– Crivella foi ofensivo; Dória, diferente.

Não gosto de fazer defesa de político, mas há coisas que precisam ser justas: em referência ao ocorrido semana passada, diferente do caso do prefeito carioca Marcelo Crivella e a polêmica da Revista publicada pela Marvel com um casal de heróis gays (compra quem quer, é publicação lúdica), o governador João Doria Jr acerta ao recolher o material que contém CONCEITO ERRADO em Ciências, tentando ensinar que “ninguém nasce homem ou mulher” (redigido dessa forma pontual).

Como não?

Opção sexual é uma coisa (censurada com equívoco por Crivella); forçar a inexistência de gênero é outra (criticada com acerto por Dóris). Neste caso, há uma típica apologia à Ideologia de Gênero ou algo ainda mais exagerado: uma catequese equivocada ou má intencionada de ensinar propositalmente errado.

Uma coisa é a homofobia; outra, o ensino errado de biologia.

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– A louvável iniciativa do Barco Hospital “Papa Francisco”

Que bacana! Em tempos tão tristes para a Floresta Amazônica, uma ação solidária precisa ser aplaudida: um barco-hospital para atender os pobres!

Abaixo (foi há quase 1 mês, mas pouco divulgado), extraído de: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2019/08/19/papa-francisco-comemora-inauguracao-de-barco-hospital-que-atendera-comunidades-na-regiao-amazonica.ghtml

PAPA FRANCISCO COMEMORA INAUGURAÇÃO DE BARCO HOSPITAL QUE ATENDERÁ COMUNIDADES NA REGIÃO AMAZÔNICA

Associação Lar São Francisco na Providência de Deus, em Jaci (SP), foi a idealizadora do projeto e responsável pela construção do barco. Ele deverá percorrer comunidades para levar serviços de saúde.

O Papa Francisco usou as redes sociais nesta segunda-feira (19) para comemorar a inauguração do Barco Hospital Papa Francisco, que foi construído pela Associação Lar São Francisco na Providência de Deus de Jaci, interior de SP, para atender comunidades ribeirinhas na região amazônica.

“É com grande satisfação que me uno a vocês neste momento de alegria e ação de graças a Deus pela inauguração do Barco Hospital Papa Francisco que levará a Palavra de Deus e oferecerá acesso a uma saúde melhor para as populações mais carentes, sobretudo os povos indígenas e ribeirinhos, que vivem ao longo de uma extensão de 1.000 quilômetros do Rio Amazonas”, escreveu o pontífice.

A ideia do projeto, que surgiu do presidente da associação, Frei Francisco Belotti, atendeu a um pedido do Papa Francisco, feito durante a última visita dele ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Em novembro de 2018, o frei visitou o Papa Francisco para entregar o convite da inauguração. 

“Na jornada tivemos a honra de receber o Papa no nosso hospital São Francisco no Rio. Ele me perguntou se estávamos no Amazonas, e eu disse que não. Ele disse ‘então devem ir’”, contou o frei na época.

A inauguração oficial do projeto foi realizada no sábado (17), em Belém. Durante toda a tarde, o barco esteve ancorado aberto à visitação. A cerimônia contou com autoridades e recebeu a benção de um arcebispo de Belém.

Antes de chegar ao local, o barco já tinha passado por Santarém, no Pará, e também pelos municípios de Óbidos e Jurutí.

A embarcação batizada de “Papa Francisco”, tem 32 metros de comprimento e conta diversos centros médicos especializados. Ao todo, mais de cinco mil comunidades ribeirinhas devem ser visitadas a partir de setembro.

O barco hospital vai disponibilizar consultas médicas especializadas, atendimentos odontológicos, radiografias, mamografias, ultrassonografias, ecocardiogramas, testes ergométricos, exames laboratoriais, dispensação de medicamentos e vacinação.

Dez tripulantes e vinte voluntários sairão nas expedições que durarão dez dias. Depois, eles retornarão para a base que ficará na cidade de Óbidos, no Pará.

O projeto custou cerca de R$ 25 milhões. Além da ajuda de voluntários e colaboradores, os recursos vieram do Ministério Público do Trabalho, que repassou parte de uma milionária indenização trabalhista. (…)

“Uma saudação de coração a todos habitantes da Amazônia, um carinho muito grande por quem cuida da terra, ama a terra, ama a natureza e ama a Deus. Sigam adiante. Uma saudação aos que trabalham no barco-hospital, que vai fazer tanto bem nesses mil quilômetros ao povo. Rezo por vocês e vocês rezem por mim. Que o senhor os abençoe”, disse o papa.O barco vai levar o nome do Papa Francisco e vai começar a funcionar em fevereiro de 2019 no Rio Amazonas. A intenção do frei Francisco é que atenda mil comunidades ribeirinhas em 12 cidades do baixo Amazonas no Pará.

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– O Jovem Cidadão no Mercado de Trabalho e sua Inserção na Corporação

É sabido que as dificuldades sociais são grandes empecilhos à formação do jovem em nosso país. A baixa escolaridade, as muitas influências de exemplos negativos refletidos em mídias sociais e a falta de oportunidade de emprego podem explicar o surgimento de uma geração chamada de “nem-nem” (derivado de um termo utilizado na Europa que denomina aqueles que nem estudam / nem trabalham).

Como inserir esse jovem na sociedade? Que preparo terão no mundo das empresas e no relacionamento social diário?

Para tanto, extinguir a evasão escolar e fomentar programas de oportunidade para o primeiro emprego (como jovens aprendizes), se tornam ações fundamentais para essa geração.

Porém, quando falamos de FORMAÇÃO, não se pode fazer referência apenas para a inserção profissional, mas também à social. Isso significa que, além dos treinamentos corporativos, deve-se ter a preocupação com os valores morais, éticos, inclusivos e que promovam o bem comum.

