– Criança ajudando a explicar a prevenção contra a Covid.

Até criança consegue explicar sobre os cuidados durante a pandemia:

“- A criança triste não usou máscara e não usou ‘alquinho’ nas mãozinhas, e pegou o vírus. A criança feliz obedeceu o papai e a mamãe, e não saiu sozinha na rua”.

(Porcari, Maria Estela.)

Por quê nós, adultos, não entendemos (ou insistimos em não entender)?

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– A volta do Paulistão 2021.

Logo mais o Governador João Dória, após acordo entre o Ministério Público de SP e a FPF, deve anunciar a volta dos jogos do Campeonato Paulista.

Será que os protocolos que foram aceitos não deverão ser obrigatórios também nas partidas de outras competições internas, aos clubes que vierem de fora do estado? Por exemplo: clubes paulistas mandantes contra estrangeiros na Libertadores, ou mesmo da Copa do Brasil.

Aguardemos. Mas lembremo-nos: a taxa de contágio nos jogos da Federação Paulista é absurdamente mais alta do que o resto do mundo. Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/futebol-paulista-tem-maior-incidencia-de-contagio-por-covid-em-relacao-as-ligas-de-futebol-do-mundo/.

Em tempo: e se a rica FPF comprasse vacinas para os atletas e comissões técnicas, agora que já é possível? Resolveria boa parte dos problemas, em especial para as divisões fora da A1, que precisam de recursos financeiros e não conseguirão viver na bolha sanitária proposta.

MPSP aponta avanço no protocolo de retomada do Paulistão e envia ofício ao Governo de São Paulo - Gazeta Esportiva

– O tema “Covid-19” maltrata o dia com mais de 4000 mortos. E já cansou ouvir tanta idiotice!

Lamentável ouvir tantas pessoas escrevendo asneiras sobre a pandemia nas redes sociais. É de acabar com a paciência – desculpe o desabafo.

Negacionistas aos montes no Facebook, há comentários de que “quanto maior o número de mortes, mais o hospital ganha”! Caramba, cada “viagem”… são pessoas que dormem e acordam criando teorias conspiratórias em suas mentes doentias – e duvidam dos mortos.

Meses atrás, uma senhora muito ingênua escreveu para mim que “era tudo mentira, para eu abrir os olhos e perceber que os governadores estavam inventando mortos para prejudicar o presidente“. Mais do que isso: “não existe nada de vírus não, é só para assustar as pessoas, porque morre mais gente de gripe do que desse vírus”. Por mais que eu tenha respondido com educação, ante as palavras grosseiras e tom autoritário dela em outras conversas, é obvio que nada adiantou. Mas sabe o que aconteceu?

Com pesar, soube que ela perdeu uma irmã e outras pessoas queridas. Lamento, talvez elas pensassem como essa senhora. Não sei como ela está pois não faz mais parte dos meus amigos na Rede Social, por opção dela. Mas fico pensando: será que mudou de opinião “pela dor” ou ainda está irredutível?

Outro cenário real do mundo virtual: a enxurrada de artigos e depoimentos fakes de que “cidades inteiras”, como Porto Feliz (e agora Chapecó) foram salvas por cloroquina ou ivermectina. Mentira, já comprovada, por números verdadeiros que desmascaram vídeos que deturpavam a realidade. Mas há quem teime com a veracidade deles.

Cansa. Uma “forçação de lados”, do radicalismo de quem quer fechar tudo e de quem quer abrir tudo – muitas vezes, usando argumentos radicais e/ou até mentirosos, misturando transporte coletivo e igrejas, igualando prevenção e correção, determinando o certo e o errado conforme a convicção de quem defende uma causa.

Consenso? Esqueça, é utopia esperar isso. As pessoas estão cansadas de tanto tempo ouvir falar do assunto e acabam perdendo a lucidez. Enquanto isso, gente vai morrendo e ações efetivas não são tomadas.

