– Você acredita que o Brasil foi “descoberto”?

Neste dia 22, a história conta que em 1500 foi Descoberto o Brasil. Pedro Álvares Cabral chegou nas nossas terras e fincou posse.

Ora, é sabido que já se conhecia sobre a existência das terras. Os portugueses apenas marcaram território. No Brasil, haviam pequenas colônias de navegadores aventureiros.

Mas aí vem um problema atual: as terras eram dos indígenas, e os colonizadores a tomaramHoje, nos confins do nosso território, os índios querem a demarcação de terras para fazer delas o que bem entenderem.

Cá entre nós: eles não são os verdadeiros donos do território? Vale refletir…

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– E se Tiradentes fosse vivo?

Tiradentes é simbolo de abnegados de um país revoltado com tantos impostos.

Caramba, e hoje é diferente daquele cenário? Some-se a violência, a falta de escolas, saúde precária…

O Joaquim José ficaria mais fulo ainda se observasse tudo isso!

Conheça, extraído de: http://educacao.uol.com.br/biografias/joaquim-jose-da-silva-xavier-tiradentes.jhtm

TIRADENTES

Líder da Inconfidência Mineira e primeiro mártir da Independência do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu em Minas Gerais em 1746, filho do proprietário rural português Domingos da Silva Santos.

Antes mesmo de freqüentar a escola, já havia aprendido a ler e escrever com a mãe. Órfão de mãe e pai desde a juventude, ficou sob a tutela de um tio até a maioridade, quando resolveu conhecer o Brasil. Já adulto, foi tropeiro, mascate e dentista (daí o apelido). Trabalhou em mineração e tentou a carreira militar, chegando ao posto de alferes no Regimento de Cavalaria Regular.

Foi na tropa que Tiradentes entrou em contato com as ideias iluministas, que o entusiasmaram e inspirariam a Inconfidência Mineira, a primeira revolta no Brasil Colônia a manifestar claramente sua intenção de romper laços com Portugal, marcando o início do processo de emancipação política do Brasil.

A revolta foi motivada ainda pela decisão da coroa de cobrar a derrama, uma dívida em atraso. A conspiração foi delatada por Joaquim Silvério dos Reis e todos os seus participantes foram presos.

Sobre Tiradentes, recaiu a responsabilidade total pelo movimento, sendo o único conspirador condenado à morte. Enforcado em 21 de abril de 1792, teve seu corpo esquartejado. Seus membros foram espalhados pelo caminho que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua cabeça foi exposta em Vila Rica.

Com a morte de Tiradentes, o Estado português queria demonstrar uma punição exemplar para desencorajar qualquer revolta contra o regime colonial. Tiradentes tornou-se mártir da Independência e da República.

Com informações da Nova Enciclopédia Ilustrada Folha

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– Memórias do dia 21! Zé Joaquim, Brasília, Tancredo e Senna

Nos bancos escolares, aprendi que o dia 21 era cívico, marcado pelo precursor José Joaquim (Tiradentes) e por Tancredo de Almeida Neves, o 1o presidente depois do fim do militarismo.

Não existia Internet, celular ou outro meio mais rápido de comunicação do que o rádio. Era aluno da 3a série da Escola da Caic, e, ao entrar na classe, veio a notícia: Tancredo morreu!

Mas me lembro também que no dia 21 se exaltava o empreendedor governante JK pela construção de Brasília, nova capital e cidade do futuro.

Entretanto, além de heróis nacionais da política, o dia 21 é marcado por outra vitória: a 1a de Ayrton Senna da Silva em circuitos de Fórmula 1 (há 30 anos).

Que falta fazem bons exemplos no país…

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– O Racismo do conselheiro do Santos FC: #ExpulsaORacista

Que nojo! Racismo não cabe mais, pois somos somente uma raça: a humana!

