– Os deuses da bola não se enganam.

Alguém fotografou Messi durante o jogo entre Barcelona vs Villareal. E não é que o fundo da imagem ficou perfeito?

Repare no que está escrito no campo. Combina com Lionel ou não?

– Vieri, Ronaldo, Zamorano e a Inteligência de Mercado: uma história que serve de exemplo:

Uma pena que perdi o jornal de onde tirei o recorte para citá-lo, mas vale a postagem: Ivan “Bam Bam” Zamorano, dias atrás, numa entrevista sobre sua passagem na Itália, deu um exemplo de como um jogador inferior pode ganhar a titularidade em uma equipe jogando pelo coletivo, “carregando o piano”.

Disse o chileno:

“Fui jogar na Internazionale, que tinha um dos melhores times do mundo. Aí contrataram o Ronaldo, um excepcional jogador, extraordinário. E eu ía jogar com o melhor futebolista do mundo, um privilégio. Porém sabia que perderia a camisa 9 (…). Pouco a pouco fui fazendo amizade com Ronaldo, mas logo vem outro goleador fabuloso, italiano, o ‘Toro Vieri’. Então pensei: ‘Meu lugar está garantido no banco’. O que eu poderia fazer diante desses dois monstros espetaculares? Daí eu descobri algo. Descobri que Ronaldo e Vieri não poderiam jogar juntos porque ninguém deles poderia sacrificar um pelo outro. Eu sabia desde pequeno que as equipes não se fazem só de estrelas, e aquela faltava alguém para o sacrifício, alguém para ajudar o companheiro, alguém que corresse mais que os demais, alguém que não quisesse só fazer gols, mas fosse o primeiro a voltar para a defesa. Nesse caso, eu diria que é “inteligência de mercado”, pois eu tinha que reconhecer as características deles e analisar suas fraquezas e competências; e, assim, procurar entrar nesse time. O objetivo era convencer o treinador, e eu o convenci correndo muito, me sacrificando mais e me sacrificando como nenhum dos dois faria pelo outro. Eu me sacrificava pela equipe. No final dos 5 anos que joguei na Itália, tanto Ronaldo quanto Vieri tiveram que se revezar comigo, e assim me segurei pondo o ‘pescoço’ pela equipe toda.”

Essa Inteligência de Mercado não é algo para o futebol ou para a carreira, mas serve para a vida! A importância em se discutir oportunidades e atitudes cada vez mais é fundamental.

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– O Flamengo das contradições: do êxito ao egoísmo!

O Flamengo conseguiu o protagonismo do melhor futebol da América do Sul em 2019; mas conviveu com a mácula da tragédia do Ninho do Urubu (algo evitável se ocorresse zelo e manutenção, segundo as autoridades).

Depois quebrou o monopólio dos Direitos de TV fazendo lobby junto ao Governo; ao mesmo tempo, foi o principal ator com a briga do Cariocão, descumprindo o contrato vigente com a Rede Globo.

Por fim, após voltar com o futebol antes da hora durante a pandemia, agora quer tratamento diferenciado no caso dos atletas com Covid. Mesmo com demonstrações públicas de desrespeito aos protocolos, quer adiar o jogo contra o Palmeiras.

Ora bolas, se o Goiás e o CSA foram obrigados a entrar em campo nas mesmas situações (exceto na Rodada 1 do Brasileirão pois houve a celeuma dos “erros ou não erros”), por que com o Mengão tem que ser diferente?

O clube deveria se policiar mais, tomar cuidados e rever algumas declarações, como a do Diretor Marcos Braz na Sportv. Perguntando sobre aglomeração sem máscara na fotografia, respondeu:

“Na hora da foto, eu também tiro a máscara, prendo a respiração e coloco de novo”.

E nem vermelho ficou…

– Jairzinho e a ofensa à bandeirinha

O carismático Jairzinho, o Furacão da Copa, pisou feio na bola. Durante a transmissão de Vasco x Botafogo, ao criticar um impedindo da árbitra assistente Neuza Back (que é da FIFA), mandou ela “lavar roupa”!

