– O Analfabetismo Funcional acaba com o Brasil, especialmente nas Redes Sociais!

Já perceberam o número de pessoas que fazem críticas ou elogios nas Redes Sociais, completamente desenganadas sobre o que leram, ou o que não leram?

Vejam só: a pessoa vê um título no Twitter, Facebook ou imagem no Instagram, e começa a escrever muita coisa sobre ele sem ler o corpo do texto. Ou ainda lê parte apenas e não termina. Ou lê e não entende nada!

Sobre esses casos de Analfabetismo Funcional (e quem tem, muitas vezes não se envergonha de mostrar com seus escritos mal redigidos),

extraído de: https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/analfabetismo-funcional.htm

ANALFABETISMO FUNCIONAL

Você sabe o que é analfabetismo funcional?

São chamados de analfabetos funcionais os indivíduos que, embora saibam reconhecer letras e números, são incapazes de compreender textos simples, bem como realizar operações matemáticas mais elaboradas. No Brasil, conforme pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, 50% dos entrevistados declararam não ler livros por não conseguirem compreender seu conteúdo, embora sejam tecnicamente alfabetizados. Outra pesquisa, realizada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa, revelou dados da oitava edição do Indicador de Analfabetismo Funcional, o Inaf, cujos resultados são alarmantes.

De acordo com o Inaf, a alfabetização pode ser classificada em quatro níveis: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar (ambos considerados analfabetos funcionais), alfabetizados em nível básico e alfabetizados em nível pleno (esses dois últimos considerados indivíduos alfabetizados funcionalmente). Conforme a pesquisa, que aplica um teste avaliando as habilidades de leitura, escrita e Matemática, o domínio pleno da leitura vem sofrendo queda entre todos os entrevistados, tendo eles concluído o Ensino Fundamental ou o Ensino Superior. Os dados mostram que o problema do analfabetismo funcional deve ser levado a sério, pois a dificuldade de compreensão dos gêneros textuais, mesmos os mais simples e mais acessados no cotidiano, prejudica o desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo.

Embora o número de analfabetos tenha diminuído no Brasil nos últimos quinze anos, o analfabetismo funcional ainda é um fantasma que atinge até mesmo estudantes que frequentam o ensino superior, desfazendo o mito de que ele estaria intrinsecamente relacionado à baixa escolaridade. As pesquisas desenvolvidas sobre o índice de analfabetismo funcional no país são de extrema importância, já que promovem o debate entre diversos grupos sociais responsáveis por desenvolver um novo parâmetro educacional a partir da discussão das causas e efeitos do Inaf.

Desenvolver métodos que priorizem o letramento é fundamental para que o analfabetismo funcional seja superado, e para isso é inquestionável a importância do trabalho conjunto entre pais e professores. Engana-se quem acredita que cabe somente à escola o papel de alfabetizar e letrar, visto que o letramento é uma prática presente em diversas situações do cotidiano, envolvendo não apenas a leitura tecnicista de textos, mas também o desenvolvimento da criticidade e capacidade de elaborar opiniões próprias diante dos conteúdos acessados. A aprendizagem deve ser universalizada, propiciando assim que todos os leitores atinjam o nível pleno da alfabetização funcional.

Por Luana Castro
Graduada em Letras

O letramento é uma das soluções para a erradicação do analfabetismo funcional, pois extrapola a visão tecnicista de alfabetização

Imagem extraída de: https://www.calstate.edu/impact-of-the-csu/teacher-education/educator-quality-center/featured-news/Pages/Teachers–Your-Feedback-Matters.aspx

– Como algumas escolas estão conseguindo vencer o bullying entre os alunos?

Sabemos que o bullying é uma triste realidade nas instituições de ensino do Brasil (e logicamente, em todos os setores da sociedade). E o que fazer para eliminá-lo definitivamente, a fim de que não cause efeitos tão nocivos como estão causando?

Extraído de: https://istoe.com.br/as-escolas-que-venceram-o-bullying/

AS ESCOLAS QUE VENCERAM O BULLYING

Na contramão da maior parte das instituições de ensino do País, que ainda não possuem práticas para coibir a discriminação, alguns colégios já adotam modelos bem-sucedidos para assegurar a boa convivência entre os alunos

Por Fabíola Perez

A imagem de um jovem cabisbaixo, isolado em um dos cantos do pátio, ou de uma criança acuada após ter sido vítima de provocações começa a se tornar rara em algumas escolas do País. Apesar de  numericamente ainda serem poucas, instituições de ensino têm desenvolvido metodologias específicas para combater a intimidação e se transformado em exemplos na batalha contra a discriminação e a propagação do ódio no ambiente escolar. O caminho não é simples, mas os resultados das iniciativas mostram que é possível coibir a prática.

“Os programas anti-bullying vão desde grupos
de jovens que aprendem a auxiliar as vítimas até
palestras para capacitar pais e professores”

Um desses colégios é o Bandeirantes, um dos mais tradicionais de São Paulo. Lá, as estudantes Mariana Avelar, 14 anos, e Isabela Cristante, de 12, fazem parte dos grupos de ajuda do Programa de Combate ao Bullying. Elas foram escolhidas pelos demais alunos para participar de dois dias de capacitação com uma equipe de professores universitários e psicólogos.

