– Agora não, Torcedor!

Li com muita preocupação o lamentável fato ocorrido em Amparo por parte de um torcedor do Paulista (invasão de campo para comemorar um gol) e de outros que cuspiram no bandeira.

Quero explicar como funciona a partir de agora nos trâmites burocráticos, o que pode acontecer e como essa situação chega na Federação Paulista de Futebol. Já vivi e vi dezenas de situações como essa, sei do que estou escrevendo e aqui peço SERENIDADE aos amigos que estão lendo.

PRIMEIRO) Invadir campo é coisa de futebol de várzea (e olha lá). Comemorar gol junto a jogador dentro do gramado não é coisa do esporte profissional, é uma transgressão que irrita demais a FPF. Não vale dizer que “é a emoção”, “o calor da partida”, bla-bla-blá. Quem invadiu, não importa quem seja ou o que faz pelo time, errou! Não é a invasão de comemoração do título da Copa do Brasil, é de um gol contra o Amparo! Ô minha gente…

SEGUNDO) A arbitragem faz a checagem dos portões, os fiscais (ou o fiscal, se for só um) fazem / faz o relatório e o policiamento atesta que tudo está seguro. Se alguém, de qualquer time, invadir, há 3 documentos para dizer que a culpa é de quem invadiu, não de portão velho, corrente semi-aberta ou cadeado com defeito. Assim, não há desculpas para jogar a bronca na estrutura do estádio e tirar a responsabilidade do ato.

TERCEIRO) Cansei de ver bandeira em jogo meu se omitir em relatar cusparadas sofridas por todos os problemas que ele passa depois que escreve na súmula. O cara é chamado na Comissão de Árbitros para contar o fato (sempre presencialmente na Capital), tem que gastar dinheiro com deslocamento, aguentar muitas vezes um dia no Tribunal, perder dia de serviço, ficar fora de escala e é uma “enchição de saco”. Na maior parte das vezes, ele nem relata para seguir a vida mais tranquila. Se o Risser Jarussi relatou, é porque realmente levou MUITA cuspida em suas costas. Aliás, Risser é um dos mais competentes bandeiras do quadro, atuou muitas vezes aqui no Jayme Cintra, jogou futebol amador em Jundiaí e cumpriu seu dever ao avisar o árbitro dos fatos ocorridos. Mais do que isso: cuspir em alguém é um ato de canalhice indiscritível.

QUARTO) A procuradoria vai indiciar o Paulista FC pelos fatos ocorridos, e as punições podem ir até à perda de mando de campo, pois o time é responsável pela sua torcida. Não adianta também escrever que o futebol está chato, cheio de mimimi e que não pode nada. Estamos falando de esporte profissional em 2019, em um mundo mais cidadão e responsável (em tese, deveria ser). Já imaginou esses atos babacas ocasionarem que, justamente agora que o acesso está perto, o Galo ser prejudicado? É demais pra cabeça de qualquer um…

QUINTO) O trabalho de bastidores agora é: o Departamento Jurídico assumir a defesa o quanto mais rápido, se antecipar no pedido de desculpas e prometer a tomada de providências ANTES do julgamento, a fim de que apenas uma multa pequena seja dada e não se perca o mando de campo. Identificar o invasor é uma atitude necessária, mas logicamente isso não vai ocorrer por motivos que não valem a pena serem relatados e que quem lê esse texto, sabe na sua maioria a explicação. Oferecer o reparo das avarias ocorridas em Amparo (não está em súmula, mas essas coisas vão nos relatórios dos fiscais da FPF, são documentos que a lei não obriga a publicação no site e que vai complicar a vida do Paulista). Esclarecer que o clube faz campanha para a paz nos estádios e que incentiva a ida de famílias nos jogos e, por fim, garantir um esquema de segurança nas próximas partidas.

SEXTO) Todo esse trabalho ocorrerá por conta de invadir o campo e cuspir no bandeira. Pra quê? Acabou o tempo do “vale tudo no futebol”. Não é arena de briga, é espaço de trabalho (o gramado) e lazer (a arquibancada). Isso tudo irrita demais os organizadores do evento e gera custos aos times que vivem sem dinheiro. Já imaginaram o que aconteceria se estivessem jogando Paulista x Ponte Preta no Jayme Cintra e um torcedor invadisse o campo aos 45m do 2o tempo para comemorar a vitória da Macaca sobre o Galo?

