– Eneagrama e os 9 Perfis de Personalidade!

Muito bacana: compartilho uma matéria sobre os 9 tipos de personalidade estudados através de um eneagrama (sobre como as pessoas enxergam o mundo).

Ótimo para a vida pessoal e profissional.

Abaixo, extraído do Jornal de Jundiaí, Caderno Modulinho Empregos, 31/07/2016, Pg 4, por lalves@jj.com.br

ENEAGRAMA: DESCUBRA-SE EM UM DOS 9 PERFIS DE PERSONALIDADE

Cada pessoa enxerga e reage de forma diferente às situações do dia a dia. Segundo o Eneagrama, um sistema milenar de autoconhecimento, essas diferenças de pontos de vista se dão através de nove personalidades padrão. “É como se cada pessoa recebesse óculos para ver o mundo. O formato da lente destaca ou isola certos aspectos e gera atitudes diversas, mesmo diante da mesma circunstância”, explica Denise dos Ouros, professora de Eneagrama e coach.

Para Denise, a maior parte dos desentendimentos e conflitos é caComportusada pelo fato de não conhecermos e respeitarmos o ponto de vista alheio. “Por exemplo, uma simples goteira pode dar origem a diversas reações. Como exemplo, cito o compositor Chopin, o qual teve um relacionamento amoroso com a escritora George Sand. Conta a lenda que durante um período de chuvas, gotejava no bangalô onde estavam hospedados, na Espanha. Ao ouvir o barulho da água pingando, Chopin sentou-se ao piano, reproduziu o som e compôs ‘A Gota D´água’. Ao passo que George procurou pela caixa de ferramentas, arrastou uma mesa, subiu sobre ela e começou a consertar o local por onde a água entrava”, compara.

Denise comenta os perfis de Chopin e George segundo o Eneagrama. “Arriscaria dizer que Chopin era um tipo 4 e a George Sand era um tipo 8. Eu poderia dissertar sobre a inteligência que vem do coração, a qual capta a melodia natural de uma goteira e transforma-a em melodia instrumental. Ou explicar mais sobre a inteligência que vem do corpo, entra em movimento e parte para a imediata solução do problema”, detalha a coach.

A explicação a partir da observação de um fato demonstra como o Eneagrama pode ser aplicado no dia a dia. “A ferramenta ajuda a superar barreiras, reforçar pontos fortes e concretizar anseios mais profundos. Propicia o exercício da empatia, melhorando substancialmente relacionamentos pessoais e familiares. No campo profissional, sua aplicabilidade está ligada ao desenvolvimento de lideranças e de equipes com alta performance, prevenção e redução de conflitos e  na melhoria na comunicação”, exemplifica a professora.

Segundo Denise, a conscientização da pessoa quanto ao seu tipo no Eneagrama não pode ser imposta, mas reconhecida e aceita para que o desenvolvimento pessoal aconteça. “Descobrindo a motivação pela qual agimos podemos sair do piloto automático, encontrando outras maneiras de resolver dilemas, criar oportunidades e melhorar nossos relacionamentos”, explica.

QUEM É QUEM NO ENEAGRAMA?

Tipo 1 | Perfeccionista

Enxerga o mundo por lentes meio quadradas, procura corrigir a si e aos outros através de normas, métodos, relógios e disciplinas. O seu crítico interior muitas vezes não permite que ele relaxe ou se divirta.

Tipo 2 | Doador

Ao vestir esses óculos, o doador parece ter sempre uma maçã nas mãos, pronta para oferecer ao outro, costuma estar mais preparado para ajudar do que para lidar com as próprias necessidades.

Tipo 3 | Realizador

Fazendo, realizando, competindo e conquistando, o realizador vive em busca de uma estrelinha. Quando olha muito para o céu, acaba esquecendo seus próprios sentimentos.

Tipo 4 | Romântico

Sob emoções muito profundas, em tons quase dramáticos, o romântico através dos seus óculos, olha o mundo e observa o que está faltando. Essa falta o remete para o passado ou para o futuro.

Tipo 5 | Observador

Com esses óculos o mundo que é observado parece não ter nada a oferecer. Daí o observador volta para sua caverna e armazena o que tem para si.

