– Multas para pedestres que usam telefone celular enquanto caminham!

Ôpa: multa para quem atravessar a rua com celular?

Calma, é lá na Califórnia… e foi uma ideia de anos atrás.

Mas e se fosse aqui no Brasil?

Extraído de: https://t.co/uP22jhYZJA

CIDADE NA CALIFÓRNIA VAI MULTAR QUEM ATRAVESSAR RUA TECLANDO OU FALANDO AO CELULAR

Multa, que começa a ser cobrada em agosto, pode chegar a R$ 1.622.

Uma cidade da Califórnia, nos EUA, proibiu os cidadãos de teclarem enquanto atravessam a rua.

A cidade de Montclair informou que a proibição está valendo desde 3 de janeiro.

Também fica proibido falar ao celular ou usar fones de ouvido durante a travessia.

O administrador Edward Starr disse que copiou a lei de uma semelhante aprovada ano passado em Honolulu, Havaí.

Por enquanto, quem desobedecer a lei levará apenas uma advertência, mas a partir de agosto haverá multas: US$ 100 (R$ 324) para a primeira vez, US$ 200 (R$ 649) para a segunda dentro de 12 meses e US$ 500 (R$ 1.622) para as demais.

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– A Nova Prioridade do Planeta China: banheiros para todos!

Um dos péssimos hábitos da atual e moderna China é o antigo costume de urinar em público.

Está apertado? Ache um cantinho e…

Pois é. Para acabar com esse constrangimento das autoridades, o Governo Chinês investirá R$ 10 bilhões para construir banheiros públicos no país.

Abaixo, os planos ambiciosos das autoridades,

Extraído de: http://epoca.globo.com/mundo/noticia/2018/01/china-elegeu-reformar-e-modernizar-os-banheiros-sua-prioridade-na-nova-era.html

A CHINA ELEGEU REFORMAR E MODERNIZAR OS BANHEIROS SUA PRIORIDADE NA NOVA ERA

Por Vivian Oswald, de Pequim

A vendedora da pequena e charmosa butique vizinha a um dos banheiros públicos de Dashilan – um descolado hutong, como são chamados os bairros das tradicionais casas chinesas, da capital – se queixava do cheiro forte do vizinho com quem divide parede. Dizia que o odor afastava a clientela. Não mais. O banheiro foi reformado e já não incomoda. Este e tantos outros passaram por mudanças significativas para agradar turistas chineses e estrangeiros. Muitos ganharam novo visual e vasos sanitários que só faltam falar – e vão para o lugar daquelas precárias louças encaixadas no chão.

A China elegeu suas prioridades. Ao se preparar para entrar na Nova Era, anunciada em outubro passado pelo presidente Xi Jinping durante o 19º Congresso do Partido Comunista, o país escolheu dar início a uma nova revolução: a dos banheiros. “A China precisa de melhoras nos seus banheiros para construir uma sociedade civilizada e incrementar os padrões de higiene do povo”, pregou o líder chinês, prestes a iniciar seu segundo mandato agora em março.

Xi pediu aos membros do partido que continuem a modernizar os banheiros turísticos ao mesmo tempo em que expandem o projeto para o resto do país, sobretudo para as áreas rurais e regiões mais remotas. Em suas visitas às áreas rurais, o mandatário faz questão de saber se a população usa esses banheiros, que nada mais são do que um buraco no chão, sem sistema de água, nem esgoto. Nos hutongs, mesmo nos grandes centros urbanos, os banheiros públicos são as únicas opções para os moradores das casas, que, em geral, não têm um sanitário exclusivo para atender a família. Não raro, veem-se chineses passando de pijama à noite, ou bem cedo, com cara de aperto, pelas ruelas.

