– A Caneta que detecta o Câncer em Segundos!

A professora brasileira Lívia Eberlin, que trabalha na Universidade do Texas, é um daqueles talentos que passam despercebidos em nosso país.

Formada na Unicamp, acaba de desenvolver um equipamento revolucionário que foi apresentado nessa semana: uma caneta que permitirá detectar tumores de câncer SEM A NECESSIDADE DE BIÓPSIA!

A inteligência, usada para o bem, é fantástica, não?

A matéria e a explicação bem didática neste link (texto e vídeo) da TV Bandeirantes.

Em:

https://noticias.band.uol.com.br/ciencia-e-saude/noticias/100000942332/brasileira-desenvolve-caneta-que-identifica-cancer-em-segundos.html

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– Somos Livres para as Nossas Escolhas ou Inevitavelmente Influenciáveis?

Leio numa edição da Revista Época (708, pg 65-69, por Marcela Buscato e Bruno Segadilha), uma interessantíssima matéria intitulada “O Cérebro no Banco dos Réus”. Nela, se questiona se realmente somos livres para decidir, ou seja, se somos responsáveis pelas nossas escolhas. O trabalho se baseia no livro do neurocientista Michel Gazzaniga, autor do livro Who’s in charge”?, onde ele diz que:

A responsabilidade pelos nossos atos não é propriedade do cérebro, mas um acordo estabelecido entre as pessoas”.

A idéia central é: nem sempre estamos no comando de nossos atos; muitas vezes estamos iludidos que comandamos a nós mesmos, pois em diversas oportunidades a sociedade é quem comanda as nossas ações. Assim, teríamos culpa por determinados erros com essa visão de responsabilidade pessoal dos nossos atos, se não somos culpados por algumas ações?

Papo-cabeça, mas inteligente e curioso.

O conceito de “Responsabilidade” surge mais ou menos no ano 1700 a.C., com a lei de Talião: Olho por olho, dente por dente! A punição a um crime seria com a mesma forma da infração.

Porém, o conceito começa a mudar com a Lei de Aquilia, Século III), onde surge o conceito de culpa e o direito romano. A preocupação é responsabilizar em respeito à necessidade de se restituir danos a um prejudicado.

Por volta do ano 400, Santo Agostinho defendeu a idéia que: Deus nos deu autonomia, e nós somos responsáveis pelos atos que nós tomamos. Temos livre arbítrio, e não podemos jogar a culpa em outras coisas / pessoas.

A novidade vem em 1843, com a Regra M’Naghten: insanos mentais não podiam receber responsabilidades, pois, afinal, são pessoas perturbadas.

Agora, o dr Gazzaniga diz que muitas vezes podemos ser também inocentes de erros cometidos, pois somos forçados a praticar coisas por força da sociedade.

O que você pensa sobre isso: tal argumento pode nos tornarmos livre de responsabilidades pessoais, ou é um grande exagero? Deixe seu comentário:

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– As pessoas acima de 50 anos aumentam a presença em universidades!

Um número bom, mas que pode ser alarmante também: as instituições de ensino estão recebendo alunos mais velhos, que quando jovens não tiveram oportunidade para estudar. Por outro lado, fica a questão: os jovens de hoje estão priorizando o Estudo (ou só o farão quando mais idosos)?

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/faculdades-do-pais-recebem-cada-vez-mais-alunos-acima-dos-50-anos.shtml

FACULDADES DO PAÍS RECEBEM CADA VEZ MAIS ALUNOS ACIMA DOS 50 ANOS

Em 2017, 73 mil estudantes nessa faixa etária entraram no primeiro ano do ensino superior

Por Elaine Granconato

Universidade não é lugar só para jovens, mas também para a turma dos cinquentões para cima. Em 2017, 73.048 alunos com 50 anos ou mais ingressaram no primeiro ano do ensino superior no país, dos quais, 62% optaram pelo ensino a distância, modalidade que tem despertado interesse dos estudantes nos últimos anos.

O levantamento é do Quero Bolsa, plataforma na internet para inclusão de estudantes no ensino superior. A empresa se baseou no Censo de Educação Superior 2017, realizado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão ligado ao Ministério da Educação, e divulgado recentemente.

De 2010 a 2017, o número de alunos com 50 anos ou mais que entraram em faculdades cresceu 73,6%. Se observadas as modalidades de ensino, o a distância registrou alta de 162% entre este público no período, contra 9,82% do presencial.

Desde 2014, ano em que o governo federal reduziu a oferta de vagas no Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante), tem caído o número de alunos nessa faixa etária em cursos presenciais. Dos 73.048 universitários acima de 50 anos inscritos no primeiro ano no ano passado, 37,5% representaram essa modalidade.

MAIS FLEXÍVEL

Para Marcelo Lima, diretor de relações institucionais do Quero Bolsa, o ensino a distância, realizado pela internet, tem despertado o interesse do público acima de 50 anos por vários motivos, entre os quais, a flexibilidade do tempo e o preço mais baixo. “O aluno pode escolher o melhor horário para estudar em sua casa, além do que, em média, o valor cai 65% no valor da mensalidade”, afirma Lima.

Afrânio Mendes Catani, professor da Faculdade de Educação da USP, diz que, a rigor, não é favorável ao ensino a distância. “Se for como primeira graduação, então, acho condenável”, afirma. Mas, para os estudantes acima de 50 anos, pode ser uma opção aceitável. “Nos casos daqueles que já têm outras graduações ou mesmo visam uma aposentadoria com valor mensal melhor. Até por satisfação pessoal.”

O MEC afirmou que apoia a educação a distância e diz que a ideia é democratizá-la. Disse que ela é inclusiva e propicia a inserção de tecnologia e novas ferramentas de aprendizagem.

SONHO DE JUVENTUDE

O fim de ano será para lá de especial para Jucineide Farias da Cruz, 54 anos, moradora no Jardim Helena (zona leste). Após décadas de luta, realizará finalmente o sonho da conquista do diploma em pedagogia.
Nascida em Tucano, distante 252 km de Salvador (BA), a ex-funcionária do Mappin, entre outros empregos, concluirá a graduação presencial na Universidade Cruzeiro do Sul em São Miguel Paulista (zona leste).

Seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) será sobre dificuldades de aprendizagem. Mãe de quatro filhos, entre 18 e 26 anos, ela conciliou trabalho e estudo, incluindo um estágio obrigatório em escola municipal, ao longo dos últimos três anos.

“Sempre tive uma vida difícil financeiramente, com pais de origem humilde”, diz Jucineide, ao contar que, aos 19 anos, se viu obrigada a trancar o curso de economia, ainda no segundo semestre.

Mais velha da turma de pedagogia, Jucineide já tem planos futuros. “Quero dar aulas para crianças de educação infantil”, afirma a futura pedagoga, que acaba de ter a notícia que será avó em junho de 2019.

DIREITO A DISTÂNCIA

Ao longo da vida foram 19 profissões, entre marceneiro, torneiro mecânico, soldador e pintor, mas, futuramente, o hoje aposentado Vanderlei Sasso, 72 anos, morador na Vila Esperança, na Penha (zona leste), terá uma mais que especial: advogado.

Para isso, basta concluir o curso de direito na Unip, onde está matriculado no ensino a distância. Ele faz o quinto semestre, ou o terceiro ano de graduação.