Acima de jovens que deixem a ociosidade, está a preocupação de que isso os tornem profissionais e cidadãos, prontos para incentivar a formação de novos talentos e que sirvam de exemplo àqueles que não trabalham e nem estudam. Para tanto, carece-se de políticas públicas, boa vontade das empresas engajadas em responsabilidade social e o fortalecimento de ONGs capazes de tal promoção.

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– O Protocolo FIFA contra a discriminação foi usado pela 1a vez no Brasil. Mas a Conmebol não queria…

Muito se repercute a paralisação da partida entre Vasco da Gama 2×0 São Paulo por conta de gritos homofóbicos.

Três coisas importantes sobre isso: 

1- O árbitro Anderson Daronco não parou o jogo por ordem da CBF, mas sim por determinação do Protocolo FIFA de 3 etapas, visando o combate a qualquer tipo de discriminação (sexista, racista, política, entre outras tantas coisas).

Sobre o Protocolo FIFA, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

2- Independente do Protocolo FIFA (que na etapa 3 das 3 existentes determina automaticamente que o jogo seja encerrado e o time cuja torcida praticar a discriminação tenha oficializada a derrota na partida), o TJD determinou que aqui no Brasil punirá conforme a intensidade da discriminação os clubes (independente do protocolo), podendo até sugerir que se percam os pontos do jogo apenas com os gritos, sem outras manifestações. Há de se aguardar!

3- A Conmebol quis que a FIFA não colocasse esse protocolo em vigor no dia 15/07/2019, justificando que em nosso continente existiam práticas culturais enraizadas e que não deveriam ser punidas. É mole?

É esperar se existirá uma punição para o Vasco por parte da CBF. Pela FIFA, não haverá!

Resultado de imagem para Homofobia no futebol

– Um Vlog como teste?

Amigos, estou fazendo uma nova experiência: após sugestão, estou gravando temas do Blog em vídeos no YouTube. Na verdade, por enquanto, somente fiz o primeiro, de apresentação.

Tudo caseiro, bem amador, sem muita preocupação com edição. Como estou aprendendo, parece-me que não é errado chamar de Vlog (Blog em Vídeo). Ou melhor: Canal!

Não importa! O que vale é a intenção. Se você quiser me dar a honra de prestigiar e se inscrever, o endereço (abaixo) é:

https://www.youtube.com/channel/UCRT3Ds8ExBZppf6iTwFTsuA

– O problema do assédio sexual em instituições de ensino

Um dos problemas mais delicados ultimamente é o do Assédio Sexual. E isso acontece em diversos setores da sociedade.

Compartilho uma reportagem interessante da Folha de São Paulo (de dias atrás) a respeito de casos que envolveram alunos e professores em faculdades. Vale a pena tomar cuidado!

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2019/02/professores-universitarios-sao-demitidos-apos-denuncias-de-agressao-sexual.shtml

PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SÃO DEMITIDOS APÓS DENÚNCIAS DE AGRESSÃO SEXUAL

Um dos docentes trabalhava na Federal Fluminense e outros dois na Federal de Goiás; eles negam as acusações das alunas

Três professores de universidades federais brasileiras foram demitidos após denúncias de alunas por agressão sexual e longos processos administrativos dentro das instituições.

A Folha conversou com sete alunas que dizem ter sofrido assédio e preferiram não se identificar. Os relatos delas incluem envio de elogios, músicas românticas e pedido de casamento por WhatsApp, convites para jantar, pedidos de encontro na casa do docente, tentativas de beijo e toques íntimos à força e boicote de uma classe inteira a aulas.

Em dois dos casos, as estudantes afirmam que o assédio aconteceu durante viagens para participação em congresso científico. Duas outras alunas acusaram um mesmo professor de estupro.

A primeira das três demissões ocorreu na UFF (Universidade Federal Fluminense) de Campos dos Goytacazes, no Rio. Em abril de 2018, o professor de ciência política José Henrique Organista foi demitido, acusado de assediar 16 alunas.

No segundo caso, o professor de engenharia agronômica Américo José dos Santos Reis foi acusado por quatro estudantes da UFG (Universidade Federal de Goiás), do campus de Goiânia, de praticar assédio sexual contra elas. Três delas afirmam que foram assediadas por ele durante viagens a canaviais. Ele foi demitido em junho de 2018.

Por último, o professor de medicina veterinária Rogério Elias Rabelo foi demitido em julho da UFG, campus de Jataí, após apuração interna da universidade concluir que ele estuprou duas estudantes. Rabelo também foi denunciado no Ministério Público Federal e na Delegacia Especializada da Mulher.

Por meio do advogado Manoel Oliveira, José Henrique Organista nega que tenha cometido os assédios, classifica as denúncias de levianas e afirma que sua demissão da UFF “obedeceu a um critério político-partidário, já que ele jamais se alinhou com a direção do campus da UFF em Campos dos Goytacazes e denunciou fraudes, sobretudo, nas eleições internas”.

Seu advogado cita também sentença judicial que desconsiderou a autoria do crime de assédio sexual. Segundo decisão da juíza, a conduta de Organista, embora “reprovável, inconsequente e inconveniente”, não configuraria assédio sexual, visto que “não houve, em momento algum, ameaças de que as alunas seriam prejudicadas de alguma forma em suas vidas acadêmicas caso não correspondessem à intenções do docente”.

Américo José dos Santos Reis, por meio de seu advogado, negou que tenha assediado sexualmente alunas da UFG e as acusa de estarem perseguindo-o. Segundo o advogado Ezequiel Morais, “as supostas vítimas se conheciam e todas ‘criaram’ motivos para retaliar o referido professor em decorrência da não apresentação, pelas mesmas, de relatórios e de apresentação de trabalhos incompletos”.