A revolução do Xi(xi) começou com uma campanha lançada em 2015 pelo Escritório de Turismo para melhorar as condições dos banheiros públicos nas áreas mais turísticas. Estabeleceu-se, então, uma meta de construção e renovação de 57 mil banheiros de turismo para o período de três anos. Como quase tudo na China, o objetivo foi cumprido antes do prazo. Ao todo, foram construídos e renovados 68 mil banheiros, quase 20% a mais do que o previsto, segundo dados atualizados em outubro passado. Agora, eles acabam de anunciar a nova meta para o próximo triênio. De 2018 a 2020, serão pelo menos 64 mil banheiros de turismo, dos quais, no mínimo, 47 mil novos e 17 mil renovados.

A tal revolução dos banheiros já teria custado mais de US$ 150 milhões. O foco agora vai para o interior, sobretudo nas zonas rurais, no centro e leste do país. Está sendo criado um regime de avaliação e fiscalização da sociedade. Uma pesquisa mostra que 80% dos turistas chineses se disseram satisfeitos com a melhora dos banheiros. Não é para menos. Mesmo em Pequim, as condições de alguns dos milhares de banheiros públicos que existem pela cidade chocavam os estrangeiros. Os chineses não se constrangem com o velho hábito de usar o espaço público como banheiro. No interior da China, por exemplo, na região autônoma de Ningxia, muitos camponeses nem sequer têm banheiro dentro de casa. Alguns têm de usar latrinas cavadas na terra ao lado da casa ou caminhar até 500 metros para encontrar um banheiro público.

De acordo com dados da Fundação Bem-Estar Público Yu Ting, cerca de 80% das áreas rurais de Xinjiang e do Tibete têm uma situação considerada severa. A entidade, primeira organização não governamental a cuidar exclusivamente do tema dos banheiros, foi criada pelo milionário Qian Jun. Nascido em Kunshan, na província de Jiangsu, a mais densamente povoada da China, ele decidiu largar o império que construiu nos setores de logística, finanças e alimentação para dedicar-se à filantropia depois que descobriu um câncer em 2011, quando tinha 34 anos. De lá para cá, Gian Jun já gastou cerca de US$ 3 milhões com banheiros e, por isso, passou a ser conhecido como “Zé Banheiro”. A ideia deste empreendedor não é apenas reformar os sanitários, mas mudar a cultura das pessoas. Isso pode até virar um bom negócio. Alguns modelos começam a ter marca registrada e a ser vendidos para empresas e governos de províncias interessados em conduzir as suas reformas.

Em um país diverso como a China, até o design de banheiros precisa ser discutido com atenção. Isso porque nas áreas remotas do Tibete, por exemplo, é preciso levar em conta as caraterísticas das vestes usadas pela população, com uma das mangas muito mais longa do que a outra. Além de tocar projetos para a construção de banheiros sustentáveis em universidades e sanitários dignos no interior do país, ele quer que a Universidade Tsinghua, uma das mais prestigiosas da capital, inclua no seu currículo uma nova “especialização em banheiros”, que poderia estar vinculada à Faculdade de Meio Ambiente ou à de Direito.

Ainda no final de 2015, o Ministério de Habitação da China fechou um acordo de cooperação com a província de Ningxia, que se tornou um projeto experimental da revolução dos banheiros na zona rural. A província estabeleceu pontos experimentais em 22 cidades. Na cidade de Qingtongxia, foram renovados 1.300 banheiros nos últimos três anos. Diante dos bons resultados, a província acaba de anunciar uma meta de renovar os banheiros usados por 300 mil famílias até 2020. Nas cidades grandes, alguns terão até luxos que não se costuma ver em banheiros mundo afora, como carregadores de celular, Wi-Fi, ar-condicionado, aquecimento, máquina de água e sucos e tal. O fato é que, como tudo na China, o movimento tem tomado proporção tamanha que acaba de ser lançado um aplicativo de banheiros para a população. Tem sido chamado de “o Uber dos banheiros”. Ali, o usuário tem acesso a cerca de 330 mil sanitários disponíveis à sua volta em toda a China, numa área chamada “nuvem nacional do banheiro público”, com as informações sobre as facilidades e horários de funcionamento.