EMPATIA, PREVENÇÃO e SENSATEZ, amigos. Na briga nada se resolverá.

Tudo o que é preciso saber sobre o Coronavírus (Covid-19) - Comunicação

– Luiz Adriano confirma a pesquisa da USP / FAPESP: não há protocolo que resista à irresponsabilidade.

O atacante Luiz Adriano, do Palmeiras, testou positivo para Covid-19. Ao invés de ficar em casa em quarentena, levou a mãe ao mercado, foi ao shopping, atropelou uma pessoa e a socorreu!

Quantas outras pessoas ficaram expostas ao contágio por conta da irresponsabilidade dele?

Dias atrás, falamos sobre a volta ou não dos campeonatos profissionais de futebol, e abordamos uma pesquisa que mostrava a alta taxa de contágio entre os atletas brasileiros (12% no futebol de SP, contra 0,6% da Alemanha e 0,07% da Inglaterra). Ela está acessível aqui: https://wp.me/p4RTuC-tYy. Naquela oportunidade, a conclusão foi: os protocolos brasileiros são falhos por conta da indisciplina dos jogadores em se cuidarem!

Parece que o palmeirense (que foi punido pela sua equipe) comprova o trabalho científico, não?

Não é apenas questão educacional, é de cidadania não expor seu contágio ao próximo, levando risco de infectá-lo.

Com suspeita de Covid-19, Luiz Adriano não viaja para a Argentina e está  fora do jogo da Recopa - PTD

– 3864 mortes por Covid nas últimas 24 horas: o desafio de viver em meio a pandemia e sobreviver na crise financeira.

Texto de ontem, com roupagem (infelizmente) atualizada para hoje. Que tristeza… dia após dia, mais mortes!

Já faz mais de um ano que estamos vivendo em meio a este inferno pandêmico. Cansa. Cansou. Já deu. Mas…

Mas precisamos resistir!

A VIDA é a coisa mais importante que existe para nós. Em muitos casos, não a nossa própria existência, mas as vidas de nossos filhos, cônjuges e pais. E como ela / elas pode (m) ser mantida(s)?

Precisamos ter saúde. E, infelizmente, estamos perdendo dia-a-dia a condição saudável e vendo nossos amigos partirem. E aqui amplio a reflexão: perdemos muitos amigos pela Covid, vitimados por essa cruel doença que é desdenhada por muitos insensatos. E estamos perdendo outros tantos amigos para a depressão, pelo desespero, por angústia de não ter mais a saúde da mente e, em muitos casos, a saúde financeira. Afinal, não se pode desconsiderar a quebradeira e a falência comercial, o desemprego e a falta de recursos de muitos que acabam resultando na falta de comida.

Já não é mais redução de custos, mas falta de condição de sobrevivência. Aí vem a amargura, a discórdia e a revolta.

Todos nós estamos sofrendo. E neste triste recorde de mortos hoje (desta matança inenarrável), precisamos nos preservar. Não saiamos à toa de casa, façamos somente o necessário. E se não tiver jeito, usemos as máscaras, álcool gel e todas as medidas preventivas quando estivermos ausentes do lar. Mas mais do que isso: COBREMOS as autoridades para que sustente os empregos e dêem o auxílio necessário.

Nos EUA, Trump mandou cheques às pessoas físicas e jurídicas. Na Inglaterra, o lockdowm foi compensado por reembolso do Governo. Aqui há dificuldades para se entender a necessidade de conciliação – e isso deturpou as relações das pessoas, vivendo o radicalismo do #FiqueEmCasa sem qualquer discussão e/ ou #Negacionismo estúpido e inconsequente.

Por ora, nos cuidemos e tentemos ajudar a salvar vidas. Mas tenhamos empatia por todos.

Obs: aqui, lembremos de puxar a orelha dos irresponsáveis que saem para as festas clandestinas e não se cuidam, tornando-se multiplicadores de contágio.

