– O Carnaval é adiado em SP e no RJ.

E para a tristeza dos foliões, não teve jeito: os Carnavais de SP e RJ foram adiados para o feriado prolongado de Tiradentes.

Cá entre nós: com a variante Ômicron avançando, não tinha muito o que fazer. A questão é: e outras atividades, como o futebol? Vai esperar até quando para tirar a torcida das arquibancadas?

Falamos sobre isso em: https://professorrafaelporcari.com/2022/01/13/torcidas-de-futebol-e-covid/

Sambódromo do Anhembi, em São Paulo - Simon Plestenjak/UOL

Imagem de: Simon Plestenjak/UOL, extraída de: https://www.uol.com.br/carnaval/noticias/redacao/2022/01/21/carnaval-adiado.htm

 

– Precisa ter torcida para o Choque-Rei da Copinha?

Considerando o histórico de brigas entre torcedores são paulinos e palmeirenses,

Considerando a tragédia da Supercopa São Paulo de Futebol Jr em 1995 envolvendo as duas equipes, com batalha campal e falecimento de cidadão,

Considerando que com a tecnologia as torcidas marcam pela Internet seus confrontos antecipadamente (mesmo sendo jogo de torcida única presencial),

Considerando que estamos em pandemia e a variante Ômicron se alastra como nunca,

Considerando que o Governo Estadual está reduzindo a capacidade dos estádios para 70% (e que isso não impede aglomerações),

Considerando que o jogo será à noite e com transmissão pela TV e pela Internet,

– Considerando tudo isso… 

Por quê não se realiza esse jogo tão visado com os portões fechados?

Com violência e COVID à espreita deste Choque-Rei Sub 20, que as autoridades se antecipem e tomem as providências para não termos brigas e nem contaminação. 

Quartas de final da Copa São Paulo tem duelos definidos; veja | copa SP de  futebol júnior | ge

Foto: Divulgação FPF. Imagem extraída de: https://ge.globo.com/sp/campinas-e-regiao/futebol/copa-sp-de-futebol-junior/noticia/quartas-de-final-da-copinha-tem-os-quatro-duelos-definidos-veja.ghtml

– A técnica de Espectrometria de Massas que acabaria com as filas para a testagem de Covid-19.

Já abordamos o quão está difícil realizar testes para detectar Covid. Acabaram os kits de testagem e tanto as redes particular e pública estão sobrecarregadas. 

Falamos, inclusive, de uma técnica revolucionária que em menos de 1 minuto poderia dar o diagnóstico, ao custo de aproximadamente R$ 5,00. Ela ajudaria a acabar com essa demora. Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/01/13/como-diminuir-a-fila-para-diagnostico-de-covid-um-teste-novo-revolucionario-e-barato/

Abaixo, o link da entrevista da Profa Dra Andréia Porcari à TV Alesp explicando como isso funcionaria. Em: https://youtu.be/W7PAPeZ7YLc

– Como diminuir a fila para diagnóstico de Covid? Um teste novo, revolucionário e barato.

Nesta semana, falamos sobre um bem sucedido novo teste para detecção de Covid que pode revolucionar o combate contra a doença na pandemia. O método, através da espectrometria de massas, custaria aproximadamente US$ 1.00 e permitira a precisão do resultado em até 45 segundos. Tudo produzido por cientistas da USF (Universidade São Francisco, em Bragança Paulista), UPM (Universidade Presbiteriana Mackenzie) e UT (Universidade do Texas, em Austin – EUA).

Caso não tenha lido, compartilho sobre a história e as pesquisas dele no link em: https://professorrafaelporcari.com/2022/01/11/pesquisa-brasileira-ajudando-a-sociedade-um-novo-teste-barato-e-rapido-para-diagnosticar-covid/

Pois bem: a publicação dessa matéria em uma importante revista internacional alavancou a curiosidade sobre ele. No Brasil, a FAPESP (que foi uma das financiadoras desse trabalho) deu enorme destaque à descoberta. Tudo isso levou a importantes órgãos de imprensa a fazerem matérias sobre ele (Veja.com, CNN Brasil, Revista Saúde, G1.com, Portal R7, TV Cultura e TV Alesp, entre outros). A Rede Globo, inclusive, levará aos seus telejornais na próxima 6a feira uma reportagem exclusiva com os envolvidos (e orgulhosamente incluo aqui a Profa Dra Andréia de Melo Porcari, minha esposa, que coordena os trabalhos na USF).

A questão é: algo tão moderno e importante, necessário e urgente, levará quanto tempo para chegar a população?