Que desagradável…

Ao menos, pediu desculpas.

Aqui: https://globoesporte.globo.com/google/amp/futebol/times/botafogo/noticia/jairzinho-se-diz-arrependido-apos-comentario-machista-em-transmissao-da-botafogo-tv.ghtml

– Diminui o interesse pelo futebol por parte dos mais jovens.

O futebol tem sido um esporte atrativo para os jovens?

Aparentemente, não. E o interesse dele tem caído muito mundo afora! Veja a pesquisa, extraída de: https://pressfut.com/post/diminui-o-interesse-dos-jovens-por-futebol/

DIMINUI O INTERESSE DOS JOVENS PELO FUTEBOL

Dados da ECA e do Datafolha apontam uma crescente perda de adeptos no mundo. Até mesmo o Brasil, conhecido como “país do futebol”, sofre com esse dilema. O interesse dos jovens pelo futebol vai dando lugar a novas tendências.

A Associação dos Clubes Europeus (ECA), mostrou recentemente, que 13% dos jovens entre 16 e 24 anos declararam “odiar o futebol”, enquanto 27% não tem “nenhum interesse” nesse esporte. Vale lembrar que o estudo foi feito na Europa, onde se pratica futebol no mais alto nível. A conclusão para esse desinteresse está ligada a esses quatro principais aspectos:

1. Preferência por outros esportes (e-esportes, principalmente);
2. Partidas muito longas (o tempo é cada vez mais escasso e é preciso despertar o interesse das pessoas em segundos);
3. Falta de emoção nos jogos;
4. Falta de um ambiente que favoreça a inclusão e a diversidade no mundo do futebol.

Isso liga um alerta para todos os stakeholders do futebol. Essa faixa etária analisada no estudo é extremamente importante no impacto dos negócios. Isso porque, ela é a faixa etária que está ingressando no mercado e destina boa parte de sua renda ao entretenimento. Ou seja, o futebol está perdendo espaço para outros entretenimentos. Por isso, é preciso mudar alguns conceitos e criar novas ofertas de valor para esses clientes. Como listado anteriormente, o mundo cada vez mais dinâmico, precisa chamar atenção de forma rápida. Como no futebol tem faltado emoção, uma hora e meia de jogo se torna tedioso.

Pedindo arrego & Propaganda Eleitoral antecipada – Rádio Cidade SA

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Desportivo Brasil x Paulista, além da suspeita da Polícia (oficial) sobre o Olímpia!

Para o decisivo jogo do Paulista em Porto Feliz contra o Desportivo Brasil, apitará Danilo da Silva – árbitro de 36 anos, hà 13 temporadas na FPF, e que subiu da Série B / A3 em 2019 para escalas na A2 em 2020.

No ano passado, falamos do potencial deste árbitro. Firme, seguro e rigorosonão tendo “fama de caseiro”, sempre atuando muito bem. Porém, no Jayme Cintra no ano passado, relaxou durante a partida contra o Independente de Limeira e se “embananou”, perdendo o ritmo e critério da partida. Como sua característica principal é não dar qualquer falta, deixou de marcar faltas reais e não expulsou um atleta de Limeira.

Relembre o jogo citado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/07/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-independente/

Torço para que tudo ocorra bem, e que tenhamos uma boa arbitragem.

ACRÉSCIMO: hoje, durante o Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan, o Delegado de Polícia César Saad disse ao vivo que “foi recebida uma denúncia de suspeita de manipulação do jogo envolvendo o Olímpia”. Lembrando que a única partida do Olímpia na volta da pandemia foi sábado, em Jundiaí. Aos que acompanharam a transmissão da Rádio Difusora, vão se recordar que falamos dos erros bisonhos do zagueiro que redundou no pênalti do 1o gol, a furada do 2o gol e ficou plantado no contra-ataque equivocadamente marcado que poderia ser o 3o gol do Galo.

