição dos profissionais.

AÇÃO EXTINTA UM DIA ANTES

A decisão favorável obtida pelo Sinpro-Rio marca uma reviravolta em relação à ação civil pública movida na quinta-feira pela CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) na 13ª Vara do Trabalho de Brasília, que foi extinta no mesmo dia.

A CSB pedia a reintegração dos cargos e suspensão das demissões, mas a juíza Ana Beatriz do Amaral Cid Ornelas questionou a legitimidade da entidade como autora da ação por representar outras entidades sindicais e não trabalhadores a que elas se filiam.

(Com Reuters)

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– Identificados os alunos-vândalos das Escolas Estaduais de Jundiaí?

Muito me entristeceu ver aqui no Vetor Oeste o vandalismo causado por “ditos alunos” na Escola Albertina Fortarel, tradicional unidade de ensino do Parque Eloy Chaves. Livros jogados e rasgados, farra, desrespeito total. Também na Paulo Mendes, na Vila Progresso, uma situação parecida.

Ainda bem que estão chegando as férias escolares, caso contrário isso poderia se tornar “moda” (como acontece com muitas idiotices da nossa sociedade).

Será que os alunos praticantes de tal ato foram identificados e punidos? 

Tenho pena dos professores e diretores dessas instituições, já que tais estudantes estão no carrinho errado – o do anarquismo, da bobagem e da ideologia do caos (ou falta de bom senso). Entendo que se a qualidade de ensino decaiu (e não sei se isso aconteceu nessas duas escolas, que reconhecidamente têm bons docentes), a forma de crítica e/ou protesto deve ser outra. Aliás, isso não me parece movimento de contestação, mas puramente bagunça. Uma pena!

Aliás, está “bombando” nas redes sociais uma manifestação em vídeo do vereador EdiCarlos, onde ele talvez tenha se expressado mal e cuja opinião ficou dúbia (abaixo).

Ops: eu estudei também em escola pública: a EEPG Irmã Úrsula Gherello (Caic) e na EEPG Rafael de Oliveira (Medeiros). Não me recordo NUNCA de qualquer ato no sense…

Compartilho, extraído de: http://tudo.com.vc/jundiai-regiao/2017/12/03/escola-e-chata-nao-vou-julgar-os-alunos-qualidade-de-ensino-esta-cada-dia-pior-diz-vereador-de-jundiai/

“A ESCOLA É CHATA . Não vou julgar os alunos; a qualidade de ensino está cada dia pior”, diz vereador de Jundiaí

por Hanaí Costa

O vereador de Jundiaí EdiCarlos (PSD) postou um vídeo nas redes sociais neste domingo pela manhã clamando pela ‘qualidade de ensino nas escolas estaduais’. Mais: disse que não vai ‘julgar’ os alunos que queimaram material escolar e rasgaram apostilas nas escolas Albertina Fortarel, no Eloy Chaves, e na EE Paulo Mendes Silva, na Vila Progresso esta semana. Ontem, o Portal Tudo publicou o vandalismo nas duas escolas. Em uma delas, a direção da unidade cancelou a festa de confraternização por conta da postura de uma parte dos alunos. Muitas pessoas se manifestaram contra a postura dos alunos, inclusive, pessoas ligadas à Educação.

A escola é chata. Converso com inúmeros alunos que me dizem isso. Estudei em escola publica e sei o que estou falando. Claro que não estou incentivando vandalismo, mas a reflexão tem que ser mais profunda”, disse, em vídeo, o vereador.

Alexandra Gasparini Spiandorelo é professora. Ela também se mostrou indignada nas redes. “Esse é o valor que a sociedade da para escola. É o valor que os pais dão aos professores. É a situação da educação das crianças….. tudo pode.”, lamentou.

Já Claudia Alencar disse: “Essa ação mostra quem são nossos alunos e a falta de educação dos mesmos. Falta educação, falta compromisso, vontade, respeito pelos colegas, pelos adultos, pelo ecossistema, pela cidade, pelo planeta”.

O Portal Tudo entrou em contato com a secretaria de Estado da Educação e aguarda posicionamento.

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Na escola do Eloy Chaves alunos ficaram sem confraternização

– Faculdade com clima de Escolinha Infantil? Funciona!

Olha que bacana: na Folha de São Paulo, (24/11, pg 8, Cotidiano), Fábio Takahashi entrevistou o renomado Professor Richard Miller, que atesta: sala de aula deve ter clima de pré-escola!

Abaixo:

ALUNOS PRECISAM INTERAGIR SEMPRE

Para que os estudantes consigam aproveitar da melhor forma suas aulas, o clima da classe deve ser de pré-escola. Mesmo num curso de engenharia, afirma o professor Richard Miller, 55.

É o que ele tenta aplicar como presidente do Olin College, considerada uma das faculdades mais inovadoras dos Estados Unidos.

Aberta em 2002, a escola já é considerada a terceira melhor de engenharia nos EUA entre as que não possuem pós-graduação, segundo o US News (o principal ranking americano).

A experiência fez com que o Insper, uma das melhores faculdades de administração no Brasil, contratasse o Olin para ajudar a desenhar sua escola de engenharia, que será aberta em fevereiro.

A base do Olin, localizado próximo a Boston, é formar seus 350 estudantes a partir do trabalho em projetos.

A comparação com a pré-escola feita por Miller se dá porque nas aulas os estudantes interagem o tempo todo, trabalhando em equipe -e com muito falatório.