O gosto pela área de direito entrou em sua vida quando teve de provar – e provou – a união estável, ao longo de 26 anos, de sua mãe, América Leandro Sasso, com seu padrasto. Foram idas e vindas na Defensoria Pública, segundo Sasso, pai de quatro filhos e avô de sete netos.

Já a opção pelo ensino a distância foi por conta da mãe, hoje com 91 anos. “De casa, consigo cuidar dela e estudar com as aulas que recebo e vejo pelo computador”, diz o mais experiente da turma, que, pelo menos uma vez por semana vai até o campus da faculdade.

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– A lei que permite um maior número de atletas estrangeiros está prejudicando o futebol brasileiro?

Toda troca de conhecimento / experiência / intercâmbio sempre é muito válida, em qualquer área que seja. No futebol, isso não deve ser diferente: diretores de clubes europeus, treinadores de fora, gestores com outra mentalidade do que a nossa, são sempre peças fundamentais.

E se os estrangeiros forem os jogadores?

Nada contra! Tivemos Dario Pereira, “Dom” Elias Figueroa, Ramoz Delgado, Pedro Rocha… grandes craques que fizeram a diferença por aqui dentro dos gramados. Fora deles, não se pode deixar de mencionar Béla Guttmann, o treinador húngaro que revolucionou o futebol brasileiro, trazendo Zizinho para o SPFC alegando que ele “representava o futebol-arte” (talvez a primeira vez que esse termo foi usado em nosso país). Dizem que Vicente Feola (que foi do próprio São Paulo), inspirou-se demais nos ensinamentos dele na montagem da Seleção Brasileira de 1958, quando ganhamos a primeira Copa do Mundo.

Mas e hoje?

Se tivermos Messi, Xavi, Ibraimovich e outros jogando pelos clubes daqui, tudo bem. Idem a José Mourinho, Guardiola, Pocchetinno e outros tantos treinadores estudiosos que fazem bem à Ciência do Futebol (parece um “pecado” falar em Estudo no Futebol, onde automaticamente o termo “estudioso” passa a ser pejorativo por aqui).

O problema é que passamos a contratar jogadores de fora como mão de obra barata – não como acréscimo à condição técnica, mas como uma ação econômica necessária para se diminuir os custos.

Entendo o problema econômico e financeiro que toda a América do Sul passa. Mas veja: antes, permitíamos 2 atletas de outros países em nossas equipes. Aí a CBF criou uma lei que liberou 5 estrangeiros por time no Brasil dentro de campo. Mas será que isso está trazendo resultados indesejados? Apesar de permitir redução na folha de pagamento de muitos clubes, pense: quantos jovens nacionais perderam espaço?

O próprio São Paulo FC gasta milhões com o Centro de Formação de Cotia, mas tem em seu elenco Rojas, Trellez, Arboleda… (lembram-se de Piris, Isasi, Buffarini, Jonathan Gomez, Rondón, Wilder Guisao…?). O Flamengo dizia que “craque se faz em casa”, mas contratar Uribe, Cuéllar, Berrio, Marlos Moreno e Trauco, não inibe o surgimento de talentos? Diga-se o mesmo do Fluminense com seus equatorianos e o celeiro de jovens em Xerém.

Em 2018, vimos uma Seleção Italiana ausente do Mundial e repleta de jogadores da Atalanta, Sampdória, Gênova… Na Inglaterra, que só ganhou uma Copa do Mundo quando a sediou, temos equipes inteiras jogando com atletas não ingleses! Aliás, isso aconteceu com o Arsenal pela primeira vez em 2011, com 14 nacionalidades diferentes em seu elenco (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2011/11/26/globalizacao-do-futebol-arsenal-joga-com-atletas-de-14-paises-diferentes/)

Será que um dos problemas da renovação da Seleção Brasileira e dos clubes nacionais não seria o excesso de estrangeiros com qualidade duvidosa nas equipes, em prejuízo às bases (que em muitos casos acabam sendo entregues aos empresários)?

É para se pensar… quando o gringo é diferenciado, se dá o nome de “Professor Pardal” para treinador ou “em fim de carreira” para jogador que vem pra cá. Mas quando é medíocre, os cartolas taxam-o de “desconhecido pela mídia” ou de “promessa”. Foi assim com Matias Defederico, (o “novo Messi” que está na Índia atualmente) Matosas, Patito Fernandes, Acosta, Tobio… ou até mesmo Kazim!

O que você pensa sobre isso?

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– Provas de que ter um cão faz muito bem!

Você gosta de cachorro?

Eu também. E fico feliz de que a Ciência já consegue explicar os benefícios da relação harmoniosa entre donos e cães, provando o fato do cachorro ser o melhor amigo do homem.

Extraído de: https://t.co/NVWjJ5SIob

6 PROVAS DE QUE TER UM CACHORRO FAZ BEM PARA A SAÚDE

Ter um cão é bom para você, e a ciência já provou isso

Se depender do Scooby Doo, o Salsicha ainda vai viver muito. Cientistas já cansaram de provar que ter um cachorro, além de ser uma baita responsabilidade, pode ser bem bom para sua saúde. Eles podem te ajudar na terceira idade e até mesmo antes do seu nascimento. Separamos algumas provas de que eles são, sim, os melhores amigos do homem.

1. Você vai ficar mais tranquilo

Em 2012, a Universidade da Comunidade de Virgínia, nos Estados Unidos, fez um estudo analisando o estresse de 75 funcionários de uma empresa. A pesquisa dividiu os empregados em três grupos: os que levavam animais para o trabalho, os que não levavam, e os que sequer tinham um cachorro para chamar de seu. Ao longo do dia, os pesquisadores coletavam a saliva dos participantes para medir o nível de cortisol (hormônio que serve para calcular o estresse de uma pessoa). O resultado apontou que as pessoas que estavam com o bichinho no expediente eram as menos estressadas, seguidas pelos que estavam esperando chegar em casa para brincar com o animal, deixando os que não tinham cachorro com o posto de mais estressados.

2. O cachorro deixa seu corpo mais jovem

Uma pesquisa da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, avaliou 574 idosos com uma idade média de 79 anos. O estudo apontou que as pessoas que moravam com um cachorro possuíam um corpo equivalente a alguém dez anos mais novo. O responsável pela pesquisa, Zhiqiang Feng, afirmou acreditar que ter um cachorro pode estimular a prática de exercícios e fazer com que idosos superem potenciais barreiras, como falta de incentivo, problemas com o clima e preocupações sobre a própria saúde.

3. Seu filho pode respirar melhor

Um estudo publicado pela revista americana JAMA Pediatrics apontou que crianças expostas a cachorros e animais rurais em seu primeiro ano de vida têm menos chances de desenvolver asma até os seis anos de idade. O estudo, que analisou mais de 600 mil crianças, aponta que o contato com os bichinhos ajuda no desenvolvimento de um melhor sistema imunológica da criança.

4. Ele também vai se coçar menos

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, estudaram 600 crianças e suas respectivas alergias. O estudo apontou que as pacientes com pais alérgicos a cachorros, se possuíssem convívio com o animal no primeiro ano de vida, tinham menos chances de contrair eczema, uma alergia crônica. Acredita-se que a explicação disso seja exatamente igual ao do caso sobre asma: a exposição ao cachorro acaba fortalecendo o sistema imunológico da criança. O processo inverso acontece com gatos. Quem tem propensão a ter alergia com felinos por perto realmente piorava quando via um gatinho. O estudo não conseguiu entender por que a imunidade das crianças não é fortalecida quando se trata dos gatos. Existe até quem diz que o contato com o cachorro deve ser feito antes do nascimento. Uma pesquisa que uniu as universidades do Colorado e da Carolina do Norte afirma que mulheres grávidas que convivem com cachorros têm menos chances de ter um filho alérgico aos animais.

