– Entardeceu e o sol apareceu!

Ao menos, um pouco de azul na tarde desta terça-feira tão cinzenta! Não estava tão frio durante a manhã, apesar da garoa. Mas depois veio o nevoeiro, tudo ficou escuro e… gelou!

Há pouco, um pouquinho do calor do astro-rei:

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

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– Obesidade é Genética e Herdada até dos Avôs!

Estudos apontam: obesidade é genética, herdada pelos espermas de até 2 gerações!

Ai ai ai… isso é boa ou má notícia?

Se o vovô ou o papai for gordinho, se cuide!

Extraído de: http://jovempan.uol.com.br/noticias/saude/2013/07/obesidade-e-herdada-atraves-do-esperma-dizem-cientistas-australianos.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

OBESIDADE É HERDADA ATRAVÉS DO ESPERMA, DIZEM CIENTISTAS AUSTRALIANOS

A composição molecular do esperma dos pais que sofrem obesidade contribui para que seus filhos e netos possam herdar o sobrepeso e outras doenças como diabetes, segundo um estudo realizado por cientistas australianos.

“A dieta de um pai muda a formação molecular do esperma”, disse Tod Fullston, responsável por esta pesquisa realizada pelo Instituto Robinson da Universidade de Adelaide, à emissora australiana “ABC”.

Estas mudanças moleculares no esperma do pai obeso podem “programar” o embrião para que sofra de obesidade ou de outras doenças metabólicas em uma etapa posterior de sua vida, explicou Fullston.

A pesquisa aponta que a tendência à obesidade, no caso de o pai a sofrer, pode se estender por até duas gerações.

Segundo o estudo de laboratório, realizado com ratos, as mudanças acontecem nas moléculas microARN, cuja função é regular os genes.

“Propusemos realizar estudos com humanos sobre esse ponto para saber se os homens com um maior índice de massa corporal podem ter um perfil microARN diferente em seu esperma e saber se a dieta e os exercícios podem permitir voltar ao que seria um peso masculino normal”, comentou o cientista australiano.

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– O gol anulado em Fluminense 1×1 Ceará e o “acerto inseguro” do árbitro Douglas Marques da Flores

Viram que confusão no lance do gol anulado do Ceará no Maracanã?

Se o juizão considerou que foi falta, errou. Pra mim, foi impedimento e se anulou por esse motivo, acertou, cumprido muito bem a Regra do Jogo. Mas confesso: é a primeira vez que vejo 4o árbitro e árbitro juntos na cabine do VAR. Houve um “mini-simpósio” para a decisão, e talvez isso, somado à demora, tenha avolumado as críticas, mesmo com o acerto. Pareceu uma decisão insegura – insisto: porém correta.

Vamos lá: aos 58 minutos, o Ceará tem a posse de bola e ela é lançada ao ataque. Felippe Cardoso corre na direção da bola estando em impedimento. Antes de alcançá-la, Mateus Gonçalves, que veio de trás e ultrapassa o zagueiro, a domina e faz o gol. Mateus não está em impedimento nem Felippe a toca. Entretanto, durante a disputa, Felippe Cardoso cruza a frente do defensor (bem à frente mesmo) na hora que ele disputaria com Mateus. É o clássico “interferiu contra um adversário” da Regra do Impedimento.

Eu não consigo enxergar falta nesse lance, somente impedimento. Mas fica o detalhe: “de novo” o envolvido foi o árbitro paulista Douglas Marques Flores? Que coisa… sempre ocorre uma confusãozinha em jogo dele. Agora, até quando acerta!

Assista ao lance discutido em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/var-anula-gol-do-ceara-marcado-por-matheus-goncalves/7767459/

Sobre o histórico de erros do juizão em lances do Paulistão nas divisões menores, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/09/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-fc-x-sao-jose-ec-rodada-06/

Sobre o erro do mesmo árbitro no CSA 0x2 Flamengo nesse ano: https://professorrafaelporcari.com/2019/06/13/csa-0x2-flamengo-e-o-incrivel-penalti-nao-marcado/

– Festa de Nossa Senhora do Carmo

Hoje é um dia de festa para a comunidade católica. É dia de uma das mais magníficas manifestações marianas: a de Maria, Nossa Senhora do Carmo.

Compartilho a história devocional, oração e curiosidades desta invocação a qual sou devoto.

Extraído de: http://www.basilicadocarmocampinas.org.br/devocao_historia.htm

NOSSA SENHORA DO CARMO

No dia 16 de julho, celebra-se na Igreja Católica, a memória de Nossa Senhora do Carmo, um título da  Virgem Maria que remonta ao século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, reuniram-se ao redor de uma fonte chamada “fonte de Elias”, e iniciaram um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ao lugar onde nasceu, este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado de “carmelitas”. A história nos assegura que os eremitas construíram também uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora que, mais tarde, e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de “Nossa Senhora do Carmo” ou ” Nossa Senhora do Carmelo”. Os carmelitas viram-se obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de Nossa Senhora do Carmo está unido ao “símbolo do escapulário”.

A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente são igrejas matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Isso prova como esta devoção saiu dos âmbitos restritos dos conventos carmelitanos e se tornou propriedade do povo e da Igreja Universal, como diz o Papa João Paulo II, em sua carta dirigida aos Superiores Gerais do “Carmelo da Antiga Observância e do Carmelo Descalço”.

Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez mais.