Eis o problema… faltam testes para Covid no Brasil, devido ao alto contágio da variante Ômicron. Alguns hospitais e pronto-socorros pedem para que o teste seja feito somente em caso de emergência, devido a alta demanda. E tal método ajudaria muito a diminuir as filas e a espera nas instituições de saúde. Porém:

  • Grandes laboratórios e farmacêuticas precisam ter interesse na utilização de tal metodologia, a fim da ANVISA aprová-la o mais breve possível. Claro, cairemos na questão dos interesses: vender testes a R$ 170,00 / cada ou promover uma testagem em massa que custaria R$ 5,60 em média para o indivíduo será interessante para as empresas?
  • Universidades geram conhecimento, elas não colocam produtos para vender. Assim, elas precisam de parceiros para que seu fruto se torne usual. Cientistas não ganham dinheiro com isso, mas sim reconhecimento na comunidade científica. Assim, é necessário que alguém banque a produção.
  • O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, poderia comprar os equipamentos e instalar nas instituições de saúde. Aliás com as verbas bilionárias ao Fundão Eleitoral, se remanejadas para a Saúde, seria um dinheiro melhor investido…

Que apareça alguém que possa ajudar a pesquisa brasileira neste momento tão delicado que voltamos a viver na pandemia. Por ora, é necessário que usemos máscaras, álcool gel, mantenhamos distanciamento e nos vacinemos (sempre lembrando: as vacinas não nos tornam “super-homens”, mas aumentam a nossa imunização para que não sintamos os efeitos graves da Covid, dificultando – mas não impedindo – a transmissibilidade.

Baixar Vetor De Desenhos Animados Do Planet Earth Coronavirus

Imagem extraída de: https://br.vexels.com/vetores/previsualizar/192973/desenhos-animados-do-planet-earth-coronavirus

– Torcidas de futebol e Covid.

Começou com os clubes de futebol da Alemanha e da França, logo na primeira onda da pandemia de Covid-19: o oferecimento de seus estádios como Hospitais de Campanha.

Pouquíssimos foram usados, é verdade (como o Pacaembu, por exemplo). Tal fato foi repetido (a oferta) aqui no Brasil também.

A atitude das instituições esportivas foi louvável, não se discuta. Na segunda onda, as mesmas entidades ofereceram suas instalações como Postos de Vacinação.

Aqui, aplausos para quem se dispôs de verdade a ceder seu espaço de maneira nobre e solidária, praticando o “marketing do bem” 

Agora…

Os estádios de futebol terão a capacidade reduzida para 70% de sua ocupação. Mas você tem frequentado eles?

Nestes últimos dias, estive in loco comentando jogos no Estádio Jayme Cintra na Copa São Paulo de Futebol Jrs. E me assustei com o que vi: as pessoas adentram aos estádios passando por corredores lotados, se raspando / relando / encostando e aglomerando. Durante as partidas, esquece-se as máscaras e tudo volta ao “normal”, como se não existisse pandemia. Nas cabines da imprensa, há os protocolos sendo cumpridos, mas como exigir o mesmo da grande massa? 

E na hora do gol? É gente se abraçando, beijando, lançando perdigotos para todos os lados.

ATENÇÃO: estar vacinado não é tornar-se um”super-homem”, blindado, imune ao novo coronavírus e que não transmite nada para as pessoas. As vacinas são necessárias (indispensáveis) para que tenhamos maior resistência à Covid. Com elas, os efeitos são minimizados. Sem elas, a coisa é grave. Porém, a alta taxa de contágio (as pessoas imunizadas não sentem os efeitos do vírus ou os têm minimizados, mas o carregam por dias e podem contaminar outras) faz com que nos perguntemos: não é hora de restringir um pouco mais as torcidas, movidas pela paixão e que não ficarão isoladas em seu canto aplaudindo quando seu time faz um gol?

Pensemos nisso.

Os estádios que viraram hospitais de campanha na luta contra o coronavírus  | VEJA

Imagem de Nelson Almeida/HULU, extraída de: https://placar.abril.com.br/placar/confira-os-estadios-que-viraram-hospitais-de-campanha-contra-o-coronavirus/

– Pesquisa brasileira ajudando a sociedade: um novo teste (barato e rápido) para diagnosticar Covid.

Já imaginou um teste para detecção de Covid-19 com excelente confiança no diagnóstico, a baixíssimo custo, com apenas 45 segundos para sua realização, desenvolvido por pesquisadores brasileiros?