Miller esteve na semana passada no Brasil em seminário da Confederação Nacional das Indústrias, que discutiu mudanças nos currículos das engenharias.

A seguir, trechos da entrevista dada à Folha por Miller, que é pós-graduado no MIT e na Caltech, duas das melhores faculdades do mundo.

Folha – Quais as principais características do Olin College?

Richard Miller – Há insatisfação na forma como os engenheiros têm sido preparados.

O currículo comum no mundo tem muito de ciências naturais e matemática.

Entretanto, quando você vê o que o mercado precisa, é mais do que ciências naturais. O que se precisa é de um engenheiro com habilidades em relacionamento pessoal, que saiba formar equipes com pessoas de diferentes origens. E que também pense de forma empreendedora, pense sobre custos, retornos.

Para termos certeza que não seríamos como as outras escolas, para que não caíssemos nas mesmas armadilhas, o Olin tem uma estrutura diferente. Não há departamentos, como de matemática, de história, de filosofia. Somos organizados de forma totalmente interdisciplinar.

Quais são os resultados?

90% dos nossos alunos se formam em quatro anos. Dos que se graduam, 40% seguem para a pós-graduação; 25% destes vão para Harvard, Stanford ou MIT.

Para os que não vão para a pós-graduação, os empregadores dizem que é como se tivessem muitos anos de experiência logo que chegam. Isso é por causa do tipo de educação que damos. Em Olin, cada estudante formado completou de 10 a 20 projetos durante o curso.

O sr. acha que o modelo pode ser replicado em larga escala?

Sim. Estudantes querem ser criativos, trabalhar em grupo. Nossa forma de estruturar a educação é que tem sido muito confinada, limitando a criatividade, forçando uma baixa cooperação.

Por exemplo, a ênfase em testes faz com que os alunos fiquem desestimulados a cooperar. [Numa prova] isso é considerado trapaça [cola].

Em nosso ambiente, as classes são muito diferentes.

Elas se parecem mais com uma pré-escola, com muitas cores, e não é quieto, as pessoas estão falando o tempo todo.

O que estamos fazendo é tentar fazer as pessoas terem ideias originais.

Qual sua impressão sobre as universidades brasileiras?

Acabei de chegar de uma visita ao ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica], a qualidade dos alunos é de nível mundial. Eles teriam sucesso em Stanford, MIT ou Caltech.

O ITA faz excelente trabalho em ensinar ciências básicas para engenharia, mas agora está com interesse em inovação, empreendedorismo. Tenho contato também com pessoas da Unicamp, da UFMG. Estou impressionado com a seriedade dos cursos.

O que me preocupa é que os cursos são oferecidos apenas em português. É muito limitante.

Se eu tivesse um varinha mágica, abriria o país para recrutar gente das melhores universidades do mundo. Estamos falando em ter a melhor educação possível.

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– Jovens que não Estudam e não Trabalham!

Um número alarmante: cresce no Brasil os “nini”, termo espanhol que se referem a jovens que não querem nem estudar e nem trabalhar.

Extraído há 4 anos (mas atual), em: http://www.istoe.com.br/reportagens/256093_NEM+ESTUDAM+NEM+TRABALHAM

NEM ESTUDAM, NEM TRABALHAM

Apesar do crescimento econômico do País, aumentou na última década o número de brasileiros entre 18 e 25 anos sem escola e sem emprego. Eles são 20% dos jovens

Por Rachel Costa

Fora do mercado formal, o trabalho da jovem Miessa Pagliato, 25 anos, é correr atrás do filho Arthur, de 3 anos. Desde que engravidou, trocou o emprego de assistente administrativa pela família. Planejava, para 2013, pôr Arthur na escola e voltar a trabalhar, mas uma nova gravidez a fez encarar mais um período em casa. O futuro que lhe espera, ela sabe, não será dos mais fáceis. “Já não sou mais tão nova, estou defasada para o mercado de trabalho e não tenho uma boa formação”, resume a jovem, que engrossa a lista dos “nem-nens”, tradução para o português do termo espanhol “nini”, uma corruptela de “ni estudian, ni trabajan”. O termo tornou-se popular em uma Espanha arrasada pela crise e onde os jovens têm encontrado muita dificuldade para conseguir trabalho. Aqui, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os “nem-nens” já são um a cada cinco jovens entre 18 e 25 anos, uma massa de 5,3 milhões de pessoas. Em 2000, no censo anterior, eram 4,8 milhões de “nem-nens”, que representavam 18,2% da população. O que impressiona é que nem a redução do desemprego nem a ampliação das vagas de formação técnica e superior foram capazes de reverter o número.