Texto: Cônego Pedro Carlos Cipolini – Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida

16 de julho

Nossa Senhora do Carmo

(memória facultativa)

A festa da Padroeira da Ordem Carmelita foi, inicialmente, a da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, a 15 de agosto. Entretanto, entre 1376 e 1386, surgiu o costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, para comemorar a  aprovação da regra pelo Papa Honório III, em 1226. Esse costume parece ter-se originado na Inglaterra. E a observância da festa foi fixada para o dia 16 de julho, que é também a data em que, segundo a tradição carmelita, Nossa  Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. No início do século XVII, ela se transformou em definitivo na “festa do escapulário”, e logo começou a ser celebrada também fora da Ordem e, em 1726,  espalhou-se por toda a Igreja do Ocidente, por obra do Papa Bento XIII. No próprio da missa, o dia não se faz menção do escapulário ou da visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas. E o escapulário de Nossa Senhora é mencionado no prefácio especial usado pelos carmelitas, nesta festa.

A ordem dos carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem um verdadeiro fundador, mas tem um grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-Aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua História, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”. Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o livro das instituições dos primeiros monges: “Em  lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saia da terra e se dirigia para o Carmelo (cf. 1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo,  na Palestina, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus.

Expulsos pelos sarracenos no século XII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, santo Alberto, uma regra aprovada em 1226 pelo Papa Honório III, se voltaram ao Ocidente, e aí  na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os  devotos: “Os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das  insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo”.

Os  críticos consideram espúria, isto é, não autêntica, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabatino de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte, mas muitos papas têm falado disso em sentido positivo. Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”: entendido como veste Mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste; enquanto sacramental, extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.

Nossa Senhora do Carmo e o Escapulário

Fonte: Maria do Carmo Hakim Silva

Artigo extraído do jornal “Jesus te Ama”, edição de julho/2007,

publicação da “Comunidade de Aliança Jesus te Ama”.

A palavra Carmo corresponde ao Monte do Carmo ou Monte Carmelo, que significa Jardim, na Palestina (Terra Santa). Uma montanha com 25 quilômetros de comprimento e 12 de largura. A ordem dos carmelitas venera com muito carinho o profeta Elias, considerado seu patriarca modelo, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem-Aventurada Virgem do Carmo.
Um livro muito antigo da ordem comenta a visão de Elias mostrando a Virgem dirigindo-se ao Monte Carmelo, em forma de uma nuvem que saía da terra. (I Reis 18:20,41).  Os monges, no ano 93 d.C., construíram no Carmelo uma capela à Virgem. Aquela região, na época, estava sob disputa entre as populações locais pelo domínio da região, e os monges foram expulsos de lá, no século 13.

Quando foram expulsos,  espalharam-se pelo Ocidente e fundaram vários mosteiros. Pouco tempo depois, em 1226, os carmelitas apresentam o pedido de aprovação do papa Honório III, que o concede oficialmente pela Igreja Católica de Roma.

Novas perseguições os cristãos sofrem em 1235. Desta vez, os carmelitas dividem-se em dois grupos: Os que permaneceram no Monte Camelo: estes foram massacrados e o mosteiro incendiado, e os que se refugiaram na Sicília, em Creta, na Itália e Inglaterra no ano de 1238; lá fundaram o Mosteiro de Aylesford; também não foram aceitos pelos religiosos e eclesiásticos.

Para os religiosos ingleses, esta seria mais uma comunidade no meio de tantas outras, e também o modo de vida que levavam não condizia com os costumes locais: levar uma vida monástica dentro de uma cidade inglesa. Preocupado com as hostilidades sofridas naquele momento, o prior dos Carmelitas, Simon Stock, considerado pela devoção e amor à Mãe do Carmelo, na noite de 16 de julho de 1251, em oração fervorosa à Virgem Maria, pede por ajuda e proteção, rezando:

“Flor do Carmelo, vide florida.
Esplendor do Céu.
Virgem Mãe incomparável.
Doce Mãe, mas sempre Virgem,
Sede propícia aos carmelitas,
Ó Estrela do Mar.”

Uma visão do frade carmelita Simão Stock mostrava a Virgem Maria cercada de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e dizendo: “Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas”.

Vem daí a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo.

O que é o escapulário?

A palavra escapulário vem do latim “escapula” que significa armadura, proteção. A função do escapulário na história da Igreja é muito parecida com a do rosário, constituindo-se numa das mais antigas e populares formas de devoção à Virgem Maria.

O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora, para que ela cubra de graças aquele que o usa e o proteja de todos os perigos espirituais e corporais. O escapulário do Carmo é um sacramental, quer dizer, segundo o Concílio Vaticano II, “um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja”.

O escapulário é um sacramental, ou seja, uma realidade visível, que nos conduz a Deus, com sua graça redentora, seu perdão e promessas. Santa Tereza (reformadora da Ordem das freiras carmelitas juntamente com São João da Cruz) dizia que portar o escapulário era estar revestido com o hábito de Nossa Senhora.

Setenta anos mais tarde, aparece a Virgem ao Papa João XXII, confirma esta promessa e acrescenta outra, chamada a do privilégio sabatino, em que, mediante determinadas condições, a alma do confrade Carmelita será livre do Purgatório se lá estiver, no sábado a seguir à sua morte.

Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu escapulário. Para que todos possam usufruir as graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, o Papa PIO X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, uma vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha de um lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, das Dores, da Conceição, de Fátima etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário.

Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substituí-lo pela respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos o tragam.

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– A oferta de emprego, a disposição e o empregado na casa dos 50 anos de idade!

O que você pensa sobre os profissionais que atingiram os 50 anos de idade?

Para uns, há o preconceito de que estejam desatualizados. Para outros, o respeito da experiência!

Compartilho essa matéria bem bacana, extraído de: VEJA, edição nº 2642

O CRACHÁ DEPOIS DOS 50

As empresas só têm a perder ao desprezar o talento dos profissionais mais maduros – mas uma melhor diversidade etária também pressupõe a adaptação desses trabalhadores.

Por Mórris Livtak

Em 2017, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo IBGE, mostrou que o Brasil chegou a 30,2 milhões de “idosos”. A Organização Mundial da Saúde estimava até então que o país fosse alcançar esse número somente em 2025. Em cinco anos aumentou em 18% a parcela de pessoas com 60 anos ou mais, e pelo ritmo atual o Brasil ganhará 1 milhão de “idosos” anualmente daqui em diante.

Escrevi a palavra idosos entre aspas porque não conheço ninguém com idade entre 60 e 70 anos que se considere idoso. Esse termo carrega o estereótipo daquele símbolo de vaga para idosos em que há uma pessoa com bengala — o que está longe da realidade da maioria dos que estão nessa faixa etária.

Na década de 80, quando eu nasci, quem tinha 60 anos era considerado um velhinho. Hoje em dia a coisa é bem diferente. Dizem que os 60 anos são os novos 40. E a pessoa com 50, então? É e se sente (e normalmente está mesmo) jovem, cheia de energia e de planos.

O fato é que muita gente simplesmente parou de ter filhos. Também é fato que, com o avanço da medicina e das demais ciências, hoje conseguimos viver mais e melhor. A idade biológica do ser humano se estende cada vez mais. Assim, boa parte dos nossos filhos atuais será centenária amanhã. Na contramão disso, há quem não tenha se dado conta dessa nova realidade, como é o caso de um grande número de empresas, principalmente no que diz respeito à contratação de talentos 50+.

O cenário macroeconômico de crise, a necessidade de cortar custos e despesas e o avanço da tecnologia no mercado de trabalho potencializam a chamada “juniorização” dos talentos nas empresas. Tal efeito se contrapõe à realidade e à tendência de envelhecimento da população — e da força de trabalho — no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nosso país é um dos que envelhecem mais rápido hoje e será o sexto com maior número de idosos em 2025.

Outra pesquisa, realizada pela FGV e pela Pricewater­houseCoopers em 2013, mostrou que, muito embora se reconheça que os profissionais 50+ sejam bem qualificados, as empresas no Brasil não os contratam. Nesse mesmo sentido, conforme os dados mais recentes sobre o assunto, não chega a 3% a média de funcionários com mais de 50 anos nas 150 melhores empresas para trabalhar no país.

Há quatro anos pesquisando sobre preconceito etário na MaturiJobs, percebi que, especialmente nos cargos mais baixos, fora das posições de gerência ou direção, já se torna difícil conseguir um emprego no Brasil (sobretudo para as mulheres) após os 40 anos. Quando se avança nos 50, fica praticamente impossível. Por isso focamos nosso trabalho a partir dessa faixa etária — que ainda não é “idosa” mas já é considerada velha e desinteressante para o mercado. Para se ter uma ideia, já ultrapassamos a marca de 90 000 profissionais de 50 anos ou mais que se cadastraram em nossa plataforma e conseguimos empregar somente 1% desse total até hoje. Por outro lado, por sorte muitas dessas pessoas começam a se reinventar profissionalmente de diversas maneiras.

“Os empregadores sofrem com a alta rotatividade dos jovens, que saem em busca de outros propósitos”

O que as empresas estão perdendo com isso? Estão perdendo o que é cada vez mais valorizado em tempos de automatização e de inteligência artificial. Ou seja, perdendo parte significativa dos soft skills (predicados comportamentais). As habilidades ligadas às relações intra e interpessoais — que têm muito a ver com autoconhecimento e trato com pessoas — são esferas intangíveis potencializadas com os anos e com a experiência de vida dos profissionais.

Mas não só isso: atualmente as empresas têm sofrido bastante com a alta rotatividade dos jovens, que pedem demissão para procurar diferentes contextos, propósitos, empreendedorismo etc. — e, muitas vezes, falham ao deixar de buscar o comprometimento, a resiliência e a postura dos mais maduros. Alguém viu o filme Um Senhor Estagiário, com Robert De Niro e Anne Hathaway? Além de ser zeloso e dedicado, o personagem de De Niro apresentava uma flexibilidade incomum ante novas situações. No filme ele aprendia com os mais novos, e os mais novos com ele.

Assim, integrar as gerações é o caminho para fundir as aspirações e os olhares de modo a proporcionar equilíbrio ao ambiente de trabalho e trazer à mesa a diversidade etária, assunto ainda raramente discutido nas organizações.

Os 50+ — atualmente mais de 25% da população brasileira —, que enfrentam tanta dificuldade em se recolocar, devem por sua vez buscar continuamente atualização (já ouviu falar do Lifelong learning, o aprendizado pela vida toda?). As capacitações técnica e comportamental são essenciais, assim como o autoconhecimento, o net­working, a integração com os mais jovens e a procura por novos caminhos profissionais como o empreendedorismo, além da manutenção da autoestima, para aproveitar o conhecimento e não temer processos seletivos com jovens nem ter receio de lidar com um chefe mais novo.

