– Ecologia Humana

Vejam que bela citação de Dom Odilo Scherer via Twitter:

Preservação Ambiental sem ‘ecologia humana’ não dá certo. Cuidar da natureza e cuidar do homem andam juntos”.

Pensamento honesto, coerente, racional e virtuoso.

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– Educação Ambiental.

Muito boa a iniciativa de algumas escolas em implantarem a disciplina “Gestão Ambiental” em suas grades. Melhor: colocar as teorias na prática!

Compartilho ótimo exemplo publicado nesta semana.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/geracao-sustentavel-educacao-ambiental-vai-alem-da-sala-de-aula-14371-1.htm

GERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Educação ambiental vai além da sala de aula para formar adultos do futuro mais conscientes,

POR Verônica Mambrini

Eles reciclam lixo e transformam restos orgânicos em adubo. Tomam refrigerante de garrafas retornáveis e rejeitam produtos que vêm com muitas embalagens. Plantam árvores desde pequenos e pesquisam na internet o impacto ambiental de suas ações. Ficam escandalizados quando alguém joga lixo no chão ou desperdiça água num banho longo. Se possível, pedalam ou combinam caronas para chegar ao seu destino. Não, não são ativistas ecochatos. Essa é a nova geração que está se formando nas escolas hoje, dos pequenos em idade pré-escolar aos adolescentes questionadores.

A preocupação com ecologia não é propriamente uma novidade, pois há cerca de 20 anos vários colégios já abordavam questões ambientais. Mas o posicionamento hoje é diferente: o aluno se tornou protagonista e não espectador dos problemas que discute em sala de aula. E espera-se que o estudante leve para a vida o que aprendeu. Eduardo Rios Lohmann, 10 anos, do Colégio Pentágono, está envolvido em várias atividades de educação ambiental na escola. Sobra “lição de casa” até para os pais. “Reclamei com minha mãe até ela parar de escovar os dentes com a torneira aberta”, orgulha-se. A mãe, a pedagoga Glória Lohmann, se diverte com a fiscalização. “É uma coisa dele, mas a escola e os programas de tevê aos quais ele assiste reforçam a noção de consciência ambiental”, afirma.

No Pentágono, o professor de ciências Rogério Tadeu Sant’Anna usou uma oficina de reciclagem de lixo eletrônico para conscientizar os alunos. Eles trazem de casa eletrodomésticos que seriam descartados, desmontam as peças e as encaminham para reciclagem. “Eles passam a reconhecer os materiais, o que é reciclável e o que não é, e aproveitamos para discutir o consumismo”, afirma Sant’Anna. Já foram desmontadas mais de três toneladas de aparelhos quebrados e sem possibilidade de conserto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, a palavra de ordem do Colégio Véritas é pedalar para reduzir emissões de carbono, exercer a cidadania e ocupar o espaço público. “O uso da bicicleta é fundamental para o meio ambiente e para a saúde”, afirma Bárbara Figueroa Muñoz, diretora do colégio. A cada pedalada, os alunos calculam quanto de carbono deixaram de emitir. Outra ação é a Recicleta: com peças doadas, eles montam bikes e as entregam para comunidades carentes. O aluno Eduardo de Lima Helaehil, 13 anos, participa do projeto. “É muito divertido e sei que estou ajudando alguém”, diz. Bárbara afirma que, pelo uso diário, a bicicleta promove um aprendizado constante. “A educação tem de gerar transformação.”

Transformar a sociedade mantendo o respeito ao meio ambiente está dentro de toda a grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo. A questão é tão importante para a escola que a instituição é adepta da Agenda 21, compromissos resultantes da Rio 92 (conferência ambiental mundial que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992), e tem coordenadoria própria. “É encarado como um projeto transversal. Está em todas as aulas que comportam os conteúdos socioambientais no currículo”, diz Débora Moreira, coordenadora da Agenda 21 da escola. “A partir do momento em que o aluno é protagonista, estamos formando cidadãos com conhecimento, que entendem as razões e a necessidade de agir.” A Recicloteca da escola, por exemplo, incentiva a transformação de embalagens em brinquedos que serão doados à comunidade.

