– Cobaias do 3o mundo em nome da ciência?

Para Vacinas e Medicamentos chegarem às prateleiras, depois de vários testes laboratoriais, etapas de estudo e testes em animais, chega a vez da pesquisa em pessoas, correto?

Um retrato horrendo: as cobaias são ‘terceirizadas’.

Assustador.

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI269853-17773,00-TERCEIRIZANDO+COBAIAS.html

TERCEIRIZANDO COBAIAS

Farmacêuticas de países ricos usam cada vez mais nações pobres para testar seus remédios — e são acusadas de experimentos antiéticos

por Felipe Pontes

“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas.

Susan Reverby, a historiadora responsável por descobrir os arquivos que mostram os experimentos nos quais 83 guatemaltecos morreram, alerta que o perigo da “importação” dos voluntários de estudos continua. “É muito preocupante ver a globalização dos testes clínicos. É mais fácil encontrar pessoas que aceitem participar fora dos Estados Unidos porque elas são ingênuas.” Para ela e outros estudiosos de bioética, testes eticamente questionáveis que expõem a população de nações subdesenvolvidas a grandes riscos continuam ocorrendo.

Não faltam denúncias contra esse tipo de prática. Nos últimos 7 anos, um hospital na Índia testou remédios de multinacionais farmacêuticas em pacientes que dizem não ter sido informados que participavam de um experimento, causando pelo menos 10 mortes. Em 2008, 12 crianças morreram na Argentina após participarem de experimentos para a fabricação de uma vacina contra pneumonia, enquanto os pais, analfabetos, diziam não ter sido avisados sobre o teor da pesquisa. No Brasil, comunidades ribeirinhas do Amapá foram deliberadamente picadas com mosquitos infectados pela malária como parte de um estudo de uma universidade dos EUA, em 2006. Em 1996, 11 crianças nigerianas em estado de saúde precário morreram e outras sofreram danos cerebrais após testarem uma droga contra meningite. A principal diferença entre esses casos e os relatos históricos na Guatemala é que, agora, em vez de governos, os acusados pelos abusos são grandes empresas farmacêuticas.

COBAIA IMPORTADA

As denúncias aparecem num contexto de crescimento do uso de estrangeiros em testes de medicamentos nos Estados Unidos e países europeus. Só em 2008 (último ano com dados compilados), 78% dos pacientes que participavam de pesquisas para drogas aprovadas pela agência americana responsável por fiscalizar remédios (FDA) estavam fora dos EUA. Naquele ano, houve 20 vezes mais testes conduzidos em países estrangeiros que em 1990.

Na Europa, entre 2005 e 2009, 61% dos testes clínicos eram de locais fora do continente. “Tanto o FDA quanto a Emea (agência europeia) inspecionam menos de 1% dos lugares onde são feitos os testes clínicos. As autoridades locais podem não ter os recursos e expertise técnica para cuidar dos problemas”, alerta David Ross, professor de medicina da George Washington University que trabalhou durante 10 anos no FDA analisando remédios.

Essa regulação falha pode estar por trás de uma briga judicial de 13 anos entre a Pfizer e o governo da Nigéria. A farmacêutica testou em 1996 um antibiótico contra meningite em crianças nigerianas com a doença em estado avançado. Durante a experiência, 11 morreram e outras desenvolveram problemas cerebrais. A companhia não obteve o consentimento de todos os participantes por escrito, foi acusada em reportagem do jornal Washington Post de ter falsificado documentos para conseguir a aprovação dos estudos e foi processada pelo governo nigeriano. Em 2009, pagou US$ 75 milhões ao país para arquivar a disputa, sem admitir culpa. A empresa afirmou a Galileu que a droga não matou, pelo contrário, salvou vidas e foi mais efetiva que o tratamento existente na época para a doença. Quanto à falta de autorização dos participantes, diz que “por conta das altas taxas de analfabetismo da Nigéria, nem sempre foi possível obter consentimento por escrito”. Os argumentos não convencem David Ross. “É arriscado experimentar em crianças cronicamente doentes que fazem parte de uma população vulnerável. Um teste desses dificilmente seria aprovado nos EUA.”

A falta de consentimento também foi denunciada em testes clínicos realizados de 2004 a 2011 na cidade de Bhopal, na Índia. O local foi vítima de um dos maiores desastres químicos da história, quando 40 toneladas de gases letais vazaram de uma fábrica de agrotóxicos em 1984, matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil com doenças crônicas. O Bhopal Memorial Hospital Research Centre, criado especialmente para tratar os afetados pelo desastre, é acusado por pacientes de receber dinheiro de companhias farmacêuticas como a AstraZeneca para testar remédios nos indivíduos debilitados sem que eles tivessem sido avisados. Dos participantes, pelo menos 10 morreram, de acordo com o jornal indiano IBN. Em documentário sobre o tema lançado em julho pela TV Al Jazeera English, um indiano chamado Ramadhar Shrivastav (em foto na pág. anterior) alega que médicos pediram para que assinasse um documento em inglês e depois lhe entregaram duas garrafas de pílulas de remédios desconhecidos para tomar. “Se gastar meu dinheiro processando o hospital não terei como alimentar meus filhos”, disse à Al Jazeera.

LEI DO MELHOR PREÇO

A razão pela qual as farmacêuticas têm aumentado a terceirização de testes em países onde há menor escolaridade e maior concentração de pobres é financeira. Em 2008, Jean-Pierre Garnier, então executivo da GlaxoSmithKline (GSK), escreveu na revista Harvard Business Review que uma companhia que faz uso de 60 mil pacientes em testes clínicos poderia poupar até US$ 600 milhões por ano ao relocar 50% das suas pesquisas para locais como a Índia e a América Latina. Segundo Garnier, um centro médico de altíssima qualidade na Índia cobraria “apenas” US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por paciente em cada teste, enquanto o mesmo sairia por US$ 20 mil num lugar de segunda linha nos EUA.

