– O Desdém inicial da Apple com o iPhone

Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.

Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):

O DESDÉM INICIAL DO IPHONE 

O desdém inicial pelo iPhone

Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.

O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.

O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.

Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:

“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”

Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:

“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”

Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:

“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor,  favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”

E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:

Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.

Anúncios

– Empreendedores lançam Carne Vegetariana!

Imaginou uma “Picanha de Beterraba”? Ou um “Bacon Natureba”?

Uma invenção de empreendedores ousados: o restaurantes de carne “não-animal”.

Abaixo, extraído de: http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/chega-ao-mercado-picanha-vegana-saiba-do-que-e-feita/118070/

CHEGA AO MERCADO PICANHA VEGANA; SAIBA DO QUE É FEITA

Açougue vegano vai lançar o corte, que será vendido em espetos

Empreendedores brasileiros criaram uma picanha que não utiliza nenhum ingrediente de origem animal, e ela estará no mercado em breve. No próximo dia 08, após muito investimento em pesquisa, o açougue vegano No Bones – The Vegan Butcher Shop vai lançar o que promete ser a primeira picanha vegana do mercado.

O produto será vendido em espetos igual se vê em churrascarias. A base da carne leva diversos ingredientes, entre ele o arroz vermelho, beterraba e fumaça em pó que dá o gosto do defumado. A gordura nada mais é que queijo vegano elaborado pela chef do estabelecimento.

“Estamos fazendo pesquisa há quase um ano para poder preparar o produto. Como não existe nada igual no mercado, tivemos que testar diversas receitas, assim como criar utensílios de cozinha para que formasse o corte certo do produto”, afirma Marcella Izzo, chef do No Bones. “A picanha foi testada na churrasqueira, forno e até na frigideira. Quem provou, aprovou”, completa.

De acordo com Brunno Barbosa, sócio do estabelecimento, a ideia foi criar uma carne vegetal inspirada no mais famoso corte brasileiro. “A mistura da carne e gordura, manipuladas no tamanho certo com certeza vai atrair diversos paladares. O produto ficou saboroso, com ótima aparência, além de ser extremamente saudável comparado ao corte bovino”, conta.

Questionada sobre buscar cortes parecidos com as de carne animal, Marcella explica que a missão do açougue vegano No Bones, é reduzir drasticamente o consumo de carne animal no Brasil. “Queremos aproximar quem come carne do veganismo, e para isso nossas carnes tem que ter um “appetite appeal” interessante para atrair esses consumidores”, afirma.

O açougue, inaugurado em dezembro do ano passado, no bairro de Perdizes, em São Paulo, trabalha com mais 15 tipos de produtos e diversos cortes, todos sem ingredientes de origem animal, entre eles hambúrgueres, salsichas, linguiças, nuggets, bacon, costelinha e o Caveman Meat, carne inspirada nos cortes que os homens das cavernas faziam.

bomba.jpg

– A empresa de 1 trilhão de dólares!

Uau! Nesta semana, a Apple atingiu o incrível valor de mercado de US$ 1 tri, maior que o PIB de muitos países.

É dinheiro demais…

Extraído de: https://blogdoiphone.com/2018/08/tim-cook-1-trilhao-apple/

UM TRILHÃO NÃO É O FOCO

por iLex

Esta semana a Apple atingiu a incrível marca de 1 trilhão de dólares, se tornando a primeira empresa americana a conquistar tal feito (e a segunda do mundo, logo depois da PetroChina).

Com um sorriso de um lado ao outro do rosto, o CEO da empresa, Tim Cook, enviou um memorando a todos os funcionários, falando sobre o feito e destacando o quão importante é atingir este marco.

O memorando foi enviado aos mais de 120.000 funcionários da maçã, e foi divulgado pela Reuters. Nele, Tim Cook comenta sobre o fato da ação da Apple ter atingido o valor de US$ 207,39 nesta quinta (2), o que fez o valor total de mercado ultrapassar a casa do trilhão de dólares.

Hoje a Apple atingiu um marco significativo. Com o preço da ação fechando em 207,39, o valor de mercado da Apple ultrapassa o 1 trilhão. Enquanto temos muito a nos orgulhar desta conquista, ela não é a medida mais importante do nosso sucesso. O retorno financeiro é apenas resultado da nossa inovação, colocando nossos produtos e clientes em primeiro lugar, permanecendo sempre fieis aos nossos valores.

O CEO tratou de agradecer a todos pelos esforços diários que cada um faz na Apple:

São vocês, equipe, que fazem a Apple grande e nosso sucesso é devido ao trabalho duro, dedicação e paixão de todos. Estou profundamente orgulhoso pelo que vocês fazem, e é um privilégio de uma vida inteira trabalhar ao lado de vocês.

Vamos aproveitar este momento para agradecer nossos clientes, nossos fornecedores e parceiros, toda a comunidade de desenvolvedores, nossos colegas e todos aqueles que vieram antes de nós nesta extraordinária empresa.

Steve Jobs e o poder da criatividade humana

Tim também fez questão de lembrar de Steve Jobs neste momento, enfatizando o espírito inovador e artístico que acompanha a empresa desde sua fundação:

Steve fundou a Apple com a crença de que o poder da criatividade humana pode resolver até os maiores desafios — e que as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo são as que mudam. No mundo de hoje, nossa missão é mais importante do que nunca. Nossos produtos não só criam momentos de surpresa e prazer, eles empoderam pessoas ao redor do globo para melhorar suas vidas e as vidas de outros.

Assim como Steve sempre fazia em momentos como este, nós todos devemos ter esperança no futuro brilhante da Apple e no grande trabalho que faremos juntos.

A valorização das ações se deu após a empresa apresentar excelentes resultados fiscais relativos ao 3º trimestre do ano. A tendência é que o próximo trimestre seja ainda melhor, incluindo o início do lançamento de novos modelos de iPhone e, provavelmente, de novos iPads Pro com borda fina.

Tim Cook, o homem do feito!

– Vingará?

Para quem assistiu a entrevista coletiva do jovem Vinícius Jr, gostou do seu comportamento. Boas frases, idéias claras, jeitão humilde e ao mesmo tempo bem à vontade. Arriscou até um “portunhol”!

Será que, estando em Madrid e nessa nova fase do time merengue, sem Cristiano Ronaldo no ataque e sem Zidane no banco, o garoto terá toda a “falta de pressão necessária” (ou seja: não será tão cobrado, dando a ele tranquilidade para se adaptar)?

