– O Estudo de correções de genes e o debate ético!

Embriões com genes modificados para curar doenças estão se tornando uma realidade no campo das pesquisas. Só que o mesmo trabalho pode permitir a escolha de crianças que nasçam com características físicas específicas escolhidas pelos pais.

Até onde a ciência irá?

Extraído de: http://istoe.com.br/pesquisadores-corrigem-genes-defeituosos-em-embrioes-humanos-pela-primeira-vez/

CORREÇÃO DE GENES DEFEITUOSOS: A MEDICINA ENTRE A ESPERANÇA E O DEBATE ÉTICO

Genes portadores de uma doença cardíaca hereditária foram modificados -com sucesso- em embriões humanos pela primeira vez graças a uma técnica que gera esperanças e questões éticas.

Esta pesquisa foi publicada na quarta-feira (02/08) na revista Nature. Embora ainda esteja em fase preliminar, abre potencialmente o caminho para grandes avanços no tratamento de doenças genéticas.

No entanto, surgem sérias questões éticas dignas do “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, já que esta técnica poderia, em teoria, ser utilizada para produzir bebês geneticamente modificados com o objetivo de escolher a cor de seus cabelos ou aumentar sua força física.

A pesquisa sobre embriões humanos conta com uma regulação estrita, e não se trata de implantar os utilizados no estudo no útero de uma mulher para iniciar uma gravidez. Por isso, os cientistas não os deixaram se desenvolver mais do que alguns dias.

Este método, que ainda precisa de mais pesquisas, “pode potencialmente servir para prevenir a transmissão de doenças genéticas às futuras gerações”, comentou durante coletiva por telefone uma das autoras do estudo, Paula Amato.

Mas esta perspectiva ainda está distante. “Antes dos testes clínicos, serão necessárias pesquisas suplementares e um debate ético”, afirmou Amato.

– Corrigir um erro –

O estudo foi realizado na Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (OHSU), nos Estados Unidos, por cientistas americanos, chineses e sul-coreanos. A ferramenta utilizada é a técnica CRISPR-Cas9, grande achado revelado em 2012.

É baseado em uma enzima que age como uma “tesoura molecular”. Ela pode retirar partes não desejadas do genoma de forma muito precisa para substituí-las por novas partes de DNA.

A equipe de pesquisadores usou esta ferramenta revolucionária para corrigir, em embriões humanos, o gene portador da cardiomiopatia hipertrófica. Esta doença cardíaca hereditária pode provocar a morte súbita, especialmente durante a prática de esporte.

Os pesquisadores realizaram uma fecundação in vitro de ovócitos normais com espermatozoides portadores do gene defeituoso. Simultaneamente com o esperma, os cientistas introduziram as ferramentas de edição genética.

O objetivo: cortar o DNA defeituoso para provocar a sua reparação.

O resultado foi indiscutível. Cerca de 72% dos embriões (42 de 58) foram corrigidos, enquanto esta taxa teria sido de 50% sem as famosas “tesouras genéticas” – de maneira natural os embriões teriam tido uma chance em duas de herdar um gene saudável.

– Precedente na China –

“Estas ferramentas ainda podem melhorar para chegar a uma taxa de sucesso de 90%, ou até de 100%”, previu outro autor do estudo, Shukhrat Mitalipov.

Em 2015, foi realizada uma experiência similar na China, mas com resultados menos conclusivos. O fenômeno de “mosaicismo” (presença simultânea de genes saudáveis e defeituosos no embrião) não foi impedido, o que foi conquistado pelos cientistas no novo estudo.

“A questão mais debatida será a de saber se o princípio de modificar os genes de um embrião in vitro é aceitável”, analisou um especialista independente, o professor Darren Griffin, da Universidade de Kent, citado pelo Science Media Centre.

Agora, segundo ele, “outra questão deve entrar em debate: é moralmente justo não agir se tivermos tecnologia para prevenir estas doenças fatais?”.

Em dezembro de 2015, um grupo internacional de cientistas reunidos pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, em inglês) em Washington considerou que seria “irresponsável” usar a tecnologia CRISPR para modificar o embrião com fins terapêuticos enquanto os problemas de segurança e de eficácia não tenham sido resolvidos.

Mas em março, a NAS e a Academia Americana de Medicina estimaram que os avanços neste âmbito “abriam possibilidades realistas que mereciam sérias considerações”.

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– A Melhor Idade para o Equilíbrio Emocional

Um estudo da Universidade de Berkeley chegou a conclusão que aos 60 anos de idade as pessoas podem controlar mais as suas emoções, pois, de fato, estão em plena atividade quanto à “inteligência emocional”.

De certo, a experiência de vida pode ajudar as pessoas; tem sua lógica, é claro. De tanto calejar a pessoa aprende. Mas eu, particularmente, cada dia que envelheço fico mais sem paciência… e dizem a mim: “é a idade”.

Brincadeiras a parte, tal resultado é questionável por um simples motivo: o respeito à individualidade às pessoas.

E você, o que pensa sobre isso: quanto mais velhas, as pessoas estão emocionalmente melhores? Deixe seu comentário:

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– A Corrente Migratória de Cientistas

Veja que bacana: a Índia, hoje, é o país que mais exporta cientistas. Já a Suíça é quem mais atrai.

Abaixo, extraído de: epocanegocios.globo.com/insipidez-cientifica.html

INSIPIDEZ CIENTÍFICA

O Brasil não atrai e nem exporta cérebros

O Bureau Nacional de Pesquisa Econômica, órgão do Governo Americano, divulgou no mês passado um mapa sobre a mobilidade de cientistas de 16 países. 

As nações que mais atraem cérebros estrangeiros: Suíça 57%, Canadá 47%, Austrália 45%, EUA 30%.

Isso é bom, pois esse tipo de corrente migratória reforça o time de gênios em atividade nesses locais. A Índia, por sua vez, é o maior exportador de cérebros do planeta. Quatro em cada dez cientistas indianos atuam no exterior. Mas isso não é tão ruim. Tal movimento reflete a capacidade do país em formar técnicos de altíssimo desempenho. O que incomoda mesmo é a situação do Brasil. São Poucos os crânios que entram ou deixam o país. essa insipidez é indesejável para uma nação onde a pesquisa científica é um amplo campo a ser explorado.

– Soluções Corretas para Problemas Errados?

Você segue o brilhante consultor em Administração Stephen Kanitz pelo Twitter?

Veja um de seus aconselhamentos:

“O maior erro que se pode cometer na vida é procurar soluções certas para os problemas errados”.

Fantástico, não?

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– A Gestão do Conhecimento!

Compartilho um belo texto sobre o grande desafio de se medir a contribuição do conhecimento das pessoas dentro das organizações. Aproveite e reflita: como medir a sua contribuição dentro da empresa?

Extraído do blog do jornalista especializado em Mundo Corporativo, José Renato Santiago Jr (http://www.jrsantiago.com.br/edit.html)

O GRANDE DESAFIO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO: MEDIR A SUA CONTRIBUIÇÃO

Um dos grandes desafios das práticas relacionadas com a gestão do conhecimento diz respeito a medição de sua efetiva contribuição junto aos resultados de uma empresa.

Assim como os vários modelos de gestão que, digamos, “caem no gosto” dos profissionais de uma organização, a gestão do conhecimento muitas vezes é contestada por não conseguir apresentar resultados práticos, que possam ser medidos e claramente notados.