Pois bem: é isso que a equipe das Professoras Dras Lívia Eberlin (Universidade do Texas, Austin – EUA) e Andréia de Melo Porcari (Universidade São Francisco, Bragança Paulista – Brasil) conseguiram através da técnica de Espectrometria de Massas, adaptando um projeto inovador bem sucedido para diagnosticar câncer com a “Caneta” MasSpec Pen, visando outro mal: o Sars-Cov-2.

A FAPESP reportou essa iniciativa em: https://agencia.fapesp.br/novo-metodo-detecta-sars-cov-2-diretamente-em-cotonetes-nasais/37663/

NOVO MÉTODO DETECTA SARS-COV-2 DIRETAMENTE DE SWABS

Por Elton Alisson | Agência FAPESP

Pesquisadores da Universidade São Francisco (USF), em colaboração com colegas da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, desenvolveram uma tecnologia que permite detectar em menos de um minuto o SARS-CoV-2 diretamente de swabs (cotonetes) nasais, empregados para coletar amostras de secreções nasofaríngeas para a realização de teste para diagnóstico de COVID-19.

O sistema, desenvolvido por meio de projeto apoiado pela FAPESP, foi descrito em um artigo publicado na revista Analytical Chemistry.

“O novo método permite a análise direta de swabs e a obtenção do resultado em 45 segundos. Dessa forma, possibilita a triagem rápida de pacientes com COVID-19”, diz  Andréia de Melo Porcari, professora da USF e uma das coordenadoras do projeto.

Coleta de moléculas biológicas

A tecnologia é derivada de um sistema de detecção e diagnóstico de câncer desenvolvido pela pesquisadora brasileira Lívia Eberlin na Universidade do Texas em Austin, baseado em espectrometria de massa – técnica que permite discriminar substâncias em amostras biológicas de acordo com a massa molecular.

Batizado de MasSpec Pen, o método utiliza um dispositivo feito de plástico, na forma de uma caneta e esterilizável, para coletar moléculas biológicas da superfície de uma amostra de tecido.

A “tinta” da caneta é composta por água, utilizada como solvente para extrair moléculas de uma superfície de amostra de tecido, que são transportadas para um espectrômetro de massa para serem analisadas. Com base em algoritmos de aprendizado de máquina e modelos estatísticos o sistema é capaz de indicar se a amostra de tecido analisada contém células cancerosas.

“Basta a caneta só tocar o tecido para a água contida na ponta do dispositivo extrair as moléculas para análise”, afirma Eberlin.

Resultados de estudos clínicos iniciais indicaram que o sistema foi capaz de distinguir vários tecidos cancerígenos, incluindo tecidos tumorais de tireoide, mama, pulmão e ovário, de seus equivalentes normais com uma precisão geral de 96,3%.

“A ideia é que o sistema ajude os patologistas e cirurgiões a identificar mais rapidamente tecidos cancerígenos e tomar decisões mais precisas de tratamento”, diz Eberlin.

Detecção do SARS-CoV-2

Com o surgimento da pandemia de COVID-19, os pesquisadores tiveram a ideia de adaptar a tecnologia para detectar o SARS-CoV-2 diretamente nos esfregaços nasofaríngeos coletados por meio de swabs. Para isso, foram necessárias adaptações no design e nos solventes da caneta.

Como o dispositivo só toca uma superfície pequena de uma amostra de  tecido e o material coletado por meio de swabs fica disperso, os pesquisadores decidiram inverter a caneta para que o cotonete nasal pudesse ser introduzido inteiramente em uma câmara – como o invólucro de uma caneta.

No interior da câmara, o swab entra em contato com uma pequena concentração de clorofórmio-metanol, usado como solvente para extrair as moléculas das secreções nasofaríngeas. As moléculas são sugadas por um orifício na câmara para um espectrômetro de massas para análise e identificação da presença de lipídeos que servem como marcadores para indicar se há ou não o vírus na amostra.

“Todo esse processo dura menos de um minuto, incluindo a análise. É um ciclo muito rápido, com etapas operacionais mínimas e sem a necessidade de uso de nenhum reagente especializado”, avalia Porcari.

Validação da tecnologia

Para validar o método, foram analisados inicialmente swabs nasofaríngeos de 244 pacientes atendidos no Hospital Bragantino e no Complexo Hospitalar Santa Casa Bragança Paulista, no interior paulista, no início da pandemia de COVID-19.

Com base nas análises, foi possível identificar os perfis lipídicos desses pacientes e gerar classificadores estatísticos para distinguir indivíduos sintomáticos positivos, sintomáticos negativos e assintomáticos negativos.