Sou do tempo que exportávamos nossos craques como homens feitos: Zico, Sócrates, Falcão… entravam prontos nas equipes, sendo titulares sem discussão. Hoje, vendemos garotos que aprenderão não mais aqui, mas sim lá, a arte de jogar bola e conhecer tática de jogo.

Onde é que erramos: na formação da base ou na questão financeira para segurar por um tempo maior os jogadores?

Vejam só a capa do diário espanhol AS: só tem brasileiro!

DiocHPUX0AASjYd

– Alisson vale R$ 323 milhões?

O goleiro da Seleção Brasileira Alisson Becker foi vendido pela Roma ao Liverpool por 323 milhões de reais, tornando-se o arqueiro mais caro da história.

Será que realmente vale tudo isso?

Ok, é sabido que o time inglês há tempos está com dificuldade em encontrar um titular ideal para a posição, mas sempre tive a percepção de que Alisson é um jogador normal – e que tem certa dificuldade nas saídas do gol.

Como é que alguém o avalia nesse valor?

No auge da carreira, Castilho (FLU), Taffarel (SCI), Gilmar dos Santos Neves (SCCP), Marcos (SEP), Ceni (SPFC) valeriam quanto?

Lógico que alguém pode falar que ele vale não só pelo que joga, mas pela imagem de “bonitão” que ele passa, ajudando a valorizar os produtos e servindo como modelo da marca / time. Mas aí é outra história…

bomba.jpg

– Você montaria uma franquia de quem?

Tudo é cíclico: quando surgiram as franquias de perfume (como “O Boticário”), elas se espalharam pelo Brasil e deram certo. Depois veio a moda dos chocolates (como “Cacau Show”). Aí tivemos as de sorvetes à base de yogurte e paletas mexicanas (várias e várias). Depois, as de comida japonesa. Agora, a moda é: Hot Dog e mini-Churros!

Já repararam como os principais shoppings de São Paulo estão com carrinhos dessas guloseimas? São novas franquias que nascem e, por enquanto, estão baratas!

Oportunidade aos empreendedores dispostos a arriscar (claro, o aceite ao risco está no conceito do empreendedorismo).

hotdog-americano.jpg

– Vender milhas é seguro?

Já viram as ofertas de compra de milhas de passagens aéreas e de outros serviços? É tudo feito no “paralelo”.

Você terias coragem de negociar tranquilamente suas milhas? Eu confesso que não…

Extraído de: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/mercado-negro-de-compra-e-venda-de-milhas-cresce

MERCADO NEGRO DE COMPRA E VENDA DE MILHAS CRESCE

Quem quer ganhar dinheiro vendendo milhas que estão prestes a expirar ou busca milhas à venda para pagar um preço menor na passagem aérea encontra hoje dezenas de sites que comercializam pontos acumulados nos programas de fidelidade.

Apesar de o mercado paralelo de milhas não ser ilegal, a prática é controversa. Programas de fidelidade ligados a companhias aéreas, como o Smiles, da Gol, proíbem a comercialização de milhas em seus regulamentos.

No entanto, pouco pode ser feito pelas empresas para identificar e coibir a prática, tanto pela dificuldade na fiscalização, quanto pela falta de uma regulamentação específica que preveja medidas punitivas para a compra e venda das milhas.

Os sites que comercializam milhas, como MaxMilhas, HotMilhas e CentralMilhas, se aproveitam de uma brecha oferecida pelos programas de fidelidade, que permitem ao usuário emitir passagens aéreas com suas milhas, mas em nome de outras pessoas.

Segundo Max Oliveira, sócio do MaxMilhas, a venda de milhas no mercado paralelo tem crescido diante da elevação da inflação e do aumento das promoções realizadas pelos programas de fidelidade e as companhias aéreas. “Com a piora da economia, o consumidor procura formas para economizar”.

O MaxMilhas faz a intermediação entre vendedores e compradores e cobra uma comissão de 15% por cada transação realizada. Cada vendedor faz sua oferta, que é anunciada no site. O MaxMilhas inclui uma pesquisa de passagens aéreas, que permite ao comprador adquirir as milhas necessárias para a emissão de cada bilhete.

Já o HotMilhas e a CentralMilhas apenas compram milhas com base em preços negociados entre o site e os compradores. Somente é aceito um número mínimo de milhas, geralmente 10 mil. Posteriormente, as empresas vendem as passagens aéreas adquiridas com as milhas para clientes.

Preço mais acessível

Mesmo após os programas de fidelidade lançarem novas formas de transferência e compra de milhas (veja 7 dicas para aproveitar mais suas milhas), que se intensificaram nos últimos dois anos, os sites no mercado paralelo ainda oferecem como principal vantagem preços mais acessíveis.

No MaxMilhas, por exemplo, mil milhas do programa de fidelidade da TAM são vendidas por cerca de 27 reais e adquiridas por 30 reais, em média. Essa mesma quantidade pode ser comprada no programa de fidelidade por cerca de 70 reais, mais do que o dobro do preço cobrado no site (veja quais são os melhores e piores cartões para acumular milhas).

Max Oliveira, sócio do site, ressalta que nem sempre é mais vantajoso comprar uma passagem aérea com o uso de milhas. “Por isso, mostramos os preços das passagens cobrados pela companhia aérea com e sem o uso de milhas”.

Como funciona

Quem quer vender milhas precisa fornecer dados pessoais e a senha do programa de fidelidade para que os sites possam emitir os bilhetes. Alguns sites realizam primeiro o pagamento pelas milhas e somente depois pedem a senha ao vendedor.

Após o uso total das milhas adquiridas, o próprio site recomenda que o consumidor modifique a senha para evitar fraudes. O fornecimento da senha pode ser opcional em alguns sites, como o MaxMilhas. Nesse caso, o consumidor é responsável pela emissão correta do bilhete em nome do comprador.

O Smiles destaca que o risco de o participante do programa ter seus dados expostos nessas transações é alto, principalmente no caso de sites que não divulgam CNPJ, endereço ou telefones para contato ou não tenham certificado de segurança. Se o consumidor for lesado, poderá perder o direito à indenização, caso seja constatado que autorizou o acesso de terceiros à sua conta.

Resultado de imagem para avião

– O Golpe das Tomadas de 3 pinos no Brasil!

A Pial Legrand estaria por trás da introdução da Tomada de 3 pinos, anos atrás?

Segundo essa importante reportagem da Revista Époica, sim!

