– Cada vez mais a palavra dos cartolas de futebol não se cumpre…

Um mente-desmente no Santos quanto a sua SAF;

O São Paulo pagando 4 treinadores simultaneamente (mas quer dizer que está se saneando);

E… o Paulista de Jundiaí com uma SAF de R$ 100 milhões, que aportará até 5,8 mi apenas

Em: https://youtu.be/KOVK9_QCOLk?si=NVLk9xLI0hybjJ0X

– O que acontece com o Oxxo do Parque Eloy Chaves?

O que acontece com o Oxxo do Parque Eloy Chaves, em Jundiaí?

Não é a primeira vez que vou lá e está fechado. Chega a ser constrangedor para a empresa, pelo recado na porta explicando que “não tem funcionários”.

Paga-se mal, os colaboradores não são profissionais ou a culpa é do gerente?

Normal, não é.

– O que será do futuro do Corinthians?

Dívidas bilionárias. Contas que não fecham. Política explosiva. Presidente querendo reeleição. Negação de SAF. E, agora, a manchete abaixo.

O que será do Corinthians? Haverá intervenção?

Que situação…

– A falsa segurança que uma SAF pode transmitir.

Pense, pesquise, reflita e verifique: qual SAF, até hoje, cumpriu o seu contrato assinado até o fim?

Nenhuma!

O Cruzeiro, adquirido por Ronaldo Nazário por 10 anos, foi repassado ao Pedrinho “BH”, endinheirado mineiro do ramo supermercadista. Lá, ele colocou muito dinheiro no empreendimento e não teve lucro até agora. Sabidamente, é uma SAF deficitária, que não paga a sua conta, e só existe hoje pois Pedro é um mecenas, torcedor apaixonado que tem na Raposa um entretenimento pessoal.

O Atlético Mineiro arranjou investidores, e, devendo mais de 1 bilhão, teve que aceitar que a SAF fosse dona da Arena em que ele joga. Em tese, o clube não tem estádio.

O Vasco da Gama viu a 777 falir e “micou” com a sua SAF. O enteado de Leila Pereira, da Crefisa, estuda assumir a equipe cruz-maltina (mesmo que a legislação possa entender que exista conflito de interesses).

O Botafogo-RJ viu sua dívida saltar de 600 milhões de reais para R$ 2,5 bi, segundo tem sido divulgado. John Textor, que causou muita confusão com relatórios dizendo que havia esquemas de arbitragem, foi destituído do seu cargo.

O Botafogo-PB também criou uma SAF e ela não conseguiu nada. Contratou e demitiu vários treinadores e só houve fracasso.

O Botafogo-RP é uma incógnita. O time do Interior Paulista tem altos e baixos, e vai se levando sem muita novidade.

A Ferroviária de Araraquara, o Ituano, e tantas outras pequenas SAFs existem, mas não estão no cenário nacional de elite.

Algumas exceções:

O Bahia, que é do Grupo City, investiu muito dinheiro na equipe. Aparentemente, a conta não fecha, mas é um sólido investimento de longo prazo, onde não se deixou de pagar ninguém.

O Red Bull Bragantino não é SAF, é um clube adquirido que ganha dinheiro na compra e venda de talentos, mostrando-se competitivo em competições de visibilidade, além de usar o time para ações de marketing para vender os seus produtos. E lucra muito com isso.

Como ninguém ainda viu as SAFs terem um contrato completo cumprido, questiono: qual clube saiu-se melhor de um processo de SAF? Afinal, alguém cria uma SAF e a vende por tempo ilimitado. Depois o clube pode vender para outro período de anos.

A pergunta maior é: com excelentes gestões, Flamengo e Palmeiras conquistam títulos e muito dinheiro sem ser SAF. Quer dizer que a questão não é ser SAF, mas ser competente? Corroboro o que César Grafietti, um dos maiores (senão “o maior”) especialista em finanças e gestão do futebol, disse: que muitos clubes vem na SAF uma ilusão.

E isso é verdade!

muito torcedor iludido, que vê uma SAF como “salvadora do mundo”. E acaba idealizando que um milionário qualquer irá ao seu time e jorrará dinheiro sem compromisso algum.

Alguém rasga dinheiro? Ninguém. E o torcedor, apaixonado pelo seu clube, cheio de esperança, curte o desejo de uma SAF sem ao menos saber o que reza um contrato.

Aqui em Jundiaí, há muita polêmica sobre a SAF do Paulista FC, prometida em 6 meses mas que há dois anos, o interessado EXA Capital (de Pedro Mesquita) ainda não a finalizou. E tais negociações são estranhas: ninguém sabe nada, duas ou três pessoas falam em nome do clube e não contam nada, não há diálogo nem esclarecimentos. E ninguém responde a pergunta que já fiz algumas vezes: como será o ROI (Retorno sobre o investimento) de quem quer adquirir um time sem calendário nacional, que está na 3ª divisão regional, que dispensou boa parte de seus jogadores e que deve mais de R$ 90 milhões? Se a proposta para adquirir o Galo Jundiaiense é de R$ 100 milhões, qual é a mágica?

Aí vem o temor de todo torcedor do Tricolor da Terra da Uva: que Pedro Mesquita esteja levando o Estádio Jayme Cintra no negócio (não em cessão por comodato, mas em definitivo). E como falamos que nenhuma SAF cumpriu sem contrato até o fim no Brasil, penso: daqui a alguns anos, se o investidor for embora, o Paulista FC terá perdido seu estádio e o time desmontado.

Algo que sempre cobro: quais garantias essas SAFs estão dando aos clubes?

Talvez quem torça para um time, sem ser racional, não leve em conta que não há milagre financeiro e deixa de perguntar o básico: como o investidor recuperará seu investimento?