Hoje em dia há vários caminhos a ser percorridos e é preciso pensar “fora da caixa” para ir além daquele formato tradicional de trabalho que se aprendeu vinte ou trinta anos atrás. O próprio setor voltado para os 50+, em seus mais diversos segmentos, carece de muitos serviços e melhor atendimento, e essa é uma grande oportunidade para os maduros — que “sentem na pele” essa realidade — perceberem e criarem oportunidades de negócio.

Conto aqui sobre minha experiência pessoal. Criamos recentemente um programa em que startups estão recebendo alguns 50+ para trabalhar por um curto período para que possam se conhecer e a partir daí estabelecer um modelo de trabalho como empregado, sócio, investidor, estagiário, mentor ou consultor.

Aliás, um estudo recente do MIT Sloan School of Management mostrou que a idade média para o sucesso de um empreendedor nos Estados Unidos é de 45 anos, desfazendo o mito de que startup é coisa só de jovem. A experiência dos “longevos” faz toda a diferença — Google e Airbnb são cases conhecidos de empresas que viram seu negócio crescer exponencialmente após trazerem CEOs mais maduros.

É hora de repensar não apenas o que significa trabalhar, mas a própria natureza do trabalho. A longevidade é um fato que está aí e estará cada vez mais presente, portanto se faz urgente enxergar além dos desafios.

Há muitas oportunidades que os trabalhadores que passaram dos 50 anos e as empresas poderão desfrutar, a partir do momento em que começarmos a entender que a soma da idade não subtrai, só multiplica, e criarmos uma consciência social em torno disso, como diz a espanhola Raquel Roca, pesquisadora desse tema.

Que tal então revermos nossos conceitos a respeito da idade, já que todos nós seremos “idosos”?

* Mórris Litvak, de 36 anos, é engenheiro de software e criador da plataforma digital MaturiJobs

GERAÇÕES – Cena do filme ‘Um Senhor Estagiário’: o comprometimento acima da média costuma fazer diferença (Divulgação/Warner Bros)

– Como se Frauda uma Partida de Futebol?

(Repost de 15/07/2011)

Amigos, há tempos que eu desejava escrever tal post sobre esse assunto. Faltava-me um pouco de competência intelectual. Mas, enfim, aqui vai uma abordagem delicada sobre o tema: fraude em partidas de futebol.

COMO SE LESA UMA PARTIDA DE FUTEBOL?

Quando um clube perde uma partida de futebol em lances polêmicos, muitas vezes se ouve a expressão: “perdeu roubado”, ou “o juiz roubou”. No esporte, a palavra “roubo” tem uma outra conotação, não criminal, mas no sentido de revolta por determinada atuação ruim.

Assim, muitos torcedores mais exaltados entendem o “roubo” como algo corriqueiro, e teorias conspiratórias são levantadas a cada rodada, dependendo de quem é o time “escolhido” para ser campeão.

Mas, existe “roubo”, no sentido pleno da palavra, no futebol?

É difícil provar. Militei 14 anos no futebol profissional como árbitro. Vi e vivi muita coisa. Esquema organizado não há. O que ocorre são: a interferência política e os interesses em se agradar certos nichos, através da utilização dos árbitros, como instrumento de manipulação.

E como funciona?

Ninguém pedirá para alguém ‘fazer o resultado’ para time x ou time y. Se algo for solicitado a algum árbitro, o desejo de denunciar o pedido, de ir à imprensa e escancarar tal golpe é maior do que a vontade em se realizar tal solicitação corrupta. Mais: como dirigente de futebol conversa com seus pares, o nome do apitador sempre causaria arrepios em cada escala, já que se você se vende para um clube, por que não para outro? Em tempos passados isso até seria possível; mas com o advento da informática e inúmeras câmeras de TV, todo mundo vê possíveis desvios de conduta, algo não tão perceptível antes pela menor influência e visibilidade através das comunicações.

Mas há algo que importuna: o uso das características dos árbitros dentro dos seus perfis. É aí que mora o perigo.

Tento classificar 4 tipos de árbitros:

1) Caseiros
2) Mediadores
3) Narcisistas
4) Cumpridores

Vamos falar de cada um deles, e aí fica claro como se usa determinado nome para determinado tipo de jogo.

1) CASEIRO

Seu time precisa ganhar o jogo e joga em casa contra time pequeno? Garanta um árbitro caseiro. Está cheio de cartões amarelos e não pode perder atletas para a próxima partida? Ele garante!
O CASEIRO é aquele medroso, onde na dúvida sempre decidirá pelo time grande ou quem joga em casa. Ele quer evitar gritos da torcida contra si, se previne contra chutes na porta do vestiário e se preocupa com o sorteio da próxima rodada. Para que se preocupar com reclamações do time grande, que tem mais peso num suposto pedido de veto? Time grande ganhar de pequeno é natural, então… Não há porque correr riscos. O árbitro caseiro é o “banana”, que tende a favorecer o grande.