Procurado pela reportagem por mais de um mês, Rogério Elias Rabelo não respondeu aos pedidos de entrevista. A UFG também não quis comentar o caso.

Leia abaixo os detalhes dos três casos de demissão após denúncias de assédio e violência sexual em universidades brasileiras.

Estudantes dizem ter sido assediadas por docente da UFF por WhatsApp

No primeiro dia de aula, o professor José Henrique Organista, que ensinava ciência política na UFF (Universidade Federal Fluminense) de Campos dos Goytacazes (RJ), pedia que os alunos anotassem seus emails e telefones numa lista, para, segundo ele, agilizar a comunicação com a classe.

Alunas dele, porém, afirmam que ele usava os contatos para assediá-las.

Após sua primeira aula com Organista, em 2014, a estudante Maria (nome fictício) diz ter recebido uma mensagem do professor no WhatsApp. Ele enviou uma foto da própria aluna no aplicativo com um elogio. A estudante ignorou, mas houve outras mensagens.

Segundo ela, semanas depois surgiram convites para sair e jantar. Maria diz que tentava desviar o assunto e respondia que o professor deveria convidar a classe toda, mas ele dizia que queria se encontrar apenas com ela.

Depois de mais um convite, ela disse ao docente que ele estava extrapolando os limites. Segundo a aluna, Organista pediu desculpas e implorou para que ela não contasse a história a ninguém.

Após uma semana, porém, tudo recomeçou. O professor enviava músicas românticas no email e no WhatsApp de Maria. A aluna reclamava, ele pedia desculpas e, dias depois, voltava a escrever para ela.

Certo dia, diz Maria, ele mandou uma mensagem em que a pedia em casamento. Ela decidiu desabafar com algumas colegas de turma e descobriu que não era a única aluna que Organista assediava.

Rita (nome fictício) diz que também recebeu mensagens após a primeira aula. Em seu status do WhatsApp ela dizia “hoje não”. Organista lhe escreveu dizendo “hoje sim”. A aluna não respondeu.

Rita bloqueou o contato do professor no aplicativo, mas ela afirma que o assédio continuou na universidade. Ela diz que durante as aulas o professor fazia elogios à aluna; nos corredores, abordava-a. A estudante passou a usar roupas largas e a chegar atrasada para não encontrá-lo na porta e até a perder aulas.

No ano seguinte, em 2015, Rita não se matriculou na disciplina ministrada por Organista. O docente voltou a mandar mensagens, de outro número, indagando a razão de sua ausência e disse que, caso ela quisesse fazer a disciplina, ele abonaria suas faltas.

Ana (nome fictício) também afirma que, no mesmo dia em que pediu seu telefone, o professor enviou uma mensagem. Segundo ela, Organista elogiou sua aparência e perguntou se ela tinha namorado.

Ela conta que dias depois ele a chamou para sair. Diante da insistência do professor, Ana, que é lésbica, imaginou que seria melhor deixar clara a sua orientação sexual.

Deu-se o oposto. A partir daí, segundo ela, o professor passou a enviar mensagens de cunho sexual. Organista perguntava quem era a namorada da estudante e pedia para sair com as duas. Também convidava a estudante para visitá-lo em sua casa.

Maria, Rita e Ana afirmam que foram assediadas por José Henrique Organista durante cerca de um ano e meio.

No 2º semestre de 2015, quando a turma teria novamente uma matéria com o docente, as coisas começaram a mudar. Os alunos, tanto meninos como meninas, decidiram não se matricular na disciplina em protesto.

A advogada Semirames Khattar, à época professora substituta na UFF, soube dos relatos e se dispôs a ajudar as vítimas a tomarem as medidas cabíveis. Instruídas por ela, as estudantes fizeram, no início de 2016, uma denúncia formal à ouvidoria da universidade contra Organista.

A denúncia deu início a uma sindicância, finalizada em outubro de 2016, e cujo relatório final concluiu pela necessidade da instauração de um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do docente. Nesse ínterim, Organista entrou com uma ação judicial contra elas por injúria, calúnia e difamação. A ação foi arquivada por falta de provas.

Com o apoio de Khattar, Maria, Rita e Ana ingressaram com uma queixa-crime contra o professor na Polícia Federal. Enquanto isso, na universidade, somente no final de maio de 2017 o processo disciplinar foi aberto. Segundo as estudantes, isso só ocorreu porque a universidade foi intimada pela Polícia Federal.

De fato, embora tenha ignorado por meses a determinação de sua comissão interna, a UFF foi bastante célere após a PF requerer da instituição documentos referentes ao caso –bastaram seis dias para o processo ser instaurado.

Enquanto a apuração se desenrolava, novas vítimas apareceram. Ao final, 16 estudantes relataram ter sido assediadas por José Organista. Em abril de 2018, o docente foi demitido por improbidade administrativa.

As estudantes afirmam não ter recebido qualquer amparo da universidade. Algumas das alunas dizem ter desenvolvido transtornos de ansiedade e de pânico.

O caso mostra as dificuldades das instituições de ensino superior do país de lidar com denúncias de assédio sexual e sua apuração. Segundo Maria, quando ela levou à coordenadora do curso de ciências sociais as razões do boicote à disciplina que seria dada por Organista, a docente lhe pediu que falasse baixo porque outras pessoas poderiam ouvir que ela estava falando mal de um professor.

Desde 2011 José Henrique Organista vinha sendo denunciado por assédio sexual no campus da UFF de Campos dos Goytacazes.

Outro lado: professor nega as acusações e diz que denúncia é leviana

José Henrique Organista, por meio de seu advogado, Manoel Oliveira, nega que tenha cometido os assédios, classifica as denúncias de levianas e afirma que sua demissão da UFF “obedeceu a um critério político-partidário, já que ele jamais se alinhou com a direção do ESR Campos [sigla do campus da UFF em Campos dos Goytacazes] e denunciou fraudes, sobretudo, nas eleições internas”.