Ao pesquisarmos junto aos profissionais de diferentes níveis hierárquicos e que fazem parte de organizações atuantes em distintos segmentos do mercado, é quase que unânime a aprovação quanto a importância das práticas que norteiam a gestão do conhecimento (GC).

Da mesma forma, a efetiva mensuração da contribuição desta, é “o que pega”.

Ora bolas, assim como as práticas de GC estão fortemente fundamentadas aos valores intangíveis e tácitos, não é demais da conta “cobrar” que seus benefícios devam ser facilmente mensuráveis?

Pois bem, não, a GC deve realmente envolver práticas que permitam visualizar o bem que pode proporcionar a uma organização…

…e mais que isso… deve ser possível que seja feita uma adequada análise sob diferentes dimensões… quer sejam  econômicos financeiras, estratégicas, operacionais, de recursos humanos… apenas para citar algumas delas…

É possível, e para plagiar alguém: Yes, We can…

Através de metodologias adequadas, da definição de premissas estratégicas, de um cuidado redobrado com questões pertinentes ao uso de tecnologias adequadas e da correta gestão dos colaboradores, é claramente factível medir o sucesso das iniciativas de gestão do conhecimento em qualquer organização.

Certamente, há cuidados a serem tomados…

Um dos primeiros está, certamente, relacionado com a definição dos objetivos que estas práticas deverão atender… “… é o começar pelo começo…”

A definição de indicadores também possui grande importância, e para isto é importante considerar 2 diferentes tipos, o primeiro quanto a própria eficiência das iniciativas de GC e o segundo relacionado a efetiva contribuição destas junto aos resultados organizacionais.

Por fim, há a relevância da definição das diferentes dimensões a serem consideradas… pois bem, falaremos mais sobre isso nas próximas semanas…

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– Cobaias do 3o mundo em nome da ciência?

Para Vacinas e Medicamentos chegarem às prateleiras, depois de vários testes laboratoriais, etapas de estudo e testes em animais, chega a vez da pesquisa em pessoas, correto?

Um retrato horrendo: as cobaias são ‘terceirizadas’.

Assustador.

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI269853-17773,00-TERCEIRIZANDO+COBAIAS.html

TERCEIRIZANDO COBAIAS

Farmacêuticas de países ricos usam cada vez mais nações pobres para testar seus remédios — e são acusadas de experimentos antiéticos

por Felipe Pontes

“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas.

Susan Reverby, a historiadora responsável por descobrir os arquivos que mostram os experimentos nos quais 83 guatemaltecos morreram, alerta que o perigo da “importação” dos voluntários de estudos continua. “É muito preocupante ver a globalização dos testes clínicos. É mais fácil encontrar pessoas que aceitem participar fora dos Estados Unidos porque elas são ingênuas.” Para ela e outros estudiosos de bioética, testes eticamente questionáveis que expõem a população de nações subdesenvolvidas a grandes riscos continuam ocorrendo.

Não faltam denúncias contra esse tipo de prática. Nos últimos 7 anos, um hospital na Índia testou remédios de multinacionais farmacêuticas em pacientes que dizem não ter sido informados que participavam de um experimento, causando pelo menos 10 mortes. Em 2008, 12 crianças morreram na Argentina após participarem de experimentos para a fabricação de uma vacina contra pneumonia, enquanto os pais, analfabetos, diziam não ter sido avisados sobre o teor da pesquisa. No Brasil, comunidades ribeirinhas do Amapá foram deliberadamente picadas com mosquitos infectados pela malária como parte de um estudo de uma universidade dos EUA, em 2006. Em 1996, 11 crianças nigerianas em estado de saúde precário morreram e outras sofreram danos cerebrais após testarem uma droga contra meningite. A principal diferença entre esses casos e os relatos históricos na Guatemala é que, agora, em vez de governos, os acusados pelos abusos são grandes empresas farmacêuticas.

COBAIA IMPORTADA

As denúncias aparecem num contexto de crescimento do uso de estrangeiros em testes de medicamentos nos Estados Unidos e países europeus. Só em 2008 (último ano com dados compilados), 78% dos pacientes que participavam de pesquisas para drogas aprovadas pela agência americana responsável por fiscalizar remédios (FDA) estavam fora dos EUA. Naquele ano, houve 20 vezes mais testes conduzidos em países estrangeiros que em 1990.

Na Europa, entre 2005 e 2009, 61% dos testes clínicos eram de locais fora do continente. “Tanto o FDA quanto a Emea (agência europeia) inspecionam menos de 1% dos lugares onde são feitos os testes clínicos. As autoridades locais podem não ter os recursos e expertise técnica para cuidar dos problemas”, alerta David Ross, professor de medicina da George Washington University que trabalhou durante 10 anos no FDA analisando remédios.

Essa regulação falha pode estar por trás de uma briga judicial de 13 anos entre a Pfizer e o governo da Nigéria. A farmacêutica testou em 1996 um antibiótico contra meningite em crianças nigerianas com a doença em estado avançado. Durante a experiência, 11 morreram e outras desenvolveram problemas cerebrais. A companhia não obteve o consentimento de todos os participantes por escrito, foi acusada em reportagem do jornal Washington Post de ter falsificado documentos para conseguir a aprovação dos estudos e foi processada pelo governo nigeriano. Em 2009, pagou US$ 75 milhões ao país para arquivar a disputa, sem admitir culpa. A empresa afirmou a Galileu que a droga não matou, pelo contrário, salvou vidas e foi mais efetiva que o tratamento existente na época para a doença. Quanto à falta de autorização dos participantes, diz que “por conta das altas taxas de analfabetismo da Nigéria, nem sempre foi possível obter consentimento por escrito”. Os argumentos não convencem David Ross. “É arriscado experimentar em crianças cronicamente doentes que fazem parte de uma população vulnerável. Um teste desses dificilmente seria aprovado nos EUA.”

A falta de consentimento também foi denunciada em testes clínicos realizados de 2004 a 2011 na cidade de Bhopal, na Índia. O local foi vítima de um dos maiores desastres químicos da história, quando 40 toneladas de gases letais vazaram de uma fábrica de agrotóxicos em 1984, matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil com doenças crônicas. O Bhopal Memorial Hospital Research Centre, criado especialmente para tratar os afetados pelo desastre, é acusado por pacientes de receber dinheiro de companhias farmacêuticas como a AstraZeneca para testar remédios nos indivíduos debilitados sem que eles tivessem sido avisados. Dos participantes, pelo menos 10 morreram, de acordo com o jornal indiano IBN. Em documentário sobre o tema lançado em julho pela TV Al Jazeera English, um indiano chamado Ramadhar Shrivastav (em foto na pág. anterior) alega que médicos pediram para que assinasse um documento em inglês e depois lhe entregaram duas garrafas de pílulas de remédios desconhecidos para tomar. “Se gastar meu dinheiro processando o hospital não terei como alimentar meus filhos”, disse à Al Jazeera.