Por fim: eu não precisava me expor com esse texto, mas como ex-árbitro, jundiaiense, apaixonado pelo Paulista (mas que separo a razão e a emoção por conta do trabalho), me sinto na obrigação de ajudar a minorar as possíveis penas e minimizar o desgaste que o clube terá.

TENHAMOS CERTEZA: por conta desses atos, a fiscalização da FPF, as exigências que serão feitas e o desgaste justamente nessa reta final, serão gigantescos. Quem fez a cáca, não imagina como gerou um fato complicador para o time, para a administração e para a parceira.

Como o estrago está feito, é hora de corrigir (e se policiar para que isso não se repita). O triste é: a impressão de selvageria que já ouço de conhecidos que estão me perguntando o que aconteceu. E justo agora!

Futebol é diversão para quem assiste, negócio para quem administra, desafio para quem joga. E tudo deve ocorrer em paz. Não se pode fazer de conta que nada aconteceu, pois aí sim o Paulista vai levar uma grande punição.

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– Ansu Fati: Espanha ou Guiné Bissau?

É fato que o jovem de apenas 16 anos Anssumane Fati (ou Ansu Fati, como está sendo chamado no mundo da bola) é um fenômeno do futebol. Jogando ao lado de Messi no Barcelona, com tão pouca idade tem feito maravilhas. Inevitavelmente será um dos craques incríveis que a nova geração de torcedores verá.

O detalhe é: Ansu nasceu em Guiné Bissau (sabidamente, não é uma potência futebolística e dificilmente poderá jogar uma Copa do Mundo). E a Federação Espanhola quer naturalizá-lo para que jogue pela Espanha.

O que deverá optar o garoto: tentar levar seu país a jogar uma Copa do Mundo ou virar um espanhol? Lembrando que muitos falam da verossimilhança do fato que Lionel Messi deveria ter recusado a Argentina e se tornado cidadão da Espanha por conta do seu não-reconhecimento na terra natal.

Seria esse o caso de Ansu?

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– Pelas ofensas, Neymar terá que ser o melhor em campo todos os jogos e pedir desculpas.

Que jogaço de Neymar Jr na sua volta ao PSG. Mas apesar do gol de bicicleta decisivo e ótima atuação, foi xingado demais. Terá que jogar dessa forma todas as partidas e se comportar adequadamente no vestiário, não tenha dúvida.

Aliás, não dá para deixar de destacar: até faixa em português fazendo alusão à famosa “Vila Mimosa” havia no estádio. Após o jogo, motivado pelas ofensas, o atleta disse ignorar as vaias pois tinha o desejo de sair do clube mesmo!

Aí é “bola nas costas…” Cative a torcida com bom jogo de futebol e com “jogo de cintura”, Neymar!

– O Estádio Rei Pelé vai virar Rainha Marta?

Quer dizer que os deputados alagoanos querem mudar o nome da principal praça esportiva de Maceió, o Estádio Rei Pelé, para Estádio Rainha Marta?

Eu sempre discordo de homenagear alguém em detrimento da retirada de outrem. Se é um nome como “Estádio das Flores” ou “Arena Municipal”, tudo bem, você nomeará uma pessoa. Mas não é de bom tom substituir nomes existentes de cidadãos ilustres. 

Sei que a Marta é de Alagoas e é torcedora do CSA. Lógico que ela é o maior símbolo expoente do futebol feminino. Mas ao invés da substituição de um homenageado, não poderia ser “Arena Rei Pelé e Rainha Marta”?

“Desomenagear” alguém, somente em casos onde se descobre que a homenagem foi invalidada por algo grave. Por exemplo: a substituição do nome do Estádio do Botafogo, que levava o nome do corrupto João Havelange para o mítico atleta botafoguense Nilton Santos. Aí é justo!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Vai levar os tijolos do Coringão, dona Caixa?

Eu sei que dívida com banco é algo complicado. Sei também que compromissos assumidos devem ser cumpridos. Mas a questão é: será que a CEF realmente conseguirá executar ½ bi que o Corinthians deve à instituição, por conta da construção do Estádio? Os imóveis do clube são vendáveis? Tem fiador? Vai levar os tijolos embora?

Complicado… A propósito, alguém esperava que os clubes de futebol, que costumeiramente atrasam salários e impostos, honrariam os compromissos bancários?