Oliveira cita, em defesa de Organista, sentença judicial “que desconsiderou a autoria e materialidade do crime de assédio sexual”.

Em sua decisão, a juíza Giovana Calmon escreve que o “delito de assédio sexual exige que o sujeito ativo seja superior ou tenha ascendência, em relação laborativa, sobre o sujeito passivo, ressaltando-se que este, por sua vez, deve ser o subordinado ou empregado, o que não ocorre no caso”.

Além disso, escreve a juíza, a conduta de Organista, embora “reprovável, inconsequente e inconveniente”, não configuraria assédio sexual, visto que “não houve ameaças de que as alunas seriam prejudicadas de alguma forma em suas vidas acadêmicas caso não correspondessem à intenções do docente”.

Manoel Oliveira também menciona o parecer do chefe da Procuradoria Federal para a UFF, requerendo que a demissão fosse revista. O órgão fundamenta seu parecer na sentença de Calmon.

Por fim, o advogado critica o fato de a portaria de demissão de Organista ter se dado por improbidade administrativa, “o que sequer foi investigado no PAD [Processo Administrativo Disciplinar]”.

A UFF afirma que “os processos administrativos e de sindicância são construídos com base no trabalho de comissões e se firmam como instrumentos legitimados e competentes para apurar irregularidades no exercício público, imputando quando necessário as sanções previstas”.

“Ressaltamos que o PAD, que via de regra é sigiloso, tramitou observando os princípios constitucionais e, nesse sentido, a UFF reafirma seu compromisso com a justiça e com o devido processo legal.”

Alunas acusam professor da Federal de Goiás de assediá-las em canaviais

Como professor de engenharia agronômica da Universidade Federal de Goiás (UFG), Américo José dos Santos Reis visitava com frequência usinas de cana do interior do estado com seus alunos.

Três ex-alunas de pós-graduação afirmam que foram assediadas por ele nessas situações. Denunciado, Reis foi demitido em junho de 2018, após longo processo.

Depois de ter feito estágio com Reis durante a graduação em engenharia agronômica, Joana (nome fictício) entrou em 2010 no mestrado da UFG sob a orientação dele.

Como prestavam assistência a usinas de cana do interior do estado, aluna e professor viajavam juntos com frequência. Segundo ela, certa vez o docente pegou na mão da aluna, segurou-a por alguns instantes e a soltou.

Durante as férias de julho, ele ligou pedindo que fossem juntos para uma usina. Ela achou a conversa estranha, já que Reis enfatizou que havia reservado apenas um quarto para os dois. Joana arranjou uma desculpa e não foi.

No segundo semestre daquele ano, um congresso de melhoramento genético aconteceu fora de Goiânia. Segundo ela, o professor pediu que Joana achasse um quarto para os dois. A aluna não o fez e ficou num quarto com colegas.

No primeiro dia, as estudantes foram para uma boate. Reis, conta Joana, passou a noite ligando para saber onde ela estava. Dias depois, de madrugada, ele bateu na porta do quarto dela, dizendo que precisava de sua ajuda para algumas análises. A estudante pediu para as amigas dizerem que ela estava dormindo.

Na volta, em um ônibus fretado, a aluna pediu para uma colega sentar ao seu lado, mas, afirma, Reis se antecipou e ocupou o assento ao lado.

Segundo ela, quando todos estavam dormindo, ouviu o barulho de uma braguilha sendo aberta. Joana afirma que Reis pegou sua mão e a alisou. Joana a puxou de volta.

Foi também num ônibus, no ano anterior, na volta de um congresso, que outra aluna, Patrícia (nome fictício), diz ter sofrido um dos assédios.

Na volta da parada do ônibus, Reis sentou ao lado da aluna. Depois da partida do veículo, ela conta que o professor pegou a mão dela. Ela a puxou de volta e virou para o lado, fingindo que dormia. Na sequência, diz, o docente colocou a mão no seio dela. Patrícia se desvencilhou de novo. Ele então tentou colocar a mão por baixo de sua roupa, e ela se virou num solavanco.

Meses antes, ela diz que Reis já havia tentado beijá-la à força quando ambos realizavam um experimento em um canavial. Segundo Patrícia, ela correu para o carro; ele chegou logo depois e conversou como se nada tivesse acontecido.

Joana e Patrícia contam que passaram a se esquivar de Reis. Elas também preferiram manter o silêncio, com receio de represálias. Segundo Patrícia, a vontade de terminar o doutorado fez com que tentasse esquecer o assunto.

Reis, porém, era seu orientador. Ela diz que não tinha mais coragem de encontrá-lo sozinha e o professor passou a evitá-la. Mesmo tendo cumprido todas as disciplinas, Joana abandonou o curso e voltou para a sua cidade natal.

Outras duas alunas que relatam terem sido assediadas por Reis, Bárbara e Sandra (nomes fictícios) também concluíram seus cursos, mas afirmam que mudaram seus planos de carreira por causa dos assédios.

Bárbara sonhava em trabalhar com melhoramento de cana, mas diz que desistiu da carreira porque adquiriu medo de andar nos canaviais após ter sido assediada por Reis, no início de 2012.

Segundo ela, em uma viagem, Reis pegou sua mão e a levou em direção ao seu pênis. Ela diz ter tomado um susto e puxado o braço, mas o professor lhe disse que iria apenas fazer uma massagem. Ele então segurou a mão dela sobre o câmbio do automóvel e a acariciou. A estudante conta que não sabia se abria a porta e pulava do carro ou se gritava.

Ao chegarem na usina, onde passariam a noite, o professor correu para a recepção e disse que precisava de mais um quarto. Ele tinha reservado apenas uma acomodação.

