– Jorge Jesus: o competente (e demagogo) treinador do Flamengo.

elogiei bastante o trabalho do treinador português Jorge Jesus, o “mister”. Mas confesso: o que eu imaginava ser “jeito” de falar, e não arrogância, parece estar mudando.

De uma maneira bem demagoga, ao vencer o Athlético Paranaense na Supercopa, disse:

“Todas as torcidas torcem contra o Flamengo? Pode até ser, mas mesmo assim é difícil equilibrar, pois a torcida do Flamengo é muito grande.”

Se você achou isso como uma forma válida de ganhar a torcida, ok. Não discuto e concordo. Mas seu auto-elogio eu discordo:

“Não é só no futebol brasileiro [que eu sou diferente]. Quando eu estava na Europa, eu já era diferente”.

Aí é outra história: pode ser diferente em Portugal e no Brasil, mas nas grandes Ligas da Europa (Itália, Inglaterra, Espanha), neca.

E você, concorda com isso?

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– O pênalti de Camacho em Igor Gomes em São Paulo 0x0 Corinthians. Jogador conhece regra?

Sou torcedor da arbitragem, defensor da renovação dos juízes, mas (apesar de ser ex-árbitro e comentarista de arbitragem) não se pode fazer corporativismo nem tapar o sol com a peneira: o trabalho de lançar novos nomes é ruim pela atual gestão da FPF.

Eu havia escrito sobre as dificuldades técnicas do árbitro Douglas Marques das Flores, publicando no Blog “Pergunte Ao Árbitro” (vide em: https://wp.me/p55Mu0-2tL) antes do Majestoso, divulgando uma série de dados concretos sobre seus altos e baixos em diversos jogos. Os clubes se atentam / atentaram a esses detalhes?

Na partida de sábado no Morumbi, o juiz mostrou a falta de uniformidade de critérios marcando ou não marcando infrações com decisões diferentes em lances idênticos. A reclamação maior foi o pênalti cometido por Camacho em Igor Gomes.

A pergunta é: com tanta informação disponível hoje, os clubes não se preocupam em orientar jogadores para atuarem de acordo com as virtudes e fraquezas dos árbitros? Um time da grandeza do São Paulo FC não tem um instrutor de arbitragem para ajudar o clube a receber menos cartões, criar jogadas de acordo com os detalhes das Regras e, apesar de inusitado (algo real), saber como reclamar dos erros?

Fica a dica. Tão moderno e profissional que o futebol está (e tão caro), os clubes desprezam a educação e conhecimento das 17 Regras e suas nuances. 

Pegue qualquer clube e aplique aos jogadores uma prova de “Regras do Futebol”: se sairão bem? Deveriam ser bem sucedidos, pois conhecer as leis do ofício que exerce, é algo básico a ser cobrado.

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– Análise da Arbitragem para Paulista 2×1 Rio Preto

Muito boa a arbitragem de Matheus Delgado Candançan. Jovem (cara de menino) mas sabe se portar muito bem em campo. Muitas vezes os jogadores querem se aproveitar do árbitro quando percebem alguém tão novo. No jogo de hoje (embora os jogadores tenham colaborado), ele tirou isso de letra.

Correu bastante, se posicionou bem, é ativo em campo. Ótima postura.

Separei dois lances para destacar: um “contra” e outro “a favor” da arbitragem. Mas vale lembrar: foram muitos a favor, sem relaxar em momento algum (especialmente nos 10 segundos finais, aplicando corretamente o cartão amarelo a Alan John (Paulista) por indisciplina).

Um importante erro: aos 27m, o goleiro Matheus (PFC) foi repor a bola e o adversário dele, Barcos (RIO), entrou na frente. A bola foi chutada ao meio de campo, armando um contra-ataque. Porém, ao repor essa bola, acabou existindo a dividida e o goleiro caindo, se lesionando. O árbitro não viu, pois estava atento no ataque (e não era simulação do defensor, pois sua equipe estava perdendo o jogo naquele momento). O bandeira 1 Danilo Nogueira da Silva, deveria ter o avisado. Errou ao não fazer, pois o arqueiro ficou caído pedindo o atendimento médico.

Um importante acerto: aos 40m, Nenê (PFC) dá um chute muito forte para o gol, atingindo no rosto (e quase nocauteando) o adversário Rafael Cursino (RIO). O time de Jundiaí reclamou de pênalti, que não foi. O jogador tenta usar a mão para proteção (não consegue, mas mesmo se usasse não é infração por ser justamente de proteção). Acertou o árbitro, mesmo com a pressão dos atletas.

