– Como se Frauda uma Partida de Futebol?

(Repost de 15/07/2011)

Amigos, há tempos que eu desejava escrever tal post sobre esse assunto. Faltava-me um pouco de competência intelectual. Mas, enfim, aqui vai uma abordagem delicada sobre o tema: fraude em partidas de futebol.

COMO SE LESA UMA PARTIDA DE FUTEBOL?

Quando um clube perde uma partida de futebol em lances polêmicos, muitas vezes se ouve a expressão: “perdeu roubado”, ou “o juiz roubou”. No esporte, a palavra “roubo” tem uma outra conotação, não criminal, mas no sentido de revolta por determinada atuação ruim.

Assim, muitos torcedores mais exaltados entendem o “roubo” como algo corriqueiro, e teorias conspiratórias são levantadas a cada rodada, dependendo de quem é o time “escolhido” para ser campeão.

Mas, existe “roubo”, no sentido pleno da palavra, no futebol?

É difícil provar. Militei 14 anos no futebol profissional como árbitro. Vi e vivi muita coisa. Esquema organizado não há. O que ocorre são: a interferência política e os interesses em se agradar certos nichos, através da utilização dos árbitros, como instrumento de manipulação.

E como funciona?

Ninguém pedirá para alguém ‘fazer o resultado’ para time x ou time y. Se algo for solicitado a algum árbitro, o desejo de denunciar o pedido, de ir à imprensa e escancarar tal golpe é maior do que a vontade em se realizar tal solicitação corrupta. Mais: como dirigente de futebol conversa com seus pares, o nome do apitador sempre causaria arrepios em cada escala, já que se você se vende para um clube, por que não para outro? Em tempos passados isso até seria possível; mas com o advento da informática e inúmeras câmeras de TV, todo mundo vê possíveis desvios de conduta, algo não tão perceptível antes pela menor influência e visibilidade através das comunicações.

Mas há algo que importuna: o uso das características dos árbitros dentro dos seus perfis. É aí que mora o perigo.

Tento classificar 4 tipos de árbitros:

1) Caseiros
2) Mediadores
3) Narcisistas
4) Cumpridores

Vamos falar de cada um deles, e aí fica claro como se usa determinado nome para determinado tipo de jogo.

1) CASEIRO

Seu time precisa ganhar o jogo e joga em casa contra time pequeno? Garanta um árbitro caseiro. Está cheio de cartões amarelos e não pode perder atletas para a próxima partida? Ele garante!
O CASEIRO é aquele medroso, onde na dúvida sempre decidirá pelo time grande ou quem joga em casa. Ele quer evitar gritos da torcida contra si, se previne contra chutes na porta do vestiário e se preocupa com o sorteio da próxima rodada. Para que se preocupar com reclamações do time grande, que tem mais peso num suposto pedido de veto? Time grande ganhar de pequeno é natural, então… Não há porque correr riscos. O árbitro caseiro é o “banana”, que tende a favorecer o grande.

2) MEDIADORES

É o que não se compromete com ninguém. Ou se compromete com os 2. Clássico de peso, times em situação delicada? Escale o mediador: em lances duvidosos, utilizará o mesmo critério sempre (mas o critério que agrada o clube: se tiver que expulsar ou não atletas, não expulsará ninguém; precisará dar falta no meio de campo em vários lances; se preocupa muito com a reação dos bancos e treinadores…) Tal árbitro não será questionado pelos cartolas, pois administra o jogo. É o árbitro que dá o nefasto “perigo de gol” em todo o jogo e faz vista grossa em diversos lances.

3) NARCISISTAS

Já viu aquele árbitro que quando o jogador tenta abordá-lo ele já tem chilique? No melhor estilo “otoridade”, quer ser rotulado como o ‘bonzão’, que não aceita outra pincha a não ser a de ‘porra-louca’. Adora um holofote! Clube mandante sofre com ele, pois, para mostrar que não aceita pressão, faz de tudo para que este perca (até mesmo inconscientemente), na idéia errônea de que quanto mais vitória o visitante tiver, melhor o seu histórico de jogos apitados. No fundo, morre de medo de ser taxado como fraco e acaba prejudicando o espetáculo. Pode abusar da autoridade e às vezes se esconde através de cartões. Todo time grande quer um árbitro desse tipo quando se joga fora de casa contra pequenos; ninguém o quer em seus domínios.