Vendendo ingresso de jogo e jogador apenas, obviamente, não é.

– A falsa segurança que uma SAF pode transmitir.

Pense, pesquise, reflita e verifique: qual SAF, até hoje, cumpriu o seu contrato assinado até o fim?

Nenhuma!

O Cruzeiro, adquirido por Ronaldo Nazário por 10 anos, foi repassado ao Pedrinho “BH”, endinheirado mineiro do ramo supermercadista. Lá, ele colocou muito dinheiro no empreendimento e não teve lucro até agora. Sabidamente, é uma SAF deficitária, que não paga a sua conta, e só existe hoje pois Pedro é um mecenas, torcedor apaixonado que tem na Raposa um entretenimento pessoal.

O Atlético Mineiro arranjou investidores, e, devendo mais de 1 bilhão, teve que aceitar que a SAF fosse dona da Arena em que ele joga. Em tese, o clube não tem estádio.

O Vasco da Gama viu a 777 falir e “micou” com a sua SAF. O enteado de Leila Pereira, da Crefisa, estuda assumir a equipe cruz-maltina (mesmo que a legislação possa entender que exista conflito de interesses).

O Botafogo-RJ viu sua dívida saltar de 600 milhões de reais para R$ 2,5 bi, segundo tem sido divulgado. John Textor, que causou muita confusão com relatórios dizendo que havia esquemas de arbitragem, foi destituído do seu cargo.

O Botafogo-PB também criou uma SAF e ela não conseguiu nada. Contratou e demitiu vários treinadores e só houve fracasso.

O Botafogo-RP é uma incógnita. O time do Interior Paulista tem altos e baixos, e vai se levando sem muita novidade.

A Ferroviária de Araraquara, o Ituano, e tantas outras pequenas SAFs existem, mas não estão no cenário nacional de elite.

Algumas exceções:

O Bahia, que é do Grupo City, investiu muito dinheiro na equipe. Aparentemente, a conta não fecha, mas é um sólido investimento de longo prazo, onde não se deixou de pagar ninguém.

O Red Bull Bragantino não é SAF, é um clube adquirido que ganha dinheiro na compra e venda de talentos, mostrando-se competitivo em competições de visibilidade, além de usar o time para ações de marketing para vender os seus produtos. E lucra muito com isso.

Como ninguém ainda viu as SAFs terem um contrato completo cumprido, questiono: qual clube saiu-se melhor de um processo de SAF? Afinal, alguém cria uma SAF e a vende por tempo ilimitado. Depois o clube pode vender para outro período de anos.

A pergunta maior é: com excelentes gestões, Flamengo e Palmeiras conquistam títulos e muito dinheiro sem ser SAF. Quer dizer que a questão não é ser SAF, mas ser competente? Corroboro o que César Grafietti, um dos maiores (senão “o maior”) especialista em finanças e gestão do futebol, disse: que muitos clubes vem na SAF uma ilusão.

E isso é verdade!

muito torcedor iludido, que vê uma SAF como “salvadora do mundo”. E acaba idealizando que um milionário qualquer irá ao seu time e jorrará dinheiro sem compromisso algum.

Alguém rasga dinheiro? Ninguém. E o torcedor, apaixonado pelo seu clube, cheio de esperança, curte o desejo de uma SAF sem ao menos saber o que reza um contrato.

Aqui em Jundiaí, há muita polêmica sobre a SAF do Paulista FC, prometida em 6 meses mas que há dois anos, o interessado EXA Capital (de Pedro Mesquita) ainda não a finalizou. E tais negociações são estranhas: ninguém sabe nada, duas ou três pessoas falam em nome do clube e não contam nada, não há diálogo nem esclarecimentos. E ninguém responde a pergunta que já fiz algumas vezes: como será o ROI (Retorno sobre o investimento) de quem quer adquirir um time sem calendário nacional, que está na 3ª divisão regional, que dispensou boa parte de seus jogadores e que deve mais de R$ 90 milhões? Se a proposta para adquirir o Galo Jundiaiense é de R$ 100 milhões, qual é a mágica?

Aí vem o temor de todo torcedor do Tricolor da Terra da Uva: que Pedro Mesquita esteja levando o Estádio Jayme Cintra no negócio (não em cessão por comodato, mas em definitivo). E como falamos que nenhuma SAF cumpriu sem contrato até o fim no Brasil, penso: daqui a alguns anos, se o investidor for embora, o Paulista FC terá perdido seu estádio e o time desmontado.

Algo que sempre cobro: quais garantias essas SAFs estão dando aos clubes?

Talvez quem torça para um time, sem ser racional, não leve em conta que não há milagre financeiro e deixa de perguntar o básico: como o investidor recuperará seu investimento?

Vendendo ingresso de jogo e jogador apenas, obviamente, não é.

– Uma SAF não é garantia de nada?

Quer entende mais sobre SAF (se é uma boa ou uma ruim)?

Vale esse texto espetacular:

Extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/vende-se-ilus%C3%A3o-o-momento-de-negocia%C3%A7%C3%B5es-clubes-cesar-grafietti-s19le/?trackingId=rpfPO7U0TTmr%2B96YhUuJPg%3D%3D

VENDE-SE ILUSÃO: O MOMENTO DE NEGOCIAÇÃO DOS CLUBES DE FUTEBOL.

Por César Grafietti

Venho insistindo no alerta de que investir em futebol não é fácil. Toda indústria tem seus desafios, mas nenhuma opera um mercado que tem na paixão um componente importante, cuja disputa do market-share começa do zero todos os anos e quem tem menos dinheiro corre mais riscos de ser expurgado e levado a mercados menores e nada rentáveis. Sem contar que, mesmo aplicando todas as melhores práticas de gestão,  analytics, scouting, e atuar com bons profissionais, ainda assim a bola entra ou sai por acaso.