Abaixo, extraído de: https://epoca.globo.com/tecnologia/noticia/2018/06/sete-anos-depois-quem-ganhou-dinheiro-com-tomadas-de-tres-pinos.html

SETE ANOS DEPOIS, QUEM GANHOU COM AS TOMADAS DE 3 PINOS?

por Bruno Abbud

Com uma canetada em 2000, o então presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Armando Mariante Carvalho Junior, obrigou 196 milhões de pessoas a gastar ao menos R$ 1,4 bilhão para a troca potencial de tomadas em mais de 60 milhões de residências em todo o Brasil. Carvalho hoje integra o rol de investigados na Operação Lava Jato, mas não por ter liderado a incômoda revolução da tomada dos três pinos. Como ex-vice-presidente do BNDES, ele é investigado por participação em empréstimos fraudulentos ao pecuarista José Carlos Bumlai, o amigo do ex-presidente Lula que foi condenado a quase dez anos de prisão por corrupção e gestão fraudulenta.

No caso dos três pinos, Carvalho estabeleceu, por meio de portaria, prazos para que fabricantes e comerciantes de material elétrico e eletrodomésticos se adaptassem ao padrão NBR 14136 — um termo alfanumérico que define tecnicamente a nova tomada. Em 1º de julho, a tomada de três pinos completa seu sétimo ano de existência obrigatória. Ninguém mais pode fabricar ou importar aparelhos com plugues ou tomadas fora do padrão, sob pena de elevadas multas. Ninguém pode também vender no varejo tomadas velhas nem eletrodomésticos com o plugue antigo.

Duas perguntas, no entanto, ainda assombram os brasileiros: por que o padrão de tomadas e plugues foi alterado? E quem, afinal, ganhou com isso? Carvalho não quis responder às perguntas de ÉPOCA. O executivo Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues, o maior inimigo que a tomada de três pinos já teve, verbalizou a hipótese mais frequente no setor de varejistas do comércio elétrico. Apontou uma multinacional francesa como beneficiária direta da adoção da tomada de três pinos.

Numa tarde de abril, no centro do Rio de Janeiro, no quarto andar do prédio da Confederação Nacional do Comércio, buscava, sem sucesso, uma tomada adequada para recarregar o celular, antes de discorrer sobre a hipótese que lhe parece a mais razoável. A norma NBR 14136 foi estabelecida inicialmente em 1998 pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT. Completará 20 anos em julho e determina a padronização do encaixe em formato hexagonal, fixado à parede, com três furos posicionados em ângulos que lembram a pirâmide de Quéops. Na parte interna, possui três pequenos pinos ocos conectados à fiação. Os plugues de aparelhos eletroeletrônicos que ali se conectam caracterizam-se pela existência do terceiro pino.

O principal argumento favorável à tomada de três pinos, à época, era a segurança — uma vez que o recuo no encaixe impossibilita, por exemplo, que uma criança encoste o dedo no pino semiencaixado e energizado. Diminuiu também a chance de o plugue se soltar facilmente da tomada. Além disso, o terceiro pino evita choques quando conectado a tomadas de imóveis com aterramento elétrico. No entanto, os números oficiais de pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por choque cresceram continuamente nos últimos sete anos.

Em 2011, quando a tomada de três pinos se tornou obrigatória, houve 857 atendimentos por exposição a corrente elétrica registrados no SUS em todo o Brasil — boa parte em residências, habitações coletivas e escolas. Em 2017, o Ministério da Saúde registrou 1.307 atendimentos por choque elétrico em todo o Brasil, crescimento de mais de 50% em seis anos. O número de internações por choque também aumentou, saltando de 22 em 2012 para 102 no ano passado. Até janeiro deste ano, houve 64 internações por choque elétrico pelo SUS no país. As mortes por choque elétrico em residências mantiveram-se num gráfico linear. Desde os anos 2000, há uma média de 1.300 por ano.

A tomada de três pinos mostrou-se ineficiente porque dependia de que as residências brasileiras fossem aterradas. O terceiro pino, como se sabe, só funciona em imóveis com aterramento. Isso significa que, se a tomada não estiver coligada a uma barra de cobre de 3 metros cravada na terra, a segurança propalada não existe. Uma pesquisa constatou que metade das residências brasileiras não dispõe de aterramento elétrico.

Criada para ser padronizada no mundo todo, a primeira versão da tomada de três pinos tem origem em 1986 na sede da Comissão Eletrotécnica Internacional (International Eletrotechnical Comission, a IEC), em Genebra, na Suíça. Batizada como IEC 60906-1, não decolou. Dos 85 países que compõem a IEC, só Suíça, África do Sul e Brasil decidiram assumi-la como padrão.

A ABNT importou a ideia da Europa em 1994. Embora a aparência tenha permanecido a mesma, houve adaptações técnicas. Enquanto a tomada europeia era própria para suportar uma intensidade elétrica de 16 amperes e tinha furos de 4,5 milímetros, a brasileira apareceu em duas versões: uma para voltagens de aparelhos menores (como liquidificadores), com furos de 4 milímetros e feitas para correntes de 10 amperes, e outra para voltagens de aparelhos maiores (como máquinas de lavar), com buracos de 4,8 milímetros e própria para aguentar um fluxo de até 20 amperes.

Na ocasião, houve na ABNT quem preferisse adotar o padrão alemão Schuko, considerado o mais seguro do mundo. Essa opção, no entanto, obrigaria o brasileiro a pagar R$ 40 por um plugue. A nova tomada de três pinos — com um custo de R$ 8 — era quatro vezes mais cara que a antiga, mas saía por um quinto da versão alemã. Em 2017, o mercado de tomadas, plugues, cabos e extensões faturou R$ 23,7 bilhões no Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). É tanto dinheiro que daria para cobrir o déficit mensal das contas públicas do governo federal.

Executivo do setor elétrico há 50 anos, Marco Aurélio Sprovieri disse que, no auge da discussão para tornar a norma obrigatória, a multinacional francesa Pial Legrand trouxe para o Brasil os moldes prontos para produzir o padrão que aqui tinha acabado de se transformar em norma. A empresa é uma gigante que atua em 180 países com um faturamento anual de € 4 bilhões, quase R$ 18 bilhões.

“Comentava-se na época que a Pial já tinha as máquinas para fabricar o novo padrão antes mesmo de ele ser imposto no Brasil”, disse Sprovieri. Só a Pial tinha o formato hexagonal. “A empresa se beneficiou mais do que os outros fabricantes, que tiveram um pouquinho mais de dificuldade de desenvolver um novo processo fabril de produção”, disse. 