4) CUMPRIDORES

São herméticos quanto à pressão. Não se preocupam com a camisa, se é grande ou pequeno, se está agradando ou desagradando. Normalmente é respeitado pelos jogadores e dirigentes. Todo time pequeno o quer quando se joga como visitante. Os grandes o querem apenas quando é clássico. São poucos, mas valorosos. Pela fama adquirida, se sustentam e são pedidos até mesmo por imprensa e torcida. Costumam ser preservados para grandes jogos, para se evitar risco de erros significativos involuntários. Também são tirados de exposição excessiva, pois, afinal, quando mais se apita, mais se tem chance de errar. São os árbitros necessários para o futebol.

Se você quiser analisar o quadro de árbitros e classificá-los conforme esses 4 tipos, o trabalho será fácil. Mas veja: a maior preocupação em si não é a conduta pessoal do árbitro, mas, por motivos óbvios, a escala dos árbitros. Não dá para tirar leite de pedra; então, logicamente, se você escalar um árbitro caseiro, não pode cobrar dele grande coisa. Cobre de quem é bom, do CUMPRIDOR. Destes, até os erros são perdoáveis.

Por fim, é claro que falamos de seres humanos. É obvio que devem existir laranjas podres por aí; mas estes se revelam facilmente pela fragilidade dos esquemas montados. Vide Danelon e Edilson, banidos pela sociedade por fraudes em resultados mas absolvidos pelas autoridades da Justiça.

Diante de tudo isso, responda: Você acredita em manipulação de jogos? Se sim, de que forma?
Deixe seu comentário:

(Obs: de nada adiantará tudo isso se o time for bom. Quem joga bola ganha até do árbitro)

Resultado de imagem para juiz ladrão futebol

Anúncios

– O Gol do Vasco anulado, o Pênalti não marcado para o Corinthians e o VAR na inter-temporada. Está valendo a pena?

Tivemos VAR no Paulistão e no Cariocão. Temos VAR na Copa do Brasil e agora no Brasileirão. Tivemos 30 dias “re-treinando árbitros que já foram treinados” e outros em treino pela CBF em Águas de Lindóia num resort. E… vemos a incrível falta-fantasma marcada contra o Vasco que anulou o gol cruz-maltino de Yago Pikachu. Não viram a falta real como pênalti para o Corinthians contra o CSA também.

Fica a pergunta: está valendo a pena o VAR (em custos e na dinâmica perdida das partidas)?

Sempre defendi o sistema de árbitro de vídeo e tem funcionado bem na Europa. Na América do Sul está ruim e no Brasil péssimo. Mas estou repensando tudo isso ao ver erros grosseiros, “simpósios para se tomar uma decisão” e “quebra do ritmo de jogo”.

Sabe aquele goleiro maroto, que quando o seu time está segurando o empate e o time adversário está num bom momento ele “quebra o ritmo” e segura a pressão simulando contusão, com médico em campo e o jogo acaba “esfriando” a partida? Assim tem sido o VAR em diversos jogos!

Estou repensando o VAR. Ao menos, o “VAR à brasileira”… Aliás, entrou o Gaciba na CBF, mas o Cel Marinho foi remanejado para o Departamento de Desenvolvimento Arbitragem e o Sérgio Correa da Silva está no Departamento de Desenvolvimento do VAR. Parece que tudo está dando errado…

Resultado de imagem para vAR

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 Tupã

Não comprometeu em nada o placar, mas não gostei da atuação do juiz. Vamos lá:

Rodrigo Pires de Oliveira sinaliza bem suas marcações, tecnicamente não compromete, fisicamente está voando em campo, mas… de nada adiantou essas virtudes devido a ruim condição disciplinar mostrada no primeiro tempo em Jayme Cintra.

