– Bom dia, 4ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Por aqui, uma madrugada molhada por conta da chuva.

Pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina?

Pratique esportes. Sempre!

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– As palavras de Klopp sobre Firmino impressionam. Mas e na Seleção?

Há 1 ano, Jurgen Klopp, treiandor do Liverpoolressaltou que o brasileiro Roberto Firmino era fundamental para seu time por conta de suas funções táticas. Declarou:

“Um time de futebol é como uma orquestra, e ele toca 12 instrumentos”.

Neste domingo, após a vitória do seu time por 5×0 contra o Manchester City de Cristiano Ronaldo (com 3 gols de Salah), disse Klopp:

“Salah ganhou muita atenção e de forma correta, mas tenho a certeza de que quando Firmino parar de jogar, as pessoas que entendem de futebol irão escrever livros sobre a maneira como ele interpreta a posição de falso nove. Ele é um conector. O melhor atacante defensivo que já conheci em toda a minha vida. Um atleta muito importante para a gente. Ele é um caçador de bolas, muito inteligente taticamente, capaz de jogar nos espaços mais apertados e tomar boas decisões rapidamente. E além disso, ele marca gols.”

Que moral, não? A questão é: por que ele não consegue render / ser elogiado quando atua pela Seleção Brasileira? Seria o esquema de jogo?

– 158 anos de Futebol e 11 curiosidades.

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, área técnica, entre outras. E no século XXI, o VAR.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 158 anos?

Deixe seu comentário:

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– Bom dia, 3ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem?

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– O Capita, por Richard Swarbrick (5 anos do seu falecimento).

O artista Richard Swarbrick (apaixonado por futebol) resolveu homenagear Carlos Alberto Torres, falecido há 5 anos, com um vídeo. Mas sua arte não ficou boa… ficou ótima!

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=ihQjPkruUfU&feature=youtu.be

– Uma experiência na Arquibancada na volta do futebol pós-pandemia.

Meu espaço num campo de futebol sempre se resumiu basicamente em dois ambientes: dentro do campo de jogo (no gramado ou à beira dele, enquanto árbitro) e nas cabines ou em frente ao “tubo” (enquanto comentarista). Na torcida, muito nas cativas do Estádio Jayme Cintra enquanto criança e, quando adulto, assistindo algumas poucas partidas pelo Interior e na Capital.

Confesso: nos últimos anos, estar em uma arquibancada foi um fato raríssimo (gosto de futebol, independente dos times, mas estar in loco não é uma praxe usual), e ontem revivi esse momento na experiência de expectador. Com meu pai, fui assistir Red Bull Bragantino x São Paulo no Estádio Nabi Abi Cheddid, junto a 3 queridos amigos.

Horário do apito inicial: 18h15. Compramos os ingressos pela Internet: uma facilidade o uso dos aplicativos voltados a isso; porém, em cada compra tem que se usar 1 CPF e 1 usuário diferente. Ou seja: você tem que fazer várias contas (portanto: vários logoffs e loggins) se quiser ir com a família e comprar de um único celular (isso é desagradável). Chegamos por volta das 16h15, e fomos direcionados ao ponto de aferição da documentação: se estávamos com os e-tickets de entrada, comprovantes de vacinação em ordem e aferição de temperatura. Feito isso, é fornecido uma pulseirinha do jogo, a fim de que na entrada do estádio possa se ter certeza de que a pessoa não esteja furando o protocolo sanitário.

Um adendo: os preços não são absurdos, olhe aí a tabela:

Passo seguinte: a fila para entrar. Não vi ninguém com “ingresso de papel” (nem sei se houve a oferta). Mas em todas as catracas, somente leitura de QR Code dos celulares (lembrando: se você for com a família, tem que estar cada um com um celular logado em sua conta, ou fazer os inúmeros logins e logoffs do mesmo aparelho). Ali, nova aferição de temperatura e um pouco de cansaço (pela demora; afinal, nem todos conseguem que a leitura do ingresso eletrônico seja perfeita – depende da luminosidade da tela, do modo em que o fiscal da catraca passa seu aparelho, etc).

Às 17h estávamos sentados na arquibancada branca, atrás de um dos gols. Imagino que quem chegou em cima da hora, sofreu e perdeu o começo da partida. Vimos as equipes chegarem com seus belíssimos ônibus e, naturalmente, os aplausos e vaias da descida dos atletas.

Apesar da garoa e do vento frio, penso que todos os ingressos foram vendidos. As arquibancadas vermelhas abarrotadas, muita gente nas cativas cobertas e nos ingressos populares, também muito público. A todo instante o pedido para uso de máscaras pelas “Stuarts(sim, somente moças como seguranças em nossa arquibancada, que na verdade também eram orientadoras), além dos avisos pelo sistema de som. Tudo bem organizado, ressalte-se isso. Na torcida, grupos de conhecidos / familiares se aglomerando, tentando se distanciar de grupos vizinhos (algo natural nessa retomada). Nas organizadas, naturalmente isso não aconteceu – mas todos estavam usando máscaras.

A minha dúvida: próximo do começo do jogo, as Torcidas Organizadas do São Paulo entraram em bloco e lotaram o espaço destinado a elas. Me custa crer que eles fizeram os mesmos procedimentos necessários que nós, simples mortais, que levamos 45 minutos para fazer devido ao movimento.

Vi um número elevado de famílias em campo (talvez pela cultura da cidade), e muita, muita gente jovem mesmo (meninos e meninas). Alguns torcedores com camisas antigas do Bragantino, mas a maior parte com as camisas da nova roupagem: as pretas, vermelhas, brancas e até azul marinho – incluindo não só as com a logo do Red Bull Bragantino, mas as de fórmula 1 da equipe Red Bull Racing. As faixas de torcedores organizados com os escudos antigos modificados (com suas agremiações de torcedores), algo que não muda pela lógica do futebol: não se coloca o clube em destaque, mas a logo da torcida organizada – essas, sabidamente, não mudam de nome).

