– Johnson & Johnson pagará indenização de US$ 2.1 bi pelo talco com elementos cancerígenos.

Lembram dessa história, a de que embalagens de talco para bebês da Johnson & Johnson continham amianto, num fato muito divulgado nos EUA, relacionando a contaminação de mulheres com câncer de ovário por causa dele?

Pois é: a Justiça de lá determinou que a empresa pagasse indenização para as vítimas.

Confira: https://epoca.globo.com/mundo/mulheres-serao-indenizadas-nos-eua-em-11-bilhoes-por-fabricante-de-talco-associado-cancer-24496484

MULHERES SERÃO INDENIZADAS NOS EUA EM R$ 11 BILHÕES POR FABRICANTE DE TALCO

Processo contra gigante Johnson & Johnson envolve 22 mulheres diagnosticadas com tumores no ovário; companhia classifica julgamento como “fundamentalmente falho”

Um tribunal americano condenou a Johnson & Johnson a pagar uma indenização de 2,1 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 11 bilhões) em decorrência da acusação de que um talco para bebês produzido pela empresa estaria associado ao desenvolvimento de câncer no ovário. A decisão no estado de Missouri, Estados Unidos, reduziu em mais da metade a indenização de 4,4 bilhões de dólares concedida a 22 mulheres que manifestaram a doença, em decisão de 2018. Segundo o tribunal, alguns casos eram de fora do estado e não deveriam ser incluídos no processo.

O veredito emitido na última terça-feira (24) indica que a gigante especializada na produção de farmacêuticos, utensílios médicos e produtos pessoais de higiene comercializou “produtos que continham amianto para os consumidores”. Segundo o parecer, em função do tamanho da companhia, a corte acredita que a punição também deveria ser em uma grande escala para refletir a gravidade do caso.

“É impossível atribuir valor monetário às queixas físicas, mentais e emocionais sofridas em consequência dos ferimentos causados pelos réus”, afirmou o juiz.

Apesar de ser apresentado como um produto para bebês, o talco se tornou um produto de higiene usado em torno dos órgãos genitais principalmente por muheres americanas.

As conclusões gerais do tribunal de primeira instância na decisão de 2018 contra a Johnson & Johnson foram confirmadas pelo tribunal de apelações do estado de Missouri. Cada mulher (ou sua família) recebeu pelo menos US$ 25 milhões. Segundo o escritório de advocacia responsável pelo caso, 11 das 22 mulheres que participaram do processo já morreram de câncer.

Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, um porta-voz da empresa disse que a Johnson & Johnson vai recorrer da decisão na Suprema Corte do Missouri. O grupo alega que seu talco para bebês não continha amianto e não provocava câncer. Apesar disso, no ano passado, a empresa retirou do mercado 33 mil frascos de talco para bebê depois que um órgão regulador federal encontrou traços de amianto em um frasco do produto.

Kim Montagnino, porta-voz da Johnson & Johnson, afirmou ao New York Times que a empresa buscará uma revisão mais aprofundada da decisão da Suprema Corte do Missouri e defendeu seus produtos de talco como seguros.

“Continuamos a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, fundamentado em uma apresentação defeituosa dos fatos. Continuamos confiantes de que nosso talco é seguro, livre de amianto e não causa câncer”, declarou.

A companhia foi alvo de milhares de processos nos últimos anos, acusada de não informar os consumidores sobre o risco de câncer gerado pelo amianto utilizado nos produtos. Esse mineral é muito utilizado na indústria da construção civil, por ser resistente ao calor e ao fogo, mas é proibido em diversos países devido aos riscos para a saúde.

Quando fragmentos microscópicos de fibras de amianto puro são inalados, o material se torna muito perigoso e pode causar doenças como câncer de pulmão, mesotelioma (uma forma de câncer que só ocorre em pessoas expostas ao amianto) e asbestose, doença que provoca falta de ar e outros problemas respiratórios.

A razão pela qual o talco para bebês pode ser contaminado com amianto é que o seu mineral base é frequentemente encontrado e extraído nas proximidades de minas do material tóxico. Alguns estudos já sugeriram que existe um elo entre o uso de talco e o câncer. Mulheres que usam talco registram mais casos de câncer de ovário do que outras. Mas mesmo os pesquisadores por trás desses estudos são céticos sobre seus resultados, já que foram analisados anos depois.

Em maio deste ano, a Johnson & Johnson anunciou a suspensão da venda do talco nos Estados Unidos e Canadá. Nos dois países a empresa enfrentou uma forte queda nas vendas devido à mudança de hábitos e uma grande desconfiança dos consumidores sobre a segurança do produto.

Procurada pela reportagem, a Johnson & Johnson afirmou que acredita que o julgamento nos Estados Unidos foi falho, “baseado em uma apresentação incorreta dos fatos”. O grupo reforçou que os produtos são seguros, sem a presença de amianto e, portanto, não causam câncer. Segundo a empresa, no Brasil não há processos judiciais ligados ao assunto e os talcos comercializados no país são produzidos localmente, sem amianto.

Veja o comunicado na íntegra abaixo:

“Em relação ao recente veredito do julgamento da corte no Missouri, nos Estados Unidos, a Johnson & Johnson continua a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, baseado em uma apresentação incorreta dos fatos, e prosseguirá com pedido de revisão mais aprofundada ao Supremo Tribunal do Missouri. Permanecemos firmemente confiantes na segurança do nosso talco que não contém amianto e não causa câncer. Nós nos solidarizamos profundamente com quem sofre de câncer e, por isso, acreditamos que fatos são tão importantes e precisam ser minuciosamente avaliados nesta questão.

Em relação ao Brasil, informamos que não há processos judiciais associados a este assunto. O produto comercializado no país é produzido localmente e também não contém amianto nem causa câncer.”

