– Não confunda Educação Sexual com a Ideologia de Gênero

Gosto muito de ouvir a discussão (mesmo detestando o teor do assunto) para tentar entender quais argumentos força-se à compreensão: a turma que defende a Ideologia de Gênero e a que defende como uma forma de Educação Sexual.

Ora, aqui não estamos falando em defesa da homofobia, preconceito ou coisa que o valha. Falamos de respeito indistinto ao cidadão, seja ele LGBTQ+ ou não, sem a apologia de qualquer prática sexual e erotização precoce.

Educação Sexual é prevenção à Saúde, uma forma de mostrar para as crianças a caminho da adolescência a respeito da existência dos órgãos sexuais, funcionalidades e cuidados. Um limiar delicado entre a inocência da infância e ao aprendizado das malícias da adolescência e juventude.

Pesa-me ver que muitos utilizam o argumento da Ideologia do Gênero (onde defende-se a escolha do sexo a querer se seguir) como algo travestido da tão necessária e correta Educação Sexual. São coisas distintas!

É constrangedor (e ouso dizer: um crime moral contra a Educação proporcionada pelos pais às suas crianças) querer forçar ao pobre garoto ingênuo ou a pura menina inocente a “escolher o sexo” ou a se “identificar com algo diferente do que nasceu”. Nasce-se homem ou mulher e o caminho natural da maioria é escolher o sexo oposto para se relacionar, casar e procriar. Sabido é que uma outra parcela acaba preferindo o mesmo sexo, e na nossa sociedade há de se respeitar. Mas insistir com o propósito de que se “escolhe ser homem ou mulher”, fazendo disso uma bandeira imposta nas escolas através de tal equivocada bandeira, é pregar que as crianças, precocemente, desejem o sexo que bem lhe convier ou que sejam influenciadas a escolher. Isso não é Educação Sexual, é Doutrinação / Influência / Apologia, que nada têm a ver com o amadurecimento do indivíduo como pessoa.

Aliás, repararam como tal assunto tornou-se uma bandeira política? A sala de aula não é lugar de tal coisa, nem de partidarismos de qualquer linha (aproveitando a deixa da militância partidária). É lugar de politização (mostrando todos os lados), permitindo o debate sadio e o desenvolvimento do espírito crítico, sem rotular os alunos de esquerdistas, direitistas, feministas ou até mesmo, criando a alcunha disfarçada da heterofobistas. Parece que um homem desejar casar com uma mulher e ter tal comportamento se tornou um pecado!.

Por fim, repetindo o que já foi dito mas com outras palavras que há coisas distintas numa instituição de ensino: cuidado com o Proselitismo a ser evitado versus a Educação Cidadã que deve ser fomentada, pois a escola não deve ser um lugar onde se dê mais importância ao prazer do gosto sexual do que o respeito aos seus semelhantes, aos valores cidadãos e corretos de uma sociedade que carece de mais ética e honestidade.

Sinto pena ao reparar que o sexo, para muita gente influente, passou a ser a coisa mais importante do mundo do que a solidariedade e o socorro para outras causas sociais.

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– E se Dom Pedro não quisesse ficar?

Foi em um dia 09 de janeiro que Dom Pedro Rafael Gabriel (e mais vários nomes) de Orleans e Bragança disse que ficava no Brasil e não voltaria para Portugal, onde se tornaria Dom Pedro IV. Foi em 1822! E virou “Dia do Fico”.

E se Dom Pedro não quisesse ficar?

QUANDO teria sido nossa independência?

Seríamos um só Brasil ou da colônia surgiriam outros países?

Economia: como estaríamos?

Não existe achismo, mas… o que você acha?

Ah se pudéssemos criar realidades alternativas, só por curiosidade.

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– Reveillon em 23 de março? O verdadeiro significado da festa!

Sempre soube que o Reveillon tinha o sentido de “revelar, acordar, fazer algo novo”. Mas a explicação detalhada, as origens da celebração, eu não sabia!