O bandeira 2 Patrick Bardauil esteve atento e trabalhou bem. Também elogios ao 4º árbitro João Mariano que não se acomodou na função. Muito bem.

Assista, abaixo, a narração de Edson Roberto (Didi), o Gargantinha de Ouro, pela Rádio Difusora AM810 (do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora).

Placar: 2×1

Faltas: 12×18

Cartões Amarelos: 1×2

Cartões Vermelhos: 0x1

Público: 690 pagantes

Renda: R$ 9.300,00

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Corinthians, Rodada 6 do Paulistão da A1

Estou bem a vontade para fazer a análise pré-jogo do Majestoso do próximo sábado, pois acompanhei muitas partidas do árbitro. Apitará Douglas Marques das Flores, de 34 anos, que começou 2020 sendo 4o árbitro no jogo Novorizontino 2×0 Oeste (Rodada 1) e no último final de semana (Rodada 5) apitou Ponte Preta 0x1 Palmeiras.

O árbitro ranchariense, na gestão do Coronel Marcos Marinho, foi catapultado das divisões de baixo direto para a série A1 (igualmente como acontecido recentemente com Flávio Mineiro, de São Paulo 1×1 Novorizontino, suspenso há 10 dias mas que trabalhou pela CBF no meio e no final de semana, sendo escalado pela própria FPF na A2 na derradeira escala de árbitros). Não tendo uma sólida ascensão (passo-a-passo, divisão por divisão, sem pular degraus), foi muito mal e trazido para a A2 e A3. Nela, teve razoáveis e ruins atuações. Entretanto, quando o Cel Marinho foi para a CBF, voltou a escalar ele (e na Série A), tendo protagonizado lambanças em Fluminense 1×1 Ceará e CSA 0x2 Flamengo (em Brasília).

Porém, após um intenso trabalho, começou a ganhar maturidade e melhorou suas atuações. Tanto em jogos nacionais quantos nos regionais, alternou boas e más atuações, mas com melhor desempenho do que antes e não cometendo erros infantis. Neste atalho, e dentro dele, há outros links de análises de partidas recentes de Douglas: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/16/o-gol-anulado-do-vozao-em-fluminense-1×1-ceara/ .

Minha dúvida é: estará o árbitro num bom dia ou não? Lembrando que, como não existe mais sorteio, você pode escolher a dedo o juiz para a partida. Raphael Claus foi escalado na Rodada 2 em Araraquara para Palmeiras x São Paulo (em tese, por ser início de campeonato e jogo que “nada valia”, poderia ser escalado um árbitro novo como Douglas para testes). Para São Paulo x Corinthians – com clima bem mais nervoso num momento importante do campeonato – não era hora de escalar um experiente, ao invés de testar justo agora?

Tomara que não tenhamos confusão como a ocorrida no jogo que Douglas apitou na 4a feira passada, envolvendo Busque x Sport, pela Copa do Brasil, marcado por uma briga no final da partida com validação / anulação do gol. Aqui: https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/copa-do-brasil/noticia/arbitro-volta-atras-anula-gol-que-classificaria-o-sport-e-causa-confusao-em-brusque-assista.ghtml

Enfim, que ele esteja atento e não dê cartão errado como fez há pouco tempo, expulsando certo e depois trocando o expulso por um errado: https://globoesporte.globo.com/am/futebol/noticia/unfair-play-arbitro-e-ludibriado-e-aplica-cartao-a-jogador-errado-veja-o-lance.ghtml

Estou preocupado com essa renovação forçada praticada pela FPF. A Comissão de Árbitros precisa saber os momentos corretos, não ser populista nem conservadora demais.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Rio Preto, Rodada 06 da A3

Matheus Delgado Candançan, que em 2019 apitou dois jogos do Paulista pela Segunda Divisão Sub 23, ambos em Mogi das Cruzes (União 1×5 Paulista e Atlético 1×4 Paulista), está escalado para o confronto deste sábado entre o Galo contra o Glorioso Verdão da Vila Universitária (no meu tempo, o apelido do Rio Preto era simplesmente Jacaré).

O jovem juiz de 21 anos de idade e formado recentemente (em 2017) vem de família de árbitros, é de Osasco e revezava jogos da 4a divisão e categorias amadoras. Em 2020, está tendo oportunidade na A3, sendo escalado como árbitro central numa rodada, alternando para a função de 4o árbitro na seguinte (foi assim durante todo esse campeonato).

