– Dia Nacional do Combate ao Fumo

Quem nunca experimentou, que não experimente!

Hoje é Dia Nacional de Combate ao Fumo. Fico a vontade para falar do assunto, já que infelizmente o maldito cigarro matou meu avô Manelão.

O fumo adoenta a pessoa, incomoda e não traz nenhum benefício.

Respeito o fumante, mas detesto o ato de fumar. Se o fizer, faça sem incomodar aqueles que querem ter boa saúde.

Aliás, olha que curioso: enquanto o Governo gasta muito dinheiro em campanhas contra o cigarro, contraditória e concomitantemente discute a liberação da Maconha.

O que podemos dizer?

 

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– O incrível valor recuperado da Corrupção na Petrobrás!

Está na Folha de São Paulo desta segunda-feira: neste 4o aniversário da Operação Lava-Jato, o valor em reais recuperados da corrupção praticada na Petrobrás atingiu o valor absurdo de 14.300.000.000,00 aproximadamente.

Isso mesmo: R$ 14,3 bi voltaram aos cofres.

A pergunta inevitável é: qual o montante que foi roubado (e que nos custou e está custando muito caro)?

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– O Ministro Carlos Marun é para ser levado a sério?

Que coisa… Marun, o Ministro mais “excêntrico” do Governo Temer, teve uma mensagem de WhatsApp vazada, onde ele chama Ciro Gomes de “débil mental” e sugere uma corte republicana para fiscalizar os juízes do STF.

Quer dizer que:

  1. Por tudo o que o ex-Governador do Ceará fez, independente de você gostar ou não do seu trabalho ou criticar seu destemperamento, não dá para taxá-lo de idiota. Ao contrário, é um cara de inteligência acima da média (não estou entrando na questão política aqui – de preferência ou repulsa, apenas de intelecto).
  2. Já imaginaram uma entidade formada, por exemplo, de ex—presidentes? Carmen Lúcia, Lewandovski, Fux, Tóffolli e outros, sendo julgados por Dilma, Lula, FHC, Collor e Sarney?

Quem é o verdadeiro débil mental?…

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– Todos que governaram “revolucionaram” o país?

Um dia, FHC disse que revolucionou o Brasil com o Plano Real.

Outro dia, também Lula alardeou que revolucionou a nação com suas ações administrativas enfatizando em seu discurso dizendonunca antes nesse país.

Outrora, foi a vez da presidente Dilma Roussef, em entrevista à TV Al Jazeera (dê um Google para achar essa pérola) bater na tecla de que promoveu uma revolução social democrática em sua administração.

Por último, Michel Temer diz que mudou os rumos do país ao assumir a Presidência, revolucionando os caminhos da crise em rumo do crescimento econômico e da geração de emprego.

Ok, todos fizeram algumas coisas, acertando e errando. Mas com esses 4 últimos “revolucionários”, o Brasil continua igual em péssimos índices sociais e de corrupção.

Gozado, onde está essa revolução de fato?

Se tudo o que se propagandeia é verdade, seriamos o Canadá, a Noruega, o Japão…

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– A Mega-Sena de números esquisitos.

Quer dizer que ninguém da Região Sudeste (que é a de maior contingente populacional do país) acertou as dezenas sorteadas do último concurso da Mega-Sena?

Quer dizer também que foram de diversos e distantes pontos do país os 4 ganhadores?

Quer dizer, ainda, que alguém conseguiu acertar números sequencias: 50, 51, 56, 57, 58 e 59?

Quer dizer, enfim, que são essas coisas que nos faz desconfiar de possíveis engodos e lavagens de dinheiro nas Loterias?