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VIDA PRIVADA – O plano prevê 64 mil novos banheiros para uma população de 1,4 bilhão de pessoas (Foto: divulgação)

– O Carnaval começou, oficialmente, hoje? Nada disso…

Eu não curto Carnaval… mas como hoje seria uma 3a de folia (e não pode ser por conta da pandemia), fica o repost de 2 anos atrás. Abaixo:

Oficialmente, hoje é dia dos festejos do Carnaval (mesmo tendo começado antes). Tem muito folião festejando por aí! Há aqueles que esperam ansiosamente a época carnavalesca.

É cultura, gosto, modo de viver… Eu viveria muiiiiiito bem sem ele, mas respeito quem curte.

Pra mim, a época seria boa para descansar se não fosse necessário trabalhar. Aliás: não me entra na cabeça a rede bancária estar fechada na 2a feira, ontem, por culpa do Carnaval!

E você, o que acha das comemorações carnavalescas? Deixe seu comentário:

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– Festa de São Valentim: o verdadeiro Dia dos Namorados no Mundo

Aqui no Brasil, credita-se a Santo Antonio a fama de padroeiro dos namorados e santo casamenteiro. Entretanto, o verdadeiro padroeiro dos casais apaixonados, mundo afora, é São Valentim, que se celebra hoje.

Porém, como seria inviável dois dias dos namorados por aqui, comercialmente se aproveitou a data e transformamos o dia mundial dos namorados em DIA DA AMIZADE. Aliás, quantos “dias do amigo” temos no Brasil, já perceberam?

Gostou, ou é muito artificial?

Se não gostou, olha o porque São Valentim é o dia mundial dos namorados (da Wikipedia):

SÃO VALENTIM E SUA HISTÓRIA

São Valentim (ou Valentinus em latim), é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim.  O imperador Cláudio II, durante seu governo , proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistar-se-iam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.

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– Por quê insistir no Carnaval Clandestino?

Eu não gosto do Carnaval (minha humilde opinião em outra oportunidade, aqui: https://wp.me/p4RTuC-oJ8), mas respeito quem curte a folia. Não é “minha praia”, definitivamente…

Porém, me assusto com a neurose (ou carência, ou insistência) em promover a farra a qualquer custo. Festas clandestinas se espalhando por diversos lugares até com senha para fugir da fiscalização.

Que loucura!

Abaixo, extraído de: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/02/13/local-secreto-e-venda-com-senha-festas-driblam-fiscais-no-carnaval-do-rj.htm

LOCAL SECRETO E VENDA COM SENHA: FESTAS CLANDESTINAS DRIBLAM FISCAIS NO CARNAVAL DO RJ

Produtores de festas lançam mão de diferentes táticas para fugir da fiscalização no Rio e promover eventos durante o Carnaval, oficialmente cancelado na cidade.

Venda de ingressos mediante senha e sem revelar o local do evento —informado somente horas antes da festa— estão entre as soluções de quem tenta burlar as regras.

Para conter blocos e festas clandestinas, a Prefeitura do Rio monitora redes sociais e sites de vendas de ingressos. Com o cerco mais fechado, a saída tem sido listas de transmissão e grupos no WhatsApp, além de mecanismos de segurança dos próprios sites de vendas de ingresso.

A empresa Party Industry, por exemplo, organiza entre sábado (13) e terça-feira (16) quatro eventos com ingressos de R$ 90 a R$ 700. As informações são repassadas pelo WhatsApp com informações básicas: horário, duração, artistas convidados, link de compra e uma senha de acesso.

Sem senha, não se consegue comprar ou sequer encontrar o evento no site de vendas. Nas páginas, vê-se que a maioria dos eventos omitiu informações de local ou descrição sobre os artistas convidados.