Sobre a partida entre Paulista 2×3 Olímpia (logo no 1o parágrafo), aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/19/analise-da-arbitragem-para-paulista-2×3-olimpia/

Se você tiver interesse sobre assuntos de manipulação e dicas para percepção, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/20/manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-paulistao-a3-de-novo-o-ambiente-da-vulnerabilidade-e-notorio/

A respeito da fala do delegado, acompanhe a partir de 1:00:29, em: https://www.youtube.com/watch?v=ztwgu2dq12k&t=4257s

– O futebol não é algo sério: Daniel Alves, Flamengo e Torcidas.

O Governo liberou a possibilidade de até 30% da capacidade dos estádios para torcedores, ficando a cargo de autoridades estaduais e municipais regularem a fiscalização e permissão. No mesmo dia, a Inglaterra anunciou que não se deve ter torcedores nas arquibancadas nos próximos 6 meses. Quem está com a razão?

No Equador, o jogo do Flamengo estava confirmado, adiado, depois confirmado e com a necessidade de deixar o estádio em quarentena pós-partida. Levando em conta que o Del Valle, último clube que jogou com o Mengão testou TODOS como negativo, parece que os brasileiros é que foram imprudentes…

Por fim: Daniel Alves não viajou com o São Paulo pois estava lesionado com o braço. Mas postou foto com tamborim usando o membro machucado, feliz da vida. Se o clube não está em boa fase, é prudente tal postagem?

Falta no Brasil: seriedade, profissionalismo e… “semancol”

Esfera de futebol clássica no fundo preto | Foto Premium

– Qual o maior jogador brasileiro, depois da era Pelé?

A pergunta é bem objetiva: sendo Pelé o maior jogador de futebol de todos os tempos, depois de sua aposentadoria, qual o nome que mais se destacou no futebol brasileiro?

É claro que alguns lembrarão craques do passado: Garrincha, Leônidas, entre outros. Mas a questão é: no pós-Pelé?

Fiz uma lista (mas há espaço para a escolha de outros nomes):

Zico (o 1o grande craque que assisti) está na lista pelo meu saudosismo e sua categoria; Kaká foi Bola de Ouro! Edmundo arrebentou nos anos 90. Rivaldo, Ronaldo Nazário, Ronaldinho Gaúcho e Romário dispensam apresentações. Neymar, o nome mais expoente da atualidade.

Aproveite e deixe seu voto:

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– Que fase, Mengão… Os atletas com Covid_19 do Flamengo e a confusão de competência financeira e administrativa.

Do céu ao inferno?

Depois da sequência de títulos, o Flamengo amarga resultados ruins em campo (derrota por 5×0 na Libertadores), brigas internas e agora 6 jogadores com Covid_19: Diego, Filipe Luis, Michael, Isla, Bruno Henrique e Matheuzinho.

Muito se tem falado da gestão do clube. Há de se entender que gestão esportiva é diferente de outras áreas administrativas, como a de uma multinacional, pública, hospital… ela é singular em muitas nuances. Tem que ser “do ramo”, sem perder o profissionalismo. E há de se entender também que ter competência financeira é diferente de ter competência administrativa.

Por fim: lá no Equador, com tanto contato físico, “somente” 6 atletas estão contaminados?

Caos: 6 com covid-19, 5 contundidos e 1 suspenso. Flamengo - Prisma - R7  Cosme Rímoli

– O Brasileirão está muito chato!

Cá entre nós: os últimos jogos do Campeonato Brasileiro, em sua maioria, estão sofríveis. Partidas cansativas, jogos compridos (parecem durar horas) e falta de empolgação.

O equilíbrio é nivelado por baixo, a ousadia em buscar o jogo ofensivo é rara (o Atlético Mineiro é a exceção) e não se vê novidade. Até quando vemos acertos (como o do VAR cancelando um Cartão Vermelho equivocado em Botafogo x Santos), o jogo em geral não se torna atrativo e os pontos fortes são ofuscados.

Estamos diante de uma das piores temporadas do Brasileirão? Talvez. Mas que não se culpe a Pandemia por isso – pois ela, por si só, não é responsável pelos males do futebol tupiniquim.