5. Você vai pegar menos resfriados

Em 1991, o professor da Universidade de Cambridge James Serpell acompanhou, por dez meses, 47 donos de cachorros, 24 donos de gatos e 26 adultos que não possuíam nenhum animal de estimação. O estudo percebeu logo no primeiro mês que os donos de animais tiveram uma redução em pequenos problemas de saúde, como dor de cabeça, febre e resfriados. Os donos de gato mantiveram essa melhora na saúde durante o primeiro mês. Já os que têm um cachorro em casa conseguiram essa redução durante todo o período de estudo. Serpell afirmou que isso acontece porque os donos de cachorros praticam mais exercícios, por conta do animal, o que ajuda na saúde deles.

6. Seu cachorro vai fazer bem para seu coração

De acordo com um artigo publicado no Britsh Journal of Health, ter um cachorrinho vai melhorar seu coração. O texto, que compila estudos realizados desde a década de 1960, aponta que donos de cachorro costumam ter colesterol menor, assim como uma melhor pressão arterial, diminuindo as chances de um ataque cardíaco. Isso ocorre com donos de cachorros porque, como já foi dito, as pessoas que vivem com o animal costumam se estressar menos e praticar mais exercícios.

– A Naprotecnologia: um método aceito pelo Catolicismo como opção à “fertilização in vitro”

Tenho muitos amigos que, quando casados, descobriram que não podem ter filhos. Uma das soluções mais simples foi o nobre e generoso método da adoção.

A Igreja Católica possui algumas restrições à reprodução artificial, e àqueles que não desejam ferir o preceito religioso, segue uma boa alternativa.

Extraído de:

https://padrepauloricardo.org/blog/fertilizacao-in-vitro-com-os-dias-contados?utm_campaign=informativo_out_2018_iii&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

FERTILIZAÇÃO “IN VITRO” COM OS DIAS CONTADOS!

Levando em conta a porcentagem de nascimentos entre casais que seguem os tratamentos, seu índice de êxito é o dobro em comparação à fecundação assistida; seu custo é onze vezes menor, apesar de ela ser realizada por poucos médicos em todo o mundo; ela foi boicotada pelos lobbies da proveta e tem sido ignorada pelos sistemas de saúde nacionais. A naprotecnologia nasceu nos Estados Unidos e chegou à Europa há alguns anos, mas segue enfrentando o preconceito de quem a considera uma abordagem confessional da medicina, condicionada por dogmas religiosos.

Nada mais longe da realidade. É verdade que as práticas da naprotecnologia conformam-se rigorosamente à bioética católica; todavia, está comprovado que sua abordagem do problema da esterilidade é científica e clinicamente mais rigorosa do que aquela praticada no âmbito da fecundação assistida. Até por isso ela é mais eficaz: as estatísticas o confirmam.

“A diferença entre a naprotecnologia e a fecundação in vitro consiste no fato de que na primeira a questão fundamental é o diagnóstico das causas de infertilidade”, explica Phill Boyle, ginecologista irlandês que ministra os cursos de formação em naprotecnologia para médicos de toda a Europa, em uma clínica da cidade de Galway. “O que se procura é uma explicação médica do por que um casal não consegue procriar, cuidando assim de eliminar o problema e ‘ajustar’ o mecanismo natural, devolvendo-lhe a harmonia.”

“No procedimento in vitro, ao contrário, o diagnóstico das causas não tem importância, os médicos querem simplesmente ‘ignorar o obstáculo’, levando a cabo uma fecundação artificial. Na naprotecnologia, o tratamento resolve o problema do casal, que depois pode ter outros filhos. Com o método in vitro, os cônjuges não se curam e seguem sendo um casal estéril, e para ter mais filhos deverão sempre confiar em um laboratório.”

“A naprotecnologia é a verdadeira fecundação assistida”, ironiza a ginecologista Raffaella Pingitore, a maior especialista de língua italiana no método, e que atua na clínica Moncucco, na cidade suíça de Lugano. “No sentido de que assistimos a concepção do início ao fim, ou seja, desde a fase de distinção dos marcadores de fertilidade na mulher até as intervenções farmacológicas e/ou cirúrgicas necessárias para permitir que o casal chegue de um modo natural à concepção.”

O nome do método deriva do inglês natural procreation technology, “tecnologia de procriação natural”. Mais que uma tecnologia, é um conjunto de técnicas diagnósticas e intervenções médicas que tem como objetivo discernir a causa da infertilidade e sua remoção específica.

Começa-se com as tabelas do modelo Creighton, que descrevem o estado dos biomarcadores da fecundidade durante todo o ciclo menstrual da mulher, e que se baseiam principalmente na observação do estado do muco cervical, feita pela própria mulher. O pilar que sustenta toda a naprotecnologia é a capacidade da mulher de se observar: ela é formada para isso na parte inicial do percurso. As tabelas corretamente preenchidas, com o estado do muco cervical dia após dia e os outros dados, são a base de todos os passos sucessivos. A partir disso já é possível diagnosticar carências hormonais, insuficiências lúteas e outros problemas passíveis de serem tratados com a receita dos hormônios que faltam.

Se a infertilidade persiste, prossegue-se com o exame detalhado do nível dos hormônios no sangue, a ecografia da ovulação e a laparoscopia avançada. Podem ser necessárias, então, intervenções de microcirurgia das trompas ou de laparoscopia avançada para remover as partes prejudicadas pela endometriose. O resultado final é uma porcentagem de nascidos vivos entre 50 e 60% do total dos casais que realizam os tratamentos durante no máximo dois anos (mas a maior parte concebe no primeiro ano), contra uma média de 20 a 30% entre os que recorrem aos ciclos da fecundação in vitro (em geral, seis ciclos).

“Uma das coisas que mais me escandaliza é a ampla negligência que existe no diagnóstico das causas de infertilidade”, explica Raffaella Pingitore. “Hoje, depois de poucos exames práticos, a mulher é encaminhada aos centros de fecundação assistida. Chegamos ao ponto de, há alguns anos, a ‘Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva’ (American Society for Reproductive Medicine) ter declarado a insuficiência lútea como inexistente, porque não podia ser ‘cientificamente’ diagnosticada. Nós temos condições de diagnosticá-la porque envolvemos a mulher e pedimos a ela que observe e descreva diariamente o estado de seu muco cervical. Esse procedimento nos permite diagnosticar a insuficiência lútea. Mas isso para muitos médicos é impensável: eles se limitam a colher uma amostra no 21.º dia do ciclo menstrual para medir o nível de progesterona. Mas só 20% das pacientes têm um ciclo perfeitamente regular, pelo que esse dado é quase sempre inútil para o diagnóstico.”