Por meio de situações hipotéticas, o treinamento deixou claro o que é bullying e como elas deveriam agir em diferentes casos. “As pessoas mais isoladas são aquelas com gostos diferentes da maioria. Tentamos nos aproximar até que o colega se sinta confiante para conversar”, diz Mariana, estudante do 9º ano. “Aprendemos que, às vezes, o problema é maior do que parece, e precisamos levá-lo aos orientadores”, conta Isabela, da 6ª série. Os estudantes também conversam com quem presencia ou pratica o bullying. “O agressor se conscientiza mais rapidamente” , afirma Isabela.

Com pulseiras para identificação, os participantes percorrem a escola auxiliando nos casos em que percebem o isolamento. A estratégia está funcionando. “Observamos a redução de casos”, afirma Marina Schwarz, orientadora da escola. “Hoje temos mais acesso aos episódios de provocação, que normalmente ocorrem por trás das autoridades.”

Outro colégio que adotou medidas para coibir o bullying é o Soka, também de São Paulo. Há dois anos, a escola organiza palestras com advogados e psicólogos. “Conversamos com os pais sobre a responsabilidade deles em verificar os celulares dos filhos. É preciso identificar se há indícios de bullying nas conversas em grupos de redes sociais”, afirma o diretor James Jun Yamauti.

A instituição também capacitou orientadores para dar assistência a alunos que chegam de outras escolas. “Trabalhamos com jovens que tiveram dificuldade de adaptação para que tenham um entrosamento melhor”, afirma Edna Zeferino Menezes, assistente de orientação educacional. Na sexta-feira 27, a escola deu início à semana do “Preconceito Não”, com palestras sobre direitos da população negra, questões de gênero e indígenas e a trajetória da população LGBT. “A ideia é que os alunos reflitam sobre questões que interferem diretamente no bullying e identifiquem se já vivenciaram situações semelhantes”, explica Yamauti. “Os constrangimentos diminuíram bastante. Se uma brincadeira passa dos limites, deixa de ser brincadeira”, afirma Igor Seiji Ando Bomfim, 15 anos, que relata ter ajudado colegas que sofreram discriminação.

DESCONTROLE

Em um momento no qual o tema vem à tona mais uma vez após o bullying ter sido apontado pela polícia como um dos fatores que levaram um adolescente de 14 anos a atirar contra colegas em uma escola de Goiânia na sexta-feira 20, é fundamental que iniciativas como essas deixem de ser fatos isolados.

Os colégios devem começar a colocar em prática ações determinadas pela lei contra os atos de perseguição, em vigor desde abril do ano passado. Uma delas é a produção de relatórios bimestrais com eventuais casos. “O bullying não é controlado pelas autoridades pela falta de dados, o que dificulta o diagnóstico da extensão do problema”, afirma advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi, especialista em direito digital. Outro aspecto importante é que, além do suporte à vítima, as instituições devem oferecer assistência ao agressor.

A ocorrência ainda diária das intimidações mostra, no entanto, um descompasso muito grande entre o que faz a maioria das escolas e o que manda a legislação. Casos extremos, como o de Goiânia, evidenciam, porém, a urgência na adoção de medidas efetivas. “O bullying não pode ter sua gravidade subestimada e ser tratado como uma brincadeira de criança”, diz a advogada Ana Paula. “A cultura da vingança ainda é muito presente  na sociedade e é esse desejo que está por trás do comportamento do agressor”, diz.

Terminando em tragédias ou não, casos de bullying têm efeitos indeléveis para a vítima, o agressor e toda a escola. “Ocasionam rachas nas salas de aula, colocam metade dos alunos contra o agressor e a outra parte a favor da vítima”, diz Ana Paula. Por isso, os programas de combate a práticas tão cruéis são fundamentais para reverter o aumento da intolerância em ambientes de aprendizado. Não de destruição.

DISPOSIÇÃO PARA AJUDAR

Satisfação em ver os colegas enturmados é o que move as alunas Mariana Avelar e Isabela Cristante, do 9º e do 6º ano, respectivamente, do Bandeirantes, em São Paulo. Há um ano, elas foram escolhidas para fazer um treinamento de capacitação e saber como atuar em casos de bullying. Desde então, as estudantes percorrem os espaços da escola e sempre que percebem situações de isolamento ou provocação se aproximam da vítima ou dos que testemunharam a ação. “Saber que consegui ajudar é muito bom”, diz Isabela.

Imagem extraída de: https://educacao.estadao.com.br/blogs/escola-vilaplay/bullying-existe-na-educacao-infantil/

– As postagens das Redes Sociais lhe transformam em um agitador de maneira pejorativa?

Esse texto foi escrito há 4 anos, mas é muito atual: as coisas que você publica ou lê nas mídias transformam você (ou você transforma os outros) em radicais, fanáticos ou alienados bitolados?
Compartilho:

José Roberto de Toledo escreveu um interessante artigo no Estadão sobre como boatos se tornam verdades nas Redes Sociais e fomentar radicalmente a intolerância de quem pensa diferente. Mais: como Facebook, Twitter e outras mídias podem ser um perigo para a sociedade!

