– A campanha de Abstinência Sexual no Carnaval e a “Adolescência Primeiro, Gravidez Depois”.

E o Carnaval começou com muita onda política em cima da festa. Críticas à muitas pessoas de muitas ideologias – aplaudidas e vaiadas. Uma das maiores polêmicas, sem dúvida, é contra o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandada por Damares Alves, que defende um olhar para que se evite a vulgarização do sexo e o momento inapropriado, cunhada de Abstinência Sexual, e que divulga a hashtag #TudoTemSeuTempo.

No mundo em que existe a erotização precoce, é importante tal tema. Discordo de quem esteja entendendo a campanha da forma em que foi abordada pela oposição a ela, dando a entender um tipo de censura sexual.

Digo isso pois particularmente me assusto quando vejo pessoas tornando o sexo (ou melhor: o ato sexual) a coisa mais importante e necessária do mundo! Parece-se obrigar a sociedade a transar o quanto antes.

Não estou defendendo que a campanha seja a abstinência da forma como está sendo feita, pura e simplesmente sem explicação, mas da Educação Sexual, se contendo e sem a necessidade de imputar aos adolescentes a descoberta e/ou a necessidade de se transar. Aos adultos, respeite-se a vontade consentida (embora, não queira dizer que se deve fazer apologia ao sexo desenfreado). Às crianças e adolescentes, atenção total!

Neste mundo carnal e mundano que está sobrepondo o espiritual, virtuoso e civilizado (ou tentando), é fato que a afirmação da própria dona Damares (26/01/20, à Folha), abaixo, precisa ser levada a sério. Leia:

“Se vocês me provarem, cientificamente, que o canal de vagina de uma menina de 12 anos está pronto para ser possuído todo dia por um homem, eu paro agora de falar [em abstinência sexual]”.

O argumento é forte e a preocupação se faz necessária. Brinque o Carnaval, mas com cuidado e bem educado quanto aos valores e comportamentos, a fim de que algo ruim não aconteça posteriormente (como uma gravidez indesejada e sem estrutura de se prosseguir a gestação).

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– O que vale na vida é apenas o prazer sexual?

Assisti e me assuste com uma entrevista de Núbia Óliver, uma celebridade segundo alguns, que falou ao Programa “Morning Show” sobre o que pensa sobre relacionamentos.

A impressão que eu tenho é que, para algumas pessoas como ela, o sexo se torna a coisa mais importante da vida, acima do que a família e o próprio casamento. O “prazer sexual” é o que conta.

Penso completamente diferente. O sexo é bom, com seu parceiro ou parceira, mas não pode ser o essencial. O mais importante de tudo é a comunhão de objetivos, o amor companheiro, a preocupação com os filhos e o lar por parte do marido e da mulher. Aí, como complemento da relação, entra a questão sexual.

Na matéria aborda-se outros valores. O link está em: https://www.youtube.com/watch?v=MjKAKXzIRIs

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– A Psicanalista e o Casamento

Assisti a participação da consultora do programa Amor & Sexo Regina Navarro Lins no Programa Pânico. E me surpreendi com a defesa do comportamento CONTRA O MATRIMÔNIO.

Você ouvirá a psicanalista falando que o casamento tem que ser evitado, que a família tradicional é uma tragédia, que a culpa da forma nuclear da família e o fracasso dela é da Igreja Católica que pregava o celibato e depois pregou o “até que a morte nos separe”. 

Mais do que isso, ela prega ainda que o homem tem que se livrar do mito da masculinidade”. 

Isso mostra como o mundo é diverso. Para mim, o casamento é a permissão de que o homem e a mulher sejam uma só carne e encontrem na família a felicidade plena concedida pela Graça de Deus.

Talvez a Dona Regina esteja generalizando a sua própria experiência particular. Ou ela tem razão no que diz?

Assista no link em: https://www.youtube.com/watch?v=3J_fNSczZD4

– Temos consciência de quantas crianças são vítimas de assédio e abuso sexual no Brasil?

Eu levei um susto: soube que 500 mil crianças brasileiras entre 8 e 14 anos são vítimas de abuso sexual, segundo o Instituto Liberta (que trabalha na causa).

Isso é loucura! É um número muito alto. Significa meio milhão de criancinhas inocentes, vítimas de bandidos e doentes inescrupulosos.

UM CASO SÓ já seria condenável. Imagine essa inaceitável quantidade.

E o que fazemos para diminuir isso?

Infelizmente, a erotização precoce e a falta de valores fazem com que tenhamos adultos com taras doentias.

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– O amor “sentimento” à frente do desejo “da carne”?

O que pensam os casais que optam por terem o relacionamento sexual após o casamento?

Sobre “Namoro de Corte”,

Extraído de: https://is.gd/3QCjVq

COMO NOSSOS AVÓS

Quem são e o que pensam os jovens adeptos do “namoro de corte”, em que o primeiro beijo é dado depois do casamento

Por Camila Brandalise

Aos 22 anos, a professora Samila Souza Rodrigues namora há dois e está de casamento marcado para janeiro de 2018. Subir ao altar com o noivo, Roney Reis de Andrade, 23 anos, significará mais do que a celebração de uma nova vida. É quando vai acontecer o primeiro beijo do casal. Isso mesmo, primeiro beijo.

Para além de movimentos como “Eu Escolhi Esperar”, em que casais decidem ter relações sexuais apenas depois de se casarem, e na contramão das reivindicações dos jovens por mais liberdade quando o assunto é sexo, há pessoas que decidem começar um relacionamento e namorar nos moldes de antigamente: sem beijo, sem contato físico, sempre com alguém por perto.

É o chamado “namoro de corte”. “Quem vê de fora pensa que é loucura, mas não, é uma decisão bem consciente. Claro que tenho desejo, mas quero fazer tudo dentro da aliança do casamento, no tempo certo”, afirma Roney.

REDUÇÃO DE “DANOS”

A ideia de “namoro de corte” está totalmente atrelada à religião. Entre os casais que aderem à prática, pelo menos uma das duas pessoas faz parte de alguma igreja em que se discute sobre a importância de se relacionar mais intimamente só depois de firmado o compromisso do matrimônio. Pode parecer pouca gente, mas há um grande número de comunidades on-line dedicadas a tratar apenas desse assunto.

Os defensores explicam o que é, discutem o que vale e o que não vale dentro da “corte” e trocam experiências. O consultor de marketing Rodrigo Santos Rodrigues de Andrade, 25 anos, é dono de um dos grupos nas redes sociais que tratam do assunto, ele próprio adepto dessa modalidade de namoro. “Antes de saber o que era, já tinha decidido que era o que eu queria. Como não tem contato físico, é livre de depravações”, diz Rodrigo. “Comecei a conversar com minha atual namorada em fevereiro sobre a possibilidade de nos relacionarmos. Tiramos um período para oração, para ter certeza se era o que queríamos e, em abril, oficializamos nossa ‘corte’.”

Segundo os casais, não há garantia do sucesso do relacionamento, ainda que os riscos sejam menores. No site Eu Escolhi Esperar, que integra um movimento nacional, há depoimentos como o da advogada e cristã Kamila Carvalho Borges: “A corte também não é uma garantia que o romance dará certo, mas que se não acontecer da maneira esperada, os ‘danos’ serão menores, e em alguns casos, inexistentes”, afirma ela, que é casada com o cantor e compositor Lincoln Borges, membro da Missão Cristo Vive, de Vitória (ES). “Não significa reprimir desejos. Apenas esperar o momento certo. Posso dizer isso pela minha vida e por tudo que tenho desfrutado que está sendo uma experiência preciosa”, afirma Roney.

Inspiração nas escrituras

A maioria dos jovens pratica o namoro de corte por motivação religiosa, citando os versículos bíblicos de Tessalonicenses 4:3-4

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual”

“Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa”.

