– Jairzinho e a ofensa à bandeirinha

O carismático Jairzinho, o Furacão da Copa, pisou feio na bola. Durante a transmissão de Vasco x Botafogo, ao criticar um impedindo da árbitra assistente Neuza Back (que é da FIFA), mandou ela “lavar roupa”!

Que desagradável…

Ao menos, pediu desculpas.

Aqui: https://globoesporte.globo.com/google/amp/futebol/times/botafogo/noticia/jairzinho-se-diz-arrependido-apos-comentario-machista-em-transmissao-da-botafogo-tv.ghtml

– A língua neutra e o exagero do argumento defendido

Ganhou muita repercussão nos últimos dias a questão da “linguagem neutra”, procurando modificar o “português sexista”. Seria um exagero do Politicamente Correto?

É sabido que não cabe mais nenhuma forma de discriminação sexual ou questão de gênero no mundo. A opção sexual é de questão particular de cada indivíduo, respeitando-se cada pessoa.

Porém, existem alguns defensores da causa LGTBQ+ que insistem na necessidade de criar vocábulos inclusivos na Língua Portuguesa, como o “x” ao final das palavras. Por exemplo: ao invés de dizer que “todos os homens e mulheres têm direitos iguais”, usar-se-ia o “todxs têm direitos iguais”. Antes, quando escrevíamos alguma coisa para chamar a atenção de gêneros masculino e feminino, citávamos “todos (as)”.

Agora, surgiu um vídeo (no link abaixo) criando praticamente outra língua: “ele” ou “ela” viram “ile”, igualmente “daquele” ou “daquela” viram “daquile” e outras tantas variações para indicar “neutralidade de gênero”.

Cá entre nós: quem inventou isso, não ajudou em nada a causa gay, mas fez com esse exagero que chacotas fossem criadas desnecessariamente.

Para um homem ou mulher hetero ou homo serem dignamente tratados, não é necessário mudar a língua falada com tantas invencionices. É só ter respeito.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=vcVX1EXNSwc

– Magazine Luiza e as vagas para trainees negros: nada de racismo reverso, amigos!

Queridos leitores, me sinto a vontade para escrever este post de tema tão polêmico por ser um defensor costumeiro da meritocracia em todos os setores. E o assunto em questão (a abertura de vagas exclusivas para pessoas de cor negra para trainees na Magalu) é o que “bombou” nos últimos dias.

Leio gente boa escrevendo sobre racismo reverso (e me surpreendo com isso, não tem nada a ver com esse caso). Outros, de privilégios desmedidos à uma minoria (também discordo). Por fim, uso da ação de contratação como marketing (e qual seria o problema?).

A empresa é privada e deseja contratar funcionários de uma maioria populacional (afinal, o Brasil, país mestiço, tem segundo o IBGE uma quantidade levemente maior de negros do que de brancos). O negro torna-se minoria na questão educacional e em outros índices sociais. Contratar essa parcela fora do mercado de trabalho é inclusão social (e se for usado como publicidade, não tem problema nenhum, pois é uma ação positiva).

Talvez, se não existisse uma grande quantidade de desempregados no país, muitas pessoas não dariam nem bola para o fato. Parece-me queixas de concorrência de candidatos.

O único questionamento pode ser: em condições normais de trabalho, o Magazine Luiza não contrataria negros com exclusividade?

Por fim: contratar negros foi uma ação louvável. É esperado que em outras situações, contrate-se também outros desempregados com dificuldade em entrar no mercado de trabalho, como, por exemplo, pessoas em condições de vulnerabilidades / miséria / moradores de ruas para cargos que possibilitem sua inclusão.

Trainee Magalu 2021 na empresa Magazine Luiza | 99jobs.com

– #RacismNO! Força, PC.

O amigo Paulo César de Oliveira foi vítima de racismo, só porquê um indivíduo discordou da sua opinião sobre um lance de pênalti no Fluminense x Corinthians.