Brasileirão 2020 não será igual a Champions. E vai até 2021 | Esporte Interativo

– A aglomeração que não podia existir numa simples cobrança de falta.

O Estádio Jayme Cintra, de propriedade do Paulista Futebol Clube, possui 68m x 105m (é a dimensão oficial mínima exigida pela FIFA para uma partida internacional entre profissionais). Portanto, corresponde a 7.140m².

Entretanto, um lance me chamou a atenção na partida de sábado: em determinado momento do 1º tempo, na partida entre Paulista 2×3 Olímpia, o posicionamento do Galo da Japi na cobrança de falta do Galo Alviceleste. Veja a imagem recortada:

Pois bem: dos 11 atletas do Paulista, há 10 dentro da Grande Área. Veja nesta imagem em preto e branco (para destacar as cores no posicionamento dos jogadores) os 10 atletas de Jundiaí frente os 5 de Olímpia. Abaixo: 

Repare mais, na imagem colorida (agora destacando as marcações do campo): os atletas estão na região do ponto penal (portanto, a 11 metros da linha de fundo). Se você considerar que a área de meta (a popular “pequena área”) tem 5,50m de cada lado + 7,32m da linha de meta, dá pouco mais de 200m². Observe:

Pensemos: com tanto espaço no campo, o posicionamento tão aglomerado é um convite para não ter uma sobra de bola! Se o campo tem 7140m², e o time ocupa somente 201,52m² numa cobrança de falta, obviamente o Olímpia estava muito melhor posicionado no restante do campo. Só tem 1 jogador fora deste agrupamento. Pior: existem 5 jogadores na barreira e um 6º atleta (o 9º elemento da imagem acima) agachado atrás dela, caso o chute fosse rasteiro e a barreira pulasse.

Realmente tudo isso é necessário? O chute foi mal cobrado, no meio da barreira, atingindo Jean. Se fosse rasteiro, era só não pular. E a sobra, para quem ficou?

Insisto e termino: sabemos que o campeonato recomeçou agora, mas um “amontoado” como esse (num espaço tão pequeno em um campo tão grande), sem preocupação em recuperar a posse de bola no possível rebote para um contra-ataque mortal, com um atleta isolado na frente, é algo evitável.

– Manipulação de resultados no futebol do Paulistão A3 (de novo)? O ambiente da vulnerabilidade é notório.

Antes de falarmos de mais um caso envolvendo fabricação de resultados no futebol do Interior de São Paulo,  considere o seguinte cenário:

Há 10 meses, a Globo mostrava como funcionava o esquema de manipulação de resultados na Série C do Cariocão (a 3a divisão do Rio de Janeiro). Vide no Globo Esporte, em: https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/esporte-espetacular-revela-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-rio.ghtml

Há 1 ano, o TJD-SP punia o Batatais por manipulação de resultados na série A3 paulista (a Terceira Divisão), suspendendo o clube por 240 dias e multando-o por R$ 70.000,00. Na apelação, o clube conseguiu redução de pena para 120 dias e em 2020 a decisão mudou para absolvição (acesse o site do TJD da FPF com os dados, em: https://futebolpaulista.com.br/TJD/Tribunal.aspx.

Há 2 anos, deflagrou-se a Operação Cartola no Futebol da Paraíba, envolvendo cartolas, clubes, jogadores, técnicos e árbitros, objetivando ver a combinação de resultados em sites de apostas. Tudo sobre isso no G1, em: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/stjd-denuncia-17-envolvidos-no-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba.ghtml

Há 30 meses, o União Barbarense era investigado por manipulação de resultados, envolvendo a A3, com o treinador sendo denunciado. Relembre no UOL, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2018/03/26/suposto-esquema-de-apostas-e-goleiro-improvisado-ditam-rebaixamento-em-sp.htm

Há 4 anos, a Operação Game Over prendia pessoas envolvidas em manipulação de resultados no futebol paulista, envolvendo A2 e A3. Faziam parte de um esquema que vinha da… Indonésia! A matéria, da Revista Veja, aqui: https://veja.abril.com.br/esporte/envolvidos-em-mafia-de-apostas-serao-denunciados-por-formacao-de-quadrilha/