Não o vi apitando, mas as informações que tenho é que, apesar de inexperiente, tem potencial. Veremos in loco.

A escala completa:

Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Árbitro Assistente 1: Danilo Nogueira da Silva
Árbitro Assistente 2: Patrick André Bardauil
Quarto Árbitro: João Augusto Mariano de Oliveira
Avaliador de Campo: Cláudio Roberto da Costa

Acompanhe a transmissão de Paulista x Rio Preto pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto, o Didi (Gargantinha de Ouro); comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Alexandre Bardi. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Paulo Autuori se contradiz aceitando o Botafogo?

Só hoje vi que Paulo Autuori será o novo treinador do Botafogo. Mas não era ele que foi diretor do Athlético e do Santos, refutando ser treinador novamente?

Li um tuíte do jornalista Luís Carlos Quartarollo que representa muito bem o que penso:

“Paulo Autuori é incoerente ou desavisado. Era diretor do Santos e saiu porque o clube está endividado e não iria investir para essa temporada e agora aceita ser técnico do quebrado Botafogo. Ah, mas se o Botafogo virar empresa ele vira diretor e deixa de ser técnico mais uma vez.”

E não é exatamente isso? 

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– Corinthians 2×1 Guaraní: não dá mais para time brasileiro cair na pré-Libertadores…

Vi apenas a expulsão do Pedrinho, por segundo Cartão Amarelo. Correta, Nestor Pitana acertou. Não pude ver mais devido a outros jogos que eu estava acompanhando (ok, confesso: Comercial 2×1 Paulista, pela 3a divisão de SP).

Mas o assunto é: hoje tornou-se inadmissível que clubes como os grandes brasileiros, com a folha de pagamento que têm, sejam eliminados da Libertadores nessa fase preliminar, diante de adversários tão humildes.

Eu sei que futebol é 11 contra 11… mas quem ganha mais de 500 mil por mês, deve se esforçar muito mais por quem ganha, no máximo, 50 mil.

Imaginem o prejuízo do Timão ao sair tão precocemente do torneio…

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– Erros Técnicos, erros financeiros e erros de relacionamento na questão Paulista e Kah!

Dos 15 pontos disputados na A3-2020, o Paulista só fez 1, e estamos terminando ⅓ do campeonato. Um inimaginável rendimento pífio.

Mas quais estão sendo os erros, já que o time é o atual campeão da 4a divisão e momentaneamente o lanterna da 3a?

  1. Tecnicamente, o treinador Edson Fio (que foi elogiado por todos no ano passado), não percebeu que de um torneio quase amador (afinal, é Sub 23) o Galo voltou a um patamar profissional importante, que é a disputa da Terceirona. Abrir mão de jogadores experientes foi um erro crasso! Quando estava na Bzinha, era Sub 23 contra Sub 23, e quem tivesse mais elenco, estava em vantagem. Ora, já que existia a tríplice relação entre Kah Sports, Fut Talentos e Paulista FC, sobravam atletas e o time tinha fôlego. Agora, beira um time pré-olímpico (pois há muitos sub 23) contra times profissionais (com veteranos entre jovens).
    Lembrando: os adversários tradicionais do Paulista não são, respeitosamente, Assisense, Manthiqueira, Joseense (que nunca estiveram na A1) como os do ano passado. São os tradicionais que, assim como o Galo, conhecem a elite: Comercial-RP, Noroeste, Marília. Assim, a Bzinha era obrigação ganhar e no ano seguinte fazer um papel bonito na A3.
  2. Financeiramente, o grande equívoco tem sido a metodologia adotada pela parceira do Galo. É lógico e evidente (não há nenhum mal nisso, é necessário para a sobrevivência empresarial) que quem se associa, quer ter retorno financeiro. A Kah Sports é uma empresa, deve ter seu orçamento anual e sua filosofia de negócios. Que lucro teria a Kah contratando atletas de 32 anos (experientíssimos na A3 e rodados por todo o Brasil) em futuras negociações? Preferem garotos, pois o investimento financeiro é mais baixo e o mercado de negócios mais aberto. Se o Paulista está na A3, a vitrine é boa para expô-los. Se o Paulista for mal, os atletas agenciados, ao menos, serão realocados em outros clubes. Mas e o clube, como fica? Edson Fio é funcionário da Kah Sports e deixou isso muito claro (e é ele quem contrata jogadores, ou o diretor e o supervisor de futebol? Se Fio cair, sobrará para ele, sozinho? Qual treinador importante desta divisão, de hoje ou de outrora (Luís Carlos Martins, Vagner Benazzi, o falecido Giba, o querido Ferreirão) aceitaria tal cargo de técnico de empresa que negocia atletas, não de clube que deseja o acesso? Assim, esqueçamos de “gastos para o time subir.” O modelo de negócio do parceiro não é esse, visivelmente. É agenciar atleta e negociar.
  3. No relacionamento, um erro atrás do outro. Primeiro, a Kah Sports anuncia que sai do clube aos 4 cantos porquê quer gerir o futebol; coloca o Paulista numa saia justa pois o Galo perderia os jogadores inscritos num vexatório WO futuro; depois, não tem a dignidade de emitir outra nota, expondo os motivos da permanência (pois na nota de saída falou muita coisa e lembrou que desejava construir um Centro de Treinamento para o Paulista). Que relacionamento é esse? Aliás: vai ter CT mesmo, afinal, ela colocou no papel? O diretor de futebol do Paulista, Hikmat Derbas, que até a virada do ano era um dos homens da Kah Sports e que hoje não é mais, segundo ele mesmo afirmou, disse: “a imprensa mais atrapalha do que ajuda”. Mas como gestor de futebol do Paulista, ele não expôs publicamente porque o clube abriu mão da gestão de futebol para a Kah. Não deveria ele “jogar para o Galo”, e não para a Kah? Aliás, o relacionamento da imprensa foi questionado de maneira maldosa e incentivado à críticas por alguns como “responsável” por mentiras. Ora, contar a verdade é algo justo e honesto, além de ser obrigação da imprensa (que no calor da coisa, alimentou-se ser uma fantasia tudo o que ocorria). Para quem viveu de mentira, parece que as coisas estão se clareando: a Kah está preocupada em seus negócios (como explicado lá em cima no item 1 e 2: seu mercado é de jovens e não aceita perder dinheiro).