O mundo está intolerante desse jeito? Por causa de uma avaliação de futebol, o sujeito acha que pode inferiorizar o seu semelhante chamando-o de macaco?

Força, Paulo César de Oliveira – você é maior do que isso. Xô, racismo.

– Acredite: o VAR não poderia interferir no caso do racismo sofrido por Neymar

Álvaro González, zagueiro espanhol do Olympique, no jogo contra o PSG, supostamente ofendeu o brasileiro Neymar com o ato racista de chamá-lo de Macaco “Filho da Puta”. O árbitro não viu e nada fez. No final do jogo, Neymar perdeu a cabeça, o agrediu e foi expulso.

Mas e o VAR?

Acredite: o árbitro de vídeo não pode interferir em questões de ÁUDIO! Somente nas de imagem. Portanto, caso o VAR tenha visto, ele não pode interferir pelo protocolo oficial.

Fora essa explicação, é insuportável ver (caso se confirme) mais uma manifestação racista).

– Enquanto alguns passam fome…

A FAO (organismo da ONU que cuida sobre o tem “alimentação”) informa: 1/3 da comida do mundo é desperdiçada!

Desde pequeno aprendi que se deve comer o necessário (embora a gula prejudique), mas nunca jogar resto de alimento, pois “comida é algo sagrado“.

E é mesmo! Quanta gente passando fome e a gente ignorando isso. Fato!

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– O Jovem Cidadão no Mercado de Trabalho e sua Inserção na Corporação

É sabido que as dificuldades sociais são grandes empecilhos à formação do jovem em nosso país. A baixa escolaridade, as muitas influências de exemplos negativos refletidos em mídias sociais e a falta de oportunidade de emprego podem explicar o surgimento de uma geração chamada de “nem-nem” (derivado de um termo utilizado na Europa que denomina aqueles que nem estudam / nem trabalham).

Como inserir esse jovem na sociedade? Que preparo terão no mundo das empresas e no relacionamento social diário?

Para tanto, extinguir a evasão escolar e fomentar programas de oportunidade para o primeiro emprego (como jovens aprendizes), se tornam ações fundamentais para essa geração.

Porém, quando falamos de FORMAÇÃO, não se pode fazer referência apenas para a inserção profissional, mas também à social. Isso significa que, além dos treinamentos corporativos, deve-se ter a preocupação com os valores morais, éticos, inclusivos e que promovam o bem comum.

Acima de jovens que deixem a ociosidade, está a preocupação de que isso os tornem profissionais e cidadãos, prontos para incentivar a formação de novos talentos e que sirvam de exemplo àqueles que não trabalham e nem estudam. Para tanto, carece-se de políticas públicas, boa vontade das empresas engajadas em responsabilidade social e o fortalecimento de ONGs capazes de tal promoção.

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– O descaso do Carrefour com o homem falecido

Como você se sentiria se estivesse num hipermercado e entre engradados de cerveja e guarda-sóis houvesse um homem morto?

No mínimo, constrangedor. Normal, nunca. Mas foi isso que aconteceu em Recife numa loja do Carrefour: o cidadão morreu e ficou no chão, num “cercadinho”, esperando o resgate e com a loja funcionando normalmente.

Abaixo, extraído de: https://leragora.net/trabalhador-morre-no-carrefour-corpo-e-escondido-e-mercado-fica-aberto/

TRABALHADOR MORRE NO CARRREFOUR, CORPO É ESCONDIDO E MERCADO FICA ABERTO

Um representante de vendas morreu após ter um mal súbito enquanto trabalhava em um supermercado do Carrefour, na cidade de Recife. O corpo foi coberto com guarda-sóis, cercado por engradados de cerveja e o supermercado continuou em funcionamento para o público.

Ele não era funcionário do supermercado e trabalhava para uma fornecedora, mas estava no local para trabalhar. O Carrefour identificou o homem como Moisés Santos e informou que ele morreu por infarto.

