– Pazuello e a negociação da Coronavac.

Esquerda, Direita, Centro / PT, PSDB, PSL / Lula, Bolsonaro, Ciro, Marina, Dória, Boulos, Amoedo / Civil, Militar / Presidencialismo, Parlamentarismo / República, Império … não importa a ideologia, regime ou os nomes dos políticos. O bom político é o HONESTO, COMPETENTE e que tenha CREDIBILIDADE (e penso que não citei nenhum com essas características, acima).

Tudo isso para dizer: que tristeza ler manchetes como essa – a de superfaturamento no preço de vacinas (bem como de verbas desviadas de governadores ou corrupção do Governo – do atual ou dos anteriores).

Abaixo: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/07/fora-da-agenda-pazuello-negociou-coronavac-com-intermediaria-e-pelo-triplo-do-preco-veja-video.shtml

PAZUELLO NEGOCIOU CORONAVAC PELO TRIPLO DO PREÇO

Além da discrepância no valor da vacina, encontro no Ministério da Saúde contradiz o que general da ativa disse à CPI da Covid

O então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometeu a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac que foram formalmente oferecidas ao governo Jair Bolsonaro por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan.

A negociação, em uma reunião no ministério fora da agenda oficial, em 11 de março, teve o seu desfecho registrado em um vídeo em que o general da ativa do Exército aparece ao lado de quatro pessoas que representariam a World Brands, uma empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior.

A gravação, obtida pela Folha e já de posse da CPI da Covid no Senado, foi realizada no gabinete do então secretário-executivo da pasta, o coronel da reserva Elcio Franco. Nela, Pazuello relata o que seria o resumo do encontro.

“Já saímos daqui hoje com o memorando de entendimento já assinado e com o compromisso do ministério de celebrar, no mais curto prazo, o contrato para podermos receber essas 30 milhões de doses no mais curto prazo possível para atender a nossa população”, diz o então ministro, segundo quem a compra seria feita diretamente com o governo chinês.

A proposta da World Brands, também obtida pela Folha, oferece os 30 milhões de doses da vacina do laboratório chinês Sinovac pelo preço unitário de US$ 28 a dose, com depósito de metade do valor total da compra (R$ 4,65 bilhões, considerando a cotação do dólar à época) até dois dias após a assinatura do contrato.

Naquele dia, 11 de março, o governo brasileiro já havia anunciado, dois meses antes, a aquisição de 100 milhões de doses da Coronavac via Instituto Butatan, pelo preço de US$ 10 a dose. A demissão de Pazuello seria tornada pública por Bolsonaro quatro dias depois, em 15 de março.

Além da discrepância no preço, o encontro fora da agenda contradiz o que Pazuello afirmou em depoimento à CPI, em 19 de maio. Aos senadores o general disse que não liderou as negociações com a Pfizer sob o argumento de que um ministro jamais deve receber ou negociar com uma empresa.

“Pela simples razão de que eu sou o dirigente máximo, eu sou o ‘decisor’, eu não posso negociar com a empresa. Quem negocia com a empresa é o nível administrativo, não o ministro. Se o ministro… Jamais deve receber uma empresa, o senhor [senador Renan Calheiros] deveria saber disso”, disse Pazuello à CPI.

No vídeo, um empresário que Pazuello identifica como “John” agradece a oportunidade do ministro recebê-lo e diz que podem ser feitas outras parcerias “com tanta porta aberta que o ministro nos propôs”.

A reunião dos empresários foi marcada com o gabinete de Elcio Franco, que recebeu o grupo. Segundo ex-assessores da pasta, Pazuello foi chamado à sala, ouviu o relato da reunião e fez o vídeo.

Três pessoas que acompanharam a reunião disseram que o vídeo foi gravado mesmo antes de Pazuello conhecer o preço da vacina.

Segundo um ex-auxiliar do ministro, a ideia era propagandear nas redes sociais o avanço em uma negociação, no momento em que o governo era pressionado a ampliar o portfólio de vacinas.