Para além disso, é um mercado que demanda que você esteja nas melhores estruturas competitivas (divisões), mas se não for compatível com ela em termos de porte, acessos e economia local, a chance de sucesso é casual e raramente perene. Ah! A forma mais eficiente de ganhar dinheiro é desenvolvendo e transferindo ativos cuja “taxa de perda” é elevada.

Assustei, né? Não é para tanto. Na verdade, essa introdução serve apenas para alertá-los sobre a imensa quantidade de vendedores de ilusões que acham que fazer futebol é simples, basta governança e compliance, que monetizar a torcida é só uma questão de tecnologia, para ter exposição coloca-se tudo no Youtube, e o futuro é abrir capital de clubes. “Tem muito mato alto”, dizem os que acompanham futebol pelo feed das redes sociais.

E são eles os responsáveis pela falta de investimentos no futebol. Hoje no Brasil há muito mais associações buscando capital que investidores interessados. Temos um problema de conexão entre as partes criado pelo excesso de facilidades vendidas pelos encantadores de serpentes.

Entre tantas, há duas falácias que impactam negativamente o mercado:

  • Vamos chegar na elite do futebol em 5 anos.
  • Vamos investir R$ 500 milhões.

E isso gera falsa expectativa nas associações, que querem projetos ousados e números grandes para justificar que fizeram um bom negócio, quando deveriam procurar projetos sustentáveis e estruturados no tempo, com objetivos sensatos.

Vamos aos fatos: a Série A tem 20 clubes, e cerca de 14 deles faturam acima do hurdle de risco de rebaixamento, que para 2026 deve ser na casa dos R$ 250 milhões. Ou seja, quem fatura menos que isso tem maior probabilidade de rebaixamento que os demais, conforme estudo que faço há anos e publico anualmente no Relatório Convocados.

Na Série B de 2026 a receita mediana deve ser da ordem de R$ 30 milhões, com o Top 5 acima de R$ 120 milhões. Ou seja, se o clube investido chegar à Série B após ter passado pelos muros das Séries D e C, cada vez mais difíceis pelos formatos e inflacionados pelo aumento de gastos com e sem lastro, encontrará uma terceira zona de contenção e dificuldades.

Um projeto sério, baseado em análise do comportamento das competições nos últimos 15 anos, que é como trabalhamos nossas propostas, deveria considerar pelo menos 3 anos para sair da Série D, mais 3 para sair da C. Ou seja, são 6 anos apenas para chegar numa divisão que é fronteira da elite, e custa cada vez mais caro (mostrei isso em artigo recente). E para isso é preciso capital humano e financeiro.

Se o clube está numa cidade com menos de 200 mil habitantes e média de público abaixo de 3 mil pessoas, sem uma economia pujante que permita construção de parcerias e desenvolva as receitas comerciais, então o projeto está em risco. E quando forem ver o business plan, está calcado apenas na formação e transferência de atletas, cujos valores em divisões inferiores não geram caixa necessário para suportar a operação. Para “fechar a conta”, utilizam-se valores de venda de jogadores muito acima do razoável para as divisões.

Vende-se ilusão, e geralmente associada a números irreais, que quando depurados não são nada do que se postou em rede social. Muitas vezes são cobertos por dívidas e não por capital, e isso gera mais pressão na estrutura. Mas o dirigente que “vendeu” a SAF diz que fez o melhor negócio do mundo.

As justificativas são sempre as mesmas: opera-se na exceção para criar a regra. No Brasil usam o Cuiabá e o Mirassol como exemplos de que pode funcionar. O Cuiabá caiu para a Série B e segue por lá, enquanto o Mirassol teve ano de sonho por conta de um trabalho fantástico – inclusive, é dos poucos clubes que não possuem qualquer dívida em atraso – mas que agora já se vê dentro do que é esperado: fez um Paulistão comum, tem o desafio da Libertadores e o início do Brasileirão não aponta nada promissor. Não é falha; é realidade.

Ou então precisamos voltar aos anos 80, quando a primeira divisão tinha 90 clubes. Talvez haja espaço para todo mundo que quer operar na elite.

Isso também vale para projetos no exterior. Tem sido bastante comum me deparar com projetos em que se vende a ideia de fazer gestões austeras em clubes de divisões menores, e ainda assim ser capaz de atingir desempenho para levá-los ao topo das ligas. Os exemplos são sempre os mesmos: Wrexham, Luton Town, Atalanta, Como.

Nenhum deles serve de exemplo porque são exceções. O Wrexham é um projeto de mídia, e se você não é o Ryan Reynolds, esqueça. O Luton Town investiu £ 18 milhões no ano em que subiu para a Premier League, e dois anos depois está na terceira divisão. A Atalanta recebeu investimentos por 10 anos antes de colher resultados, e o Como tem donos bilionários que já investiram mais de € 200 milhões nos últimos 4 anos, o que não parece nada austero.

Projetos na Europa demandam análise e planejamento justo. É preciso fazer tudo aquilo que comentei mais acima – estrutura, profissionalismo, aplicação de processos corporativos de gestão dentro e fora de campo, e ter pessoas qualificadas – e capital para compor a conta. Ah! E tempo. Não há projeto sério e consistente que não considere o tempo como variável fundamental.

O que mais me incomoda nas conversas sobre futuro e investimento no futebol é a facilidade como as soluções são propostas. Especialmente quando colocadas por quem não é do segmento, nem sabe o grau de dificuldade da atividade. O futebol não é uma indústria comum, e por isso é mais difícil, mas permite retornos assimétricos quando o negócio é estruturado da maneira correta.

Atenção com quem fala sobre futebol sem ter vivido e entenda sua realidade por dentro. A não ser que você goste de soluções fáceis para problemas complexos. Haverá sempre alguém vendendo a Torre Eiffel.