Acréscimo: no último domingo, uma interessante homilia do Papa Francisco onde ele alerta sobre o desespero das pessoas com as vidas perdidas e a crise econômica, fazendo com que o “Inimigo de Deus se aproprie da desesperança para gerar discórdia entre as pessoas”. A quem interessar, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/o-papa-o-maligno-e-a-pandemia/).

Manaus virou capital mundial da covid-19 e lockdown é única alternativa',  diz pesquisador - BBC News Brasil

– O desabafo do Prefeito de Mongaguá.

Um triste momento, extremamente impactante: o choro do prefeito de Mongaguá, Marcio Melo Gomes, que perdeu o pai e o irmão para a Covid.

Pressionado pelos comerciantes locais para não fechar a cidade, ele, que foi criado no Comércio, explicou os motivos do lockdown proposto de uma forma espontânea. É de se emocionar…

– A falta de empatia do cidadão, em plena pandemia:

Se algumas cidades criaram um mega-feirado para que as pessoas ficassem em casa, a fim de diminuir a disseminação do novo coronavírus, por quê o sujeito tem que insistir em ir passear mesmo quando o lugar de destinado sabidamente está bloqueado?

Alguns exemplos de falta de empatia, egoísmo ou despreocupação com comprometimento social abaixo,

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/03/27/turistas-descumprem-restricoes-por-feriadao-na-praia-quem-ia-nos-parar.htm

TURISTAS DESCUMPREM RESTRIÇÕES POR FERIADÃO NA PRAIA

“Qual é o problema de a minha família vir para o litoral? Estou pagando para usar o apartamento”, diz o empresário Waldir Gonçalves, 44.

Ele decidiu ir com a mulher e os filhos passar o feriadão decretado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em um apartamento de frente para a praia, no bairro do Boqueirão, em Santos (SP). Ele o alugou por R$ 600 por dia.

Andei lendo que estavam fazendo lockdown para a gente não conseguir chegar aqui. Mas eu queria ver quem ia nos parar. Eu e a minha família vamos para onde quisermos, o dinheiro é nosso. A lei garante isso e não vai ser um governadorzinho ou um prefeitozinho de araque que vai nos impedir.
Waldir Gonçalves, empresário

Mesmo com as proibições e restrições decretadas pelos municípios litorâneos, turistas como Gonçalves descem a serra desde anteontem. A medida de antecipar os feriados adotada por Covas tinha por objetivo restringir a circulação e esvaziar a cidade.

Segundo a Ecovias, apesar da suspensão da Operação Descida no sistema Anchieta-Imigrantes, a redução de veículos foi de apenas 20%. No último final de semana (de 19 a 21 de março), passaram pelas duas rodovias 206 mil veículos, em contraponto aos 256 mil registrados na semana anterior (de 12 a 14 de março).

Diante do alarmante crescimento das contaminações e mortes pela covid-19, as nove cidades da Baixada Santista decretaram lockdown rigoroso, com fechamento de praias, restrições no comércio e fiscalização nas ruas.

“Isso é um exagero, pra que tudo isso?”, questionou o especialista em tecnologia da informação Renato Sousa, 42, cuja família possui apartamento no mesmo andar alugado pelo amigo Waldir Gonçalves.

“Falei para ele alugar no mesmo prédio porque assim a gente pode ficar junto, jogar cartas de noite, já que não vai ter para onde ir. Mas amanhã cedo a gente vai tentar pegar uma praia. Eu soube que vai dar para aproveitar em Guarujá ou na Praia Grande. Vamos ver.”
Renato Sousa, técnico em TI

Assim como o amigo, Sousa mora em um bairro nobre de São Paulo, com a esposa e uma filha de 12 anos. Costuma passar quase todos os finais de semana em Santos. Indagado se não tinha receio de contrair a doença, foi enfático: “Se eu ficar com medo, minha esposa ficar com medo, minha filha vai ter medo também. E não queremos isso para ela. Ela tem que ser forte, a vida não é moleza, ainda mais para uma mulher”, diz.