Após a gravação, de acordo com os relatos colhidos pela Folha, parte da equipe do ministro pediu que os empresários não compartilhassem o vídeo, que foi feito por meio do aparelho celular do empresário identificado como “John”.

Um dos assessores de Pazuello teria alertado o general após a reunião de que a proposta era incomum, acima do preço, e a empresa poderia não ser representante oficial da fabricante da vacina.

Caso o negócio fosse adiante, as doses seriam as mais caras contratadas pelo ministério, posto hoje ocupado pela indiana Covaxin (US$ 15), que tem o contrato suspenso por suspeitas de irregularidades.

A proposta da empresa tem data do dia 10 de março, véspera da reunião com Pazuello. Segundo dois auxiliares do ex-ministro e um dos empresários que acompanharam a conversa, a oferta só chegou à pasta no dia do encontro.

Apesar de Pazuello ter dito no vídeo que havia assinado um memorando de entendimento para a compra, a negociação não prosperou.

O governo Bolsonaro resistiu em negociar a Coronavac. Em outubro de 2020, o presidente forçou Pazuello a recuar de uma promessa de compra da vacina. “Um manda e outro obedece”, justificou o general em vídeo ao lado do mandatário.

O presidente chegou a dizer que não compraria a vacina mesmo quando a Anvisa desse aval para o uso. “Da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, declarou o presidente em 22 de outubro.

Para a CPI da Covid, o governo desdenhou de negociações diretas com fabricantes como a Pfizer, enquanto abriu as portas para representantes de intermediárias que atuavam sem o aval dos laboratórios.

Em uma das tratativas dessa linha de maior repercussão, o cabo da polícia militar Luiz Paulo Dominghetti teve três reuniões com a cúpula do Ministério da Saúde, e afirma que chegou a receber pedido de propina de US$ 1 por dose para destravar uma compra de 400 milhões de unidades da AstraZeneca.

Procurados, Pazuello, Franco e a Casa Civil —onde os militares hoje despacham como assessores de Bolsonaro— não se manifestaram sobre a reunião do dia 11 de março.

Em nota, a Sinovac disse que APENAS (em letras garrafais, na resposta em inglês) o Instituto Butantan pode oferecer a Coronavac no Brasil.

Segundo registros da Receita Federal, a World Brands tem capital social de R$ 5 milhões e atua com comércio de diversos produtos, como materiais para uso médico, além de atividades de agenciamento marítimo e de despachantes aduaneiros.

O empresário identificado como “John” afirmou à Folha que havia uma cota da Coronavac que poderia ser ofertada ao Brasil.

Ele disse ser um “parceiro” da World Brands, mas encerrou a conversa telefônica com a reportagem quando foi questionado sobre detalhes das negociações e nomes dos presentes na reunião, como o dele mesmo.

A Folha perguntou ao Ministério da Saúde quem participou da reunião, com quem ela foi agendada e os motivos pelos quais o encontro não apareceu na agenda oficial dos ex-integrantes da cúpula da pasta.

Também perguntou qual encaminhamento foi dado à proposta. A pasta não respondeu a nenhum dos questionamentos e disse apenas que as agendas públicas de autoridades exoneradas podem ser acessadas por meio de um link oficial.

Após a públicação da reportagem, o ministério afirmou, em nota, que desconhece qualquer memorando de entendimento feito pela gestão Pazuello. “A atual gestão da pasta não tem conhecimento de memorando de entendimentos para aquisição de doses da Coronavac.”

O atual secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, disse que não sabia da negociação citada no vídeo. “Tomei conhecimento pela imprensa.”

A World Brands disse apenas: “Proposta efetuada, nenhuma resposta efetiva recebida, negócio não efetuado”. A empresa não quis informar o nome dos participantes da reunião e se eles tinham de fato aval da Sinovac para a venda ao governo federal.

Ou fabrica no Brasil, ou não tem vacina”, diz Pazuello | Poder360

– Vacinar funciona! De 500 mortes diárias para 10, na Inglaterra.