Aliás: Andrés Sanches, o atual presidente, disse à época que apenas com os Naming Rights pagaria a obra… 

Abaixo, extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/caixa-executa-divida-de-quase-r-500-milhoes-do-corinthians-pela-arena-veja-detalhes.ghtml

CAIXA NOTIFICA CORINTHIANS DE QUE EXECUTARÁ DÍVIDA DE 500 MILHÕES

Timão vê “gesto intempestivo” e diz que banco “trocou rota da negociação pela do confronto”

A Caixa Econômica Federal notificou extrajudicialmente o Corinthians de que executará a dívida de quase R$ 500 milhões relativa ao financiamento da obra da Arena, em Itaquera.

Tanto o clube como a Caixa confirmam a informação, que foi publicada inicialmente pelo “O Globo”.

O banco estatal emprestou R$ 400 milhões para a construção do estádio. R$ 175 milhões já foram pagos. Porém, por conta de juros e correções, o valor da dívida atualmente é de R$ 487 milhões.

Em nota oficial, o Timão tratou a decisão da Caixa como um “gesto intempestivo” e comunicou que “se a Caixa escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos.”

Há meses o Corinthians vinha negociando o financiamento com o banco estatal. Paralelamente, o clube costurou um acordo para o pagamento da dívida que tem com a Odebrecht. O Timão não acredita que a execução da Caixa afete no acordo com a construtora.

– Não há nenhum beneficio ou “perseguição”. Mas se a Caixa não recebe e não tem renegociação, ocorre a cobrança de garantias. A execução é natural – afirmou Pedro Guimarães, presidente da Caixa, ao “O Globo”.

Segundo especialistas, a primeira alternativa da Caixa será executar as garantias financeiras. Uma das principais é o Equity Support Agreement (ESA), assinado pela Odebrecht. Trata-se de um documento no qual a construtora se dispõe a cobrir os valores exigidos numa eventual execução com recursos próprios. Vale lembrar que a Odebrecht está em processo de recuperação judicial.

Outra garantia oferecida para que o Corinthians conseguisse o financiamento junto ao BNDES, tendo a Caixa como intermediária, foi parte do terreno do Parque São Jorge. Porém, a execução de imóveis é mais demorada e gera um custo muito elevado, bem maior do que em outros processos de execução.

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– E deu Athlético no 1o jogo da final da Copa do Brasil contra o Internacional

Com atuação muito boa de Raphael Claus no comando da arbitragem (mostrando que o VAR não precisa ser o protagonista do jogo), o Furacão venceu o Colorado e sai na frente pelo título da Copa do Brasil 2019.

Um fato a se debater: Tiago Retzlaff Nunes, 39 anos, é o cara! Um treinador moderno e que faz seu time jogar. Por ser jovem e parecer que gosta de estudar, tem tudo a ser um dos grandes nomes do futebol brasileiro. Odair Hellmann, seu adversário, tem outras caraterísticas, é mais vibrante – porém, abre mão de atacar quando joga como visitante.

Enfim: apesar da vantagem do time paranaense, os gaúchos são fortes demais no Beira-Rio. Tudo aberto para a finalíssima, desejando que Wilton Pereira Sampaio, o árbitro do segundo jogo, vá tão bem quanto Claus.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista

Da última vez que esteve no Jayme Cintra (Paulista 1×0 Bandeirante de Birigui), Leandro Carvalho da Silva deixou ótima impressão. E é ele quem está escalado para o difícil Amparo x Paulista no próximo sábado.

Sobre a atuação citada, clique em: https://wp.me/p4RTuC-mcD. Também atuou por aqui em 2017, na derrota do Galo para o São José dos Campos por 1×0 (onde foi apenas regular, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-i5G).

Leandro tem como característica o rigor em campo e a vibração. Se cumprir a expectativa, os ânimos serão controlados nesse embate. Está com 40 anos de idade, há 17 temporadas na FPF, sempre trabalhando na A3 e A2. Em 2019, apitou pela primeira vez na A1, no difícil Ponte Preta 1×1 Bragantino.

A ficha completa, com bandeiras e quarto-árbitro experientes, abaixo:

Árbitro: Leandro Carvalho da Silva
Árbitro Assistente 1: Alberto Poletto Masseira
Árbitro Assistente 2: Risser Jarussi Corrêa
Quarto Árbitro: Paulo Edson Andreato

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem!