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O produto é vendido pela empresa no mundo todo Foto: Justin Sullivan / Getty Images

– O dentista solidário: Felipe Rossi e a ONG Por1Sorriso!

Tem gente que faz a diferença no mundo: conheça a história da ONG “Por1Sorriso”, do dentista Felipe Rossi, que transforma literalmente o sorriso das pessoas!

Vale a leitura (texto extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2020/06/21/dentista-brasileiro-viaja-para-consertar-a-boca-de-quem-nao-pode-pagar/)

DENTISTA BRASILEIRO VIAJA PARA CONSERTAR A BOCA DE QUEM NÃO PODE PAGAR

O dentista Felipe Rossi viaja o mundo dando um motivo a mais para as pessoas carentes sorrirem ao restaurar seus dentes e a confiança perdida. Para milhões de pessoas pessoas, a saúde bucal é puro luxo inalcançável por isso Felipe fundou, em 2016, a ONG Por1sorriso.

Para nós que temos uma rotina de cuidados bucais estabelecida e dinheiro para o dentista é difícil imaginar que há pessoas que sequer possuam uma escova dental. Apesar das conquistas tecnológicas em saúde bucal, aqueles mais carentes ainda têm pouco ou nenhum acesso à saúde bucal ou ao dentista.

Segundo The Global Burden of Disease Study , doenças bucais atingem 3,5 bilhões de pessoas no mundo. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas tenham cáries em dentes permanentes enquanto mais de 530 milhões de crianças sofram de cárie nos dentes de leite. Existe uma evidente correlação entre a presença de doenças bucais e status socioeconômico, e, obviamente, a pior carga recai sobre os mais pobres.

Problemas e doenças bucais tem um enorme impacto na qualidade de vida – dificuldades para se alimentar, dores e sofrimento permanente. Os dentes que não recebem tratamento levam a mais problemas, desconforto, além da certeza da perda de dentes muito prematura. O sorriso é comumente o que as pessoas notam primeiro no outro, portanto, ter dentes feios ou a ausência deles pode causar graves lutas psicológicas, como baixa auto-estima.

Essas transformações profundas nos rostos dos pacientes mostram como o trabalho dos voluntários não muda somente seus sorrisos, mas suas vidas. Um sorriso belo pode faz uma enorme diferença em como somos vistos, e também afeta a autoconfiança do indivíduo – essas pessoas agora parecem muito mais jovens e suas personalidades mais reluzentes. fonte:via [Bored PandaInstagram 12Youtube]

– Sensitivity Reader (as pessoas que trabalham como leitores sensíveis) são cada vez mais comuns no Brasil

Nos tempos do politicamente correto, muitos cuidados se deve tomar para não ofender minorias sociais. E creia: isso tem sido um tema relevante à indústria editorial.
Extraído de: http://temas.folha.uol.com.br/liberdade-de-opiniao-x-discurso-de-odio/liberdade-de-expressao/mercado-editorial-adota-funcao-do-leitor-sensivel-para-evitar-boicotes.shtml

MERCADO EDITORIAL ADOTA FUNÇÃO DO ‘LEITOR SENSÍVEL’ PARA EVITAR BOICOTES

Por Amanda Ribeiro Marques

A sensibilidade dos tempos de causas identitárias gerou uma profissão no mercado editorial: o “leitor sensível”.

Surgido nos países de língua inglesa e atuando ainda de forma incipiente no Brasil, o “sensitivity reader” é, normalmente, um integrante de grupos sociais contratado para apontar, ainda no manuscrito, conteúdos que possam provocar pressões e boicotes.

A maioria se qualifica por características como cor da pele, nacionalidade, orientação sexual, vícios, histórico de abuso sexual e problemas psiquiátricos. Parte tem formação literária, mas importa pouco. O principal é a experiência pessoal, que permite identificar conteúdos suscetíveis a afrontar minorias.

Dois exemplos de desagrado militante foram registrados nos Estados Unidos em 2015 e 2016, quando as autoras Emily Jenkins (“A Fine Dessert”) e Ramin Ganeshram (“A Birthday Cake to George Washington”) foram criticadas por ilustrarem seus livros infantis com escravos sorridentes.

Jenkins, americana loira de olhos claros, foi acusada de retratar a escravidão como “desagradável, mas não horrenda”. Desculpou-se e doou os lucros a uma organização de incentivo à diversidade literária.

No caso de Ganeshram, americana cujos pais são de Trinidad e Tobago e do Irã, a obra saiu de circulação e recebeu diversas resenhas negativas.

Críticas a obras e autores não são novidade nem o que mais preocupa a PEN America, organização que promove a liberdade de expressão.

Mais grave, diz Sarah Edkins, diretora de comunicação da entidade, é a alta dos “book challenges”, pedidos de retirada de livros considerados impróprios de bibliotecas e escolas. Segundo relatório da PEN America em 2016, obras com personagens negros, LGBT ou portadores de deficiência são as maiores vítimas.

As solicitações são feitas tanto por grupos sociais que se sentem representados de maneira insensível quanto por grupos conservadores, que se opõem à apresentação dessas temáticas a crianças.

Como os pedidos são feitos a nível local, não há estimativas precisas sobre o total de requerimentos. A decisão do banimento cabe a cada uma das bibliotecas.

É esse cerco que o “leitor sensível” visa evitar. Como não existe curso ou linha de orientação, cada um tem seu método de trabalho. Parte produz um relatório sobre a obra como um todo. Outros comentam trecho a trecho, apontando por que tal termo é ofensivo ou tal passagem desrespeita determinada identidade.

“Com esse trabalho, transformo em força aquilo que me colocaria em desvantagem em uma sociedade que só valoriza homens brancos, heterossexuais e cisgênero, e recebo compensação financeira por algo que antes só servia para me discriminar”, diz o canadense Sharmake Bouraleh, 22.