O árbitro optou por uma arbitragem preventiva, marcando qualquer contato físico mais forte. Como os jogadores perceberam tal estratégia, a catimba começou e houve um excesso de infrações. Pecou em não entender, de tal forma, o rodízio de faltas que ocorreu. Trocou cartões amarelos (foram muitos aplicados e outros que poderiam surgir) por advertência verbal, e tal estilo de arbitragem prejudicou a dinâmica do jogo.

Acertou aos 4 minutos em nada marcar quando Matheus (PAU) chutou e a bola bateu no zagueiro Fabrício (TUP). Apesar das reclamações de pênalti por parte do time jundiaiense, nada foi.

Aos 9 m, errou em não dar a vantagem após João Paulo sofrer falta. A bola sobrou livre para Edinan (PAU) armar um contra-ataque, mas houve leitura equivocada e a infração foi marcada. Aos 16m em falta de Eliton (TUP) sobre Jeferson (PAU) estava atento e acertou em dar uma vantagem muito bacana.

Aos 21m, Gledson (TUP) atinge Yan (PAU) com lance típico para cartão amarelo. O árbitro tenta tirar a dúvida se era para Cartão Amarelo com o 4º árbitro, sinalizando discretamente, e opta por não aplicar. Aos 26m, de novo Gledson (TUP) atinge Pedro Demarchi (PAU) com carrinho frontal e não aplicou o cartão amarelo também.

No 2º tempo, não houve exigência alguma da arbitragem. Nenhum lance polêmico, embora continuasse extremamente faltoso. Nessa etapa, o árbitro disciplinarmente melhorou bastante.

Por fim, boa atuação dos bandeiras Alex Alexandrino e Fernando Afonso, assim como do quarto-árbitro Eleandro Pedro.

PAU x TUP:

GOLS – 2×1

FALTAS –18×26

C.AMARELOS – 1×5

C.VERMELHOS – 0x0

Público – 1009 pagantes

Renda – R$ 13.920,00

– Que feio, Gabigol!

Na partida entre Athletico Paranaense x Flamengo, Gabriel Barbosa, o “Gabigol” cometeu uma ridícula, canastrã e indevida simulação de agressão. A bola é chutada no seu pé e ele desaba como se tivesse sido socado.

Pastelão! Uma das mais ridículas que vi, ganhando de Rivaldo na Copa de 2002 mas perdendo ainda do “auto-pênalti” de Leandro Damião em 2014.

(Sobre esse lance, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2014/10/13/damiao-forcou-ou-nao/).

Se fosse na Inglaterra, a Liga já teria suspendido ele pelo unfair-play. Aliás, o Flamengo, tão grande e de tantos craques, deve estar envergonhado por tamanha apelação e ato mesquinho do atleta.

Será que esse papelão, o de tentar enganar os outros na cara-de-pau, não é um pouco do reflexo do brasileiro em geral?

Resultado de imagem para Gabigol Flamengo Athletico

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista x Tupã

Para a Rodada 16 do Paulistão 2a Divisão Sub23, teremos Flávio Roberto Mineiro Ribeiro comandando o apito no confronto entre o Tricolor da Terra da Uva contra o Tricolor da Alta Paulista. Aliás, se você preferir a chamada de Paulista FC X Tupã FC pelos seus mascotes, será o embate entre o Galo da Japi e o Indião!

Vamos à arbitragem: Flávio já esteve aqui em Jundiaí no Paulista x São José, onde se enrolou num jogo fácil (já tinha ido mal em outro jogo também). Costuma deixar o jogo correr e depois tem dificuldade de segurá-lo; tem certa falta de critério nos cartões, mas pode melhorar; precisa desenvolver mais a qualidade na parte técnica também.

A FPF bota muita fé nele. Eu quero elogiá-lo também, mas precisa mostrar serviço em campo, não podendo ser uma eterna promessa e não vingar.

Fizemos a análise dele pré-jogo naquela oportunidade, com base em sua má atuação em Paulista x Portuguesa Santista, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/15/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-sao-jose-quem-apita/

E quando voltou ao Jayme Cintra, no jogo citado contra o São José, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

Espero que vá bem nessa nova oportunidade que lhe é confiada. Torcerei por isso!