“Ficamos surpresos, esperávamos encontrar menos jovens nessa situação”, diz Adalberto Cardoso, coordenador do projeto Juventudes, Desigualdades e o Futuro do Rio de Janeiro, responsável pelo cruzamento dos dados do Censo. A grande questão é entender por que brasileiros têm seguido por esse caminho. Para uma parcela significativa, a resposta é a mesma de Miessa: a maternidade. Cerca de um terço dos “nem-nens” são jovens mães. “Essa era uma trajetória comum no passado, mas, como se vê, ainda tem sobrevivido”, considera Mario Rodarte, da Faculdade de Administração e Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Outro grande grupo, acredita Rodarte, seria formado por uma juventude descontente, que não se sente seduzida pela transição entre educação e trabalho, que normalmente ocorre nessa idade. Nessa ciranda, que envolve ensino de má qualidade e postos de trabalho pouco atrativos, os mais prejudicados são os mais carentes – 70% dos “nem-nens” fazem parte dos 40% mais pobres da população. “Também não podemos esquecer que uma parte pode estar envolvida com a criminalidade, muito associada a homens nessa faixa etária”, avalia André Portela, da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

Mas isso não significa que classes sociais altas também não produzam seus “nem-nens”. Em um bairro de classe média da zona oeste de São Paulo, o jovem Daniel Jachimowicz, de 19 anos, largou os estudos em um colégio particular sem nem completar o primeiro ano do ensino médio. “Tomei ‘pau’ duas vezes e desisti”, resume. Neste ano, experimentou trabalhar em um rodízio de comida japonesa, mas achou que era muito esforço para pouco salário. “Durei um mês. Não me sobrava tempo livre”, queixa-se. Decidiu então continuar em casa, acordando tarde e gastando os dias entre computador, videogame, ensaios da banda e rodas de cerveja com os amigos. Para o futuro, planeja um curso de gastronomia, mas primeiro ainda precisa de um diploma do ensino médio.

Em casos como o de Jachimowicz, a geração “nini” brasileira se aproxima mais da europeia. Lá, antes da crise, o conforto provocado pelo crescimento econômico na década passada e o bem-estar social já faziam os jovens enxergarem a casa como uma opção. “Não queria ir para a universidade ainda, porque não tinha certeza do curso a fazer”, diz Thaís Romano, 18 anos. Ela vai prestar vestibular, mas decidiu não priorizar os estudos em seu ano sabático, que dedicou à academia e ao violão. “Vou tentar na raça”, conta. “Meus irmãos mais velhos são os que mais me xingam. Eles me mandam arrumar alguma coisa para fazer.”

Nesses casos em que a família tem mais recursos é mais fácil para os “nem-nens” se reinserirem no mercado. Com menor ou maior intensidade, porém, há sempre perda. “Quanto mais o jovem retarda o início de sua vida profissional e não se qualifica, mais a concorrência se acirra, porque vai haver mais gente com mais experiência disputando vagas”, afirma Eduardo de Oliveira, do Centro de Integração Escola Empresa. É essa experiência que vive hoje Mariana Ferreira Gugê, 20 anos. Filha de pai vendedor e mãe administradora, ela resolveu sair da escola em 2010, sem completar o primeiro ano do ensino médio. Agora, resolveu buscar emprego. Descobriu, porém, que embora haja muitas vagas de trabalho, seu currículo é fraco por causa da formação acadêmica deficiente e da falta de experiência. “Hoje eu me arrependo. No começo foi tudo uma festa, mas depois eu fui ficando cansada de ficar em casa e quis trabalhar”, diz ela, que planeja fazer supletivo em 2013.

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– A licença de um treinador de futebol custa caro ou não?

Em entrevista ao Bola da Vez da ESPN, segundo Jorge Nicola, o treinador corintiano Fabio Carile disse que para se ter todas as licenças para técnico de futebol a pessoa tem que investir R$ 50.000,00, e isso seria um problema.

Pense: qualquer graduação que você faça, para ter o diploma, custará quanto?

Para um treinador de divisões menores, é caríssimo. Mas será que para Luxemburgo, Cuca, Abel e tantos outros caríssimos “professores”, tal valor é tão significativo? Quanto ganham por mês?

É para se pensar…

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– Você é Criativo?

“Ser criativo não é só ter ideias originais – é pensar em como torná-las realidade”

Abaixo a matéria, extraída da Revista Época, Ed 0208, pg 90-94 (citação dos autores abaixo), de excelente conteúdo a respeito do “quanto somos criativos?”

Caso deseje fazer um teste para saber o quanto você é criativo, entre no link:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI159267-15228,00-PROCURAMSE+CRIATIVOS.html e clique na lâmpada que pedirá para iniciar o exercício.

PROCURAM-SE CRIATIVOS

A criatividade se tornou a qualidade mais desejada no mercado de trabalho. O que fazer para aumentar a sua

POR Francine Lima, Nelito Fernandes e Anna Carolina Lementy

Lembre-se da última boa ideia que lhe ocorreu. Ela pareceu vir do nada, durante o banho? Você deixou que ela escorresse pelo ralo e não pensou mais nela? Ou anotou, contou aos amigos e imaginou como aplicá-la em sua vida? Se você é alguém que tem ideias originais, do tipo que assustam um pouco sua família, e gosta de tentar colocá-las em prática, chegou sua hora: esses pensamentos borbulhando em sua cachola podem valer um emprego novo, um aumento ou mais negócios. Se você não se acha dos mais criativos, ânimo. Nas próximas páginas, vamos lhe dar boas razões para acender as lâmpadas aí dentro e mostrar como fazer isso. O motivo vem de pesquisas recentes feitas com os maiores contratadores do mundo.