A aluna Caroline Vecci, 9 anos, participa das campanhas de racionalização do uso da água. Além de mudar sua forma de consumo, ela atua na conscientização de outras pessoas. “Fazemos cartazes e folhetos, ensinando como economizar água. Outra ação importante foi a entrega de marca-páginas e adesivos na rua”, diz a estudante.

Outro recurso com bastante relevância na formação dos adultos de amanhã são as excursões in loco. Morador de Cuiabá, João Vitor de Ceni Diogo, 12 anos, tomou consciência dos impactos do turismo em uma viagem ao Pantanal. “Vale a pena investir em turismo sustentável para que as próximas gerações possam ver o Pantanal como a gente vê hoje”, diz o menino. A vivência direta da realidade é fundamental para tocar os alunos, acredita a professora de João Vitor e responsável pelo projeto, Aparecida de Fátima Trandini, do Colégio Salesiano São Gonçalo. “Damos ferramentas para que eles mantenham viva a riqueza natural”, diz Aparecida. O importante é fazer a educação ambiental ultrapassar os muros da escola.

 

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– O Desafio em Descartar Lixo Doméstico, Ocasionando a Exportação Clandestina

Li essa notícia que tem 10 anos, e resolvi postar ela pois o assunto é atual: o descarte do lixo, que tem sido um grande problema, discutido sem a necessária dimensão.

As prefeituras municipais não conseguem arranjar mais espaço para os lixões ou aterros sanitários; a vizinhança se incomoda, a terra e a valorização do espaço se deterioram, e todos ficam em situação incômoda. Claro, a reciclagem é um caminho. Entretanto, em países desenvolvidos e de grande densidade populacional, o problema é ainda mais sério.

Pior: estão “exportando” lixo doméstico para o Brasil. Todos os dias está se encontrando contêineres de lixo doméstico vindo do exterior nos portos brasileiros. E como eles chegam aqui? Simplesmente pela péssima infraestrutura portuária que possuímos. É incrível acreditar que não se fiscalize o que chega de fora no nossos portos…

Em: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3879288-EI306,00-Achados+mais+conteineres+com+lixo+importado+em+Santos.html

ACHADOS MAIS 25 CONTAINERS DE LIXO EM SANTOS

A alfândega de Santos, no litoral paulista, interceptou e abriu nesta sexta-feira mais 25 contêineres contendo lixo doméstico importado da Inglaterra. Somados aos 26 contêineres encontrados no último dia 7, o Porto de Santos recebeu 51 contêineres com, aproximadamente, 670 t de lixo doméstico.

Há outras unidades no Rio Grande do Sul, no Porto de Rio Grande e em Caxias do Sul, totalizando 768 t.

A chefe regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de São Paulo, Ingrid Oberg, considera necessária uma investigação para se constatar a participação de uma quadrilha internacional de exportação de lixo. “Agora que vai começar a investigação. A gente não tem como afirmar, a investigação começa a partir de agora”, disse.

De acordo com o Ibama, são quatro empresas as responsáveis pela importação dos produtos. Em todos os casos, as empresas importadoras, duas sediadas no Rio Grande do Sul e duas em São Paulo, informaram originalmente que a carga era composta por polímeros de etileno e resíduos plásticos. No Rio Grande do Sul, uma das empresas notificada pelo Ibama se prontificou a devolver os contêineres com lixo. Todas serão multadas pelo instituto.

Duas empresas britânicas citadas pelo Ibama como exportadoras do lixo pertencem a um cidadão brasileiro. A Worldwide Biorecyclables Ltda. e a UK Multiplas Recycling Ltda. pertencem a Julio Cesar Rando da Costa, que mora em Swindon, na Grã-Bretanha. Em entrevista à BBC Brasil, Costa defendeu-se das acusações dizendo que a responsabilidade pelo lixo enviado ao Brasil é de fornecedores britânicos com os quais as suas empresas trabalham.

O Ibama encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal para investigar se houve má-fé da empresa importadora. No material encontrado, estariam pilhas, seringas, preservativos, fraldas usadas e restos de comida.