Extraído de: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-black-bloc-em-voce,10000006709

O BLACK BLOC EM VOCÊ

Quanto mais homogêneo o grupo, mais a falsa informação se propaga, como epidemia

Aumento de tarifa, protestos, bombas, bagunça. 2016 revive 2013. Esperar resultados diferentes de ações recorrentemente iguais e infrutíferas não define insanidade. Tampouco denota perseverança. É burrice mesmo. A falta de inteligência vem da incapacidade de a sociedade aprender com os próprios erros. Se é difícil identificar onde a espiral de equívocos começa, torna-se previsível o seu desfecho: recessão e desemprego.

A culpa é da tropa de choque, que reprime protestos com violência desmesurada? Ou culpados são os black blocs mascarados que depredam o transporte público que supostamente defendem? Mas quem começou tudo não foram os movimentos pelo passe livre nas catracas, que marcaram as manifestações? Ou seriam os prefeitos que elevaram o preço da passagem de ônibus em 30 ou 40 centavos?

Pode-se continuar regredindo nas perguntas sobre de quem é o engano original até chegarmos à política econômica que desandou em inflação e precipitou reajustes de tarifas públicas. Mas por que parar aí? Será que seus autores teriam sido eleitos sem a ajuda de quem, quando estava no poder, insistiu em uma política que, após início promissor, deu em desemprego e recessão?

E, assim, recomeçamos tudo de novo, rumo ao indefectível final.

Enquanto o círculo vicioso da economia gira, o pêndulo da política oscila de igualitários a libertários, de socialistas a liberais – até virar bate-boca no qual o único argumento é chamar o rival de petralha ou coxinha. Quando muito, cada lado pinça estatísticas que só servem aos seus interesses e – como as melhores lingeries – revelam tudo, menos o que importa.

Variações dessa metáfora são frequentemente atribuídas ao falecido ministro Roberto Campos. Mas, assim como não foi Albert Einstein quem perpetrou a falsa definição de loucura (“fazer sempre a mesma coisa esperando resultados diferentes”), tampouco Bob Fields foi o pioneiro na comparação. Seu autor foi o norte-americano Aaron Levenstein: “Statistics are like bikinis. What they reveal is suggestive, but what they conceal is vital”.

Do mesmo modo que citações equivocadas são copiadas e coladas internet afora, perpetuando mitos, o facciosismo político-partidário desbunda sempre em um frenesi acusatório no qual os acusadores dos dois lados não raramente projetam no rival seus próprios defeitos. Invariavelmente, ambos têm razão.

Nesse ponto, este texto normalmente enveredaria sobre como a política, quando deixa de ser a solução, vira o problema – e como, sem reformá-la, o País condena-se a repetir seu passado meia cura, nunca maturando todo seu potencial. Desta vez, não. Em vez de entrar no mesmo beco sem saída onde políticos profissionais legislam sempre em causa própria, talvez valha a pena olhar para a esplanada de erros de quem os elege. Ou ao menos um deles: a maneira como reforçamos nossos preconceitos.

A informação incorreta se tornou tão difundida nas mídias sociais digitais que o Fórum Econômico Mundial a considera uma das principais ameaças à sociedade humana. No mais recente artigo sobre o tema, publicado na prestigiosa revista da Academia de Ciências dos EUA, pesquisadores italianos e norte-americanos detalham como as balelas se espalham online.

Usuários do Facebook em geral tendem a escolher e compartilhar uma narrativa – a que reforça suas crenças – e ignorar todas as demais. A repetição desse hábito tende a formar agrupamentos socialmente homogêneos e polarizados que funcionam como câmaras de ressonância dos boatos. Quanto mais homogêneo o grupo, menor a resistência, e mais a falsa informação se propaga – como epidemia. Resultado: desconfiança entre diferentes e paranoia.

Cuidado com o que você compartilha. Há um black bloc em cada um, pronto a tocar fogo no circo. Ele se alimenta da segregação. Misture-se.

Black Blocs: os grupos que usam a violência para protestar | Exame

Foto, Crédito: Ben Schumin/Wikimedia/

– Brumadinho: ninguém punido 3 anos depois?

Estou assistindo o “Fantástico” e me assustei: após três anos da tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho, ninguém foi preso (mesmo com centenas de mortos).

A Vale indenizou os familiares dos mortos com 700 mil reais! É esse o valor de uma vida?

Revoltante!

Imagem extraída de: https://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2021/10/brumadinho-vitimas-exigem-retorno-do-processo-da-vale-a-justica-de-mg/

– Quais BOs são possíveis via Internet?

Achei bem interessante e de grande utilidade pública: como registrar um boletim de ocorrência sem sair de casa, caso se sinta ameaçado, ocorra crime digital, presencie abuso contra animais, perca seus documentos pessoais ou qualquer outra situação que possa ser resolvida sem ser de maneira presencial!

Útil. Abaixo:

– Os aumentos dos combustíveis independem de ideologia.

A Petrobrás reajustou o preço dos combustíveis em 8% ontem. Um convite para andar a pé ou não sair de casa.

Entra Governo, sai Governo, e a gente paga a conta. Seja nos roubos do Petrolão com Lula, na política de sucateamento de Dilma, ou no livre mercado de Bolsonaro, é o consumidor quem sai prejudicado.