O desconforto: nas arquibancadas mais baratas, as pessoas se acostumaram a assistir o jogo em pé. Faz parte do hábito de um local. Assim, mesmo podendo sentar, se você quiser assistir a partida a contento, deve ficar em pé os dois tempos de 45 minutos, sentando apenas no intervalo. Não faz muito sentido isso pra mim… você pode assistir sentado sem problemas. Talvez, insisto, pelo costume, esse desconforto seja aceito normalmente.

Não vi nenhuma briga entre torcedores; vi torcedores do São Paulo junto com outros do Red Bull Bragantino próximos a mim. Isso foi extremamente positivo – até porquê existia bastante harmonia nas arquibancadas. Nos bares da redondeza, por exemplo, testemunhei muita gente com camisa dos dois times se confraternizando.

Sobre o jogo: é impressionante como o São Paulo FC não demonstrou interesse na partida! O Red Bull Bragantino se impôs, fez valer o mando e tomava as iniciativas. O Tricolor não se lançava ao gol adversário, esperava o contra-ataque, e nos momentos em que o Massa Bruta ampliava o domínio, com muita malícia o time esfriava o jogo, caindo, pedindo atendimento médico ou fazendo cera. Mas não houve lance violento ou algo parecido – aliás, uma partida fácil para se apitar, onde o árbitro Felipe Fernandes de Lima (falamos sobre ele na análise pré-jogo desse blog e do “Pergunte ao Árbitro”) irritou bastante. Explico: 

  • Um excesso de conversa desnecessário. Ele apita “narrando o jogo”, e parece ter uma necessidade de justificar os lances aos atletas. Não é a situação do jogador procurar o árbitro, mas do árbitro querer aparecer buscando o jogador. Assim como fizemos críticas construtivas quando ele esnobou a série B no lamentável episódio do jogo do Vasco (citado anteriormente em outra postagem), alguém precisa dar um toque a ele sobre isso. Aliás, não posso deixar de fazer a observação dele teatralizar demais a aplicação dos cartões com trejeitos excessivos (em alguns momentos, deixou de ser discreto e começou a agir espalhafatosamente, quase imitando o árbitro Ricardo Marques Ribeiro, seu companheiro de Federação Mineira).
  • Felipe tem potencial, mas não pode deixar os jogadores fazerem tanta cera sem punição, ou a cada falta chamar atendimento médico dentro de campo. Retardou demais o jogo com isso, além da espera absurda de 2’01” para verificar o gol anulado do Red Bull Bragantino num simples lance de impedimento.

Como experiência, valeu a tarde/noite. Foi um lazer que não custou caro (embora com alguns desconfortos naturais e esperados de quem se propõe a ir a um jogo de futebol). Mas o ambiente amistoso, o número de mulheres e jovens no estádio, o ótimo policiamento nas redondezas, foram pontos positivos.

Ops: e o gol perdido pelo Pablo? Esse amigo que fizemos no bate-papo da arquibancada é são-paulino, e ele veio da cidade de Monte Sião para assistir a partida. Naquele momento de incredulidade pelo gol perdido, foi impossível não registrar essa foto:

Por fim, a imagem do campo lotado:

– Bom dia, 2ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Que friozinho chato… mas precisamos estar animados para começar a semana.

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina?

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– E o Renato?

E o Flamengo perdeu para o Fluminense e vê o Brasileirão 2021 ficar cada vez mais difícil.

Renato Gaúcho, que colocou o time na final da Libertadores e na semifinal da Copa do Brasil (por enquanto), é criticado. Seria pelas desculpas e choramingos das coletivas?

Sempre o achei um treinador “boleirão”. Os mais jovens talvez não se recordem da “1a fase” dele como técnico, logo após o encerramento da carreira de atleta: trabalhos medianos, exceto o vice-campeonato da Libertadores pelo Fluminense, perdendo o título para a LDU do Equador no Maracanã (assim como acontece com o Mengão de hoje, o Flu tinha um excelente elenco com muito dinheiro do patrocinador na época).

Antes dessa última passagem pelo Grêmio, recorde-se: Renato fez um péssimo trabalho no Bahia, sendo demitido.

Será que estamos diante de um gestor de grupos, motivador, que só sabe trabalhar com elencos fortes mas que, taticamente, fica a desejar? E que com atletas medianos, não consegue resultados?

Respeito a história do jogador Renato (excepcional), mas entendo que como técnico, não tem nada de diferente…

– Bom dia, domingo (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Manhã chuvosa para correr. Hoje o treino será na esteira…

Vamos suar a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina? O aguaceiro não pode ser desculpa para a preguiça.

Pratique esportes. Sempre!

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– 81 anos do Rei Pelé!

A primeira vez que matei aula na vida, foi para assistir ao jogo dos 50 anos de Pelé no San Ciro, em Milão! Lá ocorreu um amistoso contra a “Seleção do Resto do Mundo” (o time tinha na ponta-esquerda Rinaldo! Aff…).

Tudo o que vi de Pelé em campo foi através de VT. Imagine o que devo não ter visto… Se jogasse agora, com a qualidade da bola, do material esportivo, dos gramados e com a existência dos cartões amarelos e vermelhos (a maior parte da carreira dele aconteceu antes do advento dos cartões), teria passado de 2000 gols!

Parabéns ao Pelé e ao Edison no seu(s) aniversário(s) (como ele mesmo desassociou sabiamente a figura dos dois). Igual outro Pelé, dificilmente teremos. Maradonas e Messis – também raros – surgirão; mas Pelé…

– Bom dia, sábado (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Vamos verticalizar o esqueleto e cair da cama?