– Liderança e clareza.

Uma imagem que contém grandes problemas do mau exercício da liderança, e que são situações corriqueiras nas organizações (abaixo).

Tudo isso era ”aceitável” (ou melhor: tolerável) tempos atrás. Hoje não! Vivemos novos momentos na Sociedade e na Administração de Empresas:

– Uma SAF não é garantia de nada?

Quer entende mais sobre SAF (se é uma boa ou uma ruim)?

Vale esse texto espetacular:

Extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/vende-se-ilus%C3%A3o-o-momento-de-negocia%C3%A7%C3%B5es-clubes-cesar-grafietti-s19le/?trackingId=rpfPO7U0TTmr%2B96YhUuJPg%3D%3D

VENDE-SE ILUSÃO: O MOMENTO DE NEGOCIAÇÃO DOS CLUBES DE FUTEBOL.

Por César Grafietti

Venho insistindo no alerta de que investir em futebol não é fácil. Toda indústria tem seus desafios, mas nenhuma opera um mercado que tem na paixão um componente importante, cuja disputa do market-share começa do zero todos os anos e quem tem menos dinheiro corre mais riscos de ser expurgado e levado a mercados menores e nada rentáveis. Sem contar que, mesmo aplicando todas as melhores práticas de gestão,  analytics, scouting, e atuar com bons profissionais, ainda assim a bola entra ou sai por acaso.

Para além disso, é um mercado que demanda que você esteja nas melhores estruturas competitivas (divisões), mas se não for compatível com ela em termos de porte, acessos e economia local, a chance de sucesso é casual e raramente perene. Ah! A forma mais eficiente de ganhar dinheiro é desenvolvendo e transferindo ativos cuja “taxa de perda” é elevada.

Assustei, né? Não é para tanto. Na verdade, essa introdução serve apenas para alertá-los sobre a imensa quantidade de vendedores de ilusões que acham que fazer futebol é simples, basta governança e compliance, que monetizar a torcida é só uma questão de tecnologia, para ter exposição coloca-se tudo no Youtube, e o futuro é abrir capital de clubes. “Tem muito mato alto”, dizem os que acompanham futebol pelo feed das redes sociais.

E são eles os responsáveis pela falta de investimentos no futebol. Hoje no Brasil há muito mais associações buscando capital que investidores interessados. Temos um problema de conexão entre as partes criado pelo excesso de facilidades vendidas pelos encantadores de serpentes.

Entre tantas, há duas falácias que impactam negativamente o mercado:

  • Vamos chegar na elite do futebol em 5 anos.
  • Vamos investir R$ 500 milhões.

E isso gera falsa expectativa nas associações, que querem projetos ousados e números grandes para justificar que fizeram um bom negócio, quando deveriam procurar projetos sustentáveis e estruturados no tempo, com objetivos sensatos.

Vamos aos fatos: a Série A tem 20 clubes, e cerca de 14 deles faturam acima do hurdle de risco de rebaixamento, que para 2026 deve ser na casa dos R$ 250 milhões. Ou seja, quem fatura menos que isso tem maior probabilidade de rebaixamento que os demais, conforme estudo que faço há anos e publico anualmente no Relatório Convocados.

Na Série B de 2026 a receita mediana deve ser da ordem de R$ 30 milhões, com o Top 5 acima de R$ 120 milhões. Ou seja, se o clube investido chegar à Série B após ter passado pelos muros das Séries D e C, cada vez mais difíceis pelos formatos e inflacionados pelo aumento de gastos com e sem lastro, encontrará uma terceira zona de contenção e dificuldades.

Um projeto sério, baseado em análise do comportamento das competições nos últimos 15 anos, que é como trabalhamos nossas propostas, deveria considerar pelo menos 3 anos para sair da Série D, mais 3 para sair da C. Ou seja, são 6 anos apenas para chegar numa divisão que é fronteira da elite, e custa cada vez mais caro (mostrei isso em artigo recente). E para isso é preciso capital humano e financeiro.

Se o clube está numa cidade com menos de 200 mil habitantes e média de público abaixo de 3 mil pessoas, sem uma economia pujante que permita construção de parcerias e desenvolva as receitas comerciais, então o projeto está em risco. E quando forem ver o business plan, está calcado apenas na formação e transferência de atletas, cujos valores em divisões inferiores não geram caixa necessário para suportar a operação. Para “fechar a conta”, utilizam-se valores de venda de jogadores muito acima do razoável para as divisões.

Vende-se ilusão, e geralmente associada a números irreais, que quando depurados não são nada do que se postou em rede social. Muitas vezes são cobertos por dívidas e não por capital, e isso gera mais pressão na estrutura. Mas o dirigente que “vendeu” a SAF diz que fez o melhor negócio do mundo.

As justificativas são sempre as mesmas: opera-se na exceção para criar a regra. No Brasil usam o Cuiabá e o Mirassol como exemplos de que pode funcionar. O Cuiabá caiu para a Série B e segue por lá, enquanto o Mirassol teve ano de sonho por conta de um trabalho fantástico – inclusive, é dos poucos clubes que não possuem qualquer dívida em atraso – mas que agora já se vê dentro do que é esperado: fez um Paulistão comum, tem o desafio da Libertadores e o início do Brasileirão não aponta nada promissor. Não é falha; é realidade.

Ou então precisamos voltar aos anos 80, quando a primeira divisão tinha 90 clubes. Talvez haja espaço para todo mundo que quer operar na elite.

Isso também vale para projetos no exterior. Tem sido bastante comum me deparar com projetos em que se vende a ideia de fazer gestões austeras em clubes de divisões menores, e ainda assim ser capaz de atingir desempenho para levá-los ao topo das ligas. Os exemplos são sempre os mesmos: Wrexham, Luton Town, Atalanta, Como.