Confesso: meu orçamento está cada vez mais sacrificado pelos reajustes da Gasolina. E não se vê saída a curto prazo.

E a balela do Pré-Sal, hein? Petróleo de péssima qualidade e caríssimo para explorar.

– A Tragédia de Capitólio.

Eu confesso não conseguir dizer outra coisa, a não ser lamentar, sobre a tragédia de Capitólio / MG.

Na reportagem do link a seguir (em: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2022/01/09/acidente-em-capitolio-erosao-e-infiltracao-de-agua-da-chuva-podem-ter-causado-queda-dizem-especialistas.ghtml), há a palavra de especialistas e estudiosos sobre “como evitar o desmoronamento”. Não entrarei nessa seara, pois, cá entre nós, aqui é uma fatalidade “quase que” imprevisível.

Perceberam o “quase que”?

Dá para se evitar. Mas provavelmente não é algo esperado… 

Enfim, episódio de dor e de tristeza profunda…

O que fazer em Capitólio MG

Imagem extraída de: https://www.viagenscinematograficas.com.br/2021/07/capitolio-mg-o-que-fazer.html, na matéria de Fábio Pastorello.

– Dia do FICO: e se hoje lembrássemos o dia do “Não Fico”…

Foi em um dia 09 de janeiro que Dom Pedro Rafael Gabriel (e mais vários nomes) de Orleans e Bragança disse que ficava no Brasil e não voltaria para Portugal, onde se tornaria Dom Pedro IV. Em 1822! E virou “Dia do Fico”.

E se Dom Pedro não quisesse ficar? Quando teria sido nossa independência?

Seríamos um só Brasil ou da colônia surgiriam outros países?

Economia: como estaríamos?

Não existe achismo, mas… o que você acha?

Ah se pudéssemos criar realidades alternativas, só por curiosidade…

EMEI PROFª. DALVA DOS SANTOS CARVALHO

Extraído de http://www.educarparacrescer.com em: https://br.pinterest.com/carmemocellin/datas-comemorativas-01-janeiro/

– Para o Palácio do Planalto, pense sobre quem tem as 6 virtudes:

Em 2018, fiz a postagem abaixo sobre quais as virtudes que um Presidente da República deveria ter. E hoje (mais do que nunca) tenho certeza de que naquele ano, ninguém preenchia essas qualidades:

ADJETIVOS PARA UM BOM PRESIDENTE:

Para ser Presidente do Brasil, um país tão necessitado de bons políticos, o candidato ideal deve ter os seguintes atributos:

  1. Capacidade / Competência de gestão,
  2. Honestidade com o dinheiro público,
  3. Sensibilidade para entender as carências da população,
  4. Determinação a fim de resistir às dificuldades,
  5. Humildade em reconhecer possíveis equívocos e corrigi-los,
  6. Disposição em abandonar sua vida pessoal e viver um sacerdócio ao país.

Está fácil achar um nome? Com o que se tem oferecido ao eleitor, o cargo ficará vago…

bomba.jpg

Crédito: Shutterstock

– Cruzeiros suspensos no Brasil devido a Covid-19.

E os cruzeiros marítimos estão suspensos em nosso país, devido ao surto de Covid em alguns deles (e no mundo em geral).

Tô achando que muita coisa vai fechar nos próximos dias… E nesse ritmo (de agravamento de contágios), há de se repensar o Carnaval…

Quando essa pandemia vai acabar, meu Deus?

MSC Splendida (Divulgação).

– A neo-colonização portuguesa no futebol:

Em se confirmando Jorge Jesus como técnico do Atlético Mineiro, teremos os 3 principais clubes brasileiros na atualidade com treinadores lusos: Abel Ferreira no Palmeiras e Paulo Sousa no Flamengo.

A pergunta oportuna é: estão tão defasados os “professores brasileiros”, que os grandes clubes vão atrás dos seus profissionais em Portugal?

E convenhamos: nenhum dos 3 tem mercado na Europa em “grandão”: JJ é respeitado no Brasil e em Portugal, além do Oriente Médio; Paulo é coadjuvante por lá e Abel trabalhava no grego PAOK!

Qual o grande problema dos treinadores locais atualmente? 

Saiba finalmente o que os portugueses pensam dos brasileiros vivendo em  Portugal | Morar em Portugal

Imagem extraída de: https://moraremportugal.com/saiba-finalmente-o-que-os-portugueses-pensam-dos-brasileiros-vivendo-em-portugal/

– Diferenças entre Educação Brasileira e a Coreana

Vejo uma edição antiga da Época Negócios (set/2011, pg 134-136), onde há uma interessante matéria de Débora Fortes, a respeito da Educação na Coréia do Sul. E me chamou muito a atenção. Veja só:

– 84% dos alunos estão na faculdade.

Nota 9 é uma nota ruim. A busca é pelo 10.

– Sábado não é dia de aula. Mas é dia de ir à faculdade por conta própria para estudar.

– Não pesquisam qualquer coisa, mas sim o que dá lucro!

20% das aulas são em inglês.