Gay, negro, muçulmano e diagnosticado com transtornos de ansiedade, Bouraleh tem formação em escrita criativa. Ele diz ter sido atraído para a função por ter suas identidades marginalizadas e mal caracterizadas na literatura.

A americana Ashley Mitchell, revisora que decidiu atuar como “leitora sensível”, partilha desse objetivo. Ela afirma querer alertar escritores brancos sobre equívocos em personagens negros.

“Era visível para leitores politicamente corretos que essas representações não eram precisas e que isso poderia ser facilmente resolvido com o feedback de grupos marginalizados representados nas obras”.

MERCADO NACIONAL

No Brasil, a função dá seus primeiros passos. A Seguinte, segmento jovem do grupo Companhia das Letras, tomou a dianteira e contratou a advogada travesti Terra Johari, 25, para colaborar no processo de tradução de “Fera”, da americana Brie Spangler (ed. Seguinte, 384 págs., R$ 27,90). Uma das personagens é trans.

Johari avaliou a tradução de termos e diálogos e ajudou a elaborar um glossário de conceitos relacionados à transgeneridade. Pela produção de um parecer de nove páginas embasado em teorias de gênero e experiências pessoais, recebeu R$ 500. No mercado anglófono, esse serviço rende cerca de US$ 250 (R$ 825).

Para Nathalia Dimambro, editora da Seguinte, a experiência deve ser repetida. “Quando um autor escreve sobre uma minoria da qual não faz parte, pode sem querer reforçar estereótipos ou usar termos que sejam mal interpretados.”

Há quem enxergue o processo como tentativa de censura ou de impedir o escritor de apresentar sua visão de mundo, ainda que esta seja tachada de politicamente incorreta.

Stacy Whitman, editora da americana Lee and Low Books, discorda. Para ela, o processo de edição não pode ser confundido com censura.

Sarah Edkins, da PEN America, defende tanto o direito à liberdade de expressão quanto o de os editores rejeitarem o que não quiserem publicar. “Autores e editores sempre fizeram considerações individuais sobre a recepção das mensagens e a potencial repercussão social das obras.”

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– Marilan: um exemplo de responsabilidade social das empresas!

Parabéns, Marilan! Quem faz a coisa certa, merece os aplausos. Veja a correta e bonita atitude da fábrica de biscoitos, frente ao pedido de uma mãe.

Abaixo: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2020/06/11/empresa-promete-fornecer-biscoito-que-saiu-de-linha-para-menino-autista-apos-mae-fazer-apelo.ghtml

EMPRESA DE MARÍLIA PROMETE FORNECER BISCOITO QUE ‘SAIU DE LINHA’ PARA MENINO AUTISTA

Mãe de Marco Antônio, de 9 anos, conta que ficou desesperada quando percebeu no mercado que o biscoito, que trazia a forma de um coração, tinha mudado. “É a companhia dele”, contou.

Mãe de menino autista faz apelo nas redes sociais para empresa de biscoito em Marília — Foto: Instagram/Reprodução

Mãe de menino autista faz apelo nas redes sociais para empresa de biscoito em Marília — Foto: Instagram/Reprodução

O apelo de uma mãe nas redes sociais levou uma empresa de Marília (SP) a prometer para o filho dela, que é autista, o fornecimento gratuito de biscoitos até o fim do ano. Mas não um biscoito qualquer: um tipo específico, que tem formato de um coração no centro – o único que ele aceita comer.

A enfermeira Loreta Toffano contou ao G1 que costumava comprar cerca de 20 pacotes de biscoito de leite ou nata de uma marca específica para o filho Marco Antônio Lacerda Magalhães, de 9 anos, que tem seletividade alimentar. No entanto, na última sexta-feira (5), ela foi ao mercado e percebeu que o produto havia mudado de formato.
“Mesmo assim eu comprei no novo formato, para tentar, mas ele tem todo um ritual, como é comum para a criança autista. Ele pega o biscoito, olha bem, faz uma inspeção visual, cheira, aí quebra bem no meio do coração. Se quebrar torto, ou se tiver um trincadinho, ele não come. Ele pegou o biscoito no formato novo, olhou, cheirou e deixou de lado”, lembra a mãe.
Marco Antônio só come o biscoito nesse formato de coração  — Foto: Arquivo pessoal

Marco Antônio só come o biscoito nesse formato de coração — Foto: Arquivo pessoal

Por causa dessa situação, Loreta decidiu publicar um apelo nas redes sociais, pedindo para que a empresa voltasse a produzir os biscoitos no formato que Marco Antônio gosta. Ela conta que o menino chora por não ter o biscoito e entra em crise. A publicação no Instagram teve mais de 2 mil curtidas e 1,5 mil comentários até quarta-feira (10).

Ao ver a publicação, a marca disse que entrou em contato com Loreta e que o menino continuaria a receber os biscoitos “que tanto ama”.

Segundo a enfermeira, a empresa a comunicou que não teria como manter o formato antigo do biscoito, mas que mandaria os pacotes exclusivamente para ela até o final do ano, de forma gratuita. Além disso, também enviaria biscoitos de outros modelos, para que o menino pudesse experimentar e fazer a transição.

O biscoito de coração faz parte da vida do Marco Antônio desde que ele tinha 2 anos, segundo a mãe. Para comprar os pacotes, Loreta gastava cerca de R$ 150 por mês.

“O biscoito é a companhia dele. Então na praia, estávamos em Cabo Frio, com o potinho de biscoito do lado. Ele está no pula-pula, e o biscoito do lado. É o companheiro de cada dia, tipo o nosso pão”, conta.

Em nota ao G1, a empresa Marilan informou que “sempre teve o comprometimento de contribuir com a sociedade” e que estimula os funcionários a ajudarem quem estiver ao alcance da marca. A empresa também confirmou que vai entregar os biscoitos para o Marco Antônio a partir do mês de julho.

