– Quem são os ultrajovens?

“Minha época” classifica as pessoas por gerações. Assim, quem nasceu entre 1928 a 1945 é a Geração do Silêncio; de 1946 até 1964, os Baby Boomers; de 1965 até 1980, a Geração X; de 1981 a 1997 os Millennials (ou Geração Y) e, agora, temos os Ultrajovens ou Pós-Millenais, que nascerão de 1998 para cá.

Veja que curioso:

Extraído de: https://epoca.globo.com/sociedade/noticia/2018/05/o-poder-dos-ultrajovens.html

O PODER DOS ULTRAJOVENS

por Nina Finco

A geração que vai romper (e já está rompendo) com tudo o que se quis e se imaginou

“Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem”, escreveu Carlos Drummond de Andrade no final dos anos 1960, em uma crônica que versava sobre o embate de um pai com a filhinha em torno de uma lasanha. Ele insistia, ela ignorava. Ele repetia, ela se mantinha firme em seu propósito. Ele tergiversava, ela o lembrava do que queria. Ela ganhou por coerência. Ele perdeu por não entender a dinâmica dos tempos. A premissa é mais atual do que nunca. A força do poder ultrajovem é inexorável.

De acordo com pesquisas recentes, se depender da geração que tem por volta dos 20 anos (a mesma idade de ÉPOCA), estão encrencados os hotéis, as lojas de departamentos, as cadeias de restaurantes, a indústria automobilística, o comércio de diamantes, a produção de guardanapos e de canudinhos, os programas de fidelidade de hotéis e de cartões de crédito, os jogos de azar, os bancos, a produção de amaciantes de roupa, o sonho da casa própria, a ideia de casamento estável, os acasos felizes, as viagens de cruzeiro, as emissoras de TV aberta, os políticos de ocasião, os planos de aposentadoria, Paris e até o milk-shake do Bob’s.

Eles resolvem a vida (para o bem e para o mal) pelo celular, sorvem coisas de cor verde (comer virou questão de identidade), têm um pendor para medicamentos identificados com uma tarja preta, passam a noite em claro, não se sabe se estão trabalhando ou relaxando, gostam de empunhar bandeiras universais, mas se preocupam mesmo é com sua persona nas redes sociais, pensam igual a quase todo mundo da mesma geração, comportam-se como adolescentes apesar de terem idade de adultos, tecnologia lhes é tão intrínseco como respirar, ser de esquerda é do jogo, ter o nariz em pé é condição sine qua non, gostam de Insta Stories porque ele dura pouco, arriscam tudo por terem pouco a perder, rechaçam qualquer coisa que contenha plástico, gostam de viajar para lugares onde podem mostrar novidades no Instagram. Eles são o que são ou são o que querem parecer ser?

“Eles se tornam personagens de suas próprias vidas, preocupados com narrativas, contextos, motivações. Estão sempre esperando pelo terceiro ato — que nunca chega”, disse um estudo da Box1824, conduzido pelos pesquisadores Sean Monahan e Sophie Secaf nos Estados Unidos, sobre o que chamaram de GenExit, a geração que opta por experimentar novas possibilidades identitárias, mais livres e menos deterministas, mas não menos disruptivas.

Ainda que esteja cansado depois de um dia longo, o estudante de publicidade Luigi Dalmolin, de 21 anos, só vai para a cama após um banho quente. Por isso, entre uma ensaboada e outra, Dalmolin assiste a vídeos no YouTube ou responde a mensagens no WhatsApp. Graças a uma providencial capinha à prova d’água, ele faz parte de uma minoria — surgida recentemente — que toma banho com o telefone celular dentro do box. Estar com o celular nas mãos o tempo todo como faz Dalmolin, conectado, com os olhos vidrados e os dedos tocando a tela, é um dos principais comportamentos identificadores dos ultrajovens (ou geração Y). São as pessoas nascidas entre 1982 e 2000 (segundo o Census Bureau, agência governamental encarregada pelo censo nos Estados Unidos), ou entre 1981 e 1997 (segundo o instituto de pesquisa americano Pew Research Center). Os jovens apresentam características que os diferenciam das gerações anteriores e refletem mudanças relevantes no mundo.

A principal distinção dos ultrajovens é a necessidade de estar conectado o tempo todo. Smartphones são sua porta de acesso ao mundo; 43% dos jovens são como Dalmolin: não vão ao banheiro sem seus celulares. O aparelho é tão importante que 42% deles afirmam que deixariam de ir à academia se não pudessem levá-lo.

A fixação por smartphones atinge outras faixas etárias, mas, no caso dos ultrajovens, deu origem à “era da distração”. A fartura de dispositivos conectados à internet está reduzindo cada vez mais a capacidade de concentração. No início de maio, Carl Marci, neurocientista e médico especialista em questões ligadas ao consumo e ao comportamento, esteve no Brasil para apresentar o resultado de pesquisas neurológicas realizadas por sua empresa, que faz parte da Nielsen Consumer Neuroscience, um braço da gigante teuto-americana de pesquisa.