Outra aluna de Reis que relata ter sido assediada por ele, Sandra (nome fictício) continuou na profissão, mas recusou um estágio de pós-doutorado porque, diz, tudo o que queria era deixar a UFG.

Em 2011, durante o doutorado, a estudante foi até a sala de Reis tirar uma dúvida de um experimento. O professor quis mostrar no computador como resolver e ela se postou de pé, ao lado dele.

Sandra conta que, como vinha do trabalho de campo, usava um macacão largo, com bolsos para ferramentas. Reis, afirma, enfiou a mão dentro do macacão e começou a descê-la até a cintura da estudante. Ela teve um sobressalto e estava prestes a dar um grito quando ouviu alguém se aproximando. O professor puxou a mão e a aluna saiu correndo.

Sandra ainda teve de fazer uma disciplina ministrada por Reis, após insistência dele.

A estudante recebeu investidas misturadas a retaliações. Nas aulas, o professor ignorava suas perguntas; quando ela estava no computador, Reis se aproximava por trás e encostava no seu pescoço. Ela recebeu a pior nota da turma.

Após abandonar o mestrado e retornar à sua cidade natal, Joana se isolou. Ignorava emails da UFG e ligações de números que conhecia. Em meados de 2012, porém, recebeu um telefonema da coordenadora da pós-graduação.

Ela lhe disse que a universidade recebera um email anônimo que dizia que o sumiço da aluna era decorrente de assédio sexual e perguntou se era verdade. Ela disse que sim.

Uma comissão foi criada dentro do programa de pós-graduação em genética e melhoramento de plantas para apurar o caso, e ela foi chamada para depor.

Mas, segundo a estudante, os membros da comissão pareciam propensos a encerrar o caso. Ela afirma que um dos professores só se referia ao professor como Ameriquinho e repetia que o docente nunca assediaria uma aluna. A estudante diz que não pôde relatar detalhes do assédio.

As alunas foram ouvidas, mas durante cerca de um ano e meio nada aconteceu. A troca de reitor, em 2014, afirmam as estudantes, foi determinante para o processo andar.

Em 2015, as quatro foram novamente convocadas.

Durante o longo processo, Bárbara conta que teve ainda de lidar com comentários nos corredores da universidade. Segundo a estudante, as pessoas diziam que ela deveria esquecer o ocorrido, que aquilo já havia passado e passou a ser conhecida como a menina do assédio.

Outro lado: Docente diz que é inocente e acusa alunas de perseguição

Procurado pela Folha, Américo José dos Santos Reis, por meio de seu advogado, negou que tenha assediado sexualmente alunas da UFG e as acusa de estarem perseguindo-o.

Segundo o advogado Ezequiel Morais, “as supostas vítimas se conheciam e todas ‘criaram’ motivos para retaliar o referido professor em decorrência da não apresentação de relatórios e de apresentação de trabalhos incompletos. Tais fatos poderiam ensejar reprovação das alunas e perda de bolsa de estudo.”

Morais aponta que as representações contra Reis foram feitas todas quase no mesmo dia, “dois anos depois do suposto assédio e pouco tempo antes do encerramento dos cursos e entrega de notas e relatórios, situação que demonstra complô para prejudicar o professor, de forma, repete-se, injusta e arbitrária.”

Além disso, segundo o advogado, as alunas convidaram Reis para “casamento e respectiva festa”. Reis, de fato, foi convidado para o casamento de uma das estudantes. O convite, no entanto, ocorreu antes do assédio, segundo a aluna. Na cerimônia, ocorrida após o assédio, ele não compareceu.

O advogado também critica a maneira como se deu o julgamento do recurso administrativo, em novembro. “Com direito à ‘plateia’, ‘cartazes’, ‘vaias’ etc., a dita (e parcial) sessão de julgamento do recurso administrativo pareceu um seminário onde se discutiram temas como abuso sexual e assédio moral; daí aproveitaram a sessão para julgar o recurso.”

“Frisa-se que o relatório do caso foi lido em conjunto com o voto do relator somente após a sustentação oral do advogado do professor Américo, quando o correto seria que o relatório fosse lido antes da sustentação oral, em clara afronta ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Isso é um verdadeiro absurdo”, diz Morais.

A UFG afirma que “o processo administrativo disciplinar que resultou na demissão de um servidor correu sob sigilo visando proteger a identidade das vítimas. Em razão de seu caráter sigiloso, a Administração Superior da UFG não se manifestará sobre o assunto”.

O advogado afirma que seu cliente exigirá seus direitos na Justiça Federal com responsabilidade e consciência de ser plenamente inocente.

Professor da Federal de Goiás foi denunciado sob acusação de estupro

No início de 2017, três estudantes de medicina veterinária da Universidade Federal de Goiás em Jataí denunciaram o professor Rogério Elias Rabelo em âmbito administrativo, duas por estupro e uma por assédio sexual.

Rabelo também foi denunciado no Ministério Público Federal e na Delegacia Especializada da Mulher.

O MPF de Rio Verde (GO), em agosto de 2017, denunciou Rabelo por assédio sexual e estupro de vulnerável. Segundo nota da assessoria de comunicação do órgão, “os assédios eram feitos por meio de abordagens presenciais e mensagens no aplicativo WhatsApp com o intuito de obter favorecimento sexual (…).”

Já um dos estupros, prossegue a nota, “teria ocorrido na madrugada de dezembro de 2016, enquanto a aluna dormia, em um apartamento localizado em Goiânia, para onde alguns alunos foram após participação em congresso ocorrido na capital”.

Rabelo também foi indiciado pela delegacia da mulher. As denúncias foram aceitas e hoje ele é réu tanto na Justiça federal como na estadual.

Dentro da UFG, após um processo administrativo que durou 14 meses, Rabelo foi demitido em julho de 2018.