Há outro grande atrativo nos países pobres: uma burocracia menos rígida, que reduz o tempo de uma pesquisa e aumenta a chance de ela ser aprovada. Bioéticos dizem que um exemplo disso são testes feitos com grávidas portadoras do HIV em Uganda durante a década de 1990, com financiamento do governo americano.

Enquanto um grupo recebeu o antiviral AZT, outro recebeu placebo, mesmo já sabendo que o AZT poderia proteger os recém-nascidos. “Onde existe uma terapia médica que funciona comprovadamente, testes controlados com placebo são antiéticos”, afirma Kevin Schulman, diretor do instituto de pesquisas clínicas da Duke University e autor de dois relatórios sobre ética de pesquisas.

“É muito mais fácil convencer pacientes de países pobres a se submeterem a esse tipo de coisa. Para as farmacêuticas, pessoas de outros países são vistas como materiais crus que podem ser garimpados”, complementa David Ross. A questão vai além do consentimento. “Mesmo que uma pessoa entenda os riscos, ela pode não ter escolha. Muitos não têm dinheiro para pagar o tratamento padrão”, afirma o médico Amar Jesani, fundador do Centro para Estudos em Ética e Direitos da Índia. Assim, diz Jesani, viram cobaias para ter acesso a médicos, por mais que seja por um tempo reduzido (de semanas ou meses) ou por dinheiro.

ÀS CLARAS

Os testes clínicos são essenciais para o desenvolvimento de remédios efetivos e devem continuar. “Mas os países capazes de oferecer um bom atendimento de saúde devem tomar a frente. Não lugares como a Índia, que falhou em oferecer o acesso mínimo de educação e saúde ao seu povo”, diz Jesani.

O Brasil tenta evitar esse problema proibindo que voluntários sejam pagos. “As pessoas participam por altruísmo ou por entender que não existem mais recursos para a sua saúde fora do mundo da pesquisa”, afirma Gyselle Saddi Tannous, coordenadora da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os pesquisadores somente podem pagar as despesas que o voluntário tem nos dias em que ele participa dos testes, como transporte e alimentação.

Mesmo assim, problemas acontecem. Em 2006, foi descoberto que moradores das comunidades ribeirinhas de São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim, no Amapá, recebiam até R$ 30 por dia para serem picados por mosquitos com malária em pesquisa elaborada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

O caso foi denunciado no Ministério Público Federal e não houve punição até agora, e o estudo foi interrompido pelo Conep. “E muitos protestaram porque queriam o dinheiro oferecido”, diz Gyselle, sublinhando a importância de leis para proteger candidatos a cobaias em países pobres. Ela afirma haver pressão da indústria internacional para que o Brasil afrouxe suas normas. “É preciso pesar o avanço da ciência, mas não devemos fazer isso à custa de vidas.”

Como funcionam 4 vacinas que estão sendo testadas contra o ...

– Brasil possui 11 famílias com sangue Bombaim e exportou “vida”!

Aconteceu há dois anos, mas é muito curioso: eu nunca tinha ouvido falar de Sangue O Negativo Bombaim! Raríssimo, uma vida na Colômbia foi salva por brasileiro que enviou o sangue do nosso país para lá (não havia nenhum colombiano com tal sangue, apenas a pessoa que recebeu a doação).

Extraído de: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,sangue-de-cearense-salva-bebe-colombiana,70001889706

SANGUE DE CEARENSE SALVA BEBÊ COLOMBIANA

Criança precisou de doador estrangeiro por ter tipo raro; Brasil exportou material pela 1ª vez

O sangue de tipo raríssimo de um jovem cearense salvou a vida de um bebê de 15 meses na Colômbia nesta semana. Desde a criação do Cadastro Nacional de Sangue Raro, essa foi a primeira vez que o País exportou material para outra nação, segundo o Ministério da Saúde brasileiro.

A transfusão foi feita na quarta-feira, 12, em Medellín. As autoridades locais não haviam conseguido encontrar um colombiano com o mesmo tipo de sangue da criança, conhecido como fenótipo Bombaim e fizeram um alerta à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Essa história começou na terça-feira da semana passada, quando a menina chegou ao hospital com vômitos e falta de ar. A equipe médica descobriu que ela tinha baixo peso, anemia e hemorragia no trato digestivo superior. A transfusão era urgente.

Os testes iniciais concluíram que o tipo de sangue necessário era O negativo, mas nenhuma amostra era compatível. Os exames especializados concluíram que a criança não tinha sangue A ou B, ou AB, mas o fenótipo Bombaim. No Brasil, só há 11 famílias com esse tipo de sangue.

O corpo da menina não reconhecia nenhum dos tipos de sangue mais tradicionais e transfusão com o tipo errado poderia causar danos nos rins e até mesmo a morte, explica María Isabel Bermúdez, coordenadora da Rede Nacional de Bancos de Sangue da Colômbia.

Mas, diz ela, o fenótipo Bombaim não foi a causa da doença. “As pessoas com este tipo de sangue são geralmente saudáveis e, portanto, não necessariamente são identificadas.” O governo colombiano não informou quem era a família ou deu detalhes sobre o caso, como prevê a legislação local. O Estado apurou que a mãe da menina é pobre e bastante jovem.

Após o alerta, a rede de bancos de sangue no Brasil foi a única a identificar doador. Era um morador de Fortaleza, de 23 anos, que não teve o nome divulgado. No último sábado, ele doou 370 mililitros de seu sangue – quase o equivalente a uma lata de refrigerante.

Isso só foi possível pelo método refinado de análise de sangue do centro hematológico de onde veio a doação, que pesquisa anticorpos irregulares. “Há quase quatro anos, o Hemoce (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará) adotou novo método na busca de doadores raros que permite detectar diferentes tipos sanguíneos, até raríssimos”, explica Denise Brunetta, coordenadora do laboratório de Imuno-hematologia do Hemoce.

Percurso longo. Depois do desafio de encontrar o doador, as autoridades ainda batalharam para obter licenças de autoridades competentes – como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – para exportar o sangue e garantir que chegasse em bom estado ao destino.