Marci encara a tal distração como resultado da falta de tempo ocioso. Os “nativos digitais” não se enfadam, porque estão sob constante estímulo. Se estão na fila do mercado, não precisam “esperar”; é só sacar o celular e responder a uma mensagem ou dar uma conferida nas notificações das redes sociais e pronto: a fila andou rapidinho.

Mas há críticas também. uma delas aqui:

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– O oportunismo sobre o incêndio do Museu Nacional

A maioria dos brasileiros desconhecia sobre a existência do importante Museu Nacional. JK foi o último presidente a vista-lo (e faz tempo, hein). Aliás, e o Museu do Ipiranga, a quanto tempo está fechado?

Tudo isso (o triste incêndio) é fruto de anos de descaso. Mas eis que leio a seguinte postagem no Twitter do radical candidato a Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos:

Muito triste o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro, atingindo 20 milhões de itens da nossa história. Os cortes criminosos de Temer em recursos da Cultura e em investimentos estão condenando nosso futuro e destruindo nosso passado.

Ué, mas e o Minc, quando foi Ministro da Cultura e da linhagem do Boulos? Não poderia dar verba à UFRJ, a mantenedora do Museu? Isso é oportunismo, pois os amigos do próprio Guilherme Boulos, Lula e Dilma, nada fizeram também. Idem ao antecessor FHC. Creditar ao Temer, por mais defeitos que ele tenha, é sacanagem.

Se questione: e os valores que os artistas recebem pela Lei Rouanet? Não são (muito) maiores do que os destinados ao Museu?

Nessa época de Eleição, aparecerá muito oportunista tentando tirar proveito de tudo. Haja paciência para tanta demagogia…

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– Educar é Contar História

RESGATANDO – Cláudio de Moura e Castro, na sua antiga coluna semanal em “Veja” – (pg 30, ed 10 de junho de 2009), trouxe um texto que talvez seja a essência da educação de hoje: Educar é contar histórias. Um artigo inteligente, que nos faz pensar: como professores, cativamos nossos alunos com nossa performance? Como alunos, sentimo-nos atraídos pelas narrativas e contos dos nossos mestres, a fim de aprendermos algo?

“Bons professores eletrizam seus alunos com
narrativas interessantes ou curiosas, carregando
nas costas as lições que querem ensinar”

Abaixo, o ótimo trabalho de Cláudio de Moura Castro:

EDUCAR É CONTAR HISTÓRIAS

De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas “pedagogia de astronauta”. Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.

Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa.

Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos “pedagogos astronautas” e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.

Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: “Seja X a largura de um retângulo…”. De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: “Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?”. Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano “grosso” flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.

É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor “construir sua própria aula”, em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas – até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: “O bom artista copia, o grande artista rouba ideias”. Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se “colando” dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.

Claudio de Moura Castro é economista
claudio&moura&castro@cmcastro.com.br

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– Realidade Alternativa EUA X Brasil?

Leio que Fernanda Lima, modelo e atriz da Rede Globo, levou tempos atrás os seus filhos para passearem nos EUA. Ao contrário do que possa ser uma viagem de lazer familiar, o motivo era outro, segundo a moça:

Eu queria mostrar para as crianças uma realidade sem medo, para que elas vissem que existem lugares onde há regras e as pessoas se respeitam”.

Não podemos criticá-la. Afinal, por mais que sejamos patriotas, é inegável que a violência cresce aos olhos inoperantes das autoridades.

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– Coisas maravilhosas das artes em Sampa.

Há pouco encontrei esse senhorzinho sentado num lounge paulistano (foto abaixo). Jeitão de maluco, cara de louco, um pouco teimoso. Mas parece ser gente boa. Apelido de “Bertinho”.

Acho que tem alguma coisa acima da média nele… Talvez o QI?

#AlbertEinsteinestátua do Hospital Israelita Albert Einstein, no bloco A, no Morumbi.

– Índia: e o absurdo Machismo

Esse texto, abaixo, tem 9 anos. Mas não tem como não se impressionar…

Sobre as mulheres na Índia, compartilho:

MACHISMO INDIANO

Muito me assustou uma matéria publicada pela Revista Superinteressante deste mês de Junho/2009. Nela, há uma reportagem a respeito das Castas Indianas (tema que ficou na moda devido a novela da Globo). Mas o que impressiona são os números e hábitos das mulheres locais!

Na Índia, é um fardo para as famílias criar uma menina. Muitos abortos são cometidos, pois ter uma filha é um custo alto: a maioria das mulheres não trabalha, e ao crescer, ela é entregue a um novo e o pai dela deve dar presentes à família do noivo, o que inclui desde pedras preciosas até veículos!

