– 10 Hábitos de Pessoas com Inteligência Produtiva

Recebi esse quadro com as características de pessoas que trabalham com inteligência produtiva, e gostei muito!

Compartilho abaixo:

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– Análise da Arbitragem para Paulista 1×2 Assisense

Pelas características da partida, da classificação das equipes na tabela e dos jogadores, a arbitragem poderia ter sido melhor do que foi nessa manhã em Jayme Cintra.

No 1º tempo, o árbitro Leandro Bizzio Marinho começou muito bem, mas soltou o jogo ao não marcar uma falta mais forte de Hurick (PFC) que deixou o braço no rosto de Xandão (ASS) aos 12m. Na sequência, Varão (ASS) “desforrou” em Hurick (PFC) com uma entrada mais forte, onde a falta também não foi marcada mas virou vantagem ao time da casa. Em ambas, pela animosidade do momento, as infrações deveriam ser marcadas e o Cartão Amarelo aplicado. Acertou em não aplicar o cartão amarelo para Kaká, (ASS) no pênalti cometido por falta comum dentro da área.

Aos 40m, um lance polêmico: o zagueiro do Paulista João Paulo toca o atacante do Assisense dentro da área, mas com a bola já tendo passado a linha de fundo. O massagista da equipe visitante dispara do banco reclamando pênalti (corretamente não marcado) e corre ao 4º árbitro, sendo expulso na sequência. Ao sair, insiste em colocar o dedo no rosto do mesmo.

Fora esses detalhes na etapa inicial, manteve a autoridade em campo, embora tenha exagerado nas “resenhas” com os atletas. Em alguns momentos, as conversas são desnecessárias e quebram a dinâmica da partida.

No segundo tempo, errou ao aplicar cartão amarelo a Igor Mendes (PFC) logo aos 40 segundos, após entender que houve um carrinho no adversário Rafinha (Ass), em lance entendido como vantagem. Nada foi, atingiu apenas a bola. Acertou ao aplicar o cartão amarelo a Léo (ASS) por tirar a camisa na comemoração de gol e a um atleta substituto que invadiu o campo no mesmo momento para abraça-lo. No restante, foi bem, já que não tivemos nenhum lance ou situação mais complicada, apesar do jogo ser extremamente faltoso.

O bandeira 1 Fausto Viana foi exigido e participou muito bem da partida. O bandeira 2 Osvaldo Apipe também foi exigido, mas teve duas marcações não atendidas pelo árbitro, que avaliou estar melhor colocado e não as confirmou. O 4º árbitro Jeferson Girotto, sempre atento, idem.

PAULISTA x ASSISENSE

Gols: 1×2

Faltas: 18×25

Cartões Amarelos: 2×5.

Cartão Vermelho (uma única expulsão de membro da Comissão Técnica do Assisense).

Público 1.369 pagantes.

Renda: R$ 17.610,00.

– Sobre Crianças, Bichos e Jardins

Minha filha Marina adora estar no jardim. Desde cedo brincávamos na grama, observávamos os bichinhos e sentíamos o perfume das flores. Hoje, ela foge de casa para brincar no meio do mato.

Pesquisa mostra: As crianças querem e precisam da Natureza! E faz muito bem. E elas só não podem fazer muito isso devido aos… próprios pais!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI181493-15228,00-ELAS+QUEREM+ESTAR+NA+NATUREZA.html

ELAS QUEREM ESTAR NA NATUREZA

por Kátia Melo

Pesquisa mostra que as crianças desejam ter mais contato com os bichos e as plantas – mas a falta de tempo e a insegurança dos adultos as impedem

Pegar uma minhoca com as mãos pode ser nojento para alguns, mas não para a empresária paulista Tarsila de Souza Aranha, de 34 anos, e seus dois filhos – Theo, de 3, e Helena, de 6. Os três cuidam da horta caseira de onde saem, direto para a cozinha, maços de manjericão, alecrim e hortelã. Dentro de casa, Helena e Theo ajudaram a mãe a montar na sala “o cantinho da estação”, que muda a cada temporada. Nesta primavera, a decoração do cantinho consiste num tronco de árvore, três bonequinhas com flores, dois passarinhos de madeira e uma menina com uma borboleta.

Para Tarsila e seu marido, Lucas Weier Vargas, é muito importante que seus filhos estejam em constante contato com a natureza. A casa de veraneio da família fica em uma praia de Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Para chegar lá é preciso pegar um barco e depois fazer uma pequena caminhada. Nem o pequeno Theo escapa dela. “Na natureza, vale o que você é. As crianças aprendem a respeitar ao outro e a si mesmas”, diz Tarsila. Um estudo dos pesquisadores americanos Dorothy e Jeromy Singer, da Universidade Yale, sugere que Tarsila e seus filhos configuram quase uma exceção entre as famílias.

A pesquisa Criança e Natureza – realizada com 2.233 entrevistados, entre mães e filhos de 8 a 12 anos, em 11 países, incluindo o Brasil – concluiu que, apesar de haver uma grande expectativa de contato com a natureza na infância, ele raramente se realiza. Quarenta e cinco por cento das crianças disseram que aprendem mais sobre a natureza no vídeo, nos filmes e na televisão do que vivenciando. Tanto os pais como os filhos reconhecem a importância e os benefícios de atividades fora de casa: 99% dos adultos apontam isso, e 97% das crianças têm a mesma opinião. Brincar fora de casa, porém, é uma realidade cada vez mais distante da vida familiar em todo o planeta. Hoje, 50% da população mundial vive em cidades, segundo dados das Nações Unidas. A previsão é que esse número salte para 65% em 2030.