Viram a declaração racista e totalmente condenável do conselheiro do Santos FC, Adilson Durante Filho

O áudio está disponível em: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/conselheiro-do-santos-faz-declaracoes-racistas-clube-repudia-e-torcida-pede-expulsao.ghtml

Pois bem: o que eu penso sobre isso foi de encontro com a coluna abaixo de Juliano Costa (no GloboEsporte.com), que compartilho, 

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/opiniao-santos-pode-fazer-historia-na-luta-contra-o-racismo.ghtml

SANTOS PODE FAZER HISTÓRIA NA LUTA CONTRA O RACISMO

Declaração racista de conselheiro expõe o clube, que não pode se omitir diante da gravidade do caso

A hashtag “ExpulsaORacista” foi uma das mais comentadas no Twitter no mundo todo nesta quinta-feira, mas a mobilização dos internautas – santistas ou não – foi insuficiente para fazer com que ao menos 20 membros do Conselho Deliberativo do Santos protocolassem um pedido de expulsão de Adilson Durante Filho.

Até agora, nada foi feito pelo clube além de uma nota de repúdio, que, apesar de bem escrita, é muito pequena diante da gravidade das declarações desse homem de meia-idade, filiado a um partido político e funcionário da Prefeitura de Santos, uma das cidades mais ricas e tradicionais do estado de São Paulo.

É dever de todos nós – jornalistas, torcedores, gente que se importa com gente, autoproclamadas “cidadão de bem” ou não – combater o racismo.

Manter Adilson Durante Filho no seu Conselho Deliberativo é uma vergonha indescritível para a história do Santos. Não há como passar pano. Ele mesmo já admitiu que gravou o áudio.

Ora, então o que os nobres conselheiros estão esperando? Não importa se é feriado.

O Santos precisa dar uma resposta não só aos seus torcedores, mas à sociedade como um todo. E precisa fazer isso rápido.

Trata-se de uma oportunidade de fazer história – assim como o Vasco fez nos anos 20, ao bancar a escalação de jogadores negros, e como o Bahia tem feito hoje, dia após dia, na luta pelas minorias.

O Santos se tornou conhecido no mundo todo (e ainda é o clube brasileiro mais famoso) com um time nos anos 60 que contava com quatro negros em seu ataque titular, incluindo o maior de todos, o Rei. O Santos continuou sendo reconhecido por revelar meninos como Robinho, Neymar, Rodrygo. Mais incrível: o Santos parou uma guerra na África, porque combatentes de duas etnias rivais queriam ver o time de Pelé jogar.

Pegando essa deixa, escrevo agora particularmente para o presidente José Carlos Peres e os membros do Conselho Deliberativo do Santos: sabem aquela foto do menino pobre na África, com uma camisa do Santos, brincando com uma bola improvisada? Aqui na Globo SP imprimimos essa foto há um tempo e a colocamos na nossa sala de reuniões – é a única coisa destoando em uma parede pintada de “branco corporativo”. Ela nos inspira. Gostamos da ideia de pensar que trabalhamos para atender gente como aquele menino sorridente – e não como Adilson Durante Filho.

Aquele menino mora em Moçambique, uma ex-colônia portuguesa, como o Brasil. Ele se chama João. É o mesmo nome do meu filho de três anos. Há um oceano separando os dois. Mas ambos torcem pelo mesmo time, o Santos Futebol Clube.

O João de Moçambique é negro. O meu João é branco. É a união dessas duas cores que faz o Santos ser o “Glorioso Alvinegro Praiano”, um “orgulho que nem todos podem ter”.

Então, senhor presidente, senhores do Conselho, é hora de vocês fazerem história, é hora de vocês mostrarem que “não é só futebol”, é hora de mostrar que o Santos está acima de qualquer questão política. É uma questão de princípios. É a oportunidade perfeita para mostrar que esse tipo de atitude não é mais aceitável, tolerável. Para que o meu João, o João de Moçambique e tantos outros Joões cresçam num mundo sem racismo.