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– Os Motivos para a Baixa Popularidade de Temer

Na Folha de São Paulo, há 1 semana, saiu uma pesquisa sobre o que faz aumentar tanto a impopularidade do Presidente da República, Michel Temer. E os motivos citados são:

  1. Maus resultados na Economia: 51%
  2. Não aprovam seu desempenho de uma forma geral: 21%
  3. Corrupção dele / seus pares: 15%
  4. Falta de investimento na Educação: 9%
  5. Greve dos Caminhoneiros: 4%

Não dá para deixar de questionar: quer dizer que não são tão relevantes a questão da HONESTIDADE e da EDUCAÇÃO? Pela pesquisa, percebe-se que a cultura do “rouba mas faz” ainda existe. Afinal, se a Economia estivesse boa, a corrupção parece que seria apenas um detalhe para muitos brasileiros.

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– E se você fosse Presidente da República por 1 dia?

Michel Temer está viajando em um encontro da cúpula do Mercosul. Como ele é o vice que assumiu a presidência, seus substitutos em caso de ausência são Eunício Oliveira e Rodrigo Maia (presidentes do Senado e Câmara). Só que eles também estão viajando.

Dessa forma, a Presidente da República, por alguns dias, será Carmem Lúcia, a Chefe do Judiciário.

Pense: e se você fosse o presidente por alguns dias, o que faria nesse curto prazo?

Sinceramente, acho que só dá tempo para esquentar a cadeira…

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– Petrobrás e a busca incessante de lucro.

Sabia que 80% de todos os derivados de Petróleo (Gasolina e Diesel, por exemplo) que consumimos é produzido em nosso próprio país?

E que o preço se baseia em dólar, como se tudo fosse importado do Oriente Médio (e não apenas os 20% que realmente é)?

Entenda: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/02/baixar-preco-gasolina-diesel-petrobras.htm

GASOLINA CUSTARIA CUSTARIA MENOS SE PETROBRAS COBRASSE VALOR PELO PETRÓLEO NACIONAL

Cerca de 80% do combustível consumido no Brasil é feito com petróleo nacional, enquanto só 20% são importados. Mas por que, então, os preços no país dispararam com a alta no mercado internacional, como se todo nosso petróleo fosse importado?

Se a Petrobras considerasse apenas os custos nacionais de produção, poderia vender gasolina e diesel por um preço bem abaixo do atual, segundo analistas. Ainda assim, a empresa conseguiria lucrar e não teria risco de quebrar.

No entanto, reduzir os preços dos combustíveis para todos os brasileiros – e não apenas para os caminhoneiros – dependeria basicamente de uma decisão de Estado, com a Petrobras assumindo efetivamente o papel de companhia estatal, com gestão eficiente e transparente. Trata-se de uma mudança radical em relação ao modelo econômico neoliberal vigente na empresa hoje.

Petrobras usa o valor do petróleo internacional

O custo da produção nacional é estimado em US$ 30 a US$ 40 o barril, mas a empresa usa como referência o petróleo internacional, que está custando cerca de US$ 80 por barril. Com isso, busca ter o maior lucro possível e agradar aos investidores privados, visto que é uma companhia de capital aberto, e não 100% estatal.

A saída para a Petrobras vender combustível mais barato, dizem os analistas, também inclui um uso maior de suas refinarias, que hoje operam com dois terços de sua capacidade. Embora o país seja autossuficiente em petróleo, quase 20% dos combustíveis consumidos no país são importados. Desta forma, as decisões da Petrobras seriam orientadas em nome do interesse coletivo, e não apenas baseadas em critérios econômico-financeiros. Mesmo atuando desta forma, a empresa conseguiria se sustentar no azul, se algumas regras fossem seguidas.

Veja a seguir as explicações dos especialistas que defendem um formato alternativo de gestão da estatal para minimizar os impactos da alta do petróleo sobre a população.

Petrobras atende a três grupos em conflito

Antes de iniciar a discussão sobre qual poderia ser o modelo de gestão da Petrobras, é preciso conhecer e compreender os interesses dos grupos que são diretamente afetados pelas decisões tomadas pela companhia.

– Acionistas

A Petrobras possui mais de 600 mil acionistas, entre pessoas físicas, grandes investidores estrangeiros e fundos de investimentos. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e na Bolsa de Nova York (NYSE) sob a forma de ADRs (recibos de ações).