“Nos Estados Unidos, em Omaha, no estado de Nebraska, iam visitar o doutor Thomas Hilgers, o verdadeiro criador da naprotecnologia, mulheres às quais a endometriose havia sido descartada depois de uma laparoscopia. Mas, realizando-se uma laparoscopia mais avançada, descobria-se que em 90% dos casos a endometriose existia. Comigo aconteceu muitas vezes a mesma coisa. Uma laparoscopia avançada deveria ser uma prática padrão nos testes de esterilidade, mas, por se tratar de uma intervenção cirúrgica, a hostilidade é grande.”

Que o recurso indiscriminado à fecundação assistida esteja associado à negligência diagnóstica, é algo que se deduz também pelo elevado número de pacientes que recorrem com sucesso à naprotecnologia depois de ciclos fracassados de fecundação in vitro. O doutor Boyle afirma que nos últimos seis anos, no grupo de suas pacientes com menos de 37 anos que já haviam tentado dois ciclos de fecundação assistida, o percentual das que conceberam graças ao método de procriação natural é de 40%.

Raffaella Pingitore conta sua experiência pessoal:

“A paciente tinha 36 anos e desejava uma gravidez há oito anos; havia realizado no passado cinco ciclos de fecundação assistida sem êxito. Fiz com que ela registrasse a tabela dos marcadores de fertilidade, e notamos que havia uma fase satisfatória de muco fértil, mas os níveis hormonais estavam um pouco baixos, o que indicava uma ovulação um pouco defeituosa. Havia também sintomas de endometriose; realizei uma laparoscopia, encontrei a endometriose e coagulei os focos da doença no útero, nos ovários e nas trompas. Depois a submeti a uma terapia para que ela ficasse em menopausa durante seis meses: deste modo secavam-se bem todos os focos de endometriose que talvez ainda existissem; depois da terapia continuei com um fármaco, o Antaxone, com a dieta e com apoio da fase lútea com pequenas injeções de gonadotropina. Isso levou ao aumento dos hormônios, e no quarto mês de tratamento havia se alcançado um muco muito bom. No 17.º depois da ovulação realizamos o teste de gravidez, que resultou positivo.”

O cuidado do profissional eticamente motivado pode mais do que as técnicas artificiais. Prova-o a história da doutora Pingitore, e provam-no as estatísticas do doutor Boyle. Na Irlanda, ao longo de quatro anos, o ginecologista curou 1.072 casais que há mais de cinco anos lutavam para ter um filho. A idade média das mulheres era de 36 anos, e quase um terço delas já havia tentado ter um filho com a fecundação in vitro. Após seis meses de tratamento naprotecnológico, a eficácia do método foi de 15,9%. Após um ano, 35,5%. Após um ano e meio, 48,5% das pacientes havia ficado grávida. Se o tratamento durava dois anos, quase 65% das pacientes chegavam à gravidez.

Com uma base de pacientes muito menor, a doutora Pingitore, no biênio 2009-2011, obteve uma média de 47,3%. Nos Estados Unidos (país onde não existem leis limitando o número de embriões fecundados que podem ser transferidos para o útero), os índices de sucesso da fecundação assistida depois de seis ciclos são os seguintes: 30-35% para mulheres com idade inferior aos 35 anos; 25% para mulheres entre os 35 e os 37 anos; 15-20% para mulheres entre os 38 e os 40; 6-10% para mulheres com idade superior aos 40 anos.

Depois temos a questão (de modo algum secundária) dos custos, ainda que na Itália ela seja pouco discutida porque, à parte as pacientes com plano privado de saúde, as despesas da fecundação assistida correm a cargo do sistema público de saúde. Em tempos de austeridade econômica e de efeitos deletérios da dívida pública, no entanto, um olhar à relação de custo-benefício deveria valer também para nós. O fato é que, se comparamos os custos de dois anos de tratamento naprotecnológico com os de seis ciclos de fecundação assistida, a segunda custa onze vezes mais do que a primeira.

Um único ciclo de fecundação in vitro custa na Itália em torno de 3.750 euros, mais 1.000 euros de medicação, pelo que seis ciclos custariam 28.500 euros, aos quais se acrescentam outros 800 para o congelamento e a manutenção dos embriões, e 1.200 para a transferência dos mesmos, em um total de 30.500 (R$ 131.812, hoje). Por outro lado, ainda que se alargasse para dois anos o tratamento com a naprotecnologia, seus custos são modestos: 300 euros para o curso de formação nos métodos naturais, 800 para as consultas médicas e 1.500 para os medicamentos, em um total de apenas 2.600 euros. É provável que os parlamentos e os ministros da saúde europeus não sejam muito sensíveis aos temas bioéticos, mas eles dificilmente poderão fingir-se de surdos a pedidos para que se verifique a relação de custo-benefício entre os dois métodos.

“A naprotecnologia tem tudo para se difundir, ainda que seja só por um discurso ligado aos custos, nos quais vão incluídos também os efeitos colaterais da prática de fecundação assistida: não nos esqueçamos que as crianças que nascem com esta técnica têm mais probabilidade de malformações e problemas de saúde do que aquelas que nascem de forma natural”, recorda Raffaella Pingitore. “Em primeiro lugar, porém, é necessário vencer o lobby da procriação assistida. Trata-se de um lobby bilionário, que enriquece centenas de pessoas e que não deixará tão facilmente que se lhe coloque o bastão entre as rodas.”

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– Como os bolsistas, pesquisadores e estudantes vivem no Brasil

Pensa que é fácil receber bolsa de estudo no Brasil? E ser cientista? Ou professor?

Extraído de: http://Superinteressante/posts/bolsista-não-é-nada-no-brasil-hoje-não-tem-férias-não-tem-13º-salário-e-não-pode/10157394823922580/

BOLSISTAS DE CIÊNCIA NO BRASIL: QUEM SÃO E COMO SOBREVIVEM?

“Bolsista não é nada no Brasil, hoje. Não tem férias, não tem 13º salário e não pode contar o período de pós-graduação no momento de se aposentar.”

Por Bruno Vaiano e Fernanda Almerón*

Era o fim da tarde da última quinta (2) e eu entrei no perfil de Facebook de Franciela Soares para adicioná-la. Antes de enviar o convite de amizade, passei os olhos nos posts compartilhados recentemente. Encontrei uma notícia da BBCque bombou em julho: “Depois de pós-doutorado na Inglaterra, biólogo vira figurante e tenta bico de modelo nu para se sustentar no Brasil”.

Na chamada, Rodrigo Rios, o protagonista da matéria, comenta: “Uma subutilização de tanto investimento, dinheiro público, tempo e dedicação para formar um cientista que vai para outra atividade porque não tem inserção no mercado. É horrível pensar que todo esse investimento não serviu para nada.”

Soares entende melhor do que ninguém a situação do rapaz: a gaúcha também é cientista, e está no terceiro ano do doutorado em química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “As pessoas acham que nós só estudamos, não entendem que é o nosso trabalho”, disse. “Bolsista não é nada no Brasil, hoje. Não tem férias, não tem 13º salário, não recebe adicional de insalubridade (no caso de químicos, como eu) e não pode contar o período de pós-graduação no momento de se aposentar.”

Eu estava conversando com Soares por causa de uma notícia do dia anterior que, naquele horário, já estava começando a aparecer em todos os jornais do Brasil: “Bolsas de estudos podem ser interrompidas em 2019, diz Capes. Entre alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, 93 mil podem ser atingidos”

O resumo da ópera é o seguinte: Temer tem até 14 de agosto para sancionar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2019. Em bom português, ele vai bater o carimbo em um papel que define quanto dinheiro será dedicado a cada uma das despesas do governo em 2019. Uma dessas despesas é a Capes – cuja sigla, caso você já tenha se perguntado, significa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A Capes é uma de vários órgãos públicos que pagam bolsas mensais a estudantes de pós-graduação brasileiros.