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TEMPO CERTO Samila e Roney, noivos que nunca se beijaram: “experiência preciosa” (Crédito: GABRIEL REIS)

– A Sexualidade e o Catolicismo

Compartilho com os amigos um texto muito interessante sobre Sexo numa Dimensão Cristã, escrito pela psicóloga Manuela Melo, da Comunidade Católica Canção Nova.

A SEXUALIDADE É DOM DE DEUS

A vivência da sexualidade implica amar o outro com o nosso ser

Quero, hoje, refletir com você sobre a riqueza e a beleza da sexualidade humana. Falando sobre sexualidade humana, Victor Frankl nos diz o seguinte: Dizemos sempre que o ser humano é um composto de corpo, alma (psíquico) e espírito. Em face desta estrutura, o ser humano pode tomar diferentes atitudes como sujeito que ama e experimenta a vivência do amor. As três dimensões da pessoa humana correspondem também a três possíveis formas de atitude.

A primeira e a mais primitiva das atitudes é a sexual, na qual a aparência física de uma pessoa é o que atrai o outro e lhe dá o impulso sexual. Essa atitude tem por meta apenas o corpo, pois não consegue avançar mais do que isto, ou seja, não alcança a pessoa em si, apenas alguma característica física exerce atração sobre o outro.

A segunda atitude é a paixão, da qual se consegue ultrapassar a dimensão do corpo e orientar-se para a dimensão psíquica do outro, ou seja, já não é somente o corpo que atrai, mas atinge a emocionalidade. Essa é uma característica psíquica que exerce atração sobre o outro.

A terceira atitude é do amor. Esta é a forma mais elevada em nossa sexualidade e atinge a dimensão espiritual do ser humano. Nela, alcança-se o outro em plenitude. Quem ama, neste sentido, vai além de uma aparência física ou de simples emoções; enxerga o outro em toda sua riqueza, como um ser “único e irrepetível”, e a meta é o outro em si.

A Igreja, através do Conselho Pontifício para a Família, nos diz que “o amor, que se alimenta e se exprime no encontro do homem e da mulher, é dom de Deus; é, por isso, força positiva, orientada à sua maturação enquanto pessoas… O ser humano, com efeito, é chamado ao amor como espírito encarnado, isto é, alma e corpo na unidade da pessoa. O amor humano abarca também o corpo, que exprime o amor espiritual. A sexualidade, portanto, não é qualquer coisa de puramente biológico, mas refere-se, antes, ao núcleo íntimo da pessoa”.

Com isto, podemos perceber que a atitude sexual, simples e pura, é vazia e pode trazer prazer momentâneo quando os interesses estão puramente centrados no físico. Isso transforma o outro simplesmente em um objeto sexual. Uma vida sexualmente ativa, dentro desses parâmetros, não garante a ninguém sua realização nem mesmo em sua felicidade.

Enquanto permanecemos atados a tais conceitos, não crescemos como pessoas, não alcançamos a realização e a felicidade que Deus tem reservada para nós. Todo ser humano, como imagem e semelhança de Deus, é chamado a viver muito mais do que momentos de prazer.

Enquanto cristãos, precisamos compreender que a sexualidade humana não é algo apenas biológico, como ensina a Igreja e como diz Victor Frankl, porque ela atinge a dimensão espiritual da pessoa, atinge as camadas mais íntimas e profundas de nós mesmos.

Precisamos entender que a nossa sexualidade é dom de Deus. Através dela, podemos nos doar plenamente a outro ser e fazermos a experiência do amor encarnado em nossa vida.

Sexualidade não quer dizer apenas vida sexual ativa. A vivência de nossa sexualidade implica em amar o outro com o nosso ser mulher ou com o nosso ser homem, implica doação eum amor concreto, manifestado nas pequenas coisas de nosso cotidiano. De minha parte, como missionária e consagrada a Deus, sou testemunha de como é plena a vida dos que são chamados ao matrimônio na Canção Nova. Como celibatária, posso dizer que me sinto plena, sinto-me mulher e amada.

A escolha da dimensão em que vamos viver a nossa sexualidade cabe a cada um de nós. Espero que você faça a escolha de vivê-la em plenitude, como Deus quer que a vivamos.

Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

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– Barbie sem Gênero?

Na loucura do “tudo ser politicamente correto”, alguns exageros que fogem à normalidade: a icônica boneca Barbie é lançada SEM GÊNERO!

Boneca é boneca, não deveria ser usada para defender causas polêmicas… Afinal, devemos entender como um simples brinquedo!

Extraído de: https://www.metrojornal.com.br/estilo-vida/2019/09/28/barbies-sem-genero-mattel.html

MATTEL LANÇA BARBIE SEM GÊNERO

Na luta pela liberdade, sem estereótipos e rótulos pré-estabelecidos, a fabricante de brinquedos Mattel lançou nesta quarta-feira (25) uma nova linha da boneca Barbie sem gênero.

A iniciativa batizada de “Creatable World” (“mundo criável”, na tradução livre) é totalmente “livre de etiquetas” e permite que meninos e meninas personalizem o brinquedo, com diferentes opções de roupas, acessórios e perucas, que incluem penteados longos e curtos.

“Os brinquedos são o reflexo da cultura e, à medida que o mundo continua comemorando o impacto positivo da inclusão, sentimos que era hora de criar uma linha de bonecas sem qualquer rótulo”, explicou Kim Culmone, vice-presidente sênior de design de bonecas da Mattel.

Segundo o executivo, através de pesquisas ao lado de uma “equipe de especialistas, pais, médico e, principalmente, crianças”, foi possível aprender que elas “não querem que seus brinquedos sejam definidos pelos estereótipos de gênero”.

“Por esse motivo, essa linha que permite que as crianças se expressem livremente foi particularmente apreciada por elas”, acrescentou Culmone. A Mattel confia que a coleção “Creatable World” poderá “incentivar todos a pensar mais abertamente sobre os benefícios que as crianças podem tirar ao brincar com bonecas”.

A nova linha consiste em seis kits diferentes em uma variedade de tons de pele. Cada kit inclui uma boneca, uma peruca com cabelos longos e curtos, seis tipos de roupas, três pares de sapatos, um chapéu e um par de óculos de sol.

“Esses elementos extremamente versáteis e realistas dão às crianças a liberdade de criar personagens únicos e personalizá-los como desejarem”, afirmou a fabricante de brinquedos.

As bonecas serão comercializadas nos Estados Unidos a um preço recomendado de US$29,99.

“A Creatable World é onde deixamos os brinquedos serem brinquedos, para que crianças sejam crianças”, explicou a Mattel no Twitter, ressaltando que “no mundo atual, as bonecas devem ser tão ilimitadas quanto as crianças que brincam com elas”. (ANSA)

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– Sobre intolerância social: Escola sem Partido, a Ideologia de Gênero, Cura Gay e outras considerações.

Escrevi há 2 anos, mas se faz extremamente atual. Republico:

Causa muita repercussão as manifestações nas Redes Sociais contra a aprovação do Projeto “Escola sem Partido” em Jundiaí. Alguns dizem que o projeto é inconstitucional, outros alegam censura e demais pessoas colocam inúmeros defeitos. Claro, são manifestantes contrários.

Mas manifestam cientes do conteúdo? Quem se sente atacado? A troco de quê?

Sinceramente, você sabe / entende / está por dentro do que é isso?

O professor ético não está nem aí com o projeto, pois ele já pratica o ensino apartidário em sua sala de aula, sem ferir conteúdos que o faça tendencioso a alguma coisa.

Quer exemplo?