O governo federal é o controlador da companhia, detentor de 63,5% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e de 23,3% das ações preferenciais (PN, sem direito a voto).

“O acionista está interessado simplesmente no lucro. Ele quer que a empresa produza pelo menor custo possível para gerar o maior lucro possível”, afirma o professor Ildo Sauer, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) e ex-diretor da Área de Gás e Energia da Petrobras.

– Consumidores de combustível

Donos de automóveis, motos, caminhões e as frotas públicas e privadas de ônibus e carretas são os principais consumidores de combustíveis da Petrobras e foram atingidos em cheio pela política de paridade internacional dos preços, adotada pela companhia em outubro de 2016.

A partir de julho de 2017, os ajustes nos preços da gasolina e do diesel passaram a ser diários, provocando impacto ainda maiores sobre os consumidores.

“A decisão da Petrobras de praticar a paridade internacional desencadeou uma série de efeitos sobre a economia brasileira, afetando diretamente os consumidores e também setores da indústria que utilizam os derivados de petróleo para produzir”afirma Cloviomar Cararine, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e assessor técnico da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

– População em geral

Mesmo aquelas pessoas que não possuem automóvel são afetadas pela política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. As oscilações nos preços dos combustíveis afetam a passagem de ônibus, o frete do transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço final dos produtos e o poder de compra do trabalhador.

“No cerne desse conflito está a disputa sobre quais grupos ganham e quais perdem com a atual política de preços da Petrobras. Ao que tudo indica, a população acaba, literalmente, pagando a conta, já que os custos de produção acabam repassados ao preço final, com maior impacto sobre as camadas médias e mais pobres da sociedade”, diz Cararine.

Como conciliar interesses tão diferentes?

Os especialistas afirmam que a administração da Petrobras nunca conseguirá atender plenamente aos interesses dos grupos afetados pela companhia. “O acionista sempre vai querer maximizar o lucro e o consumidor sempre vai querer o menor preço de combustível. A saída é buscar uma conciliação civilizada, que beneficie a população em geral”, diz Ildo Sauer.

“O petróleo não pertence à Petrobras. Ele pertence à União e, portanto, ao povo. A prioridade no uso do petróleo e das riquezas geradas por ele deve ser dada aos mais fracos. Deve ser pensado um plano estrutural para a Petrobras com foco em justiça social”, afirma o professor do IEE/USP.

Cloviomar Cararine, autor da Nota Técnica do Dieese “A escalada do preço dos combustíveis e as recentes escolhas da política do setor de petróleo” defende que a atuação da Petrobras seja voltada ao interesse coletivo, em vez de favorecer “os investidores estrangeiros e especuladores, que ganham com a livre flutuação de preços”. No documento, o técnico do Dieese e da FUP diz que é possível gerir empresas estatais de forma eficiente, sob a perspectiva do interesse público. “As empresas estatais diferem das privadas à medida que, pela natureza, deveriam tomar decisões orientadas pelo interesse coletivo e não apenas por critérios econômico financeiros.”

Conforme o estudo, experiências em países desenvolvidos mostram a viabilidade de diferentes tipos de gestão no setor público, com controle social, que possibilitam reduzir problemas relacionados à corrupção e à apropriação indevida das estatais por interesses privados.

Petrobras não deve se guiar por preços internacionais

Cloviomar Cararine defende que a Petrobras deveria desistir da política de paridade internacional nos preços dos combustíveis. Ele afirma que o país se tornou mais vulnerável aos choques dos preços do petróleo no mercado externo e às oscilações do câmbio, uma vez que o barril é cotado em dólar. Além disso, a paridade de preços estimulou a entrada de importadores de combustíveis no mercado nacional. O Brasil passou a comprar mais combustíveis no exterior em vez de produzir internamente.