Há 15 anos, tivemos a Máfia do Apito, impactando diretamente no Campeonato Brasileiro de 2005 (relembre como foi e o que aconteceu com os envolvidos em: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/27/serie-mafia-do-apito-espn-brasil/)

De todos os casos, é óbvio que o único que ganhou repercussão nacional foi o de 2005, envolvendo os principais clubes da Série A do Brasileirão. E aí vem a observação: os vigaristas se utilizam das divisões menores, dos clubes regionais e dos atletas em situação de vulnerabilidade financeira para promoverem suas ações criminosas. Se descobertos, repercute muito menos.

Tudo isso foi lembrado para pontuar: MAIS UM CASO envolvendo denúncia de manipulação de resultados no futebol brasileiro, de novo na série A3, agora na partida entre Barretos 0x4 Linense, partida na qual o “Touro” perdeu em casa para o “Elefante” com 2 gols de pênalti, além de um gol contra nos acréscimos, surgido de um lance posterior a uma incrível lambança do jogador que marcou seu auto-gol.

Sobre o que a Polícia disse sobre essa partida, denunciada pela SportRadar, que monitora fraudes em jogos de futebol, no link em: https://globoesporte.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/noticia/policia-de-sao-paulo-analisa-suspeita-de-manipulacao-em-barretos-x-linense-pela-serie-a3.ghtml

Cá entre nós: se avaliarmos as condições dos clubes da A3 paulista (e de tantos outros lugares do Brasil), não é um local permissível para os bandidos, especialmente no período pós-pandemia? Muitos clubes em situação delicadíssima (se fossem empresas já estariam falidos), treinadores agindo como “empresários de atletas” aos montes, jogadores com meses de salários atrasados, dirigentes com histórico duvidoso de conduta e outros envolvidos em situação precária, como árbitros, fiscais e demais personagens no futebol.

Por fim, sem julgar ninguém, nenhuma instituição ou partida específica, sejamos racionais:

– quando vemos um zagueiro “saindo errado para o jogo” e entregando a bola para o adversário;
– quando um recuo para a própria meta é tão descabido que vira um gol-contra;
– quando a escalação muda repentinamente e atletas sem condições de mostrar um futebol condizente com a divisão são levados a campo;
– quando cartões são facilmente recebidos por atletas sem nenhuma contestação;
– quando a mão na bola é vulgarizada e você fica se questionando como pode o erro ser tão infantil;
– quando um árbitro “caseiro / novato / fraco tecnicamente” é escalado justamente quando o time da casa precisa ganhar;
– quando o melhor atleta dos time é substituído sem justificativa estando em bom momento da partida;
– quando todo mundo se machuca numa partida e as cãibras surgem mesmo com o resultado adverso;
– quando os pênaltis são acontecidos de maneira tão bisonha; e,
– quando qualquer situação sai da normalidade e você se questiona se “é só ruindade ou existe má fé”…

Não existe, em todos esses casos, ao menos um “benefício da dúvida”? Insisto: sem especificar alguma partida, condenar alguém ou levantar algum questionamento particular, mas trazendo ao debate a grande preocupação: as autoridades não precisam estar mais atentas a tudo isso?

Um futebol mais forte, com equipes financeiramente mais preparadas, jogadores com melhores condições e dirigentes mais responsáveis, seria importante para todo mundo e evitariam situações como essas. E encerro com uma reflexão do jornalista Cláudio Carsughi, que nunca me esquecerei, dizendo mais ou menos com essas palavras a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol”:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Em 2006, o GAECO se reuniu com os árbitros da FPF que estavam na Pré-temporada do ano anterior e que tiveram algum contato com Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, os protagonistas da Máfia do Apito. Eu era um dos 40 ali presentes, e na fala dos promotores José Reinaldo Carneiro Bastos e Roberto Porto, os criminosos sempre vão para cima de quem eles estudam o perfil e crêem que participariam de esquemas, tomando cuidado em não abordar pessoas que denunciariam tudo. Foi o caso de Paulo César de Oliveira, que, quando levantado o nome de um convite a ele por parte dos bandidos, de pronto foi dito: “NÃO! Esse é honesto!”.