Ao longo da apuração interna, outras mulheres disseram ter sido vítimas do professor.

Outro lado: Em texto, professor afirma que foi acusado sem provas

Rogério Elias Rabelo foi procurado pela reportagem durante mais de um mês por email, mas não respondeu aos pedidos de entrevista.

Um documento intitulado “Manifestação de apoio ao professor Rogério Elias Rabelo”, datado de 16 de julho de 2018 e publicado na internet sem autoria, afirma que “o profissional foi destratado, humilhado, ignorado e rechaçado por seu empregador, que nunca se preocupou em conhecer a bilateralidade dos fatos, jamais prestou apoio e amparo, preferindo ser omissa, cruel e unilateral ao receber, ouvir e orientar somente as partes acusatórias, além de permitir o livre acesso de terceiros a um processo cujo teor requeria zelo e sigilo”.

O texto diz que “o docente foi denunciado por estupro de duas alunas após uma ‘noitada’, em que oito pessoas pernoitaram juntas em uma quitinete” e que em seguida o professor foi acusado de assédio sexual sem qualquer prova.

Afirma ainda que provas apresentadas no processo comprovaram a estreita, íntima e afetuosa relação entre o docente e a principal denunciante e que “não há como justificar o deslize extraconjugal cometido pelo docente, mas que não cabe a esta esfera pública avaliar e penalizar o docente por tal conduta”.

O documento pede que a UFG reanalise o processo e reconsidere a demissão.


Se você, universitário ou universitária, passou por situações como as descritas na reportagem (de professor, orientador ou superior hierarquicamente superior) e quer compartilhar seu relato, por favor escreva para saude@grupofolha.com.br. 

Ilustração

– Os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

Resultado de imagem para discriminação ao futebol

– Gestão Ambiental, na Prática!

Muito boa a iniciativa de algumas escolas em implantarem a disciplina “Gestão Ambiental” em suas grades. Melhor: colocar as teorias na prática!

Compartilho ótimo exemplo publicado nesta semana.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/geracao-sustentavel-educacao-ambiental-vai-alem-da-sala-de-aula-14371-1.htm

GERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Educação ambiental vai além da sala de aula para formar adultos do futuro mais conscientes,

POR Verônica Mambrini

Eles reciclam lixo e transformam restos orgânicos em adubo. Tomam refrigerante de garrafas retornáveis e rejeitam produtos que vêm com muitas embalagens. Plantam árvores desde pequenos e pesquisam na internet o impacto ambiental de suas ações. Ficam escandalizados quando alguém joga lixo no chão ou desperdiça água num banho longo. Se possível, pedalam ou combinam caronas para chegar ao seu destino. Não, não são ativistas ecochatos. Essa é a nova geração que está se formando nas escolas hoje, dos pequenos em idade pré-escolar aos adolescentes questionadores.

A preocupação com ecologia não é propriamente uma novidade, pois há cerca de 20 anos vários colégios já abordavam questões ambientais. Mas o posicionamento hoje é diferente: o aluno se tornou protagonista e não espectador dos problemas que discute em sala de aula. E espera-se que o estudante leve para a vida o que aprendeu. Eduardo Rios Lohmann, 10 anos, do Colégio Pentágono, está envolvido em várias atividades de educação ambiental na escola. Sobra “lição de casa” até para os pais. “Reclamei com minha mãe até ela parar de escovar os dentes com a torneira aberta”, orgulha-se. A mãe, a pedagoga Glória Lohmann, se diverte com a fiscalização. “É uma coisa dele, mas a escola e os programas de tevê aos quais ele assiste reforçam a noção de consciência ambiental”, afirma.

No Pentágono, o professor de ciências Rogério Tadeu Sant’Anna usou uma oficina de reciclagem de lixo eletrônico para conscientizar os alunos. Eles trazem de casa eletrodomésticos que seriam descartados, desmontam as peças e as encaminham para reciclagem. “Eles passam a reconhecer os materiais, o que é reciclável e o que não é, e aproveitamos para discutir o consumismo”, afirma Sant’Anna. Já foram desmontadas mais de três toneladas de aparelhos quebrados e sem possibilidade de conserto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, a palavra de ordem do Colégio Véritas é pedalar para reduzir emissões de carbono, exercer a cidadania e ocupar o espaço público. “O uso da bicicleta é fundamental para o meio ambiente e para a saúde”, afirma Bárbara Figueroa Muñoz, diretora do colégio. A cada pedalada, os alunos calculam quanto de carbono deixaram de emitir. Outra ação é a Recicleta: com peças doadas, eles montam bikes e as entregam para comunidades carentes. O aluno Eduardo de Lima Helaehil, 13 anos, participa do projeto. “É muito divertido e sei que estou ajudando alguém”, diz. Bárbara afirma que, pelo uso diário, a bicicleta promove um aprendizado constante. “A educação tem de gerar transformação.”

Transformar a sociedade mantendo o respeito ao meio ambiente está dentro de toda a grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo. A questão é tão importante para a escola que a instituição é adepta da Agenda 21, compromissos resultantes da Rio 92 (conferência ambiental mundial que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992), e tem coordenadoria própria. “É encarado como um projeto transversal. Está em todas as aulas que comportam os conteúdos socioambientais no currículo”, diz Débora Moreira, coordenadora da Agenda 21 da escola. “A partir do momento em que o aluno é protagonista, estamos formando cidadãos com conhecimento, que entendem as razões e a necessidade de agir.” A Recicloteca da escola, por exemplo, incentiva a transformação de embalagens em brinquedos que serão doados à comunidade.

A aluna Caroline Vecci, 9 anos, participa das campanhas de racionalização do uso da água. Além de mudar sua forma de consumo, ela atua na conscientização de outras pessoas. “Fazemos cartazes e folhetos, ensinando como economizar água. Outra ação importante foi a entrega de marca-páginas e adesivos na rua”, diz a estudante.