*Juliano Costa, 38, é editor-executivo do GloboEsporte.com

Santos multicampeão dos anos 60: Pelé era um dos quatro negros do ataque titular — Foto: Divulgação / Conmebol

Santos multicampeão dos anos 60: Pelé era um dos quatro negros do ataque titular — Foto: Divulgação / Conmebol

– Foi há algum tempo. Mas é tão atual…

Re-post da publicação que fiz há exatamente 2 anos. Veja como é atual o assunto e o texto, em especial com a denúncia contra Dias Tóffoli e a propina de Emílio Odebrecht, ocorrida semana passada:

ODEBRECHT, A DONA DO BRASIL E SEUS POLÍTICOS MANIPULADOS

Leio que em 11 anos a Odebrecht gastou mais de 3,3 bilhões de reais em propina aos políticos para brigarem por seus interesses. Sendo que ninguém suborna para receber algo menos valioso do que o dinheiro oferecido, imagine quantos outros bilhões de reais a empresa faturou!

Mais do que isso: em todas as obras públicas existia corrupção, e dessa forma, o dinheiro pago sempre era nosso; ou seja, o contribuinte quem pagava. 

Imagine ainda quantos reais cada cidadão brasileiro perdeu do seu salário para a sujeira dessa relação entre a Odebrecht e os 415 políticos até agora descobertos. A conta seria astronômica, não?

Numa rápida divisão, em 11 anos, a Odebrecht gastou R$ 16.500,00 por brasileiro. Então, creiamos que perdemos mais do que isso no mesmo período, já que foi “investimento sujo” para ter lucro. 

Mais do que isso: PT, PSDB, PMDB, PR, PDT e tantos outros (até os comunistas) mamaram na mesma teta. E nas telas de TV, brigam entre si num teatro de interesses escusos, iludindo o eleitor.

Já escrevi outras vezes e insisto: são bobos os fanáticos que brigam em redes sociais por tucanos ou petistas! Se desgastam, criam atritos e acabam se passando por idiotas dessa bandidagem de colarinho branco.

E há ainda quem ouse defender Lula, Aécio, Temer, Dilma, Serra… é gente alienada ou que não aceita a traição dos seus estimados políticos?

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– E Muzema?

Torna-se cada vez mais horrorosa a tragédia na comunidade de Muzema, no Rio de Janeiro. Contabilizou-se 19 mortos entre os escombros. Terão outros corpos sobre o que caiu?

Não causa certo espanto que notícias de todos os lados – do esporte, da política e de outras áreas – estejam fazendo com que esse desastre (ou crime) se torne secundário nas manchetes? Ou será que nós estamos cada vez mais acostumados a ver barbaridades como essas e isso não nos chama mais a atenção?

Triste pensar assim…

Bombeiros retiram mais um corpo dos escombros da Muzema — Foto: Reprodução/TV Globo

– O quanto você está pagando hoje de impostos nos combustíveis!

O preço da gasolina – e em especial do diesel – viraram motivo de discussão nesses últimos dias. Até onde a Petrobrás tem independência suficiente para regulá-los sem a interferência das decisões do Governo?

Fora isso, veja: o quanto custou o preço médio dos combustíveis e sua variação na fonte, SEM IMPOSTOS.

Depois de compará-los, lembre o quanto você pagou nas bombas… olhe que absurdo a carga tributária! Abaixo:

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– Informação, Desinformação ou Intoxicação?

Existem certas leituras que não valem a pena perder tempo. Neste mundo de Fake News e de confusão com “liberdade de expressão e libertinagem”, se vê de tudo – e que podem fazer mal às pessoas, prejudicando sua sanidade mental / comportamental.