Os resultados do estudo indicaram que os perfis lipídicos detectados diretamente de esfregaços nasofaríngeos usando o novo método permitem a triagem rápida de pacientes com COVID-19.

“Esse novo método de análise de swabs pode ser adaptado para detecção de muitas outras infecções virais e bacterianas e para realização de exames como o papanicolau [para prevenção de câncer de colo de útero]”, afirma Eberlin.

Os pesquisadores pretendem realizar agora uma validação interlaboratorial em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A ideia é demonstrar com amostras independentes que esse novo método de análise é válido, independentemente dos laboratórios, equipamentos e dos analistas que realizam o teste”, explica Porcari.

O artigo “Rapid screening of COVID-19 directly from clinical nasopharyngeal swabs using the MasSpec Pen” (DOI: 10.1021/acs.analchem.1c01937), de Kyana Y. Garza, Alex Ap. Rosini Silva, Jonas R. Rosa, Michael F. Keating, Sydney C. Povilaitis, Meredith Spradlin, Pedro H. Godoy Sanches, Alexandre Varão Moura, Junier Marrero Gutierrez, John Q. Lin, Jialing Zhang, Rachel J. DeHoog, Alena Bensussan, Sunil Badal, Danilo Cardoso de Oliveira, Pedro Henrique Dias Garcia, Lisamara Dias de Oliveira Negrini, Marcia Ap. Antonio, Thiago C. Canevari, Marcos N. Eberlin, Robert Tibshirani, Livia S. Eberlin e Andreia M. Porcari, pode ser lido na revista Analytical Chemistry em https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.analchem.1c01937?ref=pdf&

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

– E as faltas ao trabalho por conta de Covid e Gripe Influenza? Fique atento aos sintomas:

Leio que a Latam cancelou quase 50 voos por falta de pilotos e tripulação (afastados por Covid ou Influenza).

Fui trocar o óleo do meu carro e tive que esperar muito tempo por falta de funcionários: 2 com Covid e 2 com Gripe, no estabelecimento que fui.

No Posto de Gasolina que abasteço, um frentista que fiz amizade está afastado por Gripe. No Mercadinho, a moça do caixa pegou Covid. E por aí vai…

Indubitavelmente, são dias de alerta…

Telessaúde São Paulo - Unifesp - Covid-19, gripe e o resfriado.

Imagem extraída de: Unifesp

– Novo método de Diagnóstico Rápido para Covid-19 em 45 segundos – com precisão e através de técnica brasileira.

Já imaginou um teste para detecção de Covid-19 com excelente confiança no diagnóstico, a baixíssimo custo, com apenas 45 segundos para sua realização, desenvolvido por pesquisadores brasileiros?

Pois bem: é isso que a equipe das Professoras Dras Lívia Eberlin (Universidade do Texas, Austin – EUA) e Andréia de Melo Porcari (Universidade São Francisco, Bragança Paulista – Brasil) conseguiram através da técnica de Espectrometria de Massas, adaptando um projeto inovador bem sucedido para diagnosticar câncer com a “Caneta” MasSpec Pen, visando outro mal: o Sars-Cov-2.

A FAPESP reportou essa iniciativa em: https://agencia.fapesp.br/novo-metodo-detecta-sars-cov-2-diretamente-em-cotonetes-nasais/37663/

NOVO MÉTODO DETECTA SARS-COV-2 DIRETAMENTE DE SWABS

Por Elton Alisson | Agência FAPESP

Pesquisadores da Universidade São Francisco (USF), em colaboração com colegas da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, desenvolveram uma tecnologia que permite detectar em menos de um minuto o SARS-CoV-2 diretamente de swabs (cotonetes) nasais, empregados para coletar amostras de secreções nasofaríngeas para a realização de teste para diagnóstico de COVID-19.

O sistema, desenvolvido por meio de projeto apoiado pela FAPESP, foi descrito em um artigo publicado na revista Analytical Chemistry.

“O novo método permite a análise direta de swabs e a obtenção do resultado em 45 segundos. Dessa forma, possibilita a triagem rápida de pacientes com COVID-19”, diz  Andréia de Melo Porcari, professora da USF e uma das coordenadoras do projeto.

Coleta de moléculas biológicas

A tecnologia é derivada de um sistema de detecção e diagnóstico de câncer desenvolvido pela pesquisadora brasileira Lívia Eberlin na Universidade do Texas em Austin, baseado em espectrometria de massa – técnica que permite discriminar substâncias em amostras biológicas de acordo com a massa molecular.