2) MEDIADORES

É o que não se compromete com ninguém. Ou se compromete com os 2. Clássico de peso, times em situação delicada? Escale o mediador: em lances duvidosos, utilizará o mesmo critério sempre (mas o critério que agrada o clube: se tiver que expulsar ou não atletas, não expulsará ninguém; precisará dar falta no meio de campo em vários lances; se preocupa muito com a reação dos bancos e treinadores…) Tal árbitro não será questionado pelos cartolas, pois administra o jogo. É o árbitro que dá o nefasto “perigo de gol” em todo o jogo e faz vista grossa em diversos lances.

3) NARCISISTAS

Já viu aquele árbitro que quando o jogador tenta abordá-lo ele já tem chilique? No melhor estilo “otoridade”, quer ser rotulado como o ‘bonzão’, que não aceita outra pincha a não ser a de ‘porra-louca’. Adora um holofote! Clube mandante sofre com ele, pois, para mostrar que não aceita pressão, faz de tudo para que este perca (até mesmo inconscientemente), na idéia errônea de que quanto mais vitória o visitante tiver, melhor o seu histórico de jogos apitados. No fundo, morre de medo de ser taxado como fraco e acaba prejudicando o espetáculo. Pode abusar da autoridade e às vezes se esconde através de cartões. Todo time grande quer um árbitro desse tipo quando se joga fora de casa contra pequenos; ninguém o quer em seus domínios.

4) CUMPRIDORES

São herméticos quanto à pressão. Não se preocupam com a camisa, se é grande ou pequeno, se está agradando ou desagradando. Normalmente é respeitado pelos jogadores e dirigentes. Todo time pequeno o quer quando se joga como visitante. Os grandes o querem apenas quando é clássico. São poucos, mas valorosos. Pela fama adquirida, se sustentam e são pedidos até mesmo por imprensa e torcida. Costumam ser preservados para grandes jogos, para se evitar risco de erros significativos involuntários. Também são tirados de exposição excessiva, pois, afinal, quando mais se apita, mais se tem chance de errar. São os árbitros necessários para o futebol.

Se você quiser analisar o quadro de árbitros e classificá-los conforme esses 4 tipos, o trabalho será fácil. Mas veja: a maior preocupação em si não é a conduta pessoal do árbitro, mas, por motivos óbvios, a escala dos árbitros. Não dá para tirar leite de pedra; então, logicamente, se você escalar um árbitro caseiro, não pode cobrar dele grande coisa. Cobre de quem é bom, do CUMPRIDOR. Destes, até os erros são perdoáveis.

Por fim, é claro que falamos de seres humanos. É obvio que devem existir laranjas podres por aí; mas estes se revelam facilmente pela fragilidade dos esquemas montados. Vide Danelon e Edilson, banidos pela sociedade por fraudes em resultados mas absolvidos pelas autoridades da Justiça.

Diante de tudo isso, responda: Você acredita em manipulação de jogos? Se sim, de que forma?
Deixe seu comentário:

(Obs: de nada adiantará tudo isso se o time for bom. Quem joga bola ganha até do árbitro)

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– Todos que governaram “revolucionaram” o país?

Um dia, FHC disse que revolucionou o Brasil com o Plano Real.

Outro dia, também Lula alardeou que revolucionou a nação com suas ações administrativas enfatizando em seu discurso dizendonunca antes nesse país.

Outrora, foi a vez da presidente Dilma Roussef, em entrevista à TV Al Jazeera (dê um Google para achar essa pérola) bater na tecla de que promoveu uma revolução social democrática em sua administração.

Por último, Michel Temer diz que mudou os rumos do país ao assumir a Presidência, revolucionando os caminhos da crise em rumo do crescimento econômico e da geração de emprego.

Ok, todos fizeram algumas coisas, acertando e errando. Mas com esses 4 últimos “revolucionários”, o Brasil continua igual em péssimos índices sociais e de corrupção.

Gozado, onde está essa revolução de fato? Será que ela virá DE VERDADE com Bolsonaro, ou teremos mais do mesmo? Afinal, esperar até 2022 para que um novo comandante tente de novo, vai ser dose. Mas confesso ter receio na competência de Jair, respeitosamente falando.

Se tudo o que se propagandeia é verdade, seriamos o Canadá, a Noruega, o Japão…

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– O Desafio em Descartar Lixo Doméstico, Ocasionando a Exportação Clandestina

Li essa notícia que tem 10 anos, e resolvi postar ela pois o assunto é atual: o descarte do lixo, que tem sido um grande problema, discutido sem a necessária dimensão.

As prefeituras municipais não conseguem arranjar mais espaço para os lixões ou aterros sanitários; a vizinhança se incomoda, a terra e a valorização do espaço se deterioram, e todos ficam em situação incômoda. Claro, a reciclagem é um caminho. Entretanto, em países desenvolvidos e de grande densidade populacional, o problema é ainda mais sério.

Pior: estão “exportando” lixo doméstico para o Brasil. Todos os dias está se encontrando contêineres de lixo doméstico vindo do exterior nos portos brasileiros. E como eles chegam aqui? Simplesmente pela péssima infraestrutura portuária que possuímos. É incrível acreditar que não se fiscalize o que chega de fora no nossos portos…

Em: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3879288-EI306,00-Achados+mais+conteineres+com+lixo+importado+em+Santos.html

ACHADOS MAIS 25 CONTAINERS DE LIXO EM SANTOS

A alfândega de Santos, no litoral paulista, interceptou e abriu nesta sexta-feira mais 25 contêineres contendo lixo doméstico importado da Inglaterra. Somados aos 26 contêineres encontrados no último dia 7, o Porto de Santos recebeu 51 contêineres com, aproximadamente, 670 t de lixo doméstico.