Naquele país, apenas 48% das mulheres são alfabetizadas (e entenda alfabetizada na Índia o fato de apenas escrever o próprio nome.

Lá, abortar uma menina não é um pecado, mas uma “providência” (que absurdo!). Tanto que o governo proibiu que os médicos divulguem o sexo do bebê nas ultrassonografias, a fim de evitar o aborto. Muitos aceitam sacrificar sua filha, para que o primeiro filho seja homem e o pai possa “reencarnar” nele.

Devido a isso, hoje há 9 homens para cada mulher. Casar tem sido difícil, o que faz com que exista  o comércio cada vez maior de “compra de esposas”. Nas vilas pobres, troca-se mulher por búfalos. Amor no casamento? Lá não é assim… Amor se constrói aos poucos, depois de casado.

Quando a mulher fica viúva, ou o seu cunhado a toma por esposa, ou ela faz voto perpétuo de castidade. Ou seja, casamento de mulheres viúvas, não existe!

Em caso de divórcio, a mulher só tem direito as jóias que ganhou. Nada do marido deve pertencer a ela. E, como é perceptível até na novela, a esposa é proibida de citar o nome do esposo. Apenas deve chamá-lo de “Marido”. Em alguns vilarejos, ela só pode fazer as refeições depois do marido, pois é sinal de submissão a ele.

Modos e hábitos diferentes dos nossos. O que mais impressiona é que, para eles, nós somos os diferentes…

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– A Lei que socorre as Mulheres em dias de Menstruação!

Coisas de um mundo moderno e contraditoriamente primitivo: no Nepal, as mulheres costumam ser colocadas em cabanas isoladas de suas famílias nos períodos de menstruação. O costume local diz que é sinal de desgraça e azar para os maridos e seus lares quando o sangramento ocorre.

Preocupado com certos abusos, as autoridades de lá promulgaram uma lei que proíbe tal prática, revoltando nepalêses mais retirados. Uma das justificativas de quem defende a solitária, abaixo:

Se uma mulher menstruada entra na casa, 3 coisas acontecem: um tigre aparece, a casa pega fogo e o chefe da família fica doente

A frase acima é de Funcho, morador do Nepal e reproduzida na Edição da Revista Veja dessa semana (extraída do original no NYT), explicando os motivos do isolamento de mulheres menstruadas em seu lugarejo.

É esse o mundo do século XXI?

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– Você conhece o “Projeto Guri”?

Uma das coisas boas realizadas pelo Governo do Estado em conjunto com a Iniciativa Privada é o PROJETO GURI!

Lá, crianças têm oportunidade de estudar música e praticá-la com instrumentos cedidos pelo próprio programa. Gratuito, não exige comprovação de renda ou qualquer conjunto de condições prévias. Se pede, incondicionalmente, presença nas aulas, pontualidade e interesse.

Para quem é de Jundiaí, o pessoal do Guri oferecerá audições abertas em sua sede na Rua Barão de Jundiaí, além de uma apresentação no Polytheama.

Abaixo, na lousa:

– A Aldeia do Temer

Muito interessante: nosso presidente Michel Temer descende de uma família libanesa do interior do país. Um vilarejo onde ele é adorado, cuja população é repleta de primos.

Se tiver que fugir dos problemas de corrupção que estouram dos seus aliados do MDB, já temos um provável destino para ele…

Veja só, extraído de: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/13/internacional/1463162200_784930.html?id_externo_rsoc=TW_CM

A ALDEIA DOS TEMER NO LÍBANO FESTEJA A MUDANÇA DE GOVERNO DO BRASIL

Uma pequena aldeia do Líbano tem estado especialmente atenta ao Brasil nos últimos dias porque Michel Temer, filho de dois cidadãos locais, é desde quinta-feira o novo presidente interino do gigante sul-americano. Os familiares que ele ainda tem em Btaaboura e parte dos 300 moradores se reuniram nesta sexta-feira na rua principal, que, desde a última visita do então vice-presidente, em 2011, lhe rende homenagem. “Rua Michel Temer, vice-presidente do Brasil”, lê-se em português e árabe.

Com um spray de tinta na mão, Bassam Barbar, primo de Temer e prefeito do vilarejo, atualizou o cartaz, apagando a palavra vice. Mais de uma centena de moradores, entre os quais doze da família Temer, aplaudiram ao mesmo tempo em que uma jovem apresentava a dança do ventre ao som de tambores. “Estou muito orgulhoso de meu padrinho”, disse emocionado Alain Temer, estudante de engenharia civil de 21 anos e afilhado do novo chefe de Estado brasileiro. “Saiu de um povoado de 200 habitantes e hoje é presidente de um país de 200 milhões”, afirmou.

“Estamos muito orgulhosos e espero que represente os brasileiros tão bem como o fez com os habitantes do povoado de Btaaboura e do Líbano”, diz Barbar, o prefeito.