LEI DO MELHOR PREÇO

A razão pela qual as farmacêuticas têm aumentado a terceirização de testes em países onde há menor escolaridade e maior concentração de pobres é financeira. Em 2008, Jean-Pierre Garnier, então executivo da GlaxoSmithKline (GSK), escreveu na revista Harvard Business Review que uma companhia que faz uso de 60 mil pacientes em testes clínicos poderia poupar até US$ 600 milhões por ano ao relocar 50% das suas pesquisas para locais como a Índia e a América Latina. Segundo Garnier, um centro médico de altíssima qualidade na Índia cobraria “apenas” US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por paciente em cada teste, enquanto o mesmo sairia por US$ 20 mil num lugar de segunda linha nos EUA.

Há outro grande atrativo nos países pobres: uma burocracia menos rígida, que reduz o tempo de uma pesquisa e aumenta a chance de ela ser aprovada. Bioéticos dizem que um exemplo disso são testes feitos com grávidas portadoras do HIV em Uganda durante a década de 1990, com financiamento do governo americano.

Enquanto um grupo recebeu o antiviral AZT, outro recebeu placebo, mesmo já sabendo que o AZT poderia proteger os recém-nascidos. “Onde existe uma terapia médica que funciona comprovadamente, testes controlados com placebo são antiéticos”, afirma Kevin Schulman, diretor do instituto de pesquisas clínicas da Duke University e autor de dois relatórios sobre ética de pesquisas.

“É muito mais fácil convencer pacientes de países pobres a se submeterem a esse tipo de coisa. Para as farmacêuticas, pessoas de outros países são vistas como materiais crus que podem ser garimpados”, complementa David Ross. A questão vai além do consentimento. “Mesmo que uma pessoa entenda os riscos, ela pode não ter escolha. Muitos não têm dinheiro para pagar o tratamento padrão”, afirma o médico Amar Jesani, fundador do Centro para Estudos em Ética e Direitos da Índia. Assim, diz Jesani, viram cobaias para ter acesso a médicos, por mais que seja por um tempo reduzido (de semanas ou meses) ou por dinheiro.

ÀS CLARAS

Os testes clínicos são essenciais para o desenvolvimento de remédios efetivos e devem continuar. “Mas os países capazes de oferecer um bom atendimento de saúde devem tomar a frente. Não lugares como a Índia, que falhou em oferecer o acesso mínimo de educação e saúde ao seu povo”, diz Jesani.

O Brasil tenta evitar esse problema proibindo que voluntários sejam pagos. “As pessoas participam por altruísmo ou por entender que não existem mais recursos para a sua saúde fora do mundo da pesquisa”, afirma Gyselle Saddi Tannous, coordenadora da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os pesquisadores somente podem pagar as despesas que o voluntário tem nos dias em que ele participa dos testes, como transporte e alimentação.

Mesmo assim, problemas acontecem. Em 2006, foi descoberto que moradores das comunidades ribeirinhas de São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim, no Amapá, recebiam até R$ 30 por dia para serem picados por mosquitos com malária em pesquisa elaborada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

O caso foi denunciado no Ministério Público Federal e não houve punição até agora, e o estudo foi interrompido pelo Conep. “E muitos protestaram porque queriam o dinheiro oferecido”, diz Gyselle, sublinhando a importância de leis para proteger candidatos a cobaias em países pobres. Ela afirma haver pressão da indústria internacional para que o Brasil afrouxe suas normas. “É preciso pesar o avanço da ciência, mas não devemos fazer isso à custa de vidas.”

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– Unicamp supera USP e é eleita a melhor da América Latina!

O renomado Times Higher Education divulgou: entre as 10 melhores universidades latino-americanas, metade são brasileiras e o topo é ocupado pela UNICAMP.

Extraído de: https://educacao.uol.com.br/noticias/2017/07/20/unicamp-ultrapassa-usp-e-ocupa-1-lugar-em-ranking-de-universidades-latinas.htm

UNICAMP PASSA USP E É A MELHOR INSTITUIÇÃO DA AMÉRICA LATINA SEGUNDO RANKING

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é a melhor universidade da América Latina, segundo avaliação de um dos principais rankings universitários do mundo, o Times Higher Education, divulgado nesta quinta (20).

Com isso, a universidade ultrapassou a USP (Universidade de São Paulo), uma das instituições de ensino mais tradicionais do Brasil, que ocupou a primeira posição no ranking do ano passado e aparece em segundo lugar na avaliação de 2017.

O Times Higher Education é uma publicação britânica, considerada uma das principais avaliações educacionais do mundo todo, que analisa universidades desde 2011. No ranking global, a USP sempre esteve à frente da Unicamp. No ano passado, por exemplo, ficou no grupo das instituições entre o 251º e o 300º lugar, enquanto a universidade do interior paulista ficou no grupo 401º-500º. A classificação é feita em grupos a partir da posição 200.

Em 2016, a publicação britânica passou a fazer um recorte específico sobre as instituições de ensino superior da América Latina. 

Na avaliação, critérios como ensino, pesquisa, citações, visão internacional e transferência de conhecimento são utilizados como indicadores de desempenho das universidades.

Para Marcelo Knobel, reitor da Unicamp, a liderança da instituição na América Latina “é um orgulho”. Ele afirma que a universidade se destaca por ser inovadora desde a sua fundação, mantendo “um foco muito grande nas ciências aplicadas”, e por seu pioneirismo na criação da Inova, uma agência de inovação que estimula a pesquisa e o empreendedorismo dentro da própria Unicamp.

Knobel diz ainda que a “flutuação” de posições entre a USP e a Unicamp é algo que “faz parte do processo de rankings”. “As duas têm um corpo de professores, estudantes e funcionários de excelência”, avalia.

O reitor destaca que o desafio atual da Unicamp e de outras universidades paulistas é manter a qualidade de ensino em um momento “dramático” de crise financeira.

Assim como a USP, a Unicamp afirma ter um comprometimento com a folha de pagamento dos servidores superior à verba repassada pelo Estado de São Paulo, que vem de impostos como o ICMS.

Atualmente, o deficit da universidade está previsto em R$ 250 milhões. “A principal preocupação, agora, é atingir o equilíbrio financeiro”, afirma Knobel.

Procurada pelo UOL, a reitoria da USP ainda não comentou a listagem.

O Brasil no ranking

Ao todo, o Times Higher Education avaliou 81 universidades da América Latina. No quadro das 10 melhores instituições, o Brasil é o país mais presente, com 5 universidades na lista: além da Unicamp e da USP, aparecem no topo a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a Ufrj (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e a PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro).

Considerando as 50 melhores universidades da região, 18 são brasileiras –uma piora em relação ao ano passado, quando eram 23 instituições nesse quadro. 

“Muitas destas universidades melhoraram a sua pontuação total desde o ano passado, mas perderam terreno devido ao aumento da concorrência e porque outras instituições melhoraram em um ritmo mais rápido”, afirmou Phil Baty, editor dos rankings da Times Higher Education, em relatório.

Entre os países que ascenderam rapidamente no ranking da América Latina estão o Chile, com 15 universidades entre as 50 melhores (11 a mais do que no ano passado), a Colômbia, com cinco (no ano passado eram quatro), e a Argentina, que entra na avaliação pela primeira vez, com duas colocações nessa lista.

Segundo Baty, apesar de o Brasil gastar mais em pesquisa e desenvolvimento do que os outros países da região, o investimento ainda é pequeno. “Os salários dos pesquisadores também são muito baixos para os padrões internacionais e estão entre os mais baixos da região”, disse.