Uma dessas pesquisas, feita pela prestadora de serviços tecnológicos IBM com os principais executivos de 1.500 empresas, de vários países, revelou que eles consideram a criatividade o fator crucial para o sucesso atualmente. Para que suas empresas consigam driblar as dificuldades e aproveitar as oportunidades, precisam de gente com ideias novas. Outra pesquisa, feita pela consultoria de administração de pessoal Korn/Ferry, com 365 dirigentes de grandes empresas só na América Latina, chegou à mesma conclusão: a habilidade de criar o novo e o diferente é a mais desejada por mais da metade dos dirigentes (56%). Ficou à frente de capacidades fundamentais, como saber tomar decisões complexas e conduzir equipes rumo a resultados. A essa altura, seria razoável perguntar por que as companhias simplesmente não treinam seus funcionários e fornecedores para ser mais criativos ou não saem por aí oferecendo aos criativos mais dinheiro. A resposta: elas tentam, mas chegaram à conclusão de que treinar ou encontrar gente criativa não é tão simples.

Os dirigentes entrevistados pela Korn/Ferry consideram a criatividade a habilidade mais rara de encontrar e também a mais dura de ensinar dentro dos ambientes de trabalho tradicionais (embora seja possível aumentar essa capacidade com o ambiente e os métodos certos, como veremos adiante). Além disso, há indícios de que as pessoas altamente criativas estejam ficando mais raras. Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que, ao contrário dos quocientes populacionais de inteligência (Q.I.), que crescem a cada geração, a criatividade vem caindo. O fenômeno foi observado pelo pesquisador Kyung Hee Kim, do College of William & Mary (uma importante universidade pública nos EUA). Ele avaliou testes de criatividade feitos desde 1958 e aplicou um deles há dois meses a 300 mil americanos, adultos e crianças. Segundo o cientista, as notas vinham subindo até 1990. De lá para cá caíram, especialmente entre crianças pequenas.

Se você acha que já tem o perfil ou quer passar a se encaixar nele, ainda há um ponto que precisa saber antes de começar a ajeitar o currículo. “Criar”, tanto para os altos executivos entrevistados quanto para os cientistas que estudam o funcionamento do cérebro, é um conceito mais profundo do que “ter ideias diferentes”. Está mais para “ter ideias diferentes e utilizáveis, e ter o impulso de realizá-las”. “Criativo”, por essa visão, não é aquele sujeito maluquinho, cheio de pensamentos vibrantes e caóticos, mas pouco prático. O verdadeiro criativo trabalha. Ele pensa em como implementar as ideias e conhece os limites do mundo real, como escassez de material, dinheiro ou tempo – mesmo que seja para chutá-los para o alto.

Outras qualidades profissionais seguem em alta: ética, comunicação fluida, capacidade de análise, poder de inspirar equipes. Por que a criatividade se tornou mais desejada que todas? Nos países ricos, há o cenário do momento: uma crise que ameaça destruir as empresas menos espertas e pouco flexíveis. Pensando no planeta, incluindo o Brasil, sabemos que o mundo ficou, a um só tempo, menos previsível para quem vende e mais generoso para quem compra. Há abundância de oferta de produtos e serviços, que tendem a se tornar mais baratos. Mais empresas competem com maior eficiência por consumidores mais exigentes. As companhias precisam cortar custos e oferecer novidades de forma acelerada. O jeito velho de trabalhar não produz novidades na velocidade desejada. Vai se destacar quem conseguir criar mais e criar bem.

Um exemplo é a arquiteta Sarah Torquato, mineira de 25 anos. Em quatro anos, ela passou de estagiária a coordenadora de lançamentos na construtora MRV. Desde que começou a estagiar, Sarah depositou no banco de ideias da empresa 40 sugestões de como substituir materiais de construção por alternativas mais baratas, das quais 15 foram adotadas. Ninguém contribuiu tanto. Suas recompensas pelas ideias chegaram a R$ 40 mil, dinheiro com que deu entrada num apartamento aos 24 anos. Como uma pessoa tão jovem pode ser tão produtiva? Sarah diz que muitas vezes acordava de madrugada com uma inspiração, anotava a ideia num caderninho e voltava a dormir (leia dicas para aumentar a criatividade). “Fico ligada em tudo, o tempo todo”, diz.

Alguns amigos a criticaram pela quantidade de sugestões. “Muita gente dizia: pare de dar ideias, a MRV já está rica.” A empresa diz ter distribuído R$ 1 milhão em prêmios para os funcionários por ideias que lhe economizaram R$ 80 milhões. Há ingredientes parecidos nas histórias do engenheiro químico Marcos Aurélio Detilio, que ofereceu sugestões de economia de energia aos clientes da empresa de engenharia e tecnologia Chemtech, em que trabalha, e conseguiu três promoções em quatro anos; ou de Arnaldo Gunzi, de 31 anos, que adaptou modelos matemáticos para melhorar o deslocamento de técnicos de telefonia no Recife e ganhou a oportunidade de trabalhar na Austrália; ou da chefe de cozinha Carole Crema, de 37 anos, uma das responsáveis por iniciar no Brasil a moda dos cup cakes, os bolinhos confeitados feitos em formas individuais. Criatividade é essa capacidade de ver possibilidades que os outros não enxergam e contribuir com algo original e útil.

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– Os Pré-Adolescentes Milionários

A Precocidade do sucesso assusta: Nos EUA, surge uma nova categoria de artistas: os Adolewood, graças à “Hannah Montana” e “Harry Porter“. Não são nem adolescentes, mas a conta bancária é bem adulta.