“Saí para trabalhar na segunda-feira achando que seria um dia normal e no entanto acabei o dia embarcando com uma maleta de sangue para a Colômbia”, conta Natalícia Azevedo Silva, enfermeira do Hemoce, que protegeu o saco de sangue durante as mais de 20 horas de voo – contando o tempo de espera em aeroportos.

Para transportá-lo, foram seguidas as recomendações de transporte das legislações brasileiras e internacionais, explica Natalícia, que há 18 anos trabalha com o Hemoce.

“Colocamos a bolsa em recipiente rígido, envolta em material absorvente, com substância para refrigerar e controle de temperatura. A caixa foi lacrada e identificada como material biológico de risco mínimo. Não se pode passar a caixa no raio X nem transportar no compartimento de mala de bordo, pelo risco de danificar o conteúdo da bolsa”, descreve ela.

O trajeto do sangue não foi fácil: saiu de Fortaleza, passou por São Paulo, Panamá, Bogotá e Medellín, superando 4 mil quilômetros. Confirmada a compatibilidade, o material biológico foi fragmentado: 80 centímetros cúbicos foram destinados para transfusão do bebê, e o restante foi conservado caso haja nova necessidade.

“Esta história, sem precedentes para os dois países, confirma que a rede de colaboração que foi criada pelas autoridades de saúde na região está funcionando de maneira permanente, eficaz e solidária”, disse ao Estado o ministro da Saúde da Colômbia, Alejandro Gaviria. “É emocionante saber que os brasileiros tomaram como sua própria causa a vida da menina de Medellín”, acrescentou o ministro.

Histórico. A Coordenação-Geral de Sangue Hemoderivado (CGSH) oferece consulta ao Cadastro Nacional de Sangue Raro. Essa atividade é feita pelo Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que centraliza as informações dos doadores de sangue considerados raros de todo o País.

Entre 2015 e este mês, a CGSH recebeu 25 solicitações de consulta ao cadastro. Em 2017, até agora, foram nove pedidos, com 100% de atendimento.

EM APENAS 0,1% DA POPULAÇÃO

Descrito pela primeira vez em Mumbai, na Índia, o sangue do fenótipo Bombaim – o nome se refere à cidade indiana – está presente em apenas 0,1% da população. Ele é caracterizado pela ausência do antígeno H, presente em 99,9% das pessoas. Os indivíduos com sangue do fenótipo Bombay tem um gene raro que dá a eles um anticorpo contra esse antígeno. Se receberem um sangue que não seja Bombay, podem ter grave reação e até morrer.

No Brasil, já foram encontradas pessoas com esse subtipo no Ceará, em São Paulo e em Estados da Região Sul. Em 2014, o Ministério da Saúde criou o Cadastro Nacional de Sangue Raro. Depois disso, 25 solicitações de consulta já foram atendidas em território nacional.

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– A parceria para validar diagnóstico e prognóstico de COVID-19 a partir de brasileiros engajados!

Há de se aplaudir quem faz a diferença!

Através da espectrometria de massas com a tecnologia da caneta analítica MasSpec Pen, somada com os esforços dos cientistas da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade São Francisco (USF), uma incrível iniciativa para ajudar a diagnosticar o COVID-19 está nascendo. E a baixo custo, com uma característica a ser aplaudida: desenvolvida por brasileiros!

Quem disse que não vale a pena incentivar a pesquisa científica no Brasil? Temos pessoas capacitadas, que contribuem com projetos mundialmente inovadores como este citado.

Sobre ele, clique em: https://www.mackenzie.br/noticias/artigo/n/a/i/projeto-de-professores-do-mackenzie-e-aprovado-em-edital-preliminar-da-capes/ (e aqui faço um elogio pessoal à minha querida esposa Andréia, que faz parte deste grupo de pesquisadores).

PESQUISA TEM COMO OBJETIVO DETECTAR UM NOVO TESTE RÁPIDO PARA O COVID-19

O projeto desenvolvido e enviado pelos professores da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Marcos Eberlin, coordenador do Discovery Mackenzie; Thiago Canevari, coordenador do curso de Engenharia Química; e Manuel Salustiano, do curso de Farmácia; foi aprovado em edital preliminar da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O título do trabalho é Validação multicêntrica de biomarcadores diagnósticos e prognósticos de COVID-19 utilizando a nova caneta analítica MasSpec Pen e espectrometria de massas e é um dos 30 trabalhos selecionados no edital de seleção emergencial, que tem como tema “Prevenção e combate a surtos, endemias, epidemias e pandemias”. O projeto dos professores da UPM tem como objetivo desenvolver um novo teste diagnóstico para covid-19, simples, rápido, de baixo custo e alta eficiência, baseado na detecção de alterações de perfil metabólico. O trabalho será baseado em uma parceria com a pesquisadora associada do projeto, Livia Eberlin, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, que tem usado uma “caneta” inovadora, chamada de MasSpec Pen, como uma ferramenta que é aplicada com grande sucesso em diagnósticos rápidos e altamente confiáveis de diversos tipos de câncer. O trabalho já recebeu inúmeras premiações como o Genius Award, da MacArthur Foundation. De acordo com Thiago Canevari, o projeto utilizará estratégias semelhantes no diagnóstico de doenças já conhecidas no Brasil, como Zika, Dengue e Chikungunya. “Serão utilizados no diagnóstico e prognóstico da covid-19 em urina, secreção nasal ou diretamente pelo toque na língua de pacientes, sendo essa a primeira aplicação da caneta em diagnósticos de microrganismos”, explicou. Canevari comenta também que será desenvolvido um teste remoto, acoplado ao smartphone para diagnóstico rápido, barato e confiável, que será baseado no desenvolvimento de biossensor, empregando nanomateriais modificados com material genético do vírus que terão sua eficácia comprovada usando a caneta MasSpec. Essas amostras serão coletadas e os dados tratados estatisticamente em parceria com a Dra. Andreia Porcari, da Universidade São Francisco (USF). Já o professor do curso de Farmácia da UPM, Manuel Salustiano, desenvolverá métodos de derivatização, técnica utilizada para transformar uma substância em outra, de estrutura semelhante, por meio reações orgânicas que possam melhorar a detectabilidade e confiabilidade dos diagnósticos. O projeto concorreu com mais de 500 propostas e foi um entre os 30 contemplados, por ter recebido nota 10, nota máxima dos avaliadores em todos os seus quesitos. “Esse feito reflete a qualidade da pós-graduação em engenharia de materiais e nanotecnologia, e deve contribuir para a expansão do programa e sua melhor avaliação pela CAPES”, comemora Canevari. Além da relevância que a pesquisa tem para este momento que vivemos, ela ainda contribui para o desenvolvimento da ciência de forma geral e investe na educação, pois o projeto contempla 14 bolsas, sendo seis de pós-doutorado e oito de doutorado.