A análise do Times Higher Education é de que junto ao pouco financiamento para pesquisas, ao excesso de burocracia e a políticas mal-definidas para pesquisas, os baixos salários dos pesquisadores podem incentivar a saída desses estudiosos do país.

– Uma imagem para lembrar de algo necessário!

Lembrete importante ou conselho indispensável: faça bom uso do cérebro!

A sociedade agradece! Afinal, os que não o usam atravancam o progresso do país…

Não se esqueça: os neurônios precisam trabalhar, pois quando se acomodam, eles atrofiam.

– Mitos que os Jovens Empreendedores Costumam Acreditar

Cada vez mais os jovens brasileiros querem empreender. Mas, para muitos, não é fácil, devido aos medos e a falta de dinheiro. Saiba 7 mitos que existem no ideário do administrador:

Extraído de: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/7-mitos-que-os-jovens-empreendedores-ainda-acreditam

7 MITOS QUE OS JOVENS EMPREENDEDORES AINDA ACREDITAM

Não buscar sócios com conhecimentos complementares é um dos erros dos jovens empreendedores

por Priscila Zuini

Está comprovado: ter um negócio próprio é o sonho de maioria dos jovens brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pela Cia de Talentos em parceria com a Nextview People, 56% dos ouvidos disseram que pretendem empreender em algum momento da vida.

Os jovens também são maioria entre os que já empreendem. De acordo com o levantamento GEM 2012,33,8% dos negócios iniciais estão nas mãos de pessoas entre 25 e 34 anos. “O empreendedorismo está consolidado na cabeça do jovem como opção de vida, o que não está é o preparo desse jovem”, diz Bruno Caetano, diretor-superintende do Sebrae/SP.

Além das várias dificuldades de um negócio, os jovens costumam ter que lidar, muitas vezes, com a descrença. “Tem muitas pessoas que acham que precisam de mais capacitação ou vivência e não podem ter seu negócio próprio”, diz Marcelo Nakagawa, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper. Veja abaixo alguns mitos sobre ter uma pequena empresa antes dos 30 anos.

1. Uma boa ideia basta

Muitas vezes, os jovens escolhem um hobby ou passatempo para transformar em negócio. “Muitos acreditem que basta ter uma boa ideia para que vire um negócio de sucesso”, diz Caetano.

Além de gostar da atividade, o jovem precisa se preparar para tirar o negócio do papel e não só apostar na sorte. “Ter uma grande ideia inovadora não é ter um grande negócio. Sem um time, a empresa cai por terra no primeiro contato com o cliente porque não vai ter quem execute”, alerta Nakagawa.

2. Empreender durante a faculdade é difícil

Largar a faculdade pelo negócio foi um passo para empreendedores como Mark Zuckerberg. Mas não é a regra. “Tem muitos que conseguem conciliar as duas coisas, principalmente quando o negócio é na área dele”, diz o professor do Insper.

Segundo ele, depende do empreendedor saber aproveitar os recursos e contatos da faculdade. “A dica que eu deixo é que ele se prepare para virar empreendedor. Está mais fácil para o jovem que está mais acostumado com o ambiente de escola, de estudo, de preparação”, sugere Caetano.

3. Negócios inovadores não têm concorrência

Confundir otimismo e ingenuidade é, para Nakagawa, um erro dos empreendedores mais jovens. “Ele tem que ser otimista, mas não pode ser ingênuo a ponto de achar que não tem concorrência”, diz. Segundo ele, é comum que nesta fase o empreendedor se sinta infalível. “Se o negócio der certo, vão aparecer dez negócios similares ao seu”, alerta o professor.

Outro mito, segundo ele, é achar que a concorrência vai demorar a reagir a sua inovação. “Em alguns casos é verdade. Em outros, é mito e o concorrente vai para cima e ocupa o espaço da startup”, explica.

4. Jovens têm mais chances de quebrar

Segundo Caetano, não há nenhum estudo que indique que empresas de jovens estão mais propensas ao fracasso. “Não há diferença significativa nas taxas de mortalidade de empresas chefiadas por jovens. Existe um preconceito da própria sociedade e os próprios jovens ficam inibidos de empreender”, justifica.

5. Reunir amigos na sociedade é melhor

Na universidade, muitos empreendedores reúnem um grupo de amigos da mesma turma para abrir um negócio. A afinidade pode parecer um bom motivo para estabelecer uma sociedade, mas pode ser uma armadilha. “Muitos começam a empresa com colegas da faculdade e o sócio é um espelho dele, com a mesma formação e os mesmos hábitos”, diz.

É preciso saber formar uma equipe que se complemente. “Basicamente, a regra é ter de alguém que sabe vender, alguém que sabe fazer e um terceiro sócio que cuide da gestão mais burocrática”, ensina o professor.

Para Caetano, achar que pode fazer tudo sozinho também pode acabar com o negócio. “É um erro fatal, precisa ter sócios que se complementem”, indica o executivo do Sebrae/SP.

6. O fracasso é o fim

Ninguém começa um negócio pensando em fracassar. Mas, se isso acontecer, não é o fim do mundo. “Uma questão que precisa ficar clara é que ele acha que não pode fracassar. É comum encontrar empreendedores que na primeira tentativa não deram certo, mas usaram isso como fonte de aprendizagem para negócios posteriores”, explica Caetano.

7. Um produto bom dispensa experiência

Assim como só uma boa ideia não é suficiente, o empreendedor não pode dispensar o conhecimento confiando apenas no produto ou serviço. “Achar que vai sustentar o negócio sem ter experiência em gestão é um erro”, diz Caetano. Outro mito é acreditar que as vendas vão acontecer facilmente. “Venda é uma estratégia, precisa ser estudada e exige dedicação”, afirma.

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– O atual Prêmio Nobel da Química em assuntos difíceis.

Sobre a Química versus a Bioquímica, Ativismo Político, Trump, e o “Difícil Espaço para Deus” – O depoimento interessante (mas polêmico) do Prêmio Nobel da Paz de 2016, Dr James Fraser Stoddart, à Folha de São Paulo neste domingo (Caderno Ciência, página B5, 16/07/2017). Abaixo:

É HORA DE CIENTISTAS ASSUMIREM UMA POSIÇÃO POLÍTICA

por Gabriel Alves

Vencedor do Prêmio Nobel de Química de 2016 vê descrédito na Ciência com Temor

Para o escocês James Fraser Stoddart, 75, ganhador do do último Prêmio Nobel de Química, é hora dos cientistas “tirarem a cabeça de baixo da terra” e lutarem contra o desprestígio que a ciência vem sofrendo.

Crítico de Donald Trump e admirador de Angela Merkel, que é física, ele diz que gostaria de ver mais cientistas na vida política: “Chegamos a um ponto em que isso é absolutamente necessário”.

A láurea, que foi dividida com outros dois químicos, se deveu à pesquisa com nanomáquinas, moléculas formadas por poucos átomos e que podem funcionar como pequeníssimos elevadores ou como armazenadores de energia.

Outra possível aplicação decorrente do avanço da área é a construção de pequenos “veículos” capazes de levar drogas diretamente para tumores ou células doentes do organismo. Apesar disso, o químico tenta manter uma certa distância de “inspirações biológicas” para o desenvolvimento da química.