As refinarias da Petrobras possuem capacidade de refinar 2,4 milhões de barris/dia, mas estão utilizando apenas 68% da capacidade. “A paridade favorece os importadores. Na prática, você está deixando de usar as refinarias aqui para gerar empregos no exterior”, declarou o professor Ildo Sauer, do IEE/USP.

Preço deve ser baseado nos custos de extração e refino

Se o Brasil tem grandes reservas e consegue, hoje, extrair maior quantidade de barris do que o total do consumo nacional, por que o petróleo tem que ser vendido a um preço tão mais alto do que o custo de produção?”, questiona o técnico do Dieese.

Segundo ele, a Petrobras deveria levar em consideração outros fatores para definir os preços dos combustíveis, como o volume de extração de petróleo no Brasil, a capacidade de refino no país e, especialmente, os custos dessas duas atividades. Dessa forma, o preço do combustível ao consumidor seria determinado principalmente pelo custo de produção da Petrobras mais uma margem de lucro. Apenas uma pequena parte do preço teria sua composição baseada no valor internacional, correspondente à parcela de óleo importado.

Dados disponíveis no balanço anual da Petrobras mostram que o custo médio de extração de petróleo da empresa foi de US$ 20,48 (R$ 65,20) por barril em 2017. Esse valor já inclui a chamada participação governamental (royalties e participação especial) sobre a exploração de petróleo, mas não inclui outros impostos. Já o preço médio de venda do óleo bruto às refinarias praticado pela estatal no ano passado foi de US$ 50,48 (R$ 161,03) por barril. E o custo médio de refino (transformação de petróleo em combustíveis e outros derivados) foi de US$ 2,90 (R$ 9,26) por barril.

Vale lembrar que o petróleo registrou forte valorização no início deste ano, alcançando a casa dos US$ 80 por barril. Em função da sua política de paridade, a Petrobras reajustou os preços da gasolina e do diesel em mais de 50% neste ano. Petrobras poderia vender barril por US$ 40 em vez de US$ 80.

Cararine, do Dieese, afirma que é difícil estimar qual seria o preço de equilíbrio que permitiria à Petrobras vender petróleo às refinarias e continuar lucrativa. “Trata-se de um campo nebuloso. É um segredo da companhia. Mas é um número importante para o governo, tendo em vista que o setor é estratégico para o país, com grande impacto sobre a economia.”

O professor Ildo Sauer, do IEE/USP, arriscou um palpite. Ele estimou um preço de equilíbrio entre US$ 30 e US$ 40 por barril. “Esse seria o valor que permitiria a companhia pagar seus custos de produção, os impostos e ainda obter uma margem de lucro satisfatória para os acionistas e para manter a empresa saudável.”

Embora o provável preço de equilíbrio (US$ 40) seja metade do valor do barril no mercado (US$ 80), os especialistas explicam que não é possível afirmar que os preços da gasolina e do diesel  cairiam pela metade para o consumidor final porque há outras variáveis que interferem na conta, como impostos e royalties. Mas certamente os preços seriam menores que os atuais.

Autossuficiência em petróleo precisa ser aproveitada

O Brasil produziu 2,6 milhões de barris de petróleo por dia no mês de abril, volume mais do que suficiente para atender o consumo doméstico de derivados, que foi de 2,2 milhões de barris por dia. No entanto, as refinarias brasileiras processaram apenas 1,6 milhão de barris por dia no período.

“Mesmo produzindo 400 mil barris de petróleo a mais do que o necessário para atender o consumo nacional, o país importou cerca de 600 mil barris de derivados por dia. Isso aconteceu porque a Petrobras aumentou a exportação de petróleo cru e, ao mesmo tempo, reduziu a utilização de suas refinarias. Além disso, parte da produção de derivados foi direcionada para o mercado externo”, afirma Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Importação de petróleo e derivados deve ser mínima

O especialista do Dieese explicou que, para que o preço do combustível baixe para o consumidor, é importante que a importação de petróleo e derivados seja reduzida ao mínimo necessário.