– O VAR, um pênalti não marcado e um gol a ser revisto: a dúvida interessante!

Uma dúvida surgida pelo internauta Edson Rodrigues, que vale a discussão:

Boa noite
Gostaria q me esclarecesse uma dúvida. É o seguinte: uma equipe está no ataque e ocorre um lance de pênalti, porém o árbitro não marca e fica na análise do VAR. O jogo segue, sem q a bola saia de campo. Após algum momento o time q estava atacando no momento do lance duvidoso, marca um gol.
Nesse momento o VAR conclui q o lance era pra marcar pênalti. A questao é: marca-se o pênalti e anula o gol, ou o gol é validado ?
Aguardo resposta.
Obg

Pois bem, Edson, o VAR sugere que o árbitro reveja o lance, ele nunca determina, a decisão sempre é do árbitro. 

Mas nesse lance citado,

SENDO GOL DA OUTRA EQUIPE: se a bola não saiu em momento algum: o árbitro deve rever o lance anterior, não se confirma esse gol e volta-se lá atrás, marcando o pênalti. (E aguente confusão)… Motivo: se foi pênalti, nada daquilo que aconteceu depois do lance valia.

SENDO GOL DA MESMA EQUIPE: confirma-se o gol ignorando o VAR, pois houve vantagem da equipe (o gol saiu), não beneficiando o infrator (imaginou voltar atrás e marcar o pênalti, e a bola ser chutada pra fora, como falamos em nossa conversa?).

O futebol é apaixonante por essa gama de situações a se discutir…

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– O que acontece com o VAR no Brasil?

Publicado originalmente em 12/08/2019, mas serve para hoje:

O 7X1 DO VAR

Amigos… fico até constrangido em escrever, mas assistiram o SHOW (com letras maiúsculas mesmo) do uso do árbitro de vídeo na 1a rodada da Premier League?

Fiquei envergonhado ao constatar que lá o protocolo de “menor interferência e máximo acerto” está muito além do que as lambanças do Brasil (e olha que estamos falando da rodada inicial apenas). Cadê o discurso de adaptação, tempo para melhorar e aperfeiçoar, etc (que estamos ouvindo há tempos aqui)? Lá, o VAR, em caso de lance explícito irregular em pênalti, sugere que o árbitro reveja (ele não marca nada e nem interfere em lances interpretativos – que é o correto). No Brasileirão, o árbitro de vídeo despreza a decisão de campo, PROCURA achar algum pênalti e acaba influenciando diretamente na questão interpretativa.

A impressão é que o VAR à brasileira quer aparecer e apitar, se tornando mais importante do que o árbitro central. E que faz questão de “caçar” irregularidades. Sem contar que na Inglaterra o momento do VAR se tornou um espetáculo ao mostrar em telões os procedimentos, prometendo liberar, inclusive, o áudio!

Nada de parar o jogo e usar o VAR a qualquer instante, vulgarizando-o. Quem assistiu Palmeiras 2×2 Bahia entende bem essa situação… Aliás, recordando: na terra da Rainha, temos apenas 3 pessoas compondo o VAR. Aqui, chega-se a 9 dependendo do jogo (mas nunca menos de 5). Por quê Gaciba (chefe da arbitragem), Sérgio Correa da Silva (chefe do VAR) e Coronel Marinho (chefe de revelação dos novos talentos) são tão prestigiados por Caboclo (como eram por Del Nero, os dois últimos; idem por Teixeira)?

(convido aos amigos um complemento desse assunto em: https://wp.me/p55Mu0-2eh)

Premier League: VAR makes first major decision as Gabriel Jesus goal overturned

– Acabem com o VAR no Brasileirão! O ridículo lance de Santos 1 x 1 Athlético

Sem me alongar: Marinho sofreu uma falta fora da área e caiu dentro. A infração ocorre nesse momento, sem levar vantagem (posse de bola não é vantagem). Cambaleando e caindo dentro, não é nem lance para VAR.

O árbitro de vídeo Rodrigo Nunes de Sá sugerir a revisão, e o árbitro Rodrigo Carvalhaes mudar a decisão, é o cúmulo da incompetência. Nem com imagens acertam? E era um lance fácil.

É melhor abortar o VAR no Brasileirão, por pura inadequação dos nossos juízes. Lamento.