De Btaaboura, uma aldeia cristã greco-ortodoxa neste país de 18 confissões, situada 70 quilômetros ao norte de Beirute, emigraram os pais do presidente interino. Dedicado ao cultivo das azeitonas, como a maior parte dos filhos deste vilarejo, Nahul Temer buscou fortuna no Brasil em 1925. Levou os três filhos que tinham nascido em Btaaboura e teve outros três no Brasil. Somente Michel, de 75 anos, e o caçula, Abid, continuam vivos.

Nesta sexta-feira sua nomeação era festejada pelos moradores no Líbano – um país que está há dois anos órfão de presidente por falta de acordo entre os partidos, e apesar de ter chegado às últimas consequências –, depois da aprovação do afastamento de Dilma Rousseff.

“Orgulho” é a palavra que se escuta de boca em boca nesta aldeia em que Temer pisou duas vezes na vida. A primeira, como representante do Parlamento do Brasil, em 1997, e com a primeira esposa, com quem teve três filhas. A segunda, em 2011, já como vice-presidente do Governo e com a terceira mulher, Marcela, de 32 anos, com quem tem um filho.

Em Btaaboura dizem saber pouco da política brasileira, embora todos se apressem a eximir de qualquer acusação a quem consideram seu filho predileto: “Não acredito nas acusações de corrupção. Nem tampouco de um golpe de Estado, já que foi nomeado pelas instituições do país”, defende Nizar Temer, primo do presidente interino.

Nas ruas do vilarejo se escuta o português, herança dos laços que unem seus moradores com mais de 2.000 parentes assentados no Brasil. Mariam Bou Ghassam, na casa dos 60 anos, está de visita e foi cumprimentar a família Temer. Vive há 55 anos em São Paulo. “As pessoas no Brasil não estão contentes com a situação econômica. Espero que em dois anos Michel ponha as coisas no lugar”, comenta, otimista.

“Estudamos no mesmo colégio e sempre foi um aluno brilhante”, diz Elias Bajish, eletricista de 70 anos. Seus pais emigraram com os de Michel para Tietê, cidade brasileira onde ambos nasceram e cresceram. “Era uma cidade muito pequena onde só podíamos ir ao cinema ou passear nos parques. Hoje cresceu muito”, recorda. Na sala de sua casa, Nizar mostra as fotos tiradas com o primo Michel durante a visita que lhe fez no Brasil em 1997. Define-o como um homem inteligente, carinhoso e próximo. “Quando veio a Btaaboura em 2011 cumprimentou cerca de 2.000 pessoas, uma por uma”, observa. A casa vizinha à de Nizar, e que está em ruínas, pertence a Michel Temer. “Ele se emocionou ao vê-la”, diz a também prima Sumaya Temer, que guarda um retrato do pai de Michel em sua sala de refeições. Nenhum de seus primos conseguiu ainda entrar em contato com ele pelo telefone para cumprimentá-lo. E quando o fizerem, será em francês, diz Sumaya: “Porque Michel, embora entenda alguma coisa, não fala árabe”.

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– Ótimos e curiosos jogos antigos (RARIDADE)

Amigos, algo sensacional!

 

Meu amigo Ivan Gutierrez enviou uma seleção de jogos, gols e entrevistas históricas do futebol, desde os vídeos mais recentes até àqueles dos tempos em que não existia TV no Brasil!

 

Por exemplo: Domingos da Guia e Leônidas da Silva na Copa de 38; amistosos do Paulistano em 1925; Fla-Flu da década de 20! Abaixo:

Seleção Francesa 2 x 7 Paulistano (extinto clube de São Paulo) – amistoso em Paris, com Friedenreich, em 1925.
http://www.youtube.com/watch?v=D1kXX1nfXTk



Brasil 6 x 5 Polônia – Oitavas de Final da Copa do Mundo de 1938, na Itália,com Leônidas e Domingos da Guia.
http://www.youtube.com/watch?v=cecyhZCKu1w


Brasil 2 x 0 Iugoslávia – Primeira Fase da Copa do Mundo de 1950, com entrevistas de Barbosa, Bauer e Zizinho.

 http://www.youtube.com/watch?v=nocsH6NSOsA


Brasil 1×2 Seleção do Sul – Amistoso em 1983, com Pelé, que já havia parado de jogar desde 1977.
http://www.youtube.com/watch?v=w58uBRH_9y0


Brasil 1×0 Escócia – Torneio Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972, com Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivellino, etc…
http://www.youtube..com/watch?v=bJ2EV3c_2AY


Brasil 1×0 Tchecoslováquia – Amistoso em 1971, com Gérson, Tostão, Rivellino, etc…
http://www.youtube.com/watch?v=Eliy2TnLpG4


Brasil 2X2 Iugoslávia – Despedida de Pelé na Seleção Brasileira, em 1971, no Maracanã (RJ) – Só o Hino Nacional.
http://www.youtube.com/watch?v=_tJ70D3iBC4