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina?

Pratique esportes. Sempre!

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– E por onde anda o Árbitro Laleska?

Há 10 anos, reproduzíamos uma matéria da Folha de São Paulo sobre o dia-a-dia do travesti Laleska, que era árbitro de futebol e estava fazendo certo barulho no Ceará.

Eu pensei que ganharia notoriedade nacional em jogos de eventos, mas nunca mais ouvi falar sobre ela. Alguém sabe se continuou a carreira?

Reproduzindo o texto da época, abaixo:

PRECONCEITO & FUTEBOL: ÁRBITRO TRAVESTI É SUCESSO NO CEARÁ

O homossexualismo no futebol é um grande tabu. E, talvez, por muito tempo ainda será. Mas uma matéria da Folha de São Paulo do último sábado (FSP, 22/01/2011, pg D6, por Adriano Fernandes) me chamou a atenção: um árbitro de futebol do Ceará, Valério Gama, além de exercer o ofício do apito, se transforma á noite como travesti Laleska. E faz sucesso dentro e fora de campo!

O árbitro-travesti, assumido e bem resolvido, diz que nunca sofreu preconceito (curioso, já que o nosso país – e o futebol em particular – é taxado de machista e preconceituoso). Antigamente, tínhamos o assumido Jorge Emiliano (imortalizado como Margarida) e seus trejeitos (aliás, recentemente apareceu um Margarida 2, catarinense, que é casado e pai de 3 filhos). Hoje, fico curioso o que aconteceria se na FPF ou CBF um árbitro de ponta se declarasse homossexual.

E você, o que pensa sobre o assunto: quanto a homossexualidade no futebol – existe ou não preconceito? Deixe seu comentário.

Abaixo, a história do árbitro Valério Gama, ou, se preferir, da travesti Laleska:

AUTORIDADE – árbitro cearense que se traveste à noite já apitou mais de cem partidas

Por Adriano Fernandes

Eu descobri que era gay aos dez anos. Fui percebendo que não gostava de mulher. Brincava com meninos e sentia interesse por eles. Nunca contei para a minha família. Minha mãe já percebeu, meu pai até hoje é contra.

Comecei a me interessar por futebol assistindo aos jogos da Copa de 1994, nos EUA. Eu tinha 15 anos. Entrei no futebol pra ser goleiro. Eu era o terceiro goleiro de um time aqui da minha cidade.

Na época, faltou juiz e o meu treinador pediu pra eu apitar. Eu apitei e gostei. Não sabia as regras, aprendi dentro do futebol, na marra. Não sou formado [em arbitragem], mas já marquei o curso com o Dacildo Mourão, um juiz daqui. Ele me chamou.

Já apitei mais de cem jogos: campeonatos e amistosos entre times locais. Mas não estou no quadro de árbitros da federação cearense.

SEM PRECONCEITO

Toda a equipe de árbitro só tem homem, e eu sou o único homossexual. Nunca me envolvi com eles, eles nunca me cantaram, me respeitam como se eu fosse uma mulher mesmo. Porque o que eles sabem fazer eu também sei.

Eu bandeiro e tudo. Gosto mais de apitar, mas eu bandeiro quando é feito sorteio.
No futebol, eu não sofro preconceito, nunca sofri.

Quando eu chego ao campo, as pessoas acham que eu sou mulher. Vêm conversar comigo e perguntam: “E aí, mulher?”. Eu digo: “Gente, eu não sou o que vocês estão pensando. Eu ainda não sou mulher. Sou homem”.

Aí, quando descobrem, ficam passados, caem pra trás, se assustam. Mas nunca fizeram nada que me ofendesse. Pelo contrário, sou um dos mais chamados para apitar os jogos, todo sábado e domingo eu apito uma partida.

Eles chamam os héteros de veado, de baitola, mas a mim só chamam de ladrão, dizem que estou roubando. De veado ninguém chama porque todos já me conhecem.

O time do Ferroviário [clube cearense] me reconheceu uma vez. Eu fui pra praça de vestido, de salto, de bolsa.

Eles me olharam e falaram: “Olha a juíza!”. Só que eles não sabiam que eu era homem. Uma amiga deles conversou [com eles] e contou. Aí eles me chamaram e disseram: “Você me desculpa por eu chamar você de moça no campo”.

No campo, achavam que eu era mulher. Quando eu falava [durante o jogo], eles estranhavam por causa da voz, mas não descobriram. Se os jogadores acham que sou mulher, são mais educados.

Nós conversamos. Eles disseram que me viram de biquíni na praia, mas não acreditavam que eu era homem.

Eu falei que me transformava à noite em mulher. Eles gostaram, disseram que era muita coragem minha apitar um jogo profissional. Me deram parabéns. Fiquei feliz.

Vou te contar uma coisa que vai te deixar de queixo caído. Você está sentado?
Na minha casa somos oito irmãos e quatro homossexuais, dois em forma de homem e dois travestis.

Meus amigos travestis dizem que eu quero ser homem por gostar de futebol. Eles me chamam de “bicha-homem”. Dizem: “Olha essa bicha que quer ser homem”, “Essa bicha fala de futebol como se fosse homem”. Eles não entendem nada de futebol. Eu sou totalmente diferente deles. Eles ficam passados.

Tem muito homossexual no futebol, mas são incubados, não se assumem. Eu não. Eu rasguei logo. De que adianta eu viver a vida dos outros? Tenho que viver a minha, não vou mostrar para as pessoas uma coisa que não sou. Se perguntam, assumo.