IMPORTANTE – Pelo fato do árbitro não poder cumprir essa escala, mudou tudo! Novo sorteio e nova equipe de arbitragem:

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira

Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Fernando Afonso Gonçalves de Melo
Quarto Árbitro: Eleandro Pedro da Silva

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Tupã pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Mundo ensandecido, parte 3: Pra quê “figurão” na série D?

Torço para o Leonardo Gaciba na nova Comissão de Árbitros da CBF, mas li um comentário coerente e preciso do jornalista Pedro Paulo de Jesus, do “Voz do Apito”, e que assino embaixo: como se vai revelar novos árbitros no Brasil se na QUARTA DIVISÃO teremos árbitros da FIFA e ex-FIFA?

Nada contra esses bons árbitros que foram escalados, alguns meus conhecidos e outros que admiro. Mas é hora de escalar nos jogos eliminatórios da Série D os melhores juízes que se destacaram nas fases anteriores. Colocá-los à prova nesse momento é premiar os competentes e permitir a experiência necessária para outras categorias. Os que estão escalados hoje, deveriam estar na série A!

O Zé Boca de Bagre, amigo do Professor Basile aqui de Jundiaí, sempre desconfiado e que levanta pertinentes lebres, já questionou: “o Daronco saiu da Copa América para apitar o Ituano só porquê o Juninho Paulista que é dono do time virou diretor da CBF?”.

Eu não concordo com ele, acho que simplesmente é um excesso de preocupação do Gaciba em transmitir segurança nos jogos decisivos. Respeito isso, mas entendo um equívoco! Dê oportunidade para a MERITOCRACIA se fazer presente.

– Se dá para complicar, por quê simplificar?

Para explicar o irônico título dessa postagem: a mudança de mão na bola / bola na mão, de 4 anos pra cá, foi turbinada por diversas novas orientações “em pílulas”. Você se atenta, aprende, muda de novo, e tem que reaprender.

Imagine o jogador e o torcedor comum…

Cá entre nós: o ideal era o que sempre foi por mais de 150 anos (não é força de expressão, é de 26 de outubro de 1863 mesmo) e sempre deu certo, que se resumia em: teve intenção de colocar a mão/ braços na bola e a tocou, é falta.

Simples. Evitaria esse monte de lambança que está se vendo nos jogos de futebol.

Por quê mudar a Regra (em tamanho volume de observações e numa periodicidade tão pequena) se funcionava adequadamente?

Ô dona IAFB, FIFA e demais membros, vamos com calma!

bomba.jpg
Foto: trivela.com.br

– Pra quê politicagem com o futebol?

Não gosto de cartola tirando o protagonismo dos jogadores em entregas de troféus. É o momento de quem suou, correu, levou bordoada e quer extravasar.

O campo de jogo “é sim” um local sagrado, embora muita gente discorde dessa máxima por ter uma visão de mundo bem diferente.

Particularmente, acho muito demagogo quando político entra em campo, especialmente quando há um título. Quero ver estar no rebaixamento abraçando jogador, quando é eliminado por 7×1 ou depois de um vexame qualquer.

Aff, quanto pão-e-circo. A história se repete, sendo populismo de esquerda ou de direita.

(Sim, me refiro ao presidente Bolsonaro erguendo a Taça da Copa América em meio aos jogadores).

As fotos abaixo mostram o exemplo de que todo mundo quer tirar uma casquinha com o eleitor…

 

– 5 anos do 7×1. E o que mudou?

Hoje faz exatamente 5 anos que a Seleção Brasileira foi humilhada e perdeu para a Alemanha por 7×1 na semifinal da Copa do Mundo.

Que os alemães eram melhores, tudo bem. Mas levar 7 em casa, e do jeito que foi, aí não tem desculpa.

Tenho certeza que tal vexame nos fez esquecer a perda da Copa de 50. Superamos um trauma com outro pior!

E o que mais assusta é o fato dos cartolas serem os mesmos, a estrutura idem e, por incrível que possa parecer, Neymar, que era a referência única, praticamente continua solitariamente tendo o mesmo fator de protagonismo…

Será que o 7×1 foi pouco para que existam mudanças de fato?