Sprovieri afirmou que a empresa francesa havia apostado na mundialização do produto, o que não se realizou. “O lobby foi uma das maiores produtoras do mundo já ter a fábrica, os moldes, os pinos, as máquinas para fazer os pinos, todo o processo fabril pronto quando a IEC desenvolveu a norma”, disse. A França não adotou, a Alemanha não adotou, a Itália não adotou, e a fábrica ficou inutilizada. “Esse padrão foi previsto pela IEC para ser um padrão universal, mas nenhum país quis mudar seu padrão para não causar impacto desnecessário na sociedade. Houve um investimento em novas máquinas e equipamentos pensando numa coisa que não aconteceu. Aí o único lugar em que podia acontecer era no Brasil. E aconteceu.

O executivo disse suspeitar que lobistas a serviço da indústria francesa tenham influenciado o Inmetro a tornar a tomada de três pinos obrigatória no Brasil. “Acredito que houve um acordo com o Inmetro para estabelecer isso”, disse. “Tenho quase certeza de que a empresa (Pial Legrand) vendeu a ideia para o Inmetro no Brasil, que pôde impor a norma aos consumidores. E o Inmetro baixou uma portaria que obrigou 200 milhões de pessoas a aderir a um padrão totalmente desconforme com o que tínhamos. É uma presunção.”

O lobby teria sido direcionado ao baixo escalão da autarquia. “Não foi uma ação a mando de governo, foi uma ação meio que pessoal”, disse. “Alguém da área técnica do Inmetro aceitou essa ideia como uma ideia a ser levada adiante.”

Sprovieri reuniu sindicatos e setores de classe e passou a enviar ofícios ao Inmetro, alertando para a incongruência da obrigatoriedade da norma no Brasil. “Não digo que o padrão é ruim”, declarou. “Mas havia um estoque muito grande no país de um padrão que não era inadequado. Era funcional. Além disso, poderia ser criada uma transição para um novo padrão, dois furos, dois furos com pino chato, mas tudo encaixado no mesmo lugar, e sem que isso fosse obrigatório.” Outra solução mais simples para a questão da segurança, segundo Sprovieri, seria encapar os pinos até a metade, de maneira que o toque não resultasse em choque elétrico. Os ofícios foram ignorados.

Quando a IEC lançou a tomada de três pinos nos anos 1980, Inglaterra, França e Alemanha estavam entre os países mais influentes na comissão, segundo Amaury Santos, diretor da IEC na América Latina. “Era um sonho padronizar plugues e tomadas internacionalmente, porque, por muitos anos, usou-se o plugue como barreira técnica de mercado”, disse. “Você comprava um aparelho nos Estados Unidos e não podia usar no Brasil e vice-versa. Proteção de mercado.”

Sustentada por anuidades pagas pelos países-membros e com a venda de normas de adoção voluntária por governos ao redor do mundo, a IEC não havia localizado, até o fechamento desta reportagem, as atas das reuniões que decidiram pelo desenho da norma 60906-1 nem seu inventor. O que se sabe, contudo, é que a ideia de seus criadores era acabar com a proliferação de vários tipos de plugue e tomada nos seis continentes. Atualmente, segundo a IEC, há ao menos 14 encaixes diferentes no planeta.

No dia em que se desenhou a primeira versão da tomada de três pinos, em setembro de 1986, o Brasil estava em Genebra, representado por um técnico do Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações (Cobei). Da Suíça, ele trouxe ao Brasil a proposta para análise de uma comissão do comitê.

Formado por cinco sindicatos e associações, além de 17 empresas, que vão do setor médico-hospitalar ao de metais ferrosos e eletrodomésticos, o Cobei, que também é chamado de CB-003, é um dos 309 comitês técnicos da ABNT. O dinheiro para manutenção e aluguel das salas onde funciona — hoje está sediado em uma travessa da Avenida Paulista, em São Paulo — vem da indústria, por meio de empresas associadas e entidades de classe.

Dos mais de 300 comitês técnicos da ABNT, o Cobei é um dos mais poderosos. Além dele, só três integram o Conselho Deliberativo da ABNT: o CB-004 (máquinas e equipamentos mecânicos); o CB-018 (cimento, concreto e agregados); e o CB-026 (odonto-médico-hospitalar). Os comitês técnicos são numerados em ordem cronológica, de maneira que o comitê que estuda eletricidade foi o terceiro a ser criado na ABNT, em 1908, atrás apenas dos comitês de Mineração e Metalurgia e da Construção Civil. De acordo com um anúncio para associados publicado em seu site, o Cobei é responsável por “garantir a participação ativa do Brasil” na IEC e “assegurar que seja realizado o pagamento das anuidades da filiação” à entidade.

A ABNT também é formada por entidades de classe, empresas e autarquias federais, como o Inmetro, por exemplo. Todos os associados contribuem com a associação. Alguns mais, outros menos. Entre os sócios mantenedores da ABNT estão os ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e o da Defesa, com quem a ABNT faz convênios para o recebimento de verbas federais. Em 2017, R$ 547.700 foram repassados à entidade.

Das 522 comissões de estudo que já foram criadas sob o guarda-chuva do Cobei, hoje estão ativas cerca de 160, que avaliam tecnicamente desde turbinas de geração eólica a máquinas de lavar roupa. Em teoria, esses pequenos grupos devem ser compostos de fabricantes, consumidores, laboratórios e universidades ou por qualquer interessado que comprove relação curricular com o assunto em pauta. Na prática, contudo, boa parte é formada e supervisionada por técnicos de grandes multinacionais que gastam algumas tardes decidindo entre a cor verde e o amarelo, esse parafuso ou aquele encaixe de plástico, uma folha de alumínio ou um ponteiro de aço.

A indústria participou ativamente da escolha da tomada e dos plugues de três pinos no Brasil. Em 1994, a Comissão de Estudo de Interruptores, Tomadas, Pinos e Placas de Uso Geral — também denominada CE-03:023.02 — começou a se basear na norma da IEC para desenvolver a tomada de três pinos do jeito que é hoje. Entre 1994, quando o padrão começou a ser desenhado no Brasil, e 1998, quando foi lançado pela primeira vez, o número de integrantes da comissão de estudo que o escolheu era 26 — sendo 25 empresas e entidades de classe da indústria eletroeletrônica e do cobre e apenas um laboratório, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), ligado à Eletrobras. Em quatro anos, reuniram-se cerca de 20 vezes. “Se houve algum lobby, foi nessa época”, confidenciou um executivo do setor elétrico que preferiu não se identificar.