  1. Há aqueles que querem falar algo nas entrelinhas e nada dizem.
  2. Outros que se passam por jornalistas sem nunca ter entendido “ética jornalística”.
  3. Também existem os que escrevem em sites como se fossem blogs (e vice-versa), não entendo o que é um e o que é outro.
  4. Por fim, há aqueles “informes de outrem“, interessados em algum benefício próprio e que, “a lá” o modismo de hoje e o nefasto dinheiro que pode lhe interessar (dependendo a qual “santo se reza”, pois se vende para tantos), age com boçalidade nas palavras escritas, faladas ou digitadas, desqualificando outras pessoas apenas para querer reforçar sua matéria paga ou favor trocado. Falam, mas dizem o que os “chefes” querem dizer.

Resumidamente: neste mundo tão odioso, é triste ver tal situação. Me refiro claramente nessas considerações acima aos sites ligados à Extrema Esquerda e Extrema Direita do país, que tanto criam factoides para atacar pessoas de bem, de pensamento contrário e até mesmo na neutralidade. E isso se vê diariamente no Facebook, no WhatsApp e em outras redes sociais. 

Isso precisa mudar urgentemente, pois em muitos momentos a pessoa mais humilde vai crer em uma fantasia criada ou em uma desculpa esfarrapada somente pelo fato de que “está na internet“, sem saber a credibilidade real, o passado e o presente de quem postou. 

É por isso que o Brasil rachou, discutindo se “é Bolsonaro ou Lula”, tirando o espaço das pessoas sensatas e de muitos intelectuais verdadeiros, exaltando apenas os Olavos e as Chauís.

Objetivamente: tal fato intoxica, contamina e deturpa não só a Política, mas a sociedade em geral – na cultura, no esporte, nos relacionamentos… Afinal, quem procede assim (como bajulador, interesseiro, puxa-saco ou militante inescrupuloso) só pode querer ganhar cargos, dinheiro ou benesses. Sem respeito, “faz o serviço” (publica coisas com vieses) para quem está pagando mais. Ou os “blogueiros” de Dilma, Bolsonaro, ou tantos outros não conseguiram uma “boquinha” quando estiveram juntos com aqueles aos quais “babavam ovo”?

Que sejamos agentes de modificação de tudo isso! Afinal, não se faz nova política com velhos nomes – de Direita ou de Esquerda.

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– O encontro dos homens brancos com uma tribo indígena isolada!

Dá para acreditar que ainda existem tribos indígenas isoladas no Brasil?

Elas existem, e nos últimos dias uma expedição de 30 pessoas (com um preparo especial) conseguiu com sucesso um contato pacífico com eles. Vale a pena ler como foi!

Extraído do Blog de Matheus Leitão, em: https://g1.globo.com/politica/blog/matheus-leitao/post/2019/04/05/expedicao-a-indios-isolados-teve-contato-pacifico-e-emocao-no-reencontro-de-parentes-diz-funai.ghtml

A EXPEDIÇÃO QUE FOI AO ENCONTRO AOS ÍNDIOS ISOLADOS

Expedição a índios isolados teve ‘contato pacífico e emoção no reencontro de parentes’, diz Funai

A maior expedição da Fundação Nacional do Indio (Funai) dos últimos 20 anos para fazer contato com índios isolados resultou, até o momento, em um encontro pacífico e acabou marcada pelo reencontro de parentes indígenas que estavam afastados. Também houve diálogos para evitar conflitos por terras.

Como o blog informou no início de março, a Funai preparou a maior expedição das últimas décadas para entrar em contato com um grupo de índios Korubo, na Terra Indígena (TI) Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, que permanecia totalmente isolado.

A expedição, que começou a ser organizada no governo anterior, tinha dois objetivos principais: reaproximar parentes que se afastaram em 2015 e, também, evitar novos conflitos entre eles e os Matis, outra etnia indígena da região, pelas terras próximas ao Rio Coari.

Havia o risco de extinção física de uma das etnias, segundo a Funai, no caso de um contato inadvertido, porque existem muitas desavenças entre os dois grupos. Daí, a necessidade da expedição que fez a fundação abrir mão da política de “zero contato” com índios isolados, que vinha sendo adotada desde 1987.