– Apenas 25% dos bebês nascerão de relações sexuais daqui 40 anos, afirma importante professor!

Um renomado biocentista americano, professor da famosa Stanford University, afirma: daqui há 40 anos, 75% dos bebês vão nascer de células de fertilização in vitro!

Assustador imaginar que ¼ das crianças nascerão de “sexo convencional”…

Abaixo, extraído de Revista Época, ed 942, pg 64-68

HENRY GREELY: “O SEXO PARA FAZER BEBÊS SERÁ RARO”

À primeira vista, a ideia do advogado americano Henry Greely, que se especializou nas implicações éticas, sociais e legais dos avanços biomédicos, parece pouco plausível. Em seu novo livro, The end of sex (O fim do sexo, sem edição brasileira), recém-lançado nos Estados Unidos, Greely afirma que, em 40 anos, 75% dos bebês nascerão a partir de técnicas de fertilização in vitro. É difícil imaginar casais sem problemas de fertilidade recorrerem ao procedimento. Ele é caro e desgastante, em especial para a mulher, que tem de tomar hormônios fortes e passar por uma pequena intervenção para coletar os óvulos, fertilizados com o espermatozoide em laboratório. O argumento de Greely, de 63 anos, diretor do Centro de Direito e Biociências da Universidade Stanford, torna-se convincente quando ele detalha como o aprimoramento de uma técnica já estudada pelos pesquisadores tornará a coleta de óvulos dispensável. Células de pele serão transformadas em células-tronco, com potencial para gerar qualquer tipo de célula, inclusive as reprodutivas. “Casais gays poderão ter filhos biológicos e será possível fazer um bebê com uma única pessoa”, diz Greely. Mais: esse bebê, diferentemente de um clone, não precisará ser uma cópia idêntica do progenitor. Ele acredita que o barateamento das técnicas de sequenciamento do genoma permitirá aos pais escolher até características comportamentais do filho. Será uma revolução na maneira como nos reproduzimos. “Se será algo bom ou ruim, só depende de nós.”

ÉPOCA – Devemos nos preocupar com esta história de o sexo acabar, como sugere o título de seu livro?
Henry Greely – O sexo que não tenha como objetivo direto gerar bebês continuará existindo. Mas estimo que, entre 30 e 40 anos no futuro, as pessoas não farão sexo para conceber seus filhos. Será algo muito mais raro do que é hoje. Cerca de 75% dos bebês nascerão de uma técnica semelhante à fertilização in vitro, em que o espermatozoide do pai fecunda o óvulo da mãe em uma placa de laboratório, e o embrião resultante é transferido para o útero. A diferença é que nessa nova técnica não será necessário estimular o ovário das mulheres para extrair os óvulos.

ÉPOCA – Como serão feitos os óvulos?
Greely – Será possível fazê-los a partir de células da pele. Em vez de a mulher passar por dias de injeções de hormônios caros e muito fortes – para fazer os ovários produzir muitos óvulos –, pegaremos células da pele e as transformaremos em um tipo de célula com potencial para se transformar em qualquer outro tipo. São as células-tronco pluripotentes induzidas. Elas serão transformadas em óvulos. Espermatozoides também poderão ser feitos assim. É provável que possamos até fazer óvulos da pele de homens e espermatozoides da pele de mulheres.

ÉPOCA – O grande avanço tecnológico necessário não pode manter isso no terreno da ficção científica?
Greely – Pesquisadores já conseguiram induzir células-tronco a partir da pele de ratos, transformá-las em células reprodutivas e gerar filhotes. Ainda não chegamos a esse ponto com seres humanos, mas os primeiros passos já foram dados. Há muito esforço e dinheiro sendo investidos para transformar as células-tronco pluripotentes induzidas em diversos tipos de células: nervosas, do fígado, do pâncreas… quanto mais aprendermos, mais fácil ficará transformá-las em qualquer tipo, inclusive óvulos e espermatozoides.

ÉPOCA – Se é possível produzir tantos óvulos quanto espermatozoides a partir de células de qualquer sexo, casais gays poderão ter filhos biológicos?
Greely – Acredito que eles acharão essa possibilidade muito interessante. Será mais fácil para casais de lésbicas. Os homens ainda terão de encontrar alguém que aceite ser barriga de aluguel, enquanto no casal de lésbicas uma das duas mulheres pode levar a gravidez adiante.

ÉPOCA – Se será possível fazer óvulos e espermatozoides a partir da pele de uma mesma pessoa, será viável gerar embriões a partir de uma única pessoa? 

Greely – É possível. Acho que você tem de ser um pouco louco, mas é um mundo grande e há gente maluca nele. Essa criança, um “unibebê”, não seria um clone da pessoa que o gerou. Para a maior parte dos genes, temos duas cópias: uma que veio da mãe e uma que veio do pai. Como as diferentes combinações dessas cópias levam a características diferentes, o filho não seria um clone, mas algo próximo. No genoma, ele poderá ter genes iguais ao “uniprogenitor” em alguns lugares e em outros não. Uma pergunta a que os governos terão de responder é se isso deverá ser permitido. Parece, no mínimo, muito egocêntrico. Donald Trump iria querer um “unibebê”.