A única festa organizada pela Party Industry que tem mais detalhes na página de vendas é a Folklore, marcada para segunda (15). Com bebida liberada e ingressos de até R$ 400, os organizadores prometem 8 horas de evento. Entre os convidados anunciados está o Bloco 442, que assinou no início do ano manifesto pela não realização do Carnaval. Questionada pelo UOL, a produção da banda reforçou, na manhã de hoje, que não irá realizar nenhum evento no feriadão e pediu informações sobre a divulgação do evento em que consta seu nome.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública informou ao UOL que não são todos os eventos no Rio que estão proibidos durante o Carnaval. Estabelecimentos que já tenham sido liberados para funcionar e cumprirem medidas de segurança, como distanciamento entre mesas e público reduzido, não precisam cancelar seus eventos no feriadão.

Para a pasta, eventos que omitem informações e exigem senha para venda de ingressos têm características de festa clandestina. Esses também estão sendo monitorados.

A Party Industry não respondeu à reportagem —poucos minutos após o primeiro contato, a empresa retirou seu nome da organização dos eventos no site.

Pagamento via PIX

Outros organizadores de eventos encontraram formas ainda mais difíceis de serem monitorados, fora dos sites tradicionais de vendas de ingressos.

O esquema é o seguinte: é criada uma página gratuita na internet, com os valores dos ingressos. O interessado tem que acessar a página, descobrir o valor, fazer um PIX para o número de celular disponibilizado e enviar para um e-mail os dados básicos para retirada de ingresso. O local do evento só é informado horas antes da festa.

Ao menos três festas usam o mesmo esquema para atrair pagantes. O UOL tentou contato com os três números disponíveis, mas somente um atendeu a ligação. Sem se identificar, a reportagem perguntou se seria possível informar ao menos a região da cidade em que o evento acontecerá. Um homem, que não quis falar o nome, pediu desculpas: “Não posso, meu amor, por questões de segurança. Se você comprar, a gente informa por e-mail duas horas antes do início da festa”.

Fiscalização

A prefeitura reforça que eventos poderão ser cancelados. Ainda não há um processo simples para reaver dinheiro transferido via PIX e, portanto, há o risco de prejuízo financeiro para quem comprar ingresso de festa clandestina.

Comboios com auxílio da Polícia Militar irão fiscalizar a cidade a partir de informações obtidas por esses sites, blogs e denúncias recebidas pela Central 1746.

A Guarda Municipal também estará nas ruas com a “Operação Caça Bloco”, com 490 agentes fiscalizando todos os dias ruas, praças e pontos tradicionais de festas para coibir blocos clandestinos.

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– Os novos BBBs: respeite-se quem gosta, mas… eu não curto!

O Big Brother Brasil está de volta nesta semana, na sua 21ª edição. E haja fôlego para tantas edições brasileiras, já que em muitos países, a fórmula cansou.

Vejo muita gente comentando sobre o programa nas Redes Sociais, e às vezes me sinto um “alienígena” lendo nas timelines (ou melhor, rolando as telas) sobre o assunto.

Ouvi no “Morning Show” da Rádio Jovem Pan que, às vésperas da estreia, a Globo divulgou os “feitos dos participantes”, uma espécie de “marco relevante” do participante. E aí me assustei!

A apresentação começou com um mórmom, que abandonou em um primeiro momento a religião pois se descobriu gay, mas que voltou a ser missionário. Hoje, se considera um religioso homossexual que gosta de mulher (!!!)

A segunda revelação foi de uma moça que “ficou” com uma princesa negra lésbica africana (esse foi o grande feito).

Um terceiro: concilia a criação de uma calopsita e duas chinchilas. É sério mesmo?

Enfim, depois da sequência de anônimos com algo diferente / surpreendente / extravagante, vieram os famosos. Uma youtuber que confundiu Picasso com Romero Brito, outra que cuspiu na boca de um gato e foi “cancelada”(eca!) e outros artistas, destacando-se o galã cantor Fiuk, um cara em fase “Zen”, que perdeu os talentos de seu pai, Fábio Jr.

Ufa, para quem não assiste, sei muito, não? kk

A verdade é: a indústria do entretenimento promove eventos para todos os gostos. Se você curte BBB, delicie-se!

BBB21: saiba quem são os participantes | BBB21 | Gshow

– Xhosa: você saberia falar essa estranhíssima língua?