“E não vai ser uma gripe qualquer que vai assustar a gente. Essa história de tanta gente morrendo de covid é um exagero. Eles inflam os números, trocam a causa da morte para ganhar uma grana. Meu médico já disse que só morre quem é velho e doente.”
Renato Sousa, técnico em TI

COM LOCKDOWN E CHEIO DE TURISTAS

Proprietária de uma das sorveterias mais tradicionais da cidade, Camila Duarte Andreazzi, 38, tenta manter o negócio. Ela e o marido, Alexandre, 51, atendem o público no mesmo endereço no bairro do Boqueirão há muitos anos.

“Estamos em pleno lockdown e o bairro está cheio de turistas. Até no meu prédio, muitos apartamentos estão ocupados por gente que não conhecemos. Quando podíamos atender no sistema de ‘take away’ [pegar e levar], aparecia muita gente de fora, inclusive sem máscara.

Camila conta que, certa vez, teve de obrigar uma cliente a se retirar do salão. “A mulher, além de não querer usar a máscara, ainda começou a gritar comigo e me ofender, dizendo que quem usava máscara era covarde, que ‘lambia as bolas’ do [governador João] Doria.”

Com uma dívida de R$ 65 mil e um movimento que caiu mais de 90%, a comerciante está vendendo bolos e tortas.

Já o marido, que também é fotógrafo, presta serviços capturando imagens com drones. As filhas tiveram que trocar de escola por falta de pagamento das mensalidades. O único carro da família foi vendido nesta semana para pagar dívidas trabalhistas. Mas Camila é a favor do lockdown.

“Acho que, se tivéssemos feito um lockdown de verdade, com todo mundo colaborando, poderia dar certo. Ainda mais se tivesse sido feito no ano passado, quando o vírus ainda estava começando a se espalhar. Agora a gente está endividado e com medo. Perdendo amigos e familiares para essa doença. Se tivermos que esperar ainda mais por uma solução, acho que acabaremos morrendo de fome.
Camila Duarte Andreazzi, comerciante

– 3780 mortes por Covid nas últimas 24 horas: o desafio de viver em meio a pandemia e sobreviver na crise financeira.

Já faz mais de um ano que estamos vivendo em meio a este inferno pandêmico. Cansa. Cansou. Já deu. Mas…

Mas precisamos resistir!

A VIDA é a coisa mais importante que existe para nós. Em muitos casos, não a nossa própria existência, mas as vidas de nossos filhos, cônjuges e pais. E como ela / elas pode (m) ser mantida(s)?

Precisamos ter saúde. E, infelizmente, estamos perdendo dia-a-dia a condição saudável e vendo nossos amigos partirem. E aqui amplio a reflexão: perdemos muitos amigos pela Covid, vitimados por essa cruel doença que é desdenhada por muitos insensatos. E estamos perdendo outros tantos amigos para a depressão, pelo desespero, por angústia de não ter mais a saúde da mente e, em muitos casos, a saúde financeira. Afinal, não se pode desconsiderar a quebradeira e a falência comercial, o desemprego e a falta de recursos de muitos que acabam resultando na falta de comida.

Já não é mais redução de custos, mas falta de condição de sobrevivência. Aí vem a amargura, a discórdia e a revolta.

Todos nós estamos sofrendo. E neste triste recorde de mortos hoje (desta matança inenarrável), precisamos nos preservar. Não saiamos à toa de casa, façamos somente o necessário. E se não tiver jeito, usemos as máscaras, álcool gel e todas as medidas preventivas quando estivermos ausentes do lar. Mas mais do que isso: COBREMOS as autoridades para que sustente os empregos e dêem o auxílio necessário.

