– Não se acha um político honesto sequer no cenário nacional?

Olha, está difícil achar gente honesta no jogo político brasileiro. Se não bastassem os escândalos de Lula e seus pares ou as palhaçadas judiciárias promovendo Queiroz e Flávio Bolsonário, até mesmo quem se acreditava ser renovação (e um nome a apostar) decepciona.

Falo da jovem e corajosa deputada federal Tabata Amaral, do PDT, que empregou seu namorado por 50 dias e pagou mais de R$ 23.000,00 do Fundo Partidário por “assessoria”.

Se é legal ou não, passa a ser algo a discutir. Mas que indiscutivelmente isso é imoral, ô se é.

Uma pena. O trabalho dela tanto na ONG que milita quanto no Congresso estava sendo louvável.

Extraído de: https://exame.abril.com.br/brasil/tabata-amaral-pagou-r-23-mil-ao-namorado-por-50-dias-de-trabalho/

TABATA AMARAL PAGA NAMORADO COM FUNDO PARTIDÁRIO

São Paulo – Em sua campanha em 2018, a agora deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) empregou o colombiano Daniel Alejandro Martínez por 50 dias e pagou 23.050 de reais pela prestação de serviços de análise estratégica. Até aí, tudo bem. A questão, no entanto, é que Martínez é o namorado de Tabata desde 2016. As informações do pagamento estão na prestação de contas da deputada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Questionada por EXAME sobre quais serviços foram prestados por Martínez, Tabata Amaral não quis conceder entrevista. E, apesar de ser uma das principais expoentes da nova política, a resposta de sua assessoria de imprensa não foi muito diferente das enviadas pelas equipes de caciques partidários.

“A campanha de Tabata Amaral cumpriu as leis eleitorais na contratação de seus serviços e pessoas. Todas as informações são públicas e estão no portal do TSE. A deputada não vai comentar o assunto”, afirmou, por e-mail, a equipe de comunicação da deputada. EXAME procurou Martínez pelas redes sociais, mas não obteve retorno.

Empregar o namorado durante a campanha não pode ser considerado ilegal, uma vez que, à época, a hoje parlamentar não havia assumido o cargo público.

“Não existe, na teoria, impedimento. Mas como o financiamento é público, com parte do financiamento de campanha vindo de fundo partidário, ela estaria empregando o namorado com dinheiro público”, afirma Bruno Perman, advogado especializado em direito eleitoral da Perman Advogados.

Durante a eleição, Tabata recebeu cerca de 1,3 milhão de reais. O maior doador foi a direção nacional do PDT, que repassou 100 mil reais para a agora deputada. E, segundo a prestação de contas da campanha ao TSE, Martínez recebeu o quarto maior pagamento da campanha dado a pessoas físicas.

Apesar de questionável, a contratação não fere a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que trata dos casos de nepotismo. Segundo a ementa de um julgamento sobre o tema realizado em maio de 2018, a primeira turma do STF “tem afastado a aplicação da Súmula Vinculante a cargos públicos de natureza política, ressalvados os casos de inequívoca falta de razoabilidade, por manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral.”

Formado em ciências e filosofia com bolsa integral pela Universidade Harvard, Martínez conquistou diversos prêmios durante a sua graduação. É bolsista do programa “Michael C. Rockefeller Fellowship”, um dos mais disputados da universidade americana e, atualmente, está estudando questões ecológicas e econômicas da Amazônia.

Perseguição partidária

Nos últimos dias, a deputada foi afastada do PDT por até 60 dias por seu voto a favor da reforma da Previdência, contrariando o “fechamento de questão” do partido. Devido à sua posição contrária, sofreu diversos ataques da direção e simpatizantes do partido, especialmente do ex-candidato à presidência Ciro Gomes. Em entrevistas, o ex-governador e ex-ministro afirmou que Tabata fazia “dupla militância” e que “ela deveria ter a dignidade de sair do partido”.

EXAME apurou que o clima para a deputada dentro do PDT está longe de ser positivo. A coluna Radar, da revista Veja, afirmou que o presidente do partido, Carlos Lupi, “quer ver a deputada sangrar”. A expulsão, no entanto, está fora de cogitação para o partido não perder o direito de exigir o mandato dela na Justiça Eleitoral.

De fato, Tabata está sendo mais pressionada do que os outros deputados que contrariaram a posição do partido. Da bancada de 27 congressistas, além dela, sete votaram a favor da reforma. As críticas, no entanto, estão sendo direcionadas mais para Tabata.

O deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) foi um desses congressistas. Ele, no entanto, afirmou que não tem sofrido pressão do partido, apesar de também ter sido afastado. O congressista defende o voto, diz que a sua base eleitoral aprovou a sua posição e não pretende mudar a escolha no segundo turno da votação da reforma da Previdência, que deve ocorrer em agosto.

“Acho que o PDT tem a sua razão, mas acredito que o próprio partido e a bancada obtiveram sucesso nas mudanças. Quem está pagando um preço alto é a Tabata por tudo o que ela representa da renovação política”, diz Gonzaga.

Procurado por EXAME, o presidente do PDT afirmou, por mensagem, que não existe uma perseguição contra a deputada Tabata Amaral.

“Todos estão sendo tratados igualmente e nunca citamos ninguém individualmente. Quem o faz é a mídia em geral. Este assunto está na comissão de ética e temos que aguardar o seu parecer”, afirmou Lupi.

Tabata Amaral

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– Todos que governaram “revolucionaram” o país?

Um dia, FHC disse que revolucionou o Brasil com o Plano Real.

Outro dia, também Lula alardeou que revolucionou a nação com suas ações administrativas enfatizando em seu discurso dizendonunca antes nesse país.

Outrora, foi a vez da presidente Dilma Roussef, em entrevista à TV Al Jazeera (dê um Google para achar essa pérola) bater na tecla de que promoveu uma revolução social democrática em sua administração.

Por último, Michel Temer diz que mudou os rumos do país ao assumir a Presidência, revolucionando os caminhos da crise em rumo do crescimento econômico e da geração de emprego.

Ok, todos fizeram algumas coisas, acertando e errando. Mas com esses 4 últimos “revolucionários”, o Brasil continua igual em péssimos índices sociais e de corrupção.

Gozado, onde está essa revolução de fato? Será que ela virá DE VERDADE com Bolsonaro, ou teremos mais do mesmo? Afinal, esperar até 2022 para que um novo comandante tente de novo, vai ser dose. Mas confesso ter receio na competência de Jair, respeitosamente falando.

Se tudo o que se propagandeia é verdade, seriamos o Canadá, a Noruega, o Japão…

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– Mundo ensandecido, parte 4: Para ser justo, depende da Religião?

A religião deve determinar se o cara pode ser juiz do Supremo Tribunal Federal?

Bolsonaro quer dizer “o quê” quando fala sobre indicar ao STF um Ministro “extremamente evangélico”? Não tem que ser assim; nem extremamente católico, nem radicalmente ateu, muito menos fanaticamente agnóstico, tampouco judeu ou muçulmano.

Não importa a religião ou não: tem que ser simplesmente um Ministro justo e sensato, na medida certa!

Tempos difíceis de coerência social… é tão difícil ser razoável em questões da sociedade?

– Pra quê, Ministro?

Disse ontem nosso Ministro da Educação Abraham Weintraub, via twitter:

“No passado, o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”

Pra quê?

Criar polêmica desnecessária com o Brasil já estando dividido, é totalmente imprudente!

Ô país que – dos dois lados radicais – ainda está em campanha por um 3o turno que não existe. É hora de somar a nação, juntar as inteligências independente de ideologia, ser patriota de verdade, e não fazer piadinha que leva os adversários políticos a uma maior cizânia.

Nosso Brasil pode ter discordância política, pois vivemos numa democracia mas sempre respeitosa e com críticas construtivasO que não pode é fanatismo cego nem  autoridade fazendo brincadeira de estudante colegial sem qualquer tipo de sensibilidade.

(A referência foi feita por conta da prisão de um militar no avião da FAB, discutimos ela aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/06/27/quem-e-o-militar-com-cocaina-no-aviao-da-fab/)

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– Quem é o militar com Cocaína no Avião da FAB

Causou espanto a prisão de um militar com 39 kg de cocaína no avião reserva da comitiva que levava o presidente Jair Bolsonaro à reunião de cúpula do G20 no Japão. Quando fizeram escala em Sevilha, descobriu-se na maleta dele 37 embalagens com pouco mais de 1kg do entorpecente.

O vice-presidente Hamilton Mourão classificou muito bem o caso: chamou o militar como uma mula bem qualificada (mula é o sujeito que transporta drogas a troco de dinheiro, não é o traficante propriamente dito – e sendo das Forças Armadas, a mula seria dificilmente reconhecida). Disse ainda que “o flagelo das drogas é um grande mal e que nem as Forças Armadas estão imunes a ele” – no que tem razão! As drogas (tráfico e uso) estão acabando com nossa sociedade.