  • Um prazer ser deixado de lado por ser inviolável na sua integridade, não?

Que as autoridades apurem com Justiça o caso de “entrega” (ou não) do jogo citado, bem a investigação de outros jogos.

– Análise da Arbitragem para Paulista 2×3 Olímpia

Coisas estranhas no futebol: chute no ar em furada bisonha (cometida pelo zagueiro), não substituições de atletas podendo realizar 5 (mesmo com o time cansado, lesionado e recebendo atendimento médico – e havia suplentes para isso, ocorrendo somente em último caso) e zaga plantada esperando o ataque. Este foi o time do Olímpia, que venceu o Paulista! Some-se a erros de arbitragem e falhas cruciais do Galo na zaga (que originou o 1o gol do Galo Azul), além da falta de capricho nas finalizações.

Dito isso, sobre a atuação do juizão e seus assistentes:

Uma arbitragem novamente polêmica de Alysson Matias, segurando a partida com uma arbitragem mais rigorosa no começo do jogo e soltando-a no decorrer da disputa. Correu bem (apesar de parecer um pouco acima do peso, não comprometendo), se posicionou corretamente, deixou de marcar uma ou outra falta que poderia.

O seu maior acerto foi aos 17m, quando o zagueiro Fernando vai dividir uma bola e se joga com os braços abertos e a busca com a mão esquerda durante a queda. Pênalti bem marcado. Seu maior erro foi a marcação do pênalti aos 62m, convertido por Doriva: uma bola bate no pé do atleta e explode involuntariamente no braço. Impossível dizer movimento antinatural, foi natural e no susto. Erro grotesco.

O bandeira 1 Edson dos Santos inverteu dois laterais nos primeiros minutos, mas depois se comportou bem. O bandeira 2 Patrick André tentou ajudar o árbitro mas atrapalhou: marcou uma falta inexistente de Rodolfo e, aos 39 minutos, um erro absurdo de desatenção, marcando impedimento de Rodolfo que veio de trás. Literalmente “matou o contra-ataque”.

Enfim: arbitragem ruim pelos detalhes citados (pois foram relevantes) para um jogo razoável.

EM TEMPO: Série A3 tem suspeita de manipulação, segundo Polícia. Aqui: https://www.esportejundiai.com/2020/09/serie-a3-do-paulistao-tem-suspeita-de.html

– Everton, Coca-cola azul e James Rodriguez

Viram que legal a ação mercadológica da Coca-Cola na Colômbia?

Parceira do Everton, a Coca-Cola resolveu vender latinhas na cor do clube de futebol inglês (azul) na terra do novo craque do clube: James Rodriguez. O colombiano também é patrocinado pela empresa.

Não vale dizer que lembrou a Pepsi… não parece não, apesar da cor.

– São Paulo 2×2 River Plate, com 4 gols argentinos. E aí, Diniz?

Parece que a “batata está assando no Morumbi” para o treinador Fernando Diniz. Já o elogiei pela sua ousadia em atacar e trabalhar a bola, mas já o critiquei pelo destemperamento emocional e descuido da zaga.

Na verdade, pela tabela e pelos resultados, o River Plate (que ficou sem jogar por meses devido a pandemia, e que só empatou no Morumbi – mesmo tendo jogado melhor – por dois gols contras) já é o “bola da vez” na sua chave, devendo ser o 1o classificado. O Binacional é fraquinho, estará eliminado em breve. Portanto, o Tricolor luta contra a LDU pela 2a vaga.

Classificará ou será eliminado na 1a fase?

Aguardemos. Imagine o prejuízo financeiro em ser eliminado tão precocemente e a pressão que, caso isso aconteça, independente da qualidade do elenco, sofrerá Fernando Diniz.

São Paulo x River Plate: local, data, escalação e arbitragem