Nos EUA, Trump mandou cheques às pessoas físicas e jurídicas. Na Inglaterra, o lockdowm foi compensado por reembolso do Governo. Aqui há dificuldades para se entender a necessidade de conciliação – e isso deturpou as relações das pessoas, vivendo o radicalismo do #FiqueEmCasa sem qualquer discussão e/ ou #Negacionismo estúpido e inconsequente.

Por ora, nos cuidemos e tentemos ajudar a salvar vidas. Mas tenhamos empatia por todos.

Obs: aqui, lembremos de puxar a orelha dos irresponsáveis que saem para as festas clandestinas e não se cuidam, tornando-se multiplicadores de contágio.

Acréscimo: no último domingo, uma interessante homilia do Papa Francisco onde ele alerta sobre o desespero das pessoas com as vidas perdidas e a crise econômica, fazendo com que o “Inimigo de Deus se aproprie da desesperança para gerar discórdia entre as pessoas”. A quem interessar, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/o-papa-o-maligno-e-a-pandemia/).

——-MORTES POR COVID NO MUNDO HOJE——

1º Brasil – 3.780

2º EUA – 563

3º Itália – 529

4º Polônia – 461

5º Rússia – 409

6º Índia – 355

7º França – 348

8º Ucrânia – 286

9º Hungria – 274 1

0º Alemanha – 234

11º México – 203

Ou então: Brasil – 3.780 versus 10 países seguintes – 3.662

Por que ficar em casa é a melhor maneira de controlar o vírus? - Ciência na  rua

– Futebol Paulista tem maior incidência de contágio por Covid em relação às Ligas de Futebol do Mundo!

O que dizer: a incidência dos casos de contaminação nos torneios do Campeonato Paulista é a maior do mundo, segundo a Universidade de São Paulo: 12%!

Na Alemanha, é de 0,6%. Na Dinamarca é de 0,5%. Na Inglaterra, pasme: 0,07%.

Na Premier League, por exemplo, nas últimas rodadas (considerando Fevereiro e Março), a taxa se estabilizou baixa com dados animadores. O maior índice de contágio foi quando houve o Lockdown (20-27 de dezembro), com taxa de 2,1%. Todos os dados da Inglaterra, oficiais, aqui: https://www.premierleague.com/news/1814863 – é só calcular o percentual).

Considere algumas observações:

1 – Dias atrás, falamos sobre a necessidade de se criar uma bolha sanitária no futebol brasileiro, se houvesse desejo de continuar os campeonatos, tamanha a exposição ao Covid (igual ao que foi feito na NBA, e que deu certo. Clique aqui para o tema: https://wp.me/p4RTuC-tCD).

2 – Também ponderamos os custos dos clubes fora do universo da A1, que não conseguiram continuar o torneio e terão que arcar com prorrogação de contratos de atletas (e falamos que era melhor, pelos custos e contexto, por exemplo, o Paulista de Jundiaí estar na 2a divisão Sub 23 do que na A3. Vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-tIE).

3 – Enfim: antes da paralisação do Campeonato Paulista, falamos sobre algo que passa despercebido por muitos: a taxa comparativa de contaminação! Disponível esse texto aqui: https://wp.me/p4RTuC-ty7.

4 – Agora, Leonardo Lopes, da CNN, trouxe nesse estudo importantíssimo da USP um outro detalhe: a taxa de contaminação pelo Novo Coronavírus entre os jogadores de São Paulo é igual aos expostos profissionais da saúde da linha de frente no combate à pandemia (porém, estes agora são vacinados).

Bruno Gualano, da Agência Fapesp e coordenador dessa pesquisa na USP, disse ao Estadão (referência em: https://is.gd/Dmshhu).