Outro problema é que estão querendo politizar a coisa. Esse militar (o 2o Sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues) já viajou com o staff presidencial 29 vezes, com Dilma, Temer e o próprio Bolsonaro, dentro e fora do país.

No Portal da Transparência do Governo, conta que o sargento Manoel (classificado pela FAB como Comissário de Bordo na missão) recebe R$ 7.298,00. A Folha de São Paulo revelou que atualmente ele passava por dificuldades financeiras e estava com despesas do condomínio em atraso.

Todo mundo pode fraquejar, variando a intensidade, resistência e resiliência de pessoa para pessoa. Uns aceitam delitos, outros se deprimem, outros desistem e se suicidam. Há aqueles que se apegam à fé. Por fim: há os que ficam sem orientação alguma. É claro que, por ter formação militar, será cobrado bastante – mas isso não o faz um “super-homem”.

A reflexão dessa falta grave que quero fazer é a mesma do general Mourão: que maldito flagelo é esse das drogas!

Imagine como as autoridades devem estar irritadas… esse sargento vai sofrer bastante até delatar quem era o traficante a quem estava prestando o serviço. Mas vai contar? E o medo de represália contra a família dele?

Que sinuca de bico, amigos… eu não queria estar na pele deste militar.

– O Ministro da Justiça no Senado.

Já passaram alguns dias das primeiras revelações do “The Interceptor Brasil”, e sem o calor e frescor do acontecido, já dá para entender melhor o ocorrido, não?

Hoje, pelo que se lê e se concatena, se vê a preocupação em si de não permitir que um crime (ou crimes) seja(m) impune(s). Para mim, tanto Dallagnol quanto Moro poderiam ter evitado o diálogo, mas nele não se vê nada demais ou coisa que possa anular um julgamento. Ao ler em ordem cronológica o ocorrido (por quê o Interceptor divulgou coisas soltas, sem a sequência pela ordem?) e o teor, não dá para transformar Lula em um “injusto condenado”. Afinal, os delitos foram cometidos e não existe nesse todo nenhuma falsa imputação (embora, insisto, as implicações mais me parecem no campo ético do que legal; no criminal não há do que se discutir).

Aliás, Sérgio Moro foi aos senadores explicar o caso do vazamento das conversas com a promotoria. Mas esse, na verdade, não é o foco da postagem. Aqui, fica o fato curioso e destaque para: Renan Calheiros, com 13 inquéritos no STF, Humberto Costa, o “Drácula” das planilhas da Odebrecht, e outros membros reconhecidamente suspeitos do Senado sabatinando o ex-juiz. 

Não é uma espécie de exemplo da “banana que quer comer o macaco”? A “mortadela fatiando a máquina”? Ou, bem claro: uma inversão de valores?

De 0 a 10, qual a credibilidade que você dá ao Senado?

Insisto: não tenho partido e não gosto de rotulações de ideologia de Direita ou Esquerda. Mas querer anular o julgamento do Lula pelas conversas (escrevo pela enésima vez: questionáveis eticamente, mas não criminalmente) parece mais coisa de fanatismo e de adorador lulista. E, ao mesmo tempo, achar tudo normal sem ao menos fazer um contraponto se deveria ter-se evitado o diálogo, também é radicalismo do outro extremo.

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– A Previdência não pode ser encarada como algo para manter padrão de vida!

Eu e meus primos começamos a trabalhar muito cedo, incentivados pelos nossos pais e tios. Aos 12 anos, já tínhamos carteira assinada e cumpríamos rigorosamente os horários e obrigações (e nunca isso fez mal).

Nas regras da época, nós poderíamos nos aposentar com 47 anos de idade, e com a média salarial dos últimos 3 anos pagos ao antigo INPS sobre o teto de 10 salários mínimos.

Isso mudou! Não poderei mais aposentar nessa idade e nem contribuir com o valor citado. Ainda bem que não quero parar de trabalhar…

Porém, algo importante: os valores recebidos por um aposentado não podem ser encarados como continuação de renda de quando trabalhava, mas um valor para sustento das necessidades básicas.

