– João Santana sendo sincero:

Um dos episódios mais horrorosos da política brasileira foi a corrupção petista. Uma população iludida por demagogos que diziam trabalhar pelo povo e saquearam o país com seus golpes (Mensalão, Petrolão e tantos outros). 

Digo isso pois leio o twitter de Daniela Lima (@DanielaLima_), sobre o Marqueteiro do PT João Santana em entrevista ao Roda Viva (ontem), que destacou bem um momento do programa:

“João Santana conta que no terceiro dia dele na cadeia jogaram por debaixo da porta da cela um recorte de jornal com o presidente do PT dizendo que a sigla ‘não tinha marqueteiro’. ‘Não me senti traidor. Me senti traído’.

Cá entre nós: foi um momento de implosão da quadrilha que roubou sem dó o país.

João Santana, marqueteiro do PT, se afastou de Lula e Dilma - 22/02/2016 -  Poder - Folha de S.Paulo

– De novo um político com Dinheiro na Cueca? Depois do líder de Dilma, agora o vice-líder de Bolsonaro.

Assim como na época de Dilma, tivemos um “líder do Governo” com dinheiro escondido na cueca (José Guimarães / PT), agora, na gestão Bolsonaro vivemos a mesma situação de corrupto disfarçando grana suja no mesmo lugar: Chico Rodrigues / DEM.

Mudam só os partidos, mas a prática safada continua a mesma, não? E o interessante é que os nossos governantes, no discurso, se autoproclamam honestos e alegam não ter envolvimento nenhum com as pessoas que… eles próprios escolhem!

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/10/14/pf-encontra-dinheiro-na-cueca-de-vice-lider-do-governo-bolsonaro.htm

PF ENCONTRA DINHEIRO NA CUECA DO VICE-LÍDER DO GOVERNO BOLSONARO

O vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR), alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 14, em Boa Vista, escondeu dinheiro na cueca durante a abordagem dos policiais. A investigação, sob sigilo, apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo apurou com duas fontes que tiveram acesso a informações da investigação, foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca do vice-líder do governo Jair Bolsonaro. Ao todo, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil. A investigação apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.

As informações oficiais da PF, dado o sigilo do caso, se limitam a dizer que foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão durante a operação, em Boa Vista, que busca a “desarticulação de possível esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares”.

A Controladoria-Geral da União (CGU), que também faz parte da investigação, disse que a operação Desvid-19, realizada em Roraima, apura o “desvio de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações”. Ainda segundo a CGU, as contratações suspeitas de irregularidades, realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, envolveriam aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate ao novo coronavírus.

A operação que alvejou o senador foi realizada no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro disse que dará uma “voadora no pescoço” de quem se envolver em corrupção. A nova expressão foi usada uma semana depois de o presidente ter afirmado que a Lava Jato acabou porque, segundo ele, não há casos de irregularidades em sua gestão. A promessa também foi feita no momento em que Bolsonaro vem sendo criticado por militantes e por lavajatistas que apontam o enfraquecimento da pauta anticorrupção no governo.

Chico Rodrigues emprega Leo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, como assessor parlamentar, em seu gabinete no Senado. Léo Índio é muito próximo do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e é conhecido por ter livre trânsito no Palácio do Planalto.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Bolsonaro ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo, sob reserva, disseram que Rodrigues deve deixar o cargo de vice-líder do governo. O argumento é que seria péssimo para a imagem de Bolsonaro manter o senador nesse posto depois do escândalo. A expectativa é a de que o próprio parlamentar entregue o cargo.

Em nota à imprensa, Rodrigues disse que tem “um passado limpo e uma vida decente” e afirmou nunca ter se envolvido em escândalos. “Acredito na justiça dos homens e na justiça divina. Por este motivo estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate ao Covid-19 para a saúde do Estado”, afirmou o senador.

Rodrigues observou ainda que, ao longo de 30 anos na política, conheceu “muita gente mal intencionada”, a fim de macular sua imagem. “Ainda mais em um período eleitoral conturbado como está sendo o pleito em nossa capital”, declarou.

Durante o julgamento do caso do traficante André do Rap, o ministro Luís Roberto Barroso fez uma menção à operação realizada pela Polícia Federal. Barroso afirmou que estava monitorando o cumprimento de mandados de busca e apreensão que envolviam uma autoridade com foro no Supremo, sem revelar o nome. “Desviar dinheiro da saúde em plena pandemia é mais do que corrupção e chega bem próximo do assassinato. Devemos ter em conta que isso não é aceitável. Precisamos continuar no esforço de desnaturalização das coisas erradas no Brasil”, argumentou o ministro.

– A Carta ao Povo de Deus

Se o Papa é o líder da Igreja Católica, e os bispos estão submetidos à sua autoridade, é natural que, enquanto chefes das dioceses particulares eles devam dar um retorno sobre o atual estado das suas comunidades.