Outras curiosidades, abaixo:

O SEGREDO NÃO É OLHO PUXADO. É ENSINO PUXADO

O sofisticado sistema de educação montado pela Coreia foi também um elemento imprescindível para que o país ganhasse destaque na inovação. Currículos e livros didáticos mudam rapidamente, conforme a necessidade do mercado. “Se você não tiver uma educação capaz de fazer as pessoas mudarem depressa, não terá inovação. A cada quatro ou cinco anos, há um novo plano nacional de educação na Coreia, amplamente discutido”, diz Song Won Park, professor do Departamento de Engenharia Química da Poli/USP. 

Mercado virou uma palavra fundamental dentro das faculdades. “A cooperação com as empresas é intensa. Qualquer companhia pode usar a infraestrutura e os cérebros da universidade”, diz o professor Youngil Kim, da SKKU (Universidade Sungkyunkwan). Com isso, entra mais capital privado para pesquisas. Também na lista das universidades mais importantes do país, a SKKU tem um de seus campi na cidade de Suwon, onde está o Q.G. de pesquisas da Samsung Electronics. Não foi por acaso. Na década de 60, a empresa comprou a universidade, que tinha base em Seul. Hoje, a Samsung é a dona da Fundação da SKKU, com um orçamento anual de cerca de US$ 76 milhões. Além de ter acesso aos cérebros da faculdade durante os cursos, contrata muitos deles logo que se formam. 

Por olhar para o mercado, as universidades já não perseguem qualquer tipo de inovação. Querem as lucrativas. “A corrida por patentes não é tão rápida na Coreia quanto imaginávamos. Em muitos casos, eles preferem produzir primeiro e patentear depois. O mais importante é o tempo que uma invenção leva para chegar ao mercado”, diz o professor Guilherme Vaccaro, gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), localizada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ele esteve com outros quatro professores da Unisinos na Coreia, durante cinco meses, para estudar o modelo de educação e identificar o que o Brasil pode aproveitar. “Um divisor de águas para o Brasil seria termos um relacionamento universidade/empresa nos moldes do que existe na Coreia.” 

Durante a missão, a Unisinos assinou seis acordos de cooperação com instituições coreanas, um deles com a SKKU. A universidade também atraiu investimento privado para o país. A Unisinos vai cooperar e receber investimentos da HT Micron, uma joint venture formada entre a coreana Hana Micron e a brasileira Altus. A empresa está investindo US$ 10 milhões na construção de uma fábrica em São Leopoldo. Outros US$ 25 milhões devem ser injetados no instituto de pesquisas e desenvolvimento da Unisinos na área de semicondutores. “Se a companhia tiver sucesso, vamos investir mais”, diz Hyouk Lee, diretor do Instituto de P&D da Hana Micron. 

Com a mentalidade de gerar resultados já incorporada às universidades, a nova onda do ensino coreano é investir em currículos multidisciplinares. A fusão de disciplinas pode envolver, por exemplo, habilidades complementares como engenharia e administração. “Estamos fazendo uma grande mudança no sistema educacional. A ideia é produzir uma geração de trabalhadores mais criativa”, diz o professor Bong Joo Lee, da SNU. 

Outra mudança é a preocupação de ter cursos mais globalizados. Na SNU, 20% dos cursos de graduação estão sendo dados em inglês. Há ainda um investimento mais forte em pesquisa de base, uma etapa que a Coreia havia pulado. Antes, só se pensava em pesquisa aplicada. “Habilidades originais serão fundamentais. Não adianta ficar só copiando e aplicando”, diz Joo Lee. Neste momento, algumas das áreas promissoras são biotecnologia, ciências naturais e nanotecnologia. 

Além de dar aulas em inglês, as universidades têm importado professores. O plano é reforçar áreas que os coreanos consideram prioritárias, como o design. A professora Mary Kathryn Thompson veio do MIT para dar aulas no Kaist, em 2007. Todo aluno do primeiro ano, não importa a especialidade, tem de cursar Introdução ao Design e Comunicação. “Aqui, os estudantes têm praticamente as mesmas oportunidades dadas no MIT, incluindo pesquisas, estágios e atividades extracurriculares”, diz ela. Com os esforços feitos, a Coreia já conseguiu emplacar duas universidades no ranking das 100 melhores do mundo. A SNU e o Kaist estão no QS World University Rankings 2010-2011. Na lista, não há um único representante brasileiro.

   Reprodução

Imagem extraída de: https://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT263819-16380,00.html

– A Expectativa de Vida em nosso país.

Li, me impressionei e compartilho: na Matéria “Longevidade Latino Americana”, da revista Fapesp (edição 303, pg 80-82, por Christina Queiroz), vi dados interessantes sobre a Expectativa de Vida do brasileiro.

Hoje, a média diz que o cidadão tem uma esperança de viver 76,8 anos. Para os homens, é de 73,2. Para as mulheres 80,3 anos.

A cidade em que os homens têm menor expectativa é em Itabuna-BA, com 66,3 anos. A maior, é Bento Gonçalves-RS, com 75,1 anos.

A cidade em que as mulheres têm menor expectativa é em Guarapuava, com 75 anos. A maior, é igualmente Bento Gonçalves-RS, com 82 anos.

Qualidade de vida, alimentação, cultura local, violência, condições econômicas… tudo isso influencia. Mas pense: em 1940, a expectativa de vida do brasileiro era de apenas 45,5 anos!