Eu tinha uma professora quando era criança que era eleitora (e fanática devota) de Orestes Quércia! Ela não gostava do Maluf, tinha medo do Suplicy, odiava o Antonio Ermírio de Moraes (candidatos a governadores da época) e falava a nós, talvez com 8 a 9 anos, da importância de falar aos pais sobre votar no Quércia, “contra a inércia do Estado(decorei e não esqueci mais a fala dela, de tanto que massificou).

Ora, isso é militância descarada! O que ela nos ensinou sobre Política e Democracia? NADA! Mas entendíamos algo? Muito pouco. Nas classes onde eu trabalhei / trabalho, então adulto e lecionando no ensino superior, tomava isso como exemplo a não ser praticado e sempre procurava mostrar todos os lados da política nos assuntos pertinentes, falando da Sociedade, condenando a Politicagem (que é o uso ruim da Política), defendendo o uso democrático do voto e sem Partidarismo! Aliás, professor-doutrinador de esquerda ou direita é dose, mostrando-se mal profissional. Deve-se ensinar a cidadania, e mostrar virtudes e fraquezas do sistema, mas NUNCA tentar fazer campanha eleitoral no sagrado ambiente da sala de aula. Assim, não me preocupo em dizer: ESCOLA SEM PARTIDO não é escola alienada nem censurada, mas sim um ambiente educacional de pluralidade de opiniões (não de imposições).

– E sobre a Ideologia do Gênero?

Cansamos de falar nesse blog sobre a insistente questão da erotização das crianças e a incessante fala de grupos que querem tornar nossas crianças como recém-nascidos assexuados e ao mesmo tempo adolescentes sexualizados demais. Ora bolas, é pecado o menino ser menino e a menina ser menina? Por quê querer unisexualizar os ambientes de ensino? A orientação sexual do cidadão é outra coisa; idem às aulas tão necessárias de Educação Sexual. O que não se pode é fazer uma semi-apologia do homossexualismo, ao invés de permitir que a criança aprenda as coisas a seu tempo e a arranque da infantilidade à força em nome da liberdade sexual.

Por fim, sobre a cura gay: se o indivíduo que se afirma heterossexual tem a liberdade de buscar ajuda médica / psicológica para tentar descobrir se a tendência homossexual é real e estaria ele em uma fase de auto-afirmação necessária, por que aquele que se intitula homossexual e tem dúvida sobre a sexualidade não pode fazer o processo de descoberta da heterossexualidade ou não? Claro, o termo “cura gay” é de fato pejorativo, mas ao mesmo tempo é incompreensível que grupos LGBTTQ critiquem a liberdade da pessoa em buscar a mesma ajuda médico / psicológica ao contrário!

Sabe o que penso? Que essa história de Orgulho Gay e Orgulho Hétero são as grandes causadoras dessas discórdias! As pessoas são humanas, com características próprias e gostos singulares. Um grupo competir com o outro, vangloriar-se sobre o seu irmão, nada mais é do que pura bobagem; a mesma bobagem da discussão intolerante daqueles que estão radicalmente berrando aos quatro cantos sobre a Escola Sem Partido. O cara (reforço: o radical) reclama que está sendo censurado (não está), discute, grita, berra e impõe sua ideologia partidária, e no fundo pratica o que acha que está lhe acontecendo: uma pseudo-ditadura de opinião! A PESSOA RECLAMA DE INTOLERÂNCIA, MAS É SÓ TOLERANTE ÀS COISAS DO SEU INTERESSE, percebe?

Permitir que o cidadão / humano / pessoa tenha a sua preferência sexual sem fazer apologia na escola, ouvir diversas opiniões e conhecer a Política e a Sociedade do país de forma aberta e independente de partidarismo, respeitar a decisão de escolha das pessoas, é algo democrático! Vir com a Ideologia do Gênero, a Escola COM Partido e a condenação de pessoas que queriam reverter sua condição, isso sim me parece ditadura!

Mais conversa, mais inteligência, mais respeito. Menos radicalismo, menos alienação, menos corrupção de conduta. É isso que o Brasil precisa, onde tal carência significa coexistir nas questões gerais, como a religião, o futebol, a diversidade, a política, o regionalismo, a etnia, a condição social... tudo sem discurso de ódio, palavras raivosas e unilateralismo.

Tenho pena das pessoas que ao discordar de alguém, surgem com o discurso do errado, onde somente elas são as donas da verdade.

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– O problema do assédio sexual em instituições de ensino

Um dos problemas mais delicados ultimamente é o do Assédio Sexual. E isso acontece em diversos setores da sociedade.

Compartilho uma reportagem interessante da Folha de São Paulo (de dias atrás) a respeito de casos que envolveram alunos e professores em faculdades. Vale a pena tomar cuidado!

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2019/02/professores-universitarios-sao-demitidos-apos-denuncias-de-agressao-sexual.shtml

PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SÃO DEMITIDOS APÓS DENÚNCIAS DE AGRESSÃO SEXUAL

Um dos docentes trabalhava na Federal Fluminense e outros dois na Federal de Goiás; eles negam as acusações das alunas

Três professores de universidades federais brasileiras foram demitidos após denúncias de alunas por agressão sexual e longos processos administrativos dentro das instituições.

A Folha conversou com sete alunas que dizem ter sofrido assédio e preferiram não se identificar. Os relatos delas incluem envio de elogios, músicas românticas e pedido de casamento por WhatsApp, convites para jantar, pedidos de encontro na casa do docente, tentativas de beijo e toques íntimos à força e boicote de uma classe inteira a aulas.

Em dois dos casos, as estudantes afirmam que o assédio aconteceu durante viagens para participação em congresso científico. Duas outras alunas acusaram um mesmo professor de estupro.

A primeira das três demissões ocorreu na UFF (Universidade Federal Fluminense) de Campos dos Goytacazes, no Rio. Em abril de 2018, o professor de ciência política José Henrique Organista foi demitido, acusado de assediar 16 alunas.

No segundo caso, o professor de engenharia agronômica Américo José dos Santos Reis foi acusado por quatro estudantes da UFG (Universidade Federal de Goiás), do campus de Goiânia, de praticar assédio sexual contra elas. Três delas afirmam que foram assediadas por ele durante viagens a canaviais. Ele foi demitido em junho de 2018.

Por último, o professor de medicina veterinária Rogério Elias Rabelo foi demitido em julho da UFG, campus de Jataí, após apuração interna da universidade concluir que ele estuprou duas estudantes. Rabelo também foi denunciado no Ministério Público Federal e na Delegacia Especializada da Mulher.

Por meio do advogado Manoel Oliveira, José Henrique Organista nega que tenha cometido os assédios, classifica as denúncias de levianas e afirma que sua demissão da UFF “obedeceu a um critério político-partidário, já que ele jamais se alinhou com a direção do campus da UFF em Campos dos Goytacazes e denunciou fraudes, sobretudo, nas eleições internas”.

Seu advogado cita também sentença judicial que desconsiderou a autoria do crime de assédio sexual. Segundo decisão da juíza, a conduta de Organista, embora “reprovável, inconsequente e inconveniente”, não configuraria assédio sexual, visto que “não houve, em momento algum, ameaças de que as alunas seriam prejudicadas de alguma forma em suas vidas acadêmicas caso não correspondessem à intenções do docente”.

Américo José dos Santos Reis, por meio de seu advogado, negou que tenha assediado sexualmente alunas da UFG e as acusa de estarem perseguindo-o. Segundo o advogado Ezequiel Morais, “as supostas vítimas se conheciam e todas ‘criaram’ motivos para retaliar o referido professor em decorrência da não apresentação, pelas mesmas, de relatórios e de apresentação de trabalhos incompletos”.

Procurado pela reportagem por mais de um mês, Rogério Elias Rabelo não respondeu aos pedidos de entrevista. A UFG também não quis comentar o caso.

Leia abaixo os detalhes dos três casos de demissão após denúncias de assédio e violência sexual em universidades brasileiras.