Com informações da BBC Brasil

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– Ajude a divulgar o símbolo do Autismo.

O novo símbolo, abaixo, que ajuda a identificar e dar preferência ao atendimento de autistas. Vamos divulgar?

Fazer ele se tornar popular é importante para que as pessoas respeitem as diferenças e se permita um olhar mais humanizado.

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– Sensitivity Reader (as pessoas que trabalham como leitores sensíveis) são cada vez mais comuns no Brasil

Nos tempos do politicamente correto, muitos cuidados se deve tomar para não ofender minorias sociais. E creia: isso tem sido um tema relevante à indústria editorial.
Extraído de: http://temas.folha.uol.com.br/liberdade-de-opiniao-x-discurso-de-odio/liberdade-de-expressao/mercado-editorial-adota-funcao-do-leitor-sensivel-para-evitar-boicotes.shtml

MERCADO EDITORIAL ADOTA FUNÇÃO DO ‘LEITOR SENSÍVEL’ PARA EVITAR BOICOTES

Por Amanda Ribeiro Marques

A sensibilidade dos tempos de causas identitárias gerou uma profissão no mercado editorial: o “leitor sensível”.

Surgido nos países de língua inglesa e atuando ainda de forma incipiente no Brasil, o “sensitivity reader” é, normalmente, um integrante de grupos sociais contratado para apontar, ainda no manuscrito, conteúdos que possam provocar pressões e boicotes.

A maioria se qualifica por características como cor da pele, nacionalidade, orientação sexual, vícios, histórico de abuso sexual e problemas psiquiátricos. Parte tem formação literária, mas importa pouco. O principal é a experiência pessoal, que permite identificar conteúdos suscetíveis a afrontar minorias.

Dois exemplos de desagrado militante foram registrados nos Estados Unidos em 2015 e 2016, quando as autoras Emily Jenkins (“A Fine Dessert”) e Ramin Ganeshram (“A Birthday Cake to George Washington”) foram criticadas por ilustrarem seus livros infantis com escravos sorridentes.

Jenkins, americana loira de olhos claros, foi acusada de retratar a escravidão como “desagradável, mas não horrenda”. Desculpou-se e doou os lucros a uma organização de incentivo à diversidade literária.

No caso de Ganeshram, americana cujos pais são de Trinidad e Tobago e do Irã, a obra saiu de circulação e recebeu diversas resenhas negativas.

Críticas a obras e autores não são novidade nem o que mais preocupa a PEN America, organização que promove a liberdade de expressão.

Mais grave, diz Sarah Edkins, diretora de comunicação da entidade, é a alta dos “book challenges”, pedidos de retirada de livros considerados impróprios de bibliotecas e escolas. Segundo relatório da PEN America em 2016, obras com personagens negros, LGBT ou portadores de deficiência são as maiores vítimas.

As solicitações são feitas tanto por grupos sociais que se sentem representados de maneira insensível quanto por grupos conservadores, que se opõem à apresentação dessas temáticas a crianças.

Como os pedidos são feitos a nível local, não há estimativas precisas sobre o total de requerimentos. A decisão do banimento cabe a cada uma das bibliotecas.

É esse cerco que o “leitor sensível” visa evitar. Como não existe curso ou linha de orientação, cada um tem seu método de trabalho. Parte produz um relatório sobre a obra como um todo. Outros comentam trecho a trecho, apontando por que tal termo é ofensivo ou tal passagem desrespeita determinada identidade.

“Com esse trabalho, transformo em força aquilo que me colocaria em desvantagem em uma sociedade que só valoriza homens brancos, heterossexuais e cisgênero, e recebo compensação financeira por algo que antes só servia para me discriminar”, diz o canadense Sharmake Bouraleh, 22.

Gay, negro, muçulmano e diagnosticado com transtornos de ansiedade, Bouraleh tem formação em escrita criativa. Ele diz ter sido atraído para a função por ter suas identidades marginalizadas e mal caracterizadas na literatura.