Nenhum deles serve de exemplo porque são exceções. O Wrexham é um projeto de mídia, e se você não é o Ryan Reynolds, esqueça. O Luton Town investiu £ 18 milhões no ano em que subiu para a Premier League, e dois anos depois está na terceira divisão. A Atalanta recebeu investimentos por 10 anos antes de colher resultados, e o Como tem donos bilionários que já investiram mais de € 200 milhões nos últimos 4 anos, o que não parece nada austero.

Projetos na Europa demandam análise e planejamento justo. É preciso fazer tudo aquilo que comentei mais acima – estrutura, profissionalismo, aplicação de processos corporativos de gestão dentro e fora de campo, e ter pessoas qualificadas – e capital para compor a conta. Ah! E tempo. Não há projeto sério e consistente que não considere o tempo como variável fundamental.

O que mais me incomoda nas conversas sobre futuro e investimento no futebol é a facilidade como as soluções são propostas. Especialmente quando colocadas por quem não é do segmento, nem sabe o grau de dificuldade da atividade. O futebol não é uma indústria comum, e por isso é mais difícil, mas permite retornos assimétricos quando o negócio é estruturado da maneira correta.

Atenção com quem fala sobre futebol sem ter vivido e entenda sua realidade por dentro. A não ser que você goste de soluções fáceis para problemas complexos. Haverá sempre alguém vendendo a Torre Eiffel.

– Na Faculdade de Administração…

Estivemos nessa noite em Itu, pela Faditu, aplicando provas aos nossos alunos universitários.

Somente com a Educação é que conseguiremos bons resultados…

– Ponderação ao reclamar ou elogiar o SUS:

Há debates que se contaminam por radicalismos político-ideológicos.

Um deles, sobre o SUS!

Não sei quem é o autor dessa imagem que recebi via WhatsApp, mas penso igual:

– Feedback acertivo.

Precisamos entender que devolver boas respostas “leva algum jeito”.

Nesse gráfico, a perfeição dessa ideia:

Screenshot

– Proximidade, sem invasão: o fenômeno Porco-Espinho nas empresas.

E você sabe ser próximo dos seus colegas, sem ser inconveniente?

Um ótimo texto sobre esse assunto, por Glauce Santesso, extraído de: https://www.linkedin.com/posts/glauce-santesso-27b010115_reflexaeto-trabalhoemequipe-proximidadecomlimite-activity-7293090719303360513-VgBD/?utm_medium=ios_app&rcm=ACoAAAfYyaUB79SiZOXAYT3-JkVtGtrP1U_H7Ts&utm_source=social_share_send&utm_campaign=share_via

COMO SER PRÓXIMO SEM VIRAR ESPINHO

Já ouviu falar no fenômeno do porco-espinho? 🧐 Calma, não é uma nova tendência corporativa nem um conceito complicado de gestão. É uma ideia do filósofo Schopenhauer que diz muito sobre as relações humanas—especialmente no trabalho.

O conceito é simples: no inverno, porcos-espinhos precisam ficar próximos para não morrerem de frio. Mas, quando se aproximam demais, seus espinhos machucam. Se afastam, sentem frio. E o ciclo continua.

Agora pense: não é exatamente assim nas relações de trabalho? O desafio é encontrar o equilíbrio entre estar perto o suficiente para colaborar e não tão perto a ponto de se tornar um incômodo.

Proximidade, sim. Invasão de espaço, não.

🔸 Muito perto: A vontade de “fazer acontecer” 💪 e ser participativo é ótima. Mas, quando ultrapassamos os limites dos outros, nos tornamos invasivos. O resultado? Estresse, desconforto e, claro, menos produtividade.

🔸 Distância demais: O outro extremo também é problemático. O isolamento prejudica a colaboração e mina o espírito de equipe. Quando cada um trabalha sozinho, a sinergia desaparece. 🚪🚶‍♂️

Então, qual é o segredo? Equilíbrio. 🏆 Saber quando se aproximar para contribuir e quando dar espaço para o outro.

Afinal, você está ajudando ou virando um espinho no caminho dos colegas? 🤔 Como anda o seu equilíbrio no trabalho?

Fonte: Parábola do porco-espinho, descrita por Arthur Schopenhauer na obra Parerga e Paralipomena, 1851.

Imagem extraída do link acima.

– Filipe Luís demitido do Flamengo. Que tal Klopp?

Hoje o Flamengo demitiu o treinador Filipe Luis, após a vitória por 8×0 contra o Madureira no Maracanã, classificando-se para a final do Campeonato Carioca. Ele é o atual Campeão Brasileiro e da Libertadores da América. 

Se ele não servia, por que o clube renovou há dois meses?

Dorival Jr foi demitido sendo Campeão da Copa do Brasil. Rogério Ceni (também de madrugada) era o atual Campeão Brasileiro

Imagine o valor da multa! Eu sei que o caixa do Mengão é alto, mas dinheiro não leva desaforo pra casa…

Quem vem aí? Klopp, que se especula estaria deixando a Red Bull e encerrando o período sabático como técnico? Lembrando: será difícil alguém alcançar 70% de aproveitamento, como Filipe Luis tinha…

– E se ninguém soubesse nada do seu clube?

O marketing esportivo bem sucedido precisa de divulgação da agremiação, seja de que esporte for. Sem ela, nada acontece.

Times grandes querem espaço nos programas esportivos. Os torcedores anseiam ouvir (as coisas boas e ruins) do seu clube de coração.

A impressão que eu tenho é de que, se alguma equipe não quer que se fale dela, talvez não queira que o torcedor veja o que seus cartolas fazem.