Esses artistas infantis, hoje consagrados, representaram bem os adolescentes endinherados daquela época. Veja que curioso o que foi publicado,

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2063/artigo139361-1.htm

O PODER DA ADOLEWOOD

Astros adolescentes faturam milhões de dólares e se tornam profissionais disputados em Hollywood

por Natália Rangel

A musa teen americana Miley Cyrus, 16 anos (foto), pode não ser conhecida dos adultos. Mas entre os pré-adolescentes é uma febre. Ela é Hannah Montana, a personagem de um seriado de tevê que durante o dia frequenta uma escola como qualquer criança, mas à noite se transforma em popstar.

O sucesso do programa é tanto que se estendeu às telas dos cinemas no filme “Hannah Montana”, com estreia prevista no Brasil para o dia 12 de junho. A ascensão meteórica da atriz e cantora, descrita como uma garota precoce, voluntariosa e que acompanha cada detalhe da própria carreira, lhe valeu também o rótulo de menina mimada. Recentemente, na cerimônia de entrega do Grammy, em Los Angeles, a moça quis porque quis que Thom Yorke, vocalista da banda britânica Radiohead e de quem é grande fã, fosse visitá-la em seu camarim. Ele não foi. E ela teve uma reação nada protocolar: disse a quem quisesse escutar que iria “destruir a banda”. Recebeu um pito do ídolo. O músico afirmou que “ao crescer ela aprenderia a não ser tão pretensiosa”.

Não fica bem a uma banda de rock trocar figurinhas com uma musa teen. Mas, se Miley não tem a atenção de seu ídolo, em contrapartida possui Hollywood a seus pés. Seu novo filme estreou batendo recordes nos EUA e no Canadá: arrecadou US$ 34 milhões no feriado da Páscoa, cravando o maior faturamento já obtido nessa data pelas bilheterias americanas. Os produtos licenciados pela artista também são atualmente o carro-chefe das vendas da Disney, que saltaram de US$ 400 milhões em 2007 para US$ 2,7 bilhões em 2008 – a popularidade de Miley pesou bastante nesses resultados. Hoje, o público chamado de tween (os pré-adolescentes entre 8 e 12 anos) tem se mostrado um consumidor voraz.

Segundo a revista americana Forbes, 20 milhões de préadolescentes gastam anualmente cerca de US$ 51 bilhões e influenciam parentes e amigos a gastarem outros US$ 150 bilhões em artigos produzidos por astros adolescentes. Diante dessas somas astronômicas, antigos astros mirins como Shirley Temple, nos anos 1930, ou Macaulay Culkin, na década de 1990, parecem realmente brincadeira de criança.

Na trilha do furacão Miley, como a descreveu uma reportagem da revista americana Time, estão outros jovens artistas de uma geração milionária que foi batizada pela imprensa francesa de adolewood (fusão das palavras adolescente e Hollywood). No topo da lista está o ator inglês Daniel Radcliffe, 19 anos – é ele mesmo, o intérprete do bruxinho Harry Potter, considerado hoje, ao lado de Miley Cyrus, o artista adolescente mais valioso. Radcliffe faturou no ano passado cerca de US$ 25 milhões e estreia em 17 de julho “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, sexto episódio da série. Outros dois jovens que viraram ídolos tweens são os americanos Zac Efron e Robert Pattinson.

O primeiro, que vem sendo chamado de “o novo Tom Cruise”, apareceu com o telefilme “High School Musical”, no qual formava um par romântico com outra garota que caiu nas graças do público, Vanessa Hudgens. Mas já alçou carreira solo no filme “17 Anos Outra Vez”, com estreia prevista para 10 de julho. Pattinson despontou como o bom vampiro no filme “Crepúsculo” e já atuou também no segundo filme da série, “Lua Nova”, que entra em circuito no final do ano – ambos são baseados nos best-sellers de Stephenie Meyer. Em apenas dois anos, o seu cachê passou de US$ 8 milhões para US$ 12 milhões.

Todos esses astros aparecem na mais recente lista da revista Forbes, elaborada justamente para avaliar a popularidade dessa nova casta hollywoodiana, feita de estrelas de até 19 anos. Os dois primeiros lugares ficaram, é claro, com Miley e Radcliffe, e na terceira posição está a novata Dakota Fanning, 14 anos, que em oito de carreira já atuou em 39 produções.

Ela ficou conhecida pelo filme “Guerra dos Mundos”, de Steven Spielberg, em que contracenou com Tom Cruise, e atualmente aparece em quatro trabalhos inéditos, entre eles, “Heróis” (estreia na sexta-feira 29) e “Lua Nova”. Ganha US$ 4 milhões para atuar. No caso dos meninos do grupo Jonas Brothers, a conta dos estúdios fica mais alta, já que eles são três: os irmãos Joe, Nick e Kevin. Criadores dos hits “S.O.S.” e “Burnin’ up”, cada um com mais de um milhão e meio de downloads na internet, eles estão em turnê e passam pelo Brasil neste fim de semana com shows em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Antes de lançarem o terceiro disco, “Lines, Vines and Trying Times”, em junho, invadem os cinemas brasileiros com o filme “Jonas Brothers 3D: o Show”. Como Miley Cyrus, o trio canta, dança e atua. Ou seja: com esses amiguinhos, os pais nem precisam se preocupar com os filhos. Eles não são rebeldes e se portam na linha do politicamente correto.

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– Os atrasados do ENEM

Cada vez mais, e costumeiramente todo ano, todos os alertas são dados aos candidatos que prestarão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio: “chegue adiantado”, “os portões se fecham tal horário”, “etc e etc”.