Sabemos que a Previdência Social está quebradae isso é culpa de TODOS os últimos ex-presidentes, pois Fernando Henrique Cardoso e Lula defenderam a Reforma da mesma de maneira parecida, e na hora de tentar aprová-las, tiveram medo da repercussão e jogaram a bomba para frente, arrebentando ainda mais com as finanças. Aliás, vide os discursos antigos no Google: tanto o tucano quanto o petista sabiam da realidade trágica e queriam fazer as mudanças – sem no fundo abrir mão dos privilégios e da popularidade da época.

Mas em consonância com o entendimento do que é “aposentadoria”, ouvi a fala de alguém que está trabalhando nesse processo, Bruno Bianco, que disse:

“A aposentadoria não é para manter o padrão de vida, mas é para sustentar a pessoa.”

Bruno Bianco Leal é secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho; funcionário público de carreira e que trabalhou nos Governos FHC, Lula, Dilma, Temer e agora no atual de Bolsonaro. Ele próprio confirmou que tanto PSDB e PT, enquanto Governo, tentaram e trabalharam pelas propostas atuais, barradas pelos privilégios “inegociáveis” de deputados e senadores.

Enfim: no mundo inteiro, a pessoa trabalha e faz uma poupança para a velhice, e a aposentadoria é para o sustento básico. Aqui no Brasil, sabemos que não é bem assim… O problema é que, do jeito que está, não se terá dinheiro nem para pagar o básico.

Dessa forma, cortar regalias que permitem surgir aposentadorias como as de R$ 68.000,00 de FHC, de R$ 66.500,00 de Lula ou de R$ 72.000,00 de Temer (valores arredondados) é fundamental! Um político deve se submeter às mesmas regras que a população.

O problema em si é: na ânsia de não perder suas benesses, vários grupos disseminam fake news de que “ninguém vai mais aposentar” ou outras bobagens de que a Nova Previdência vai prejudicar o pobre. Nada disso! Procure informações corretas e não em panfletos de radicais contrários – e nem de radicais favoráveis. Procure com pessoas sensatas, racionais e equilibradas.

A propósito, com a mudança do perfil populacional (mais cidadãos velhos do que novos no futuro, como ocorre em muitos locais na Europa), minha própria geração corre o risco de receber calote por conta de menor número de pagadores frente ao maior de beneficiários. Dessa forma, é necessário sim aprovar as Reformas da Previdência, sem fazer demagogia.

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– “Isentão?” É esse o termo de deboche que está na moda por parte daqueles que gostam de rachar o Brasil e ironizar quem não é fanático…

Li que na última entrevista que Lula deu na cadeia, duvidou da facada de Bolsonaro, ironizando que não tinha sangue, que protegeram o agressor e outras coisas repugnantes.

Que insensibilidade. Como a Política é nojenta! As autoridades que deveriam se dar o respeito, adoram criar fake news demagogicamente. Me parece tão ridícula tal afirmação igualmente como aquelas que debocharam da morte de Marielle por milicianos e do funeral da dona Marisa Letícia.

São esses os nossos estadistas?

Aliás, acrescento os  exemplos de repugnância do país: áudios vazados de Lula e Dilma foram comemorados pela Direita na ocasião. E agora a mesma turma critica os vazamentos do Telegram de Sérgio Moro, fazendo a Esquerda vibrar. Pode?

Êta nação hipócrita. Mais sensatez, Brasil. Não é esse legado (de fanáticos e partidários radiciais doentes) que queremos deixar para os nossos filhos. Precisamos de gente coerente, isenta, honesta e sem interesse pessoal, que governe para o TODO, e não para um lado apenas.

Não é questão de ser isento ou em cima do muro, é de discordar do radicalismo que tanto está fazendo mal entre os brasileiros, que, por conta da Política (e do fanatismo), resolveu se dividir em dois lados (como se o mundo fosse bipolar e como se só existissem dois grupos políticos – ou até mesmo somente Esquerda e Direita, que é um conceito “vencido” há tempos). 

Dizer o quê, se para a Direita ou para a Esquerda a única forma de concordância é bradar àqueles que não admiram nem os métodos de Bolsonaro tampouco os de Lula de “isentão…”(como se fosse algo pejorativo). É a turma que quer te obrigar a ser apaixonado por algum político Lula ou Bolsonaro – criando o termo “político de estimação”… E aí daqueles que não aderirem!

Sai dessa onda, Brasil.

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– Cegos do Petismo e Malucos do Bolsonarismo: o cerne da discussão sobre a Honestidade Intelectual. Sobre o artigo de Padilha.

José Padilha é um diretor de cinema competente e polêmico, sem papas na língua. Ele se tornou amado e odiado por esquerdistas e direitistas radicais, por conta de filmes como “Tropa de Elite” e a série “O Mecanismo”, além de suas opiniões fortes e firmes. 