Tipo 6 | Cético

O cético enxerga o mundo como um lugar ameaçador, por isso busca constantemente proteção e segurança. Tem uma percepção desconfiada dos fatos que o leva a atacar em alguns casos e o paralisa em outros.

Tipo 7 | Sonhador

O sonhador vê a sua frente um mundo de múltiplas possibilidades e gosta de experimentar um pouco de cada coisa, vivendo mais na superfície. Ele geralmente não gosta de olhar para a dor e o sofrimento.

Tipo 8 | Protetor

O protetor ao colocar seus óculos se acha grande e poderoso, pronto para quebrar regras e lutar contra injustiças. Esse exagero protege suas fraquezas e vulnerabilidades.

Tipo 9 | Mediador

O mediador se desconecta de si mesmo e enxerga um mundo de paz e amor, sem conflitos (como aquele sonhado nos anos 60), esquecendo-se de suas vontades próprias.

HISTÓRIA DO ENEAGRAMA

O estudo sobre as origens do Eneagrama aponta que seu símbolo pode ter pelo menos 2.500 anos e que mestres, líderes espirituais e filósofos como Pitágoras e Platão já utilizavam sua forma geométrica para representar vários sistemas dentro das escolas de sabedoria.

A palavra Eneagrama tem origem grega: Ennea (nove) e Gramma (pontos), sendo traduzida como “figura de nove pontas”. Esses sistemas e ensinamentos ligados à figura do Eneagrama percorreram um longo e misterioso caminho nas areias do tempo até chegarem ao século XX.

Outro marco da presença do Eneagrama nas antigas tradições aparece no séc. IV d.C., quando os padres do deserto colocaram na estrela de nove pontas as virtudes e as paixões humanas.

No início do século XX, o Eneagrama foi trazido para o Ocidente (França e EUA) pelo filósofo greco-armênio George I. Gurdjieff, que havia viajado aos pontos mais remotos do mundo antigo em busca da ciência que possibilitava a transformação da psique humana.

Quem desenvolveu a tipologia psicológica do Eneagrama, descobrindo a relação entre o símbolo e os tipos de personalidade foi o também filósofo boliviano Oscar Ichazo, por volta de 1950.

Na década de 70 o Dr. Claudio Naranjo, chileno, psiquiatra do Instituto Esalen, em Big Sur, California (EUA) participou de treinamentos com Ichazo, na Escola chilena de Arica, aprendeu o método e ampliou seu uso e aplicabilidade na psicologia moderna.

Hoje o Eneagrama conta com validação científica e acadêmica, incluindo diversas teses de mestrado e doutorado nos EUA e na Europa. No mundo dos negócios, o Eneagrama está sendo aplicado por alguns cursos de MBA de instituições como Stanford e Loyola nos EUA, FGV e USP no Brasil.

Sobre a Oito Ouros – Denise dos Ouros Vicentin,  coach especializada em eneagrama, atua na área de desenvolvimento humano e coaching pessoal, profissional e empresarial. A partir do sistema do eneagrama, a profissional auxilia as pessoas na descoberta de suas motivações. Denise possui experiência de mais de 30 anos em ambientes corporativos e há 5 anos fundou a Oito Ouros. É certificada pelo Enneagram Professional Training Program e possui formação em Psicologia Transpessoal, Biopsicologia, Trabalho Sistêmico, Constelação Organizacional e Abordagem Integral.

bomba.jpg

Anúncios

– Quando o Esporte não é Saudável!

O esporte sempre é saudável. Certo? Mas leia a afirmação abaixo (e a citação ao longo desta postagem):

“Esporte não é Saúde. Pode vir a ser um promotor de Saúde, mas nem sempre irá produzir Saúde”

Amigos, existe um dito popular de que “Esporte é Saúde”. Mas… será que realmente é?

Compartilho um belo material da professora do Departamento de Educação Física e Motricidade Humana da Universidade Federal de São Carlos, Dra Selva Maria Guimarães Barreto, sobre a relação “Esporte e Saúde” ser diferente da dita “Esporte é Saúde”.