“O” ERRO, “O” JOGO

O maior erro da minha carreira foi uma falta fora da área que eu marquei pênalti.
Logo depois, eu percebi que tinha sido fora, mas não dava para voltar atrás. Os jogadores puxaram meu cabelo. Já levei tapas, empurrão.

Meu jogo mais importante foi Ferroviário contra a seleção de Beberibe [no último dia 8]. O Ferroviário joga a primeira divisão daqui. Me chamaram e fiquei empolgado. Encarei da forma que encaro qualquer briga na vida.

Quando entrei no jogo, parece que incorporou um espírito na minha pessoa, um espírito de homem. Eu não tenho aqueles trejeitos do [ex-árbitro] Margarida, por exemplo. Faço os gestos todos direitinho, mas, depois que eu saio de campo, ninguém mais me segura.

RESUMO
Valério Fernandes Gama tem 32 anos e é juiz de futebol desde os 23.

Homossexual, à noite vira Laleska. Como travesti, sai para as boates de Beberibe, sua cidade natal, no interior do Ceará. Nunca sofreu preconceito nos gramados. Seus amigos travestis estranham seu interesse por futebol. Dizem que Valério é um gay “que quer ser homem”. 

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Red Bull Bragantino x São Paulo FC: o que esperar do árbitro?

O que esperar de Felipe Fernandes de Lima, árbitro de Belo Horizonte, Professor de Educação Física, com 34 anos, e que está escalado para o importante jogo envolvendo Red Bull Bragantino x São Paulo pelo Brasileirão?

Felipe é um árbitro “moderno”, como a CBF tem procurado desenvolver: com ótimo porte físico, “boa pinta” e que tem idade suficiente para ficar alguns anos no quadro da FIFA. Lembrando que, por ser de Minas Gerais, tem a seu favor o fato de que, na geografia da CBF, você precisa ter um árbitro mineiro entre os 10 do quadro internacional (Márcio Rezende de Freitas e Ricardo Marques Ribeiro foram os últimos juízes de MG nesta relação). Assim, prepará-lo para 2023 é a meta, tornando-o aspirante à honraria em 2022.

O problema é que você não pode apressar demais uma carreira (a CBF precisa revelar novos talentos, mas tem muita dificuldade por vários fatores – e isso acaba atrapalhando a meritocracia real). Felipe está há apenas 3 anos na CBF, e já no primeiro ano foi escalado na série A. Assisti Palmeiras 1×0 Ceará, onde ele não foi muito bem.
(Sobre esse jogo, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/03/como-entender-os-erros-de-palmeiras-1×0-ceara-e-o-var-serve-para-que/).

No seu segundo ano na CBF, foi ganhando mais rodagem em jogos menos importantes da Série A e em partidas mais relevantes na Série B. Ou seja: foi adquirindo experiência fora do usual, que seria ficar 1 ou 2 anos nas séries D e C. Evoluiu, sejamos justos.

Neste ano, apitou 8 jogos da série A (sendo 3 Vitórias dos Mandantes, 1 Empate e 4 Vitórias dos Visitantes). Sua grande oportunidade foi no Maracanã, onde teve ótima atuação em Flamengo 5×1 São Paulo, mas depois… subiu-lhe a cabeça “o sucesso” (propositalmente redigido entre aspas). Foi suspenso após, na partida entre Vasco 1×0 Vila Nova pela Segundona (onde ele entrou em campo com uma marra enorme), ter esnobado a divisão por duas vezes e sendo flagrado pela Sportv. No GE.com, a emissora colocou as imagens e o relato de que:

“A transmissão do Premiere registrou alguns desses momentos. Em um deles, o árbitro, ao falar com os jogadores, ironizou os colegas: ‘Eles estão acostumados com árbitro de Série B’. Em outro momento, Zeca pediu esclarecimento sobre uma marcação, Felipe respondeu: ‘Explicação eu dou para minha esposa’.”.

Escrevemos sobre esse triste episódio em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/11/o-arrogante-arbitro-de-vasco-x-vila-nova/

O chefe da CA-CBF, Leonardo Gaciba, afastou ele por 1 mês. Depois disso, o escalou numa partida Sub17, depois em outra da série B e o voltou para uma boa sequência de escalas na série A: só em Outubro, apitou dia 03: Grêmio 1×2 Sport; dia 09: Fortaleza 0x3 Flamengo; dia 17: Athletico 0x1 Fluminense; e agora, no dia 24, apitará o Massa Bruta contra o Tricolor (repare que depois da sua volta, só vitórias dos visitantes).

Seu histórico de jogos envolvendo os times em sua carreira de 3 anos no Campeonato Brasileiro:

Nas partidas do São Paulo FC:
Ceará 1×1 SPFC (2021)
Flamengo 5×1 SPFC (2021)
SPFC 1×0 Sport (2020)

Nas partidas do Red Bull Bragantino:
RBB 0x2 Internacional (2020)
Bahia 2×1 RBB (2020)
Paraná Clube 2×1 RBB (2019)

Felipe tem muito potencial: corre bastante, é razoável tecnicamente, se posiciona bem dentro de campo e disciplinarmente é rigoroso (usa bastante a advertência verbal, mas não vacila na aplicação de cartões). Porém, precisa entender que os protagonistas do futebol são os jogadores, e não confundir autoritarismo (ruim para a sociedade em geral) com a autoridade (tão necessária para se apitar uma partida).

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem e ótimo embate entre as equipes.

O octeto dos árbitros será composto por:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo
Bandeira 2: Fernanda Nândrea Gomes Antunes
Quarto-Árbitro: Salim Fende Chavez
Árbitro de Vídeo: Igor Junio Benevenuto de Oliveira
Bandeira de Vídeo: Marcus Vinícius Gomes
Avaliador de Árbitro presente no campo: Eduardo César Coronado Coelho
Avaliador de Árbitro acompanhando pelo vídeo: Alício Pena Júnior.