Mesmo sendo autossuficiente, a Petrobras ainda necessita importar óleo leve para misturar ao óleo pesado produzido no país para obter melhores resultados no processo de refino. A tendência é que as importações de óleo leve diminuam conforme a produção do pré-sal aumentar, uma vez que o óleo proveniente dessa área é de melhor qualidade.

Se o preço interno for reduzido, mas a importação de óleo e derivados continuar elevada, vamos repetir erros do passado, quando a Petrobras tinha prejuízo porque comprava combustível a preço de mercado e revendia a um valor mais baixo aqui“,
diz Cararine.

Lucro viria principalmente da exportação

A produção de petróleo no Brasil hoje, de 2,6 milhões de barris por dia é apenas ligeiramente maior que o consumo nacional de combustíveis e derivados, equivalente a 2,4 milhões de barris por dia.

Com o crescimento da exploração das reservas gigantes do pré-sal da Bacia de Santos, a produção nacional deverá alcançar 4 milhões de barris por dia até 2020.

“Mesmo que o país volte a crescer em ritmo acelerado nos próximos anos, a demanda nacional não deve superar 3 milhões de barris por dia. Ou seja, teremos um excedente de 1 milhão de barris por dia”, afirma Cararine.

Segundo o especialista, a Petrobras seguiria a lógica das grandes estatais de petróleo do Oriente Médio, que obtêm a maior parte do seu lucro com as exportações. “Esse excedente do pré-sal poderá ser vendido pela Petrobras no exterior a preço de mercado, gerando lucro para a companhia. Internamente, o preço do combustível não precisará ser subsidiado pela empresa, nem pelo governo. Ele será baseado no custo de produção e refino, mais uma margem de lucro que garanta a saúde financeira da empresa e não onere demais o consumidor.”

Acionistas questionariam qualquer perda

Uma eventual mudança no modelo de gestão da Petrobras certamente não agradaria a todos os grupos que são afetados diretamente pela companhia. O principal questionamento partiria dos acionistas, que veriam a margem de lucro diminuir.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, defende que o petróleo é uma commodity, ou seja, uma matéria-prima básica com preço definido internacionalmente. Dessa forma, a Petrobras deve definir sua política de preços com base na cotação de mercado.

“A Petrobras é uma companhia de capital aberto, com ações listadas em Bolsa no Brasil e no exterior. Portanto, ela tem que seguir a lógica empresarial. Se o governo mandar a empresa vender combustível mais barato aqui, ela vai ter prejuízo. O certo seria ela exportar o petróleo, aproveitando o preço maior lá fora”, afirma Pires.

Agora, se a Petrobras fosse 100% estatal, como a PDVSA (estatal de petróleo da Venezuela), o governo poderia fazer o que bem entendesse“, diz o diretor do CBIE. 

Para ele, qualquer proposta do governo que cause mudanças na política de preços da Petrobras representaria a volta da interferência política na gestão da estatal, o que geraria reações negativas entre os acionistas.

“Não podemos esquecer que a Petrobras foi processada por investidores nos Estados Unidos por causa dos prejuízos provocados pela má gestão durante o governo de Dilma Rousseff e pela corrupção descoberta na Operação Lava-Jato”diz Pires.

Corte de impostos sobre o diesel pune população

Os especialistas alertam que a decisão tomada pelo governo, de reduzir a carga de impostos sobre o diesel para conceder desconto aos caminhoneiros, provocará impactos sobre o restante da população.

“A população vai sair perdendo. O corte nos impostos sobre o diesel terá um impacto de R$ 13,5 bilhões na arrecadação deste ano. Para fechar a conta, o governo terá necessariamente que aumentar outros impostos ou reduzir o gasto em áreas como educação e saúde”, afirma o professor Jaci Leite, coordenador do curso de Negociação da FGV Educação Executiva.