Falando desse jeito, não fica muito claro o que está em jogo. Dá a impressão de que essas pessoas são só alunos comuns, que trabalham meio período. Então eu vou tomar a liberdade de ajustar o título da notícia: 93 mil cientistas brasileiros, com o currículo do tamanho de uma nota fiscal de compra do mês, correm o risco de ficar sem salário [atualização: após repercussão na imprensa, o presidente Michel Temer e o MEC já prometeram que os cortes não ocorrerão].

Um salário que já não era dos maiores: R$ 1,5 mil durante o mestrado, R$ 2,2 durante o doutorado. Os dois valores estão há 5 anos sem nenhum reajuste (nenhum mesmo, nem inflação). Em janeiro de 1995, a bolsa de mestrado era de exatamente R$ 724,52. De acordo com os cálculos do economista André Coutinho Augustin, disponíveis na Galileu, se ela tivesse sido reajustada de acordo com a inflação, estaria em R$ 3.276,74 em 2016.

O que essas pessoas fazem por tão pouco? Bem, eu vou deixar Soares explicar por mim: “eu trabalho com a síntese de compostos bioativos e candidatos a fármacos para o tratamento da doença de Alzheimer.” Sim, tem gente no Brasil do século 21 correndo atrás de remédios para Alzheimer por pouco mais de dois salários mínimos, sem direito a nenhum dos benefícios de um trabalhador com carteira assinada. E não é pouca gente: em 2014, o Brasil formou 50,2 mil mestres e 16,7 mil doutores, um aumento de 400% em relação a 1996. De lá até aqui, o grosso desses diplomas vem cada vez menos do tradicional eixo Rio-São Paulo: o investimento em instituições federais descentralizou e democratizou a pesquisa nacional.

A ciência é ciumenta

A remuneração é tão baixa que, a partir de 2010, estudantes de pós-graduação da Capes e do CNPq foram autorizados a ter uma fonte de renda paralela à bolsa. Mas ela precisa se enquadrar em critérios muito específicos: o emprego tem que ser na área de pesquisa do aluno, o salário não pode ser mais alto que a bolsa, e o orientador da pesquisa precisa autorizar a carteira assinada (veja a nota sobre acúmulo de bolsa e vínculo empregatício –  Portaria Conjunta CAPES-CNPq n° 01/2010).

Pouquíssimos pesquisadores conseguem empregos que se enquadram nessas exigências. E os que conseguem dificilmente teriam tempo de exercer a atividade paralela: a vida no laboratório é em período integral. Na prática, o regime é de dedicação exclusiva.  “Eu acho que, se as instituições de fomento não dão conta, a solução imediata seria adotar um regime de não-exclusividade”, explica a geóloga Renata Schaan, “Mas a carga horária é pesada, é difícil conciliar. E aí as pessoas acabariam passando mais tempo na pós-graduação por não conseguirem dedicar a atenção necessária à pesquisa.”

Em março de 2016, Schaan passou em segundo lugar no mestrado do Museu Nacional, operado pelo Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela foi trabalhar com a preservação do patrimônio geopaleontológico – uma palavra comprida para dizer que ela cuidou de meteoritos como este aqui, que pesa mais que um elefante africano e você pode ver de pertinho se visitar a instituição.

A pesquisadora se mudou para a capital fluminense com um bebê de 2 anos e desde o começo contou com a ajuda dos pais para se sustentar – a bolsa paga pela agência de fomento estadual, a Faperj, não era muito maior que a bolsa federal de R$ 1,5 mil. Tentou inscrever o filho na creche da faculdade, mas havia apenas uma vaga e centenas de crianças concorriam ao sorteio. Como o período de inscrição em creches públicas já havia passado, o jeito foi matriculá-lo em uma particular – que, por si só, já consumia uma fatia considerável da bolsa.

Se houvesse bolsa, é claro: ela não caiu em abril. Nem em maio. Nem em junho. A Faperj não conseguiu arcar com o compromisso. Só em novembro, após quase um ano de trabalho sem remuneração, a Capes interviu e passou a pagar Schaan com dinheiro federal. Mas ela nunca foi ressarcida pelos meses anteriores. “Hoje já ocorrem muitos atrasos por falta de verba”, diz a geóloga. E não é só a vida pessoal dos pesquisadores que é afetada: “equipamentos estragam e levam meses para serem consertados. Falta material e falta verba para atividades de campo, que são muito frequentes na minha área”.

Depressão pós-paper

Se você abre o site da SUPER todos os dias – obrigado pela audiência –, você já percebeu que nossas notícias mais curtinhas tem uma estrutura simples: nós pegamos um artigo científico que relata uma descoberta e traduzimos ele em bom português, sem linguagem técnica: “fulano, da universidade tal, publicou um artigo na revista Nature que diz tal coisa”.

Para quem vê de fora, fica fácil ignorar a importância da palavra “publicar”. Se você é um cientista e fez uma descoberta, o único jeito de divulgá-la é emplacar um texto sobre ela em uma revista especializada. Essa tradição se tornou uma lei tácita: as universidades usam o número de artigos publicados e número de citações que esses artigos recebem como principal critério para avaliar o desempenho de seus alunos e funcionários.

Por exemplo: hoje, para um cientista brasileiro da área de Farmácia receber a classificação máxima (1A) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, ele precisa ter publicado 70 artigos científicos nos últimos dez anos. Em outras palavras, fazer um avanço científico a cada dois meses.

Nem precisa dizer que a meta é utópica. Trata-se de algo que não acontece. A solução é “picar” as descobertas, para cada experimento render o maior número possível de papers. Só que esses papers diluídos perdem relevância, é claro. Quantidade não é igual a qualidade. Um estudo feito por Sidney Redner, da Universidade de Boston, revelou que, dos 353  mil estudos publicados entre 1893 e 2003 no periódico Physical Review, apenas 2 mil (0,56%) tiveram mais de cem citações. Oitenta e quatro mil (24%) foram citados só uma vez. Você pode entender melhor essa história nesta reportagem da SUPER, publicada em dezembro do ano passado.

“No programa do qual eu faço parte são exigidos dois artigos científicos”, explica Franciele Soares. “Eles são o mínimo para poder defender a tese e receber o diploma de doutorado. Sem artigo, não há de defesa.” Na prática, porém, quem se contentar só com os dois artigos obrigatórios fica para a titia. Em um concurso recente, um candidato a bolsa de pós-doutorado que emplacou seis artigos ficou apenas com o sexto lugar. O primeiro tinha dez.

“Se você não publica, acaba sendo passado para trás”, resume a química. “No ritmo que a coisa anda, a quantidade de alunos de pós com depressão e com ansiedade, tomando remédios fortíssimos para conseguir sair de casa, só tende a aumentar. Sei de grupos aqui na UFRGS em que todos os alunos tiveram ou tem algum problema de depressão ou ansiedade.”

Futuro?