– Bom dia, 6a feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Ainda bem que hoje está menos frio do que ontem…

Por aqui, sem preguiça, tudo está pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina?

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– A ideia de impedimento automático do VAR com o Chip na camisa funcionará?

Quem está acompanhando com as críticas contra o VAR especificamente em relação aos impedimentos, costumeiramente ouve que a função do “bandeirinha”, no futuro, tenderá a se extinguir, sendo substituído por modelos automáticos.

Arsenè Wenger, ex-técnico do Arsenal e que há tempos trabalha como consultor da FIFA em um grupo de sugestões para o desenvolvimento do futebol, prometeu novidades nessa área. Marcel Rizzo, do UOL, foi atrás e descobriu que se trata de testes de “chip na camisa”.

Entretanto… quem conhece a Regra do Jogo, sabe que essa proposta não funcionariaa não ser que se mudasse a lei do Impedimento. São 3 questões a se discutir:

1- O impedimento deve ser avaliado a partir do lançamento da bola. Será que teríamos um “chip de partida”, na ponta da chuteira do atleta? E se for um toque de cabeça?

2- O impedimento se concretiza na avaliação com a parte jogável do atleta que recebe a bola (e aí veio a sugestão do chip na camisa). Mas e se essa parte jogável mais à frente for o pé? Teríamos um “chip de chegada” igualmente no pé?

3- E nos casos de impedimento por tirar proveito de uma situação ou atrapalhar o adversário, onde não existe toque na bola, mas sim nas questões de interferência: existira inteligência artificial para isso? Haveria a necessidade da interpretação…

Essa questão de chips ou sensores só funcionaria se a Regra fosse alterada, transformando em impedimento não a parte mais à frente jogável, mas o tronco dos atletas. 

Por ora, creio que essa ideia não vingará…

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/marcel-rizzo/2021/10/20/jogadores-podem-usar-chip-na-camisa-para-impedimento-automatico-no-var.htm

JOGADORES PODEM USAR CHIP NA CAMISA POR IMPEDIMENTO AUTOMÁTICO NO VAR

por Marcel Rizzo

A Fifa avalia tornar automáticas as marcações de impedimento pelo árbitro de vídeo já na Copa do Mundo de 2022, no Qatar. O presidente da federação internacional, Gianni Infantino, e o chefe de desenvolvimento global, Arsene Wenger, tocaram no assunto recentemente, mas disseram que não poderiam revelar detalhes. A coluna teve acesso a uma das propostas que será testada —ao menos cinco empresas apresentaram projetos.

Nesta um pequeno aparelho é preso à camisa dos jogadores, com um chip dentro. A tecnologia faz com que as informações sobre a localização dos atletas em campo sejam repassadas em tempo real a um computador.

Quando há um lance de impedimento, a posição exata dos atletas aparece no monitor do VAR a partir do lançamento da bola e a própria máquina diz se houve ou não a infração, com um detalhe para facilitar a visualização dos árbitros: o jogador impedido aparece em vermelho.

Esta é uma das ideias apresentadas por empresas a um grupo de desenvolvimento do VAR que existe na Fifa, do qual fazem parte profissionais de 14 instituições, incluindo CBF e Conmebol. Em uma outra, por exemplo, aparece no monitor a distância em que o jogador impedido estava do penúltimo defensor e qual parte do corpo ocasionou a infração.

Hoje o impedimento no VAR é analisado manualmente: um dos assistentes de vídeo projeta linhas verticais e horizontais para determinar se há a infração. Há dois problemas nisso: o primeiro é a demora, pois muitas vezes o operador e o árbitro de vídeo precisam projetar as linhas várias vezes para chegarem a uma conclusão.

O segundo problema é a imprecisão, houve casos em que a linha foi colocada no lugar errado ocasionando erro na avaliação do impedimento, um lance objetivo, ou seja, que não precisa da interpretação do árbitro de campo e, portanto, não deveria ter falha ao ser analisado em vídeo.

Um relatório elaborado pelo grupo de desenvolvimento, entregue há pouco menos de um ano à Ifab (International Board), órgão que regula o futebol, apontou as falhas na marcação de impedimento no modelo atual: “Os testes de precisão mostraram que os operadores humanos tendem a escolher diferentes partes do corpo para as linhas de impedimento. Avanços foram feitos nessa área também, com o sistema automatizado apresentado aprendendo a modelar corretamente o esqueleto de um jogador. No futuro, os algoritmos desenvolvidos do sistema deverão ser capazes de identificar automaticamente qual parte do corpo colocou o jogador impedido e a que distância”, explicou o texto apresentado.

A Fifa quer testar as propostas mais viáveis a partir de dezembro de 2021, ainda não se sabe em quais competições —será avaliado também a questão de custos. Mas a ideia é que na Copa do Mundo entre novembro e dezembro de 2022, no Qatar, o impedimento já seja marcado automaticamente. Para isso ocorrer será preciso a aprovação da Ifab.

O que é impedimento? Entenda as regras | Torcedores.com

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– E se o PIF (Fundo Saudita de quase 3 trilhões de reais) quisesse comprar seu clube, você aceitaria numa boa?

O príncipe saudita Mohammed bin Salman comprou o Newcastle, e transformou o clube no mais rico do mundo. O novo proprietário é 8 vezes mais rico que o sheik Mansour Bin Zayed Al Nahyan, dono do Manchester City, e 2 vezes mais afortunado que o emir Nasser Al-Khelaifi, que possui o Paris Saint-Germain.