Uma das possíveis aplicações das nanomáquinas de Stoddart é na mineração de ouro: seria possível extrair o metal sem o uso de cianeto ou de mercúrio –ele criou uma start-up para aplicar a tecnologia

O nobelista esteve no Brasil para o Congresso da União Internacional de Química Pura e Aplicada, que aconteceu na última semana, em São Paulo. Na sexta (14), o químico conversou com a Folha e fez uma defesa apaixonada do ofício –para ele, algo que une ciência e arte.

*

Folha – Como nasceu seu interesse pela química?

James Fraser Stoddart – Sou filho único, cresci em uma fazenda. Era uma vida difícil, mas foi uma boa lição de como ser multitarefa e achar soluções para grandes problemas, como tempestades, doenças infecciosas no rebanho. É a “universidade da vida”. Cursei o ensino médio em Edimburgo (Escócia), e tive excelentes professores.
Na universidade, entrei em um grupo de pesquisa com salário baixíssimo. Imediatamente fui “picado” pelo insetinho da pesquisa –era algo viciante. Eu ficava até de madrugada no laboratório. Logo pela manhã, já estava de volta.

Hoje temos um arsenal molecular: elevadores, carros, rodas, carreadores de drogas… Como foi participar do alvorecer das nanomáquinas?

Não havia um caminho claro no começo. Ficou óbvio, penso, depois de 20 anos na academia. Aí já estávamos direcionados para fazer elevadores e alavancas moleculares. Para chegarmos às máquinas moleculares foi necessário muito esforço de design e estudos de performance.

O que mudou em sua vida após receber o Prêmio Nobel?

Muita coisa. Da noite para o dia você é uma celebridade e não foi treinado para isso como as pessoas da família real foram. Agora tenho muito respeito por qualquer membro de famílias reais.

Em qualquer lugar estou no holofote, há câmeras e pessoas fazendo perguntas. Mas estou preparado para aceitar. É algo que chegou tarde na vida e é só mais um desafio. Também é uma oportunidade de eu ajudar os mais jovens a assumirem posições mais fortes em nossa sociedade.

Que conselhos daria a eles?

Gostaria de ver mais cientistas na vida política porque chegamos a um ponto no Ocidente em que isso é absolutamente necessário. Parece que estamos voltando no tempo.

Há pessoas negando as mudanças climáticas e falando mal da ciência. Isso tem que ser debatido e os argumentos tem de ser contundentes.

Nos EUA há conflitos entre a administração Trump e os cientistas; no Brasil, cortes do orçamento federal para a pesquisa. Por que a ciência perdeu tanto prestígio?

Queria muito saber a resposta. Os cientistas têm de assumir responsabilidades. A gente tem escondido a cabeça na terra e não estávamos preparados para essa situação, na qual é necessário deixar nossa posição clara.

Se alguém gosta do que o Donald Trump tuíta todo dia, também podem gostar dos tuítes de Fraser Stoddart. Eu digo “isso aqui é ciência e ela é feita dia após dia”. Acho que cada esforço pode fazer a sociedade corrigir a direção para a qual vem caminhando.

Cientistas devem ser ativistas?

Sim, até certa medida. Ainda temos que fazer ciência, caso contrário nós estaríamos erodindo nossa própria base.

Em um futuro com nanomáquinas capazes de curar o organismo de dentro para fora, consertando o DNA e as células e combatendo a velhice, sobraria algum espaço para a existência de Deus?

Acredito que a raça humana pode tomar conta do próprio futuro. Não consigo achar uma razão para dar um passo atrás e entregar tudo nas mãos de um deus mítico ou algo do tipo. Há coisas acontecendo no planeta com as quais só nós podemos lidar. Não seremos resgatados por religião alguma quando o assunto são as mudanças climáticas ou problemas sociais e políticos.

Que áreas deveriam ser contempladas com o próximo Prêmio Nobel de Química?

Gostaria que o prêmio ficasse com a química, e não com algum aspecto da bioquímica ou da biologia, como foi feito por muitos anos.

Penso que a área das baterias de ion-lítio poderia ser premiadas, ou a área de energia solar.

Eu gostaria de ver reconhecido o trabalho fundamental que possibilitou a construção de estruturas organometálicas [que têm aplicações na área de semicondutores e na captura de carbono, por exemplo] -é uma área que se desenvolveu muito nos últimos 15 anos, liderada por japoneses.

Depois de uma carreira acadêmica de sucesso, como é se tornar um empreendedor e criar start-ups?

É algo que me deixa bastante empolgado. Você sabe… O que dá para fazer após ganhar o Prêmio Nobel?

Eu teria grande satisfação se minhas start-ups tivessem sucesso e conseguissem gerar lucro para que eu conseguisse criar uma fundação e seguir os passos de outros, como o próprio Alfred Nobel, e retribuir à comunidade científica, seja financiando diretamente a pesquisa ou criando prêmios.

A área preferida seria a química -sendo honesto, aquela sem muita conexão com a biologia.

Quais as virtudes de um bom químico?

Digo que não cheguei aonde estou com inspiração na biologia, mas sendo bem treinado em matemática, física, topologia, teoria dos grafos.

Eu queria ver o reconhecimento de pessoas que vestem a camisa da química e que mostram do que ela se trata: a criação de seus objetos de estudo por meio de síntese, o que torna o químico parecido com um pintor, um escultor ou um compositor. Nós temos essa característica única –somos criadores de coisas.

Raio-X

NOME
James Fraser Stoddart

NASCIMENTO
24.mai.1942 (75 anos) em Edimburgo, Escócia

FORMAÇÃO
Químico e doutor (PhD e DSc) pela Universidade de Edimburgo

TRAJETÓRIA
Foi professor nas universidades de Sheffield e de Birmingham (Reino Unido), na Universidade da California em Los Angeles e hoje está na Northwestern (EUA)

PRÊMIO NOBEL DE QUÍMICA
Em 2016, pelo trabalho com máquinas moleculares

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Danilo Verpa/Folhapress

– Apenas 25% dos bebês nascerão de relações sexuais daqui 40 anos, afirma importante professor!

Um renomado biocentista americano, professor da famosa Stanford University, afirma: daqui há 40 anos, 75% dos bebês vão nascer de células de fertilização in vitro!

Assustador imaginar que ¼ das crianças nascerão de “sexo convencional”…

Abaixo, extraído de Revista Época, ed 942, pg 64-68

HENRY GREELY: “O SEXO PARA FAZER BEBÊS SERÁ RARO”

À primeira vista, a ideia do advogado americano Henry Greely, que se especializou nas implicações éticas, sociais e legais dos avanços biomédicos, parece pouco plausível. Em seu novo livro, The end of sex (O fim do sexo, sem edição brasileira), recém-lançado nos Estados Unidos, Greely afirma que, em 40 anos, 75% dos bebês nascerão a partir de técnicas de fertilização in vitro. É difícil imaginar casais sem problemas de fertilidade recorrerem ao procedimento. Ele é caro e desgastante, em especial para a mulher, que tem de tomar hormônios fortes e passar por uma pequena intervenção para coletar os óvulos, fertilizados com o espermatozoide em laboratório. O argumento de Greely, de 63 anos, diretor do Centro de Direito e Biociências da Universidade Stanford, torna-se convincente quando ele detalha como o aprimoramento de uma técnica já estudada pelos pesquisadores tornará a coleta de óvulos dispensável. Células de pele serão transformadas em células-tronco, com potencial para gerar qualquer tipo de célula, inclusive as reprodutivas. “Casais gays poderão ter filhos biológicos e será possível fazer um bebê com uma única pessoa”, diz Greely. Mais: esse bebê, diferentemente de um clone, não precisará ser uma cópia idêntica do progenitor. Ele acredita que o barateamento das técnicas de sequenciamento do genoma permitirá aos pais escolher até características comportamentais do filho. Será uma revolução na maneira como nos reproduzimos. “Se será algo bom ou ruim, só depende de nós.”