Se um dia isso acontecesse, daria para chamar quem teve a ideia de “desinteligente”, afinal, tentar censurar a imprensa é “deixar a bola pingando” para se mostrar (ou não mostrar) como se age com a transparência e democracia na gestão.

censura-olhos-ouvido-boca

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito no post.

– A Ponte Preta caiu.

A Ponte Preta subiu da Série C para a B do Brasileirão com os salários atrasados. Se tivesse Fair Play Financeiro…

Agora, caiu da A1 para a A2 do Paulistão (ainda tendo tudo atrasado).

A questão é: num país sério, não só a AAPP, mas os demais times, poderiam disputar?

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– A paixão no Futebol: que fique com o torcedor, pois o gestor…

Eu me assusto quando vejo tanta gente se envolvendo com o futebol, e de maneira irracional, tomando decisões enquanto dirigente.

A paixão deve existir no esporte, óbvio. É por causa dela que as pessoas acabam entrando no meio. Mas cada um deve ter a sua função e suas responsabilidades.

Digo isso pois vejo: o Corinthians, beirando incríveis 3 bilhões de reais em dívidas, festejou a Copa do Brasil e, para muito aficcionados, “que se dane” quanto deve, pois o que vale é o troféu! Ao mesmo tempo, o Flamengo, atual Campeão da Libertadores da América e do Brasileirão, com receitas recordes e dinheiro em caixa, é criticado na Rodada 1 do Brasileirão por perder do São Paulo no Morumbi.

Pode?

Torcedor, que não tem compromisso com várias nuances e só quer farrear, pode. Jornalistas, dirigentes e demais pessoas responsáveis do meio, não. Precisam, de maneira racional, pontuar as críticas momentâneas, os erros de um jogo e a fase específica. Mas ir do Céu ao Inferno em praticamente 45 dias, não dá!

Meu amigo Adilson Freddo, da Rádio Difusora, sempre diz: “O que vale para o torcedor de arquibancada é o resultado. A diretoria pode ser ruim, o time estar quebrado, mas se ganhar, tá tudo bem; o cara só vai se incomodar de verdade é quando o time perder”.

Assino embaixo. Precisamos tomar cuidado com esse cancro do futebol brasileiro: a cultura resultadista! O placar é o que vale para muitos (o que não deveria ser). Enquanto isso, a administração, o desempenho em campo, a estrutura… se tornam meros detalhes.

Mais razão na gestão, para o bem do esporte.

– E o Bilal Brahimi, do Santos FC? Não joga por quê?

O Santos FC paga ao argelino Bilal Brahimi cerca de R$ 800.000,00 / mês. E o atleta não joga

Nada de contusão. Opção técnica.

Pergunto: pra quê contratar um jogador assim, caro e com deficiência de jogo, e não privilegiar algum garoto da base?

Coisas inexplicáveis…

– E o Bilal Brahimi, do Santos FC? Não joga por quê?

O Santos FC paga ao argelino Bilal Brahimi cerca de R$ 800.000,00 / mês. E o atleta não joga

Nada de contusão. Opção técnica.

Pergunto: pra quê contratar um jogador assim, caro e com deficiência de jogo, e não privilegiar algum garoto da base?

Coisas inexplicáveis…

– Os dirigentes de futebol são convictos quanto aos seus treinadores?

Eu gostei desse texto falando sobre convicções (ou a falta de) dos dirigentes esportivos, quando contratam treinadores.

Leia e pense: não é real?

Na imagem:

– Já não era hora de alguém fiscalizar melhor as SAFs?

As primeiras sociedades anônimas de futebol do Brasil foram polêmicas: a do Botafogo, de Textor, sofreu recentemente Transfer ban. A do Vasco, a 777, nem existe mais. A do Cruzeiro foi vendida por Ronaldo a Pedrinho BH. E outras, por aí, mostram-se questionáveis.

Ser SAF não significa ser bem administrada ou honesta. É uma empresa como outra qualquer, mas voltada ao negócio futebol. E, recentemente, surgiu a indagação: algumas SAFs ou Mecenas estariam lavando dinheiro no esporte?

Vide o noticiário policial… a SAF do Atlético Mineiro está sendo investigada pelos aportes de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ligando-o até mesmo com uma relação junto ao PCC (o CAM afastou Vorcaro do clube).

De onde vem o dinheiro investido, em muitos clubes (incluindo os que não são SAF)?

A transparência no futebol se faz necessária, principalmente nesses dias conturbados.

– Não estamos criando uma bolha no futebol?

Eu sei que as receitas de Flamengo e Palmeiras são fabulosas, e que permitem as contratações milionárias que fazem. O Cruzeiro, por sua vez, não tem as mesmas entradas, mas possui um mecenas.

Mas… Vitor Roque por 25 milhões de euros, Gerson por 30, Paquetá por 35 ou 40…

Até onde irá essa corrida milionária?

Eu acho preocupante (mas respeito o mercado).

Me preocupa: será assim sempre?

– Já não era hora de alguém fiscalizar melhor as SAFs?

As primeiras sociedades anônimas de futebol do Brasil foram polêmicas: a do Botafogo, de Textor, sofreu recentemente Transfer ban. A do Vasco, a 777, nem existe mais. A do Cruzeiro foi vendida por Ronaldo a Pedrinho BH. E outras, por aí, mostram-se questionáveis.

Ser SAF não significa ser bem administrada ou honesta. É uma empresa como outra qualquer, mas voltada ao negócio futebol. E, recentemente, surgiu a indagação: algumas SAFs ou Mecenas estariam lavando dinheiro no esporte?

Vide o noticiário policial… a SAF do Atlético Mineiro está sendo investigada pelos aportes de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ligando-o até mesmo com uma relação junto ao PCC (o CAM afastou Vorcaro do clube).