Talvez ficar fora de uma Copa do Mundo, não se classificando pelas Eliminatórias, seja o nosso ápice de incompetência e o start para as mudanças começarem de verdade. Mas ficará para 2022 essa situação, pois Tite, com sua generalidade, superou tudo isso em 2018, levando o time para a Rússia. Conseguirá fazer o mesmo para o Catar?

bomba.jpg

– O pênalti inexistente em Brasil x Peru

Quem disse que “desvio de mão na bola” é pênalti? Mudar a trajetória do chute não quer dizer nada.

Primeiro: houve intenção?

Segundo: existia distância suficiente para desviar o braço ou a mão?

Terceiro: veio inesperada?

Quarto: é um movimento antinatural com intenção disfarçada?

Thiago Silva está caindo, a mão está indo se apoiar no chão sem intenção alguma de tocar na bola. E lembre-se: não existe a situação de Imprudência em lances de bola na mão.

Errou a arbitragem ao marcar pênalti em Brasil x Peru. Pelo fato do VAR não corrigir, vale perguntar: o juizão marcou para amenizar as críticas de Messi?

Em caso de dúvida, leia: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/11/os-penaltis-de-mao-na-bola-no-brasileirao-perdemos-a-vergonha-com-a-regra-12b-2/

– Os 10 incríveis erros de arbitragem

Este vídeo mostra dez absurdas decisões dos árbitros em lances teoricamente fáceis. Fica a inevitável pergunta: como se erra de tal forma?

A tecnologia, sem dúvida, ajudaria a resolver tais equívocos…

Em: https://www.youtube.com/watch?v=S21CvY6jJyQ&feature=youtu.be

– A estranha expulsão de Messi e Medel. Por quê não usou o VAR? E a excelente atitude do craque no pós-jogo.

Não consigo entender como “agressão e revide” o lance entre Messi e Medel. O árbitro foi muito convicto naquele momento, estava com a visão aberta. Medel peita, intimida e xinga. Messi “se segura” para não revidar. Mas houve um “revide” por provocação? Onde está o lance capital do argentino? Teria Messi ofendido / ameaçado / falado algo grave que foi flagrado pelo juizão?

Talvez. Mas tirando essa hipótese, todas as demais contemplam a necessidade de usar o VAR (que não foi usado). 

imaginou se a Argentina tivesse perdido o jogo, quanta queixa a ser somada com as do meio de semana?

Eu entendo o sentimento do Messi com a revolta em não querer ir a premiação de 3o lugar e a declaração polêmica pós-jogo de que a “Conmebol é corrupta”. Ele é cobrado, criticado, e quando vê que ainda pode estar sendo sacaneado, surta!

O que Messi fez de errado dentro e fora de campo no mundo do futebol e o que a Conmebol tem feito? Compare os históricos! 

Os agentes de mudança contra a Conembol devem ser os próprios atores principais: os jogadores que têm peso!

O mesmo exemplo acontece na arbitragem de futebol no Brasil: árbitros “pequenos”, de pouco peso, reclamam e brigam contra as entidades. Mas só haverá mudança se os “grandões” agirem! Se Messi, Cristiano Ronaldo, Buffon e tantos outros pedirem uma nova FIFA, ela acontece. Mas se o Tuxa (atacante do Paulista de Jundiai) reclamar, ninguém vai dar bola!

Parabéns, Messi!

Resultado de imagem para conmebol messi

– Os profissionais de um departamento de futebol: 66 pessoas, mas não tem Professor de Regra?

Os clubes de futebol estão cada vez mais repletos de profissionais de diversas áreas em seus departamentos. Analista de Desempenho, Podólogo, Mordomo, Dentista e outras práticas se fazem presentes no dia-a-dia.

O Corinthians, por exemplo, conta com 66 profissionais em sua equipe de futebol (o Palmeiras 58; a média é de 35 entre os times do Brasileirão).

Graças à multidisciplinaridade, casos como o baixo rendimento do jovem Vitinho, do Palmeiras (com passagens pelo Barcelona B e São Caetano), pode ser resolvido: jogando muito mal, percebeu-se que seu problema era a magreza por conta de cáries, que, pasmem, o impediam de que ele comesse carnes. A nutricionista preparou proteínas em liquidificador até que o dentista o ajudasse a resolver o caso de saúde bucal. Tudo descoberto graças às novas formatações exigidas num departamento profissional de futebol.