Batizado de MasSpec Pen, o método utiliza um dispositivo feito de plástico, na forma de uma caneta e esterilizável, para coletar moléculas biológicas da superfície de uma amostra de tecido.

A “tinta” da caneta é composta por água, utilizada como solvente para extrair moléculas de uma superfície de amostra de tecido, que são transportadas para um espectrômetro de massa para serem analisadas. Com base em algoritmos de aprendizado de máquina e modelos estatísticos o sistema é capaz de indicar se a amostra de tecido analisada contém células cancerosas.

“Basta a caneta só tocar o tecido para a água contida na ponta do dispositivo extrair as moléculas para análise”, afirma Eberlin.

Resultados de estudos clínicos iniciais indicaram que o sistema foi capaz de distinguir vários tecidos cancerígenos, incluindo tecidos tumorais de tireoide, mama, pulmão e ovário, de seus equivalentes normais com uma precisão geral de 96,3%.

“A ideia é que o sistema ajude os patologistas e cirurgiões a identificar mais rapidamente tecidos cancerígenos e tomar decisões mais precisas de tratamento”, diz Eberlin.

Detecção do SARS-CoV-2

Com o surgimento da pandemia de COVID-19, os pesquisadores tiveram a ideia de adaptar a tecnologia para detectar o SARS-CoV-2 diretamente nos esfregaços nasofaríngeos coletados por meio de swabs. Para isso, foram necessárias adaptações no design e nos solventes da caneta.

Como o dispositivo só toca uma superfície pequena de uma amostra de  tecido e o material coletado por meio de swabs fica disperso, os pesquisadores decidiram inverter a caneta para que o cotonete nasal pudesse ser introduzido inteiramente em uma câmara – como o invólucro de uma caneta.

No interior da câmara, o swab entra em contato com uma pequena concentração de clorofórmio-metanol, usado como solvente para extrair as moléculas das secreções nasofaríngeas. As moléculas são sugadas por um orifício na câmara para um espectrômetro de massas para análise e identificação da presença de lipídeos que servem como marcadores para indicar se há ou não o vírus na amostra.

“Todo esse processo dura menos de um minuto, incluindo a análise. É um ciclo muito rápido, com etapas operacionais mínimas e sem a necessidade de uso de nenhum reagente especializado”, avalia Porcari.

Validação da tecnologia

Para validar o método, foram analisados inicialmente swabs nasofaríngeos de 244 pacientes atendidos no Hospital Bragantino e no Complexo Hospitalar Santa Casa Bragança Paulista, no interior paulista, no início da pandemia de COVID-19.

Com base nas análises, foi possível identificar os perfis lipídicos desses pacientes e gerar classificadores estatísticos para distinguir indivíduos sintomáticos positivos, sintomáticos negativos e assintomáticos negativos.

Os resultados do estudo indicaram que os perfis lipídicos detectados diretamente de esfregaços nasofaríngeos usando o novo método permitem a triagem rápida de pacientes com COVID-19.

“Esse novo método de análise de swabs pode ser adaptado para detecção de muitas outras infecções virais e bacterianas e para realização de exames como o papanicolau [para prevenção de câncer de colo de útero]”, afirma Eberlin.

Os pesquisadores pretendem realizar agora uma validação interlaboratorial em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A ideia é demonstrar com amostras independentes que esse novo método de análise é válido, independentemente dos laboratórios, equipamentos e dos analistas que realizam o teste”, explica Porcari.

O artigo “Rapid screening of COVID-19 directly from clinical nasopharyngeal swabs using the MasSpec Pen” (DOI: 10.1021/acs.analchem.1c01937), de Kyana Y. Garza, Alex Ap. Rosini Silva, Jonas R. Rosa, Michael F. Keating, Sydney C. Povilaitis, Meredith Spradlin, Pedro H. Godoy Sanches, Alexandre Varão Moura, Junier Marrero Gutierrez, John Q. Lin, Jialing Zhang, Rachel J. DeHoog, Alena Bensussan, Sunil Badal, Danilo Cardoso de Oliveira, Pedro Henrique Dias Garcia, Lisamara Dias de Oliveira Negrini, Marcia Ap. Antonio, Thiago C. Canevari, Marcos N. Eberlin, Robert Tibshirani, Livia S. Eberlin e Andreia M. Porcari, pode ser lido na revista Analytical Chemistry em https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.analchem.1c01937?ref=pdf&

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

– Que vergonha, Djokovic.