Outro recurso com bastante relevância na formação dos adultos de amanhã são as excursões in loco. Morador de Cuiabá, João Vitor de Ceni Diogo, 12 anos, tomou consciência dos impactos do turismo em uma viagem ao Pantanal. “Vale a pena investir em turismo sustentável para que as próximas gerações possam ver o Pantanal como a gente vê hoje”, diz o menino. A vivência direta da realidade é fundamental para tocar os alunos, acredita a professora de João Vitor e responsável pelo projeto, Aparecida de Fátima Trandini, do Colégio Salesiano São Gonçalo. “Damos ferramentas para que eles mantenham viva a riqueza natural”, diz Aparecida. O importante é fazer a educação ambiental ultrapassar os muros da escola.

 

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– O Patinete Motorizado precisa ser debatido mais!

Que febre é essa dos patinetes motorizados?

Aqui em Jundiaí, não os vejo. Fui passear em Santos e levei um susto: vários patinetes a cada esquina, esparramados nos jardins da orla, das duas empresas que estão oferecendo o serviço por lá. E que bagunça…

Se anda na ciclovia, na calçada e na rua. Em todo lugar que dá para circular e onde não dá! E quanta gente caindo… Presenciamos, inclusive, um resgate.

Na cidade de São Paulo, vi patinetes e bicicletas bagunçados do mesmo jeito. No meio da calçada, parados, esperando clientes (e os pedestres que desviem). Somente na parte da manhã estão organizados, pois durante o dia, em qualquer e todo lugar.

Por mais que se defenda que é um meio de transporte limpo e que ajuda na mobilidade, deve-se ter regras! Pegá-los e deixá-los em estações (não no meio da rua), não atrapalhar quem anda a pé e discernir se o ideal é entre os carros ou na ciclovia. Do jeito que está, está perigoso para quem faz uso deles e para quem caminha e pode ser vítima de um descuidado!

Aliás, já pensou se tivermos várias empresas oferecendo o serviço? Multiplique-se o número de patinetes amarelos e verdes das duas principais prestadoras de serviço (faça o mesmo com as bicicletas) com os vermelhos, azuis, brancos, laranjas que possam a vir… Teremos uma cidade intransitável!

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– Doar é ajudar! Já fez sua Doação de Sangue?

Como de costume, fazendo minha doação voluntária de sangue. Na verdade, hoje doando plaquetas.

Ajude com seus hemoderivados. Nada substitui o sangue e seus componentes; assim, ajudar o próximo sendo solidário e doar a quem você nem conhece é um ato de cidadania.

Em especial, nessa época de feriado, os bancos de sangue estão carentes de ajuda. Aproveite e colabore com uma doação!

Eu, que sou medroso, doo sem problemas…

– Doe Sangue por Amor! Um vídeo muito importante:

Se você ainda não se conscientizou suficientemente sobre a necessidade em ser um doador de sangue, vale a pena assistir esse filme.

É rápido e tocante. Você vai gostar! E lembre-se: DOE SANGUE, a vida agradece.

A seguir, em: https://www.youtube.com/watch?v=a5cvIpEpnsw

– Sensitivity Reader (as pessoas que trabalham como leitores sensíveis) são cada vez mais comuns no Brasil

Nos tempos do politicamente correto, muitos cuidados se deve tomar para não ofender minorias sociais. E creia: isso tem sido um tema relevante à indústria editorial.
Extraído de: http://temas.folha.uol.com.br/liberdade-de-opiniao-x-discurso-de-odio/liberdade-de-expressao/mercado-editorial-adota-funcao-do-leitor-sensivel-para-evitar-boicotes.shtml

MERCADO EDITORIAL ADOTA FUNÇÃO DO ‘LEITOR SENSÍVEL’ PARA EVITAR BOICOTES

Por Amanda Ribeiro Marques

A sensibilidade dos tempos de causas identitárias gerou uma profissão no mercado editorial: o “leitor sensível”.

Surgido nos países de língua inglesa e atuando ainda de forma incipiente no Brasil, o “sensitivity reader” é, normalmente, um integrante de grupos sociais contratado para apontar, ainda no manuscrito, conteúdos que possam provocar pressões e boicotes.

A maioria se qualifica por características como cor da pele, nacionalidade, orientação sexual, vícios, histórico de abuso sexual e problemas psiquiátricos. Parte tem formação literária, mas importa pouco. O principal é a experiência pessoal, que permite identificar conteúdos suscetíveis a afrontar minorias.

Dois exemplos de desagrado militante foram registrados nos Estados Unidos em 2015 e 2016, quando as autoras Emily Jenkins (“A Fine Dessert”) e Ramin Ganeshram (“A Birthday Cake to George Washington”) foram criticadas por ilustrarem seus livros infantis com escravos sorridentes.

Jenkins, americana loira de olhos claros, foi acusada de retratar a escravidão como “desagradável, mas não horrenda”. Desculpou-se e doou os lucros a uma organização de incentivo à diversidade literária.

No caso de Ganeshram, americana cujos pais são de Trinidad e Tobago e do Irã, a obra saiu de circulação e recebeu diversas resenhas negativas.

Críticas a obras e autores não são novidade nem o que mais preocupa a PEN America, organização que promove a liberdade de expressão.

Mais grave, diz Sarah Edkins, diretora de comunicação da entidade, é a alta dos “book challenges”, pedidos de retirada de livros considerados impróprios de bibliotecas e escolas. Segundo relatório da PEN America em 2016, obras com personagens negros, LGBT ou portadores de deficiência são as maiores vítimas.