Estudantes dizem ter sido assediadas por docente da UFF por WhatsApp

No primeiro dia de aula, o professor José Henrique Organista, que ensinava ciência política na UFF (Universidade Federal Fluminense) de Campos dos Goytacazes (RJ), pedia que os alunos anotassem seus emails e telefones numa lista, para, segundo ele, agilizar a comunicação com a classe.

Alunas dele, porém, afirmam que ele usava os contatos para assediá-las.

Após sua primeira aula com Organista, em 2014, a estudante Maria (nome fictício) diz ter recebido uma mensagem do professor no WhatsApp. Ele enviou uma foto da própria aluna no aplicativo com um elogio. A estudante ignorou, mas houve outras mensagens.

Segundo ela, semanas depois surgiram convites para sair e jantar. Maria diz que tentava desviar o assunto e respondia que o professor deveria convidar a classe toda, mas ele dizia que queria se encontrar apenas com ela.

Depois de mais um convite, ela disse ao docente que ele estava extrapolando os limites. Segundo a aluna, Organista pediu desculpas e implorou para que ela não contasse a história a ninguém.

Após uma semana, porém, tudo recomeçou. O professor enviava músicas românticas no email e no WhatsApp de Maria. A aluna reclamava, ele pedia desculpas e, dias depois, voltava a escrever para ela.

Certo dia, diz Maria, ele mandou uma mensagem em que a pedia em casamento. Ela decidiu desabafar com algumas colegas de turma e descobriu que não era a única aluna que Organista assediava.

Rita (nome fictício) diz que também recebeu mensagens após a primeira aula. Em seu status do WhatsApp ela dizia “hoje não”. Organista lhe escreveu dizendo “hoje sim”. A aluna não respondeu.

Rita bloqueou o contato do professor no aplicativo, mas ela afirma que o assédio continuou na universidade. Ela diz que durante as aulas o professor fazia elogios à aluna; nos corredores, abordava-a. A estudante passou a usar roupas largas e a chegar atrasada para não encontrá-lo na porta e até a perder aulas.

No ano seguinte, em 2015, Rita não se matriculou na disciplina ministrada por Organista. O docente voltou a mandar mensagens, de outro número, indagando a razão de sua ausência e disse que, caso ela quisesse fazer a disciplina, ele abonaria suas faltas.

Ana (nome fictício) também afirma que, no mesmo dia em que pediu seu telefone, o professor enviou uma mensagem. Segundo ela, Organista elogiou sua aparência e perguntou se ela tinha namorado.

Ela conta que dias depois ele a chamou para sair. Diante da insistência do professor, Ana, que é lésbica, imaginou que seria melhor deixar clara a sua orientação sexual.

Deu-se o oposto. A partir daí, segundo ela, o professor passou a enviar mensagens de cunho sexual. Organista perguntava quem era a namorada da estudante e pedia para sair com as duas. Também convidava a estudante para visitá-lo em sua casa.

Maria, Rita e Ana afirmam que foram assediadas por José Henrique Organista durante cerca de um ano e meio.

No 2º semestre de 2015, quando a turma teria novamente uma matéria com o docente, as coisas começaram a mudar. Os alunos, tanto meninos como meninas, decidiram não se matricular na disciplina em protesto.

A advogada Semirames Khattar, à época professora substituta na UFF, soube dos relatos e se dispôs a ajudar as vítimas a tomarem as medidas cabíveis. Instruídas por ela, as estudantes fizeram, no início de 2016, uma denúncia formal à ouvidoria da universidade contra Organista.

A denúncia deu início a uma sindicância, finalizada em outubro de 2016, e cujo relatório final concluiu pela necessidade da instauração de um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do docente. Nesse ínterim, Organista entrou com uma ação judicial contra elas por injúria, calúnia e difamação. A ação foi arquivada por falta de provas.

Com o apoio de Khattar, Maria, Rita e Ana ingressaram com uma queixa-crime contra o professor na Polícia Federal. Enquanto isso, na universidade, somente no final de maio de 2017 o processo disciplinar foi aberto. Segundo as estudantes, isso só ocorreu porque a universidade foi intimada pela Polícia Federal.

De fato, embora tenha ignorado por meses a determinação de sua comissão interna, a UFF foi bastante célere após a PF requerer da instituição documentos referentes ao caso –bastaram seis dias para o processo ser instaurado.

Enquanto a apuração se desenrolava, novas vítimas apareceram. Ao final, 16 estudantes relataram ter sido assediadas por José Organista. Em abril de 2018, o docente foi demitido por improbidade administrativa.

As estudantes afirmam não ter recebido qualquer amparo da universidade. Algumas das alunas dizem ter desenvolvido transtornos de ansiedade e de pânico.

O caso mostra as dificuldades das instituições de ensino superior do país de lidar com denúncias de assédio sexual e sua apuração. Segundo Maria, quando ela levou à coordenadora do curso de ciências sociais as razões do boicote à disciplina que seria dada por Organista, a docente lhe pediu que falasse baixo porque outras pessoas poderiam ouvir que ela estava falando mal de um professor.

Desde 2011 José Henrique Organista vinha sendo denunciado por assédio sexual no campus da UFF de Campos dos Goytacazes.

Outro lado: professor nega as acusações e diz que denúncia é leviana

José Henrique Organista, por meio de seu advogado, Manoel Oliveira, nega que tenha cometido os assédios, classifica as denúncias de levianas e afirma que sua demissão da UFF “obedeceu a um critério político-partidário, já que ele jamais se alinhou com a direção do ESR Campos [sigla do campus da UFF em Campos dos Goytacazes] e denunciou fraudes, sobretudo, nas eleições internas”.

Oliveira cita, em defesa de Organista, sentença judicial “que desconsiderou a autoria e materialidade do crime de assédio sexual”.

Em sua decisão, a juíza Giovana Calmon escreve que o “delito de assédio sexual exige que o sujeito ativo seja superior ou tenha ascendência, em relação laborativa, sobre o sujeito passivo, ressaltando-se que este, por sua vez, deve ser o subordinado ou empregado, o que não ocorre no caso”.

Além disso, escreve a juíza, a conduta de Organista, embora “reprovável, inconsequente e inconveniente”, não configuraria assédio sexual, visto que “não houve ameaças de que as alunas seriam prejudicadas de alguma forma em suas vidas acadêmicas caso não correspondessem à intenções do docente”.

Manoel Oliveira também menciona o parecer do chefe da Procuradoria Federal para a UFF, requerendo que a demissão fosse revista. O órgão fundamenta seu parecer na sentença de Calmon.

Por fim, o advogado critica o fato de a portaria de demissão de Organista ter se dado por improbidade administrativa, “o que sequer foi investigado no PAD [Processo Administrativo Disciplinar]”.

A UFF afirma que “os processos administrativos e de sindicância são construídos com base no trabalho de comissões e se firmam como instrumentos legitimados e competentes para apurar irregularidades no exercício público, imputando quando necessário as sanções previstas”.

“Ressaltamos que o PAD, que via de regra é sigiloso, tramitou observando os princípios constitucionais e, nesse sentido, a UFF reafirma seu compromisso com a justiça e com o devido processo legal.”

Alunas acusam professor da Federal de Goiás de assediá-las em canaviais

Como professor de engenharia agronômica da Universidade Federal de Goiás (UFG), Américo José dos Santos Reis visitava com frequência usinas de cana do interior do estado com seus alunos.

Três ex-alunas de pós-graduação afirmam que foram assediadas por ele nessas situações. Denunciado, Reis foi demitido em junho de 2018, após longo processo.

Depois de ter feito estágio com Reis durante a graduação em engenharia agronômica, Joana (nome fictício) entrou em 2010 no mestrado da UFG sob a orientação dele.