Brasil 2×1 México – Amistoso em 1968, no Mineirão, com Pelé, Gérson e Jairzinho.

http://www.youtube.com/watch?v=Rz2ntNzh5q0


Brasil 6×2 Colômbia – Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970
http://www.youtube.com/watch?v=u-AEcsgitLQ


Brasil 3×3 Iugoslávia – Amistoso em 1968
http://www.youtube.com/watch?v=bNNX5-9Zcv0


Brasil 3×0 Iugoslávia – Torneio Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972, com Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivellino, etc…

http://www.youtube.com/watch?v=23GqQlz_TJc


Brasil 1×0 Portugal – Torneio Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972, com Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivellino, etc…

http://www.youtube.com/watch?v=_X621wX3lLg


Brasil 3×0 Argélia – Amistoso em 1965 – Erroneamente o vídeo diz que é em 1964.

http://www.youtube.com/watch?v=JtigxBO-Wj8


Brasil 1×2 Alemanha Ocidental – Amistoso em 1968, com Tostão, Gérson, Jairzinho e Cia.
http://www.youtube.com/watch?v=sAlpnh7ooyE


Brasil 2×1 Alemanha Ocidental – Amistoso em 1963, com Gilmar, Lima, Zito, Mengálvio, Dorval, Coutinho, Peé e Pepe (todos do Santos F.C.)
http://www.youtube.com/watch?v=9L7ogb_r5BA


Amistoso em 1989 – Com Pelé (que não jogou), Rivellino, Zico e Cia.
http://www.youtube.com/watch?v=nCSq-7z4zFc


Brasil 5×0 Holanda – Seleção Brasileira Masters (Luciano do Valle) – Copa Zico 1990

http://www.youtube.com/watch?v=QInv5eVD8eg


Brasil 3×0 Itália -Seleção Brasileira Masters (Luciano do Valle) – Copa Zico 1990

http://www.youtube.com/watch?v=lNuTWFbiq4A


Brasil 2×1 Alemanha – Seleção Brasileira Masters (Luciano do Valle) -Copa Zico 1990

http://www.youtube.com/watch?v=gL6NfUHwyGI


Brasil 1×2 Resto do Mundo -Amistoso em 1990, na Itália- Festa do 50° Aniversário de Pelé, que jogou!!!

http://www.youtube.com/watch?v=i70xvJguzxk


Brasil 1×2 Resto do Mundo -Amistoso em 1989 -Despedida de Zico da Seleção Brasileira.

http://www.youtube.com/watch?v=tfNLUkGiZyQ


Seleção Brasileira treinando na época de Pelé – Não era 1958 como diz o vídeo. Se vê pelo rosto de Pelé, que aqui nesse vídeo não tinha só 17 anos. Você não acha?
http://www.youtube.com/watch?v=xCXcaNJjJhw


Seleção de 1970 na Concentração.

http://www.youtube.com/watch?v=62wNvXb3wQA


Garrincha e Roberto Carlos (cantor), jogando sinuca.
http://www.youtube.com/watch?v=zNoASIwq5sI


Garrincha, em Pau Grande, sua cidade natal, em 1966.
http://www.youtube.com/watch?v=t59vZojUHQk


Mazzola (Altafini) confessa que se arrependeu de ter deixado o Brasil logo após a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, e ter trocado a Seleção Brasileira pela Italiana.

http://www.youtube.com/watch?v=XTt1Q_Pbdqs


Brasil 2×1 Uruguai -Taça do Atlântico – 1976 -Jogo que teve uma briga generalizada e que levou Rivellino a sair correndo em direção ao vestiário, caindo de bunda na escadaria do mesmo.
http://www.youtube.com/watch?v=UzKGtg_-y74


Documentário, fantástico, sobre Ademir de Menezes, o “Queixada”.
http://www.youtube.com/watch?v=k_K8PXhcbbs


Documentário, fantástico, sobre Zizinho, o “Mestre Ziza”.
http://www.youtube.com/watch?v=qrRQbTtgEeA


Matéria sobre Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”.
http://www.youtube.com/watch?v=-eZO-xDmOcA


Matéria sobre Domingos da Guia, o “Divino Mestre”

http://www.youtube.com/watch?v=0I3REVfnhX4


Entrevista com Zizinho no “Bola da Vez” da ESPN Brasil.
http://www.youtube.com/watch?v=kPgZa3J894A


Matéria sobre Heleno de Freitas

http://www.youtube.com/watch?v=Gyjdp_G-Eic


Matéria sobre Garrincha

http://www.youtube.com/watch?v=PjlfJ_YRThY


Matéria sobre Garrincha e o goleiro Barbosa.
http://www.youtube.com/watch?v=i1zWqSBnQZw