Depois que um pesquisador termina o doutorado (e, de preferência, faz alguns pós-doutorados, inclusive no exterior), ele pode tentar prestar concurso para um dos únicos cargos públicos que garante estabilidade e um salário razoável para um cientista: o de professor universitário – que, vale lembrar, também é pesquisador.

Mas não é tão simples assim. Por exemplo: segundo a própria USP, a maior universidade do país, o número de professores efetivos trabalhando lá caiu de 6137 em 2014 para 5796 no começo deste ano – uma redução de 341 professores, ou 5,9% do total. Mas mesmo as universidades e outros órgãos públicos que contratam mais professores do que perdem não são, nem de longe, suficientes para absorver toda a mão de obra qualificada. E o setor privado normalmente não está disposto a contratar alguém com doutorado, mas sem experiência CLT.

“Como você vai ter experiência profissional se nem um estágio você pode fazer?”, questiona o biólogo Marcos Dums. Ele deixou um emprego efetivo no Paraná para fazer mestrado em taxonomia – a ciência que identifica, descreve e classifica os seres vivos. Hoje vive em Porto Alegre, e a bolsa não é suficiente para as despesas. “Os créditos que precisamos cumprir poderiam ser distribuídos em horários flexíveis, e as empresas também poderiam ser mais flexíveis.”

Resumo da ópera? Após 10 ou 15 anos vivendo de bolsa e se dedicando à ciência, quem termina o doutorado não está em uma posição melhor do que um recém-graduado no mercado de trabalho. Pelo contrário: o tempo passado na universidade pode ser um tiro no pé, visto com maus olhos nos processos seletivos. Desse jeito, fica difícil convencer alguém a abraçar a carreira acadêmica – e pessoas inteligentes e cheias de potencial, que poderiam mudar a ciência do país, acabam trocando o laboratório pelo escritório.

“Tanto a sociedade quanto o governo têm que parar de nos tratar como estudantes, como se essa bolsa fosse um benefício”, afirma a bióloga Fernanda Almerón. Ela faz mestrado em biologia animal na UFRGS, e ajudou a SUPER a coletar os depoimentos incluídos nesta reportagem – além de incontáveis outras histórias que não couberam aqui. “Na verdade, nós fazemos um trabalho árduo para o país e sim, devemos ser tratados como trabalhadores”.

Almerón ainda está no começo da carreira, mas já foi autora de uma descoberta importantíssima: a carne vendida sob a alcunha de “cação” nos supermercados brasileiros na verdade provém de mais de 20 espécies diferentes de raias, tubarões e outros peixes – das quais 40% estão em extinção (veja a matéria completa). No futuro, a descoberta pode contribuir com uma regulação mais eficiente da pesca no País, que beneficie tanto os consumidores quanto a fauna marinha. De fato, praticamente toda medida anunciada pelo governo se baseia ou pelo menos é justificada por pesquisas feitas por economistas, sociólogos, pedagogos, psicólogos etc. – muitos dos quais, por ironia, dependem de bolsas. O Brasil precisa da ciência. Se não, será para sempre o país do presente.

*Fernanda faz mestrado em biologia animal na UFRGS e colaborou com a SUPER na apuração da reportagem.

– Será que a lógica do Futebol é realmente de 28%?

Republicando post de exatos 9 anos. Seria atual? Veja que interessante:

Amigos, costumo brincar que a única lógica do futebol é que ele é “ilógico”. Claro, opinião pessoal e discutível.

Entretanto, segundo o Caderno “Ciência” da Folha de São Paulo (clique aqui para link), na matéria intitulada “72% DO FUTEBOL É CAIXINHA DE SURPRESA”, um estudo mostrou que a probabilidade da Copa do Mundo premiar a melhor seleção é de apenas 28%. Assim, há 72% de chances do campeão não ter o melhor time. A reportagem de Rafael Garcia traz como base um estudo científico realizado pelo astrofísico inglês Gerald Skinner, do Centro Goddard de Washington. Após uma engenhosa fórmula, o cientista chegou a um modelo de resultados estatísticos resultante nesse número.

Assim, fica a discussão: em campeonatos eliminatórios (mata-mata), nem sempre há justiça, pois o melhor pode ser eliminado. Nos campeonatos de pontos corridos, pela regularidade, o melhor costuma ser campeão. Embora, ressalte-se, a comprovação mesmo científica pode levar a debates intermináveis.

Agora, dentro dessa tese, se uma equipe teoricamente “pior que outra” vencer o considerado “melhor de todos”, não seria ela a melhor?

Talvez não. Vide Once Caldas campeão da Libertadores ou Grécia campeã da Eurocopa. Campeões de torneios, mas não melhores do que os adversários, caso o torneio fosse em pontos corridos.

Matéria em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0310200901.htm

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– Alguém consegue sentir o sabor de Umami e de Oleogustus? Sobre o quinto e o sexto gosto do Paladar!

Cientistas descobriram o “sexto gosto” do paladar. Para eles, é percepitível o “oleogustus”; ou, no popular, o “gosto de óleo”.

Dizem que existiam 5 sabores (e o 5o é o umami). Quando eu era pequeno, eles eram 4: azedo, amargo, salgado e doce.

Confesso: percebo o doce, o salgado, e um “terceiro”. Devo ter defeito de fabricação, pois azedo e amargo são idênticos pra mim (nunca os consigo distinguir). Com 6 então?!?!?

Sobre eles, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/comida/2015/08/1662836-cientistas-dizem-ter-descoberto-o-sexto-gosto-do-nosso-paladar-o-da-gordura.shtml

CIENTISTAS DIZEM TER DESCOBERTO O SEXTO GOSTO DO NOSSO PALADAR: O DA GORDURA

Até hoje, o consenso entre cientistas é que o ser humano tem capacidade de sentir cinco categorias de gostos diferentes: doce, salgado, amargo, azedo e umami. Mas cientistas de uma universidade dos Estados Unidos afirmam ter descoberto mais um tipo de gosto sensível ao paladar, denominado por eles como “oleogustus”, ou gosto de gordura.

“Ele é normalmente é descrito como amargo ou azedo, porque não é agradável. Mas novas evidências revelaram que o ácido graxo evoca uma sensação única, satisfazendo outro elemento do critério que constitui os gostos básicos”, diz Richard D. Mattes, professor de nutrição na Universidade de Purdue, responsável pelo estudo.

O quinto gosto, chamado de umami, foi descoberto no Japão no início do século 20 e é reconhecido por nosso paladar quando comemos alimentos que possuem ácido glutâmico, inosinato e guanilato, como cogumelos, tomates, cebola, shoyu, carnes vermelhas, peixes e frutos do mar.

Mattes conduziu dois experimentos para provar que o sexto gosto é único e reconhecido pelos receptores em nossas papilas gustativas. No primeiro, os 102 participantes recebiam amostras que continham um dos seis gostos isolados: doce, salgado, azedo, amargo, umami e “oleogustus” e tinham que separá-las em grupos.

As amostras doces, salgadas e azedas foram facilmente separadas pelos participantes, confirmando que haviam entendido a tarefa. Mas, inicialmente, as amostras com gosto de gordura foram agrupadas com as amargas, “já que o amargo é normalmente associado com sensações desagradáveis”, explica Mattes.

Depois, os participantes receberam apenas os três gostos que, no primeiro experimento, não conseguiram separar claramente: amargo, umami e “oleogustus”. Já nesse segundo momento, eles foram divididos facilmente em três grupos, comprovando que o gosto de gordura é diferente dos outros.