Mas o que ele escreveu em uma coluna da Folha de São Paulo hoje, é lúcido e pertinente aos dias atuais.

Não sou assinante do jornal, mas até onde o UOL me permite ler gratuitamente, antes de obrigar o acesso virtual da assinatura paga, destaco o seguinte trecho sobre a sociedade:

“Uma parte se recusa a admitir que caiu no conto do vigário de Lula, se recusa a aceitar que ele capitaneou a associação PT-PMDB com um cartel de empreiteiros que desviou bilhões de dólares dos cofres públicos. A outra finge não ver que Jair Bolsonaro, além de desqualificado, tem conexões com a esgotosfera da polícia do Rio de Janeiro. No que tange à honestidade intelectual, a direita pró-Bolsonaro e a esquerda pró-Lula se tornaram irmãs siamesas: nunca mudam de opinião.

Não dá para corrigir nada (ao menos, insisto, no trecho que pude ler). Especialmente quando ele usa o termo honestidade intelectual!

Confesso: estou indo à banca somente para comprar a Folha por curiosidade de ler a íntegra!

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– Peso Real? Seria Peso Morto…

Juro que pensei que era fake news, mas não era. Quer dizer que o presidente Jair Bolsonaro sugeriu uma moeda única na América do Sul?

Como?

Me recordo que quando a União Europeia lançou o Euro, o então presidente Fernando Henrique Cardoso sugeriu uma moeda nos mesmos moldes para o Mercosul. Depois Lula discutiu novamente essa bobagem. Agora é a vez de Bolsonaro retomar o assunto.

Pra quê? Para desestabilizar a economia dos países vizinhos e sentirmos o impacto?

Abaixo, compartilho o editorial do Estadão que brinca com a ideia do verdadeiro “peso real” que deve ter a atenção do Governo: a das atitudes na economia do país e a necessidade de reforma do quadro político!

Extraído de: https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,o-peso-real-de-um-delirio,70002861522

O PESO REAL DE UM DELÍRIO

Bolsonaro parece encantado com a ideia. De volta ao Brasil, afirmou que a criação de uma moeda única poderia se estender para toda a América do Sul

Se o governo parece, finalmente, dar sinais de ter alguma disposição para o diálogo político, tendo negociado a aprovação da Medida Provisória 871, que manda auditar os benefícios pagos pelo INSS, também é digna de nota a abertura da oposição para aceitar um acordo com os governistas. Em se tratando de um governo errático e muitas vezes hostil aos políticos, e de um Congresso repleto de neófitos despreparados para o duro trabalho parlamentar, não se deve comemorar antes da hora; no entanto, sobretudo diante do histórico de trombadas entre o Executivo e o Legislativo, é essencial registrar que houve, nos últimos dias, um inegável avanço.

A oposição deu inestimável colaboração para a melhora do quadro político ao apoiar a medida governista em troca da inclusão de uma mudança no projeto de reforma da Previdência com vista a dar maior prazo para que os trabalhadores rurais se adaptem às novas regras. Ambas as partes consideraram os respectivos pleitos aceitáveis e estabeleceu-se ali um consenso mínimo – sem o toma lá da cá e sem a truculência que tanto marcaram a história recente das relações entre o governo e o Congresso.

O acordo, feito no Senado, foi articulado pelo líder da Minoria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), com o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Não se pode atribuir ao senador Randolfe nenhum pendor governista – ao contrário, é ferrenho crítico do atual governo. Mas ele e o bloco que lidera parecem ter percebido que o caminho do diálogo pode dar melhores frutos que o confronto puro e simples.

Há outros parlamentares da oposição igualmente dispostos a negociar com o governo. É o caso dos deputados que subscreveram emenda para destinar à primeira infância parte da economia que resultar da reforma da Previdência. Entre os autores destacam-se os jovens deputados Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tabata Amaral (PDT-SP). Mesmo sendo da oposição, ambos dizem reconhecer como necessária a reforma da Previdência e, malgrado serem parlamentares de primeira viagem, mostram maturidade para reconhecer que o caminho da negociação tende a ser o mais produtivo para seus projetos políticos.

