– Dá Para ser Feliz no Trabalho?

Amigos, uma das grandes discussões no meio organizacional tem sido: “Como transformar o ambiente de trabalho no seu segundo lar?”. Ora, muitas vezes nós passamos mais tempo no trabalho do que no repouso da nosa casa. Agora, a pergunta extrapola o “local de trabalho” e começa a abranger outros aspectos, reportados na Revista Época de dias atrás, buscando responder a questão: “Dá para ser feliz no ambiente de trabalho?”

Assim, compartilho integralmente ótimo material, abaixo:

(Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI81676-15259,00-DA+PARA+SER+FELIZ+NO+TRABALHO.html)

DÁ PARA SER FELIZ NO TRABALHO?

Dois novos livros de filósofos redefinem a importância da atividade profissional para nossa formação como seres humanos. E ajudam a responder a uma pergunta que aflige milhões de pessoas – por David Cohen e Thiago Cid. Com Nádia Mariano e Rafael Pereira

É possível que algum dia olhemos o trabalho, tal como ele é exercido hoje, com uma espécie de nostalgia. Talvez os estudiosos do futuro descrevam os escritórios do início do século XXI como locais de encontro e aprendizado, de uma vida social relativamente rica, em que as pessoas eram instigadas a resolver problemas, fazer amigos, às vezes viver romances, exercitar um pouco de política, gastar algumas horas em conversas fiadas perto da máquina de café, navegar pela internet e – por que não? – até realizar algum serviço útil de quando em quando. Para ter uma visão benevolente do mundo do trabalho, basta olhar sua evolução. Na maior parte da história da civilização, os bens que consumíamos eram feitos por escravos ou servos. Mesmo o trabalho livre não o era tanto. Artesãos da Idade Média costumavam dormir embaixo da bancada em que trabalhavam, nas guildas europeias. No início da era industrial, a situação não era melhor: as jornadas podiam chegar a 14, 16 horas, inclusive para crianças, e não havia regulamentação de nenhuma espécie.

Pode causar algum espanto, então, que os pensadores modernos encarem a rotina trabalhista de hoje como um problema, uma questão a ser esclarecida, entendida… trabalhada. Isso acontece porque o trabalho adquiriu um significado completamente novo, como mostram dois livros recém-lançados por dois filósofos modernos. Em cada um deles, o trabalho – e seu papel em nossa vida – é totalmente redefinido. Em The pleasures and sorrows of work (Os prazeres e tristezas do trabalho, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), o filósofo suíço-britânico Alain de Botton afirma: “A mais notável característica do trabalho moderno talvez esteja em nossa mente, na amplamente difundida crença de que o trabalho deve nos tornar felizes. Todas as sociedades tiveram o trabalho em seu centro. A nossa é a primeira a sugerir que ele possa ser muito mais que uma punição ou uma pena. A nossa é a primeira a sugerir que deveríamos trabalhar mesmo na ausência de um imperativo financeiro”. Tão ligado está o trabalho à definição de nossa identidade que, quando somos apresentados a uma pessoa, a pergunta mais imediata que fazemos não é de onde ela vem ou quem é sua família, mas o que ela faz. Se o trabalho assumiu essa importância tão central em nossa vida, é natural que não nos contentemos apenas com o que ele nos traz. Nós sempre soubemos que o trabalho é a ação de transformar algo: matéria-prima em objetos, tarefas em serviços. Hoje nos preocupamos também com o que ele faz de nós, como ele nos transforma.

Para Botton, tentar extrair a felicidade do reino do trabalho – e também do amor – é pedir demais. “Não é que essas duas instâncias sejam invariavelmente incapazes de nos dar satisfação, apenas elas quase nunca o fazem”, diz. Seu livro é uma grande reportagem que investiga o significado do trabalho, num mundo que parece ter realizado uma das profecias de Karl Marx: a alienação. “Há dois séculos, nossos antepassados sabiam a história e a origem precisa de praticamente todas as poucas coisas que comiam ou tinham, bem como das pessoas e ferramentas envolvidas em sua produção”, afirma Botton. “Nós estamos hoje mentalmente desconectados da manufatura e distribuição de nossos bens, num processo de alienação que nos tira uma infinidade de chances de nos maravilhar, ser gratos e nos sentir culpados.”

É possível que algum dia olhemos o trabalho, tal como ele é exercido hoje, com uma espécie de nostalgia. Talvez os estudiosos do futuro descrevam os escritórios do início do século XXI como locais de encontro e aprendizado, de uma vida social relativamente rica, em que as pessoas eram instigadas a resolver problemas, fazer amigos, às vezes viver romances, exercitar um pouco de política, gastar algumas horas em conversas fiadas perto da máquina de café, navegar pela internet e – por que não? – até realizar algum serviço útil de quando em quando. Para ter uma visão benevolente do mundo do trabalho, basta olhar sua evolução. Na maior parte da história da civilização, os bens que consumíamos eram feitos por escravos ou servos. Mesmo o trabalho livre não o era tanto. Artesãos da Idade Média costumavam dormir embaixo da bancada em que trabalhavam, nas guildas europeias. No início da era industrial, a situação não era melhor: as jornadas podiam chegar a 14, 16 horas, inclusive para crianças, e não havia regulamentação de nenhuma espécie.