Olha que legal o surgimento dessa festa, extraído da Revista Superinteressante Jan/2012, pg 48, por André Bernardo:

RÉVEILLON

Nem sempre 1º de janeiro foi o dia de ano novo. Povos da Mesopotâmia celebravam o ano novo há cerca de 4000 anos. Normalmente, a passagem era determinada pelas fases da lua ou pelas mudanças das estações. Não em 1º de janeiro, que só virou ano novo em 1582, com a introdução do calendário gregoriano no Ocidente. Até então, o Reveillon era festejado no dia 23 de março, coincidindo com o início da primavera no hemisfério norte, época em que as novas safras são plantadas. Daí a ideia de recomeço. Não por acaso, réveiller, em francês, quer dizer “acordar”. No Brasil, o branco virou padrão por simbolizar luz e bondade. Mas os hábitos variam de país para país. Por exemplo, dinamarqueses sobem em cadeiras para pular à meia-noite (preparar-se para os desafios) e peruanos arrumam as malas e dão uma volta no quarteirão (para realizar o sonho de viajar).

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– Boxing Day é um dia de festa!

Muita gente falando sobre o inglês “Boxing Day“. Afinal, é dia de compras ou de futebol?

Das duas coisas! A tradição dos países do Reino Unido reza que no dia 26 (sempre no dia seguinte ao Natal, exceto quando cai aos finais de semana, quando é postergado para a segunda-feira), o comércio coloca suas sobras de mercadorias em liquidações atrativas, provocando filas nas lojas. Além disso, no mesmo dia (que é feriado), se tem jogos de futebol de TODAS as divisões do campeonato. Assim, é mais do que Black Friday e mais do que evento esportivo, pois, afinal, é um dia de descanso com vida própria!

E aí, funcionaria um “Boxing Day” no Brasil, com lojas cheias e futebol da 4a até a 1a divisão?

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– A Compositora do Rei Roberto Carlos!

Nessa semana morreu Isolda Bordout Fantucci, compositora de várias músicas de sucesso, entre elas, Outra Vez, eternizada na voz de Roberto Carlos.

Ao ler sua biografia, me impressionei com algo inusitado: Isolda escreveu muitas canções, gravadas por Milton Carlos (seu irmão), Nalva Aguiar, Nilton César, Agnaldo Rayol e Antonio Marcos (ícones dos anos 70). Em 1973, Roberto Carlos gravou Amigos, Amigos e em 1977, Outra Vez, que foi um hiper sucesso.

Sabe quando nasceu Isolda? Em 1957! Isso significa que já era “veterana”, com 16 anos, quando o Rei gravou a primeira música dela.

Dessa forma, com 61 anos de muita genialidade, descansou essa genial musicista.

Abaixo, “Outra Vez”: https://www.youtube.com/watch?v=5sztUdtkdH4

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– Casagrande versus Tite: um conceito diferente de preparação e o desprezo à história.

Para quem assistiu ao novo Programa “Grande Círculo”, da Sportv (uma cópia esportiva do Roda Vida – algo que a ESPN já faz com o Bola da Vez), e que foi uma novidade muito bacana, pode ver dois conceitos diferentes de preparação para grandes jogos: o de Walter Casagrande (o entrevistador) e de Tite (o convidado).

“Casão” deu uma opinião sobre o erro de Tite na Rússia: disse que jogou a Copa de 86 e na véspera da estreia, junto com os companheiros, assistiram a vídeos, discutiram sobre o Mundial, se concentraram e estudaram a Espanha à exaustão, se preparando para o jogo pois, afinal, era Copa do Mundo. Já a Seleção de 2018, ao invés de estarem atentos, os jogadores estavam pintando o cabelo de verde-amarelo se divertindo. E emendou se Tite não errou em faltar com sua autoridade ali.

A resposta do treinador, delicada e constrangida, foi simplesmente de que são “gerações diferentes”. 