Quantos anos nossos filhos viverão? E nossos netos?

Expectativa de vida do brasileiro em 2019 aumentou em três meses e passou para 76,6 anos - YouTube

Imagem extraída do print de: https://www.youtube.com/watch?v=UJkZxV-9hYU

Obs: Dados do IBGE.

– Como explicar a resistência do Ministro da Saúde e do Presidente da República contra as vacinas?

O órgão formado por médicos, técnicos e especialistas em geral no Brasil é a ANVISA. É essa agência que pode dizer quais remédios devemos tomar ou não, e que entende do assunto.

Por que, raios, o cara que é internauta e pega o discurso de um ou outro médico isolado, se acha o “bem-bam-bam” no assunto e começa a criticar as vacinas na Web?

É ignorância, é birra, ou é fanatismo político? Ou somente quer “causar” nas Redes Sociais?

O MUNDO está começando a vacinação de crianças. O MUNDO vacina contra a Covid. O MUNDO está sofrendo por conta dos antivax. Como é que o Presidente da República resolver dar chilique? Ele é o único certo e o mundo, além dos médicos da ANVISA, estão errados?

Vide o número de mortos pós e antes vacina em nosso país. Simples.

NOTA TÉCNICA Nº 69/2020/SEI/GQMED/GGMED/DIRE2/ANVISA | CRF-PB Conselho Regional de Farmácia da Paraíba

Foto extraída de: https://www.infomoney.com.br/economia/anvisa-e-avessa-a-pressoes-externas-diz-agencia-apos-fala-de-bolsonaro/

– O que o Brasileiro buscou no Google em 2021?

O Google divulgou algumas curiosidades sobre o seu buscador no Brasil. Os usuários do nosso país buscaram em 2021 na sua base de dados (os 10 mais) as seguintes palavras:

  1. Marília Mendonça
  2. Eurocopa
  3. Palmeiras
  4. Libertadores
  5. Brasileirão
  6. Corinthians
  7. Copa do Brasil
  8. MC Kevin
  9. Copa América
  10. Lazáro Barbosa

Perceberam que entre os Top 10 estão 7 citações do futebol e 3 pessoas que morreram?

Já na busca por “significado de termos / perguntas, a relação dos 10 mais pesquisados foi:

  1. O que é Cringe?
  2. O que é Basculho?
  3. O que aconteceu com o WhatsApp?
  4. Politraumatismo?
  5. O que estuda a gelotologia?
  6. Comorbidade?
  7. Talibã?
  8. O que é Estigma?
  9. O que aconteceu com Mc Kevin?
  10. Imunossuprimidos?

Sinceramente, alguns termos aqui são surpreendentes para mim… Você buscou muitos desses itens aqui citados?

Address URL Changes in Chrome - RHYNO Networks

Imagem extraída de: https://rhynonetworks.com/address-url-changes-in-chrome/

 

– Quando a Corrupção vale a Pena!

Para a tristeza do cidadão de bem e alegria dos picaretas, uma pesquisa divulgada na Inglaterra comprovou: ser corrupto vale a pena!

Extraído de Revista Superinteressante, Ed 1298, pg 18, por Anna Carolina Rodrigues.

CORRUPÇÃO COMPENSA E DÁ LUCRO DE 1000%…

Estudo que analisou 166 casos de suborno em 52 países comprova: empresas que dão propina a políticos recebem de volta 10 vezes o dinheiro em vantagens ilegais.

Pagar propina vale a pena. Essa é a triste constatação de um novo estudo da Universidade de Cambridge, que analisou 166 casos de corrupção ocorridos em 52 países nas últimas 3 década. O esquema era sempre o mesmo: uma empresa subornou políticos ou funcionários públicos para obter vantagens ilegais, como burlar uma licitação ou fechar um contrato irregular. E em todos os casos deu certo – a empresa pagou a propina e obteve o retorno financeiro equivalente a 1000% do capital “investido” em corrupção.

Entre os casos estudados pelos pesquisadores, a ocorrência de suborno foi maior nos países mais pobres, onde a justiças e instituições são mais fracas. Segundo o estudo, o valor pago muda de acordo com o cargo da pessoa cuja mão foi “molhada”. Quanto mais importante a pessoa é, mais cara também – funcionários de baixo escalão recebem em média 1,2% do valor do contrato em propina, contra 4,7% pagos para chefes de Estado. As empresas de construção são as que mais corrompem os políticos: são responsáveis por 27,7% dos casos de suborno. Todos os casos estudados pelos pesquisadores são escândalos que chegaram ao conhecimento da população e, em vários deles, as empresas corruptoras foram processadas. Mas isso não foi suficiente para conter a prática. “O risco de ser apanhado e condenado não são grandes o suficiente para impedir a prática”, segundo o Prof. Raghavendra Rau, autor do estudo.

Corrupção passiva, corrupção ativa e concussão (análise e comentários a  respeito de cada crime)

Imagem extraída de: https://viniciiiiuss.jusbrasil.com.br/artigos/847758179/corrupcao-passiva-corrupcao-ativa-e-concussao-analise-e-comentarios-a-respeito-de-cada-crime

– Sérgio Moro na Jovem Pan.