Houve muitos questionamentos entre os clubes da Premier League, já que bin Salman, assim como os outros endinheirados, são “donos” do seu país (a Arábia Saudita é um reino da sua família; Bin Zayed, idem em relação ao emirado de Abu Dhabi; Al-Hkelaifi é a mesma situação com o Catar). No fundo, são os países que se tornaram proprietários dessas equipes.

Muitos sugerem que o príncipe estaria praticando Sportswashing, um nome pomposo para “lavagem de dinheiro” (algo comum no futebol inglês). Porém, surge a perspectiva de que o clube será usado para mudar a imagem do país, com campanhas contra a homofobia, propósitos sociais e democráticos e demais campanhas de solidariedade e inclusão (temas aos quais a Arábia Saudita é criticada, ferindo os direitos humanos). O próprio príncipe é acusado de mandar assassinar um jornalista opositor. Falamos disso tudo em: https://wp.me/p4RTuC-y6n.

É sabido que alguns clubes passam por dificuldades no mundo por conta das empresas que os administram (vide outros casos também, como o Barcelona, que é uma associação). Por exemplo, o chinês Suning Group, que fechou sua equipe na China, é dono da Internazionale de Milão, que apesar de ter conquistado o Scudetto, a holding chinesa passa por uma crise financeira (ela administra um grupo varejista nos moldes da antiga Via-Varejo, de Ponto Frio e Casas Bahia). Mohammed bin Salman (ou melhor, o governo árabe) estaria de olho na aquisição desse clube italiano também! Outro time sondado foi o Olympique de Marseille, de Frank McCourt, o mega investidor americano do Los Angeles Dodgers (da Liga Profissional de Beisebol), que não gostou da experiência futebolística na França. Por fim, no seu ciclo de contratações, surgiu a especulação de que o príncipe quer um clube do Brasil (aproveitando o surgimento da SAF)!

Ora, imediatamente surgiram boatos de que o Cruzeiro estaria sendo observado (por conta da sua situação financeira). Ninguém sabe a verdade sobre isso. 

Aí vem a questão: se o dinheiro da Árabia Saudita (sabidamente de origem duvidosa) fosse oferecido para comprar seu clube do coração, como você reagiria? Ficaria feliz pela grana ou triste pelo histórico do novo dono?

Lembre-se: a fortuna pessoal de bin Salman é de aproximadamente 100 bilhões de dólares, e o comprador (a pessoa jurídica) seria o Fundo Real de Investimentos Públicos da Arábia Saudita (PIF), dono da maior reserva de petróleo do mundo e da estatal Aramco Saudi, além de diversos empreendimentos, cujo valor em 2020 era de 515 bilhões de dólares (ou R$ 2,88 trilhões).

Abaixo, a imagem oficial do PIF:

Saudi Arabia's PIF to Establish Saudi Recycling Company | Al Bawaba

– Fundação Edmilson.

Como é legal um ex-atleta fazendo diferença na vida das pessoas!

Li e merece uma re-postagem: sobre a ação solidária do Edmilson (ex-São Paulo e Barcelona).

Extraído de: https://culturaefutebol.wordpress.com/2021/10/10/fundacao-edmilson-um-legado-para-a-comunidade/

FUNDAÇÃO EDMILSON: UM LEGADO PARA A COMUNIDADE

Fundação Edmilson. Foto: Divulgação

Pentacampeão mundial investe mais de R$ 2 milhões para iniciar projeto que vira o jogo e muda a história de centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade

Transformar vidas por meio do esporte, educação, cultura e lazer, promovendo a inclusão social e formando cidadãos. Essa é uma das premissas da Fundação Edmilson, liderada pelo pentacampeão mundial José Edmílson Gomes de Moraes e sua esposa Simeia Moraes, que vem, há mais de 15 anos, contribuindo com a sociedade e mudando a história de crianças e adolescentes de comunidades carentes em todo o país.

A ideia surgiu em 2002, assim que o jogador retornou do Japão com a conquista do penta. “Me senti tão grato por tudo que já havia conquistado, que queria devolver algo para a comunidade onde cresci”, conta Edmilson. E desde então, ele e sua esposa vinham desenhando e buscando recursos para que o sonho se tornasse realidade. Sem incentivos e patrocinadores, ambos decidiram investir recursos próprios para consolidar o desejo, cerca de R$ 2 milhões iniciais apenas para a construção do espaço. “Queria que a Fundação tivesse a minha cara, que contasse um pouco da minha história, e hoje sua sede está construída no campo onde eu joguei as minhas primeiras peladas, o mesmo que eu fugia de casa e dos meus pais para me divertir, graças a uma doação da prefeitura, ao qual somos muitos gratos”, conta Edmilson com entusiasmo.

Com sede localizada em Taquaritinga, interior de São Paulo, a Fundação, sem fins lucrativos, foi criada para ajudar no combate à desigualdade e a exclusão social por meio de atividades voltadas ao esporte e cultura, como basquete, futebol, vôlei, karatê, balé, teatro, recreação, canto coral e batucada, escrita e leitura, informática e conhecimentos gerais. São projetos inovadores capazes de promover um impacto positivo na sociedade, contribuindo para a mudança de comportamento, criando novas possibilidades para crianças e jovens, com idade entre 5 e 17 anos. 

“Eles só precisam de um incentivo para se tornar campeões na vida. E a Fundação Edmilson nasce com esse propósito, para dar esse empurrãozinho e ajudá-los a se tornar cidadãos que vão em busca e realizam os seus sonhos”, conta Simeia, que dirige a Fundação.