Nas redes, a empresa soltou uma nota, na qual afirma que “o inesperado falecimento do Sr. Moisés Santos, vítima de um infarto, foi muito triste para nós do Carrefour. Sentimos muito e, por conta do ocorrido, revisitamos os protocolos para implementar a obrigatoriedade de fechamento das lojas para fatalidades como essa”.

Em resposta a críticas feitas por internautas, o Carrefour escreveu que “estamos atentos a qualquer emergência e totalmente à disposição para dar todo o suporte necessário aos nossos clientes, colaboradores e prestadores de serviço. Mudamos nossos protocolo de fechamento da loja em casos como o do Sr. Moisés”.

Sou Jornalista, formado no início de 2020. Mantenho o Ler Agora desde dezembro de 2018. Escrevo sobre política. Siga no Twitter: @tiagolopes_jorn

 Trabalhador morre no Carrefour, corpo é escondido e mercado fica aberto

– O Cansaço das Consequências da Pandemia

As restrições necessárias que temos passado, fruto dos cuidados da pandemia, estão sendo cada vez mais maçantes. Mas não se pode relaxar!

Talvez o tempo de isolamento, o medo de contágio e tantos outros transtornos (não venha politizar esse texto, não tem propósito algum disso aqui), esteja deixando todo mundo exausto. O desejo de voltar à “normalidade verdadeira” é grande, e que ela seja o ideal, não o “novo normal”, pois esse é ainda “anormal” (falamos disso aqui: https://wp.me/p4RTuC-qVW).

Eu não aguento mais usar máscaras, álcool em gel a todo instante e banhos a cada saída de casa (que só faço quando necessário). Estou passado de inúmeros cuidados com as pessoas que amamos, a fim de que não se contaminem. Cansei de aceitar home office, home schooling, home isso ou aquilo. Quero a normalidade, a volta das escolas, a possibilidade de passear e se divertir com quem gostamos; o retorno das catequeses e celebrações religiosas, a vida em comunidade e a alegria de participar de eventos esportivos. Evidentemente, sem vírus, sem riscos, sem neurose e com a certeza da segurança.

Procuro fazer a minha parte; sei que outros fazem mais ainda do que é o necessário e outros que não estão nem aí.

Aguardemos. Haja paciência e, mais difícil ainda, resiliência. Vide as crianças sentindo a saudade dos amiguinhos e dos parques, os idosos desejosos de espairecerem e carentes de contato físico (que nunca será substituído pelo virtual).

Essa experiência que passamos é traumática pela duração e esforço, e o impacto dela em cada um é muito particular.

A sociedade não sairá pior nem melhor de tudo isso, em minha humilde opinião. Algumas pessoas sim, mas o coletivo, reforço, não, justamente pela sua proporção gigante e a parcela de egoísmo. E a vida continuará, como ocorreu ao longo da história mundial.

Talvez, no fundo, alguns cidadãos mais conscientes do ocorrido e engajados numa sociedade melhor, reflitam o seguinte pensamento (elaborado pelo filósofo Mário Sérgio Cortela):

“Depois de tudo o que passou, terei saído com vergonha ou com decência?”

É isso aí. Vamos dar nossa parcela de contribuição para que não tenhamos remorso e possamos acabar logo com essa situação cansativa econômica, sanitária e socialmente falando.

COVID-19: ¿qué ha cambiado para pasar de epidemia a pandemia?

– A reincidência do folgado desembargador!

Lembram do desembargador Eduardo Siqueira, que se recusava a usar máscara e deu uma carteirada nos Guardas Municipais de Santos?

Relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/19/desembargador-eduardo-siqueira-de-santos-e-o-exemplo-do-menosprezo-ao-proximo/

Pois é. O mesmo repetiu a ignorância nesta semana. A lei não vale nada para esses caras.

O curioso é: depois de um episódio como aquele, não dá para entender se é pirraça ou burrice!