ÉPOCA – Devemos nos preocupar com esta história de o sexo acabar, como sugere o título de seu livro?
Henry Greely – O sexo que não tenha como objetivo direto gerar bebês continuará existindo. Mas estimo que, entre 30 e 40 anos no futuro, as pessoas não farão sexo para conceber seus filhos. Será algo muito mais raro do que é hoje. Cerca de 75% dos bebês nascerão de uma técnica semelhante à fertilização in vitro, em que o espermatozoide do pai fecunda o óvulo da mãe em uma placa de laboratório, e o embrião resultante é transferido para o útero. A diferença é que nessa nova técnica não será necessário estimular o ovário das mulheres para extrair os óvulos.

ÉPOCA – Como serão feitos os óvulos?
Greely – Será possível fazê-los a partir de células da pele. Em vez de a mulher passar por dias de injeções de hormônios caros e muito fortes – para fazer os ovários produzir muitos óvulos –, pegaremos células da pele e as transformaremos em um tipo de célula com potencial para se transformar em qualquer outro tipo. São as células-tronco pluripotentes induzidas. Elas serão transformadas em óvulos. Espermatozoides também poderão ser feitos assim. É provável que possamos até fazer óvulos da pele de homens e espermatozoides da pele de mulheres.

ÉPOCA – O grande avanço tecnológico necessário não pode manter isso no terreno da ficção científica?
Greely – Pesquisadores já conseguiram induzir células-tronco a partir da pele de ratos, transformá-las em células reprodutivas e gerar filhotes. Ainda não chegamos a esse ponto com seres humanos, mas os primeiros passos já foram dados. Há muito esforço e dinheiro sendo investidos para transformar as células-tronco pluripotentes induzidas em diversos tipos de células: nervosas, do fígado, do pâncreas… quanto mais aprendermos, mais fácil ficará transformá-las em qualquer tipo, inclusive óvulos e espermatozoides.

ÉPOCA – Se é possível produzir tantos óvulos quanto espermatozoides a partir de células de qualquer sexo, casais gays poderão ter filhos biológicos?
Greely – Acredito que eles acharão essa possibilidade muito interessante. Será mais fácil para casais de lésbicas. Os homens ainda terão de encontrar alguém que aceite ser barriga de aluguel, enquanto no casal de lésbicas uma das duas mulheres pode levar a gravidez adiante.

ÉPOCA – Se será possível fazer óvulos e espermatozoides a partir da pele de uma mesma pessoa, será viável gerar embriões a partir de uma única pessoa? 

Greely – É possível. Acho que você tem de ser um pouco louco, mas é um mundo grande e há gente maluca nele. Essa criança, um “unibebê”, não seria um clone da pessoa que o gerou. Para a maior parte dos genes, temos duas cópias: uma que veio da mãe e uma que veio do pai. Como as diferentes combinações dessas cópias levam a características diferentes, o filho não seria um clone, mas algo próximo. No genoma, ele poderá ter genes iguais ao “uniprogenitor” em alguns lugares e em outros não. Uma pergunta a que os governos terão de responder é se isso deverá ser permitido. Parece, no mínimo, muito egocêntrico. Donald Trump iria querer um “unibebê”.

ÉPOCA – É possível entender que casais com problemas de fertilidade e casais gays se interessem por essa técnica. Mas por que a maioria optaria por ter bebês dessa maneira se o jeito tradicional é mais agradável?
Greely – Com essa técnica, será possível fazer centenas de embriões, e não a média de 12 que a fertilização in vitro tradicional permite hoje. Os pais poderão usar técnicas de sequenciamento genético, que estarão muito mais baratas, para analisar os genes do embrião e escolher características. Essa técnica, chamada de diagnóstico de pré-implantação, já existe há 25 anos, mas atualmente é usada para olhar apenas doenças genéticas sérias. O custo de decifrar um genoma caiu de US$ 500 milhões para US$ 1.000. É provável que, em 20 anos, seja US$ 100 ou US$ 10. Significa que será possível saber tudo o que a genética tem a nos contar sobre cada um dos embriões.

ÉPOCA – Há muitas críticas morais e éticas em encomendar um bebê com características específicas…
Greely – Acho que o maior uso será para evitar doenças genéticas graves. Alguns pais usarão para evitar outros riscos de saúde, como mutações do gene BRCA, que podem levar ao câncer de mama e ovário, ou mutações relacionadas ao mal de Alzheimer. O sequenciamento genético também poderá ser usado para escolher a aparência: cor do cabelo, dos olhos, da pele, altura. Alguns pais terão interesse em escolher o sexo. Outros de selecionar comportamentos. O problema é que a relação entre genes e características comportamentais é particularmente fraca. Nunca seremos capazes de falar: “Esse embrião será um gênio”. Talvez possamos falar que “ele tem 12% de chance de estar entre os 10% mais inteligentes”. Há um risco de os pais errarem.

ÉPOCA – Será difícil escolher quais embriões implantar?
Greely – Ao olhar para muitas variáveis, tomar decisões se torna difícil. Como você sabe se vale a pena escolher um embrião com propensão maior à matemática se ele também tem um risco maior para diabetes? Uma das vantagens de fazer bebês a partir do velho jeito é que não é preciso tomar nenhuma decisão. Apenas jogam-se os dados. Agora, quando você faz escolhas, pode se sentir bem se elas se mostrarem corretas ou mal se parecem erradas. O maior risco será os pais acreditarem que controlam mais do que podem.

ÉPOCA – A fertilização in vitro está disponível há mais de 30 anos, mas seu uso ainda é restrito porque ela é cara. A nova técnica será mais barata a ponto de 75% dos bebês nascerem a partir dela?
Greely – Ela deverá custar em torno de US$ 10 mil por bebê, próximo do valor atual de uma fertilização. Pode parecer caro para famílias, mas muitos países arcarão com o custo e disponibilizarão a técnica gratuitamente. Fazer 100 bebês custará US$ 1 milhão. Mas, considerando que entre 1% e 2% dos bebês nascidos têm doenças genéticas sérias que exigem mais do sistema de saúde, será possível evitar gastos de US$ 5 milhões. Os países tornarão a população mais saudável e também economizarão dinheiro do governo, dos planos de saúde e de agências seguradoras.