Atualmente, a Funai evita ao máximo o contato com grupos indígenas para preservar a decisão dos índios de se isolar. Depois de aproximadamente 32 dias, o chefe da expedição e coordenador-geral de índios isolados e recém contatados da Funai, Bruno Pereira, conversou com o blog sobre os resultados da missão que, segundo ele, foi um sucesso.

Bruno Pereira lembra que a equipe da expedição era composta por 30 pessoas, entre profissionais de saúde, servidores da Funai, da Secretaria de Saúde Índigena (Sesai) e índios já contatados da região. Além da equipe que trabalhou efetivamente nas matas, a expedição teve o apoio da Polícia Militar, do Exército Brasileiro e da Polícia Federal.

Inicialmente, a equipe de trabalho passou por uma quarentena de 11 dias para se livrar de gripes e evitar a contaminação dos índios com doenças. Depois do período em quarentena, a equipe permaneceu oito dias na mata em busca dos Korubo isolados.

Bruno relata que a equipe usou como intérpretes índios Korubo já contatados, parentes que tinham se perdido do grupo dos Korubo isolados em 2015. Ao chegar nas roças mapeadas pela Funai, a equipe não encontrou imediatamente os índios isolados, que tinham saído em busca de alimento. Ao procurar pelos caminhos abertos pelos indígenas, a equipe conseguiu realizar o encontro.

Segundo a Funai, na manhã do dia 19 de março a equipe encontrou com dois indígenas isolados que caçavam. “Foi um encontro bastante emocionante, pois logo descobrimos que um dos dois Korubo que vieram em nossa direção era irmão consanguíneo de um Korubo que compunha a expedição. Eles não se viam desde 2015. Foi uma situação de bastante emoção e choro entre eles, que acreditavam que seu parente estava morto” conta o coordenador de Índios Isolados.

“Num primeiro momento, eles não estavam com suas armas, suas bordunas, e a gente também não. Nossos intérpretes Korubo são familiares que foram separados, então houve bastante emoção nesse momento, foi um contato bem pacífico e ele foi sendo construído”, explica Bruno Pereira.

De acordo com ele, no dia seguinte chegaram outros 22 indígenas que estavam nas proximidades. Duas famílias, compostas por 10 indígenas, se aproximaram nos três dias seguintes. Ao todo foram contabilizados 34 Korubos. Quatorze deles com idade aproximada entre 20 e 48 anos, sendo oito homens e seis mulheres, duas delas grávidas. O grupo conta, ainda, com 21 crianças e jovens de até 16 anos, sendo nove meninos e 12 meninas. Dessas, três bebês de menos de um ano de idade.

O chefe da expedição relata que não há registros de doenças que tenham sido passadas da equipe para os índios até o momento. Bruno explica que os Korubo estavam com uma malária “suave”, mas que não foi adquirida pelo contato com a equipe. Segundo ele, os índios “podem ter adquirido [a doença] nas visitas aos Matis ou pelos próprios caçadores ilegais que andam próximo ao Rio Coari”.

Questionado sobre o diálogo para evitar confrontos entre os Korubo do Coari e os Matis, Bruno Pereira revela que os índios entenderam que não devem se aproximar da região onde estão os Matis. No entanto, segundo o chefe da expedição, o contato ainda é muito inicial e precisa ser monitorado.

“Houve um entendimento, a gente conseguiu dialogar nesse sentido com eles. Disseram que não iam mais andar para lá e é fundamental entender que os intérpretes nossos são parentes deles, então a coisa pôde fluir um pouco mais. Mas está muito inicial, o processo é estável. São as primeiras informações de campo e a gente ainda tem que monitorar”, explica Bruno.

Bruno Pereira ressalta que a expedição não terminou. A ação vai diminuindo gradualmente até que a situação seja considerada segura e o contato esteja consolidado com os índios. Segundo ele, é preciso estar “alerta” por causa do histórico de conflitos na região.