Ótimo artigo que nos faz repensar práticas esportivas que podem ser maléficas ao nosso dia-a-dia. Em destaque, os efeitos nocivos que o “Esporte de Alto Rendimento” pode trazer aos seus praticantes e a prática esportiva das crianças.
Abaixo:

Extraído de: http://cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_22/esportesaude.html

ESPORTE E SAÚDE 

Nos cursos de Educação Física está ocorrendo uma revolução, que vem provocando questionamentos sobre alguns conceitos: o que se tenta expor criticamente hoje é a relação entre “Esporte e Saúde”. Esta veiculação, infelizmente, não é a mais usual, pois geralmente é substituída por “Esporte é Saúde” pelo conhecimento popular, uma relação que aparenta ser uma verdade absoluta, quando não, obrigatoriamente, é. Os novos conceitos trabalhados relacionam Esporte, Saúde e Qualidade de Vida, de maneira a levantar o debate para refletirmos sobre os mesmos.

O Esporte, como conceito, é considerado uma atividade metódica e regular, que associa resultados concretos referentes à anatomia dos gestos e à mobilidade dos indivíduos. Esta é a conotação que podemos chamar de “Esporte de alto nível”, veiculada nas mídias em geral, representada por pessoas executando gestos extremamente mecanizados, uniformes, com um certo gasto de energia para produzir um determinado tipo de movimento repetidas vezes. São gestos plásticos, muito organizados, moldados e com muitas regras, para que se possa obter algum resultado prático. O Esporte pode ser encarado, dentro de outras ópticas, tanto como o Esporte veiculado nas mídias, como uma atividade dentro de um grupo de amigos (na escola, na rua ou qualquer local).

Existem outros conceitos de Esporte, em que se consideram como um componente dos blocos de conteúdos da Educação Física escolar, isto é, a Educação Física nas escolas possui alguns conteúdos, tais como a Dança, os Jogos, as Lutas, as Brincadeiras, e o Esporte é um destes. É na escola que a conotação de Esporte deve ser diferente do Esporte de alto nível, apesar de alguns professores de Educação Física insistirem em alto rendimento. Felizmente este modelo vem modificando-se, aos poucos. Assim, a idéia que se tem de Esporte é muito ampla, o que permite uma variedade de conceitos. Dependendo do conceito e do entendimento, Esporte pode estar ou não veiculado à Saúde.

Já Saúde, enquanto conceito, é sentir-se bem em todos os seus aspectos: físicos, motores, sociais, mentais e afetivos. Isto acaba tornando muito difícil ter uma saúde perfeita e praticamente impossível um conjunto de profissionais completamente saudáveis (como os professores de Educação Física, por exemplo).

A respeito de Saúde, a diferença entre os termos físico e motor é muito tênue. Motor é uma idéia que está ligada ao movimento, isto é, é necessário estar bem; o organismo e todos os aparelhos que o compõem precisam estar em pleno funcionamento para se movimentar bem. Por outro lado, físico é um conceito ligado à capacidade, força e potência (aeróbia ou anaeróbia). Logo, não necessariamente, quem realiza bem um movimento tem uma capacidade física muito grande, e vice-versa. Por exemplo, aqueles que fazem musculação ininterruptamente costumam ter uma certa dificuldade ao caminhar, ou seja, o aspecto físico bem trabalhado não significa um aspecto motor de boa qualidade. Por isso, Esporte como entendimento de uma atividade metódica pode provocar saúde ou bem-estar em nível psico-motor, mas dificilmente em nível social. Também aquele que realiza um Esporte e coloca acima de tudo a vitória (validando atividades “anti-jogo”, tais como puxão de cabelo, cotovelada e outras faltas), não promove sua Saúde completa.

Associado à Saúde está o conceito de Qualidade de Vida, definido como a condição humana resultante de um conjunto de parâmetros individuais e sócio-ambientais (modificáveis ou não) que caracterizam as condições em que vive o ser humano. Para se definir como boa qualidade de vida, deve-se levar em consideração a satisfação das necessidades básicas de sobrevivência: alimentação, vestuário, trabalho, moradia e relações sociais e afetivas (as quais, no mundo capitalista de hoje, sempre se subordinam à outra: a econômica).

Analisando agora a relação do conhecimento popular “Esporte é Saúde”, esta se difunde como contrapartida ao mundo atual, que promove em suas práticas o sedentarismo, como conseqüente, a obesidade – tida como o mal do século. Assim, em combate à obesidade, o Esporte promove Saúde. O Esporte também é promotor de Saúde por ser um incentivo às relações sociais, tais como coleguismo, amizade e paixões.