“Uma eventual redução dos preços dos combustíveis via diminuição de impostos implica, necessariamente, renúncia fiscal. Se não houver uma mudança na política do setor de petróleo no Brasil que transforme, de forma mais estrutural, a dinâmica de preços, os cortes na Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), no PIS/Cofins ou no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) resultarão em medidas paliativas. É um custo que novamente será pago pela população”, declarou Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Petrobras diz que política de preços será mantida

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, declarou várias vezes ao longo da última semana que a política de preços da companhia será mantida. Segundo ele, independentemente da periodicidade de reajustes que será adotada após a decisão do governo de reduzir o preço do diesel, a empresa continuará tendo liberdade de aplicar os aumentos em função das variações de preço do mercado de petróleo.

– E a Greve continua… agora teremos petroleiros parados na véspera do feriado?

Nem acabou a greve dos caminhoneiros, que estão protestando contra a alta dos preços dos combustíveis e que como consequência há a não distribuição de gasolina, etanol e diesel, já vemos uma outra forma de paralisação: a greve dos petroleiros, marcada para dia 30, véspera do feriado de Corpus Christi, planejada para 72 horas.

Dessa forma, pense no cenário caótico: se os caminhoneiros voltarem da greve depois de amanhã, não haverá como entregar os estoques.

Apesar de tudo isso, assisto na TV o presidente Temer preocupado com as entregas de combustíveis para o Porto de Santos. Normal, se as denúncias mais fortes de corrupção do seu Governo não viessem de lá…

Êta Brasil. O jeito é pedir o econômico carro da família Flinstones emprestado.

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– A Greve dos Caminhoneiros: motivo justo, operação injusta!

Eu sofro na pele com o aumento do preço do Óleo Diesel, devido ao meu ramo de atividade. É assustador que o produto tenha atingido quase 60% em 10 meses, sendo que aumentou muito nos últimos dias – e com reajustes diários sucessivos.

Aliás, não há brasileiro lúcido que discorde que os caminhoneiros – cujo combustível dos seus veículos é o Diesel – estão fazendo legítimos protestos. A causa é justa (incluindo-se a Gasolina e o Etanol)Mas fica a questão: parar as estradas é o correto?

risco REAL de desabastecimento, não só de combustíveis, mas de outros produtos que dependem de transporte.

Que se pense razoavelmente em outra forma de se protestar…

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– Proteção demais atrapalha!

Anos atrás, os vencedores do Prêmio Nobel de Economia refutaram o assistencialismo aos desempregados e carentes. A idéia de capacitação e sustento próprio premiou seus idealizadores.

Num país como o Brasil, cheio de bolsa-isso e bolsa-aquilo, seria um grande pecado… Mas vale a leitura desse texto:

Extraído de Revista Época, ed 648, pg 18, Coluna Primeiro Plano

PROTEÇÃO DEMAIS ATRAPALHA

Nem sempre quem procura emprego acha – mesmo que existam vagas disponíveis por aí. Esse raciocínio simples para qualquer cidadão que tenha se angustiado com o mercado de trabalho alguma vez na vida rendeu o Prêmio Nobel de Economia aos americanos Peter Diamond e Dale Mortensen e ao cipriota radicado em Londres Christopher Pissarides. O grande avanço dos três foi criar um modelo científico que explica esse desequilíbrio, chamado de “fricção” na lei da oferta e da procura.

Até a década de 1970, os analistas usavam apenas a relação entre oferta e procura para explicar o funcionamento dos mercados. Era simples: se havia 500 vagas de emprego e 500 pessoas desempregadas, uniam-se os dois polos e… problema resolvido. Então, por que não dava certo? Pelo mesmo motivo que juntar 15 homens e 15 mulheres numa sala, todos solteiros, não significa que se formarão 15 casais. Há variáveis como a opção sexual, a atração por um tipo físico, os interesses em comum. O mesmo desencontro entre a oferta e a procura acontece no mercado imobiliário e nas compras em geral. Mas o local onde a teoria dos três mais avançou foi o mercado de trabalho.