Abaixo, uma interessante matéria contando sobre esses diversos profissionais (em alguns casos, até “pai-de-santo” integra a relação). Mas me chama a atenção algo de minha seara: não há professor / instrutor / treinador para ensinar as Regras do Futebol aos jogadores. E aí vale a máxima que sempre brinco: jogador de futebol é a única profissão em que quem executa a atividade pouco se interessa pelas regras do seu próprio ofício!

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/placar/muito-alem-dos-11-o-time-que-nao-entra-em-campo/

MUITO ALÉM DOS 11: O TIME QUE NÃO ENTRA EM CAMPO

A complexa estrutura dos clubes de futebol é composta por dezenas de profissionais – dos velhos roupeiros e massagistas aos modernos analistas de desempenho

Por Luiz Felipe Castro, Danilo Monteiro, Lucas Mello

Quando a bola balança as redes, os holofotes geralmente se voltam ao autor do gol e, eventualmente, são divididos com quem deu o passe ou com o treinador do time. Há no entanto, a cada ação dos atletas no gramado, a influência direta ou indireta do trabalho de dezenas de profissionais praticamente “invisíveis”. Atualmente, os departamentos de futebol dos clube da Série A têm, em média, 35 funcionários. Os campeões das últimas edições do Brasileirão são também aqueles com maior equipe de profissionais listados em seus sites oficias: Corinthians (66) e Palmeiras (58) – veja tabela abaixo.

Já há bastante tempo, funções mais emblemáticas como as de cozinheiro ou roupeiro habitam o imaginário do torcedor – a figura portentosa de Mário Américo, massagista da seleção em todas as Copas entre 1950 e 1974, por exemplo, marcou época. O time foi crescendo a cada década e o Brasil, inclusive, foi pioneiro em uma das posições de “especialista”, quando, no início da década de 70, Valdir Joaquim de Morais trocou as luvas pela posição de treinador de goleiros, tão valorizada até hoje. Em alguns casos, treinadores folclóricos ou supersticiosos ignoraram a tese do jornalista e treinador João Saldanha de que “se macumba ganhasse jogo, Campeonato Baiano terminaria empatado” e apelaram até para pais de santo, que, se não constavam na folha salarial do clube, eram constantemente convidados a prestar seus serviços.

O posto da moda é o do analista de desempenho, que, grosso modo, é quem passa dicas valiosas à comissão técnica e aos atletas depois de esmiuçar informações do próprio time e dos adversários por meio de vídeos e dados coletados, algo inimaginável nos tempos dourados do futebol nacional. “Antes das finais do Mundial de Clubes, não tínhamos ideia de como jogavam Milan e Benfica. Tinha ouvido falar de um jogador ou outro, como o Eusébio, mas o Santos não mandava ninguém para olhar adversário, a gente ia de peito aberto e confiando no nosso taco. Hoje é tudo mais organizado; e mais fácil também”, conta Pepe, o “canhão da Vila”, aos 84 anos. “No Santos, tínhamos praticamente só massagista e cozinheira, a dona Maria, muito estimada por todos”, completa.

São os analistas de desempenho ou de biomecânica, com o auxílio de máquinas de última geração, que corrigem pequenos detalhes, como, por exemplo, o fato de um jogador ter mais dificuldade para girar o corpo para um lado ou pequenos desequilíbrios musculares. “A ideia é unir três linhas de trabalho: prevenção, reabilitação e rendimento”, explicou o fisiologista Antônio Fedato, do Corinthians, em entrevista sobre as exigências físicas do futebol moderno. O Grêmio, que tem um analista de desempenho contratado desde 2005, diz ter sido o pioneiro do ramo no Brasil.