“As decisões das comissões de estudo são sempre tomadas por consenso, não havendo votação”, afirmou Eugenio Tolstoy de Simone, diretor técnico da ABNT, que administra todos os comitês técnicos. O diretor da ABNT declarou que a escolha da norma da IEC pela comissão de estudo foi “natural e lógica”. “Não houve imposição de ninguém”, disse. “Ao se iniciar qualquer trabalho de normalização, devemos sempre optar pela adoção de uma norma internacional, conforme preconiza o Acordo de Barreiras Técnicas da Organização Mundial do Comércio.”

Em outubro de 1996, houve uma consulta pública na qual a norma NBR 14136 foi aprovada pelos integrantes da comissão de estudo com 21 sugestões. “As sugestões foram inexpressivas”, afirmou Tolstoy, que está na ABNT desde 2002. “O único setor que reclamou desse plugue e tomada foi o da construção civil, que na época dizia o seguinte: ‘Espera aí, quem instala as tomadas sou eu, e vai dar um trabalho danado’.” Instado a oferecer acesso às atas das reuniões, Tolstoy informou que são documentos de uso exclusivo da comissão de estudo. 

Em 2006, Vicente de Paula Neves, funcionário da Pial Legrand, foi o coordenador da comissão de estudo que escolheu se basear no padrão da IEC. De acordo com o regimento interno da ABNT, compete ao coordenador da comissão, além de conduzir as reuniões, indicar o secretário, relatores e membros, receber as documentações e revisar “técnica e ortograficamente” o texto dos projetos de norma.

Questionado sobre se acredita que a Pial Legrand tenha largado na frente no comércio do novo padrão e sobre o comportamento da multinacional na consulta pública, Tolstoy disse: “A Pial não queria que a gente adotasse o formato igual ao da IEC. A Pial queria justamente que mudasse o formato, e isso não foi aceito”.

José Sebastião Viel, superintendente do Cobei e ex-funcionário das francesas Telemecanique e Schneider, afirmou ser uma obviedade que os franceses tenham saído na frente da fabricação e comercialização do novo produto. “A Pial Legrand era a maior fabricante que havia no Brasil. Ela sempre esteve na frente dos outros fabricantes daqui. Sempre foi uma empresa com uma agilidade tecnológica muito forte. Quem tem mais tecnologia e mais dinheiro para investir acaba saindo na frente.”

Funcionário da Pial Legrand desde 1993, Antonio Eduardo Souza negou a tese de Sprovieri peremptoriamente, mas admitiu: “Realmente a ambição era que a norma da IEC se tornasse um padrão mundial. A Europa queria que fosse norma de padronização mundial de tomadas”. Souza foi o maior representante da Pial Legrand durante as discussões sobre a implantação do padrão no Brasil. Negou que tenha havido lobby da indústria na decisão de obrigar à utilização da NBR 14136. “Seria um baita tiro no pé. A indústria não criaria um lobby para se obrigar a fazer grandes investimentos para se adequar à obrigatoriedade do Inmetro.”Funcionário da Pial Legrand desde 1993, Antonio Eduardo Souza negou a tese de Sprovieri peremptoriamente, mas admitiu: “Realmente a ambição era que a norma da IEC se tornasse um padrão mundial. A Europa queria que fosse norma de padronização mundial de tomadas”.

Souza também é categórico ao rebater a acusação de que a Pial Legrand teria trazido os moldes da França para o Brasil: “Isso é uma falácia. Os moldes foram fabricados de acordo com o cronograma de implementação da norma”. Segundo ele, parte dos investimentos da Pial Legrand à época se deu justamente na fabricação de novos moldes. “Um molde de injeção plástica pode custar entre R$ 100 mil e R$ 130 mil. Em uma linha de tomada, por exemplo, há mais de um molde, incluindo tampa e tomada.” Para cada linha de produto, segundo Souza, gastam-se de R$ 200 mil a R$ 300 mil. “Se você tem dez produtos, são R$ 3 milhões só em moldes”, completou. “A indústria não ganhou tanto dinheiro assim porque os pinos antigos quase todos cabiam em tomadas antigas e também nas novas.”

Confrontada com a tese de Sprovieri, a Pial Legrand negou que tivesse os moldes da tomada de três pinos antes de sua implementação no Brasil. “Parece teoria da conspiração”, disse Carlos Eduardo Nonato, gerente de marketing da multinacional desde 2010. “Todos os fabricantes tiveram de se adaptar e todos sofrem, até hoje, com as reclamações de clientes e com a especulação de tentar achar um culpado para essa mudança”, acrescentou o diretor de marketing da empresa, Demetrius Basile.

Os fabricantes de adaptadores formam outro grupo entre os que ganharam dinheiro com a adoção do plugue jabuticaba nacional. No fim dos anos 2000, quando o escalonamento de prazos expedidos pelo Inmetro já havia criado algum efeito na indústria, e os eletrodomésticos certificados costumavam sair das fábricas padronizados, o plugue na norma NBR 14136 passou a aparecer com mais frequência nas casas dos brasileiros. Milhares de consumidores se viram obrigados a comprar adaptadores para dar vida a eletrodomésticos recém-adquiridos.

Nove meses depois da data final para o varejo se adaptar ao padrão obrigatório, uma empresa familiar já havia se valorizado em milhões de reais. A Daneva foi fundada por Juliano Filippelli Neto — que também participou da comissão da ABNT que estudou a tomada de três pinos — em 1978 em Poá, na Grande São Paulo. Era líder de vendas de extensões e adaptadores no Brasil. Em abril de 2013, alterou seu capital social, passando-o de R$ 700 mil para R$ 24 milhões — um salto de 3.328%. Um mês depois, em uma reunião registrada na Junta Comercial de São Paulo, a Pial Legrand adquiriu 51% da empresa por R$ 66 milhões. Dois anos mais tarde, em julho de 2014, comprou os 49% restantes por R$ 65 milhões. A multinacional francesa novamente se beneficiou da tomada de três pinos.

A aquisição faz parte de sua estratégia no Brasil. Em 2006, a Pial Legrand comprou a Cemar, líder do mercado de quadros de distribuição. Em 2008, a HDL, líder no segmento de porteiros eletrônicos. Em 2010, a SMS, líder no mercado de nobreaks. “É uma estratégia de crescimento lateral por meio da aquisição de empresas que estejam alinhadas com nosso portfólio de produtos”, disse Antonio Eduardo Souza, que hoje dirige a fábrica da Daneva.