Aí me recordo: em 2010, Júlio César e Felipe Melo questionaram outras Seleções Brasileiras quando estavam na África. O goleiro, inclusive, disse que a de 70 não era “tudo aquilo”.

Rapaz… esses caras de hoje viram Tostão (70), Nilton Santos (62) ou Didi (58)? Sabem da importância de um Ademir de Meneses (50) e de um Leônidas (38) na história do futebol do nosso país? Conheceram Zizinho, Pepe, Vavá, Zagallo (como jogador, não como treinador)? Ouviram falar do “Marechal da Vitória” Dr Paulo Machado de Carvalho (não o “estádio”, mas a “pessoa”)? Ou só sabem do que está no vídeo-game?

Me pesa ver tamanho desrespeito àqueles que construíram a história grandiosa da camisa amarela (jogadores e dirigentes) e levam o Escrete Canarinho a um verdadeiro oba-oba.

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29/06/1958 – Brasil Campeão Mundial na Suécia (Suécia 2×5 Brasil).

– As qualificações e aprendizados que nós devemos obter e nem as máquinas conseguem!

Não somos robôs feitos com perfeição e precisão indiscutíveis e/ou infalíveis. Somos seres humanos que precisamos aprender a viver com as adversidades inevitáveis na vida pessoal e profissional.

Compartilho esse ótimo artigo a respeito deste assunto:

Extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/competências-que-os-robôs-não-têm-milton-beck/?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-4-Unknown&midToken=AQEuiQ98yJUGTQ&fromEmail=fromEmail&ut=1GN6o5fM9RY8s1

AS COMPETÊNCIAS QUE OS ROBÔS NÃO TÊM

Por Milton Beck

O avanço da tecnologia não dispensa as habilidades unicamente humanas – e nada melhor do que a vida real para nos preparar para um mundo mais integrado.

Há conversas que, mesmo informais, levam a reflexões sobre temas profundos, urgentes e complexos. Lembro-me de um diálogo descontraído em um almoço com dois amigos alguns anos atrás. Todos tínhamos trabalhado em empresas de tecnologia juntos e comentávamos episódios profissionais, quando um deles falou, orgulhoso:

“Nunca deixei de cumprir um orçamento na vida! Sempre atingi minhas metas.” 

O outro amigo, que ocupava um cargo mais alto do que nós dois, nos surpreendeu com sua resposta.

“Que pena. Se tivesse passado pela experiência de não atingir suas metas teria aprendido com isso e, certamente, seria um profissional ainda melhor.” 

Na hora, aquilo me fez pensar. Aquele almoço voltou à minha mente, enquanto assistia ao episódio Kintsugi, da série The Man in the High Castle. Eu não conhecia essa palavra japonesa, tampouco seu significado. Trata-se de uma técnica de reparação de peças de cerâmica quebradas, a partir da junção dos pedaços usando um verniz polvilhado com ouro, deixando à mostra as “cicatrizes” do objeto. Depois da reconstituição, muitas peças se tornam mais valiosas do que eram originalmente.

O Kintsugi é também uma filosofia de vida que parte do princípio de que erros e adversidades são inevitáveis. Diante delas, o que podemos fazer é recuperar a ordem interna e aprender a viver com suas marcas. Como diz uma das personagens no episódio: “Imperfeições podem ser belas”.

O que capturou a minha atenção naquelas cenas foi a reflexão sobre a valoração de algo a partir do erro. Da experiência. Em vez de tentarmos apagar os tombos de nosso currículo, o Kintsugi sugere que incorporemos os aprendizados e sigamos em frente melhores do que éramos antes da quebra.

A verdade é que, no ambiente corporativo, não costumamos lidar bem com erros. O orgulho do meu amigo sobre seu bom desempenho é compreensível. Nutrimos a crença de que quanto menos erramos, melhor somos. Mas isso não é a realidade. Cair e levantar pode nos ensinar, na prática, sobre resiliência e nos ajudar a desenvolver empatia pela situação de outras pessoas.