Independente do desfecho da história, para mim, o tenista Djokovic (que eu tinha como um grande desportista) tornou-se sinônimo de vergonha mundial. Um antivax assumido num momento que isso não é cabível.

Triste. Sobre isso, entenda o caso em: https://esporte.ig.com.br/maisesportes/2022-01-05/primeiro-ministro-garante-que-djokovic-sera-expulso-da-australia.html?Foto1

Djokovic ganha isenção médica e disputa o Australian Open

Imagem extraída de IG (citação acima), reproduzida por Tênis News.

– Cruzeiros suspensos no Brasil devido a Covid-19.

E os cruzeiros marítimos estão suspensos em nosso país, devido ao surto de Covid em alguns deles (e no mundo em geral).

Tô achando que muita coisa vai fechar nos próximos dias… E nesse ritmo (de agravamento de contágios), há de se repensar o Carnaval…

Quando essa pandemia vai acabar, meu Deus?

MSC Splendida (Divulgação).

– A COVID está voltando com força… nos cuidemos!

E infelizmente os casos de Covid estão voltando com força total neste final de ano. Um maior número de contágio por conta do relaxamento dos cuidados preventivos, além do cansaço natural pelo longo tempo da pandemia.

Ao menos, os casos letais não estão sendo elevados (embora toda morte é algo lamentável) graças à imunização das vacinas – é sabido que elas tornam as pessoas infectadas mais protegidas, transformando os casos que seriam graves em leves.

A Europa está assustada. O Brasil também! Há de sermos cuidadosos nesse final de ano, insistindo em não aglomerar, usar máscara e álcool gel, além de tomar vacina.

Lembremo-nos: quem for visitar a família, o faça de maneira responsável.

Distanciamento de 2 metros por covid-19 é ultrapassado, dizem Oxford e MIT  | Exame

Crédito da Foto: spawns/Getty Images, extraída de: https://exame.com/ciencia/distanciamento-de-2-metros-por-covid-19-e-ultrapassado-diz-oxford-e-mit/

– E quando minha faixa de idade receberá a 3a dose?

Para se proteger melhor da variante ômicron da Covid, a 3a dose da vacina é importante.

Por que as pessoas relaxam e não vão atrás dela? Eu quero receber meu “booster” logo.

Essa charge, do Diário do Nordeste de hoje, é perfeita:

– Repost: Vacina chinesa (fake) vendida a R$ 50,00 no RJ!

Há exatamente 1 ano…veja que absurdo:

Cada picaretagem…

Camelôs cariocas vendendo vacina chinesa (logicamente falsa) por “Cinquentão”!

E há quem compre…

Informações de: https://veja.abril.com.br/brasil/policia-federal-e-anvisa-investigam-suposta-venda-de-coronavac-no-rio/

– Como explicar a resistência do Ministro da Saúde e do Presidente da República contra as vacinas?

O órgão formado por médicos, técnicos e especialistas em geral no Brasil é a ANVISA. É essa agência que pode dizer quais remédios devemos tomar ou não, e que entende do assunto.

Por que, raios, o cara que é internauta e pega o discurso de um ou outro médico isolado, se acha o “bem-bam-bam” no assunto e começa a criticar as vacinas na Web?

É ignorância, é birra, ou é fanatismo político? Ou somente quer “causar” nas Redes Sociais?

O MUNDO está começando a vacinação de crianças. O MUNDO vacina contra a Covid. O MUNDO está sofrendo por conta dos antivax. Como é que o Presidente da República resolver dar chilique? Ele é o único certo e o mundo, além dos médicos da ANVISA, estão errados?

Vide o número de mortos pós e antes vacina em nosso país. Simples.

NOTA TÉCNICA Nº 69/2020/SEI/GQMED/GGMED/DIRE2/ANVISA | CRF-PB Conselho Regional de Farmácia da Paraíba

Foto extraída de: https://www.infomoney.com.br/economia/anvisa-e-avessa-a-pressoes-externas-diz-agencia-apos-fala-de-bolsonaro/

– Belonofobia do Presidente ou Birra?

Li o texto abaixo sobre “Medo de Agulhas”. E o autor faz uma inteligente questão brincando com o “pavor de vacinas” que o presidente Bolsonaro tem. Na verdade, parece ser birra.

Me pesa ver mortes que poderiam ser evitadas ou sofrimentos que seriam minimizados, caso as pessoas tomassem as vacinas. Na era da tecnologia de ponta em que vivemos, com tamanho investimento em pesquisa científica que foi dispensado, custa crer que estamos ainda discutindo “se deve ou não tomar as vacinas” – fora as desculpas esfarrapadas dos antivax. Neste contexto, infelizmente o chefe da nação também é culpado (afinal, tem desdenhado das vacinas e publicado vídeos contestadores sobre elas).