Como prestavam assistência a usinas de cana do interior do estado, aluna e professor viajavam juntos com frequência. Segundo ela, certa vez o docente pegou na mão da aluna, segurou-a por alguns instantes e a soltou.

Durante as férias de julho, ele ligou pedindo que fossem juntos para uma usina. Ela achou a conversa estranha, já que Reis enfatizou que havia reservado apenas um quarto para os dois. Joana arranjou uma desculpa e não foi.

No segundo semestre daquele ano, um congresso de melhoramento genético aconteceu fora de Goiânia. Segundo ela, o professor pediu que Joana achasse um quarto para os dois. A aluna não o fez e ficou num quarto com colegas.

No primeiro dia, as estudantes foram para uma boate. Reis, conta Joana, passou a noite ligando para saber onde ela estava. Dias depois, de madrugada, ele bateu na porta do quarto dela, dizendo que precisava de sua ajuda para algumas análises. A estudante pediu para as amigas dizerem que ela estava dormindo.

Na volta, em um ônibus fretado, a aluna pediu para uma colega sentar ao seu lado, mas, afirma, Reis se antecipou e ocupou o assento ao lado.

Segundo ela, quando todos estavam dormindo, ouviu o barulho de uma braguilha sendo aberta. Joana afirma que Reis pegou sua mão e a alisou. Joana a puxou de volta.

Foi também num ônibus, no ano anterior, na volta de um congresso, que outra aluna, Patrícia (nome fictício), diz ter sofrido um dos assédios.

Na volta da parada do ônibus, Reis sentou ao lado da aluna. Depois da partida do veículo, ela conta que o professor pegou a mão dela. Ela a puxou de volta e virou para o lado, fingindo que dormia. Na sequência, diz, o docente colocou a mão no seio dela. Patrícia se desvencilhou de novo. Ele então tentou colocar a mão por baixo de sua roupa, e ela se virou num solavanco.

Meses antes, ela diz que Reis já havia tentado beijá-la à força quando ambos realizavam um experimento em um canavial. Segundo Patrícia, ela correu para o carro; ele chegou logo depois e conversou como se nada tivesse acontecido.

Joana e Patrícia contam que passaram a se esquivar de Reis. Elas também preferiram manter o silêncio, com receio de represálias. Segundo Patrícia, a vontade de terminar o doutorado fez com que tentasse esquecer o assunto.

Reis, porém, era seu orientador. Ela diz que não tinha mais coragem de encontrá-lo sozinha e o professor passou a evitá-la. Mesmo tendo cumprido todas as disciplinas, Joana abandonou o curso e voltou para a sua cidade natal.

Outras duas alunas que relatam terem sido assediadas por Reis, Bárbara e Sandra (nomes fictícios) também concluíram seus cursos, mas afirmam que mudaram seus planos de carreira por causa dos assédios.

Bárbara sonhava em trabalhar com melhoramento de cana, mas diz que desistiu da carreira porque adquiriu medo de andar nos canaviais após ter sido assediada por Reis, no início de 2012.

Segundo ela, em uma viagem, Reis pegou sua mão e a levou em direção ao seu pênis. Ela diz ter tomado um susto e puxado o braço, mas o professor lhe disse que iria apenas fazer uma massagem. Ele então segurou a mão dela sobre o câmbio do automóvel e a acariciou. A estudante conta que não sabia se abria a porta e pulava do carro ou se gritava.

Ao chegarem na usina, onde passariam a noite, o professor correu para a recepção e disse que precisava de mais um quarto. Ele tinha reservado apenas uma acomodação.

Outra aluna de Reis que relata ter sido assediada por ele, Sandra (nome fictício) continuou na profissão, mas recusou um estágio de pós-doutorado porque, diz, tudo o que queria era deixar a UFG.

Em 2011, durante o doutorado, a estudante foi até a sala de Reis tirar uma dúvida de um experimento. O professor quis mostrar no computador como resolver e ela se postou de pé, ao lado dele.

Sandra conta que, como vinha do trabalho de campo, usava um macacão largo, com bolsos para ferramentas. Reis, afirma, enfiou a mão dentro do macacão e começou a descê-la até a cintura da estudante. Ela teve um sobressalto e estava prestes a dar um grito quando ouviu alguém se aproximando. O professor puxou a mão e a aluna saiu correndo.

Sandra ainda teve de fazer uma disciplina ministrada por Reis, após insistência dele.

A estudante recebeu investidas misturadas a retaliações. Nas aulas, o professor ignorava suas perguntas; quando ela estava no computador, Reis se aproximava por trás e encostava no seu pescoço. Ela recebeu a pior nota da turma.

Após abandonar o mestrado e retornar à sua cidade natal, Joana se isolou. Ignorava emails da UFG e ligações de números que conhecia. Em meados de 2012, porém, recebeu um telefonema da coordenadora da pós-graduação.

Ela lhe disse que a universidade recebera um email anônimo que dizia que o sumiço da aluna era decorrente de assédio sexual e perguntou se era verdade. Ela disse que sim.

Uma comissão foi criada dentro do programa de pós-graduação em genética e melhoramento de plantas para apurar o caso, e ela foi chamada para depor.

Mas, segundo a estudante, os membros da comissão pareciam propensos a encerrar o caso. Ela afirma que um dos professores só se referia ao professor como Ameriquinho e repetia que o docente nunca assediaria uma aluna. A estudante diz que não pôde relatar detalhes do assédio.

As alunas foram ouvidas, mas durante cerca de um ano e meio nada aconteceu. A troca de reitor, em 2014, afirmam as estudantes, foi determinante para o processo andar.

Em 2015, as quatro foram novamente convocadas.

Durante o longo processo, Bárbara conta que teve ainda de lidar com comentários nos corredores da universidade. Segundo a estudante, as pessoas diziam que ela deveria esquecer o ocorrido, que aquilo já havia passado e passou a ser conhecida como a menina do assédio.

Outro lado: Docente diz que é inocente e acusa alunas de perseguição

Procurado pela Folha, Américo José dos Santos Reis, por meio de seu advogado, negou que tenha assediado sexualmente alunas da UFG e as acusa de estarem perseguindo-o.

Segundo o advogado Ezequiel Morais, “as supostas vítimas se conheciam e todas ‘criaram’ motivos para retaliar o referido professor em decorrência da não apresentação de relatórios e de apresentação de trabalhos incompletos. Tais fatos poderiam ensejar reprovação das alunas e perda de bolsa de estudo.”

Morais aponta que as representações contra Reis foram feitas todas quase no mesmo dia, “dois anos depois do suposto assédio e pouco tempo antes do encerramento dos cursos e entrega de notas e relatórios, situação que demonstra complô para prejudicar o professor, de forma, repete-se, injusta e arbitrária.”

Além disso, segundo o advogado, as alunas convidaram Reis para “casamento e respectiva festa”. Reis, de fato, foi convidado para o casamento de uma das estudantes. O convite, no entanto, ocorreu antes do assédio, segundo a aluna. Na cerimônia, ocorrida após o assédio, ele não compareceu.

O advogado também critica a maneira como se deu o julgamento do recurso administrativo, em novembro. “Com direito à ‘plateia’, ‘cartazes’, ‘vaias’ etc., a dita (e parcial) sessão de julgamento do recurso administrativo pareceu um seminário onde se discutiram temas como abuso sexual e assédio moral; daí aproveitaram a sessão para julgar o recurso.”

“Frisa-se que o relatório do caso foi lido em conjunto com o voto do relator somente após a sustentação oral do advogado do professor Américo, quando o correto seria que o relatório fosse lido antes da sustentação oral, em clara afronta ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Isso é um verdadeiro absurdo”, diz Morais.

A UFG afirma que “o processo administrativo disciplinar que resultou na demissão de um servidor correu sob sigilo visando proteger a identidade das vítimas. Em razão de seu caráter sigiloso, a Administração Superior da UFG não se manifestará sobre o assunto”.