A americana Ashley Mitchell, revisora que decidiu atuar como “leitora sensível”, partilha desse objetivo. Ela afirma querer alertar escritores brancos sobre equívocos em personagens negros.

“Era visível para leitores politicamente corretos que essas representações não eram precisas e que isso poderia ser facilmente resolvido com o feedback de grupos marginalizados representados nas obras”.

MERCADO NACIONAL

No Brasil, a função dá seus primeiros passos. A Seguinte, segmento jovem do grupo Companhia das Letras, tomou a dianteira e contratou a advogada travesti Terra Johari, 25, para colaborar no processo de tradução de “Fera”, da americana Brie Spangler (ed. Seguinte, 384 págs., R$ 27,90). Uma das personagens é trans.

Johari avaliou a tradução de termos e diálogos e ajudou a elaborar um glossário de conceitos relacionados à transgeneridade. Pela produção de um parecer de nove páginas embasado em teorias de gênero e experiências pessoais, recebeu R$ 500. No mercado anglófono, esse serviço rende cerca de US$ 250 (R$ 825).

Para Nathalia Dimambro, editora da Seguinte, a experiência deve ser repetida. “Quando um autor escreve sobre uma minoria da qual não faz parte, pode sem querer reforçar estereótipos ou usar termos que sejam mal interpretados.”

Há quem enxergue o processo como tentativa de censura ou de impedir o escritor de apresentar sua visão de mundo, ainda que esta seja tachada de politicamente incorreta.

Stacy Whitman, editora da americana Lee and Low Books, discorda. Para ela, o processo de edição não pode ser confundido com censura.

Sarah Edkins, da PEN America, defende tanto o direito à liberdade de expressão quanto o de os editores rejeitarem o que não quiserem publicar. “Autores e editores sempre fizeram considerações individuais sobre a recepção das mensagens e a potencial repercussão social das obras.”

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– Valorize-se e tenha responsabilidade no que prega.

Na minha esteira, enquanto eu estava correndo e ouvindo meu rádio, escutei durante a canção “Utopia” do Padre Zezinho SCJ (mítico sacerdote da música católica), ele pausando a apresentação e falando sobre a responsabilidade e a competência de quem leva uma mensagem”.

Disse:

Não é porque você está na televisão, que você é melhor ou pior do que alguém. A única diferença dos outros que estão fora da grande mídia é que a sua ‘fala’ vai mais longe”!

Sensacional. Serve para todas as atividades profissionais que tem espaço na TV (independente de crenças ou descrença)… Precisamos de humildade. Carecemos de senso de didática. Necessitamos de vozes diversas para crescermos e aprendermos.

Diante de tudo isso, tenhamos a certeza: somos competentes com ou sem repercussão – e isso nos faz importantes para nós mesmos!

– Imitem as meninas do Brasil, rapazes!

Ontem falamos sobre a coragem das jogadoras da Seleção Brasileira de futebol feminino, que protestaram contra o assédio sexual – em clara resposta ao chefe delas na CBF, Rogério Caboclo.

As meninas divulgaram um manifesto (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-vpX) e entraram em campo com uma faixa (abaixo).

Será que neste domingo, na abertura da Copa América 2021 (que deverá ter bastante audiência) os jogadores da Seleção de futebol masculino, que tanto agitaram na semana mas se omitiram quanto a isso, se pronunciarão também?

Seria digno imitarem o gesto das suas colegas e fazerem o mesmo. Mais ainda: se fizerem tal ato por altruísmo / cidadania, não por demagogia / marketing!

– Indicadores do Esgotamento Profissional (Síndrome de Burnout)

Cansaço ou estresse, indisposição e desmotivação no ambiente de trabalho. Se estiver percebendo os sintomas descritos nessa matéria, atenção: repense seus hábitos profissionais!

Extraído de: http://vilamulher.terra.com.br/dinheiro/materia/carreira/276-sindrome-do-esgotamento-profissional.html

 O ESGOTAMENTO PROFISSIONAL

Por Juliana Lopes

Estafa profissional, muita gente já passou por isso no ambiente de trabalho. Geralmente tudo indica que a pessoa está com estresse ou depressão ocupacional por não dar conta de tantas tarefas.