Tudo isso contrasta, e muito, com o comportamento do PT e de seus satélites. Fiel à sua natureza autoritária, o partido do presidiário Lula da Silva desconsidera a legitimidade de qualquer governo que não seja o seu. Nem se dá ao trabalho de formular propostas alternativas às encaminhadas pelo presidente Jair Bolsonaro, já que não pretende, a sério, negociar nada com o governo. Sua única intenção é prejudicar a tramitação de tudo o que emanar do Palácio do Planalto. E seu único projeto para o País se resume ao slogan “Lula livre”, com o qual inclusive tentou capturar as manifestações estudantis contra os cortes orçamentários nas universidades federais. Assim, segue sendo o velho PT de sempre, que não apoiou o Plano Real, que pediu o impeachment de todos os presidentes sempre que esteve na oposição e que jamais se dispôs a negociar senão na base do grito ou do talão de cheques.

Felizmente, parece que os partidos que se dedicarem a esse tipo de oposição destrutiva tendem ao isolamento, pois várias lideranças oposicionistas se recusam a aderir ao método petista de sabotar governos e demonstram genuína disposição para conversar.

É fato que o governo, nas suas relações com o Congresso, demonstra frequentemente a tendência de considerar que a vontade do presidente Bolsonaro deve ser automaticamente convertida em lei, e isso cria ruídos mesmo com os parlamentares de inclinação governista. Por outro lado, há também uma tendência de parte da oposição de considerar necessariamente ruim tudo o que é encaminhado pelo Palácio do Planalto, sem nem ao menos conhecer os projetos. Um clima desses não é propício para o diálogo. Por isso, mesmo que tenha sido apenas um lampejo, a recente negociação entre governo e oposição é alvissareira, pois mostrou qual é o único caminho viável para o País. Espera-se que as lideranças políticas responsáveis tenham entendido que não há outra maneira de alcançar o entendimento necessário para começar a tirar o Brasil de sua profunda crise, com a qual só os delinquentes morais lucram.

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– De Jair para Jânio? A fala de Steve Kunda e a lucidez de Janaína.

Depois do texto divulgado por Bolsonaro de autoria de Paulo Portinho, a respeito da ingovernabilidade enfrentada pelo Presidente da República, das convocações de seus apoiadores para ir na rua, da divisão do PSL com Carla Zambelli, Joice Hasselmann e Eduardo Bolsonaro se estranhando, do próprio Governo (olavistas versus militares), mesmo com a frágil oposição partidária que enfrenta (a lógica mostra que o grande adversário político de Jair Bolsonaro é ele e sua própria turma), se faz inevitável pensar (e não é loucura nem fake news, mas sim teoria): estaria se pensando num clima de caos para se ameaçar uma renúncia?

Sei lá. A única certeza que tenho que meu voto (infelizmente, em branco no 2o turno por falta de opção) me conforta de que eu não estava louco na escolha. Uma vez eleito, torço para o Presidente da República (seja quem fosse) desse certo. Mas a coisa está brava…

E o apelo por redes sociais parece ser grande. Steve Kunda, um pastor congolês radicado na França, gravou um vídeo replicado por Bolsonaro dizendo:

“Eu não moro aqui. Mas falo da parte de Deus. Vocês aceitando ou não, você seja de esquerda ou de direita, o senhor Jair Bolsonaro é o Ciro (imperador da Pérsia) do Brasil. Deus o escolheu para um novo tempo, para uma nova temporada no Brasil. Não passe o seu tempo criticando. Juntem as forças e sustentem esse homem. Orem por ele, encorajem ele, não façam oposição, venham fazer proposição”.

Depois da mensagem e dos pedidos de manifestações do “1o filho da República”, Dudu Bolsonaro, a deputada Janaína Paschoal lucidamente retrucou em texto:

“Pelo amor de Deus, parem as convocações! Essas pessoas precisam de um choque de realidade. Não tem sentido quem está com o poder convocar manifestações! Raciocinem! Eu só peço o básico! Reflitam! Àqueles que amam o Brasil, eu rogo: não se permitam usar! Não me calei diante dos crimes da esquerda, não me calarei diante da irresponsabilidade da direita”.

Taí. Concordo com a parlamentar. Já é hora de não ficar criando conflitos desnecessários e trabalhar de verdade, aceitando as críticas construtivas e deixar de alimentar inimigos.

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– De novo não, Presidente. Deixa a Petrobrás quieta…

Da 1a vez na qual Bolsonaro interferiu na política de preços da Petrobrás, a fim de segurar o aumento do Diesel, a empresa perdeu bilhões (e teve que aumentar aos poucos e na surdina).