*Colaborou sob a supervisão de Mariana Bonora.

Veja mais notícias da região no G1 Bauru e Marília

– As lições de coragem e liderança de Bento XVI e Francisco, voltadas para a Administração

Passada a novidade e o calor sobre o tema “Papas: ficção ou realidade” que envolveu o filme Dois Papas, da Netflix (2019), tendo assistido uma segunda vez, percebe-se que apesar de uma certa confusão do que é verdadeiro e o que é liberdade do autor da película, a produção nos traz lições que saem do campo religioso.

Devemos louvar a realidade, e observar algo pouco comentado: a coragem de Bento XVI, ao contrário do que alguns entenderam na ficção. Mais do que isso, a forma com que Francisco conduziu o processo de reconstrução da Igreja, semelhante ao de auditorias corporativas.

Encontrei no Estadão um texto (do começo de 2020) que resume muito bem tudo isso, em: https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/as-licoes-de-lideranca-de-bento-xvi-visao-e-coragem/

AS LIÇÕES DE LIDERANÇA DE BENTO XVI: VISÃO E CORAGEM

Bento XVI soube aplicar magistralmente os conceitos que pavimentaram o processo de mudança organizacional no Vaticano

por Marisa Eboli

Sempre fico ansiosa para saber quem serão os indicados ao Oscar. E neste ano não foi diferente. Semana passada fiquei atenta ao anúncio dos indicados nas 24 categorias da premiação. O filme Dois Papas, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, recebeu três indicações: melhor ator coadjuvante, para Anthony Hopkins (papa Bento XVI); melhor ator principal, para Jonathan Pryce (papa Francisco); e melhor roteiro adaptado, para Anthony McCarten.

É um filme inspirado em fatos da vida real, mas as situações criadas são de ficção. A visita à Roma e os diálogos entre o cardeal Jorge Mario Bergoglio e o então papa Bento XVI, de fato, não ocorreram. Mas poderiam ser verdadeiros pois refletem a realidade.

Em 2013, Francisco substituiu o papa Bento XVI após sua renúncia, que representava a ala mais conservadora da Igreja. Francisco fazia parte de um outro pensamento teológico, mais aberto em comparação aos seus antecessores. São as diferenças teológicas entre Joseph Ratzinger e Jorge Mario Bergoglio que estão no centro das conversas retratadas no filme de Fernando Meirelles e produzido pela Netflix.

Um dos motivos para a crise que levou Ratzinger à renúncia do Vaticano foram os escândalos de pedofilia, abuso sexual e corrupção no Banco do Vaticano. E o papa Francisco foi a alternativa escolhida para salvar a Igreja, que desde os anos 1980 vinha perdendo milhões de fiéis.

Após nem um ano na função, em 2014, Francisco já era apontado por especialistas nacionais e internacionais (em gestão empresarial e economia), como exemplar pela sua liderança e estilo de gestão. Dentre outras lições do Papa para os CEOs, destacaram-se: foco na missão e enfrentamento de temas complexos. Isso tudo fica evidente no progresso do papa em difíceis e polêmicos temas com os quais ele tem lidado com lucidez, como o da homossexualidade. É inquestionável que ele está sendo responsável por diversas mudanças de rumo e inovações na Igreja Católica.

Recentemente, nomeou pela primeira vez na história uma mulher – a advogada italiana Francesca Di Giovanni – para ocupar um alto posto no Secretariado de Estado, órgão que é o centro diplomático e administrativo do Vaticano.

Andrew Pettigrew (1944), renomado professor de estratégia e organização da Universidade de Oxford propõe três conceitos que devem ser considerados num processo de mudança organizacional e cultural: o contexto (por que mudar?), o conteúdo (o que mudar?) e o processo (como mudar?).
O contexto da mudança refere-se ao principal motivo para se rever a estratégia tanto no ambiente externo quanto interno. Neste aspecto, a análise de Bento XVI foi impecável: tinha clareza das razões pelas quais deveriam ser realizadas mudanças profundas no Vaticano. O conteúdo da mudança diz respeito ao que deve ser feito em áreas específicas, como gestão geral e em especial a gestão de pessoas. Ele também vislumbrava que seus valores e princípios conservadores eram incompatíveis com um modelo de gestão mais liberal que viabilizasse as mudanças requeridas pela Igreja Católica.

Com relação ao processo de mudança, o papel da liderança é fundamental para que ela seja bem-sucedida. Uma liderança inspiradora seria essencial para viabilizar a mudança revolucionária pretendida pelo papa alemão. Uma mudança muito ousada que realmente impactou não só a instituição mas todo o mundo. Foi do alto de sua administração que Bento XVI desempenhou um papel crucial nesse processo, visto que, delineou o perfil de competências necessário para o futuro papa, que teria como missão principal redirecionar os rumos da Igreja Católica.

Francisco vem obtendo muito sucesso em suas ações. Altíssima popularidade (que, às vezes, até causa constrangimentos, como o puxão que levou dias atrás de uma fiel) e crescente número de pessoas para suas audiências abertas e outros eventos, ampliando a receita do Vaticano, que depende basicamente do turismo.

São muitas as lições aprendidas no filme Dois Papas, que ilustra conceitos como: vocação, carreira, comunicação, competências, cultura e valores. Mas, para mim, a principal lição não se refere apenas à atuação de Bergoglio e sim à de Bento XVI. Ele sim foi o grande idealizador e promotor da gestão da mudança organizacional e cultural ocorrida no Vaticano.