A rotina longe dos quintais, das praças, dos parques e das áreas rurais pode trazer consequências sérias na vida de uma criança. A mais fácil de entender é o sedentarismo, que leva à obesidade. No Brasil, a obesidade infantil atinge 15% das crianças, segundo índice divulgado no mês passado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metodologia. A deficiência de vitamina D em crianças que não se expõem ao sol também é relatada pelos estudiosos. “Seria bom se os pais desligassem a televisão e incentivassem seus filhos a brincar fora de casa. Apenas 15 ou 20 minutos por dia já seriam suficientes”, diz a médica Juhi Kumar, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que fez uma pesquisa sobre o assunto. Problemas visuais também podem afetar meninos e meninas s que passam a maior parte do tempo em ambientes fechados. Um levantamento feito entre 2003 e 2005 em 51 escolas da Austrália relata que as crianças com menos contato com a luz natural têm maior probabilidade de apresentar miopia. E não são apenas os aspectos físicos que preocupam. Pesquisadores da Universidade Cornell, em Nova York, chegaram à conclusão de que crianças em contato com a natureza sofrem menos ansiedade, menos depressão e têm mais autoestima. As que observam animais e plantas também têm chances menores de apresentar déficit de atenção e hiperatividade.

Os pesquisadores de Yale acham que a falta de interação com as árvores e os animais pode levar as crianças a ter uma percepção distorcida da realidade. “Há programas de televisão que exageram as forças da natureza”, diz Dorothy Singer. “Provocam medo nas crianças ao falar de tempestades, vulcões e terremotos que acontecem com menos frequência do que são mostrados.” Nunca ter visto animais da zona rural, como vacas e galinhas, está se tornando comum entre as novas gerações, afirmam os pesquisadores. Ana Paula de Assis, de 34 anos, pedagoga paulista, diz que sua filha Catherine, de 2, nunca viu uma galinha ou um cavalo. Catherine, assim como muitas crianças da pesquisa de Yale, conhece os bichos apenas pelos livros ou pela TV. Ana Paula diz que, apesar de a família morar em frente a um parque, eles raramente o frequentam. Ana Paula está amamentando uma bebê de 7 meses e diz que não sobra tempo para atividades fora de casa. A pesquisa de Yale constatou que a falta de tempo, a ausência de áreas abertas ou parques nas cidades e a preocupação com a segurança são as principais explicações dos pais para a falta de contato dos pequenos com a natureza.

É natural que os pais tenham medo. Crianças brincando longe dos adultos, em lugares ermos, estão sujeitas a riscos maiores do que correriam na sala de casa. Segundo Stephan R. Kellert, professor em Yale e autor de um livro sobre a conexão humana com a natureza, é bom que as crianças corram riscos – uma pesquisa britânica mostrou que 51% das crianças não tinham permissão dos pais para subir em árvores sem a presença dos adultos. Mas subir em árvores, correr, levar tombos e se machucar são experiências essenciais para aprender a se relacionar com o mundo. “A natureza nos ensina a resolver problemas”, diz Kellert. Como resolver, então, a escassez do contato com o mundo natural? Dorothy Singer aconselha os pais a estabelecer um conjunto de regras:

separar um tempo do dia para estar ao ar livre com as crianças, controlar mais rigidamente o uso de videogames e televisores;

participar com os filhos de passeios, acampamentos e caminhadas;

escolher programas de TV que sejam educativos com respeito à natureza e vê-los com as crianças;

os pais deveriam preparar excursões em que os aspectos da natureza mostrados na TV pudessem ser vistos de perto. “Talvez seja mais fácil para os pais deixar as crianças dentro de casa e acreditar que elas preferem ver TV a brincar na rua”, diz a psicóloga de Yale.

O pesquisador americano Richard Louv, presidente da ONG Children and Nature e autor do best-seller Last child in the woods (A última criança nas florestas), disse a ÉPOCA que é impossível cuidar do meio ambiente sem conhecê-lo. “Como podemos proteger algo que não sabemos identificar, que não aprendemos a amar?”, diz ele. Louv afirma que não é o caso de sermos nostálgicos e evocarmos os tempos em que as crianças sumiam de casa pela manhã e só chegavam no início da noite, sujas e exauridas. Ele fala que é preciso acharmos soluções práticas para a situação moderna.

Em países como Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália, os pais se revezam para levar as crianças aos espaços abertos. Algumas atitudes simples como deitar no chão e contar nuvens podem levar as crianças ao mundo essencial do imaginário. “O importante é que as crianças tenham tempo para fantasiar. Na natureza, elas podem fazer isso”, diz Louv.

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– “Compensando” mesmo com VAR? Sobre Corinthians 2×1 Bahia.

Sejamos justos: o VAR veio para melhorar o futebol mundial, mas no Brasil é mal usado demais.

Na Arena Itaquera, em Corinthians 2×1 Bahia, tivemos péssima utilização do árbitro de vídeo Salim Fendez Chaves, corroborado pelo FIFA Dewson Freitas. O pênalti ao Bahia cometido por Ralf não foi marcado; logo após, em lance de Claysson que nada fez, veio a “marcação por compensação”. Em linguagem popular, significa quando se dá um pênalti que não foi para compensar o que não deu e foi.

Não creio que foi isso que aconteceu, acredito na incompetênciaComo errar em lances claros mesmo com a revisão no vídeo? E reforce-se: não é culpa do equipamento eletrônico, é de quem opera!

Uma pena, estão lutando pela desmoralização da tecnologia no futebol.

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– Dia da Árvore foi esquecido?

Quando eu era um garotinho, dia 21 de setembro sempre era um dia importante: o Dia da Árvore!

No primário, em todos os anos tínhamos aulas especiais e plantávamos alguma mudinha de qualquer coisa que fosse. Mas hoje, confesso que não li nem ouvi ninguém falando nada ainda…

Está tudo virando concreto?

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– O que os clubes de futebol podem fazer em relação à Seleção?

O técnico Tite fez uma nova convocação da Seleção Brasileira para os amistosos contra as seleções africanas na longínqua Cingapura. E muitos jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro foram chamados e desfalcarão suas equipes.