Marcelo Filippelli, antigo sócio-proprietário da Daneva, afirmou que a diferença estratosférica no capital social da empresa surgiu de lucros acumulados. “Foi feita uma atualização de capital para efeito de menos gasto com imposto. Os lucros que não tinham sido distribuídos foram integralizados no capital social. Foi uma operação contábil que a gente fez porque já estávamos com a venda fechada para a Pial Legrand. Você paga menos Imposto de Renda se tem seu capital social mais alto. Não tem nada a ver com investimento, padronização, com ganho de dinheiro, com lucro, nada disso.”

A polêmica da tomada de três pinos ganhou fôlego em 2006, quando o Congresso aprovou o Projeto de Lei 1.096, de 1995. De autoria do então deputado Freire Júnior, a lei obrigou imóveis construídos a partir de outubro daquele ano a ter “sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização do condutor-terra de proteção, bem como tomadas com o terceiro contato correspondente” e tornou obrigatório o plugue de três pinos em aparelhos eletroeletrônicos com carcaça metálica, como micro-ondas, geladeiras e máquinas de lavar.

O fato de Lula ter sancionado a lei a três meses do fim do primeiro mandato como presidente da República colocou internautas em polvorosa. Já naquela época, teorias da conspiração em forma de fake news surgiram na rede, e não demorou para que um filho de Lula levasse a culpa pela tomada de três pinos. Acusaram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de ter direitos sobre a patente da tomada — uma falácia, já que a patente de uma invenção, quando se torna norma internacional, é derrubada pelas regras dos normatizadores.

Freire Júnior, que hoje é suplente de deputado pelo Tocantins, disse que teve a ideia de propor a lei depois de uma conversa com um amigo de infância. “No passado, nós dois tivemos videocassetes queimados por falta de aterramento elétrico”, disse.

Na Rua Santa Ifigênia, maior polo do comércio eletroeletrônico de São Paulo, o empresário Felipe Abduch, proprietário da loja de materias elétricos Santil, disse que a francesa Pial foi a primeira a colocar tomadas de três pinos no mercado. “Eles estavam mais preparados para seguir as novas exigências. Depois vieram os concorrentes, a Schneider, a Siemens e a Tramontina.”

Quando os deputados Sandro Alex (PPS-PR) e Bruno Araújo (PSDB-PE) decidiram convocar uma reunião na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados para esclarecer os motivos da obrigatoriedade da tomada de três pinos no Brasil, João Viel, o superintendente da Cobei, foi convidado a participar como representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mas não pôde ir. Enviou em seu lugar Antonio Eduardo Souza, da Pial Legrand.

As desconfianças sobre a tomada de três pinos reverberaram no Congresso em 7 de junho de 2011, a menos de um mês de o padrão se tornar obrigatório. Os argumentos favoráveis à padronização — entre eles a redução no consumo de energia, mais segurança contra choques elétricos, proporcionada pelo novo relevo das tomadas, e prevenção contra incêndios — eram rebatidos, à época, com argumentos de que a maior parte dos imóveis não dispunha de aterramento elétrico e boa parte dos eletrodomésticos era dotada de um sistema de proteção interna contra curtos-circuitos, de modo que o terceiro pino ficaria sem utilidade. Apontava-se também o baixo índice de choques no país, o que não justificaria uma mudança, a insegurança ocasionada pelo aumento no uso de adaptadores e o peso no bolso do consumidor.

O deputado Bruno Araújo, que presidia a Comissão de Ciência e Tecnologia em 2011, seguiu na mesma linha: “A coisa parecia fato consumado, lembro que na época não me convenci nem me dei por satisfeito. Havia uma grande desinformação da sociedade sobre qual seria de fato a utilidade desse investimento de centenas de milhões, se não fosse de bilhão, de mudar todo o sistema nacional”.

O presidente do Inmetro e da ABNT foram convidados ao encontro, mas enviaram subordinados. “Eles ficaram essencialmente no foco da segurança”, lembrou Araújo. A reunião durou duas horas.

“A tomada de três pinos veio muito mais da imposição do governo e do Inmetro”, disse o deputado Sandro Alex ao rememorar a reunião no Congresso. “A gente percebia que tinha alguma coisa errada nessa história. A decisão estava tomada. Muito se comentava de que tinha um caroço no angu.”

Em 2010, a Daneva doou R$ 50 mil a José de Souza Cândido, candidato do PT a deputado estadual em São Paulo, hoje falecido. Já a SMS Tecnologia Eletrônica doou, no mesmo ano, R$ 24 mil a José de Filippi Junior, candidato a deputado federal do PT por São Paulo; R$ 5.700 a Joel Fonseca Costa, candidato do PT a deputado estadual em São Paulo; além de R$ 2 mil a Paulo Skaf, que concorria ao governo paulista pelo PSB. Nas eleições de 2014 e 2016, nenhuma empresa do grupo Legrand colaborou com candidatos.

Resultado de imagem para Tomada de 3 pinos

– A redução do peso do saco de cimento e os golpes de outrora!

Eu trabalhei muito tempo em depósito de material de construção, e sofria quando tinha que carregar sacos de cimento. Afinal, cada um pesa 50 kg (e os de cal, 20 kg).

Em breve, por determinação de autoridades da área de Segurança no Trabalho, o peso máximo será de 25 kg / saco. Correto. E o preço, logicamente, tem que cair pela metade. 

Me recordo que quando existiu o congelamento de preços imposto pelo Presidente José Sarney em 1986, os sacos de cal passaram de 20 kg para 10 kg por um período (e o preço não caiu pela metade). Era golpe para fugir dos valores tabelados / congelados.

Atualmente, muitos produtos tem redução de tamanho e o preço muda muito pouco, sendo um engodo não percebido por boa parte dos consumidores. Vide os chocolates de 200 gramas, que caíram para 180g, dependendo da marca, para 170. 

A queda de preços é sempre proporcional?

Tomara que sim, pois o caso passará da Segurança do Trabalho para a Segurança do Bolso, caso “não ocorra”.

Imagem relacionada

– R$ 2,99 é caro ou barato?

Uma surpresa: encontrei nas Lojas Americanas um bonequinho de “Bernard”, aquele que tinha “alegria nas pernas” segundo alguns.

Às vésperas de 2014, fazia sentido colecionar o souvenir futebolístico do jovem atacante. Acontece que estamos em 2018!

O preço: R$ 2,99. Por um produto “vencido”, vale a pena ou não?