O advogado afirma que seu cliente exigirá seus direitos na Justiça Federal com responsabilidade e consciência de ser plenamente inocente.

Professor da Federal de Goiás foi denunciado sob acusação de estupro

No início de 2017, três estudantes de medicina veterinária da Universidade Federal de Goiás em Jataí denunciaram o professor Rogério Elias Rabelo em âmbito administrativo, duas por estupro e uma por assédio sexual.

Rabelo também foi denunciado no Ministério Público Federal e na Delegacia Especializada da Mulher.

O MPF de Rio Verde (GO), em agosto de 2017, denunciou Rabelo por assédio sexual e estupro de vulnerável. Segundo nota da assessoria de comunicação do órgão, “os assédios eram feitos por meio de abordagens presenciais e mensagens no aplicativo WhatsApp com o intuito de obter favorecimento sexual (…).”

Já um dos estupros, prossegue a nota, “teria ocorrido na madrugada de dezembro de 2016, enquanto a aluna dormia, em um apartamento localizado em Goiânia, para onde alguns alunos foram após participação em congresso ocorrido na capital”.

Rabelo também foi indiciado pela delegacia da mulher. As denúncias foram aceitas e hoje ele é réu tanto na Justiça federal como na estadual.

Dentro da UFG, após um processo administrativo que durou 14 meses, Rabelo foi demitido em julho de 2018.

Ao longo da apuração interna, outras mulheres disseram ter sido vítimas do professor.

Outro lado: Em texto, professor afirma que foi acusado sem provas

Rogério Elias Rabelo foi procurado pela reportagem durante mais de um mês por email, mas não respondeu aos pedidos de entrevista.

Um documento intitulado “Manifestação de apoio ao professor Rogério Elias Rabelo”, datado de 16 de julho de 2018 e publicado na internet sem autoria, afirma que “o profissional foi destratado, humilhado, ignorado e rechaçado por seu empregador, que nunca se preocupou em conhecer a bilateralidade dos fatos, jamais prestou apoio e amparo, preferindo ser omissa, cruel e unilateral ao receber, ouvir e orientar somente as partes acusatórias, além de permitir o livre acesso de terceiros a um processo cujo teor requeria zelo e sigilo”.

O texto diz que “o docente foi denunciado por estupro de duas alunas após uma ‘noitada’, em que oito pessoas pernoitaram juntas em uma quitinete” e que em seguida o professor foi acusado de assédio sexual sem qualquer prova.

Afirma ainda que provas apresentadas no processo comprovaram a estreita, íntima e afetuosa relação entre o docente e a principal denunciante e que “não há como justificar o deslize extraconjugal cometido pelo docente, mas que não cabe a esta esfera pública avaliar e penalizar o docente por tal conduta”.

O documento pede que a UFG reanalise o processo e reconsidere a demissão.


Se você, universitário ou universitária, passou por situações como as descritas na reportagem (de professor, orientador ou superior hierarquicamente superior) e quer compartilhar seu relato, por favor escreva para saude@grupofolha.com.br. 

Ilustração

– Houston contra Casas de Prostituição com… Bonecas. Todos contra a KinySdollS!

Quando o bicho-homem é mais bicho do que homem, coisas desastrosas acontecem.

Digo isso por conta do fato de uma polêmica expansão de uma franquia canadense que abre lojas que ofertam serviços de “cabines com bonecas infláveis” (a KinySdollS), propagandeando modelos muitas vezes parecidas com, pasmem, crianças!

Houston, nos EUA, abriu guerra contra a rede.

Certamente, um empreendedorismo de gosto duvidoso (ou, se preferir, condenável).

Abaixo, extraído de: https://m.extra.globo.com/noticias/mundo/prefeito-de-houston-decreta-guerra-contra-abertura-de-bordel-com-bonecas-nos-eua-23106686.html?versao=amp

PREFEITURA DE HOUSTON DECLARA GUERRA CONTRA “BORDEL DE BONECAS”

O prefeito da cidade de Houston, nos Estados Unidos, Sylvester Turner vem tentando explorar opções para barrar ou restringir a abertura de um bordel com bonecas. A expectativa é que o empreendimento inicie as atividades neste mês.

“Este não é o tipo de negócio que eu gostaria de ver em Houston e certamente não é o empreendimento que a cidade está buscando atrair”, afirmou o prefeito em um e-mail para a Fox News.

De acordo com seu gabinete, não é correto chamar o local de “bordel” e pontuou que Yuval Gavriel, o fundador da KinySdollS, chama de show.

A empresa abriu sua primeira franquia perto de Toronto, onde oferece meia hora com a boneca sozinho dentro de um quarto, de acordo com o Examiner. Gavriel anunciou que pretende expandir o negócio para mais 10 locais nos Estados Unidos até 2020.

Moradores e ativistas tem expressado e se manifestado contrários a abertura do bordel.

“Há crianças por aqui e é um bairro voltado para a família. Eu moro bem aqui e ter isso nas nossas redondezas é nojento”, afirmou Andrea Paul, uma moradora.

Em junho o Congresso votou pela proibição da “importação ou transporte de robôs e bonecas sexuais que se pareçam com crianças”.

(Acima, um dos modelos oferecidos pela empresa)

– Euphoria, a série: cuidado!

No canal HBO dos EUA, começou uma série (voltada para adolescentes, embora exista censura oficialmente) chamada Euphoria. Ela trata de recém saídos da infância que curtem drogas, defendem o amor livre e discutem os assuntos traumáticos da sociedade com certa naturalidade.

É algo forte, constrangedor e que, no 1o capitulo, já houve uma overdose!

Claro, assiste quem quer; quem não quer, mude de canal. Mas… Nos Estados Unidos, há um movimento pedindo cancelamento urgente da série pelo conteúdo fazer abertamente apologia de tudo isso que discute e acontece!

Não é Fake News, olha aqui a matéria da Jovem Pan contando que até mesmo a protagonista (a atriz Zendaya, a namoradinha do Homem Aranha da Marvel) avisou que, apesar da censura ser para 18 anos, é algo forte. O presidente do canal se manifestou dizendo: “não é pra todos”!

Enfim: é censurado, mas o canal liberado!

Em: https://buff.ly/2Ff6nuT

CONSELHO DE PAIS DOS EUA PEDE QUE HBO NÃO TRANSMITA A SÉRIE ‘EUPHORIA’

Um grupo de vigilância da mídia está pedindo que a empresa AT&T, que controla a HBO, pare de transmitir a série “Euphoria“, que estreou nesse domingo (16). O pedido foi feito antes mesmo de a produção ir ao ar

Criada por Sam Levinson, a produção segue um grupo de estudantes do ensino médio “enquanto eles navegam em amor e amizades em um mundo de drogas, sexo, trauma e mídias sociais”, diz a descrição oficial. O primeiro episódio teve cenas de sexo, consumo de drogas e até uma overdose.

Por conta disso, o presidente do Conselho Parental de Televisão dos Estados Unidos, Tim Winter, alertou em um comunicado à imprensa que a “HBO, com seu novo programa centrado no ensino médio Euphoria, parece estar publicamente, intencionalmente comercializando conteúdo adulto extremamente gráfico – sexo, violência, profanação e uso de drogas – aos adolescentes e pré-adolescentes”.

Em entrevista à Fox News, Winter afirmou que, apesar de a HBO ter dito que o programa era para adultos, esse conceito “foi totalmente refutado porque (Levinson) disse que ‘os pais vão pirar com esse programa’. Essa é uma demonstração de quem ele está mirando com essa série. A HBO agora está comercializando internacionalmente esse conteúdo para crianças”.