Outras inverdades são disseminadas pelo conhecimento popular. Algumas pessoas dizem que ao caminhar uma hora por dia mantêm seu nível de colesterol reduzido, com chances reduzidas de obter problemas cárdio-respiratórios, ou ainda possibilidades de emagrecimento. Mas, em seguida, comem chocolate, “churrasquinho”, “leitão à pururuca”, “torresminho”, doces, refrigerantes, etc – alimentos que invalidam qualquer atividade saudável. Além disto, caminham em locais inadequados e usam calçados impróprios para a atividade exercida. Logo, o corpo não descansa, como ainda pode sofrer lesões por exercícios praticados de maneira errada. Também existem aqueles que caminham em excesso, acima de quatro horas ao dia, todos os dias da semana, sem um descanso mínimo. As estruturas corpóreas e seus respectivos ligamentos não agüentam e acabam por “inchar”, inflamar ou até romper. Está comprovado que qualquer treinamento físico, principalmente os de altíssimo nível, deve ser praticado com o necessário descanso para que o organismo possa se recuperar da atividade e da perda de líquidos e sais minerais. Outros praticam esforços aos finais de semana como maneira de compensar uma vida sedentária de segunda à sexta-feira, sem qualquer sistemática apropriada. Deve-se praticar atividades periódica e cotidianamente, com pausas corretas de descanso.

Tudo que é feito ininterruptamente cansa, desgasta e não promove os benefícios almejados. O Esporte é uma atividade física e, como tal, promove desgaste energético, emagrecendo o organismo. Mas, sem respeitar os parâmetros físicos limitantes de cada indivíduo, ou ainda, um controle alimentar adequado, ao invés de benefícios, a atividade pode promover malefícios. O controle alimentar é muito importante no que se refere à relação entre ingestão e gasto de energia, ou seja, o quanto (e o que) se come e o quanto se trabalha. Neste parâmetro, podemos entender que é perigoso pessoas obesas e despreparadas praticarem Esportes como triathlon, uma competição onde se nada, pedala e corre longas distâncias exaustivamente. Até que ponto é saudável praticar triathlon, ou ainda malhar de duas a quatro horas numa academia? São associações equivocadas relacionar alto rendimento e esforço excessivo. Para que o Esporte fazer bem, tem que suar muito e deixar o indivíduo cansado.

Esporte não é Saúde. Pode vir a ser um promotor de Saúde, mas nem sempre irá produzir Saúde, como uma regra. Inclusive temos recentemente dois casos de jogadores de futebol que faleceram enquanto praticavam a atividade física. Percebemos também, que existem vários desportistas que fazem uso de substâncias – questionáveis – para obter melhores desempenhos nas atividades, o que corrompe a noção de que Esporte faz bem. Esporte só faz bem dentro de seus fatores limitantes: bem empregado, bem trabalhado e sob uma perspectiva que esteja além do alto rendimento.

Isso não quer dizer que muitos que praticam Esportes de alto rendimento não são pessoas saudáveis. Serão na medida em que o treinamento lhes provocar bem-estar físico e uma boa relação para com os outros. Mas ao exagerar na atividade (em nome da relação “Esporte é Saúde), acaba-se promovendo um malefício ao corpo”. Outro problema nesta relação ocorre com uma concepção inadequada de Esporte, sendo esta, muitas vezes, a concepção dos professores de Educação Física dos ensinos fundamental e médio. Em determinada ocasião, Esporte é considerado como um conteúdo mínimo e único, o que acaba se tornando a exclusiva prioridade a ser promovida entre seus alunos: aos que jogam bem, a oportunidade de praticar; aos que possuem dificuldades, acabam como juiz, gandula ou ainda sentados no banco, só observando a turma jogar. Nestes casos, não há Saúde social, ou, sequer, Saúde motora. Como deve se sentir o aluno que permanece sentado durante toda a atividade dos colegas? O que ele acaba por representar? E sobre a prática de distribuir os alunos em dois times, onde são escolhidos um por vez, alternadamente: como se sente o último a ser escolhido? Como “resto”? São estas as práticas a serem repensadas