Depois desse episódio, o presidente disse que não interferiria mais. Porém, com a crise do Irã e a disparada nos preços no mercado internacional, é lógico que o preço vai aumentar.

Se Bolsonaro repetir o que Dilma fazia demagogicamente (interferir nos preços para não perder popularidade), as ações da Petrobrás despencarão de novo. Aliás, depois da fala dele numa Live do Facebook ontem à tarde, elas já começaram a perder valor. Pergunte para qualquer gerente de banco se vale a pena investir em Fundos DI atrelados à petroleira.

Jair Bolsonaro deveria fazer o que prometeu em campanha: deixar a empresa ser uma cia independente na gestão de preços. Já não basta o Petrolão desde os tempos de Lula, agora, mais essa?

Extraído de: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-fala-em-rever-politica-de-preco-da-petrobras,70002832277

BOLSONARO FALA EM REVER POLÍTICA DE PREÇOS DA PETROBRÁS

BRASÍLIA E DALLAS (EUA) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 16, que pode rever a política de preços da Petrobrás se não houver prejuízos para a estatal. A declaração foi feita em Dallas, no Texas, durante a transmissão semanal ao vivo do presidente no Facebook.

“O pessoal reclama do preço da gasolina a R$ 5. E eles me culpam, atiram para cima de mim o tempo todo. O preço do combustível é feito lá pela Petrobrás. Leva em conta o preço do barril de petróleo lá fora, bem como a variação do dólar. Lógico que se a gente puder rever isso aí sem prejuízo para a empresa, sem problema nenhum, às vezes, a política pode ter algum equívoco”, disse o presidente.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que acompanhou Bolsonaro na transmissão, afirmou que o preço dos combustíveis no País só poderá ser reduzido quando houver “maior produção, quando não formos dependentes do petróleo que hoje ainda continuamos exportando e importando”.

Em abril, Bolsonaro admitiu ter ligado para o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, para que a estatal desistisse do aumento do preço do diesel nas refinarias. “Eu liguei para o presidente sim. Me surpreendi com o reajuste de 5,7%. Não vou ser intervencionista. Não vou praticar a política que fizemos no passado, mas quero os números da Petrobrás”, afirmou à época o presidente.

O reajuste foi cancelado e, depois do episódio, a empresa perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado.

A Petrobrás, em março, havia se comprometido a congelar o preço do óleo diesel por pelo menos 15 dias. Por causa da política de preços dos combustíveis, os caminhoneiros pararam o País, em maio do ano passado. Neste início de ano, com o petróleo em alta, o diesel voltou a ser uma ameaça.

2ª viagem de Bolsonaro aos EUA

– Ninguém vai abrir a Caixa Preta do BNDES?

Todo mundo comenta, reclama, sabe e cobra a respeito do Banco Nacional de Desenvolvimento Social, o BNDES. Afinal, a instituição foi acusada (justamente) por soltar crédito muito barato “aos amigos do Rei”, ou seja, às grandes empresas aliadas em corrupção ao ex-presidente Lula. Nações como Venezuela, Angola e Cuba (ditaduras esquerdistas) receberam altos valores, e o retorno, até agora, nenhum.

Dito isso, lembro-me que na última eleição a população cobrou veementemente que o BNDES fosse investigado. Mas até agora… o que aconteceu com essa “caixa preta”? É tão difícil de se abrir ou não se pode?

Atualmente, de maneira correta não se solta crédito a empresas que não precisam  de dinheiro barato e nem aos aliados políticos. Só que a quem precisa, esse recurso está fechado também! O BNDES cortou TUDO, descriteriosamente.

Até quando o brasileiro vai ficar esperando que o banco seja bem administrado de verdade e os recursos liberados adequadamente? Já era hora para o atual Governo esclarecer tudo isso…

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– Mudando o conceito de “radical e ponderado” do Governo

A eleição do presidente Jair Bolsonaro, um ultra-direitista de linha conservadora assumido, se deu por conta, sabidamente, do ranço proporcionado por anos de administração petista, iniciados de maneira populista e aparentemente eficiente nas questões sociais, mas que se mostrou ineficaz na solução dos problemas brasileiros (eram doses de resolução de problemas paliativos, temporários, não duradouros e “com previsão de vencimento”, mascarados por demagogia e turbinados com uma corrupção absurda, resultando na prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva).