A série tem sido duramente criticada por quem considera seu conteúdo muito explícito para o público adolescente. De fato, a produção pode ser perturbadora, tanto que a protagonista Zendaya publicou um comunicado em seu perfil no Instagram alertando os telespectadores interessados na série. O presidente de programação da HBO, Casey Bloys, havia dito que “Euphoria não é para todos”.

– O crime contra o pobre Rhuan Maycon já está esquecido?

Suzane von Richthoffen matou os pais e o Brasil parou para discutir o crime da moça e do seu namorado.

A família Nardoni arremessou cruelmente uma criança do apartamento. Idem ao clima de tristeza e consternação do país.

Porém, o menino Rhuan de 9 anos teve o pênis cortado pelo desejo das mães (uma biológica, a outra sua cônjuge) de que ele virasse menina! Depois, o casal de mulheres assassinas esquartejou o pobre garoto.

– Repercutiu da mesma forma?

Por quê alguns crimes bárbaros tem mais destaque do que outros?

Li no site da Folha de Londrina o artigo de Paulo Briguet (não o conheço, mas o respeito) que teve a mesma dúvida do que eu: se o ocorrido fosse cometido por um pai e uma mãe no Centro de São Paulo, e não por um casal de lésbicas no DF, a “importância da notícia seria outra”?

Insisto: aqui não se fala sobre a questão da homofobia (deve-se respeitar os homossexuais), mas faço uma explícita crítica à Ideologia de Gênero, que tanto força a ideia de sexualização e erotização precoce.

Criança deve ser criança, menino e menina. Se vai gostar de homem ou de mulher, já é outra história – e para adultos!

Extraído de: https://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/paulo-briguet/o-martirio-do-menino-rhuan-2942399e.html

O MARTÍRIO DO MENINO RUAN

Em breve, relembrar a morte de Rhuan será considerado um crime contra a ideologia de gênero

Há vários dias não consigo parar de pensar no menino Rhuan. Qualquer outro assunto se torna menor e irrelevante diante do martírio dessa criança. Os detalhes do caso pareceriam inverossímeis mesmo em um filme de terror: o desaparecimento do menino; a decisão de transformá-lo em menina; o pênis da criança cortado pelas mulheres (uma delas, a própria mãe do menino!); o ano inteiro em que ele viveu com a ferida; a morte e o esquartejamento; a imagem do casal assassino; a dor do avô.

Rhuan tinha 9 anos, a idade do meu filho. Nos últimos dias, olho para o Pedro e vejo ao seu lado a imagem do menino sofredor. Penso em todos os bons momentos que vivi com meu filho ao longo do último ano, e sei que ao mesmo tempo, em algum lugar, Rhuan sofria em silêncio. Quantos Rhuans estarão sofrendo agora?

Muito se falou no casal Nardoni, muito se falou em Suzane von Richthoffen, mas estranhamente pouco se fala em Rosana e Kacyla, as assassinas de Rhuan. Uma das poucas pessoas públicas que demonstraram preocupação com o caso foi a ministra Damares Alves. Mas onde está a revolta dos formadores de opinião? Onde estão as entidades em defesa dos direitos humanos? Onde estão os nossos ativistas judiciais? Onde estão as análises de especialistas, os discursos indignados, as camisetas com o slogan RHUAN VIVE? Até o caso de Neymar merece mais atenção das nossas classes falantes. Que vergonha!

Nos últimos dias, terminei de ler o romance “Silêncio”, do escritor japonês Shusaku Endo. O livro fala sobre as torturas impingidas aos católicos japoneses pelos xóguns (senhores feudais), no século XVII. Em certa passagem, que muito me marcou, um padre está preso na masmorra e escuta o que parece ser o ronco de um carcereiro. Na verdade, não era um ronco: eram os gemidos dos cristãos supliciados.

Você consegue ouvir este som em meio à balbúrdia de nosso país? É a voz do menino Rhuan, que clama por nossa compaixão. Uma voz que os porta-vozes da ideologia de gênero não querem deixar ninguém ouvir. Rhuan atrapalha os planos dos ideólogos militantes, assim como “atrapalhava o relacionamento” de Rosana e Kacyla.

Agora, no STF, está sendo votada a criminalização das críticas à ideologia de gênero. Para os totalitários — sejam eles globalistas ou socialistas — é sempre assim: denunciar o crime torna-se crime. Prepare-se, portanto, para o dia em que relembrar o martírio de Rhuan será um crime contra a “igualdade de gênero”. Estaremos condenados ao silêncio.

Senhor, tende piedade de nós.

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– Pattaya, a Capital do Pecado

Cerca de 27.000 empregos são gerados pela “Sodoma e Gomorra” do século XXI, Pattaya, chamada de “capital do sexo“, onde mulheres, gays e outros gêneros se comercializam naturalmente.

Sim, existe um lugar onde a Luxúria e o Pecado reinam como algo correto (embora seja incompreensível para nós), com o argumento de que isso é feito para sustentar filhos bebês e pais idosos.

Assuste-se, extraído de: http://www.abr-il/pattaya

UMA NOITE EM PATTAYA, A “CAPITAL” DO SEXO

Conhecida como a “Sin City tailandesa” e “Sodoma e Gomorra moderna”, cidade é local de trabalho de dezenas de milhares de prostitutas

Por Vinicius Tamamoto

Quando começa a escurecer em Pattaya, na Tailândia, milhares de outdoors em neon são acesos em vários pontos da cidade para anunciar a principal atração local: a luxúria. Nos cerca de dois quilômetros da maior rua do país dedicada ao pecado, vejo placas cintilantes de casas como “The Hottest”, “Russian Girls” e “Lucifer Disko” enquanto garotas de salto alto me oferecem massagem a óleo a cada dez passos.

Entre a multidão, em plena segunda-feira, um homem me para e estende um menu com desenhos que lembram o kamasutra e opções tão intrigantes quanto pussy smoking cigarette show (“show da vagina fumante”) e pussy shooting banana show (“show da vagina atiradora de banana”). Não entro na casa, mas já dá para perceber o motivo que levou o local a ganhar a fama de “capital mundial do sexo”.

A VILA QUE VIROU POINT

Nem sempre foi assim. Tudo começou em 1959 quando 500 soldados americanos que lutavam na guerra do Vietnã foram passar os dias de folga do fronte na então pacata vila de pescadores. Sol, mar e calor elevaram Pattaya a um dos principais destinos de férias dos soldados, que chegavam aos montes.

Para atender aos anseios dos estrangeiros, ávidos por diversão, uma considerável indústria de entretenimento começou a ser estabelecida na cidade. A notícia do boom econômico gerado pelos soldados se espalhou rapidamente pelo país. Logo, muitos tailandeses deixavam suas casas no interior para tentar a vida no novo paraíso.

Hoje, a cidade tem um dos maiores distritos da luz vermelha do mundo, com milhares de estabelecimentos onde só os adultos entram. Vão do eufemismo das casas de massagem, passando pelos shows insanos das ladyboys, transexuais que se tornaram quase um símbolo do país, até casas com garotas especializadas na prática do pompoarismo.

O entretenimento atrai 1 milhão de homens à cidade todos os anos. A grande maioria é de europeus de cabelos grisalhos e barrigas salientes que normalmente desfilam orgulhosos com uma jovem e bonita tailandesa ao lado.

AUTORIDADES QUEREM ‘PURIFICAR’ A CIDADE

Desde o ano passado, no entanto, há uma cruzada em Pattaya contra a prostituição, atividade ilegal na Tailândia. Começou com a promessa da Ministra do Turismo, primeira mulher a ocupar o cargo no país, de erradicar a prática e reinventar o turismo tailandês, frequentemente associado ao sexo.