Priscila Currie é uma socorrista brasileira que vive em meio à correria da Pandemia no Reino Unido. Trabalhando lá, ela mostrou como o Reino Unido conseguiu reduzir as mortes por Covid-19

Vale a pena ouvi-la. São apenas 78 segundos, em que ela é bem objetiva. Aqui: https://youtu.be/vOGXBHdKS4c.

– Sobre as denúncias de propina em negociações de vacina. Já viram esse enredo?

Dias atrás, o servidor Luís Ricardo Miranda, concursado do Ministério da Saúde, denunciou juntamente com o irmão dele, o deputado Luís Miranda, que Ricardo Barros (líder do Governo na Câmara) tentou negociar vacinas da Covaxin em um contrato superfaturado. Ambos disseram que avisaram o presidente Bolsonaro, que negou saber desse aviso. Depois da repercussão, Ônix Lorenzoni, o deputado que faz parte da Secretaria Geral da Presidência, suspendeu a negociação e pediu a apuração sobre a corrupção e sobre o denunciador.

Agora, Roberto Dias, diretor de Logística do Ministério da Saúde (que foi indicado pelo cargo por Ricardo Barros), foi denunciado por Luiz Paulo Dominguetti, representante da Davati Medical (que intermedia a venda de vacinas da AstraZeneca) de que ele queria 1.00 dólar por vacina como propina, para a compra de 200 milhões de doses.

Aí, fica a questão: Bolsonaro declarou nesta semana que não tem como saber tudo o que acontece no Ministério. Eu concordo com isso, mas os Ministros, que conversam com ele diariamente, sim.

  • Teria sido informado e se omitiu? Ou não teve nada disso, e ele foi traído pelas pessoas que estão no Ministério?

Cada vez mais tudo isso me lembra o mesmo enredo visto a cada escândalo do Governo Lula, que quando surgia uma denúncia (Sanguessugas, Mensalão, Petrolão), dizia não saber de nada.

Duas perguntas:

  1. Lula não sabia de nada, e somente Palocci e seus afins que sabiam, naquela época?
  2. Bolsonaro não soube de nada, em referência aos acontecidos recentes também?

Aguardemos.

Na foto, o deputado Luís Miranda.

– Viva a merecida conquista italiana. Valeu o esforço da população!

Depois de tanto sofrimento na Itália (especialmente ao povo de Bérgamo), após lockdown, vacinação em massa e prevenção… ufa, a população está liberada do uso de máscaras!

É quase uma normalidade, já que não se pode bobear com a COVID-19, mas essa vitória é muito significativa…

Que chegue logo a nossa vez aqui no Brasil. Para tanto, usemos as máscaras e nos vacinemos.

italia-coronavirus

– Que cáca, moça. O vídeo de Fernanda Venturini e a tentativa de pedido de desculpas.

A ex-jogadora de vôlei Fernanda Venturini cometeu uma bobagem na internet: disse ser contra as vacinas, deu péssimo exemplo e depois fez um vídeo “tentando pedir desculpas” (dizendo que não era contra as vacinas). Não colou…

Olhe o vídeo dela debochando:

E depois, pedindo desculpas. Ou como disse: “tentando pedir desculpas”.

O que pensar? Vacilada total…

Fernanda Venturini (Foto: Reprodução Instagram)

– Insistindo por Vacinas contra a Covid-19.

Eu já escrevi sobre minha experiência por vacinas e o pós-vacina. Porém, gostaria de publicar outro vídeo, a fim de incentivar a ida em busca delas.

Quantas pessoas debocham da eficácia delas… Por quê?

Compartilho: https://www.youtube.com/watch?v=dv0-TATpbcw

– As reações da Vacina contra a Covid,

Contei ontem minha feliz experiência de tomar a vacina contra a Covid-19 (o texto está em: https://professorrafaelporcari.com/2021/06/25/vacine-ja/).

Como toda vacina, são esperadas reações (e isso é ótimo, pois significa que a imunização está funcionando). A que tomei foi da Fiocruz / Oxford / AstraZeneca. Recebi a dose às 9h da manhã, e à noite, senti calafrios e muitas dores no corpo (durante o dia, apenas dor no braço). Amanheci com sintomas de gripe, que duraram muito pouco. Estou escrevendo esse texto 24 horas depois, e, tirando o incômodo do braço (que persiste e também é comum), estou ótimo.