De onde vem o dinheiro investido, em muitos clubes (incluindo os que não são SAF)?

A transparência no futebol se faz necessária, principalmente nesses dias conturbados.

– Não estamos criando uma bolha no futebol?

Eu sei que as receitas de Flamengo e Palmeiras são fabulosas, e que permitem as contratações milionárias que fazem. O Cruzeiro, por sua vez, não tem as mesmas entradas, mas possui um mecenas.

Mas… Vitor Roque por 25 milhões de euros, Gerson por 30, Paquetá por 35 ou 40…

Até onde irá essa corrida milionária?

Eu acho preocupante (mas respeito o mercado).

Me preocupa: será assim sempre?

– Turno 2 de 2: Empreendedorismo.

Turno 2 de 2: Estive nessa tarde em Franco da Rocha em nome do Sebrae, falando sobre Empreendedorismo aos reeducandos da unidade prisional de lá.

Somente com a Educação é que conseguiremos bons resultados…

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– Turno 1 de 2: Gestão.

Turno 1 de 2: Estivemos nessa manhã em Franco da Rocha em nome do Sebrae, falando sobre Gestão aos reeducandos da unidade prisional de lá.

Somente com a Educação é que conseguiremos bons resultados…

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– Abra o olho, São Paulo FC…

Dos seis times paulistas que estão no Brasileirão da Série A (Santos, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Red Bull Bragantino e Mirassol), somente o Tricolor Paulista perdeu (todos os outros venceram, jogando em casa ou fora).

Com todo respeito, mas foi um “futebolzinho” mostrado…

Curiosamente, na Record o time passava vexame em campo. Simultaneamente, na Globo os diretores eram destaque por supostas irregularidades.

O que acontecerá com o “Time da Fé”?

– Se tivéssemos Fair Play Financeiro no Paulistão…

Corinthians x Ponte Preta foi o jogo de quem tinha Transfer Ben versus quem tem restrições. Dos salários atrasados, das contas enroladas e tudo mais.

A Macaca jogou com um time de garotos por conta dos seus problemas financeiros. E, lembrando, se existisse “transfer ban” por dívidas domésticas, o Timão também estaria com problemas (o Cuiabá, que tem a receber, que o diga).

A pergunta é: vai vingar o Fair Play Financeiro Nacional? E haverá punição de verdade?

Se for a “ferro-e-fogo”, sobrarão poucos times… mas eles gostam de gastar (e gastam mal).

– Se tivéssemos Fair Play Financeiro no Paulistão…

Corinthians x Ponte Preta foi o jogo de quem tinha Transfer Ben versus quem tem restrições. Dos salários atrasados, das contas enroladas e tudo mais.

A Macaca jogou com um time de garotos por conta dos seus problemas financeiros. E, lembrando, se existisse “transfer ban” por dívidas domésticas, o Timão também estaria com problemas (o Cuiabá, que tem a receber, que o diga).

A pergunta é: vai vingar o Fair Play Financeiro Nacional? E haverá punição de verdade?

Se for a “ferro-e-fogo”, sobrarão poucos times… mas eles gostam de gastar (e gastam mal).

– O Cruzeiro SAF comprou Gerson por 30 milhões de euros. Mas e o custo benefício?

Gerson foi comprado pelo Cruzeiro junto ao Zenit por 30 milhões de euros (27 fixo e 3 por metas). 

Não, não é o Gerson companheiro de Seleção do Tostão, “Canhotinha de Ouro”, “Papagaio”, o Tricampeão do Mundo dos anos 70 no auge da carreira. É o Gerson do Flamengo, aquele que não certo na França, voltou, e foi para a Rússia. Já voltou de novo.

Ele já tem 28 anos. Portanto, dificilmente o Cruzeiro SAF recuperará o investimento, revendendo-o. Curiosamente, o time recusou 30 milhões de euros pelo atacante Kaio Jorge, do Flamengo (havia pago 7,2).

A pergunta é: Pedrinho BH, o dono do negócio, que sabidamente é um bilionário bem sucedido no ramo de supermercados, não quer transformar o clube em um negócio rentável, ou está aceitando perder dinheiro em troca de status e pela tentativa de afrontar a atual hegemonia de Flamengo e Palmeiras?

Meu pai me ensinou: por mais que se tenha grana, dinheiro não gosta de receber desaforo…

IN ENGLISH, by AI Gemini:

“Gerson was bought by Cruzeiro from Zenit for 30 million euros (27 million fixed plus 3 million in performance bonuses).

No, this isn’t the Gerson who was Tostão’s teammate, the ‘Golden Left Foot,’ ‘Papagaio,’ the 1970 World Champion at the peak of his career. It is the Gerson formerly of Flamengo—the one who didn’t quite make it in France, came back, went to Russia, and has now returned once again.

He is already 28 years old. Therefore, it is unlikely that Cruzeiro SAF will recoup its investment by reselling him. Interestingly, the team turned down a 30-million-euro offer from Flamengo for striker Kaio Jorge (having paid only 7.2 million for him).

The question is: does Pedrinho BH, the owner of the business—who is a well-known, successful billionaire in the supermarket industry—not want to turn the club into a profitable venture? Or is he willing to lose money in exchange for status and an attempt to challenge the current hegemony of Flamengo and Palmeiras?

My father taught me: no matter how much you have, money doesn’t like to be trifled with…

– O Cruzeiro SAF comprou Gerson por 30 milhões de euros. Mas e o custo benefício?

Gerson foi comprado pelo Cruzeiro junto ao Zenit por 30 milhões de euros (27 fixo e 3 por metas). 

Não, não é o Gerson companheiro de Seleção do Tostão, “Canhotinha de Ouro”, “Papagaio”, o Tricampeão do Mundo dos anos 70 no auge da carreira. É o Gerson do Flamengo, aquele que não certo na França, voltou, e foi para a Rússia. Já voltou de novo.