A Educação Física nas escolas não pode ter por objetivo formar campeões, assim como não deve negar a possibilidade de que alguns realmente serão futuros campeões. Temos a necessidade de dissociar a Educação Física escolar de treinamento esportivo. A inserção dos alunos obesos, lentos e sem muita coordenação motora trará mais Qualidade de Vida ao conjunto, ensinando, não apenas, nossos limites, mas também em como conviver com os limites alheios. Nas escolas, os pré-requisitos para os professores de Educação Física não devem ser grandes atletas que sabem jogar, devem ser grandes professores que saibam ensinar. Do contrário, o Esporte deixa de ser um agente de inclusão social para ser um fator de exclusão social, onde “quem joga bem, joga; quem não joga bem, que fique quieto e não atrapalhe”.

Existem também aqueles que praticam musculação e, paralelamente, tomam suplementos alimentares e aminoácidos. Alguns em apenas dois meses têm a musculatura toda definida e acreditam que isto é ser saudável: muito questionável, principalmente, se tratando de um adolescente, por exemplo. No momento, o corpo fica “esteticamente belo” (o que não deixa de ser uma mera convenção social), mas passados alguns anos, estes complementos podem deixar a pessoa estéril ou ainda provocar doenças no fígado. Tudo o que é feito para além dos limites naturais do corpo, com certeza prejudica o mesmo. Existe um composto chamado Creatina, substância que ao ser ingerida dá condições de um rendimento um pouco maior ao corpo, produzindo mais energia. Porém, ao se ingerir Creatina após um longo período, o corpo para de produzir os benefícios mesmo que o indivíduo continue ingerindo-a. Mais tarde, começam a se formar certos resíduos, estranhos ao corpo: são compostos que acabarão por gerar algum problema grave, talvez até um tumor. Também não praticam um ato saudável os indivíduos que se abstêm de se alimentar com legumes, verduras e frutas para só ingerir suplementos alimentares. Não se deve exagerar em nada, tudo tem seus limites.

Ainda sobre os excessos além dos limites do corpo, está o que chamamos de “Especialização Motora Precoce” ou “Inadequação no Movimento ao Nível Desenvolvimental do Praticante”. São as Escolinhas de Esporte para crianças (como as Escolinhas de Futebol, por exemplo) que ensinam como se estas fossem adultos, esquecendo que seus limites físicos e motores são muito maiores. Nesta idade, deveriam somente ensinar os movimentos que lhes são possíveis, deixando a especialização no Esporte de alto nível para depois, quando desenvolverão sua habilidade motora. Para as crianças de 8 até 12 anos o que deve ser praticado está muito distante do Jogo profissional em si – apenas mobilidades precursoras. Além do corpo não compreender o movimento se não estiver bem desenvolvido, existem pesquisas comprovando que devemos primeiro desenvolver nossa base motora para em seguida decidir o que fazer com ela. Isto é, na infância devemos desenvolver nosso nível de movimentos em uma grande amplitude de ações (genéricas) para só depois podermos decidir os esportes a praticar (em uma especialização do movimento). Podemos ver que no Vôlei, por exemplo, os jogadores que se destacam hoje são aqueles que sabem atuar bem em diversas posições, levantamento, bloqueio, saque, corte, enquanto que antigamente o bom jogador era especialista em uma só posição. O atual jogador de vôlei aprende inicialmente os lances mais gerais e só mais tarde escolhe a posição que melhor lhe convém, assim já aprendeu mais do esporte e desenvolveu mais amplamente sua coordenação motora para o mesmo. Além disso, a especialização prematura pode acarretar lesões (no joelho, ombro, cotovelo, etc – e não há maneira de se compensar o corpo depois de lesionado), o que ocasiona uma curta vida no Esporte, tendo que abandonar mais cedo a atividade.

saude-2Be-2Besporte

– Ganhar descontos no Pagamento de Multas?

Olha que legal, embora pouquíssimo divulgado: um aplicativo oficial do Governo, que interliga os DETRANS de diversas localidades do Brasil, concede descontos a motoristas multados e que confessem a infração, desonerando assim a entidade de maior burocracia e custos.