Ela é falada por alguns poucos africanos, mas já pode ser ouvida em Holywood e em milhões de salas de cinema. Mais incrível do que isso: ela existe de verdade!

A língua chamada “xhosa” é uma das mais estranhas par se entender, para aprender e para, acredite, pronunciar seus sons com estalos.

Mais popularizada pelo herói Pantera Negra, da Marvel, ela tem tudo para ser discutida sobre suas exóticas características ao aparecer nas telonas. Conheça alguns detalhes curiosos sobre ela,

Em: https://super.abril.com.br/ciencia/conheca-o-idioma-africano-que-sera-falado-em-pantera-negra/

CONHEÇA O IDIOMA AFRICANO QUE SERÁ FALADO EM “PANTERA NEGRA”

O xhosa, língua de Nelson Mandela, tem 15 gêneros, palavras que mudam de significado conforme a entonação e consoantes-clique – feitas estalando a língua.

Por Bruno Vaiano

Pantera Negra, que estreia no Brasil em 15 de fevereiro, será o primeiro filme do Universo Marvel protagonizado por um negro. No longa, o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) luta para assumir o trono de Wakanda — um reino africano fictício — após a morte de seu pai, narrada em Capitão América: Guerra Civil.

Embora os diálogos, por motivos óbvios, aconteçam quase todos em inglês, volta e meia os fãs ouvirão uma frase em xhosa, a língua natal de Nelson Mandela e um dos onze idiomas oficiais da África do Sul. O público já teve uma palhinha disso em Guerra Civil, quando o ator sul-africano John Kani —  que faz T’Chaka, pai de T’Challa — convenceu a equipe a deixá-lo conversar com o filho em xhosa. “Eu perguntei aos diretores, ‘por que eu estou falando inglês com o meu filho? Não era para nós sermos da África?’”

O xhosa é a língua natal de 8,2 milhões de pessoas, e é falado como segunda língua por 11 milhões — a maior parte delas mora no sudeste do país de Mandela, mas você pode ver um mapa de distribuição geográfica mais detalhado aqui. Embora ele possa ser escrito com o alfabeto latino, suas semelhanças com o português param por aí.

A primeira característica bacana do xhosa é que ele é uma língua tonal. Isso significa que a entonação que o falante dá a uma palavra muda seu significado. Em português, não importa se você lê a palavra “carro” como uma exclamação (“carro!”) ou como uma pergunta (“carro?”). Ela continua se referindo a um veículo de quatro rodas. Em xhosa, essa pode ser a diferença entre pasta de dente e papel higiênico. Há outras línguas com mecanismos parecidos, como o chinês – em que tāng (湯) é “sopa”, mas táng (糖) é “açúcar”. O sinal gráfico, nesse caso, não indica a tônica da palavra, mas o tom da pronúncia.

Como a melodia da fala carrega tanto significado quanto as sílabas em si, é possível transformar recados em música. No século 19, missionários europeus notaram que muitos povos africanos falantes de línguas tonais (não necessariamente o xhosa) usam tambores para enviar mensagens por longas distâncias. A conversão de palavra em percussão é um truque bem mais sofisticado que o código Morse aplicado pelos telégrafos da época, e demorou anos para ser decifrada pelos colonizadores — a SUPER tem até uma matéria para explicar como funciona.

ELE, ELA, ELO, ELU, ELI, ELIS…

O português só tem dois gêneros: masculino e feminino, “ele” e “ela”. Isso nos leva a crer que gênero, para um linguista, tem alguma coisa a ver com sexualidade. Errado: gênero, na gramática, é usado no sentido de categoria, e o xhosa tem 15 categorias. Segundo este artigo científico, as categorias 1 e 2 costumam ser usadas com seres humanos. A 3 e a 4, com plantas. Ferramentas vão para 7 e 8, e coisas finas e compridas caem na 11. Pior: essas são só tendências estatísticas. Pode acontecer de uma ferramenta cair em uma categoria gramatical normalmente atribuída a plantas, e você precisa saber essas exceções de cor para não errar.