ÉPOCA – É possível entender que casais com problemas de fertilidade e casais gays se interessem por essa técnica. Mas por que a maioria optaria por ter bebês dessa maneira se o jeito tradicional é mais agradável?
Greely – Com essa técnica, será possível fazer centenas de embriões, e não a média de 12 que a fertilização in vitro tradicional permite hoje. Os pais poderão usar técnicas de sequenciamento genético, que estarão muito mais baratas, para analisar os genes do embrião e escolher características. Essa técnica, chamada de diagnóstico de pré-implantação, já existe há 25 anos, mas atualmente é usada para olhar apenas doenças genéticas sérias. O custo de decifrar um genoma caiu de US$ 500 milhões para US$ 1.000. É provável que, em 20 anos, seja US$ 100 ou US$ 10. Significa que será possível saber tudo o que a genética tem a nos contar sobre cada um dos embriões.

ÉPOCA – Há muitas críticas morais e éticas em encomendar um bebê com características específicas…
Greely – Acho que o maior uso será para evitar doenças genéticas graves. Alguns pais usarão para evitar outros riscos de saúde, como mutações do gene BRCA, que podem levar ao câncer de mama e ovário, ou mutações relacionadas ao mal de Alzheimer. O sequenciamento genético também poderá ser usado para escolher a aparência: cor do cabelo, dos olhos, da pele, altura. Alguns pais terão interesse em escolher o sexo. Outros de selecionar comportamentos. O problema é que a relação entre genes e características comportamentais é particularmente fraca. Nunca seremos capazes de falar: “Esse embrião será um gênio”. Talvez possamos falar que “ele tem 12% de chance de estar entre os 10% mais inteligentes”. Há um risco de os pais errarem.

ÉPOCA – Será difícil escolher quais embriões implantar?
Greely – Ao olhar para muitas variáveis, tomar decisões se torna difícil. Como você sabe se vale a pena escolher um embrião com propensão maior à matemática se ele também tem um risco maior para diabetes? Uma das vantagens de fazer bebês a partir do velho jeito é que não é preciso tomar nenhuma decisão. Apenas jogam-se os dados. Agora, quando você faz escolhas, pode se sentir bem se elas se mostrarem corretas ou mal se parecem erradas. O maior risco será os pais acreditarem que controlam mais do que podem.

ÉPOCA – A fertilização in vitro está disponível há mais de 30 anos, mas seu uso ainda é restrito porque ela é cara. A nova técnica será mais barata a ponto de 75% dos bebês nascerem a partir dela?
Greely – Ela deverá custar em torno de US$ 10 mil por bebê, próximo do valor atual de uma fertilização. Pode parecer caro para famílias, mas muitos países arcarão com o custo e disponibilizarão a técnica gratuitamente. Fazer 100 bebês custará US$ 1 milhão. Mas, considerando que entre 1% e 2% dos bebês nascidos têm doenças genéticas sérias que exigem mais do sistema de saúde, será possível evitar gastos de US$ 5 milhões. Os países tornarão a população mais saudável e também economizarão dinheiro do governo, dos planos de saúde e de agências seguradoras.

ÉPOCA – Isso soa assustadoramente como eugenia. Não há um risco alto demais?
Greely – Há preocupações éticas, a começar pela segurança do procedimento. Primeiro, temos de ter certeza de que ele será seguro para os bebês. Ele também poderá gerar problemas de igualdade: e se muitos pais quiserem ter meninos em vez de meninas, por exemplo? Para mim, uma das questões mais difíceis envolve deficiências. Vamos supor que você tenha um filho com síndrome de Down e ela se torne incomum. Como isso afetará a pesquisa sobre a doença de seu filho, o apoio médico e social a ele? Se será possível escolher se um bebê com deficiência poderá ou não nascer, aqueles que nascerem com deficiência terão a sensação de que, na verdade, não deveriam ter nascido. Uma das razões pelas quais escrevi esse livro é para alertar sobre o que está vindo. As pessoas precisam se preocupar e começar a pensar em como usar essa técnica. Se será algo bom ou ruim, só depende de nós.

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– O mau negócio da “Segurança Psicológica” em não opinar no Trabalho

Você se omite em opinar durante as reuniões de trabalho? Essa “segurança psicológica” é uma omissão a ser evitada.

Boa matéria que compartilho, extraído de Época Negócios, Ed 111, Caderno Inteligência, Pg 26

NÃO TENHA VERGONHA DE OPINAR

Ficar quieto para obter “segurança psicológica” é mau negócio. 

Você talvez já tenha vivido essa situação: durante uma reunião, não expressou críticas ou fez propostas possivelmente melhores que as de outros participantes por receio de ofender alguém ou mesmo ser repreendido pelo chefe por uma suposta inconveniência. Essa opção pelo silêncio é o resultado, segundo Amy Edmondson, professora da Harvard Business School, de um fenômeno que ela chama de “segurança psicológica”. Nosso cérebro segue a programação de sempre se preocupar com o que os outros pensam sobre nós e as consequências disso. É algo que remonta a milênios da civilização humana: na pré-história, entrar em conflito com os outros poderia significar a expulsão da tribo, ameaçando diretamente a própria sobrevivência, daí o instinto de evitar tais situações.

Mas a omissão e o recato em nada ajudam seu progresso profissional – ao contrário. E a falta de participação também afeta diretamente o desempenho geral da equipe. Por isso, aconselha a professora de Harvard, devemos ter consciência desse fenômeno e superá-lo, sem medo de ter opiniões ou propostas diferentes basta saber expressá-las com habilidade. Isto também nos garantirá a tal “segurança psicológica” que, segundo estudo divulgado pelo Google People Operations (seu setor de RH), é o principal dos cinco traços característicos das empresas mais bem-sucedidas (os outros são confiabilidade mútua, clareza de metas, significado do trabalho e impacto do trabalho).

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– O ministro astronauta em entrevista bem humorada.

Marcos Pontes, o Ministro da Ciência e Tecnologia, deu uma entrevista interessante ao Programa Pânico, da Rádio Jovem Pan.