Uma novidade que precisava ser mais ofertada pelas autoridades,

Extraído de: https://blogdoiphone.com/2018/07/multa-transito-com-desconto/

LEVOU UMA MULTA DE TRÂNSITO? APLICATIVO REDUZ EM ATÉ 40% O VALOR A SER PAGO

Claro que o correto é sempre dirigirmos dentro dos limites legais de velocidade, mas eventualmente multas de trânsito acontecem. Você pode ter se distraído em algum momento e acelerado mais do que deveria, ou então foi flagrado usando o celular enquanto dirigia. Seja como for, multas são sempre desagradáveis, pois é um dinheiro que você poderia estar investindo em outra coisa e que vai embora por causa de um vacilo seu.

Para quem levou uma multa justa e precisa pagar por ela, é sempre bom saber que há uma maneira legal de conseguir até 40% de desconto no pagamento, através de um aplicativo oficial do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). E é justamente sobre ele que falaremos neste artigo.

O SNE (Sistema de Notificação Eletrônica) de infrações é uma ferramenta online disponibilizada para reduzir as despesas de envio pelos Correios de multas e atrasos. Através dele, o motorista é notificado pelo celular que recebeu uma multa e pode assim ganhar descontos se eliminar as fases burocráticas de todo o processo.

Através do aplicativo, você pode baixar e preencher o formulário para indicação do condutor, caso não tenha sido você que usou o carro no momento da multa. Também pode gerar boletos para o pagamento do valor devido. Se você pagar até o vencimento da notificação, ganha um desconto de 20% (coisa que acontece também quando você recebe a notificação pelo correio).

Mas o mais interessante é que há uma opção em que você reconhece que era quem estava dirigindo e assume que a multa foi justamente aplicada. Neste caso, o desconto aumenta para 40% caso você pague até a data de vencimento da notificação. Com esta opção, você está abrindo mão de futuros recursos de contestação, por isso, só faça isso se você realmente não tiver dúvidas de que cometeu a infração.

Porém, infelizmente não são todos os estados/municípios que oferecem a possibilidade de desconto de 40%. Neste link (CLIQUE AQUI) há a lista de todos os órgãos cadastrados. O Detran do Rio de janeiro, por exemplo, oferece o benefício em todo o estado. Já em São Paulo, apenas a prefeitura de São José dos Campos oferece isso, até o momento.

Mesmo em regiões que ainda não estão incorporadas no SNE, ainda assim é possível ser avisado de multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Departamento de Infraestrutura e Transportes (Dnit) em todo o Brasil.

Após baixar o aplicativo, basta preencher seu CPF, e-mail, número da CNH e o Renavan do carro, para passar a receber suas multas por ele. O app mesmo avisa se sua região é coberta ou não pelo SNE.

A partir do cadastro, você não receberá mais nenhuma multa pelo correio, apenas pelo aplicativo. Para mudar isso, basta cancelar a adesão ao SNE para voltar a receber a papelada por carta. Se você já recebeu pelo correio, ainda sim pode se inscrever para ter os 40% de desconto, desde que não tenha passado o prazo de vencimento da notificação.

– “Desisti de Morrer”

Puxa, há momentos em que devemos parar para refletir o quanto uma pessoa pode fazer diferença na vida de outra.

Abaixo, um depoimento à Revista Veja (do ano passado) de uma moça brasileira que praticaria eutanásia na Suíça e foi demovida pela ideia. Vale a pena ler, é comovente e mostra o quanto uma atitude muda o propósito de outra!

DESISTI DE MORRER

Com síndrome incurável, a médica Letícia Franco, de 37 anos, conta por que deu nova chance à vida

Eu passei muito tempo pensando que tirar minha vida seria a única forma de acabar com um sofrimento intenso e extraordinário com o qual convivia fazia oito anos, desde que descobri ser portadora da síndrome Ásia. É uma doença autoimune, rara, incurável e extremamente debilitante e dolorosa. Há três meses, escolhi uma clínica na Suíça que realiza o suicídio assistido. Lá, o procedimento é legal e o trâmite foi mais rápido do que eu imaginava. Em março, enviei um e-mail explicando a minha debilidade e, no mesmo dia, tive retorno. Pediram-me três laudos médicos que comprovassem o agravamento da minha patologia, um exame psiquiátrico para atestar minha lucidez e uma garantia de que eu estava apta a movimentar os membros superiores, já que tomaria sozinha os remédios que tirariam minha vida.