O adeus de Mestre Didi

http://www.youtube.com/watch?v=W6dh1ublVFw


Flamengo 0x1 Botafogo, em 1964, última partida de Nílton Santos pelo Botafogo.
http://www.youtube.com/watch?v=VzMcEUHjE7E


Fluminense 2×1 Vasco da Gama, em 1926.
http://www.youtube.com/watch?v=9v6ROadicRE


Fluminense 3×2 Sporting – Lisboa, em 1928.
http://www.youtube.com/watch?v=Wuk3aGO2cpI


Flamengo X Fluminense, década de 20.

http://www.youtube.com/watch?v=d5NofNPBAuM


Vasco da Gama – 1948

http://www.youtube.com/watch?v=ywMMuqU0ds8


Real Madrid 3×4 Vasco da Gama, em 1957.

http://www.youtube.com/watch?v=hesqCPCEamc


Bate papo com Nílton Santos.
http://www.youtube.com/watch?v=9Ll7zIMd_HY


Homenagem a Nílton Santos.
http://www.youtube.com/watch?v=opjAy6GHYng


Djalma Santos no “Juca Entrevista”.
http://www.youtube.com/watch?v=1dq-AQSFeFc


Coutinho, parceiro de Pelé no Santos F.C., no “Juca Entrevista”.
http://www.youtube.com/watch?v=2JxUYFpmuyk


Matéria sobre o goleiro Manga.
http://www.youtube.com/watch?v=BGr6yZsMglc


Homenagem ao Santos F.C. de 62/63.
http://www..youtube.com/watch?v=iMWIZcuLTsM


O goleiro, Gilmar dos Santos Neves.
http://www.youtube.com/watch?v=JbR7supU8mc


Luizinho – “O Pequeno Polegar”.
http://www.youtube.com/watch?v=6I1oVZEdjio


Clubes brasileiros que representaram a Seleção Brasileira.
http://www.youtube.com/watch?v=JQRpaOS84CM


Zagueiros Artilheiros
http://www.youtube.com/watch?v=nJV_J5B2HJc


Trio de Ferro X Argentinos, em 1948.
http://www.youtube.com/watch?v=mi8wVFTy3r0


Canhões do Futebol Paulista

http://www.youtube.com/watch?v=mesf07mSIaU


Lula falando do Corintians de 1954, Vasco da Gama de 1958, Garrincha e Ademir da Guia.
http://www.youtube.com/watch?v=2G8tcCBbzLU


Música homenageando Canhoteiro, o Garrincha da ponta-esquerda.
http://www.youtube.com/watch?v=aUgURzunXpY


Brasil 2×0 Inglaterra, no Maracanã, em 1959, com show de Julinho Botelho.
http://www.youtube.com/watch?v=cDBjtMJjQZc


Entrevista com Aparício Pires, jornalista que colocou o apelido de DINAMITE no craque do Vasco da Gama, em 1971.
http://www.youtube.com/watch?v=l3S5ReKMbFg


Corinthians 1×1 Palmeiras, em 1954.
http://www.youtube.com/watch?v=yX2O2cpZRQ0


Brasil X Zaire, Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, jogador do Zaire corre antes do juiz apitar a falta e chuta a bola.
http://www.youtube.com/watch?v=Q3MOCFYDTKc


Brasil 4×5 Bolívia, na Copa América de 1963 – “RARIDADE”

http://www.youtube.com/watch?v=wYkXmWmsA-g


Brasil x Peru, gol peruano, na Copa América de 1975,

http://www.youtube.com/watch?v=n4uDEmUf7nk


Seleção Brasileira na Concentração, em 1985 – Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=BH3Te3xFBo0


Brasil 1×1 Chile, Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990 (Itália), em Santiago (Chile). Nesse jogo, Romário começou a brigar antes do início da partida e foi expulso ainda no primeiro tempo. Mas o incrível é o gol do Chile no final do jogo.
http://www..youtube.com/watch?v=m0b_6T3G2i4

Ronaldo (Fenômeno) é convocado para a Copa do Mundoo de 1994, nos Estados Unidos.
http://www.youtube.com/watch?v=YJzRIO6RZdQ


O corte de Romário na Copa do Mundo de 1998, na França.
http://www.youtube.com/watch?v=Lh-RbRVy3uI


Zico explica a convulsão de Ronaldo “Fenômeno”, em 1998, na Copa do Mundo, da França.
http://www.youtube.com/watch?v=4bTu6MC6yqg


Seleçaõ Brasileira chega ao Haiti em 2004.
http://www.youtube.com/watch?v=sWHVXkIQnUg


O Brasil na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Matéria em Espanhol.

http://www.youtube.com/watch?v=WTQHW8V0xPY


A Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1954.
http://www.youtube.com/watch?v=Nahg2ZXsQAs


Brasil 6×1 Espanha, na Copa do Mundo de 1950, no Brasil.
http://www.youtube.com/watch?v=esy9N7dNTeU


Brasil 7×1 Suécia, na Copa do Mundo de 1950.
http://www.youtube.com/watch?v=snM2_rgW2MI

Arquivo espetacular, não? Acervo sensacional!