“Agora ela [a missão] vai reduzindo um pouco conforme vamos ganhando segurança e estabilidade nessa relação. Leva um tempo. Não é algo feito em 10 dias, 15 dias. A gente não vira as costas e vai embora. Voltamos a repetir um monte de informações para eles com o intuito de que a gente não tenha dissabores após o contato”, explica.

Reencontro de parentes Korubo foi celebrado entre os índios — Foto: Bernardo Silva/Funai

Reencontro de parentes Korubo foi celebrado entre os índios — Foto: Bernardo Silva/Funai

– O “Amigo do Amigo” era Dias Tóffoli?

Emílio Odebrecht sempre foi visto como um grande amigo do ex-presidente Lula. Nas listas de delações premiadas e na famosa relação de propinas da sua mega-empreiteira, sempre apareceram personalidades importantes com codinomes.

Dizem que Marcelo, seu filho, nunca se deu com o pai, e com muita resistência teve que engolir o fato do pai, Emílio, ordenar a construção da Arena Corinthians para a Copa do Mundo a pedido pessoal do então presidente Lula.

A ideia, lógico, era fazer um favor ao amigo. E o retorno? Evidentemente todos sabem: desforrar em contratos.

Eis que agora para a Lava-Jato, segundo a “Revista Crusoé” com exclusividade (e mais tarde confirmada pelo Jornal “O Estado de São Paulo”) um dos nomes envolvidos na corrupção com a alcunha de “Amigo do Amigo” era o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Tóffoli – segundo Marcelo Odebrecht.

E agora?

A lógica mostra que deve ser mesmo. Tóffoli foi indicado por Lula ao STF após ser advogado do PT, defendendo inclusive José Dirceu. O Ministro era amigo do amigo de Emílio, que era Lula!

Aguardemos o desenrolar. Mas é algo gravíssimo e a chamada “Lava-Toga” deveria ser instalada com urgência!

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– A aposentadoria dos Senadores e a de um trabalhador brasileiro qualquer. Veja “somente” a questão do Plano de Saúde…

A Reforma da Previdência Social está sendo discutida nesta semana em Brasília. No Senado, os políticos debaterão especificamente a mudança do regime exclusivo que eles têm (hoje, ganhando aposentadoria integral quando aposentam) para o regime comum a todos, cujo teto é de R$ 5.839,45.

Você acredita que os senhores senadores aprovarão a redução da aposentadoria de R$ 33.763,00 (que recebem hoje) para o valor máximo de um brasileiro “normal”, citado acima?

É lógico que não. Mas ainda há os outros privilégios, ou melhor, mordomias! Pense: será que os senadores ficam na fila do SUS aguardando a “vez da consulta”? Ou no balcão dos planos de saúde esperando autorização para exames? Nada disso!

Veja se não é um tapa na cara: cada senador tem direito ao Plano de Saúde que atende uma rede credenciada ampla (incluindo Albert Einstein e Sírio-Libanês, os dois melhores do Brasil), além de qualquer outra consulta médica ou exame particular através de reembolso (não há limite de gastos). Isso inclui cônjuge e filhos de até 24 anos. Vale também a ex-senadores (o plano é VITALÍCIO, basta ter trabalhado 6 meses – incluindo a regra também aos suplentes de senadores).

O único limite, vejam só, é para dentistas, cujos valores não podem passar de R$ 25.998,96 anuais por pessoa.

Lembrando ainda: se o Senador for cassado por corrupção ou cometer crimes, não perde nenhum dos benefícios acima!

Um tapa na cara do povo, não? NUNCA eles votarão contra eles próprios.

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-80 tiros no inocente. Que despreparo…

O que se pode fazer com a morte covarde, inocente e injusta do músico negro confundido por uma equipe policial com bandidos, tão repercutida nessa semana?

Foram disparados 80 tiros no veículo do pobre coitado, que foi morto sem saber por quê. E agora?

Dar armas para pessoas despreparadas não funciona. Há de se treinar mais (e orientar os cuidados de maneira mais forte).

Aliás, a capa do diário carioca “EXTRA” foi emblemática! Abaixo:

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– Pobre Rio de Janeiro…

Quando não é a corrupção dos políticos ou a violência do crime organizado (via milicianos ou traficantes), é a catástrofe climática que assola a outrora Cidade Maravilhosa.

Viram que chuva assustadora e calamitosa caiu no Rio de Janeiro?

Claro que obras preventivas para enchentes devem ser cobradas, mas há situações que o volume d’água é descontrolado. O desta noite de segunda-feira foi um exemplo disso. As imagens que vem de lá comprovam:

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– Os Muçulmanos do Nordeste Brasileiro

Itabaianinha é uma cidade do interior do Sergipe que já foi manchete de vários programas de TV (alguns sensacionalistas) por ter um grande número de pessoas portadoras do nanismo. Agora, ganha destaque pela “conversão coletiva” de cristãos em islâmicos.

Maomé ganha muitos adeptos mundo afora, especialmente devido a imigração de refugiados árabes. Mas no Brasil, o fenômeno é diferente.

Abaixo a explicação, extraído de: Folha de São Paulo: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/03/isla-ganha-seguidores-e-muda-cara-de-cidade-no-agreste-nordestino.shtml

ISLÃ GANHA SEGUIDORES E MUDA CARA DE CIDADE NO INTERIOR NORDESTINO

Ex-pastor evangélico funda mesquita e trabalha para difundir o nome de Alá

Por Karime Xavier

​Por uma estrada sinuosa, deixando uma fila interminável de coqueiros para trás, chega-se a Itabaianinha, no interior do Sergipe, após rodar 118 km desde Aracaju. Ali, na cidade de 40 mil habitantes, o céu está cheio de nuvens branquinhas. Algumas até parecem prometer chuva, mas ela não vai chegar.

Em certa medida, o cenário faz Dedé se lembrar das fotos e dos vídeos da Arábia Saudita que ele vê pela internet. De tão árida e quente, a terra ocre poderia ser a de Meca. A diferença é que, para pedir chuva, o nordestino reza para Padre Cícero. Já a turma do Dedé reza para Alá.

“Eu comecei cortando o batismo em nome da Trindade, depois cortei a Trindade, daí o povo começou a me chamar de doido aqui na cidade.”

Foi dessa maneira que Dedé, o ex-pastor evangélico José Renato de Jesus Vieira, 50, presidente fundador da Religião Islâmica de Itabaianinha, começou a transição de seu rebanho.

A cidade, que ficou conhecida no país por ter uma população considerável de anões devido a uma mutação genética, é agora também terra de muçulmanos no Nordeste.

Todos os dias, eles podem ser vistos orando em direção à cidade sagrada de Meca, como o Alcorão (o livro sagrado do islã) manda fazer cinco vezes ao dia.

Convidado por um amigo para ir até Aracaju e conhecer o islã, Dedé ficou em dúvida. Afinal de contas, era pastor. Já na primeira conversa com um seguidor da religião, porém, ele conta que se “encontrou”.

Dedé passou dois anos pesquisando em redes sociais e na própria Bíblia — pois ainda não tinha o Alcorão — o que era aquela religião.

A ideia de um único deus, Alá, foi determinante para sua escolha — o islã, com o cristianismo e o judaísmo, forma o tríptico de grandes religiões monoteístas do mundo e tem o segundo maior séquito (o cristianismo tem 31% da população global, e o islamismo, 23%, segundo um estudo de 2010 feito pelo Centro de Pesquisa Pew, nos EUA).

Então pastor, ele começou a transição de seu rebanho evangélico de forma gradual. Além de cortar o batismo em nome da Trindade e a própria Trindade, remanejou o protagonismo de Jesus, que passou a ser tratado como um profeta de Deus — a forma como ele é descrito no Alcorão — e não como o próprio Deus, na descrição da Bíblia.