Com resultados positivos na comunidade e agora com a ajuda de parceiros e investidores, a Fundação expandiu sua atuação e já ganhou filiais nas regiões de Santana de Parnaíba e Carapicuíba, em São Paulo, e Betânia, no Piauí. Hoje, a Fundação atende gratuitamente cerca de 800 crianças por dia, oferecendo atividades cinco vezes por semana, no contra turno escolar e também refeições. 5 vezes por semana. Ao longo dos 15 anos de atuação, já beneficiou mais de 25 mil pessoas, sendo 6 mil crianças atendidas diretamente.

“Estamos localizados em bairros com registro de alta vulnerabilidade social e econômica, e queremos, mais do que tirar jovens da rua ou formar futuros atletas, promover a cidadania e desenvolver inteligência emocional, oferecendo saúde e bem-estar”, acrescenta Simeia.

Para se ter ideia, nos últimos anos o Brasil perdeu 4% do interesse de meninos em fazer futebol. Dentre as atividades das unidades, o karatê tem sido um dos mais procurados. “Já tivemos uma equipe que viajou para fora do país para disputar um campeonato de karatê e voltou com medalhas”. O esporte é uma ferramenta de transformação social que ensina valores morais como trabalho em equipe, humildade, respeito, disciplina. “E são esses os legados que queremos deixar. De que o engajamento no esporte e nas atividades culturais só trarão benefícios para quem eles serão no futuro. Nós queremos e vamos virar esse jogo”, diz Edmilson.

Em breve a Fundação deve expandir, e ganhar uma nova unidade na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. “Vamos replicar boas ações e atitudes positivas”, finaliza o craque.

http://www.fundacaoedmilson.org.br

Créditos: Christiane Rodrigues | Agência AMB

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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– Como explicar São Paulo e Corinthians (no campo e nas contas)?

Após o clássico do Morumbi terminar 1×0 para o Tricolor contra o Timão, algumas questões:

  • O São Paulo voltou a “jogar bola”, com atletas lesionados se recuperando e os que “cansavam demais” suportando maior minutagem. Seria “efeito Rogério Ceni” ou “des-efeito Hernán Crespo”? Trocando em minutos: os atletas não estavam mostrando boa vontade com o treinador anterior?
  • O Corinthians mostrou irregularidades; ora jogando bem, ora mostrando desorganização/ descomprometimento tático. Mas assim como a maioria dos times brasileiros, está muito endividado (no que reflete no rendimento dos seus jogadores, queiramos ou não). Agora, leio que o atacante Boselli ganhou na FIFA um processo contra o time, com ordem de 45 dias para pagar “uma bolada” (com ameaça de punição caso não o faça, vide abaixo). Ainda assim, contrata atletas caros?

O futebol brasileiro é inexplicável

Extraído de: https://ge.globo.com/google/amp/futebol/times/corinthians/noticia/noticias-corinthians-boselli-divida-milionaria-fifa.ghtml

BOSELLI GANHA DEMANDA NA FIFA, E CORINTHIANS TEM 45 DIAS PARA PAGAR DÍVIDA MILIONÁRIA

Valores são relativos a salários atrasados que o jogador cobrou na entidade

O atacante Mauro Boselli, hoje no Cerro Porteño, do Paraguai, venceu uma demanda na Fifa em que cobrava valores atrasados do Corinthians, clube que defendeu nas temporadas 2019 e 2020.

Segundo decisão da Câmara de Resoluções de Disputas da Fifa, o Timão tem o prazo de 45 dias após ser notificado para pagar um somatório de 1,17 milhões de dólares em salários atrasados (R$ 6,4 milhões). Há também mais 5% de juros anuais acumulados sobre os valores.

O clube pode recorrer ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) em até 21 dias para tentar contestar a decisão.

O não pagamento acarretará na proibição da inscrição de novos jogadores até que a dívida seja quitada. Como a inscrição no Brasileirão está fechada, a punição só afetaria o clube a partir de janeiro de 2022. A sanção, porém, pode durar até três janelas consecutivas.

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– O RADAR da CBF é uma falácia!

Existe uma ferramenta de monitoramento dos árbitros chamada RADAR, onde um analista de arbitragem assiste por vídeo a atuação da arbitragem, e outro analista assiste no estádio. Há tempos há a contestação de que os relatórios de nada adiantam, visto a qualidade da arbitragem e os erros cabeludos.

Enfim: neste final de semana, terminou o Workshop do VAR da CBF, onde ela ofereceu à FIFA e à IFAB a ferramenta, como “modelo a ser usado pelo mundo”.

Propagandearam o RADAR dos árbitros brasileiros Leonardo Gaciba (Chefe da Comissão de Árbitros), Sérgio Correa da Silva (Chefe responsável pelo VAR) e Cel Marinho (Chefe do Departamento de Desenvolvimento dos Árbitros).

Não é muito chefe para pouca produção?

Compartilho, extraído de: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/conheca-o-radar-sistema-de-analise-apresentado-pela-arbitragem-da-cbf

CONHEÇA O RADAR, sistema de análise apresentado pela arbitragem da CBF à FIFA

Relatório de Análise de Desempenho da Arbitragem (RADAR) é um sistema criado da forma pioneira pela CBF para analisar, aperfeiçoar e educar os árbitros através de monitoramento presencial e de vídeo

Workshop do VAR com instrutores da FIFA - 2021Workshop do VAR com instrutores da FIFA – 2021
Créditos: Alex Ramos/CBF

Ao longo desta semana, a Comissão de Arbitragem da CBF tem promovido, no Rio de Janeiro, o Workshop do Árbitro de Vídeo (VAR), com a presença de representantes do time de arbitragem da FIFA, CONMEBOL e IFAB. Além das aulas e palestras previstas no cronograma, o período também serviu para a CBF apresentar ao mundo o RADAR (Relatório de Análise de Desempenho da Arbitragem), um sistema criado de forma pioneira que estimula o aperfeiçoamento, monitoramento e educação dos árbitros e assistentes do quadro da Entidade.