Sempre me preocupei muito com “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, dito por Jesus Cristo quando ele foi questionado sobre o dever ou não de pagar impostos. Ou seja: devemos não misturar as coisas, como Política e Religião. Entretanto, ao ler esse documento redigido por 152 bispos e enviado ao Vaticano, parece-me um pouco diferente: a “Carta ao Povo de Deus”, como foi intitulada, busca trabalhar a questão da gestão pública e as consequências sobre os fiéis e a população em geral. Particularmente, quanto ao termo abordado “desprezo à diplomacia”, uma marca constante da atual gestão Bolsonaro.

Lógico, eleitores bolsonaristas criticarão o documento (embora não exista nenhuma mentira nele), e haverá uma certa razão dos descontentes num único ponto: a omissão desta mesma aula progressista nas críticas igualmente merecedoras às gestões Lula e Dilma.

Abaixo, o documento:

CARTA AO POVO DE DEUS

“Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.

Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.

É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.

O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança.

Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso país à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença.

É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro.

Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020).

Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela covid-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço.

Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo.

É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população.

O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço.

Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais.

O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas.

No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no país, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda.

Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil.

Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel.

O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à covid-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).

Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário.

Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça?

O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos.

Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil.

Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs.

É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20).

Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12).

O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós.
O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26).

Arquivos do papa Pio 12 são abertos aos pesquisadores pelo ...

– Fake News não é Liberdade de Expressão!

Parece tão simples, mas para alguns é tão complicado…

Liberdade de Expressão é você poder opinar, dizer o que pensa, debater, levantar hipóteses, e tantas outras coisas… Só não é: dizer mentiras, fomentando-as para que as outras pessoas acreditem que são verdades, prejudicando o próximo. Aí passa a ser calúnia, injúria, crime ou… Fake News!

Por quê querem confundir os conceitos?

No tempo de Dilma Rousseff surgiu (e comprovou-se) a existência de blogueiros que faziam postagens patrocinadas a favor do Governo dela. Agora, se vê quase a mesma coisa, versão Bolsonaro. Lamentável que a “Nova Política” seja tão parecida quanto a “Velha Política”.

Há de se viver na verdade e fazer a coisa certa. Sempre!

Fake news: como enfrentar a desinformação sem cercear a liberdade ...

– Todos que governaram “revolucionaram” o país?

Um dia, FHC disse que revolucionou o Brasil com o Plano Real.

Outro dia, também Lula alardeou que revolucionou a nação com suas ações administrativas enfatizando em seu discurso dizendonunca antes nesse país.

Outrora, foi a vez da presidente Dilma Roussef, em entrevista à TV Al Jazeera (dê um Google para achar essa pérola) bater na tecla de que promoveu uma revolução social democrática em sua administração.

Por último, Michel Temer diz que mudou os rumos do país ao assumir a Presidência, revolucionando os caminhos da crise em rumo do crescimento econômico e da geração de emprego.

Ok, todos fizeram algumas coisas, acertando e errando. Mas com esses 4 últimos “revolucionários”, o Brasil continua igual em péssimos índices sociais e de corrupção.

Gozado, onde está essa revolução de fato? Será que ela virá DE VERDADE com Bolsonaro, ou teremos mais do mesmo? Afinal, esperar até 2022 para que um novo comandante tente de novo, vai ser dose. Mas confesso ter receio na competência de Jair, respeitosamente falando.

Se tudo o que se propagandeia é verdade, seriamos o Canadá, a Noruega, o Japão…

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– E deu cana para Temer! Quem pode criticar a Lava Jato?

Não me canso de escrever: a Operação Lava-Jato foi uma das coisas mais corretas que pôde acontecer na história do nosso país, desde a Independência do mesmo.

Políticos corruptos que se faziam como demagogos populares, como Lula e Maluf, estão encarcerados. Um sem-número de pessoas ligadas ao antigo PMDB, PT, PP e outras siglas, idem. Poucos ainda do PSDB, mas aos que estão sob vigia, tenho certeza que na primeira oportunidade serão pegos também . Uma pena que os ex-senadores Aécio Neves (PSDB) e Gleise Hofmann (PT), para não serem também detidos, de maneira ridícula resolveram concorrer a deputados para garantir o maldito foro privilegiado.

Michel Temer, que não poderia (por que não conseguiria) se ele eleger a nada, foi preso nessa histórica quinta-feira (juntamente com Moreira Franco, Cel Lima e outros comparsas).

O juiz Marcelo Bretas, em seu mandado de prisão, escreveu que:

“MICHEL TEMER é o líder da organização criminosa a que me referi [apelidado de ‘Quadrilhão do MDB’], e o principal responsável pelos atos de corrupção aqui descritos”.