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– A polêmica do lance penal em Internacional x São Paulo

Que dois lances difíceis para o árbitro Marcelo de Lima Henrique no Beira-Rio! Muita reclamação do São Paulo e algumas coisas para se discutir.

O pênalti marcado via VAR originou-se de uma falta polêmica: Ednilson está correndo e Hudson passa por ele. Houve uma intercepção? A imagem da TV, por trás do gol, não é clara. A priori eu não marcaria, mas deve-se levar em conta que o árbitro, que é experiente, estava próximo da jogada e muito bem colocado.

Na cobrança de falta, a bola bate no braço de Hudson na barreira. Marcelo de Lima Henrique marca corretamente o escanteio, mas o VAR o chama para rever o lance. Nesta situação, errou o árbitro. Aquele movimento de Hudson é natural fisiologicamente e de reflexo. Ele não tirou proveito deliberado, não colocou o braço de propósito, não abriu a mão para interceptar a bola nem reagiu de maneira antinatural. Repare que ele está com o braço grudado ao corpo e a bola é que bate nele, tentando até tirá-lo para não esbarrar.

Imagine: como o atleta deve-se portar naturalmente num lance desse? Impossível deixar os braços imóveis de maneira normal! Só se amarrar os braços do jogador.

O pênalti, portanto, foi equivocado. Má interpretação da Regra do Jogo, onde Marcelo de Lima Henrique acabou sucumbindo à sugestão equivocada do VAR.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Independente

Danilo da Silva tem um excelente potencial e poderia fazer uma ótima arbitragem (mas não fez). Eu escrevi: PODERIA, pois alguns erros técnicos foram relevantes e atrapalharam muito sua atuação. Vamos lá:

O árbitro correu bastante, tem ótimo posicionamento dentro de campo e sempre próximo da jogada. Sabe dar a lei da vantagem, apita de cabeça erguida, e aplicou corretamente todos os cartões amarelos e o cartão vermelho, EXCETO a não amostragem a Maycon (IFC), que aos 35 minutos matou um contra-ataque importante de Jeferson (PFC). É o be-a-bá dos cartões, tive a impressão que o árbitro se acomodou com o jogo até então tranquilo a abdicar da advertência.

O problema de Danilo foi técnico: querendo deixar a bola rolar, no antigo “Estilo Vuaden” do começo de carreira do gaúcho, não marcava qualquer falta. Dessa forma, deixou de apitar as infrações reais, irritando ambas equipes. Tanto que aos 42m, Matheus Moraes (PFC) sofreu a falta que não foi marcada e na sequência saiu o gol de Lucas Santos (IFC). Aí o confronto virou um inferno para se apitar.

Insisto: o árbitro “leva jeito” e pode crescer muito – afinal, mostra potencial, mas vai prejudicar sua trajetória caso continue ignorando faltas reais por serem “leves”.

Registre-se um lance importante: aos 74m, uma bola foi chutada para o gol e bateu no braço do zagueiro do Independente. Acertou ao não marcar pênalti para o Paulista por ser totalmente não intencional (muita gente ainda confunde a mudança da Regra de Mão no Ataque).

– Qual o maior jogador brasileiro, depois da era Pelé?

A pergunta é bem objetiva: sendo Pelé o maior jogador de futebol de todos os tempos, depois de sua aposentadoria, qual o nome que mais se destacou no futebol brasileiro?

É claro que alguns lembrarão craques do passado: Garrincha, Leônidas, entre outros. Mas a questão é: no pós-Pelé?

Fiz uma lista (mas há espaço para a escolha de outros nomes):

Zico (o 1o grande craque que assisti) está na lista pelo meu saudosismo e sua categoria; Kaká foi Bola de Ouro! Edmundo arrebentou nos anos 90. Rivaldo, Ronaldo Nazário, Ronaldinho Gaúcho e Romário dispensam apresentações. Neymar, o nome mais expoente da atualidade.

Aproveite e deixe seu voto:

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– Lance Livre On-line, com o Rivelino Teixeira

Aos amigos que nos acompanham, compartilho a entrevista que dei ao jornalista, comentarista e amigo Rivelino Teixeira (que já passou por diversas emissoras de rádio, trabalhou na Sportv e é um dos caras que mais entende de futebol na mídia), em seu projeto Lance Livre.

Abaixo, o link e o convite: sigam o Riva, ele é muito bom!