“Para Mattes, o gosto da gordura não deve ser confundido com a sensação causada pela gordura, normalmente descrita como cremosa ou macia”, diz o site da universidade.

O pesquisador explica que o gosto da gordura não é agradável quando isolado, mas, “como químicos amargos que são usados para destacar o sabor de comidas como chocolate, café e vinho”, o “oleogustus” em baixas concentrações pode melhorar o gosto das comidas.

“Construir um vocabulário sobre a gordura e entender sua identidade como um gosto poderia ajudar a indústria dos alimentos a desenvolver produtos mais gostosos e, com mais pesquisa, clínicas de saúde podem compreender melhor as implicações de exposição oral à gordura.”

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– Quem disse que o cão não entende o homem?

Quando contestarem que os cachorros não compreendem o que seu dono diz, alto lá! Isso não é verdade. Pesquisa comprova que eles entendem algumas palavras.

Extraído da Folha de São Paulo, ed 30/08/2016, Caderno Ciência, pg B7

CÃES CONSEGUEM ENTENDER A ENTONAÇÃO E AS PALAVRAS HUMANAS

Bichos usam regiões cerebrais semelhantes às usadas por humanos para captar a entonação da fala de seus donos.

Por Ricardo Bonalume Neto

“Lana, vamos passear?”

Os donos dessa cocker spaniel inglês, Anita e este repórter que vos escreve, acham que ela entende a frase, mas presumem que a entonação com que ela é dita surte mais efeito. No entanto, quando a palavra “passear” foi dita de modo neutro, a cachorrinha começou a saltitar em torno da gaveta onde fica sua guia.

É mais ou menos esse o teste que cientistas húngaros fizeram com 13 cães. A conclusão é que os pets entendem tanto o vocabulário quanto o tom da voz de humanos.

A pesquisa feita pela equipe de Attila Andics, da Universidade Eötvös Loránd, de Budapeste, Hungria, mostrou ainda que cães têm a capacidade de distinguir palavras de um vocabulário e captar a entonação da fala dos seus donos usando regiões cerebrais semelhantes àquelas usadas por seres humanos.

O estudo sairá na edição da próxima sexta na revista americana “Science”.

Para Andics, a aprendizagem do vocabulário “não parece ser uma capacidade exclusivamente humana que se segue a partir do surgimento da linguagem, mas sim uma função mais antiga que liga sequências sonoras arbitrárias a significados”.

Para chegar à conclusão do estudo, os pesquisadores mediram a atividade do cérebro dos cães, mas antes foi preciso treinar os cães para ficarem quietos dentro dos aparelhos de ressonância magnética. Eles ouviam então gravações de vozes de seus donos ou treinadores usando várias combinações de vocabulário e entonação, ou elogiando ou de modo neutro.

“A imagem por ressonância magnética funcional fornece um método não invasivo e inofensivo de medição de que os cães gostam”, diz Marta Gácsi, etóloga e coautora do estudo.

Independentemente da entonação, cães reconheceram cada palavra como algo distinto e o fizeram de uma forma similar aos seres humanos, usando o hemisfério esquerdo do cérebro.

Também como acontece com humanos, os pesquisadores descobriram que os cães processam a entonação separadamente do vocabulário, nas regiões auditivas no hemisfério direito do cérebro.

Andics e colegas observaram que o elogio ativa o “centro de recompensa” do cérebro dos cães –a região que responde a estímulos de prazer, como comida, sexo, ser acariciado. Mas o centro de recompensa só era ativado quando o cão ouvia tanto palavras de louvor e com entonação adequada.

Isso mostra que, para os cães, um elogio pode funcionar muito bem como recompensa, mas funciona melhor ainda se as palavras e a entonação baterem. Ou seja: os bichos não só separam o que dizemos e como dizemos, mas também podem combinar os dois para uma melhor interpretação do que aquelas palavras realmente querem dizer –de novo, algo bem similar ao que nós fazemos.

Foram estudados apenas 13 cães, por isso os resultados não indicam diferenças significativas entre raças. Foram usados seis border collies, cinco golden retrievers, um pastor alemão e um cão de crista chinês. “O único critério é que o cão tem de ser capaz de ficar imóvel para ser digitalizado”, disse Andics à Folha. “Mais tarde, poderemos comparar os padrões cerebrais através dos grupos.”

“Estou certo de que existem diferenças individuais, mas também acho que todas as raças têm essa capacidade”, conclui o pesquisador.

Os resultados indicam que os mecanismos neurais para processar palavras evoluíram bem antes do que se imaginava. Os autores afirmam que é possível que forças seletivas durante a domesticação do lobo possam ter ajudado a criar a estrutura cerebral subjacente a esta capacidade nos cachorros.

“O que torna itens léxicos [palavras] singularmente humanos não é a capacidade neural para processá-los”, dizem os autores. Seres humanos são únicos na sua capacidade de inventar palavras.

Para os amantes de gatos, Andics adianta: “Escolhemos cães para os nossos estudos, porque eles podem fazer isso… Mas assim que um gato for treinado e ficar imóvel, poderemos digitalizá-lo também”, brinca Andics.

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– 4o festival de Robótica Jr: Perfeito (ou quase…)

Estivemos ontem acompanhando nossa filha Marina no 4o festival de Robótica Jr, em Sorocaba (ela e os demais alunos do Tato Ecolégio representaram Jundiaí, juntamente com o Colégio Crescer).

O local foi no Parque Tecnológico da nossa vizinha “Manchester Paulista”, com uma estrutura incrível. Toda cidade deveria ter um lugar como aquele.

Muitas escolas mostraram muita qualidade nos trabalhos, criando “robozinhos” de uma maneira unida e realmente formando equipes na elaboração. A empresa “Via Maker”, que organizou tudo, fez algo muito bom.

O “quase perfeito” do enunciado se deve a apenas para a seguinte observação: dos quase 20 juízes (ou mais), só homens! No palco, para as homenagens, apenas uma mulher (uma diretora de escola). E, curiosamente, a escola campeã mostrou um time… só de homens.

Robótica não é algo para mulheres? Nada disso, é sim. Pode ter sido uma mera coincidência, mas que poderíamos ter mais presença feminina na escolha dos juízes (pelo menos isso), aí pode-se cobrar.

Olha aí eu com minha caçula Maria Estela e o “Astro Maker”, um Lego gigante que fez sucesso com a criançada (e com os adultos, como eu, também – embora meu tempo de criança o sucesso eram os bonequinhos Playmobil):

 

– O Estudo de correções de genes e o debate ético!

Embriões com genes modificados para curar doenças estão se tornando uma realidade no campo das pesquisas. Só que o mesmo trabalho pode permitir a escolha de crianças que nasçam com características físicas específicas escolhidas pelos pais.

Até onde a ciência irá?

Extraído de: http://istoe.com.br/pesquisadores-corrigem-genes-defeituosos-em-embrioes-humanos-pela-primeira-vez/

CORREÇÃO DE GENES DEFEITUOSOS: A MEDICINA ENTRE A ESPERANÇA E O DEBATE ÉTICO

Genes portadores de uma doença cardíaca hereditária foram modificados -com sucesso- em embriões humanos pela primeira vez graças a uma técnica que gera esperanças e questões éticas.