E já que falamos de relacionamento: lamentável o José Carlos, gerente de futebol, bater boca com torcedores na Cadeira Cativa dias atrás e classificar de “torcedor é aquele que foi para Barretos”. Ué, ninguém trabalha? O custo da viagem é baixo? Pelo rádio, não vale a torcida? Será que ele faria o mesmo na Geral?… Ainda bem que se desculpou.

Por fim: Edson Fio, que parece não ter entendido que a fama é relativa no futebol (ganha um campeonato, mas se perder 3 jogos, toma vaia no Brasil) e que judia da imprensa (especialmente de alguém que acorda, almoça, janta e dorme no Paulista, um símbolo de abnegação e altruísmo pelo Galo, o COBRINHA, Luís Antonio de Oliveira, cerceando seu trabalho), precisa entender que a entrevista é para dar satisfação aos torcedores e em respeito aos profissionais ali presentes. Klopp, do Liverpool, não precisa de exposição e fala com a imprensa do mundo inteiro.

Aliás, esqueçam a imprensa e a generalização dela. Adilson Freddo não faz gol, Berró não é o zagueiro, Thiago não é volante, Estevam não é armador, Mainini não é goleiro, Didi não é técnico e eu não apito jogo. Todos somos de Jundiaí, amamos o Paulista como todo torcedor que está presente ou não no Jayme Cintra e quando não estamos no microfone, estamos torcendo. Quem mais tem interesse no sucesso do Galo do que a pessoas que trabalham com ele? Eu quero comentar Paulista x Corinthians, o Mainini quer narrar Paulista x Santos, o Heitor quer um Paulista x Palmeiras, e por aí vai (por quê queremos o sucesso do Galo e sua exposição positiva – é importante para o nosso time e ótimo para nosso trabalho). Ou acha que queremos ver todo ano Paulista x Atlético de Mogi (se ele vier jogar, como já ocorreu que não veio).

A desculpa da Kah Sports (que se silenciou totalmente) jogando a conta na imprensa é só para ingênuos acreditarem (e, cá entre nós, bem fraquinho tal discurso velho). Aprendi ouvindo da boca do Vanderlei Luxemburgo, dois jogos depois que ele foi expulso e alegou que o “juiz tinha camisa rosa e estava se simpatizando com ele” (num decisivo São Paulo x Santos, ou melhor: Muricy x Vanderlei). Disse Luxa com tom professoral a mim, no vestiário da Vila Belmiro, onde eu era quarto-árbitro na ocasião: “Quando eu preciso tirar o foco, eu crio um fato. Você pode até estar certo, mas eu vou desviar o assunto. Estavam pegando no pé do meu time e eu quis fazer de conta que o juiz era bicha de propósito. E deu certo. Só se falou na camisa rosa do Cintra [árbitro Rodrigo Martins Cintra]“.