Eu sei que Bolsonaristas e Lulistas mais exaltados (não estou me referindo aos eleitores desses senhores que são sensatos, mas aos radicais) vão discordar e até xingar (óbvio, radicalismo é igual ao fanatismo). Mas a entrevista do ex-juiz Sérgio Moro, agora pré-candidato à Presidência, hoje de manhã à Rádio Jovem Pan, foi ótima!

Falou sobre Lula, Dória, Bolsonaro… e não fugiu das perguntas mais difíceis!

Assista em: https://youtu.be/Q3NjE-ZDBbY

– E aos poucos, os corruptos vão vencendo. E a culpa é de todos!

Depois de Lula ter o imbroglio do Triplex prescrito, de crimes dos Petroleiros serem relevados, de delatores e réus confessos como Vaccari e Palloci soltos, chegou a vez de Sérgio Cabral ter relaxamento com prisão domiciliar.

E não se culpe o STF exclusivamente ou outras instâncias da Justiça. Afinal, um dos críticos da Lava Jato tem sido o presidente Bolsonaro!

Do jeito que vai, Sérgio Moro vai ser considerado corrupto e Bolsonaro com Lula os símbolos da honestidade e democracia…

O que está acontecendo com esse país?

Informações da CNN, por Isabelle Rodrigues, em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/justica-concede-prisao-domiciliar-a-cabral-ex-governador-continuara-em-presidio/

Cabral tem 21 condenações, que somam 399 anos e 11 meses de prisão

Cabral tem 21 condenações, que somam 399 anos e 11 meses de prisão Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil (30.nov.2010) (citação acima).

– A Origem dos “Pés Rapados”.

Quando o cara é pobre, jocosamente se chama ele de “pé-rapado”. Mas por quê?

Por um fato histórico da cultura de nosso país, onde o termo correto seria “pé raspado” e que por vício de linguagem virou “rapado”.

Ainda assim: independente de ser “raspado” ou “rapado”, como surgiu?

Muito curiosa a explicação que remonta ao tempo do Brasil Colônia, extraída de “O POVO” on line.

(Link em: https://www.opovo.com.br/noticias/curiosidades/2018/07/voce-sabe-como-surgiu-a-expressao-pe-rapado.amp.html)

COMO SURGIU A EXPRESSÃO PÉ-RAPADO

Sinônimo de pessoa de origem humilde, “pé rapado” é uma expressão utilizada há muito tempo pelos brasileiros. Mas você sabe como surgiu o termo?

Apesar de não ter uma data específica que possa identificar o início da expressão, na segunda metade do século XVII o poeta Gregório de Matos dedicou esses versos a uma mulher baiana que lhe havia pedido um cruzado para consertar os sapatos:

“Se tens o cruzado, Anica,
Manda tirar os sapatos,
E senão lembra-te o tempo
Que andaste de pé rapado”

Os mais pobres eram os que tinham os pés mais sujos de barro, afinal os que tinham mais condições se locomoviam à cavalo, de charrete ou de liteira, precisando andar bem menos. Aqueles que eram muito mais pobres raspavam a sola do próprio pé, afinal andavam descalços. Dai surge a expressão, primeiramente nas zonas rurais.

Durante a Guerra dos Mascates, em 1710, o termo era ulilizado para se referir de forma depreciativa às tropas da aristocracia ruralista, pois estas combatiam o exército português descalços, enquanto a cavalaría ostentava botas que combinavam com o uniforme. 

O pesquisador regionalista Luís da Câmara Cascudo escreveu em seu livro Locuções Tradicionais do Brasil que o termo é um sinônimo de “descalço, de pés nus, pé no chão”, uma metonímia para designar a população de origem mais humilde.

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– E o Mancha Solar, super-herói brasileiro da Marvel, é torcedor do Botafogo!

A Marvel publicou um cartaz com seus heróis da América Latina. E Roberto da Costa, o “Mancha Solar” (criado em 1982), brasileiro que era jogador de futebol amador, apareceu com a camisa do Botafogo-RJ!

Mancha Solar usa energia do sol para ter poderes, e acabou conseguindo se tornar um dos Novos Mutantes e depois um dos Vingadores. Será que o veremos no MCU nas telonas um dia?

Mais sobre ele: https://www.einerd.com.br/mancha-solar-novos-mutantes/

Imagem extraída de: https://twitter.com/pedrocertezas/status/1468642885151117322

– Burocracia: a mais brasileira das instituições.

André Rebouças foi um homem à frente de seu tempo. Ele era negro (estamos falando de eventos do século 19, onde ainda existia escravidão), engenheiro, professor, abolicionista e monarquista.

Para quem é paulistano, conhece a importante avenida que o homenageia (Av Rebouças), mas não sabe o quão cheio de virtudes é o personagem.

Veja só que história incrível na qual ele foi vítima de burocracia (mas manteve seus princípios e coerência), contada pelo Dr José Renato Nalini.

Extraído de: https://renatonalini.wordpress.com/2020/08/07/burocracia-a-mais-brasileira-das-instituicoes/

BUROCRACIA: A MAIS BRASILEIRA DAS INSTITUIÇÕES

Empenham-se as raras consciências lúcidas de que o Brasil dispõe, no sentido de eliminar praxes procedimentais ritualísticas, calcadas numa visão labiríntica de administração pública e que martirizam os empreendedores.