Mas não confunda. Muitas vezes, a falta de vontade de ir ao trabalho, o cansaço ou até o mau humor podem ser indícios de outro mal, a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional. Como o próprio nome diz, a palavra inglesa é a união de burn (queima) e out (exterior), identificada principalmente pelo comportamento agressivo.

“Estresse pode acometer um indivíduo em qualquer lugar, no seu meio familiar, social e profissional, mas o burnout é um estresse que advém do próprio trabalho. É uma doença tipicamente laboral. A pessoa não consegue mais suportar trabalhar num determinado lugar, com determinadas pessoas, ou porque teve uma discussão com um chefe ou colega de trabalho ou por ter que cumprir metas muito altas em curto espaço de tempo ou por trabalhar em lugares perigosos ou insalubres”, explica a psicóloga Maria Fernanda Marcondes, que ministra palestras sobre o assunto em empresas.

O Isma-Br (International Stress Management Association) calcula que no Brasil 30% dos trabalhadores são portadores da síndrome. No consultório de Maria Fernanda há vários colaboradores de empresas que muitas vezes chegam por lá bastante estressados e muito próximos de estarem com a doença. “Quando o indivíduo não consegue mais ir ao trabalho, quando está exausto emocionalmente e se sente um fracassado profissionalmente, é sim necessária a terapia e a medicação”, alerta.

Para se ter uma idéia, em países como os Estados Unidos, a síndrome já é considerada como caso de saúde pública. Mas como muitos brasileiros a desconhecem, o afastamento do trabalho geralmente é justificado por outros motivos, como depressão, ansiedade e, principalmente, Síndrome do Pânico. “Esta muito comum vir o Burnout”, acrescenta.

Conforme a psicóloga, em muitos casos o próprio funcionário acaba pedindo demissão por não aguentar as pressões da rotina de trabalho. Para evitar situações como essa, ela afirma que o mais correto seria ter um psicólogo que monitorasse os colaboradores dentro das empresas.

“Como isso ainda não acontece, o jeito é se prevenir. Quando possível evitar o excesso de trabalho e sempre ter hábitos saudáveis. E também controlá-la, caso a doença se instale”, completa.

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– Ninguém se Preocupa com a Preservação dos Animais Feios?

Assunto interessante e delicado: inúmeras ONGs protegem animais considerados “bonitos”, mas poucas cuidam de espécies consideradas “feias”.

Alguém já viu entidade de defesa do Sapo Roxo, do Blobfish, ou do Macaco Proboscis?

Compartilho a matéria, extraída da Revista Isto É, ed 2211, pg 85-86

SALVEM OS FEIOS

Enquanto sobram ONGs e governos dispostos a proteger pandas, golfinhos e tigres, animais com problemas de aparência rumam para a extinção em vários pontos do planeta

Larissa Veloso

Em decorrência da ação humana, para que uma espécie sobreviva hoje, não basta mais ser a mais rápida, ter venenos letais ou montar o melhor esconderijo. Na nova lei da selva, e preciso também ter boa aparência. Bichos fofinhos como o urso polar, imponentes como os tigres ou graciosos como os golfinhos são os queridinhos de entidades ambientais, governos e publicitários. Enquanto isso, espécies como o blobfish não estão nem sequer no banco de dados da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), que classifica os animais de acordo com o grau de vulnerabilidade.

Os pesquisadores da associação britânica Evolutionarily Distinct and Globally Endangered (Edge), que protege as espécies mais, digamos, diferenciadas do planeta, sabem bem como os feios são desprezados. “Temos uma lista com 100 anfíbios que evoluíram de uma maneira singular. Destes, 85 recebem pouca ou nenhuma atenção”, diz a gerente de projetos da Edge, Carly Waterman. Por outro lado, não receber atenção seria uma bênção para o primata aye-aye. Seu visual é tão desfavorável que é caçado pelos habitantes da ilha de Madagascar, que acreditam se tratar de animal diabólico.