Há outras unidades no Rio Grande do Sul, no Porto de Rio Grande e em Caxias do Sul, totalizando 768 t.

A chefe regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de São Paulo, Ingrid Oberg, considera necessária uma investigação para se constatar a participação de uma quadrilha internacional de exportação de lixo. “Agora que vai começar a investigação. A gente não tem como afirmar, a investigação começa a partir de agora”, disse.

De acordo com o Ibama, são quatro empresas as responsáveis pela importação dos produtos. Em todos os casos, as empresas importadoras, duas sediadas no Rio Grande do Sul e duas em São Paulo, informaram originalmente que a carga era composta por polímeros de etileno e resíduos plásticos. No Rio Grande do Sul, uma das empresas notificada pelo Ibama se prontificou a devolver os contêineres com lixo. Todas serão multadas pelo instituto.

Duas empresas britânicas citadas pelo Ibama como exportadoras do lixo pertencem a um cidadão brasileiro. A Worldwide Biorecyclables Ltda. e a UK Multiplas Recycling Ltda. pertencem a Julio Cesar Rando da Costa, que mora em Swindon, na Grã-Bretanha. Em entrevista à BBC Brasil, Costa defendeu-se das acusações dizendo que a responsabilidade pelo lixo enviado ao Brasil é de fornecedores britânicos com os quais as suas empresas trabalham.

O Ibama encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal para investigar se houve má-fé da empresa importadora. No material encontrado, estariam pilhas, seringas, preservativos, fraldas usadas e restos de comida.

Com informações da BBC Brasil

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– Telemarketing que cansa!

Não participei de nenhum concurso, mas recebi a ligação de um curso de inglês que me sorteou! Ganhei um curso totalmente grátis, com material de apoio incluso. Apenas eu tinha que pagar uma “taxa de adesão”, segundo a moça do telefonema que atendi.

Quando perguntei quem me sorteou ou passou meus dados, a atendente fez cara de espanto (deu até para imaginar do outro lado da linha) e disse: “mas como o senhor não quer ganhar, é grátis!”

Nessa última semana recebi uma mensagem da Claro TV, que dizia repetidas vezes com voz automática: “Você ganhou, você ganhou”! Quando questionei o atendente humano, descobri que “também fui sorteado” e ganhei uma instalação totalmente grátis e com ponto de extra para tv por assinatura. Não iria gastar nadas, exceto um “pequeno investimento” daqui 45 dias.

Pô, será que essas empresas pensam que todos somos trouxas e duvidam da nossa capacidade de percepção desse golpe nojento e fraquinho?

Xô, dona Claro. O seu telemarketing foi o mais repugnante dos últimos dias.

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– Começando a semana e matando a saudade!

Ufa! Metade do mês de férias e começando a semana. Começando de novo?

Minha segunda-feira será ótima, pois matarei a saudade da minha esposa Andréia e da minha filha Marina.

A patroa foi trabalhar por alguns dias na Holanda e fez escala na França (e levou a filhota na mala). O peito estava apertando por causa da ausência delas…

Que ótimo que retornarão e que viveram uma experiência incrível! E mandaram lindas fotos:

1.Olha o entardecer com vista na Torre Eiffel:

2.Ou ainda a Monalisa:

3.Enfim: que retornem logo pois amanhecerei no aeroporto!

Amo essas mulheres! ❤️

– Uma doce Foto-Legenda…

ELA, a Bebê:

“Quando você finge que dá uma pipoca para seu pai comer e na verdade não tinha nada! E ele nem desconfiou…”

EU, o Bobão:

É o “meu gosto mais gostoso de todos”, pois o sabor da “pipoca que não veio” é de “felicidade com brincadeira”. Que “gosto de nada” mais delicioso…

Uma selfie perfeita para meu coração de pai!…

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– A Frustração dos Profissionais com 30 anos de idade!

Está desiludido com sua carreira profissional?

Se você está na casa dos 30 anos, sua resposta provavelmente poderá ser SIM!

Veja que estudo interessante, divulgado pelo Estadão: mais da metade das pessoas dessa idade estão FRUSTRADAS com seu emprego.

Abaixo, extraído de: http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/2016/07/16/frustracao-profissional-ronda-os-trintoes/

FRUSTRAÇÃO PROFISSIONAL RONDA OS TRINTÕES

Grabreile Garcia, fundadora da ONG Think Twice Brasil
Grabreile Garcia, fundadora da ONG Think Twice Brasil
Pesquisa indica que 52% dos jovens brasileiros com 30 anos estão frustrados com a carreira, trabalham para sobreviver e não fazem o que gostam. O estudo ‘Projeto 30’, feito pela Giacometti Comunicação, ouviu 1.200 pessoas dessa faixa etária. 
“A baixa ‘criticidade’ de pensamento na fase escolar, somada a escolhas vocacionais equivocadas, resultam em trintões insatisfeitos com a vida profissional”, diz o coordenador do estudo, Dennis Giacometti.
Pelo levantamento, apenas 16% dos jovens das classes A e B e 15% da classe C estão realizados com o trabalho, enquanto 9% dos entrevistados de alta renda e 10% da classe C aceitariam ganhar menos para ter mais qualidade de vida. 26% dos entrevistados das classes A e B gostariam de ter uma profissão que proporcionasse mais realização. Esse sentimento é compartilhado por 28% dos pertencentes à classe C.
Giacometti diz que esses jovens podem estar conectados a tudo, menos a eles mesmos. “A ausência de autoconhecimento faz com que se deixem levar por influência de terceiros. Por não serem autores das próprias vidas, as escolhas, na maioria das vezes, são enganos.”
Dennis Giacometti, coordenador da pesquisa Projeto 30
Dennis Giacometti, coordenador da pesquisa Projeto 30
CEO da consultoria de recolocação profissional Produtive, Rafael Souto diz que as pessoas planejam pouco a carreira. “Elas vão indo muito pelo que aparece e olham mais a questão financeira – e a pesquisa mostra que 86% buscam isso –, mas essa não é uma estratégia sustentável de carreira. Tanto que 52% estão frustrados. Esse dado reflete o que verifico no dia a dia.”