Goste ou não do Governo Bolsonaro, vale a pena assitir a fala de Pontes (que notabilizou-se nacionalmente por ser o primeiro brasileiro a viajar pelo espaço, junto à Nasa).

Bem humorada, a fala está em: https://youtu.be/AimyFQK6R4k

– Camarão Pink Floyd!

Você gosta de camarão?

Eu adoro! E feito de qualquer jeito. Saudável e gostoso, pode ser pescado no mar ou criado em cativeiro.

A mais nova descoberta (na costa do Panamá) é de um camarão de garras “rosa-choque”, que solta vibrações com um volume muito alto, capaz de matar outros peixes, batizado de Pink Floyd.

O que falta para a Ciência descobrir, não? E quantos outros seres vivos que ainda não conhecemos…

Extraído de: http://superabril.com.br/ciencia/nova-especie-de-camarao-e-batizada-com-nome-de-pink-floyd/

NOVA ESPÉCIE DE CAMARÃO É BATIZADA COM NOME DE PINK FLOYD

Crustáceo progressivo usa sua garra rosada para criar vibrações supersônicas e matar presas no fundo do mar

Por Guilherme Eler

Foi mais forte do que os próprios cientistas. Fãs de rock nas horas vagas, o grupo viu na descoberta de uma nova espécie de camarão a chance perfeita para homenagear uma de suas bandas preferidas. E a referência deixaria o Pink Floyd orgulhoso: assim como a histórica banda inglesa, o pequeno crustáceo faz também um barulho, digamos, conceitual. Com cerca de 5 centímetros, ele é capaz de paralisar e matar suas presas à distância, munido de sua arma supersônica – uma estilosa garra na cor rosa.

A escolha do nome da criança, Synalpheus pinkfloydi, une o útil ao agradável: com “pink”, tem-se uma referência perfeita à garra rosada do bicho. “Floyd”, que já vem no pacote, teve de ganhar o “i” ao final, em uma tentativa de ajustar a alcunha ao formalismo da taxonomia, que pede que novas espécies tenham nomes em latim. A variedade integra a família dos camarões-pistola, também conhecidos como camarões-de-estalo.

Sammy De Grave, pesquisador do Museu de História Nacional de Oxford, disse ser fã da banda inglesa desde a adolescência. “Ouço desde que o ‘The Wall‘ foi lançado em 1979, quando eu tinha 14 anos”, declarou à BBC. À NPR, o pesquisador revelou seu conhecimento aprofundado da banda. Segundo De Grave, a referência ao nome “é feita na linha ‘By the way, which one of you is Pink?’ da canção ‘Have A Cigar‘”, que integra o álbum Wish you were here.

Para completar a lista de coincidências, a espécie descoberta também tem sua veia sonora – utilizada para a sobrevivência. E a habilidade de produzir “música” (tecnicamente, ondas supersônicas) vem de sua garra rosada: o ato de abrir e fechá-la rapidamente causa um estouro na casa dos 210 decibéis, volume que, de tão alto, é capaz de matar até peixes pequenos que estiverem passeando desavisados pela região.

O ruído deixa no chinelo, por exemplo, o som causado pelo disparo de uma arma de fogo, uma turbina de avião ou mesmo shows de rock, que podem alcançar meros 120 dB“Shine on, S. pinkfloydi” – diria, provavelmente, Roger Waters.

A espécie é nativa da costa do Pacífico do Panamá. Sua descoberta foi descrita no periódico científico Zootaxa, e tem, inclusive, participação brasileira. Dentre os autores, estão uma equipe da Universidade Federal de Goiás, além de cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e de Seattle, nos EUA.

E o melhor: não é o primeiro crustáceo identificado pelos pesquisadores que leva um nome de astros do rock. Vocalista da banda Rolling Stones, o azarado Mick Jagger tem também no currículo uma variedade de camarão que faz referência ao seu nome. Explicar o porquê da Elephantis jaggerai ter ganhado esse nome, no entanto, parece ser uma tarefa ainda mais difícil. Quem sabe a espécie arrisque um ou outro passinho estranho de dança no fundo do mar.

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– Neurociência: LOVE AND THE BRAIN: Neuroscience study on love.

Este texto sobre neurociência, falando sobre os Estudos do Amoré muito bom!

Compreensível até por quem não tem conhecimento mais profundo da língua inglesa. Abaixo: 

Love may well be one of the most studied, but least understood behaviours. More than 20 years ago, the biological anthropologist Helen Fisher studied…

LOVE AND THE BRAIN: Neuroscience study on love.

– Evolução Profissional dos Químicos – da Idade Média aos Dias Atuais!

Hoje é Dia do Químico. Com as novas tecnologias e cada vez mais novas descobertas, a profissão se revoluciona diariamente e a ritmo frenético.

Pois bem: para celebrar a data, um especial da Revista Superinteressante sobre os Químicos na Idade Média!

Bacana, extraído de: http://is.gd/3grQ0S

COMO ERA O LABORATÓRIO DE UM ALQUIMISTA MEDIEVAL?

por Luiz Fujita

Era escuro e bagunçado, ou seja, nada parecido com um laboratório de química atual. No meio dessa zona, os alquimistas eram pessoas comuns que manipulavam ingredientes minerais e vegetais a fim de produzir ouro a partir de outros metais. Essa busca pelo nobre metal tinha uma motivação mais espiritual do que materialista, já que, para eles, transformar metais comuns em ouro seria um jeito de libertar a essência divina que existe em todas as coisas. O nobre ideal, porém, não convenceu a Igreja Católica, que, no século 14, proibiu a alquimia – nessa época, os alquimistas eram perseguidos como servos do demônio – e a prática só voltou a ser socialmente aceita no século 15.

Ouro que é bom, nada… Banho-maria, porcelana e uma série de compostos químicos surgiram nos porões dos alquimistas!