Abaixo, extraído de: https://brasildelonge.com/2021/12/16/belonofobia/

BELONOFOBIA

por José Horta Manzano

Depois que a covid, firme e vigorosa, se agarrou ao mundo e não soltou mais, vêm sendo ressuscitadas palavras e expressões que cochilavam no fundo do armário junto aos saquinhos de naftalina.

Epidemia e pandemia, por exemplo, só saíam do armário pra lembrar surtos de tifo, varíola ou peste bubônica, coisa dos séculos de antigamente.

Ouvi ontem – pela primeira vez, que eu me lembre – a misteriosa palavra belonofobia. É composição erudita formada pelos elementos gregos βελόνα (belóna = agulha) + φοβία (fobia = pavor). Portanto, belonofobia (ou belenofobia) é pavor de agulha.

O único dicionário de língua portuguesa em que encontrei a palavra foi o Estraviz, dicionário benfeito mas pouco conhecido, que congrega o léxico português, o galego e o brasileiro. Ensina que belonofobia é o “receio mórbido em tocar agulhas, alfinetes e objetos que podem picar”.

Atrás dessa palavra, talvez se esconda o verdadeiro motivo de tanta gente rejeitar a vacina, a começar pelo capitão: pavor de agulha. No mundo, muitos entram nessa categoria.

Por alguma razão que desconheço, o povo brasileiro, com raras exceções, foge a essa recusa irracional. Estatísticas informam que apenas 2% de nossos conterrâneos entram na categoria dos antivax. Note-se que, em certos países da Europa, mais de 30% dos habitantes rejeitam a picada.

Eu desconfio que a imensa maioria dos ‘vacino-hesitantes’, embora não ousem confessar, têm mesmo é medo da agulha. À vista de uma seringa, já sentem as pernas bambeando.

Pra tentar convencer os hesitantes, a Suíça abriu um estágio de sensibilização. Gratuito e com duração de duas horas, o cursinho conta com a participação de enfermeiras e psicólogos que ‘apresentam’ seringas e agulhas aos participantes, suavemente, como quem leva as crianças ao serpentário pra mostrar cobra. O objetivo é esconjurar o medo irracional.

Se a técnica vai diminuir a quantidade de ‘vacino-hesitantes’, só o tempo dirá. Se funcionar, seria interessante pagar uma passagem para nosso capitão, pra permitir que ele participe também. Proponho fazer uma vaquinha pra comprar esse bilhete. De ida simples, de preferência, sem volta possível. Contribuo com gosto.

Imagem extraída de: https://brasildelonge.com/2021/12/16/belonofobia/

– “Melhor perder a vida do que a liberdade” ou “perder a dignidade humana do que o cargo de ministro”?

Que pisada na bola do Ministro Queiroga com sua frase infeliz. Se você não sabe o que aconteceu, um link interessante em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2021/12/07/melhor-perder-a-vida-do-que-a-liberdade-diz-queiroga-veja-analise-de-frases-e-medidas-sobre-viajantes.ghtml

Lamento ler que ele disse: “Melhor perder a vida do que a liberdade”, num contexto inapropriado sobre o passaporte das vacinas.

Será que é melhor perder a dignidade humana do que o cargo de ministro?

E eu que pensei que ele era um cara sensato quando assumiu o cargo… a primeira impressão foi ótima, até havia escrito sobre isso aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/28/parabens-ministro-da-saude-dr-marcelo-queiroga-mas-o-presidente-aprovou-o-discurso/

Decepção. É o estupra mas não mata” do Maluf, versão “Saúde”?

Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza audiência pública interativa para tratar sobre o PLS 264/2017.

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado, extraída de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-03/bolsonaro-anuncia-marcelo-queiroga-como-novo-ministro-da-saude

– População africana e as vacinas contra a Covid.

Há alguns fatores que podem explicar o surgimento da variante Ômicron na África, e a principal explicação é: o paupérrimo continente vacinou apenas 6,6% da sua população!

É ou não é assustador? 

Aqui no Brasil, as diversas vacinas possibilitaram que algumas cidades tenham vacinado quase que a totalidade dos munícipes habilitados a recebê-las. Nas nações ricas, somente os anti-vacinas não quiseram receber as doses necessárias e agora estão pagando o preço por isso (especialmente na Alemanha). Mas e nos países pobres? 