Alguns importantes papéis no ambiente são desempenhados por animais que não são atraentes. “Muitas espécies marinhas, por exemplo, não são consideradas bonitas, mas várias contêm substâncias com potencial valor industrial e medicinal”, disse à ISTOÉ Ernest Small, pesquisador do Ministério da Agricultura do Canadá e autor do artigo “A Nova Arca de Noé: Apenas Espécies Úteis e Belas”.

A evolução humana explica em parte nossa preferência por alguns bichos. Uma das estratégias evolutivas que desenvolvemos por milênios é o sentimento de afeição por bebês humanos, que resultou em maior proteção. Essa característica acabou se estendendo aos animais, e o resultado foi a vontade de defender aqueles que lembram nossos bebês, beneficiando principalmente os mamíferos. Mas, para preservar algumas espécies, precisamos controlar os efeitos dessa herança. Apesar de não ficarem bem como bichinhos de pelúcia, animais como o dragão de Komodo e o sapo roxo são importantes para o equilíbrio ambiental. Quanto mais desses bichos desaparecerem, maiores as chances de humanos, pandas e golfinhos ficarem sem ecossistema.

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Acima, um Blobfish

– O Annete do Boticário para a saudosa mãe é um exemplo de Sensibilidade Corporativa

Nesta última semana, um exemplo maravilhoso de respeito ao consumidor, humanidade e “sensibilidade corporativa”: o Boticário produziu frascos com um perfume, o “Annete”, que estava descontinuado há algum tempo, para consolar uma mãe que chorava a morte de seu filho.

A fragrância do perfume era a recordação de dona Wanda, uma senhora de 76 anos (veja no link abaixo a história dela).

Fica a reflexão: é tão sacrificante para algumas organizações humanizar o relacionamento? Quantas empresas não se dedicam exclusivamente a métodos fechados, automatizados, frios e burocráticos de relacionamento com seus consumidores?

Sobre o caso, aqui: https://revistapegn-globo-com.cdn.ampproject.org/c/s/revistapegn.globo.com/amp/Franquias/noticia/2021/04/o-boticario-volta-fabricar-perfume-fora-de-linha-para-que-mae-guarde-cheiro-que-lembra-filho-falecido.html

O Boticário relança perfume 'Annete' para mãe que perdeu filho com Covid-19  - GKPB - Geek Publicitário

– Os Autodidatas da Pobreza!

Essa iniciativa ocorreu há 8 anos, e merece atemporais aplausos:

Compartilho interessante matéria sobre um programa solidário com crianças da Etiópia. Lá, elas ganham tablets e, sozinhas, aprendem informática. Abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/250568_NATIVOS+DIGITAIS

NATIVOS DIGITAIS

Sem orientação, crianças de comunidades isoladas na Etiópia aprendem a manejar tablets e começam a se alfabetizar sozinhas

Por Juliana Tiraboschi

Para quem vive nas grandes cidades, a impressão é a de que as crianças já nascem sabendo como mexer em computadores e celulares. Mas será que em lugares pobres e isolados acontece o mesmo? Foi pensando nisso que o cientista Nicholas Negroponte, cofundador e professor do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), criou um projeto de distribuição de tablets para crianças de comunidades remotas na Etiópia. Os aparelhos foram abastecidos com aplicativos que ensinam crianças a ler e escrever. O cientista partiu do princípio de que é possível aprender de maneira autodidata.

Negroponte baseou-se em experiência adquirida no projeto que o tornou famoso. Em meados dos anos 2000, ele criou a organização sem fins lucrativos OLPC (Um Laptop por Criança, na sigla em inglês), que vende computadores de baixo custo (até US$ 200) para governos de vários países. O bom desempenho das crianças estimulou o cientista a desenvolver o projeto na Etiópia. Desde fevereiro, distribuiu 40 tablets em dois vilarejos do país, ambos localizados a cerca de 100 quilômetros da capital, Adis Abeba. Um aparelho para cada criança. São meninos e meninas analfabetos, entre 4 e 11 anos, que nunca frequentaram uma escola ou tinham tido contato com qualquer equipamento eletrônico. A única instrução fornecida foi sobre como reabastecer os dispositivos. Um adulto de cada comunidade aprendeu a carregar os tablets em uma estação movida a energia solar.