PODÓLOGO E ATÉ MORDOMO

Recentemente, o cargo de podólogo ganhou as manchetes graças ao Botafogo, que em suas redes sociais celebrou a convocação de Bruno Gallart para a seleção brasileira sub-17; e também ao bom humor de alvinegros e rivais. Espalhou-se pelas redes sociais uma paródia de uma das músicas de torcida botafoguense – os versos de “E ninguém cala esse nosso amor….” se transformaram em “E ninguém trata, como meu doutor, cuida de joanete, acaba com a frieira, é meu podólogo”. Brincadeiras à parte, a função tem importância evidente em um esporte jogado essencialmente com os pés e trata de diversos transtornos recorrentes no passado – conforme VEJA noticiou, na Copa de 1986, o meia Paulo Roberto Falcão sofreu com uma unha encravada; vinte anos depois, bolhas atormentaram Ronaldo na preparação para a Copa da Alemanha. Atualmente, cinco clubes da Séria A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Botafogo e Atlético-MG) contam com um podólogo.

Nas listas disponibilizadas pelos clubes, há cargos semelhantes com diferentes nomenclaturas. Botafogo e Grêmio, por exemplo, listam em seus sites a inusitada função de mordomo, que em outros clubes pode ser chamado de servente, zelador, almoxarife ou auxiliar de rouparia. “O mordomo era mais utilizado quando o time concentrava no Estádio Olímpico. Hoje o funcionário em questão auxilia os trabalhos no CT, a rouparia e outros serviços”, explica o clube gaúcho. Os roupeiros costumam ser os mais longevos. No Corinthians, por exemplo, o recordista é Gildásio Miranda, o popular Seu Miranda, que trabalha há 55 anos no clube e já vestiu craques como Rivellino, Garrincha, Sócrates e Ronaldo. O cargo mais novo é o de gerente de hotel.

A figura do dentista também é mais importante do que pode parecer. Problemas bucais, como infecções e cáries, podem acarretar uma série de outros contratempos, como alterações sanguíneas, diabetes e até lesões musculares. Caso marcante ocorreu no Palmeiras: o meia-atacante Vitinho, que foi emprestado ao Barcelona B e jogou o último Paulistão pelo São Caetano, assustou os médicos por sua magreza excessiva ao chegar ao elenco profissional; foi o dentista quem diagnosticou o problema: Vitinho não conseguia mastigar carnes, pois tinha muitas cáries. Num primeiro momento, a solução da nutricionista foi bater as carnes no liquidificador; depois, com dentes saudáveis, Vitinho passou a se alimentar melhor e ganhou 10 quilos rapidamente.

Outro cargo relativamente recente na história do futebol é a do assessor de imprensa, responsável por mediar o acesso dos jornalistas aos atletas. No passado, eram comuns que jogadores fossem entrevistados com facilidade até mesmo de dentro dos vestiários. Hoje, há um controle muito maior: além do assessor dos clubes, os atletas são blindados, em sua imensa maioria, por assessores pessoais. Também há diversos outros jornalistas trabalhando nos clubes, nas equipes de TV, site e redes sociais. Há ainda casos de profissionais “obrigatórios”, mas que muitas vezes são terceirizados, como motoristas de ônibus, ou contratados pontualmente, como advogados, que por isso não constam nas listas de funcionários dos clubes.

LUXEMBURGO, O VANGUARDISTA

O técnico Vanderlei Luxemburgo, de 66 anos, garante que foi ele o responsável por trazer uma série de profissionais para dentro dos centros de treinamentos. “Falavam muito da ‘patota do Luxemburgo’, mas não existia nada disso. Era uma comissão técnica multidisciplinar e de excelência, porque os clubes não tinham estrutura nem mão-de-obra especializada. Hoje todos os clubes têm comissão completa. Trouxe todas essas ‘novidades’ ao futebol.”, afirmou o treinador, atualmente sem clube, em entrevista a VEJA

Segundo Luxemburgo, que popularizou a figura do psicólogo no futebol e chegou a utilizar um ponto eletrônico para se comunicar com um atleta (ousadia prontamente proibida), as comissões cresceram até demais. “Hoje tem muita tecnologia, computador… Mas o vestiário é sagrado. Todos devem trabalhar no centro de treinamento, como em uma fábrica. Na hora do jogo, é com o atleta e a comissão técnica. Por exemplo, analista de desempenho não precisa estar dentro do vestiário. A análise dele é pré e pós-jogo. Fisiologista não precisa estar no vestiário – o lugar é para técnico, preparador, assistente, jogador e roupeiro.”

bomba.jpg

Somados, clubes da Série A possuem mais de 80 cargos nos departamentos de futebol (Arte/VEJA)

– Qualidade dos gramados dos estádios de futebol da Copa América: Incompetência ou Má Fé?