Ele já tem 28 anos. Portanto, dificilmente o Cruzeiro SAF recuperará o investimento, revendendo-o. Curiosamente, o time recusou 30 milhões de euros pelo atacante Kaio Jorge, do Flamengo (havia pago 7,2).

A pergunta é: Pedrinho BH, o dono do negócio, que sabidamente é um bilionário bem sucedido no ramo de supermercados, não quer transformar o clube em um negócio rentável, ou está aceitando perder dinheiro em troca de status e pela tentativa de afrontar a atual hegemonia de Flamengo e Palmeiras?

Meu pai me ensinou: por mais que se tenha grana, dinheiro não gosta de receber desaforo…

IN ENGLISH, by AI Gemini:

“Gerson was bought by Cruzeiro from Zenit for 30 million euros (27 million fixed plus 3 million in performance bonuses).

No, this isn’t the Gerson who was Tostão’s teammate, the ‘Golden Left Foot,’ ‘Papagaio,’ the 1970 World Champion at the peak of his career. It is the Gerson formerly of Flamengo—the one who didn’t quite make it in France, came back, went to Russia, and has now returned once again.

He is already 28 years old. Therefore, it is unlikely that Cruzeiro SAF will recoup its investment by reselling him. Interestingly, the team turned down a 30-million-euro offer from Flamengo for striker Kaio Jorge (having paid only 7.2 million for him).

The question is: does Pedrinho BH, the owner of the business—who is a well-known, successful billionaire in the supermarket industry—not want to turn the club into a profitable venture? Or is he willing to lose money in exchange for status and an attempt to challenge the current hegemony of Flamengo and Palmeiras?

My father taught me: no matter how much you have, money doesn’t like to be trifled with…

– A crise no SPFC: por que Júlio Casares não renuncia?

Com inúmeras acusações entre diretores, e até denúncias contra o seu presidente, o São Paulo Futebol Clube vive um inferno em sua administração. 

Com tudo o que vem ocorrendo, qual o motivo de Júlio Casares continuar no poder? Ele não tem governabilidade, o clube está travado e as páginas policiais recheadas de notícias. 

Para o bem da instituição, ele deveria renunciar. Qual a vaidade de aguentar tantos protestos e permanecer lá?

– O Fair Play Financeiro urgente: o caso da Ponte Preta.

Muita gente comete equívocos ao falar sobre Fair Play Financeiro, imaginando ser “teto de gastos” e dizendo que isso “evitaria permitir que Palmeiras e Flamengo promovessem uma ‘espanholização’ do futebol brasileiro”.

Ledo engano. Fair Play Financeiro é permitir gastar o que se tem. Se não se tem dinheiro, não se permite gastar. Assim, clubes equilibrados financeiramente podem ir muito mais além (como os próprios Palmeiras e Flamengo, mas incluindo Red Bull Bragantino, Bahia e todos os demais que têm contas em dia).

Vide o caso da Ponte Preta de Campinas, cujo elenco promete fazer greve na segunda-feira por falta de pagamentos. A Macaca foi campeã da série C e obteve o acesso à 2ª divisão, devendo salários. Imagine que alguns adversários dela não conseguiram fazer uma boa campanha justamente porque precisavam honrar os seus compromissos e não poderiam contratar jogadores mais caros e melhores tecnicamente. Assim, injustamente, quem foi correto nas finanças não subiu, e quem não se preocupou com isso, sim. 

É justo tudo isso?

Usemos o exemplo do Corinthians na Copa do Brasil: se não tivesse Memphis Depay e outros atletas, preocupado em manter salários em dia, o Timão teria chegado à final da Copa do Brasil?

Precisamos, urgentemente, para a moralização do futebol brasileiro, de Fair Play Financeiro.

– O Conselheiro do seu clube realmente luta por ele?

Essa opinião é do grande jornalista Wanderley Nogueira: o que faz um conselheiro, e como estão atuando em alguns clubes de futebol:

Vale conferir, no link abaixo:

– Coisas que naturalmente surgem numa empresa:

E se foi o mestre Peter Drucker quem disse, não dá para contestar!

Sobre a percepção da importância de um líder:

– O Fair Play Financeiro urgente: o caso da Ponte Preta.

Muita gente comete equívocos ao falar sobre Fair Play Financeiro, imaginando ser “teto de gastos” e dizendo que isso “evitaria permitir que Palmeiras e Flamengo promovessem uma ‘espanholização’ do futebol brasileiro”.

Ledo engano. Fair Play Financeiro é permitir gastar o que se tem. Se não se tem dinheiro, não se permite gastar. Assim, clubes equilibrados financeiramente podem ir muito mais além (como os próprios Palmeiras e Flamengo, mas incluindo Red Bull Bragantino, Bahia e todos os demais que têm contas em dia).

Vide o caso da Ponte Preta de Campinas, cujo elenco promete fazer greve na segunda-feira por falta de pagamentos. A Macaca foi campeã da série C e obteve o acesso à 2ª divisão, devendo salários. Imagine que alguns adversários dela não conseguiram fazer uma boa campanha justamente porque precisavam honrar os seus compromissos e não poderiam contratar jogadores mais caros e melhores tecnicamente. Assim, injustamente, quem foi correto nas finanças não subiu, e quem não se preocupou com isso, sim. 

É justo tudo isso?

Usemos o exemplo do Corinthians na Copa do Brasil: se não tivesse Memphis Depay e outros atletas, preocupado em manter salários em dia, o Timão teria chegado à final da Copa do Brasil?

Precisamos, urgentemente, para a moralização do futebol brasileiro, de Fair Play Financeiro.