O ponto mais importante das teses – e que virou uma espécie de campo de estudos – é a Teoria da Busca. Ela analisa os custos (de dinheiro, tempo, energia) envolvidos na procura do empregado certo ou da vaga mais atraente. “Assim como você não compra o primeiro carro que vê, não deve aceitar a primeira oferta de emprego”, diz Aloisio Araújo, professor de pós-graduação da Fundação Getulio Vargas. “É bom para você e para a economia que haja procura, para haver um encaixe melhor entre suas habilidades e as necessidades do mercado.”

Da Teoria da Busca surgiram as primeiras conclusões interessantes, que se desviam do senso comum. Uma delas mostra que benefícios sociais como o seguro-desemprego, embora ajudem o cidadão que recebe a pensão, têm um efeito secundário perverso. Ao dar ao desempregado um salário, o benefício diminui os custos da procura. Com o estipêndio garantido, a pessoa pode prolongar demais a busca da “vaga ideal”. E, ao esperar demais, ela acaba com grandes chances de ficar defasada tecnicamente.

Um raciocínio similar vale para a legislação que protege demais o trabalhador, comum na Europa… e no Brasil. O sistema de proteção – com multas para quem demite, impostos para criar uma rede de segurança, encargos extras para o patrão – dificulta a demissão. Mas, por isso mesmo, freia as contratações: as empresas pensam duas, três, cinco vezes antes de se comprometer com tamanho custo. Como resultado, a rotatividade do mercado de trabalho cai, e quem está desempregado tende a demorar mais para conseguir vaga.

Esse é um dos temas mais polêmicos nos debates de políticas públicas em todo o mundo. O Nobel dá um pouco mais de força à visão liberal. E pode também garantir um emprego para Diamond. Ele havia sido indicado para conselheiro do Fed, o banco central dos Estados Unidos, e o Senado havia expressado reservas a sua “pouca experiência técnica”. Com o prêmio, sua aceitação ficou mais provável.

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– Então está tudo bem no Brasil? Inflação baixa + Desemprego em alta = ???

Anunciou-se que a inflação do último mês estava abaixo da meta e festejou-se isso como sinal positivo para a Economia.

Ora bolas, mas a custo de recessão? Isso não é motivo para comemoração, é um índice ilusório.

Reflita: hoje temos Inflação baixa, mas com 14 milhões de desempregados, a Saúde está aos frangalhos, a Educação é horrível e os preços no supermercado em alta. Mesmo assim, “caiu a inflação”.

E o Temer quer que fiquemos felizes?

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– Os Preços da Gasolina e do Diesel subiram 40% em 10 meses. Viva o Petrolão!

De Julho / 2017 até Maio /2018 (os últimos 10 meses), os combustíveis da BR Distribuidora subiram (sente-se na cadeira) 40%.

É mole?

Caso você não tenha reparado, o preço dos derivados de Petróleo explodiu nas últimas duas semanas. Os altos valores cobrados pela Petrobrás na Gasolina e no Diesel aumentaram em 56% o lucro da empresa.

Seria o “custo-Petrolão”?

Abaixo,

Extraído de: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/08/lucro-petrobras-primeiro-trimestre.htm

LUCRO DA PETROBRAS SOBE 56% EM UM ANO, A R$ 6,96 BI NO 1º TRIMESTRE

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 6,961 bilhões no primeiro trimestre, alta de 56,43% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta terça-feira (8). Foi o melhor resultado trimestral desde os três primeiros meses de 2013, quando a petroleira lucrou R$ 7,69 bilhões. No trimestre anterior, a Petrobras havia perdido R$ 5,477 bilhões.

O lucro de juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 25,67 bilhões, maior que os R$ 25,25 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2017.

Alta no preço do petróleo 

Segundo a empresa, os resultados refletem o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, que levou a maiores margens nas exportações de petróleo da Petrobras.

A cotação passou de US$ 53,8 na média do primeiro trimestre de 2017 para US$ 66,8 no primeiro trimestre deste ano.