Fica ainda mais difícil quando você se dá conta de que vários elementos das frases precisam concordar com o gênero a que o substantivo pertence. É como se, além dos artigos “o” e “a” (como em “o telefone” e “a árvore”), também houvesse “u”, “i”, “g” etc. Em outras palavras, se você estiver aprendendo xhosa e se esquecer do gênero de uma palavra, você só tem 6% de chance de chutar a concordância e acertar. Nunca foi tão difícil passar de ano.

FICA MELHOR: CLIQUES

Como se tons e 15 gêneros já não fossem dificuldade suficiente, o xhosa tem mais uma carta na manga: consoantes clique. Sabe o som que você produz quando estala a língua nos dentes (como algumas crianças fazem para imitar cavalos?) Pois é, em xhosa isso pode ser uma consoante, com tanto significado quanto “b” ou “c”, e representada pela letra x. Neste vídeo, uma professora explica como treiná-lo.

O problema é que esse é o menor dos problemas: são, ao todo, 18 cliques (veja com seus próprios olhos), com diferenças sutis entre si – como o lugar dos dentes em que a língua encosta. Cada um é representado por uma grafia diferente, como ngq, ngx, gc e por aí vai.

FICA AINDA MELHOR: AGLUTINAÇÕES

15 classes gramaticais e 18 consoantes novas depois, o corajoso que decidir aprender xhosa ainda precisa lidar com o fato de que a língua, como o alemão, tem o hábito de transformar coisas que nós diríamos em três ou quatro palavras em uma só palavra, muito longa. “Eu te amo”, o exemplo mais bobo, vira ndiyakuthanda.

Essa enciclopédia de diferenças curiosas do xhosa pode ser entendida melhor se lembrarmos que línguas, como seres vivos, tem uma árvore genealógica que mapeia sua evolução ao longo de milhares de anos. Português e espanhol são ambas filhos do latim, que por sua vez, com o grego, deriva de uma língua extinta chamada proto indo-europeu. O proto indo-europeu deu origem a línguas muito diferentes entre si, como russo e hindi, mas ele não foi o único “proto-idioma”.

Há muitos outros grupos linguísticos, e cada um deles engloba um grande conjunto de línguas que derivou de uma língua mais antiga. O xhosa pertence ao grupo nigero-congolês, que abrange boa parte da África subsaariana, e tem algo como 1,5 mil línguas. Quase todas têm as mesmas características: um monte de gêneros, aglutinações, cliques e afins. Uma família complicada.

Ao incluir xhosa em Pantera Negra, portanto, a Marvel não está só fazendo o filme mais legal para um estudante de Letras desde A Chegada – mas também está apresentando ao mundo a língua natal de Nelson Mandela, algo de imensa importância histórica e social.

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– 17 anos que Leônidas nos deixou…

O dia 24 de janeiro é marcante para o futebol brasileiro (embora esquecido): em 2004, aos 90 anos de idade, o grande Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, falecia em Cotia.

Talvez o primeiro craque marcante do Brasil, ele foi o inventor do “Gol de Bicicleta”. Leônidas foi artilheiro da Copa de 38 e escolhido o melhor jogador daquele Mundial.

Uma triste situação: Leônidas, depois de se aposentar, trabalhou como comentarista esportivo, e em 1974 interrompeu a carreira para cuidar da saúde, pois diagnosticou-se com Mal de Alzheimer. Pasmem: sofreu 30 anos com a doença!

Tomara que as autoridades do futebol se lembrem de tal data hoje e o homenageiem nos jogos desta noite.

– Tenha o hábito de romper hábitos para melhorar o aprendizado!

A dificuldade de aprendizado é um grande problema para muitas pessoas. E para você?

Talvez a questão seja simples: apenas mudar o hábito!