Bem se sabe que o número de atrasados continua sendo enorme, e os motivos da não chegada ao horário limite vão desde contratempos a relaxos.

Neste ano, com a febre de memes, muito foi produzido sobre alunos desesperados. Talvez a foto que mais vi na Internet seja essa da aluna carioca, que viralizou na rede, abaixo (do Dia.com).

Dá pena, mas… é sempre bom reservar o dia exclusivamente para o ENEM.

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– O Brasil virou um país de um povo mal educado e mal governado?

Que Brasil é esse em que eu tenho comer feijão preto importado da China?

Que ser honesto é virtude e não obrigação?

Que políticos se consideram autoridades com imunidade pra tudo, estando acima do bem e do mal?

Que pastores disputam o fiel como cliente?

Que a classe média paga para ter segurança privada?

Que se paga plano de saúde para ser atendido, e na hora da marcação o médico impõe cotas para atender?

Que o futebol leva a torcedores profissionais a ver o adversário como inimigo e os matam?

Que pessoas estacionam em vagas de deficiente, sem se importarem com quem realmente precisa?

Que se gasta com radares, punições, multas e cadeias, mas se economiza em escolas?

Nessas horas, reflito: a culpa é de quem? Dos políticos ou dos eleitores?

Uma dura indagação: será que tem mais gente desonesta no Brasil do que gente de bem?

Tomara que não. Nossos filhos merecem e precisam de um país melhor.

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– Ver os Estudantes se Esforçando para o ENEM lembra o quê?

Neste final de semana teremos a realização do ENEM.

Ao ouvir estudantes entrevistados, as falas, ansiedades e vozes, não dá uma saudade do tempo de vestibulando? Uma certa nostalgia de uma época gostosa (dura, mas gostosa) que não voltará nunca mais…

Me recordo de cada prova, das preparações, angústias e celebrações para o Vestibular. A melhor: o tema “Privatização X Estatização”, Unicamp, vestibular para Economia!

Gozado, mas dá saudade…

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– Ser contra, a favor ou neutro à Ideologia de Gênero defendida por Judith Butler

Judith Butler, 61 anos, é uma filósofa americana conhecida internacionalmente. É dela o trabalho “Undoing Gener” (Desfazendo o Gênero), e se tornou ídolo “queer” (pessoas adeptas a um movimento onde se defende que a orientação e a identidade sexual – que julgam ser coisas separadas – são resultado da construção social da pessoa).

Ela é uma das defensoras da Ideologia de Gênero, tão polemizada nos últimos tempos, e estará no Sesc Pompéia entre o dia 07 e 09 de novembro, juntamente com outros professores, no evento “Os Fins da Democracia”, que falará amplamente de diversos assuntos da Sociedade.

Entretanto, há uma grande manifestação de pessoas contrárias à vinda dela em nosso país. Outros, simpatizantes das suas ideias e dos seus ideias, prometem fazer uma recepção digna de pop star à teórica.

Claro, existem ações extremadas de radicais dos dois lados, mas o mote é outro: defensores da Ideologia de Gênero têm Judith como um símbolo da causa. Respeito quem pratica essa Ideologia (a de que crianças nascem e se definem meninos héteros ou meninos gays, idem às meninas ou ainda se tornam sem identidade e orientação sexual e que conformem crescem podem ser moldadas). Mas importante: respeitar não é defender ou fazer apologia!

Assim como discordo (embora respeite democraticamente quem defenda) a Ideologia de Gênero, posso (e é meu direito) expressar que defendo, faço apologia, luto pela causa de que a família nuclear constituída por pai, mãe e filhos (meninos que crescerão homens e gostarão de mulheres e meninas que crescerão mulheres e que gostarão de homens) é a coisa natural e correta.

Ué, por que uma senhora do movimento queer pregando que a sexualidade é construída ao longo do tempo e que criança não é menino e nem menina, mas meninx (detesto essa moda do x para dizer que não tem sexo definido), pode estar certa para alguns, e eu, católico, casado e pai de duas lindas filhas crianças não posso pregar que o ideal é que minhas meninas um dia casem com homens honrados, respeitosos, trabalhadores e que constituam uma linda família me dando netos tão maravilhosos quanto elas são?

Se você olhar pela ótica cristã, Deus fez o homem e a mulher, mandando-os que povoassem a Terra (claro que Adão e Eva na Bíblia representam os primeiros homens e as primeiras mulheres, o Catolicismo sabe que essa forma foi a encontrada pelos autores do Gênesis para apresentarem um Deus Criador e Senhor). É meu direito ter crença, acreditar na minha Fé e fazer disso a minha verdade (é inclusive garantia inconstitucional de um Estado que é laico – laico não significa ateu, mas independente/ neutro na acepção da palavra). É natural, então, que homens se casem com mulheres e tenham filhos, na minha verdade (na nossa e da maioria), que é diferente da verdade defendida por Butler e seus seguidores. Há de se permitir a fala de todos, mesmo discordando.

Entretanto, se alguém entende que criança nasça com o sexo a definir em identidade (se vai escolher ser homem ou mulher) e em orientação (se vai querer gostar de homem ou de mulher ou de qualquer outra identidade criada), deve-se respeitar. SÓ QUE… Não venha me impor tal verdade – que é a do pessoal que defende a Identidade de Gênero! Assim como querem ser respeitados, que respeitem quem pensa como eu. Em hipótese alguma isso deve ser levado às escolas como método de tratamento aos nossos inocentes e ensino às criancinhas.