Com a estrutura oferecida pelo recém-inaugurado Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira, é possível verificar os relatórios feitos pelos analistas, que observam, in loco e através de vídeo, o desempenho dos árbitros e assistentes em cada partida de competições chanceladas pela CBF. O objetivo principal é monitorar a performance e auxiliar os profissionais a atuarem cada vez em mais alto nível, conforme revelou Marcos Marinho, líder do projeto RADAR.

“É uma ferramenta que usamos para acompanhar o desenvolvimento do árbitro, assim como seu aperfeiçoamento. O RADAR começa a partir da escala da arbitragem, seus analistas e dos relatórios que são produzidos através de análises de vídeo e análise de campo. Temos dois analistas que estão incumbidos, naquela determinada partida, de fazer as análises de vídeo e campo. Depois reunimos essas análises, transformamos em uma e enviamos para o árbitro, para que ele possa ter uma resposta de como foi a sua atuação dentro de campo”, explicou Marcos, antes de detalhar como funciona a plataforma:

“Todos os dados que são coletados dentro do campo e no vídeo são enviados para a nossa plataforma, que registra tudo. Lá nós conseguimos casar o que foi observado durante o jogo com a imagem. E todas essas análises são repassadas para os árbitros. Todas as análises são feitas de forma didática para o árbitro. O objetivo final é fazer com que ele corrija suas ações. Temos, inclusive, como comparar, através das imagens, o desenvolvimento do árbitro de um ano para o outro. A partir do momento que você tem como dar um feedback para o árbitro e para o assistente de todos os lances de suas partidas, você está contribuindo para que ele possa se desenvolver e, consequentemente, a arbitragem possa se desenvolver também. A gente vê essa evolução ano a ano, com cada vez menos erros. O objetivo final é aprimorar cada vez mais a arbitragem”.

Workshop do VAR com instrutores da FIFA - 2021Workshop do VAR reuniu representantes e instrutores de arbitragem das 27 federações estaduais
Créditos: Alex Ramos/CBF

Presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol, Leonardo Gaciba também exaltou o sistema e explicou de que forma o RADAR auxilia no cotidiano dos profissionais. De acordo com o dirigente, a riqueza de detalhes das informações que a plataforma disponibiliza sobre cada profissional é crucial para projetar a escala dos árbitros e assistentes no decorrer das competições chanceladas pela CBF.

“O RADAR é muito útil para nós, tanto para a análise individual do árbitro, análise coletiva da equipe como um todo e, acima de tudo, observar alguns jogos pontuais. Pois precisamos ver o que aconteceu nos jogos anteriores. Aqui a gente vai buscando essas informações sempre que vamos formatando, tendo a ideia de algum nome em mente. Isso serve de apoio, para ver se algum árbitro teve algum problema com determinada equipe, se houve algum erro capital. Todos esses dados nos servem de apoio para a formação da escala”, destacou Gaciba.

O Workshop do VAR vai até a próxima sexta-feira (15). As reuniões têm sido realizadas em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, próximo à sede da CBF e ao Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira.

– Atlético Goianiense 2×1 Atlético Mineiro e Flamengo 0x0 Cuiabá: procedem as queixas?

Três lances polêmicos no final de semana (1 em GO e 2 no RJ). Vamos a eles?

GALO

Quando eu vi o lance da bola cruzada pelo Atlético Mineiro que bate no braço de Gabriel Baralhas (Atlético Goianiense) dentro da área, tive a impressão de ser lance infracional. Ao ver pela câmera do fundo do gol da Sportv, a sensação foi de braço deliberado. Mas ao revisar com outras imagens, percebi que é o clássico “movimento antinatural” da mão na bola. 

Repare (sem usar câmera lenta ou qualquer artifício, tem que ser na dinâmica do jogo): o defensor pula espalhafatosamente, e percebe que a bola vai bater nele, deixando o braço aberto. Somente quando ela bate ele tem o “reflexo atrasado”. Ou seja: a famosa “intenção subjetiva”. Respeito quem entendeu o contrário, mas para mim foi pênalti pelos motivos citados.

MENGÃO

No Maracanã, o gol anulado de Michael por impedimento de Matheuzinho: aqui, um grande equívoco! Lembremo-nos da nova regra (em vigor desde 2017) onde alguns tipos de desvios tiram o impedimento. Se Alan Empereur não tivesse tocado na bola, o impedimento era ativo; mas como ele a disputou e a toca (inclusive a domina temporariamente), ele tirou a condição de impedido do adversário (na dúvida, leia aqui: https://wp.me/p4RTuC-nnP).

Por fim: sobre o lance de Vitinho: foi uma ação temerária do seu marcador Yuri, onde ele é atingido. Deveria ter sido marcado o pênalti e aplicado o cartão amarelo. Errou o árbitro.

Mas algo que queria abordar: ironicamente, o campeonato está “armado” para Fortaleza ou Red Bull Bragantino?

Entenda a lógica “ilógica”:

Os árbitros erram muito. E quando é contra seu time, a chiadeira é grande! A favor, os cartolas fazem vistas grossas… As queixas normalmente são para o momento e também “preventivas”, servem para pressionar para as partidas futuras e minar a concentração do árbitro no jogo contra o adversário. E quando os cartolas de Atlético Mineiro e Flamengo reclamam que seus clubes são prejudicados propositalmente, a quem interessaria isso: ao 3o e ao 4o colocado?

Por fim: na coletiva do Renato Gaúcho, só ouço pergunta de “Blog do Rafa-Fla”, “Canal do Mengão”, ou mídia associada.  Nenhuma questão de jornalista independente?

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