Na falta de jogadores experientes, na véspera da competição, dia 13 ao dia 16… o que houve? Pensemos!

Enfim: falta jogador experiente, técnico típico da divisão e dinheiro na mesa. Esse último item me provoca a perguntar: está compensando financeiramente ao Galo? A Kah está fazendo a parte deles com o “cash”, em 2020?

A gratidão por tudo que ocorreu em 2019 deve existir. Do Paulista para a Kah / Fut Talentos MAS DELA TAMBÉM PARA COM O GALO. Ninguém fez favor por solidariedade. A Kah deu a mão, o Paulista abriu as portas e o objetivo conquistado foi conjunto.

Sabe qual foi o problema? Acreditar que montar um time 10 dias antes do campeonato com 35 jogadores daria certo sempre. Em 2019, pelas características do Sub 23, deu. Na A3, é papo mais sério.

ATUALIZANDO, 22h05:

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– As falas de Guardiola e Luxemburgo

Vanderlei Luxemburgo disse na 3a feira em entrevista polêmica que o Brasileirão “bate pau a pau na Liga dos Campeões”. Você pensa como ele? Eu não.

Pepe Guardiola, entrevistado segundo a ESPN na mesma data, disse que não se vê o melhor técnico do mundo, e lembrou: “Me dê um time que não seja como o City e não ganho”.  Você pensa também como ele? Eu discordo, pois o acho o melhor do mundo (ao lado de Klopp) e imagino que, não sendo o City, poderia fazer, ao menos, um bom trabalho.

Vanderlei Luxemburgo (de novo) disse sobre Jorge Jesus: “se aquele pênalti do Emelec fosse dado, seria tudo ao contrário”, em referência ao sucesso do português do Flamengo. Você, por fim, concorda com ele? Eu sim! Não questionando a competência do treinador estrangeiro, mas lembrando que no começo do trabalho foi cercado e ameaçado por torcedores rubro-negros. Se ele tivesse sido eliminado da Libertadores, poderia não ter tido todo o tempo necessário para mostrar suas ideias que fizeram sucesso.

A humildade do competente Guardiola contrasta muitas vezes com o jeito polêmico (que inegavelmente chega a transmitir uma certa arrogância) do também competente Luxemburgo. Ou não?

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– A Pimenteira do Benazzi e a Voz incentivadora do Paulista

Logo cedo, ao abrir o Facebook, vi a primeira postagem do dia com a chamada do Time Forte do Esporte de Adilson Freddo na Rádio Difusora para o importante Comercial x Paulista. E me recordei: no primeiro jogo envolvendo essas duas equipes em que fiz comentários da arbitragem, o “Bafo” (ou Leão do Norte) era dirigido pelo Vagner Benazzi. O Galo, por Márcio Bittencourt. No apito, Vinícius Dias Gonçalves (que hoje apita clássicos no Brasileirão da Série A).

Vamos lá: Ambos estavam na A1, fugindo da Zona do Rebaixamento (em 2014). E, supersticioso ao extremo, Benazzi (que tem como guru espiritual Robério de Ogum, que também é amigo de Vanderlei Luxemburgo) colocou pimenteiras no banco de reservas do Paulista para “trazer fluidos importantes ao adversário”. Eu não acredito nessas coisas, mas respeito a fé alheia. Curiosamente, o Paulista perdeu de 3×0. 

Torcendo para que isso não se repita e relembrando, compartilho a jornada infeliz daquele dia em: https://esporte.ig.com.br/futebol/2014-02-20/comercial-vence-paulista-respira-e-deixa-rival-mais-perto-da-degola.html.

A segunda notícia que vi na mesma rede social foi a da criação da página “Galo do Japi’, postada pelo Murilo Zotto, da iniciativa do Robson Mambrini e incentivada pela Jéssica Garcia. Muito legal, uma página de torcedores e jornalistas do Paulista, com notícias do time, avisos e demais informações. E me recordei também de outras mídias bacanas oficiais: a Rádio Coringão, as páginas oficiais como TV Santos e SPFC TV, e até mesmo veículos importantes que fazem apologia sem críticas, como um canal extra da FOX (o Fox 2) para transmissão de jogos (como feito na final da Libertadores em prol do Flamengo).