Teve uma atitude revolucionária, corajosa e desapegada, preocupando-se com os interesses e a missão da Igreja e não com seus próprios interesses. Convenhamos, abrir mão de um cargo tão poderoso e almejado como o que ocupava, não é um desafio fácil para um simples mortal! Sim, o papa é mortal! Soube aplicar magistralmente os conceitos que pavimentaram o processo de mudança organizacional: porque mudar, o que mudar e como mudar.

*É Doutora em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP e Especialista em Educação Corporativa. É Professora de Graduação e do Mestrado Profissional da Faculdade FIA de Administração de Negócios.

Jonathan Pryce e Anthony Hopkins em cena de ‘Dois Papas’ Foto: Peter Mountain/Netflix

– Indicadores do Esgotamento Profissional (Síndrome de Burnout)

Cansaço ou estresse, indisposição e desmotivação no ambiente de trabalho. Se estiver percebendo os sintomas descritos nessa matéria, atenção: repense seus hábitos profissionais!

Extraído de: http://vilamulher.terra.com.br/dinheiro/materia/carreira/276-sindrome-do-esgotamento-profissional.html

 O ESGOTAMENTO PROFISSIONAL

Por Juliana Lopes

Estafa profissional, muita gente já passou por isso no ambiente de trabalho. Geralmente tudo indica que a pessoa está com estresse ou depressão ocupacional por não dar conta de tantas tarefas.

Mas não confunda. Muitas vezes, a falta de vontade de ir ao trabalho, o cansaço ou até o mau humor podem ser indícios de outro mal, a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional. Como o próprio nome diz, a palavra inglesa é a união de burn (queima) e out (exterior), identificada principalmente pelo comportamento agressivo.

“Estresse pode acometer um indivíduo em qualquer lugar, no seu meio familiar, social e profissional, mas o burnout é um estresse que advém do próprio trabalho. É uma doença tipicamente laboral. A pessoa não consegue mais suportar trabalhar num determinado lugar, com determinadas pessoas, ou porque teve uma discussão com um chefe ou colega de trabalho ou por ter que cumprir metas muito altas em curto espaço de tempo ou por trabalhar em lugares perigosos ou insalubres”, explica a psicóloga Maria Fernanda Marcondes, que ministra palestras sobre o assunto em empresas.

O Isma-Br (International Stress Management Association) calcula que no Brasil 30% dos trabalhadores são portadores da síndrome. No consultório de Maria Fernanda há vários colaboradores de empresas que muitas vezes chegam por lá bastante estressados e muito próximos de estarem com a doença. “Quando o indivíduo não consegue mais ir ao trabalho, quando está exausto emocionalmente e se sente um fracassado profissionalmente, é sim necessária a terapia e a medicação”, alerta.

Para se ter uma idéia, em países como os Estados Unidos, a síndrome já é considerada como caso de saúde pública. Mas como muitos brasileiros a desconhecem, o afastamento do trabalho geralmente é justificado por outros motivos, como depressão, ansiedade e, principalmente, Síndrome do Pânico. “Esta muito comum vir o Burnout”, acrescenta.

Conforme a psicóloga, em muitos casos o próprio funcionário acaba pedindo demissão por não aguentar as pressões da rotina de trabalho. Para evitar situações como essa, ela afirma que o mais correto seria ter um psicólogo que monitorasse os colaboradores dentro das empresas.

“Como isso ainda não acontece, o jeito é se prevenir. Quando possível evitar o excesso de trabalho e sempre ter hábitos saudáveis. E também controlá-la, caso a doença se instale”, completa.

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– Não será futebol! O RJ endoideceu?

Eu defendo que o futebol, apesar da pressão das autoridades, volte no tempo seguro. Sem atropelos, quebras de protocolo ou apressado por determinação e interferência política.

Mas será assim? Se na Alemanha, onde todos os cuidados foram tomados, há ainda alguns “escorregões”, imagine com a indisciplina e o descaso do brasileiro!

Amo futebol, mas amo mais a vida e ao próximo.

Como ficam os clubes profissionais e os empregos?

Ora, quem pode pagar salário de mais de 1 milhão por mês, que vende atleta por mais de R$ 50 mi ou ainda que vive se encostando na agremiação, deve ter uma carta na manga. Ou era (e é) simplesmente uma bagunça a gestão dos clubes?

Pior é no Rio de Janeiro: querer forçar a volta e ainda permitir 50% de lotação nos estádios é desprezar a pandemia e ignorar os mortos. As autoridades estão loucas?

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– Defesa ambiental ecologicamente incorreta?

Recebi essa imagem (nem sei se é verídica / situação forçada) e ela nos dá uma boa oportunidade para discussão: atitudes como retratadas nela (cometer um ato incorreto para a defesa de situações corretas) são frequentes em nossa sociedade?

Se sim, isso acontece por “desaviso” (burrice, ignorância) ou consciente do erro?

A foto do corte da árvore para substitui-la por um outdoor de “defesa das árvores“, abaixo:

– Ninguém se Preocupa com a Preservação dos Animais Feios?

Assunto interessante e delicado: inúmeras ONGs protegem animais considerados “bonitos”, mas poucas cuidam de espécies consideradas “feias”.

Alguém já viu entidade de defesa do Sapo Roxo, do Blobfish, ou do Macaco Proboscis?

Compartilho a matéria, extraída da Revista Isto É, ed 2211, pg 85-86

SALVEM OS FEIOS

Enquanto sobram ONGs e governos dispostos a proteger pandas, golfinhos e tigres, animais com problemas de aparência rumam para a extinção em vários pontos do planeta

Larissa Veloso

Em decorrência da ação humana, para que uma espécie sobreviva hoje, não basta mais ser a mais rápida, ter venenos letais ou montar o melhor esconderijo. Na nova lei da selva, e preciso também ter boa aparência. Bichos fofinhos como o urso polar, imponentes como os tigres ou graciosos como os golfinhos são os queridinhos de entidades ambientais, governos e publicitários. Enquanto isso, espécies como o blobfish não estão nem sequer no banco de dados da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), que classifica os animais de acordo com o grau de vulnerabilidade.