A teia robusta de exigências formais é um obstáculo intransponível para quem quer produzir. Atormenta a todos. Representa desvaliosa perda de tempo e alimenta o generalizado desânimo em relação ao governo.

O fenômeno é atemporal. Persiste no século 21, a despeito da imersão do mundo civilizado nas tecnologias da Quarta Revolução Industrial. Encontra fecundo terreno na algaravia de um ordenamento excessivo, produzido em abundância que torna o direito uma ferramenta da Inquisição, em lugar de facilitar a vida cidadã.

Herança lusa? Mas como é que Portugal, principalmente após seu ingresso na União Europeia, acertou o passo com a contemporaneidade? O que justifica a permanência de praxes anacrônicas, de império do princípio da presunção de desonestidade, em sentido frontalmente inverso à proclamação constitucional de prevalência da não culpabilidade?

Não conforta saber que brasileiros ilustres, no decorrer da História, também foram vítimas da mais inclemente e ignorante burocracia.

O exemplo de André Rebouças é emblemático. Baiano culto, engenheiro que estudou na Europa e se tornou autoridade universalmente respeitada, construiu as Docas do Rio, planejou obras grandiosas para todo o território continental de sua terra, saiu escorraçado do País na noite de 17.11.1889, acompanhando o Imperador Pedro II, banido pelo golpe republicano.

A essa altura, já estava com seu tempo de magistério na Escola Politécnica inteiramente cumprido. Só que os proventos de sua jubilação não chegavam ao exílio. Vivia desse mísero recurso e recebeu informação do Tesouro Brasileiro que não podia mais pagar, enquanto não fosse declarada a data da licença do Governo para residir na Europa.

Surreal! Kafkiano! Foi expulso do Brasil e tinha de comprovar “licença para morar no exílio”?. Mas teve de se submeter às exigências burocráticas. Provar que foi jubilado por decreto de 23.1.1892, quando ausente da Pátria. O decreto reconhecia, implicitamente, que poderia continuar a residir no estrangeiro. Assim o entendeu o Tesouro Nacional de 1892 a 1895. Como questionar a jubilação, assim chamada a aposentadoria à época, direito por serviços prestados durante 35 anos, desde 15.3.1854 até 15.11.1889? Até o dia da malfadada “Proclamação da República”, esteve na Escola Politécnica a lecionar e a examinar seus alunos.

Ao esboçar sua defesa e requerer o reconhecimento de seus direitos, afirmava aos amigos: “Repito que vivo aqui fazendo prodígios de abstenção, de clausura, que não me seriam permitidos no Brasil. No estado revolucionário, em que vivem permanentemente, não é possível nem abstenção, nem neutralidade”.

Não o consolou o telegrama que recebeu de Afonso Taunay, em 19.12.1895, a comunicar que o Engenheiro Paulo de Frontin o mandava consultar se a Congregação Politécnica poderia propor sua reintegração na Cadeira em que jubilado.

Ele recusou, embora contristado. Era amigo de Frontin e de Taunay. Mas, ponderou: “A jubilação é um direito meu: a reintegração seria um favor do Governo. Aceitando, eu ficaria moralmente morto. Sabe quanto é forte em mim o sentimento da gratidão; ficaria escravizado ao Governo a quem devesse tamanho favor”.

Era um homem de escrúpulos, reconhecia e explicitava: “Ter escrúpulos; ter muitos escrúpulos. É exatamente o que ora me acontece. Tenho escrúpulos; tenho muitos escrúpulos que me impedem de voltar ao Brasil. Tenho escrúpulos de faltar à coerência; tenho escrúpulos de aviltar a dignidade pessoal; tenho escrúpulos de quebrar a integridade do meu caráter. É terrível o tribunal da nossa consciência. Não há sofisma possível. A linha reta; a linha reta absoluta. Nada de curvas e vacilações. Eu creio que esta lição prática de caráter vale mais do que todas as lições da Ciência, que eu pudesse dar na Escola Politécnica”.

A quantos e a quais líderes contemporâneos ocorreria esta reflexão escrupulosa? O que responderiam a um convite do Governo? Têm pronta a resposta de que os tempos são outros e que não foram vítimas da burocracia. Ainda bem!

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020

Imagem extraída de: http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/3377-andr%C3%A9-rebou%C3%A7as,-engenheiro-e-educador, na matéria de Fernanda Fernandes.

– Bolsa Empreendedor: parabéns a quem promove e a quem estuda.

Hoje encerramos uma semana de atividades no Fundo Social de Solidariedade de Itupeva, levando o Curso Descomplique / Bolsa-Empreendedor (iniciativa do Governo do Estado de SP, Sebrae, IBS e Prefeitura de Itupeva), cumprindo todos os protocolos sanitários e capacitando pequenos comerciantes.

Além de estarem preparados para os desafios em suas MEIs, esses empreendedores recebem uma necessária ajuda financeira para investirem em seus negócios. Tais iniciativas são ótimas para um Brasil que quer (e precisa) crescer.

Me orgulho de poder trabalhar junto a eles!