Esta pesquisa foi publicada na quarta-feira (02/08) na revista Nature. Embora ainda esteja em fase preliminar, abre potencialmente o caminho para grandes avanços no tratamento de doenças genéticas.

No entanto, surgem sérias questões éticas dignas do “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, já que esta técnica poderia, em teoria, ser utilizada para produzir bebês geneticamente modificados com o objetivo de escolher a cor de seus cabelos ou aumentar sua força física.

A pesquisa sobre embriões humanos conta com uma regulação estrita, e não se trata de implantar os utilizados no estudo no útero de uma mulher para iniciar uma gravidez. Por isso, os cientistas não os deixaram se desenvolver mais do que alguns dias.

Este método, que ainda precisa de mais pesquisas, “pode potencialmente servir para prevenir a transmissão de doenças genéticas às futuras gerações”, comentou durante coletiva por telefone uma das autoras do estudo, Paula Amato.

Mas esta perspectiva ainda está distante. “Antes dos testes clínicos, serão necessárias pesquisas suplementares e um debate ético”, afirmou Amato.

– Corrigir um erro –

O estudo foi realizado na Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (OHSU), nos Estados Unidos, por cientistas americanos, chineses e sul-coreanos. A ferramenta utilizada é a técnica CRISPR-Cas9, grande achado revelado em 2012.

É baseado em uma enzima que age como uma “tesoura molecular”. Ela pode retirar partes não desejadas do genoma de forma muito precisa para substituí-las por novas partes de DNA.

A equipe de pesquisadores usou esta ferramenta revolucionária para corrigir, em embriões humanos, o gene portador da cardiomiopatia hipertrófica. Esta doença cardíaca hereditária pode provocar a morte súbita, especialmente durante a prática de esporte.

Os pesquisadores realizaram uma fecundação in vitro de ovócitos normais com espermatozoides portadores do gene defeituoso. Simultaneamente com o esperma, os cientistas introduziram as ferramentas de edição genética.

O objetivo: cortar o DNA defeituoso para provocar a sua reparação.

O resultado foi indiscutível. Cerca de 72% dos embriões (42 de 58) foram corrigidos, enquanto esta taxa teria sido de 50% sem as famosas “tesouras genéticas” – de maneira natural os embriões teriam tido uma chance em duas de herdar um gene saudável.

– Precedente na China –

“Estas ferramentas ainda podem melhorar para chegar a uma taxa de sucesso de 90%, ou até de 100%”, previu outro autor do estudo, Shukhrat Mitalipov.

Em 2015, foi realizada uma experiência similar na China, mas com resultados menos conclusivos. O fenômeno de “mosaicismo” (presença simultânea de genes saudáveis e defeituosos no embrião) não foi impedido, o que foi conquistado pelos cientistas no novo estudo.

“A questão mais debatida será a de saber se o princípio de modificar os genes de um embrião in vitro é aceitável”, analisou um especialista independente, o professor Darren Griffin, da Universidade de Kent, citado pelo Science Media Centre.

Agora, segundo ele, “outra questão deve entrar em debate: é moralmente justo não agir se tivermos tecnologia para prevenir estas doenças fatais?”.

Em dezembro de 2015, um grupo internacional de cientistas reunidos pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, em inglês) em Washington considerou que seria “irresponsável” usar a tecnologia CRISPR para modificar o embrião com fins terapêuticos enquanto os problemas de segurança e de eficácia não tenham sido resolvidos.

Mas em março, a NAS e a Academia Americana de Medicina estimaram que os avanços neste âmbito “abriam possibilidades realistas que mereciam sérias considerações”.

– A Corrente Migratória de Cientistas

Veja que bacana: a Índia, hoje, é o país que mais exporta cientistas. Já a Suíça é quem mais atrai.

Abaixo, extraído de: epocanegocios.globo.com/insipidez-cientifica.html

INSIPIDEZ CIENTÍFICA

O Brasil não atrai e nem exporta cérebros

O Bureau Nacional de Pesquisa Econômica, órgão do Governo Americano, divulgou no mês passado um mapa sobre a mobilidade de cientistas de 16 países. 

As nações que mais atraem cérebros estrangeiros: Suíça 57%, Canadá 47%, Austrália 45%, EUA 30%.

Isso é bom, pois esse tipo de corrente migratória reforça o time de gênios em atividade nesses locais. A Índia, por sua vez, é o maior exportador de cérebros do planeta. Quatro em cada dez cientistas indianos atuam no exterior. Mas isso não é tão ruim. Tal movimento reflete a capacidade do país em formar técnicos de altíssimo desempenho. O que incomoda mesmo é a situação do Brasil. São Poucos os crânios que entram ou deixam o país. essa insipidez é indesejável para uma nação onde a pesquisa científica é um amplo campo a ser explorado.

– Uma múmia de Cílios e Cabelos?

Incrível e real: encontrada mumificada uma mulher de 900 anos, mas com cabelos e cílios preservados!

Olha abaixo a pessoa e a matéria, em: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/corpo-mumificado-ha-900-anos-e-encontrado-com-cilios-e-ate-cabelo/

CORPO MUMIFICADO HÁ 900 ANOS É ENCONTRADO COM CÍLIOS E CABELOS

O corpo de uma mulher foi encontrado em estado impressionante de conservação em uma área de Permafrost no Ciclo Ártico, próximo á Rússia. Ela tinha sido enterrada em uma espécie de “casulo”, coberto de peles de animal e cobre, o que acidentalmente mumificou o corpo, deixando cabelo e até mesmo os cílios intactos. Mesmo que vestígios de cobre tenham esverdeado a pele dela, o rosto ficou tão conservado que foi uma das únicas evidências do sexo do corpo. “Alguns ossos ficaram mal preservados, dificultando saber o gênero, mas pela face conseguimos ver claramente que é uma mulher”, afirmou o arqueologista Alexander Gusev, do Centro de Pesquisa do Ártico, em entrevista ao jornal russo The Siberian Times.

A idade da mulher, segundo cálculos dos cientistas, era de 35 anos. Ela foi enterrada junto a mais de 30 homens, o que leva a acreditar que fazia parte de uma civilização medieval de caça e pesca da região polar já estudada pelo centro de pesquisa. O fato de ser a única mulher no meio de tantos homens, além da maneira como foi internada, leva a crer que ela tinha algum tipo de poder em relação aos outros. Próximo à ela, o corpo de um pequeno bebê foi encontrado. Os pesquisadores descartam, porém, qualquer possibilidade de parentesco entre ambos. Agora, junto a um time de universidade da Coréia do Sul, os especialistas buscam reconstruir o rosto da múmia e entender melhor como funcionava aquela cultura.

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– A NASA e os sons que os ETs escutarão!

Coisas do mundo: há 3 anos, soube-se quais serão os “sons do universo”: a Nasa, depois de tanto tempo, divulgou os áudios que colocou nas sondas espaciais da série Voyager, em 1977!

E sabe o que os alienígenas, se existirem e encontrarem os equipamentos terráqueos, ouvirão?

Sons de crianças, conversas de adultos, pulsares do coração, barulhos de ferramentas e saudações em diversas línguas, inclusive em português com uma voz feminina dizendo: “PAZ E FELICIDADE PARA TODOS”.

A seguir, ouça no link: http://seuhistory.com/noticias/nasa-disponibiliza-audios-que-enviou-para-alienigenas-no-projeto-voyager

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