Dessa forma, temos, dos três últimos presidente eleitos, dois na cadeia e um que sofreu impeachment (Lula, Temer e Dilma, respectivamente).

Fica a dúvida: Michel Temer terá as mesmas regalia que o criminoso Luís Inácio Lula da Silva tem em Curitiba? Afinal, são dois ex-chefes do Executivo.

Por coerência, àqueles que desqualificam a Lava-Jato agora terão que gritar TEMER LIVRE e argumentar que ele é “preso político”. Ou aí não vale?

Não importa o partido ou a ideologia: político corrupto tem que ser preso! Vale para Lula, Temer, Aécio, Bolsonaro, FHC, ou quem venha a pisar na bola.

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– Cuidado com o que registra, Presidente! Linguajar respeitoso se faz necessário para o seu cargo.

Escreveu na Internet, ficou registrado!

Postagens indevidas de todas as correntes ideológicas, além de gente defendendo e acusando a Esquerda e a Direita. A falta de bom senso predomina entre muitos militantes radicais nas Redes Sociais.

Dos fanáticos, não se pode esperar nada mais do que isso. Mas de autoridades, o cuidado com o que se escreve deve ser grande.

Que tristeza um país onde Dilma “estocava vento e exaltava a mandioca”, Lula falava do “grelo duro das mulheres feministas” e agora Bolsonaro tuitando “homem com dedo no ânus” para criticar os blocos carnavalescos. Ainda pergunta publicamente algo particular de quem gosta do fetiche, o tal do Golden Shower (urinar quando faz sexo).

Ridículo demais! Não temos um estadista, um líder político de fato, que governe por todos, para todos e que seja exemplar para que se diga: esse respeita e é respeitado.

Pobre Brasil…

 

– Esperança na Política Brasileira e suas fases

Eu vivi o período da inflação alta, dos conturbados anos 80 e dos inúmeros planos econômicos.

A ESPERANÇA para o Brasil era o Caçador de Marajás, Fernando Collor de Mello, que pelo PJ (Partido da Juventude e que depois viraria PRN – Partido da Renovação Nacional), mudaria os rumos para o país.

Essa esperança era um engodo…

A NOVA ESPERANÇA veio com a posse de Itamar Franco e o aceite do Plano Real, uma espécie de dolarização da economia bolada pelo Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Ufa, que desafogo das dívidas e que fase maravilhosa da economia brasileira!

Essa nova esperança durou algum tempo. Veio a crise mexicana, a russa… e o não mais ministro, mas sim presidente FHC precisou tomar duras medidas para blindar o país. Veio a recessão econômica para segurar a inflação.

Surgiu uma NEO-ESPERANÇA, que disse que “venceria o medo”: Lula, que enfim se tornaria presidente e encontrou o país protegido da crise econômica internacional. Período de ascensão da classe média, de programas assistenciais em alta possibilitados pelo período impopular da gestão anterior. Mas a neo-esperança, que vencera o medo, trazia a desconfia consigo.

Veio a MÃE DA ESPERANÇA, a mãe do PAC, a mãe dos brasileiros, a reboque da neo-esperança: Dilma, que sem o mesmo carisma venceu 4 anos de excessivas críticas e desmandos. E reeleita, SEPULTOU A ESPERANÇA com a volta da inflação, do desemprego, da carestia e da falência dos cofres públicos.

QUEM RESSUSCITARÁ A ESPERANÇA? Alckmin? Haddad? Ciro? Bolsonaro? Marina?

Precisarei, então, rever meus conceitos de esperança…

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– Dilma chiando da delação de Palocci. Mas já?

Antonio Palocci, ex-ministro dos Governos Lula Dilma e que está preso por corrupção, resolveu contar tudo o que sabe e acertou que fará delação premiada com a Justiça.

Entre outras promessas, a de contar sobre os esquemas do Petrolão e da compra da Refinaria de Pasadena, arquitetados em conjunto com Lula e com ciência da ex-presidente Dilma.

Alguém duvida que, se a Lava Jato não estivesse a todo vapor, estaríamos ainda vivendo sob essa fábula contada por essa gente?

Quando que descobriríamos?

Lembremo-nos que no caso do Mensalão, Lula alegou que nada sabia e que foi traído pelos seus amigos… Agora, é a vez de Dilma usar do mesmo pretexto (e vem fazendo isso antes mesmo da delação acontecer).

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– Aécio e Dilma quatro anos depois… e o Temer?

Na semana passada, foi revelado que a Operação Patmos, deflagrada dias atrás, encontrou bloqueador de celular externo e “fazedor de ruído” em extensão telefônica, no escritório do Senador Aécio Neves.