Não há como bancar os custos por parte de muitas nações, e muitos coitados sofrem à espera de alguma chance de tomar vacina…

Que mundo triste!

Imagem ilustrativa

Imagem extraída de: https://www.dw.com/pt-002/covid-19-aliança-global-quer-garantir-que-áfrica-não-fica-de-fora-da-corrida-às-vacinas/a-55130363

– E a variante ômicron está chegando…

Quando tudo parece que está melhorando, que deixaríamos as máscaras de verdade… eis que uma nova variante da Covid surge!

Com pesar, acho que só teremos paz quando esse novo Coronavírus for totalmente erradicado.

Mais informações em: https://g1.globo.com/saude/coronavirus/noticia/2021/11/28/medica-que-fez-primeiro-alerta-sobre-omicron-cita-sintomas-leves-ainda-ha-pouca-informacao-sobre-variante.ghtml

Imagens de microscópio mostram partículas do coronavírus que causam a Covid-19 retiradas de um paciente nos EUA — Foto: NIAID-RML via AP

Imagens de microscópio mostram partículas do coronavírus que causam a Covid-19 retiradas de um paciente nos EUA — Foto: NIAID-RML via AP

– Missão vencida: a filha adolescente vacinada.

E confesso: ufa! Parece que iria demorar muito tempo até o dia da 2a dose da vacina da minha filha mais velha.

Dá um alívio saber que ela está imunizada, não? Agora, é manter os cuidados básicos para não ser pego de surpresa (aglomeração, lugares indevidos ou outros riscos).

Vacine-se! As vacinas salvam vidas.

Imagem extraída de: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/11/4965563-anvisa-altera-bula-da-vacina-da-pfizer-e-inclui-dose-de-reforco-para-adultos.html (crédito: Martin Bureau/AFP).

– Passaporte Sanitário para estrangeiros no Carnaval brasileiro. Que tal?

A Covid volta a assustar a Europa, mas agora, atingindo os que se recusaram a tomar a vacina.

A Áustria promove lockdown com os não-imunizados. A Alemanha está assustada pela baixa adesão à vacina e com os altos índices de contaminados. Aí vem a pergunta:

– No Carnaval brasileiro, existirá a exigência (entendo ser necessária) de passaporte sanitário para os turistas estrangeiros?

Se não acontecer isso, reclamar será fruto de burrice…

Foto extraída de: https://amp.acidadeon.com/saocarlos/cotidiano/vacinas/NOT,0,0,1691394,brasil-recebe-mais-1-5-milhao-de-doses-de-vacina-da-pfizer.aspx

– E se fosse no Brasil?

Em Singapura, o Governo anunciou que cobrará as despesas médicas de cidadãos que contraíram COVID e se negaram a tomar vacinas, já que sem elas, os sintomas são mais fortes e em muitos casos há de se passar um bom tempo internado.

Já pensaram se fosse aqui em nosso país? Se cada negacionista ou “anti-vacina”, se contraísse o Novo Coronavírus tendo se recusado a vacinar, pensasse na chance de arcar com os custos, a situação seria diferente? Ou seja: tomaria vacina para não correr o risco de gastar com médico?

Puro achismo… mas é curioso.

Matéria e citação com crédito da imagem no link em: https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2021/11/amp/4961851-em-singapura-nao-vacinados-arcarao-com-gastos-de-saude.html

– A Covid em Tonga: um último refúgio outrora imaculado?

Depois de 2 anos de pandemia, eis que a paradisíaca ilha de Tonga, um país lá na região da Polinésia, registrou o seu primeiro caso de Covid!

Lockdown e outras medidas foram tomadas, mas fica a observação de que a globalização não perdoa ninguém…

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/noticias/mundo/tonga-registra-primeiro-caso-de-covid-19-apos-1-ano-e-7-meses-de-pandemia.html

– Pare de tumultuar, presidente!

Eu pensei que era “pegação de pé” de quem não gosta do presidente Jair Bolsonaro, mas não era.

Não é que o chefe da nação caiu na bobagem de ler uma matéria de site sensacionalista, acusado de promover Fake News e teorias conspiratórias, onde o assunto foi que as duas doses de vacina poderiam ajudar a desenvolver AIDS (que é uma doença sexualmente transmissível…).

Qualquer sujeito mais simples desconfiaria disso. Agora, como pode o Presidente da República, com tantos assessores que deve ter, falar uma asneira dessa?

Ninguém deu um toque a ele?

É constrangedor tudo isso… um desserviço ao combate à doença.