Mas foi a imagem libertina com que jornais ocidentais apresentaram a cidade em matérias publicadas entre o fim do ano passado e o início deste o que mais irritou o governo local. “Sin city” (cidade do pecado, em inglês) e “Sodoma e Gomorra moderna” foram algumas das definições nada polidas que pegaram muito mal em um país extremamente conservador.

Em fevereiro, um turista britânico de 62 anos foi agredido por policiais após ter sido pego em flagrante transando com uma prostituta dentro de um clube. No mesmo mês, duas dançarinas foram presas por se apresentarem nuas. As batidas policias aumentaram e a presença de oficiais na principal rua da cidade, onde se concentram as casas de shows, é grande.

LUTA POR DIREITOS

No Airport Club, uma das casas mais conhecidas de lá, moças com trajes curtos demais para comissárias de bordo tentam capturar os turistas. Para entrar, paga-se o equivalente a oito reais. No meio do salão apertado, dez dançarinas se apresentam de biquíni numa extensa passarela enquanto outras se sentam ao lado dos clientes para uma conversa mais íntima. Dois chineses enfiam uma porção de dólares na calcinha de uma delas.

“Escolhe uma”, diz uma garçonete que vem sentar ao meu lado. Digo que estou apenas conhecendo o lugar. Como a esmagadora maioria dos que trabalham ali, ela saiu de casa do interior do país, aprendeu inglês o suficiente para se comunicar com os turistas e hoje faz dinheiro em Pattaya. “Aqui é melhor, dá para ganhar mais”, afirma.

Quando outra moça, com um pouco mais de roupa, me oferece outra bebida, apresento-me como jornalista. “Ninguém aqui é má pessoa, todas estão ganhando dinheiro de forma honesta”, diz ela. “Muitas têm filhos ou pais idosos e precisam enviar o dinheiro que ganham para a família.”

Segundo os jornais, o mercado do sexo mantém 27.000 trabalhadores na cidade. O dado não é oficial. Enquanto as autoridades questionam a veracidade da informação, organizações como a Service Workers in Group Foundation, que trabalha para a integração das prostitutas na sociedade tailandesa, afirmam que o número é muito maior.

“Reprimir a atividade e prender dançarinas não irá resolver o problema”, disse Surang Janyam, diretora da fundação, a um jornal local. Para ela, é preciso pensar em políticas que melhorem a vida das prostitutas e garotos de programa. “Que tal descriminalizar a profissão trazendo esses trabalhadores à luz da lei para que eles possam ter direitos e serem tratados como seres humanos?”, indagou.

NÃO ERA AMOR…

A primeira vez que ouvi falar da “Sin city” tailandesa foi através de Peter H., um alemão de 52 anos e coração partido. Em Pattaya, ele conheceu um rapaz na Boyztown, uma área gigantesca com bares, saunas, baladas e clubes gays. Apaixonou-se à primeira vista. “Dei tudo para ele, viagens, presentes, mesada…” O relacionamento durou dois anos, mas não vingou. “Estava cego, não conseguia enxergar que ele só gostava do meu dinheiro”, ele me conta decepcionado.

Casos assim são comuns e, às vezes, até piores: pipocam histórias de europeus de meia idade que perderam tudo por lá. Segundo um levantamento feito pela Issarachon Foundation, que assiste moradores de rua, há no país mais de duzentos ocidentais desabrigados, muitos vivendo nas areias de Pattaya.

“Não vá lá, é muito perigoso”, me alertou o alemão iludido. Lembrei do conselho quando fui habilidosamente pescado para dentro de um bar por uma jovem e bela tailandesa. “I love you so much”, declarou-se depois de alguns minutos de conversa. Estivesse um pouquinho mais carente, teria acreditado.

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– E daí, Diego?

Coisas que eu não entenderei: o medalhista olímpico Diego Hypólito, um ginasta de alta categoria, assumiu ao UOL a sua homossexualidade.

Claro que muita gente dirá: “Eu já sabia”. Mas e daí?

Vai mudar o dólar? Transformará a minha ou a sua vida? A repercussão na mídia não está exagerada?

De forma bem educada e objetiva: todos somos pessoas! Se ele gosta de homem, não pode ser condenado pois é uma questão particular que diz respeito a ele. Ao mesmo tempo, nada que se faça apologia do fato ser “um diferencial vantajoso” para o atleta! Ele continua sendo o mesmo esportista, pois ser homossexual não deve ser motivo de repulsa na sociedade, mas também não de qualidade

Não perdemos tempo nesse país com coisas desnecessárias? Os ativistas vibrammas aí é algo desta parcela populacional. A maior parte do brasileiro nem se importa. Aqui, em particular, algo que irrita: o fato de dizer que não assumia pois não poderia ser ídolo! Já não comporta-se mais tal afirmação na sociedade… 

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– A nova e triste denúncia de abuso sexual contra o ex-FIFA Óscar Ruiz

No começo da carreira (me recordo dele jovem, apitando no Pacaembu Corinthians 8×2 Guarani), o jovem árbitro Óscar Ruiz mostrava ser diferente com o apito na boca. Passou o tempo e se acomodou com a fama. Ao término da sua carreira, virou árbitro comum.

Boatos de que assediava sexualmente outros árbitros colombianos começaram a surgir e, infelizmente, ganharam ainda mais volume nessa semana.

Abaixo,

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2019/03/13/ex-arbitro-oscar-ruiz-e-acusado-de-abuso-sexual-por-colegas-de-profissao.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

EX-ÁRBITRO ÓSCAR RUIZ É ACUSADO DE ABUSO SEXUAL POR COLEGAS DE PROFISSÃO

Consagrado como um dos árbitros mais importantes do futebol sul-americano nas últimas décadas e atualmente aposentado da profissão, o colombiano Óscar Ruiz recebeu graves acusações hoje (13) de dois antigos colegas. Hárold Perilla, Carlos Chávez e Julián Mejía, também juízes de futebol, registraram denúncia por chantagem e abuso sexual.

“Faço a denúncia contra o senhor Ruiz por abuso sexual desde 2007 até eu me aposentar. Ele dizia que teria que ter relações sexuais com ele se quisesse chegar longe na arbitragem. (…) em uma pré-temporada, ele tentou me tocar nos testículos e nas nádegas. Era inteligente, não deixava áudios e nem provas”, afirmou Hárold Perilla.

“Tive coragem de denunciar, inclusive quando já era árbitro internacional. Convido as pessoas que foram abusadas para que se animem e denunciem as irregularidades também”, acrescentou Perilla, ex-árbitro Fifa e primeiro do trio a vir a público para citar os supostos abusos de Ruiz.

Segundo Perilla, Óscar Ruiz possuía poder de influência nas escalas dos membros para o Conselho de Arbitragem do futebol colombiano. Quem compartilhava as histórias dos supostos abusos com outros profissionais ou ameaçasse denunciar, era vetado.

Além de Óscar Ruiz, o trio também denunciou Ímer Machado, ex-árbitro Fifa e membro do conselho de arbitragem que teria a influência do renomado juiz colombiano, que esteve presente nas Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010 e trabalhou em quatro finais de Copa Libertadores.

“Conheço Ímer Machado desde 2006, ascendendo ao profissionalismo em 2009 como companheiro de profissão. Ele me colocou apelidos, me cercava e tocava os testículos. Tiveram que me deter várias vezes. Foi terrível. Muitas vezes tocava minha bunda, tratava de desprestigiar meu trabalho”, desabafou Perilla.

“Não denunciei antes, hoje sim. Ruiz também. Temos testemunhas do que aconteceu comigo, reforçou.

Esta é a segunda acusação de abuso sexual sobre Óscar Ruiz. Também árbitro, Germán Mauricio Sánchez afirmou que o renomado ex-juiz colombiano cometeu assédio em 2010. A denúncia veio apenas em 2012. “Não denunciei antes porque queria voltar a apitar internacionalmente”, afirmou Sánchez ao El Tiempo.

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