Rosineide Alves Ferreira Vieira, 49, mulher de Dedé, diz que começou a achar estranho o comportamento do marido. “Ué, Jesus era um Salvador, agora ele não salva mais?”

Segundo Dedé, “houve um tombo na consciência e pensamento do povo”. “Eu parava um tempo e voltava, daí já abria a mente deles e todos começaram a entender e aceitar que precisariam usar véus, não comer carne de porco, orar cinco vezes ao dia e fazer o Ramadã.”

Essa transição durou dois anos, e a conversão coletiva — que eles preferem chamar de reversão — ocorreu no dia 24 de julho de 2017. A comunidade muçulmana de Itabaianinha tem, atualmente, 37 adeptos, além de 8 crianças e 10 futuros muçulmanos que aguardam a reversão.

Com ajuda de outro irmão, Dedé conseguiu levar um xeque (autoridade religiosa) para sua mesquita, o moçambicano Ali Momade, 36.

Na rotina de Dedé e Ali, estão as visitas a casas nos arredores da cidade para apresentar o Alcorão. Assim, começaram a propagar o islã.

No início, essas ações não foram bem vistas. “Havia gente de outras religiões que fazia até jejum para que o islã não conseguisse adeptos por aqui”, diz. “As pessoas achavam que Alá era um boneco de Buda”, diz Rosineide.

Para o xeque Ali, o interesse pela religião islâmica cresceu muito após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando quase 3.000 pessoas foram mortas por terroristas pilotando aviões.

Ele diz que ao pesquisar quem eram os muçulmanos em um impulso de curiosidade, muitos gostavam dos preceitos e se convertiam. Segundo ele, o islã —termo que em árabe significa “submissão voluntária a Deus”— é um código de vida que serve tanto no campo político quanto social.

Para seguir à risca esses códigos, adaptações são necessárias, como a adoção dos véus e lenços, que o próprio xeque “importa” de São Paulo (o Alcorão recomenda que as mulheres se vistam com modéstia fora de casa, o que costuma ser interpretado como esconder corpo e cabelos).

Em meio ao tom pastel quase monocromático do sertão, os lenços coloridos sobressaem nas cabeças femininas.

Mas, além de curiosidade, os véus também geram preconceito. Josete Guimarães dos Santos, 52, uma das convertidas de Itabaianinha, diz que é comum ser chamada de “mulher bomba”. Ela afirma não ligar, pois acredita estar agradando a Alá.

Os hábitos alimentares também causam confusão. Muçulmanos não comem carne de porco, que consideram impura. Bebidas alcoólicas são proibidas e o abate de animais para consumo precisa seguir regras (é a carne halal).

Após a reversão de Neilma Santana, 22, filha de evangélica, houve uma pequena revolução em sua casa. “Sempre comi galinha sufocada (morta por estrangulamento) em casa, mas depois do islã, só posso comer galinha sangrada (por corte)”, diz. “Então para agradar a todos, matamos sempre duas galinhas.”

Se Neilma achou um meio de adaptar a dieta, o relacionamento ainda carece de oração. Ela vive com um rapaz não convertido e se pergunta se isso é permitido por Alá. Antes que alguém responda, dispara: “Não pode. Mas como se diz? Tudo tem seu tempo”.

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Mulheres nordestinas convertidas no mercado em Itabaianinha / SP (fot: Agência Folha)

– Se Renan disse…

Há certas coisas que nos fazem ter certeza do certo ou do errado.

Disse o senador Renan Calheiros, que desde os tempos de Collor na Presidência da República se envolve com o poder (seja quem for o mandatário):

“O que aconteceu com ele [a prisão de Temer] foi uma injustiça, assim como aconteceu com o Lula.”

Se é o Renan que está criticando a Operação Lava-Jato, é por que realmente ela é muito boa para o país! Me preocuparia se um político do naipe dele a elogiasse...

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