VOVÔ DA MARVADA
O destilador, criado pelos alquimistas por volta do ano 800, é usado até hoje em laboratórios químicos. O instrumento separa líquidos misturados e funciona assim: a mistura é fervida e o líquido que evapora mais cedo sobe até o topo do destilador, onde vira gotas que escorrem para outro recipiente

BRINCANDO COM FOGO
O fogo era usado na maioria dos experimentos, para queimar materiais e para ferver líquidos. Por isso, era comum instalar o laboratório na cozinha. Para tocar as experiências em outros cômodos da casa, usava-se um fogareiro, parecido com uma churrasqueira portátil, e um soprador, que mantinha o fogo aceso

QUÍMICA DO AVESSO
Os alquimistas foram mais eficientes para destruir do que para criar ouro. É que eles descobriram uma substância chamada água-régia, que corrói o precioso metal amarelo
Vitriol (cristal de sulfato) + Nitrato de potássio (cinzas de madeira + xixi) + Água-forte (ácido nítrico) + Cloreto de amônia (sal de vulcão) + Água-régia (ácidos nítrico e clorídrico)

BALANÇA, MAS NÃO CAI
Outros recipientes usados na química atual têm origem na alquimia, como os cadinhos – potes de metal ou porcelana, de alta resistência, usados para fundir metais. Os alquimistas também mediam as quantidades de ingredientes com balanças para poder repetir os experimentos que dessem certo

MAGOS DO PORÃO
O ambiente de trabalho dos ancestrais dos químicos era sujo e escuro. Para manter segredo sobre suas atividades e descobertas, o alquimista realizava experimentos sozinho, enfurnado em um sótão ou em um porão, à luz de velas. O cheiro era forte por causa da mistureba de materiais

PROJETOS PARALELOS
Transformar metais comuns em ouro era fichinha para aqueles que também tentavam descobrir um elixir que curasse tudo e desse a vida eterna. Outro desafio era misturar ingredientes para fazer surgir uma criatura surreal: o homúnculo – havia até receita de como criar o pequeno ser!

RECEITA DE SUCESSO
Rodeados por livros e pergaminhos, os alquimistas registravam os experimentos e descobertas a fim de compartilhar com os colegas. Para evitar que roubassem fórmulas e instruções, os caras faziam anotações cifradas – com gravuras no lugar das palavras, por exemplo:
• A alquimista Maria, a Judia, esquentava recipientes com água fervente, dando origem ao termo “banho-maria”
• Explosões eram comuns e, às vezes, tão violentas que matavam o alquimista
• A porcelana foi trazida para o Ocidente pelo alquimista alemão Johann Böttger, no século 18
• Uma das receitas de homúnculo leva sêmen humano magnetizado, enterrado em cocô de cavalo!

O sonho dourado de alquimistas europeus e árabes nunca virou realidade. Chineses buscaram, em vão, a receita da vida eterna.

EUROPEUS
Não fabricaram ouro, mas revelaram alguns tesouros. O inglês Roger Bacon criou uma lente que concentrava raios do Sol e acendia velas. O suíço Paracelso foi um dos primeiros médicos a tratar a epilepsia como doença

ÁRABES
Fizeram grandes descobertas químicas. Abu Musa Jabir Hayyan, por exemplo, descobriu o ácido nítrico. Até algumas palavras usadas na química, como álcool, foram introduzidas pelos alquimistas árabes

ASIÁTICOS
Os chineses perseguiam a imortalidade por meio de boa alimentação, prática de exercícios físicos e poções. Algumas receitas, porém, levavam direto para a cova, contendo arsênico e mercúrio na fórmula.

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– Gustavo Cabral, o pesquisador de Oxford, e a pesquisa da vacina para Covid-19

Gustavo Cabral: já ouviu falar dele?

Um baiano que levantava às 3h da manhã, trabalhava num açougue e… dormia na aula de tanto cansaço. Reprovou 3 vezes a 8a série, não desistiu e ingressou na faculdade. Formado, depois de muito esforço, se tornou um renomado pesquisador. É ele um dos integrantes do grupo de trabalho que estuda uma vacina contra o Covid-19 em Oxford.

Ele deu uma entrevista muito interessante falando sobre o Novo Coronavírus, vacina, ensino e pesquisa; também elogiou no Brasil a FAPESP e tratou de outras coisas, como:

“Se há troca de informações para desenvolver vacina entre laboratórios? Esquece. Somente pesquisadores de universidades públicas fazem isso”.

“Malária não tem vacina. Lembram da promessa de uma vacina para o Zika Vírus. Cadê?”

‘Tomar hidroxicloroquina é um perigo! Se você tem um coração que funciona bem, toma isso para ver o que acontece. Ela tem muitos efeitos colaterais.”

“Pedi um reagente em Oxford às 11h e tive ele às 15h. No Brasil, quando fiz a mesma coisa, pedi no meio do mês de Abril e chegou em Maio!”

“Reinfecção do Novo Coronavírus? Se existe? Lembre que o vírus da gripe muda. Os vírus são mutáveis. E se fizer a vacina e o vírus mudar, tem que mudar a vacina.”

Em tom bem descontraído, vale assistir o inteligente, esforçado e espirituoso pesquisador. Um exemplo de persistência na vida!

Está em: https://www.youtube.com/watch?v=a7IK1pgYftc

– A nova colonização será espacial?

Leio que o cientista recém falecido Stephen Hawking, questionado sobre a situação da Terra, fez questão de dizer que o “espaço será o Novo Mundo”.

Disse ele:

O planeta está se tornando pequeno demais para nós. Quando atingimos crises similares, havia um lugar a colonizar. Colombo fez isso em 1492. Mas agora não há um “Novo Mundo”. Ficar aqui significa ser aniquilado. Ocupar o espaço vai determinar se a humanidade terá algum futuro ou não”.

Será uma verdade? Teremos superpopulação em nosso pequeno grão de areia no Universo? Necessariamente teremos que habitar em outro astro ou o mundo conseguirá se equilibrar?

Você tem algum temor sobre isso?

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– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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– Os Jovens comportados e responsáveis são aqueles que alcançam o sucesso!