BIG DATA E OLHO NO OLHO

O tema voltou à minha mente pela terceira vez recentemente, quando vi os resultados de uma pesquisa conduzida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (IDB) em parceria com o LinkedIn. O estudo se baseou em pessoas que usam a nossa plataforma em dez países, incluindo o Brasil. O objetivo era identificar as mudanças no universo do trabalho – e como elas estão afetando as competências que se esperam dos profissionais de diferentes áreas. O estudo, que abrangeu 50 mil habilidades, trouxe algumas revelações que corroboram a tese do meu amigo sobre a importância do erro.

As profissões ligadas à tecnologia, como desenvolvedor de software, analista de segurança da informação e webdesign, aparecem como uma forte tendência de crescimento na pesquisa. Isso não significa que os robôs e softwares de inteligência artificial tomarão conta de todos os postos de trabalho – como teme uma parcela significativa dos trabalhadores brasileiros. Falado isso, os empregos serão sim transformados, mas o que deve direcionar essa transformação são as habilidades que só a experiência humana pode desenvolver.

As funções na área de TI que mais devem crescer são aquelas que demandam qualidades tipicamente humanas – entre elas, estão as habilidades transferíveis, isto é, que podem ser adaptadas de um setor para outro. Por exemplo, a capacidade de analisar um cenário complexo, de se adaptar, planejar e gerir uma estratégia de negócio, ainda que não se conheça profundamente a parte técnica do trabalho. As habilidades transferíveis ajudam os profissionais a encontrar soluções criativas para os desafios da empresa, e a identificar oportunidades de carreira fora de seu escopo tradicional.

Cruzar informações de diferentes fontes, fazer associações entre dados de diferentes mercados, ter a sensibilidade para reconhecer talentos e saber gerir grupos multidisciplinares são habilidades chamadas de soft skills (ou habilidades comportamentais). Elas são tão urgentes quanto as de automação de atividades. Não podemos subestimá-las por serem menos objetivas. É justamente sua natureza “fora da caixa” que as torna valiosas.

Isso não significa que as hard skills – habilidades técnicas – deixarão de ser importantes. Elas são (e continuarão sendo) básicas para a maior parte das profissões. Sem entender do negócio é difícil ser um bom profissional. O efeito colateral da supervalorização das soft skills é dar a impressão de que basta saber se relacionar para tomar as melhores decisões. Não é isso.

A tecnologia continuará a avançar pela maior parte das áreas corporativas, substituindo o ser humano em tarefas como pesquisa de dados e identificações de padrões. Mas, com mais informações na mesa, se torna ainda mais necessário ter uma cabeça pensante e um olhar sensível para tomar decisões. E para lapidar essas capacidades unicamente humanas, meu amigo tem razão: poucas coisas ensinam mais do que um tombo no mundo real.

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– A Coxinha de Queijo (Patrimônio Imaterial de Jundiaí) e o seu “criador”!

Veja que bacana: o Jornal Tribuna de Jundiaí localizou o Sr Delbim, da Casa de Massas Padroeira, o inventor da Coxinha de Queijo, considerada hoje Patrimônio Imaterial de Jundiaí!

Abaixo, extraído de: https://tribunadejundiai.com.br/noticias/cidades/jundiai/5737-a-1-coxinha-de-queijo-foi-em-uma-lanchonete-no-centro-de-jundiai-que-tudo-comecou?fbclid=IwAR3bgvE6LUhbKaXiCKx7IE7ZrG2npZiqG4RXSylZHAlQRBVmcpYe_jmhhw4

A PRIMEIRA COXINHA DE QUEIJO

Há 36 anos nascia a primeira coxinha de queijo de Jundiaí. Invenção do comerciante José Carlos Delbim, dono da Casa de Massas Padroeira em 1982, ele jamais imaginava que a iguaria se tornaria um símbolo da cidade.

“Eu estava fazendo coxinha de frango, aí olhei para o queijo e pensei: ‘E se eu colocar de recheio?’, aí eu coloquei o queijo com o formato da coxinha e comecei a vender. O pessoal começou a pedir, gostar e espalhou nas outras lanchonetes da cidade”, contou o simpático comerciante de 72 anos ao Tribuna de Jundiaí.

Ele conta que tudo aconteceu sem ser premeditado. “Foi um acaso”, garantiu. Acaso este que criou uma receita que, hoje, é considerada até mesmo Patrimônio Imaterial de Jundiaí. Quem diria que um momento de invenção do seu José se tornaria um símbolo tão importante para a cidade, presente em todas as lanchonetes locais?

Aqui em Jundiaí não tem jeito: a gente sabe que a coxinha com palitinho é com queijo e a sem nada é a de frango. E, certamente, muito jundiaiense já foi alvo de olhares de estranheza fora da cidade, pedindo coxinha de queijo sem saber que isso é coisa só da Terra Querida’.

E a coxinha de queijo por aqui tem variadas receitas. Tem quem faça a massa com batata, como é o caso da coxinha da Casa de Massas Padroeira, tem quem use farinha de trigo e até mandioca. No recheio, podem ser utilizados queijos diferenciados. Nessas horas, é a critividade que conta.

A do seu José é feita, por exemplo, com batata. “Uso batata boa e um queijo apropriado. Mas o queijo que eu uso é segredo”, garantiu o comerciante.

O sucesso é grande: por dia, são vendidas cerca de 400 coxinhas de queijo. “Vende mais que a de frango, é o nosso carro-chefe”, pontuou, lembrando que o seu público é variado. “Todo mundo, sem distinção de classe social. Tem muita gente de São Paulo e Campinas também que encomenda a coxinha”.

E ele conta que já teve gente de tudo que é lugar do mundo experimentando a iguaria pora aqui. “O pessoal vem e traz eles aqui para experimentar. Eu passo a receita, para que possam levar a coxinha de queijo lá para fora”, disse. De Jundiaí para o mundo, já pensou?

Aqui não tem jeito: toda lanchonete vai ter a opção da coxinha com o palitinho em cima, recheada de queijo

– 8 virtudes das pessoas cultas

Compartilho esse ótimo texto sobre virtudes de pessoas cultas, do Blog “Pitacos e Achados”.

Ao ler, perceba que não se refere, em si, apenas à Educação, mas sim à Cidadania e valores da vida!

Abaixo:

Blog Pitacos e Achados

people-hearts-and-minds

Olá pessoal!!

Anton Tchekhov foi um dos maiores escritores da literatura russa. Seus contos, em particular, marcaram um antes e um depois em todos os países ocidentais. Sua maior virtude foi dar relevância ao comportamento dos seus personagens e à interação entre eles, no lugar do argumento da história em si.

Era, portanto, um grande observador do comportamento humano. Tinha a capacidade de capturar uma atmosfera com absoluto realismo e destacar esses detalhes que para outros autores passariam despercebidos. Sua intenção não era moralista, mas ainda assim, dentro do seu legado encontra-se uma carta que dirigiu ao seu irmão mais velho onde indicava uma série de conselhos.

A carta foi escrita durante uma de suas estadias em Moscou, e nela Tchekhov compila o que considera as características das pessoas verdadeiramente cultas. É também um texto que serve de orientação e guia sobre as virtudes mais elevadas do ser humano. Em…

Ver o post original 897 mais palavras

– A lei que permite um maior número de atletas estrangeiros está prejudicando o futebol brasileiro?

Toda troca de conhecimento / experiência / intercâmbio sempre é muito válida, em qualquer área que seja. No futebol, isso não deve ser diferente: diretores de clubes europeus, treinadores de fora, gestores com outra mentalidade do que a nossa, são sempre peças fundamentais.

E se os estrangeiros forem os jogadores?

Nada contra! Tivemos Dario Pereira, “Dom” Elias Figueroa, Ramoz Delgado, Pedro Rocha… grandes craques que fizeram a diferença por aqui dentro dos gramados. Fora deles, não se pode deixar de mencionar Béla Guttmann, o treinador húngaro que revolucionou o futebol brasileiro, trazendo Zizinho para o SPFC alegando que ele “representava o futebol-arte” (talvez a primeira vez que esse termo foi usado em nosso país). Dizem que Vicente Feola (que foi do próprio São Paulo), inspirou-se demais nos ensinamentos dele na montagem da Seleção Brasileira de 1958, quando ganhamos a primeira Copa do Mundo.

Mas e hoje?

Se tivermos Messi, Xavi, Ibraimovich e outros jogando pelos clubes daqui, tudo bem. Idem a José Mourinho, Guardiola, Pocchetinno e outros tantos treinadores estudiosos que fazem bem à Ciência do Futebol (parece um “pecado” falar em Estudo no Futebol, onde automaticamente o termo “estudioso” passa a ser pejorativo por aqui).

O problema é que passamos a contratar jogadores de fora como mão de obra barata – não como acréscimo à condição técnica, mas como uma ação econômica necessária para se diminuir os custos.

Entendo o problema econômico e financeiro que toda a América do Sul passa. Mas veja: antes, permitíamos 2 atletas de outros países em nossas equipes. Aí a CBF criou uma lei que liberou 5 estrangeiros por time no Brasil dentro de campo. Mas será que isso está trazendo resultados indesejados? Apesar de permitir redução na folha de pagamento de muitos clubes, pense: quantos jovens nacionais perderam espaço?

O próprio São Paulo FC gasta milhões com o Centro de Formação de Cotia, mas tem em seu elenco Rojas, Trellez, Arboleda… (lembram-se de Piris, Isasi, Buffarini, Jonathan Gomez, Rondón, Wilder Guisao…?). O Flamengo dizia que “craque se faz em casa”, mas contratar Uribe, Cuéllar, Berrio, Marlos Moreno e Trauco, não inibe o surgimento de talentos? Diga-se o mesmo do Fluminense com seus equatorianos e o celeiro de jovens em Xerém.

Em 2018, vimos uma Seleção Italiana ausente do Mundial e repleta de jogadores da Atalanta, Sampdória, Gênova… Na Inglaterra, que só ganhou uma Copa do Mundo quando a sediou, temos equipes inteiras jogando com atletas não ingleses! Aliás, isso aconteceu com o Arsenal pela primeira vez em 2011, com 14 nacionalidades diferentes em seu elenco (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2011/11/26/globalizacao-do-futebol-arsenal-joga-com-atletas-de-14-paises-diferentes/)

Será que um dos problemas da renovação da Seleção Brasileira e dos clubes nacionais não seria o excesso de estrangeiros com qualidade duvidosa nas equipes, em prejuízo às bases (que em muitos casos acabam sendo entregues aos empresários)?

É para se pensar… quando o gringo é diferenciado, se dá o nome de “Professor Pardal” para treinador ou “em fim de carreira” para jogador que vem pra cá. Mas quando é medíocre, os cartolas taxam-o de “desconhecido pela mídia” ou de “promessa”. Foi assim com Matias Defederico, (o “novo Messi” que está na Índia atualmente) Matosas, Patito Fernandes, Acosta, Tobio… ou até mesmo Kazim!

O que você pensa sobre isso?

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– A boa turminha do Projeto Guri!

O Projeto Guri já foi apresentado aqui no nosso blog por mais de uma oportunidade. E vejam que maravilhoso: as crianças que lá tocam diversos instrumentos deram “show” na apresentação de final de ano aos seus pais – tão bem estão que farão uma apresentação pública no Teatro Polytheama.

Papai e Mamãe (eu e minha mulher) ficamos emocionados com o que vimos nessa semana. Nossa filha Marina (a 2a da direita para a esquerda) compôs “Caminho de Luz“, que foi tocada pela turma. Depois, uma apresentação solo da clássica “Terezinha de Jesus“.