ÉPOCA – Isso soa assustadoramente como eugenia. Não há um risco alto demais?
Greely – Há preocupações éticas, a começar pela segurança do procedimento. Primeiro, temos de ter certeza de que ele será seguro para os bebês. Ele também poderá gerar problemas de igualdade: e se muitos pais quiserem ter meninos em vez de meninas, por exemplo? Para mim, uma das questões mais difíceis envolve deficiências. Vamos supor que você tenha um filho com síndrome de Down e ela se torne incomum. Como isso afetará a pesquisa sobre a doença de seu filho, o apoio médico e social a ele? Se será possível escolher se um bebê com deficiência poderá ou não nascer, aqueles que nascerem com deficiência terão a sensação de que, na verdade, não deveriam ter nascido. Uma das razões pelas quais escrevi esse livro é para alertar sobre o que está vindo. As pessoas precisam se preocupar e começar a pensar em como usar essa técnica. Se será algo bom ou ruim, só depende de nós.

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– Laboratórios Brasileiros abrindo as portas para a sociedade!

Que legal. No último sábado, eu e minha filha Marina fomos em Campinas ao LNLS e seus outros laboratórios agregados, onde a comunidade pode conhecer as pesquisas agrícolas, o acelerador de partículas (parece o do seriado FLASH), a área de robótica com suas inúmeras pecinhas Lego e participar de desafios de criatividade!

A filhota, bem esperta, resolveu criar uma… ecoflora! Um equipamento portátil de jardinagem com irrigação e outros acessórios, feito por ela!

Abaixo, algumas imagens de um lugar que não parece Brasil, pois ali, há Ciência, Educação, Empreendedorismo e Inteligência (tudo apartidário) em abundância!

– O Sucesso dos Inovadores e Empreendedores Fracassados

Raymond Kurzweil, um dos futurólogos mais renomados no mundo da Administração de Empresas, fala sobre o sucesso e o fracasso de empreendedores inventores. E ressalta: o fracassado, no Brasil, era rotulado e praticamente fadado ao ostracismo; mas, hoje, os que passam pela experiência do fracasso acabam usando da experiência negativa para evitar novos erros no futuro. E avisa: a prática da inovação deve começar desde a infância!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI137055-16363,00-COMO+INVENTAR+SEGUNDO+O+INVENTOR.html

COMO INVENTAR, SEGUNDO UM INVENTOR

O termo singularidade, quando aplicado à tecnologia, designa um momento em que os homens superarão os limites da biologia. Farão isso a partir dos avanços em áreas como a genética e a nanotecnologia, que permitirão às pessoas desenvolverem uma inteligência sobre-humana, fundindo-se com as máquinas. Nesse instante, serão eternas. Essa ideia, por mais ficcional e maluca que pareça, tem defensores aguerridos. O inventor americano Raymond Kurzweil, 62 anos, é o mais notório deles e até estabeleceu uma data para essa guinada: 2045.

Formado pelo MIT, Kurzweil é um futurista com currículo realista. Criou o primeiro sistema computacional de reconhecimento de voz, e um sintetizador musical histórico, comprado por Stevie Wonder. É, contudo, tão inventivo quanto polêmico. Sonha, por exemplo, trazer seu pai, Fredric, morto em 1970, à vida. Para tanto, usaria amostras de DNA e um sistema de inteligência artificial estruturado a partir de reminiscências de sua própria memória.

Em fevereiro de 2009, Kurzweil participou da fundação da Singularity University (SU), na Califórnia, apadrinhada pelos fundadores do Google. Desde março, a instituição firmou uma parceria no Brasil, com a Faculdade de Tecnologia da Informação (Fiap), em São Paulo. Nos Estados Unidos, a SU oferece um curso de dez semanas para 80 universitários, com foco na formação de líderes empreendedores. Mas Kurzweil crê que essa preparação deva começar na infância. De que forma? O inventor responde: “É preciso que as crianças tenham prazer em aprender e o façam conectando diferentes habilidades”, disse a Época NEGÓCIOS. Kurzweil cita o exemplo de seu filho. Aos 13 anos, ele envolveu-se em um projeto que resultou no primeiro website de um escritório de advocacia do mundo. “A maior parte de projetos como este não terá êxito. Calculo que dois em cada 100 resultem em sucessos como o Facebook ou o Google. Mas é importante mostrar aos jovens que eles podem correr riscos”, diz. Em inovação, o americano crê que o Brasil pode se beneficiar se souber estimular crianças e jovens. “Muitas sociedades encaram a falha como vergonha. Isso não acontece nos Estados Unidos e no Brasil. As pessoas estão abertas a tendências e isso é positivo”, afirma Kurzweil, autor de livros como A Era das Máquinas Espirituais e The Singularity Is Near (“A singularidade está próxima”).

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– Os Jovens comportados e responsáveis são aqueles que alcançam o sucesso!

Neste mundo de muita confusão comportamental e de valores deturpados, uma matéria muito bacana sobre os jovens que alicerçam sua vida na família, na religião, no trabalho e no estudosem perder a alegria.

Nada de excessos, distância das drogas e muita vontade de vencer: esse é o “jovem diferenciado”, que deveria não ser a “exceção”, mas a regra da sociedade!

A ótima matéria está no Jornal de Jundiaí (www.jj.com.br), caderno Cidades, na edição deste domingo, por Mauro Utida (mutida@jj.com.br)

EM TEMPOS MODERNOS, JOVENS SE DESTACAM COM COMPORTAMENTO DIFERENCIADO

Pensar no futuro é uma das ocupações das quais os jovens mais se dedicam a fazer, porém nem todos conseguem se planejar para alcançar seus objetivos e sonhos e, com isso, se frustram. Em tempos modernos, onde há muita informação e liberdade, muitos novos adultos conseguem se destacar, buscando mais expressão com a maturidade e sem abandonar os valores da família.

Eles podem até ser considerados ‘caretas’, inocentes e até mesmo, conservadores, mas uma boa parte desta nova geração não está preocupada com baladas, como a maioria, mas sim na estabilidade financeira por meio de um bom emprego na área em que eles se formaram e na construção de uma família tradicional.

Para a psicóloga Maria de Fátima Maion Cosarin, a geração atual é mesclada, enquanto há aqueles que não estão nem aí para nada, há outros muito responsáveis, decididos e maduros.

Ela se preocupa apenas quando o jovem coloca a estabilidade financeira como prioridade. “O mais importante é o jovem se encontrar e alcançar o autoconhecimento, não só pensar na parte financeira. Conheço muitas famílias realizadas financeiramente, mas infelizes”, alerta.

Para ela, a liberdade pode ser vista de diversas maneiras, porém quando é associada ao álcool, drogas e sexo, se torna libertinagem. “Hoje o jovem tem a liberdade de expressão, mas falta maturidade. Não existe liberdade sem maturidade”, avisa.

Rock’n Roll
Quem olha para Daniel Pacheco da Silva, 23 anos, tocando baixo com sua banda de heavy metal, com camiseta preta, não imagina que ele é um administrador de banco de dados, formado pela Faculdade de Tecnologia (Fatec Jundiaí) em análise de sistema, bebe socialmente, costuma ir às missas frequentemente e é um dos mais tranquilos da turma.

Para ele, o relacionamento sério é mais “bacana” e procura alguém com quem tenha afinidade. Drogas? Nem pensar. “Não tenho nada contra, mas não me misturo”, declara. Ele não se considera uma pessoa diferente da sua geração por ser mais conservador do que a maioria dos jovens de sua idade, porém procura focar mais no seu trabalho e na música, já que também toca violão e gaita. “Cada um é cada um, não discrimino a opinião de ninguém”, desabafa.