Neste mundo de muita confusão comportamental e de valores deturpados, uma matéria muito bacana sobre os jovens que alicerçam sua vida na família, na religião, no trabalho e no estudosem perder a alegria.

Nada de excessos, distância das drogas e muita vontade de vencer: esse é o “jovem diferenciado”, que deveria não ser a “exceção”, mas a regra da sociedade!

A ótima matéria está no Jornal de Jundiaí (www.jj.com.br), caderno Cidades, na edição de alguns domingos atrás, por Mauro Utida (mutida@jj.com.br)

EM TEMPOS MODERNOS, JOVENS SE DESTACAM COM COMPORTAMENTO DIFERENCIADO

Pensar no futuro é uma das ocupações das quais os jovens mais se dedicam a fazer, porém nem todos conseguem se planejar para alcançar seus objetivos e sonhos e, com isso, se frustram. Em tempos modernos, onde há muita informação e liberdade, muitos novos adultos conseguem se destacar, buscando mais expressão com a maturidade e sem abandonar os valores da família.

Eles podem até ser considerados ‘caretas’, inocentes e até mesmo, conservadores, mas uma boa parte desta nova geração não está preocupada com baladas, como a maioria, mas sim na estabilidade financeira por meio de um bom emprego na área em que eles se formaram e na construção de uma família tradicional.

Para a psicóloga Maria de Fátima Maion Cosarin, a geração atual é mesclada, enquanto há aqueles que não estão nem aí para nada, há outros muito responsáveis, decididos e maduros.

Ela se preocupa apenas quando o jovem coloca a estabilidade financeira como prioridade. “O mais importante é o jovem se encontrar e alcançar o autoconhecimento, não só pensar na parte financeira. Conheço muitas famílias realizadas financeiramente, mas infelizes”, alerta.

Para ela, a liberdade pode ser vista de diversas maneiras, porém quando é associada ao álcool, drogas e sexo, se torna libertinagem. “Hoje o jovem tem a liberdade de expressão, mas falta maturidade. Não existe liberdade sem maturidade”, avisa.

Rock’n Roll
Quem olha para Daniel Pacheco da Silva, 23 anos, tocando baixo com sua banda de heavy metal, com camiseta preta, não imagina que ele é um administrador de banco de dados, formado pela Faculdade de Tecnologia (Fatec Jundiaí) em análise de sistema, bebe socialmente, costuma ir às missas frequentemente e é um dos mais tranquilos da turma.

Para ele, o relacionamento sério é mais “bacana” e procura alguém com quem tenha afinidade. Drogas? Nem pensar. “Não tenho nada contra, mas não me misturo”, declara. Ele não se considera uma pessoa diferente da sua geração por ser mais conservador do que a maioria dos jovens de sua idade, porém procura focar mais no seu trabalho e na música, já que também toca violão e gaita. “Cada um é cada um, não discrimino a opinião de ninguém”, desabafa.

Sonho de criança
Desde criança, Stephânia Vilela, 23 anos, sonha em se formar, conseguir um bom emprego e depois casar. Foi sempre uma aluna disciplinada e hoje, aos 23 anos, já faz pós-graduação em Direito do Trabalho, na Faculdade Padre Anchieta, em Jundiaí.

Ela se formou em Direito pela PUC-Campinas e no 5º ano de faculdade, conseguiu passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para poder exercer sua profissão. “Em cinco anos de faculdade, se fui a cinco festas foi muito”, diz.

Ela namora há quatro anos com um jornalista, que também está iniciando na profissão, porém os sonhos do casamento foram prorrogados para que os dois consigam uma estabilidade financeira e profissional primeiro. Na opinião dela, o próximo passo do casal será conseguir um imóvel e, só então, realizar a cerimônia matrimonial.

“Nosso namoro deu certo porque nós dois somos bem tranquilos, saímos mais para comer fora e se reunir com os amigos, ou ficar assistindo Netflix em casa (risos)”, revela.

O que chama a atenção em Stephânia são as suas tatuagens e um piercing no nariz, nada comum para uma advogada. Mas ela afirma que não gosta de estereótipos e quer ser uma profissional sem abandonar seu estilo. “Adoro tatuagens e piercing, quero ter minha liberdade de escolha dentro da minha profissão, não gosto de estereótipos”, declara.

Lado espiritual
A psicóloga Fátima Maion Cosarin também destaca a importância dos jovens terem uma espiritualidade forte, seja qual for a religião. Para ela, jovens com este perfil, costumam alcançar a maturidade mais rápido, pois de alguma forma a religião costuma trabalhar com as frustrações.

O analista de suporte, Thiago Hernandes Cardoso da Silva, 30 anos, foi influenciado pela avó a frequentar as missas católicas. Ele gostou de participar deste ambiente e, dentro do grupo de jovens, conheceu sua namorada, com quem está há 3,5 anos. Eles já planejam o casamento dentro da Paróquia São João Batista, na Ponte São João, em 2019. “Estamos praticamente noivos”, declara.

Silva afirma que os bons costumes não aprendeu na igreja, mas sim dentro de casa. Para ele, a educação tem que vir da família e a igreja, como um direcionamento para a espiritualidade. “Os meus princípios e minha educação foram passados pelos meus pais, a igreja é meu suporte espiritual”, diz ele, que é formado em informática.

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– Quando a Medicina se une com a Fé!

Há dois anos…

Achei muito interessante a entrevista do Dr Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein às Páginas Amarelas da Revista Veja dias atrás. Questionado sobre o judaísmo estar intrisecamente ligado à filosofia do importante e famoso hospital (que é mantido pela comunidade judaica), declarou:

Tenho aqui as melhores ferramentas da lógica e da ciência para comandar esse hospital, mas uso a fé como instrumento fundamental de gestão. É acreditar em coisas não tangíveis, e isso é fundamental para buscar a qualidade no Albert Einstein”.

Muito bom! Tal declaração serve para qualquer religião e mostra como Fé e Ciência devem andar de mãos dadas.

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