– A Copa América não será torneio para preparar a Copa do Mundo.

Se eu sou o Tite (e não sou, pois ele ganha muito bem para ser o treinador da Seleção Brasileira e mostrar serviço), não convocaria para a Copa América: Phillipe Coutinho pela má fase; nem Fernandinho, que nunca jogou bem pela Seleção (embora seja perfeito no esquema de Guardiola no M City), Thiago Silva (nunca me convenceu com a Amarelinha), nem Miranda (que é reserva em sua equipe). E levaria Vinícius Jr (para dar experiência) e Lucas Moura (pela ótima fase e por jogar em várias posições na frente como coringa).

Fico pensando algumas coisas:

  1. A maior parte desses jogadores de alta idade não irão para a Copa do Mundo de 2022. É fato (embora não devesse ser) que conquistar a Copa América é prioridade para garantir sua permanência.
  2. Por quê Tite foi à China durante os jogos importantes da Europa e que tinham brasileiros jogando? Não poderia ter assistido os jogos do “Chinezão” que hoje são transmitidos pela TV? Ou foi convencer alguém a voltar para a Seleção?
  3. A diferença no tratamento do caso Douglas Costa e do caso Neymar foi clara. Na primeira ele escancarou pela imprensa sua opinião e a não convocação. Com Neymar, por depender dele, fez média na argumentação.
  4. Quando eu era mais jovem, era inadmissível qualquer jogador reserva de qualquer equipe do mundo ser convocado para a Seleção Brasileira. Os tempos mudam…

Enfim: Tite é bom treinador, mas comete alguns pecados como convocar Tyson, Fredy e outros atletas / situações que ele abraça por teimosia. Que sua competência e virtudes sejam mais prevalecentes do que seus erros.

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– O erro da expulsão de Toró em São Paulo 0x0 Bahia

Daniel Nobre Bins, dentro do processo de renovação da arbitragem que começa a ser promovido por Leonardo Gaciba, se equivocou na expulsão do atacante são-paulino Toró.

O erro ocorreu após uma dividida com o goleiro, sem ser a chamada força-excessiva tampouco agressão. Não era nem lance para a consulta do VAR, de acordo com o Protocolo. Se importunado a consultar, é outra história. Entretanto, tornou-se um cartão vermelho injusto.

Sabe qual é a raiz desse erro?

Não é o uso do equipamento tecnológico nem o mau uso do árbitro de vídeo. É a falta da uniformização de critério humano!

Há tempos criticamos os árbitros engessados, mecanizados, bombados e fortões, que intimidam mas não tem técnica e trocam a autoridade pelo autoritarismo. São robôs automatizados que cumprem a regra fria sem entender o espírito dela. Os chamados juízes que apitam “com o livrinho embaixo do braço”.

E contraditoriamente, na hora que tem que existir um padrão (que é igualar os critérios interpretativos), deixam de ser robozinhos e potencializam o lado falível do homem. É aí que reside o problema!

Que o VAR está sendo pessimamente usado por muitos no Brasil, isso é verdade. Mas os “fatores não-tecnológicos” continuam ainda sendo preponderantes. Troque isso pelo nome de competência.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 São José

Numa tarde gelada no Estádio Jayme Cintra, um jogo quente. Mas não gostei da arbitragem.

Flávio Roberto Mineiro Ribeiro “não deu qualquer faltinha” na partida (um risco, pois poderia fazer uma leitura mais cautelosa em determinados momentos do jogo) e deixou o jogo correr, no limite da aplicação de vantagens corretas (ultrapassando para as incorretas vez ou outra). Entretanto, ao ver que entradas viris eram permitidas, os jogadores começaram a falar bastante com a arbitragem e pressioná-lo. Houve um inicial momento de tensão, embora a partida tenha fluido bem pelas características dos atletas.

O número de faltas, no final, foi baixo devido a muitas não marcadas. Há uma confusão em “soltar o jogo” e “abdicar da marcação de faltas”, precisa corrigir isso. No final da partida, começou a marcar as infrações que não marcava.

Fisicamente, poderia correr mais, pois mostra bom condicionamento físico mas não se posiciona tão próximo quanto deveria no meio de campo (onde ocorreram várias situações de conflito). Nas áreas de ataque, aí sim se aproximava e trabalhava bem em colaboração com os bandeiras.