Pode causar algum espanto, então, que os pensadores modernos encarem a rotina trabalhista de hoje como um problema, uma questão a ser esclarecida, entendida… trabalhada. Isso acontece porque o trabalho adquiriu um significado completamente novo, como mostram dois livros recém-lançados por dois filósofos modernos. Em cada um deles, o trabalho – e seu papel em nossa vida – é totalmente redefinido. Em The pleasures and sorrows of work (Os prazeres e tristezas do trabalho, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), o filósofo suíço-britânico Alain de Botton afirma: “A mais notável característica do trabalho moderno talvez esteja em nossa mente, na amplamente difundida crença de que o trabalho deve nos tornar felizes. Todas as sociedades tiveram o trabalho em seu centro. A nossa é a primeira a sugerir que ele possa ser muito mais que uma punição ou uma pena. A nossa é a primeira a sugerir que deveríamos trabalhar mesmo na ausência de um imperativo financeiro”. Tão ligado está o trabalho à definição de nossa identidade que, quando somos apresentados a uma pessoa, a pergunta mais imediata que fazemos não é de onde ela vem ou quem é sua família, mas o que ela faz. Se o trabalho assumiu essa importância tão central em nossa vida, é natural que não nos contentemos apenas com o que ele nos traz. Nós sempre soubemos que o trabalho é a ação de transformar algo: matéria-prima em objetos, tarefas em serviços. Hoje nos preocupamos também com o que ele faz de nós, como ele nos transforma.

Para Botton, tentar extrair a felicidade do reino do trabalho – e também do amor – é pedir demais. “Não é que essas duas instâncias sejam invariavelmente incapazes de nos dar satisfação, apenas elas quase nunca o fazem”, diz. Seu livro é uma grande reportagem que investiga o significado do trabalho, num mundo que parece ter realizado uma das profecias de Karl Marx: a alienação. “Há dois séculos, nossos antepassados sabiam a história e a origem precisa de praticamente todas as poucas coisas que comiam ou tinham, bem como das pessoas e ferramentas envolvidas em sua produção”, afirma Botton. “Nós estamos hoje mentalmente desconectados da manufatura e distribuição de nossos bens, num processo de alienação que nos tira uma infinidade de chances de nos maravilhar, ser gratos e nos sentir culpados.”

Do ponto de vista do cidadão, a equação de trabalhar sem prazer para viver livremente nos períodos de folga é dura demais, se considerarmos que passamos mais de 60% do dia envolvidos com o trabalho. E, como não há notícia de um ser humano que tenha conseguido desligar o cérebro durante suas tarefas, somos também nós mesmos durante o labor. É impossível que ele não nos forme, de algum modo. Em A riqueza das nações, o filósofo e economista escocês Adam Smith afirma que “o homem que passa a vida desempenhando algumas operações simples geralmente se torna tão estúpido e ignorante quanto é possível para uma criatura humana”. Referia-se ao trabalho repetitivo, enfadonho. É esse tipo de trabalho que Sennett ataca em seu livro. Sennett defende outro tipo, simbolizado pelo artesão. Para defini-lo, cita o sociólogo americano Charles Wright Mills, que escreveu em meados do século XX: “O trabalhador imbuído do ofício artesanal se envolve no trabalho em si mesmo e por si mesmo; as satisfações do trabalho são por si uma recompensa; os detalhes do cotidiano são ligados, no espírito do trabalhador, ao produto final; a habilidade se desenvolve no processo do trabalho; ele está ligado à liberdade de experimentar; finalmente, a família, a comunidade, a política são avaliadas pelos padrões de satisfação interior, coerência e experimentação do trabalho artesanal”.

Para Sennett, mesmo o ofício em grandes indústrias pode ter esse componente artesanal. “Estamos aprendendo a dividir o trabalho sem condenar as pessoas à rotina”, disse na entrevista. “Empresas como a Apple, a Toyota, hospitais europeus têm adotado tarefas específicas, mas não estáticas. Há um esforço de rodízio para as pessoas aprenderem novas habilidades, crescerem.”

Mesmo nesse ambiente que a favorece, a busca pela felicidade profissional está longe de ser fácil. O que conseguimos identificar com clareza é seu oposto, a insatisfação (leia o quadro na primeira página). Já há, no entanto, um corpo de estudos grande o suficiente para mapear o terreno da felicidade no trabalho. E ele se divide em cinco grandes questões.

O ambiente

Não é à toa que a série The Office faz tanto sucesso (no Brasil, ela é transmitida no canal de TV a cabo FX). Pseudodocumentário humorístico, ela retrata os sentimentos mesquinhos, as confusões cotidianas, os dramas e conflitos de um escritório, com o chefe medíocre, o vendedor entediado, o colega agressivo e adulador, a moralista, o temporário. Há material para qualquer espectador promover sua catarse pessoal de frustrações vividas no escritório. Enxerga-se ali com toda a crueza como é difícil criar um ambiente de civilidade entre pessoas que precisam se ver todos os dias. O riso nos recompõe para nossas próprias experiências. Se, no entanto, você não consegue rir dos pequenos dramas da empresa, é um sinal de que o ambiente em seu escritório passou do limite do saudável. “A satisfação depende muito da empresa e do chefe”, diz o colunista de ÉPOCA Max Gehringer, especialista em carreiras. “A política e os modos do chefe dificilmente mudam. Se eles forem ruins e injustos, é melhor o trabalhador aceitar o risco e mudar de emprego.”

“A responsabilidade de criar um ambiente que motive os trabalhadores e incentive a cooperação é da empresa”, diz o consultor dinamarquês Alexander Kjerulf, que vende programas de felicidade para grandes empresas (entre seus clientes estão multinacionais de prestígio como a Lego e a IBM).

As empresas reconhecem essa responsabilidade. É por isso que faz tanto sucesso a lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar, do Great Place to Work Institute, feita com base em questionários respondidos pelos funcionários sobre o clima na empresa (no Brasil, essa lista é publicada por ÉPOCA). “As empresas sabem que um bom ambiente de trabalho ajuda a atrair e reter talentos e incentiva os profissionais a produzir mais e melhor”, diz José Tolovi Jr., presidente do GPTW Brasil.

A designer carioca Roberta Balbi, de 25 anos, atribui a seus colegas boa parte da satisfação que tem no emprego. Ela trabalha com sete colegas na OM, uma empresa que cuida da identidade visual de grupos de moda. Em poucos dias, os colegas perceberam que tinham mais em comum que a profissão. “Começamos com os chopes de quinta-feira pelos bares de São Cristóvão (Zona Norte do Rio)”, diz Roberta. “Daí passamos para outros interesses. A música, por exemplo.” Todos os funcionários tocavam ou já haviam tocado algum instrumento. Segundo eles, a integração traz benefícios ao próprio trabalho. “Na área de criação, qualquer crítica mexe muito com o ego”, diz Rafo Castro, outro designer. “Entre nós isso não existe. Criamos intimidade para falar o que realmente achamos, e isso só ajuda todo mundo.”

Imersão

Para Richard Sennett, o artesão é o profissional capaz de se concentrar tão profundamente no trabalho que parece não haver nada a sua volta. Alain de Botton aponta algo semelhante quando descreve a rotina de um pintor, Stephen Taylor, que passa horas observando uma árvore. “Não é incomum para Taylor se esquecer de comer enquanto está trabalhando. Nesses momentos, ele é apenas uma mente e uma mão se movendo ao longo do quadrado de uma tela. O passado e o futuro desaparecem enquanto ele é consumido pelas tarefas de misturar as tintas, checar suas cores diante do mundo e colocá-las no lugar reservado num tabuleiro”, diz Botton. “Não há mais dez da manhã, ou mais julho, mas apenas a árvore diante dele, as nuvens acima, o sol lentamente atravessando o céu e a pequena brecha entre um galho e outro, cuja resolução e execução vão constituir um dia inteiro de trabalho.”

O psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihaly criou um conceito para definir esse estado: o flow (algo como fluir, estar imerso). Nesse estado, não há estresse, não há tarefa, não há eu. Apenas a atividade e o ator, misturados. “Trabalho, em média, dez horas por dia, mas, quando há algum projeto que precisa de acabamento, eu esqueço da hora”, diz Gustavo Costa, de 34 anos, desenvolvedor de sistemas de informática para grandes empresas. “Quando me envolvo em um novo projeto, eu me dedico totalmente, para que o resultado satisfaça o cliente e me satisfaça”, afirma Costa.

“Quando uma pessoa está em flow, as outras coisas perdem a importância”, diz a psicóloga Lilian Graziano, autora de uma tese de doutorado na Universidade de São Paulo sobre felicidade, em que usa os conceitos de Csikszentmihaly. “Muitas vezes, o indivíduo nem trabalha num ambiente tão justo, mas a tarefa que ele faz o motiva tanto que ele é feliz”, afirma Zanini, da Fundação Dom Cabral. Parece conversa zen-budista, mas a teoria é amparada por números. Uma pesquisa do Instituto Gallup, feita no ano passado, constatou que os brasileiros que se consideravam “engajados” com seu trabalho se diziam também mais felizes. Entre os “totalmente engajados”, 20% afirmaram que tinham a melhor qualidade de vida possível. Entre os desengajados, o índice era de 4%.

Reconhecimento

Não há imersão que resista à falta de reconhecimento da empresa e do chefe. A primeira forma de reconhecimento é o dinheiro. Já se tornou clássico, entre profissionais de recursos humanos, separar as ações de motivação entre “higiênicas” e “incentivadoras”. O salário e os benefícios são considerados higiênicos. Quer dizer: eles não são capazes de criar um nível de motivação mais alto. Mas, se não forem percebidos como justos, destroem a vontade do funcionário. O difícil é medir o que seria um nível “justo”. Em alguns casos, o valor financeiro torna-se a principal forma de reconhecimento. Como no caso do empresário Fabiani, citado anteriormente. Há, porém, outras formas: a celebração de resultados, o status conferido pelos colegas que o admiram, o diploma. E há, segundo Sennett, o maior de todos: o autorreconhecimento. A noção de ter feito um bom trabalho. Ele está presente na assinatura do artista em seu quadro. É curioso que escravos romanos assinavam os tijolos que fabricavam. É provável que não fosse tanto por orgulho de seu trabalho, como pela necessidade de proclamar-se vivo, de resistir. Mas, como lembra Sennett, dizer que existe “talvez seja a sinalização mais urgente que um escravo pode mandar”.

Equilíbrio

A simples existência da palavra karoshi (um termo japonês que designa a morte por excesso de trabalho) já mostra o tamanho do problema. “As empresas são irônicas”, diz Zanini, da Dom Cabral. “Elas pregam qualidade de vida, mas entopem os funcionários de exigências que os obrigam a trabalhar muito mais.” Sennett aponta a contradição dentro do próprio artesão. O sujeito apaixonado por seu trabalho torna-se frequentemente escravo de um padrão que não pode ser alcançado. “Quanto melhor sua técnica, mais inatingíveis seus padrões”, afirma Sennett.

O conflito se resolve quando outros valores se apresentam. É o caso de Íris Moura Castro, uma médica radiologista de 36 anos. Com três filhos pequenos, ela tem quatro empregos – trabalha em dois hospitais, uma clínica e dá aula numa faculdade de medicina. Por incrível que pareça, esse arranjo foi feito para ter mais tempo. “Já recusei muitas propostas de emprego, não dou mais plantão à noite nem em fins de semana. Mesmo com tantos empregos, estou em casa sempre às 6 da tarde, quando meus filhos chegam da escola.”

Propósito

Talvez nenhum outro fator seja tão crucial quanto o propósito. O filósofo renascentista Pico della Mirandola, que viveu no século XV, considerava que a expressão Homo faber significava “o homem que faz a si mesmo”. É um fazer através do trabalho, como enfatiza Sennett. “O desejo de agir com sentido em nosso trabalho parece uma parte tão importante de nossa estrutura como nosso apetite por dinheiro ou status”, afirma Botton. E não devemos restringir nossa ideia de propósito a profissões “nobres”, como médicos ou bombeiros. Há propósito em praticamente toda profissão. Uma contadora (profissão tida como burocrática) afirma, no livro de Botton: “Sem mim, o capitalismo não anda”.

Não encontrar sentido no que faz é a principal justificativa para as mudanças de carreira. Foi o que aconteceu com o arquiteto Augusto Citrangulo, de 48 anos. Ele largou o escritório que tocava com três sócios e montou um ateliê para fabricação de brinquedos a partir de materiais recicláveis, em São Paulo. “Eu me permiti abraçar outras áreas que trabalhassem com criação, fui em busca de um universo mais amplo”, diz. “Isso me deu realização pessoal, me faz feliz no dia a dia, me deu leveza.”

O professor de gestão de pessoas Richard Leider, da Universidade Harvard, é um teórico do propósito. Para ele, significado é uma das forças que nos permitem viver. “O trabalho é nosso principal construtor de identidade hoje. Se ele não tem um propósito, nossa vida não terá um propósito”, diz Leider. “Isso gera uma crise existencial muito grande.”

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– O seu Curriculum Vitæ é verdadeiro?

Vejam só: a Revista Exame trouxe uma matéria bacana sobre bobagens colocadas nos currucula vitae em busca de emprego. São exemplos a se evitar e dicas para uma boa elaboração. Vale a pena dar uma olhada!

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/guia-do-curriculo/noticias/as-gafes-mais-absurdas-ja-cometidas-no-curriculo?page=1

AS GAFES MAIS COMETIDAS EM CURRICULUM

Estudante envia foto de Nicolas Cage em vez de currículo para recrutador e vira celebridade na web; veja outros vexames memoráveis no currículo, segundo o Career Builder

por Talita Abrantes

Lembra da Luiza que estava no Canadá? Pois exatamente no Canadá, uma estudante ganhou o status de celebridade instantânea das redes sociais – exatamente como a brasileira há alguns meses atrás. Mas por um motivo que faria qualquer um corar de vergonha em frente ao headhunter.

Em vez de encaminhar seu currículo por e-mail para o recrutador, Vanessa Hodja anexou uma foto (para lá de bizarra) do ator Nicholas Cage. O recrutador a avisou.

Ela publicou a seguinte mensagem (em letras maiúsculas e com um print do e-mail) em  seu perfil noTumblr: “Jesus Cristo, acidentalmente, eu enviei para meu potencial futuro chefe uma foto do Nic Cage…”.

Não deu outra. Em instantes, a imagem circulou pela internet e Vanessa virou exemplo para uma porção de candidatos desatentos nos Estados Unidos.

Mas ela não é a única. Pesquisa da Career Builder, divulgada hoje, mostra que Vanessa não está sozinha quando o assunto é “mico” na hora de enviar ou escrever um currículo.

O site americano especializado em carreira pediu que recrutadores americanos contassem quais foram os erros mais bizarros que já presenciaram quando o assunto é currículo.

AS MAIS MEMORÁVEIS

1 – O candidato chamou a si mesmo de gênio no currículo e convidou o recrutador para entrevistá-lo em seu próprio apartamento.

2 – Em um processo de seleção para um emprego na Antártida, um dos candidatos afirmou que era capaz de falar “antarticano”, fluentemente.

3 – Para deixar o currículo mais charmoso, um candidato não pestanejou em decorá-lo com uma série de pequenos coelhos cor de rosa.

4 – Um candidato afirmou que seu currículo foi criado para ser “cantado ao som de ‘The Brady Bunch’”, uma série musical exibida na televisão americana nas décadas de 60 e 70. No Brasil, o programa ficou conhecido como “A família Sol-Lá-Si-Dó”.

5 – Durante o processo de seleção para uma vaga de gestão, um dos candidatos listou “caçador de jacarés” como uma habilidade em seu currículo.

OS ERROS MAIS COMUNS

Você, provavelmente, sentiu muita vergonha alheia ao ler a lista das gafes mais memoráveis. Mas, acredite, mesmo com bom senso, muita gente pode perder a oportunidade de emprego por deslizes, aparentemente, inofensivos.

Para se ter uma ideia, de acordo com a pesquisa do Career Builder, 61% dos recrutadores afirmam que desclassificam um candidato que envia um currículo com erros gramaticais ou, pasmem, de digitação. Confira o ranking de erros que podem tirar você do processo seletivo:

1 – Erros gramaticais e de digitação
2 – Copiar frases prontas do anúncio de emprego
3 – Enviar o currículo com um e-mail inapropriado. (Exemplo: gatinha65@xxx.com)
4 – Não listar suas principais habilidades
5 – O currículo ter mais do que duas páginas
6 – Enviar um currículo impresso em um papel decorativo.
7 – Na hora de descrever sua experiência, focar mais nas tarefas do que nos resultados que entregou em cada função.
8 – Enviar uma foto junto com o currículo
9 – Ser prolixo e escrever grandes blocos de textos

Modelo de Curriculum Vitae em Português | Currículo Pronto

– Juventude ou Vivência para apitar um jogo de futebol?

Compartilho artigo de minha autoria, publicado aqui no blog em 2010 e extremamente pertinente:

JOVIALIDADE CONTRA EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM

Poderia até soar demagogo o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.

Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas?

Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, se adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?

Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).

E aí virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio. Desejo boa sorte a Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.

Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo corporativo, isso é cotidianamente questionado.

Por fim, talvez algo a ser exaltado: a troca de informações entre gerações! Um jovem inexperiente interagindo com alguém tarimbado é ótimo, bem como um experiente aprendendo inovações com os mais novos.

Tipos de intercâmbio: experiências que podem mudar a sua vida!

– Capacitação Profissional

CARREIRA E TRABALHO – A necessidade de sempre estarmos buscando aprimoramento profissional é indiscutível. Mas será que aquele fornecido pelas empresas já é suficiente e vai de encontro às nossas carências?

Um bom artigo para discutir, em: https://youtu.be/44Oq-Fn7zug

 

– Ser improdutivo, de vez em quando, não é tão ruim…

Muitas vezes as pessoas se esgotam na rotina do trabalho e prejudicam o próprio serviço. Afinal, é muito difícil render o máximo a todo instante. Um pouco de improdutividade (ou se preferir: descanso), de vez em quando, não faz mal!

Quem nunca surtou ou chegou “à beira de” por conta do engajamento profissional sem perceber que é um ser humano normal?

Um pouco mais, extraído de: https://www.linkedin.com/feed/news/cuidado-com-o-esgotamento-4698300/

CUIDADO COM O ESGOTAMENTO

É humanamente impossível manter um alto nível de performance no trabalho o tempo inteiro. Devemos aceitar nossos limites e nos permitir um certo grau de improdutividade durante a jornada de trabalho. Se não fizermos isso, o risco de esgotamento ou “burnout” é enorme, alerta Alberto Roitman, diretor na Nexialistas Consultores e professor da FIA Business School: “não se disputa uma Olimpíada e uma Copa do Mundo no mesmo ano. Nenhum ser humano consegue estar o tempo todo com 100% da sua capacidade de alta performance. No mercado corporativo não é diferente”.

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– E se Messi sair do Barcelona em 2021

Surgem especulações de que Lionel Messi poderá respirar novos ares em 2021. O motivo é o de que diretores do Barcelona reclamam de que ele não é o líder em campo que desejam (com a bola que ele joga… aff). Tal queixa “mais ou menos” é a mesma que ele teve que aguentar na Seleção Argentina.

Cá entre nós: o que Messi já fez para o Barça (e ele é o único que tem jogado uma bola redonda ultimamente) é covardia.

Mas e se ele sair? 

Eu duvido que ele vá para uma equipe concorrente aos catalães. Nada de rival ou de quem disputa competições paralelas. Penso eu que, por qualidade de vida, menos pressão e mais dinheiro, poderá ir aos EUA.

E se você fosse Messi?

Rádio espanhola diz que Messi desistiu de renovar com o Barcelona

– A Gestão Compartilhada está em alta!

Quando se fala em democratização no gerenciamento organizacional, você encontrará termos como “administração participativa”, “gestão horizontal” e “organizações de hierarquia mínima”. Não importa, falamos da mesma coisa: o compartilhamento de ideias, decisões, soluções e criações.

As grandes empresas globais adotam isso, que são os modelos baseados no que fazem  “Google” ou da “Netflix”, mostrando como chefes e subordinados se relacionam beirando a informalidade e dividem a cumplicidade de ações.

Pois bem: na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Julho/2018), em matéria de Lara Silbiger, o assunto é tratado bem didático.

Por exemplo: “administrar compartilhando” seria ideal para a empresa que…:

  1. Confia nos funcionários. Para abrir mão do controle tradicional, o empreendedor precisa ver os empregados como pessoas responsáveis, criativas e capazes de tomar decisões.
  2. Estão dispostas a apostar na distribuição das atividades de gestão entre equipes habilitadas e definir prioridades a planejar e a tomar decisões.
  3. Investem no engajamento e na formação de pessoas, uma vez que a adesão à gestão descentralizadas pressupõe uma chuva de aprendizagem.
  4. Adotam avaliações de desempenho e reuniões de Feedback para fazer uma leitura mais precisa de quanto cada pessoa colabora para os resultados.
  5. Estão dispostas a discutir se a remuneração dos funcionários reflete, na mesma proporção, o valor que eles agregam aos resultados do negócio.
  6. Têm como alicerce uma gestão baseada em princípios de governança, como ética, responsabilidade, compliance e respeito à sustentabilidade.

Além disso, os modelos de gestão compartilhada poderiam ser com (seus prós e contras): Sociocracia, Holacracia, e Management 3.0 – mas aqui ficará para uma outra postagem.

Claro, para que isso funcione, são necessárias algumas atitudes descentralizadas, como:

  1. Envolva nas discussões todas as pessoas que serão impactos pela decisão ou que serão relevantes para a evolução da iniciativa.
  2. Valorize a diversidade de experiências e de competências das pessoas que formam o grupo.
  3. Descubra o que elas têm em comum e que pode alavancar a participação colaborativa, como metas, aspirações e valores.
  4. Evite crítica precoces e abra mão de defender só os seus pontos de vista. Escute cada proposta com foco nas contribuições que pode trazer para o negócio.
  5. Não tema as possíveis tensões. Elas são parte essencial do processo de geração de novas ideias.
  6. Identifique as semelhanças entre as pessoas. isso aumenta a confiança umas nas outras e ainda minimiza antagonismos.
  7. Crie um ambiente que estimule o convívio coletivo. Os espaços de trabalho devem favorecer a comunicação sem barreiras físicas.

De fato, a distância hierárquica das organizações está cada vez menor e não cabe mais tanto distanciamento entre os níveis de pessoal.

Área Central

– Administrando as Qualidades que Deus nos dá!

Compartilho esse belíssimo texto sobre a má administração das qualidades pessoais. Deus nos dá tantos talentos, é tão bom conosco e… muitas vezes transformamos os dons que ele nos dá em inspiração para o mau uso. Uma pena.

Mas que tal refletir sobre isso? Veja que belo texto:

A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO

A má administração das qualidades gera os defeitos

por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, extraído de CançãoNova.com

Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim, um oceano de dádivas. Não se deve desperdiçar impunemente tudo que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão, afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis.

A má administração dessas qualidades gera os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros é o da baixa autoestima, fruto da depreciação das próprias habilidades, o que concebe a inveja. Disso resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus, não Lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” […] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18).

O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo, como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia, que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento dessas capacidades colocadas para o bem do próximo. Cada um, além disso, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”.

As capacidades humanas, porém, se desenvolvem como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente n’Ele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo o empenho, a ocupação de cada instante e, aliás, sábia a diretriz “Age quod agis”, do poeta grego Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou Vieira:

“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”.

As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus. Eis porque Horácio, poeta latino, lançou esta sentença:

“Carpe diem, quam minimum credula postero” – aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã.

Escrivá dá este conselho:

“Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”.

Goethe dá o motivo: “Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira”. Ideia já expressa por Apuleio: “tempus aevi imaginem” – o tempo é a imagem da eternidade.

Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: “Fugit irreparabile tempus” – foge o irreparável tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: “Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”. Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas d’Ele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”.

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– A Rotina de “Pais Modernos” com casa e trabalho.

08h00 marcam os ponteiros do relógio.

Levantei bem cedo para meu cooper matinal (eu madrugo, é verdade). Suei legal e cheguei a tempo de fazer a minha higiene pessoal a contento. Preparei o café da manhã para a filha mais velha (que tem aula on-line logo mais) e aprontei tudo para a esposa querida acordar e se sentir amada (que logo mais se dedicará ao trabalho e só nós veremos mais tarde). Dei uma arrumada rapidinho na casa (qual o problema de afazeres domésticos por parte do homem?). Tudo saindo nos conformes.

A bebê ainda dorme, mas a aula virtual dela já está pronta, à espera, na mesa, juntamente com meu material de trabalho. O desafio de um pai “dono-de-casa” quase “full time” é conciliar as tarefas do lar com sua rotina profissional (antigamente, o conceito de dona-de-casa proibia as mulheres de trabalhar).

Há de ser workaholic (viciado em trabalho) ou multistask (fazedor de várias atividades)? Talvez não. Mais do que isso, é fazer com carinho. Não é porquê quer, é porque gosta e se sente feliz fazendo essas coisas.

A modernidade impõe essas coisas e traz alguns antigos dilemas, como: quem sustenta a casa financeira, o homem ou a mulher? Sem vaidade ou machismo quanto a isso, amigos, pois a cumplicidade de um casamento vence preconceitos. E, claro, ser vocacionado para os cuidados da família e organizado numa rigorosa rotina são indispensáveis cuidados.  A quem não consegue isso, não é culpa da pessoa. É que ela pode ter outra característica, simplesmente isso. Há solteiros, há conservadores, há independentes e há pais “moderninhos” (sem conotação pejorativa, mas carinhosa ao termo).

Aja sempre com transparência na conversa com sua companheira e saiba dividir os compromissos. Funciona muito bem na vida a dois (ou a três, quatro… depende da sua prole)!

– O mau negócio da “Segurança Psicológica” em não opinar no Trabalho

Você se omite em opinar durante as reuniões de trabalho? Essa “segurança psicológica” é uma omissão a ser evitada.

Boa matéria que compartilho, extraído de Época Negócios, Ed 111, Caderno Inteligência, Pg 26

NÃO TENHA VERGONHA DE OPINAR

Ficar quieto para obter “segurança psicológica” é mau negócio. 