Os pesquisadores da associação britânica Evolutionarily Distinct and Globally Endangered (Edge), que protege as espécies mais, digamos, diferenciadas do planeta, sabem bem como os feios são desprezados. “Temos uma lista com 100 anfíbios que evoluíram de uma maneira singular. Destes, 85 recebem pouca ou nenhuma atenção”, diz a gerente de projetos da Edge, Carly Waterman. Por outro lado, não receber atenção seria uma bênção para o primata aye-aye. Seu visual é tão desfavorável que é caçado pelos habitantes da ilha de Madagascar, que acreditam se tratar de animal diabólico.

Alguns importantes papéis no ambiente são desempenhados por animais que não são atraentes. “Muitas espécies marinhas, por exemplo, não são consideradas bonitas, mas várias contêm substâncias com potencial valor industrial e medicinal”, disse à ISTOÉ Ernest Small, pesquisador do Ministério da Agricultura do Canadá e autor do artigo “A Nova Arca de Noé: Apenas Espécies Úteis e Belas”.

A evolução humana explica em parte nossa preferência por alguns bichos. Uma das estratégias evolutivas que desenvolvemos por milênios é o sentimento de afeição por bebês humanos, que resultou em maior proteção. Essa característica acabou se estendendo aos animais, e o resultado foi a vontade de defender aqueles que lembram nossos bebês, beneficiando principalmente os mamíferos. Mas, para preservar algumas espécies, precisamos controlar os efeitos dessa herança. Apesar de não ficarem bem como bichinhos de pelúcia, animais como o dragão de Komodo e o sapo roxo são importantes para o equilíbrio ambiental. Quanto mais desses bichos desaparecerem, maiores as chances de humanos, pandas e golfinhos ficarem sem ecossistema.

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Acima, um Blobfish

– E a Osklen abandonou as máscaras de grife…

Depois de ser extremamente criticada por vender máscaras para a proteção de Covid-19 por R$ 147,00, a grife Osklen divulgou a composição do seu preço e lucro final.

Mesmo tendo uma ação social por trás (a doação de um valor para a compra de cestas básicas), ainda assim a empresa continuou a ser questionada. Afinal, o valor da doação, indiretamente, era pago pelos clientes e isso soou como oportunismo.

Por fim, diante de tudo o que ocorreu, a Osklen parou de vender o produto.

Entenda, extraído de: https://economia.ig.com.br/2020-05-07/acusada-de-praticar-preco-abusivo-osklen-para-de-vender-mascaras-por-r147.html

ACUSADA DE VENDER MÁSCARAS A PREÇO ABUSIVO, OSKLEN PARA DE VENDER MÁSCARAS A R$ 147,00.

A marca carioca tirou os produtos de seu site e redes sociais, mas as críticas continuam circulando na internet

A Osklen parou de vender suas máscaras depois de gerar polêmica nas redes sociais. A marca carioca tinha anunciado dois itens de proteção por R$147, e o preço alto deixou muita gente espantada.

A campanha da empresa, chamada “Respect & Breathe”, vendia um conjunto de duas máscaras com estampas exclusivas e prometia converter R$70 do valor de venda em cestas básicas que seriam doadas para a comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.

Mesmo com a doação envolvida, o produto rendeu uma enxurrada de críticas depois de ser anunciado no site e nas redes sociais da Osklen . Muitos clientes consideraram o preço abusivo .

A conta do lucro

Antes de retirar os produtos do ar, a Osklen divulgou um conta onde mostrava que o lucro da venda de máscaras girava em torno de 7%. Junto com a imagem abaixo, a empresa escreveu em publicação nas redes sociais: “Não abrimos nossos números, mas dada a curiosidade gerada pela nossa iniciativa, resolvemos compartilhar com vocês o fato de que com o pack vendido a R$ 147, a empresa terá menos de 7% de lucro, exatamente R$ 11”.

A publicação ainda dizia que “a Osklen entende que usar máscaras nesse momento é importante e quer levar aos seus clientes mais uma opção com peças funcionais, com design e qualidade”. Com a continuidade das críticas, a postagem foi deletada. A Osklen também excluiu as máscaras de seu portfólio no site de vendas.

A reportagem entrou em contato com a Osklen através de sua assessoria de imprensa. A marca disse que criou as máscaras por pedidos de clientes, e que as tirou do ar pelo mesmo motivo. Veja a nota completa:

“A Osklen entende que máscara é um produto para a defesa da saúde das pessoas. Por isso, no mês passado, a fábrica da marca foi remodelada para produzir 50 mil máscaras hospitalares que estão sendo doadas para profissionais de saúde. Ao saberem dessa ação, consumidores nos procuraram pedindo para que produzíssemos máscaras de tecido, produto que não faz parte do portfólio da marca. Criamos então o projeto máscaras, pensado com uma margem de retorno que apenas viabilizaria a operação, além de proporcionar a realização de mais uma ação social de doação de cestas básicas. No lançamento, realizado ontem (5 de maio), ouvimos a opinião pública. Decidimos então suspender a venda do pack e entendemos que é um momento de repensar o projeto. Independente disso, continuaremos com nossa ação social iniciada em abril de produzir e doar 50 mil máscaras hospitalares para profissionais de saúde”.

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– O Uso do Celular ao Volante já mata mais do que acidentes por Motorista Embriagado

No Brasil, a Lei Seca conseguiu diminuir o número de mortes no trânsito em decorrência de bebida alcoólica. Mas há outro problema: agora, as mortes causadas por uso de Mensagens de Texto no Celular superaram as do Álcool!