Cada aparelho foi equipado com cerca de 300 aplicativos de jogos, filmes, desenhos e atividades básicas de alfabetização. Em poucas semanas, as crianças já mexiam com desenvoltura nos aplicativos. Após sete meses de experimento, algumas conseguem esboçar suas primeiras letras e palavras. Para Matt Keller, vice-presidente de apoio global da OLPC, o caso que mais o impressionou foi o de um garoto de 4 anos. “A princípio pensei que ele tinha algum problema de desenvolvimento. Ele não olhava nos nossos olhos e se escondia atrás da mãe. Mas ele foi o primeiro em um dos vilarejos a descobrir como ligar o tablet, em apenas quatro minutos de tentativas, e depois passou a ensinar as outras crianças”, conta. Quando o menino conseguiu ligar o aparelho pela primeira vez, exclamou: “Eu sou um leão!” “Sempre que eu ia visitar o vilarejo, eu o chamava de leão. Um dia cheguei lá, ele me puxou pelo braço e me mostrou que havia escrito a palavra ‘lion’ no tablet. Ele aprendeu isso com os programas”, diz. Outro exemplo de resultados: os cientistas da OLPC desabilitaram as câmeras dos tablets, para poupar bateria. Mas as crianças fuçaram tanto que conseguiram desbloquear essa função e saíram tirando fotografias pelo vilarejo. Desde a época em que a OLPC foi criada, em 2005, há quem critique a distribuição de equipamentos tecnológicos sem que isso seja acompanhado de um treinamento que ensine a usá-los. “Eu acho que projetos como esse alcançam resultados limitados”, diz o engenheiro elétrico Lee Felsenstein, pioneiro no desenvolvimento dos primeiros computadores pessoais e fundador do Fonly, instituto de consultoria e desenvolvimento de projetos de tecnologia, como um programa recente que montou um sistema de informática em uma região rural do Laos. “Mesmo que as crianças aprendam a ler, a questão é o que elas estão lendo, os motivos e o significado dessas leituras. Os tablets podem ensinar palavras, mas, sem orientação, que é a função dos bons professores, esse é um tipo de aprendizado pobre”, afirma Felsenstein. “Acho que essa é uma visão que não entende a natureza intrínseca das crianças”, discorda Matt Keller. Independentemente de quem esteja certo, não dá para negar que estimular a curiosidade e o gosto pela leitura e escrita é sempre positivo, na selva ou na cidade.

– O BioCarvão das Terras Indígenas

Em tempos de pesquisas sobre novos recursos energéticos ecologicamente corretos, da Amazônia vem a grande “sensação” entre cientistas americanos: o biocarvão utilizado em terras indígenas.

Extraído de: http://revistadasemana.abril.com.br/edicoes/86/ambiente/materia_ambiente_468369.shtml

BIOCARVÃO NO COMBATE AO AQUECIMENTO GLOBAL

Os Estados Unidos – e alguns outros países – “descobriram” uma técnica ancestral, a terra preta dos índios. Produto da ocupação humana na Amazônia há milhares de anos, onde detritos orgânicos e restos de fogueira conferem fertilidade ao solo normalmente argiloso da floresta, foi rebatizada de biocarvão, ou biochar, do inglês biological charcoal, para ficar mais internacional. “Tornou-se o último grito da moda contra o aquecimento global”, escreve Marcelo Leite, colunista de ciência da Folha de S.Paulo.

O biocarvão é feito de resíduos orgânicos, ou biomassa, como madeira, plantas e até adubo de galinha, queimados pelo processo conhecido como pirólise – temperaturas superiores a 400ºC, com pouco ou nenhum oxigênio. Além de aumentar a produtividade agrícola quando misturado ao solo, o biocarvão pode ajudar a resgatar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e fornecer energia. Quando morrem, as plantas liberam CO2 que absorveram novamente no ambiente, mas a pirólise retém de 20% a 50% desse carbono.

Os gases produzidos durante o processo de queima podem ser usados como combustível. É o “ouro negro” da agricultura, afirmam cientistas ouvidos pela CNN.

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– Há 1 ano, quem acertou? A grande diferença de respeito às pessoas do Restaurante Madero e das Lojas Cem!

Há 1 ano, tivemos no início da pandemia um comportamento de extremos de duas empresas significativas: Madero e Lojas Cem. Vale a pena relembrar a visão de ambas:

Está repercutindo em todo o Brasil a fala arrogante, egoísta e equivocada do Chef Junior Durski, proprietário da rede gastronômica Madero, a respeito da pandemia e o resguardo necessário para precaver-se. Disse em seu Instagram:

“Oi, pessoal, estou passando aqui para dizer que sou totalmente contrário a esse lockdown (bloqueio, em inglês) que estamos tendo no Brasil. O Brasil não pode parar dessa maneira, o Brasil não aguenta. Tem que ter trabalho, as pessoas têm que produzir, têm que trabalhar. O Brasil não tem essa condição de ficar parado assim. As consequências econômicas que teremos no futuro serão muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus. Sei que temos de chorar e vamos chorar por cada uma das pessoas que vão morrer com o coronavírus. Vamos cuidar, vamos isolar os idosos, as pessoas que tenham algum problema de saúde, como diabetes, vamos! É nossa obrigação fazer isso. Mas não podemos, por conta de cinco ou sete mil pessoas que vão morrer… Sei que isso é grave, sei que é um problema, mas muito mais grave é o que já acontece no Brasil. Em 2018, morreram mais de 57 mil pessoas assassinadas no Brasil. Mais de 6 mil pessoas por desnutrição… isso anotado na certidão de óbito. Quantas morreram que não foi anotado que eram desnutrição e inanição?”.

O empresário, como se percebe, relativizou demais a crise e seus efeitos humanos. Entretanto, a frase marcante de que “não podemos parar por conta de cinco ou sete mil que vão morrer” é péssima, dentro ou fora de qualquer contexto. Parece cego ao real perigo e alheio que somente na Itália, país bem menor do que o nosso, morreram 800 anteontem (num único dia), e que com a má vontade latente de recolhimento aqui no Brasil, os mortos serão em número muito maior (e, se seguirem a lógica de continuidade de rotina com certos cuidados proposta por Durski, morrerão ainda mais)!

Do outro lado, a favor da prudência e do respeito humano, vejo a atitude correta, ética, simpática e responsável das Lojas Cem, um grande varejista sediado em Salto-SP, de propriedade da tradicional família Dalla Vecchia, que fechou todas as suas 278 lojas, não trabalhando nem com e-commerce e, por receber seus boletos na própria loja com os tradicionais carnês, anunciando que o cliente só vai pagar quando tudo voltar ao normal! Veja o comunicado:

Fica então a percepção: quem é o empreendedor mais responsável e que, quando tudo estiver normalizado, merece o respeito do consumidor?

Aqui, notoriamente, são os dois extremos do capitalismo!

Atualização, 18h41: Junior Durski pediu desculpas pelo video, mas criticou novamente o isolamento, em: https://istoe.com.br/dono-do-madero-se-desculpa-e-volta-a-criticar-isolamento-e-bom-para-os-ricos/

– Bolsas de Sangue Problemáticas no Brasil

Sou doador voluntário de sangue há anos, e tento sempre promover a doação. Mas algo me preocupa: Ouço na madrugada de hoje (Rádio CBN – SP) que o Brasil tem 20 vezes mais bolsas de sangue contaminadas com o HIV do que o resto do mundo (em números proporcionais).

O número de bolsas com vírus HIV é de 1 em cada 100 mil bolsas nos hemocentros brasileiros. Parece pouco, mas imagine quantas bolsas são utilizadas diariamente em nosso país…

Aqui em Jundiaí temos entidades sérias que fomentam a doação e se preocupam com a segurança dos doadores e receptores. Uma delas, por exemplo, é a Colsan.

E você, o que acha disso? Descuidos de entidades e irresponsabilidades de doadores poderiam ser evitados de que forma? Deixe seu comentário:

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