Você talvez já tenha vivido essa situação: durante uma reunião, não expressou críticas ou fez propostas possivelmente melhores que as de outros participantes por receio de ofender alguém ou mesmo ser repreendido pelo chefe por uma suposta inconveniência. Essa opção pelo silêncio é o resultado, segundo Amy Edmondson, professora da Harvard Business School, de um fenômeno que ela chama de “segurança psicológica”. Nosso cérebro segue a programação de sempre se preocupar com o que os outros pensam sobre nós e as consequências disso. É algo que remonta a milênios da civilização humana: na pré-história, entrar em conflito com os outros poderia significar a expulsão da tribo, ameaçando diretamente a própria sobrevivência, daí o instinto de evitar tais situações.

Mas a omissão e o recato em nada ajudam seu progresso profissional – ao contrário. E a falta de participação também afeta diretamente o desempenho geral da equipe. Por isso, aconselha a professora de Harvard, devemos ter consciência desse fenômeno e superá-lo, sem medo de ter opiniões ou propostas diferentes basta saber expressá-las com habilidade. Isto também nos garantirá a tal “segurança psicológica” que, segundo estudo divulgado pelo Google People Operations (seu setor de RH), é o principal dos cinco traços característicos das empresas mais bem-sucedidas (os outros são confiabilidade mútua, clareza de metas, significado do trabalho e impacto do trabalho).

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– As 5 Dicas para fazer o Home Oficce render!

Para quem tem a possibilidade de trabalhar da sua própria casa, aos olhos dos outros, parece ser uma facilidade ímpar e que não problemas.

Ledo engano. Um dos problemas do Home Oficce é o foco! A concentração total acaba sendo prejudicada por uma série de outros fatores que podem ser evitados.

Compartilho algumas dicas para o serviço, quando feito da sua residência, render.

Extraídas de: https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-trabalhar-de-casa-sem-perder-o-foco-ra%C3%ADra-venturieri/

CINCO DICAS PARA TRABALHAR DE CASA SEM PERDER O FOCO

Por Raíra Venturieri

Nos meus anos como empreendedora em home office, tive altos e baixos. Períodos de grande produtividade e crescimento profissional, outros de grande desorganização e dificuldade pra colocar todas as ideias em prática. O maior desafio de quem é o próprio chefe é esse, né?

Por isso, no artigo de hoje, resolvi compartilhar com vocês algumas dicas que me ajudaram a lidar melhor com o home office. Algumas você já pode ter ouvido antes (senso comum existe por um motivo…), outras podem ser completas novidades pra você. Vamos lá?

1.ESTABELEÇA HORÁRIOS DE TRABALHO

Acho que essa é a dica mais fundamental. Com hora pra começar e terminar você garante que as outras tarefas do dia não vão interferir na sua produtividade e também que você terá um tempo de descanso ao final do expediente.

Essa regra é mais fácil na teoria do que na prática. Quem nunca interrompeu o trabalho pra estender roupa no varal, que atire a primeira pedra! Hahaha! Mas é importante que você estabeleça períodos de foco exclusivo no trabalho, ainda que você precise de alguns intervalos ao longo do dia.

Tente aplicar na sua casa as mesmas regras que você aplicaria caso trabalhasse em uma empresa. Eu já percebi que com períodos dedicados eu tendo a terminar as tarefas do dia muito mais rápido, e assim consigo ter meus momentos de descanso no final do dia sem cobranças ou preocupações.

2.EXIJA DE VOCÊ COMO VOCÊ EXIGIRIA DE UM FUNCIONÁRIO

Essa é uma mudança de mindset que fez muita diferença pra mim quando eu comecei a profissionalizar meu blog. Percebi que a coisa nunca iria pra frente se eu não levasse a sério, cumprisse prazos e me comprometesse de verdade.

Pra isso, passei a me enxergar como minha funcionária. Juro que funciona! Sempre que eu começo a perder o foco e me distrair na internet, retomo esse pensamento e volto a trabalhar com o cuidado que eu teria se tivesse um chefe ali do meu lado. Afinal, não tem chefe mais importante do que a gente, né?

3.USE SEU RELÓGIO BIOLÓGICO A SEU FAVOR

Uma das grandes vantagens do home office é que você não precisa seguir a risca o horário comercial, especialmente se ele não coincidir com seus horários de maior inspiração e produtividade.

O que eu recomendo é que você teste diferentes horários. Eu já percebi que sou muito mais criativa pela manhã e fico extremamente dispersa no final da tarde. O expediente perfeito pra mim começa entre 7h e 8h e termina umas 16h. Claro que nem sempre consigo pendurar as chuteiras tão cedo, mas tomo o cuidado de deixar as tarefas mais fáceis ou mecânicas pro final do dia.

E ó, estudo entra nesse horário, viu? Ler e pesquisar referências faz parte do trabalho pra mim, então reservo horários “nobres” do cérebro pra essas atividades também. À noite, quando sou devagar, só quero saber é de sofá e Netflix!

Só não se esqueça que se você adotar um horário de expediente “exótico”, talvez tenha que ficar de olho no celular e no e-mail durante horários convencionais. Não dá pra esperar que o mundo funcione no seu relógio!

4.CRIE AMBIENTES PROPÍCIOS PRO TRABALHO E MINIMIZE DISTRAÇÕES

Essa dica é um pouco manjada, mas vale reforçar: dificilmente você vai ter sua melhor performance escrevendo de pijama no sofá. Pode acontecer? Pode! Mas o ideal é que você crie um ambiente específico pro trabalho.