Que eles tenham boa sorte nessa iniciativa associada com o Paulista e seus apoiadores (vou ser um dos fãs), e é legal ver tal novo Portal no ar, separando o que é informação (somada com torcida, apoio e desenvolvimento) do jornalismo que deve ser independente e tecer as críticas quando necessárias (mesmo que os jornalistas torçam para o Paulista mas que devam, por ofício e profissionalismo, informar o que muitas vezes não agrada ou que não é popular).

Não é nada mal tal site de louvor ao Galo, tem-se tornado normal nos clubes de futebol e a ideia é muito boa como mídia de incentivo! O link é: https://www.facebook.com/galodejundiai/?__tn__=%2CdK-R-R&eid=ARBWFwjYLpQVgHIaEcODEnB9n6lEDV2IRSDaZsIPUOaXWKzNEqcOphx73CupKBGwgiLaum1-_jegqg7c&fref=gs&dti=101130486748105&hc_location=group

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Na foto, ache o Benazzi! Aliás, cada craque (e quantos rostos conhecidos) de ex-jogadores que continuam aqui em Jundiaí, não?

– Marcos disse a Verdade: protesta-se com veemência no Esporte, mas na Política.

Respost de 07/02/2011, mas bem atual…

Por falta de tempo, não deu tempo para repercutir. Mas e a frase do goleiro Marcos, da S.E.Palmeiras, após a partida contra o Corinthians a respeito da violência dos torcedores do rival contra o próprio time, em virtude da eliminação da Taça Libertadores:

“Ao invés de protestar contra o jogador, por que não vai protestar contra político corrupto?” 

É isso mesmo! Corroboro lembrando o seguinte: os manifestantes da Torcida Organizada que representa seu time quebram tudo por causa de uma simples partida de futebol. Que bando de alienados! Não se vê a mesma revolta contra os abusivos casos de desvios de verba e mau uso do dinheiro público na política brasileira. Aliás, essa turma deve dar mais importância em querer se aparecer como truculentos e intimidadores do que se preocupar com valores da cidadania.

Lamentável a ação dos vândalos e louvável a frase do goleiro palmeirense.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Comercial x Paulista

Para o confronto entre o Bafo versus o Galo na Califórnia Paulista, teremos a arbitragem de Rodrigo Santos. Um árbitro de 33 anos, professor de Educação Física, mas já com 11 temporadas atuando pela FPF. Nos últimos anos, apitou (e muito bem) a 2a divisão Sub 23 e a A3. É promissor e não está tendo a carreira levada aos atropelos, sendo bem solidificada.

Me recordo dele na Copa SP de Jrs: Paulista 1×0 Joinville e no ano passado pela Bzinha: Joseense 1×1 Paulista. Nestes jogos, mostrou algo importante: não gosta de simulações e tentativas de faltas cavadas. Costuma ser disciplinador, aplicando os cartões amarelos necessários às reclamações e tentativas de pressão.

Assim, é um árbitro que deixa o jogo correr (pode ser bom para o Paulista se o Galo jogar no contra-ataque) mas que não gosta de indisciplina (e isso é ruim para o Tricolor Jundiaiense, devido ao número de faltas em excesso).

Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo.

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– E quem era o privilegiado?

Recebi essa foto (abaixo) numa matéria sobre o linguajar do futebol e o que seria bullying ou não entre os amigos. 

Abaixo, é lógico que não existe bullying, mas sim a imagem de dois grandes e espirituosos jogadores de todos os tempos, brincando sobre a cor e a deficiência um do outro.

Fico me perguntando: quem seria o repórter, ao fundo, tão privilegiado que estava ao lado dos monstruosos maiores atletas de futebol da nossa história?

Aliás, reparem em duas coisas: no tamanho do equipamento do jornalista e no fato de que não existia adereço, cabelo pintado, tatuagem ou qualquer vaidade entre os craques não-metrossexuais da época.

Outros tempos…

ATUALIZANDO: segundo o amigo Diogo Ferrreira, a profissional de imprensa do lado é a senhora Jandira Miranda Duarte (conhecida como Chains).

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– As chuvas e o futebol na Capital!

Veja que loucura o Estádio Nicolau Alayon (o tradicional campo da Rua Comendador Souza, e que fica na Avenida Marques de São Vicente na Barra Funda em São Paulo).

Jogariam nessa segunda-feira Nacional x Linense, pela A3, e que foi adiado para amanhã. E fico pensando: será que teremos jogo mesmo assim?

Impressionante o estrago das chuvas.

(foto: Esporte Jundiaí / Divulgação).