A segunda vez dele, aqui: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2020/08/07/associacao-fala-em-vergonha-e-pede-punicao-apos-desembargador-voltar-a-humilhar-guardas-municipais.ghtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=g1

Fotos registradas em dias diferentes mostram semelhança na estampa da bermuda — Foto: G1 Santos

– O asqueroso racista de Valinhos

Chega a ser nojento: um morador de um condomínio de luxo em Valinhos-SP humilhou um motoboy, falando que ele tem “inveja da cor da pele” e dizendo grosserias contra a sua condição humilde.

Ao assistir o vídeo, você conclui: um cara como esse tem Deus no coração? Se acha acima do bem e do mal por ter dinheiro? Respeita o próximo como irmão?

É constrangedor, triste e mostra como algumas pessoas não se dignam ao menos ter convivência como cidadão respeitoso.

A matéria está em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2020/08/07/entregador-registra-boletim-de-ocorrencia-apos-sofrer-ofensas-racistas-em-condominio-de-valinhos-video.ghtml

O vídeo em: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/jornal-da-eptv/videos/v/entregador-sofre-ofensas-racistas-em-condominio-de-valinhos/8760024/

– Sobre a campanha da Natura com Thammy Miranda, um pai transgênero.

Thammy Miranda está no noticiário, juntamente com a Natura pela propaganda do Dia dos Pais da marca de cosméticos. Vamos fazer algumas consideracões sobre esse delicadíssimo tema?

Para não ficar arestas no entendimento: Thammy era conhecida pela alcunha artística de “Thammy Gretchen”, filha da conhecida cantora do “Melô do Piripiri”. Ela estampou algumas capas de revistas masculinas, como a Sexy.

Anos atrás, Thammy revelou que era lésbica, o que revoltou sua mãe Gretchen e sua tia, a cantora Sula Miranda – e trouxe surpresa para seus admiradores. Mais tarde, se descobriu transgênero e resolveu fazer a mudança de sexo, adotando seu nome e sobrenome de nascimento (Thammy Miranda). Hoje, Gretchen e Thammy vivem uma boa relação, incluindo a esposa da mesma e o filho desta relação.

Aí que surge a polêmica atual: Thammy Miranda e esposa tiveram um bebê, e a Natura resolveu fazer sua propaganda do Dia dos Pais homenageando os mesmos com… Thammy, um pai transgênero, ao lado do seu filho Bento.

É óbvio que o departamento de marketing desejou a repercussão sobre a escolha de um “pai não convencional aos padrões” do que um pai heterossexual (ou, como li numa postagem de Rede Social, um pai “homem de verdade”). Empresas deste porte calculam muito bem quanto vale uma ação promocional inclusiva (mesmo que tenha gente contrária) versus aumento / queda nas vendas, rejeição na mídia e aumento do valor de imagem.

Não pensemos que uma organização (comércio ou indústria) queira apenas o “ser politicamente correto” e abra mão das vendas. Sem lucro, retorno ou divulgação da marca, nada adianta. É falácia achar que ela, Natura, está preocupada com as campanhas de boicote, pois previu o retorno que tem sido positivo. Prova disso é que as ações da Natura subiram somente num dia 6,73% com esta campanha dos Dias do Pais (a maior alta da Ibovespa).

Resumindo: ao apostar num tipo de pai que representa a minoria (é uma questão de lógica: a maior parte dos pais são homens heterossexuais, não pais transgêneros ou gays), a Natura desagradou muita gente. Mas ganhou dinheiro e valor de mercado com tal atitude.

Agora, sobre “gostar ou não da campanha”, aí é questão de foro íntimo de cada um. Compre ou não da Natura, é um direito seu. Não condeno quem se desagradou com ela, pois é algo intrínseco de cada um. Idem a quem gostou.

 

Thammy Miranda com o filho

– Relembrando os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho de 2019, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

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