Isso é ainda mais importante caso você divida seu espaço com outras pessoas. Às vezes é difícil pra familiares entenderem que trabalho em casa também é trabalho. Colocar limites físicos no que é espaço de trabalho, uma zona “não perturbe”, pode ajudar!

Também ajuda se cercar de coisas que te ajudam a trabalhar sem distrações. Um copo d’água pra você não precisar se levantar, talvez um lanchinho pra depois e, peloamor, desative as notificações das redes sociais. Essas são as rainhas da distração, e fica difícil ignorar quando não tem chefes ou colegas vendo o que você está fazendo.

5.ORGANIZE E PRIORIZE SUAS TAREFAS

Chegamos ao item mais importante e difícil dessa lista. Não basta trabalhar com foco se você estiver focado nas coisas erradas. Por isso, é muito importante que você organize suas tarefas e não tenha receio de parar, repensar e ajustar o plano sempre que necessário.

Eu faço isso todos os meses. Além de me ajudar a focar nas tarefas mais importantes, que me trazem mais resultado, esse hábito me ajuda a manter o foco e motivação no meu trabalho. É como um lembrete constante do por que eu to fazendo tudo isso, sabe?

Entrar no piloto automático é uma das piores coisas que pode acontecer, especialmente para um profissional criativo. Então eu estou sempre medindo o impacto de cada conteúdo que eu publico, o valor de cada interação e buscando novos desafios e aprendizados.

Quando você é dono do seu negócio você tem o privilégio de poder decidir o que você vai fazer, como e quando. Não é como um funcionário de empresa que as vezes se vê preso numa atividade que não vai levar pra lugar nenhum. E, com grande poder, vem grande responsabilidade.

Você precisa abraçar essa responsabilidade e usar isso como combustível pro seu trabalho. Essa é a forma mais poderosa de você manter o foco e fazer o que você precisa fazer.

Bom, essas foram minhas dicas, eu espero que elas te ajudem a desenvolver seu potencial trabalhando em home office. Eu realmente acho que, se você conseguir ter essa disciplina, não existe ambiente mais propício pra criação do que o seu ambiente. São suas regras. Faça bom proveito.

Se tiver outras dicas, escreva nos comentários! Até a próxima!

(Publicado originalmente no Delícia de Blog)

O que fazer quando seu chefe não se adaptou ao home office - Época ...

– Lucão e o Assédio Moral; Paulo André e as Horas Extras. E se fossem os árbitros exigentes de coisas semelhantes?

Lucão, zagueiro de 24 anos que hoje defende o Goiás, está processando o seu clube formador, o São Paulo FC. Segundo o Lance.com, o motivo seria o ”tratamento vexatório que sofreu no Tricolor, forçando que ele aceitasse a transferência para jogar pelo Estoril em Portugal”.

Paulo André, ex-zagueiro do Corinthians, processou o Timão pedindo horas extras e adicional por jogar aos domingos e período noturno.

Sei que são coisas diferentes e que no caso de Lucão (vale aguardar a Justiça) possa não ser a pressão natural do mundo do futebol, mas algo extra-campo que o motivou. Mas tais situações igualam-se em questão de ineditismo!

Quando você ouviu falar que boleiro pediu para ganhar mais para jogar no final de semana? Ou que se sentiu constrangido por críticas e quer ser indenizado?

Imaginem se os árbitros de futebol processassem torcedores que os ofendessem nas arquibancadas, dirigentes de federações que os escalassem em locais longínquos ou, ainda, entrassem na Justiça pedindo adicional por treinarem em horários alternativos em casa por conta do trabalho que exercem? Por fim, pedirem 13o salário, férias ou outras remunerações?

Tudo é muito relativo, mas debater é importante.

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– E quando a Instituição de Ensino Superior demite sem consideração alguma?

Sempre uma demissão é um processo desagradável. Minimizar tal fato é importante por parte do empregador.

Nesta época do ano (de virada de semestre) costuma-se ter alguns desligamentos nas Universidades. COMO fazê-lo” é uma questão a se discutir. Já vi “telegrama de desligamento” às vésperas de confraternização da instituição (em final de ano) redigido sem cerimônia e de maneira bem informal – com total falta de acesso aos coordenadores.  Hoje, ele vem na forma de e-mail com “jeitão de mala direta”. É o chamado “facão”, onde se demite “de baciada”, sendo o professor um mero número.

Ora se demite os mais jovens, sem filhos, pois supostamente o impacto a um solteiro é menor do que o impacto a um casado com crianças. Ora se demite os mais velhos de casa, pois “custam caro à empresa”.

O que não pega nada bem (pois demitir e indenizar é direito e obrigação, como citado acima) é a demissão de muitos profissionais seguida de demonstração de gastança com eventos e promoções. Aí, não dá para configurar mudança de filosofia, redução de custos ou saída de docentes que estavam a desejar, mas sim de desumanidade!

Boa sorte aos professores que perdem o emprego em meio a pandemia (mesmo sabendo que o esforço de muitos colegas, principalmente neste momento de reinvenção, foi gigantesco).

Brasil corre risco de ter professores desempregados em excesso ...

– Pobres músicos, garçons, profissionais de eventos, locutores independentes…

Há muita gente que está desesperada com a pandemia, sem poder exercer sua profissão.

Pense: como fazer, se seu ramo de atividade não pode voltar à ativa?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=UcJ7xyvIiPY