Souto afirma que essa é uma dinâmica perversa. “As pessoas se preocupam com a estabilidade financeira e deixam de analisar o quanto aquele projeto vai impactar no nível de felicidade, satisfação e realização.”

Segundo ele, não adianta fazer gestão de carreira priorizando o dinheiro. O dinheiro é um componente importante, mas precisa vir acompanhado de identificação com a empresa, com o trabalho e com a área de atuação para que o trinômio empresa, atividade e dinheiro funcione. Se estiver desequilibrado, haverá insatisfação.”

Rafael Souto, CEO da Produtive
Rafael Souto, CEO da Produtive
O caso de Gabriele Costa Garcia ilustra o que foi constatado pelo estudo da Giacometti. Depois de trabalhar dez anos em um grande escritório de advocacia de São Paulo, a advogada trocou a carreira por um trabalho voltado à transformação social.

A jovem de 30 anos afirma que hoje está mais feliz e completa. “Tinha salário bacana, estabilidade e possibilidade de ascensão, mas estava infeliz. Acho importante realizar um trabalho que tenha significado para nós e para o mundo.”

Ela conta que no escritório participava do conselho de responsabilidade social e cuidava de casos gratuitos oferecidos às organizações sem fins lucrativos. Percebi que queria migrar para esse campo”, diz.

Quando isso ocorreu, Gabriele fazia pós-graduação em direito societário na FGV. “Fiz meu TCC avaliando como a responsabilidade social das empresas eleva a marca e faz com que ela seja mais reconhecida”, conta.

Em abril de 2014, ela e o marido, Felipe Brescansini, que abandonou o posto de diretor de marketing em uma empresa, fundaram a Think Twice Brasil, instituição sem fins lucrativos que usa a empatia para discutir equidade de gênero, igualdade social, responsabilidade das empresas e consumo consciente.

Antes de desenvolverem os programas que hoje são aplicados em empresas, escolas e universidades, eles viajaram durante 400 dias por 40 países que têm os menores Índices de Desenvolvimento Humano. “Tínhamos de compreender e viver na prática os principais problemas sociais que queremos solucionar.

Gabriele Garcia e Felipe Brescansini, fundadores da ONG Think Twice Brasil, com crianças no Zimbábue
Gabriele Garcia e Felipe Brescansini, fundadores da ONG Think Twice Brasil, com crianças no Zimbábue

Fizemos pesquisa extensa sobre desigualdade social e de gênero. Nossos relatos, fotos e vídeos estão disponíveis em nosso site wwwthinktwicebrasil.org.” No momento, Gabriele está negociando a aplicação de um dos programas na Fundação Casa.Outro jovem de 30 anos que fez de tudo para fugir da frustração profissional é Igor Morais. “Quando prestei vestibular, passei em engenharia da computação e em engenharia de produção, em universidades públicas do Pará”, conta.

Ele começou a cursar as duas. No meio do ano largou uma e no final do ano, a outra. Em seguida, começou a fazer publicidade. No terceiro ano, conseguiu transferência para a USP.

Igor Morais, deixou engenharia e publicidade para ser ator
Igor Morais, deixou engenharia e publicidade para ser ator
“Mas as grades eram muito diferentes. Só aproveitei quatro disciplinas e comecei novamente o curso.” Depois de um intercâmbio em Madrid, Igor deixou publicidade quando faltava pouco para concluir e foi cursar atuação na SP Escola de Teatro. “Tinha mergulhado em um limbo tentando me encontrar, até me identificar com a carreira de ator. Hoje, pertenço ao grupo teatral Àtropical e encenamos nossa segunda peça, também tenho atuado em comerciais e estou realizado.”
Autoconhecimento é saída para evitar erro
Uma das dicas da consultora em desenvolvimento de pessoas e carreira, Maria do Carmo Marini, para fugir da frustração profissional é investir no autoconhecimento. “Saber mais sobre você e suas características intrínsecas abre possibilidades impensadas. Outra coisa, trabalhe em uma empresa cuja cultura e valores estejam de acordo com o que acredita e valoriza.”

Ela diz que trabalhar em projetos desafiadores, que tragam novos aprendizados proporciona satisfação. “Participe de grupos de estudos, pesquisas e compartilhamento de experiências, especialmente com colegas e líderes. Além disso, procure ter um mentor experiente e bem relacionado para ajudá-lo a fazer escolhas inteligentes.”