Não se esqueça: vacine-se! Só assim acabaremos com a pandemia, além das medidas preventivas, como o uso de máscara.

INSISTO: um vacinado não morre de Covid, pois o vírus quando em contato com quem tomou a vacina, não consegue “fazer o estrago” – afinal, a pessoa está imunizada. A vacina te protege disso (de não sentir os sintomas e morrer). Entretanto, você pode continuar a transmitir o vírus, pois ele não deixa de existir em você – daí a importância do uso de máscaras. Portanto, se você se vacinou, continue com os mesmos cuidados preventivos EM RESPEITO AO SEU PRÓXIMO.

Em suma: se você se contaminar com o vírus, não sentirá nada mas continuará a transmiti-lo. Explico no vídeo em: https://youtu.be/dv0-TATpbcw.

Assista sobre o “pós-vacina” em: https://youtu.be/3ogE2hLRmIs

– Vacine Já!

Acabei de receber minha dose da vacina contra a Covid-19 (a de Oxford / FioCruz / AstraZeneca). Poderia ser da Pfizer, Sinovac / Butantan, Moderna, Sputnik V, Soberana 2 e até a Macarrone-III se existisse!

Funcionando, é o que importa. E elas FUNCIONAM!

Aqui vai o recado (que é um apelo): esqueçam os discursos negacionistas e as postagens daqueles que direta ou indiretamente pertencem aos movimentos anti-vacinas. Não se politize a medicação! Acreditem na Ciência, nos médicos e nos estudiosos que tanto pesquisam. Não creiam em “Tiozões do WhatsApp“, “apaixonados por Política” ou qualquer outro tipo de pessoa que diga a você não vacinar.

As vacinas impedem que você morra de Covid e te protegem de adoecer gravemente. Tudo o que você lê sobre percentual de imunização e eficácia global, pode ser entendido aqui neste link que compartilho (especialmente se você acredita que a Coronavac, por exemplo, protege “só 50,38%“): https://professorrafaelporcari.com/2021/01/12/apesar-de-5038-ainda-assim-e-melhor-tomar-a-vacina-do-que-nao-tomar-diz-a-ciencia/.

  • Não deixe a desinformação te assustar. Creia na informação segura, de fonte com credibilidade.

IMPORTANTE: um vacinado não morre de Covid, pois o vírus quando em contato com quem tomou a vacina, não consegue “fazer o estrago” – afinal, a pessoa está imunizada. A vacina te protege disso (de não sentir os sintomas e morrer). Entretanto, você pode continuar a transmitir o vírus, pois ele não deixa de existir em você – daí a importância do uso de máscaras. Portanto, se você se vacinou, continue com os mesmos cuidados preventivos EM RESPEITO AO SEU PRÓXIMO.
Em suma: se você se contaminar com o vírus, não sentirá nada mas continuará a transmiti-lo. Explico no vídeo em: https://youtu.be/dv0-TATpbcw.

PREVINA-SE! Assim acabaremos logo com esse sofrimento que há tanto tempo nos assola. Tomar vacina é ato cidadão, cristão e solidário.

– Eita, bicho-homem: os anti-vacinas continuam explorando o caso Eriksen.

Não adianta o pronunciamento dos médicos, nem exames, tampouco provas. Quando os trolls querem tumultuar, fazem de tudo com insistência para divulgar suas mentiras.

Sobre o caso envolvendo Eriksen na Eurocopa, por exemplo, os anti-vacinas ainda estão se “deliciando” com as bobagens produzidas. Lamentável…

Um exemplo, extraído de: https://prophetpediain.wordpress.com/2021/06/15/anti-vaxxers-are-exploiting-christian-eriksens-terrifying-collapse/

ANTI-VAXXERS ARE EXPLOITING CHRISTIAN ERIKSEN’S TERRIFYING COLLAPSE

Just hours after Danish soccer player Christian Eriksen was resuscitated on the pitch after collapsing during a Euro 2020 game on Saturday, anti-vaxxers were using the incident to push the narrative that vaccines are dangerous.