Quando o próprio Tite era técnico do Corinthians, reclamava dessa situação (chegou até a assinar aquele manifesto contra Del Nero e a CBF, que englobava diversas críticas, mas depois aceitou treinar o Escrete Canarinho). Hoje, ele sabe que dirigindo a Seleção, tem que deixar os clubes de lado e defender o seu trabalho; afinal, são os resultados que o sustentam.

Os clubes reclamam dos desfalques, embora, sejamos coerentes, devem se sentir satisfeitos quando jovens como Pedrinho ou Anthony são convocados e valorizados para o Mercado da Bola. Mas a questão principal é: por quê não pressionam a CBF para não ter rodada nas “datas FIFA”, que são reservadas para amistosos?

A Europa inteira suspende as rodadas, mas aqui no Brasil, por conta do calendário, se obriga os clubes a jogarem. Vide o prejuízo do Flamengo ou Grêmio, com seus principais atletas chamados e correndo risco de lesão fora do seu ambiente cotidiano de trabalho. Ou o São Paulo, que não contará com seu jogador mais caro, Daniel Alves, para o clássico contra o Corinthians?

Aliás, pense: e se Gabigol, brigando pela artilharia do Brasileirão, leva uma botinada e fica fora do restante do campeonato? Como fica? E são inúmeros os casos nos quais o atleta vai servir a Seleção (que é de propriedade privada, da CBF, que tem grande rentabilidade) e que são devolvidos lesionados para as suas equipes.

Enfim: já passou da hora dos clubes se manifestarem e não serem tão passivos quanto a essa situação. Ou eles têm medo de peitar a gestão da Confederação Brasileira de Futebol?

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– Sobre a Privatização dos Correios

Claro que no século XXI o serviço de “entrega de cartas” tornou-se secundário. O correio como conhecemos virou correio eletrônico, ou, se preferir, e-mail.

Particularmente, opto por receber eletronicamente minhas contas, pois os boletos sempre chegam vencidos em minha casa pelo serviço mal realizado da empresas Correios.

Um dia, a Empresa de Correios e Telégrafos do Brasil foi exemplo de eficiência, chegando aos confins do país e tornando respeitosa a figura do carteiro. Com os novos tempos, tudo mudou e hoje a empresa vive de logística e entregas de encomendas.

A verdade é que os imensos prejuízos acumulados ao longo dos anos (não nos esqueçamos que o esquema de Corrupção do Mensalão surgiu por conta da denúncia de irregularidades contra o então presidente da empresa), somados a má gestão, tornaram os Correios um alvo das privatizações. Se fosse privada, a instituição já estaria falida. Se bem gerida, poderá voltar a dar lucro. Mas a questão é: por quê o Estado ainda tem que ter uma empresa como essa, em pleno 2019?

Privatize os Correios logo, ora bolas!

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– As voltas que o Mundo do Futebol dá!

Há coisas muito interessantes na Web e que valem ser lidas. Por exemplo, navegando dias atrás no mundo virtual, deparei-me com uma publicação curiosa: a monografia do graduando Mário Gustavo Pock (Universidade Federal do Paraná), onde ele escreveu sobre a corrupção da arbitragem no futebol da cidade de Matinhos/PR.

Como todo trabalho de conclusão de curso, a obra é bem redigida, com explicação da metodologia, justificativas e introdução coerente. Mas me chamou a atenção o relato dos problemas observados naquela região (que poderiam acontecer em qualquer lugar do Brasil) e as citações da importância em ser honesto na arbitragem. Algumas delas, colhidas na época, do então presidente da CBF José Maria Marin, falando sobre ações de lisura!

Que coisa é o mundo do futebol… justamente aquele que está preso por corrupção no futebol exemplificando lições em busca da honestidade.

Enfim, o autor da obra também deve ter ficado indignado anos depois ao ver o desenrolar do FIFAGate. Mas será que é só no futebol que vemos pessoas defendendo algo e não praticando o que prega?

A quem possa interessar, o valoroso trabalho pode ser acessado em: https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/45333/Mario%20Gustavo%20Pock.pdf

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– Bens Caros Divididos!

Um modismo começa a surgir no Brasil: o Compartilhamento do Luxo!

A idéia é essa: quer uma Ferrari? Você se junta a diversas pessoas e compram cotas de posse do carro. Mediante seu percentual de propriedade, agenda os dias mensais que pode ficar com ela. Serve para mansões, helicópteros, iates… Assim, divide-se as despesas!