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– A censura da Peppa Pig!

O inocente desenho da Peppa Pig, adorado por 10 de cada 10 crianças devido a sua infantilidade, foi banido na China!

O motivo? 

Segundo a Imprensa Oficial daquele país, Peppa Pig é um:

“Ícone cultural subversivo e sua imagem está sendo explorada por pessoas que se afastam dos valores da sociedade, não estudam e não tem emprego fixo, a antítese da juventude que o Partido [Comunista da China] quer cultivar”.

Caramba, a doce porquinha e seus amiguinhos provocam tanto temor assim no Governo chinês? 

Infelizmente, esperar o quê de uma trupe de ditadores antidemocráticos? Se não fosse a força econômica (o mundo tem medo de perder os sino-dólares), todos estariam cobrando a mudança do regime.

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– Crendo em Adão e Eva literalmente. Mas ainda?

Sabe-se que o livro do Gênesis, em seu princípio,fala sobre a criação do universo pelo Pai. Deus é contado em uma forma novelística, romântica e simples, para mostrar às gerações que Ele é o autor da vida e Senhor de todas as coisas.

Nesta história de amor, a humanidade é representada por Adão e Eva, mostrando como o pecado corrompeu as pessoas. Entretanto, há ainda aqueles que não conseguem aceitar que o homem e a mulher criados pelo barro e com o sopro divino são uma expressão poética. Neste rol de fiéis estão radicais fanáticos que se apegam literalmente ao texto da Sagrada Escritura e outras pessoas de fé mais simplória. Na outra ponta, muitas vezes composta por incrédulos e ateus, há aqueles que entendem o Gênesis como uma fábula inadmissível, onde não compreendem (ou não aceitam) que a Criação e as criaturas são obras da existência de Deus, independente dos personagens moldados da Bíblia e ali simbolizados para entendimento e catequese mais pura..

A questão é: Adão e Eva são amados e odiados por várias pessoas nos dias atuais, e um renomado professor de Harvard faz sucesso mundo afora tentando explicar a rixa entre evolucionistas e criacionistas.

Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/adao-e-eva-do-paraiso-ao-inferno/

ADÃO E EVA, DO PARAÍSO AO INFERNO

Professor de Harvard, Stephen Greenblatt conta por que a parábola do pecado original caiu em desgraça após dois milênios, ainda que milhões de pessoas nela acreditem

A história de Adão e Eva parece ter caído em desuso em um tempo que o debate sobre os gêneros abalou a dicotomia tradicional dos sexos. Há quem diga que o casal do Gênesis vive até hoje um exílio iniciado em 1859, quando o naturalista britânico Charles Darwin refutou o criacionismo ao publicar “A Origem das Espécies”, obra que demonstra que a evolução dos seres vivos se deu por seleção natural, e que o homem dominou os outros animais não por ter sido feito à imagem de Deus, mas porque usou da inteligência para resolver suas necessidades. Mesmo após a ciência ter condenado ao inferno a parábola do pecado original, ela continua a ser seguida e admirada por milhões de pessoas. O que explica a admiração tanto de devotos como de descrentes?

O escritor Stephen Greenblatt, de 74 anos, professor da Universidade Harvard, investiga as razões de sua eficácia milenar no livro “Ascensão e Queda de Adão e Eva”, de 2017, lançado agora pela Companhia das Letras. Fascinado pela fábula adâmica, mesmo dizendo ser um cético de formação judaica, o autor questiona como uma história que ocupa uma página e meia do Gênesis ainda se impõe. E se adianta em fornecer a resposta: a aventura da transgressão de Eva e Adão e sua expulsão do Jardim do Éden se esquiva das elaborações mentais complexas. “Tudo o que ela gerou parece ter recorrido a uma energia original inesgotável”, afirma. “Como se o seu âmago fosse radioativo.”

A SERPENTE

Greenblatt levanta a genealogia da lenda, descreve os períodos em que ela gozou de alta reputação e os em que foi duramente criticada, além de analisar sua repercussão junto à posteridade. A “história das histórias” foi escrita entre os ano 600 e 500 a.C., durante o exílio dos hebreus na Babilônia, como uma resposta às cosmogonias arcaicas, como as epopeias sumérias “Enima Elish” e “Gilgamesh”, de 2 mil anos antes, que abordam respectivamente o dilúvio universal e a origem do homem. Em vez de peripécias de deuses promíscuos que se matam e cometem atrocidades, o narrador hebreu do Gênesis buscou fornecer dignidade à espécie humana. Adão foi plasmado à imagem de Javé. Quando o casal prova o fruto do conhecimento por incentivo da serpente, é expulso do paraíso, forçado a se alimentar como os animais e a trabalhar para sobreviver. Começava a história humana.