Nunca imaginei que existissem equipamentos como esse do “barulhador de linha”. Mas ele dificulta escuta telefônica, né? Será que foi o dono do escritório quem colocou para que não fosse investigado?…

Aliás, os dois últimos candidatos à Presidência do Brasil (e que bipolarizaram a nação) estão em descrédito. Aécio acabou politicamente, igual a Dilma. Mas a ex-presidente não se cansa em “pagar micos” e ousou dizer que a morte de Marielle Franco faz parte do “golpe em andamento”!

Caramba, seu (justo) impeachment não tem nada a ver com essa execução sumária! Que picaretagem fazer uso do triste assassinato da vereadora ativista para proveito próprio. Coisa feia, dona Rousseff.

Aliás, o que tem de gente se aproveitando dessa tragédia…

Ops: enquanto redijo, escuto no rádio a notícia de que Michel Temer deve, em breve, anunciar sua candidatura para ser presidente pelo MDB em Outubro. Se confirmada tal informação, é uma tremenda falta de bom senso… Tá se achando, Temer?

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– Petrobrás há 3 anos perdoava PDVSA

Esse texto foi há 3 anos, mas nem nos escandalizados mais…

Veja:

Dias atrás falamos da crise da Petrobrás provocada pela suspeitíssima negociação da refinaria de Pasadena (vide em: http://is.gd/oLdl9w). Agora, outro escândalo financeiro: o perdão ao calote da venezuelana PDVSA na parceira para a construção da refinaria de Abreu Lima (PE). Desde o projeto inicial de R$ 2,5 bilhões até os investimentos em acordo (total de R$ 20 bilhões), nada foi pago.

O acordo foi assinado entre os ex-presidentes Lula e Hugo Cháves, mas Dilma não fez questão de cobrar e a Petrobrás perdoou…

Caramba, e ninguém se incomoda com isso?

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– Dilmês trabalhando com álcool?

Workaholic é o cara que trabalha demais, não consegue parar a labuta. Viciado em trabalho, literalmente.

E não é que a ex-presidente Dilma, tentando se intitular workaholic, soltou um workalcoolic em Portugal? Voltou aquele leque de palavras típicas do Dilmês?

Teria tomado um bom vinho do Porto, com dosagem alcoólica elevada demais?

Respeitosamente, apesar da gafe, fica um lamento maior: ela, em entrevista, se fez de vítima e tirou a responsabilidade de todos os problemas do Brasil. Resumidamente: os honestos são ela, Lula, e demais petistas vitimados

Sinceramente? Qual político de direita e esquerda sobram ilesos? Alckmin, o “Santo”; Aécio, o amigo do Joesley (assim como Temer), e tantos outros “representantes do povo” não merecem nosso voto.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=z6P2V5lZtYw

– Quando o STF resolverá o imbróglio Brasil?

Hoje começará o julgamento da chapa Dilma + Temer. Na ocasião, PT e PMDB estavam unidos umbilicalmente, não existe o que contestar. Mas depois que brigaram e Temer assumiu o poder, o PSDB tomou proveito e se uniu ao peemedebista.

Agora, leio que os tucanos esperam a decisão (que acho que será demorada) para “desembarcar” do Governo ou não.

Quer dizer que o cara se torna errado do dia para a noite, dependendo da decisão da Justiça? Tem duvida ainda?

No fundo, se analisarmos, a culpa do PMDB estar no poder é exclusivamente de dois partidos: PT e PSDB; o primeiro por namorar e casar com o apoio do Temer; o segundo por se aproveitar da situação e querer ser poder.

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– Todo mundo ingênuo em Brasília?

Leram a Folha de São Paulo desta 2a feira? Ela trouxe em diversas matérias alguns políticos que, coincidentemente, se disseram ingênuos.

Aécio Neves se despediu da sua coluna semanal (que escreveu somente até hoje no jornal) alegando necessitar tempo para se defender. Disse que “errou pela ingenuidade em conversar com a pessoa errada” (no caso, Jouesley Batista).

Algumas páginas depois, repórteres da FSP entrevistaram o Presidente Michel Temer, que diz ter “errado pela ingenuidade em receber Jouesley Batista para uma conversa informal“.

Ou seja: Lula e Dilma nunca souberam de nada. Aécio e Temer nunca desconfiavam de nada. Todos os políticos são ingênuos nesse país…

Coitado do povo! Ingênuos são os eleitores que insistem em votar nessas raposas velhas.

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– Lula e Dilma REPUDIAM ou DEFEDEM a Reforma da Previdência Social?

Oportunismo é tudo! Vocês viram o discurso de Lula contra a Reforma da Previdência?

Só que quando o petista era presidente, o que hoje ele diz ser ruim era uma necessidade, SEGUNDO O PRÓPRIO LULA, além de Dilma.

Demagogia ou não? Assista: https://youtu.be/vyOWr4jehvM