Extraído de Isto É, Ed 2160, por Paulo Rocha

LUXO COMPARTILHADO

Modelo de Propriedade Fracionada chega ao Brasil como opção para quem deseja desfrutar de mansões, aeronaves e iates sem pagar a conta sozinho.
O conceito de propriedades fracionadas começa a ganhar força no Brasil. O sistema, que existe nos Estados Unidos há mais de 20 anos, é um pouco diferente do time share, ou uso compartilhado de bens, que já está disponível no País há pelo menos uma década. Nesse modelo, sócios dividem bens de luxo, como carros, barcos e aeronaves, enquanto durar o contrato, que geralmente leva de um a seis anos. Na nova modalidade de negócio, imóveis, iates, carros e jatos podem ser adquiridos por até um décimo do preço original, desde que repartidos entre vários proprietários. Cada comprador é dono de uma cota do bem total e tem direito a usufruir de sua propriedade durante determinado período do mês ou do ano, como num rodízio. A maior vantagem é tornar acessíveis à classe média alta confortos como um vôo de helicóptero, uma casa na paradisíaca praia de Itacaré, na Bahia, ou passeios nos desejados modelos de máquinas da Ferrari, Maserati, Bugatti e Bentley.
Desde 2010 pelo menos cinco empresas decidiram investir nesse filão aqui no Brasil. O fortalecimento da economia brasileira e o sucesso dessa modalidade de propriedade compartilhada na Europa e no Oriente Médio foram os motivos que fizeram a empresa Prime Fraction Club entrar nesse ramo. No início de 2011, a companhia começou a oferecer o gerenciamento de quatro categorias de bens: jatos, helicópteros, barcos e carros. “A propriedade fracionada é uma opção de investimento para aqueles que têm muito patrimônio, mas poucas oportunidades de desfrutá-lo”, diz Walterson Carvajal Jr., um dos cinco sócios. Pensando na demanda de executivos que desejam ter um barco de passeio, mas contam com pouco tempo para navegar, a família Schürmann, conhecida por suas expedições marítimas, também criou um modelo de compra compartilhada de veleiros. “O brasileiro ainda é muito apegado à propriedade particular, mas creio que esse estilo de negócio tem todas as chances de se fortalecer no País a longo prazo”, afirma David Schürmann, sócio-diretor da Schürmann Yatchs.
A mesma opinião tem Alejandro Moreno, diretor da RCI, empresa de intercâmbio de viagens que disponibiliza casas compartilhadas em destinos paradisíacos, com até 12 proprietários. “Aos poucos as vantagens do sistema de frações vão superar o receio inicial dos consumidores”, diz Moreno. O advogado Ivo Galli, 62 anos, é um dos que já desfrutam das conveniências da propriedade fracionada. Ele comprou uma parte de uma mansão no condomínio Itacaré Paradise, na Bahia, por R$ 183 mil. Gostou tanto que adquiriu mais uma fração do imóvel. “Tenho todo o conforto de uma casa particular, mas com serviço de hotel cinco-estrelas”, diz Galli. “E, além da comodidade, fico tranquilo por saber que meu dinheiro não está parado num único bem.”
Para quem não tem interesse em adquirir um barco, carro, aeronave ou casa de luxo, mas mesmo assim deseja desfrutar desses benefícios, o sistema de time share continua sendo a melhor opção. A companhia Sky Club iniciou suas atividades oferecendo o aluguel partilhado de helicópteros na cidade de São Paulo a custos mais baixos do que a locação tradicional. Um voo entre o aeroporto de Guarulhos e um centro financeiro na avenida Jus­celino Kubitschek, por exemplo, custa em média R$ 1.380. Já o sócio do Sky Club paga menos de um quarto disso, cerca de R$ 272, di­vidindo a aeronave com mais três pessoas. Para comparação, uma corrida de táxi no mesmo trajeto não sai por menos de R$ 112. O corte no preço, aliado ao benefício de poder usar o bem sempre que quiser, atraiu o engenheiro Waldemir Lucentini, 63 anos. “Antes eu gastava muito mais e perdia oportunidades, pois tinha de adequar minha agenda ao horário dos voos”, diz Lucentini. “Agora utilizo o helicóptero quando realmente preciso e não me importo nem um pouco de dividi-lo com outros sócios.”
Focada no sistema de uso compartilhado, a empresa Four Private Group, como o nome já indica, possibilita que quatro clientes, conhecidos ou não, dividam o direito de utilização de artigos durante dois anos, no caso dos carros, e seis anos, no caso dos bar­cos e aviões. Na modalidade automotiva, as cotas começam em R$ 289 mil e garantem aos participantes o uso de uma Ferrari F430 Spider, uma Mercedes SL63 IWC, um Corvette Gran Sport e um Mini Cooper Cabrio, revezados a cada semana (leia quadro). “Nossos clientes desfrutam da mesma liberdade que teriam se o ativo fosse deles, aliada ao benefício de não se preocuparem com a desvalorização”, diz Ricardo Jardim, CEO da Four Private. Um alívio para aqueles que possuem muito capital, mas não desejam arcar com os custos (nem as dores de cabeça) de manter esses bens.

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– Apesar do tempo, um ótimo sábado (em 4 cliques)!

1 – 👊🏻 Bom dia!
Depois de ½ hora de #chuva forte e #trovões, o convite é para o #cooper na esteira. Afinal, na rua? Lá fora? Esquece… tudo muito molhado!
S’imbora correr?

🏃🏻 #Fui #RunningForHealth #run #Asics #corrida #sport #esporte #running

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2 – 🙏🏻 Correndo e Meditando:
“Ó #Maria, #Mãe de #Jesus e nossa também, sob a invocação na qual te chamamos de #NossaSenhora da #Saúde, rogai por todos nós. #Amém.”

⛪ #Fé #Santidade #Catolicismo #Cristo #MãeDeDeus #NossaSenhoraDaSaúde #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade

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3 – 🌺 Fim de #cooper – suado, cansado e feliz!
Depois de ganhar muita #endorfina e correr bem protegido, é hora de alongar no #jardim. No clique, nossa mini-rosa registrada dias atrás.

🏁 #corrida #treino #flor #flower #flowers #pétalas #pétala #rosa #roseira #jardinagem #garden

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4 – 🌅 06h00 – Acordando, #Jundiaí!
Apesar do #céu cinzento, carrancudo e com algum #vento, a água que veio era necessária.
Que tenhamos um ótimo #sábado!

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🍃 #sol #sun #sky #photo #nature #morning #alvorada #natureza #horizonte #fotografia #pictureoftheday #paisagem #inspiração

Ótima jornada para todos nós.

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Momentos Bons e Momentos Ruins

Ouvi isso na homilia do saudoso Pe Celso, aqui da Paróquia São João Bosco, e registrei para nunca esquecer:

“Em todo momento ruim, lembre-se dos momentos bons. E em todos os bons momentos, lembre-se dos ruins”.

Perfeito. É assim que devemos agir: não nos esquecermos que os momentos ruins passam, e na bonança, lembrar de valorizá-los. Isso é buscar o equilíbrio, manter-se longe de euforias passageiras e estar comprometido com a realidade.

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– O atleta que perdeu de propósito!