Entendendo-se às claras: quem votou em Bolsonaro, em grande parte, votou contra o PT e a corrupção. Haddad, que já havia perdido a eleição paulistana, carregou as críticas à sua gestão em SP juntamente com a antipatia petista. Manuela abriu mão de sua candidatura, e Marina Silva nem decolou. Ciro estagnou. Dessa forma, a esquerda radical e a esquerda moderada sucumbiram. Alckmin (que no papel é de um partido de centro-esquerda, mas na prática não), se afundou de vez (aliás, detesto as definições de centro e de direita em nosso país, como se fossemos ainda dos tempos dos jacobinos e girondinos da Revolução Francesa, onde surgem essas definições). Tivemos ainda a direita liberal do Partido Novo, onde Amoêdo tinha ao menos ideias claras mas perdeu votos daqueles que optaram pelo voto útil (tipo: ele não vai ganhar, apesar de que eu votaria nele; então voto em outro com mais chances de vitória”. E sobrou ainda Meirelles e Cabo Daciolo, cartas fora do baralho.

Terminado o processo eleitoral, independente de quem ganhou, devemos torcer para o sucesso da sua administração, pois isso gera resultado positivo para nós, brasileiros. Torcer contra é burrice, seja quem for o eleito. A democracia, em tese, funciona assim, e você terá os instrumentos e a liberdade de cobrança: de cobrar o que prometeu por parte de quem votou esperançoso no nome vencedor, e de cobrar para que se faça algo bom, por parte de quem não votou no ganhador.

Todo esse grande preâmbulo é para dizer o seguinte: muitos tinham medo de que os militares que estavam próximos de Jair Bolsonaro fossem radicais, e a censura e a ditadura ganhassem corpo (eu, que não votei no segundo turno nem em Jair Bolsonaro e nem em Fernando Haddad – votei em branco – era um desses temerosos).

E o que aconteceu?

Descobrimos que os generais militares do atual governo é que são os ponderados! Os radicais são os influenciados pelo pseudo-filósofo Olavo de Carvalho, um homem que foi astrólogo, muçulmano esotérico (não sabia que existia essa profissão de fé), que vive na Virgínia falando palavrões e ostentando seus cachimbos e cigarros nos vídeos que grava, mas que tem absurda influência sobre Bolsonaro e seus filhos. Aliás, no Ministério da Educação, o desastroso ex-ministro Ricardo Vélez e o polêmico atual ministro Abraham Weintraub, são olavistas assumidos e foram indicados por ele próprio.

Os racionais (e não radicais) são: o vice-presidente Hamilton Mourão (vide o caso da Venezuela, sempre pedindo diálogo e a não-guerra), o general Villas Boas, cadeirante atualmente mas que não perdeu o juízo, o comandante da força de paz no Haiti e hoje chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno (esse, em particular, penso ser um herói nacional, pois comandou o processo de paz sem ferir ninguém, defendendo sempre a diplomacia), e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz (chamado por muitos de incorruptível, um cara sério, discreto e considerado intelectual – que sempre tem “jeitão de bravo” quando é fotografado).

Não é uma inversão de conceitos, mas uma constatação: os militares de hoje, que eu pensava serem radicais, são racionais e ponderados! E a turma dos aficcionados por Olavo de Carvalho, mostrando-se destrambelhados como ele, num cego fanatismo e radicalismo que assusta. E o pior: ambos são o Governo!

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– Barrigada da Veja; Acerto da Jovem Pan

Impressionante a confusão envolvendo a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves!

A Revista Veja, em seu site, publicou na manhã desta 6a feira que ela havia pedido demissão do cargo por problemas de saúde e ameaças contra a vida. Alegou ainda, que por motivação da Segurança Institucional, estava morando em lugar não revelado em Brasília e que estava cansada.

Só que… 

Poucos minutos depois, a Rádio Jovem Pan entrevistou ao vivo a ministra que negou tudo! Disse que apenas falou ao repórter que estava em vias de se aposentar quando aceitou o cargo e que o cargo era cansativo; confirmou que recebia ameaças de morte por mexer com assuntos de crime organizado, como o combate às drogas e pedofilia, mas que em momento algum sequer mencionou que deixaria o cargo, que fica até o último dia do mandato do presidente Jair Bolsonaro e que sai somente se for demitida.

E aí, José?

Será que ela pediu demissão mesmo, mas em pouquíssimo tempo foi demovida da ideia, ou foi uma tremenda “furada” da Veja, que na ânsia de dar um “furo”, vacilou?

Parabéns à Rádio Jovem Pan que oportunamente entrevistou a ministra, que surpreendeu os jornalistas que estavam ao vivo ao desmentir a informação da Revista.

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