A universalidade de tal exemplo se deve à formulação da narrativa, que constitui a base das três grandes religiões monoteístas. “A história de Adão e Eva fala a todos nós”, afirma Greenblatt. “Trata de quem somos, de onde viemos por que amamos e sofremos. “

Mesmo contestado por gerações de pensadores, o mito capta como a espécie humana trata o trabalho e a morte. Desde Antiguidade, a premissa segundo a qual Javé criou uma armadilha ética para o casal virou objeto de comentários, nem sempre positivos. Se a história é inventada, ela se tornou convincentemente real e ganhou vida por meio da representação de escritores, filósofos e artistas. Greenblatt destaca o “instantâneo” pintado em 1504 pelo artista alemão Albrecht Dürer, no qual ele surpreende o casal um segundo antes de aceitar o convite da serpente.

Para além das controvérsias, a cena em que Deus sopra vida nas narinas de uma criatura de barro codifica uma verdade, de acordo com Greenblatt: a da força da narrativa que molda uma cultura. “Em algum momento num passado imensamente distante foi um sopro que deu vida a Adão, o sopro de um contador de história”, diz.

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PECADO ORIGINAL “Adão e Eva” (1504), de Albrecht Dürer: “retrato” do casal no último segundo de inocência

– A velha polêmica da transfusão de sangue em Testemunhas de Jeová

Sou, há décadas, doador voluntário de sangue e sei o quanto tal causa é importante. Não existe nada que substitua o sangue humano, e ele ajuda a salvar vidas.

Apesar de eu respeitar todas as crenças e costumes, pesa-me ler uma notícia como essa acontecida no Interior de SP: um hospital entrou na Justiça para poder salvar a vida de uma criança que precisava de transfusão de sangue, mas foi proibida pelo fato da religião não permitir.

Abaixo, extraído de: Notícias.uol.com.br/Saúde

JUSTIÇA AUTORIZA TRANSFUSÃO DE SANGUE EM BEBÊ DE PAIS TESTEMUNHA DE JEOVÁ

Por Lucas Borges Teixeira

A Justiça de São Paulo autorizou, na última terça-feira, que a Santa Casa de São José do Rio Preto (SP) realizasse uma transfusão de sangue em um bebê recém-nascido, internado no hospital. Os pais, fiéis da religião Testemunha de Jeová, haviam negado o procedimento. 

Nascido no dia 14 de abril, o bebê foi admitido à UTI Neonatal do hospital após apresentar problemas de coagulação, sangramento digestivo e anemia. De acordo com os médicos do hospital, a transfusão de sangue era indispensável para salvar sua vida.

Ao serem consultados, os pais da criança, Maria Eleni e Reizinaldo, negaram a operação. Em uma carta escrita e assinada por eles, reconheceram o problema do filho, mas não liberaram o procedimento.

“Estou ciente que meu filho corre risco de sangramento ativo a qualquer momento com risco de morte”, diz a mensagem. “E mesmo assim sabendo de todos os riscos e gravidade não autorizo as transfusões sanguíneas.”

De acordo com o processo judicial, o motivo da negativa seria a religião dos pais. “Ressalta que os genitores do menor são seguidores da crença de Testemunha de Jeová e que tal crença não permite o procedimento clínico indicado, posto que seus adeptos não admitem transfusão de sangue”, diz a liminar à qual o UOL teve acesso.

Ciente do risco da criança, a Santa Casa entrou na Justiça para forçar a realização da operação. Em decisão do juiz Lavínio Paschoalão, a 1ª Vara Cível de São José do Rio Preto concedeu o pedido de tutela cautelar antecedente ao hospital para que este realizasse o procedimento.

“A documentação que veio acompanhando o pedido inicial revela o estado grave em que se encontra a criança, de molde a não prescindir da transfusão sanguínea, o que, como alega a autora na inicial, se mostra provável, revelando, pois, a presença do periculum in mora [perigo de demora]”, afirma o juiz a medida liminar.

“Preservada a garantia constitucional do direito a crença e culto religioso, o direito à vida é de ser tutelado em primeiro lugar pelo Estado”, argumentou Paschoalão.

O procedimento foi realizado no mesmo dia. Nesta quinta-feira (26), a assessoria do hospital informou ao UOL que a criança estava em estado estável, mas seguia na UTI Neonatal sem previsão de alta.

– 121 anos de Pixinguinha!

No dia 23 de abril de 1897 nascia Pixinguinha, o pai de um dos ritmos mais prazerosos de se ouvir: o Chorinho! Por isso, hoje se celebra o Dia do Chorinho!

Carinhoso é o carro-chefe das suas obras-primas. Mas sabia que a letra da canção só veio anos mais tarde, com o compositor João de Barro?

Ouça essa maravilha: http://www.youtube.com/watch?v=EGWg4YpS1ls