Extraído de: http://migre.me/eufCP

MENSAGEM DE TEXTO NO CELULAR CAUSA MAIS MORTES QUE BEBIDA AO VOLANTE

Pesquisa aponta que número de mortes não para de crescer, apesar das campanhas educativa

NOVA YORK – Enviar mensagens de texto pelo celular ao mesmo tempo em que se dirige já ultrapassou o uso de bebida associado à direção como principal causa de morte de adolescentes nos Estados Unidos, de acordo com um estudo do Centro Médico Infantil Cohen, em New Hyde Park.

Mais de três mil adolescentes morrem por ano por causa de acidentes provocados por distração durante o envio de mensagens de texto pelo celular diante do volante de veículos em movimento. Os mortos por acidentes provocados pelo uso de álcool  em acidentes automobilísticos são 2.700 por ano, segundo o estudo. Apesar de uma campanha publicitária nacional e inúmeros alertas de autoridades e especialistas, o estudo revela novos números impressionantes: 50% dos estudantes americanos costumam enviar mensagens de texto via celular enquanto dirigem.” A realidade é que os jovens não bebem diariamente, mas eles levam o tempo todo os seus celulares e querem continuar conectados com os amigos mesmo quando estão dirigindo, e por isso esta ocorrência tornou-se mais comum, embora seja tão perigosa quando beber e dirigir”,  afirmou à rede de televisão CBS o médico  Andrew Adesman, chefe de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento do Centro Médico Infantil Cohen. Principal autor do estudo, Andrew Adesman disse que as leis que proíbem mensagens de texto ao volante não são eficazes. 57% dos jovens disseram que mandam mensagens enquanto dirigem em estados com leis que proíbem o comportamento, e 59% disseram que fazem o mesmo em estados que não adotam legislação sobre o tema.” As pessoas estão escrevendo e dirigindo o tempo todo”, disse Mike Xirinachs, um dos entrevistados pela emissora de TV. “Eu não sei o que deve ser feito, mas alguém precisa fazer alguma coisa””, disse. ”Todos os dias eu vejo isso”, disse um motorista. “As pessoas dirigindo e dedilhando ao celular, ou falando ao telefone. Eles não deveriam fazer isso, mas fazem – crianças, adultos, todo mundo faz isso”. É perigoso e irresponsável, mas virou uma cena comum”, disse o ex-policial John Montone. “Um veículo é uma arma, assim como um revólver ou uma faca, e você pode matar pessoas. Você não merece ter uma carteira de motorista se é irresponsável a esse pondo”, completou. As estatísticas mostram que quem se comunica por celular enquanto dirige tem 23 vezes mais chances de causar um acidente do que se estiver prestando atenção.

– 1 bilhão do Itaú contra o Coronavírus

Por maior que seja o lucro de um banco, mesmo sendo uma ação que possa ser encarada como promocional por muitos, ainda contando com clientes insatisfeitos (como eu) por diversos motivos, é inegável a necessidade de se aplaudir o Banco Itaú!

A explicação abaixo, extraída de: https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/04/13/itau-doa-r-1-bilhao-e-cria-frente-de-combate-ao-coronavirus.ghtml

ITAÚ DOA R$ 1 BILHÃO E CRIA FRENTE DE COMBATE AO CORONAVÍRUS

Dinheiro se soma a outros R$ 250 milhões já doados pelo Itaú, dos quais R$ 150 milhões por meio da Fundação Itaú para a Educação e Cultura e do Instituto Unibanco

O Itaú Unibanco confirmou nesta segunda-feira a doação de R$ 1 bilhão para financiar ações de combate ao coronavírus, conforme já noticiado pelo Valor, com a criação da iniciativa Todos pela Saúde.

Os recursos serão administrados por um grupo de especialistas, sob a liderança do médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio Libanês. Também integram o grupo o médico, cientista e escritor Drauzio Varella, o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto, o ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS) Maurício Ceschin, o consultor do Conselho dos Secretários de Saúde (Conass) Eugênio Vilaça Mendes, o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, e o presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pedro Barbosa.

O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga também dará apoio ao programa, conforme noticiou o Valor.

Segundo o Itaú, caberá à equipe definir as ações que serão financiadas, com respaldo em “premissas técnicas e científicas”.

A atuação da Todos pela Saúde se dará por meio de quatro eixos. O primeiro é o de informar, com campanha de incentivo ao uso de máscaras pela população; orientações sobre higiene e valorização de iniciativas de solidariedade da sociedade civil.

O segundo é o de proteger, com disponibilização de equipamentos de proteção individual e testagem para profissionais de saúde e aplicação de testes na população.

O terceiro é o de cuidar, com ações de apoio a gestores públicos estaduais e de grandes municípios na estruturação de gabinetes de crise; capacitação e apoio aos profissionais de saúde; uso de telemedicina para monitoramento de casos e apoio aos profissionais de saúde; ampliação da capacidade e eficiência em estruturas hospitalares referenciadas; e distribuição de insumos estratégicos, mobilização de equipamentos e recursos humanos.

O quarto eixo é de retomar, voltado à colaboração para o desenvolvimento de estratégias com objetivo de retorno mais seguro às atividades sociais; e a programas de monitoramento da população com risco elevado.

“Com esta iniciativa, temos a intenção de fazer algo estruturante, que tenha impacto positivo sobre toda a sociedade brasileira. O grupo de especialistas escolhidos para esta missão vai identificar as principais necessidades do País e priorizá-las”, afirmou Paulo Chapchap por meio de nota.

O dinheiro se soma a outros R$ 250 milhões já doados pelo Itaú, dos quais R$ 150 milhões por meio da Fundação Itaú para a Educação e Cultura e do Instituto Unibanco.

“Desde o início da pandemia, mobilizamos pessoas e recursos na luta contra a covid-19 e seus efeitos sociais e econômicos. Esta nova iniciativa dá a dimensão do quanto estamos preocupados e engajados na solução da crise”, disse o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, no comunicado.