Parem URGENTEMENTE de confundirem a cabeça dos pequenos e sexualizar tão precocemente nas instituições de ensino. Desenvolvimento e orientação sexual não é para tal ambiente, mas sim para os pais e mães ensinarem. Escola é para ensinar Matemática, Geografia, Português, História, Sociologia, Política (apartidariamente). Essas outras coisas ensinam-se em casa!

Com pesar, parece que o sexo se tornou a coisa mais importante do mundo. Estamos virando uma nação de tarados?

Deixem Judith Bluter falar aos seus adeptos e seguidores. Eu, você que pensa como eu, católicos, evangélicos, judeus, ateus e agnósticos e tantas outras pessoas (a maioria delas) que entende ser errado querer IMPOR a Ideologia de Gênero nas instituições públicas de ensino, ignorem a filósofa (não por ser queer, mas pelo seu ideário).

Vivemos de fato uma democracia torta. Está virando pecado pensar diferente daqueles que querem impor a sua cultura. A pessoa pode defender a ideologia de Gênero pois vivemos uma democracia; mas eu não posso criticar, e vivo nessa mesma democracia?

Aí a gente fica louco… Simplesmente e no português “das ruas”: quem gosta, se delicie. Quem é contra, não se contamine por esses propósitos. E “cada um no seu quadrado”.

O que não pode, insisto, é essa maldita IMPOSIÇÃO de que a criança deve escolher o seu sexo no comportamento do dia-a-dia e que tipo de sexo quer fazer. Deixem as crianças serem puras, inocentes e infantis.

Por fim: eu não quero professor (eu sou professor!) falando às minhas filhas que elas podem ser meninos e gostarem de meninos e meninas. Repito: não é esse o papel das escolas.

E você, o que pensa sobre isso?

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– Métodos tradicionais ou modernos para estudar?

Uma discussão bacana: até onde os métodos tradicionais de estudo funcionam? Com o advento da tecnologia, estudar pode ser algo diferente. E nesta matéria, abaixo, uma reflexão: não estaríamos próximos do ensino oral, via computadores?

Interessante, extraído de Época Negócios, Caderno inteligência, pg 66-68, ed 32.

AFINAL, A DECOREBA FUNCIONA?

por Lelivaldo Marques Filho e Robson Viturino

Há muito os educadores discutem qual seria a melhor forma de aprender: a elaboração dos conceitos ou as técnicas de memorização? Em busca de uma resposta, a edição de janeiro da revista Science indica que, no futuro, é provável que a pedagogia empreenda algumas mudanças nos métodos de aprendizado. Segundo um estudo divulgado na publicação, estudantes estimulados a ler textos, resgatar e reconstruir o conhecimento em intervalos regulares obtêm melhores resultados do que os colegas que recorrem à criação de mapas conceituais – aqueles diagramas em que os “nós” representam conceitos e as conexões entre esses “nós” simbolizam a relação entre os conceitos.
Para confrontar as duas técnicas, os pesquisadores da americana Purdue University realizaram um experimento em que 200 alunos estudaram textos de diferentes disciplinas científicas. Na primeira prova, próxima das seções de estudo, não houve diferença significativa no resultado. No entanto, uma semana depois, quando se mediu o sucesso da retenção no médio prazo, o grupo que se valeu de técnicas de resgate regular da informação colheu resultados 50% melhores do que seus colegas. As avaliações incluíam tanto perguntas literais, cuja informação estava diretamente no texto, quanto questões que requeriam interpretação.

De acordo com os autores do estudo, Jeffrey D. Karpicke e Janell R. Blunt, atualmente há uma tendência entre pedagogos no sentido de encorajar práticas baseadas no “estudo elaborado” em detrimento da velha e boa releitura. Os maiores interessados no assunto estão no mesmo barco. Karpicke e Blunt dizem que os próprios estudantes, antes que vissem o que diz a pesquisa, avaliaram que a primeira técnica seria a mais eficiente para solidificar o aprendizado.

Para os pesquisadores, a prática de resgate das informações sugere uma nova visão de como a mente funciona. “O resgate não é apenas uma leitura do conhecimento estocado na mente – o ato em si de reconstrução do conhecimento aumenta o aprendizado. Esta perspectiva da dinâmica da mente humana pode pavimentar uma via para o desenho de novas atividades educacionais”, afirmaram, no artigo que ganhou as páginas da Science.

Máquinas acionadas pela voz e linguagem visual irão
aposentar a palavra escrita, afirmam cientistas

Estendendo o horizonte de discussão, alguns cientistas já estão estudando como seria o aprendizado em um mundo sem textos. O futurólogo William Crossman supõe que, em 2050, a palavra escrita vai ser uma tecnologia obsoleta e, acredite se quiser, cairá em desuso como forma de armazenar conhecimento. A interação com computadores que respondem a comandos de voz e o avanço da iconografia terão chegado a tal ponto que não se ensinará mais os alunos a ler e escrever, diz ele. Todo o conhecimento e as informações do dia a dia virão desses repositórios interativos e inteligentes de informação.