Na virada dos anos 90/00, me recordo que o então presidente da FPF, Eduardo José Farah, lançou uma iniciativa chamada “gramados perfeitos”, que visava melhorar o campo de jogo dos clubes paulistas, tendo o custo bancado pela própria federação.

Não existia o termo “Fake News” naquele tempo, mas sim “boataria”. E ela criava histórias de que a empresa contratada era de sociedade oculta do próprio Farah, sendo interessante que os estádios tivessem a grama ruim justamente para a cartolagem ter a necessidade de arrumar e ganhar dinheiro escuso.

Nada foi provado e tudo ficou no ar. Mas hoje acontece algo curioso: os milionários (e bilionários) estádios da Copa do Mundo de 2014, 5 anos depois, estão com os gramados num caos! Como pode ter acontecido isso justamente por terem sido programado para eventos tão importantes e usados, em tese, materiais caros e de qualidade?

É inconcebível pela lógica que somente se preocuparam com a beleza na arquitetura dos estádios e se esqueceram justamente do palco principal: o gramado!

Você é obrigado a pensar duas coisas: foi uma “tremenda bola fora” da engenharia brasileira (que é reconhecidamente de alta competência) ou o gramado foi propositalmente “colocado para escanteio” justamente para que se tenha a necessidade de contratar empresas de manutenção emergencial e a obrigatoriedade de gastar.

Incompetência ou má fé? Aqui, é uma coisa ou outra, não existem outras opções de resposta, aparentemente.

O futuro da grama, no futebol, tende a ser o piso artificial (pela manutenção e pelas novas tecnologias que corrigem os problemas dos antigos gramados artificiais).

– Até tu, Popov? Os ídolos de barros!

Lembram do incrível nadador Alexander Popov, o último grande campeão antes do extraterrestre Michael Phelps?

Ou do mega campeão do salto com vara, Sergey Bubka, o ucraniano que sempre vencia?

Pois bem: há pouco, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, começou a revelar os ídolos esportivos que receberam propina para votarem na cidade do Rio de Janeiro para ser a cidade-sede dos Jogos Olímpicos em 2016! No depoimento, recordou as artimanhas e gastanças para a campanha vitoriosa do Brasil. Na época, lembre-se a tríade entusiasta das autoridades que era formada pelas 3 esferas: por ele, Cabral, que era o governador; Eduardo Paes, o prefeito; Lula, o presidente.

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/07/04/lava-jato-cabral-admite-compra-de-votos-para-realizacao-da-olimpiada-no-rj.htm

e: https://olharolimpico.blogosfera.uol.com.br/2019/07/04/quem-sao-os-campeoes-olimpicos-a-quem-cabral-diz-ter-pago-propina/?

Aqui, repito: amo esportes e principalmente futebol, mas nunca quis Copa do Mundo ou Olimpíadas no Brasil. Olha só quanto dinheiro foi desviado (era óbvio que isso aconteceria) e qual o legado ficou…

CABRAL ADMITE COMPRA DE VOTOS PARA A RIO 2016

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) afirmou hoje em depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas –responsável pelas ações em primeira instância da Lava Jato no Rio– que intermediou a compra de votos junto a membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) para que o Rio de Janeiro pudesse sediar os Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com o ex-governador, entre os votos comprados está o do nadador Alexander Popov, quatro vezes medalhista olímpico.

De acordo com Cabral, nove dos 95 membros votantes foram comprados ao todo por US$ 2 milhões. O depósito teria sido feito no exterior, no ano de 2008, pelo empresário Arthur Soares –conhecido como Rei Arthur, devido ao fato de ser o maior fornecedor de mão de obra do estado– ao presidente da Federação Internacional de Atletismo, Lamine Diack, que distribuiria o dinheiro aos membros comprados. Cabral e Soares –o empresário está foragido– são réus no processo oriundo da Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato no Rio (continua nos links acima)

Resultado de imagem para Cabral Paes Lula