Saeid Mollaei é um importante judoca (campeão mundial de 2018) que perdeu uma luta recente na Copa do Mundo de Judô no Japão. Se vencesse, Mollaei, que é iraniano, enfrentaria um judoca de Israel (nação não reconhecida pelo Irã).

O atleta confessou que perdeu de propósito a luta, a mando do seu país, para não enfrentar um lutador de nação não-reconhecida. Agora, pediu asilo político na Alemanha.

A que ponto chega a intolerância religiosa, mesmo no esporte, não?

Extraído de: https://extra.globo.com/noticias/mundo/judoca-iraniano-pressionado-nao-enfrentar-israelense-se-recusa-voltar-para-casa-23921750.html

JUDOCA IRANIANO PRESSIONADO A NÃO ENFRENTAR ISRAELENSE SE RECUSA A VOLTAR PARA CASA

BERLIM (Reuters) – Um judoca iraniano está se recusando a voltar para casa depois de ter ignorado ordens da federação do país para se retirar de lutas para evitar uma possível final contra um israelense, informou a Federação Internacional de Judô (IJF) nesta segunda-feira.

A IJF disse que Saeid Mollaei foi pressionado por autoridades do Irã a desistir de seus combates de quartas de final e semifinal no campeonato mundial de judô em Tóquio, na semana passada, para não ter que possivelmente enfrentar o israelense Sagi Muki na final.

“Preciso de ajuda. Mesmo se as autoridades do meu país disserem que posso voltar sem problemas, estou com medo. Estou com medo do que pode acontecer com minha família e comigo”, disse ele em um comunicado publicado pela IJF.

Segundo a entidade, Mollaei recebeu diversas ordens, tanto do Comitê Olímpico Nacional quanto do governo, de se retirar de combates para evitar a chance de lutas com israelenses, e agentes de seguranças foram enviados à sua casa no Irã.

“Alguns minutos antes da disputa (de quartas de final), o treinador iraniano recebeu uma ligação de seu país”, disse a IJF em seu site. “Do outro lado da linha, o primeiro vice-ministro dos Esportes iraniano, Davar Zani, lhe deu a ordem de retirar Mollaei da competição para evitar um combate em potencial entre Irã e Israel”.

A IJF disse que depois o presidente do Comitê Olímpico Nacional iraniano também contatou Mollaei antes de sua semifinal, que o atleta perdeu, para instruí-lo a desistir.

Não foi possível contatar nem o Comitê Olímpico Nacional nem o Comitê Olímpico Internacional de imediato para obter comentários.

Não foi a primeira vez em que atletas de nações árabes ou do Irã receberam ordens para desistir ou se recusar a competir com atletas israelenses nas Olimpíadas ou em outras competições internacionais.

Na Olimpíada de Atenas de 2004, o então campeão mundial iraniano Arash Mirasmaeili se recusou a enfrentar o judoca israelense Ehud Vaks, sendo elogiado por isso na volta para casa. Na Rio 2016, o judoca egípcio Islam El Shehaby foi mandado para casa depois de recusar um aperto de mãos com o judoca israelense Or Sasson ao final da luta.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã se recusa a reconhecer Israel, e os dois são arqui-inimigos há décadas.

(Por Karolos Grohmann)

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– Uma pessoa se transforma quando assume o volante?

Vejam que bacana: um estudo detectou 7 tipos de motoristas e muitas considerações sobre o que passa na cabeça das pessoas quando dirigem.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/rodas/2016/09/1814159-estudos-definem-perfis-de-motoristas-estressados-correm-mais-riscos.shtml

OS SETE PERFIS DE MOTORISTAS

PROFESSOR

Conhecedor das regras do trânsito, faz questão de apontar o que outros motoristas fizeram de errado (trocar de faixa sem dar seta, por exemplo) e espera ter seu “esforço” reconhecido

JUSTICEIRO

Quer punir outros motoristas que, segunda sua opinião, se comportam mal; vai atrás de quem fechou seu carro, discute no trânsito e só sossega após transmitir uma lição de moral

CONCORRENTE

Precisa chegar à frente de todos os outros motoristas e se irrita com a “lerdeza” dos outros. É o motorista que costura no trânsito e não tem pudores ao furar a fila no pedágio

ESCAPISTA

Seu carro é o refúgio onde ouve música alta com os vidros fechados. Evita qualquer tipo de relação com o estresse do trânsito que o cerca, e a distração pode colocá-lo em situação de risco

CUCA FRESCA

Se maus motoristas estão fazendo barbeiragens ao redor, ele tenta ignorar e segue adiante, ou apenas libera passagem para se livrar de possíveis problemas no trânsito

FILÓSOFO

Aceita os erros de outros condutores sem perder a calma, tentando explicar racionalmente o porquê das atitudes imprudentes. Consegue controlar as emoções enquanto dirige

SABE-TUDO

Ninguém dirige melhor do que ele, todos os outros condutores são incompetentes. É o mal-humorado que grita ordens como “fica na tua faixa!”, geralmente seguida de um palavrão

ESTUDOS DEFINEM PERFIS DE MOTORISTAS; ESTRESSADOS CORREM MAIS RISCOS

Por Eduardo Sodré

“Era de propósito, ele me ultrapassava e freava bruscamente. Depois da terceira vez que fez isso, consegui fechá-lo e desci do carro”, conta a advogada Léa Carta, 38. Ela foi até o outro veículo, bateu no vidro até o motorista baixar o vidro e o puxou pelo colarinho.

O episódio, motivado por uma briga por espaço no trânsito, ocorreu há sete anos. Carta, que tem 1,58 m de altura, buzinou quando o veículo invadiu sua faixa. O outro condutor devolveu a “ofensa” com a sequência de fechadas. Depois de insultos de ambos os lados, seguiram seus caminhos.