Em seu livro VIVO [Voice-In/Voice-Out]: The Coming Age of Talking Computers (algo como “A nova era dos computadores que falam”), Crossman chega a descrever com detalhes como seria um dia normal na vida de uma família embebida dessa cultura oral. Desde o despertar até o final do dia, as atividades de uma mãe e seus dois filhos em idade escolar são realizadas sem nenhum contato com informação escrita.

É uma alegoria do futuro, como várias que vimos no passado. Algumas se configuram e outras não. Mas vale a pergunta: será mesmo possível aprender com profundidade sem o distanciamento e a introspecção que a leitura exige? Ou essa questão é apenas fruto de nossa tendência de nos apegar ao que já conhecemos?

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– O número de Analfabetos no Brasil: que vergonha!

Não dá para aceitar que, em pleno século XXI, o analfabetismo seja um problema em nosso país.

A média da população (sempre contando acima de 15 anos, pois menor do que essa idade está em processo de alfabetização) é de 11,4%.

E sabe onde o analfabetismo é maior? Em Alagoas (20%), terra de Fernando Collor e Renan Calheiros!

Abaixo, extraído de: https://educacao.uol.com.br/noticias/2017/10/10/analfabetismo-no-ne-entre-pessoas-acima-de-15-anos-e-dobro-da-media-do-pais.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

ANALFABETISMO NO NE ACIMA DE 15 ANOS É DOBRO DA MÉDIA DO PAÍS, DIZ ESTUDO

Por Felipe Redondo

Mais de 16% da população do Nordeste acima de 15 anos é analfabeta, mostrou um estudo da Fundação Abrinq baseado em números do Pnad 2015 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e apresentado nesta terça-feira (10).

No entendimento da fundação, este e outros números regionais da educação brasileira podem dificultar que o país alcance as metas assumidas em 2015 nos ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

Segundo o levantamento, o analfabetismo atinge 8% da população brasileira acima de 15 anos. Na região Nordeste, porém, a taxa é mais do que o dobro da média nacional: 16,2%. Apenas a região Norte, com 9,1%, também tem um índice de analfabetos acima da taxa brasileira.

Percentual de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais – Brasil e regiões:

Brasil: 8,0%

Nordeste: 16,2%

Norte: 9,1%

Centro-Oeste: 5,7%

Sudeste: 4,3%

Sul: 4,1%

Fonte: IBGE-Pnad

Não por coincidência, os cinco estados que concentram a maior taxa de analfabetismo do país estão no Nordeste, com Alagoas chegando a 20% de população não alfabetizada acima de 15 anos. Maranhão, Piauí, Ceará e Paraíba completam o ranking dos estados mais mal colocados.

Percentual de analfabetos entre a população de 15 anos – Estados:

Alagoas: 20%

Maranhão: 18,8%

Piauí: 18,2%

Ceará: 17,3%

Paraíba: 17,1%

Fonte: IBGE-Pnad

Entre os estados, as menores taxas de analfabetismo da população acima de 15 anos estão no Rio de Janeiro e Distrito Federal: 3% em ambos. Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina vêm em seguida, cada um com 3,5%.

“O indicador de analfabetismo entre a população maior de 15 anos é capaz de mensurar a população adulta analfabeta, ou seja, aqueles que não foram alfabetizados nem enquanto estavam em idade escolar e/ou posteriormente. Além de adolescentes e jovens que, idealmente, até o final do Ensino Fundamental, ainda não haviam sido devidamente alfabetizados”, informa o estudo.

Norte tem pior índice de analfabetismo entre crianças e adolescentes

Entre jovens entre 5 e 17 anos, os índices de analfabetismo também se mostram bem superiores nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente 15,6% e 13,9%. A média nacional é de 11,4%.

Percentual da população entre 5 e 17 anos não alfabetizada – Brasil e regiões:

Brasil: 11,4%

Norte: 15,6%

Nordeste: 13,9%

Centro-Oeste: 10,3%

Sul: 9,5%

Sudeste: 8,9%

Fonte: IBGE-Pnad

Na mostra por estados, o Maranhão lidera o índice negativo com 18,7% de crianças e adolescentes não alfabetizados, seguido por Pará, Alagoas, Acre e Rio Grande do Norte.

Entre os mais bem avaliados, Minas Gerais é quem tem a menor taxa de analfabetismo do país para pessoas entre 5 e 17 anos: 8,2%. Paraná (8,3%), Rio de Janeiro (8,9), Distrito Federal (9,1%) e São Paulo (9,2%) aparecem em seguida.

Dificuldades para cumprir as metas

O levantamento da Abrinq tem por intuito discutir as metas assumidas pelo Brasil nos ODS, especificamente o ODS4 (garantia de educação inclusiva e equitativa de qualidade) e o ODS8 (erradicação do trabalho infantil, entre outros pontos). Na avaliação da fundação, as discrepâncias entre os estados e regiões nos índices levantados podem dificultar o alcance dos objetivos firmados até 2030.

As metas do Brasil nos ODSs se associam também aos objetivos traçados em 2014 no PNE (Plano Nacional de Educação). Uma das metas do Plano é erradicar o analfabetismo absoluto no Brasil até 2024.

“A maior preocupação recai sobre as condições de vulnerabilidade de algumas regiões, com indicadores bastante discrepantes da média nacional”, afirma Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq. “Não deixar ninguém para trás significa assegurarmos o acesso à educação pública de qualidade para todas e todos. Isso é condição fundamental para o desenvolvimento sustentável no Brasil”.

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