Compartilho ótimo texto, extraído de Época Negócios, ed Janeiro, pg 90

TENHA O HÁBITO DE ROMPER HÁBITOS

O cérebro precisa de situações variadas para entender e lembrar

por Márcio Ferrari

Seguir horários fixos, fazer os mesmos itinerários, ter uma mesa de trabalho, comer nas horas certas e curtir os amigos de sempre pode dar conforto. Mas, segundo Benedict Carey, reporter de ciência do The New York Times e autor do recém-lançado “Como Aprendemos”, a rotina limita a habilidade cerebral de desenvolver conhecimentos e habilidades.

Como é impraticável jogar tudo para o alto e viver cada dia de um modo diferente, Carey sugere que estejamos atentos para variar hábitos – como mudar o caminho de casa para o trabalho de quando em quando – e para isso, três regras:

1) Dividir o tempo de aprendizado em dois – Em vez de estudar duas horas hoje, melhor estudar uma hora hoje e uma amanhã – a capacidade de lembrar das informações dobra, diz. A ideia por trás disso é que o cérebro só retém o que parece útil. Se voltarmos ao tema de ontem, é sinal de que não queremos que aquele conhecimento fique “trancado” na mente.

2) Mudar o ambiente de trabalho – Levar o material de leitura ou estudo para a mesa de um café, por exemplo, fará o cérebro “acordar” de novo para o aprendizado

3) Distrair-se quando houver um bloqueio de entendimento – Em geral, o bloqueio acontece porque o cérebro está insistindo na tecla errada. É melhor parar e começar de novo mais tarde.

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– Vídeo Cassete e os Consórcios de outrora!

Parece que foi ontem. Relembrando quando meu pai foi sorteado no “consórcio de vídeo-cassete” e a alegria de saber que seríamos agraciados com um aparelho que nos permitira rever os filmes que passavam na TV!

Tempos malucos, não?

Hoje, o streaming mudou tudo. Mas é hilário relembrar o quão era diferente tudo isso. E não foi há muito tempo…

A tecnologia muda tudo rapidamente demais. Veja que legal a imagem abaixo, que traz uma memória da febre e obsessão que foi ter um aparelho como esse:

– Reveillon em 23 de março? O verdadeiro significado da festa!

Sempre soube que o Reveillon tinha o sentido de “revelar, acordar, fazer algo novo”. Mas a explicação detalhada, as origens da celebração, eu não sabia!

Olha que legal o surgimento dessa festa, extraído da Revista Superinteressante Jan/2012, pg 48, por André Bernardo:

RÉVEILLON

Nem sempre 1º de janeiro foi o dia de ano novo. Povos da Mesopotâmia celebravam o ano novo há cerca de 4000 anos. Normalmente, a passagem era determinada pelas fases da lua ou pelas mudanças das estações. Não em 1º de janeiro, que só virou ano novo em 1582, com a introdução do calendário gregoriano no Ocidente. Até então, o Reveillon era festejado no dia 23 de março, coincidindo com o início da primavera no hemisfério norte, época em que as novas safras são plantadas. Daí a ideia de recomeço. Não por acaso, réveiller, em francês, quer dizer “acordar”. No Brasil, o branco virou padrão por simbolizar luz e bondade. Mas os hábitos variam de país para país. Por exemplo, dinamarqueses sobem em cadeiras para pular à meia-noite (preparar-se para os desafios) e peruanos arrumam as malas e dão uma volta no quarteirão (para realizar o sonho de viajar).

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– Boxing Day é um dia de festa!

Muita gente falando sobre o inglês “Boxing Day“. Afinal, é dia de compras ou de futebol?

Das duas coisas! A tradição dos países do Reino Unido reza que no dia 26 (sempre no dia seguinte ao Natal, exceto quando cai aos finais de semana, quando é postergado para a segunda-feira), o comércio coloca suas sobras de mercadorias em liquidações atrativas, provocando filas nas lojas. Além disso, no mesmo dia (que é feriado), se tem jogos de futebol de TODAS as divisões do campeonato. Assim, é mais do que Black Friday e mais do que evento esportivo, pois, afinal, é um dia de descanso com vida própria!

E aí, funcionaria um “Boxing Day” no Brasil, com lojas cheias e futebol da 4a até a 1a divisão?

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