– PME que contratam funcionários transexuais

Empresas que aceitam a diversidade sexual e contratam LGTBs. Uma novidade ou tendência?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/08/1911077-pequenas-empresas-se-abrem-para-receber-funcionarios-transexuais.shtml

PEQUENAS EMPRESAS SE ABREM PARA RECEBER FUNCIONÁRIOS TRANSEXUAIS

por Everton Lopes Batista e Júlia Barbon

O site Transempregos, que divulga vagas de trabalho para transexuais e travestis, contava com 160 currículos cadastrados em 2013, ano em que foi inaugurado. Atualmente, são mais de mil.

A plataforma foi um dos canais usados pela hamburgueria Castro, inaugurada no fim de 2016 na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, para acrescentar diversidade ao negócio. Uma chamada publicada no site convidava pessoas de todos os gêneros e orientações sexuais para participar de uma seleção.

A transexual Roberta Proença Gouvea, 41, se candidatou e conseguiu a vaga de recepcionista do local, que tem 16 funcionários no total –dois deles são trans.

“A proposta da Castro me deu muita esperança para conseguir o emprego. Eu fui tratada como uma candidata de verdade”, afirma ela.

Segundo Luiz Felipe Granata, um dos sócios da Castro, a proposta é ser um ambiente “não excludente” para funcionários e clientes.

“A maior diferença de trabalhar em um lugar como esse é poder ser quem você realmente é e se sentir seguro”, afirma o transexual Bruno Mikó, 23, que trabalha como auxiliar de cozinha ali.

Com um investimento inicial de R$ 400 mil, o faturamento deve chegar a R$ 2,4 milhões neste ano. Os donos já planejam abrir uma franquia no próximo ano.

O estabelecimento faz parte de um grupo cada vez maior de empresas que têm procurado transgêneros –pessoas que se identificam com um gênero diferente do indicado pelos órgãos genitais de nascimento– para fazer parte de seu quadro de funcionários.

FALTAM DADOS

As dificuldades para conseguir trabalho ocorrem tanto por preconceito quanto por invisibilidade –não há dados sobre a empregabilidade de transgêneros no país.

Segundo a empresária e travesti Márcia Rocha, que administra a Transempregos de forma voluntária, cerca de 40% dos candidatos cadastrados na plataforma têm nível superior. “Mas mesmo para pessoas mais bem qualificadas, o mercado ainda é bastante hostil”, afirma ela.

Gouvea, por exemplo, tinha ensino médio, dois idiomas –além do português, ela fala inglês e espanhol– e um intercâmbio no currículo. “Era mais fácil quando eu escondia das pessoas que eu era trans”, afirma.

Aos 18 anos, Paloma Castro, também trans, desistiu de procurar emprego e passou a se prostituir. Hoje, aos 26 anos, é garçonete no Casa Café Teatro, na Bela Vista, região central de São Paulo.

O salário de R$ 1.191 permitiu que ela saísse das ruas enquanto termina um curso técnico em gestão de qualidade.

Histórias como a dela, no entanto, ainda são exceção. “Ainda é pouco, porque é muito recente. Temos muito trabalho a fazer”, diz Márcia Rocha. “Mas sinto que a coisa realmente está acontecendo, não estou dando conta de tantas reuniões e capacitações.”

AÇÕES

A IBM foi uma das criadoras, em 2013, do Fórum de Empresas LGBT. A organização informal reúne 39 grandes companhias que se comprometem com ações como usar o nome social do funcionário trans (em crachás e e-mails, por exemplo) e não restringir o uso de banheiros.

“Pessoas diversas trazem maior produtividade à empresa. Se eu fechasse essa porta, perderia bons recursos”, diz Adriana Ferreira, líder de diversidade e inclusão da IBM Brasil.

Na outra ponta, para que essas pessoas cheguem melhor preparadas até as empresas, foi criado, em 2015, o projeto Transcidadania, da Prefeitura de São Paulo.

A iniciativa paga uma bolsa mensal de R$ 983,55 por até dois anos, enquanto os beneficiários, transexuais e travestis, voltam para a escola, fazem cursos profissionalizantes e são acompanhados por advogados e psicólogos.

Hoje, o programa tem 175 participantes.

No entanto, a baixíssima escolaridade e o envolvimento com drogas impedem, em alguns casos, que a pessoa esteja pronta para o trabalho no final dos dois anos, afirma Ivan Batista, coordenador de políticas para LGBT na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do município.

Para isso, diz o coordenador, está sendo criado um comitê envolvendo os departamentos de educação e saúde da cidade, para que esses fatores sejam tratados antes do ingresso no programa.

A Coordenação de Políticas LGBT, também da prefeitura, oferece ainda capacitação para empresas que queiram receber trabalhadores trans e conhecer a a lei estadual 10.948, criada em 2001 para proteger a comunidade LGBT nas relações de trabalho.

bomba.jpg

– Feliz Dia dos Namorados (mas aqui a data é comercial…)

Hoje é Dia dos Namorados, data criada pelo publicitário João Dória para alavancar as vendas que andavam paradas no mês de junho. Enquanto que no exterior o Dia dos Namorados é no Dia de São Valentino (Valentino’s day), aqui é na véspera de Santo Antonio (primeiro se comemora o namoro, depois o “casamenteiro”).

Olha só como comercialmente surgiu a data:

DIA DOS NAMORADOS

Nosso Dia dos Namorados (12 de junho) foi criado para ser uma data comercial, contrariando o tradicional Dia dos Namorados mundo afora (14 de fevereiro). Seu idealizador foi João Dória (pai do apresentador João Dória Jr,), que trabalhava na agência de publicidade Standard, e teve como missão bolar um evento comercial para a rede de lojas Cliper, grande varejista da época, que sempre se queixava das poucas vendas do mês de junho. Aproveitando a véspera do dia de Santo Antonio em 13 de junho, (que tem a fama de ser casamenteiro no Brasil, muito embora não exista essa fama no exterior), criou o slogan: “não é só de beijos que os namorados vivem”. Tal bordão se popularizou, e outras empresas passaram a comercializar com base no dia dos namorados.

A propósito de São Valentino, ele foi um bispo que viveu em Roma e morreu como mártir, pois durante o império de Claudius II, o governante impôs uma lei proibindo o casamento, já que acreditava que soldados solteiros eram mais despojados em combate, pois os casados acabavam pensando em seus familiares e não “renderiam” como desejado. E Valentino, ocultamente, ajudava os casais a celebrarem o Matrimônio. Foi preso e morto cruelmente.