As solicitações são feitas tanto por grupos sociais que se sentem representados de maneira insensível quanto por grupos conservadores, que se opõem à apresentação dessas temáticas a crianças.

Como os pedidos são feitos a nível local, não há estimativas precisas sobre o total de requerimentos. A decisão do banimento cabe a cada uma das bibliotecas.

É esse cerco que o “leitor sensível” visa evitar. Como não existe curso ou linha de orientação, cada um tem seu método de trabalho. Parte produz um relatório sobre a obra como um todo. Outros comentam trecho a trecho, apontando por que tal termo é ofensivo ou tal passagem desrespeita determinada identidade.

“Com esse trabalho, transformo em força aquilo que me colocaria em desvantagem em uma sociedade que só valoriza homens brancos, heterossexuais e cisgênero, e recebo compensação financeira por algo que antes só servia para me discriminar”, diz o canadense Sharmake Bouraleh, 22.

Gay, negro, muçulmano e diagnosticado com transtornos de ansiedade, Bouraleh tem formação em escrita criativa. Ele diz ter sido atraído para a função por ter suas identidades marginalizadas e mal caracterizadas na literatura.

A americana Ashley Mitchell, revisora que decidiu atuar como “leitora sensível”, partilha desse objetivo. Ela afirma querer alertar escritores brancos sobre equívocos em personagens negros.

“Era visível para leitores politicamente corretos que essas representações não eram precisas e que isso poderia ser facilmente resolvido com o feedback de grupos marginalizados representados nas obras”.

MERCADO NACIONAL

No Brasil, a função dá seus primeiros passos. A Seguinte, segmento jovem do grupo Companhia das Letras, tomou a dianteira e contratou a advogada travesti Terra Johari, 25, para colaborar no processo de tradução de “Fera”, da americana Brie Spangler (ed. Seguinte, 384 págs., R$ 27,90). Uma das personagens é trans.

Johari avaliou a tradução de termos e diálogos e ajudou a elaborar um glossário de conceitos relacionados à transgeneridade. Pela produção de um parecer de nove páginas embasado em teorias de gênero e experiências pessoais, recebeu R$ 500. No mercado anglófono, esse serviço rende cerca de US$ 250 (R$ 825).

Para Nathalia Dimambro, editora da Seguinte, a experiência deve ser repetida. “Quando um autor escreve sobre uma minoria da qual não faz parte, pode sem querer reforçar estereótipos ou usar termos que sejam mal interpretados.”

Há quem enxergue o processo como tentativa de censura ou de impedir o escritor de apresentar sua visão de mundo, ainda que esta seja tachada de politicamente incorreta.

Stacy Whitman, editora da americana Lee and Low Books, discorda. Para ela, o processo de edição não pode ser confundido com censura.

Sarah Edkins, da PEN America, defende tanto o direito à liberdade de expressão quanto o de os editores rejeitarem o que não quiserem publicar. “Autores e editores sempre fizeram considerações individuais sobre a recepção das mensagens e a potencial repercussão social das obras.”

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– Insultos no Futebol com temas de Homofobia, Racismo, Sexismo, entre outros, cansaram!

Certa feita, eu já entendi (mesmo sem concordância) que o campo de futebol era o local onde o sujeito desabafava de seus problemas existenciais. Discordava, mas sabia que era inevitável (pela cultura imposta) que o juiz de futebol fosse xingado de todos os adjetivos negativos possíveis (mesmo eu sendo árbitro e já tendo escutado “de tudo”).

Para felicidade de quem pensa (como sempre defendi) que isso era errado e uma hora ou outra a coisa deveria mudar, parece estar existindo uma luz no fim do túnel. Aos poucos, vai se entendendo que a arquibancada não pode ser mais uma terra sem lei.

Em 2017, havíamos contado a história de como a FIFA começou a punir rigorosamente (com multas financeiras pesadas) as equipes que estavam cometendo gritos de intolerância de qualquer origem (incluindo de ordem política e religiosa). Isso ocorreu pois no Interior de São Paulo, durante a Copa São Paulo de Futebol Jr daquele ano, passou a gritar “BICHA” (com o “i“ estendido) aos goleiros adversários.

A muitos, de nada valeu, embora a própria CBF tenha sido multada 4 vezes em jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo para 2018.

Pois bem: agora, a Conmebol começa a praticar a mesma iniciativa e multa a CBF por US$ 15 mil os gritos homofóbicos da torcida brasileira no jogo de estreia contra a Bolívia. É trocado para a entidade milionária, mas é simbólica a atitude. Que os clubes abram os olhos.

Ao invés de querer intimidar o adversário com gritos de bicha, macaco, entre outros tantos, por quê não gritar A FAVOR da sua equipe?

O texto citado acima, extraído de:
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/09/paremos-com-gritos-homofobicos-pelo-habito-pela-forca-ou-pela-multa/

PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA.

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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– O que fazer para perceber se o filho é problemático?

Leiam essa entrevista de Sue Klebold, a mãe do assassino Dylan Klebold, que com 17 anos matou 12 colegas num colégio de Columbine (EUA) a sangue frio, armado com armas, há 3 anos (Revista Veja, Páginas Amarelas, ed 22/06).

Ela disse que:

Pais de adolescentes sabem que não é fácil captar o que passa na cabeça de seus filhos. Nada levava a crer em suicídio ou assassinatos. Dylan foi hábil em esconder seus sentimentos”.

O que achei curioso foi o conselho que ela dá aos pais. Não sei se concordo com ela. Dona Sue aconselhou que:

Quando seu filho está sofrendo, não tente consertar as coisas por ele, nem pense fazê-lo sentir-se melhor. Isso é uma forma confortável de autoengano. Só fique em silêncio e ouça o que ele diz”.

Confesso que é um pouco confuso, difícil ou de prática duvidosa. Creio que depende de cada família e da educação em casa.

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