Coisa boa deve ser compartilhada. No link abaixo, extraído do YouTube:

– Quem são os ultrajovens?

“Minha época” classifica as pessoas por gerações. Assim, quem nasceu entre 1928 a 1945 é a Geração do Silêncio; de 1946 até 1964, os Baby Boomers; de 1965 até 1980, a Geração X; de 1981 a 1997 os Millennials (ou Geração Y) e, agora, temos os Ultrajovens ou Pós-Millenais, que nascerão de 1998 para cá.

Veja que curioso:

Extraído de: https://epoca.globo.com/sociedade/noticia/2018/05/o-poder-dos-ultrajovens.html

O PODER DOS ULTRAJOVENS

por Nina Finco

A geração que vai romper (e já está rompendo) com tudo o que se quis e se imaginou

“Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem”, escreveu Carlos Drummond de Andrade no final dos anos 1960, em uma crônica que versava sobre o embate de um pai com a filhinha em torno de uma lasanha. Ele insistia, ela ignorava. Ele repetia, ela se mantinha firme em seu propósito. Ele tergiversava, ela o lembrava do que queria. Ela ganhou por coerência. Ele perdeu por não entender a dinâmica dos tempos. A premissa é mais atual do que nunca. A força do poder ultrajovem é inexorável.

De acordo com pesquisas recentes, se depender da geração que tem por volta dos 20 anos (a mesma idade de ÉPOCA), estão encrencados os hotéis, as lojas de departamentos, as cadeias de restaurantes, a indústria automobilística, o comércio de diamantes, a produção de guardanapos e de canudinhos, os programas de fidelidade de hotéis e de cartões de crédito, os jogos de azar, os bancos, a produção de amaciantes de roupa, o sonho da casa própria, a ideia de casamento estável, os acasos felizes, as viagens de cruzeiro, as emissoras de TV aberta, os políticos de ocasião, os planos de aposentadoria, Paris e até o milk-shake do Bob’s.

Eles resolvem a vida (para o bem e para o mal) pelo celular, sorvem coisas de cor verde (comer virou questão de identidade), têm um pendor para medicamentos identificados com uma tarja preta, passam a noite em claro, não se sabe se estão trabalhando ou relaxando, gostam de empunhar bandeiras universais, mas se preocupam mesmo é com sua persona nas redes sociais, pensam igual a quase todo mundo da mesma geração, comportam-se como adolescentes apesar de terem idade de adultos, tecnologia lhes é tão intrínseco como respirar, ser de esquerda é do jogo, ter o nariz em pé é condição sine qua non, gostam de Insta Stories porque ele dura pouco, arriscam tudo por terem pouco a perder, rechaçam qualquer coisa que contenha plástico, gostam de viajar para lugares onde podem mostrar novidades no Instagram. Eles são o que são ou são o que querem parecer ser?

“Eles se tornam personagens de suas próprias vidas, preocupados com narrativas, contextos, motivações. Estão sempre esperando pelo terceiro ato — que nunca chega”, disse um estudo da Box1824, conduzido pelos pesquisadores Sean Monahan e Sophie Secaf nos Estados Unidos, sobre o que chamaram de GenExit, a geração que opta por experimentar novas possibilidades identitárias, mais livres e menos deterministas, mas não menos disruptivas.

Ainda que esteja cansado depois de um dia longo, o estudante de publicidade Luigi Dalmolin, de 21 anos, só vai para a cama após um banho quente. Por isso, entre uma ensaboada e outra, Dalmolin assiste a vídeos no YouTube ou responde a mensagens no WhatsApp. Graças a uma providencial capinha à prova d’água, ele faz parte de uma minoria — surgida recentemente — que toma banho com o telefone celular dentro do box. Estar com o celular nas mãos o tempo todo como faz Dalmolin, conectado, com os olhos vidrados e os dedos tocando a tela, é um dos principais comportamentos identificadores dos ultrajovens (ou geração Y). São as pessoas nascidas entre 1982 e 2000 (segundo o Census Bureau, agência governamental encarregada pelo censo nos Estados Unidos), ou entre 1981 e 1997 (segundo o instituto de pesquisa americano Pew Research Center). Os jovens apresentam características que os diferenciam das gerações anteriores e refletem mudanças relevantes no mundo.