Sonho de criança
Desde criança, Stephânia Vilela, 23 anos, sonha em se formar, conseguir um bom emprego e depois casar. Foi sempre uma aluna disciplinada e hoje, aos 23 anos, já faz pós-graduação em Direito do Trabalho, na Faculdade Padre Anchieta, em Jundiaí.

Ela se formou em Direito pela PUC-Campinas e no 5º ano de faculdade, conseguiu passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para poder exercer sua profissão. “Em cinco anos de faculdade, se fui a cinco festas foi muito”, diz.

Ela namora há quatro anos com um jornalista, que também está iniciando na profissão, porém os sonhos do casamento foram prorrogados para que os dois consigam uma estabilidade financeira e profissional primeiro. Na opinião dela, o próximo passo do casal será conseguir um imóvel e, só então, realizar a cerimônia matrimonial.

“Nosso namoro deu certo porque nós dois somos bem tranquilos, saímos mais para comer fora e se reunir com os amigos, ou ficar assistindo Netflix em casa (risos)”, revela.

O que chama a atenção em Stephânia são as suas tatuagens e um piercing no nariz, nada comum para uma advogada. Mas ela afirma que não gosta de estereótipos e quer ser uma profissional sem abandonar seu estilo. “Adoro tatuagens e piercing, quero ter minha liberdade de escolha dentro da minha profissão, não gosto de estereótipos”, declara.

Lado espiritual
A psicóloga Fátima Maion Cosarin também destaca a importância dos jovens terem uma espiritualidade forte, seja qual for a religião. Para ela, jovens com este perfil, costumam alcançar a maturidade mais rápido, pois de alguma forma a religião costuma trabalhar com as frustrações.

O analista de suporte, Thiago Hernandes Cardoso da Silva, 30 anos, foi influenciado pela avó a frequentar as missas católicas. Ele gostou de participar deste ambiente e, dentro do grupo de jovens, conheceu sua namorada, com quem está há 3,5 anos. Eles já planejam o casamento dentro da Paróquia São João Batista, na Ponte São João, em 2019. “Estamos praticamente noivos”, declara.

Silva afirma que os bons costumes não aprendeu na igreja, mas sim dentro de casa. Para ele, a educação tem que vir da família e a igreja, como um direcionamento para a espiritualidade. “Os meus princípios e minha educação foram passados pelos meus pais, a igreja é meu suporte espiritual”, diz ele, que é formado em informática.

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– Evolução Profissional dos Químicos – da Idade Média aos Dias Atuais!

Hoje é Dia do Químico. Com as novas tecnologias e cada vez mais novas descobertas, a profissão se revoluciona diariamente e a ritmo frenético.

Pois bem: para celebrar a data, um especial da Revista Superinteressante sobre os Químicos na Idade Média!

Bacana, extraído de: http://is.gd/3grQ0S

COMO ERA O LABORATÓRIO DE UM ALQUIMISTA MEDIEVAL?

por Luiz Fujita

Era escuro e bagunçado, ou seja, nada parecido com um laboratório de química atual. No meio dessa zona, os alquimistas eram pessoas comuns que manipulavam ingredientes minerais e vegetais a fim de produzir ouro a partir de outros metais. Essa busca pelo nobre metal tinha uma motivação mais espiritual do que materialista, já que, para eles, transformar metais comuns em ouro seria um jeito de libertar a essência divina que existe em todas as coisas. O nobre ideal, porém, não convenceu a Igreja Católica, que, no século 14, proibiu a alquimia – nessa época, os alquimistas eram perseguidos como servos do demônio – e a prática só voltou a ser socialmente aceita no século 15.

Ouro que é bom, nada… Banho-maria, porcelana e uma série de compostos químicos surgiram nos porões dos alquimistas!

VOVÔ DA MARVADA
O destilador, criado pelos alquimistas por volta do ano 800, é usado até hoje em laboratórios químicos. O instrumento separa líquidos misturados e funciona assim: a mistura é fervida e o líquido que evapora mais cedo sobe até o topo do destilador, onde vira gotas que escorrem para outro recipiente

BRINCANDO COM FOGO
O fogo era usado na maioria dos experimentos, para queimar materiais e para ferver líquidos. Por isso, era comum instalar o laboratório na cozinha. Para tocar as experiências em outros cômodos da casa, usava-se um fogareiro, parecido com uma churrasqueira portátil, e um soprador, que mantinha o fogo aceso

QUÍMICA DO AVESSO
Os alquimistas foram mais eficientes para destruir do que para criar ouro. É que eles descobriram uma substância chamada água-régia, que corrói o precioso metal amarelo
Vitriol (cristal de sulfato) + Nitrato de potássio (cinzas de madeira + xixi) + Água-forte (ácido nítrico) + Cloreto de amônia (sal de vulcão) + Água-régia (ácidos nítrico e clorídrico)

BALANÇA, MAS NÃO CAI
Outros recipientes usados na química atual têm origem na alquimia, como os cadinhos – potes de metal ou porcelana, de alta resistência, usados para fundir metais. Os alquimistas também mediam as quantidades de ingredientes com balanças para poder repetir os experimentos que dessem certo

MAGOS DO PORÃO
O ambiente de trabalho dos ancestrais dos químicos era sujo e escuro. Para manter segredo sobre suas atividades e descobertas, o alquimista realizava experimentos sozinho, enfurnado em um sótão ou em um porão, à luz de velas. O cheiro era forte por causa da mistureba de materiais

PROJETOS PARALELOS
Transformar metais comuns em ouro era fichinha para aqueles que também tentavam descobrir um elixir que curasse tudo e desse a vida eterna. Outro desafio era misturar ingredientes para fazer surgir uma criatura surreal: o homúnculo – havia até receita de como criar o pequeno ser!

RECEITA DE SUCESSO
Rodeados por livros e pergaminhos, os alquimistas registravam os experimentos e descobertas a fim de compartilhar com os colegas. Para evitar que roubassem fórmulas e instruções, os caras faziam anotações cifradas – com gravuras no lugar das palavras, por exemplo:
• A alquimista Maria, a Judia, esquentava recipientes com água fervente, dando origem ao termo “banho-maria”
• Explosões eram comuns e, às vezes, tão violentas que matavam o alquimista
• A porcelana foi trazida para o Ocidente pelo alquimista alemão Johann Böttger, no século 18
• Uma das receitas de homúnculo leva sêmen humano magnetizado, enterrado em cocô de cavalo!

O sonho dourado de alquimistas europeus e árabes nunca virou realidade. Chineses buscaram, em vão, a receita da vida eterna.

EUROPEUS
Não fabricaram ouro, mas revelaram alguns tesouros. O inglês Roger Bacon criou uma lente que concentrava raios do Sol e acendia velas. O suíço Paracelso foi um dos primeiros médicos a tratar a epilepsia como doença

ÁRABES
Fizeram grandes descobertas químicas. Abu Musa Jabir Hayyan, por exemplo, descobriu o ácido nítrico. Até algumas palavras usadas na química, como álcool, foram introduzidas pelos alquimistas árabes

ASIÁTICOS
Os chineses perseguiam a imortalidade por meio de boa alimentação, prática de exercícios físicos e poções. Algumas receitas, porém, levavam direto para a cova, contendo arsênico e mercúrio na fórmula.

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