The Problem with this theory is that Erikson hasn’t been Vaccinated.

Unfounded rumors received a significant boost when a Twitter account belonging to a Czech national called Lubos Moltl tweeted that a doctor from Inter Milan had told an Italian radio station that Erikson had received the Pfizer vaccine on May 31.

The tweet went viral and on platforms like Telegram, were any anti-vaxxers post updates, the rumor was taken as fact, and used to spread even more vaccine disinformation.

Moltl later deleted his tweet after Radio Sportiva tweeted a denial.

None of this true. Inter Milan’s director Giuseppe Marotta confirmed: “He didn’t have COVID and wasn’t Vaccinated either.”

In a message: “I’m fine – under the circumstances. I still have to go through some examinations in hospital, but I feel okay.”

He added: “I’m fine – under the circumstances. I still have to go through some examinations in hospital, but I feel okay.”

On Twitter, the claims about Eriksen’s collapse being linked to the vaccine are also being widely shared, including by former English soccer player Matt Le Tissier, whose verified account has over 500,000 followers.

The claims have made their way into other platforms, with many QAnon channels sharing baseless allegations linking Eriksen’s collapse to the Pfizer vaccine.

– E acabaram as 2as doses da Coronavac, por enquanto…

Que pepino! Mais de 70 cidades suspenderam a 2a dose da vacinação contra a Covid por falta de vacinas Coronavac. O Butantan (que é o fabricante no Brasil) não consegue produzir novos lotes (pois precisa de insumos, que vêm da China e estão escassos devido à demanda), e não há muito o que fazer.

A questão é: deveria-se dar menos “1as doses” e guardar as “2as doses” para os já vacinados (e assim não perder a primeira vacinação de quem tomou, pois existe o risco) ou não?

Claro, com planejamento, planos A e B, tudo seria melhor. Mas quem pode responder isso é a comunidade científica. Mas algo importante: “brigar com os chineses”, que são os produtores dos insumos, é dar “tiro no pé”.

Butantan entrega mais 1 milhão de doses de vacina contra covid-19 | Poder360

– Enfim, Vacina!

Que alegria! Minha querida esposa Andréia e sua equipe da Universidade São Francisco enfim puderam tomar a vacina contra a Covid-19.

Por serem pesquisadores e estarem justamente trabalhando na validação de diagnósticos desse perigoso vírus (eles têm contato com os enfermos e o próprio coronavírus em amostras) precisavam, para o bem da Ciência, serem vacinados.

Que em breve todos nós possamos também receber essa benção!

– Pela renúncia temporarária de patentes das Vacinas!

Eu apoio tudo o que o Papa Francisco pediu aos grandes laboratórios, nesta última semana. E penso ser a melhor solução: a renúncia temporária dos direitos das patentes das vacinas, para que muitos outros laboratórios possam produzi-las, permitindo que a oferta delas seja muito maior.

Disse o Pontífice, ao criticar o egoísmo de muitos:

“Uma variante desse vírus é o nacionalismo fechado, que impede, por exemplo, um internacionalismo das vacinas. Outra variante é quando colocamos as leis do mercado ou do mercado intelectual ou da propriedade intelectual acima das leis do amor e da saúde da humanidade”.

Sim, eu sei que Pfizer, AstraZeneca e outros tantos gigantes gastaram muito dinheiro com as pesquisas, e as patentes dos seus medicamentos garantem que, todo o gasto, seja retornado pela exclusividade da produção do que criaram.

A sugestão de quebra de patentes defendida pelo presidente note-americano Joe Biden, mas acrescida da ideia de ser “temporária” pelo Papa (ou seja: enquanto estivermos em pandemia) é a ideal! Permitir que até o final este período trágico que a humanidade vive, outros possam também fabricar a mesma “fórmula da vacina’, é um ato de solidariedade.

E cá entre nós, um pitaco: ninguém imagina que pelo montante já vendido de vacinas, esses laboratórios estejam ainda na recuperação do investimento, né?

Papa Francisco apoia renúncia temporária de patentes das vacinas contra  Covid-19