“De fato o risco de transmissão do vírus durante as partidas tem se mostrado pequeno. Mas há outros fatores que comprometem a eficácia do protocolo: funcionaria se fosse aplicado na Dinamarca ou na Alemanha. Conta-se muito com o bom senso dos atletas, que são orientados a ir do Centro de Treinamento para casa e a manter o distanciamento social e as medidas não farmacológicas de proteção nas horas de descanso. Mas aqui no Brasil uma boa parcela não segue essas regras e não sofre qualquer tipo de punição. Além disso, viaja-se muito para disputar as partidas. Os times menores vão de ônibus, comem em restaurantes e ficam provavelmente mais expostos do que os jogadores de elite. Nossa desigualdade social permeia também o futebol”.

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/esporte/2021/03/29/futebol-de-sp-tem-mais-atletas-com-covid-19-do-que-qualquer-liga-no-mundo

FUTEBOL DE SP TEM MAIS ATLETAS COM COVID-19 DO QUE QUALQUER LIGA NO MUNDO

Os resultados apontaram que foram confirmados 501 infecções pelo coronavírus entre atletas

aponta que a incidência de casos de Covid-19 entre os jogadores de futebol de São Paulo na temporada de 2020 supera qualquer liga esportiva no mundo.

Os atletas paulistas estiveram tão expostos ao coronavírus quanto parte dos funcionários da saúde na linha de frente no combate à pandemia.

A pesquisa analisou quase 30 mil testes para Covid-19 do tipo PCR realizados em 4.269 atletas e 2.231 membros da comissão técnica ao longo de 2020. Os profissionais estavam distribuídos entre 122 equipes que disputaram oito torneios organizados pela Federação Paulista de Futebol (FPF) em 2020 – seis da categoria masculina e dois da feminina.

Os resultados apontaram que foram confirmados 501 infecções pelo coronavírus entre atletas. Isso corresponde a uma taxa de incidência de Covid-19 de 11.7%. Já entre os funcionários das equipes, foram confirmados 161 casos, equivalentes a uma taxa de 7,2%.

De acordo com uma publicação da revista científica The Lancet Global Health, a soroprevalência detectada entre os funcionários da saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia varia entre 9,9% e 24,4%. A Covid-19 atingiu os jogadores de futebol paulistas de forma comparável a que atingiu os médicos trabalhando em hospitais.

Os cientistas acreditam que a maioria dos casos estão associados ao contágio através de interações sociais, viagens constantes e transmissão comunitária, e não necessariamente pelas interações que acontecem dentro de uma partida.

Uma das equipes mais afetadas chegou a apresentar 36 casos confirmados, sendo 31 deles em um intervalo de apenas um mês – os dados tratados na pesquisa mantém o anonimato dos clubes.

Coordenador do estudo, o professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Bruno Gualano, contou à CNN que a incidência de casos no futebol paulista é muito superior a de outros países que divulgam seus dados. “A incidência aqui, por volta dos 12%, foi superior a do Catar, cerca de 4%, e a da Dinamarca, de 0,5%”, disse.

A Bundesliga, principal liga de futebol alemã, teve uma incidência de apenas 0,6%. Ele pontua também que a taxa superior é também explicada pela quantidade expressiva de testes realizados. A pesquisa foi realizada em parceria com o Comitê Médico da FPF, que disponibilizou a base de dados para a análise.

Porém, muitas equipes realizam os testes para Covid-19 em laboratórios independentes, o que pode levar a uma subestimação dos números reais.

O estudo conclui que os dados da temporada passada colocam um ponto de interrogação em relação a segurança da realização da temporada 2021 do futebol paulista. É ressaltado que os atletas infectados podem ser potenciais vetores da doença, e que há negligência com o rastreio de contato de pessoas infectadas para que se consiga impedir a transmissão do vírus.

“Para que a comunidade e os jogadores se protejam, somente com a criação de uma “bolha”, como a da NBA”, comenta Gualano. Os atletas do basquete americano passaram três meses isolados vivendo no complexo Walt Disney World, em Orlando, no estado da Flórida. As partidas foram realizadas no próprio complexo sem a presença de público.