Primeiro, beberia um líquido para preparar o organismo para aceitar as próximas substâncias, que iriam deprimir meu sistema respiratório e me fazer, finalmente, adormecer. Não há desconforto, tampouco há dor. Com dignidade e em poucos minutos, eu não estaria mais nesta vida. Na clínica há poucos quartos, um crematório e muito verde. É um lugar bonito e agradável aos olhos. Era preciso enviar a confirmação de duas pessoas que me levariam até lá. Escolhi uma amiga e minha mãe, que também é médica. Num primeiro momento, ela concordou.

Foi então que decidi escrever uma carta de despedida aos meus amigos e familiares em uma rede social. A notícia se espalhou de uma forma que jamais imaginei. Em poucos dias, eu me vi em jornais, sites e até em revistas internacionais. Passei a receber ligações com pedidos de entrevista de todo o país, e pessoas foram até minha casa na tentativa de fazer contato. Eu estava na UTI pela 37ª vez.

Minha história chamou a atenção de uma médica de São Paulo, que me ofereceu gratuitamente uma terapia alternativa complementar com ozônio, cujo objetivo é aumentar a oxigenação no corpo. Depois da 18ª sessão com a aplicação do gás ozônio via retal, três vezes por semana, juntamente com remédios da terapia ortomolecular, consegui voltar a viver. Minha perna, que estava quebrada por causa do desenvolvimento de osteoporose decorrente dos medicamentos, cicatrizou. Recuperei a função do trato urinário, abandonei a morfina para aliviar dores lancinantes, assim como a maioria dos remédios orais que tomava com a mesma finalidade. Vi-me novamente capaz de tomar banho sozinha, ter vida social, passear, dançar… Não sei quanto tempo essa melhora vai durar e entendo que nada disso significa cura, mas voltei a ter vontade de lutar.

Além da atenção dessa médica, minha carta também alcançou um ex-namorado de dez anos atrás. Ele chegou quando eu estava acamada, inchada, com a pele cheia de feridas e necessitando de ajuda até para ir ao banheiro. Mas insistiu e, depois de uma semana, estava morando comigo e cuidando de mim. Esse rapaz se tornou novamente meu namorado e me mostrou que o amor pode salvar uma pessoa de várias formas. Jamais imaginei que voltaria a me relacionar com alguém, mas logo ficamos noivos, e nos casamos em 29 de junho. Na maioria dos dias, na companhia dele e da minha família, chego a esquecer que tenho essa doença tão triste.

Hoje, vivo um dia de cada vez. Estou aposentada por invalidez, tomo 48 comprimidos diários e injeções para que a musculatura não atrofie e para aumentar o número de glóbulos vermelhos do sangue. Mas estou feliz. Ganhei dois prêmios internacionais de oftalmologia, um reconhecimento na área da Organização Mundial da Saúde (OMS) e comecei a escrever um livro sobre a minha vida. Pretendo dar palestras sobre a síndrome e lutar para que haja apoio mundial na busca da cura ou de tratamentos. Sou grata a Deus. Ele me deu uma cruz e me mostra, todos os dias, que sou capaz de carregá-la.

Depoimento dado a Thaís Botelho

Publicado em VEJA de 25 de julho de 2018, edição nº 2592

FOTO: Cristiano Mariz (Veja)

– 5a feira em 5 cliques!

👊🏻Bom dia!
Apesar do #frio, vale a pena manter a rotina e ir para o #cooper.
Vamos correr em busca da #endorfina e da #saúde?
🏃🏻

🙏🏻Correndo e Meditando no dia de #SãoFranciscoSolano, grande jesuíta que ajudou na #evangelização da América Espanhola. Ao morrer disse: “#Deus seja bendito. Quem se consome pelas almas, tem a certeza que Deus foi glorificado”.

🌺Fim de #cooper!
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza das #flores. E nossa #roseira delicada?
🏁

🌅Desperte, #Jundiaí.
Que a alvorada sempre nos inspire!
🍃

🤳🏻E como hoje é dia de #tbt, uma “#selfie na #floresta” para que o dia seja de boas lembranças! Montagem da filhota com o #FaceApp.
👨‍👩‍👧‍👧

Ótima #QuintaFeira para todos nós.

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby