– O salário possível versus o ideal.

Com frequência, discutimos em sala de aula o que os alunos almejam em suas carreiras profissionais. E, naturalmente, surge a pergunta:

Trabalhar no que se gosta ou trabalhar para ganhar bem?

É óbvio que o ideal é ter na sua profissão o seu prazer, além de boa remuneração. Sabidamente, nem todos conseguem essa realização.

O quadro abaixo que recebi traz essa discussão com outra “roupagem”: ao invés de realização profissional, o “sucesso”. Veja se você concorda ou discorda dele:

– As mentiras campeãs contadas pelos candidatos a empregos!

Sabe quais são as mentiras “TOP10” contadas aos selecionadores, na oportunidade de uma entrevista de emprego?

Eis abaixo, extraído de: Jornal de Jundiaí, Caderno Modulinho Empregos, página 1, ed 05/03/17

AS 10 MENTIRAS MAIS CONTADAS EM ENTREVISTAS DE EMPREGO

Em época de escassez de vagas de emprego, vale tudo numa entrevista? Definitivamente não! A headhunter e recrutadora Luciana Tegon, sócia-diretora da Consulents Group by Tegon, recomenda o candidato ser verdadeiro em qualquer entrevista de emprego, pois a autenticidade é cativante. “É importante que você saiba narrar sua trajetória de carreira de uma forma que seus conhecimentos e pontos fortes sejam valorizados, afinal, na disputa pela vaga vencerá quem reunir a maior quantidade de atributos que a empresa busca”, explica.

Em tempos de hiperconectividade as empresas e recrutadores podem acessar rapidamente pessoas e informações, por meio das redes sociais, por exemplo, então mentiras podem ser descobertas facilmente.

Veja a seguir as top 10 mentiras contadas nas entrevistas de emprego:

1 – Mentir sobre sua fluência no idioma. Algumas pessoas optam por mentir sobre sua fluência no inglês ou espanhol.  Atenção porque as empresas checarão a fluência em fases avançadas do processo e se entenderem que você tentou enganá-los você fechará as portas da empresa para futuras oportunidades.

2 – Mentir sobre os motivos de demissão de empregos anteriores. É bastante compreensível que um candidato não queira abrir que foi demitido por má performance, por ter resistido a mudanças ou por falta de habilidade como líder, então, justificativas como cortes e reestruturações são utilizadas com muita frequência.

3 – Mentir sobre prazo de permanência nos empregos anteriores. Com medo de serem eliminados pelo “pouco tempo de casa” alguns candidatos mentem sobre o tempo que trabalharam em determinada empresa. Entretanto, algumas empresas checam a carteira profissional em fases preliminares do processo de admissão e se houver divergência a contratação poderá ser cancelada e sua imagem denegrida.

4 – Mentir sobre o local de sua residência. Alguns candidatos que moram mais longe cadastram-se colocando endereços mais próximos com receio de nem serem convidados ao processo já que é sabido que muitas empresas não contratam quem toma mais de 2 conduções por trecho.

5 – Mentir sobre suas competências declarando que são proativos, possuem excelente relacionamento interpessoal, gostam de trabalhar em equipe e que alcançaram determinados resultados que efetivamente não espelham a verdade.

6 – Mentir sobre o cargo e as atividades que fazia. Na tentativa de assumir posições maiores, não é incomum encontrarmos candidatos que declararam que eram líderes de áreas quando na verdade nunca tiveram uma equipe.

7- Declarar terem trabalhado em grandes empresas (e falsificar registro em carteira). Esta mentira que pode inclusive ser tipificada como crime não é tão rara quanto se pensa. Convencidas de que só terão chance se supostamente tiverem experiência em grandes empresas, algumas pessoas acabam mentindo neste sentido.

8 – Mentir sobre cursos e certificações que nunca fizeram.

9 – Mentir sobre seus hobbies e sobre o que faz em horas de lazer. Dificilmente um candidato vai dizer que bebe e vai para balada nos finais de semana. Da mesma forma há uma tendência a ocultar hobbies como motociclismo, esportes radicais e artes marciais que são atividades que geram um risco maior de afastamento por acidentes ou lesões.

10 – Mentir sobre suas reais condições de saúde. Com medo de não serem contratados alguns candidatos omitem doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou cardiopatias.

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– Bons líderes pensam diferente de subordinados.

Estudos mostram que a cabeça de um chefe pensa diferente da de um subordinado. E até querem “reprogramar” os funcionários!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI110230-15224-2,00-VOCE+TEM+UM+CEREBRO+DE+LIDER.html

VOCÊ TEM UM CÉREBRO DE LÍDER

por Marcos Coronato

Os cientistas descobriram que a mente do bom chefe funciona de jeito diferente. Agora querem “programar” qualquer pessoa para ser assim

Ficou pior do que já era a rotina dos alunos da Academia Militar de West Point, a elite dos aspirantes a oficial do Exército dos Estados Unidos. Eles vêm participando de uma experiência que parece extraída de um filme B de Hollywood. Com fios conectados à cabeça e fones de ouvido, cada jovem militar é confrontado com problemas hipotéticos variados, que envolvem o comando de um grupo de soldados e exigem concentração e capacidade de tomar decisões. Dependendo da resposta, o aspirante pode ouvir pelo fone um desagradável ruído de alerta. O alerta não significa que houve uma resposta “errada”, nem o sistema se preocupa com “erros” e “acertos”. Ele busca detectar algo muito mais profundo – o jeito de o cérebro de cada um começar a avaliar uma questão.

A experiência vem sendo conduzida pelo psicólogo Pierre Balthazard, professor na Universidade do Estado do Arizona. Ele acredita ter encontrado um jeito “certo” de pensar para coordenar bem equipes, fazer boas escolhas e tomar decisões acertadas. O Exército americano aceita que seus jovens estudantes sirvam de cobaia, na esperança de que aprenderão a pensar “certo” antes de liderar grupos em situações de combate. Segundo Balthazard, já há empresas interessadas em participar das experiências com seus funcionários em cargos de chefia.

O método de Balthazard ainda enfrentará um campo minado de dúvidas e saudável ceticismo, por parte de neurologistas, psicólogos e especialistas em treinamento. Ele evoca dúvidas muito comuns, existentes em qualquer organização e que já devem ter passado pela sua cabeça: seu chefe merece o cargo que tem? (Não que essa dúvida passe pela minha, é claro.) A organização em que você trabalha sabe identificar as melhores cabeças? Quais deveriam ser promovidas? Quem é chefe foi treinado devidamente para isso? Mais importante ainda: sua cabeça funciona do jeito certo, para que você possa ser promovido e coordenar outras pessoas com facilidade e eficiência?

O jeito como a cabeça de cada um lida com situações diversas já vinha sendo mapeado desde os anos 80, graças ao advento de métodos como ressonância magnética, eletroencefalografia e tomografia (também chamada PET scan, ou “escaneamento por tomografia por emissão de pósitrons”). Não se trata de ler pensamentos, mas de detectar padrões de atividade elétrica e circulação sanguínea, e perceber quais porções do cérebro atuam mais nessa ou naquela situação. Tornou-se possível enxergar claramente o que acontece no cérebro de uma pessoa quando ela negocia, desconfia, pechincha, se esforça para manter a calma, reage impulsivamente, compara preços, sofre prejuízos ou pensa em si mesma ou nos outros.

Quando os médicos e os neurologistas passaram a ler o que ocorria na cabeça praticamente em tempo real, uma multidão de especialistas de outras áreas os procurou, a fim de aproveitar esse conhecimento. Esse encontro de especialidades, embora promissor, resultou em dois discursos bem diferentes. Enquanto parte dos profissionais (principalmente os neurologistas) trata o funcionamento do cérebro de maneira cerimoniosa e cheia de dúvidas, especialistas de outras áreas – como psicólogos, administradores, economistas, teóricos de marketing e carreira – passaram a falar do tema sem embaraço algum. “Neuroadministração”, “neurocontabilidade”, “neuroempreendedorismo”, “neuromarketing” e “neuroeconomia” são algumas das áreas de estudo nascidas dos novos conhecimentos sobre o cérebro humano – e da vontade de muita gente de faturar com eles.

Enquanto a lista das “neurotendências” aumenta, cresce também o coro dos céticos. Entender o que se passa no cérebro é uma empreitada ambiciosa. Ensiná-lo a funcionar dessa ou daquela forma parece muito mais difícil. “Liderança envolve experiência, aprendizado, é um tema amplo demais. Quem se entusiasma muito com essas ideias pode se decepcionar”, diz o neurologista Armando da Rocha, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que realiza pesquisas em neuroeconomia com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O cientista, que já estudou padrões cerebrais de crianças com dificuldade de aprendizado, vem avaliando como funciona a cabeça de investidores enquanto negociam na Bolsa. Por enquanto, ele só quer entendê-los melhor, e não modificá-los.

O empenho das Forças Armadas americanas tampouco significa que a teoria de reeducar mentes funcione. Os militares nos Estados Unidos são famigerados consumidores de novidades na área da administração, testam muitos métodos ao mesmo tempo, para depois abandonar a maioria. O próprio Balthazard apresenta suas dúvidas. “Ainda é cedo para prever nossa habilidade de usar esse conhecimento para desenvolver líderes melhores”, diz. Ele e outros otimistas se diferenciam da maior parte da comunidade científica, porém, por confiar em obter bons resultados com uma técnica usada no tratamento de hiperatividade, epilepsia e formas brandas de autismo, chamada neurofeedback.

As experiências em andamento na Academia de West Point nasceram de um estudo feito na Escola de Administração W. P. Carey, no Arizona, por Balthazard e pelo psicólogo Jeffrey Fannin. Primeiro, os pesquisadores foram buscar indivíduos que pudessem ser considerados bons líderes, entre empresários, banqueiros, advogados, médicos (e um guia de montanhismo). “Líder”, no caso, é o sujeito que podemos considerar bom chefe ou merecedor do cargo, por conseguir coordenar um grupo e fazê-lo atingir objetivos determinados, deixando os liderados satisfeitos enquanto perseguem uma meta comum. Como parecem existir muitas formas de liderar bem (e muitas mais ainda de liderar mal), os pesquisadores tentaram medir essa habilidade de maneira objetiva, dando notas para os entrevistados. Para isso, aplicaram dois testes (um deles, chamado CAL, ou Liderança Complexa Adaptativa, é usado por militares nos EUA).

Os testes se propunham a “medir” capacidades como adaptabilidade, facilidade para delegar responsabilidades, disciplina mental, otimismo e carisma (subordinados de cada participante também foram entrevistados). Em seguida, os participantes que obtiveram as notas mais altas nos testes de liderança passaram por sessões de eletroencefalografia. Balthazard e Fannin saíram do outro lado dessa aventura intelectual com o que consideram um tesouro: o modelo de funcionamento mental de 55 ótimos líderes. Mais ainda: eles afirmam ter identificado muita coisa em comum no funcionamento desses 55 cérebros privilegiados. Começou aí a parte mais difícil. Seria possível ensinar os cérebros de outras pessoas a se comportar de forma parecida?

Eles acreditam que isso seja possível com o neurofeedback, o método até agora usado somente como terapia. Ele consiste em monitorar a atividade cerebral do indivíduo e induzi-lo a funcionar mais de certa forma – por exemplo, usando mais determinadas áreas. Quando o cérebro funciona da maneira desejada, o paciente tem uma resposta positiva, como a continuidade de um vídeo em exibição ou, o que é mais comum, a repetição de sons agradáveis. Caso o cérebro atue da maneira “errada”, a resposta é negativa, com a interrupção do vídeo ou a repetição de sons incômodos. “É incrível como o cérebro rapidamente aprende o que é necessário! Repetindo o exercício muitas vezes, o cérebro aprende como tem de se comportar”, afirma Balthazard.

Hoje, podem-se tomar estimulantes, tranquilizantes, antidepressivos, ansiolíticos e outros tipos de medicamento, muitos deles agindo diretamente sobre o sistema nervoso central, para provocar mudanças que se considerem úteis no comportamento ou no desempenho. Pesquisadores como a endocrinologista Angela Stanton, da Universidade de Claremont, nos EUA, e do Instituto Max Planck, na Alemanha, acreditam que isso é apenas o começo. “Aprimoramento artificial já é usado em muitas atividades. Pense nos esportes”, diz Angela. “Não é diferente se você pensar em líderes e administradores, embora seja importante lembrar as limitações impostas a cada um pela genética.” A cientista organiza um livro a ser publicado em 2010, chamado Neuroeconomics and the firm (A neuroeconomia e a empresa).

Se cientistas como Angela e Balthazard estiverem certos, você poderá mudar o comportamento de seu cérebro com objetivos bem definidos – por exemplo, enfrentar melhor situações complexas, ser mais empático (ou seja, capaz de se colocar no lugar de outras pessoas ao decidir), mais sereno diante de situações estressantes ou mais concentrado –, tudo isso sem perder a agudeza mental. O estudo só ignora um detalhe importante. Quando pensamos ver um grande líder conduzindo um grupo de satisfeitos liderados, podemos estar na verdade diante de um grupo bem-sucedido pelo mérito coletivo de seus integrantes – e não individual do líder. Talvez seja necessária uma nova pesquisa, desta vez ligando os cérebros dos aspirantes de West Point uns aos outros.

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– Trainees via… Orkut?

Calma! É apenas um repost para mostrar como o mundo se recicla e muda seus hábitos num período muito curto de tempo. Há apenas 10 anos, ganhava destaque o papel das Redes Sociais para a contratação de pessoas. E, o detalhe que chamava a atenção: o uso do Orkut, que nem existe mais! Compartilho: 

Cada vez mais as empresas usam Twitter, Orkut e Facebook para interação com candidatos a boas vagas de emprego. Compartilho interessante material do Estadão aos estudantes e recém-formados:

Extraído de: http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup481942,0.shtm

SELEÇÃO DE TRAINEES USA REDE SOCIAIS

por Carolina Stanisci

SÃO PAULO – Os longos e penosos processos seletivos de trainees têm ficado mais criativos e dinâmicos com as ferramentas online, como redes sociais. Ambev, Natura, Unilever e Reckitt Benckiser são algumas das que intensificaram o uso desses recursos este ano.    

Em agosto, a Natura postou no Youtube o vídeo “Próximos líderes”, que não revelava o nome da empresa. O material se disseminou na internet e ao todo 13,4 mil candidatos se inscreveram. “Queríamos alinhamento de valores, de visão de mundo”, diz Denise Asnis, gerente de Recursos Humanos da Natura.    

 Os inscritos ficaram hospedados em uma comunidade, onde analisavam vídeos e escreviam textos. “A abordagem foi excelente”, diz Amarílis Ventura, de 22 anos. Formada em Jornalismo e Empreendedorismo na PUC-RJ, ela aprova as etapas online nas seleções, menos as provas. “São padronizadas. Às vezes, é igual à nota de corte”, diz. Na da Unilever, ela viu um diferencial. O teste consistia num jogo de negócios online. “Você era ambientado na empresa e tinha que tomar decisões.”    

A Unilever também inovou em uma das fases eliminatórias. Os candidatos tiveram de criar um blog com a sua “visão de mundo”. Para enfrentar a tarefa, podiam usar a imaginação. Foi o que Flora Faria Rosa, de 25 anos, formada em Administração na Universidade Federal de Juiz de Fora, fez. “Escrevi sobre valores importantes para mim, como a diversidade e a educação”, diz ela, que frequenta a comunidade Trainee Brasil, no Orkut, para saber dicas.    

Apesar dos elogios, Flora foi eliminada na entrevista por telefone na Unilever. Seu colega de faculdade Miguel De Vito, de 22 anos, assim como Flora, foi eliminado numa entrevista por telefone. “O bom de fazer as coisas online é que é menos custoso e otimiza o tempo. Mas frente a frente você vê melhor as reações das pessoas”, diz Miguel, que ainda está no páreo no concurso da Natura.    

As empresas só veem vantagens no uso do online. “A qualidade dos currículos recebidos melhorou este ano”, conta Ricardo Monteiro, da área de recrutamento da Reckitt Benckiser, multinacional do setor de produtos de limpeza. A empresa tem um blog e uma página no Twitter alimentados por estagiários de vários países, incluindo o Brasil.  “Começamos com um blog, depois passamos para o Facebook e o Twitter”, conta. “Ano que vem, vamos fazer um jogo.”    

“As redes ajudam muito”, endossa Thiago Porto, gerente corporativo da Ambev. O Orkut foi usado para divulgar a empresa entre os jovens, com o jogo “Vai uma aí?”, em que eles provavam conhecer as marcas da empresa. O aplicativo vinha com link para o hotsite da Ambev, onde o candidato poderia se inscrever no programa, encerrado em setembro. O resultado foi o aumento significativo do número de inscrições: de 33 mil em 2008 para 60 mil.

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– A ganância e a insegurança maculando a nobre classe dos enfermeiros. Não generalize!

Sempre tive comigo que, algumas atividades, são quase que “imaculadas”. Por exemplo: bombeiros

Quem fala mal deles? Idem a enfermeiros, socorristas e tantos outros. 

Entretanto, estamos vendo algumas reportagens de profissionais da saúde sendo acusados de golpes durante a vacinação contra a Covid-19: doses que não são injetadas, agulhas que não perfuram, aplicações de “mentirinhas”…

Aqui residem alguns males: o medo de algum ente se contaminar, que faz com que a vacina seja desviada para uso de familiares, ao invés da pessoa que está sendo enganada. O outro: o mau-caratismo da venda no mercado negro.

Não usemos isso para difamar uma categoria! Os enfermeiros (e digo isso de TODOS que eu conheço) são gente de bem, vocacionados e profissionais honestos. O que se vê, evidentemente, é a parcela ruim que existe sempre em cada categoria.

Que as atitudes dos maus não seja regra (nem régua) para avaliação do todo!

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– O bônus e o ônus em olhar para trás

Compartilho brilhante texto sobre “olhar para trás” na caminhada profissional e pessoal, escrito pelo prof José Renato Santiago Sátiro.

Abaixo:

O BÔNUS E O ÔNUS DE OLHAR PARA TRÁS

Ao longo de qualquer caminhada, após certo tempo, pelo menos duas coisas nos motivam a chegar ao nosso destino.

A primeira delas é a proximidade, que tende a fazer com que encontremos os últimos grãos de energia, ainda que eles já estejam tão escassos.

No entanto, se continuamos distantes, costumamos utilizar outra. Olhamos para trás e buscamos enxergar o ponto de partida. Caso ele, ainda, seja visível, a tendência natural é retornarmos. Por outro lado, se este ponto estiver além do nosso horizonte, continuamos nossa trajetória.

A análise é óbvia e embora suscite a lei do menor esforço, está repleta de verdades que permeiam a nossa vida pessoal e profissional.

O longo caminhar nos presenteia com aprendizados que nos fortalecem em prol do atendimento de nossos objetivos. Mas também criam calos que deixarão marcas eternas em nossos pés (e na alma).

Dores podem ser recebidas como presentes, pois nos permite valorizar a sua ausência. Afinal, sem elas, como saberemos o quanto é bom estarmos sãos e, porque não, salvos.

Algumas vezes, no entanto, as dores não são sentidas, mas sugestionadas por conta da longa distância percorrida. Daí o porquê da importância de se olhar para trás.

Mas há sempre o outro lado.

Olhar para trás pode trazer outras dores, algumas delas com o poder de frear qualquer disposição. Saber o quanto andamos e quantos calos foram produzidos, podem nos deixar desanimados, sobre os próximos que virão.

Calo sobre calo causa dor dobrada e endurece ainda mais nossa pele.  Na verdade, nos endurece como um todo. Pode nos tornar mais fortes, mas também menos sensíveis. Uma má notícia.

A sensibilidade é o combustível que nos mantém em quaisquer caminhos que estejamos.

Se o que nos cabe, correr qualquer risco por conta do ônus de olhar para trás, que possamos abrir mão de qualquer bônus conquistado ao desviar o nosso olhar da direção ao que almejamos.

Isto é gerir conhecimento.

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– O porquê precisamos de chatos nas empresas.

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94.

ODE AO CHATO

O chato é um chato, Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

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– Contratar, Demitir e… Decidir!

Essas 3 situações acima citadas são de momentos de atenção extrema aos administradores. Evitar injustiças, julgar ou deliberar sobre pessoas é algo delicado.

Sendo assim, compartilho ótimo texto sobre como grandes executivos se portam nessa hora e as dúvidas que permeiam as decisões de demissão, admissão e promoção nas organizações.

Extraído de: Revista Época Negócios, Ed 48, pg 38

AS INDECISÕES DO DECISOR

Por Karla Sportono

Não era moleza nem para Jack Welch, o administrador do século (passado), com um currículo de 20 anos como CEO da GE. De todas as responsabilidades de um executivo, a mais complexa é deliberar sobre a equipe, a começar pela montagem dela. “Tomar decisões sobre pessoas é difícil. Acertar nas grandes decisões é brutalmente difícil”, afirmou Welch, certa vez, ao argentino Claudio Fernández-Aráoz, sócio da consultoria suíça Egon Zehnder e headhunter com mais de 20 mil profissionais entrevistados na bagagem.

“O ser humano tem dois problemas, um de software e outro de hardware”, afirma Aráoz, autor do best-seller Grandes Decisões sobre Pessoas. “Nossa educação formal não nos prepara para decidir. Estudamos finanças, marketing, mas não como tomar grandes decisões.” Esta é, digamos assim, a falha de programação. Já o equipamento problemático é nosso cérebro, que Aráoz considera antiquado. “Ele está condicionado a tomar decisões o mais rápido possível diante de qualquer desafio ou ameaça.” Isto nem sempre é positivo, já que o julgamento prematuro tende a resultar em escolhas erradas.

Muitas vezes, os equívocos acontecem porque o gestor cai em ciladas emocionais. A mais grave, para Aráoz, é estacionar no “limbo dos indecisos”. Com medo de falhar, muitos executivos adiam resoluções. Em um estudo da McKinsey, 90% dos executivos consultados disseram que as empresas demoram para identificar pessoas incompetentes em posições críticas.

Outra emboscada psicológica é rotular candidatos a uma vaga ou promoção a partir de indicadores superficiais, como o último empregador ou a universidade em que estudou. O antigo sobrenome corporativo não garante a (in)competência daquela pessoa para uma vaga específica. Há, ainda, a armadilha de acreditar em verdades absolutas: o candidato A é um fracassado; o B, um profissional extraordinário. Raramente é simples assim. Para escapar dessas ciladas, a recomendação de Aráoz é fazer perguntas relevantes para o candidato, a fim de descobrir se ele apresenta as competências técnicas, gerenciais e emocionais para o cargo. “Certa vez, vi um entrevistador questionar: ‘Se você fosse um vegetal, qual seria?’. Qual a relevância dessa pergunta?”, afirma Aráoz, que esteve no Brasil para o Fórum HSM Gestão e Liderança.

A quem duvida que decidir sobre pessoas é a responsabilidade mais difícil, Aráoz oferece uma reflexão: ao se tornar gestor, o executivo passa a trabalhar por meio da equipe. Se isso será um problema ou uma solução, depende das próprias decisões.

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– Os melhores empregos de acordo com sua personalidade

Já imaginou encontrar um trabalho com sua cara, ou melhor, com o seu jeito?

Seria fantástico. Mas veja que bacana: uma reportagem sobre os diversos tipos de comportamentos e algumas observações.

Compartilho, clique no link em: https://www.weforum.org/agenda/2016/10/the-best-jobs-for-your-personality-type?utm_content=buffer94c84&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

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– Como é a Vida de um Puxa-Sacos!

Gosto de bons artigos e, mais ainda, de bons escritores, lógico. Um deles, Fábio Steinberg, beirou a perfeição em um artigo na antiga Revista Alpha, Ed 25, pg 53-54, ao falar da Vida dos Puxa-Sacos.

Veja se ele não foi perfeito nesse artigo: como é o dia-a-dia dessas pessoas…

A VIDA DURA DOS PUXA-SACOS

Eles riem de piadas sem graça, elogiam atos insanos e concordam com qualquer
asnice dita pelo chefe

Ninguém sabe ao certo como surgiu o puxasaquismo, mas há uma corrente de estudiosos que põe a culpa de tudo nos chimpanzés. Organizados por hierarquia de comando desde que surgiram na Terra, até hoje os primatas mais fraquinhos passam dias e noites paparicando os mais fortes. Para esses primos dos humanos, o ritual inclui beijar os pés do chefão, levar oferendas meio bestas, como folhas e gravetos, e até entrar em fila para fazer cafuné nos nobres pelos do mandatário. Seja por gene, seja por observação direta, o fato é que a chegada desse comportamento bizarro ao universo dos homens foi só um pulo. O “processo adaptativo para garantir a sobrevivência”, como alguns cientistas sociais costumam rotular a bajulação aos poderosos, segue os mesmos princípios da era das cavernas, mais tarde repetidos na adoração aos faraós e na adulação aos reis absolutos dos séculos seguintes, até se disseminar hoje como uma praga no mundo corporativo.
Coube ao jornalista americano Richard Stengel, hoje editor da revista Time, escrever o primeiro e, provavelmente, único tratado sobre a bajulação. Com o título You’re Too Kind (“Você é muito gentil”), ele considera essa prática uma epidemia social, embora amenize o estrago sob a classificação de “mentiras inofensivas que fazem o gerador e o receptor se sentirem melhor”. Assim, no universo empresarial, o puxa-saquismo não seria nada além de um mal necessário indispensável ao equilíbrio das relações profissionais. Para o autor, a soma de elogios exagerados esconde a estratégia do profissional de buscar um resultado prático — desde se tornar o mais querido dos subordinados até garantir um escritório com janela ou turbinar a carreira. Trilhando o caminho da ambiguidade, o ato de bajular se confunde com educação e respeito à etiqueta social.
Stengel se animou tanto com o conceito que desenvolveu que chegou a elevar o puxa saquismo à condição de arte. Uma forma de sedução em que a meta é nunca cair no lugar-comum. É saber elogiar a beleza se a pessoa for inteligente. E destacar a inteligência se a pessoa for muito bonita. Com isso, o autor acabou fazendo em sua obra uma megagentileza tão grande aos puxa-sacos que o livro se esgotou. A experiência demonstrou a essência da bajulação, que é obter um benefício direto dos que concentram o poder por meio de um tratamento privilegiado por quem precisa do favor.
A tese de Stengel passa um pouquinho além da conta. Enquanto na vida social a noiva está sempre linda, o recém-nascido é sempre uma gracinha e o morto era uma ótima pessoa, nas empresas é o chefe que está sempre elegante e bem-vestido, suas ideias são inovadoras e criativas e suas iniciativas não deram certo por serem muito avançadas em relação ao tempo. Os princípios que regem a bajulação são os mesmos em qualquer contexto. Só que, enquanto no campo social se mostram em geral inofensivos, nas empresas carregam um interesse oculto.
Ao oferecer um ambiente acolhedor que permite aos puxa-sacos crescer e se multiplicar, as empresas se tornaram santuários modernos para o exercício da adulação. Pode-se falar até em carreira para eles, que começam como simplórios juniores que riem de piadas sem graça, elogiam atos insanos e concordam com qualquer asnice dita pelo chefe até os mais seniores, que aprendem a se anular como indivíduo para viver a vida daqueles que mandam no pedaço e, num desprendimento inédito, praticam um mimetismo que os faz se confundir com os superiores como se ambos fossem uma única alma. Sutis, os mais tarimbados não cometem erros primários de chamar o chefe de gênio, pois sabem que o contrário é que soaria como autêntico. No entanto, adotam métodos subliminares de identificação com o dirigente da vez: copiar cortes de cabelo, modo de vestir e até assumir o mesmo time de futebol.
Em retribuição à eliminação da vontade própria e ao alinhamento absoluto e fidelidade canina ao patrão, o funcionário espera dele a retribuição, de singelos sorrisos de aprovação a demonstrações explícitas, como aumento de salário e promoção de carreira. Como parasita, o puxa-saco só existe porque encontra quem patrocine seu comportamento. Isso se explica pela solidão do poder, que isola e fragiliza seus detentores e, ironicamente, os torna emocionalmente dependentes de mercenários que topem se ajustar aos seus caprichos, opiniões e atos. O final a gente já conhece: de tanto viver à custa da hospedeira, os parasitas acabam por matá-la. E, sem ter mais do que se nutrir, também vão para o brejo.

(*) Fabio Steinberg, jornalista e escritor, autor dos livros Ficções Reais e Viagem de Negócios, há 20 anos dá consultoria sobre comunicação a empresas. Escreva para ele: fabionet@uol.com.br

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– Trabalhar é necessário. Mas lembremo-nos do equilíbrio e de… saber viver!

Achei verdadeiro e sensacional tal alerta sobre ser os cuidados sobre a cobrança de que devemos trabalhar incessantemente (abaixo na imagem), e aqui registro que é a visão de um semi-workaholic (eu).

A imposição de um ritmo frenético e a chamada “ditadura do sucesso”, supostamente necessária a qualquer custo, cansa. É lógico que devemos produzir, estudar, fazer a diferença. Mas o custo disso pode ser muito alto e não compensar.

E a família? E os prazeres? E os momentos de introspecção e calmaria?

Gostei demais dessa mensagem, na figura, de lembrarmos do necessário equilíbrio. Compartilho-a:

JOAO BATISTA