Reajustes da gasolina contribuíram

Também contribuíram para o lucro no início do ano os ganhos maiores com a venda de derivados, como combustíveis, apesar da redução nas vendas da gasolina no país. Devido à nova política de preços, adotada em julho de 2017, a Petrobras faz reajustes mais frequentes nos preços dos combustíveis nas refinarias, inclusive diariamente.

No período entre a adoção da nova metodologia e o fim do primeiro trimestre, os preços da gasolina e do diesel nas refinarias subiram quase 30%. E os preços continuaram subindo. De julho até esta terça-feira, o aumento foi de cerca de 40%.

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– Petrobrás há 3 anos perdoava PDVSA

Esse texto foi há 3 anos, mas nem nos escandalizados mais…

Veja:

Dias atrás falamos da crise da Petrobrás provocada pela suspeitíssima negociação da refinaria de Pasadena (vide em: http://is.gd/oLdl9w). Agora, outro escândalo financeiro: o perdão ao calote da venezuelana PDVSA na parceira para a construção da refinaria de Abreu Lima (PE). Desde o projeto inicial de R$ 2,5 bilhões até os investimentos em acordo (total de R$ 20 bilhões), nada foi pago.

O acordo foi assinado entre os ex-presidentes Lula e Hugo Cháves, mas Dilma não fez questão de cobrar e a Petrobrás perdoou…

Caramba, e ninguém se incomoda com isso?

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– A Milonga do Preço dos Combustíveis

Dias atrás o Jornal Nacional trouxe a informação oficial da Petrobrás, dizendo que ela aumentou muito pouco os seus preços e que, os responsáveis pelas altas, são os donos dos postos!

Ora, isso é para chamar o consumidor de bobo. Além dos aumentos de curta periodicidade e constantes (a BR subiu por 14 semanas consecutivas os preços dos combustíveis), o Governo aumentou os impostos sobre os produtos.

Se os postos recebessem a Gasolina a R$ 1,51 (como a Petrobrás diz vender), e não próximo de R$ 3,80 (que é o preço que os donos de postos pagam), certamente seria ótimo para todos (donos de postos e consumidores).

REFORÇO: ela diz vender a R$ 1,51, mas com a ridícula carga de impostos, os donos dos postos pagam quase R$ 2,30 para o Governo além dos demais custos!

De fato, falar a verdade não é a do Governo Temer, o mesmo que tem como pares Gedell, Jucá, Calheiro, Sarney e outros integrantes do PMDB, com simpatizantes do PSDB e eleito em parceria com o PT.

Extraído de: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/02/petrobras-divulga-quanto-cobra-pela-gasolina-e-pelo-diesel-nas-refinarias.html

PETROBRÁS DIVULGA QUANTO COBRA PELO PREÇO DA GASOLINA E DO DIESEL

A Petrobrás passou a divulgar o valor em reais da gasolina e do diesel nas refinarias. A ideia é deixar claro para o consumidor como é formado o preço cobrado nas bombas.

O valor que a Petrobras cobra na porta da refinaria agora está no site da empresa. Nesta segunda-feira (19), por exemplo, está escrito que, com o reajuste que entrará em vigor na terça-feira (20), o preço médio do litro da gasolina, sem tributos, comercializado pela Petrobras será de R$ 1,51 e o do litro do diesel será de R$ 1,73.

Mas daí até chegar aos postos, quanta diferença.

Com a divulgação do valor cobrado pelos combustíveis nas refinarias, a Petrobras quer mostrar qual é a parte dela no aumento dos preços. De acordo com a empresa, de outubro para cá, por exemplo, o preço da gasolina nas refinarias subiu R$ 0,09. Enquanto isso, nesse mesmo período, o preço da gasolina nos postos, para os motoristas subiu R$ 0,54, ou seja, seis vezes mais.

O consumidor tem razão. De todos os itens que compõem o preço da gasolina, os impostos têm o maior peso no valor final.

Os impostos estaduais e federais representam em média 45% do preço da gasolina na bomba.

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