Nesta data, na Inglaterra, é costume os casais trocarem doces. Na Itália, ocorrem jantares românticos. Na Dinamarca, os homens empastam rosas e pétalas e dão um buquê de flores conhecido como “flocos de pétalas”. No Japão, são as mulheres que presenteiam seus parceiros com chocolate. Opa, quero comemorar a data no melhor estilo japônes!!!!!

Resultado de imagem para coração rosa

– Ufa, chegará combustível!

Amigos, boas notícias!‬

‪Nesta SEGUNDA FEIRA CEDO, teremos aqui no Auto Posto Harmonia (Av Reynaldo Porcari, 258 – Medeiros – Jundiaí/SP – 11.4525.1038):

– 5000 litros de Etanol‬
‪- 7000 litros de Gasolina‬
‪- 5000 litros de Diesel S500‬
‪- 5000 litros de Diesel S10‬

‪A IPIRANGA nos entregou combustível neste domingo (preocupada com greve ou não de caminhoneiros), e amanhã, a partir das 06h, liberado!‬

– As 7 irmãs do Petróleo Mundial e o Cartel de Combustíveis no Brasil

As pessoas de mais idade se lembram das “7 irmãs” do petróleo que dominaram o mundo: Shell, Texaco, Exxon, Standard Oil, BP, Chevron e Gulf Oil. Elas detinham metade das reservas mundiais e comercializavam mais de 70% dos combustíveis do Planeta.

Hoje o cenário mudou lá fora. Mas e no Brasil?

Aqui, se fala de cartel daquelas que compram tudo e mandam “pra valer”: BR, Ipiranga e Shell/Raízen.

Entenda melhor. Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/o-cartel-que-joga-contra-o-pais/

O CARTEL QUE JOGA CONTRA O PAÍS

Por trás dos exorbitantes preços dos combustíveis há um conluio entre as três maiores distribuidoras, donas de 70% do mercado, que impede o alívio no bolso do consumidor. Agora, a Agência Nacional do Petróleo tem a oportunidade histórica de acabar com a farra

A greve dos caminhoneiros mudou a rotina do brasileiro nas últimas semanas, que passou boa parte do dia em fila, com galão na mão à procura de algum posto para lhe vender uns míseros litros de gasolina. O governo, por sua vez, para convencer a categoria a retornar o trabalho, ofereceu descontos generosos na forma de tributação sobre o óleo diesel e, até mesmo, na isenção total de impostos que incidem sobre o produto. Mas as medidas para conter a alta do preço do combustível serão inócuas se não for atacado um problema que corre a céu aberto e à vista da fiscalização: o cartel composto pelas três grandes distribuidoras que dominam o mercado. São elas, a BR Distribuidora, a Raízen/Shell e a Ipiranga. Enquanto elas ditarem o valor cobrado pelo litro que irriga as bombas dos postos, tão cedo o consumidor não sentirá um alívio no bolso. A questão é como mudar essa lógica deletéria se a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), em determinados momentos, tem transigido com o conluio que deu carta branca para as três bandeiras operarem ao sabor de suas conveniências.

A pressão contra o livre mercado

Em 2008, um lobby pesado do Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) junto ao então diretor da ANP, Haroldo Borges Rodrigues Lima, nomeado pelo ex-presidente Lula, hoje preso, fez uma modificação numa estratégica resolução do Ministério de Minas e Energia. Até então, ela garantia aos postos de gasolina escolher de qual distribuidora comprar combustível. Cabia a eles apenas informar na bomba o fornecedor do produto. Assim, poderiam comprar da distribuidora que oferecesse o menor preço, o que barateava o valor final para o consumidor. Com o cavalo de pau na regra, ficou vedada a comercialização de combustíveis automotivos com revendedor varejista, que optou por exibir a marca comercial de outro distribuidor. Na prática, passou a funcionar assim: um posto com o slogan da BR Distribuidora, Raízen/Shell e Ipiranga ficou impedido de comprar combustível de uma distribuidora de bandeira branca. Somente da marca que estampa em sua fachada. Mesmo que o preço do litro dos fornecedores de bandeira branca seja bem mais barato. Com a medida, as grandes distribuidoras, detentoras de 70% de todo o combustível comercializado no País, conseguiram fidelizar 24 mil postos. Dessa forma, mais que dobraram seu faturamento em dez anos, saltando de R$ 78 bilhões em 2007 para R$ 219 bilhões no ano passado. Pior para você, consumidor.

Bom senso da ANP

Com a greve dos caminhoneiros, foi dado o primeiro passo para livrar os empresários do setor de postos das amarras impostas pelas três gigantes do setor de distribuição de diesel e gasolina. Numa iniciativa de raro bom senso, a ANP resolveu suspender em caráter excepcional, ou seja, temporário, a vinculação de marca para vendas de distribuidoras de combustíveis líquidos. O despacho foi assinado pelo diretor-geral substituto da agência, José Cesário Cecchi. Agora, a ANP tem em mãos a oportunidade histórica de corrigir um equívoco de uma década, ou seja, a partir da retomada e da normalização do abastecimento de combustível no País, tornar permanente uma medida que jamais deveria se constituir uma exceção. Em nota enviada à ISTOÉ, a agência se esforça para descaracterizar o “conluio”, o qual com veemência diz não existir, mas admite que os postos bandeirados de fato se comprometem em contrato a comprar combustíveis apenas da distribuidora a que se vincularem. A ANP admite ainda “estudar” a possibilidade de permitir, de maneira definitiva, que os postos de gasolina escolham de qual distribuidora comprar combustível. As três grandes distribuidoras do produto, a BR Distribuidora, Raízen/Shell e Ipiranga, agora reunidas na Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), ameaçam reagir. Há até canelada muito abaixo da linha da cintura: representantes das empresas espalham que podem até processar diretores da ANP envolvidos na decisão de alterar a regra que os beneficiam. Jogo baixo, muito baixo. Que a Agência Nacional do Petróleo não repita 2008 e – de novo – dobre os joelhos, em detrimento do consumidor. A sociedade está atenta.

– A Boneca que é Amamentada de Verdade. Bom ou ruim?

Há 8 anos, na Espanha, foi lançada uma boneca chamada “Glotón”, cuja característica principal é que ela mamava de verdade!

Agora, nos EUA, uma bonequinha similar faz sucesso. A criança coloca um sutiã postiço em que vai leite e “dá de mamá à sua filhinha”.

Adivinha se não deu confusão?

A polêmica gira em torno de: brincar de amamentar é sadio ou não?

Os americanos estão divididos: uns alegam que despertar o instinto da maternidade é bom e aflora os princípios da família; outros, rebatem que é um incentivo á sexualidade precoce.

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

url.jpg