Por outro lado, ela diz que as empresas podem adotar medidas para manter a equipe feliz. “Pague bem, crie oportunidades para que eles passem por processo de autoconhecimento, orientação de carreira, coaching e mentoria. Dê feedbacks construtivos e seja um líder ético, amigável e aberto a ouvir sugestões”, recomenda.

Fundo do poço. Graduado em gestão pública, Marcos Silveira trabalhou seis anos em uma consultoria. Com o tempo, notou que o trabalho realizado nos gabinetes estava distante da população e do que ocorria em escolas e postos de saúde.

“Tive uma grande crise pessoal e de identidade. Recolhi os cacos para montar minha própria empresa, a Datapedia que está em operação há um ano.”

O jovem de 30 anos explica que sua empresa organiza todos os dados de fontes públicas oficiais. “Unificamos e organizamos as informações de forma didática, para que possam ser usadas para pautar planos de governo e de empresas.”

A Datapedia presta consultoria a um instituto e já ajudou empreendedores a montarem plano de negócio a partir da análise de dados. “Fechamos contrato com um candidato à prefeitura de Timon, quarta maior cidade do Maranhão. Fornecemos relatório técnico contendo dados da cidade como a situação de renda da população, número de mães adolescentes etc.”

Marcos Silveira criou a Datapedia
Marcos Silveira criou a Datapedia
Silveira afirma que hoje está recuperado e afirma ter sido muito bom desconstruir uma imagem de perfeição ou de felicidade plena que costuma ser vendida aos mais jovens.

“A vida não é feita só de sucesso. Pelo contrário, é a partir de altos e baixos que nos construímos como seres humanos. Identificar nossas principais indignações nos ajuda a construir um propósito. Hoje, entendo que o erro é natural e é preciso dar a cara a bater.”

Quando a frustração começou a rondar a vida do urbanista Marcelo Rebelo, ele viu que era hora de deixar a estabilidade do emprego público e encarar o desafio de implementar um plano que tentara oferecer à prefeitura de São Paulo.

“O trabalho não me motivava o suficiente pra eu desejar ficar o resto da vida. Saí para criar a empresa Praças. Hoje, trabalho no setor 2,5 que está entre o privado e o terceiro setor (ONG), no qual estão enquadrados os negócios sociais.”

Segundo ele, sua empresa promove revitalizações coletivas de praças por meio do site http://www.pracas.com.br. “Usamos a plataforma para entender a demanda da população e desenvolver um processo de cocriação do projeto de revitalização. É muito mais prático e abrangente do que promover audiência pública.”

Rebelo, por meio da Praças, é responsável por articular a aprovação do projeto junto à prefeitura e ir atrás de financiadores para realizar a melhoria.”

Mesmo ganhando menos, o jovem de 30 anos está feliz. “Estou tocando um projeto que faz sentido e no qual eu acredito. É gratificante ver minha ideia sendo implantada. Já recuperei o investimento inicial e a empresa já se sustenta. Temos mais de 80 praças que estão demandando nossa atuação”, conta.

– O Gol do Vasco anulado, o Pênalti não marcado para o Corinthians e o VAR na inter-temporada. Está valendo a pena?

Tivemos VAR no Paulistão e no Cariocão. Temos VAR na Copa do Brasil e agora no Brasileirão. Tivemos 30 dias “re-treinando árbitros que já foram treinados” e outros em treino pela CBF em Águas de Lindóia num resort. E… vemos a incrível falta-fantasma marcada contra o Vasco que anulou o gol cruz-maltino de Yago Pikachu. Não viram a falta real como pênalti para o Corinthians contra o CSA também.

Fica a pergunta: está valendo a pena o VAR (em custos e na dinâmica perdida das partidas)?

Sempre defendi o sistema de árbitro de vídeo e tem funcionado bem na Europa. Na América do Sul está ruim e no Brasil péssimo. Mas estou repensando tudo isso ao ver erros grosseiros, “simpósios para se tomar uma decisão” e “quebra do ritmo de jogo”.

Sabe aquele goleiro maroto, que quando o seu time está segurando o empate e o time adversário está num bom momento ele “quebra o ritmo” e segura a pressão simulando contusão, com médico em campo e o jogo acaba “esfriando” a partida? Assim tem sido o VAR em diversos jogos!

Estou repensando o VAR. Ao menos, o “VAR à brasileira”… Aliás, entrou o Gaciba na CBF, mas o Cel Marinho foi remanejado para o Departamento de Desenvolvimento Arbitragem e o Sérgio Correa da Silva está no Departamento de Desenvolvimento do VAR. Parece que tudo está dando errado…

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– A covarde agressão ao Padre Marcelo Rossi durante a Missa na Canção Nova

É de estarrecer que isso aconteça: uma mulher, aparentemente com problemas mentais, empurrou o Padre Marcelo Rossi durante a Missa de encerramento de um evento chamado “Acampamento de Oração”, na Comunidade Católica Canção Nova.

E se fosse alguém com uma faca ou um revólver, premeditadamente?

Eu sei que acusarão falha de segurança (e de fato ela ocorreu). Mas vale refletir: será que antigamente havia tantos deficientes agindo assim?

Lógico que não. Daqui a pouco jogaram a culpa nos deficientes pela violência explícita. O problema é a sociedade, cada vez menos tolerante e mais violenta.

A prova disso?

Ué, uma pessoa fazendo o bem e falando de amor sendo agredida durante a Missa, é mais do que um exemplo claro…