Itaú Unibanco vai doar R$ 1 bilhão para combater o novo coronavírus

– As empresas que respeitam seus clientes durante a crise devem ser valorizadas. Já as outras…

Congressos internacionais adiados, voos cancelados, entregas remarcadas, aulas adaptadas nas escolas, produtos sem a conformidade, serviços modificados, salários reduzidos, atendimentos médicos não-urgentes ignorados, procedimentos diversos realinhados…

Ufa!

Tantos exemplos só para observar: durante a crise mundial que vivemos, podemos identificar bem pessoas e empresas que trataram com correção seus clientes, não só na questão de preço e atendimento, mas de respeito.

Aliás, meu plano de saúde da Unimed – Jundiaí é um desses casos: sem usar, com a rede médica “de quarentena”, não passando nem em PA, o Boleto veio com um significativo aumento…

É nessas horas que se separa os bons e maus prestadores de serviços.

– O Prefeito de Milão admite: nosso erro foi pedir para as pessoas continuarem a rotina, sem entender a virulência do Novo Coronavírus

Milão admite: pedir para as pessoas não ficarem em casa foi o grande erro, motivando a disseminação do Coronavírus e as milhares de mortes na cidade.

As palavras são do próprio prefeito, Giuseppe Sala. Abaixo:

(Extraído de: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2020/03/26/interna_mundo,840540/erramos-um-mes-apos-campanha-para-nao-parar-milao-tem-4-4-mil-mort.shtml)

“ERRAMOS”: UM MÊS APÓS CAMPANHA PARA NÃO PARAR, MILÃO TEM 4,4 MIL MORTOS

Prefeito de Milão admite que campanha #MilãoNãoPara foi um erro: “Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus”

Por Luiz Henrique Campos*/Estado de Minas

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu, nesta quinta-feira (26/3), que errou ao apoiar a campanha “Milão não para”, que, lançada há exatamente um mês, estimulou os moradores da cidade a continuar as atividades econômicas e sociais, mesmo com a pandemia do novo coronavírus.

No início da divulgação da hashtag na internet, em 26 de fevereiro, a Lombardia, região setentrional da Itália, tinha 258 pessoas infectadas pelo vírus, e o país inteiro contabilizava 12 mortes.

Hoje, Milão é a província da Itália mais atingida pela Covid-19, registrando 32.346 casos de pessoas contaminadas e 4.474 óbitos, de acordo com balanço da Defesa Civil divulgado nesta quinta-feira, 26 de março. Em termos quantitativos, a cidade abriga 40,1% da população italiana acometida pela doença, representando 54,4% das mortes no país.

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título #MilãoNãoPara. Eram 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado”, reconheceu Giuseppe Sala, em entrevista a uma emissora italiana. “Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas”, afirmou.

Catedral de Milão é reaberta apesar da ameaça do novo coronavírus ...

– A grande diferença de respeito às pessoas do Restaurante Madero e das Lojas Cem!

Está repercutindo em todo o Brasil a fala arrogante, egoísta e equivocada do Chef Junior Durski, proprietário da rede gastronômica Madero, a respeito da pandemia e o resguardo necessário para precaver-se. Disse em seu Instagram:

“Oi, pessoal, estou passando aqui para dizer que sou totalmente contrário a esse lockdown (bloqueio, em inglês) que estamos tendo no Brasil. O Brasil não pode parar dessa maneira, o Brasil não aguenta. Tem que ter trabalho, as pessoas têm que produzir, têm que trabalhar. O Brasil não tem essa condição de ficar parado assim. As consequências econômicas que teremos no futuro serão muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus. Sei que temos de chorar e vamos chorar por cada uma das pessoas que vão morrer com o coronavírus. Vamos cuidar, vamos isolar os idosos, as pessoas que tenham algum problema de saúde, como diabetes, vamos! É nossa obrigação fazer isso. Mas não podemos, por conta de cinco ou sete mil pessoas que vão morrer… Sei que isso é grave, sei que é um problema, mas muito mais grave é o que já acontece no Brasil. Em 2018, morreram mais de 57 mil pessoas assassinadas no Brasil. Mais de 6 mil pessoas por desnutrição… isso anotado na certidão de óbito. Quantas morreram que não foi anotado que eram desnutrição e inanição?”.

O empresário, como se percebe, relativizou demais a crise e seus efeitos humanos. Entretanto, a frase marcante de que “não podemos parar por conta de cinco ou sete mil que vão morrer” é péssima, dentro ou fora de qualquer contexto. Parece cego ao real perigo e alheio que somente na Itália, país bem menor do que o nosso, morreram 800 anteontem (num único dia), e que com a má vontade latente de recolhimento aqui no Brasil, os mortos serão em número muito maior (e, se seguirem a lógica de continuidade de rotina com certos cuidados proposta por Durski, morrerão ainda mais)!

Do outro lado, a favor da prudência e do respeito humano, vejo a atitude correta, ética, simpática e responsável das Lojas Cem, um grande varejista sediado em Salto-SP, de propriedade da tradicional família Dalla Vecchia, que fechou todas as suas 278 lojas, não trabalhando nem com e-commerce e, por receber seus boletos na própria loja com os tradicionais carnês, anunciando que o cliente só vai pagar quando tudo voltar ao normal! Veja o comunicado:

Fica então a percepção: quem é o empreendedor mais responsável e que, quando tudo estiver normalizado, merece o respeito do consumidor?

Aqui, notoriamente, são os dois extremos do capitalismo!

Atualização, 18h41: Junior Durski pediu desculpas pelo video, mas criticou novamente o isolamento, em: https://istoe.com.br/dono-do-madero-se-desculpa-e-volta-a-criticar-isolamento-e-bom-para-os-ricos/