A principal distinção dos ultrajovens é a necessidade de estar conectado o tempo todo. Smartphones são sua porta de acesso ao mundo; 43% dos jovens são como Dalmolin: não vão ao banheiro sem seus celulares. O aparelho é tão importante que 42% deles afirmam que deixariam de ir à academia se não pudessem levá-lo.

A fixação por smartphones atinge outras faixas etárias, mas, no caso dos ultrajovens, deu origem à “era da distração”. A fartura de dispositivos conectados à internet está reduzindo cada vez mais a capacidade de concentração. No início de maio, Carl Marci, neurocientista e médico especialista em questões ligadas ao consumo e ao comportamento, esteve no Brasil para apresentar o resultado de pesquisas neurológicas realizadas por sua empresa, que faz parte da Nielsen Consumer Neuroscience, um braço da gigante teuto-americana de pesquisa.

Marci encara a tal distração como resultado da falta de tempo ocioso. Os “nativos digitais” não se enfadam, porque estão sob constante estímulo. Se estão na fila do mercado, não precisam “esperar”; é só sacar o celular e responder a uma mensagem ou dar uma conferida nas notificações das redes sociais e pronto: a fila andou rapidinho.

Mas há críticas também. uma delas aqui:

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– O oportunismo sobre o incêndio do Museu Nacional

A maioria dos brasileiros desconhecia sobre a existência do importante Museu Nacional. JK foi o último presidente a vista-lo (e faz tempo, hein). Aliás, e o Museu do Ipiranga, a quanto tempo está fechado?

Tudo isso (o triste incêndio) é fruto de anos de descaso. Mas eis que leio a seguinte postagem no Twitter do radical candidato a Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos:

Muito triste o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro, atingindo 20 milhões de itens da nossa história. Os cortes criminosos de Temer em recursos da Cultura e em investimentos estão condenando nosso futuro e destruindo nosso passado.

Ué, mas e o Minc, quando foi Ministro da Cultura e da linhagem do Boulos? Não poderia dar verba à UFRJ, a mantenedora do Museu? Isso é oportunismo, pois os amigos do próprio Guilherme Boulos, Lula e Dilma, nada fizeram também. Idem ao antecessor FHC. Creditar ao Temer, por mais defeitos que ele tenha, é sacanagem.

Se questione: e os valores que os artistas recebem pela Lei Rouanet? Não são (muito) maiores do que os destinados ao Museu?

Nessa época de Eleição, aparecerá muito oportunista tentando tirar proveito de tudo. Haja paciência para tanta demagogia…

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– Educar é Contar História

RESGATANDO – Cláudio de Moura e Castro, na sua antiga coluna semanal em “Veja” – (pg 30, ed 10 de junho de 2009), trouxe um texto que talvez seja a essência da educação de hoje: Educar é contar histórias. Um artigo inteligente, que nos faz pensar: como professores, cativamos nossos alunos com nossa performance? Como alunos, sentimo-nos atraídos pelas narrativas e contos dos nossos mestres, a fim de aprendermos algo?

“Bons professores eletrizam seus alunos com
narrativas interessantes ou curiosas, carregando
nas costas as lições que querem ensinar”

Abaixo, o ótimo trabalho de Cláudio de Moura Castro:

EDUCAR É CONTAR HISTÓRIAS

De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas “pedagogia de astronauta”. Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.

Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa.

Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos “pedagogos astronautas” e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.

Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: “Seja X a largura de um retângulo…”. De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: “Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?”. Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano “grosso” flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.

É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor “construir sua própria aula”, em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas – até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: “O bom artista copia, o grande artista rouba ideias”. Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se “colando” dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.

Claudio de Moura Castro é economista
claudio&moura&castro@cmcastro.com.br

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