Naquele momento, a advogada agiu como justiceira. Esse é um dos sete perfis de motoristas definidos em 2015 pela LSE (London School of Economics and Political Science). O estudo teve o apoio a Goodyear.

Quem age de forma intempestiva no trânsito se expõe a riscos maiores do que um bate-boca no meio da rua.

“Um estudo feito em 2011 pela AAA Foundation [instituição norte-americana] mostrou que cerca de 1.200 acidentes ocorrem anualmente nos EUA devido à fúria sobre rodas, considerada um distúrbio mental pela psicologia. Desses, 300 deixaram mortos ou feridos em estado grave”, diz Idaura Lobo Dias, especialista em trânsito da Perkons. A empresa atua na fiscalização eletrônica de vias.

Desde o episódio de sete anos atrás, Carta vem tentando mudar. “Ainda fico muito irritada com a falta de educação de alguns motoristas, mas tento me controlar. Preciso internalizar algumas coisas para sobreviver”, diz a advogada.

Seu modo de encarar o trânsito é oposto ao de motoristas “filósofos”, como o consultor de empresas Wagner Bacha, 45.

“Não vale a pena se aborrecer, só atrasa mais a viagem. Não considero que uma fechada seja uma ofensa, o outro motorista nem me conhece. Se tenta mostrar força, só me passa insegurança”, diz o consultor.

Bacha afirma ser calmo e buscar transmitir seu modo de vida para o trânsito. Porém, é comum que pessoas mudem de comportamento ao assumir a direção.

“A maioria dos indivíduos agressivos no trânsito é portador de transtorno explosivo intermitente [TEI]. O ambiente encontrado no tráfego é desencadeador desse comportamento”, diz Idaura Lobo Dias, da Perkons.

De acordo com Chris Tennant, responsável pelo estudo da LSE, “criamos personalidades ao volante das quais não gostamos, tipos de motoristas que representam as diferentes formas como lidamos com frustrações e sentimentos fortes”.

O especialista afirma ainda que existe a possibilidade de um mesmo condutor manifestar diferentes características de personalidade enquanto dirige.

Para Fábio de Cristo, doutor em psicologia do trânsito, mudanças na forma como se aprende a dirigir ajudariam a melhorar o convívio nas ruas.

“O desafio da educação para o trânsito na formação do condutor nos próximos anos é centrar-se nas consequências e nos riscos advindos do não cumprimento das normas em vez de focar apenas sua memorização”, diz o especialista, que é também administrador do Portal de Psicologia do Trânsito (portalpsitran.com.br).

CALMA NO TRÂNSITO

Nos anos 1970, ter um rádio toca-fitas no carro era um dos maiores luxos. Hoje, mais de 90% dos veículos que saem das lojas trazem ao menos ar-condicionado e direção hidráulica. São itens fundamentais para reduzir o estresse a bordo, mas há detalhes que nem sempre são percebidos.

“A função das fabricantes é fazer com o que o cliente sinta aconchego ao estar dentro do automóvel, sensação que traz tranquilidade. Temos modelos com luz ambiente pensada para diminuir o estresse, em tons de azul”, diz Adília Afonso, supervisora de design da Ford para América do Sul.

Carros de luxo podem ser equipados com massageadores nos bancos. No Volkswagen Passat (a partir de R$ 158,2 mil), o item é vendido em um pacote de opcionais que custa R$ 5.160.

Para quem fica preso no tráfego, um dos melhores antídotos para o estresse é o câmbio automático. Ao evitar o movimento de acionar a embreagem e o câmbio, o motorista se cansa –e se irrita– menos.

Entretanto, nada conseguirá controlar o estresse caso o motorista não saiba o que está fazendo.

“Muitos aprendem a dirigir de forma precária. O aprendizado deve ser realizado por etapas. O aluno tem que se desenvolver por meio de exercícios individuais, treinar técnicas de curvas, adquirir noção de espaço e saber controlar pedais”, diz Sérgio Carlos dos Santos, diretor do Centro de Formação de Condutores e da empresa Dirigindo Bem.

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– 6a feira chegou.

Bom dia!
Uma nova manhã é sempre uma boa oportunidade para fazer algo acontecer na vida.
Sendo assim, vamos correr logo agora cedo para ter pique?
Clique 1:

Correndo e Meditando:
“Ó Sagrada Família – Jesus, Maria e José – fazei a minha casa como a de Nazaré. Amém.”
Clique 2:

Fim de cooper –
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza das flores. Hoje, com essa incrível flor do ipê amarelo!
Clique 3:

Desperte, Jundiaí, com cores de outro amanhecer (já que o de hoje está bem cinzento).
Que a sexta-feira possa valer a pena!
Clique 4:

Ótima jornada para todos!

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– O que é Respeitar o Funcionário dentro da Empresa?

Chefes que pensam no bem estar da equipe e na alegria de cada um de seus funcionários? Isso é possível?

Para o autor de “Felicidade dá Lucro“, sim!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/09/respeitar-uma-pessoa-no-trabalho-nao-e-so-falar-baixo-com-ela.html

RESPEITAR UMA PESSOA NO TRABALHO NÃO É SÓ FALAR BAIXO COM ELA.

Marcio Fernandes, CEO da Elektro, ficou conhecido por sua filosofia de gestão ancorada na felicidade. Para ele, as empresas têm de criar uma relação de afetividade com os trabalhadores — e isso não tem a ver com ser permissivo

Imagine o seguinte cenário. Uma empresa concorrente faz uma proposta para contratá-lo. Animado, você ensaia deixar o cargo atual e partir para a nova casa. Já está tudo certo para você sair. Só que o seu empregador faz uma contraproposta. E… Fica difícil negar. Se você não passou por tal situação, certamente tem um colega que sim. Mas para Marcio Fernandes, CEO da distribuidora de energia Elektro, a estratégia dessas empresas não faz o menor sentido. “É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência das pessoas”, afirma. Marcio ficou conhecido por levantar, com firmeza, a bandeira da felicidade dentro das corporações. Ele é autor do livro “Felicidade dá Lucro” (Companhia das Letras), lançado no ano passado, e suas ideias vão contra os modelos mais tradicionais de gestão.