A pesquisa está sob revisão de pares para ser publicada em uma revista científica. Ela foi realizada no contexto do consórcio Esporte-Covid-19, formado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, do Hospital das Clínicas, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital do Coração (HCor), Complexo Hospitalar de Niterói, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Núcleo de Alto Rendimento Esportivo.

A CNN entrou em contato com a Federação Paulista de Futebol (FPF) para comentar o estudo, mas não houve retorno até o momento.

Nesta segunda (29), o Comitê Médico da FPF sugeriu um aprimoramento do Protocolo de Saúde da competição para que os jogos sigam acontecendo. Foi sugerido que os atletas sejam mantidos em “ambientes controlados”, como a “bolha” da NBA, com testagem antes e após cada partida e rastreamento de contato de casos confirmados.

A Federação pretende apresentar a proposta ao Ministério Público Estadual e ao Governo de São Paulo em reunião ainda hoje.

Desde o último dia 22, o Paulistão foi paralisado até que se encerre a “fase emergencial”, decretada pelo governo estadual para tentar conter a nova alta de casos em São Paulo. O campeonato chegou a organizar a realização de jogos na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, para driblar a proibição de eventos esportivos, mas a estratégia foi abandonada.

*Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti

SP – FEDERAÇÃO-PAULISTA-DE-FUTEBOL-CAMPEONATO-E-TREINOS-CONTINUAM-S – GERAL – Fachada da Federação Paulista de Futebol, em São Paulo (SP). A entidade e os Clubes do Campeonato Paulista Série A1-2020 decidiram, em reunião virtual, nesta segunda-feira (4), que os treinos e a competição só voltarão quando as autoridades de saúde estadual e municipais permitirem. 16/04/2020 – Foto: ROGÉRIO GALASSE/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

– Brasil: 3650 mortes por Covid nas últimas 24 horas.

Perdemos a capacidade de nos indignarmos. Quando víamos 1000 mortos por dia na Itália, nos espantávamos. Agora, um ano depois, quando a Segunda Onda está a todo vapor, vemos 3650 falecimentos num dia no Brasil e “aceitamos”.

Meu Deus… O que fazer para mudar isso?

Lamento muito que, somente agora, algumas pessoas que negavam a gravidade da coisa e soltavam bobagens como “morre-se mais disso do que de aquilo”, tenham mudado de opinião por conta da perda de ente(s) querido(s). E são muitos os casos assim em nosso país.

O pior é que, a cada medida de restrição e pedido para se isolar (ao menos, emergencialmente), a chiadeira é grande, voltando o debate Economia vs Saúde.

É lógico que as empresas estão quebrando e o desemprego disparou. Mas, por hora, todos nós estamos perdendo (eu que o diga em minhas atividades acadêmicas e esportivas…). Porém, as finanças são recuperáveis, mas a vida perdida, não.

Aqui não discutirei com negacionista. A gravidade é séria, e as paixões políticas deturpam o debate. Vamos nos previnir.

Covid-19: Brasil tem 1.138 mortes nas últimas 24h; total ultrapassa 278 mil

– Chuva de Álcool Gel no Interior Gaúcho?

Ao UOL, um vereador do interior do Rio Grande do Sul deu “a grande ideia” para combater o Novo Coronavírus. Leia:

“Vereador de Canela (RS) sugere “pulverizar” cidade com álcool gel líquido contra covid-19: ‘Temos vários empresários que são donos de helicóptero e avião. Pulverizar porque o vírus está no ar. Talvez seja uma ideia’, disse Alberi Dias (MDB). O método sugerido não tem comprovação.”

Respeito toda e qualquer iniciativa para acabar com a pandemia. Mas… alguns exageros se tornam até folclóricos, não? A Ciência e a Prevenção estão à disposição para ajudar. E como faz com a pessoa que está infectada: sai na chuva de “álcool gel”, toma goles ou se esconde para sempre?

É lógico que se fosse fácil, tudo teria se resolvido.

Benefícios da pulverização aérea atraem investimentos - PortaldoAviador.com