Disciplinarmente, faltou ser mais criterioso, pois deixou de aplicar um cartão amarelo para Zanetti (SÃO) que cometeu 5 faltas e deu “um abraço de jacaré no adversário”, além de outro para Pedro Demarchi (PAU), por dois lances não marcados, incluindo um agarrão faltoso na camisa, que o árbitro não viu (ambos bem em frente à nossa cabine de transmissão). Aos 80m, poderia ter aplicado o segundo amarelo e consequentemente o vermelho a Pit (SÃO), que matou o contra-ataque. Optou em nada advertir.

O maior erro do árbitro no jogo foi técnico, aos 77m: Yan (PAU) sofre o pênalti cometido por Gabriel (SÃO). O defensor reclama com os companheiros que não tinha outra coisa a fazer e, para surpresa, o árbitro sinaliza simulação. Errou.

Uma dica ao juizão: vibre mais, converse menos e procure manter coerência na arbitragem (ou seja, manter um critério uniforme). Isso ajudará a melhorar tecnicamente. E sem esquecer: bandeiras e quarto-árbitro foram muito bem.

Gols: 2×0
Faltas: 12×16
Cartões Amarelos: 1×3
Cartões Vermelhos: 0x0
Público: 1015 pagantes
Renda Líquida: R$ 13.240,00

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O arco-íris se fez presente no Jayme Cintra durante o jogo!

 

– Resistir pela paixão ao esporte!

Para quem gosta de praticar um hobby, algumas dificuldades são somente um mero detalhe.

Digo isso pois, mesmo com o frio desta 6a feira (foi esfriando mais ainda conforme o dia estava clareando, e o céu ficou mais carrancudo), as crianças que estão praticando natação nas piscinas do Complexo Esportivo do Bolão estão bem dispostas!

Haja paixão para suportar o frio!

– A impressionante construção de uma estrutura para a Copa.

Se na Copa do Mundo do Brasil as distâncias mais longas entre um estádio e outro eram de 2.100 km (se falando individualmente de cada Seleção, já que sabemos que a distância das sedes mais distantes – Manaus a Porto Alegre – são bem maiores) na Copa do Catar, devido ao tamanho pequeno do país, não passará de 55 km.

Sabe o que mais me impressiona? As construções gigantescas “no meio do nada”, estando no deserto, já que além da pequena extensão territorial, há também a baixa população no país asiático.

O que chama a atenção também é que os estrangeiros são os grandes construtores dos estádios. Nepaleses, por exemplo, invadiram o Catar (a fim de ganhar valores baixos, sem condições de segurança na contratação e no trabalho).

Falando sobre a vizinhança, o Catar é uma nação amiga do Hamas, embora tenha boa relação com o Ocidente. Estão rompidos diplomaticamente com os catarianos: Arábia Saudita, Egito, Iêmen, Líbia, Ilhas Maldivas e Emirados Árabes Unidos.

Já pensou se num sorteio teremos Catar x Arábia Saudita? Vizinhos (de fronteira fechada) e com muitas rusgas sérias.

Se o país não fosse “propriedade” do Sheik Tamim bin Hamad al Thani, o bilionário dono do PSG (e muitos alegam que deva ter seu saldo ultrapassado 1 trilhão de dólares, na soma de seus negócios assumidos e os “em nome de outrém”), nem a a FIFA tão corrupta, duvido que o Mundial de 2022 fosse lá.

Logicamente que o parágrafo acima se refere à compra de votos da sede, tão discutida até hoje… Enfim, aguardemos o que será essa Copa.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x São José. Quem apita?

Um árbitro que outrora foi mal em Jayme Cintra e que agora poderá se redimir da má atuação. Vamos relembrar quem é?

Para Paulista x São José, a equipe de arbitragem será composta por:

Árbitro: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro
Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Ricardo Luis Buzzi
Quarto Árbitro: Erik Renan Marques Francelino

Flávio trabalhou na vitória do Paulista contra a Portuguesa Santista (2×1) pela série A3, onde se complicou num jogo tranquilo. Vacilou quanto a autoridade em campo, tecnicamente errou muita coisa, fraquejou em expulsar atletas, falou demais com os jogadores e fez leitura equivocada de possíveis vantagens. Além, claro, de um cômico relato sobre a expulsão de Sérgio Caetano. Em suma: árbitro muito verde (21 anos na época) que alguém tentou forçar a subida na carreira.

Rememore as críticas daquela partida (e a súmula explicando a expulsão) em: https://wp.me/p55Mu0-1qI.

Os bandeiras, ao menos, são experientes e com histórico de jogos nas divisões de cima.

Desejo um bom trabalho à arbitragem (que o árbitro possa ter evoluído) e um grande jogo para as equipes!

Acompanhe a transmissão de Paulista x São José pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– 6 anos de uma “garfada” na Libertadores da América (Corinthians 1×1 Boca Júniors)

Detesto usar termos que levem à suspeita de má intenção na arbitragem. Vivi no meio e sei como funciona, quando “é” ou “não é” picaretagem.

exatos 6 anos, vi algo que “é”. Em 16 de maio de 2013, depois da confusão na Bolívia (o assassinato de Kelvin Spada e seus desdobramentos em Oruro), o árbitro paraguaio Carlos Amarilla assaltou o Corinthians no Pacaembu contra o Boca Júniors.

Relembre a análise da sua estranha atuação que fizemos no nosso blog na época, pós jogo:

ANÁLISE DA ARBITRAGEM DE CORINTHIANS 1X1 BOCA JÚNIORS

Erros determinantes na decisiva partida da Libertadores da América no Pacaembu. Vamos a eles?

Foram 4 momentos importantes:

LANCE 1– 09’: Emerson Sheik e Marin dentro da área, o corinthiano está prestes a dominar a bola e o zagueiro argentino dá um tapa deliberado nela. Pênalti! E aí não tenho dúvida sobre o motivo do árbitro errar: ele estava mal posicionado, fora da diagonal, num lado cego da jogada. Repare que ele vem da direita para o centro do ataque do Corinthians, enquanto deveria estar mais do lado esquerdo. Neste caso, se tivéssemos o árbitro assistente adicional (AAA) posicionado na linha de meta, poderia-se ajudar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Não foi equívoco de interpretação, o juizão (creia-se) não deve ter visto a mão. Primeiro erro da arbitragem.

Um erro sempre traz consequências negativas: o zagueiro 29 Marin já tinha recebido amarelo. Se fosse marcado pênalti, segundo amarelo e expulsão. Mas foi Sheik quem recebeu a Advertência por reclamação…

LANCE 2– 23’: Emerson lança a Romarinho, que está a aproximadamente 1 metro do penúltimo adversário (portanto, posição legal). Ele ganha do argentino e fica de frente para o gol, chutando para as redes. Porém, o assistente no1 Rodinei Aquino marcou impedimento. Romarinho faz o gol com o goleiro já “desistindo” da defesa, devido ao bandeira ter levantado seu instrumento. Ora, isso é irrelevante, pois fatalmente o gol seria marcado, caso o lance não fosse paralisado, pela “situação clara de gol”. Segundo erro da arbitragem, em lance fácil.

LANCE 3 – 60’: Sheik cruza, Paolo Guerreiro tenta o gol de cabeça, o goleiro Orion espalma e no rebote Paulinho consegue fazer o gol. Lance anulado. Houve a dúvida se foi marcado impedimento ou falta. Verifique que o bandeira no2 Carlos Cáceres ergueu seu instrumento quando Paulinho vai disputá-la. Portanto, impedimento. Terceiro erro da arbitragem.

Confesso que não consegui ver se o árbitro reiniciou o lance com tiro livre indireto (assim, teria confirmado o impedimento do bandeira, com gesto de braço erguido) ou com tiro livre direto (alegando alguma falta, gesto do braço abaixado). Em particular, Paulinho e Caruzzo se aguarram diversas vezes. Um árbitro caseiro marcaria pênalti; um árbitro fraco marcaria falta de ataque; e um árbitro bom mandaria seguir o lance.

LANCE 4 – 81’: Sheik está na grande área e o adversário dá um empurrão. Em jogos mais calmos, o erro passaria batido. Mas, novamente faço a observação: se tivéssemos o AAA atrás do gol, novo pênalti seria marcadoQuarto erro do árbitro.

Aliás, que se registre: tanto na 3a feira quanto nesta 4a as arbitragens frustaram a expectativa: Juan Soto era talento em ascensão em Palmeiras x Tijuana, e Carlos Amarilla talento reconhecido em Corinthians x Boca JuniorsAmbos decepcionaram…

Lembrando que no prazo de uma semana, o “trio de ferro paulista” foi eliminado da Libertadores. Má fase dos clubes de São Paulo, somada à má fase da arbitragem.

Uma última observação: para quem gosta de teorias conspiratórias, vale o registro: Amarilla é quase um “brasiguiao”, o árbitro preferido da CBF nos amistosos da Seleção Brasileira na América do Sul. E como há una certa rinha política entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches… (Ops: eu não creio nisso, prefiro pensar em algo mandado pela Conmebol – vide caso de Oruro…!).

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– Relembrando os 11 valores do Futebol, segundo a UEFA

Veja que bacana: há 8 anos o ex-jogador Michel Platini assumia a presidência da UEFA, “escalando” para seu mandato o respeito a 11 valores para o futebol.

Veja se são pontos atuais (embora o próprio Platini tenha sido acusado de corrupção).

Abaixo, extraído de: http://pt.uefa.com/uefa/keytopics/kind=64/newsid=813465.html

FUTEBOL E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Michel Platini, Presidente da UEFA, apresentou 11 valores-chave, o número de jogadores de uma equipa de futebol, como base para as futuras actividades e diálogos do organismo a nível político, económico, social e desportivo.

Onze valores
Platini destacou os 11 valores num discurso aos representantes das 53 federações que compõem a UEFA, delegados da família do futebol mundial e convidados do XXXIII Congresso Ordinário da UEFA, realizado em Copenhaga, na Dinamarca, na quarta-feira.

Os valores da UEFA para o futuro do futebol europeu, apresentados por Platini, são os seguintes:

1-Futebol em primeiro lugar
Em tudo o que fazemos, o futebol deve vir sempre em primeiro lugar, e o elemento mais importante a ter em consideração. O futebol é um jogo, antes mesmo de ser um produto; um desporto, antes de ser um mercado; um espectáculo, antes de ser um negócio.

2-Estrutura piramidal e subsidiariedade
A nível internacional e europeu, a autonomia do desporto é reflectida pela estrutura piramidal do futebol. FIFA, UEFA e as federações nacionais trabalham de mãos dadas, enquanto respeitam o princípio de subsidiariedade. Isto permite-nos defender os interesses do futebol da melhor maneira possível.

3-Unidade e liderança
A UEFA não opera de forma autoritária. Vamos continuar a mostrar uma liderança forte, mas a operar segundo um princípio de consenso. Para além das federações nacionais, vamos envolver todos os intervenientes (ligas, clubes, jogadores) no processo de decisão do futebol europeu, em particular através do Conselho Estratégico para o Futebol Profissional, para que o Comité Executivo possa tomar as decisões certas. E temos como objectivo aprofundar a relação com os adeptos do futebol, sem os quais não haveria o jogo a nível profissional.

4-Boa governação e autonomia
A UEFA e as federações que dela fazem parte comprometem-se com a boa governação. Isso significa abertura, democracia, transparência e responsabilidade. Imbuída neste espírito, a UEFA defende a autonomia da estrutura do desporto, para que os órgãos que tutelam o futebol – com as federações nacionais à cabeça – sejam os elementos de decisão definitiva nos assuntos que dizem respeito à modalidade, sem que haja interferência excessiva dos governos.

5-Futebol de formação e solidariedade
O Futebol assenta na formação, jogado em toda a parte por homens e mulheres; rapazes e raparigas. O futebol profissional é só a ponta do icebergue. A UEFA vai continuar a ser solidária, cada vez mais, para proteger o futuro do futebol e transmitir os benefícios alargados que o nosso desporto traz à sociedade como um todo. E é também porque a força do futebol assenta na formação que temos de preservar as identidades locais, regionais e nacionais do jogo, sempre de acordo com a lei.

6-Protecção aos jovens e educação
Como órgão que gere o futebol europeu, a UEFA tem uma responsabilidade desportiva e moral. As transferências de jogadores menores acarretam inúmeros riscos. Não nos esqueçamos que jogadores menores de 18 anos são crianças ou adolescentes. Queremos proteger o futuro das crianças no futebol e impedi-las de serem levadas da sua pátria para outros países ainda muito novas.

7-Integridade desportiva e apostas
As apostas são uma fonte de financiamento, mas também um risco para o futebol, especialmente para a integridade das competições. É justo que o futebol obtenha a sua quota-parte de receitas provenientes das apostas. No entanto, a nossa atenção principal deve centrar-se no empenho total em proteger a integridade desportiva e a gestão adequada das nossas competições, de modo a preservar o verdadeiro espírito do jogo.

8-Equidade financeira e regularidade de competições
A UEFA apoia o “fair play” dentro e fora do terreno de jogo. A equidade financeira significa que os clubes operam de forma transparente e responsável, para proteger as competições desportivas e os próprios clubes. A equidade financeira serve para que os clubes não entrem numa espiral de dívidas de modo a poderem competir com os seus rivais, mas sim para que o façam com os seus próprios meios, isto é, de forma sustentável e com os recursos que geram.

9-Selecções e clubes
O futebol de selecções e de clubes são vitais e elementos complementares do futebol. A UEFA vai permanecer empenhada em assegurar que o equilíbrio é mantido, e se possível reforçado, já que o desenvolvimento do jogo a nível nacional, europeu e mundial depende disso.

10-Respeito
O respeito é um valor chave do futebol. Respeito pelo jogo, integridade, diversidade, dignidade, saúde dos jogadores, regras, árbitros, adversários e adeptos. A nossa mensagem é clara: tolerância zero para com o racismo, violência e doping. O futebol une as pessoas e ultrapassa as diferenças existentes. A cor da pele é invisível sob a camisola e, para a UEFA, vai ser sempre assim. O racismo e qualquer outra forma de discriminação nunca serão tolerados. A UEFA não vai pactuar com a violência, seja no campo ou nas bancadas. O futebol tem que dar o exemplo.

11-Modelo desportivo europeu e especificidade do desporto
A UEFA é um organismo europeu e permanece totalmente comprometida com o modelo desportivo europeu, que se caracteriza pela promoção e despromoção, o princípio da solidariedade, bem como das competições abertas e oportunidade para todos. É isto que o desporto – em especial o futebol – representa. Temos que proteger este modelo porque o desporto não é simplesmente um negócio como outro qualquer, e não podemos permitir que seja ameaçado. Vamos continuar a defender a especificidade do desporto e estamos convencidos que os nossos argumentos vão prevalecer, para bem do futebol.

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– Os critérios para escalar árbitros nas divisões menores!

Aqui, um exercício de rememorização bem bacana para falar algumas coisas sobre a arbitragem na última divisão profissional do Estado de São Paulo. Vamos lá:

Ao invés de usar “Segunda Divisão Profissional Sub 23” (que na prática é a 4a divisão), usei ÚLTIMA (sem demérito) no parágrafo acima pois é sempre na última divisão que você pode começar a testar um juiz de futebol. 

Por motivos óbvios, você não testará um árbitro que tem dúvida da sua qualidade logo num jogo de A3 ou A2. Por ser incógnita, tem que testar nos jogos amadores e só depois dar chance na divisão profissional mais baixa. Dessa forma, é natural que erros ocorreram. E aí, quando já se percebe que o árbitro faz o be-a-bá muito bem, escala-se em jogos mais difíceis para se ter a real noção do quão ele reage em meio a pressão.

Um exemplo: quando eu tinha 19 ou 20 anos, já atuando nos jogos amadores da FPF, fui escalado para a minha primeira partida em que apitaria jogadores profissionais, na série B1B (que virou B2 e que na prática era a quinta e última divisão na década de 90). O jogo era Flamengo de Guarulhos x Jacareí (se permitia qualquer jogador independente de idade, e havia uma seleção de veteranos no time homônimo do RJ: Gilmar, ex-goleiro do Palmeiras, era o capitão).

A partida foi tranquilíssima: 10×0 para o time da casa (e com um a menos, pois expulsei o zagueiro flamenguista). A diferença entre os clubes era grande demais, e após o jogo, o “seu Abel” (Abel Barroso Sobrinho, um homem mítico da arbitragem paulista) foi ao vestiário e disse que me escalaram próximo da Capital para me conhecerem melhor.

Dessa forma, a escala seguinte foi um pouquinho mais difícil, aumentando gradativamente. Descíamos para a série B3 (a sexta divisão) para os jogos mais disputados, ou subíamos para a B1 (que é a divisão que o Paulista está hoje) para ganharmos experiência. Daí até se chegar à A3 e A2, revezando escalas como quarto-árbitro na A1.

Isso era “subir degrau-a-degrau”, “passo-a-passo”, sem atropelos na carreira e ganhando maturidade.

Quando o Galo começou a cair da série A1 para a derrocada atual, nós vimos jovens árbitros querendo oportunidade mesclados com árbitros experientes em final de carreira, somente para dizer que “tiveram escalas”. O critério estava mudando pela comissão de árbitros que atuava na época mais recente.

Para que árbitros beirando os 45 anos em jogos da última divisão, que fossem “de meio de tabela”? Não faz sentido, tem que colocar jovens. Me recordo que numa temporada da B1B, tínhamos a final entre o Aparecida x Lousano Valinhos, e quem apitou foi o Alfredo Santos Loebeling, que já era conhecido e que seu propósito era “evitar confusão na final”. Entendo bem: era para dar segurança a um jogo importante, não era oportuno testar. Mas nas demais partidas, os novatos foram escalados.

Na atual Comissão de Árbitros, com o Ednilson Corona (já era assim com o José Henrique de Carvalho, que não está mais na CA-FPF), a coisa “voltou a ser inteligente”. Jovens árbitros estão tendo oportunidade, e o Estádio Jayme Cintra é propício para alguém vir observar in loco, como o acontecido décadas atrás comigo em Guarulhos.

Nas últimas partidas, tivemos árbitros muito inexperientes em jogos do Paulista (e um deles, que não conheço pessoalmente mas que elogiei a excelente atuação foi João Victor Gobbi). Os amigos da CA-FPF, que lêem as análises de jogos que publico, sabem desse bom valor. Outros foram razoáveis e, segundo amigos que estiveram no Vale do Paraíba, uma péssima última atuação do árbitro (eu não estava presente nesta transmissão).

A “amplitude de competência” (das piores às melhores atuações) é grande na 4a divisão. Assim, é aceitável que se teste, mas em jogos em que exista maior necessidade de atenção e experiência, é preciso colocar árbitros mais amadurecidos.

Enfim, acho valido que outros árbitros sejam colocados à prova, mas nem sempre em jogos do Paulista. A questão é que, como o Galo se tornou o “grandão” frente os demais (pela história e pela atual campanha), é natural que se coloquem árbitros com mais dúvida para serem escalados pois a lógica diz que, se perder pontos por erro de arbitragem, o time “sente menos prejuízo” devido ao potencial que tem. 

Uma lógica que discuto, claro. Mas vale a reclamação formal, se realmente foi ruim a atuação (assim como os elogios relatados quando se vai bem).

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– O dificílimo lance do gol mal anulado do Vasco e observações da constrangedora situação envolvendo Sidão! Ah, Redes Sociais.

Que lance difícil (embora mal anulado) o gol do Vasco contra o Santos, hein?

Veja esse curto vídeo: https://youtu.be/Fz4qRl2tC4w. Aos 6 segundos, Maxi Lopez (VAS) está em impedimento passivo (nesse tipo de situação, há pelos menos 20 anos não pode se anular um gol, se ele resulta de um posicionamento como esse, ou seja, sem participar da jogada). Um jogador do Vasco que tem a posse de bola, nesse instante, a passa para um companheiro (não a Maxi Lopez). Esse jogador é quem vai tocar para o gringo, que já saiu da posição de impedimento e está na mesma linha da zaga santista. Aqui, um lance extremamente ajustado, difícil para o olho nu e também para o recurso tecnológico, especialmente pois a bola é carregada até o instante de que está em mesma linha (tudo coincidentemente, não havia tempo para o atacante pensar nisso, nem para o bandeira ser convicto – e com a orientação nova, em lances assim de dúvida, deixe a jogada seguir até a consulta ao VAR).

O grande problema é que existe uma imagem congelada, circulando nas Redes Sociais, onde esse atleta carrega a bola e Maxi Lopez ainda está voltando do impedimento. Não é ali que deve se atentar se está impedindo ou não, é no detalhe do milésimo de segundo quando a bola é tocada – e aí o lance está regular, pois o argentino passa a estar em situação legal.

Tal jogada é maravilhosa para se discutir e entender detalhes da Regra do Jogo, embora seja uma sacanagem condenar o erro na marcação (mesmo com árbitro de vídeo) tamanha a dificuldade. É lance bacana para Escola de Árbitros. Entretanto, pelo que jogou o Santos FC (que intensidade esse time tem, e como sai da mesmice do futebol brasileiro), o gol talvez não implicaria num resultado diferente do que vitória santista. ATUALIZANDO – imagens didáticas aqui: https://wp.me/p4RTuC-nek.

O que chamou a atenção na partida, logicamente, foi o caso do goleiro Sidão, que levou o prêmio de melhor em campo pela equipe da TV Globo (embora tenha tido uma horrorosa atuação) por ironia dos torcedores que votaram no site da emissora. E eis o problema: com todo respeito, o cara que foi o pior em campo (infelizmente seu trabalho foi péssimo) e que já estava chateado não só por isso, mas por uma série de fatores particulares extra-campo (e a data do dia das mães tem uma relação com esses problemas), acabou sendo humilhado ao vivo.

Sejamos justos: a repórter, além da equipe que narrou e comentou o jogo, estavam constrangidos com tal fato (já se sabe que a direção de esportes ordenou que o troféu fosse entregue mesmo assim). Sidão, elegantemente, não mandou todos para “aquele indelicado lugar”.

A Globo já pediu desculpas e disse que mudará o método de votação. Mas fica a constatação: o perigo do “tudo pode” das redes sociais, onde os imbecis têm a mesma oportunidade de se expressar (isso faz parte da democracia) do que um cara educado e sensato. Às pessoas físicas, basta exclui-las do seu Facebook ou Twitter. Às empresas, já é algo mais difícil de controlar.

Força Sidão! Respeito sempre se fará necessário.

Resultado de imagem para Santos x Vasco

– As imagens para um lance discutível, bom para se debater!

Falamos sobre o complicadíssimo lance do gol do Vasco no jogo contra o Santos, postagens atrás (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-nef)

Explicando por imagens (lembrando que no vídeo, em tempo real, sempre é melhor):

1- O 1o lance: o de Amarelo toca para o Azul (deve ser o Picachu). Maxi Lopez, que é o Vermelho, em impedimento passivo (se a bola vai para ele aí, passa a ser impedimento ativo).

2- O 2o lance: o de Azul recebe o toque do de Amarelo, e Maxi vai voltando devagar, enquanto o corintiano começa a se projetar.

3- Quando sai o passe do Azul para o Maxi (não na imagem congelada da Globo, onde ele está com ela dominada, antes de soltar efetivamente), o Maxi está em linha com o zagueiro.

Portanto, gol legal!

– O acerto da não marcação de pênalti em Corinthians 0x0 Grêmio.

O treinador do Grêmio, Renato Gaúcho, reclamou do pênalti primeiramente marcado e depois corretamente revisto e anulado pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique através do vídeo na Arena de Itaquera. Foi “bola na mão” da defesa do Corinthians e não “mão intencional na bola” (nem movimento antinatural).

Aqui residem duas situações:

1. Muita gente confundindo nos comentários (especialmente em Redes Sociais) de que a Regra mudou e toda bola que bater no braço ou na mão é infração. Nada disso! O que mudou é que tal situação é verdadeira a partir de agora em lance que possa surgir um gol, batendo no braço / ou mão do atacante. Na defesa, continua a mesma coisa!

2. O goleiro Paulo Victor, à Rádio Bandeirantes no pós-jogo, sustentou que entendeu ter sido pênalti pois:

“A gente recebe muita palestra da CBF sobre isso e ouve sempre falar que tem que jogar com o braço colado no corpo, senão é pênalti”.

Se ouviu isso mesmo, foi um enorme equívoco de quem mal orientou. Lembre-se: a posição dos braços não pressupõe necessariamente infração, A NÃO SER QUE SEJA MOVIMENTO ANTINATURAL, ou seja, que o atleta tenha disfarçadamente a intenção de que a bola bata em sua mão, correndo de maneira não-natural com seus braços.

A mim, sempre ficou claro que o que confunde o atleta é o uso equivocado da expressão dita e repetida pela CBF “correr risco da bola bater em sua mão“, pois isso representa situação de imprudência e, na avaliação da marcação de faltas, somente no uso da mão na bola na defesa não entra a questão de ser imprudente, mas é exclusivamente a de ter intenção.

Caso fosse válida a afirmação de Paulo Victor, todo atleta teria que andar anatomicamente desengonçado. Já viu correr no futebol com os braços colados ao corpo? Ou ainda: viraria “queimada”, pois o atacante iria mirar a mão / braço do defensor.

Parabéns ao árbitro por fazer bom uso do VAR.

 

– Tenha juízo, Neymar!

Viram as punições que sofreu Neymar nesta semana?

Três jogos de suspensão pela UEFA, por conta de ir até o vestiário da arbitragem reclamar e socar na porta após a eliminação da Champions League; mais três jogos pela Federação Francesa após a agressão ao torcedor ocorrida na premiação de vice-campeão da Copa da França.

Que coisa, Ney Jr. Jogue apenas futebol, coisa que você sabe fazer bem. Mas cuidado: as atitudes extra-jogo (aqui, não estou me referindo a fora do esporte / vida privada, mas após o apito final) estão trazendo muita repulsa e nenhum elogio. Para alguém que foi proclamado por muitos como ídolo (sejamos justos: Neymar nunca disse que é um ídolo das pessoas embora tenha sido catapultado a tal; tampouco eu o considero modelo de admiração pelo comportamento – somente o tenho admiração pelo futebol jogado), falta melhorar demais a conduta.

A propósito, é inegável que, apesar destes problemas, a Seleção Brasileira ainda é Neymar + 10. Porém, longe de vestir a braçadeira de capitão.

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– Neto, o jogador que representa a maioria dos boleiros brasileiros e que luta como qualquer outro cidadão com dificuldades.

Tomei conhecimento do calvário deste humilde e bom zagueiro através do jornalista Thiago Batista de Olim, ao ler sua postagem no site “Esporte Jundiaí”.

Abaixo, a história de Neto, mais um ilustre desconhecido jogador de futebol do Brasil, operário da bola e que representa a real situação dos atletas – diferente do que muitos possam pensar, baseando-se equivocadamente nos excessos e extravagâncias dos jogadores de ponta e que ganham fortunas (que na verdade são poucos).

Extraído de: https://www.esportejundiai.com/2019/05/paulista-neto-busca-vitoria-fora-dos.html?m=1

NETO BUSCA VITÓRIA FORA DOS CAMPOS TODOS OS DIAS

O zagueiro Neto neste domingo deverá disputar a sua terceira partida com a camisa do Paulista na 4ª divisão do Paulistão. Mas todos os dias ele trava uma batalha fora dos campos, onde espera também rebater para bem longe o drama da sua filha, a Lívia. A menina nasceu de forma prematura, e está há 4 meses internada. Ela já passou por três cirurgias, uma inclusive no coração. Isso que era para ser gêmeos, pois o menino, que também nasceu prematuro, faleceu.

“É um dos momentos mais complicados da vida. Minha filha está internada há 4 meses, pois nasceu prematura de seis meses, pesando 715 gramas. Somente tenho que agradecer minha esposa (Ana Paula) que está com ela todos os dias e todos os momentos e me dando força para continuar lutando neste momento”, contou o jogador, que após os treinamentos, corre para o hospital para dar todo suporte necessário a sua família.

“Tento ajudar a minha família psicologicamente. O momento é difícil, não deixo minha esposa abalar, pois sei que é complicado para mim e também para ela, vivendo todos os dias e ela está lá todos os dias e esse é o jeito que tento ajudar minha família”, completou.

A história de vida de Neto já merece ser contada. Ele nunca teve base. Começou a jogar com 19 anos e estava no time do Batatais, que foi vice-campeão da Copa São Paulo de 2017. Neto inclusive chegou a enfrentar o Paulista, que no campo venceu por 5 a 1, mas foi desclassificado em virtude de ter utilizado de forma irregular Helton Mattheus, que adulterou a sua identidade.

“Antes de jogar futebol eu era servente de pedreiro. Meu 1º clube foi o Batatais e fomos vice-campeões da Copa São Paulo de 2017. Em seguida fui para o São Bernardo (na Série A2), antes de atuar no futebol japonês e agora estou no Paulista”, contou o jogador.

No ano de 2017, Neto esteve relacionado e presente em 29 jogos, e somente levou 3 amarelos e não foi expulso em nenhum jogo, entre Copa SP, Série A-2 e Copa Paulista.

No futebol ele tenta esquecer os problemas pessoais que vive, mas em alguns momentos não consegue. “Falar que o futebol ajuda a esquecer 100% estarei mentindo. Tem vários momentos que lembro da minha esposa e da minha família. Mas temos que trabalhar para dar o melhor para eles”.

Dentro de campo ele é apenas elogios ao time, que tem campanha de quatro vitórias e um empate. “Esperava campanha boa, time é bom, unido, bem taticamente e bem trabalhado. Agora invicto não esperava não”.

Mas o jogador é toda família, em especial a sua mulher, a especial Ana Paula. “Minha esposa é um exemplo para toda minha vida”

– No futebol, se a vítima pular na hora de ser atingido pela falta, deve-se marcar a infração?

Revendo jogos de outras temporadas da Libertadores, um me chamou a atenção: março de 2012, partida realizada no Pacaembu entre Santos X Juan Aurich. Neymar apanhou bastante naquele dia, e criticado após “pular de uma falta”, declarou:

Se não pulo, estaria no hospital.”

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma, e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais. Um dia, Leandro Pedro Vuaden ousou mudar esse mesmo comportamento. Parece que não deu certo…

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