O executivo, que assumiu a presidência da Elektro aos 36 anos, defende que, com abertura para diálogo e “convergência de propósitos”, é possível ir muito mais longe. Trata-se de uma forte relação de confiança e respeito com os trabalhadores. “A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada — isso é não cometer assédio moral.” E se engana quem pensa que a filosofia tem a ver com ser mais permissivo. Nada disso. A “régua é alta” para os funcionários. Ou melhor, “colaboradores”. No meio da entrevista, Marcio Fernandes pede para fazer um adendo: “Não falo de funcionário, falo de colaborador. Máquinas funcionam, pessoas podem optar por colaborar. É bem sensível, mas faz diferença”.

No começo de novembro, ele falará sobre como fazer da felicidade uma vantagem competitiva na HSM Expo 2016, em São Paulo. Nesta entrevista, o executivo aborda a relação que gestores devem construir com sua equipe, o lado positivo de trabalhar sobre pressão e como não deixar que a crise espalhe pessimismo dentro da empresa.

Até que ponto um gestor deve se preocupar com a felicidade de sua equipe no que diz respeito a questões que vão além do trabalho?
Ele tem de se preocupar 100%. Mas não é o “dono” do que acontece na vida das pessoas. Ele tem de ter limites de respeito — não pode invadir a individualidade de maneira alguma —, mas tem de se interessar. É importante saber se a pessoa está bem em casa, se está endividada, se está doente ou se há alguém doente na família. É o interesse genuíno. Isso porque é muito difícil chegar para alguém e dizer: “Minha visão dos seus valores está ali naquela parede, somente siga”. O cara vai odiar, nem sabe se concorda. O que fazemos é, antes de dizer o que queremos dele, perguntar o que ele quer. Se conseguimos ter esse nível de discernimento e sensibilidade, teremos uma equipe de altíssima performance porque saberemos respeitar os momentos de cada pessoa.

Se a pessoa está com algum problema, qual é o próximo passo? Como o gestor poderia interferir?
Aqui [na Elektro], oferecemos ajuda. Tem ações institucionais, como o sistema “Mais Apoio”. As pessoas podem acioná-lo a qualquer hora do dia, com total confidencialidade e anonimato, para falar de qualquer problema. Se está endividada, ela tem auxílio de um consultor financeiro para reestruturar as contas e renegociar dívidas. Ou, se preferir, pode ir direto para o gestor. Uma colaboradora está com a filha na UTI desde que nasceu. A licença maternidade já acabou, ela voltou para o trabalho, mas a menina continua no hospital porque nasceu muito prematura. Então, conversamos e construímos uma escala de trabalho que viabilize que a mãe priorize a filha. Isso gera um processo de engajamento e credibilidade que transcende a relação de trabalho. É uma relação de confiança.

O ideal, então, é que os gestores conversem frequentemente?
Dimensionamos as equipes para que o líder tenha condições reais de, durante o período de um mês, falar com todas as pessoas individualmente, com qualidade, pelo menos três vezes. Isso vai gerando um alinhamento, uma combinação melhor das expectativas. Saímos do efetivo — regras, metas — e ampliamos para o que é afetivo também.

E assim o trabalhador sente-se mais motivado?
É uma construção. A primeira coisa é abrir diversos canais para que as pessoas possam ser ouvidas. Investimos muito na preparação da nossa liderança para que ela soubesse abrir espaço para o diálogo. Historicamente, no mundo normal, o chefe é o cara que manda. Colocamos aqui uma quebra de paradigmas. Nem chamamos nossos líderes de chefes, mas de facilitadores. E também medimos o líder, em indicadores de performance, pelo desenvolvimento de pessoas. A gente não faz avaliação de desempenho, mas um diário de competências, ressaltando o que está indo bem e apontando o que precisa de melhorias — e contribui para esse processo. À medida que tudo isso se desenrola, as pessoas vão se sentindo mais à vontade para opinar, para participar, para mudar de área.

Ouço o sr. falando muito sobre respeito. Imagino que vá muito além de simplesmente não levantar a voz com o subordinado. 
A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada. Isso é não cometer assédio moral. Respeito vai muito além. Respeitamos as pessoas, por exemplo, quando não fazemos julgamento em relação às escolhas que ela faz — sejam opções pessoais ou de carreira. Não fazemos um trabalho para que a pessoa fique onde a gente quer que ela fique. A gente trabalha para que elas fiquem onde elas sonharam ficar. Ela não precisa mentir para fazer uma média com o chefe. Aqui ninguém faz média. Todo mundo sabe que os facilitadores são medidos pelo desenvolvimento de pessoas. Se a pessoa for sincera com ele e sincera consigo mesma, ela vai buscar o que sonha. E nós vamos respeitar. O normal é o vertical: o cara entra em uma posição de advogado júnior, vai para advogado pleno, depois advogado sênior, depois gerente do jurídico. Aqui a gente deixa aberto para ele dizer, em uma conversa franca, o que quer. Ele pode dizer que o sonho dele é trabalhar no RH. Aí, fazemos uma análise do que ele tem e do que ainda falta para ele conseguir a vaga que busca, ele vai investir nele mesmo e vamos ter um programa de educadores. Quando fazemos isso, conseguimos uma grande convergência de propósitos. Todo mundo ganha.

Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média”

No momento econômico turbulento pelo qual passa o país — quando todos são mais cobrados —, como não deixar que o pessimismo se espalhe dentro da empresa?
Essa é uma dúvida recorrente. A crise, muitas vezes, degenera a vontade das pessoas de lutar. Parece que a guerra está perdida — elas acabam aceitando muito passivamente. Chegam a usar esse momento difícil como justificativa para insucessos individuais. Também muitas empresas falam da crise como a grande culpada de tudo. O que temos feito para nos blindar e impedir que as pessoas se influenciem é, basicamente, duas coisas. Primeira: criar movimento. Significa fazer com que a vida da pessoa passe a ter ritmo, que não seja só guiada. Tem que ser uma vida de protagonismo, de autonomia. A segunda parte: dar abertura total a propostas. Ao mesmo tempo em que vivemos uma crise, estamos batendo recordes de eficiência gerados pelo protagonismo dessas pessoas. A gente tem, sim, dificuldades. Afinal, a crise nos afeta, já que o consumo de energia diminui. Mas por outro lado, a gente chega a quase 30% de eficiência em custos, sem fazer nada absurdo. Pelo contrário, a gente fala de eficiência e não de corte. As pessoas é que estão sendo as protagonistas disso. A gente promove uma verdadeira revolução no currículo das pessoas que querem fazer coisas diferentes. A abertura para propostas faz com que as pessoas queiram participar. E as pessoas que participam têm mais reconhecimento. Elas entram em um ambiente de movimento contínuo. Todo esse movimento faz com que não se sintam vulneráveis à crise.

Então mais pressão não precisa significar menos chances de ser feliz?
Costumo dizer que a pressão é só mais um ingrediente. Eu, por exemplo, gosto de ambientes com um pouco mais de pressão. A gente precisa de algum gatilho. Em momentos de pressão, as pessoas tendem a se movimentar com mais ênfase. E o que seria um motivo para pessoa ficar triste e frustrada, torna-se o contrário. Porque ela teve uma disciplina maior para buscar aquilo que sonhou e, óbvio, terá mais êxito.

Muitas pessoas criticam a ideia de que você tem de buscar felicidade o tempo todo. Você discorda delas?
Não. Acho que é impossível buscar o tempo inteiro a felicidade. Realmente existem momentos que não são considerados felizes. É só que, na minha opinião, precisa ter sempre uma conexão muito clara com propósitos. Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que você fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média de pessoas.

Sua filosofia tem a ver com acabar com a ideia de que existe uma vida no trabalho e outra fora. Quando essas duas se convergem?
Elas estão sempre misturadas. O problema é quando tentamos separar. Na minha visão, quando você fala “na minha vida pessoal, eu não sou assim” ou “no meu trabalho tenho que assumir uma postura diferente da minha vida pessoal”. Isso gera um peso. É uma máscara difícil de carregar e manter. Sou um grande adepto da ideia de que temos uma única vida. E ela não é divida em duas partes. Eu sou o que eu sou no trabalho. E eu sou o que eu sou na vida pessoal. As duas coisas são a mesma. O que é importante deixar bem claro é que há quatro momentos que a gente precisa garantir. O tempo para trabalhar, o para família, o para dormir e o para você mesmo. Não significa sejam excludentes.

Quais são os piores exemplos que já observou em empresas?
Tem inúmeros exemplos. A perda de produtividade está na falta de coerência, por exemplo: “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”. Isso é muito frequente, infelizmente, nessas empresas com gestão tradicional, fadada à morte. Essa coisa da retenção também. É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência da pessoa. É péssimo. A gente nunca passa da média. Quem quiser ficar aqui tem de ser por uma opção de vida. E ainda há empresas que fazem debate sobre políticas de retenção. Acho isso tão imbecil.

O que tem de ser feito no lugar?
Para mim, um processo de encantamento, para que a pessoa decida trabalhar com você.

Como um gestor pode ajudar o colaborador a encontrar seu propósito?
Você não cria um propósito no trabalho para a pessoa. Você pega o propósito que a pessoa tem para a vida dela e converge para os seus propósitos de trabalho.

Atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa”

Como assim?

Digamos que a empresa tem o propósito de ser a maior do Brasil, com a maior rentabilidade, com o melhor serviço ao cliente. Esse é o propósito de uma empresa.  Aí você pega a pessoa e vê qual é o propósito de vida dela. E você tem de conversar com pessoa por pessoa para saber. Você vai mapear isso, registrar e fazer com que os propósitos de empresa e das pessoas seja convergente. Eu já tive uma discussão com o diretor de uma empresa do setor financeiro. Ele disse que criava propósito para as pessoas: atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa. A pessoa pode olhar e questionar: “essa empresa só quer isso de mim?”. Isso é o que ela vai fazer porque você está pagando. O que é preciso saber é o que a pessoa quer para a vida dela. Ela vai ver que existe interesse genuíno. Não dá para você ficar mandando, obrigando, fiscalizando as pessoas o tempo inteiro. O controle custa caro demais, então a gente precisa criar convergência de propósito.

Depois de virar referência em felicidade, a procura por cargos na Elektro aumentou?
Nossa, muito. Tivemos um aumento muito legal. A gente fazia programa de seleção de estagiários e, para completar o número de vagas, dava um trabalhão. Afinal, o setor de energia elétrica não é muito sexy. Então a gente sofria. Agora, vou dar o exemplo do último programa que a gente fez. Foi no meio do ano, período não muito comum para procurar estagiários. Tivemos também 20 vagas — só que 60 mil inscrições. Foi de cair da cadeira. No final, acabamos ampliando o programa e chamando 40.

Ser um líder de que todos gostam pode afetar a maneira como o gestor faz suas decisões?
A gente não é uma ONG. Todas as lideranças aqui são, sim, admiradas. Mas o que as faz ser assim não é serem paternalistas ou simplesmente passivas. É fazer tudo com ética, justiça, coerência. Ser admirado como gestor é resultado de uma gestão transparente, aberta, participativa. Não é que você pode fazer coisas erradas. “Ah, não vão me mandar embora.” Pelo contrário, temos uma régua muito mais alta agora que nos tornamos exemplo.

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